SONS DO PASSADO, SONS DO FUTURO MUSEU DE MÚSICA DE BRASÍLIA
EVELLYN DE SOUZA ALMEIDA
SONS DO PASSADO, SONS DO FUTURO MUSEU DE MÚSICA DE BRASÍLIA
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SONS DO PASSADO, SONS DO FUTURO MUSEU DE MÚSICA DE BRASÍLIA EVELLYN DE SOUZA ALMEIDA
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UNB FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO – FAU BRASÍLIA, 2019 Plano de Trabalho apresentado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB) para submissão à banca avaliadora, como procedimento da disciplina Diplomação 2. Constitui um dos pré-requisitos para obtenção do título de Arquiteta e Urbanista.
HOMENAGEM
Dedico não apenas essa diplomação, como toda a minha faculdade à quem me incentivou desde sempre, quem acreditou no meu potencial e consegue enxergar no que vou me tornar. Em tantos momentos difíceis nos quais pensei em desistir de tudo, foi quem me sustentou e me mostrou que estava comigo “pro que der e vier”, sempre perto de mim para o que eu precisasse. É Nele que encontro minhas inspirações e tenho pela certeza que é Dele que vem toda minha criatividade. Tenho a honra de poder tê-lo como amigo, pai e Senhor! Obrigada, Deus, por ter sido minha rocha, minha força, meu escuro, torre forte, minha herança, meu amigo, meu consolo, meu salvador. Foi o Senhor quem me direcionou a fazer esse curso, foi o Senhor me capacitou durante os semestres, e, se existe alguma criatividade em mim, ela veio de Ti, que criou todo o universo. A verdade é que eu sempre tive um parceiro de projeto... e que parceiro! Tenho a honra de poder fazer projetos com você, tirar minhas dúvidas, e, principalmente, encontrar em você minha inspiração. “Tudo o que tenho, tudo o que sou, pertence a Ti, Senhor” Te amo.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, que me deu força e direcionamento durante todos esses anos de faculdade; Agradeço também ao meu marido, Thiago Alvarenga, que me incentivou nos momentos difíceis, não me deixou desistir quando tudo parecia muito difícil, enxugou as minhas lágrimas em tantos momentos e me impulsiona a ser uma pessoa melhor. Não teria conseguido sem seu apoio e amizade; Aos meus pais, Ana e Carlos, que sempre lutaram por mim, me ofereceram amor incondicional, e abriram mão de tanta coisa pra que eu pudesse chegar até aqui. Vocês me ensinaram o valor dos estudos e a determinação pra conseguir alcançar a lua, se for preciso. Ao meu irmão, Eduardo, que sempre esteve ao meu lado; À minha orientadora, Maribel Aliagas, por ter aceitado embarcar nessa jornada final comigo, sempre oferecendo dedicação e suporte, enriquecendo meu trabalho a cada orientação; Aos familiares que entenderam minhas limitações e ausências durante o curso, e sempre me apoiaram como puderam; Aos meus amigos, pelos momentos de distração, desabafo e companhia que fizeram toda a diferença; À todos que, direta ou indiretamente contribuíram para minha formação; Meu sincero muito obrigada!
1
2
15
31
Encontro
Paisagem Sonora
16
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Museus
Escolha da área
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34
Condicionantes museológicas
Análise da legislação urbanística
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36
Museus POP UP
Diagnóstico da área
22
40
Referências projetuais
Implantação
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42
Identidade musical de Brasília
Programa de necessidades
47 Conceito 49 Partido 51 Exemplos de interações
4
5
57
75
Vistas
Referências Bibliográficas
ÍNDICE
3
59 Plantas 66 Paisagismo 68 Cortes e Fachadas 70 Maquete eletrônica
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CONTEXTO
1 Encontro, Museus, Condicionantes museológicas, Museus POP UP, Referências projetuais, Identidade musical de Brasília
Encontro É notória a importância da música na vida do homem. Conforme Bennett (1986), na pré-história, o homem já produzia uma forma de música proveniente basicamente de utensílios que eram utilizados em seu cotidiano. Era na arte que os primatas podiam expressar seus sentimentos, crenças, medos, desejos, como também outros aspectos que fugiam à razão. Apesar de tal importância ser reconhecida na cidade de Brasília, ainda há uma demanda cultural com a carência da existência de equipamentos especificamente dedicado à música, tanto no âmbito educacional quanto como estrutura para apresentações. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) remete a concepção de museu à palavra “encontro”: encontro das pessoas com a Arte, com a História e, mais profundamente, com sua identidade. Encontros que não apenas deleitam e educam, mas que também são pontos de partidas de questionamentos e transformações. Hoje, mais do que antigamente, os museus se deslocam da ideia de instituições reservadas a poucos, distantes do povo. Eles se fortalecem como lugar de encontros e interações, seja no espaço físico ou virtual. (PEPE; TONELLA, 2017, p. 1)
Dessa forma fica claro a necessidade de um Museu da Música na capital do Brasil. A proposta desse novo equipamento de cultura é proporcionar um ambiente com estrutura adequada para o desenvolvimento de atividades relacionadas à música. Como instituição e instrumento de valorização e preservação do patrimônio cultural brasileiro, o Museu de Música de Brasília terá como função abrigar objetos e memórias da música, possibilitando a exposição da história musical do Brasil, assim como a experimentação da mesma de forma imersiva e sensorial. Além disso também se propõe a promover a educação musical para a população, apoiar projetos musicais na cidade e oferecer estrutura para apresentações de pequeno, e médio público.
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Museus Kiefer (2000), afirma que os museus, em seu sentido lato, são tão antigos quanto a própria história da humanidade, existentes desde que o ser humano começou a colecionar e guardar, para si ou seus deuses, objetos de valor em salas especialmente edificadas para esse fim. Segundo Reis (2007), O conceito de museu se difundiu na Europa Ocidental durante o período renascentista, como uma instituição cultural com coleções de arte privadas e iniciativas da nobreza e da Igreja Católica Romana, sempre associadas a uma elite de apreciadores. O museu como edifício que abriga e expõe obras de arte ao público surgiu no século XIX, com o surgimento da burguesia europeia. Nos séculos seguintes, os espaços culturais onde antes circulavam apenas pessoas com privilégios e autoridade de argumento sobre a arte passaram a valorizar o julgamento do leigo.
Nos últimos anos, a arquitetura também passou por processo de revisão. Museus funcionam como monumentos e marcos urbanos na cidade contemporânea e o seu programa não está tão atrelado às regras renascentistas, tornando a planta livre e flexível, e o espaço universal e funcional. Segundo o IBRAM, no universo da cultura, o museu assume funções as mais diversas e envolventes. Uma vontade de memória seduz as pessoas e as conduz à procura de registros antigos e novos, levando-as ao campo dos museus, no qual as portas se abrem sempre mais. A museologia é hoje compartilhada como uma prática a serviço da vida. De acordo com a LEI Nº , de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto de Museus: “Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.”
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Em relação a arquitetura, uma das mais importantes condicionantes museológicas é a clara ordenação espacial dos ambientes. Para Montaner (1995), a forma da planta, a clareza na estrutura, bem como a fácil percepção da totalidade do edifício, evitam a desorientação do visitante e o consequente cansaço, além de garantir a segurança do espaço e do acervo. Por outro lado, o projeto de arquitetura pode contribuir diretamente para acelerar o processo de degradação das obras através de decisões projetuais como especificação de iluminação, sistema de climatização, entre outros. Para Kiefer (1998), a umidade é um dos principais problemas para conservação do acervo. O nível inadequado de umidade relativa do ar, ou a variação constante de seus níveis, é extremamente prejudicial, já que o excesso de umidade causa o amolecimento de colas, empenamento de madeiras, azulamento de vernizes, formação de mofos, apodrecimento de telas e corrosão de metais. Já a falta de umidade pode ocasionar rachaduras, ressecamento e quebra de fibras. Para a obtenção de um controle de umidade eficiente é imprescindível o uso correto de desumificadores de ambiente ou condicionadores de ar com controle de umidade.
Condicionantes museolรณgicas
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Seu story
Thiago Alvarenga
Evellyn de Souza
Ana Lúcia
Eduardo Félix
Museus POP-UP Um novo tipo de exibição está se difundindo na internet. São exibições criadas para serem apreciadas, tanto pessoalmente, quanto nas redes sociais: as exibições POP-UP. Apesar de existir um debate sobre a genuinidade da arte, esses museus estão mudando a maneira de como as pessoas consomem a mesma. “Nos museus ‘POP-UP’, o espaço e você são a obra de arte. É isso que faz esses lugares serem ‘Instagrammable’ (ou seja, um espaço que possa proporcionar boas imagens para o Instagram).”. Apesar de ser tendência, na década de 60 artistas já usavam museus para expor obras de arte tridimensionais e imersivas criadas especificamente para determinados espaços, chamadas de instalações - manifestações artística contemporânea composta por elementos organizados em um ambiente que pode ter um caráter efêmero ou pode ser desmontada e recriada em outro local. As instalações convidam o visitante a participar na criação da obra de arte, ou a se ver fisicamente na mesma. A releitura das instalações fez com que o mercado percebesse que, ambientes que oferecem espaços para boas fotos tem um poder enorme para atrair visitantes, mesmo que as obras de arte não estejam vinculadas a nomes de artistas renomados. Essa percepção fez com que os museus tradicionais tivessem que repensar seus espaços e suas políticas de proibir fotos, e, em menos de cinco anos, na grande maioria dos museus não existe mais essa proibição. Exibições onde há interação com o espectador e a possibilidade de boas fotos podem quebrar recordes antes não imaginados. A exposição Wonder atraiu mais visitantes em seis semanas do que a Smithsonian’s Renwick Gallery havia previsto para um ano. A exposição The Beach realizada no verão de 2015 no National Building Museum recebeu trinta por cento dos visitantes anuais entre julho e agosto. Em 2017, Hirshhorn Museum aumentou a porcentagem de visitantes em 6.566%, graças a instalação de Kusama – Infinity Mirrors, que durou apenas 3 meses.
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: Possui um boulevard vertical com sete pavimentos inspirado no calçadão carioca; Sugere um percurso contínuo externo ao visitante; O programa engloba salas de exposição de longa e curta duração, espaços destinados à pesquisa, salas administrativas, salas para atividades didáticas, um teatro/cinema de 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, bar/terraço, boate e um mirante; Volumetria que corresponde ao traçado de rampas e patamares sequenciais.
Diller Scofidio + Renfro, 2009 Rio de Janeiro, Brasil MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
MUSEU SOLOMON R. GUGGENHEIM Nova York, Estados Unidos Frank Lloyd Wright PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: Sugere um percurso ao visitante ao criar um grande espaço em um piso contínuo Possui um átrio central com iluminação natural e conexão visual por toda a exposição Por se tratar de uma rampa, no percurso ascendente da rotunda, há uma pequena sala de leitura, com inúmeros livros e revistas sobre o arquiteto, para quem optar por uma pausa na exposição.
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM São Paulo, Brasil Camila Fabrini e Álvaro Razuk Sua coleção possui mais de 200 mil itens, como fotografias, filmes, vídeos e cartazes; Álvaro Razuk e Camila Fabrini: dupla vencedora de uma seleção que procurou o melhor projeto para reorganização e atualização do MIS, processo iniciado quando a Organização Social Paço das Artes tornou-se responsável pela gestão da instituição; As modificações externas no volume existente foram mínimas, sendo a mais significativa o fechamento com placas metálicas de parte das superfícies envidraçadas.
Possui átrio central que confere amplitude e conexão visual entre ambientes; O museu oferece várias atrações espalhadas pelo terreno. Assim, o visitante pode escolher que caminho prefere percorrer, e quantas atrações pretende ver A arquitetura cria harmonia com o entorno
Studio Odile Decq, 2014 Nanjing, Jiangsu, China THE NANJING TANGSHAN GEOPARK MUSEUM MUSEU VIOLETA PARRA Santiago, Chile Cristian Undurraga, 2015 PRINCIPAIS CARACTRERÍSTICAS: Dedicado a cantora, compositora, artesã, artista plástica e folclorista, Violeta Parra; Sua volumetria foi inspirada na forma de viola;
REFERÊNCIAS PROJETUAIS
PRINCIPAIS CARACTRERÍSTICAS: Sua volumetria se apropria da declividade do terreno e gera continuidade da paisagem;
Projetado para integrar todas as obras da artista num mesmo espaço (acervo musical, trabalhos em bordado, tapeçaria, pintura, escultura em cerâmica e em papel machê); O museu conta com o Jardim de Violeta. Nele, quem se aproxima das árvores pode escutar suaves melodias da artista.
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IDENTIDADE MUSICAL
Construída a partir do zero entre 1956 e 1960, foi um marco na história do planejamento urbano. Recém-construída para acomodar o poder político e o funcionalismo público, eram poucas as opções de lazer e entretenimento para uma imensidade de brasileiros de várias regiões do país que se deslocaram de seus lugares de origem para habitar o Planalto Central. A crítica não perdeu tempo em brindar a cidade com o dogma segundo o qual Brasília é uma cidade sem identidade (TEIXEIRA, 2011). Somente duas décadas após a sua inauguração a cidade começa a gerar movimentos musicais que, logo adiante, fariam Brasília vir a ser considerada nacionalmente como a capital do rock. Como expressa Teixeira (2011), o plano urbanístico de Brasília é propício para as atividades artísticas. Nesta perspectiva, “a configuração espacial do plano de Brasília, formado por grandes áreas e parques, gramados, árvores e jardins [...] se constituem” como “incentivos constantes do ponto de vista da criação artística” (TEIXEIRA, 2011). Prédios homogêneos, ruas largas e arborizadas, parques e setores pensados no bem-estar da população e do visitante levam a assinatura dos mestres do urbanismo, Lucio Costa, e da arquitetura modernista, Oscar Niemeyer. Os monumentos de Brasília são únicos e dispostos de maneira a formar um museu a céu aberto. Rica em talentos musicais, Brasília projeta nomes como Cássia Eller, Zélia Duncan, Hamilton de Holanda, Natiruts e Ellen Oléria, filhos talentosos da casa que espalharam pelo mundo essa melopeia. A cidade é descrita pela diversidade de “manifestações artísticas e musicais”, que evidencia uma identidade cultural brasiliense no tocante à música. O rock brasiliense influenciou outros gêneros na cidade, como é o caso do choro produzido na capital como “uma nova possibilidade de construção musical pro Brasil”.
Multiplicidade musical O multiculturalismo é um fenômeno característico de comunidades formadas a partir de situações de migração, como é o caso de Brasília. Segundo Hall (2003), “as comunidades migrantes trazem a marca da diáspora, da ‘hibridização’ em sua própria constituição”. Por absorver elementos culturais diversos, a música produzida na capital federal apresenta um caráter híbrido e multicultural. Danças, brincadeiras e toadas tradicionais compõem a cena cultural de Brasília, que herdou a essência brincante de vários recantos do país. A diversidade cultural da música produzida em Brasília foi promovida pela fusão de gêneros musicais como resultante da influência cultural de diferentes regiões do país. A aprendizagem musical propiciada por instituições de ensino de excelência aliada a referências culturais diversificadas, bem como aos gêneros do samba, do choro, do rock e do forró, torna Brasília uma cidade com músicos dotados de um apurado nível técnico e capacidade criativa. Nada obstante, a composição musical brasiliense precede o punk rock interpretado por bandas como Aborto Elétrico, Plebe Rude, Capital Inicial, Legião Urbana, Detrito Federal e outros grupos musicais (STRAW, 2002). A cultura musical trazida pelos imigrantes que embrenharam-se em Brasília influenciou as primeiras expressões musicais com suporte nos valores culturais trazidos de seus estados, como, por exemplo, o bumba meu boi do Maranhão trazido pelo grupo Boi do Seu Teodoro, na cidade satélite de Sobradinho, de cenas musicais como o hip hop na Ceilândia (TAVARES, 2010), ou do reggae de artistas como Renato Matos. No caso da música produzida em Brasília, observam-se referenciais culturais cariocas, goianos, nordestinos, entre outras regiões do país, além de gêneros cosmopolitas, como o rock e o jazz. Desse modo, a identidade cultural brasiliense no campo da música pode ser associada ao conceito de multiculturalismo (HALL, 2003). Ao incorporarem diferentes referências culturais em situações de diáspora, como é o caso da formação de Brasília, as identidades acabam se tornando múltiplas, adquirindo traços de diferentes culturas.
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O Rock Hoje, Brasília é uma cidade muito eclética quando o assunto é música, mas ninguém há de negar que o concreto da capital bate mais forte pelo som pesado do rock. Uma história que tem início no final da década de 1960, no entanto, é somente no final da década de 1970 que começa a se formar a cena musical (STRAW, 2002) do rock brasiliense. Felipe Lemos, Flávio Lemos, e Renato Manfredini Júnior — que adotou o nome Renato Russo - decidiram formar a banda Aborto Elétrico, iniciando o movimento punk rock em Brasília em meados da década de 80 (DAPIEVI, 1995). Transformaram as características da cidade em rock e levaram-na para além das fronteiras de Brasília. O sucesso monumental da Legião Urbana e de suas composições colocaram Brasília no mapa da música nacional. Em 1983, Hermano Vianna publicou para a revista carioca Mixtura Moderna um artigo sobre o movimento musical de Brasília, no qual apresentou um histórico do gênero punk na cidade, citando o Aborto Elétrico e a Blitz 64, além das bandas de rock, Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. No artigo, Vianna referiu-se a Brasília como a capital do rock ‘n’ roll (MARCHETTI, 2001). Somente em 1981 o grupo Paralamas do Sucesso, inicialmente formado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e Vital Dias, trilhou um caminho diferente das bandas que formaram a cena musical punk brasiliense. Em 1982, gravaram a música “Vital e sua moto”, enviada para a Rádio Fluminense que tocou na Rádio durante 1983, quando a banda recebeu propostas da Warner, da EMI-Odeon e da RCA. Decidiram assinar contrato com a EMI-Odeon, lançando o álbum Cinema Mudo, em 1983. Entre as composições do álbum, os Paralamas gravaram a música “Química”, de autoria de Renato Russo (MARCHETTI, 2001). Madeira (1997) mostrou como as bandas que surgiram nos anos 1980 “passaram a ser referências importantes, modelando expectativas e a sensibilidade dos jovens” brasilienses. Paralamas, Plebe Rude e outras despertaram na juventude o desejo de serem músicos. No ano de 1990 foi quando outros gêneros adquiriram destaque, como o ska, o hardcore, o reggae e o hip hop.
IDENTIDADE MUSICAL Choro e samba em BSB O choro e o samba foram originários da matriz africana e difundiram-se para o resto do país através do Rio de Janeiro deixando de ser um ritual ligado às camadas populares para tornar-se símbolo da identidade nacional. Em 1959 Juscelino Kubitschek, convidou Inácio Pinheiro Sobrinho, o Pernambuco do Pandeiro, para um emprego na Rádio Nacional, quando então o choro apareceu mais acentuado ainda na cidade em construção. Entre as referências no cenário brasileiro do choro que migraram do Rio de Janeiro para Brasília, o carioca Avena de Castro merece destaque. Considerado o único citarista popular do Brasil iniciou a carreira artística em 1937, apresentando-se como solista ou então em duo com o irmão, em salas de concerto do Rio de Janeiro e em outros estados. Na década de 1950, tornou-se concertista de cítara com um repertório especializado, além de ser autor de transcrições de obras de compositores eruditos como Chopin e Bach. Waldir Azevedo, autor de “Brasileirinho”, “Pedacinhos do céu” e “Carioquinha”, um clássico do choro, veio a Brasília em 1971 para acompanhar sua filha. Aos sábados, Waldir Azevedo apresentava, na Rádio Nacional, o programa “Um encontro com Waldir Azevedo”. Formou um grupo com Pernambuco do Pandeiro, Eli do Cavaco, Carlinhos 7 Cordas e Hamilton Costa. Com o grupo de músicos residentes em Brasília, Waldir Azevedo se apresentou em um programa de TV em Hannover, na Alemanha, difundido em toda a Europa, além de shows pelo Brasil (RIOS, 2012). A partir de rodas de choro e reuniões entre esses músicos, surgiu a ideia de criar o Clube do Choro: um espaço dedicado a apresentações e preservação do gênero musical na cidade que fundado em 09 de setembro de 1977 por músicos que se reuniam na casa da flautista francesa (naturalizada brasileira) Odete Ernest Dias. O citarista Avena de Castro, grande amigo de Jacob do Bandolim, é eleito por aclamação o primeiro presidente do clube. O então governador do Distrito Federal, Elmo Serejo, cede o vestiário do recém- inaugurado Centro de Convenções para as reuniões musicais. Atualmente, o Clube do Choro e a Escola de Choro Raphael Rabello de Brasília desempenham um papel importante no sentido de preservação e difusão do gênero na capital federal (TEIXEIRA, 2011). Em seu relato, Cacá Pereira referiu-se à formação musical proporcionada por instituições de ensino como a Escola de Choro, ressaltando que “somando a UnB e a Escola de Música, Brasília produz muita música. Muita gente sabe música e tem acesso ao estudo da música” (Cacá Pereira). O samba em Brasília remete ao contexto da inauguração da cidade. Se hoje um milhão de pessoas passam pelos espaços diversos de Brasília para celebrar o carnaval é porque um grupo de pioneiros deu o pontapé para iniciar a festa no começo da década de 1960. Entre os migrantes que trouxeram a tradição musical do samba para Brasília, merece destaque o sambista mineiro Carlos Elias. Cantor, compositor e dançarino – é conhecido como a cara do samba de Brasília. Ex-integrante da Ala de Compositores da Portela, com músicas gravadas por Paulinho da Viola, Beth Carvalho e Nara Leão, Car- los Elias foi transferido do Rio de Janeiro para Brasília, em 1975, para trabalhar no Itamaraty.
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ESTUDOS PRELIMINARES
2 Paisagem Sonora, Escolha da área, Análise da legislação urbanística, Diagnóstico da área, Implantação, Programa de necessidades.
Paisagem sonora Paisagem sonora é um conceito com origem na palavra inglesa “soundscape” e que se caracteriza pelo estudo e análise do universo sonoro que nos rodeia. Uma paisagem sonora é composta pelos diferentes sons que compõe um determinado ambiente, sejam esses sons de origem natural, humana, industrial ou tecnológica. O conceito teve origem e definiu-se através do grupo de trabalho dirigido por R. Murray Schafer que em conjunto com outros investigadores, como Barry Truax e Hildegard Westerkamp, fundou o World Forum for Acoustic Ecology, assim como mais tarde o World Soundscape Project. Abaixo a transcrição de uma entrevista com Raymond Murray Schafer para a Semana do Som, França, 2010, sobre o livro “A afinação do mundo: Em 1977 você publicou “A afinação do mundo”. Como esse livro se insere no seu trabalho na Universidade Simon Fraser? Acredito que o trabalho realizado na Universidade Simon Fraser foi bastante importante, por todo o mundo e o livro que originalmente intitulei “A afinação do mundo” (...) o que eu realmente estava pensando era que nós somos responsáveis por afinar o mundo. É como tocar um instrumento. Afina-se um violino para o tocarmos maravilhosamente. Também podemos, igualmente, afinar os sons do mundo de forma a obtermos um ambiente acústico bonito, e não cheio de ruídos e outros elementos que eliminam, esmagam e destroem os sons bonitos. Para você, qual a diferença entre som e ruído? O ruído é qualquer som indesejado (...). Ruído não é necessariamente um som alto. É o oposto no sentido do pagamento e posse de arte. É o que não se quer, aquilo que se deseja eliminar. Nós temos a tendência de fugir dos ruídos, fugindo para dentro das casas. As pessoas no passado passavam muito mais tempo no exterior, como sabemos.
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LOCAL: PARQUE SARAH KUBITSCHECK De acordo com a SEGETH - Secretaria de Estado de Gestão do território e Habitação - o Parque da Dona Sara Kubitschek foi implantado em 1978 com o nome de Parque Recreativo Rogério Pithon Serejo Farias e estende-se por quase toda a extensão da Asa Sul. Mais conhecido como “Parque da Cidade”, é um dos principais equipamentos da escala bucólica de Brasília, com área de cerca de 400ha e marca os limites do Plano Piloto, funcionando como um colchão de amortecimento. Dentre seus atrativos estão um lago artificial, vários bosques, e diferentes ambientes para atividades culturais, educacionais esportivas e de lazer.
Em 1998, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro fez uma publicação dirigida à população da cidade (...). O que consta é que, dentro do perímetro urbano, especialmente nas grandes cidades, a população é submetida a índices de ruído cada vez mais intensos, constituindo-se a poluição sonora uma das principais fontes de conflito da vida moderna. (FONTERRADA, 2004, P.43) Com base nessa informação, o Parque da Cidade oferece um ambiente com uma excelente paisagem sonora (soundscape), tornando-se o local ideal para um museu que trata de música, assim como para apresentações musicais. Apesar de não se tratar de um museu a céu aberto, é importante considerar o entorno imediato do mesmo, propiciando uma paisagem sonora agradável durante o trajeto até o museu de música.
ESCOLHA DA ÁREA
JUSTIFICATIVA:
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Segundo o Plano de Uso e Ocupação do Parque da Cidade elaborado pela SEGETH - Secretaria de Estado de Gestão do território e Habitação - a altura máxima das edificações é de 7,00m (sete metros) para todas as edificações erigidas na área do Parque, em respeito ao limite máximo estabelecido pela legislação de tombamento do Conjunto Urbanístico de Brasília para as áreas dos parques urbanos e dos setores de clubes esportivos da orla do Lago Paranoá (Art.11, Portaria 314/1992- IPHAN). Poderão ultrapassar esta cota, desde que devidamente justificado pelo projeto, os equipamentos esportivos – EE, culturais – EC e de recreação e lazer – ER, que demandarem maiores alturas, como quadras cobertas e museus, desde que devidamente justificados e com a apreciação prévia da Comissão Técnica Permanente de Acompanhamento do Plano de Uso e Ocupação do Parque. O quadro-síntese a seguir resume tanto a situação existente, quanto a situação proposta neste Plano de Uso e Ocupação do Parque da Cidade em relação ao índice de ocupação com edificações.
Área total da poligonal do Parque = 3.736.076,36m² ou 373,60ha Ocupação máxima com construções (A)*= 2.5% da área da poligonal do Parque = 93.401,90m² ou 9,34ha
Atividades complementares = ocupação de, no máximo, 25% da ocupação pelas atividades principais. Total de ocupação com construções (A)*= 65.956,91m² ou 6,59ha, correspondendo a 1,7% da área total da poligonal do Parque.
Total de ocupação com 316.307,45m² ou 31,6ha.
atividades
principais
(A+B)*=
Total de ocupação com atividades complementares (A+B)* = 66.072,70m² ou 6,6ha, correspondendo a 20,88% da ocupação pelas atividades principais.
Resumo da Proposta do PUOC
Total de ocupação com construções (A)*= 76.127,68 m² ou 7,61ha, correspondendo a 2,0% da área total do Parque. Total de ocupação com 357.942,12m² ou 35,79 ha.
atividades
principais
(A+B)*=
Total de ocupação com atividades complementares (A+B)*= 69.704,19m² ou 6,97 ha , correspondendo a 19,5% da ocupação pelas atividades principais. Percentual restante para demanda futura de ocupação com construções = 0, %.
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA
Resumo da Situação Existente
Diretrizes gerais
Quadro Síntese das Áreas Ocupadas no Parque da Cidade
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DIAGNÓSTICO DA ÁREA Para a escolha do local de implantação do museu, foi desenvolvido um estudo para diagnóstico da área abrangendo equipamentos existentes e atividades que ocorrem no parque regularmente. A seguir, o diagnóstico de equipamentos do parque:
Escola da natureza
01
Quadras esportivas
Po rtã o
Memorial Chico Mendes
Est . 13
Bombeiros Reservatório de água 2 Plano Piloto
Administração Est. 1
2
Castelinho
1
t. 0
Lanchonete Barulho
Po rtã o0 5
Es
Quadra de esportes
ExpoBrasília Pavilhão de exposição
Parque infantil Ana Lídia
Es
t.
11
Nicolândia Parque
Pista de Kart e restaurante
Fonte Sonora 2
t. 0
Grupo Escoteiro José de Anchieta 11º DF
Es
Relógio Solar
Museu de música
Praça Eduardo e Mônica Es
Churrasqueiras Parquinho infantil
4
t. 0
Gibão
Es
2 t.
Es
Praça das fontes
Pista de skate e patins
t.
Pista de kart
Polícia Especializada e Instituto Médico Legal
09
tã Por
Ilê Praia Park
Parquinho Infantil
Prédio da manutenção
Piscina de ondas
4
o0
Es
05
10
Aparelho para exercícios
Parquinho infantil
ão 0
Banca de revistas t.
Alpinus
Port
Pedalinho Es
Quadras esportivas Centro Hípico do Parque
3
t. 0
Parquinho Infantil
Aluguel de bicicletas 7 t. 0
Es
8 t. 0
Es
Escola
Parcão
6 t. 0
Es
Quadras esportivas
Quadras esportivas
3
o0
tã Por
N 37
DIAGNÓSTICO DA ÁREA Para a escolha do local de implantação do museu, foi desenvolvido um estudo para diagnóstico da área abrangendo equipamentos existentes e atividades que ocorrem no parque regularmente. A seguir, o diagnóstico de atividades regulares do parque:
01
Quadras de volei e futevôlei
Po rtã o
Banda Obará Banda Batukenjé
Est . 13
Ponto de encontro dos atletas Massagem Est. 1
2
Castelinho Frescobol 1
t. 0
Swordplay
Lanchonete Barulho
Po rtã o0 5
Es
Parque infantil Ana Lídia
Quadra vôlei
Nicolândia Parque 11
Nicolândia Parque
Es
t.
Fonte Sonora 2
t. 0
Grupo Escoteiro José de Anchieta 11º DF
Es
Pista de Kart e restaurante
Relógio Solar
Roda de choro
Museu de música
Praça Eduardo e Mônica Es
as eir
q ras
Es
ur
Ch Gibão
t.
Es
o 02 t.
Es
ão ort
t Es
04
P
9
.0
Parquinho infantil
ã Port
Samba de barquinho
Massagem
Pista de skate e patins
Alpinus
Pesque e Pague
Lai chi chuam
Parquinho infantil
04
0
1 t.
u
Quadras de vôlei de areia Centro Hípico do Parque
Caiaque-polo
3
t. 0
Parquinho Infantil
Ilê Praia Park
05
Pista de kart
Polícia Especializada e Instituto Médico Legal
7 t. 0
Es
8 t. 0
Es
Parcão t. Es
06
Quadras esportivas de tênis, futsal e basquete
Quadras de volêi
P
ão ort
03
N 39
IMPLANTAÇÃO O local escolhido dentro do Parque Sarah Kubitscheck para implantação do Museu de Música de Brasília foi determinado pela análise das atividades e equipamentos existentes dentro do mesmo. Foi identificado o exercício de atividades relacionadas à música entre os estacionamentos 10 e 11, perto do lago do Parque, com encontros semanais de samba, roda de choro e outros. Neste mesmo local foi criada uma praça em homenagem ao cantor compositor Renato Russo, intitulada de Eduardo e Mônica - canção lançada em 1986 que marcou a carreira do cantor.
Roda de choro
Museu de música Praça Eduardo e Mônica
Samba de barquinho
N
41
25 m²
de apoio administrativa
50 m²
ESPAÇOS DE ACOLHIMENTO
ESPAÇOS DE SOCIABILIDADE
A área de acolhimento de uma instituição deve proporcionar o afastamento do ambiente externo e permitir ao visitante um primeiro encontro positivo com o universo do Museu. Para esta área, previmos: Hall de acesso Espaço para descanso
Balcão de informações
1.000 m²
Sala de apoio administrativa
Guarda-volumes
Cafeteria
Sala de enfermagem
30 m²
Sala de segurança
30 m²
Subtotal
30 m²
Os museus são espaços de sociabilidade, de segurança 30 m² onde o público tem a possibilidade de en1.270 m² contrar um amigo para conversar, ler um livro ou mesmo fazer um lanche rápido. Nesse sentido, justifica-se a instalação dos espaços abaixo listados que poderão representar uma ótima opção Subtotalcotidiana de bem-estar para os visitantes, além de 120 m² constituir uma fonte de recursos para 180 a m² instituição. Para esta área, previmos: Lojinha
150 m²
Restaurante Mirante
50 m²
950 m²
Espaços externos para roda de música
70 m²
70 m² 90 m²
180 m²
1.450 m²
externos para roda de música
Por se tratar de um Museu de 110 música, é m² indispensável a criação de espaços que 180 m² ofereçam a estrutura adequada para rece600 m² ber espetáculos, bem como seminários e outros eventos correlatos às temáticas do Museu. Para essa finalidade, previmos os seguintes espaços:
Auditório – 540 pessoas
120 m²
950 m²
90 m²
200 m²
600 m²
– 540 pessoas
70 m² ESPAÇOS PARA APRESENTAÇÕES
25 m²
110 m² Subtotal 180 m²
1.270 m²
200 m²
150 m²
de enfermagem
Circulação
Banheiros
70 m²
-volumes
1600 m² ---
1.600 m²
120 m² 180 m²
200 m² 950 m²
1.450 m²
1.450 m²
1600 m²
Subtotal
---
1.600 m²
ESPAÇOS ADMINISTRATIVOS
A exposição de longa duração será composta porpermanente obras, instrumentos1.000 e m² fotografias de grandes nomes 100 da m² exposição permanente música brasileira. temporária 1.000 m² As exposições temporárias constituem exposição temporária 100 m² um importante recurso de comunica2.200 m² ção do Museu. Podem tratar de temas correlatos à exposição de longa duração ou complementar aspectos já apresentados, explorar novos temas e pesquisas ou abrigar exposições de outras instituições parceiras. A média de duração de uma exposição temporária deve ser de três meses, pois cria uma movimentação para a instituição, mas também possibilita o desenvolvimento de programas e pesquisas geradas pela exposição, além de facilitar a mobilização do público escolar e a divulgação. Exposição permanente
1.000 m²
Banheiros exposição permanente Exposição temporária Banheiros exposição temporária
Subtotal
Circulação
ESPAÇOS TÉCNICOS
Diretoria
30 m²
Vice diretoria
30 m²
Assessoria técnica
20 m²
Coordenação administrativa
30 m²
de acesso Coordenação de Biblioteca
30 m²
descanso Coordenaçãopara de Museologia
30 m²
Curadoria de informações
30 m²
Sala de reuniões de apoio administrativa
60 m²
Secretaria/ Recepção Lavabos
-volumes Subtotal
Assim como nos espaços administrativos, os espaços técnicos deverão ser locados em piso restrito a funcionários, porém, o grau de segurança desta área deverá ser mais elevado que as outras, visto que aqui será mantida a reserva técnica. 1.000 m²
Sala de segurança + WC
25 m²
20 m²
Sala de projeto
50 m²
10 m²
Higienização
70 m²
Quarentena
70 m²
Sala de catalogação
90 m²
290 m²
150 m²
de enfermagem
30 m²
de segurança
30 m²
Reserva técnica 2D
110 m²
1.270 m²
Reserva técnica 3D
180 m² Subtotal
Subtotal
ESPAÇOS DE APOIO Circulação vertical
30 m²
Copa
15 m²
1.000 m²
Sala de funcionários
30 m²
100 m²
Banheiros funcionários
25 m²
2.200 m²
Depósito de limpeza Sala de ar-condicionado
10 m² 1.450 m² 60 m²
Espaço para gerador
60 m²
Central de som
60 m²
Central de automação e segurança
120 m²
Instalações secas e medidores
120 m²
100 m²
600 m²
Subtotal
120 m² 180 m²
200 m²
725 m²
950 m²
– 540 pessoas externos para roda deTOTAL: música
1600 m²
PROGRAMA DE NECESSIDADES
ESPAÇOS PARA EXPOSIÇÕES
--8.135 m²
1.600 m²
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DIRETRIZES
3 Conceito, Partido, Exemplo de interações.
CONCEITO Cada vez mais distantes do modelo tradicional, os museus se tornaram um símbolo contemporâneo da nossa cultura, se apresentando como um grande articulador de relações sociais. Segundo Reis (2007) a tarefa fundamental de um espaço de exposição está em estimular e afinar a sensibilidade de seus usuários. Partindo deste ponto, a ideia central do Museu de Música de Brasília é que este seja um espaço convidativo, onde o visitante tenha contato com a história da música brasileira e possa interagir com ela. Os museus possuem o dever de garantir à sociedade o acesso à cultura através da promoção de serviços e experiências de qualidade. Por isso, mais do que um espaço para conhecer instrumentos e partituras que marcaram a história musical do Brasil, o museu deve ser um espaço de vivência e experimentação desta, mesmo para quem não sabe ler partituras ou nunca tenha ouvido parte do acervo. Segundo o IBRAM, o museu é o lugar em que sensações, ideias e imagens iluminam valores essenciais para o ser humano. Espaço fascinante onde se descobre e se aprende, nele se amplia o conhecimento e se aprofunda a consciência da identidade, da solidariedade e da partilha.
Por meio dos museus, a vida social recupera a dimensão humana que se esvai na pressa da hora. As cidades encontram o espelho que lhes revele a face apagada no turbilhão do cotidiano. E cada pessoa acolhida por um museu acaba por saber mais de si mesma. (IBRAM, 2016)
Mais do que um espaço para exposições, o museu precisa ser um instrumento educacional e apoio aos projetos musicais da cidade, visto que há necessidade de infraestrutura pros mesmos.
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O Museu de música de Brasília se propõe a ser um equipamento
cultural, interativo, intuitivo e convidativo. Para que isso seja possível, deverão ser projetados espaços para exposições e instalações artísticas, assim como espaços para apresentações musicais de pequeno e médio porte – tanto em espaços internos como em espaços externos. Nele será exposto o acervo com fotografias, filmes, partitu-
ras e objetos pessoais relacionados à música de grandes nomes da música brasileira. Também estarão inclusos no acervo instrumentos raros. Para garantir a interação nos espaços de exposições, os visitantes poderão ouvir as músicas escritas em cada partitura exposta, ouvir músicas dos artistas sempre que passarem na frente de algum objeto relacionado ao mesmo, ouvir o sons dos instrumentos expostos para conhecer sua sonoridade. A
proposta é que a música salte do papel, transcenda o vidro e seja vivenciada pelo ouvinte. A fim de viabilizar essa condicionante, o museu adotará “áudio spotlight”. Estes são aparelhos que emitem ondas sonoras de maneira paralela, fazendo com que, apenas quem está na direção do aparelho possa ouvir o som emitido por ele.
PARTIDO Emissores Tradicionais
Isso permite que várias músicas e sons sejam emitidos simultaneamente sem que se sobreponham, criando
Audio Spotlight
um ambiente
harmonioso e cheio de descobertas musicais, onde o visitante pode vivenciar a música de maneira imersiva e sensorial, conhecer os sons que marcaram o Brasil e interagir com a música em instalações. Desta forma, o Museu de música de Brasília se revela como um recurso educacional, turístico, e de inclusão social. Tanto em sua volumetria, quanto na própria planta baixa, o museu deve manter harmonia com o entorno sinuoso, eviden-
ciando as curvas do paisagismo de Burle Marx, criando uma forte relação do projeto com a paisagem, além de criar espaços
externos reservados para apresentações musicais, e intensificar o uso da orla do lago. É importante que exista uma tradução da fluidez da música em todo o projeto, desde a planta baixa até a fachada do museu
Assista os videos desse mural de ideias ร sรณ escanear o cรณdigo QR
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EXEMPLOS DE INTERAÇÕES
53
EXEMPLOS DE INTERAÇÕES
PROJETO
4 Vistas, Plantas, Paisagismo, Cortes e Fachadas, Maquete eletrĂ´nica
57
VISTAS
Legenda: BACKSTAGE AUDITÓRIO
1 - Sala de Ensaio 2 - Depósito Geral 3 - Camarins com WC 4 - Copa 5 - Depósito de instrumentos 6 - Fosso da orquestra
ESPAÇOS TÉCNICOS
8 - Sala de projeto 9 - Higienização 10 - Quarentena 11 - Catalogação 12 - Reserva 2D 13 - Reserva 3D 14 - Depósito de limpeza 15 - WC para funcionários
ESPAÇOS DE APOIO
SUBSOLO
7 - Sala de segurança com WC
16 - Copa para funcionários 17 - Sala para funcionários 18 - Ar-Condicionado 19 - Instalações e Medidores 20 - Automação e Segurança 21 - Central de som
Subsolo 59
PLANTA BAIXA - SUBSOLO
Legenda: 22 - Hall principal
TÉRREO
ESPAÇOS DE ACOLHIMENTO
23 - Guarda-volumes 24 - Sala de apoio a bilheteria 25 - Circulação vertical - social 26 - Sala de segurança 27 - Sala de enfermagem 28 - WC social masculino 29 - Sala de amamentação 30 - WC família 31 - WC social feminino 32 - Circulação vertical serviço - restrita 33 - Hall do Auditório AUDITÓRIO
34 - Entrada Auditório 35 - Sala de som e iluminação 36 - Bar e apoio - Auditório 37 - Auditório ESP. SOC.
38 - Entrada para artistas 39 - Lojinha 40 - Café
Térreo 61
PLANTA BAIXA - TÉRREO
Legenda:
41 - Recepção
ESPAÇOS ADMINISTRATIVOS
43 - Assessoria Técnica 44 - Sala de reuniões 45 - Vice-diretoria 46 - Diretoria 47 - Coordenação de museologia 48 - Coordenação de biblioteca 49 - Curadoria 50 - Lavabos
ESPAÇOS DE EXPOSIÇÃO
1º PAVIMENTO
42 - Coordenação administrativa
51 - Circulação vertical - social 52 - WC social masculino 53 - WC PCR 54 - WC Família 55 - WC social feminino 56 - Exposição Permanente
1ยบ Pavimento 63
PLANTA BAIXA - 1ยบ PAVIMENTO
ESPAÇOS DE EXPOSIÇÃO
57 - Exposição Temporária 58 - Circulação vertical - social 59 - WC social masculino 60 - WC PCR 61 - WC Família 62 - WC social feminino
SOC
1º PAVIMENTO
Legenda:
63 - Restaurante
2ยบ Pavimento 65
PLANTA BAIXA - 2ยบ PAVIMENTO
Manchas: 1 - Espaço para roda de música
2 - Playground musical
3 - Bancos na Orla
4 - Jardim musical
5 - Monumento Eduardo e Mônica
6 - Gerador de energia
1
6
1
PAISAGISMO
2
3
1 4 5 67
CORTES E FACHADAS
Fachada Frontal
Fachada Posterior
Fachada Esquerda
Fachada Direita
69
Corte AA’
Corte AA’ - Detalhe do Auditório
MAQUETE ELETRÔNICA
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
5
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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