RTI - Março - 2022

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DESTAQUES Ano 23 - Nº- 262 Março de 2022

SD-WAN A tecnologia agrega uma camada de inteligência ao roteamento de pacotes e oferece uma seleção dinâmica de caminhos entre as opções de conectividade, além de estabelecer níveis de prioridade de aplicações, trazendo vantagens como flexibilidade e redução de custos.

ESPECIAL

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Guia de gabinetes outdoor Com a entrada em operação do 5G no país, a demanda por edge computing deve aumentar, impulsionando a procura por soluções capazes de proteger os equipamentos que ficarão distribuídos em diversas localidades. O guia traz a relação de fornecedores de gabinetes outdoor no país.

SERVIÇO

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Computação em nuvem: conceitos e características A computação em nuvem deixou de ser apenas uma estratégia para armazenar informações e se transformou em uma ferramenta que permite compartilhar e disponibilizar dados e aplicações. O artigo traz os principais conceitos e modelos de contratação desses serviços.

TECNOLOGIA

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Capa Foto: Shutterstock

Guia de plataformas de OTT e IPTV para provedores Para aumentar o faturamento, o provedor de Internet precisa oferecer novos serviços ao assinante e se diferenciar no mercado. A oferta de streaming e IPTV está entre as melhores opções. O levantamento mostra as opções de plataformas hoje disponíveis no mercado.

SERVIÇO

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Materiais mais utilizados para proteção antichama de cabos Cabos para instalação interna precisam ter proteção contra a propagação de chama. Para cada ambiente ou forma de instalação, as normas apontam qual grau de proteção deve ser utilizado.

CABEAMENTO ESTRUTURADO

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Fibra óptica energizada Com fios de cobre e núcleos de fibra óptica que fornecem energia e dados para dispositivos PoE, a “fibra energizada” é uma tecnologia essencial na implantação de redes corporativas e campus.

INFRAESTRUTURA

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Guia das instaladoras e integradores em telecom e redes O guia traz uma relação de empresas de engenharia e instaladores, com detalhamento dos serviços prestados e suas respectivas áreas de atuação, como FTTH, data centers, virtualização e IoT – Internet das Coisas.

SERVIÇO

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SEÇÕES Editorial

6

Informações

8

Em Rede

60

Segurança

62

Interface

64

Produtos

70

Atendimento ao leitor

71

Publicações

73

Índice de anunciantes

73

Agenda

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As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.




EDITORIAL

ARANDA

EDITORA

TÉCNICA

CULTURAL

LTDA.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam)

SD-WAN: oportunidades para empresas e provedores

REDAÇÃO: Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza (in memoriam) Jornalista responsável: Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526) SECRETÁRIA DE REDAÇÃO E PESQUISAS: Milena Venceslau PUBLICIDADE NACIONAL: Gerente comercial comercial: Élcio S. Cavalcanti Contatos: Rodrigo Lima (rodrigo.lima@arandaeditora.com.br) Cibele Tommasini (cibele.tommasini@arandaeditora.com.br)

Com o crescimento das aplicações distribuídas em múltiplas nuvens, filiais e data centers, as empresas demandam agilidade, visibilidade e facilidade de administração nos circuitos de transporte de longa distância (WAN). A SD-WAN, tema da reportagem especial que começa na página 18, é a tecnologia capaz de garantir esses atributos, além de reduzir os custos de investimento e operação em relação aos tradicionais circuitos MPLS – Multiprotocol Label Switching, que chegam a custar entre 5 a 10 vezes mais que os links de Internet. Lançada internacionalmente há cerca de quatro anos, a SD-WAN está em curva ascendente. Segundo uma pesquisa da Frost&Sullivan realizada no ano passado com 150 empresas da América Latina, 39% declararam já adotar a solução e outras 34 já estão em fase de projeto e testes. Em outro estudo, da consultoria IDC, o setor movimentou US$ 125 milhões no Brasil em 2021, volume que deve triplicar até 2025. A transformação digital em curso nas empresas e a mobilidade de colaboradores, incrementada na pandemia com a adoção do home office, são um caminho sem volta. As organizações precisam se preparar para uma nova realidade baseada em software. Ao separar o plano de controle, responsável pelo roteamento do tráfego da rede, do plano de dados, que encaminha os dados por meio de roteadores, a SDN permite decisões mais inteligentes e flexíveis. Por exemplo, a implantação de novos aplicativos ou a definição de políticas de tráfego em 10, 100 ou 1000 sites são executadas em poucos minutos e não mais em horas ou dias de programação manual – um aumento de até 90% na produtividade. Com regras distribuídas a partir de um único controlador, o administrador diminui o tempo de configuração pontual de dispositivos de borda, como firewall, roteadores e switches. E para garantir os controles de segurança, a SD-WAN pode incluir ou se integrar a recursos avançados como NGFW - Next Generation Firewall, proteção avançada contra ameaças, filtro de conteúdo web, segurança para gateways, acesso granular seguindo os conceitos zero-trust, tecnologia de prevenção de intrusão (IPS) e SASE - Secure Access Service Edge. Uma outra vantagem da virtualização da WAN é a criação de oportunidades de negócios para MSPs – provedores de serviços gerenciados, operadoras de telecomunicações e provedores regionais de Internet. Grandes e médias corporações cada vez estão procurando descentralizar as funções e colocando parceiros para gerenciar e administrar os recursos de TI. Com a SD-WAN, esses canais podem vender, implementar e gerenciar todos esses recursos de forma simples e automatizada para os clientes, cobrando um valor mensal pela prestação do serviço. O artigo de Luiz Puppin, publicado na seção Em Rede, na página 60, mostra como os provedores podem agregar valor a seus serviços de banda larga e aumentar a receita com a oferta da tecnologia ao mercado corporativo.

Sandra Mogami – Editora sm@arandaeditora.com.br

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VISUAL

GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP

E

EDITORAÇÃO

SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima/Intercourier

ISSN 1808-3544 RTI - Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.



INFORMAÇÕES

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Após fusão de oito provedores, Proxxima compra novas operações

onde foi construída a nova sede do grupo. A presença no município ainda é pequena por ser recente. “Atendemos hoje apenas dois bairros da periferia, mas vamos investir R$ 15 milhões neste ano para cobrir 100% da área urbana com fibra óptica”, afirma o executivo. Nas zonas rurais, os clientes são atendidos com rádio de 5,8 GHz com tecnologia proprietária da Cambium Networks.

nova companhia somava 400 colaboradores. Hoje já são mais de 700 trabalhadores. O processo de fusão já vinha sendo discutido pelos sócios há alguns anos, que A Proxxima Telecomunicações, operadora se conheciam desde 2009 e faziam parte de criada em dezembro de 2020 a partir da um grupo de compras coletivas de fusão de oito provedores de Internet com equipamentos e materiais, reunidos sob o atuação na Paraíba, Rio Grande do Norte e nome de ANPI – Associação de Pernambuco, está ampliando o número Provedores de Internet. Os empresários de cidades atendidas com a vinham acompanhando as incorporação de novas notícias de consolidação do empresas da região. De mercado e analisavam como julho a dezembro de 2021 a unificação de operações foram compradas cinco poderia trazer benefícios. operações e agora neste Além de adotar os mesmos início do ano mais três padrões técnicos, topologias provedores estão em fase de rede e processos final de negociação. administrativos e contábeis, “Fundamos a Proxxima eles traçavam planos de para se tornar uma expansão em conjunto, de plataforma de consolidação forma que uma empresa não no Nordeste e crescer de “invadisse” a área de outra. forma consistente, Assim, não havia risco de aproveitando as sinergias sobreposição de redes e geográficas. A expectativa é trabalho fazer IPO, oferta pública dobrado. “Caminhamos inicial de ações, no prazo de juntos desde 2009 como Mapa de cobertura da empresa: maior concentração na dois a três anos”, diz o associação. Um trabalho de Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco CEO Leonardo Gomes. ajuda mútua por mais de A Proxxima é resultado da fusão da Diversos fatores levaram os sócios da uma década ajudou a construir uma relação Ondanet, Netmark, CPnet, Proxxima a optarem por Campina de confiança e transparência, o que nos Dataconnection e Enteriw, da Paraíba; Grande para sediar a empresa, como a permitiu realizar a fusão de operações sem Netjat e Netonline, do Rio Grande do oferta de mão de obra qualificada, a precisar envolver recursos financeiros para Norte; e Toolsnet, de Pernambuco. As infraestrutura educacional e de lazer para cessão de controle à nova empresa”, afirma marcas deixaram de existir em setembro os profissionais que foram transferidos o CEO. Sem investidores externos, a último. Algumas tinham mais de 20 anos para a cidade e o fácil acesso a todas as Proxxima está realizando seus movimentos de atuação. O processo de transição foi localidades onde o grupo tem presença. com recursos próprios. Mas com balanços conduzido entre 2020 e 2021 pela auditados, a empresa pode entrar no Advisia Investimentos, de São Paulo, mercado de capital por meio da consultoria especializada em fusões e emissão de debêntures. aquisições. Sob nova razão social, a Segundo Gomes, o Nordeste é a empresa conta hoje com 14 acionistas. região de maior potencial de Alguns permaneceram no quadro crescimento do mercado de banda como diretores ou conselheiros e larga, puxada pelas classes D e E, outros somente como investidores. que ainda não têm banda larga fixa As metas são ambiciosas. A em casa. “É uma questão de tempo empresa, que hoje atende 117 mil para que essa fatia da população assinantes em 107 municípios, deve entre no mercado de consumo. Leonardo Gomes: plataforma de fechar 2022 com 175 mil assinantes. Ainda há muita área para desbravar, consolidação no Nordeste O backbone óptico, de cerca de em especial na Paraíba, Rio Grande 4000 km, cobre as cidades em anel e com “É um dos principais polos industriais e do Norte, Pernambuco e Ceará, que estão redundância. “Teremos crescimento tecnológicos do Nordeste e um centro no nosso business plan para os próximos inorgânico, mas também orgânico, com a universitário avançado. Esses atrativos anos”, finaliza. ampliação da rede em várias localidades”. também foram importantes para atrair É o caso de Campina Grande, a 130 km profissionais do mercado às nossas Proxxima – Tel. 0800 083 1155 da capital paraibana João Pessoa, cidade equipes”, diz. No momento da fusão, a Site: https://proxxima.net/



INFORMAÇÕES Tellycom lança DWDM até 4,8 Tbit/s

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2019. Hoje, são mais de 3000 usuários, mantendo a média mensal de 300 pedidos. A maior parte dos compradores vem do Nordeste, com 35%, seguido pelo Sudeste, com 31%. A Tellycom, fornecedora de “Nosso portal representa equipamentos ópticos de alta cerca de 50% das vendas. velocidade, pretende ampliar o seu Também estamos presentes em portfólio em 2022. Com sede em plataformas de e-commerce de Fortaleza, CE, a empresa conta com terceiros”, explica Fagner dos escritório em Orlando, EUA, esse Santos Brito, diretor executivo último via parceria com a Fagner dos Santos Brito, diretor da Tellycom: da Tellycom. norte-americana Miljet, fabricante de expansão de marca para novos mercados A Tellycom trabalha com transceptores, da qual é revendedora marcas como Cisco, Juniper, ZTT, Dell, exclusiva na América Latina, e suporte técnico. Temos parcerias com representante em Portugal. Arista, Finisar e Mikrotik. O diversas empresas de logística, o que nos Em 2021, a companhia obteve um distribuidor também atua com a Aruba permite enviar equipamentos em até 24 crescimento de 95% em estrutura e HPE, da qual é revendedor master, e é horas e com seguro. Também oferecemos faturamento, número puxado parceiro da Agora Telecom na uma linha de financiamento próprio, principalmente pelo e-commerce. A título comercialização de produtos Huawei. voltada principalmente para projetos comparativo, o site da Tellycom registrava Seu portfólio conta com dispositivos DWDM, com opção de parcelamento em um total de 1000 clientes atendidos em como transceivers e cordões ópticos, até 36 vezes. ”, ressalta Brito. cabos MPO e switches. Entre os lançamentos para 2022 estão Entre os seus o transceptor QSFP28 100G DWDM principais clientes multicanais coloridos da Miljet, além do figuram empresas QSFP28 100G BiDi LR1 e ER1 para como Vivo, Wirelink, uma fibra em redes de até 40 Angola Cables, quilômetros. Outra novidade é o Multilaser, Sony, DWDM ativo, também da Miljet, com Globo, ZTE e Fiocruz. até 4,8 Tbit/s de capacidade total. “Os produtos “Transceivers ópticos de 400 Gbit/s possuem garantia ainda não são comuns, mas a Miljet já mínima de um ano e tem disponível”, ressalta o diretor. DWDM iCore MDx4800 e QSFP28 100G PAM4 DWDM



INFORMAÇÕES O planejamento para o ano vigente envolve não apenas a comercialização de novos produtos e marcas, mas também uma série de medidas estruturais e organizacionais. Uma delas é a expansão dos canais de distribuição com a inauguração de um centro logístico em São Paulo. Segundo Brito, a iniciativa visa trazer mais agilidade para entregas nas regiões Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste. “A meta é ampliar a capacidade de fornecimento em 50% até o final de 2022”, projeta. Ainda em infraestrutura, a Tellycom pretende expandir o seu centro de distribuição em Fortaleza. Com aproximadamente 2000 m2, o novo prédio irá abrigar o atendimento do Grupo Tellycom, que agregará empresas focadas em telecomunicações, TI e segurança e desenvolvimento de software. “Nosso planejamento inclui a formação de estoques em todas as principais capitais do país. Para 2023, buscamos aumentar a presença da marca Tellycom no exterior por meio de acordos com distribuidores. Inicialmente, temos como foco Argentina, Chile e Peru”, projeta o diretor. Tellycom – Tel. (85) 3111-5390 Site: www.tellycom.com.br

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Lidera fecha contrato com Funambol para oferta de backup na nuvem como SVA A Lidera Distribuidora de Serviços Digitais acaba de anunciar sua parceria com a Funambol, empresa norteamericana de cloud backup com mais de 20 anos de experiência. “Já tínhamos uma grande demanda dos provedores parceiros por serviços que gerem lucratividade e fidelização dos assinantes. O digital Cloud Storage permite, de maneira extremamente fácil e ágil, que o usuário faça o backup de seus documentos, fotos, músicas e muito mais na nuvem, uma experiência unificada dos dados de forma segura e de fácil acesso, de onde estiver”, diz Tatiana Carvalhinha, Country Manager da Lidera Brasil. Segundo ela, o Cloud Storage permite que as operadoras e provedores entrem no mercado com a oferta desse serviço com rapidez e competitividade para os assinantes, já que a Lidera oferece uma única integração, customização e apoio de marketing aos seus parceiros. “Em tempos de valorização da informação, a preocupação com a segurança do armazenamento e proteção de dados cresce e impulsiona o mercado

Serviço gera fidelização de assinantes de operadoras e provedores

de backup no Brasil, tanto para usuários domésticos como em pequenas e médias empresas”, diz Tatiana. Setores de backup e recuperação de dados deram um salto e é estimada uma previsão de volumes superior aos US$ 26 bilhões até 2025. “O backup é uma cópia de segurança de arquivos e para ser seguro precisa ter uma empresa qualificada por trás, como é a Funambol”, diz a executiva. O produto é simples de instalar e usar. Fotos, vídeos, músicas e arquivos são coletados automaticamente de várias fontes de forma organizada, agrupada e personalizada. Em segundos, os assinantes ganham mais espaço em seus dispositivos. Oferece uma busca rápida na linha do tempo para qualquer tipo de pesquisa urgente, dentre outras


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características. “Conectar conteúdo digital de onde estiver, com facilidade e segurança, faz dessa parceria a solução para oferecer a assinantes tudo o que realmente importa para eles, gerando um grande valor para a operadora e provedor”, finaliza Tatiana. Lidera – Tel. (11) 2738-8745 Site: https://www.lidera.com/pt/

Plataforma omnichannel Fortics dá suporte à Webby Internet A Webby Internet, provedor com sede em Ourinhos, SP, e presente em mais de 50 cidades no interior de São Paulo e do Paraná, estima dobrar os seus negócios até o fim de 2022, quando deve atingir 200 mil assinantes na sua carteira de clientes. Para dar suporte a esse rápido crescimento, a Webby Internet passou a

fluxo de mensagens de contar, em 2020, com a Fortics, clientes também está de Campinas, SP, como vinculado ao uso de uma fornecedora de plataforma para boa plataforma atendimento omnichannel. “Além disso, omnichannel (WhatsApp, estamos integrando cada dia redes sociais, mensageria e voz) mais canais à nossa de seus clientes. “Atualmente, plataforma, o que garante são mais de 1,5 milhão de um bom atendimento do mensagens trocadas com os Francisco Pinheiro Neto, cliente independente do canal clientes ao mês na plataforma. CEO da Fortics: de sua escolha: é a Nosso objetivo é otimizar o inteligência conveniência omnichannel tempo do cliente e também da artificial no no atendimento”, declara o nossa equipe”, declara o Head atendimento executivo. de TI da Webby Internet, A Fortics acabou de integrar o Reclame Pedro Lucas Melo. Aqui, Mercado Livre, YouTube e RD A maior parte das mensagens é trocada Station a sua plataforma. Com isso, as via WhatsApp, mas outros canais são empresas podem se posicionar de forma utilizados pelos clientes. “A plataforma ágil e profissional em cada vez mais da Fortics nos possibilitou dar canais para atendimento ao consumidor inteligência ao atendimento para escalar o digital. negócio”, declara o executivo. Segundo o CEO da Fortics, Francisco Criada em 2008, a partir de uma lan Pinheiro Neto, a história da Webby house, hoje a Webby Internet conta com cerca de 90 mil assinantes e 400 Internet comprova que o crescimento de colaboradores. “Com a plataforma da uma empresa que conta com um grande


INFORMAÇÕES Fortics, podemos projetar o crescimento sem nos preocupar se a tecnologia vai nos acompanhar”, declara Melo. Hoje, em alguns municípios atendidos, a Webby Internet já conta com share de aproximadamente 60%. O próximo passo da empresa é implementar a inteligência artificial no atendimento. “Como já adotamos a IBM Watson há três anos, estamos prontos para passar para um atendimento mais autônomo e irmos para a interpretação”. A plataforma omnichannel (redes sociais, mensageria instantânea e voz) unifica canais como WhatsApp, Webchat bidirecional, Facebook, Instagram, Reclame Aqui, Mercado Livre, Microsoft Teams, Telegram, Signal, email, SMS e voz. Utiliza inteligência artificial para automação de processos, criação de chatbots e acolhimento do atendimento humano. Fundada em 2003, a Fortics começou suas operações atuando em projetos para comunicação de dados e segurança da informação. Em 2006, ingressou no segmento de comunicação omnichannel. Atualmente, a empresa conta com mais de 2 mil clientes, no Brasil, América Latina e EUA. Fortics – Tel. 0800 367 8427 Site: www.fortics.com.br

Silva Vitor, Faria & Ribeiro: escritório de advocacia com foco em provedores O mercado de provedores regionais está em um crescimento constante. A ampliação dos negócios, porém, costuma chegar com diversas regulamentações e compromissos que precisam ser seguidos à risca para evitar problemas jurídicos. A Silva Vitor, Faria & Ribeiro, escritório de advocacia com sede em Belo Horizonte, MG, oferece consultoria jurídica especializada em telecomunicações. Fundada em 2011 e com foco no atendimento a provedores de Internet, a companhia estima ter atendido até hoje mais de 1000 empresas relacionadas ao setor.

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Alan Silva Faria, sócio da Silva Vitor, Faria & Ribeiro: corpo jurídico especializado em atender provedores

Liderado pelos sócios Alan Silva Faria, Paulo Henrique da Silva Vitor, Jordana Magalhães Ribeiro e Gustavo de Melo Franco Tôrres e Gonçalves, o escritório conta com 40 colaboradores especializados em diversas áreas do Direito, como SVA – Serviços de Valor Agregado, tecnologia da informação, Internet (Cyberlaw), propriedade intelectual, tributário, fusões e aquisições, apenas para citar algumas. “Estamos no mercado de telecomunicações há algum tempo. Antes da fundação da Silva Vitor, Faria & Ribeiro, nós atuamos com provedores de grande porte em um outro escritório. Além disso, auxiliamos na criação de associações como a Abrint e a Abramulti. Vimos as operadoras indo da antiga Internet discada para a atual fibra óptica, e percebemos um mercado em ascensão por parte dos provedores regionais, fator que nos motivou a abrir a empresa”, lembra o sócio-fundador Alan Silva Faria. Atualmente, 90% dos clientes são do setor de telecomunicações. O corpo jurídico está em constante atualização não apenas no que tange às regras do setor de telecomunicações, mas também em outras vertentes do Direito, como trabalhista e tributário, a fim de que o auxílio para os provedores seja completo. Uma das especialidades da companhia é a advocacia preventiva, ou seja, evitar problemas antes que eles aconteçam ou mitigar impactos para que não fiquem maiores do que deveriam. Segundo Faria,



INFORMAÇÕES

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muitas empresas costumam procurar uma consultoria jurídica apenas quando o problema já existe, uma realidade que tem melhorado graças ao trabalho de conscientização das associações. “Muitos órgãos têm defendido que os provedores tenham uma consultoria jurídica permanente. As estratégias na defesa de um provedor regional para um de maior porte variam bastante, e não existem muitos escritórios de advocacia especializados em telecomunicações como o nosso”, explica. Hoje, as demandas mais atendidas pela Silva Vitor, Faria & Ribeiro são relacionadas a questões tributárias e trabalhistas. Fora isso, os provedores costumam indagar a respeito de diversas regulamentações do setor, principalmente relacionadas à infraestrutura, como o compartilhamento de postes. “Temos ações de provedores contra provedores. A operadora com postes regulares apresenta um custo operacional elevado. Já a que está irregular tem custo zero, configurando uma pratica desleal do ponto de vista de mercado. A palavra competição aparece 26 vezes na Lei Geral de Telecomunicações, reforçando a ideia de que é o princípio básico que rege o setor”, elucida. Outra dúvida dos clientes que procuram o escritório envolve a questão do SVA. Para Faria, a infraestrutura que fornece a banda larga é um serviço de telecomunicações, e não a conexão em si. “Nos baseamos em laudos técnicos para defender a tese de que o serviço de conexão à Internet é um SVA. Muitos dizem que o SCM – Serviço de Comunicação Multimídia é a conexão à Internet. Se isso fosse verdade, nós não poderíamos ter Internet em outras infraestruturas de telecomunicações, e temos ela em telefones fixos, celulares, via satélite. Isso só acontece pelo fato dele ser um SVA, que pode ser incluído em qualquer infraestrutura de telecomunicações”, finaliza. Silva Vitor, Faria & Ribeiro – Tel. (31) 2552-0430 Site: www.silvavitor.com.br

Tely: atuação internacional e novas rotas no Sudeste A Tely, operadora de telecomunicações com sede em João Pessoa, PB, tem grandes projetos para 2022. Entre os planos está o atendimento a global carriers e OTTs, bem como a expansão dos negócios para o Sudeste. Fundada em 2004, a Tely iniciou a sua história com foco no segmento residencial. Para isso, o provedor adquiria links fornecidos por uma operadora nacional, processo que perdurou até 2006, quando recebeu um pedido para uma consultoria que mudaria o seu modelo de negócio. “Recebemos uma solicitação, por parte da operadora, para realizar uma consultoria para um provedor na cidade de Patos, PB, que também comprava links, mas que não tinha tanta experiência em operá-los. Fechamos uma parceria com o provedor local, assumindo parte de sua carteira, e decidimos construir uma rede interligando João Pessoa e Patos, uma distância de aproximadamente 300 quilômetros. Foi o primeiro passo para a construção de um backbone nacional e que hoje impulsiona o setor de atacado, além de fomentar negócios e


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parcerias com diversos provedores regionais”, lembra Eduardo Lites, diretor de negócios atacado da Tely. Hoje, a Tely opera uma rede de fibra óptica que atravessa 200 cidades nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe. Já o portfólio de serviços apresenta opções como IP dedicado, solução em DWDM, lan to lan, colocation, computação em nuvem, compartilhamento de espectro, link dedicado, fibra apagada, entre outros. “O backbone é 100% DWDM, operando em Tier-1 com equipamentos de fabricantes como Ciena e Infinera”, afirma Lites. Em 2020, a Tely lançou a Tely Américas, braço internacional da empresa com sede em Miami, EUA. Sua missão é atender companhias estrangeiras que desejam estar presentes no mercado brasileiro. Para isso, utiliza conexões de transporte de dados, soluções IP e infraestrutura via redes de fibra óptica terrestre e submarina. “Por conta da pandemia, lançamos a Tely Américas para o mercado em dezembro de 2021. Toda a parte burocrática, como adaptações às leis e regulamentações brasileiras e acesso ao mercado Eduardo Lites, brasileiro, fica por conta da Tely. diretor da Tely: Nossa rede Brasil –Estados Unidos presença em é altamente escalável, onde aproximadamente podemos subir com lâmbdas de 10 150 POPs a 100 Gbit/s”, diz o diretor. Ainda em 2020, a empresa aumentou a sua rede, ligando, com um duplo anel nacional, Fortaleza, CE, diretamente a São Paulo. Com tecnologia DWDM, a rota é dimensionada para 40 canais, podendo atingir até 8 Tbit/s, sendo até 400 Gbit/s por canal. Um ano depois, lançou um novo circuito submarino saindo da Bahia até São Paulo. Com ela, o índice de latência média entre os pontos fica em menos de 30 ms. Para 2022, a Tely pretende iluminar três novas rotas no Sudeste: São Paulo – Santos e Belo Horizonte – Rio de Janeiro, utilizando gasoduto, e Belo Horizonte – São Paulo com rede 100% subterrânea pela rodovia. “Conseguimos entregar até 400 Gbit/s de capacidade em um único canal, porém garantimos autonomia de 300 Gbit/s em virtude das atenuações ocasionadas pelas proteções da rede metropolitana. Em contratos de espectro, a autonomia é do usuário final, de acordo com os transponders utilizados”, explica Lites. Com 220 funcionários, a Tely atende mais de 250 provedores. A empresa está presente em cerca de 150 POPs e conta com um backbone de 20 mil quilômetros de fibra óptica, sendo 12 mil quilômetros iluminados com rede DWDM e aproximadamente 8 TB de capacidade de rede. Tely – Tel. 0800 731 2020 Site: www.tely.com.br


ESPECIAL

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SD-WAN Sandra Mogami, da Redação da RTI

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A SD-WAN - SoftwareDefined Wide Area Network é uma abordagem definida por software para gerenciamento de WAN. A tecnologia agrega uma camada de inteligência ao roteamento de pacotes e oferece uma seleção dinâmica de caminhos entre as opções de conectividade, além de estabelecer níveis de prioridade de aplicações, trazendo vantagens como flexibilidade e redução de custos.

ada vez mais, as empresas demandam que seus sistemas de informação estejam conectados em 100% do tempo, com qualidade e disponibilidade, de forma a melhorar os resultados e reduzir custos de operação. Com o crescimento de aplicações digitais em múltiplas nuvens, filiais e sites espalhados por diversas localidades, a conexão de longas distâncias também requer respostas rápidas e eficientes. As tradicionais linhas privadas, como o MPLS – Multiprotocol Label Switching, não conseguem fornecer o grau de automação e flexibilidade que as redes atuais necessitam. A SD-WAN - Software-Defined Wide Area Network, uma abordagem definida por software para gerenciamento de WAN, é a solução capaz de automatizar essas operações e atender à nova realidade. A tecnologia agrega uma camada de inteligência ao roteamento de pacotes e oferece uma seleção dinâmica de caminhos entre as opções de conectividade, MPLS, 4G/5G ou banda larga, além de estabelecer níveis de prioridade de aplicações, como e-mail, ERP ou videoconferência, conforme grau de criticidade para cada negócio. “Assim como o 5G em maior escala e amplitude, a SD-WAN tem ganhado tração e adoção no mercado, primariamente no mercado B2B, para assegurar a

performance e a conectividade, cada vez mais demandadas pelos negócios dos usuários finais”, diz Antonio Zamprogno, country manager e vice-presidente de vendas no Brasil da Accedian Networks, empresa de origem canadense. A seguir, veremos as soluções SD-WAN oferecidas pelas empresas do setor.

Accedian A solução Skylight da Accedian permite o monitoramento da performance da rede e aplicação no contexto das operadoras e prestadoras de serviços, que utilizam nativamente vários fornecedores SD-WAN, em ambiente interoperável e de domínios múltiplos, para a entrega dos serviços. “A análise completa e combinada da performance da rede (underlay) e das aplicações (overlay) maximiza a produtividade e reduz o impacto nos negócios ocasionado pelas quedas de serviços, ou pela lentidão da conectividade e das aplicações”, afirma Antonio Zamprogno, country manager e vice-presidente de vendas no Brasil da Accedian Networks. De acordo com ele, os ambientes com múltiplos fornecedores de SD-WAN, com vários sistemas de monitoramento trabalhando em silos, com maneiras diferentes de entregar os dados e telas de monitoramento distintas, tornam a operação bastante complexa, na qual a correlação de dados é quase impossível. “Ter um único painel de visualização para SD-WAN simplifica o monitoramento e a correlação de dados. Uma solução abrangente


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de monitoramento de desempenho que forneça um estado preciso e exclusivo da rede, em tempo real, é de extrema importância nesta era de implantações de SD-WAN de vários fornecedores ou vendors”, diz o executivo. Segundo ele, a solução Skylight é flexível, escalável e “à prova de futuro”. É extensível a domínios e tecnologias através de sensores em hardware ou software com diferencial em granularidade, observabilidade da performance de rede e aplicações, correlação, metadados, interface gráfica customizável e APIs, além da experiência global comprovada e casos de referência com operadoras Tier 1 nos Estados Unidos e na Europa, prestadoras de serviços e empresas. A empresa vem acompanhando as soluções SD-WAN nos mercados globais, com evolução mais acentuada na América do Norte e na Europa, mas também no Brasil em clientes estratégicos de operadoras e enterprise. “Temos estrutura completa local para atendimento aos clientes”, diz. A curva inicial de adoção da tecnologia está sendo liderada pelas companhias de telecomunicações e provedores de serviços e empresas com capilaridade nacional que sofrem com a perda de serviços ou degradação da conectividade WAN, refletindo na produtividade das equipes e no impacto aos negócios. “Mas os provedores regionais também demandam soluções de SD-WAN, puxados pelos clientes finais, grandes empresas e licitações de órgãos públicos, além da concorrência tradicional com as operadoras de serviços de telecomunicações que já oferecem este serviço”, diz. Site: https://accedian.com/

Aruba HPE “A SD-WAN permite uma economia de até 75% em custos de hardware, software, instalação, gerenciamento e manutenção”, diz Daniel Vicentini, engenheiro de sistemas da Aruba, uma empresa da Hewlett Packard Enterprise, que oferece a plataforma Edge Connect, adquirida da Silver Peak. Ao trocar roteadores legados por versões SD-WAN, a empresa pode ter redes totalmente automatizadas. Por exemplo, a implantação de novos

está na inteligência do software, que trata a informação de modo mais eficiente, do ponto de vista do negócio e não somente da rede”, diz. Linha Aruba Edge Connect Entre os principais clientes da Aruba estão os operadores aplicativos ou a definição de políticas em e provedores de Internet, que podem 10, 100 ou 1000 sites podem ser executadas também atuar como revendedores dos em poucos minutos e não mais em horas equipamentos para seus clientes finais ou dias de programação junto da venda dos links. manual – um aumento de até “Temos tanto o modelo de 90% na produtividade. “A Capex quanto o de Opex para oferecer aos Service rede tradicional requer muita Providers, o que os ajuda a mão de obra para mantê-la no flexibilizar suas ofertas”, ar. Quando os afirma o executivo. administradores detectam Por se tratar de uma problemas, é preciso fazer tecnologia relativamente toda a reconfiguração para nova, a Aruba tem investido manter a disponibilidade. Daniel Vicentini, da Aruba: na plataforma de capacitação Com a SD-WAN, a rede toma economia com gratuita para parceiros e decisões sozinha”, compara o contratação de clientes finais em duas executivo. circuitos versões: o profissional pode Além da redução dos estudar a qualquer momento (vídeo custos operacionais, há ainda a economia gravado on demand) ou agendar reuniões com a contratação de circuitos. O MPLS para interação ao vivo com o instrutor. custa entre 5 a 10 vezes mais que o de Site: www.arubanetworks.com Internet. “É comum a empresa contratar mais links da operadora para melhorar a Blockbit qualidade da conexão. Na SD-WAN, o MPLS até pode continuar, mas atuando junto com os outros acessos e A Blockbit é uma empresa brasileira de aproveitando melhor os investimentos já cibersegurança que desenvolve soluções realizados”, diz Vicentini. para proteger organizações contra A solução SD-WAN vem sendo ameaças, vulnerabilidades e ataques adotada no mundo há cerca de quatro digitais. Conta com um laboratório de anos. Atualmente, a participação de inteligência próprio e rede com cerca de mercado nas grandes corporações é de 150 parceiros globais para atender mais cerca de 15%, mas o índice está de 1 milhão de usuários e 3000 clientes crescendo rapidamente. Segundo corporativos. pesquisas do Gartner, a estimativa é que A plataforma Blockbit (Blockbit até 2025 o percentual cresça para 40%. Platform 2.0) é um Next Generation Firewall que integra as tecnologias de “Muitas empresas estão testando e segurança com recursos de SD-WAN, solicitando prova de conceito antes de convergindo para o chamado Secure fazerem a migração de seus SD-WAN ou WAN Edge Security. equipamentos”, diz Vicentini. Entre as funcionalidades está o A linha SD-WAN Edge Connect da Aruba é disponível como appliance Application Aware Routing físico ou virtual (suportando (roteamento baseado em aplicações), quaisquer hipervisores comuns e que adiciona uma camada de nuvens públicas). Inclui uma série de inteligência ao roteamento de tráfego. modelos para serem instalados em “Uma análise profunda dos fluxos de todos os tamanhos de escritórios e data dados possibilita a criação de políticas para priorizar o tráfego das aplicações centers e suporta as diferentes mais importantes”, diz Lucas Pereira, tecnologias e velocidades de circuitos Head de Produtos da Blockbit. WAN. “O diferencial dos equipamentos


ESPECIAL Por meio de outra ferramenta, a Dynamic Path Selection (DPS), é possível rotear o tráfego de rede de maneira mais inteligente entre dispositivos em uma mesma WAN. A funcionalidade monitora em tempo real a qualidade dos links para realizar a distribuição dinâmica para a conexão com a melhor performance, baseada em latência ou perda de pacotes. Já a WAN Optimization maximiza o desempenho da WAN e fornece gerenciamento inteligente da largura de banda. Com isso, a sobrecarga da rede é reduzida e o tráfego desnecessário removido para uma melhor experiência de desempenho entre as conexões com menor consumo de banda. Também são importantes a WAN Aggregation e o link failover, que permitem o uso inteligente e econômico de vários tipos de links públicos em um mesmo equipamento para conectar redes distribuídas através da Internet. “Isso elimina a necessidade de adquirir dispositivos adicionais. A conectividade entre as redes é assegurada mesmo se um dos links estiver indisponível ou sobrecarregado, oferecendo redundância em tempo real para o uso de aplicações críticas dentro da rede”, diz Pereira. O Blockbit SD-WAN atende diferentes tipos de públicos e cenários, incluindo o mercado público e privado. Os

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provedores têm procurado serviços de valor agregado para compor o portfólio em busca de rentabilidade e fidelização dos clientes. “A pandemia e a LGPD trouxeram muita visibilidade para a cibersegurança, que no Brasil é um mercado de bilhões de reais”, afirma Pereira. De acordo com ele, a Blockbit ajuda os provedores a desenvolver o produto SD-WAN, desde a criação de portfólio, treinamento técnico e comercial e entrega dos projetos. “Mantemos parceria com fornecedores de soluções com suporte em nível mundial. Dessa forma, facilitamos a integração tecnológica e o desenvolvimento de estratégias focadas no crescimento dos clientes. Ainda, mantemos um programa de canais que possibilita a capacitação profissional por meio da Blockbit University. Com o programa, fornecemos apoio de backoffice, pré-vendas, suporte técnico, marketing e treinamento aos canais”, diz. A empresa firmou um acordo estratégico com a Multilaser, representante exclusiva para o segmento. “Por meio desse acordo, a Multilaser se especializou em nossas soluções e hoje tem uma equipe interna que desenvolve nosso produto dentro de todos os provedores do Brasil”, finaliza o executivo. Site: www.blockbit.com/pt/

Check Point Com a migração dos negócios digitais para a nuvem e expansão do perímetro das redes, muitas empresas acabam não incluindo a política de segurança nas aplicações distribuídas, aumentando as vulnerabilidades e riscos de ataques. Nos backbones MPLS tradicionais, as comunicações criptografadas garantiam que os dados, aplicativos e fluxos de trabalho fossem protegidos continuamente. A SD-WAN trouxe eficiência e agilidade às redes atuais, mas também desafios de segurança, uma vez que o tráfego não é mais roteado pelo data center corporativo e protegido por conexões isoladas. Por isso, uma camada de proteção precisa ser integrada às soluções SD-WAN e VPNs de colaboradores remotos com as filiais e nuvens públicas e privadas. “Hoje, com toda a movimentação das pessoas trabalhando de casa, o desafio de proteção se torna ainda maior. O aumento da complexidade requer um gerenciamento centralizado e consistente da política de segurança em toda a rede”, diz Fernando de Falchi, gerente de engenharia de segurança da Check Point Software Brasil. A empresa oferece a solução Harmony Connect, que se integra às linhas SD-WAN do mercado, como da Aruba, com recursos de VPN-as-a-Service e aprimoramentos


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às necessidades emergentes das empresas quanto à conectividade de rede e prevenção contra ameaças e ainda atende as necessidades do mercado com a busca por soluções SASE (Secure Access Service Edge) como FwaaS, ZTNA, CloudSWG e mais. A solução roda 100% em nuvem própria da Check Point Software. “A VPN pode ter as camadas de segurança sem que o usuário instale equipamentos em sua infraestrutura. Colocamos todos os nossos controles, como firewall de próxima geração, prevenção avançada contra ameaças, segurança para gateways, acesso granular seguindo os conceitos zero-trust e tecnologia de prevenção de intrusão (IPS), de forma que o acesso às aplicações passem primeiro por eles antes de seguirem para a Internet. Dessa forma, é possível garantir melhor segurança remota ao nível do dispositivo e uma experiência de usuário ainda melhor, da mesma maneira como se estivessem nos seus data centers”, diz o gerente.

Implementado por 400 clientes em todo o mundo, o Harmony Connect oferece um controle mais granular de segurança, permitindo ou negando acesso com base em atualizações dinâmicas, além de estabelecer regras de acesso e definir o perfil de cada usuário ou departamento das corporações. “Saindo direto para a nuvem, o cliente pode diminuir o tamanho dos recursos dentro do data center e economizar com infraestrutura nos escritórios remotos”, afirma. A Check Point tem POPs – pontos de presença espalhados em mais de 100 países, incluindo o Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro). De acordo com o executivo, implementar um sistema SASE - Secure Access Services Edge tem muitas vantagens para organizações que precisam apoiar o número crescente de trabalhadores e escritórios remotos, enquanto priorizam segurança e prevenção contra ameaças. De acordo com o Gartner, até 2025, pelo menos

60% das empresas terão estratégias e prazos explícitos para a adoção de SASE, abrangendo o acesso de usuários, filiais e acessos de borda (em 2020, eram apenas 10%). “O usuário final, de onde estiver, terá que passar pela mesma nuvem. São os mesmos controles, a mesma integração, mas pensando mais no laptop, desktop. Quando ele está no escritório, está protegido pela nuvem. Quando ele sai, continua tendo a proteção a partir do dispositivo”, afirma. De acordo com Falchi, o mercado de conectividade continua aquecido, não só pelo aumento de vendas de soluções, mas de novas oportunidades. “Muitos clientes estão migrando para a nuvem. A segurança é um ponto-chave. Podemos melhorar essa visibilidade. O provedor de nuvem tem sua segurança, e a executa muito bem, mas chega uma camada em que a responsável é a empresa. E é nisso que podemos ajudar”, finaliza. Site: www.checkpoint.com/pt/


ESPECIAL Cisco As soluções SD-WAN da Cisco integram otimização da nuvem, segurança e análises avançadas. Podem ser customizadas por meio da arquitetura Viptela, no caso de tráfego mais complexo e que demande maior customização da rede, ou Meraki, quando o tráfego é mais simples. Segundo Malko Saez, especialista em produtos de redes transformacionais da Cisco do Brasil, os produtos oferecidos contribuem para diferentes casos de uso: • Para ambiente físico (plataformas de alto desempenho com serviços integrados): Catalyst 8000, roteadores ISR e ASR, industriais e Meraki SD-WAN. • Para ambiente virtual: Catalyst 8200 Edge uCPE; ENCS 5000; e SD-Branch. • Para wireless WAN: Cisco Catalyst Cellular Gateways. • Para cloud, otimizando aplicações SaaS: SD-WAN Cloud OnRamp, Catalyst 8000V e vEdge Cloud. • Para segurança: SD-WAN security; Cisco Umbrella cloud security; e Cisco & SASE. Com capacidades que variam entre 100 MB, 1GB, 10GB, 40 GB e 100G, as soluções podem acomodar até oito links de operadora. “É uma das maiores do mercado”, diz Saez. De acordo com ele, a solução SD-WAN vem evoluindo para o SASE à medida que o trabalho híbrido cresce no mundo, garantindo segurança, soluções em nuvem e uma melhor experiência para colaboradores e clientes. Permite integração com ThousandEyes, com visibilidade completa além da rede tradicional indo até a cloud pública e Internet, além de integração multicloud entre os provedores de nuvem pública e recursos de otimização SaaS para os principais aplicativos, bem como provedores de colocation, como a Equinix. Essas capacidades trazem benefícios como a melhoria na performance do

Roteador Meraki

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Office 365 em até 40% e de 59% no tempo de inclusão de novos serviços, além de redução em paradas não programadas de 94% e redução de Opex em 38%. “A redução de custos operacionais já não é mais o imperativo para o uso dessas soluções. Os últimos dois anos, por conta da pandemia, foram revolucionários para a SD-WAN, uma vez que a necessidade das empresas em trabalhar na nuvem acelerou a visão de valor da performance e aplicações”, diz o executivo. Site: www.cisco.com

Embratel A Embratel oferece ao mercado a formação de redes corporativas SD-WAN e um vasto portfólio de soluções agregadas, como acesso otimizado às nuvens públicas, redes híbridas com MPLS, segurança, gestão proativa e, em breve, inteligência artificial para gestão da rede interna (AIOps), segurança na nuvem (SASE) e self-healing networks. “Atuamos com evolução constante e com serviços que agregam cada vez mais valor aos nossos clientes”, diz Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing e Negócios da operadora. Segundo ele, por meio da solução SD-WAN Embratel, as empresas podem ter acesso a uma rede corporativa baseada na nuvem para troca de informações entre seus escritórios localizados em diferentes regiões do país de forma segura e ágil. “A solução reconhece diversas conexões à Internet presentes na corporação e direciona o tráfego de acordo com a qualidade dos links e a prioridade do que é transmitido, como voz, vídeo, dados, e-mails, entre outros”, diz. A SD-WAN Embratel avalia constantemente a qualidade da conectividade, verificando indicadores de desempenho essenciais para o bom fluxo das transmissões, como latência, jitter, perda de pacotes e a disponibilidade. A solução também possui atributos de segurança integrados e criptografia fim a fim do tráfego, assegurando que todo o ecossistema da empresa se mantenha protegido. Por exemplo, uma solução de segurança firewall é embutida na SD-WAN Embratel para filtrar o fluxo de dados, bloqueando conteúdos maliciosos, sem afetar a transmissão de informações. “Tudo isso com diversas opções de conectividade,

desde links dedicados, passando por 4G, até banda larga de terceiros”, afirma. Como é integradora de soluções digitais e habilitadora da infraestrutura tecnológica dos clientes, a Embratel trabalha com variadas tecnologias disponíveis no mercado. “Sempre buscamos a solução que melhor atenda às necessidades das empresas”, diz. A operadora oferece a solução com serviços de conectividade próprias ou de terceiros. “Ao atuar no formato One Stop Shop, a Embratel tem um grande diferencial no mercado, pois possibilita que o cliente tenha todas as suas necessidades atendidas por meio de um único provedor”, diz o executivo. Com relação aos custos, a diferença varia muito em função da robustez e quantidade de acessos que o cliente deseja em sua solução. “No caso da SD-WAN, podemos usar desde links banda larga com melhores custos-benefícios, até links dedicados com maiores valores, assim como diferentes níveis de tecnologia. Entretanto, vale ressaltar que o SD-WAN Embratel não fornece apenas o benefício econômico, mas também agrega novas funcionalidades e flexibilidade, unindo todo o ecossistema da empresa, além de ser uma solução preparada para um mundo cada vez mais virtualizado”. O serviço é composto por CPEs Customer Premises Equipment, ou seja, os equipamentos ficam nas instalações do cliente com um orquestrador na nuvem, que pode ser do próprio fabricante. Em alguns casos, são utilizados gateways para o ecossistema de serviços agregados, como redes híbridas, segurança, inclusive SASE, e acesso otimizado às nuvens públicas. Esses gateways ficam alocados no backbone da Embratel. “Pretendemos dispersar os gateways cada vez mais, buscando aproximar os usuários dos serviços e melhorar a experiência do cliente”, finaliza. Site: www.embratel.com.br

Fortinet A Fortinet, empresa global especializada em soluções amplas, integradas e automatizadas de segurança cibernética, oferece o FortiGate Secure SD-WAN, que inclui os recursos de segurança de firewall de última geração (NGFW), roteamento avançado, otimização de WAN e SD-WAN



ESPECIAL

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políticas de segurança de forma unificada, controlador Wi-Fi integrado, além de grande riqueza de detalhes e possibilidades para relatórios de uso, ameaças e disponibilidade da infraestrutura. Site: www.fortinet.com

Sencinet 7060E da Fortinet

em um único dispositivo. “As capacidades de rede e segurança são integradas em uma solução completa”, diz Denis Albuquerque, gerente de Engenharia de Telcos da Fortinet Brasil. De acordo com ele, além de simplificar a instalação e reduzir os custos de operação em até 50% em comparação com as arquiteturas com dispositivos separados, a segurança embarcada garante maior confiabilidade às empresas, que sempre trabalharam com elevados SLAs – acordos de nível de serviço na contratação dos links dedicados e agora usam a Internet para fazer o transporte de dados. Exatamente por oferecer uma ampla gama de recursos, o FortiGate Secure SD-WAN possibilita que MSPs – provedores de serviços gerenciados, telcos e provedores regionais de Internet atendam grandes empresas, que cada vez estão procurando descentralizar as funções e colocando parceiros para gerenciar e administrar seus recursos de TI. “Esses canais e provedores podem vender, implementar e gerenciar todos os recursos de forma muito simples e automatizada para seus clientes, com baixo custo operacional e cobrando um valor mensal pelo serviço gerenciado. Inúmeras pesquisas de mercado apontam que este é o formato procurado pela grande maioria dos clientes, de pequeno a grande porte, que foram entrevistados”, afirma. O FortiGate Secure SD-WAN está disponível em diversas opções de quantidades e tipos de portas, diferentes níveis de desempenho, de hardwares a máquinas virtuais para atender qualquer tipo de projeto incluindo soluções nas principais nuvens públicas. As capacidades começam com 5 portas Gigabit e 1 Gbit/s de throughput e vão até equipamentos com diversas portas de 40 e 100 Gbit/s com 1 Tb. Por meio de um painel de controle único, o dispositivo oferece visibilidade transparente por toda a rede, além de proporcionar o gerenciamento de

A Sencinet, integradora de telecomunicações e serviços em nuvem, oferece soluções SD-WAN para o mercado corporativo na América Latina com base em plataformas da Versa Networks e Fortinet, empresas globais especializadas em SASE e SD-WAN segura. A infraestrutura de conectividade da Sencinet inclui dois anéis de fibra óptica com extensão de 650 km, 2 mil km de linhas de fibra alugadas, quatro data centers e cinco teleportos que fazem parte de uma rede de satélites. A empresa conta ainda com parcerias com os provedores regionais para chegar até os clientes e oferecer uma solução fim a fim. “Hoje temos mais de 800 provedores no Brasil, Colômbia, México e Argentina identificados e cadastrados em nosso sistema. Outros estão em processo de credenciamento. A estimativa é passar da casa do milhar nos próximos seis meses”, diz Marcelo Leite, diretor de Estratégia e Portfólio da Sencinet. Além de garantir a estabilidade e a redundância na conexão, as redes dos provedores viabilizam a entrega de soluções como a SD-WAN para conectar aplicações em nuvem e redes corporativas. “Com o nosso suporte, as operadoras locais passam a poder contar em suas carteiras de clientes com marcas líderes em segmentos como o varejo, por exemplo, sempre em busca de instalar lojas pela maior parte do território nacional ou o financeiro, com sua necessidade de atendimento por meio de agências”, afirma. Todo o diagnóstico da rede e implantação de SD-WAN são realizados pelo time da Sencinet. “Estudamos a arquitetura, a distribuição da comunicação, o nível de criticidade e os interesses de tráfego para entender quais são as necessidades para desenvolver a melhor solução para cada caso”, diz. Os provedores cadastrados que atendem a localidade do cliente final também são selecionados conforme níveis de qualidade de serviço, histórico de desempenho, tempo de ativação e custos. Site: www.sencinet.com


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Venko Networks A Venko Networks, empresa brasileira criada sob as premissas da desagregação de equipamentos e aplicações, tendo o software como protagonista, oferece a solução SD-WAN também com esse conceito, baseado em SaaS – Software como Serviço e equipamentos genéricos ou universais, conhecidos como uCPE. “É o primeiro SD-WAN aberto do mundo”, afirma Fabrício Goetz, CRO e cofundador da Venko. A solução utiliza equipamentos uCPEs de parceiros como Silicom e AMD, homologados pela Anatel, em plataformas Intel Atom C2000 e C3000 (2 a 12 cores), RAM e storage customizáveis e interfaces GbE (RJ-45 ou SFP) e 10 GbE (RJ-45 ou SFP+), com expansão opcional para LTE e Wi-Fi. “A oferta está alinhada com a tendência global de open computing, hardware padronizado e plataformas abertas. Protege o investimento e permite a evolução e composição de soluções em software, sem necessidade de substituição de hardware”, diz o executivo. Segundo ele, os fornecedores tradicionais do mercado disponibilizam “tudo ou nada”, com hardware e modelo de licenciamento. “O provedor de acesso é apenas um canal. Quem controla os serviços de valor agregado é o fornecedor da solução, pois o appliance é invariavelmente fechado. Se o provedor quiser expandir o serviço, ficará limitado a revender alguma nova funcionalidade, sem diferenciação, e por Equipamentos universais custos bem acima (uCPE) usados pela Venko na daqueles básicos da oferta SD-WAN aplicação. Já a CPE universal permite ao provedor cruzar a fronteira de demarcação e se tornar uma plataforma para serviços agregados, como controlar a LAN do cliente, gerenciar dispositivos e escolher as tecnologias de acesso”, afirma Goetz. A empresa propõe um modelo de parceria que capacita e suporta a modelagem e a absorção de conhecimento pelo provedor. “Ele escolhe o que e como fazer. A Venko se posiciona nas etapas e processos em que agrega valor e não custos que podem ser evitados”, diz. A solução SD-WAN da Venko oferece ainda recursos como provisionamento zero touch com roteamento automatizado e rápido numa console visual e proteção via túneis criptografados e tecnologias de detecção de anomalias. “O SD-WAN do futuro atuará na performance individual das aplicações na rede. Antes, a tecnologia era uma exclusividade do mercado corporativo. Com as mudanças que estão ocorrendo no perfil do usuário doméstico, será possível ofertar a solução também para o mercado residencial”, finaliza. Site: www.venkonetworks.com


SERVIÇO

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Guia de gabinetes outdoor para telecomunicações e provedores de Internet

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Nota: (*) Fixação em piso. Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 45 empresas pesquisadas. elecom e Instalações Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, março de 2022. Este e muitos outros Guias de RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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Aceita cartão BNDES?

Com a entrada em operação do 5G no país, a demanda por edge computing deve aumentar, impulsionando a procura por soluções capazes de proteger os equipamentos que ficarão distribuídos em diversas localidades. O guia traz a relação de fornecedores de gabinetes outdoor com informações como forma de instalação, material, pintura, arrefecimento, dimensões externas e acessórios. Os gabinetes são fundamentais para proteger equipamentos eletrônicos que precisam ficar instalados em ambientes externos, como postes, torres e calçadas, reduzindo os efeitos do sol, chuva, raios, poeira, maresia, fuligem, contaminantes, animais e insetos, além dos riscos de sabotagem, vandalismo, roubo e desligamentos. Muitas vezes, a instalação fica em locais remotos e desatendidos, dificultando o acesso e a manutenção.

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TECNOLOGIA

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Computação em nuvem: conceitos e características Binario Cloud

À

Entre 2006 e 2008, a computação em nuvem passou a ser comercializada como parte da infraestrutura corporativa para as empresas, basicamente um “aluguel” de espaço para armazenamento. Nos dias atuais, deixou de ser apenas uma estratégia para armazenar informações e se transformou em uma ferramenta que permite compartilhar e disponibilizar dados, aplicações e softwares. Veja a seguir uma compilação dos principais conceitos e modelos de contratação dos serviços que podem ajudar a entender melhor este universo.

medida que a transformação digital acelera, a computação em nuvem evolui cada vez mais, tornando-se uma solução para as empresas elevarem seus negócios. Apesar do termo parecer nebuloso, a definição do NIST – National Institute of Standards and Technology esclarece o significado de cloud computing: um modelo para habilitar o acesso por rede onipresente, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de computação como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços. Esses recursos podem ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços. O universo da cloud computing oferece inúmeras possibilidades para o mundo digital, trazendo novas camadas de computação. Para entender a capacidade dos serviços em nuvem para o seu negócio, é preciso conhecer os jargões, conceitos, contextos e como tudo isso se relaciona em uma infraestrutura na nuvem. Segundo o Relatório de Nuvem Híbrida 2021, 60% das organizações já utilizam recursos de cloud computing em suas operações.

Conceitos essenciais Os termos utilizados para falar sobre cloud computing podem ser confusos para quem não conhece muito bem esse universo pois a nuvem é uma abstração da infraestrutura física e, por isso, muitas palavras são utilizadas de maneira

diferente. A Binario Cloud reuniu em um artigo os principais jargões desse universo, apresentados a seguir. Data center virtual É a integração de computação, armazenamento (storage), rede e demais soluções em um único serviço virtualizado, formando um rol de recursos de infraestrutura em nuvem. Com um data center virtual, as empresas não precisam se preocupar com a manutenção do hardware. Isso garante escalabilidade para o negócio e maior controle sobre a estrutura com um custo menor. Flavor Define a quantidade de recursos de computação em nuvem que podem ser atribuídos à operação, como número de CPUs virtuais, memória e capacidade de armazenamento. Os flavors permitem escolher os recursos de cloud computing de acordo com a necessidade de cada operação, oferecendo um caminho mais eficiente para a contratação de serviços de nuvem. Host Oferece recursos em um ambiente compartilhado, mas com total independência entre inquilinos. Um host em nuvem permite que vários servidores atuem como um sistema no qual o desempenho do site pode ser garantido por diversos equipamentos. Com o host em cloud, o contratante é responsável apenas pela camada de


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aplicação. Já o gerenciamento e manutenção da infraestrutura fica por conta da fornecedora de serviços de cloud, que poderá disponibilizá-los de forma dedicada ou compartilhada. É importante lembrar que modelos tradicionais também oferecem hosting. Virtualização Permite separar os sistemas operacionais do hardware subjacente. Os usuários podem executar diversos sistemas operacionais no mesmo servidor simultaneamente, proporcionando uma utilização eficiente de recursos e reduzindo custos. A virtualização não pode ser confundida com cloud computing, pois permite criar máquinas virtuais, isolando aplicações do hardware e permitindo melhor aproveitamento do recurso. Já a cloud computing é uma abstração de recursos computacionais, podendo ou não utilizar uma base de virtualização. A cloud automatiza processos, distribuindo recursos computacionais conforme demanda, trazendo mais flexibilidade para os usuários. Por fim, os virtualizadores são softwares que auxiliam na implantação da virtualização em qualquer dispositivo de computador.

fornecedor, estabelecendo as métricas pelas quais o trabalho é medido, bem como soluções e penalidades caso as entregas acordadas não sejam alcançadas. É um elemento crucial em qualquer contrato com um fornecedor de tecnologia, seja atendimento de TI, consultoria ou disponibilidade do ambiente em cloud. Um SLA de atendimento consiste em definir e gerenciar os prazos para resposta à solicitação de suporte ou atendimento e o nível de serviço que será entregue. Já um SLA de disponibilidade é customizado de acordo com as necessidades da empresa. Este modelo permite que a organização integre várias condições em um mesmo

API Uma Interface de Programação de Aplicações (Application Programming Interface) é um intermediário de software que permite que dois aplicativos se comuniquem na web Fig. 1 – Itens gerenciados por provedor e por meio de códigos. Quando o usuário busca um endereço cliente nas camadas de cloud computing em seu computador, uma solicitação vai para sistema para criar um serviço mais adequado. o servidor do site. Assim que receber a Contudo, toda infraestrutura terá resposta, o navegador interpretará o código e interrupções de algum tipo em algum exibirá a página. As APIs em cloud são os momento, visto que data centers precisam intermediários que integram aplicativos e contar com, pelo menos, um humano na outras cargas de trabalho diretamente na operação, o que impede qualquer SLA de infraestrutura na nuvem. alcançar a meta de 100% de atividade. Por isso, em qualquer contrato onde são SLA definidas as capacidades de um fornecedor, O Acordo de Nível de Serviço (Service não há isenção de falhas. Apesar disso, Level Agreement) define o nível de quanto mais “9” após a vírgula, maior o serviço que a empresa espera de um nível de disponibilidade do data center.

Alta disponibilidade É uma das principais vantagens em migrar para a nuvem. Ao contratar recursos em cloud, as empresas estão adquirindo a entrega de um SLA baixíssimo, que garanta um tempo de atividade maior do que o alcançado com um data center on premises. Uma loja online baseada em infraestrutura on premises que precisa de disponibilidade 24 horas pode ter seu faturamento comprometido caso ocorra uma sobrecarga que paralise o sistema. Com a alta disponibilidade provida pela nuvem, o sistema estará acessível por mais tempo e, contratando soluções que agreguem redundância ao ambiente, como uma segunda zona de disponibilidade, é possível reduzir o downtime a zero. Além disso, a carga em cloud computing é equilibrada por meio de servidores que atuam em conjunto. Desse modo, as informações contidas neles são espelhadas em uma arquitetura redundante, que proporciona alta disponibilidade do ambiente e redução do tempo de inatividade. Na prática, ela permite que a infraestrutura da operação continue funcionando, mesmo quando alguns de seus componentes falham, evitando perda de informações e custos. Escalabilidade Trata-se de aumentar a capacidade de processamento e armazenamento de dados conforme a necessidade da empresa e em apenas alguns cliques. Essa é a principal característica da cloud computing, garantindo que a infraestrutura de TI esteja preparada para se adaptar a qualquer cenário, sem necessidade de fazer grandes investimentos. É difícil escalar soluções em infraestrutura física, pois o tipo de hardware necessário depende das demandas da aplicação. Se o número de requisições for mais intenso, pode ser necessário atualizar o hardware local, o que custará caro para a organização. Com cloud computing, principalmente no modelo de nuvem pública, a responsabilidade pela manutenção do


TECNOLOGIA hardware é do provedor de cloud, de modo que basta apenas solicitar um upgrade dos recursos contratados para escalar. Além disso, muitos recursos em cloud já vêm com a função de auto-scale, que automatiza a liberação de recursos para o ambiente, sempre que necessário. Governança de TI Governança significa tomar decisões certas em relação à previsibilidade de desempenho da infraestrutura. Trata-se da aplicação de políticas relacionadas ao uso de serviços, definindo os princípios e regras de organização que determinam como a operação deve agir. A governança corporativa de TI na computação em nuvem envolve gestores de conformidade, cibersegurança e o departamento de TI. É um procedimento que visa garantir que os investimentos em cloud estejam alinhados com os negócios, promover a integridade das informações, incentivar a inovação e reduzir o risco de perda de dados ou não conformidade com a legislação. Cibersegurança É o exercício de proteger sistemas, redes e programas contra ataques

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digitais que visam acessar, alterar, destruir informações confidenciais ou interromper serviços. A computação em nuvem e a cibersegurança são atualmente as áreas mais importantes da computação. Visto que a nuvem se tornou uma ferramenta para a maioria das empresas, a segurança cibernética tornase imprescindível para proteger esses serviços. Persistência de dados Visa garantir que as informações sejam permanentes e que não se percam quando há o encerramento de uma sessão. Ela deve ser prioridade nas empresas para que seja possível restaurar bancos de dados em caso de falha. Dados persistentes no campo de processamento são informações que raramente são acessadas e provavelmente não serão modificadas. A persistência é um elemento importante, pois registra os dados processados e os transforma em persistentes, gerando material para futuras análises, que vão possibilitar a tomada de decisões estratégicas de negócio.

Open Source Serviço de nuvem desenvolvido com tecnologias e softwares de código aberto. Seu conceito é promover vantagens econômicas e tecnológicas e abrange todos os tipos de entrega de cloud computing, como pública, privada ou híbrida. O Open Source elimina a dependência de fornecedores de cloud e garante a integração perfeita de aplicativos, produtos e sistemas corporativos desenvolvidos por diferentes empresas. Já o Open Stack é um projeto de código aberto para criar e administrar infraestrutura em nuvem, incluindo armazenamento, poder de computação e rede, entre outras funções para lidar com a operação dos negócios, do gerenciamento de identidade dos usuários até a implantação de banco de dados.

Modelos de contratação e estratégias Cloud computing tem muito mais a ver com um modelo de negócio focado em otimizar a utilização de recursos computacionais nas empresas do que uma tecnologia propriamente dita. Por isso, existem vários modelos de serviço, tipos de contratação e estratégias para a sua aplicação.


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Camadas de cloud computing Todo serviço de cloud é baseado em uma infraestrutura física de um super data center, que é disponibilizada como serviço para os clientes. As camadas são a forma como o serviço chega para o usuário final e sua responsabilidade sobre o gerenciamento da infraestrutura (figura 1). IaaS – Infrastructure as a Service Modelo de entrega de infraestrutura de computação (servidores, armazenamento e rede) como serviço de forma instantânea, provisionada e gerenciada pela Internet. PaaS – Plataform as a Service Oferece plataformas como serviço por meio de um ambiente em cloud, como plataformas de desenvolvimento, gestão e análise do negócio.

SaaS – Software as a Service Disponibiliza aplicações para o usuário final por meio da nuvem. É onde acontece a interação entre o usuário e as ferramentas por meio da Internet. Nuvem pública Com uma nuvem pública, toda a infraestrutura de suporte pertence e é gerenciada pelo provedor. A empresa compartilha o mesmo hardware, armazenamento e dispositivos de rede com outras organizações, acessa serviços e gerencia sua conta usando um navegador web. A otimização do uso de recursos computacionais e a escalabilidade ganham notoriedade. Do ponto de vista da segurança, a nuvem pública vem com recursos de proteção avançados, mas é imprescindível aliar a computação em nuvem com tecnologias de cibersegurança, processos bem estruturados e políticas de segurança consistentes para proteger os dados.

Nuvem privada Neste modelo, os serviços e a infraestrutura são sempre mantidos em uma rede privada, enquanto o hardware e o software são dedicados exclusivamente à empresa contratante. Dessa forma, uma nuvem privada pode tornar mais fácil para uma organização personalizar seus recursos para atender a requisitos de TI específicos. É importante ressaltar que, apesar da nuvem privada poder ser fisicamente hospedada no data center local de uma empresa, ela é diferente do modelo tradicional on premises, pois a companhia poderá contar com os serviços de gestão do provedor de cloud, caso opte por esse serviço. Nuvem híbrida Consiste em um ambiente misto de computação, armazenamento e serviços composto de infraestrutura local, serviços de uma nuvem privada e uma pública, com orquestração entre as várias plataformas.


TECNOLOGIA Hoje, a arquitetura de nuvem híbrida se concentra menos na conectividade física e mais na flexibilidade de alocar cargas de trabalho no modelo que faça mais sentido. A abordagem híbrida permite que aplicativos e componentes operem interligados nos ambientes de cloud com suporte à portabilidade de cargas de trabalho em todos eles, a fim de responder às necessidades dos negócios. Multicloud Apesar de ser um modelo que integra dois ou mais tipos e fornecedores de cloud, é diferente da nuvem híbrida. Uma infraestrutura de nuvem híbrida combina dois ou mais tipos diferentes de nuvem (pública e privada). Já a multicloud utiliza uma estratégia de contratação de nuvem pública com fornecedores e serviços diferentes. Disaster Recovery Estratégia que ajuda a recuperar rapidamente os sistemas da operação após um incidente, fornecendo acesso remoto a eles em um ambiente virtual seguro. O objetivo é proteger recursos computacionais de alta criticidade para o negócio e assegurar que possam ser acessados e recuperados, em casos de

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incidentes, para não paralisar as operações. Por isso, Disaster Recovery é um elemento central de qualquer estratégia de continuidade de negócios. Antes da cloud computing e das novas tecnologias de autoatendimento, era um processo feito na infraestrutura local, que não oferecia proteção contra acidentes físicos como incêndios, perdas e outros acidentes, além de ser uma solução muito cara. Com a cloud computing, é possível operar no dia a dia no ambiente em cloud e manter a infraestrutura on premises como Disaster Recovery, ou até mesmo contratar uma segunda zona de disponibilidade na nuvem para isso. Cloud first Consiste em ter alguns sistemas e softwares desenvolvidos preferencialmente na nuvem. Cloud only É a estratégia de ter tudo na nuvem, desde o armazenamento ao desenvolvimento. Cloud native Esta é uma abordagem para construir aplicativos e serviços especificamente para um ambiente de nuvem. A cloud native

permite que as empresas criem e executem aplicações escaláveis em espaços modernos e dinâmicos, como nuvens públicas, privadas e híbridas.

Compute e storage Quando se trata de cloud computing, a infraestrutura é uma das camadas lógicas não físicas que compõem o ambiente, sendo a mais baixa entre elas.

Virtual machine É um recurso de computação para executar programas e implantar aplicativos em cloud em vez de um computador físico. As VMs – Virtual Machines são executadas em um host físico que, no caso da cloud computing, trata-se da infraestrutura do provedor de nuvem. Isso significa que uma máquina virtual com sistema Linux pode rodar em um Windows de um PC físico. Instância É um servidor que executa os aplicativos da VM. No universo da computação na nuvem, quando falamos de VMs, o termo instância é sempre preferível a alcunha servidor.



TECNOLOGIA

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Uma instância é uma VM que executa as cargas de trabalho na nuvem. Elas são classificadas com base em seus recursos de hardware, como potência da CPU, capacidade de armazenamento em disco, tamanho da memória, etc. Elas aumentam e diminuem de acordo com as necessidades de cada operação.

processadores do que núcleos disponíveis, o que permite que as VMs compartilhem a mesma CPU. CPUs são componentes físicos responsáveis pelo processamento de máquinas. Já as vCPUs são os intervalos de tempo dos processadores físicos, atrelados a uma máquina virtual.

Imagem É um arquivo que contém um sistema operacional inicializável. A imagem de uma máquina virtual é um modelo para a criação de novas instâncias. É possível escolher imagens de um catálogo para criar outras ou salvá-las de instâncias em execução. As imagens podem ser sistemas operacionais simples ou ter software instalado nelas, como bancos de dados, servidores de aplicativos ou outras soluções. Geralmente, elas removem alguns dados relacionados às operações de tempo de execução, como informações de troca e arquivos de configuração.

Memória Cada máquina virtual consome memória com base em seu tamanho configurado, além da memória adicional para virtualização. Para dimensionar a memória de uma VM, é preciso verificar a quantidade que será alocada para ela mais um valor extra, considerando a retenção esperada.

Processador Em um ambiente de servidor virtualizado, o processador é um núcleo de CPU atribuído a uma máquina virtual. Pode haver mais

Disco Ao criar uma VM, os dados serão armazenados em um disco rígido virtual (que representa um disco físico). Portanto, os arquivos do disco são anexados às VMs, funcionando como unidades de sistema ou de dados. Volumes adicionais São dispositivos de bloco que podem ser anexados ou separados de instâncias

virtuais, permitindo um gerenciamento específico de cada um destes dispositivos em uma VM. Em linhas gerais, podemos dizer que os volumes são HDs virtuais de fácil manuseio em ambientes de cloud computing. Snapshots Snapshots servem, principalmente, para replicar máquinas virtuais sem a necessidade de realizar as mesmas configurações individualmente em cada nova cópia. Também são utilizadas para que os times de TI possam realizar modificações consideradas de risco de modo que, caso aconteça algum problema, seja possível retomar ao ponto anterior às modificações na VM. Grupos de servidores São conjuntos de máquinas virtuais criados para obter o melhor desempenho do número cada vez maior de plataformas de hardware, definindo coleções de VMs para as quais podem ser dadas propriedades específicas. Eles podem ser usados para determinar diferentes limites de


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alertas, desativar e definir coleções de VMs com propriedades específicas. Por exemplo, a política de um grupo de servidores pode especificar que suas VMs não devem ser colocadas no mesmo hardware físico devido a requisitos de disponibilidade e sistema. Bare metal Se refere ao fato de que não há sistema operacional entre o software de virtualização e o hardware. Em um servidor bare metal, o sistema operacional é instalado diretamente no servidor, eliminando camadas e proporcionando melhor desempenho. Um servidor bare metal é um servidor físico dedicado a um único inquilino. Contudo, pode ser uma máquina host para máquinas virtuais com a adição de software de virtualização e hipervisor.

Storage de VM Um storage de VM fornece acesso aos dados, independentemente do armazenamento físico ou controlador, como qualquer outro sistema de armazenamento. Conta com benefícios como operação sem interrupções, escalabilidade, segurança e suporte ao armazenamento unificado. Block storage Block storage, ou armazenamento em blocos, é uma abordagem em que cada volume atua como um disco rígido individual configurado pelo administrador de armazenamento. Object storage Tecnologia de armazenamento de arquivos utilizada principalmente para dados não estruturados, quando é necessário armazenar arquivos, planilhas

e multimídia, podendo compartilhá-los via web posteriormente. Network storage Modalidade no qual os usuários em uma rede local podem acessar o armazenamento compartilhado por meio da Internet. IOPS Medida de desempenho utilizada para comparar dispositivos de armazenamento de computador, como HDs, SSDs e redes de área de armazenamento. Taxa de transferência É a largura de banda de rede. Como as máquinas virtuais são hospedadas em um hardware compartilhado, a capacidade de rede deve ser compartilhada adequadamente entre elas, pois utilizam o mesmo hardware. A velocidade de conexão entre uma máquina e o storage está sujeita aos recursos de CPU e velocidade de armazenamento.


TECNOLOGIA Camada de rede Conectividade com a Internet é um dos principais fatores para garantir a disponibilidade do ambiente em cloud. É impossível trabalhar com cloud computing sem conectividade. Por isso, a camada de rede vem logo após a de infraestrutura, de maneira complementar. Roteador Sistema de comunicação entre a nuvem e a rede local. Ele não é uma opção de conectividade, mas um serviço que funciona com conexões para trocar informações de roteamento entre as redes. VXLAN A VXLAN, rede local virtual extensa, é uma rede de sobreposição de camadas construída sobre as tecnologias de rede existentes. Ela utiliza um protocolo para executar uma rede da camada 2 e estendê-la por uma da camada 3. A virtualização facilita o gerenciamento, automação e orquestração. VLAN Permite que uma rede de computadores e usuários se comuniquem em um ambiente simulado como se estivessem em uma rede local. As VLANs são implementadas para alcançar escalabilidade, segurança e facilidade de gerenciamento. VPN (Client-to-site) Rede privada virtual que cria uma conexão online segura e criptografada. As conexões VPN Client to site servem para conectar um laptop ou smartphone à rede da empresa. DNS Zones O DNS - Domain Name System, ou sistema de nomes de domínios, é dividido em várias zonas diferentes. Um DNS Zone é uma parcela do domínio raiz do DNS que é gerenciada por uma organização ou administrador específicos. É um espaço administrativo que permite um controle mais detalhado dos componentes do DNS.

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Cada servidor na nuvem possui um número IP atrelado a ele. A função de DNS Zones é traduzir esses números de IP em nomes, facilitando a busca, gestão e organização dos domínios, como uma lista telefônica. Firewall É uma “parede” de proteção que controla o tráfego de dados entre o computador e a Web ou entre a rede onde o computador está instalado e a Internet. Security groups São regras de segurança para proteger as instâncias. Elas controlam a comunicação das máquinas virtuais, atuando como um firewall virtual, definindo por quais portas e protocolos a instância poderá ser acessada. Chaves de segurança São métodos de autenticação remota. Uma chave pública é armazenada na instância para criptografar os dados e uma chave privada é inserida pela empresa para descriptografá-los e permitir acesso à máquina. Load balancer Método utilizado em redes de computadores responsável por dividir a carga de trabalho entre dois ou mais servidores, com o objetivo de aumentar o desempenho e evitar possíveis sobrecargas em um host. O load balancer é responsável por manter a alta disponibilidade do ambiente em cloud.

Backup em nuvem No backup em nuvem, os dados, arquivos e até mesmo aplicativos salvos nos servidores físicos ou máquinas virtuais são copiados para um local externo, como servidores remotos em cloud. A companhia pode fazer o backup de alguns ou de todos os arquivos do servidor, de acordo com o que faz mais sentido para os requisitos de negócio.

Backup multivolume Captura informações de vários volumes de dados do sistema da empresa, conhecidos também como unidades lógicas ou partições. Ele é necessário para evitar perda dos volumes, pois, em caso de falha, é possível restaurá-los ou recuperá-los. O backup multivolume tem a função de armazenar as informações de cada volume e do sistema operacional da empresa, acelerando a leitura e potencializando a entrega das informações. Backup full É o tipo de backup mais completo, no qual a ferramenta de backup clona todos os dados selecionados, incluindo arquivos, pastas, aplicativos SaaS, discos rígidos e muito mais. Backup incremental Utilizado geralmente após a realização de um backup full, por se tratar de um modelo em que a ferramenta deve analisar todos os dados que serão backupeados para verificar quais já foram armazenados e quais são os arquivos incrementais. Neste modelo, apenas o primeiro backup realizado é completo. Os subsequentes armazenam apenas as alterações feitas a partir do inicial. Um ponto importante é que, no backup incremental, o processo de restauração é mais demorado, mas o de backup é muito mais rápido em relação ao tipo full. Backup diferencial É uma cópia de segurança realizada juntamente com as últimas modificações que rodaram a partir do último backup full realizado. Restore Restauração de dados danificados com falhas, corrompidos ou inacessíveis por qualquer razão. Deduplicação de dados Elimina cópias duplicadas de dados e reduz significativamente os requisitos de capacidade de armazenamento.


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TECNOLOGIA Compressão de dados Tem a função de reduzir o tamanho de arquivos para aumentar a capacidade de armazenamento, acelerar a transferência de informações e minimizar os custos de storage, hardware e rede. Replicação de dados Copiar informações para um ou mais ambientes com as mesmas configurações originais. HDD/SSD Disco HDD é o dispositivo de armazenamento de dados. Já o SSD é a evolução do HD. É um tipo de armazenamento que não tem partes mecânicas, por isso é mais leve, resistente e com maior capacidade de leitura e escrita. RPO – Recovery Point Objective Define a quantidade de informação que pode ser perdida em caso de parada nas operações. São utilizadas pelas empresas para a projeção de um plano de Disaster Recovery. RTO - Recovery Time Objective Estabelece a quantidade de tempo em que uma operação pode ficar fora do ar sem afetar, de forma mais grave, a perda de dados e receita em uma empresa. Políticas de retenção e descarte Determina por quanto tempo é necessário manter os dados de clientes armazenados, com base na LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados.

Plataformas em nuvem A partir daqui, estamos falando de funcionalidades cujo suporte de infraestrutura já está pressuposto. Por exemplo: uma empresa que contrata Database Service com um provedor de nuvem já pressupõe que as máquinas virtuais, storage e a rede necessários para o deploy do banco de dados serão entregues e gerenciados pelo provedor de nuvem.

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Database service Serviço de computação em nuvem que permite aos usuários acessar e usar um sistema de banco de dados sem comprar e configurar um hardware, instalar software ou gerenciar o banco de dados. Bancos relacionais Armazenam dados em tabelas. A relação entre tabelas e tipos de campo é muito clara e chamada de esquema. Para bancos de dados relacionais, o esquema deve ser sempre bem definido. Bancos não relacionais Não usa o esquema tabular de linhas e colunas como nos bancos de dados relacionais. Em vez disso, seu modelo de armazenamento é otimizado para o tipo de dados que está armazenando. Automação É o uso de processos autônomos e procedimentos de autorrealização para tarefas administrativas, reduzindo erros em implantações, melhorando a confiabilidade e aumentando a velocidade de implementação de mudanças.

Containers e a nuvem A partir do momento em que o mindset da TI evoluiu para um modelo menos focado a resolver problemas e mais preocupado em desenvolver soluções e melhorar a experiência do usuário, os desenvolvedores precisaram encontrar formas de realizar suas entregas com mais agilidade, sem deixar de lado aspectos como qualidade e segurança.

DevOps Conjunto de práticas para integração entre as equipes de desenvolvimento de softwares e operações, com o objetivo de automatizar processos para produção mais segura de aplicações e serviços de TI. CD/CI Área responsável por entregar aplicações com mais eficiência e melhor


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frequência aos clientes. Ele prevê a implementação da automação nas etapas de desenvolvimento de aplicações baseando-se em integração, entrega e implantação.

Container (docker) Pacote de software leve, autônomo e executável que inclui tudo o que é necessário para executar um aplicativo, como códigos, tempo de execução, ferramentas e bibliotecas do sistema, bem como configurações. Microsserviços O Docker permite construir microsserviços que descentralizam serviços e dividem tarefas em aplicativos independentes. Em uma agência de carros, por exemplo, é possível criar um microsserviço para orçamento, outro para processar a transferência, entre outras possibilidades.

Clusters de containers (Kubernetes) Plataforma de código aberto que automatiza as operações de container, eliminando processos manuais envolvidos na implantação e dimensionamento de aplicativos em dockers. Em linhas gerais, com Kubernetes é possível agrupar os hosts que executam os dockers. IaaC – Infrastructure as a Code Forma de gerenciar os servidores por meio de programas de automação, eliminando a tarefa manual. O IaaC ajuda a implementar o software mais rapidamente em vários servidores, evitando inconsistências e aumentando a produtividade.

Kernel (Apache Mesos) Gerenciador de sistemas de código aberto que lida com cargas de trabalho em um ambiente distribuído por meio de compartilhamento e isolamento de recursos dinâmicos. Adequado para implementar e gerenciar aplicativos em ambientes em sistemas de grande escala.

Conclusão Construir um ambiente de nuvem é o primeiro passo para transformar os negócios. A cloud computing oferece um espaço seguro, colaborativo, escalonável e flexível para acessar aplicativos e dados. A Binario Cloud trouxe este artigo a fim de democratizar os jargões deste universo e esclarecer como tudo se relaciona em uma infraestrutura na nuvem.

Artigo resumido e adaptado do e-book Glossário de Termos da Cloud Computing, produzido pela Binario Cloud. O documento original está disponível em: https://bit.ly/34jkr5L.


SERVIÇO

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Guia de plataformas de OTT e IPTV para provedores

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Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 39 empresas pesquisadas. elecom e Instalações Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, março de 2022. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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Quantos canais consegue gerenciar?

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Por mês por assinante

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Para aumentar o faturamento, o provedor de Internet precisa oferecer novos serviços ao assinante e se diferenciar no mercado. A oferta de streaming e IPTV está entre as melhores opções. O levantamento a seguir mostra as plataformas hoje disponíveis no mercado e seus principais recursos e modelos de negócios.



CABEAMENTO ESTRUTURADO

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Materiais mais utilizados para proteção antichama de cabos Prysmian

A

Cabos para instalação interna precisam ter proteção contra a propagação de chama. Usualmente, isso é feito pela capa externa, geralmente composta por materiais que, frente às chamas, criam uma barreira mineral ao calor ou liberam moléculas não comburentes ao redor. Para cada ambiente ou forma de instalação, as normas apontam qual grau de proteção deve ser utilizado.

norma brasileira que rege a proteção frente à chama em cabos internos é a NBR 14705/2010 – Cabos Internos para Telecomunicações – Classificação Quanto ao Comportamento Frente à Chama, chamada pela norma de cabos de rede de NBR 14703 – Cabos de Telemática de 100 Ω para Redes Internas Estruturadas – Especificação. Ela define as “famílias” de proteção. A flamabilidade de cabos LAN pode ser classificada em cinco tipos, conforme as “famílias” de proteção: CMX, CM, CMR, CMP e LSZH, apresentadas em detalhes a seguir. CMX É a proteção mais simples contra chamas e voltada para uso horizontal. O cabo é testado com chama simples (bico de Bunsen), portanto não é permitida para uso em feixes (figura 1).

andar. Também é testado e permite o uso em feixes. CMP Cabo tipo plenum. Indicado para aplicação em pisos elevados e afins, onde haja fluxo de ar forçado. É o teste mais exigente de queima, conforme a norma-americana NFPA 262: Standard Method of Test for Flame Travel and Smoke of Wires and Cables for Use in Air-Handling Spaces, em substituição a norma UL 910 - Test for Cable FlamePropagation and Smoke-Density Values for Electrical and Optical-Fiber Cables Used in Spaces Transporting Environmental Air

CM Indicado para uso horizontal. É testado em feixes em um queimador por 20 minutos. Classe mínima para cabeamento estruturado. Pode ser utilizado em aplicação vertical em até 1 pé-direito (distância entre o piso e o teto, altura de um andar, geralmente 2,5 m). CMR – Cabo Riser Indicado para uso vertical onde é necessário subir mais de um

Fig. 1 – Comparativo entre testes CMX e CM


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Tab. I – Tipos de proteção contra chamas em cabos para LANs Capa

Ensaio de queima

Instalação em feixe

Gera fumaça?

CMX

IEC 60332-1 / UL 2556 (VW-1)

Não

Sim

CM

IEC 60332-3-25

Sim

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

LSZH CMR

UL 1666

LSZH - Low Smoke Zero Halogen Todas as famílias anteriores são feitas com capa de PVC, material prático, barato e flexível para aditivar. Porém, ao ser queimado, o PVC libera muita fumaça com presença de cloro, que é altamente tóxico ao ser humano. Cabos CMP muitas vezes utilizam fluorpolímeros, que contêm flúor na fórmula, altamente corrosivo. Em locais densamente ocupados (faculdades, hospitais, metrô, etc.) tais características são indesejáveis, e a norma NBR 14705 exige cabos com capa LSZH cuja base é o EVA - Ethyl Vinyl

Acetate, material livre de cloro e outros halogênios, e gerador de fumaça ínfima e praticamente transparente. Os cabos LSZH devem possuir a mesma proteção contra chama que os do tipo CM (tabela I).

Moléculas ácidas Materiais halogenados (PVC, fluorpolímeros, etc.) frente à chama liberam moléculas corrosivas e tóxicas, como o ácido clorídrico (no caso do PVC), que absorvem calor e atrapalham a combustão, fazendo com que a chama

seja enfraquecida. Porém, essas moléculas são tóxicas e há uma geração grande de fumaça. A partir de 100°C já tem início a geração de ácido clorídrico (HCI).

Conclusão Os cabos LSZH utilizam materiais como ATH - Alumina Tri-hidratada ou Magnésio Di-Hidratado (MDH), que começam a se degenerar em temperaturas acima de 200°C. Em reação com a chama, liberam moléculas de água, que também absorvem calor e atrapalham a combustão, porém são inofensivas ao meio ambiente e não há geração de fumaça densa, permitindo rápida evacuação e total capacidade de respiração em caso de incêndio. Os cabos certificados devem trazer na embalagem ou no próprio corpo do produto sua classe de flamabilidade (CM, CMX, CMP, CMR ou LSZH).


INFRAESTRUTURA

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Fibra óptica energizada CommScope

Q

Um sistema composto por cabos híbridos contendo fios de cobre e núcleos de fibra óptica que fornecem energia e dados para dispositivos PoE estendem a cobertura de rede interna ou externa até uma distância de 3 quilômetros. A “fibra energizada” é uma tecnologia essencial na implantação de redes corporativas e campus em todo o mundo.

uantas vezes a implantação de câmeras de alta definição, hotspots Wi-Fi ou small cells para redes celulares foi um grande problema para as empresas? A necessidade de conectividade e mobilidade levou ao desenvolvimento de soluções inovadoras. Com a IoT Internet das Coisas penetrando em todos os cantos da vida diária, os gerentes de TI e tecnologia operacional (TO) ainda têm muitos desafios pela frente. Redes celulares, de segurança e Wi-Fi são alguns exemplos de tecnologia que precisam ser aprimorados para expandir a cobertura e criar conexões eficientes com dispositivos PoE - Power over Ethernet. Por esse motivo, a simplificação da instalação e a otimização do desempenho são alguns dos principais desafios para as operadoras de rede. Outro problema comum é a alimentação de dispositivos PoE em distâncias maiores que 100 metros definidos para uma rede de cabeamento estruturado. Para enfrentar o desafio, uma boa opção é implantar um sistema composto por cabos híbridos contendo fios de cobre e núcleos de fibra óptica que fornecem energia e dados para dispositivos PoE, estendendo assim a cobertura de rede interna ou externa até uma distância de 3 quilômetros. A “fibra energizada”, como é conhecida, tornou-se, portanto, uma tecnologia essencial na implantação de redes corporativas e campus em todo o mundo.

Uma breve história Os aplicativos de VoIP - voz sobre IP desktop a desktop foram desenvolvidos no início dos anos 1990, mas não tinham boa QoS - qualidade de serviço (neste caso, significando priorização do tráfego de voz) e a energia local era necessária para os aparelhos (em comparação com a energia central para POTS — antigo serviço telefônico simples). O PoE chegou inicialmente, em um formato exclusivo, em 1999, quando os aparelhos VoIP eram alimentados através da LAN. O padrão PoE foi publicado pela primeira vez em 2003, com aparelhos, câmeras e pontos de acesso aproveitando o novo desenvolvimento. Os padrões foram subsequentemente revisados para acomodar níveis de potência mais altos e mais dispositivos capazes de serem alimentados com PoE. Por sua vez, a necessidade era de implantação PoE simplificada, uma vez que eletricistas qualificados não eram necessários e as instalações buscavam implantação de cabo único e redução de custos evitando o uso de dutos. Esta breve história definiu o cenário para a fibra energizada hoje. As redes corporativas modernas (em edifícios e campi) são frequentemente compostas por uma mistura de cabeamento de cobre e fibra óptica. O cobre certamente tem algumas vantagens bem conhecidas: • Encaixa-se no padrão atual para cabeamento horizontal (suporte de 100 metros).


Ai nf r aest r ut ur adaAmer i canet àdi sposi çãodasuaoper ação.

Sol uçõesi nt el i gent espar af aci l i t areaument araper f or manceda s uaempr es a. Of er ecemoss ol uçõescompl et aseadequadaspar a t odososs egment oset amanhosdeempr es as .

Sai bamai sem amer i canet . com. br oul i gue1 0385


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Fig. 1 – Cabos de fibra energizados

• Pode lidar com taxas de dados de até 10 Gbit/s em distância total. • Fornece níveis de potência de 802.3bt (PoE++). • Os dispositivos finais e switches têm portas de conectividade de cobre de baixo custo. Por um longo tempo, no entanto, a fibra dominou o backbone devido a: • Maior largura de banda necessária no backbone (10 Gbit/s e acima). • São necessárias distâncias mais longas para grandes edifícios e backbones em campus. • A fibra transmite sinais ópticos, mas os sinais elétricos do cobre lhe dão uma vantagem ao fornecer dados e energia no mesmo cabeamento.

Padronização de PoE Com o enorme sucesso da Ethernet no mundo das redes, a PoE tornou-se a tecnologia preferida para fornecer energia remota a dispositivos conectados.

Para assegurar um desempenho PoE consistente, em 2003, o IEEE - Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos definiu um padrão de 15,4 W a ser fornecido pela fonte de alimentação. Hoje, como as empresas exigem mais da tecnologia PoE, o trabalho foi concluído para criar um novo padrão (IEEE 802.3bt [1]), que fornece até 90 W da fonte de alimentação. Esse padrão, também conhecido como “PoE de quatro pares” ou simplesmente “4PPoE”, permite a alimentação remota de uma faixa mais ampla de dispositivos conectados. Ele também aumenta os efeitos do aquecimento do cabo à medida que a energia é dissipada do cabeamento entrelaçado. A Grand View Research prevê que o mercado mundial de PoE atingirá US$ 3,77 bilhões até 2025 [2], com o padrão 4PPoE permitindo que gerentes de rede, instaladores e integradores suportem uma gama mais ampla de aplicações e

dispositivos alimentados por PoE. Os fatores que motivam o crescimento incluem o aumento da demanda por automação e controle de edifícios inteligentes, bem como o gerenciamento central de aparelhos e outros dispositivos energizados. Enquanto o padrão IEEE 802.3at, também conhecido como “PoE Plus” ou “PoE+”, especifica a entrega de 25,5 W para dispositivos compatíveis com PoE, o 4PPoE é projetado para fornecer pelo menos 71,3 W (supondo um canal de 100 metros) para o dispositivo energizado. Ele permitirá aplicações mais eficientes e de maior potência em instalações comerciais e industriais. O advento da fibra energizada Um sistema de cabeamento de fibra energizado incorpora energia CC e conectividade Ethernet baseada em fibra em um cabo, abrangendo linhas de fibra para dados e fios de cobre para energia sob o mesmo revestimento – isso é tudo o que um cliente precisa para instalar equipamentos PoE, em distâncias muito maiores do que o padrão PoE permite, sem ter que fazer nenhum cálculo ou trabalho de projeto. Um sistema de cabos de fibra energizada leva a energia a um dispositivo (ponto de acesso Wi-Fi, câmera IP ou small cell, por exemplo) a uma distância de até 3,21 km. Como mencionado anteriormente, os cabos de fibra energizada incluem fios de


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Tab. I – Padronização de PoE Parâmetro T) PoE 4 pares (802.3BT) (802.3AT) PoE (802.3AF) PoE Plus (802.3A Energia PSE (W) 154 30 90 Energia PD (W) assumindo 12,95 25,5 71,3 canal de 100 m Corrente (mA CC) 350 600 1920 Par usado 2 pares 2 pares 4 pares Resistência de loop CC 40 25 25 por condutor (Ω/100 metros) Anos padronização 2003 2009 2018

cobre, mas estes não são os mesmos fios que podemos encontrar em cabos de cobre de par trançado. Para começar, eles não carregam dados, apenas energia; portanto, eles podem ser otimizados para essa tarefa. Em geral, eles são mais espessos; ao passo que um cabo de cobre da categoria use fios de bitola 23-26 AWG, os cabos de fibra energizada usam fios de cobre de bitolas variando de 20 AWG a 12 AWG (um AWG menor significa um cabo de maior diâmetro e maior capacidade de alimentação). À medida que mais dispositivos em rede, como câmeras IP, pontos de acesso Wi-Fi, sistemas in-

building wireless, sistemas de gestão predial e iluminação LED, começam a usar alimentação remota, a oportunidade de reduzir custos de infraestrutura ao energizá-los através de um meio/cabo comum continua a crescer. Há uma mudança massiva para a tecnologia IP no mercado. Por exemplo, as câmeras de vigilância estão se afastando do CFTV e indo em direção ao IP, e há um número crescente de dispositivos conectados à Ethernet, como IoT/TO e pontos de acesso Wi-Fi sendo implantados em ambientes internos e externos. As soluções híbridas de cabos de

energia/fibra geralmente exigem engenharia extensiva para serem implementadas e eletricistas para fazer a terminação de energia na extremidade do cabo. Clientes como aeroportos, universidades, empresas e bases militares buscavam uma maneira mais fácil e econômica de implantar dispositivos PoE remotos, como câmeras IP, pontos de acesso Wi-Fi e small cells de telecomunicações. Essas necessidades estão impulsionando a demanda por sistemas de cabos de fibra energizada, que oferecem: • Uma plataforma de solução de energia e dados completa para dispositivos IP. • Energia de baixa tensão fornecida por fonte de alimentação/backup centralizado por UPS. • Uma fonte de alimentação pode alimentar até 32 dispositivos simultaneamente. • Distância PoE estendida até 3 quilômetros (em 15 W). • Preparação e instalação de baixo custo. • Suporte a aplicativos de rede óptica passiva (PON).


INFRAESTRUTURA

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Fig. 2 – Exemplos de aplicações

• Uma solução ideal para ambientes do campus, aeroportos, áreas de estacionamento, estádios, estações radiobase de small cells, fibra até o dormitório e muito mais. A solução combina conectividade de dados de fibra óptica de baixa latência e alto desempenho com uma conexão de alimentação CC de cobre de baixa tensão. Isso permite a conexão de qualquer número de dispositivos remotos energizados sem a necessidade de um novo duto. Com a solução de cabo de fibra alimentada, sua rede obtém acesso a um vasto e crescente ecossistema de aplicativos, incluindo: • LAN óptica • Telefones de emergência • Câmeras de segurança HD • Sinalização digital

• Pontos de acesso para Wi-Fi • Small cells • Ou praticamente qualquer dispositivo alimentado por CC de baixa tensão Isso é amplamente usado em situações em que grandes áreas precisam ser atendidas de forma econômica por uma única rede de energia e dados, como campus, smart cities e aeroportos. Em geral, as organizações estão considerando a fibra energizada quando precisam: • Conectar um número significativo de dispositivos localizados a uma longa distância das salas de telecomunicações. • Evitar o custo de construir novas salas de telecomunicações. • Diminuir/eliminar salas de telecomunicações para centralizar energia e dados.

• Gerenciar alta densidade de dispositivos em uma área como um aeroporto, ambiente de hotelaria, parque de diversões ou campus universitário. Os sistemas de cabos de fibra energizada apresentam benefícios econômicos e operacionais práticos e imediatos, pois reduzem os dispositivos PoE instalados, cuja localização depende do desempenho e não da disponibilidade de linha de energia. Por outro lado, a segurança e a disponibilidade de equipamentos conectados aumentam grandemente graças à gestão de fontes de alimentação centralizadas CC de 48 V, que podem ser conectadas a dispositivos de backup de maior capacidade, que manterão o funcionamento do circuito por um período no caso de falta de energia. Desempenho prático As soluções de fibra energizada combinam fibras monomodo ou multimodo com condutores elétricos em um único cabo híbrido. Isso fornece sinais de fibra óptica confiáveis para e de dispositivos remotos, juntamente com energia CC de baixa tensão, que os alimenta simultaneamente. Os condutores de cobre flexíveis são combinados com fibra de alto desempenho, tolerante à curvatura para tornar o cabeamento flexível e fácil de



INFRAESTRUTURA puxar. Apesar de combinar dois cabos em um, o sistema energizado deve caber facilmente em um duto padrão, onde essa infraestrutura for necessária. Usadas como parte de um circuito de classe 2 SELV/NEC de baixa tensão, as soluções de fibra energizada simplificam o projeto elétrico. As instalações terão reduções de custo eliminando a necessidade de circuitos de distribuição de energia separados. Também reduzem os custos de material para cabos de fibra e elétricos separados e os custos com dutos, porque a solução pode ser instalada em qualquer lugar onde os cabos da categoria estejam instalados.

Como os sistemas de cabeamento de fibra energizada estão evoluindo? Com a ampla introdução de small cells de telecomunicações atrasada devido às capacidades limitadas de manipulação de frequência desses dispositivos, os mercados corporativos, universitários e aeroportuários foram os primeiros compradores do sistema de cabos de fibra energizada do mercado. Essas organizações

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precisavam implantar milhares de câmeras IP e pontos de acesso Wi-Fi em locais remotos, mas não queriam ter que projetar cada conexão. Em qualquer caso, essas soluções personalizadas representaram problemas de confiabilidade. Os fabricantes trabalham em novas versões do sistema de cabos de fibra energizada, que fornecem mais potência e/ou conectividade mais rápida em distâncias maiores para atender futuras aplicações. O cabo híbrido fornece backhaul e energia para todos esses dispositivos remotos e a energia de backup pode se localizar no centro. Possibilitam instalar todos esses

dispositivos nos casos em que teria sido impossível ou proibitivamente caro com as soluções convencionais. Vemos esta inovação evoluindo ao longo do tempo para suportar distâncias maiores, maior largura de banda, níveis de potência mais elevados e versões multiportas.

Elementos de um sistema de fibra energizada Diferentes fornecedores oferecem suas próprias soluções para fibra energizada, que precisam ser construídas de tal forma que sigam os padrões aprovados do setor e usem os mesmos blocos de construção básicos, por exemplo: fontes de alimentação, cabeamento, extensores PoE e caixas de montagem em superfície. Seguem alguns exemplos.

Fig. 3 – Uso de cabo óptico energizado para conexão de câmera de segurança

Fontes de alimentação CC • 1 altura da unidade de rack, montagem em rack padrão de 19” ou 26”. • Até quatro módulos de distribuição por chassi, cada um com oito canais de saída CC.


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• Cada saída é capaz de fornecer um chassi retificador de alimentação CC de 100 W. • Até três módulos retificadores por chassi, cada um fornecendo alimentação CC de até 1600 W.

Cabeamento híbrido de fibra/cobre O cobre e a fibra híbridos em um cabo simplificam a instalação, economizando material, custos de mão de obra, espaço e tempo. • Opções de tamanho de condutor: 12 AWG, 16 AWG e 20 AWG. • De 1 a 12 fibras ópticas, G657 A2 monomodo ou OM3 e OM4 multimodo. • Polietileno classificado para uso externo (PE), opções classificadas para ambientes internos/externos com baixa fumaça, emissão zero de halogênio (LSZH/riser) e plenum. • Nenhuma ferramenta especial de acesso ao cabo é necessária para o cabo flat e hardware de instalação comumente disponível. Extensor de PoE • Sistema eletrônico de conversão CC/CC. • Simplifica os cálculos de engenharia elétrica ao converter a tensão recebida para o nível de tensão CC correto para a saída PoE (48 VCC). • Compatível com SELV e NEC Classe 2. • Vedação IP68 — Gabinetes e racks são projetados para instalações externas com proteção contra umidade e ambiente. • Armazena componentes eletrônicos, terminação de energia, gerenciamento de fibra e terminação de cabo. • Instalação sem obstruções. • A variante de duas portas de 60 W permite que dispositivos PoE ou PoE+ sejam conectados por meio de um cabo híbrido. • A variação de porta única de 60 W suporta níveis de potência classe 6 IEEE 802.3bt; isso pode ser equipado a transceptores SPF+ e fornecer Ethernet de 5 Gbit/s através da porta de cobre. Caixa de montagem em superfície • Compatível com etiquetagem e administração de cabeamento estruturado. • Protege conexões e cabo de fibra energizada. • Fornece um ponto de extremidade limpo para terminar novos cabos de fibra energizada plenum internos. • Compatível com pontos de acesso Wi-Fi multigigabits. • Compatível com cabos de fibra novos e existentes.

REFERÊNCIAS [1] IEEE 802.3bt-2018 - IEEE Standard for Ethernet Amendment 2: Physical Layer and Management Parameters for Power over Ethernet over 4 pairs [2] Power over Ethernet Market Size To Reach USD 3.77 Billion By 2025. Site: grandviewresearch.com.


SERVIÇO

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Guia das instaladoras e integradores em telecom e redes O guia traz uma relação de empresas de engenharia e instaladores no Brasil, com detalhamento dos serviços prestados e suas respectivas áreas de atuação, como FTTH, data centers, virtualização e IoT – Internet das Coisas. Para facilitar a consulta, as empresas estão organizadas por Estado. Área de atuação

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Empresa

FTTH

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Consultoria e estudos Projeto e especificações Execução e instalação Manutenção Testes e comissionamento Gerenciamento remoto e local Cabeamento estruturado VoIP POL – PON LAN Wi-Fi CFTV e controle de acesso Segurança de rede Data centers Automação predial Proteção contra incêndio IPTV/OTT Virtualização e nuvem IoT - Internet das Coisas Sistema de energia Eficiência energética Rede aérea Rede subterrânea Projeto compartilhamento poste Lançamento de cabos Emenda de fibra óptica Anéis ópticos Reparo de fibra Certificação com OTDR Interligação de switches Telefonia fixa (1) Telefonia celular (2) Radioenlace Internet via satélite Regularização junto Anatel e CREA

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SERVIÇO

56 – RTI – MAR 2022

Área de atuação

Serviço oferecido

UF

Telefone

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Newscon

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RF Informática

RJ

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Seltecrio

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VV Telecom

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Zoit

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Prosel

RN

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Aveere Tecnologia

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CCTEL

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CDS Informática

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EBM

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Potencial

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(54) 98429-7822 n

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(51) 3041-2993 n

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Viabilize

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Idennop

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Servblu Informática

SC

(47) 3323-7949 n

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ZZ Solutions

SC

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AdvNet It

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Alphatron

SP-G

(11) 98585-8843 n

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Apecatu

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(11) 99982-3336 n

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(11) 3729-6761

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BCC Telecom

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(11) 99218-5812 n

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Engemon

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SERVIÇO

58 – RTI – MAR 2022

Área de atuação

Serviço oferecido

UF

Telefone

Kelsser

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(11) 99210-4983 n

Luche

SP-G

(11) 5698-9797

Magiccomp

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Magna

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Mukicabos

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Panther

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(11) 99774-6845 n

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PHE Engenharia

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Procion

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Progestão

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(11) 99983-4681 n

Protect System

SP-G

(11) 99940-6226 n

Recomex

SP-G

(11) 99188-3312 n

Rica´s

SP-G

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Sencinet

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Sistek IT Services

SP-G

(11) 97371-8787 n

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SP-G

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SP-G

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Spalla

SP-G

(11) 99152-0144 n

Star Center

SP-G

(11) 99147-5702 n

Teslacomm

SP-G

(11) 99626-8681 n

Ticway

SP-G

(11) 99462-1581 n

Tripletech

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Union

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UPS Service

SP-G

(11) 99971-3743 n

World Connections

SP-G

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Consultimer

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(19) 3812-9701 n

Elfon Service

SP-I

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Global Technology

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Ground

SP-I

(19) 98221-2638 n

GVA

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Rivitec

SP-I

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Viaconect

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TO

(63) 99111-8000 n

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(1) Troncos interurbanos, regionais, troncos urbanos, redes de acesso/distribuição, centrais de comutação. O termo “telefonia” é aqui usado como um rótulo identificador de mercado, não significando que as redes/instalações listadas se prestem unicamente a serviços de voz. (2) ERBs, enlaces ERBs–central de comutação, centrais de comutação, troncos (interligação entre centrais).

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 2.864 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, março de 2022. elecom e Instalações Este e muitos outros Guias RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.



EM REDE

Luiz Puppin, head of training center na FiberX

A adoção da tecnologia

SD-WAN pelos provedores regionais

Ano a ano, temos observado uma brusca redução na margem de lucro das operadoras que fornecem links de dados para os mercados corporativo e residencial. Uma parte relevante dessa redução se dá pelo aumento da concorrência decorrente do constante incremento nos investimentos em malha de última milha, assim como pelo lançamento de novas tecnologias que simplificam a chegada até o cliente final. Em todos os eventos de tecnologia que participei, assisti sempre duas ou mais palestras de especialistas em negócios para operadores de telecomunicações, onde são apresentadas soluções para agregar valor ao fornecimento de links. Em todas as palestras, sem exceção, temos a mesma mensagem contida explicitamente ou nas entrelinhas: “A empresa que permanecer ofertando enlace de comunicação sem nenhum valor agregado não sobreviverá aos novos tempos de ampla concorrência”. Para agravar ainda mais o cenário, estamos presenciando o nascimento do 5G, uma nova tecnologia de comunicação sem fio que está vindo para o mercado como um tsunami que irá ampliar absurdamente a concorrência, sobretudo por links de baixa velocidade. Quando digo baixa Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

velocidade, não considero mais os links de 1, 5 ou 10 Mbit/s, e sim os de 50, 100, 300 Mbit/s ou até mais. Sem a necessidade de cabos para chegar ao cliente, com velocidades já bem consideráveis, essa tecnologia aumentará ainda mais a disputa por mercado, certamente reduzindo a já escassa margem de lucro em cima do link de dados puro e simples. Quando escutamos dos especialistas em negócios que precisamos aumentar o valor agregado dos nossos produtos, vemos que todos eles indicam o caminho de agregar serviços. E aí está o segredo, pois quando colocamos serviços associados, temos uma maior fidelização do cliente, tornando mais difícil a substituição pela tecnologia de um concorrente, pura e simplesmente por uma pequena redução ofertada por ele na fatura mensal. Já existente há algum tempo, mas ainda temida e mal compreendida por uma grande parcela das empresas fornecedoras de links, temos o SD-WAN. Essa tecnologia teve o início de sua discussão no longínquo ano de 2014. Em linguagem simples e direta, o SD-WAN consiste na inserção de uma camada superior de inteligência de controle baseada em software, acima das interconexões de WAN Wide Area Network já existentes. Daí vem o prefixo SD - Software Defined da sigla SD-WAN. Oito anos após o início das discussões acerca dessa tecnologia, e tendo dezenas de fabricantes com soluções maduras, estáveis e cada vez mais baratas à disposição no mercado, percebemos uma total falta de conhecimento, gerando receio, e posso até dizer aversão ao assunto quando tentamos abordá-lo. Neste sentido, para contextualizar melhor do que se trata e facilitar o

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entendimento da mensagem que quero deixar, vamos entender, de forma leve e superficial, um pouco dessa tecnologia. Toda empresa que possui diversos pontos de presença, sejam escritórios, lojas, armazéns, escolas, entre outros, precisa de algum tipo de comunicação entre eles. Tradicionalmente, contrata-se uma operadora de telecomunicações que fornecerá links para a interligação destes pontos. Os links podem ser de diversas tecnologias, entre as mais comuns ADSL, xPON, 4G, rádio, satélite ou rede metro. Até aí não temos nenhum problema, afinal são comunicações simples de se resolver. Mas com a exigência cada vez maior de segurança, estabilidade, disponibilidade e baixa latência, o trabalho de operação e manutenção dessas conexões WAN torna-se mais complexo. A mescla de tecnologias diferentes na última milha, a necessidade de inclusão de links de backup e balanceamento de tráfego no momento de maior consumo das redes, a garantia de uma melhor experiência de uso em aplicações críticas e o constante incremento da necessidade de proteger o tráfego de dados sensíveis através das redes públicas, vem tornando o trabalho de quem mantém essas redes um tormento diário. Foi basicamente em cima desses requisitos que começou a ser discutida a possibilidade de inserir uma camada de software para auxiliar nessa tarefa, surgindo assim o conceito de SD-WAN. Em condições normais de temperatura e pressão, como diziam nossos professores de física e química, cada empresa teria o seu sistema de SD-WAN responsável por manter a inteligência dos negócios na interconexão entre seus diversos endereços. Não que isso


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seja impossível, mas a realidade que precisamos é que a imensa maioria das companhas mal tem um setor de TIC bem estruturado, com dificuldades em manter tecnologias básicas funcionando de maneira adequada. E é aí onde entendemos estar a oportunidade para os fornecedores de links agregarem o valor mencionado previamente. Essas empresas podem fazer a aquisição da solução de software, montar a equipe especializada no assunto, ter um NOC/SOC capaz de administrar essa tecnologia e ofertar como serviço para o usuário final, não mais ofertando apenas a WAN que cai na concorrência comum, mas sim uma camada superior de inteligência, valorizando e fidelizando o seu produto para o contratante. Outro ponto de ganho de receita que a SD-WAN pode trazer está no fato de que a fornecedora da solução não precisa necessariamente ser a mesma dos links de comunicação. Basta que os roteadores sejam compatíveis com a camada de software para que a solução funcione de forma

independente do meio de transmissão. O que isso possibilita? Pense no exemplo de um supermercado, com dezenas de lojas. Hoje, para realizar a interconexão, é preciso ter um ponto de presença ou parceria de última milha em cada um dos endereços contratados. Em um ambiente de SD-WAN, basta que em cada endereço seja adicionado um roteador compatível com sua solução de software, que independentemente de ser um link próprio ou de um concorrente, quem irá responder pela inteligência do tráfego será a sua solução paga como serviço. Tentei neste artigo ser o menos técnico possível, focando mais nos benefícios para o negócio quando da adoção dessa tecnologia. Espero que, quando voltarmos para apresentar a solução, nos deparemos com corações menos duros e mais propensos a escutar sobre um assunto que, ao contrário do que já ouvi falarem por aí, não é uma modinha passageira, e sim uma solução em amplo crescimento. Segundo estimativas do Gartner, em

2023 até 90% das redes WAN de empresas americanas terão algum nível de implementação deste tipo. Nós, profissionais de TIC, estamos sempre estudando e nos aperfeiçoando para trazer soluções inovadoras e ajudar a agregar valor ao seu produto, criando diferenciação dentro de um mercado que está acostumado a fazer mais do mesmo e propiciando aos provedores que realizem o que quiserem.

Luiz Puppin é head of training center na FiberX. Graduado em Sistemas de Informação com MBA em Serviços de Telecomunicações e Especialização em Comunicações Móveis, trabalha há mais de 20 anos no mercado de telecomunicações atendendo grandes empresas com os mais diversos fabricantes. Desde 2015, é especializado em equipamentos Huawei, com mais de 20 certificações, incluindo um HCIE-R&S e a licença de Instrutor. Ministra treinamentos na área de IP desde 2010 com foco, principalmente, na área de backbone e borda de redes.


SEGURANÇA

Marcelo Bezerra

A guerra cibernética e a Ucrânia

Enquanto escrevo este artigo, os olhos do mundo estão voltados à Ucrânia e à invasão em larga escala executada pela Rússia. Imagens de prédios bombardeados, tanques e soldados, aviões e mísseis rodam o mundo junto com o sofrimento da população civil e dos refugiados. No entanto, há uma outra preocupação chamando a atenção de autoridades civis e militares: a de uma guerra cibernética global. Tal receio não é exagero, pincipalmente em se tratando de Rússia e Ucrânia, que em 2015 sofreu um blecaute de horas causado por um ataque hacker e, em 2017, tornou-se o epicentro da maior campanha de guerra cibernética até hoje: a NotPetya. O ataque, que a princípio parecia ser o de um ramsonware comum, logo se mostrou devastador. Em questão de horas derrubou toda a infraestrutura do país e, como de costume, não se limitou a ele, causando prejuízos ao redor do mundo. Os investigadores não têm dúvidas da autoria de ambas as ações: a Federação Russa. Os cyberataques contra a Ucrânia tomaram desde então um caráter de “normalidade”,

Esta seção aborda aspectos tecnológicos da área de segurança da informação. Os leitores podem enviar suas dúvidas para a Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

mas se intensificaram em janeiro deste ano, ao mesmo tempo em que a Rússia movia suas tropas para as fronteiras ucranianas. As ações naquele mês combinaram uma campanha de desinformação, defacement de 80 sites do governo e um ataque por malware wiper, destinado à destruição dos alvos. A campanha de desinformação ocorreu em paralelo às outras duas, buscando ao mesmo tempo ocultar os autores das ações e culpar os próprios ucranianos, além de outros vizinhos. Em um dos sites atacados, uma mensagem em diferentes idiomas mostrou ter sido escrita originalmente em russo, como comentado pelo Coscp Talos em seu blog. A equipe da Cisco também conseguiu chegar ao autor de mensagens falsas direcionadas aos habitantes das províncias rebeldes no leste ucraniano. O ataque de malware foi bem mais destrutivo, combinando o WhisperGate e o HermeticWIper, analisados pelo Talos e pelo X-Force da IBM, entre outras equipes de inteligência. Ambos têm como alvo computadores Windows e o objetivo é destruir os dados do disco rígido, uma ação clara de sabotagem. Ao longo do mês de fevereiro, as ações cibernéticas escalaram em paralelo à situação política. No dia 15, o Ministério da Defesa ucraniano e dois bancos sofreram ataques DDoS – negação de serviço. A Ucrânia, os Estados Unidos e o Reino Unido acusaram a Rússia. Já no dia 23, véspera da invasão russa, novos ataques DDoS comprometeram diversos ministérios e empresas privadas. Bancos novamente

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foram alvo, dada a capacidade de gerar pânico na população, ao privá-la da possibilidade de sacar recursos e realizar operações financeiras, o que pode impedir, por exemplo, a compra de alimentos. Um dos bancos atacados teve sua infraestrutura BGP comprometida. O país descobriu ainda outros malwares em execução. Finalmente, os ataques se intensificaram no dia 24, incluindo campanhas de desinformação. A campanha militar russa acabou por mobilizar grupos em sua defesa. Há relatos, não confirmados, de que o próprio Ministro da Defesa ucraniano convocou os hackers para atuar no contra-ataque à Rússia. Até o momento, o apoio mais notório foi a declaração de guerra do Anonymous contra a Rússia, anunciado no dia 24 pelo Twitter: “The Anonymous collective is officially in cyber war against the Russian government. #Anonymous #Ukraine”. Horas depois, o coletivo hacker anunciou ter afetado ou derrubado os sites russos da RT News, do Kremlin, Duma (Congresso) e o Ministério da Defesa, entre outros. O Anonymous foi seguido pelo Ghostsec, conhecido como um “vigilante” digital, que também anunciou sua mobilização online: “In support of the people in Ukraine WE STAND BY YOU!” Mas guerra é guerra, e a Rússia não está sozinha no ciberespaço. O grupo Conti ameaçou atacar a infraestrutura de todos que realizarem ataques cibernéticos contra a Rússia. Junto com eles estão os grupos UNC1151, que


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os países ocidentais acusam ser patrocinado por Belarus, SandWorm, financiado pelo governo russo e atuante nas campanhas anti-Ucrânia desde 2015, e o Red Bandits, que se autodenomina um grupo russo de crime cibernético, embora há suspeitas de pertencer à inteligência russa. Enquanto as ações militares se restringem à Ucrânia, teme-se que as ações no ciberespaço se tornem globais. Há uma linha física que ninguém quer cruzar: um confronto direto da Rússia com a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, que não existe no ciberespaço. Estados Unidos, Rússia e potências europeias não só têm condições de se defender como também de executar ataques. O Stuxnet de 2010 e o ataque ao Colonial Pipeline em 2021 são exemplos de ações reais dos Estados Unidos e Rússia, respectivamente. Tanto americanos

como europeus podem mirar em alvos russos para fazê-los retroceder, como os russos podem atacar os países ocidentais em retaliação às sanções econômicas. Tampouco podemos ignorar outros atores globais interessados, como China e Coreia do Norte, além de Israel. Há uma série de vantagens em ações cibernéticas. A principal delas é que podem ser facilmente negadas. Não haverá imagens que comprovem seus autores que, se revelados, não portam bandeiras no uniforme, que aliás não usam. Elas são muito mais baratas, não exigem pedido de orçamento e não requerem movimentos de tropas e equipamentos. As armas são reaproveitáveis e o avanço silencioso, até que o alvo final seja atacado. Haverá danos, mas não mísseis cruzando os céus. Muitas vezes, tais casualidades são até secundárias, com serviços interrompidos e perdas apenas

financeiras. Não haverá cenas de soldados e civis mortos, ou de populações refugiadas. Assim não haverá protestos na ONU – Organização das Nações Unidas ou reuniões do Conselho de Segurança. Tampouco haverá provas que justifiquem sanções, e muito menos protestos em frente a embaixadas, ou descontentamento da opinião pública nos países democráticos. Porém, ainda que totalmente fria, uma guerra cibernética global é um risco que não pode ser ignorado pelo fato de nossa sociedade estar cada vez mais digital. Não há volta para o passado, mesmo que alguns seres humanos insistam em tentar voltar.

Marcelo Bezerra é gerente técnico de segurança para América Latina da Cisco. Com formação nas áreas de administração e marketing, Bezerra atua há mais de 15 anos em redes e segurança de sistemas. E-mail: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.


INTERFACE

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Paulo Marin

Qual técnica é mais eficiente em sistemas de climatização de data centers: confinamento de corredor quente ou corredor frio? Como essas contenções podem ser implementadas na prática? Nesta edição de Interface, começo uma discussão sobre essas técnicas e suas principais características. Conforme tratado na edição anterior da seção (RTI fevereiro), a conformação de corredores frios e quentes é comum em data centers. Quando implementadas as técnicas de contenção de corredores, seja de corredores frios ou quentes, essa arquitetura permanece como base. Os métodos de implementação (com ou sem o uso de piso elevado), entretanto, podem diferir dependendo das características do ambiente. Estudos apresentados por fabricantes de sistemas de climatização e instituições diversas, incluindo acadêmicas, mostram que ambas as técnicas entregam resultados satisfatórios em termos de rendimento e, portanto, eficiência energética em comparação com a topologia tradicional de conformação de corredores frios e quentes na sala de computadores. Tomando como base uma topologia de climatização tradicional em data centers, ou seja, com o uso de unidades CRAC – Computer Room Air Conditioner na sala de computadores e conformação de Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

Fig. 1 – Exemplo de corredor frio. Fonte: Data Centers – Engenharia: Infraestrutura Física, ISBN 985-85-69397-01-4

corredores frios e quentes, ambas as técnicas podem aumentar a previsibilidade do sistema de climatização e sua eficiência energética. Entretanto, um estudo conduzido entre colaboradores de diversos centros de pesquisa nos Estados Unidos e China mostra que, comparada à contenção de corredores frios, a contenção de corredores quentes pode contribuir para uma economia de energia cerca de 43% maior, reduzindo a PUE – Power Usage Effectiveness do site em 15%, em média. A diferença entre os volumes de ar frio e quente no espaço, nessa configuração, seria o motivo de tal desempenho [1]. Outra pesquisa, conduzida por meio de simulação empregando

CFD - Computational Fluid Dynamics, mostrou que a contenção de corredores frios não apenas reduz a mistura de ar entre os corredores frio e quente, mas melhora a eficiência térmica do sistema. Além disso, a massa de ar quente de retorno pode ser removida mais facilmente, aumentando o desempenho do sistema de climatização e contribuindo para a redução do ar quente de retorno entre 0,5°C e 5°C. Como consequência, leva à redução do consumo de energia das unidades CRAC [2]. Resultados apresentados por um fabricante de componentes e equipamentos para sistemas de climatização de data centers

Fig. 2 – Exemplos de contenção de corredores frios com filas duplas (esq.) e única. Fonte: Subzero Engineering


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ar quente que circula na sala de computadores (figura 2). Conforme mostrado em ambos os exemplos da figura 2, a contenção do corredor frio pode ser implementada de forma simples e relativo baixo custo utilizando a infraestrutura de climatização existente. É importante enfatizar que, embora não recomendado como solução definitiva, não é pouco comum o uso de soluções “caseiras” feitas com cortinas plásticas para o confinamento dos corredores frios. Contenção do corredor quente A técnica de contenção do corredor quente é análoga à anterior, porém com o corredor Fig. 3 – Exemplo de esquema de contenção de corredor quente. Fonte: quente confinado de alguma forma. Data Centers – Engenharia: Infraestrutura Física, ISBN 985-85-69397-01-4 Nesse caso, a sala de computadores fica com a temperatura baixa, implementado em ambientes que mostram que os resultados de PUE operando como um grande “duto” possuem piso elevado para a para ambas as técnicas de contenção de de ar frio e o ar quente de retorno, insuflação de ar frio no espaço, corredores, em relação àquela obtida exaustado pelos equipamentos embora isso não seja necessário. As para a configuração de corredores frios ativos de TI, é tubulado e aberturas no piso elevado utilizadas e quentes convencional, são direcionado à máquina de ar para a passagem de cabos elétricos, basicamente os mesmos [3]. condicionado (unidade CRAC). cabos de telecomunicações e outros A figura 3 mostra um exemplo de sistemas aos equipamentos ativos Contenção de corredores frios esquema de contenção do corredor instalados nos gabinetes devem ser A figura 1 mostra um exemplo de quente por meio do fechamento seladas para minimizar a mistura de ar esquema de contenção de corredor quente e frio, o que leva à redução da superior e das extremidades desse frio. Considerando-se uma infraestrutura existente de climatização eficiência energética do sistema de corredor. Nesse tipo de sistema, o ar em operação, a contenção do corredor climatização e da infraestrutura do quente é direcionado para fora do frio é, em geral, mais fácil de ser data center de forma geral. corredor por meio de dutos que implementada. Nesse caso, o Alguns fabricantes oferecem fazem a extração do ar, que pode ser confinamento pode ser obtido pela painéis de teto e portas que podem ser natural ou forçada, sendo esta a mais instalação de portas nas extremidades montadas nos gabinetes para ajudar a comum e, portanto, obtida por meio do corredor e um fechamento de sua isolar os corredores frios do fluxo de de exaustores ativos. O ar frio é parte superior (teto do espaço insuflado sob o piso elevado confinado). Já o espaço e direcionado às partes remanescente da sala de frontais dos gabinetes que computadores se torna um contêm os equipamentos grande “duto” para o ar ativos para a remoção do quente de retorno, o que calor gerado por sua pode ser um problema caso a eletrônica. temperatura do ar de retorno Para ter um ótimo seja muito elevada, desempenho, a mistura de ar comprometendo a eficiência entre os corredores frio e energética da solução. quente deve ser minimizada Esse tipo de contenção por meio de técnicas de costuma oferecer um custo projeto e instalação Fig. 4 – Exemplo de solução de contenção de corredor quente em data centers. inferior em relação a outras adequadas. É importante Fonte: TMP – Topwelltech técnicas e é mais fácil de ser acrescentar que isso é


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importante para qualquer O leitor pode estar se técnica e/ou configuração perguntando se essa de climatização de data configuração pode ser centers, mesmo quando considerada uma solução utilizada a conformação de de contenção de corredor corredores frios e quentes quente, pois não há de sem qualquer esquema de fato um corredor nesse contenção de corredores. esquema. A figura 4 mostra um Independentemente de exemplo de solução para a sua denominação, o contenção de corredor objetivo é remover o ar quente. Para finalizar a quente do espaço e garantir discussão sobre as a eficiência do sistema de configurações de contenção climatização da sala de de corredores, a figura 5 computadores. traz outro exemplo de Siciamos uma discussão uma técnica utilizada para a sobre as técnicas de contenção do corredor contenção de corredores quente em data centers por (quente e frio), métodos de implementação e nível meio de coletores de ar do de desempenho em tipo chaminé. termos de eficiência No exemplo mostrado Fig. 5 – Exemplo de contenção do corredor quente energética. Revisamos aqui na figura 5, o ar quente com o uso de gabinetes com dutos do tipo chaminé. as configurações de que sai pela parte posterior Fonte: Data Centers – Engenharia: Infraestrutura contenção dos corredores. dos gabinetes de Física, ISBN 985-85-69397-01-4 Nas próximas edições, equipamentos de TI segue continuaremos essa discussão, pelas chaminés e é direcionado ao sala de computadores por qualquer abordando aspectos como a duto coletor de ar quente de retorno, método escolhido pelo projetista, ou distribuição do fluxo de ar nos montado no teto da sala de seja, sob o piso elevado (novamente, computadores ou mesmo utilizando conforme mostrado na figura 5) ou corredores, determinação de o espaço de teto falso em instalações em configuração overhead ou direta parâmetros para a avaliação de plenum e então, retirado do (figura 6). Os detalhes de desempenho, comparação entre as ambiente. As chaminés podem ser montagem desse tipo de solução respostas de diferentes configurações e instaladas em gabinetes individuais variam entre fabricantes. conclusões gerais. ou como um sistema que conecta diversos gabinetes. REFERÊNCIAS Exaustores podem ser montados dentro [1] Ni, Jing; Jin, Bowmen; Ning, Shanglei e Wang, Xiaowei. The das chaminés para numerical simulation of airflow forçar o fluxo de ar e distribution and energy efficiency in data minimizar a pressão centers with three types of aisle layout. na parte posterior Sustainability, 2019. dos gabinetes de altas [2] Zhang, M; An, Q; Long, Z; Pan, W; Zhang, H; Cheng, X. densidades de Optimization of airflow organization for equipamentos de TI. a small-scale data center based on cold Embora mostrada aisle closure. Procedia Eng., 2017. na figura 5, a [3] Niemann, John; Brown, K. e insuflação de ar por Avelar, Victor. Hot-aisle vs cold-aisle containment for data centers. APC, meio do piso elevado 2010. (com placas Fig. 6 – Exemplo de remoção de ar quente por chaminés nos gabinetes e insuflação de ar frio perfuradas ou diretamente na sala de computadores sem o grelhas), o ar frio uso de piso elevado. Fonte: HPAC Engineering pode ser insuflado na



ISP EM FOCO

Rhian Duarte, gerente de relacionamento institucional, regulatório e comunicação da Abrint

O inestimável impacto das associações Quem vive a rotina de uma associação setorial conhece bem o desafio contínuo de demonstrar aos seus membros, e principalmente os associados em potencial, quais são os benefícios de sua participação. Para além das vantagens mais tangíveis, como a plataforma de cursos ou assessorias contábil e jurídica, as associações têm uma missão institucional e regulatória de grande relevância, mas cujo impacto muitas vezes é de difícil mensuração. Quanto vale, na prática, a representação setorial junto aos órgãos reguladores? É difícil contabilizar o impacto de um ambiente competitivo saudável. Contudo, se olharmos com atenção, veremos que o diálogo legítimo e responsável das associações junto aos órgãos reguladores é uma atividade cada vez mais essencial. Em especial no setor de telecomunicações, onde pequenos e grandes se misturam em um ecossistema dinâmico e heterogêneo. De fato, a promoção da competição justa tem sido uma das principais preocupações da regulação econômica no setor de telecomunicações após a desestatização. Na última década, temos visto a crescente atenção da Anatel em ir além do pensamento tradicional e buscar novas abordagens para equilibrar o campo de jogo (level playing field). Com isso, a agência vem construindo paulatinamente um arcabouço regulatório que leva em consideração as peculiaridades regionais no tocante à heterogeneidade de infraestrutura disponível e o grau de competição.

Essa abordagem vem constituindo importantes avanços regulatórios, que tem papel de destaque na efetiva aceleração da competição no Brasil. Eles fazem parte de um processo amplo de amadurecimento e organização do setor como um todo. É, também, fruto do trabalho de associações setoriais, como a Abrint, que paulatinamente vem conquistando espaço de diálogo com os órgãos reguladores. Trata-se de um trabalho sério e responsável de levar, até os tomadores de decisão, a expertise técnica e prática de quem vive o dia a dia da atividade econômica. É a partir desse diálogo que a Anatel consegue, por exemplo, conhecer a situação real de cada região e trazer a necessária modularidade e assimetria à atividade regulatória. Isso significa que o órgão regulador consegue calibrar melhor o peso das regras sobre a atividade econômica, abrindo maior espaço para o empreendedorismo e inovação. Tem havido, por exemplo, um grande esforço para simplificar regras, sem prejuízo aos princípios constitucionais, às normas gerais de proteção à ordem econômica e aos direitos do consumidor de PPPs- Prestadores de Pequeno Porte. Esse esforço também se consolida no âmbito do CPPP Comitê de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações de Pequeno Porte junto à Anatel, onde as associações podem manter um diálogo institucionalizado e franco com a agência. Na prática, isso se traduz no surgimento de milhares de PPPs em todo o Brasil. O número de provedores autorizados ou dispensados de autorização para fornecer banda larga mais que

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dobrou nos últimos cinco anos. Isso teve impacto direto no crescimento da quantidade de acessos à Internet e, ainda mais importante, no avanço da democratização do acesso. Os provedores regionais, que hoje somam mais de 19 mil empresas são os verdadeiros protagonistas da ampla inclusão digital do país. Eles nasceram atendendo o interior, periferias, comunidades afastadas e carentes de infraestrutura. Hoje estão presentes por todo o país e encaram as grandes operadoras. Aliás, os PPPs lideram diversos rankings de satisfação e qualidade percebida pelo consumidor. O maior beneficiado com a infusão de pequenas e médias empresas no mercado de telecomunicações é o consumidor. Primeiro, pela expansão das áreas conectadas. Segundo, pelo grande impacto sobre os preços. De acordo com a própria Anatel, entre 2010 e 2018, o preço médio mensal de 1 Mbit/s caiu 83%, com efeitos mais significativos nas regiões com maior competição. Por fim, é importante lembrar que o diálogo nunca pode terminar. Para cada assunto resolvido, existem tantos outros que carecem de atenção, ainda mais em um setor tão dinâmico, no qual as tecnologias e modelos de negócios estão em constante evolução. Por isso, não deixe de apoiar e participar de sua associação. É caminhando juntos que podemos garantir o progresso. .

Rhian Duarte é cientista político com especialização em políticas públicas e gestão, com foco em inovação e digitalização. Na Abrint, atua como gerente de relacionamento institucional, regulatório e comunicação.


EXPOISP


PRODUTOS

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Roteador Wi-Fi 6 O AX3000, da Xiaomi, é um roteador mesh Wi-Fi 6 com cobertura Wi-Fi para áreas de até 371 m2. Capaz de atingir velocidades de até 2976 Mbit/s, o equipamento

duração de até 28 horas. Site: www.motorolasolutions.com.

Mesas flutuantes A Ellan fornece diversos tipos de mesas flutuantes com acionamento mecânico de alta velocidade ou elétricos com elevada capacidade de carga. Todos os produtos contam com um canal de cabos integrado para melhor integração de equipamentos

proporciona conexão estável para até 254 dispositivos. Site: www.mi.com/br/.

Rádio Fabricado pela Motorola Solutions, o MOTOTRBO R7 é um rádio digital bidirecional resistente à água e com tela à prova de impactos fortes. Com design fino e sensor biométrico, o produto funciona no padrão

como suportes de monitores e notebooks. Site: https:// bit.ly/3IG8W7N.

Kit ativação A DPR Telecomunicações disponibilizou o Kit Ativação. Preparado para ser entregue na casa do usuário, é composto por ONU, cabo drop e acessórios de ativação personalizados ao formato da rede. O kit é entregue personalizado, com a marca do provedor, com o objetivo de

DMR – Rádio Móvel Digital, com cancelamento de ruído de nível industrial, supressão de feedback e ajuste automático de volume com base no ambiente. O equipamento pode ser programado e atualizado via Wi-Fi para reduzir o tempo de inatividade e possui bateria com

garantir mais segurança operacional e aumento de produtividade, uma vez que os materiais não serão transportados pelos técnicos. Site: www.dpr.com.br.

Terminal de reconhecimento facial O Terminal de Reconhecimento Facial MinMoe Compacto, da Hikvision, é alimentado por algoritmos de deep learning e não necessita de

ativo ou porta óptica de um distribuidor ou switch, por exemplo, emitindo uma luz vermelha contínua e um tom opcional que indicam que a fibra está ativa. Site: https://bit.ly/3Mif7RW.

Switches A TRENDnet disponibilizou dois novos switches: TEG-S750 e TEG-S762. O primeiro apresenta cinco portas 10G dedicadas, com capacidade

toque para autenticação. Suporta gerenciamento de atendimento baseado em nuvem e apresenta velocidade de reconhecimento de até 0,2 segundos, mesmo em condições de pouca luz. Disponível nos modelos DS-K1T343ex/Mx/EXW/ MXW. Site: https://bit.ly/ 3hwcopR.

Testador de cabos O FiberLert, da Fluke Networks, é um testador de bolso capaz de detectar potência óptica em comprimentos de onda de

fibra óptica monomodo e multimodo (850 a 1625 nm), através da detecção do infravermelho próximo emitido. Voltado para portas e cabos de conexão, seu acionamento ocorre quando colocado em frente à extremidade de um conector de fibra óptica

de comutação de 100 Gbit/s. Já o segundo conta com duas portas 10G dedicadas e quatro portas 2,5G dedicadas, com capacidade de comutação de 60 Gbit/s. Site: www.trendnet.com.

Firewall A Check Point comercializa o firewall Quantum Lightspeed. Voltada para data centers, a tecnologia é fruto de uma colaboração com a NVIDIA. O produto

possibilita que empresas suportem fluxos de dados de grandes dimensões e transfiram TBs de dados com segurança em minutos. Site: www.checkpoint.com.


Nome: Empresa: Endereço:

Complemento:

Bairro:

CEP:

Cidade:

UF:

Telefone:

ramal:

Celular:

E-mail:

Site:

Principal atividade da empresa: Número de empregados:

 Até 50

 51 a 100

 101 a 500

 501 a 1000

 Acima de 1000

POSIÇÃO NA EMPRESA Cargo  Presidente  Diretor  Gerente  Supervisor  Chefe

    

Engenheiro Técnico Administrador Analista Outros

Área  Comercial  Compras/Suprimentos  Data Center  Manutenção  Marketing  Operação

    

Projetos Redes Sistemas TI Outros

PERFIL DA EMPRESA Usuário final  Indústria. Identifique o ramo  Banco / instituição financeira  Concessionária de serviço público  Empresa de logística  Hotel  Hospital / estabelecimento de saúde  Emissora de rádio e TV  Editora de jornais e revistas  Comércio atacadista, distribuidor  Comércio varejista em geral  Órgão público  Escola / universidade  Instituto de pesquisa e certificação  Outros

Provedor de serviços  Operadora de telecomunicações  Provedor de internet  TV por assinatura  Serviço de data center  Outros

Fornecedor de produtos  Fabricante  Importador  Revendedor  Distribuidor  Outros

Para mais informações, acesse: www.arandanet.com.br/revistas/rti assinarti@arandanet.com.br (011) 3824-5300

Prestador de serviços  Integrador(a)  Instalador(a)  Projeto  Consultoria  Manutenção  Construtora  Escritório de arquitetura  Outros

COMO RECEBER RTI

A remessa da revista será ou não efetivada após análise dos dados do interessado. O prazo para processamento e resposta a esta solicitação é de 30 (trinta) dias a contar da data de envio. Qualifique-se preenchendo o formulário a seguir. Os exemplares são enviados somente para endereços comerciais.



Mercado A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software disponibilizou a 3ª edição do Guia de Fomento à Inovação para o Setor de TIC. O documento reúne informações sobre os principais mecanismos e programa de financiamento ou de incentivos fiscais do país e inclui medidas de apoio ao setor produtivo no combate aos impactos da Covid-19. Lançado em parceria com a ABGI, consultoria com foco em incentivos fiscais, gestão da inovação e gestão financeira, o guia tem como objetivo orientar os empresários inovadores, demonstrando o que há disponível no mercado, de acordo com os tipos de recursos e público alvo, e já considerando os itens financiáveis de cada linha de fomento. A publicação pode ser baixada pelo link: https:// bit.ly/3gPOJAo. IoT Em IoT – Internet das Coisas: Segurança e Privacidade dos Dados Pessoais, os autores David Alves, Mario Peixoto e Thiago Rosa mostram que são várias as organizações que estão imbuídas com a nova dinâmica da LGPD – Lei Geral de

Proteção de Dados no Brasil, buscando toda a preparação de ajustes técnicos, legais, operacionais e de processos. Porém, são poucas as que ainda de fato estão conseguindo e têm profissionais preparados para planejar, executar, conduzir e melhorar o cenário em que se encontram, pois agora, mais do que nunca, aspectos complexos como a IoT estão inseridos nesse contexto. Com 256 páginas, a obra fornece condições reais de entender os principais conceitos de segurança da informação atrelados à proteção e privacidade de dados. Editora Alta Books (https://bit.ly/33ow3Ev).

Python O livro IoT com MicroPython e NodeMCU mostra que atualmente uma das plataformas de baixo custo para IoT – Internet das Coisas mais utilizadas é o NodeMCU, baseado nos microcontroladores ESP8266 e ESP32, que, além de uma capacidade de processamento satisfatória, possui uma interface Wi-Fi. Escrita por Cláudio Luís Vieira Oliveira e Humberto Augusto Piovesana Zanetti, a obra visa fazer com que o leitor compreenda desde a

programação básica e arquitetura fundamental dos módulos NodeMCU, progredindo para noções de interconexão de sistemas e aplicações em nuvem. Editora Novatec (https://bit.ly/3JyNsK4), 288 páginas.

Machine learning Editado por Shubhabrata Datta e J. Paulo Dawin, o livro Machine Learing in Industry, abrange diferentes técnicas de machine learning, como rede neural artificial, máquina de vetores de suporte, teoria de conjuntos aproximados e deep learning. A obra também descreve diferentes aplicações de técnicas de machine learning para problemas industriais, além de incluir diversos estudos de caso para auxiliar pesquisadores e indústrias que desejam utilizar o machine learning para solucionar problemas industriais práticos. Editora Springer (https:// bit.ly/3rPjV8Z), 197 páginas.

Índice de anunciantes Abramulti ...................... 67

Expo ISP ...................... 69

ALGcom ....................... 27 ALT Telecom ................ 21

Klint ............................... 51

Presley ......................... 46

Tellycom ....................... 38

Exposec ....................... 72

Maquimp ...................... 16

Prosper Capital ............ 31

Think Technologies .... 12

FiberX ........................... 55

Nano Fiber .................... 49

Prysmian ........................ 7

TP-Link ................. 2ª- capa

Americanet ................... 45

Fibracem ...................... 25

Newco .......................... 61

R&M .............................. 37

Venko Networks .......... 20

Azlink ............................ 30

Forte Telecom .............. 23

Next .............................. 48

SAT TV ......................... 54

Vertiv ............................ 15

Dattas ........................... 39

GHWesco .................... 33

Nexusguard ................. 63

SMH Sistemas ..... 4ª- capa

Viavi Solutions ............. 32

DCM Tecnologia .......... 24

HT Cabos ...................... 35

NIC.br ........................... 57

Specto ......................... 50

Watch TV ...................... 41

Dicomp ......................... 34

IXCSoft ......................... 47

Olé TV ........................... 43

Sumec .......................... 11

Zapi ............................... 14

Dutotec ........................ 16

JFA Eletrônicos ........... 13

PCR ............................... 10

Telium Networks .. 3ª- capa

ZKTeco ......................... 17

PUBLICAÇÕES

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AGENDA

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Cursos Data centers – A Clarity Treinamentos ministrará, de 28 a 31 de março, o curso online ao vivo DC100 -Fundamentos em Infraestrutura de data centers. Será dada uma visão geral de cada área, com temas como cabeamento estruturado, climatização e segurança física, preparando o aluno para futuras especializações. Ele é indicado a profissionais da área de TI e telecomunicações, engenharia elétrica e mecânica, arquitetos, gerentes de projeto de TI e data center. As aulas serão ministradas por Marcelo Barbosa. Site: https://bit.ly/3oQvyux. Cursos – O NIC.br promoverá, de 28 de março a 1º de abril, a Semana de Capacitação – Edição Online. Com minicursos gratuitos, o evento é uma oportunidade para os profissionais de provedores de Internet e administradores de redes se aprofundarem em tecnologias e boas práticas essenciais no dia a dia, como RPKI, DNS, MPLS e IPv6. Site: https://bit.ly/3gnWsoO. Tecnologia da informação – A Daryus promove o MBA de Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, com início no dia 13 de abril. Site: https://bit.ly/3eqD3CT. Cabeamento estruturado – O professor e colunista da RTI Paulo Marin ministrará, de 25 a 28 de abril, o curso ABNT NBR 14565:2019 – Norma Brasileira de Cabeamento Estruturado para Edifícios Comerciais. Com aulas online ao vivo, o treinamento apresentará uma visão ampla sobre a cobertura da norma brasileira de cabeamento estruturado para edifícios comerciais, detalhando suas partes mais importantes para o desenvolvimento de projetos para esses ambientes. Site: www.paulomarin.com. Ethernet industrial – A Baumier realizará, de 25 a 29 de abril, o curso Networking Essential Plus. O treinamento alia teoria e prática sobre a tecnologia Ethernet e equipamentos de rede, focando na abordagem teórica

de TI industrial. O treinamento oferece duas opções de participação: presencial na sede da empresa em São Bernardo do Campo, SP, ou online. Site: https://bit.ly/3LC08l9.

Eventos Provedores e Data Centers – O Congresso RTI de Provedores e Data Centers acontece entre os dias 27 e 28 de abril no Centro de Eventos do Ceará em Fortaleza. Paralelamente os visitantes poderão acompanhar o Intersolar Summit Brasil Nordeste, feira com foco nos ramos fotovoltaico, produção FV e tecnologias termossolares. Site: www.rtiprovedoresdeinternet.com.br. Netcom – O Netcom 2022 - 10ª Feira e Congresso de Redes e Telecom será realizado entre os dias 2 e 4 de agosto no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. Site: www.arandaeventos.com.br. IX Fórum – A 41º edição do IX Fórum será realizado no dia 29 de abril em Brasília, DF. O evento reúne provedores, órgãos públicos, entidades acadêmicas, associações, entre outros importantes atores envolvidos com a Internet, com o objetivo de incentivar o diálogo sobre infraestrutura da rede de diferentes localidades no Brasil. Site: https://bit.ly/3HsY50n. ExpoISP – A 5ª edição do ExpoISP – Encontro Nacional de Provedores acontece de 11 a 13 de maio em Olinda, PE. O evento promove palestras e reúne os principais profissionais, empresas e especialistas em provedores regionais para apresentar tendências e avanços do setor. Site: www.expoispbrasil.com.br. Abrint – A 13ª edição do Encontro Nacional Abrint será realizada entre os dias 26 e 28 de maio no São Paulo Expo, em São Paulo. Site: https://bit.ly/378iY3X. Rede e storage – De 29 de maio a 2 de junho vai acontecer em Hamburgo, Alemanha, a ISC High Performance 2022, evento focado em

computação, rede e storage. A programação inclui temas como machine learning e data analytics. Site: https://bit.ly/3lxcqA1. 5G – Nos dias 1º e 2 de junho vai acontecer o 5G Latin America 2022. Realizado no formato online, o simpósio abordará a evolução da rede dos provedores de serviços da América Latina e como as operadoras estão se preparando para a implantação do 5G. Site: https://bit.ly/3gM1wUf. Segurança eletrônica – A Exposec 2022, feira internacional de segurança eletrônica, acontece de 7 a 9 de junho no São Paulo Expo. Site: https://bit.ly/3CHV3mi. MVNOs – Nos dias 8 e 9 de junho em Berlim, Alemanha, será realizado o MVNOs World Congress 2022. O congresso discutirá as principais tendências tecnológicas e de negócios do mercado de MVNO em todo o mundo. Site: https://bit.ly/3Ejn4lb. Fios e cabos – De 20 a 24 de junho vai acontecer em Düsseldorf, Alemanha, a International Wire and Cable Fair. Site: https://bit.ly/3Gz5j2O. Processamento de sinais – Entre os dias 25 e 28 de setembro será realizado o XL Simpósio Brasileiro de Telecomunicações e Processamento de Sinais (SBrT 2022) em Santa Rita do Sapucaí, MG. O tema da edição será Universal human-driven connectivity for a sustainable modern society. Site: https://bit.ly/34HtHRT. Cidades inteligentes – A 8ª edição do Connected Smart Cities & Mobility, no formato presencial, acontece entre os dias 4 e 5 de outubro no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e o digital no período de 4 a 6 de outubro. Site: https://bit.ly/3lvNMj7. Futurecom – A próxima edição do Futurecom será realizada entre os dias 18 e 20 de outubro no São Paulo Expo, em formato híbrido. Site: https://bit.ly/3EnENHQ.