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EXPOSICÃO ,,_ TRADICAO • E RUPTURA

ARQUITETURA 19 de novembro de 1984 a 31 de janeiro de 1985

FUNDACÃO • BIENAL DE SÃO PAULO

INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL

Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira Parque lbirapuera São Paulo - Brasil 3


FBSP Arqutvo Histรณrico Wanda 8vevo Tombo: Class:


Uma exposiçãopara o visitante anônimo'' 11

Quando tomei posse na Presidência da Fundacão Bienal de São Paulo, em fevereiro de 1984, fiz alusão ao "visitante anônimo". Referia-me àquela parcela de público que, sem ser iniciado em arte, prestigiou sempre a Bienal Internacional, justificando, com sua presença, a própria existência da lnstituicão, em seus 33 anos. O qÚe eu tinha em mente, na oportunidade, era animar a Bienal e oferecerlhe alguma realização de natureza mais didática, e essencialmente ligada à arte do Brasil. Alguma coisa que lhe permitisse elaborar um exercício de introspecção, que o preparasse melhor para a grande mostra internacional dos anos ímpares. No início do dia-a-dia de trabalho, voltei a pensar no mesmo "visitante anônimo'', mas já então munido de dois dados importantes: a necessidade de também movimentar a Bienal nos anos pares e a importância de se promover uma exposição-síntese da arte brasileira. Para isto empregaríamos os mesmos recursos técnicos e administrativos que tornaram a Bienal de São Paulo um dos três acontecimentos mais importantes do gênero, no mundo, ao lado da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel. Lançado o desafio, em pouco tempo o diretor João Marino reagiu a ele com a idéia da exposição retrospectiva, do "pré-cabralino à década de 70", o que lhe valeu a dura tarefa de tornarse seu curador geral, acumulando a função de organizar o período colonial. A denominação "Tradição e Ruptura" foi sugerida pelo Prof. Ulpiano Bezerra de Meneses, da Comissão de Arte e Cultura, para significar, ao longo dos séculos, uma arte que sofre rompimentos mas preserva elementos tradicionais.

Imediatamente depois surgiu a idéia da exposição de Fotografia, desenvolvida por outro diretor da Bienal, Thomaz Farkas, e pelo professor Cristiano Mascaro, segundo um novo conceito de participação do público: fotografias enviadas por profissionais e amadores de todo o Brasil e, uma vez recebidas, recriadas e combinadas, de modo a compor um "auto-retrato do brasileiro", na cidade e no campo. A área de Desenho Industrial teve a impulsioná-la o presidente do nosso Conselho de Administracão, José Mindlin, que trouxe o competente Núcleo de Desenho Industrial da Federacão das Indústrias do Estado de São Paulo, para a exposição. E, finalmente a Arquitetura, sob aresponsabilidade do IAB, desenvolveu uma das mais completas exposições brasileiras dos últimos anos, cobrindo uma parte histórica, outra contemporânea.e uma terceira prospectiva. E para que a exposição tivesse uniformidade em sua apresentação, foi elaborado um projeto detalhado, enfatizando o conteúdo e dando a máxima atenção ao seu visitante em dois aspectos: na facilidade quanto ao entendimento da mostra e na orientação e deslocamento dentro dela. A partir das definições preliminares até a montagem, inúmeras dificuldades foram superadas. A maior delas foi a falta de verba: "Tradição e Ruptura" foi produzida com noventa por cento de recursos advindos da iniciativa privada, que não negou apoio ao empreendimento, unindo sua imagem institucional ao impacto de uma exposição inédita, de tão grande porte, e toda brasileira. Para criar e realizar a exposição, não foi suficiente o cumprimento do dever por parte dos funcionários da Bienal, da Diretoria e dos colaboradores em

geral; foi necessário que todos se desdobrassem em empenho e entusiasmo, em proporção direta às dimensões do evento. A exposição, por sua importância, passou a interessar também aos estrangeiros tradicionalmente ligados ao Brasil através da Bienal Internacional, fazendo com que muitos deles programassem viagem extra ao nosso país, para ver de perto essa amostragem única de nossa arte e de nossa cultura. · "Tradição e Ruptura" reúne, pela primeira vez em tão grande número, pe• ças do acervo que constitui a nossé própria nacionalidade cultural, valorizando o trabalho dos artistas brasileiros, a própria razão de ser da mostra. Feita com determinação e muita vontade, "Tradição e Ruptura" é a nossa maneira de acreditar no Brasil. Nós a dedicamos, com carinho, a todos os que forem tocados por ela em sua sensibilidade.

Roberto Muylaert Presidente FundaçãoBienalde São Paulo 5


Organizadores

Instituto de Arquitetos do Brasil

DireçãoNacional

ConselhoSuperior

ExposiçãoTradiçãoe Ruptura

Arq. Telmo Borba Magadam - Presidente /~.rq. Antonio Carlos Campello Vice-Presidente Arq. Arnaldo Knijnik - Secretário Geral Arq. Enilda Ribeiro - Tesoureiro

Arq. Arq. Arq. Arq. Arq. Arq. Arq. Arq. Arq . Arq.

João Marino - Coordenador geral

Departamentode São Paulo ConselhoDiretor Arq. Renato Luiz Martins Nunes Presidente Arq. Celso Coaracy Dalprat Moares Franco - 1? Vice-Presidente A.rq. Joaquim Cláudio de Oliveira Barretto 2? Vice-Presidente Arq. Maria de Fátima Infante Araujo 3 Vice-Presidente Arq. Célio Pimenta - Secretário Geral Arq. Edith Gonçalves de OlivP.ira 1 Secretária Arq. Elizabeth França - 2~ Secretária Arq. Maria de Lourdes Carvalho 1 Tesoureira Arq. Pedro Antonio Galvão Cury 2? Tesoureiro Arq. Maria Cristina Veiga de Assis Lage Diretora Arq. Sylvio Barros Sawaya - Diretor Arq. Eduardo Sampaio Nardelli - Diretor Arq. Vera Santana Luz - Diretora Arq. Hércules Merigo - Diretor Arq. Douglas Malcoln CaldP-r- Diretor

ConselhoFiscal Arq. Luiz Laurent Block Arq. Nilson Massafumi Yamato Arq. Calim Jabur 6

Paulo de Melo Bastos Antonio Fernandes Panizza José de Almeida Pinto Rita de Cassia Vaz Artigas Eideval Bolanho Helena Aparecida Ayoub Silva Geraldo Vespaziano Puntoni Fabio Goldman José Magalhães Júnior Laura Martinez Cerrano Guidugli

Arq. José de Almeida Pinto- Coordenador Arq. Joaquim Claudio de Oliveira Barretto Arq. Rita de Costa Vaz Artigas

Lay-Outda Exposiçãode Arquitetura Arq. Thomas José Michaelis Arq. Frederic Lebois

ComissãoExecutiva Arq. José de Almeida Pinto Arq. Thomas José Michaelis Arq. Frederic Lebois Núcleo Retrospectivo Arq. Helena Aparecida Ayoub Silva Arq. Maria de Lourdes Carvalho Arq. Ernesto Theodor Walter Arq. Marcelo Ramalho Machado (vfdeo) Arq. Agilson Rodrigues de Araújo (vfdeo)

RelaçõesPúblicas INSIDE Promoções e Empreendimentos Susanna Sancovsky Assessoria de Imprensa Escriptorio, Central de Comunicação e Marketing. Francisco Santa Rita


O trabalho dos arquitetos

Telmo Borba Magadam

Queremos debater a produção da arquitetura brasileira. Queremos discutir nosso trabalho, estudar o que já fizemos como subsídio para avaliar corretamente e com perspectiva histórica nossas contribuições para a sociedade . Precisamos estar permanentemente num processo de análise crítica de nossas relações através da arquitetura com o homem e com o meio . Os arquitetos devem participar de forma consciente do projeto do espaço habitado do homem brasileiro e para isso é fundamental a reflexão e a crítica de nossa obra. O conselho superior do Instituto de Arquitetos do Brasil reunido em Florianópolis recomendou que a entidade promovesse e estimulasse o debate da nossa produção através de simpósios, mostras e exposições. A Diretoria do IAB procura cumprir esta proposta e a Bienal é parte deste trabalho. Vamos rever nesta mostra uma retrospectiva de nosso trabalho dos anos 30 a 60 estudando esse período histórico de nossa arquitetura; vamos acompanhar os trabalhos produzidos no período chamado de arquitetura de resistência de 68 até agora e vamos ver as propostas prospectivas. E de tudo isto, deste painel amplo, retiraremos dúvidas e conclusões, muitas perguntas e certamente muitas respostas, ponto de partida ideal para manter aberto o canal de debate do processo de autoanálise indispensável para uma categoria que sempre esteve engajada nas lutas mais importantes para a sociedade brasileira.

O Departamento de São Paulo assumiu esta tarefa difícil de forma responsável e séria e os departamentos de todo o Brasil se integraram. A nossa mostra está aberta . Agora o Debate. José de Almeida Pinto

Quando aceitamos o convite para organizar esta exposição de arquitetura pensamos que era um momento oportuno para simultaneamente avaliarmos a produção arquitetônica a nível nacional e fazer a população paulista tomar conhecimento do trabalho dos arquitetos brasileiros. Pensamos ainda, como seria importante, que ela pudesse entender, através das obras expostas, as transformações porque passou a sociedade brasileira, principalmente nestes últimos 20 anos de regime autori tário . Com esse objetivo, resolvemos criar núcleos de exposição que ordenaram a produção arquitetônica a partir dos anos 30: núcleo retrospectivo até 1968 núcleo atual até 1984 núcleo prospectivo pós - 1984. Entendemos ainda que deveríamos chamar a atenção da população para que observasse como a capacidade técnica e criadora dos arquitetos brasileiros foi capaz de se afirmar internacionalmente durante os anos 30, 40 e 50, juntamente com outros segmentos da tecnologia e da cultura brasileira, através de uma série de obras onde estava expressa a crença dos arquitetos na construção duma sociedade brasileira independente e , em trans formação na busca de formas mais

justas para as suas relações soc1a1s . Ao longo dessas três décadas os arquitetos sempre que foram solicitados procuraram responder com sua contribuição fosse ao nível de programas sociais mais generosos fosse ao nível de proposições estéticas que caracterizassem as obras como bens culturais destinados a afirmar a importância da cultura brasileira. Essa solicitação porém mudou de caráter nos últimos 20 anos e as transformações que se deram, estão longe de se preocupar com os programas sociais ou ainda com a cultura brasileira, mas isso certamente nos será revelar...>com mais clareza no núcleo de produção atual bem como onde está sendo canalizado o esforço e o talento dos arquitetos brasileiros. Aos arquitetos nunca coube a determinação de usar a sua capacidade criadora e a sua formação técnica e humanística no atendimento à população como um todo a não ser quando foram chamados para participar nos programas do Estado; a este cabe essa determinação. Os arquitetos fazem hoje uma arquitetura que poderíamos chamar de resistência; persistem na expectativa de que o Estado, hoje dirigido por governos democráticos se decida a promover os programas sociais e culturais que atendam à grande massa popular e que venha a retomar a construção de creches, escolas, conjuntos habitacionais, edifícios públicos, hospitais, museus e parques públicos que além de cumprirem o seu papel social busquem o avanço da nossa tecnologia e da nossa cultura e procurem reconstruir o espaço urbano ou rural com a dignidade e a beleza a que tem direito a população brasileira. 7


A propósito da Arquitetura Moderna

A arquitetura moderna pressupôs que o homem do século vinte iria presenciar o maior avanço histórico já conseguido pela humanidade, e que o habitat moderno iria abrigar homens livres, com suas necessidades materiais satisfeitas, num convívio universal caracterizado pela paz e respeito mútuo entre os povos. Este avanço seria fruto da transformação social e tecnológica como pressupunham o Construtivismo soviético e a Bauhaus, ou produto do desenvolvimento tecnológico como pretendia Le Corbusier. No Brasil a aceitação da arquitetura moderna corresponde por um lado à proposta de modernização assumida pelo Estado, e por outro lado ao desejo popular de transformação da sociedade brasileira e de conquista de um futuro melhor. Este quadro está explicito em muitos exemplos; entre eles podemos citar: Luiz Nunes, no Recife, liderando a equipe do DAU, começa a construção deste futuro projetando edifícios que pretendiam abrigar o Brasil moderno em gestação, como a Escola Alberto Torres, que prepararia professores para alfabetizar o camponês pernambucano, ou o Reformatório de Menores em Dois Irmãos, aqui expostos. A escolha de Lucio Costa, para organizar a equipe que elaborou o projeto do Ministério de Educacão e Saúde, nos demonstra que o Estado pretendia exprimir um Brasil modernizado. O edifício consolida a aceitação da arquitetura por sua qualidade estética inegável. Oscar Niemeyer, em Pampulha, supera o racionalismo europeu, criando linguagem plástica própria que virá a caracterizar nossa arquitetura e influenciar até mesmo os rumos da arqui8

tetura moderna internacional. Pampulha é o grande Parque Público que inaugura a série dos grandes parques urbanos, seguida do lbirapuera e Aterro do Flamengo; superando as limitações iniciais de programa tornam-se os espaços populares significativos das duas maiores cidades brasileiras. O modelo para habitação é expresso em Pedregulho, quando são construídos apartamentos, dotados dos equipamentos urbanos necessários à vida digna como, escola, creche, ginásio de esportes, centro comunitários e de abastecimento numa linguagem plástica bela, de tecnologia mais avançada, para abrigar funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro. A área de cada habitação corresponde às necessidades da família e não ao seu poder de compra, consagrando há 3 5 anos, o conceito de habitacão como um direito do cidadão e uma res'ponsabilidade do Estado e negando sua caracterização como objeto de consumo. As obras aqui reúnidas não conseguem abranger o universo das obras construídas pelos arquitetos que comungaruhl esta expectativa, tal seu número e qualidade, pois a grande maioria dos arquitetos soube neste período aproveitar as oportunidades que lhes permitissem compartilhar com o povo brasileiro a expectativa de viver num Brasil novo, livre, rico e sobretudo bonito que iria abrigar a felicidade do homem. A história nos negou o direito de ver realizados estes sonhos. As relacões de dependência se estreitaram, a· miséria se alastrou, o desemprego cresceu, a liberdade se restringiu, não chegamos ao futu-

ro que queríamos e vivemos estes 20 anos onde cada proposta foi frustrada, cada desejo reprimido e cada sonho esta celado. Os edifícios que simbolizaram esta expectativa, foram abandonados, ou mesmo demolidos, como o painel de Clovis Graciano em Goiania. A restrospectiva termina nos anos sessenta; começa aí a exposição de Arquitetura atual, que resistiu, mudou e se transformou técnica e plasticamente. E conceitualmente? Podemos dizer que a arquitetura moderna morreu como pretende o '' mundo desenvolvido"? Que seus ideais eram irreais e utópicos? Que a vida possível é a que tivemos nos últimos vinte anos? Que os arquitetos só poderão trabalhar para a burguesia? Que o desemprego é uma realidade num país onde há tudo por fazer?

Rita Vaz Artigas


1935

(1)

1935

(2)

EscolaRuralAlberto Torres Recife, Pernambuco

Abrigo de Menores Recife, Pernambuco

Luiz Carlos Nunes Souza

Luiz Carlos Nunes Souza

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1936 Ministérioda Educaçãoe Cultura (MEC) Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Lúcio Costa Affonao Eduardo Reidy Jorge Moreira

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C. Leão Ernani Vasconcelos Oscar Niemeyer

Cândido Portinari (painel) Roberto Burle Marx (paisagismo)


1936

(1)

1937

(2)

AssociaçãoBrasileirade Imprensa (ABI) / Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Aeroporto Santos Dumont Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Marcelo Roberto Milton Roberto

Marcelo Roberto Milton Roberto


1942(1)

1942

Igreja SĂŁo Francisco de Assis (PAMPULHA) / Belo Horizonte, Minas Gerais

Cassino da Pampulha Belo Horizonte, Minas Gerais

Casa de Bailes da Pampulha Belo Horizonte, Minas Gerais

Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer

(2)

1942(3)

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1957(1)

1958/1960

Plano Pilotode Brasília Brasília, Distrito Federal

Eixo Monumental Brasília, Distrito Federal

Lúcio Costa

Lúcio Costa Oscar Niemeyer

(2)

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2

1958(1)

1958(2)

Catedral de Brasília Brasília, DistritoFederal

Paláciodo Congresso Brasília, DistritoFederal

Oscar Niemeyer A. Ceschiatti (escultura)

Oscar Niemeyer

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1958/1962

(1)

1958/1962

(2)

Palácio dos Arcos Brasília, Distrito Federal

Teatro Nacional Brasília, Distrito Federal

Oscar Niemeyer

. . Oscar Niemeyer Roberto Burle Marx (pa1sag1smo) Bruno Giorgio (escult~ras) _ . Athos Rulcão (comurncaçao visual)

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1958/1962(1 l

1958/1962(2)

Palácioda Justiça Brasília, DistritoFederal

Supremo TribunalFederal Brasília, Distrito Federal

Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer Roberto Burle Marx (paisagismo) Bruno Giorgio (esculturas) Athos Bulcão (comunicação visual)

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1957 Palácioda Alvorada Brasília, Distrito Federal Oscar Niemeyer

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1960 Instituto de Ciênciasda Universidade Nacionalde Brasília Brasília, Distrito Federal Oscar Niemeyer João Filgueiras Lima

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1950 Conjunto ResidencialPedregulho Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Affonso Eduardo Reidy Cândido Portinari (painel)

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1954/1967 Parquedo Flamengo(Aterro) Rio de Janeiro, Rio de Janeiro A ffonso Eduardo Reidy Jorge Moreira H. Mamed H. Modesto

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C. W. Carvalho C. M. Cavalcanti U. Burlamaqui M. H. Siedlikowisk

C. P. da Motta J. D. Ortega D. Leitchik Roberto Burle Marx (paisagismo)


1954 Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Affonso Eduardo Reidy Roberto Burle Marx (paisagismo)

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1951 Estação Rodováriade Londrina Londrina, Paraná João Batista Vilanova Artigas Carlos Cascaldi

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1960 Colégio de ltanhaem ltanhaem, São Paulo

João Batista Vilanova Artigas Carlos Cascaldi

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1961 Faculdadede Arquitetura e Urbanismoda Universidadede S達o Paulo (FAUUSP) S達o Paulo, S達o Paulo Jo達o Batista Vilanova Artigas Carlos Cascaldi

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1967 Coniunto ResidencialZézinho Magalhães Prado (CECAP) Guarulhos, São Paulo João Batista Vilanova Artigas Fabio Penteado Paulo Mendes da Rocha

Arnaldo Martino Geraldo Vespaziano Puntoni Maria Gise_lda C. Visconti

Renato Nunes Ruy Gama

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1957 Museu de Arte de São Paulo São Paulo, São Paulo

Lina Bo Bardi

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1957 Teatro Castro Alves Salvador, Bahia José Bina Foniat Ubirajara Ribeiro João Carlos Broas

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1961 Forum de Avaré Avaré, São Paulo

Paulo Mendes da Rocha João Eduardo de Gennaro

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1961 Conjunto Residencialda Universidadede São Paulo (CRUSP) São Paulo, São Paulo Eduardo Kneese de Mello Joel Ramalho Junior Sidney de Oliveira

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1962 Refinaria Alberto Pasqualini Canoas, Rio Grande do Sul

Carlos Fayet Claudio Araujo Miguel Pereira Moacyr Marques

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Homenagem a Rodrigo Lefevre

Esta exposição é dedicada ao Rodrigo Lefevre que consumiu com paixão a sua vida de arquiteto.

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Participantes do Segmento de Arquitetura

Affonso Risi Jr. - SP José Mario Nogueira Jr. - SP Agildo Bellerofonte - RJ Paulo Roberto Gomes Carneiro - RJ

Eolo Maia - MG Sylvio Emrich de Podestá - MG Saul Vilela - MG Lucia Candiotto - MG Mareia Josefina Vasconcelos - MG

Agostinho Assumpção Bastos - RS

Eramir Magno Russo Filho - SP

Luiz Augusto da C. J. de Castilho - RJ Luciano de Paiva - RJ

Aleixo Anderson de Souza Furtado - DF

Ernesto Zamboni - SP João Batista Martinez Correa - SP

Luiz Claud io Bittencourt - SP Antonio da Costa Santos - SP

Euclydes Rocco Jr. - SP

Luiz Paulo Cobra Monteiro - SP

Eurico Prado Lopes - SP Luis Benedito de Castro Telles - SP

Marc Rubin - SP Alberto Botti - SP

Fernando Eduardo C.B. de Souza - DF Fernando Faria Brandão - SP Alvaro da Silva - SP Cesar Luiz Correa da Costa - SP Ciro Rodrigues Araujo - SP Jaques Costa - SP José Augusto Sciotti - SP Luiza Alegr ia - SP Luiz Carlos Tenório Acosta - SP Marcos Frugoli - SP Paulo Roberto Elias Ferreira - SP

Marcel Cavazzini - SP

Alfredo de Sá Earp Hertz - RJ Ana Alice Pereira de Figueiredo - PE Antonio Alexandre Soares da Silva - PE Carlindo Barros Lopes Jr. - PE Geraldo Marinho - PE Luciana Maria Navarro Pires - PE Simone de Figueiredo Lima - PE Antonio Caramelo Vasques - BA Antonio Carlos Morais de Castro - DF Arnaldo Adams Ribeiro Pinto - SP Benno Perelmutter - SP Marciel Peinado - SP Bruno Roberto Pedovano - SP Carlos Alberto Bittar - RJ Eduardo Rocha - RJ Rosete Nascimento - RJ Carlos Bratke - SP Ciro Feiice Pirondi - SP Leliane A. Pirondi - SP Claudio Luiz Araujo - RS Arlete Sauer - RS Carlos Eduardo Comas - RS Claudia Obino Frota - RS José Arthur Frota - RS Martin Suffert - RS Ronald Charles Jamieson - RS Lenia Gaelzer - RS Dacio A . B. Ottoni - SP Ubaldo Carpigiani - SP David A . B. Ottoni - SP Decio Tozzi - SP Diana Malzoni - SP Doris Zaidan Meirelles - SP João Nery de Faria Vieira - SP Edison Musa - RJ Edmundo Musa- RJ Eduardo Carlos Pereira - SP Eduardo Galvão - RS Eduardo N. Martins Ferreira - SP Elvira Barros Macri - SP Luiz Claudio Faria - SP Kyung Mi Lee - SP Lia Mayumi - SP Suely Akiyama - SP Elza Kunze Bastos - DF

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Fernando Luis Sampaio Góes - SP Francisco Segnini Jr . - SP Frederic Lebois - SP Valéria De Rogatis - SP Thomas Michaelis - SP Guilherme Wendel de Magalhães - SP Hans Broos - SP Hector Ernesto Vigliecca Gani - SP Helena Aparecida Silva - SP Maria de Lourdes Carvalho - SP Ernesto Theodor Walter - SP Henock Luiz de Freitas Almeida - RJ Hélio Abramides - SP H. O. Matthias - SP lvanildo Tadeu dos Santos - SP Jeronimo da Cun.,a Lima - PE Carlos Fernando Pontual - PE Joaquim Claud io de Oliveira Barreto-SP João Antonio Valle Diniz - MG João Paulo Tavares Beugger - SP José Armenio de Brito Cruz - SP Marcos A. M . Aldrighi - SP Eduardo Martins de Mello - SP Renata Semin - SP Sérgio Kipnis - SP Lucia Noemi Hambuerguer - SP João Walter Toscano - SP Odilea Helena Setti Toscano - SP Massayoshi Kam imura - SP Jorge Olavo dos Santos Bomfim - SP Paulo Brasil E. Santanna - SP

José Antonio Reinés - SP Luis Fernando Rocco - SP Luis Otávio Chaves - DF

Maria de Fatima Vieira de Azevedo - SP Roselia Mikie lkeda - SP

Rodrigo Ferreira Andrade - MG Cleuza Mart ins da Silva - MG Marilia Dalva Magalhães Carneiro - MG Rubens Gil de Camillo - SP Ruy Ohtake - SP Sandra Maria Baranjard - SP Sandra Monarcha Souza e Silva - RJ Bruno Fernandes - RJ Auder Catunda Timbó Muniz - RJ Francisco Diaz - RJ Octávio Henrique Reis - RJ Pedro da Luz Moreira - RJ Wolgrand Paes - RJ Sarkis Sergio Kaloustian - SP Sérgio Gazal - SP

Marília Ruschel Teixeira Netto - RS Nelson de Campos Teixeira Netto - RS

Sérgio Prado - SP

Marlene Kocher Jaggi - SP

Severiano Mario Porto - RJ

Massimo Fiocchi - SP Lidia Fiocchi - SP

Siegbert Zanettini - SP Mauricio Tuck Schneider - SP

Milton Martins de Lara Jr. - SP

Silvio Abreu Filho - RS

Neicfe Mota de Azevedo - PE

Silvio Soares Macedo - SP Luiza S. Sztrajtmann - SP

Oscar Muller Kato - SP Sislei Bellotto - SP Carlos H. L. S. Maia - SP Oswaldo Eduardo Lioi - RJ

Stelio Santa Rosa - PA lran Castro Jr. - PA Edison Farias - PA

Oto Cesar Borges - SP

Susanne Bartlewski - SP

Paulo de Mello Bastos - SP

Telesforo Giorgi Cristofani - SP

Paulo Leonidas F. de Barros - RS Fernando Boeira Leonetti - RS Ana Elisabeth Von Mühlen - RS

Therezinha Banevicius - SP

Paulo Pontes Correia Neves - MG Pitanga do Amparo - SP Plinio Croce - SP Roberto C. S. Aflalo - SP Gian Cario Gasperjni - SP Aha Elisa G. Fagundes Terassovich-SP Carlos Alberto Garcia - SP Carlos Alberto do A. Guimarães - SP Heloisa Désirée Samaia - SP Léa Vaidergorin Rzezak - SP Luiz Antonio Vallandro Keating - SP Luiz Felipe Aflalo Herman - SP Marcelo Aflalo - SP Mirián Andraus - SP Roberta Alderighi F. Millas - SP Roberto C. S. Aflalo Filho - SP Roberto D. Stickel - SP Silv ia de Castro - SP Valéria Kochen - SP Raul Oi Pace - SP Rita de Cassia Vaz Artigas - SP Christina de Castro Mello - SP

Walmir Lima Amaral - RJ Pedro Augusto V. Franco - RJ Walter Morrinson - RJ Francisco Petracco - SP


FundaçãoBienalde São Paulo Conselho de Administração

José E. Mindlin - Presidente Ermelino Matarazzo - Vice-Presidente Aldo Calvo Benedito José Soares de Mello Pati Edgard Baptista Pereira Ema Gordon Klabin Erich Humberg Francisco Luiz de Almeida Salles Hasso Weiszflog João Fernando de Almeida Prado Justo Pinheiro da Fonseca Oscar P. Landmann Oswaldo Arthur Bratke Oswaldo Silva Roberto Pinto de Souza Sábato Antonio Magaldi Sebastião Almeida Prado Sampaio Albert Bildner Aloysio de Andrade Faria Armando Costa de Abreu Sodré Caio de Alcântara Machado Celso Neves Cesar Giorgi Dilson Funaro Diná Lopes Coelho Dora de Souza Edmundo Vasconcellos Érico Siriúba Stickel Ernst Gunter Lipkau Fernão Carlos Botelho Bracher Francisco Papaterra Limonge Neto Giannandrea Matarrazo Gilberto Chateaubriand Bandeira de Mello Hélêne Matarazzo João Marino João de Scantimburgo José Geraldo Nogueira Moutinho José Gorayeb José Maria Sampaio Correa Luiz Diederichsen Villares Luiz Fernando Rodrigues Alves Mário Pimenta Camargo Manoel Whitaker Salles Mareio Martins Ferreira, Desembargador Maria do Carmo Abreu Sodré Maria do Valle Pereira Rodrigues Alves Oswaldo Correa Gonçalves Otto Heller Paulo Uchoa de Oliveira Pedro Piva

Pietro Maria Bardi Plinio Croce Roberto Duailibi Roberto Maluf Romeu Mindlin Rubens José Mattos Cunha Lima Rubens Ricupero, Embaixador Victor Simonsen Wladimir do Amaral Murtinho, Embaixador

Diretoria Executiva

Roberto Muylaert - Presidente Mário Pimenta Camargo 1 .º Vice -Presidente Pedro D' Alessio 2 .º Vice-Presidente Henrique Pereira Gomes João Augusto Pereira de Queiroz João Marino Stella T exeira de Barros Thomaz Jorge Farkas Secretária Geral

Luiz Norberto C. Loureiro Comissão de Arte e Cultura

Sábato Antonio Magaldi - Presidente Ulpiano Bezerra de Meneses - Secretário Casimiro Xavier de Mendonça Fábio Luiz Pereira de Magalhães Glauco Pinto de Moraes João Marino Luiz Diederichsen Villares Paulo Sérgio Duarte Renina Katz Sheila Leirner Assessoria de Planejamento e Execucão de Eventos

Gabrie.la Suzana Wilder Assessoria de Imprensa

Adones de Oliveira Assistência Técnica

Affonso Champi Jr. Administração

T ércio Levy T oloi Montagem

Guimar Morello Manutenção

Edson Mantilha

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Agradecimentos

FAUUSP RTC VASP Fotoptica Copyflex Colarte Rohr Sharp Funcionários da Fundação Bienal de São Paulo IAB-RJ pres. Marcos Mayeroffer Rissin IAB-MG pres. Yara Landré Marques IAB-DF pres. José Carlos de Cordova Coutinho CONFEA Sindicato dos Eletricitários de São Paulo pres. Antonio Rogério Madri Instituto Cultural do Trabalho Olhar Eletrônico Arq. Eduardo Kneese de Mello Arq. Hugo Segawa Arq . Maria Helena Flyn Arq . Paulo Mendes da Rocha Arq. João Batista Vilanova Artigas Arq. Vera Domscke Arq . Miguel Alves Pereira Arq. Oscar Niemeyer Arq . Lucio Costa Arq. Fernando lopes Burmeister Arq. Roberto Burle Marx Arq . Antonio Pedro e Dora Alcantara Arq. Eduardo Corona Arq . João Honório de Mello Filho Arq. Maria Regina Oliveira Santos Cruz Arq . Cleber J. B. Machado Arq . Júlio Artigas Arq . Mauri Granado Arq . Fernando Nogueira Eng. José Carlos de Almeida Guedes pref . Sidney Cinti Arq . Alder Catunda Timbó Muniz Arq. Pedro Alcântara Arq. Milton Moraes Arq. Tânia Quaresma José Luiz Nogueira (vídeo)

EXPOSICÃO TRADIÇÃO E RUPTURA

Claudia Scatamacchia - Diretora de Arte Aciones de Oliveira - Texto e Revisão Secretaria

Maria Rita de Cássia Marinho dos Santos Fotografia

Cláudio Araújo Eduardo Kneese de Mello Gustavo Rocha Filho - arquivo FAUUSP Hugo Segawa João Vilanova Artigas José de Almeida Pinto José Moscardi Julio Katinsky - arquivo FAUUSP Maria Helena Flynn Miguel Pereira - arquivo FAUUSP Rita Artigas Rodrigo Lefevre - arquivo FAUUSP Silvio Macedo - arquivo FAUUSP Produção

Frederic Lebois Thomas Michaelis Susanne Bartlewski Composição e Fotolitos

Linoart Fotocompos1ção Ltda. Impressão

Digital Gráfica Ltda.

PATROCINIO : ROHRS/A

Realização:

Fundacão Bienal de São Paulo Caixa Postal 7832 / Tel. 572-7722 TELEX(011 )30873 FUBI BR/CEP 01000 São Paulo Brasil 34


Profile for Bienal São Paulo

Tradição e Ruptura - Sala Especial Arquitetura (1984-1985) - Catálogo  

Catálogo da mostra Tradição e Ruptura - Sala Especial Arquitetura (1984-1985) Idioma: português

Tradição e Ruptura - Sala Especial Arquitetura (1984-1985) - Catálogo  

Catálogo da mostra Tradição e Ruptura - Sala Especial Arquitetura (1984-1985) Idioma: português

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