Page 1

Correio da Venezuela

@correiodvzla

WWW.CORREIODEVENEZUELA.COM

Anunciado percurso da Virgem de Fátima Peregrina em Caracas

De 24 a 29 de novembro, a Imagem Peregrina da Virgem de Fátima vai percorrer Caracas. O motivo da visita é consagrar o centenário da aparição de Nossa Senhora de Fátima, para além de dar as respetivas bênçãos à Venezuela. O Padre Alexander Mendoça estende o convite a toda a comunidade para que participem neste evento sem precedentes. P.9

Secretário de Estado promete mais meios e apoios

José Luís Carneiro diz estar sintonizado com as reclamações de elementos da Comunidade Portuguesa, nomeadamente dos conselheiros que reclamam mais meios para os consulados lusitanos no país. P.4 pub

#714 • NOVEMBRO DE 2017 • Dep. Legal: 199901DF222 • Bs. 2500

PCP condena sanções impostas pela UE à Venezuela O PCP criticou ainda “o envolvimento do Governo português na decisão agora adotada pela UE”, por entender que “a promoção e o apoio às forças que se entregam à espiral de ingerência e desestabilização contra a Venezuela de modo algum favorecem a defesa dos interesses do povo venezuelano e da comunidade portuguesa residente na Venezuela”. P.3

Apoio aos regressados da Venezuela discutidos na Assembleia da República de Portugal Sara Madruga da Costa exigiu ao Ministro do Ambiente que explique quais as verbas previstas neste Orçamento do Estado para o apoio habitacional das vítimas dos incêndios da Madeira de 2016 e para os emigrantes regressados da Venezuela. P.19

Supermercados lusos: mais de meio século de trabalho e esforço

No âmbito das comemorações do aniversário do CORREIO, regastamos a história de cinco empresas que têm sido fundamentais para o desenvolvimento da Venezuela. Que seja esta uma forma de homenagem ao sangue luso e àqueles homens e mulheres que estão sempre dispostos a colaborar com o país. P.13

Professores de Português reuniram-se de novo em Valência

O evento foi promovido pelo Instituto Camões e teve como convidada a professora universitária Helena Lemos. ‘A oralidade na sala de aulas’ foi o tema do Encontro Anual. P.9


2│ CORREIO DA VENEZUELA

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

FOTOFLASH

A VOZ DO LEITOR

A vergonha da TAP

Imagem Peregrina vai passar pela cidade de Caracas Depois de meses de espera o programa do itinerário da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai passar mesmo pela cidade de Caracas, entre os dias 24 e 29 de novembro. Chegou-se atemer que os habitantes da capital não teriam esse privilégio, mas é verdade que a reestruturação do programa se fez de acordo com a vontade dos milhares de fiéis que pretendem usufruir deste momento único de saudarem a Imagem de Nossa Senhora. Ao CORREIO têm chegado mensagens de gratidão pela mudança operada pelos organizadores e nas redes sociais também circulam mensagens de alegria e de agradecimento à Diocese de Maracay pelo seu contributo.

Nós, passageiros da TAP Air Portugal que viajamos na rota Caracas-Lisboa-Caracas, não estamos satisfeitos com a mudança de equipamento. Cheguei recentemente ao país num dos aviões da EuroAtlantic Airways e encontrei-me com bancos mais estreitos, menos cómodos e pouco acolchoados. O pior foi que o pessoal de cabine apareceu só para colocar as refeições e depois desapareceu, não prestando a assistência habitual. Nem sequer tiveram a decência de responder cordialmente quando pedi água para tomar um comprimido. É assim que a TAP nos quer tratar? Existem emigrantes de primeira e emigrantes de segunda? Porque é assim, nós pagamos uma tarifa muito alta, que mereceria mais comodidade e melhor serviço a bordo. A substituição dos aviões e das tripulações, embora o voo continue a ser TAP, em nada melhorou o serviço. Antes pelo contrário: temos um serviço inferior pelo mesmo preço, que é altíssimo e alavancado pelo facto de existirem poucas ligações aéreas regulares entre a Europa e a Venezuela, pelos motivos que bem conhecemos. É hora de levar a sério os que durante muitos anos ajudaram a empresa com o seu dinheiro. Exigimos que sejamos respeitados. María del Rosario Ferreira

CARTAS DO LEITOR A pensar no regresso…

Sou venezuelano, filho de pais madeirenses, tenho 29 anos e, neste momento, estou a viver na bela ilha da Madeira há aproximadamente quatro anos. Sou leitor do Correio da Venezuela e aproveito a vossa tribuna semanal para refletir sobre um tema que me apoquenta desde que aqui cheguei à Madeira. Basta ler o vosso jornal para perceber o dinamismo do venezuelano e da nossa comunidade que, apesar da situação difícil que a Venezuela está a passar, o povo não se cansa de trabalhar, de produzir, de organizar iniciativas e eventos, etc. Aqui na Madeira, comparativamente à situação atual da Venezuela, infelizmente vemos que é tudo ao contrário. É um inferno… os madeirenses estão sempre rabugentos, criticam as pessoas, os amigos, os vizinhos, a ilha, o País… Na minha opinião, são ingratos e ignoram as dificuldades que passamos todos os que vivemos na Venezuela atualmente. Da minha parte e da minha família, apenas esperamos que melhore um pouco a insegurança que se constata na Venezuela, pois queremos regressar para nossa querida Venezuela. José Alberto f Gomes

www.correiodevenezuela.com Rif.: J-40058840-5

Diretor Aleixo Vieira Gerente: Sergio Ferreira Soares Endereço: Av. Veracruz. Edif. La Hacienda. Piso 5, ofic. 35F. Las Mercedes, Caracas. Telefones: (0212) 9932026 / 9571 Telefax: (0212) 9916448 E-mail: editorial@correiodevenezuela.com

Viva o otimismo

Sou filha de portugueses e nasci em Caracas. Vivo atualmente em Madrid há 22 anos e não tenho palavras para expressar a minha admiração pela comunidade portuguesa na Venezuela. Leio o vosso jornal online todas as semanas e confesso que é o meu termómetro de equilíbrio entre aquilo que vejo nos canais de notícias portugueses e os espanhóis sobre o dia-a-dia da comunidade portuguesa na Venezuela. Sem traumas e apesar daquilo que leio e vejo aqui na Espanha sobre a Venezuela, parece-me que a comunidade continua ativa como sempre esteve, com trabalhos de associativismo, de solidariedade, de ensino do português, de atividades desportivas, enfim de dinamismo… Afinal, nem tudo são desgraças, nem tudo é pessimismo, nem tudo é negativismo… Nem tudo na vida é política … Bem-haja a todos por tudo aquilo que fazem em prol da nossa querida Venezuela. Somos o máximo! Maria L V Pinto

Chefe de redação Sergio Ferreira |Jornalistas Oscar Sayago, Ommyra Moreno, Victoria Urdaneta, Kenner Prieto, Antonio Da Silva |Correspondentes Edgar Barreto (Falcón), José Manuel De Oliveira (Falcón), Carlos Balaguera (Carabobo), Trinidad Macedo (Lara), Silvia Gonçalves (Bolívar), Mariana Santos (Nueva Esparta), Luis Canha (Mérida), Carlos Marques (Mérida), Antonio Dos Santos (Zulia) |Colaborações Catanho Fernandes, Sónia Gonçalves, Arelys Gonçalves, Antonio López Villegas, Isabel Idárraga, Serafim Marques, António Delgado, Daniel Bastos |Publicidade e Marketing Sergio Ferreira |Paginação Elsa de Sá |Fotografia Francisco Garrett |Administração Jesús Quijada, M. Liliana Batista |Distribuição Luis Alvarado, Carlos A. Perregil R. |Impressão Impresiones Newsprinter. Caracas -Venezuela |Tiragem 15.000 exemplares |Fontes de Informação Agência Lusa, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Ilhapress, Portuguese News Network e intercâmbio com publicações em língua portuguesa.


CORREIO DA VENEZUELA │ 3

www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

comunidade VENEZUELA

PCP condena sanções impostas pela UE à Venezuela União Europeia adotou o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens CORREIO/LUSA

O

Partido Comunista Por tuguês (PCP) condenou fir memente a imposição de sanções à Venezuela por parte da União Europeia (UE), considerando tratar-se de “um inadmissível ato de pressão e ingerência política dirigido contra a soberania do povo venezuelano”. “A decisão [de impor sanções], ontem (segunda-feira) adotada pelo Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE, para além de um inqualificável exercício de hipocrisia, representa sobretudo um inadmissível ato de pressão e ingerência política dirigido contra a soberania do povo venezuelano, contrário aos princípios e normas da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, sustentou o PCP em comunicado. De acordo com a formação partidária, “com esta decisão, a UE dá mais um passo na

sua política de afrontamento e desrespeito do legítimo Governo e ordem constitucional da República Bolivariana da Venezuela, que se integra na ampla operação de desestabilização e bloqueio económico, financeiro, político e diplomático contra a Venezuela e o seu povo, que tem vindo a ser promovido e intensificado pela administração norte-americana dirigida por Donald Trump”. O PCP criticou ainda “o envolvimento do Governo português na decisão agora adotada pela UE”, por entender que “a promoção e o apoio às forças que se entregam à espiral de ingerência e desestabilização contra a Venezuela de modo algum favorecem a defesa dos interesses do povo venezuelano e da comunidade portuguesa residente na Venezuela”. Segundo o par tido, “só uma atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional

contribuirá para assegurar a normalização da situação e a salvaguarda dos interesses da comunidade portuguesa naquele país”. No comunicado, o PCP reafirma ainda “a solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano e a sua firme e persistente ação em defesa dos seus direitos, independência e soberania” e expressa “confiança na sua capacidade de encontrar as soluções para ultrapassar os exigentes desafios que lhe são colocados e continuar o caminho das conquistas e avanços alcançados com o processo libertador bolivariano”. A União Europeia decidiu

O partido criticou ainda “o envolvimento do Governo português na decisão agora adotada pela UE”

na segunda-feira, por unanimidade, aplicar sanções à Venezuela, entre as quais um embargo de armas e de outro material que possa ser usado para a repressão interna, e adotou o quadro legal para proibição de viagens e congelamento de bens. “Complementarmente aos seus esforços políticos e diplomáticos com vista a uma solução pacífica negociada para a crise política, o Conselho decidiu por unanimidade adoptar medidas restritivas, sublinhando a sua preocupação com a situação no país”, lê-se nas conclusões sobre a situação na Venezuela, hoje adoptadas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunidos em Bruxelas.

Roteiro Social percorre 22 estados da Venezuela

O

s portugueses radicados na Venezuela que decidam regressar a Portugal têm garantido o acesso aos apoios sociais disponíveis para os que vivem no território português, disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SEC) após um encontro com portugueses, na cidade de Maracaibo (estado Zulia), no qual participaram duas centenas de compatriotas que deram a conhecer algumas das suas

preocupações ao governante português. “Em relação a esta matéria, aquilo que lhes foi garantido, foi que todas as condições de apoio sociais, garantidas aos portugueses que vivem em Portugal, são condições que estão disponíveis para os portugueses que estão hoje na Venezuela e que queiram regressar definitiva ou temporariamente a Portugal”, disse José Luís Carneiro.“Estamos a falar das prestações sociais, quer

eventuais, quer relativas ao rendimento social de inserção, quer também a ofertas de emprego, formação e qualificação profissionais, que temos disponíveis para os nossos cidadãos no país”, sublinhou. O secretário de Estado das Comunidades Por tuguesas começou por referir que o encontro foi realizado ao abrigo do “roteiro social” impulsado há alguns meses pelo Governo português, que já permitiu percorrer 22 dos

23 Estados da Venezuela, “contatar com mais de 1.800 pessoas e diagnosticar aquilo que mais aflige as comunidades mais afastadas do centro de Caracas e de Maracay”. “Foi uma boa iniciativa e constitui uma boa decisão (...), fizemos já 23 sessões onde elaborámos um diagnóstico muito exaustivo das principais necessidades, em relação às quais temos vindo a criar canais não apenas de diálogo e de comunicação,

mas também que permitem resolver e solucionar muitas das questões que me são colocadas”, disse. Durante o encontro em Maracaibo, explicou, foram colocadas ainda “questões ligadas à emissão de documentos e à necessidade de procedermos com maior celeridade, quer nos postos consulares, quer na conservatória dos registos centrais, em relação a muitos dos documentos de identificação e de viagem”.


4│ CORREIO DA VENEZUELA

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

VENEZUELA comunidade

Portugal vai reforçar meios nos Consulados na Venezuela Visita Oficial │ Segundo José Luís Carneiro, foram também agilizadas políticas de apoio para a valorização da Língua portuguesa, que é uma ferramenta essencial para aqueles que estão a regressar a Portugal. CORREIO/LUSA

O

Gover no por tuguês vai reforçar, em 2018, os meios humanos e tecnológicos nos consulados-gerais de Portugal na Venezuela, anunciou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.“Adotamos [em 2017] políticas de reforço aos meios consulares, que vão continuar e ser ainda intensificadas em 2018. Estamos a falar do reforço dos meios humanos e também dos meios tecnológicos que têm que ser modernizados e adaptados às novas necessidades e isso foi um compromisso que ficou assumido”, garantiu o governante. José Luís Carneiro falava à agência Lusa no final de uma viagem de três dias à Venezuela, durante a qual se reuniu com portugueses em Maracaibo, Caracas, Los Anacos e Carrizal.“É possível dar ainda uma outra eficácia ao trabalho dos serviços consulares, na sua articulação entre os consulados de carreira e os honorários”, frisou. O gover nante explicou que durante a visita se reuniu “com todos os cônsules honorários na Venezuela e com todos os que se predispuseram a trabalhar com os adidos sociais e os cônsules de

carreira, tendo em vista fazer levantamentos rigorosos de pessoas, famílias ou de instituições que tenham necessidades, tendo em vista aperfeiçoar e reforçar os meios de apoio àqueles que carecem de apoio”, declarou. José Luis Carneiro explicou que esteve na Venezuela em julho de 2017 e que, nessa altura, foi possível “estabelecer um diagnóstico muito preciso de muitas das necessidades” dos por tugueses e também estabelecer “canais de comunicação com a comunidade, nas suas múltiplas dimensões, tendo

como primeira preocupação as necessidades sociais e as necessidades económicas das populações mais carenciadas”. “Entretanto, foi possível demonstrar à comunidade que há um conjunto de apoios que estão a ser mobilizados para os portugueses que têm maiores dificuldades (...). São cerca de 3.500 pessoas que já estão a ser beneficiárias das políticas de apoio definidas ao longo do último ano que vão do Apoio Social para Idosos Carenciados ao Apoio Social para Emigrantes Carenciados”, disse.

Segundo José Luís Carneiro, foram também agilizadas políticas de apoio para a valorização da Língua portuguesa, que é uma ferramenta essencial para aqueles que estão a regressar a Portugal. “Foi possível também demonstrar aos portugueses que aqui vivem que há um conjunto de apoios financeiros que estão já a ser atribuídos ao movimento associativo, nomeadamente ao Lar Padre Joaquim Ferreira e ao Lar de Maracay (ambos de idosos). E, também à (associação da) Mulher Migrante, que agrega sobretudo movi-

mentos ligados ao apoio social e também às mulheres que vivem na Venezuela”, explicou. Segundo o governante, da visita foi feita “uma avaliação positiva dos resultados que têm vindo a ser alcançados” e estabelecer “novas orientações tendo em vista capacitar ainda mais as instituições sociais para poderem aproveitar o novo decreto lei de apoio ao movimento associativo no estrangeiro”. Neste caso, precisou, “a prioridade está concentrada no apoio às populações carenciadas e entre estes os idosos, as crianças e as mulheres, no apoio alimentar e no reforço das condições para o apoio alimentar, na disponibilidade do Ministério para apoiar financeiramente as instituições que queiram garantir apoio médico e de saúde, e também ao nível dos medicamentos que mais falta fazem”. Segundo Carneiro, o abastecimento de bens básicos alimentares melhorou nos últimos meses, mas a hiperinflação está a impedir os portugueses de adquirirem os produtos disponíveis. “Por outro lado, foi possível também ouvir preocupações nomeadamente com a escassez de alguns tipos de medicamentos”, afirmou.

Governo não quer reduzir o regresso dos emigrantes correio/lusa

P

a u l i n o A s c e n s ã o, deputado na Assembleia da República, questionou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sobre o facto do Orçamento de Estado não contemplar nenhuma verba em específico para o apoio dos retornados da Venezuela. “Como explica esta

contradição? Que apoios tem o Governo canalizado para a integração dos emigrantes na Região Autónoma da Madeira?”, questionou. Na resposta, Augusto Santos Silva disse que o Governo Regional e Central procedeu “ao estabelecimento de redes de colaboração e a uma prestação de ajuda recíproca”, sendo que o Estado teve “sempre o cuidado de não re-

duzir isto a um número e fardo financeiro”, disse Augusto Santos Silva, esclarecendo que a omissão de uma verba destinada aos emigrantes no OE deve-se sobretudo ao facto de não querer “contaminar esta discussão com qualquer questão populista de saber quanto custa um retornado”. “Sei o que custou em 1975 e o quanto errado era”, acrescentou.


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │5


6│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


CORREIO DA VENEZUELA │7

www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

comunidade VENEZUELA

Falta de funcionários e segurança dos utentes nos consulados preocupa conselheiros CORREIO/LUSA

O

s conselheiros das comunidades por tuguesas na Venezuela estão preocupados pela falta de funcionários nos consulados-gerais, pela lentidão dos processos e pela exposição, em termos de segurança, dos utentes que desde cedo fazem filas para poder ser atendidos. “Como sempre, o consulado (em Valência), está carente de funcionários. Apenas há quatro pessoas no balcão, que atendem diariamente entre 60 e 70 pessoas. Quando um deles vai de férias ou adoece a situação agrava-se porque reduz-se o número de funcionários”, disse o conselheiro Leonel Moniz. Em declarações à Agência Lusa, o conselheiro explicou que esse foi um dos temas que abordou pessoalmente com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, no âmbito da visita de

quatro dias que o governante português realizou à Venezuela. Segundo Leonel Moniz a situação económica venezuelana é bastante difícil que há cada vez mais casos de portugueses a passar dificuldades, inclusive comerciantes.“Como conselheiro e (dirigente da) Câmara de Comércio Portuguesa,

atendemos um lote de 19 empresários que foram saqueados (em 2016) e que ainda não tiveram resposta, de parte do Governo venezuelano”, frisou. Por outro lado explicou que os conselheiros estão também preocupados pela segurança dos utentes que “começam a chegar às 04:00” à portal do consulado e muitas

delas “ficam dormindo dentro do carro”.“Afortunadamente, até agora não passou nada de mau, mas preocupa-nos que esse gente esteja aí nos carros, com telemóveis na mão”, disse. Segundo o conselheiro há casos de pessoas que se deslocam até Valência, desde as cidades de San Cristóbal, Maracaibo, Mérida e

Comunidade pede atenção a emigrantes carenciados correio/lusa

A

comunidade portuguesa radicada na Venezuela quer ver reforçada a atenção do Governo de Lisboa às suas preocupações em quanto à instabilidade política e económica no país, mas essencialmente ao crescente número de portugueses carenciados. “O que preocupa todos os lusitanos, aqui, é a instabilidade política e económica, o que está fazendo com que grande parte dos emigrantes estejam a ir embora, mas também, mais que tudo na parte social, na ajuda que o

Governo de Lisboa pode da a muitos carenciados que há aqui”, disse o presidente do Centro Português de Caracas, Rafael Gomes. “Sempre é bom que venha um alto funcionário do Gover no por tuguês. Pelo menos não nos sentimos esquecidos. É importante, para que conheça das nossas inquietudes e preocupações, mas também saber que ajuda trás à comunidade. Aqui há muita carenciada e instituições como o Lar da Terceira Idade Padre Joaquim Ferreira, que precisam de ajuda para poder ajudar”, frisou. Por outro lado, Manuel

dos Santos explicou que é visível uma “quebra” na qualidade de vida da comunidade portuguesa que tem levado famílias portuguesas a passar constrangimentos e a ter que recorrer às suas poupanças para poder “sobreviver” à crise “Há pobreza envergonhada entre a comunidade, ou seja portugueses que não querem que se saiba que passam dificuldades económicas. Antes as pessoas viviam dos negócios, agora mantém os negócios com as suas poupanças porque se se descuidam alguém pode tentar ficar com eles”, disse o comerciante.

Punto Fijo, e que não são atendidas porque já estão esgotados os números, e não têm dinheiro para pagar um hotel para ficar hospedado e acudir ao consulado no dia seguinte. “Que haja uma atualização, porque as máquinas estão ficando velhas, obsoletas e isso faz demorar a elaboração de documentos. Há máquinas portáteis (de emissão de documentos) que se usam nas permanências consulares, que já não suportam os programas e ficam muito lentas, demora-se mais de 15 minutos para tramitar o pedido de passaporte de uma pessoa e ainda mais se de muda para um cartão de cidadão”, destacou. “Antes os funcionários tinham a oportunidade de ir formar-se a Portugal e é preciso que eles se preparem. Também os cônsules honorários, para que possam saber o que fazer, como atual, perante alguma circunstância”, disse.

Lar continua a ajudar idosos OSCAR SAYAGO

A

s despesas do Lar Pa d r e J o a q u i m Ferreira têm vindo a aumentar de forma exponencial devido à situação do país. Atualmente, já ultrapassa os 50 milhões de bolívares mensais e a estimativa é que nos próximos meses esta venha a aumentar, isto tendo em conta os gastos com medicamentos, alimentação, manutenções várias, como elevadores, e a reparação de veículos para transporte dos idosos. Os representantes da instituição garantem que

têm tido problemas para conseguir arranjar os medicamentos, pois a maior parte das vezes estes não estão disponíveis no mercado. Os empregados e responsáveis do lar têm tido que recorrer a farmácias para tentar encontrar medicamentos e, nalguns casos, para a compra de produtos de hipertensão e fraldas para adultos. Há, no presente momento, várias instituições e empresas que colaboram com a manutenção do lar: Castelo Branco, Unicasa, Central Madeirense, Luvebras, Academia Do Bacalhau e Centro Portugués (CP).


8│ CORREIO DA VENEZUELA

especial

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

aniversário

Um órgão de informação sempre presente O CORREIO tem tentado sempre, na medida do possível, acompanhar a comunidade luso-venezuelana, mantendo uma presença constante e apoiando a criação de inúmeras iniciativas Sergio Ferreira Soares

equipa de trabalho que tem aprendido a se identificar com o projeto e a contribuir com o seu grão de areia. Com muito ou com pouco, as muitas mãos que fazem o milho, amassam o pão, preparam o bacalhau, as espetadas, a sangria e os doces típicos de Portugal oferecidos nas barracas são os patrocinadores oficiais destes santuários; são as construtoras de dois grandes sonhos. Isto sem deixar de lado a valiosa colaboração de artistas e empresários lusos.

O

CORREIO tem noticiado, desde a sua criação, milhares de iniciativas e esforços que têm sido feitos no seio da comunidade lusa, com a única finalidade de destacar a Portugalidade numa terra tão longínqua do seu país natal como a Venezuela. Se é verdade que uma grande variedade das instituições, desde clubes até associações de beneficência, trabalham arduamente para conseguir reivindicações e colaborar com a comunidade portuguesa e venezuelana, também é verdade que o semanário luso-venezuelano tem tentado estar sempre a par de toda a informação e participar em diversas atividades, com a finalidade de contribuir com um grão de areia no que é o resgate do sentir lusitano. O CORREIO tem-se convertido no meio de comunicação difusor de um sem-fim de notícias relacionadas com as atividades e diversas reinvidicações que surgem no seio dos centros. Também tem feito cobertura de vários convénios e acordos que se têm realizado para a criação de espaços que analtecem, conservam e transmitem a cultura portuguesa em terras venezuelanas. De mão dada com a beneficência Uma das caraterísticas que merece mais destaque na comunidade portuguesa na Venezuela é a sua capacidade de unir esforços em prol de diversas causas sociais. Desta forma, o CORREIO tem sido testemunha do surgimento das Academias do Bacalhau em Caracas, Maracay, Valencia e Los Teques, assim como das Academias da Espetada em Maracay, Caracas, Valencia, Barquisimeto e Guayana. Contudo, nos últimos tempos, estas instituições têm reduzido as

suas tradicionais reuniões mensais, algumas por questão de segurança, outras porque diminuiu o número de colaboradores. A verdade é que as atuais direções de cada uma destas instituições continuam a se esforçar muito para angariar fundos que são doados a instituições infantis, lares e outras causas. Tentando não deixar de lado nada do que é deveras importante, o semanário apoia informativamente o trabalho desenvolvido pelas Damas Portuguesas de Beneficencia. As mulheres mais jovens não ficam para trás: as Nietas del Lar têm feito parte das notícias publicadas nas publicações das nossas páginas, assim como as obras de beneficência e as reuniões que têm uma periodicidade anual, que servem para festejar com os avozinhos ou devido às “Rumba Nietas”. Também não temos deixado de cobrir jornalisticamente o trabalho da Beneficencia

Portuguesa So Bem, das Damas Portuguesas del Estado Vargas, os comités de damas dos centros sociais e o trabalho recente das Compañeras de Chá & Café, organizadas pela Asociación Mulher Migrante Luso Venezolana.

na pessoa de Nelson Coelho e da sua equipa de trabalho, que tornaram possível a concretização desta esperança para a velhice lusa da zona. Hoje em dia, esta casa de descanso tem capacidade para 70 avós.

Unidos pelos nossos avós Em 2005, este meio de comunicação anunciou a construção do Lar Joaquim Ferreira de los Anaucos: uma casa que serviria de asilo para os portugueses que entraram em idade avançada. Atualmente, a instituição continua de pé e conta com um grupo altamente qualificado que presta serviços a 65 avós, que têm adotado este espaço como a sua nova casa. De uma outra boa notícia o CORREIO foi testemunha em 2002: a construção de um sonho que após seis anos adquiriu nome, o Geriátrico Luso Venezolano de Maracay. Outro exemplo do esforço da comunidade, especialmente

Duas réplicas da fé lusa Se há uma coisa que carateriza os portugueses é a sua religiosidade e, sobretudo, a sua devoção pela Virgem de Fátima, a quem estão a construir, em simultâneo, dois templos de adoração. Trata-se da construção de duas réplicas do Santuário da Virgem de Fátima de Portugal aqui na Venezurla: um em Guatire (2005) e outro em Altos Mirandinos (2006). Desde então, muitas têm sido as missas em agradecimento e os arraiais e atividades culturais organizadas à procura de fundos nas quais tem estado presente o CORREIO, não só como meio de comunicação, mas como uma

Clubes unidos para conseguir alcançar um sonho Se é verdade que a vontade de conseguir atingir uma meta é suficiente para seguir em frente, não é menos verdade que a união tem um papel fundamental para tornar um sonho realidade, ainda mais nos tempos que correm. É assim que, na data de hoje, se conseguem manter ativos diferentes clubes portugueses no país, graças ao trabalho que desenvolvem os seus sócios e direções em prol de um objetivo comum. Alguns destes são o Centro Portugués de Caracas, Centro Marítimo de Venezuela, Centro Portugués Venezolano de Guayana, Centro Luso Venezolano de Margarita, Centro Luso Venezolano de Catia La Mar, Casa Portuguesa de Aragua, Centro Social Madeirense, Casa Portuguesa Venezolana, Centro Luso Larense, Centro Atlántico Madeira, Centro Social Luso Venezolano de Araure, Centro Portugués de Punto Fijo, Centro Portugués de Barinas, Centro Socio Cultural Virgen de Fátima e a Casa Portugal de Ciudad Bolívar. No marco de um novo aniversário, o CORREIO orgulha-se de garantir que, com trabalho e esforço, vai tentar continuar a fazer cobertura noticiosa de como os portugueses na Venezuela constroem um país onde há espaço para todos.


CORREIO DA VENEZUELA │9

www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

comunidade VENEZUELA

Anunciado percurso da Virgem de Fátima Peregrina em Caracas SOCAR SAYAGO

D

e 24 a 29 de novembro, a Imagem Peregrina da Virgem de Fátima vai percorrer a cidade de Caracas. O motivo da visita é consagrar o centenário da aparição de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, para além de dar as respetivas bênçãos à Venezuela e à comunidade luso-venezuelana. Na sexta-feira dia 24 de novembro, começa o trajeto da Virgem de Fátima, saindo às 11h00 para a Igreja da Sagrada Família de Nazaré, localizada em La Tahoma, onde se realizará a missa 12h00. Depois, às 15h00, a virgem será levada até à Paróquia El Cafetal, onde terá lugar uma eucaristia às 18h00. Para terminar o percurso do dia, às 7h30, a imagem chega à Asociación Civil Centro Portugués (CP), em Macaracuay, onde se realizará a santa missa às 20h00 e uma vigília durante toda a

noite. No sábado 25 de novembro, a virgem receberá uma missa de despedida às 7h30 no CP e sai para a Paróquia de San Antonio María Claret, localizada em Los Dos Caminos, onde permanecerá até às 13h00. De seguida, a imagem seguirá para o Gimnasio Papa Carrillo por volta das 13h00, onde se realizará

uma missa aberta à população em geral pelas 16h00. Depois, irá para a Paróquia de San Benito, localizada na avenida Baralt, onde ficará toda a noite. No domingo 26, a imagem sairá da Paróquia de San Benito até à Catedral de Caracas às 9h30, onde se comemorará uma missa às 12h00. Ao finalizar a missa, a

Virgem de Fátima continuará o seu percurso até à Missão Católica Portuguesa em San Bernardino onde será recebida às 14h00. Para finalizar a jornada do dia, será transferida às 18h00 para a Iglesia de Nuestra Señora de Coromoto de Sarría, onde passará a noite. Seguindo o cronograma, na segunda-feira 27, a vir-

gem chegará às 8h00 à Paróquia San Jose Obrero em Agua Salud, Catia. Dali, será transferida às 16h00 para a Parroquia Sagrada Familia em Propatria, onde permanecerá até ao dia seguinte. Na terça 28, a Virgem de Fátima será recebida às 8h00 no Colegio San Agustín El Paraíso. Logo, às 11h00, sairá para o Santuario Nuestra Señora de Coromoto da mesma zona, onde se realiza uma missa às 12h00. Ao finalizar a eucaristia, a freguesia acompanhará a imagem até à Paróquia de San Pedro, nos Chaguaramos, onde realizaram a santa missa às 15h00. A virgem passará a noite nesta paróquia. Para finalizar o seu percurso em Caracas, na quarta-feira 29, a virgem será levada para a Iglesia Nuestra Señora de La Encarnación localizada em El Valle. Depois, às 16h00, fará uma viagem até Maracay e, desta forma, despede-se da cidade-capital.

Lusodescendentes empenhados em “recuperar” língua portuguesa correio/lusa

A

procura de cursos de Português está a aumentar na Venezuela, país onde os lusodescendentes estão empenhados em “recuperar” a língua dos pais. Este fenómeno, segundo Rainer de Sousa, coordenador do Instituto Camões, ocorre num país onde também cada vez mais venezuelanos querem aprender a língua portuguesa, o que faz que a Venezuela seja um pouco diferente dos outros países da América Latina. “Cada vez mais está na moda aprender português, sobretudo na Venezuela, o que acontece também na América Latina, segundo alguns colegas meus, sobre-

tudo na América Latina de língua espanhola”, explicou Rainer de Sousa à agência Lusa. Segundo o coordenador do ensino do português na Venezuela, a maioria dos países da América Latina, onde há uma maior procura do ensino, faz fronteira com o Brasil.

“O caso venezuelano é diferente, porque embora faça fronteira com o Brasil, a comunidade portuguesa é muito forte na Venezuela, há muitos lusodescendentes que agora recuperar a língua dos seus antepassados e estes lusodescendentes estão muito adaptados e inse-

ridos na sociedade venezuelana”, disse. Segundo Rainer de Sousa, os lusodescendentes “têm muitos amigos e, portanto, os portugueses na Venezuela geram uma data de contactos que faz com que os venezuelanos queiram aprender a língua dos seus

vizinhos (portugueses) e dos amigos”. “Alguns trabalham para portugueses e sentem uma certa empatia pela cultura portuguesa e procuram conhecer a língua portuguesa”. Rainer de Sousa explicou que decorreu, sábado, na Casa Portuguesa Venezuelana do Estado de Carabobo, na cidade de Valência, o IV Encontro de Professores de Português na Venezuela, organizado pelo Camões. “É a primeira vez que saímos de Caracas, para propiciar um encontro de professores de regiões diferentes da Venezuela. O número de participantes todos os anos tem aumentado e é muito positivo encontrarmo-nos, para saber o que temos feito nos últimos meses”:


10 │ CORREIO DA VENEZUELA

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

VENEZUELA comunidade

Construção do Santuário de Fátima avança a bom ritmo

Guatire comemorou Virgem de Fátima

SERGIO FERREIRA

E

sforço, surpresa e orgulho. Estas são as palavras que melhor definem os que marcaram presença no passado domingo dia 29 de outubro no novo arraial que foi feito no âmbito da construção da primeira réplica moderna do Santuário da Virgem de Fátima, que se realizou no setor Lomas de Urquía do município Carrizal, no Estado Miranda. O esforço que tem vindo a ser feito pelos promotores do projeto, através de múltiplas iniciativas de angariação e com um trabalho ininterrupto ainda com uma economia inflacionária, originou alguma surpresa e admiração nos presentes, que não puderam acreditar nos avanços do templo e a beleza do mesmo. O sentimento de orgulho reina tanto junto dos promotores como nos presentes, pois para ninguém é segredo que tanto uns como outros contribuíram com um grão de areia para tornar possível este sonho que, hoje em dia, é considerado um dos projetos de maior envergadura que se realizou até então em terras venezuelanas . Desta forma, mais uma vez, a comunidade lusa a residir em Los Altos Mirandinos e cidades vizinhas acudiram com alegria e devoção ao local onde foi construído o santuário, com a finalidade de desfrutar do último arraial de 2017. Apesar da afluência de pessoas não ter sido como nos últimos tempos, talvez pela situação económica e a forte chuva se fez sentir ao longo do dia, ainda assim centenas de peregrinos se deslocaram ao local para passar um dia diferente na companhia de familiares e amigos. Um dos acontecimentos que mereceu mais destaque foi o facto de a jornada ter contado com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas,

oscar sayago

N

José Luís Carneiro, que se fez acompanhar pelo Diretor Geral de Assuntos Consulares de Portugal, Julio Vilela; oEmbajador de Portugal na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro; o Adido Social luso, Gonçalo Capitão; e a Consulesa Geral de Portugal em Caracas, Leonor Esteves; assim como outros membros da equipa diplomática lusa no país. «Para os carrizalenhos, é uma honra entregar hoje as chaves de Carrizal a tão ilustre visistante», destacou o autarca da jurisdição, José Luis Rodríguez, ao entregar a condecoração a Carneiro. «Hoje estamos a estreitar ainda mais os laços entre o nosso governo e Portugal», acrescentou Rodríguez, juntamente com a primeira-dama Clara Mirabal. « C o n t i nu a m o s a l u t a r apesar das circunstâncias do país para tentar terminar, não podemos ficar de braços cruzados e temos que tentar encontrar soluções para culminar a obra. Pedimos muito a nossa senhora Virgem de Fátima que nos ajude a sair da crise», destacou Rodríguez. Por seu lado, José Luís Carneiro garantiu que marcou presença neste arraial para acompanhar a comunidade perante os difíceis momentos que vive o país e conseguir assim difundir a

mensagem de apoio ao Governo português para todos os cidadãos, demonstrando que têm especial interesse em ajudar a resolver a situação atual da nação e dar a sua mão amiga aos lusitanos que vivem cá, através dos seus serviços diplomáticos, consulares e sociais que, semana a semana, se esforçam por melhorar o atendimento em prol dos que tornem a Venezuela um país comprometido com o futuro. Carneiro valorizou a forma como a comunidade lusa da região está bem integrada na sociedade e interligada com as autoridade; ainda, destacou o trabalho do Cônsul Honorário de Portugal na região, Pedro Gonçalves, nos momentos de pilhagens vividos há alguns meses e que afetaram comerciantes portugueses. Gonçalves garantiu que a inauguração do templo estava prevista para este ano de 2017, mas os protestos e a escassez de materiais de construção, assim como os elevados custos devido À inflação, obrigaram ao adiamento, pois tudo atrasou. «Apesar de não termos uma data concreta, é importante destacar que, devido à criação desta obra e do trabalho do Consulado Honorário, temos uma comunidade organizada de 40 mil pessoas», explicou.

o dia 29 de outubro, o Centro Sociocultural Virgem de Fátima, localizado em Guatire, Estado Miranda, realiza um novo arraial em honra do centenário da última aparição da imagem lusitana. Os presentes puderam desfrutar de comida tradicional portuguesa, assim como de um ambiente festivo. Os organizadores puderam à disposição do público diferentes tipos de comida, como o caldo verde, leitão, francesinha e uma grande variedade de sobremesas típicas, assim como refrigerantes para adultos e jovens. O arraial iniciou-se por volta das 11h00, quando os

convidados puderam observar o processo de construção do santuário e, Às 12h00, realizou-se uma missa para comemorar a Virgem de Fátima. Ao longo da festa, apresentaram-se diferentes grupos musicais para entreter o público, assim como bandas de música tradicional, grupos folclóricos e gaitas, pois já se aproxima o Natal. O processo de construção do Santuário está a correr bem, pois a maioria do complexo está já construído. Embora ainda não haja uma data definitiva para o término do santuário, a comunidade portuguesa tem demonstrado um apoio incondicional no que se refere à importância da finalização deste templo.

“Hiperinflação” dominou ANSA 2017 SERGIO FERREIRA

C

omo já é tradição, a Associación Nacional de Supermercados y Autoservicios (ANSA) realizou o fórum anual no dia 1 de novembro nas instalações da Asociación Civil Centro Portugués (CP), localizada no setor de Macaracuay, na zona Este de Caracas. Mais de 400 pessoas, entre sócios e o público em geral, assistiram ao evento intitulado “Hiperinflação e continuidade de operações”. As temáticas da hiperinflação e a conjuntura política, social e económica do país dominaram desta vez a iniciativa.

José Miguel Chirinos, que é especialista na área de SystemProcessAssurance de PWC, iniciou o ciclo de conversas a falar sobre os riscos do sector de retalho para manter a operação. Por seu lado, Pedro Pacheco, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Caracas, expôs como gerir em tempos de multi-inflação. O analista bursátilJhony Zafra falou sobre o empoderamento financeiro para manter a continuidade de negócios e da economia atual, enquanto que o economista José Manuel Puente encerrou o evento a falar sobre o caminho para a hiperinflação.


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │11


12│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


CORREIO DA VENEZUELA │13

www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

EMPRESAS

ESPECIAL

Supermercados lusos: mais de meio século de trabalho e inovação SERGIO FERREIRA SOARES

N

ão é segredo para ninguém que um dos grandes êxitos dos portugueses na Venezuela foi o surgimento de pequenos estabelecimentos comerciais que, graças ao muito esforço e à visão inovadora na prestação de serviços, se converteram com o passar dos anos nas grandes cadeias de supermercados que hoje em dia ocupam um lugar especial no coração crioulo. Em 1945, a Venezuela abre as portas à imigração. No final da Segunda Guerra Mundial, deixa uma Europa devastada, o que juntamente com a ditadura de Salazar e outros fatores motivou cerca de cem mil portugueses a sair do seu país entre 1945

Central Madeirense

Manuel e Agostinho De Sousa Macedo, Manuel Mendes De Sousa e Manuel Da Corte De Abreu, que chegaram no mesmo barco ao porto de La Guaira em 1946, iniciaram a atividade no país com pequenas mercearias que depois expandiram. Tinha a denominação comercial de Sociedad Mercantil Macedo, Da Cortes y Compañía. Por volta dos anos 40, este grupo de madeirenses decidiu mudar a sua denominação para Central Madeirense C.A., iniciando a atividade no dia 11 de novembro de 1949. As antigas mercearias transformaram-se nos dois primeiros supermercados: um em San Martín e outro na Avenida Victoria. Desde então, têm-se multiplicado progressivamente, contando hoje com mais de 52 sucursais.

e 1970. A Venezuela foi, por diversas razões, um dos destinos favoritos dos lusitanos, principalmente dos madeirenses, que viram nesta terra de graça a sua oportunida-

Plaza’s

Automercados Plaza´s é uma cadeia de supermercados com sucursais localizadas nas melhores zonas de Caracas e Valencia. Foi inaugurado em 1963, com o nome de Supermercados El Prado como uma empresa familiar, mudando depois o nome para Supermercados Prados del Este. Desde esse momento, distinguiu-se pela venda de produtos importados e pela forma como distribuía a mercadoria, despertando a atenção do cliente, que se sentia mais cómodo. Mais tarde, com o mesmo conceito, abriram novas lojas. Em 1994, é inaugurado o sexto supermercado da rede, o Automercados Plaza’s Terrazas del Avila, passando todos os estabelecimentos do grupo a terem a denominação de Plaza’s.

de para ter uma vida melhor. Mas não procuraram apenas o progresso próprio e familiar: rapidamente se converteram num fator determinante para a evolução e o desenvolvi-

Excelsior Gama

A história do Excelsior Gama inicia-se com a viagem de Manuel Da Gama, que com apenas 17 anos chega à Venezuela para procurar novos horizontes. Manuel começou a trabalhar como padeiro, depois trabalhou numa mercearia e, dois anos mais tarde, conseguiu comprar o seu primeiro negócio. Com muito esforço, anos depois conseguiu adquirir uma frutaria em Los Palos Grandes. Abasto Santa María Goretti, assim se chamava o negócio que deu início ao que seria a cadeia de supermercados. Logo de seguida, adquiriu o Abasto Todo Económico que mudou depois o nome para Abasto Excelsior. Em 1969, abriu com os seus irmãos o Automercado Excelsior Gama. Atualmente conta com um total de 24 sucursais.

mento das terras de Simón Bolívar. No âmbito das comemorações do aniversário do CORREIO e tendo em conta que o país atravessa tempos

Luvebras

A 17 de janeiro de 1948, Joao Sidonio Ferreira e a sua mulher chegaram à Venezuela, fugindo do período pós-guerra. Provenientes da Madeira e com amor pelo trabalho, ao chegar ao país, trabalhou como empregado num supermercado, investindo de seguida as suas poupanças em duas lojas denominadas “Todobarato” localizadas em Sabana Grande e em El Paraíso. Contudo, em 1965, este luso decidiu vender as lojas aos seus empregados e ir até ao Brasil. Cinco anos depois, regressa à Venezuela e abre os Automercados Luvebras, em 1972: uma cadeia de lojas de conveniência cujo nome resultou de uma mistura entre o lusitano, o venezuelano e o brasileiro, pessoas com quem Ferreira sente sempre uma conexão especial.

difíceis devido a fatores económicos, sociais e de produtividade específicos, este meio de comunicação pretende resgatar a história de cinco empresas que têm sido fundamentais para o desenvolvimento da Venezuela: têm estado nos tempos bons e nos que não foram tão bons, apostando sempre em grande, contratando milhares de pessoas e formando os que passam por elass, prestando sempre um serviço de qualidade onde a principal premissa é contribuir nem que seja com um grão de areia para a construção da Nação que lhes abriu as suas portas. Que seja esta uma homenagem ao sangue luso e àqueles homens que estão sempre de braços abertos, independentemente das dificuldades.

Unicasa

A história dos Supermercados Unicasa remonta ao início da década de 80, especificamente ao ano de 1982, quando oito proprietários de mercearias e supermercados independentes, se juntaram numa cooperativa para comprar mais volumes de produtos a um preço baixo, adquirindo mais força num mercado tão competitivo. Em 1985 aparecem os primeiros frutos desta união e inauguram-se cinco sucursais em Caracas, Santa Teresa del Tuy, Charallave e La Victoria. Depois, entre 1986 e 2015 abriram outras. Em 2015, surge a Oficina Principal, localizada na Boleíta Norte, que serve para coordenar trinta lojas, afirmando-se assim como a terceira cadeia de supermercados mais importante do país.


14 │ CORREIO DA VENEZUELA

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

VENEZUELA comunidade

Centro Social Madeirense comemorou 39º aniversário

Centro Marítimo de Venezuela com novo presidente

oscar sayago

N

os passados dias 16, 17 e 18 de noviembre, o Centro Social Madeirense (CSM), localizado na rua Madeira, setor San Diego de Valencia, Estado Carabobo, comemorou o seu 39º aniversário com diferentes atividades para os seus sócios e amigos. Os aos atos comemorativos iniciaram-se na quinta-feira às 20h00 com uma sessão especial do Concelho Municipal de San Diego e a imposição da ordem João Gonçalves Zarco. Depois, na sexta-feira 17, realizou-se às 10h00, a missa de ação de graças, com uma oferenda floral, hinos e o içar de bandeiras. Para finalizar as comemorações, o clube promoveu o “Rumbón Madeirense Aniversario” no sábado 18. Nesta apresentação, estiveram presentes diferentes convidados,

oscar sayago

O nomeadamente Los Melódicos, Iliana Capriles, Che Gaetano e A Titi. O Centro Social Madeirense foi fundado em 1978, surgindo depois de uma conversa que surgiu entre quatro pessoas de origem madeirense. Hoje em dia, o clube conta com mais de três mil sócios e cada vez cresce mais. O cen-

tro oferece aos seus membros a oportunidade de praticar uma grande variedade de atividades desportivas e é famoso na zona pela qualidade dos seus atletas. Ainda, oferece aulas de línguas, atividades culturais, etc. As suas instalações são também muito reconhecidas pela sua qualidade.

Centro Luso Larense comemora 40 anos de tradição oscar sayago

J

á se passaram 40 anos desde que um grupo de imigrantes por tugueses decidiram fomentar as suas raízes em terras larenses e pôr em marcha um projeto para criar um espaço dedicado à portugalidade no coração da cidade de Barquisimeto. Foi assim que no dia 2 de outubro de 1977 nasceu o Centro Luso larense: um local onde prevalece a cultura, os costumes, a idiossincrasia e o folclore português na Vene-

zuela. É por isso que, nos dias 3 e 4 de novembro, se comemorou nas instalações o 40º aniversário do clube, com uma grande variedade de atividades desportivas, culturais e recreativas em família. Na sexta-feira, a partir das 18h00, teve lugar a inauguração oficial e protocolar do aniversário do Café Concert, com a apresentação de Comparsa, Karaoke e música, que contou com a realização de alguns jogos. No sábado, durante todo o dia, realizaram-se atividades,

como Rally Paper e depois jogos de futebol e futebol de salão entre pais e filhos. Depois, houve lugar para encontros de ténis de mesa, bolas “criollas”, basquetebol, dominó e atletismo. A t u a l m e n t e, o C e n t r o Luso Larense está ao rubro com diversas atividades para os seus sócios e uma ampla segurança. A junta diretiva atual é constituída por Manuel Faria, Euclides Sebastiani, Fátima Dos Santos, Juan Pablo Cárdenas, Manuel Rodrígues e Enrique Ferreira.

Centro Marítimo d e Ve n e z u e l a (CMV), localizado na urbanização de Turumo, Estado Miranda, realizou novas eleições da sua junta diretiva no dia 29 de outubro, onde Alfredo Amaral passou o testemunho a Fernando Costa, após vários anos à frente da instituição. O ex-presidente, que integrou durante 15 anos as direções do clube, candidatou-se e ganhou, disponibilizando-se a fazer melhorias e continuar a impulsionar este centro que é um ícone da portugalidade na década de 70 e 80. Os novos membros da direção, que já tomaram posse depois de serem eleitos

com 80% de aprovações dos votantes que assistiram, são: Fernando Costa (Presidente), Manuel Suarez (Vice-presidente), Rosa Tavares (Secretária), Carmen Sánchez (Tesoureiro), Joaquin Esteves (Diretor de Desporto), Néstor Pereira (Diretor de Cultura) e Milton Oliveira (Suplente). O clube foi fundado a 18 de abril de 1972 com o nome de Asociación Deportiva Luso Venezolano. O C.M.V é uma associação sem fins lucrativos dirigida e constituída por uma comunidade luso-venezuelana. A principal função é juntar os emigrantes portugueses e lusodescendentes, assim como outras pessoas com diferentes nacionalidades que convivem diariamente.

Centro Portugués vai a votos oscar sayago

C

omo é habitual na época de dezembro, a Asociación Civil Centro Portugués (CP), localizada na avenida Luis de Camoes, urbanização Macaracuay, em Caracas, realiza eleições para a sua junta diretiva, conselho fiscal e mesa de assembleia. A votação realiza-se no próximo dia 3 de dezembro nas instalações do clube, sendo que só há uma lista concorrente, liderada pelo atual presidente, Rafael Gomes. Como era de esperar, só houve uma lista pretendente. As eleições acontecem de dois em dois anos, fican-

do o ano intermédio marcado por uma votação em forma de retificação da direção. Nos últimos tempos, passaram pela presidência do clube Fernando Campos, Jhonny Dos Santos e Gil Enio Andrade. Atualmente a junta diretiva é constituída por Antonio Rafael Gomes, Juan Ricardo Ferreira, Gil Nunes, Luis Pablo de Sousa, José Ramón Silva, Néstor de Oliveira, Inés Carvalho, Arturo Ferreira e Alva Ferreira . O Centro Portugués foi fundado em 1958, quando um grupo de portugueses teve a ideia de criar uma associação capaz de manter vivos os costumes e as tradições de Portugal.


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │15


16│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │17


18│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │19

ATUAL

PORTUGAL

Apoio habitacional às vítimas dos incêndios e aos regressados da Venezuela discutidos na AR CORREIO/LUSA

S

ara Madruga da Costa exigiu ao Ministro do Ambiente que explique quais as verbas previstas neste Orçamento do Estado para o apoio habitacional das vítimas dos incêndios da Madeira de 2016 e para os emigrantes regressados da Venezuela. Sara Madruga da Costa confrontou José Matos Fernandes com as declarações no parlamento da secretária de estado da Habitação que referiu que “ da verba de 5,5 milhões de euros de saldo transitado do IHRU para o PROHABITA, 2,4 milhões de euros destinam-se aos incêndios da Madeira e os restantes 3 milhões ficarão disponíveis para o território continental”. De acordo com a deputada social democrata não se percebe “porque motivo este governo desvia verbas pre-

vistas para os incêndios da Madeira para outras parcelas do território nacional quando todas as zonas afectadas precisam de apoios e de ser ajudadas.” “Temos vindo a ser confrontados com sucessivos atrasos nas verbas prometidas pela república para os incêndios na Madeira, agora o governo da república parece

querer desviar essas verbas da Madeira para outras partes do país”, disse Sara Madruga da Costa. “Não queremos acreditar que este governo não esteja sensível à necessidade de apoio habitacional aos desajolados dos incêndios da Madeira de 2016 e aos emigrantes regressados da Venezuela”, disse Sara Ma-

druga da Costa, “também não queremos acreditar que haja algum intuito partidário de prejudicar uma parcela do território em detrimento de outras” referiu. “O programa de recuperação dos incêndios na Madeira representa uma despesa global de 6,2 milhões de euros e neste momento o que falta está apenas pendente do fi-

nanciamento da república” referiu a deputada madeirense, que relembrou a resposta célere do Governo Regional aos incêndios de 2016 que “já procedeu ao realojamento provisório de cerca de 122 famílias que precisam de apoios para regressar definitivamente às suas habitações”. A deputada Sara Madruga da Costa também recordou que o PSD tem vindo a alertar para as insuficiências do PROHABITA desde a calamidade na Madeira do 20 de Fevereiro de 2010, tendo inclusivamente apresentado no parlamento várias iniciativas para suprir as insuficiências do PROHABITA em relação aos incêndios na Madeira, iniciativas essas que foram sucessivamente chumbadas pela maioria que suporta este governo. “Agora pelos vistos com a substituição do PROHABITA pelo Porta de Entrada o governo reconhece que o PSD tinha razão”.

CMVM diz que tem feito inspecções para averiguar como foram feitas vendas no Banif correio/lusa

A

Comissão do Merc a d o d e Va l o r e s Mobiliários (CMVM) disse que está a realizar inspeções presenciais à forma como foram vendidos produtos financeiros pelo Banif, e que não se limita a verificar se os documentos obrigatórios foram assinados. “A análise da CMVM não se cinge apenas a verificar se a documentação foi assinada ou não, abrange também o desenvolvimento de ações de supervisão presencial com vista ao apuramento do cumprimento pelo responsável pela comercia-

lização dos deveres legais a que está sujeito”, disse hoje fonte oficial do regulador dos mercados financeiros à Lusa. A investigação da CMVM relaciona-se com as mais de mil reclamações que obrigacionistas do Banif lhe fizeram chegar a dar conta do modo como lhes foram vendidos esses títulos. O objetivo desses clientes é que se prove que houve vendas fraudulentas (’misseling’) no Banif (mesmo quando era já maioritariamente detido pelo Estado) e que lhes seja dada uma solução que os compense pelas perdas monetárias sofridas. Contudo, este processo

tem-se arrastado, até pelas dificuldades da CMVM em aceder a toda a informação necessária, pelo que a associação que representa os lesados do Banif (ALBOA) tem estado a trabalhar para acelerar este processo, que deverá passar pela criação de uma comissão arbitral mediada pela Ordem dos Advogados. O objetivo é que dessa comissão saia um relatório que permita montar uma solução que compense estes lesados. Esta sexta-feira, o presidente da ALBOA, Jacinto Silva, mostrou-se esperançado com essa comissão arbitral, que vai “substituir a decla-

ração da CMVM” e que será “uma via para ultrapassar” o impasse. “Das reuniões que tem havido com a CMVM, temos percebido que a CMVM está numa linha que não é a nossa. A linha deles é analisar reclamação a reclamação e saber se toda a documen-

tação foi assinada e se as pessoas ao subscreverem o produto o subscreveram em consciência. A CMVM, sendo um organismo supervisor, o que interessa é se há papéis ou não há papéis, a forma como eles foram assinados não interessa”, afirmou Jacinto Silva.


20 │ CORREIO DA VENEZUELA

PORTUGAL

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

ATUAL

Emigrantes fazem aumentar os pedidos de ajuda CORREIO/LUSA

Vicentinos, contando também com o apoio de voluntários. Agora que se aproxima a quadra natalícia, Cecília Cachucho lembra a importância da “partilha” realçando também o facto da Loja Solidária da Calheta estar disponível para ir a qualquer ponto da Ilha recolher donativos que possam ser úteis em ajudar o próximo. “Agora que se aproxima o Natal queremos uma partilha de bens”, apelou a responsável pela Santa Casa da Misericórdia da Calheta. As empresas, nomeadamente hotéis, têm sido até à data importantes aliados neste projecto de solidariedade social.

C

onsequência do regresso de muitos portugueses que estavam radicados na Venezuela, tem aumentado a procura pelos apoios sociais disponíveis na Loja Solidária da Calheta. “Já há algum tempo que temos vindo a notar um aumento da procura, sobretudo nos últimos meses”, revela Cecília Cachucho, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Calheta. Apoio sobretudo em roupas, calçado, artigos para a casa - roupas de cama, atoalhados, cortinas - e electrodomésticos, embora também seja procurada para ‘matar a fome’, apesar de ainda não operar com bens alimentares. Valência que considera importante colmatar, dada a crescente procura. “Alimentos para entregar ainda não temos, mas temos no nosso projecto uma dispensa social e já estamos a tentar negociar um protocolo com uma grande superfície comercial para podermos também assegurar esse fornecimento de bens alimentares”, regista. “A dispensa social era fundamental porque há pessoas que nos pedem esses géneros de produtos”, salienta

Cecília Cachucho. Apesar de esclarecer que neste caso são “situações pontuais”, a Provedora garante que “quando é assim (pedem alimentos) recorremos ao Banco Alimentar para satisfazer as necessidades imediatas”. Criada a meados de Julho do ano passado, a Loja Solidária coordenada pela Misericórdia calhentense, embora ainda com pouco mais de um ano de existência, tem vindo a ser cada vez mais procurada por famílias em situação de carência económica. E não apenas por residentes no

concelho da Calheta. Ao município do extremo Sudoeste já terão chegado pedidos de ajuda de famílias dos municípios mais próximos. “Não recebemos doações só da Calheta como também não ajudamos só quem reside neste concelho. Como tal, temos recebido ajuda de outros concelhos como também temos dado apoio a famílias de fora da Calheta, nomeadamente da Ponta do Sol, por ser o mais próximo, mas também a pessoas da Ribeira Brava e penso que até de Câmara de Lobos”, aponta.

Actualmente estima-se que por mês estejam a ser ajudadas pela Loja Solidária cerca de 30 famílias. Este apoio prestado pela Loja Solidária instalada na Casa Paroquial do Atouguia, sobretudo com roupa e outros objectos, nomeadamente artigos usados mas ainda em bom estado, tem-se revelado importante para muitas famílias que enfrentam sérias dificuldades. Um projecto que resulta da parceria entre a Santa Casa da Misericórdia da Calheta, Câmara Municipal, Paróquia do Atouguia e

ADBRAVA ajuda dez famílias por mês Por mês, a Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava (ADBRAVA) tem auxiliado cerca de dez famílias regressadas da Venezuela. Nivalda Gonçalves, a presidente da Associação, reconhece “não é significativo ainda”, até porque representa somente cerca de 10% das ajudas prestadas, mas também admite que muitos possam procurar respostas noutros programas sociais, nomeadamente junto da própria Segurança Social e não apenas na instituição de solidariedade social que dirige.

Clima económico e indicador de actividade económica voltam a estabilizar correio/lusa

O

indicador de clima económico em Portugal, disponível até Outubro, e o indicador de actividade económica, disponível até Setembro, mantiveram-se estáveis, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com os dados disponíveis, o indicador de

clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários sectores de actividade) manteve-se nos 2,1 pontos em Outubro, pelo terceiro mês consecutivo. Já o indicador de actividade económica, manteve-se em Setembro nos 3,1 pontos pelo quinto mês consecutivo. O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo abrandou em Setembro, dando

continuidade à desaceleração dos três meses precedentes. Segundo o INE, em Setembro, na perspectiva da produção, verificou-se uma desaceleração do índice de

volume de negócios dos serviços e do índice de produção da indústria, enquanto o índice de produção da construção e o índice de volume de negócios da indústria estabilizaram. O instituto recorda que a taxa de desemprego se fixou em 8,5% no terceiro trimestre de 2017, inferior em 0,3 pontos percentuais à taxa registada no trimestre anterior e “sig-

nificativamente mais baixa” que a verificada no mesmo trimestre de 2016 (10,5%). O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga de 1,4% em Outubro (idêntica à verificada em Setembro), observando-se uma taxa de variação de 0,6% na componente de bens e de 2,5% na de serviços, iguais às registadas no mês precedente.


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │21

Banquetes Gales: O ponto de encontro para celebrações de sonho Sergio Ferreira Soares

H

á 25 anos, uma família de origem lusa e com visão criou a base do que hoje se converteu no espaço de eventos e festas mais importante da Venezuela. Desde então, Banquetes Gales oferece aos seus clientes a melhor experiência na organização de casamentos, festas de 15 anos, primeiras comunhões, crismas, batismos, aniversários, eventos corporativos e lançamentos de produtos. Sendo um projeto comprometido com os seus clientes e localizado em pleno Centro Comercial CiudadTamanaco, na zona este de Caracas, a premissa principal desta empresa é tornar realidade as celebrações de sonho, oferecendo conforto e elegância num ambiente seguro e central.

Para tal, dispõe de dois espetaculares salões com capacidade para pelo menos trinta pessoas, pelo que poderá realizar uma comemoração tão íntima como deseje. O salão Windson, com uma capacidade máxima que vai até 500/700 convidados, é ideal para casamentos, festas de 15 anos e de final de ano, eventos corporativos e graduações. O salão Majestic, com uma capacidade máxima para 250 a 350 convidados, é ideal para conferências, eventos pré-venda, aniversários, reuniões, despedidas de solteira/o, seminários, batismos e primeiras comunhões. Desde aperitivos tradicionais e locais, até esquisitices e pedidos especiais, o chefe de Banquetes Gales terá todo o prazer de servir os convidados com os mais

de trinta tipos de ‘bocadillos’ que são oferecidos. Ainda, a empresa oferece serviços de mesa de queijos, enchidos, carnes, peixes fumados e outros serviços groumet. Tudo acompanhado de variadas degustações de comida espanhola, portuguesa, francesa, mexicana e asiática, serviço de bufê e pratos servidos segundo variadíssimos menus e apresentações adequadas à festa em questão. Não menos importante, são as mesas dos doces, que oferecem as mais saborosas tartes, chocolates, petit-fours, shots, sobremesas, pudins... O serviço personalizado de Banquetes Gales e a lista de fornecedores especializados permite que um pessoal altamente qualificado se encarregue de todos os detalhes, fazendo com que o cliente apenas se preocupe com desfrutar da festa!


22│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │23

legado

especial

Joao da Costa: Um pioneiro no ensino de português na Venezuela SERGIO FERREIRA

O

professor Joao Ventura da Costa Lopes, membrofundador e presidente do Instituto Português de Cultura, vai ficar na memória da comunidade luso-venezuelana devido ao seu destacado contributo em prol da difusão da cultura e da língua portuguesa na Venezuela. Sem sobra de dúvidas, o maior legado deste homem foi a conceção e fundação do Instituto Portugués de Cultura, que ergueu juntamente com outros compatriotas em 1990. Desde então, Costa teve um papel emblemático à frente da associação. Mas o legado de Da Costa vai muito mais além do Instituto Portugués de Cultura, pois este benfiquista e amante do polvo à lagareiro, destacou-se na vida associa-

tiva e no ensino da língua de Camões na Venezuela. Joao nasceu a 3 de dezembro de 1942, na cidade de Lisboa. Avô de dois netos e pai de três filhas, Sintra da Costa e Londy da Costa, de um primeiro casamento, e Tagide da Costa, da união

com a sua mulher Encarnação Aguiar da Costa. Iniciou os estudos em Portugal e culminou-os na Venezuela. Apesar da sua principal formação não ser a de professor, dedicou mais de 20 anos à docência, com uma “excelente pedagogia” , tal como o

confirmam os estudantes que passaram pelas suas aulas. Fez parte do primeiro grupo de professores que impulsionou a iniciativa do Curso de Língua e Cultura Portuguesa na Asociación Civil Centro Portugués (CP), em Caracas. «A sua indubitável cultura

e educação não tem limites. Converteu-se num Historiador de Portugal com muitas histórias que hoje leva consigo. O seu humor era, sem dúvida, uma mistura de ‘Sorriso’ para cada ocasião», garante Ysabel Ferreira. Ao longo da sua trajetória, o “profe” escreveu para vários jornais e revistas onde desenvolvia temas relacionados com a cultura lusitana. «Era um ser humano fantástico. Um homem culto, com caráter social fenomenal, totalmente desapegado das coisas materiais, com uma vocação para servir impressionante», explica Fernando Campos. Foi em agosto de 2017, na cidade de Lisboa, Portugal, que se apagou a luz desta luta infindável, cujo maior legado foi a rotura de paradigmas na imagem antiga do português trabalhador.

Betty Rodrigues: Um ícone do resgate da cultura lusitana SERGIO FERREIRA

N

o mês de setembro do ano de 1968, Elizabeth Maria Henriques Rodrigues de Sousa Rodrigues chega à Venezuela e torna seu este lugar que lhe ofereceu tantas alegrias, com uma vida cheia de altos e baixos que a converteram num dos ícones da comunidade lusitana radicada na Venezuela. Conhecida por todos como “Betty”, esta mulher é recordada como uma lutadora incansável em prol da portugalidade em terras de Bolívar, para além de ser um humano serviçal e com responsabilidade social. Nascida a 12 de janeiro de 1948 no seu querido Funchal, ilha da Madeira, no seio de uma família lutadora, aos seus vinte anos, Betty juntou-se à grande onda de portugueses que deixavam a sua

terra natal à procura de uma melhor qualidade de vida, emigrando para Caracas depois de receber a tão desejada carta de chamada que lhe enviaria o fiel companheiro e marido Emanuel Rodrigues. A história entre Betty e Emanuel iniciou-se no ano

de 65: o também nascido no Funchal emigrou para a Venezuela a 30 de outubro de 1961, onde trabalhou arduamente até conseguir regressar à ilha em 1965; ano em que conheceu o seu eterno amor e com quem se casou em 1967. Foi em Caracas:

onde se fortaleceu esta história conjunta, produto da qual nasceriam Marcos e Carlos. O seu espírito de luta, o seu sorriso e a sua capacidade de estar perante as adversidades fizeram desta mulher um ícone da comunidade lusitana radicada na Venezue-

lana, mantendo-se sempre ativa numa grande variedade de instituições; locais onde teve um importante papel em prol da reconquista dos valores do gentilício luso e madeirense. Não menos importante seria o seu pró-ativismo na vida social de Caracas, onde sempre se destacou pela sua iniciativa, solidariedade e companheirismo. Os que a conheceram, retêm na sua memória centenas de anedotas: alguns a recordam pelo seu grande estilo e bom gosto; outros, por trabalhar como uma formiga na sede do Centro Português, no Rotary Club Macaracuay e na Sociedad de Beneficencia de Damas Portuguesas. Apesar de todo o seu pró-ativismo, sempre foi uma mulher modesta, com perspetiva de autocrítica, lutadora e sem grandes egos.


24│ CORREIO DA VENEZUELA

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

CULTURA Artes

Kimberly participa em telenovela de Televisa OSCAR SAYAGO

TheaSegall. Tiempo, memoria e imagen Local: Trasnocho Cultura Artista: TheaSegall Geometrías de la ausencia Local: CarmenAraujo Arte Artistas: Juan Iribarren y Daniel Medina Desnaturalización: mango, carro y escoba Local: Centro de Arte Los Galpones, G8 Ar tistas: Gerardo Rojas, IvánCandeo, MarianelaDíaz Cardozo, AlexanderGerdel, Aura Larsen, Federico Ovalles-Ar, Rafael Serrano y JasonTack

sa cada personagem sem questionar a sua importância na obra e, desta forma, decide se vai querer o papel ou não. Possivelmente, o papel de protagonista desta telenovela seja para Ana Brenda Contreras. A atriz com esta mesma disposição chegou a Telemundo, onde obteve um lugar em produções como “El rostro de la venganza”, “Marido en alquiler”, “Tierra de reyes” e “Quién es quién”. Ainda, a jovem-talento teve um papel muito importante na série “Grachi” que lhe valeu várias nomeações para os Kids Choice Award nas suas edições de México e Argentina pelo melhor papel de “vilão favorito”.

A

atriz lusodescendente Kimberly Dos Ramos de Sousa estreia uma nova novela da cadeia mexicana Televisa intitulada “El despacho”, que vai ser produzida por José Alberto Castro e baseada na série colombiana “La ley del corazón”. Os possíveis atores desta telenovela são Julián Gil, Mariana Torres, Altair Jarabo, Flavio Medina, Grettell Valdez, Fabiola Guajardo e Geraldine Bazán. Kimberly deu declarações convencida que o papel de protagonista não garante o êxito de qualquer telenovela. A atriz anali-

Travesías: relatos de viajes de navios y collares Local: Museo de Arte Afroamericano

María Gabriela de Faría regressa à Venezuela

Cinema

OSCAR SAYAGO

El pequeño vampiro Direção: Richard Claus

Solteras Indisponibles Direção: Carlos Malavé

Liga de la Justicia Direção: ZackSnyder

A

cantora e atriz María Gabriela de Faría regressa à Venezuela, depois de três anos, com um novo projeto cinematográfico para deslumbrar os seus seguidores. Será a protagonista da adaptação cinematográfica do livro “Blue Label”, escrita por Eduardo Sánchez Rugeles. O filme começou com a gravação no dia 16 de outubro. A atriz foi eleita pelo cineasta Alejandro Bellame, conhecido por dirigir os filmes “El rumor de las piedras” e “El tinte de la fama”. A jovem tem assumido papeis mais semelhantes com a sua personalidade e, neste filme, vai trabalhar com Edmary Fuentes, Erick Palacios, William Goite, Alberto Alifa, Verónica Arellano e Martha Estrada. Este filme narra a his-

tória de Eugenia Bianchi, uma mulher de meia idade que vive na Europa há mais de dez anos e que recorda como foi que conseguiu exilar-se e deixou atras um possível amor. O filme terá sido gravado durante seis semanas num percurso desde Caracas até o Pára-

mo de Mérida. Algumas dos locais que visitaram foram: Altamira de Cáceres, Barinitas e La Laguna de Mucubají, entre outras. A produção executiva está nas mãos de José Ernesto Martínez, que também assumiu este cargo em filmes como “La casa del fin de los tiempos”.

A atriz começou na telenovela “Trapos íntimos” e depois em 2003 trabalhou em “La señora de Cárdenas”. Em 2008, e até 2010, a atriz teve uma maior popularidade porque o Nickelodeon Latinoamericano a contratou para a série conhecida como “Isa TKM”.


CORREIO DA VENEZUELA │25

www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

CULTURA Teatro

Folclore português continua a vibrar em Maracaibo OSCAR SAYAGO

O Local: Centro Cultural B.O.D Horário: Quintas, 19h00 Local: Trasnocho Cultural Horário: Sextas, Sábados e Domingos às 19h30 e às 20h30

Local: Teatro Escena 8 Horário: Sábados e Domingos às 16h30.

Grupo Folklórico Casa de Por tugal de Maracaibo, fundada em 1975, continua a desenvolver as suas atividades em prol da comunidade portuguesa. No dia 12 de outubro, o grupo folclórico apresentou-se no Centro Gallego de Maracaibo para festejar o Dia da Hispanidade. Ainda, todas as semanas realiza-se diversas apresentações em festividades privadas onde são contratadas. Toda a comunidade do Centro Gallego de Maracaibo participou na peregrinação no dia 12 de outubro, onde os presentes disfruta-

ram em família de diversas atrações gastronómicas e culturais. Jovens, crianças e adultos portugueses que constituem este grupo folcló-

rico que existe há mais de 40 anos participaram nesta celebração. No mês de setembro, o grupo folclórico teve um en-

contro cultural para celebrar a Virgem de Fátima na igreja de San Pablo em Maracaibo. Brevemente, terão uma apresentação na Casa de Itália, onde se realizará um encontro cultural entre vários grupos folclóricos. O Grupo Folclórico Casa de Portugal de Maracaibo é constituído por Adrian Abreu, Andrea Abreu, Libet de Arauco, Edgar Omaña, María José Batista, Eduardo Dos Santos, Johnny Batista, Angélica Batista, Rubén Batista, Kelly Dos Santos e Anabela Dos Santos. Na música, estão José Freitas, Salvador Araujo, Salvador de Araujo, Doris Chacón, Anita Freitas, Domingo Dos Santos.

Local: Centro Cultural B.O.D Horário: Domingo, 11H30

Música

Grupo folclórico do Centro Marítimo comemora 44 anos

Grupo Folclórico Infantil CP participou no encontro “Niños por la Paz del Mundo”

Na Venezuela “Si me sigues mirando así” / Daniel Huen Em Portugal “DuskTill Dawn” / ZAYN Feat. Sia

Literatura

Na Venezuela “Las Recetas de @Sascha Fitness” / Sascha Barbosa Em Portugal “A Estranha Ordem das Coisas” / António Damásio

OSCAR SAYAGO

N

o âmbito das comemorações dos 44 anos do Grupo Folklórico Internacional Luso del Centro Marítimo de Venezuela, localizado na urbanizaçãoTurumo, município Sucre no Estado Miranda, no passado domingo, dia 19 de novembro, se comemoraram as festas de “San Martinho” e os 44 anos do Grupo Folclórico. Neste evento, foi servida comida e bebida típica de Portugal para o agrado dos sócios, para além das apresentações do grupo musical “Estrella Lusitana”,

o grupo teatral “Fernando Pessoa”eos anfitriões do evento, o Grupo Folklórico Internacional Luso. O Grupo Folklórico Internacional Luso foi constituído a 18 de novembro de 1973. Atualmente, divulgam a maior par te do folclore português, representando as regiões do Minho, Apúlia, Nazaré, Ribatejo, Madeira e Açores. Têm tido apresentações em Portugal, Bonaire, Curaçau e em quase todo o território nacional. Têm participado em diferentes festivais por tug u e s e s, o n d e t ê m s i d o condecorados pelas suas coreografias.

Oscar Sayago

O

grupo folclórico infantil da Asociación Civil Cent r o Po r t u g u é s apesentou-se no dia 22 de outubro no encontro “Niños por la Paz Mundial”, organizado pelo Centro Italo Venezolano, localizado na urbanização Prados del Este de Caracas. O ato começou às 16h00 no Salón Italia, contando com as participações de Agrupación Infantil Lembranzas de la Hermandad Gallega de Venezuela,

Agrupación Infantil del Centro Portugués e Agrupación Folklórica del CIV “Arlecchino”. O grupo infantil do CP representou Portugal, com uma grande rotina de dança, sob a tutela de Jeny Macedo e Nivaldo Da Silva. Para além das apresentações, no final do encontro realizou-se uma partilha com as delegações de Galicia, Italia e Venezuela. Na apresentação, também esteve presente a Diretora de Cultura, Alva Ferreira, com os seus representantes.


26│CORREIO DA VENEZUELA

SEC

JOSÉ LUÍS CARNEIRO

E

ntre os dias 27 e 30 de Outubro visitei pela terceira vez a Venezuela. Desta vez, pude estar com as nossas comunidades de Maracaibo, Caracas, Los Anaucos e Carrizal. Em Julho, momento de grande crise política, fomos capazes de garantir todos os canais de comunicação com as instituições venezuelanas, serviços consulares e diplomáticos e o movimento associativo, o que permitiu proteger e apoiar os cidadãos e as empresas; reforçar os meios financeiros para as

#714│NOVEMBRO DE 2017

Opinião

O roteiro social nas comunidades da Venezuela instituições de apoio social; garantir níveis primários de apoio na saúde e na velhice e estabelecer um plano de cooperação com o governo regional da Madeira para os cidadãos que têm regressado a Por tugal. Este plano de trabalho que está em curso e estendeu-se aos Gabinetes de Apoio ao Emigrante, instituídos em parceria com os Municípios. Nessa visita lançámos a iniciativa “Roteiro Social” com a presença consular em PuertoOrdaz, a mais de 800 km de Caracas. Na nossa recente deslocação tivemos a oportunidade de participar na 23ª sessão deste roteiro, realizada em Maracaibo (Estado de Zulia, o 22º a ser visitado). Nunca antes tinha sido percorrido todo o país num contacto direto com as nossas comunidades. Foram mais de 10 mil quilómetros e mais de 2000 pessoas c o n t a c t a d a s. A p e n a s falta visitar o Estado do Amazonas, previsto para o fim de Janeiro.

Foram escutadas as preocupações, críticas e sugestões destes nossos conterrâneos. Elaboraram-se fichas de necessidade e foi criada uma rede de canais de contato,para encontrar soluções para os problemas diagnosticados. Realizou-se também, pela primeira vez, uma reunião de trabalho alargada entre mim, o embaixador, os dois cônsules de carreira e os dez cônsules honorários. O encontro permitiu agilizar procedimentospara dar mais eficácia à aplicação do apoio social aos emigrantes carenciados (ASEC), medida já agilizada. Foi ainda aperfeiçoada a rede de trabalho com o movimento associativo e estabelecida uma orientação mais clara sobre as prioridades de apoio financeiro, no quadro do novo regime de apoio ao associativismo: apoio alimentar, apoio na saúde, apoio na infância, apoio domiciliário e higiene habitacional, e apoio aos cidadãos sem-abrigo.

De refer ir, também, pelo significado nas condições de vida das pessoas, a decisão adotada em Julho pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de não aumentar os emolumentos consulares à luz das alterações cambiais vividas na Venezuela. Esta decisão significa uma perda de receita estimada em 3 milhões de euros, mas, inscreve-se no apoio determinado do Estado português aos nossos concidadãos que vivem momentos de profundas dificuldades. Por fim, merece destaque a reunião de trabalho com os conselheiros da comunidade e o coordenador da língua por tuguesa. Com 450 alunos no ensino superior e 870 alunos desde o pré-escolar ao secundário e, ainda, 550 alunos em cursos de duração variável, numa cooperação entre o Instituto Camões e a Fundação Luso-Venezuelana Camões, o ensino da língua portuguesa é uma prioridade. Por razões de oportunidade de trabalho e por razões que

têm a ver com a hipótese de regresso a Portugal. A procura não cessa de aumentar. No seguimento da primeira visita e da Comissão-Mista realizada em Lisboa em 2016 foi assinado um acordo entre o Instituto Camões e a Universidade Libertador em Caracas para a formação de professores de português. Prevê-se que o curso possa arrancar até Março de 2018. Temos já 60 inscrições para um número clausus de 100. Se for bem-sucedido, dentro de quatro anos, teremos várias dezenas de professores que poderão responder à procura do ensino de língua portuguesa sentida em todos os Estados da Venezuela. Po r q u e , e m t o d o s eles,existem portugueses que estando bem integrados na sociedade local, nunca esqueceram a sua ligação a Portugal e honraram o nosso país com o seu forte espírito empreendedor e com o notável movimento associativo a que deram corpo.

Palavras Emigração, Economia e Participação Política em Portugal

DANIEL BASTOS

A

semana passada ficou marcada pela infor mação divulgada pelo Eurostat, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, que sustenta que

Portugal, com um total de 3343 milhões de euros, tem o maior saldo entre os Estados-membros da UE no que diz respeito às verbas provenientes de pessoas residentes fora do país. Em 2016, segundo a organização estatística, num total de 24.064 milhões de euros de fluxos de emigrantes na União Europeia, o nosso país d e t i n h a a m a i o r fa t i a (3343 milhões), seguindo-se a Polónia (3014 milhões), o Reino Unido (2454 milhões) e a Roménia (2449 milhões). Os dados divulgados pela autoridade estatística da União Europeia, re-

velam assim a influência estruturante do fenómeno migratório em Portugal, um país de emigrantes, que tem nos concidadãos residentes em França (9986 milhões), Reino Unido (7086 milhões), Espanha (6765 milhões) e Alemanha (4214 milhões de euros), os principais destinos e valores do envio das remessas de emigrantes. Embora sintomática de debilidades estruturais do país, como sejam a escassez de oportunidades, os salários baixos ou a falta de qualidade de vida, a emigração continua a desempenhar um papel fundamental no plano

económico nacional. Nesse sentido, e tendo em linha de conta os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat sobre o peso das remessas dos emigrantes da diáspora para Portugal, que nem sequer os vários casos de emigrantes lesados pelas práticas fraudulentas de antigos bancos nacionais parecem colocar em causa, torna-se inadiável o incremento da participação das comunidades portuguesas na vida política do país. Existindo em Portugal um largo consenso nacional sobre a importância e o papel de dimensão internacional dos cerca de

cinco milhões de portugueses espalhados pelo Mundo, ativos incontornáveis da dimensão global da pátria de Camões, urge um debate no seio das esferas politicas sobre a alteração do número de deputados eleitos pelos círculos da emigração. Os atuais quatros mandatos dos dois círculos da emigração, o círculo da Europa e o círculo de Fora da Europa, estão notoriamente desajustados ao peso económico, cultural e politico dos emigrantes, cuja maior envolvência nos destinos do país é fundamental para o desenvolvimento da sociedade portuguesa.

O CORREIO da Venezuela não pode ser considerado responsável e/ou patrocinador das opiniões que são expressas neste espaço


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │27


28│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017


www.correiodevenezuela.com NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │29

portugal

desporto

Ronaldo admite que suspensão no início da época o afectou CORREIO / LUSA

O

português Cristiano Ronaldo admitiu que a suspensão de cinco encontros no início da temporada o afetou, mas não se mostrou preocupado com a fraca capacidade goleadora na liga espanhola de futebol. “As coisas vão mudar, não estou preocupado”, disse o jogador do Real Madrid, numa entrevista publicada no jornal desportivo francês L’Équipe. O português garante que esse momento menos bom não o impede de “trabalhar da mesma forma e ter a mesma ética de trabalho”, lamentando que as pessoas apenas reparem se marca ou não “veem-me como uma máquina de golos”, comentou. “Não me julgam mais do

que pelo feito de marcar, que às vezes nem é o mais importante. Aceito as críticas, mas não estou de acordo”, disse. Ronaldo reconheceu que ainda “é mais estranho” quando também é questionado em casa.

Equipa de Carlos Queiroz impôs-se a Venezuela OSCAR SAYAGO

Na segunda-feira 13 de novembro, defrontaram-se as equipas da Venezuela e Irán num encontro amigável em Holanda. O jogo começou com o domínio da bola por parte da equipa dirigida pelo lusitano Carlos Queiroz, enquanto que o grupo criollo procurava a sua oportunidade para lhes tirar a bola. Com o tempo, a Vinotinto sentiu-se mais segura no campo: começou a receber mais a bola e a atacar a equipa, de tal forma que por quatro vezes chegaram à baliza contrária. Destacaram-se Salomón Rondón e Rubert Quijada que estiveram quase a marcar um golo. Depois do intervalo do primeiro tempo, chegou ao momento do contra-ataque da equipa contrária. A jogada começou com VahidAmiri

que recebeu um passe profundo e avançou para a baliza da equipa de La Vinotinto. O guarda-redes José Contreras saiu do seu campo para deter Vahid, o que originou a derrota da Venezuela, já que Amiri executou um passe central até Alireza Jahanbakhsh, que marcou o golo decisivo do jogo. Irán poderia ser um dos possíveis adversários de Portugal no Campeonato do Mundo, cuja fase final se realiza na Rússia. Nos outros jogos privados, já jogados entre seleções que falharam a classificação para o mundial, temos a Arménia que ganhou ao Chipre por 3-2 e Georgia que empatou contra a Bielorrússia por 2-2. O treinador português tem sido técnico da seleção portuguesa e do Sporting de Lisboa, para além de ter dirigido outras equipas e seleções.

“Quando não marco, a minha mãe pergunta-me, o meu filho pergunta-me, a minha irmã e o meu irmão dizem-me: ‘mas o que se passa?’. Como se fosse o fim do mundo”, referiu. Cristiano Ronaldo falhou

a segunda mão da Supertaça espanhola e os primeiros quatro encontros da liga espanhola, por castigo, depois de ter sido expulso frente ao FC Barcelona, na primeira mão, e suspenso por ter empurrado o árbitro.

“Estava muito, muito motivado para começar a temporada. Mas quando algumas pessoas nos privam do campo, da expressão... A forma como ocorreu dececionou-me e entristeceu-me. O que aconteceu nesse dia foi um erro enorme do árbitro”, assegurou. Após o castigo, que o deixou “verdadeiramente dececionado”, Ronaldo marcou apenas um golo na liga espanhola e seis na Liga dos Campeões. Sobre a Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo disse estar confiante, “como sempre”, lembrando que venceu a liga espanhola, a Liga dos Campeões, prova na qual foi o melhor marcador. “Se ganho a Bola de Ouro, perfeito. Se não, continuarei a ser a mesma pessoa”, assegurou.

Espanha derrota Portugal nos europeus de Padel CORREIO / LUSA

P

or tugal sagrou-se vice-campeão europeu masculino de padel, depois de na final, disputada no Clube de Ténis do Estoril, ter perdido com a Espanha, que repetiu o triunfo dos femininos. O país vizinho dominou, assim, por completo as finais hoje disputadas, ‘roubando’ o título europeu feminino a Portugal, com as duplas, Ariana Sánchez e Marta Ortega a bateram as portuguesas Filipa Mendonça (madeirense) e Catarina Nogueira, por 6-1 e 6-2, na vertente feminina, enquanto na masculina Cepero e Santana venceram os compatriotas Willy Lahoz e Alex Ruiz, por 7-6 e 6-0. Miguel Oliveira e Diogo Rocha não conseguiram contrariar o favoritismo de Aday Santana e Álvaro Ce-

pero, os novos campeões europeus de duplas, que conquistaram o segundo e decisivo ponto para a sua selecção. Diante do par que, esta manhã, se coroou campeão europeu no Clube de Ténis do Estoril, o duo luso lutou, mas acabou derrotado por 6-2 e 6-4. A vitória de Aday Santana e Álvaro Cepero deu o ponto decisivo à Espanha, que tinha iniciado a final com o triunfo de Paquito Navarro e Juan Martín Díaz, que foi número um mundial durante 13

anos. A dupla espanhola impôs-se a Vasco Pascoal e João Bastos, com os parciais de 6-1 e 6-4, no primeiro encontro dos três da final masculina do Europeu de padel. A seleção nacional masculina, que ainda tem de cumprir o terceiro jogo frente a Espanha, conseguiu o seu melhor resultado de sempre nos Campeonatos da Europa de padel. Em 2009, também no Clube de Ténis do Estoril, os portugueses tinham sido terceiros classificados.


30 │ CORREIO DA VENEZUELA

desporto

venezuela

Centro Luso Larense com novo convénio desportivo com o clube Gil Vicente OSCAR SAYAGO

N

o dia 16 de novembro, o Centro Luso Larense, localizado em Barquisimeto, Estado Lara, anunciou o seu mais recente convénio com o clube português Gil Vicente de Barcelos. A iniciativa permitirá que os jovens jogadores do centro social sejam apresentados para serem verificados pelo clube ibérico e, se cumprirem os requisitos da equipa de Barcelos, terão a oportunidade de receber uma bolsa e receber uma formação gratuita no clube profissional. A informação foi dada a conhecer durante uma conferência de imprensa pelo presidente do Centro Luso La-

Múltiplas conquistas no desporto para o CSM

rense, Manuel Faria, que se mostrou otimista devido ao alto nível que têm demonstrado os desportista da instituição que dirige. Da mesma forma, o luso informou que o jovem Andres David Javitt, já foi verificado e aceite pelo clube português: agora só lhe resta apresentar-se entre maio e junho do próximo ano para ir jogar com o clube português. Atualmente, o Centro Luso Larense é constituído por mais de 1.250 sócios, que podem realizar diferentes atividades desportivas nas instalações da associação, como futebol, ténis, bolas criollas, dominó, entre outras. Para além do clube larense, conta com diferentes escolas para melhorar a aprendizagem dos mais pequenos. oscar sayago

Chegam ao fim VI Juegos Deportivos de Portuguesa oscar sayago

N

#714│NOVEMBRO DE 2017

www.correiodevenezuela.com

os dias 27, 28 e 2 9 d e o u t u b r o, realizam-se os VI Juegos Deportivos Interclubes y Gremiales de Portuguesa nas instalações do Centro Social Luso Venezolano de Araure (CSLV), localizado no quilómetro 4, via Barquisimeto, setor Los Malabares. No final, o clube organizador levantou a Taça Centenário da Virgem de Fátima, por ter conseguido um total de 480 pontos. Orgulhando-se da localização, o anfitrião manteve a sua hegemonia e, pelo sexto ano consecutivo, reinou nuns jogos que estiveram marcados pela logística dos atos de abertura e encerramento. O segundo lugar foi ocupado pelo Centro Social Canario

Venezolano de Araure (308), enquanto que o Club Ítalo de Araure (177) fechou o pódio, seguido pelo Colegio de Contadores Públicos (147), Club Colombo de Araure (137), Centro Luso Larense (122), Colegio de Abogados Portuguesa (120), Casa Falcón Lara (119), Colegio de Ingenieros (108), Poder Judicial (80), Club América de Lara (21), Club Ítalo Guanare (20) e Sector Salud (15). Na competição, cuja inauguração se realizou no dia 26 de outubro, participaram cerca de 3.000 atletas de pelo menos 15 clubes, que disputaram várias modalidades lúdico-desportivas, nomeadamente xadrez, basquete, bolas criollas, futebol, futsal, kikimbol, maratona, natação, softball, ténis, ténis de mesa e voleibol.

N

o dia 21 de outubro, o Centro Social Madeirense (C.S.M.), localizado em San Diego, Estado de Carabobo, terminou a III Estadal de Novatos e Federados. A Junta Diretiva, com o Comité de Desporto, a Comissão de Natação e os Sócios do C.S.M., reconheceram os atletas da escola de natação que, desde o dia 18 até ao dia 21 de outubro, representaram o clube com as equipas de Desenvolvimento e Massificação, sob as orientações do treinador Maikoll Zapata. Nesta nova edição do torneio, destacaram-se os nadadores Oriana Marín (13 años), vencedor total e campeã da competição na categoria infantil B feminino com oito medalhas de ouro; Fermín Gutiérrez (16 anos), que conseguiu a medalha de bronze em 100 borboleta; Rafael Pulgar (14 anos), autor de medalha de bronze em 200 borboleta; Anel Rojas, Juan Pablo Hernández, Victor Rodríguez e Jesús Antia, que obtiveram duas medalhas de bronze por se

destacarem em livres e combinados. Importa, ainda, destacar que Rafael Pulgar y Zeleste Escobar da categoria Federados ratificaram e melhoraram as suas marcas pessoais com vista à taça da “Federación Venezolana de Deportes Acuáticos” (FEVEDA), a competição mais importante da natação venezuelana, que se realiza no mês de dezembro. Os demais atletas obtiveram lugares importantes, ocupando os primeiros oito do campeonato. Ainda, o clube obteve o sexto lugar de 15 clubes participantes. Daniela Mireles representou a Venezuela na Colômbia No dia 12 de novembro, realizou-se a apresentação de Dança Artística dos XVII Juegos Bolivarianos, onde participou a jovem Daniela Mireles em representação da Venezuela e o seu clube o Centro Social Madeirense. Os jogos tiveram lugar em Santa Martha, Colômbia. A representação da patinagem venezuelana foi complementada pela dupla de Daniela Mireles, com uma grande

apresentação da prova livre, e Carla Salmerón, na Dança. A dupla obteve o quinto lugar em Patinagem Artística, modalidade livre, levando este galardão para a Venezuela. Daniela Mireles, atuou na também na modalidade libre damas. Clube acolhe inauguração de Distrital de Basebol Menor No dia 11 de novembro, o Centro Social Madeirense (CSM) de San Diego, em Valencia, Estado Carabobo, foi palco da inauguração do Primeiro Mega Torneio Distrital da Liga de Basebol Menor “S.D.U.”. Os jogos tiveram início a 21 de outubro com a participação da Liga Uninorte, Limenor Valencia e Liga San Diego Unido; coalizões que se uniram com a finalidade de promover esta importante iniciativa desportiva. Para além do mais, o CSM teve outros convidados especiais como a banda show feminina e masculina General Rafael Urdaneta e Luisa Caceres de Arismendi, a escola integral Carlys Sosa, as equipas de EBM La Cumaca e Grandes Sueños, entre outras.


PUBLICIDADE NOVEMBRO DE 2017 │#714

CORREIO DA VENEZUELA │31


32│ CORREIO DA VENEZUELA

PUBLICIDADE

#714│NOVEMBRO DE 2017

Correio de Venezuela 714  

Edición 714

Correio de Venezuela 714  

Edición 714

Advertisement