Relatório de Atividades 2021

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ÍNDICE INTRODUÇÃO.............................................................................................................................. 1 ENQUADRAMENTO MACRO-ECONÓMICO ............................................................................... 2 APROVISIONAMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS ........................................................................ 5 SITUAÇÃO DA PECUÁRIA .......................................................................................................... 5 SUSTENTABILIDADE .................................................................................................................. 6 QUALIACA ................................................................................................................................... 7 BIOTECNOLOGIA ........................................................................................................................ 7 REFORMA DA PAC ..................................................................................................................... 8 CONTRATAÇÃO COLETIVA DE TRABALHO ............................................................................ 8 REVISTA “ALIMENTAÇÃO ANIMAL” ......................................................................................... 8 X JORNADAS DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL ............................................................................... 9 FARINHAS DE CARNE ................................................................................................................ 9 ALIMENTOS MEDICAMENTOSOS ............................................................................................ 10 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO SETOR DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS ........................... 11 CLP E REACH............................................................................................................................ 15 FEEDINOV ................................................................................................................................. 15 SPMA ......................................................................................................................................... 16 FEEDMED .................................................................................................................................. 16 ANÁLISE DO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ......................................... 17 CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 18 INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR ............................................................................................ 21 CONTRATOS COLETIVOS DE TRABALHO ............................................................................. 21 MOVIMENTO ASSOCIATIVO..................................................................................................... 22 PUBLICAÇÕES DA IACA NO ANO DE 2021 ............................................................................ 23 REUNIÕES INSTITUCIONAIS DA IACA EM 2020 ..................................................................... 23 REPRESENTAÇÕES DA IACA .................................................................................................. 24 CALENDÁRIO DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES DA IACA EM 2019 ....................................... 25 CONSELHO FISCAL .................................................................................................................. 29 PARECER .................................................................................................................................. 29 ESTATÍSTICA ............................................................................................................................ 30



RELATÓRIO DE ATIVIDADES ANO DE 2021 INTRODUÇÃO Em conformidade com os Estatutos, a Direção da IACA apresenta à Assembleia-Geral de 12 de abril de 2022, o Relatório de Atividades e as Contas relativas ao Exercício de 2021. Tal como no ano anterior, e pese embora alguma melhoria ao nível da economia em geral, 2021 foi ainda fortemente marcado pela pandemia e pelas suas consequências, decorrentes do confinamento, de restrições no funcionamento do canal HORECA, da falta de turistas, instabilidade das cadeias de abastecimento a nível global, com os agravamentos nos custos dos transportes, escassez de algumas matérias-primas, uma crise energética que se foi acentuando até final do ano - em plena COP 26 em que se discutiam temas ambientais para fazer face às alterações climáticas à escala global, muitas centrais a carvão tiveram que reabrir - para além da redução dos stocks, compras pela China, instabilidade, incerteza e volatilidade nos preços das matérias-primas para a alimentação animal, atingindo-se, na altura, níveis record. De facto, os custos da alimentação animal marcaram claramente o setor pecuário em Portugal e na União Europeia, num cenário de baixos preços aos produtores. Estas preocupações estiveram bem presentes nas presidências da União Europeia (UE), de Portugal e da Eslovénia (para além da PAC), estando sob pressão permanente os setores do leite (este mais em Portugal do que na UE) e da suinicultura, com a Fileira a propor medidas de caráter urgente, quer ao Governo português, quer à Comissão Europeia. Na agenda europeia, a Comissão avançou com a discussão da PAC e os PEPAC, que foram entregues no final do ano, para serem analisados em 2022, num processo em que a IACA participou igualmente, no quadro das suas responsabilidades na FIPA e na FEFAC. A Estratégia “Do Prado ao Prato” seguiu o seu caminho, pese embora os alertas das avaliações de impacto de entidades independentes e de muitas organizações apontarem para uma redução da produção e elevados custos para os consumidores, aconselhando algum recuo e redefinição da estratégia, sem ignorar as questões ambientais, o combate às alterações climáticas ou a saúde e o bem-estar animal, reconhecendo-se igualmente o papel e a função da alimentação e da nutrição animal como parte da solução. Praticamente, no final do ano, foi apresentada a proposta da Comissão Europeia sobre as cadeias de abastecimento livres de desflorestação, com impacto sobre a soja, e que mereceu muitas reservas da parte da IACA, da FEFAC, e de muitas organizações congéneres. Desta forma, foram apresentadas soluções concretas para Bruxelas que tiveram em conta a falta de alternativas à soja na conjuntura atual e no curto/médio prazo, a sua importância para a produção de alimentos compostos e o impacto na oferta de produtos de origem animal e, por exemplo, o trabalho que a FEFAC vem desenvolvendo no abastecimento de soja responsável, em cooperação com as organizações e governos dos países exportadores, desde logo os EUA, o Brasil e a Argentina. Tivemos ainda a entrada em vigor da legislação sobre os medicamentos veterinários e os alimentos medicamentosos - recentrando a questão da redução da utilização de antibióticos e a resistência antimicrobiana -, a discussão de projetos no quadro do PRR, a gripe aviária, a continuidade do SANAS e do QUALIACA, o funcionamento do FeedInov em “velocidade cruzeiro”, ou temas ligados ao ambiente e bem-estar animal, que face ao alinhamento já conhecido dos resultados das eleições legislativas e à maioria absoluta, poderão ser objeto de maior moderação nos próximos 4 anos. Apesar de se perspetivar uma menor tensão política face ao passado recente, não nos podemos esquecer que o Pacto Ecológico Europeu, as metas do “Prado ao Prato” e a PAC - a implementar 1


a partir de 1 de janeiro de 2023 -, bem como os desafios societais, a Agenda da Comissão e do Parlamento Europeu, as pressões dos consumidores e das organizações ambientalistas não deixarão de influenciar as políticas, pelo que temos de estar atentos, fazer o nosso trabalho e, sobretudo, apostar numa estratégia de comunicação coerente, coesa, pela positiva e em conjunto com os setores ligados à pecuária e ao mundo rural. Foi, no entanto, a instabilidade política a nível mundial, condicionando a alta progressiva dos preços das matérias-primas, designadamente cereais e oleaginosas, microingredientes, e outros fatores de produção como os fertilizantes, combustíveis e energia, que conduziram a aumentos muito significativos nos preços dos alimentos compostos - perante uma pecuária que não os consegue acomodar nos seus custos de produção - agravando a liquidez das empresas, com a IACA e a FIPA a pedirem, entre outras medidas, linhas da apoio à tesouraria, que não fará esquecer o ano de 2021 como um dos mais negativos na História da Indústria da Alimentação Animal. No entanto, tivemos ainda a seca que afetou profundamente o setor dos ruminantes e na altura em que redigimos este relatório, a instabilidade nas relações entre a Rússia e a Ucrânia, viria a conduzir à invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, numa guerra que ainda continua, com o setor a enfrentar problemas de escassez de matérias-primas e preços record (por exemplo, milho a 420,00 €/tons e soja nos 595,00 €/tons), para além dos agravamentos dos custos da energia, pressionando os alimentos compostos para aumentos nunca vistos. Uma situação que julgávamos que não era possível acontecer na Europa e, para além do drama humanitário, nos pode atirar para uma verdadeira emergência alimentar e, se não forem tomadas as medidas que a IACA e outros setores já avançaram, de medidas de apoio robustas, para o colapso de uma boa parte do setor agroalimentar. Os EUA e a União Europeia, a NATO e um conjunto de organizações uniram-se e tomaram medidas que não pareciam ser possíveis, ao nível da defesa e da segurança, o mesmo tipo de união e disponibilidades financeiras que precisamos ao nível do Conselho Agrícola. Infelizmente, o ano de 2022 poderá ser caracterizado como o período mais negro na já longa História da Indústria. Este primeiro trimestre ultrapassou, para já, as piores perspetivas.

ENQUADRAMENTO MACRO-ECONÓMICO Marcado pela pandemia a nível global, mas também por fortes tensões geopolíticas entre EUA, China e Rússia, num clima de instabilidade e incerteza, para além do Brexit e pese embora a melhoria das relações entre a Europa e os EUA, depois de uma retração de 7,6% em 2020, a economia portuguesa cresceu 4,9% em 2021, registando uma taxa de desemprego de 6,6%, menos 0,4% que em 2020. No que respeita à inflação, acabou por se fixar em 1,3%, com os últimos meses a registarem uma escalada de preços na energia, combustíveis e bens e serviços, situando-se em dezembro nos 2,8%, contra os 5% na zona Euro. Entretanto, a crise na Ucrânia e a invasão daquele país pela Rússia agravou ainda mais as debilidades e a incerteza, provocando uma subida nos preços para níveis inimagináveis, com o BCE a rever em baixa as suas previsões face ao que tinha definido no outono. Com a redução da procura interna, que decorre dos aumentos dos preços da energia e dos bens e serviços, a economia da zona Euro registou um incremento no PIB de 5,4% em 2021, prevendo-se 3,7% em 2022 e 2,8% em 2023. No que respeita à inflação, esta será de 5,1% em 2022, recuando para 2,1% em 2023 e 1,9% em 2024, pelo que o cenário de estagflação é o que ganha maior fôlego para muitos analistas. Para Portugal, as previsões do PIB revistas pelo Banco de Portugal, apontam agora para 4,9% em 2022 - o que poderá ser difícil de se verificar - de 2,9% em 2023 e 2,0% em 2024, enquanto 2


ao nível da inflação se prevê uma taxa de 4,0% (pode ser de 5,9% num cenário adverso) em 2022, e 1,6% em 2023 e 2024. Podemos ter assim mais crescimento e menos inflação que o da zona Euro, mas teremos uma conjuntura de abrandamento e de dificuldades nos próximos dois anos, pelo que a rentabilização dos fundos estruturais, seja da PAC, no quadro do PDR, ou o PRR e os fundos de coesão, constituirá um dado muito relevante para as reformas que o país precisa, face aos desafios que temos pela frente. No que respeita às exportações, o setor agroalimentar fechou o ano em alta, com um crescimento de 11,4% face a 2020, para um volume de 7 709 milhões de €, o que não deixa de ser positivo, mas as importações, registaram um aumento de 11,3% face a 2020, numa tendência de crescimento que se verifica após o primeiro ano de pandemia (2020), em que as importações do setor diminuíram 4,8% face a 2019, num total de 11 192 milhões de €, o que conduziu a um aumento do défice da balança comercial do Complexo Agroalimentar no valor de 348 milhões de EUR. Em conclusão, estes foram os principais aspetos que condicionaram o desempenho da nossa Indústria e da Fileira pecuária em geral em 2021, dos quais se destacam: Pela positiva: ✓ Resiliência: tal como em 2020, a resiliência demonstrada pela cadeia da alimentação animal e da produção pecuária; ✓ Apoio: o contacto permanente entre a IACA e os seus associados, dando resposta às questões colocadas e acompanhando os constrangimentos e dificuldades reportadas pelas empresas; ✓ Decisões: a presidência portuguesa da União Europeia no primeiro semestre de 2021, nomeadamente com o fecho das negociações da PAC e a aprovação do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR); ✓ Vacinação: o sucesso da campanha de vacinação em Portugal, que permitiu uma maior abertura da economia e, no último trimestre, um regresso à “quase normalidade”; ✓ Comércio: a tendência para a procura de produtos de origem nacional e alguma deslocação para pontos de venda alternativos à grande distribuição alimentar, quer espaços mais pequenos, quer pelo recurso a plataformas digitais; ✓ Investigação e Desenvolvimento: os projetos preparados no quadro do Laboratório Colaborativo FeedInov, bem como o envolvimento em projetos dentro do PRR e a aposta na inovação, investigação e conhecimento, para além da “Terra Futura”, com a estratégia para o horizonte 2030; ✓ Debate: a continuidade do Projeto SANAS, no âmbito do Alentejo 2020, com a realização de dois Workshops e do lançamento do 1º Fórum da Alimentação Animal, em que se debateram os impactos da Estratégia “Do Prado ao Prato”; ✓ Eventos: a participação da IACA em inúmeras Conferências e eventos, nacionais e internacionais; a realização das X Jornadas da Alimentação Animal com o tema “Novas Ferramentas para uma Agricultura de Precisão”; ✓ Carta de Sustentabilidade: a monitorização, com a apresentação do primeiro relatório de progresso, da Carta de Sustentabilidade 2030; ✓ Guia FEFAC: o lançamento da segunda versão do Guia da FEFAC 2021 para o aprovisionamento de soja; ✓ Comunicação: a continuada aposta na comunicação com artigos e posições da IACA em diversos órgãos de comunicação social.

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Pela negativa:  Economia: pese embora melhor que em 2020, o impacto, não menos dramático na economia e no funcionamento das empresas, decorrentes do confinamento, problemas sanitários, e das restrições no funcionamento das atividades económicas, com destaque para o canal HORECA e a quebra no turismo;  Abastecimento: os constrangimentos no abastecimento de algumas matérias-primas, e os agravamentos nos preços das principais matérias-primas nos mercados internacionais, na ordem dos 60 a 70%, designadamente milho, cevada, trigo e soja, sendo preocupante a escassez de colza e girassol, pressionando ainda mais os preços da soja;  Preços: os baixos preços dos produtos de origem animal, decorrentes da quebra do consumo e de excedentes no mercado europeu, pese embora as ajudas da União Europeia e nacionais;  PSA: a continuidade da existência de surtos de Peste Suína Africana, em particular no Leste Europeu, mas também com focos na Bélgica e o aparecimento de focos em javalis na Alemanha, com consequências negativas para o mercado da carne de suíno e o reforço das medidas de biossegurança em toda a Europa;  Gripe Aviária: a ocorrência de casos de gripe aviária em alguns países da União Europeia, inclusive em Portugal, criando maior pressão sobre o modelo de produção pecuária;  Tarifas: as tensões entre a União Europeia e os EUA, decorrentes das retaliações em torno dos diferendos (alumínio e aço) com imposição de tarifas nas trocas comerciais; no milho, a suspensão da tarifa estará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2022;  Biocombustíveis: a incapacidade do Governo, designadamente do Ministério da Agricultura em dar respostas às questões colocadas pela ACICO e pela IACA relativamente à política para os biocombustíveis;  Desinformação: a crescente desinformação, sem qualquer base científica, quanto às consequências do consumo de leite, carnes vermelhas e de produtos transformados, na saúde dos consumidores, conjugado com o impacto da atividade pecuária no ambiente e nas alterações climáticas; os contínuos ataques ao Mundo Rural, sejam nas produções intensivas (azeite e olival, pecuária), no bem-estar animal ou no modelo existente em Portugal e que tem conduzido a aumentos de produções e a um reforço na capacidade de exportação;  Pressão Política: a crescente atuação e influência do Ministério do Ambiente na alimentação animal e atividade pecuária, bem como a pressões políticas para a imposição de taxas para mitigar o impacto ambiental, e as tentativas de reduzir as funções do Ministério da Agricultura;  Dificuldade de comunicação: dificuldade dos diferentes operadores e Associações da Fileira e do Mundo Rural se articularem, enquanto plataforma de defesa de posições e mensagens comuns. No que respeita à produção de alimentos compostos para animais, de acordo com a produção associada da IACA (valores provisórios), assistimos a um incremento na ordem dos 2,9%, para uma produção de cerca de 3,441 milhões de tons. Esta subida, sem que tal signifique um aumento nas margens ou uma melhoria da rentabilidade das empresas – pelo contrário, face às dificuldades da pecuária em todas as espécies -, ficou a dever-se a uma produção em alta nos alimentos para aves (7,4%), bovinos (2,1%) e outros animais (4,4%), compensando a retração nos alimentos para suínos (-5,5%). Na União Europeia, as estimativas disponíveis apontam para uma relativa estabilidade (-0,2%) e uma produção de 149,9 milhões de tons (agora sem o Reino Unido), enquanto algumas fontes internacionais avançam para estimativas de uma quebra na produção de alimentos compostos 4


na Europa de -1,2% devido ao impacto da peste suína africana, gripe aviária, preços das matérias-primas em alta e restrições regulamentares em alguns dos Estados-membros devido a exigências ambientais ou de bem-estar animal.

APROVISIONAMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS O ano de 2021 ficou marcado como um dos piores anos de que temos memória no historial do setor, com a IACA a chamar atenção do Governo português e de Bruxelas, através da Ministra da Agricultura e Presidente em exercício do Conselho da União Europeia para a tendência altista dos preços das principais matérias-primas para a alimentação animal, micro e macro, e o impacto nos custos da produção pecuária, para além das consequências negativas para a tesouraria e situação financeira da Indústria. Tal como no ano anterior, o setor teve de ultrapassar obstáculos e lidar com inúmeras dificuldades, como restrições na disponibilidade de algumas matérias-primas (o bagaço de colza e girassol), para além dos custos dos combustíveis, energia, transportes, com aumentos significativos nos preços das matérias-primas e, consequentemente, nos preços dos alimentos compostos para animais. A forte procura pela China e quebras de produção na zona do Mar Negro, além do impacto da COVID-19, pressionaram os preços das matérias-primas das quais Portugal é muito dependente, nomeadamente milho, trigo, cevada, soja, colza e girassol. À manutenção desta tendência aumentos entre 50 a 60% no último trimestre - juntou-se a escassez de fontes de proteína importantes como os bagaços de colza e girassol. Ao nível mais micro, como vitaminas, aminoácidos e aditivos, enfrentámos problemas semelhantes de alta de preços e escassez, sobretudo nas origens da China. Um cenário muito preocupante para a competitividade da Fileira para o primeiro semestre de 2022, confrontada com custos altistas e baixos preços nos produtos de origem animal ao produtor. O ano terminou assim com os custos de alimentação em alta significativa e muito preocupante, sem que, no entanto, tenha sido possível refletir toda a amplitude do agravamento dos preços das matérias-primas nos preços dos alimentos compostos. As preocupações da IACA, incluindo a legislação nacional sobre os biocombustíveis e a revisão da Diretiva RED II (energias renováveis) além de relevadas publicamente, foram enviadas ao Governo, designadamente à Ministra da Agricultura e ao Conselho Agrícola, reforçadas pela FEFAC.

SITUAÇÃO DA PECUÁRIA Os efeitos muito negativos decorrentes das restrições no canal HORECA em 2021, durante o confinamento, a proibição da realização de feiras e mercados, das limitações de deslocações, a quebra drástica no turismo, tal como no ano anterior, tiveram um forte impacto na procura de produtos de origem animal, com a pecuária a ser profundamente afetada. A redução no consumo, em Portugal e em toda a Europa, conduziu a uma quebra nos preços à produção na generalidade dos produtos de origem animal, sobretudo nos suínos e leite que estiveram sob forte pressão, o primeiro devido a uma redução das exportações para a China e problemas em alguns Estados-membros, como por exemplo a Alemanha, que provocou um excesso de oferta na Europa e o segundo, mais devido a questões de natureza estrutural que se colocam no mercado nacional, com os preços do leite a serem os mais baixos da União Europeia. Naturalmente que as empresas tiveram de se reajustar e adaptar à procura, quer no mercado interno, quer nas exportações. Quer no leite, quer na carne de suíno, os setores manifestaram 5


publicamente o seu descontentamento pugnado por ajudas e linhas de crédito de tesouraria, redução dos custos da energia ou ajudas à armazenagem privada. Da Comissão Europeia surgiram indicações de que poderiam ser concedidas ajudas nacionais, recusando-se medidas europeias, o que coloca o nosso país numa desvantagem comparativa. Receamos igualmente que se venham a implementar no leite medidas de apoio à retirada da produção, com impacto muito negativo no setor da alimentação animal.

SUSTENTABILIDADE Conhecidas as orientações do “Pacto Ecológico Europeu” e das Estratégias “Do Prado ao Prato” e da Biodiversidade, o tema da sustentabilidade, no pós-pandemia ganhou ainda maior amplitude e preocupação na agenda política e na opinião pública e publicada. Dossiers como o da desflorestação e a “due dilligence” (auditorias jurídicas) estiveram igualmente em debate na estratégia da União Europeia, bem como as matérias-primas responsáveis, exigidas por muitos retalhistas, sobretudo na Europa do Norte, pela pressão dos consumidores e das ONG. Os temas ligados à saúde e bem-estar animal estiveram igualmente em destaque. Temos, assim, uma componente de proteção ambiental e de biodiversidade na economia, a par dos sistemas alimentares sustentáveis como nunca tivemos no passado, que tem de ser compatibilizada com competitividade, geradora de emprego e de riqueza para Portugal. É esta compatibilização que nos continua a suscitar algumas reservas, caso da intensidade das metas relativas à redução das emissões de gases com efeito de estufa (55% de redução), da utilização de pesticidas químicos (-50%), fertilizantes (-20%), dos antibióticos (-50%) ou a promoção da agricultura biológica no horizonte 2030 (25% da área agrícola), que consideramos sobretudo aspiracionais e muito ambiciosas. Aliás, esta última, por si só, não é garantia de maior sustentabilidade. Reiteramos o que temos afirmado publicamente: receamos que venham a existir quebras na produção agroalimentar, maior dependência de Portugal e da União Europeia das importações de Países Terceiros, aumento de custos de produção e perda de competitividade dos produtos europeus nos mercados externos, ou seja, uma redução da capacidade de abastecimento no mercado global. Temos vindo a exigir uma avaliação de impacto das medidas propostas. Apesar dos alertas, a IACA partilha das linhas gerais destas orientações estratégicas e quer ser parte da solução. Por isso, assumimos compromissos com a Carta de Sustentabilidade FEFAC 2030, demos continuidade ao Projeto SANAS – Estratégia para a Melhoria da Segurança Alimentar, Nutrição Animal e Sustentabilidade na Alimentação Animal na região do Alentejo - , estamos no GO Efluentes e particularmente ativos no Laboratório Colaborativo FeedInov, que mostra uma aposta clara na Sustentabilidade e em soluções nutricionais inovadoras que respondam aos desafios que nos são impostos, quer pelos legisladores, quer pela Sociedade. Um dossier muito relevante para a próxima década e fundamental para termos uma imagem mais positiva da produção animal e uma oportunidade para demonstrarmos que a alimentação animal é parte da solução. Mas que exige igualmente um compromisso de toda a cadeia de abastecimento, desde logo os nossos fornecedores, sobretudo ao nível das matérias-primas responsáveis como a soja.

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QUALIACA Realizaram-se 37 iniciativas em 2021, correspondentes a 40 remessas de matérias-primas e aditivos destinados à alimentação animal, que incidiram no milho, sêmea de trigo, soja, corn glúten feed, DDGS e outros cereais e aditivos - uma ligeira redução do número de iniciativas relativamente ao ano anterior. Contrariamente a 2020, o controlo, em 2021, privilegiou os navios, mantendo-se o controlo de aditivos como o fosfato monocálcico, óxido de manganês, sulfato de manganês, sulfato de zinco, entre outros. Apesar de tudo, são números relevantes e uma amostra relativamente importante, que queremos aumentar em volume das matérias-primas controladas em 2022, com o QUALIACA a ser financiado em parte pelo Orçamento da IACA e o restante pelas empresas aderentes, que terão como contrapartida, para além de uma redução na necessidade de fazer análises em determinadas substâncias indesejáveis, a integração dos dados do QUALIACA no sistema de autocontrolo das empresas, comprovada pelo CERTIFICADO DE ADESÃO. Um dos objetivos, impossibilitados pela pandemia, continua a adesão do QUALIACA ao Foro Derio, constituído pelos sistemas de controlo de qualidade e segurança alimentar espanhóis e a integração na plataforma a ser desenvolvida em Espanha, “e-Pienso”, permitindo a partilha dos controlos feitos a nível da Península Ibérica. Recorde-se que este Protocolo com a DGAV, bem acolhido pela Indústria e pela Fileira da produção animal, tem como objetivo o reforço da qualidade das matérias-primas, complementando o Plano de Controlo Oficial, e uma estratégia que permita potenciar uma nova relação com os nossos fornecedores, com maiores exigências contratuais. Até pelas regras mais restritivas que se esperam, designadamente, ao nível das micotoxinas. Contribui igualmente para reforçar os mecanismos de segurança alimentar no nosso País e a confiança dos consumidores nos produtos de origem animal produzidos em Portugal.

BIOTECNOLOGIA Pela importância da soja e do milho no aprovisionamento da Indústria, que se acentua com a nossa dependência externa, o tema dos OGM e da biotecnologia agrícola é da maior relevância e motivo de preocupação, sobretudo a política de aprovações de novos eventos geneticamente modificados na União Europeia. Deste modo, as Novas Técnicas de Melhoramento de Plantas (NBT), ou Novas Técnicas Genómicas (NTG), continuaram na ordem do dia, tendo sido considerado pela Comissão Europeia, com base num estudo do JRC, que estas técnicas de melhoramento poderiam contribuir para a sustentabilidade da produção agropecuária, no quadro da Estratégia “Do Prado ao Prato”. Recorde-se que na sequência da decisão do Tribunal de Justiça Europeu, a 25 de julho de 2018, 2019 foi um ano de movimentação das diferentes Associações, nacionais e europeias, no sentido de convencer os decisores políticos da insensatez da decisão e, sobretudo, da sua impossibilidade de aplicação, por não ser possível distinguir entre as técnicas convencionais e as “novas técnicas” de mutagénese, lançando uma grande incerteza jurídica no mercado. Deste modo, multiplicaram-se as reuniões e Conferências, inclusivamente ao nível do Parlamento Europeu e 26 organizações europeias pediram alterações na Diretiva dos OGM, processo amplificado a nível dos Estados-membros, o que foi bem acolhido pelo Conselho Agrícola de maio, no qual um conjunto de 14 países, entre os quais Portugal, solicitou à nova Comissão a inclusão desta revisão no seu programa de trabalhos, tendo sido levado a cabo o estudo do JRC.

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No entanto, trata-se de um dossier que ainda não está encerrado e que tem levantado inúmeras polémicas, num discurso muito marcado por questões ideológicas e não baseadas em evidências científicas. Uma discussão que certamente se irá prolongar em 2022.

REFORMA DA PAC O encerramento da PAC foi o principal objetivo da presidência portuguesa, que acabou por ser conseguido, pelo menos ao nível do acordo político, que viria a ser ratificado mais tarde, no quadro da presidência da Eslovénia. A Comissão deu particular atenção aos PEPAC, que irão permitir alguma margem de manobra aos Estados-membros, que devem garantir compromissos climáticos e ambientais, com uma nova arquitetura verde, pelo que os regimes ecológicos desempenharão um papel essencial na futura Política Agrícola, cada vez mais virada igualmente para a Alimentação. Em Portugal, teve lugar uma nova ronda de discussão do PEPAC (Plano Estratégico da PAC), da responsabilidade do GPP, que contou com a participação da IACA, com uma consulta pública antes do final do ano, com a proposta portuguesa a ser entregue em Bruxelas em 31 de dezembro. Para já, foram tidas em linha de conta as principais preocupações da indústria da alimentação animal, pese embora o receio de que as políticas não sejam coerentes e, em alguns casos, até contraditórias. O Plano Europeu de Proteína, que não teve qualquer avanço significativo em 2021 – mas que países como a França ou a Áustria defendem fortemente -, continua a preocupar o setor, face à dependência de fontes proteicas e à ausência de alternativas sustentáveis. Para o ano de 2022 a prioridade vai ser a análise e apreciação dos diferentes PEPAC pela Comissão Europeia, com reuniões bilaterais com os Estados-membros, para que a nova PAC seja implementada a partir de 1 de janeiro de 2023.

CONTRATAÇÃO COLETIVA DE TRABALHO Como referimos nos Relatórios anteriores, na opinião dos juristas da IACA, os CCT caducaram a 17 de junho de 2017, mantendo-se apenas os efeitos já produzidos nos contratos de trabalho no que respeita à retribuição do trabalhador, categoria e respetiva definição e duração do tempo de trabalho (atualmente, Art.º 501 n.º 8 do CT). Em relação aos trabalhadores, admitidos a partir de essa data, as empresas podem passar a aplicar o Código do Trabalho. Tendo avançado com todas as prerrogativas exigidas pela DGERT, em 17 de julho de 2020, passado os 45 dias previstos na Lei, pedimos à DGERT a publicação dos avisos de caducidade, o que não aconteceu, devido ao bloqueio destes processos da parte do Governo. Deste modo, informámos as empresas de que, caso o pretendam fazer, deveriam informar os seus colaboradores de que os CCT estão caducados. É esta a situação que continua a vigorar.

REVISTA “ALIMENTAÇÃO ANIMAL” As quatro edições da Revista “AA” foram, como habitualmente, centradas em temas de grande atualidade, com a primeira edição do ano, para além da Homenagem ao Comendador Luís Marques, a ser marcada, pela entrevista de fundo à Ministra da Agricultura Maria do Céu Antunes, antecipando a presidência portuguesa e destacando o papel da Indústria da Alimentação Animal.

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Nos números seguintes, uma abordagem sobre a Biotecnologia Agrícola e a Sustentabilidade, o I Fórum da Alimentação Animal, a confirmar a proatividade da Indústria, e as X Jornadas de Alimentação Animal, com o tema “Novas Ferramentas para uma Alimentação de Precisão”. A “Alimentação Animal” confirmou-se, uma vez mais, como referência no Setor, graças aos seus conteúdos, parceiros e anunciantes, sendo o porta-voz da IACA e da Fileira, bem como o espelho da inovação, investigação, conhecimento e das novidades das empresas.

X JORNADAS DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL Realizadas a 23 de setembro de 2021, na Estação Zootécnica Nacional, em Santarém, numa organização da SPMA e com um programa que, como sempre, resultou das opções tomadas pelas empresas de pré-misturas e aditivos participantes, as X Jornadas de Alimentação Animal tiveram, mais uma vez, assinalável êxito, centrando-se num tema de particular atualidade: Novas Ferramentas para uma Alimentação de Precisão. Uma vez mais, pelo número de participantes, elevada qualidade e diversidade das apresentações, foram certamente atingidos os objetivos pretendidos, reforçando a ideia de que este evento é, definitivamente, uma referência no Setor da Alimentação animal em Portugal e tradicional ponto de encontro das empresas. O detalhe e as apresentações individualizadas das Jornadas - lançadas em 2010 por Pedro Folque e pelo saudoso Fernando Anjos - foram apresentados na Revista “Alimentação Animal” nº 118. Destacamos as Homenagens a quatro personalidades que nos honraram com o seu empenho e disponibilidade total para com a Indústria e a IACA: Prof. Doutor Manuel Chaveiro Soares, Eng.ª Ingrid Van Dorpe, Eng.º Pedro Folque e Prof. Doutor Gonzalo Mateos. A todos o nosso Muito Obrigado!

FARINHAS DE CARNE No início do ano de 2020, os serviços da Comissão Europeia receberam a luz verde da Comissária Kyriakides para reabrir as discussões sobre novas etapas no levantamento da proibição da utilização de farinhas de carne em aves e suínos, com uma possível votação da SCoPAFF sobre uma proposta legislativa, ainda antes das férias de verão. Após um longo processo de reflexão sobre uma nova abordagem para o controlo da proibição de reciclagem intraespécie, foi publicado o novo Regulamento (UE) 2021/1372 da Comissão, de 17 de agosto de 2021, que altera o anexo IV do Regulamento (CE) 999/2001 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito à proibição de alimentar animais de criação não ruminantes, com exceção de animais destinados à produção de peles com pelo, com proteínas provenientes de animais. Como já se previa e indo ao encontro da opinião dos Estados-membros, a proibição relativa à alimentação de ruminantes com proteínas provenientes de animais continua a ser aplicável. Esta proibição é também extensiva à alimentação de: •

Ruminantes com fosfato dicálcico e fosfato tricálcico de origem animal e com alimentos compostos para animais que contenham esses produtos;

Ruminantes com proteínas animais transformadas; produtos derivados de sangue; proteínas hidrolisadas de origem animal.

O novo Regulamento passa, então, a permitir a alimentação de animais de criação não ruminantes com colagénio e gelatina provenientes de ruminantes, bem como: 9


Alimentação de aves de capoeira com proteínas animais transformadas provenientes de suínos e alimentos compostos para animais que contenham essas proteínas animais, e com proteínas animais transformadas provenientes de insetos de criação e alimentos compostos para animais que contenham essas proteínas animais transformadas;

Alimentação de suínos com proteínas animais transformadas provenientes de aves de capoeira e alimentos compostos para animais que contenham essas proteínas animais, e com proteínas animais transformadas provenientes de insetos de criação e alimentos compostos para animais que contenham essas proteínas animais transformadas.

No que respeita às condições gerais exigidas para a aplicação de certas derrogações, estão previstas medidas rigorosas durante a recolha, transporte e transformação das proteínas animais transformadas, devendo ser realizadas amostragens e análises regulares, a fim de evitar qualquer risco e contribuir para a verificação da ausência de contaminação cruzada com proteínas ruminantes proibidas e da reciclagem intraespécies. Sem dúvida que se trata de um dossier que promove a economia circular, um dos grandes objetivos de Bruxelas. Não obstante, pela informação que temos recolhido junto dos nossos Associados, o mercado português ainda não acolheu esta nova realidade. Contudo, algumas empresas não descartam a utilização destas farinhas de carne a médio/longo prazo.

ALIMENTOS MEDICAMENTOSOS Tendo em vista a preparação da entrada em vigor da nova regulamentação sobre os alimentos medicamentosos, em 2022, a EFSA trabalhou ativamente na avaliação do risco da presença de resíduos de antibióticos em alimentos não-alvo, com uma consulta aos operadores de mercado como a FEFAC. A Comissão Europeia focou-se, igualmente, numa orientação para as Autoridades nacionais de controlo, para que avaliem os métodos utilizados pelos operadores da cadeia da alimentação animal (por exemplo, uso de micromarcadores, métodos de amostragem, etc.) para avaliar e controlar a contaminação cruzada e garantir a homogeneidade adequada dos alimentos para animais, incluindo, mas não se limitando, os alimentos medicamentosos. Quanto ao estabelecimento de limites máximos para resíduos de antibióticos em alimentos compostos não-alvo, para a qual recebeu um mandato da DG SANTE, a EFSA criou um grupo de especialistas em junho de 2019, lidando, por um lado com o risco das resistências antimicrobianas (RAM) e, por outro lado, com o efeito promotor de crescimento. O grupo RAM avaliou diferentes modelos para identificar níveis de antimicrobianos inferiores com desenvolvimento de resistência antimicrobiana e combinações dos mesmos e testou-os em tetraciclinas e trimetoprima. Também foram consideradas possíveis abordagens para inferir as concentrações de antimicrobianos nos alimentos para animais considerando as concentrações de antimicrobianos no intestino dos animais. Paralelamente, foi solicitado ao EURL-FA o desenvolvimento de métodos analíticos para quantificar a presença de antibióticos nos excipientes. A FEFAC foi contactada para submeter amostras de alimentos medicamentosos para testar os métodos. O Secretariado entrou em contacto com os seus membros para organizar colheitas de amostras, uma vez esclarecidas as necessidades da EURL-FA. Foi muito importante o contributo das empresas associadas da IACA, para que a realidade nacional seja tida em conta em todo este processo de avaliação, o que vai acontecer em 2022, num trabalho que foi desenvolvido pelo FeedInov ao longo do ano e que continuará no próximo ano, alargado ainda a mais empresas. Finalmente, a DG SANTE começou a trabalhar nas orientações para as autoridades nacionais de controlo quanto à avaliação da homogeneidade dos alimentos para animais e da contaminação cruzada de substâncias indesejáveis. O objetivo é definir critérios harmonizados 10


para que as autoridades competentes avaliem os métodos utilizados pelos operadores (por exemplo, uso de marcadores, métodos de amostragem, etc.). Esta iniciativa não está especificamente focada nos alimentos medicamentosos, mas será uma referência para a Comissão Europeia elaborar o seu Ato de implementação sobre critérios de homogeneidade para os alimentos medicamentosos, conforme previsto no artigo 6º do Regulamento (UE) 2019/4. A FEFAC enviou para a Comissão os comentários dos seus especialistas que apontam, em particular, para o estatuto legal dos marcadores e para o coeficiente de variação (CV) excessivamente exigente de 5%, uma vez que a prática atual parece situar-se entre 7 e 12%, dependendo, em particular, do tamanho das partículas. No último trimestre de 2021, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar disponibilizou os resultados dos seus estudos relativamente ao nível de resíduos de 24 substâncias ativas antimicrobianas em alimentos para animais não visados, a que se refere o Anexo II do Regulamento (UE) 2019/4 relativo ao fabrico, à colocação no mercado e à utilização de alimentos medicamentosos para animais. Para essas 24 substâncias ativas, importa ressalvar que a EFSA apenas conseguiu concluir sobre seis - dado a falta de informação/dados à disposição -, tendo sido considerado um intervalo entre 0,1 e 1 ppb de resíduos em alimentos para animais não visados no qual o desenvolvimento ou seleção de bactérias que propiciam Resistência Antimicrobiana é improvável. A EFSA persiste, desta forma, com o seu método que considera que os níveis seguros de resíduos nos alimentos para animais deverão rondar os 100 a 1000 vezes mais baixos que os Limites Máximos de Resíduos (LMR) definidos para os mesmos antibióticos nos géneros alimentícios, considerado como inatingível para as fábricas que produzem diferentes tipos de alimentos para animais.

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO SETOR DOS ALIMENTOS PARA ANIMAIS Implementação de LMR aos pesticidas Este continua a ser um dossier que preocupa a Indústria, em especial nas relações comerciais entre a UE e os EUA, designadamente na soja, com a questão do glifosato. O estudo sobre a adequação da legislação comunitária sobre pesticidas foi o primeiro passo do REFIT da legislação da UE em matéria de pesticidas (autorização e LMR), lançado em 2017, e destinado a apoiar a proposta legislativa, consubstanciada no âmbito do Pacto Ecológico Europeu e na Estratégia “Do Prado ao Prato”. As principais mensagens da FEFAC durante o processo de consulta foram a necessidade de rever as regras para o setor dos alimentos para animais, o estabelecimento de LMR (Limites Máximos de Resíduos) específicos baseados na segurança alimentar e a harmonização de fatores de processamento. O estudo sobre a adequação da legislação da UE em matéria de pesticidas apontou, entre outros, para: •

disposições pouco claras para substâncias que ocorrem naturalmente e substâncias de uso múltiplo que dificultam o comércio entre os Estados-membros;

insuficiente duração e transparência dos procedimentos para estabelecer tolerâncias na importação;

variações na atuação dos controlos nos diferentes Estados-membros quanto à aplicação ou não de teores máximos de resíduos para alimentos para animais e produtos transformados, criando entraves ao funcionamento do mercado interno.

Espera-se que a Comissão atualize os LMR com bases científicas e que não penalize o Setor e têm sido vários os Regulamentos publicados em 2020 e 2021, como por exemplo, a exclusão de 11


LMR para cloropirifos e cloropirifos de metilo, em setembro, na sequência da recente proibição da utilização destes dois pesticidas na União Europeia por razões de segurança. Recordese que estas substâncias são utilizadas para a armazenagem de cereais e citrinos e podem criar problemas na importação de matérias-primas, como milho ou trigos provenientes da América do Sul.

Novos limites de substâncias indesejáveis (dioxinas e PCBs, micotoxinas) Em 2021, continuou a discussão em torno da revisão dos limites legais das micotoxinas e a passagem dos limites de recomendações para limites legais, o que significa uma nova moldura penal, que preocupa naturalmente a Indústria e fizemos sentir essas preocupações na FEFAC e na DGAV. Embora as discussões sobre os níveis das micotoxinas em géneros alimentícios já tenham sido finalizadas, nos alimentos para animais a consulta oficial foi lançada, mas ainda não ficou decidido se os valores de recomendação deverão passar a limites máximos admissíveis. Parece haver um consenso relativamente a que alimentos e para que espécies e categorias animais, os valores das micotoxinas causadas por fungos do género Fusarium (desoxinivalenol - Don, zearalenona – ZEA e fumonisinas) devem ser revistos. No entanto, se devem permanecer valores recomendados ou passar a limites máximos legais é uma discussão que ainda não está encerrada. Foi apresentada a hipótese de os novos valores de recomendação passarem a limites máximos legais apenas nos alimentos compostos para animais e permanecerem recomendações nas matérias-primas para a alimentação animal. A FEFAC opôs-se, tal como a IACA também que expressou a sua oposição perante as autoridades nacionais, a esta proposta que, além de desigual, põe em causa a posição da indústria de alimentos compostos e pré-misturas perante os seus fornecedores. Aumenta também a possibilidade de produzir alimentos compostos não conformes a partir de matérias-primas consideradas conformes (ainda que com níveis superiores às recomendações). De acordo com os serviços da Comissão, os membros do Grupo de Trabalho sobre Contaminantes de Alimentos para Animais consideraram que é necessário garantir a saúde e o bem-estar dos animais estabelecendo limites máximos estritos, em vez de valores de orientação sobre a quantidade de micotoxinas na dieta completa e que caberia aos fabricantes de alimentos para animais completos (industriais ou autoprodutores) garantir, por meio da formulação, a conformidade do alimento para animais completo com esses limites. Esses limites máximos não seriam exigidos para as matérias-primas para alimentação animal e complementares, evitando assim o desperdício de recursos. No que diz respeito aos valores em si, os especialistas decidiram não aplicar o fator de redução de 0,69, o qual teria em consideração a presença de formas modificadas de DON juntamente com DON. Como consequência, os limites máximos para alimentos compostos para animais permaneceriam inalterados para DON, com exceção de alimentos para suínos (redução de 0,9 para 0,7 ppm) e alimentos para peixes (redução de 5 para 0,5 ppm). Os valores de orientação para DON em cereais e subprodutos de cereais seriam reduzidos de 8 para 6 ppm, com exceção dos subprodutos de milho, cujos valores de orientação diminuiriam de 12 para 10 ppm. Uma análise dos dados recolhidos sobre DON nos alimentos para suínos nos últimos 5 anos em vários países europeus mostra que entre 1 e 2% dos alimentos para suínos excedeu os valores de referência de 0,9 ppm. Se os níveis fossem reduzidos para 0,7 ppm, isso significaria 2 a 3% de lotes não conformes que exigiriam notificação às autoridades e retirada do mercado. 12


Por recomendação do Comité de Nutrição Animal da FEFAC, as Associações-membros, entre as quais a IACA, tiveram reuniões com as autoridades nacionais para reiterar os argumentos partilhados com a Comissão, contra a mudança de valores de orientação para limites máximos de micotoxinas em alimentos compostos para animais ((20) INST 14) e apoiar a abordagem das autoridades dinamarquesas em favor de uma moratória na revisão dos níveis de micotoxinas até que seja realizada uma avaliação detalhada do impacto sobre as potenciais consequências das diferentes metas de redução na estratégia “Do Prado ao Prato” na ocorrência de micotoxinas em cereais. Neste dossier, a IACA tem uma posição clara: pelos custos e impacto que todas estas alterações não deixarão de ter na cadeia da alimentação animal, com análises e os seus elevados custos, a (quase) impossibilidade de responsabilizar os fornecedores, somos de opinião de que deveríamos manter a situação atual de recomendações. É evidente que obrigar a uma fixação de limites para as matérias-primas colocará em risco o abastecimento do Setor porque em muitas situações teriam de ser rejeitados muitos milhões de tons de cereais e outras matérias-primas, colocando em risco a alimentação animal. Esperamos apenas que o bom senso impere e que, tal como aconteceu com os LMR do glifosato na soja, as discussões sejam adiadas, até que novos dados científicos sejam considerados como base das decisões. Além da revisão dos valores de orientação para as micotoxinas, a DG SANTE está também a considerar novas alterações relativas, nomeadamente: - Níquel: estabelecimento de limites máximos para matérias-primas para a alimentação animal de origem mineral (50 ppm) e compostos de oligoelementos; aglutinantes e agentes antiaglomerantes (200 ppm). O valor máximo de níquel em coprodutos da indústria oleoquímica que foram submetidos a hidrogenação (teor máximo de 50 ppm com obrigação de rotulagem acima de 20 ppm) seria mantido; - Dioxinas e DL-PCB: a DG SANTE ainda aguarda a revisão do valor TEQ para o PCB126 pela OMS antes de dar qualquer novo passo. Resta saber se é necessário reiterar a colheita e envio de dados à EFSA, de resultados da monitorização sobre compostos de oligoelementos, matériasprimas para alimentos complementares minerais, farinha de peixe, óleo de peixe e alimentos compostos para peixes. Espera-se uma revisão em 2022/2023 com base nos novos fatores de equivalência tóxica a definir; - p-fenetidina: está prevista a inclusão desta substância - uma impureza do aditivo etoxiquina reconhecida como um possível agente mutagénico - na Diretiva 2002/32/CE e deverá ser atribuído um limite máximo de 125 ng/kg para farinha de peixe e alimentos compostos, reforçando a suspensão da utilização de etoxiquina; - Alcaloides do ergot: considera-se uma redução para metade do limite máximo para a esclerótica do ergot; além disso, podem ser definidos para os alimentos compostos valores de orientação para a soma dos 12 alcaloides de ergot mais relevantes (ergometrina, ergosina, ergocornina, ergotamina, ergocristina, ergocriptina (forma α e β) e as suas respetivas formas inina) (0,1 ppm para leitões, porcas e ruminantes, 0,5 para porcos e 2 para outras espécies). Está também a ser considerada a implementação de valores de orientação nas matérias-primas para a alimentação animal.

Avaliação da legislação relativa aos aditivos para a alimentação animal A FEFAC apresentou os seus comentários sobre a versão preliminar da atualização das diretrizes para a renovação da autorização de aditivos para a alimentação animal. Esta etapa é extremamente importante, pois as condições para a renovação das autorizações, embora menos exigentes que os requisitos de reautorização, ainda serão exigentes para os requerentes e, portanto, há o risco de perder mais alguns aditivos.

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Após uma primeira reunião de consulta direcionada com as principais partes interessadas em abril de 2019, o FEEDAP emitiu a sua versão preliminar de Guia para consulta pública em dezembro de 2019. Na sua posição, com base nas contribuições de especialistas dos Comités das Pré-Misturas e Alimentos Minerais e dos Alimentos para Peixes, a FEFAC insistiu, em particular, no risco de que a obrigação de apresentar estudos de tolerância em peixes adicionais, para aditivos autorizados para todas as espécies possa desencorajar potenciais candidatos e, portanto, devem ser consideradas outras evidências da ausência de risco para espécies de peixes. Além disso, a FEFAC opôs-se fortemente ao pedido feito ao requerente de apresentar dados de mercado com uma discriminação por espécies e países, que seria impossível obter. Com a certeza de que este é um dossier muito relevante na estratégia “Do Prado ao Prado”, até pelo impacto na redução das emissões de GEE, o que é muito promissor, o REFIT, ou seja a revisão do Regulamento nº 1831/2003, tem neste momento duas opções: a definição de novas categorias/grupos funcionais, com benefícios para o ambiente e bem-estar animal, mantendo o atual status-quo, ou sem categorias pré-definidas, o que coloca maior incerteza do ponto de vista da aprovação dos processos e a separação da fronteira entre matérias-primas e aditivos. Questões que continuam em 2022 e que constitui mais uma preocupação para a Indústria.

Ponto de situação da retirada do óxido de zinco em cada Estado membro Na resposta ao parecer negativo do CVMP no início de 2017, foi tomada a decisão de retirar a autorização de óxido de zinco, tendo sido concedido um período de cinco anos às autoridades nacionais para a retirada das respetivas licenças, sendo o prazo final o dia 27 de junho de 2022. Com base em informações enviadas à FEFAC, aqui damos conta da situação em cada país, recordando que para Portugal a utilização termina em junho de 2022. AT, BG, CZ, DK, EE, EL, ES, HU, IE, IT, LV, PT, SK, Reino Unido: até 27 junho 2022 Em França o prazo limite foi definido para 15 janeiro, na Lituânia e na Bélgica terminaram em dezembro de 2020. Situações muito diferentes, mas a generalidade dos Estados-membros optou pela derrogação dos cinco anos, prolongando o mais possível a utilização do óxido de zinco.

Incidentes relacionados com o óxido de etileno Desde 2020 que têm existido repetidas notificações no âmbito do RASFF sobre a deteção de resíduos de óxido de etileno nos alimentos (alimentação humana). O alerta começou com sementes de sésamo proveniente da Índia, mas investigações posteriores evidenciaram que outros produtos destinados à alimentação, tanto humana, como animal, poderiam também ser afetados, nomeadamente, psyllium, goma guar, gafanhoto e até bagaço de soja. Em julho passado, foram identificados e notificados alguns géneros alimentícios elaborados com goma de alfarroba (E 410) contaminada com óxido de etileno. Pese embora as notificações RASFF tenham dito respeito exclusivamente a produtos alimentares, não existem razões específicas para excluir que o material contaminado não possa entrar na cadeia da alimentação animal - seja por meio da utilização de coprodutos do processamento de culturas contaminadas, seja pela utilização de aditivos nas rações -, ou no caso de remessas recolhidas/retiradas de produtos alimentares contaminados que possam ser canalizadas para a cadeia alimentar animal, o que é proibido. Após várias discussões com o SCoPAFF, a Comissão Europeia decidiu que, considerando que não existe transferência de óxido de etileno dos alimentos para animais para os géneros alimentícios e que não existe risco para a saúde dos animais produtores de géneros alimentícios, deveriam ser retiradas do mercado as remessas de alimentos compostos que continham o lote de E 410 contaminado e com níveis de óxido de etileno acima de 0,02 mg/kg. Relativamente à 14


gestão de incidentes relacionados com o óxido de etileno, a CE definiu um limite máximo de 40 mg/kg para a soma de óxido de etileno e 2-cloro-etanol expressa em óxido de etileno, em cloreto de colina. O que é certo é que alguns fornecedores já suspenderam as vendas de cloreto de colina, em estado líquido, sendo que alguns destes fornecedores encontram-se já em fase de revisão do processo, por forma a cumprir com o limite estipulado, o que poderá levar ainda cerca de um ano. Não obstante, não foram reportados casos de não conformidade, até ao momento.

CLP E REACH A partir de 1 de janeiro de 2024, irão passar a ser aplicados novos requisitos no âmbito das informações que devem ser transmitidas aos centros antiveneno sobre pré-misturas classificadas para riscos físicos e riscos para a saúde. Contudo, de acordo com uma primeira estimativa realizada pela FEFAC e FEFANA, caso a Comissão Europeia venha a estipular a realização de uma listagem exaustiva de todas as prémisturas consideradas perigosas, tal poderá custar milhões de euros à indústria na UE. Por forma a minimizar estes custos, em 2021, foi elaborada uma proposta de abordagem alternativa à recolha de dados, a qual deverá ser submetida à Comissão até abril de 2022. Da amostragem realizada às empresas fabricantes de pré-misturas, verificou-se que a proposta de abordagem alternativa diminui consideravelmente o número de submissões, similarmente ao que aconteceu na amostragem realizada em outros Estados-membros. Atualmente, no caso de Portugal, na notificação dos produtos perante o CIAV não é obrigatório a indicação do pH, ao contrário do que é solicitado nas notificações centralizadas no Centro Antivenenos Europeu (PC-ECHA). Contudo, de acordo com informação da FEFAC, o pH é um dos critérios solicitados em outros EM, pelo que a sua indicação deverá, também, passar a ser obrigatória para Portugal em 2024.

FEEDINOV Em 2020, foi implementado o Laboratório Colaborativo (CoLab) FeedInov, depois da constituição da Associação para a Investigação e Inovação em Nutrição e Alimentação Animal em 26 de novembro de 2019, ultrapassadas todas as etapas tendo em vista o reconhecimento internacional, da FCT e a candidatura ao Alentejo 2020. Recorde-se que os Laboratórios Colaborativos têm como objetivo reforçar a relação entre as Instituições públicas de investigação, a investigação privada e as empresas privadas do setor. O intuito é aproveitar as valências que as Instituições de investigação públicas possuem e colocá-las ao serviço do setor privado, mas também utilizar o conhecimento científico e tecnológico dos diferentes parceiros e desta forma permitir a divulgação e disseminação desse conhecimento. Com um financiamento tripartido, fundos públicos, projetos de investigação e setor privado, este projeto em particular é composto por quatro tópicos: 1 – Análise das tendências de consumo de carne; 2 – Otimização da eficiência de utilização dos recursos em nutrientes; 3 – Produção de animais saudáveis para garantir humanos saudáveis; 4 – Produção animal socialmente responsável do ponto de vista nutricional, com vista à redução do impacto da produção animal no ambiente. O ano de 2021 foi de facto o ano do arranque efetivo, com a concretização de projetos e a contratação de recursos humanos altamente qualificados, destacando-se o apoio ao SANAS, 15


mas sobretudo um estudo sobre as contaminações cruzadas e a colaboração com a DGAV e o GPP na definição dos regimes ecológicos ao nível da eficiência alimentar na alimentação animal, no quadro do PEPAC.

SPMA Para além da organização das X Jornadas de Alimentação Animal, com o tema das Novas Ferramentas para uma Alimentação de Precisão, a Secção esteve presente nos habituais Comités da FEFAC “Nutrição Animal” e “Pré-Misturas e Alimentos Minerais”, bem como em reuniões com o GPP sobre o PEPAC, ou a participar em reuniões sobre o FeedInov. Aliás, a Revista “AA” nº 118, como acima referimos, tem um espaço dedicado às Jornadas de Alimentação Animal, com artigos relativos às diferentes intervenções. Por outro lado, anunciada a saída do Presidente da Secção, João Barreto, e a demissão dos restantes membros da Direção (Rui Gabriel e Luís Baptista) irão decorrer eleições da SPMA em março de 2022.

FEEDMED Retomando uma iniciativa antiga da IACA, que ficou conhecida como Reunião Latina, a ideia foi recuperada em 2017, com a designação de FEEDMED, tendo como objetivo a discussão de posições (e sensibilidades) comuns dos países do Sul da Europa, para serem apresentadas, quer no quadro da FEFAC, quer junto das autoridades nacionais de cada Estado-membro ou em reuniões internacionais. Depois de terem influenciado de uma forma decisiva o modelo de governação da FEFAC, em vigor a partir de junho de 2020, IACA (Portugal), EUROFAC (França), ASSALZOO (Itália) e CESFAC (Espanha) reuniram-se, em formato virtual em 13 de janeiro, numa organização da CESFAC, em que o objetivo foi a apresentação da sua estratégia em matéria de sustentabilidade e matérias-primas responsáveis, em particular para a soja. Temas como os aditivos, o Pacto Ecológico Europeu, o Plano Europeu de Proteína, conjuntura dos mercados (matérias-primas e produtos de origem animal), revisão da PAC, OGM e NBT, resistência antimicrobiana, bem-estar animal, a Carta de Sustentabilidade 2030 e as crescentes imposições ambientais, designadamente a proposta sobre a desflorestação, continuarão a ser dossiers em destaque.

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ANÁLISE DO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS A Direção da IACA, congratula-se com a apresentação das Contas do Exercício de 2021, marcado ainda pela grande instabilidade económica e, consequentemente, na Indústria da Alimentação Animal, decorrente da pandemia COVID-19. O ano de 2021, continuou a desafiar toda a capacidade de organização, que se traduziram na execução dos compromissos assumidos com as candidaturas no âmbito do PDR 2020 aos Grupos Operacionais (GO Efluentes) que se destinam a apoiar a inovação agrícola e pecuária no quadro da Parceria Europeia para a Inovação (PEI), produtividade e sustentabilidade agrícolas, e ao Programa Operacional Alentejo 2020 (SANAS), que promove a estratégia para a melhoria da segurança alimentar, nutrição animal e sustentabilidade na alimentação animal na região do Alentejo. A IACA, conseguiu, mais uma vez, antecipar essas necessidades, tendo como objetivo a prestação de um melhor apoio e serviços aos seus Associados. Cumpre-nos assim, realçar os rendimentos da revista “Alimentação Animal”, os apoios conseguidos para a minimizar os gastos de logística de eventos, e destacar o reembolso da 1ª tranche do Programa Operacional Alentejo 2020 (SANAS). Face ao exposto, a Direção propõe aos Senhores Associados que o Resultado Líquido do Exercício, positivo, de 4.283,08 euros, seja distribuído da seguinte forma: Fundo Social: Reservas Livres

856,62 euros 3.426,46 euros

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CONCLUSÃO Neste primeiro ano de um novo Mandato, marcado novamente pela pandemia e consequentes restrições ao normal funcionamento da economia e de toda a Sociedade - agravada pelos constrangimentos nas cadeias de abastecimento e a braços com uma crise energética -, num clima de instabilidade internacional e num ambiente desfavorável para os empresários que exercem a atividade na Fileira Pecuária, não só pela alta de preços das matérias-primas - a que nunca tínhamos assistido -, mas também pelos baixos preços na produção, e pelos sistemáticos ataques à produção e consumo de produtos de origem animal e ao Mundo Rural e uma agenda animalista, e com a demissão do Governo no final do ano, a Direção tem consciência que exerceu as suas funções num contexto bastante difícil. No entanto, nunca deixámos de assumir a defesa intransigente dos legítimos interesses da Indústria e dos seus Associados, com empenho e espírito de missão, junto da Administração Pública, nacional e comunitária, das nossas congéneres associativas e da opinião pública em geral. Depois da abertura da IACA a outras atividades e da consolidação do QUALIACA no mercado e de no início do Mandato lançarmos os Cursos de Formação, em 2020 reforçámos a aposta na Comunicação. Mostrar o que fazemos, a importância do Setor e o seu contributo para a Sociedade e como estamos a responder aos diferentes desafios que nos são colocados, desmistificar e travar inverdades, fornecer informação correta, divulgarmos a nossa narrativa, tudo isso foi interiorizado pela Indústria, pelo que este vai ser um desafio permanente. Destacamos os sucessivos artigos de opinião em informação mais generalista, ou entrevistas em diferentes media, nacionais e internacionais, com relevo para a implementação do FeedInov e de posições sobre diferentes dossiers ou sobre a conjuntura dos mercados. De facto, para além do Projeto SANAS, no quadro do Alentejo 2020, sobre Segurança Alimentar, Nutrição Animal e Sustentabilidade, outro marco foi o funcionamento do FeedInov - Associação para a Investigação e Inovação em Nutrição e Alimentação Animal -, em “velocidade de cruzeiro”, o que consubstancia uma estratégia clara baseada na inovação, conhecimento, investigação e desenvolvimento e na parceria com a Academia e a Investigação. Porque estará sempre no nosso ADN a cooperação e o trabalho em conjunto, valorizámos, a concertação de estratégias com todos os intervenientes na cadeia agroalimentar, na permanente procura de consensos e de soluções que permitam o desenvolvimento sustentável da Indústria e da Pecuária nacionais e dos sectores que delas dependem, direta ou indiretamente. Os resultados, apesar do ambiente profundamente adverso, só foram possíveis pela cooperação, profissionalismo e sentido de responsabilidade de inúmeras pessoas e Instituições, e pelas sinergias com todas essas organizações e empresas. É importante destacar o apoio dos nossos parceiros nas iniciativas da IACA e os anunciantes da Revista “Alimentação Animal”, não só pela viabilização económica dos eventos, reconhecidos pela sua mais-valia, e, no caso da “AA” - porta-voz da IACA e do Setor - por produzirmos, em conjunto, uma referência de qualidade, de opinião livre e plural, de partilha de informações neste importante mercado. Sem menosprezar quaisquer outras entidades, gostaríamos de agradecer à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Pública (GPP), Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) pelo atempado conselho, disponibilidade em nos ouvirem e conhecerem as nossas posições, participar nas reuniões da IACA e connosco dialogar. Um particular agradecimento à Ministra da Agricultura, Dr.ª Maria do Céu Antunes e pelo apoio prestado durante a presidência portuguesa da União Europeia, Secretário de Estado da 18


Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Eng.º Nuno Russo, e mais tarde o seu substituto, Eng.º Rui Martinho, bem como aos respetivos Gabinetes, com contactos frequentes ao longo do ano e que nos apoiaram em dossiers tão importantes como os biocombustíveis, OGM, NBT, o problema das relações com a grande distribuição e o funcionamento da PARCA, e a política de aprovisionamento de matérias-primas, a reforma da PAC pós 2020, a internacionalização, o PDR 2020, as medidas de apoio aos mercados ou a retoma do Grupo de Acompanhamento da Cadeia Abastecimento Agroalimentar. No caso da DGAV, um muito obrigado à Diretora-Geral, Dr.ª Susana Pombo, Subdiretores Eng.ª Paula Carvalho e Doutor Miguel Cardo, à Diretora de Serviços de Nutrição e Alimentação, Eng.ª Paula Bico, e ao Chefe da Divisão de Alimentação Animal, Dr. José Manuel Costa, no inestimável apoio ao Projeto QUALIACA, entre tantos outros temas relevantes para a Indústria. No GPP, destacamos o seu Diretor Eng.º Eduardo Diniz e subdiretor Eng.º Bruno Dimas, bem como às Direções de Serviços lideradas pelos Eng.º David Gouveia e Eng.ª Margarida Vaz e suas Equipas técnicas. Relativamente ao INIAV, permitam-nos que destaquemos o papel do seu Presidente, Professor Doutor Nuno Canada e Vice-Presidente, Dr. João Lima, bem como os Diretores dos Polos de Santarém e Elvas, Doutora Olga Moreira e Eng.º Benvindo Maçãs, bem como às respetivas Equipas. No plano da Academia, relevamos as relações mantidas com a FMV e a UTAD em diversas iniciativas, pelo que é justo um agradecimento e reconhecimento para os Professores Doutores Rui Caldeira e José Pedro Lemos, da FMV, e Divanildo Monteiro e Emídio Gomes, da UTAD. Um agradecimento ao ICBAS - Universidade do Porto, e à Professora Doutora Luísa Valente, pela inclusão da IACA na participação no Projeto SANFEED, cuja metodologia continuaremos a defender e promover. Num espírito de leal cooperação, sem esquecer que os clientes são a razão de existir da Indústria, privilegiámos as relações com as organizações ligadas à pecuária, designadamente com as FEPABO, ANEB, FPAS, APIC, FENALAC, ANIL, APCRF, FEPASA e ASPOC, na procura de soluções conjuntas para o desenvolvimento sustentado da nossa Fileira Pecuária. Cumprimentamos ainda as FIPA, CAP, CONFAGRI, CNA, ANPOC, ANPROMIS, ANSEME, ANIA, ACICO, ANIPLA, APIFVET, APIM, FENAPECUÁRIA, CIB e APED, que connosco colaboraram em diversas iniciativas ou que nos convidaram para eventos por si realizados, preocupadas com a nossa perspetiva sobre a evolução da Fileira Agroalimentar, em matérias tão importantes como os OGM e as NBT, os mercados agrícolas e pecuários, a conjuntura da produção animal, o funcionamento da cadeia alimentar, os preços e qualidade das matériasprimas e dos alimentos compostos para animais. Pelo intenso trabalho desenvolvido no campo normativo, em prol da melhoria da credibilidade da nossa Indústria, agradecemos à Doutora Ilídia Felgueiras, na sua qualidade de Presidente da CT 37. A nossa gratidão, pelo empenho que colocaram na defesa das nossas posições a nível internacional, à FEFAC, nas pessoas do seu Presidente Asbjørn Børsting e Secretário-Geral, Alexander Döring, e à FIPA, através do seu Presidente Jorge Henriques e do Diretor-Geral Eng.º Pedro Queiroz, quer internamente, quer no quadro da FoodDrinkEurope. Um agradecimento pela cooperação e apoio a iniciativas da e para a IACA e seus associados, designadamente a Brent Babb, Lola Herrera e Albert Roda da USSEC, e Ramy Taieb e Loyola Toran, do USGC, pelos sucessivos convites a representantes da Indústria para visitas de trabalho aos EUA no setor dos cereais e oleaginosas, reforçando a cooperação internacional e o conhecimento dos mercados pelos nossos Associados, muito importante para manter a competitividade e sustentabilidade do Setor. Agradecemos igualmente aos responsáveis da REPER, em Bruxelas, e aos Eurodeputados portugueses, designadamente na COMAGRI, pela “cumplicidade” e apoio das posições da IACA 19


nos principais dossiers em discussão ao nível do Parlamento Europeu. Aos Membros da Mesa da Assembleia-Geral, do Conselho Fiscal, da Direção, da Secção de PréMisturas e Aditivos, e da Comissão Executiva, o nosso agradecimento pelo contínuo apoio e cooperação ativa, que muito contribuiu para reforçar o prestígio desta Instituição. Aos assessores e colaboradores, incansáveis, Luís Manuel Santos, Ana Clara Santos, Catarina Afonso, Rita Gonçalves e Jaime Piçarra, um Muito Obrigado pelo empenho, dedicação, resiliência, entusiasmo, inteligência e profissionalismo e pela forma como têm promovido e defendido a nossa Indústria, em Portugal e a nível internacional, e pelo espírito de Equipa, Lealdade e de Missão demonstrados em prol da Associação. Terminamos, como sempre, com uma palavra para aqueles que são a razão da nossa existência, os nossos Associados, que com as suas críticas e sugestões, sempre construtivas, nos ajudam a compreender melhor os problemas da Indústria, a procurar resolvê-los, a motivar-nos, ajudando-nos a “crescer” enquanto pessoas, profissionais e dirigentes associativos. Neste ano tão difícil e tão intenso para todos, em que nos tivemos (mais uma vez) de reinventar todos os dias, são eles que nos dão a força e nos estimulam a realizar este trabalho, gratificante e de espírito de Missão, numa Associação credora de uma cultura de referência e que continua a ser reconhecida, prestigiada e ímpar no universo associativo, nacional e internacional, e que nos incentivam a fazer sempre mais e melhor. Sobretudo nesta conjuntura em que vivemos, com o drama da invasão da Ucrânia pela Rússia e os impactos extremamente adversos para o Setor de que temos dado conhecimento público, quer ao Governo, quer à opinião pública, através da comunicação social, esperamos continuar a estar à altura das expetativas e ambições das empresas associadas para enfrentar os enormes desafios dos próximos anos.

Lisboa, 31 de março de 2022

A DIREÇÃO

(aa)

José Romão Leite Braz

- Presidente

António José M. Saraiva Landeiro Isidoro

- Vogal

Maria Cristina Guarda de Sousa

- Vogal

António Queirós Santana

- Vogal

Avelino da Mota Francisco Gaspar

- Vogal

Ulisses Manuel de Assis Mota

- Vogal

Davide Miguel Tereso Vicente

- Vogal

20


INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR CONTRATOS COLETIVOS DE TRABALHO

Trabalhadores de Escritório – Nível Nacional ▪

Revisão salarial com FETESE e outros publicados no BTE nº 29, de 08.08.2009 - As tabelas salariais produzem efeito a partir de 01.01.2009

Pessoal Fabril do Sul ▪ ▪

Revisão salarial com FESAHT publicada no BTE nº 1 de 08.01.2008 Revisão salarial com FETICEQ publicada no BTE nº 6 de 15.02.2008 - As tabelas salariais produzem efeito a partir de 01.08.2007

Pessoal Fabril do Norte ▪

Revisão salarial e outras com FETICEQ e FESHAT publicada no BTE nº 12 de 29.03.2008 - As tabelas salariais produzem efeito a partir de 01.11.2007

Semi-Vertical (Motoristas, Ajudantes de Motorista, Metalúrgicos e Outros) ▪ ▪

Revisão salarial com FESAHT publicada no BTE nº 1 de 08.01.2008 Revisão salarial com FETICEQ publicada no BTE nº 6 de 15.02.2008 - As tabelas salariais produzem efeito a partir de 01.07.2007

Técnicos de Vendas ▪

Revisão com Sindicato dos Técnicos de Vendas publicada no BTE nº 7 de 22.02.2005 (este Sindicato está encerrado) - Tabelas salariais de 01.12.2004

21


MOVIMENTO ASSOCIATIVO ADMISSÃO Data

Socio nº

Associado

01/01/2021

213

Raçalto – Empreendimentos Agrícolas, Industriais e Pecuários, Lda.

01/02/2021

214

Elanco AH Portugal, Unipessoal, Lda.

11/05/2021

215

Nutrimonte, Lda.

DEMISSÃO Data

Socio nº

Associado

01/01/2021

146

Porto Alto – Rações para Animais, CRL

01/02/2021

206

Elanco Portugal / Lilly Portugal – Produtos Farmacêuticos, Lda.

11/05/2021

189

Quinta do Monte Novo – AgroServiços, Lda.

ALTERAÇÃO DE DENOMINAÇÃO Data 23/06/2021

23/08/2021

29/09/2021

Socio nº

Associado

212

Matosmix-Alimentos Compostos para animais, Lda. passou a Matosmix-Nutrição Animal, S.A.

179

Cevargado – Alimentos Compostos, Lda. passou a Cevargado Alimentos Compostos Unipessoal, Lda.

204

Brandsweet – Indústria Química; Lda. passou a Brandsweet – Aditivos Alimentares, Lda.

22


PUBLICAÇÕES DA IACA NO ANO DE 2021 Revista “Alimentação Animal” ▪

115 – Comendador Luís Marques – Um Homem Bom

116 – Biotecnologia Agrícola e Sustentabilidade

117 – I Fórum da Alimentação Animal confirma proatividade da Indústria

118 – X Jornadas de Alimentação Animal – Novas Ferramentas para uma Alimentação de Precisão

Anuário IACA ▪

Publicado o 31º Anuário

Informação Semanal ▪

52 Edições

Newsletter da IACA ▪

50 Edições

REUNIÕES INSTITUCIONAIS DA IACA EM 2021 Assembleia-Geral Comissão Executiva Conselho Fiscal Direção Secção de Pré-Misturas e Aditivos X Jornadas SPMA

3 5 2 7 3 1

23


REPRESENTAÇÕES DA IACA FEFAC BOARD

José Romão Braz Manuel Chaveiro Soares Rui Gabriel Rita Gonçalves Ana Cristina Monteiro

COMITÉS

Nutrição Animal

Produção Industrial de Alimentos Compostos

Jaime Piçarra (Vice-Presidente) Rui Gabriel Ingrid Van Dorpe Rita Gonçalves Ana Cristina Monteiro Ana Cristina Monteiro Rita Gonçalves

Pré-Misturas e Alimentos Minerais

Gestão da Segurança Alimentar

Alimentos para Peixes

Tiago Aires

Sustentabilidade

Jaime Piçarra Rita Gonçalves

Colégio de Diretores

Jaime Piçarra FIPA

▪ ▪ ▪ ▪

António Isidoro

Direção PARE (Política Agrícola e Relações Externas) Ambiente Secretários-Gerais

Jaime Piçarra (Coordenador) Rita Gonçalves Jaime Piçarra DIVERSOS

ONS CT 37 – Alimentos para Animais Comissão Consultiva Culturas Arvenses (G.P.P.) Comissões Consultivas Sectoriais dos Bovinos, dos Suínos e das Aves e Ovos (GPP) Bolsa do Bovino

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia Conselho Consultivo da Faculdade de Medicina Veterinária (ULisboa) Grupos de Diálogo Civil “Culturas Arvenses”, (DG AGRI / Comissão Europeia) “Uma Só Saúde” Comissão Consultiva do Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais (DGAV) Laboratório Colaborativo FeedInov

Maria Ilidia Felgueiras Rita Gonçalves Maria Ilidia Felgueiras Ana Cristina Monteiro Rita Gonçalves Jaime Piçarra Jaime Piçarra Jaime Piçarra (Presidente da Assembleia-Geral) Jaime Piçarra (Presidente da Assembleia-Geral) Jaime Piçarra Jaime Piçarra Jaime Piçarra Jaime Piçarra José Romão Braz (Presidente da Direção) Jaime Piçarra

24


CALENDÁRIO DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES DA IACA EM 2021 Data 7 14 15 18 20 22 27 28 e 29 29 Data 1 2 3 4 5 7 8 10 11 16 18 23 24 Data 2

3 5 8 9 10 e 11 11 e 12 12 e 13 16 17 18

Janeiro Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) - Reunião do FeedInov (virtual) - Reunião da Direção da FIPA (virtual) Reunião da Direção da IACA (virtual) Reunião Alentejo 2020 (virtual) - Reunião com GPP (virtual) - Reunião Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) Reunião do Conselho Fiscal da IACA (virtual) Reunião do Colégio de Diretores-Gerais da FEFAC (virtual) Reunião da FEFAC sobre o Guia da Soja Sustentável (virtual) Reunião da Comissão Executiva (virtual) Assembleia-Geral da IACA para aprovação do Plano e Orçamento 2021 (virtual) Fevereiro Reunião do Comité “Alimentos para Peixes” da FEFAC (virtual) - Reunião GPP (virtual) - Reunião FeedInov (virtual) Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) Entrega do Prémio Empreendedorismo e Inovação (virtual) Reunião FeedInov (virtual) Reunião Guia de Rotulagem (virtual) Fórum dos Secretários-Gerais da FIPA (virtual) - Reunião do Grupo Focal Waste2value (virtual) - Reunião da Direção da FIPA (virtual) Reunião GPP (virtual) Reunião do GO Efluentes (virtual) Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) Reunião do Comité “Sustentabilidade” da FEFAC (virtual) - Reunião FIPA sobre Desperdício Alimentar (virtual) - Prémio Nacional de Agricultura (virtual) - II Jornadas de Aquacultura (virtual) Março - Reunião do Comité “Pré-Misturas e Alimentos Minerais” da FEFAC (virtual) - Reunião GPP (virtual) - Reunião da Direção da IACA - Reunião do Comité “Nutrição Animal” da FEFAC (virtual) - Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) - Reunião da SPMA (virtual) - Reunião da IACA sobre Redução das Emissões de GEE (virtual) 11º Colóquio Nacional do Milho 2021 | 1º Encontro das Culturas Cerealíferas (virtual) - Reunião dos Fóruns dos Secretários-Gerais da FIPA (virtual) - Reunião do Conselho de Acompanhamento da PAC (virtual) - Reunião do Comité “Alimentos Compostos” da FEFAC (virtual) - Plenário da SPMA USSEC Buyers Meeting Spain Portugal organizado por USSEC/IACA/CESFAC (virtual) Reunião conjunta do “Board” e do “Steering Group” da FEFAC (virtual) VII Jornadas Internacionais de Bovinicultura da UTAD (virtual) Reunião do CiB (virtual) - Webinar CAP “Instrumentos de Recuperação Europeu, Compreender o PRR” (virtual) - Reunião Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) Reunião com CONSULAI Alentejo 2020 (virtual)

25


19 29 30 31 Data 6 7 15 19 20 e 23 21 23 28 Data 4 5 7 7e8 18 19 21 24 26 25 e 27 28 31

- Grupo de Diálogo Civil sobre a Reforma da PAC (virtual) - Assembleia-Geral do CiB (virtual) Assembleia-Geral do FeedInov (virtual) I Workshop SANAS - “Segurança Alimentar, Nutrição Animal e Sustentabilidade” (virtual) - Assembleia-Geral da FIPA (virtual) - Reunião do Comité “Segurança Alimentar” da FEFAC (virtual) - Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) Abril Audição Pública na Assembleia da República sobre a PAC pós-2020 (virtual) Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) - Reunião da Direção da IACA (virtual) - Assembleia-Geral da IACA (virtual) Conselho de Acompanhamento da revisão da PAC Reunião do Projeto SANAS (virtual) Reunião do Comité “Alimentos para Peixes” da FEFAC (virtual) Reunião do Fórum “Mundo Rural, Agropecuária e Agroindústria” (virtual) Assembleia-Geral da FILPORC (virtual) Maio - Reunião PEPAC sobre Produção Sustentável de Bovinos (virtual) - Reunião da Direção da IACA (virtual) - Reunião da CT 37 (virtual) - Reunião da Direção da FIPA (virtual) Grupo de Diálogo Civil da Comissão Europeia/DG AGRI sobre os Aspetos Internacionais de Agricultura (virtual) V Jornadas de Equinicultura APEZ e IAAS-UTAD (virtual) Reunião da Direção do FeedInov (virtual) - Workshop FEFANA/FEFAC “Saúde e Bem-Estar Animal: Qual o Papel da Nutrição Animal?” (virtual) - Reunião da Task Force Covid-19 da FEFAC (virtual) - Assembleia-Geral Eleitoral da FIPA (virtual) Reunião do Grupo de Trabalho FEFAC sobre a revisão dos aditivos (virtual) - Reunião do Conselho Consultivo do FeedInov (virtual) - Reunião do Fórum “Mundo Rural, Agropecuária e Agroindústria” (virtual) Fórum para o Futuro da Agricultura Webinar USDA/USSEC/CESFAC/IACA “Construir uma Cadeia de Abastecimento mais Sustentável: O exemplo da Soja dos EUA” (virtual) XIII Jornadas para Responsáveis de Qualidade de Fábricas – AGAFAC (virtual) Reunião FeedInov, EZN, Vale de Santarém

Data

Junho

3 7e8

Reunião da Task Force da FEFAC sobre “Rotulagem Verde” Workshop da Comissão Europeia sobre “Perspetivas Agrícolas” “Los Retos del Sector de la Alimentácion Animal en el Marco del Desarollo Sostenible” – CESFAC (virtual) Reunião conjunta do “Board” e do Colégio de Diretores-Gerais da FEFAC e AssembleiaGeral da FEFAC (virtual) Conferência da FEFAC integrada na Assembleia-Geral (virtual) Seminário “Óleo de Soja na Formulação de Alimentos para Animais” – USSEC/CESFAC/IACA (virtual) - Reunião do Comité “Nutrição Animal” da FEFAC (virtual) - Grupo de Diálogo Civil da Comissão Europeia/DG AGRI sobre a PAC (virtual) Reunião do Comité “Alimentos Compostos” da FEFAC (virtual) - Reunião do Comité “Pré-Misturas e Alimentos Minerais” da FEFAC (virtual) - Reunião PEPAC (virtual)

9 10 11 10 e 15 14 15 18

26


21,23 e 24 22

- Reunião do Fórum “Mundo Rural, Agropecuária e Agroindústria” (virtual) Curso “Os últimos desenvolvimentos na alimentação de aves e suínos” – USSEC/FEDNA/CESFAC/IACA (virtual) Reunião da Direção da SPMA

Data

Julho

6

19 21

Reunião do Comité “Sustentabilidade” da FEFAC (virtual) Fórum da Alimentação Animal – Estratégia “Do Prado ao Prato”: Desafios e Oportunidades realizado no quadro do Projeto SANAS, cofinanciado pelo Alentejo 2020 (virtual) - Workshop on Soy Monitoring Report 2020 (virtual) - Fórum dos Secretários-Gerais da FIPA (virtual) - Reunião da Comissão Executiva (virtual) 2º Workshop SANAS – “Segurança Alimentar, Nutrição Animal e Sustentabilidade (virtual) - Reunião da Comissão Consultiva da FMV-ULHT (virtual) - Reunião da Direção da FIPA Reunião da FIPA sobre a “Agenda Estratégica Agroalimentar” (virtual) Webinar USSEC/IACA – “USSEC Country Meeting Portugal” (virtual)

Data

Agosto

12

13 14

23 Data

Reunião do Comité “Alimentos para Peixes” da FEFAC (virtual) Setembro

- Reunião do “Board” da FEFAC (Bruxelas e virtual) - Fórum dos Secretários-Gerais da FIPA (virtual) Agroglobal – Sessão “O mercado mundial de matérias-primas: que perspetivas para os 8 próximos anos?” - Reunião conjunta do Colégio de Diretores-Gerais da FEFAC com a Presidência da 10 Eslovénia (virtual) - Agenda Mobilizadora InsectERA (PRR) (virtual) - Reunião na EZN sobre as Agendas Mobilizadoras (PRR) 15 - Reunião da Comissão Executiva (virtual) 16 Reunião da Direção da IACA (virtual) 20,27,29 Curso “Feeding Programs for Young Animals” – patrocinado pela USSEC e organizado em e 30 conjunto pela FEDNA e USSEC (ANWG), com colaboração CESFAC e IACA (virtual) 22 Reunião da CT 37 - X Jornadas de Alimentação Animal – “Novas Ferramentas para uma Alimentação de 23 Precisão”, realizadas no INIAV – Polo de Santarém (Estação Zootécnica Nacional) - Reunião da Direção do FeedInov 29 Reunião com FeedInov e INIAV, na EZN, sobre o Projeto SANAS (Fichas Técnicas) 6

Data

Outubro

1 4

Conferência Embaixada de França sobre os Cereais Franceses (Lisboa) Fórum de Secretários-Gerais da FIPA (virtual) - Reunião de Avaliação do FeedInov com os peritos internacionais (EZN, Santarém) - Reunião do Comité “Alimentos Compostos” da FEFAC (virtual) - Reunião de Direção da FIPA (virtual) Sessão de Apresentação das “Propostas da CAP para a Arquitetura Verde” da PAC, no quadro do PEPAC (virtual) Diálogo Transatlântico sobre a inovação na agricultura e os sistemas alimentares sustentáveis (virtual) - Reunião do Comité “Sustentabilidade” da FEFAC (virtual) - Conferência sobre a “Estratégia do Prado ao Prato: análise dos diferentes estudos sobre a avaliação do impacto no setor pecuário” (virtual) Comissão Consultiva da PAC sobre o PEPAC no Ministério da Agricultura Grupo de Diálogo Civil sobre a Reforma da PAC, da DG Agri/Comissão Europeia (virtual) - Reunião sobre os Eco-regimes relativos à alimentação animal (virtual) - Webinar da FEFAC “Soluções da Indústria de Alimentação Animal como contributo para

6 11 12 13 15 18 19

27


20 21

22

25 27 29

as emissões zero na produção pecuária” (virtual) Reunião do Comité “Pré-Misturas e Alimentos Minerais” da FEFAC (virtual) - Reunião do Comité “Nutrição Animal” da FEFAC (virtual) - Conferência 2ª Academia de Aminoácidos: “O valor dos aminoácidos para uma criação animal sustentável”, organizada pela Metex Noovistago, em Paris - Reunião da Comissão do Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais (FSSAM) da DGAV (virtual) - Conferência 2ª Academia de Aminoácidos: “O valor dos aminoácidos para uma criação animal sustentável”, organizada pela Metex Noovistago, em Paris - Reunião do GO Efluentes (virtual) - Reunião do Comité “Alimentos para Peixes” da FEFAC - Reunião do Grupo Ação Climática (EZN, Santarém) - Reunião do Board da FEFAC (virtual) - Conselho de Presidentes da FIPA para apresentação da Agenda Estratégica 2030 - Webinar “Do Prado ao Prato”, organizado pelo Parlamento Europeu, com Eurodeputados portugueses (virtual)

Data

Novembro

02 03 10

Fórum de Secretários-Gerais da FIPA Reunião da Direção da FIPA (virtual) Reunião do Comité “Gestão da Segurança Alimentar” da FEFAC (virtual) - Webinar “Neutralidade Carbónica e Agricultura” (virtual) - Reunião da Comissão Executiva da IACA (virtual) - Reunião da Direção da IACA - Intervenção na Mesa Redonda do Congresso Internacional Waste4Value Reunião com a DGAV Comissão de Acompanhamento da PAC sobre o PEPAC, com Ministra da Agricultura - Webinar BovINE: Ferramentas para a medição e comunicação do bem-estar animal nas explorações de bovinos (virtual) - Reunião sobre o Projeto “Redução das emissões de gases com efeito de estufa em ruminantes, pela via alimentar” (virtual) Assembleia-Geral da FILPORC Encontro Anual de Organismos de Normalização Sectorial ONS (virtual) Participação do Presidente da IACA no III Encontro da Bovinicultura Portuguesa (ANEB) Reunião da CT 37 – Delineamento do Relatório de Atividades 2021 e Plano de Atividades para 2022

16 17 18 19 22 24 25 26 29 Data

Dezembro

2 6 7

DGAV Informa – Novo Regulamento dos Medicamentos Veterinários (virtual) Reunião do Conselho Fiscal da IACA Assembleia-Geral do CiB (virtual) - Visita a Cooperativa Agrícola de Vila do Conde - Intervenção na Conferência Internacional “Alterações Climáticas: Impactos e Desafios para o Setor Agrícola”, em Vila do Conde Reunião da Direção do FeedInov (virtual) Assembleia-Geral do FeedInov (virtual) - Reunião da Direção da IACA (virtual) - Assembleia-Geral da IACA (virtual) DGAV Informa – Novo Regulamento sobre os Alimentos Medicamentosos (virtual) Reunião FSA/Embaixada EUA, com a nova Conselheira agrícola para Portugal e Espanha (virtual) Grupo de Acompanhamento e Avaliação das Condições de Abastecimento de Bens nos Setores Agroalimentar e Retalho em virtude das Dinâmicas de Mercado (virtual) Reunião do Projeto GO PORK (virtual)

9 13 14 15 16 20 22 29

28


CONSELHO FISCAL PARECER Reunido hoje em sessão ordinária, na sua sede social, o Conselho Fiscal da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA, apreciou e discutiu o RELATÓRIO E CONTAS DO EXERCICIO DE 2021, tendo deliberado emitir o seguinte parecer:

1- Que sejam aprovados o Relatório e Contas, referente ao ano de 2021.

2- Que o Resultado Líquido do Exercício, positivo, de 4.283,08 euros, seja distribuído de acordo com a proposta da Direção.

3- Que a Assembleia, na sua sessão de 12 de abril de 2022, aprove um voto de reconhecimento à Direção e à Comissão Executiva, pela gestão, cuidadosa e prudente, da nossa Associação.

4- Sugerimos ainda que a Assembleia aprove um voto de louvor e reconhecimento ao Secretário-Geral, Assessores e a todos os Colaboradores, pela disponibilidade, dedicação e competência colocadas ao serviço da IACA e do setor que representa, sobretudo neste período tão conturbado e difícil para a Indústria da Alimentação Animal e Fileira Pecuária.

Lisboa, 06 de abril de 2022 O CONSELHO FISCAL

(aa)

Carlos Jorge Tomás Ruivo

- Presidente

Jorge José Rodrigues Fernandes

- Vogal

Francisco Barreiro da Silva

- Vogal

29


ESTATÍSTICA 2021 PRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPOSTOS PARA ANIMAIS Por Grupos de Referência

(Tons)

AVES

SUINOS

Pintos para Carne - Iniciação

299 670 Leitões - Iniciação

11 528

Pintos para Carne - Crescimento

421 293 Leitões - Recria

61 743

Frangos para Carne - Acabamento

100 578 Porcos - Crescimento

Frangos para Carne - Retirada Pintos - Cria

310 591

22 549 Porcos - Engorda

148 474

7 223 Porcos - Acabamento

Frangas - Recria

42 386

26 353

Porcas reprodutoras - Futuras reprodutoras

13 003

Galinhas Poedeiras

212 185 Porcas Reprodutoras - Gestação

85 258

Galinhas Reprodutoras

140 658 Porcas Reprodutoras - Lactação

40 555

Porcas reprodutoras Gestação+Lactação

7 814

Patos para Carne

29 874

Patos Reprodutores

0 Outros

Perus - Iniciação

15 875 Complementares

Perus - Crescimento

43 585 Total SUÍNOS

Perus - Engorda

144 799

Perus - Retirada

0

Perus Reprodutores

20 055

Outros

29 320

Complementares

20

717 308

7 807

Total AVES

1 537 857

BOVINOS Vitelos em Aleitamento Vitelos - Cria Novilhas em Recria Novilhos de Engorda Crescimento Novilhos de Engorda Acabamento Vacas Leiteiras

DIVERSOS 4 100 Ovinos de Carne

48 259

28 474 Ovelhas Leiteiras

20 077

4 157 Caprinos de Carne 209 023 Cabras Leiteiras

8 756 3 290

145 838 Equídeos

61 861

385 124 Coelhos

58 892

Vacas Aleitantes

2 526 Cães e Gatos

Complementares Proteicos

1 781 Outros

Outros

3 704 Total DIVERSOS

Total BOVINOS

11 969

150 027 50 435

401 597

784 727

TOTAL GERAL

3 441 489

30


2021 MATÉRIAS-PRIMAS UTILIZADAS (Tons.) GRÃOS DE CEREAIS Aveia Centeio

SEMENTES E FRUTOS OLEAGINOSOS 1 486 Soja integral 363 Sementes de algodão

232

7 Sementes de girassol

381

Arroz Cevada

Sorgo

194 381 Sementes de linho 1 609 Sementes de colza 897 770 Outros

Trigo

225 509

Milho

Triticale

14 87 91 4 973

88 821

Cereais processados pelo calor

1 032

Concentrados proteicos de cereais

4 213

Sementes e outros cereais

4 168

477 2 126 956

PRODUTOS E SUBPRODUTOS DE GRÃOS DE CEREAIS Alimpadura de trigo Trincas de arroz Bagaço de arroz Bagaço de gérmen de milho

PRODUTOS E SUBPRODUTOS DE SEMENTES E FRUTOS OLEAGINOSOS

1 332 Bagaço de amendoim

35

30 Bagaço de cártamo

0

0 Bagaço de colza 386 Bagaço de copra (coco)

71 868 0

Dréches e Solúveis de Destilação de Trigo

1 500 Bagaço de girassol

59 774

Dréches de cevada

1 591 Bagaço de linhaça

185

Gritz de milho

38 Bagaço de palmiste

39 991

Dréches e solúveis de destilação de milho

23 604 Bagaço de azeitona

0

Farinha forrageira de milho

10 756 Bagaço de sésamo

0

Farinha forrageira de trigo Glúten de milho Glúten feed de milho

0 Bagaço de soja 461 Bagaço de soja, descascada 12 783 Bagaço de algodão

621 834 9 331 0

Glúten feed de trigo

7 Cascas de sementes de soja

14 112

Radículas de malte

1 411 Concentrado proteico de soja

51

Sêmea de arroz Sêmea de centeio Sêmea de trigo Sêmea de milho Casca de arroz Outros

11 180 Óleo vegetal 683 Outros (girassol descascado, etc.) 126 575

17 662 892 835 735

452 0 1 070 193 859

31


SEMENTES DE LEGUMINOSAS, SEUS PRODUTOS E SUBPRODUTOS

PRODUTOS E SUBPRODUTOS LÁCTEOS

Ervilhas

166 Leite em pó

Fava forrageira

119 Soro de leite ácido, em pó

283

0 Soro de leite doce, em pó

852

Tremoço doce Outros (feijão verde, ervilhaca, grão-de-bico, etc.)

49

26 Lactose

5

311 Caseína

0 1 189

TUBÉRCULOS E RAÍZES, RESPECTIVOS PRODUTOS E SUBPRODUTOS

PRODUTOS DE ANIMAIS TERRESTRES

Mandioca

0 Farinha de aves de capoeira

Batata

0 Farinha de carne e osso

Polpa de batata

810 5 317

30 Farinha de ossos

0

215 Farinha de penas

391

Polpa de beterraba (sacarina)

5 224 Farinha de sangue

10

Melaço de beterraba

6 094 Gorduras animais

Concentrado proteico de batata

Sacarose de beterraba

25 921

103 Manteiga

2

11 666 Hidrolisados proteicos de porco Plasma sanguíneo de porco

332 0 32 783

PRODUTOS E SUBPRODUTOS DE OUTRAS SEMENTES E FRUTOS Farinha da alfarroba Gérmen de alfarroba Folhelho de uva

PRODUTOS DO PESCADO

7 122 Farinha de peixe

211

0 Concentrados proteicos e solúveis de peixe 608

Bagaço de grainha de uva

1 266

Polpa de citrinos

1 814

Repiso de tomate

0

Polpa de maçã

0

7 218

10 810

OUTRAS PLANTAS, RESPECTIVOS PRODUTOS E SUBPRODUTOS Melaço de cana-de-açúcar Sacarose de cana

5 156 Carbonato de cálcio

66 813

14 Fosfato dicálcico

2 207

5 170 Fosfato monocálcico

15 240

Bicarbonato de sódio

3 634

FORRAGENS E OUTROS ALIMENTOS GROSSEIROS Luzerna Palha de cereais Palha de cereais tratada

MINERAIS

Cloreto de sódio 19 961 Oxido de Magnésio 676 Outros minerais 4 795

11 613 190 2 055 101 752

25 432

32


DIVERSOS

ADITIVOS

Gorduras vegetais - sabões cálcicos

3 220 Coccidiostáticos

Gorduras vegetais - hidrogenadas

1 175 Aglutinantes

Oleínas

21 Ureia e derivados

388 5 418 1 905

Prod. e subprodutos ind. de panificação e massas

9 081 Aminoácidos sintéticos

Prod. e Subprodutos de Pastelaria e Ind. Gelados

6 010 Conservantes

562

Leveduras

2 Antioxidantes

274

Glucose

0 Corantes

580

Concentrados proteicos de leveduras

0 Aromatizantes

Reciclagem de rações Outros

5 268

Vitaminas, Pró-vitaminas e Subst. efeito semelhante

501 Oligoelementos 25 278 Melhoradores da digestibilidade

PRÉ-MISTURAS Aves

Estabilizadores da flora intestinal

10 880

Substâncias que afetam favoravelmente o ambiente

Bovinos

4 858 Adsorventes de micotoxinas

Suínos

8 172 Outros

Ovinos e caprinos

197

Coelhos

314

Equinos

246

Peixes Cães e gatos Outros

18 465

42 747 431 1 243 473

0 868 9 058 40 454

5 61 170 24 903

33


PRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPOSTOS PARA ANIMAIS (Milhares de Tons.) PRODUÇÃO POR ESPÉCIES ANOS 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

AVES 1 166 1 174 1 177 1 200 1 194 1 230 1 247 1 240 1 208 1 205 1 267 1 271 1 189 1 267 1 220 1 163 1 254 1 218 1 280 1 311 1 274 1 271 1 247 1 237 1 242 1 336 1 408 1 419 1 416 1 432 1 538

BOVINOS SUINOS 1 086 1 061 963 926 1009 961 883 853 956 940 911 890 863 921 1062 877 903 845 767 714 655 642 601 619 668 692 731 753 768 769 785

1 357 1 294 1 463 1 347 1 182 1 163 1 166 1 198 1 111 1 034 1 034 1 115 1 091 1 101 1 045 982 1 017 1 004 903 860 886 842 796 787 858 796 742 732 698 759 717

OUTROS ANIMAIS 149 189 203 199 214 206 205 205 205 199 191 203 208 226 259 228 236 219 260 283 277 282 257 250 264 298 305 360 384 384 401

TOTAIS / ANO

VARIAÇÃO ANUAL

3 758 3 718 3 806 3 672 3 599 3 560 3 501 3 496 3 480 3 378 3 403 3 479 3 351 3 515 3 586 3 250 3 410 3 286 3 210 3 168 3 092 3 037 2 901 2 893 3 032 3 122 3 186 3 264 3 266 3 344 3 441

-1,06% 2,37% -3,52% -1,99% -1,08% -1,66% -0,14% -0,46% -2,93% 0,74% 2,23% -3,68% 4,89% 2,02% -9,37% 4,92% -3,64% -2,31% -1,31% -2,40% -1,78% -4,48% -0,28% 4,80% 2,97% 2,05% 2,45% 0,06% 2,39% 2,90%

34


CONSUMO DE MATÉRIAS -PRIMAS (Milhares de Tons)

ANOS

CEREAIS

SEMENTES E BAGAÇOS

PROD. SUBSTITUTOS CEREAIS

DIVERSOS

TOTAIS/ANO

1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021

876 950 1069 1106 1 081 1 257 1 318 1 434 1 400 1 327 1 391 1 535 1 505 1 527 1 652 1 598 1 750 1 801 1 826 1 829 1 711 1 699 1 670 1 674 1 674 1 802 1 862 1 874 1 865 1 961 2 127

962 949 903 870 874 872 843 837 878 796 880 870 854 865 849 794 943 909 822 805 754 720 695 688 715 758 702 736 705 825 841

1 150 1 086 1 071 940 893 794 751 665 649 699 651 608 556 622 561 396 180 103 91 73 139 85 74 69 84 95 122 106 102 93 59

751 734 755 704 638 637 589 560 553 556 481 466 436 501 524 462 537 473 471 461 488 533 462 462 559 467 500 548 594 465 414

3 739 3 719 3 798 3 620 3 486 3 560 3 501 3 496 3 480 3 378 3 403 3 479 3 351 3 515 3 586 3 250 3 410 3 286 3 210 3 168 3 092 3 037 2 901 2 893 3 032 3 122 3 186 3 264 3 266 3 344 3 441

35


PRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPOSTOS PARA ANIMAIS EM 2021

Equídeos 2%

Coelhos 2%

Cães e Gatos 4% Outros Animais 1%

Ovinos e Caprinos 2%

Suinos 21% Aves 45%

Bovinos 23%

EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS COMPOSTOS 4 000 3 500

Milhares de Toneladas

3 000 2 500 OUTROS ANIMAIS 2 000

SUINOS BOVINOS

1 500

AVES

1 000 500 0 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2017 2019 2021

36


ESTRUTURA DO CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS EM 2021 Diversos 12% PSC 2%

Sem/Bagaços 24% Cereais 62%

EVOLUÇÃO DO CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS 4000

3500

Milhares de Toneladas

3000 2500 DIVERSOS 2000

PSC SEM/BAGAÇOS

1500

CEREAIS

1000 500 0 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2017 2019 2021

37