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JORNADAS

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DOS INDUSTRIAIS DE ALIMENTOS COMPOSTOS PARA ANIMAIS – IACA


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VI JORNADAS DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL E chegámos às sextas JAA, neste projeto que começou em 2010! Parece que foi ontem que em colaboração com o dr. Fernando Anjos, desenvolvemos esta ideia de criar uma reunião anual para a indústria portuguesa de alimentação animal, envolvendo nutrição, fabrico, controlo de qualidade / segurança alimentar. Este ano o tema central foi dedicado às variadas "Análises e Controlos" que efetuamos na nossa profissão, tendo em conta dois planos distintos: o produtivo (controlo de fabrico e do produto final) e o legislativo (cumprimento da rotulagem e segurança Pedro Folque

alimentar), tentando responder às questões "que aná-

SPMA - IACA

lises fazemos, porque e como fazemos". Infelizmente, nem todos perceberam esta mensagem no programa das jornadas, daí algumas ausências.

Contando com a importante colaboração de todas as empresas da recente SPMA – Secção de Pré-Misturas e Aditivos, da IACA, as JAA deram razão ao chamado Alargamento da Associação, pois demonstraram que todos os operadores podem ser parceiros neste mercado. Apesar da data da reunião ter tido a concorrência de outros eventos (ex. Anaporc) e do número de apresentações (8) ter sido um pouco "pesado", tivemos o maior número de participantes, sinal que os técnicos e as empresas valorizaram as jornadas e o seu programa.

ÍNDICE

Sobre participações, não devo esquecer de realçar o apoio do sponsor USSEC, que nos

03 VI JORNADAS 04 SPMA/IACA 48 INVESTIGAÇÃO NOTÍCIAS DAS 5 1 EMPRESAS 53 NOTÍCIAS 54 AGENDA

INIAV e a UTAD, sempre dinâmicas e presentes. Registo para a presença de vários

EDITORIAL

tem apoiado desde a primeira jornada e este ano da Phosphea, que acreditou nesta organização. E uma palavra de agradecimento a três instituições, a DGAV – DAA, o jovens participantes (empresários e técnicos), futuro desta indústria e que encontram nestas jornadas um meio de formação e de integração no sector. Por falar em formação, demonstrando esta necessidade que a produção animal tem de se atualizar ou adquirir conhecimentos, registe-se a forte adesão que teve o curso de "Alimentação de Suínos" iniciado em Março de 2017, uma organização conjunta da FMV de Lisboa, SCS e IACA. Sobre as apresentações das VI JAA temos este número da Alimentação Animal, podendo os leitores relembrar ou tomar conhecimento das intervenções dos moderadores e técnicos participantes. À SPMA compete desde já começar a pensar nas próximas jornadas, tendo em conta tendências e necessidades futuras do sector. Para finalizar, em meu nome e da SPMA, gostariamos de deixar uma palavra de agradecimento à eng.ª Cristina de Sousa, que termina o seu mandato de Presidente da IACA, pela colaboração que teve com esta Secção e pela dedicação que sempre demonstrou por esta Associação. A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

VI JORNADAS DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL PROGRAMA 09:00 – 09:30 h Receção dos participantes 09:30 – 10:00 h Abertura das JAA Cristina de Sousa (IACA) e Pedro Folque (SPMA)

1º Painel – Moderador: Prof. Manuel Chaveiro Soares

2º Painel – Moderador: Dra. Olga Moreira (INIAV)

10:00 – 10:30 h Rotulagem e tolerâncias em alimentos para animais Ana Monteiro (IACA) 10:30 – 11:00 h Metodologias analíticas em alimentação animal Isabel Lopes (EUROCEREAL) 11:00 – 11:30 h Coffee-Break 11:30 – 12:00 h Controlo do processo de fabrico. Tecnologia NIR Isabel Antão (TNA) 12:00 – 12:30 h Controlo de qualidade dos produtos derivados do grão de soja Mariano Gorrachategui (USSEC) 12:30 – 13:00 h Fibra bruta – Fracionamento e interpretação Geneviéve Faussier (ZOOPAN) 13:00 – 13:30 h Discussão 13:30 – 15:00 h Almoço

15:00 – 15:30 h Avaliação de matérias primas minerais Karine Le Grand (PHOSPHEA)

PAT R O C I N A D O R E S

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Filme Qualiaca Ana Monteiro (IACA) 16:00 – 16:30 h Biossegurança em alimentação animal Joan Mesià (VETALMEX) 16:30 – 17:00 h Gestão do risco de micotoxinas Matthieu Merceron (INVIVO-NSA) 17:00 – 17:15 h Discussão 17:15 h Sessão de Encerramento

A POIO

COLA B ORAÇÃO

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15:30 – 16:00 h Substâncias indesejáveis Maria João Fradinho (DGAV)


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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

MODERAÇÃO – 1º PAINEL

Manuel Chaveiro Soares Eng. Agrónomo, Ph.D., Agreg.

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Nas minhas primeiras palavras gostaria de cumprimentar cordialmente todos os presentes e salientar o enorme interesse que o anúncio destas VI Jornadas despertou junto dos Associados da IACA e não só, conforme hoje se comprova pelo elevado número de presenças, o que decorre do apreço de todos nós pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Secção de Pré-Misturas e Aditivos, com sublinhado para o programa elaborado com reconhecida competência pelo Eng. Pedro Folque, numa iniciativa muito meritória que, desde há seis anos, implementou em estreita colaboração com a IACA. Ao ser convidado para nestas circunstâncias moderar o 1º Painel das Jornadas, não posso deixar de sentir que me foi concedido imerecidamente um grande privilégio, que naturalmente agradeço reconhecidamente e tomo a liberdade para, a título introdutório, abordar, embora sucintamente, duas questões que considero pertinentes e muito actuais, ambas todavia convergindo no sentido de deixar um apelo aos presentes em ordem ao lobby que, a meu ver, importa intensificar e alargar, tanto junto dos decisores políticos, como dos consumidores e das cadeias de retalho alimentar, sendo certo que, actualmente, estas últimas não raro desempenham um papel decisivo nos processos produtivos das diferentes fileiras da produção animal. A propósito do tema a ser abordado na comunicação que se segue – rotulagem – e que tenho a honra de moderar, parece-me interessante relatar brevemente dois episódios em que participei. Após as crises da BSE em 1996 e das dioxinas em 1999, a Comissão Europeia decidiu tomar diversas medidas com vista a minimizar os riscos alimentares. Entre tais medidas a Comissão pensou em tornar obrigatória a indicação, nos rótulos dos alimentos compostos para animais, da percentagem exacta de todas as matérias-primas incorporadas em cada lote de alimento composto. No ano 2000 e em representação da IACA, tive oportunidade de debater este tema com o Comissário David Byrne, no seu gabinete em Bruxelas, estando também presentes alguns assessores do referido Comissário. Tive então oportunidade de apresentar ao distinto advogado irlandês a opinião da IACA sobre a aludida obrigatoriedade. Assim e em primeiro lugar, informei que a percentagem de incorporação de uma matéria-prima não estava relacionada com o risco sanitário do produto final, nem que tal rigor informativo se revestia de especial interesse para estimar o valor nutritivo de um alimento composto. Em segundo lugar comuniquei ao Comissário que se tornava impossível proceder ao controlo da percentagem de incorporação das diversas matérias-primas utilizadas em múltiplos lotes, pelo que dificilmente seria possível fiscalizar a aplicação da directiva. Relativamente à minha primeira observação não me foi dada qualquer justificação – e tratava-se da questão essencial – e, no tocante à segunda, os assessores anteriormente mencionados foram de opinião que em qualquer altura se poderia efectuar um controlo administrativo e assim verificar, para cada matéria-prima, se as quantidades declaradas nos rótulos correspondiam aos consumos totais registados na fábrica de rações durante um determinado período. Facilmente me apercebi que nenhum dos meus interlocutores jamais tinha entrado numa fábrica de alimentos compostos e tomei a liberdade de sugerir que o fizessem, mas confesso que saí do gabinete sem ter

conseguido demover o Comissário David Byrne da sua intenção. Todavia, como os assuntos rolam lentamente nos corredores de Bruxelas, em 2007, ao receber o Comissário Markos Kyprianou, em instalações avícolas do Grupo Valouro, o tema em apreço mantinha-se ainda em apreciação. Tive então oportunidade de referir ao aludido Comissário que na véspera eu tinha preparado uma papa para os meus netos a partir de uma farinha da Nestlé contendo diversos ingredientes, sem que na respectiva embalagem fosse mencionada a percentagem de qualquer um deles. Mas, se fosse um alimento concentrado composto destinado a vacas seria obrigatório mencionar no rótulo a percentagem exacta de incorporação de todos os componentes. Este contraste de critérios sensibilizou o Dr. Markos Kyprianou que, ao regressar a Bruxelas, deu instruções – conforme então me relatou o Dr. José Manuel Costa, que representava Portugal no grupo de estudo – para que fosse dada uma outra orientação à rotulagem dos alimentos compostos para animais, o que efectivamente veio a verificar-se mais tarde. Como conclusão do que precede acerca da rotulagem, podemos talvez salientar a importância dos agentes económicos e, principalmente, das suas associações profissionais, tentarem acompanhar a preparação das directivas europeias, não raras vezes elaboradas por burocratas sem aderência à realidade. Neste capítulo considero oportuno e justo destacar o empenho com que a IACA tem influenciado com sucesso diversos dossiers em Bruxelas. É certo que, até ao presente, a nossa Indústria tem dispensado particular atenção à aproximação aos legisladores; mas, actualmente, a comunicação com os consumidores está a assumir uma importância não despicienda, mormente nos países afluentes da UE. Efectivamente, diversos grupos de pressão, ligados ao bem-estar animal e ao ambiente, têm vindo a desenvolver intensas campanhas contra o consumo de bens de origem animal, inclusive levantando problemas de índole alimentar, quando justamente a qualidade nutricional das proteínas animais, e outros nutrientes presentes nos géneros alimentícios de origem animal, muito têm contribuído para uma dieta equilibrada e, na minha modesta opinião, o seu crescente consumo reflete-se inclusivamente na maior estatura dos europeus nascidos após a 2ª Grande Guerra comparativamente aos seus avós. Acrescem, obviamente, as características organolépticas, que justificam também em parte os aumentos notáveis de consumo que mais recentemente se têm registado igualmente nos países emergentes, em decorrência da elevação do poder de compra proporcionado pela globalização a uma proporção crescente da população desses países. Importa também alertar as autoridades veterinárias e os consumidores para os riscos sanitários associados a uma prática insistentemente defendida por alguns grupos de pressão – a criação de aves ao ar livre –, nomeadamente no que respeita ao perigo da gripe aviária, susceptível de causar enormes prejuízos para o sector avícola, para além doutros riscos de índole sanitária derivados do contacto das aves domésticas com animais vectores de múltiplas doenças, designadamente ratos e aves silvestres. De salientar que a gripe aviária constituiu o tema mais focado no XX Congresso Mundial de Veterinária, consagrado à Avicultura, que decorreu em Edimburgo, durante a primeira semana do mês de Setembro.


A terminar esta breve deriva, acrescento que ainda neste mês de Setembro teve lugar Le Salon International des Productions Animales (Space), em Rennes, há 30 anos visitado por inúmeros portugueses, justamente por se tratar de uma das mais importantes feiras agrícolas da Europa. Pois observei ali alguns sinais denunciadores da existência de gente que se opõe ao progresso em produção animal, designadamente através da colagem de alguns cartazes nas ruas condenando a realização do evento e também a irrupção, no próprio interior da feira, de dois defensores da causa animal que protestavam contra o uso da selecção genómica. Na ocorrência tratava-se do uso da referida técnica para saber se uma vitela possuía os genes mais adequados a um futuro bom desempenho zootécnico, tendo mesmo sido

PRODUTOS

necessário recorrer à evacuação manu militari dos referidos militantes. A meu ver, para além obviamente dos órgãos de comunicação social, conviria envolver também a comunidade científica – não só pela sua competência, como também pela sua independência e eventual notoriedade – em campanhas promovidas pelas diversas fileiras produtivas, em ordem ao esclarecimento e formação dos consumidores, difundindo informação assente no actual conhecimento científico e apresentada com rigor e racionalidade, afastando assim também preconceitos, falácias e falsas notícias, que frequentemente influenciam igualmente as escolhas das cadeias de retalho alimentar, não raro implicando desnecessariamente maiores custos para os produtores pecuários, situação

SERVIÇOS

QUALIDADE

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tanto mais grave quando tais requisitos são exigidos apenas aos produtores da UE. A propósito da influência que pode ser exercida por personalidades com elevada notoriedade na sociedade portuguesa, termino este breve intróito fazendo referência às declarações do director-geral da Saúde, condenando a alimentação vegetariana, e publicadas no passado dia 16 de Setembro na primeira página do semanário com maior influência na opinião pública portuguesa e também junto dos decisores políticos. Seria certamente útil para a saúde dos portugueses que a opinião do Dr. Francisco George – acerca do consumo benéfico de leite, carne e ovos – fosse ainda mais amplamente difundida, bem como a opinião de outras personalidades com competência na matéria e prestígio social.

SEGURANÇA

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

ROTULAGEM E TOLERÂNCIAS EM ALIMENTOS PARA ANIMAIS Rotulagem de alimentos compostos e matérias-primas A rotulagem de alimentos compostos e matérias-primas para a alimentação animal está legislada pelo Regulamento (CE) nº 767/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 13 de julho de 2009, que define as disposições gerais de rotulagem e tolerâncias relativas às divergências entre os resultados

Ana Cristina Monteiro Assessora Técnica IACA

do controlo oficial e os teores constantes do rótulo (Anexos II e IV), a responsabilidade pela rotulagem dos operadores nos diversos níveis da cadeia e a possibilidade de alegações de natureza nutricional ou apoio/proteção das condições fisiológicas, desde que objetivas, verificáveis e cientificamente substanciáveis pela autoridade competente, mas nunca baseadas em ações farmacológicas ou imunológicas (art. 13º). Estabelece ainda que a rotulagem e apresentação dos alimentos para animais não devem induzir em erro o utilizador. Presentemente os Anexos que compõem este Regulamento estão em revisão ao nível da Comissão Europeia esperando-se a sua publicação brevemente. As alterações previstas dizem respeito aos Anexos II, IV (relativo às tolerâncias para os constituintes analíticos), VI (relativo aos elementos de rotulagem aplicáveis às matérias-primas para a alimentação animal e aos alimentos compostos para animais destinados a animais utilizados na alimentação humana), VII (relativo aos elementos de rotulagem aplicáveis às matérias-primas para a alimentação animal e aos alimentos compostos para animais não destinados a animais utilizados na alimentação humana) e VIII. Importa ainda referir que esta legislação é transversal aos animais de produção e aos animais de companhia, havendo, no entanto, algumas particu-

laridades específicas de cada categoria, nomeadamente o Anexo VI de aplicação exclusiva aos animais utilizados na alimentação humana, e o anexo VII de aplicação exclusiva aos animais de companhia. Responsabilidade A pessoa responsável pela rotulagem deve assegurar a presença e a exatidão factual dos elementos de rotulagem. A responsabilidade pela rotulagem é do operador do sector dos alimentos para animais que coloca pela primeira vez o alimento para animais no mercado ou, com cujo nome ou designação comercial o alimento é comercializado. Os operadores de empresas do sector dos alimentos para animais asseguram que os elementos de rotulagem obrigatória sejam transmitidos através de toda a cadeia alimentar. Este é o princípio de “um passo à frente e um passo atrás” da responsabilidade pela rastreabilidade dos alimentos para animais. Apresentação dos elementos da rotulagem Os elementos de rotulagem obrigatória constam, na sua totalidade, de um lugar proeminente da embalagem, do recipiente, do rótulo que lhe seja anexado ou do documento de acompanhamento (p.e. no caso de alimentos a granel), de forma bem visível, claramente legível e indelével, em pelo menos uma língua oficial do país onde será colocado no mercado. Os elementos de rotulagem devem ainda ser facilmente identificáveis e não podem ser dissimulados por quaisquer outras informações.

Requisitos de rotulagem obrigatória gerais O artigo 15º define os requisitos de rotulagem obrigatória gerais, no qual refere que nenhuma matéria-prima ou alimento composto para alimen8 |

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tação animal podem ser colocados no mercado sem que constem da rotulagem os seguintes elementos:

• Designação do grupo funcional (Regulamento (CE) nº 1831/2003) ou categoria.

• Tipo de alimento para animais: matéria-prima para alimentação animal, alimento completo para animais ou alimento complementar para animais. No caso dos alimentos completos para animais pode ser usada, a designação “alimento completo substituto do leite”, enquanto no caso dos alimentos complementares para animais podem ser usadas as seguintes designações “alimento mineral para animais” ou “alimento complementar substituto do leite”; • Nome ou designação comercial e endereço do operador da empresa do sector dos alimentos para animais responsável pela rotulagem; • Número de aprovação do estabelecimento do responsável pela rotulagem, se disponível. Se dispuser de vários números de aprovação, o responsável pela rotulagem utiliza o que foi concedido ao abrigo do Regulamento (CE) nº 183/2005; • Número de referência do lote; • Quantidade líquida; • Lista dos aditivos para alimentação animal precedida da menção «aditivos», em conformidade com o capítulo I dos anexos VI ou VII e em conformidade com as disposições de rotulagem constantes do ato legislativo que autoriza o respetivo aditivo para alimentação animal; • Teor de humidade se exceder 5% no caso dos alimentos minerais

Requisitos de rotulagem obrigatória específicos dos alimentos compostos para animais (art. 17º) A rotulagem dos alimentos compostos para animais, além dos requisitos estabelecidos no artigo 15º, também deve inclui o seguinte: a) Espécie ou categorias de animais às quais o alimento composto se destina;

para animais sem substâncias orgânicas, 7% no caso dos alimen-

b) Nos alimentos complementares e matérias-primas, os aditivos

tos substitutos do leite e de outros alimentos compostos para

em quantidades superiores aos teores máximos fixados para os

animais com um teor de produtos lácteos superior a 40 %, 10%

alimentos completos para animais devem especificar instruções

no caso dos alimentos minerais para animais com substâncias

para uma utilização adequada, que indique o fim a que o alimento

orgânicas, 14% no caso dos restantes alimentos para animais,

se destina (ponto 4, Anexo II), isto é:

no que se inclui os alimentos compostos completos.

A quantidade máxima (gramas, quilogramas ou unidades de volume de alimento complementar ou de matérias-primas para

Aditivos de declaração obrigatória

alimentação animal por animal por dia), percentagem de ração

São de declaração obrigatória os aditivos que possuem teor máximo

diária, ou por quilo ou percentagem de alimento completo, a fim

para qualquer tipo de espécies-alvo, os aditivos zootécnicos e coccidiostáticos e histomonostáticos, assim como a ureia e seus derivados. Se algum aditivo for destacado, a sua declaração passa também

de assegurar a observância dos respetivos teores máximos de aditivos destinados à alimentação animal; c) Nos casos em que o produtor não seja o responsável pela rotu-

a ser obrigatória. Os aditivos podem também ser voluntariamente

lagem, devem ser fornecidos os seguintes elementos:

declarados e neste caso obedecem às mesmas regras dos aditivos

• Nome ou designação comercial e endereço do produtor, ou

de declaração obrigatória, tendo de constar sempre a quantidade

• Número de aprovação do produtor, se esse número não estiver

adicionada do aditivo em questão.

disponível, número de identificação atribuído a pedido dos pro-

Se um aditivo pertencer a mais de um grupo funcional, deve ser

dutores ou dos operadores da empresa importadora do sector

indicado o grupo funcional ou a categoria apropriada à sua principal

dos alimentos para animais;

função no alimento para animais em questão.

d) Indicação da data de durabilidade Não está definido por Lei, mas deve obedecer a:

Como tem de ser declarado o aditivo

• Prazo de validade mais restrito dos constituintes

A declaração do aditivo na rotulagem deve respeitar aos seguintes

• O produto não se altera durante todo o período de validade

pressupostos: • Denominação específica definida no ato jurídico aplicável que autoriza o aditivo;

e) Lista de matérias-primas para alimentação animal que compõem o alimento, precedida da menção "composição", por ordem decrescente do peso

• Quantidade adicionada;

f) Declarações obrigatórias estabelecidas no capítulo II dos anexos

• Número de identificação;

VI ou VII, consoante o aplicável.

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

O artigo 16º que define a rotulagem e embalagem dos aditivos e pré-misturas para a alimentação refere que: 1. Nenhum aditivo para a alimentação animal ou pré-misturas de aditivos pode ser colocado no mercado a menos que a respetiva embalagem ou recipiente seja rotulado sob a responsabilidade de um produtor, acondicionador, importador, vendedor ou distribuidor estabelecido na Comunidade, e que contenha as seguintes informações: • O nome específico atribuído aos aditivos na autorização, precedido do nome do grupo funcional, tal como referido na autorização; • O nome ou razão social e o endereço ou sede social do responsável pelas informações referidas; • O peso líquido; • O número de aprovação atribuído ao estabelecimento ou ao intermediário; • As instruções de utilização, bem como quaisquer recomendações de segurança relativas à utilização e os requisitos específicos referidos na autorização, incluindo as espécies ou categorias animais a que se destina o aditivo ou pré-mistura de aditivos; • O número de identificação; • O número de referência do lote e a data de fabrico. 2. No caso das substâncias aromatizantes, a lista dos aditivos pode ser substituída por “mistura de substâncias aromatizantes”

Elementos de rotulagem obrigatória específicos das matérias-primas (art. 16º) O artigo 16º refere os requisitos de rotulagem obrigatória específicos das matérias-primas para a alimentação animal, nomeadamente: • Nome da matéria-prima de acordo com o Catálogo de matérias-primas (Regulamento 2017/1017); • Declarações obrigatórias (definidas no Catálogo ou Anexo V do Regulamento (CE) nº 767/2009); Se a MP contiver aditivos: • Espécies de destino (se o aditivo não estiver aprovado para todas as espécies); • Instruções para uma utilização adequada, tal como referido anteriormente para os alimentos compostos (ponto 4 do Anexo II); • Data de durabilidade, exceto se contiver aditivos tecnológicos.

Rotulagem de pré-misturas e aditivos O Regulamento (CE) nº 1831/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho de 22 de setembro de 2003 relativo aos aditivos destinados à alimentação animal define a colocação no mercado, transformação e utilização de aditivos e pré-misturas para a alimentação animal, assim como as condições de autorização dos aditivos, as categorias de aditivos e grupos funcionais, a rotulagem e embalagem e as condições gerais de utilização. 12 |

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2. A mistura de aditivos nas pré-misturas e nos alimentos para animais implica a compatibilidade físico-química e biológica entre os componentes da mistura; 3. Os suplementos nutricionais, diluídos conforme especificado, não podem conter teores de aditivos que excedam os fixados para os alimentos completos para animais; 4. Quando contenham aditivos de silagem, deverá constar no rótulo «aditivos de silagem» a seguir a «PRÉ-MISTURA».

Tolerâncias aplicáveis à rotulagem

exceto substâncias aromatizantes cuja utilização nos alimentos para animais e na água potável esteja sujeita a uma restrição quantitativa;

As tolerâncias são divergências entre os valores da composição constantes do rótulo relativos a uma determinada matéria-prima ou a um alimento composto para animais e os valores obtidos aquando de controlos oficiais e podem dizer respeito a tolerâncias analíticas e/ou técnicas dependendo do tipo de alimento. No que diz respeito ao Regulamento (CE) nº 939/2010 da Comissão de 20 de outubro de 2010, que altera o Regulamento (CE) nº 767/2009, as tolerâncias

3. Deve conter de forma indelével, legível e visível as informações do Anexo III; 4. O termo “Pré-mistura” deve constar claramente do rótulo e a substância de suporte deve ser declarada; 5. Os aditivos e pré-misturas só serão comercializados em embalagens ou contentores fechados de tal forma que o fecho fique danificado ao abrir e não possa voltar a ser utilizado. Importa reforçar que devem ser impostas às importações de países terceiros de aditivos destinados à alimentação animal exigências equivalentes às aplicadas aos aditivos produzidos na União Europeia. Assim como, nenhum aditivo pode ser colocado no mercado sem ser previamente autorizada a sua utilização, a qual é específica para as espécies/categorias animais constantes do ato legislativo que o autoriza. A lista de aditivos autorizados pode ser consultada no registo europeu de aditivos no portal da União Europeia, através do link: https://ec.europa.eu/food/safety/animal-feed/feed-additives/eu-register_en Condições gerais de utilização No anexo IV do Regulamento (CE) nº 1831/2003 estão definidas as condições gerais de utilização dos aditivos e pré-misturas, nomeadamente: 1. A quantidade de aditivos será a soma dos elementos adicionados e dos elementos presentes naturalmente nas matérias-primas;

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existentes no seu Anexo IV dizem respeito à soma das tolerâncias analíticas e técnicas na rotulagem de matérias-primas e alimentos compostos para animais. A parte B do Anexo IV define as tolerâncias aplicáveis aos aditivos, que incluem apenas os desvios técnicos. Quando os aditivos para a alimentação animal numa matéria-prima ou em alimentos compostos para animais são inferiores ao teor declarado, aplicam-se as seguintes tolerâncias: a) 10 % do teor declarado se este for igual ou superior a 1 000 unidades; b) 100 unidades se o teor declarado for inferior a 1 000 unidades, mas não inferior a 500 unidades; c) 20% do teor declarado se este for inferior a 500 unidades, mas não inferior a 1 unidade; d) 0,2 unidades se o teor declarado for inferior a 1 unidade, mas não inferior a 0,5 unidades; e) 40 % do teor declarado se este for inferior a 0,5 unidades. Uma unidade corresponde a 1 mg, 1 000 UI, 1 x 109 UFC ou 100 unidades de atividade enzimática do respetivo aditivo por kg de alimento, consoante o caso.

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METODOLOGIAS ANALÍTICAS EM ALIMENTAÇÃO ANIMAL Importância da amostragem Importância da amostragem

Análises e controlo dede qualidade Análises e controlo qualidade ANALISAMOS PARA: Avaliar especificações nutricionais de matérias primas Garantir as especificações nutricionais do produto acabado Cumprir aspetos legais

SEGURANÇA ALIMENTAR, enquadramento com:

Dar cumprimento aos Planos de Controlo de Qualidade estabelecidos Detetar atempadamente eventuais contaminações (ex. no âmbito das substâncias indesejáveis) Controlar pontos críticos e garantir a segurança alimentar

“A amostragem é um procedimento que requer métodos e equipamentos adequados para a tarefa. Qualquer análise das características de um lote e qualquer interpretação dos resultados será inútil se a amostra não for representativa do lote de onde é retirada. A amostragem é um procedimento que requer grande cuidado. É fortemente recomendado que esta tarefa seja desempenhada por pessoal treinado, utilizando o equipamento adequado.”

Reg.(CE) nº 183/2005 de 12 Jan 2005, que estabelece os requisitos de higiene dos alimentos para animais

NP EN ISO 24333:2016 - Cereais e produtos derivados- amostragem

Diretiva 2002/32 de 7 maio de 2002 (e respetivos anexos), relativa às substâncias indesejáveis em alimentos para animais

 REG. N. 691/2013 – Métodos de amostragem e análise para o controlo oficial de alimentos para animais.

NP ISO 6497: 2011 – Alimentos para animais – amostragem

 REG. N. 401/2006 - Estabelece os métodos de amostragem e de análise para o controlo oficial dos teores de micotoxinas nos géneros alimentícios

Otimizar a produção (custo/benefício) Dar garantias

Sistemas de certificação de segurança alimentar (NP EN ISO 22000; FSSC 22000; FAMI QS; GMP+; …)

Ser mais competitivos

competência laboratório AA competência dodo laboratório

DaDa colheita colheita à receção à receção nono laboratório laboratório Amostra representativa

Isabel Lopes

NO LABORATÓRIO:

Receção da amostra

Há que assegurar que não vão ocorrer alterações na composição entre a amostragem e a análise Identificação

Motivo/Objetivo da análise

Moer S? N?

Separar S? N?

Análise Rápida via NIR? Química Clássica? S? N?

Coerente com o objetivo procurado De preferência, usar métodos validados

Encaminhamento correto

Frio? S? N?

Microbiologia S? N?

An. Externa? S? N?

Exatidão, Exatidão,precisão, precisão,incerteza incerteza

A A A A l na comparação e de melhoria contínua dos resultados c l

Aplicar o método adequado…

Aplicar sistemas/ferramentas que assegurem a qualidade dos resultados analíticos (recurso a procedimentos/normas reconhecidas; programas de avaliação interlaboratoriais; uso de materiais de referência,...)

Z-Score: Medida do desvio dos resultados frente ao valor assinalado como Verdadeiro. valor satisfatório valor duvidoso : valor insatisfatório

acreditação NP EN ISO/IEC 17025 ensaios interlaboratoriais (ex.: ASFAC; FAPAS; LGC;…)

Em Emalimentação alimentaçãoanimal animalé éclássica clássicaa aanálise análisededecomponentes componentesmaioritários maioritários

O verdadeiro valor não se pode conhecer com toda a certeza, mas pode conhecer-se com uma determinada incerteza Alimento

«INCERTEZA: Um parâmetro associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos valores que podem com razoabilidade ser atribuídos ao mensurando». Pode ser um desvio padrão (ou um múltiplo) ou a largura de um intervalo de confiança. Precisão: o grau de concordância entre ensaios independentes obtidos sob condições estipuladas

Medidas de precisão extremas

(considerando n amostras idênticas):

reprodutibilidade (R) Laboratórios diferentes, analistas diferentes, equipamentos “diferentes” (variação interlaboratorial) repetibilidade (r) Mesmo laboratório, mesmos equipamentos, mesmos analistas (variação intralaboratorial)

O erro existe e deve ser considerado na apreciação do resultado.

Em geral, a variação intralaboratorial é de ½ a 2/3 da variação interlaboratorial.

AsAstécnicas técnicasanalíticas analíticasmais maisrecorrentes… recorrentes… CLÁSSICAS Usam por exemplo a volumetria ou a gravimetria

Matéria seca Hum Cinza Prot Gord Fibra 7,0

3,4

Cinzas

Carbohidratos

Humidade

Carbohidratos Não Fibrosos

Fibrosos

M. orgânica

FND

Proteína

16,0 44,6 28,8

FAD

Gordura A soma dos componentes só será 100% quando um deles se determine por diferença.

Fibra Extratos Não Azotados

Açúcar

Amido

Hemicelulose

Celulose

Lenhina

Noutros casos, determinam-se analiticamente todas as frações, e a soma aproxima-se a 100%.

Humidade Humidadee eatividade atividadedadaágua água

INSTRUMENTAIS Usam equipamentos c/ tecnologia mais evoluída (espectrofotometria UV/VIS, HPLC, GC,…)

ALTERNATIVAS (em geral, não destrutivas…ex.: NIR Near Infrared Reflectance)

PARÂMETROS MAIS ROTINEIROS (exemplos): HUMIDADE E MATÉRIAS VOLÁTEIS; ATIVIDADE DA ÁGUA; PROTEÍNA BRUTA; GORDURA BRUTA; ENSAIOS DE ESTABILIDADE OXIDATIVA; AMIDO; FIBRA BRUTA ; FIBRA NEUTRO DETERGENTE; FIBRA ÁCIDO DETERGENTE; CINZA BRUTA; METAIS (CÁLCIO, SÓDIO, POTÁSSIO, MAGNÉSIO, COBRE, FERRO, ZINCO, MANGANÊS); FÓSFORO; AÇUCARES; pH; CLORETOS; ANÁLISE GRANULOMÉTRICA; CONTROLOS DE HOMOGENEIDADE E DE CONTAMINAÇÃO CRUZADA O TIPO DE PARÂMETROS A SOLICITAR DEPENDE DO OBJETIVO PELO QUAL SE VAI ANALISAR (TEM EM CONTA A ESPÉCIE ANIMAL, O PROCESSO, O PROBLEMA EM ESTUDO, … ) >>>> FOCO DA ANÁLISE

As metodologias de análise no âmbito da microbiologia, micotoxinas ou substâncias indesejáveis várias acc. Dir. 2002/32 são também parte integrante do controlo dos alimentos para animais mas não serão aqui abordadas.

Metodologias para a determinação da humidade: Habitualmente…secagem em estuda 102-105°/16h (maior parte das amostras), 104°/3h, 125°/4h, 135°/2-3h (grãos) (Princípio: secagem até peso constante) ISO 6496:1999 – Determinação da humidade e materiais voláteis em alimentos para animais REG. CE 827/2000; Anexo IV –Determinação da qualidade dos cereais  ISO 665:2000-Determinação da humidade e matérias voláteis em oleaginosas

Alguns métodos alternativos à secagem em estufa:

 NP 4040:1990-Determinação da humidade nas gorduras e óleos animais e vegetais

Balança de Infravermelhos Medidores por condutividade elétrica

. A Atividade da Água ( mede a água que se encontra disponível para ser incorporada nos processos químicos e fisiológicos, que são vitais para o desenvolvimento da flora microbiana. É importante saber a pois os fungos são sensíveis aos seus níveis o que nos permite definir intervalos para o desenvolvimento dos diferentes grupos em função da temperatura.

Proteína Proteína Bruta Bruta

Proteína ProteínaBruta Bruta Proteína = N (azoto) x Fator multiplicativo convencionado

Método Kjeldahl [ISO 5983-2:2009]:

(ex.: 6,25* p/ a maioria dos casos; 5,70 para grãos de trigo; 6,38 para leite e produtos lácteos).

Comparação do Mét. Dumas vs Mét Kjeldahl:

Método Dumas [NP EN ISO 16634:2009]: Amostra

Remoção de água

Combustão (900 -950ºC) Redução de a Eliminação de excesso de c/ cobre Remoção de humidade (c/ anidrona)

… de

/

e

, halogéneos

Deteção e Quantificação de Azoto (N) numa célula termocondutimetrica

Proteína macromolécula biológica constituída por uma ou mais cadeias de aminoácidos.

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ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Esquema referente ao método de Kjeldahl.

N orgânico total (proteico e não proteico*) *-(ureia/clorofila/Trimetilaminas/vit.B12…)

Comparação de resultados entre o método de Dumas e o método de Kjeldahl (Fonte: Base de Dados ASFAC)

Atenção: NO3-; NH4+…são tb convertidos…


A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

Gordura GorduraBruta Bruta

Gordura GorduraBruta Bruta(constituintes) (constituintes)

Gordura Bruta: o teor das substâncias que se se solubilizam em éter de petróleo e se conseguem medir por um processo de destilação, seguido de secagem e pesagem do extrato obtido. [NP ISO 6492:2014] �

Óleo/Gordura

(sem hidrólise ácida)

Humidade Impurezas

Ácidos gordos livres

 Cereais (milho, trigo, cevada, etc.)  Alguns bagaços

Lípidos

97-99%

Saponificáveis

Contêm

� (c/ hidrólise prévia em meio ácido, HCl 3N, a quente)

Ác.gordos

Simples

Unidades básicas dos lípidos

 Matérias primas origem animal, incluindo produtos lácteos

 Glúten; leveduras; proteínas de soja e de batata, alimentos tratados termicamente, extrudidos.

Acilgliceróis

Fosfolípidos

. Monoacilgliceróis .Diacilgliceróis .Triacilglieróis

Glucolípidos

Não contêm ácidos gordos

Glicerol livre Esteróides (esterois; hormonas) Terpenos (pigmentos, vitaminas, extratos veg.)

Esfingolípidos

Cêras

 Alimentos compostos em que pelo Extração da gordura acc. Soxhlet. menos 20% de gordura venha da A hidrólise ácida gera, maioritariamente, resultados superiores de gordura, maioria dos produtos referidos especialmente em alimentos sujeitos a tratamento térmico ou de origem animal. anteriormente.

Insaponificáveis

Complexos

Eicosanóides

Aminolípidos

Índice Índice de de acidez acidez ee índice índice de de peróxidos peróxidos das das gorduras gorduras

Oxidação Oxidação&&rancificação rancificaçãodas dasgorduras gorduras

Acidez Oleica - [NP 903:1987], a percentagem de ácidos gordos livres de uma gordura ou óleo expressa em % ácido oleico . Índice de Acidez, a quantidade em base (KOH ou NaOH) necessários para neutralizar os ácidos gordos leves presentes em 1g de gordura, (mgKOH/g).

 Rancificação hidrolítica : a gordura hidrolisa-se formando mono-, diacilglicérideos, ácidos gordos livres e glicerol.

Índice de Peróxidos (IP) - [NP 904:1987], a quantidade de oxigénio ativo, expresso em miliequivalentes contido em 1 kg de gordura ou óleo (meqO2/kg)

Através de um catalisador em meio aquoso. Através da ação de enzimas hidrolíticas (lípases, lipoxidases e lipoxigenases) produzidas por microrganismos.

Titulante: tiossulfato de sódio

 Peroxidação lipídica oxidativa do ranço: processo completo de oxidação mediante a formação de radicais livres. É necessário um fator que inicie a reação em cadeia (calor, metais, oxidantes, etc.)

IP=

 Métodos analíticos baseados em:

Amostra + Mistura Diluente + Iodeto de Potássio + Indicador (Solução de Amido)

. Aumento da acidez. Os ácidos fórmicos e propiónicos são solúveis em água, éter, álcool. . Aumento da fase inicial e intermédia dos peróxidos. . Formação de compostos polares (degradação). . Formação de aldeídos em fases terminais da oxidação.

Titulação ácido-base

Amido Amido

Fibra FibraBruta Bruta

Entende-se por Amido, o polissacarídeo constituído principalmente de amilose (uni. glicose alfa – 1,4 – amilose) e amilopectina (glicose ligada por pontes glicosidicas alfa – 1,4 – e – 1,6 ). A amilopectina, menos hidrossolúvel que a amilose, é o principal constituinte dos polissacarídeos. Polarimetria [NP 2026:1987] :

Método Enzimático [REG.121-2008;REG 2017/68]

: A glucose libertada após a degradação enzimática é doseada usando o método de glucose-oxidase. A intensidade da coloração, medida a 505 nm, é proporcional à quantidade de glucose presente na amostra. Deve ser usado nestes casos:

Uma substância opticamente ativa roda o plano de polarização da luz

Polarímetro

• Prod. derivados de beterraba • Polpa citrinos • Sementes linho; bagaço-linho

Amido (%)=

-

• Polpa de batata

]

• Colza; bagaço-colza; bagaço-girassol

αD20=o valor da rotatividade específica do amido puro

• Produtos ricos em inulina • Leveduras desidratadas

medido a 589,3 nm; αA – rotatividade da amostra (A); αB – rotatividade do branco (B)

• Prod. Soja

Proteína bruta

FND, Fibra Neutro-Detergente

[ NP EN ISO 16472:2013 ]

Extratos livres de N

FAD, Fibra Ácido-Detergente

[ NP EN ISO 13906:2008 ] Fibra bruta •

ADL, Lenhina Ácido-Detergente

[ NP EN ISO 13906:2008 ]

Cinza bruta

Amostra

Lenhina

Lenhina insolúvel em sol. alcalina N ligado à fibra celulose

FND FAD

Minerais insolúveis em detergente Minerais solúveis em detergente

Solubilização em meio ácido

Espectrof. absorção atómica (câmara de grafite).

[NP EN ISO 6869:2007]

18 |

Secagem e pesagem (P1)

Incineração (550º)

Pesagem do Resíduo (P2)

Quimicamente a fibra é um agregado de compostos e não uma entidade química.

Cálculo da Fibra % =

x 100%

Os fosfatos a 325°C formam pirofosfato com perda de peso. E alguns reagem com carbonatos.

Açucares Ácidos orgânicos Pectinas Hemicelulose Lenhina solúvel em sol. alcalinas

% Cinza Bruta =

Os bicarbonatos decompõem-se e formam carbonatos. O carbonato de sódio até aos 700°C permanece inalterado. Os silicatos presentes podem esconder ou adsorver algumas frações de elementos. Pode ser uma fonte de erro se se procura analisar determinados elementos a partir das cinzas.

Resíduo (Teor de Cinza)

Amostra • •

Mufla, 550°C Incineração até estabilização de peso

OOMn Mncomo comoindicador indicadorde dehomogeneidade homogeneidade K

matéria mineral

Ataque básico (KOH 0,23N fervura, 30min)

Ataque ácido 0,26N ( fervura, 30min)

Amostra

Os cloretos podem volatilizar-se à temperatura do forno (500°- 600°C).

Solúveis em detergente neutro

lípidos Pigmentos

Metais (Ca, Cu, Fe, Mg, K, Na, etc) Incineração

 Amostras c/ >10% Gordura  Amostras c/ >5% Carbonatos

Cuidados a ter em conta :

Proteína N não proteico

Extrato etéreo

Tratamentos prévios para:

. Cinza Bruta: resíduo remanescente após incineração a 550ºC , onde se encontram os compostos inorgânicos (macrominerais, microminerais, oligoelementos) - [ISO 5984:2014]

Análise de van Soest

Componente Químico

Analise proximal (Weende)

Aplicação: Alimentos p/ animais c/ fibra bruta >1%

[NP EN ISO 6865:2009]

. Entende-se por Fibra Bruta o teor de carbohidratos resistentes ao tratamento sucessivo com ácidos ( retira amido, açucares, pectina e hemic. ) e bases diluídos (KOH-retira proteínas, pectina, hemic. e parte lenhina)

Cinza CinzaBruta Bruta

Outras OutrasFibras: Fibras:FND, FND,FAD, FAD,ADL ADL Metodologia MetodologiadedeWeende Weendee evan vanSoest Soest

Índice de Acidez= % Acidez Oleica x 1,99

Titulação Iodométrica

t e

% acidez oleica =

Mg

Cu

Na

Ca Zn

Fe

Mn

- Método Gravimetria - Método Espectrofotometria UV/VIS - Método ICP (Cromatografia Indução Plasma) - Absorção Atómica (grafite ou chama)

Os testes de homogeneidade destinam-se a verificar a correta distribuição das matérias primas e dos aditivos numa mistura. A sua realização é obrigatória para todos os fabricantes de aditivos, pré-misturas e alimentos compostos, registados ou aprovados ao abrigo do REG.(CE) 183/2005. O manganês (Mn) é um oligoelemento muito usado para esta avaliação, analisando-se num conjunto de amostras representativas da mistura (em geral, 9 a 20 amostras) . Trata-se de um método indireto (baseado na concentração); considera-se uma distribuição normal; a homogeneidade é expressa em função do coeficiente de correlação e, em geral, assume-se mistura correta com CV<10%.

Teor Mn (mg/Kg)

A análise do Mn pode fazer-se por exemplo por absorção atómica (chama), ICP ou absorção molecular.

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

Média (mg/kg) Desvio-Padrão (mg/kg) Coef.de Variação,CV(%) 1

2

3

4

5

6 7 8 Amostras

9

10

11

12

83.0 5.9 7.1

7.1

Mistura homogénea de acc. com critério


Açucares Açucares

Fósforo Fósforo Amostra

Incineração

Cinzas [NP 874:2000]

Solubilização em HCl Fósforo (P)

Conc vs ABS

40

Espectrofotometria de absorção molecular (UV/VIS) (Reag. vanadomolíbdico + P = Complexo amarelo)

Esquema reacional da análise de açucares pelo método de Luff – Schoorl [NP 1785:1986] (açucares totais); [NP 2027:1987] (lactose)

30 20 10 0

0

0,5

Lactose

1

Aplicação da Lei de Lambert-Beer: A=αlc

•A: absorvância •l é a distância que a luz atravessa •c é a concentração de substância absorvente no meio •α é a absortividade molar da substância

Espetrofotómetro UV/VIS, análise do Fósforo (P); leitura a 430 nm

Analítica Analíticafísico-química físico-químicacomo comosuporte suportedadaanálise análisevia viaNIR NIR

As redes NIR são uma mais valia NIR: resposta rápida; redução custo analítico, mét. isento reagentes… Os métodos físico-químicos são o suporte para a análise rápida via NIR. - [NP ISO DIS 12099:2016]Equações robustas precisam de métodos analíticos válidos e pessoas treinadas!

Perfil cromatográfico de uma mistura de açucares, metodologia por HPLC.

Serviço Serviço analítico analítico e relatório e relatório dede análise análise

Um serviço analítico deve pressupor o enquadramento dos resultados analíticos com os objetivos (da nutrição, produção, qualidade, segurança alimentar ou outros)

As análises são úteis se as amostras forem representativas; os métodos forem os adequados e os resultados forem obtidos em tempo útil!

A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

CONTROLO DO PROCESSO DE FABRICO – TECNOLOGIA NIR Numa unidade de produção são várias as fases do processo que requerem um rigoroso controlo de qualidade.

As exigências do mercado no sector dos alimentos para animais obrigam à produção de alimentos de qualidade que conduzam a bons resultados zootécnicos. O controlo de qualidade é, pois, uma peça fundamental para responder a essas exigências. Os laboratórios que apoiam o setor têm sido confrontados com a necessidade de diminuir cada vez mais os prazos de resposta analítica. As unidades de produção têm de decidir em tempo útil. Tornou-se premente o desenvolvimento de técnicas analíticas rápidas e fiáveis. Foi neste contexto que surgiu a Espectroscopia de Infravermelho Próximo.

Isabel Antão Pretende – se: nas Matérias Primas: – a otimização da sua incorporação na dieta dos animais; – a avaliação das características nutricionais; Decidir sobre quais utilizar!

Tudo começou em 1800 quando Herschel investigava a temperatura do espectro visível. Utilizou um prisma ótico, que ao ser atravessado pela luz do sol decompõe a luz branca policromática nas sete cores monocromáticas do arco-íris.

nos Alimentos Compostos: – verificar o cumprimento da formulação; – obter dados que permitam a rotulagem do alimento Cumprimento da Legislação Os principais parâmetros nutricionais,

Com o auxílio de termómetros mediu o calor relativo das diferentes cores. A temperatura mais alta foi encontrada no termómetro de referência situado na extremidade vermelha do espectro da radiação visível.

Estava assim descoberta a Radiação no Infravermelho Próximo (NIR-Near Infrared)

são analisados habitualmente, por métodos clássicos de análise, utilizando métodos de referência (Normas Portuguesas (NP, NP EN ISO) ou Normas Internacionais (ISO, ASTM, p.e.)).

A partir de 1960 começaram a ser desenvolvidas as técnicas analíticas e os equipamentos NIR; a partir de 1990 a técnica NIR passou a ser aceite para monitorização e controlo dos processos industriais.

Os métodos de referência têm algumas desvantagens: A Radiação Eletromagnética no Infravermelho divide-se em:

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

A espectroscopia NIR baseia-se na absorção da radiação entre 780

A construção de uma equação passa sempre pelos seguintes passos:

nm e 2500 nm: – as ligações químicas entre átomos nas moléculas vibram de acordo com um movimento harmónico; – as moléculas têm diferentes formas de vibração permitidas (dependem da geometria e nº de átomos);

Seleção dos Espectros

– as frequências de vibração são características de cada grupo funcional (C-H, N-H; p.e)

Pré-tratamento de dados – eliminação de modelos não lineares O espectro NIR representa as bandas de absorção associadas aos diferentes grupos funcionais que constituem uma molécula. Estas bandas estão associadas às vibrações (extensão ou flexão) que dão lugar ao aparecimento de bandas de combinação ou a bandas de “sobretones”. Funcionamento de um equipamento NIR Diafragma

Monocromador

C

Célula

Detetor

Fatores que afetam os Espectros

Equação obtida após aplicação de modelos matemáticos

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Equações NIR Para um equipamento NIR funcionar são necessárias equações. Estas equações conseguem-se, ao longo do tempo, através da recolha de uma quantidade considerável de espectros das amostras para a matriz que se pretende. Uma equação será tanto mais robusta quanto maior for o número de amostras utilizadas na sua construção. 22 |

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AF_raporal_anuncio_148x210mm.pdf

1

14/04/14

18:26

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

CONTROLO DE QUALIDADE DA SOJA E DERIVADOS

M. Gorrachategui García

A soja é atualmente a fonte proteica mais impor-

são polissacarídeos não amiláceos (PNA) princi-

tante na alimentação de monogástricos. Sempre se

palmente xiloglucanos e polissacarídeos pécticos.

deu muita atenção à aplicação dos sistemas corretos

Os restantes hidratos de carbono do grão atingem

para controlar a sua qualidade e assim assegurar-

36% e desses 6% são celulose, 15% PNA, principal-

mos o trabalho com produtos adequados às nossas

mente polissacarídeos pécticos e galactomananos

exigências. No entanto, o Controlo de Qualidade, em

e os restantes 15% são sacarose (5-8%) e oligos-

geral, não se justifica apenas pelo que gostaríamos

sacarídeos da série rafinose, dos quais se destaca

de ter como matéria-prima, mas também por outras

principalmente a estaquiose (3,5-7%).

condicionantes como:

O fracionamento industrial para obtenção da fari-

• Normas Legais – Segurança Alimentar (Diretiva 2032/2002/CE)

obtendo-se dois produtos: a farinha de soja e a casca, que se podem comercializar em separado

– Regulamentos 1829 e 1803/2003 sobre rotu-

ou conjuntamente, sob forma de farinhas de alta

• Garantias Contratuais: homologação de fornecedores e especificações de compra • Valor nutricional – Análise da sua composição. Valor energético – Determinação da qualidade da proteína

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

camento, laminagem, extração do óleo e secagem,

– Regulamento de Higiene 183/2005 lagem e rastreabilidade de OGM

24 |

nha de soja passa, em geral, pela limpeza, descas-

proteína (46-48%) ou de baixa proteína (42-44%).

C

Ainda que o fator de maior incidência na qualidade

M

da farinha de soja, em princípio, seja a qualidade do

Y

grão, no entanto, os processos são de certa hete-

CM

rogeneidade o que também influencia a qualidade

MY

final dos produtos. Neste sentido, Mateos (2016,

CY

2017) publicou trabalhos nos quais se diferencia a

CMY

qualidade da soja por país de origem, com uma aná-

K

Para abordar com sucesso os pontos anteriores

lise detalhada da composição das mesmas obtida

devemos cumprir com uma série de requisitos pré-

em mais de 500 amostras.

vios que vão desde o conhecimento de cada maté-

Uma das características dos grãos de soja é o seu

ria-prima, às condições de compra, ao tratamento

teor em fatores antinutricionais, geralmente clas-

que tenhamos definido segundo o nosso plano

sificados como TERMOLÁTICOS e RESISTENTES.

HACCP, à interpretação dos resultados de análises e,

Entre os primeiros encontram-se os inibidores de

obviamente, ao tratamento das não conformidades

proteases digestivas (tripsina e quimotripsina), as

e ao registo dos dados que vamos obtendo e que

lectinas ou hemaglutininas que diminuem a absor-

servirão para retroalimentar a nossa base de dados.

ção intestinal dos nutrientes por destruição das

Maioritariamente, relativamente a MS, o grão de soja

microvilosidades, a urease que degrada a ureia com

é composto por 90% de cotilédones, ricos em gor-

formação de amoníaco e as enzimas lipoxigenases

dura e proteína e 8% de casca, rica em fibra, espe-

que destroem o ácido linoleico e outros ácidos

cialmente celulose (Cheftel et al., 1985). O seu teor

gordos com formação de hidroperóxidos. De todas

de gordura oscila habitualmente entre 15 e 20% e o

elas, a mais resistente é a urease, se a inativarmos,

teor de proteína entre 32 e 37%. As suas proteínas

poderemos assegurar que o resto também o foi. O

são proteínas de reserva, principalmente globulinas

risco é fazer um tratamento térmico inadequado,

e albuminas e a sua composição em aminoácidos

quer seja curto ou excessivo.

mostra o seu elevado teor em lisina (6,10-6,20 g/16

Entre os termorresistentes estão os oligossacarí-

gN) e o seu baixo teor em aminoácidos de enxofre

deos (principalmene estaquiose), as hemaglutininas

(2,7-2,9 g/16 gN).

(glicinina e β-conglicinina) que constituem fatores

A casca de soja contém 70% de hidratos de car-

alergénicos, os fatores goitrogénicos e as saponinas

bono, dos quais 36% são celulose e cerca de 27%

cujo teor é muito baixo. Os tratamentos térmicos a


A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

que a soja é submetida garantem a destruição dos FAN termoláticos,

• Solubilidade em KOH: método baseado na solubilidade da proteína

mas não do resto, se bem que a sua importância, em geral, seja menor.

numa solução de KOH a 0,2% (Araba e Dale, 1990; Whittle e Araba,

Por outro lado, é de grande importância determinar as condições con-

1992). Ao contrário da urease, este método informa-nos sobre o

tratuais no que se refere às compras dos produtos de soja e conhe-

grau de processamento, considerando-se normais os valores entre

cê-las para determinar os controlos necessários no nosso sistema.

73 e 85%. Acima destes valores, a soja está tratada insuficien-

A nível internacional definem-se certas condições nos contratos e

temente e abaixo está excessivamente tratada, embora quando

a nível particular de cada empresa podem manter-se ou alterar-se.

a soja se destina aos ruminantes admitem-se valores inferiores

Embora saibamos que esta é uma área complexa, o certo é que as

para a proteger da degradação ruminal, sempre que se evitem

condições fixadas pela legislação quanto a substâncias indesejáveis

reações de Maillard irreversíveis.

(metais pesados, aflatoxina B1, pesticidas e dioxinas e PCB), qualidade

• PDI (Índice de dispersabilidade das proteínas): solubilização em

microbiológica e a eventos modificados geneticamente autorizados

água após agitação a 8500 rpm (AOCS, Ba 10-65; Ba 10a-05).

(além da sua rotulagem e rastreabilidade) devem ser respeitados

Método idêntico ao de NSI (Índice de solubilidade do N) que se

ainda que não se faça menção específica aos mesmos nos contratos.

faz a 120 rpm, mas durante mais tempo. Os valores normais de

Ao nível do fabricante de alimentos para animais é crucial a homo-

PDI devem situar-se entre 15 e 40% apesar de em ruminantes

logação de fornecedores e a submissão de cada produto à análise segundo o seu plano HAPPCC. Relativamente às orientações de amostragem e análise devemos recordar que estão definidas no Regulamento 152/2009, embora também existam publicações que tratam largamente esta área, tais como “Quality Manual of Quality Analyses for Soybean Products in the Feed Industry” (Van Eys et al. 2004. ASA/USB). Finalmente, abordaremos os controlos analíticos que se podem realizar e a interpretação dos resultados. Em relação aos fatores antinutricionais e à qualidade da proteína, ambos os conceitos podem ser considerados como estando relacionados já que a qualidade da proteína é, em grande medida, determinada pela extensão do tratamento térmico. Para determinar o teor de FAN da soja, realizam-se habitualmente algumas das seguintes análises: • Inibidores de proteases: baseados no método original de Kakade

se admita até 11%. Embora no Controlo de Qualidade de rotina, os métodos descritos são os mais utilizados, existem outros testes in vitro de maior complexidade que nos dão informações valiosas sobre a digestibilidade da proteína da soja, entre eles o teste Boisen (Boisen e Fernandez, 1995) embora a sua utilização se limite normalmente ao campo académico ou da investigação. No entanto, existem outros testes que se utilizam no caso concreto da soja com alguma frequência, entre eles o teste da lisina reativa que mede a lisina disponível para o animal e que se baseia em medir o alcance em que a reação de Maillard se produziu de forma irreversível, mediante a análise por métodos químicos complexos dos produtos de decomposição dessas reações. Atualmente, a EVONIK desenvolveu uma calibração em equipamentos NIR que permite a determinação da lisina reativa de uma forma simples (HDI-Aminored).

et al. (1974) de ensaios colorimétricos sobre um substrato (L-BAPA):

Para concluir, a tabela abaixo mostra alguns dos valores que podem

ISO 14902: 2001, ou DL-BANA: AACC 71-10. Os resultados expres-

ser esperados em função do tratamento da soja.

sam-se como TIA (Trypsin Inhibitor Activity) mg/g, TIU (Trypsin Inhibitor Units)/mg; e também os resultados se expressam como

Valores geralmente aceites em análises de FAN e qualidade da proteína em bagaço de soja.

mg/g MS de produto ou, mais raramente como mg/g de proteína. Os valores mais comummente aceites encontram-se entre 2 e 6

Ureasa, ∆pH

TIU,mg/g

KOH, %

PDI,%

Overcooking

<0,05

<1

<73

<151

padrão mediante ∆pH (AOCS Ba 9-58) ou medida da quantidade

Apropriado

0,05-0,3

2a6

73-85

15-40

de nitrogénio amoniacal libertado por 1 g de produto em um

Undercooking

> 0,3

>8

>85

>40

minuto, a 30 °C, a partir de uma solução de ureia (Diretiva 71/250/

1

TIU mg/g de produto. • Atividade ureásica: medida do amoníaco libertado face a um

Lisina reativa, %

>88

Em soja destinada a ruminantes este valor pode admitir-se até 11%

EEC). Nos intervalos habituais, quando a urease foi convenientemente desativada, os limites máximos aceites são equivalentes

Note-se, no entanto, que além de definir valores (LC), o controlo

em ambos os métodos, admitindo máximos de 0,3 unidades de

de qualidade deve ser considerado segundo uma estratégia geral

∆pH ou 0,4 mg/N /g/min. Acima destes valores são necessários

de comunicação por parte de todas as equipas da empresa com

outros testes complementares. Outros métodos foram igualmente

responsabilidade, desde as compras até ao carregamento e assim

desenvolvidos. A medida da atividade ureásica indica-nos se a soja

respeitar e fazer evoluir o nosso sistema HACCP para garantir a

foi tratada termicamente, mas não nos informa sobre o grau de

melhoria da qualidade nutricional e o respeito pelas normas de

processamento (sobreprocessado)

Segurança Alimentar.

26 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL


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Você quer avançar. A De Heus está aqui para o ajudar a concretizar essa ambição. Sempre com o cuidado e dedicação necessários para lhe fornecer, todos os dias, as melhores soluções nutricionais. E sempre tendo total atenção aos bem-estar dos seus animais. É assim que o ajudamos a progredir. DE HEUS. AO SERVIÇO DA NUTRIÇÃO DOS SEUS ANIMAIS.

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27


ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

CARACTERIZAÇÃO DA FRACÇÃO FIBROSA DAS MATÉRIAS-PRIMAS SUA INCIDÊNCIA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL 1 – DEFINIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS FIBRAS

Geneviève Faussier Techna Nutrition France

A célula vegetal é constituída pelo citoplasma (onde temos armazenamento de glúcidos, proteínas, etc..), parede secundária, parede primária e lamela média. As hemiceluloses e celuloses estão localizadas a nível das paredes, as pectinas localizam-se na parede primária / lamela média, e as ligninas localizam-se em ambas as paredes e lamela. De acordo com a definição da EFSA 2010, as fibras são glúcidos não digestíveis e lignina. Sendo que os principais tipos de fibra são: poliósidos não amiláceos (celulose, hemicelulose, pectina, entre outros), oligósidos resistentes (FOS, GOS e outros), amido resistente (amido fisicamente encapsulado, certos tipos de amido cru, amidos quimicamente ou fisicamente modificados) e lignina associada aos poliósidos das fibras alimentares. Em termos de caracterização, de acordo com os seus constituintes químicos, as fibras dividem-se em Lignina, Polissacáridos (celulose, hemicelulose, pectina, goma, ß-glucano, frutano e amidos resistentes) e Oligossacáridos (FOS, GOS e MOS) (fig. 1).

ADF, ADL ou Lignina H2SO4), existem diversos métodos de dosagem: Prosky (1988), McCleary (2009), Weende (1859), Carré (1989), Van Soeste (1963) e Lignina directa (AFNOR 2008) (fig.2)

Figura 2 – Descrição analítica dos métodos de determinação da fibra de acordo com os seus constituintes químicos.

• CUSTOS DE ANÁLISES: A escolha do método analítico depende do grau de determinação pretendido e custos de análise, sendo de que o método de Weende e Lignina H2SO4 os mais económicos, Van Soest intermédio e o método de Prosky o mais caro. • CARACTERIZAÇÃO DOS CONSTITUINTES: em termos de caracterização dos constituintes da fibra podemos ter duas descrições: uma físico-química, onde se determina a solubilidade, a viscosidade e a capacidade de retenção de água das fibras e, outra nutricional, onde se determina

Figura 1 – Caracterização da fibra segundo os seus constituintes químicos (EFSA 2010)

2 – MÉTODOS DE DOSAGEM • CARACTERIZAÇÃO DOS CONSTITUINTES QUIMICOS: consoante a determinação analítica pretendida (TDF, IDF, Celulose bruta, Paredes, NDF, 28 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Figura 3 – Caracterização dos constituintes, descrição físico-química e nutricional.


HRV EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

a fermentescibilidade, isto é, a percentagem de fibra que desaparece a nível do cólon intestinal.

3 – INTERFERÊNCIAS ANALÍTICAS Tendo necessidade de avaliar a proporção de fibras indigestíveis no alimento, exemplo, o caso da lignina, constatamos que podemos ter interferências analíticas de acordo com os métodos analíticos. Existem dois métodos praticados na alimentação animal para a sua determinação: a lignina directa H2SO4 e ADL pelo método de Van Soest. Entre os dois, existem diferenças importantes consoante as matérias-primas. Há discrepâncias que nos desafiam quando o valor em ADL é superior ao valor em Lignina H2SO4. As diferenças mais importantes são observadas em coprodutos de uva, que contêm polifenóis. Há diferenças menos importantes em famílias de produtos, algumas das quais também contêm polifenóis (bagaço de maçã). E algumas matérias-primas dão resultados sem diferença significativa entre os dois métodos (fig. 4). Pelo que, a pesquisa sobre a interferência de polifenóis na análise de fibras deverá ser considerada.

Figura 4 – Diferenças quando ADL > Lignina H2SO4

Ao nível da valorização das matérias primas, 3 casos coexistem: MATÉRIAS PRIMAS

ENCONTRA-SE

Sêmea, Luzerna

ADL = Lignina

Conchas e Bagaço de girassol

ADL > Lignina

Polpa de uva, coprodutos de uva

ADL >> Lignina

SOLUBILIDADE

VISCOSIDADE

4 – INTERESSE DA FIBRA DE ACORDO COM AS ESPÉCIES Diminui a digestibilidade dos nutrientes

Diminui a digestibilidade dos nutrientes

Aumenta a massa microbiana

Aumenta a massa microbiana (patogénica)

O queDiminui nos adizem as fibras deAumenta acordo com severidade das a severidade das as diarreias diarreias espécies animais?

ESPÉCIES

EFEITOS MENCIONADOS

Aves

Pouco interesse porque pouca ou nada digestível

Coelhos

Forte interesse

Porcos

Interesse em função do estado fisiológico

Ruminantes

Necessária para o equilíbrio da flora de rúmen

(www.andritz.com) (www.geelencounterflow.com) (www.technipes.com)

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• NA NUTRIÇÃO DE AVES: as NSP solúveis aumentam a viscosidade intestinal. A viscosidade limita a progressão do bolo alimentar, reduz a assimilação dos nutrientes diminuído as possibilidades de difusão e interação, favorece o desenvolvimento das bactérias patogénicas. • NA NUTRIÇÃO DE COELHOS: interessante para redução dos riscos sanitários. Ensaios realizados pela Techna 2002 demonstram que a percentagem de mortalidade em coelhos aumenta com a diminuição da percentagem de lignina. A substituição do amido e das proteínas pelas fibras digestíveis permitem reduzir a mortalidade.

Linhas completas de processo AGRO-INDÚSTRIA / ALIMENTO COMPOSTO ANIMAIS FERTILIZANTE ORGÂNICO / COMPOSTO ORGÂNICO BIOMASSA / PELLETS / ENERGIA

Figura 5 – Resultados da substituição do amido e proteínas por fibras digestíveis

• NA NUTRIÇÃO DE SUÍNOS: a fibra influencia a saúde dos leitões: SOLUBILIDADE

VISCOSIDADE

Diminui a digestibilidade dos nutrientes

Diminui a digestibilidade dos nutrientes

Aumenta a massa microbiana

Aumenta a massa microbiana (patogénica)

Diminui a severidade das diarreias

Aumenta a severidade das diarreias

CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE ÁGUA

FERMENTASCIBILIDADE

CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE ÁGUA

FERMENTASCIBILIDADE

Aumenta a massa das fezes Aumenta a incidência das diarreias Aumenta a massa microbiana

Aumenta a massa das fezes Aumenta a incidência das diarreias Aumenta a massa microbiana

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29


ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

E influencia o consumo de alimento nas

da planta, variedade, genética, ) e, a parte

porcas em lactação de acordo com a natu-

do amido uma digestibilidade elevada e

reza das mesmas. As fibras digestíveis

constante. Estas duas componentes são

provocam retenção de água, atraso do

responsáveis pelo valor energético das

transito digestivo, saciedade e uma menor

silagens de milho (fig.8). Com o avançar

ingestão e, as fibras indigestíveis estimu-

do desenvolvimento da planta de milho,

lam a contração peristáltica, aceleração do

a degradabilidade das suas componentes

transito intestinal e uma maior ingestão

energéticas varia (fig.9).

de alimento (fig.6).

Figura 6 – Efeito das fibras, sua natureza, no consumo de porcas aleitantes. Figura 8 – Constituintes do milho, planta inteira

• NA NUTRIÇÃO RUMINANTES: a nível de forragens, a digestibilidade da fibra diminui ao longo do ciclo vegetativo devido a duas razões: aumento da parte do caule e aumento da lignificação da parede celular (fig.7).

Figura 10 – 11 – 12

5 – CONCLUSÃO

Figura 9 – Evolução dos dois componentes de valor energético do milho

• Na nutrição animal, a caracterização das fibras é um problema importante, sejam fibras digestíveis ou fibras indigestíveis, os modos de ação podem ser complementares. • A utilização de diversos métodos analíticos permite afinar esta caracterização, em particular no caso da interferência analítica. • Os métodos in vitro são cada vez mais

Figura 7 – Evolução da digestibilidade da forragem ao longo do tempo.

Critérios utilizados para prever a digesti-

No caso do milho planta inteira, temos

O dNDF é o critério mais preciso para apre-

forragem mais grão, o mesmo é dizer,

ciar o valor energético segundo diversos

caule/folhas mais amido, sendo que a parte

investigadores (fig 10), mas não está cor-

caule/folhas apresenta uma digestibilidade

relacionado com o NDF (fig 11). Por outro

média e muito variável (depende do nível

lado, o dNDF permite prever com fiabilidade

Artigo traduzido por Paula Santos Pereira,

de lignina, maturidade da planta, stress

a dMO vivo (fig.12).

Zoopan, SA

bilidade da fibra em ruminantes:

30 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

utilizados e devem ser comparados aos métodos in vivo a fim de se obter predições mais fiáveis.


Reduzir o nível de proteína bruta na dieta de porcos crescimento para melhorar o custo do alimento

Redução do preço do alimento

17,0 % 15,0 % Proteína bruta

Proteína bruta

Resultados da optimização do alimento para porcos crescimento considerando cada aminoácido essencial

☛ Os nutricionistas da Ajinomoto Eurolysine S.A.S. reviram e actualizaram recentemente as necessidades de aminoácidos essenciais para porcos crescimento (>25kg). As necessidades actualizadas, apresentadas na tabela seguinte, fornecem um caminho para a redução da proteina bruta da dieta sem consequências negativas na performance esperada dos suínos. ☛ A suplementação com aminoácidos como o L-Triptofano permite uma redução da proteína bruta da dieta e, consequentemente, do custo do alimento, permitindo assim uma performance optimizada ao menor custo. ☛ Adicionalmente, benefícios no ambiente são obtidos por menor excreção de azoto. PERFIL IDEAL DE AMINOÁCIDOS PARA PORCOS CRESCIMENTO E ACABAMENTO Relação SID relativamente à Lisina (%)

Crescimento 25 aos 65kg

Acabamento 65 aos 110kg

Lisina

100

100

Treonina

67

68

Metionina + Cistina

60

60

Triptofano

20

19

Valina

65

65

Isoleucina

53

53

Leucina

100

100

Acesso livre a toda a informação em: www.ajinomoto-eurolysine.com

Contact: INDUKERN PORTUGAL, LDA Centro Empresarial Sintra Estoril II – Rua Pé de Mouro – Edif. C Apartado 53 – Estr. de Albarraque, 2710-335 SINTRA Telef.: 219248140 – Fax: 219248141 – teresa.costa@indukern.pt A LI ME N TAÇÃO ANIMAL | 3 1


ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

MODERAÇÃO – 2º PAINEL Este painel teve início com a apresentação inti-

jáveis em matérias-primas indesejáveis dando

tulada Avaliação de matéria primas minerais, da

uma ideia da intervenção e dimensão deste

responsabilidade de Karine Le Grand, da PHOS-

projeto a nível nacional, numa parceria entre a

PHEA. Falou da importância da avaliação das

IACA e a DGAV.

no catálogo de matérias primas e no papel da EMFEMA neste processo.

Olga Moreira

a ferramenta que nos resta para controlo

nas substâncias indesejáveis, segurança alimen-

dos fatores de risco em alimentação animal.

tar, etiquetagem, níveis de tolerância, referindo

Focou-se nos tipos de contaminação (físicos,

o caso particular da agricultura biológica.

químicos e microbiológico) em unidades de

de certificação a nível da UE; processo de produção e respetivo controlo; relação composição e biodisponibilidade, identificando parâmetros químicos que melhor traduzem a biodisponibilidade dos fosfatos.

produção de alimentos compostos. Evidenciou as principais fontes de contaminação microbiológica (antes, durante e após o fabrico de alimentos) e os riscos de contaminação por enterobactérias, fungos e salmonella, em diferentes matérias-primas (concentrados de proteína vegetal, alimentos fibrosos, cereais

A Doutora Maria João Fradinho, em repre-

e subprodutos de cereais). Comparou também

sentação da DGAV, apresentou de seguida a

os riscos inerentes a alimentos farinados e

temática das Substâncias indesejáveis, com

granulados. Falou dos métodos de controlo

foco na Directiva 2002/32/CE, que regula-

microbiológico: de prevenção à entrada da

menta estas substâncias. Abordou as 7 sec-

fábrica, de controlo da multiplicação dos

ções correspondentes ao tipo de substâncias

microrganismos, tratamentos térmicos, tra-

regulamentadas: contaminantes inorgânicos,

tamentos químicos e combinação de ambos.

micotoxinas, toxinas vegetais inerentes, subs-

Concluiu com algumas recomendações de

tâncias organocloradas, dioxinas e PCB’s,

boas práticas em pontos críticos de fábricas

impurezas botânicas prejudiciais, aditivos

de rações.

autorizados em alimentos não visados, após transferência inevitável.

A última apresentação deste painel foi da responsabilidade de Matthieu Merceron, res-

Referiu legislação específica recomendada,

ponsável comercial da INVIVO-NSA (WISIUM),

nomeadamente: as recomendações 2006/576/

com o título Gestão do risco em Micotoxinas.

CE e 2013/165/UE e ainda o Regulamento CE

Falou do risco de contaminação por micoto-

n.º 396/2005 específico para resíduos de

xinas, dos sinais de contaminação em grão

pesticidas.

de cereais e da necessidade da existência

Falou das medidas preventivas para evitar a contaminação por substâncias indesejáveis e informou da colaboração existente entre DGAV, IACA e ISA na preparação de Fichas sobre substâncias indesejáveis em alimentos para animais.

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

es v Biosegurança em Alimentação Animal como

VETER,SL/VETALMEX, apresentou o tema da

Deu uma visão da legislação existente com foco

Particularizou a questão dos fosfatos: modelo

32 |

Joan Mesià Garcia, Diretor comercial da ADI-

a

matérias primas minerais, do respetivo registo

de um plano de controlo como uma ferramenta preventiva. Este plano passará por uma amostragem representativa dos cereais e quantificação das micotoxinas por análise instrumental. Abordou os diferentes métodos analíticos comparando o analisador automático AccuSCAN Gold com as técnicas de

De seguida, após uma introdução feita pela

HPLC com diferentes detetores. Evidenciou

Doutora Cristina Monteiro da IACA, assistiu-se à

a necessidade de uma correta interpretação

projeção do vídeo QUALIACA que foca a impor-

e monitorização dos resultados, como um

tância do sistema de rastreabilidade criado com

meio para validação e consequente evolução

o Projeto QUALIACA, para substâncias indese-

do plano de controlo das micotoxinas.


EL DCP DIHIDRATADO P

Ca

18%

27%

Productos

Valor biológico FEDNA

P disponible

DCP dihidratado

85%

15,3%

DCP anhidro

76%

13,7%

CERDOS

AVES

DE LA PLANTA DE FLIX

+11,2%

Productos

Valor biológico FEDNA

P disponible

DCP dihidratado

77%

13,9%

DCP anhidro

73%

13,1%

+6,1%

! Calidad premium ! Mayor digestibilidad de P ! Bajo contenido Fe E S PA Ñ A

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

EVALUACIÓN DE MATERIAS PRIMAS MINERALES Phosphea, productor de fosfatos, tiene más de 400 empleados repartidos en el mundo. Con más de 40 años de experiencia, la actividad se distribuye en 6 plantas. La última adquisición fue este verano en Prahovo, Serbia. Permite alcanzar una capacidad de producción de 770 000 toneladas al año. Gracias a eso, Phosphea es el líder europeo.

Karine Le Grand

El pasado 21 de septiembre, Phosphea patrocinó las Jornadas de Alimentación Animal organizadas por IACA en Fátima, Portugal. Para esta ocasión, Karine Le Grand, directora de marketing e innovación, intervino para hablar sobre los métodos de análisis de los fosfatos. Con respecto a las ofertas disponibles en el mercado, es muy importante insistir en la seguridad alimentaria y la calidad de los productos, por lo tanto, los análisis realizados son de gran importancia.

1) Regulación europea El catálogo (Feed Material Catalogue) presenta las materias primas autorizadas en la Unión Europea. La regulación 2017/1017 del 15 de junio 2017 reemplaza el anexo de la regulación 68/2013. Se encuentran en el catálogo los procesos de fabricación y las categorías de materias primas (materias minerales en la parte n°11). En relación a los fosfatos, las modificaciones están relacionadas con el proceso de fabricación." Por ejemplo, los fosfatos producidos a partir de huesos deben incluir en su nombre la denominación de origen “de hueso. La 4ª versión del catálogo entra en cumplimiento antes del 11 de enero 2018 Los fosfatos se rigen por otras regulaciones. La regulación n°183/2005 y n°178/2002 se centran en la seguridad alimentaria. Todas las empresas del sector de la nutrición animal deben estar registradas y deben hacer un análisis de riesgos APPCC. La trazabilidad debe ser asegurada desde la materia prima hasta el producto final entregado al cliente.

34 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Cada producto debe llegar al cliente con las etiquetas correspondientes. El contenido de las etiquetas esta sumiso al reglamento (CE) 767/2009. Con respeto a las sustancias indeseables, se relacionan con el texto 2002/32/CE y 277/2012 sobre los metales pesados. Sustancias indeseables

Valor (al 12% de humedad)

Plomo

15 ppm

Arsénico

10 ppm

Cadmio

10 ppm

Mercurio

0.1 ppm

Flúor

2000 ppm

Dioxinas (PCDD + PCDF)

0.75 ng OMS-PCDD/F-TEQ/kg

Dioxinas (PCDD + PCDF + PCB) 1.0 ng OMS-PCDD/F-PCB-TEQ/kg PCB (no tipo dioxinas)

10 µg/kg

MCP, DCP, MAG26 y NEOPHOS autorizados por la fabricación de piensos a destinación de la agricultura ecológica (889/2008)

2) Certificaciones Al respeto de las regulaciones, las empresas del sector de la nutrición animal pueden controlar su enfoque mediante una certificación con su actividad. Existen estándares de calidad fiables desarrollados por y para el sector. Phosphea eligió el estándar Feed Chain Alliance para la certificación de su empresa en todos los eslabones de la cadena; incluye todas las actividades llevadas a cabo por la empresa. La diferencia entre los productores de fosfatos a nivel europeo se puede medir mediante el CEFIC (asociación de productores europeos de fosfatos). Phosphea forma parte del grupo Inorganic Feed Phosphate que pertenece al CEFIC. Cada año, una empresa independiente recoge muestras en las distintas plantas de los miembros para hacer un “ring test”. Las muestras anónimas son enviadas a cada laboratorio participante y analizadas según los parámetros intrínsecos (P, Ca, Psc, Psa y metales pesados). El “ring test” controla que los productos tengan una solubilidad cítrica y en citrato de amonio superior al 95%. Por lo tanto, el logo se colocará o no en los productos según cumplan este requisito. La presencia del logo Quality Feed Phosphate garantiza la calidad y la seguridad del fosfato al cliente, también asegura la precisión de los laboratorios.


Solubilidad en ácido cítrico

Garantizar un nivel de calcio estable

Simula lo que ocurre en el estómago de los animales. L. Guéguen en 1979 y luego J. Cauduro en 2009, comprueban que la solubilidad del fósforo en el ácido cítrico debe ser superior de 90% para determinar que un fosfato es de buena calidad.

Por otra parte, el cliente debería confiar en los valores fijos de los

Solubilidad en el agua

intervalo regular en los fosfatos. En el mercado de la Península Ibé-

Permite saber que moléculas se encuentran en el fosfato. La solubilidad en agua de un fosfato bicálcico puro, realizado por un proceso estable, es menos de 10%.

rica, se ha observado hasta un 5% de diferencia en el nivel de calcio por un mismo fosfato.

Solubilidad en el citrato de amonio

Hay que cuidar el papel clave de la relación entre el fósforo y el cal-

Es un indicador sobre el contenido de moléculas tricálcicas en el fosfato. Las moléculas de fosfato tricálcico (TCP) son las menos digestibles por los

de los diferentes elementos.

elementos. Los niveles de fósforo son muy importantes, también los niveles de calcio. Los procesos poco fiables, es decir mal controlados, ocasionan variaciones. Se verifican mediante análisis hechos con

Sabiendo eso, ¿Cómo se puede formular? cio: las variaciones modifican el ratio Ca/P y, por tanto, la absorción

animales y su presencia es un indicador de menor calidad.

4) Relación análisis y biodisponibilidad 3) Calidad interna

Para finalizar, es necesario comparar fuentes de fósforo o definir su biodisponibilidad relativa. Distintas técnicas experimentales establecerán la relación con los análisis cualitativos realizados. La oferta importante de fosfatos presentes en el mercado se distinguirá gracias a las medidas hechas en los estudios científicos. Aunque se trata de una misma materia prima, la velocidad de solubilización puede ser muy variable entre los fosfatos e impactar con los valores nutri-

de control de los productos indica el enfoque cualitativo comprometido por la empresa. En el caso del bicálcico producido en la planta de Flix, el proceso consiste en una reacción controlada entre la roca fosfórica y el ácido clorhídrico. El resultado de la reacción precipita con carbonato de calcio. De esta

reconocida por las asociaciones científicas y/o por estudios científicos propios al producto. Por ejemplo, el DCP dihidratado puro fabricado con un proceso estable, ha sido validado y cuantificado por la comunidad científica. Al estar probado científicamente, los valores se encuentren en las tablas para formular los piensos (ej. FEDNA).

manera se obtiene un DCP dihidratado con 18% de fósforo y 27% de

producto están controlados. En Phosphea, cada planta tiene su propio laboratorio para analizar los elementos minerales y las características físicas.

PO

NIBILID

A

DI

BIO

CERDOS

77%

S

PO

NIBILID

A

D

Para garantizar la calidad de los fosfatos, los parámetros intrínsecos del

S

D

calcio, en polvo de alta fluidez.

DI

Es importante, conocer el proceso de fabricación y, sobre todo, el plan

cionales. Por lo tanto, la biodisponibilidad de un producto debe ser

BIO

Proceso de fabricación

AVES

85%

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

SUBSTÂNCIAS INDESEJÁVEIS EM ALIMENTOS PARA ANIMAIS

Maria João Fradinho

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ALIMEN TAÇÃO ANIMAL


A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

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ALIMEN TAÇÃO ANIMAL


A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

BIOSEGURIDAD EN ALIMENTACION ANIMAL La preocupación a nivel social sobre los residuos antibióticos y como consecuencia las resistencias creadas de los microorganismos a estos antibióticos, ha provocado una reacción en las autoridades oficiales Europeas, las cuales están cuestionando el uso de estas moléculas en alimentación animal. Ya en los 50, se empezó a cuestionar el efectos de los productos de fermentación de Streptomices, y el uso de antibióticos a dosis subterapeuticas.

Cronología APC ▶

Joan Mesià Director Comercial Adiveter S.L.

1970-1999 ○

Se han ido eliminando moléculas de la lista.

1997: Prohibición de la Avoparcina. ▪

Enterococcus resistentes a Vancomicina

1999: Prohibición de Espiramicina, Tilosina, Virginiamicina, Bacitracina

2006 ○

Prohibición como aditivos • Avilamicina • Monensina sódica • Salinomicina • Flavofosfolipol

Vista la tendencia del mercado, la única herramienta que nos quedara en un futuro es la BIOSEGURIDAD, que entendemos por ella, el Conjunto de normas y medidas preventivas, destinadas a mantener el control de factores de riesgo procedentes de agentes biológicos, físicos o químicos, logrando la prevención de efectos nocivos, asegurando que el desarrollo o producto final de dichos procedimientos no atenten contra la salud humana, animales y el medio ambiente.

Últimamente están en la lista la prohibición de: ○

Colistina

Oxido de Zinc

Esta preocupación, debe tener cierta parte de realidad viendo las publicaciones de la EFSA, sobre la resistencia antibiótica de ciertos microorganismos.

En este artículo, nos vamos a centrar en los tipos de peligros microbiológicos y sus métodos de control.

FUENTES DE CONTAMINACIÓN ▶

ANTES DE FABRICA ○

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Superficies ▪

40 |

Materias Primas

FABRICA Polvo

Recontaminación enfriador

DESPUES DE FABRICA: ○

Transporte

Granjas


CONTAMINACION EN PIENSOS TERMINADOS

Aunque el porcentaje de contaminación de los piensos por Salmonella es bajo, estos representan un riesgo potencial por las altas cantidades de alimento consumidas. 3 de los serotipos aislados en las materias primas y en el pienso (S. Hadar, S. Typhimurium y S. Infantis) también son de los serotipos más importantes en salud pública.

CONTAMINACION POR HONGOS ▶

Proliferación de los hongos en diferentes fases productivas ○

Fusarium: Hongo de campo

Aspergilus: Hongo de campo y almacenamiento A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

|

41


ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

Penicilium: Hongo de almacenamiento

• IMPEDIR LA MULTIPLICACIÓN

Toda contaminación no se distribuye homogéneamente en los lotes infectados. Se han de tomar muchas muestras para identificar la contaminación.

Salmonella ▶ Al menos 30 muestras individuales para determinar con precisión que un lote es negativo a Salmonella (Mitchell & McChesney, 1991)

Micotoxinas. Reglamento (CE) nº 401/2006

Zona de recepción de materias primas. (PCC) Correcto mantenimiento equipos que generen calor, polvo y humedad. Biofilm Correcto funcionamiento equipos que eliminen humedad añadida (enfriador) Control de la Humedad ▪

Goteras

Condensaciones

• TRATAMIENTO TERMICO ○

> 75ºC, 30 seg. (Berge 2011)

↓3 log, Salmonella

> 85ºC (Jones & Richardson, 2004)

También nos encontramos ciertas limitaciones en la detección de los peligros Microbiológicos: ▶

Limitación métodos de análisis (Salmonella) ○

Baja sensibilidad de les pruebas laboratoriales

Recuentos de Salmonella bajos

Dañadas y debilitadas

Cantidad de muestra (25 g)

METODOS DE CONTROL MICROBIOLOGICO • PREVENCIÓN DE ENTRADA ○

Control Materias Primas

Polvo

Plagas

Personal

Vehículos

• APPCC ○ Establecimiento prerrequisitos.

Plan mantenimiento

Plan de higiene

Buenas practicas higiene.

Buenas prácticas de fabricación.

Plan control de plagas

Plan de bioseguridad

Plan de control de calidad

Establecimiento Plan APPCC

42 |

Diseño de un diagrama de flujo

Determinación i valoración de peligros

Aplicación de medidas preventivas

Determinación de PCC

Medidas correctoras ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

A parte de la Temperatura y el Tiempo existen otros factores a tener en cuenta: Humedad del pienso durante el acondicionamiento, Granulometría, Carga microbiológica, Presión del vapor, Capacitad de la caldera, Formulación,... Relación temperatura, tiempo y humedad, en disminución de la contaminación.


○ ○

Calitad del vapor No toda la masa de pienso llega, por igual, a la temperatura deseada. Recontaminación posterior ▪

Enfriador

Contaminación cruzada a la carga:

Polvo de piensos no tratados térmicamente (harinas)

Polvo de piensos tratados a baja temperatura (fibrosos…)

• RECONTAMINACIÓN ○ ○

Valores en el acondicionador sobre el 15% de humedad mejoran la eliminación de Salmonella y mejoran la calidad microbiológica del pienso. La Granulación no elimina completamente la contaminación por Salmonella aunque se alcancen temperaturas superiores a 80ºC (80-85%)

ENFRIADOR: ○

Salmonellas endémicas ▪

Un único serovar

Localizadas en zonas finales del proceso.

Difíciles de eliminar.

• LIMITACIONES DEL TRATAMIENTO TERMICO ○

Variabilidad en el tiempos de acondicionamiento de las harinas.

Posibles fluctuaciones al aplicar calor.

Régimen de la granuladora

A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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43


ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

• OTROS METODOS DE TRATAMIENTO TERMICO ○

Expander ▪

↓105-106 ufc/g

115 ºC – 120 ºC

10-20 sg

• TRATAMIENTO QUIMICO

• COMBINACION TRATAMIENTO QUIMICO TERMICO La combinación de los dos tratamientos ofrece mejores resultados a nivel microbiológico.

(*) Datos bibliográficos disponible en adiveter@adiveter.com

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ALIMEN TAÇÃO ANIMAL


all suspects ?! 7’

7’

6’8’’

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6’6’’

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5’8’’

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5’

5’

4’8’’

4’8’’

5 [ ultimate solution against mycotoxins ]

A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL VI JORNADAS SPMA/IACA

GESTÃO DO RISCO DAS MICOTOXINAS Plano

1. Contexto

Uma preocupação global

DON

Och Zea

Och DON Zea

1) Contexto

DON

2) Primeiras verificações

Zea

Afl

Aflatoxins

Och

Ochratoxins

DON Afl

Afl

Fumonisins

Fum

Zearalenone

Zea

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DON

T2

Fum

4) Amostrar e analisar 5) Interpretar e monitorizar

DON

Afl

Afl

3) Plano de controlo

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T2

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DON

FAO, 2003

Fum

Fum Zea

Trichothecenes

T2

500 IDENTIFICADAS

O ASSUNTO DA MODA! MUITOS CONCORRENTES!

5 FAMÍLIAS PRINCIPAIS

ALÉM 50 ANALISADAS DIVERSOS PREJUÍZOS ZOOTÉCNICOS

Matthieu Merceron 1. Contexto

1. Contexto

• As micotoxinas são pequenas moléculas químicas

• Não há sinais claros de presença de micotoxinas em cereais (aspecto externo)

• São metabolitos tóxicos produzidos por fungos

• Sem cheiro ou sabor, a contaminação só pode ser confirmada por análises laboratoriais

Definição das micotoxinas

Risco de contaminação

“Não é porque não há sinal físico de contaminação que não há contaminação!”

• Uma micotoxina pode ser produzida por vários fungos, e um fungo pode produzir

DON Afl

várias micotoxinas

Zea

DON

Multicontaminação

4

Afl

Afl

Suspeita de alta contaminação de micotoxinas.

Zea DON

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Pode ter alta contaminação de micotoxinas. Ainda maior que uma amostra com má aparência.

5

1. Contexto

1. Contexto

Risco de contaminação

Risco de contaminação • Distribuição heterogénea das micotoxinas

• Quando enfrentamos uma concentração prejudicial de micotoxinas? Concentração em ppb ou ppm (1ppm = 1000ppb = 10(6)ppt = 1mg/kg) 1 segundo em 32 anos

1 agulha escondida em 300 palheiros

• É crucial ter uma amostra representativa para analisar

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Afl

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Fum Fum Fum Afl Afl Afl Afl Fum Afl

Proteína Distribuição homogénea 6

Fum

Fum Fum

Micotoxinas Contaminação “hot spot” 7

2. Primeiras verificações

2. Primeiras verificações

A cor de grão

A cor do grão

O que são grãos danificados por fungos?

Trigo danificado por Fusarium

• A maioria dos grãos tem alguma forma de crescimento de fungos • Grãos danificados por fungos = Grãos que são contaminados por fungos ou por uma substância semelhante a 50 % ou mais • Exemplos de descoloração induzida por fungos em grãos

Fonte: Wegulo (2012)

46 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Fonte: Hurburgh (2017)

Fonte: USDA (2013)

Fonte: USDA (2013)

Fungo olhos azuis (Aspergillus glaucus ou espécies de Penicillium)

Descoloração rosa causada pelo fungo epicoccum rosa

Descoloração rosa causada por fungo rosa

Grãos de trigo danificados por Fusarium. Cor pálida e grãos leves devido a contaminação.

Grãos de trigo saudáveis

9


4. Amostrar e analisar

3. Plano de controlo

Análise rápida

Introdução

A situação • Heterogeneidade de presença de micotoxinas em matérias-primas e alimentos acabados • Muitos vetores e outros fatores contribuem para a presença de micotoxinas

• Dificuldade em avaliar a presença de micotoxinas apenas pela inspeção visual

Função

Para obter um resultado de análise quantitativa rápida de micotoxinas diretamente na exploração ou na fábrica

Como

• A amostragem das matérias-primas é um passo fundamental na avaliação das micotoxinas

Preparar e analisar as amostras de matérias-primas ou produtos acabados diretamente na exploração ou na fábrica

• Avaliação confiável de micotoxinas feita apenas por análise laboratorial

Tempo

A solução

Entre 20 e 30 minutos para uma análise completa

A necessidade de construir um plano de controlo como uma ferramenta preventiva 10 11

4. Amostrar e analisar

5. Interpretar e monitorizar

Aumento da complexidade de uso, sensibilidade, especificidade e custo de equipamentos e análises

Análise HPLC

Evolução do plano de controlo

MS – MS

• Regularmente, o plano de controlo deve ser validado para garantir que ele cumpre os objetivos necessários. Cada fábrica/exploração é específica. • Se, após a revisão, alguns processos forem identificados como não satisfatórios, o plano de ação deve ser resolvido.

Espectrometria de massa (MS) Fotometric + Derivação Diode array detection (DAD) Fluorimétrico

Métodos fotométricos

Ultravioleta - Visível Tipo de detector 12

13

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

OTIMIZAR O USO DA VITAMINA E EM NUTRIÇÃO ANIMAL GRAÇAS AO EXTRATOS SECOS DE UVA O mercado da Vitamina E está a atravessar um contexto muito grave com possíveis problemas de escassez no abastecimento e de preço… A resposta pode estar no Nor-Grape 80, um aditivo para alimentação animal à base de extrato seco de uva registado na União Europeia, capaz de fornecer um efeito antioxidante poderoso para otimizar a utilização da Vitamina E e controlar custos.

1. Vitamina E: um papel chave em nutrição animal “Vitamin E” inclui uma grande variedade de moléculas com propriedades não equivalentes. Estas estão classificadas em 2 categorias: tocoferóis (α, β, γ, δ) and tocotrienóis (α, β, γ, δ). Há diferentes tipos de α-tocoferol: “D-α-tocoferol” para a forma natural de vitamina E e “DL-α-tocoferil acetato” para a forma sintética. A Vitamina E50 acetato é a forma comercial mais comum usada em nutrição animal. A Vitamina E é considerada uma poderosa vitamina antioxidante que se liga aos radicais livres de oxigénio que podem causar danos nos tecidos. É um componente essencial na dieta animal e tem efeitos extensivamente documentados em nutrição animal, em particular: • Proteção dos lípidos da oxidação, através de propriedades antioxidantes contra os radicais peroxil lipídicos; • Contribuição para uma melhoria da qualidade da carne;

a evolução da concentração plasmática do α-tocoferol em vacas leiteiras em função do nível de suplementação diário em vitamina E.

• Em vacas leiteiras, uma dose elevada de Vitamina E na dieta não resulta necessariamente num aumento proporcional dos níveis de alfa-tocoferol no plasma. Consequentemente, uma diversificação da ingestão de antioxidantes é melhor do que uma dose alta de apenas um. Isto é especialmente verdadeiro em leitões:

• Melhoria na reprodução Por sua vez, uma deficiência em vitamina E deixa as membranas celulares desprotegidas contra os ataques oxidativos, induzindo sintomas específicos que põem em perigo a saúde animal e diminui as suas performances zootécnicas.

2. Fatores de restrição da Vitamina E Contudo, o uso de vitamina E pode ser complicado por vários fatores. Uma assimilação variável Os animais assimilam a vitamina E sintética, mas nem sempre totalmente, especialmente quando são jovens. O gráfico seguinte mostra 48 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Gráfico 2 – Os resultados foram elaborados com base numa revisão bibliográfica. Mostra que para o mesmo nível de vitamina E na dieta de porcos adultos (linha azul pontilhada) ou leitões (linha encarnada pontilhada), a assimilação não é a mesma e é mais baixa em jovens. Isto é explicado pelo facto dos animais jovens não terem a enzima carboxilesterase totalmente funcional, a qual é necessária à libertação da vitamina E ativada da forma de acetato.


Nor-Grape® 80 O único extrato de uva autorizado no seio da UE, na sua categoria

Oferece antioxidantes biológicos hidrossolúveis

Compensa o stress oxidativo

Substitui parcialmente a vitamina E, até 50%

Antioxidante pela Natureza www.norfeed.net

Distribuído em Portugal por

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

Preços flutuantes… a subirem Além disso, o preço da vitamina E pode ser muito volátil e de difícil previsão: estava inferior a 5€/kg em Outubro 2017 e acima de 20 €/kg em Novembro do mesmo ano.

Fonte: Feedinfo e dados internos da Norfeed

Quantidade de Nor-Grape (substituição de vitamina E pura) Preço da Vitamina E (50%)

Esta volatilidade é explicada principalmente por duas circuns-

Preço do Nor-Grape

tâncias. Primeiro, devido à imposição de novos regulamentos

Poupança por ton de ração

ambientais, os fabricantes chineses de vitaminas tiveram de reduzir as suas produções em Julho de 2017. Por outro lado,

9 ppm (relação 1:11) 17 €/kg 130 €/kg 2,2 €/t

Cálculos feitos com a “e-calculator” Nor-Feed, ferramenta que avalia o retorno do investimento do Nor-Grape 80

a situação agravou-se dramaticamente após Outubro de 2017 devido a um incêndio na fábrica de citral de um dos maiores fabricantes europeus.

3. Nor-Grape 80, redução de custos padronizada e fiável! Nor-Grape 80 é um extrato seco de uva padronizado rico em

> Neste caso, usando 9 ppm de Nor-Grape 80 permite poupar 2.2 €/T de ração. Uma otimização mesmo com baixo preço de vitamina E Os cálculos mostram que quanto mais elevado o preço da Vitamina E, maior o benefício por Ton de ração gerado com o uso do Nor-Grape 80.

polifenóis, antocianinas & proantocianidinas - todos antioxidantes naturais muito potentes. Nor-Grape 80 é o primeiro e único extrato seco de uva com autorização na União Europeia. O teor garantido em diferentes tipos de polifenóis é particularmente interessante para as indústrias parceiras de mercado (fabricantes de pré-misturas minero-vitamínicas, de alimentos compostos para animais e criadores). 1 g de Nor-Grape 80 = 11 g de vitamina E pura Cada vez mais, pesquisas evidenciam que a vitamina E pode ser regenerada por polifenóis. Ensaios in vitro, in vivo e ex vivo mostram que o Nor-Grape 80 tem um efeito de otimização da vitamina E através da substituição de até 50% da mesma, com uma relação 1:11 no alimento completo, devido a estas interações moleculares. Poupança efetiva Neste cálculo feito com a “e-calculator”, o Nor-Grape é usado em frangos com o objetivo de potenciar o uso de vitamina E: 50 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

> De acordo com os nossos cálculos, usar Nor-Grape 80 na dieta gera ganhos interessantes / T de ração com o preço da Vitamina E tão baixo quanto 6 €/kg. Mais informações: info@tecadi.pt / Referências disponíveis a pedido


ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS DAS EMPRESAS

SOJA DE PORTUGAL PREMIADA COM TROFÉUS LUSO-FRANCESES 2017 O Grupo Soja de Portugal, ganhou o Troféu de Desenvolvimento Sustentável 2017. A Soja de Portugal distinguiu-se pelo desenvolvimento de soluções competitivas, inovadoras e sustentáveis nas diversas áreas de negócios. Na presença da gala de premiação estiveram presentes o Dr. Manuel Caldeira Cabral, Ministro da Economia , e S.E. Jean-Michel Casa, Embaixador da França em Portugal.

JORNADAS DE AVICULTURA Decorreu no passado dia 10 de Novembro

Zoetis, que falou sobre a necessidade da

ligados ao setor e que muito agradece-

de 2017, em Viseu, a 8ª edição das Jorna-

correta aplicação das vacinas. Estiveram

mos. A sessão terminou com um almoço

das Técnicas de Avicultura, organizadas

ainda presentes Manuel Silva, Adminis-

de confraternização decorrido no Hotel

anualmente pela SOJA DE PORTUGAL,

trador da Avicasal e vários convidados

Montebelo.

por via das suas empresas integradoras avícolas, AVICASAL & SAVINOR. O evento pode contar com a presença de mais de 140 produtores avícolas, parceiros do grupo. A iniciativa enquadrou-se no âmbito da estratégia de articulação entre a Avicasal e a Savinor e os seus produtores avícolas, em regime de integração. A sessão de abertura contou com a presença de Antonio Isidoro, Presidente do Conselho de Administração do grupo Soja de Portugal. O programa do evento refletiu a partilha de diferentes conhecimentos sobre a realidade portuguesa atual, e contou com a intervenção de oradores convidados de vários quadrantes e instituições: Jaime Piçarra, da IACA, abordou o tema da sustentabilidade das matérias primas, assim como o projeto Qualiaca, Rui Gabriel (médico veterinário/consultor), que fez uma descrição sobre a avicultura, os seus desafios e qual o seu futuro, por fim, Paulo Leite da A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS DAS EMPRESAS

I JORNADAS TÉCNICAS DO GRUPO CCPA EM PORTUGAL Os dias 29 e 30 de Novembro de 2017 torna-

da melhoria das características Organolé-

ram-se um marco na história da DIN – GRUPO

ticas, Químicas e Microbiológicas de carne

CCPA por se terem realizado as I Jornadas

de porco após introdução de um produto

Técnicas do GRUPO CCPA em Portugal sob

tecnológico na alimentação". O Eng.º Nuno

o tema “Novos Desafios na Nutrição e Saúde

Guedes presenteou os convidados com uma

Animal". Neste evento apresentou-se a nova

abordagem sobre a importância das análises

identidade visual da DIN, uniformizada por

laboratoriais na eficiência alimentar. Assis-

todas as empresas do grupo, que se assume

tiu-se a uma palesta acerca de "Motivação

como o reflexo da integração no GRUPO CCPA

e Liderança" pelas sábias palavras do Sr. Dr.

em Portugal, isto é, na evolução e ambição em

Luciano Roppa que também abordou o tema

disponibilizar e prestar serviços de qualidade

"Tendências do Mercado dos Consumidores e

assentes na inovação e kow-how. A DIN, ao

as suas Exigências”, a Sr.ª Dr.ª Ana Luísa Lou-

fazer parte do GRUPO CCPA, vê reforçadas

renço – Professora Auxiliar na Universidade

as suas valências através de tecnologia de

de Trás-os-Montes e Alto Douro – prestou

ponta, um departamento de investigação e

esclarecimentos no âmbito da "Inflamação

um centro experimental próprio, associados

e oxidação: Conceitos e Estratégias" e o Sr.

a uma equipa multidisciplinar e profissional.

Dr. José Manuel Costa – Chefe da Divisão

Além de ter sido um excelente motivo para a

de Alimentação Animal da DGAV – abordou

reunião de clientes e outros parceiros da DIN,

o tema "Alimentos Medicamentosos: Atuali-

proporcionando o fortalecimento das relações

dade e futuro”. Como moderador dos trabalhos

de confiança e proximidade, direcionadas para

tivemos a honra da presença do Dr. Manuel

o desenvolvimento de todos numa perspetiva

Joaquim, Diretor da SUSTAURUSVET.

de colaboração recíproca, este evento trouxe

A equipa da DIN – GRUPO CCPA não poderia

um vasto leque de conhecimentos partilhados

estar mais satisfeita com os resultados deste

pelos oradores que nos brindaram com os seus

evento e demonstra a sua gratidão a todos os

colóquios. Laurent Roger – Diretor de Vendas

que nele participaram e colaboraram para o

Internacionais do GRUPO CCPA – enalteceu

seu sucesso.

o papel da DIN como um importante reforço internacional enquanto produtora e distri-

"A nossa experiência, a sua eficiência"

buidora de alimentos para animais para o GRUPO CCPA. Elementos da equipa técnica apresentaram os eficientes resultados dos C

ensaios experimentais realizados em Portu-

M

gal decorrentes da utilização de alimentos desenvolvidos pelo GRUPO CCPA: o Eng.º

Y

José Silvestre destacou o papel benéfico do

CM

Axion Start na fase de produção leiteira de ®

MY

ruminantes, os efeitos do Axion® Sow'Ax na

CY

lactação das porcas e no aumento do cres-

CMY

cimento dos leitões foi explicado pelo Engº.

K

André Santa-Rita e os impactos do Mega Sense® no aumento da qualidade da carne e melhoria de inúmeras características foram excelentemente explicados pela Sara Oliveira, aluna de Mestrado da Universidade de Aveiro, instituição com a qual a DIN estabelece parceria, que se encontra a desenvolver o seu estágio curricular na DIN sob o tema "Estudo 52 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Legenda Fotografia Oradores e Direção Executiva – da esquerda para a direita Eng.º André Santa-Rita – Técnico-comercial do GRUPO CCPA Rui Branquinho – Diretor Operacional da DIN Laurent Roger – Diretor de Vendas Internacionais do GRUPO CCPA Dr. Manuel Joaquim – Diretor da SUSTAURUSVET, Serviços Veterinários. Drª. Ana Luísa Lourenço – Professor Auxiliar na UTAD Sara Oliveira – Estudante Mestrado na Universidade de Aveiro, a realizar Estágio Curricular na DIN

Dr. José Manuel Costa – Chefe da Divisão de Alimentação Animal da DGAV Dr. Luciano Roppa – Consultor da Aqua Capital Eng.º João Almeida – Diretor Técnico-Comercial da DIN Eng.º José Silvestre – Técnico-comercial da DIN-GRUPO CCPA Eng.º Nuno Guedes – Técnico-comercial da DIN-GRUPO CCPA


ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS

IACA ELEGE ÓRGÃOS SOCIAIS PARA O MANDATO 2018/2020 No passado dia 13 de dezembro, foram eleitos os Órgãos Sociais da IACA para o Mandato 2018/2020. As principais alterações relativamente ao mandato anterior prendem-se com a eleição de José Romão Braz para Presidente da Direção da IACA, substituindo Cristina de Sousa, que dirigiu a Associação nos últimos 6 anos, e a saída de Rafael Neves, que transita da Direção para Presidente da Assembleia-Geral, sendo substituído por Avelino Gaspar que até agora ocupava a função de Presidente da Mesa da Assembleia-Geral. Uma outra novidade, é a entrada de João Lobo para Vice-Presidente da Mesa. O Conselho Fiscal mantem-se como até aqui, bem como os restantes elementos dos Órgãos Sociais (Assembleia – Geral, Conselho Fiscal e Direção). Á Revista “Alimentação Animal”, a Presidente cessante, Cristina de Sousa, salientou o “enorme prazer e orgulho que sentiu por trabalhar com os colegas dirigentes (neste e no anterior mandato, referindo o Prof. Chaveiro Soares, Dr. José Filipe R, dos Santos e Engº Pedro Folque), com o Secretário-Geral e a Equipa da IACA”. O Alargamento e o QUALIACA foram de facto os principais marcos, que foram cumpridos neste segundo Mandato, pese embora as adversidades. Salientou que deu sempre o seu melhor e agradeceu o apoio e cooperação de todos no exercício das suas funções, que procurou pres-

tigiar e dignificar em cada momento, sentindo-se enriquecida, quer a nível pessoal, quer profissional. Por seu lado, o Presidente eleito, José Romão Braz, falando em nome dos Diretores, expressou o “grande apreço e admiração pela Presidente Cristina de Sousa que exerceu o Mandato de uma forma excelente e o orgulho por terem feito parte de uma Equipa que deu sempre o seu melhor e se mostrou coesa em todos os momentos, dos mais aos menos difíceis, com um rumo e um Projeto bem definidos. A sua continuidade na Direção representa um gesto de humildade que é importante sublinhar”. Para a “AA”, deu a conhecer alguns dos principais desafios para o Mandato de 2018/2020, numa Direção que é “de continuidade, mas com uma equipa coesa, representativa e prestigiada”: o QUALIACA, devidamente consolidado, procurando acabar com a litigância com a ACICO; Aprovisionamento de matérias-primas, em qualidade, disponibilidade e previsibilidade; a questão da comunicação, com a modernização do site e atuando de uma forma mais profissional; a Contratação Coletiva de Trabalho, designadamente as preocupações com o futuro, procurando estabilizar a situação, apesar da estratégia dos sindicatos; as tecnologias nas reuniões, no sentido de “encurtar” distâncias e agilizar as agendas com a necessidade de se fazerem reuniões para

acompanhar os dossiers da Associação, a nível nacional e no plano internacional; acompanhar a FIPA e a FEFAC, no sentido de influenciar, para além dos dossiers, o modelo de governação, mantendo as nossas representações nestas organizações de cúpula; a continuidade na participação e cooperação com outras entidades e Associações da Fileira e a continuidade na captação de novos associados, no sentido de, para além da sustentabilidade, alargar a representatividade da IACA na chamada Sociedade Civil. A “Alimentação Animal” cumprimenta a Presidente que agora cessa funções e agradece toda a colaboração e disponibilidade que manifestou durante todos estes anos. Felicita igualmente o novo Presidente da IACA e todos os Órgãos Sociais” que exercerão o Mandato com muito empenho, transparência e responsabilidade, continuando o trabalho de excelência realizado, conforme referiram na Assembleia Geral, após as Eleições. Porque os desafios da Alimentação Animal e da Fileira Pecuária são enormes e só com uma equipa coesa, em conjunto com os Associados, os podemos ultrapassar. Parabéns a todos e Felicidades para o exercício das novas funções. * Na próxima edição da "AA, já com a tomada de posse, desenvolveremos este tema.

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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53


FICHA TÉCNICA ALIMENTAÇÃO ANIMAL Revista da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA NIPC- 500835411

TRIMESTRAL - ANO XXVIII Nº 102

AGENDA DE REUNIÕES DA IACA

Outubro / Novembro / Dezembro

DIRETOR Cristina de Sousa

CONSELHO EDITORIAL E TÉCNICO Ana Monteiro Jaime Piçarra Pedro Folque Manuel Chaveiro Soares

COORDENAÇÃO Jaime Piçarra Serviços da IACA

ADMINISTRAÇÃO, SEDE DE REDAÇÃO E PUBLICIDADE (incluindo receção de publicidade, assinaturas, textos e fotos) IACA - Av. 5 de Outubro, 21 - 2º E 1050-047 LISBOA Tel. 21 351 17 70 Telefax 21 353 03 87

EMAIL iaca@iaca.pt

SITE www.iaca.pt

EDITOR Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA

EXECUÇÃO DA CAPA Pedro Moreira da Silva

EXECUÇÃO GRÁFICA Sersilito - Empresa Gráfica, Lda. Travessa Sá e Melo, 209 4471-909 Gueifães - Maia

Data 11 e 12

OUTUBRO • Agri Inovation Summit 2017 em Oeiras

13

• Assembleia Eleitoral da SPMA

17

• Grupo de Diálogo Civil – Acordos comerciais em Bruxelas

19

• Conferência IACA/USSEC em Alcobaça

19 e 20 23 25 e 26

• IX Jornadas de Cunicultura da ASPOC em Viseu • Reunião com Presidentes de Câmara e Governo sobre os Incêndios – Rações de Emergência em Vila Nova de Poiares • Workshop sobre Sustentabilidade e Florestação • Reuniões sobre o MOU (Soja sustentável) em Bruxelas

Data

NOVEMBRO

7

• Comité COMPETITIVIDADE da Food Drink Europe em Bruxelas

8

• Forum Inovação Pioneer em Santarém

10

• Jornadas de Avicultura da Soja de Portugal em Viseu

10 e 11

• Congresso Sociedade Cientifica de Suinicultura em Santarém

13

• Assembleia Geral do CIB • Reunião com APA-Agência Portuguesa do Ambiente sobre Embalagens

17

• Clube dos Produtores da SONAE

21

• IV Encontro do Clube dos Produtores de Cereais, em Beja

22

• Reunião no GPP, Grupo de Trabalho Plano Estratégico para os Cereais • Reunião com Presidente do INIAV – Projeto Mais Coelhos

23

• Reunião da Direção da FIPA

24

• Curso de Alimentação de Suínos na FMV • Gala do Porco D’Ouro em Torres Vedras

29

• Apresentação do Livro sobre as Culturas GM na FCUL

PROPRIETÁRIO

Data

Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais - IACA Av. 5 de Outubro, 21 - 2º E 1050-047 Lisboa

4e5

DEZEMBRO • Comité “Alimentos Compostos” da FEFAC, em Bruxelas

11

• Grupo de Diálogo Civil sobre a PAC-DG AGRI em Bruxelas

13

• Reunião da Direção • Assembleia Geral Eleições • Reunião da Direção e Assembleia Geral da FIPA

REGISTO

14

• Comissão de Acompanhamento da PAC com Ministro da Agricultura

EXCLUÍDA DE REGISTO NOS TERMOS DO DISPOSTO NA ALÍNEA A) DO N.º 1 DO ART.º 12.º DO DECRETO REGULAMENTAR N.º 8/99, DE 9 DE JUNHO, REPUBLICADO PELO DECRETO REGULAMENTAR N.º 2/2009, DE 27 DE JANEIRO

15

• Inauguração da Ampliação das instalações da Associada Racentro

DEPÓSITO LEGAL Nº 26599/89

54 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

18 e 19

• Conferência da Comissão Europeia Outlook Mercados Agrícolas-DG AGRI em Bruxelas


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