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editorial

Ops... erramos!

Final de ano chegou! Não conseguimos passar imunes às reflexões, pois, querendo ou não, encerramos um ciclo para início de outro. Acabamos revendo realizações e frustações, alegrias e tristezas, acertos e erros do ano que termina, mas acreditamos veementemente que, para surtir efeito positivo, temos que tirar sempre o lado bom das coisas que passamos, para podermos evoluir e conquistar nossos objetivos, neste ano vindouro. Há nesta edição um carinho todo especial, por tratar-se da última do ano e por ser a quarta edição que tenho a oportunidade e o prazer de fazer parte, ainda mais rodeada de profissionais que me ensinam a cada dia. Agradeço a toda equipe que me recebeu de braços abertos. E como falei em meu primeiro editorial, o desafio seria enorme e descobri que a cada dia são maiores, para deixar você, leitor(a), com mais prazer em estar conosco. Você poderá conhecer mais de perto a história, os projetos e planejamentos do nosso prefeito eleito, Vanderlei Borges de Carvalho, e desfrutar mais uma vez de matérias interessantes, que falam de múltiplos assuntos. Quero deixar aqui o meu agradecimento a todos os colaboradores que contribuíram com muita qualidade em suas deleitosas matérias, fazendo o sucesso da Revista Atua. O fotógrafo Juan Landiva esteve à frente deste belíssimo trabalho e contou, nos editoriais de moda, com sua assistente de produção Michelli Delcaro, que por sinal também é a nossa linda capa de dezembro. Desejo a você, leitor(a), que tenha toda a esperança do mundo em dias melhores e ganhe a cada um deles muita saúde, paz e prosperidade no ano que se aproxima. Espero muitos elogios, críticas e sugestões através dos nossos e-mails, facebook, twitter e site, para crescermos e nos fortalecermos neste ano de 2013. Feliz Natal e próspero Ano Novo!

Na edição de n° 20, na relação das empresas - última página - erramos a digitação da empresária Beatriz Salaar. Uma letra “z” surgiu a mais em seu nome e, por isso, pedimos desculpas.

Novidade Agora, no site da Revista Atua (www.atuarevista.com.br) você também pode folhear a revista eletronicamente. Do lado direito da tela de seu computador, clique no ícone “Acervo Digital”. Lá, você poderá ver e ler sua edição como se ela estivesse em suas mãos.

A Revista Atua (ano 6, número 21, Dezembro de 2012) é uma publicação sem fins lucrativos da ACE - Associação Comercial e Empresarial - Rua São João, 237, Centro - São João da Boa Vista-SP. Tel. 19 3634-4300. Sua distribuição é gratuita e dirigida, não podendo ser comercializada. Colaborações e matérias assinadas são de responsabilidade exclusiva dos seus respectivos autores, não representando necessariamente a opinião dessa publicação. Tiragem: 4 mil exemplares Editora-chefe Ângela Loup Pessanha | angela@acesaojoao.com.br Gerente Executivo Anselmo Moreira | anselmo@acesaojoao.com.br Jornalista responsável Luiz Gustavo Gasparino - MTb. 47.333 | imprensa@acesaojoao.com.br

Ângela Loup Pessanha Editora-chefe

Revisão João Sérgio Januzelli de Souza | jscoaching@ig.com.br Projeto gráfico Mateus Ferrari Ananias | mateus@acesaojoao.com.br

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12 Unhas decoradas estão na moda

64 Processo judicial digital

14 Como manter acessórios limpos

78 Natal: a cidade do sol

18 Pronta para a virada do ano?

82 Eu Competente Social

24 Responsabilidade com animais exóticos

86 O Hobbit

28 Filhos de pais separados

88 Dona Lindona...

30 Empresas buscam redes sociais

90 Processo de humilhação cósmica

32 A criança tercerceirizada

94 Custo benefício da Copa do Mundo

36 Velas para decorar

96 Presépio de nossa infância

38 Sem memória no Natal

108 Conflito árabe-israelense

Capa Modelo: Michelli Delcaro Foto: Juan Landiva Veste: Vestido de franjas com aplicação em tachas Anne Fernandes - Loja Siouxie Acessórios: Anel dourado com onix, brinco dourado com gota de onix, pulseira dourada com strass, bracelete dourado com strass, pulseira dourada com fios e strass pulseira dourada com pedras pretas e strass - Morana São João Agradecimentos: São João Decor, Kamila Cunha e Hair Company.

40 Interesse pela leitura na infância

122 2012, mais um fim...

Impressão GRASS (São Sebastião da Grama/SP) - (19) 3646-7070

42 As histórias de Dona Luiza Sibin

126 Em qual TV vou assistir à novela...

46 “Continuidade é o melhor caminho”

130 Minha Vida, de Tchekhov

facebook.com/atuarevista

56 A Fantástica Fábrica do Papai Noel

134 Variedade de espetáculos em 2012

@atuarevista

60 Eternos capitães

136 O valor do saber

Atua Revista

Venda de espaços publicitários Anselmo Moreira | comercial@acesaojoao.com.br Publicidades Alexandre Pelegrino | alexandre@acesaojoao.com.br Mateus Ferrari Ananias | mateus@acesaojoao.com.br Fotos publicitárias Juan Landiva - (19) 9371-4781 Produção de moda Michelli Delcaro - (19) 9212-2425 Fotos sociais Davis Carvalho - (19) 8210-9499

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cartas

Ciúme entre irmãos

Cartas para esta seção...

A matéria “ciúme entre irmãos”, na última edição da Revista Atua, estava bastante interessante. Consegui enxergar muito bem o que acontece em casa com meus filhos e me ajudou bastante a tentar mudar isso. Seria legal que vocês continuassem a dar ênfase a assuntos relacionados às crianças e à família, pois com certeza tem muita gente que se interessa nesses assuntos. Vale a pena explorar vários outros temas dessas áreas Thamires Nascimento

Podem ser enviadas para o email falecom@atuarevista.com.br ou por carta à rua São João, 237, Centro, São João da Boa Vista/SP. Por motivo de espaço, as cartas selecionadas para publicação poderão sofrer cortes.

Sugestão de tema Eu gostaria de sugerir uma pesquisa entre os jovens sobre o que eles acham sobre as leis dos bares e, de quebra, o porque tantos jovens vão todos os finais de semana até o Distrito Industrial. É falta de opção ou escolha pessoal mesmo? Luis Antonio Moda

Entrevista

Colaboradores

Moda na cabeça

É sempre muito bacana saber o que está acontecendo com os sanjoanenses que ganharam o mundo. E a entrevista com o publicitário João Ciaco, na última edição, foi uma das melhores que a Revista Atua trouxe nos últimos tempos. Fiquei feliz de ver um conterrâneo se dando bem naquilo que estudou e ama fazer. E com certeza há muitos outros sanjoanenses perdidos por esse mundão afora. Vamos caçar essa turma! Mário de Campos Resende

A Revista Atua está ganhando cada vez mais em qualidade, colocando colaboradores extremamente gabaritados para escrever nas edições. Cito apenas dois (para não esquecer de outros) – Gilberto Marcon e Dulcídio Braz Junior – que dominam demais as áreas que atuam. Quem ganha é o leitor, que, a cada edição, aproveita as matérias maravilhosas sobre diversos assuntos. Parabéns a quem faz essas escolhas. Luciano Carvalho

A jovem estudante de administração sanjoanense, Larissa Batista, criou um blog onde fala um pouco sobre suas paixões: maquiagem, moda e música – além de tudo mais que envolve o universo feminino. Tudo ao melhor estilo dos blogs de moda e lifestyle, que estão em alta.

“A Camila ficou linda na capa de setembro. Gosto muito da maneira que ela comanda o Atua na TV. Parabéns pelos dois anos de programa e muito sucesso em 2013” Mariana da Silva Benedito

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Olhe lá depois: www.larissabp.com.br


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moda

Como manter seus acessórios organizados e limpos Designer de joias dá dicas de como organizar seus acessórios e como mantê-los limpos Fotos: Reprodução internet

por Mafê Murad

Nós, mulheres, amamos acessórios. Ainda mais quando estão organizados corretamente e de maneira eficiente. O antigo porta-joias caiu em desuso por misturar brincos, colares e anéis, dificultando na hora de montar o look, e podendo enroscar uma peça na outra. Há quem opte por móveis com divisões específicas, porém com criatividade é possível conseguir diversas soluções para guardar acessórios sem gastar muito. Aqui vão algumas dicas fáceis de pôr em prática ao estilo “faça você mesma”, utilizando objetos como ganchos, xícaras antigas, garrafas, rolhas, cabides e quadros. Para a organização de acessórios pequenos, como brincos e anéis, as 12

caixas organizadoras de plástico, acrílico, madeira ou papelão são ótimas para facilitar a arrumação. Elas devem ter divisórias, pois assim você consegue separar os itens por tamanhos, modelos ou até mesmo classificá-las em prata ou ouro. Se você não tiver as caixinhas e não quiser gastar, dá para improvisar um porta-acessórios em forminhas de gelo, que possui tamanhos pequenos e já vem com divisórias. Uma ótima pedida para customizar é guardá-las em uma gaveta, na qual ficam expostas e de fácil acesso. Quanto aos colares e pulseiras, como são mais delicados, para mantê-los em ordem, é recomendado deixá-los sempre esticados. A dica é colocar preguinhos na parede ou até mesmo ganchos com ventosas

na porta do guarda-roupa. Ou, se preferir, customize quadros ou murais com diversos ganchinhos com espaços na medida certa para que os acessórios não enrosquem. Para os maxi colares e pedras naturais, como são mais pesados, o ideal é guardá-los em gavetas, separadinhos para não enroscarem. Por que a prata escurece? – Quem nunca teve joias de prata que escureceu que atire a primeira pedra. O metal é muito sensível ao cloro e enxofre, encontrados em produtos de uso doméstico, cola, dentre outros. Há alguns alimentos que também favorecem o escurecimento da prata. Para evitar, não utilize a joia quando está manuseando produtos e alimentos, e evite guardá-las em local

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(caixas ou sacos) que foram colados com cola branca. Em volta da prata se forma uma camada de sulfeto de prata, que possui a cor escura, ela se forma pela reação da peça com compostos de enxofre existentes no ambiente. Portanto, a maior vilã é a poluição atmosférica, principalmente em locais onde há fluxo intenso de veículos. Os gases do escapamento aumentam a quantidade de enxofre no ar. O suor também escurece a prata, pois os sais minerais presentes nele, principalmente o cloreto de sódio, fazem com que a prata tenha contato mais direto com o gás sul-

fídrico ou com o dióxido de enxofre. Esta mistura resulta em um tom escurecido da prata. Para limpar a prata ou o ouro, seguem algumas dicas ótimas: use normalmente um composto de amônia, comprado em perfumaria, água e detergente de coco. Utilize-os junto a uma escova de dente para esfregar ou, no caso de correntes, a escova de latão. Outra maneira é a flanela mágica, para dar um brilho instantâneo. Esta se encontra facilmente em casas especializadas como fornituras ou joalherias. Outra opção eficiente é o líquido chamado “limpa prata”.

Outros segredos... • Anéis, cordões, pulseirinhas ou objetos pequenos de prata podem ser limpos com pasta de den-

te. Depois de enxaguá-los e secá-los, dê brilho com uma flanela. Cuidado para não deixar riscos. • Peças muito sujas e difíceis de limpar podem ser mergulhadas em uma solução de meia xícara

de vinagre branco com duas colheres (sopa) de bicarbonato de sódio. Tampe e deixe descansar por, pelo menos, duas horas. Depois, esfregue com uma toalha macia. • As joias que forem muito trabalhadas podem ficar de molho apenas em álcool; após isso, apenas

seque com um pedaço de camurça. • Anéis podem ser deixados por uma noite dentro de um chumaço de algodão embebido em azeite. Pela manhã, é só lavar. • Joias de prata costumam manchar a pele de quem as usa. Evite este problema enxaguando-as

antes com um pouco de água e suco de limão. • Uma solução simples para limpar prata é combinar aproximadamente um litro de água em

temperatura ambiente com três colheres de sopa de bicarbonato de sódio e três colheres de sopa de sal em uma tigela. Adicione um pedacinho de papel alumínio e coloque a prata nesta solução. A prata vai brilhar de novo.

Simples e rápido - A limpeza da prata nada mais é que uma reação química simples entre o alumínio e o sulfato de prata (as manchas). O sal funciona como um eletrolito, permitindo que a reação aconteça. Aviso: isto irá remover todas as manchas e pátinas, até aquelas desejáveis.

Fotos: Reprodução internet

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anne v.

Alto Verão 2013 Av. DonA GertruDes, 38 • Centro são João DA BoA vistA/sP • 19 3623 3503

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moda

Pronta para a virada do ano? Dicas sobre o que é tendência para festas de fim de ano, para deixar você mais bonita por Mafê Murad

Superstição ou não, muitas pessoas, assim como eu, acreditam no poder da cor da roupa usada na passagem de ano. Pode ate parecer besteira, mas é sempre bom contar com a sorte e não custa nada dar uma forcinha para ela, para atrair coisas positivas. Nesta hora, vale tudo: vestir roupas das cores escolhidas ou até um vestido estampado para atrair de uma só vez tudo o que se almeja. Vale a pena lembrar que as cores não precisam necessariamente estar só na vestimenta, mas também nos acessórios, ou até mesmo nas roupas íntimas. E para não errar na escolha, aqui vão dicas sobre o que representa cada cor. Cores – O rosa estimula todo tipo de relacionamento, da amizade ao amor. Além das parcerias positivas na vida profissional. Já o azul possui efeito calmante, traz segurança e paz de espírito, ótimo para quem quer iniciar um novo ciclo junto ao novo ano, como abrir um empreendimento ou começar uma nova vida. Ajuda na concentração, criatividade, atrai proteção e calma. Dourado e amarelo são as cores da prosperidade. Estimulam a intuição, dinheiro, sabedoria e sucesso. Atraem também alegria, inteligência, inovação e criatividade. O verde renova as energias e atrai energias positivas, ideal para quem busca equilíbrio, justiça e esperança. Transmite crescimento, exuberância, estabilidade, vida nova e elimina a inveja e os maus fluidos. O vermelho é ligado ao amor, paixão, poder, desejo, atração e ambição. Algumas mulheres passam o ano novo com a lingerie vermelha, para atrair romantismo. E o branco promete paz, harmonia e repele as energias negativas,

Fotos: Reprodução internet

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simbolizando pureza e vida nova. Outras cores não muito usadas são: preto (não tão cogitada para o ano novo, porém passa a sensação de mistério, silêncio e ligação ao infinito), laranja (vibrante, alegre, ligada à compreensão, fé, vida, energia, alegria e criatividade) e roxo (sabedoria, mudança, seriedade, criatividade e dignidade). Acessórios – Nós, brasileiras, temos o costume de passar o réveillon de branco, prata ou dourado. Os tons mais neutros são mesmo uma boa pedida para quem não quer errar. Desta maneira, fica mais fácil abusar das cores nos acessórios como sapatos, bolsas (vale a pena investir na de estilo ‘pasta’, que promete ser a queridinha da estação), um maxi brinco ou maxi colar, pulseiras e anéis. Usando e abusando dos acessórios, você pode dar uma cara nova àquele look que você usou durante o ano. Vale lembrar que a tendência neon do verão está com tudo e permanece inabalável também no inverno. As apostas vão desde os vestidos e túnicas mais fluidas, aos bem elaborados e cheios de brilho. Vai depender do local no qual você passará a virada. Outra opção bacana também são as roupas transparentes, que estão com tudo neste verão e vão ser uma das grandes apostas para o inverno. Camisas, blusas, saias e até calças – todas elas já entraram nesse jogo de “mostra-esconde” da moda. A minha escolha eu já fiz e estou prontinha para pular as ondas. E você?


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tendências

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tendências

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beleza

Unhas decoradas estão na moda Glitter, holográficos em 3D, flocados, craquelados e metalizados são os modelos em alta Trabalhadas por meio de diversas técnicas, as unhas podem ganhar desenhos e enfeites variados, com opções para todos os gostos, dos mais discretos aos mais extravagantes. Toda mulher já as fez ou deseja fazê-las um dia, pois nunca saem de moda. Investir nos esmaltes coloridos, misturando cores contrastantes ou variando tons da mesma cor é a maneira mais simples de decorar suas unhas. Para criar efeitos incríveis, vale usar esmaltes com muito brilho e acabamentos diferenciados. Vale a pena apostar nos esmaltes com glitter, nos holográficos com efeito 3D, flocados, craquelados e metalizados. Uma dica para decorar as unhas com pinturas criativas, porém mais

“comportadas” para usar no look do dia a dia, é optar por versões em tons clarinhos ou no charme da unha francesinha. Outra alternativa é fazer a nail art em tom sobre tom, ou combinando cores de esmalte que não sejam muito contrastantes entre si. Unhas decoradas mais delicadas são menos cansativas e mais fáceis de se acostumar. Em casa – Mas, se você gosta mesmo de ousar, não tenha medo de experimentar as tendências, até mesmo em casa. Criar unhas decoradas não é tão fácil, e, por isso, há quem prefira ir ao salão em busca do trabalho de uma profissional. No entanto, com um pouco de prática e muita criatividade e paciência, é possível fazer lindos de-

senhos em casa mesmo. A dica é começar pelos desenhos mais simples e, à medida que for aprimorando a técnica, tentar desenhos mais complexos. Comece pelas francesinhas decoradas, depois experimente desenhos diferentes em filha única; em seguida experimente aplicações diferentes e ,por fim, você estará se sentindo tranquila e livre para criar seus próprios modelos. Quem ainda não tem a prática de fazer decoração nas unhas, pode iniciar fazendo a técnica apenas em uma – o que facilita o processo. Além disso, é preciso comprar materiais específicos para decorá-las, como pincéis, carimbos e material para aplicações – como fimo, strass e caviar. A Foto: Reprodução internet

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seu pet

Responsabilidade com animais exóticos São várias as leis e os decretos estabelecidos para ser ter esses animais em casa O melhor amigo do homem não precisa ser exatamente um cachorro ou um gato. Bichinhos diferentes, como cobras, tartarugas, aranhas ou furões também podem alegrar a casa. Estes e outros animalzinhos exóticos também podem ser bons companheiros, pois são pequenos e, em geral, dóceis e fáceis de lidar, inclusive para a criançada. A legislação brasileira sobre esses animais é composta de várias leis e ecretos. Em resumo, considera-se fauna silvestre brasileira “todos os animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, reproduzidas ou não em cativeiro, que tenham seu ciclo biológico ou parte dele ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais”. As pessoas jurídicas que possuam interesse em comercializar animais vivos, abatidos, partes e produtos deverá necessariamente registrar-se no IBAMA, na categoria de Comerciante de Espécimes da Fauna Silvestre Brasileira e Exótica, Partes e Produtos. Todos os animais a serem comercializados vivos deverão possuir sistema de marcação aprovado pelo IBAMA e a venda deverá ser acompanhada da Nota Fiscal fornecida pelo criadouro ou comerciante. Além disso, o comerciante deverá manter o cadastro atualizado de seus compradores. O criadouro, comerciante ou im24

portador deverá fornecer aos compradores um texto com orientações básicas sobre a biologia da espécie (alimentação, fornecimento de água, abrigo, exercício, repouso, possíveis doenças, aspectos sanitários das instalações, cuidados de trato e manejo) e, sobretudo, a recomendação da não soltura ou devolução dos animais à natureza sem o prévio consentimento da área técnica do IBAMA. Os danos causados aos compradores, a terceiros, ao patrimônio público

ou particular decorrentes do manejo inadequado dos animais de estimação serão de responsabilidade do detentor do animal na ocasião do dano. Ao decidir comprar bichos exóticos, opte pela posse responsável. Para isso, certifique-se de que a loja ou criadouro o(a) qual você visite tenha registro no Ibama. Do contrário, a compra e venda desses animais são passíveis de multa e detenção. Exiga também a nota de importação do estabelecimento onde o bichinho for adquirido. A


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agito

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relação

Filhos de pais separados Antes separar e conviver com diálogo do que viver com insatisfações não superadas por Ivana Moraes Aielo

Quando se fala em separação conjugal, são inúmeras as consequências emocionais para cada um dos parceiros, os receios e adaptações que precisam vir. Nesta, iremos abordar sucintamente o principal foco de insegurança dos casais com filhos: as consequências e reações destes filhos diante dos pais separados. A melhor maneira de entendermos esse assunto é considerar que essas reações e consequências emocionais podem variar muito, de acordo com alguns pontos: A idade dos filhos - bebês, crianças e adolescentes têm diferente compreensão cognitiva e emocional, trazendo reações diferentes. Bebês podem ficar mais irritados, terem o sono mais agitado; crianças pequenas tendem a fantasiar mais, muitas vezes consideram-se culpadas pelos conflitos (“Será que eles brigaram porque não fui obediente?”) e, algumas vezes, voltarem a fazer xixi na cama ou terem algum medo; adolescentes podem ficar mais rebeldes ou

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melancólicos, conforme a personalidade de cada jovem, contestando mais os pais ou se afastando mais deles. A forma como tal separação ocorreu - quanto tempo os filhos ficaram expostos aos conflitos, se presenciaram algum tipo de agressividade verbal exacerbada ou agressão física entre os pais, se houve traição de um dos parceiros e os efeitos dessa exposição aos filhos, por exemplo; A organização da dinâmica familiar - como a família era antes da separação. Se existia diálogo honesto, sincero e tranquilo com os filhos; se diante desta situação estão sendo assim e também éticos e positivos com seus filhos na explicação sobre este fato; ou se não conversaram e inventaram alguma desculpa para a ausência repentina de um dos pais (viagem, por exemplo), acreditando estarem “poupando” os filhos ou ainda se estão tão imaturos e com dificuldade de aceitar a separação, se descontrolando emocionalmente diante dos filhos, tendo atitudes agressivas na presença deles; ou ainda, se houve envolvimento


de outros membros da família materna ou paterna nos conflitos e se estes pressionam, ameaçam e acusam uma das partes como responsável pela separação. Tentam ajudar e contribuir para a superação desta fase, estando mais presentes, por exemplo. Enfim, o que mais se observa, tanto na prática clínica quanto nos estudos sobre o assunto, é que o fato que mais traumatiza ou traz consequências emocionais difíceis para os filhos não é a separação de seus pais propriamente dita, mas o forma conflituosa, desrespeitosa, agressiva ou sem exemplo de afetividade em que os casais mantém sua convivência, seja durante o casamento ou depois da separação, e o pouco diálogo e sinceridade com os filhos a respeito (com vocabulário pertinente a idade do filho).

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Mãe e Pai (trechos da carta de um filho) - Nunca esqueçam: eu sou a criança de vocês dois. Agora, só tenho um pai ou uma mãe com quem eu moro e que me dedica mais tempo. Mas preciso também do outro. - Não me perguntem se eu gosto mais um ou do outro. Eu gosto de “igual” modo dos dois. Então não critiquem o outro na minha frente. Porque isso dói. - Sejam otimistas. Vocês não conseguiram ser casal, mas tentem com o tempo ser um bom “ex-casal”. Releiam todos os meus pedidos. Conversem sobre eles. Mas não briguem. Não usem os meus pedidos para censurar o outro. Façam assim ou não terão entendido como eu me sinto e o que preciso para ser feliz.

Casais que conseguem superar com maturidade este fato e dialogam mais com os filhos, mesmo que para isso busquem ajuda profissional e que refazem sua vida pessoal, seja profissionalmente ou conjugalmente, criam filhos mais saudáveis e felizes do que aqueles que mantêm um casamento de aparência, mágoas e insatisfações não superadas. Finalizando, cito acima uma carta elaborada pelo Tribunal de Família e Menores de Cochem-Zell (Alemanha), que revela muito bem os sentimentos dos filhos diante de seus pais separados.


emprego

Empresas buscam ‘redes sociais’ para seleção Facebook, Twitter, Linkedin... fique atento no que você anda postando para os outros Cada vez mais criteriosos, os processos de seleção para vagas de emprego em todo o Brasil estão completamente “antenados” com as redes sociais na internet. De maneira simples e rápida, hoje em dia é possível buscar em perfis, por exemplo, informações sobre comunidades frequentadas, relacionamentos e preferências. Pode-se até confirmar ou desmentir o que foi passado pelo candidato em uma entrevista ou currículo. Não são apenas redes profissionais, como o LinkedIn, que influen-

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ciam no processo de contratação. Serviços como o Facebook e o Twitter também são fontes para entender um profissional. Este é um dos fatores que torna tão importante saber manter uma postura adequada nas redes. Ao analisar os perfis nesses sites, é possível ter uma visão mais abrangente do comportamento e características pessoais, conexões mantidas pela pessoa e mesmo o domínio que tem de novas tecnologias. Atualmente, a popularidade das redes de relacionamento na Internet ganhou força e profissionais de diver-

sas áreas estão aderindo às essas mídias para uso profissional, networking, divulgação de currículo e assuntos voltados à carreira. Só no Brasil, 90% dos 73 milhões de pessoas que têm acesso à internet usam redes sociais, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em fevereiro de 2010. A facilidade de um candidato ampliar sua exposição para o mercado é muito mais ampla e ágil que no passado. Porém, o candidato deve escolher ferramentas seguras e disponibilizar somente informações necessárias


para despertar o interesse de uma empresa para um contato pessoal. À caça – Quando a Internet chegou, a rede tornou-se um meio preferencial não só para informações e pesquisas, mas também para a busca do sonhado emprego. Através dela, os profissionais e aspirantes a empregados passaram a pesquisar empresas, a encontrar novos contatos e a testar formas cada vez mais personalizadas de abordar possíveis empregadores. Com as redes sociais, surgiu uma maneira ainda mais fácil de relacionar, descobrir vagas e conquistar contatos mais profundos nas empresas. As empresas e as agências já começam a encarar as redes sociais como poderosas ferramentas de recrutamento e seleção de profissionais. No entanto, antes de conceber

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uma estratégia própria para o uso dessas redes, é necessário separar o que é bom e ruim de cada candidato. As redes sociais dividem-se por tipo e foco, mas a atitude e o comportamento de cada indivíduo (tentando manter uma boa imagem online) devem permear todos os meios. Na busca de informações, as redes também oferecem uma grande ajuda, mas, de novo, é preciso ter cuidado. Do lado do utilizador, no entanto, a manutenção de perfis atualizados pode ajudar potenciais funcionários que apostam nas ferramentas para agilizar os recrutamentos. Além de realizar um planejamento e de incluir as redes sociais como estratégia para melhorar a posição na carreira, é recomendável respeitar as regras de ouro de manutenção da imagem online, como evitar abordar

temas polêmicos e envolver-se em discussões que possam afetar a imagem do profissional ou enfrentar valores de empresas. Facebook - Como rede social que mais cresce no Brasil, o Facebook é o lugar certo para o utilizador mostrar outras faces da sua personalidade, como hobbies, gostos musicais, além de publicar atualizações de cultura geral, participar em movimentos sociais não relacionados com a atividade profissional e retomar contatos de todos os tipos. Não há muitas regras para esta rede, mas se o objetivo for criar uma imagem profissional, vale a pena participar em páginas e comunidades que sejam relacionadas com o trabalho e integrar discussões aprofundadas sobre esses temas. A


família

A criança terceirizada: as relações familiares no mundo atual Quanto mais afeto e carinho dos pais, mais as crianças se adaptam a vida adulta por José Martins Filho

O mundo mudou muito. E, hoje, com raras exceções, os pais nem sempre têm tempo para cuidar dos filhos como deveriam, pois um fenômeno muito grave e sério tem acontecido: a terceirização das crianças. Criamos essa expressão e até ficamos surpresos com a velocidade explosiva que ela alcançou na mídia escrita e televisiva, pois seguramente era algo que as pessoas já estavam sentindo, mas, por tabu, ou por preconceito, ou mesmo medo, ninguém queria afirmar. Do que se trata? De pais que têm filhos, mas na verdade não conseguem paternagem ou maternagem, ou seja, são pais, mas não cuidam dos filhos como deveriam e, na maioria das vezes, essas crianças são tratadas de forma distante pelos mesmos e têm muita sorte se conseguirem uma avó amorosa ou mesmo uma tia ou uma babá que os cuide e os acalente. Temos recomendado, há muito, nós e as Sociedades de Pediatria de todo o mundo, a necessidade do estabelecimento do vínculo entre mãe e filho nos primeiros meses de vida, através do afeto, carinho e cuidado, mas principalmente através do aleitamento materno, que

Falta dos pais - No mundo contemporâneo, boa parte das crianças fica sozinha ou aos cuidados de terceiros enquanto os pais correm atrás de trabalho, de dinheiro, do pão de cada dia. A dedicação de pais e mães ao trabalho significa menos tempo em casa com as crianças, com a família. Na prática, esse abandono traz consequências e faz surgir a figura da “criança terceirizada”.

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consideramos fundamental para um desenvolvimento adequado das crianças, não só biologicamente, mas principalmente psicoemocionalmente. É bem sabido que crianças terceirizadas, principalmente as desmamadas precocemente, tendem a apresentar problemas bem mais complexos à medida em que crescem e se desenvolvem. Há trabalhos de seguimento, por anos, dessas crianças, mostrando que quando mais têm afeto e carinho de seus pais, principalmente da mãe nos primeiros meses, mais se adaptam à vida adulta... Têm menos problemas físicos (hipertensão arterial, obesidade, diabetes, infartos do miocárdio, derrames cerebrais etc.), principalmente se bem amamentadas por período adequado. No mínimo 6 meses exclusivamente e, se possível, até 2 anos, já com outros alimentos de complementação. > Foto: Reprodução internet


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Mas o que sucede? As mulheres não se deram conta de que ao sair para o mercado de trabalho, luta “mui justa” que resgatou a chance do desenvolvimento profissional das mulheres, tiraram-lhes a chance de serem mães completas, de amamentar, de acompanhar seus filhos, de ajudá-los no desenvolvimento, principalmente nos primeiros anos de vida. Um célebre pediatra e psicanalista, Winnicott, dizia que “o bebê não existe sozinho... é ele e sua mãe”, e que uma criança depende em muito para ser um adulto adequado e compensado à vida difícil do mundo de hoje, precisa de uma pessoa num tempo bem determinado. Essa pessoa é a mãe e esse tempo é o primeiro ano de vida. Mas os pais estão preparados para entender isso? As creches absurdamente são usadas a partir dos 4 meses

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de idade e, nesse período (entre 4 e 6 meses), temos o momento mais difícil e complexo do ponto de vista imunológico e de proteção da criança. Nesse período, a mãe volta ao trabalho, desmama. E sabemos que é exatamente aí que todas as proteções que o bebê estava recebendo da mãe desapareceram... As pessoas não entendem por que as crianças começam a ficar doentes, enfermas, não só fisicamente, mas também emocionalmente. Quando digo isso em minhas conferências, muita gente fica revoltada e acha que estou propondo uma volta ao passado, em que a mulher ficava em casa para cuidar dos filhos. Mas não é culpa da mãe. A vida continua, e se alguém quer ser pai e mãe, tem que saber que os primeiros anos de vida são fundamentais até para marcar a felicidade futura de um ser humano.

Os pais precisam entender que isso é uma verdade e é melhor postergar a maternidade ou a paternidade, se não têm tempo para cuidar dos filhos. É melhor não tê-los, que não cuidá-los. Fico sempre surpreso que, embora isto seja óbvio e de conhecimento de todos os pediatras e psicólogos, as pessoas acabam escamoteando essa informação e não imaginam que necessitam de fato dar esse tipo de atenção. Os pais precisam aprender isso, até antes mesmo da gestação, para poderem fazer suas opções e planejar a chegada da criança. E preciso saber que a primeira infância, que vai até os três anos de idade, é fundamental. E qualquer esforço para um bom desenvolvimento nesse período pode marcar definitivamente a vida de um ser humano.


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decoração

Velas e mais velas para decorar Fábrica em São João da Boa Vista produz velas dos mais variados estilos e gostos Não tem como negar que qualquer tipo de vela dá um charme a mais em qual seja decoração. São modelos de todos os tipos e para todos os gostos, das mais simples as mais elaboradas. A versatilidade das velas permite que estas sejam incorporadas das maneiras mais diversas e criativas. A beleza e o romantismo que velas acesas podem transmitir são inegáveis e contribuem para um arranjo aconchegante e convidativo. Práticas, multifacetadas e econômicas, as velas são um apontamento decorativo obrigatório em todas as casas, sendo os vários ambientes criados com elas facilmente renováveis, conforme a estação do ano ou o estado de espírito. E, para quem não sabe, São João da Boa Vista possui uma fábrica de velas, tanto religiosas como decorativas. Há 11 anos (sendo 5 em casa, 3 na Incubadora de Empresas e mais 3 em fábrica própria), a comerciante Antonieta Peres Cunha de Lima, junto com seu marido e mais quatro funcionários, produz velas religiosas e decorativas, sendo esta última seu foco. “Vivo de velas, em casa, com toda a família e no trabalho. Vendo para o Brasil inteiro e já participo de feiras em todo o Estado há 8 anos”, relata Antonieta. A empresária mora em São João há 15 anos e garante que a cidade aceitou seu produto. “As decorações estão muito inflamadas e o mercado está bastante aquecido, principalmente em eventos. São João é uma cidade pequena, mas as pessoas daqui usam muita vela, tanto em decoração de casas como nas festas. E exploram tudo o que tem de bom para decorar. O pessoal não economiza, ele capricha, tanto para consumo próprio, como para dar de presente”, comenta. A

Várias opções Hoje em dia, existem velas de todas as cores, padrões e aromas. Por isso, não há motivo para uma decoração com velas simples. Adapte as tonalidades à paleta de cores do ambiente em questão – tons quentes para aquecer, tons frios para refrescar. Chame a atenção com padrões ousados ou elegantes, dando às velas o protagonismo principal num espaço mais neutro ou minimalista. Nas fotos acima e ao lado, alguns modelos produzidos pela fábrica de São João da Boa Vista, consumida em todo o Brasil: 36 Fotos: Divulgação


Rua Gabriel Ferreira, 25 - Centro . (19) 3623 3893 37


opinião

Sem memória no Natal “Quando despertar do tratamento, o homem buscará identificações...” por Clóvis Vieira

“Homem, de aproximadamente 30 anos, de cor branca, com cabelos pretos e 1,75m deu entrada no Hospital em outubro do ano passado. Ninguém sabe quem ele é. Entre médicos e enfermeiras, é conhecido como ‘paciente 808’. Foi submetido a um sério tratamento, em virtude de seu gravíssimo estado de saúde. No braço direito, ele tem uma tatuagem onde se lê ‘Nicolas e Micael: papai ama vocês’. No braço esquerdo, há o desenho de um peixe e um polvo. Sofre de amnésia”. A notícia do jornal pede encarecidamente a quem o reconheça pela foto que venha com informa-

Foto: Clovis Vieira

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ções. Ele mesmo não sabe quem é. Neste momento, ele está alheio ao movimento que farfalha no hospital, com enfermeiras decorando os corredores de luzes natalinas, arranjos de bolas coloridas e flores artificiais. Suas lembranças de outros natais estão congelada até o exato momento em que um evento devastador paralisou a sua capacidade de se lembrar de pessoas, de lugares, de festas anteriores. Essa alegria que tiramos do bolso (onde ela esteve guardada pelos onze meses não-natais) agora ressurge renovada e nos esforçamos pela harmonia. Quando despertar do trata-

mento e retomar suas funções de gente, o homem buscará identificações e não encontrará sintonia com o que lhe vai em redor. A cor da parede, o formato do quarto, os cheiros, os ruídos, a luz que entra pela persiana. O Natal não lhe penetrará emoção a dentro. Depois, virão as pessoas. A enfermeira o cumprimenta como a um amigo antigo, o rapaz das refeições no carrinho e o médico (tão jovem, ainda!) que, agora, pode perguntar com alguma garantia de obter respostas. A todos, quem sabe, o homem do quarto 808 desejaria fazer as mesmas perguntas. Alguma tragédia pessoal roubou dele a sua linha do tempo, embaralhando o passado e o confinando num ‘presente’ sem forma nem conteúdo. Passa pela porta do seu quarto a acompanhante do paciente do quarto vizinho. Ela sabe da sua perda de memória e lamenta não ter ocorrido o mesmo consigo. Igual a muitos outros seres humanos, esta também não deseja o Natal, não gosta de suas cores e cheiros e brilhos. Esse tempo, que em muitos reinaugura a infância, a torna triste e a angústia que sente parece não ter sentido real. Obrigada a conviver diariamente com tantas amargas lembranças que esmagam a sua pequena alma, ela lança sobre o paciente 808 um olhar de inveja. Ele não percebe.


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educação

Foto: Reprodução internet

Interesse pela leitura na infância Professores precisam, cada vez mais, incentivar que a criança busque os livros nas escolas por Neusa Maria Soares de Menezes

“...Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos...” Com este trecho do poema “Em busca da Poesia”, de Carlos Drummond de Andrade, aprendemos que buscar as palavras, compreendê-las, significa ler muito, ter prazer pela leitura. E como descobrimos este prazer? É introduzindo, neste fantástico reino, livros lúdicos quando ainda somos bebês. Livros de banho ou aqueles com capa dura com muitos desenhos despertam nas crianças o interesse pelo mistério do conteúdo das palavras. Ler histórias para os pequenos 40

leitores, demonstrar através de interpretação vocal a magia dos contos é com certeza a melhor maneira de introduzir as crianças ainda pequenas no mundo das letras. Quando as crianças são alfabetizadas, descobrem o poder e a alegria que a leitura proporciona, ao sentirem que podem viajar sem sair do lugar. Conhecer os mais diferentes recônditos da terra, dentro de seu quarto ou bem instalados no sofá da sala. A criança que tem a sorte grande de ter um professor voraz por leitura será sempre estimulada a escrever e a ler. Assim como o estímulo dentro de casa vem dos pais ávidos por leitura.

Quando a criança encontra revistas, jornais e uma estante de livros em sua casa, a festa está feita... claro que ela será tentada a ler se encontrada facilidade para que isso aconteça. Apesar do ranço atual de desprezar a obra de Monteiro Lobato, através de uma ótica distorcida do “politicamente correto”, ainda considero uma excelente maneira de introdução das crianças na descoberta do fantástico mundo da história. É bom demais ler o “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e outras obras de Lobato. Jamais esqueci quando li - acho que devia ter entre 12 ou 13 anos de idade - o livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Fiquei extasiada. Não


conseguia desgrudar do livro. Foi o primeiro impacto com a literatura para jovens e adultos. Quem gosta de poesia? Todos aqueles que descobrem a magia da interpretação das ideias. Afinal, o poeta é um filtro entre o real e o imaginário. O poeta percebe a realidade das entrelinhas. É transcendental. Eleva nossa alma. Ensinar poesia às crianças e mostrar que todos nós temos capacidade de transcender o mundo real através da percepção do extraordinário é algo belo e que precisa ser trabalhado nas crianças de todas as idades. Basta desenvolver a percepção... Através da prosa, ensinamos a criança o quanto podemos falar sobre o real, através das crônicas ou criar sua própria história, deixar o imaginário fluir, escrevendo contos ou quem sabe um belo romance. Dar oportunidades a todas as crianças em desenvolver a escrita e lei-

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tura é obrigação dos pais e professores. Levar as crianças para conhecer bibliotecas e livrarias é também uma maneira de despertar o interesse pelos livros. Seja através das capas ou do colorido dos desenhos. Ensinar as crianças a criar seus próprios livros, escrevendo, pintando, recortando, dando formato desejado e criando uma capa interessante e depois uma sessão de autógrafos, é uma maneira inteligente de iniciar a criança na criação de sua obra. Não apenas escrevendo, mas dando o formato imaginado à sua criação. Com os pais que podem gastar algum dinheiro com as crianças em livrarias, a tarefa torna-se mais fácil, pois hoje em dia temos belíssimos livros que vão ao encontro do interesse de cada idade. Temos excelentes escritores voltados para as crianças e adolescentes. Não podemos esquecer que te-

mos uma escritora sanjoanense que nas décadas de 1930 e 1940 foi referência em livros didáticos no Brasil. É a Professora Jaçanã Altair Pereira Guerrini, que dá nome a nossa Biblioteca Pública. Ela escreveu mais de 50 obras infanto-juvenis que foram adotadas pelas escolas brasileiras. Escreveu o romance “João Negrinho”, que se tornou filme na década de 1950 e foi exibido em rede nacional. A Academia de Letras de São João, à qual com muita honra pertenço, realiza dois concursos literários anuais. Conhecemos alguns professores estimuladores que têm alunos premiados todos os anos. Eles vivem o prazer de escrever e passam isso às crianças. É muito gratificante perceber o interesse dos professores e as descobertas dos alunos. Com certeza, o grande escritor e leitor de amanhã é a criança motivada de hoje.


opinião

As histórias e histórias de Dona Luíza Sibin Lembranças de uma senhora de 86 anos, narradas com emoção pelo seu neto por João Olívio Sibin Jr.

Por e-mail recebi a mensagem do meu companheiro das aulas do Colégio Anglo no início dos anos 90, hoje o médico Rodrigo Falconi, a incumbência de coletar uma montanha de dados sobre a vida do meu avô. Ele prepara um belo trabalho de reconstituição histórica e de memória para nossa comunidade, agora em formato de livro, com biografias de diversos sanjoanenses que dão nomes às nossas ruas. Meu avô João Sibin, de quem herdo dois dos meus nomes, é um deles. Desde que nasci ouço dos meus pais histórias de dor sobre os seus. Saudades, perda, sofrimento. Especialmente no caso do meu avô paterno, vitimado por doença longa e dolorosa que marcou muitos dos seus anos de vida. Isto fez com que o ato de falar nele fosse um modo de reavivar a dor, de dar força à saudade, à dor

Lembranças - Foto do ano de 1945, tirada no casamento de Dona Luiza Zerbetto Sibin e Sr. João Sibin. Histórias dos pontos de vista profissional e familiar contadas pelo seu neto, João Olívio Sibin Junior, relatadas pela própria Dona Luíza, mostrando uma riqueza de detalhes em momentos de infância, de casa e do trabalho., até os dias atuais.

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dos filhos que viram seu pai perder forças ano após ano, até seu falecimento. E também que eu, como neto, de forma consciente ou não, não pudesse falar muito nele. Foi pela responsabilidade que me fora passada pelo Rodrigo, que eu pude desfazer este mito em mim, de uma dor intensa vivida pela minha

família. E ainda ganhei de presente poder admirar e amar mais ainda uma senhora de 86 anos, que me narrou todas as histórias com lágrimas de saudade nos olhos, às vezes de dor, em primeira pessoa. Minha avó Luiza. Foi ótimo ouvir as histórias das paqueras na praça, do namoro, do casamento, das visitas da família, dos temFoto: Arquivo pessoal

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pos que morava em Andradas/MG. Foi bonito demais ouvir relatos de honestidade, de fé, de vivências do passado, quando uma palavra dada valia mais que dinheiro, e virtudes tão necessárias, como sinceridade e amor verdadeiro, eram mais frequentes. Foi bom saber dos relatos sobre os meus tios-avós, de ambos os lados, pela ótica dela. Foi triste saber de tudo o que aconteceu durante a doença do meu avô. Sofrimento estampado no rosto, minha avó narrava com dor cada detalhe na mesa da sala de jantar da casa em que todos vivemos tantos momentos importantes, onde hoje mora minha tia Angélica. Ah, como foi duro ouvir tudo o que aconteceu depois da morte do meu avô, tão jovem! Como uma questão de sucessão familiar pôde fazer com que uma viúva e oito filhos perdessem o patrimô-

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nio do marido e passassem de uma condição social a outra do dia para a noite. E ainda mais que esta perda dupla servisse de motivação dobrada para o trabalho e para a reconstrução de tudo: família, dignidade e futuro. Ouvi um relato sincero de como saber perdoar. Vi na minha avó, minha amiga de viagens e minha querida para sempre, um rosto diferente, como se as histórias do seu baú pudessem ser restauradas, polidas, apreciadas por alguém a quem aquele passado também pertence. Do ponto de vista profissional, ouvi um testemunho de trabalho, determinação, mesmo nas dificuldades, de duas gerações que construíram seus patrimônios partindo de muito pouco. Pensei que todo o trabalho em prol da manutenção do patrimônio de uma geração para a outra é mais que

necessário, é fundamental. Orgulhei-me mais do que nunca de ter recebido o nome que tenho. É para eu não me esquecer do tipo de gente a que pertenço, como dizem nossos parentes da Itália… Trago nele a força do meu bisavô Olívio, do meu avô João e do meu pai João Olívio. Do ponto de vista familiar, aprendi que a força da mãe para o esteio do lar é mesmo definitiva e soberana. No que concerne à minha vida pessoal, entendi que o meu coração transborda gratidão, amor e respeito por esta senhora que, além de religiosa e conservadora, é inteligente, alegre, sensível. E, tendo sido capaz de enfrentar com coragem e fé todas as dificuldades, ainda hoje e para sempre, consegue enxergar com olhos cheios de esperança a beleza desta vida.


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galera

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entrevista

“Continuidade é o melhor caminho para São João” Vanderlei aposta na linha do governo Nelson Nicolau para o desenvolvimento por Misael Mainetti

Vanderlei Borges de Carvalho – ou simplesmente o “Vanderlei da Prefeitura” – passou por uma simples cirurgia no rim, alguns dias antes desta entrevista. Mesmo assim, ele não quer dispensa e prefere trabalhar no Departamento Financeiro até o último dia. Aos 55 anos, garante que está preparado física e politicamente para o cargo de prefeito de São João da Boa Vista. O candidato da situação (PMDB) e a vice Patrícia Maga-

lhães receberam 21.312 votos, equivalente a mais de 43% do total de votos válidos. A vitória veio após eleição enérgica que movimentou o município com a dúvida da conquista do tão almejado cargo de prefeito. A voz mansa e o sorriso no rosto são nítidos quando ele ressalta a importância da família na campanha política e na vida. Sempre respondendo na primeira pessoa do plural (“nós vamos fazer”), Vanderlei foca na continuidade do governo Nelson Nicolau para o desenvolvimento da cidade. Ele afirma que “São João está no caminho certo”.

Em linhas gerais, quais são os eixos que nortearão o seu mandato? Desenvolvimento. A atração de novas indústrias pelo distrito industrial, a educação e a sa��de. O nosso mandato é a continuidade da política atual. De que forma pretende investir os recursos da arrecadação municipal? Serão investidos nas áreas de desenvolvimento, de saúde e de educação, cumprindo com o orçamento que temos na Câmara Municipal.

Foto: Divulgação

Em sua opinião, qual o Departamento da Prefeitura que necessita de mudanças emergenciais e por quê? Eu não vejo um departamento que necessita de mudanças emergenciais; os nossos departamentos estão bem estruturados. A população tem uma expectativa muito grande sobre a melhoria do atendimento na área da saúde. Quais são os principais projetos para melhorar o setor? O principal projeto é a informatização da saúde, ou seja, implantar prontuário eletrônico, que já começou nesta administração e

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Foto: Gazeta de São João

A vitória - Vanderlei Borges de Carvalho, ao lado da futura primeira-dama, Solange, na sede do Palmeiras Futebol Clube, local onde ocorreu a apuração dos votos. A alegria estampada em seu rosto, comemorando a vitória com seus correligionários.

nós vamos dar continuidade. Vamos informatizar de tal forma que tenhamos controle total. Neste ano, a CPI da Cultura estimulou a polêmica sobre a fragilidade administrativa e a possibilidade de corrupção na nossa Prefeitura. Houve desvio de dinheiro, assinaturas falsificadas e, até então, nenhum culpado. Se houver caso de corrupção, comprovado ou não, qual a sua posição quanto à diretoria e ao de-

partamento acusado? Quem descobriu que o estagiário tinha falsificado requisições fomos nós: a prefeitura. Assim que o prefeito Nelson percebeu o ocorrido, levantamos as emissões e todos os processos e encaminhamos para a Justiça. Os processos condenados hoje são os processos que nós levantamos. Não tem nada de novo, a Prefeitura fiscalizou e isso acontece...

temos um sistema todo cercado e descobrimos a ilegalidade. O processo de despesa nasce com uma requisição do departamento e morre com o laudo do departamento e com o diretor. O que aconteceu é que o estagiário – Altair Moreira Junior – fez a requisição, falsificou a assinatura e o laudo final! Mas o sistema é fechado e por isso detectamos a ilegalidade!

... Acontece, mas como reforçar para que não aconteça novamente? Nós

Você tem anos de experiência na Prefeitura e no Departamento Fi-

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Conheça um pouco mais sobre o prefeito eleito Vanderlei Borges de Carvalho entrou na Prefeitura Municipal em 14 de abril de 1970, com o cargo de faxineiro. Com o tempo, foi “subindo degraus” até chegar a prefeito de São João da Boa Vista, a partir de 1° de janeiro de 2013. Ele é filho de Benedito Borges de Carvalho e Maria Scorsato de Carvalho. Casou-se em 1982 com a professora Solange Aparecida R. C. Carvalho, com quem teve três filhos: Cláudia (29 anos), Mateus (27) e Juliana (26). Na adolescência, o prefeito estudou na Escola Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade e no Instituto Coronel Cristiano Osório de Oliveira. Na faculdade, fez Ciências Contábeis na Fundação de Ensino Octávio Bastos, formando-se em 1981; e, na sequencia, ainda estudou nas Faculdades Associadas de Ensino, onde cursou Administração, encerrando em 1984. Em entrevista concedida ao jornal O Municipio, em 2004, Vanderlei contou que escolheu esses cursos em função dos trabalhos que já fazia na Prefeitura. “No primeiro ano de faculdade já exercia um cargo na área de contabilidade da administração municipal, o que me influenciou fazer essa escolha profissional”, lembra. São mais de 40 anos de Prefeitura Municipal, trabalhando em áreas como: limpeza, tributação, diretoria de finanças (como auxiliar), contabilidade, agente administrativo, engenharia e gabinete, além das diretorias do Departamento Administrativo e também Financeiro.

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nanceiro. Podemos contar com esse conhecimento para controlar casos de corrupção e desvio de dinheiro? Eu sempre digo que a Prefeitura de São João gasta muito bem. Eu não vejo casos de corrupção. Nós apuramos o caso da Cultura, enviamos para a Justiça e está sendo condenado. A Prefeitura foi para cima! E, caso acontecer, a atitude será a mesma: nós vamos punir. Em sua opinião, São João da Boa Vista é uma cidade turística? Poderia ser uma? Como estimular o turismo na região? Tudo o que for possível em termos de cultura – já temos um diretor convidado –, será para estimular o turismo e as atividades culturais. Vamos fazer tudo o que for possível para atrairmos pessoas de fora para gastarem em São João e contribuir com a cidade.

Fonte: ONG Viva São João / Justiça Eleitoral

Há quatro anos, a Parada de Natal e a decoração da cidade tornam São João destaque e contam com a aprovação da população. Você pretende continuar o projeto de decoração na cidade e o apoio à Parada de Natal? Sim, vamos apoiar a decoração e a Parada de Natal, sem dúvida. A expansão do Distrito Industrial e a consequente geração de empregos criam novas demandas para o setor de comércio e serviços. Em suas propostas estaria previsto alguma iniciativa especifica para a expansão destes setores em São João, visando à retomada da cidade como polo de compras regional? Eu ando pelas ruas de São João e já percebo que a cidade está se tornando, novamente, um polo de compra regional. Todos os investimentos feitos no Distrito Industrial resultaram 50

em mais empregos e a população gasta mais no comércio; vejo pessoas de fora comprando em São João. Se você andar na Avenida Dona Gertrudes ou na Ademar de Barros, percebe o número de pessoas de fora que abriram comércio em São João. Hoje,

a cidade está se tornando novamente um polo regional de comércio. A lei Geral das Micros e Pequenas Empresas dá preferência a pequenos negócios locais em licitações até R$ 80 mil. Porém, esta lei ainda

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não foi implantada e regulamentada em São João. Está entre seus objetivos a regulamentação desta lei? E você considera importante esta iniciativa? A Prefeitura já aplica a lei nas estações das micros e pequenas empresas. Já obedecemos a essa lei, que passou pela área financeira e administrativa, e agora está na jurídica. No ano que vem, a enviaremos para a Câmara Municipal.

O povo pergunta: São João da Boa Vista está preparada para esta nova leva de estudantes com a chegada da Unesp? Quais medidas a cidade deve adotar para suprir as necessidades dos jovens quanto ao lazer, à segurança e à saúde? São João tem boa estrutura de lazer, e vamos ampliar; e tem boa estrutura cultural, de saúde e de educação. Por isso, há pouco, o Instituto Federal se instalou aqui. Os benefícios da vinda da Unesp são muitos e a universidade vem para cá porque nossa cidade atende às necessidades. Por isso fomos escolhidos.

A “Lei dos bares” é um dos assuntos mais comentados deste último ano em São João da Boa Vista e divide opiniões. Qual é a sua opinião? Se for necessário discutir o assunto novamente, nós reuniremos os dois lados. O prefeito executa o que a população decide, o dever dele é fazer a vontade da maioria e trabalhar para isso, pensando na cidade.

Renato Serra Leal 21 anos, publicitário

São João da Boa Vista é, sem dúvida, uma cidade de formação histórica e cultural muito rica. Como estimular e incentivar os artistas da cidade? Conversamos muito com o nosso novo diretor de cultura e vamos criar vários eventos para prestigiar o artista sanjoanense. Como será tratada a questão do lixo, considerando que a legislação ambiental federal precisa ser implantada até 2014? Tivemos um

Foto: Misael Mainetti

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O uso de drogas aumenta em São João, principalmente o crack. Quais são as medidas para prevenir o crescimento do uso de drogas? Temos o CAPS AD e trabalharemos muito na área de saúde. Não se trata apenas de um problema de polícia. Todas as entidades devem se unir para lutar contra o problema que é mundial. Todas as autoridades públicas devem estar atentas. Tudo o que for possível, vamos fazer.

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Silvana Santos 39 anos, auxiliar administrativa


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curso sobre plano de resíduos sólidos e, logo no começo de janeiro, pretendemos trabalhar isso e conversar com todas as entidades envolvidas. Como você classifica o apoio do prefeito Nelson Nicolau para a sua eleição? Vital. Vital na eleição, vital na campanha. Eu sempre disse que eu sou o candidato da continuidade da administração do Nelson e o nosso programa, o nosso trabalho é a continuidade da administração dele. Avaliação da campanha: houve avanços em relação às anteriores? A campanha representa os momentos diferentes no país. As campanhas anteriores aqui representam outro momento. É difícil comparar campanhas porque são momentos diferentes. A

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O povo pergunta: Você sempre trabalhou na prefeitura e conhece como poucos como funciona a máquina, mas, para ser prefeito, é necessário conhecer as necessidades da população em geral, é preciso administrar de fora para dentro, ou seja, ver as necessidades do povo e fazer com que a prefeitura trabalhe para atendê-las. Como pretende fazer isso? A Prefeitura atende o povo. Na nossa proposta, temos a jornada integral nas escolas, nós fizemos o recapeamento, temos agora também um programa de iluminação para a cidade. Nós vamos para os bairros conversar com a população e discutir qual é a necessidade dela. Eu estou na prefeitura, mas atendo a demanda do povo. Eduardo Pirajá Martins Filho 30 anos, administrador e presidente da ONG Viva São João


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natal

Foto: Divulgação

A Fantástica Fábrica do Papai Noel Quarta edição da Parada de Natal 2012 promete atrair mais de 40 mil pessoas Mais um show de emoção e alegria. É isso que a Associação Comercial e Empresarial de São João da Boa Vista coloca na avenida Dona Gertrudes com a “Parada de Natal”, que em 2012 chegou a sua quarta edição. O evento ocorre nas noites dos dias 9 e 16 de dezembro. Cerca de 250 pessoas entre crianças, jovens, adultos e 3ª idade participam do evento, que tem como tema “A Fantástica Fábrica do Papai Noel”. Muitas novidades foram preparadas e 56

cerca de 40 mil pessoas são esperadas nos dois dias do desfile. O casal de carnavalescos Sonia e Valdemar Nascimento, e uma grande equipe dos mais diversos profissionais, trabalhou diariamente, desde o mês de agosto, para preparar os carros alegóricos e fantasias. Tudo isso sob o comando de Ana Claudia Carvalho, diretora artística e idealizadora do projeto. Nesta época do ano, ela oferece seu trabalho de forma voluntária para organizar o evento. “É can-

sativo, mas chegar no dia da Parada e ver os rostinhos das crianças sorrindo é recompensador”, afirma. Criada e organizada pela ACE São João, o principal objetivo da Parada de Natal é resgatar o apelo lúdico da data, sem deixar, é claro, de agregar valor ao comércio do município e evitar a evasão de consumidores para as cidades vizinhas. Quase todo o material para confecção de carros alegóricos, fantasias, bonecos articulados, iluminação, a

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edição das músicas, etc., foi comprada, montada e realizada na própria cidade. Além disso, o espetáculo gera centenas empregos diretos e indiretos. Patrocínio – Como este ano a Parada não contou com o PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, o evento foi inteiramente custeado pela ACE e seus associados, que colaboraram com a quantia de R$ 5,00 mensais, para auxiliar nas despesas do evento. A Parada de Natal também contou com o patrocínio da Sequóia Empreendimentos Imobiliários, Anglo São João e Centro Universitário Unifeob, além do apoio da Prefeitura Municipal (através dos departamentos de Esporte, Trânsito, Obras e Serviços e Cultura e Turismo), Big Bom Supermercados, Banco Sicredi, KNN Idiomas, Med4You, Escola Galeno, Sociedade Esportiva Sanjoanense, Palmeiras Futebol Clube, Grupo Dubalakubaco, Casa do Construtor, Batatas Big B, CSB Som e Iluminação e Skinafast. Ana Claudia Carvalho, diretora artística e idealizadora da Parada de Natal, destaca que esta união de empresas e entidades sanjoanenses faz parte do início da profissionalização do evento. “A Parada de Natal já é tradicional em nossa cidade, só tem pontos positivos e já passou da hora dela se tornar autossustentável. Com isso, ela irá crescer ainda mais e, a cada ano, trazer mais público para São João da Boa Vista”, afirma. Ainda de acordo com Ana Claudia, vale a pena investir no projeto, que já faz parte do calendário natalino da cidade. “Além de ter sua marca exposta para milhares de pessoas, fazer a alegria das crianças não tem preço”, garante a diretora. Também fizeram parte do desfile 58

Fotos: Divulgação

Emoção e alegria - As fotos mostram o Papai Noel entregando balas as crianças, na Parada de Natal de 2011; acima, o grupo Dubalakubaco faz uma homenagem aos 100 anos da ACE São João. Muitas novidades são esperadas naquela que promete ser “a melhor Parada de Natal dos últimos anos”.

o grupo de dança Blackout, a Escola de Ballet Ailton Colla, os alunos do Departamento de Esportes da Prefeitura

Municipal, o grupo Dubalakubaco, o Grupo Teatral Artes Insanes e o Grupo de Teatro e Dança Art Expressão. A


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esporte

Eternos capitães Bellini e Mauro, capitães da Seleção Brasileira em 58 e 62, foram revelados pela Esportiva por Anderson Ferreira, Carlos Gustavo, Pedrinho Souza e Rafael Vasconcelos

Suécia, 29 de junho de 1958, o Brasil vence os anfitriões por 5 a 2 no jogo final da Copa do Mundo. No centro do campo do estádio Raasunda, em Estocolmo, o capitão Bellini recebe das mãos do Rei Gustavo VI a tão desejada Taça Jules Rimet e erguendo-a, para que todos pudessem vê-la, imortaliza o gesto que seria eternamente repetido. Gesto esse consolidado em 1962, no Chile, quando o capitão Mauro enche os olhos de milhares de pessoas que acompanhavam a vitória de 3 a 1, sobre a Tchecoslováquia, no Estádio Nacional de Santiago, alçando, novamente, aos céus a Taça Jules Rimet. Em 1930, aconteceriam alguns dos mais importantes eventos para o futebol mundial. Era o ano da primeira

Copa do Mundo, vencida pelo Uruguai, dono da casa, que derrotou a Argentina por 4 a 2. E, também, nasciam dois dos grandes capitães que levantaram uma taça: Bellini e Mauro. O poços-caldense Mauro Ramos de Oliveira veio ao mundo no dia 30 de agosto. Desde menino, sempre mostrou interesse pelo futebol. Era um jovem zagueiro que, apesar da posição e pouca idade, tinha muita elegância e habilidade. Começou jogando na Caldense, até despertar o interesse da Vargeana, de Vargem Grande do Sul. Nesta época, já era muito conhecido na região e, em 1947, os dirigentes da Sociedade Esportiva Sanjoanense foram atrás de Mauro para assinar seu primeiro contrato profissional. Com apenas 17 anos, Mauro virou referência na zaga da Esportiva, até que em um amistoso contra o São Paulo, em São João da Boa Vista, Mauro teve a difícil missão de marcar o melhor jogador brasileiro da época, Leônidas da Silva, que estava voltando de contusão. O garoto anulou o veterano, inventor da bicicleta, que sequer voltou para o segundo tempo. O tricolor ficou muito interessado em levar o garoto para a capital e, no final da temporada, acertou a contratação de Mauro. No início, teve de disputar posição com o ídolo Renganeschi e com a contusão do zagueiro argentino, Mauro caiu como uma luva na defesa tricolor, tornando-se um dos maiores jogadores do clube.

A taça no alto - O gesto de Bellini, com o título da Copa do Mundo de 1958, ficou imortalizado (foto ao lado), fazendo com que todos os capitães campeões subsequentes também levantassem o troféu. O primeiro encontro dos dois (foto acima) ocorreu no Torneio Rio-São Paulo de 1952, no confronto entre Vasco e São Paulo, no estádio do Pacaembu.

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Fotos: Arquivos pessoais Leivinha e Claudio Sibila

Com a ida de Mauro para o São Paulo, a Esportiva necessitava de um novo zagueiro. O presidente da Esportiva, Cristiano Osório de Oliveira, conhecido como Bilu, percorreu a região e descobriu, em Itapira, Hideraldo Luiz Bellini. Um ano após a saída de Mauro, Bellini já treinava nos campos de São João da Boa Vista. Bellini despertou interesse pelo espírito de liderança, disposição e muita raça, encaixando-se perfeitamente na zaga sanjoanense, suprindo com muita propriedade a saída de Mauro. Bellini jogou em São João durante três temporadas (48, 49 e 50), até acertar com o Vasco da Gama, um dos melhores times do Brasil na época. Bellini entrou e conquistou a torcida carioca, com os mesmos quesitos apresentados na Esportiva, e aos poucos foi ganhando espaço na seleção.

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O encontro – O primeiro encontro

ciam pessoalmente, mas tiveram no

de Mauro e Bellini se deu no torneio Rio–São Paulo de 1952, quando São Paulo e Vasco se enfrentaram no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. O jornalista sanjoanense Ito Amorim, antes da partida, apresentou os dois zagueiros, que não se conhe-

início de suas careiras um ponto em comum, a Esportiva Sanjoanense. Esse encontro seria apenas o começo de uma amizade que duraria até o falecimento de um dos dois. Depois do torneio Rio–São Paulo, os dois viriam se encontrar novamen-

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te na Seleção Brasileira, onde disputariam a posição de zagueiro central. Mauro já havia sido convocado em 1954, mas não jogou como titular. Em 1958, também fora chamado, porém quem ficou com a posição de zagueiro central foi Bellini. Na época, era muito comum manter na seleção a dupla de zaga dos clubes. O zagueiro titular na época era Orlando, do Vasco, companheiro de Bellini, então a dupla foi mantida. A seleção de 1958 acabou se sagrando campeã na Suécia, com vitória sobre o time da casa. O capitão Bellini ficou encarregado de receber a Taça Jules Rimet, assim como é até hoje. Mas naquele dia aconteceu algo muito especial. Como tradição, o atleta que recebia uma taça posava com ela para fotos segurando-a até a altura do peito ou bebendo champa-

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nhe nela, aliás, esse era o intuito das taças. Bellini não posou com ela de maneira convencional. Atendendo aos pedidos dos fotógrafos brasileiros, que ao fundo da multidão não conseguiam fotografar a tão esperada taça que o Brasil acabara de ganhar, ele a ergueu, levantou-a acima da cabeça, com os braços parcialmente esticados elevou a Jules Rimet até o alto para que todos pudessem vê-la. Esse gesto de levantar a taça jamais fora visto até aquele momento. Bellini tornou-se o próprio símbolo de vitória. Em 1962, no Chile, Mauro vinha em ótima fase, despontando-se como um dos melhores jogadores do país na sua posição. Jogou todos os amistosos daquele ano, mas no momento de escolher o titular para disputar a Copa do Mundo, o técni-

co Aymoré Moreira chamou Mauro e disse que Bellini seria o titular, que iria repetir a escalação de 58, mas sem Orlando. Mauro não aceitou, e disse que se fosse reserva mais uma vez iria pegar o primeiro avião e voltar ao Brasil. Aymoré voltou atrás e firmou Mauro como titular da Copa de 1962. Como titular e capitão, Mauro levou o Brasil a mais uma Copa do Mundo e levantou o caneco do bi-campeonato, repetindo e eternizando o gesto criado por Bellini. Depois de aposentados, frequentaram por muitos anos o “Encontro de Amigos”, em São João da Boa Vista, que trazia os amigos do futebol de antigamente. Mauro e Bellini participaram de quase todos, eles nunca se desligaram do clube que os lançou e da cidade que os abraçou.


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direito

O processo judicial digital Novo Fórum de São João da Boa Vista estará pronto para receber o processo digital por Heitor Siqueira Pinheiro

Em tempos de Facebook, smartphones e tablets (...), sobretudo em um mundo onde a velocidade na comunicação é cada vez mais essencial, surge a inegável necessidade de inovações no trato dos processos judiciais. Em resumo, deixar o ostracismo da reinante ideia de que o Direito só é bom se for clássico, preso à burocracia. Ora, não temos mais tempo. Não há como perder. Em todas as Varas, muito mais pela necessidade da movimentação física de volumes e volumes de papéis (os ditos autos do processo...), há falta de recurso humano, de espaço físico, de estrutura (...). Logo, tudo está a indicar que o digi-

tal poderá melhorar o processamento das ações. Poder examiná-las à distância, pela internet, já evitaria a necessidade de idas e idas aos Fóruns. Conectada ao endereço eletrônico de cada unidade judicial, a Advocacia, preparada, poderá ser exercida à distância, a partir de qualquer canto ou cidade do Brasil. Com isso, reservados os que tramitam sob o decreto de segredo de justiça (processos de família, por exemplo), qualquer pessoa interessada poderá examinar, a partir de sua casa, os autos dos processos que tramitam nos Fóruns, em total referência ao dever de publicidade. E quanta economia. Não se pode negar. De modo restrito, já se faz possível acompanhar, de certa forma, ao menos o andamento

das ações judiciais que tramitam no Estado de São Paulo, pela página do Tribunal de Justiça (www.tjsp.jus.br). E agora mais. Forte nos preceitos da Lei n. 11.419/2006, alguns projetos de Fóruns totalmente digitais (chamados sem papel...), foram iniciados, nos quais só tramitam processos virtuais (Nazaré Paulista, Conchal etc...). E o melhor. Porque será um dos mais modernos do país (bonito, adaptado às necessidades de idosos...), o novo prédio do Fórum de São João da Boa Vista (está quase pronto, nas proximidades do Campus 2 do Centro Universitário Unifeob...) estará à altura para também receber o futuro processo digital (ao menos, para as ações novas...). Vamos, pois, em breve, nos conectar...

Assinatura do convênio com o novo fórum Em 14 de dezembro de 2009, a Prefeitura Municipal de São João e a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo assinaram o convênio de realização das obras e serviços de construção do prédio do novo Fórum, que está sendo instalado à avenida Octávio da Silva Bastos, em frente ao Campus II do UniFEOB. O então secretário de Justiça, Luiz Antonio G. Marrey, informou – em reportagem ao jornal O Municipio – que as reformas e construções dos fóruns em todo o Estado somavam R$ 270 milhões, sendo mais de R$ 11 milhões só no de São João da Boa Vista. “Este prédio atenderá as novas necessidades da comarca, beneficiando não só a comunidade forense, mas toda a população”, comentou o secretário, que declarou ainda que a escolha foi feita a partir da constatação das necessidades de cada região. “Ponderamos a situação do Fórum de São João devido a sua necessidade”, concluiu Marrey. Já na época, o Juiz Heitor Siqueira Pinheiro, atual diretor do Fórum, declarou que o novo prédio estava sendo feito para receber os processos digitais. “Ele será o que tem de mais moderno hoje, já compatível para essa nova geração de processos, além de ser bem maior, saindo de 2 mil m² para mais de 5 mil m²”, relatou.

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Giulia veste jardineira salmon by Maria Pititica

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m o c a id v a d o t r e Há que v m u a r a p , a ç n ia r c olhos de e r o c is a m m o c mundo para r a t lu , a ç n a r e p s e a m u is a m ia d a d ser ca pessoa melhor!

Moda infantil: Maria Pititica - (19) 3622-3692 Modelos: Ana Paula C. Teixeira Beatriz L. Varsone Felipe Santos Fracari Giulia Milan F. Vitiello Julio Sabino Carvalho Fotos: Juan Landiva Locação: Pousada do Bosque (19) 3623-4963

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Paulinha veste regata branca com patch e short floral by Maria Pititica

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Felipe veste regata branca de malha com patch, bermuda de algod達o azul e bandana. Julinho veste camiseta de malha verde com patch de dinossauro e bermuda de sarja estampada. Beatriz veste regata de malha com patch e short jeans by Maria Pititica

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Beatriz veste vestido polo de piquet com patch by Maria Pititica


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Paulinha veste vestido branco e fita branca de algodão na cabeça by Maria Pititica


culinária

por Chico Preto

Coroa suína com purê de mandioca e abacaxi caramelado Foto: Davis Carvalho

Ingredientes • 01 coroa suína de 1,5 kg; • 01 kg de mandioca; • 01 abacaxi cortado em cubos; • 01 caixa de creme de leite; • 01 copo de leite; • 04 colheres de sopa de açúcar; • 01 copo de vinho branco seco; • ½ copo de vinagre; • Sal, pimenta do reino, alho e curry.

Modo de preparo Tempere a carne suína com alho, sal, pimenta do reino, vinho e vinagre. Deixe marinar por quatro horas. Sele a carne numa frigideira com óleo. Monte a coroa e amarre com barbante. Leve ao forno alto por, aproximadamente, 30 a 40 minutos. Enquanto isso, faça um purê de mandioca com leite e creme de leite. Numa frigideira untada com azeite, refogue o abacaxi com o açúcar e o curry até ficar com calda dourada. Monte o prato colocando o purê por baixo e a coroa em cima, e, no centro, o abacaxi caramelado.

Você sabia? Curry é uma palavra mundialmente popular, que provém do indiano Kari, que significa molho. Basicamente, é um molho muito temperado, proveniente de um composto de ingredientes, que constitui a dieta básica de um grande número de povos orientais. Suas origens são confusas, mas muitos dados apontam a Índia, uma vez que quiseram inventar um jeito de dar mais paladar a carnes e verduras que consideravam insípidas. Foi assim que tiveram a ideia de aproveitar 72

seus hectares de especiarias e começaram a temperar seus pratos com misturas incríveis que popularizaram o país. Cada lar e/ou cozinha mói suas especiarias e as mistura com verduras, leite de coco, yogurt e amêndoas para criar as pastas dignas de cada região. Não existe uma só receita de curry. São milhares. Depende do país e de seus povos a variedade de ingredientes. A Índia, por exemplo, tem suas variantes, também conhecidas como “Masa-

las”: Tandoori (pimenta vermelha, cominho e cebola) e Garam (Cominho, funcho e noz moscada), entre outras. A Tailândia, por sua vez, usa ingredientes como a cebolinha, gengibre, cebola roxa e pimentas, e os divide em três tipos segundo seu grau de ardor: amarelo (mais suave), vermelho (intermediário) e verde (mais forte). A Malásia acrescenta folhas de lima e coentro e a África usa farinha de mandioca, frutos e folhas da selva.


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culinária

por Ana Cláudia Tujeira (Cláudia Trufas)

Delícia de Natal Foto: Davis Carvalho

Ingredientes • 02 Panetones de 500g.; • 01 lata de leite condensado; • 02 latas de leite; • 03 colheres de amido; • 03 gemas de ovos peneiradas; • 03 claras de ovos; • 06 colheres de açúcar; • 12 gramas de gelatina em pó, sem sabor; • ½ xícara de chá de água; • 02 latas de leite condensado cozido (deixar na panela de pressão por 40 minutos); • 02 xícaras de chantilly batido; • 300 gramas de nozes trituradas; Para decorar: Nozes, damasco, figo em calda, pistache, frutas cristalizadas, uva, cereja, uva passa e ameixa.

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Modo de preparo Em uma panela, junte o leite condensado, o leite, o amido, as gemas e leve ao fogo até engrossar, sempre mexendo. Desligue o fogo e acrescente o leite condensado cozido. Mexa bem para incorporar ao creme e reserve até esfriar. Bata as claras em neve e acrescente o açúcar sem parar de bater. Junte a gelatina sem sabor, hidratada e dissolvida na ½ xícara de água e desligue. Junte ao creme as nozes trituradas e misture levemente. Para montar, corte o panetone em fatias, forre o fundo e as laterais de uma forma desmontável. Coloque o recheio e cubra com o panetone, levando-o para gelar por duas horas. Desenforme-o e cubra-o com o chantilly batido. Decore com frutas a gosto. Um pouco de história... O panetone tem origem no norte da Itália. Uma antiga lenda diz que ele foi criado no século XVII por um padeiro que se apaixonou e, para impressionar seu sogro, criou uma nova receita de pão recheado com frutas cristalizadas.


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agito

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turismo

Natal: a cidade do sol Capital do Rio Grande do Norte busca melhorias para reviver sucesso de anos anteriores Visitantes de todos os lugares do mundo escolhem Natal para respirar o “ar mais puro” das Américas, conhecer o maior cajueiro do mundo e se deliciar com as mais de 20 praias, entre paisagens paradisíacas de dunas e mar límpido e tranquilo. Nossa reportagem estava de férias, mas não deixou de trazer o que há de mais bonito na capital do Rio Grande do Norte. Conhecida como “A Cidade do Sol” (com média de 320 dias de sol por ano), Natal é a cidade mais populosa do estado e situa-se numa espécie de triângulo natural com um vértice para o norte, que é banhado de um lado pelo Rio Potengi e de outro pelo Oceano Atlântico. Natal tem uma boa infra-estrutura

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Foto: Reprodução internet

básica. Sua economia é baseada no turismo, sendo o estado forte em petróleo e sal e produtos para exportação, como: melão, coco, camarão, castanha, café e cana-de-açúcar. Há um bom número de pousadas e hotéis, alguns de grande porte, principalmente na Via Costeira, embora seus principais atrativos naturais estejam ao longo da costa potiguar. Artesanato – Um dos melhores artesanatos produzidos no Nordeste é o do Rio Grande do Norte. E um reflexo da qualidade (e da própria quantidade) das peças confeccionadas por verdadeiros artistas manuais está em Natal, que já dispõe de seis grandes centros de ven-

da de produtos artesanais. O maior de todos é o Shopping do Artesanato Potiguar, no bairro de Ponta Negra. Entre os produtos que compõem o universo do artesanato potiguar estão os bordados, usados, sobretudo, para propósitos domésticos, assim como as bijuterias, fabricadas com metal e minerais diversos. Outros itens facilmente encontrados nos centros de artesanato são redes, tapeçarias, roupas de praia feitas de crochê e objetos de enfeite em couro ou madeira. Desafios e oportunidades – No quesito mobilidade urbana, Natal sofre algumas limitações. Dispõe de um sistema de trem urbano, com 38 km de


extensão, onze estações e capacidade para transportar 4 mil passageiros por dia. Apesar dos números, a qualidade tem sido considerada insatisfatória. Outro desafio a enfrentar é o problema do congestionamento: a frota atual de automóveis passa de 260 mil veículos e mais 2.500 são emplacados a cada mês. O sistema de transporte coletivo por ônibus tornou-se obsoleto e não atende às necessidades atuais. Natal está numa posição privilegiada em relação à Europa, o que é uma vantagem competitiva para o turismo. Com o novo aeroporto que está sendo finalizado, Natal superará as carências de transporte para atender ao substancial acréscimo de movimento com a Copa. O desafio é concluir o aeroporto até 2014. Outro grande desafio, como das

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Foto: Reprodução internet

demais cidades brasileiras, é solucionar suas carências de infraestrutura urbana, comprometendo, principalmente, sua mobilidade. Mas o maior desafio é revitalizar

o futebol do Rio Grande do Norte para proporcionar rendas mais elevadas, capazes de dar sustentação econômica ao investimento da Arena das Dunas. A


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opinião

Eu competente social = espermatozoide + óvulo “Assim sendo, penso que todo mundo nasce com Competência Social.” por João Sérgio Januzelli de Souza

Penso e logo escrevo! Então é Natal! E compras, comidas, bebidas... ainda serão mais lembradas que o dono da festa por muita gente! E o espermatozoide é mais lembrado do que o óvulo quando se fala em origem. É comum vir à memória mais a célula reprodutiva masculina, por exemplo, quando se diz que todo mundo já nasceu campeão. Afinal, enfrentou entre 200 e 500 milhões de cabeçudos que desejavam o mesmo objeto de consumo. Mas justiça seja feita! Um ser humano é resultado do encontro entre espermatozoide e óvulo. E isto significa que um foi ao encontro do outro. E isso significa também que, naturalmente, toda pessoa nasce com competência de ir ao encontro de alguém para realizar sonho ou satisfazer necessidades. Um mais um é sempre dois! E disto resulta uma terceira coisa. Assim sendo, penso que todo mundo nasce com Competência Social. E potencializar isto ou não, significará, cedo ou tarde,

sucesso ou fracasso nas necessárias empreitadas sociais, sejam elas profissionais, familiares ou políticas, entre tantas. Dar um passo à frente, pedir um conselho, solicitar uma explicação... Eis sinônimos desta Competência! Ouvir um conselho, isto é, usar a escuta empática, filtrar o que há de bom nisto e praticá-lo. Eis outro sintoma desta. Isto Sócrates, filósofo grego, entre tantos, já sabia! E, então, caso alguém esteja em apuros ou necessite de alguma ajuda, que dê o primeiro passo! Vá atrás de um amigo, um amor, um profissional... E depois de satisfeita a necessidade, que lembre-se de ser competente para oferecer ajuda também... Sempre! Não só no final de mais um ano, ou de quatro em quatro anos! Portanto, a Competência Social é uma competência de mão dupla. Sabendo usá-la, jamais se provocará acidentes... Ou suspeitas. E que o óvulo, então, seja sempre lembrado. Afinal, sem ele o que seria o espermatozoide? Produto, talvez, apenas de masturbação, ato adolescente e solitário, que até oferece certa satisfação, mas, como dizem populares, pode causar loucura. E, então, super amigo(a), procuremos ajuda, assim daremos um passo à frente. Procuremos amigos, amores, profissionais... E sejamos gratos a eles sempre! E mais: lembremo-nos de que dentro de nós existe um super amigo EU que está sempre disposto a nos ouvir e nos aconselhar também. Por isso, sem egoísmo, sem emoções afloradas, procuremos este amigo interior, fechemos nossos olhos, respiremos profundamente e abramos os ouvidos de nossa alma para ouvi-lo. Em tempo: o Mestre dos mestres, além de meditar para realizar seus planos divinos, buscou ajuda de doze homens, simples homens, que se tornaram memoráveis. E, então, “Feliz Natal” e sucesso sempre! Foto: Reprodução internet

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agito

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cinema

O Hobbit Prólogo da série Senhor dos Anéis chega aos cinemas em dezembro por Franco Junior

Para o cinéfilo de plantão ou quem gosta de livros que viram filmes, dezembro é o mês de mais uma história migrar das páginas para as telonas. Isso porque o prólogo da série Senhor dos Aneis vai ganhar vida e os amantes de Frodo e Cia. poderão ver como tudo surgiu 60 anos antes da trilogia do anel ter início. Distribuído pela Warner Bros., o longa foi dividido em duas partes e o elenco conta com Orlando Bloom, Elijah Wood e Cate Blanchet como intérpretes de Legolas, Frodo e Galadriel, respectivamente. Todos eles, também personagens da obra de J.R.R. Tolkien, nessa nova aventura do hobbit Bilbo Baggins (Martin Freeman). A história, ambientada anos antes da saga do Anel, mostra a inesperada aventura de Bilbo Bolseiro, tio do jovem Frodo, ao lado do mago Gandalf, Foto: DIvulgação

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do anão Thorin Escudo de Carvalho e seus 13 companheiros, no resgate de um tesouro da família de Thorin, que foi roubado pelo temido dragão Smaug. Bilbo Bolseiro vive uma vida pacata como a maioria dos hobbits. Um dia, aparece em sua porta o mago Gandalf (Ian McKellen), que lhe promete uma aventura nunca vista. Na companhia de vários anões, Bilbo e Gandalf iniciam sua jornada inesperada pela Terra Média. Eles têm por objetivo libertar o reino de Erebor, conquistado há tempos pelo dragão Smaug, e que antes pertencia aos anões. No meio do caminho encontram elfos, trolls e, é claro, a criatura Gollum e seu precioso anel. Novidades – Quem pensa que a adaptação do livro O Hobbit para os cinemas termina quando os dois filmes forem lançados, está muito enganado. Logo após o anúncio do término

das gravações de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, em sua página do Facebook, no início do ano, o diretor do longa, Peter Jackson, admitia voltar aos sets de filmagem em 2013, para rodar mais algumas cenas extras. No entanto, o que seria só uma visão diferente dos dois primeiros filmes se tornará um novo longa, que já tem até data para o lançamento: 18/06/2014. A novidade foi revelada por Jackson durante a Comic Con, evento realizado em San Diego, Estados Unidos, que teve exibição dos 12 primeiros minutos do longa que estreia em dezembro. Em 2013, também em dezembro, será a vez da segunda parte ser lançada com “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”. Assim, os amantes das telonas, e principalmente da saga O Senhor dos Aneis, já esperam ansiosos pela estreia do primeiro filme. Para que, depois, contem os minutos para os outros dois.


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opinião

Dona lindona... “... cobriu com maionese, rosbife, tomate, alface e queijo e dobrou a folha síria recheada.” por Lauro Augusto Bittencourt Borges

Um boteco estrelado pra esta Sanja crepuscular. Era o que eles queriam. Bons de copo, cheios de ideias e atrás duns trocos, Zerbetto Brothers, Gilberto Sibin e patota puseram na cachola que a night destas bandas caipiras nunca mais seria a mesma. Estávamos no final dos anos de 1970 e o Tekinfin ainda era um bar incipiente. O local escolhido era um subsolo infecto lá no comecinho da rua São João. Por razões óbvias, a taberna foi batizada de Porão. E o cardápio? Nada de convencional, fora mesmice. Drinques, lanches e petiscos com pedigree do melhor da Paulicéia Desvairada. A criação deste menu consumiu dias de peregrinação pelos points que

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ferviam na noite paulistana. Cardápios foram surrupiados de cafés do Bixiga e de pubs dos Jardins. É improvável dizer que a pesquisa foi chata. Após a maratona de cartas tungadas e acepipes devorados, o estado-maior do Porão se reuniu num etílico benchmarking pra bater o martelo. Martelo batido e entre as escolhas estava o beirute. Prevenidos, os neo-empresários da noite mandaram vir toneladas da alma do beirute: o pão sírio dos “brimos” da 25 de Março. Dias antes da abertura da casa, pânico! Descobriram que os pães haviam sido o banquete de zilhões de fungos. Todo o “Oriente Médio” estava tomado por um asqueroso bolor. Daqueles bem verdes e aveludados. A rede de contatos foi acionada pelo tom grave do Celso Zerbetto. A emergência pedia o socorro ligeiro da sogra paulistana. Dona Lindona ouviu os clamores via DDD: - Dona Lindona, sogrinha do coração, pelamordeDeus! Desce na 25 e manda pra cá trocentas dúzias de pão sírio. Vamos abrir o boteco e o menu tem que estar completo. Solícita com o genro, Dona Lindona atendeu às preces do vozeirão e no dia seguinte eram descarregadas nas imediações da Estação dezenas de dúzias de chacha – os “brimos” me perdoem se a grafia estiver errada –, um pão árabe finíssimo, tipo folha, do tamanho de uma toalha de rosto. O pão era sírio, mas inapropriado para o beirute. Celsão teve um insight gastronômico-genial: estendeu a “toalha”

na mesa, cobriu com maionese, rosbife, tomate, alface e queijo e dobrou sucessivamente a folha síria recheada. O insólito embrulho ainda padeceu de outra invencionice zerbettiana: foi pincelado com densa camada de geléia de morango. As testemunhas da grande sacada explodiram em gozo ao provar o sanduba. Nascia ali o Dona Lindona, um ícone da gastronomia sanjoanense. Um tesão agridoce! Anos depois, o Porão já com as portas baixadas, a ferveção na Sanja-night era no Salamalec. A viuvada do Dona Lindona pediu ao proprietário da nova casa que introduzisse a iguaria no cardápio. Conseguiram. Celso Zerbetto passou o know-how do manjar à cozinha do Salamalec. A orfandade dos glutões agradeceu. Bem verdade que nesta época o Dona Lindona sofreu com hereges variações. Tiveram a ousadia de substituir a geléia por requeijão. Os fundamentalistas protestaram em vão contra a opção queijeira. Porão e Salamalec, hoje, apenas vivem na memória desta Sanja. Celso Zerbetto só quer saber de pedras nobres e comida chinesa e este escriba enche a boca d’água pra que algum bem-aventurado restauranteur resgate o Dona Lindona e o devolva ao circuito botequeiro desta província crepuscular. Em tempo: Viva! Solange Giollo, cap do Schnaps, ali na esquina da Campos Salles com e Teófilo de Andrade, foi sensível aos clamores da glutonaria sânjica. O Dona Lindona há mais de ano já está de volta ao circuito botequeiro deste torrão mantiqueiro.


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ciência

Sofremos um processo de humilhação cósmica E muito provavelmente não estamos sozinhos no Universo por Dulcidio Braz Jr.

Na medida em que a Ciência vem avançando, nós, seres humanos, temos sofrido um processo gradativo de humilhação cósmica. Não entendeu? Explico. Para a civilização grega, bem antes de Cristo, a Terra era considerada o centro do Universo. Nesta concepção simplista, tudo girava ao redor do nosso planeta, um suposto lugar privilegiado. Ainda na Grécia antiga, houve a suspeita de que a Terra poderia não ser o centro absoluto de tudo. Surgiram modelos alternativos, mas que não foram bem aceitos e ficaram engavetados por séculos. Foi somente no século 16, a partir dos trabalhos do astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), que o Heliocentrismo começou a ganhar consistência. Mas era apenas uma ideia. Em 1609, o italiano Galileu Galilei (1564-1642) ousou apontar uma luneta para o céu. A luneta, que foi inventada para observar coisas na Terra, revelou-nos fortes evidências experimentais de que o Geocentrismo não era um bom modelo. Galileu observou o planeta Júpiter e as suas quatro maiores luas. De um dia para outro, era possível constatar que estes satélites naturais mudavam de posição, caracterizando órbitas ao redor de outro planeta que não a Terra. Era uma prova irrefutável de que a Terra 90

Fotos: Reprodução internet

Contato - Acima, a placa instalada na sonda Pioneer 10 na esperança de que, se ela for encontrada por alguma inteligência extraterrestre, seja possível determinar sua origem. Ao lado, Carl Sagan, autor do livro Contato, e da frase “se não houver vida em outros lugares do Universo, será um enorme desperdício de espaço”.

não era, de fato, o único centro de tudo. O cientista também observou o planeta Vênus, constatando que, assim como a nossa Lua, ele também apresentava fases. E, dependendo da fase, o tamanho aparente de Vênus mudava. Qual a explicação para este fato notável? Simples: Vênus deveria orbitar o Sol,

numa trajetória interior à órbita terrestre, podendo se aproximar ou se afastar bastante da Terra, o que justificava o seu tamanho aparente variável no tempo, enquanto a sua porção iluminada pelo Sol também se modificava. Não tinha mais volta: Galileu havia conseguido evidências experimentais


contundentes de que a Terra não era o centro do Universo! E contribuiu bastante para a concepção de que o Sol deveria ser o centro dos movimentos planetários, talvez o centro do Universo. Mostrou ainda que um outro planeta poderia ser o centro local dos movimentos de satélites. Logo, não deveria existir um único centro privilegiado para tudo, muito menos localizado aqui na Terra. Hoje, sabemos que vivemos no terceiro planeta do Sistema Solar, um astro rochoso e pequeno. O Sistema Solar é somente um sistema planetário dentre tantos outros. O Sol, uma estrela comum, com todo o seu sistema, fica na periferia da nossa galáxia, a Via Láctea, onde estimamos haver cerca de 200 bilhões de outras estrelas. E a Via Láctea é apenas uma galáxia na periferia de um aglomerado local de galáxias.

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Em todo o Universo, acredita-se que exista uma centena de bilhões de galáxias. Portanto, estamos na periferia da periferia cósmica, dentre muitas galáxias e inúmeros planetas. Entendeu agora o que eu queria dizer lá no começo com humilhação cósmica? A Ciência nos despejou do centro do Universo, onde nunca estivemos de verdade, exceto pela vaidade humana de nos sentirmos únicos. Nunca estivemos num lugar privilegiado, de importância ímpar. E, quanto mais a Ciência avança, mais temos a certeza de que somos lugar-comum, numa imensidão de bilhões de galáxias, cada qual com centenas de bilhões de estrelas que, assim como o nosso Sol, podem abrigar seus próprios planetas. Faça as contas você mesmo: se apenas uma minúscula fração destes planetas tiver vida, mesmo assim pode-

mos ter inúmeros planetas com seres vivos. E se uma porção ainda menor destes abrigar vida inteligente, ainda assim são muitas as possibilidades de não estarmos sozinhos no subconjunto do Universo inteligente. Podem existir até mesmo civilizações inteligentes em estágio muito mais avançado do que o nosso, seja do ponto de vista tecnológico ou espiritual. Em 1989, foi descoberto o HD 114762 b, o primeiro planeta extrassolar, ou seja, fora do Sistema Solar, tão longe daqui que a luz que vem de lá demora 132 anos para chegar à Terra. No momento em que escrevo este texto, somente 23 anos depois desta descoberta histórica, já estão confirmados 843 planetas extrassolares. Mas pode ser que quando você estiver lendo esta frase impressa na revista, este número de mundos extrassolares já tenha aumentado. >


Os planetas no celular O Exoplanet é um programa desenvolvido para os donos de iPhone que gostam de estar por dentro do que está acontecendo no mundo da Astronomia. Dedicada aos planetas extrassolares, também conhecidos como exoplanetas, este aplicativo traz diversas informações e imagens para que o usuário possa ficar atualizado com as descobertas astronômicas. A ideia do Exoplanet é simples: reunir a maior quantidade de informações sobre o maior número de planetas extrassolares. Fazendo uso do menu principal do aplicativo, o usuário pode facilmente acessar as ferramentas oferecidas. Vale lembrar que nem todos os planetas extrassolares presentes na lista do Exoplanet possuem centenas de informações. Você poderá notar que alguns contam com dados completos e detalhados, enquanto outros quase não trazem informações. Isso, no entanto, não é uma falha do programa. Na realidade, é uma retratação da dificuldade que é conseguir extrair dados de objetos e planetas tão distantes como os exoplanetas. Aproveite este ótimo programa para ficar informado a respeito dos mundos extrassolares.

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Tenho um aplicativo no iPad que avisa em tempo real cada vez que um novo planeta extrassolar é encontrado. E, graças às técnicas que se aperfeiçoaram nestas duas décadas de pesquisas, toda semana temos novidades. Há na internet vários sites que catalogam planetas descobertos fora do Sistema Solar (como, por exemplo, o www.exoplanet.eu). Muito em breve chegaremos a mil planetas extrassolares. Não vai demorar muito para que sejam milhares deles por nós conhecidos. Encerro esta reflexão sobre a nossa humilhação cósmica lembrando Carl Sagan (1934-1996) em “Contato” (história de ficção publicada em livro, em 1985, e lançada no cinema em 1997): “se não houver vida em outros lugares do Universo, será um enorme desperdício de espaço”.


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economia

O custo benefício da Copa do Mundo de 2014 Quais são as opções econômicas e políticas para as construções dos estádios da Copa? por Gilberto Brandão Marcon

Toda vez que vai se fazer um gasto público, se está fazendo uma opção, que não é apenas econômica, mas política também, pois são tantas as demandas a serem cumpridas, que por vezes fazer uma opção implica abrir mão de outra. Neste sentido, os gastos do Estado relativo à Copa do Mundo podem ser comparados sob esta ótica. Para tanto, há que se buscar uma padronização, ou uma relação adequada. Neste caso, é possível se comparar o custo de construção e reforma dos estádios com o de construção de moradias para a população. É claro que o gasto em estádios não pode ser visto apenas em seu valor, pois implicará efeitos multiplicadores, assim como também deve ficar claro que um bem estabelecido programa de

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habitação também produz tais efeitos, mas o caso aqui é comparar os gastos em si. Neste sentido, há que se lembrar que, nos últimos anos, o país foi palco de tragédias naturais ligadas às chuvas que levaram à destruição de grandes áreas. Apenas para exemplificar, o caso do estado de Pernambuco em 2010, onde foram perdidas 14.316 casas, cujos custos de reconstrução foram calculados em torno de R$ 30 mil por moradia. Pois bem, o citado estado da federação atualmente provisiona verba estadual e terá empréstimo de recursos do governo federal para construir a Arena Capibaribe, cujo total será de R$ 464 milhões. Ora, basta fazer uma conta de divisão para se concluir que com tal recurso seria possível a construção de 15 mil casas, ou seja, recuperaria as destruídas e ainda construiria quase um milhar a mais. O jornal Fo-


lha de São Paulo, trabalhando em torno destes números, foi além e fez uma interessante comparação. Tomou por base os orçamentos de oito estados (Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte), que acrescidos pelo Distrito Federal deverão investir 4,831 bilhões de reais em seus estádios, visando a Copa de 2014. Esse dinheiro representa oito vezes o que os nove governos gastaram com habitação em 2009, algo em torno de R$ 589 milhões, o que significa que se mantido este nível de investimento nos próximos cinco anos, incluindo 2010, se teria a verba para habitação para os próximos cinco anos. Outro comparativo dos recursos

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em questão poderia ser feito em relação ao investimento feito em saneamento básico. Neste caso, o valor foi de R$ 1,269 bilhão em 2009, portanto, o valor gasto com os estádios equivalem em torno do gasto de quatro anos do país em infraestrutura. Ou seja, mantida a média, e faltando dois anos para Copa, este seria o valor gasto em saneamento básico até lá. Por fim, um terceiro comparativo, agora utilizando-se do investimento em gestão ambiental do citado grupo da federação em 2009. Trata-se de R$ 1,170 bilhão, ou seja, o valor a ser gasto com a futura copa em estádios se equipara a quatro vezes, o valor gasto em um ano neste segmento. Hoje existe uma carência de 5,8 milhões de habitações no Brasil, quanto ao saneamento básico, um quarto

das famílias brasileiras ainda não tem acesso ao mesmo, no que tange à questão ambiental. Estudo da Academia Nacional de Ciência dos EUA aponta o Brasil como líder em desmatamento na primeira metade da primeira década do século XXI. O montante gasto com a Copa não resolveria o problema, mas ainda assim, é mais do que está sendo investido, o que se faz questionar quanto a prioridades e hierarquia dos gastos do governo. Muito se fala em investimento privado, mas não se esclarece que serão com recursos buscados junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), onde o dinheiro para obras de estádios terá status especial, sem, por exemplo, enfrentar fila. Este é o Brasil real da Copa de 2014.


história

O presépio de nossa infância Complexo montado em garagem de casa à rua Antonina Junqueira fazia sucesso por Ana Lucia Finazzi

O presépio é um dos símbolos mais singelos do Natal. É prática comum em todos os países cristãos e dificilmente encontramos alguém que não tenha visto um, dos mais sofisticados até os mais simples, montados no interior das casas, lojas, praças e igrejas. O costume da montagem de presépios surgiu por volta de 1224 (embora seja difícil precisar datas), na cidade italiana de Greccio. Diz a história que teria sido Francisco de Assis quem idealizou o primeiro presépio e pediu a um artesão, Giovanni Villiti, que executasse o projeto (Festas Populares e Suas Origens - S. V. Milton). Nos idos anos de 1950, o sanjoaFoto: Arquivo pessoal

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nense Miguel Sguassábia, filho dos imigrantes italianos Luís Sguassábia e Sophia Quinzani Sguassábia, colocava à mostra um presépio mecanizado. O complexo maquinal era montado, geralmente, na garagem de sua casa, na rua Antonina Junqueira, fundos do Theatro Municipal, aberto para a visitação pública e com uma caixinha de arrecadação de donativos para a Casa da Criança. Tendo iniciado sua vida profissional como marceneiro, na Fábrica de Móveis Balestrim, mesmo depois de ingressar no Banco do Brasil, como funcionário, manteve nos fundos da residência uma oficina de marcenaria, onde além de fabricar brinquedos para os netos, confeccionava e adaptava

cada peça da diminuta cidadezinha. As figuras minuciosamente adequadas ao cenário encantavam a todos. Ele gostava de contar como foi adquirindo cada peça, em suas viagens, quando imaginava uma forma de encaixá-las ao cenário com a mecanização exigida e aperfeiçoada para a inclusão no conjunto. Uma procissão entrava pela porta da frente da igreja e saía pelos fundos, enquanto o sacristão tocava o sino no campanário. Os diminutos postes das ruelas, com as lâmpadas amareladas, muito semelhantes às da São João daqueles tempos, a pequena lapinha onde a Sagrada Família velava o recém-nascido Jesus. Uma lavadeira esfregava a roupa, num movimento

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Foto: Arquivo pessoal

constante e ininterrupto. No coreto da pracinha, a bandinha tocava enquanto casais giravam no ritmo da música. Um caçador, com seu cão, munido de uma espingarda, perseguia um leão passando por dentro de um túnel, para regressar ao ponto de partida. Havia, também, um sapateador negro, uma fonte com peixinhos e uma roda-gigante onde as crianças, em suas cadeirinhas, davam voltas e mais voltas. A Família Imperial (uma alusão à visita da Corte a nossa cidade) caminhava rumo a um castelo. A pequenina pastora, sentada junto ao córrego, observava os patinhos nadarem. Tudo isto tinha, como pano de fundo, montanhas e palmeiras que sugeriam as tradicionais macaubeiras desta região. O conjunto era, com certeza, um fascínio e marcou os Natais de muita gente que pôde apreciá-lo. Ocasionalmente foi montado em outros pontos da cidade, para a apreciação dos transeuntes que, encantados com o trabalho do artesão, depositavam seus donativos. Era uma forma de celebrar o nascimento de Jesus, entretendo a todos, ao mesmo tempo em que levava, aos menos favorecidos, a esperança que o Natal representa. Atualmente, as peças remanescentes do presépio de Miguel Sguassábia fazem parte do acervo do Museu de Arte Sacra do município.

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Miguel Sguassábia - Filho dos imigrantes italianos Luís Sguassábia e Sophia Quinzani Sguassábia, Miguel iniciou sua vida profissional como marceneiro, na Fábrica de Móveis Balestrin. Mesmo depois de ingressar como funcionário do Banco do Brasil, manteve no fundo de sua residência uma oficina de marcenaria, onde, além de fazer obras encomendadas pelos amigos, também produzia brinquedos para os netos.


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Sapatos masculinos: Madri Magazine - (19) 3635-1717 Moda feminina: Yaia Moda - (19) 3633-8785 Acessórios femininos: Morana São João - (19) 3622-3837 Modelos: Ana Laura Santos Vallim Bruno Gentil Thaís Alcará de Souza Produção de moda, cabelo e maquiagem: Michelli Delcaro Fotos: Juan Landiva Agradecimentos: São João Decor, Kamilla Cunha, AMITE , Sylvio Carrera, Marichris Modelos (19) 3862-0618 e Inversão (19) 3623-1408

Estilo em Dó maior.

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Ana Laura veste vestido de cetim champagne Club Sophia – Yaia Moda Colar dourado curto com vários fios, clutch dourada e creme com estampa animal, anéis dourados com zircônias e pulseira dourada com cristais – Morana São João


Ana Laura veste vestido curto bandagem (preta) e musseline (nude), Young – Yaia Moda Brinco dourado com flor branca, colar preto com cristais, bracelete dourado com strass, anel dourado liso, anel dourado com detalhe em strass e anel grafite com strass – Morana São João Thais veste vestido festa curto, de cetim nude e um ombro só, Young– Yaia Moda Brinco e pulseira prateada com vários fios, pulseira prateada de elos com strass, pulseira prateada de círculos trabalhados, anel prateado vazado com strass, anel prateado fosco e anel prateado com strass – Morana São João

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Ana Laura veste vestido longo tomara que caia , corte sereia , renda prata e cetim preto, New Fashion – Yaia Moda Conjunto de strass prateado e preto, clutch preta, pulseira prateada com 3 carreiras zircônias, pulseira prateada de zircônias pretas, pulseira prateada de zircônias, pulseira prateada de zircônias pretas, anel de strass prateado e preto – Morana São João

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Thais veste vestido festa curto, de cetim nude e um ombro só, Young– Yaia Moda Brinco prateado de círculos trabalhados, pulseira prateada trançada com strass, pulseira prateada de elos com strass, pulseira prateada de círculos trabalhados, anel prateado vazado com strass, anel prateado fosco e anel prateado com strass – Morana São João

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Thais veste vestido mini, paetê vermelho e decote V– Yaia Moda Colares dourado com vários fios, bracelete dourado vazado com strass, bracelete dourado com strass, anel dourado liso, anel dourado com detalhe em strass e clutch creme – Morana São João

105 Bruno usa sapato social da Vitelli – Madri Magazine


Thais veste vestido longo festa de cetim de seda estampado, Club Sophia – Yaia Moda Brinco dourado com madrepérola, clutch creme com dourado e detalhe de estampa animal, pulseira dourada com madrepérola – Morana São João

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política

O conflito árabe-israelense Conheça um pouco mais sobre esse conflito que já se arrasta há 65 anos O conflito entre Israel e Palestina talvez seja o mais antigo da diplomacia mundial. Os recentes enfrentamentos entre os árabes e o estado judeu levantam cada vez mais dúvidas sobre a viabilidade de um acordo que finalmente traga a paz para o Oriente Médio. Parece ser cada vez mais factível que a única saída seja a criação de um país chamado Palestina, vizinho de Israel. Talvez essa saída deva ser adotada rapidamente, já que uma recente pesquisa realizada pelo instituto Dialog e pelo Fundo Yisraela Goldblum – ambos israelenses – apontou resultados perturbadores sobre a opinião do público. A maior parte dele defende abertamente políticas que fariam Israel ser conside-

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rado oficialmente um país que pratica o apartheid, e 58% dos ouvidos dizem que a segregação já existe no país. Grande parte desse resultado é motivado por anos de políticas sionistas, apoiados pela direita e por radicais religiosos israelenses, que pregam a necessidade da existência do estado de Israel onde historicamente existiu o reino de mesmo nome – mesmo que isso tenha de ser feito através da força, coerção e apropriação. Mas a opinião pública mundial começa a dar claros sinais se que a política sionista pode estar com os dias contados. Para o público em geral, embora os grandes veículos de mídia sempre apresentem Israel como grande ‘vítima

de provocações’, a imagem de um estado belicista e agressivo começa a ficar evidente. Além disso, a cada vez mais degradada situação da Faixa de Gaza começa a chama a atenção. Gaza é sim um campo de concentração. Gigante. Simplesmente porque não tem acesso à água (que está do lado israelense – por coincidência), não tem acesso a saneamento, à alimentação básica e a medicamentos. O bloqueio terrestre e marítimo imposto em 2007 tem levado a escassez prévia de suprimentos e, antes da atual rodada de hostilidades, já havia falta de 40% dos medicamentos essenciais, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. >


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Guerra - Ao lado, tanques israelenses em formação durante a guerra árabe-israelense de 1948. Como resultado, pelo menos 711.000 árabes palestinos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos de seus lares. Abaixo, uma foto do campo de refugiados palestino de Jaramana, em Damascus, Síria durante a Nakba - o êxodo palestino. Ele marca o início do problema dos refugiados, um dos principais elementos do atual conflito árabe-israelense.

Fotos: Reprodução internet

E alguém se lembra do resultado da frota turca, que tentou furar o bloqueio e levar ajuda humanitária para Gaza? Dez ativistas – não palestinos – mortos. Novamente a mídia internacional minimizou o fato, alegando que a culpa teria sido dos ativistas, não da ação militar – que, por sinal, foi deflagrada em águas internacionais. A Anistia Internacional condena repetidamente esse bloqueio como punição coletiva aos 1,6 milhões de habi-

tantes da região e demanda que ele seja completamente encerrado, além de cobrar investigações sobre possíveis crimes contra a humanidade no conflito de 2008-2009, em que cerca de 1.400 palestinos foram mortos, incluindo cerca de 300 crianças e centenas de outros civis desarmados. Neste mesmo período, três civis israelenses foram mortos no conflito. O grande problema é que não há perspectivas de paz sem que Israel re-

torne às fronteiras anteriores a 1967, devolvendo todos os territórios invadidos na Guerra dos Seis Dias. A própria ONU aprovou já em 1967 a Resolução 242, que determina a retirada militar dos territórios ocupados e a resolução do problema dos refugiados. Israel não cumpriu a resolução, alegando que só negocia a desocupação dos territórios se os estados árabes reconhecerem o estado de Israel. Parece que essa história ainda está longe de ter um fim... A

Muro da Cisjordânia O Muro da Cisjordânia é uma barreira que está sendo construída pelo Estado de Israel, passando em torno e por dentro dos Territórios Palestinos Ocupados (Cisjordânia e Jerusalém Oriental). A barreira tem uma extensão aproximada de 760 km - quase doze vezes maior que o Muro de Berlim. Ladeado por uma faixa de 60 metros de largura (área de exclusão) e a muralha de concreto chega a 8 metros de altura. A existência e o traçado da construção são contestados sob os aspectos políticos, humanitários e legais. O Tribunal Internacional de Justiça de Haia o declarou ilegal em 2004, pois a barreira corta terras palestinas e isola cerca de 450.000 pessoas. Israel não acatou o parecer da Corte Internacional, e a construção da barreira prossegue. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, a barreira física e burocrática imposta atualmente visa proteger os 500.000 colonos judeus que ocupam assentamentos na Cisjordânia - em contravenção à lei internacional.

Foto: Reprodução internet

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Sandy veste shorts Pura Mania e blusa Tan Tan – Rainha Store Pulseira preta de acetato, pulseira coral de acetato, pulseira bege de acetato, maxi-colar com pedras laranja e strass, pulseira de couro azul com strass, pulseira de couro laranja com strass – Morana São João Maitê veste camisa Chopper e shorts Chopper – Rainha Store Brinco de argola rose, pulseira com vários fios rose, colares longos com vários fios e anel rose – Morana São João Laudy veste camiseta laranja da Idhok, bermuda caqui da Light Vision, cinto da Fasolo e coturno da Passoleve - Madri Magazine

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Com o pé


Moda / sapatos masculinos: Madri Magazine - (19) 3635-1717 Moda feminina: Rainha Store - (19) 3631-8610 Acessórios femininos: Morana São João - (19) 3622-3837 Modelos: Laudy Parreira Agostinete Maitê Carvalho Sandy Agostinete Produção de moda, cabelo e maquiagem: Michelli Delcaro Fotos: Juan Landiva Locação: Serra da Paulista Agradecimentos: José Carlos Dória e ao Clube de Antigomobilismo ‘Ferrugem na Veia’, Kamilla Cunha, Sylvio Carrera e Patrícia Rehder.

na estrada...

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Maitê veste blusa e saia Chopper – Rainha Store Colar dourado liso, anel dourado liso, anel dourado fosco, pulseira dourada com pedras brancas, pulseira dourada com pedras brancas e strass, brinco dourado de coração de zircônia – Morana São João

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Laudy veste camiseta branca da SBA, bermuda xadrez da AssĂŠdio, cinto da Free Way e sapatĂŞnis da Kildare - Madri Magazine

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Sandy veste vestido Pura Mania e jaqueta jeans Chopper – Rainha Store Brinco dourado de argola trabalhada, maxi-colar bege e laranja, dupla de pulseiras de pedras howlita turquesa com pingentes, dupla de pulseiras de pedras ônix com pingentes, dupla de pulseiras de pedras jade rubi com pingentes, dupla de pulseiras de pedras coral com pingentes, dupla de pulseiras de pedras howlita turquesa, com pingentes e anel dourado com pedra citrino – Morana São João

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Laudy veste camisa xadrez da Mooncity, bermuda jeans da AssĂŠdio, cinto marrom da Fasolo e sapato da Free Way - Madri Magazine

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Sandy veste Shorts franja Carlota Costa e blusa Pura Mania – Rainha Store Anel prateado fosco,anel prateado e grafite com strass, brinco prateado de argola torcida com strass, colar prateado de fios torcidos, pulseira prateada de elos com strass, pulseira prateada de elos duplos trabalhados, pulseira prateada trançada com strass e clutch preta – Morana São João Maitê veste saia paetê Carlota Costa e blusa Pura Mania – Rainha Store Brinco dourado liso, maxi-colar dourado com spikes e strass, pulseira dourada com spikes e anel duplo com asa e caveira – Morana São João

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dicas

por Hélinho Fonseca

Em tempos de correria para os presentes de Natal, ficam aqui as nossas sugestões. São lançamentos recentes, mas que já fazem grande sucesso, quer seja em CD’s, DVD’s ou livros. A todos um Feliz Natal, um ótimo 2013 e que juntos no próximo ano possamos continuar colaborando com nossa cidade e, em especial, com a Revista Atua.

Filme / Música - DVD

Arlindo Cruz Batuques do meu lugar

Música - CD

Daniel Boaventura

Kid Abelha – 30 Anos

Maria Rita Redescobrir

Trilogia Cinquenta tons de cinza Estreia literária da inglesa E L James — uma ex-executiva da TV londrina, mãe de dois filhos adolescentes e recentemente eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time —, a trilogia teve direitos de publicação adquiridos por 37 países em leilões disputadíssimos, vencido no Brasil pela Intrínseca. Os livros Cinquenta tons de cinza, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade serão adaptados para o cinema pela Focus Features, da Universal Pictures — os direitos foram comprados por um valor recorde de US$5 milhões.

Jorge e Mateus – Ao Vivo em Jurerê

Tony Bennett – Viva Duets

Sex Pistols - Never Mind The Bollocks (Duplo)

Ivete Sangalo – Real Fantasia

E. L. JAMOES Editora Intrínsica - Média de 500 Págs.

Vitrine de novidades Proporcionar aos estudantes e profissionais da área publicitária um espaço para expor seus trabalhos, ampliando sua visibilidade no mercado e auxiliando-os na busca por uma colocação profissional. Para os publicitários de plantão: www.vitrinepublicitaria.net 120


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curioso

2012, mais um fim... A bola da vez é o mito de que o mundo terminará no dia 21 de dezembro Segundo o filósofo Luiz Fernando Pondé, uma forma de compreender o homem é pensá-lo como um animal que carrega seu cadáver nas costas o tempo inteiro. Isso porque ele tem consciência da morte e da finitude da vida, que ele define como “saber mais do que deve e menos do que precisa”. Tal definição serve para ilustrar o por que previsões e profecias - por mais absurdas que sejam - encontram grande repercussão e são acolhidas na nossa sociedade. Para quem duvida disso, basta lembrar um pouco da história e de quantas vezes já foi anunciado o fim do mundo - não é necessário lembrar que em nenhum desses casos elas não se concretizaram. A bola da vez é o mito de que o mundo como conhecemos acabará durante o solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012, mergulhando o planeta em um enorCódice- O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante deles e encontra-se na biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas seções são ritualistas, outras são de natureza astrológica (eclipses, ciclo de Vênus, etc).

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Foto: Alexander von Humboldt

me caos. Para quem acredita, as evidências desses fatos teriam sido deixadas pelos maias, pelo milenar livro I Ching (um livro chinês sobre concepções do mundo e filosofias de vida), na Bíblia, por povos nativos de diversas outras partes do mundo, profetas medievais e muitos outros. Os maias entram na história - O grande argumento de defesa dessa tese são os calendários maias que, elaborados com precisão surpreendente, preveem eventos astronômicos com grande exatidão. “Os maias disseram que haverá o fim do mundo em 2012”, repetem entusiasmadas algumas pessoas, mas é importante ressaltar que a comunidade científica não reconhece qualquer documento maia que justifique esse tipo de afirmação; inclusive existem registros de calendários que citam datas que ocorrerão centenas de anos depois de 2012. Não há também unanimidade na correlação entre as datas do calendário maia e o calendário gregoriano (que usamos atualmente). Ou seja, o tal ciclo que prevê o fim do mundo pode ter acontecido a 200 anos ou então ocorrer daqui a outros 200 anos. Mas, afinal, de onde surgiu tudo isso? >


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De acordo com o calendário maia, 2012 é o fim de um ciclo de 1.872.000 dias. A expectativa da catástrofe surgiu porque, justamente nos trechos do calendário escrito no códice de Dresden, havia falhas que impediam a leitura e permitiam diversas interpretações. O marketing achou nisso um prato cheio para instigar a comoção popular. E para dar mais credibilidade à história, nada melhor que somar mais alguns profetas (de diferentes culturas), misturar um pouco as coisas e está pronta uma história crível, o suficiente para a população - e lembre-se: notícias ruins são as que mais vendem. Mas, para desapontar os criadores da lenda, recentemente publicou-se que foi possível ler a falha, que revelou a descrição não de um apocalipse, mas

sim do retorno de um deus maia à Terra Necessidade do fim - Mas como explicar tamanho interesse a respeito do tema pela população mundial? Não é de hoje que notícias ruins vendem jornais. Para o historiador Leandro Karnal, isso é fruto do “estranho interesse humano pela violência”, também já citado pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer. É esse interesse que nos leva a comprar jornais, assistir a programas sensacionalistas e despertar tanta atenção ao tema “fim do mundo” - enquanto imaginamos milhões de mortes violentas, ao melhor estilo hollywoodiano. Além disso, os seres humanos sempre foram muito bons para realizar associações, e se por um lado isso facilita nossa vida permitindo aprendermos

a ler, reconhecer rostos etc; também tem seus lados desfavoráveis, como associar crises econômicas, cataclismos e outros problemas aleatórios a conspirações ou sinais que predizem o fim do mundo. É importante somarmos a isso também a questão do geocentrismo temporal - continuamos pensando que somos especiais no Universo, neste caso em termos de tempo. Mas se por acaso o mundo não acabar em 2012, não entre em pânico: outras datas já estão previstas para você aproveitar. Em 2060, há o fim do mundo previsto por Isaac Newton. Alguns anos antes, em 2036, o asteroide 99942 Apophis passará próximo da Terra - o quanto próximo, ou o quanto perigoso, ainda é discutível - mas não se deixe enganar: 999 é 666 ao contrário, e 42, bom, é 42...

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O fim mais perto do que você imagina Foto: Reprodução internet

Talvez nós devêssemos ter mais medo de humanos do que de profecias apocalípticas. Desde os anos 1950, o mundo já esteve em três ocasiões - pelo menos - próximo de encarar seu fim. A última delas foi em 26 de setembro de 1983, que ficou conhecido como o Incidente do Equinócio de Setembro. Naquele fatídico dia, às 00h14, horário de Moscou, Stanislav Petrov (foto ao lado) estava de plantão e alarmes começaram quando um dos satélites soviéticos OKO detectou o lançamento de míssil a partir da base de Malmstrom (Montana - EUA), com um tempo de impacto de 20 minutos. Cinco minutos depois, os computadores acusavam mais quatro lançamentos. Se esse já parecia um alerta assustador, o cenário geral era ainda pior: três semanas antes os soviéticos haviam derrubado por engano um Boeing 747 da Korea Air Lines, que invadiu o espaço aéreo russo; em paralelo, a OTAN tinha iniciado manobras militares (Able Archer´83) e a rede de espiões da KGB - o serviço de espionagem soviético - relatava que o ataque era iminente. O oficial, que conhecia a fundo o sistema de satélites OKO e a facilidade com a qual podia se equivocar, novamente considerou que era pouco lógico iniciar um ataque com só cinco mísseis, quando se tinha a mão um arsenal composto por milhares deles. Felizmente para o mundo, Petrov decidiu esperar. Mais tarde, descobriu-se que era um falso alarme, causado por uma pouco frequente conjunção astronômica entre a Terra, o Sol e a posição do satélite.

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tecnologia

Em qual TV vou assistir à minha novela, aos filmes e ao futebol? Dezenas de modelos e polegadas podem ser adquiridas, em diversos preços pósito, que é levar a melhor qualidade de imagem até o pessoal de casa.

por Alexandre Pelegrino

Plasma, LCD ou LED? Essa é a dúvida de muitos consumidores na hora de escolher qual modelo de TV comprar. E o que é Full HD, 4K e 3D? O mais querido aparelho doméstico dos últimos tempos já passou dos seus 80 anos e ainda continua encantando os telespectadores. Somente por meados da década de 1920, Vladimir Zworykin – um russo que vivia nos Estados Unidos – criou o tubo iconoscópico, que é a base da televisão que conhecemos hoje. Mas, apenas em 1928, foi realizada a primeira transmissão de TV, feita por Ernst F. W. Alexanderson. E, em 1935, a televisão realizou sua transmissão oficial na Alemanha; em novembro do mesmo ano, na França. Logo Após a 2ª Guerra, a TV se tornou muito popular, dada a queda dos preços e o aumento da renda entre a população em geral. Em 1954, foi criada a TV em cores. Poucos anos depois, em 1962, as primeiras transmissões via satélite de um continente para o outro tornaram a TV o principal meio de comunicação do mundo. Até os dias atuais, muita coisa mudou, mas o que mais confunde a cabeça do consumidor é o imenso número de modelos, marcas e suas tecnologias. Todas elas se resumem em um só pro-

Tendências - Entre os televisores, a moda é ser fina e grande ao mesmo tempo. A Toshiba lançou a TV com 55” e comum recurso que possibilita ver o conteúdo 3D sem os óculos especiais, mas esse modelo ainda não está disponível no mercado nacional.

Foto: Reprodução internet

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Particularidades – Entre as TVs de grandes formatos, as de plasma foram as primeiras a serem comercializadas, apresentando melhor contraste de cores e um retorno mais rápido das imagens. Hoje, a TV de plasma é recomendada para quem gosta de games e esportes, pelos benefícios de velocidade e de movimento. Em contrapartida, a TV de plasma consome mais energia do que as outras, além de ser muito mais sujeita a problemas de superaquecimento. Já os aparelhos com tecnologia LCD são capazes de produzir ótimas imagens, porque suas telas não emitem nenhum tipo de reflexo. Ele utiliza recursos eletrônicos para produzir cores brilhantes, possuindo maiores níveis de brilho e uma capacidade maior de luminosidade. Ela ganha em disparado colocando multifuncionalidade com aparelhos como câmeras digitas e computadores, por

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possuir uma linguagem de gráficos superiores, excelente para arquivos de textos e imagens de internet. A TV de LED reúne o melhor das outras duas tecnologias e oferece mais vantagens na qualidade de imagem, consumo de energia e em seu design, que é mais fino. Porém, acaba sendo mais cara, principalmente por ser uma tecnologia mais nova que as anteriores. É muito mais adequada para reprodução de imagens em Full HD. Para você conseguir explorar todo o potencial da tecnologia Full HD, é necessário o aparelho de Blu-Ray, pois com um DVD normal a qualidade da imagem não é tão boa. Full HD, 4K e 3D – Full HD é a resolução máxima que uma TV de alta definição atualmente no mercado alcança. Uma TV Full HD tem 1920 pixels de resolu-

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ção horizontal por 1080 pixels de resolução vertical, o que permite uma melhor visualização da imagem. Para obter uma qualidade digital máxima de comunicação em uma TV Full HD, você deve utilizar um cabo HDMI (High Definition Multimedia Interface). Em uma TV com definição 4K, os números já possuem 3.840 x 2.160 pixels de resolução. Ela chega para ser comercializada este mês nos Estados Unidos. Para assistir ao conteúdo nesta resolução, é necessário que empresas produzam conteúdos nestas qualidades. Infelizmente, para o Brasil, esta tecnologia ainda irá demorar um pouco. Já a tecnologia 3D literalmente não existe, pois é apenas uma ilusão criada pelo cérebro. Isso é possível graças a uma ocorrência chamada estereoscopia. Trata-se da projeção de duas imagens da mesma cena em

pontos de observação ligeiramente diferentes. O cérebro funde as duas imagens em apenas uma, dando a impressão de profundidade, distância e posição e tamanho dos objetos. A captação das imagens são feitas através de óculos, o que gera uma ilusão de visão em 3D. No final de agosto e começo de setembro, foi realizado a IFA 2012 (Feira Mundial de Comércio, líder em eletrônicos de consumo e eletrodomésticos). Os destaques na área de TV foi a Panasonic, com um aparelho de 103 polegadas (com tecnologia 3D sem a utilização de óculos), e a LG com a TV de Led de 55 polegadas e de, apenas, 4 mm de espessura, chegando ao valor de R$ 23 mil. Conclusão – Para cada consumidor existe uma TV de acordo com a ne-


cessidade de cada um. E essa prioridade deve ser mantida no momento da compra. Usamos a televisão para

assistir a filmes, shows, jogar videogames e até para conectar no computador. Por isso, cabe a você fazer uma

pesquisa pessoal sobre quais serão os principais usos da TV e usufruí-los com toda a família.

Como sintonizar o sinal de TV digital? Para assistir à TV digital em alta definição, ou seja, com imagens ricas em detalhes e de qualidade superior em comparação com a tradicional transmissão analógica, os aparelhos de TV precisam ser de alta definição (HD). Nas lojas e na internet, é possível encontrar essa característica com outros nomes, como “HDTV” ou “HD Ready” (preparado para HD). Na prática, todos esses termos significam que os televisores são capazes de exibir imagens em alta definição. Não importa se a TV é LED, LCD ou de Plasma. Basta ser HD. Além de ser HD, os aparelhos de TV precisam receber o sinal digital das emissoras. Essa recepção é feita por meio de um aparelho chamado “conversor digital” ou simplesmente “conversor”, que pode estar dentro ou fora do televisor. Se o conversor estiver embutido no televisor (frequentemente chamado de “televisor com conversor integrado”), você já tem tudo o que precisa para assistir a TV digital. A maioria dos televisores disponíveis no mercado já possui conversor integrado. Se o seu televisor não possuir conversor integrado, é necessário comprar um aparelho parecido com um DVD player, chamado “conversor digital”, que fica externo ao aparelho de TV. Esse produto capta o sinal digital das emissoras e envia esse sinal para o televisor. Ele pode ser conectado tanto em TVs de LCD, plasma ou de tubo, e alguns modelos disponíveis no mercado já permitem interatividade.

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cultura

Minha Vida, de Tchekhov Demissões, vida sedentária e falta de criatividade norteiam novela escrita pelo russo por Francisco de Assis Martins Bezerra

O dilema da escolha entre agir e seguir seus desejos mais íntimos ou o de se curvar aos ditames da sociedade. O conflito de obedecer às suas crenças e valores ou às normas e expectativas de seus familiares. Livrar-se das miudezas da vida que nos enredam é um desafio sempre presente nas relações humanas e que aflige a todos indistintamente e em qualquer lugar. Este é o tema que Tchekhov, magistralmente, trata nesta novela, Minha Vida. Anton Pávlovitch Tchekhov nasceu na cidade portuária de Taganrog, sul da Rússia, em 1860. Era um momento de grandes agitações populares e repressões políticas, e a literatura usada como um instrumento de debates e reflexões sobre as ricas polêmicas em curso na sociedade russa. Após obter grande fama como contista, consolida-se também

como dramaturgo respeitado, tendo algumas de suas peças encenadas no Brasil, como A gaivota, Tia Vânia e As três irmãs. Esta novela retrata a vida do jovem Missail Póloznev, que depois de nove demissões seguidas em traba-

mentos pregados por Tostói, a simplificação, ou seja, a adoção de um estilo simples de vida, como a dos camponeses, dos mujiques, pois, apesar da rudeza de suas vidas, é rica em valores humanos. Ao frustrar a expectativa do seu pai

lhos burocráticos, de sua inadequação à vida sedentária, à repetição e à falta de criatividade dos ditos trabalhos “intelectuais”, resolve assumir trabalhos “braçais” como pintor de paredes e colocador de vidros. Esta ruptura seguia os ensina-

e romper com as tradições familiares e hierarquia social, é vítima de sua ira e desgosto e também da sociedade de sua pequena cidade que o trata com desconfiança e zombarias. Ao transitar nestes dois mundos, pode perceber claramente os subterfúgios desta sociedade que prega uma coisa e pratica outra.

Criador e obra - Tchecov foi um médico, dramaturgo e escritor russo, considerado um dos maiores contistas de todos os tempos. Em sua carreira como dramaturgo criou quatro clássicos e seus contos têm sidos aclamados por escritores e críticos. Tchecov foi médico durante a maior parte de sua carreira literária, e em uma de suas cartas ele escreve a respeito: “A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante.” 130

Fotos: Reprodução internet


É o caso da família Ajóguin, uma rica proprietária de terras que promove encenações teatrais em sua mansão e que lutava para romper com preconceitos da sociedade. Mas, durante os ensaios, a atriz Kleopatra, irmã do nosso personagem, sofre um desmaio. Ao saberem que se encontrava grávida de um homem casado, é convidada a se retirar e não mais voltar. Como é fácil identificar, em nosso cotidiano atual, essas “famílias Ajóguin”. No mundo em que passou a viver, dos pintores e mujiques, as falcatruas também aconteciam, como pequenos furtos de tintas e outros materiais. Estas contradições da sociedade são vistas por Tchekhov pelo seu lado mais humano, mais profundo, além do simples debate ideológico. No desenrolar da novela, Mis-

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sail apaixona-se, casa-se com uma moça rica que o compreendia, mas este amor não vai muito longe e ela muda de cidade em busca de novos ares. O ar da pequena cidade a sufocava. Novo amor surge em sua vida, Aniuta Blagovó, mas que sua condição considerada subalterna o impedia. Sua irmã Kleopatra falece e Missail passa a cuidar de sua “doce sobrinha”. Torna-se um empreiteiro reconhecido e assume definitivamente seu novo estilo de vida, apesar das eternas desconfianças e incompreensões. Retorno aos nossos tempos, agora, dezembro, época de Natal, em que são comuns as retrospectivas de vida e projeções para o ano novo que se aproxima. Estas reflexões e contradições apontadas por Tchekhov são um bom pre-

texto para reavaliarmos os valores das coisas e das pessoas que nos cercam e da nossa capacidade de autonomia, do poder de agir livremente conforme nossa consciência, sem se preocupar com o que os outros vão pensar ou dizer. Nos dias de folga, Missail leva sua sobrinha para visitar o túmulo de sua mãe. Às vezes encontra Aniuta, relembram Kleopatra e brincam com a criança. Ao saírem do cemitério caminham juntos, lentamente, “mas, quando entramos na cidade, Aniuta Blagovó, inquietando-se e enrubescendo, despede-se de mim e segue sozinha, sólida, severa. E já nenhum dos passantes, olhando para ela, diria que ela acabou de andar ao meu lado e até acariciou a criança”, finaliza Tchekhov. Não é tarefa fácil, finalizo eu.


agito

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’


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cultura

Qualidade e variedade de espetáculos em 2012 Música, dança e stand ups e peças de teatro abrilhantaram o Theatro sanjoanense por Helyda Gomes

É com a satisfação de dever cumprido que a AMITE – Associação dos Amigos do Theatro Municipal de São João da Boa Vista – encerra, no mês de dezembro, a programação de espetáculos do Theatro Municipal no ano de 2012. Foram cerca de 40 apresentações com entrada franca e outras 20 no Projeto Seis da Tarde (projeto que oferece oportunidade gratuita aos artistas de São João e região para que se apresentem sem arcar com o aluguel do Theatro). Administrar um teatro, mantendo a qualidade de seus espetáculos não é tarefa fácil. Ainda mais se ele for considerado um dos mais bonitos e conservados do interior paulista, e um dos únicos em atividade com grandes apresentações. Foi para manter esse título que a diretoria da AMITE trabalhou incessantemente em 2012, quando passaram pelo Theatro alguns dos melhores músicos do mundo, artistas consagrados da TV brasileira e também talentos Foto: Divulgação

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locais, não menos importantes, haja vista que São João é conhecida por ser berço de renomados artistas, alguns deles, conhecidos e admirados em todo o mundo. Para 2013, a nova diretora eleita, Fafá Noronha, garantiu dar continuidade aos projetos já desenvolvidos e, para isso, disse contar com o apoio e experiência de cada novo membro da diretoria para desenvolver novas ações que visem promover o Theatro e, consequentemente, a cultura do município. Fafá fez questão de destacar o papel importantíssimo do sócio AMITE e das “Empresas Amigas”, que contribuem para manter o Theatro. Programação variada e de qualidade – No mês de fevereiro, o Theatro recebeu o Trio Atlântica. Composto por jovens músicos, entre os quais está o sanjoanense Ariel Sanches, o grupo formado em 2010 encantou a plateia. Já em março, o Theatro sediou o show de 106 anos


do Jornal O Municipio; o 10º Encontro de Danças do Mundo; o VI Festival Amador de Monólogos; e o Cineclube Beloca estreou sob a direção de David Ribeiro, com uma programação que privilegiou o cinema nacional. Em abril, o destaque foi para o musical infantil A Galinha Pintadinha e stand ups com O Caixeiro do Riso e Paulinho Gogó. Já o mês de maio recebeu Os Smurfs; Nina – Um show nada a ver; o espetáculo de improviso Jogando no Quintal e a Virada Cultural Paulista. Em junho, os espetáculos incluíram a apresentação da Camerata de Cordas 1º Movimento e a Orquestra Jovem de Vargem Grande do Sul, além o grupo Cantares de São João e um show em comemoração ao centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, show este promovido pela Oficina Cultural Guiomar Novaes.

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Nas férias de julho, o Theatro sediou a 1ª Semana Assad e reuniu alguns dos maiores músicos do mundo em São João da Boa Vista, entre eles, Badi Assad, Duo Assad, Barbatuques, Camerata Fukuda, Choro Rasgado e Carlinhos Antunes. Jovens músicos de São João e região ainda tiveram a oportunidade de participar de oficinas com os renomados artistas. Em agosto, a programação foi ainda mais diversificada. No placo estiveram: a Orquestra Jovem Filarmônica da Colômbia; a 3ª edição de Encontros com Shakespeare; o 24º Festival de Teatro; a inesquecível La Boheme – A Ópera Cantada; entre outros. Setembro e outubro contoaram com a já tradicional Semana Guiomar Novaes e, entre outras apresentações, o ídolo da Jovem Guarda, Eduardo Araújo; o stand up Show do Santos; a

peça Acidentes de Cama e Mesa; e o espetáculo Trilha Sonora ao Vivo. No mês de novembro, em que o Theatro Municipal comemorou 98 anos, a Amite preparou programação especial para comemorar a data que incluiu: a Cia. Tango e Paixão; o Coral Unicamp Zíper na Boca; o Studium Joelen de Ballet Clássico; a Orquestra Jazz Sinfônica de São João; o grupo Cuba Livre Jazz e os corais Boca Livre, Vozes de São João e Elohin. A peça teatral Nos Tempos do Ie Ie Ie também compôs a programação. “Nosso público já mostrou que aprecia bons espetáculos. Tivemos um ano intenso de atividades em 2012 e, para o próximo ano, nos comprometemos a trabalhar ainda mais para trazer os melhores espetáculos para quem gosta de teatro, música e dança de qualidade”, finalizou a diretora de eventos, Fafá Noronha.


opinião

O valor do saber “Estamos em épocas de mudanças, rápidas e radicais...” por Clineida Jacomini

Em tempos de WWW, de Internet, de ponto com, ponto br... ainda se define o ser humano como único, complexo e incrivelmente surpreendente! Uma dessas anedotas que circulam na mídia diz que um professor exortava exaustivamente seus alunos: estudem... estudem... trabalhem... trabalhem... Finalmente os adverte: Se vocês não estudarem, não trabalharem... poderão, no futuro, só... serem Presidentes da República! Brincadeiras à parte, nada no mundo é definitivo, estereotipado, certo e categórico. As únicas coisas certas, das quais o mais cético dos homens tem certeza de que acontecerão um dia: a morte. E que o saber não ocupa espaço e de ninguém é tirado, roubado ou lhe causa transtornos. Certo também que quem tem, como hoje, oportunidade de estudar, fazer um curso superior pode não dar o devido valor a isso; porém, os da geração mais antiga, os pobres imigrantes que para cá vieram em busca de esperança, trabalho, uma vida melhor enfim, no pós-guerra europeu e asiático, dão maior valor aos estudos, à cultura e à boa formação de seus filhos e netos. O maior sonho dos pais da década de 1940, 1950 era ver seus filhos formados. Pessoas há que se hoje são famosas, ricas e tiveram sucesso na vida andaram quilômetros a pé, passaram necessidades físicas e emocionais para obterem um diploma que lhes garantissem um bom emprego, um ganha-pão honesto e digno. 136

Estamos em época de mudanças, rápidas e radicais. Nosso mundo é dinâmico e a roda da ciência não para nunca! Os cursos Normais, Clássicos e Científicos de antigamente eram muito eficientes e formavam jovens até melhores que as melhores faculdades de hoje; a “peneira” profissional, cultural e social atualmente ficou mais em cima; uma simples graduação já não basta; é preciso MBA, mestrado, doutorado, pós-doutorado, livre docência... O mercado de trabalho está cada dia mais saturado e o desempate vem de que maneira? Através da boa formação profissional, que advém dos estudos e da personalidade mais cativante, sócio-cultural mais completa, do bom relacionamento, de valores que garantam isso nas diversas esferas de contato humano. É necessário estudar, esforçar-se, aperfeiçoar-se... Mesmo que isso seja feito de maneira atípica, numa autodidática consciente, através de leituras, internet, wikipedias, palestras, conversas, consultas etc. O saber sempre terá valor! E ele desde os primeiros séculos da civilização humana esteve nas mãos de poucos privilegiados. A própria escrita era de domínio dos escribas e religiosos que eram respeitados pelo que tinham de mais importante: lidar com as letras; desvendando os mistérios do saber. Desde a criação das primeiras Universidades, quem tinha acesso a elas

lastro de novos conhecimentos até hoje, mesmo em tempos internetianos e modernos. Como em todas as épocas, há modismos e valores que são passageiros; no entanto, o que é essencial e nobre sempre irá prevalecer e valer. A democratização do ensino, seja ele fundamental, médio ou superior, talvez tenha vilipendiado esse saber; desvirtuando-lhe a função (vivemos hoje numa sociedade em que tem mais valor o ter que o ser e o saber!), mas as gerações futuras sempre terão que se apoiar no que foi descoberto, estudado, desenvolvido e valorizado por aqueles que viveram antes. Aliás, cultura é exatamente isso: o uso dos conhecimentos já obtidos para que o homem não tenha que começar sempre do início e sim que vá aperfeiçoando, acoplando novas técnicas para chegar a um sem fim de dados científicos que servem para melhorar a vida na Terra. Será isso sempre verdade? Aí estão os estudos das células-tronco, dos genomas, do DNA, da biodiversidade, das novas máquinas e equipamentos em todas e variadas áreas do conhecimento humano. Mas será o homem mais feliz, mais humano, melhor que seus ancestrais? Isso sempre será questionável! O que cabe à Universidade fazer ontem, hoje e sempre é pesquisar, ensinar, transmitir, educar... Como sempre, o homem consegue usar o que seria para o bem para fins outros, inominá-

eram seres especiais, cujos nomes são lembrados até hoje: Agostinho, Tomás de Aquino, Erasmo... Suas teorias são

veis e nocivos; mas isso não é problema do professor, o que ensina e educa e sim do aluno, o que aprende e aplica.


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empresas

Para facilitar mais sua vida, reunimos aqui a lista das empresas que anunciaram nesta edição. Com isso, essa página serve como um guia rápido para consulta, facilitando sua vida! Alamino´s Rua Gabriel Ferreira, 47/A – Centro Fone 19 3056 2371 Arezzo Av. Dona Gertrudes, 38 – Centro Fone 19 3623 3503 Site www.arezzo.com.br Artesanatos Donni Praça Cel. José Pires, 28 – Centro Fone 19 3623 3109 Auto Beti Rod. SP-342 – São João / Águas da Prata, km 229 Fone 19 3622 3811 Site www.autobeti.com.br Bar do Russo Rua Quatorze de Julho, 741 Vila Conrado Fone 19 3623 2107 Cada Passinho Rua Benedito Araujo, 155 – Centro Fone 19 3631 2755 Casa das Meias Rua Gabriel Ferreira, 27 – Centro Fone 19 3623 3893 Casa Decore Av. Dr. Oscar Pirajá Martins, 1286 – Jd. Sto. André Fone 19 3635 2350

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Revista Atua - Dezembro 2012