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Actualidad

Economia ibérica setembro 2019 ( mensal ) | N.º 267 | 2,5 € (cont.)

A experiência dos CEO jovens pág.34

Exponor reinventa-se para gerar mais negócio para os seus clientes pág. 16

Numismática a crescer na Península Ibérica pág. 20


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Índice

Fotomontagem

índice

Sandra Marina Guerreiro

Nº 267 - setembro de 2019

Actualidad

Economia ibérica

Diretora (interina) Belén Rodrigo Coordenação de Textos Clementina Fonseca

Grande Tema 34.

Redação Belén Rodrigo, Clementina Fonseca, Olga Hernández (estagiária) e Susana Marques

Copy Desk Julia Nieto e Sara Gonçalves Fotografia Sandra Marina Guerreiro Publicidade Rosa Pinto (rpinto@ccile.org) Assinaturas Sara Gonçalves (sara.goncalves@ccile.org) Projeto Gráfico e Direção de Arte Sandra Marina Guerreiro Paginação Sandra Marina Guerreiro Colaboraram neste número Eduardo Serra Jorge, Matías Vilar Pruneda e Nuno Almeida Ramos Contactos da Redação Av. Marquês de Tomar, 2 - 7º 1050-155 Lisboa Telefone: 213 509 310 • Fax: 213 526 333 E-mail: actualidade@ccile.org Website: www.portugalespanha.org Impressão What Colour is This? Rua do Coudel, 14, Loja A 2725-274 Mem-Martins Distribuição VASP – DISTRIBUIDORA DE PUBLICAÇÕES Sede: Media Logistics Park, Quinta do Grajal – Venda Seca 2739-511 Agualva-Cacém Nº de Depósito Legal: 33152/89 Nº de Registo na ERC: 117787 Estatuto Editorial: Disponível em www.portugalespanha.org As opiniões expressas nesta publicação pelos colaboradores, autores e anunciantes não refletem, necessariamente, as opiniões ou princípios do editor ou do diretor. Periodicidade: Mensal

Editorial 04.

06.

Un buen perfil digital genera oportunidades de negocio - Matías Vilar Pruneda

46.

Residentes não habituais – nova tabela de atividades de elevado valor acrescentado - Eduardo Serra Jorge

Propriedade e Editor CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LUSO-ESPANHOLA - “Instituição de Utilidade Pública” NIPC: 501092382

Comissão Executiva Enrique Santos, António Vieira Monteiro, Luís Castro e Almeida, Ruth Breitenfeld, Eduardo Serra Jorge, José Gabriel Chimeno, Ángel Vaca e Maria Celeste Hagatong

O que têm para oferecer os gestores mais jovens

Opinião

Tiragem: 6.000 exemplares _________________________________________

Av. Marquês de Tomar, 2 - 7º 1050-155 Lisboa

A experiência dos CEO jovens – Como chegaram ao topo e que desafios enfrentam

Atualidade 24.

Loja das Conservas piensa en España para expandir el negocio

E mais...

08. Apontamentos de Economia 16.Entrevista 28.Marketing 32.Fazer Bem 42. Advocacia e Fiscalidade 48. Setor Imobiliário 50.Vinhos & Gourmet 52. Setor Automóvel 54.Barómetro Financeiro 56.Intercâmbio Comercial 58.Oportunidades de Negócio 60.Calendário Fiscal 61.Bolsa de Trabalho 62.Espaço de Lazer 66. Statements

Câmara de Comércio e Indústria

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O que têm para oferecer os gestores mais jovens

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alvez a tendência para a inovação, o risco e a irreverência sejam as características pessoais marcantes dos gestores que mais cedo se evidenciam e alcançam o sucesso. Nem todos os gestores poderão inventar a rede social do futuro, mas muitos procuram inovar a todo o custo e distinguir-se da concorrência no seu setor de atividade. São assim os CEO com carreiras firmadas antes dos 45 anos, que entrevistámos e que transmitiram à “Actualidad€” as aspirações que mantinham nas diferentes etapas do seu percurso profissional. Para Paula Baptista, responsável pela consultora de recursos humanos Hays em Portugal, o interesse que as empresas veem nestes gestores mais jovens e com menos carreira passa muito pela “diversidade de aprendizagens e experiências que este mundo globalizado” pode proporcionar, permitindo capacitar, por exemplo, recém-licenciados com 20 e poucos anos com competências inovadoras que sejam determinantes para a realidade que as empresas pretendem alcançar, e que passa por chegar a um público o mais vasto possível. Em muitas áreas, são ainda os mais jovens que arriscam lançar negócios disruptivos, dentro ou fora (lançando startups) de uma organização já criada. Claro que nem sempre é assim, como reconhece Paula Baptista, ressalvando que por vezes os mais velhos também arriscam. Mas será menos comum.

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No entanto, tal não significa o caminho a seguir para todas as empresas. O “equilíbrio” entre idades pode ser fundamental, adianta a responsável entrevistada para comentar o tema de fundo desta edição (págs. 34/41). Outra questão é que “fundar uma empresa bem sucedida é um processo difícil e extenuante, que implica inúmeras horas de dedicação e de investimento pessoal e emocional. Deste modo, é normal que um profissional que fundou a sua própria empresa queira permanecer ligado ao projeto durante vários anos, e deve ser particularmente difícil passar o testemunho a alguém que não tenha acompanhado a evolução e os desafios do negócio desde o início”, comenta ainda a managing director da Hays. Os testemunhos dos cinco CEO entrevistados no “Grande Tema” mostram também de que forma ges-

tores ainda jovens procuraram desenvolver ou conquistar uma posição de destaque para o seu negócio ou contribuir para afirmar empresas neste mundo cada vez mais globalizado. E, como defende Paula Baptista, os gestores portugueses têm de “acreditar um pouco mais”, vencendo o medo de arriscar e o receio das crises macroeconómicas para ter maior sucesso a nível global. De resto, com os sinais de travagem a chegar a alguns dos principais mercados da economia portuguesa, terão de ser equacionadas novas abordagens comerciais por parte das empresas nacionais, sobretudo as exportadoras. A mudança visando os interesses do público moderno tem sido procurada também pela Exponor, como se pode ler na entrevista deste número (págs. 16/19.  E-mail: cfonseca@ccile.org


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opinião opinión

Un buen perfil digital

genera oportunidades de negocio

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xiste la (errónea) creencia entre la gran mayoría de usuarios que herramientas como LinkedIn sólo sirven para buscar empleo o mantener actualizado un currículum online. Sin embargo, a nivel de negocio, ya sea una empresa o un emprendedor quién lo utilice, LinkedIn se ha convertido en los últimos cinco años en un canal imprescindible para generar oportunidades, sobre todo en el entorno B2B. En la actualidad, España cuenta con 12 millones de usuarios registrados y Portugal con más de dos millones, de los cuales aproximadamente el 20% se dedican a la búsqueda activa de empleo mientras que el 80% restante se dedican a hacer networking, crear o potenciar marca personal o de empresa, publicar contenidos, compartir información y/o conocimientos, etc. Esta tendencia se acentúa aún más en sectores como el de las finanzas y el de la tecnología dónde existe una red muy importante de usuarios generando y buscando oportunidades permanentemente. Entonces, si existe un canal tan potente para hacer negocio y si además ese canal es gratuito (en su versión básica), ¿por qué una gran mayoría de empresas y profesionales no lo utiliza? Mi experiencia de años realizando talleres y seminarios sobre LinkedIn y hablando con profesionales de diferentes sectores me indica que existen varios factores que responden a esa pregunta: el miedo a salir de la “zona de confort” profesional, la falta de cultura empresarial para la promoción de marca en

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medios digitales, la supuesta “falta de tiempo” y la percepción incorrecta de que LinkedIn es una red social para buscar empleo y empleados.

Por Matías Vilar Pruneda*

fondo en la versión móvil). Por ese motivo, es muy recomendable subir una imagen con la que nos sintamos identificados y que refleje el mensaje que queramos transmitir. Cómo sacarle partido a LinkedIn La foto de perfil debe ser cercana pero La ecuación es sencilla: para encon- profesional y reflejar cómo somos. Se trar oportunidades debemos exponer- recomienda una foto con fondo blanco nos más y la mejor forma de comenzar o difuminado, vestidos cómo nos verán a hacerlo es teniendo un buen perfil en el trabajo, mirando de frente y si digital. fuera posible sonriendo, que eso transPara tener un buen perfil digital, debe- mite imagen positiva. mos cuidar y mimar principalmente el TEF (título, extracto y fotografías) ya Perfil personal vs perfil de empresa que serán probablemente lo único que A la hora de decidir si vamos a desamiren los usuarios, al menos en un rrollar un perfil personal o uno de primer momento, y por ese motivo empresa debemos tener en consideradebemos reflejar en él nuestra esencia ción el objetivo que persigamos, tenienprofesional partiendo de la base que un do en cuenta que: profesional es mucho más que su cargo En un perfil personal: o su puesto de trabajo. • Se potencia la marca profesional indiEs importante que lo que se describa vidual del usuario en el perfil se adecúe al objetivo que se • Existen “contactos” y se puede interacpersiga en cada momento (búsqueda de tuar con ellos empleo, headhunting, promoción de • Se puede etiquetar a los contactos en marca, compartir información, intere- las publicaciones ses, etc) y es mucho más recomendable • No se pueden publicar anuncios u ofertas de trabajo explicar en qué podemos ayudar o cuáles son nuestras mejores aptitudes En un perfil de empresa: • Se refuerza la marca global de la que enumerar títulos y cargos. La primera línea del extracto es funda- empresa mental ya que es lo único que muestra • Existen “seguidores” y no se puede interactuar con ellos LinkedIn junto con titular profesional • No se puede etiquetar a los seguidores y las fotos. La foto de fondo es una gran margi- en las publicaciones nada del perfil. Muchos usuarios no le • Se pueden publicar anuncios y ofertas de trabajo. prestan atención dejando la que ofrece LinkedIn por defecto y desaprovechando así un enorme espacio de promoción Introducir LinkedIn en nuestra rutina (sólo basta con hacer la prueba de ver laboral LinkedIn es una red social sobre asuncuanto espacio ocupa la imagen de


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tos profesionales, un lugar donde crear marca personal, encontrar expertos, ideas y oportunidades, buscar empresas y empleos, hacer networking, recomendar y ser recomendado, conversar y compartir conocimientos, conseguir clientes, proveedores o inversores, conocer a profesionales de cualquier sector, y un largo etcétera de oportunidades empresariales. Muchas personas creen que sólo con tener desarrollado un buen perfil es suficiente para lograr el éxito pero nada más alejado de la realidad. Para poder sacarle partido a esta gigantesca base de datos profesional lo que se debe hacer primero es fijar los objetivos que se desean conseguir porque ellos determinarán cómo orientar el perfil, a qué grupos pertenecer, qué contactos solicitar, qué tipo de acciones comunicar, etc y a partir de allí actuar

en consecuencia. La mejor forma de conseguir resultados en LinkedIn es introduciendo en la rutina laboral 15 minutos diarios (no hacen falta más) para realizar algunas de estas acciones: • Buscar al menos cinco contactos y conectar con ellos • Hacer seguimiento de invitaciones enviadas o recibidas • Participar e interactuar (en grupos o comentando, compartiendo, recomendando publicaciones de otros profesionales) • Publicar contenidos (vídeos, artículos, opiniones, enlaces a otras publicaciones incluyendo comentarios u opinión) • Revisar las notificaciones De esa forma nuestra marca será activa, tendrá visibilidad, ganará en peso específico y paulatinamente se propagará entre nuestra red de contactos.

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Claves para triunfar en LinkedIn Así, las claves para triunfar en Linkedin son: • Tener claro el objetivo y a dónde se desea llegar • Contactar con personas o seguir a empresas para poder tener idea de cómo construir un buen perfil • Es importante una buena foto, no necesariamente la típica • El título que se utilice no tiene porqué ser un cargo, un profesional es mucho más que eso • El extracto no puede ser solo un cortar y pegar de un CV, debe contar una historia • Y lo más importante de todo: ser activo, crear contenidos y participar.  * Consultor digital www.linkedin.com/in/matias-vilarpruneda

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apontamentos de economia apuntes de economÍa

Espanhola MásMóvil entra no mercado português com a compra da Nowo e da Oni A MàsMóvil, quarta Cabonitel e, indiretamenmaior operadora de telete, das filiais direta ou comunicações móveis indiretamente detidas espanhola, entrou por esta, nomeadamenem Portugal através te a Nowo e a Onitelecom da compra de uma à Cabolink, uma empreposição minoritária sa indiretamente detida na Nowo e na Oni. A operação será por fundos geridos pela KKR”. concretizada através do fundo GAEA A GAEA é uma sociedade-veículo, consInversión e representará um investimen- tituída apenas para esta operação, de to inferiro a 15 milhões de euros, avança acordo com o aviso da AdC, e que pero “Negócios.pt”. tence ao grupo Inveready, que investe, De acordo com uma notificação da “através de fundos e de outras entidades Autoridade da Concorrência (AdC), as financeiras semelhantes, em diversas duas empresas espanholas chegaram empresas, operando em Espanha”. a acordo com o fundo americano KKR Os fundos da KKR vendem, assim, a sua para a compra da Cabonitel, empresa posição no capital da dona da Nowo e que detém a Nowo e a Onitelecom. da Oni menos de um ano depois de a Em maio, tinha sido noticiado pelo jor- terem comprado. nal espanhol “El Economista” que o A Cabovisão, que deu origem à Nowo, fundo KKR tinha oferecido à MàsMóvil e a Oni, direcionada para o segmento a possibilidade de entrar no mercado empresarial, foram vendidas pela Altice português através da compra de uma em setembro de 2015 ao fundo Apax. A posição minoritária na Nowo. operação foi imposta por Bruxelas no No passado dia 19 de agosto, foi publi- seguimento da compra da PT Portugal cado um aviso da AdC onde é notificada pelo grupo de Patrick Drahi. No ano a aquisição “do controlo conjunto pela passado, a Apax alienou as operadoras MásMóvil Ibercom e GAEA Inversión da ao fundo de private equity KKR.

Setor aeronático com novo investimento de 33 milhões O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas anunciou ter homologado o apoio de fundos comunitários ao investimento de 33 milhões de euros da empresa Lauak, do setor da aeronáutica, em Grândola (Alentejo). De acordo com o Governo português, o cofinanciamento de 7,9 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional vai “apoiar a criação de 274 novos postos de trabalho, cerca de 70 dos quais altamente qualificados”, e possibilitar exportações no valor anual de 30 milhões de euros. O projeto de Grândola, negociado ao abrigo do regime contratual com a AICEP, “soma-se ao lote de 150 milhões de euros de outros investimentos empresariais a realizar no Alentejo aprovados no último concurso geral do SI Inovação”.

Iberdrola arranca com energia solar em Portugal A Iberdrola anunciou a adjudicação de 149 megawatts (MW) de energia solar fotovoltaica em Portugal, “o que representa a entrada da empresa no desenvolvimento deste tipo de tecnologia nacional”. Em comunicado, a elétrica espanhola acrescentou que “esta capacidade está distribuída em duas regiões – Algarve e Vale do Tejo–, de acordo com o resultado do leilão público”. “Estes novos projetos destacam o compromisso da Iberdrola com a energia renovável e para continuar a contribuir para a transição para uma Europa descarbonizada”, refere o presidente

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da empresa, Ignacio Galán, citado no comunicado. “Neste sentido, a Iberdrola reafirma, mais uma vez, o seu forte comprometimento com a transição para uma economia de baixo carbono, consolidando o seu papel fundamental no mercado elétrico nacional”, acrescenta. “A empresa é líder no setor comercial de grandes consumidores, com quase 33% do mercado e possui uma carteira de 300 mil clientes, entre a eletricidade e gás natural”, adianta a mesma fonte. A implementação do projeto está prevista para o período 2021-2023, signi-

ficará um aumento de 6% do total de energia elétrica instalada no país e proporcionará energia limpa a 440 mil casas portuguesas”. O grupo lidera também o projeto do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que envolve a construção de três novas centrais (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), com uma potência total de 1.158 MW e um investimento de mais de 1.500 milhões de euros. Atualmente, a Iberdrola detém “a terceira maior participação em número de clientes de eletricidade no país (5,4%) e a segunda maior em consumo (17,4%)”, refere a companhia espanhola.


Breves Principais indicadores do turismo nacional aceleram em junho Os principais indicadores da atividade turística aceleraram em junho, impulsionados pelos mercados interno e externo, com os hóspedes a aumentarem 9,7%, as dormidas 5,6% e as receitas 11,8%, divulgou o INE. “Em junho de 2019, o setor do alojamento turístico registou 2,7 milhões de hóspedes, que proporcionaram 7,1 milhões de dormidas”, refletindo-se em crescimentos de 9,7% e 5,6%, respetivamente. As dormidas de residentes cresceram 11,6% (+9,1% em maio) e as de não residentes aumentaram 3,2% (+1,2% no mês anterior), totalizando 2,1 milhões e 5,0 milhões de dormidas, respetivamente, o que traduz um peso de 70,0% dos mercados externos. Em junho de 2019, os proveitos totais da hotelaria em Portugal subiram 11,8% (+4,7% em maio), para 466,0 milhões de euros, e os proveitos de aposento

progrediram 12,1% (+4,3% no mês precedente) para 351,6 milhões de euros. No acumulado do primeiro semestre de 2019, registou-se uma subida de 7,6% nos hóspedes (para 12,2 milhões) e de 4,7% nas dormidas (para 30,5 milhões), com contributos positivos, quer dos residentes (+8,9%), quer dos não residentes (+3%). Até junho, os proveitos totais subiram 7,6%, somando 1.781,9 milhões de euros, e os proveitos de aposento aumentaram 7,3% para 1.307,7 milhões de euros. No que se refere à estada média no mês de junho (2,6 noites) reduziu-se 3,7% (descendo 1,7% nos residentes e 3,9% nos não residentes) e a taxa líquida de ocupação (55,5%) aumentou 0,1 pontos percentuais (face ao recuo de 0,8 p.p. em maio). Quanto ao rendimento médio por quarto disponível, situou-se em 62,5 euros (+6,5%) em junho.

Central de Cervejas compra Água Castello A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) adquiriu 100% do capital da Mineraqua Portugal, que detém a concessão e a marca Água Castello, a um grupo de investidores privados liderado pela Capital Criativo. “A aquisição da concessão e da marca Água Castello fortalece a presença da Central de Cervejas no mercado das águas minerais naturais em Portugal”, revelou a SCC em comunicado. O portefólio de águas da Central de Cervejas já contava com as marcas Luso e Cruzeiro – a empresa detém também as insígnias Sagres e Bandida do Pomar e distribui marcas como Heineken, Desperados ou Strongbow. A Água Castello vendeu cerca de cinco

milhões de litros no ano passado, o que representa uma quota de cerca de 7% em volume do mercado das águas com gás em Portugal (dados da AC Nielsen). A unidade de enchimento da marca fica em Pisões (Alentejo). Nuno Pinto de Magalhães, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da SCC, adiantou à “Marketeer” que a Mineraqua Portugal continuará a ser uma empresa independente, ainda que inserida do grupo. No mesmo sentido, não estão previstas mudanças tanto a nível de comunicação como de distribuição, sendo o objetivo reforçar a presença da marca nos mercados onde já está presente e explorar outras potenciais geografias, adianta a mesma publicação.

Mobilidade elétrica pode desbloquear 1.800 mil milhões de euros no setor das utilities Os veículos elétricos irão criar uma oportunidade de receitas na ordem de dois biliões de de dólares (cerca de 1.805 mil milhões de euros) para o setor das utilities, afirma o novo estudo da Accenture “The Utilities: Lead the Charge in eMobility”. De acordo com o mesmo estudo, o número de veículos elétricos irá aumentar para 10 milhões em 2025 e ultrapassar o número de veículos convencionais em 2040. De acordo com o relatório da Accenture Strategy, as empresas do setor das utilities terão ganhos singnificativos ao agruparem serviços em função das necessidades dos proprietários de veículos elétricos. Além de uma oportunidade avultada da ordem dos 1.700 mil milhões de dólares (1.535 mil milhões de euros), com uma margem de lucro reduzida, através do fornecimento de energia para veículos elétricos, estas empresas podem adicionar algo como 225 mil milhões de euros, através de novos serviços de mobilidade elétrica, com margem de lucro mais elevada, como apps de carregamento remoto, gestão integrada de energia de veículos elétricos em casa, processamento de pagamentos e até financiamento para a compra destes veículos. Ao combinarem estes serviços numa única plataforma, as empresas do setor podem ajudar a melhorar a experiência do consumidor, propõe o mesmo documento. Os operadores que consigam ajudar a tornar mais fácil e acessível a vida de um proprietário de um veículo elétrico vão acelerar a adoção e melhorar a competitividade nas suas indústrias, sendo cada vez mais determinante as marcas apostarem em princípios importantes como a preocupação com o ambiente, para as decisões de compra dos consumidores, adianta a mesma fonte. Liberty Seguros lança um novo seguro multirrisco para inquilinos e proprietários A Liberty Seguros lançou o novo seguro multirriscos habitação Liberty Chave Mestra, que pretende dar resposta a um vasto leque de problemas que podem surgir no dia a dia de uma casa. Este novo seguro permite ajustar o preço às necessidades reais dos clientes, que escolhem quais as garantias contratadas, ao mesmo tempo que oferece coberturas inovadoras, como o apoio domiciliário, substituto de familiar no acompanhamento em deslocações a consultas, danos em bens do senhorio e adaptação da habitação em caso de invalidez, que podem ser conjugadas com assistência técnica e médica ao domicílio 24 horas/ dia. Além de uma vasta cobertura, o Liberty Chave Mestra consiste numa solução flexível, que permite que o cliente escolha as coberturas que deseja”, destaca Berta Rodrigues, Head of Home and Condominium PT & IE da Liberty Seguros.

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Breves Intercasa regressa com um novo conceito Assumindo-se agora como Intercasa – Living & Design, a exposição vai estar na FIL de 9 a 13 de outubro com novidades e as principais tendências da decoração de interiores. Uma mudança de posicionamento, que reforça que a Intercasa não está igual, como explica Maria João Arruda, gestora da feira. “De de ano para ano, a feira nunca foi igual, até porque o estatuto de principal evento de decoração do país não se consegue ficando parado no tempo, mas, em 2019 a Intercasa quis deixar ainda mais clara essa posição, trazendo novas propostas aos profissionais e visitantes do evento”, conclui a gestora. Assim, há várias novidades nesta edição, entre as quais se destacam três novos espaços onde os visitantes se podem

perder: o Espaço LXD, o Espaço Vintage/Boho Chic e o Espaço Saiba na Hora!, onde se vai juntar a comunidade de ensino na área do design, designers, marcas comerciais e indústria, entre muitos outros profisisonais. Certif garante mais uma centena de novos clientes e realiza 44% da atividade no exterior A Certif, líder em Portugal na certificação de produtos, supera, novamente, num primeiro semestre, uma centena de novos clientes. O setor elétrico esteve particularmente ativo, com a emissão de certificados CB destinados à exportação, tendo sido já excedido o número de certificados emitidos no ano anterior. De salientar, igualmente, o esquema de certificação FER- Fim do Estatuto de Resíduo, que permite a valorização dos resíduos e a sua transformação em matérias primas, abrindo, em alguns casos as portas à sua exportação. De notar que existiam produtos certificados, ou com marcação CE, em 185 categorias diferentes, distribuídos por 48 esquemas de certificação. A associação destaca ainda ter realizado, no semestre, 44% da sua faturação no exterior, com uma grande parte da sua atividade afeta a processos de exportação. Saliente-se ainda que no período em análise, e no que se refere à Marcação CE no âmbito do Regulamento dos Produtos de Construção, foram emitidos 260 certificados, destinando-se muitos deles a processos de exportação.

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Vivafit abre uma nova unidade em Espanha

A marca Vivafit irá abrir esta semana uma nova unidade em Espanha, desta feita em Madrid. O contrato de franchising do Vivafit Madrid Cuzco foi assinado em Lisboa, na residência da embaixadora de Espanha em Portugal, numa cerimónia que contou com a presença, enmtre outros, da embaixadora de Espanha, Marta Betanzos, do CEO da Vivafit, Pedro Ruiz, e da nova franchisada Ana

López (na foto). A nova franchisada tem 15 anos de experiência em gestão de ginásios. Atualmente, a Vivafit, que é a única cadeia portuguesa com presença no estrangeiro, tem espaços aber tos em Por tugal, Espanha, Índia, Paquistão, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Uruguai e Kuwait. No total, a marca detém 31 ginásios, empregando cerca de 300 licenciados em educação física, destaca a empresa portuguesa. O novo ginásio em Espanha da marca portuguesa vai ter todas as modalidades de treino disponibilizadas pela Vivafit, exceto a área de nutrição, adiantou Pedro Ruiz.

BPI vence três galardões na primeira edição dos “Prémios Rankia Portugal” O BPI recebeu em julho, três galardões na primeira edição dos “Prémios Rankia Portugal”, que reconhecem as melhores entidades e produtos financeiros. Os membros da comunidade financeira elegeram o BPI Portugal como o “Melhor Fundo de Ações Nacional”, a “Conta Valor” como a “Melhor Conta Ordenado” e distinguiram ainda o Crédito Habitação BPI como o melhor na sua categoria. A Rankia é uma comunidade financeira independente, com mais de 500 mil utilizadores registados. Fundada em 2003, em Espanha, trata-se de uma comunidade de referência para compartilhar experiências na gestão

de investimentos e finanças pessoais. Atualmente está presente em cinco países da América Latina - México, Chile, Colômbia, Peru e Argentina, nos Estados Unidos e, desde 2017, em Portugal. A lista de candidatos às várias categorias nas áreas da bolsa, de fundos de investimento e de finanças pessoais foi definida pela equipa da Rankia, que teve em consideração vários critérios como a presença das entidades no mercado e o interesse e opiniões dos seus clientes durante os últimos doze meses. Os vencedores foram escolhidos pelos membros da comunidade Rankia.


Gestores

Produção no setor da construção cresce mais em Portugal do que na UE A produção média no setor da construção cresceu 1,4% em Portugal em junho em comparação com o mesmo mês de 2018, mais do que a média da Zona Euro e da União Europeia (UE), informou o Eurostat. Dados divulgados a 20 de agosto pelo gabinete de estatísticas comunitário, revelam que, em junho deste ano e em comparação com o mês homólogo do ano passado, a produção média no setor da construção subiu 1% na Zona Euro e 0,6% na UE. Em Portugal, a subida foi maior, de 1,4%. Tendência diferente verificou-se na comparação em cadeia, já que, relativamente a maio deste ano, a produção média no setor da construção registou em junho uma queda de 1,4% em Portugal, esta-

bilizando na Zona Euro e descendo 0,3% na UE. Ainda em termos mensais, Portugal destaca-se por ser um dos países com maiores descidas, a seguir à Eslovénia (-6,7%) e à Roménia (-2,8%). Em sentido inverso, as maiores subidas mensais registaram-se na Hungria (+1,7%), França (+1,2%) e República Checa (+1,0%). Já em termos homólogos, a acompanhar a subida na produção no setor da construção estiveram Estados-membros como a Roménia (+23,3%), a Hungria (+20,2%) e a Eslovénia (+5,5%), onde se verificaram os maiores aumentos, enquanto as maiores baixas foram registadas na Eslováquia (-2,1%), Reino Unido (-2,0%) e Suécia (-0,9%).

Número de automóveis produzidos em Portugal sobe 16,2% nos primeiros sete meses do ano Em julho, foram produzidos em Portugal 27.319 veículos automóveis, o que representou um decréscimo de 1,7%o face ao mês homólogo de 2018. Em termos acumulados, nos sete meses de 2019, saíram das fábricas instaladas em Portugal 211.391 veículos, o que significa um aumento de 16,2% do que em igual período do ano anterior. “A informação estatística relativa ao ano de 2019 confirma a importância que as exportações representam para o setor automóvel, já que 97% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino o mercado externo, o que, sublinhe-se, contribui de forma significativa para

a balança comercial portuguesa”, realça ainda a Acap-Associação do Comércio Automóvel. A Europa continua a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional – com 97,5% – com a Alemanha (24,6%), França (14,9%), Itália (14,9%) e Espanha (10,9%) no topo do ranking .

em Foco

Nuno de Almeida Ramos (na foto) é o novo COO/ diretor de Operações da Espiral Relojoaria. Licenciado e Pós-graduado em Gestão de Marketing, iniciou a sua carreira na área das tecnologias de informação, onde esteve ligado a várias empresas nacionais e multinacionais do setor, durante 23 anos. Desde 2014, ligou-se ao grupo empresarial luso-angolano Verts Empreendimentos, desempenhando cargos de direção em várias empresas do grupo, tanto em Portugal como em Angola. Assume agora as funções de COO/ diretor de Operações da Espiral Relojoaria, empresa que conta com oito lojas em Angola e uma em Portugal, nos ramos de relojoaria e joalharia premium, representando marcas como Frank Muller, Breitling, MontBlanc, Messika, entre outras. Cristina Mesquita é a nova diretora-geral da Euromadi em Portugal, central de negociação e serviços que pretende, assim, relançar a sua atuação no mercado da distribuição nacional. Com um percurso profissional de mais de duas décadas no setor do retalho e cosméticos, e com vasta experiência em cargos de direção em Portugal, Brasil e Espanha, Cristina Mesquita sucede, deste modo, a João Vieira Lopes, que esteve à frente da Euromadi entre 2008 até março deste ano. Jason Lusty (na foto) foi nomeado diretor global de Marketing da SEAT. O novo responsável substitui Susanne Franz, que assume o cargo de Brand Communication e Content Marketing da Audi. O novo diretor de Marketing da SEAT desenvolveu a sua carreira profissional em várias agências de publicidade e, desde 2015, era o diretor de Marketing da Audi na Alemanha. O diretivo inglês junta-se à SEAT com o objetivo de promover a gestão da marca numa fase de transformação do setor automóvel e de apostar em novas plataformas digitais. Formado em Economia e Negócios, pela Universidade Johann-Wolfgang Goethe de Frankfurt, entre 1997 e 2015 assumiu diversas funções em agências como a Saatchi & Saatchi e DDB, na Alemanha e no Reino Unido, onde dirigiu as contas de publicidade da Audi e da Volkswagen, bem como outras marcas globais de grande consumo.

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Breves Restalia factura un 5% más hasta junio y abre 50 nuevos restaurantes Grupo Restalia ha cerrado el primer semestre del ejercicio con un incremento del 5% en su facturación respecto al mismo periodo del año anterior y con 50 nuevas aperturas de restaurantes de sus tres enseñas operativas, 100 Montaditos, The Good Burger y Cervecería La Sureña. Las tres nuevas marcas lanzadas recientemente al mercado, Panther Juice & Sandwich Market, DPM De Pizza Madre y Pepe Taco, ya tienen reservadas 70 nuevas franquicias que abrirán sus puertas entre este año y el próximo, según ha informado el grupo. La compañía tiene plenamente operativo su plan de expansión en el mercado nacional y en el exterior, que prevé alcanzar los mil restaurantes en 2020. Restalia está presente en 12 países y el desarrollo internacional es una de sus palancas clave de crecimiento dentro de su estrategia en los próximos años. En 2019, la compañía tiene previstas aperturas de restaurantes en Estados Unidos (Miami), México, República Dominicana, Ecuador, Honduras, Paraguay, Francia, Italia y Portugal. Enel Green Power España construye un parque eólico en Málaga por 35,5 millones de euros Endesa, a través de su filial de renovables Enel Green Power España (EGPE), ha iniciado las obras de construcción de la planta eólica Los Arcos, de 34,6 megavatios (MW) de potencia y cuya inversión ascenderá a 35,5 millones de euros. La instalación estará ubicada en los municipios de Almargen, Teba y Campillos y se prevé que esté operativa en el último trimestre del año, informó la energética. El consejero delegado de Endesa, José Bogas, ha manifestado que están realizando un esfuerzo inversor “muy importante en energías renovables para liderar la transición energética”, incidiendo en que a finales de año estarán operativos alrededor de 900 MW renovables que la compañía se adjudicó en las subastas de 2017, “lo que demuestra el compromiso de la compañía para que España alcance sus objetivos en materia de energía verde”. El parque eólico de Los Arcos entrará en funcionamiento a finales de 2019 y, entonces, tendrá la capacidad de generar más de 100 gigavatios hora (GWh) al año, que evitarán la emisión anual a la atmósfera de aproximadamente 69.000 toneladas de CO2. Rodilla abre en Miami su primer establecimiento fuera de España La cadena de restauración, Rodilla, que este año cumple 80 años de vida, ha entrado en una nueva etapa con la apertura de su primer local fuera de España. En concreto, la compañía

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Iberdrola vende 40% de un proyecto eólico marino en Reino Unido por 1.756 millones de euros Scottish Power Renewables, filial de Iberdrola en Reino Unido, ha suscrito un acuerdo con la sociedad Bilbao Offshore Holding, encabezada por el fondo australiano Macquarie, para venderle un 40% del proyecto eólico marino East Anglia One, por unos 1.756 millones de euros. La filial de Iberdrola mantendrá el control del proyecto, situado en aguas del mar del Nor te, y prestará los servicios necesarios para finalizar la construcción del parque, que tendrá 714 megavatios de potencia, ha comunicado la empresa española a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV ). La compañía española también se ocupará de las tareas de operación y mantenimiento del parque cuando entre en servicio en

2020. Iberdrola destinará los 1.756 millones de euros a financiar su crecimiento orgánico, de acuerdo con sus Perspectivas Estratégicas 2018-2022. La contraprestación pactada por el 40% de East Anglia One incluye la par te proporcional de las inversiones totales que deberán acometerse para completar la construcción del parque. Según Iberdrola, el valor implícito del cien por cien del proyecto será de unos 4.100 millones de libras (unos 4.417 millones de euros).

BBVA será el primer banco que prohibirá operaciones en efectivo en ventanilla

BBVA dejará de ofrecer el servicio de retirada de efectivo en ventanilla y otras operaciones como ingresos o pago de facturas en algunas oficinas como resultado de la puesta en marcha de su nuevo modelo de distribución. No obstante, este cambio, que

afectará a un número muy reducido de sucursales de las más de 2.730 oficinas que la entidad tiene en España, se verá paliado en cierta medida. Fuentes del banco han explicado a la agencia Europa Press que habrá una sucursal central muy cerca de la que se eliminará el servicio de efectivo en ventanilla en la que los clientes podrán continuar sacando dinero a través de un empleado. Asimismo, los clientes de BBVA continuarán teniendo disponibles los 6.025 cajeros automáticos que la entidad tiene repartidos por todo el territorio español.


La gestora de fondos del Santander controla el 5% de Unicaja La gestora de fondos de inversión del Santander da un salto en el accionariado de Unicaja. Santander Asset Management ha pasado de controlar un 3% a un 5,009% de la entidad andaluza tras adquirir un paquete de más de 32 millones de acciones. La operación se realizó el pasado 1 de agosto a través de tres fondos de inversión gestionados por la gestora de Santander, según la información remitida a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). Santander Asset Management se hizo con un 3% del banco presidido por Manuel Azuaga a finales de 2017, tan sólo seis meses después de su debut en Bolsa. Tras esta última compra de títulos, la gestora de Santander se

aúpa como segundo accionista de referencia de Unicaja, con un paquete de algo más de 80 millones de títulos. Le sigue muy de cerca Indumenta Pueri, sociedad patrimonial de la familia Domínguez de Gor, propietaria de Mayoral, que tiene un 5%. Sólo la Fundación Unicaja tiene más acciones de la entidad andaluza: controla casi un 50%. Pero la Fundación está obligada a rebajar esta posición por debajo del 40% a finales de 2020, tal y como fija la ley de cajas.

ACS negocia la compra del grupo de redes Cotronic

El grupo Cobra, filial industrial de ACS, se encuentra en negociaciones muy avanzadas para adquirir la compañía Construcciones de las Conducciones del Sur (Cotronic), uno de las firmas importantes del mercado español en este tipo de negocio. Cotronic está controlada por el grupo italiano Sielte, también dedicado a la ingeniería de redes, tanto de telecomunicaciones como de energía, y que cuenta en Italia con todos los grandes operadores

de telecomunicaciones de ese país como clientes. Es el caso de Telecom Italia, Wind o la filial transalpina de Vodafone. En España, Cotronic tiene como principal cliente a Telefónica, aunque también trabaja para otros operadores del sector de las telecomunicaciones como Vodafone, o del sector energético, como Endesa o Iberdrola. El grupo contaba en 2018 con una plantilla media de 874 empleados, con un fuerte crecimiento respecto a los 787 trabajadores del año anterior, ya que Cotronic asumió nuevas responsabilidades en los contratos de despliegue y mantenimiento de redes de Telefónica en las provincias de Sevilla, Granada y Cádiz.

Breves ha elegido uno de los barrios de moda de Miami (Estados Unidos) conocido como Wyanwood. De esta forma, la compañía da el salto al exterior tras contar con 155 restaurantes en territorio nacional y, al respecto, prevé una inversión total de 5,5 millones de euros. En este sentido, la enseña - que controla al 100% el Grupo Damm, ha informado también de que el nuevo espacio albergará el obrador y la tienda a la vez, en un modelo similar al desplegado en la Plaza de Callao de Madrid. Además, hay previstas otras tres aperturas antes de

final de año. Rodilla abrirá un segundo establecimiento en la zona financiera de Brickell City Centre, la calle comercial de Coral Gables y que dispondrá de una terraza abierta a piede calle. De igual modo, esta previsto que un cuarto local abrá en Coconut Grove que se sitúa en una zona más residencial. “Todos los establecimientos serán propios y se abastecerán del obrador de Wynwood”, han apuntado desde Rodilla. FCC gana un contrato de recogida de residuos en Florida por 78 millones FCC Environmental Services, la filial estadounidense del área de servicios medioambientales del grupo FCC, ha ganado la adjudicación de un contrato de recogida de residuos sólidos urbanos del condado de Volusia (Florida, Estados Unidos) por aproximadamente 77,8 millones de euros. El contrato tiene una duración de siete años y seis meses, con una posible prórroga adicional de otros siete años, con lo que, sumando la prórroga, la cartera total alcanzaría los 152 millones de euros, ha informado FCC en un comunicado. Está previsto que la empresa inicie el servicio de recogida en abril de 2020 con una flota de 42 vehículos impulsados con gas. Este es el cuarto contrato adjudicado a FCC en el estado de Florida, que ya presta servicios en los condados de Orange y Polk. Además, según ha indicado FCC, la empresa iniciará la recogida de residuos en Palm Beach (Florida) el próximo mes de octubre. FCC también tiene presencia en Texas, donde atiende a una población de más de cuatro millones de habitantes.

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Breves Mahou crea una distribuidora para competir con Estrella Galicia en su territorio natural Mahou San Miguel ha anunciado la creación de una plataforma de distribución de bebidas, Voldis Coruña, gracias a la unión con varias empresas locales que desarrollan su actividad en la provincia. De esta manera, el grupo “refuerza su posición en Galicia” y “impulsa el negocio de la distribución de bebidas en la región”, apuntó la empresa. Particularmente, la alianza se sitúa Galicia, territorio natural en el que comericializa Hijos de Rivera, propietaria de Estrella Galicia. Mahou será así socia mayoritaria de Voldis Coruña con un 51% del capital, mientras que el 49% restante será de distribuidoras locales. En concreto, se trata de la unión de Distribuciones Caravesa y Viños Caravesa; Disbelia y Distribuciones Branma S.L. Mahou ya cuenta con otros seis distribuidores en Baleares, Granada, Valencia, Murcia y Madrid. Según la cervecera, la nueva distribuidora “quiere ser un socio estratégico y de confianza” para sus clientes pero también para el conjunto del sector de la distribución. Añadió que con la nueva alianza busca “establecer líneas de colaboración y buenas practicas partiendo de la flexibilidad, eficiencia y la tecnología”. B&B Hotels vende el 100% de sus hoteles en España y Portugal B&B Hotels ha cerrado la venta del B&B Hotel Oviedo, el último de los hoteles que le quedaba en propiedad en la Península Ibérica. Con la venta y alquiler garantizado a largo plazo de sus activos inmobiliarios, B&B Hotels afianza en España y Portugal su modelo de negocio ‘asset light’, clave para poder mantener

sus fuertes tasas de crecimiento, y se consolida como uno de los inquilinos más atractivos y solventes para la puesta en valor de activos hoteleros de family offices y todo tipo de fondos inmobiliarios. La cadena hotelera se asegura, de esta forma, el desarrollo de nuevos proyectos en colaboración estrecha con fondos especializados en inversión inmobiliaria, que ven en esta estructura de inversión un perfil muy atractivo en lo referente al riesgo asumido y a la rentabilidad esperada. Según Josep Abellán, CFO España y Portugal de B&B Hotels, “esta operación es estratégica, permitiendo a la cadena aligerar su balance en España y Portugal para poder mantener a futuro un ritmo fuerte de crecimiento en toda la Península Ibérica, donde estamos estudiando más oportunidades para incorporar rápidamente más hoteles a nuestra red”.

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ING roza los cuatro millones de clientes en España y sube el crédito un 17,4% La entidad holandesa ING cerró junio con 3,95 millones de euros, un 3,8% más que hace un año. Además, los clientes con cuenta nómina, aquellos que consideran a ING su entidad de referencia, crecieron un 8,6% en el último año, hasta 2,24 millones. El conjunto del grupo registró un beneficio neto de 2.556 millones en el primer semestre, un 3,7% menos. En España, ING ha alcanzado los 19.495 millones de euros en financiación, un 17,4% más que un año antes. Por su parte, los productos de inversión han crecido un 4% hasta los 10.730 millones de euros. Inversión Naranja+, la nueva oferta de inversión que lanzó este año, ha

conseguido más de 14.600 clientes y ha alcanzado los 208 millones de euros de activos bajo gestión. Los fondos gestionados por ING, que este año cumple dos décadas desde su aterrizaje en España, alcanzan los 66.728 millones de euros, lo que representa un aumento del 7,5% en comparación con el mismo periodo del año anterior.

CaixaBank impulsa su negocio digital y alcanza el millón de clientes de pago móvil CaixaBank ha anunciado la llegada al millón de clientes de pago móvil, un hito que indica el importante crecimiento que este sistema está experimentando en España. La entidad financiera ha logrado impulsar su negocio merced al trabajo realizado durante los últimos meses; así, desde hace ahora un año, el número de clientes de pago móvil de CaixaBank ha aumentado un 87% y el parque de tarjetas “enroladas” en los terminales se ha casi duplicado y ya supera los 1,4 millones. El director general de CaixaBank, Juan Antonio Alcaraz, destaca que su compañía “colabora con las grandes empresas del sector, como Samsung y Apple, para seguir ofreciendo el mejor servicio antes, durante y después de realizar una compra. La interacción que el cliente mantiene con la entidad a través de su aplicación CaixaBank Pay y los servicios complementarios a los que este puede acceder, ade-

más del pago de sus compras, son parte crucial de este fenómeno al alza en que se está convirtiendo el pago móvil”. La firma considera clave el desarrollo tecnológico y, por esta razón, ha desarrollado proyectos que han marcado hitos tecnológicos en el sector, como la creación de los primeros cajeros que permiten realizar reintegros mediante reconocimiento facial y sin tener que introducir el PIN. Todas estas decisiones han logrado aumentar el número de operaciones realizadas a través del teléfono móvil. Así, los clientes de CaixaBank han pasado de realizar 2,3 millones de operaciones de pago móvil en junio de 2018 a 6,3 millones en junio de 2019, un incremento de un 171,9% anual. En este momento, las compras realizadas con móvil ya representan el 5,10% del total de operaciones con tarjeta en compras presenciales.


Breves Santander completa la integración del Popular, que desaparece como marca tras 93 años de historia

Banco Popular, fundado en 1926, desaparece como marca después de que Santander haya completado la integración de toda la red de la entidad en el grupo, tras llevar a cabo la migración tecnológica de las oficinas de Andalucía. Con la integración tecnológica de las casi 1.600 oficinas que el Popular tenía

distribuidas por todo el territorio nacional y que el grupo presidido por Ana Botín adquirió en junio de 2017, se pone fin a la histórica marca desde el punto de vista comercial, pues su desaparición jurídica se produjo en septiembre de 2018. Así, ha finalizado la migración de 3,5 millones de clientes activos a la plataforma de Santander, que ahora pueden acceder a más de 7.500 cajeros de Santander en España y 30.000 terminales en todo el mundo sin costes ni comisiones con su tarjeta de débito del banco.

Restalia factura un 5% más hasta junio y abre 50 nuevos restaurantes Grupo Restalia ha cerrado el primer semestre del ejercicio con un incremento del 5% en su facturación respecto al mismo periodo del año anterior y con 50 nuevas aperturas de restaurantes de sus tres enseñas operativas, 100 Montaditos, The Good Burger y Cervecería La Sureña. Las tres nuevas marcas lanzadas recientemente al mercado, Panther Juice & Sandwich Market, DPM De Pizza Madre y Pepe Taco, ya tienen reservadas 70 nuevas franquicias que abrirán sus puertas entre este año y el próximo, según ha informado el grupo. La compañía tiene plenamente operativo su plan de expansión en el mercado nacional y en el exterior, que prevé alcanzar los mil restaurantes en 2020. Restalia está presente en 12 países y el desarrollo internacional es una de sus palancas clave de crecimiento dentro de su estrategia en los próximos años. En 2019, la compañía tiene previstas aperturas de restaurantes en Estados Unidos (Miami), México, República Dominicana, Ecuador, Honduras, Paraguay, Francia, Italia y Portugal. Enel Green Power España construye un parque eólico en Málaga por 35,5 millones de euros Endesa, a través de su filial de renovables Enel Green Power España (EGPE), ha iniciado las obras de construcción de la planta eólica Los Arcos, de 34,6 megavatios (MW) de potencia y cuya inversión ascenderá a 35,5 millones de euros. La

Repsol crea un fondo de 50 millones para invertir en empresas sociales La Fundación Repsol ha lanzado un fondo de inversión social dotado con 50 millones de euros, que destinará al desarrollo de una cartera de empresas sociales, que en 2025 podrían llegar a facturar entre 15 y 20 millones y emplear a entre 1.500 y 1.800 personas en riesgo de exclusión social. Los beneficiarios de esos empleos serán personas discapacitadas, jóvenes en situación de vulnerabilidad, mujeres víctimas de violencia de género, drogodependientes en tratamiento y refugiados. El presidente de la petrolera y de la Fundación Repsol, Antonio Brufau, y el director de la Fundación, Antonio Calzada, han presentado este fondo

que gestionará la empresa Repsol Impacto Social. Estas empresas participadas, con un marcado carácter social, están enfocadas a la transición energética e inclusión de colectivos vulnerables, en un principio sólo en España. Brufau ha asegurado que en los próximos seis o siete años el fondo estará totalmente invertido y generando valor, y ha señalado que ya se han firmado preacuerdos con algunas ‘startups’.

instalación estará ubicada en los municipios de Almargen, Teba y Campillos y se prevé que esté operativa en el último trimestre del año, informó la energética. El consejero delegado de Endesa, José Bogas, ha manifestado que están realizando un esfuerzo inversor “muy importante en energías renovables para liderar la transición energética”, incidiendo en que a finales de año estarán operativos alrededor de 900 MW renovables que la compañía se adjudicó en las subastas de 2017, “lo que demuestra el compromiso de la compañía para que España alcance sus objetivos en materia de energía verde”. El parque eólico de Los Arcos entrará en funcionamiento a finales de 2019 y, entonces, tendrá la capacidad de generar más de 100 gigavatios hora (GWh) al año, que evitarán la emisión anual a la atmósfera de aproximadamente 69.000 toneladas de CO2. Rodilla abre en Miami su primer establecimiento fuera de España SETEMBRO DE 2019

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entrevista entrevista

Diogo Barbosa Diretor-geral da Exponor

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reinventa-se para gerar mais negócio para os seus clientes Portugal atrai os olhares do mundo e isso tem que ser capitalizado pelos organizadores de grandes eventos comerciais como é o caso da Exponor (Matosinhos), que acumula 160 anos de experiência nesta área. Diogo Barbosa assumiu a direção-geral da Exponor em 2017 e está a adaptar o negócio aos desafios que o mercado impõe. Nesse âmbito, o grupo criou a Exponor Exhibitions, para potenciar a área de organização de grandes eventos e feiras no norte do país, com uma dimensão cada vez mais internacional. Texto Susana Marques smarques@ccile.org Fotos DR

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Q

uais são os seus principais objetivos à frente da Exponor?

O grande desafio da Exponor, à semelhança das suas congéneres, é a adaptação do modelo de organização de feiras e eventos às novas dinâmicas do mercado de consumo e dos negócios. Enquanto especialistas, queremos cada vez mais assumir o papel de plataforma de contacto e de negócio, fórum de tendências e inovação e motor de aceleração e evolução dos setores económicos.

O que podemos esperar da Exponor Exhibitions? Quais são as vantagens da criação desta nova marca?

A Exponor Exhibitions surge na sequência da decisão estratégica de dividir o negócio da Exponor em duas áreas: a organização de eventos, capitalizando todo o know-how e experiência da nossa equipa e o arrendamento de espaços para eventos, através da cedência das nossas infraestruturas e serviços especializados a terceiros. Queremos, com esta nova marca, oferecer ao mercado um serviço especializado de organização de eventos, sejam conceitos próprios, num portefólio abrangente de setores e temáticas, com foco nas plataformas de negócio business to business , sejam eventos para entidades terceiras, num modelo chave-na-mão, em qualquer ponto do país. O que é preciso mudar na forma como se organizam e apresentam as feiras em Portugal?

O mercado global criou novos desafios ao formato tradicional de feiras e eventos de grande escala. A nossa resposta foi criar um modelo de negócio mais f lexível e versátil, que nos permite criar conceitos adequados às novas tendências de mercado e a dife-

rentes públicos, das massas aos eventos de nicho. O nosso mote, “Bringing People Together”, ref lete a nossa visão: olhamos para os eventos como plataformas de contacto, de negócio, de partilha. Num mundo globalizado e altamente concorrencial, os eventos permitem às marcas tirar o pulso ao mercado e um acesso direto aos seus públicos e é isso que queremos potenciar. Que tipo de eventos e/ou feiras quer a Exponor atrair?

Apesar de estarmos vocacionados para qualquer temática, fruto da longa experiência na organização de eventos setoriais, a verdade é que a nossa estratégia passa tam-

“A empresa fechou 2018 com oito milhões de euros de faturação. Este ano, prevemos manter a trajetória de crescimento, com um aumento anual de 10%” bém pela especialização nas áreas em que mais nos diferenciamos no mercado: saúde e beleza, lifestyle , arquitetura e construção e design e decoração de interiores. O nosso objetivo é criar novos conceitos de exposição, experiência e interação com os visitantes, trazendo sempre algo de novo, inspirador e surpreendente. Quais têm sido as feiras mais lucrativas? E as que atraem mais participantes internacionais?

No ranking das feiras mais lucrativas estão as da área da indústria, com grande destaque para

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a EMAF (Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria), a única feira a nível nacional no setor da metalomecânica. Em seguida, temos as feiras de cosmética com a Expocosmética que é considerado o maior evento a nível ibérico na área de beleza e cosmética, e depois a Concreta (Feira de Construção, Reabilitação, Arquitetura e Design). A nível de atração internacional, esse tem sido um dos focos de todos os nossos eventos, tanto a nível de captação de expositores estrangeiros, como visitantes. Portugal é reputado internacionalmente pela qualidade da sua produção em várias áreas de negócio. Queremos dar palco às marcas emergentes e posicionar-nos pela curadoria de marcas que envolvemos nos nossos eventos, para que os visitantes encontrem novas oportunidades de negócio e conheçam realidades que por vezes escapam ao radar da internet e das redes sociais. O que vão fazer para internacionalizar mais as feiras e eventos na Exponor? Há parcerias nesse sentido?

Em primeiro lugar, estamos a renovar o conceito dos novos eventos, aproximando-os dos modelos internacionais de negócio. Também estamos a concentrar formatos, de forma a ganhar dimensão e atrair comitivas externas. Por outro lado, tem sido feito um trabalho de intercâmbio com feiras internacionais e parcerias com meios de comunicação social em mercados estratégicos, de forma a promover as nossas feiras nos mercados externos e atrair novos públicos. Qual é a vossa estratégia de comunicação e quais os alvos prioritários?

Enquanto plataformas de contacto e de negócio, a comunicação Se s E tT e Em Mb Br Ro O d De E 2019

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entrevista entrevista Que leitura da sua evolução da Exponor nos últimos 10 anos?

é essencial ao cumprimento dos objetivos de cada evento. Desenvolvemos uma estratégia individualizada para cada formato, que passa pela criação de uma campanha com um conceito criativo próprio a cada edição, website com conteúdos não só relacionados com o evento, mas com o setor e com tendências que o estão a inf luenciar internacionalmente e ainda as redes sociais dedicadas. Desenvolvemos um plano de comunicação e divulgação nos meios de comunicação social e mobiliário urbano, direcionados para os públicos estratégicos de cada evento. Qual é a média de visitas das feiras na Exponor?

Atualmente o nosso foco não se prende com a quantidade de visitantes, mas com a qualidade dos mesmos, ou seja, que os públicos sejam estratégicos para o negócio dos expositores, sejam clientes diretos, consumidores ou ouros públicos relevantes para a sua atividade. A Exponor vai crescer este ano? Quanto espera faturar este ano?

A Exponor tem vindo a crescer 18 ACT UALIDAD€

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sustentadamente nos últimos anos, com enfoque na otimização de custos e recursos, que nos tem permitido melhorar consistentemente a nossa performance e resultados líquidos. A empresa fechou 2018 com resultados muito positivos, face aos cinco anos

“… a dispersão não permite ganhar dimensão e atrair a atenção internacional. Penso que uma maior integração e concentração de esforços seria a solução para colocar Portugal no mapa dos grandes eventos internacionais” transatos, de mais de oito milhões de euros de faturação. Este ano, prevemos manter a trajetória de crescimento, terminando o ano com um aumento de 10% face ao ano anterior.

Os últimos 10 anos foram de grandes mudanças para a Exponor. Passámos de um formato de grandes feiras e eventos, com adesão massiva de público, para anos de crise económica, que nos obrigaram a repensar os formatos e adequar a estratégia. Neste momento, estamos numa curva ascendente em termos de performance das feiras, mas o paradigma alterou. Procuramos agora desenvolver formatos direcionados para as características de cada mercado e para os seus públicos, mais customizados e mais interativos. Ou seja, temos menos contactos, mas queremos fazer com que cada contacto seja mais relevante e lucrativo para as marcas. Estando Portugal a atrair mais turismo, até que ponto é que as feiras portuguesas estão a beneficiar dessa tendência?

Mais do que o turismo, penso que o que mais atrai os visitantes internacionais prende-se com o posicionamento da marca “Made in Portugal” lá fora. Portugal é cada vez mais reconhecido como um produtor de excelência em vários setores de negócio, a que alia também criatividade e design, inovação tecnológica e vocação exportadora. Os olhos do mundo estão virados para o nosso país e, naturalmente, tentamos capitalizar isso para os nossos eventos. Como é que Portugal não tem ainda uma grande feira de vinhos internacional ou de moda e têxtil? O que falta fazer?

Existem já vários formatos e eventos no setor dos vinhos e moda, com bastante sucesso. O que acontece é que esta dispersão, não permite ganhar dimensão e atrair a atenção internacional. Penso que uma maior integração e concentração de esforços seria a solu-


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entrevista

ção para colocar Portugal no mapa dos grandes eventos internacionais. A Exponor tem capacidade para organizar um evento que possa ter a dimensão e o impacto na cidade e no país semelhante ao que gera a Web Summit, por exemplo?

A Exponor, enquanto parque de exposições, oferece várias soluções, que vão desde os formatos de nicho aos grandes eventos. Com uma área total de 200 mil metros quadrados, dos quais 60 mil cobertos, o parque de exposições é constituído por seis pavilhões de diferentes dimensões e características que, juntamente com galerias e halls adjacentes, totalizam 45 mil metros quadrados de área coberta, servidos por 2.500 lugares de estacionamento. O recinto conta com um conjunto de facilidades, como telecomunicações, caixas multibanco, bares

e restaurantes, Clube de Apoio ao Expositor (com serviços de comunicação e secretariado), posto médico, praça de táxis, segurança, bombeiros e clube juvenil. Além disso, colocamos ao dispor

um conjunto de serviços como construção e decoração de stands , mobiliário e equipamentos, instalações elétricas; segurança; limpeza, iluminação e som, entre muitos outros.  PUB

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Numismática a crescer na Península Ibérica Depois de um período de abrandamento, a numismática em Portugal e em Espanha volta a animar o mercado. Javier Salgado, CEO da leiloeira Numisma, retrata um setor, onde o ouro continua a ser o produto mais apreciado, e aponta quais as moedas mais apetecíveis do período republicano.

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Texto Susana Marques smarques@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

Marquês de Pombal mandou guardar duas moedas por cada nova cunhagem feita”, conta Javier Sáez Salgado, CEO da Numisma, empresa pioneira em Portugal na organização de leilões de moedas, exemplificando assim que o cuidado que em Portugal se tem com a numismática vem de longa data. “Portugal possui uma enorme riqueza histórica nesta área, estando entre os países detentores das mais variadas numárias do mundo. Possuímos coleções muito boas e completas, que refletem isso mesmo”, acrescenta o especialista que fundou a Numisma em 1976, materializando uma paixão que já lhe vinha da infância: “Sempre gostei de olhar para as moedas. A numismática exige essa paixão. É preciso vivê-la…

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Estudar, analisar e sentir as moedas de todo o mundo, conhecê-las bem... Quando se conseguem licenças para as visualizar nos museus e coleções particulares, quer em Portugal quer nos mais importantes museus existentes por esse mundo fora, especialmente, com moedas portuguesas, passados 45 anos de estudo ficamos com um profundo conhecimento das mesmas.” A Numisma tem uma forte presença no mercado ibérico e associa uma componente empresarial a uma missão cultural, tendo sido responsável pela apresentação de exemplares únicos e raros da História de Portugal, organizando palestras, importantes leilões e editando livros sobre numismática. O mercado de numismática e medalhística está a atravessar uma boa fase em Portugal e em Espanha, constata

Javier Salgado, que é também consultor nesta área em várias instituições: “Está muito bem a numismática atualmente. Há coleções muito boas em Portugal. Continua a ser uma área de investimento de um nicho de mercado, no entanto, há milhares de transações de moedas e de medalhas a acontecer todos os dias. A classe média é muito importante para este setor. Nos anos da crise e da intervenção da Troika houve um arrefecimento, mas nos últimos anos tem melhorado.” O especialista comenta que em Portugal e no resto do mundo o que verdadeiramente move os grandes colecionadores são “as moedas de ouro, com efígie dos monarcas, de preferência em soberbo estado de conservação, bem como todas as moedas cunhadas em metais nobres”. Continuam a ser


actualidad atualidade

estas moedas “o melhor investimento, já que são as que mais se valorizam no universo da numismática”. No entanto, a numismática em Portugal conta histórias mais antigas. Quadrante, Semis, Triente, Asse e Dupondio são alguns dos nomes das mais antigas moedas conhecidas emitidas em território português, quando Portugal ainda não era um reino independente. As mais antigas são Hispano-romanas e datam dos séculos II e I A.C., altura em que a Hispânia (formada por várias províncias, incluindo a Lusitânia) integrava o Império Romano. Dessas moedas, batidas em chumbo, cobre, prata e bronze, conhecem-se poucos exemplares, estando a maioria em museus ou em coleções de instituições particulares, como por exemplo as do Novo Banco e do Millennium bcp. O mesmo sucede com as pré-nacionais Suevas (séculos V e VI), Visigodas (anos 584 e 711) e Muçulmanas (1144-1151). “Ultimamente não se têm encontrado novas moedas pré-nacionais”, esclarece Javier Salgado, acrescentando que as moedas da monarquia também “são raras e quem as tem não as vende”. Porém “quando são colocadas à venda, o seu valor aumenta”, confirma, salvaguardando que “quem coleciona moedas deverá ter em mente que está a investir num bem que só se valoriza significativamente a médio e/ ou a longo prazo”. Trata-se de “um bem que perdura e não desvaloriza”, refere Javier Salgado, observando que não se tem verificado qualquer desvalorização, ao contrário de outros tipos alternativos de investimento. Acresce que “a numismática se está a desenvolver muito em todo o mundo e têm aparecido novas moedas no mercado, principalmente do período Greco-romano, de ouro e prata, muito valiosas”. Javier Salgado nota que “o mercado está muito animado” e que no estrangeiro, “há leilões de numismática a atingir muitos milhões de euros”. O CEO da Numisma explica que “o

que faz oscilar o valor de uma moeda é sobretudo a sua raridade, o seu estado de conservação e também o valor do ouro, que tem uma importância psicológica no investidor e no colecionador”. A moeda mais cara que vendeu foi um Justo de ouro, da Casa da Moeda do Porto, (século XV) do reinado de D. João II, em 2014, que chegou aos 205 mil euros. Imediatamente a seguir na escala de valor em leilão, a mais cara foi um Escudo de ouro (século XV) de D. Afonso V (pai de D. João II), em 2000, vendida por 150 mil euros. O Dinheiro foi a primeira moeda, (bolhão – prata e cobre) cunhada pelo Reino de Portugal, ainda no reinado de D. Afonso Henriques, 2.500$00 e 2.750$00… Hoje, para uma época em que ainda circulavam moedas destas – muito difíceis de moedas romanas e muçulmanas. A encontrar, de que não consta haver primeira moeda de ouro portuguesa achados no terreno, representativas do foi o Morabitino, mandada cunhar nascimento do nosso país, de muito por D. Sancho I (século XII). Os bom desenho e gravura medieval, Morabitinos e alguns Dinheiros são equivalentes a uma joia antiga, de muito raros. Atualmente, um mora- apreço, mas uma joia autêntica, e que bitino poderia chegar aos 20 a 25 mil só aparecem na rotação imprevisível euros, como sugere a página web da das coleções que as detêm (e metade Numisma: “Durante 1950, aparece- estão em museus) –, um preço mil ram três em leilões, vendidos entre vezes superior ao de há meio século

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para um exemplar do tipo normal, o mais comum, sem variantes que o individualizem, não é excessivo, (hoje – em 2019 – muito mais). Acresce que, moedas destas, são reconhecidas como valores de investimento a prazo”. Até à regência de D. Pedro, foram cunhados vários outros exemplares de moeda, manualmente (moedas batidas a martelo), já que a cunhagem mecânica só começa em 1677, com este príncipe regente (mais tarde rei D. Pedro II). As primeiras notas transacionáveis em Portugal foram feitas durante o reinado de D. Maria I, designadas pelas apólices pequenas do Real Erário, mais tarde as do Banco de Lisboa e, também, de bancos e empresas particulares e em 1846 com a fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança Nacional surge o Banco de Portugal com o privilégio exclusivo de emitir notas. “Existem ainda algumas de 50 mil, de 20 mil e 10 mil reis, da época dos reis D. Luís e D. Carlos, mas são muito raras e é muito difícil encontrar exemplares em bom estado”, indica. A raridade e o preço explicam a razão pela qual a maioria dos colecionadores começa pelo período republicano a sua coleção e depois vai recuando. “Há um boom de vendedores de rua, com moedas da República. No entanto, as raras e mais caras não aparecem nesses contextos”, frisa Javier Salgado, dando uma lista dos exemplares mais valiosos: “Um centavo, em cobre, de 1922 22 ACT UALIDAD€

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(conhecem-se apenas seis exemplares); cinco centavos, também em bronze, de 1920 e 22; 10 centavos de 1970, que são raríssimas e cujo valor ronda os cinco a sete mil euros; os 50 centavos, de 1925, em bronze-alumínio, uma moeda que chega aos sete mil euros, se tiver flor-de-cunho; um escudo, de 1935, em alpaca, avaliado em cerca de quatro a cinco mil euros, também perfeitamente novo e com o brilho original; 2,50 escudos, de 1937, que pode valer 750 euros”. Javier Salgado esclarece que as moedas portuguesas também atraem o interesse de colecionadores estrangeiros, nomeadamente de espanhóis, já que “algumas moedas da monarquia, principalmente de D. Fernando I e de D. Afonso V têm referências a Espanha, ou foram cunhadas em ofici-

nas espanholas” (alguns reis cunhavam moeda em território espanhol, para afirmar assim o seu poder). Relativamente às edições de moeda comemorativas, Javier Salgado esclarece que “a valorização destas moedas está relacionada com o tema em si escolhido, que pode ser extensivo a outros países, à beleza da peça para o que é importante um bom escultor, à quantidade (emissão) de exemplares cunhados, incluindo o seu acabamento e à valorização do metal utilizado”. Outra área que está também a ser dinamizada é a da medalhística, informa Javier Salgado, acrescentando que “nos últimos três anos, este segmento conheceu um novo alento”. No próximo mês de outubro, “a Numisma vai leiloar uma excelente coleção de medalhas portuguesas, de ouro e prata dos séculos XVII, XVIII e XIX da mais alta raridade, únicas ou das quais se conhecem apenas duas ou três ”, revela o CEO da leiloeira. A coleção em causa inclui “a denominada Medalha da Rosa, que reporta à Infanta Dona Leonor, feita no século XVII pelos judeus ourives de Praga, e também uma medalha de ouro comemorativa do Centenário da Guerra Peninsular da qual foram emitidas apenas três exemplares”. Previsto está igualmente o leilão de um conjunto de notas que incluem exemplares dos reinados de D. Luís I e de D. Carlos I e da República. 


PUBLIREPORTAGEM MAPFRE ASISTENCIA, o parceiro certo para as empresas que procuram inovação na interação com o cliente. MAPFRE ASISTENCIA lançou no início de 2019 um serviço de assistência automóvel totalmente digitalizado. Até este momento, todo o processo de assistência em estrada tem sido caracterizado por não possuir qualquer tipo de acompanhamento informativo. Graças a um foco prioritário na experiência do cliente, a MAPFRE ASISTENCIA, no início de 2019, lançou o myAssistance, um serviço inovador, 100% digital que vai revolucionar em muito o serviço de assistência em viagem aos veículos. Este serviço mais recente da MAFRE ASISTENCIA procura envolver o segurado num processo de assistência digital, rápido, fácil e intuitivo, desde que o veículo fica imobilizado por avaria ou acidente, até à conclusão da assistência, acompanhando o segurado a todo o momento, proporcionando informação contínua da situação do processo de maneira a que se sinta a proximidade e a ajuda da seguradora. Em resumo, o início de todo o processo de assistência começa quando o segurado contacta a MAPFRE ASISTENCIA a reportar a avaria ou acidente do carro e consequentemente é aberto o processo na seguradora. O processo é constituído por quatro fases: 1.Geolocalização – no caso do segurado desconhecer com exatidão onde se encontra, este poderá ser geolocalizado através de um envio de um SMS com um link personalizado; 2.Acompanhamento – o utilizador pode rastrear o reboque no mapa em tempo real com as

informações permanentes sobre o tempo estimado de chegada do reboque; 3.Multi-canal – O utilizador vai conseguir comunicar com a MAPFRE ASISTENCIA a qualquer momento, por telefone ou chat e 4.Questionário de satisfação – quando a assistência é concluída o utilizador pode avaliar o serviço. Os resultados serão obtidos em tempo real. O myAssistance, exalta a experiência do cliente e é o melhor e mais inovador serviço de assistência automóvel que se encontra ao dispor dos segurados da MAPFRE SEGUROS caso necessitem de uma assistência automóvel. Desde o início do ano e até junho de 2019, já foram feitos mais de 30 mil serviços com recurso a este serviço. As respostas do questionário de satisfação têm sido muito positivas por parte dos segurados, sobretudo devido à fácil utilização e à velocidade do processo. Esta ferramenta foi desenvolvida na base das PWE – Progressive Web Applications – onde o cliente consegue utilizar o serviço sem precisar descarregar nenhuma APP. Além desta solução, os segurados da MAPFRE SEGUROS têm à sua disposição a app Maiassist para a solicitação de qualquer assistência ao automóvel que seja necessária, sem necessidade de fazer qualquer chamada.


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Loja das Conservas piensa en España para expandir el negocio La Loja das Conservas, con espacios en Lisboa, Oporto y Macao, ha dado un impulso importante a un sector con tan fuerte tradición en Portugal. España está en el radar de los responsables del proyecto para seguir expandiendo un negocio con buenas perspectivas de crecimiento.

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Texto Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

omenzó como un proyecto piloto para resolver los problemas que las conserveras tenían para vender su producto y en apenas seis años la Loja das Conservas ha logrado un importante volumen de ventas y dar valor a las conservas. En 2013 abrió la tienda de Lisboa, en la Rua do Arsenal, gracias a un acuerdo entre una empresa privada y la Asociación Nacional de los Industriales de Conservas de Pescado, en donde están representadas 19 fábricas de Portugal, prácticamente la totalidad de las que existen. Se trata de un sector que exporta el 70% de su producción. “Pasan por esta tienda alrededor de medio millón de personas por año y la facturación en 2019 rondará el 1,5 millón de euros”, explica João Reis, gerente de la Loja das Conservas. En este espacio, se encuentran latas cuyo precio oscila entre los 2,5 y los 50 euros. “Aquí está toda la producción y algunos productos únicamente se pueden encontrar en esta tienda porque se destinan a 24 ACT UALIDAD€

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la exportación. Otros se venden también en espacios gourmet”, aclara. El espacio se ideó para vender las conservas “considerando que fuese un producto de lujo”. De ahí que atiendan a los clientes un equipo de ventas especializado que acompañan y explican el producto. Se pretende transmitir a los clientes la importancia de la industria conservera del pescado, la historia de estas empresas, en su mayoría con más de 100 años, y las cualidades de las conservas como alimentos. “Toda esta explicación lleva a que el cliente compre más y entienda lo que se lleva”, añade. El 70% de los clientes son extranjeros y el 30% portugueses. Incluso para los mentores del proyecto ha sido una sorpresa agradable confirmar el crecimiento de las ventas y sobre todo ver cómo se integra tan bien las conservas en los menús de los clientes. De ahí que en 2015 abriese una segunda tienda en Oporto y una tercera en Macao como franquicia. Pero la expansión no para por aquí, porque España es uno de los próximos objetivos.

“Desde hace tiempo hemos sido abordados por empresarios españoles para llevar este concepto de tienda a ciudades como Madrid y Barcelona”, afirma João Reis. “Para nosotros, tiene sentido dar este salto trabajando siempre con una empresa local y participar en la gestión. No hemos avanzado de momento, porque queríamos consolidar la parte de la restauración, pero ahora ya se dan todas las condiciones”. Este empresario cree que el producto portugués puede encajar en España, porque “las conservas de cada país se complementan y en el país vecino hay mucha tradición de consumo”. Además de las tiendas, la Loja das Conservas abrió en 2018 dos restaurantes en Lisboa y un espacio de degustación en la tienda de Oporto. En la capital ahora la parte de restauración se concentra en la Rua do Arsenal donde se trabaja con 100 recetas a base de conservas. Dentro de la tienda, la sardina es el producto más vendido de entre un total de 650 referencias. 


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Belén Lorente, nova correspondente da RTVE em Lisboa

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jorna lista Belén Lorente Torrano, de 45 años, foi nomeada como nova correspondente da RTVE em Lisboa.

Substitui Miguel Ángel García, que retorna à delegação daquela cadeia espanhola em Berlim (Alemanha).

L ic enc i a d a em Jorna lismo pela Universidade de Nava r ra , B elén Lorente iniciou sua carreira na RT VE em 2000. Durante sua longa carreira no centro territorial de Aragão, foi Chefe de Informações em 2007 e, posteriormente, entre 2008 e 2013, diretora do Centro. Até a sua nomeação como correspondente, ele foi editor do noticiário territorial e do noticiário A correspondente af irma aos membros do CCILE que enfrenta “com grande desejo e entusiasmo” este novo desafio profissional. 

Embaixada de Espanha e CCILE debatem impacto da tecnologia no percurso profissional O ciclo de debates “Ser e estar no mundo profissional - uma partilha de experiências e vivências” prossegue com um novo encontro em que se discutirá o impacto da tecnologia no percurso profissional. O debate, promovido pela Embaixada de Espanha e a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE), está agendado para este mês, no Palácio de Palhavã (Embaixada de Espanha), em Lisboa. e contará com a participação de jovens e outros profissionais mais experientes. O objetivo é continuar a debater os desafios que enfrentamos ao longo de um percurso profissional, mais especificamente o impacto da tecnologia, adianta a organização: “Atendendo ao interesse manifestado por temas atuais e que promovam uma partici-

pação ativa e estimulante, nada mais oportuno do que pôr em análise os potenciais impactos da última geração das tecnologias de comunicação, aliados à inteligência artificial e à transformação digital, tanto na sociedade em geral, nomeadamente com o aparecimento de novas profissões, como nas empresas e no nosso quotidiano, com novos serviços e produtos.” Recorde-se que o primeiro debate decorreu no passado dia 4 de abril, também no Palácio de Palhavã (ver

foto), e juntou jovens e profissionais experientes e reconhecidos, em torno de temas como “o contributo dos jovens para melhorar a produtividade em Portugal” e “a relação entre a formação e as necessidades do mercado de trabalho”. 

Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

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Foto Fernando Guerra

El Corte Inglés abre novo espaço da Panerai

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El Corte Inglés, que “tem apostado cada vez mais no aumento da oferta e variedade de marcas de luxo”, acaba de abrir um novo espaço da marca de relojoaria Panerai na sua loja de Lisboa, para “dar resposta à crescente procura dos nossos clientes, que pretendem encontrar as mais recentes novidades e um leque cada vez mais

alargado de produtos e marcas no segmento de luxo”. “O espaço da Panerai respira referências claras ao mundo do mar e ao glorioso passado da marca, cujas raízes estão imbuídas na história da marinha italiana, sendo possível neste espaço conhecer as mais recentes coleções da marca: Radiomir, Luminor, Submersible, entre outras”, adianta a cadeia. No centro da cidade de Lisboa, o El Corte Inglés apresenta a maior seleção de marcas portuguesas e internacionais de luxo em moda, acessórios, joalharia, relojoaria, cosmética, perfumaria, eletrónica, entre outras vertentes, destaca ainda a companhia. Quanto à marca italiana de alta relo-

joaria desportiva, as suas origens remontam a 1860, quando foi fundada em Florença (Itália)como laboratório, loja e escola de relojoaria, tendo a Officine Panerai abastecido a marinha italiana ao longo de muitos anos, assim como os seus agentes especiais de mergulho em particular, com instrumentos de precisão. Os designs concebidos pela Panerai nessa altura, incluindo o Luminor e o Radiomir, foram abrangidos pela “Ata de Segredo Militar”, durante muitos anos, e foram apenas lançados no mercado internacional após a marca ter sido adquirida pelo grupo Richemont em 1997. Hoje, a Panerai desenvolve e produz os seus movimentos e relógios numa unidade de Neuchâtel (Suíça). “Os últimos modelos são uma mistura perfeita entre design italiano com conhecimento de relojoaria suíço. Os relógios Panerai são vendidos em todo o mundo através de uma rede exclusiva de distribuidores e boutiques Panerai”. 

Portal da Queixa associa-se à UE na divulgação dos direitos dos consumidores O Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores de Portugal, associou-se à União Europeia na divulgação dos direitos dos consumidores online . Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa, foi convidado a ser embaixador da iniciativa #yourEUright, um projeto que visa contribuir para que os consumidores conheçam e exerçam os seus direitos quando compram na Internet. Ao longo do próximo ano, a Comissão Europeia vai desenvolver uma série de ações concertadas entre dez países (Dinamarca, Espanha, Eslovénia, Portugal, Itália, Croácia, Chipre, Grécia,

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Roménia e Bulgária), que visam esclarecer os consumidores online acerca dos seus direitos. O objetivo da iniciativa #YourEUright é garantir a segurança e os direitos dos consumidores, capacitando-os para que possam fazer escolhas online que maximizem o seu bem-estar. “Como cidadão europeu, ao comprar bens e serviços dentro da UE, beneficie dos seus direitos de consumidor, tanto online como offline”, esta é a mensagem geral da campanha. Em Portugal, a campanha de sensibilização já está disponível e as ações estarão, maioritariamente, focadas na divulgação de três direi-

tos do consumidor: mudança de banco vs. transparência bancária; publicidade honesta; devolução em 14 dias. “O Portal da Queixa, enquanto meio de comunicação entre marcas e consumidores, não só possibilita um contacto mais ágil e democratizado, como permite o acesso a experiências de consumo partilhadas por centenas de milhares de consumidores, que servem de guia e barómetro de satisfação, qualificando o mercado de forma justa e transparente. Assim, entendemos ser o canal privilegiado para a divulgação de iniciativas pedagógicas como esta”, refere Pedro Lourenço. 


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BPI e Recheio lançam cartão de crédito para canal Horeca e retalho tradicional O BPI e o Recheio acabam de lançar um cartão de crédito inovador, vocacionado maioritariamente para o canal Horeca e retalho tradicional, que atribui um cashback (devolução) de 0,5% em todas as compras efetuadas com o cartão, para utilizar nas lojas Recheio. O cartão, um dos mais competitivos do mercado de cartões de crédito para empresas, permite fazer compras fora da insígnia, podendo ser utilizado em Portugal e no estrangeiro, e tem uma comissão de disponibilização anual de 15 euros. Até 20 de outubro, como ação de lançamento, será devolvido 1% das compras efetuadas com o Cartão BPI Recheio.

O lançamento do Cartão BPI Recheio resulta da parceria entre o Recheio Cash&Carry, detido pelo grupo Jerónimo Martins, e o BPICaixaBank Payments, e dá resposta à necessidade de criar uma solução de crédito com vantagens associadas para os mais de cem mil clientes profissionais do Recheio, explicam as duas entidades. “Com uma experiência de mais de 45 anos, o Recheio é o principal parceiro dos empresários da restauração, hotelaria e retalho tradicional. Líder no setor de cash & carry em Portugal, o Recheio detém a maior cobertura geográfica do país, com 38 lojas. Em

2018, registou um forte incremento nas vendas e reforçou a liderança nas suas áreas de negócio. O CaixaBank Payments (100% detido pelo CaixaBank) é o emissor do Cartão BPI Recheio sendo o BPI a entidade responsável pela sua comercialização. 

Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos DR

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EDP debe alterar las marcas de los servicios regulados L a Entidad Reguladora de los Servicios Energéticos (ERSE) de Portugal ha aprobado la total separación de la imagen de EDP Servicio Universal (EDP SU) de las restantes entidades integradas en el universo del grupo EDP. Esta alteración ha sido impuesta por el regulador y tiene como objetivo “evitar confusión con las demás marcas del grupo EDP”, subraya la entidad liderada por Cristina Portugal. ERSE ha informado que EDP Servicio Universal va a pasar a llamarse SU Electricidad y su línea gráfica tendrá color verde, en detrimento del rojo característico de la eléctrica. Esta alteración deberá realizarse hasta el 15 de enero de 2020. Para garantizar la total distinción, ERSE ha determinado también que “la nueva imagen no tenga, ni pueda tener, elementos gráficos, cromáticos, simbológicos o comunicacionales comunes con ninguna de las empresas integra-

das en el mismo grupo empresarial, con el comercializador en régimen del mercado (EDP Comercial) o el operador de redes (EDP Distribución). Esta obligación de alteración de EDP Distribución y EDP Servicio Universal (empresas que desarrollan actividades reguladas) fue anunciada por el regulador a finales de 2017. ERSE estipuló que EDP debía presentar propuestas de alteración de la

imagen hasta el 21 de marzo de este año. Un plazo que fue cumplido por la eléctrica que ya entonces avisó que necesitaría al menos 18 meses para efectuar todos los cambios que la decisión implica, como la alteración de uniformes, del parque automóvil y de las facturas. EDP considera que se está dando un plazo muy reducido de tiempo lo cual supone una operación costosa. 

La Menorquina vuelve a sus origenes en su nueva publicidad C on una renovada gama de helados, La Menorquina vuelve a hacer publicidad, un año después de volver al canal impulso. Su carta se exhibe en muchos puntos de venta, como bares, chiringuitos o tiendas de España.

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La pieza central de la campaña es un spot publicitario que, bajo el concepto “Bienvenidos a antes, bienvenidos a los helados de toda la vida”, recrea el origen de la marca y la emoción que han despertado siempre sus helados, tanto en niños

como en jóvenes y adultos. Tiene una versión para televisión y otra para internet. La creatividad es de la agencia barcelonesa Knock y de Andando Producciones. El spot ha sido rodado íntegramente en la isla de Menorca, concretamente en la playa de Son Bou, en el municipio de Alaior. Este es el pueblo donde Fernando Sintes, en 1940, abrió el primer obrador heladero y empezó la historia de la marca. La Menorquina pertenece a Farga Group, una empresa familiar dirigida por la segunda generación. La compañía integra cuatro marcas del sector del helado y de la restauración: Farggi, La Menorquina, Farggi Café y Farga. 


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Burger King quemará sus anuncios cada vez que haya un incendio forestal en España L a cadena Burger King quiere concienciar de uno de los problemas medioambientales más graves y que queman, de media, cerca de cien mil hectáreas de bosque y monte cada año en más de 12 mil incendios forestales. Solo este año, ya se han quemado en España un 6% más de hectáreas que la media de la última década. Burger King quiere que ningún incendio pase inadvertido y, junto a Cruz Roja, han lanzado “King Alarm”. “King Alarm” es una alerta que avisará en tiempo real a través de redes sociales y medios digitales que se ha originado un fuego. Lo harán a tra-

vés de la quema de sus comunicaciones con la idea de que ningún incendio pase desapercibido. A ello se le suma la instalación de urnas en los 800 restaurantes con la idea de recaudar donativos a través de la colaboración de los clientes. También existirá la posibilidad de realizar donaciones a través de Facebook e Instagram Stories. Se espera que en esta edición se

superen los resultados positivos del año anterior en el que se recaudaron 150 mil euros que sirvieron para la formación a voluntarios de distintas provincias. 

Textos Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

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BBVA presenta un cajero sostenible que reduce el impacto medioambiental B BVA ha instalado en Ciudad BBVA, sede del banco en Madrid, el primer cajero sostenible diseñado para reducir el impacto medioambiental, tanto durante su fase de diseño como a lo largo de su vida útil. Este nuevo cajero, fabricado y diseñado por la empresa Diebold Nixdorf, líder global en connected commerce , emplea materiales reciclables y ofrece un mantenimiento más eficiente. Con este nuevo proyecto, BBVA refleja su clara apuesta por la sostenibilidad y el cuidado del medio ambiente. Entre sus novedades principales destacan la ausencia de impresora de recibos y de lector de tarjetas. Ambas características permitirán una comunicación más directa a través de medios digitales entre el cliente y el banco. Con este nuevo modelo el cliente podrá realizar todas sus operaciones con la tec-

nología ‘contactless’ NFC de su teléfono móvil. Además, el cajero DN SeriesTM 200 utiliza tecnología LED de última generación en todos sus sistemas luminosos y sistemas eléctricos altamente eficientes, lo que permite un ahorro del 25% en consumo eléctrico en comparación con los cajeros tradicionales, cifra que se eleva hasta el 50% si está en modo de ahorro de energía. “Este nuevo cajero es un referente en sostenibilidad. La eficiencia energética y el ahorro en papel reducen el impacto medioambien-

tal, acciones que se enmarcan en nuestro compromiso con la sociedad y nos permiten alinear nuestra actividad con los Objetivos de Desarrollo Sostenible y el Acuerdo de París. Es un piloto, pero en un futuro habrá una fase de expansión en España”, ha señalado Luis Javier Blas, director de Ingeniería y Data en BBVA España. 

España, en el puesto 21 en desarrollo sostenible a nivel mundial E spaña se sitúa en el puesto número 21 de 162 en términos de desarrollo sostenible, por detrás de Suecia, Dinamarca y Finlandia, que lideran este índice que recoge el nuevo informe de la Fundación Bertelsmann realizado conjunta-

mente con la Red de Soluciones para el Desarrollo Sostenible (SDSN). Así, España alcanza en la clasificación general, diseñada a partir de los 17 Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) adoptados por unanimidad en 2015 por los 193 Estados miembros de la ONU, una puntuación del 77,5 %. Obteniendo sus mejores resultados en el ODS 6 (agua limpia y saneamiento) y el ODS 7 (energía asequible

y no contaminante), mientras que el desempeño en el ODS 3 (salud y bienestar) y el ODS 4 (educación de calidad) también es bastante positivo, aunque se necesitan mayores esfuerzos para abordar las relativamente altas tasas de tabaquismo y garantizar la igualdad de oportunidades para todos los grupos poblacionales, señala el informe. Al igual que en otros países de altos ingresos, los elevados niveles de emisiones de CO2 y la contaminación y las amenazas a la biodiversidad requerirán grandes transformaciones para alcanzar los ODS para el 2030. 

Textos Olga Hernández olga@ccile.org Fotos DR

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A experiência dos CEO jovens Como chegaram ao topo e que desafios enfrentam

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Textos Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org Fotos DR

fator idade deixou de ser determinante ou privilegiado para nomear ou eleger líderes, quer na política quer no mundo dos negócios. Já não são tão raros os casos dos mais recentes líderes de países como a França ou o Canadá, onde foram eleitos chefes de Governo com 39 e 43 anos, respetivamente, para referir só alguns exemplos. Aliás, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, ganhou maior notoriedade pelo facto de ter assumido o cargo com apenas 43 anos, mas em França, a eleição de Emmanuel Macron fez com que a "Fortune" o considerasse o sub-40 mais influente do mundo, relegando o co-fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, para segundo. Já no universo empresarial, Mark Zuckerberg é precisamente um dos grandes exemplos de empreendedores que começam cedo a idealizar as suas empresas de tecnologias de informação e comunicação (TIC) e que chegam a líderes de gigantes tecnológicos (ou os chamados "unicórnios", companhias que valem mais de mil milhões de dólares). O co-fundador daquela rede social começou a conceber o projeto aos 20 anos e aos 23 já era o mais jovem multimilionário de sempre a lançar o seu próprio negócio. Hoje, com 35 anos, é 34 act ACT ualidad€ UALIDAD€

Se s E tT e Em Mb Br Ro O d De E 2019

ainda um dos empresários mais ricos do David Bernardo, formado em Gestão mundo abaixo dos 40 anos. Praticamente e Administração de Empresas, pela da mesma idade, o programador informá- Universidade Católica de Lisboa, e com tico Kevin Systrom foi co-fundador, há um MBA da Darden Business School cerca de nove anos, da rede Instagram, a (Universidade da Virginia nos EUA), qual foi pouco depois vendida ao Facebook. Questões aos CEO Continua a ser uma das redes sociais com mais utilizadores em todo o 1 – Quais eram os seus mundo. objetivos profissionais no Ainda não é um "unicórnio", mas a LITS início da carreira? eBusiness é um nome 2 – O que é mais difícil no a reter no mundo dos negócios digitais. A trabalho que realiza? consultora fundada 3 – Sente algum em 2013, na Cidade constrangimento em gerir do México (capital do México), pelo empreenuma equipa, devido à sua dedor português David idade? Bernardo alavanca já negócios de e-commer4 – Qual a evolução que ce e ebusiness de várias espera no seu setor de das maiores empresas atividade, a curto / médio do setor na Europa, EUA e América Latina, prazo? no montante de cerca 5 – E a nível da economia de 135 milhões de dólares (quase 122 milhões nacional, quais as de euros), de acordo expetativas que tem? com dados de 2016 do site Entrepreneur.com.


gran tema grande tema

Rita Nabeiro: do design à gestão 1 – Após a conclusão da licenciatura em Design de Comunicação, iniciei o meu percurso profissional nas indústrias criativas. Nessa altura, a minha ambição passava por trabalhar numa agência ou ateliê de design de referência, onde pudesse aprender com os melhores. Não obstante, o apelo de trabalhar uma marca como a Delta, de criar uma marca que viria a ser a Adega Mayor e de, sobretudo, contribuir para o negócio familiar, seduziu-me para um caminho paralelo, nomeadamente para a área de marketing e comunicação. Nessa altura, e ainda hoje, procuro não pensar excessivamente no amanhã. Os meus objetivos passam por evoluir continuamente, desafiando-me e a quem trabalha comigo para fazer sempre melhor, criando projetos relevantes e transformacionais, de impacto positivo, seja ele económico ou social, interno ou externo ao grupo Nabeiro. 2 – Diria que o mais difícil é conciliar as responsabilidades da direção-geral da Adega Mayor, com os diversos compromissos e solicitações do grupo Nabeiro. Considero-me uma insatisfeita saudável e, nesse sentido, sempre que identifico uma área do grupo que pode ser melhorada, ou quando me solicitam ajuda em projetos que posso dar um contributo positivo, não viro as costas. Fazê-lo de forma equilibrada nas mais diversas vertentes da minha atividade pessoal e profissional revela-se bastante desafiante. Por outro lado trabalhamos num setor que depende da natureza. Ter um escritório a céu aberto é trabalhar sobre a incerteza, mas é também essa variabilidade que torna esta atividade apaixonante. 3 – Não sinto que a idade seja um constrangimento. Gerir uma equipa

Das várias missões de um líder, "importa ainda garantir o crescimento profissional e pessoal dos diferentes elementos de uma equipa" é um desafio, pois temos diferentes pessoas, diferentes saberes, diferentes expetativas. Cabe à liderança gerir essa diversidade, criando objetivos ambiciosos, definindo uma visão e criando um propósito comum. A idade, mas sobretudo a experiência, a humildade para aprender todos os dias e com todos, são fatores fundamentais na criação de um espírito de equipa. O respeitar para fazer-se respeitar, também. Importa ainda garantir o crescimento profissional e pessoal dos diferentes elementos de uma equipa. Se este sentimento perdurar, temos condições para trabalhar e construir com tranquilidade.

Por fim, nos momentos de dificuldade ou dúvida, procuro o aconselhamento de quem tem mais experiência e, sob esse ponto de vista, tenho tido o privilégio de contar com ótimos mentores, onde incluo o meu avô, Rui Nabeiro. 4 – A nível nacional, o mercado do vinho tem assistido a uma evolução bastante positiva e vigorosa, surgindo novas marcas e projetos numa base regular. No plano internacional, os vinhos portugueses têm vindo a ganhar reputação e isso reflete-se no crescimento das exportações . Esta valorização do produto, aliada a uma maior procura no mercado, conduziu ao aumento do preço médio por litro, tendência que poderá manter-se. Por outro lado, as alterações climáticas, poderão acentuar o aumento de preço médio, devido aos impactos elevados que se têm vindo a fazer sentir na agricultura e na quantidade de uva disponível. Por outro lado, com a previsão de um abrandamento económico, poderemos esperar uma possível compensação através do crescimento dos mercados internacionais, tendência identificada pelo Instituto da Vinha e do Vinho. Em resposta às tendências de mercado e às crescentes restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, poderemos assistir ao crescimento de produtos derivados do vinho, com baixo teor alcoólico. Não obstante, acredito que o vinho português deverá focar-se na qualidade e na defesa da sua identidade, em detrimento da quantidade. Só assim conseguiremos valorizar o produto, marcando a diferença e aproveitando esta onda positiva. 5 – Os dados económicos apontam para um abrandamento económico,

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e creio que o setor do vinho não será uma exceção. O turismo tem sido um dos motores de crescimento e com o “regresso” de outros destinos ao leque de escolhas dos viajantes, poderemos assistir a uma estagnação. No entanto, continuamos com uma expetativa de crescimento acima da Zona Euro para os próximos três anos (dados do Banco de Por-

tugal), e o dinamismo que se vive em alguns setores da economia fazem crer que, ainda assim, o ambiente económico será favorável nos próximos dois a três anos. A situação política, nomeadamente o Brexit e as relações entre Estados Unidos e China poderão mudar as peças no tabuleiro de xadrez e, apesar dos riscos, também poderá haver opor-

idealizou a sua empresa no sótão de Apesar da pouca experiência empresua casa, na capital mexicana, descreve sarial, estes gestores podem apresentar aquele site. A consultora concebe projetos vantagens: "têm, talvez, uma maior prodigitais para empresas como a Walmart, pensão para arriscar e questionar normas Amazon, Steren, El Palacio de Hierro, estabelecidas, além de uma menor tenWeber Grills, entre muitas outras companhias online e offline, recorrendo a tecnologias como a inteligência artificial e machine learning. Entretanto, a LITS eBusiness previa lançar também em Portugal um projeto, em específico uma plataforma de turismo personalizado para a capital portuguesa. Apesar dos contactos efetuados junto da consultora e de David Bernardo, não foi possível obter as respostas do gestor às questões colocadas. As motivações dos jovens gestores Mas em Portugal estão a surgir muitos outros casos de CEO que assumem a liderança de vários negócios com 40 ou menos anos, muitas vezes logo após a conclusão dos estudos universitários e também para lançar a sua própria empresa. Paula Baptista, managing director da Hays Portugal (na foto), considera normal a ascensão de CEO mais jovens. "Penso que atualmente as empresas procuram gestores com um percurso de carreira que, mais do que longo, deve ter provas dadas, e isso não depende da idade. Com a diversidade de aprendizagens e experiências que este mundo globalizado proporciona, é perfeitamente normal depararmo-nos com carreiras de poucos anos com uma diversidade e riqueza de desafios superiores ao de outras carreiras de mais de 20 anos que não tiveram tanta diversidade". 36 ACT UALIDAD€

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tunidades para a Europa, e, em particular, para Portugal. No setor do vinho, a celebração de acordos entre a EU e o Japão, bem como com o Mercosul, a partir do momento que sejam colocados em prática, são claras oportunidades para os produtores portugueses, que assim poderão também gerar mais riqueza no mercado nacional.

macroeconómico, e Paula Baptista adverte que o caminho do lançamento e do desenvolvimento dos negócios não é fácil, implicando "inúmeras horas de dedicação e de investimento pessoal". Mas o que falta a grande parte dos gestores portugueses para se afirmarem globalmente? "Falta acreditar um pouco mais. O nosso histórico nacional de crises moldou, de forma profunda, o modo como olhamos para o futuro. Penso que por vezes não tiramos o devido proveito de um bom momento económico porque estamos já de olho 'naquela potencial crise' que irá regressar um dia. Claro que é importante ter alguma prudência e preparar sempre um plano B. Mas não iremos longe se o medo do futuro nos impede de olhar para o presente. Os bons momentos económicos devem servir, precisamente, dência para o pessimismo e o derrotismo", para desenvolver negócios sólidos que, não enquanto em gestores com maior expe- só tirem o máximo partido das potenciariência e maturidade há maior pondera- lidades do mercado atual, como sejam ção e menos tendência para o risco, o que também capazes de sobreviver a eventuais pode não ser positivo. E dá o exemplo fases mais conturbadas". A "Actualidad€" quis saber junto de das startups, que podem vingar, apensar do elevado "nível de risco e incerteza asso- alguns CEO com menos de 45 anos quais ciados". E, normalmente, essa propensão as motivações que os acompanharam ao para arriscar surge em idades mais jovens. longo da sua carreira. Atuando em áreas "Acho, no entanto, que é necessário um como a financeira, TIC, passando pela equilíbrio. As empresas necessitam tanto produção e comércio vinícolas, os cinco de líderes jovens, como de outros mais gestores entrevistados comentam ainda experientes e séniores. Cada geração tem como a sua idade nunca representou um um contributo único para dar à discussão entrave à missão a que se propuseram e às daquele que é o futuro de um negócio, e funções que têm de realizar. Bruno Mota, CEO da Bold by negligenciar esse contributo pode ter um Devoteam (caixa nas págs. 39/40), fundou impacto muito negativo", adverte. A maior ou menor tendência para a a empresa de tecnologia em 2009, com criação dos próprios negócios tem, por 26 anos, juntamente com Tiago Gouveia. seu lado, muito a ver com o contexto Desde aí que a tecnológica se foca no


gran tema grande tema

Rui Machado: "ter a minha própria empresa foi sempre a meta, como início de carreira"

1 – Desde muito cedo que idealizei um caminho direcionado em criar uma empresa baseada num modelo de negócios de dois setores diferentes, mas emparelhados, a informática e a gestão. Estava determinado em começar um empreendimento no mercado das tecnologias da informação e este desejo deu-se no decorrer do meu percurso académico, durante a licenciatura em Informática e Gestão de Empresas. Ter a minha própria empresa foi sempre a meta, como início de carreira. Em 2006, inaugurei um desejo há muito imaginado e um objetivo profissional, ao fundar a Findmore Consulting. 2 – Desempenhar o papel de general manager da Findmore Consulting tem os seus desafios. Um deles, implica alguma dependência da minha pessoa em garantir o desenvolvimento de alguns projetos e a sua execução. Ainda que seja esperado como general manager acompanhar diferentes trabalhos, o objetivo é dar liberdade às pessoas para que haja completa autonomia entre toda a equipa. A necessidade de integrar alguns processos é o maior obstáculo no meu trabalho, pois limita o meu tempo

para as questões mais estratégicas do grupo. 3 – Não, de todo. Não sinto que a idade seja uma limitação, pelo contrário. Somos uma equipa jovem,

"Não sinto que a idade seja uma limitação, pelo contrário. Somos uma equipa jovem, experiente e dedicada, com os conhecimentos e recursos necessários para realizar projetos da melhor maneira e com a melhor qualidade" experiente e dedicada, com os conhecimentos e recursos necessários para realizar projetos da melhor maneira e com a melhor qualidade. Trabalhar com pessoas com este nível de empenho e know-how é fazer parte de uma equipa dinâmica, liderada por team leaders que compreendem o que é preciso

produzir e atingir. Colaborar com pessoas com padrões de qualidade tão elevados exige pouca gestão e quando precisa, é somente de direção. 4 – O mercado das tecnologias da informação (TI) está em constante crescimento, uma tendência esperada num setor de atividade com contínuo investimento. Na Findmore, compreendemos que estamos inseridos num mercado que representa uma fatia grande do futuro de Portugal e por isso, continuamos a investir e por sua vez, a expandir. As nossas projeções preveem o crescimento nas duas casas como nos últimos dez anos, com a faturação do grupo a atingir os cinquenta milhões de euros até ao final de 2019. Valores que demonstram a nossa presença solidificada no mercado e que compravam o nosso crescimento e sucesso como a resposta para as empresas que procuram a solução certa no setor das TI. 5 – O desenvolvimento tecnológico acelerado, boom de startups, o investimento de empresas de renome internacionais e o contínuo investimento de empresas portuguesas bem estabelecidas no mercado são, sem dúvida, uma aplicação de recursos e capital altamente benéfica para a economia nacional e um sinal para o mundo de que Portugal está mais do que preparado para competir com os melhores mercados. Estamos a viver uma expansão tecnológica como nunca antes, benéfico para as organizações e com vários apoios proporcionados pelo Estado. Contudo, são muitas as empresas que ainda recorrem a estes apoios, podendo ser um desafio futuro no caminho para a autossuficiência, o que traz consigo limitações.

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grande tema gran tema

Nuno Francisco: "poder apoiar o desenvolvimento de estratégias multinacionais é um dos fatores que ainda hoje mais me motiva"

1 – Os objetivos profissionais que tenho hoje são os mesmos que tinha há 20 anos, tendo já conquistado e atingindo algumas das metas a que me propus. Iniciei a minha carreira em 1996, com 23 anos. Já nessa altura tinha por objetivo trabalhar no setor financeiro – um setor que sempre me cativou e que ainda hoje me apresenta os desafios e oportunidades que sempre desejei encontrar na minha vida profissional. Tenho um gosto particular por desafios e por todo o processo que nos leva a superá-los. Também sempre quis trabalhar em projetos que me permitissem conhecer as melhores práticas nacionais e internacionais. Privar com colegas que trabalham noutros mercados e ter oportunidade de apoiar o desenvolvimento de estratégias multinacionais é sem dúvida um dos fatores que ainda hoje mais me motiva. No BFF Banking Group, essa oportunidade surge naturalmente – o nosso modelo de trabalho é absolutamente concentrado em di-

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Na gestão das equipas, "o gestor tem de desenvolver uma abordagem específica para cada caso [consoante a personalidade de cada colaborador], para que a equipa possa ter um elevado desempenho e funcionar como uma unidade coesa" nâmicas transfronteiras e trabalhamos diariamente com colegas de diferentes nacionalidades, backgrounds e culturas. 2 – Os desafios são parte integrante da vida profissional, pelo que é difícil isolar alguma situação ou área em que exista par-

ticular dificuldade. Se tiver de avançar algum exemplo, diria que a gestão de equipas pode ser um dos aspetos mais desafiantes. As pessoas têm diferentes necessidades e diferentes personalidades, pelo que o gestor tem de desenvolver uma abordagem específica para cada caso para que a equipa possa ter um elevado desempenho e funcionar como uma unidade coesa. 3 – Não. Diz-se muitas vezes que a gestão de equipas é dos trabalhos mais complexos de qualquer gestor. É verdade. Gerir equipas implica ter um conjunto de soft skills e de entendimento que muitas vezes não é fácil reunir. É preciso fazer um exercício de auscultação da própria equipa– de entender, mas sobretudo de antecipar – as necessidades da mesma. No BFF Banking Group, temos equipas muito sólidas, pelo que esta tarefa está bastante facilitada, confesso. Mas considero que o fator idade não terá tanto peso na gestão da equipa, desde que exista e que se promova um ambiente de respeito, tolerância e, acima de tudo, de compreensão. O BFF Banking Group é um excelente exemplo da promoção de jovens líderes. Com uma média de idades de apenas 38 anos, o grupo destaca-se no mercado pela excelência de execução – algo que não pode ser explicado pelo fator idade. 4 – A área do factoring é ainda uma área que causa perplexidade a muitos, apesar de não se tratar de um instrumento financeiro recente nem tampouco uma novidade no mercado português. Parece-me ser necessário gerar


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Bruno Mota: "sempre gostei de arriscar" uma maior discussão à volta do tema para que haja um entendimento mais correto da atividade. O factoring é um instrumento que serve de apoio à transação comercial, surgindo para colmatar algumas dificuldades de tesouraria. Permite às empresas terem uma maior estabilidade financeira e aumentarem o seu capital corrente disponível e os seus rácios financeiros. 5 – Foi feito um trabalho importante – mas também difícil – nos últimos anos. Quando a crise financeira se instalou, a economia portuguesa ressentiu-se muito. Por outro lado – e se há algo positivo que possamos retirar desta situação –, foi certamente a aprendizagem que permitiu às empresas. Estas estão mais conscientes, e também em termos de accountability houve um enorme avanço. Aprender para não repetir, foi no fundo o que pudemos retirar desta situação. De qualquer modo, vejo agora possibilidade de desenvolvermos uma economia mais forte e sólida, que terá maior resistência às flutuações dos mercados. Temos também possibilidade de desenvolver um tecido empresarial mais forte e uma maior capacidade de geração de valor interna. A revolução digital, que já é transversal a quase todos os setores, também irá contribuir para a rapidez de execução, a simplificação dos processos burocráticos e a agilização do próprio mercado. O impacto na produtividade dos negócios será muito significativo.

1 – Desde o início do meu percurso profissional que procurei a satisfação e a realização pessoais, mas não só. Sempre tive uma preocupação geral com o bem-estar daqueles que estavam ao meu redor e, rapidamente, percebi que equipas felizes e motivadas contribuem de forma crítica para o sucesso e crescimento das empresas. Facto que fui confirmando cada vez mais, à medida que lidava mais de perto com o mercado das TI. Sempre gostei de arriscar e defini como objetivo a médio prazo a criação de uma empresa onde as pessoas fossem o foco de todas as ações. Com uma maior noção dos negócios e das relações entre as pessoas, fui capaz de definir com exatidão aquilo que seria uma empresa que não é perfeita, mas onde todos os dias se trabalha para ser a melhor. Um local onde eu gostasse de trabalhar e onde pudesse fazer a diferença num mercado que estava tão saturado

e focado nos resultados financeiros e pouco ou nada focado na satisfação diária dos seus colaboradores. Esse era o meu objetivo primordial: criar uma empresa de tecnologia onde as pessoas estivessem no centro. Algo ambicioso, mas largamente atingido e que me deixa muito orgulhoso. 2 – Hoje em dia, o meu trabalho passa muito por uma função mais estratégica, com uma gestão macro das pessoas. No entanto, o maior desafio que sinto hoje e desde sempre é a motivação das pessoas com que lido de forma direta ou indireta. À parte de todas as responsabilidades enquanto CEO, nunca deixo de estar focado em garantir que puxo pelo talento das pessoas e que todas elas usam o seu melhor e maior potencial, mas sobretudo que o partilham com os demais, sejam estes colaboradores da empresa ou não. Afinal de contas, a felicidade e o bem-estar são contagiosos. Contudo, a gestão de necessidades é algo constante. Nunca atingimos um ponto final na satisfação diária das nossas equipas e isso é algo muito desafiante, mas ao mesmo tempo compensador. A criatividade aliada à preocupação com as pessoas pode criar e desenvolver ideias muito valiosas. Para além da felicidade, preocupa-me garantir que profissionalmente os colaboradores se sen-

"Enquanto CEO, nunca deixo de estar focado em garantir que puxo pelo talento das pessoas e que todas elas usam o seu melhor potencial"

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tem realizados e que conseguem perspetivar uma carreira na Bold, que têm paixão pelo que fazem e que não os desiludimos. 3 – Na Bold, sempre promovemos uma cultura de transparência, respeito e horizontalidade entre todos. Sendo uma empresa que procura sempre a inovação e a disrupção no mundo da transformação digital, não podemos nunca ter o preconceito de que idade é sinónimo de competência ou qualidade. Aquilo que procuramos numa pessoa é a sua visão, compromisso, agilidade na resolução de problemas e capacidade de trabalho. Nesse sentido, nunca senti constrangimentos no meu trabalho e na minha posição, porque acredito que as pessoas olham para mim da mesma forma que eu os vejo – alguém que é reconhecido pelo seu trabalho e por aquilo que é. 4 – Portugal está, cada vez mais, a tornar-se um país atrativo para grandes empresas tecnológicas e Lisboa, particularmente, já é um pólo tecnológico muito relevante na Europa. Isto gera uma série de novas oportunidades para a Bold,

desenvolvimento e entrega de soluções e serviços tecnológicos inovadores, "através de uma combinação única de expertise tecnológico, agilidade, criatividade e design". Em 2018, a Bold by Devoteam foi considerada, pelo "Financial Times" como uma das empresas europeias com maior crescimento, pelo segundo ano consecutivo. Ficou ainda classificada em primeiro lugar no "Índice da Excelência", estudo que premeia as empresas com o melhor clima organizacional e desenvolvimento do capital humano, com base na opinião dos próprios colaboradores. Em setembro do ano passado, a Bold foi integrada no grupo multinacional Devoteam, líder na transformação digital de gran40 ACT UALIDAD€

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uma vez que temos a possibilidade de trabalhar diretamente com essas empresas no nosso país e, até, de criar parcerias estratégicas. 5 – Nos últimos anos, Portugal já passou por diversas fases, mas depois de um período de crise económica e de algum pessimismo e falta de confiança, acredito que estamos a entrar num novo ciclo de crescimento, com mais investimento, mais oportunidades e uma crença renovada nas nossas capacidades. Hoje em dia, voltamos a ver novas empresas a surgir, grandes multinacionais a instalar-se no nosso país, o turismo em franco desenvolvimento e um otimismo generalizado que não víamos há algum tempo. Acredito que estamos a passar por uma boa fase na nossa economia e que os portugueses, com o seu engenho e a sua capacidade de tirar o melhor partido das circunstâncias, conseguirão manter este trajeto e continuar a fazer do nosso país um país com futuro, atrativo para empresas estrangeiras e competitivo a nível internacional.

des empresas. Atualmente, a empresa "continua a crescer, com o objetivo de ser a maior empresa de tecnologia em Portugal até 2021", adianta a companhia, que previa para este ano atingir uma faturação de 30 milhões de euros. Também na área das TIC, Rui Machado, fundador e general manager da Findmore Consulting, explicou que a motivação para lançar o seu próprio negócio começou cedo, durante a universidade. No entanto, antes de avançar para a criação desta empresa de consultoria e fornecimento de serviços ao nível de profissionais e de desenvolvimento de software para o setor tecnológico, o consultor esteve ligado a várias empresas multinacionais. Atualmente, o cresci-

mento acelerado da empresa já lhe garantiu a integração no ranking "Technology FAST 500 da Deloitte na região EMEA", pelo terceiro ano consecutivo, surgindo mesmo como "a segunda empresa tecnológica com crescimento mais rápido em Portugal". Este ano, o grupo espera atingir os 50 milhões de euros de volume de negócios, refere o gestor de 42 anos. E neste setor, a idade não é de certeza um entrave, garante o gestor (caixa na pág. 37). No ramo da avaliação imobiliária, Mafalda Maia Sêco (caixa na pág. seg.), de 36 anos, passou recentemente a liderar a IV Avaliações, filial portuguesa do Instituto de Valoraciones (IV), uma das principais empresas de avaliação no mercado espanhol, homologada pelo Banco de Espanha. A gestora portuguesa é a nova country manager desta filial, que está em Portugal desde 2017, com o objetivo de "desenvolver projetos piloto com entidades financeiras presentes no mercado nacional". "A experiência adquirida traduzir-se-á num forte contributo técnico e de gestão para a empresa, tanto na implementação e migração dos modelos tecnológicos do grupo, como também na expansão do próprio negócio", de acordo com o comunicado da companhia aquando da nomeação da nova country manager. Ao longo da última década, Mafalda Maia Sêco ocupou diferentes cargos em consultoras imobiliárias, como a Aguirre Newman, CPU Consultores e Whitestar Asset Solutions. Outro gestor que cedo começou a assumir cargos de liderança é Nuno Francisco (caixa na pág. 38), head of country Portugal do BFF Banking Group, multinacional especializada em operações de factoring sem recurso, para as empresas fornecedoras de produtos e serviços da Administração Pública. Com 20 anos de experiência profissional, o responsável passou por grandes operações na área de gestão de carteiras comerciais de clientes institucionais, seguros, factoring e gestão de risco. Entre 2011 e 2014 (dos 35 aos 38 anos), foi country manager da Cesce Portugal. e, mais recentemente, liderava a sucursal de Lisboa da Crédito y Caución, antes


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Mafalda Maia Sêco: "já me cruzei com bons líderes e com diferentes estilos de liderança", sendo o mais importante a maturidade

1 – Recordo ainda dos tempos de faculdade, o desejo de construir uma carreira baseada em três pilares fundamentais, a transparência, o rigor e a dedicação. Sempre acreditei que com estas premissas me poderia tornar uma profissional de excelência e com méritos reconhecidos no setor. 2 – Creio que nas fases de expansão dos negócios para novas geografias, o mais desafiante será a definição de uma boa estratégia para replicar o modelo existente e garantir a sua viabilidade económica. 3 – Ao longo do meu percurso profissional tive oportunidade de me cruzar com bons líderes e com diferentes estilos de liderança, onde o papel da idade ficou sempre na sombra da maturidade. É neste pressuposto que me revejo e com

de integrar, em maio de 2018, a sucursal portuguesa do BFF Banking Group. Já Rita Nabeiro (caixa na pág. 35) começou a sua carreira profissional nas indústrias criativas, após a conclusão do curso de Design de Comunicação, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O design levou-a a viajar até Itália e Espanha, onde trabalhou e com-

Desafio mais difícil: "Nas fases de expansão dos negócios para novas geografias, o mais desafiante será definir uma boa estratégia para replicar o modelo existente com viabilidade económica" o qual me sinto confortável na gestão de equipas. 4 – O mercado imobiliário sempre foi cíclico, passamos por uma grande crise no início da década, seguido de um boom no mercado

plementou os estudos, mas acabaria por assentar em Portugal, trabalhando primeiro como designer de comunicação, para depois abraçar o negócio familiar. Começou pelo Departamento de Marketing da Delta Cafés e, mais tarde, da Adega Mayor, o ramo dos vinhos lançado pelo grupo Nabeiro, que conta já com duas adegas e uma área de vinha

em que tudo se vendia ao preço que o vendedor queria, pois não havia oferta para tanta procura. Atualmente, o mercado está a estagnar e a alcançar o seu equilíbrio, dando também possibilidade à população portuguesa de adquirir propriedades imobiliárias. Creio que nos próximos anos, vamos continuar a assistir a uma estagnação dos valores de mercado com um aumento da construção de habitação nova a ser realizada através de co-investimento. Em relação, ao mercado das avaliações vamos assistir a uma mudança de paradigma com a implementação de softwares de avaliações automáticas para frações autónomas. Desta maneira, toda a regulamentação que rege esta atividade também terá de ser adaptada e atualizada em conformidade com todas estas plataformas, a par do que já acontece no nosso país vizinho e em outros países europeus. 5 – A economia nacional tem estado demasiado exposta ao mercado imobiliário, originando um desfoque em outros sectores, onde o investimento seria fundamental para que o país crescesse de forma sustentada. A meu ver, o reforço do investimento público aliado a uma suavização da burocracia existente será fundamental para atrair potenciais investidores e desenvolver indústrias.

superior a 120 hectares, faturando cerca de 7,3 milhões de euros. A gestora de 38 anos explica como conseguiu cruzar diversos interesses profissionais e como concilia a liderança da Adega Mayor com o pelouro de comunicação interna e digital da Delta, que ambiciona estar entre as dez maiores marcas de café do mundo.  SETEMBRO DE 2019

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Prime Yield e DLA Piper lançam “Guia de Investimento na Ibéria para Socimis e SIGIs”

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uma altura em que Portugal dá os primeiros passos no mercado dos real estate investment trusts (REIT), com a recente entrada em vigor do regime das chamadas SIGI (as chamada sociedades de investimento e gestão imobiliária), e em que Espanha se consolida como um dos mercados de referência à escala global para o investimento através destas sociedades imobiliárias cotadas (no país denominadas de socimis), a Prime Yield, a Gloval, e a DLA Piper acabam de lançar um guia de investimento dirigido aos investidores que pretendem integrar este tipo de veículos na Ibéria. Trata-se de uma iniciativa inédita da única empresa de avaliação imobiliária com presença ibérica, associada a um dos escritórios de advogados de maior referência nos dois países, e que pretende constituir-se como um mapa de orientação para os investidores em REITs com interesse no mercado imobiliário de Portugal e Espanha. O “Guia de investimento para Socimis e SIGIs 2019”, apresentado em Madrid e Lisboa nos passados dias 4 e 5 de junho, respetivamente, disponibiliza uma análise comparada entre Espanha e Portugal no

contexto económico, imobiliário e relativamente ao enquadramento legal e fiscal das sociedades de investimento imobiliário cotadas em cada país. “As Socimis são um verdadeiro sucesso em Espanha e, em seis anos, fizeram disparar o investimento internacional no mercado imobiliário do país. São hoje mais de 70 entidades cotadas em bolsa com um valor de capitalização acima dos 23 mil milhões de euros. Se em Portugal, o mercado das SIGIs conseguir estabelecer-se com um dimensão de cerca de um terço de Espanha, que é a proporção existente atualmente entre o volume de investimento imobiliário comercial nos dois mercados (de 11,8 mil milhões vs. 3,5 mil milhões de euros) poderemos estar a falar de um universo, em cinco anos, de cerca de 25 cotadas, para uma capitalização bolsista acima dos sete mil milhões”, comenta Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield e responsável pela área de avaliação de fundos de investimento na Gloval. O responsável destaca as vantagens de ter um regime equiparável nos dois países

que é conhecido dos investidores internacionais, referindo que “mesmo com as respetivas nuances e os ritmos próprios de cada país, ser permitido investir através de sociedades imobiliárias cotadas em ambos os países pode abrir o mercado a uma nova vaga de investimento com foco pan-ibérico. Ou seja, atrair investidores com estratégias integradas que olham para este território como um todo”, acrescenta. Luís Filipe Carvalho, sócio da DLA Piper em Portugal, sublinha que “nos últimos anos as socimis espanholas impulsionaram o investimento imobiliário e o mercado de arrendamento. As SIGIs são as REITs portuguesas, para as quais se pretende que tenham um percurso idêntico ao das Socimis em Espanha”. Neste guia, procura-se comparar “os dois mercados quer a nível jurídico quer a nível imobiliário, conferindo-lhe um ângulo privilegiado”. De acordo com o guia, em Espanha o mercado imobiliário continua a exibir um comportamento de grande dinâmica em 2019, ainda que num ritmo ligeiramente mais suave do que no ano anterior. 

Morais Leitão vence dois “Chambers Portugal Awards”

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Morais Leitão venceu, em julho, dois prémios “Chambers Portugal Awards 2019”. Na categoria de “Finance”, após integrada na shortlist final com as sociedades Campos Ferreira, Sá Carneiro e Associados, Linklaters, PLMJ e VdA, a Morais Leitão saiu vencedora, com Filipe Lowndes Marques, coordenador da área nesta sociedade, a receber o galardão. Na categoria de “Client Service Law Firm of the Year”, a única a premiar de forma generalista as sociedades, contando na shortlist final com as sociedades PLMJ e VdA, a Morais Leitão saiu novamente vencedora como melhor sociedade de advogados portuguesa.

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“O destaque da Morais Leitão em diretórios internacionais reputados como a Chambers & Partners representa o reconhecimento por parte de clientes, de pares e de uma investigação independente. Confirma a qualidade e o rigor constantes no trabalho apresentado. A categoria de ‘Client Service’ simboliza a relação única de parceria que os nossos advogados e as suas equipas criam com o cliente”, afirma a sociedade, através de comunicado.

Para Nuno Galvão Teles (na foto), managing partner da Morais Leitão, os dois prémios agora recebidos “são um justíssimo reconhecimento da nossa casa, que nos deixa naturalmente orgulhosos e, ao mesmo tempo, motivados para continuar a crescer e a preservar a nossa liderança. Ficamos especialmente orgulhosos por ver reconhecida uma área como bancário e financeiro, e simultaneamente o conjunto da sociedade, num prémio coletivo”, adiantou o mesmo responsável. 


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CRS Advogados constitui parceria no Brasil com Nelson Wilians & Advogados Associados

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CRS Advogados celebrou uma parceria com a sociedade de advogados brasileira Nelson Wilians & Advogados Associados (NW), com o objetivo de proporcionar aos seus clientes, em conjunto, um serviço jurídico transatlântico que melhor responda às suas necessidades. Esta parceria resultou de um aumento de clientes brasileiros a investir em Portugal, bem como da constatação das empresas portuguesas que se estão a expandir para a América Latina. Nuno Pereira da Cruz, managing partner da CRS refere que “hoje os serviços jurídicos solicitados não se limitam aos vistos gold , ao regime dos residentes não habituais ou imobiliário, mas a grandes investimentos em vários setores de atividade” querendo a CRS e NW fomentar essa internacionalização

de empresas nos dois sentidos. Assim, no âmbito desta parceria foi já realizado no passado mês de maio um roadshow , intitulado “Fazendo Negócios com Portugal”, que percorreu várias capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília e que contou com o apoio da Câmara Portuguesa de Comércio

no Brasil e a presença do seu presidente, Nuno Rebelo de Sousa. Foram realizadas visitas institucionais à Embaixada de Portugal em Brasília e aos Consulados de Portugal em São Paulo e Rio de Janeiro, e ainda, estabelecidos contactos com empresários brasileiros com interesse em investir em Portugal e com as agências APEX Brasil e AICEP Portugal que fomentam os negócios comerciais. A CRS Advogados – Cruz, Roque, Semião e Associados iniciou a sua atividade em 2015, com três sócios fundadores – Nuno Pereira da Cruz, Raquel Galinha Roque e Telmo Guerreiro Semião. Esta sociedade full service está vocacionada para as áreas de atuação de contratualização e contencioso, estando focada no direito empresarial. 

Garrigues reconhecida como “Melhor firma transatlântica”

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sociedade ibérica Garrigues acaba de ser reconhecida, pela segunda vez consecutiva, como firma transatlântica do ano, pela sua atividade transfronteiriça e pela sua presença regional na Europa e na América. Este prémio é concedido anualmente pelo grupo internacional de informação ALM, com sede nos Estados Unidos e no Reino Unido, que edita publicações especializadas do setor jurídico, como “The American Lawyer”, “Corporate Counsel” e “Legal Week”. Os “Transatlantic Legal Awards”, que foram entregues numa cerimónia em Londres no passado mês de julho, reconhecem a excelência e inovação das sociedades internacionais que operam nos dois lados do Atlântico, dando especial destaque à capacida-

de dos escritórios de advogados de coordenar as grandes transações que ligam os dois continentes, adianta uma notícia da “Advocatus”. Um dos aspetos mais valorizados foi a rede latino-americana da Garrigues, que conta com equipas locais e escritórios próprios na Colômbia, Peru, México, Chile e Brasil. A equipa editorial da ALM também valorizou a especialização da sociedade ibérica em mais de trinta áreas do direito, com um volume de negócios de 364,6 milhões de euros, e a sua presença nos principais centros financeiros internacionais, como sejam Nova Iorque, Londres, Xangai ou Pequim. “Estas cidades estratégicas permitem-lhe prestar assessoria aos seus clientes, provenientes de mais de 85

países, em operações de investimentos entre a Ásia, a América e o continente europeu”, adianta a Garrigues. De salientar ainda que, recentemente, a Garrigues foi reconhecida como a “Melhor firma fiscal”, em Espanha e em Portugal, pela “International Tax Review”, no âmbito dos “European Tax Awards”. Os prémios foram entregues em Londres e reconhecem todos os anos os melhores escritórios de advogados europeus em matéria fiscal. O escritório ibérico recebeu ainda um terceiro prémio, pela sua participação na aquisição, por parte da Blackstone, dos ativos imobiliários do Banco Popular, classificada pela ITR como a “operação de impacto do ano”. 

Textos Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org Fotos DR

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Se s E tT e Em Mb Br Ro O d De E 2019


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opinião opinión

Residentes não habituais –

– nova tabela de atividades de elevado valor acrescentado

O

regime fiscal dos “residentes não habituais” foi criado com o objetivo de atrair para Portugal profissionais de atividades de elevado valor acrescentado, indivíduos com património e pensionistas estrangeiros (os chamados “high net worth individuals”), estabelecendo os necessários incentivos fiscais à relocalização de tais indivíduos para o território português. Entre várias medidas, consagra o artigo 72.º, n.º 10 do Código do IRS (CIRS) que os rendimentos líquidos das categorias A e B auferidos em atividades de elevado valor acrescentado, com caráter científico, artístico ou técnico por residentes não habituais em território português, são tributados à taxa de 20%. As atividades de elevado valor acrescentado previstas para os benefícios instituídos pelo CIRS, designadamente para efeitos da aplicação da taxa fixa de IRS de 20% a contribuintes registados como Residentes Não Habituais (RNH) que tenham rendimentos derivados dessas atividades, foram estabelecidas pela Portaria n.º 12/2010, de 7 de janeiro. A situação económica de Portugal sofreu uma relevante mutação desde a publicação da referida tabela de atividades, existindo uma transformação significativa das dinâmicas de criação de emprego. De facto, entidades empregadoras de vários setores têm revelado dificuldades na

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contratação de trabalhadores com perfis de competências e qualificações diversificados, pelo que, neste contexto, importa reforçar os fatores de atratividade de trabalhadores que queiram vir para Portugal, incrementando valor na economia nacional. Nessa medida, através da Portaria n.º 230/2019, de 23 de julho, procedeu-se a uma alteração da tabela de atividades, de forma a alinhar as atividades que dela constam com o valor acrescentado para o mercado de trabalho nacional, devido a competências especializadas ou dificuldades de recrutamento. Através da referida alteração, a tabela é agora assente em códigos da Classificação Portuguesa de Profissões (CPP), o que facilita o esclarecimento mais imediato de dúvidas interpretativas relativamente ao âmbito e alcance de cada uma das atividades constantes da tabela e, por outro lado, assegura uma melhor precisão na comparabilidade estatística, a nível europeu e internacional, nos diversos domínios em que é aplicada esta classificação. A Portaria define que os trabalhadores enquadrados nas atividades profissionais nela referidas devem ser possuidores, no mínimo, do nível 4 de qualificação do Quadro Europeu de Qualificações ou, do nível 35 da Classificação Internacional Tipo da Educação, ou serem detentores de cinco anos de

Por Eduardo Serra Jorge*

experiência profissional devidamente comprovada. Os termos de comprovação destes requisitos só virão, porém, a ser detalhados no futuro. Apesar das novas regras entrarem em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, apenas produzem feitos a partir de 1 de janeiro de 2020, inclusive. Contudo, a nova tabela não é aplicável: (i) aos contribuintes inscritos como RNH em 1 de janeiro de 2020, mas que tenham a inscrição suspensa (mediante pedido por saída de Portugal); e (ii) aos contribuintes que tenham os pedidos de inscrição como RNH pendentes a 1 de janeiro de 2020, ou que solicitem a inscrição como RNH até 31 de março de 2020, com referência a 2019. No entanto, a Portaria refere que a nova tabela pode ser aplicável, por opção, aos contribuintes anteriormente registados como RNH. A nova tabela poderá abranger um maior número de atividades de elevado valor acrescentado cujos rendimentos podem beneficiar da aplicação da taxa, reduzida e especial, de IRS de 20%, do regime de RNH, desde que cumpridos os restantes requisitos da mesma. No entanto, será necessário ainda aguardar os termos de aplicação prática da nova tabela por parte da Administração Tributária.  * Partner da Eduardo Serra Jorge & Maria José Garcia-Sociedade de Advogados Email: esjorge@esjmjgadvogados.com


opinión

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opinião

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setor imobiliário

sector inmobiliario

Foto Avenue

Preço das casas no Porto atinge máximo histórico

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preço médio de venda das casas no Porto atingiu os 2.124 euros por metro quadrado, um valor iné-

dito neste mercado, considerando a monitorização do “SIR-Sistema de Informação Residencial”, que se realiza desde 2007. Os últimos resultados desta base de dados gerida pela “Confidencial Imobiliário” e que acompanha a dinâmica de preços e transações residenciais referem-se ao primeiro trimestre de 2019. No trimestre anterior, o preço médio de venda no concelho já se tinha situado acima dos dois mil euros o metro quadrado (2.085€/

m2), patamar anteriormente apenas atingido por duas vezes, designadamente entre meados de 2007 e início de 2008. O mercado residencial do Porto voltou a ser o que mais se valoriza a nível nacional, com uma subida homóloga do preço das casas de 28,8% no primeiro trimestre de 2019, de acordo com o “Índice Preços Residenciais”. Acresce ainda que, não obstante o nível de preços registado ser um marco no concelho, o preço agora atingido no Porto apresenta um diferencial de 1.437 euros/metro quadrado face ao preço médio de venda registado em Lisboa no trimestre em análise, e que se situou nos 3.561 euros/ metro quadrado. 

Sherlock, a startup que pretende revolucionar o setor imobiliário S herlock, empresa de imobiliário com base em Lisboa, está oficialmente a lançar-se no mercado. A startup, que está a ser lançada com um investimento inicial de 400 mil euros, pretende que o processo de venda ou compra de propriedade seja mais simples. Em vez da comissão baseada na percentagem da venda, geralmente cinco por cento mais IVA, a startup cobra uma taxa fixa de 3.999 euros. A empresa indica, em comunicado, que a sua taxa fixa gera uma poupança média aos vendedores no mercado português de 12 mil euros. Fundada por quatro empreendedores britânicos (Chris Wood, James Coop, Philip Ilic e Tariq El Asad), a Sherlock pretende alcançar os 5% do mercado imobiliário nacional nos próximos três anos, o que, refere, resultaria numa poupança “à

volta de 35 milhões de euros anuais para os vendedores”. A Sherlock adianta que até ao final deste ano espera expandir as suas operações para lá da Grande Lisboa, pretendendo chegar ao Porto,

Cascais e Algarve. O objetivo é alargar os serviços ao resto do país “nos próximos meses”. Em 2020, pretende também internacionalizar-se, para mercados no sul da Europa. 

Textos Olga Hernández olga@ccile.org Fotos DR

48 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019


sector inmobiliario

setor imobiliário

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Vinhos & Gourmet

vinos & Gourmet

AESE trabalha em projeto para impulsionar

competitividade no setor do vinho

Produz-se vinho em todas as regiões do país. Trata-se de uma das atividades mais antigas do país e é inegável a sua evolução e o seu contributo para a economia portuguesa, bem como para a elevação da marca Portugal. No entanto há ainda um potencial de crescimento por concretizar. Essa é a convicção dos responsáveis da AESE- Escola de Direção e Negócios e por isso têm em curso o Projeto CV3, Criar Valor na Vinha e no Vinho, que pretende encontrar respostas, fomentando a discussão e estudando todos os patamares da atividade relacionada com o vinho.

A

Texto Susana Marques smarques@ccile.org Foto Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

relação com o vinho é em vinhos, o que traduz um aumento nacional porque em todas as regiões quase sempre uma relação de 3% face a 2017. Os responsáveis da do país se produz vinho, pelo que é um de paixão”, nota José Ra- AESE acreditam que o país pode me- setor estruturante para o território, somalho Fontes, presidente lhorar ainda mais nesta área e por isso bretudo para o interior do país. Acresce da AESE - Escola de Dire- colocaram em marcha o Projeto CV3, que o setor primário está a atrair muito ção e Negócios, admitindo também o Criar Valor na Vinha e no Vinho, como investimento, havendo por isso a oporseu fascínio pelo setor. Essa paixão exis- explica José Ramalho Fontes (na foto, à tunidade de criar valor. Foi um setor te quer do lado de quem produz, quer direita) codiretor do projeto juntamente onde houve bastante intervenção, mas do lado de quem consome vinho. com Fernando Bianchi de Aguiar, José que ficou aquém do que poderia ter sido À paixão alia-se a qualidade de uma Gabriel Chimeno (na foto, à esquerda), feito. Poderá ser um setor exemplar da boa parte do vinho português, fruto e Maria Manuel Seabra da Costa: “Tra- dinâmica empresarial portuguesa.” O projeto CV3, Criar Valor na Vinha das excelentes condições naturais e do ta-se de uma das áreas em que temos trabalho que tem sido feito nas últi- mais valor acrescentado bruto e onde e no Vinho está a ser desenvolvido pela mas décadas. Portugal exportou, em poderá haver um crescimento signifi- AESE Business School, em parceria 2018, mais de 803 milhões de euros cativo. É simultaneamente uma causa com a UTAD - Universidade de Trás-

50 ACT UALIDAD€

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vinos & Gourmet

-os-Montes e Alto Douro. Sintonizados com a visão e missão propostas também aderiram ao projeto a ADVID, o INIAV, a PwC e o IVV. Em torno deste “foram-se juntando empresas e organizações do setor, de todo o país, constituindo um coletivo informal, representativo e relevante, um ecossistema”, sublinha José Ramalho Fontes. O projeto tem feito conferências sobre temáticas relacionadas com o setor e apresentou já alguns casos exemplares do setor da vinha, bem como estudos/trabalhos em contexto académico. “Queremos sobretudo fomentar a discussão em torno do setor e causar um impacto positivo, que permita aos agentes de atividade obter melhores resultados”, realça José Ramalho Fontes, confiante de que “a paixão e a qualidade de gestão dos protagonistas escolhidos pela AESE irão contagiar e evangelizar outros intervenientes no setor”. Para setembro estão já agendados dois eventos: em Ponte de Lima, discutir-se-á “O Vinho Verde e os Millennials” e em Sintra “O Luxo do Vinho”. No futuro, os debates irão abordar temáticas como “Sistema Inteligente de Mercado para os Vinhos Portugueses”; “Os clusters/ecossistemas internacionais”; “Os ecossistemas na criação de Valor na VeV (vinha e no Vinho)” e “Ciência e Tecnologia no Setor Vitícola”.

As conferências arrancaram em maio de 2018, com o estudo do “Caso de Sucesso do Champanhe”. Já este ano, em março, debateu-se “O Enoturismo: onde estamos hoje?”; em abril, abordou-se a “Dimensão empresarial do setor da Vinha e do Vinho: Como potenciar o sucesso atual?”; em maio “A relação do Setor Vitivinícola com o Consumidor Final”, e em junho “A Estrutura Financeira do Setor da Vinha e do Vinho e a Sustentabilidade das Empresas”. Empresas têm que ter uma escala maior Os estudos e conferências têm permitido encontrar ou corroborar algumas conclusões sobre o setor da vinha e do vinho. O presidente da AESE identifica algumas das lacunas do setor: “Falta escala, ou seja as empresas têm que ser maiores, quer em volume, quer em ambição. Muitas empresas do setor têm um balanço fraco, o que fecha oportunidades para o futuro. Há muita qualidade no produto e muita paixão, o que é ótimo, mas falta capacidade de gestão. As empresas têm que ser mais rentáveis.” Apesar de ser uma atividade económica antiga, ao contrário do que se poderá pensar não há tantas empresas antigas assim no setor. Pelo contrário, assinala José Ramalho Fontes, “há muitas em-

Vinhos & Gourmet

presas nesta área criadas já no século XXI, que poderão dar um contributo interessante”. A AESE está a estudar os casos da Adega de Sto. Isidro de Pegões, Aveleda, Casa Agrícola Alexandre Relvas, Global Wines - Quinta do Cabriz, Grupo Parras, Grupo Symington, Lavradores de Feitoria, e Sogrape - Marca Mateus, entre outros. “O setor do vinho e a da vinha constitui um ecossistema, que pode encontrar uma articulação saudável entre escala, paixão e criação de valor”, frisa o presidente da AESE. Um dos fatores que está a emperrar a criação de valor é o facto de “a produção de uvas não ser devidamente remunerada”, o que faz com que “a cadeia esteja descompensada, afetando a criação de valor global”. José Ramalho Fontes considera que Portugal “pode exportar mais e melhor, de modo a dilatar a fatura das empresas”. Também no mercado interno, os números poderiam ser mais generosos, crê o presidente da AESE: “Em Portugal, a grande distribuição é importantíssima para o setor, sendo responsável por 260 milhões de euros em vendas (números de 2017), mas está a apropriar-se de uma parcela da criação de valor que nos parece desproporcionada, cobrando muito pelo trabalho que faz.” 

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Av. Marquês de Tomar, Nº 2, 7º, 1050-155 Lisboa Tel: 213 509 310 Fax: 213 526 333 Mail: ccile@ccile.org Site: www.portugalespanha.org SETEMBRO

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Setor automóvel sector automóvil

Por Nuno Ramos nrc.gmv@gmail.com

SEAT Leon Cupra

Chega agora em versão carrinha Esta edição especial do Leon Cupra R na variante carrinha, que será muito provavelmente o último modelo SEAT a ostentar o símbolo Cupra, conta com várias alterações estéticas e técnicas, que a tornam ainda mais exclusiva.

A

Fotos DR

Cupra é, hoje, uma mar- novos detalhes estéticos como foi alvo laterais e no difusor traseiro em fibra ca autónoma, mas ainda de alterações ao nível técnico. Esteti- de carbono. continua a ser a referência camente, o Leon CUPRA R ST receO seu design tem tudo a ver com o do caráter dinâmico dos beu novas entradas de ar laterais em ADN Cupra e, se não fosse o grande SEAT, criando propostas tom de cobre e um spoiler dianteiro, “S” em cor de cobre na grelha dianmais “apimentadas”. asa traseira, espelhos exteriores, saias teira, poderia figurar lado a lado no Disponível em quatro cores e catálogo da nova marca com jantes de 19 polegadas em tom o Cupra Ateca. Mas o “S” não de cobre, o novo modelo espaengana. Apesar das jantes de 19 nhol conta com um motor 2.0 polegadas, com pinças de travão TSI Turbo de quatro cilindros Brembo e um “kit” aerodinâmicapaz de debitar uma potência co muito completo, este é um de 300 CV. A caixa é de dupla SEAT. embraiagem DSG de sete velociNo interior, o seu caráter famidades e a tração é integral 4Drive. liar passa pelo habitáculo espaçoFace aos “irmãos”, o Leon so que todos reconhecemos aos CUPRA R ST surge não só com Leon ST e pela bagageira com 52 ACT UALIDAD€

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sector automóvil Setor automóvel

587 litros de volume, que podem chegar ao 1.470 litros, com o rebatimento dos bancos posteriores. Destaca-se as placas em alumínio iluminadas dão as boas-vindas ao condutor e passageiro. O revestimento das portas tem acabamento em tecido com padrão de fibra de carbono. As aplicações em cobre prolongam-se no interior: nas saídas de ventilação, na consola central, no logo colocado no volante e nos pespontos dos bancos tipo baquet e do volante. Tanto o volante como o punho da caixa de velocidades são revestidos em alcântara. Os bancos dianteiros são desportivos em estilo baquet, conjugando conforto com apoio do corpo adequando para condução mais entusiástica. O painel de instrumentos é um ecrã digital de 12,3 polegadas (configurável a gosto) que está associado com

o ecrã central de oito polegadas, ligado às funções de info-entretenimento. Entre o equipamento de série, o Leon Cupra R ST conta com o sistema de entrada sem chave Keyless, câmara traseira ou o sistema de recarga Connectivity Box. Entre os opcionais, destaque para os pacotes de assistência à condução, pacote conforto e condução avançado, teto de abrir elétrico, entre outros. Debaixo do capô do Leon CUPRA R ST mantém-se o 2.0 TSI de 300 cavalos. Este surge associado ao sistema 4Drive e à caixa DSG de sete velocidades e é capaz de impulsionar o modelo espanhol até aos 250 km/h de velocidade máxima, fazendo-o cumprir os zero aos 100 km/h em apenas

4,9 segundos. Quanto a consumos, contem sempre com médias a tocar nos 9,0 l/100 km. Um exercício que vai dar “cabo dos nervos”, porque a vontade de esmagar o acelerador é constante. Tudo o que seja abaixo desse valor é – pode-se dizer assim – uma condução completamente anti-natura. Em relação a valores de mercado, começa nos 50 mil euros, na versão base, podendo chegar ao 60 mil euros, com todos os extras.  PUB

Sponsors Oficiais Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola

SETEMBRO DE 2019

AC T UA L I DA D € 53


barómetro financeiro

barómetro financiero

Economia estabiliza no segundo trimestre

Foto Arquivo

economia portuguesa cresceu 0,5% A no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano, e 1,8%, em

termos homólogos, de acordo com o INE. Desta forma, a economia manteve o mesmo ritmo de crescimento face ao início do ano, apesar do abrandamento da conjuntura europeia. No primeiro trimestre, a economia cresceu 0,5% em relação aos três meses anteriores e 1,8% em termos homólogos, acelerando uma décima em cada um dos casos em relação ao desempenho registado no final do ano passado, com um contributo relevante do investi-

Taxa de desemprego diminuíu para 6,3% No segundo trimestre de 2019, a taxa de desemprego foi de 6,3%, inferior em 0,5 pontos percentuais (p.p.) à do trimestre anterior e em 0,4 p.p. à do trimestre homólogo de 2018. A população desempregada, estimada em 328,5 mil pessoas, diminuiu 7,1% (25,1 mil) em comparação com o trimestre anterior e 6,6% (23,3 mil) em relação ao segundo trimestre de 2018. Na população empregada (4 916,7 mil pessoas) foi observado um acréscimo trimestral de 0,7% (36,5 mil) e um acréscimo homólogo de 0,9% (42,6 mil). A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 18,1%, tendo aumentado 0,5 p.p. em relação ao trimestre anterior e diminuído 1,3 p.p. relativamente ao homólogo, adianta o INE.

mento. O INE aponta já para uma inversão de tendência nos contributos para o crescimento face ao que se passou no arranque do ano. “O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB foi negativo, após ter sido positivo no primeiro trimestre. Por sua vez, o contributo da procura externa líquida foi positivo, depois de ter sido negativo no trimestre precedente”, avança o instituto. Também em termos homólogos houve uma deterioração da componente interna, sobretudo ao nível do investimento.

Exportações e importações caem em junho As exportações diminuíram 8,3%, em junho, e as importações 4,1% em comparação com o mesmo mês de 2018, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, levando a um agravamento do défice comercial. As exportações de bens diminuíram 8,3% em junho, comparando com o mesmo mês de 2018, de acordo com os dados do INE. As importações também diminuíram, mas 4,1%, não impedindo assim o agravamento do défice comercial, que atingiu os 1.833 milhões de euros. Segundo o INE, parte da explicação para a queda tão acentuada das exportações de bens passa por o mês de junho ter tido menos quatro dias úteis que o mês de maio. Mas esta não é a única explicação. A exportações de combustíveis caiu 34,3% em junho, e a importação dos mesmos produtos diminui 24,8%, havendo ainda um acréscimo substancial de material de transporte (32,4%), sobretudo devido à compra de aviões. O valor das exportações foi o mais baixo deste ano e registou a pior variação mensal desde agosto do ano passado, um mês tradicionalmente mais fraco. Em comparação com maio, as exportações diminuíram 15,4%. No mês em análise, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.833 milhões de euros, mais 150 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.270 milhões de euros, deteriorando-se em 288 milhões de euros face a junho de 2018.

Variação de preços em Portugal em queda de 0,3% A variação do índice de preços no consumidor (IPC) sofreu uma queda de 0,3% no passado mês de julho face ao período homólogo do ano anterior. Este valor representa uma descida de 0,7 pontos percentuais (p.p.) face a junho de 2019. “Esta evolução deve-se em grande medida ao contributo da variação negativa dos preços da classe dos restaurantes e hotéis. As reduções de preços verificadas na classe do vestuário e calçado, em consequência de uma maior intensidade nas promoções de final de época, e a alteração da taxa de IVA aplicada ao termo fixo das tarifas de eletricidade e gás natural, contribuíram também para a diminuição desta taxa”, explica o INE. “É importante ter

presente que o IPC não é um indicador do nível de preços mas antes um indicador da respetiva variação”, frisa o INE. Outro indicador avaliado por este instituto é o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), “o indicador de inflação mais apropriado para comparações entre os diferentes países da União Europeia”. A diferença entre os dois indicadores “resulta sobretudo da inclusão na estrutura do IHPC da despesa realizada pelos não residentes", explica ainda o instituto. O INE refere que a variação do IHPC registou uma quebra de 0,7% em relação ao período homólogo. A taxa é inferior em 1,4 pontos percentuais face ao mês anterior e em 1,8 p.p. em relação à estimativa do Eurostat. Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org

54 ACT UALIDAD€

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Plano de Mobilidade do Programa Integral de Qualificação e Emprego (PICE)

Com o Plano de Mobilidade do Programa Integral de Qualificação e Emprego (PICE), as Câmaras de Comércio em Espanha, em conjunto com a CCILE, irão ajudá-lo a encontrar talento jovem na procura ativa de oportunidades de trabalho ou estágios na União Europeia. Poderá integrar na sua equipa de pessoal jovens com: • Um elevado nível em idiomas. • Uma formação e experiência adaptadas às suas necessidades. • Uma atitude e motivação para empreender uma nova aventura no estrangeiro. • Competências profissionais necessárias para desempenhar as suas tarefas e funções de forma profissional. Como funciona As Câmaras de Comércio encarregam-se de selecionar os perfis que mais se adequam às necessidades da sua empresa e oferecem uma formação virada para a mobilidade. Além disso: • Através da plataforma-Câmaras a nível europeu, a sua empresa terá entre os jovens uma projeção e reconhecimento internacionais. • Facilitamos-lhe o contacto com candidatos selecionados, possuidores de qualificações e competências necessárias para se integrarem num novo trabalho. • Realizamos um acompanhamento exaustivo da estadia do jovem na sua empresa. • Colocamos à sua disposição uma pessoa de contacto na Câmara que o ajudará durante o processo de acolhimento dos jovens. • Como empresa colaboradora, poderá obter o Selo de Empresa Comprometida com o Emprego Jovem. Para mais informações: www.programapice.es Contactos: Maria Luisa Paz mpaz@ccile.org / 918 559 614


intercâmbio comercial intercambio comercial

Intercambio comercial entre Portugal y España en el primer semestre de 2019

S

e acaban de hacer públicos los datos estadísticos del comercio hispano portugués referentes al primer semestre del presente año, y de los mismos se desprende el fuerte dinamismo de la oferta española que en este periodo superó los 10.918,5 millones de euros frente a los 10.416,5 millones alcanzados en igual periodo del año anterior (+4,8%). A su vez, las compras españolas registraron un ligero descenso del 4,9%, habiendo alcanzado los 5.856,7 millones de euros en el primer semestre de 2018 frente a los actuales 5.570,5.2 millones. Estas cifras representan, a su vez, un superávit favorable a España de 5.348,4 millones de euros y una tasa de cobertura del 196%. Por lo que a la distribución geográfica del comercio exterior español se refiere,

Portugal consolida su posición de las últimas décadas entre los principales socios comerciales de España, ocupa la cuarta posición del ranking de principales clientes, con un peso relativo del 7,4%, y la octava posición entre los proveedores de España, con un peso relativo del 3,4%. En la oferta exportadora española se mantiene el liderazgo del mercado francés y alemán que en conjunto representan el 26,3% del total exportado y lo mismo ocurre en las importaciones españoles que también está liderada por estos dos mercados europeos cuyo peso relativo supera el 23,2% sobre el total de las importaciones españolas. Los cuadros 4 y 5 recogen la distribución sectorial del comercio bilateral y no se detectan alteraciones significativas respecto a los periodos anteriores. La

partida 87-vehículos automóviles; tractor mantiene el liderazgo tanto en las compras como en las ventas españolas habiendo alcanzado una cifra global de 1.988,9 millones de euros que representa, a su vez, el 12,1% del comercio bilateral que en dicho periodo superó los 16.488,7 millones. Se ha de destacar otras importantes partidas de la oferta española como son la 84-maquinas y aparatos mecánicos (802,6 millones de euros), la 27-combustibles, aceites minerales, con 737,1 millones, y en la cuarta posición la 85-Aparatos y material eléctricos, con 663,5 millones. En la demanda española destacan, asimismo, en la segunda posición la partida 39-materias plásticas; sus manufacturas, con 437,5 millones de euros, seguido de la partida 84-maquinas y aparatos mecánicos (418,7 millones).

Balanza

1.Balanza comercial de España con Portugal en enero-junio de 2019 VENTAS ESPAÑOLAS 19

COMPRAS ESPAÑOLAS 19

Saldo 18

Cober 18 %

ene

913 960,29

828 775,04

190,68

1 724 280,06

883 855,16

840 424,90

195,09

feb

1 706 821,40

873 899,16

832 922,24

195,31

1 619 549,72

907 007,03

712 542,69

178,56

mar

1 812 053,31

984 166,48

827 886,83

184,12

1 772 798,36

1 024 557,96

748 240,40

173,03

abr

1 810 815,75

906 315,91

904 499,83

199,80

1 660 720,07

972 023,11

688 696,95

170,85

may

1 951 251,80

999 087,41

952 164,40

195,30

1 870 420,80

1 012 520,48

857 900,32

184,73

jun

1 894 918,30

892 750,62

1 002 167,69

212,26

1 768 703,00

1 056 754,24

711 948,77

167,37

jul

0,00

0,00

0,00

0,00

1 792 110,10

1 050 599,30

741 510,80

170,58

ago

0,00

0,00

0,00

0,00

1 659 938,34

841 414,54

818 523,80

197,28

sep

0,00

0,00

0,00

0,00

1 719 811,59

899 423,91

820 387,68

191,21

oct

0,00

0,00

0,00

0,00

1 974 638,16

1 020 896,56

953 741,61

193,42

nov

0,00

0,00

0,00

0,00

1 927 320,92

964 117,13

963 203,79

199,91

dic

0,00

0,00

0,00

0,00

1 595 440,58

928 133,49

667 307,09

171,90

10 918 595,90

5 570 179,87

5 348 416,03

196,02

21 085 731,71

11 561 302,90

9 524 428,81

182,38

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

56 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019

Cober 18 %

VENTAS COMPRAS ESPAÑOLAS 18 ESPAÑOLAS 18

1 742 735,34

Total

Saldo 19


Rankings 2.Principales países clientes de España enero-junio de 2019

Se ha de indicar que el 32 % del comercio bilateral está concentrado en estas cuatro partidas. En la distribución geográfica por comunidades autónomas, Cataluña ocupa la primera posición en la oferta española con una cifra que supera los 2.458,3 miillones de euros (22,5% del total de las ventas españolas a Portugal), seguido de Madrid, con 1.827,3 millones (16,7%), y Galicia, con 1.551,6 millones (14,2%). La demanda española está encabezada por Madrid, con 962,5 millones de euros (17,2% del total de las compras a Portugal), seguida de Cataluña, con compras de productos y servicios de 899,6 millones (16,1%), y Galicia en tercera posición, con 894,4 millones (14,8%). Finalizamos este comentario haciendo referencia a una noticia reciente publicada por la Cámara de Comercio de España que indica que en cuanto al sector exterior, que fue el protagonista de la fase de recuperación económica española, pierde dinamismo y registrará, según las estimaciones de la Cámara de España, un leve incremento de las exportaciones de bienes y servicios de un 1,5% y un avance de las importaciones del 2%. 

Las empresas que deseen información más concreta sobre el comercio bilateral deberán ponerse en contacto con la Cámara que con mucho gusto les facilitará los datos: Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola Email: ccile@ccile.org

Orden País

Importe

4.Ranking principales productos comprados por España a Portugal enero-junio de 2019 Orden Sector

Importe

1

001 Francia

22 227 571,62

1

87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

797 563,04

2

004 Alemania

16 521 929,61

2

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

437 567,39

3

005 Italia

11 901 199,45

3

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

418 783,10

4

010 Portugal

10 918 595,90

4

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

322 436,47

5

006 Reino Unido

10 047 707,13

5

72 FUNDICIÓN, HIERRO Y ACERO

316 730,78

6

400 Estados Unidos

6 821 700,09

6

94 MUEBLES, SILLAS, LÁMPARAS

202 023,92

7

003 Países Bajos

5 163 061,96

7

48 PAPEL, CARTÓN; SUS MANUFACTURA

199 357,90

8

204 Marruecos

4 318 544,39

8

73 MANUF. DE FUNDIC., HIER./ACERO

193 101,31

9

017 Bélgica

4 046 494,64

9

85 APARATOS Y MATERIAL ELÉCTRICOS

10

060 Polonia

3 186 525,78

11

720 China

3 151 959,33

12

039 Suiza

2 573 733,60

13

052 Turquía

2 184 128,84

14

412 México

2 126 825,68

179 764,94

TOTAL

5 570 179,87

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

5.Ranking principales productos vendidos por España a Portugal enero-junio de 2019 Orden Sector

Importe

15

952 Avituallamiento terceros

1 853 279,70

16

208 Argelia

1 724 695,20

1

87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

1 191 399,93

17

951 Avituall.y combust. intercambios comunitarios

1 370 304,16

2

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

802 634,52

18

061 República Checa

1 300 626,77

3

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

737 088,94

19

009 Grecia

1 281 006,00

4

85 APARATOS Y MATERIAL ELÉCTRICOS

663 538,71

20

038 Austria

1 280 169,52

SUBTOTAL

114 000 059,35

TOTAL

147 408 213,67

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

3.Principales países proveedores de España enero-junio de 2019 Orden País

Importe

1

004 Alemania

20 462 482,65

2

001 Francia

17 110 372,57

3

720 China

14 042 580,78

4

005 Italia

10 441 878,49

5

400 Estados Unidos

7 713 982,95

6

003 Países Bajos

6 665 132,23 5 648 305,38

7

006 Reino Unido

8

010 Portugal

5 570 179,87

9

052 Turquía

3 889 072,26

10

204 Marruecos

3 663 479,23

11

017 Bélgica

3 603 070,20

12

060 Polonia

2 879 994,63

13

288 Nigeria

2 720 267,51

14

412 México

2 496 854,16

15

061 República Checa

2 265 529,98

16

732 Japón

2 244 276,91

17

664 India

2 243 119,97

18

632 Arabia Saudí

2 193 858,70

19

208 Argelia

2 122 369,44

20

959 Países y territorios no determinados.Intraco.

2 004 882,57

5

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

640 727,87

6

72 FUNDICIÓN, HIERRO Y ACERO

440 852,50

7

02 CARNE Y DESPOJOS COMESTIBLES

346 072,95

8

62 PRENDAS DE VESTIR, NO DE PUNTO

288 544,21

9

48 PAPEL, CARTÓN; SUS MANUFACTURA

280 746,81

TOTAL

10 918 595,90

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

6.Evolución del intercambio comercial 2019

7.Ranking principales CC.AA. proveedoras/clientes de Portugal enero-junio de 2019 CC.AA.

VENTAS ESPAÑOLAS 18

COMPRAS ESPAÑOLAS 18

Cataluña

2 458 331,75

Madrid, Comunidad de

962 527,40

Madrid, Comunidad de

1 827 313,26

Cataluña

899 606,22

Galicia

1 551 653,12

Galicia

894 411,53

Andalucía

1 018 336,30

Andalucía

552 287,85

SUBTOTAL

119 981 690,47

Castilla-La Mancha

743 086,86

Comunitat Valenciana

476 061,41

TOTAL

162 119 979,27

Comunitat Valenciana

675 376,25

Castilla-León

432 692,44

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

Valores en Miles de Euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

SETEMBRO DE 2019

AC T UA L I DA D € 57


oportunidades de negócio

oportunidades de negocio

Empresas Portuguesas

Oportunidades de

negócio à sua espera

BUSCAN

REFERENCIA

Empresas españolas de distribuición de velas

DP190401

Empresas españolas distribuidoras de productos alimenticios Gourmet/Delicatessen.

DP190402

Empresas portuguesas exportadoras para Barcelona

DP190501

Empresas españolas de calzado

DP190502

Universidades Españolas

DP190503

Empresas españolas que produzcan vasos de plástico

DP190504

Empresas portuguesas que producen piezas de inyección de aluminio

DP190505

Empresas españolas de equipamiento industriales en la zona de Galicia

DP190506

Empresas españolas de inyección de plástico

DP190507

Empresas españolas que fabrican ropa de lino

DP190601

Empresas españolas de distribución de materiales de construcción, en particular artículos sanitarios

DP190701

Agentes comerciales en el área de moldes e inyección de plástico

DP190702

Empresas españolas que necesiten un agente comercial en el área de la construcción

OP190701

Empresas Espanholas PROCURAM

REFERÊNCIA

Empresas portuguesas de limpeza Empresas portuguesas distribuidoras de produtos alimentares. Empresas portuguesas produtoras de têxtil Empresas portuguesas distribuidoras de bacalhau Empresas portuguesas de limpeza Empresas de produtos alimenticios bio orgânicos Empresas de distribuição de conservas Empresas portuguesas de transporte no norte de Portugal Empresas que compram carne de coelho em Portugal Empresas de artigos de puericultura textil para bebés Comprador de escritório no Porto

DE181201 DE190101 DE190102 DE190103 DE190201 DE190202 DE190203 DE190301 DE190401 DE190601 OE190701

Legenda: DP-Procura colocada por empresa portuguesa; OP-Oferta portuguesa; DE - Procura colocada por empresa espanhola; OE- Oferta espanhola

Las oportunidades de negocios indicadas han sido recibidas en la CCILE en los últimos días y las facilitamos a todos nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un fax (21 352 63 33) o un e-mail (ccile@ccile.org), solicitando los contactos de la referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de las mismas. As oportunidades de negócio indicadas foram recebidas na CCILE nos últimos dias e são cedidas aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um fax (21 352 63 33) ou e-mail (ccile@ccile.org), solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo das mesmas.

58 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019


oportunidades de negocio

oportunidades de negócio

SETEMBRO DE 2019

AC T UA L I DA D € 59


calendário fiscal calendario fiscal >

S T Q Q S S D S T Q Q S S D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Setembro Prazo Até

Imposto

Declaração a enviar/Obrigação

Entidades Sujeitas ao cumprimento da obrigação

10

IVA

Declaração periódica mensal e respetivos anexos, relativa às operações efetuadas em agosto/2019

Contribuintes do regime normal mensal

10

Segurança Social

Envio da declaração de remunerações com as contribuições relativas ao mês de agosto/2019

Entidades empregadoras

10

IRS

Entrega da declaração mensal de remunerações, relativas a agosto/2019

Entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS (ainda que isentos ou excluídos da tributação)

16

IVA

Comunicação dos elementos das faturas emitidas em agosto/2019

Sujeitos passivos do IVA

20

IRS/IRC/ Selo

Pagamento das retenções na fonte de IRS e IRC efetuadas ou do Imposto do selo liquidado em agosto/2019

Entidades devedoras dos rendimentos e do Imposto do selo

20

Segurança Social

Pagamento das contribuições relativas a agosto/2019

Entidades empregadoras

20

IVA

Entrega da declaração recapitulativa relativa às transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços realizadas em agosto/2019

Contribuintes do regime normal mensal, ou do regime trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens tenha excedido 50.000 € no trimestre em curso ou em qualquer dos quatro trimestres anteriores

20

IRS

2º pagamento por conta do IRS 2019

Sujeitos passivos de IRS com rendimentos empresariais e profissionais

30

IRC

2º pagamento por conta do IRC de 2019

Sujeitos passivos de IRC que desenvolvam a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, cujo período de tributação seja coincidente com o ano civil.

30

IRC

2º pagamento adicional por conta (derrama estadual) do exercício de 2019

Sujeitos passivos de IRC que desenvolvam a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, que tenham tido no ano anterior um lucro tributável superior a 1.500.000€.

30

IRS/IRC

Envio da declaração mod. 30 – rendimentos pagos ou colocados à disposição de não residentes, em julho/2019

Entidades devedoras dos rendimentos

30

IVA

Pedido de restituição do IVA suportado em 2018 noutro Estado-membro da UE

Sujeitos passivos do IVA

30

IMI

Pagamento do AIMI

Proprietários de prédios urbanos – habitacionais e terrenos para construção, em 01.01.2019

60 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019

Observações

- Por transmissão eletrónica de dados (faturação eletrónica), em tempo real, através do webservice da AT

É aplicável aos sujeitos passivos isentos ao abrigo do artº 53º do CIVA, que tenham efetuado prestações de serviços a sujeitos passivos de outros Estados-membros quando tais operações se considerem aí localizadas

Obtenção de n.º de identificação fiscal especial para o não residente


bolsa de trabajo Bolsa de trabalho

Página dedicada à divulgação de Currículos Vitae de gestores e quadros disponíveis para entrarem no mercado de trabalho Código

Sexo

BE190117

F

BE190118

M

30/05/1974

INGLÊS/ FRANCÊS/ ESPANHOL

KEY ACCOUNT

BE190119

M

25/05/1993

INGLÊS/ PORTUGUÊS

ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE

FRANCÊS/ INGLÊS/ ESPANHOL

ACCOUNT 6 MARKETING

04/09/1991

INGLÊS/ FRANCÊS/ ÁRABE/ ESPANHOL

ADMINISTRATIVA / CONSULTORIA IMOBILIÁRIA

BE190120

M

BE190121

F

Data de Nascimento Línguas ESPANHOL / INGLÊS

Área de Atividade ARQUITETURA/ GESTÃO DE NEGÓCIO

BE190122

M

INGLÊS/ FRANCÊS

AUDITOR

BE190123

F

ESPANHOL/ INGLÊS

ASSESSORIA JURÍDICA E RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO

BE190124

M

INGLÊS FRANCÊS/ PORTUGUÊS/ ITALIANO

PROFESSOR DE DIREITO INTERNACIONAL

BE190125

F

INGLÊS/ ESPANHOL

ASSISTENTE EXECUTIVA

BE190126

F

BE190127

M

25/01/1966

INGLÊS/ FRANCÊS/ ESPANHOL

ADMINISTRATIVA NA ÁREA FINANCEIRA

INGLÊS/ FRANCÊS

ASSISTENTE DE OPERADOR FINANCEIRO

Os Currículos Vitae indicados foram recebidos pela CCILE e são cedidos aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo dos mesmos. Los Currículos Vitae indicados han sido recibidos en la CCILE y los facilitamos a nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando los contactos de cada referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de los mismos.

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novembro de 2014

ac t ua l i da d € 61


espaço de lazer

espacio de ocio

El cocido madrileño de La Bola, el más antiguo de la capital En la taberna de La Bola sirven el cocido madrileño fiel a la receta de 1870 de su fundadora, la asturiana Cándida Santos. Un pequeño negocio que fue creciendo y que hoy regenta la cuarta generación de la familia. Este plato conquistó a la Infanta Isabel, conocida como La Chata, a la actriz norteamericana Ava Gardner y al Premio Nobel de Literatura Camilo José Cela, entre mucho otros comensales fieles de La Bola.

G

Textos Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

arbanzos, patata, chorizo asturiano, tocino, carne de morcillo, gallina, hueso de jamón, repollo, aceite de oliva, ajos y fideos. Estos son los ingredientes del famoso cocido del restaurante La Bola de Madrid. Una receta que se mantiene fiel a la original de hace más de un siglo y que se hizo famosa de la mano de una asturiana, Cándida Santos, quien en 1870 llegó a a la capital y se instaló en un pequeño local situado en la calle de la Bola. Creó un sistema de cocidos de tres turnos para poder tener más clientela. El primero, a las 12 del mediodía, era el más sencillo para los obreros y empleados y costaba 1,15 pesetas. A la una de la tarde llegaban los estudiantes

62 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019

y pagaban 1,25 pesetas por su cocido mundo. Como explican en la propia que llevaba gallina. Y a partir de las dos, taberna, “todo sigue siendo curioso y periodistas y senadores se encontraban especial en este plato, desde su elaboracon el cocido más completo, que incluía ción sobre brasas en pucheros de barro carne y tocino. En todos ellos, chori- individuales, pasando por el entorno, zo asturiano, el que se sigue sirviendo hoy en día, “porque es más rojo y da más color a la sopa de fideos”, explica Mara Verdasco, bisnieta de la fundadora. El negocio de esta taberna sigue en manos de la familia de Cándida, después de cuatro generaciones, y los clientes llegan desde cualquier rincón del


espacio de ocio

así como por la forma de comerlo. Una experiencia donde la historia está llena de sabor con cada cucharada”. La fama de este cocido llegó hasta Palacio y era muy frecuente encontrar el carruaje real por las inmediaciones del restaurante. La Infanta Isabel, conocida como La Chata, adoraba este plato madrileño y mandaba al servicio a buscar los pucheros que más tarde comería junto a su hermano Alfonso XII. La taberna era por entonces muy pequeña y para evitar esa mezcla de clases La Chata optó por hacer uso de uno de los primeros take away de la historia. Y a lo largo de todos estos años han sido muchos los rostros famosos que han pasado por este local. Entre los clientes más asiduos estaba la actriz Ava Gardner. En la taberna definen a la actriz como una mujer “muy campechana a quien le gustaba mucho el cocido”. Otro de los comensales habituales fue el escritor Camilo José Cela, “sentado siempre en la mesa 7, ahora una de las más pedidas”. Son especialmente frecuentes las visitas de los políticos. Cándida dejó el negocio a su hija Teresa, quien falleció muy joven, por lo que fueron sus hijos Antonio, Manuel, José, Juan y Agustín los que se hicieron cargo del mismo. “Mi tío Antonio es el que estaba en el restaurante y sus hermanos se ocupaban de otros locales que tenían”, cuenta Mara. Fue la tercera generación la que se encargó de ampliar el restaurante. Primero adquirieron el local continuo y en 1970 se realizó la última ampliación y reforma por lo que cuenta ahora con tres salas diferenciadas. La cuarta generación la forman muchos

primos. Mara es quien se ocupa de la taberna en donde trabaja desde los 20 años. Y la familia tiene también un tablao de flamenco, Café de Chinitas. Y después de tantos años nada ha cambiado a la hora de hacer este plato tan típico de Madrid. “Seguimos haciendo el cocido con la receta del siglo XIX. Se cuece a fuego lento, en pucheros individuales de barro, con carbón de encina, y coge otro sabor”, relata la responsable. En este restaurante tienen sus propias tradiciones. Una de ellas, servir primero el plato con fideos y posteriormente sirven el caldo del puchero de barro. Después llegan los garbanzos y las carnes y el repollo para acompañar junto con tomate especiado con comino, guindillas y cebolletas. Para acompañar, “lo mejor es el vino porque con agua el estómago se infla al comer los garbanzos”, aclara Mara. El vino de la casa es un Rioja. El precio del cocido es de 21,5 por persona y el precio del cubierto medio con bebida y postre, de 30 euros. Para las comidas existen dos turnos, a las 13:30 y a las 15:30, y para las cenas abren a las 20:30 aunque con los turistas cada vez abren antes. Un 75% de los clientes eligen cocido, incluso en los meses de verano, que no cierran. Se aconseja reservar mesa para asegurarse un lugar. Pueden llegar a servir 150 cocidos al día aunque tienen otras especialidades como los callos madrileños o el cordero asado de manera lenta, sazonado en su punto justo y con un poco de agua para que vaya mezclándose con su propio jugos y conseguir una textura suave y delicada. 

espaço de lazer

Preparación del cocido de La Bola Poner los garbanzos en remojo la noche anterior. En un puchero de barro, hecho a mano, se introduce el hueso de jamón, la carne de morcillo, el tocino, el chorizo, la gallina y los garbanzos. El orden de los ingredientes es muy importante para que todos los ingredientes que tienen diferentes tiempos de cocción acaben de cocinarse a la vez. Añadir el agua y poner todo al fuego lento del carbón de encina durante 4 horas. Durante este periodo de tiempo hay que estar regando los pucheros continuamente con caldo de cocido, para que no se sequen puesto que la temperatura que se acumula en la parrilla donde se cocinan al carbón, es muy elevada y se consume el caldo. Si se quiere hacer más ligero y menos graso, podemos incorporar agua en lugar de caldo y alguna verdura más como zanahoria o judías verdes. Una hora antes de terminar la cocción añadir la patata. Hay que cocer el repollo y luego rehogarlo con aceite de oliva y ajo. Los fideos se cuecen con agua y un trozo de chorizo.

Restaurante La Bola Dirección: C/ Bola, 5 28013 Madrid Teléfonos: (+34) 915 476 930 / (+34) 915 417 164

SETEMBRO DE 2019

AC T UA L I DA D € 63


espaço de lazer

espacio de ocio

Agenda cultural Livro

“Pivot to the Future”, um manual para ajudar gestores a tirar partido da tecnologia

Com a chancela da consultora Accenture, o livro “Pivot to the Future: Discovering Value and Creating Growth in a Disrupted World” defende que “a emergência de novas tecnologias, como a inteligência artificial, a realidade virtual e aumentada, o 5G e a computação quântica, requer que os negócios continuem a reinventar-se através de novas estratégias de gestão e de alocação de capital”. A obra, da autoria de Omar Abbosh, diretor da área de Comunicações, Media & Tecnologia da Accenture; Paul Nunes, director global da Accenture Research; e Larry Downes, senior fellow da Accenture Research, baseia-se “num estudo da Accenture realizado a milhares de empresas de 30 setores de atividade, na sua própria experiência de reinvenção enquanto organização líder global e a visão de mercado, fruto do trabalho que desenvolve com os seus clientes”. Pretende-se “ajudar os líderes de negócio a tomar decisões estratégicas, audazes e diferentes que permitam desbloquear milhões de dólares no negócio core das empresas para serem aplicados na inovação disruptiva que poderá trazer melhores resultados no futuro”. O livro apresenta uma linha de atuação estratégica para promover a inovação: “Com mais de 100 case studies que mostram como as empresas mais prestigiadas do mundo estão a reinventar-se, através de uma série de mudanças estratégicas, o enquadramento prático do livro revela como as organizações podem tirar o máximo partido dos seus negócios core, através de investimentos estratégicos em novas tecnologias. A obra defende que as empresas podem potenciar o seu futuro se adotarem uma mentalidade de startup, escalando os seus negócios à medida que as novas tecnologias e os mercados emergem.”

64 act ualidad€

setembro de 2019

Exposição

Olafur Eliasson em Serralves: “O Vosso/ Nosso Futuro é Agora” A primeira apresentação a solo do artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson em Portugal ocupa parte do interior do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e parte dos jardins circundantes. Como informa o museu em Comunicado, “Olafur Eliasson é conhecido por criar obras de arte que atravessam as fronteiras dos espaços de exposição convencionais como o museu e a galeria - para assumirem uma presença ativa no espaço cívico”. Nesta exposição em Serralves, “Eliasson convida os visitantes a viajarem através de uma série de instalações e de esculturas recentemente criadas, de grande escala que ao invocarem ciclos, arcos e curvas incorporam movimento”. O artista antecipa o que os visitantes poderão ver: “Vórtices, ciclos, espirais e correntes compõem O Vosso/ Nosso Futuro é Agora – estão presentes nos troncos flutuantes, nas esculturas e no pavilhão instalado no exterior; nos anéis flutuantes e no bosque circular de árvores com folhas estranhamente amarelas no interior. Espero que na sua viajem através desta exposição sinta estes movimentos a um nível visceral e sinta como as trajetórias individuais de cada elemento se cruzam e se afetam umas às outras.” As obras de arte vão buscar a sua inspiração a fenómenos da natureza, como “A Yellow Forest” (floresta amarela, ilustrada na foto), de 2017, que mostra “um grupo circular de bétulas iluminadas por um anel de lâmpadas de monofrequência amarelas, desafia as perceções do natural e do artificial”. A mostra inclui também a obra “The curious vortex” (Curioso vórtice), de 2019, com um turbilhão na forma de um vórtice, bem como três novas esculturas, “Human time is movement” (winter, spring, summer), “O Tempo Humano é Movimento” (inverno, primavera e verão), de 2019, formadas por uma série de espirais de aço inoxidável, preto e branco, concebidas especialmente para esta exposição em Serralves. O comunicado sublinha que se pretende com a mostra “fomentar o diálogo entre o interior e o exterior”, pelo que “a seleção de obras reflete a já de si forte relação que a Fundação de Serralves desenvolveu entre o ambiente construído – um edifício concebido pelo vencedor do ‘Prémio Pritzker’, Álvaro Siza Vieira – e um parque envolvente que constitui um contributo significativo para a educação e consciencialização da sociedade para a importância da proteção do património paisagístico e a necessidade de conciliar espaços que são eles próprios um património com manifestações e processos culturais determinados pela sociedade contemporânea, sem prejudicar a sua integridade e permanência”.

Até 14 de junho de 2020, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves e Parque de Serralves, no Porto


espacio de ocio “O Gosto pela Arte Islâmica”, para confirmar na Gulbenkian A coleção de Calouste Sarkis Gulbenkian acusa a sua admiração pela arte islâmica. Com curadoria de Jessica Hallett, a mostra atualmente patente no Museu da Fundação Gulbenkian procura compreender “o crescente fascínio do colecionador e dos seus contemporâneos pelo orientalismo a partir de obras-primas do núcleo de arte islâmica da Coleção do Fundador e de outras importantes coleções internacionais”. A celebrar este ano os 150 anos do nascimento de Calouste Gulbenkian (1869-1955), o Museu recorda que o mesmo nasceu no Império Otomano no seio de uma família arménia, e que foi educado na Europa: “Ao longo da sua vida adulta, Gulbenkian conviveu com diferentes culturas, do Oriente e do Ocidente, tanto no papel que desempenhou na indústria petrolífera, como na sua ação filantrópica ou na construção da sua coleção. O Médio Oriente ocupou um lugar central no percurso profissional de Gulbenkian. Esta exposição analisa o núcleo da sua coleção proveniente desta região, não só através da sua história de vida, mas também à luz da situação geopolítica em mudança: o declínio do Império Otomano, o colonialismo e as duas Guerras Mundiais.” Em comunicado, a Gulbenkian explica que “o conceito de ‘Arte Islâmica’ ganhou forma nesta época, estimulando a criação de novos estilos artísticos e de novas formas de arte na Europa”. Assim “o interesse de Gulbenkian por arte persa, síria e turca reflete a paixão – e rivalidade – de outros

espaço de lazer

colecionadores, como Jean Paul Getty and John D. Rockefeller, que também faziam a sua fortuna na extração petrolífera”. A mostra constitui-se a partir das coleções de arte, dos livros e dos arquivos de Calouste Gulbenkian,

bem como de alguns empréstimos-chave de coleções internacionais como o Musée du Louvre, o Metropolitan Museum of Art e o Victoria & Albert Museum. Esta exposição “pretende aprofundar a nossa compreensão acerca das relações entre o colecionismo e a Realpolitik, identificando as notáveis sinergias entre as atividades colecionistas de Gulbenkian entre 1900 e 1930 e os desenvolvimentos paralelos no campo da Arte Islâmica’.”

Até 7 de outubro, no museu da Fundação Calouste Gulbenkian Textos Susana Marques smarques@ccile.org Fotos DR

“Pure Pop Art”, na Bienal de Cerveira Joana Vasconcelos, Andy Warhol, Steve Kaufman, Robert Indiana, Roy Lichtenstein, Pietro Psaier, Mel Ramos, Robert Rauschenberg e Keith Haring são alguns dos artistas representados na mostra “Pure Pop Art”, patente no Museu Bienal de Cerveira.“Trata-se de uma coleção privada de arte gráfica da empresa MBA Grupo Incorporado que será apresentada pela primeira vez em Portugal, sendo para nós uma honra apresentar no Museu Bienal de Cerveira estes grandes nomes intemporais da POP ART e esta que é uma das artistas mais conceituadas do país, a Joana Vasconcelos”, afirma o presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira. A exposição procura retratar “a obra gráfica de alguns dos artistas mais representativos e icónicos da Pop Art, movimento surgido na década de 1950 em Londres (Inglaterra) que alcan-

çou a sua maturidade em Nova York (Estados Unidos da América) nos anos 60.” A curadora da exposição, Ángeles Rodríguez Baliño, sublinha que “apresentar esta coleção da Pop Art em Vila Nova de Cerveira é um desafio e uma responsabilidade. Uni-la a uma obra de Joana Vasconcelos é certificar que este movimento intemporal está mais vivo do que nunca”. A partir de mais de 120 obras, a mostra apresenta “um toque nostálgico à memória de Marilyn e James Dean, com uma profunda admiração ao trabalho de Warhol, a curiosidade da figura de Pietro Psaier e a responsabilidade social de Steve Kaufman, a exuberância de Keith Haring, o excelente trabalho de Mel Ramos, a inovação de Rauchsenberg e uma pequena menção a Robert Indiana”, acrescenta.

Até 19 de outubro, no Museu Bienal de Cerveira, em Vila Nova de Cerveira setembro de 2019

ac t ua l i da d € 65


espaço de lazer

espacio de ocio

últimas

últimas

Statements Para pensar

“[A alteração ao Código do Trabalho] em primeiro lugar, vem acabar com com dois dos fundamentos mais inaceitáveis da contratação a prazo, que era o facto de ser jovem ou de ser desempregado de longa duração a prazo (...) [pelo que o novo diploma vai] penalizar as empresas que abusem da contratação a prazo” António Costa, primeiro-ministro, sobre a promulgação de um conjunto de alterações ao Código do Trabalho que visam combater a precariedade no mercado laboral, “Eco.pt”, 20/8/19

“O desempenho económico geral [na Alemanha] pode recuar ligeiramente mais uma vez. Crucial para isso é a desaceleração em curso na indústria” Relatório do Bundesbank, onde o Banco Central alemão indica que, com a descida na produção industrial e nas encomendas ao setor, é provável que a quebra na economia alemã esteja a manter-se durante o verão, citado pela “Associated Press”, “Público.pt”, 19/8/19

”Os desenvolvimentos futuros [na economia alemã] vão depender de quanto tempo dura a atual dicotomia económica e qual a direção que tomará (...)como as coisas estão actualmente, não é claro se as exportações e, por extensão, a indústria vão recuperar o equilíbrio, antes que a economia doméstica seja mais severamente afetada” Idem, citado pela agência “Blooomberg”, “Público.pt”, 19/8/19

“As transferências de dinheiro também terão tendência para diminuir e desacelerar o seu processo de crescimento, porque a entrada de imigrantes chegará a um ponto que ficará limitada e esse ponto não está muito distante” Carlos Lilaia, administrador da Unicâmbio, “Noticias ao Minuto”, 6/8/19

“La falta de dinamismo de nuestro sector exterior es debido a la incapacidad de las fuerzas políticas para crear un Gobierno sólido y estable que encare las reformas necesarias para impulsar la competitividad internacional de las empresas españolas” Comunicado de El Club de Exportadores e Inversores, tras la publicación del informe COMEX que habla de una caída del 6,6% de las exportaciones españolas en el mes de junio, “El Mundo”, 21/8/19

66 ACT UALIDAD€

SETEMBRO DE 2019


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Actualidade Economia Ibérica - nº 267  

Edição de setembro 2019

Actualidade Economia Ibérica - nº 267  

Edição de setembro 2019

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