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Publicação da Instituição Amélia Rodrigues - Nº 38 - Jan/Fev/Mar de 2014 - Santo André - SP

Viva a diversidade cultural

Estimular nas crianças o respeito às diferenças, o enriquecimento cultural e o fortalecimento dos valores éticos são desafios diários, abraçados com carinho pela equipe de Educadores da Instituição Amélia Rodrigues. Para colocar tudo isso em ação, em 2014 será trabalhado dentro do Projeto Anual o tema: Diversidade Cultural, um exercício primoroso de aprender e estar com o outro, e a sua importância na formação da criança. Sempre respeitando a faixa etária, os educandos serão orientados a perceber as diferenças existentes entre os povos, além da contribuição das demais culturas para a formação da cultura brasileira, seja na culinária, nas artes e na cultura popular. Outro ponto que promete estimular a curiosidade dos pequenos é conduzi-los a descobrir o modo como as danças, os pratos típicos, o folclore e os esportes, especificamente o futebol, chegaram ao Brasil. Serão explorados ainda contos tal qual Chapeuzinho Vermelho,

cujo enfoque será o país de origem e a forma como é apresentado nas demais culturas.

Pátria amada Após estudo mais aprofundado acerca da cultura brasileira, as crianças poderão verificar as diferenças entre as regiões do país, de forma geral, e constatar qual a razão de alguns Estados serem mais desenvolvidos do que outros. “Abordaremos, principalmente, as diferenças em nível socioeconômico e educacional, que é o que mais atinge a sociedade neste momento”, considerou a coordenadora pedagógica, Andréa Santos. Visando ao fortalecimento do arcabouço ético, os educandos irão analisar se os valores herdados de outras culturas ainda estão em vigência e por quê. As crianças ainda serão estimuladas, durante todo o ano, a reetir e a trabalhar a questão do respeito, da paciência e da responsabilidade, entre outras virtudes. Foto: Marcos Lins


Editorial

A Copa e o leite das crianças Na face da Terra estamos vivendo dias gloriosos nas ciências e na tecnologia. Ninguém contesta isso. Os recursos materiais de que dispomos, em qualidade de vida, são suficientes para tornar a Humanidade feliz. Mas esses recursos não estão ao alcance de todas as classes sociais. Há um enorme bolsão de excluídos. A desigualdade é agrante. Isso também é incontestável. Gandhi já dizia que o mundo tem tudo para as necessidades de cada um, mas não tem tudo para a ambição de cada um. No momento estamos vivendo a grande mobilização de obras e recursos bilionários para a realização da Copa Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, em nosso País. País onde a fome não foi erradicada. Onde a tuberculose, a malária, a hanseníase e tantas outras enfermidades ainda afetam nossa gente. É verdade que a realização desses megaeventos deixa muitos benefícios na estrutura urbana, com melhorias para as cidades que sediam os jogos. Entretanto, pagamos um preço alto. Teremos belos estádios, excelentes pistas, obras fantásticas, ao lado da miséria gritante. Enquanto isso, batalhamos pelo leite de nossas crianças. É o caso de nossa crecheberçário, atualmente com 214 crianças

entre 03 meses e 10 anos, consumindo 60 latas de leite em pó integral de 400 gramas, semanalmente. Temos que recorrer à generosidade das pessoas que conhecem nosso trabalho. Temos parceria com o poder público que cobre parte dos nossos gastos com o Projeto. Recebemos R$ 350,00 per capta, enquanto o custo real per capta é de R$ 600,00, em média. Nossa pergunta é: Qual a prioridade a ser considerada? As grandes obras dos megaeventos ou a sobrevivência e a saúde desses brasileirinhos que estão chegando, sem perspectivas? Mal alimentados, que futuro eles terão? E o analfabetismo? São imensas as nossas carências, enquanto País em desenvolvimento. Nosso recado é: Demos preferência à vida. Pensem no leite de nossas crianças.

Uma Publicação da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues Presidente: Terezinha Sardano 1º Vice-presidente: Miguel Sardano 2º Vice-presidente: Baldir Padilha Rua Silveiras, 17 – Vila Guiomar - Santo André SP - CEP: 09071-100 - Tel. (11) 3186.9788 www.ameliarodrigues.org.br Textos: Suzete Botasso Revisão: Miguel Sardano, Terezinha Sardano, Nadila Gilotti e Rosemarie Giudilli Equipe Técnica Adriana Padilha Protti e Andréa Santos Projeto Gráfico e Diagramação: Marco Beller – (11) 4438.8834 Impressão: Lis Gráfica e Editora - Tel. (11) 3382.0777 - Tiragem 5.000 Copyright Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo deste informativo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da entidade.

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Projeto Higiene Bucal

Sorriso muito bem cuidado Estudantes de odonto da Universidade Metodista realizam ações preventivas na Instituição Quem entra na Instituição Amélia Rodrigues logo é recebido pelo sorriso amoroso das crianças. Além de reetir alegria, a expressão evidencia também a estética proporcionada por uma boa saúde bucal. Em complemento ao trabalho já realizado pela equipe de dentistas voluntários da Instituição, há quatro anos os alunos de Odontologia da Universidade Metodista, de São Bernardo, realizam projeto de Cariologia e Epidemiologia para os assistidos. De acordo com o professor Marcelo Mendes Pinto, cabe aos universitários fazerem levantamento de cáries e de doenças da boca no primeiro semestre partindo depois para ação preventiva na segunda metade do ano. Todas as atividades são propostas pelos alunos e executadas após avaliação. “Trabalhamos a parte educacional das crianças, com linguagem específica para cada idade”, comentou. As gestantes também recebem orientação dos estudantes de odontologia, o chamado pré-natal odontológico. “A mãe apresenta muitas dúvidas em relação aos cuidados com o bebê”, observou Marcelo. Segundo o professor, estudos demonstram que a mulher receptiva à orientação durante esse período, além de ficar mais tranquila, consegue perceber diferentes situações que ocorrem na cavidade bucal da criança, auxiliando o trabalho dos dentistas.

Carlos, Kauane e Mateus: todas as crianças da Amélia Rodrigues são educadas a cuidar dos dentes

Resultados positivos O professor salienta que desde que as ações preventivas foram iniciadas na Amélia Rodrigues houve mudança no perfil dos educandos. “Nossa proposta é educar, motivar e diminuir a necessidade de tratamento na cadeira do dentista. E temos conseguido atingir este objetivo”, constatou. Para Marcelo, tão importante quanto a formação acadêmica dos futuros profissionais é o despertar de consciência para a responsabilidade social. “Com essa experiência, os alunos passam a entender que o trabalho deve ir além do consultório. E que a vida não se resume somente ao seu convívio social”, observou. Compartilhando desse ideal, Sucena Long, professora universitária que

também participa do projeto, diz ter visto transformações na maneira como os estudantes encaram essa ação. “Muitos chegam desmotivados, sem noção do que vão encontrar, pois é uma realidade diferente daquela que estão acostumados”, relatou. “Após o envolvimento com crianças e gestantes, vimos alunos sensibilizados indo além das atividades propostas na Instituição”, afirmou. A Coordenadora educacional da Amélia Rodrigues, Andréa Santos relata a simpatia com que o projeto da Metodista é recebido pelas profissionais. “Quando passo a programação sempre percebo o interesse dos educadores”, comentou. “O trabalho realizado pelo pessoal da Metodista contribui com o trabalho deles”, declarou.

Maria Eduarda (esquerda): Sorriso garantido desde cedo Alunos de Odonto da Universidade Metodista

Fotos: Divulgação


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Amélia Rodrigues

Acompanhe o que aconteceu no primeiro trimestre de 2014 01.Fase II - Oficina de Dança - 02.Maternal II - Reunião Pedagógica com a Família 03.Fase II - Quebra Cabeça dos Nomes - 04.Reunião de Formação Pedagógica 05.Maternal I - Alimentação - 06.Berçário - Parque - 07.Serviço de Convivência - Carnaval 08.Fase II – Poliesportivo - 09.Maternal II - Comunicação Oral (Fantasia) 10.Maternal II - Momento da História - 11.Serviço de Convivência - Projeto Alimentação 12.Festa dos Aniversariantes - Carnaval - 13.Alunos da Univ. Metodista - Projeto de Prevenção Bucal


Costurando com Amor

Dedicadas, voluntárias doam tempo e talento em prol da Instituição Amélia Rodrigues Entre panos e tesouras, linhas e agulhas, zíperes e botões trabalha a habilidosa equipe de Costureiras da Amélia Rodrigues. Sob orientação de Marisa Vano, profissional da instituição, dedicadas voluntárias usam a alegria, a energia e a criatividade para transformar em arte todos os recursos que lhes chegam às mãos. Retalhos e tecidos vindos de doações viram bolsas, cortinas, chinelos, patchwork, almofadas, blusinhas e tudo mais que a imaginação permitir. Segundo Marisa, a produção é comercializada em três grandes bazares que ocorrem durante o ano e a renda é destinada à creche. Cabe também às tarefeiras a confecção de todo o uniforme das crianças assistidas pela instituição. Nesse caso, o tecido é adquirido pela entidade, pois é mais difícil receber doações de elanca e malha. “A partir de um ano e meio, as cri-

Equipe de Costura: Trabalho

anças recebem kits contendo uma calça, três camisetas, duas bermudas e uma jaqueta (meninos) e duas saiasshorts e um blusão (meninas)”, explica Marisa. E as atividades das costureiras não param por aí. As vestimentas dos funcionários – educadores, limpeza, cozinha e manutenção – saem das mãos dedicadas a promover o bem. Entra na lista de contribuição dessas benfeitoras a confecção de roupas de cama, cortinas e tapetes para as salas de aula. “Fazemos as atividades com muito amor e carinho, porém o momento mais especial para mim é a produção das roupas usadas pelas crianças na apresentação do Investidor Social”, relatou a profissio-

Bolsas e cortinas são vendidas em bazares

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com Amor - Fotos: Divulgaçã

nal, referindo-se à cerimônia de premiação das empresas que investem na Instituição por meio do Projeto Investidor Social. “Converso com o Edgard (professor responsável pela coreografia) sobre como vai ser o espetáculo. Desenho os figurinos e, depois de aprovado, iniciamos a confecção”, explicou. “Temos o cuidado da roupa ficar confortável para que a criança possa executar todos os movimentos”, pontuou.


A Equipe produz Três grandes bazares por ano (cortinas, bolsas, patchwork, chinelos, blusas e muito mais) Uniforme das crianças Vestimentas dos funcionários Roupa de cama, cortinas e tapetes para as salas de aula Figurino do Espetáculo do Prêmio Investidor Social

Com o coração Voluntária da creche desde a sua fundação, Ignez Penachio já fez de tudo um pouco. “Sinto-me muito bem e agradeço a Deus esta oportunidade de trabalho”, afirmou. Para Irngard, chamada por todas de Irma, o convite veio por meio de uma amiga, em 1993. “Sabia costurar, pois quando solteira trabalhava na Tognato. Comecei na cozinha, depois fui para lavanderia e a costura”, relatou. “Fico muito feliz na festa de confraternização do final de ano com todos os voluntários e funcionários. Sinto que o trabalho foi realizado”, comentou. Há 18 anos prestando serviços voluntários para a Instituição, Irene Caleffi diz estar entre amigas na costura. “Aqui a gente se sente útil, ajuda e é muito ajudada”, comentou. Iolanda Armando também tem muito tempo de casa “É uma responsabilidade grande que assumo como um trabalho de verdade. Venho com vontade”, afirmou.

“O entrosamento com o grupo é tão grande que temos a impressão de que já nos conhecíamos anteriormente”, relatou Maria Elisabete Bártoli, que iniciou em 2000 na creche. “Precisamos de novos voluntários para continuar este trabalho”, salientou. De opinião semelhante, Sueli Lanzoni incentiva as pessoas a começarem. “Trabalhador sempre falta, mas trabalho não falta nunca”, relatou. “O maiores beneficiários somos nós”, concluiu. Lembrada com carinho pelas companheiras, Idalina, Josefa e Faustina estão afastadas, porém auxiliaram significativamente com a Amélia Rodrigues. “Estas mulheres têm uma garra muito grande e não poderiam deixar de ser homenageadas”, relatou Marisa. “Assim como a Vanilde que apesar de estar na costura há pouco tempo já se sente totalmente entrosada no grupo. “Ela participa ativamente ensinando técnicas de patchwork e contribuindo de forma significativa com os nossos bazares”, ressaltou Marisa. “Somos gratas por todas aquelas que passaram por aqui”, afirmou.

Malha, Elanca, Tecido de Tapeçaria, Moletom e Algodão Retalhos Linhas, Fios e Elástico Galoneira (nova) SEJA VOLUNTÁRIO Com gratidão e reconhecimento a essas trabalhadoras, Terezinha Sardano, presidente da Instituição Amélia Rodrigues declara: “O combustível que alimenta grande parte do nosso trabalho é a presença e a colaboração das voluntárias da costura. Que as bênçãos divinas alcance a todas e seus familiares”.

Confecção do Mascote Zippy

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Depoimento

Esforço recompensado Trabalhar com criança sempre esteve nos planos de Maria Sales da Silva. Natural da cidade de Surubim - PE, quando jovem cursou o magistério. “Morava em um sítio e tinha de passar a semana inteira na cidade para poder estudar”, relembra. Com muito custo, formou-se e exerceu a profissão por quatro anos. A vida traçou novos rumos e a pernambucana veio residir em São Paulo, com os pais e irmãos. Conheceu o marido, Derivaldo, e logo vieram as filhas Vitória e Beatriz. Por conta das circunstâncias, o sonho de exercer o magistério foi adiado e a jovem senhora passou a trabalhar como auxiliar de limpeza, em agência bancária. Moradora da comunidade Tamarutaca, em Santo André, Maria conheceu a Instituição Amélia Rodrigues em 2005 quando a filha caçula tinha nove meses. A vaga para a menina veio poucos meses depois. Na ocasião, aproveitou para transferir a filha mais velha para a entidade. “Trabalhava tranquila, pois sabia que elas estavam bem cuidadas”, comentou.

Maria Sales: "Estou muito feliz" - Foto: Divulgação

Surpresas a caminho Maria lembra que o desejo de ser educadora ainda era latente e, muitas vezes, se questionava se tanto esforço para se formar teria valido a pena. Mas, ela não contava com a surpresa que a vida lhe reservava. Primeiro veio o convite para trabalhar como auxiliar de limpeza na Amélia Rodrigues. Após um ano e três meses dedicados a esse trabalho, eis que no início de 2014 houve ampliação do número de vagas para Educação Infantil e Maria recebeu a proposta de voltar a trabalhar com crianças. “Disse que sim, mas fiquei com receio

de não corresponder, pois estava muitos anos afastada da função”, relembrou. Foi quando ouviu da Coordenação Pedagógica para que não se preocupasse, pois já conheciam sua conduta como mãe e como profissional, por isso não duvidavam da sua capacidade. Hoje Maria Sales é auxiliar de Educação Infantil e atua no berçário. “Estou muito feliz e pretendo fazer mais cursos na área”, afirmou, sempre observando que o período em que atuou na limpeza foi muito gratificante. “Quando se trata de criança, cada um de nós tem um educador dentro de si. É só amar o que faz”, concluiu.

As crianças da

Instituição Amélia Rodrigues agradecem as doações feitas neste trimestre. Continuamos contando com a colaboração de todos!

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Fique Por Dentro 38  

Fique Por Dentro é uma publicação da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, entidade sem fins lucrativos que atende 214 cr...