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Nº6 PRIMAVERA 2019 MAGAZINE D IS TR IB U IÇÃO GR ATU ITA

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2 www.amoviseu.com

08 Farmácia Costa Somos uma farmácia da família. Servimos famílias inteiras de utentes, pois as pessoas sentem que conseguimos dar respostas adequadas às necessidades e gostam da forma como são atendidas.

13 O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Viseu (NAVVD), cuja entidade gestora é a Casa do Povo de Abraveses - Viseu, assumiu, em 2009, a responsabilidade de intervir no combate e prevenção da Violência Doméstica ao nível do distrito de Viseu.

21 As plantas carnívoras têm um arsenal de truques para seduzir e atrair insetos para as suas armadilhas. Estas plantas são conhecidas por utilizarem cores vivas, néctares deliciosos, e cheiros apelativos para fazer dos insetos que as vão investigar refeições rápidas.

25 # Continuando à procura de destinos únicos no mundo, no verão de 2017 tivemos a oportunidade de conhecer um país maravilhoso, quer pela sua beleza paisagística, quer pelas pessoas e modo de vida. Uma experiência marcante, uma viagem ao passado, num país onde se vive uma atmosfera de “léve-léve” que é como quem diz “sem stress”, “sem pressa”, “com calma”…

04- Sexualidade...05- Saúde e Beleza 08- Farmácia Costa 10- Desporto 13- NAVVD 14- Animais 15- Música 16- Leitura 18- Viseenses pelo mundo 20- Ambiente 23- Moda 24- Viagens 26- Geraldine 28- Segurança 30- Bombeiros 32- Gastronomia 34- Na Cidade


3 No teu peito Encontrei uma flor, Não a mates, ela é vida, ela é amor. Deixa desabrochar essa flor, Que em cada rosto, Ela seja vida E que em cada vida, Ela seja amor!!! Alice Peixoto

Editorial Primavera em Viseu é sinónimo de cor, fruto da paleta viva que resulta dos inúmeros jardins e zonas verdes que pontificam um pouco por todo lado fazendo, assim, jus ao cognome de “cidade jardim”. Não é de agora que Viseu é, também, conhecida e reconhecida por este epíteto de “cidade jardim”. Na realidade datam já da década de 20 e 30 do século passado tendo a sua concretização material ocorrido em Maio de 1935, data em que por iniciativa do célebre Capitão Almeida Moreira, na altura presidente do Município viseense, foi adoptado como forma de promoção turística da cidade um cartaz onde pontificava, para além do claustro renascentista da Sé, a designação de “Viseu, Cidade Jardim da Beira”. Desde aí, pelo menos, que Viseu não mais largou este “apelido” que, diga-se, lhe cabe muito bem. Nos dias de hoje são cada vez mais os espaços ajardinados na cidade, correndo o risco de se dizer mesmo que em Viseu há um jardim em todo o lado, ou quase... Por falar em Almeida Moreira, convém realçar a vital importância que este capitão do exército teve no “percurso” cultural da cidade. Desde a fundação e desenvolvimento do Museu Grão Vasco, hoje e desde 2015 Museu Nacional, às suas vastíssimas colecções que compõe o espólio da sua casa particular que cedeu para fruição da cidade e de todos aqueles que a visitam. Francisco de Almeida Moreira é, talvez, a personalidade viseense mais marcante do século XX e quiçá de sempre. Honra lhe seja feita.

Rui Rodrigues dos Santos Março de 2019

AMOVISEU Nº6 . PRIMAVERA. 2019 DIRECÇÃO E EDIÇÃO Bruno Esteves | Nuno Peixoto DESIGN GRÁFICO Studiobox IMPRESSÃO Tipografia Beira Alta O novo acordo ortográfico não foi usado em todos os artigos. A sua utilização ficou ao critério dos autores que redigiram os textos.

ADMINISTRAÇÃO | PROPRIEDADE Studiobox - Publicidade e Gestão de Meios, Unipessoal, Lda., Rua Alexandre Herculano, nº 291 R/C, 3510-038 Viseu DEPÓSITO LEGAL . 435657/17 CONTACTO PARA PUBLICIDADE eu@amoviseu.com | 232 435 131 | 962 161 728 | 968 405 494


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Sexualidade… essência sem idade… A abordagem da temática da sexualidade é, de alguma forma, constrangedora para a maioria das pessoas, essencialmente quando envolve crianças, idosos/as ou indivíduos com deficiência física e/ou mental, pois ainda existe a ideia de que estes são assexuados. Partilhando da opinião de Freud, a sexualidade é o âmago da existência humana e acompanha-nos desde o nascimento até à morte; deve ser entendida como o desejo e a busca da satisfação, como parte integrante da vida de qualquer indivíduo, independente da sua idade, género, cultura ou religião. A definição de sexualidade vai mais além dos conceitos de anatomia e fisiologia, sendo que a resposta sexual de cada um depende da identidade, da orientação sexual, da personalidade, dos pensamentos, dos sentimentos e das relações humanas. A sexualidade ou a forma como a mesma é vivenciada sofre alterações ao longo do ciclo de vida de cada indivíduo, pois integra o conhecimento, as atitudes, os valores e os comportamentos sexuais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o seu conceito é complexo e multidimensional uma vez que inclui o sexo, a identidade sexual, as relações de género, o prazer, a intimidade e a reprodução dos indivíduos. A sexualidade é definida como “uma fonte de energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”, fundamental para um desenvolvimento físico e mental harmonioso. A expressão da sexualidade é influenciada por fatores biológicos, psicológicos, sociais, económicos, políticos, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais. Qualquer que seja a experiência e vivência de cada um nesta área, o importante é que seja uma fonte de bem-estar para o próprio e para aqueles que o rodeiam. Assim, podemos dizer que o sexo, enquanto prática sexual, integra a sexualidade humana e inclui a afetividade, o carinho, o prazer, o amor, os gestos, a comunicação, o toque e a intimidade, em busca de afetos e prazer. A Declaração dos Direitos Sexuais garante que todos tenham acesso a condições que permitam a plenitude e a expressão da sexualidade livre de qualquer forma de coação, discriminação ou violência e dentro de um contexto de respeito à dignidade. A educação para os afetos e a sexualidade deve envolver as crianças/jovens, alunos, pais/mães ou encarregados de educação, docentes e não docentes; ter início no pré-escolar, continuar no ensino secundário, na idade adulta e mesmo até ao final da vida, contribuindo para a tomada de decisões responsáveis na área dos relacionamentos afetivo-sexuais, na redução dos comportamentos sexuais de risco e das respetivas consequências, para o conhecimento do corpo, dos impulsos, a integração social e a adoção de estilos de vida saudáveis, uma vez que o fácil acesso à informação não garante a nenhum de nós, em nenhuma fase da vida, uma correta triagem da mesma.

Apesar de vivermos numa sociedade considerada moderna e evoluída, ainda há estereótipos e mitos acerca de uma imensidão de assuntos, no que respeita à sexualidade no idoso. A nossa sociedade tende a valorizar a juventude e a desvalorizar as pessoas idosas no que diz respeito à aptidão e atração sexual, sendo estas incentivadas a abster-se da sua sexualidade, para que não haja frustração decorrente de qualquer iniciativa. Nesta idade os papéis sociais do idoso estão alterados e a sua rede de relações é reduzida, pelo que as relações sexuais não são unicamente físicas, são relações íntimas que reduzem sentimentos de solidão e isolamento, contribuindo para o aumento da sua autoestima e para uma experiência prazerosa sem medos, vergonha, violência ou coerção. O mesmo acontece relativamente à sexualidade na deficiência, quer seja mental ou física. A sociedade tende a proteger a pessoa com deficiência mental como se fosse uma eterna criança e, a sua sexualidade é muitas vezes vista como um ato selvagem, que deve ser reprimido. A vivência da sexualidade na deficiência física, muitas vezes esquecida e negligenciada, não se reduz à genitalidade e ao orgasmo; torna-se crucial que o indivíduo descubra o corpo como um todo. Para que possamos compreender a sexualidade da pessoa com deficiência é importante que tenhamos um conhecimento das suas particularidades, necessidades, características e uma atitude de respeito pela diversidade. A intervenção em Cuidados de Saúde Primários – Unidades de Saúde com as Equipas de Saúde Familiar e Unidades de Cuidados na Comunidade – ao longo de todo o ciclo de vida do indivíduo, é essencial para uma vivência plena e prazerosa da sexualidade, tal como para a promoção da saúde física e mental. Proteja-se!

Cláudia Andrade Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica na UCC Viseense.


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SAÚDE/BELEZA

Tratamento endodôntico mais correta, uma vez que os dentes podem já não ter vitalidade aquando do tratamento endodôntico. Este tratamento consiste, então, na remoção e desinfeção do interior das canais radiculares dos dentes e posterior obturação, ou seja, selamento do interior das raízes, para impedir a entrada de bactérias e prevenir nova infeção.

A dor de dentes, com frio e quente, a dor espontânea ou com pressão são alguns dos motivos da consulta de urgência em medicina dentária. Muitas vezes a dor é tão forte que a vontade que o paciente transmite é a de querer tirar o dente o mais rápido possível. É certo que, algumas vezes, a solução pode passar pela extração, mas, na maioria dos casos, é possível tratar essa dor recorrendo ao tratamento endodôntico, permitindo a preservação dos dentes naturais. Endodontia? O que é? Endodontia significa, simplesmente, dentro do dente. É, frequentemente, designada por desvitalização, apesar desta terminologia não ser a

Após o tratamento endodôntico, o dente deve ser devidamente restaurado, para restabelecer a sua função e forma naturais, através de restaurações diretas, com resinas compostas, ou recorrendo a restaurações indiretas, como onlays, de resina ou cerâmicos, ou coroas cerâmicas. Retratamento endodôntico. É possível? O tratamento endodôntico é bastante complexo. Além da técnica e dos materiais certos, a própria anatomia dentária tem uma variabilidade muito grande. Quando há uma dor, ou um abcesso num dente já tratado endodonticamente, é necessário um diagnóstico cuidado. Por observação radiográfica, podemos concluir se existe alguma fissura ou fratura na raiz, obrigando à extração do dente, ou podemos verificar que o problema está num incorreto tratamento prévio das raízes. Nesses casos,

refazemos o tratamento das mesmas, ou seja, fazemos um retratamento endodôntico. É um procedimento que exige bastante perícia, prática e paciência, uma vez que vamos intervir numa área que já foi trabalhada, o que acarreta outros desafios clínicos. Cirurgia endodôntica. Quando? Em casos mais complexos, e quando o retratamento não é eficaz para a manutenção do dente natural, podemos, ainda, recorrer à cirurgia endodôntica, que consiste num procedimento cirúrgico onde se trata diretamente o abcesso e a ponta da raiz, com recurso à microscopia ótica. Não há nada como os nossos próprios dentes, por isso, a ida ao dentista de meio em meio ano é fundamental para prevenir e preservar os nossos dentes.

Miguel Esteves Correia Médico Dentista


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SAÚDE/BELEZA

Fisioterapia respiratória Quando os pequeninos ficam doentes muitas dúvidas surgem nos pais. Devo ir à urgência? Quanto tempo demora a passar? A falta de apetite é normal? Quando deve voltar ao infantário? Porque não lhe prescreveram um antibiótico? Devo fazer aerossol ou não? Que cuidados devo ter? Deve ou não fazer fisioterapia respiratória? Com a experiência, os pais vão conhecendo o seu bebé, mas numa fase inicial, e se o bebé sempre foi saudável, a primeira vez que ficar doente, o chão sai do lugar e gera-se uma imensa ansiedade. Todas as dúvidas são válidas e não deve ter receio de perguntar até se sentir totalmente esclarecido. Ao longo dos anos em que fui trabalhando com pediatria, algumas abordagens foram mudando. Vou tentar de uma forma muito sucinta explicar algumas das questões mais frequentes dos pais. Quando se deve ir ao hospital? O recomendado é que não se vá longo à urgência no primeiro dia de febre, e aguardar 3/5 dias, pois se for algo vírico tende a melhorar ao fim desse tempo, e não se expõe o bebé a outras “condições” que estejam no serviço de urgência. Porém se houver outros sinais de dificuldade respiratória, tais como, uma respiração mais rápida, covinhas entre as costelas, pieira, elevação das asas do nariz, então sim deve recorrer à urgência. Outros aspetos que deve ter em conta são a prostração do bebé e o apetite. Estes são fatores mais subjetivos, mas muito importantes na sua avaliação do estado de saúde do seu bebé. Se o seu bebé está mais caidito, brinca menos, menos ativo deve estar atento e referir ao médico. Quando fica bom o bebé? Após um diagnóstico, devidamente medicados, muitas vezes os bebés não melhoram tão rápido como os pais gostariam. Pode ficar bom em 5 dias ou pode precisar de duas semanas. Em muitas situações, e depois da febre passar, mantém-se alguma tosse e corrimento nasal, que pode demorar ainda mais algum tempo a passar. Muitas vezes a falta de apetite, um dos primeiros sinais de que o bebé não está bem, pode levar a uma perda de peso e pode demorar algum tempo até o bebé recuperar o apetite que tinha antes de adoecer. Quando o seu bebé estiver melhor, será o/a primeiro/a a reconhecê-lo. Quando voltar ao infantário? Claro que o ideal seria ficar em casa até o bebé recuperar totalmente, mas claro que isso não é compatível com a realidade dos pais. Enquanto o bebé tem febre, não é conveniente ir. Uma vez sem febre, seria ótimo articular com família e amigos para poder ficar mais uns dias em casa, para evitar uma recaída, uma vez que a criança ainda tem um sistema imunitário imaturo e pode mais facilmente apanhar outras doenças.

E o antibiótico? Ouço algumas vezes pais a queixarem-se que o bebé já está doente há tanto tempo e que não lhe prescrevem um antibiótico. Penso que esta situação está cada vez mais esclarecida para toda população, mas não faz mal relembrar que o excesso de antibióticos é prejudicial e que se a causa de uma doença for um vírus, o antibiótico não tem qualquer efeito. Os antibióticos só serão prescritos na infeção por bactéria (daí se esperar os 5 dias, se melhorar será virusal, se piorar será bacteriano). Pode fazer-se aerossol ou não? Esta é uma questão, que pode levantar alguma controvérsia e mais uma vez ressalvo que estou a dar a minha opinião. Quando é necessário fazer medicação, pode usar-se câmara expansora ou aerossol. A câmara expansora é mais barata. Torna-se bastante mais rápido fazer a medicação (alguns segundos) e é de fácil transporte. Porém, a câmara expansora não dá para utilizar só com soro e não serve para hidratar. Agora entramos noutra questão, e aqui há algumas opiniões divergentes. O aerossol pode ou não ser adequado, dependendo da situação em que o bebé se encontra. Convém relembrar que as nebulizações com soro não “curam” nenhuma doença, servem apenas para aliviar os sintomas e o desconforto. Claro que não é para fazer o aerossol indiscriminadamente. Como humedecem as vias respiratórias tornam as secreções mais fluídas, o que facilita a sua mobilização, proporcionando a deslocação, estimulando assim a tosse. Há quem alerte que as nebulizações podem “encharcar” e ainda dificultar mais a respiração. Mas para uma criança saudável, sem outra patologia de base, e com uma tosse eficaz, isto não tem qualquer aplicação. Ouço por vezes dizerem que fazem o aerossol com a criança a dormir, porque é mais fácil, não choram. Mas assim, o benefício do aerossol não é atingido. Na minha opinião, o aerossol deve ser feito com a criança acordada e quando o aerossol acabar estimulá-la para brincar, para tirar o máximo partindo da hidratação das secreções, pois a brincadeira ajuda a mobilização das secreções. Acho que a máquina de aerossol não deve ser emprestada, cada família deve ter a sua máquina. Que cuidados ter? Em casa, os pais têm que proporcionar um ambiente adequado, o que por vezes é difícil. Não pode ser frio, mas também não pode ser excessivamente quente, não pode ser seco, mas também não pode ser húmido! Um equilíbrio entre estas condições num espaço arejado (convém arejar o espaço onde o bebé fica mais tempo, sem o bebé estar lá) é fundamental para a recuperação do bebé. Os pais devem ter o cuidado de hidratar muito bem o bebé, oferecendo água várias vezes ao dia. Ter o cuidado de limpar sempre o nariz e de ter a cabeceira elevada, para o bebé dormir. Evitar o contacto e as visitas das pessoas doentes, resguardando um pouco o bebé. Evitar ambientes com fumo e com grande concentração de pessoas (o centro comercial, por exemplo, é totalmente contraindicado).

ouviu falar ou já passou. Não é objectivo deste artigo falar das diferentes doenças respiratórias que podem acometer as crianças, mas sim dar a conhecer o papel da Fisioterapia Respiratória (FR) neste contexto. As técnicas de FR para a desobstrução brônquica são definidas como meios físicos ou mecânicos de mobilização das secreções brônquicas, através da manipulação do fluxo respiratório e da evacuação através de tosse (Lester & Flume, 2009). Estas técnicas foram desenvolvidas para combater a acumulação excessiva de secreções e consequentemente melhorar a mecânica pulmonar e trocas gasosas (Volsko, 2013). O resultado da mobilização das secreções tem um efeito praticamente imediato, constatado através da auscultação. Muitas vezes envolta em alguma polémica, a FR é absolutamente inofensiva, quando feita por profissionais devidamente qualificados. Se o objectivo da FR é a “limpeza” das secreções das vias aéreas, a FR é indicada em todas as situações em que o problema seja o excesso e acumulação das mesmas. Associadas à medicação certa, a FR contribui para a rapidez dos resultados e para uma futura prevenção, minimizando as sequelas que por vezes possam ocorrer por uma situação “mal-resolvida”. As manobras são suaves, mas por vezes os pais ficam alarmados porque os bebés choram muito. Os bebés choram por vários motivos, sobretudo se são contrariados (p.e. não gostam de mudar a fralda, não gostam de ser apertados, não querem ficar deitados), então se um estranho o tenta deitar e aperta é normal que ele chore, tanto que a maioria começa a chorar mesmo antes de iniciar as manobras. Em jeito de conclusão, a FR contribui para a higiene brônquica e para a otimização do estado de saúde do bebé e que muitas vezes só é procurada quando já esgotaram as possibilidades e o bebé não melhora. O ideal seria iniciar FR, que é inofensiva, não é invasiva, não tem químicos e que garante o sucesso numa fase mais precoce da doença, evitando o agravamento do quadro, chegando, por vezes, a diminuir a necessidade de medicação, nomeadamente, os broncodilatadores. Cada caso deve ser avaliado individualmente, o que se adequa a um bebé, nem sempre se adequa a outro, por isso evite comparar o seu bebé com outros. Procure profissionais qualificados. Informe-se. Grata pela atenção!

Olga Margarida

E a fisioterapia? Deve ou não fazer? Bronquiolite, SDR, asma, pneumonia, infeção respiratória são termos muito comuns e que a maioria dos pais ou já

ECG - Afinal qual a sua importância Electrocardiograma é a reprodução gráfica da atividade elétrica do coração através de elétrodos fixados na pele, analisada posteriormente pelo Cardiologista. Realizado por um técnico de Cardiopneumologia, é um exame simples não invasivo, não necessitando de qualquer preparação prévia nem mesmo jejum. Através do seu registo é possível avaliar o Ritmo (Sinusal ou não), a Frequência Cardíaca (normal de 60-100 bpm) permitindo assim identificar arritmias. É essencial no diagnóstico/confirmação do Enfarte Agudo do Miocárdio.

É um exame acessível e com uma grande utilidade na avaliação inicial, o que favorece na intervenção precoce. Serve para acompanhar a evolução das doenças cardíacas já identificadas e a eficácia dos dispositivos implantados no coração. Por ser um exame tão simples é muitas vezes desvalorizado, mas é uma ferramenta essencial e de maior utilidade na avaliação inicial! E como diz o velho ditado “quem vê caras não vê corações” por isso, vale mais perdermos um bocadinho do nosso tempo e pensar na saúde do nosso cora-

ção. São 10 minutos no máximo, que depois poderá valer uma vida! Temos que saber parar e ouvir o nosso corpo, o coração e a mente comandam, portanto, Pare, Pense em si, Cuide de si, Cuide do seu coração. Catarina Narciso Aguiar Técnica Cardiopneumologia


7 REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL “O mundo de hoje favorece o desenvolvimento das doenças posturais.”

O que é? A Reeducação Postural Global (RPG) é um método científico de avaliação e tratamento de patologias do sistema neuro-músculo-esquelético, baseando-se em três princípios fundamentais:  Individualidade - cada ser humano é único e reage de forma diferente ao tratamento;  Causalidade - a verdadeira causa do problema pode estar distante do sintoma (causa/consequência);  Globalidade - deve tratar-se o corpo como um todo, tendo conhecimento que todos os nossos sistemas funcionam como um link – cadeias musculares.

Como surgiu? A RPG é um método fisioterapêutico revolucionário, nascido da obra O Campo Fechado, publicado por Philippe Emmanuel Souchard, em 1981, em França, após 15 anos de pesquisa no campo da biomecânica. Souchard viaja por todo o mundo ensinando o seu método a milhares de fisioterapeutas, tendo criado organizações em 15 países diferentes e formado mais de 25.000 fisioterapeutas em várias partes do mundo. Em Portugal temos a Associação Portuguesa de RPG (ProRPG), ministrando formação desde 1990. Que profissionais estão habilitados a realizar RPG? O método da RPG é exclusivo para fisioterapeutas, que após a conclusão da sua licenciatura iniciaram a formação no método de Reeducação Postural Global® de Philippe Souchard certificado pela Universidade Internacional Permanente de Terapias Manuais de Saint Mont (França). Após a conclusão da Formação Base em RPG os fisioterapeutas ficam habilitados a iniciar prática clínica em RPG. De modo a aprofundar os seus conhecimentos teorico-práticos os profissionais poderão realizar 9 formações especializadas nas diversas áreas de intervenção da RPG, como o caso do tratamento específico das escolioses, da articulação temporo-mandibular ou da recente especialização na RPG visceral.

Definição Podemos inferir que a RPG consiste em posturas ativas (existem 11 posturas no total), em que se exige ao utente o alongamento de todas as cadeias musculares, evitando compensações e mantendo as correções articulares. Há uma grande ênfase no ensino da respiração, relaxando toda a cadeia inspiratória, melhorando a mecânica ventilatória. Os terapeutas trabalham sempre a descompressão articular e a evolução é lenta, suave e progressiva. Parte-se da consequência até à causa do problema do utente, procurando reencontrar a correta morfologia e a boa fisiologia (por ex., há dores cervicais cuja causa pode estar numa entorse antiga da tibiotársica ‘maltratada’, o corpo humano funciona por mecanismos automáticos de defesa, quando sente dor, para evitar a mesma, arranja compensações ao longo da cadeia muscular para evitá-la, manifestando-se muitas vezes a sintomatologia distante ao problema base; assim como uma dor no ombro, pode ser uma dor referida visceral, e enquanto não se tratar o reequilíbrio desse órgão, não haverá a melhoria desejada no resto das estruturas, pois o nosso corpo funciona como um todo – tudo tem de estar em sintonia e equilíbrio).

Como é feito o tratamento? Os tratamentos são individuais, realizados em sessões de 45 minutos a 1 hora (em média). Dependendo da avaliação do utente e da severidade do problema, pode ser necessária apenas uma sessão

de tratamento (no caso de uma lesão recente) ou várias (numa escoliose infantil, que terá que ser ‘vigiada de perto’ e acompanhada durante todo o crescimento da criança/adolescente). Pode ser praticada para prevenção e/ou manutenção através das Auto Posturas, realizadas em casa, após o ensino do fisioterapeuta.

Em que situações está indicada? Pela possibilidade de adaptar o tratamento a cada pessoa e à sua problemática específica, a RPG pode ser aplicada sem limite de idade, para a maioria das patologias do sistema neuro-musculo-esquelético, em fase aguda ou crónica, com ou sem sintomatologia, nomeadamente: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

Hérnia Discal / Protusão Discal; Lombalgia / Dorsalgia / Cervicalgia; Ciatalgia - “Dor Ciática”; Cervibraquialgias; Tendinites / Tendinopatias / Bursites; Alterações da sensibilidade (p.ex. dos braços); Dor / Disfunção da Articulação Temporo Mandibular; Enxaquecas / Tonturas / Dores de cabeça / Zumbidos; Dor articulares difusas (como artroses dos joelhos); Lesões articulares e pós-traumáticas; Subluxações / Entorses; Traumatismos da coluna cervical (como o golpe de chicote, sofrido em acidentes de viação); Lesões musculares; Ombro congelado; Escolioses / Hipercifoses / Hiperlordoses; Joelho valgo / Joelho varo; Pé cavo / Pé plano; Problemas viscerais (como azia); Incontinência urinária; Pós-parto.

Principais Benefícios • • • •

Correção dos vícios posturais inadequados; Correção de desvios posturais; Alívio de dores na coluna vertebral; Melhoria do aspeto estético e preventivo da ‘má postura’; • Melhoria da consciencialização corporal; • Fortalecimento e alongamento ativo do sistema muscular, melhorando a mecânica respiratória e a postura.

Conclusão Pela abrangência e eficácia demonstrada, a RPG vem ganhando crescente notabilidade no meio científico, corroborando a sua consolidação no seio da fisioterapia. Atualmente, vivemos num ‘boom’ crescente de problemas posturais devido às demasiadas horas passadas (mal) sentados nos postos de trabalho desempenhados e ao uso excessivo das novas tecnologias, principalmente pelas nossas crianças e jovens, aliado à baixa prática de exercício físico e à obesidade crescente. Quem experimenta o método e sente os seus benefícios não deixa de fazer as suas sessões da RPG, pois demonstra excelentes resultados na eliminação das dores e tensões musculares e correção da postura de quem a pratica. Fisioterapeuta Sofia Marques Centro Hospitalar Tondela-Viseu e prática privada em gabinete Docente na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA)

Meditação, o que é? Tenho ideia de que a maior parte das pessoas têm uma noção completamente errada sobre o que realmente é a meditação. Quando pergunto a algumas pessoas sobre este tema, a maior parte responde-me que meditar é “deixar de pensar” ou “não ter pensamento algum”. Na verdade, se alguém tentar não pensar, isso não vai acontecer! Existe um exercício muito simples que lhe convido a fazer: tente não pensar num elefante cor-de-rosa! Pois é! A imagem do elefante cor-de-rosa aparece automaticamente e é impossível não pensar nele! Engraçado, não é? Agora percebe-se porque é que a meditação não pode ser sinónimo de parar pensamentos! Então o que significa realmente meditar? Existem inúmeras formas de o fazer, mas essencialmente consiste na pessoa focar-se no momento presente e desidentificar-se dos próprios pensamentos. Na maior parte do tempo, a mente está “poluída” por pensamentos desnecessários e que muitas vezes levam ao stress e a preocupações que estão normalmente relacionadas o futuro. Ao manter o foco no momento presente (por exemplo, ao concentrar-se na respiração) e ao não se identificar com os pensamentos que vão surgindo (observando-os), está automaticamente a acalmar o corpo e a mente. Uma boa forma de começar a praticar, é tirar uns minutos do dia para estar sozinho, num local que considere confortável e onde não seja interrompido, que aquele tempo é somente para se conhecer melhor a si próprio. Para iniciar, as meditações guiadas são uma boa opção, especialmente aquelas em que o foco principal é a respiração. Com a prática irá aperceber-se que este é um ótimo processo para alterar a forma como pensa, uma vez que ao observar os pensamentos, poderá assumir o controlo, em vez de se deixar levar por eles. Naturalmente se não está familiarizado com o tema, neste momento está a perguntar-se “e o que significa isto de observar os pensamentos”? É simples, sempre que se sentar para meditar, irá notar, por exemplo, que irão surgir pensamentos relacionados com o trabalho, com a lista de compras que tem para fazer, com o exame da próxima semana, entre tantos outros. No momento em que isso acontecer, apenas tem de fazer a escolha consciente de redirecionar a sua mente para o momento presente, voltando a observar a sua respiração, ou retornando a qualquer outro tipo de meditação que tenha escolhido. Portanto, “mente vazia” não é sinonimo de meditação, mas sim observá-la de perto! A meditação é uma prática que exige treino e os benefícios decorrentes dela são imensos, tanto a níveis físicos como cognitivos e emocionais. Considero que deveria ser praticada por todos e certamente iríamos viver com mais harmonia! Cátia Figueiredo Mestre em Psicologia Clínica, ramo de terapias cognitivo comportamentais. Viseu


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A AMOVISEU falou com Rodrigo Saraiva, responsável pela Farmácia Costa, uma referência na cidade. Rodrigo em poucas palavras qual o aspecto que mais define a Farmácia Costa? Somos uma farmácia da família. Servimos famílias inteiras de utentes, pois as pessoas sentem que conseguimos dar respostas adequadas às necessidades e gostam da forma como são atendidas. Em suma toda a família fica fidelizada, uma vez que a qualidade do serviço e atendimento personalizado ajudam a fidelizar as várias gerações de uma família. Quais são os vossos valores, missão e visão? A nossa visão centra-se em sermos farmácias de referência, com o compromisso de melhorar continuamente a qualidade da saúde e bem-estar dos nossos clientes. Quanto à missão procuramos: satisfazer os nossos clientes, através de um atendimento personalizado e de excelência; promover o bem-estar e a saúde dos nossos clientes através da prestação de um aconselhamento adequado na dispensa de medicamentos de uso humano e veterinário, alopáticos ou homeopáticos, assim como de outros produtos de saúde, de modo a promover a sua correcta utilização; prestação de serviços inovadores e diferenciados; colaborar com outros profissionais e instituições envolvendo ativamente a população na promoção da saúde.

Dos nossos valores posso salientar a disponibilidade; política de qualidade; competência e dedicação; ética e sigilo profissional; equipa coesa, criativa e sólida; inovação e actualização contínua dos conhecimentos técnicos e científicos de toda a equipa. Qual entendes ser o diferencial da Farmácia Costa? Ter um serviço personalizado, pois faz com que cada pessoa se sinta única e assim, retribua o carácter exclusivo com a desejada fidelização. Um dos exemplos do serviço personalizado é a dispensação semanal da medicação para uma semana (acondicionados em compartimentos individualizados) de um doente em concreto. Este serviço promove o uso correcto da medicação, facilitando assim, a vida de doentes, familiares e cuidadores que sentem dificuldades diárias, no acto da toma e/ou administração dos medicamentos. As pessoas vêm à procura de medicamentos, mas também de preencher as suas necessidades. Muitas vezes, procuram-nos para desabafar. O nosso trabalho vai para além de meros prestadores de serviços de saúde. Temos um bocadinho a função de padre e do psicólogo. Os nossos colaboradores estão preparados para ouvir, e isso é uma função social muito importante nos tempos que correm. Somos uma farmácia totalmente virada para o utente!


9 Qual a importância da presença do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento? É muito relevante ter um técnico especialista no medicamento para responder a todas as dúvidas relacionadas com a medicação e ajudar na adesão à terapêutica. E como, no teu entender, se constrói uma equipa eficaz? Tendo uma equipa constituída por colaboradores que seja educada que saiba comunicar com diversos perfis de clientes. Que tenha conhecimento técnico sobre aquilo que está sob sua responsabilidade, que seja ágil e eficiente na execução de suas tarefas e que saiba trabalhar em equipa. Que seja discreto e responsável ao solucionar os problemas do cliente.

Sabemos que estão abertos aos Domingos e tem havido uma preocupação nessa comunicação ao público. Qual a importância desse horário? Ao abrir ao Domingo conseguimos aumentar acessibilidade da população à farmácia, era uma necessidade das pessoas e que agora conseguimos satisfazer. A cidade de Viseu tem outras farmácias concorrentes. Como se gere essa rivalidade? É saudável? Existe cooperação ou é uma “guerra”? De uma forma geral temos uma boa relação com os colegas da cidade. Além dos medicamentos convencionais que outros produtos vendem? O que representa essa parcela em termos de volume de vendas?

Ouvimos muitas vezes falar em Boas Práticas Farmacêuticas, como podem estas práticas contribuir para o funcionamento e atendimento ao cliente? Normalizar o funcionamento da farmácia de forma a manter as boas regras de aquisição, armazenamento, conservação e dispensação dos produtos e serviços prestados. São normas elaboradas de acordo com as nossas rotinas diárias e para que o trabalho seja feito de forma uniforme por todos. Estes tramites auxiliam no melhor funcionamento e consequentemente mais qualidade no atendimento aos nossos clientes.

Além de medicamentos sujeitos ou não a receita, a farmácia disponibiliza dispositivos médicos, cosméticos, puericultura, suplementos alimentares, nutrição infantil e clínica. Administração de injetáveis, determinação parâmetros bioquímicos, consulta de nutrição, massagem de relaxamento e anti-celulítica, podologia, pé diabético e sistema personalizado de dispensação semanal. Estes representam cerca de 20% das vendas. Que ações de publicidade têm vindo a desenvolver? Apoiam algum desporto ou alguma causa em especial na cidade? A comunicação da farmácia está entregue ao Jornal do Centro e à Studiobox. Em relação aos apoios, temos uma longa parceria com o clube mais antigo da cidade, o lusitano de Vildemoinhos! Em termos de tecnologia, a farmácia acompanha as tendências? Qual a tua visão nesta área? As farmácias foram dos primeiros sectores a informatizar-se! As tecnologias digitais são omnipresentes e altamente configuráveis. Esta é uma combinação poderosa, porque nos permite capacitar os clientes a qualquer hora e em qualquer lugar. Estamos a fazer um investimento digital, antecipando a preferência crescente dos nossos clientes para gerenciar sua saúde digitalmente. Já temos o nosso site de vendas num marketplace.


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DESPORTO

YOGA E DANÇA TERAPIA Hatta Yoga Esta prática de yoga milenar ajuda à tonificação (músculos, tendões, articulações), à elasticidade, ao emagrecimento e sua estabilização. Aumenta o equilíbrio, destreza física e mental. Ajuda a saber respirar, relaxar, a dormir melhor e tranquiliza a mente e a ansiedade. Não há idade, mas sim perpetua a jovialidade de qualquer idade.

Dança Terapia Explora e aumenta a alegria, a energia, a união de grupo, a noção de ritmo e de espacialidade. Beneficia a concentração e a libertação de endorfinas (hormona da felicidade). Não há idade específica, só vontade de sorrir e ser mais feliz.

Meditação Como exercício yogui envolve tanto o físico como a mente, meditar ajuda a mente a desligar do dia-a-dia e a conectar-se com o corpo no “aqui e agora”. Os benefícios da meditação são múltiplos, num verdadeiro bem-estar geral. A pessoa, com esta prática guiada, desenvolve a consciência e a capacidade de cada um poder relaxar, reduzir e lidar com a ansiedade, melhorar a respiração, a postura, observando e sabendo lidar melhor com os pensamentos e emoções no seu dia-a-dia. Sri Aurobindo, guru indiano, yogui, filósofo, escritor, poeta do séc. XIX, diz sobre esta prática “...uma base e um caminho que irão trazer para baixo uma verdade maior além da mente, mas não inacessível à consciência humana.”

Benefícios Melhoramento do sistema respiratório A respiração é um dos principais pilares desta prática tão antiga. A técnica base da respiração

chamada de Pranayama ensina a reaprender a respirar corretamente, ajudando ao melhor funcionamento pulmonar, favorecendo a tranquilização corporal e mental. Esta é uma combinação poderosa, tão ligadas que uma não poderia existir sem a outra. A respiração é a base fundamental para um bom desempenho na meditação. Reforço do Sistema Imunitário Nas gripes, resfriados e infeções, com a prática da meditação, ocorre uma diminuição da pressão arterial, que promove o aumento do funcionamento dos glóbulos brancos, melhorando e ampliando as defesas gerais do organismo. Coração Saudável Ao reduzir a pressão arterial, no ato desta prática, estabiliza e melhora o quadro funcional cardiovascular. Uma pesquisa realizada pelo especialista Robert Schneider, de medicina preventiva, comprova que um dos benefícios da meditação, assistida por um instrutor especializado na área do yoga, apresenta ótimos resultados (análise feita a mais de 200 voluntários com alto risco cardíaco, em prática meditativa, detiveram 47% menos probabilidade de ataques cardíacos e derrames cerebrais). Uma saúde cardiovascular advém de uma boa prática física, uma boa alimentação, uma correta respiração, sorrindo mais, tranquilizando a mente e as emoções. Uma pessoa tranquila e feliz tem um coração mais saudável e um sorriso estampado no rosto.

Melhoramento da Estrutura Mental e Bem-Estar Meditar reestrutura o cérebro, tanto no que se refere à parte neuro-química como ao bom funcionamento cerebral. A prática da meditação como exercício guiado melhora as questões relacionadas com a mente; é possível treiná-la para um melhor raciocínio, flexibilidade cognitiva e qualidade da saúde mental. “Diversos estudos já comprovaram que esta prática fortalece o cérebro, tonificando-o e preparando-o para receber melhor as dificuldades do dia-a-dia.”, explica Anna Karla Smith, neurologista. Os níveis de ansiedade são altamente reduzidos garantindo a ajuda na cura de doenças, traumas, medos, ódios, confusões emocionais. Esta prática e suas técnicas milenares são um atributo real para o controlo da confiança e coragem em si próprio, na consciência do seu verdadeiro eu, desenvolvendo a concentração, clareza mental e emocional. Acalmar a mente, remove qualquer necessidade de busca de elementos que desencadeiam vícios. A firmeza e serenidade, promovem um melhor sono e descanso noturno. A dor torna-se na capacidade de lidar. O ambiente tranquilo e a prática especializada, vão inibir a aceleração, acalmando a mente e o corpo, equilibrando a pessoa, promovendo um bem-estar geral. Meditar corretamente tem um efeito transformador, aumentando a longevidade numa compreensão mais clara das expectativas da vida.

Corpo em Forma A meditação, sentada em lótus, aumenta a força muscular das costas, protegendo a coluna vertebral, prevenindo hérnias discais e más posturas. Responsável também pelo controlo do peso corporal, diretamente relacionado com o melhoramento gastrointestinal beneficiado por esta prática, e pela diminuição das hormonas de cortisol (estudo realizado e comprovado pela Universidade da Califórnia). Estas hormonas são responsáveis pela produção de gordura abdominal, diminuindo esta produção hormonal, o peso na balança tende a diminuir e a equilibrar em cada um.

Seja feliz,

Carolina Saha Galeria 21 Rua Ponte de Pau, 21 (atrás do Forúm, rua do funicular)


11 Dicas para Iniciantes no Trail Run

APPACDM FUTSAL

Programar o treino Antes de iniciarmos uma modalidade, devemos procurar um bom treinador para que este nos ajude a programar o nosso treino, mesclando o asfalto e estradas de terra batida para uma melhor adaptação.

Quando comecei a trabalhar para a APPACDM de Viseu pensei que seria uma situação temporária, não sabia se me enquadrava… já lá vão 18 anos! Enquanto ajudante de Ação Direta primeiro e depois como Técnico Superior de Desporto e Atividade Física sempre zelei pelos princípios da casa e dos interesses dos nossos clientes em prol da inclusão e bem-estar. Porém quem estava a beneficiar do processo era eu, fui aceite e integrado por uma população que me devolveu auto-estima e vontade de lutar. Quando surge a oportunidade para trabalhar no Estabelecimento Victor Fontes foi feito o levantamento da população deste polo da APPACDM de Viseu, seus gostos, condição física e vontade de praticar modalidades ou simplesmente a atividade física na sua vertente lúdica. Foi com base nesse levantamento que surgiu o desafio de criar, de raiz, uma equipa de Futsal para participar nos torneios de Atividade Adaptada organizados pela ANDDI. Primeiro passo seria traçar objetivos. O objetivo geral era simples – que os jogadores sejam felizes e gostem de fazer parte de uma equipa de Futsal. Os objetivos específicos passavam por questões de ordem técnica individuais e coletivas por um lado e, por outro, as questões sociais inerentes ao fazer parte de um todo e a responsabilidade de ser um elemento de uma equipa que consiste em poder contar com o amigo e estar ‘presente’ quando o amigo precisa. Têm sido três anos de muito trabalho para eles, sendo que quando iniciámos o projeto, todos os participantes estavam acima dos 25 anos, a aquisição de skills motoras e noções estratégicas de um desporto coletivo é muito mais demorado, sem certezas de sucesso, e o desafio era manter os níveis de compromisso e entrega independentemente dos resultados desportivos, e esse trabalho tão difícil quanto importante, seria de todos desde o diretor executivo até aos restantes colaboradores. Três anos de dedicação, aprendizagem, reeducação motora e criação de espírito de equipa. Três anos de muitas derrotas enquanto resultados jogo a jogo e muitas vitórias no que diz respeito aos objetivos sociais do projeto. Eles ‘vestem a camisola’ da ‘casa deles’ como ninguém e dignificam a Cidade deles em cada torneio em que participam!

Sou um privilegiado dado que sou o único de Viseu que teve o prazer de assistir aos gritos de ‘CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES!’ cada vez que lhes é entregue a Taça de participação no final de cada torneio. Este ano desportivo, finalmente, chegamos ao ‘El Dorado’! Depois de centenas de treinos, imensas frustrações, evoluções repentinas sem aviso prévio, contratempos e solidificação do grupo de trabalho, conseguiram as primeiras vitórias em jogo – nenhuma tão saborosa como a primeira!

Dar tempo para que o copo se habitue Antes de começar a correr grandes distâncias, deve começar pelas mais pequenas, aumentando aos poucos e poucos para que assim o seu corpo cada vez mais reaja melhor à exigência deste desporto.

Procurar saber informações sobre o trilho Primeiro devemos conhecer o percurso que vamos percorrer, nunca se sabe o que poderá estar no nosso caminho.

Evitar correr sozinho Procure sempre levar um amigo, ou então, se não conseguir, procure levar um telemóvel ou outro meio de comunicação caso precise de utilizar em caso de emergência, segurança acima de tudo.

Equipamento Deve equipar-se com sapatos adequados, pois estes possuem uma sola com mais cravos para uma maior aderência ao piso, pedras e lama; procurar levar uma mochila ou então um cinto de hidratação, é um desporto que exige muito esforço físico e podemos precisar de nos hidratar; e por fim, mas não menos importante, o uso de um relógio gps, não é obrigatório, é mais um item de segurança para nós próprios.

Um grupo de trabalho que iniciou esta modalidade já depois do intervalo temporal ideal para aquisição de competências motoras, sem nunca ter participado em competição iniciou um trabalho específico por gosto e vontade. Os familiares e os colaboradoes apoiaram. Comprometeram-se todos. Resultado:  Clientes felizes que reconhecem o valor do trabalho e das amizades e (pelo menos) um Técnico grato pela oportunidade que lhe foi dada para conhecer seres humanos que demonstram afetividade, respeito e permitiram a minha inclusão no mundo deles. Nunca tinha sentido a responsabilidade que é a confiança cega no meu trabalho como quando trabalho com esta equipa e sou grato por isso. Este ano o desafio vai ser atacar a modalidade de Atletismo. Independentemente dos resultados desportivos, é um gosto observar os treinos cheios de alegria e determinação. ‘Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.’ - Confúcio #ILOVETHISGAME João Paulo

Diogo Coelho

Mitos sobre emagrecer • • • • • • •

Passar fome; Ficar mais de 3 horas sem comer; Fazer atividade física em jejum; Ficar sem jantar; Comer só proteínas; Comer alimentos saudáveis em excesso; Alimentos integrais contêm menos calorias.

Verdades sobre emagrecer • • • • •

Comer de forma fracionada; Fazer 6 refeições por dia; Dormir 8 horas por dia; Exercitar-se pelo menos 30 minutos por dia; Beber água. Cátia Soares


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DESPORTO

Centro de Formação Desportiva de Golfe de Viseu A prática desportiva nas escolas constitui um incremento de grande relevo e utilidade no combate ao insucesso escolar e de melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. A disciplina de Educação Física e o programa do Desporto Escolar (DE) promovem estilos de vida saudáveis que contribuem para a formação equilibrada dos alunos e permitem o desenvolvimento da prática desportiva. No âmbito do DE, os Grupos Equipas e os Centros de Formação Desportiva (CFD) constituem pólos de desenvolvimento desportivo, dinamizados por agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, em parceria com federações, municípios e parceiros locais. O Centro de Formação Desportiva de Golfe de Viseu, com sede no Agrupamento de Escolas Viseu Norte (um dos seis a nível nacional), tem como objetivo: a promoção e divulgação da modalidade juntos dos alunos dos vários níveis etários e a promoção de formação certificada de professores em articulação com a Direção Geral de Educação – Desporto Escolar, Federação Portuguesa de Golfe, Centro de Formação de Associação de Escolas de Viseu (Visprof), Clube de Golfe de Viseu e Campo de Golfe Montebelo. O facto de existir o CFD e o Grupo Equipa de Golfe do Desporto Escolar, na Escola Básica D. Duarte (pertencente ao Agrupamento de Escola Viseu Norte) faz com que o Golfe seja praticado pelos alunos do ensino Básico. Nos últimos dois anos têm sido celebrados protolocos de colaboração entre escolas para que os alunos de outras escolas de Viseu tenham possibilidade de participar nas provas de golfe do Circuito do Desporto Escolar. Nas escolas do 1º ciclo pertencentes ao Agrupamento de Escolas Viseu Norte, o Golfe também passou a ser introduzido nas Atividades de Enriquecimento Curricular. O Golfe voltou a ser modalidade Olímpica em 2016, assim, urge a necessidade de a proporcionar aos alunos das escolas de Viseu. Esta modalidade desportiva tem características educativas relevantes no contexto da aprendizagem escolar, pois encerra valores pedagógicos essenciais para as crianças e jovens e proporciona o desenvolvimento de muitas competências e recursos, em vários planos: a nível motor, a sua prática desenvolve a destreza, a coordenação, a precisão gestual e a velocidade de execução e reação; a nível cognitivo, desenvolve a tomada de decisão, a antecipação, a apreciação de trajetórias, a análise de jogo e a elaboração de uma estratégia; e a nível afetivo, desenvolve a motivação, a gestão da oposição e dos resultados, a cooperação e o autocontrolo. Simultaneamente, a prática do golfe, promove: o respeito pelas regras e por todos os intervenientes (adversários, treinadores, dirigentes e árbitros); e a valorização do trabalho e do esforço individual e coletivo. Jacinto Pinto


13 Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Domésticado Distrito de Viseu

O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Viseu (NAVVD), cuja entidade gestora é a Casa do Povo de Abraveses - Viseu, assumiu, em 2009, a responsabilidade de intervir no combate e prevenção da Violência Doméstica ao nível do distrito de Viseu. Os objetivos do NAVVD são: disponibilizar às vítimas todo o tipo de informação, nomeadamente sobre os trâmites legais do processo-crime; apoio psicossocial; avaliação de risco, auxílio no contacto com outras entidades, adiantamento de indemnização, requerimento de proteção jurídica; proporcionar às vítimas de violência doméstica e filhos menores, apoios e respostas em situações de crise e de emergência; e desenvolver ações de sensibilização sobre a violência doméstica destinadas à comunidade e às entidades locais, nomeadamente, escolas, centros de saúde, forças de segurança, instituições particulares de solidariedade social, entre outras. Em 2013 e de forma a colmatar uma grave lacuna no nosso distrito, foi possível a criação, através do POPH, de um Centro de Acolhimento de Emergência para Vítimas (CAEV) e seus filhos menores. Em fevereiro de 2019 foi levado a cabo um projeto piloto e pioneiro a Casa de Abrigo – Acolhimento

Diferenciado para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica com Doença Mental, com capacidade para acolher, em simultâneo, 10 mulheres vítimas de violência, com as quais será trabalhado o projeto de vida, cujo objetivo será a sua autonomização e integração social livre de violência, o que contribuirá para a melhoria da patologia de foro mental de que é portadora. Estamos certos que esta resposta não tem sido suficiente para abranger um número razoável de pessoas vítimas, assim, com o apoio da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, no momento esta resposta de proximidade está criada em cada concelho da zona Norte do Distrito, nomeadamente Lamego, Tarouca, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Penedono, S. João da Pesqueira, Tabuaço, Armamar. Trata-se de um projeto piloto a nível nacional, com vista à prossecução do alargamento do atendimento especializado na área da prevenção e combate à Violência Doméstica, assim sendo o NAVVD Viseu, no âmbito da sua parceria junto do ACES Douro Sul, criou em cada um dos Concelhos supramencionados um gabinete para atendimento em cada Centro de Saúde. Os objetivos da implementação desta resposta pioneira passam por:

1.

Assegurar atendimento especializado, diário e rotativo, nos seguintes oito concelhos do norte do Distrito;

2.

Prestar apoio às pessoas vítimas ao nível de apoio social, psicológico e jurídico; Desenvolver ações de sensibilização na comunidade e junto de entidades locais; Fomentar a capacitação técnica dos profissionais de saúde, com formação profissional certificada de Técnico de Apoio à Vítima; Debelar os constrangimentos com que se deparam os profissionais de saúde, que estando sujeitos ao sigilo profissional e à manutenção de uma relação empática médico - paciente ou enfermeiro-paciente, acabam por ter uma intervenção reduzida apesar de se tratar de um crime público;

3. 4.

5.

Nos últimos nove anos, foram atendidas, no NAVVD, cerca 1472 pessoas vítimas e acolhidas, no Centro de Acolhimento de Emergência, 595 mulheres e filhos menores vítimas de violência doméstica. NAVVD


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ANIMAIS

Passear sem ser passeado

SOS Nelas

Este ano descobri o que pode salvar muitos tutores de cães! Falamos de cão de tamanho considerável, não propriamente cães “a pilhas” e tal... Esses podem puxar à vontade que não aquecem nem arrefecem quem os passeia. Agora cães com mais de 20 kg podem transformar um passeio numa maratona, ou em um verdadeiro duelo cão/tutor!

A SOS Nelas Associação de Animais em Risco, nasce em 2014 e tem como objecto a missão de defender, proteger e dignificar, as condições de vida dos animais do concelho de Nelas. O abandono e maus tratos a animais de companhia continua a aumentar de forma insustentável, vítimas sem voz de uma crise que tarda em desaparecer e de donos pouco empenhados em valorizar o amor incondicional que estes animais lhes dedicam. Convidámos a apadrinhar a nossa associação, o ilustre actor Ruy de Carvalho que muito nos honrou com a sua presença na inauguração. Com cerca de 40 animais (mais de 400 é o número de salvamentos nos 4 anos de atividade), alimentação e acima de tudo tratamentos pois os cães e gatos abandonados que auxiliamos estão de uma forma geral muito fragilizados. A SOS Nelas Associação de Animais em Risco, assegura parte do trabalho, proporcionando aos animais a seu cargo, qualidade de vida, tornando-os dóceis e passíveis de serem adoptados por famílias. Vive de pequenos donativos e actividades realizadas para angariar fundos, dispõe de apoio camarário no valor de 1.000 Euros/ano, contributo esse manifestamente insuficiente.

Pode ser muito pouco agradável passear com um cão que puxa constantemente e que para caminhar decentemente ao nosso lado são precisos alguns músculos! Basicamente ser passeado por ele e pela sua vontade de fazer aquele xixi, naquela árvore! Sofri durante algum tempo com isto, primeiro com os meus seniores e agora com o júnior... todo tipo de coleiras e trelas, peitorais de todos os tipos, experimentei de tudo! Até que, recentemente, vi na internet uma coleira peitoral um pouco diferente das convencionais. A única diferença na verdade reside no local onde a trela segura a coleira, tão simples quanto isto! Sim! Em vez de segurar em cima, nas costas, a trela segura a coleira à frente, no peito do cão! Ora isto faz toda a diferença! No dia em que experimentei não consegui deixar de expressar a minha alegria e satisfação durante todo o meu passeio com o Romeu: – Mas isto é maravilhoso, como é possível? Romeu isto é MARAVILHOSO! Já viste que agora podemos apreciar calmamente o nosso passeio? Sem eu ter que estar sempre a dizer – Devagar Romeu, devagar! Romeu! Devagar, devagar, DEVAGARRRRR!!! Muito bom mesmo! Milagroso até! Muita gente a olhar para mim, como sempre, por ir a falar com o Romeu, mas felizes os dois!!! Ora vejam:

Trata-se de uma Associação de voluntários que se mobilizam para todo tipo de trabalhos fora do seu conforto sem qualquer tipo de remuneração a não ser o afecto proporcionado pelos animais. Será também importante referir que cada vez mais é urgente mudar mentalidades para que os donos de tantos cães e gatos tenham consciência da importância em castrar os seus animais, só desta forma é possível reduzir a elevada taxa de nascimentos e abandonos. Esta associação vive da caridade de todos e do empenho e esforço de uma minoria, que pelo amor aos animais, teima em não desistir nem virar costas a tantos animais em perigo a precisar de uma mão carinhosa por isso toda a ajuda é sempre bem vinda. Convidamos todas as pessoas que se queiram juntar a esta causa e que, tal como nós, amam acima de tudo todos os animais sem exceção. Agradecemos o apoio dado por tantos anónimos que souberam se reconhecer neste texto e temos fé que muitas mais pessoas se irão interessar por esta tão nobre causa. SOS Nelas

Estes cães estão disponíveis para adopção responsável na SOS NELAS

Patanisca

Mikas

Para mais informações www.facebook.com/sos.animaisdenelas

Mouse

Husky

Milka

Bob


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MÚSICA

O livro Aberto

Adfectus

Adfectus está de regresso com um novo trabalho discográfico “Reflexo”. Sobre as músicas que compõem este disco «Reflexo», o autor e músico Ricardo Rocha garantiu que se trata de um trabalho muito pessoal, pois atualmente decidiu enveredar pelo mundo da produção musical. O freelancer visiense, salienta que este disco tem um género musical pouco definido, embora muito influenciado pelo Indie/Pop/Alternativo & New Age. As suas músicas falam de amor, frustrações, relacionamentos, outros aspetos da sua vida, das pessoas que o rodeiam e da sociedade em que vivemos. O Livro Aberto é um projeto musical de covers que nasceu a  partir de um amigo em comum dos  membros que o  constituem.  André Ferreira foi o elo entre a vocalista Adriana Pereira e o guitarrista Pedro Barbosa, desde janeiro do ano passado.  Esta dupla  teve como motivação não só a sua capacidade de realização,  mas,  sobretudo, a luta por um sonho. O gosto pelo mundo da música para estes artistas, passa, assim, por abordar  diversos géneros musicais, entre eles o soul com maior destaque.

O Livro Aberto encontra-se disponível para realizar concertos nos mais variadíssimos locais e tipos de eventos (bares/restaurantes, festas temáticas, casamentos, aniversários, bailes, …). É possível acompanhar este projeto nas redes sociais (facebook/LivroAberto.LAoficial e instagram/livro_aberto.oficial), e pelo canal do youtube. Para adquirir este serviço de entretenimento, ou para mais informações basta entrar em contacto através dos números  965  214  238 ou 927 521 999. 

Os autores deste “livro” além de covers pretendem dedicar-se, brevemente,  à criação  de  originais.

Discriminação na música O preconceito não se resume a sexo, raça, e religião, resume-se a um contexto antecipado que se faz a respeito de algo ou alguém. Um preconceito que as pessoas cada vez acham mais “normal”, é o preconceito musical. Sim, existe mesmo, a música, que foi criada para unir grupos, cada vez mais os separa arranjando muitas vezes problemas sérios entre diferentes ouvintes da mesma. O Rapper é “drogado”, funk é sem cultura, heavy metal é só “barulho”, quem gosta de música clássica está ultrapassado, o pimba é só para os “velhos”, jazz não faz sentido, etc..

Chega o dia em que temos que dizer não, temos que encarar a realidade e música é sempre música independentemente do estilo. Não existe um estilo melhor ou pior que o outro, o que existe é uma data de alternativas ao estilo que nós ouvimos e nós não conseguimos ver isso com bons olhos. Cada estilo tem um objetivo, fazer cantar, fazer dançar, fazer refletir, encorajar, curtir simplesmente e nós só temos que escolher o que gostamos mais sem criticar os outros existentes. Diogo Coelho

O Autor referencia ainda que são tempos confusos e difíceis, e este disco “Reflexo”, deixa claro o posicionamento de um artista refletindo o seu tempo empunhando a sua guitarra como uma espada, baseando-se na origem do género para transmitir, como Bob Dylan, que os tempos estão a mudar e não necessariamente para melhor. Para Ricardo Rocha “Menos é sempre mais”, “queria fazer um disco diferente e segui outro caminho, juntei o som acústico com sonoridades variadas utilizando sintetizadores e aproximei-me mais de outras influências. Se conseguires fazer uma mistura entre Bob Dylan, Chris Robinson, Iron and Wine consegues imaginar o meu disco”, ilustra o músico português. Este trabalho foi produzido por Ricardo Rocha e Paulo Lima (Estudios Produsom), na parte visual Carlos Carvalho (Ccfilmpro), esta produção conta ainda com o importante apoio do Município de Viseu. Este novo EP inclui 6 temas originais e o resultado é “Reflexo”, um disco arrojado e surpreendente. O projeto Adfectus esta época de 2019 apresenta-se ao vivo em formato de Banda com 6 elementos em Palco, um espetáculo na integra com temas originais.


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LEITURA

DEVERAUX, JUDE

KEARNEY, FIONNUALA

VIEIRA JUNIOR, ITAMAR

Leituras Obrigatórias

O Livro do Amor

Torto Arado

Um Crime Anunciado

Um amor imenso. Duas pessoas. Vinte anos.

Prémio LeYa 2018

Três pessoas. Uma paixão proibida. Um enigma por resolver.

Ele chama-se Dominic Carter. Acredita no amor, vive a vida ao máximo e gosta de correr riscos. Assim que a conhece, sabe que encontrou o seu grande amor. Ela chama-se Erin Fitzgerald. Acredita no amor, é cautelosa, eternamente preocupada com tudo e todos. Quando encontra Dom, sabe de imediato que é o homem com quem deseja partilhar a sua vida. O Livro do Amor é um presente de casamento. É o livro onde põem por escrito aquilo que não conseguem dizer um ao outro de viva voz. É onde vive o amor de ambos. Mas há uma página em falta. Uma página que Dom escreveu e arrancou… Essa página contém uma confissão avassaladora. Um segredo que vai mudar as suas vidas. Para sempre.

Um livro comovente que traz a herança dos clássicos. Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra. Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã. Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.

Sara Medlar é uma escritora de renome. Decidida a abrandar o ritmo da sua vida, compra uma mansão antiga e contrata o jovem Jackson Wyatt para a remodelar. E quando Jack parte uma perna, Sara – que se sente só mas é incapaz de o admitir – convida-o a ir viver lá para casa. Há, porém, um segundo “inquilino” a caminho... Kate Medlar, sobrinha de Sara. Ao chegar à grandiosa propriedade, porém, o desagrado de Kate relativamente a Jack é evidente – pois só um tolo não vê que o jovem está a usar os seus encantos para se aproveitar da velha senhora... Mas quando a queda de uma árvore no jardim revela os restos mortais de duas pessoas, os três unem-se para desvendar o crime. Perante a misteriosa má vontade de todos aqueles que os rodeiam, e unidos por um apurado sentido de justiça, Kate, Sara e Jack terão de mergulhar no sombrio passado da mansão para descobrir o que realmente aconteceu.

Álvaro Almeida LeYa na Pretexto

O Mecanismo de matar Quando terminou aquela quarta-feira, estava decidido que um homem deveria morrer. Porque era mau. Esse engenheiro, administrador da empresa onde Jean Pierre era o director de pessoal, propusera um plano de eliminação de trabalhadores que atirou o francês para o limbo das folhas de Excel que deveriam revelar-lhe as gorduras a eliminar. Perdido na mais terrível das questões morais, são os amigos que desenham o plano para anular o engenheiro. Mas dizer “vamos matar um homem” é uma sentença mais fácil de pronunciar do que de executar. As semanas seguintes são feitas do jogo de sedução de Joaquim, o herdeiro de vinhateiros do Douro que procura impor esse projecto a Tomás, assessor municipal, e Andrés, jornalista falhado numa editora para adolescentes. Pelo meio há uma planta que definha num vaso e um casamento que parece não ir a lado nenhum. Numa Lisboa adormecida pelos pequenos nadas, a fuga para Espanha pareceu-lhes por momentos uma boa solução, mas a luz da capital chamava por eles.

O AUTOR (Paulo Amaral): Nasceu em Viseu em 1970. Licenciado em Sociologia, com uma tese sobre o Serviço Público de Televisão que desenvolveu numa pós-graduação em Cultura e Comunicação, é desde 2001 jornalista do online da RTP. Aos dezassete anos entregou uns poemas num concurso que lhe deu uma menção honrosa e, numa breve passagem por uma banda electrónica, nos anos 90, entrou na colectânea “Realidade Virtual” da extinta Fast Forward Records. Editou em 2006 o romance “Zero” com a editora Sinapses. “O Mecanismo de Matar” é o seu primeiro romance em papel. Em pequeno, delirava com o judo e os matraquilhos.


Revista Oficial

TO R N A -T E A P R ÓX I M A

V E M R E P R E S E N TA R O T E U D I S T R I TO N O S M A I S VA R I A D O S DESFILES DE MODA E MARCAS NACIONAIS... TORNA OS TEUS SONHOS REAIS!

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VISEENSES PELO MUNDO

Viseenses pelo mundo Ainda era adolescente quando fiz a minha primeira viagem pela europa, num InterRail. Foi um mês inteiro, com um amigo, de comboio. Muitas aventuras podem ser contadas dessa viagem, mas o que mais me marcou foi a imersão, a diversidade cultural, conhecer pessoas novas todos os dias, com percursos de vida totalmente diferentes do meu. Foi deveras estimulante e inspirador. Foi nesse momento que decidi que um dia teria de sair de Portugal. Na altura dessa viajem já tinha saído de Viseu. Vivia em Lisboa, onde estudava Engenharia Informática. A maior parte dos meus colegas que saíram de Viseu foram estudar para Aveiro, Coimbra ou Porto. De facto mais conveniente que a longínqua capital. Mas a oportunidade de estudar no Instituto Superior Técnico, a histórica e  conceituada  universidade de engenheira, forçou-me a ir para Lisboa. Foi apenas passado uns anos, após terminar o meu mestrado, que finalmente voltei a pensar em partir. Tinha uma oferta de emprego de uma das grandes consultoras de Lisboa, tinha a oportunidade de continuar os estudos, e tinha recebido uma oferta para ir trabalhar para a  Amadeus, uma grande empresa de desenvolvimento software, com base em Nice, França.  Sinceramente não era Nice que eu tinha imaginado quando me propus a emigrar. Imaginava-me mais numa grande cidade, num grande centro urbano e cultural como Londres, Paris ou Berlim. Mas após pesquisar um pouco sobre a zona, rapidamente me apercebi que tinha de aceitar este desafio. Nice fica na Côte d’Azur. Tem das praias mais bonitas da europa, está a 20 minutos de Itália, 40 minutos dos Alpes, e tem um clima que não fica nada a dever ao fabuloso clima Português. E a minha namorada, que se juntaria a mim uns meses mais tarde, não teria qualquer problema em se adaptar, sendo ela luso-francesa.  Em retrospectiva é fácil dizer que foi a melhor decisão que tomei, mas foi também das mais difíceis. Na altura este passo no escuro apresentava uma série de interrogações: eu optava por um percurso que era difícil desfazer. Havia oportunidades profissionais, boas oportunidades, que eu estava a preterir; eu quase não falava francês (para o emprego não seria um problema, uma vez que o inglês era a língua oficial da empresa, mas eu não sabia o quão importante seria para o dia-a-dia); acima de tudo, estava a deixar a minha família e os meus amigos. Tive dúvidas até ao último momento. Mas lá acabei por embarcar no avião para passadas 3 horas aterrar na solarenga Côte d’Azur. 


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Passei quatro anos em Nice. Conheci pessoas fascinantes, de todo o mundo, entre as quais fiz grandes amigos, e apaixonei-me por uma cultura e um povo. Trabalhei numa indústria que não conhecia, onde aprendi mais que algum dia imaginei que fosse possível. A Amadeus é líder mundial de software e serviços para companhias aéreas. Em conjunto com equipas em Inglaterra, Índia, Estados Unidos e Austrália, eu desenvolvia algoritmos que atribuíam lugares a passageiros em voos de companhias como a TAP, Air France, Qatar Airways ou Qantas. Mas nem tudo foi fácil. As saudades apertam sempre. Por vezes sentia solidão. Não por estar sozinho, mas por estar longe de “casa”: o meu país, a minha família, os meus amigos de infância. Entretanto comecei a sentir-me a estagnar. Estava acomodado, o que não me estimulava a aprender, a evoluir. O que inicialmente me havia levado a deixar Portugal foi, portanto o mesmo que, passados quatro anos, me levou outra vez a fazer as malas. Desta vez para ir para Paris.   Cheguei a Paris há 3 anos. Comecei por trabalhar numa pequena empresa de marketing digital. Um mundo novo para mim, que me permitiu trabalhar com grandes empresas, como a Disney,

a Nissan  ou a  Michelin. Tive a sorte de conhecer pessoas muito competentes que me ajudaram a evoluir enormemente a nível profissional.  Foi fácil enamorar-me com esta bela cidade. Uma rede de transportes de topo (embora, como todos os parisienses, passe a vida a queixar-me) liga os diferentes bairros de Paris. Cada bairro tem a sua própria identidade e personalidade. O 16°, perto do Arco do Triunfo, é conhecido por ser mais residencial e chique. O 18° será o oposto, mais boêmio, com algumas zonas menos seguras (mas tem uma das vistas mais bonitas da cidade, na igreja Sacré-Cœur, no topo de Montmartre). O 13° é conhecido pelos bons e genuínos restaurantes asiáticos, o 9°, além da belíssima ópera Garnier, praticamente só tem comércio (nomeadamente as enormes e famosas galerias Lafayette).  Eu vivia no 11° bairro, um bairro jovem e boêmio, encostado à praça da Republique.  Arranjar casa com mais de 40m2 no centro de Paris é incomportável para a maior parte das pessoas. Vivia, portanto, num pequeno estúdio, e, quando não estava a trabalhar, passava a maior parte do tempo na rua, a passear (ou a flanear, como escreveu Baudelaire). Visitei dezenas de museus, conheci centenas de esplanadas, aproveitei a grande variedade de meet-ups e eventos similares para conhecer pessoas e aprender coisas novas. 

Entretanto outras oportunidades profissionais foram aparecendo. Sou hoje director técnico de uma pequena startup, trabalho com pessoas brilhantes e inspiradoras. No entanto a (re)evolução tecnológica que estamos agora a viver torna impossível saber em que projecto estarei a trabalhar amanhã. Aqui (ainda) sinto que não preciso de mudar de ares para me motivar a aprender e a evoluir, como aconteceu há 7 anos em Portugal e há 3 em Nice. A cidade oferece um conjunto enorme de possibilidades, culturais, profissionais… tenho ainda muito de Paris para conhecer, e a cidade cresce e muda a um ritmo tão rápido que eu nem sequer tenho tempo de acompanhar tudo. Lembro com muito carinho os anos passados em Nice, tenho imensas saudades de Viseu, de Lisboa, faz-me falta a família e os amigos que deixei em Portugal; não passa um mês sem que não passe num restaurante português. Mas encontrei em Paris uma dinâmica e uma inspiração sem a qual já não me imagino. 

João Guilherme de Almeida Henriques Goucha Gaspar


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AMBIENTE

ARBORis A proposta de uma rede arbórea a percorrer a metro Esta é a proposta de uma rede de percursos, criados com base numa biodiversidade arbórea, que se assemelha ao padrão de nervuras de uma folha palminérvea constituindo-se como linhas de vida, que nutrem formas, definem limites e marcam sentimentos. A matriz procurou interpretar o genius loci (“espírito do lugar”) de cada artéria, avenida, jardim ou parque, estabelecendo uma relação “simbiótica” entre a morfologia e a estética paisagística. Tudo isto associado à cultura e história da cidade-jardim da Beira. Cada um dos cinco percursos criados pretende estabelecer uma relação cromática e morfológica com a espécie arbórea preponderante. A valorização do património encontra-se na biodiversidade de tons, cores, formas, sombras e sensações que podemos desfrutar em cada um deles. Todos estes percursos propõem-se iniciar e terminar em espaços verdes emblemáticos da cidade, que se constituem como órgãos que têm funções ambientais e ecológicas, vitais para esta BiodiverCidade. O parque Aquilino Ribeiro, é o núcleo onde estes percursos se cruzam e mesclam, combinando a funcionalidade do espaço com a preservação do ecossistema urbano. A conceção dos percursos procurou enquadrar instituições de natureza diversificada, no que toca ao ensino, arte e cultura, mas também hotelaria, restauração e comércio. A sensibilidade que se procura despertar, cultiva-se muito pelo olhar e em admirar o belo. Estes percursos arbóreos uma vez criados serão património da cidade-jardim da Beira, em que cada qual terá a liberdade de fazer a sua interpretação. Cada cidadão poderá em cada momento, face à estação do ano e luminosidade do dia, apreciar enquadramentos e testemunhos de exceção que passarão a constar na nossa memória coletiva. Os caminhos podem ser repetidos vezes sem conta com a certeza, porém, que contarão sempre uma nova história. “E se as árvores nos levassem a conhecer a cidade-jardim da beira com a segurança dos seus troncos, a beleza dos cromas e a subtileza dos aromas” – Paulo Barracosa, Professor da Escola Superior Agrária de Viseu no Departamento de Ecologia e Agricultura Sustentável. “Este é um percurso bem elaborado, essencial para compreender mais sobre o património arbóreo da cidade-jardim.” – Paulo Cardoso, Jovem Repórter para o Ambiente.

Paulo Barracosa e Paulo Cardoso

Reaproveitamento Em Portugal anualmente são recolhidas em média 70 mil toneladas de pneus. Cerca de metade são destinados a reciclagem e transformados em granulado de borracha, material que é principalmente utilizado para relvados sintéticos, pavimentos ou indústria de isolamentos. Além daqueles que são reciclados, 15% são recauchutados, 1% reutilizados e 28% usados como fonte de energia. Se pudermos dar uma nova vida a alguns pneus, o ambiente agradece.


21 As plantas carnívoras brilham para atrair presas As plantas carnívoras têm um arsenal de truques para seduzir e atrair insetos para as suas armadilhas. Estas plantas são conhecidas por utilizarem cores vivas, néctares deliciosos, e cheiros apelativos para fazer dos insetos que as vão investigar refeições rápidas. Foi inclusivamente descoberto recentemente que, algumas delas, emitem um brilho azul, invisível para o olho humano.

Florestas esperadas e desesperadas João Guerreiro, professor da Faculdade de Economia e coordenador científico da Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia (CRIA) da Universidade do Algarve (UAlg), interveio no Seminário Nacional Eco-Escolas 2019 como moderador do painel: Reinventar a nossa Floresta.

Algumas espécies das famílias nepenthes e sarracenia e as dionaeas muscipulas possuem células especiais que produzem uma tonalidade ultravioleta que, apesar de invisível para o olho humano, é bastante apelativa para os insetos. Desta forma, esta característica é uma técnica de sobrevivência, uma vez que as plantas carnívoras precisam de apanhar insetos para complementar a sua dieta, visto crescerem, na sua maioria, em solos pobres em nutrientes. A luz das plantas é emitida num comprimento de onda na gama dos ultravioletas, sendo adaptada para atrair insetos e artrópodes, dado que os insetos podem ver comprimentos de onda que enfatizam fontes de alimento. Por exemplo, os olhos das abelhas evoluíram por forma a detetarem as flores mais “brilhantes” e ricas em néctar.

Legenda: Sarracenia purpurea brilha sob luz ultravioleta. Foto de Rajani Kurup, Anil J. Johnson, Sreethu Sankar e Sabulal Baby Para um inseto, o brilho da planta carnívora parece-se, provavelmente, com uma fogueira, mas para os humanos, e apenas sob luz negra, assemelha-se a um glow stick.

Legenda: Nepenthes khasiana também brilha sob luz ultravioleta. Foto de Rajani Kurup, Anil J. Johnson, Sreethu Sankar e Sabulal Baby De notar também que esta descoberta pode ajudar em avanços científicos futuros, nomeadamente na área da saúde. Por exemplo, as proteínas responsáveis pelo brilho podem ser “coladas” a marcadores específicos, permitindo aos investigadores estudar como as células do cancro se espalham, atuando assim como localizadores.

Fonte: National Geographic Blog

João Guerreiro entrega Relatório de Pedrogão Grande ao Primeiro Ministro. Fonte: José Sena Goulão / LUSA

O assunto dos incêndios rurais que ocorreram em várias zonas do país, nomeadamente em Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, conduziram a uma análise e apuramento das falhas. Esta trata-se de um relatório organizado por uma Comissão Técnica Independente. Novamente confrontado com esta temática, o docente da UAlg reforça que apesar de ter coordenado os trabalhos da comissão, não acompanhou a implementação das medidas propostas. Assume que “os principais intervenientes na sociedade tomaram consciência de que os incêndios florestais não são um detalhe das vidas das zonas rurais”. João Rodrigues considera ainda que a questão dos incêndios tem de “ser pensada, sendo necessária uma intervenção fundada em conhecimento das dinâmicas florestais e sociais”. Na sua opinião, as entidades locais de que são exemplo os Municípios, começaram a ter um papel mais presente nas políticas de intervenção e combate. A catástrofe vivenciada em 2017, suscitou do ponto de vista nacional, um grande debate sobre o interior do país. Tudo isto contrasta com o que argumenta João Guerreiro, quando diz que, no passado, as Câmaras Municipais tinham projetos que não eram aprovados. Atualmente, a postura é mais interventiva nestes domínios, inclusive por parte do Governo. No entanto, esta não é só uma responsabilidade das entidades públicas. De acordo com o docente, “também é das instituições e das famílias, isto é, assume-se como uma responsabilidade coletiva”. Em relação às medidas que integram o relatório, a maior parte foram adotadas pelo executivo governamental, ainda que muitas não tenham impacto imediato por serem desenvolvidas em médio e longo prazo. Tal como aconteceu com a Agência de Gestão Integrada de Combate aos Incêndios Rurais, uma das propostas centrais para coordenar todas as atividades com incidência no mundo rural. Esta iniciativa, surgiu a partir das falhas de conhecimento e de coordenação nos incêndios florestais de 2017. De destacar que não substitui as forças de intervenção, uma vez que atua sobre o seu próprio campo. Um dos pontos fundamentais para prevenir este tipo de situações é a aposta na tecnologia, essencial para a orientação das equipas. No que respeita aos incêndios que ocorreram em Monchique, afirma que “houve meios aéreos que circularam permanentemente a dar instruções ao terreno e sobre as direções que deviam seguir”. Porém, no que toca às universidades, afirma que algumas destas já têm correspondido aos desafios. Ainda assim, “precisam de ser “picadas” e incentivadas a fazer trabalhos e a colaborar em novos projetos”. A UAlg é um dos exemplos de como os centros de investigação e as empresas mantêm-se parceiras e valorizam as tecnologias de informação e de comunicação. Em breve, as empresas da região terão um polo tecnológico que será instalado na instituição de ensino superior.


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MODA

Tendências Primavera/Verão 2019 No início de cada estação do ano ficamos sem saber o que vestir ou que acessórios usar, e por vezes ficamos na dúvida de que elementos devemos conjugar consoante o que temos no armário. Para isso, podemos observar o início de cada temporada com os seus desfiles e lançamentos das principais tendências de moda para a próxima estação. Para o verão de 2019 a moda fica com um ar mais leve, mais solto e mais alegre. Irá ser posto em prática o uso de tecidos mais frescos, com cores mais vivas ou mais atenuadas conforme o look dando mais liberdade de opções e elevando o patamar da moda. Este verão destaca-se o uso de botões à vista. Estes botões podem vir nos vestidos, nas saias, nas blusas e até nos calções. Uma das tendências que prevalece desde o verão 2018 e de grande destaque é o “nó” nas peças de roupa tanto em blusas como em pequenos detalhes que tornam o outfit instantaneamente mais arrojado. Desta vez o linho vai ser usado com força pela simples razão de ser a cara do verão pela elegância e frescor. Este tecido natural apesar de ser um tecido mais caro, a longo prazo irá compensar, pois, tem uma maior durabilidade e além disso combina com todo o tipo de cores. As cores predominantes neste verão são, a lavanda, o laranja, o vermelho, o verde, as riscas, o poás e o xadrez. Existem imensas maneiras de usar e conjugar as nossas cores favoritas, sendo em

pequenos pontos de cor ou em looks monocromáticos, no entanto a cor suave e delicada ganha impulso este verão. O estampado no verão tem tendência a ser mais alegre e expressivo, contudo este verão irá prevalecer a risca, o poás e o xadrez. Estes são estampados mais tradicionais, passados de geração em geração que ainda hoje são uma referência e uma preferência por parte de muitas pessoas no mundo da moda. As riscas nunca saem totalmente de moda como outros padrões mais marcantes, e por isso este verão voltaram em força sejam elas largas ou finas, na horizontal, vertical ou na diagonal. Começou no ano passado a loucura pela estampa de bolas, “poás”. Este ano o poás de vários tamanhos e cores será visto com força neste verão. O xadrez vichy está presente em quase todos os verões, mas desta vez ganha mais leveza, tons mais suaves e tecidos mais frescos. Dica: Como usar calças de linho? • Com camisas estampadas; • Com body; • Com t-shirt branca básica.; • Com blusas coloridas; • Com sapatos de plataforma; • Com sapatos coloridos. Cátia Soares

Beleza sem maquilhagem! Nos dias de hoje, a maquilhagem tornou-se algo obrigatório e exigente. É necessária aquela base de maior cobertura, aquele contorno super afinado, uma sobrancelha definida e carregada, máscara de pestanas e blush para dar um aspeto saudável. Por de trás de todo este processo existe alguém. Alguém humano, alguém com sentimentos, alguém frágil e até por vezes com pouca autoestima... Um pequeno disfarce para nós próprios.

gros, borbulhas, rugas de expressão, manchas, sobrancelhas por fazer... Não, não tenho aquele carro de luxo... aquela vivenda... Mas não são os bens materiais e a quantidade de produtos que coloco na cara, que vão fazer de mim perfeita e feliz. Aceito-me como sou, dou valor ao que tenho... Ao que construí. Essa é a minha verdadeira beleza. Sê tu própria. Arrasa todos os dias com a tua atitude, com o teu sorriso... com o ser maravilhoso que és! És linda por dentro e por fora!

Caminhamos diariamente na perfeição imperfeita... Num mundo paralelo... Numa irrealidade real. Em algo verdadeiramente falso. Ninguém é perfeito, nada é perfeito. Eu também tenho pontos ne-

Marta Cardoso


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VIAGENS

Férias em Veneza Foram umas mini férias mas que me deixaram completamente rendida e com vontade de regressar para mais. Ao chegarmos recebemos logo uma energia vibrante de diversas culturas e línguas que visitam o lugar. Fomos em Agosto, não costuma ser a melhor altura devido ao intenso calor, mas deu para aproveitar bastante. Decidimos iniciar o nosso passeio a pé, desde a Estação de Veneza Santa Luzia (estação de comboios) até à Piazza San Marco, a mais famosa da cidade. E garanto que não nos perdemos, conseguimos descobrir ruas encantadoras. A cada virar de esquina existia algo novo, ou éramos surpreendidos com uma gôndola super romântica a passear nos canais, ou surgia um novo recanto onde havia música ao vivo, pequenas praças, hotéis, lojas fascinantes e máscaras, muitas máscaras, uma mais maravilhosa que outra. A arquitetura é tão diversa e mista, existem edifícios antigos, clássicos, modernos, mas ao mesmo tempo parece que existiram ali desde sempre, respira-se arte em cada rua que passamos. Dizem que comer em Veneza é caro. Bem, não achei, claro que não fui a um restaurante chiquérrimo, mas comi uma pizza fantástica. Ao longo do dia para nos mantermos frescos, fomos bebendo água, mas também comemos deliciosos gelados e granizados. Se andamos a caminhar de um lado para o outro, também podemos comer uns docinhos. Existem lojas com uns doces que parecem verdadeiras frutas, são feitos em maçapão, e posso garantir que a perfeição me deixou ainda na dúvida se seriam ou não reais. Achei bastante interessante o facto de nas esplanadas terem umas ventoinhas que deitavam água e nos iam refrescando enquanto fizemos a pausa do almoço. Aconselho a quando forem usarem os barcos táxi, levam-nos a todo o lado e vemos Veneza de uma outra perspetiva, garanto que não se vão arrepender, além de que o preço é acessível. Veneza tem encanto e um charme diferente, só mesmo a visitar conseguimos sentir a alma de cada lugar. Priscila Cunha


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São Tomé e Príncipe # Continuando à procura # Continuando à procura de destinos únicos no mundo, no verão de 2017 tivemos a oportunidade de conhecer um país maravilhoso, quer pela sua beleza paisagística, quer pelas pessoas e modo de vida. Uma experiência marcante, uma viagem ao passado, num país onde se vive uma atmosfera de “léve-léve” que é como quem diz “sem stress”, “sem pressa”, “com calma”… A nossa passagem pelo estado insular de São Tomé e Príncipe foi em trabalho, durante seis dias, para participar num congresso sobre Educação Ambiental na ilha do Príncipe, e um dia em São Tomé. Outrora colónia portuguesa, é hoje um dos lugares mais especiais do mundo, quase intocado, autêntico e único. São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas, a ilha de São Tomé e a ilha do Príncipe, e várias ilhotas com cerca de 192 mil habitantes. O país chegou a ser o maior exportador do mundo de café e cacau, hoje em dia apenas é visível o que resta das roças. Apesar de já não ser dependente de Portugal, São Tomé e Príncipe continua a ter fortes ligações lusas, sendo a principal a língua, pelo que integra a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O país tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que vão desde 22 e 30 graus, e alguma chuva entre outubro e maio, sendo notória a multiplicidade de micro climas, consoante a altitude. É um arquipélago de origem vulcânica, rico em várias espécies de fauna e flora. A par das boas condições ambientais, um outro factor importante para umas férias tranquilas é a segurança que o país oferece e a enorme hospitalidade e amabilidade das suas gentes. O Príncipe não é uma ilha qualquer, é um sítio muito especial que marca e que fica para sempre, é difícil de explicar, só quem lá vai percebe o que estou a dizer. Um local onde se sente uma dupla insularidade, onde as limitações e o isolamento são ainda mais evidentes. É um território montanhoso, coberto de florestas tropicais. Uma visão intensa da natureza inabalável. As suas praias desertas, com um areal fino, coqueiros e banhadas por uma água cristalina de uma temperatura amena, são de uma beleza arrebatadora.

Ao aterrar, o primeiro impacto e os seguintes são de admiração, de curiosidade, não sei descrever bem… O cheiro é inconfundível, não há operadores turísticos à saída do aeroporto, não há autocarros para a cidade, as infraestruturas são muito básicas e simples, mas o calor humano, esse é bem visível. A nossa passagem pela ilha de São Tomé foi muito curta, foi de uma tarde e uma noite. Como tal, e dado que tínhamos pouco tempo, tentámos conhecer o máximo possível. Assim, decidimos contratar um guia turístico que nos levou num passeio de carro em direção ao Sul da ilha, até São João dos Angolares. Foi uma semana de muitas aprendizagens, reflexões e muitos passeios, uma semana intensa que ficará para sempre na nossa memória. Carla Ferreira Blogue Continuando à procura


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geraldine Artista Plástica Nascida na Bélgica, Geraldine de Lemos cedo descobriu a sua vocação para as artes. Queria desenhar. O desenho era a única coisa que lhe agradava. Frequentou Arte Plástica em Saint-Luc, numa experiência que denomina de muito importante na sua vida, porque lhe ensinou a exprimir o seu eu. Com 18 anos decidiu escolher uma área específica: têxtil. Tinha tudo a ver com ela. Os tecidos, o toque, o volume e o facto de poder exprimir-se através da matéria. Era tudo o que sonhara e acabou por revelar-se uma descoberta transformadora. Entretanto, estudou floricultura durante 3 anos, atraída pela natureza e pelo desejo da criação efémera permanente. Vindo morar para Portugal, apaixonou-se pelas origens familiares e pela genuinidade local que a empurrou para algo que sempre adorou desde os tempos da Escola de Belas Artes: o contacto com a matéria. Integrada num ambiente natural, rodeada de montanhas e vinhedos, sentiu uma enorme necessidade de trabalhar com materiais matriciais: o barro, e de usar as mãos para o transformar, para lhe dar forma, criando algo que fosse uma extensão de si própria. Foi esse encontro consigo própria, afastada do exagero perfeccionista em que tinha caído, que permitiu a Geraldine a descoberta de uma nova forma de expressão artística - o trabalho em cerâmica. Apaixonada desde sempre pelo artesanato e, em particular, pelo trabalho de artesãos que ousavam mesclar tradição com modernidade, Geraldine embrenhou-se na descoberta do seu próprio caminho, inspirada nas raízes culturais beirãs e nas suas experiências pessoais. O resultado é indiscutivelmente original! As suas peças estão impregnadas de emoções, de sentimentos, de humanidade. Como se a cada modelagem, descarregasse no barro as suas tensões emocionais, numa espécie de exorcismo criativo, pleno de originalidade e inspiração. O seu trabalho resulta de uma busca solitária e incessante pelas raízes. Talvez, nada, como a descoberta dos rituais ancestrais de manuseamento dos produtos endógenos – as fibras naturais, o vinho, o barro – na quinta de família, onde tem o seu atelier, a tenha inspirado tanto para as suas criações. www.geraldine.pt


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SEGURANÇA

7 Passos para uma queima de amontoados O Comando Territorial de Viseu, aconselha que sejam adotados procedimentos para a prevenção de incêndios e segurança das pessoas. Siga os próximos passos e faça uma queima de amontoados em segurança: 1- Solicite obrigatoriamente a devida autorização/ comunicação prévia junto da Câmara Municipal ou via on-line no sítio do ICNF em https://fogos. icnf.pt/InfoQueimasQueimadas/, para municípios protocolados.

E lembre-se, em caso de incêndio: • Não entre em pânico, procure sair da zona na direção contrária ao vento; • Não corra monte acima, o fumo e as chamas tendem a subir;

2 – Escolha dias húmidos e com pouco vento. Leve consigo o telemóvel e faça a queima acompanhado;

• Evite colocar-se em lugares com grande acumulação de combustíveis ou em pontos situados no sentido da direção do incêndio;

3– Consulte o Risco de Incêndio nos sítios www. ipma.pt ou www.icnf.pt e informe os Bombeiros ou do Serviço Municipal de Proteção Civil;

• Procure uma zona com água ou pouca vegetação ou já queimada;

4 – Abra uma faixa de limpeza envolvendo o local da queima, remova o solo e molhe essa faixa antes de iniciar a queima;

• Se ficar cercado pelo fogo, tente proteger-se da radiação, deitando-se no chão, atrás de uma rocha grande, de um tronco ou numa depressão cobrindo-se com terra;

5 – Faça pequenos amontoados em vez de amontoados grandes e vá queimando aos poucos;

• Se tiver possibilidade, proteja a cara com um pano molhado, pois facilita;

6 – Mantenha-se vigilante e não abandone o local, tenha especial atenção às alterações do vento. Se a queima ficar descontrolada, ligue 112;

• Se se encontrar numa casa na floresta e o fogo o impedir de fugir, deve fazer o seguinte:

7 – Queime até ficarem apenas cinzas. Molhe o local onde fez a queima e certifique-se que quando abandonar o local que não existe calor nem fumo a sair das cinzas.

- Deixar as mangueiras abertas, dirigindo a água para o telhado e vegetação em redor;

- Permanecer no sítio mais seguro da casa; - Se a situação se complicar e tiver que sair, cobrir a maior parte do corpo, se possível com roupas molhadas, para se proteger do calor. • Se estiver numa viatura e ficar cercado pelo fogo: - Não conduzir cegamente através do fumo, acender as luzes e os intermitentes; - Procurar previamente um caminho de saída; - Fechar as janelas e procurar uma zona sem vegetação ou já queimada; - Se o veículo se incendiar, sair imediatamente procurando cobrir a maior parte do corpo. Para mais informações contactar o Oficial de Comunicação e Relações Públicas do Comando Territorial de Viseu, Tenente-Coronel António Dias – 961 195 243.

- Fechar portas, janelas, persianas e desligar o gás e a eletricidade;

A importância das Empresas de Segurança Privada Sabemos que a garantia da ordem e segurança pública, dos espaços integrantes do domínio público, é realizada pelas forças de segurança do Estado: a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Polícia Marítima (PM). No domínio privado, a segurança com vista à proteção de pessoas e bens, bem como à prevenção da prática de crimes, poderá ser realizada por entidades privadas especializadas em segurança, ou seja, por Empresas de Segurança Privada.

o controlo de entrada, presença e saída de pessoas, bem como a prevenção de entrada de armas, substâncias e artigos de uso e porte proibidos ou suscetíveis de provocar atos de violência no interior de edifícios ou locais de acesso vedado ou condicionado ao público, designadamente estabelecimentos, certames, espetáculos e convenções; b) Tipo B: proteção pessoal, sem prejuízo das competências exclusivas atribuídas às forças de segurança;

A atuação da Segurança Privada tem um carácter preventivo e complementar ao das Forças de Segurança Pública, através da orientação para circunstâncias, práticas e comportamentos que evitem ou minimizem a possibilidade de acidentes ou ocorrência criminal.

c) Tipo C: exploração e gestão de centrais de receção e monitorização de alarmes;

Para poderem exercer a sua atividade, as Empresas de Segurança Privada necessitam de ser licenciadas e de possuir um alvará que depende do tipo de serviço que pretendem prestar.

Nunca é demais salientar que os meios humanos que levam a cabo esta atividade possuem formação especializada, com atribuição de um cartão profissional sempre que estejam ao serviço de uma empresa de Segurança Privada. Não poderão exercer a atividade por conta própria.

O licenciamento, atribuição de alvará e fiscalização destas empresas é da responsabilidade do Departamento de Segurança Privada da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), existindo quatro tipos de alvarás: a) Tipo A: vigilância de bens móveis e imóveis e

d) Tipo D: transporte, guarda, tratamento e distribuição de valores.

O cartão profissional, que necessita de renovação periódica, pode ser de diversas especialidades: Vigilante, Segurança Porteiro, Vigilante de Proteção e Acompanhamento Pessoal, Assistente de Recinto Desportivo, Assistente de Recinto de Espetáculos, Assistente de Portos e Aeroportos –

Segurança Aeroportuária, Vigilante de Transporte de Valores, Fiscal de Exploração de Transportes Públicos e Operador de Central de Alarmes. As Empresas de Segurança Privada são atualmente indispensáveis ao bom funcionamento de variadas instituições, atividades e locais nomeadamente: Aeroportos, Hospitais, Escolas, Tribunais, Centros Comerciais, Fábricas, Feiras, Eventos Desportivos, Eventos Culturais, Bares e Discotecas, Condomínios, etc.. Para a realização de grandes eventos, é fundamental garantir um planeamento atempado com uma boa coordenação entre as empresas de Segurança Privada e as Autoridades. As Autoridades devem ser informadas acerca do Tipo de Evento, o local, o número de efetivos tendo em conta a perigosidade e/ou obrigatoriedade legal, as escalas de serviço e, em casos especiais, devem ser realizadas reuniões com vista a uma boa coordenação e melhor cooperação entre as várias entidades envolvidas na Segurança (Segurança Privada, PSP, GNR, Proteção Civil, Bombeiros…). Tendo em conta o que foi mencionado, podemos concluir que Empresas de Segurança Privada são atualmente imprescindíveis, sendo um enorme contributo na salvaguarda de pessoas e bens, quer de entidades públicas quer privadas, do nosso país. Fernando Marques – 3xl


29 A POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE VISEU, GÉNESE E LOCALIZAÇÃO

A Polícia de Segurança Pública de Viseu celebrou, este ano, o seu centésimo quadragésimo segundo aniversário (142º). De facto, desde 09 de Janeiro de 1877 que, o então Governador Civil, Visconde do Serrado, efectivou a criação do Corpo de Polícia de Viseu e desde logo, aquando do início da criação da polícia no Distrito de Viseu, a PSP ficou responsável pela manutenção da segurança e ordem pública da população Viseense e Lamecense. Àquela data a constituição do Corpo de Polícia de Viseu era a seguinte: • • • • •

1 Comissário de Polícia; 
 1 Escrivão; 
 2 Chefes de Esquadra; 
 5 Cabos de Secção; 
 31 Guardas.


Para a cidade de Lamego foram destacados, desde logo, os seguintes elementos: 
 • • •

1 Chefe de Esquadra; 
 1 Cabo de Secção; 
 8 Guardas.


 O actual Edifício do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Viseu está implantado, em parte, no terreno outrora ocupado pelo Hospital das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Divisão Policial de Lamego, por proposta do então Presidente da Câmara, está sediada desde a década de 70, após o 25 de Abril, no actual edifício, sito na Quinta de Alvoraçães, cuja propriedade era pertença do Dr. Alfredo Pinto de Azevedo e Sousa (Advogado, político e antigo Ministro do Trabalho antes de 1926). O Estandarte da Polícia de Segurança Pública ostenta, entre outras, as seguintes condecorações: •

Grande Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito; 


Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo; 


Medalha de Ouro de Serviços Distintos de Segurança Pública; e 


Membro Honorário da Ordem Militar de Avis
Polícia, Policiar,... são termos de origem grega, que recorrentemente usamos, genericamente significam cultura, civilidade aperfeiçoamento de uma nação culta e polida, organizada, especialmente no seu governo interno, com todas as comodidades e segurança dos seus cidadãos.

Já no Século Décimo Quarto XIV (14º) as Ordenações Afonsinas definiam que, “a POLICIA consistia no tratamento decente, cultura, adorno e urbanidade dos cidadãos, no falar, no termo, nas boas maneiras e na cortesia.” 
Meter em POLÍCIA uma nação, é CIVILIZÁ-LA e URBANIZÁ-LA, como refere o nosso Garcia de Resende na Crónica de D. João II. 
 Em boa verdade parece-me que a definição é adequada, pois se entendermos por civilizar e urbanizar, o melhorar, aconselhar, pugnar pelo direito, defender o fraco do forte, prevenir o mal, impedir o crime e punir aquele que procede mal, então falamos de polícia, que em qualquer canto do mundo é a linha da frente na vigilância da civilização e a mais acérrima defensora dos direitos sagrados dos cidadãos. 
 Quanto à Polícia de Segurança Pública de Viseu, que é a nossa e da que podemos falar com algum conhecimento, encontra-se localizada nas duas maiores cidades do Distrito de Viseu, Viseu e Lamego e que, até esta data, nunca deixou de cumprir com a sua missão e de garantir a segurança dos cidadãos que tem à sua responsabilidade 365 dias por ano, 24 horas por dia. Nos últimos anos Viseu tem sido muito justamente considerada, como sabemos, a melhor cidade

para viver e se essa distinção lhe é atribuída, sabendo nós que, essencialmente no mundo conturbado em que vivemos hoje, um dos itens que muito conta para este tipo de análise é a segurança, ficamos muito felizes por saber que a PSP tem dado, ao longo dos anos, o seu contributo para esta distinção, que a todos nós muito nos orgulha.
 A cidade de Viseu é referência de qualidade de vida, sendo esta a sua imagem de marca no contexto nacional e internacional, que todos os viseenses pretendem manter e desenvolver ainda mais. 
 Viver com qualidade de vida significa, necessariamente, conviver em liberdade e segurança, direitos estes fundamentais e que constituem a génese da missão da Polícia de Segurança Pública, e do Comando Distrital de Viseu em particular. 
 E porque as instituições são constituídas por pessoas, finalizamos afirmando que, desde 1877 que os Viseenses e Lamecenses contam com o empenho e dedicação à causa pública de todos os elementos que prestam serviço na Polícia de Segurança Pública, dentro das limitações que nos são inerentes e acima de tudo à união na sua missão de garantir a segurança e o bem-estar de todos, fazendo jus à divisa do Comando Distrital de Viseu

“PARA BEM SERVIR”.


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SEGURANÇA

HISTORIAL B.V.V.

10 DE JANEIRO DE 1886

25 DE MARÇO DE 1886

20 DE NOVEMBRO DE 1912

A nossa história começa numa reunião em casa de Manuel Casimiro de Almeida, escrivão da Câmara e dotado toureiro a cavalo. Nesta reunião decide-se a criação de uma comissão angariadora de fundos e uma comissão encarregue de elaborar os estatutos. Apresentam-se em público com as suas fardas no dia da Senhora da Anunciação, 25 de Março, como o dia do voluntariado de Nossa Senhora perante Deus para gerar o seu Filho.

Inaugurada a primeira sede, e nascimento do consequente Corpo de Bombeiros com cerca de 25 elementos.

Escritura do terreno situado entre a Rua D. Duarte e Rua do Comércio.

Esta recente Companhia de Bombeiros Voluntários nem bomba tinha, nem para treino nem para incêndios. Acorria a ajudar os Municipais de Viseu. Em fevereiro de 1886, foi o Casimiro de Almeida ao senado pedir à Câmara que os Municipais emprestassem bomba e material para os Voluntários treinarem enquanto não se comprava uma própria. Começava assim também a relação de camaradagem entre as duas forças de Bombeiro. 18 DE JANEIRO DE 1886 Nova reunião. Fica eleito o Corpo Gerente da Associação e fica também deliberado que Manuel Casimiro de Almeida Miranda seria o 1º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu.

22 DE AGOSTO DE 1920 DEZEMBRO DE 1891 Acto Heróico. Incêndio no Hospital da Misericórdia, toda a ala Sul ardeu e os restantes doentes nem se aperceberam tal foi a bravura dos bombeiros de Viseu. 14 DE FEVEREIRO DE 1891 Implementação do código de badaladas nas bases das torres das igrejas. Quem passar na Igreja dos Terceiros ou na igreja do Carmo ainda o pode constatar. 16 DE NOVEMBRO DE 1892 Primeiro louvor do Governador Civil pelo desempenho demonstrado no incêndio no Colégio dos Três Escalões. 5 DE JUNHO 1894 Entregue ao Rei D. Carlos a carta que o nomeia 1º Presidente Honorário da Corporação.

28 DE FEVEREIRO DE 1886

Inauguração solene da primeira bandeira. Autoria do Bombeiro Manuel Augusto Liz. 10 DE JANEIRO DE 1922 Um incêndio no presidio do Fontelo. Tal foi a bravura do ataque comandado pelo Comandante António da Silva Martins que foi motivo de aclamação pública ali no local. 5 DE AGOSTO DE 1922 Diz-se que foi o maior incêndio que já se viu na Cidade e até teve direito a nome “fogo do vinte e dois”. Começou na Rua Formosa onde recentemente é a Casa dos Lanifícios ao meio dia e só acabou ao outro dia já na Rua do Carmo, destruindo um grande casario em todo o caminho. Chegou a ser pedida ajuda aos bombeiros do Porto, já que do distrito de Viseu e vizinhos também acorreram à cidade. 20 DE NOVEMBRO DE 1922

13 DE SETEMBRO DE 1896 Primeiro incêndio. Trinta voluntários acorrem à cocheira da casa na rua dos Ferreiros (Calçada Dr. Domingos) e saem para incêndio em casa do conde de Sta. Eulália na rua Chão do Mestre.

Começa a ser pago a quem deita cântaros de água no depósito dos bombeiros o valor de 10 reis por cada cântaro.

10 DE MARÇO DE 1886

10 DE OUTUBRO DE 1907

Aluga-se o nº 95 de Rua Direita para sede dos Voluntários, e nesse dia compram no Porto a nossa querida bomba braçal “Flaud” e duas agulhetas. O Comandante Casimiro dirigiu-se várias vezes ao Porto para receber ensinamentos do inspetor-geral de incêndios daquela cidade, sendo ele, Guilherme Gomes Fernandes o primeiro sócio honorário da nossa Associação.

Inaugurada a primeira escada “MAGIRUS”. 3 DE OUTUBRO DE 1910 Um violento incêndio na Rua Sra. Da Piedade não consumiu toda a rua devido à tenacidade dos bombeiros e restante população. Arderam apenas três prédios.

É assinada a escritura do terreno onde iria ser construído o quartel-sede sito à Rua D. Duarte. 1923 Decorriam as obras de desaterro para o novo quartel na Rua D. Duarte, tendo-se comprado uma camionete de caixa aberta Fiat que, além de acartar a terra, rebocava as bombas, mangueiras e agulhetas para os incêndios. Fica este ano também marcado pela explosão de pirotecnia nas Pedras Alçadas na fábrica Águia, e ainda pela destruição de 8 casas em Passos de Silgueiros que levou à morte de uma criança.


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25 DE MARÇO 1927

1961

O dia que marca a mudança no material; passa-se a contar com dois pronto-socorro e uma automaca.

Já toda a corporação tinha abandonado as bombas manuais e todo o material era mecanizado.

12 DE JUNHO 1927

25 DE MARÇO DE 1961

É inaugurado o quartel da Rua D. Duarte.

É atribuída a Medalha de Ouro da Cidade de Viseu aos Voluntários. É nestas comemorações dos 75 anos que começam a aflorar ideias para se construir um novo quartel.

13 DE FEVEREIRO DE 1928 São concedidas no Diário do Governo, as insígnias da Ordem de Torre e Espada, sendo estas impostas pelo Presidente da República General Carmona em 1928.

1970 A Câmara decide atribuir o terreno para o grandioso imóvel na Rua José Branquinho.

27 DE AGOSTO DE 1934

8 viaturas de incêndio (6 autotanques); 2 viaturas auxiliares; 2 ambulâncias; 7 motobombas inseridas nas viaturas; 5 motobombas portáteis; 1 motobomba flutuante; 3 motosserras; 1 moto-lanterna; 1 electrobomba; 1 gerador; 1 gerador de desencarceramento; 6 aparelhos respiratórios; 2 rádios portáteis; 1 maçarico de corte; 12 escadas de ganchos; 7 escadas portuenses; E demais material.

28 DE MARÇO DE 1971 A Câmara cedeu à Associação o Pavilhão de Chá, instalado na Feira de São Mateus.

11 DE JANEIRO DE 2010 É colocada a primeira pedra do quartel da Rua José Branquinho.

25 DE MARÇO DE 1936 28 DE SETEMBRO DE 1972 Em pleno dia de aniversário, enquanto decorria um baile de gala, eclodiu um incêndio na Avenida Emídio Navarro, incêndio este que foi combatido com os bombeiros em farda de gala.

Os Bombeiros Voluntários de Viseu organizam o XX Congresso de Bombeiros. 27 DE MARÇO DE 1976

Lançamento da primeira pedra do novo Quartel, pelo então Ministro da Administração Interna, Rui Pereira. 27 DE FEVEREIRO DE 2011 Cerimónia de inauguração do Quartel situado na Quinta da Ribeira, em Rio de Loba.

16 DE FEVEREIRO DE 1939 Um violento incêndio na Rua Direita foi rapidamente controlado, graças aos apetrechos mais modernos que foram sendo adquiridos pelos Voluntários. 10 DE SETEMBRO DE 1944 Conseguem-se trazer ao Fontelo as equipas do Porto e Benfica, para um jogo de futebol, com o objectivo de angariar fundos para a compra de um pronto-socorro fechado, já que até aqui os Bombeiros deslocavam-se fora das viaturas à chuva e ao frio.

É inaugurado o majestoso edifício e quartel da Rua José Branquinho. Cinco anos de reuniões constantes, de palmilhar a cidade e todas as aldeias do concelho, pedindo contribuições, vendendo rifas e até “títulos de ajuda” no valor de mil escudos. Todo este trabalho suplementar deveu-se ao respeito pelos antepassados, e assim, não se vendeu nunca o quartel da Rua D. Duarte. Os Voluntários passaram até aqui por uma arrecadação da casa de Casimiro de Almeida, por uma Cocheira concedida pelo Bispo de Viseu, por uma loja na Rua Direita, pelo Quartel da Rua D. Duarte, pelo edifício da Rua José Branquinho, chegando neste local ao Centenário com:

15 DE DEZEMBRO DE 2011 Primeira noite de serviço no novo Quartel. A partir daqui até aos dias de hoje, integrados em modernas e confortáveis instalações, várias, inumeráveis foram as nossas intervenções, muitas delas de alegria, outras tantas de tristeza e lágrimas choradas em silêncio, no silêncio da farda. O Grande Acidente de Alcafache, incêndios medonhos, acidentes de viação indescritíveis estão para sempre bem marcados nos rostos dos Bombeiros Voluntários de Viseu.


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GASTRONOMIA

O elogio do feijão Consta que a mais antiga receita de leguminosas remonta ao século I AC. Verdade ou não, o facto é que as leguminosas há muito fazem parte da nossa alimentação tradicional, com enormes vantagens nutricionais. Os tipos de feijão, lentilhas, grão de bico, etc., são sementes que crescem em vagem e que, quando secos, se conservam muitos, muitos meses, preservando as suas qualidades nutricionais. Ricas em vitaminas A, B, C, e E, contêm também potássio, ferro, cálcio, zinco e fósforo e são ainda uma excelente fonte de proteína. Numa dieta vegetariana, ou apenas para quem quer reduzir o consumo de carne, por razões de saúde ou ambientais, as leguminosas são uma excelente alternativa, com a vantagem de serem isentas de colesterol e de ajudarem a controlar a saciedade. As leguminosas secas devem ser demolhadas durante cerca de 12 h e devem ser preferencialmente cozidas em panela de pressão, aumentando assim a sua digestibilidade. Depois de cozidas, podem ser incluídas nos mais variados pratos, desde guisados, a sopas, hambúrgueres e croquetes e mesmo em saladas. Em alternativa às leguminosas secas, pode também compras já cozidas, em frasco ou em lata. Esta alternativa, embora mais prática, é mais dispendiosa e, geralmente, inclui aditivos ou sal em demasia… Dicas para tirar o melhor partido das leguminosas e organizar as refeições:

- Seja criativo! Experimente substituir a carne por alguma leguminosa em pratos de bolonhesa, empadões, guisados, hambúrgueres.

Hambúrguer de feijão preto e batata-doce • • • • • • •

4 chávenas de feijão preto cozido e escorrido 1 cebola 1 batata–doce média cozida 1 pimento vermelho 1 raminho de salsa ou coentros 1 fio de azeite + 1 pouco para cozinhar os hambúrgueres sal q.b. 1 malagueta (opcional) farinha de mandioca q.b. (pode substituir por pão ralado, farinha de trigo ou de grão)

• • •

1.

Pique a cebola finamente e leve a refogar ligeiramente num fio de azeite (se gostar de cebola crua, pode saltar este passo).

2.

Pique o pimento, a malagueta (com ou sem sementes, dependendo do gosto) e a salsa.

3.

Num processador, coloque a batata cozida e 3 chávenas de feijão. Triture até fazer uma pasta homogénea.

4. - Planeie com pelo menos um dia de antecedência as suas refeições.

Junte o restante feijão, a cebola picada, o pimento, a salsa, a malagueta e o sal.

5.

- Se comprar embaladas verifique se não há insectos no interior da embalagem

Amasse para incorporar os ingredientes, mas não demasiado, para ficar com texturas diferentes,

6.

Deixe repousar a massa alguns minutos no frigorífico.

7.

Retire colheradas da massa e molde os hambúrgueres do tamanho que desejar (de tamanho médio, dá para 9).

8.

Passe cada hambúrguer num prato com farinha de mandioca.

9.

Se for congelar, disponha-os num tupperware, (se ficarem sobrepostos, separe-os com uma folha de papel vegetal) e leve imediatamente ao congelador.

- Deixe as leguminosas a demolhar de noite, se for cozer de manhã, ou de manhã, se for cozer à noite. Descarte a água da demolha e coza numa água nova. - Coza uma boa quantidade e congele em doses individuais (pode guardar até 4 meses). Assim, terá sempre leguminosas prontas a comer e pode ir variando ao longo da semana. - Junte um pedaço de alga kombu ou de gengibre no cozimento para reduzir a flatulência que podem causar e aumentar o aporte de minerais.

Gastronomia em Viseu A gastronomia viseense é um grande chamariz de turistas. Isto porque, além dos inúmeros restaurantes que esta zona tem, onde podemos encontrar pratos comuns, brindam-nos também com alguns pratos típicos de Viseu. Exemplo disso, é o Rancho à Moda de Viseu, um dos pratos mais conhecidos desta zona, que, juntamente com os monumentos históricos da cidade, liga o passado ao presente. Esta é também a terra onde podemos encontrar um bom Cozido à Portuguesa, a famosa Vitela Assada à Lafões, o Arroz de Carqueja, o Entrecosto com Chouriço e Grelos e o Cabrito Assado. No que nos diz respeito a doces, Viseu, também tem muito para nos dar. O típico Viriato, um bolo em forma de “V”, que combina um recheio de creme de coco com doce de ovos, que só de pensar nele já fiquei com água na boca. Muitos relatos apontam que este bolo veio há mais de 50 anos para Viseu, trazido por um grupo de pasteleiros de lisboa, outros relatam que esta receita foi criada aqui mesmo em Viseu, mas o que é certo, é que uma visita a esta cidade é sinónimo de uma prova deste doce. Além do Viriato, podemos encontrar as Castanhas de Ovos de Viseu, os Pastéis de Feijão e as Rotundinhas de Viseu. Para concluir a visita e para acabar com a cereja no topo do bolo: os vinhos do Dão, vinhos estes mundialmente conhecidos, que tanto se podem beber à refeição, como fora dela.

Diogo Coelho

10. Para cozinhar, leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e, quando estiver quente, coloque os hambúrgueres e deixe dourar uns minutos de cada lado. Vera Polónio

Como fazer um Gin?

AROMATIZE O GELO

DESFRUTE O SEU GIN TÓNICO

Coloque os botânicos que deseja. Pode escolher frutos e/ou ervas aromáticas, entre outros, conforme o seu gosto.

Relaxe e saboreie o seu Gin Tónico. O gin deve ser bebido em cerca de 20 minutos para que o gelo não derreta e fique muito aguado.

COLOQUE O GIN

O calor começa a aparecer, ensinamos a forma mais simples e eficaz para fazer o seu próprio gin!!!

COLOQUE O GELO Utilize cubos de gelo grandes de água mineral para que o gelo aguente mais tempo sem derreter.

Escolha o seu gin favorito e coloque 5 cl de gin.

GELE O COPO

COLOQUE A ÁGUA TÓNICA

Depois de inseridas as pedras de gelo, dê uma volta com a colher de bar para arrefecer as paredes do copo, retire a água derretida.

Adicione 20 cl lentamente junto ao gelo para que o gás seja preservado (também pode usar a colher de bar)

Gyn&Cock


33 Viseu, Destino Nacional de Gastronomia Depois do ano de 2017 “Ano Oficial para Visitar Viseu” e de 2018 “Viseu, Cidade Europeia do Folclore” que reuniu aproximadamente 100 mil pessoas, algo teria de ser pensado para o presente ano. O presidente da Câmara Municipal de Viseu anunciou no passado mês de dezembro de 2018, que no próximo ano 2019, o município se iria assumir como “destino nacional de gastronomia” prometendo “boa comida” e consequentemente formação nas escolas apelando ao combate à obesidade e implementando uma alimentação mediterrânica, mais saudável. Esta iniciativa surgiu no âmbito da estratégia de marketing territorial para reforçar o posicionamento da marca “Viseu”. A mesma e a autarquia têm tentado divulgar nos últimos anos, através da promoção e do storytelling, um destino turístico cultural de excelência e com um sucesso notório até hoje, sendo que se prevê que algumas ideias desenvolvidas no presente ano do destino nacional de gastronomia prevaleçam até 2020 e até 2021. A cidade das rotundas nomeia o seu património gastronómico e as suas qualidades à mesa como um grande passo para a valorização cultural e assim sendo para um crescimento a nível turístico. O plano posto em prática já conta com 30 realizações, no entanto conta com atividades que possam vir a complementar o projeto através de entidades parceiras, assim como doações.

No que toca às formações nas áreas de restauração, o desenvolvimento do projeto irá abordar não só no que está relacionado com a cozinha, mas também no que diz respeito ao atendimento, sendo que a AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), já certificou alguns restaurantes em Viseu e pretende-se que venha a certificar mais. O presidente da câmara afirmou que esta estratégia incidia através da “valorização cultural, patrimonial e económica de produtos locais, a qualificação de recursos e operadores económicos e um terceiro eixo virado para a promoção e animação” do turismo. No que toca aos sabores da boa mesa, nada melhor que percorrer os distritos do interior, nomeadamente Viseu. Na cidade de Viriato podemos descobrir iguarias passadas de geração em geração de fazer crescer água na boca, salientando os rojões, a sopa da Beira, o tão falado cabrito assado e rancho à moda de Viseu. Não se pode esquecer as migas à Lagareiro, a chanfana, os enchidos  (morcela, farinheira, alheira,  chouriça), e o centenário caldo verde  que são receitas irresistíveis para quem procura uma boa cozinha com temperos tradicionais e requintados.  No entanto será mais fácil encontrar pratos de carne e menos receitas de peixe pelo simples facto de nos encontrarmos num distrito do interior.

No que diz respeito aos doces, Viseu não se deixa ficar para trás com inúmeros doces “caseiros”, como as cavacas, o toucinho do céu, o  arroz doce  à moda da aldeia, a tarte de amêndoa e as  castanhas de ovos de Viseu. Sem esquecer o  Viriato,  a pêra bêbada, os  caçoilinhos do Vouga, o pudim de requeijão, as farófias, as papas de milho e as rotundas que fazem sempre chorar por mais. Cátia Soares


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NA CIDADE

Tasquinha da Sé

POP Burguer

Em pleno centro histórico, muito próximo à Sé de Viseu, a Tasquinha da Sé apresenta diversos petiscos portugueses, num ambiente regional e acolhedor com a simpatia do seu proprietário Artur Ferreira.

O nosso hambúrguer é feito com carne Aberdeen-Angus, conhecida em todo o mundo pelo seu sabor, textura e qualidade superior. Vem experimentar um POP e descobre o Top Burger In Town!

Horário: 12:00 às 15:00 das 18:30 às 23:00 Sextas, sábados e véspera de feriado até às 2h00 Rua Augusto Hilário nº62 232436138 / 968671448 facebook.com/tasquinhadase

Café Amaral

Av. António José de Almeida, nº 218 Loja 15 / CC S. Mateus (Frente à Central de Camionagem) Tel: 934 663 838 Entrega Em Casa: 300 500 437

Aromático 54

O café Amaral abriu portas no ano de 1968 na Rua Alexandre Herculano, mudando-se no ano 2000 para o número 43 da Rua Mendonça. Está aberto de Segunda a Domingo das 07h00 às 21h00 com um vasto serviço de pastelaria.

Num espaço pensado ao pormenor para o bem-estar de quem o visita, o Aromático 54, disponibiliza um menu arrojado que alia os sabores tradicionais ao mais inovador da cozinha contemporânea.

facebook.com/amaralcafeviseu

Horário: 12:00-15:00 e das 19:30- 22:30 Largo da Prebenda, nº51 963 742 999 facebook.com/aromatico54

O Cortiço

Cortiço gastronomia tradicional. 50 anos de História, com muitas histórias para contar. Espaço tradicional de cozinha antiga. O nosso convite... “Venha como está, seja como é.” Horário: De Terça a Domingo - Descanso semanal Domingo ao Jantar e Segunda. Rua Augusto Hilário, nº45 916 461 576 facebook.com/cortico.tradicional

Home Sushi & Asian food

HOME Sushi & Asian Food, é uma experiência gastronómica diversificada e enriquecedora porque proporciona o contacto com pratos emblemáticos de diferentes países. Os espaços HOME Sushi & Asian Food apresentam diferentes layouts e uma carta adaptada a cada meio envolvente. A simplicidade e elegância do serviço farão da sua visita um dos bons momentos do seu dia-a-dia. Quinta D’El Rei, Lote 243, Loja C 933 330 867 facebook.com/homesushiasianfoodviseu


35 Utopia

Utopia Bar com 10 anos de existência situado na zona de Jugueiros com ambiente seleccionado com um staff dedicado e conhecedor das melhores técnicas de bar, de bem servir e bem receber. Rua Nova de Jugueiros, lote 107, R/C Direito

IceClub Viseu

O Ice Club é a discoteca de Viseu com dois conceitos e duas pistas de dança, um bar e uma agradável esplanada onde se realizam concertos intimistas no Verão. Edificio Palácio do Gelo 966 234 409 facebook.com/iceclubviseu

Irish Bar

Desde 1999 que pretendemos que o The Irish Bar seja um dos icons da história desta cidade. Com uma leque variado de cervejas, cocktails e um espírito irlandês vincado e perceptível a quem nos visita. Recebemos com simpatia e dedicação. Até já Slaintê Largo Pintor Gata, nº8 232 488 156 facebook.com/Irishbarviseu

Artefacto

Galeria 21

Estela Silva

Aqui nasce…entre a mistura de tintas e na delicadeza de uma pincelada, o convite a conhecer o nosso espaço e experienciar uma aula de pintura, despertando a beleza que os traços da sua mão possam revelar. Entre a tranquilidade e a boa disposição desta família, poderá também escolher uma peça de vestuário e acessórios para si ou para os seus, caso não seja completamente adequada ao tamanho ou estilo, nós alteramos, pois este espaço também disponibiliza de um atelier de costura.

Numa sintonia projetada em todo o seu contexto, convidamo-la/o a visitar-nos… conhecer-nos… perceber quem somos e o que poderemos oferecer.

ESTELA SILVA é Estilista. Produz alta costura de sua autoria a partir do distrito de Viseu, para a sua loja e distribuição.

Rua Ponte de Pau, loja nº 25 Junto ao Fórum (rua do funicular) facebook.com/atelierartefacto 926 493 249

Rua Ponte de Pau, loja nº 21 Junto ao Fórum (rua do funicular) 926 493 249

Av. Bélgica 3500, Viseu (Junto ao Continente) 232 428 355


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NA CIDADE

Bares Obviamente Bar

Galeria 22

Bar de Gelo Viseu

Office BAR

Largo Pintor Gata 26, Viseu 232 093 635 facebook.com/Obviamente-Bar

Palácio do Gelo,Viseu 232 483 931 www.bardegeloviseu.com

4You Bar

Largo Misericórdia 26, Viseu 232 408 761 facebook.com/Galeria

Rua Adelino Azevedo Pinto, Viseu facebook.com/office.coffee.bar

Estado D’alma

Largo Nossa Sra. da Conceição 37, Viseu 966 810 757

Rua Augusto Hilário 55, Viseu 232 431 181 facebook.com/BAR-estado-dalma-270473219676139

Syrah

Penedro Bar

Estrada de Nelas Nº1, Viseu facebook.com/Syrah.Viseu

Faces

Rua Formosa, Viseu 912 345 973 facebook.com/facesbarcafe

Viriathus Celta

Rua de Santo António 47, Viseu facebook.com/viriatoviseu.graovasco

Café Bar da Academia

Quinta de São José lote D r/c dto, Viseu 918 499 645 facebook.com/baracademiaviseu

Litradas

Urbanização Quinta de Jugueiros 6,Viseu facebook.com/litradas.barviseu

Energy

Urbanização Quinta de Jugueiros 110, Viseu facebook.com/EnergyBarViseu

Vinyl Bar

Rua Engenheiro Beirão do Carmo 22, lote 46, Viseu 962 332 725 facebook.com/vinyl.socialbar

Utopia Bar

Rua Nova 107, Viseu facebook.com/Utopiabarviseu

Rua Augusta Cruz 1, Viseu 938 113 918 facebook.com/penedrodaseviseu

LONDON PUB

Rua Eng. Manuel Moreira Amorim 39, Viseu 232 406 897 facebook.com/londonpub2015

THE BROTHERS

Rua da Paz, nº26, Viseu 232 440 391 facebook.com/Thebrothers

Bar X25

Urbanização Quinta de Jugueiros, 14, Viseu facebook.com/barx25

Maria Xica

Rua Chão do Mestre 23, Viseu 232 435 391 facebook.com/maria.xica.viseu

Lugar do Capitão

Rua Gonçalinho 84/86, Viseu 965 879 510 facebook.com/LUGARDOCAPITAOBAR

Armazém do Caffè

Rua da Paz 11, Viseu 232 425 054 facebook.com/Armazém-do-Caffè-Viseu

Velha Guarda Taverna Estado Puro

Rua Estevão Lopes Morago 14, Viseu 232 402 841 facebook.com/Estado-Puro-coffee-bar

Palato Wine House

Praça Dom Duarte 1, Viseu 232 094 038 facebook.com/PalatoWineHouseViseu

TreBARunA Viseu

Antigo Mercado 2 de Maio, Rua Chão do Mestre, Viseu facebook.com/TrebarunaViseu

Urban Chic Caffe Bar

Rua Santo António 15, Viseu facebook.com/urbanchiccaffebar

Avenida Monsenhor Celso Tavares da Silva, Viseu 961 608 387 facebook.com/velhaguardataverna

The “T”

Parque de Santiago Viseu 967 473 756


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Pastelarias Pastelaria Capuchinha

Praça República 16, Viseu 232 435 710 facebook.com/pages/Pastelaria-Capuchinha/

Pastelaria D. João I

Rua Almirante Afonso Cerqueira 363, Viseu 232 468 198 facebook.com/Pastelaria-D-Joao-I

Confeitaria e Pastelaria Serra Da Nave Lda

Rua Ponte de Pau 11, Viseu 232 425 554 facebook.com/serradanave.pastelaria

Pastelaria Salão de Chá O Lobo Rua Dom Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 437 959

Pastelaria Leão Lda

Rua Formosa 50, 3500 Viseu 232 423 207 facebook.com/Pastelaria-LEAO

Pastelaria Gelataria D. Duarte Praça D. Duarte 17, Viseu 963 754 021 facebook.com/pastelariadomduarte

Destino Latino

Rua Engenheiro Beirão do Carmo, Viseu 232 423 323 facebook.com/Pastelaria-Destino-Latino

Velvet

Praca Dom Joao I, loja H, Viseu 232 402 170 www.cupcakesvelvet.pt

Pastelícia

Rua Alexandre Herculano 89-r/c, Viseu 232 431 025 facebook.com/Pastelicia

Tresanti

Avenida Dr. António José Almeida 7/9, Viseu 232 431 421 www.tresanti.pt

San Remo

Avenida Doutor António José de Almeida 283, Viseu 232 184 566 www.gelatariasanremo.com

Estrela Doce

Avenida Dr. António José de Almeida 50, Viseu 232 480 240 facebook.com/estreladoceviseu

Amaral

Rua Francisco Alexandre Lobo 54, Viseu 232 422 920 facebook.com/Confeitaria-Amaral

Wolf

Rua Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 413 679 facebook.com/wolfpastelariaslda

Pão d´avó

Rua Alexandre Herculano Edifício Alexandre Herculano-r/c loja C, Viseu 232 429 472 facebook.com/Padaria-Pastelaria

Restaurantes O Cacimbo

Rua Alexandre Herculano 95, Viseu 232 422 894 www.cacimbo.pt

Dux Palace

Rua Paulo Emílio 12, Viseu 963 004 817 www.duxrestaurante.com

Inprovviso

Rua do Cerrado 9, Viseu 232 461 033 www.facebook.com/INPROVVISO

O Perdigueiro

Quinta do Galo 10, Viseu 232 461 805 www.restauranteoperdigueiro.pt

O Cortiço

Rua Augusto Hilário 45, Viseu 232 416 127 www.restaurantecortico.com

Muralha Da Sé

Rua Adro 24, Viseu 232 437 777 www.muralhadase.pt

Mesa Da Sé

Rua Grão Vasco 29, Viseu 232 425 205 www.restaurantemesadase.com

Tasquinha da Sé

Rua Augusto Hilário 60, Viseu 964 209 802 www.facebook.com/tasquinhadase

Marisqueira Casablanca

Avenida Emídio Navarro 70-72, Viseu 232 422 239 facebook.com/marisqueiracasablanca

Taberna Da Milinha

PIAZZA DI ROMA

Rua da Prebenda 37, Viseu 232 488 005 facebook.com/piazzadiromaviseurRistauranteItaliano

Italian Indian Palace

Avenida Dr. António José de Almeida 304, Viseu 232 469 278 www.indianpalace.pt

A Budêga

Rua Direita 3, Viseu 232 449 600 facebook.com/restaurante.abudega

Mesa d’Alegria

Rua da Vitória 21, Viseu 232 400 765 facebook.com/mesadalegria

Forno da Mimi & Rodízio Real Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 512, Viseu 232 452 555 www.fornodamimi.pt

Home True Sushi Viseu

Quinta D’El Rei lote 243, loja C, Viseu 933 330 867 facebook.com/hometruesushiviseu

Take-Away Moamba

Avenida Alberto Sampaio 94, Viseu 232 390 875 www.moamba.pt

Vintage

Rua Miguel Bombarda 76, Viseu 232 414 323

O Pateo

Rua Direita, Viseu 232 413 209 facebook.com/pateoestauranteviseu

Porta da Sé

Rua 21 de Agosto 160, Viseu 232 404 294 facebook.com/portadasehamburgueres

Nomiya Sushi Bar

Rua da Fontaínha 36, Viseu 931 788 081 facebook.com/nomiyaviseu

A Fábrica

Edifício A Santo Estevão, Viseu 232 414 027 fabricaviseu.pt

Rua Poeta António José Pereira 53,Viseu 969 700 056 facebook.com/Taberna.damilinha

Mota

Santa Luzia

Portas do Sol

Estrada Nacional 2, Viseu 232 459 325 www.restaurante-santaluzia.pt

Rua Dom António Monteiro, Viseu 232 468 072 facebook.com/motarestaurante

Urbanização Vilabeira, bloco 4, r/c, Viseu 232 431 792 facebook.com/portasdosol


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NA CIDADE

Casa Portuguesa

Sheng Li

Casa da Sé

ONIX

Última Ceia

Torre Di Pizza

Hotel Grão Vasco

R. Alexandre Herculano, Viseu 232 421 980 www.residencialdomduarte.pt

Rua do Adro 19, Viseu 232 094 150 facebook.com/tascaportuguesa.se11

Travessa da Balsa 15, Viseu 232 415 121 www.shengli.pt

Avenida Infante Dom Henrique 89, Viseu Avenida Cidade de Aveiro lote 16, Viseu 912 441 418 965 446 688 www.ultimaceia.pt www.torredipizza.com

Dona Maria

Avenida Alberto Sampaio, Viseu 963 711 497 facebook.com/TabernaDMaria

O Viso

Av. Luís Martins 231, Repeses 232 405 215 www.restauranteoviso.pt

Ceia dos Malandros

Rua Dr. Azeredo Perdigão 4B, Viseu 232 469 552 facebook.com/CeiaDosMalandros

Franguito Algarvio Rua Dom José da Cruz Moreira Pinto 7, Viseu 232 468 018

I Fratelli Ristorante

Quinta dos Compadres

Avenida Alto de Abraveses 128, Viseu 232 452 469 www.quintadoscompadres.com

Rua Gonçalinho 62, Viseu 232 422 721 facebook.com/solardacerveja.solar

Avenida Alberto Sampaio 92, Viseu 963 720 709 facebook.com/Cem-Reis-a-Mesa

daTerra

Rua Padre António Freire Lote 91, fracção A, Viseu 232 399 575 www.daterra.pt

Restaurante Frequente

Jasmim

Acapulco

O Cantinho do Tito

Quinta da Magarenha

Recta do Caçador 577, Nó 20 A25, Viseu 232 479 106 www.magarenha.com

Casa Arouquesa

Rua Santa Isabel lote 0, Repeses, Viseu 232 416 174 www.casaarouquesa.pt

CB House

Rua 5 de Outubro 143, Viseu 232 079 732 facebook.com/cbhouse.viseu

Clube de Caçadores

Muna, Bigas, Viseu 232 450 401 facebook.com/Restaurante-Clube-Caçadores

Grão Mestre

Rua Escura 46, Viseu 968 303 990 facebook.com/GraoMestre.Restaurante

Príncipe Perfeito

Largo da Misericórdia, Viseu 232 469 200 montebelohotels.com/ hotelprincipeperfeito

Hotel Durão

Avenida da Bélgica n 203, Viseu 232 410 460 www.hoteldurao.com

Cem Reis à Mesa

Cantinho dos Frangos

Avenida Capitão Silva Pereira 53, Viseu 232 421 996 facebook.com/takeaway.acapulco

Rua Gaspar Barreiros, Viseu 232 423 511 www.hotelgraovasco.pt

Solar da Cerveja

Rua Miguel Bombarda 52, Viseu 232 079 450 facebook.com/ifratelliristorante2018

Largo de São Pedro 52, loja 25, Viseu 232 458 317 facebook.com/Frequente-Restaurante

Rua Augusta Cruz 12, Viseu 232 468 032 www.facebook.com/casadase

Rua das Pedras Alçadas 52, Viseu 232 424 313

Rua do Largo da Capela, Rebordinho 232 406 780 facebook.com/jasmimviseu

Rua Mário Pais da Costa lote 10, Viseu 232 187 231 facebook.com/cantinhodotito

Mamma Isa

Travessa das Pedras Alçadas lote 2, Viseu 232 399 993 www.mammaisa.pt

Pensão Rossio Parque

Rua Soar de Cima 55, Viseu 232 422 085 www.pensaorossioparque.com

Aromático 54

Largo da Prebenda, 51 Viseu 963 742 999 facebook.com/aromatico54

Hotéis Pousada de Viseu

Rua do Hospital, Viseu 232 457 320 www.pousadadeviseu.com

Montebelo

Urbanização Quinta do Bosque, Viseu 232 420 000 www.montebelohotels.com

Palácio dos Melos

Rua do Chão do mte, nº4, Viseu 232 439 290 www.montebelohotels.com/ hotelpalaciodosmelos

Moinho do Vento

Rua Emílio Paulo, nº13, Viseu 232 424 116 www.hotelmoinhodevento.pt

Recta Caçador 16, Viseu 232 479 243 www.hotelonix.pt

Residencial D.Duarte

Hotel Avenida

Av. Alberto Sampaio, Viseu 232 423 432 www.hotelavenida.com.pt

Viseu Garden Hotel

Vermum Campo, Viseu 232 430 050 www.viseugardenhotel.com

Charme & Alegria

Rua da Vitória, Viseu 232 400 765 www.charmealegria.com

Pousada da Juventude

Rua Dr. Aristides Sousa Mendes, Viseu 232 413 001 facebook.com/pousadajuventudeviseu

Loft Guest House Jardim das Mães Charming

Rua Soar de Cima, Viseu 966 144 878 www.bemyguest.com.pt


39 Museus Museu Nacional Grão Vasco Adro da Sé, Viseu 232 422 049 mngv@mngv.dgpc.pt

Receitas Da Avó

Museu de Arte Sacra Adro da Sé, Viseu 232 422 984

Casa da Ribeira

Rua do Coval, Viseu 232 427 428 casadaribeira@cmviseu.pt

Museu do Quartzo

Monte de Santa Luzia, Viseu 232 450 163 museudoquartzo@cmviseu.pt

Casa Museu Almeida Moreira Rua do Soar de Cima 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

Quinta da Cruz

Rua São Salvador 232 423 343 quintadacruz@cmviseu.pt

Casa das Memórias Rua da Árvore 1/7 232 423 343

Casa da Lavoura e Oficina do Linho

Várzea de Calde, Viseu 232 911 004 museu.varzea@cmviseu.pt

Colecção José Coelho

Casa do Miradouro 232 425 388 casadomiradouro@cmviseu.pt

Solar dos Condes de Prime

Rua dos Andrades 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

Bolo dos Namorados Ingredientes: 9 colheres de sopa de açúcar; 9 colheres de sopa de farinha de trigo; 2 ovos; 3 colheres de sopa de manteiga; 1/2 chávena de leite; 1 colher de café de fermento Inglês. Passo a Passo: Mistura-se muito bem o açúcar com a manteiga e juntam-se-lhe as duas gemas. Volta a bater-se tudo muito bem até se conseguir uma massa homogénea. Junta-se em seguida as duas claras em castelo. Mistura-se então a farinha e torna a bater-se tudo muito bem. Por fim adiciona-se o leite e finalmente o fermento. Vai ao lume regular em forma untada de manteiga e coze durante 30min. Se pretender pode ser recheado.

“Avó Maria Alice”


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