Centro de Apoio e Capacitação LAR PARA ADOLESCENTES E JOVENS ADULTOS
alyne alves dantas arquitetura e urbanismo
universidade de brasília faculdade de arquitetura e urbanismo alyne alves dantas trabalho final de gradução orientadora drª maribel del carmen aliaga fuentes período 2021/1
" O espaço não é objeto de visão, mas objeto de pensamento. " Maurice Merleau Ponty
Agradecimentos Agradeço a Deus pela oportunidade de estudar Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília, por me proporcionar saúde e força para superar as dificuldades. A Instituição e seu corpo docente que oportunizaram a janela que hoje vislumbro. Agradeço a minha família pelo amor, incentivo e apoio incondicional. Aos meus amigos pelo incentivo e compreensão nas horas difíceis de desânimo e cansaço. Agradeço a todos os professores que passaram pela minha vida, por me proporcionarem conhecimento não apenas racional, mas a manifestação do caráter e afetividade da educação no processo de formação. A todos vocês, o meu muito obrigada!
Resumo
Abstract
O abandono de crianças e adolescentes é um ponto sensível na sociedade brasileira, estes são colocados em situação de risco e vulnerabilidade social. Abandono, trabalho infantil, abuso sexual, violência doméstica, situação de rua, dependência química por parte dos pais, são situações que se avalia a repatriação de suas famílias de origem para a proteção de sua saúde física e mental. Tais circunstâncias trazem seu afastamento do convívio familiar por medida protetiva e os encaminha para abrigos institucionais, com o propósito de garantir sua segurança.
The abandonment of children and adolescents is a sensitive point in Brazilian society, they are placed at risk and socially vulnerable. Abandonment, child labor, sexual abuse, domestic violence, homelessness, chemical dependency on the part of parents, are situations that evaluate the repatriation of their families of origin for the protection of their physical and mental health. Such circumstances bring their removal from family life by protective measure and send them to institutional shelters, with the purpose of guaranteeing their safety.
A realidade é que a maioria deles passam por crises emocionais e sentem insegurança quanto ao seu futuro. Em alguns casos eles são encaminhados para repúblicas, em outros, não têm para aonde ir. A partir disto, o trabalho pretende o estudo e desenvolvimento de um Centro de Apoio e Capacitação para jovens órfãos na Asa Sul, Brasília Distrito Federal. O propósito é desenvolver um espaço que ofereça a esta parcela de pessoas expostas à fome, violência, abuso, risco de vida, uma oportunidade de ter um lar de preparação gradativa onde terão direito a educação profissional técnica de nível médio, apoio para inclusão social e auxílio para o ingresso no mercado de trabalho. No Brasil, essa categoria de instituição ocorre em edificações de caráter residencial e muitas delas apresentam inadaptabilidade para obedecer às normas de uso. O Centro de Apoio e Capacitação fará uma junção de uma instituição de caráter social onde acolhe esta parcela desamparada, com uso da Arquitetura e suas vertentes, arquitetura sensitiva e Psicologia Ambiental, para transformar e melhorar a qualidade de vida e diminuir os índices de vulnerabilidade no Distrito Federal e entorno.
The reality is that most of them go through emotional crises and feel insecure about their future. In some cases they are sent to republics, in others, they have nowhere to go. Based on this, the work intends to study and develop a Support and Training Center for young orphans in Asa Sul, Brasília Distrito Federal. The purpose is to develop a space that offers this portion of people who are exposed to hunger, violence, abuse, risk of life, an opportunity to have a home of gradual preparation where they will be entitled to technical vocational education at medium level, support for inclusion social assistance and assistance for entering the labor market. In Brazil, this category of institution occurs in buildings of a residential character and many of them are unsuitable to comply with the rules of use. The Support and Training Center will join a institution of a social nature where it receives this helpless portion, using Architecture and its aspects, sensitive architecture and Environmental Psychology, to transform and improve the quality of life and reduce the vulnerability indexes in Brazil. Federal District and surroundings.
Palavras-chave: Abrigo - Arquitetura Social - Socio educação - Acolhimento - Jovens - Vulnerabilidade social
Keywords: Shelter - Social Architecture - Social education - Reception - Youth - Social vulnerability
Sumário
Introdução
Objetivo Quadro adutal do Distrito Federal Estatísticas das crianças acolhidas no Distrito Federal
Referências projetuais
Contexto e localização
Análises
Diretrizes projetuais
Programa de necessidades
Fluxograma
Ocupação do Terreno
Edifício Social
Edifício Educacional
Alojamento estudantil
Perspectivas
Referências
Introdução
Introdução
Objetivo Quadro adutal do Distrito Federal Estatísticas das crianças acolhidas no Distrito Federal
Referências projetuais
Introdução Atualmente no Brasil são oferecidas algumas modalidades de acolhimento institucional, como, por exemplo: abrigo institucional, casa-lar, residência inclusiva, casa de passagem e entre outras. Segundo os dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do ano de 2021, existem quase 34 mil crianças e adolescentes abrigadas em casas de acolhimento e instituições públicas por todo país. E dentro deste número de crianças e adolescentes abrigados, a maioria deles possuem mais de quinze anos, sendo 8.645. Por gênero, contamos com 52,5% feminino e 47,5% masculino. Os estados com o maior número de jovens nesta faixa etária são respectivamente: São Paulo (2.491), Rio Grande do Sul (1.107), Minas Gerais (893) e Rio de Janeiro (765). No Brasil o Acolhimento Institucional é baseado no Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA), que é uma medida protetiva que busca amparar os indivíduos em situação de vulnerabilidade social e reestabelecer seus direitos violados. Os jovens que fazem parte destes serviços ao atingirem a maioridades (ao completar dezoito anos) são considera-
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dos capacitados para viver por conta própria, e por consequência deixam seus abrigos. Entretanto, uma boa parcela desses jovens não possuem condições financeira e psicológicas para dar início em sua vida de forma independente.O desligamento desses jovens é realizada na maioria das vezes de forma abrupta, que interrompe com o sentimento de amparo e proteção que seus abrigos ofereciam. Além deste rompimento, a ausência de refúgio, a
Objetivo
expectativa que esse jovem esteja preparado para ser responsável pelos seus atos e a falta de políticas
O serviço de acolhimento em repúblicas para jovens exige
tórias de vida de forma diferencial, auxiliando no crescimen-
públicas que ampare essas pessoas, são assuntos de
o incentivo à qualificação profissional por isso, o abrigo em
to pessoal dos jovens como objetivo de chegar à indepen-
suma importância à medida que afeta diretamente
questão será aliado a uma instituição de ensino, de forma a
dência social; o segundo será educacional, auxiliando nas
na construção do futuro do país.
fortalecer esse vínculo entre o acolhimento e a vida escolar
questões escolares e profissionais dos jovens acolhidos,
e, consequentemente, profissional.
incentivando a conclusão dos estudos do ensino básico e
A falta de auxílio familiar, e das dificuldades
também o ingresso no mercado de trabalho.
escolares (visto que apenas 2% destes jovens entre
Assim sendo, o objetivo do trabalho será realizar o projeto
14 e 18 anos concluem o Ensino Médio de forma
de um complexo de apoio a jovens de 16 a 21 anos egressos
A população alvo a qual se destinaria o projeto seria
regular), o qual as instituições tentam reparar, exis-
do acolhimento institucional que auxiliará na transição da
jovens de 18 a 21 anos egressos dos serviços de acolhimento
tem também as questões psicológicas. Compreen-
vida infantil à vida adulta. O complexo contará com dois
institucional e adolescentes de 16 a 18 anos no Plano Piloto,
demos que os motivos pelos quais as crianças são
serviços: o abrigo que será o acolhimento desses jovens, o
Distrito Federal. Terão preferência os egressos de abrigos da
separadas dos seus núcleos familiares são diversos,
qual contará com um acompanhamento psicológico e peda-
região próximos ao sítio escolhido para a implantação do
mas sabemos que situações se tornam traumati-
gógico que auxilie na construção de um plano de vida e
novo abrigo, o que não impedirá o atendimento a jovens de
zantes para eles.
poder fazer o acompanhamento das diferentes traje
abrigos mais distantes, caso haja vagas disponíveis.
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Quadro atual do Distrito Federal
Segundo o Sistema Nacional de Adoção Acolhimento, em Outubro do ano de 2021 o Distrito Federal possui 359 crianças acolhidas, onde 52,1%são do sexo feminino e 47,9% do sexo masculino. As respectivas faixas etárias são: 92 entre os 370 possuem mais de 15 anos, 75 até 3 anos, 68 de 12 a 15 anos, 48 de 9 a 12 anos, 64 de 3 a anos, 48 de 6 a 9 anos. No momento são 118 entidades cadastradas no CAS e que oferecem diversas modalidades de acolhimento institucional. Atualmente no Distrito Federal, sete instituições registradas (Casa de Ismael, Casa Transitória de Brasília, Grupo Luz e Cura, Lar de São José, Lar infantil Chico Xavier, Sociedade do Amor em Ação, Sociedade Espiríta de Amparo ao Menor) no Conselho de Assistência Social (CAS) dão apoio a crianças e adolescentes que estão em Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes na Modalidade Casa-Lar.
Palácio da Alvorada, Oscar Niemeyer Fonte: Instagem - Autor: @patolepatan
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O Governo do Distrito Federal pretende criar algumas leis de proteção a essas crianças e adolescentes, como: a lei que dá assistência aos órfãos devido ao feminicídio, onde terão acesso a suporte jurídico, social e terapêutico do governo para superar a perda das mães. O Projeto de Lei 5464/20 determina que a União, o Distrito Federal, os estados e os municípios ofertem serviços de acolhimento institucional, sobretudo a modalidade abrigo institucional, para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)
Estatísticas das crianças acolhidas no Distrito Federal
100 80
92 66
64
60
48
48
40
41
20
0
170 sem irmão 61 um irmão 47 três irmãos 43 mais de três irmãos 38 dois irmãos
50
100
150
200
0
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o d e d a d e i c o s da ‘’ m e g a s s aa d e p i c o “A s ’ ‘ a ra um a p ’ ’ o t n e m er na c e t n o conheci c a i a ores’’ v d e c e h de n o m c e r a x i de de e d colas s e s a e u q brir a a hora em m e r a ç come e s o r u m r erigi janelas .’ ’
Referências projetuais
Fachada da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
Fundación Ciu Arquitetos: dad del Saber [s Localizaçã ic] arquitetura o: P Área: 1130 anamá 0 m² Ano: 2008
O escritório brasileiro [sic] arquitetura venceu o primeiro lugar na categoria "dormitório para professores e estudantes" no Concurso Internacional de Arquitetura no ano de 2008. Para a implantação do projeto foi primordial a análise do sítio, os aspectos geográficos, climáticos e espaciais. A implantação e o partido arquitetônico são bastante claros, paralelos entre si, formando pequenos pátios. Esses nove blocos são conectados a uma estrutura linear de circulação de uso comum, paralela à rua e longitudinal aos alojamentos (NO/SE), unificando o conjunto. Procedimentos comuns e suporte de acomodação são fornecidos e sugeridos no primeiro andar. “Estes 16 pisos acrescentaram 200 quartos em cerca de dois lados. Como local de apoio, existe em cada piso uma cozinha para a preparação de refeições rápidas e aquecimento de alimentos. É composto por sala de estar, lavanderia, sala de leitura, cafeteria e um pequeno auditório. Os primeiro e segundo pisos são destacados pela presença de pilotis. Além dos espaços flexíveis, existem residências junto ao edifício linear, que podem acomodar pequenas reuniões e momentos de lazer.
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Fachada da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
Dormitório da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
Fachada da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
São muitas as características que fazem dessa obra um claro exemplar da arquitetura brasileira. A primeira, e mais evidente, é o rigor da volumetria em forma de caixa, associado ao uso franco de amplas superfícies de concreto armado e aparente. A segunda, mais profunda, se refere à decisão de definir os apartamentos como celas mínimas usadas apenas para dormir e para um estudo ligeiro, caracterizando o andar térreo como um generoso espaço de usos coletivos ligados ao estar, incluindo salas de leitura e equipamentos maiores, como refeitório.
Fachada da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
Planta de Localização Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
Cortes da Fundacion Ciudad Del Saber (Fonte: Archdaily)
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Unifesp a d il t n a d u t Moradia Es Schatz+ e u q r e u q u lb Arquitetos: A manini, a T o g ie D , s o t e mann arquit r Felipe Finge rasil B , P S o c s a Os Localização: Ano: 2015
O campus da Unifesp Osasco será inserido em um contexto essencialmente residencial. Por suas dimensões, inserção urbana e características físicas, o terreno é intensamente utilizado pela comunidade como potencial área de lazer, recreação e eventos... A integração do complexo da moradia estudantil com a cidade (à Leste, na Rua Gen. Newton Estilac Leal) é estabelecida na criação de um espaço generoso e convidativo no nível dos pilotis. O acesso estabelece conexão direta com o platô, um espaço informal e de livre apropriação. A conexão espacial e efetiva se dá por baixo do platô, com uma abertura que atrai o usuário do Campus a entrar na praça conformada no térreo e subir a escada para o nível dos pilotis.
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Fachada do Concurso Moradia Esudantil da Unifesp (Fonte: Archdaily)
Planta Baixa Pilotis - Concurso Moradia Esudantil da Unifesp (Fonte: Archdaily)
Implantação do Concurso Moradia Esudantil da Unifesp (Fonte: Archdaily)
As fachadas das torres foram pensadas, além de outros fatores, para estabelecer relação com o uso para o qual estão dispostas. Na fachada Leste a janela dos dormitórios e o movimento das persianas criam uma frente residencial, voltada para o contexto de mesmo uso. Do lado Oeste a circulação horizontal homogênea é protegida pela chapa perfurada, e cria uma frente para o ambiente institucional. A transparência sutil da chapa aproxima a moradia do Campus, pois garante contato visual entre os dois lados. A altura da edificação é mantida no mesmo nível do edifício Acadêmico-Administrativo (seis andares), assim é sugerida uma altura padrão para o Campus, sem ser agressivo com o ambiente residencial do entorno.
Fachada do Concurso Moradia Esudantil da Unifesp (Fonte: Archdaily)
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Fachada do Centro Educativo Legion D’honneur (Fonte: Archdaily)
D’honneur n io g e L o v ti a c u d E o Centr Hénocq Arquitetos: Belus & Architects rança Localização: Paris, F Área: 2065 m² Ano: 2015
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A composição do projeto contribui para que cada área tenha uma relação particular com o local. A ala leste está voltada para a perspectiva de um parque, enquanto a ala oeste volta-se para o mundo exterior. Diferentemente do restante do parque, a paisagem do Centro educativo possui gramíneas e isso permite uma diferenciação entre a área do parque e do edifício. Um elemento importante para as diferentes sequências paisagísticas são o desenho do terreno, pois o mesmo conta com um rio em suas proximidades. Concebido como um passeio arquitetônico através de um mirante sobre o parque, a galeria central contém circulações verticais e serviços compartilhados. Ela conduz às alas onde cada habitação conta com uma vista única e uma orientação ao leste ou ao oeste. Na parte frontal está o centro educativo que se estende desde o térreo, voltado a perspectiva do rio.
Corte do Centro Educativo Legion D’honneur (Fonte: Archdaily)
Interior do Centro Educativo Legion D’honneur (Fonte: Archdaily)
O posicionamento dos edifícios altera o layout dos caminhos e vistas neste canto do parque, com mais uma sensação de floresta do que o resto dos jardins formais. Cada uma das alas tem uma relação distintamente diferente com o parque circundante devido ao seu arranjo de compensação. Isto significa que os dormitórios nos dois andares superiores e as áreas de ensino do piso térreo têm vistas únicas.
Planta Baixa do Centro Educativo Legion D’honneur (Fonte: Archdaily)
A estrutura que liga as duas alas do dormitório possui uma fachada sul inteiramente envidraçada que inunda a circulação interna com luz natural. Escadas se estendem ao longo da elevação envidraçada através de um átrio de altura total que enfatiza a sensação luminosa e arejada deste espaço.
Interior do Centro Educativo Legion D’honneur (Fonte: Archdaily)
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Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal Arquitetos: ACMS Architekten Área:4680 m² Ano:2020
Fachada Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
Fachada Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
Nas imediações da Bergische Universität Wuppertal, um terreno foi usado para fornecer 132 unidades habitacionais para estudantes. O local foi considerado improdutivo devido a sua forma muito estreita e declive extremo (18m de diferença de altura). O projeto transforma as características específicas em uma vantagem: a inclinação serve para compensar a altura dos apartamentos e minimizar as áreas construídas. A estreiteza do local é compensada por meio da transgressão de limite projetada.
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A vegetação do jardim flui entre os apartamentos e as instalações externas. É utilizada a infraestrutura existente da universidade como transportes públicos, estacionamento, centro de informática e conexão ao sistema de calefação. Os elementos de fachada perfilados e parcialmente perfurados são colocados sobre a estrutura básica como uma cortina que se abre de diferentes maneiras. Isso permite um equilíbrio entre abertura e discrição e cria um desenho diferenciado.
Fachada Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
70% das unidades habitacionais são acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada, as restantes são ajustáveis. A área habitacional de 30m² por pessoa está 40% abaixo da média nacional. Por meio de e-mobilidade, compartilhamento de veículos e transporte público, a necessidade de vagas de estacionamento foi reduzida para 20%. Os níveis de uso podem ser reorganizados sem interferir na estrutura de suporte. A poluição foi significativamente reduzida por meio da utilização de painéis de madeira e métodos de construção leves; a economia nas fachadas, por exemplo, chega a mais de 200 toneladas de CO2. A fim de documentar as abordagens inovadoras do programa de financiamento Variowohnen, toda a fase de planejamento e construção foi cientificamente apoiada e avaliada.
Fachada Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
Fachada Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
Corte Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
Sketch da Implantação da Moradia Estudantil Variowohnen Wuppertal (Fonte: Archdaily)
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Projeto
Contexto e localização
Análises
Diretrizes projetuais
Programa de necessidades
Fluxograma
Ocupação do Terreno
Edifício Social
Edifício Educacional
Alojamento estudantil
Perspectivas
Materialidade e detalhes
Para a escolha do local do objeto de estudo, foram considerados alguns critérios com base na Planilha de Parâmetros Urbanísticos e de Preservação do Plano Piloto, disponibilizada pelo Governo do Distrito Federal. Também foi avaliado um local onde os jovens tivessem fácil acesso a serviços de saúde, transporte público, áreas de lazer e estivesse próximo a uma área residencial (visto que segundo as leis de uso e ocupação do solo do Plano Piloto, não é permitido esta categoria de abrigo em áreas destinadas à residência).
N
Contexto e localização
AP
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RO MT DF
GO
Com base no trabalho de Mello, O Direito à convivência Familiar e Comunitária, do ano de 2004, o lote foi escolhido conforme os seguintes critérios: - Entorno Residencial: De acordo com o ECA, as instituições devem ser locadas em áreas residências e o abrigo não pode destoar das condições econômicas do local; - Proximidade de escolas: É importante que o abrigo esteja localizado perto de escolas, pois são essenciais para a parcela juvenil; - Proximidade de Serviço de Saúde: Assim como escolas, os serviços de saúde também são importantes, pois são fundamentais para a população local, garantindo acesso rápido e eficiente caso necessário; - Proximidade a Equipamentos de Lazer: Os equipamentos de lazer, ginásios de esportes, quadras poliesportivas, por exemplo, fazem com que os adolescentes do abrigo possam socializar com a comunidade local, criando laços de afinidade; - Próximidade a áreas verdes: A proximidade de áreas verdes como por exemplo, parques, tem como intuito a educação ambiental e também influenciar no crescimento e amadurecimento cognitivo psicológico da parcela do abrigo;
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MG MS SP
ES RJ
Escala: 1:750000 Mapa do Distrito Federal - Fonte: desenvolvido pela orientanda Área de desenvolvimento do objeto de estudo
PR SC RS
Escala: sem escala Mapa do Brasil- Fonte: desenvolvido pela orientanda
PARQUE DA CIDADE
Área de desenvolvimento do objeto de estudo
- Proximidade a Comércios: Os pontos de comércio como, por exemplo, supermercados, padaria, farmácias, mercados locais, tem como intuito cumprir algumas necessidades da população local; - Proximidade a Igrejas e Templos: As igrejas e templos podem também ajudar na socialização dos jovens do abrigo com a população local; - Topografia Plana ou Pouco Acidentada: A escolha de terrenos com uma topografia mais plana e pouco acidentada, tem como função uma melhor setorização sem a necessidade de escadas e rampas, mantendo uma formalidade na hierarquia, trazendo a lembrança dos acolhidos que todos são iguais.
ul
5S
W
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4S
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3S
W
N
Escala: 1:15000 Mapa do Setor de Edifícios Públicos Sul - Fonte: desenvolvido pela orientanda Área de desenvolvimento do objeto de estudo
Análises
CONDICIONANTES AMBIENTAIS O projeto se encontra em uma área bastante arborizada, principalmente ao longo da via W4 Sul, paralelo à área residencial. Entre as quadras residenciais a vegetação também é muito presente. Apesar disso, a futura edificação receberá raios solares com maior intensidade na fachada leste no período da manhã e na fachada oeste no período da tarde, sendo necessária uma maior atenção para evitar a incidência solar de forma direta para que não prejudique o conforto térmico do edifício e fazendo com que não seja necessário o resfriamento de maneira artificial dos ambientes.
Os ventos predominantes ao longo do ano vêm do leste, proporcionando boa ventilação natural. Também são presentes os ventos vindos do noroeste e do sudeste, porém não são tão intensos como os do leste.
N
Quadra 707/907 Massa arbórea Edificações Área de desenvolvimento do objeto de estudo Escala: 1:5000 Mapas do Setor de Edifícios Públicos Sul (incidência solar e vegetalçao) Fonte: desenvolvido pela orientanda
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SISTEMA VIÁRIO A leste encontra-se a via W3 Sul, via arterial com fluxo intenso de veículos, permite descolamento de norte-sul no Plano Piloto, que pertence à rota de diversos ônibus que circulam por Brasília e entorno.
A oeste encontra-se a via W4 Sul, via colateral com fluxo moderado de veículos. A W4 é interrompida por rotatórias cada duas quadras, onde converge com as transversais que vêm da W3. A via permite o acesso para a área residencial, onde suas vias são locais de baixa velocidade e baixo fluxo de veículos.
A W4 e a W5 atendem uma área densa em escolas, instituições culturais, religiosas, clínico / hospitalares, e um número crescente de prédios comerciais com lojas no
N
Via arterial Via coletora Via local Quadra 707/907 Massa arbórea Edificações Área de desenvolvimento do objeto de estudo Escala: 1:5000 N
Mapas do Setor de Edifícios Públicos Sul (incidência solar e vegetação) Fonte: desenvolvido pela orientanda
Imagem de satélite da área de desenvolvimento do projeto - SEPS Fonte: google earth
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FLUXOS
ENTORNO
O fluxo de pedestres no sentido leste-oeste é o maior, pois é um eixo que une fluxos vindo da W3 Sul e os demais edifícios do Setor de Edifícios Públicos Sul como, hospitais, escolas, universidades, comércios, etc. Um trajeto muito utilizado pelos pedestres são as ruas entre as residências, pois elas dão acesso às paradas de ônibus e a via W3 Sul. O deslocamento do pedestre é majoritariamente sombreado devido à vegetação e as calçadas que estão juntas pela maior parte do caminho.
O Setor de Edifícios Públicos Sul (SEPS) está bem conectado com as demais localidades da cidade. Com uma caminhada de apenas 280 metros é possível estar na via W3 Sul, onde é possível usufruir de diversas atividades como uma ampla variedade de comércio, pontos de ônibus, espaços culturais, bibliotecas e outras. O setor também está a 600 metros do Parque da Cidade Sarah Kubitschek e a 1 quilômetro das estações de metrô que dão acesso várias cidades do Distrito Federal.
Alguns obstáculos são enfrentados pelos pedestres como, calçadas quebradiças, a falta de rampas de acessibilidade, pontos onde falta iluminação adequada no período da noite e carros estacionados em locais inapropriados.
Como dito anteriormente, como critério para a escolha do local do objeto de estudo foram considerados alguns fatores, como: proximidade a comércios, proximidade a áreas de lazer, proximidade a áreas verdes, proximidade a escolas, proximidade a equipamentos de lazer, proximidade a serviços de saúde e proximidade a igrejas e templos. Ao decorrer de todo o SEPS é possível encontrar com facilidade esses equipamentos desejados, e a região permite que com pequenas caminhadas ou com uso do transporte público em poucos minutos a pessoa tenha acesso a eles. Como exemplo desses equipamentos nós temos: Centro Interescolar de Línguas de Brasília, Centro de Ensino Médio Setor Oeste, a comercial da W3 Sul, Centro de Saúde nº 1 - Hospital Dia, Biblioteca Demonstrativa do Brasil, Santuário Nossa Senhora de Fátima e outros.
Escala: 1:5000 Mapa do fluxo de pedestres do Setor de Edifícios Públicos Sul Fonte: desenvolvido pela orientanda
Principais fluxos dos pedestres
Pontos de ônibus N
Área de desenvolvimento do objeto de estudo Quadra 707/907
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Diretrizes projetuais LEGISLAÇÃO Conforme a a proprosta de minuta do PPCUB da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) , Anexo X - TP 10. - Localização SEPS - Setor de Edifícios de Utilidades Públicas Sul 709/909. - Uso permitido Institucional, com a seguinte Administração do Distrito Federal: CBDF - Unidade de Combate a Incêndio. - Taxa de ocupação Tmáx0= 100% (cem por cento) da área do lote.
- Tratamento das fachadas Será permitida a construção de marquise para proteção dos acessas ao pavimento térreo, desde que a distância de seu limite (beiral) a divisa do lote não seja inferior a 1,OO m (um metro). Os brises nos pavimentos superiores não poderão avançar além dos limites do lote. - Castelo d’água Sera permitido a construção de torre ou castelo d'água, altura corresponda as necessidades do projeto.. - Guarita Será permitida, dentro dos limites do lote, a construção de guarita, podendo, para efeito de composição arquitetônica do conjunto do portão de entrada, ser constituída de uma edificação de ate 6,00 m (seis metros quadrados) ou duas edificações de ate 4,00 m ter cobertura ligando as guaritas sobre os acessos, apoiada nas duas edificações, em pilares ou em balanço, sua área não será computada no cálculo da área de construção estabelecido neste item e nem na taxa máxima de construção.
- Taxa máxima de construção TmáxC= 100% (cem por cento) da área do lote. - Pavimentos Número máximo: 03 (três) pavimentos Subsolo: permitido, com 100% (cem por certo) de ocupação. - Altura da edificação A Altura máxima da edificação, a partir da cota de soleira, no ponto médio do terreno, fornecida pela Divisão de Topografia e Cadastro é de 9,00 m (sete metros). Para o estacionamento coberto das viaturas de combate a incêndio, a altura máxima poderá ser de 10,20 m (dez metros e vinte centímetros). - Estacionamento e/ou garagem Será obrigatório a implantação de estacionamento de veículos dentro dos limites do lote, de modo a atender o número de vagas necessárias ao uso previsto. Número: 1/50 m² - Tratamento das divisas O cercamento do lote devera ter altura máxima de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros), podendo ser: do tipo grade ou alambrado e do tipo cerca viva ou misto (alvenaria e grade) desde que garantida um mínimo de 70% (setenta por cento) transparência visual, de sua área em elevação.
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N
Esacala 1:5000 Mapa de legislação Fonte: desenvolvido pela orientanda
ABRIGO INSTITUCIONAL
Modalidades de Acolhimento Institucional Tipos
Até o final da década de 70, as crianças e adolescentes que necessitavam do apoio de uma instituição de acolhimento eram encaminhadas para as Casas de Misericórdia ou Colégios Internos que eram embasados pelo Código do Menor de 1927 e 1979. Ao longo do tempo, a maneira como essas instituições funcionavam não se enquadravam mais na sociedade e acabaram se degradando. Somente em 1990 após a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) surgiu o termo ‘’Abrigo’’., onde designa uma instituição de caráter público ou privado onde visa a proteção de crianças afastadas do convívio familiar, essas crianças e adolescentes podem permanecer no abrigo até que sejam reintegradas em suas famílias, adotadas ou até completarem a maioridade. Os serviços de acolhimento devem evitar especializações e atendimentos exclusivos - tais como adotar faixas etárias muito estreitas, direcionar o atendimento apenas a determinado sexo, atender exclusivamente ou não atender crianças e adolescentes com deficiência ou com alguma doença crônica. A atenção especializada, quando necessária, deverá ser assegurada por meio da articulação com a rede de serviços, a qual poderá contribuir, inclusive, para a capacitação específica dos cuidadores. Atualmente os serviços de acolhimento são oferecidos nas seguintes modalidades:
Abrigo Institucional
Casa de passagem
Casa lar
Serviço de famílias acolhedoras
República
Público Alvo
Características
Crianças e adolescentes de 0 a 18 anos;
- Número máximo de usuários por equipamento: 20 crianças e adolescentes; - Localização em áreas residênciais -A fachada deve ser similar à de uma residência; -O número de educadores recomendado é de 1 adulto a cada 10 crianças, atentando-se às necessidade e à faixa etária e a categoria de público.
Adultos e famílias
- Abrigo emergencial; - Permanência máxima de 90 dias; - Dependendo da demanda pode ser realizado em abrigo geral; - Funciona em qualquer horário do dia e da noite; - Localização em áreas residênciais -A fachada deve ser similar à de uma residência;
Crianças e adolescentes de 0 a 18 anos;
-Número máximo de usuários por equipamento: 10 crianças e adolescentes; -A casa-lar se assemelha ao abrigo institucional, a diferença entre eles é que o educador é residente, e presta serviços a um grupo de crianças e adolescentes que estão sob medida protetiva de abrigo
Crianças e adolescentes de 0 a 18
-Número máximo de usuários por equipamento: cada família deverá acolher uma crianças/adolescente por vez, com exceção de grupo de irmãos, quando haverá acréscimo nesse número;. - Este serviço acontece na residência de famílias acolhedoras, devidamente selecionadas e preparadas para ofertar serviço de qualidade para os usuários. É apropriada para crianças pequenas, pois lhes proporciona cuidado individualizado em ambiente familiar.
Jovens entre 18 e 21 anos;
- Número máximo de usuários por equipamento: 10 jovens; - Com a estrutura de uma residência privada, deve receber supervisão técnica e localizar-se em áreas residencias da cidade; - É indicado para jovens em processo de desligamento dos serviços de acolhimento; -Devem ser organizadas em unidades femininas e unidades masculinas;
Fonte: Orientações Técnicas: Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes / Alterado pela Orientanda
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Infraestrutura Cômodos
Características
Quartos
- Nº de jovens por quarto: recomendado: até 4 por quarto; máximo: até 6 por quarto - Cada quarto deverá ter dimensão suficiente para acomodar as camas / beliches dos usuários e para a guarda dos pertences pessoais de forma individualizada (armários, guarda-roupa, etc.). - Metragem sugerida: 2,25 m² para cada ocupante. Caso o ambiente de estudo seja organizado no próprio quarto, a dimensão do mesmo deverá ser aumentada para 3,25 m² para cada ocupante.
Sala de estar ou similar
- Com espaço suficiente para acomodar o número de usuários. - Metragem sugerida: 1,00 m² para cada ocupante, exemplo: abrigo para 20 crianças/adolescentes e 2 cuidadores/educadores: 22,00 m²
Sala de jantar / copa
- Com espaço suficiente para acomodar o número de usuários. - Pode tratar-se de um cômodo independente, ou estar anexado a outro cômodo (p. ex. à sala de estar ou á cozinha). - Metragem sugerida: 1,00 m² para cada ocupante.
Ambiente para estudo
- Poderá haver espaço específico para esta finalidade ou, ainda, ser organizado no próprio ambiente dos quartos, através de espaço suficiente e mobiliário adequado, quando o número de usuários por quarto não inviabilizar que a atividade de estudo/leitura seja nele realizada.
Banheiro
- 1 lavatório, 1 vaso sanitário e 1 chuveiro para cada 5 usuários. - Pelo menos 1 dos banheiros deverá ser adaptado a pessoas com deficiência. - 1 lavatório, 1 vaso sanitário e um chuveiro para os funcionários.
Cozinha
- Com espaço suficiente para acomodar utensílios e mobiliário para preparar alimentos para o número de usuários.
Área de Serviço
- Com espaço suficiente para acomodar utensílios e mobiliário para guardar equipamentos, objetos e produtos de limpeza e propiciar o cuidado com a higiene da república, com a roupa de cama, mesa, banho e pessoal para o número de usuários atendido.
Área externa (varanda, quintal, jardim, etc.)
- Espaços possibilitam o convívio e brincadeiras, evitando-se, toda vida, a instalação de equipamentos que estejam fora do padrão sócio-econômico da realidade da origem dos usuários, tais como piscinas, saunas, dentre outros, de forma a não dificultar a reintegração familiar dos mesmos; Deve-se priorizar a utilização dos equipamentos públicos ou comunitários de lazer, esporte e cultura, proporcionando maior convívio comunitário e incentivando a socialização dos usuários.
Fonte: Orientações Técnicas: Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes / Alterado pela Orientanda (2021)
32
Segundo as Orientações Técnicas do Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, o abrigo tem como característica o aspecto de uma residência que segue o modelo arquitetônico das demais e deve estar o mais próximo possível das respectivas famílias facilitando o trabalho com a rede familiar. A proximidade entre os familiares e o abrigo facilita as visitas e permite que a criança e o adolescente permaneça frequentando a escola e as atividades da sua comunidade.
Programa de necessidades
² ² 20 ² 50 ² 30 ² ²
O espaço proposto visa proporcionar às pessoas que o frequentam acesso a ensino e atividades profissionalizantes, oficinas de artes, serviços de apoio para um bom desligamento da instituição e sua emancipação, socialização com a família biológica e convívio comunitário. São demandas que foram diagnosticadas após a pesquisa realizada com as referências projetuais e por meio do estudo das Orientações Técnicas, onde nos mostra as diretrizes para a infraestrutura básica do abrigo.
²
²
²
²
² ² ² ²
² 20 ² 12 ² 6 ² ²
² ² ² ² 15 ² 15 ² 15 ² 6 ² 6 ² 15 ² 15 ² 12 ² 15 ² ²
O abrigo terá capacidade para 60jovens e adolescentes. Para formular o programa de necessidades do objeto de estudo, primeiramente foram especificados cinco principais grupos de atividades, para posteriormente, detalhar e destrinchar cada um deles. Esses grupos são: área íntima, setor de serviço, educação, setor administrativo, setor social.
O que terá no Centro de Apoio e Capacitação?
²
²
² ² ² ² ²
33
Fluxograma O complexo foi separado em três edifícios, e suas atividades foram setorizadas em cinco categorias: setor social, setor educacional, setor administrativo, setor de serviços e área íntima. O edifício social onde conta com o setor social e o setor de serviços distribui os fluxos entre os outros dois edifícios. O edifício educacional conta respectivamente com o setor educacional, setor administrativo e a área íntima dedica aos educadores residentes. Já o alojamento estudantil possui a área íntima dedicada aos alunos.
34
área intíma
setor social
setor administrativo
setor de serviço
setor educacional
área íntima
setor social
refeitório
setorização principal
hall / recepção
informática
dormitórios
auditório
biblioteca
copa
lavanderia
setor administrativo
setor de serviço
refeitório
cozinha
copa dos funcionários.
ambulatório
coordenação
freezer
vestiário dos funcionários
farmácia
assistência social
Preparo
dml
assitência psicológica
depósito de lixo
sala de reunião
administração
depósito de doações
almoxarifado
setor educacional
sala de aula
sanitários
35
“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.’’
Ocupação do terreno
38
PERFIL DE ELEVAÇÃO - FACHADA NOROESTE
D
D
PLANTA BAIXA TÉRREO
PERFIL DE ELEVAÇÃO - FACHADA SUDESTE
39
B
B
D
PLANTA BAIXA TÉRREO
CORTE LONGITUDINAL
40
D
41
Edifício Social
40 42
A
2
4
3
5
6
7
8
A DESINFECÇÃO
LIXO
VEST. FUNC.
W.C
W.C PCD
DML FREEZER
9
B VEST. FUNC. FRALDÁRIO
COPA
COZINHA
1
VEST. FUNC.
W.C
HALL / RECEPÇÃO
CIRCULAÇÃO
C
CIRCULAÇÃO
B
B
D
REFEITÓRIO E
PLANTA BAIXA TÉRREO - EDIFÍCIO SOCIAL
A
F
43
A
2
4
3
5
6
7
8
A
9
B
AUDITÓRIO
1
C
CIRCULAÇÃO
B
B
D
LOUNGE/INFORMÁTICA
E
BIBLIOTECA
PLANTA BAIXA 1º PAVIMENTO - EDIFÍCIO SOCIAL
44
A
F
A
2
3
4
5
6
7
8
A
9
B
1
COBERTURA
C
B
B
D
E
A
F
PLANTA BAIXA COBERTURA - EDIFÍCIO SOCIAL
45
CORTE A - EDIFÍCIO SOCIAL
46
CORTE B - EDIFÍCIO SOCIAL
47
48
FACHADA SUDESTE - EDIFÍCIO SOCIAL
FACHADA NORDESTE - EDIFÍCIO SOCIAL
FACHADA NOROESTE - EDIFÍCIO SOCIAL
FACHADA SUDOESTE - EDIFÍCIO SOCIAL
Edifício Educacional
46
49
A
2
1
3
4
A LIXEIRA
W.C PCD
FRALDÁRIO W.C MASC.
W.C FEM.
CIRCULAÇÃO
B
CIRCULAÇÃO
C
B
B VARANDA
VARANDA
SALA DE AULA
SALA DE AULA
SALA DE AULA
SALA DE AULA
D
VARANDA
VARANDA
A
E
PLANTA BAIXA TÉRREO - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
50
A
2
1
3
4
A LIXEIRA
W.C PCD
FRALDÁRIO W.C MASC.
W.C FEM.
CIRCULAÇÃO
B
CIRCULAÇÃO
C
AMBULATÓRIO / FARMÁCIA
VARANDA
COORDENAÇÃO
VARANDA
B
B
VARANDA
ADMINISTRATIVO
VARANDA
SALA DE REUNIÕES
VARANDA
ALMOXARIFADO / DOAÇÕES
ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA
VARANDA
D
ASSISTÊNCIA SOCIAL
COPA
VARANDA
VARANDA
A
E
PLANTA BAIXA 1º PAVIMENTO - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
51
3
A
2
1
4
A LIXEIRA
CIRCULAÇÃO
LOUNGE
B
CIRCULAÇÃO
C
VARANDA
VARANDA W.C
QUARTO EDUCADOR
QUARTO EDUCADOR
W.C
B
B
W.C
W.C QUARTO EDUCADOR
QUARTO EDUCADOR
VARANDA
VARANDA
D
VARANDA
VARANDA W.C
QUARTO EDUCADOR
QUARTO EDUCADOR
QUARTO EDUCADOR
QUARTO EDUCADOR
W.C
W.C
W.C
W.C
VARANDA
QUARTO EDUCADOR
VARANDA
E
A
VARANDA
PLANTA BAIXA 2º PAVIMENTO - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
52
PLANTA BAIXA DORMITÓRIO- EDUCADORES
2
3
A
1
4
A
B
C
COBERTURA
B
B
D
A
E
PLANTA BAIXA 2º PAVIMENTO - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
53
CORTE A - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
54
CORTE B - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
55
56
FACHADA NORDESTE - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
FACHADA NOROESTE - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
FACHADA SUDOESTE - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
FACHADA SUDESTE - EDIFÍCIO EDUCACIONAL
“O lar é onde nossas histórias são escritas.’’
Alojamento Estudantil
58
55
A
1
2
3
4
A
W.C VARANDA
COPA
LAVANDERIA
QUARTO
VARANDA
B
QUARTO
QUARTO W.C
VARANDA
W.C
VARANDA
C
B
B
D
E
VARANDA
QUARTO
W.C
W.C
QUARTO
VARANDA
F
W.C PCD W.C VARANDA
QUARTO
QUARTO PCD
VARANDA
A
G
PLANTA BAIXA TÉRREO - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
59
A
1
2
3
4
A
W.C
W.C VARANDA
QUARTO
VARANDA
QUARTO
COPA
QUARTO
VARANDA
QUARTO
VARANDA
B
W.C
W.C
C
VARANDA W.C QUARTO
B
B
D
E
VARANDA
QUARTO
W.C
W.C
QUARTO
VARANDA
QUARTO
VARANDA
F
W.C PCD VARANDA
QUARTO PCD
A
G
PLANTA BAIXA 1º PAVIMENTO - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
60
W.C
A
1
2
3
4
A
W.C
W.C COPA
VARANDA
QUARTO
VARANDA
QUARTO
W.C
QUARTO
W.C
QUARTO
VARANDA
W.C
QUARTO
VARANDA
W.C
QUARTO
VARANDA
B
C
VARANDA
B
B
D
E
VARANDA
QUARTO
W.C
W.C
QUARTO
VARANDA
F
W.C PCD
VARANDA
W.C QUARTO
QUARTO PCD
VARANDA
A
G
PLANTA BAIXA 2º E 3º PAVIMENTO - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
61
A
1
2
3
4
A
B
C
B
B COBERTURA
D
E
F
A
G
PLANTA BAIXA COBERTURA - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
62
CORTE A - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
63
CORTE B - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
64
FACHADA SUDOESTE - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
FACHADA NOROESTE - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
FACHADA NORDESTE - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
FACHADA NORDESTE - ALOJAMENTO ESTUDANTIL
65
Perspectivas
Vista dos edifícios.
66
estacionamento rotativo entrada principal horta
estacionamento privativo
praça telhado verde
entrada principal via w4 sul
via w4 sul
A laje da cobertura é impermeabilizada com poliester flexível. Essa impermeabilização é de alta eficiência, não gera entulho, é facilmente reparável e modificável, tem acabemtno que imita diversos materiais, não adiciona sobrepeso a laje (pesa cerca de 3kg por m²).
O acesso para manutenção da cobertura do edifício social acontece por meio do telhado verde do alojamento estudantil.
Vista superior dos edifícios.
67
Vista da fachada sudeste do edifício social.
68
Brises em madeira, com a mesma estilização do muxurabis dos edifícios.
Cobertura em madeira laminada colada.
Vista da entrada principal do edifício social, sentido w4 sul.
69
Sala de aula
A área externa tem como objetivo criar integração entre os edifícios e possibilita que as atividades e aulas sejam ao ar livre.
70
Vista da fachada sudeste do edifício educacional e estacionamento privativo.
71
As árvores além de tornarem o ambiente mais agradável, elas funcionam como uma barreira sonora e solar e, também trazem privacidade aos pavimentos superiores.
Vista da fachada nordeste do edifício educacional.
Sala de aula
O espaço possibilita que as aulas e outras atividades possam ser realizadas na área externa.
72
Vista lateral do edifício educacional e estacionamento privativo dos educadores e funcionários.
Vista do estacionamento da fachada noroeste do edifício social.
73
Hortas comunitárias são estimulantes para melhorar ambientes e a interação entre as pessoas nas cidades. Os benefícios das hortas são muitos, promovem a integração, revitalizam espaços e oferecem acesso a alimentos saudáveis e frescos.
A horta em um nível acima do solo permite que as pessoas com deficiência possam interagir nas atividades com maior facilidade e também evita o contato com animais indesejáveis. Com a requalificação do estacionamento, será possível receber 86 veículos. 3 vagas são destinadas para pessoas com deficiência, 5 vagas são para idosos e 14 são de uso exclusivo dos educadores e funcionários do edifício educacional. Espécies de árvores indicadas para o estacionamento: - Aroeira Utilizar uma pavimentação - Quaresmeira roxa permeável nas vagas de estacionamento - Oiti evita o empoçamento de água - Pau-fava e garante acessibilidade, diminuem a temperatura do ambiente, reduz gastos com outros recursos de drenagem e é uma solução sustentável.
74
Estacionamento arborizado!
Fachada sudeste do alojamento estudantil.
75
Vista da praça e da fachada sudoeste do alojamento estudantil.
76
O pergolado permite a utilização do espaço com maior conforto nos horários de sol intenso ou de chuva, e cria um ambiente de estar para os usuários. Permite também que seja feito pequenas contraternizações e eventos ao ar livre.
O paisagismo está presente nos volumes em alturas diferentes. As espécies formam uma composição onde cria pequenos ambientes diferentes por toda a praça.
As espécies de plantas utilizadas no paisagismo foram: - costela de adão -espada de são jorge -azulzinha -lambari roxo - grama amendoim -ave do paraíso (Strelitzia) - sagu de jardim (cycas revoluta) -barba de serpente;
As espécies de árvores utilizadas no paisagismo foram: - resedá - cambuí - jacarandá -sibipuruna;
77
Vista interna da sala de aula.
78
Os muxurabis em madeira ajudam na proteção da incidência solar nos ambientes em seus horários mais críticos. É possível movimentá-los conforme a vontade do usuário. Ele foi pensado para quem residisse nos quartos mais próxismos tivessem uma vista mais agradável, e não simplesmente uma laje!
Vista interna do dormitório dos alunos
Telhado verde, visto do alojamento estudantil
O quarto foi pensado para receber duas pessoas, porém caso seja necessário é possível trocar a cama de solteiro por uma beliche e mesmo assism obedecer as Orientações Técnicas de Serviço de Acolhimento.
79
Referências CUNHA, Tainara Mendes. A evolução histórica do instituto da adoção. Conteúdo Juridico, Brasilia-DF: 28 nov. 2011. Disponível em:<http://www.conteudojuridico.com.br/?artigos&ver=2.34641&seo=1>. Acesso em: 10 de abril de 2021. MARONE, Nicoli de Souza. A evolução histórica da adoção. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIX, n. 146, mar 2016. Disponível em: <http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=16929&revista_caderno=14>. Acesso em 10 de de abril de 2021. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.Brasília/DF: Senado Federal. 1988. Estatuto da Criança e do Adolescente, instituído pela Lei 8.069 no dia 13.07.1990 MARCÍLIO, Maria Luíza. História Social da Criança Abandonada. São Paulo: Hucitec, 1998. Código de Menores, Decreto 17.943-A de 12.10.1927 BRASIL, Orientações Técnicas: Serviços De Acolhimento Para Crianças e Adolescentes; Brasília, Fevereiro de 2008. BRASIL, Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Disponível em: <https://paineisanalytics.cnj.jus.br/single/?appid=ccd72056-8999-4434-b913-f74b5b5b31a2&sheet=4f1d9435-00b1-4c8c-beb7-8ed9dba4e45a&opt=currsel&select=clear all> Acesso em 23 de março de 2021. ISLER, Juliane; A dura realidade dos adolescentes órfãos em abrigos ao atingirem a maioridade - Maio de 2020; Disponível em:<https://www.greenme.com.br/viver/especial-criancas/73654-a-dura-realidade-dos-adolescentes-orfaos-em-abrigos-ao-atingirem-a-maioridade/> Acesso em 20 de março de 2021; E. M. Rosa, C. R. R. Nascimento, J. R. Matos & J. R. Santos; O processo de desligamento de adolescentes em acolhimento institucional - Brasil, dezembro de 2012. Doris C. C. K. Kowaltowski - Arquitetura Escolar o projeto do ambiente de ensino - São Paulo, 2011. Simone Gonçalves de Assis e Luís Otávio Pires Farias - Levantamento nacional das crianças e adolescentes em serviço de acolhimento - São Paulo, 2013.
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