FOLHA PAROQUIAL
25 de janeiro de 2020
ITE MISSA EST IDE A MISS(ÃO) É AGORA | Ano A | III Comum
D. Manuel Felício O Papa Francisco instituiu o III Domingo do tempo Comum, que este ano coincide com o dia 26 de janeiro, como o Domingo da Palavra de Deus. E dá orientações para a sua celebração na carta apostólica sob forma de “motu próprio” datada de 30 de setembro passado com o título “Apparuit illis”. Depois de sublinhar a relação existente entre o Ressuscitado, a Comunidade Crente e a Sagrada Escritura, determina que o III Domingo do Tempo Comum seja dedicado à “celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”. Lembra a valência ecuménica e o diálogo com os judeus que a Bíblia potencia e convida a que a homilia deste domingo ponha em destaque a importância da Palavra de Deus e os serviços que lhe estão ligados, como são o ministério do Leitor ou o serviço do Catequista, mas também apele a cada um e a cada grupo para fazerem na vida diária a leitura da Palavra, com o aprofundamento e a oração característicos do método da “Lectio Divina”. Importa dar relevo à íntima relação que existe entre Palavra de Deus e Eucaristia. De facto, ao lado do altar e com a mesma dignidade está o ambão, onde se proclama a Palavra. Estas são as duas formas principais de presença real de Cristo no meio dos seus. A passagem da II Timóteo 3, 16, onde o apóstolo remete para a certeza de que toda a Escritura é inspirada, também é invocada como garantia de que o Espírito Santo continua a sua acção na vida dos fiéis e das comunidades para o acolhimento da mesma Palavra. Esta acção do Espírito, continuando o impulso da inspiração inicial, realiza de facto na atualidade uma peculiar forma de inspiração, que costumamos chamar de assistência, quando a Igreja ensina a Escritura, sobretudo através do seu Magistério, ou mesmo quando cada crente a procura compreender e aceitar como norma da sua vida. O exemplo de Maria Santíssima, de facto a primeira bemaventurada entre aqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática, nos ajude a colocar a mesma Palavra no centro da nossa vida e da vida das nossas comunidades. E por isso, como recomenda o Papa Francisco, procuremos que o Domingo da Palavra não seja “uma vez no ano, mas uma vez por todo o ano”. 14.1.2020
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Motivos para ler a Biblia: No domingo dedicado à Palavra de Deus procuramos motivos para ler com maior regularidade a Sagrada Escritura. 1. Conhecer a Deus Seria impossível sabermos algo de Deus se Ele não nos tivesse revelado. E Ele fez isso através da Sua Palavra. Por isso, para poder conhecê-Lo e criar com Ele uma relação pessoal de amor e confiança, é indispensável ler a Sua Palavra. 2. Conhecer-se a si mesmo A Palavra de Deus penetra até o ponto de divisão entre a alma e o espírito (cfr. Eb 4,12). Lê-la permite-nos conhecer a fundo nós mesmos. Isso sem partir da ótica humana do juízo e da condenação, mas do olhar esperançoso e misericordioso de Deus. 3. Receber luz O salmista afirma que a Palavra é lâmpada para os passos e luz no caminho (cfr. Sl 119, 105). Tem sempre uma mensagem para iluminar a situação atual. Tem sempre alguma coisa de pertinente a dizer-lhe; às vezes o consola, outras vezes exorta. Pode também tranquilizar, às vezes o inquieta e agita, mas pode ter certeza que lhe dá sempre aquilo de que precisa para a
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Evangelho deste domingo: São Mateus - 4, 12-23 Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo». Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O. Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.
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alma. 4. Dialogar com Deus Há quem acredite que rezar consiste somente em falar com Deus, porque Ele não diz nada. Mas Deus fala através da Sua Palavra. Ler a Bíblia permite-lhe escutar aquilo que Ele quer dizer, para poder depois responder, dialogar com Ele e, com a Sua graça, colocar em prática. 5. Participar da reflexão e da oração de toda a Igreja Quando lê os textos proclamados a cada dia na Missa, ou na Liturgia das Horas, une-se a milhões de católicos em todo o mundo que, naquele mesmo momento, estão a ler, a escutar, refletindo, rezando com as mesmas palavras. Ler a Palavra permite-lhe participar ativamente da unidade e universalidade da Igreja. 6. Colocar-se dentro da história da Salvação Ler a Bíblia permite-lhe descobrir como Deus se revelou ao ser humano, estabeleceu uma aliança com o homem, prometeu o Seu amor e a Salvação e respeitou esta promessa. Conhecer o passado permite-lhe compreender o presente e vivê-lo com a alegria de saber que está a fazer parte do povo de Deus, que você é membro do Seu rebanho, ovelha do Bom Pastor. 7. Conhecer, compreender e amar a Igreja Ler a Bíblia permite-lhe conhecer a Igreja da qual faz parte para compreendê-la e amá-la mais, e alegrar-se pelo fato de lhe pertencer sabendo que foi fundada por Cristo. 8. Anunciar a Boa Nova Ler a Bíblia permite-lhe cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo todo e anunciar a Boa Nova. Apenas conhecendo a Escritura é possível compartilhar a Sua luz com os outros. 9. Conhecer e defender a fé São Paulo diz que cada texto da Escritura é útil para ensinar. Conhecer a Bíblia permite-lhe enfrentar quem ataca a sua fé católica e responder não somente com clareza, mas também com argumentações sólidas. 10. Viver com liberdade e alegria Ler a Bíblia lhe dá liberdade e alegria. A liberdade daqueles que vivem a alegria de ter abandonado a imobilidade das trevas e caminham em direção Daquele que é a Luz. A alegria de saber que Ele está contigo todos os dias, até o fim do mundo, e a alegria de anunciá-Lo aos outros, como pede o Papa Francisco.
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