Page 1

Publicação da Instituição Amélia Rodrigues - Nº 52 - Jul/Ago/Set de 2017 - Santo André - SP

Em cada conto, muitos aprendizados Para que a criança cresça mais fortalecida, emocionalmente, é preciso que desde cedo aprenda a lidar com os diferentes sentimentos: amor, respeito, amizade, inveja, traição e a dor diante da morte de entes queridos. Nada melhor do que usar os contos de fadas para levantar essas questões. Em obras como “Cinderela”, por exemplo, em que as irmãs, por inveja, tentam atrapalhar o sonho da Gata Borralheira, as crianças aprendem que desejar aquilo que é do próximo e tentar prejudicá-lo por isso não vale a pena. “Devemos buscar as nossas próprias coisas”, relatou Mikael Silva (9 anos). Isabelly Silva (10 anos) vai mais além, ao relatar que não devemos somente olhar para aquilo que não possuímos, mas sermos gratos ao que temos. “Sou grata à minha saúde, à minha família, aos meus amigos”, comentou. Pontos positivos da obra “Cinderela” também foram destacados por Jhulya Santos (9 anos). “Ela era bondosa, trabalhadora e muito amorosa”. Segundo a educadora Maraceli Santos, em todos os projetos são feitas muitas rodas de conversa e reexão com as crianças. “No conto ‘Pinóquio’, conversamos sobre as consequências que a mentira traz para nós”, relatou. “Quando você prejudica o outro não é possível se sentir bem”, observou. Vinicius Silva Goulart (8 anos) conta que o boneco era

|Pinóquio foi tema de roda de conversa entre os educandos

|Contos como Rei Leão foram trabalhados em todas as turmas - Fotos: Divulgação mentiroso. “Nós também mentimos, mas isso não é legal porque as pessoas não gostam de pessoas mentirosas”, disse. Mas, Pinóquio também tinha uma grande virtude, que era a Coragem. “Tentamos trazer isso para o dia a dia, ao enfrentarmos os nossos problemas”, pontuou a educadora. Esse foi o caso de Vitória Gabrielle Brandão (9 anos). A educanda conta que certa vez quebrou um prato de sua mãe e escondeu os cacos, com medo de levar uma bronca. “Aquele era o melhor prato que ela tinha”, recordou. “Criei coragem e resolvi contar a verdade. Ela só me pediu para tomar mais cuidado. Me senti feliz em ter falado”, comentou. Lidando com as perdas Segundo Maraceli, na história de “O Rei Leão”, o tema que mais marcou para as crianças foi a questão das perdas. “Por inveja e briga pelo poder, o personagem Simba tem seu pai assassinado pelo próprio irmão”. Como nessa turma já trabalhamos a questão da morte no Projeto Amigos do Zippy (amigosdozippy.org.br),

eles estão mais preparados para lidar com esse assunto”, relatou. A educadora observa que, com carinho, é necessário dizer a verdade para a criança quando ocorre o falecimento de um parente ou bicho de estimação. “Geralmente, o adulto tem diculdade em dizer, achando que a criança não vai saber lidar com isso. É importante explicar que esse é um ciclo natural da vida, e que muitas vezes ocorre que os mais novos acabam indo mais cedo que os mais velhos”, comentou. “Devemos acolher a criança, deixá-la chorar, saber ouvi-la e também respeitar o silêncio dela quando preciso”, comentou. Em todas as turmas da Instituição são trabalhados os temas relacionados aos sentimentos, de acordo com a faixa etária e entendimento da criança.


Editorial

Tempo de fazer caridade? Nas proximidades do Natal, nós, os Cristãos, começamos a concentrar nossa atenção e preocupação, tendo em vista a comemoração da sagrada efeméride.

Uma Publicação da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues Presidente: Miguel Sardano 1º Vice-presidente: Baldir Padilha 2º Vice-presidente: Terezinha Sardano

É um período de correria. É o grande momento do comércio. A preocupação das compras dos presentes, o orçamento dos gastos, etc. Isso para quem não está desempregado, o que é outra história (triste). Bem, as comemorações do Natal têm sido muito siológicas, com muita comida e bebida, o que engorda as estatísticas dos acidentes automobilísticos. Aliás, o que não falta para os festeiros é motivo para beber. Anal, o que será que o aniversariante pensa? Que presente o Mestre gostaria de receber? O presente que Ele nos ofereceu não tem preço. Não vende em nenhuma loja ou shopping – é a Paz, que só Ele pode dar. Tudo indica que nós não temos para lhe dar nenhum presente que possa agradá-lo, porque Ele não precisa de nada dos humanos. Mas, se consultarmos o Evangelho que Ele nos legou iremos encontrar uma “dica” do que Ele gostaria de receber de nós: Que Nos Amemos Uns aos Outros. É fácil? É possível? É difícil responder a essa pergunta porque o convite, como sabemos, está no ar há mais de dois mil anos. Então, é mais fácil para nós oferecermos uma sacola de alimentos aos pobres, em homenagem ao aniversariante excelso. Isso é o que Ele espera de nós? Isso é caridade no entendimento de Jesus? Sim, é um bom começo, mas o Mestre

2

Rua Silveiras, 17 – Vila Guiomar Santo André SP - CEP: 09071-100 94000.1952 - (11) 3186-9788

espera de nós muito mais, como dissemos. O Natal está chegando, sempre repetindo a mensagem de Paz entre os homens de boa vontade: Caridade, palavra forte, mágica, sublime, que invoca o amor de Deus. Porém, não esperemos o Natal para socorrer nossos irmãos sofredores de todo o jaez. O tempo de Deus é a eternidade. Natal é momento de reexão, de perdão, de caridade, que vai muito além de pequenas doações materiais, que muitas vezes é o alívio de consciência, uma espécie de “fazer as pazes com Deus” ou cumprir um dever religioso. Caridade é muito mais que esmola, benecência. Caridade, como entendia Jesus, foi denida pelo apóstolo Paulo: Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse caridade (amor) eu nada seria.

contato@ameliarodrigues.org.br www.ameliarodrigues.org.br Textos: Suzete Botasso Revisão: Miguel Sardano, Terezinha Sardano, Nádila Gilotti e Rosemarie Giudilli Equipe Técnica: Adriana Padilha Protti e Andréa Santos Projeto Gráfico e Diagramação: Marco Beller - (11) 4438.8834 Impressão: Lis Gráfica e Editora - (11) 3382.0777 Tiragem 5.000 Copyright Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo deste informativo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da entidade.

Aceitamos doações de roupas, acessórios, cobertores, calçados, brinquedos, utensílios de cozinha, etc. Toda renda é revertida para a sustentabilidade dos nossos projetos socioeducativos. Inf: (11) 3186.9788 - www.ameliarodrigues.org.br


Aconteceu na terra no projeto desenvolvido pelas alunas da FMABC. A primeira etapa foi realizar desenhos e rodas de conversa acerca de alimentação saudável. “Apresentamos algumas hortaliças, verduras e legumes in natura: alface, coentro, tomate, rúcula, salsa, rabanete, brócolis, cenoura, abobrinha e berinjela, e seus benefícios”, comentou Hayra.

|Educandos montaram uma horta vertical - Foto: Divulgação

Meio ambiente em alta na Amélia Rodrigues Ensinar às crianças a importância de se escolher bem aquilo que comem, sempre fez parte do calendário de atividades da Amélia Rodrigues. Para enfatizar esse aprendizado, a instituição recebeu, no dia 22 de setembro, um projeto desenvolvido pelas alunas do curso de Gestão em Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Hayra Luz, Nayara Cavalheiro e Renata Brito. Segundo as idealizadoras da ação, a

Em seguida, com o auxílio dos educandos, foram feitas ocinas de adubação e plantio de mudas em garrafas PETS, além de instalação de horta vertical. “Executar as atividades com as crianças da Amélia Rodrigues foi uma experiência incrível. Tivemos ótima recepção, a professora Mara nos ajudou em tudo que precisamos, e os alunos participaram do início ao m”, relatou Hayra. Para a aluna, o melhor momento foi na apresentação das hortaliças e verduras. “As crianças caram tão animadas que começaram a comer as verduras”, comentou.

iniciativa tem por principal objetivo incentivar a prática da alimentação saudável, livre de agrotóxicos, além de desenvolver a sensibilização sobre a importância do meio ambiente. “A ação visa à mudança de atitude, o incentivo à solidariedade de cooperação, ao resgate do respeito e à tolerância com o próximo e o meio”, destacou Hayra Luz. Mão na terra Nada como aprender na prática. Por isso, os educandos colocaram as mãos

É primavera! Para comemorar o dia da Árvore e a chegada da Primavera, no mês de setembro as educadoras da Amélia Rodrigues prepararam e encenaram para as crianças uma história cantada sobre o tema. Caracterizadas nas personagens árvore e ores, as educadoras despertaram atenção das crianças para a importância da preservação do meio ambiente. “Fizemos dessa forma para que possam compreender bem mais o que ensinamos. Elas caram encantadas ao nos ver representando”, considerou a educadora Fabiana de Oliveira |Educadoras encenaram peça sobre a natureza - Foto: Divulgação

3


Fotos: Arquivo


Acompanhe o que aconteceu no terceiro trimestre de 2017 01 Fase II B - Letramento| 02 S.C.F.V. Tarde - Livro Paulus 03 Fase II A - Recreação | 04 Formação - Educadores 05 S.C.F.V. Manhã - Higiene Bucal | 06 Maternal I - Atividade **FEASA 07 Início da Primavera | 08 Berçário I - Amamentação 09 Fase I - Folclore | 10 Berçário II - Alimentação 11 Maternal II A - Suco de Beterraba | 12 Maternal II B - Pintura no Palito *S.C.F.V. - Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos **Federação das Entidades Assistenciais de Santo André


Saúde

Os malefícios do álcool à saúde e à segurança Desde 11 de abril de 2008, a frase “Beba com moderação” é obrigatória em todas as propagandas de bebidas alcoólicas comercializadas no território nacional, sejam essas peças veiculadas em rádio, TV, mídia impressa ou digital. A determinação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), agência que regula o setor, deveu-se ao notório conhecimento sobre os efeitos nocivos do álcool à saúde e à segurança pública. Mas o que signica exatamente beber com moderação? A ingestão moderada de bebidas alcoólicas é um conceito de difícil denição. O National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), dos Estados Unidos, utiliza o termo "beber moderadamente" para se referir àquele consumo que não implica riscos de prejuízos ao indivíduo e à sociedade. Ana Cecilia Marques, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em álcool e outras drogas, enfatiza que “não existem níveis seguros para o consumo” de álcool etílico, por se tratar de uma substância altamente viciante. Ela é uma entre muitos especialistas que classicam o álcool como a droga pesada, pela combinação de fatores prejudiciais que carrega, sendo responsável pelo surgimento de doenças graves, a deterioração das relações familiares, sociais e de trabalho, além de seu consumo estar ligado à maioria dos acidentes de trânsito. O assunto, contudo, é controverso. Como bebidas alcoólicas, mesmo legalizadas, são drogas psicotrópicas, isto é, que atuam no sistema nervoso, alterando o comportamento de quem a consome, foram denidos padrões de consumo considerados aceitáveis. Ocorre que diferentes organizações, como a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), do Brasil, o próprio NIAAA e a Organização Mundial da Saúde (OMS), adotam diferentes diretrizes a respeito de quais seriam os níveis seguros de ingestão de álcool. A indicação feita por todos os especialistas entrevistados pelo Jornal do Advogado para esta reportagem são as xadas pela OMS. A entidade entende que o limite de consumo deve ser de duas doses diárias para mulheres (cerca de 15g de etanol puro) e três doses diárias para homens (cerca de 30g de etanol puro). Por uma dose entende-se uma medida

padrão de bebida destilada (uísque, cachaça, vodka), uma taça de vinho ou uma lata de cerveja. “Esses valores são estabelecidos partindo do pressuposto que o indivíduo adulto é saudável e não tem qualquer lesão no fígado. Em caso de indivíduos com doença hepática, mesmo essas pequenas quantidades podem ser nocivas”, adverte o gastroenterologista e hepatologista Roberto Carvalho Filho, responsável pelo Ambulatório de Doença Hepática Avançada da Unifesp. Portanto, a ingestão de mais de três doses de bebida alcoólica já é considerada uma intoxicação. Em outras palavras, embriaguez. “Nesse estado, o indivíduo já tem a crítica da realidade alterada pelos efeitos do álcool. Há uma ação de desinibição do sistema nervoso central com várias repercussões, como verborragia e rubor facial, por exemplo. Os dados vitais também são alterados, há aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, da frequência respiratória. Se mais doses forem consumidas, uma depressão geral vai se instalar”, detalha Ana Cecilia Marques. O excesso de álcool provoca no dia seguinte ao consumo a indesejada ressaca, caracterizada por sede, tontura, irritação no estômago, náusea e dilatação dos vasos sanguíneos, além de queda da taxa de açúcar no sangue, o que pode levar à fraqueza e cansaço. A eliminação total da substância pelo organismo pode levar até 12 horas, dependendo da quantidade ingerida, do peso, do sexo e da capacidade do metabolismo de cada um. Se de um lado o consumo de álcool, especialmente quando de forma abusiva, está fortemente associado a malefícios para a saúde, de outro divulga-se há anos que uma taça de vinho tinto por dia faz bem à saúde, principalmente ao sistema cardiovascular. Seria isso mito ou verdade? “Temos evidências de que o consumo de uma taça de vinho tem algum efeito protetor ao coração. Para os pacientes que já bebem, nós orientamos a não tomar mais que uma taça diária. Mas, no caso de quem ainda não consome álcool, nós não estimulamos esse hábito”, explica o cardiologista Celso Amodeo, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Beber socialmente Cabe registrar que a empresa de maior

valor de mercado da América Latina, segundo levantamento anual da consultoria Economática, é a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), que produz as principais marcas de cerveja do país. Sua inuência não se restringe ao âmbito econômico – extrapola para o social e cultural do brasileiro, haja vista que suas peças publicitárias, que invadem os lares, relacionam o consumo de bebidas alcoólicas com o bom convívio social. Mas há uma confusão entre o que é “beber com moderação” e o que é “beber socialmente”. “Beber socialmente não quer dizer beber em quantidades aceitáveis. Se um indivíduo tem uma vida social intensa – o que ocorre muito com jornalistas, relações públicas, políticos etc., isso pode levá-los a ingestões acima daquelas recomendadas e até à dependência”, alerta Roberto Carvalho Filho. O álcool é responsável por 200 tipos de patologias, entre as quais gastrite, impotência sexual, infertilidade, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, insuciência cardíaca, demência e pancreatite. No fígado, onde 90% do álcool ingerido é metabolizado, o impacto é gradativo conforme as quantidades de bebida ingerida. A degradação costuma iniciar com uma esteatose (acúmulo de gordura no órgão), passa por hepatite alcoólica e alcança cirrose hepática. Várias podem ser as causas da cirrose, mas o álcool é responsável por cerca de 40% dos casos. Como tais problemas hepáticos são assintomáticos no princípio, os alcoolistas só procuram ajuda quando a doença está em estágio avançado. Um total de 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos pelas consequências da bebida – 5,9% de todas as mortes no mundo. No grupo das pessoas entre 20 e 39 anos, 25% das mortes têm relação direta com o consumo de álcool. Os dados são da Organização Mundial da Saúde, que em maio deste ano divulgou um estudo apontando que o consumo de álcool per capita no Brasil aumentou 43,5% em 10 anos. Em 2006, cada brasileiro a partir de 15 anos bebia o equivalente a 6,2 litros de álcool puro por ano. No ano passado, a taxa chegou a 8,9, superando a média mundial de 6,4 litros por ano. O Brasil gura na 49ª posição do ranking entre os 193 países avaliados.

Por Karoline Pinheiro da Silva - Fonte: Jornal do Advogado (OAB São Paulo), edição 430- Ago/2017


Aconteceu

Noite da Pizza com Música ao Vivo agitou a Amélia Rodrigues Embalados pelo som da Banda DM, mais de 400 pessoas dançaram, cantaram e saborearam deliciosas pizzas durante a 54º edição da Noite da Pizza com Música ao Vivo, realizada no dia 26 de agosto, na Instituição Amélia Rodrigues. Servidas em sistema de rodízio, as pizzas foram montadas pelos voluntários da Instituição, que também assumiram o trabalho do forno e da venda de doces e refrigerantes. Sabores como Mussarela, Calabresa, à Moda, Marguerita e Abobrinha com Bacon zeram parte do cardápio. A Noite da Pizza ocorreu com o apoio/patrocínios das empresas: Aja Alimentos; Banda DM; Ossel; Pantera Imóveis; Planety Copiadora; Queijos Joana; Studio Embalagens e Villa Are Italinea.

|Animação cou por conta da Banda DM - Foto: Divulgação O evento teve por nalidade arrecadar recursos para a manutenção das ativida-

des socioeducativas realizadas para 219 crianças e adolescentes.

Visita ao Zoológico Faz parte do cronograma de atividades da Amélia Rodrigues proporcionar vivências aos educandos fora da Instituição. No dia 31 de agosto, a turminha de 5 a 6 anos teve a oportunidade de visitar o Zoológico.

Foto: Divulgação |Crianças aprendem o respeito aos animais

Tel: (11) 4992-8989 www.ossel.com.br

Segundo a educadora Gisele Agostinho, o passeio foi muito proveitoso, pois a sala estava trabalhando a história do Rei Leão e temas ligados à preservação do meio ambiente e cuidados aos amimais. “Eles sempre se encantam com

os de maior porte, como o gorila”, comentou. Gisele relata ainda que a disciplina também é trabalhada em passeios iguais a esse. “Mostrando a importância de carem atentos, pois nesses locais sempre há pessoas que eles não conhecem”, observou. “É bem interessante, pois todos tomam conta uns dos outros e chamam atenção do colega quando algo sai fora do combinado”, comentou.

Tel: (11) 4437-2733 - Av. Portugal, 1756 - Jd Bela Vista - Santo André

7


Depoimento

Vitalidade a toda prova Ignez Marin Penachio não pensa duas vezes quando o assunto é doar parte do seu tempo no serviço ao próximo. Com mãos habilidosas e vitalidade a toda prova, essa jovem senhora de 87 anos faz parte da equipe de Costura da Amélia Rodrigues.

Durante todos esses anos de voluntariado, Ignez observa que aprendeu grandes lições. “Tinha um senhor que vinha muito bêbado para tomar a sopa, e eu não cava contente com isso, pois acreditava que ele estava tirando a comida de um homem que trabalhava”.

Voluntária há mais de 30 anos, Ignez se recorda do tempo em que passava em frente ao local, onde havia apenas uma tabuleta escrita: Futuras instalações da Creche Amélia Rodrigues.

Decidida, ela resolveu falar com Dona Terezinha, uma das fundadoras da creche, ao que ela respondeu: “Ignez, quando uma pessoa bêbada pede comida, é porque ela está com muita fome. Vamos dar a sopa, porque ela também precisa”, disse. “Nunca mais esqueci”, relatou Ignez.

“Eu era voluntária em outra instituição. Mas como ela mudou de endereço, cou mais difícil de participar. Ao ver a placa perguntei se iriam precisar de voluntários. Na época, os pedreiros ainda estavam trabalhando”, lembrou. “Quando fui chamada havia apenas uma cozinha e um banheiro. Começamos com o trabalho de sopa, ainda não tinha crianças”. A voluntária conta que, junto com outros colaboradores, separava, descascava e preparava o alimento que era servido aos moradores da comunidade Tamarutaca, em Santo André, sempre no nal da tarde, para que não precisassem se preocupar com o jantar. “Muitos levavam a sopa para casa”, relatou.

Acompanhando o crescimento da Instituição, a voluntária fez de tudo um pouco: sopa, comida congelada, lençóis, chinelos e muito mais. As ações do bem foram ensinadas aos cinco lhos, entre os quais a lha Ines, que hoje, prossional de informática da Amélia Rodrigues, mas que não dispensa um trabalho voluntário. “Sei que plantei boas sementes e que muitas delas já começaram a germinar”, disse. “Gostaria de agradecer à Dona Terezinha e ao Senhor Miguel, pois sou quem recebo da creche e não o contrário. Quando me lembro do início e vejo a Instituição agora, sei que tudo foi feito

|Ignez: “Não recuse um trabalho voluntário, comece!”

com muito trabalho e muito esforço do casal, junto àqueles que os acompanharam”. E aos mais novos recomenda: “Não pense duas vezes em aceitar fazer um trabalho voluntário. Comece, pois ele nos traz muitos benefícios. Nós cometemos muitas falhas e o trabalho voluntário ajuda a amenizar um pouco os erros da gente”, riu jovialmente.

Quanto custa mudar uma história? A partir de R$ 30,00 mensais você pode mudar a nossa. Doe e ajude as crianças da Instituição Amélia Rodrigues 94000.1952 - (11) 3186-9788 contato@ameliarodrigues.org.br - www.ameliarodrigues.org.br

(12) 9 9656 7064 www.lojadaskom.com.br

Tel: (11) 4978-1531 www.chicaroni.com.br

Fique por Dentro 52  

Fique Por Dentro é uma publicação da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, entidade sem fins lucrativos que atende 219 cr...

Advertisement