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P r é m i o Ta l e n t o 2 0 0 9 Correio de Venezuela

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De 1 a 7 de agosto de 2017

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EDIÇÃO N° 703 • ANO 17 • DEPÓSITO LEGAL: 199901DF222 • BS. 500

CNE: Participação na constituinte foi de 8 milhões de pessoas /P.4 Governo da Madeira apela à concertação de Bruxelas /P.5

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VENEZUELA

O ministro plenipotenciário de 2.ª classe Carlos Nuno Almeida de Sousa Amaro foi nomeado Embaixador de Portugal em Caracas, substituindo nas funções Fernando Teles Fazendeiro que deverá assumir idêntico posto em Bucareste, capital da Roménia. Não é conhecida a data em que o diplomata assumirá a representação lusitana na capital da Venezuela. /7

Consulados realizaram 1,9 milhões de atos em 2016 /P.15 Novo Banco reduz prejuízo para 290,3 milhões de euros /P.15

Sandra & Ricardo atuaram no Porto Moniz /P.19 Recorde de futebolistas federados /P.25

UE

COMUNIDADE

Carlos Amaro de Sousa nomeado Embaixador de Portugal

DIÁSPORA

Os consulados gerais de Portugal nas cidades de Caracas e de Valencia registaram uma afluência anormal nos primeiros dias desta semana, após as eleições para a nova Assembleia Constituinte decretada por Nicolas Maduro. Não é difícil concluir as causas de tão grande procura. Na verdade, é cada vez maior o número de portugueses que pretende ter a sua documentação em ordem, e, muitos deles, fazem planos para deixar o País. /P.4

Quatro mil pessoas já seguiram para Portugal /P.6

PORTUGAL

Consulados à cunha após eleição da Constituinte

CULTURA

VENEZUELA

DESPORTO

Banco Plaza entre os melhores da Venezuela /P.8

Portugal aguarda posição europeia sobre a Venezuela O processo eleitoral para a Constituinte e tudo o que envolveu este longo mês de campanha e de perturbação pública tem merecido da União Europeia severas críticas e pedidos de esclarecimento a Caracas. O Governo português fez um apelo a “um compromisso político inclusivo que envolve o regresso à normalidade” e aguarda a posição de Bruxelas. /P.5


2 Editorial

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cartas do leitor Falta de medicamentos

Ministro Ronaldo???

Como se explica que haja tantos cidadãos a sofrer pela falta de medicamentos? É já habitual ver a odisseia que temos que passar para conseguir algo tão comum como uma medicação para a hipertensão. Em Caracas, é normal ter que recorrer mais ou menos a 15 farmácias de este a oeste para poder conseguir arranjar medicamentos. Não há nada, sem sequer medicamentos pediátricos. A situação é verdadeiramente grave e tudo indica que brevemente nada deve melhorar. Como é possível que se brinque com algo tão delicado com a saúde das pessoas? Dá pena ver pessoas a morrer porque não podem fazer o tratamento de forma adequada. O bom no meio disto tudo é ver que ainda há solidariedade e que ainda há pessoas a doar medicamentos que não precisam e, muitas vezes, graças a esses donativos, é possível que as pessoas doentes possam sobreviver. Quando se fala em ajudas sociais, será que o governo português tem em conta a urgência desta situação com os medicamentos? Ana María De De Sousa

«Estado não deve pagar perdas dos clientes da sucursal externa do BES na Madeira». Título que li na última edição online do vosso jornal, onde o Ministro das Finanças de Portugal não reconhece o dinheiro dos emigrantes no BES. Depois venho eu a saber, por boca dos meus primos que vivem em Portugal, que o mesmo ministro é conhecido por “Ronaldo” da Economia da Europa… Por favor!!! Que ofensa para o melhor jogador do mundo… Como é possível comparar um ministro que não reconhece o direito da emigração com o Ronaldo... Que insensibilidade tem essa pessoa para não valorizar o trabalho de todos aqueles que foram enganados pelo Estado português e pelo BES. Simples: querem vender o banco sem problemas e sem impedir aqueles que perderem ali o seu dinheiro. Ronaldo??? Por favor! Não ofendam a família do Cristiano Ronaldo… Luis américo Silva

Lesados Banif e BES

Plesbicito une venezuelanos Votei para o Plesbicito no Funchal e passei horas no Jardim Municipal. Exerci o meu direito voto de manhã e regressei à tarde. As filas de gente disposta a fazer alguma coisa pela Venezuela e os milhares de pessoas que quiseram comparecer para fazer alguma coisa pelo país onde nasceram ou onde já tiveram nacionalidade comove qualquer pessoa, quanto mais a mim, que sou venezuelana, filha de madeirenses e que lá vivi a maior parte da minha vida. Acho louvável esta solidariedade do povo pelos que lá estão! Gostei muito de participar e as conversas em torno dos muitos assuntos e a galhofa fizeram-me recuar no tempo e, por momentos, parecia que estava em Caracas! Que saudades! S. Gonçalves

Envie-nos a sua carta ou comentário para: correio.prensa@gmail.com

Li com atenção a notícia sobre os lesados do Banif e do BES e a suposta nega do partido socialista em reconhecer na Assembleia da República sobre os direitos dos emigrantes que foram “roubados” pelos bancos. Não posso deixar de ficar com “raiva” e estupefação perante esta notícia. Natural, diria eu… Como no caso do Banif foi o Partido socialista que entregou (ofereceu) o Banif aos donos do Santander por 150 milhões de euros não querem mexer mais no assunto. Nunca pensaram nos emigrantes, não os valorizam e parece que os lixaram ao máximo. Vivo em Portugal há aproximadamente dois anos. Também a minha família foi prejudicada pela venda do Banif ao Totta e pelo desconhecimento de aplicações que o meu pai tinha no Banco… Vim aqui com essa finalidade já há dois anos. Adoro viver em Portugal. As pessoas são muito boas, educadas, solidárias com a exceção dos donos dos Bancos BES e do Banif, assim como todos os seus funcionários, sem deixar também culpas aos políticos do PSD e do PS, que sempre ignoraram as poupanças da emigração portuguesa no mundo… Deixo ainda as minhas palavras de reconhecimento ao partido comunista que, apesar de não ser dessa tendência política, reconheço nesse partido coerência e preocupação pelos interesses da emigração… Juvenal M. Pereira

fotoflash A presente situação político-social que se vive na Venezuela requer de todos os intervenientesa melhor atenção e tolerância de forma a que a gravidade dos factos vividos nas últimas semanas em todo o País não criem ainda mais feridas e cicatrizes no tecido populacional venezuelano. Temos vivido com angústia toda esta posição de violência verbal e física que tem sido disputada por ambas as partes. Já com mais de uma centena de vítimas, contadas apenas nos campos de batalha em que se transformaram as manifestações, que se pretendiam pacíficas. Por este andar não nos restam dúvidas de que muitos Portugueses também, estão a abandonar a Venezuela, em direção à terra das suas raízes, onde diversas entidades governamentais, nomeadamente a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e o Governo da Região Autónoma da Madeira, têm preparado um plano de recepção e de apoio aos naturais e aos luso-descendentes que decidam regressar ou ficar na terra dos seus antecedentes. No caso particular da Madeira está em curso um programa de reabilitação dos cidadãos e famílias que chegam da Venezuela, e que pretende lhes dar o mínimo de condições, conforto e bem-estar para que se sintam bem na Região Autónoma. Por isso, queremos aqui relevar esse esforço, que no caso da Madeira passa até pelo aluguer de um empreendimento imobiliário recém-construído, na freguesia de Água de Pena, que, poderá, numa primeira fase, acolher muitas das famílias que chegam à ilha, sem habitação. Um autêntico movimento de refugiados que é preciso reconhecer e lhes dispensar o maior carinho.

Grupo Editorial

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4 Venezuela

De 1 a 7 de agosto de 2017 | Correio da Venezuela

POLÍTICA

CNE: 8 dos 19,8 milhões votaram nas eleições para a Assembleia Constituinte

SERVIÇO

Consulados de Portugal em Caracas e Valencia registam enchentes

AGÊNCIA LUSA

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou que 8.089.320 pessoas votaram nas eleições para a Assembleia Constituinte, promovida pelo Presidente Nicolas Maduro. Em conferência de imprensa, transmitida em direto pelas rádios e televisões do país, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, indicou que estes números são as primeiras projeções e mais dados vão ser divulgados posteriormente. “O balanço é extremadamente positivo, porque ganhou a paz, ganhou a Venezuela”, disse. As urnas deviam ter encerrado às 18:00 em Caracas (23:00 em Lisboa), mas poucos minutos antes deste limite, o CNE anunciou que ia prolongar por mais uma hora as urnas de voto para as eleições da Assembleia Constituinte, “e sempre que haja eleitores à espera de exercer o direito de voto”. No domingo, foram chamados a votar mais de 19,8 milhões de venezuelanos para escolher os 545 membros da Assembleia Nacional Constituinte que vão redigir uma nova Constituição. A escassas horas do fecho previsto das urnas, a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) -- que recusou participar nas eleições - afirmou que apenas 12% dos eleitores tinham participado no ato eleitoral. A convocatória para a eleição foi feita a 01 de maio pelo Presidente, Nicolás Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos. A oposição venezuelana acusa Nicolás Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes Maduro elógia “maior participação histórica” Nicolás Maduro preferiu elogiar os venezuelanos pela “lição de coragem” e “maior participação histórica” nas eleições, de domingo, para a Assembleia Constituinte. O Presidente da Venezuela anunciou que a nova Assembleia

Sergio Ferreira / Ommyra Moreno

Constituinte vai ser usada para promover o diálogo e a paz nacional, acabar com a sabotagem opositora, a guerra económica e reestruturar o Ministério Público. “Acabou-se a sabotagem da Assembleia Nacional. A Constituinte chegou para pôr ordem”, afirmou. Maduro indicou que a Assembleia Constituinte vai criar uma poderosa comissão pela verdade, justiça, reparação das vítimas e paz, que terá como tarefa inicial levantar a imunidade dos parlamentares opositores e dissidentes do “chavismo” [referência ao Presidente Hugo Chávez que dirigiu o país entre 1999 e 2013, ano em que morreu] e fazer justiça com envolvidos na “violência no país e na guerra económica”. “A Assembleia Constituinte vai ser usada para recuperar a economia, estabilizar politicamente o país, dar segurança ao povo, promover a paz e reconstruir a igualdade. Pela paz dos venezuelanos sou capaz de tudo, até de falar com o diabo se for necessário”, sublinhou. Por outro lado, anunciou que o Ministério Público, que tem assumido posições contrárias ao regime, vai ser imediatamente reestruturado para que haja justiça. Maduro criticou a cobertura noticiosa das eleições de domingo e pediu à Comissão Nacional de Telecomunicações para abrir uma investigação contra a estação privada de televisão Televen, que acusou de dar prioridade à cobertura de conflitos opositores e não informar sobre o processo

eleitoral Oposição convoca mais manifestações A oposição venezuelana apelou para a realização de manifestações contra a Assembleia Constituine do Presidente Nicolas Maduro, eleita no domingo, dia marcado por violências que causaram pelo menos oito mortos. “Não reconhecemos este processo fraudulento, para nós é nulo, não existe”, declarou, no domingo, o líder da oposição Henrique Capriles. Capriles pediu aos venezuelanos que protestem contra aquilo que considerou “um massacre” e “uma fraude eleitoral”. Na quarta-feira, dia em que a Assembleia Constituinte toma posse, Capriles convocou também a realização de uma manifestação de protesto em Caracas. Violência em dia de eleições fez 10 mortos Dez pessoas, incluindo dois adolescentes de 13 e 17 anos, morreram no domingo na violência que acompanhou a eleição da Assembleia Constituinte. Quatro pessoas morreram no estado de Tachira (oeste), na fronteira com a Colômbia, durante manifestações. Três homens foram mortos no estado de Merida (oeste, um no estado de Lara (norte), um no estado de Zulia (norte) e um dirigente da oposição no estado de Sucre (norte), indicou num novo balanço o Ministério Público venezuelano.

Longas filas e várias horas de espera. Esta é a melhor descrição para o que se tem vivido nas instalações dos Consulados Gerais de Portugal na Venezuela nos dias 31 de julho e 1 de agosto, após a eleição da Assembleia Nacional Constituinte no domingo e na sequência das declarações emitidas por diversas nações do mundo que se inferiram contra o processo. O Consulado Geral de Portugal em Caracas, Distrito Capital, teve as suas instalações repletas de cidadãos durante os dois primeiros dias da semana. Membros da comunidade e não só ficaram surpreendidos quando passavam pela 2da avenida de Campo Alegre, no município de Chacao, e viram uma extensa fila de pessoas nos passeios junto àquele serviço consular. A finalidade era obter informações e tratar de documentação lusa. No final do dia 1, quase 500 pessoas tinham-se dirigido à sede consular: pelo menos 300 destas para fazer os seus documentos e outros 150 para solicitar informações de diversa índole. Passaporte, Cartão de Cidadão e Registro Civil são alguns dos processos mais solicitados, enquanto que outros cidadãos procuram informação sobre o plano de governo para o retorno dos seus concidadãos lusos, para além das opções de estudo em terras ibéricas e os programas de ajudas sociais e médicas. Perante a ausência do Cônsul Geral de Portugal em Caracas, Luiz de Albuquerque Veloso, que está de férias, o CORREIO contactou a chanceler Maria da Graça Andrade Pereira de Sousa, que garantiu que o fluxo de gente tem sido muito elevado e que, para além disso, tem tido que lidar com falhas do sistema, o que costuma originar o incómodo de alguns utilizadores. Contudo, des-

tacou que as pessoas que trabalham no Consulado estão muito empenhadas e fazem tudo o que é humanamente possível para agilizar o atendimento. «Isto parece a fila para o pão. Não entendo porque é que não podemos entrar e esperar dentro do Consulado. É incómodo e um perigo que nos deixem aqui», expressou María Correia, ao mesmo tempo que era apoiada por outros cidadãos que estavam na fila em plena rua, sem perceber que a sede consular não tem capacidade para acolher o grande número de cidadãos que assistiram durante a jornada. «Estou cá desde as oito da manhã a tentar falar com a Dra. Almeida a questão das ajudas sociais. Deveriam esclarecer melhor esta situação para saber se uma pessoa cumpre com o perfil de carenciado ou não», declarou Luis Alberto Gomes, outro cidadão que estava há mais de quatro horas à espera de ser atendido. «Venho pedir informação sobre os documentos que preciso para ir viver para Portugal. Vim saber especificamente quais tinha que fazer», afirmou Julio Vieira, que quer ter os seus papeis em dia para emigrar para a terra dos seus antepassados perante qualquer situação de emergência que se apresente na Venezuela. Situação semelhante foi a vivenciada no Consulado Geral de Portugal em Valencia, Estado Carabobo. Ao contrário de Caracas, as instalações consulares principais do ocidente do país não abriram na segunda-feira dia 31 de julho devido ao fecho de ruas na cidade, pelo no dia 1 de agosto tiveram casa cheia. Fonte consular disse que, nesta sede, as solicitações mais frequentes eram as do Cartão do Cidadão e Registo Civil, garantindo que o tempo de espera pelo primeiro documento é de aproximadamente 15 dias, enquanto que o segundo tem um atraso maior.


Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

ANC

Lisboa lamenta violência na eleição da Constituinte

CORREIO/RTP

O Governo português emitiu, na segunda-feira, nova nota com um apelo a um “compromisso político inclusivo que envolva o regresso à normalidade constitucional” na Venezuela, depois de um processo eleitoral para a Assembleia Constituinte manchado pela violência. O Ministério dos Negócios Estrangeiros “revê-se na declaração do Serviço Europeu de Ação Externa da União Europeia”. “O Governo reitera que a gravidade da crise económica e social que atinge o povo venezuelano só poderá ser debelada mediante um compromisso político inclusivo que envolva o regresso à normalidade constitucional e no quadro de um calendário eleitoral mutuamente acordado entre as partes, bem como no pleno respeito pelos Direitos Humanos, pela separação de poderes, pelo livre exercício dos direitos civis e políticos e, em geral, pelos princípios do Estado de Direito”, lê-se num comunicado dos Negócios Estrangeiros. O documento refere ainda que a “preocupação principal das au-

toridades portuguesas” prende-se com as “garantias de segurança e de bem-estar” dos portugueses e luso-descendentes na Venezuela. ” Temos instado as autoridades venezuelanas a assumir todas as suas responsabilidades na prestação dessas garantias e temos feito tudo ao nosso alcance para, em colaboração com essas autoridades, apoiar os nossos concidadãos”. O Governo português, lê-se ainda no comunicado, “lamenta profundamente a evolução dos acontecimentos na Venezuela”, acrescentando que “a recusa expressa por parte de importantes setores políticos e sociais pela via seguida e a violência que rodeou o ato eleitoral, fazem com que não se tenha dado ontem nenhum passo para a resolução da crise política naquele país”. Portugal junta-se assim a outros países, como os EUA, Colômbia, Peru, Argentina, Espanha, Brasil e México, que contestam os resultados das eleições de ontem. Lisboa “revê-se”, por outro lado, “na declaração do Serviço Europeu de Ação Externa da União Euro-

peia”. A União Europeia adiantou, esta segunda-feira, estar com “sérias dúvidas” de que o resultado eleitoral deste domingo na Venezuela, que elegeu a Assembleia Constituinte, possa ser “reconhecido”. “A Comissão Europeia expressa sérias dúvidas se o resultado da eleição poderá ser reconhecido”, afirmou Mina Andreeva, uma porta-voz da Comissão Europeia (CE) numa conferência de imprensa em Bruxelas. A porta-voz disse ainda estar preocupada com o “destino da democracia” na Venezuela, considerando que a Assembleia Constituinte “não pode ser parte da solução” da crise no país. “Uma Assembleia Constituinte, eleita em condições duvidosas e com frequentes circunstâncias violentas não pode ser parte da solução. (A Assembleia eleita) aumentou a divisão e deslegitimará mais as instituições eleitas democraticamente na Venezuela”. Mina Andreeva condenou ainda o uso da força “desproporcionado” por parte dos agentes de segurança venezuelanos.

Venezuela 5

ANC

Madeira pede concertação política entre Portugal e UE

DN MADEIRA

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu que qualquer posição política de Portugal sobre a situação na Venezuela deve ser concertada no âmbito da União Europeia. “Relativamente à questão política, a posição portuguesa tem de ser concertada com a posição que a União Europeia vai tomar em relação à Venezuela”, disse o governante madeirense no decorrer de uma visita que fez a obras de prevenção de aluviões na ribeira de São João, no Funchal. Miguel Albuquerque sublinhou que “a posição portuguesa tem algo que é peculiar”, argumentando que é preciso “levar em conta” que naquele país há “uma população residente cujos interesses têm de ser salvaguardados em primeiro lugar”, numa referência ao meio milhão de portugueses e lusodescendentes no país.

“Portugal faz parte da União Europeia e a posição nacional relativamente ao regime, aquilo que se está a passar tem de concertada no âmbito da UE”, vincou. O chefe do executivo madeirense referiu que a região “tem acompanhado” o que se está a passar na Venezuela “em concertação” com o Governo nacional e têm sido abordados em diversas reuniões aspetos relacionados com o apoio a facultar aos madeirenses que estão a regressar em “todas as áreas”, nomeadamente, saúde, educação e emprego. “Aqui vamos continuar a fazer tudo para apoiá-los na integração na terra que também é deles”, apontou, salientando que “têm direitos e têm de ser bem recebidos”, afirmou. Miguel Albuquerque adiantou que as autoridades regionais e nacionais estão “convencidas de que, neste período de verão, vai acentuar-se o número de pessoas que vão regressar à Madeira e ao país”.

ANC

Comunidade segue com “preocupação” e “desânimo” situação política AGÊNCIA LUSA

Conselheiros da comunidade portuguesa na Venezuela afirmam que os emigrantes estão a acompanhar com “muita preocupação” e “desânimo” a situação política no país, no dia seguinte à eleição para a Assembleia Constituinte, que dizem ter sido “uma fraude”.

“Há muita preocupação na nossa comunidade. Uns estão tristes, outros estão desanimados, mas a comunidade ainda está a lutar, com esperança, embora pouca, de que o sol ainda vai voltar a brilhar”, descreveu hoje à Lusa, por telefone, a conselheira da comunidade portuguesa em Caracas Maria de Lurdes Almeida. Mas, por agora, “o

panorama é muito escuro”. No mesmo sentido, Maria de Fátima Loreto, conselheira da comunidade em Valência, disse que “há uma grande deceção e tristeza, porque isto não tem fim”. “Não há garantias de nada, de propriedade, de economia, de vida. O que se está a passar é uma guerra”, afirmou a lusodescendente, cujos pais,

madeirenses, emigraram para a Venezuela na década de 50 do século passado. Também o conselheiro em Caracas Fernando Campos comentou que “as pessoas que não estavam preparadas, estão desanimadas”, mas, lamentou, “já se sabia que isto se ia passar”. Os conselheiros portugueses contestam a adesão à votação

anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral, que estimou uma participação de mais de oito milhões de eleitores. “É totalmente falso. Houve muito pouca participação”, defendeu ‘Milu’ Almeida, que vive há 52 anos na capital venezuelana. Sobre o ambiente que se vive nas ruas, os conselheiros descreveram um cenário de confusão.


6 Venezuela

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BILATERAL

Cooperação tem sido “essencial” para acompanhar emigrantes

CRISE

Lisboa e Madeira estudam apoios a migrantes portugueses da Venezuela

AGÊNCIA LUSA

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, reconheceu que a cooperação entre as várias entidades “tem sido essencial” para acompanhar os emigrantes na Venezuela. Em declarações à agência Lusa, o governante disse tratar-se de uma “situação nacional” e referiu que no sábado o líder do principal partido da oposição, Pedro Passos Coelho, reconheceu que o Governo “tem feito um bom trabalho de acompanhamento e de apoio aos portugueses na Venezuela”. José Luís Carneiro, que hoje, acompanhado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, deu as boas vindas aos emigrantes que entram em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, disse que o apoio aos emigrantes na Venezuela “é também um trabalho em que a cooperação tem sido essencial”. “Primeiro a cooperação com as autoridades políticas venezuelanas, depois a cooperação e o trabalho com os serviços consulares portugueses. Em terceiro lugar a cooperação com o mundo associativo português na Venezuela, que directamente interage com cerca de 30 mil portugueses e também depois o trabalho com as autoridades regionais da Madeira”, disse. Segundo o secretário de Esta-

RTP

do das Comunidades Portuguesas, “tem havido uma cooperação que teve mais uma reunião de trabalho na última sexta-feira, com dez secretários de Estado do Governo da República e cinco secretários de Estado do Governo Regional da Madeira” que serviu para agilizar “um conjunto de canais de apoio e de construção de soluções àqueles

que precisam do apoio do Estado Português”. “Como sempre dissemos, em circunstâncias de necessidade devidamente fundamentada, nenhum português ficará sem o apoio do Estado Português em circunstâncias de necessidade económica e social comprovada”, garantiu José Luís Carneiro.

POLÍTICA

PCP exige “respeito do Governo” português pelas eleições na Venezuela AGÊNCIA LUSA

O PCP saudou o “ato de afirmação democrática” da Venezuela nas eleições de domingo para a assembleia constituinte e exigiu que o Governo português tenha uma “atitude de respeito pela soberania” do país. A participação de mais de oito milhões de pessoas, de 41% dos eleitores num país sem o voto obrigatório é “uma importantíssima mensagem coletiva de defesa da paz, da democracia” e critica o “ataque ao povo” venezuelano pelos Estados Unidos e União Eu-

ropeia, segundo um comunicado do PCP divulgado hoje. Os comunistas portugueses, que têm apoiado o Governo de Nicolás Maduro, concluem que é “ao povo venezuelano que cabe decidir do seu próprio futuro e da forma de organização do Estado”. A “defesa dos interesses e a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implicam a condenação das ações desestabilizadoras, terroristas e golpistas” e é uma “atitude de respeito pela soberania” do país que “se exige por parte do povo português”.

“O Governo reitera que a gravidade da crise económica e social que atinge o povo venezuelano só poderá ser debelada mediante um compromisso político inclusivo que envolva o regresso à normalidade constitucional e no quadro de um calendário eleitoral mutuamente acordado entre as partes, bem como no pleno respeito pelos direitos humanos, pela separação de poderes, pelo livre exercício dos direitos civis e políticos e, em geral, pelos princípios do estado de direito”, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Governo da Madeira estão a fazer levantamento sobre as necessidades dos portugueses que regressaram ou vão regressar da Venezuela. A terceira reunião entre as delegações do Governo Regional e dos representantes do executivo central identificou algumas das questões relacionadas com o regresso dos portugueses vindos da Venezuela. Augusto Santos Silva diz que estão a ser preparadas respostas para as necessidades mais urgentes. O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou que os portugueses e lusodescendentes da Venezuela “são bem-vindos” em Portugal e defendeu que os governos da República e da Madeira têm “a responsabilidade de trabalhar” juntos para facilitar a sua integração.

“Os cidadãos portugueses e lusodescendentes que estão a regressar a Portugal e em particular à Região Autónoma da Madeira são bem-vindos. Temos o dever, a responsabilidade de trabalhar em conjunto para que as condições do seu acolhimento e integração sejam as melhores possíveis. Já sofreram muito, precisam agora do nosso apoio”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, depois do encontro no Palácio das Necessidades, em Lisboa. Neste encontro, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, Sérgio Marques, comprometeu-se a apresentar a Lisboa, dentro de duas semanas, uma estimativa sobre as necessidades daquela região autónoma para responder ao afluxo de emigrantes, que o Governo regional estima representar entre 3.500 e 4.000 pessoas, até agora.


Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

DIPLOMACIA

Embaixador Carlos Sousa Amaro assume posto em Caracas AGÊNCIA LUSA

O embaixador português Carlos Sousa Amaro vai assumir o posto de Caracas, Venezuela, segundo o decreto do Presidente da República hoje publicado em Diário da República. O ministro plenipotenciário de 2.ª classe Carlos Nuno Almeida de Sousa Amaro é nomeado, sob proposta do Governo, para o cargo de embaixador de Portugal na capital venezuelana, sendo uma de várias nomeações e exonerações de diplomatas de que dá conta a edição de hoje do Diário da República. A saída de Caracas de Fernando Teles Fazendeiro -- que é agora exonerado do cargo de embaixador na capital venezuelana - já era conhecida, mas a sua nomeação para Bucareste não foi publicada hoje. No final de junho, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, garantiu no parlamento que não haveria hiato entre a saída do embaixador colocado em Caracas e a entrada no seu sucessor. O posto da Roménia “pode esperar o tempo que for necessário, os portugueses na Venezuela e os luso-descendentes é que não podem correr o risco de descontinuidade”, disse o governante. O embaixador Álvaro Mendonça e Moura deixa o cargo de representante permanente de Portugal junto da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, com efeitos a partir de 17 de Junho de 2017, “transitando para a situação de disponibilidade, por ter atingido o limite de idade”. Pelo mesmo motivo, Mário Godinho de Matos é exonerado da embaixada de Moscovo, com efeitos desde dia 14 de Junho. Para a Rússia segue agora Paulo Vizeu Pinheiro, anterior repre-

sentante permanente de Portugal na delegação permanente junto da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE), com sede em Paris. António Almeida Ribeiro transita da Santa Sé para Viena, enquanto António Rodrigues da Silva é nomeado embaixador em Abuja (Nigéria). A embaixadora em Oslo (Noruega), Maria Clara Santos, é exonerada e este posto será assumido por António Quinteiro Nobre, que deixa a embaixada em Seul (Coreia do Sul). Rui Alberto Baceira, que era cônsul em Goa (Índia), passa a chefe de missão no escritório de representação de Portugal em Ramallah, saindo deste posto Mário Abreu de Almeida. Experiência profissional: De Setembro de 2004 a Março de 2005, em comissão de serviço, na Embaixada de Portugal em Paris, com os pelouros relativos à União Europeia; De Março de 2004 a Setembro de 2004, chefe de divisão na Direcção de Serviços do Mercado Interno, Direcção-Geral dos Assuntos

Comunitários, Ministério dos Negócios Estrangeiros; De Outubro de 2003 a Fevereiro de 2004, chefe de gabinete da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; De Janeiro de 1999 a Outubro de 2004, na Embaixada de Portugal em Paris, com pelouros relativos à União Europeia; De Setembro de 1999 a Junho de 2000, integrou o Núcleo dos Balcãs do Ministério dos Negócios Estrangeiros e, durante a presidência portuguesa da UE foi membro da delegação portuguesa e adjunto do presidente do Grupo COWEB (PESC); De Março de 1998 a Dezembro de 1998, chefe de gabinete do Alto Representante da Comunidade Internacional para a Bósnia-Herzegovina; Primeiro-secretário de embaixada, em 2 de Março de 1998; De Junho de 1994 a Março de 1998, na Embaixada de Portugal em Varsóvia; Em Maio de 1995, observador de Portugal, em missão de curta duração, junto da Missão da OSCE para as eleições e referendo na Bielorrússia.

Venezuela 7

SERVIÇOS

Estados Portuguesa e Mérida receberam visita de representantes sociais da Embaixada de Portugal

Ommyra Moreno Suárez

No dia 26 de julho, a comunidade portuguesa e lusodescendente residente no Estado Portuguesa recebeu a visita de Gonçalo Capitão, responsável pela área social da Embaixada Social de Portugal na Venezuela. O encontro iniciou-se às 17h00 nas instalações de Granja Armonía, localizada a 200 metros do Centro Social Luso Venezolano, localizado na cidade de Araure, Estado Portuguesa. No local, os membros da comunidade tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao funcionário e dar a conhecer as suas inquietudes. Em Mérida, a visita de Goncalo Capitao, acompanhado pelo presidente da Asociación de Luso Descendientes de Venezuela, José Alberto de Viveiros, realizou-se no dia 22 de julho, às 18h00, no auditório do Colegio Arquidiocesano do município Libertador. Em declarações ao CORREIO, a cônsul honorária de Mérida, Auristher Pinto, explicou que a visita, à qual assistiram um total de 87 portugueses e lusodescendentes, foi produtiva e

para a comunidade e significou uma esperança no meio da crise. «O convidado foi bem recebido e comentou que, de todas as convocatórias, esta é a que tem tido maios recetividade. A reunião prolongou-se e este disposto a responder às perguntas dos cidadãos. Abordaram os diferentes temas que envolvem a situação social que se vive atualmente. É uma pessoa de família e gostava que a reunião fosse num tom menos popular e maus próximo. O que nos deixou a visita do doutor Caitão foi manter-nos unidos e ser solidários entre nós», garantiu Pinto. No que se refere à situação da comunidade portuguesa na Madeira, o cônsul honorária explicou que as pilhagens e a insegurança são das maiores preocupações. «As inquietudes da nossa comunidade são parecidas às do resto do país, por exemplo a preocupação pela segurança dos negócios devido à situação de conflito que se vive no país, também a segurança dos cidadãos em geral. Até ao momento, não temos nenhum caso que cumpra com o perfil», disse.

ECONOMIA

FMI espera recessão de 12% este ano e 4,1% no próximo ano AGÊNCIA LUSA

A economia da Venezuela deverá passar por uma recessão de 12% este ano, com a crise política a anular a atividade económico e a inflação a subir para valores insuportáveis para os venezuelanos, diz o FMI.

De acordo com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a recessão deste ano será bem mais severa que a previsão dos técnicos do Fundo há três meses, quando escreveram que a quebra do Produto Interno Bruto (PIB) devia rondar os 7,4%. A revisão dos valores é mais pessimista que todas as estima-

tivas dos economistas inquiridos pela agência de informação financeira Bloomberg para este ano e também para o próximo, ano em que esperam uma recessão de 4,1%, que se segue a uma queda do Produto de 18% em 2016, a maior do mundo. “Esta crise política coloca riscos significativos ao crescimento

se continua a escalar ou se continuar por um período longo”, escreveu hoje o diretor do FMI para hemisfério ocidental, Alejandro Werner. “Se as condições de vida continuarem a deteriorar-se, a crise humanitária na Venezuela pode ficar fora de controlo, aumentando o número de pessoas que emigram

para os países vizinhos”, acrescentou o responsável. O relatório do FMI não apresenta novos valores sobre a inflação na Venezuela, dizendo apenas que está “a caminho da hiper-inflação”, mas em abril os peritos antecipavam uma subida dos preços na ordem dos 720% este ano e 2.068% em 2018.


8 Venezuela

De 1 a 7 de agosto de 2017 | Correio da Venezuela

LÍNGUA

Interesse pelo ensino do português continua a aumentar na Venezuela

O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais AGÊNCIA LUSA

O interesse pela aprendizagem da língua portuguesa na Venezuela continua a aumentar, apesar dos problemas políticos que o país atravessa, disse hoje o coordenador do ensino do português naquele país, Rainer Sousa. “É unânime, os coordenado-

res dos centros dizem que o interesse pela língua portuguesa é crescente”, afirmou aos jornalistas o responsável, que participa hoje, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema “Aprender e ensinar português em contexto multilingue”. Rainer Sousa referiu que “apesar de a situação ser complicada, a nível político, ainda há muito interesse no ensino de português”, revelando que essa procura também se tem acentuado fora de Caracas.

O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais, mas o Camões -- Instituto da Língua e da Cooperação tem apoiado para ultrapassar este problema. No total, há cerca de cinco mil alunos de português nos níveis básico, secundário e universitário, num país com perto de 500 mil portugueses e lusodescendentes. Na intervenção na abertura do encontro, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, deixou uma “saudação especial” a Rainer Sousa, pelas “dificuldades que enfrenta” na Venezuela.

BANCA

Banco Plaza regista bons resultados no Primeiro Semestre Crescimento obtido vem acompanhado de um bom desempenho na gestão financeira Sergio Ferreira Soares

No fecho do primeiro semestre de 2017, o Banco Plaza, Banco Universal, regista um crescimento plurianual nas Captações do Público de 374% e da Carteira de Créditos líquidos de 421%. Estes resultados têm permitido à instituição financeira aumentar a sua participação

de mercado em 1,12% em captações e 1,36% em créditos, alcançando neste último o lugar 10 dos bancos universais privados e, por sua vez, convertendo-se num dos de maior crescimento durante o semestre. O incremento obtido tem vindo acompanhado de um bom desempenho na gestão financeira: o nível de morosidade da carteira de créditos foi de 0,19% e o índice de intermediação creditícia foi de 64%, superando a média do sistema financeiro de 52,7% e mantendo bons indicadores de eficiência. Para além do mais, as despesas

de transformação em função da margem financeira bruta, mais os outros ingressos operativos netos representam apenas 42%, elemento que lhe há permitido crescer de forma rentável. O Resultado Neto acumulado no fecho do primeiro semestre do ano foi de 5.368 milhões de bolívares, o que implica uma expansão de 515%, no que se refere ao mesmo período de 2016, elemento que lhe permite posicionar-se como o segundo Banco Universal privado mais rentável pelo património (ROE) de 121,3% e o quarto segundo Activos (ROA) de 5,7%.

BANCA

Lesados programam próximas ações

As audiências perante parlamento luso serão retomadas no mês de setembro Ommyra Moreno Suárez

No passado mês de junho, os representantes da Asociación de Lesados Emigrantes Portugueses na Venezuela (Alepv) conseguiram atingir o seu objetivo e angariar 5.119 assinaturas, as quais segundo estimam as leis portuguesas, são necessárias para serem ouvidos pela Assembleia da República. À sua chegada a parlamento, juntamente com outras associações, os afetados foram recebidos por José de Matos Correia, deputado pelo PSD, a quem expuseram o caso e solicitaram de forma formal uma ordem de proteção para os investidores não qualificados. No dia 6 de julho, as associações foram convocadas novamente a uma audiência cujo discurso «sensibilizou bastante todos os deputados (…), embora não estejamos legalmente registados, pois somos reconhecidos como associação e nos próximos dias iremos legalizar a associação na Madeira porque a maioria dos lesados esta associação é proveniente da Madeira», garantiu José Rodrigues, representante da Alepv ao CORREIO. Após a sua visita à Assembleia, os lesados reuniram-se no passado dia 11 de junho na cidade de Caracas para discutir as próximas ações. A iniciativa contou com a participação de mais de 80 lesados, alguns

deles contactaram através do Skype desde a Madeira e Lisboa para conversar com o advogado Nuno Vieira, que atualmente está a frente do caso. «O Dr. Vieira diz que estamos bastante avançados e que é a única solução negociada. É preciso criar o fundo e ver como se vão obter os recursos para que nós possamos obter o dinheiro perdido. Eles querem obter o dinheiro pelos embargos que se estão a executar em tribunais ou por um fundo de garantias, porque o Estado tem uma reserva. De facto, os papéis comerciais têm uma cláusula para cobrir isto. O papel que sim vão pagar é o papel comercial pelas condições, que obrigam diretamente o Banco de Portugal e a Comissão de Valores Imobiliários a responder por isso. Não vai ser completo, estamos a falar de entre 50% a 75%, sendo que vai depender do montante», explicou. A próxima reunião em Caracas está agendada para o mês de agosto. Ainda assim, a associação deu a conhecer que as audiências perante o parlamento luso serão retomadas no mês de setembro. «Está confirmado que vamos ter as audiências para atender o nosso caso e que finalmente consigamos que nos incluam na solução. Pelo menos no que se refere ao papel comercial, que é do que estamos a falar. Nos aguarda um longo caminho, são muitas reuniões. Por exemplo, os lesados franceses mantiveram 40 reuniões para poder chegar onde têm chegado porque é um processo de negociação. Em princípio, todos temos que renunciar às denúncias», disse.


Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

ENSINO

CSM entrega certificados do Curso de Língua Portuguesa Evento teve lugar no salão Madeira do centro social, localizado no município San Diego

Venezuela 9

Imagem Peregrina visitou Lar Padre Joaquim Ferreira

Ommyra Moreno Suárez

Na sexta-feira dia 21 de julho, o Centro Social Madeirense vestiu-se de gala para receber um total de cem estudantes, que receberam certificados de promoção nos diferentes níveis do Curso de Língua e Cultura Portuguesa 2016/2017. O evento teve lugar no salão Madeira do centro social, localizado no município San Diego do Estado Carabobo. A gala iniciou-se às 17h00, com o discurso de boas-vindas de Sidónio Pestana, presidente da Junta Diretiva do Centro Social Madeirense, que destacou a iniciativa e a importância de continuar a impulsionar a língua e a cultura portuguesas entre os lusodescendentes. No local, também marcaram presença João Brito Câmara, cônsul de Portugal em Valencia; Rita Fernández; presidenta da Fundação Camões;

Iniciativa foi organizada pela Cofradía de Fátima de Charallave Ommyra Moreno Suárez

David Otero, diretor de cultura do Centro Social Madeirense, e a professora Adelina de Gómez. As datas de inscrição para os

cursos de 2017-2018 serão anunciadas brevemente através das redes sociais Facebook e Instagram do clube.

CLUBES

CSLV promove Plan Vacacional Iniciativa terá uma duração de quatro semanas, de 8 de agosto a 1 de setembro, das 8h30 às 16h00

Casa Portuguesa Venezolana recebeu Virgem de Fátima Ommyra Moreno Suárez

Ommyra Moreno Suárez

O Centro Social Luso Venezolano de Araure, Estado Portuguesa, deu a conhecer a sua mais recente proposta para entreter os mais pequenos da casa durante a temporada de férias. Trata-se do Plan Vacacional Sonrisas, dedicado a crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 11 anos. A iniciativa terá uma duração de quatro semanas, de 8 a 1 de setembro, das 8h30 às 16h00. Integrado na programação, os mais pequenos terão a oportunidade de participar em diversos ateliers didáticos, passeios e atividades lúdicas. O custo do

Na terça-feira dia 25 de julho, a Imagem Peregrina da Virgem de Fátima visitou as instalações do Lar Padre Joaquim Ferreira, localizado no setor Los Anaucos do Estado Miranda, integrado num tour pelo nosso país até ao pró-

ximo mês de outubro. A iniciativa foi organizada pela Cofradía de Fátima de Charallave, Estado Miranda. A jornada iniciou-se às 14h00 com uma missa nas instalações do geriátrico, onde estiveram presentes os avós, que se mostraram muito agradados com a visita da Imagem Peregrina. «Os avós estavam emocionados, alguns até choraram de alegria», comentou um dos membros da Junta Diretiva do Lar. Depois da celebração eucarística, os presentes desfrutaram de um lanche.

paquete inclui apólice de seguro, uma t-shirt, pernoitar e materiais a utilizar. O custo para sócios é de 150.000 Bs, enquanto que para os não-sócios terá um custo de 200.000 Bs, que podem ser pagos

em quatro vezes. Os interessados em participar deverão apresentar nos escritórios do clube cópia da certidão de nascimento da criança e cópia do documento de identificação do representante.

No dia 30 de junho, a Casa Portuguesa Venezolana recebeu a imagem peregrina da Virgem de Fátima, que chegou ao Estado de Carabobo no dia 17 de junho integrado num tour pelo nosso país no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições. O ato de fé teve início às 9h00 com a entrada da Virgem no centro social, localizado no município de San Diego do Estado de Carabobo. Às 10h00, foi realizada uma dramatização da primeira aparição da Virgem de Fátima na Cova de Iria, Portugal, seguida de uma eucaristia de boas-vindas. Às 14h00, teve lugar a hora santa e o Terço da Divina Mise-

ricórdia, a cargo da Confraria da Michelena. Às 16h00, os peregrinos reuniram-se novamente para uma hora santa, seguida pelo Santo Rosário e celebração da eucaristia. Às 19h00, atividades religiosas culminaram com a tradicional procissão de velas que acompanhou a imagem da Virgem até à Igreja da Esmeralda da localidade.


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De 1 a 7 de agosto de 2017 | Correio da Venezuela


Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

INE

Cerca de 20 mil empresas tinham perfil exportador em Portugal entre 2010 e 2015

Portugal 11

GAS NATURAL

Presidente da Galp garante que “gaseificação do país está praticamente concluída” AGÊNCIA LUSA

AGÊNCIA LUSA

As sociedades com perfil exportador entre 2010 e 2015 eram, em média, 20.362 e representavam 5,6% do total de sociedades não financeiras, 32,6% do volume de negócios gerado e 21,5% do pessoal ao serviço, segundo dados divulgados. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), no período em análise, a dimensão média destas sociedades em termos de volume de negócios e de pessoal ao serviço foi respetivamente cerca de cinco mil milhões de euros e 28 pessoas, o que compara com os 621 mil euros e seis pessoas para as sociedades sem esse perfil.

Entre as sociedades com perfil exportador 55,8% do volume de negócios concentrou-se nas grandes empresas. Entre 2010-2015, as sociedades com perfil exportador registaram, em termos gerais, melhores resultados nos seus rácios económico-financeiros, comparativamente às sociedades sem perfil exportador. Em 2015, metade destas sociedades evidenciou um crescimento do volume de negócios superior a 5% e uma rendibilidade operacional das vendas superior a 4,3%. De acordo com o INE, a autonomia financeira das sociedades com perfil exportador superou em 5,4 pontos percentuais o resultado das restantes sociedades. Numa análise por mercados

e bens transacionados, apenas possível nas sociedades com perfil exportador de bens, em 2015 destacam-se Espanha, França e Alemanha como os principais mercados de destino. As máquinas e aparelhos, veículos e outro material de transporte e combustíveis minerais foram os principais grupos de produtos exportados por estas sociedades, sinalizam os dados disponibilizados pelo INE. Os dados estatísticos apresentados foram obtidos a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE), complementados pelos dados do Comércio Internacional de Bens para a desagregação por países de destino e tipos de bens exportados pelas sociedades com perfil exportador de bens.

EUROSTAT

Mais de metade dos portugueses passaram férias fora de casa AGÊNCIA LUSA

Pela primeira vez desde pelo menos 2010, mais de metade dos portugueses teve condições económicas suficientes em 2016 para passar uma semana de férias fora de casa, de acordo com os números divulgados pelo Eurostat. Segundo os dados apresenta-

dos em Bruxelas pelo organismo oficial de estatísticas europeu, no ano passado houve 47,2% de portugueses que não conseguiram estar fora de casa durante uma semana de férias, o que compara com as percentagens de 51,3% e de 55,6% que não conseguiram gozar férias em 2015 e 2014. Olhando para os dados do Eu-

rostat relativos a Portugal desde 2010, constata-se ainda que a percentagem de portugueses que não tinha dinheiro suficiente para sair de casa de férias durante uma semana esteve sempre, até 2016, acima dos 50%. Assim, 64,6% dos portugueses ficavam em casa nas férias em 2010, no ano seguinte a percenta-

O presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, afirmou que a rede de distribuição de gás natural em Portugal já é muito forte, justificando assim a redução do investimento da empresa nos próximos cinco anos. “Os operadores, de uma forma geral, seguem aquilo que é procura e o que o mercado pretende em termos de rede de abastecimento. Hoje a maturidade da rede de baixa pressão que existe em Portugal já é muito forte”, afirmou o gestor, quando questionado sobre o plano de investimento na distribuição de gás natural. Como a Lusa noticiou em 20 de julho, as empresas do grupo Galp não preveem nenhum projeto de expansão a novos concelhos das áreas de influência das concessões, com o investimento previsto a diminuir em cerca de 7,5%, para 109,8 milhões de euros, face ao proposto em 2014, com destaque para a queda de 20% da Lisboagás (de cerca de 52 para os 41,6 milhões de euros). “A gaseificação do país está praticamente concluída”, declarou Gomes da Silva, em conferência de imprensa, referindo que os operadores devem ser “muito cuidadosos e conscienciosos, porque o aumento de investimento da rede vai no final do dia repercutir-se em aumento da tarifas”. Segundo o parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o esforço de investimento dos operadores do

gem reduziu-se para 57,2% e em 2012 passou para 56,1%. Em 2013 a percentagem evoluiu para 59,8% e em 2014 a percentagem desceu para 55,6%, antes de chegar a 51,3% em 2015, o último ano em que foram mais os portugueses que não conseguiram fazer férias fora de casa do que aqueles que conseguiram. Olhando para os dados gerais, constata-se que Portugal é o sétimo país com uma percentagem mais elevada de cidadãos que não conseguem ir de férias, tendo ao lado a Itália (47,2%) e a Hungria (50,7%). Entre os 28 países analisados pelo Eurostat, um em cada três cidadãos da União Europeia não conseguiu ter uma semana de

grupo Galp - que desde final de 2016 está no negócio em parceria com os japoneses da Marubeni “é comparativamente mais reduzido ao dos períodos anteriores apesar de alguns concelhos da concessão ainda não terem acesso ao gás natural e de haver um potencial de desenvolvimento maior que o assumido nos objetivos do plano”. Sobre a parceria com a Marubeni, o presidente da Galp disse que as empresas estão a trabalhar em conjunto, mas sobretudo voltadas para “outras oportunidades”, referindo “a alavancagem para outras áreas”. Atualmente existem em Portugal 11 operadores de redes de gás natural, que abastecem cerca de 1,4 milhões de consumidores, sendo 7% do consumo residencial. O processo de definição e de aprovação dos Planos de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Distribuição de Gás Natural para o período 2017-2021, que agora é encaminhado para o Governo, é o segundo exercício executado para as redes de distribuição de gás natural.

férias fora da sua residência: no ano passado 32,9% de europeus não foram de férias, o que representa uma redução da percentagem de cidadãos que não estiveram longe do emprego e de casa em 2013, ano em que 48% dos europeus não foi de férias uma semana. O estudo do Eurostat revela que as famílias com filhos ficam mais sem férias: 34,6% dos casais com filhos não foi de férias, face a 31,3% de famílias sem filhos. A Roménia (66,6%), a Croácia (62.8%), Bulgária (56,4%), Grécia (53,6%), Chipre (53,5% e Hungria (50,7%) são os países onde mais de metade das famílias não conseguiu fazer férias de uma semana por dificuldades financeiras.


12 Portugal

De 1 a 7 de agosto de 2017 | Correio da Venezuela

INFRA-ESTRUTURAS

Governo anuncia 100 milhões de euros para conservação da rede rodoviária AGÊNCIA LUSA

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, anunciou um investimento de 100 milhões de euros, até 2020, na conservação da Rede Rodoviária Nacional, prevendo o lançamento das primeiras empreitadas durante o mês de Agosto. “Vamos avançar com mais 100 milhões de euros de investimento na conservação da nossa rede rodoviária”, afirmou o governante, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração de uma nova ponte e variante na estrada entre Évora e Reguengos de Monsaraz. Pedro Marques realçou que, nas últimas semanas, foram garantidas junto do Ministério das Finanças “as condições de autorização” para o investimento na rede rodoviária, adiantando que muitas das empreitadas são “para lançar já a partir de

Agosto”. O ministro destacou a importância da conservação da rede rodoviá-

ria, uma parte da responsabilidade da Infra.-estruturas de Portugal (IP), nomeadamente “a conservação de

pavimentos, condições de segurança, sinalização e limpeza de bermas”.

INCÊNDIOS,

Presidente da República considera “inevitável” debate sobre fogos no país AGÊNCIA LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou “importante” e “inevitável” desenvolver um debate nacional sobre a problemática dos incêndios, aguardando pelo final da época de fogos para que ocorra uma avaliação da situação. “Vamos ver, ainda falta o mês de agosto e, portanto, vamos esperar para depois, com distância, podermos avaliar a situação. E há uma lição que é evidente, é que ninguém esquecerá o que se passou e haverá uma reflexão nacional sobre isso”, disse. Para o chefe de Estado, que falava aos jornalistas em Marvão, no distrito de Portalegre, à margem do encerramento do quarto Festival Internacional de Música de Marvão, “é mais do que importante, é inevitável”, desenvolver um debate sobre a problemática dos incêndios no país. Sobre a suposta falta de comando e descoordenação por parte das autoridades no combate às chamas, o Presidente da República voltou a

sublinhar que é importante “esperar pelo fim” da época de incêndios, para depois ser feita uma avaliação. Questionado sobre o “longo período de recuperação” que as populações afetadas pelos incêndios

têm pela frente, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a replicar que é preciso “esperar” para ver a avaliação que está a ser desenvolvida. “Vamos esperar para ver a avaliação, ainda estamos num período

de fogos e depois, com distância, daqui por um mês, mês e meio, aguardando as conclusões daquilo que vai ser ou já está a ser investigado se falará”, disse. O Presidente da República visi-

“À medida que vamos criando boas condições orçamentais no país, como temos vindo a fazer, também vamos criando as condições para que este investimento se possa fazer e as contas públicas se mantenham em ordem”, frisou. Segundo o titular das pastas do Planeamento e das Infra-estruturas, as obras de arte, como pontes e viadutos, que estão em curso ou concluídas já neste mandato, representam um investimento na ordem dos 24 milhões de euros. “O investimento público este ano já cresceu bastante. Do lado das autarquias, já esteve a crescer mais de 40 por cento em termos homólogos e há que continuar o investimento, porque há o apoio do [programa comunitário] Portugal 2020”, referiu. Sobre a variante e a nova Ponte do Albardão sobre o rio Degebe, na estrada entre Évora e Reguengos de Monsaraz, Pedro Marques disse que a obra, que “nem sequer tem um valor tão significativo”, vai fazer “diferença na qualidade de vida das populações”. “É uma grande notícia para os habitantes” da região, porque “melhora as condições do ponto de vista económico, de emprego e, sobretudo, de segurança daqueles que aqui vivem e que aqui trabalham”, considerou.

tou hoje à tarde o concelho de Nisa, no distrito de Portalegre, fustigado por três incêndios florestais na última semana, onde elogiou o papel dos bombeiros, forças armadas e de voluntários. Em Marvão, Marcelo Rebelo de Sousa reportou que encontrou o concelho de Nisa de uma forma “finalmente serena”, após quatro dias” muito trabalhosos, muito difíceis e muito sofridos”. “Vi uma população a reagir com muita firmeza, muita determinação”, sublinhou. Marcelo Rebelo de Sousa começou por visitar em Nisa a cantina do centro escolar da vila de Nisa, onde foram servidas as refeições aos bombeiros e militares empenhados no combate às chamas, tendo elogiado o “papel cívico” dos voluntários, além de se mostrar “impressionado” com a organização, “num espaço de tempo muito concentrado” de quatro dias. Acompanhado pela presidente da Câmara de Nisa, Idalina Trindade, o chefe de Estado assistiu depois a um ‘briefing’ no posto de comando, antes de visitar uma das aldeias, Amieira do Tejo, que esteve ameaçada pelas chamas. Os três incêndios florestais que assolaram o concelho, o último deles na tarde de sábado, perto de Montalvão, estão todos em fase de vigilância, o que levou à desativação, no sábado à noite, do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.


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SEC

Portugal 13

ASSISTÊNCIA

Lisboa vai ter ‘call Emigrantes animam a economia do país no verão center’ para apoiar população idosa

AGÊNCIA LUSA

AGÊNCIA LUSA

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que os emigrantes animam a economia nacional nesta altura do ano e as suas poupanças têm aumentado, o que mostra a confiança que continuam a ter no país. “Todos temos a experiência do regresso dos emigrantes neste período do ano e sabemos bem que eles aproveitam para tratar de muitos dos assuntos relativos às suas vidas e aos seus investimentos que têm em Portugal, e é por isso que ocorre um acréscimo de procura nos setores do urbanismo nas Câmaras Municipais nesta altura do ano”, disse ontem à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. O governante falava na fronteira de Vilar Formoso, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, onde, acompanhado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, deu as boas vindas aos emigrantes que entravam em Portugal para

gozo de um período de férias. José Luís Carneiro disse que “há um conjunto de investimentos que os emigrantes têm em Portugal nesta altura do ano que, efetivamente, mostram que eles animam a economia local, a economia regional, a economia do país, quer em termos do turismo, da restauração, do alojamento, mas também em termos de outros investimentos”. Referiu ainda que “pese embora haver quem tenha entendido, sobretudo na transição de 2015 para 2016, que as circunstâncias políticas do novo Governo estavam a levar a que os emigrantes retirassem as suas poupanças e deixassem de investir em Portugal e, por outro lado, também a crise que se abateu sobre o sistema bancário (...), de que os emigrantes estavam a ter uma desconfiança em relação a Portugal e que estavam a desviar as suas poupanças do nosso país”, esse cenário não se verificou. “Ora, esses receios não, apenas, felizmente, não se confirmaram como, antes pelo contrário,

as poupanças dos emigrantes e as remessas dos emigrantes ampliaram significativamente de 2015 para 2016 e de 2016 para 2017. No ano de 2016, as remessas dos emigrantes para Portugal alcançaram o seu nível histórico mais elevado”. Segundo o governante, naquele ano foram transferidos para Portugal “mais de três mil 330 milhões de euros, o que mostra de uma forma muito clara a confiança que os portugueses emigrantes continuam a ter no seu país”. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas participou hoje de manhã, na fronteira de Vilar Formoso, na campanha de segurança rodoviária “Sécur’été - verão em Portugal”, dirigida aos portugueses e lusodescendentes, residentes em França, que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de verão. A campanha, organizada pelo 15.º ano consecutivo pela associação Cap Magellan, tem como objetivo contribuir para a redução do número de acidentes durante os trajetos longos.

Os idosos da cidade de Lisboa vão dispor, a partir do final de 2018, de um novo serviço de teleassistência, informou a Câmara Municipal, falando na criação de um ‘call center’ destinado a apoiar esta população. “É um programa a que todas as pessoas se podem candidatar, que pode ser gratuito ou só com uma taxa de segurança, quase uma fidelidade, e é um serviço com uma central de atendimento, que depois liga aos serviços necessários de acompanhamento”, disse à agência Lusa o vereador dos Direitos Sociais da autarquia, João Afonso. Frisando tratar-se de um “serviço de teleassistência público e universal para uma população com mais de 65 anos”, o autarca explicou que funcionará como “um ‘call center’ especificado e formado para o efeito”. “No fundo, faz um serviço de teleassistência, ou seja, de ir falando com as pessoas, telefonar, saber como é que elas estão, mas depois também reencaminha para serviços existentes [de emergência ou de respostas sociais e de saúde] e para a própria família”, precisou João Afonso. Do outro lado da linha, estarão psicólogos e assistentes sociais. Em causa está um investimento inicial de 1,6 milhões de euros, suportado por fundos comunitários, para a implementação do projeto até 2020. Os custos anuais de funcionamento deverão rondar os 700 mil euros.

Questionado sobre prazos, o vereador referiu que, tratando-se de um concurso público internacional, “pode demorar até seis meses” para ser o caderno de encargos estar feito. “Acho que é um projeto para termos [em funcionamento] no quarto trimestre de 2018, se for pegado logo no início do próximo mandato pela Câmara”, estimou. Ainda assim, ressalvou que se trata de um “processo progressivo”. “O objetivo é termos uma abrangência de cerca de 20% da população com mais de 65 anos da cidade, aquilo que entendemos como uma taxa de cobertura boa. Para o início, estamos a falar de 5%/10%, o equivalente a 5.000 pessoas atingidas no primeiro ano”, precisou. Atualmente, o município já dispõe de um serviço de teleassistência. As grandes diferenças, de acordo com João Afonso, são a “taxa de cobertura” e o facto de o novo ser “um serviço tendencialmente mais franco, menos ligado ao acompanhamento social, e mais de adesão livre”. A medida enquadra-se na Estratégia de Cidade para as Pessoas Idosas 2018 - 2026, apresentada em meados deste mês no Conselho Local de Ação Social de Lisboa, entidade que reúne 495 entidade do setor. No âmbito da mesma estratégia, a autarquia aprovou este mês a celebração de protocolos de delegação de competências no valor de 40 mil euros com as Juntas de Freguesia de Alcântara, Misericórdia, Arroios e Olivais para a aplicação do programa Casa Aberta.


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AMT

Portos movimentam recorde de quase 50 milhões de toneladas no 1.º semestre AGÊNCIA LUSA

Os portos marítimos portugueses movimentaram um recorde de 48,6 milhões de toneladas de cargas no primeiro semestre do ano, mais 8,1% do que em período homólogo de 2016, segundo relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). O documento refere que a melhor marca anterior foi ultrapassada em 3,7 milhões de toneladas, sendo os registos mais elevados os das infraestruturas de Leixões, Aveiro e do líder, Sines (quota de 52,8% do total de cargas), com variações homólogas de 9%, 23,2% e 6,8%, respetivamente. “Importa, no entanto, realçar o desempenho do Porto de Lisboa, que continua na senda da recuperação das quebras acumuladas dos últimos anos, registando neste período o acréscimo homólogo mais elevado, de 26,3%, a que correspon-

dem mais 1,22 milhões de toneladas”, lê-se. O texto justifica o comportamento positivo do mercado portuário pela carga contentorizada e os pro-

dutos petrolíferos, “com variações de 18,9% e 19,4%, respetivamente, num total de mais 4,3 milhões de toneladas, tendo ainda contado com o apoio da carga Ro-Ro [”roll on-roll

off ” -- automóveis, por exemplo] (+15,3%), carvão (+11,3%) e minérios (+14%), representando no seu conjunto cerca de 457,8 mil toneladas”.

POLÍTICA

Marcelo gostaria de evitar dissolver o parlamento durante o seu mandato AGÊNCIA LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, gostaria de se distinguir dos seus antecessores eleitos em democracia por não ter usado a ‘bomba atómica’ (dissolução do parlamento), segundo uma entrevista ao Diário de Notícias. Em excertos já divulgados à Lusa da entrevista, que vai ser publicada na edição dominical do título, Marcelo afirmou: “Se me pergunta se eu gostava de evitar a ‘bomba atómica’, porque o país estava em condições tais que ela era evitável, gostava”. Mas a dissolução será inevitável se se verificarem algumas condições, avançou o Presidente, recordando as condições que enunciou enquanto candidato. “O primeiro requisito é que haja uma crise institucional particularmente grave. O segundo é que não seja possível encontrar um Governo no quadro da mesma composição parlamentar. E o terceiro é que seja plausível, com os dados disponíveis naquele momento, que

o resultado da eleição conduza ao desbloqueamento da situação que gerou a dissolução”, disse. Marcelo falou também da situação da Venezuela e dos seus reflexos na comunidade portuguesa, avisando desde logo que “tudo aquilo que se disser é de uma grande responsabilidade, porque esses compatriotas olham para aquilo

que é dito ao pormenor”. Assim, recusou responder diretamente à pergunta sobre se é possível que Portugal venha a votar contra as sanções se elas vierem a ser discutidas na União Europeia (UE). Recordou, contudo, que “Portugal está solidário com a UE e a UE, naturalmente, quando tiver de

apreciar esta questão, apreciará através do debate entre todos os seus Estados-membros, sabendo-se que Portugal está numa situação muito específica”. Marcelo quis deixar bem clara a diferença entre Portugal e os seus parceiros europeus, porque “uma coisa é estar a tratar-se de problemas que são importantes para o

Contudo, “a maior pressão” contrária “foi induzida pelo petróleo bruto, com uma quebra de 12,4%, correspondente a quase um milhão de toneladas, seguindo-se, embora com menor intensidade, a carga fracionada, que registou uma variação negativa de 8,2%, equivalente a menos 266,9 mil toneladas”. Ainda assim, o relatório da AMT revela que “o movimento global de contentores atingiu, novamente, o número recorde de 969,6 mil unidades e cerca de 1,6 milhões de TEU (unidades de 20 pés ou equivalentes), traduzindo um crescimento homólogo de 20,3% e 23%, respetivamente”. Relativamente ao movimento de navios comerciais de diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro de passageiros, houve registo de 5.490 escalas, a que corresponde “um volume recorde de arqueação bruta (GT) de 101,6 milhões, que têm subjacentes variações de, respetivamente, 2,6% e 7,4% face ao primeiro semestre de 2016”. “O Porto de Lisboa regista um notável crescimento de 20,6% no número de escalas (mais 214 navios), apenas ultrapassada pelo porto de Portimão que, numa dimensão pouco significativa, regista um acréscimo de 63,6%, correspondente a mais 14 navios, maioritariamente de cruzeiro”, refere o documento.

relacionamento entre a UE e outro qualquer país sem ter lá tantos nacionais, outra coisa é tendo lá tantos nacionais”. A prudência na abordagem da situação no país sul-americano foi reforçada com a consideração que se está “a falar de pessoas de carne e osso, com as suas vidas, de várias gerações, e a grande maioria com a intenção de viver na Venezuela”. Marcelo pronunciou-se também sobre a aquisição da Media Capital pela Altice, considerando que esta compra “não é nada melindrosa”. Tal entendimento decorre de haver “regras e reguladores”, pelo que “do que se trata é os reguladores verificarem se esses princípios e essas regras são ou não são respeitados”. E a propósito deste regulador -- a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) --, Marcelo afirmou que era “obviamente importante que tivesse havido acordo entre os partidos há muito tempo” para nomear um novo conselho para a ERC. Ao analisar a crise que afeta a comunicação social, Marcelo Rebelo de Sousa chamou a atenção para o facto de ser “evidente que não há democracia se não houver comunicação social livre e forte”. Avisou, por outro lado, que “não se pode transformar a comunicação social em bode expiatório ou em razão justificativa daquilo que correr melhor e, sobretudo, pior, na atividade de quem exerce funções políticas em democracia”.


Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

BANCA

Novo Banco reduz prejuízo para 290,3 milhões de euros no 1.º semestre O Novo Banco teve prejuízos de 290,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, uma melhoria face aos 362,6 milhões de euros negativos registados entre janeiro e junho do ano passado, divulgou em comunicado ao mercado. Na informação divulgada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo bancário nascido com a resolução do BES, em agosto de 2014, destacou que o resultado operacional (antes de imparidades e impostos) foi positivo em 171,5 milhões de euros, um aumento de 20,5% face ao mesmo período de 2016, considerando que é “demonstrativo da capacidade de geração de resultados por parte do grupo Novo Banco”. Já as imparidades e provisões totalizaram 413,1 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, uma redução de 28,4% face ao total de 576,7 milhões de euros contabilizado no período homólogo de 2016. O montante afeto a provisões inclui 258,3 milhões de euros para crédito, 44,8 milhões de euros para títulos (dos quais 30,2 milhões de euros para fundos de reestruturação) e 109,9 milhões de euros para outros ativos e contingências, dos quais 40 milhões de euros para operações em descontinuação e 39,1 milhões de euros de provisões para reestruturação, enumera o Novo Banco. Quanto aos gastos, os custos operativos diminuíram 12,8% para 265,2 milhões de euros. “Estes resultados evidenciam o enorme esforço de reestruturação do banco, quer no aumento dos resultados operacionais, quer na redução continuada de custos”, disse o presidente do Novo Banco, António Ramalho, citado no comunicado. Já o produto bancário comercial ascendeu a 367 milhões de euros, abaixo do registado no primeiro semestre de 2016 (-9,1%), “influenciado pela redução observada no resultado financeiro (menos 19,6%) a qual absorveu a totalidade da melhoria nas comissões obtidas nos serviços prestados a clientes (mais 10,5%)”. Segundo a informação prestada ao mercado, as comissões da prestação de serviços bancários a clientes “têm vindo a evoluir de

BANCA

CGD reduz prejuízos para 50 milhões de euros no primeiro semestre AGÊNCIA LUSA

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre, o que compara com os 205 milhões de euros negativos registados entre janeiro e junho de 2016, divulgou o banco público. No início da conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente executivo do banco, Paulo Macedo, considerou que os resultados dos primeiros seis meses de 2017 “estão em linha com o plano estratégico”. Na apresentação de resultados, a CGD destacou a evolução dos resultados de exploração ‘core’ (margem financeira mais os resultados de serviços e comissões e menos os custos de estrutura recorrentes), que foi de 303 milhões de euros até junho (acima dos 173 milhões de euros do primeiro semestre de 2016), que justifica com o crescimento da margem financeira e a redução de custos.

AGÊNCIA LUSA

forma positiva com um contributo de 156,3 milhões de euros para o resultado”, mais 10,5% do que os 141,5 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado. O Novo Banco pagou 49,2 milhões de euros em impostos no primeiro semestre deste ano, dos quais 30,9 milhões correspondentes à Contribuição do Setor Bancário. O N ovo B a n co fo i c r i a d o aquando da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em 03 de agosto de 2014, como banco de transição, sendo detido na totalidade pelo Fundo de Resolução, entidade detida pelos bancos do sistema, mas gerido pelo Banco de Portugal (BdP). Em março, foi assinado o contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução (atual acionista único do Novo Banco) e o fundo norte-americano Lone Star, que prevê que o Novo Banco seja alienado em 75%, mantendo o Fundo de Resolução 25%. A Lone Star não pagará qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar, dos quais 750 milhões entrarão quando o negócio for concretizado e os outros 250 milhões até 2020. Já o Fundo de Resolução ficou com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos ‘tóxicos’

(crédito malparado e imobiliário) e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, no máximo de 3,89 mil milhões de euros. A concretização do negócio ainda está sujeita a três condições: as autorizações da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, a nível de ajudas estatais, e do Banco Central Europeu, mas também a uma operação de diminuição de passivo do Novo Banco. Esperava-se que esta operação fosse uma troca de dívida própria, mas no início desta semana foi conhecido que o banco optou por uma recompra desses títulos com vista a poupar 500 milhões de euros. A participação pelos detentores de dívida nesta operação é voluntária. É tendo em conta esta operação que a agência de notação financeira DBRS anunciou hoje, antes da apresentação de resultados ao mercado, que vai prolongar o processo de revisão do ‘rating’ atribuído ao Novo Banco, admitindo baixar a nota de ‘CCC’, já lixo, para ‘D’. “A DBRS antecipa que na sua conclusão, a operação de gestão de passivos [do Novo Banco] será vista como uma oferta forçada”, afirma a agência num comunicado divulgado hoje, isto porque os detentores de obrigações estão a ser “forçados a aceitar” os termos da oferta.

Portugal 15

A CGD foi recapitalizada no início deste ano em mais de 4.000 milhões de euros. No âmbito dessa recapitalização, o banco público acordou com Bruxelas um programa de reestruturação que passa por alterações no modelo de negócio, venda de operações no estrangeiro, fecho de agências e saída de trabalhadores. O objetivo é chegar com menos 2.000 pessoas até 2020, através de pré-reformas e rescisões amigáveis, num ritmo de saídas de 500 a 600 trabalhadores por ano. A CGD já tinha vindo a emagrecer a sua estrutura nos últimos anos, inclusivamente com a saída de trabalhadores.

MNE

Consulados portugueses realizaram 1,9 milhões de actos em 2016 AGÊNCIA LUSA

Os postos consulares portugueses praticaram, no ano passado, um total de 1,9 milhões de actos consulares, mais cerca de 100 mil que em 2015, destacando-se Paris, com 10 por cento do total, e espera-se novo aumento este ano. Os dados sobre a actividade consular portuguesa no mundo em 2016 foram apresentados em conferência de imprensa no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) pelo director geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Júlio Vilela, em que estiveram presentes também o ministro, Augusto Santos Silva, e o secretário de Estado com a tutela da diáspora, José Luís Carneiro. No total, os serviços consulares portugueses realizaram, o ano passado, 1.960.472 actos consulares, mais 6,8% que no ano anterior, e a tendência para 2017 continua a ser de aumento, prevendo-se que o número de actos supere os dois milhões.

“São os melhores resultados históricos do trabalho consular de que há memória”, afirmou Carneiro, que explicou estes números com a “conjugação de dois factores”: por um lado, o aumento da procura pelos emigrantes portugueses, “que teve um pico em 2013”, e, por outro, um novo pico que se verifica agora, “por força do aumento continuado da procura de vistos, na medida em que o país está a ser cada vez mais procurado por muitas outras nacionalidades, para efeitos de trabalho e de turismo”. A liderar a tabela de 2016 está o consulado-geral de Paris, com 194.387 atos, seguido de São Paulo (164.195) e Luanda (153.951). Entre os dez consulados-gerais com mais actividade, estão ainda Rio de Janeiro, Caracas, Londres, Toronto, Macau, Luxemburgo e Goa -- que, em 2016, ocupou a 10ª posição, substituindo Lyon. Portugal tem serviços consulares em 143 países, representando três quartos do total de países.


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TEATRO

Ommyra Moreno Suárez

RECOMENDAÇÕES

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Cultura 17

Menos Cinquenta

“Improvisto”

Centro Cultural BOD

Trasnocho Cultural

“Menos Cincuenta”, protagonizada por Nattalie Cortez, Rolando Padilla, Gladys Seco eRaoulGutiérrez, é uma peça é apresentada no Centro Cultural BOD para contar a história de Mercedes (Natattalie Cortez), uma mãe da família que se afoga em afazeres do lar para evitar lidar com a solidão que abraça no inverno. Contudo, uma chamada da Venezuela obriga a Mercedes a cair na realidade: a sua mãe tem cancro.

Após 12 anos de trajetória, chega a temporada número 27 de “Improvisto”, um show de improviso musical que estará todas as quintas-feiras de agosto às 19h00 no Teatro Trasnocho Cultural, localizado em Las Mercedes. “Improvisto, sob a direção geral de Jorge Parra, conta com a participação de Juan Andrés Belgrave, La NadiaMaría, Alessandra Hamdan, Carito Delgado, María Machado, Luis Miguel López, Mariela Segovia e Kabeto.

MÚSICA

Arawato estreia o seu mais recente single

SHOWBIZZ

Michelle: «O entretenimento e a arte nunca são demais» Lusodescendente protagoniza nova novela Ommyra Moreno Suárez

CINEMA

Ommyra Moreno Suárez

RECOMENDAÇÕES

No dia 25 de julho, a atriz luso-venezuelana Michelle de Andrade iniciou a sua estreia como protagonista da nova telenovela de Venevisión “Para verte mejor”, escrita por Mónica Montañez. Numa entre-

vista ao jornal El Universal, De Andrade destacou a importância de manter as produções feitas na Venezuela como uma forma de espairecimento no meio da crise. «Sinto que nesta altura que o país atravessa é muito importante que as produções venezuelanas continuem a fazer-se de pé, pois o entretenimento e a arte nunca são demais. “Para verte mejor” será uma novela que dará esperança ao país e, aci-

ma de tudo, tem comédia, sendo que a ideia é que seja uma forma de descanso no meio do que estamos a viver, permitindo às pessoas se divertirem», afirmou. A lusodescendente encarna a Ana dos Ángeles Barranco, uma professora que se apaixona de um veterinário, Guillermo Luis Toro Leal, interpretado por José Ramón Barreto. “A minha personagem é muito rica e solidária”.

Ommyra Moreno Suárez

O grupo Arawato, do qual Rodrigo Goncalves faz parte, estreou “Caníbal”, o seu mais recente single, que nasce de um processo de composição entre Goncalves, voz principal e guitarrista de Viniloversus; Luis Jiménez, voz principal e guitarrista de Los Mesoneros, e o produtor ítalo-venezuelano Carlos Imperatori, que têm estado a trabalhar para apresentar esta proposta paralela. O vídeo já está disponível no canal oficial Youtube do grupo e noutras plataformas digitais como Spotify. O tema, que viria a ser o terceiro single de Arawato, foi gravado em Caracas. Contudo, as imagens do vídeo pertencem à viagem re-

cente que a bana fez ao México D.F., para trabalhar no seu álbum de estreia, do qual ainda não se têm revelado mais detalhes. Nesta oportunidade, o tema conta com a participação de Alissa Lovera nas vozes e WinchoSchaffer no baixo. «O que procuramos é continuar a experimentar, de forma a que as pessoas nos acompanhem ao longo deste processo musical», garantiu Luis Jiménez. «A diferença de “La apertura” e “Estocolmo” é que com este queríamos ser mais diretos e comparar a fome com o querer estar com alguém (…)”. Adorava a ideia de comparar a sensualidade com o divino do desejo carnal», comentou o lusodescendente numa entrevista ao El Universal.

Anabelle 2

“Premonición 2:22”

O filme de terror, dirigido por David F. Sandberg, centra-se na vida de um fabricante de bonecas e a sua mulher, cuja filha morre tragicamente. Anos depois, o casal decide abrir o seu lar a uma freira (Sigman) e várias meninas que se viram obrigadas a deixar o orfanato que fechou portas. Contudo, o terror começa quando uma das bonecas ataca as meninas. O elenco é composto por Miranda Otto, Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Lulu Wilson, PhilippaCoulthard, GraceFulton, LouLouSafran e Samara Lee.

O controlador aéreo Dylan Branson, após uma colisão entre dos aviões causada por uma misteriosa luz às 14h22 (2:22 pm), começa a viver um pesadelo quando descobre que vários acontecimentos a se repetir da mesma forma até às 14h22. No filme, dirigido por Paul Currie, Bransoseste deverá resolver o mistério ou perderá Sara, a miúda por quem está apaixonado, que será a vítima de todos os acontecimentos. O filme é protagonizado por teresa Palmer, Michiel Huisman e Sam Reid.


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MODA

Ommyra Moreno Suárez

RECOMENDAÇÕES

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Não há dúvidas de que as t-shirts de uma só cor podem tirar “desenrascar” qualquer pessoa porque combinam com tudo, o que as converte numa peça básica que não pode faltar nos guarda-fatos. Para sacar o maior partido delas, o ideal é ter em conta que o tecido seja de boa qualidade para que dure muito mais. Ainda, é importante confirmar

as costuras e os acabamentos, assim como as indicações sobre as formas de lavagem da peça. Entre os acessórios, um cachecol ou pashmina podem dar-lhe um toque de visibilidade à t-shirt de uma só cor. Por sua vez, os lenços enrolados no pescoço regressam para complementar estas peças, sendo um detalhe simples e elegante.

Os colares na moda ou muito chamativos podem fazem com que uma t-shirt básica fique bem tanto em conjuntos formais como informais. Neste caso, tudo depende do estilo de colar que se utiliza. Para estruturar o conjunto, o melhor será acompanhar a camisa de uma só cor com um blazer ou casaco estruturado.

Cultura 19

Como tirar maior proveito das t-shirts de uma só cor? INICIATIVAS

Juan De Gouveia e Vanessa Peretti impulsionam programa de inclusão social

O lusodescendente e a modelo transmitiram as suas histórias e vivências para quebrar barreiras comunicacionais

MÚSICA

Sandra&Ricardo na Semana do Mar do Porto Moniz Os artistas destacam que o verão chegou com diversos compromissos profissionais Ommyra Moreno Suárez

Ommyra Moreno Suárez

ARTES

RECOMENDAÇÕES

Na sexta-feira, às 21h30, a dupla internacional Sandra&Ricardo atuou na Semana do Mar, no Porto Moniz. Como parte do Ciclo de Concertos Herança Semeada,

Ommyra Moreno Suárez

participou juntamente com a Tuna de Bandolins e o Grupo Coral da Associação Recreativa Cultural do Porto Moniz, dirigidos pelo Maestro Simão Câmara. «O nosso objetivo é valorizar o talento local, apoiar as crianças, jovens e adultos, que gostam da música e fazem parte dos agrupamentos e instituições que se desenvolvem no Concelho. É o nosso contributo cultural em prol dos ‘nossos’, motivar e acreditar na música como elo de ligação», diz o artista Ricardo.

Com um repertório selecionado para esta iniciativa, que rende homenagem ao mar e as suas riquezas, os jovens artistas aproveitam para deixar a sua mensagem a todos os que através dele foram a procura de novas oportunidades, mais além das fronteiras. “Numa ilha é dificil não ter uma ligação marítima. A nossa familia paterna faziam vida no Calhau da Lapa, e foi em barco que todos sairam buscando novos rumos e uma qualidade de vida melhor para o momento.”

O presidente da Confederación de Sordos de Venezuela, Juan Ángel De Gouveia, e a ex-rainha de beleza, Vanessa Peretti, serão os embaixadores de uma iniciativa organizada por AsercaAirlines, SBA Airlines e a fundação Alas Solidarias, com a qual se procura a inclusão social de pessoas com incapacidades auditivas. O programa começou com um ciclo de capacitações de língua gestual do seu capital humano com uma

conversa motivacional intitulada “Señas y Tacones”, através da qual o lusodescendente e a modelo partilharam as suas histórias e vivências para quebrar as suas barreiras comunicacionais. «Este acordo é histórico porque não tem havido convénio como este em toda a América Latina, onde se pode criar consciência e acessibilidade para todos dentro das linhas aéreas. É importante que possamos começar a nos ver como pessoas, que assim como diz o slogan de Alas Solidarias tenhamos um compromisso de altura para que comecemos a quebrar cada uma das barreiras de comunicação. É importante destacar que aqui na Venezuela há leis que estão muito bem estabelecidas mas é necessário que cada vez mais instituições como Aserca Airlines y SBA Airlines se comprometam com a inclusão».

“Antílope”

Secciona2

Espacio Monitor

Galeria GSiete

O artista visual Luis Arroyo, vencedor do primeiro lugar da 68° Bienal Arturo Michelenapela sua obra “Traje para dos cuerpo”, apresenta a mostra intitulada “Antílope”. A instalação materializa um tipo de resistência que se estabelece inteiramente através da mera presença da carpa. Esta não é esvaziada para ser carregada novamente, mas para fazer do vazio o seu único gesto.

A galeria GSiete do Centro de Arte Los Galpones recebe a exposição “Selecciona2”, com a curadoria de Miguel Ángel Becerra, que é constituída por nove peças que representam os mais emblemáticos monumentos naturais vinculados à idiossincrasia venezuelana. A mostra é composta por barras de ferro soldadas, esmeriladas, polidas, envelhecidas (oxidadas), que adquirem formas o monte El Ávila, o Salto Ángel e até os “tepúes”.


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Opinião 21

PALAVRAS

Os recuos e avanços da solução para os emigrantes lesados do BES DANIEL BASTOS

O final da semana passada ficou marcado pela aprovação da Comissão de Orçamento e Finanças da solução, que cria e regula os fundos de recuperação de crédito necessários para avançar com a indemnização aos mais 2.000 clientes que perderam 400 milhões de euros com a compra de papel comercial do antigo BES. Injustamente esta solução politicamente aprovada por PS, PCP e Bloco de Esquerda, com abstenção do PSD e CDS-PP, e que assenta na prestação de uma garantia de Estado, deixava de fora os emigrantes lesados devido ao chumbo do PS e da abstenção

do PSD, de uma proposta do Bloco de Esquerda e do CDS-PP de incluir os emigrantes afetados pela venda de produtos fraudulentos do BES nos abrangidos pelo fundo. Este primeiro esboço da decisão, completamente inadequada e incompreensível, porquanto tratava os emigrantes como portugueses de segunda, quando os mesmos são cidadãos portugueses de pleno direito que têm dado um contributo fundamental para o desenvolvimento do país, acabou no decurso desta semana por ser alterada na votação final global da legislação. A proposta de alteração

para que os emigrantes lesados possam igualmente vir a ser beneficiados pelo futuro mecanismo de compensação, acabou por ser aprovada com a abstenção do PSD e do deputado único do PAN, e os votos favoráveis das restantes bancadas parlamentares e cinco deputados do PSD. Entre recuos e avanços, o poder político acabou por corrigir uma flagrante injustiça e profundo desrespeito pelos emigrantes lesados, que quase três anos após a resolução do banco continuam a aguardar, em muitos casos, por uma solução para as poupanças de uma vida que investiram no

antigo BES. É no mínimo estranho, como desde o início deste processo legislativo não foi possível assegurar um alargado consenso politico em torno da solução para os lesados do papel comercial do BES, e no caso particular dos emigrantes. Está mais de que demonstrado, que as autoridades políticas e de supervisão estatais falharam na proteção desses investidores. As mesmas autoridades, que defendem constantemente a valorização do papel de investidores da Diáspora em Portugal, e a quem no mínimo se exige congruência entre os discursos e as ações.

ARTIGO JURÍDICO

Atrasos de vôos, cartão de cidadão e estatuto de residência fiscal

ANTÓNIO DELGADO

O seu voo atrasou-se ou foi cancelado? Sabia que pode ter direito a uma indemnização até 600€? De acordo com dados recentemente divulgados, as companhias aéreas ganham 200 milhões de euros por falta de queixas devido ao desconhecimento da Lei. Mas fique a saber que, em caso de atraso, cancelamento ou recusa de embarque devido a overbooking, poderá reclamar e receber entre 125€ e 600€ a título de indemnização. Este valor deverá ser pago pelas companhias aéreas europeias desde que tais situações lhe tenham acontecido nos últimos três anos.Como fazer valer os seus direitos? Poderá contactar a transportadora aérea do voo em causa. Se não ficar satisfeito com a resposta, pode reclamar junto da Autoridade Na-

cional da Aviação Civil, que é o organismo responsável pela aplicação dos direitos dos passageiros no que se refere aos voos à partida dos aeroportos nacionais e aos voos de países terceiros com destino a esses aeroportos, desde que efetuados por transportadoras aéreas comunitárias. Mudar o cartão de cidadão se for para o estrangeiro Para o bem ou para o mal, a morada que consta no Cartão do Cidadão é considerada a morada fiscal. Quem vai para fora mais de 6 meses deve alterá-la junto dos consulados. Mas antes de avançar para o terreno, convém certificar-se do tempo que demora a realizar esta operação e se o Consulado dispõe de meios que o permitam fazer.Se a saída for para um país de fora da União

Europeia, além da morada do Cartão de Cidadão é ainda obrigatória a nomeação de um representante fiscal em Portugal. O estatuto de residência fiscal dos portugueses residentes no estrangeiro O sistema fiscalportuguês exige que o contribuinte que trabalha e reside no estrangeiro comunique a alteração da sua morada fiscal à Autoridade Tributária e Aduaneira no prazo de 60 dias. Contudo, uma grande parte da comunidade emigrante portuguesa no estrangeiro não o faz, entrando assim em incumprimento e, em último caso, declarando incorretamente os seus rendimentos auferidos em ambos os países. Uma pessoa é considerada residente fiscal em Portugal se

permanecer mais de 183 dias seguidos ou interpolados em qualquer período de 12 meses com início ou fim no ano em causa; ou se possuir habitação que faça supor a intenção de a manter e ocupar como residência habitual. Mas os milhares de portugueses na diáspora podem arriscar a ver os seus rendimentos tributados em Portugal e no seu país de residência, em virtude de não atualizarem o seu estatuto de residência fiscal, acabando por declarar erradamente os seus rendimentos em Portugal e no país de residência. Assim, é muito importante que os portugueses residentes no estrangeiro regularizem o seu estatuto de residência fiscal junto das finanças e procurem aconselhamentojurídico e fiscal para acautelar os seus interesses.

O CORREIO da Venezuela não pode ser considerado responsável e/ou patrocinador das opiniões que são expressas neste espaço


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Miscelânea 23 ---SABIA QUE?---

---SAÚDE EM DIA---

Mitos que rodeiam o consumo de leite

Aprenda a cuidar dos seus olhos Sergio Ferreira

O estilo de vida moderno exige muito dos nossos olhos. Se trabalhar com um computador, por exemplo, os olhos têm de se adaptar a contrastes e níveis de luminosidade diferentes até 30 000 vezes por dia. Os números para condução e actividades desportivas são semelhantes. Não admira que os nossos olhos sofram, começando a lacrimejar, a dar comichão e a ficar avermelhados. Isto é, geralmente, acompanhado por tensão do pescoço e dores de cabeça. Mas não tem de ser assim. Alguns exercícios simples de descontracção visual podem voltar a colocá-lo no caminho certo para uma visão indolor. Na sociedade actual, mais do que um em cada dois trabalhadores sentam-se em frente a um ecrã de computador. Os estudos científicos demonstram que olhar constantemente para o monitor prejudica a visão. Distinguir contrastes, diferenciar cores e alternar entre distâncias ao perto e ao longe torna-se cada vez mais complicado. Trabalho cons-

tante ao perto pode mesmo limitar o seu campo visual. Alguns exercícios de descontracção visual podem ser muito úteis para ajudar com esta situação. Apenas demoram alguns minutos, podem ser feitos em qualquer lugar e a qualquer altura, sendo que também o podem ajudar a concentrar-se melhor quando trabalha no computador. Porque não experimentar? Aqui está uma descrição geral das melhores maneiras de descontrair os seus olhos, segundo a Zeiss. Certifique-se de que está confortavelmente sentado, apoie os seus braços numa superfície plana, feche os

olhos e coloque as palmas das mãos sobre os seus olhos. Deve estar completamente escuro. Agora, respire devagar e, deliberadamente, inspire e expire durante um ou dois minutos. Assim que tiver feito isto, retire, lentamente, as suas mãos e volte a abrir os olhos. Sente-se, confortavelmente, numa cadeira e mantenha a sua cabeça direita. De seguida, olhe o mais longe que conseguir em todas as quatro direcções durante dois ou três segundos cada: cima, baixo, esquerda e direita. Repita três vezes. Importante: movimente apenas os olhos, não a cabeça.

to da pele. Contudo, embora seja empregue em diversos produtos cosméticos, conseguiu-se provar que o simples facto de o consumir não faz diferença significativa nas camadas de pele. Recentemente, a opinião que tem ganho mais força é que não é bom beber leite depois do período de lactente, uma vez que o aparelho digestivo produz as enzimas que metabolizam o leite apenas no período de lactente. A verdade é que a perda destas enzimas apresenta-se apenas nas pessoas que deixam de a consumir.

Ommyra Moreno

Durante anos, o leite tem sido tema de debate na sociedade, pois alguns defendem que se trata de um alimento com propriedade que ajuda ao crescimento e a fortalecer os ossos. Pelo contrário, outros afirmam que o seu consumo deve ser limitado devido ao controlo de peso e outras questões. Este e outros mitos têm surgido em torno do leite e os alimentos lácteos em geral, sendo que há quem garanta que o consumo de leite favorece o rejuvenescimen-

---PENSA VERDE---

O Portugal da energia verde

---CULINÁRIA---

Francesinhas Sergio Ferreira

Um dos aspectos mais importantes do Portugal actual é o futuro prometedor de uma das suas indústrias mais importantes, a das energias renováveis, aspecto em que os portugueses são uma referência internacional. Não só contam com pelo menos três universidades com grandes avanços ecológicos como também o turismo ecológico é um dos atractivos mais procurados no país. Mas no caso da energia, Portugal tornou-se numa potência há já alguns anos. Não foi por acaso que em Janeiro deste ano, o Ministério do Ambiente e Energia Português desenvolveu o decreto-lei que regula o auto-consumo eléctrico, no qual se apresenta um esquema para fomentar as pequenas instalações de energias renováveis, além de permitir a venda do excedente de electricidade. São detalhados os aspectos relacionados com o registo das instalações, tanto de auto-consumo como da modalidade denominada ‘Unidade de Pequeno Produtor’, que concerne às instalações de energias renová-

veis até 250 KW de potência, e que substitui o anterior esquema de tarifa de injecção para instalações pequenas de energias renováveis. A nova regulamentação permite aos produtores de energia utilizar para consumo próprio toda a electricidade produzida, ou injectar o excedente na rede. Esta electricidade pode ser vendida ao preço de mercado mais alto, o que evita sobrecarregar os outros consumidores, pelo que se deduz que a indústria de energia solar fotovoltaica se de-

senvolva amplamente nos próximos anos. Neste sentido, é importante destacar que Portugal tinha, em finais de Outubro de 2014, uma potência fotovoltaica acumulada de 346 MW, com mais de metade desta potência desenvolvida em instalações realizadas em esquemas de micro-produção e mini-produção, e que, para além disso, pelo menos 30% da energia utilizada é limpa, o que duplica a média do resto da União Europeia.

Ingredientes: 4 filetes de salmão; Sal q.b.; Pimenta moída q.b.; Sumo de limão; 1 de cebola picada; 1 dente de alho; 1 de pimentão verde; 1 manga em cubos pequenos; 3 colheres (sopa) de azeite; 2 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s) Preparação: 1. Colocar o azeite numa panela e fritar o alho e a cebola até dourar.

2. Acrescentar o pimentão. 3. Misturar e deixar uns 3 minutos. 4. Acrescentar a manga. Misturar. 5. Acrescentar o suco de limão, o sal e mais azeite, se desejar. 6. Deixar mais uns 5 minutos. 7. Acrescentar a salsa, deixar por 1 minuto e tirar do fogo. 8. Fritar o salmão com um pouco de azeite, até ficarem dourados. 9. Colocar numa travessa, com o molho por cima.


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26 Desporto

Quinta-feira 30 de Outubro a Quarta-feira 6 de Novembro de 2014 | Correio da Venezuela Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

Desporto 25

FUTEBOL

Portugal bate recorde de futebolistas federados FUTEBOL

Futebol profissional português vai ter ‘concertação social’ AGÊNCIA LUSA

AGÊNCIA LUSA

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou ter ultrapassado o registo histórico de 177 mil federados em 2016/17, o que constitui um recorde absoluto, com destaque para o crescimento de 35,1 por cento no futebol feminino. No final da época 2016/17 a FPF registou 177.021 praticantes inscritos em futebol, futsal e futebol de praia, nas vertentes mascu-

lina e feminina, o que representa, de acordo com o organismo, “um novo recorde absoluto de atletas federados”. No balanço elaborado no fim da época transacta, a FPF registou um crescimento de 5 por cento no número de inscritos relativamente ao mesmo período do ano anterior, em que se atingiram os 168 mil federados. Número superado já em Março desde ano, em que a FPF atingiu os 175 mil inscritos.

Destaque para os 4.132 praticantes de futebol feminino (1.053 seniores e 3.079 juniores), que representa um crescimento de 35,1 por cento em relação à última época e, em termos gerais, a subida de 5,5 por cento no número de inscritos, que atingiu os 144.256 federados (masculinos e femininos). No futsal, a vertente feminina registou também o maior crescimento, com 4,7 por cento de mais praticantes.

FUTEBOL

Moreirense anuncia contratação do médio Elsinho

O futebol profissional português vai ter, a partir da época 2017/18, uma comissão de diálogo social, criada na sequência de uma reunião ocorrida entre Liga de clubes, sindicato e representantes de treinadores e futebolistas. A comissão de diálogo social do futebol profissional vai integrar Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) e Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), tendo em vista o “reforço do en-

FUTEBOL

Benfica batido pelo Arsenal por 5-2 na Emirates Cup

AGÊNCIA LUSA AGÊNCIA LUSA

O Moreirense, da I Liga portuguesa em futebol, anunciou a contratação do médio Elsinho, proveniente do Águias Musgueira, dos distritais da Associação de Futebol de Lisboa. O médio, de 21 anos, estava à experiência no clube de Moreira de Cónegos, tendo oficializado contrato por quatro temporadas, conforme se lê em nota publicada no site oficial do Moreirense.

“O jovem jogador junta-se assim ao lote de jogadores disponíveis para Manuel Machado para atacar este início de campeonato”, refere a nota. Na lista de reforços somam-se o guarda-redes Jhonatan (ex- Joinville, Brasil), os defesas Hichem Belkaroui (ex-Espérance de Tunis, Tunísia), Iago Santos (ex-Dibba Al-Hisn, Emirados Árabes Unidos), Koffi Kouao (ex-Vizela), Bruno Silva (ex-Gil Vicente), Rúben Lima (ex-União da Madeira),

Mohamed (ex- Athletic Tetouan, Marrocos), os médios Rafael Costa (ex- Red Bull Brasil), Alfa Semedo (ex-Vilafranquense), bem como os avançados Ronaldo Peña (ex-Las Palmas), Arsénio (ex-CSKA Sofia, Bulgária), Jhonder Cadiz (ex-Nacional) e N’sor Kwame (ex-União da Madeira). O Moreirense inicia oficialmente a temporada 2017/18 no domingo, pelas 16:00, no Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

tendimento entre as partes”. Os presidentes das quatro entidades, Pedro Proença (LPFP), Joaquim Evangelista (SJPF), José Pereira (ANTF) e Luciano Gonçalves (APAF), acordaram criar este “espaço de diálogo próprio, onde os temas relacionados com a atividade profissional serão tratados de forma concertada”, segundo comunicado divulgado pela LPFP. Esta estrutura vai reunir-se trimestralmente, “em função dos interesses e objetivos comuns no âmbito da gestão do futebol profissional, relacionando as sociedades desportivas, os jogadores, os treinadores e os árbitros”.

O Benfica foi derrotado pelo Arsenal, por 5-2, no seu primeiro jogo da Emirates Cup, torneio quadrangular de futebol que se disputa em Londres e que junta ainda as equipas do Sevilha e do Leipzig. Os tetracampeões portugueses inauguraram o marcador, por Cervi (11 minutos), mas a equipa da casa deu a volta com um ‘bis’ de Walcott (24 e 32), antes de Salvio repor a igualdade antes do intervalo (39). Na segunda parte, Lisandro, com um autogolo (51),

Giroud (64) e Iwobi (70) completaram o resultado. Num torneio em que, além dos três pontos por vitória e um por empate, é atribuído um ponto por cada golo marcado, a Arsenal lidera a classificação, com oito pontos, enquanto o Sevilha, de Espanha, é segundo com quatro, depois de ter batido os alemães do Leipzig, por 1-0, e o Benfica é terceiro, com dois. A Emirates Cup termina no domingo, com os jogos Leipzig-Benfica, às 14:00, e Arsenal-Sevilha, às 16:20.


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Quinta-feira 30 de Outubro a Quarta-feira 6 de Novembro de 2014 | Correio da Venezuela Correio da Venezuela | De 1 a 7 de agosto de 2017

FUTEBOL

Luis González e Pablo Camacho podem ir para o Moreirense

CLUBES

Centro Social Luso Venezolano de Araure realiza fórum de Basebol Durante o evento, oradores partilham a sua experiência e situações cómicas decorridas ao longo da sua trajetória nesta disciplina desportiva Ommyra Moreno Suárez

A se concretizar, jogadores unem-se ao quadro de contratações dos futebolistas Koffi, Rafael Costa, Bruno Silva, Rúben Lima, Arsénio e Nsor Ommyra Moreno Suárez

Para a temporada 2017-2018, vários meios de comunicação desportivos venezuelanos dão por concretizado vínculo do extremo Luis González e o defesa Pablo Camacho com o Moreirense. A informação foi avançada pelo siteVavel.

Contudo, ainda não há confirmação focial por parte da equipa portuguesa. A se concretizar, González e Camacho unem-se ao quadro de contratações dos futebolistas Koffi, Rafael Costa, Bruno Silva, Rúben Lima, Arsénio e Nsor. Por seu lado, o dianteiro venezuelano JhonderCádiz, de 21 anos de idade, acabou com a incerteza e confirmou a sua transferência para o Moreirense Futebol Clube, da Primeira Divisão do futebol português, com a qual celebrou contrato por três anos, até 2010. Recorde-se que não é a primeira vez que Cadiz joga numa equipa portuguesa, pois já fez parte de três equipas lusas, mais recentemente do Clube Desportivo Nacional da Madeira. Nesta temporada,

o venezuelano já não quer estar no futebol europeu. Por outro lado, o lateral direito VíctorGarcía este na lista de potenciais reforços da Vitória para esta temporada 2017/2018, contudo, agora o seu ingresso no clube não é considerado uma prioridade. Isto mesmo publicou o site do Guimarães Digital, que també, adiantou que neste momento o negócio está em stand by porque não é considerada uma contratação prioritária. Importa ainda destacara que o sub20 venezuelano chegou a Portugal em 2012 e jogou com o Nacional da Madeira na época passada, após ser cedido pelos portistas, com quem mantêm um contrato até ao ano 2020, segundo foi noticiado pelo site.

Na próxima sexta-feira 1 de setembro, o Centro Social Luso Venezolano de Araure, Estado Portuguesa, realiza o primeiro fórum “Falaremos de Basebol”. A iniciativa inicia-se às 9h00 e conta com a presença dos reconhecidos narradores desportivos Humberto Acosta, Jefferson Quintero e o ex-jogador profissional José Luis Montero, como convidado especial. Durante o evento, oradores partilham a sua experiência e situações cómicas decorridas ao longo da sua trajetória nesta disciplina desportiva. Da mesma forma,

FUTEBOL

Boavista reforça ataque com avançado Clarke O avançado panamiano Ricardo Clarke, ex-Zamora, da Venezuela, assinou contrato com o Boavista por três épocas, anunciou hoje a equipa da I Liga portuguesa de futebol.

O futebolista, de 24 anos e 1,80 metros, representou a seleção do seu país em duas ocasiões e é descrito pelo Boavista como um “rápido avançado móvel”, tendo-se sagrado campeão da Venezuela pelo

Zamora, clube que representa desde 2013. O Boavista informa que “o jogador estará presente no treino aberto de hoje”, aprazado para as 18:00, no Estádio do Bessa, e “depois jun-

Desporto 27

tar-se-á à seleção do Panamá para disputar a Gold Cup (torneio entre seleções das nações da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), que decorrerá entre os dias 07 a 26.

integrada na dinâmica, os presentes terão a oportunidade de colocar questões aos convidados. As vagas para o fórum são limitadas, pelo que os interessados em participar podem obter mais informações através do correio eletrónico lusovenaraure@hotmail.com ou através do número 04126669068. Com o intuito de continuar a impulsionar o desporto nas instalações do clube, o Centro Social Luso Venezolano de Araure, através da sua Direção de Desporto, fez saber que atualmente estão abertas as inscrições para a modalidade de karaté, no estilo ITOSUKAI. Os treinos têm lugar todas as terças, das 14h00 às 15h00; e às quartas e quintas, das 17h00 às 18h00. A iniciativa destina-se a crianças e jovens a partir dos sete anos. A mensalidade tem um custo de 10 mil Bs. Para mais informações, as pessoas interessadas podem entrar em contacto com o Sensei Pedro Zambrano através do número 04140575447.


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