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Informativo do Cabanga Iate Clube de Pernambuco - Gaivotas OnLine nº 16 - Set 2013

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Nº16 - ANO 2 - 09/2013

XXV REFENO é apresentada à Imprensa Danyelle Amorim

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aior regata oceânica do Brasil, a Regata Recife-Fernando de Noronha (REFENO) chega à sua 25ª edição mantendo a tradição de agregar aventura, competição, confraternização e muitas belezas naturais. Depois de ter o sucesso das suas Bodas de Prata ameaçado por uma nova exigência da Marinha do Brasil, em relação à habilitação dos comandantes das embarcações (regra que ficou para 2014), a disputa foi apresentada oficialmente na quinta (05), pelo comodoro do Cabanga Iate Clube, realizador do evento, Claudio Cardoso e o diretor geral da regata, Marcos Medeiros. A partida da prova está marcada para 5 de outubro, a partir das 12h, no Marco Zero. O sistema de saída permanece o mesmo, com os participantes divididos em grupos de acordo com as velocidades das embarcações. As lar-

gadas serão feitas a cada meia hora, deixando o grupo mais rápido (formado por catamarãs e trimarãs) por último. A expectativa é que esse pelotão chegue ao Mirante do Boldró, em Noronha, um dia após a partida. No total, serão 18 categorias diferentes no percurso de 300 milhas (545 km) em mar aberto. Os três primeiros colocados de cada classe receberão troféu. A primeira equipe a aportar na Ilha conquistará o badalado Troféu Fita Azul, enquanto o penúltimo barco a chegar ficará com o Troféu Tartaruga Marinha. Haverá premiações ainda para o tripulante mais novo e o mais velho, bem como para o veleiro com maior presença feminina. Em Fernando de Noronha, além das atividades festivas com os participantes da Regata, será feita uma ação social na Creche Bem me Quer que abriga 346 crianças entre 2 meses e 5 anos. Este será um marco nos 25 anos da REFENO, o qual deverá ser repetido nos próximos anos. Também foi confir-

mada a presença do grande velejador Torben Grael, que competirá junto com sua família em seu barco "Magia V”. O grande diferencial relatado por Marcos, sobre a partida da REFENO é a possibilidade de quem está no Marco Zero ver de perto todos os barcos no momento em que partem para a ilha, apreciando, simultaneamente, uma das paisagens mais bonitas do Recife. “É possível até mesmo falar com os velejadores, acenar e desejar boa sorte” comentou Medeiros. Participaram da coletiva o administrador de Fernando de Noronha, Romeu Batista, o secretário executivo de Turismo de Pernambuco, Adailton Feitosa, o vice-presidente da Empetur, Eduardo Figueiredo, o secretário municipal de Turismo do Recife, Felipe Carreiras e Bruno Andrade, representando a Dislub bem como dezenas de jornalistas que representaram os veículos de comunicação do Estado e da Região Nordeste.

Veja ainda

Vela

Snipe

Claudio Cardoso e Rafael Monteiro são campeões no Hobie Cat 16

Junior e Mateus começam o Pernambucano como líderes


PERSONAGEM

Amor pela pesca Marcos Medeiros

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pesca esportiva sempre esteve presente no Cabanga. Acompanhando uma tendência mundial, o crescimento da atividade é visível no nosso clube pelo número e qualificação das embarcações para a atividade. Ronald Cavalcanti, médico oftalmologista e ex-comodoro, é um apaixonado pela pesca. O Gaivotas on Line foi até ele para uma conversa sobre o seu hobby principal, a pesca esportiva. Gonline - Ronald, como você encara estas atividades tão diversas como ser Médico, Empresário, Pescador e pai de família? RC - Não é difícil juntar as três coisas. Na verdade a pesca funciona como válvula de escape para mim. Não é só a pesca, mas a convivência com a natureza, o estar no mar, isto sim, são coisas que me dão prazer. Especificamente a pesca é uma atividade muito interessante, pois aqui não estamos falando de pesca de rede ou pesca predatória e sim a pesca esportiva, onde você também dá ao peixe a opção de se defender. O bom pescador não aceita que outra pessoa prepare suas iscas, nem aceita ajuda na hora de retirar o peixe. Apesar de ser um trabalho em equipe, cada um tem uma função específica, seja pilotando o barco, identificando os sinais de peixe nas proximidades e finalmente pegando o peixe. Enfim, quando o trabalho se torna cansativo, temos a família como ponto de apoio. Quando a família começa a se tornar rotina, a pescaria funciona como excelente motivador, e assim vou levando. Esta alternância é que gera a felicidade de viver. GonLine - Quando foi que você começou a pescar? RC - Sou de uma família do Rio Grande do Norte que sempre gostou de pesca. Minha primeira pescaria em alto mar foi feita quando eu tinha 14 anos, em uma jangada a vela no litoral do RN, na praia de Muriú. Saí com um pescador e dois primos mais velhos, quando para começar me ofereceram Cinzano, que aceitei para provar minha bravura. Não lembro bem da pescaria, pois vomitei tanto que acabei amarrando meu braço no mastro da jangada para evitar cair na água. Pegamos muito Cangulo, e aquilo foi minha declaração de maioridade na pesca. De lá pra cá não parei mais. GonLine - Existem várias formas de 02 |Setembro de 2013

pescaria. Qual a que mais te atrai? RC - A pescaria noturna é para mim a melhor de todas. Ver a cidade amanhecer e anoitecer de dentro do mar, ver os aviões aterrizar um após o outro e ver principalmente a vida marinha que é intensa com a visão das moreias, siris, e tanta coisa mais que sequer imaginamos em terra, é ótimo. Outro ponto que a pescaria proporciona é a sensação de perigo que nos cerca por um possível problema no barco, um navio em rota de colisão,ou até mesmo uma mudança drástica no tempo, coisa que não é muito comum nesta área. Enfim, é a sensação de perigo e a sensação de que você está controlando aquilo tudo. GonLine - Como você vê o futuro da pesca esportiva local e quais as ameaças que temos? RC - A pesca esportiva é uma atividade em crescimento no mundo. Alguns países como a Costa Rica, 7,5% do PIB está baseado na cadeia da pesca esportiva. Mesmo nos Estados Unidos 1,2% do PIB vem desta atividade. Localmente a Pesca esportiva tem tido um crescimento muito grande, basta ver o número de barcos hoje existente no Cabanga que estão voltados para esta atividade. Como ameaça, temos a redução da quantidade de peixes, pois Pernambuco não é um estado piscoso e o

uso exagerado de redes de camarão que acabam com a base da cadeia alimentar dos peixes junto com a pescaria através de "long lines" onde linhas de até 100 quilômetros são jogadas com espinheis, tem gerado uma redução significativa dos peixes. GonLine - Você nâo tem uma estória de pescador? RC - Faz quase um ano, estávamos pescando à noite a umas 7 milhas da costa. Luzes no fundo do barco formavam um clarão onde pequenas partículas cintilavam era o engodo: sardinha moída para atrair os peixes grandes. Epa! Mas, não tão grande! Um tubarão-baleia do tamanho do barco lanchava mansamente nosso engodo e pagou o susto me permitindo passar a mão sobre seu dorso e se deixando fotografar. Acredite se quiser.

Anuncie no nosso Gaiovatas Online e cresça junto com ele. secretaria@cabanga.com.br F.: (81) 3428-4277


DESTAQUE

Atletas de Pernambuco conquistam o Norte/Nordeste de Hobie Cat 16 Danyelle Amorim

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m celeiro de campeões do esporte a Vela e com uma das melhores estruturas do país para sediar eventos náuticos. Este é o Cabanga Iate de Pernambuco que neste mês de setembro promoveu um importante campeonato regional, o Norte/ Nordeste de Hobie Cat 16, que aconteceu de 06 a 08, em Maria Farinha. Duplas oriundas de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Sergipe, disputaram seis regatas. Com táticas perfeitas e muita velocidade, Claudio Cardoso junto com seu sobrinho Rafael Monteiro se sagrou

mais uma vez campeão. Mais um troféu para a imensa coleção de Cardoso, que com esta vitória soma 12 títulos neste campeonato. A dupla campeã venceu as seis regatas válidas para a pontuação da competição. Na segunda colocação ficaram os cearenses, Robert Bezerra e Rafael Feijó, seguidos dos paraibanos, Paulo Sérgio e Diego Monteiro.

Os pernambucanos Guilherme Araújo e Tiago Monteiro que até na metade da disputa, estavam na vice-liderança, terminaram na quarta posição.

A CRÔNICA. Danyelle Amorim

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ma história bem interessante aconteceu quando eu fiz a travessia do Atlântico, em um veleiro francês de 60 pés, saindo das Ilhas Canárias, Cabo verde, Noronha e Recife. O inusitado foi a mistura de nacionalidades da tripulação, cada um falando o seu idioma. Como a navegação estava indo bem, as mímicas, o portu-espanhol e uma enrolada de inglês, tudo funcionava. Lembro que eu era o navegador, o espanhol Nestor (capitão), a portuguesa Katarina (cozinheira) e tinha também um alemão; era uma verdadeira salada de idiomas dentro do barco. Saímos das Ilhas Canárias para Cabo Verde, onde demoramos oito dias de viagem. Quando chegamos, aportamos em uma Marina de um alemão... E foi justamente quando vivi uma tremenda saia justa. Mas, Graças a Deus tudo terminou bem. Cabo Verde é um lugar lindo, mas muito pobre, por isso que o bendito alemão não queria deixar o barco sair, pois ele estava lucrando, só que ao monitorar o tempo, encontrei uma janela de cinco dias e logo depois dessa janela vinha uma tempestade intertropical. E, com a velocidade que vinha o vento e a tempestade, eu teria que estar a 800 milhas de distância do ponto onde estava ancorado para que a embarcação pegasse os ventos a favor, pois o ciclone da tempestade iria empurrar o barco

a favor e não contra. Fiz todos os cálculos, projetei tudo e levei o material para apresentar a tripulação. Foi quando o cidadão (dono da Marina), embirrou dizendo que não deveríamos sair de lá. Daí começou o processo de convencimento para pessoas de diversas línguas, mas ainda bem que consegui apresentar tudo via um programa de computador, que mostrou através de animação, toda a programação, onde o barco ia chegar, como a gente estava, a velocidade e que estávamos com uma folga expressiva para chegarmos no ponto ideal (800 milhas), mas que precisávamos partir imediatamente. Todos os tripulantes concordaram com o meu ponto de vista, mas o danado do alemão (dono da Marina), com o objetivo de lucrar em cima da gente, falava ao dono do barco que não era

preciso partir, que podíamos permanecer na Marina sem problemas. Foi quando fui ficando nervoso, impaciente e cheguei até a dizer ao dono do veleiro que se ele não me escutasse, eu iria pegar o avião e voltar. Felizmente, ele me ouviu e conseguimos sair da Marina, chegar a localização ideal para pegar o vento a favor e finalizamos a viagem na mais perfeita harmonia. A Vela é isso, união e ricas trocas de experiências, que nos dá oportunidade de conhecer as pessoas e o mundo de forma parceira. Por Carlos Portela

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CABANGA

Clube inova e, agora, a pizza do Domingo é no Cabanga!

Deborah Viégas

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xcepcionalmente aos domingos, o Cabanga agora oferece o Dia de Pizza. A partir das 17h, os sócios estão convidados a provarem esta novidade. No novo e charmoso espaço recém inaugurado, a Praça Cisne Branco, garçons e toda a equipe de Lindalva, com o apoio da Home Pizza, oferecem deliciosas variedades de

sabores como muçarela, frango com catupiry, quatro queijos, pepperoni, camarão e outros mais. Ou, se preferir, venha provar das tradicionais sobremesas, como a cartola, o doce romeu e julieta e o brigadeiro. Só é preciso levar a criançada, juntar toda a família e praticar um bom último jantar do fim de semana.

Regata Aratu-Maragogipe: festa Baiana na chuva Relato de Marcos Medeiros

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o sábado 24 de agosto, aconteceu a mais tradicional regata da Bahia. Com 146 barcos e com três grupos de partida, as embarcações rumaram próximo da Ilha da Maré, em direção a Maragogipe, com grande parte do percurso subindo o rio Paraguaçu. Representando o Cabanga Iate Clube estavam dois barcos novíssimos. O Catamaran Aventureiro 2, do comandante Hans Hutzler, e o Delta 41, do comandante Roberto Alcoforado. Infelizmente o outro barco pernambucano, o Jahú 2, do Comandante Muriel havia quebrado o mastro no circuito Salvador, na semana anterior, ficando fora da Maragogipe. Sua tripulação acabou integrando a do Aventureiro 2. Em uma partida onde todos procuravam o lado mais vantajoso da li04 |Setembro de 2013

nha, que tinha quase uma milha de comprimento, o Aventureiro 2 e o Gramin de Salvador se enroscaram e o xingamento foi pra lá de quente com “promessas” de vamos ver isto em terra, fazendo até o pequeno Felipe fechar os ouvidos para não escutar aquelas “amáveis palavras”. Infelizmente o grande momento foi apenas a partida, pois logo após o vento decidiu sair atrás de algum trio elétrico e deu lugar a chuva como principal protagonista. Daí para frente, foi um tal de tira esta vela e bota outra e o vento sempre se escondendo até que já no rio e com uma corrente forte, o Aventureiro 2 foi obrigado a ligar o motor para evitar um desastre maior em cima das pedras. Nestas alturas, mais de dois terços da regata já motorava e apenas os mais obstinados e que haviam partido nos grupos iniciais conseguiram completar.

Realmente ARATUMARAGOGIPE é uma festa. O Iate Clube de Aratu não tem muito espaço para receber tanta gente, mas isto já faz parte da tradição baiana já que aparece sempre uma banda tocando e a festa corre solta até altas horas. Os barcos participantes variam de verdadeiras máquinas até os velhos Saveiros que conseguem fazer todo o rio Paraguaçu ida e volta só na vela. A quantidade de escunas inscritas é outo ponto a destacar, pois logo na partida estão de motor ligado, mas a festa dentro de cada uma é coisa pra nenhum trio botar defeito. Dos 146 que partiram, apenas 45 completaram a regata tendo como fita azul o multicasco Maguni, seguido dos monocascos, Bola7 e do Seu Tata. O Bolero II do Alcoforado ficou na décima terceira posição. Mais informações e fotos acesse: www.aratumaragojipe.com.br


ÚLTIMAS

Campeões iniciam Campeonato Pernambucano como líderes Danyelle Amorim e Déborah Viégas

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drenalina e competitividade no início do Pernambucano de Snipe. Os participantes encararam mar agitado, muita chuva e ventos entre 18 e 20 nós, nas três primeiras regatas, da competição, do total de 10, realizadas nos dias 31/08 e 01/09, na área externa do Porto do Recife. A dupla formada por Edival Júnior e Mateus Pinheiro deixaram claro que querem continuar como campeões estaduais da classe, após terem obtido três primeiros. Yuri Reithler e Carlos

Eduardo ocupam a vice-liderança depois de cruzarem a linha de chegada duas vezes em 2º lugar e uma em 3º. Na terceira posição estão Eduardo e Pedro Fázio. Edival falou do êxito de ocupar a dianteira na tabela, além das mudanças de estratégia que o tempo exigiu. “Velejamos mais próximos à raia. Foram regatas difíceis devido ao mal tempo, mas conseguimos ter uma boa sintonia na água, o que ajudou muito no desempenho do barco e nas manobras”, pontuou Junior. A próxima etapa será na subsede do Cabanga em Maria Farinha.

Sócios recebem novo Parque Infantil Danyelle Amorim

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o entrar no Cabanga é nítido observar as inúmeras melhorias que a comodoria vem realizando em todo o clube. Uma delas foi em um cantinho muito especial, que leva muita alegria para a criançada o “Parque Infantil”. O espaço além de

CABANGA IATE CLUBE Av. Engenheiro José Estelita FONE: (81)3428.4277 São José Recife/PE,50090-040 www.cabanga.com.br

EXPEDIENTE EDITOR EXECUTIVO Marcos Medeiros

receber pintura nova, está com novos brinquedos, como balanços e a casa de Tarzan. "O objetivo principal é fazer com que os sócios freqüentem ainda mais o Cabanga. E as crianças também precisavam que o parque oferecesse segurança e atrativos para as brincadeiras ficarem mais animadas”, pontuou a diretora social, Patrícia Maranhão.

JORNALISTAS: Danyelle Amorim Tatiane Cybelle Góes

ESTAGIÁRIA: Deborah Viégas


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