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tá chegando a hora! agora falta pouco para a superagos 2017 e você não pode ficar de fora do maior evento supermercadista e de Panificação do centro-oeste. aproveite e faça agora mesmo a sua inscrição gratuita.

realização

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cobertura

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aCESSE WWW.AGOS.COM.BR/SUPERAGOS corra que é por tempo limitado!

apoio

SIND HORBS


editorial

expediente

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Nelson Alexandrino Presidente da Agos

É com orgulho e enorme satisfação que vejo o andamento da Escola Agos, setor da associação voltado para a realização de cursos e palestras voltadas para os funcionários e empresários do setor supermercadista. Desde que foi retomada em minha gestão, a Escola Agos vem promovendo continuamente ações nas mais variadas áreas, com reforço no calendário de cursos neste primeiro semestre. Matéria especial desta edição mostra os eventos realizados em maio e junho, na sede da Agos. O fundador da Mabel, Nestore Scodro, concedeu entrevista à nossa reportagem e contou sobre a criação da rosquinha Mabel, do início da empresa e dos valores que passou aos filhos durante o comando da empresa. O empresário italiano, naturalizado brasileiro e que hoje mora nos Estados Unidos, contou o que o motivou a contar sua história em um livro e disse estar animado com a possibilidade de transformar seus ensinamentos em conteúdo para palestras. Outro destaque da edição 174 da Revista Supermercados é o artigo assinado pelo empresário e presidente do Instituto Democrativa, José Alves Filho. O também presidente do Grupo José Alves explica a necessidade de o governo federal reavaliar a política econômica e critica o atual índice da taxa Selic. José Alves justifica sua abordagem a partir de estudos recentes realizados pelo setor de economia da Unialfa e que compara dados do Brasil com os Estados Unidos e países europeus. A Agos sediou o 1º Fórum de Prevenção de Perdas, realizado pela Inovar. O evento contou com a participação de representantes de 12 empresas dos mais variados ramos, que abordaram como conseguir resultados e evitar as perdas nos supermercados. Mais de 120 pessoas participaram do fórum, cujo conteúdo foi repassado com o intuito de ser replicado nos supermercados com outros funcionários das empresas. Você poderá acompanhar outras notícias do cotidiano de um empresário supermercadista na editoria Notas. Os principais lançamentos em produtos estão mencionados na página do Nas Gôndolas. Confira outras matérias e não se esqueça de acompanhar nosso site e nossas redes sociais. Boa leitura a todos!

Presidente – Nelson Antonino Alexandrino de Lima Vice-presidente – Sirlei Antônio do Couto Secretário – Renato Ranyelle de Melo Carvalhais 1º Conselheiro – Gilberto Soares da Silva 2º Conselheiro – Francisco Kaefio de Lima 3º Conselheiro – Irineu Marcolino Dumbra Júnior 4º Conselheiro – Onofre Silva 5º Conselheiro – Valdeci Luciano da Costa 6º Conselheiro – Wanderson Ferreira 7º Conselheiro – Luiz Carlos Gomes 8 Conselheiro – José Nakamura 9º Conselheiro – Givaldo Ribeiro Batista Junior 10º Conselheiro – Ronaldo Santos Amorim 11º Conselheiro – Fernando Viandelli Lopes 12º Conselheiro – José Elias de Paula 13º Conselheiro – Suail Alcântara 14º Conselheiro – Agnaldo Moreira da Costa Junior CONSELHO FISCAL - EFETIVOS Jaime Canêdo Júlio Penha Peres José Guilherme Schwam CONSELHO FISCAL - SUPLENTES Fernando Antônio de Oliveira Ricardo Pinheiro dos Santos Ulisses Jair dos Santos SUPERINTENDÊNCIA João Bosco Pinto de Oliveira DELEGADO JUNTO À ABRAS Antônio Henrique Rodrigues Xavier COMITÊ FEMININO Aldenice Vieira da Silva Alexandrino COMITÊ DE DESENVOLVIMENTO Glauskston Batista Rios REVISTA SUPERMERCADOS Jornalista Responsável • Yuri Lopes Publicidade • Clésida do Espírito Santo Marketing • Frederico Kessler Fotos • Agos / Shutterstock / Freepik Produção e Diagramação • Frederico Kessler Impressão •

Av. C-7, No 3144, Qd. 80, Lt. Área, St. Sudoeste, CEP 74.305-080, Goiânia-GO (62) 3254-8350 | 3215-2528 imprensa@agos.com.br | www.agos.com.br revista supermercados

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16ª conven para supe

26 a 28 de set

12 16 20 faça

seja um eXposito

6 Panificação Parceria do ITPC, Abip e Sebrae resulta em estudo sobre qualidade do pão francês

WWW.agos.co COMERCIAL@AGOS.C

sumário

8 Economia imediata Sistema de geração de energia solar começa a dar resultados nas contas de energia 12 Perpetuando conhecimento Fundador da Mabel, Nestore Scodro lança livro com dicas de empreendedorismo

16 SuperAgos 2017 realização: Conheça quais são os primeiros cursos confirmados para a programação da feira 18 Escola Agos Conheça os cursos que movimentaram a agenda do programa de capacitação

apoio:Monetária 20 Reforma José Alves Filho fala sobre a importância de reduzir a taxa Selic para 3% ao ano em artigo inédito 4

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O pão francês é o principal produto das panificadoras brasileiras, o item que remete ao setor na memória do consumidor. Ele também é o principal gerador de fluxo de clientes nas lojas, o atrativo para que muitas pessoas frequentem a loja quase diariamente. Mesmo com tanta importância para as padarias, ele não vinha tendo a merecida atenção, conforme revelou estudo realizado pelo Convênio entre o Instituto Tecnológico de Panificação e Confeitaria (ITPC), a Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com 866 padarias de 12 estados brasileiros.

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panificação

presidente do ITPC, Márcio Rodrigues.

O estudo teve como base a norma ABNT NBR 16170, publicada pela ABNT em 2013. A norma traça 13 quesitos principais para se determinar um pão de qualidade, dentre características externas: tamanho, crosta (composta por cor, pestana, crocância e aspecto), aparência; características internas: crosta (aspecto), miolo e características sensoriais (aroma, sabor, textura). O documento foi o ponto de partida de um novo parâmetro para o setor. Com a norma indicando o estado final desejado do produto, a análise saiu da percepção subjetiva, para critérios objetivos do que é um pão de qualidade.

Para colocar em prática a tese levantada, o convênio realizou um trabalho de consultoria junto a algumas panificadoras selecionadas dentre as pesquisadas inicialmente. Todos os problemas levantados nos produtos pesquisados foram devidamente observados para a elaboração da metodologia de intervenção. Dessa forma, as entidades puderam trabalhar no desenvolvimento de uma readequação do processo de fabricação visando a melhoria na qualidade do pão tipo francês. “Estudamos as informações para mostrar que é possível fazer melhor. É possível traçar um paralelo entre os problemas observados e o processo de fabricação do pão francês. Os defeitos observados que levam à menor qualidade do pão advêm, principalmente, de falhas no processo produtivo e da forma como são utilizados os equipamentos”, destaca o especialista.

Para obter um pão considerado de excelência, conforme a Norma da ABNT, as empresas precisavam obter ao menos 69% ou 90 pontos. O índice foi obtido por apenas 18 empresas, o que equivale a 2,08% de todo o universo estudado. Na média geral, a qualidade do pão tipo francês foi classificada como “regular”, sendo que a média de alcance aos requisitos da norma ficou em 48,40%, que corresponde a uma pontuação de 62 pontos.

ES

O trabalho de intervenção mostrou um resultado impactante. Todas as empresas onde a metodologia foi aplicada apresentaram um desenvolvimento na qualidade do pão francês. Além disso, as padarias conseguiram evoluir em todas as características analisadas pela norma e o número de empresas que atingiram o padrão recomendado pela norma aumentou em todos os estados. O resultado foi tão positivo que em alguns casos, a média geral de pontos das panificadoras sobre a qualidade do pão francês quase dobrou na Bahia e no Espírito Santo, por exemplo.

Nº de empresas que atingiram o padrão de qualidade desejado pela norma

Média de realização – geral

MG BA RJ MT DF SC AP AL MS Média

“A norma ABNT NBR 16170 foi importante justamente por estabelecer uma forma de avaliação e parametrização baseada na qualidade, ou seja, mesmo usando tipos de farinhas diferentes, por exemplo, é possível que se atinja um mesmo padrão de qualidade, desde que se alinhe o processo de fabricação para reduzir falhas”, afirma Rodrigues.

A metodologia de intervenção nos processos de fabricação do pão tipo francês foi elaborada e Pontos depois Crescimento % Pontos antes Estado da intervenção da intervenção o objetivo inicial foi permitir que as empre“O76objetivo da94,87% pesquisa não foi dizer que ES 39 56 de 51% sas pudessem conhecer de MG fato a situação as 85padarias fabricam um produto ruim, mas 48 95 BA qualidade do produto que fabricam. Até então, despertar nos 97,91% empresários a necessidade de RJ 69 93 34,78% não havia nada que as orientasse sobre o54que cuidado com a75,92% fabricação do pão. A pesquisa 95 MT DF 100 era realmente um pão de qualidade, até60pela mostrou que é66,67% possível melhorar a qualidade SC 43 80 falta de unidade em relação, por exemplo, à do109 pão, e nem 86,05% sempre o pão que os empresári39,74% AP 78 matéria-prima utilizada, questões climáticas os 98julgavam ser66,10% bom o era durante todo o dia. AL 59 15,71% de fabricação mais bem MS influenciam 70 no das várias regiões do país que Se 81houver um padrão Média 56 92 62,88% processo e mesmo a tradição de cada local que definido, essa diferença pode não existir e as Pontuação dentro dos parâmetros de qualidade da norma ABNT NBR 16170. também impacta na forma como o pão é perempresas podem lucrar mais”, conclui Márcio.

“Os resultados revelam a necessidade de rever conceitos. O mercado de panificação precisa entender a importância de se trabalhar a qualidade de desenvolver o produto e que isso oferece um retorno real para as panificadoras. É preciso assumir que existe um problema real. Nós estamos num mundo que evolui todo dia e o cliente está cada vez mais exigente. Precisamos perceber esse contexto e oferecer produtos que atendam a esta necessidade”, destaca o

Estado

cebido e consumidor em diferentes mercados consumidores.

Pontos antes da intervenção

Pontos depois da intervenção

Crescimento %

39 56 48 69 54 60 43 78 59 70 56

76 85 95 93 95 100 80 109 98 81

94,87% 51% 97,91% 34,78% 75,92% 66,67% 86,05% 39,74% 66,10% 15,71%

92

62,88%

Pontuação dentro dos parâmetros de qualidade da norma ABNT NBR 16170.

Estado

Abaixo de 80 pontos

Entre 80 e 90 pontos (próximo ao ideal)

90 pontos ou mais (dentro do exigido pela norma)

Total de empresas

2 3 0 1 0 0 2 0 0 3

2 0 2 1 1 0 2 0 0 1

1 2 3 3 4 5 1 5 5 1

5 5 5 5 5 5 5 5 5 5

11 22%

9 18%

30 60%

50 100%

ES MG BA RJ MT DF SC AP AL MS Total %

Obs: No ES, MG e SC, apesar de a média final estar abaixo de 90 pontos, há padarias que alcançaram o nível de qualidade desejado pela norma.

revista supermercados 90 pontos ou mais

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Sustentabilidade

Sistema gerador de energia solar já começa a garantir economia na conta Nos dois primeiros meses de funcionamento, o sistema permitiu que R$ 300 por mês fossem economizados Depois de pouco mais de dois meses de instalado na sede da Agos, no Setor Sudoeste, o sistema de geração de energia solar já permite verificar a economia gerada na conta da Celg. Duas contas já vieram com o desconto a partir da energia gerada pelo sistema de energia solar, que foi instalado para uma média de 500 kw/h por mês, o que representou uma média de R$ 300 em cada mês. Alfredo Conti, diretor da SmartSET, empresa que instalou os painéis fotovoltaicos na sede da Agos, explica que existe uma série de fatores que podem influir em uma economia maior ou menor. “O sistema tem uma variação na geração de energia solar, mas no caso do equipamento que foi instalado na Agos, a média é de 500 kw/h. Neste último mês o sistema chegou a gerar até mais, por volta de 520 kw/h.”, comenta. Ainda sobre o retorno do investimento via desconto na conta de energia, o sócio proprietário da empresa, Adelmo Werner, ressalta que não existe um valor garantido ou fixo. “Quando a gente faz a estimativa, levamos em conta uma situação com uma margem considerável de segurança. A média é calculada a partir da potência da placa, da orientação e inclinação dos módulos, além da irradiação.

Foto: Yuri Lopes

Diante dos relatórios de geração de energia solar e do consumo da Agos, Alfredo atestou que tudo está dentro do previsto inicialmente pela SmartSET. “Hoje conseguimos comprovar que este sistema é realmente viável. Vale ressaltar que o tempo de retorno do investimento é em torno de 4 a 5 anos para empreendimentos comerciais e residenciais, no caso de clientes do grupo B de consumo. Para clientes do Grupo A, o tempo de retorno é um pouco maior.”, relatou. Os diretores da SmartSET, Adelmo Werner e Alfredo Conti. 8

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notas

Sancionada lei que permite desconto nas compras pagas com dinheiro A lei que regulamenta a diferenciação de preços aos consumidores, caso o pagamento seja feito em espécie (dinheiro), foi sancionada no dia 26 de junho pelo presidente Michel Temer. Além de permitir que os comerciantes cobrem preços diferenciados para um mesmo produto em função da forma de pagamento, a medida possibilita a variação do valor em função do prazo de pagamento.

Notas Confira mais novidades e outras notícias sobre o varejo no Brasil e no mundo no site da Agos www.agos.com.br

renciação de preços, ela estimule a queda do valor médio cobrado pelos produtos, de forma a evitar que consumidores que não usam o cartão como forma de pagamento paguem as taxas dos cartões, quando embutidas nos preços dos produtos.

Entre as mudanças está a obrigação da loja de informar, em lugar visível, os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor. A expectativa é de que, ao permitir a dife-

Conheça os profissionais que sua empresa mais precisará nos próximos anos Para o diretor executivo Celso Bazzola, da Bazz Estratégia de Recursos Humanos, as tendências de mercado e a economia do Brasil são os principais fatores para a valorização das profissões. “As necessidades e mudanças de comportamento também influenciam essa análise”, afirma ele em entrevista ao site Supermercado Moderno. Veja a seguir algumas áreas que, segundo o especialista, poderão se tornar mais importantes para sua empresa nos próximos anos: Gestor de governança corporativa Dirigir uma empresa nos dias de hoje não é tarefa fácil. Monitorar seus resultados e manter de forma coesa a relação de investidores, gestores, conselhos é fundamental. Gestor de controladoria Controlar e focar a redução de custos e o acompanhamento de resultados é essencial, principalmente em momentos de dificuldade econômica. Profissional de trade marketing A ideia é alavancar vendas e o negócio. Esse especialista tende a ser ainda mais importante na estratégia de recuperação no pós-crise.

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Gestor de projetos em TI Escolher a tecnologia ideal para garantir segurança e velocidade das informações pode ser fator decisivo no investimento e no resultado da empresa. Isso reduz tempo, otimizando processos e contribui para manter um grupo menor de colaboradores altamente qualificados. Analista especializado em Big Data O volume de dados que circula nas redes é quase incalculável; assim, esses dados devem ser tratados e ordenados para serem úteis às empresas. O mais importante é a maneira como as informações serão utilizadas, o que é papel desse profissional.


notas

Receita facilita restituição do Simples Nacional e do Micro Individual A Receita Federal publicou no dia 27 de junho a Instrução Normativa RFB nº 1712 para simplificar a restituição de tributos do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). A medida está disponível desde o dia 30 de junho e beneficia mais de 11 milhões de optantes. A Receita afirma que com a mudança, o contribuinte que tenha efetuado pagamento indevido ou em valor maior do que o devido, referente aos tributos federais administrados pela Receita Federal pode solicitar a restituição diretamente no portal do Simples Nacional, no endereço eletrônico da Receita. Com o pedido eletrônico, o procedimento de auditoria do crédito e do pagamento da restituição estará concluído em até 60 dias da data

do pedido, para os casos regulares, informou a Receita. Pelo portal, também será possível acompanhar o pedido de restituição.

novos associados agos Supermercado Goiabão Goiânia Centro Comercial Conquista Rio Verde Supermercado Fortaleza Aparecida de Goiânia Supermercado Tropical Jataí Supermercado São Sebastião Santa Bárbara de Goiás Super Vi Anápolis Explosão Supermercado Rio Verde Supermercado Goiabão Goiatuba Diegão Supermercado Senador Canedo

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Negรณcios

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Negócios

Da pequena cidade italiana de Conegliano, cerca de 70 quilômetros ao norte de Veneza, começa a história de um dos maiores sucessos empresariais do ramo da alimentação: a Mabel. Para registrar sua história, influenciar jovens e inspirar empreendedores, o fundador da empresa, Nestore Scodro, lançou em maio, em Goiânia, o livro “O bom e velho jeito de empreender”. Escrito pela jornalista Raquel Pinho a partir de seus relatos, a obra conta a história do italiano que com o seu irmão, Udelio Scodro, construiu uma das marcas brasileiras mais famosas. Escrita em linguagem de fácil leitura, o livro mostra o passado, as lutas, as conquistas, os sonhos e as dores dos irmãos Scodro que começaram do zero, enfrentaram dificuldades e persistiram, sem abrir mão de seus valores essenciais. A dupla ensina às novas gerações que não é preciso abrir mão de sua coerência para alcançar as estrelas e revela também, sem fantasia, o duro caminho do empreendedorismo.

ao explicar o principal pilar mantido por ele na gestão da Mabel. O ensinamento repassado aos filhos foi colocado em prática por Sandro Mabel, que criou a Fundação Mabel, focada em auxílio social aos funcionários da empresa. “Eu sempre bati na tecla de que o funcionário deve ser muito bem tratado e oferecido a ele as melhores condições de trabalho possíveis.”, explica o fundador da empresa, que foi vendida para a norte-americana PepsiCo, em 2011. Sobre a motivação de fazer o livro A gente quando fica mais velho gosta de contar história, e passei a ouvir cada vez

Cuidado com a área social “Sempre ensinei aos meus filhos que o maior tesouro que qualquer empresa tem são os funcionários. Se o funcionário quiser, ele coloca sua empresa lá em cima, mas se não quiser, ele também prejudica muito.”, disse Nestore

Origem da bolacha Mabel Cheguei ao Brasil com 19 anos e vim da Itália sem ter prestado o serviço militar, que era obrigatório. Só voltei ao meu país de origem após 18 anos depois de ter chegado aqui. Quando cheguei lá, uma tia me convidou para visitar o senhor Ugo, dono da fábrica de biscoito Doria. O Ugo era padeiro que entregava pão na minha casa quando era criança. Assim que cheguei lá, fui recebido por ele, que me convidou para conhecer a fábrica. No final da visita, ele me disse que ia me dar um presente porque meu pai o tinha ajudado quando ele precisou. “Vou te dar a melhor receita que temos aqui na empresa”, disse ele para mim ao entregar a receita da rosquinha. “Quando voltei ao Brasil, guardei a receita em uma gaveta e só fui testá-la depois de algum tempo. Eu precisei fazer algumas adaptações, já que tinha ingredientes caros e difíceis de se encontrar na época”, relembra. O empresário conta que teve que fazer adaptações na fábrica para produzir as rosquinhas. “Já na primeira fornada do teste do produto, todo mundo começou a comer feito louco e todo mundo adorou. Levei para casa e a meninada comeu tudo”, conta.

A obra também mostra o lado pai, amigo e cidadão do empresário que criou uma marca forte conhecida nacionalmente e até fora do Brasil. Nestore recebeu a reportagem da Revista Supermercados em sua casa em Goiânia, para uma conversa sobre o livro, a motivação de registrar sua história e sobre a origem da rosquinha, o principal produto criado pela Mabel. O empresário contou que ficou no comando da empresa até meados de 2000, quando se mudou para Miami, nos Estados Unidos, onde reside até hoje. Nestore declarou que vem ao Brasil em média quatro vezes por ano, para rever a família e amigos. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

a história continua.

mais gente recomendando que eu escrevesse um livro, mas eu nunca fiquei animado. Até que um camarada me disse que eu tenho a obrigação de escrever um livro para motivar jovens a fazer o que você fez ou mais do que você fez. Foi com o sentimento de que posso prestar um serviço à sociedade. Falei para a Raquel Pinho [jornalista responsável pela escrita do livro] que queria um livro de leitura dinâmica, que a pessoa pegue o livro, comece a ler e queira saber logo como

Sucesso desde o começo Inicialmente, a fábrica de Nestore produzia bolachas tipo Maria e água e sal. O crescimento constante da empresa e o sucesso repentino só veio com o início das vendas da bolacha feita a partir da receita do senhor Ugo. “Uma das coisas que me faz gostar de contar a história da origem do nosso principal produto é por conta do fundo de gratidão que ela tem. Meu pai me fez esse favor sem nem saber”, comenta o fundador. Nestore revelou ainda o desejo de transformar sua história de empresário em conteúdo para palestras em faculdades voltadas para negócios. “O bom da palestra é que permite perguntas e respostas, para que haja a troca de conhecimento”, comenta. revista supermercados

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Atacarejo

Assaí inaugura nova loja em Goiânia com maior usina solar urbana do Brasil Unidade foi aberta no dia 28 de junho, na Avenida Independência e contou com investimento de R$ 40 milhões O Assaí Atacadista inaugurou, no dia 28 de junho, sua quarta unidade em Goiânia, localizada na Avenida Independência, no Centro. Com investimentos de R$ 40 milhões, esta é a segunda loja do Assaí inaugurada neste ano na capital goiana, sendo que a primeira foi na Avenida T-9. Combinadas, as unidades geraram mais de 900 vagas de empregos diretos e indiretos. A nova loja do Assaí tem mais de 11 mil m² de área construída, sendo mais de 5 mil m² de salão de vendas. O bom desempenho das unidades da rede atacadista em Goiânia justifica o investimento do Assaí na região, além de a cidade ser um importante polo econômico da região do Planalto Central. Outro aspecto importante é o fato de a localidade ser considerada um centro estratégico para a instalação de indústrias e empresas. “A capital goiana é a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste e está entre as capitais brasileiras que mais geram emprego no Brasil. Todas essas características fizeram com que o Assaí olhasse com atenção e cuidado para a região”, declara o presidente do Assaí Atacadista, Bel14

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miro Gomes. O Assaí Atacadista também trouxe para a obra dessa unidade todo um investimento sustentável. A unidade conta com a maior usina de energia solar em região urbana do País. A planta fotovoltaica foi instalada na cobertura da nova loja. São mais de 2.800 placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², com capacidade total da usina equivale a uma economia de 40% do consumo de energia elétrica da unidade, similar ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de toda a unidade. O projeto foi desenvolvido em parceria com a GreenYellow. A instalação da usina solar é mais um exemplo de que Goiânia tem grande representatividade para a rede. “Esta é a segunda loja em que instalamos esse tipo de tecnologia, mas trata-se da maior, não apenas em um Assaí, mas em um centro urbano brasileiro. Estamos orgulhosos por liderar a aplicação desse tipo de solução no Brasil e, principalmente, por trazê-la à Goiânia, inserindo a cidade como referência na discussão e uso de energia limpa

no país”, finaliza Belmiro. Economia O Assaí Atacadista atende desde o pequeno e médio comerciante, transformadores (donos de lanchonetes, restaurantes, pizzarias e quiosques), revendedores e utilizadores (igreja, escolas, quarteis), até o consumidor final. A proposta da rede é ser o estoque da pequena empresa, um local em que o cliente empreendedor possa fazer a reposição diária de suas vendas sem a necessidade de compras para longos períodos e estoques, além de contribuir fortemente para a melhoria da oferta de produtos e serviços da região. Segundo o presidente do Assaí, o segmento de atacado de autosserviço é também uma forma do consumidor final economizar nas compras mensais. “O segmento é uma alternativa porque oferece preços mais competitivos na compra de grandes volumes. Assim, o consumidor encontra uma forma de economizar, sem deixar de adquirir produtos de qualidade”, afirma.


treinamento

Fokus realiza encontro com vendedores no Espaço de Eventos da Agos Reunião mensal com funcionários teve como objetivo apresentar novidades e discutir estratégias de vendas O Grupo Fokus realizou no dia 7 de julho, no Salão de Eventos da Agos, a reunião geral de vendas, com participação de cerca de 200 vendedores de Goiás. Segundo o gerente de RH da empresa, Orlando Capuzo, o evento é realizado mensalmente e teve foco no lançamento de produtos da Mabel e no lançamento de campanha da SC Johnson. Ainda durante a reunião, foi realizado um encontro sobre o planejamento do ano fiscal da SC Johnson para o canal distribuidor. Segundo o executivo de contas da SC Johnson, Hugo

Carvalho, mais de 90 pessoas participaram do encontro, que reuniu vendedores das principais lojas de Goiás, para o plano de distribuição. Além de apresentar as novidades dos produtos que a Fokus distribui, o evento mensal tem como objetivo alinhar as estratégias de venda e repassar novas técnicas de abordagem na hora de promover os produtos das marcas atendidas pela Fokus. A reunião contou com a participação do gerente comercial da Fokus Goiás, Carlos Eterno.

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Vitrine de negócios

Confira as novidades da SuperAgos 2017 Maior feira do Centro-Oeste voltada para supermercados e panificadoras terá novo sistema de gerenciamento Os interessados em participar da 16ª edição da SuperAgos já podem garantir sua credencial através da inscrição gratuita, que está disponível no site do evento (agos.com.br/ superagos). Cada inscrição é individual e vale para toda a duração do evento, que será realizado de 26 a 28 de setembro, no Centro de Convenções de Goiânia. O site permite inscrições em Português, Inglês e Espanhol, e foi desenvolvido pela BCS Automação. A Agos reforça que é proibida a en-

trada de menores de 18 anos, mesmo acompanhados com os pais, durante todo o período de realização da exposição. Além de oferecer uma verdadeira vitrine de novidades em produtos e serviços dos expositores aos visitantes da feira, a SuperAgos oferece uma série de cursos e palestras gratuitas aos visitantes, sobre os mais diversos assuntos de interesse do supermercadista. Com o tema “Negócios, Inovação & Relacionamentos”, a SuperAgos é referência para o Varejo e apresenta Dogival Freire tendências e novidades para os supermercadistas e panificadores. Para a edição deste ano, a Agos espera receber mais de 130 expositores, gerar cerca de R$ 30 milhões em negócios, promover 18 palestras e 45 clínicas tecnológicas. Tudo isso em 4.500 m² de área de exposição. Você e sua empresa também podem participar como expositor ou patrocinador. Entre em contato com o nosso departamento comercial pelo telefone (62) 32152528. Atração nacional O especialista em escultura em alimentos, Dogival Freire, está confirmado para a edição deste ano da SuperAgos. Ele vai

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apresentar técnicas do trabalho em frutas e legumes, que o tornou referência nacional e que já o premiou em vários concursos ao redor do Brasil. Dogival já participou de cursos com grandes chefs e mostrou sua técnica em programas de TV, como Domingão do Faustão, Tudo é Possível, Hoje em Dia, Jornal da Band, Portal Sou Agro, Cozinhando com Dona Íris, DF no Ar, Bom dia DF, Jornal SBT Brasília, Jornal do Meio-Dia, A Tarde é Nossa, CE TV, Programa Raul Gil, GO TV, DFTV entre outros. Feira terá novo sistema de gestão A Agos contratou a BCS Automação, do Rio Grande do Sul, para oferecer o sistema que vai gerenciar as inscrições e o controle de entrada da SuperAgos 2017. A ferramenta vai permitir monitorar a quantidade de visitantes do evento, quais os setores do varejo mais participaram, cidade de origem dos frequentadores, entre outros aspectos. Empresas confirmadas A 16ª edição da SuperAgos vai reunir empresas dos mais variados setores do ramo varejista, desde fornecedores de produtos até empresas de sistema de gerenciamento. Conheça a seguir os expositores confirmados até o fechamento desta edição. São elas Sepac, Guaraná Mineiro, Café Rancheiro, Unimed, Gelofortt, Disquinho Alimentos, Cerrado Alimentos, Armazém Gourmet, Sabor e Arte, Creme Mel, RP Info, Siga Cred, Ovos Josidith, Fante (Riboli), Super Frango, Asa do Brasil, Cleanlab, Intersolid, Real Card, Haskell, Clima Rio, Kodilar, Frutas e Verduras AP, L.A Ferretti, SmartSET, Néctar Naturais, Cristal Aço, IMF Gôndolas, Canto


Vitrine de negócios

de Minas, Lince Refrigeração, BF Foods, Peta Caseira, Safra Alimentos, BMCI, Arte Trigo, Coca-Cola, Impacto, C&S Sistemas, Sigma Contabilidade, Bio Extratus, ZMR Distribuidora, Fokus, Sicoob Crediadag, Interfrio, BRB, Directa Fácil, Bom Lixo e Plena Contabilidade. Parcerias Como todo trabalho conjunto, a SuperAgos não seria possível sem a ajuda de parceiros. Assim como nas edições anteriores, a feira contará com oferecimento de espaços dedicados a pequenos e micro empreendedores, pelo subsídio do Sebrae Goiás e do Governo de Goiás, através da Secretaria de Desenvolvimento (SED). A SuperAgos é realizada pela Agos, com cobertura completa da Revista Supermercados, apoio do Governo de Goiás, através da Secretaria de Desenvolvimento (SED), da Abras, do Sebrae, do Sindipão e do SindHorbs. Mão na massa Um dos destaques da edição deste ano na SuperAgos é a participação dos três chefs do MasterChef Pizzaiolo, que vão ministrar curso de pizzaiolo. Eles integram um dos mais completos centros de formação profissional para especialistas na fabricação de pizzas. O curso vai abordar as várias áreas da criação de uma pizza, como massa, molhos, escolha de ingredientes, cocção, bordas, padronização e sabores. Ministrado gratuitamente aos visitantes da SuperAgos 2017. O curso é de enorme abrangência e trata de todos os principais assuntos relacionados ao universo das pizzas. Delivery do produto, como cativar o cliente de uma pizzaria, atendimento no balcão, tipos de forno, os cinco principais tipos de massa, teoria e prática de fermen-

tação, montagem, manipulação correta dos alimentos, harmonização dos ingredientes, os mais variados e criativos tipos de bordas, como fazer a massa pré-assada. Outro módulo que integra o curso é o de gestão para pizzarias. Nesta parte teórica, os chefs vão abordar formas de calcular o preço das pizzas, darão dicas de marketing, contratação de funcionários, como evitar processos trabalhistas, entre outros. Conheça um pouco mais sobre os chefs confirmados para a SuperAgos 2017: Isaías Soares Formado em Gastronomia Pós-graduado em cozinha italiana Diretor do Instituto Gourmet Moderador do Fórum - Pr Consultor internacional de massas Marcelo Dutchello Professor de massas do Master Chef Pizzaiolo Pizzaiolo profissional em massas, com 32 anos de experiência Palestrante oficial da feira Expo Pizzaria Especialista em técnicas de manipulação de equipamentos, massas e molhos

Rogério Shimura

cação, treinamento e capacitação profissional, Rogério Shimura. Ele é proprietário da Levain Escola de Panificação e Confeitaria, em São Paulo, mesma cidade de outros negócios de Rogério, como a rede Shimura Pães e Doces, com três lojas nos shoppings Pátio Paulista, Cidade São Paulo e Center 3. Diretor do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), Rogério também é autor do livro “Os Pães de que mais gosto”, lançado em 2015.

Fabiano Olivares Professor de massas do Master Chef Pizzaiolo Pizzaiolo profissional em massas, com 25 anos de experiência Proprietário da Famma Pizzarias Palestrante oficial da feira Expo Pizzaria

Paulista de Atibaia, há mais de 28 anos completamente apaixonado pela profissão, descobriu o oficio através de um negócio de família. Eram proprietários de padarias, localizadas na cidade de Atibaia, montadas aos moldes da tradicional padaria brasileira: Padaria Imperial (1987), Padaria Tókio (1989), Padaria Prymavera (1994) e Nobre Boutique de Pães (1997). Vendo a necessidade de atualização, foi à França em busca de conhecimento, retornando em 1999 com técnicas de fermentação natural e longa fermentação a serem aplicadas e adaptadas à padaria brasileira.

Mais mão na massa Para falar sobre as tendências no mercado da panificação, a Agos convidou um dos mais famosos nomes da área para ministrar palestra na SuperAgos, o consultor técnico em panifi-

Atuou como professor de panificação nos cursos de graduação e pós-graduação em gastronomia nas Universidades Anhembi Morumbi, FMU, São Camilo e Senac de São Paulo, de 2006 a 2012. realização

divulgação

apoio

o negócios, inovação

relacionament SIND HORBS

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Qualificação

19 de maio

Agos e Coletivo Jovem Coca-Cola promovem curso sobre estoque e armazenamento

Escola Agos oferece cursos e palestras aos supermercadistas

A Agos e o Coletivo Jovem da Coca-Cola realizaram na tarde o dia 19 de maio o curso “Estoque e Armazenamento de Mercadoria em Supermercado”, com participação de 22 pessoas, na sede da associação, no Setor Sudoeste, em Goiânia. O evento contou com participação de funcionários de supermercados de Goiânia, Rio Verde e Trindade. O curso foi ministrado por Anderson Resende, especialista em logística, e é uma ação de responsabilidade social da Agos, oferecido pela Coca-Cola, com apoio do Google.

Programação variada é oportunidade de funcionários de supermercados ampliarem seus conhecimentos

Desde que foi reativada, a Escola Agos mantém uma rotina constante de cursos, palestras e eventos voltados para a ampliação do conhecimento de funcionários do setor supermercadista e de panificação. No último trimestre não foi diferente, com participação de servidores de supermercados de Goiânia e do interior, que aprendem os conceitos repassados por renomados orientadores e replicam este conhecimento aos outros funcionários. Confira a seguir mais detalhes da programação de eventos realizados pela Escola Agos:

30 de maio

Curso “Operador de Check-Out” é promovido pela Agos A Agos, através da Escola Agos, realizou, no dia 30 de maio, o curso Operador de Check-Out, na sede da associação, no Setor Sudoeste. Ministrado por Rosângela Gusmão, o curso teve como objetivo desenvolver e aprimorar conhecimentos operacionais e comportamentais da função de operador de caixa. O conteúdo repassado visou capacitar profissionais, com ou sem experiência prévia, a partir do entendimento do papel de um operador de check-out e de sua importância no contexto geral de um supermercado. A programação do curso abordou itens como O Operador de Checkout no Supermercado e sua importância, Relacione-se bem. Trabalhe com simpatia, Sua apresentação pessoal, Cuidando do corpo e da saúde, A Frente de Caixa, Você faz parte de uma equipe, Seu ambiente de trabalho, O Caixa Preferencial/Caixa Exclusivo, Operação passo-a-passo, Meios de pagamento, O código de barras, Prevenindo perdas no Check-out e Sustentabilidade.

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qualificação

21 de junho

Agos promove palestra em parceria com Procon sobre deveres do fornecedor A Associação Goiana de Supermercados, através da Escola Agos, promoveu no dia 21 de junho, em sua sede, a palestra “Deveres do Fornecedor no Mercado de Consumo”, mediada pelo representante do Procon Goiás, Marcos Rosa. Com o objetivo de divulgar as noções básicas sobre o Código de Defesa do Consumidor, a palestra tratou de temas como conceitos de relação de consumo, princípios e direitos básicos do consumidor, responsabilidades do fornecedor, vício X defeito, vício de quantidade X vício de qualidade, principais causas de autuações pelo Procon Goiás, armazenamento, oferta e apresentação de produtos, forma correta de exposição de preços, práticas e cláusulas abusivas e programa De Olho na Validade. A inscrição foi feita mediante doação de 5 quilos de alimentos não perecíveis, que foram doados a uma instituição de caridade. A palestra foi uma realização da Agos, com apoio da Escola Estadual de Defesa do Consumidor e do Procon Goiás.

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Reforma Monetária:

a mais importante e prioritária das reformas

José Alves Filho

Neste momento turbulento do Brasil é fundamental tratarmos dos temas que poderão mudar, para muito melhor, a história econômica do País. E para conquistar essa tão desejada melhora teremos que redirecionar nossa política econômica, política monetária e ordem econômica, temas fundamentais para nós cidadãos empresários. As manchetes dos principais jornais do Brasil, entre eles “O Estado de S. Paulo” e “Valor Econômico”, intensificaram os debates sobre os graves problemas decorrentes do modelo da política monetária e da ordem econômica praticados há décadas no Brasil. Fatores vulneráveis que o Instituto Democrativa vem alertando desde o último trimestre de 2015, aos políticos, líderes empresariais, líderes dos trabalhadores e à imprensa. Manchetes estão debatendo as questões da política monetária e da política econômica, plataformas que influenciam diretamente no sucesso ou no fracasso da nação Brasil; pois o desempenho econômico é mandatório para 20

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atender aos anseios de todo país que quer ser desenvolvido social e economicamente: “sem sucesso no econômico, o social não se sustenta “.

Por todas essas evidências irrefutáveis afirmamos que “a reforma monetária é a mais importante e mais urgente das reformas para o Brasil.”

Infelizmente o Brasil vem tropeçando em decolagens malsucedidas há décadas. Para piorar, nessas décadas atrás, o governo decidiu indexar os títulos públicos à taxa da inflação. Neste explosivo detalhe, a política monetária do Brasil foi contaminada pelo vírus da indexação que se desdobra para todos os lados, vitimando o desempenho econômico com voos de galinha, ou seja, a cada 4 ou 5 anos de pretensa decolagem do PIB, somos sacudidos por turbulências que desequilibram a inflação. O governo federal então lança mão da política monetária, praticada sempre sob o mesmo modelo, ou seja, eleva a taxa Selic e complica o crédito, onerando e corroendo todos os participantes do PIB nacional. Com essas medidas, repetidamente, todos os setores produtivos caem em crises, as quais delapidam muito do patrimônio que a duras e onerosas penas foi construído nesses quinquênios.

A crônica indexação da economia brasileira é ancorada numa política monetária que reage contra a inflação sempre elevando a taxa Selic a níveis selvagens, com forte pressão sobre o consumo, coibindo o crédito, achatando o lucro das empresas, provocando com indiferença e frieza o desemprego. Esse modelo nos impõe graves ônus que precisam ser mudados, para enfim termos um Brasil com crescimento de PIB de forma continuada. O Brasil precisa inovar, como já o fizeram na América do Norte, Alemanha, Espanha, Japão, ou seja, como estão fazendo os países que compõem o G8 e toda a Comunidade Europeia. A constatação é de que mais de 20 anos após o Plano Real, ainda padecemos do câncer de vincular o futuro da inflação ao seu passado. A vida do povo e do setor produtivo brasileiro será mais fácil quando a política monetária do


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governo se desapegar da indexação e não mais privilegiar a aplicação financeira, o rentista. Seremos muito mais bem-sucedidos quando a política monetária priorizar a produção, o emprego, o financiamento desindexado da inflação e com taxas internacionalmente competitivas. O problema de manter a economia indexada é recorrente e o custo para desarmar suas descolagens do regime de metas, ou seja, quando a inflação descola, a sua redução invariavelmente é feita pela elevação da Selic, a qual atropela negativamente a ordem econômica. No final de 2015 a inflação ( IPCA) acumulada de 12 meses foi de 10,67% com uma Selic de 14,25% a.a. hoje a inflação é de 3,6%, mas temos uma taxa Selic de 10,25%. Não tem lucro no setor produtivo que supere uma taxa Selic desta magnitude. O mercado nacional a partir de 2015 foi impactado com uma super contração do crédito o que adicionou mais calor ao inferno dos juros altos. No acumulado dos últimos dois anos, a concessão de crédito direcionado recuou “46%”, isso já descontada a inflação. O BNDES caprichou: reduziu em 63% a concessão de empréstimos para as empresas neste período, em termos reais. Os juros altos e o crédito escasso foram e estão sendo as combinações ideais para provocar a queda no nível de atividade em todos os setores do mercado doméstico (entre 2015 e 2017 o PIB teve recuo próximo de 10%). Trata-se de um verdadeiro massacre do consumidor, do trabalhador, das empresas, dos municípios, dos Estados e da União. No biênio 2015-2016, a produção industrial caiu 14,3%, o volume de vendas no varejo recuou 10,3%, já estamos contabilizando quase 15 milhões de desempregados. Somados aos demais 10 milhões de subempregados, temos mais de 25 milhões de trabalhadores diretamente feridos por esta política monetária depressiva. Se adicionarmos os dependentes desse 25 milhões, teremos a metade

da população do Brasil afetada por decisões que insistem em ignorar os modelos de ajustes econômicos que passaram a ser adotados, a partir da experiência americana, quando então superou a crise da bolha de 2008, a qual atingiu quase que mortalmente o setor da construção civil e o setor financeiro da maior potência econômica do planeta. Pagamos um “preço muito caro” para cada batalha travada para termos a queda da inflação, impondo forte e danoso aumento dos juros e também contração do crédito. Juros altos são o flagelo que cevam e servem a uma elite rentista. Flagelo que destrói a capacidade produtiva do país e agrava a dívida pública do governo brasileiro que será paga através do aumento da carga tributária e mais impostos para serem pagos pelo povo e pelo setor produtivo. Os historiadores do futuro terão dificuldades para entender por que um governo que é reprovado por dois terços dos brasileiros, insiste em utilizar a depressão como moeda de pressão para avançar na aprovação de medidas impopulares, mesmo que essas reformas sejam muito necessárias. É fato que as reformas são muito necessárias, mas consideramos errado utilizar a “contínua depressão” como moeda de troca. As decisões do Banco Central estão transformando este ano numa verdadeira bomba-relógio contra o governo Michel Temer, porque os negócios continuam travados num nível que aumenta o desemprego e reduz a arrecadação que é tão necessária para a meta de déficit público. Mas ele ainda poderá evitar essa bomba contra o déficit público, com mudanças mais dinâmicas na política monetária e também na econômica. Para 2016, o BC projetou um déficit primário de R$ 163,9 bilhões e para 2017 o déficit de R$ 143,1 bilhões, mas não informou à população sobre o peso catastrófico dos juros que estão sendo pagos sobre a dívida líquida. Em 2015, foram gastos com juros R$ 295

bilhões (5% do PIB). Em 2016, certamente gastamos mais de R$370 bilhões (6% do PIB). Este é o eixo principal da derrocada econômica do país, no curto, médio e longo prazo. Pagando juros selvagens todos os componentes da macro e da micro economia se agravam, a partir deste modelo de financiamento da dívida pública líquida. O terror desta dívida pública deve-se fortemente à “selvagem” taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 10,25% ao ano. Juros caros provocam aumento acelerado da dívida pública. Seguindo nessa política monetária, o governo federal paga o financiamento do seu déficit a juros exorbitantes que custam em média 12,6% ao ano. Os Estados também pagam juros exorbitantes, os custos médios no final de 2016 variaram entre 16,1 e 13,6 aa., atualmente custam em média 12,5% aa., um custo muito alto que impõe aumento de impostos para que sejam pagos. Nas previsões dos economistas do Banco Central, a Selic terminará 2017 com a ainda selvagem taxa anual de 8,00%a.a.. Diante da bomba-relógio da depressão alongada e do agravamento do tamanho da dívida pública do governo, ou o presidente Temer muda a política monetária, com maior velocidade, praticando o modelo norte americano, europeu e japonês, ou de nada adiantarão os esforços para aprovar as reformas pretendidas por ele, pois economizará por um lado e pelo outro, gastará ainda mais com esse modelo de financiamento da dívida pública. Para o Instituto Democrativa, o argumento de que não dá para fazer essa mudança da Selic, dos atuais 10,25% para 3% aa, é discurso de quem tem muitos interesses no atual sistema financeiro e está se lixando com o futuro do país. Entretanto não atribuímos aos bancos a culpa dos juros altos, pois eles operam dentro do que o governo federal traça como sua política monetária e política econômica. É funrevista supermercados

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damental que a população, os trabalhadores desempregados e os servidores públicos, ajudem a convencer os governadores, os deputados federais, os senadores, os prefeitos e as lideranças trabalhistas a entrarem de cabeça nesta batalha da redução da Selic para 3% aa.. Mas não pregamos a simples redução da Selic para 3%, pregamos uma mudança do modelo da política monetária, pois tem que haver mudança do modelo, caso contrário, em poucos semestres a Selic poderá ser novamente elevada e o pesadelo voltará contra a boa ordem econômica do Brasil. Tenham certeza que com a Selic de 3% aa, o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, o povo, as empresas, todos terão o dinheiro retornando aos seus caixas ou bolsos, num prazo muito curto. Governos estaduais terão recursos para garantir os serviços públicos e os salários dos servidores públicos. Reforma monetária a mais importante e prioritária das reformas Confira e comprove os estudos feitos pelo departamento de Economia da Unialfa: Dívida líquida só do governo federal = R$3,120 trilhões de reais com selic de 12,5% ao ano temos: - custo mensal de R$ 31,8 bilhões - custo anual de R$ 382,2 bilhões Com Selic de 10,25%% ao ano temos: - custo mensal de R$ 26,6 bilhões - custo anual de R$ 319,8 bilhões Com Selic de 3% ao ano teremos = - custo mensal R$ 7,8 bilhões - custo anual R$ 93,6 bilhões reais - economia mensal R$ 24,7 bilhões - economia anual R$ 296,4 bilhões Reforma da Previdência (fonte: Valor Econômico – 7/4/2017 – primeira página) - economia anual - R$67,65 bilhões - economia mensal - apenas R$5,6 bilhões de 22

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reais Reforma monetária com a Selic de 3% ao ano entregará: - economia mensal - de R$24,7 bilhões de reais Reforma Previdência entregará - economia mensal - de apenas R$5,6 bilhões de reais A reforma monetária é a mais importante e mais urgente reforma necessária para o Brasil, pois libertará do inferno o Governo Federal, todos os Estados, as empresas, os trabalhadores desempregados, os servidores públicos e os consumidores. A reforma da previdência é a segunda mais importante, ou seja, pelas proporções financeiras não é a mais expressiva. Os Estados também estão gastando fortunas com juros (atualmente pagam taxa média anual de 12,5% ). Reduzindo a Selic para 3% ao ano, os seguintes Estados deixarão de gastar anualmente, considerando os efeitos da atual selic de 10,25% ao ano: Rio de Janeiro = R$ 7.674.730.252,46 Goiás = R$ 1.059.516.114,76 Rio Grande Sul = R$ 5.424.022.548,48 Minas Gerais = R$ 9.102.071.606,50 São Paulo = R$ 23.323.932.979,68 Com essas reduções de gastos absurdos com juros, os Estados não mais estarão comprometendo os serviços públicos, congelando e também atrasando pagamentos de servidores públicos. Todas as 27 unidades federadas serão agraciadas com esse novo patamar de prosperidade via Selic 3% ao ano. Selic é decisão política de plano de governo, não é uma decisão unicamente técnica. Atualmente 85 países, representando mais de 50% do PIB mundial, organizaram suas

políticas monetárias para operarem com taxa básica de juros igual ou menor que 3% ao ano. A selic de 3% ao ano será um importantíssimo alavancador da bolsa de valores, tal como hoje acontece na Alemanha e no Japão, países com PIB superior a 4 trilhões de dólares cada. Nesses dois países, investindo no over night você perde anualmente entre 10% e 20% do valor aplicado. Caso você queira ganhar 10% ao ano, na Alemanha ou no Japão, você terá que aplicar em ações das empresas daqueles países (Sony, Mitsubishi, Bayer, Mercedes Benz, Hoechst, e tantas outras). Tal modelo visa alavancar de forma inteligente o crescimento econômico e os empregos. Investindo nas ações das empresas, estaremos priorizando o trabalho, o emprego, o PIB, o fortalecimento das locomotivas da economia que são as empresas da indústria, do comércio, do agronegócio e do serviço. Especial atenção: com Selic de 3% ao ano, pagaremos menos impostos para as três esferas governamentais, pois esses “juros selvagens” são pagos com “impostos”. Com juros civilizados reduziremos sim a carga tributária, hoje cobrada pelos municípios, estados e pelo governo federal. Sendo mais ousados, mas não festivos, propomos que tanto o governo federal quanto os governos estaduais ao implantarem a nova política monetária com Selic de 3%ao ano para o mercado nacional, definam trabalhar o financiamento dos seus déficits e ou dívidas públicas, pagando no máximo 1% ao ano e alongando seus prazos na direção do praticado pela maior parte dos países. O PIB do Brasil, hoje superior a 1,5 trilhão de dólares, dá respaldo para o Banco Central contratar financiamentos com prazos bem mais longos. Infelizmente o Brasil continua prisioneiro das mesmas argumentações dos tempos em que o PIB anual não passava de 70 bilhões de dólares (1970). O Brasil de 2017 tem um PIB anual superior a 1,5 trilhão de dólares e mantém o mesmo discurso de que é obrigado a pagar juros altos e operar com prazos curtos, porque não tem lastro para maiores prazos e menores juros. Enquanto os


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países do G8 utilizam a taxa Selic deles como instrumento para aceleração da economia, no Brasil a taxa Selic ainda é utilizada para travar a economia. Os governadores, os prefeitos, as bancadas federais, as instituições econômicas nacionais precisam pressionar mais eficazmente o presidente Temer para abreviar a retomada do crescimento do mercado doméstico (o qual representa 90% do PIB do Brasil). Precisam exigir a retomada do crescimento do consumo, para recuperar a escala dos negócios, perdida a partir do final de 2014. Essa perda de escala fez com que muitos gastos dos estados e municípios tenham se configurado como gastos acima da atual arrecadação. Governadores e prefeitos precisam entrar na luta por mudar a política monetária, reduzindo a Selic para no máximo 3% ao ano e especialmente tirando a taxa de inflação de dentro da Selic (desindexar a Selic), consequentemente, também desindexando os papéis financeiros

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que o Banco Central coloca no mercado. Essa Selic de 3% ao ano reduzirá fortemente a correção das dívidas públicas dos estados e dos municípios, a partir da data da sua efetivação. Como as dívidas dos Estados com o governo federal e as dívidas com o mercado financeiro terão que ser pagas pela Selic contratada anteriormente, ou seja, Selic de 10,25% aa., porém as futuras serão um alívio eterno. Ser pagas, cabe propor também que organizem a negociação de uma mega operação para quitar as dívidas antigas e refinanciá-las na “nova base de 1% ao ano”. O Japão paga atualmente, no máximo 1% ao ano para financiar seu déficit público. A américa do Norte paga apenas 0,75% ao ano. Concordamos que é mandatório trabalhar a PEC 241, mas simultaneamente é mandatório fazer a economia “de fato” andar, pois ela está sendo necrosada pela morosidade da sua retomada. Todos nós sabemos da importância da arrecadação de impostos, exatamente por isso

é que o governo federal precisa acelerar o destravamento do consumo doméstico, fazendo-o de forma estrutural e não apenas de forma temporal. É muito importante reposicionar a Selic para 3% ao ano, com zero de adicional de taxa da inflação. Simultaneamente direcionar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para captarem nesta base de 3% aa., disponibilizando crédito ao consumidor com custo baixo e com bom prazo para pagar (o que deu errado no governo Dilma, foi captar acima de 10% ao ano e emprestar a taxas menores que as captadas, tinha que dar errado). Voltar o financiamento dos imóveis novos e usados, na proporção de 90% do valor do imóvel, com longo prazo para pagar, fazendo decolar novamente a indústria da construção civil (importante para retomar contratações em larga escala = acelerar a redução do desemprego). Financiar carros novos com igual custo baixo para fazer decolar novamente a indústria automobilística. O alerta roxo da super de-

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terioração da economia acendeu em outubro de 2016, lá já começou a segunda fase da necrosa da economia. O time do presidente Temer tem que incorporar uma dinâmica de retomada mais forte. Conquistar isoladamente a confiança de nada adianta se o crédito não chegar no bolso do consumidor. Essa é a realidade que o Brasil está amargando. É urgente ter crédito a custo baixo para os consumidores, custo não selvagem, tal como na América do Norte e Europa. O consumidor comprando; o comércio reagirá e comprará da indústria, os desempregados serão recontratados, o Brasil tomará o rumo para ter a mesma escala de PIB que tínhamos antes desta fatídica crise, instalada pelo próprio governo federal. Os governos federal e estadual, devem também dar especial atenção à volta do lucro para as empresas. Os estudos do economista Felipe Resende demonstram que no Brasil as empresas estão numa grave crise de balanço patrimonial, ou seja, vem reduzindo fortemente o nível do lucro desde 2011, chegando a condições caóticas em 2015, 2016 e 2017. Acreditem, o discurso de que não dá para fazer essa mudança é discurso de quem tem muitos interesses no sistema financeiro e está se lixando com o futuro do Brasil, dos trabalhadores, das empresas, do governo do presidente Michel Temer. Andre Lara Resende entrou nesta empreitada importantíssima para o Brasil. Ele defende derrubar a Selic de forma aguda e rápida, concomitante e gradual ajuste fiscal. Afirma que a atual política monetária não combate a inflação, ao contrário gera inflação alta. Há quase uma década, nos Estados Unidos e na Europa, há três décadas no Japão, os juros estão muito próximos de zero, ou até mesmo negativos, mas no Brasil a taxa nominal é de dois dígitos e a taxa real continua de 6,65% ao ano”. As altíssimas taxas brasileiras ficaram ainda mais difíceis de serem explicadas diante 24

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da profunda recessão dos últimos dois anos. Como é possível que depois de dois anos seguidos de queda do PIB, de aumento do desemprego, que já passa de 13% da força de trabalho, a taxa de juros no Brasil continue tão alta, enquanto no mundo desenvolvido os juros estão excepcionalmente baixos? Ana Cláudia é economista, assessora da presidência do BNDES e editora das publicações revista do BNDES, sinopse internacional e carta semanal. Ela afirma que a redução da taxa de juros é a variável chave para uma queda mais rápida da relação dívida pública líquida / PIB, não apenas pelo efeito direto no serviço da dívida, mas também pelo indireto, pelo estímulo a um crescimento mais alto do PIB, a redução dos juros é fundamental. A atual condução da macroeconomia não favorece a aceleração do crescimento econômico. As políticas monetária, fiscal e cambial não estão sendo utilizadas de forma a potencializar o aumento da demanda agregada nos mercados mais avançados os títulos públicos estão sujeitos às taxas fixas ou a índice de preços, nunca às taxas de juros monetários. A ordem econômica A ordem econômica não tem estado na pauta de nenhum presidente da república, de nenhum ministro da indústria e comércio, infelizmente também não é parte real e continuada da pauta da CNI, CNC, CNA e demais instituições econômicas nacionais que representam os empresários. A constituição brasileira de 1988 dedica à ordem econômica o Título VII, e nos artigos 170 a 192 determina que esta, a ordem econômica, terá como fundamento a valorização do trabalho humano e da livre iniciativa, e isso se fará com o intuito de assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça. Tais fundamentos propõem estabelecer uma conexão sistemática entre trabalhadores e empreendedores, ditando que deverão ser privilegiados o trabalho humano e o setor privado, assegurando vida digna a esses protagonistas da sociedade brasileira.

Enfatizamos mais uma vez que entre 2015 e 2017, o Brasil vive a pior das recessões impostas pela política econômica e monetária brasileira, sendo que tais tropeços se repetem desde a década de 1980. No Brasil a importância da continuidade e evolução dos negócios, das transações deles decorrentes, não tem merecido a devida e cotidiana atenção e prioridade, seja pelo governo, seja pelos empresários ou pelos trabalhadores. Da mesma forma, o respeito à dignidade do trabalhador brasileiro continua sendo uma grande contradição. Em 2017, já temos mais de 14 milhões de desempregados, sob a bandeira de que o arrocho é necessário e mandatório para estancar a curva inflacionária através de academicismos ortodoxos ultrapassados. Reforma monetária com Selic 3% ao ano, é a mais importante de todas as reformas. Vamos todos juntos trabalhar para fazê-la ser implantada, fazê-la acontecer mesmo, ao invés de continuarmos como o país do futuro que nunca chega e que para piorar, sendo o país vítima e presa da dependência viciosa dos juros altos e da indexação.

José Alves Filho é presidente do Instituto Democrativa e do Grupo José Alves


Agos participa de campanha de arrecadação de alimentos do Corpo de Bombeiros

Fotos: Jota Eurípedes

Ação social

Foram enviadas mais de 130 toneladas de produtos para vítimas das chuvas em Alagoas e Pernambuco A Agos foi convidada para participar da campanha de arrecadação de alimentos que foram enviados para vítimas dos desastres causados pela chuva em 54 cidades de Alagoas e Pernambuco. A ação conseguiu 132 toneladas em donativos, que foram enviados no dia 24 de junho. O conselheiro da Agos, Gilberto Soares da Silva, esteve no pátio do Corpo de Bombeiros, em Goiânia, representando a Agos.

difícil, de arrecadação, a gente superou. Foi uma surpresa. Agradecemos ao povo goiano por isso. Agora a gente vai fazer o transporte, em seis caminhões”, relatou Leonardo, em entrevista ao G1.

Gilberto explicou que foi convidado pelo coronel Edson Costa, do Corpo de Bombeiros, para que a Agos apoiasse a causa e conseguisse doações de alimentos para a campanha. “Atendi o chamado e fui em busca de donativos. Entrei em contato com supermercados do interior e da capital, que participaram e fizeram questão de colaborar”, conta Gilberto.

O governador Marconi Perillo, a presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Valéria Perillo, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Ricardo Balestreri, participaram no dia 19 de junho, da entrega de donativos arrecadados na campanha Goiás Solidário.

O tenente-coronel Leonardo Afonseca, o número é bem maior que o esperado, uma vez que a meta inicial era conseguir até 50 toneladas. “A primeira fase, que era a mais

A campanha arrecadou alimentos não perecíveis, como arroz, feijão, macarrão e leite em pó.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Helbingen Junior e o superintendente executivo da SSP, coronel Edson Costa, estiveram presentes na cerimônia, realizada no 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Goiânia.

Tragédia Segundo o governo de Alagoas, mais de 39 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas por causa das chuvas. Ao todo, 27 municípios decretaram situação de emergência. Já em Pernambuco, o número de cidades é o mesmo, mas a quantidade de pessoas atingidas é um pouco menor. Entre desabrigados e desalojados, são 35,8 mil pessoas. revista supermercados

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Novas práticas

1º Fórum de Prevenção de Perdas é realizado na Agos Evento promovido pela Inovar contou com abertura do presidente da Agos, Nelson Alexandrino, além da participação de mais de 120 pessoas A Agos recebeu em sua sede, no dia 23 de junho, o 1º Fórum de Prevenção de Perdas, realizado pela Inovar. O evento contou com a participação de representantes de 12 empresas dos mais variados ramos, que abordaram como conseguir resultados e evitar as perdas. Mais de 120 pessoas participaram do fórum, cujo conteúdo foi repassado com o intuito de ser replicado nos supermercados com outros funcionários das empresas. A abertura do evento contou com depoimento do presidente da Agos, Nelson Alexandrino. “A prevenção de perdas é um dos principais focos do setor supermercadista e a Agos, por entender a importância de seus associados evoluírem e conseguirem melhores resultados, apoia iniciativas como este fórum”, declarou Nelson. O consultor Rodrigo Pessoa, proprietário da Inovar, realizadora do evento, é especialista em prevenção de perdas e avalia que os supermercadistas estão mais atentos para problemas como as perdas. “Informação todo mundo hoje em dia tem, o diferencial é a ação a partir desta informação”, declara o especialista.

Rodrigo Pessoa, proprietário da Inovar

Segundo Rodrigo, o empresário está mais atento atualmente do que há seis anos em relação às novas práticas para aumentar os ganhos sem comprometer áreas essenciais do negócio. “Os supermercadistas estão atentos e perceberam que é muito difícil lucrar apenas com a precificação, por isso, está cada vez mais comum conhecer mais a área da prevenção de perdas e dedicar mais esforços para combater o desperdício”, disse Rodrigo. Presidente da Agos, Nelson Alexandrino

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Ampliando conhecimento

Convenção Abras 2017 terá mudança como tema principal Evento será realizado de 12 a 14 de setembro, em Atiabaia (SP), e reunirá líderes supermercadistas de todo o Brasil Realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, a 51ª edição da Convenção Abras, evento que reúne líderes supermercadistas de todo o Brasil, voltado para ampliação do conhecimento e reciclagem profissional. Neste ano, o tema geral do evento é “Mudança – Vamos juntos”. O encontro será no Bourbon Convention & Resort, em Atibaia (SP). “O evento está imperdível para quem almeja conhecer novas estratégias entre indústria e supermercados para repaginar a empresa e impulsionar a competitividade e lucratividade dos negócios”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto. Os participantes poderão participar de palestras nacionais e internacionais, painéis e blocos do conhecimento, ministrados por renomados especialistas, além da 7ª edição da

Exposição e Feira de Tecnologia A, que traz lançamentos e soluções para o varejo. “A Convenção Abras oferece um momento único de muito aprendizado, que nos possibilita conhecer as últimas tendências do varejo alimentar e a entender melhor o nosso público-alvo, que está sempre em constante transformação”, afirma Sanzovo. Workshop SuperHiper No primeiro dia da Convenção, 12/9, a partir das 9 horas, acontecerá o Workshop SuperHiper – Perdas e Ganhos, que discutirá temas relacionados à prevenção de perdas, combate ao desperdício de alimentos, inovação no setor e tecnologia aplicada à lucratividade. Cerimônia de abertura A abertura oficial da Convenção Abras 2017 está marcada para o dia 12/9, às 20 horas,

e irá receber líderes do autosserviço brasileiro, além de representantes do governo federal e estadual. São esperados mais de 700 participantes. Um pouco antes do evento, às 18 horas, haverá um coquetel especial na Exposição e Feira de Tecnologia para fortalecer o relacionamento entre empresários e fornecedores do varejo. Convenção Abras 2017 Data: de 12 a 14 de setembro de 2017 Local: Bourbon Convention & Spa Resort Atibaia (SP) Endereço: Rodovia Fernão Dias, s/n - km 37,5 - Atibaia (SP) Mais informações: (11) 3838-4565

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Nesfit amplia linha de barras com Nuts & Frutas

Anéis de cebola congelados são a novidade da McCain

A Nesfit apresenta suas novas barras de Nuts & Frutas nas versões Nuts, Maçã & Cranberry e Nuts Banana, Goiaba & Coco. As novidades trazem pedaços de frutas e castanhas inteiras para uma experiência de textura diferenciada, onde é possível ver e sentir todos os ingredientes. Os lançamentos chegam em embalagens transparentes que reforçam o conceito de naturalidade do produto.

A McCain já está comercializando os anéis de cebola de sua marca, em embalagens de 400g. A empresa justifica o lançamento pela popularização do prato que tem caído no gosto do brasileiro. Outra novidade da companhia é a linha de batatas Ao Forno, cujos principais atributos são a praticidade e a rapidez no preparo. São três versões: tradicional, corte fino e gourmet - todas em embalagens de 600g.

Doritos lança três sabores em edição especial do Rock in Rio Em celebração pela edição 2017 do Rock in Rio, a Doritos lança três novos sabores, em edição limitada. Os sabores possuem três intensidades de pimenta, descritas nas embalagens. A cor amarela, de menor intensidade, tem sabor pimenta biquinho e parmesão. A cor laranja, de intensidade média, tem sabor queijo pepper jack. Já a preta, a mais apimentada, tem sabor pimenta malagueta e queijo cheddar.

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União lança linha completa de sucralose A União inovou seu portfólio com a nova linha União Adoçante Sucralose. Os produtos são a aposta da marca para adoçar bebidas e sobremesas, garantindo sabor como o do açúcar. A marca oferece alta performance ao adoçar os alimentos e baixo amargo residual. A novidade chega em caixa com 50 sachês de 600mg cada, pote de 350 gramas, e líquido, em embalagem de 100 ml.


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Revista Supermercados - Ed. 174 - Julho e Agosto 2017  
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