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Nº3 VERÃO 2018 MAGAZINE DIST RIB UIÇ Ã O GRAT UITA

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2 www.amoviseu.com

08 Amadeu Jesus Duarte, S.A. é uma empresa vocacionada para o mercado da Construção Civil, nomeadamente Obras Públicas de redes de água e saneamento.

18 Sabia que… as plantas do género Roridula produzem resina em vez de cola para capturarem as suas presas?

23 Realizado a 09 de Junho e promovido pela Associação Comercial do Distrito de Viseu, com a co-organização do Grupo Peixoto | Peixoto Eventos, o desfile de moda anual tem o intuito de divulgar as lojas do comércio tradicional no centro de Viseu.

29 No início do 2º ano da licenciatura de marketing da ESTGV, foi nos lançado um desafio, que consistia na criação de um produto e na elaboração das várias etapas para o colocar no mercado.

04- Giro HC 05- Saúde e Beleza 08- Amadeu de Jesus Duarte, S.A. 10- Desporto 12- Animais 14- Música 16- Leitura 18- Ambiente 21- Habibah da Lua 22- Moda 24- Viagens 26- Rui Costa 28-Imagem 30- Gastronomia 32- Vinho 34- Na Cidade


3 I O mês de Maio acabou Santos populares vão chegar É um Junho desejado Para o povo festejar II As marchas da nossa cidade São a dezasseis deste mês A dezassete as de Teivas Santo António S. João e S. Pedro fecham ciclo de três III Todas as terras têm festejos O nosso é muito especial Em Vildemoinhos o cambeiro O melhor de Portugal IV As ruas com multidões Dá alegria à cidade São as festas populares Que a todos dão felicidade V Vamos acender as brasas Para as sardinhas comer Também temos as febras com bom vinho p’ra beber VI Mês de Junho é festa Iniciámos o Mundial Queremos fazer o melhor Com apoio a Portugal. VII No rossio todos vinham Estando com a nossa seleção Se não formos à final Fica sempre a intenção. VIII Sou eu que faço estes versos Não copiei por ninguém Meu pai me deu este dom Com ajuda de minha mãe

Leonel Peixoto

Editorial O verão em Viseu é “folk”... O verão em Viseu é, por norma, quente. Quente de clima, “quente” em pessoas e “quente” em eventos. Capital da Beira, situada no designado Planalto de Viseu, a cidade encontra-se envolvida por um sistema montanhoso e próxima de alguns vales de rios, a cidade apresenta verões por norma muito quentes e secos, o que torna muito agradável o passeio pelos seus vários jardins e parques, cujo esplendor máximo é a Mata do Fontelo, onde pontificam os magníficos Pavões, um autêntico “ex-libris” daquela Mata, um verdadeiro pulmão verde da cidade que carrega consigo o cognome de “cidade jardim”. Por entre este “jardim” e outros passeiam muitos “filhos da terra” que se viram obrigados a emigrar por força das vicissitudes da vida e que aproveitam as suas férias de verão para regressar às origens e “matar” saudades da sua terra, juntando-se, assim, aos milhares de turistas que visitam a cidade todo ano, mas com enfoque especial nesta época quente. Ora, juntando estes visitantes com a normal e costumeira “arte de bem receber” habitual dos viseenses temos um clima intenso e “quente” de convívio, alegria e boa-disposição tão características vincadamente beirãs e das suas gentes. Para estas pessoas o verão em Viseu apresenta inúmeros e diversificados eventos culturais, lúdicos e recreativos que ajudam a animar a rapaziada e a dar vida à cidade e arrabaldes. Para além das várias festas de cada freguesia ou aldeia, que remetem para o imaginário dos “antigos” bailes da paróquia, têm destaque as Cavalhadas de Teivas e de Vildemoinhos, cada vez mais pujantes, logo a seguir têm lugar os icónicos Jardins Efémeros, já na sua oitava edição e qual “descendente” de Viriato, resiste e constitui-se como referência cultural de toda uma vasta região. Este ano, Viseu recebe o maior evento “folclórico” europeu, a “Europeade”, que torna Viseu durante alguns dias na capital europeia do folclore e que levou ao epíteto de “Viseu é folk”.... Por fim, a “mãe” de todos os eventos de Verão, a nossa Feira de S. Mateus ou Feira Franca como também é conhecida e que vai já na sua 626ª edição, o que a torna uma autêntica lenda viva da região com os seus 39 dias seguidos de festa a contribuírem e muito para um “quente” Viseu... Rui Rodrigues dos Santos – Julho de 2018

AMOVISEU Nº3 . VERÃO . 2018 DIRECÇÃO E EDIÇÃO Bruno Esteves | Nuno Peixoto DESIGN GRÁFICO Studiobox IMPRESSÃO Tipografia Beira Alta O novo acordo ortográfico não foi usado em todos os artigos. A sua utilização ficou ao critério dos autores que redigiram os textos.

ADMINISTRAÇÃO | PROPRIEDADE Studiobox - Publicidade e Gestão de Meios, Unipessoal, Lda., Rua Alexandre Herculano, nº 291 R/C, 3510-038 Viseu DEPÓSITO LEGAL . 435657/17 CONTACTO PARA PUBLICIDADE eu@amoviseu.com | 232 435 131 | 962 161 728 | 968 405 494


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Presente, Passado e Futuro da Diabetes Mellitus

A Diabetes Mellitus, mais conhecida como diabetes, é definida como uma desordem metabólica de etiologia múltipla, caracterizada por uma hiperglicemia crónica com distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, resultantes de deficiências na secreção ou acção da insulina, ou de ambas. (Sociedade Portuguesa de Diabetologia), e é uma das doenças com maior incidência a nível mundial, tendo já sido considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma epidemia global. Portugal é um dos países europeus com maior taxa de incidência desta doença e os dados revelam que esta tendência não está a inverter. No início dos anos 60, foram criadas as primeiras bombas de insulina, a primeira bomba experimental tinha o tamanho de uma mochila. Em meados dos anos 70, a insulina U-100, que tinha 100 unidades em cada mililitro e que é o padrão utilizado até hoje, foi introduzida no mercado. Para perceber melhor este aspecto da evolução que tem surgido nesta área da diabetes o presidente da associação GIRO HC, Quental Nunes, dá o seu testemunho: “Lembro-me de nos anos 70, altura em que me foi diagnosticado diabetes tipo I, a esterilização da seringa de vidro assim como das agulhas metálicas, que estavam mergulhadas numa caixa com álcool, era realizada numa lamparina alimentada por álcool azul. Quando surgiram pela primeira vez no mercado as seringas descartáveis da “plastipack”, foi sem dúvida um fabuloso avanço, quer a nível da autonomia, quer nas viagens e nos consideráveis ganhos de tempo, pois se há fenómeno que obriga a uma monitorização contínua é a Diabetes Mellitus. A evolução que se tem verificado nos dispositivos invasivos para uma monitorização contínua da glicémia, durante 24 horas, e inclusivamente indicar se tem tendência para uma hipo ou hiperglicemia durante o sono. Até há bem pouco tempo, eram necessárias as tiras e as lancetas para avaliar a glicémia capilar. Com esta evolução, o procedimento invasivo que teria que se realizar com cada avaliação da glicémia capilar, passa a ser não invasivo e através de dísticos que são colocados no braço em contacto com o sangue, que através de uma aplicação no telemóvel ou de um glucómetro, permite realizar essa avaliação diariamente e sem que esse processo seja invasivo. Existirá no futuro um fenómeno artificial que poderíamos chamar de “pâncreas artificial”, que em breve irá ter uma apresentação pública nos EUA. Esta inteligência artificial aplicada nestes dispositivos será a maior evolução artificial desta patologia. A autonomia associada à qualidade de vida e à prevenção, poderão melhorar de forma marcante o envelhecimento ativo, quando os últimos dados apontam para uma esperança média de vida a rondar os 90 anos. A acrescentar a estes factos, uma alimentação equilibrada e exercício físico regular contribuirão decisivamente para uma maior autonomia de cada pessoa.”

Atualmente em Portugal, é bastante preocupante verificar que a taxa de incidência da diabetes é muito superior à média mundial, na ordem dos 13%, colocando-se como sexto país europeu com maior taxa de incidência da doença. Esta taxa equivale a mais de 1 milhão de portugueses, mas se acrescentarmos o número estimado de pré-diabéticos (2,1 milhões), temos 40% da população adulta afetada por esta perturbação. Para combater esse número elevado de pré-diabéticos a aposta deve incidir na prevenção e, nesse âmbito em 2015 foi constituída a GIRO HC (Grupo Influência Repensar Opções – Hidratos de Carbono). O objetivo primordial desta associação sem fins lucrativos, políticos, partidários ou religiosos é atingir um público alvo prioritário “chaminés, bons garfos e atletas de sofá “, ou seja, pessoas com maior tendência para ter alguma patologia associada aos acidentes vasculares cerebrais (AVC), obesidade e/ou diabetes. Em eleições ocorridas em abril de 2017, a GIRO HC foi eleita para membro da direção da FPAD – Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes. Desta forma pretende-se reforçar o que foi dito anteriormente pelo Presidente da GIRO HC, mas também ser um parceiro socialmente ativo na defesa intransigente da qualidade de vida da pessoa com diabetes e com pré-diabetes diagnosticada. Existem soluções como a do dístico associado à glicémia que para 14 dias tem um custo elevado, este mesmo dispositivo ainda não é comparticipado pelo Estado Português pelo que a FPAD tem como um dos objetivos sensibilizar as entidades governamentais, não só a nível da qualidade de vida, como também na prevenção das consequências da Diabetes Mellitus. Algumas das consequências de uma Diabetes mal controlada poderão ser retinopatia diabética, insuficiência renal e/ou má circulação periférica que em casos extremos poderá levar à amputação parcial ou total dos membros inferiores ou superiores. Numa perspectiva futura, este cenário torna-se ainda mais inquietante, a taxa da diabetes em Portugal está prevista atingir os 15,8% em 2035, portanto a prevenção deve ser considerada muito importante nos dias de hoje. facebook.com/girohc


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SAÚDE/BELEZA

Implantes Zigomáticos A solução mais rápida para quem vive sem dentes rápidas, menos invasivas e com melhores resultados estéticos. Mas cada caso é um caso e por isso as soluções poderem ser adaptadas a cada situação. Todos os profissionais sabem que para a colocação de implantes é preciso osso. No entanto, quando nos deparamos com pacientes desdentados há alguns anos, um dos problemas é que o osso sofreu um processo de remodelação e reabsorção, não possibilitando a colocação de implantes de forma convencional. Os dentes são, sem dúvida, um dos cartões de apresentação de qualquer pessoa e, por isso, também um dos factores que mais pode influenciar a nossa auto-estima. Daí que, sempre que perdemos um ou mais dentes, os implantes dentários sejam a solução para melhorar substancialmente a nossa qualidade de vida. Uma área da Medicina Dentária em que a evolução vem marcando os tempos e as soluções são cada vez mais ousadas. Se até há pouco tempo, o tratamento mais frequente era a substituição de dentes por próteses removíveis e pontes sobre dentes, hoje com os implantes dentários temos soluções mais

É claro que podemos fazer a regeneração do osso. Mas trata-se de uma solução demasiado demorada que nem sempre agrada aos pacientes. Felizmente, desde a utilização de implantes mais curtos, até diferentes técnicas de regeneração óssea, são diversas as “ferramentas” que temos ao nosso dispor para superar estas limitações. É nesta diversidade de soluções que aparecem os implantes zigomáticos. Uma solução muito mais simples do que o nome parece indicar. Os implantes zigomáticos são, falando em linguagem mais simples, implantes semelhantes

aos implantes dentários convencionais, mas significativamente mais longos para poderem ser fixados ao osso malar ou osso zigomático. Deste modo, em pacientes com maxila atrófica, ou com pouca quantidade de osso disponível, conseguimos oferecer uma solução fixa sobre implantes, com possibilidade de colocação imediata de dentes provisórios e com tempo de tratamento mais curto. Esta é, pois, uma técnica avançada que se apresenta como alternativa no tratamento em pacientes desdentados e com pouca massa óssea na região maxilar e que já não acreditavam numa solução para o seu problema, assim como para os pacientes que não querem esperar muito tempo. Uma solução que pode contribuir para que as pessoas recuperem a sua confiança ao sentirem que podem voltar a sorrir sem medo, nem vergonha.

DR. MIGUEL MOURA GONÇALVES Médico Dentista Centro Visages


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SAÚDE/BELEZA

Sol, amigo da saúde Ainda estão envergonhados… mas o sol e o calor estão a chegar, sendo necessário implementar medidas para prevenção de complicações. A exposição ao sol é importante para o nosso organismo, sendo responsável pela produção de vitamina D que, por sua vez, aumenta os níveis de cálcio (importante para o fortalecimento dos ossos e articulações), reforça a imunidade e ajuda na prevenção de doenças. Deve-se valorizar o sol também por favorecer a produção de serotonina (responsável pelo bom humor, diminuindo o risco de depressão), melhorar a qualidade do sono, assim como por estimular o sistema hormonal. Embora o sol traga benefícios ao nosso organismo, é essencial que a exposição a este e ao calor sejam moderados. A reação de cada pessoa à temperatura e os seus efeitos na saúde podem ser diferentes, no entanto os cuidados que devemos adotar são transversais. É importante mantermo-nos informados sobre as condições climatéricas, de forma a prevenirmo-nos das complicações associadas. O calor extremo pode levar à desidratação, cãibras, golpe de calor, esgotamento por calor. As cãibras são espasmos musculares dolorosos do abdómen e das extremidades do corpo. O golpe de calor manifesta-se por febre elevada, pele vermelha, seca sem produção de suor, pulso acelerado, dor de cabeça, náuseas, confusão e/ou perda de consciência. No caso do esgotamento por calor observa-se sede intensa, suor excessivo, palidez, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça, náuseas, vómitos e desmaio. É necessário identificar precocemente as situações mais graves, uma vez que é necessário contactar a linha de emergência médica (112), além de levar a pessoa para um local fresco ou para uma sala com ar condicionado e aplicar toalhas húmidas ou pulverizar água fria para arrefecer o seu corpo. Existem pessoas mais vulneráveis a estas temperaturas, sendo necessário redobrar os cuidados e às quais devemos estar alerta: crianças nos primeiros anos de vida, pessoas com 65 ou mais anos, pessoas portadoras de doenças crónicas, pessoas que desenvolvem atividade no exterior, expostos ao sol e/ou ao

calor, praticantes de atividade física e pessoas isoladas e em carência económica e social. A Direção Geral da Saúde (DGS) recomenda, durante a época de temperaturas elevadas, de uma forma geral, que as pessoas devem: Manter-se hidratadas, bebendo preferencialmente água ou sumos naturais sem adição de açúcar; Manter-se protegidas do calor; Manter a casa fresca; Manter-se atentas e protegerem-se se tiverem algum problema de saúde; Manter-se em contacto e atento aos outros. De forma a cumprir com estas recomendações, a DGS sugere ainda: Realizar várias refeições frias e leves ao longo do dia, evitando as refeições muito quentes e muito condimentadas; Evitar a utilização do forno ou de outros aparelhos que aqueçam a casa; Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas; Evitar atividades físicas no exterior, principalmente nos horários mais quentes; Tomar um duche de água tépida no período de maior calor, evitando, no entanto, mudanças bruscas de temperatura; No exterior procurar locais à sombra e frescos; Utilizar roupas leves, claras e soltas, chapéu com abas e óculos com proteção contra a radiação UVA e UVB; Usar protetor solar com índice de proteção igual ou maior que 30, renovando a sua aplicação de 2 em 2 horas ou de acordo com a indicação da embalagem; Evitar ficar em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor. Caros leitores, a equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Viseense, conforme as recomendações da DGS, apela a todos a implementação de medidas preventivas de forma a obter os benefícios do sol sem prejudicar a sua saúde! Enfermeiro Filipe Carreira Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica UCC Viseense

Hábitos Saudáveis VERÃO Verão é sinónimo de calor, praia e descanso, mas é importante manter ou criar hábitos alimentares saudáveis que se mantenham, promovendo assim o nosso estado nutricional e saúde, melhorando a nossa qualidade de vida. Com o aumento da temperatura há maior perda de água pelo organismo, através da transpiração, como forma de arrefecimento corporal, para além da água perdida através de fezes, urina e, até na respiração, podendo ser perdidos até 2,5 litros de água corporal por dia. Torna-se então essencial garantir um bom estado de hidratação do nosso organismo, devendo ingerir-se no mínimo 2 litros ou 8 copos de água por dia. As águas aromatizadas, infusões ou chás frios (sem adição de açúcar) são excelentes alternativas, já os sumos naturais de fruta e/ou hortícolas são também uma boa opção, uma vez que hidratam e fornecem nutrientes importantes, no entanto, fornecem também calorias e açúcar, o que deve ser tido em conta, sendo que não devem ser a opção principal de hidratação. O consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas deve ser esporádico e com moderação. No que diz respeito às refeições principais o consumo de peixe e carnes brancas (frango, peru, coelho) deve ser privilegiado e deve optar-se por meios de confeção com pouca gordura e sem molhos, como grelhados, cozidos, cozidos a vapor e assados no forno, se utilizar gorduras na confeção ou tempero deve privilegiar o consumo de gorduras vegetais, como azeite ou óleo de coco. Os cereais integrais são uma excelente opção de acompanhamento, pelo seu teor de fibra. O consumo de fruta e hortícolas garantem um aporte de vitaminas e minerais, bem como de água, devendo preferir-se os produtos da época, o seu consumo diário deve ser 3 a 5 porções por dia. Em relação aos doces como bolas de Berlim e gelados, o seu consumo deve ser esporádico, tentando sempre optar por opções mais saudáveis, como por exemplo, escolher gelados menos calóricos e com menos açúcar, com água e polpa de fruta ou optar pelos caseiros. O exercício físico também exerce um grande papel na nossa saúde e deve realizar-se no mínimo 30 minutos por dia, atividades como caminhar, nadar, correr ou dançar são uma boa opção. Hábitos alimentares saudáveis devem fazer parte de uma rotina diária, de forma a, não só perder peso, se esse for o objetivo, mas para garantir um bom estado nutricional, sendo uma das principais formas de prevenção de obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial ou diabetes tipo II. Nutricionista Cátia Melo 3630N

Actividade Física no Verão

Com a chegada do verão, cresce o interesse das pessoas em praticar uma atividade física.

Além disso é possível usufruir de lugares diferentes, respirar ar puro, e o melhor, ter contato com o sol e usufruir de toda a vitamina D que daí provém.

Entre os principais motivos para a prática de exercício estão o calor, a vontade de sair de casa e oportunidade de mostrar mais o corpo.

Mas lembre-se, pratique atividades físicas nos horários em que a emissão de raios UV está mais amena, ou seja, pela manhã, das 06h às 10h e, à tarde, das 16h às 20hs.

Por isso, o educador físico sugere a prática de atividades físicas ao ar livre, que são favorecidas pela estação.

Além disso, independente da estação ou da atividade física escolhida, não deixe de fazer exercícios físicos regulares, pois, com toda certeza, conquistará mais saúde e vitalidade. Nuno Peixoto


7 Fibromialgia e Fisioterapia A fibromialgia trata-se de uma doença de origem idiopática e crónica que se manifesta com dores em várias locais do corpo e um cansaço generalizado. A denominação fibromialgia, palavra derivada do latim fibro (tecido fibroso, presente em ligamentos, tendões e fáscias), e do grego mio (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), foi proposta inicialmente por Yunus e cols. em 1981, com o intuito de substituir o termo fibrosite , até então utilizado para denominar um tipo particular de reumatismo caracterizado pela presença de pontos endurados musculares dolorosos à palpação, a partir do entendimento de que não havia, nestes adoecimentos, inflamação tecidual (Valentine M et al., 1947) . Esta doença ocorre em qualquer idade, contudo é diagnosticada com mais frequência no sexo feminino. As pessoas diagnosticadas com fibromialgia, costumam ter baixos níveis de serotonina, e reduzido numero de horas de sono. Cabe também afirmar que o seu diagnóstico não é fácil, neste caso as provas de imagem (ressonância magnética, radiografia, etc.) não mostram alterações no sistema nível músculo-esquelético em relação à dor nos músculos e articulações, mas se estas alterações existam, como por exemplo (hérnias, osteoartrite), não justificam a intensidade/características da dor, nem os sintomas cognitivos presentes e hi-

persensibilidade em diferentes partes do corpo. O diagnóstico faz-se valendo-se dos seguintes critérios: - Ter dor crónica, generalizada no sistema músculo-esquelético por mais de 3 meses; - Ausência de outra doença sistémica que poderia causar dor subjacente; - Múltiplos pontos sensíveis, em sítios característicos (mandíbula, joelhos, cotovelos…); Para os pacientes com fibromialgia em geral as dores são difusas e afectam ambos os lados do corpo, especialmente pescoço, ombros, braços, costas, peito, etc.. Embora factores externos, possam influenciar tais como ruídos externos, mudanças de clima, fontes de luz, stress intenso e emocional. Outros sintomas possíveis são as dores de cabeça, dormência em diversas partes do corpo, intestino e bexiga irritáveis, com uma consequente vontade de urinar frequentemente. Para o tratamento de fisioterapia em pacientes com esta doença, existem várias técnicas no sentido de minimizar a dor, manter a funcionalidade e qualidade de vida. No tratamento deste, estabelecem-se objectivos a curto e a longo prazo. A curto

prazo estão relacionados com os sintomas diários (dores, contracturas, pontos dolorosos…), enquanto a longo prazo, tendem a ver com a própria doença (fadiga, sono reparador, estado de ânimo, etc.). Um dos tratamentos mais eficazes nesta doença que se propõe é: - Educar o paciente. Indicar por exemplo como é a dor que tem, explicando-lhe que a dor é real, mas que as suas articulações não estão lesionadas, e que podem movê-las com normalidade, pois muitas das vezes alguns pacientes evitam a actividade, aumentando assim a sua gravidade. - Melhorar a mobilidade e diminuir a dor. Através da terapia manual trabalham-se os tecidos moles, activando a circulação, e funcionamento muscular. - Activar e fortalecer a musculatura. Através do exercício físico, começando por activar a musculatura profunda de toda a coluna (multíficos) e estabilizadora do corpo. O ideal será a prática de pilates, por exemplo. Em suma, trabalhar o controlo postural para passar a realizar uma actividade física, com exercícios de fortalecimento e flexibilização suaves. Desta maneira melhorar tanto a saúde como a qualidade de vida dos pacientes. Sara Tavares Fisioterapeuta


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Amadeu de Jesus Duarte, S.A. Desde 1986

Amadeu Jesus Duarte, S.A. é uma empresa vocacionada para o mercado da Construção Civil, nomeadamente Obras Públicas de redes de água e saneamento. Surgiu em Março de 1986, tendo como sócio fundador o Sr. Amadeu de Jesus Duarte, caracterizado pela sua capacidade empreendedora, capaz de implementar e liderar uma organização empresarial virada para o futuro. Ao longo destes 32 anos de actividade, tem conseguido atingir uma quota de mercado muito significativa nas regiões de Viseu, Guarda e Castelo Branco. A empresa tem como base de negócio a compra e venda, por grosso, de materiais de construção para Obras Públicas de Redes de Água e Saneamento. A sua actividade visa também responder às necessidades das autarquias, indústrias, profissionais em nome individual e outras entidades públicas e privadas. Como filosofia empresarial, a Amadeu Jesus Duarte, S.A. aposta na busca sistemática de soluções, no sentido da excelência dos seus serviços. A empresa tem-se pautado por criar relações de compromisso mútuo com os seus fornecedores certificados, de modo a garantirem, em conjunto, a chave para um crescimento sustentado. Fruto desta relação e da capacidade de todos os que, fazendo parte dos quadros da empresa, contribuem diariamente para o seu sucesso, a Amadeu Jesus Duarte, S.A. é hoje uma empresa líder no seu ramo capaz de oferecer uma gama de soluções completa, inovadora e de elevada qualidade. Este sucesso tem sido destacado e reconhecido por várias entidades.

EMPRESA PREMIADA Em Março de 2000, recebeu a Medalha de Mérito Municipal e, em Abril de 2002, o Diploma de Honra atribuído pela AIRV e Associação Comercial do Distrito de Viseu, como reconhecimento pelo assinalável desempenho empresarial. A posição de liderança no mercado tem sido evidenciada com a conquista dos reconhecidos prémios PME – Excelência (Comércio), nos anos de 1999, 2000 e 2001, e do estatuto PME Líder que tem mantido há mais de 10 anos consecutivos, através do reconhecimento do IAPMEI. A empresa tem sido ainda galardoada anualmente com o “Certificado Cliente Aplauso”, distinção conjunta da Escola de Gestão do Porto e do Millennium BCP.

QUALIDADE E CERTIFICAÇÃO Em Setembro de 2005, a empresa começou a implementar um Sistema de Gestão da Qualidade, segundo a Norma NP EN ISO 9001. A empresa passou assim a ser certificada pela APCER e IQNET, valorizando os seus métodos e processos de gestão e a qualidade dos seus produtos.

NOVOS DESAFIOS No final de 2007, adquiriu um espaço para instalar uma infra-estrutura moderna e funcional, capaz de garantir uma melhoria significativa das condições de trabalho e de atendimento aos seus clientes, fornecedores e de todos que contribuem para o bom funcionamento e sucesso da empresa. Após um processo de idealização, planeamento e construção, a Amadeu Jesus Duarte, S.A. abriu as portas das suas novas instalações no ano de 2010, onde as novas tecnologias e as energias renováveis também não foram esquecidas. Recentemente, a empresa decidiu apostar no sector da rega agrícola, onde se especializou, conseguindo servir os seus clientes com os melhores produtos do mercado. Esta tem-se revelado uma aposta ganha, representando uma grande percentagem do volume de vendas da empresa.


1 - Como nasceu a AJD? Em 1986, na região de Viseu, identificámos uma necessidade no mercado da construção civil, obras públicas e redes de água, saneamento e telecomunicações. Essa necessidade estava ligada à falta de especialização nesta gama de produtos. Considerámos que o caminho correcto era avançar para essa especialização, no sentido de estabelecer uma empresa com soluções globais para as redes de água e saneamento, drenagem, gás, electricidade e telecomunicações, nesta região. Durante estes 29 anos, acompanhámos a evolução das tecnologias à medida que íamos crescendo, e hoje podemos concluir que a decisão do nosso fundador se revelou correcta.

2 - Num sector de actividade de concorrência intensa, na sua opinião, quais são as mais-valias da AJD em relação aos restantes? A AJD diferencia-se certamente pela sua postura no mercado. Uma postura de rigor caracterizada pela escolha criteriosa dos produtos, pela aposta na qualidade e na procura das melhores soluções do mercado para os nossos clientes. Orgulhamo-nos dos nossos parceiros e da relação duradoura e de confiança que mantemos com eles. É assim que evidenciamos as mais-valias desta empresa que está a chegar aos 30 anos de experiência na área.

3 - As novas instalações da empresa abriram em 2010, num contexto difícil da economia portuguesa. Como é que a AJD tem enfrentado as contrariedades do mercado? As novas instalações são o resultado de um longo de processo de projecção que valeu a pena e que se revelou acertado, apesar da conjuntura difícil da economia portuguesa. Foi um passo em frente na nossa diferenciação positiva, sendo uma mais-valia para enfrentar o mercado. Em primeiro lugar, conseguimos proporcionar, em simultâneo, melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores e melhores soluções aos nossos clientes. Em segundo lugar, deu-nos mais visibilidade e permitiu-nos ter uma melhor e maior oferta de produtos. Aumentámos as vendas ao balcão, por exemplo, graças às melhores condições de armazenamento dos produtos. Por último, deu-nos a possibilidade de apostar em novas gamas de produtos, como é o caso da rega de jardim e nomeadamente a rega agrícola, que é um sector cada vez mais importante na nossa actividade.

4 - Quais são aos maiores desafios da empresa para os próximos anos? Queremos que os próximos anos sejam marcados pela consolidação da nossa posição no mercado. É fundamental ultrapassar esta fase mais crítica do mercado e do país, encarando o futuro com optimismo e sempre com muito rigor na gestão. Mas ninguém faz nada sozinho. O trabalho tem de ser de todos. A AJD pode-se orgulhar da equipa coesa que tem mantido ao longo do tempo e quero aproveitar este momento para agradecer a todos os que têm colaborado com a empresa e contribuído diariamente para o nosso crescimento e sucesso.

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DESPORTO

Desporto e lazer em Viseu Para quem gosta de praticar atividades físicas, quer seja ao ar livre, quer seja em espaço fechado, na nossa cidade existem locais que proporcionam condições para tal. Viseu possui vários espaços capazes de satisfazer todos os gostos para quem apreciam passar um dia com a família, praticar uma corrida ou até mesmo disputar um jogo de basquetebol com os amigos. O Parque da Radial de Santiago é propício a estas atividades, é um lugar tranquilo e que possui uma área totalmente dedicada ao desporto, com diversos aparelhos de exercícios para quem quer manter a forma física. Outro lugar conhecido dos habitantes de Viseu é o Parque Desportivo do Fontelo, considerado o pulmão da cidade, lá podemos sentir o cheiro da terra e apreciar um pouco do que a natureza tem para nos oferecer. É uma área destinada à prática de atividades físicas de lazer e de competições que integra o Estádio Municipal, a casa por assim dizer do Académico de Viseu Futebol Clube, Pista de Atletismo, Complexo de Piscinas, Pavilhão Desportivo para além de vários campos de futebol. Atualmente o Parque Desportivo do Fontelo tem um papel fundamental no desporto do nosso concelho nas modalidades de Futebol, Basquetebol, Andebol, Atletismo, Natação e Voleibol para além de inúmeras outras atividades desportivas que são realizadas. Para terminar e não menos importante temos a Ecopista do Dão, fácil de percorrer de bicicleta ou a pé, não possui declives acentuados e tem pavimento firme e nivelado, cimentado e que em Viseu possui a cor vermelha. É um ótimo lugar para quem quer treinar para a maratona pois não permite trânsito motorizado. Para quem se queixa que não tem nada para fazer ou que quer estar em forma, existem em Viseu estes ótimos lugares para frequentar. A maioria desses espaços são totalmente gratuitos.

Jonathan Silva

VISEU 360 Associação para o desenvolvimento desportivo de Viseu, foi o resultado de um grupo de Amigos que se reuniam e corriam há uns anos atrás e sentiram a necessidade de criar um Clube organizado para promoção do desporto e da cidade de Viseu. Assim desde 13 março de 2017 o sonho tornou-se realidade e as aventuras e corridas passaram a ser uma constante deste grupo que à data tem 62 associados. Às terças e quintas pelas 19h30 reunimo-nos no Rossio e corremos pelas ruas e ruelas da nossa cidade, com percursos desde os 7 a 12 quilómetros com ritmos diferenciados para abranger aqueles que se juntam de novo ao grupo e para aqueles que já têm um ritmo elevado sempre com a máxima “Ninguém fica para trás.” A cumplicidade/amizade que se respira no seio do grupo faz com que aquela hora de treino se faça sem sacrifício, com muita alegria e sentimento de dever cumprido. Conseguimos sair do conforto do nosso sofá, combatemos o sedentarismo e contribuímos para o nosso bem-estar sempre com uma elevada dose de boa disposição. Os nossos treinos são livres e gratuitos, assim, quem gostar de correr e quiser juntar-se ao Grupo é só aparecer nos treinos (informações no Facebook VISEU 360). Reflexo dos treinos, habitualmente estamos presentes nas principais provas do nosso País, assim como algumas internacionais. Divididos entre provas de estrada de 10, 15, 21 e 42 kms, trails curtos e de longa distância, o nome do VISEU 360 começa a ser uma presença assídua nas estradas deste mundo. A prova deste nosso entusiasmo reflete-se nos nossos patrocinadores que desde a primeira hora nos apoiam e permitem que tenhamos um conjunto de equipamentos de primeira qualidade e que efetivamente se não fossem os seus contributos seria de todo impossível adquirir. A nossa componente social também é importante e fazemos questão que esteja tão presente como a maior parte dos treinos. Não nos esquecemos dos aniversários dos Sócios, não deixamos passar em claro as datas festivas e sempre que possível mesmo sem motivo aparente, estamos juntos a almoçar, lanchar ou jantar, que tem como consequência uma

maior cumplicidade entre a Família VISEU 360. Estamos a meio do ano, as férias de verão estão à porta e naturalmente é altura de fazer uma pequena pausa, porque a praia está à nossa espera, mas, as sapatilhas também vão na mala certamente porque mesmo com o calor a apertar há sempre tempo para um pequeno treino. Em jeito de balanço deste primeiro semestre, ficam algumas provas em que participámos: Maratona de Boston, meia e maratona de Madrid, meia maratona Zürich e a nível nacional presenças constantes todos fins de semana nas provas de estradas e trails que proliferam por Portugal. Fora das estradas, começámos o ano com o nosso jantar de Reis, jantar de aniversário e festa de verão. Até final do ano vamos ter ainda o jantar da Feira de São Mateus, e o tradicional magusto. A Ceia de Natal é transferida para o jantar de Reis. A nível desportivo temos ainda o circuito de meias maratonas running wonders (VISEU, Coimbra e Sintra), maratona do Porto, ultra trail do Douro Paiva entre muitas outras de expressão nacional. Temos a certeza que vamos ter um segundo semestre em cheio com muita atividade sempre na promoção do nosso bem-estar, da cidade e dos nossos patrocinadores. Como o Viseu 360 não é só a corrida, também vamos estar presentes em alguns passeios de Btt, porque a bicicleta faz parte do nosso ADN e temos atletas que nos fazem representar nas provas do nosso distrito. Apesar da nossa tenra idade e de ainda termos algumas carências, a Direção, assim como os Sócios, tudo farão para que o crescimento interno do Grupo se intensifique e consolide o relacionamento entre todos. Obrigado: Pharmapeças, Norcomsul, Casa de Saúde, Isojofer, Restaurante Flora, Cave Lusa, Matinfra, Liberty seguros e outros Amigos. Isto é.... VISEU 360

Jorge Quaresma


11 DICAS PARA INICIANTES NO GOLFE 1. Idade Quanto mais cedo começar a praticar a modalidade melhor será o seu desenvolvimento. A maioria dos grandes jogadores iniciaram a sua carreira com 5-6 anos. A técnica aprendida durante a infância vai ser refletida com o máximo desempenho nos anos seguintes. No entanto poderá iniciar-se nesta actividade em qualquer idade.

2. Condições físicas Para ter o máximo rendimento no golfe, é indispensável cuidar do corpo. Caso queira chegar a profissional, é importante sempre que possível o acompanhamento de um preparador físico e um nutricionista. Como iniciante o golfe ajudá-lo-á a manter uma boa forma física.

3. Equipamento Adquirir um set de golfe para iniciantes ou alugar no local onde for jogar. Recomenda-se o aconselhamento de um profissional para o efeito. Roupas confortáveis e calçado adequado. Uso de boné é altamente recomendado para evitar a radiação solar.

4. Praticar com diferentes jogadores No sentido de conseguir um progresso no seu jogo, é importante praticar com diversos jogadores de diferentes handicaps. Ficará mais preparado para futuros jogos e torneios. O convívio com outros jogadores é uma experiência enriquecedora.

5. Instituições competentes com bons profissionais Uma boa escola e um bom profissional são factores fundamentais no progresso de um jogador. Em Viseu poderá ser acompanhado no campo de golfe do Montebelo e saber todas as informações sobre como começar a jogar no Clube de Golfe de Viseu.

Golfe para seniores em Viseu O golfe é uma modalidade desportiva (ou de lazer) que está a conquistar cada vez mais praticantes de todas as idades, mas que se adequa, sobremaneira, aos seniores, sendo assim consideradas as pessoas (senhoras ou homens) a partir do início de ano em que atingem os 50 anos de idade. O objetivo deste desporto consiste na introdução de uma bola em 18 buracos, com o menor número de pancadas dadas com tacos próprios. Os buracos estão dispostos ao longo de um percurso relvado com cerca de 6 quilómetros de comprimento (medidos em linha reta) que tem de ser percorrido, preferencialmente a pé, pelos jogadores. Assim, uma partida de golfe constitui uma excelente forma de combate ao sedentarismo, uma vez que “obriga” a caminhar uma média de 8 a 10 quilómetros, em ambientes de grande envolvimento com a natureza, durante um período de 4 horas, ou mais. Embora relativamente pouco exigente em termos de esforço físico, trata-se de um exercício que apela, sobretudo, ao movimento, à coordenação motora, à concentração mental e à agilidade técnica, aspetos que se vão desenvolvendo à medida que cada jogador, após um breve período de aprendizagem, tenha mais tempo de prática. Estes aspetos, aliados ao facto de se tratar de uma modalidade que apresenta um relativamente baixo risco de provocar lesões desportivas, fazem do golfe um desporto ideal para idosos, havendo mesmo muitos praticantes com mais de 70 anos e, até, com mais de 80 anos de idade. Na região de Viseu existem já várias centenas de praticantes de golfe, de todas as faixas etárias. Mas esta modalidade está, há mais de 10 anos, profundamente enraizada na classe de jogadores seniores que, em torno do Clube de Golfe de Viseu, tem vindo a crescer e conta já com algumas dezenas que, assídua e semanalmente, à quarta-feira, participam num torneio, no Campo de Golfe Montebelo (em Farminhão). Naturalmente que a competição é apenas uma forma de tornar mais estimulante a prática desta magnífica modalidade desportiva, sendo que o confronto é muito mais entre cada jogador e o próprio campo de golfe, e praticamente inexistente entre os participantes num torneio. Na verdade, o golfe constituiu, sobretudo, uma forma de desenvolvimento social e cultural que proporciona agradáveis momentos de convívio, onde se estabelecem e desenvolvem contactos e se aprofundam laços de verdadeira amizade e companheirismo. Ao mesmo tempo, desenvolve-se um exercício físico e mental que muito contribui para melhorar a qualidade de vida dos praticantes em geral e, muito particularmente, dos praticantes seniores. Se é sénior (ou não), junte-se a nós e venha jogar golfe em Montebelo!


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ANIMAIS

Lei 15/2018 – “Permanência de Animais de Companhia em Estabelecimentos Comerciais” E AGORA?! A Lei 15/2018, de 27 de Março, “Possibilita a permanência de animais de companhia em estabelecimentos comerciais fechados sob condições específicas…” sendo “…a autorização da entidade exploradora do estabelecimento, expressa através de dístico visível afixado à entrada do estabelecimento…”, a lotação do espaço terá que ser definida pelo próprio estabelecimento, os animais têm que se encontrar higienizados e com trela curta e não podem aceder aos locais do onde se encontram alimentos. A raça ou agressividade do animal pode também ser factor determinante para que o acesso do mesmo ao estabelecimento comercial não seja autorizado. A maior controvérsia da Lei surge no que diz respeito aos espaços de restauração e neste ponto as opiniões dividem-se, até entre os amigos dos animais. Por um lado aplaudem esta possibilidade, por outro, por vezes, mostram preocupação quanto à interacção entre os animais e os clientes frequentadores dos espaços e quanto à conservação da higienização dos estabelecimentos, devido a directivas de saúde pública que estes se encontram obrigados a cumprir. Se algumas destas questões continuam sem garantia de fácil resolução - por exemplo como aferir que um animal é portador de uma doença ou como confirmar se um animal está limpo e escovado - outras aparentam ter já algumas propostas que podem ajudar a resolver a situação, sendo uma delas a existência de uma separação no próprio espaço e distinção entre zona onde possam permanecer clientes com animais e zona sem animais. Quando pensamos em tudo o que falamos acima, estamos indubitavelmente a insinuar que os animais a que nos referimos são... cães! No entanto, a lei 15/2018 não especifica esta espécie. O diploma refere-se a TODOS os animais de estimação. Cães, gatos, cobras, lagartos, entre outros. Todos são animais de estimação, de companhia, por definição, desde que a espécie em questão não esteja contida no anexo das espécies protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção. Com isto, é justo dizer que houve mais uma tentativa de legislar os direitos dos animais e mais uma vez criou-se uma lei com muitas lacunas e omissões. Esta lei aparenta ter sido construída para a espécie canina mas sem essa confirmação cria dificuldade na sua interpretação e a quem pretende colocá-la em prática.

Estima-se que existam animais de estimação em 55% dos lares de Portugal (segundo estudo da consultora GFK). No entanto deveríamos questionar-nos acerca da quantos desses lares têm a capacidade para efetivamente acolherem animais de estimação. Não será aqui que tudo deveria ter começado?! Ter um animal como parte da família é um privilégio, e uma responsabilidade, mas nem todos os lares têm essa capacidade, e como tal, não deveriam poder ter essa possibilidade. Num país onde os animais são tratados como coisas, numa sociedade onde os maus-tratos, negligência e abandono são situações recorrentes, onde os animais de estimação não são treinados/educados/socializados, devemos começar por defender os seus direitos por aqui? Não estaremos a colocar os animais em mais uma situação de negligência? Como irá o nosso cão reagir quando for confrontado com um frequentador do espaço que estão a partilhar e esse frequentador mostrar resignação pela presença do animal? Ou como irá sentir-se o cão quando pela primeira vez na vida, o dono decidir “levá-lo ao restaurante” ou ao café sem nunca lhe ter mostrado essa realidade? Aos portugueses, infelizmente, falta a cidadania no que diz respeito à educação/treino do seu animal. Os animais são reflexo da educação/treino do dono e isto é imprescindível para que haja inserção dos animais nos afazeres do nosso dia-a-dia. Só assim teremos probidade para nos compararmos a outros países como França, Alemanha, Suíça, Holanda (…), onde já é hábito a presença dos animais em praticamente todos os espaços públicos. No entanto, a Lei entrou em vigor e agora? Acima de tudo é imprescindível o bom senso. Quem tem animais sociáveis, que sabem como se comportar, que de uma forma até aqui mais limitada já o fazia, deverá aproveitar esta possibilidade e levá-los para todo o lado. Quem não tem animais bem-comportados NÃO deverá fazê-lo porque estará a invadir o bem-estar, das restantes pessoas/cidadãos que com os animais, e os donos, partilham estes espaços. A reter: respeito, cidadania, bom senso, treinar e educar! No limite, que esta Lei sirva para ajudar a melhorar a educar os animais! “A verdadeira fonte dos direitos é o dever; se todos cumprirmos os nossos deveres, está assegurado o respeito pelos nossos direitos” Gandhi

Mas, vamos voltar dois parágrafos atrás e à suposição de que estamos a debater a presença de cães nos cafés, bares, restaurantes, pastelarias, ou outro qualquer espaço comercial, que devido à natureza da sua actividade se encontra obrigado a cumprir regras de saúde pública.

Filipa Frutuoso Guerra

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13 A minha Gata morreu. A minha Gata morreu e com ela morreu mais um pedacinho de mim. Mais um bocadinho porque já vivi (morri) tantas vezes assim. Sempre partilhei casa, vida e coração com animais. Não vivo sem, não gosto de viver sem, não quero viver sem. Os meus Gatos e Cães são parte de mim, parte da minha família, um elemento dela, completo, com personalidade, lugar no sofá, na cama e no coração. A quem dedico tempo, amor, carinho, atenção. Dou comida, água, algumas guloseimas, a quem escovo o pêlo e limpo o rabo. Faço massagens e dou desparasitante. Limpo vomitados e dou beijos. Levo para trabalhar e enfio comprimidos pela goela abaixo. Levo a passear e cheiro as patas. Os meus Cães e Gatos fazem-me sorrir, fazem de mim uma pessoa mais completa e mais feliz. A minha casa é muito mais feliz com (vários de preferência) quatro patas! Quando não estão, o espaço fica vazio. Com eles aprendi a apreciar as coisas simples da vida: o cheiro de comida no ar, o sol quente a bater nas costas, o vento frio a entrar pelas narinas num dia de nevoeiro, o sabor de um petisco, a excitação de um mergulho, o silêncio de um final de tarde nas escadas do quintal, a euforia de um passeio e de uma brincadeira com bola, as corridas e os saltos acrobáticos! O prazer de uma festa na barriga e rebolar na relva. A simplicidade de desfrutar da companhia, sem segundas intenções, pura e simplesmente o prazer da presença. Sou mais feliz com os meus animais, mas sei que eles na minha companhia são plenamente felizes, seja numa tarde de sorna de sofá ou uma extenuante manhã de saltos ou corridas. A eles só a nossa presença interessa, estando nós perto deles, suficiente é para se sentirem bem. Parceiros em tudo, sem reclamações! Eles só nos têm a nós.

O ressonar de um sono profundo, um gemido dramático para pedir uma cenoura, o olhar fixo no pão com manteiga, o movimento de orelhas e o franzir de testa na antecipação da pipeta ou da limpeza das patas. A cara de estupefacção quando produzem um pum sonoro! É difícil descrever e conseguir transmitir tudo o que me fazem sentir. Momentos de irritação também há, também sabem ser teimosos e também fazem asneiras! Também há berros e uma sacudidela ou outra de pêlo! Quando chegam são crianças irreverentes e inconsequentes, quando partem são idosos resmungões e teimosos. As alegrias de uma chegada e as tristezas de uma partida. Eles morrem e morrem cedo. Cuidamos, protegemos, levamos ao veterinário, vacinamos, esterilizamos, desparasitamos, damos a melhor comida, os medicamentos mais caros, os exames mais completos, às vezes as cirurgias mais complexas, os tratamentos mais exigentes, limpamos e desinfectamos feridas, suturas, lavamos dentes e limpamos ouvidos, colocamos cremes nas almofadas, fazemos frango com arroz e cenoura, secamos o pelo húmido, mas um dia chegará a hora deles e cabe a nós assisti-los da melhor forma, e ajudá-los a irem se assim for necessário. A vida não pode ser prolongada a qualquer custo e o sofrimento dos nossos amigos deve ser abreviado.

Defeitos? Claro! Viverem tão pouco! Só me consigo lembrar deste: O SEU ÚNICO DEFEITO É VIVEREM TÃO POUCO! Uma esperança de vida tão curta, que nos leva a ver, estar, presenciar tantas chegadas e tantas partidas. Ciclos que queremos prolongar, mas que temos que compreender, acompanhar, respeitar. Respeitar o ritmo mais lento das passadas numa caminhada, as pernas entorpecidas e trémulas ao sair do sofá, o mau hálito e o descuido de um xixi ou de um cocó no sítio errado. Vivem tão pouco! E dão tanto!

Com a Lili foi assim, morreu assim, no meu colo. Sedada nos meus braços e depois adormecida para sempre. Depois de muitos meses de luta, cirurgias, tratamentos e a busca da melhor clínica para a ajudar, depois de alguns milhares de euros. Porque como se costuma dizer “o amor não tem preço” e estando ao nosso alcance fazemos por eles o que faríamos por um filho. Porque também tive que deixar o egoísmo de a querer ter comigo mais e mais.

Olham-nos nos olhos e amam-nos: sejamos pobres, ricos, chatos ou divertidos, cheirosos ou menos cheirosos, bem vestidos, mal vestidos. Com bom carro ou a pedantes, numa casa a cair aos pedaços ou numa mansão, eles sempre amam da mesma forma desinteressada, com a mesma dedicação e pureza, e incondicionalmente!

Daqui a pouco tempo chegará outro ou outra, mais uma vida tirada da rua ou de uma qualquer associação. Os sorrisos regressam e tomam o lugar das lágrimas, a vida segue!

A minha Gata morreu e com ela mais um bocadinho de mim.

Susana Andrade

Estes cães estão disponíveis para adopção responsável na GRUMAPA.

Francisca

Isabel

Lisa

Beta

Malhadinhas

São muito sociáveis e extremamente dóceis, procuram famílias que os acolham nas suas casas e nos seus corações. Para mais informações www.grumapa.pt

Vera


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MÚSICA

Pedro Duvalle

Os modelos mais populares de guitarra elétrica No Mundo da música, uma guitarra não é simplesmente uma guitarra. Além de ser um instrumento musical e produzir som como todos os outros instrumentos, a guitarra também pode ser, em adição à sua funcionalidade, um “acessório”, pois acaba sempre por caracterizar o artista tanto visualmente como musicalmente. Cada músico ou artista escolhe a sua guitarra através de diversos e variados fatores, como o modelo, a tonalidade, a estética, o estilo musical, entre outros… Dentro dos modelos de guitarra elétrica, temos a Telecaster, a Les Paul, a Stratocaster e a SG (Solid Guitar), como sendo os mais usados ou os mais populares.

Pedro Duvalle nasceu a 13 de Janeiro de 1977, em Viseu - Portugal. Apesar de começar aos 5 anos a dar os primeiros passos na música, só mais tarde, aos 12, por influência do pai, começa a levar a mesma mais a sério, frequentando aulas de órgão e saxofone. Aos 14, começa a pisar os palcos nacionais, como saxofonista e vocalista de bandas de música popular. Em 2005 e após cerca de 15 anos de concertos decide compor e produzir os primeiros temas originais do género pop/rock. Forma a banda Quorum que o acompanha em alguns espectáculos, ganhando, em 2008, o 2º lugar no Festival Ibérico de Música Jovem, ganhando também o 1º lugar no passatempo patrocinado pela Creative Labs para o site Palco Principal, com a música “Por Ti”. Promove e produz um espectáculo de solidariedade em Junho de 2008 com o objectivo de angariar fundos para o pequeno David. Uma criança de 4 anos com uma doença incurável. Em Fevereiro de 2009 é seleccionado pelo júri para integrar as 24 canções candidatas à final do RTP Festival da Canção 2009 tendo o tema “Sinto Sentido” chegado aos 12 finalistas através da votação do público. Em Dezembro de 2009 ganha o prémio de Melhor Música no Festival Ibérico de Música Jovem com o tema “Grito de Amanhã”. Edita o álbum “Ao Vivo”, gravado durante a Tour de 2010 como edição online de autor. Em 2011 começa a aumentar o interesse e o gosto, que já detinha, pelos standards clássicos das grandes orquestras, popularizados por vozes como Frank Sinatra, Tony Benett ou Michael Bublé, aumentado os concertos dentro desse registo, sendo mesmo aquele em que se sente mais confortável. Em finais de 2017 edita, nas plataformas digitais, o primeiro álbum de estúdio de temas originais intitulado “Até Amanhã”. Mais informações em: www.pedroduvalle.com

O modelo Telecaster foi desenvolvido pela Fender, no início dos anos de 1950, chamado inicialmente de Broadcaster. Pode ser considerado a origem das guitarras de corpo sólido. Tem o corpo feito em madeira de Amieiro e é comum ter o braço e a escala construído numa única peça de madeira de Plátano. O braço da guitarra é aparafusado no corpo. Os captadores são dois Single coils, possui uma opção de seleção de três posições e dois knobs, um de tonalidade e outro de volume, que permitem a mudança de timbre. Inicialmente, o timbre gerado encaixou-se mais na música Country, no entanto também possui uma relação com outros estilos, como o Rock, Jazz e Blues. - Madeira: Amieiro e Plátano - Captador: Single coil - Estilo: Country, Rock, Jazz e Blues O modelo Les Paul foi fabricado a partir do início dos anos de 1950, é o principal modelo da Gibson. É um dos modelos de guitarra mais conhecidos de todos os tempos. Tem o corpo feito em madeira de Mogno, que por vezes é feito em madeira de Plátano devido às leis ambientais dos EUA. O braço é colado no corpo ao contrário de outros tipos de guitarra da Fender. Desta forma, o guitarrista consegue tirar outro timbre e som do instrumento. Os captadores são dois Humbuckers, proporcionado um timbre diferente e característico, carregado de distorção. Algumas Les Pauls possuem três captadores Humbuckers. - Madeira: Mogno e Plátano - Captador: Humbucker - Estilo: Rock O modelo Stratocaster foi criado pela Fender em 1954, como uma alternativa à Telecaster. Este modelo é provavelmente o mais famoso e popular. Tocado por muitos e grandes guitarristas, como Jimi Hendrix, Eric Clapton, John Frusciante e a sua enorme versatilidade contribuem para que seja um best seller. As Stratocasters americanas são fabricadas em madeira de Freixo e Amieiro. O tipo de madeira com que é produzida pode ter diversas variações. Os captadores são três Single coils. A guitarra vem com uma opção de seleção que permite escolher entre cinco posições, o que proporciona ainda mais possibilidades de timbres ao instrumento. A versatilidade deste modelo faz com que ele seja usado por músicos que tocam diferentes gêneros e estilos musicais, como Rock, Blues e Funk. - Madeira: Freixo e Amieiro - Captador: Single Coil - Estilo: Rock, Blues e Funk O modelo SG foi lançado pela Gibson em meados dos anos de 1960, como Les Paul SG, que mais tarde passou-se a chamar apenas SG. O modelo foi projetado para resolver “problemas” que algumas pessoas se queixavam acerca do modelo Les Paul. O nome SG vem das iniciais das palavras Solid Guitar (Guitarra Sólida). Tem o corpo feito em madeira de Mogno. Os captadores são dois ou três captadores Humbuckers. A guitarra vem equipada com controlos individuais de timbre e volume para cada captador. Apesar de a captação ser idêntica à da Les Paul, o timbre é bastante diferente. Este modelo foi usado por grandes guitarristas, como Tony Iommi (Black Sabbath) e Angus Young (AC/DC). - Madeira: Mogno - Captador: Humbucker - Estilo: Rock Luís Melo


CANIS LUPUS

Fábio Abreu

Afinal o que é ser dj? É pegar num software ou em cdj e misturar uma ou duas músicas? O que é ser profissional? Muito se discute sobre este tema na nossa cidade, muitas são as opiniões, poucas são as conclusões. Para mim ser dj, é como ser segurança, é como ser barman ou ser apanha copos. Trabalhamos para a casa que nos contrata, somos entertainers, somos a animação, somos como se diz na gíria noturna, quem dá andamento. Com e exigência que uma noite de qualidade nos exige, um dj tem que ser versátil, independentemente do seu gosto musical, afinal estamos atrás de uma cabine para agradar ao público e não para misturarmos aquilo que gostamos. Muitos de nós que nos dedicamos ao djing temos outras profissões, no meu caso sou director comercial de uma imobiliária, UNU PRO Viseu. Comecei na noite já há alguns anos como segurança, aos 21 anos, passei pelos bares, pelo bengaleiro, pela porta de grandes casas. Há dois, comecei um projecto numa das melhores casas da nossa cidade, Syrah wine and gin, que considero a minha segunda casa, em que numa brincadeira comecei a meter músicas numa quinta-feira, as coisas foram evoluindo, neste momento sou residente dessa mesma casa. Muitas horas de treino, muitos momentos em que quis desistir, mas tive a sorte de ter pessoas ao meu lado que nunca deixaram. Recentemente comecei um novo projecto, com um dos melhores músicos da nossa cidade, David Esteves, com o nome BeatStrum, num conceito de old school house acompanhado de guitarra. Num live guitar que promete emoções e sonoridades rock sempre com house à mistura. A competitividade da noite obriga-nos a todos as noites apresentarmos algo de novo, obriga-nos a muitas horas de investigação e a muito trabalho de casa. Ser dj é como outra profissão qualquer, por isso merecemos o respeito da sociedade. Filipe Regalo

Fábio Abreu nasceu a 20 de Fevereiro de 1995, natural de Santar, uma vila do concelho de Nelas e atualmente a frequentar o 5º ano do curso de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra enquanto partilha o seu tempo com a profissão de músico. O seu primeiro contacto com a música aconteceu quando tinha 6 anos, altura em que integrou a Sociedade Filarmónica 2 de Fevereiro de Santar onde aprendeu a tocar trompete. Integrou também por essa altura a Banda Juvenil da Câmara Municipal de Nelas. Aos 12 anos decidiu pegar numa guitarra que andava perdida por casa e começou a aprender de forma totalmente autodidata a tocar. Daí até aos primeiros concertos foi um ápice. Primeiro com um grupo de colegas nas festas da escola e depois com a sua primeira banda de covers “Os Viscondes” que integrou de 2010 a 2012. Em 2012 decidiu criar o seu projeto a Solo em acústico “FÁBIO ABREU - Acoustic Covers”, um projeto de covers no formato acústico que ainda mantém e que conta já com mais de 400 concertos um pouco por todo o país em eventos e espaços de referência. Neste projeto canta acompanhado da guitarra acústica, apresentando um reportório de música Pop, Rock e Soul que pretende viajar entre os anos 80 e o presente. Durante esse tempo aprendeu também de forma autodidata a tocar outros instrumentos (de que são exemplo o piano, o baixo e a bateria) e integrou outros projetos musicais como guitarrista/vocalista: “Xeque-Mate” (2013), “Zarabatana Band” (2013 a 2016), LV Music (2016) e Kashmir Trio (2016). Atualmente a tentar conciliar o curso com os concertos do seu projeto a solo, aproveita os tempos livres para se dedicar ao seu projeto de originais a solo que trará novidades durante o próximo ano. www.facebook.com/FabioAbreuMusic tel:+351 962410360 e-mail: fabioabreuacustico@gmail.com fabioabreu295@gmail.com

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LEITURA

PEZZALI, LETICIA

Há 100 anos, Joaquim Simões Costa acabou a Grande Guerra como tenente do exército português, na arma de infantaria. Foi um dos primeiros militares a entrar nas trincheiras, na primeira linha, face ao inimigo, em Ferme du Bois. No Dia de Santo António, em 1917, ainda sargento, tombou gravemente ferido. Por iniciativa sua, a sub-unidade que comandava desobedeceu a ordens de retirada, e resistiu mais uma hora, para dar tempo à entrada em acção da nossa artilharia. Clemente e Nuno Rogeiro, dois dos seus nove netos, descobriram o diário de campanha do avô combatente: o treino em Tancos e a partida de Lisboa, a perseguição de submarinos, os combates aéreos, as ilusões e desilusões face a aliados e adversários, a crueza da guerra, as luzes de humanidade e romance, os dilemas da convalescença.

O desejo é imprevisível. Explode, esboroa-se ou consolida-se seguindo trajetos caóticos, tal como os mercados financeiros. E, todavia, contém a nossa história. Esta é, pelo menos, a experiência de Giulia, uma mulher de trinta e dois anos que trabalha em Londres num banco de investimentos, um lugar assente em regras quase religiosas, onde ela se movimenta longe da felicidade mas sem mal-estar. O contexto em que vive é singular: muito dinheiro, pouquíssimo tempo livre e relações que, excetuando o sexo, visam sobretudo a manutenção da reputação. Em tempos, era também nesse mundo que fazia a sua vida Michele, um homem casado e mais velho com quem Giulia teve uma relação obsessiva quando era ainda uma jovem estudante de Economia. Numa manhã especial, de coloração exasperada e incerta, o atual chefe de Giulia refere-se a Michele numa conversa que tem com ela. O efeito é o de uma caixa de Pandora que se abre. De uma maneira compulsiva, Giulia dá por si a retomar um caso que considerava enterrado, a interpelar-se sobre a dimensão emocional que, para lá das diferenças, das gerações e dos costumes, nos diz respeito a todos como seres humanos.

HORST, JORN LIER

Consegue imaginar-se a usar sanguessugas para curar uma artrose? O Professor Doutor Andreas Michalsen, filho e neto de médicos alemães, julgava ter uma mente aberta às medicinas alternativas. Mas pouco após concluir o internato de cardiologia, quando uma enfermeira o desafiou a assistir a um tratamento com sanguessugas num hospital de Berlim, ficou estarrecido. O facto é que as sanguessugas são usadas na medicina, com enorme sucesso, há centenas de anos. Intrigado, o médico decidiu fazer os primeiros estudos clínicos sobre a terapêutica. E os resultados espantosos foram notícia em algumas das melhores revistas científicas do mundo. Foi justamente a curiosidade científica de Andreas Michalsen que o levou a investigar outros tratamentos milenares. As ventosas funcionam? E o efeito placebo? O médico procurou a validação clínica e científica dessas e de outras terapias como a medicina Ayurveda, acupunctura, naturopatia, ervas medicinais, ioga, meditação e mindfulness. O resultado é Curar Com o Poder da Natureza, um livro fascinante onde o autor mostra o que é realmente eficaz e o que não é, revela estudos, dá conselhos práticos cujos resultados são imediatos – como pôr os pés em água quente para dormir melhor, ou curar dores de cabeça com banhos de água fria.

O Guia dos Banhos de Floresta Durante milénios, o ser humano viveu na floresta, que lhe dava abrigo e sustento. A relação primitiva que temos com as árvores ficou para sempre gravada no nosso ADN. E por muito que a vida moderna nos tenha afastado dessas raízes ancestrais, o facto é que elas existem e fazem-nos falta – como comprovam dezenas de estudos científicos. O Guia dos Banhos de Floresta, escrito por Amos Clifford, o mais conhecido especialista americano na matéria, propõe-nos um reencontro com essas raízes. A partir de uma antiga tradição japonesa – shinrin-yoku, o autor mostra-nos como redescobrir esse elo perdido. O que se pede não são longas caminhadas nem esforço físico, mas antes um reencontro “espiritual” com o ambiente natural dos nossos antepassados – através de passeios ritualizados, meditativos, feitos de observação e silêncio, para melhor sentirmos a tranquilidade e a “respiração” da floresta. Não é preciso muito tempo (uma vez por semana chega) nem equipamento especial. Apenas precisamos de encontrar o local certo (o autor, baseado em 40 anos de experiência, ajuda-nos a escolher), conhecer a melhor maneira de despertar todos os sentidos para o meio envolvente… e relaxar profundamente. Os benefícios são múltiplos - mentais, emocionais e físicos - e notam-se logo sobretudo no sistema imunitário e cardiovascular. Este livro contém o antídoto perfeito para uma vida urbana e desgastante: é no contacto com a natureza que reencontrará a sua essência.

BASTOS, MARIA JOÃO

ROGEIRO, NUNO

Lealdade

MICHALSEN, ANDREAS

O Nosso Avô Foi à Guerra

Curar com o Poder da Natureza

CLIFFORD, M. AMOS

Leituras Obrigatórias

O Homem das Cavernas Durante quatro meses, um cadáver permaneceu por descobrir apenas a algumas portas da casa do inspetor-chefe William Wisting. Viggo Hansen morreu sentado em frente à televisão e aí permaneceu sem que ninguém tenha dado conta. Ter-se-á a sociedade norueguesa tornado tão grosseira que já ninguém se importa? A filha de Wisting, a jornalista Line, importa-se, e vai investigar o sucedido. Enquanto isso, Wisting tem em mãos um caso que começa a adquirir proporções inimagináveis. A sua suspeita de que um assassino em série norte-americano tem estado ativo na Noruega, escondendo as suas vítimas no fundo de poços secos, confirma-se… mas há quanto tempo, e por quantos países passou até aí chegar? Quando o FBI e a Interpol finalmente se envolvem no caso, as apostas aumentam e as tensões acumulam-se, até à última corrida mortal contra o tempo, com a vida de Line em jogo.

Life Style Maria João Bastos é atriz e modelo. Desde muito cedo que percebeu que a moda é um poderoso aliado na vida de uma mulher, por isso decidiu partilhar com o público os seus segredos de beleza, as dicas para uma vida mais saudável, os truques para o dia a dia ou para uma noite especial. Neste livro, que não pretende ser um guia nem ditar regras, conhecemos os segredos de uma mulher inspiradora. Atreva-se a ser mais feliz! Um livro sobre o que as mulheres gostam de saber, ler e reler


17 Mitos Urbanos HARRIS, JOANNE

Carlos Almeida

O Rio do Sonho O Testamento de Loki

Asgard caiu. Os deuses nórdicos foram derrotados e estão agora confinados ao tormento eterno da Terra dos Mortos. Mas o maquiavélico Loki não se conforma. Está determinado a fugir. E, um dia, encontra uma saída. Pois os deuses não morrem enquanto forem lembrados e, ao perceber que a Humanidade ainda sonha com eles, Loki encontra nas suas fantasias uma maneira de regressar à Terra… dentro da mente de uma jovem adolescente. Jumps tem 17 anos, é rebelde e inquieta… e não fica nada satisfeita com a intromissão, principalmente porque o seu deus de eleição é Thor. Mas também os seus melhores amigos são tomados pelos deuses, que, um a um, estão a conseguir escapar. Thor, Odin e muitos outros… Loki não antecipou tal movimentação. E tão-pouco está preparado para enfrentar a determinação de Jumps… ou o plano de Odin, que quer restituir o domínio dos deuses. Claro que, com Loki à mistura, o caos é total…

PORQUE NÃO? PORQUE SIM? … porque me obrigas à submissão do toque das tuas mãos repelentes, percursos repugnantes dos teus dedos na minha face e na minha pele e nos recantos da minha infelicidade? Porque me subjugas nesta frieza do corpo odioso que se estende e me prende o corpo cansado e renegado? Porque persistes na detestável circunstância do sexo rancoroso, desenhado com cores negras sobre uma folha manchada de sevícias e humilhações? Porque não compreendes a minha revolta sustentada nas dores prolongadas dos teus gritos e acusações, esmagadas sob o peso das correntes que o teu ódio lançava sobre meus ombros caídos? Porque não te afastas do olhar aterrorizado dos teus filhos protegendo-se do precipício das lâminas ensanguentas da tua prepotência? Porque não me deixas em paz? … porque não consigo passar sem ti, mulher da minha vida! Porque o teu corpo é um prolongamento do meu, a outra face desta moeda que um dia pagará a nossa entrada no céu. Porque dentro de ti descarrego os meus fantasmas, mulher, liberto as vozes amaldiçoadas que me queimam as entranhas. Porque quando te possuo esqueço-me da minha infelicidade e dos meus erros, refugiome em teu ventre maternal, como bebé encaixome em teu útero em segurança. Porque quando te invado inscrevo em teu corpo um contrato de desempenho e de direito de propriedade. Porque tu continuarás minha, mulher, até que a morte nos separe. … porque não voltarei a aguentar esta prisão do corpo e dos sentidos, prefiro que me tires a vida agora. Porque não voltarei a ceder aos teus caprichos nem aos teus apetites, toma em tuas mãos esta faca e leva-me deste mundo! Termina com este eterno pesadelo. … porque o mundo sem ti será um sonho vazio, jardim despido de cores e de perfumes, faço da lâmina afiada desta faca o nosso destino e instrumento da nossa derradeira morada.

Singular expressividade

Livro de subtilezas e dores, esta estranha obra de Carlos Almeida é uma projecção de singular expressividade. Semi-ocultos mas não diminuídos, semi-diluídos mas não inexistentes, os sentimentos ganham nela luz e repercussão. Discreto, secreto, o autor cumpre o seu caminho fora das correntes dominantes na comunicação, na afirmação. Os seus contos emergem, pela carga dilatadora da sua atmosfera, como ângulos de singularidades húmidas – caso de Falsas Esperanças, Jardins Efémeros, O Passeio dos Fantasmas, Os Mortos Não Precisam de Amor. Lê-los, lê-los devagar é entrar num universo de tons intensos onde a natureza (real e imaginada) ganha pujanças que nos tocam, antecipando projecções irrecusáveis. Carlos Almeida é um desses seres que chegam disponíveis, se abrem aos outros sem reservas, sem redes; que sabem encontrar caminhos próprios, afirmar-se diferentes, solidários; que põem na inteligência, na liberdade referências inamovíveis. A harmonia do verso, do olhar, dos sentimentos, dos sofrimentos tudo dilata, acrescenta — acrescenta-nos. Conhecedor da vida, das pessoas, da cultura, do país, dos afectos que lhe couberam, captou-lhes com paciência, com desprendimento, a tonalidade inicial. Fernando Dacosta


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AMBIENTE

Água, um bem essencial à vida

O aumento do consumo de água agravou os problemas de gestão dos recursos hídricos. A água, é um bem essencial à vida de todos nós. A gestão da água levanta várias questões. Quais os principais problemas relacionados com a utilização da água? Que soluções podem ser adotadas? Qual a importância da preservação dos recursos hídricos e que instrumentos são utilizados? A estas perguntas, irei responder neste artigo. Palavras-chave: água, ambiente, poluição, população, qualidade. Sendo a água um recurso indispensável à vida e um fator condicionante das atividades diárias, importa, cada vez mais, que se faça uma gestão adequada da sua utilização continuando a garantir a sua boa qualidade para satisfazer as nossas necessidades. Em Portugal, tem sido desenvolvido um trabalho de inventariação e planeamento da gestão de recursos hídricos, através dos seguintes planos: Plano Nacional da Água (PNA), que abrange o país. Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH), abrangendo as bacias hidrográficas e as barragens. Planos específicos de Gestão das Águas de domínio territorial e setorial. – Programa Nacional para o Uso Eficiente das Águas (PNUEA); – Estratégia Nacional para os Efluentes Agropecuários e Agroindustriais (ENEAPAI); – Programa Nacional de Barragens (PNB); – Plano Estratégico de Abastecimento de Águas e de Saneamento de Águas Residuais (PEAASAR). Os principais problemas que afetam a qualidade das águas devem-se ao aumento do consumo e à poluição das águas. As maiores fontes de poluição são os efluentes domésticos, os efluentes industriais não tratados despejados para rios, os fertilizantes e inseticidas utilizados na agricultura que se dissolvem com a água infiltrando-se posteriormente no solo. A pecuária moderna e a avicultura com os seus dejetos, substâncias químicas das rações, detergentes das lavagens das pocilgas, estábulos e aviários, são lançados nos efluentes, contaminando também as águas superficiais e subterrâneas. Existem ainda outros problemas que fazem dimi-

nuir as reservas hídricas; como a desflorestação que deixa o solo desprotegido e faz com que a água não se infiltre; a eutrofização, como processo que resulta da presença de algas que consomem o oxigénio das águas, entre outros. Em Portugal, o desperdício de água ainda é elevado, o que é preocupante. Cerca de 41% da água disponível é desperdiçada e verifica-se que a agricultura é um dos setores com maior desperdício. A poluição da água é um dos maiores perigos para a saúde, ao estar poluída, causa sérios problemas. Micro-organismos, como bactérias, desenvolvemse naturalmente na água e causam doenças nos seres humanos. Febre tifoide, hepatites, diarreia são exemplos de doenças causadas por vírus na água. Estas doenças são perigosas para os humanos e são responsáveis por quase 60% da mortalidade infantil no Mundo, principalmente em países em desenvolvimento, que não possuem uma rede boa de tratamento de água. Tem-se verificado um aumento da qualidade da água, o que é realizado graças ao tratamento processado. Esta melhoria reflete o controlo e rigor no cumprimento das leis exigentes impostas por autoridades ambientais. A construção de grandes suportes de armazenamento de água em Portugal – barragens, é importante à variação da distribuição da precipitação ao longo do ano, designadamente em períodos de seca. Esta importância verifica-se mais no Sul do país onde o clima é mais seco no Verão devido à maior insolação nessa região, e as disponibilidades de água são menores. A maior disponibilidade de água aumenta a capacidade de produção dos agricultores e é um fator de desenvolvimento para com as regiões. É fundamental que a água seja tratada antes de ser devolvida à Natureza ou às populações e este é o trabalho de uma ETAR e uma ETA. Esta rede de drenagem e de tratamento de águas residuais são locais importantes para a proteção e qualidade dos recursos hídricos. Porém, acontece que o aumento da população tem complicado a capacidade da rede instalada. É necessário investir na construção de mais redes e de promover ações de sensibilização para que as populações adiram a este serviço, como é o caso de Viseu em que no ano de 2016 inaugurou

uma nova ETAR que servirá 100 000 mil habitantes (obra financiada pela EU). É de extrema importância continuar a proteger este recurso mineral cada vez mais escasso e que é imprescindível à vida. Além disso, é constantemente ameaçado por fontes poluentes o que interfere na sua qualidade. Além do alargamento das redes, existem outras medidas que podem contribuir para a preservação dos recursos hídricos: Fiscalizar e criminalizar as empresas e pessoas poluidoras do lançamento de resíduos; Melhoramento da agricultura de modo a proteger o ambiente; Implementar medidas inovadores na área da preservação ambiental; Dinamizar campanhas de educação ambiental nas escolas e nos agricultores. Ações de sensibilização resolveriam parte desta problemática devido a muitas pessoas ainda desconhecerem esta realidade. É urgente alterar hábitos que estão integrados no nosso dia-a-dia através de medidas a serem tomadas pela população: Fechar a torneira quando não é necessária. Não desperdiçar na lavagem de passeios e quintais. Instalar torneiras com menor fluxo de água e de maior economia. Entre outras… A política assumida por Portugal em conjunto com a União Europeia da gestão planeada da água assume objetivos como: Melhor distribuição e utilização da água; Proteger, Requalificar e Conservar; Colaboração Internacional – Carta Europeia da Água; Gestão com os restantes setores do ambiente. Faça também parte desta mudança... Preserve um dos nossos maiores bens!!! Paulo Cardoso


19 Sabia que...

Autoridade Nacional da Proteção Civil Em caso de incêndio Se estiver próximo de um incêndio: Ligue de imediato para o 112; Se não correr perigo e possuir vestuário adequado (tipicamente roupa de manga comprida, botas e luvas), tente extingui-lo com pás, enxadas ou ramos; Não prejudique a ação dos Bombeiros, Sapadores Florestais e outras forças de socorro e siga as suas instruções; Retire a sua viatura dos caminhos de acesso ao incêndio; Se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco, informe as autoridades; Se o incêndio estiver perto da sua casa, avise os vizinhos, corte o gás e molhe abundantemente as paredes e os arbustos que rodeiam a casa.

1. Sabia que… as plantas do género Roridula produzem resina em vez de cola para capturarem as suas presas? 2. Sabia que… a estrutura das glândulas do Drosophyllum lusitanicum é diferente da estrutura do género Drosera? As glândulas do Drosophyllum lusitanicum têm uma forma semelhante a um cogumelo, já no caso do género Drosera, as glândulas têm uma forma oval. 3. Sabia que… as armadilhas da Aldrovanda vesiculosa fecham nuns espantosos 0,01 segundos? 4. Sabia que… a adaptação à captura e digestão das presas surgiu pelo menos nove vezes em diferentes famílias de plantas em resposta à ausência de nutrientes como o nitrogénio, fósforo e potássio no solo? 5. Sabia que… existem mais de 600 espécies de plantas carnívoras, atualmente reconhecidas? 6. Sabia que... uma armadilha de Dionaea muscipula só funciona em média três ou quatro vezes? 7. Sabia que… Charles Darwin num dos seus livros, Insectivorous Plants, descreveu a Dionaea muscipula como sendo uma das plantas mais fantásticas do mundo?

Se um incêndio se aproximar de sua casa: Avise os vizinhos; Regue paredes, telhado e 10 metros à volta de casa; Feche portas, janelas e outras aberturas, corra as persianas ou portadas; Retire mobiliário, lonas ou lenhas próximas da habitação; Caso tenha condições de segurança, desligue e retire as botijas de gás para um local seguro; Afaste o que possa arder junto às janelas e coloque toalhas molhadas nas frestas; Se não correr perigo, apague pequenos focos de incêndio com água, terra ou ramos verdes. Se ficar cercado por um incêndio: Dirija-se para um abrigo ou refúgio coletivo. Se não estiver próximo, procure uma zona preferencialmente plana, com água ou com pouca vegetação; Respire junto ao chão, se possível através de um pano molhado, para evitar inalar o fumo; Cubra a cabeça e o resto do corpo. Utilize um lenço húmido para proteger a cara do calor e dos fumos. Preparação para a evacuação: Manter os documentos mais importantes do agregado familiar, bem como o boletim sanitário dos animais de estimação, em local seguro e de fácil acesso (mala ou saco, por exemplo), de modo a que possam rapidamente ser transportados em caso de retirada do aglomerado. Considerar a possibilidade de guardar cópia dos documentos na casa de um familiar ou digitalizados num cartão de memória;

Ter preparado um kit de evacuação onde constem artigos essenciais a utilizar em caso de emergência: - Um estojo de primeiros socorros; - A sua medicação habitual; - Água e comida não perecível; - Produtos de higiene pessoal; - Uma muda de roupa; - Rádio, lanterna e apito; - Dinheiro; - Lista de contactos de familiares/amigos. Preparar a habitação para uma saída rápida: - manter livres as saídas de cada divisão e do edifício, sem objetos a bloquear a passagem; - assegurar que todas as saídas podem abrir-se facilmente; - ter os caminhos de saída escolhidos e identificados (normalmente uma porta e uma janela) para sair de cada divisão; - definir pontos de encontro comuns que sejam do conhecimento de toda a família. Em caso de evacuação preventiva, efetuada com antecedência para o exterior do aglomerado: - manter a calma; - cumprir as indicações de evacuação dadas pelas autoridades. - não voltar atrás; - auxiliar as crianças, idosos ou familiares com limitações de mobilidade; - levar o kit de evacuação. Não perder tempo a recolher objetos desnecessários; - levar consigo os animais de companhia; - fechar as portas e janelas à medida que sai para fora da habitação, bem como outras aberturas (ex.: grelhas de ventilação) que possibilitem a entrada de faúlhas para o interior; - deixar acesas as luzes exteriores da habitação; - caso tenha tempo e condições de segurança: - afastar as cortinas e sofás que estejam junto às janelas e retirar o mobiliário de jardim, lonas e lenhas que estejam nos alpendres ou junto à habitação; - desligar e retirar as botijas de gás para um local seguro, por exemplo mergulhando-as dentro de tanques para minimizar o risco de explosão; - regar a envolvente à habitação (em especial o lado virado para a frente do incêndio) e o respetivo telhado.

mais indicações em www.prociv.pt


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Habibah da Lua

1.O significado de Habibah da Lua O nome “habibah” surgiu em brincadeira como uma variação aportuguesada de “habibi” que significa “meu amor”. Tornouse uma forma carinhosa de Margarida Lua (fundadora da Companhia de Dança Oriental “Habibah da Lua”), apelidar as suas alunas. Esse termo foi-se espalhando pelos amigos, pelos conhecidos, e as praticantes de dança oriental passaram a ser conhecidas como “habibah”. Quando pensámos em criar uma companhia profissional de dança oriental, pensámos em vários nomes árabes, mas todos nos conheciam como “habibah”, portanto não fazia sentido estar a mudar. E afinal o termo até existe e significa amada, querida. Podemos dizer que foi o nome que nos escolheu a nós.

2. O que levou um grupo de belas mulheres às danças do ventre? O amor à dança, o desejo de expressão através do movimento, a busca de autoconhecimento e transformação, a exploração da feminilidade, o aumento da auto-estima e a valorização do corpo são os principais motivos que nos levaram a dançar. A dança oriental surgiu naturalmente como a estética que melhor permite essa ligação profunda com o interior feminino, a descoberta da nossa “deusa interior”, o reencontro com o nosso sagrado feminino, que se expressa e transcende através desta arte. A expressão artística da dança do ventre permite a interioridade e exterioridade dos sentimentos de cada uma de nós, resgatar a beleza e a força criadora do feminino. Toda esta riqueza se aprofunda e aumenta aquando da união num grupo, a magia do feminino aparece e flui naturalmente em cada uma de nós. Viver a dança do ventre é resgatar essa força, é reencontrar e reconhecer esta força em outras mulheres que respeitam os seus corpos, as suas mentes e as suas almas e se respeitam mutuamente, e que acima de tudo, partilham o mesmo amor.

3. Qual o significado cultural e social da dança do ventre? Na Antiguidade, as Mulheres faziam rituais de fertilidade, entregavam oferendas e dançavam. Na época, a Mulher era considerada sagrada! Era respeitada e abençoada, devido à sua capacidade de gerar vida, tal como a Mãe Terra. Em muitos desses rituais, as sacerdotisas dançavam criando ondulações com os seus ventres desnudos. Essa era a forma de garantir prosperidade e fertilidade para a terra e para as mulheres. O que chamamos hoje de dança do ventre é proveniente desses rituais sagrados. Hoje em dia, a dança do ventre passou a ter essencialmente um aspecto artístico e deixou de lado a espiritualidade. Po-

rém, apesar de nos dias de hoje a dança do ventre ser conhecida pelo lado cénico e de espetáculo, cada uma de nós continua a encontrar esse lado mais espiritual, quem pratica consegue conectar-se com o seu interior e reencontrar o seu sagrado feminino. A dança e os seus movimentos ancestrais e modernos, tanto ondulantes como contractivos, energizam os vários pontos dos chakras, ajudando-nos no processo de auto-conhecimento que conduz a um aumento de auto-estima, de compreensão, aceitação e valorização do próprio corpo e do próprio ser. Através da dança conseguimos aceder ao nosso inconsciente, resgatando a nossa Deusa Interior, e passamos a tratar com mais sabedoria os recursos criativos do nosso corpo e espírito. Nós, mulheres atuais, sacerdotisas de nós mesmas, devemos resgatar a consciência do sagrado feminino, e ao descobrirmo-nos inteiras, capazes de celebrar a vida, e através disto encontrar a nossa paz espiritual. Dançar o sagrado significa celebrar a vida.

4. A cultura portuguesa (e viseense) está recetiva a esta manifestação de sensualidade do corpo em público? A cultura portuguesa em geral e em particular a viseense tem evoluído bastante e cada vez mais tem interesse e curiosidade não só pela dança oriental como também pela sua cultura. Observamos o aumento da adesão a esta dança a nível nacional, cada vez mais mulheres estão curiosas e recetivas a experimentar esta dança. Julgamos que os preconceitos associados à indumentária que a caracteriza, bem como os seus movimentos mais sensualizados estão mais ultrapassados, e cada vez mais esta dança é vista como uma manifestação do poder e da beleza feminina, ultrapassando estereótipos de beleza corporal ou de idade. Dado que Viseu é uma cidade culturalmente ativa faz todo o sentido que sejamos bem aceites.

5. Projetos Participação em Feiras Medievais, em Festivais de Dança e Música do Mundo, criação de espetáculos e noites temáticas, animação de eventos, celebração do Dia Internacional da Dança, do Dia da Mulher, orientação de workshops e formações.

6. Formas de contacto Podem contactar-nos pelo nosso facebook: www.facebook.com/habibahdalua/ email: habibahdalua@gmail.com


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MODA

Lês Bombons

(Im)Perfeição e (des)elegância

Os Brincos Lês bombom são o hit desta estação. Super delicados e que se ajustam perfeitamente a diferentes looks, ocasiões e tipos de roupa. Com um tom jovial e alegre os “Lês Bombons” conseguem dar um up a qualquer look. Casam muito bem com vestidos longos, ou com fatos de banho, bermudas e as famosas sandálias rasas, prometem transformar por completo a suas fotos de verão dando um ar casual e moderníssimo. Embora muito delicadas eles procuram um exagero em cores, tamanhos e texturas. Não se deixe intimidar pelo tamanho uma vez que são acessórios super delicados e que permitem criar o seu próprio estilo. Por isso não tenha medo de apostar nesses brincos. Dica: são brincos feitos de forma totalmente artesanal sendo possível fazer o seu próprio brinco podendo ser em pompom, penas ou borlas.

És linda, maravilhosa, preocupas-te com a tua imagem diariamente, não deixas nada ao acaso... Para isso cumpres escrupulosamente as tarefas de semanalmente ir ao cabeleireiro e ao ginásio, quinzenalmente fazer as unhas de verniz gel e ainda dás um saltinho ao instituto de beleza para aquela massagem ou aquela limpeza de pele. Acordas mais cedo para fazer o risco no olho meticulosamente desenhado e... simétrico! Escolhes a roupa de véspera, tudo a combinar e se a camisa ficou com um pequeno vinco de estar arrumada no armário abres a tábua de passar, ligas o ferro e corriges a imperfeição. Limpas os sapatos que no ouro dia, com a chuva, ficaram respingados. Seleccionas os acessórios, nada fica esquecido, o lenço, a carteira, as bijuterias ou o legítimo ouro, tudo! Não falha nada. Sais, vais trabalhar ou vais passear, pi-po-ca! Vais pi-po-ca sim! PIPOCA! Secaste e esticaste bem o cabelo, colaste aquele hidratante, estás muito bem! E mega perfumada. Trabalhas toda a manhã. Vais almoçar com os colegas. E no meio de tanta elegância e perfeição, passas a faca no garfo, ou o garfo na faca, a raspar... de um lado e do outro, de um lado e do outro... ui... até arrepia... e não é pelo som!

Carlota Joaquina

Rosa da cabeça aos pés Este é o verão da combinação de cores, onde pode usar e abusar das suas cores favoritas em diferentes looks. A cor rosa tem vindo a ganhar cada vez mais impacto no mundo da moda, passou da cor da “barbie” a uma cor mais feminina e doce, protagonista de looks poderosos e marcantes. Atualmente o rosa tem vindo a libertar-se do conceito feminino, ganhando também o guarda-roupa masculino e ganhando uma visão mais masculina deixando de lado os estereótipos tradicionais. Materializando-se numa cor que nega o género super provocante e que desperta olhares por onde passa. A cor rosa é uma cor dotada de muita personalidade e vibração, que aos poucos foi ganhando o seu destaque nas passarelas. Trata-se de uma cor que apela muito a moda e ao moderno, sempre está entre as principais tendências de inverno e verão. Com o tempo passou de uma cor ligado ao infantil para se juntar a uma imagem feminina, ousada e poderosa. Compreende uma paleta variada de tons desde do pink yarrow ao rosa fúcsia. Não deixa de ser uma cor para todos os gostos e estações. Igualmente a todos os anos o rosa não é exceção no verão 2018, podendo-se exagerar e vestir o rosa dos pés à cabeça. Para esta estação abuse do pink yarrow e do rosa fúcsia que são fortes apostas de tendência para o verão 2018, tornando o seu look mais confiante e alegre. Se gosta de rosa é a sua oportunidade de brilhar nos palcos da vida. Dica: aposte em rosa claro que permite várias combinações, e para modernizar de um toque de dourado ou metalizado assim dará mais cor e glamour ao seu look. Cleidina Alves

Quem disse que a maquilhagem não é fácil? Basta uma Base ou BBcream, corretor de olheiras, um pó solto, blush e máscara de pestanas. Estamos prontas(os) para enfrentar mais um dia de obstáculos. Apenas 5 a 15 minutos para disfarçar uma noite mal dormida. Para quem gosta de um look mais natural, opte por: - BBcream (hidrata e dá uma cor natural à pele); - Pó solto (para não haver oleosidade durante o dia); - Blush (dá um tom saudável às maçãs do rosto); - Máscara de pestanas (realça o olhar); - Batom hidratante com cor semelhante aos lábios (hidrata e realça o tom) Para quem gosta de um look mais arrojado, opte por: - Base de cobertura média (elimina aquelas borbulhas e vermelhidão irritantes); - Corretor de olheiras (tom mais claro do que a base, elimina olheiras profundas e escuras); - Pó solto (combate a oleosidade que a pele produz durante o dia) - Sombras de olhos (tom claro na pálpebra móvel e tom mais escuro no concavo, não esquecer de esfumar); - Bronzer (afina os rostos mais redondos); - Blush (dá um tom saudável as maçãs do rosto) - Iluminador (ajuda a iluminar as zonas mais altas do rosto) - Máscara de Pestanas (volume às pestanas) - Batom cremoso ou mate As cores vermelho, nude, rosa velho e cor de tijolo; são tendências este ano e combinam com qualquer look. Fique bela por dentro e por fora. Cuide de si. Observe-se ao espelho vezes sem conta. Ame-se a si própria. Marta Cardoso


23 Chegou a correria aos SALDOS! Já arrancou a época de saldos, e como tal, antes de iniciarmos a nossa ida às lojas, o melhor é fazer sempre um pré-estudo, e dar uma olhadela no site, e fazermos uma lista daquilo que andamos debaixo de olho. Contudo uma das regras que tenho para mim nesta época é comprar peças-chave, que se vão sempre manter, como por exemplo os básicos, e tecidos leves, e tons suaves. E nesta época, claramente fiz a minha wishlist ,andando de olho em peças de linho, que fica sempre bem uns jeans. Uma outra peça que vale a pena apostar são os vestidos compridos e soltos, pois são vestidos que podemos levar para a praia, bem como para o trabalho, e há uma série deles esta estação. Uma outra peça que adoro são as camisas brancas bem como as t-shirts, que para mim um elemento fundamental em qualquer look. Kimonos outra peça que podemos apostar, e que pode ser usado de diversas formas. E para completar umas sandálias rasas que também é uma excelente aposta para qualquer look. Deixo aqui as minhas peças favoritas destes saldos. E quais são as vossas peças desejadas para estes saldos?

sraquel45.wixsite.com/pureblackdiamond

Viseu Moda 2018 Viseu recebeu mais um grande desfile de Moda. Realizado a 09 de Junho e promovido pela Associação Comercial do Distrito de Viseu, com a co-organização do Grupo Peixoto | Peixoto Eventos, o desfile de moda anual tem o intuito de divulgar as lojas do comércio tradicional no centro de Viseu. O evento teve lugar no Hotel Montebelo e contou com a apresentação de Joana Caçador e Nuno Miranda. A noite foi animada pela Osquestra POEMa Big Band, Fábio Abreu, o saxofonista Tiago Correia e a bailaria Rafaela Vidal. A promoção do comércio tradicional é essencial para a vida dos centros históricos das cidades, que sofrem com a concorrência feroz dos centros comerciais. Estiveram presentes 12 estabelecimentos comerciais, sendo eles: - Tavares Man, Tavares Woman, Tavares Kids, Pereirinha Ourivesarias, Boutique Marilú, Dupla D´Elegância, Bella Moda, Karbitex, Casa das Malas, Instituto Óptico, Dietpharma e MaisOptica. Deram a conhecer as suas colecções e as últimas tendências para este Verão. Com sala cheia o evento foi um sucesso.


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VIAGENS

Viagem pelos Alpes

#continuandoaprocura de paisagens fantásticas na Europa, há já algum tempo que queríamos viajar pelos Alpes. Sempre fomos fascinados por cenários de montanha e neve, muita neve. Há muito que a Suíça preenchia o nosso imaginário. As casinhas de madeira, os lagos, o verde dos vales a contrastar com o branco dos cumes das montanhas, as vaquinhas a pastar no manto verde, as cascatas…

Dia 1 – Suíça (Genebra – Zermatt) Ao chegarmos a Genebra, seguimos de imediato para Zermatt, uma cidade muito bonita localizada no coração dos Alpes Suíços, cercada por gigantescas montanhas e aos pés da uma das montanhas mais famosas da Suíça, o majestoso Matterhorn. Decidimos fazer uma viagem fantástica até ao Gornergrat a 3089 metros de altitude num comboio de cremalheira para melhor conhecer as montanhas. Com o avançar da noite regressámos à estação para seguir em direcção a Interlaken, uma pequena cidade localizada na zona central da Suíça, muito bonita.

Dia 2 – Suíça (Interlaken – Grindelwald – Lauterbrunnen – Berna – Zurique – Landquart – St. Moritz) Partimos em direcção a Grindelwald, uma charmosa vila alpina localizada na região de Jungfrau, praticamente aos pés da impressionante montanha Eiger. Percorremos as pitorescas ruas, fizemos algumas compras e decidimos subir de teleférico a Grindelwald First. Seguiu-se Luterbrunnen, um daqueles sítios avassaladores, uma paisagem sem igual, não existem adjetivos suficientes para o descrever, um pequeno vilarejo situado num vale encantado entre gigantes escarpas, cumes montanhosos e 72 estrondosas cascatas, constitui uma das maiores áreas de conservação da Natureza da Suíça. De regresso a Interlaken, apanhámos o comboio em direcção a St. Moritz numa longa viagem de quase 6h, passando por Berna, Zurique, Landquart, entre outros locais.

Dia 3 – Suíça ( St. Moritz – Zermatt: Glacier Express) Neste dia fizemos o Glacier Express desde St. Moritz até Zermatt, um passeio fabuloso de 8h num comboio panorâmico, o mais lento do mundo, numa das linhas mais impressionantes que já vimos, num trajeto verdadeiramente avassalador de cerca de 290 km, passando por 91 túneis e mais de 290 pontes.

Dia 4 – França (Chamonix-Mont Blanc) No quarto dia escolhemos o impressionante Mont Blanc e a pitoresca cidade de Chamonix para explorar e continuar a nossa aventura nos Alpes. Para usufruir de uma excelente vista para o Mont Blanc, existe a possibilidade de subir, em duas etapas, até ao Brévent, a 2550 metros de altitude. A primeira etapa é feita em pequenos teleféricos e a segunda num teleférico dos grandes, daqueles que transportam cerca de 60 pessoas, por entre escarpas vertiginosas com vistas de tirar o fôlego.

Dia 5 – França (Annecy)

Começámos o dia com um passeio em redor do lago de Annecy. De seguida, dirigimo-nos para a cidade, uma das mais bonitas que já conheci, com lindos e floridos canais, edifícios medievais, pontes, jardins, um imenso lago e os Alpes como pano de fundo. O clima de Annecy é bastante romântico, com os canais, jardins, ruas floridas, cheias de restaurantes, cafés e lojas, uma atmosfera incrível. Dia 6 – Suíça (Genebra) Como regressaríamos do aeroporto de Genebra, reservámos este dia para explorar a cidade que é conhecida como a “Cidade da Paz”, nome que advém do facto de acolher as sedes das mais importantes instituições internacionais ligadas à paz, as Nações Unidas, Cruz Vermelha, UNICEF, etc. Demos um longo passeio a pé para conhecer um pouco melhor a cidade, fizemos o Geneva Internacional Tours do Cityseeing e exploramos o centro histórico da cidade. E assim chegou ao fim mais uma aventura, desta vez, num cenário majestoso de montanhas, lagos, verde e branco, muito branco! Carla Ferreira Blogue “Continuando à procura”


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Viseenses pelo mundo Nome Nuno Vaz Idade 44 anos País Noruega Cidade Kongsberg Desde 2009

Como é que tudo começou? O que te fez fazer as malas e deixar viseu? A saída de Viseu ocorreu em 1992 quando fui estudar para o Porto. Uma vez concluído o curso, continuei a residir e trabalhar na área metropolitana do Porto. No início de 2008, ao constatar um abrandamento das expectativas relacionadas com a evolução da Construção Civil em Portugal, comecei a procurar alternativas no estrangeiro. Alguns colegas meus já começavam a receber propostas de expatriação na Europa de Leste, Norte de África, Angola e Brasil. Como havia essa tendência das empresas Portuguesas para Leste e Sul, foquei a minha atenção para o Norte da Europa. Participei em sessões de apresentação do IEFP/ EURES, relacionadas com a Noruega e a Finlândia. Mais tarde, recebi propostas de trabalho para a Noruega e Finlândia, das quais optei por uma multinacional com representação na Noruega.

O que fazias aqui em portugal? E actualmente qual é a tua actividade profissional? Em Portugal desenvolvia actividade como Engenheiro Civil, na área de projecto e fiscalização relacionados com Construção Civil.. Em 2008, desempenhava funções de coordenador de projecto, com particular incidência no domínio das estruturas. Actualmente, continuo na mesma empresa que me levou para a Noruega, a FMC Technologies, que concebe, fabrica e vende sistemas de extracção submarinha de petróleo e gás. Sou responsável pelo grupo de simulação e cálculo de estruturas e tubagem do departamento onde trabalho.

Como foi a adaptação, quais foram as principais dificuldades ao chegar à Noruega? Foi um misto entre deslumbramento e adversidade. Como chegámos em Janeiro, havia um certo encanto da paisagem e cidade nevadas, do género típico conto de Natal. Mas logo na semana seguinte, a temperatura desceu aos trinta graus negativos! Uma série de rotinas rapidamente passaram a fazer parte do quotidiano, como por exemplo, ter de limpar a neve da noite anterior para conseguir sair de casa; ou o hábito de deixar os sapatos à entrada de casa, principalmente quando se entra na casa dos outros. Dada a instabilidade do clima e dos longos períodos de chuva/neve, não se deve estar à espera do bom tempo para vir passear para a rua. Os Noruegueses têm um ditado: “Não existe mau tempo, apenas má roupa.” Obviamente a língua é uma grande barreira, apenas atenuada graças ao facto que praticamente todos os Noruegueses serem fluentes em Inglês. Dada a latitude da região, a diminuição da duração e intensidade da luz do sol entre os meses de Novembro e Março provoca alterações no bioritmo. Nos primeiros anos, era normal sentir-me bastante cansado às 20h visto que já era de noite desde as

15h. Claro que durante o Verão é precisamente o oposto com o sol a pôr-se às 24h e a nascer às 3h. Em termos de sociedade a adaptação foi bastante fácil visto que os Noruegueses são simpáticos e acolhedores, com uma cultura semelhante à nossa. A boa organização das instituições públicas permite uma rápida inclusão dos trabalhadores estrangeiros na sociedade. No geral, o bom funcionamento das infra-estruturas leva a que não se sinta muita diferença comparativamente ao que estamos habituados em Portugal.

O que mais te surpreendeu na Noruega? O que mais gostas nesse país? O equilíbrio oferecido entre a vida profissional e vida familiar, e as condições (não só do ponto de vista de remuneração) que são oferecidas aos funcionários das empresas. Para um Norueguês, o trabalho é uma parte importante da vida, mas não a mais importante. Existe um enorme respeito pelo meio ambiente - a Noruega é o país no mundo, per capita, com o maior número de carros eléctricos e híbridos, sendo o seu consumo de electricidade maioritariamente suportado por barragens. Tem paisagens deslumbrantes, entre florestas, montanhas, lagos e fiordes, sendo um hábito nacional os passeios em família, ou entre amigos, pela natureza.

A realidade de kongsberg é bem diferente de Viseu, quais as principais diferenças? Antes de mais, convém realçar que apesar de ser uma cidade (a 80km de Oslo), Kongsberg tem 25 mil habitantes (1/4 da população de Viseu), mais parecendo uma vila em Portugal. É uma cidade que gravita em torno do parque industrial, cuja génese ocorreu com a exploração das minas de prata no século 17 e, posteriormente com a transição para a indústria de defesa e armamento no início do século 19. Actualmente, no parque industrial estão estabelecidas várias multinacionais de áreas de negócio da defesa, aeroespacial, marítima, petróleo e automóvel. As principais atracções da cidade centram-se no festival de jazz na primeira semana de Julho e no centro de ski que funciona durante o Inverno. O resto do tempo, dada a sua localização entre montes, florestas e lagos, os tempos livres são passados em actividades no exterior (jogging, btt, caminhadas, ski cross-country, etc.). Dada a pacatez (por vezes demasiada) e tranquilidade, é uma cidade excelente para desfrutar do binómio trabalho-vida familiar, onde as crianças têm um ambiente de grande descontracção. É comum ver crianças de 6 anos a irem a pé sozinhas para a escola, ou na companhia de outros amigos vizinhos.

A Noruega é um país enorme, já tiveste oportunidade de conhecer outras cidades? Sim, desde a capital Oslo passando por várias cidades na costa sul e oeste. Ainda por visitar está a antiga capital Trondheim e, mais a norte (dentro do círculo Árctico), Tromsø onde se pode vislumbrar

as auroras boreais entre Dezembro e Março. No geral, é um país com paisagens deslumbrantes que variam entre os fjordes, florestas, montanhas e glaciares. Com uma área aproximadamente igual à Alemanha e apenas 5 milhões de habitantes (aprox. 12km2/habitante) é normal circular-se bastantes quilómetros em estradas no interior sem avistar qualquer casa ou construção.

Porque não regressaste até agora a Portugal? Até ao momento, na área de negócio em que trabalho, existem muito poucas empresas a trabalhar em Portugal e, as que existem, não possuem o nível de conhecimento e tecnologia que existe na Noruega. A realidade/dinâmica laboral e as condições oferecidas pelas empresas Portuguesas ainda estão muito aquém do que é praticado na Noruega. A oportunidade/diversidade de desenvolvimento de carreira, flexibilidade nos horários de trabalho, as ferramentas disponibilizadas, o equilíbrio da profissão com a vida familiar e a remuneração ajustada à função desempenhada, são aspectos que as empresas na Noruega usam para motivar e, em simultâneo, reter os recursos nas suas organizações.

Longe de viseu há tantos anos, do que sentes mais saudades? Da proximidade e familiaridade da comunidade onde se está inserido. Quando a comunidade onde estamos inseridos está repleta de amigos e caras conhecidas, torna a vivência numa cidade como Viseu numa experiência muito agradável. Há pequenos hábitos e rotinas que tendemos a ignorar, mas cuja experiência de uma cultura diferente como a Norueguesa, é reveladora de como são parte de nós.

Como é viver na Noruega? Fora a vida profissional o que mais gostas de fazer nos tempos livres? O ritmo de vida é bastante tranquilo, existindo mais tempo para desfrutar os tempos livres. Havendo uma comunidade de famílias Portuguesas em Kongsberg, é inevitável que a actividade mais comum seja o convívio entre amigos durante o fim-de-semana. Dada a envolvente natural, as actividades de tempo livre são igualmente repartidas com btt, caminhadas e prática de ski/snowboard.

Pretendes voltar um dia? Sim, julgo que a minha experiência internacional e o conhecimento acumulado nesta área poderão dar um contributo a empresas nacionais nas áreas da energia e metalomecânica. A pergunta que se coloca é quando? Julgo que uma vez alcançados os objectivos pessoais, e tendo desafios em Portugal onde possa colocar as minhas competências ao serviço do País.


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RUI COSTA Com aulas solitárias, no reduto da mundivivência, uma atracção vocacional para um entendimento exploratório da carte pictórica uma busca experimental que se revela pujante de energia criativa, porventura em estádio de mutação, que gera uma expectativa alicerçada num visível talento nato. Autodidacta, experimentalista, pesquisa outros mundos no seu mundo explorando a força de uma, aparente, muito forte, caligrafia gestual, expansiva, pletórica de cor! Nos mestres e amigos se alicerçaram os fundamentos técnicos da sua pintura, posiciona-se numa eloquente proximidade sensível, a universos da sensibilidade plástica que parecem situá-lo nos limites da saturação temática e motivacional. (José Luís Ferreira) Critico de Arte, Sociólogo, Poeta, Membro da UNESCO.

O artista, um “autodidacta, experimentalista”, como se auto define, nasceu em Mangualde, a 24 Junho de 1970 e possui já um invejável curriculum no campo das artes. Rui Costa apresenta-se-nos com um estilo artístico muito próprio, cheio de carácter, com um traço algo ingénuo, mas seguro e uma paleta de cores que dança entre a tranquilidade e a excitação, mas que, nessa dicotomia, provoca uma certa vibração dos sentidos. Bem longe da excelência, até porque a sua juventude está ali sempre presente, mas já na senda da perfeição, o pintor ensaia o seu caminho, perseguindo e perscrutando incansavelmente, ainda, o seu “eu” interior, mostrando, contudo, ter já percebido que como diz o poeta “o caminho só se faz caminhando”. E sendo que “qualquer forma criativa é arte, e arte é relegar a ponte entre a matéria e o espírito, entre o Homem e Deus, podendo a inspiração levar a horizontes cada vez mais alargados, tocando o infinito…”, o artista pode e deve saber interpretar-se e reinterpretar-se até à exaustão, rasgando os horizontes da sua arte até atingir a maturidade pessoal e, no final da jornada, a liberdade da sua expressão pictórica. Por: Herculano da Costa In MADE IN VISEU 28 MARÇO 2009


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IMAGEM

Vi(r) Ver a nossa Floresta

Concurso Fotográfico - ESAM | ECO escolas 1º 2º 3º

No âmbito do concurso “vi(r)ver a nossa floresta” procurei durante uma viagem encontrar paisagens e pequenos pormenores dignos de serem fotografados. Tinha imensas fotografias e todas eram muito diferentes. Saía do carro de cada vez que encontrava um bom local. O meu pai já estava farto de tanta paragem, a viagem estava a demorar muito tempo. Assim mandou-me sair uma última vez no parque da aldeia da freguesia de sul antes de prosseguirmos o resto da viagem. Esta zona foi alvo da destruição dos incêndios de 2016 que afetaram o concelho de S. Pedro do Sul. Encontrei rapidamente um fluxo de água no qual cresciam alguns cogumelos, mas a minha atenção foi desviada por um alto contraste entre as pedras brancas e um tronco queimado que foi posteriormente cortado. Para além dos elementos e a sua disposição no espaço da fotografia, o tronco em primeiro plano e um ramo em segundo pano paralelo ao horizonte, o planalto onde se localiza Viseu, chama a atenção pelo simbolismo. O tronco único, sem outros, à vista significa a desertificação do nosso interior. Tudo o que tem acontecido no âmbito dos incêndios só tem agravado a condição de interioridade de Portugal. Somos menos e cada vez mais expostos. A fotografia é também o que senti, amplitude da paisagem e pena por aquilo que ali presenciei (antes muito belo) e naquilo que se tornou (tudo queimado). O meu desejo é que tal tragédia não se repita e que o cuidado merecido pelo interior e pela natureza seja restabelecido e acima de tudo respeitado. Diogo Rodrigues Teixeira 10 H Liceu Alves Martins

“Águas que passam...” é uma foto do Rio Varoso, na localidade de Santa Cruz da Trapa. A água é dos bens mais essenciais que possuímos e, nesta fase do pós incêndios é a água que vai ajudar no surgimento das novas plantas e árvores, é a água que vai limpar as terras e os vestígios dos fogos, voltar a tornar os campos verdes. A perspetiva desta água que corre, foi tirada na visão de um cenário onde em volta quase tudo ardeu e o verde que ainda se vê resistiu de forma miraculosa. Esta água significa que a tormenta vai passar, que de novo tudo se vai gerar. É a esperança do desaparecimento na memória das pessoas que sofreram do pesadelo que passaram; é o desaparecimento esperado dessa memória na velocidade que o rio leva. Esta foto é também a visão de que muitos belos locais existem na nossa natureza e que se devem preservar, limpando as florestas, as matas. Que as águas nunca deixem de passar e que as más memórias sejam levadas por ela, ficando as boas, como as pedras que dividem uma cascata, dandolhe a beleza tão natural que existe. Que a água leve para longe de nós o infortúnio de voltarmos a viver algo parecido e que nos deixa a lembrança de que necessitamos cuidar da floresta que é de todos nós. Ismael Sousa ismaelsousa.blogs.sapo.pt

Apenas é preciso um bocadinho de pressão, num botão circular, situado na parte superior da camera. Esse toque seguido de poucos segundos capta e guarda todo o momento visível através da objetiva. Primeiro é preciso escolher o momento, escolhi a serra por acaso, estava a voltar de uma viagem e gostei do que vi. Ainda foram algumas tentativas até decidir que me contentava com o que tinha na memória da camera. No final é escolher e esperar que venha a apreciação do júri, e aguardar sempre pelo melhor resultado possível. Pedro Vieira


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Mark’it. 6º edição

Nós somos o grupo inGarden, vencedor da 6º edição do Mark’it. Este grupo é formado pelo João Costa, Miguel Correia, Samuel Rolo, Diogo Silva, Fábio Rochinha, Ana Marques e Ana Vitalina, alunos da ESTGV. No início do 2º ano da licenciatura de marketing da ESTGV, foi nos lançado um desafio, que consistia na criação de um produto e na elaboração das várias etapas para o colocar no mercado. Nas primeiras aulas os professores deram-nos tempo para podermos pensar no produto. Como alguns elementos do nosso grupo tinham interesse na área da alimentação saudável e jardinagem, surgiu a ideia de construir uma mini horta para dentro de casa. O inGarden é um produto que permite a criação dos seus próprios alimentos em casa. Esta mini horta automatizada, necessita apenas de ser ligada a corrente, água e as cápsulas fornecidas pela marca. Estas cápsulas contêm a semente e o substrato adaptado às necessidades da planta. Com o passar do tempo terá ao seu dispor uma variedade de alimentos frescos para usar nas suas receitas. No início do 2º semestre, foram introduzidas 2 colegas dos cursos de Gestão Industrial e de Tecnologia e Design de Mobiliário, no nosso grupo. Isto permitiu, que o nosso grupo tivesse maior conhecimento de várias áreas, melhorando assim o inGarden, principalmente no design do mesmo. O design, consiste na ideia de se parecer com um ovo, uma vez que o ovo simbologia a fertilidade e a criação de uma nova vida. A ideia foi apresentada no Mark’it, no dia 29 de maio na aula Magna. O nosso grupo apresentou o inGarden através de uma teatralização do Masterchef, na qual demos o nome de “Mark’it Chef”. A apresentação contou com 1 chefe e 2 concorrentes que teriam de escolher os seus ingredientes e fazer um prato vegetariano, o prato vencedor tinha alimentos que provinham do inGarden dando assim ao prato um sabor estupendo e uma apresentação fascinante. Por fim, queremos agradecer a todos os professores envolvidos no projecto, aos grupos Shoose e LifeTime, e ao Rafael Guerra que nos ajudou na produção do inGarden, sem eles definitivamente não conseguimos superar os desafios da mesma maneira. Obrigado a todos os envolvidos.

Uma carta de amor ao Faces No Faces, ao contrário do que diz o ditado, quem vê caras vê corações, elas estão semeadas pelas paredes e mostram gente grande e que amou muito. Estão todos ali, desordenados das suas artes, uns com um ar mais sério, outros sofrido, mas a maioria sorri, a vida valeu a pena. Naquelas caras, naqueles olhares é sempre o coração que transparece. A face do Faces também existe, com a sua inconfundível barba e chapéu, a piada de improviso e uma simpatia sem fundo. O Lino Quinteiro Lopes é a face do Faces, o homem que colocou um cartaz na montra a pedir clientes com experiência. O músico de rua e de estrada que finalmente encontrou umas paredes bem povoadas de faces e lá colocou as suas guitarras, como se fossem rosas. Guitarras livres como borboletas, umas oferecidas que caem nas mãos e nos braços de quem as agarra e toca. Guitarras vaidosas que estão sempre a ajeitar-se para agradar ao piano. E o Lino, democraticamente, disse a um dos filhos, tu tocas guitarra e tu tocas piano e assim aconteceu. É um encanto ouvi-los a fazer gemer aquelas cordas. O Faces tem uma esplanada, é como uma mulher prendada, bela, culta e mora na rua mais formosa da terra, a Rua Formosa. Bela porque agrada ao olhar, gente bonita sentada e a passar, culta porque vive rodeada de livros que nos mandam entrar e dizem Leya. E a gente lê! Culta, também porque o vizinho da frente, os Agostinhos, é a casa dos jornais e revistas mais antiga da cidade. Ali são todos os sentidos juntos, o mundo entra-nos por todos os lados. O olhar que nos mostra as faces do passado. O cheiro dos perfumes e diria qualquer perfumista, são complexos, frescos mas intensos, jovens a umas horas e a outros mais elaborados e por vezes bem maturos. O ouvir da música a todas as horas e que vem de dentro e de fora, música de todos os mares e continentes. O sabor, pois claro, a raiz da casa, bebe-se dos nossos vinhos aos das caves mais famosas do mundo, até o champanhe muda de roupa para parecer mais português. E falta falar desse sentido do tato, ali onde se espalham abraços e se tocam os amigos, ali onde por força das circunstâncias temos que ficar próximos, ali onde às terças, de quinze em quinze dias, os pares do tango, entre a atenção nos pés e na música se abraçam e se tocam. O Faces é como a ONU, é quase tudo, bar, ponto de encontro, lugar de leitura, de poesia, solidariedade, palco para iniciados e consagrados, lançam-se livros como flores, bebe-se, come-se, lugar de tertúlias, chá das cinco e champanhe da meia-noite. É o único lugar deste país onde, apesar de contrariado, o Lobo Antunes convive com o Saramago! O Faces fez dois anos, mas parece que sempre existiu. É a hora de celebrar e de lhe fazer esta declaração de amor! E claro que trouxe rosas e abraços… Uns de cá, outros de lá e muitos do outro lado do mar… O Faces já tem amigos em todo o mundo… Jorge Marques


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GASTRONOMIA

Vantagens e benefícios de não comer carne Corpo Humano - Melhora a flora intestinal (as pessoas que comem mais alimentos à base de vegetais têm bactérias mais benéficas) - Diminui o risco de sofrer de cancro - Diminui o risco de sofrer doenças cardíacas - Reduz o risco de diabetes - Pele livre de toxinas - Redução do colesterol - Beneficia e ativa os genes positivos do corpo - Reduz as inflamações do organismo - Melhor imunidade Ambiente - Diminuição da superfície ocupada pelas áreas de pastagens - Diminuição da desflorestação - Diminuição da água consumida, tanto por parte dos animais como no processo de produção - Diminuição da emissão dos gases de efeito estufa produzidos - Diminuição da poluição do solo e da água - Alteração positiva das mudanças climáticas Animais - Respeito pelos animais, pela biodiversidade e pela natureza Luís Melo

A importância das frutas Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a nova Roda dos Alimentos, devemos consumir diariamente entre três a cinco porções de fruta, sempre dependendo da necessidade de cada pessoa. Devem-se consumir diferentes tipos de frutas, pois é essencial numa alimentação saudável, para além de serem ricas em vitaminas, minerais (potássio, zinco, cálcio etc.) possuem um composto chamado flavenóide que ajuda a regular o nosso organismo. Ter uma alimentação saudável, onde haja presença de frutas é extremamente importante para que o organismo seja capaz de se defender contra as doenças e viroses. Os frutos possuem um alto valor nutricional para além de conterem diversos fotoquímicos que são fundamentais para a nossa saúde e preservação dos nossos tecidos celulares. Para quem não consome fruta, fica a saber que as frutas estão associadas à redução do risco de cancro, de doenças cardiovasculares, da doença de Alzheimer, cataratas e de alguns declínios associados ao envelhecimento. A vitamina C é considerada a rainha das vitaminas, capaz de fortalecer o

sistema imunológico. Por isso é recomendado incluí-la na nossa alimentação, essa vitamina pode ser encontrada sobretudo na laranja, morango, kiwi, limão entre outros. Existem várias razões que nos levam a comer fruta das quais se destacam: - O seu sabor doce e agradável, apesar de nem todas serem apreciadas da mesma forma. - A fruta é essencialmente constituída por água, cerca de 90 a 95%. - A fruta não possui mau colesterol, que está em muitos alimentos que ingerimos. - A fruta tem um efeito positivo no cérebro humano, pois estimula a memória. - Comer fruta diariamente ajuda a manter um peso equilibrado. - Existem, ainda razões éticas, pois para os vegetarianos ou para todos que acreditam que os animais não devem ser sacrificados serve como uma boa resposta.

Jonathan Silva


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O que é nacional é bom! “Este é outro dos segredos da nossa culinária. O facto dos produtos que queremos, gulosos como somos, comer quando nos apetece, não se compadecerem com a nossa gulodice e aparecerem apenas no tempo certo,...”

Os meus últimos tempos têm sido marcados por uma viagem gastronómica aos sabores únicos que pautaram a minha infância e adolescência e à redescoberta dos produtos genuínos, que no tempo certo, aparecem para nos alegrar a existência. Ao contrário da maioria das cozinhas internacionais, riquíssimas em condimentos, molhos e especiarias, a cozinha portuguesa é do mais simples que existe e é essa simplicidade que faz dela uma das melhores do mundo. Por aqui, a gastronomia vive da frescura, que é como quem diz da qualidade dos alimentos, confeccionados da maneira menos elaborada possível. Veja-se, por exemplo, o célebre ditado que determina que só existem três maneiras de comer bacalhau: cozido, assado ou estragado. Deixando de lado o exagero óbvio, a verdade é que dos legumes aos peixes, passando por mariscos e carnes, a melhor forma de realçar os sabores únicos que possuem é cozê-los ou assá-los (grelhá-los), de preferência temperados apenas com um pouco de sal, para depois, na mesa, os regarmos com o melhor e mais saudável dos molhos, o azeite. E isso, sabemos fazer como ninguém. Há dias atirei-me a uma garoupa fresquíssima, que depois de levemente cozida em água do mar onde viveu a vida toda e acompanhada de uns grelos de nabo ainda cobertos de pequenas gotas do orvalho da manhã, me transportou aos tempos da meninice, obrigando-me a uma inusitada caminhada pelas encostas do Dão, em busca de favas, escassas este ano, por vicissitudes climatéricas que as tornaram ainda mais desejadas, a fim de saciar a minha ânsia de sabores do passado. Este é outro dos segredos da nossa culinária. O facto dos produtos que queremos, gulosos como somos, comer quando nos apetece, não se com-

padecerem com a nossa gulodice e aparecerem apenas no tempo certo, indiferentes aos nossos pantagruélicos desejos. E, quando, como que por magia, os descobrirmos fora de tempo nas prateleiras de qualquer mercado ou mercearia, desconfiemos, porque não satisfarão as nossas exigentes papilas gustativas, habituadas apenas a degustá-los no seu melhor. Mas, voltemos às favas, que depois de lentamente guisadas (e guisar é outra arte bem portuguesa) com pequenas rodelas de chouriça da Beira, em lume brando, e tendo por companhia um arroz sujo de forno, me devolveram o orgulho de ser beirão, filho desta terra abençoada, onde brotam, os melhores e mais frescos produtos do mundo, apenas não reconhecidos (ainda bem, acrescento invejoso), por manifesto desconhecimento, caso contrário, iriam parar, à semelhança dos melhores peixes da nossa costa, à mesa dos mais conceituados restaurantes mundiais. O cozido que se lhes seguiu, mais para matar saudades da morcela e da chouriça da beira, é talvez o mais acabado exemplo de como algo de simples pode resultar de forma tão saborosa e completa. Como sabemos, o cozido à portuguesa não tem segredos, a não ser o da escolha dos melhores ingredientes, carnes, enchidos e, sobretudo, couves, nabos e cenouras bem frescos, utilizando a água da cozedura lenta dos produtos, para a confecção do arroz e para regar as carnes mais secas e ir aquecendo os legumes durante o repasto. A verdade é que não há que se lhe compare! Tinha saudades destas iguarias rudes, mas genuínas e da forma despreocupada como as vamos preparando. Em boa verdade, empenhamos mais

dedicação à cata dos produtos nos mercados ou nas hortas caseiras do que na cozinha, na sua elaboração. Na nossa culinária, os ingredientes são os reis e isso faz toda a diferença. Claro que, nos últimos anos, os novos chefs de cuisine, que pululam um pouco por todas as regiões do país, reinventaram pratos tradicionais, entregando-lhes ousadas roupagens, mas mantendo no essencial a simplicidade da sua confecção. A cozinha de autor, como hoje se gosta de chamar às criações mais ou menos inovadoras de alguns desses novos cozinheiros, resultou apenas quando estes optaram por basear as suas experiências nos produtos tradicionais da nossa gastronomia, fugindo à tentação de copiar tendências que nada tinham a ver com as raízes culinárias portuguesas. Viseu é um belíssimo exemplo disso mesmo. A sensatez de alguns dos chefs que mais têm sobressaído na culinária beirã permite-nos desfrutar de experiências gastronómicas extraordinárias regadas com o novo vinho do Dão, a que a nova geração de enólogos soube devolver o carácter que lhe granjeou fama num passado não muito distante. Esta combinação tem feito a diferença e, confesso, encheu-me de orgulho! João Moreira


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VINHO

O Processo de fabrico do vinho do Porto

Vinho Laranja

O vinho do Porto é uma bebida de referência em todo mundo com anos e anos de história. É uma bebida exclusiva da zona do douro. Marquês de Pombal durante uma crise de fraudes e excesso de produção, que comprometia a qualidade, denominou a origem demarcando a zona como “Demarcada do Douro”. As uvas para o fabrico do vinho têm que nascer nessa região demarcada do Douro, sendo as castas mais usadas para o processo do Vinho do Porto Tinto, a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Barroca, Tinta Amarela e Sousão, para o vinho do Porto Branco temos a Códega, Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato, Moscatel, Galego Branco e Viosinho. O resultado é um vinho licoroso e fortificado contendo em média um grau alcoólico entre os 19 e 22 graus com exceção do branco seco com 16,5 graus. Toda o processo decorre entre os meses de agosto e outubro, com o corte dos cachos de uvas em vinhas durienses. De tesoura e balde na mão vão se colhendo as uvas nas encostas e socalcos durienses. Depois de colhidas são transportadas para adegas onde numa primeira fase lhes são retiradas as folhas e escolhidas as uvas de qualidade antes de serem esmagadas. As uvas seguem para os lagares, tradicionalmente em granito, onde serão pisadas pela força humana ou com recurso a máquinas, sendo que irão libertar um sumo que passará a fermentar. A fermentação do vinho dura em média cerca de dois a quatro dias tendo que ser interrompida com a adição de aguardente de origem vitícola. As leveduras são interrompidas a meio de trabalho, quando estão a transformar o açúcar em álcool. Segundo o Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP) a quantidade de aguardente a adicionar desde 2012 situa-se entre 60 a 120 litros por cada pipa (550L). O vinho/néctar produzido pode ser envelhecido em cascos de Carvalho ou em garrafas onde passará alguns anos para aperfeiçoar o sabor, quantos mais, melhor. O vinho tem que ser certificado pelo IVDP para que não haja falsificações, o vinho será analisado por enólogos e depois da aprovação o vinho está pronto para ir para o mercado.

Bruno Martins

Vinho laranja?! Alguma atenção vem sendo dada a este vinho e, por ser, ainda, uma novidade aos olhos de muitos, é natural que haja muita confusão. Como há, aliás, quase sempre, no mundo dos vinhos. Muitos entusiastas, muitos líderes de opinião, muitos que percebem e outros que nem por isso. E, no meio de tanta divagação, os “novatos” não chegam a entender tudo. Ou padecem de “sabedoria errónea”, já que aprendem, muitas vezes, com quem não está assim tão certo do que fala, e passa informação menos correta. E isto, levado a cabo ao longo de vários círculos de pessoas e de anos, aniquila algumas noções básicas. Mas, sem mais alongamentos, vou direto ao assunto.

Afinal, que novidade é esta? Na verdade, vinho laranja não é um novo tipo de vinho tranquilo. O vinho laranja nada mais é do que uma variação dos vinhos brancos. Feito, claro está, com uvas brancas, tem mais cor, é mais aromático e mais complexo do ponto de vista de sabores e tem mais “corpo” porque é vinificado pelo processo idêntico aos vinhos tintos e rosados. Para ser mais fácil clarificar isto do vinho laranja, começo por esclarecer o seguinte: toda a uva é branca por dentro, isto é, o que dar cor ao vinho é a película (pele). Por isso é que há, por exemplo, vinhos espumantes brancos feitos de uvas tintas — os chamados Blanc de Noirs que, traduzido do francês, significa vinho branco de uvas tintas. Assim sendo, para que o vinho branco ganhe esta tonalidade mais alaranjada, durante o processo de vinificação, o mosto (o suco) permanece mais tempo em contacto com a

película da uva e só depois é que se faz a separação — a grosso modo película para um lado, vinho para o outro, segundo o método a que chamamos de prensagem, como mostra a ilustração seguinte. Além da cor, este vinho é muito interessante porque confere uma característica não comum nos vinhos brancos: os taninos. Os taninos, como já vimos, são componentes de origem vegetal que existem na película da uva e que são responsáveis por dar cor aos vinhos e controlar a acidez, cuja presença na boca se faz sentir segundo um fenómeno chamado adstringência (sensação de céu da boca seco). Ora, se nos vinhos brancos o contacto com a película é mínimo, não se notando, por isso, a presença dos taninos na hora da degustação, neste vinho laranja já é possível notar algumas sensações de adstringência. Também há quem se refira a este vinho como a “velha novidade”, porque essa técnica já existe há vários séculos, desde o início da vitivinicultura, quando todo vinho era elaborado pelo mesmo processo. Independente de serem utilizadas castas brancas ou tintas, não se pretendia produzir ou um vinho branco ou um vinho tinto, mas, simplesmente, vinho! O grande alavancador da reintrodução desta técnica nos dias de hoje foi o produtor italiano, Josko Gravner, no início deste século. Desde então, a produção de vinho laranja tem-se intensificado, especialmente em Itália (na região de Friuli), nos países do Cáucaso (nas zonas da Geórgia e da Turquia), na Eslovênia, nos Estados Unidos da América, na Croácia, na Nova Zelândia, em Portugal e até o Brasil.

António Rizz Félix


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Vinho e as suas fases Já é sabido, e não de hoje, que o vinho, é uma bebida milenar, que se perpetuou por anos de guerras, vitórias, derrotas, conquistas, amores, agradável a todos que o provam e criado por mãos e corações de verdadeiros artistas, convictos em continuar a sua produção. Estamos igualmente cientes de todos os benefícios causados por uma boa dose de vinho, desde auxiliar no combate ao colesterol ruim e ajudar o bom, manter a pressão arterial estável, ajudar mulheres a engravidar, estimular a circulação do sangue, entre muitos outros... Contudo, devemos cuidar com o que compramos para não acabarmos comprando gato por lebre. Devemos, acima de tudo, saber um pouco sobre nós mesmos, ter em mente o que nos agrada nessa bebida para podermos começar a nossa jornada pelo mundo maravilhoso do vinho. Dentre as várias uvas utilizadas para sua fabricação, precisamos ter o cuidado de ir provando até acharmos a que mais nos agrada, para, então, irmos mais fundo para comparar métodos de produção e produtores. Sempre me perguntam: Qual é o melhor vinho do mundo? Confesso que não foi fácil achar essa resposta, mas falo sem medo, que o melhor vinho do mundo é aquele que você gosta e lhe faz bem! Claro que sabemos que existe uma linha do tempo para quem degusta vinho, para alguns ela é mais longa, já, para outros, ela é mais curta. Ao entrarmos no mundo do vinho, buscamos por vinhos mais leves, simples, sem muita complicação e, geralmente, doces. Vinhos fabricados com a uva Moscato, rotulada como Moscatel. Vinhos espumantes, doces e frescos muitos são feitos de puro Moscato, outros são feitos com mais de uma uva, que chamamos de Blend (mistura), para equilibrar e dar as qualidades ao vinho que são definidas pelo enólogo (profissional que cria o vinho de acordo com sua vontade, desejo, perspectiva e amor). Mas aí já estamos um pouco adiantados. Nesta fase inicial, queremos apenas tomar algo que seja agradável ao paladar. Depois que passamos um bom tempo tomando esse tipo de uva ou vinho, começamos a enjoar do doce e, então, buscamos vinhos mais desafiadores para nosso paladar. Como não temos ainda nosso paladar tão apurado, chegamos aos vinhos demi-sec, um meio termo entre os suaves e secos. Estes vinhos têm um pouco mais de sabor, um pouco mais de outros aromas além de uva, e representam um desafio a ser superado. Muitas pessoas, ao buscarem conhecimento por conta própria, lendo e procurando descobrir mais sobre vinhos acabam se tornando ‘enochatos’, e começam a arrotar tudo o que descobriram de forma (muitas vezes) errada, sem saber o fundamento do que estão falando. Nessa hora, entro como profissional e dou o auxílio que essas pessoas precisam. Escuto com muita atenção o que elas têm para falar, sobre suas viagens para a Europa e sobre como foi bom

tomar vinhos tão encorpados. Porém, não fazem ideia de como poderiam aproveitar mais se seu paladar fosse trabalhado. Sempre indico para ir com calma e respeitar o limite do corpo. Com o paladar mais aguçado e com algumas preferências decretadas, passa-se da fase dos demi-sec para a dos vinhos encorpados secos, que trazem mais aromas e sabores de frutas, flores, temperos, especiarias, tudo isso com a influência do clima, solo, vento. Então, teremos que descobrir e sentir com os olhos, nariz e boca o que aquele vinho quer nos passar através de deliciosos goles grandes e demorados de puro prazer. Na maioria das vezes que vou tomar um vinho, penso no que ele quer me dizer através de sua cor, aroma e sabor. Pois ele não foi criado apenas para estar ali, ele está ali porque alguém amou um dia e criou esse líquido para partilhar de seus sentimentos com quem o beber (gosto de pensar assim!). Então, vou com calma, analiso por um tempo sua cor, sua textura e cheiro, lentamente, não apenas com o nariz e cérebro, busco sentir com o coração e deixar ele tomar conta de mim por um tempo. Tento sentir vagarosamente seus aromas mais escondidos, para então tomar um gole e sentir por completo seu sabor e me deixar levar até à última gota. Tudo isso, sempre levando em consideração o produtor, a safra e a uva. Claro que como tudo nesse mundo de meu Deus, existe o que nos agrada e o que não. Penso que existem vinhos que nos marcam e com os quais nós nos identificamos. Devido aos vários produtores pelo mundo afora e pela grande procura por este produto, surgiram vários outros produtores que, sinto em dizer, buscam somente uma bebida para vender com o nome de vinho. Devemos ficar atentos ao que bebemos e comemos, pois o vinho é um grande aliado quando se pensa em fundir alimento com bebida. Chamamos isso de harmonização e, como o nome já diz, devemos juntar de forma harmônica o alimento com a bebida. Claro que o leque de possibilidades é enorme. Devemos ficar ligados, pois existem regras básicas: vinhos brancos com carne branca e vinhos tintos com carnes vermelhas, mas, dependendo do corpo do vinho e da estrutura do prato, pode sim ser o inverso. Sempre que você tiver dúvidas, procure casas especializadas para, junto com um profissional, achar o que melhor lhe agrada nos quesitos sabor e preço. Preço, isso já é outro assunto que vai ficar pra próxima vez, por ora, vamos ficar com o doce sabor do vinho e deixar o amargor dos impostos para outro dia. Saúde e tim tim.

por Tiago Minusculi


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NA CIDADE

Break

No coração da Rua Direita e da zona histórica de Viseu, um espaço acolhedor que se faz das delícias do café e das pausas salutares para repor a força anímica! O Break - Coffee & Lounge Bar é por isso uma paragem obrigatória para miúdos e graúdos. Rua Direita Nº91/93 Facebook.com/breakcoffeeviseu Instagram BREAKVISEU

Aromático 54

Faces Café…

Tasquinha da Sé

Situado bem no coração da cidade, na sua rua mais formosa, o Faces pretende ser mais do que um bar, tentando que quem o visita leve algo mais do que uma simples bebida… um local de encontros, de letras, de afetos e de música, muita música. Acima de tudo, é um espaço onde se vive e respira a cultura, nas suas mais diversas facetas.

Em pleno centro histórico, muito próximo à Sé de Viseu, a Tasquinha da Sé apresenta diversos petiscos portugueses, num ambiente regional e acolhedor com a simpatia do seu proprietário Artur Ferreira.

Rua Formosa, nº83, Viseu Facebook.com/facesbarcafe Instagram facesbar Youtube Faces Bar +351 232 416 299 / +351 912 345 973

O Cortiço

Num espaço pensado ao pormenor para o bem-estar de quem o visita, o Aromático 54, disponibiliza um menu arrojado que alia os sabores tradicionais ao mais inovador da cozinha contemporânea.

Cortiço gastronomia tradicional. 50 anos de História, com muitas histórias para contar. Espaço tradicional de cozinha antiga. O nosso convite... “Venha como está, seja como é.”

Horário: 12h00-15h00 e das 19h30- 22h30 Largo da Prebenda, 51 Viseu 963 742 999 facebook.com/aromatico54

Horário: De Terça a Domingo - Descanso semanal Domingo ao Jantar e Segunda. Rua Augusto Hilário 45 Viseu 916 461 576 facebook.com/cortico.tradicional

Horário: 12h00 às 15h00 das 18h30 às 23h00 Sextas, sábados e véspera de feriado até às 2h00 Rua Augusto Hilário 62, Viseu 232436138 / 968671448 facebook.com/tasquinhadase

I Fratelli Ristorante

Com uma proposta italiana o I Fratelli Ristorante localiza-se na Rua Miguel Bombarda, nº 52/54. Oferece um menu de almoço com pratos do dia e variadas opções no menu. O ambiente é familiar e o atendimento cuidado. No I Fratelli Ristorante poderá provar as melhores especialidades Italianas em Viseu Sexta e Sábado 12h00-15h00 / 19h00-23h00 Domingo 19h00-23h00 Rua miguel bombarda-52/54, Viseu 232 079 450 facebook.com/ifratelliristorante2018


35 NB Club

No centro da cidade o NB é um Club moderno e minimalista, que aposta na conjugação de vários sons, desde o house ao hip-hop e conta regularmente com os melhores Dj`s nacionais e internacionais.

Irish Bar

Desde 1999 que pretendemos que o The Irish Bar seja um dos icons da história desta cidade. Com uma leque variado de cervejas, cocktails e um espírito irlandês vincado e perceptível a quem nos visita. Recebemos com simpatia e dedicação. Até já Slaintê

Rua Conselheiro Afonso de Melo, Nº39 Viseu 966 234 409 www.facebook.com/nbclubviseu

Largo Pintor Gata, 8 Viseu 232 488 156 facebook.com/Irishbarviseu

T’Aqui T’Ali T’Acolá

Que Viso Eu?

Localização: Nos mais variados eventos, para servir os nossos clientes. Às sextas e sábados poderá encontrar-nos junto à escola primária de repeses entre a 00h00 e as 06h00 www.facebook.com/taquitalitacola

A “Que Viso Eu?” é um estabelecimento de comércio tradicional situado no Centro Histórico da cidade de Viseu. Este espaço é dedicado aos produtores portugueses, aqui, encontra Sabores da Gastronomia Tradicional da Beira Alta, Beira Interior, Beira Litoral e Douro. Organizamos jantares por encomenda, em exclusivo no nosso espaço com a assinatura do chefe FRANK. Rua Nunes de Carvalho nº 5, 7 e 9 Viseu 232 458 474 www.quevisoeu.pt

IceClub Viseu

O Ice Club é a discoteca de Viseu com dois conceitos e duas pistas de dança, um bar e uma agradável esplanada onde se realizam concertos intimistas no Verão. Edificio Palácio do Gelo-Viseu 966 234 409 facebook.com/iceclubviseu

Anda Ver

Situada no coração do centro histórico de Viseu, sob o mote “A loja onde pode ver, comprar e “andar”!”, AndaVer Portugal é um convite a conhecer o tanto que se faz por terras portuguesas, um conceito que pretende valorizar este país de tantas mais-valias, materiais e imateriais; mostrar e promover o “saber-fazer” de tantos portugueses. O espaço tem à venda vários produtos nacionais, desde vinho, chocolates, conservas, acessórios de moda, roupa, calçado, óculos de sol, livros, entre outros. AndaVer! Rua Grão Vasco, 14 Viseu 963 742 999 232 099 741 www.andaverportugal.pt


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NA CIDADE

Bares Obviamente Bar

Galeria 22

Bar de Gelo Viseu

Office BAR

Largo Pintor Gata 26, Viseu 232 093 635 facebook.com/Obviamente-Bar

Palácio do Gelo,Viseu 232 483 931 www.bardegeloviseu.com

4You Bar

Largo Misericórdia 26, Viseu 232 408 761 facebook.com/Galeria

Rua Adelino Azevedo Pinto, Viseu facebook.com/office.coffee.bar

Estado D’alma

Largo Nossa Sra. da Conceição 37, Viseu 966 810 757

Rua Augusto Hilário 55, Viseu 232 431 181 facebook.com/BAR-estado-dalma-270473219676139

Syrah

Penedro Bar

Estrada de Nelas Nº1, Viseu facebook.com/Syrah.Viseu

Faces

Rua Formosa, Viseu 912 345 973 facebook.com/facesbarcafe

Viriathus Celta

Rua de Santo António 47, Viseu facebook.com/viriatoviseu.graovasco

Café Bar da Academia

Quinta de São José lote D r/c dto, Viseu 918 499 645 facebook.com/baracademiaviseu

Litradas

Urbanização Quinta de Jugueiros 6,Viseu facebook.com/litradas.barviseu

Energy

Urbanização Quinta de Jugueiros 110, Viseu facebook.com/EnergyBarViseu

Vinyl Bar

Rua Engenheiro Beirão do Carmo 22, lote 46, Viseu 962 332 725 facebook.com/vinyl.socialbar

Utopia Bar

Rua Nova 107, Viseu facebook.com/Utopiabarviseu

Rua Augusta Cruz 1, Viseu 938 113 918 facebook.com/penedrodaseviseu

LONDON PUB

Rua Eng. Manuel Moreira Amorim 39, Viseu 232 406 897 facebook.com/londonpub2015

THE BROTHERS

Rua da Paz, nº26, Viseu 232 440 391 facebook.com/Thebrothers

Bar X25

Urbanização Quinta de Jugueiros, 14, Viseu facebook.com/barx25

Maria Xica

Rua Chão do Mestre 23, Viseu 232 435 391 facebook.com/maria.xica.viseu

Lugar do Capitão

Rua Gonçalinho 84/86, Viseu 965 879 510 facebook.com/LUGARDOCAPITAOBAR

Armazém do Caffè

Rua da Paz 11, Viseu 232 425 054 facebook.com/Armazém-do-Caffè-Viseu

Velha Guarda Taverna Estado Puro

Rua Estevão Lopes Morago 14, Viseu 232 402 841 facebook.com/Estado-Puro-coffee-bar

Palato Wine House

Praça Dom Duarte 1, Viseu 232 094 038 facebook.com/PalatoWineHouseViseu

TreBARunA Viseu

Antigo Mercado 2 de Maio, Rua Chão do Mestre, Viseu facebook.com/TrebarunaViseu

Urban Chic Caffe Bar

Rua Santo António 15, Viseu facebook.com/urbanchiccaffebar

Avenida Monsenhor Celso Tavares da Silva, Viseu 961 608 387 facebook.com/velhaguardataverna

The “T”

Parque de Santiago Viseu 967 473 756


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Pastelarias Pastelaria Capuchinha

Praça República 16, Viseu 232 435 710 facebook.com/pages/Pastelaria-Capuchinha/

Pastelaria D. João I

Rua Almirante Afonso Cerqueira 363, Viseu 232 468 198 facebook.com/Pastelaria-D-Joao-I

Confeitaria e Pastelaria Serra Da Nave Lda

Rua Ponte de Pau 11, Viseu 232 425 554 facebook.com/serradanave.pastelaria

Pastelaria Salão de Chá O Lobo Rua Dom Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 437 959

Pastelaria Leão Lda

Rua Formosa 50, 3500 Viseu 232 423 207 facebook.com/Pastelaria-LEAO

Pastelaria Gelataria D. Duarte Praça D. Duarte 17, Viseu 963 754 021 facebook.com/pastelariadomduarte

Destino Latino

Rua Engenheiro Beirão do Carmo, Viseu 232 423 323 facebook.com/Pastelaria-Destino-Latino

Velvet

Praca Dom Joao I, loja H, Viseu 232 402 170 www.cupcakesvelvet.pt

Pastelícia

Rua Alexandre Herculano 89-r/c, Viseu 232 431 025 facebook.com/Pastelicia

Tresanti

Avenida Dr. António José Almeida 7/9, Viseu 232 431 421 www.tresanti.pt

San Remo

Avenida Doutor António José de Almeida 283, Viseu 232 184 566 www.gelatariasanremo.com

Estrela Doce

Avenida Dr. António José de Almeida 50, Viseu 232 480 240 facebook.com/estreladoceviseu

Amaral

Rua Francisco Alexandre Lobo 54, Viseu 232 422 920 facebook.com/Confeitaria-Amaral

Wolf

Rua Francisco Alexandre Lobo 37, Viseu 232 413 679 facebook.com/wolfpastelariaslda

Pão d´avó

Rua Alexandre Herculano Edifício Alexandre Herculano-r/c loja C, Viseu 232 429 472 facebook.com/Padaria-Pastelaria

Restaurantes O Cacimbo

Rua Alexandre Herculano 95, Viseu 232 422 894 www.cacimbo.pt

Dux Palace

Rua Paulo Emílio 12, Viseu 963 004 817 www.duxrestaurante.com

Inprovviso

Rua do Cerrado 9, Viseu 232 461 033 www.facebook.com/INPROVVISO

O Perdigueiro

Quinta do Galo 10, Viseu 232 461 805 www.restauranteoperdigueiro.pt

O Cortiço

Rua Augusto Hilário 45, Viseu 232 416 127 www.restaurantecortico.com

Muralha Da Sé

Rua Adro 24, Viseu 232 437 777 www.muralhadase.pt

Mesa Da Sé

Rua Grão Vasco 29, Viseu 232 425 205 www.restaurantemesadase.com

Tasquinha da Sé

Rua Augusto Hilário 60, Viseu 964 209 802 www.facebook.com/tasquinhadase

Marisqueira Casablanca

Avenida Emídio Navarro 70-72, Viseu 232 422 239 facebook.com/marisqueiracasablanca

Taberna Da Milinha

PIAZZA DI ROMA

Rua da Prebenda 37, Viseu 232 488 005 facebook.com/piazzadiromaviseurRistauranteItaliano

Italian Indian Palace

Avenida Dr. António José de Almeida 304, Viseu 232 469 278 www.indianpalace.pt

A Budêga

Rua Direita 3, Viseu 232 449 600 facebook.com/restaurante.abudega

Mesa d’Alegria

Rua da Vitória 21, Viseu 232 400 765 facebook.com/mesadalegria

Forno da Mimi & Rodízio Real Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 512, Viseu 232 452 555 www.fornodamimi.pt

Home True Sushi Viseu

Quinta D’El Rei lote 243, loja C, Viseu 933 330 867 facebook.com/hometruesushiviseu

Take-Away Moamba

Avenida Alberto Sampaio 94, Viseu 232 390 875 www.moamba.pt

Vintage

Rua Miguel Bombarda 76, Viseu 232 414 323

O Pateo

Rua Direita, Viseu 232 413 209 facebook.com/pateoestauranteviseu

Porta da Sé

Rua 21 de Agosto 160, Viseu 232 404 294 facebook.com/portadasehamburgueres

Nomiya Sushi Bar

Rua da Fontaínha 36, Viseu 931 788 081 facebook.com/nomiyaviseu

A Fábrica

Edifício A Santo Estevão, Viseu 232 414 027 fabricaviseu.pt

Rua Poeta António José Pereira 53,Viseu 969 700 056 facebook.com/Taberna.damilinha

Mota

Santa Luzia

Portas do Sol

Estrada Nacional 2, Viseu 232 459 325 www.restaurante-santaluzia.pt

Rua Dom António Monteiro, Viseu 232 468 072 facebook.com/motarestaurante

Urbanização Vilabeira, bloco 4, r/c, Viseu 232 431 792 facebook.com/portasdosol


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NA CIDADE

Casa Portuguesa

Sheng Li

Casa da Sé

Última Ceia

Torre Di Pizza

Hotel Grão Vasco

Rua do Adro 19, Viseu 232 094 150 facebook.com/tascaportuguesa.se11

Travessa da Balsa 15, Viseu 232 415 121 www.shengli.pt

Avenida Infante Dom Henrique 89, Viseu Avenida Cidade de Aveiro lote 16, Viseu 912 441 418 965 446 688 www.ultimaceia.pt www.torredipizza.com

Dona Maria

Avenida Alberto Sampaio, Viseu 963 711 497 facebook.com/TabernaDMaria

O Viso

Av. Luís Martins 231, Repeses 232 405 215 www.restauranteoviso.pt

Ceia dos Malandros

Rua Dr. Azeredo Perdigão 4B, Viseu 232 469 552 facebook.com/CeiaDosMalandros

Franguito Algarvio Rua Dom José da Cruz Moreira Pinto 7, Viseu 232 468 018

I Fratelli Ristorante

Quinta dos Compadres

Avenida Alto de Abraveses 128, Viseu 232 452 469 www.quintadoscompadres.com

Rua Gonçalinho 62, Viseu 232 422 721 facebook.com/solardacerveja.solar

Avenida Alberto Sampaio 92, Viseu 963 720 709 facebook.com/Cem-Reis-a-Mesa

daTerra

Rua Padre António Freire Lote 91, fracção A, Viseu 232 399 575 www.daterra.pt

Restaurante Frequente

Jasmim

Acapulco

O Cantinho do Tito

Quinta da Magarenha

Recta do Caçador 577, Nó 20 A25, Viseu 232 479 106 www.magarenha.com

Casa Arouquesa

Rua Santa Isabel lote 0, Repeses, Viseu 232 416 174 www.casaarouquesa.pt

CB House

Rua 5 de Outubro 143, Viseu 232 079 732 facebook.com/cbhouse.viseu

Clube de Caçadores

Muna, Bigas, Viseu 232 450 401 facebook.com/Restaurante-ClubeCaçadores

Grão Mestre

Rua Escura 46, Viseu 968 303 990 facebook.com/GraoMestre.Restaurante

Príncipe Perfeito

Largo da Misericórdia, Viseu 232 469 200 montebelohotels.com/ hotelprincipeperfeito

Hotel Durão

Avenida da Bélgica n 203, Viseu 232 410 460 www.hoteldurao.com

Cem Reis à Mesa

Cantinho dos Frangos

Avenida Capitão Silva Pereira 53, Viseu 232 421 996 facebook.com/takeaway.acapulco

Rua Gaspar Barreiros, Viseu 232 423 511 www.hotelgraovasco.pt

Solar da Cerveja

Rua Miguel Bombarda 52, Viseu 232 079 450 facebook.com/ifratelliristorante2018

Largo de São Pedro 52, loja 25, Viseu 232 458 317 facebook.com/Frequente-Restaurante

Rua Augusta Cruz 12, Viseu 232 468 032 www.facebook.com/casadase

Rua das Pedras Alçadas 52, Viseu 232 424 313

Rua do Largo da Capela, Rebordinho 232 406 780 facebook.com/jasmimviseu

Rua Mário Pais da Costa lote 10, Viseu 232 187 231 facebook.com/cantinhodotito

Mamma Isa

Travessa das Pedras Alçadas lote 2, Viseu 232 399 993 www.mammaisa.pt

Pensão Rossio Parque

Rua Soar de Cima 55, Viseu 232 422 085 www.pensaorossioparque.com

Aromático 54

Largo da Prebenda, 51 Viseu 963 742 999 facebook.com/aromatico54

Hotéis Pousada de Viseu

Rua do Hospital, Viseu 232 457 320 www.pousadadeviseu.com

Montebelo

Urbanização Quinta do Bosque, Viseu 232 420 000 www.montebelohotels.com

Palácio dos Melos

Rua do Chão do mte, nº4, Viseu 232 439 290 www.montebelohotels.com/ hotelpalaciodosmelos

Moinho do Vento

Rua Emílio Paulo, nº13, Viseu 232 424 116 www.hotelmoinhodevento.pt

ONIX

Recta Caçador 16, Viseu 232 479 243 www.hotelonix.pt

Residencial D.Duarte

R. Alexandre Herculano, Viseu 232 421 980 www.residencialdomduarte.pt

Hotel Avenida

Av. Alberto Sampaio, Viseu 232 423 432 www.hotelavenida.com.pt

Viseu Garden Hotel

Vermum Campo, Viseu 232 430 050 www.viseugardenhotel.com

Charme & Alegria

Rua da Vitória, Viseu 232 400 765 www.charmealegria.com

Pousada da Juventude

Rua Dr. Aristides Sousa Mendes, Viseu 232 413 001 facebook.com/pousadajuventudeviseu

Loft Guest House Jardim das Mães Charming Rua Soar de Cima, Viseu 966 144 878 www.bemyguest.com.pt


39 Museus Museu Nacional Grão Vasco Adro da Sé, Viseu 232 422 049 mngv@mngv.dgpc.pt

Receitas Da Avó

Museu de Arte Sacra Adro da Sé, Viseu 232 422 984

Casa da Ribeira

Rua do Coval, Viseu 232 427 428 casadaribeira@cmviseu.pt

Museu do Quartzo

Monte de Santa Luzia, Viseu 232 450 163 museudoquartzo@cmviseu.pt

Casa Museu Almeida Moreira Rua do Soar de Cima 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

Quinta da Cruz

Rua São Salvador 232 423 343 quintadacruz@cmviseu.pt

Casa das Memórias Rua da Árvore 1/7 232 423 343

Casa da Lavoura e Oficina do Linho

Várzea de Calde, Viseu 232 911 004 museu.varzea@cmviseu.pt

Colecção José Coelho

Casa do Miradouro 232 425 388 casadomiradouro@cmviseu.pt

Solar dos Condes de Prime

Rua dos Andrades 232 427 471 museualmeidamoreira@cmviseu.pt

Biscoitos para o Chá Ingredientes: 450g de farinha 250g de açúcar 2 colheres de café de fermento 4 gemas 2 claras 2 claras para barrar 125g de manteiga Raspa de 1 limão 1 pitada de sal 1 pitada de canela Passo a Passo: Batem-se as 4 gemas e as 2 claras com o açúcar, junta-se a manteiga derretida, a farinha, uma pitada de canela e o fermento. Amassa-se tudo muito bem e fazem-se biscoitos em forma de “S”, barram-se com as claras de ovo e vão ao forno (previamente aquecido), em

“Avó Maria Alice”


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