PI - Janeiro/Fev - 2022

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DESTAQUES JANEIRO-FEVEREIRO 2022

ESG, uma agenda que inclui os plásticos P auta constante no meio empresarial, a

ÍNDICE Pág. Editorial

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Notícias e curtas

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definição de boas práticas ambientais, sociais e de governança estão estreitamente ligadas à atuação da cadeia de plásticos.

Impressão 3D

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Matéria-prima

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Reciclagem

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SUSTENTABILIDADE

Aplicações

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O plástico na embalagem

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Produtos

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Eventos

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Literatura

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Anunciantes

50

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Fornecedores de moldes e matrizes Confira a oferta de ferramental para a indústria

de plásticos. GUIA I

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Análise da eficiência energética de injetoras em operação sob carga parcial Injetoras raramente operam sob as condições

extremas para que estão preparadas e isso pode ser avaliado para otimizar seu desempenho e seu consumo energético. ESTUDO

PÁG. 28

Transformadores por rotomoldagem

Layout de Alvaro Luiz Alves Piola e Pedro Franco de Moraes. As opiniões expressas nos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por Plástico Industrial, podendo mesmo ser contrárias a estas.

L evantamento anual traz dados sobre as

empresas que utilizam o processo rotacional na produção de itens plásticos. GUIA II

Ca pa - Artigos para bebês em cores suaves e moldados com bioplásticos (Luoxi, Shutterstock).

PÁG. 41


EDITORIAL

Sustentabilidade, engajamento na economia de carbono neutro e compromisso social são pilares das práticas de ESG, que chegam com força e exigem atitude das empresas do setor de plásticos.

ARANDA EDITORA TÉCNICA CULTURAL LTDA. Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam)

REDAÇÃO: Diretor: José Rober to Gonçalves Editor técnico: Antonio Augusto Gorni Editora: Hellen Corina de Oliveira e Souza (MTb 21.799) Repórter: Adalberto Rezende (MTb 78.879) Jornalista responsável: Hellen Corina de Oliveira e Souza

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO E PESQUISA: Milena Venceslau

ESPECIALISTA EM POLÍMEROS: MSc. Elias Augusto Soares

A indústria em sua fase de compromisso com a sociedade e com o meio ambiente De todos os deveres que o setor produtivo tem enfrentado, a agenda ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) pode ser das mais desafiadoras, mas também a que dará a maior sensação de dever cumprido a quem conseguir levar a cabo verdadeiros princípios de atuação responsável nos quesitos ambiental, social e de governança. No microcosmo da indústria de plásticos, essa agenda é um ponto nevrálgico, pois o setor está no epicentro das críticas relacionadas a danos ambientais de proporções gigantescas, a exemplo das ilhas de plásticos localizadas em diferentes pontos do oceano, do surgimento dos microplásticos e tantos outros acontecimentos que repercutem na opinião pública e na escolha dos consumidores finais. Causar um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pela Organização das Nações Unidas, do qual derivam as recomendações hoje conhecidas como ESG significa, em poucas palavras, agir de acordo com princípios éticos e de forma responsável, algo que boa parte da cadeia produtiva dos plásticos tem buscado ao se engajar no reaproveitamento de materiais e no uso de resinas de fonte renovável. Essas atividades se tornam ainda mais representativas quando apoiadas em bases econômicas, permitindo o surgimento de novos negócios capazes de tratar como oportunidade o necessário acerto de contas entre o ambiente produtivo e o meio ambiente, fomentando também o desenvolvimento social. É o que mostra a matéria especial sobre sustentabilidade, publicada nesta edição a partir da página 14. Trata-se, na verdade, de uma atualização sobre o tema, tendo em vista que ele foi abordado de forma mais abrangente em nossa edição de maio de 2021, disponível neste link: https://bityli.com/QUTXs Analisamos aqui como a reciclagem e os bioplásticos estão à frente das ações da indústria do plástico rumo a uma possível economia de carbono neutro. E como isso envolve também o uso eficiente da energia nas plantas industriais, um artigo sobre o assunto complementa a edição ao tratar da racionalização do uso da energia em injetoras operando sob carga parcial. Notamos assim que, aos poucos, o setor se estrutura para os desafios da atualidade, e é bom podermos presenciar esta evolução.

Hellen Corina de Oliveira e Souza – Editora hellen.souza@arandaeditora.com.br

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ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr.

CIRCULAÇÃO: São Paulo: Clayton Santos Delfino - Tel.: (11) 3824-5300 ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva DIAGR AMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO

Estúdio AP

SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S/A Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima

PLÁSTICO INDUSTRIAL, revista brasileira sobre o processamento de materiais plásticos, é uma publicação mensal de Aranda Editora Técnica Cultural Ltda.

ISSN 1808-3528 Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315, 01155-900, São Paulo (SP), Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 info@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br

É enviada mensalmente a 12.000 pessoas-chave de empresas de transformação e processamento de materiais plásticos, fabricantes e importadores de máquinas, equipamentos e matéria-prima para a indústria do plástico e também para usuários de peças e produtos plásticos em todo o Brasil e demais países do Mercosul.



NOTÍCIAS

6 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Projeto de inteligência artificial integra injetoras de diferentes fabricantes

A

A capacidade de adaptação às condições predominantes, tais como características da matéria-prima e condições ambientais, por exemplo, forneceu evidências de que os padrões de processamento e os modelos comportamentais são transferíveis para máquinas de tamanho e tecnologia semelhantes, independentemente do fabricante.

empresa alemã plus10, uma spin off da unidade de Engenharia de Manufatura e Automação (IPA) do Instituto Fraunhofer (Stuttgart, Alemanha), tem realizado pesquisas voltadas para a fabricação automatizada, Testes de IA desenvolvendo aplicações para o setor de plásticos Recentemente, a plus10 e a SKZ realizaram em parceria com o SKZ, um centro de pesquisa uma série de testes-piloto com sistemas de no setor, também localizado na Alemanha. inteligência artificial completos em máquinas Parte do projeto de pesquisa, denominado da Sumitomo (SHI) DarWIN, consiste no Demag, cuja conectidesenvolvimento de novidade ofereceu a plavas ferramentas de otitaforma ideal para colomização de processos car à prova os algoritmos baseadas em inteligênda plus10. cia artificial voltadas Com comunicação para o maquinário de em tempo real na faixa moldagem por injeção, de milissegundos, os tendo a Sumitomo (SHI) controladores de máDemag como fabricante Programa colaborativo entre plus10, SKZ e quina avançados da emde equipamentos escoSumitomo mostra como as máquinas presa estão “prontos palhida para a realização dos injetoras de diferentes fabricantes podem ra IA”, pois sua interface testes finais do sistema. aprender umas com as outras. Imagem: digital universalmente O projeto se concenSumitomo (SHI) Demag compatível permite trou no desenvolvimento uma comunicação perfeita com outros ativos de modelos de aprendizagem de máquina de maquinário. (machine learning) contínua, visando melhorar Os resultados da simulação reforçam a qualidade de itens moldados e reduzir também a ênfase no processamento sustentável tempos de ciclo, 24 horas por dia. de plásticos. A tecnologia plus10 permite Para realizar essa estratégia abrangente e processar de forma estável materiais sensíveis facilitar a ocorrência de reações autônomas a e heterogêneos, tais como termoplásticos situações de produção individuais, a equipe de reciclados pós-consumo e elastômeros de cura pesquisa iniciou um programa de P&D em rápida, favorecendo a economia de procesmeados de 2020, efetuando já em 2021 uma samento de plásticos totalmente circulares. série de testes que se concentrou especificaO projeto de pesquisa DarWIN foi fimente na coleta de comportamentos de pronanciado pelo Ministério Federal de Educesso bastante detalhados, os quais são transcação e Pesquisa. Foi concluído em 31 de feríveis entre vários modelos de máquinas de dezembro de 2021 e os seus resultados estão moldagem por injeção. atualmente sendo processados para serem Essa portabilidade de dados promovida pelo incorporados ao software plus10. Existem projeto DarWIN provou que máquinas indiplanos de publicação da versão detalhada no viduais de diferentes fabricantes têm a final de 2022. Atividades adicionais e capacidade de aprender umas com as outras. demonstrações ao vivo dos resultados do Isso significa que os modelos comportamentais desenvolvimento serão compartilhadas em individuais de uma máquina específica não eventos especializados. precisam ser completamente “reaprendidos”, podendo ser adaptados à máquina e à aplicação Instituto F Fraunhofer raunhofer – específica do produto por meio de pequenos www.brazil.fraunhofer.com ajustes feitos de forma automatizada.


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Lançamento para o ramo do plástico inclui plataforma digital e serviços

linha de transformação digital”. De acordo com a companhia, os produtos passarão a ser oferecidos no mercado brasileiro este ano.

A Pilz, com matriz na Alemanha e filial em Indaiatuba (SP), forneceu informações sobre o lançamento de uma plataforma digital e de serviços baseados em licença para uso de software indicados para a conectividade entre máquinas e equipamentos do setor de plásticos. Chamada de Myzel, a plataforma consistirá em um sistema que reunirá ferramentas voltadas para o uso da empresa e de seus clientes. Entretanto, inicialmente serão implantados os recursos para uso exclusivo da prestadora de serviços e em seguida será disponibilizado aos contratantes o acesso a eles. Outra novidade é que os usuários poderão contar com sistema de interfaces com base na arquitetura unificada OPC (OPC UA) para integração de injetoras, extrusoras, máquinas sopradoras, sensores, robôs colaborativos, sistemas de segurança e equipamentos industriais que realizam operações complementares e/ou para manufatura aditiva (impressão 3D), por exemplo.

Perspectiva de crescimento em 2022 Além da divulgação do lançamento dos sistemas digitais indicados para a área de processamento de polímeros, a Pilz tem boas perspectivas para o mercado brasileiro de digitalização industrial este ano. Em comunicado à imprensa, a companhia informou que prevê para 2022 um crescimento em torno de dois dígitos, o que poderá ser propiciado pela comercialização dos seus novos serviços que se aproximam dos conceitos da Indústria 4.0. Paulo Fernandes falou mais sobre este assunto: “Acreditamos em um crescimento acelerado, mesmo sendo um ano de eleição presidencial, que sempre gera dúvidas aos investidores diante de uma nova governança política”. Ele concluiu dizendo que, “a previsão é de que sejam aplicados R$ 2 bilhões na economia, injeção direta na indústria de bens de consumo”.

Novos polímeros com grafeno, mais resistentes e sustentáveis A Gerdau Graphene assinou um contrato de parceria com a unidade Embrapii – Materiais Avançados, localizada dentro da unidade Senai Mario Amato, em São Bernardo do Campo (SP), para o desenvolvimento de masterbatches com grafeno em resinas termoplásticas com objetivo de explorar o potencial desse material em resinas poliméricas, um dos seus principais campos de aplicação.

Empresa divulgou pacote de recursos digitais para conectividade no chão de fábrica a ser comercializado no Brasil. Imagem: Pixabay

Paulo Fernandes, diretor-geral da Pilz no Brasil, explicou que os pacotes de serviços poderão incluir acesso a “plataformas de comunicação universal utilizadas pela maioria das empresas da área de automação industrial, com o objetivo de integrar componentes por meio de uma linguagem comum”. Ainda segundo o executivo, o lançamento de serviços para o ramo do plástico não para por aí: “Também teremos outras novidades como as novas ferramentas que serão integradas ao MyPNOZ, que é um relé programável em nuvem, o primeiro produzido pela empresa com tecnologia dentro da

Segundo a companhia, o projeto é a sua terceira frente de pesquisa sobre grafeno, uma vez que

Parceria entre a Gerdau Graphene e a unidade Embrapii Senai Mario Amato terá foco na pesquisa, desenvolvimento e inovação para aplicações industriais do grafeno em plásticos. Imagem: Freepik

Pilz – www.pilz.com/pt-BR

possui um posto avançado no Centro de Inovação de Engenharia de Grafeno (GEIC, da sigla em inglês) da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e um centro tecnológico de aplicação industrial em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP). Com o Senai, o objetivo é explorar o potencial do grafeno em resinas poliméricas, a partir da tecnologia desenvolvida pelo GEIC, e trabalhar em fórmulas de dispersão e para aplicações industriais. Os desenvolvimentos te-


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NOTÍCIAS rão foco em resinas virgens, pósindustriais e pós-consumo de polímeros como: PE, PP, PVC, PA, ABS, PS, PC, entre outros. A tecnologia atua em duas frentes: menor utilização de material para produção e potencialização da utilização de materiais recicláveis, ambas com ganhos nos índices de resistência e sustentabilidade. Além da melhoria das propriedades mecânicas, o material confere ainda propriedades de barreira, proteção a intempéries, oxidação e UV, e aumento de condutividade elétrica e térmica. Algumas das diversas características do grafeno – como alta área superficial, alta razão de aspecto, alta resistência mecânica e boa compatibilidade com diversas matrizes poliméricas – têm potencial de revolucionar o setor, com aplicações em diferentes segmentos da indústria de plástico: embalagens rígidas e flexíveis, peças técnicas, eletrodomésticos, indústria automobilística e aeroespacial, entre outros.

De acordo com Alexandre de Toledo Corrêa, diretor-geral da Gerdau Graphene, a empresa busca ser referência em produtos de grafeno em escala industrial no Brasil e no mundo: “Para isso, estamos criando uma rede de centros de pesquisa, um ecossistema de desenvolvimento do material e de sua aplicação. O Senai, por sua expertise em polímeros, é um forte parceiro nesse sentido e constitui mais um passo para se transformar ciência em aplicação, produzindo conhecimento, capacitando pesquisadores e construindo soluções junto à indústria nacional. Os primeiros produtos estarão no mercado ainda no primeiro trimestre de 2022 e teremos entregas de pesquisas com esta parceria a cada seis meses”, afirmou.

Serviços de análise de fluidos para processos no ramo do plástico

visando determinar se há ou não a presença de agentes que podem causar a sua contaminação – o que pode comprometer a vida útil do líquido, bem como contribuir para o desgaste de peças e/ou componentes que tenham contato com ele.

Um programa de análise de

Senai – https:// marioamato.sp.senai.br

fluidos e monitoramento de sistemas hidráulicos usados no processamento de plásticos passou a ser realizado pela Predic, companhia prestadora de serviços de ensaio de óleos lubrificantes e refrigerantes situada no município de Campinas (SP). O programa consiste em trabalhos que abrangem a análise de amosEmpresa oferece serviços que tras de fluidos presenabrangem ensaios de lubrificantes e tes em injetoras e extrumonitoramento de sistemas hidráulicos do chão de fábrica. Imagem: Predic soras, por exemplo,


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Também podem ser contratados serviços de monitoramento de sistemas hidráulicos presentes em máquinas-ferramenta ou típicos de parques fabris do ramo de polímeros e de manufatura aditiva (impressão 3D). De acordo com informações da companhia, os clientes podem contar com assistência técnica a partir da realização de ensaios, produção de relatórios e atendimento personalizado com especialistas. A empresa também informou que kits de análise preventiva podem ser enviados aos clientes. Alex Pujol, coordenador comercial da Predic, comentou sobre este assunto: “A proximidade com o Aeroporto Inter-

nacional de Viracopos é um fator que facilita nosso relacionamento com os clientes e contribui com a nossa logística de envio de amostras”. Predic – contato@predic.com.br

Acordo ampliará oferta de poliuretano termoplástico no Brasil

contar com a linha de TPUs à base de poliéster Mirathane. Ela é composta por séries de materiais que apresentam propriedades como boa resistência à abrasão, à hidrólise e à ação de agentes químicos, bem como resistência à radiação UV e boa transparência.

A Compostos do Brasil (Cotia,

SP) estabeleceu uma parceria com a fornecedora de poliuretano termoplástico (TPU) Miracll (China) para distribuição local dos seus produtos no mercado brasileiro. De acordo com informações da companhia brasileira, o seu portfólio de produtos passou a

Parceria firmada entre empresas fornecedoras de polímeros leva à comercialização local de nova linha de TPUs. Imagens: Compostos do Brasil


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NOTÍCIAS Os TPUs são indicados para a fabricação de capas para celulares e tablets, por exemplo, além de tubos e mangueiras, fios e cabos, solado de calçados, calçados especiais, correias, entre outros. Ainda segundo a empresa brasileira, os clientes também poderão contar com serviços de consultoria técnica local.

longo prazo com o desenvolvimento de soluções sustentáveis. Dentre os possíveis segmentos usuários dessas fibras estão o aeroespacial, automotivo, energia e bens de consumo. A acrilonitrila é um produto químico intermediário normal-

base de plantas, com menor pegada de carbono. “Estamos entusiasmados com a parceria com a Trillium, que se alinha bem ao nosso compromisso Solvay One Planet de mais que dobrar nossa receita com base em materiais renováveis ou reciclados

Compostos do Brasil – contato@compostos.com.br

Fibra de carbono de base biológica

A companhia de origem belga

Solvay e a norte-americana Trillium Renewable Chemicals anunciaram a assinatura de uma carta de intenção para desenvolver a cadeia de suprimento de acrilonitrila de base biológica (bio-ACN). Os termos do acordo prevêem que a Trillium fornecerá o bioACN à Solvay, que avaliará a possibilidade de usá-lo na fabricação de fibra de carbono, como parte de seu compromisso de

Companhia belga estabeleceu um acordo que permitirá o desenvolvimento de fibra de carbono sustentável. Fonte: Solvay

mente composto por matériaprima de origem fóssil, enquanto o processo da Trillium para a obtenção do bio-ACN se baseia em matérias-primas à

até 2030”, comentou Stephen Heinz, chefe de pesquisa e inovação de compósitos da Solvay. Solvay – www.solvay.com


Uma rede de produção para a impressão 3D

De acordo com a companhia, a fabricação de produtos impressos em 3D em larga escala pode ser uma experiência exigente, principalmente quando se trata de empresas que trabalham em uma indústria certificada ou que desejam uma produção de alto volume que não comprometa a qualidade do produto final ou sua distribuição global. Uma vez identificada a solução de MA certa, um

compartilhem o compromisso do cliente final de criar o produto certo e levá-lo ao mercado. A alemã EOS – fornecedora Segundo Markus Glasser, de tecnologias para impresvice-presidente sênior da são 3D industrial de plásEOS, “a companhia entende ticos e metais – anunciou o os requisitos do mercado lançamento de uma nova para a produção em série. rede de produção de ponta Com esta rede queremos a ponta de itens impressos criar valor a ambas as partes em 3D, que busca oferecer envolvidas – àqueles que manufatura aditiva (MA) oferecem serviços de fabriem larga escala e com altos cação e àqueles que o proíndices de qualidade, procuram. Isso eliminará grande jetada para conectar empresas e parceiros selecioparte da complenados e certificados, xidade e do risco de de todos os tamanhos. escolher um parPara se tornar um ceiro de fabricação parceiro nessa rede, para negócios de as empresas passam produção em série, por um processo de com os designs de certificação em que produtos mais inoos recursos de ponta vadores. Eles poA EOS passou a gerir sua própria rede de parceiros em a ponta são os prinderão levar produtos manufatura aditiva, que conecta empresas de diversos portes para produzir peças impressas em 3D em larga cipais critérios, inao mercado mais escala. Imagem: EOS cluindo desde o prorapidamente, usandos obstáculos pode ser jeto da peça até a otimização do a mais recente tecnologia encontrar o método de do projeto para MA, recursos de impressão 3D de última gefabricação correto e decidir de fabricação, pré e pós-proração, e aproveitar a expecessamento, incluindo trata- como organizar a produção riência e o know-how da indúsmento de superfície, garantia das peças. tria vertical dentro da rede”. da qualidade e montagem Pensando nisso, a EOS Os parceiros da rede de para criar peças finais de alta permite que as empresas produção poderão ajudar qualidade em série. identifiquem a melhor outras empresas a mitigar Sendo assim, as empresas estrutura e tecnologia, riscos e avançar rapidaque passam a fazer parte da mas também as consulta mente para a produção nova rede têm um alto índice sobre produção interna final de peças em série em de conhecimento dos re- versus produção externa. grande escala. Os membros quisitos de produção e ele- Se um dos parceiros de poderão trazer seus conhevada qualidade em série, p r o d u ç ã o f o r a m e l h o r cimentos de uma variedade comprovada em todas as escolha, há outras conside tecnologias de fabricaetapas. Isso permite que derações importantes. As ção para ajudá-los a acelerar empresas que estão em bus- empresas não precisam a produção, garantindo ca de um parceiro realizem a apenas de parceiros que padrões de qualidade em manufatura aditiva em escala estejam solidamente positodos os aspectos e dando industrial e em uma ampla cionados e possam prosuporte à produção de gama de indústrias, com a duzir peças impressas em ponta a ponta. capacidade de obter ganho 3D de alta qualidade em EOS – www.eos.info/en de escala ainda maior. escala, mas que também

IMPRESSÃO 3D

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MATÉRIA-PRIMA MSc. Elias Augusto Soares, da redação.

Poliestireno expandido (EPS) também conhecido como Isopor (nome de uma marca registrada), possui grande parte das características do poliestireno (PS) tradicional, uma vez que se trata de uma versão do PS organizada fisicamente em forma de células expandidas e agrupadas. Embora sua estrutura molecular não mude, a adição de um agente expansor ao PS diminui drasticamente sua densidade e aumenta suas possibilidades de aplicação.

e Marco Aurelio De Paoli, no livro “Aditivação de termoplásticos” – da Artliber Editora –, é um agente químico usado para modificar as propriedades finais de um polímero. Em princípio, na indústria qualquer método de processamento pode ser utilizado empregando agentes de expansão (físicos ou químicos) em polímeros, como injeção e extrusão, por exemplo. Alguns requerem apenas pequenas mudanças nos parâmetros de operação, ao passo que outros exigem grandes modificações.

original do material e, quando as pérolas se tocam, ocorre a união. Com o resfriamento, obtém-se a peça ou bloco bruto. Por conter grandes proporções de ar, o EPS é muito leve (densidade de 0,03 g/cm³) e possui baixa condutividade térmica, sendo um bom isolante para aplicações que vão desde a construção civil, até o transporte de itens perecíveis e embalagens de uso único. Uma das propriedades que devem ser consideradas durante o desenvolvimento de produtos de EPS é sua resistência mecânica, uma vez que a variedade de

Esse polímero é, talvez, um dos materiais plásticos mais conhecidos por seu nome comercial, ou seja, pelo nome de uma marca: Isopor. No decorrer da história dos polímeros pode-se notar que o PS foi desenvolvido nos anos 1930, mas o desenvolvimento do processo para produção de espuma, já sob nome comercial de Isopor, foi criado por volta de 1951 pela companhia alemã Knauf, que, por sinal, possui sete fábricas em território brasileiro. Essencialmente, o que converte o PS em EPS é o uso de um aditivo modificador que, como explicado por Marcelo Rabello

Porém, um dos processos mais utilizados para a transformação de peças técnicas de EPS é a expansão in situ, um método mais específico realizado em três etapas (veja a explicação detalhada no box “A ciência do material”). O processo inicia com a pré-expansão das esferas de PS, passa pelo resfriamento e, finalmente chega à moldagem. Nessa fase, as esferas que estão dispostas dentro da cavidade do molde são expostas ao vapor que atinge uma temperatura um pouco acima da sua Tg. Esse vapor amolece as esferas e ativa a volatilização do agente, que as expande de 20 a 50 vezes o volume

formulações o tornam versátil em termos de resistência, que pode ser ajustada para se adequar a aplicações específicas. Assim, o material pode adquirir desde baixa resistência à compressão (para preenchimento de espaços ocos) até de alta resistência à compressão (suporte de cargas pesadas). Geralmente, a densidade do EPS também aumenta conforme aumenta sua resistência mecânica. No entanto, outras características como a geometria da peça moldada, o tamanho das esferas e as condições de processamento podem impactar na resistência mecânica da peça final.

O poliestireno expandido (EPS),


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Conforme são variados os agentes utilizados, bem como os parâmetros de processo, é possível obter versões de EPS que contenham até 98% de seu volume composto por ar e apenas 2% de PS. Estima-se que um metro cúbico do material contenha de três a seis bilhões de células cheias de ar. Uma de suas limitações é a temperatura operacional máxima, por volta de 80 °C, embora suas propriedades físicas não mudem dentro da sua faixa de temperatura de uso contínuo (por volta de 65 ºC a 75 °C). Este fator é levado em conta no corte do material, normalmente feito por um fio metálico aquecido. Esse conjunto de propriedades torna o EPS um material com possibilidade de aplicação em diversos setores. Alguns deles são embalagens para alimentos (marmitas, pescados frescos, caixas para fast food , bandejas para carnes e frios, caixas para ovos); copos e

pratos descartáveis; caixas térmicas para alimentos e bebidas (inteiriças ou como preenchimento de caixas rígidas/ coolers); caixas térmicas de uso medicinal (para transporte de medicamentos, vacinas e/ou órgãos); revestimento interno de mochilas de delivery; berço de capacetes, itens para construção civil (blocos, escadas, forros, acabamentos de teto e rodapé, moldes pré-moldados para vigas); divisórias; placas de isolamento residencial (térmico, acústico e à umidade); blocos para nivelamento de estradas e rodovias; enchimento de pufes e almofadas; enchimento de empacotamento (em caixas de compras on-line ); amparos de proteção para eletrônicos e eletroeletrônicos; pranchas de surfe; molduras para quadros; itens para artesanato, cozinha e festas (esferas, cones, suportes para bolos e doces); entre muitos outros.

Vale ressaltar ainda que o EPS pode ser plenamente reciclado, assim como sua versão não expandida. Porém, a desvantagem da sua reciclagem está no fato de o material ocupar um grande volume sem conter grande quantidade de massa de PS, o que torna a sua coleta pouco atrativa economicamente. Felizmente, nos últimos anos, surgiram diversos projetos e ações específicas para coleta e reciclagem desse material (veja na seção “Reciclagem”, no site da revista Plástico Industrial: www.arandanet.com.br/revista/pi). As embalagens e peças de EPS devem ser identificadas pelo símbolo “ ” (seis), de acordo com a norma de simbologia da ABNT para reciclagem, devendo ser descartado nas lixeiras de cor vermelha. Confira os fornecedores de PS no Guia de Resinas Termoplásticas e saiba mais sobre o material consultando a seção de Literatura em nosso site www.arandanet.com.br/revista/pi

A ciência do material A obtenção do EPS passa diretamente pela obtenção do PS, já mencionada por Plástico Industrial em outra edição desta seção, que pode ser lida em nosso site. Resumidamente, o PS é obtido pela poliadição do estireno, cuja fórmula é representada por (C 8 H 8 ) n . Cada unidade repetitiva (foto) possui um dos carbonos da cadeia principal ligado a um grupo lateral fenil. A conversão do PS em EPS é realizada em três etapas: pré-expansão,

maturação ou estabilização e moldagem. Segundo Rabello e De Paoli, na préexpansão as esferas de poliestireno (PS) são impregnadas com o agente sob ação de vapor e alta temperatura, em torno de 100 ºC, em tanques de armazenagem, que deve ser muito bem controlada para que o agente não volatilize totalmente. O segundo passo é o armazenamento das pérolas. O seu resfriamento faz com que o aditivo e o

vapor condensem dentro das células causando uma pressão parcial. Após cerca de 24 horas, ocorre a difusão do ar para dentro das células de modo a se alcançar o equilíbrio. A partir daí, o processo de moldagem das pérolas estáveis acontece conforme citado anteriormente. Além disso, o EPS é atóxico, não permite a proliferação de fungos e bactérias, é inodoro e não utiliza gases CFC no seu processo de fabricação.

Propriedades típicas* Nome e sigla: ---------------------------------------- poliestireno expandido (EPS) – [en. expanded polystyrene] C l a s s i f i c a ç ã o : ---------------------------------------- polímero commodity O r i g e m : ------------------------------------------------- sintético Fórmula química: --------------------------------- (C 8H8)n Comportamento mecânico: -------------------- termoplástico Organização molecular: ------------------------- amorfo Densidade (sólido): ------------------------------- 0,032 g/cm³ (PS rígido: 1,05 g/cm³) Temperatura emperatura de de transição transição vítrea vítrea (T (Tg): g): ----- 100 °C Temperatura de escoamento: ---------------- 115 °C S e c a g e m : ----------------------------------------------- não se aplica

* Os dados atribuídos às propriedades do polímero são valores médios obtidos na literatura e junto a

fornecedores de materiais.

(Fotos: Artliber Editora; senivpetro, bublikhaus, lifeforstock, diana.grytsku, bristekjegor, jcomp, wirestock, via Freepik; MagicDesk, boscoshane, JensRS, via Pixabay)


SUSTENTABILIDADE

14 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

ESG, uma agenda que inclui os plásticos A sustentabilidade é uma pauta constante para o meio empresarial, e a indústria de plásticos não é exceção. Confira os últimos acontecimentos que impactaram esse segmento, que por vezes é encarado apenas como problema, mas que detém a maior parte das soluções.

F

alar atualmente de sustentabilidade sem incluir a indústria de plásticos é ignorar um dos principais aspectos da questão. Afinal, os resíduos desses materiais são encarados como um grande problema ambiental a ser eliminado. O tratamento dessa questão implica a realização de acordos, o desenvolvimento de novos materiais e de processos capazes de dar destinação correta aos resíduos, estabelecendo-se assim o alicerce para a economia circular no setor. Engajada no tema desde há muito tempo, a revista Plástico Industrial tem acompanhado nos últimos vinte anos a evolução dos materiais, as políticas públicas e a estruturação de segmentos como o de reciclagem e toda a cadeia a montante e a jusante dele. Esta evolução tem passado pelo desenvolvimento de equipamentos que viabilizam as suas atividades, bem como de um forte mercado consumidor para as resinas que ele origina. O setor ganhou um forte impulso após a instituição, em 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que atribuiu responsabilidades a fabricantes e importadores quanto à implementação de programas de logística reversa, de modo a desenvolver

sistemas de coleta ou recebimento de produtos que alcançaram o fim de sua vida útil. A lei foi atualizada recentemente, enfatizando a responsabilidade compartilhada no que se refere à destinação de produtos ao final de sua vida útil, o que deverá causar novo impacto positivo, levando-se em conta que bens de consumo como eletroeletrônicos, por exemplo, são constituídos de materiais de alto valor agregado, cujo reaproveitamento faz todo o sentido, inclusive economicamente. Outro aspecto da participação dos plásticos quando o assunto é sustentabilidade é a recente estruturação de um mercado para os bioplásticos, materiais levados em conta na hora de fechar a fatura de emissão de carbono em diversas empresas. As ações relacionadas a esses dois aspectos da cadeia de plásticos estão hoje sob o conceito guarda-chuva denominado ESG, ou Environmental,

Hellen Souza, da redação

Social and Governance, que abarca as práticas de uma empresa no que diz respeito aos aspectos ambiental, social e de governança.

Reciclagem, o carro-chefe da sustentabilidade no setor de plásticos Por mais que empresas e consumidores se engajem na proposta da reciclagem de materiais, ela só ganha expressão mesmo quando organizada como atividade econômica, e é isso que tem ocorrido nos últimos anos no Brasil. A mais recente pesquisa realizada pela Maxiquim para o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), da Abiplast, apontou que 23,1% dos resíduos plásticos pós-consumo no Brasil foram reciclados em 2020. Ainda segundo o estudo, houve um aumento de 12,2% na oferta de resina reciclada em relação a 2018.


15 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Em relação a 2019, a redução no primeiro ano da pandemia da Covid-19 foi de menos de 1 ponto percentual, um fator considerado positivo, tendo em vista o quanto a crise sanitária impactou o setor. Se forem levadas em conta iniciativas como a promoção da reciclagem de materiais como o poliuretano dos colchões e o EPS presente nas bandejas de alimentos, ou ainda, o absoluto sucesso de programas que promovem a reciclagem de tampinhas de garrafas, o segmento caminha para cifras bastante animadoras nos próximos anos. A oferta de equipamentos e insumos melhoradores da qualidade do material reciclado também tende a crescer e acompanhar estes novos e melhores tempos. Os números mostram também que a reciclagem de plásticos está avançando mais rapidamente do que foi suposto pelo polêmico estudo da World Wide Fund for Nature (WWF), feito em 2019, que praticamente “denunciava” uma taxa de reciclagem dos resíduos plásticos da ordem de 1,28%.

Decreto favorece o descarte correto e a reciclagem Um novo impulso à reciclagem dos materiais plásticos presentes em eletroeletrônicos deve acontecer em decorrência do Decreto Federal nº 10.936, publicado em 12 de janeiro deste ano, regulamentando pontos importantes no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que ainda não haviam ficado claros em acordos e decretos anteriores, tornando a legislação mais objetiva, com ênfase na responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Desde 2010, a PNRS tem sido uma construção de órgãos de controle ambientais juntamente com entidades de classe. Em 2019

foi assinado um acordo setorial e em 2020 promulgado um decreto que regulamenta a logística reversa dos eletroeletrônicos, estabelecendo as regras de operacionalização, assim como as metas estruturantes e de coleta de produtos que começaram a valer a partir de 2021. O Decreto 10.240, publicado em dezembro de 2020, obriga os fabricantes e importadores de eletroeletrônicos a oferecer a seus consumidores domiciliares sistemas de logística reversa pós-consumo com cobertura nacional (400 cidades) e comprovar o resultado de coleta de maneira crescente, alcançando 17% de suas vendas no ano de 2025. Distribuidores, comerciantes e consumidores também possuem responsabilidade compartilhada e obrigações dentro do sistema de logística reversa. A recente regulamentação da PNRS contempla temas sensíveis como a coleta seletiva, a logística reversa de produtos na prática – considerada um instrumento de desenvolvimento econômico e social – e diretrizes aplicáveis à gestão e ao gerenciamento de resíduos sólidos. Além de responsabilizar empresas, o decreto estabelece que até mesmo os consumidores podem ser multados caso não façam o descarte correto de seus resíduos, o que reforça o conceito de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Eletroeletrônicos na mira As novas resoluções podem surpreender algumas empresas. Porém, para outras, servirão de estímulo à atividade. É o caso da GM&C (São José dos Campos, SP), processadora de resíduos de eletroeletrônicos, que assinou um acordo de parceria com a Tomra Recycling Brasil (São Paulo, SP), tratando da valorização de resíduos

eletrônicos com foco na separação de metais. A união foi celebrada entre três partes: GM&C, a Tomra Recycling, produtora de sistemas de separação óptica, e o Grupo Fragmaq, fabricante de trituradores e soluções para resíduos. Caberá à Tomra fornecer os separadores ópticos da linha Suppixx, com tecnologia de processamento de imagens com um nível de resolução que permite identificar partículas finas com precisão e, posteriormente, separá-las com um alto grau de pureza, permitindo inclusive a recuperação de fios e cabos, aço inox e a separação e reciclagem de polímeros como PS, ABS, PE, PP, entre outros.

Bioplásticos começam a trilhar seu próprio caminho Os bioplásticos deixaram de ser uma promessa e passaram a compor um portfólio de novos materiais à disposição da indústria que processa materiais plásticos. No âmbito da União Europeia, o documento “Estratégia Europeia para Plásticos na Economia Circular” considera esses materiais bioplásticos um possível alicerce para uma economia mais sustentável, ao lado da reciclagem(1). Os bioplásticos são uma grande família de materiais, normalmente de origem renovável, que podem ser biodegradáveis e compostáveis ou não biodegradáveis. Há ainda materiais de origem fóssil, porém biodegradáveis, como consta do documento “Avaliação dos Plásticos na Agricultura e da sua sustentabilidade”, elaborado pela FAO, órgão das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, disponível em https://www.fao.org/publications/ card/en/c/CB7856EN/. Dados recentes da European Bioplastics Association levam a crer que a produção de bioplásticos deverá triplicar nos próximos cinco


SUSTENTABILIDADE

16 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

esclarecer dúvidas sobre os anos, e no Brasil esse percentual possa ser até maior, bioplásticos compostáveis e se forem considerados os sobre a compostagem: “Acreinvestimentos já anunciaditamos que os bioplásticos dos e os novos materiais com compostáveis são um grande base biológica e composimpulsionador na evolução táveis que estão sendo dos plásticos – são produtos desenvolvidos. que contribuem significaDe acordo com a Associação tivamente para a economia Brasileira de Biopolímeros circular, pois são regeneCompostáveis e Compostarativos por princípio, ou seja, gem (Abicom), considerando os recursos deixam de ser Itens descartáveis de uso único são aplicações potenciais os bioplásticos compostáveis somente explorados e despara os bioplásticos em todas as suas formas, cartados e passam a ser reestima-se haver hoje no Brasil em aproveitados em um novo ciclo. Algumas novas tendências em torno de uma dezena de empresas termos de consumo têm impulUm aspecto delicado, porém, é sionado a adoção dos bioplásticos. A o chamado greenwashing, termo atuantes neste segmento. crescente demanda por produtos de em inglês normalmente traduzido “Como uma parte importante da como “lavagem verde” ou “madesign circular, com menor impacbioeconomia, os bioplásticos devem quiagem verde”. Ele designa a to no meio ambiente, de fonte recrescer muito, gerando empregos, prática de omitir, camuflar ou novável com foco na redução da desenvolvendo áreas rurais e opordisseminar informações não verdapegada de carbono, tem fomentado tunidades globais de exportação de deiras sobre os reais impactos no o investimento em compostagem tecnologias inovadoras. O Brasil tem meio ambiente das atividades de em diversos municípios. “Vemos o potencial para ser referência em uma empresa ou dos produtos que uma crescente busca por parte da tecnologia e produção dos bioplásela fabrica. Essa atitude acaba induindústria transformadora e donos de ticos”, informou Karina Daruich, zindo o consumidor a erro na marca pelos bioplásticos na medida diretora-executiva da instituição. escolha do que irá comprar. que as políticas públicas avançam no Os principais bioplásticos ofeA questão está presente no País e para atender um mercado cada recidos ao mercado brasileiro hoje, mundo todo, e há pouco consenso vez mais consciente”, informou a considerando os biodegradáveis sobre como regulamentar algumas diretora. compostáveis, são PLA, PBAT, práticas, especialmente relacioA Abicom foi criada em 2009, PBS, blendas com amido provenadas ao uso dos termos associados tendo como foco os biopolímeros niente de milho e cana-de-açúcar, ao universo dos bioplásticos(2). No compostáveis. A partir de 2014 foi entre outros. Também tem crescido incluída em seu escopo a como uso de filmes à base de celulose. Brasil, o Instituto de Defesa do postagem. O principal objetivo da “Vale a pena reforçar que os plásConsumidor lançou uma cartilha associação é incentivar o desenticos biodegradáveis e composdenominada “Mentira verde”, volvimento da indústria de biotáveis substituem os plásticos disponível no site da instituição polímeros compostáveis e da comconvencionais somente em aplica(https://idec.org.br/greenwashing), postagem no Brasil. Para isso, reúne ções onde a biodegradabilidade faça tendo em vista auxiliar o consuempresas que produzem, transforsentido como, por exemplo, em midor a cobrar de seus fornecedores ações verdadeiramente mam, representam e utilizam os bioitens de uso único, tendo em vista sustentáveis. Levando em conta o polímeros compostáveis; além das que a contaminação dos plásambiente B2B da cadeia de transque fazem parte da cadeia de revaloticos com alimentos ou outros formação de plásticos, empresas rização do resíduo orgânico através tipos de resíduos orgânicos ditambém podem se valer dos conseda compostagem e prestadores de ficulta a reciclagem mecânica”, lhos dessa cartilha ao selecionarem serviço ao setor, contando hoje destacou Karina. os seus fornecedores. com doze associados. Como em todo o mundo, o custo O assunto é também uma preoKarina explica que existe hoje um dos bioplásticos ainda é um fator cupação da Abicom, segundo a maior interesse por parte das limitante do seu uso. No entanto, qual o greenwashing afeta toda a empresas, impulsionadas pela muitos dos plásticos que hoje são agenda ESG, em buscar a informação considerados commodities já indústria de plásticos e princicorreta sobre biodegradabilidade e palmente o consumidor final: passaram por este momento.



SUSTENTABILIDADE

“A credibilidade do fornecedor do bioplástico é um fator importante para tomada de decisão do consumidor, seja ele a indústria de transformação ou dono da marca. Destacamos que a informação clara dos benefícios no uso dos bioplásticos, seja de fonte renovável e/ou biodegradáveis e compostáveis certificados, contribui para a educação ambiental”, concluiu Karina. Isso mostra que para conquistar definitivamente o consumidor, a receita é ter clareza e objetividade na explanação das características dos materiais escolhidos para compor um produto, sejam eles quais forem.

Acordo na promoção de bioplásticos e reciclagem

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límeros biodegradáveis, o ecoflex® é uma matéria-prima importante para a produção de muitos plásticos compostáveis. Já o ecovio® é um bioplástico com compostabilidade certificada e conteúdo de fonte renovável. As principais áreas de uso do ecovio® são filmes plásticos, que podem ter como produtos sacolas e sacos para resíduos orgânicos. A linha pode ser usada também em filmes agrícolas e revestimento interno para embalagens compostáveis de papel. A sinergia entre as propostas das duas empresas levou ao estabelecimento de uma parceria no final do ano passado, tendo em vista o fomento às atividades relacionadas à economia circular no setor de plásticos, com foco na reciclagem e no estabelecimento de atividades que edifiquem uma economia de carbono neutro. Em comunicado à imprensa datado do final de 2021, as empresas esclarecem que entre as iniciativas que fazem parte dessa parceria está a estruturação de um fluxo de reciclagem mecânica dos plásticos usados para armazenagem de grãos – conhecidos como silo-bolsas – no agronegócio. Com isso, espera-se que até

A Braskem é uma referência mundial no desenvolvimento de bioplásticos. Data de 2007 o lançamento do seu polietileno de fonte renovável e não compostável. Mais tarde, ele constituiria a linha I’m green, que hoje integra um portfólio de produtos voltados para a economia circular, cuja cronologia pode ser conferida no link https:// www.braskem.com.br/imgreen. Já a BASF fornece atualmente no mercado brasileiro as linhas ecoflex® (de fonte fóssil, sendo biodegradável compostável) e ecovio® (parcialmente de fonte renovável e fóssil, sendo biodegradável e compostável). Thiago B. Spedo, coordenador reSilo-bolsas, considerados uma solução para a agricultura, gional de Especialidasão objeto do programa que visa inserir plástico reciclado des Plásticas da BASF em sua composição para a América do Sul, explicou que o ecoflex® está dispoo final de 2022, uma solução de nível desde a década de 90, e o ecovio®, plástico reciclado para este mercado desde meados dos anos 2000. esteja disponível no Brasil. As demais Comparado aos plásticos conveniniciativas da parceria envolvem a cionais, o ecoflex® possui composutilização de matérias-primas de fonte tabilidade certificada e é proveniente renovável e/ou reciclada usando o de fonte não renovável. Como conceito de balanço de massa e a pioneiro inovador no campo dos pootimização logística das operações.


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Comprometidas com a transformação da economia linear para um modelo circular, as duas empresas integram a Aliança Global pelo Fim do Lixo Plástico (Alliance to End Plastic Waste, AEPW), na busca por soluções que reduzam e evitem a poluição ambiental por resíduos plásticos.

Evento vai discutir os bioplásticos em abril

Acompanhando a tendência de adoção gradual dos bioplásticos, no próximo dia 26 de abril será realizado de forma on-line e gratuita o evento Bioplastics Brazil, promovido pela Markeplan (São Paulo, SP), tendo como mídia oficial a revista Plástico Industrial. Trata-se de um evento concebido para informar sobre as opções de bioplásticos já disponíveis no País, como diferenciá-los e como processá-

los, permitindo ao mercado brasileiro acompanhar de perto essa tendência mundial que está ocasionando importantes mudanças no cenário da oferta de insumos industriais. O Bioplastics Brazil vai reunir especialistas e representantes de empresas que atuam no setor de bioplásticos para discutir temas como a conceituação (bioplásticos de fonte renovável e não biodegradáveis; bioplásticos biodegradáveis compostáveis); normas técnicas brasileiras e internacionais; aplicações para os bioplásticos; características de processamento; reciclagem de bioplásticos; compostagem de bioplásticos e as novidades no mercado. As inscrições já podem ser feitas no site do evento: https:// www.bioplasticsbrazil.com

REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS: 1) Thomas Siebel: Biokunststoffe müssen sich kritischem Diskurs stellen, Disponível em Springer Professional (www.springerprofessional.de). Acesso em 26/01/2022. 2) Biodegradable boom or bust? Bioplastic innovation confronts cost and policy challenges; Packaging Insites (www.packaginginsights.com). Acesso em 26/01/2022. Confira também: • Notícias sobre Reciclagem no setor de plásticos em seção exclusiva sobre o tema na revista Plástico Industrial: https:// www.arandanet.com.br/revista/pi/noticias/11 • Notícias sobre Sustentabilidade no setor de plásticos em seção exclusiva sobre o tema na revista Plástico Industrial: https:// www.arandanet.com.br/revista/pi/noticias/43 • Notícias sobre Bioplásticos em seção exclusiva sobre o tema na revista Plástico Industrial: https:// www.arandanet.com.br/revista/pi/ noticias/53


GUIA I

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Os fornecedores de moldes e matrizes São relacionadas aqui as empresas que fornecem ferramental para a transformação de plásticos pelos processos já consolidados na indústria. O levantamento anual de dados sobre as ferramentarias que fornecem para o setor de plásticos revelou que elas dispõem de um parque fabril relativamente novo, e isso pode ser um indicador de que elas estão se atualizando tecnicamente: a média de idade de 34% dos equipamentos em uso nessas empresas é de 5 a 9 anos, seguido por 30% com idade entre 10 e 19 anos, 21% acima de 20 anos e 15% com até quatro anos de uso. Essa atualização é fundamental, tendo em vista que mais da metade das empresas informou fornecer moldes já equipados com sistemas de câmara quente, o que demanda capacitação humana e de maquinário. Quanto ao porte das empresas, 72% delas informaram contar com até 50 funcionários, enquanto 12,5% têm de 51 a 100 e 15,5% possuem de 101 a 500 colaboradores. No ranking dos setores atendidos pelas ferramentarias continua em primeiro lugar o automobilístico, seguido

Máquinas/software disponíveis na empresa

A empresa executa

Metais utilizados

Injeção Extrusão Sopro Rotomoldagem Termoformagem Moldagem de termofixos Aço Alumínio Ligas de cobre-berílio Outros

Peso máximo admissível para uma ferramenta (kg)

Projeto de peças Execução de protótipos funcionais Validação de projetos por impressão 3D Engenharia de produto Simulação de esforços em processo Projeto para injeção auxiliada por gás/água Montagem de sistemas de câmara quente nos moldes Polimento dos moldes Texturização Reparo de moldes Convencionais Fresadoras ferramenteiras CNC Convencionais Fresadoras universais CNC Convencionais Mandriladoras CNC Convencionais Eletroerosão por penetração CNC Convencionais Eletroerosão a fio CNC Tornos Convencionais horizontais CNC Convencionais Centros de usinagem CNC Convencionais Prensas de ajustagem CNC CAD CA E CAM Digitalizadores ópticos 3D Máquinas para medição por coordenadas (CMM) Plásticos (para protótipos e pequenas séries) Impressoras 3D Metálicos (para imprimir cavidades, canais de resfriamento etc.) para materiais

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Fabricante estrangeiro/ País de origem

Empresa, telefone e e-mail

3D Industrial

A empresa produz moldes/matrizes para

Fabricante

A empresa é

por construção civil, eletroeletrônicos, embalagens, linha branca, brinquedos, móveis e a área médica. Em relação a anos anteriores, houve destaque para o segmento da construção civil, que passou a ocupar a segunda posição entre os que mais demandam ferramental, ultrapassando o segmento de embalagens. A participação da área médica também aumentou, apresentando-se agora em um mesmo nível observado para áreas como brinquedos e mobiliário. O setor agrícola também apareceu com destaque nas respostas espontâneas, tendo sido mencionado por muitas das empresas pesquisadas. O perfil da clientela, por sua vez, impacta as ferramentarias no sentido de que elas passam a ser parceiras no desenvolvimento de produtos. Para tanto, 30% das pesquisadas informaram contar com um profissional de design contratado, enquanto 70% contratam o serviço de terceiros.

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(51) 99323-1539 n samuel@industrialtelecom.com.br ADG

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(54) 9708-7854 n comercia@adgplasticos.com.br Aeromatrizes

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(54) 99950-6102 n thales@aeromatrizes.com.br Asia Moldes

Kaiji Plastic

(11) 96207-0855 n asiamoldes@hotmail.com

Moulds/China

Charles Modelação

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(19) 99197-3909 n daniel@mcharles.com.br Cicma (54) 3283-4477 n cicma@cicma.com.br

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GUIA I

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Máquinas/software disponíveis na empresa

A empresa executa

Metais utilizados

Peso máximo admissível para uma ferramenta (kg)

Software

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Dimensões máximas admissíveis para uma ferramenta (mm)

Fabricante

Injeção Extrusão Sopro Rotomoldagem Termoformagem Moldagem de termofixos Aço Alumínio Ligas de cobre-berílio Outros

Fabricante estrangeiro/ País de origem

Empresa, telefone e e-mail

Classe A Ferramentaria

A empresa produz moldes/matrizes para

Projeto de peças Execução de protótipos funcionais Validação de projetos por impressão 3D Engenharia de produto Simulação de esforços em processo Projeto para injeção auxiliada por gás/água Montagem de sistemas de câmara quente nos moldes Polimento dos moldes Texturização Reparo de moldes Convencionais Fresadoras ferramenteiras CNC Convencionais Fresadoras universais CNC Convencionais Mandriladoras CNC Convencionais Eletroerosão por penetração CNC Convencionais Eletroerosão a fio CNC Tornos Convencionais horizontais CNC Convencionais Centros de usinagem CNC Convencionais Prensas de ajustagem CNC CAD CA E CAM Digitalizadores ópticos 3D Máquinas para medição por coordenadas (CMM) Plásticos (para protótipos e pequenas séries) Impressoras 3D Metálicos (para imprimir cavidades, canais de resfriamento etc.) para materiais

A empresa é

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(11) 94776-8555 n classeaferramentaria@gmail.com Comtec

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(11) 99967-7078 n scomtec@terra.com.br Cuba Ferramentaria

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(11) 99753-3464 n contato@cubaferramentaria.com.br DCN

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(44) 99762-6968 n celso.dcn@gmail.com Dehon

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(11) 99386-3683 n dehon.minas@gmail.com EWJ

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2.000x1.400 18.000

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(19) 99862-2979 n comercial@ewj.com.br Exata Engenharia

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(12) 99775-3995 n exata.janos@uol.com.br Fabinject (12) 98820-1115 n marcello@grupofabinject.com.br

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24 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Injeção Extrusão Sopro Rotomoldagem Termoformagem Moldagem de termofixos Aço Alumínio Ligas de cobre-berílio Outros

Fabricante

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Peso máximo admissível para uma ferramenta (kg)

Software

Dimensões máximas admissíveis para uma ferramenta (mm)

Máquinas/software disponíveis na empresa

A empresa executa

Metais utilizados

Fabricante estrangeiro/ País de origem

Empresa, telefone e e-mail

Inova Matrizes

A empresa produz moldes/matrizes para

1.200x2.000 20.000

Projeto de peças Execução de protótipos funcionais Validação de projetos por impressão 3D Engenharia de produto Simulação de esforços em processo Projeto para injeção auxiliada por gás/água Montagem de sistemas de câmara quente nos moldes Polimento dos moldes Texturização Reparo de moldes Convencionais Fresadoras ferramenteiras CNC Convencionais Fresadoras universais CNC Convencionais Mandriladoras CNC Convencionais Eletroerosão por penetração CNC Convencionais Eletroerosão a fio CNC Tornos Convencionais horizontais CNC Convencionais Centros de usinagem CNC Convencionais Prensas de ajustagem CNC CAD CA E CAM Digitalizadores ópticos 3D Máquinas para medição por coordenadas (CMM) Plásticos (para protótipos e pequenas séries) Impressoras 3D Metálicos (para imprimir cavidades, canais de resfriamento etc.) para materiais

A empresa é

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(54) 99610-1402 n comercial@inovamatrizes.com.br JPlast

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(11) 99964-2743 n jplast@jplast.com.br JR Metal

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(54) 99121-4753 n jrmetal@jrmetal.com.br Lafer

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(11) 99950-6145 n lima@laferindustria.com.br Massochini

2.000x2.000 12.500 x x

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(51) 99746-5497 n massochini@massochini.com.br MGA

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(54) 99202-4539 n marcos.zanella@mga.com.br Magna Moldes

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(47) 99917-3734 n comercial@magnamoldes.com.br Metalex

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(11) 99424-2558 n alexandre@metalexferramentaria.com.br Mold Solutions

(15) 99784-8664 n

Diversos/Japão,

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China, Alemanha

mold.solutions@hotmail.com NTC Company

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(54) 3027-8888 n comercial@ntc.ind.br Ouro Fino

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(11) 2179-6187 autopecas@ourofino.com.br Plastiteco (11) 97559-5272 n milton@plastiteco.com.br Presetec

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(15) 99139-3150 n presetecferramentaria@uol.com.br Prestec

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(15) 97402-9237 n prestec@prestec.com.br RK Ferramentaria (41) 3667-0988 n rk@rkferramentaria.com.br

Ermo/França

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GUIA I

26 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

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Peso máximo admissível para uma ferramenta (kg)

Injeção Extrusão Sopro Rotomoldagem Termoformagem Moldagem de termofixos Aço Alumínio Ligas de cobre-berílio Outros

Fabricante

Software

Dimensões máximas admissíveis para uma ferramenta (mm)

Máquinas/software disponíveis na empresa

A empresa executa

Metais utilizados

Fabricante estrangeiro/ País de origem

Empresa, telefone e e-mail

Rocaal

A empresa produz moldes/matrizes para

Projeto de peças Execução de protótipos funcionais Validação de projetos por impressão 3D Engenharia de produto Simulação de esforços em processo Projeto para injeção auxiliada por gás/água Montagem de sistemas de câmara quente nos moldes Polimento dos moldes Texturização Reparo de moldes Convencionais Fresadoras ferramenteiras CNC Convencionais Fresadoras universais CNC Convencionais Mandriladoras CNC Convencionais Eletroerosão por penetração CNC Convencionais Eletroerosão a fio CNC Tornos Convencionais horizontais CNC Convencionais Centros de usinagem CNC Convencionais Prensas de ajustagem CNC CAD CA E CAM Digitalizadores ópticos 3D Máquinas para medição por coordenadas (CMM) Plásticos (para protótipos e pequenas séries) Impressoras 3D Metálicos (para imprimir cavidades, canais de resfriamento etc.) para materiais

A empresa é

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(54) 3451-4828 contato@rocaal.com.br Roveplast

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(11) 94006-0579 n rubens@roveplast.com Sildre

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(54) 98115-0268 n comercial@sildre.com.br Sulbras

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(54) 2101-1800 sulbras@sulbras.com.br Technical

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(11) 99843-5550 n mpaiva@technicalbm.com Tool Tech

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(11) 99932-2590 n tooltech@tooltech.com.br Travi Plásticos

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(54) 98119-8844 n comercial@travi.com.br WJA (11) 99852-7889 n wja@estamparia.com.br

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27 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Software

Dimensões máximas admissíveis para uma ferramenta (mm)

Fabricante

Injeção Extrusão Sopro Rotomoldagem Termoformagem Moldagem de termofixos Aço Alumínio Ligas de cobre-berílio Outros

Fabricante estrangeiro/ País de origem

Empresa, telefone e e-mail

Wachter Kommerz

HTW Injection

(11) 94149-7461 n

Molds/Áustria

Máquinas/software disponíveis na empresa

A empresa executa

Metais utilizados

Peso máximo admissível para uma ferramenta (kg)

A empresa produz moldes/matrizes para

Projeto de peças Execução de protótipos funcionais Validação de projetos por impressão 3D Engenharia de produto Simulação de esforços em processo Projeto para injeção auxiliada por gás/água Montagem de sistemas de câmara quente nos moldes Polimento dos moldes Texturização Reparo de moldes Convencionais Fresadoras ferramenteiras CNC Convencionais Fresadoras universais CNC Convencionais Mandriladoras CNC Convencionais Eletroerosão por penetração CNC Convencionais Eletroerosão a fio CNC Tornos Convencionais horizontais CNC Convencionais Centros de usinagem CNC Convencionais Prensas de ajustagem CNC CAD CA E CAM Digitalizadores ópticos 3D Máquinas para medição por coordenadas (CMM) Plásticos (para protótipos e pequenas séries) Impressoras 3D Metálicos (para imprimir cavidades, canais de resfriamento etc.) para materiais

A empresa é

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edwin@wachterkommerz.com WB Ferramentaria

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(35) 98863-9715 n wbferramentaria@yahoo.com.br WBV Plásticos

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(19) 99130-1730 n wbv@wbvplasticos.com.br

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 701 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Plástico Industrial, janeiro/fevereiro de 2022. Este e muitos outros Guias de PI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.


ESTUDO

28 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Análise da eficiência energética de injetoras em operações sob carga parcial As injetoras raramente são operadas no processamento de resinas plásticas sob as condições definidas para o projeto. As condições de carregamento parcial são comuns, o que inevitavelmente degrada a eficiência energética da máquina. Este trabalho aborda como a condição energética no ponto de operação de uma injetora pode ser avaliada e melhorada de forma confiável com a ajuda de curvas de referência.

M. König

A

indústria de transformação de resinas precisa enfrentar o desafio de melhorar sua pegada de carbono. Isso não se aplica apenas às empresas consideradas consumidoras intensivas de energia de acordo com a legislação alemã das energias renováveis (ErneuerbareEnergien- Gesetz – EEG), ou aquelas que introduziram um sistema de gestão de energia e foram certificadas de acordo com a norma técnica ISO 50001, por exemplo. Em empresas que possuem injetoras, elas normalmente respondem por 60 a 70% do consumo total de eletricidade, seguidas pelo sistema de refrigeração da planta, Michael König (michael.koenig-bremen@gmx.de) é o proprietário da empresa E&P Management, na Alemanha. Atualmente, presta serviços de consultoria e planejamento de engenharia na área de gestão estratégica de energia de projetos. Este artigo foi publicado originalmente na edição de fevereiro de 2021 da revista alemã Kunststoffe. Copyright by Carl Hanser Verlag. Direitos para o português adquiridos por Plástico Industrial. Tradução e adaptação de Antonio Augusto Gorni.

com 15%. As medidas para aumentar a eficiência energética e reduzir a pegada de carbono são adequadas sobretudo para as injetoras já instaladas, especialmente porque estas são adquiridas prevendo-se que tenham vida útil de 20 a 25 anos.

Eficiência energética e utilização sob carga parcial

prevista em seu projeto(1), o que está em concordância com a experiência do autor. Levar em conta as condições de carregamento parcial das máquinas constitui um ponto crucial para avaliar sua eficiência energética. Isso ocorre porque os mesmos pesos das unidades de injeção e de fechamento têm que ser movimentados, mesmo quando a utilização da capacidade da máquina é menor.

As injetoras são normalmente utilizadas em condições operacionais que se desviam muito das condições definidas em seu projeto. Por exemplo, a Arburg da Alemanha informou que os pontos comuns de operação das injetoras situam-se na faixa de 20 a Termografia obtida após a peça moldada ter sido removida do molde (M. König e H. de Vries. Stork IMM) 80% da potência


29 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

A carga básica da máquina exerce um efeito negativo sobre a eficiência energética, a qual será maior quanto menor for a utilização da capacidade da máquina. Portanto, as avaliações “unidimensionais”, como mostra a figura 1, também apresentadas em um documento técnico(2), são enganosas. Uma demanda específica de energia de 0,9 kWh/kg pode ser bastante apropriada e boa para um ponto de operação da máquina, enquanto um valor de 0,5 kWh/kg pode ser inalcançável mesmo para a máquina mais moderna. Publicações que corroboram esta avaliação são conhecidas desde pelo menos 1997 (3) . Também foram relatados aumentos às vezes sérios na demanda de energia ao se trabalhar sob carga parcial(4,5). No entanto, até agora a importância das condições da operação sob carga parcial dificilmente se fez sentir nas empresas. Mesmo os responsáveis pela produção pouco podem fazer com relação ao termo “carga parcial”, talvez também porque não sabem como determinar os estados em que essa condição ocorre. Somente com a inclusão de outras variáveis, ou seja, o grau de capacidade de utilização e a duração do ciclo, é que a eficiência energética e, portanto, o potencial de economia podem ser avaliados de forma realista.

Fig. 1 – Aqui são mostrados os chamados “indicadores de energia” para máquinas de moldagem por injeção individuais (K. Lange (2); Gráficos: Hanser)

Assim, aqui será abordado deliberadamente o grau de utilização da capacidade das máquinas. O que falta, além do esclarecimento, é a disposição dos fabricantes em fornecer informações abrangentes sobre as mudanças da demanda de energia ou da eficiência energética em toda a gama de aplicações da injetora. Diagramas com curvas características são geralmente disponibilizados no caso de motores, bombas etc., mas não para

injetoras. Entretanto, os fabricantes de máquinas disponibilizam “curvas de carregamento parcial”. O autor deste trabalho teve acesso a elas, mas não conseguiu obter cópias. Uma exceção é a Arburg (Alemanha), que forneceu pelo menos uma curva de carga parcial típica (1), e a Engel – após fazer consultas, o autor deste trabalho encontrou indicações para carregamento parcial de diferentes tipos de injetoras. As informações são representadas em gráficos na figura 2. O tempo de permanência da resina fundida na unidade de plastificação determina se o material injetado no molde (peso injetado) atende ou não aos requisitos de qualidade do produto. Em um projeto convencional, as espiras da rosca são preenchidas com resina cujo peso é de três a quatro vezes a massa a ser injetada em cada ciclo(6). Ao diminuir os pesos

Grau de utilização da capacidade das máquinas Nas empresas de transformação de resinas entende-se que o grau de utilização das máquinas é principalmente definido pela razão entre o tempo de utilização e o tempo de operação planejado. Entretanto, a questão é até que ponto o produto manufaturado obtém o peso unitário para o qual o projeto da máquina foi baseado.

Fig. 2 – Curvas de carga parcial para diferentes tipos de injetoras em função do grau de utilização da máquina (M. König; Banco de dados: A. Lohnecker, Engel; Gráficos: Hanser)


ESTUDO

30 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Tab. 1 – Tipos e tamanhos de injetoras incluídas na revisão (M. König; banco de dados: Schoeller Allibert). Tipo de injetora Hidráulica Híbrida Servo-híbrida

Injetora com acumulador Sim + Não Sim + Não Não

da massa a ser injetada a cada ciclo, aumenta-se o tempo de permanência do material na unidade de plastificação, o que aumenta o risco de ocorrência de superaquecimento da resina fundida. Além disso, os sistemas de medição não mais funcionam com a precisão desejada se os pesos da resina a ser injetada forem muito baixos. Por outro lado, quando os pesos da massa a ser injetada estão acima do especificado no projeto da rosca, o tempo de permanência pode ser reduzido a tal ponto que o tempo de homogeneização da resina fundida se torna insuficiente. Portanto, existem limites superiores e inferiores relacionados à qualidade para o grau de utilização da capacidade da máquina. Eles dependem do projeto da rosca e são geralmente descritos pelo trajeto

Diâmetro da rosca 115 – 200 110 – 133 150 – 260

de dosagem, ou seja, a distância que a rosca percorre para trás para alocar o peso da resina fundida a ser injetada em um ciclo. Ao utilizar uma rosca convencional, os limites do trajeto de dosagem são geralmente definidos desde uma até três vezes o diâmetro da rosca (1 D a 3 D) (6). Existem projetos especiais de roscas que permitem que os requisitos de qualidade também sejam atendidos na faixa desde 0,5 D até 4 D(7).

Valores de referência indicam a eficiência energética As curvas de carga parcial (figura 2) foram traçadas assumindo-se que foram usadas roscas convencionais. Não foram disponibilizados dados adicionais sobre o consumo de energia elétrica. As máquinas da

Fig. 3 – Demanda de energia específica para injetoras de diversos fabricantes sob diferentes graus de carregamento. Resultados em comparação com a respectiva curva de referência (M. König; Banco de dados: Schoeller Allibert; Gráfico: Hanser)

Amplitude da força de fechamento 5.000 – 20.000 6.000 – 10.000 10.000 – 40.000

Schoeller Allibert GmbH também estavam dotadas com roscas convencionais. Portanto, para os tipos e portes de injetoras listados (tabela 1), houve interesse em verificar quão adequadas estas curvas de carga parcial eram para o próprio parque de máquinas. Assim, as evoluções das curvas foram posteriormente convertidas para a “escala D”. O comportamento energético sob carga parcial estava no centro das considerações. O grau de utilização da capacidade da máquina foi calculado de acordo com os exemplos dados (tabela 2). A demanda específica de energia elétrica representada nas figuras neste estudo é definida como o consumo total de eletricidade de uma injetora no respectivo ponto de operação (kWh), relacionado à massa de resina (kg) transformada no mesmo período. Os resultados mostrados na figura 3 foram obtidos em uma época em que as máquinas ainda operavam com óleo hidráulico VG46. A mudança para o óleo VG22 começou mais tarde(8). As demandas específicas de energia elétrica que foram determinadas encontram-se dispersas ao redor da respectiva curva de referência. Há várias, e “naturais”, razões para isso: • A demanda específica de energia elétrica é influenciada pela duração do ciclo. Os resultados relativos a tempos de ciclo inferiores a 30 s são preponderantemente inferiores, enquanto tempos de ciclo superiores a 50 s são predominantemente superiores ao respectivo valor de referência;



ESTUDO

32 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

economicamente? Se sim, quão grande ele é? 2) Ao adquirir novas injetoras (figura 6): que economia de energia elétrica pode ser realmente esperada nos pontos de operação previstos em comparação com a situação atual?

Fig. 4 – Avaliação da necessidade de ação para aumentar a eficiência energética das injetoras hidráulicas (M. König; Banco de dados: Schoeller Allibert; Gráfico: Hanser)

• As máquinas com acumuladores de pressão de óleo hidráulico geralmente apresentam maior demanda de potência sob carga parcial se a pressão do acumulador não for ajustada conforme o ponto de operação, o que geralmente ocorre com acumuladores instalados antes de 2010; • Os parâmetros operacionais não estão suficientemente ajustados à combinação de máquina e molde como, por exemplo, valor da força de fechamento desnecessariamente alto; • Aumento da demanda de energia devido à necessidade de manutenção. No caso de uma rosca desgastada, o refluxo de resina fundida só pode ser evitado aumentando-se a velocidade de rotação da rosca. A partir desses resultados pode-se concluir que a evolução das curvas de referência é fortemente influenciada pela duração do tempo de ciclo. A “normalização” das curvas de referência conforme o diâmetro da rosca garante que as curvas sejam válidas para uma ampla gama de pesos de peças para o caso 3D.

Potencial economia com ajuda de curvas de referência Surge a questão sobre qual seria o benefício operacional que as curvas de referência apresentadas poderiam oferecer. Dúvidas sobre eficiência energética poderiam ser sanadas nos seguintes casos: 1) Ao avaliar a eficiência energética em um ponto de operação (figuras 4 e 5): há um potencial para economia de energia que pode ser aproveitado

As curvas de referência (figura 4) são usadas para avaliar uma melhoria realista da eficiência energética no respectivo ponto de operação. Os resultados são comparados diretamente com o valor de referência relevante. Um certo desvio em relação ao valor de referência é inevitável. Portanto, um resultado que não esteja mais do que 10% acima do valor de referência ainda é considerado “energeticamente insuspeito”, desde que o ciclo dure 100 s ou menos. Entretanto, se a demanda específica de energia elétrica estiver acima do limite de 10%, então as razões desse fato devem ser analisadas mais detalhadamente. Para obter resultados confiáveis é imperativo só avaliar os intervalos de medição nos quais a máquina tenha produzido sem perturbações e de forma ininterrupta. Caso contrário, os

Fig. 5 – Seleção de medidas econômicas para economia de energia visando melhorar a eficiência energética de injetoras híbridas (M. König; Banco de dados: Schoeller Allibert; Gráfico: Hanser)



ESTUDO

34 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Fig. 6 – Demonstração da economia real de energia a partir de nova aquisição e substituição da injetora já existente (M. König; Banco de dados: Schoeller Allibert; Gráfico: Hanser)

resultados serão insatisfatórios. A definição do limite superior de 10% foi baseada na experiência obtida com tempos de ciclo inferiores a 100 s. Sob tempos de ciclo de 100 a 150 s também deve ser “incluída” no gráfico uma segunda linha-limite correspondente a 15%. Para reduzir a demanda específica de energia elétrica devem ser examinadas, além das medidas que requerem investimentos, as opções organizacionais. O efeito é mensurável, como mostra uma série de testes feitos com injetoras com acumulador idênticas (figura 5). São apresentados os valores iniciais e os resultados favoráveis obtidos com as medidas citadas. Todas as máquinas tinham originalmente uma pressão de acumulação fixa de 195 bar, a qual permaneceu inalterada mesmo sob carga parcial. Para conter esta desvantagem típica de injetoras com sistema de acumulação, pode-se ajustar a pressão do acumulador por conta própria após um pequeno investimento. No caso da injetora “A”, o sucesso obtido com as duas primeiras medidas foi insatisfatório. A eficiência energética ainda se encontrava no vermelho. Durante a implementação da segunda medida

(etapa 2), notou-se que as bombas hidráulicas deram partida com frequência incomum para manter a pressão do acumulador dentro da faixa especificada. Um nível satisfatório de eficiência energética foi obtido após a eliminação da causa.

Vinte minutos valiosos Os valores iniciais das máquinas “B” e “C” já estavam dentro do limite de 10%. O valor inicial da máquina “C” estava ainda abaixo da curva de referência. Na verdade, já se podia ficar satisfeito com o desempenho dessa máquina após o ajuste da pressão do acumulador (etapa 2). Entretanto, foi mostrado que os valores especificados para o ajuste da máquina não foram definidos de maneira ideal para a combinação de injetora e ferramental. Um bom resultado só foi obtido reajustando-se os parâmetros de configuração essenciais, o que levou 20 minutos. Os exemplos deixaram claro que, mesmo com valores iniciais dentro do limite de 10%, pode valer a pena olhar mais detalhadamente a demanda específica de energia elétrica. Isso é particularmente aconselhável nos casos em que o ciclo dura menos de 40 segundos.


35 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Tab. 2 – Cálculo do grau de utilização da capacidade da injetora (M. König, E&P Management). Parâmetro de cálculo

Unidade de medida

Resina

Dados PEAD

PP

Diâmetro da rosca

mm

110

Trajeto de dosagem 3D

mm

330

Volume 3D

cm

3.135

Contração volumétrica

%

Densidade sob temperatura ambiente

g/cm

Peso efetivo da peça

g

Peso da peça 3D

g

2.504

2.425

Grau de utilização da capacidade

1,20 D

1,24 D

Como parte do processo de aquisição é comum que os clientes perguntem aos fornecedores de injetoras qual a economia de energia que pode ser conseguida com a nova máquina que está sendo oferecida em comparação com o “valor real”. As respostas mais comuns estimam

3

15 3

0,94

0,91 1.000

a economia em 40 ou até 50%. De onde vêm esses valores? Eles se referem ao caso ideal, ou seja, quando o cliente apenas menciona o consumo de energia efetivo de uma máquina comparável já existente e o fornecedor dá informações sobre a demanda de energia espe-

cífica na capacidade nominal, ou seja, em 3D. Naturalmente será obtida alguma economia, da ordem de 40 a 50%, mas apenas sob condições especiais. Uma comparação numérica unidimensional (figura 1) pode levar a um prognóstico de economia que na verdade será utópico.

Comparação a partir da aquisição de equipamentos A comparação entre os resultados aqui documentados (figura 6) se refere a máquinas com projeto idêntico e do mesmo fabricante. A comparação se beneficiou da coincidência do mesmo produto ter sido “injetado” em duas máquinas em paralelo, ambas usando ferramental da mesma geração. Os parâmetros de produção foram


Demanda de energia específica (kWh/kg)

ESTUDO

36 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

1,25

Graus de utilização da capacidade entre 20 e 80% são considerados normais!

1,00

Hidráulica Híbrida Servo-híbrida

0,75

0,50

0,25 0D

Área de aplicação recomendada com uma “rosca convencional”: 1 – 3D 0,5 D

1,0 D

1,5 D

2,0 D

2,5 D

3,0 D

3,5 D

Grau de utilização da capacidade da injetora

Fig. 7 – Curvas de referência para a gama de pontos de trabalho normais de injetoras (M. König, E&P Management; Gráfico: Hanser)

ampla e mutuamente ajustados antes da medição, os quais são mostrados em uma tabela no gráfico. A comparação entre os resultados mostrou uma economia de 27%. A aplicação das curvas de referência ajuda a definir o objetivo da economia de energia elétrica que pode realmente ser obtida com a aquisição de novos equipamentos. A experiência com o tratamento das três curvas de referência aqui apresentadas foi extremamente positiva. A diferença entre a demanda específica de eletricidade real e o valor de referência pertinente deixa claro o quão eficiente em termos de energia a máquina é e onde se encontra a meta alcançável de eficiência, enquanto se mantém a qualidade do produto e o tempo de ciclo necessários. As curvas de referência representam valores médios para uma ampla gama de projetos, forças de fechamento e tempos de ciclo, em particular para a mensuração da eficiência energética de máquinas fabricadas até 2015.

Curvas de referência constituem uma ajuda ideal No caso de tempos de ciclo inferiores a 40 s, deve-se buscar uma demanda específica de potência

abaixo do valor de referência. Se o tempo de ciclo for mais longo, mas não superior a 100 s, a demanda específica de energia não deve ser superior ao valor de referência de mais de 10%. Os resultados das medições (figuras 3 e 6) também mostraram que as curvas de carga parcial são obviamente mais planas quando as injetoras são equipadas com tecnologia moderna de medição, controle e regulação. Caso as instruções de operação para as injetoras não incluam curvas de referência na forma de um diagrama parametrizado de tempos de ciclo ou informações de correção para tipos selecionados de resinas, as curvas de referência (figura 7) também podem servir como orientação para máquinas modernas. Para máquinas fabricadas até 2015, as curvas de referência fornecem uma base confiável para determinar a eficiência energética e estimar o potencial de economia real que pode ser esperado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A listagem das referências bibliográficas deste trabalho pode ser encontrada no seguinte endereço da Internet: www.kunststoffe.de/onlinearchiv.



RECICLAGEM

38 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Com base em cerca de 15 aberturas por dia e uma vida útil do aparelho de cerca de 18 anos, isso chega a cerca de 100.000 aberturas de Os plásticos reciclados têm seu uso bastante portas por vida útil do dispositivo. Assim, a disseminado em aplicações não técnicas como pergunta feita pelos pesquisadores foi: “Um embalagens e itens descartáveis. No entanto, pino feito de material reciclado pode suportar desde que recuperados e processados de forma isso?”. Os estudos realizados permitiram criteriosa, eles podem ser usados também na concluir que sim, pois embora o reciclado seja moldagem de peças técnicas, a exemplo do 15% menos forte, ele tem propriedades de experimento realizado no Instituto Fraunhofer rigidez semelhantes às do plástico virgem. No LBF (Alemanha). que se refere à deformaPesquisadores da instibilidade, porém, ambos os tuição, em parceria com as materiais se comportam empresas Bosch GmbH e igualmente. “Para garantir Bosch-Siemens-Hausgeräte um bom resultado, os pesGmbH, investigam aplicaquisadores desenvolveram ções diferenciadas para o um método de projeto para verificar se o pino estava plástico reciclado. O traoperacional”, descreveu balho começou com o aperfeiçoamento da reciclagem Dominik Spancken, cienPesquisadores testaram o uso de material plástico reciclado para de carcaças de baterias de tista do Fraunhofer LBF. moldar um componente estrutural automóveis, com o acrésciA equipe de pesquisa prende uma máquina lavadora de louças. mo de aditivos que melhodeu os pinos feitos a partir de Na imagem, suporte para lavaram a resistência e as pronovos suportes de base em uma louças, uma peça estrutural em que priedades ópticas do material. bancada de testes e aplicou foi usado material reciclado. Otimizado, ele se tornou cargas semelhantes às que Imagem: Fraunhofer LBF adequado para a produção de ocorrem quando a máquina é suportes de base para lavadoras de louças. aberta e fechada. Com o calor irradiado pela Pesando cerca de dois quilos, esses commáquina de lavar louça, a temperatura de trabalho ponentes são a estrutura básica da máquina e do componente pode chegar a 50 °C, dado também sustentam suas paredes laterais, abrigando levado em conta pela equipe de pesquisa. Com base nos dados experimentais, os ainda unidades auxiliares como a bomba, pesquisadores criaram um método de cálculo sensores de status e recipiente para sabão. e projeto alimentado com os parâmetros do Foram produzidas amostras de teste para material reciclado. “Com ensaiar a resistência mecâbase nos testes do novo nica das peças, tracionadas material e no método de cerca de 100.000 vezes cálculo, conseguimos decom uma força específica, duzir o comportamento de de forma automática. Este um pino feito de material número foi baseado na reciclado, com um resulaplicação típica e no estado animador: a resiliênpectro de carga de grandes eletrodomésticos, especia dos pinos feitos de maGranulado de plástico reciclado cialmente para testar um terial novo e reciclado diusado na pesquisa do LBF. pino com a espessura de fere muito pouco, o que Imagem: Fraunhofer LBF um dedo, localizado no levou à conclusão de que o suporte da base da máquina de lavar louça. suporte base da máquina de lavar louças pode A peça é submetida a tensões mecânicas ser feito de material reciclado e, portanto, cada vez que a porta da máquina de lavar contribuir para o desenvolvimento de uma louças é aberta e fechada, e por isso indústria de componentes mais sustentável”. representa a área ciclicamente mais exigida no suporte da base da máquina. Fraunhofer LBF – www.lbf.fraunhofer.de

Plástico reciclado é usado para moldar peça técnica de eletrodoméstico


39 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Sachês pós-consumo transformados em itens esportivos

Uma parceria entre a Boomera e a

Nescau – marca de achocolatado do grupo Nestlé – resultou na transformação de cerca de duas toneladas de resina pós-consumo, proveniente de embalagens flexíveis, em itens esportivos para a prática de futebol, basquete e vôlei, que foram doados para uma ONG no Estado de Santa Catarina.

De acordo com informativo enviado à imprensa, o projeto, amparado pela iniciativa RE da Nestlé, visava unir inovação e sustentabilidade com a proposta de reciclar as embalagens dos sachês da companhia, a fim de reforçar a importância da circularidade dos produtos, e buscou a Boomera para transformar resíduos pós-consumo em matéria-prima reciclada. Após o desenvolvimento de uma resina pós-consumo (PCR) própria para a execução do projeto, o material foi transformado em itens como traves de futebol, cestas de basquete e postes

Uso de resina pós-consumo proveniente de embalagens flexíveis para fabricação de itens esportivos é parte de um projeto que auxiliou uma organização beneficente. Imagens: divulgação

de vôlei, os quais foram doados à ONG Bairro Da Juventude, sediada em Criciúma (SC), como incentivo à prática de esportes e exemplo de sustentabilidade para crianças e jovens. Entre outros benefícios, estão o aumento da renda das cooperativas homologadas pela Boomera envolvidas no projeto a partir da venda desses resíduos, e de seus catadores e catadoras de material reciclável, os quais atuaram na coleta de duas toneladas de materiais flexíveis, impedindo sua ida para aterros, por exemplo. Segundo os dados do informativo, a coleta dos sachês usados durou cinco meses e envolveu dez cooperativas de reciclagem. O processo de transformação e desenvolvimento da resina pela Boomera até a finalização da produção dos itens esportivos foi realizado em mais cinco meses, considerando todos os testes necessários para garantir o desempenho dos produtos. Boomera – https://boomera.com.br


40 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

RECICLAGEM Para participar, é necessário criar gratuitamente uma conta digital Triciclo por meio do site da companhia ou pelo seu aplicativo. Depois, basta depositar as embalagens A Ambev e a Triciclo, vinculada ao Grupo Ambipar, na máquina para começar a pontuar e receber “tricoins”, que são os pontos de troca dos benefícios. A instalaram mais unidades de máquinas de Retorna Machine recolhe todos os tipos de autoatendimento na cidade de São Paulo materiais recicláveis, tais como plástico, (SP) para o depósito de embalagens pósvidro, alumínio, aço e embalagens longa vida. consumo, conhecidas como Retorna Essas máquinas vêm sendo instaladas em Machine, em que, de acordo com um diversos locais da região metropolitana de programa de fidelidade, quem contribui São Paulo (SP), como já citado por Plástico com a reciclagem recebe recompensas. Industrial em edições passadas em outras Segundo informativo enviado à imações dessas companhias em prol da prensa, as empresas instalaram mais dez sustentabilidade. máquinas em locais de fácil acesso ao Mais dez unidades da chamada Retorna Atualmente, elas podem ser encontradas público e com grande movimentação Machine são instaladas nos terminais metropolitanos Jabaquara, de pessoas, concedidos pela EMTU, em pontos da cidade de Diadema, Piraporinha, São Bernardo do ViaQuatro e Rede Duque. As embalagens São Paulo, pela Ambev e Campo, São Mateus e Santo André Oeste, recicláveis, que seriam descartadas mas Triciclo-Ambipar, que no Corredor ABD, na estação República da agora podem ser depositadas nessas incentiva a troca de máquinas, são revertidas em benefícios embalagens pós-consumo Linha 4-Amarela de metrô, e em postos de como recarga no vale-transporte e em combustível da Rede Duque. por serviços e créditos. Imagem: divulgação, celulares pré-pagos, bônus na fatura de Ambev energia elétrica ou desconto em livrarias. Triciclo – contato@triciclo.eco.br

Máquinas de autoatendimento incentivam a reciclagem de embalagens

Empresa supera sua meta de uso de material reciclado

No final do ano passado, a SC Johnson – companhia que

detém marcas como Off!, Exposis, Pato e Mr. Músculo – superou, quatro anos antes do previsto, sua própria meta de aplicar 15% de plástico reciclado em suas embalagens, garantindo que todos os seus produtos estejam envasados em frascos com porcentagem de plástico pós-consumo. De acordo com informativo enviado à imprensa, a SC Johnson estabeleceu, como sua nova meta, o uso de 25% de plástico pós-consumo (PCR) em suas embalagens até o ano de 2025. O anúncio foi realizado depois da companhia ter ultrapassado sua meta anterior. Isso porque, segundo a emA SC Johnson superou presa, no final de 2021, 19% sua meta de uso de 15% de suas embalagens de plástide plástico reciclado em co já eram feitas com PCR, um suas embalagens aumento de 14% em relação quatro anos antes do previsto e, agora, quase ao ano de 2020. dobra a aposta para Essa atualização marca a usar 25% até 2025. próxima etapa da companhia Imagem: Freepik em direção à diminuição de re-

síduos, à medida que continua com uma série de metas como: continuar a remover o excesso de plástico sempre que possível (uma vez que eliminou mais de 6,1 milhões de quilos de embalagens desnecessárias desde 2018); tornar 100% de suas embalagens plásticas recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis até 2025 (atualmente, 65% das embalagens da empresa são projetadas para serem recicláveis ou reutilizáveis); e trabalhar com a indústria e outras organizações para apoiar modelos de economia circular do plástico, a fim de mantê-lo longe de aterros sanitários e do meio ambiente. Além disso, em 2019, a empresa lançou uma parceria global com o Plastic Bank – ação socioambiental que recupera plástico do ambiente, reverte em benefícios para os coletores e reintegra o material na cadeia de valor – para ajudar a enfrentar a crise do plástico oceânico e a pobreza, aumentando as taxas de reciclagem e melhorando os benefícios econômicos e sociais para as comunidades. Em 2020, o movimento comemorou o marco de impedir a entrada de 1 bilhão de garrafas plásticas nos oceanos, ao redor do mundo. A SC Johnson também fez parceria com franquias esportivas como Liverpool Football Club, Milwaukee Bucks e Milwaukee Brewers, para transformar garrafas e copos plásticos usados nos estádios em embalagens para seus produtos, criando uma infraestrutura de reciclagem. SC Johnson – www.scjohnson.com


GUIA II

41 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

As empresas que transformam plásticos por rotomoldagem São relacionadas neste guia empresas rotomoldadoras, com alguns detalhes sobre os recursos de que elas dispõem para a fabricação de seus produtos. Os rotomoldadores também revelaram estar se familiarizando com o uso de impressoras 3D como auxiliar no desenvolvimento de peças e produtos: 50% das pesquisadas já usam o processo, com algumas optando por comprar seu próprio equipamento, enquanto outras contratam o serviço de terceiros. Questionadas quanto ao impacto da pandemia em seus negócios, as empresas apontaram que houve aumento da nacionalização de itens no mercado de plásticos, assim como cresceu a procura por produtos para a construção civil e para o segmento de lazer (playgrounds).

• • • • Berofer (44) 98803-6088 n berofer@berofer.com.br 2 3.000x4.500x3.000 3.000x1.800x3.000 1 10 • PE • Caiaker (11) 99654-1456 n caiaker@caiaker.com 1 200x200x200 3.900x1.400x800 2 12 • • PE • GF Fgs (11) 4617-8000 n fgsbrasil@fgsbrasil.com.br 2 400x300x300 4.000x1.000x1.000 8 25 • • Ouro Fino (11) 2179-6187 autopecas@ourofino.com.br 2 300x300x300 1.800x1.800x1.800 1 10 • • • Politiplastic (16) 99601-2856 n administrativo@politiplastic.com.br 5 100x100x100 5.000x5.000x5.000 10 50 • • Resiplastic (11) 97332-1881 n wesley.bavaresco@resiplastic.com.br 21 25x25x25 4.500x4.500x4.500 3 25 • • • • Teorema (11) 97243-7515 n adm@alphabrinquedos.com.br 2 500x500x500 2.800x600x600 2 5 • • Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 135 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Plástico Industrial, janeiro/fevereiro de 2022. Este e muitos outros Guias de PI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Arbo Plásticos Asperbras

(41) 99971-6443 n

comercial@arboplasticos.com.br

3

willian.rocha@asperbras.com

1

150x150x150

4.000x4.000x3.500

4.000x4.000x4.000

1,5

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• • • • • • •

• • • • • • • • • • •

• • • • • • •

Capacidade de produção (t/mês de peças)

Materiais reciclados

Máximas (mm)

Possui estações CAD

Mínimas (mm)

Possui recursos para Outros Moldagem com insertos Moldagem em sanduíche ou multicamadas Produção de superfícies texturizadas Executa o projeto de peças para os clientes Desenvolve produto

E-mail

Materiais que processa

PE PP PS PVC

Telefone

Espessura de parede das peças

Mínima (mm)

Empresa

Número de máquinas que possui

Dimensões das peças moldadas

Máxima (mm)

Em uma sondagem feita junto às empresas participantes deste guia foi constatado que elas utilizam tanto moldes de alumínio quanto de aço, sendo que 55% delas fabricam o seu próprio ferramental internamente. Quanto aos segmentos atendidos pelo setor, nesta atualização anual do guia o mais mencionado foi o automobilístico, seguido do mercado de produtos para agricultura, brinquedos e lazer, utilidades domésticas, sinalização e, por último, itens para pet shop . Também foram citados itens destinados aos setores de saneamento e de construção civil.

2

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3

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42 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

APLICAÇÕES Compósitos termoplásticos podem substituir componentes metálicos de baterias

O objetivo do projeto é otimizar os processos de transformação de compósitos termoplásticos a fim de melhorar suas propriedades para que possam substituir os O Instituto de Tecnologia metais nas carcaças de baterias de veículos elétricos, del Plástico (Aimplas) impleatualmente fabricadas em aço mentou o projeto Veteria21, inoxidável e alumínio. Seus financiado pelo Governo módulos de íons de lítio são Regional de Valência, voltado volumosos e pesados, repreao desenvolvimento de novos sentando cerca de 20% a 30% processos de transformação do peso do veículo. De acordo mais eficientes de compócom o Aimplas, como resulsitos termoplásticos para que possam ser usados na substitado, o projeto reduziria o tuição de componentes mepeso da bateria e, portanto, tálicos em baterias de veíseu consumo, proporcionando culos elétricos. uma nova solução mais sustentável baseada em critérios de economia circular. “Em geral, 73% do peso do veículo corresponde a componentes metálicos. Os compósitos termofixos são, portanto, uma alO instituto espanhol Aimplas está ternativa leve para desenvolvendo novos processos de carcaças de bateria. transformação de compósitos termoplásticos No entanto, sua que visam substituir a carcaça metálica das baterias de veículos elétricos. Imagem: Aimplas reciclabilidade e taxa de produção não os favorecem. Por esta A eletrificação e modernização de veículos está cada razão, os compósitos tervez mais tomando conta do moplásticos representam chão de fábrica das montauma boa alternativa”, exdoras ao redor do mundo. Em plicou Begoña Galindo, líder paralelo, as pesquisas e os do grupo Aimplas Sustainable desenvolvimentos de novas and Future Mobility. baterias mais leves, eficientes O projeto é parte de um e com mais autonomia se acordo de colaboração entre fazem necessárias uma vez o Ministério da Inovação, que, segundo o instituto, o Universidades, Ciência e setor de mobilidade e trans- Sociedade Digital do Goporte é atualmente resverno Regional de Valência, ponsável por um quarto de além do Aimplas. todas as emissões de gases de Aimplas – www.aimplas.es efeito estufa.



44 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

O Polímeros biodegradáveis e de base biológica em aplicações de uso único

A norte-americana Milliken, com subsidiária em São Paulo (SP), juntou-se à Global Organization for PHA (ou GO!PHA) para ajudar na busca por soluções para

na embalagem A GO!PHA é uma coalizão de membros da indústria e do meio acadêmico, sem fins lucrativos, que se dedica a promover o desenvolvimento, comercialização e a adoção de polímeros PHA por meio do compartilhamento de conhecimento. Nessa parceria, o papel da Milliken será

de plásticos nos oceanos e da conservação dos recursos naturais. Substituir materiais tradicionais por polímeros PHA biodegradáveis de base biológica pode fornecer opções de menor impacto para os serviços de alimentação e embalagens flexíveis. Estamos ansiosos para trabalhar com outros

A Milliken se uniu à GO!PHA para impulsionar a adoção de PHA, polímero biodegradável de base biológica, em embalagens de uso único. Imagens: Milliken

os desafios de desenvolvimento, técnico e de mercado, relacionados aos biopolímeros biodegradáveis da família dos poli (hidroxialcanoatos) (PHA) e ao seu uso em embalagens. Segundo um informativo da Milliken, a empresa trará à GO!PHA sua experiência em química de polímeros para ajudar a melhorar o processamento, desempenho, estética e outras características importantes do PHA com o objetivo de expandir o leque de usos desta família de materiais para mais aplicações de embalagens.

colaborar com membros da organização para priorizar a resolução de problemas técnicos e explorar maneiras de resolvê-los ao adaptar seus aditivos de alto desempenho já existentes ou ao desenvolver novas tecnologias. Para Allen Jacoby, vicepresidente sênior de aditivos plásticos da Milliken, “a participação da empresa na GO!PHA vai ao encontro dos nossos objetivos de sustentabilidade corporativa, nos oferecendo uma plataforma colaborativa para enfrentar os desafios do descarte

membros da GO!PHA em melhorias que podem tornar os PHAs mais atraentes para designers de produtos, indústrias de transformação e consumidores”. Essas ações corroboram os dados divulgados durante a 16ª Conferência da European Bioplastics, já citada por Plástico Industrial no início de dezembro passado, em que apontam que a produção de bioplásticos deverá mais do que triplicar nos próximos cinco anos. Rick Passenier, membro do conselho de administração da GO!PHA afirmou ainda que, “a


45 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

experiência da Milliken em aditivos poliméricos e sua capacidade de desenvolvimento agregam um valor elevado aos nossos esforços na otimização das propriedades e processabilidade do PHA e na expansão do uso do material em aplicações de embalagem de uso único”. Tecnologia para aumentar o uso de plásticos reciclados Além disso, a norte-americana desenvolveu uma tecnologia que contribui para aumentar o uso de plásticos reciclados. Os modificadores de performance DeltaMax atuam no processo de moldagem por injeção de polipropileno (PP), aplicado em peças que requerem maior resistência ao impacto. Na opinião de Edmar Nogueira, gerente técnico da Milliken, na prática, os sistemas de produção industrial devem priorizar insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis. “Temos investido em tecnologias que permitem aos transformadores do setor plástico utilizar uma resina 100% reciclada, desde que a matéria-prima tenha baixo grau de contaminantes, ou aumentar o teor de resina reciclada em misturas típicas com resina virgem”, disse. A linha completa de modificadores de performance é voltada para convertedores de PP copolímero de impacto, e

principalmente PP reciclado. É uma linha de produtos multiuso, que pode ser utilizada em diversas aplicações. Ainda segundo Nogueira, a aplicação do DeltaMax promove balanço entre resistência e processabilidade da resina, gerando ganhos operacionais, financeiros e em sustentabilidade. “É destinado a transformadores que queiram otimizar a resistência ao impacto da resina, para gerar peças acabadas mais robustas, sem ter de sacrificar o índice de fluidez, e nem perder processabilidade”, concluiu. A melhora na processabilidade, viabilizada pelo aumento do índice de fluidez da resina, se reverte em ganhos de ciclo operacional, uma vez que o transformador produz mais peças em um mesmo período e, consequentemente, consome menos energia. A possibilidade de aumento do percentual de reciclado em misturas também proporciona ganhos financeiros, uma vez que a matéria-prima recuperada tem custo menor. Testes realizados pela Milliken registraram reduções do ciclo operacional na ordem de 10% a 15%, dependendo da aplicação, e economia de energia na mesma faixa. Como consequência, a redução na emissão de CO2 teve queda média de 10%. GO!PHA – www.gopha.org en – www.milliken.com Milliken Millik


PRODUTOS

46 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

Reciclagem de plásticos ec (Flores da A FabrikT abrikTec Cunha, RS) desenvolve linhas de equipamentos para trituração de plásticos. Um exemplo é o modelo FKT-30 (foto), que apresenta entrada com largura de 2.000 mm e altura de 1.569 mm, bem como capacidade cúbica de

6,6 m3 e tremonha de 1 m. Ele conta com rotor com velocidade de trabalho de até 200 rpm, cujo diâmetro é de 495 mm, e com motor com potência de 150 cv, este com potência de saída de 110 kW. Além disso, a quantidade de coroas de corte da máquina pode variar de 48 a 72. De acordo com informações da empresa, o equipamento é indicado para o processamento de poliamida (PA), polipropileno (PP), polietilenos de diferentes densidades, PET, entre outros plásticos. Suas dimensões são de 3.130 x 4.600 x 2.375 mm. Tel. (54) 3196-8373, https://fabriktec.com.br

Medição por ultrassom yo (São Paulo, A Metrotok Metrotokyo

SP) comercializa o medidor de espessura por ultrassom

MTK-1300 (foto), indicado para medições de peças plásticas feitas de polietileno (PE) ou de poli(cloreto de vinila) (PVC), por exemplo. Sua resolução é de 0,01 mm, com precisão de cerca de 0,5% e velocidade do ultrassom de até 9.000 m/s, além de contar com sistema de memória automática capaz de registrar dados de até 1 1 velocidades. Possui display de LCD com aproximadamente 50,8 mm e pode ser submetido a temperaturas de -5 até 45 ºC, com índice de umidade de operação de cerca de 85%, conforme recomendação da companhia. Tel. (11) 2675-0102, www.metrotokyo.com.br

-80 a 35 ºC. Além disso, as câmaras têm capacidade para comportar de 48 a 50 peças com dimensões de 75 x 150 mm. Já no caso de ensaios envolvendo dispersão de líquidos, a capacidade das máquinas pode ser de até 7 L/min. Tel. (11) 2147-1199, www.mastgrupo.com.br

EPI

A Volk do Brasil (Araucária, PR) comercializa equipamentos de proteção individual recomendados para uso no ramo de plásticos como os óculos Vvision 600 (foto). Com lentes antiembaçantes e resistentes ao riscamento, este modelo é indicado tanto para proteção contra partículas e fragmentos

Ensaio de intemperismo

O Grupo Mast (Santo André,

SP) fornece equipamentos projetados para submeter peças plásticas a ensaios de intemperismo acelerado. Entre as linhas oferecidas está a QUV, que é composta por câmaras que podem realizar testes de exposição à radiação UV, condensação, spray de água, entre outros. A faixa de temperatura gerada para os ensaios, dependendo do modelo, pode ser de

presentes no chão de fábrica quanto para inibir a ação de radiação UV. Ele possui apoio nasal emborrachado, hastes flexíveis e é comercializado em versões com lentes transparentes ou espelhadas, assim como com cor amarela ou cinza. Tel. (41) 2105-0055, https://volkdobrasil.com.br


Como receber a revista Plástico Industrial tem periodicidade mensal e é enviada gratuitamente para pessoas e empresas devidamente qualificadas, ou seja, com atividades ligadas à transformação de plásticos. Por isso, o recebimento da revista está condicionado ao COMPLETO preenchimento do formulário. Preencha todos os campos! Só deixe em branco aquele cujo dado solicitado não exista em sua empresa. A remessa da revista será ou não efetivada após análise dos dados do interessado. O prazo para processamento e resposta a esta solicitação é de 30 (trinta) dias a contar da data de envio. Depois de preenchido, envie para: Aranda Editora - Al. Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP Ou utilize o cupom para qualificação que está disponível em nosso site: www.arandanet.com.br/revista_pi/pi_assinaturas.htm

Sim, desejo receber a revista Plástico Industrial gratuitamente

Cargo

Nome: Empresa: Endereço: -

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Cidade: DDD:

UF: Tel.:

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 Presidente  Diretor  Gerente  Chefe  Engenheiro  Técnico  Outros

E-mail: Home page: Data:

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/

Assinatura:

Área

 Comercial/Vendas  Marketing  Industrial  Produção  Compra/suprimento  Projetos  Manutenção  Controle da qualidade  Engenharia  Ferramentaria  Pesquisa e desenvolvimento  Outros

Sua empresa é:  Transformadora  Recicladora  Ensino  Usuária/consumidora de plásticos  Fabricante/importadora/revendedora de matéria-prima, máquinas e equipamentos  Prestadora de serviços de consultoria/projetos  Prestadora de serviços de reforma/manutenção de máquinas Caso sua empresa não se enquadre em nenhuma das perguntas anteriores, qual é a relação com o p lásticos? setor de plásticos? Indique a quantidade de máquinas existentes nessa fábrica/divisão: Injetoras até 200 ton. de 200-800 de 800-1200 Extrusoras balão

Extrusoras de chapas/perfis

Extrusoras de tubos

Termoformadoras

acima de 1200

Sopradoras

Extrusoras para produção de filme casting Rotomoldadoras

Segmento em que atua:  Automobilístico/autopeças  Eletroeletrônica  Construção civil  Embalagens  Eletrodomésticos  Móveis  Brinquedos, artigos esportivos  Utensílios domésticos  Alimentos, bebidas, farmacêuticos, produtos de limpeza, cosméticos  Calçados  Outros Principal produto de sua fábrica/divisão de empregados empregados desta desta fábrica/divisão fábrica/divisão Núme ro de Número  até 50  51 a 100  101 a 500

 501 a 1000

 acima de 1000



49 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

EVENTOS

Próximos cursos do setor de plásticos Em virtude da pandemia da Covid-19, com o cancelamento de muitos eventos e cursos presenciais, priorizamos aqui os que serão realizados à distância, nos próximos meses.

Curso

Período

Limpeza e Polimento de Moldes Reciclagem de Plástico

5/03 10 e 11/03

Local

Informações

Online ou presencial

Instituto Avançado do Plástico

(São Bernardo

tel. (11) 4356-1883,

do Campo, SP)

www.planetaplastico.com.br

Especialização em Manufatura Avançada

2022

e Indústria 4.0 Especialização em

Facens Início em março

Sorocaba, SP

tel. (15) 3238-1188, www.facens.br

Engenharia de Controle e Automação Industrial Preparador e Regulador de Injetoras

Senai Roberto Simonsen 11/03 a 5/04

São Paulo, SP

para Plásticos

tel. (11) 3322-5000, https://url.gratis/YEsKQG Vilar Poliuretanos

Química e Tecnologia dos Poliuretanos

4 a 8/04

Online

tel. (21) 99632-3704, https://poliuretanos.com.br

Próximos eventos do setor de plásticos Evento

Data

Local

Contato

Interplast – Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico Euromold – Feira Mundial de

Messe Brasil 5 a 8/04

Joinville, SC

Construtores de Moldes e

tel. (47) 3451-3000, www.interplast.com.br

Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos

2022

Bioplastics Brazil – Seminário Internacional sobre Materiais Plásticos Compostáveis

Markeplan 26/04

Online

e de Fonte Renovável

www.bioplasticsbrazil.com

Greenplast – Feira e Conferência Internacional sobre Sustentabilidade na

3 a 6/05

Indústria do Plástico e Borracha Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens

21 a 24/06

para Alimentos e Bebidas

Milão (Itália)

2023

Promaplast srl e-mail: info@promaplast.org, www.greenplast.org

Online e

Informa Markets

presencial

e-mail: fispaltecnologia@informa.com,

(São Paulo, SP)

https://url.gratis/Ms6p42

Inovaplastic – Feira Internacional do

tel. (11) 98481-9754,

Reed Exhibitions 13 a 16/09

São Paulo, SP

tel. (11) 4659-0012,

Ramo de Plásticos

www.feiplastic.com.br

Plástico Brasil –

Informa Markets

Feira Internacional do Plástico

27 a 31/03

São Paulo, SP

tel. (11) 95432-1256, www.plasticobrasil.com.br


50 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – JAN-FEV. 2022

SERVIÇOS

LITERATURA Indústria

segurança, propriedades e testes em plásticos, aditivos, caracterização e seleção de plásticos comerciais, usinagem, processos de moldagem (por injeção, por extrusão, de termofixos, por termoformação, de materiais líquidos, sopro, laminação, de materiais reforçados, entre outros), ferramentas e fabricação de moldes, entre outros. Além disso, o livro possui apêndices tão detalhados quanto os capítulos regulares, que abordam tópicos como nomes comerciais e seus fabricantes, identificação de materiais, glossário e ainda fichas detalhadas dos principais materiais termoplásticos e termofixos citados na obra. O exemplar está disponível para compra no site da editora (www.cengage.com.br) pelo preço sugerido de R$ 254,90 na versão física e com preço sob consulta na sua versão digital (e-book).

A Artliber Editora lançou a primeira edição do livro Penáilon, de queno manual do náilon autoria de Marcos Araújo, Waldir Ferro, Hélio Wiebeck, Heloísa Zen e Giovanni Pioltini, que contempla os conceitos, características e processos dos mais diversos tipos de poliamidas disponíveis no mercado. A obra traz informações completas

sobre as propriedades específicas das poliamidas mais conhecidas, tais como a PA6 e PA66, além de outros polímeros da mesma família, como a 11, 12, 46, 610, MXD6, 6-3-T e 56. Dividido em 10 capítulos, o livro expõe também informações completas sobre a aditivação de poliamidas (com agentes lubrificantes, desmoldantes, nucleantes, expansores e antioxidantes, entre outros) e sobre seus tipos de degradação (térmica, fotooxidativa, hidrolítica, induzida por metal). Além disso, são tratados detalhes do processamento por injeção desse material como a secagem, perfil de temperatura do cilindro, temperatura do bico no maquinário, contração e condições de moldagem. O Pequeno manual do náilon contém 216 páginas, possui diversos gráficos e tabelas e aborda possíveis soluções para alguns típicos problemas de processo. No apêndice, uma tabela apresenta a identificação das poliamidas. O livro está disponível para compra, na versão física, no site da editora (www.artliber.com.br) pelo preço sugerido de R$ 86,00.

Empresa ............................................... Pág.

Empresa ............................................... Pág.

Empresa ............................................... Pág. Plásticos Nogueira ----------------- 4 5

A Cengage Learning disponi-

biliza o livro Plásticos industriais - T eorias e aplicações Teorias aplicações, tradução da 5ª edição da versão norte-americana, redigido por Erik Lokensgard e com tradução técnica para o português, feita por cinco doutores especializados na área. Este volume é um dos livros mais completos da área de polímeros, uma vez que suas 560 páginas exploram conteúdos que abordam desde a história dos plásticos, passando por conceitos técnicos, características, ciências aplicadas, até os mais diversos processos de transformação e suas aplicações no mercado. Seu público-alvo são os estudiosos envolvidos em programas de tecnologia de polímeros ou de plásticos, sendo um texto útil também para profissionais que desejam rever os conceitos básicos sobre o tema e permanecer atualizados sobre as tecnologias envolvidas na fabricação de plásticos. Seus 23 capítulos abordam temas como: introdução histórica dos plásticos, situação atual da indústria dos plásticos, química elementar dos polímeros, saúde e

Náilon

ANUNCIANTES Basf ------------------------------------ 1 9

Hebert Lambert -------------------- 1 0

BBC ---------------------------- 3 a- Capa

HM Equipamentos ----------------- 4 1

Poli Positivo -------------------------- 3 9

Bramis --------------------------------- 3 6

Interplast ----------------------------- 4 3

Primotécnica ------------------------- 3 5

Cabbonline --------------------------- 2 2

Kalay ----------------------------------- 0 9

Replas --------------------------------- 1 7

Conecta Resinas -------------------- 0 5

LS Injetoras -------------------------- 3 3

Souza e Ramos ----------------------- 3 6

Drymetal ----------------------------- 2 7

Multicel ------------------------------- 0 8

Starlinger ----------------------------- 2 3

Dynaflow ----------------------------- 4 2

Noox Brasil --------------------------- 3 4

Superfinishing --------------- 2 a- Capa

Ecoventures -------------------------- 3 9

Olifieri -------------------------------- 4 5

Tederic ------------------------ 4 a- Capa

Emanuplast -------------------------- 3 4

PKW ----------------------------------- 2 1

Verdant -------------------------------- 2 6

Haitian -------------------------------- 2 5

Place Resinas ------------------------ 4 2

Vinyl Arena --------------------------- 3 1



Nóspr oduzi mosval or Sol uç õesi nt el i gent esdemol dagem pori nj eç ão T eder i céumaempr es af abr i c ant edemáqui nasi nj et or aspar a pl ás t i c osdeal t aper f or manc eedes empenho. Or angedemáqui naséde55a7. 000t ons . ,ondei nc l uem as s ér i esc om Ser v oMot or ;Ser v oMot orde2Pl ac as ;Bi c omponent es ;Hí br i daset ot al ment eel ét r i c as . At endeosmai sex i gent ess egment osdai ndus t r i adet r ans f or maç ão: Aut omobi l í s t i c o;El et r odomés t i c o;Cons t r uç ãoc i v i l ; Li nhabr anc a;Embal agens ;Médi c oHos pi t al ar ;Br i nquedos ent r eout r os .

Somosum par c ei r ogl obal

At ual ment e,pos s ui 4f i l i ai spel omundo:Br as i l ,Cor éi adoSul , Méx i c oePor t ugal Al ém der epr es ent ant es / r ev endedor esl oc al i z adosem 38paí s es .

157. 000+ Uni dadef abr i l( m )

Ma t r i z

2Pl ac as

Ser voc om Ar t i c ul aç ões

El ét r i c as

F i l i a l


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