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Actualidad

Economia ibérica novembro 2017 ( mensal ) | N.º 245 | 2,5 € (cont.)

Setor da energia adapta-se a novo paradigma PÁG. 38

“Debemos aprovechar las propiedades fantásticas del plástico” pág. 14

Mercado español se suma a la moda del crowdfunding inmobiliario pág. 20

Dia da Hispanidade comemorado em confraternização em Lisboa pág. 54


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Índice

índice

Foto de capa: DR

Nº245 Actualidad

Economia ibérica

Propriedade e Editor: CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LUSO-ESPANHOLA - “Instituição de Utilidade Pública” Comissão Executiva: Enrique Santos, António Vieira Monteiro, Luís Castro e Almeida, Ruth Breitenfeld, Eduardo Serra Jorge, José Gabriel Chimeno, Ángel Vaca e Berta Dias da Cunha

Grande Tema

Setor da energia adapta-se a novo paradigma

38.

_________________________________________ Direção de Informação (interina): Belén Rodrigo Coordenação de Textos: Clementina Fonseca Redação: Belén Rodrigo, Clementina Fonseca e Susana Marques

Copy Desk: Beatriz González, Joana Silva Santos e Laura Dominguez Fotografia: Sandra Marina Guerreiro Publicidade: Rosa Pinto (rpinto@ccile.org) Assinaturas: Laura Couselo (laura@ccile.org) Projeto Gráfico e Direção de Arte: Sandra Marina Guerreiro Paginação: Sandra Marina Guerreiro

Editorial 04.

Colaboraram neste número: Luiza Palma, Nuno Ramos e Rodrigo Almeida Dias Contactos: Av. Marquês de Tomar, 2 - 7º 1050-155 Lisboa Tel:. 213 509 310 • Fax: 213 526 333 E-mail: ccile@ccile.org Redação: actualidade@ccile.org Website: www.portugalespanha.org NIPC: 501092382 Impressão: What Colour is This? Unipessoal Lda. Rua do Coudel, 14, Loja A 2725-274 Mem Martins Distribuição: VASP – DISTRIBUIDORA DE PUBLICAÇÕES, SA Sede: Media Logistics Park, Quinta do Grajal – Venda Seca 2739-511 Agualva-Cacém Depósito Legal nº 33152/89 autorizado pela Direção Geral de Correios e Telecomunicações de Portugal

Opinião 06.

As opiniões expressas nesta publicação pelos colaboradores, autores e anunciantes não refletem, necessariamente, as opiniões ou princípios da Câmara, do editor ou do diretor. Periodicidade: Mensal

O papel da mulher na revolução da economia mundial – a solução económica resiliente - Luiza Palma

46.

A evolução do nosso direito societário - Rodrigo Almeida Dias

Nº de registo na Entidade Reguladora para a Comunicação Social: 117787

O Estatuto Editorial da Actualidad€-Economia Ibérica está disponível no site www.portugalespanha.org

A água e a energia: recursos fundamentais na economia

Atualidade 22.

Programa de mobilidade ajuda a integrar profissionalmente jovens galegos no resto do mundo e estrangeiros na Galiza

24.

IT People desenvolve aplicações de realidade aumentada para várias áreas

Tiragem: 6.000 exemplares

E mais...

08. Apontamentos de Economia 14.Grande Entrevista 26.Marketing 30.Fazer Bem 34. Setor Imobiliário 46. Advocacia e Fiscalidade 50.Eventos 56.Vinhos & Gourmet 60. Setor Automóvel 62.Barómetro Financeiro 64.Intercâmbio Comercial 66.Oportunidades de Negócio 68.Calendário Fiscal 69.Bolsa de Trabalho 70.Espaço de Lazer 74. Statements

Câmara de Comércio e Indústria

Luso Espanhola

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editorial editorial

A água e a energia: recursos fundamentais na economia

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produção de eletricidade ou gás é um dos fatores essenciais para os cidadãos e para o funcionamento das empresas, mas esta produção é cada vez mais pressionada para obedecer a fatores externos, a nível da eficiência energética e do impacto sobre o clima, no âmbito do Acordo de Paris de 2015. Esta é uma realidade a que os Estados europeus têm de dar maior importância e que deve orientar as suas decisões de investimento. A própria Comissão Europeia já criou legislação com vista à harmonização regulatória no espaço comunitário e, nomeadamente, f lexibilizou os critérios a água surge como um recurso de contabilização para o PIB dos cada vez mais escasso. O verão e investimentos públicos em matéria início do outono foram particularde eficiência energética, como foi mente dramáticos em Portugal– e recentemente revelado na II con- um pouco também em Espanha–, ferência “Os desafios do Mercado devido à época de incêndios, que Ibérico da Energia”, organizada este ano def lagraram de forma em Lisboa e que contou com a descontrolada, alimentados por presença do Comissário Europeu um clima de seca severa ou extreda Ação Climática e da Energia, o ma que assolou muitas regiões do espanhol Miguel Arias Cañete (ver país. A falta de água e de recursos “Grande Tema” nesta edição). hídricos para as várias necessidaA questão das interligações físicas des da sociedade e da economia entre Portugal e Espanha continua apresentam-se, assim, como uma a ser fundamental para expandir das questões prementes a resolver a produção e a exportação de pelos responsáveis de órgãos de eletricidade por vias renováveis poder, por forma a minimizar os na Península Ibérica e entre esta seus impactos futuros. Como come o resto da Europa, através dos bater incêndios da forma mais efiPirinéus franceses, como salienta- caz e com menos recursos imporram diversos oradores no mesmo tantes, como a água, apresenta-se, encontro. assim, como um dos desafios a Mas as alterações climáticas estão que muitas empresas e organizaa ser um desafio em vários níveis, ções pretendem dar resposta, com não só para os agentes e consumi- vista a contribuir para um meio dores do setor energético. Também ambiente mais equilibrado e dura4 act ualidad€

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douro para o futuro no planeta. Um destes projetos está a ser desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e baseia-se no conceito de colheita de água da chuva em linhas de água para aproveitamento agroflorestal e para combate a fogos florestais. Este projeto-piloto, que nasceu de um trabalho integrado desenvolvido pelos Departamentos de Ciências Florestal, Geologia e de Engenharia Civil, pretende tirar partido da colheita de água da chuva em linhas de água, permitindo “o seu aproveitamento para fins agroflorestais e para a criação de reservas de água no combate aos fogos florestais”, enquanto diminui a pressão na utilização dos recursos hídricos de superfície, informou a UTAD numa nota enviada à comunicação social.  *Email: actualidade@ccile.org


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O papel da mulher na revolução da economia mundial – – a solução económica resiliente

Por Luiza Palma*

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m pleno século XXI, vivemos é inerente, conduzindo para um fator numa sociedade dita desenvol- de mudança genética e determinante na vida, que reúne um conjunto vida das empresas. de indicadores positivos: rendiAs mulheres, quando competem num mento per capita, nível de edu- mundo que é eminentemente masculicação da população, taxa de mortalidade, no e está a deixar de o ser, são obrigadesenvolvimento científico, atividades das a desenvolver, naturalmente, uma económicas ligadas à indústria, serviços virtude que é a agressividade. Este sene comércio, respeito pelos direitos hu- timento, que deve ser entendido como manos e igualdade de género e oportu- “garra”, é um mecanismo desenvolvido nidades. Mas será que realmente estes pelas próprias, para ascenderem ao mesindicadores se verificam? Talvez não. A mo “topo” onde os homens estão. Mas, luta tem sido constante e o esforço pela mais importante, é atingirem as virtuigualdade entre homens e mulheres des exigidas pela sociedade moderna e tem aproximado nações. É no mínimo empresas, uma versão comercial de madesanimador constatar que a realidade rketing baseada na audácia, motivação e laboral, em alguns casos, continua a ser determinação. Nesse sentido, a producrua para o género feminino, que tem ção feminina é cada vez mais motivada, de se esforçar muito mais para ver o seu trazendo vantagens para a própria estrutura produtiva. trabalho reconhecido. Foi no âmbito do empoderamento A estrutura habitual das empresas, nas primeiras fases do capitalismo, foi so- da mulher na economia mundial e na bretudo uma estrutura essencialmente sociedade que a All Ladies League or“epiramidal hierárquica”, i.e., poder do ganizou o Women Economic Forum topo para a base, por patamares. Baseada (WEF), pela primeira vez, em Portugal. numa conjuntura hierárquica e masculi- Há muito esperado por todos os que na, em que a concentração feminina se abraçam este movimento, este fórum centralizava na base, algo que tem vindo realizou-se entre os dias 15 e 17 de oua alterar-se, uma visão bottom up. tubro e explorou em diversos pontos de Com a alteração genética dentro das vista a importância da mulher em vários organizações, o movimento bottom up setores de atividade (economia, política, e o alargamento de patamares, a inte- arte, educação, indústria, inovação, enração das mulheres fomentou uma re- tre outros), realçando a sua capacidade lação hierarquizada, de maior proximi- de expandir as oportunidades de negódade, de maior afeto e, acima de tudo, cio e aumentar a sua influência global. A conferência mundial WEF é, sode maior envolvimento humano entre géneros. Com a maior participação das bretudo, a afirmação de poder e capamulheres, as estruturas das empresas es- cidades - “Sim, todas nós conseguimos” tão a sofrer alterações, porque são mais - que promove o intercâmbio de expeimpulsionadoras de bem-estar, respei- riências e aprendizagens num contexto to pelas ideias e necessidades dos seres multidisciplinar. Com o tema “A Muhumanos. Desta forma, as mulheres lher na Ciência, Inovação e Criatividade estão a trazer para a vida profissional o Intelectual”, o hotel Palácio do Estoril sentido de humanização, algo que lhes foi palco de diversos debates e refleções

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onde participaram chefes de Estado e Governo, representantes das Nações Unidas, prémios Nobel e artistas de todo o mundo. Este encontro foi marcado por dois temas principais: a lepra, doença que afeta 11 milhões de pessoas em todo o mundo e principalmente mulheres e crianças e o revolucionário modelo económico designado por gender parity label (GPL). No início do mais recente WEF Portugal, o professor e cientista Pierre Moron, CEO da MRGN–‘Leprosy can be defeated. The vaccine represent hope and it is time to setup the efforts’, abordou este flagelo de saúde pública mundial. O surto da lepra voltou e poucos o sabem. Há seculos a atormentar o ser humano, a lepra, doença transmissível causada por uma bactéria que ataca a pele e os nervos, continua a ser um enorme estigma na nossa sociedade. É imperativo agir e travar a doença que mata, sobretudo, crianças e mulheres. Há 250 mil novos casos por ano, no mundo, um número demasiado elevado face à era em que nos encontramos. Foi nestes moldes que o Women Economic Forum Portugal apresentou as novas soluções de tratamento e vacinação que, na minha opinião, vão contribuir para a erradicação da doença. Os mais recentes avanços, já experienciados, permitem uma eficiente prevenção da doença e uma cura mais rápida do que as verificadas até agora. Através da introdução de agentes capazes de reconhecer e destruir qualquer vestígio do microrganismo, a vacinação e tratamentos faznos acreditar que a eliminação da lepra está, felizmente, para breve. Não é só a lepra que a ALL pretende eliminar, mas sim, todas as desigualda-


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des de género. A valorização da mulher fez-se sentir nas mais de 20 intervenções e discussões multidisciplinares realizadas no WEF. Recordo algumas que expõem o crescimento de confiança na figura feminina. O setor aeronáutico é um bom exemplo. As mulheres começam a alcançar estatutos e funções superiores que só se destinavam aos homens. O mesmo se tem verificado na arte, indústria, ciência e política. Contudo, ainda há muito a mudar tal como a intervenção “Futuro da igualdade de género aliado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” bem reforçou. A necessidade de remodelação de valores tem de se começar a sentir e foi com esse princípio que me propôs criar o novo modelo económico revolucionário GPL, para colmatar as lacunas financeiras pela falta de acesso às mesmas oportunidades que são sentidas pelas mulheres e jovens adultas. Foi nesse prisma

que fui nomeada para Chairperson para Portugal tendo a responsabilidade de traçar um novo rumo para metade de 10 milhões de vozes portuguesas em nome da All Ladies League (ALL). O GPL, que o próprio logótipo indica representa um mundo de equidade e paridade, é estruturado com base nos princípios das Nações Unidas. Distingue a implementação de políticas, modelos e práticas de boa governação para a paridade de género em organizações do setor público e privado, com e sem fins lucrativos, lucrativos pela agregação conjunta do bom cumprimento dos 10 princípios da United Nations Global Compact. Na prática, este modelo dá às empresas uma certificação ou selo de qualidade pelo cumprimento de critérios de paridade de género, estando inerente que 33% dos cargos executivos terão que pertencer ao género feminino. Isto significa que as empresas têm de ga-

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rantir as mesmas condições de trabalho e oportunidades para homens e mulheres. Assim, este modelo procura dados concretos que permitam assegurar que o tratamento entre trabalhadores é justo e equitativo, o que denota uma ausência de transparência da maioria dos grupos económicos, não apresentando tais dados. Sim, é possível lá chegar! A fórmula é simples: com a mulher a ganhar mais, o seu agregado familiar paga mais impostos, os défices baixam e o consumo aumenta. É uma ferramenta económica perfeita, só temos que começar a aplicála. Não tenho dúvidas que o futuro da economia passará pela ascensão da mulher. Porque a mulher é, de facto, o mecanismo acelerador da economia a nível mundial.  *Diretora em Portugal da All Ladies League (ALL) E-mail: luiza.palma@aall.in

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apontamentos de economia apuntes de economÍa

Novo Banco disponibiliza até 400 milhões de euros em nova linha FEI de apoio às PME inovadoras O Novo Banco disponibiliza uma nova linha de crédito no valor de até 400 milhões de euros destinada a micro, PME e ainda empresas de maior dimensão empregando no máximo até 499 trabalhadores. Esta linha, que resulta do acordo celebrado com o Fundo Europeu de Investimento (FEI), beneficia do apoio financeiro da União Europeia no âmbito dos Instrumentos Financeiros do Programa “Horizonte 2020” e do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), criados no quadro do Plano de Investimento para a Europa. O FEIE visa apoiar o financiamento de investimentos produtivos na União Europeia e assegurar um maior acesso a fontes de financiamento. Esta nova linha destina-se especificamente a empresas que pre-

tendam financiamento para apoiar as suas atividades ou projetos de investigação, desenvolvimento e inovação, até um máximo de 7.5 milhões de euros, e conta com uma cobertura do FEI para 50% do risco de crédito subjacente, sendo por isso muito relevante no apoio aos projetos aprovados nos sistemas de incentivos à inovação produtiva e qualificação de PME no âmbito do Portugal 2020. Com esta nova linha, o Novo Banco reforça a sua posição de liderança entre os bancos portugueses no acesso a apoios do FEI destinados ao financiamento da economia Portuguesa, alcançando um valor acumulado de até 1.060 milhões de euros. “Este instrumento reveste-se de particular importância para o Novo Banco porque permite o acesso

das PME portuguesas a condições de financiamento mais favoráveis, promovendo assim a criação de emprego e o crescimento da economia, e dando continuidade à estratégia prosseguida pelo NOVO BANCO de permanente apoio ao tecido empresarial por tuguês”, afirma a instituição liderada por António Ramalho. Trata-se da quarta transação do mesmo tipo assinada entre o NOVO BANCO e o FEI, depois do sucesso alcançado com o lançamento da linha “Risk Sharing Finance Facility” em outubro de 2013 e das duas linhas “InnovFin SME Guarantee Facility” em julho de 2015 e dezembro de 2016, através das quais o Novo Banco facultou 660 milhões de Euros de financiamento a mais de 500 empresas inovadoras suas clientes.

Adecco vê vantagens para as empresas na colocação de refugiados no mercado de trabalho A Adecco Portugal, líder na gestão de recursos humanos, destaca “a importância de uma integração saudável e eficiente de refugiados no mercado de trabalho global. Várias pesquisas desenvolvidas recentemente avançam novas evidências que apontam para as diversas vantagens da rápida e saudável integração de refugiados nos locais de trabalho. Além da redução do impacto fiscal e das contribuições sociais, a sua inclusão poderá influenciar o crescimento do PIB a longo prazo, assim como a correção de desequilíbrios existentes na força de trabalho, no mercado onde se encontram”, salienta a Adecco Portugal. Alguns dos grandes empregadores

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europeus, onde se inclui o grupo Adecco, fornecem diversas recomendações que auxiliam na integração de refugiados, como sejam dentro das quais se destacam o investimento em formação, ou a “capacidade de construir uma rede sólida e a flexibilidade e preparação para o aumento da força de trabalho”. Segundo Carla Rebelo, diretora-geral da Adecco Portugal, “o trabalho sempre foi o principal catalisador da integração social e cultural. Através do trabalho, os refugiados, neste caso concreto, podem ganhar um vencimento e uma forma de sustento no futuro, bem como a oportunidade de contribuir para os sistemas económicos, integrando-se mais facilmente

na sociedade. Acelerar a sua integração nos mercados de trabalho é uma vitória para todas as partes”, salienta a responsával. As maiores barreiras, no que diz respeito à colocação de refugiados em empregos, prende-se com as complexas burocracias, longos períodos de espera antes do trabalho ser legalmente possível, falta de evidência das suas qualificações individuais e competências linguísticas. “Estamos perfeitamente envolvidos com diversos players no mercado para facilitar estes processos, procurando frequentemente incentivar outros líderes na europa a abraçar este compromisso de inclusão”, acrescenta a responsável.


Breves Millennium bcp lança TPA digital O Millennium bcp acaba de lançar um terminal de pagamento automático digital– a app Millennium Moove. Com este novo sistema de pagamentos, os comerciantes passam a usar um smartphone ou tablet com uma app de pagamentos, integrada com um pequeno leitor de cartões. O Millennium Moove apresenta-se como a alternativa digital aos terminais de pagamento automático e destina-se aos comerciantes que precisam de receber pagamentos fora da loja – serviços e entregas ao domicílio, por exemplo. Mas também se destina a recebimentos dentro da loja, no

exato local onde os artigos estão expostos, garantindo aos comerciantes que nenhuma venda se perde por indecisão ou demora na fila para pagar. Com o Millennium Moove, não é preciso estar na fila. O cliente paga no ponto da loja onde o artigo está, com maior comodidade, com cartões e/ ou com o seu número de telemóvel MB Way. “O Millennium Moove garante ainda ao comerciante maior facilidade, rapidez, integração e total controlo das suas vendas, em tempo real e de forma remota”, afiança o Millennium bcp.

Clientes do Santander Totta ganham com cartão “Mundo 1|2|3”

O produto-âncora do Banco Santander Totta, o Mundo 1|2|3 e que conta já tem 345 mil clientes com conta, devolveu mais de 13 milhões de euros aos seus utilizadores desde o seu lançamento. É o único cartão do universo bancário português que permite recuperar de forma recorrente parte das despesas do dia a dia (cashback), numa panóplia relevante em termos de acesso aos mais variados serviços. O Mundo 1|2|3, uma estratégia inovadora para o segmento de particulares do Santander Totta, foi lançado em Março de 2015 e desde então tem tido uma adesão cada vez maior por parte dos clientes, registando-se uma tendência crescente dos benefícios e do valor dos reembolsos.

Os clientes utilizadores do Mundo 1|2|3 conseguem usufruir de uma vantagem económica real, ao serem reembolsados de 1% nas compras que efectuam com o cartão Mundo 1|2|3, de 2% nos gastos com a utilização da Via Verde, 2% nas domiciliações de serviços domésticos e ainda um desconto de nove cêntimos na Repsol. Tendo em conta o interesse crescente pelo Mundo 1|2|3, o Santander Totta adicionou, este ano, a possibilidade dos clientes com cartão Mundo 1|2|3 e aderentes de um seguro terem, além dos reembolsos descritos, acesso a 1% do valor pago de IMI. São mais de 50 mil os que já utilizaram esta vantagem. Este reforço na Solução Mundo 123 contribuiu, ao longo deste ano, para o aumento do benefício médio mensal e elevou para 76 € a média que um cliente já acumulou em reembolsos, desde o início do Mundo 123, sem impacto nas suas rotinas, sem alteração dos seus hábitos diários.

Salão do Automóvel regressa a Lisboa A Acap e a FIL reeditam o Salão do Automóvel, “uma oportunidade única para os potenciais compradores acederem à maior oferta do mercado automóvel nacional, numa área superior a 16 mil metros quadrados”, salientam as duas entidades. Além de um olhar mais próximo sobre as principais novidades e modelos das cerca de 30 marcas presentes, entusiastas e clientes têm disponíveis experientes equipas vendas, que os irão apoiar com serviços ajustados às suas expectativas e que poderão passar por test-drives, campanhas especiais, financiamento, seguros, entre outras vantagens para facilitar a aquisição de veículo. A organização procurou, nesta edição, ampliar a já diversificada oferta, com a criação de uma nova área de exposição de veículos seminovos, que complementa a dos veículos novos, ligeiros e comerciais. DHL Parcel lança em Portugal e Espanha o serviço internacional para envios e devoluções de e-commerce A DHL Parcel reforça o seu posicionamento no mercado de e-commerce, ao expandir o seu portefólio de produtos, com o DHL Parcel Connect e o DHL Parcel Return

Connect. Os envios de e-commerce circulam através da rede Parcel Europe, que atualmente abrange 26 países e incluirá todos os principais destinos europeus até ao final de 2018. A utilização de uma etiqueta única para todo o processo de entrega e um sistema de entrega flexível irão permitir que os destinatários recebem as suas compras o mais rapidamente possível, e com a mesma experiência de entrega, onde quer que estejam. A Fruit Attraction contou com a participação de mais de 40 empresas portuguesas A Fruit Attraction, organizada pela Ifema e pela Fepex, apresentou a sua edição mais internacional e completa, com a participação de 1.500 empresas de toda a cadeia de valor do setor hortofrutícola, 20% mais do que no ano anterior. As empresas expositoras apresentaram aos mais de 60 mil visitantes profissionais de 110 países, as variedades das suas produções, qualidades e inovação.

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Breves Este ano, mais uma vez, Portugal voltou a ter uma importante participação na Fruit Attraction, que se realizou entre 18 e 20 de outubro, com um total de 41 empresas do setor. Montepio Acredita Portugal abre inscrições para premiar os melhores empreendedores O concurso Montepio Acredita Portugal já abriu a fase de candidaturas para a sua oitava edição. O projeto tem como objetivo descobrir novos empreendedores. O concurso promovido pela Acredita Portugal e a Caixa Económica Montepio Geral– que ano passado recebeu cerca de 13 mil candidaturas– pretende apoiar qualquer pessoa com uma ideia de negócio mas que não sabe como a levar à prática ou quem já arrancou mas quer ter feedback de especialistas para avançar. O objetivo é, assim, apoiar ideias, projetos e negócios promissores de qualquer pessoa, independentemente da idade e do nível de formação. Os melhores projetos têm contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como o acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração. As inscrições podem ser submetidas, de forma gratuita, até ao dia 14 de janeiro de 2018, através do site Acreditaportugal.pt. Os 150 semifinalistas serão escolhidos dia 14 de abril, onde apenas 21 finalistas passam para a fase seguinte. A concurso estão mais de 500 mil euros em prémios. O vencedor será conhecido na cerimónia de entrega de prémios a 8 de junho. Seedrs levanta 10 milhões de libras em campanha de financiamento A Seedrs, maior plataforma europeia de equity crowdfunding, fechou recentemente uma campanha de financiamento que lhe permitiu levantar 10 milhões de libras esterlinas (11milhões de euros). Mais de dois mil investidores espalhados por 35 países participaram na ronda de financiamento, sendo que o investimento individual médio ascendeu a 3.200 libras e o mais elevado atingiu os 800 mil libras. Reino Unido, Alemanha, Portugal, França e Itália foram os países com o maior número de investidores que participaram nesta campanha. A Seedrs vai usar o capital levantado nesta ronda de financiamento para lançar novas ferramentas com funcionalidades que permitam aumentar a liquidez e o retorno potencial tanto para os investidores como para as empresas; aumentar o volume de vendas e de marketing; lançar um conjunto de novas parcerias estratégicas; e aumentar fortemente a escala da execução de campanhas através da automação, aprendizagem computacional e inteligência artificial.

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Rastrillo 2017-Feira de Solidariedade Novo Futuro de 23 a 26 na FIL A Rastrillo-Feira de Solidariedade Novo Futuro decorre este ano de 23 a 26 de novembro, no Centro de Congressos da FIl, em Lisboa, sendo mais uma vez um espaço solidário de venda dos mais variados produtos, como roupa de homem, mulher e criança, artigos para o lar, perfumaria, brinquedos, chocolates e ainda alguns artigos em segunda mão. Uma oportunidade de fazer compras solidárias a pensar já no natal, sendo que as receitas do evento reverterão para a Associação Novo Futuro, que apoia crianças e jovens em risco. Os visitantes terão ainda à disposição vários pontos de restauração, para tornar mais cómoda a deslocação à feira, onde estão dezenas de

expositores nos quase 1.800 metros quadrados de área do espaço. A feira pode ser visitada entre as 12h00 e as 23h00 nos dias 23 a 25 e das 12h00 às 18h00 no dia 26. Além deste evento anual, patrocinado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pela infanta Pilar de Espanha (na foto, durante a realização da feira, no ano passado), a Associação Novo Futuro organiza ainda um concerto solidário, que este ano contou com nomes de vulto do panorama musical português, como Jorge Fernando, o músico Agir, Camané, Ana Moura, ou os Expensive Soul. Atualmente, a instituição liderada por Isabel Megre acolhe 73 crianças, com idades entre os três e os 18 anos, em oito casas de acolhimento espalhadas pelo país.


Cosec assina novos acordos de cooperação

A Cosec e a ECGC–Agência de Crédito à Exportação do Estado Indiano assinaram um memorando de entendimento que visa desenvolver a cooperação entre as agências de crédito de exportação portuguesa e indiana, para aumentar o comércio mútuo de bens e serviços entre os dois países. O memorando de entendimento foi assinado por Geetha Muralidhar e por Maria Celeste Hagatong, respetivamente presidentes do Conselho de Administração da ECGC e do Conselho de Administração da Cosec (na foto). Este memorando de entendimento prevê ainda o intercâmbio de informações e assistência mútua e cooperação na formação de recursos humanos e a organização de workshops sobre temas relacionados com os créditos à exportação. Este acordo permite à Cosec poder melhor servir as empresas que recorrem ao seguro de créditos, de investimento e de caução com apoio público e que tenham como objetivo exportar ou internacionalizar-se naquele mercado. O mesmo acontecendo às empresas indianas que pretendem entrar ou exportar para Portugal. Também será importante no caso de

parcerias entre empresas portuguesas e indianas no acesso conjunto a novos mercados. Entretanto, a Cosec estabeleceu um protocolo de colaboração com a Autoridade Monetária de Macau, que visa facilitar o comércio e o investimento recíprocos, bem como nos países de língua oficial portuguesa. No âmbito do referido protocolo, a Cosec disponibiliza-se também para prestar assistência técnica à AMM com vista à criação da futura agência de créditos à exportação de Macau, para através dela serem oficialmente apoiadas as exportações de bens e serviços para outros mercados, incluindo PALOP, intensificando dessa forma o papel de Macau como plataforma de serviços da China, no âmbito do Fórum de Macau. Em Portugal, a Cosec havia assinado dias antes um protocolo de colaboração com a AEP-Associação Empresarial de Portugal, destinado a fomentar as exportações de bens e serviços de origem portuguesa e ainda à diversificação dos mercados de exportação (sobretudo os de maior risco), através da divulgação de produtos de seguro de créditos, sua adaptação aos mercados e às indústrias e da criação de focus groups para este efeito.

Gestores

em Foco

Rui Nabeiro (na foto) fundador da Delta Cafés e do grupo Nabeiro, foi distinguido com o prémio “Lifetime Achievement”, na 30ª edição dos Investor Relations & Governance Awards, da Deloitte. O empresário de 86 anos é o fundador da Delta Cafés, marca criada em 1961 e amplamente reconhecida tanto a nível nacional como internacional. Atualmente, o grupo Nabeiro/Delta Cafés conta com 25 empresas em diversos setores, desde a indústria e serviços, ao comércio, agricultura, imobiliário, hotelaria até à distribuição. “É conhecido pelo cunho peculiar pela forma como lidera as suas empresas. Como ninguém, Rui Nabeiro soube colocar o Alentejo e Campo Maior no mapa. É uma inspiração para todos. Simplicidade cativante. É um bom exemplo e

tão útil num país com muitas empresas de base familiar”, argumentou Manuel Alves Monteiro, presidente do júri. No seu discurso de agradecimento do prémio, Rui Nabeiro salientou a importância do comércio transfronteiriço para o sucesso do seu grupo ao longo dos anos. Luis Osuna (na foto), presidente da Coviran, recebeu o prémio Fernando de Magalhães, entregue pelo Consulado Geral de Portugal na Andaluzia, Extremadura, Ceuta e Melila. No âmbito dos prémios Fernando de Magalhães, dedicados à cooperação luso-espanhola, Luis Osuna foi distinguido pelo trabalho desenvolvido à frente da cooperativa andaluza, à qual pertence há mais de 20 anos. Começou como diretor financeiro e diretor das empresas do grupo. Em 2008, foi nomeado diretor geral da Coviran, grupo cooperativo que está já em Portugal em mais de 330 supermercados de comércio integrado.

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Breves Gas Natural vende su negocio en Italia por 1.000 millones a Edison y F2iRete Gas Gas Natural Fenosa se ha decantado por las ofertas presentadas por 2i Rete Gas y Edison, filial de la francesa EDF, para vender sus activos en Italia por unos mil millones de euros. La operación podría generar a la compañía presidida por Isidro Fainé más de 400 millones de plusvalías. En concreto, 2i Rete Gas, filial de F2i y participada por el fondo Ardian, se haría con el negocio de distribución, que es la parte más valiosa de los activos lanzados a la venta por Gas Natural Fenosa, mientras que Edison se llevaría el negocio de comercialización. En distribución, Gas Natural Fenosa cuenta en Italia con más de 7.300 kilómetros de red, que proporcionan unos 460 mil puntos de suministro, principalmente en el sur del país. En comercialización, tiene más de 460 mil clientes residenciales. Thomas Cook crea una nueva aerolínea con base en Mallorca que empezará a operar en 2018 Thomas Cook ha creado una nueva aerolínea, con base en Mallorca, para complementar su oferta uniéndose a las diferentes compañías aéreas propiedad del touroperador británico. Los primeros vuelos comenzarán a principios de 2018. La filial ocupa el hueco dejado por el cese de actividad de Monarch Airl. La nueva aerolínea se une así al resto de compañías aéreas del touroperador con base en Alemania, Reino Unido y Escandinavia, añadiendo un nuevo certificado de operador aéreo (AOC, en sus siglas en inglés) en la isla balear. La compañía balear contará con una flota inicial de un mínimo de tres a siete aviones A320, que anteriormente operaban para Thomas Cook Airlines Bélgica. Además, la nueva aerolínea creará nuevos puestos de trabajo en Palma de Mallorca, que la compañía no ha cuantificado, tanto en mantenimiento como operaciones de vuelos y funciones de gestión, así como para pilotos y tripulantes de cabina (TCP), según ha destacado Manuel Gallego, el gerente de la nueva aerolínea. Telepizza negocia una alianza con el gigante propietario de Pizza Hut La cadena española Telepizza, la mayor empresa de reparto de pizza a domicilio fuera de Estados Unidos, está negociando una gran alianza corporativa con Yum!, el gigante norteamericano propietario de Pizza Hut, Kentucky Fried Chicken y Taco Bell. Tras la segregación de su negocio en China, Yum! cerró el último ejercicio con una facturación de 5.387 millones de euros, tiene 43.500 restau-

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ACS lanza una contraopa a través de Hochtief que valora Abertis en 18.580 millones

La empresa ACS ha lanzado a través de su filial Hochtief, de la que controla un 71,7%, una contraopa por la totalidad del capital de la firma de infraestructuras Abertis para competir con la opa planteada para adquirir dicha empresa por la italiana Atlantia. La firma de Florentino Pérez ofrece 18.600 millones de

euros por el 100% del capital de Abertis, a razón de 18,76 euros por acción. La oferta de ACS supera en un 13,7% la presentada por Atlantia, e implica una prima del 6,6% sobre la cotización de Abertis en Bolsa previa al anuncio. ACS condiciona su oferta a que sea aceptada por más del 50% del capital. La oferta de 18.600 millones es un 80% en metálico y un 20% en acciones. Así, la contraoferta por Abertis consiste, alternativamente, en los 18,76 euros por acción citados o en un canje de 0,1281 acciones nuevas de Hochtief por cada acción de Abertis.

Mediaset España gana un 10,8% más pese a la caída de ingresos Mediaset España ha obtenido un beneficio neto en los primeros nueve meses del año de 146,09 millones de euros, lo que supone un incremento del 10,8% respecto al mismo periodo de 2016, según la información remitida a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). Los ingresos del grupo descendieron de enero a septiembre un 1,5%, hasta los 701,30 millones de euros, mientras que el resultado de explotación o ebitda ascendió a 198,78 millones, lo que representa un aumento del 7,8%. Los ingresos publicitarios netos, que son el principal componente de la facturación de la compañía, han des-

cendido un 0,9%, frente a los nueve primeros meses del año pasado, y se han situado en 660,91 millones de euros. Mediaset España ha explicado que de enero a septiembre fue el grupo de televisión más visto, con una audiencia del 29,1%. Por canales, Telecinco alcanzó una cuota del 13,6%, Cuatro del 6,2% y los canales temáticos del grupo (FDF, Divinity, Energy, Boing y Be Mad) del 9,3%.


Breves Iberdrola invertirá 760 millones de euros en cuatro plantas fotovoltaicas en México

La compañía trabaja en el proyecto de construcción de cuatro nuevas plantas solares fotovoltaicas en México, que se sumarán en los próximos años a las dos que se están construyendo en estos momentos, como la central de Santiago con 170 MW en San Luis de Potosí, que supone la mayor ins-

talación de este tipo de la compañía española, y la de Hermosillo, en Sonora, con 100 MW. Asimismo, la eléctrica ya trabaja en la ubicación de un nuevo parque eólico que se instalaría ya más allá de 2021 y que supondría el sexto parque de la empresa en el país. En total, Iberdrola destinará una inversión de 900 millones de dólares (unos 760 millones al cambio de ayer) en estos cinco nuevos desarrollos que sumarán 750 MW a la cartera que ya tiene en el país azteca. La compañía trabaja en estas nuevas ubicaciones fotovoltaicas principalmente en Oaxa, Tamaulipas, Puebla y Nuevo León.

Repsol se lanza al mercado de la salud como vía de crecimiento para su negocio químico Repsol se ha lanzado a explorar el mercado de la salud como vía para potenciar y ahondar en la internacionalización de su área de Química, dentro del plan de transformación puesto en marcha por el grupo para esta división, que el año pasado elevó sus ventas un 2,5% y registró un beneficio histórico para el grupo. En concreto, la petrolera prevé ganar presencia en este segmento de la salud con una nueva gama de plásticos (poliolefinas) para fabricar mascarillas, bolsas de suero o envases para medicamentos. La jefa de producto Farma de Repsol, Cristina Martínez Acedo, consideró que la compañía entra así en un mercado “en crecimiento y de alto valor”, al que podrá acceder de

acuerdo a “competencias actuales”, como la experiencia acumulada en la producción de envases para la alimentación o de plásticos extralimpios para cables. El grupo ha llevado a cabo inversiones en las plantas químicas de Tarragona y Puertollano para garantizar los procesos ‘100% limpios’ requeridos por la normativa del sector.

rantes en 135 países y suma una plantilla de cerca de 90.000 trabajadores. La empresa, que se creó en 1997 con el nombre de Tricon Global Restaurants es hoy la mayor del mundo de su sector por número de establecimientos y abre a Telepizza una gran vía de crecimiento internacional. La cadena que preside Pablo Juantegui cerró el último ejercicio con una facturación de 339 millones de euros y tiene 1.440 restaurantes repartidos en 19 países. La facturación total de la cadena, que incluye tanto la venta de las tiendas propias, como la de las franquicias, se elevó el año pasado a 517 millones de euros, lo que supuso un crecimiento del 5,1%. Inditex sube las ventas en sus tiendas online europeas el 35% Fashion Retail es la empresa a través de la que Inditex factura las ventas que realizan las tiendas online de 25 países de Europa a través de Internet. En el último ejercicio, que terminó en enero de 2017, disparó su negocio: la facturación creció un 35,1%, de 840 millones de euros a 1.137 millones, según las cuentas depositadas por la compañía en el Registro Mercantil. Los beneficios fueron de 57,3 millones de euros, el 15% más. En impuestos sobre las ganancias abonó 19,25 millones en el ejercicio. La empresa también aumentó sus empleados significativamente, de 340 a 417 trabajadores, en un ejercicio en el que lanzó tiendas virtuales en cinco países donde no tenía todas sus marcas e incorporó seis países nuevos al perímetro. Los dueños de Zara han apostado fuerte por el comercio electrónico, pero se niegan a revelar cuál es exactamente la cifra total que les lleva por Internet en todo el mundo. El Santander lanza la mayor red de emprendimiento universitario del mundo Banco Santander y cuarenta universidades han lanzado Santander X, plataforma que busca ser el mayor ecosistema de emprendimiento universitario del mundo. El objetivo es crear una red de colaboración en la que centros y emprendedores compartan ideas y conocimiento, incluso canalizando inversiones. “Con Santander X se quiere ayudar a emprendedores de todo el mundo a crecer e impulsar proyectos con impacto social que ayuden al progreso. En un inicio cuenta con 40 centros asociados en siete países, incluyendo España y Portugal. El plan de crecimiento prevá llegar a 50 universidades en tres meses y el objetivo es alcanzar las mil instituciones. La plataforma dará herramientas a estudiantes, emprendedores y universidades para conectarse con otros miembros, desarrollar proyectos y encontrar apoyos y asesoramiento.

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“Debemos ser más inteligentes y aprovechar las propiedades fantásticas que tiene el plástico” En Europa hay 62 mil empresas del sector del plástico, de las cuales mil están en Portugal. Representan el 3% del PIB luso y gran parte de la fabricación se exporta, sobre todo a España. Pedro Colaço, presidente de la Asociación Portuguesa de la Industria de Plásticos desde el año pasado, desvela algunas de las peculiaridades de un material que asegura ser “muy bueno y ecológico”. Con más voluntad política y mejor gestión, no duda que en Portugal se podría reciclar la totalidad del plástico que se consume. Lleva más de 30 años trabajando en el sector de los moldes y de los plásticos y cree que el crecimiento del consumo del plástico es algo imparable que se puede controlar y gestionar. APIP es una de las entidades que participa en Moldplás, feria industrial que se realiza del 8 al 11 de noviembre en la localidad de Batalha (foto de archivo en la pág. 16).

¿Q

Textos Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org

ué radiografía hace del sector de los plásticos?

Es un sector fuerte, que está creciendo y contribuyendo al aumento de las exportaciones portuguesas. Existen muchas variantes, con piezas muy técnicas y procesos tecnológicos completamente diferentes. Pero si hablamos en líneas generales, el plástico genera una factu14 act ualidad€

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ración de cinco mil millones de euros (desde la fabricación de formas primarias hasta la transformación). Esto representa del 2,5% al 3% del PIB y más del 5% de las exportaciones portuguesas. Es un sector constituido principalmente por microempresas y pymes, cerca de mil en total, principalmente concentradas en el norte y en el centro del país. Está creciendo en casi todas las áreas. Algunas están pasando más

dificultades por la existencia de movimientos a nivel ambiental que levantan algunas preocupaciones (especialmente en los filmes y en el material de embalaje descartable). Pero otras áreas como el de las piezas de automóvil ha crecido de forma destacada en los últimos años. Existe un binomio interesante en Portugal que es el de modelación por inyección y moldes por inyección. Portugal es el gran productor de moldes técnicos, el


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Pedro Colaço Presidente de APIP (Asociación Portuguesa de la Industria de Plásticos)

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grande entrevista gran entrevista unos 600 millones de euros. Pero es un crecimiento interesante. Estamos realizando un cluster que englobe los moldes y los plásticos para tener una mayor masa crítica y así poder entrar en otros mercados. Lo hemos denominado engineering & tooling y promueve toda la cadena de valor, desde la concepción del producto hasta la fabricación.   ¿Es fácil para las empresas del sector del plástico crecer?

tercero de Europa, y esta combinación está funcionando muy bien. Aparecen empresas de plástico técnico que distribuyen a las marcas premium de automóvil como BMW o Porsche. Portugal tiene el conocimiento práctico de los moldes y la tecnología para fabricar estas piezas. Se está convirtiendo en un distribuidor muy importante dentro del espacio económico europeo para el sector automóvil. ¿Es un sector que genera mucho empleo?

Estamos actualizando los datos y los últimos que tenemos oficiales corresponden a 2014, cuando había 20 mil empleos directos, aunque ahora serán más. El 44% de las empresas se encuentran en el norte, el 38% en el centro y el 18% restante en el sur y en las islas. El eje Marinha Grande – Leiria concentra casi 200 empresas dedicadas a la transformación del plástico. ¿Hay algún motivo que explique la fuerte presencia de esta industria en Portugal?

Se trata de un cluster que nació de forma tradicional: un funcionario sale de una empresa y monta su propio negocio en la misma área. Hubo un boom después del 25 de abril en el que muchos 16 act ualidad€

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trabajadores salieron de las empresas pioneras y fundaron las suyas propias. En el periodo del 76 al 86 nacieron muchas empresas y después del 86, con la entrada en la Unión Europea, el mercado americano se escapó y fue nece-

“El crecimiento del plástico es un movimiento imparable y Europa tiene que ser pionera en la su recogida y revalorización” sario cambiar del dólar para el marco alemán, es decir, centrarse en Europa. Hoy sigue siendo el principal mercado, pero existen otros que están llegando a Portugal. Y en los últimos cinco años estamos asistiendo a un retorno de muchos clientes que anduvieron por Asia. Los moldes portugueses en los últimos cinco años tuvieron un crecimiento del 90%. Es una fabricación casi artesanal, y el nivel de facturación es reducido,

En lo que se refiere a inversión directa extranjera, en este momento se están produciendo algunas inversiones, de la mano de grandes multinacionales. En lo que se refiere a las micro y pymes, el acceso al crédito no es fácil. Tras la crisis, las reglas para acceder al crédito son más duras y este tipo de empresas lo tienen más difícil. El problema es que en Portugal no existen casi alternativas al crédito tradicional. ¿Es una de las dificultades del sector?

Sí, sin duda, así como el coste de la energía y de contexto, de fiscalidad. Cualquier inversor que llegue a Portugal debe estar preparado para la burocracia, todo lleva su tiempo, y existen reglamentos que se deben cumplir y retrasan las inversiones. Pero Portugal está receptivo y existen mecanismos para facilitar la inversión. El Gobierno está en disposición de facilitar dicha entrada. En contrapartida, ¿qué ventajas presenta el sector?

Es un sector que está creciendo y es muy competitivo dentro del espacio europeo. Tiene precio y calidad. Nuestro mayor cliente es España. El 82% del producto se exporta para la Unión Europea y España representa el 35%. El segundo país es Francia. La proximidad geográfica en ambos casos ayuda. Portugal exporta sobre todo plástico técnico, materiales de construcción y embalaje. Sabemos que con la crisis inmobiliaria en España muchas empresas se vieron afectadas. Además, hace unos años se produjo una desindustrialización


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y se cerraron bastantes empresas en España que dio lugar a una oportunidad de negocio para las compañías portuguesas. Portugal y España están muy relacionadas y cualquier problema afecta. Ahora, por ejemplo, con la cuestión catalana hay mucha aprehensión porque industrias portuguesas exportan a Cataluña. Y España también es nuestro principal proveedor, especialmente de materias primas. En las importaciones representa un 39%. En el moldeo por inyección, el plástico llega en sacos, en granulados, y se calienta y moldea a la forma final. Esta materia prima viene muchas veces de Es-

“Con una buena gestión Portugal podría reciclar todo su plástico“ paña o a través de España. Puede que sean datos que muchas personas desconozcan, pero en este sector hay muchas conexiones entre ambos países. En este momento hay además empresas españolas invirtiendo en Portugal.

Cuando hablamos de plástico surge la cuestión ambiental. Existe algún fundamentalismo en algunos países con los productos descartables como las botellas de agua o cubiertos que creemos que está asentado en un presupuesto errado. El plástico, por sí solo, no es tóxico pero echarlo para un ambiente sin control es un problema. El plástico es totalmente reciclable, puede tener varias vidas. El problema es que falta la voluntad política y la competencia para recoger y volver a transformar. Ya se ha hecho mucho, pero falta todavía más porque apenas el 14% de los plásticos se recogen realmente en Europa para reciclar. El sector está realmente preocupado. Se ataca a la industria y causa algunos problemas porque sale legislación sin consultar al sector y se crean muchas pérdidas en las empresas. ¿Hay una campaña pública contra el plástico?

Se relaciona el plástico con el petróleo. Es verdad que el plástico viene del petróleo pero únicamente el 4% de la producción de petróleo de todo el mundo se utiliza para hacer plástico. Y el plástico es paradoxalmente muy ecológico. Permite que muchas cosas sean más leves. novembro de 2017

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Por ejemplo, los coches. Del 16 al 20% de su peso es plástico. Si fuese de otro material gastábamos más litros de combustible y se contaminaría más. Y en toda la flota de automóvil se nota mucho esta diferencia. Después se puede reciclar con un coste energético muy bajo. En definitiva, el plástico es muy bueno. ¿Vamos hacia un mundo con más o menos plástico?

Yo digo siempre que el consumo de plástico a nivel mundial va a crecer cuatro veces hasta 2050. Esto es un movimiento imparable porque se está produciendo sobre todo en Asia y no en Europa. Y tenemos que encarar que el plástico no va a desaparecer ni Europa va a ser una isla sin plástico. Europa tiene que ser pionera en la recogida y revalorización del plástico. Este cambio es importante. No debemos ser fundamentalistas de la materia sino ser más inteligentes y aprovechar las propiedades fantásticas que tiene. Cuando queremos hacer un producto nuevo, el plástico surge en un 90% de las veces. Es más fácil y más barato. ¿Portugal está preparado para reciclar el plástico?

En Portugal hay excelentes empresas 18 act ualidad€

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de reciclaje, pero tiene que importar material para reciclar porque la recogida del mismo se paró en los últimos años y no es eficiente. Se han hecho algunas experiencias con empresas privadas de recogida que están resultando muy bien. Hay un problema de gestión y de voluntad política. Si se hiciese bien Portugal podría reciclar todo su plástico. Hay empresas excelentes con la tecnología más avanzada. Debo recordar que el plástico debe estar al frente de la economía circular porque es un material reciclable. Es importante diseñar los artículos de tal forma que sean reutilizables y esta es una transformación cultural que se está produciendo. Las asociaciones y las empresas quieren ser parte de la solución y no del problema. ¿Existe mentalidad innovadora en las empresas del sector?

Es un sector industrial y como tal, o se renueva y se equipa con máquinas más eficientes o pierden competitividad. Es un sector de inversión intensiva. Portugal, desde 1974, pasó por varias etapas. Entonces estaba muy atrasado y en dos generaciones el país

se transformó totalmente. Los problemas que tuvo sirvieron para destacar la resiliencia de los empresarios. Los particulares y el tejido empresarial lograron superar los problemas haciendo más con menos. ¿Cuáles son los principales desafíos de APIP?

Comenzamos en el 2016 con un nuevo equipo. Tenemos oficinas en Lisboa y Oporto y estamos en una fase de reorganización. Es una asociación antigua donde pretendemos renovar y dar otra dinámica teniendo más relación con nuestras congéneres europeas. APIP tiene un papel importante de representación junto con las instituciones. Pasamos mucho tiempo en los gabinetes ministeriales ayudando en la legislación existente o en la futura. Parte de nuestro trabajo pasa por ahí y luego tenemos la parte de apoyo a los socios. Soy crítico con el sector asociativo porque pienso que es fundamental para defender los intereses del sector. Pero las grandes empresas muchas veces hacen un camino paralelo porque tienen sus propios recursos. Y tenemos dos realidades, las grandes y las pequeñas empresas. 


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Mercado español se suma a la moda del

crowdfunding inmobiliario Cada vez son más los inversores que colocan parte de sus ahorros en sociedades que financian proyectos inmobiliarios. El rendimiento es actualmente superior al de los fondos de inversión y permite entrar con cantidades pequeñas, desde los 50 euros. La práctica lleva años triunfando en EE.UU. y Reino Unido. Textos Belén Rodrigo brodrigo@ccile.org Fotos DR

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l crowdfunding es una herramienta de financiación de proyectos inmobiliarios que, basándose en la financiación colaborativa, permite a cualquier usuario invertir en un mercado hasta ahora exclusivo a los grandes patrimonios. Es una práctica muy habitual desde hace tiempo en países como EE.UU. o Reino Unido y se ha hecho un hueco en España en poco menos de dos años. “Se ha convertido en una buena alternativa a la inversión en banca”, afirma Juan Elorduy Mota, experto del Programa de Innovación y Tecnología Financiera del IEB. Es una inversión “más prudente que la bolsa”, en este momento “con mayor rentabilidad que los fondos de inversión” y además “permite inversiones de muy poco dinero y diversificadas”. La rentabilidad en el caso de los inmuebles que se alquilan “ronda el 4% además de una plusvalía posiblemente positiva”. Como punto débil destaca que quien quiera salir de la sociedad antes de su disolución, debe encontrar

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alguien dentro de la plataforma que se para invertir en ladrillo “hace falta quede con sus acciones. capital alto, conocimiento del merEn España, en el último año cado y mucho tiempo para buscar han aparecido plataformas como buenas oportunidades”. Requisitos BricksAndPeople, Alfabricks, que por lo general poca gente reúne BrickStarter, Debargi, FTinversiones y y “nosotros tratamos de democratizar Urbanitae. Housers fue la primera pla- esta inversión, que todos puedan”, una taforma de crowdfunding inmobilia- vez que las inversiones son a partir de 50 euros. Cuenta con más de 68.000 usuarios que han invertido más de 32 millones de euros en proyectos inmoHousers acaba de biliarios. La plataforma espera acabar abrir delegación en el año con 100 mil usuarios y alcanzar los 50 millones de euros de inversión. Lisboa donde prevé Tiene licencia para operar en las dos captar 11 mil usuarios modalidades del crowdfunding: equien Portugal y en donde ty y crowdlending. En el primer caso, se invierte en un proyecto a cambio entran con una de participaciones y en el segundo, el más habitual, los inversores conceden inversión de 3,5 un préstamo al promotor para su promillones de euros yecto. La actual legislación distingue entre inversor acreditado y no acreditado, según el patrimonio que posee. rio en estar autorizada por la CNMV, Para los no acreditados la inversión en el 2015. Álvaro Luna, socio direc- en crowdfunding está limitada a 10 tor de esta plataforma recuerda que mil euros al año siempre y cuando


actualidad atualidade Entrada en Portugal Housers acaba de abrir delegación en Lisboa donde prevé captar 11 mil usuarios en Portugal y en donde entran con una inversión de 3,5 millones de euros para la financiación de cerca de 15 inmuebles en Lisboa y Oporto. Tras su entrada en Italia, en el mes de mayo, Housers no se invierta más de tres mil en un replica ahora su modelo de negocio en mismo proyecto. La inversión media Portugal. Según Álvaro Luna, socio de los usuarios de Housers es de dos fundador de Housers, “la expansión a mil euros y el 23% de los inversores Portugal era uno de nuestros principales han entrado con capital para finan- objetivos para el segundo semestre de ciar más de cinco proyectos. Existen este año, y supone un paso importante varios tipos de productos en los que en nuestra estrategia a medio plazo invertir, como inmuebles para alqui- para convertirnos en la primera comular y después vender en un plazo de nidad de financiación participativa del cinco años o aquellos que se refor- sector inmobiliario del sur de Europa”. Actualmente, tiene una plantilla de más man para vender.

de 60 profesionales en España, Italia y ahora Portugal. 

Inmueble de Malasaña Un inmueble en Malasaña ya fue vendido y disuelta la sociedad creada entre los usuarios de Housers. Una persona que invirtió dos mil euros consiguió en 10 meses unos ingresos de 2.246,8 euros (incluyendo alquileres, venta y devolución de capital). “Cuanto más riesgo haya más rentabilidad puede tener. En el caso de las ventas, varía mucho, puede ser del 17% pero también del 7%. Por eso aconsejamos diversificar mucho la inversión”, explica el fundador de Housers, Álvaro Luna. “Queremos ser transparentes y dar confianza al inversor”, añade.

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Programa de mobilidade ajuda a integrar profissionalmente jovens galegos no resto do mundo e estrangeiros na Galiza

Há três anos que a associação Erasmus Compostela gere o programa Galeuropa na Galiza (Espanha). A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola tem sido parceira daquela instituição galega, ajudando a colocar jovens desta região a estagiar em empresas em Portugal. Francisco Rubia, secretário-geral da associação, explica que há um elevado grau de empregabilidade no final do programa.

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Texto Susana Marques smarques@ccile.org Foto Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

uais os objetivos e funções da Associação Erasmus Compostela e do programa de mobilidade profissional que estão a gerir?

Trata-se de um programa de mobilidade transnacional juvenil e tem como objetivo primário reforçar a empregabilidade, bem como as competências profissionais e linguísticas dos jovens. Pretende-se, assim, aumentar as possibilidades de inserção laboral da juventude, complementando as competências profissionais e pessoais. O programa permite melhorar a autonomia pessoal, fomentar a aprendizagem e reduzir as barreiras linguísticas. Neste programa, denominado Galeuropa, os jovens realizam estágios de formação não remunerados de três meses em empresas e entidades dos

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diferentes estados membros da União Europeia. O programa foi convocado pela “Dirección Xeral de Xuventude, Participación e Voluntariado de la Xunta de Galicia” e cofinanciado pelo Fundo Social Europeu e pela Iniciativa de Emprego Juvenil de Espanha. Por sua vez, a Associação Erasmus Compostela é uma associação sem fins lucrativos, sedeada em Santiago de Compostela (Corunha), nascida para apoiar a internacionalização da educação superior e da mobilidade juvenil transnacional como chave para a empregabilidade. Centra parte de sua atividade na organização da mobilidade, integrando a Universidade de Santiago de Compostela. Damos suporte aos estudantes internacionais que elegem a Galiza como

destino para os seus estudos e aos estudantes galegos que decidem realizar parte da sua carreira académica no estrangeiro. A associação Erasmus Compostela gere estas convocatórias de mobilidade transnacional juvenil pelo terceiro ano consecutivo. Na medida em que somos a entidade de envio (do estudante) no projeto transnacional, fazemos o recrutamento, a seleção, a avaliação e o acompanhamento do processo, bem como a justificação do mesmo. Quais são os critérios de admissão dos candidatos a este programa de mobilidade profissional?

Os candidatos devem ter idade compreendida entre os 18 e os 30 anos e estar inscritos no sistema nacional de Garantia Juvenil. Depois têm que superar o processo de seleção da enti-


actualidad atualidade

dade de envio que se fundamenta em ma é superior a um terço dos particitestes psicométricos, numa entrevista pantes, na medida em que encontram pessoal estruturada em painel e dinâ- emprego de imediato, integrando-se mica de grupo. no mercado de trabalho. Todo o processo se realiza com o objetivo de avaliar objetivamente o Que beneficios dá o programa às grau de empregabilidade do candida- empresas nele envolvidas e aos participantes ? to através das suas competências. Realmente o programa gera uma relaQuantos estudantes e profissionais já ção simbiótica entre participante e ajudaram a integrar? Quantos passa- empresa, na qual ambos saem beneram por Portugal? ficiadas. Pela associação Erasmus Compostela O participante adquire experiência desde o seu início já passaram mais laboral e acrescenta capital humano de sete mil estudantes e profissionais qualificado à empresa. de todos os países europeus e dos Até ao momento, o índice de satisfacinco continentes. Ao abrigo deste ção é mais do que aceitável, com casos programa de mobilidade, nos últimos de maior êxito no setor da arquitetura três anos já apoiámos mais de uma e do setor jurídico. dezena de participantes. Quantos ficaram cá a trabalhar?

O rácio de inserção laboral do progra-

Quais são as maiores dificuldades ou os maiores desafios que enfrentam os candidatos/estudantes?

O maior desafio para os participantes neste tipo de programas é a adaptação ao novo ambiente pessoal e laboral, assim como superar as barreiras linguísticas e culturais, nas primeiras semanas do programa. Que balanço é possível fazer da parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola?

A nossa entidade considera que o balanço da colaboração com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola durante os últimos três anos é muito positivo. Estamos muito satisfeitos por colaborar com uma entidade como a CCILE, com reconhecido prestígio internacional e relevante atividade. Queremos acrescentar o nosso “grão de areia” no desenvolvimento da sua atividade no âmbito da internacionalização. 

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IT People desenvolve aplicações de realidade aumentada para várias áreas A IT People, grupo especializado na transformação digital das organizações, tem vindo a apostar cada vez mais no desenvolvimento de aplicações com base na chamada realidade aumentada (RA), destinadas às mais diversas áreas, desde turismo, à promoção imobiliária, manutenção industrial, entre outras.

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Texto Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org Fotos DR

grupo IT People, líder no segmento da realidade aumentada (RA), tem vindo a criar novos projetos em torno desta tecnologia, chegando agora a áreas tão distintas como o turismo, a promoção imobiliária, manutenção industrial entre outras. Criada há cerca de 10 anos, a IT People Innovation é “uma das pioneiras da RA e com maior expressão em desenvolvimento de projetos” com esta tecnologia, sublinha Eduardo Vieitas (foto na pág. seg.), CEO do grupo, agora designado IT People Group. Recentemente, a IT People Innovation fez uma restruturação, dando origem a três novas spin-off, especializadas em diferentes áreas de aplicação. Surgiram, 24 act ualidad€

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assim, a NextReality, a empresa estará presente na Web Summit, que assume os projetos e produtos será igualmente o braço do grupo de RA desenvolvidos pela IT People IT People para o desenvolvimento Innovation desde 2010. Neste âmbito, de projetos web e mobile, acrescenta destaca-se uma solução já premiada– Eduardo Vieitas. dedicada à valorização do património, Quanto à IT People Innovation, passa o VisitAR–, bem como o ARchitect, a dedicar-se ao serviço de outsourcing criado para a área da arquitetura / de TI e gestão de talento tecnológico. promoção imobiliária e o primeiro Outra empresa do grupo é a Tandem produto de RA disponível na store do Hololens (foto ao lado); ou ainda o 4D Paper, o primeiro produto de RA em português lançado na AppStore e na PlayStore, que permite dar vida aos catálogos. A NextReality, que


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Incubator, uma incubadora de startups com um modelo exclusivo de intrapreneurship, que permite aos colaboradores do grupo IT People ou externos, criarem startups com projetos baseados em tecnologias inovadoras. A quarta nova empresa é a TSCG, a primeira startup gerada na Tandem Incubator e já lançada como empresa do grupo, é especializada na criação de apps mobile de RA para o nicho das trading card games, por via da sua tecnologia de reconhecimento exclusiva, a BigAR. Esta é a única empresa do grupo totalmente dedicada ao segmento B2C. “O forte crescimento que temos vindo a registar desde que entrámos no mercado, há quase 10 anos, criou a necessidade de autonomizarmos as diferentes áreas de atuação da empresa, para prestarmos o melhor serviço possível aos nossos clientes”, enquadra Eduardo Vieitas. Para este responsável, “desde a nossa fundação, que acreditámos na RA como uma dinâmica tecnológica que iria mudar o mundo. Claramente, a aposta foi ganha e, quase 10 anos depois, as empresas mais atentas sabem que a RA está a mudar todas as regras, a par do empreendedorismo e do talento

tecnológico”, acrescenta o empreendedor, salientando que a RA representa um grande avanço face à realidade virtual. O responsável destaca o sucesso que tem tido a aplicação VisitAR junto dos visitantes de museus, permitindo uma viagem ao património em RA, mais dinâmica e atrativa do que as visitas convencionais. No caso das escolas, os professores podem introduzir conteúdos explica- previamente, por exemplo, os resultativos, para um processo de aprendiza- dos de uma cirurgia estética. Em 2016, o grupo obteve um volugem mais visual. A próxima área de intervenção onde me de negócios de 2,1 milhões de o grupo– que pode criar projetos com euros, valor que este ano deverá ascenfuncionalidades específicas para uma der aos três milhões. O grupo IT People conta já com determinada empresa– irá apresentar novidades será a indústria/ manu- aproximadamente 120 colaboradotenção de equipamentos, onde a RA res nos seus escritórios e em regime pode ajudar, nomeadamente, a detetar de outsourcing, com experiência na falhas nos sistemas. Este projeto está criação de soluções inovadoras para a ser desenvolvido utilizando tecno- empresas nacionais e internacionais. logia da Apple, Google e Microsoft A tecnologia da empresa serve de base Hololens, adianta Eduardo Vieitas. a produtos de congéneres de outros Já no próximo ano, o grupo deverá países, como Espanha, Dinamarca, apresentar uma solução para a área da Irão ou Peru, que os complementam saúde, para os pacientes poderem ver com as suas soluções. 

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IKI Mobile apresenta o primeiro telemóvel do mundo com cortiça

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stá já disponível, em exclusivo no El Corte Inglés, o primeiro telemóvel do mundo com cortiça da marca portuguesa IKI Mobile (na foto). Nos Grandes Armazéns de Lisboa e, em breve, em Gaia Porto, é possível adquirir o telefone topo de gama IKI Mobile–

KF5 Bless Cork Edition– um smartphone que se destaca por ser o primeiro, a nível mundial, feito com componentes de cortiça, material antibacteriano e hipoalergénico, facto corroborado por estudos efetuados pela Associação Portuguesa de Cortiça. Tito Cardoso, administrador da IKI Mobile, sublinha que “estamos bastante satisfeitos por estar presentes nas superfícies comerciais El Corte Inglés, através da Telecor, em Portugal. Consideramos que esta é a altura ideal para entrar no grande retalho, tendo em conta a abertura em breve da fábrica em Coruche, que nos permitirá ter autonomia para trabalhar

os nossos produtos em casa, sem depender de ninguém que possa condicionar o nosso crescimento”. A empresa portuguesa prepara-se para implementar a primeira fábrica de telemóveis na Península Ibérica– com abertura prevista ainda para este ano–, que será em Coruche, designada como a “Capital Mundial da Cortiça”. Trata-se de um investimento que ronda os 1,6 milhões de euros e que criará 50 postos de trabalho. “A integração da marca portuguesa no sortido do El Corte Inglés vem reforçar a aposta clara da empresa em apresentar a melhor e mais ampla oferta em todas as suas áreas, com especial relevância para os produtos nacionais”, refere a IKI Mobile. 

Hambúrgueres da Ibis são à medida e 100% nacionais O i-Kitchen Burguer é o novo conceito de restauração ibis, que oferece hambúrgueres com ingredientes 100% nacionais. O primeiro restaurante abriu recentemente no ibis Lisboa Alfragide, com uma decoração moderna, que alia elementos industriais e vintage. No i-burguer é possível degustar hambúrgueres confecionados com 170 gramas de carne nacional, que são preparados na hora, frente ao cliente. Na carta, constam três sugestões: o Tuga Queijo, em que o queijo Castelões se alia à textura única do bolo do caco; o Tuga Ananás (pão de hambúrguer, alface, tomate, cebola caramelizada e ananás) e o Tuga Bacon (bolo do caco, bacon, tomate, rúcula e queijo cheddar). Mas o restaurante do Ibis Alfragide tem uma particularidade: convida cada cliente a

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tornar-se um Tuga Chef e criar o seu próprio hamburguer a partir de uma combinação única dos melhores ingredientes nacionais. Todos os hambúrgueres vêm acompanhados de batatas rústicas assadas no forno, servidas com maionese de ervas. O menu tem o valor de nove euros. Ainda é possível completar a refeição com uma salada ou uma sopa. As sobremesas não foram deixadas ao acaso: a mousse de Oreo é a estrela da casa, mas não pode deixar de provar o Red Velvet e a tarte de maçã. Para acompanhar, a sugestão recai na limonada fresca da casa. Aberto para almoços e jantares, o i-bur-

guer apresenta uma decoração que alia o estilo industrial, com grandes candeeiros metálicos, a elementos vintage e retro, sem esquecer a inspiração das hamburguerias dos anos 60 com uma juke box e discos vinis espalhados pelo restaurante. “A Ibis pretende, assim, oferecer uma opção de restauração mais atual aos seus hóspedes, mas também atrair todos os que apreciam um saboroso hamburguer, com ingredientes de alta qualidade, num ambiente cosy e descontraído”, afirma a marca hoteleira. 


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ALD Automotive celebra 25 anos de atividade em Portugal A

ALD Automotive celebrou, no passado dia 22 de setembro, os 25 anos de atividade em Portugal, no ano em que ultrapassa a marca dos 16.200 veículos sob gestão, e em que se assinala a entrada da empresa a nível internacional na bolsa de valores (ver entrevista na edição 243 da Actualidad€). Com a presença de cerca de 250 convidados, entre clientes, parceiros, fornecedores e colaboradores, a ALD Automotive celebrou com uma animada festa este importante marco da história da empresa. A festa decorreu num dos mais recentes espaços de eventos em Belém (Lisboa), onde os convidados puderam desfrutar de uma vista privilegiada sobre o rio Tejo. Para Manuel de Sousa, diretor-geral da ALD Automotive Portugal, “foi

uma grande honra celebrar os 25 anos da ALD Automotive em Portugal. Passei por muitos países e três continentes, mas em nenhum tive o privilégio de comemorar 25 anos de atividade. Vinte e cinco anos de história são o culminar de muitos desafios, muito trabalho e também muitas conquistas!”, afirmou o responsável, que lidera os destinos da empresa em Portugal desde 2014. A empresa especialista na gestão

de frotas automóveis emprega uma centena de pessoas em Portugal. Recentemente, a ALD Automotive celebrou novas parcerias, nomeadamente com a Norauto. O grupo está presente em 41 países. 

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A EDP lançou em 2013 um serviço único e inovador, o Funciona. O serviço inclui a revisão das instalações de energia

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Em setembro deste ano, a EDP lançou para os clientes Funciona um serviço de auditoria de iluminação. Este serviço inclui uma

(gás e eletricidade), assistência técnica aos eletrodomésti-

análise às lâmpadas existentes na habitação de forma a identi-

cos e às instalações de energia, serviços urgentes (ruturas

ficar soluções de iluminação mais eficientes, capazes de gerar

e entupimentos de canalizações, quebra de vidros, entre

poupanças económicas com um baixo custo de investimento.

outros) e, opcionalmente, a manutenção de caldeiras e ar

Este serviço passa agora a estar disponível como alternativa às

condicionado. O serviço, que se destina aos clientes, no

revisões das instalações de gás e de eletricidade para todos os

mercado livre de energia, residenciais e de negócios, lo-

clientes residenciais.

calizados em Portugal Continental, tem vindo a crescer de forma acentuada desde o seu lançamento, tendo realizado no primeiro semestre deste ano mais de 130.000 intervenções.

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A EDP tem neste momento a decorrer uma campanha em que oferece 10% de desconto na eletricidade durante um ano para os clientes que aderirem ao serviço Funciona, acrescentando ainda o desconto de 50% no valor da mensalidade deste servi-

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No caso dos clientes residenciais, é disponibilizado um pla-

ço nos primeiros três meses após a adesão. Mais informações

fond anual de 600€ para assistência técnica, que inclui mão

em www.edp.com

de obra, deslocações e 25% do valor das peças utilizadas nas reparações, podendo o valor remanescente ser pago na fatura de energia em 12 mensalidades. As intervenções mais solicitadas neste âmbito são para as máquinas de lavar roupa, esquentadores e máquinas de lavar loiça. Os serviços urgentes mais pedidos são na área da canalização e na instalação elétrica.

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Tate Modern reveste-se a cortiça portuguesa

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esde o mês passado que os visitantes da “Hyundai Commission: Superflex: One, Two, Three Swing!” podem caminhar sobre uma colossal aplicação de cortiça, parte integrante da instalação apresentada na Tate Modern, uma das mais conceituadas instituições de arte contemporânea do mundo. Nesta instalação, que decorre até ao próximo dia 2 de abril de 2018, foram aplicados cerca de cinco mil metros quadrados de um inovador compósito de cortiça, que reveste o solo da Turbine Hall, o icónico espaço da Tate destinado a projetos de grandes dimensões. Esta é a maior instalação com cortiça a ser

apresentada no Reino Unido, um trabalho liderado pelos Superflex, um coletivo dinamarquês internacionalmente reconhecido pelos seus interesses em torno dos espaços urbanos e da forma como, através da arte, interpelam a autenticidade da sociedade. A seleção da cortiça para a 3ª edição da “Hyundai Commission”, que este ano se assume como um espaço de experimentação e de lazer, foi intermediada pela KWY, uma plataforma multidisciplinar de investigação que junta arquitetos, curadores e criativos diversos na conceção e apoio ao desenvolvimento e implementação de projeto.

O desafio lançado à Corticeira Amorim despoletou o desenvolvimento de um novo compósito de cortiça que, ao contrário de outros materiais previamente testados, conseguiu responder a requisitos específicos e muito exigentes em termos de absorção de impactos de grande amplitude (prevendo quedas de dois a três metros de altura) e de resistência ao desgaste (na edição do ano passado o Turbine Hall recebeu cerca de três milhões de visitantes). António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, destaca que “depois do Serpentine Gallery Pavilion e do Victoria & Albert Museum, é para nós um motivo de orgulho, vermos, mais uma vez, a cortiça ser o principal material de um grande evento cultural no Reino Unido, desta vez no palco da Tate Modern”. O novo compósito de cortiça combina, de uma forma inédita, grânulos de cor natural e expandidos e, além do já referido, garante ainda a estabilidade dimensional e a resistência à água e ao sol solicitados pelo projeto. É que, além de se estender ao longo de todo o espaço do Turbine Hall, a cortiça aparece também no exterior da Tate Modern, tendo também sido selecionada para o assento dos baloiços, um elemento marcante deste conceito expositivo apresentado pelo coletivo. 

Sacoor Brothers inaugura flagship store D epois do recente lançamento da coleção AW2017, com o novo conceito #wearconfidence, abriu em outubro a primeira flaghship store Sacoor Brothers em Portugal. A loja de Lisboa é a maior da marca em todo o mundo. A nova coleção apresenta-se em 450 metros quadrados de área de venda, direcionada para um público mais jovem e trendy, no seguimento do lançamento do novo conceito da marca– Vestir Confiança (#Wearconfidence). A loja divide-se em três espaços distintos: homem, rapaz e senhora, com forte destaque para este último, onde apresenta um

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conjunto alargado de opções de vestuário e acessórios para o público feminino. A flagship store veste-se com um conceito de loja diferenciador e conta com um conjunto de serviços adicionais inéditos: barbeiro, mesa de coworking, touch screen com social wall, healthy bar, espaço taylor made, DJ e loja totalmente equipada para eventos de música ao vivo, tudo num ambiente seleto e, simultaneamente, descontraído. A presença digital na loja está ainda presente nos ecrãs digitais a passar conteúdos da marca Sacoor Brothers, e uma social wall, onde são mostradas todas as foto-

grafias marcadas com #SacoorBrothers e hashtags relacionados. A fachada da loja tem, ainda, um ecrã led, que, além do logo, passa vários conteúdos diferentes ao longo do dia. Diferenciador e irreverente, este alinhamento está a par do recente lançamento da coleção AW2017 que pretende fazer um reposicionamento da marca tornando-a mais próxima de um público mais jovem e trendy, aproveitando ainda o mote para comunicar a sua oferta para o público feminino, desmistificando a ideia de que a marca é essencialmente masculina.


BQ lança nova gama de smartphones Aquaris V O fabricante de telemóveis BQ apresentou os seus novos smartphones Aquaris V Plus e Aquaris V (na foto). A fotografia é uma das imagens de marca da BQ. Para esta gama, a tecnológica optou por um sensor Sony IMX386 de 12 MP e tecnologia Big Pixel. Graças ao tamanho dos pixels (1,25 μm/pixel) e à abertura de f/2.0, o sensor capta mais luz, reduzindo o tempo de captura e obtendo assim, melhores fotografias em contraste e contraluz. Inclui tecnologia de focagem ultrarrápida PDAF e função HDR/HDR+. A sua câmara frontal de oito MP integra flash frontal para selfies noturnas, Face Beauty e Selfie Indicator, aparte de HDR. A BQ fez uma aposta no ecrã e som, para oferecer uma excelente experiên-

cia audiovisual à geração que mais conteúdo multimédia consome. O Aquaris V (5,2” HD) e o Aquaris V Plus (5,5” FHD) contam com vidro curvo 2,5D, brilho de 520 e 570 nits respetivamente e vidro japonês NEG Dinorex ultrarresistente. No que diz respeito ao áudio, destaca o seu amplificador inteligente TFA9896 de NXP, a saída de auriculares com níveis de distorção inferiores a 0,006% em máximo volume e o codec de áudio Bluetooth aptX, que reduz a latência e a perda de qualidade típica em codecs tradicionais. Ambos montam o processador Qualcomm Snapdragon™435 Octa Core que, aliado a uma bateria de 3.400 mAh (Aquaris V Plus) e 3100 mAh (Aquaris

V), oferece a autonomia que caracteriza os dispositivos da BQ. Também incluem carga rápida Qualcomm Quick Charge 3.0, muito solicitada pelos mais jovens. A BQ também apresentou os novos Aquaris U2 e Aquaris U2 Lite, com os quais “continua a democratizar a tecnologia fazendo com que, especificações características de gamas mais altas, sejam acessíveis a qualquer pessoa”, afirma o fabricante espanhol. Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos DR

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BPI Seniores entrega 700 mil euros a 27 projetos para melhorar a vida de idosos

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o âmbito da 5ª edição do Prémio BPI Seniores, o BPI entregou 700 mil euros a 27 instituições de solidariedade para apoiar projetos que promovem a inclusão social e o envelhecimento ativo de pessoas com mais de 65 anos, e reforçando-se em 200 mil euros a dotação inicialmente prevista. O primeiro prémio foi entregue, exaequo, à Santa Casa da Misericórdia

de Castanheira de Pera e à Associação de Solidariedade e Acção Social (ASAS) de Ramalde. O BPI distinguiu ainda os projetos de outras 25 instituições com menções honrosas. O júri dos prémios analisou mais de 421 candidaturas e selecionou os projetos que considerou mais sustentáveis, inovadores e com maior impacto social. Criado em 2013, o Prémio BPI Seniores tem como objetivo dar resposta a um problema cada vez mais grave na sociedade: a falta de respostas sociais dirigidas aos mais velhos. No total das suas cinco edições, foram atribuídos mais de três milhões de euros em donativos, distribuídos por 134 projetos, os quais

contribuem diariamente para beneficiar mais de 40 mil cidadãos seniores em todo o território nacional. O BPI Seniores insere-se na política de responsabilidade social do banco– onde se incluem ainda o BPI Capacitar e o BPI Solidário–, que se tem destacado pelo trabalho próximo com instituições que estão no terreno, apoiando as populações mais necessitadas através de projetos de inclusão social. O projeto premiado da Santa Casa da Misericórdia de Castanheira de Pera visa reforçar o apoio dado pela instituição à comunidade, através da criação de uma unidade móvel, que permitirá realizar sessões de fisioterapia e consultas de clínica geral. Por seu lado, a Associação de Solidariedade e Acção Social de Ramalde pretende dinamizar ações de sensibilização sobre os cuidados a ter face ao risco de quedas nos idosos. 

Banco Santander entre os primeiros bancos do mundo no Dow Jones Sustainability Index O Banco Santander renovou a sua presença no Dow Jones Sustainability Index (DJSI), índice de referência de âmbito internacional que mede o comportamento sustentável das empresas nas dimensões económica, meio-ambiente e social. Na sua revisão de 2017, de um total de 212 entidades financeiras, apenas 28 conseguiram fazer parte deste índice. Com uma avaliação total de 89 pontos em 100, o Banco Santander é reconhecido pelo DJSI, pelo segundo ano consecutivo, como um dos 10 bancos mais bem avaliados do mundo pela sua gestão sustentável. O DJSI atribuiu a nota máxima (100) à gestão da sua pegada ambiental, ao

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posicionamento no financiamento de energias renováveis e eficiência energética, e aos programas e atividades de inclusão financeira, entre outros aspetos. Por outro lado, o Santander melhorou no último ano a pontuação obtida em outras reconhecidas agências de rating em sustentabilidade, como Sustainalitycs, MSCI, Oekom e Vigeo, e continua a fazer parte do índice FTSE4Good, tendo melhorado os seus resultados. “O Santander tem como principal missão contribuir para o progresso económico e social das pessoas e das empresas de forma responsável e sustentável”, afiança a instituição. O banco

desenvolve inúmeros projetos de apoio à sociedade, com especial compromisso no ensino superior como principal foco do seu investimento social. Em Portugal, em 2016, o Santander Totta dedicou mais de 6,8 milhões de euros à responsabilidade social, 5,9 milhões dos quais ao ensino superior. No plano social, o banco já apoiou este ano mais de 13 mil pessoas, através de 80 instituições sociais. A gestão ambiental é também “um pilar importante da estratégia de sustentabilidade do banco, adotando há vários anos uma política rigorosa de controlo e redução dos consumos e de sensibilização dos seus colaboradores”. 


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Oceanário de Lisboa melhora acessibilidades

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Oceanário de Lisboa, em colaboração com a Junta de Freguesia do Parque das Nações, criou um novo percurso pedestre inclusivo, que oferece melhores acessibilidades no recinto circundante do equipamento, eliminando as barreiras físicas e promovendo conforto, autonomia e segurança. O caminho acessível liga os dois parques de estacionamento vizinhos – o Parque Doca, na Alameda dos Oceanos, e

o Parque Oceanário, na Rua dos Cruzados – à entrada do Oceanário. Esta iniciativa promove a proximidade com todos os que desejam visitar as exposições, participar nas atividades e viver a experiência “de imersão” e conhecimento no oceano que o Oceanário proporciona. “É uma prioridade para o Oceanário de Lisboa o empenho contínuo em responder às necessidades dos nossos visitantes. Com mais de um milhão de visitantes por ano, o aquário é para todos”, refere Miguel Tiago de Oliveira, diretor de Operações e Responsabilidade Social do Oceanário. No interior do Oceanário de Lisboa, a circulação de visitantes respeita as Normas Europeias de Acessibilidades, o percurso da visita tem rampas e

elevadores, para facilitar a circulação em cadeira de rodas e a deslocação de carrinhos de bebé. A bilheteira dispõe de atendimento prioritário para grávidas, crianças de colo e outros visitantes de mobilidade reduzida. O serviço ao visitante conta ainda com cadeiras de rodas disponíveis para uso durante a experiência da visita. O Oceanário de Lisboa, que comemora 19 anos, já recebeu mais de 22 milhões de visitantes de todo o mundo. É um espaço único, com exposições memoráveis, desenvolve o maior programa de educação ambiental do país, financiando e colaborando com várias instituições em projetos de conservação dos Oceanos. O Oceanário de Lisboa é um aquário público de referência mundial, que recebe mais de um milhão de pessoas por ano. Tem como missão promover o conhecimento dos oceanos, sensibilizando para a sua conservação, através da alteração de comportamentos. 

Siemens premeia jovens empreendedoras no Apps for Good 2017 E ste ano, a Siemens distinguiu as melhores participações femininas no âmbito do movimento tecnológico educativo Apps for Good. O prémio Jovens Empreendedoras no Digital, patrocinado pela Siemens Portugal, foi entregue a Júlia Pereira, da Escola Domingos Rebelo (Açores), que apresentou a aplicação Good Life, destinada a combater hábitos de vida pouco saudáveis, a Matilde Teixeira, da Escola D. Sancho II (Alijó), que integrou o projeto Fashion4All, app destinada a reunir tendências de moda de forma organizada, e a Mónica Marona, da Escola Dr. Ginestal Machado (Santarém). Esta última aluna fez parte da equipa vencedora do primeiro prémio da competição, com a app Pensa Antes de Publicar,

destinada a fomentar a leitura pelas crianças, ao utilizar a realidade virtual para animar as imagens dos livros. Em relação ao ano passado houve um aumento de 5% no número de raparigas a participarem, representando agora 32% do total de participantes. “A Siemens Portugal continua empenhada em atrair cada vez mais mulheres para a área da engenharia e das TI, que ainda é predominantemente ocupada por homens. A atribuição do prémio Jovens Empreendedoras é uma forma de estimular, reconhecer e valorizar o talento feminino nacional nestas áreas digitais e de impulsionar o empreendedorismo nas jovens portuguesas”, destacou Pedro Pires de Miranda, CEO da Siemens Portugal.

O segundo prémio Apps For Good 2017 foi para a app Articulândia, da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha), que permite ter sessões de terapia da fala em qualquer lugar e a qualquer hora. Já o terceiro prémio foi atribuído à aplicação Book Trade, um suporte à divulgação de livros para troca, desenvolvido por alunos da Escola Secundaria S. João Madeira. A Apps for Good 2017 colocou em competição 21 aplicações finalistas, previamente selecionadas de um total de 140, apresentadas por alunos de 106 escolas dos ensinos básico e secundário, que conceberam aplicações para telemóveis, ou outros suportes móveis, com fins sociais. 

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Setor II da Quinta da Fonte renova-se e passa a Q The Office Park

Otro de empresas situado em OeiSetor II da Quinta da Fonte, cen-

ras, renovou a sua imagem e apresenta-se agora como Q The Office Park. Fundos geridos pela Oaktree Capital Management, juntamente com o seu parceiro local Internos Global Investors (um fundo de gestão de ativos para 80 investidores institucionais de quatro continentes) adquiriram o espaço em 2015 e fizeram um investimento significativo no parque, com vista a melhorar o bem-estar dos funcionários das PME nela instaladas. O Q The Office Park, lançado no passado dia 11 de outubro, vem dinamizar o Setor II da Quinta da Fonte, destinado “a acolher as PME que procuram locais extraordinários para trabalhar”, de acordo com o lema do projeto imobiliário. Composto por nove edifícios (sete no Setor II e dois no Setor I) com área de 32.700 metros quadrados de escritórios amplos, 1.200 lugares de estacionamento e espaços verdes requalificados, o Q The Office Park passa a contar com um leque de serviços com-

pletamentares, como quiosques de apoio a pequenas tarefas do dia a dia, food trucks para refeições e take away, animação e eventos, aulas de fitness, entre outras atividades. Para Maria do Carmo Paias, senior asset manager da Internos, “o investimento no bem-estar é essencial para atrair as PME extraordinárias, ajudando-as a reter o seu capital humano”. As empresas imobiliárias envolvi-

das na promoção do Q The Office Park, Aguirre Newman e CBRE, defendem que “um bom ambiente laboral melhora a produtividade e posiciona a qualidade dos espaços arrendados. Idealmente, e segundo as tendências mundiais, os escritórios devem permitir que os ocupantes conciliem trabalho e saúde, o que permitirá melhores resultados”. 

Transações de imóveis crescem para máximos de nove anos A s vendas de imóveis em Portugal cresceram, no primeiro semestre do ano, 18% em número de projetos e 25% em valor, impulsionando o setor da construção e obras públicas. “O primeiro semestre de 2017 bateu o recorde dos últimos nove anos em termos de transações semestrais de fogos habitacionais, tanto em número como em valor”, destaca a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop) na sua análise de conjuntura de setembro.

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De acordo com aquela análise, entre janeiro e junho deste ano, foram transacionados 72 mil fogos, em Portugal, num montante total de 8,9 mil milhões de euros, refletindo crescimentos de 18% em número e de 25% em valor face ao período homólogo de 2016. A Fepicop assinala que a venda de fogos já existente foi “a principal responsável pelo forte dinamismo” do primeiro semestre, com crescimentos de 21% em número e de 31% em

valor e que impulsionaram o volume de trabalhos de reabilitação urbana. Também a crescer estiveram as transações de fogos novos ainda que apenas 4% em número e 6% em valor. Numa dinâmica transversal a todo o país, destaca-se a Área Metropolitana de Lisboa, que concentrou o maior número de transações (35% do total e 48% em valor) e o valor médio de transação mais elevado, de 168.600 euros, 36,6% acima da média nacional de 123.500 euros. 


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Vila Galé Porto Ribeira já abriu O grupo Vila Galé já tem em funcionamento o novo Vila Galé Porto Ribeira, hotel de charme localizado na zona da Ribeira do Porto e que traz o conceito paper free , uma vez que o papel é substituído por soluções mobile , tanto no relacionamento interno, com hóspedes e com fornecedores. Em comunicado, a Vila Galé avança que no novo hotel do Porto “por exemplo, o check in é feito através de tablets , que permitem também consultar preçários, conhecer promoções ou preencher os questionários de satisfação”, enquanto nos quartos “a informação que habitualmente está disponível em papel passa

a ser apresentada através da TV, num portal com conteúdos exclusivos”. Todas as ementas estão online , numa página exclusivamente criada para o efeito, sendo que também a “recolha de assinaturas e validação de documentos, a apresentação de contas e a entrega de faturas é feita eletronicamente”. “Com esta opção, pretende-se garantir uma maior sustentabilidade e eficiência, mas mantendo a simplicidade e um uso fácil e intuitivo de todos estes processos”, realça o grupo hoteleiro português. Localizado na zona da Ribeira do Porto, em pleno Cais das Pedras e próximo da Alfândega, o Vila Galé Porto Ribeira está a poucos

minutos das principais atracções turísticas da cidade, contando com um total de 67 quartos, alguns com vista para o Douro. A unidade conta ainda com o lounge Almada Negreiros, onde se encontra o bar com esplanada junto ao rio e um pátio interior, espaço onde se pode apreciar uma carta de snacks com assinatura do chefe executivo da Vila Galé, Francisco Ferreira. Como tema, o Vila Galé Porto Ribeira elegeu a pintura, estando diversos quadros que recordam pintores nacionais e utensílios alusivos a esta arte colocados ao longo das paredes e corredores da unidade, a explicar vários estilos desta expressão artística. 

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Aguirre Newman assessora venda do Edifício The Tower

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consultora imobiliária Aguirre Newman anunciou a conclusão da venda do edifício The Tower, localizado em Oeiras, ao grupo têxtil Endutex, por cerca de sete milhões de euros. O edifício The Tower contém 6.400 metros quadrados de escritórios, distribuídos por 13 pisos, e ainda três pisos em cave, totalizando 15.326 metros quadrados de área total bruta de construção.

Localizado junto ao centro comercial Oeiras Parque, o The Tower está ainda dotado de um parque de estacionamento coberto, com capacidade para 266 veículos. Este ativo imobiliário, com cerca de 500 metros quadrados por piso, apresenta características que vão ao encontro da procura, existindo a possibilidade destes serem divididos. Estas frações estão posicionadas no mercado com a área média de transacções realizadas na zona 6 (Corredor Oeste). É de referir que durante o primeiro semestre, a zona do Corredor Oeste registou uma área contratada de cerca de 22.185 metros quadrados sendo a zona com maior procura. Cerca de 75% das transações foram

inferiores a 500 metros quadrados, áreas estas que o edifício The Tower disponibiliza na sua grande maioria. Eduardo Fonseca, diretor do Departamento de Investimento – Development, que acompanhou este negócio, refere: ”temos vindo a defender e a aconselhar os investidores a olhar atentamente para a necessidade de promoção de edifícios de escritórios, dada a escassez de oferta em alguns pontos da cidade, bem como de ativos novos e diferenciadores. A Endutex, com a sua visão estratégica, viu o potencial do edifício The Tower, conseguindo colocar no mercado escritórios de excelente qualidade, com áreas e características únicas que o destacam face à restante oferta”. Esta construção parada há cerca de quatro anos, irá agora renascer, através da nova proprietária– a Endutex–, uma das maiores produtoras mundiais de têxteis técnicos, com a diversificação de atividade nos últimos anos para as áreas de hotelaria e imobiliária, promete agora concluir e inaugurar o edifício renovado ainda este ano. 

InterContinental Lisbon foi distinguido pelos “World Travel Awards” como a melhor unidade na categoria de “Business Hotel” a nível nacional. O hotel de cinco estrelas situado junto ao Parque Eduardo VII venceu a categoria, de entre vários prestigiados hotéis de luxo nomeados.

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As votações foram efetuadas através do site dos World Travel Awards e os vencedores foram conhecidos a 30 de setembro, em São Petersburgo, na Rússia, na gala da 24ª edição dos

Foto Sandra Marina Guerreiro / Arquivo

InterContinental Lisbon eleito “Melhor Business Hotel” de Portugal O

“World Travel Awards”, que existem desde 1993 e que são uma referência mundial na área. 


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Alameda Shop & Spot inicia processo de remodelação O centro comercial Alameda Shop&Spot, gerido pela CBRE, deu início a um processo de remodelação. Segundo o diretor do Alameda Shop&Spot, Juan Ferreira, “esta renovação está integrada numa estratégia de atualização e reposicionamento do centro que iniciou com o rebranding e agora o refurbishment, que passa também pela procura da modernização constante da nossa oferta comercial”. A renovação pretende reposicionar o Alameda em conformidade com os padrões de modernidade e conforto, para responder às atuais tendências do

mercado bem como às exigências do consumidor dos dias de hoje. Paralelamente, este investimento visa ainda adaptar e harmonizar a oferta do centro à oferta da região, proporcionando uma experiência única de compras e lazer em plena cidade do Porto. Um dos focos da renovação incide na zona de restauração, na criação de um conceito inovador, com marca própria – Páteo–, que transporta para um espaço foodie, em sintonia com a tendência de dinning experience cada vez mais procurada em espaços destes, dando origem a um total de 656 lugares. Em termos de oferta, a

área da restauração apresenta desde já algumas novidades com a entrada da insígnia Caco, O Original, a renovação e ampliação da loja Vitaminas e em breve um conceito de Tapiocaria, que vem juntar-se aos mais de 20 espaços de restauração já existentes. Esta é uma primeira fase que termina no final do ano e que também terá intervenções em zonas comuns, desde as áreas da circulação, iluminação, climatização até ao parque de estacionamento. Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos DR

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Setor da energia adapta-se a novo paradigma

Além dos desafios do aumento da integração, e da convergência de preços a nível ibérico e da interligação ao resto dos mercados europeus, os mercados Ibéricos de eletricidade e de gás natural devem preparar-se para um novo paradigma, da transição para a sustentabilidade ambiental. A produção de energia "limpa", onde as energias renováveis assumem um papel fundamental, passa, assim, a ser uma prioridade dos Estados europeus. Textos Clementina Fonseca cfonseca@ccile.org, Fotos DR

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or um lado, o Acordo de Paris, firmado a nível mundial em 2015, por outro, o pacote "Clean Energy for All Europeans", aprovado pela Comissão Europeia em 2016, dois desafios que marcam o setor da produção, transporte, distribuição, armazenamento e comercialização de energia elétrica e de gás natural na Península Ibérica. No âmbito do Acordo de Paris, alcançado em 12 de dezembro de 2015, foi estipulado um plano de ação destinado a limitar o aumento do aquecimento global a um valor bastante abaixo dos dois graus centígrados, a partir de 2020. Para tal, os governos devem procurar definir estratégias de longo prazo que permitam reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, o que obrigará os vários agentes económicos a baixar as respetivas emissões e a adotar uma ação mais sustentável.

As estratégias para o setor da energia No caso do setor energético, a mudança para o novo paradigma implicará uma aposta clara na energia renovável – que deverá representar 27% da produção energética até 2030 – e um aumento da eficiência energética para os 30% em 2020 e para os 50% em 2030, de acordo com novos objetivos fixados pela Comissão Europeia (CE). Para alcançar estes objetivos, a CE determinou, nomeadamente, um conjunto de medidas designado por "Energia Limpa para Todos os Europeus”, que inclui alterações no mercado da eletricidade, através de uma participação dos cidadãos neste processo de "transição energética" e ainda de um incentivo à penetração das energias renováveis neste mercado, como enquadrou o Comissário Europeu da Ação Climática e

Energia, Miguel Arias Cañete, na conferência "Os Desafios do Mercado Ibérico da Energia", que se realizou no passado dia 9 de outubro, em Lisboa (fotos nas pág. seg.). A proposta da CE para a criação do mercado único da energia prevê uma "coordenação das atuações em matéria energética e climática" entre os 28 países comunitários, que abrange nomeadamente as políticas regulatórias, adiantou o mesmo responsável. Interligação Espanha/ França beneficiará também Portugal Na conferência, onde participaram mais de duas centenas de responsáveis do setor energético de Portugal e Espanha, foram salientados diversos aspetos referentes aos desafios que se apresentam às empresas, reguladores e aos Estados – e nomeadamente aos dois países da Península Ibérica – para o cumprimento das novas exigências. Desde logo, a necessidade de aumentar e consolidar as infraestruturas físicas que interligam os sistemas produtores destes dois países e destes com o resto da Europa, através de França. Para o comissário, é fundamental mudar o atual panorama de isolamento de Portugal e Espanha perante o resto da União Europeia (UE), procurando facilitar a exportação da energia renovável produzida no mercado ibérico para outros países europeus. "Não há justificação para que a Península Ibérica esteja isolada da Europa. Portugal e Espanha continuam na periferia, o que afeta a sua competitividade. Estes são dois países que podem competir na Europa, que podem ser líderes na produção de renováveis", afirmou o responsável comunitário, adiantando que a capacidade de interligação entre Portugal e Espanha ultrapassa já

os 10%, mas que entre Espanha e França se encontra abaixo dos 5%, embora tenha duplicado com a recente ligação franco-espanhola Baixas-Santa Llogaia. O objetivo para 2020 passa por ter um nível de interligação das redes elétricas entre países de pelo menos 10% e, até 2030, de 15%. A este propósito, Miguel Arias Cañete recordou o discurso recente do Presidente francês, Emmanuel Macron, que defendeu a necessidade de trabalhar no sentido de aumentar as interligações entre a Península Ibérica e França, para chegar ao resto da UE. Juan Lasala, CEO da REE-Rede Elétrica de Espanha, referiu no mesmo evento que as interligações com França estão atualmente a funcionar nos dois sentidos, tendo aquele país, no último ano, importado 85% de energia da Península Ibérica, a preços competitivos. Na conferência realizada em Lisboa, o Governo espanhol garantiu, igualmente, que Madrid está empenhada no aumento das interligações entre a Península Ibérica e França, e que também existem bons sinais neste sentido da parte do Governo francês, depois de anos a travar o processo, como destacou o secretário de Estado de Energia de Espanha, Daniel Navia, durante o evento, que foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria LusoEspanhola (CCILE). Deste modo, o Governo francês lançou recentemente a consulta pública sobre a construção da interligação do Golfo da Biscaia, que vai permitir aumentar a interligação elétrica entre Espanha e França e cujo investimento pode ascender aos 1.750 milhões de euros. O futuro cabo elétrico submarino ligará os dois países pelo Golfo da Biscaia, ao longo de 370 39


grande tema gran tema

quilómetros, e permitirá aumentar a capacidade de interligação até aos cinco mil MW. Os dois países benef iciarão, assim, de importantes poupanças de combustíveis fósseis, com os consequentes benefícios ambientais, e, ainda, ao nível da segurança de fornecimento. Portugal irá benef iciar indiretamente desta infraestrutura (apesar de não ter de contribuir f inanceiramente), a qual deverá estar concluída a partir de 2021/2022. "Estamos a trabalhar para ter um mercado da energia único real", assegurou o responsável. Todavia, o comissário europeu advertiu que "acontecimentos como o Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] podem também mudar muito o que pode ocorrer no mapa das interligações" energéticas. Na mesma linha, o secretário de Estado da Energia português, 40 act ualidad€

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Jorge Seguro Sanches, sublinhou Luso-Espanhola que se realizou a necessidade de aumentar as em Vila Real em maio, onde interligações energéticas e defen- se salientou a importância das deu mesmo que se realizasse em interligações, quer na eletricidade Lisboa, no próximo ano, "uma quer no gás natural. "Portugal e Espanha reiteraram e reforçaram a sua posição conjunta quanto à imprescindibilidade de aumentar Os objetivos da UE as interligações, tanto de eletricipreveem uma dade como de gás natural, entre os dois países, mas fundamentalcapacidade de mente, dos dois países com o resto interligação das da Europa, para que a Península Ibérica possa servir de garante redes elétricas da segurança de abastecimento entre países de 10% do espaço europeu no setor do gás natural e do setor elétrico, e até 2020 e de 15% possa exportar energia renovável até 2030 para o espaço europeu. Portugal e Espanha assumiram ainda o compromisso de trabalhar em cimeira de alto nível sobre inter- conjunto para que as propostas ligações de energia". O gover- legislativas europeias atualmennante português, que considera te em negociação no âmbito do que os preços da energia devem pacote legislativo 'Energia Limpa' baixar ainda mais, relembrou incluam as medidas efetivas para ainda as conclusões da Cimeira aumentar urgentemente as inter-


Fotos Sandra Marina Guerreiro

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ligações com o resto da Europa "os interesses regionais", através (...) até que seja alcançado o de "mercados regionais", que objetivo de, pelo menos, 10% de assegurem de forma mais eficaz o consumo em cada região eurointerligação". Por outro lado, adiantou que peia, como é o caso do Mibel. "Portugal e Espanha acordaram criar um grupo de trabalho técO setor dos nico que está a analisar as possibilidades de uma maior cootransportes é um peração no âmbito das energias dos que tem menos renováveis e com o objetivo de formular as propostas adequadas alternativas às ainda durante este ano". energias fósseis, Enquanto se avança nos domínio das interligações e da reguenquanto nos lação, o certo é que os consumiautomóveis ligeiros dores da Penínusla Ibérica vivem atualmente com total segurança se prepara a de abastecimento, quer de enerrevolução elétrica gia elétrica quer de gás natural, não se verificando quebras de fornecimento, uma situação que convém continuar a garantir na Consumo na Península Ibérica nova fase de transição, afirmam aumentou em 2016 diversos responsáveis do setor. O consumo de eletricidade Para isso, sublinham os regula- terá aumentado ligeiramente, dores, é importante salvaguardar em 2016 face a 2015, quer em

Portugal quer em Espanha. Em Portugal, cresceu 0,6%, totalizando 49,3 TWh, o que representou o maior consumo desde 2011. Em Espanha, o consumo voltou a crescer, rondando os 250 TWh. O mercado está a ser impulsionado desde a criação, há cerca de 10 anos, do Mibel-Mercado Ibérico de Eletricidade, que tem permitido agilizar e tornar mais competitivas as trocas de energia elétrica entre os dois países. A plataforma transacional deste mercado único (OMIE, no caso do mercado à vista) tem contribuído para atenuar de forma acentuada o diferencial de preços na compra e venda de eletricidade dos dois lados da fronteira, que em grande parte das horas do dia já é nulo (ver caixa na pág. 43). Daniel Navia sa lientou, na mesma conferência, que a produção de energias renováveis foi muito impulsionada pelos 14 leinovembro de 2017

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grande tema gran tema lões de atribuição de licenças de da Direção Geral de Energia e em termos de contabilização dos produção renovável que foram Geologia licenciamentos para mais investimentos públicos ao nível da realizados pelo operador do mer- 46 projetos, equivalentes a 1.106 eficiência energética para o peso do PIB, o que irá facilitar uma cado à vista. Estão previstos novos MW de capacidade instalada. O governante espanhol adiantou maior intervenção pública neste concursos até final de 2019, que irão introduzir até cerca de 3.000 que, tanto em termos de eletri- domínio. Além do incentivo à produção de MW de eletricidade provenien- cidade como de gás, há ainda te de novas instalações de fon- muito a fazer pela integração dos renováveis, o novo pacote eurotes renováveis em todo o sistema dois mercados ibéricos, nomea- peu de transição energética prevê espanhol, como forma de tornar damente a nível regulatório e de ainda o aumento do autoconsumais competitiva a sua produção, articulação para que os dois países mo. O setor dos transportes é um dos baixando os custos para o consu- assumam uma posição mais forte midor e avançando em termos das nas negociações europeias sobre que terá de realizar uma maior adaptação ao novo paradigma que metas definidas para a transição esta matéria. Daniel Navia sublinhou, por se desenha, por forma a conclimática. Em Portugal, o atual Governo seu turno, que além dos custos verter as suas fontes energéticas "autorizou já 14 centrais solares superáveis do combate às altera- para energia "limpa". Este setor, fotovoltaicas em regime geral, ções climáticas, a chamada tran- nomeadamente o do transporte sem custos para os consumi- sição energética deve representar aéreo continua sem alternativas dores de eletricidade, as quais mesmo "uma oportunidade econó- aos combustíveis fósseis, enquancorrespondem a uma capacidade mica" para os países ibéricos e não to se prepara uma autêntica revoinstalada de 521 MW, comentou maiores custos para os Estados ou lução nos veículos elétricos, que Jorge Seguro Sa nches, adia n- empresas. Neste sentido, saudou a em breve serão uma realidade na tando que estão pedidos junto f lexibilização permitida pela CE Europa.

Quase 80% dos clientes de eletricidade em Portugal já estão no mercado livre O mercado livre de eletricidade registou, em maio, 4,85 milhões de clientes, o que se traduz num crescimento de 6,8% face ao mês homólogo de 2016, e representa 79% do número total de clientes e 92% do consumo registado em território nacional, de acordo com o último balanço da ERSE, divulgado no final de julho. "A totalidade dos grandes consumidores está praticamente toda no mercado livre, enquanto a percentagem de domésticos continua a aumentar, representando 83% do consumo total do segmento face aos 78% registados em maio de 2016", adianta o mesmo relatório. Em termos de intensidade de mudança de comercializador, o número de clientes que deixa o mercado regulado para integrar uma cartei-

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ra de comercializador em mercado é inferior (menos de um terço) ao número de consumidores que troca de comercializador já em regime de mercado, consolidando a tendência crescente de mudanças de comercializador no quadro do mercado livre, frisa a ERSE. Em termos de consumo, registou-se uma redução de 168 GWh entre abril e maio, para um total de 41.279 GWh, o que mesmo assim representa um crescimento de 3,8% face ao mês homólogo de 2016. A EDP Comercial, apesar de ter registado uma quebra, manteve a sua posição como principal operador no mercado livre, com quotas de 44,2% do consumo total e 84,3% dos clientes do mercado livre. Destaque também para a En-

desa, que reforçou a liderança no segmento de clientes industriais, com uma quota de 29,7%, enquanto a Iberdrola mantém a liderança no segmento dos grandes consumidores, com uma quota de 27%. Quanto ao mercado regulado, conta ainda com cerca de 1,31 milhões de clientes, face aos mais de seis milhões de clientes existentes em Portugal. Já no mercado espanhol, existem mais de 13,8 milhões de consumidores no mercado livre, o que corresponde a 53,5% do total de clientes de eletricidade, de acordo com a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência espanhola (CNMC). O mercado de tarifa regulada tem os restantes 12 milhões de clientes do sistema espanhol.


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Convergência de preços e regulação Em mais de 90% das horas do ano, os preços de eletricidade no mercado grossista são iguais para os operadores elétricos que compram em Espanha ou em Portugal. Por outro lado, são menos de 10% das horas em que Espanha compra mais barato, mas a diferença não chega a um euro. Esta convergência de preços representa uma evolução substancial realizada ao longo dos últimos oito anos, que se deve em grande parte aos investimentos realizados em interligações das redes, para o transporte da energia entre os dois países, mas também pelo dinamismo criado pelas plataformas transacionais do Mibel (OMIP e OMIE). De acordo com o relatório anual da ACER-Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia sobre o mercado interno de eletricidade, o mercado ibérico é um dos mais dinâmicos e onde a convergência de preços é maior. Em termos globais, o relatório adianta que a tendência de queda de preços no mercado grossista que se verifica há alguns anos se manteve em 2016. Paralelamente, ocorreram muito mais frequentemente "picos" de preços do que em anos anteriores. O comportamento dos mercados, no ano que passou, foi distinto de região para região, tendo o mercado ibérico sido um dos que registou a maior convergência de preços. Observando a média diária de preços, aquela variou entre de menos de 0,5 euros/ MWh nas fronteiras entre Portugal e Espanha, República Checa e Eslová-

quia e entre a Letónia e a Lituânia, até aos 10 euros/ MWh ou mais nas várias fronteiras britânicas, entre a Áustria e a Itália e entre a Alemanha e a Polónia. "Isto confirma a importância da maximização do comércio de capacidade elétrica entre países, particularmente nas fronteiras com o maior leque de preços", adianta o relatório da ACER. Por seu turno, a ERSE, no seu mais recente estudo sobre a "Regulação da Energia em Portugal", salienta que a nível da construção do mercado único europeu, "a integração de mercados tem duas dimensões complementares: o investimento em infraestruturas e a harmonização regulatória. Não faz sentido reforçar as interligações e, depois, preservar sistemas regulatórios completamente distintos de cada um dos lados das fronteiras mantendo assim barreiras ao acesso a esses mercados". "A existência de uma rede energética interligada contribui para a segurança de fornecimento, facilita a integração de mercados,

eliminando as barreiras à entrada e promovendo a concorrência, e viabiliza a existência de preços mais acessíveis e a melhoria da qualidade de serviço em benefício dos consumidores. Apesar do esforço de harmonização regulatória e do investimento em infraestruturas a nível europeu, existem ainda, em muitos aspetos relevantes, 28 sistemas regulatórios nacionais que se aplicam a mercados que não têm, em muitos casos, massa crítica ou dimensão estratégica para tornar exequível, eficiente e eficaz o processo de liberalização", garante a ERSE. Quanto à criação do Mibel, em 2006, a entidade reguladora nacional salienta que o "reforço da capacidade de interligação e a progressiva harmonização regulatória registadas entre os dois Estados ibéricos no decurso dos últimos dez anos permitiu uma integração progressiva dos dois mercados com reflexos positivos na qualidade de serviço, na promoção da concorrência e nos preços da energia".

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Mercado ibérico do gás mais atrasado que o da eletricidade Quanto ao mercado de gás, o consumo na Península Ibérica ronda os 34 mil milhões de metros cúbicos e depende exclusivamente de importações, sobretudo da Argélia e de outros países do Magreb. Embora alguns dos participantes no encontro do passado dia 9 de outubro tenham salientado o abrandamento que se verificou no consumo desta matéria no último ano, nomeadamente em Portugal, muitos sublinham todavia a importância do gás natural para a indústria em geral e para o próprio sistema eletroprodutor (por exemplo, para substituição da produção de renováveis), desde logo em períodos de seca como o que se vive atualmente na Península Ibérica. O mercado ibérico de gás natural (Mibgas) é ainda incipiente e necessita igualmente de importantes investimentos em interligações entre os dois países e com o resto da Europa. A nível de infraestruturas, saliente-se que está prevista a terceira interligação de gás natural entre Portugal e o território espanhol. 44 act ualidad€

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O futuro gasoduto Celorico da Beira/ Vale de Frades-Zamora, destinado a reforçar a segurança de abastecimento interna, visa, ainda, posicionar a Península Ibérica como uma das principais portas de entrada de gás natural no mercado europeu, reduzindo a dependência da Rússia. A rede nacional de gasodutos conta atualmente com duas ligações a Espanha através de BragaTui e Campo Maior-Badajoz, estando ambas as infraestruturas ligadas ao gasoduto proveniente do Magreb. No porto de Sines, a REN dispõe ainda de um terminal de gás natural liquefeito, que permite trazer, através de barco, este combustível de vários pontos do mundo. A plataforma de mercado organizado ( hub) no âmbito do Mibgas, iniciou, em dezembro de 2015, a negociação de produtos de gás natural em mercado diário, um processo que vem introduzir transparência de preços e maior liquidez ao mercado ibérico de gás natural. Um dos objetivos deste mercado passa por transacionar também produtos como futuros e

outros além do mercado spot . Este ano, até setembro, foram movimentados através do Mibgas 8.440 GWh, ou seja, 3,4% da procura, o que é ainda muito pouco. "O arranque desta plataforma de negociação constitui um importante passo na integração progressiva dos mercados de gás natural de Portugal e de Espanha e na construção do mercado interno do gás natural", como enquadra a ERSE num recente relatório de balanço do mercado energético. "A integração dos mercados grossistas de gás natural de Portugal e Espanha passa ainda pelo desenvolvimento de diversos mecanismos visando o aprofundamento da plataforma de mercado organizado, pela eliminação das tarifas na interligação e pela definição do modelo de governação do Mibgas", adianta o mesmo levantamento. Todavia, a nível regulatório, os operadores referem que continua por resolver o chamado efeito pancaking tarifário na importação de gás de Espanha por gasoduto (duplicação da aplicação das tarifas de transporte), que afeta o desenvolvimento do mercado. Segundo o secretário de Estado Jorge Seguro Sanches, a preocupação a nível de regulação tem sido assegurar "custos neutros" para o consumidor, razão pela qual o Mibgas não avança tão depressa quanto os operadores exigem. Entretanto, irá realizar-se em Lisboa, no final deste mês, uma conferência onde serão abordados os grandes desafios para o setor do gás a nível de transporte na Península Ibérica. A conferência é promovida pela REN e pelo Core LNGas Hive, um projeto de âmbito comunitário que visa promover o gás natural liquefeito como combustível para o setor do transporte ibérico, em especial o marítimo. 


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A evolução do nosso direito societário

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epois da revolução decorrente da aprovação do atual Código das Sociedades Comerciais, há cerca de 30 anos, a evolução posterior do nosso direito societário tem sido igualmente assinalável. Quando começámos a trabalhar na área, há 20 anos, constituir uma sociedade envolvia, nomeadamente, sobreviver à interação com o RNPC e, depois, outorgar uma escritura pública. Atualmente, o processo está francamente simplificado, com empresas na hora e similares. Qualquer alteração estatutária carecia igualmente de formalização via escritura pública, enquanto agora, como é sabido, a ata com a deliberação do órgão competente – tipicamente, a assembleia geral – é título suficiente para efeitos de registo, tendo-se, assim, eliminado um desnecessário duplo controlo, primeiro pelo Notário e depois pelo Conservador. As transmissões de participações sociais foram igualmente simplificadas: primeiro a transmissão de ações, com a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários (acabando com o complexo regime legal que anteriormente regia a matéria – um infeliz diploma de 1982, cuja vigência foi mantida pelo Código das Sociedades Comerciais); e, posteriormente, as cessões de quotas – mais um ato que deixou de ser obrigatoriamente formalizado por escritura pública. As alterações foram múltiplas. Escrevendo ao correr da pena, recordamos, a título exemplificativo, duas (a primeira, como é bom de ver, muito mais relevante e estruturante do que a segunda):

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as sociedades por quotas passaram a poder ser unipessoais e os conselhos de administração das sociedades anónimas passaram a poder ser constituídos por um número par de membros. A prática também teve evoluções fundamentais: recordamos, novamente a título exemplificativo, (i) a introdução da certidão permanente (que veio, além do mais, reforçar a segurança jurídica); (ii) o fim da competência territorial das Conservatórias e, associada, a realização dos registos pelas Conservatórias de forma mais célere; e (iii) a criação das publicações eletrónicas, em detrimento da caduca IIIª série do Diário da República em papel. Com a generalidade das alterações que, sem preocupações de exaustividade, acabamos de enunciar, passámos a ter um direito societário mais moderno, simples e seguro para a generalidade dos operadores. No entanto, se quisermos fazer um balanço, não poderemos igualmente ignorar que, por um lado, houve alterações que se nos afiguram questionáveis; e, por outro lado, muito estará ainda por fazer. Antes de lá irmos, importa, no entanto, ter presente que o corrente ano de 2017 está a ser fértil em termos de alterações relevantes. Tudo começou com a Lei n.º 15/2017, de 3 de maio, que veio proibir a emissão de valores mobiliários – incluindo, designadamente, ações em sociedades anónimas – ao portador e impor a conversão dos existentes em valores mobiliários nominativos. Mas a grande alteração é mais recente, tendo sido introduzida pela Lei n.º 89/20107,

Por Rodrigo Almeida Dias* de 21 de agosto, que veio aprovar o regime jurídico do Registo Central do Beneficiário Efetivo (“RCBE”). Dito de forma muito simples, pretende o legislador que, a todo o tempo, seja possível saber quem são as pessoas singulares que estão “por trás” das pessoas coletivas, sociedades comerciais evidentemente incluídas. Assim, logo no momento da constituição de uma sociedade comercial, os documentos que formalizem tal constituição devem conter a identificação das pessoas singulares que detêm, ainda que de forma indireta ou através de terceiro, a propriedade das participações sociais ou, por qualquer outra forma, o controlo efetivo da sociedade. As sociedades devem depois manter um registo atualizado (i) dos sócios, com discriminação das participações sociais; (ii) das pessoas singulares que detêm, ainda que de forma indireta ou através de terceiro, a propriedade das participações sociais; e (iii) de quem, por qualquer forma, detenha o respetivo controlo efetivo. Tais informações devem ser periodicamente declaradas, sendo então compiladas numa base de dados, nisto consistindo o RCBE. De notar, também, que se prevêem três graus de acesso ao RCBE: público; da própria sociedade; e, claro, das autoridades de investigação criminal e de supervisão e fiscalização, AT incluída. Sucede que logo no primeiro nível será possível conhecer os beneficiários efetivos das sociedades e o interesse económico detido. Na prática, se as sociedades anónimas se tornaram menos anónimas com a obrigatoriedade


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de as ações serem nominativas, agora, com a implementação do RCBE, nada restará de anonimato. O impacto daqui decorrente é evidente: se um imóvel está registado em nome de uma sociedade, ainda que anónima, qualquer um poderá passar a saber que pessoas singulares detêm essa sociedade anónima; e se, numa sociedade anónima, por exemplo familiar, o patriarca decide doar as ações aos filhos ou vendê-las a um terceiro, todos ficarão a saber que tal doação ou venda ocorreu. É precisamente por este mais recente diploma que podemos começar a referência que acima antecipámos às alterações que se nos afiguram menos conseguidas. Por um lado, enquanto a generalidade das alterações a que inicialmente fizemos referência apontavam para um caminho de simplificação, as obrigações decorrentes do RCBE, por muito que possam ser cumpridas por via eletrónica, vêm incrementar burocracia e custos de contexto. Não se desconhece que vivemos tempos em que a luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo reclama constantes reforços (ao que um Estado carente de receitas sempre aproveita para acrescentar a prevenção da fraude e evasão fiscais). Mas poucos quererão que, para tais nobres propósitos, acabemos com um Estado – e, em parte, o público em geral – que tudo sabe e todos controla. Por outro lado, outros aspetos do novo regime legal afiguram-se-nos igualmente questionáveis – por exemplo, o incumprimento do dever de informação pelo sócio, ainda que apenas se injustificado e após notificação pela sociedade, permite a amortização das respetivas participações sociais. Trata-se de mais uma solução radical adoptada pelo legislador, para a qual o tecido empresarial português não estará, pensamos, preparado. Continuando, neste nosso 48 act ualidad€

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balanço, com as alterações que reputamos menos conseguidas, ocorrem-nos imediatamente dois exemplos adicionais: o fim do capital mínimo nas sociedades por quotas e o excessivo facilitismo que agora rodeia o regime do depósito do capital social. Com efeito, as sociedades por quotas começaram, como é sabido, por ter um capital mínimo de 400 contos (cerca de 2.000€, para os mais novos) e, posteriormente, de cinco mil euros. Essa exigência de capital mínimo já não se verifica atualmente, em nome, presume-se, de um fomentar do empreendedorismo. Sucede que, sem algum capital, nada se faz, por mais etérea que a atividade seja. E não se diga que há outras formas de financiamento da sociedade, para além do capital social: é argumento que não invalida a nossa percepção de que a possibilidade de constituir uma sociedade com 1€ de capital apenas serve para aventuras, algumas das quais seriam porventura travadas com a fixação de um valor mínimo de capital. Substancialmente pela mesma ordem de razões, temos as maiores dúvidas quanto à bondade dos atuais regimes de depósito do capital social após a constituição da sociedade – por exemplo, até ao final do primeiro exercício económico. O anterior regime, com a obrigatoriedade de apresentação da guia de depósito do capital social em conta aberta em nome da (futura) sociedade permitia travar muitos aventureirismos. Passemos, a terminar, para o último tópico que nos propusemos abordar: o muito que ainda pode – e, nalguns casos, deve – ser feito. Começando pelo mais simples, seria de afinar regras de funcionamento da empresa na hora e serviços similares, por exemplo flexibilizando, e nalguns casos corrigindo, os modelos de contra-

to de sociedade pré-aprovados. Entrando, agora, mais na substância, não seria pior serem clarificadas as regras de vinculação das sociedades. De igual forma, já não parece fazer grande sentido a exigência, como regra, de um mínimo de 5 accionistas para a constituição de uma sociedade anónima. Por outro lado, não se vislumbra qual a razão pela qual é vedada, nas sociedades por quotas, a possibilidade de os gerentes serem pessoas coletivas. Aliás, generalizando, as regras de funcionamento da gerência das sociedades por quotas e da administração das sociedades anónimas poderiam, provavelmente, ser uniformizadas. Seria o primeiro passo de um caminho que se nos afigura longo mas interessante: esquecendo, como resquício histórico que são, as sociedades em comandita e em nome coletivo, consideramos que, a prazo, será de unificar os dois tipos societários mais frequentes. Com efeito, as diferenças entre sociedades por quotas e sociedades anónimas têmse esbatido – o recente regime do RCBE é mais um passo nesse sentido – e, consequentemente, chegará provavelmente o dia em que poderá existir um único modelo societário, com a personalização e adaptação aos casos concretos exclusivamente por via estatutária, em detrimento de uma prévia opção por um tipo societário que, por vezes, limita mais do que ajuda. Em suma, a próxima revolução do nosso direito societário poderia passar pelo fim da coexistência de sociedades por quotas e anónimas – isto em termos práticos porque, na teoria, ainda coexistem no nosso ordenamento quatro tipos societários distintos – com a criação de uma sociedade que seria comercial e ponto.  *Partner da FCB Legal Email: rad@fcblegal.com


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Cooperação internacional é fundamental no combate ao terrorismo e à criminalidade

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No almoço organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola com empresários, em Lisboa, Constança Urbano de Sousa, ainda na qualidade de ministra da Administração Interna, salientou o bom entendimento com Espanha em matéria de segurança. A ex-ministra agradeceu ao povo e às autoridades espanholas a ajuda no combate aos fogos.

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Texto Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

onstança Urbano de Sousa apresentou o seu pedido de demissão no dia 18 de outubro, assumindo a responsabilidade política pelas falhas no combate aos fogos em Portugal. A demissão aconteceu depois dos incêndios dos dias 15 e 16 de outubro, que mataram 41 pessoas e destruíram mais de 200 mil hectares de floresta. De acordo com a Comissão Europeia, arderam este ano cerca de 500 mil hectares de floresta, em Portugal. Ainda a exercer as funções de ministra da Administração Interna, Cons-

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tança Urbano de Sousa participou no almoço com empresários, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, em Lisboa, no passado dia 27 de setembro, em que agradeceu “o apoio incondicional das autoridades espanholas” no combate aos fogos. “Em nome de todo o povo português, só

podemos estar infinitamente gratos a Espanha e ao povo espanhol”.

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A ex-ministra realçou as “excelentes, ração não conseguiremos superar os últimos cinco anos. “São os países limas discretas relações entre Portugal desafios que temos pela frente”. mítrofes (das zonas de conflito) que e Espanha, que se desenrolam através A questão dos refugiados é um desses carregam o maior fardo”, comentou a de um diálogo contínuo e de uma co- desafios. Constança Urbano de Sousa ex-ministra, lembrando que “a Eurooperação muito estruturada”. fez referência ao crescente número de pa, na sua totalidade, acolheu pouco A ex-governante sublinhou que “as pedidos de asilo de refugiados feito a mais de um milhão de refugiados”. interdependências se acentuam de Portugal. Em 2016, esse número su- Um número modesto, se comparado forma assinalável” e que “sem coope- biu 64%, sendo o mais elevado dos com o facto de “o Líbano, país com

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pouco mais de quatro milhões de ha- criminalidade considerada violenta e um milhão em relação a 2015”. Obbitantes, ter recebido já cerca de 1,2 grave caíram 32% e os registos totais serva-se que “o número de residentes milhões de refugiados”. A governante de crimes desceram 21%. estrangeiros tem aumentado, situanadvoga que a Europa tenha um paPortugal tem sido um destino pre- do-se atualmente nas 400 mil pessoas, pel mais proativo, já que o desafio de ferencial de fluxo de pessoas, salien- das quais mais de 80% fazem parte acolher refugiados vai continuar nos tou também a ex-governante: “Só da população ativa”. Em termos de próximos anos. em 2016, o Serviço de Estrangeiros idades, a faixa etária preponderante A ex-ministra assinalou ainda que e Fronteiras controlou mais de 15 desta comunidade é a dos 20 aos 39 entre 2008 e 2016, os registos de milhões de pessoas, um aumento de anos.  01.Constança Urbano de Sousa no seu discurso 02.Constança Urbano de Sousa com o embaixador de Espanha, Eduardo Gutiérrez 03.Margarita Hernández, Julia Llata, José Ignacio Ruiz, Mónica Ariza, Juan Simón e José Carlos Fernández 04.Graciela de Andrés, Francisco Jesús e María Angeles Rivero 05.Clara Tur, José Henriques, Javier Valera, Margarita Hernández e Luís Lucas 06.Agustín Galán e Luis Felipe Fernández 07.José Catarino, Cristina Mendonça, Manuel Ferreira e Sadayoshi Takagawa

Patrocínios:

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08.Gustavo Martinho, Nuno Ramos, André Stock, Tim Vieira e Juan Matias 09.Dionísio Filipe, Rosalva Fonseca, Marta Mariz e Cláudia Batista 10.Susana Santos, João Gaspar da Silva, Rogério Alves e Cristina Mello Antunes 11.Maria do Carmo Oliveira, Manuel Ferreira, Jose Iglesias e Vítor Fernandes 12.Eduardo Gutiérrez, Carlos Álvares e Susana Santos 13.Eduardo Serra Jorge, Berta Dias da Cunha e Crispin Stilwell


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Dia de Espanha comemorado com grande confraternização em Lisboa

Foi novamente um dia de festa para espanhóis e portugueses a comemoração do 12 de Outubro, o Dia Nacional de Espanha, em Lisboa. Uma oportunidade de confraternização a que não faltaram centenas de convidados, recebidos na residência do embaixador de Espanha em Portugal, Eduardo Gutiérrez, com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

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Texto Actualidad€ actualidade@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

Outros dos convidados pre- comunidade luso-espanhola resifesta que se assinala a 12 de Outubro em Espanha, sentes foram, como em anos dente em Portugal. Agradecendo a presença do o Dia da Hispanidade, anteriores, militares, diplomagovernante português, Eduardo foi também celebraGutiérrez referiu no seu discurda na Embaixada de “As relações so de boas-vindas aos convidaLisboa, onde o novo embaixador, dos que “Portugal é uma grande Eduardo Gutiérrez e a mulher, bilaterais vivem nação, que vive hoje um momenCarmen Seoane (ambos junto a um momento to importante de desenvolvimenAntónio Costa, na foto de cima to, estabilidade e projeção interda pág. seg.), receberam centenas extraordinário”, nacional”. Também “as relações de convidados, amigos da comuafirmou o embaixador bilaterais vivem um momento nidade espanhola residente em Portugal. O evento contou com a Eduardo Gutiérrez, na extraordinário”, frisou o diplomata espanhol. presença de inúmeras personalicerimónia do Dia da Realçando que “ser embaixador dades de ambas as nacionalidades, de Espanha em Portugal é uma onde se pode destacar o primeiHispanidade honra e um desafio”, o diplomata ro-ministro português, António salientou que a sua missão é “conCosta, que fez assim questão de mostrar o bom relacionamento tas e outras individualidades do solidar e, se possível potenciar institucional que existe entre os mundo empresarial de Portugal ainda mais relações que são já e Espanha e outros membros da intensas, não apenas a nível biladois países. 54 act ualidad€

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teral como também em termos da nossa projeção comum na Europa” e no resto do mundo, destacou o diplomata, na sua primeira receção em Lisboa do Dia Nacional de Espanha. “Hoje somos dois Estados com democracias maduras, que podem dar um importante contributo à estabilidade europeia, que também vive tempos desafiantes”, realçou ainda Eduardo Gutiérrez. O diplomata abordou ainda o tema da crise política que se vive na comunidade autónoma da Catalunha e que “colocou à prova a capacidade de resistência da nação espanhola”. Mas relembrou que a nação espanhola é “pátria comum e indivisível de todos os espanhóis”, como refere a Constituição de Espanha, democráticos do Estado espanhol, pelo que acredita que a delica- afirmou. da crise deverá ser ultrapassada Eduardo Gutiérrez relembrou através dos instrumentos legais e ainda que no próximo ano “o

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Palácio de Palhavã irá cumprir um século como sede da Embaixada de Espanha nesta belíssima cidade de Lisboa”. 

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Vinhos & Gourmet

vinos & Gourmet

O renovado Mercado Beira-Rio, em Gaia

À

lista de renovados mercados tradicionais soma-se o Mercado BeiraRio, localizado na marginal de Gaia, cuja gestão pertence agora à sociedade Fachada Oceânica, consórcio composto pela construtora Lucios, especialistas em reabilitação urbana, e pela Legível Puzzle, cujos sócios são a PEV Entertainment, promotor de eventos culturais como o Festival Marés Vivas, e pela Jocalu Higiene Industrial. A conceção de exploração do espaço foi concedida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, por 30 anos. O reabilitado espaço “combina a experiência gastronómica contemporânea com a venda de produtos frescos, que aí acontece há 80 anos”. Por lá perma-

necem “as bancas de frutas, legumes e talho, e os típicos cafés e lojas de artesanato, que ainda se mantinham no edifício”. A estes “espaços melhorados” juntam-se agora restaurantes modernos, bares de vinho e cerveja e lojas de doçaria tradicional, salienta o comunicado : “Em destaque estarão os sabores incontornáveis da cozinha portuguesa, como o leitão d’O Forno do Leitão do Zé, o bacalhau do Chef Manuel de Almeida (Bacalhau do Porto) ou as tábuas de queijos e enchidos nacionais da Queijaria Portuguesa.” A escolha poderá colocar-se entre “os petiscos com costela alentejana do Barriga Negra, as sandes de presunto da Taxca, os hambúrgueres da Alta Burguesia e os pratos vegetarianos do daTerra”. Mais internacionais são “as famosas piadinas italianas da Piadina Mia, o sushi e ceviche do Sushi no Mercado e os croquetes da Kroquet, inspirada nas croquetarias holandesas”. A secção mais doce integra “os choco-

lates e gelados artesanais da Arcádia, a criatividade da Miss Pavlova e os brigadeiros do Brigadão”. O mercado conta ainda com os cafés Boundi e com uma loja de vinhos e um bar com marcas do universo Sogrape e o espaço Super Bock Beer Experience, que estreia este conceito no norte do país. “A ideia é que cada pessoa possa tirar a sua própria cerveja, entre as várias produzidas pela marca portuguesa: gama Seleção 1927, Super Bock Stout e Super Bock Original”. Outro novo inquilino do mercado é a Do’roland, perita em experiências turísticas para conhecer a cidade, pela terra (aluguer de segways), pelo mar (passeios de barco) ou pelo ar (viagens de helicóptero). O Mercado Beira-Rio pretende “apostar num cartaz cultural dinâmico, que inclui música ao vivo, exposições de arte, recitais de poesia e eventos temáticos sazonais ao longo de todo o ano”. Este novo espaço, de mais de mil metros quadrados, dispõe de 47 zonas comerciais. O projeto vai empregar perto de uma centena de pessoas e gerar volume de negócios de cerca de 3,5 milhões de euros. 

Guia de “Vinhos de Portugal 2018” já disponível A caba de sair a 23ª edição do guia “Vinhos de Portugal 2018”, uma compilação anual de João Paulo Martins, jorna lista especia lizado no setor dos vinhos. À semelhança das edições ante-

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riores, este guia, editado pela Of icina do Livro, ana lisa vinhos de todas as regiões do país. Os vinhos são devidamente classif icados e identif icados com as respetivas notas de prova. O guia apresenta também uma lista com os que o jorna lista considera serem os melhores vinhos do ano, bem como um capítulo especia l com vinhos até aos quatro euros, assim como outra seleção dedicada aos que custam entre quatro e dez euros, ou ainda um guia de bolso des-

tacável com uma seleção rápida de a lguns vinhos. “O Vinhos de Portuga l é o resultado de um traba lho contínuo e exaustivo de uma dimensão signif icativa de vinhos que tive a oportunidade e o privilégio de provar. Para o consumidor f ina l, espero que seja um guia útil, não só no processo de decisão na hora da compra, mas, ao mesmo tempo, que va lorize o traba lho dos produtores que destaquei ”, a f irma João Paulo Martins. 


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“Único”, produzido no Douro e assinado por Rita Marques D epois do Conceito Único Branco, “lançado no início do ano e esgotado em apenas um mês”, chega agora ao mercado o Conceito Único Tinto, o novo rótulo Vinhos Conceito, empresa familiar sediada em Cedovim, no concelho de Foz Côa. O vinho, com a assinatura da enóloga R ita Marques, teve uma primeira edição de 3.000 garra fas, “que serão distribuídas pelos vários mercados onde a marca Conceito

está representada”. A distribuição será feita em exclusivo pela OnWine. R ita Marques recorda que o Conceito Único Tinto é de 2015, “uma colheita para recordar”, já que foi um ano de uvas com “qua lidade exceciona l ”, resultante de um “inverno frio e chuvoso, seguido de primavera quente e verão muito suave”. O vinho é produzido a partir de uvas “especia lmente selecionadas de uma única parcela de vinha com

mais de 90 anos de idade”, das castas Touriga Franca,Touriga Naciona l, Tinta Roriz, Tinta A marela e Rufete. Seguiu-se, depois, um estágio de 22 meses em barricas novas de car va lho francês. Para Mark Squires, provador of icia l da inf luente publicação eRobert Parker/ Wine Advocate, este é “um vinho vencedor que, apesar de ainda não ter registo, deverá envelhecer muito bem em garra fa”. 

Herdade de Coelheiros renova imagem F undada em 1991, a Herdade de Coelheiros, iniciou em 2015 um novo capítulo da sua história, quando foi adquirida pelo casal Alberto Weisser e Gabriela Mascioli, que “se apaixonou pela diversidade de culturas da herdade e adquiriu a propriedade (localizada na aldeia de Igrejinha, concelho de Arraiolos), onde passou a residir”. Uma propriedade familiar, que “foi alvo de uma cuidada renovação da imagem, com novos rótulos”. Luís Patrão entrou na equipa, no final de 2016, passando “a assumir a enologia e viticultura de Coelheiros, herdando, assim, o legado do enólogo António Saramago”, mas criando “um novo perfil” de vinhos. Desta nova filosofia, resultam os vinhos Coelheiros Branco e Tinto, Tapada de Coelheiros Branco e Tinto, Coelheiros Vinha do Taco e Coelheiros Chardonnay, que será lançado pela última vez. A distribuição no mercado nacional será conduzida em ex-

clusivo pela Heritage Wines. A adega renovou também a imagem, evidenciando a ligação ao território e suas tradições. “Inspirada na arte secular dos Tapetes de Arraiolos, evoca a singularidade de cada parcela e de cada casta, e a forma como estas são minuciosamente trabalhadas, ponto por ponto. Sinónimo de consistência e resistência, esta arte expressa também o perfil distintivo de vinhos de Coelheiros: vinhos com longevidade, que evoluem ao sabor do tempo”, re-

alça a empresa. Inserida na região demarcada do Alentejo, a herdade estende-se ao longo de cerca de 800 hectares, entre os quais 50 hectares de vinha em parcelas selecionadas, 40 hectares de pomar de nogueiras e uma vasta área de montado, onde pastam livremente ovelhas, veados e gamos. A riqueza da sua biodiversidade inclui ainda uma parte de olival, barragem e outros animais, como patos, lebres e coelhos. 

Textos Susana Marques smarques@ccile.org Fotos DR

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Pastel de Feijão delicia lisboetas e turistas A

lfama foi o bairro escolhido, há pouco mais de seis meses, pelo chefe António Amorim para lançar o seu projeto de pastel de feijão, dedicado à especialidade de Torres Vedras. Um novo bolo requintado, que demorou quatro anos a ser desenvolvido pelo chefe de 38 anos. “Foram quatro anos para desenvolver o pastel e a sua imagem final”, adianta o chefe António Amorim, frisando que se trata de uma especialidade única no país. António Amorim, que em 2008 participou no concurso chefe de cozinha com um crocante de caramelo, adaptou esta novidade ao tradicional pastel de feijão de Torres Vedras e criou um produto “completamente novo, com amêndoa, ovo e crocan-

te de caramelo por cima”. Em 2014, acabaria por vencer o primeiro prémio do concurso da sobremesa com pastel de feijão de Torres e só este ano lançou a sua própria loja com esta especialidade, que está a ser bastante apreciada pelos inúmeros turistas e portugueses que passam pelo bairro lisboeta. Na Fábrica do Pastel de Feijão na zona de Alfama, é possível experimentar esta especialidade doceira com várias bebidas sem álcool, ou ainda com um vinho caseiro feito de propósito por um produtor amigo de António Amorim. Pode-se ainda encomendar o mesmo pastel de feijão em tamanho XL, para celebrar um aniversário ou outra ocasião.

Além do aumento de clientes no segmento horeca, os planos passam pela extensão do conceito a outras zonas da cidade, aproveitando o boom turístico. Apesar de estar intensamente dedicado a este projeto, António Amorim mantém-se o chefe executivo dos restaurantes Pão à Mesa, no Príncipe Real, e Guaka, em Faro.  Texto Actualidad€ actualidade@ccile.org Foto DR

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Setor automóvel sector automóvil

Por Nuno Ramos nrc.gmv@gmail.com

SEAT Arona

Pequeno grande SUV O T-Roc é, muito provavelmente, o modelo mais importante da história da indústria automóvel portuguesa. É o primeiro modelo de larga escala produzido pela Autoeuropa e o primeiro modelo da Volkswagen com plataforma MQB, plataforma usada por todos os modelos compactos do grupo VW.

O

Fotos DR

Arona combina dimensões compactas citadinas com os atributos de um crossover, dispondo ainda da versatilidade e da habitabilidade interior próprias de um monovolume, que combina com tecnologias de segurança e de conectividade normalmente presentes em segmentos mais elevados de mercado. O mais pequeno SUV da SEAT chega ao mercado este mês de novembro, para disputar uma posição no segmento B dos crossovers, que está em forte crescimento. O nome Arona foi, como é habitual, buscar o seu nome de batismo a uma localidade espanhola e é o terceiro lançamento da SEAT desde o início do ano, seguindo-se à atualização do 60 act ualidad€

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compacto Leon e ao novo Ibiza. Produzido na conhecida fábrica da SEAT em Martorell (Espanha), o novo Arona é fruto da plataforma MQB-A0 (Modularer Quer Baukasten) do grupo Volkswagen, assim como a nova geração do Ibiza. Uma estrutura que permite, segundo a marca espanhola, melhorar os índices de habitabilidade e volumetria da bagageira. Esteticamente, o novo SUV da SEAT segue a mesma fórmula do Ateca, principalmente na secção dianteira. Os arcos das rodas assumem formas mais curvilíneas e os vincos nos flancos da carroçaria são bastante diferentes, enquanto que o tejadilho em preto confere uma imagem mais expressiva. À frente, as luzes triangulares com o seu brilho e excelente iluminação

torna-o imediatamente reconhecível. Atrás, os farolins são também em LED, garantindo visibilidade extra graças às luzes duplas. Em termos de dimensões, o Arona tem 4,138 milímetros de comprimento, mais 79 milímetros do que o novo Ibiza. Mas a maior diferença está na altura. Os 99 milímetros de diferença permitem oferecer mais espaço livre para a cabeça à frente e atrás, enquanto que a suspensão elevada em 15 milímetros garante uma maior altura ao solo no SEAT Arona. No interior, a consola elevada dá ao tablier uma maior proeminência que se reflete na segurança e na ergonomia, uma vez que o seu posicionamento é tal que o condutor quase não precisa de desviar os olhos da estrada durante


sector automóvil Setor automóvel

a condução. Está tudo ao alcance, permitindo ajustes rápidos em total segurança. Os bancos são mais confortáveis e oferecem uma maior sensação de proteção. Os revestimentos, as formas e as cores são exclusivos, com tonalidades e revestimentos com muitas possibilidades de personalização. No campo da tecnologia, este novo SUV, possui vários sistemas de assistência à condução e de info entretenimento como o front assist, cruise control adaptativo, Stop & Start, ajuda ao arranque, detetor de fadiga, sensores de chuva e faróis, travagem automática anticolisão frontal, abertura das portas sem chave, câmara traseira e carregador wireless com amplificador de sinal GSM. O Arona também oferece como opção o sistema de alerta de tráfego traseiro, detetor de ângulo morto e estacionamento automático park assistance system. O Arona vai ser lançado no mercado nacional com três motores a gasolina. Um 1.0 TSI de três cilindros com 95 cavalos, associado a uma caixa manual de cinco velocidades, uma versão vação de cilindros. comprimido. do mesmo motor com 115 cavalos Nas opções diesel, encontram-se o Relativamente aos valores de mercaacoplada a uma caixa de seis veloci- motor 1.6 TDI com dois níveis de po- do, começam nos 17.805 euros, com dades ou a uma transmissão de dupla tência: 95 ou 115 cavalos. a motorização 1.0 TSI de 95 cavalos embraiagem DSG, e o novo 1.5 TSI Em meados de 2018, a gama será (versão Reference), e poderá chegar aos de 150 cavalos, que já conhecemos do reforçada com o motor 1.0 TSI de 90 30 mil euros, na versão FR e com as Golf, com a tecnologia ativa de desati- cavalos, alimentado por gás natural motorizações mais potentes. 

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Sponsors Oficiais Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola

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barómetro financeiro

barómetro financiero

Atividade económica cresce ao maior ritmo de 17 anos

Foto Sandra Marina Guerreiro

atividade económica continuou A a aumentar em setembro, situando-se em níveis do ano 2000,

enquanto o consumo privado registou uma diminuição face a agosto, de acordo com os indicadores coincidentes divulgados pelo Banco de Portugal. De acordo com os mesmos dados, a atividade económica manteve “a trajetória ascendente observada desde o quarto trimestre de 2016”, fixando-se nos 3,9% em setembro, depois dos 3,8% de agosto. De acordo com as séries históricas

disponibilizadas pelo Banco liderado por Carlos Costa, o crescimento da atividade económica em setembro é o mais elevado desde janeiro de 2000. Já o indicador coincidente mensal para o consumo privado baixou dos 2,8% em agosto para os 2,6% em setembro. Os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico.

Inflação sobe para 1,4% em setembro

Exportações e importações aceleram em agosto

A variação homóloga (em relação ao mesmo mês do ano anterior) do índice de preços no consumidor (IPC) aumentou para 1,4% em setembro de 2017, uma taxa superior em 0,3 pontos percentuais à registada no mês anterior. De acordo com o INE, o indicador de inflação subjacente (excluindo as categorias mais voláteis, como os produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 1,3%, uma taxa idêntica à registada no mês anterior. A variação em cadeia, de um mês para o outro, do IPC foi de 0,9% (fora nula no mês anterior). A variação média dos últimos 12 meses fixou-se em 1,2%, uma taxa superior em uma décima à registada no mês anterior. O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 1,6% em setembro, um valor superior em três décimas ao do mês anterior e superior em uma décima à estimativa do Eurostat para a inflação na Zona Euro em setembro.

As exportações aumentaram 14,3% e as importações subiram 12,8% em agosto face ao período homólogo, o que se traduziu num agravamento do défice da balança comercial, para 1.316 milhões de euros. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em julho, as exportações tinham registado uma subida homóloga de 4,6% e as importações de 13%. Os maiores contributos para a aceleração das exportações tiveram origem nas categorias de material de transporte e de combustíveis e lubrificantes. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 12,4% e as importações cresceram 14,7% (respetivamente 5,1% e 9,6% em julho). O défice da balança comercial de bens situou-se em 1.316 milhões de euros em agosto, o que representou um acréscimo de 105 milhões comparativamente com o mês homólogo de 2016. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1.054 milhões de euros, correspondente a um aumento de 201 milhões em relação ao mesmo mês de 2016. No trimestre terminado em agosto de 2017, as exportações e as importações de bens aumentaram respetivamente 8% e 10,8% face ao período homólogo.

Número de desempregados volta a baixar em setembro O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16,3% em setembro comparativamente a idêntico mês de 2016, para 410.819 pessoas, e 1,8% face ao mês anterior, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). A tendência descendente verifica-se desde há vários meses, mas é preciso recuar até novembro de 2008 para encontrar um número mais baixo do que o observado no mês em análise. Para a diminuição do desemprego homólogo, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para as

reduções observadas nos homens (19%), nos adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (15,8%), nos inscritos há menos de um ano (18,1%), nos que procuravam novo emprego (16,3%) e nos que possuem como habilitação escolar o primeiro ciclo do ensino básico (18,6%). Os dados do IEFP revelam ainda que o desemprego afetava em setembro 47.354 jovens, o que representa uma redução homóloga de 20,5% (menos 12.196 jovens), embora tenha aumentado em termos mensais (com uma subida de 3,1%, o correspondente a mais 1.411 jovens). Textos Actualidad€ actualidade@ccile.org

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intercâmbio comercial intercambio comercial

Intercambio comercial luso

español en enero-agosto de 2017

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as últimas cifras oficiales referentes a los ocho primeros meses del año hechas públicas recientemente por la Secretaría de Estado de Comercio (Datacomex) dan cuenta de un aumento del comercio entre los dos países, habiendo superado los 20.159,7 millones de euros, de los cuales 12.851,9 millones corresponden a las ventas españolas y 7.307,8 millones a las compras a su vecino Portugal, lo que representa un aumento del 8% de las ventas españolas y del 4,6% en las compras españolas al país vecino. La tasa de cobertura se ha situado en los 175,9% y el saldo acumulado en estos ocho meses del año asciendo a 5.544 millones de euros. Por lo que a la distribución geográfica del comercio exterior espa-

ñol se refiere, Portugal recupera la cuarta posición entre los principales clientes de España con un peso relativo del 7% sobre el total de las exportaciones españolas y la octava posición entre los principales mercados proveedores (cuadro 3) lo cual representa el 4,6% del total de las importaciones españolas del exterior que en estos ocho primeros meses del año ascendieron a 198.716 millones de euros. En los cuadros 4 y 5 que recogen la distribución sectorial resulta muy significativo el peso relativo de la partida 87 (vehículos automóviles; tractor) en el comercio hispano portugués el cual representa el 9,5% del comercio entre los dos países. Otras partidas importantes en la demanda española a Portugal son los combustibles, aceites mine-

rales con 675,2 millones de euros (9,2% del total de las compras a Portugal); y las materias plásticas; sus manufacturas con 505 millones de euros (6,9%). Respecto a la oferta española al país vecino destacan las máquinas y aparatos mecánicos con ventas por valor de 908,4 millones de euros (9% del total de las ventas españolas a Portugal); las materias plásticas; sus manufacturas con 841,2 millones (6,5%). Se concluye pues que en este periodo aproximadamente el 30% del comercio hispano portugués está concentrado en estas cuatro partidas. Por lo que a la distribución geográfica por Comunidades Autónomas se refiere, Cataluña mantiene el liderazgo en la oferta española con una cifra que supera los 3.057,5

Balanza

1.Balanza comercial de España con Portugal en enero-agosto de 2017 VENTAS ESPAÑOLAS 16

COMPRAS ESPAÑOLAS 16

Saldo 16

VENTAS Cober(%) 16 ESPAÑOLAS 17

COMPRAS ESPAÑOLAS 17

Saldo 17

Cober (%) 17

ene

1.265.646,00

754.840,44

510.806

167,67

1.466.668,97

851.614,13

615.055

172,22

feb

1.465.191,08

827.300,47

637.891

177,11

1.497.298,88

908.400,89

588.898

164,83

mar

1.561.949,47

932.848,80

629.101

167,44

1.782.642,64

1.027.991,04

754.652

173,41

abr

1.477.756,94

899.902,04

577.855

164,21

1.570.079,36

948.408,69

621.671

165,55

may

1.525.932,63

937.979,01

587.954

162,68

1.727.541,71

985.698,49

741.843

175,26

jun

1.612.563,57

935.179,29

677.384

172,43

1.722.502,69

926.660,01

795.843

185,88

jul

1.567.605,41

940.868,83

626.737

166,61

1.632.006,65

860.328,97

771.678

189,70

ago

1.390.294,43

756.495,36

633.799

183,78

1.453.118,61

798.746,21

654.372

181,92

sep

1.623.011,96

955.459,47

667.552

169,87

0,00

0,00

0

0,00

oct

1.589.508,93

882.210,88

707.298

180,17

0,00

0,00

0

0,00

nov

1.603.921,81

960.943,67

642.978

166,91

0,00

0,00

0

0,00

dic

1.505.480,32

823.968,22

681.512

182,71

0,00

0,00

0

0,00

18.188.862,55

10.607.996,48

7.580.866

171,46

12.851.859,50

7.307.848,44

5.544.011

175,86

Total

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia

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Rankings 2.Ranking principales países clientes de España enero-agosto de 2017

millones de euros, seguido de Madrid (1.962,2 millones de euros) y la tercera posición Galicia (1.722,6 millones). En el sentido inverso Madrid fue la Comunidad que más productos y servicios compró a Portugal (1.318,7 millones de euros) seguido de la Comunidad de Galicia (1.262,6 millones) y Cataluña en la tercera posición (1.077,1 millones). Haciendo un desglose por provincias, encabezan la lista de la oferta española a Portugal la provincia de Barcelona (2.371,9 millones de euros), seguido de la provincia de Madrid (1.962,2 millones), Pontevedra (827,9 millones), A Coruña (712,6 millones), Guadalajara (486,1 millones) y en la sexta posición Valencia (441,2 millones). En la demanda española destacan entre las provincias que más compraron a Portugal Madrid (1.318,7 millones de euros), seguido de Barcelona (893,4 millones), Pontevedra (574,8 millones), A Coruña (558,2 millones), Valencia (452,2 millones) y Badajoz (281,9 millones). 

Las empresas que deseen información más concreta sobre el comercio bilateral deberán ponerse en contacto con la Cámara que con mucho gusto les facilitará los datos: Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola Email: ccile@ccile.org

Orden País

Importe

1

001 Francia

27.403.154,76

2

004 Alemania

20.289.250,28

3

005 Italia

14.682.216,61

4

010 Portugal

12.851.859,50

5

006 Reino Unido

12.839.693,21

6

400 Estados Unidos

8.314.839,18

7

003 Países Bajos

6.216.712,38

8

017 Bélgica

5.505.900,44

9

204 Marruecos

5.214.556,06

10

720 China

4.070.548,68

11

052 Turquía

3.647.795,94

12

060 Polonia

3.541.699,93

13

412 México

3.056.903,20

14

039 Suiza

2.787.807,07

15

952 Avituallamiento terceros

1.816.010,79

16 17 18 19 20

208 Argelia 508 Brasil 732 Japón 061 República Checa 038 Austria SUBTOTAL TOTAL

1.769.284,21 1.661.572,60 1.638.985,50 1.575.462,92 1.543.434,51 140.427.687,75 182.302.148,05

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T. y elaboración propia

3.Ranking principales países proveedores de España enero-agosto 2017 Orden País 1

004 Alemania

4.Ranking principales productos comprados por España a Portugal enero-agosto de 2017 Orden Sector 87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

763.096,20

2

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

675.162,50

3

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

505.014,73

4

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

355.579,75

5

72 FUNDICIÓN, HIERRO Y ACERO

355.354,53

6

61 PRENDAS DE VESTIR, DE PUNTO

327.110,50

7

94 MUEBLES, SILLAS, LÁMPARAS

302.026,85

8

85 APARATOS Y MATERIAL ELÉCTRICOS

296.242,76

9

73 MANUF. DE FUNDIC., HIER./ACERO

001 Francia

21.677.790,80

720 China

16.890.912,50 13.037.671,49

4

005 Italia

5

400 Estados Unidos

9.121.743,25

6

003 Países Bajos

7.985.324,79

7

006 Reino Unido

7.687.858,78

8

010 Portugal

7.307.848,44

9

017 Bélgica

5.070.866,41

10

204 Marruecos

4.301.768,36

11

052 Turquía

4.120.955,15

12

060 Polonia

3.298.231,00

13

208 Argelia

3.148.911,74

14

288 Nigeria

2.966.706,34

15

412 México

2.767.580,23

16

508 Brasil

2.726.921,65

17

664 India

18

061 República Checa

19 20

7.307.848,44

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T. y elaboración propia

5.Ranking principales productos vendidos por España a Portugal enero-agosto de 2017 Orden Sector

Importe

1

87 VEHÍCULOS AUTOMÓVILES; TRACTOR

1.152.841,93

2

84 MÁQUINAS Y APARATOS MECÁNICOS

908.391,47

3

39 MAT. PLÁSTICAS; SUS MANUFACTU.

841.159,94

4

27 COMBUSTIBLES, ACEITES MINERAL.

729.470,02

5

85 APARATOS Y MATERIAL ELÉCTRICOS

632.954,66

6

02 CARNE Y DESPOJOS COMESTIBLES

423.676,28

7

03 PESCADOS, CRUSTÁCEOS, MOLUSCOS

383.690,88

8

62 PRENDAS DE VESTIR, NO DE PUNTO

375.492,78

9

15 GRASAS, ACEITE ANIMAL O VEGETA

355.390,25

TOTAL

12.851.859,50

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T. y elaboración propia

Importe

2

239.238,74

TOTAL

6.Evolución del Intercambio Comercial Portugal-España 2017

25.627.869,47

3

Importe

1

7.Ranking principales CC.AA. proveedoras/clientes de Portugal enero-agosto 2017 CC.AA.

VENTAS ESPAÑOLAS 17

COMPRAS ESPAÑOLAS 17

2.725.639,70

Cataluña

3.057.504,83

Madrid, Comunidad de

1.318.675,12

2.720.470,28

Madrid, Comunidad de

1.962.180,44

Galicia

1.262.658,06

732 Japón

2.591.791,10

Galicia

1.722.606,63

Cataluña

1.077.144,61

728 Corea del Sur (Rep. de Corea)

2.483.415,96

Andalucía

1.405.394,33

Andalucía

644.318,49

SUBTOTAL

148.260.277,45

Castilla-La Mancha

891.689,65

Comunitat Valenciana

623.947,73

TOTAL

198.715.966,95

Comunitat Valenciana

769.837,50

Castilla y León

439.063,02

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

Valores en miles de euros. Fuente: A.E.A.T y elaboración propia.

novembro de 2017

ac t ua l i da d € 65


oportunidades de negócio

oportunidades de negocio

Empresas Portuguesas

Oportunidades de

negócio à sua espera

BUSCAN

REFERENCIA

Fabricantes españoles y portugueses de paper honeycomb

DP170701

Contactos de restaurantes españoles en Lisboa, Oporto y Algarve

DP170702

Empresas españolas de inyección de plástico

DP170703

Empresas españolas fabricantes de bicarbonato de sodio, cloreto de calcio, soda cáustica e hipoclorito de sodio

DP170801

Agencias de viajes en Galicia

DP170802

Empresas españolas productoras de harina de trigo T65

DP170901

Fabricantes españoles de elástico trenzado

DP171001

Proveedores españoles de fruta ultracongelada

DP171002

Empresas españolas fabricantes de tubos de estaño para cremas Empresa portuguesa especializada en decoración y joyería, busca empresas españolas del mismo sector para presentar sus productos

DP171003

Empresa portuguesa de equipación para motoristas busca agentes comerciales para el mercado español

OP170802

Empresa portuguesa del sector de la metalomecánica busca agentes comerciales para el mercado español Empresa portuguesa de construcción de quioscos y espacios comerciales busca agentes comerciales para el mercado español

OP170803

OP170801

OP171001

Empresas Espanholas PROCURAM

REFERÊNCIA

Fábricas portuguesas de cerâmica decorativa

DE170605

Fabricantes portuguesas de fatos de noivo e parkas na zona de Porto e arredores Fábricas em Portugal de papel, celulose e guardanapos Empresas portuguesas do ramo da injeção de plásticos e da indústria automóvel

DE170606 DE170607 DE170608

Fábricas em Portugal de confeção de roupa para senhora

DE170701

Lojas multimarca de moda infantil ou representantes em Portugal Empresas portuguesas do setor agropecuário Empresa espanhola do setor dos congelados procura agente comercial para Portugal Empresa espanhola representante de marcas e produtos relacionados com a medicina desportiva/ ortopedia e puericultura, procura profissionais de vendas com experiência no setor farmacêutico Empresa espanhola especializada em decoração e no setor infantil, procura agentes comerciais para Portugal Empresas portuguesas importadores/ distribuidoras em Portugal, para apresentar os seus produtos (vinhos e cervejas) Empresas portuguesas de venda online de tecnologia para apresentar a sua empresa (do mesmo setor) para expansão em Portugal

DE170901 DE170902 OE170302

Empresa espanhola do setor energético procura assessor/ agente comercial para Portugal

OE170801

OE170304 OE170305 OE170601 OE170602

Legenda: DP-Procura colocada por empresa portuguesa; OP-Oferta portuguesa; DE - Procura colocada por empresa espanhola; OE- Oferta espanhola

Las oportunidades de negocios indicadas han sido recibidas en la CCILE en los últimos días y las facilitamos a todos nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un fax (21 352 63 33) o un e-mail (ccile@ccile.org), solicitando los contactos de la referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de las mismas. As oportunidades de negócio indicadas foram recebidas na CCILE nos últimos dias e são cedidas aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um fax (21 352 63 33) ou e-mail (ccile@ccile.org), solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo das mesmas.

66 act ualidad€

novembro de 2017


oportunidades de negocio

oportunidades de negĂłcio

novembro de 2017

ac t ua l i da d â‚Ź 67


calendário fiscal calendario fiscal >

S

T

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Q

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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Novembro Prazo

Imposto

Até

Declaração a enviar/Obrigação

Entidades Sujeitas ao cumprimento da obrigação

Observações

10

IVA

Declaração periódica mensal e pagamento do imposto apurado, relativamente às operações efetuadas em setembro/2017

Contribuintes do regime normal mensal

10

Segurança Social

Declaração de remunerações e pagamento das contribuições relativas a outubro/2017

Entidades empregadoras

15

IVA

Declaração periódica trimestral e pagamento do IVA apurado, relativamente às operações efectuadas no terceiro trimestre de 2017

Contribuintes do regime normal trimestral

20

IVA

Declaração recapitulativa relativa às transmissões intracomunitárias de bens e/ ou prestações de serviços realizadas em outubro/2017, que se consideram localizadas noutros Estados-membros

Contribuintes do regime normal mensal, ou do regime trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens tenha excedido 50.000 € no trimestre em curso ou em qualquer um dos quatro trimestres anteriores

20

Segurança Social

Pagamento das contribuições e quotizações relativas às remunerações de outubro/2017

Entidades empregadoras

20

IRS/IRC/ SELO

Pagamento das retenções de IRS e IRC ou Imposto do selo liquidado em outubro/2017

Entidades devedoras dos rendimentos e do imposto do selo

20

IVA

Comunicação dos elementos das faturas emitidas em outubro/2017

Sujeitos passivos do IVA (pessoas singulares ou coletivas)

Envio por:

Declaração mod. 30, relativa aos rendimentos pagos ou colocados à disposição de sujeitos passivos não residentes, em setembro de 2017

Entidades pagadoras dos rendimentos

Obtenção de nº fiscal especial para o não residente

30

68 act ualidad€

IRC

novembro de 2017

É ainda aplicável aos sujeitos passivos do IVA, isentos ao abrigo do artº 53º do CIVA, que tenham efetuado prestações de serviços que se considerem localizadas noutros Estados-membros da UE

-transmissão eletrónica de dados (faturação eletrónica), em tempo real, através do Webservice da AT; -ficheiro SAF-T (PT), mensalmente, através do Portal das Finanças; -recolha direta no Portal da AT


bolsa de trabajo Bolsa de trabalho

Página dedicada à divulgação de Currículos Vitae de gestores e quadros disponíveis para entrarem no mercado de trabalho Código

Sexo

BE170154

F

Data de Nascimento Línguas

Área de Atividade

09/08/1976

INGLÊS

RECURSOS HUMANOS

BE170155

F

INGLÊS/ PORTUGUÊS

DESIGN GRÁFICO

BE170156

M

ESPANHOL/ INGLÊS/ ITALIANO/ FRANCÊS

COMUNICAÇÃO INTERNACIONAL

BE170157

M

ESPANHOL/ INGLÊS/ FRANCÊS

GESTÃO

BE170158

F

INGLÊS/ ESPANHOL

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/ COMERCIAL

BE170159

F

ESPANHOL

COMERCIAL

BE170160

F

ESPANHOL/ INGLÊS

DIREITO CRIMINAL

BE170161

F

ESPANHOL/ INGLÊS

TECNICA ADMINISTRATIVA

02/03/1972

BE170162

F

01/05/1972

FRANCÊS/ PORTUGUÊS/ ESPANHOL/ INGLÊS

MERCHANDISING/ LANÇAMENTO DE PRODUTOS/ VENDAS

BE170163

F

04/09/1976

FRANCÊS/ ESPANHOL

TÉCNICA ADMINISTRATIVA

BE170164

F

01/06/1989

PORTUGUÊS/ESPANHOL/ INGLÊS/ FRANCÊS

TRADUTORA

BE170165

F

PORTUGUÊS/ INGLÊS

CONSULTORA DE VENDAS E PUBLICIDADE

BE170166

F

14/04/1993

ESPANHOL/ PORTUGUÊS/ INGLÊS

ADMINISTRATIVA

BE170167

M

17/12/1988

INGLÊS/ FRANCÊS

CONSULTOR

Os Currículos Vitae indicados foram recebidos pela CCILE e são cedidos aos associados gratuitamente. Para tal, os interessados deverão enviar um e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando os contactos de cada uma das referências. A CCILE não se responsabiliza pelo conteúdo dos mesmos. Los Currículos Vitae indicados han sido recibidos en la CCILE y los facilitamos a nuestros socios gratuitamente. Para ello deberán enviarnos un e-mail para rpinto@ccile.org, solicitando los contactos de cada referencia de su interés. La CCILE no se responsabiliza por el contenido de los mismos.

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n o v e m b r o d e 2 0 1 47

ac t ua l i da d € 69


espaço de lazer

espacio de ocio

As propostas ibéricas do Terraço do Marquês

Peixinhos da horta, queijos da Beira Baixa, batatas bravas, carne Txogitxu, entre outros petiscos portugueses e espanhóis figuram na carta do Terraço do Marquês. O novo restaurante, com duas generosas esplanadas e situado no parque Eduardo VII, é também o “embaixador” em Lisboa de uma conhecida marca de cerveja.

A

Texto Susana Marques smarques@ccile.org Fotos Sandra Marina Guerreiro sguerreiro@ccile.org

Heineken procurava um espa- “peixinhos da horta” (feijão verde panado ço de restauração no centro de e frito), queijos de cabra e de ovelha da Lisboa, que funcionasse como Beira Baixa, presunto espanhol, enchidos “embaixador” da marca de portugueses e espanhóis, gambas panadas, cervejas holandesa. O espaço servidas com molho oriental tonkatsu, chama-se Terraço do Marquês, fica sobre a estação do Parque Eduardo VII, junto à entrada principal para o jardim, e é gerido por Henrique Pinheiro e Miguel Paixão Moreira. A dupla concretizou a parceria com a Central de Cervejas (distribuidora da Heineken para o mercado português), criando um restaurante com uma ampla carta de petiscos que acompanham bem uma cerveja. Ao todo, são mais de 20 sugestões de petiscos “para picar”, conta Henrique Pinheiro, explicando que desde o início tinham em mente um conceito de restauração que fomentasse a partilha e o convívio. Entre eles, estão os lisboetas 70 act ualidad€

novembro de 2017

ceviche de espadarte, espetada de salmão, tirinhas de choco frito, pimentos padrón saltedos, batatas bravas (à espanhola), folhado de queijo de cabra, entre outras possibilidades.


espaço de lazer

Foto DR

Foto DR

espacio de ocio

A carta contém, predominantemente, petiscos e pratos ibéricos, com destaque para os pratos de carne Txogitxu, que “é considerada a melhor do mundo pela revista francesa Beef”, como sublinham os responsáveis do Terraço do Marquês. Trata-se de uma carne “de origem espanhola, que vem do País Basco e obedece ao nosso objetivo de termos uma carne de excelência, distinta”, frisa Miguel Moreira, acrescentando que quer a tábua de entrecôte, quer a de chuletón, eisbein (joelho, servido com choucroute e batata assada) são muito apreciadas pela clientela. Os pratos de carne (cerca de 400 gramas) podem também ser partilhados, sendo a mesma servida em fatias. Para os apreciadores de peixe, a oferta também não fica atrás, com pratos como lombo de bacalhau com broa, salmão ou atum braseado, ou

camarão tigre grelhado. Há uma lista de acompanhamentos como batatas fritas com maionese de alho, legumes salteados com soja, arroz branco, ou esparregado. Na carta encontra também várias saladas e sugestões de massa. Entre as sobremesas, da responsabilidade de Joana Reimão, Henrique Pinheiro aponta o bolo de chocolate como um dos

imperdíveis da carta. Além de cerveja, há também vinhos portugueses e uma vasta lista de cocktails da casa, com e sem álcool, bem como outros considerados “clássicos”, como o Cosmopolitan, Bloody Mary ou Long Island Ice Tea. Generosa é também a lista de marcas de Gin, com 10 referências diferentes. Miguel Moreira lembra que o restaurante “tem vindo a afirmar-se como espaço de eventos familiares e empresariais, beneficiando de uma localização premium na cidade”, bem como de “uma vista irresistível sobre a Praça Marquês de Pombal, permitindo ainda espreitar o Tejo”. 

Terraço do Marquês Avenida Sidónio Pais, 1 Telefone 210 107 411

novembro de 2017

ac t ua l i da d € 71


espaço de lazer

espacio de ocio

Agenda cultural Livro

“O Terrível - A Grande Biografia de Afonso de Albuquerque”

Foi o segundo Vice-Rei e Governador da Índia Portuguesa, sucedendo a Francisco de Almeida, e ficou conhecido como “O Grande”, o “César do Oriente”, o “Leão dos Mares”, o “Terrível” e o “Marte Português”. O historiador José Manuel Garcia “ajuda-nos a conhecer a fundo o percurso de vida e a personalidade de Afonso de Albuquerque, dando voz ao próprio e aos cronistas do seu tempo para que possamos ouvir o governador do Estado da Índia passados mais de quinhentos anos após a sua morte”. Esta biografia, contada na primeira pessoa, recorre a citações das cartas de Afonso de Albuquerque, e “dá novas perspetivas sobre o grande homem do Império português na Índia: a data de nascimento; as datas das conquistas; a relação com a escrava Ximena; a filha; a fama de mulherengo e de defensor da prostituição”. Afonso de Albuquerque “ficou célebre pela sua tenacidade e audácia e é uma das figuras cimeiras dos Descobrimentos portugueses”, tendo “conquistado e dominado pontoschave no oceano Índico com uma estratégia ambiciosa e um arrojado conjunto de ações que ampliaram o quadro em que os portugueses se movimentaram no Oriente durante os séculos XVI e XVII, assegurando assim um vasto controlo do comércio de produtos asiáticos, desde o Golfo Pérsico à China”.

72 act ualidad€

novembro de 2017

Exposições

Photo Ark - A Nova Arca de Noé chega ao Porto Um rato-toupeira-pelado foi o primeiro animal a posar para a objetiva de Joel Sartore, no âmbito do projeto Photo Ark – A Nova Arca de Noé, que podemos ver agora em Portugal. Essa fotografia foi feita no verão de 2005, no Jardim Zoológico de Lincoln, Nebraska. Dessa forma, o fotógrafo da National Geographic propunha-se a “fotografar todos os animais, de todos os jardins zoológicos e de todas as reservas do mundo”. O objetivo de Sartore é “criar um arquivo inédito da biodiversidade global e para inspirar o público a dedicar-se à conservação das criaturas mais vulneráveis no planeta”. Joel Sartore “já visitou mais de 250 jardins zoológicos e santuários da vida selvagem, distribuídos por mais de 40 países e acaba de registar o 7000º retrato fotográfico da sua arca, com o opossum-de-Leadbeater, captado no Santuário de Healesville, na Austrália”. Por fotografar, estão ainda cinco mil espécies para atingir a marca das 12 mil existentes em cativeiro. Algumas das já fotografadas estão visíveis numa exposição no Museu de História e da Ciência da Universidade do Porto. A mostra da National Geographic representa uma “oportunidade imperdível de contemplar de forma única algumas das espécies animais com que partilhamos o planeta– várias delas em grave risco de extinção e outras já mesmo extintas”.

Até 29 de abril de 2018, no Museu de História e da Ciência da Universidade do Porto

“Game of Thrones” inspira exposição em Barcelona Figurinos, adereços, armas e armaduras, estrategicamente expostas num ambiente interativo e recheado de conteúdos multimédia prometem colocar o visitante no universo de fantasia criado pela série da HBO “Game of Thrones”. A mostra”Game of Thrones: The Touring Exhibition” arranca em Barcelona, para “dar aos fãs em todo o mundo a oportunidade para penetrar em Westeros e Essos”. Os visitantes da exposição “viajarão” pelas paisagens invernais do norte, pelo caminho arborizado do Kingsroad e pelas terras congeladas além do muro, conhecerão a configuração real de King’s Landing, bem como da cidade conquistada de Meereen com os seus guerreiros e os apoiantes da casa Targaryen, ou das casas de Preto e Branco e do Night’s Watch - Castle Black. No centro da mostra está “a representação do Salão do Trono de Ferro, onde os visitantes podem contemplar a sede do poder de Westerosi em toda a sua glória”. O Museu Marítimo de Barcelona é o ponto de partida da exposição, resultante de uma parceria entre a HBO e a GES Events, que fará uma digressão mundial, por destinos a divulgar.

Até 7 de janeiro de 2018, no Museu Marítimo de Barcelona


espacio de ocio Fotografia

Tiago Madaleno, o vencedor do prémio “Novo Banco Revelação 2017” O trabalho de Tiago Madaleno, vencedor da edição de 2017 do prémio de fotografia “Novo Banco Revelação”, pode ser visto numa exposição individual no Museu de Serralves. Tiago Madaleno foi escolhido, no passado mês de junho, entre quatro finalistas (juntamente com Ana Barata Martins, Diogo Bolota e Henrique Loja), selecionados pelo júri do prémio, presidido por João Ribas, diretor adjunto e curador do Museu de Serralves. Em comunicado do Novo Banco, explica-se que “com o projeto que apresentou ao júri, Tiago Madaleno propõe-se refletir sobre a relação entre a fotografia e a temporalidade, invocando a presença do corpo no processo de produção das imagens”. O fotógrafo recorreu “a uma instalação com diversos dispositivos que exploram o uso desviado do vocabulário fotográfico, Clepsidra questionará as condições de visibilidade da fotografia, nomeadamente os processos utilizados para a produzir e o recurso ao índice como ferramenta de trabalho”. Tiago Madaleno nasceu na cidade de Vila Nova de Gaia, em 1992, e licenciou-se em pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, entre 2010 e 2014. Realizou mestrado em pintura na mesma Faculdade, entre 2014 e 2016. De assinalar que o prémio Novo Banco Revelação é uma iniciativa do Novo Banco, em parceria com a Fundação de Serralves, que já distinguiu 39 artistas e tem como “objetivo incentivar a produção e

espaço de lazer

criação artística de jovens talentos portugueses, até 30 anos, tendo por base uma lógica de divulgação, lançamento e apoio a todos os artistas que recorram ao meio da fotografia”.

Até 7 de janeiro de 2018, no Museu de Serralves, no Porto

Foto de Laura Dominguez distinguida na Galiza A fotógrafa Laura Domínguez (colaboradora da revista Actualidad€) venceu o prémio Accésit da primeira edição do “Concurso de Fotografía Libre”, promovido pela Associação Xeopesca. A foto vencedora retrata uma cena da apanha da amêijoa, na praia de Lourizán (em Pontevedra, na Galiza). Segundo enquadra a autora, “esta fotografia integra a reportagem ‘Do mar á terra’, que fiz em 2008 sobre a vida das mariscadoras e dos mariscadores da Ria de Pontevedra. Esta instantâneo mostra o trabalho das mariscadoras, a pé, numa jornada de trabalho que começa às seis horas da manhã e termina quando acabam a recolha. Este tipo de faina é feito sobretudo por mulheres. Têm anos de experiência e uma grande resistência física”, adianta a fotógrafa. A fotografia premiada foi exposta em 2015, na XXVIII Festa da Ameixa do Concello de Poio (Galiza). Mostrar e dignificar a “cultura marítima galega” é objetivo deste concurso, cujo primeiro prémio foi para Roberto Millán. Textos Susana Marques smarques@ccile.org Fotos DR

“Van Gogh” no Cinanima “Loving Vicent” é a primeira obra cinematográfica totalmente pintada à mão e poderá ser vista na 41.ª edição do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, que se realiza entre 6 e 12 de novembro. O filme, realizado este ano, conta a história da vida e da misteriosa morte do pintor Vincent Van Gogh. Realizado por Dorota Kobiela e Hugh Welchman, o filme contou com a contribuição de mais de uma centena de pintores de todo o mundo. Além deste filme, o festival exibirá mais 103 películas. A secção competitiva apresenta 43 curtas-metragens, quatro longas e 36 filmes de âmbito escolar. A programação paralela desdobra-se em dois temas: os Refugiados, com filmes como “O Refugiado” (2012), do realizador Rui Cardoso, e o Erotismo, com obras de autores como Monique Renault, Gerrit Van Dijk, Michaela Pvlátova e Bob Godfrey. Artur Correia, “autor de alguns dos maiores momentos do cinema de animação português”, é o homenageado desta edi-

ção. O cineasta assinou filmes como “Eu quero a lua”, o primeiro filme nacional de desenhos animados para o grande público, realizado em 1970, e a primeira série televisiva de animação, intitulada “O Romance da Raposa”, de 1988, baseada no texto homónimo de Aquilino Ribeiro.

De 6 a 12 de novembro, no Centro Multimeios de Espinho novembro de 2017

ac t ua l i da d € 73


últimas

últimas

Statements Para pensar

“Com a adoção do Acordo de Paris, urge reforçar os instrumentos para alcançar os objetivos a que Portugal se propôs. Assim, com este acordo, o país reforça o seu compromisso em ser neutro em emissões de gases com efeito de estufa até ao final da primeira metade do século” João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, sobre a declaração conjunta de 31 governos para reduzir as emissões de carbono, que foi assianda em Lisboa, “Jornal Económico”, 31/8/17

“O aumento do valor do crédito concedido para viaturas a empresas e particulares é o reflexo da dinamização da economia portuguesa e da consequente mobilização dos agentes económicos, no sentido de financiarem os meios de transporte, quer para a atividade empresarial quer para o uso de particulares” Comunicado da ASFAC, sobre a concessão de crédito especializado, que aumentou 16,4% em julho,

“Jornal Económico”, 30/08/2017

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Interlocutor Privilegiado nas Relações Bilaterais Portugal / Espanha www.portugalespanha.org Av. Marquês de Tomar, Nº 2, 7º Piso, 1050-155 Lisboa Tel Geral: (+351) 213 509 310, e-mail: ccile@ccile.org

“Somos um banco muito diferente [a nível de resultados e solidez] antes e depois da crise” Nuno Amado, presidente do Millennium bcp, “Jornal Económico”, 4/9/17

“O desempenho das exportações [portuguesas] tem ultrapassado os pares regionais [com um ritmo de ganho de quota de mercado, desde 2007, superior ao de países como a Alemanha, Espanha ou Irlanda]” Relatório da Standard & Poor’s, baseando a subida da notação de risco da dívida portuguesa em fatores como o desempenho das exportações portuguesas e do turismo, “Eco-Economia Online”, 16/9/17

“A recuperação da Zona Euro e de outras áreas [para onde Portugal exporta] vão dar suporte ao crescimento económico (...) [prevendo-se] um desempenho sólido das vendas para o exterior em 2017, o que deverá elevar o peso das exportações de bens e serviços no PIB para cerca de 44%” Idem, ibidem

“Conseguimos tornar a nossa dívida [da República portuguesa] mais apetecível para várias instituições” Cristina Casalinho, presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública-IGCP, falando

após a melhoria do rating atribuído pela S&P à dívida da República portuguesa, “Eco-Economia Online”, 19/9/17


Actualidade Economia Ibérica - nº 245  
Actualidade Economia Ibérica - nº 245  

Edição de novembro 2017

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