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Membros da Academia de Medicina de Brasília – 2019


SIMÔNIDES BACELAR ARMANDO J. C. BEZERRA

BRASÍLIA 2019


Obra de divulgação cultural e distribuição gratuita. Permitida reprodução total ou parcial, obrigatória a citação da fonte.

Printed in Brazil – impresso no Brasil Primeira edição em 2019 Capa: Marcos Aurélio Pereira Diagramação: Marcos Aurélio Pereira Revisão: Simônides Bacelar Atendimento ao leitor: simonides@uol.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Bacelar, Simônides Academia de Medicina de Brasília 30 Anos. Simônides Bacelar, Armando José China Bezerra, Brasília, DF: editora do autor, 2019. ISBN 978-65-81488-00-0 1. Academia

Academia de Medicina de Brasília SGAS 607, Edifício Metrópole, cobertura 1 Asa Sul, Brasília-DF, CEP 70 200-670 Internet acadmedbr@gmail.com Portal http://www.academiamedicinadebrasilia.org.br Telefone 61 3346-3655/99849-9266


Para nĂŁo ser esquecido depois da morte, pode-se escrever o que vale a pena ser lido e fazer o que vale ser escrito (Benjamin Franklin)


Sumário Apresentação_________________________________________________________ 9 Prólogo_______________________________________________________________ 11 Breve História da Academia de Medicina de Brasília_____________ 13 Acadêmicos Titulares________________________________________________ 17 Acadêmicos Eméritos e Copatronos________________________________ 115 Acadêmicos Honorários____________________________________________ 165 Patronos______________________________________________________________ 171


Apresentação Desde a escola de Filosofia de Platão, o termo Academia está intimamente associado à acumulação cultural do conhecimento, seu desenvolvimento e sua transmissão. Organizada nesses mesmos moldes, a Academia de Medicina de Brasília (AMeB) comemora com este volume seu trigésimo aniversário. Criada em 18 de outubro de 1989, a AMeB tem contribuído, ao longo desses três decênios de sua existência, com o estudo e o desenvolvimento das práticas e da educação médica, da saúde pública e de ciências afins, além de desenvolver a cultura e preservar a memória da medicina do Distrito Federal. Para levar a bom termo essa missão, acolhe diferentes ideias e especialidades, já que a Academia não considera a prática médica como especialmente distinta das áreas de humanidades, pois acredita que a Medicina, ao promover a cura de doenças e o bem-estar do corpo humano, em verdade, oferece uma manifestação física orientada para a manutenção da dignidade humana e da capacidade de viver uma vida plena e digna. Interpreta, portanto, a palavra humano não apenas do ponto de vista biológico, mas também do universo cultural, filosófico, social e político, que utiliza, para tanto, lentes direcionadas ao passado histórico, ao presente e ao futuro. Nossa Academia crê que as diferenças são importantes fontes de conhecimento, pois desafiam suposições, certezas e expectativas que contribuem para a construção de um conhecimento compartilhado, o qual precisa ser difundido continuamente, visto que a experiência de um aumenta de valor quando comparada à de outro e se torna inestimável se somada à de muitos outros mais. Sendo assim, participa de e colabora diretamente com as demais entidades médicas regionais e nacionais, na troca de ideias e nas propostas de soluções relacionadas aos seus propósitos. Avalia, questiona, critica, apoia ou rejeita projetos, portarias, resoluções, medidas e decretos relacionados à nossa ciência e nossa arte nos mais diversos debates, simpósios e fóruns. A importância da Academia de Medicina de Brasília no cenário cultural e científico do nosso país não se faz, contudo, apenas pela humanidade, experiência, diversidade, coerência e capacidade participativa de seu quadro, composto de “veteranos de cabelos grisalhos que misturam sugestões, dogmas e entusiasmo para orientar, instruir e encorajar os colegas mais jovens.” Vai além, acima de tudo porque envolve e integra mentes, braços, corações e almas de titulares e eméritos na manutenção permanente dos padrões éticos e morais que juramos cumprir quando nos tornamos médicos. Brasília, DF, 18 de outubro de 2019 Acad. Marcus Vinícius Ramos Presidente da Academia de Medicina de Brasília


Prólogo A Academia de Medicina de Brasília publica, em 2019, o presente livro comemorativo com descrições biográficas profissionais sumarizadas, referentes aos patronos e aos membros desta Academia. Foi solicitado um relatório a cada acadêmico para que pudessem todos expressar suas mais importantes realizações no âmbito de suas atividades profissionais nas áreas de assistência, docência e pesquisa. Possa talvez essa amostra influenciar médicos com tendência acadêmica por meio de indicações de empenhos, realizações e valorização profissional expressos nesta exposição. Por motivos editoriais não constaram textos e fotografias referenciais a alguns patronos, bem como a outros membros da Academia. Agradecemos com cordial reconhecimento à D. Renata Francisco, responsável pela Secretaria desta Academia, por sua prestimosa colaboração, que foi indispensável na realização dessa obra. Agradecemos ao SindMedico pelos serviços prestados quanto à editoração do presente trabalho. Tornamo-nos também profundamente debitados à Associação Médica de Brasília por seu amparo à divulgação e apresentação de nossos trabalhos, bem como de numerosos estudos elaborados e editados por nossos pares. Estendemos nossos agradecimentos ao Conselho Regional de Medicina do DF e ao Conselho Federal de Medicina por nos honrarem com elevadas atenções durante longos anos. Cumprimentamos com sincero agradecimento às academias de medicina que nos estimularam a elaborar nosso trabalho diante do exemplo de suas publicações. Com sincero apreço, especialmente muito agradecemos às confreiras e aos confrades pela relevante contribuição literária, bem como pela concordância em publicar as informações que nos foram encaminhadas. Os autores


Breve História da Academia de Medicina de Brasília Fundada em 26 de dezembro de 1989, com os objetivos de contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina e ciências afins; desenvolver atividades culturais ligadas à medicina em benefício da área da saúde, da pesquisa e do ensino médico; servir como órgão de consulta do Governo brasileiro sobre questões da saúde e da educação médica; promover congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização; homenagear vultos relevantes em medicina com distribuição de prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros; comemorar fatos médicos relevantes e de ciências correlatas. Em 18 de outubro de 1989, ocorreu a primeira reunião a convite do Prof. Antônio Márcio Junqueira Lisbôa. Foram partícipes, nesse evento, os médicos João da Cruz Carvalho, neurocirurgião, Laércio Moreira Valente, pneumologista, Ítalo Nardelli, ginecobstetra, e Francisco Pinheiro Rocha, cirurgião geral. Em reuniões subsequentes, constaram também como fundadores os médicos Pedro Luiz Tauil, Wilson Eliseu Sesana, Tito de Andrade Figueirôa, Hélcio Luiz Miziara, Manoel Ximenes Neto, Rosely Cerqueira de Oliveira, Sérgio da Cunha Camões, Elias Tavares de Araújo, Ely Toscano Barbosa, Fábio Lage Correa Rabello, Eraldo Pinheiro Pinto, Leopoldo Pacini Neto, Vanize de Oliveira Macedo, Renault Mattos Ribeiro e André Esteves de Lima. Posteriormente foram instituídos o Estatuto e o Regimento da Academia de Medicina de Brasília. Em outubro de 2009, foi publicado o primeiro volume dos Anais da Academia de Medicina de Brasília com relatos textuais dos médicos Ernesto Silva, Gustavo Ribeiro, Francisco Pinheiro da Rocha, Jofran Frejat, Odílio Luiz da Silva, Luiz Carlos Lobo, Antônio Márcio Lisbôa, Marcus Vinícius Ramos, Fábia Carvalho Lassance, Mourad Ibraim Belaciano, Antônio Raimundo Lima Cruz Teixeira, Ricardo Afonso Teixeira, Aloysio Campos da Paz e Izalci Lucas.


Academia de Medicina de Brasília PATRONOS Luiz Torres Barbosa, Henrique A. G. Vasconcelos, Raimundo de Moura Britto, Paulo Marcelo Martins Rodrigues, Manoel Dias de Abreu, Leônidas de Mello Deane, Nicola Casal Caminha, Sérgio Franco, Walter Edgard Maffei, Fernando Paulino Soares de Souza, Helena Cortopassi Sales, Oswaldo Seabra, Odair Pacheco Pedroso, João Tranchesi, José Rabello Neto, Gilmar Borges, Hilton Rocha, Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, Jairo de Almeida Ramos, Delmont Bittencourt, Alberto Barreto, Gaspar de Oliveira Vianna, Virgílio Alves de Carvalho Pinto, Alberto Lima de Moraes, César Beltrão Pernetta, Amaury Domingo Coutinho, Alfredo Alberto Pereira Monteiro, Luiz Eurico Ferreira, Luiz Vénere Decourt, Elias Daher Cutait, Fernando Augusto Ribeiro de Magalhães, Albércio Arantes Pereira, Joaquim Almeida Cardoso, Aparecido Pinto Garcia, Mário Castro d’Almeida, Ovídio Borges Montenegro, Roberto de Vilhena Moraes, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Francisco Victor Rodrigues, Hélio Barbosa Ferreira, Edson Porto, Isaac Barreto Ribeiro, Miguel Paes de Carvalho.

PRESIDENTES Antônio Marcio Junqueira Lisboa (1989-1991), Ely Toscano Barbosa (1991-1993), Elias Tavares de Araújo (1993-1995), Laércio Moreira Valença (1995-1997), José Antônio Ribeiro Filho (1997-1999), Renault Mattos Ribeiro (2000-2003), Francisco Floripe Ginani (2003-2004), Manoel Ximenes Netto (2004-2006), Sérgio da Cunha Camões (2006-2008), José Leite Saraiva (2008-2010), José Leite Saraiva (2010-2012), Janice Magalhães Lamas (2012-2014), Edno Magalhães (2014-2016), Renato Maia Guimarães (2016-2018), Marcus Vinícius Ramos (2018-2020)

ACADÊMICOS EMÉRITOS E COPATRONOS Antonio Márcio Junqueira Lisbôa, Odílio Luiz da Silva, Francisco Pinheiro Rocha, João da Cruz Carvalho, Pedro Luiz Tauil, Wilson Eliseu Sesana, Tito de Andrade Figuerôa, Hélcio Luiz Miziara, Manoel Ximenes Netto, Sérgio da Cunha Camões, Elias Tavares de Araújo, Ely Toscano Barbosa, Fábio Lage Correa Rabello, Eraldo Pinheiro Pinto, Leopoldo Pacini Neto, Renault Mattos


Ribeiro, André Esteves de Lima, Antônio Zappalá, José Antônio Ribeiro Filho, Oscar Mendes Moren, Ruy Bayma Archer da Silva, João Eugênio de Medeiros, Francisco Floripe Ginani, Paulo de Andrade Mello, Roberto Ronald Cardoso, Renato Ângelo Saraiva, Célio Rodrigues Pereira, José Leite Saraiva.

ACADÊMICOS HONORÁRIOS Jofran Frejat, Rômulo Maroccolo

ACADÊMICO CORRESPONDENTE Joaquim Roberto Costa Lopes

ACADÊMICOS BENEMÉRITOS Newton Lins Teixeira de Carvalho, Luíza de Paula

ACADÊMICOS TITULARES Elisa de Carvalho, Marcus Vinícius Ramos, Augusto Cesar de Farias Costa, Izelda Maria Carvalho Costa, Laércio Moreira Valença, Carlos Alberto de Assis Viegas, Janice Magalhães Lamas, Luiz Augusto Casulari Roxo Motta, Mário Pedro dos Santos, Edno Magalhães, Rosely Cerqueira de Oliveira, Antônio Geraldo da Silva, Maria Mouranilda Tavares Schleider, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, Emmanuel Dias Cardoso, Procópio Miguel dos Santos, Iphis Tenfus Campbell, Jair Evangelista da Rocha, Leonardo Esteves Lima, Lucimar Rodrigues Coser Cannon, Renato Maia Guimarães, Simônides da Silva Bacelar, Regina Cândido Ribeiro dos Santos, Antoinette Oliveira Blackman, José Ulisses Manzzini Calegaro, Etelvino de Souza Trindade, Osório Luiz Rangel de Almeida, Isis Maria Quezado Magalhães, João Batista Monteiro Tajra, Alba Mirindiba Bomfim Palmeira, Nasser Sarkis Simão, Maurício Gomes Pereira, Luiz Fernando Galvão Salinas, José Paranaguá de Santana, Geraldo Damião Secunho, Armando José China Bezerra, Geraldo Magela Vieira, Ronaldo Mendes de Oliveira Castro, Florêncio Figueiredo Cavalcanti Neto, Francileide Paes da Silva, Francisco Diogo Rios Mendes.


ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA

ACADÊMICOS TITULARES


CADEIRA 1

DRA. ELISA DE CARVALHO Nasceu em Araguari, Minas Gerais, em 6 de outubro de 1959. Filha de Bias de Carvalho e Abadia Mazão de Carvalho. Graduou-se em Medicina, pela Universidade de Brasília em 1982. Fez residência médica em pediatria, no Hospital de Base do Distrito Federal, de 1983 a 1985. Obteve os títulos de especialista em pediatria, pela Sociedade Brasileira de Pediatria em 2001, e de especialista em gastroenterologia pediátrica, pela Associação Médica Brasileira em 2001. No Hospital de Base do Distrito Federal, fez estágios em gastroenterologia pediátrica e em endoscopia digestiva alta. Estagiou também na Unidade de Hepatologia, do Instituto da Criança Professor Pedro Alcântara, da Universidade de São Paulo (USP). No exterior, estagiou na Unidade de Hepatologia e Transplante Hepático Pediátrico, no Hospital Infantil La Paz, na Espanha, e em gastroenterologia pediátrica, no Children’s Hospital Medical Center, Estados Unidos. Em 1999, concluiu seu mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, da Universidade de Brasília. O título do trabalho aprovado foi Hepatite C em Hemofílicos: Aspectos Epidemiológicos, Clínicos e Laboratoriais. Obteve doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, da Universidade de Brasília em 2005. O título da tese aprovada foi Atresia das Vias Biliares Extra-Hepáticas: Expressão Gênica em um Modelo Experimental. Em suas atividades profissionais, atua como pediatra da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Em seus encargos na área de docência, foi professora do Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS); é professora do Curso de Medicina do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Ocupa ou ocupou as seguintes funções e cargos hierárquicos: Chefe da Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal, Diretora do Corpo Clinico do Hospital da Criança de Brasília, Presidente da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, Presidente do Centro de Estudos da Infância e Adolescência Dr. Oscar Mendes Moren. Sua pesquisa mais relevante resultou na publicação do artigo Analysis of the Biliary Transcriptome in Experimental Biliary Atresia. Gastroenterology (New York), 2005. Como preceptoria mais importante registra a exercida na residência médica de gastroenterologia pediátrica do Hospital de Base do DF. Acadêmicos Titulares

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Participou de muitas bancas examinadoras de mestrado, dentre as quais registram-se: Renata Belém Pessoa de Melo Seixas, Esteato-Hepatite em Crianças e Adolescentes Obesos com Sobrepeso e sua Associação com a Resistência a Insulina, Universidade de Brasília, 2010; Clara Greidinger Campos Fernandes, Avaliação de Doença do Refluxo Gastroesofágico por Meio de pHmetria Esofágica em Crianças e Adolescentes Portadores de Asma, Universidade de Brasília, 2011. Priscila Menezes Ferri, Trombose de Veia Porta em Crianças e Adolescentes: Casuística e Trombofilias Associadas, Universidade Federal de Minas Gerais, 2011; Aline Friedrichs de Souza, Expressões das Angiopoitinas 1 e 2 e do Receptor Tie2 em Fígados de Pacientes com Atresia Biliar, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013; Leila Xavier Sinigaglia Fratta. Arteriopatia na Atresia Biliar e Sua Relação com Prognóstico Pós-Portoenterostomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015. Participou de bancas examinadoras de tese de doutorado, dentre as quais registram-se: Mariza Leitão Valadares Roquete, O Espessamento Ecogênico Periportal e a Histopatologia Hepática no Diagnóstico da Atresia Biliar, Universidade Federal de Minas Gerais, 2006; Fernando Souto Bittencourt, Úlcera Péptica Gastroduodenal e Infecção por Helicobacter Pylori em Crianças e Adolescentes: Fatores de Risco do Hospedeiro e da Bactéria, Universidade Federal de Minas Gerais, 2006; Manoel Eugênio dos Santos Modelli, Estudos de Autopsia: Distribuição e Severidade da Ateroscleroses em Jovens Vítimas de Mortes Violentas no Distrito Federal, Universidade de Brasília, 2011; Valéria Botan Gonçalves, Valor Preditivo dos Parâmetros de Ativação dos Eosinófilos em Pacientes com Esofagite Eosinofílica, Universidade de Brasília, 2014. Dentre suas palestras em eventos científicos, registram-se: Colestases Intra-Hepáticas Familiares Progressivas: Novos Conhecimentos e Novas Doenças, XV Semana Brasileira do Aparelho Digestivo, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2016. Síndrome da Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (FPIES): um Novo Conceito em Alergia Alimentar, Congresso de Pediatria do Centro-Oeste, 2016. Abordagem Terapêutica na Colestase Crônica, 21.º Congresso Latino-Americano de Gastroenterologia Pediátrica, Porto, Portugal, 2017. Colestase Neonatal: Abordagem Diagnóstica, 38.º Congresso Brasileiro de Pediatria, Fortaleza, Ceará, 2017. Rastreamento do Esôfago de Barrett na Infância, 17.º Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica, Porto de Galinhas, Pernambuco, 2018. Tratamento das Doenças Metabólicas Hepáticas, 17.º Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica, Porto de Galinhas, Pernambuco, 2018. Dentre suas conferências destaca-se: Doenças Autoimunes Fígado-Intestino, 17.º Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica, Porto de Galinhas, Pernambuco, 2018. Como atividades paraprofissionais relevantes citam-se: Comissão Organizadora do 16.º Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica, Vitória, Espírito Santo, 2016. Comissão Organizadora do Congresso de Atualização em Pediatria do Centro-Oeste, 2017. Comissão Organizadora do 17.º Congresso Brasileiro de Gastroenterologia Pediátrica, Porto de Galinhas, Pernambuco, 2018. Participação na comissão para definição de fluxo de internação no Hospital da Criança de Brasília, SES-DF, 2018. 20

Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


Da sua rica produção literária destacam-se como as mais relevantes os seguintes livros: Gastroenterologia e Hepatologia em Pediatria: Diagnóstico e Tratamento, Rio de Janeiro, 2003; Hepatologia em Pediatria. Barueri-SP, 2012; Gastroenterologia e Nutrição em Pediatria, Barueri-SP, 2012; Manual de Gastroenterologia Pediátrica, 2018. Dentre artigos publicados listam-se: First Report of the Hyper-IgM Syndrome Registry of the Latin American Society for Immunodeficiencies: Novel Mutations, Unique Infections and Outcomes, Journal of Clinical Immunology, 2014. Autoimmune Hepatitis in 828 Brazilian Children and Adolescents: Clinical and Laboratory Findings, Histological Profile, Treatments and Outcomes, J Pediatr, Rio de Janeiro, 2018. Autoimmune Hepatitis in Children and Adolescents, Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, 2018. Cystic Fibrosis: Clinical Phenotypes in Children and Adolescents, Pediatric Gastroenterology, Hepatology & Nutrition, 2018. Dentre as homenagens recebidas, estão o elogio em reconhecimento pelo zelo, pelo interesse e pela dedicação no desempenho de suas funções na Secretaria de Estado da Saúde, Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, SES-Fepecs, 2004, elogio pelo senso de responsabilidade, competência e capacidade técnica, Hospital de Base do Distrito Federal, SES-DF, 2005; Moção de Louvor, Câmara Legislativa do Distrito Federal, 2012; certificado de agradecimento por sua contribuição e dedicação ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar, 2012; Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, 2018. É meritório registrar que estudantes de medicina do DF denominaram a Liga de Pediatria do UniCEUB de Liga de Pediatria Dra. Elisa de Carvalho. Considera como realizações dignas de nota em sua vida de médica ter contribuído para o plano, a construção e a inauguração do Hospital da Criança de Brasília e trabalhar em prol de uma gestão de eficácia e transparência, que tem como pilares a técnica, a ética e o humanismo no desenvolvimento das linhas de assistência, do ensino e da pesquisa em pediatria, unir as especialidades pediátricas e propiciar a integralidade do cuidado, com a visão de que a “criança é uma só”. Declara que o marido, José Eduardo Trevizoli, é médico, gastroenterologista, e duas filhas são também médicas, Natália de Carvalho Trevizoli , hepatologista e gastroenterologista, e Isadora de Carvalho Trevizoli, pediatra gastroenterologista. ***

Acadêmicos Titulares

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CADEIRA 2

DR. MARCUS VINICIUS RAMOS Nasceu em 22 de março de 1947, em Belo Horizonte, MG. Filho de Marcus Vinicius de Garcia Ramos e Thaís Maria do Prado Pacca Ramos. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, UnB (1965-1970) e pelo Departamento de História da Universidade de Brasília (2004-2007); bacharel em História pela Universidade de Brasília (2007). Residência médica em radiologia no Primeiro Hospital Distrital de Brasília, DF, em 1971; residência médica em radiologia diagnóstica com especialização em Medicina Nuclear, de 1972 a 1976, no Presbyterian St. Luke’s Hospital, Chicago, Illinois, Estados Unidos; fellowship em radiologia vascular e intervencionista na Rush University, Chicago, Illinois, Estados Unidos, de 1988 a 1989; pós-graduação pela Universidade de Brasília, de 2008 a 2009 e de 2011 a 2014, e pela Oxford University, Wolfson College, de 2012 a 2013; extensão em Medicina Colonial Brasileira, Universidade de Coimbra, em 2016. Especialista em diagnostic radiology pelo American Board of Radiology, Estados Unidos, 1976; especialista em diagnóstico por imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e pela Associação Médica Brasileira em 1977; especialista em radiologia vascular e intervencionista, pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e pela Associação Médica Brasileira em 1989. Especialista em Neurorradiologia, pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, em 2000, e pela Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica em 2001. Com relação a cursos de pós-graduações em senso estrito, fez mestrado (2008-2009) e doutorado no Departamento de História da Universidade de Brasília. Doutorado no Departamento de História da Universidade de Brasília (2011-2014) em conjunto com a Oxford University (2012-2013). Nos seus encargos em docência, trabalhou como Professor da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (1968-1971). Lecionou na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, UnB, foi responsável pela administração de aulas teóricas e práticas de radiologia a estudantes, internos e médicos residentes do hospital-escola da Universidade de Brasília em Sobradinho, DF (1977-1980). Professor Colaborador em Radiologia, Faculdade de Medicina da UnB (1979-1981). Em suas atividades profissionais, trabalhou como médico na Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (1977-1998) e na Fundação Universidade de Brasília (1977-1980). Em seus encargos hierárquicos, foi Chefe da Unidade de Radiologia do Hospital de Base do Distrito Federal (1977-1978); Diretor do Centro Radiológico de Brasília, DF (1977-2003); Chefe do Serviço de Hemodinâmica do Hospital de Base, DF (1989-2008). 22

Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


Como atividades paraprofissionais, foi Presidente da Sociedade de Radiologia e Diagnósticos por Imagens de Brasília (1986-1987; 1999-2001). Tornou-se membro titular da Academia de Medicina de Brasília, Cadeira 2, Presidente desta Academia no período 2018-2019. Na área de pesquisas, chama à atenção aquela que está em andamento na UnB, intitulada A Experiência Médica no Brasil dos Jesuítas (no período de 1549 a 1759). Atuou como pesquisador do Projeto de Estudos Judaico-Helenísticos, UnB, CNPq (2007-2014) e do Wolfson College, University of Oxford (2012-2013). Atuou como preceptor de ensino da Comissão de Residência Médica do Hospital de Base do DF (Coreme, 1977-1998); preceptor de médicos residentes do Centro Radiológico de Brasília (19972003; preceptor de médicos residentes do Hospital Santa Lúcia (2003-2008). Participou anualmente da banca examinadora para residentes em diagnóstico por imagem, promovido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Participou também das bancas examinadoras para: Stefanie Rodrigues de Castro Cavalcante, graduação em História, Universidade de Brasília (2011); Mariana Sant’Ana Fioravanti de Almeida, graduação em História, Universidade de Brasília (2011); Sara Daiane da Silva José, graduação em História, Universidade de Brasília, 2013. Em eventos profissionais, apresentou as palestras: A Importância da História na Avaliação da Medicina do Distrito Federal (2010). Espaço de Experiência e Horizonte de Expectativa: Passado e Futuro na Academia de Medicina de Brasília (2011). Mensagem da Primeira Turma aos Estudantes de Medicina da UnB (2016). Fez também as conferências: Radiologia Intervencionista em Pneumologia (1995). Radiologia Intervencionista nas Hepatopatias (1996). Ressonância Nuclear Magnética em Cardiologia (1999). Como produções literárias, escreveu os seguintes livros: Interventional Radiologic Procedures as Adjuncts to Cancer Therapy. In: Economou, Steven G, et al.; Adjuncts to Cancer Surgery. Philadelphia: Lea & Febinger, 1991 (como coautor); A Primeira Turma: História da Fundação da Faculdade de Ciências Médicas da UnB (autor). Brasília: Editora LGE, 2008; O Apocalipse Siríaco de Daniel. São Paulo: Editora Paulus, 2017. Participou da elaboração dos seguintes artigos: Brain Scanning with the Anger Multiplane Tomographic Scanner as a Second Examination, Radiology, 1976; Percutaneous Treatment of Urine Leaks in Renal Transplantation Patients, Radiology, 1990; Infiltrado Intersticial Pulmonar Difuso Associado a Massa Retroperitoneal, Radiologia Brasileira, 1990. Dentre as homenagens recebidas, registram-se: prêmio Physician’s Recognition Award in Continuing Medical Education, conferido pela American Medical Association (1976); placa de reconhecimento, Academia de Medicina de Brasília (2009); diploma de Honra de Mérito Acadêmico, conferido pela Federação Brasileira de Academias de Medicina, FBAM, em 2014; Moção de Louvor por relevantes serviços prestados à população, outorgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2018. Acadêmicos Titulares

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Considera sua melhor realização profissional, além de ter participado da formação de dezenas de residentes, a introdução da Radiologia Intervencionista no Distrito Federal. O caso que mais o impactou foi o de um jovem, vítima de trauma abdominal fechado, atendido no Hospital de Base com hemobilia e instabilidade hemodinâmica grave. A avaliação angiográfica feita por meio da introdução de um cateter via punção percutânea da artéria femoral revelou um pseudoaneurisma no ramo da artéria hepática direita, o qual foi embolizado em seguida. Diagnóstico e tratamento foram realizados em menos de quinze minutos, e o paciente recebeu alta hospitalar poucos dias depois, sem intercorrências. Foi a primeira vez em Brasília que um procedimento minimamente invasivo substituiu com vantagem o tratamento cirúrgico até então indicado para solucionar esse tipo de problema. ***

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


CADEIRA 3

DR. AUGUSTO CESAR DE FARIAS COSTA Nasceu em Recife-PE, no dia 30 de setembro de 1952. Filho de Gerardo de Majella Costa e Carmen de Farias Costa. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco, Universidade de Pernambuco, em 1976. Concluiu residência médica em psiquiatria na Universidade de Brasília, UnB (1979). Nessa mesma universidade, fez curso de especialização em Psiquiatria Clínica (1977-1978). Treinamento em terapia gestáltica individual e em grupo com abordagem centrada na pessoa, em que teve como um dos orientadores Maureen Miller O’Hara, do Center for Studies for the Person, La Jolla, Califórnia, Estados Unidos; formação em psicoterapia pessoal Gestalt terapia individual e em grupo (1980-1983); formação em análise pessoal jungiana e arteterapia (1984-1985); formação em terapia pessoal reichiana (vegetoterapia) (1990-1995). Como atividades profissionais de assistência médica atua como psiquiatra e psicoterapeuta com atendimentos em clínica privada. Dentre suas diversas atividades paraprofissionais, integrou o Grupo da Assessoria Técnica (Astec) da Secretaria de Assistência à Saúde (SAS,) do Ministério da Saúde, área de saúde mental, no que concerne ao Programa Permanente de Organização e Acompanhamento das Ações Assistenciais em Saúde Mental (2000). Consultor do Ministério da Saúde para a área de saúde mental, por meio de convênio da Universidade de Brasília e Ministério da Saúde; conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (2003-2008); membro titular da Academia de Medicina de Brasília, Cadeira 3, com participações em sua diretoria. Dentre seus cargos hierárquicos, foi Diretor do Instituto de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF; Coordenador de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF; Diretor de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF. Em atividades voltadas à docência, cita o I Curso de Especialização em Saúde Pública, pós-graduação lato senso com o tema: Programação em Saúde Mental, pelo Centro de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão, Cesape, Ceub. Atuou no Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nesp), Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam), Universidade de Brasília, UnB com participação da elaboração, coordenação e docência da disciplina de módulo livre A Saúde Mental no Limiar do Século XXI, nos semestres de 2000 a 2002; Coordenador do Programa de Saúde Mental, Nesp-Ceam-UnB; docente do 1.o Curso de Especialização em Gestão dos Serviços Substitutivos em Saúde Mental. Participou da 52.ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), quando coordenou e ministrou o minicurso Saúde Mental: Novas Perspectivas Para o Século XXI (2000). Acadêmicos Titulares

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Participou, como presidente, da banca examinadora do concurso público para psiquiatras da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, Secretaria de Estado da Saúde do DF em 1996. Realizou palestras nos eventos: XII Congresso Nacional de Médicos Residentes, Olinda-PE (1977); I Encuentro Latinoamericano de Salud Mental Comunitária, promovido pelo Ministério de la Salud Pública de Cuba (1997); XIII Congresso Nacional de Médicos Residentes, Associação Nacional de Médicos Residentes, Brasília-DF (1978); I Encontro Nacional dos Serviços Substitutivos em Saúde Mental Distrito Federal (1998); Reunión Técnica Hispano-Brasileña, tema: Estratégias de Salud, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Brasília-DF (1999); V Encontro Nacional de Preceptores de Residência Médica. Entre suas produções literárias mais relevantes, participou da elaboração do livro Manual de Procedimentos Multiprofissionais na Assistência às Dependências Químicas nos Serviços de Emergência dos Hospitais Gerais da Fundação Hospitalar do DF (FHDF), Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), publicado pela SES-DF (1996) e do Guia da Rede Integrada dos Serviços de Saúde Mental da FHDF, SES-DF, também publicado pela Secretaria de Saúde do DF (1998). Participou da elaboração do capítulo A Experiência do Instituto de Saúde Mental do Distrito Federal, da obra Reabilitação Psicossocial no Brasil, Editora Hucitec, 2001, e Direito Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica, pela Faculdade de Direito, Universidade de Brasília (UnB), Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nesp), Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam), Ministério da Saúde, Curso de Especialização em Direito Sanitário, Brasília-DF (2001). Quanto a artigos publicados, refere Reforma Psiquiátrica no Distrito Federal – o Hoje Possível e o Amanhã Desejado, Revista de Saúde do Distrito Federal, Cedrhus, FHDF, SES-DF, 1997; Excluir Não, Cuidar Sim, Correio Braziliense (18-5-2001); Por Uma Transformação Cultural, Correio Braziliense (11-122001). Reflexões Acerca da Subjetividade, da Igualdade e da Diferença no Adoecimento por Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida-Aids), Revista de Direito Sanitário, Universidade de São Paulo (USP). Foram algumas dentre as homenagens recebidas em sua vida profissional: moção de parabéns da Câmara Legislativa do Distrito Federal, alusiva à elaboração do Manual de Procedimentos Multiprofissionais na Assistência às Dependências Químicas nos Serviços de Emergência dos Hospitais Gerais da FHDF, SES-DF (1996); diploma de Honra ao Mérito por relevante colaboração prestada na área de prevenção às drogas lícitas e ilícitas, pelo Programa de Educação e Vida, Previda, 218.a Reunião Ordinária, Conselho de Entorpecentes do Distrito Federal (17-12-1996); votos de Congratulações e Solidariedade, da Câmara Municipal de Alegrete-RS; homenagem do Programa de Educação e Controle de Diabetes da Fundação Hospitalar do DF, Hospital Regional de Taguatinga, SES-DF, por ocasião das comemorações dos dez anos de sua criação em 1998. Por sua experiência como psiquiatra e psicoterapeuta, declara que, ao longo das últimas décadas, a moderna psiquiatria vem construindo um novo modelo em Saúde Mental. Pautado pela referência psicossocial, observa que a substituição dos manicômios pelo maior cuidado em serviços abertos, pode propiciar a grande número de pacientes a reinserção na comunidade e a condição de serem sujeitos de direito. ***

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CADEIRA 4

DRA. IZELDA MARIA CARVALHO COSTA Nasceu no Pará, em 17 de outubro de 1951. Filha de Alberto Carvalho de Sousa e Hermínia Pereira Carvalho. Graduada em Medicina pela Universidade de Brasília, UnB (1968-1974). Residência médica no Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB (1975-1976); estágio em Patologia, Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru-SP, Brasil (1991); mestrado em dermatologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1991). Estagiou na Universidade de Nova Iorque (1991). Formação complementar em Cirurgia Micrográfica de Mohs. New York Medical Center, Estados Unidos (1991). Doutorado em dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina (1998). Em suas atividades profissionais, é médica concursada da Secretaria de Estado da Saúde do DF. Como docente, menciona ter sido professora de Dermatologia da Universidade Católica de Brasília (2004-2007) e professora orientadora do Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, UnB. Presentemente atua como professora adjunta de Dermatologia, Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB. Entre suas pesquisas, refere Tratamento Clínico da Lipodistrofia em Aids, estudo duplo-cego em realização no ambulatório de dermatologia do Hospital Universitário de Brasília, HUB, Universidade de Brasília, UnB. Pesquisa a respeito de HTLV-1 em dermatite atópica, em realização no ambulatório de dermatologia do Hospital Universitário de Brasília, UnB. Dentre as pesquisas que realizou, considera que a mais relevante foi Ultrassonografia em Dermatologia-Diagnóstico Precoce de Artrite Psoriásica. Exerceu funções e cargos hierárquicos como Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Universidade de Brasília, UnB; Coordenadora do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB; Vice-Coordenadora do Serviço de Clínica Médica do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB; Coordenadora do ambulatório de dermatopediatria, Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB; supervisora da enfermaria do Serviço de Dermatologia, Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB; Diretora da Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2007-2008). Participou das bancas examinadoras de Kleyton Mesquita, tese de doutorado, Universidade de Brasília, UnB; Bogdana Kadunc, tese de doutorado, Universidade de São Paulo (USP); Vanessa Lima, dissertação de mestrado, Universidade de Brasília, UnB. Acadêmicos Titulares

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Em eventos profissionais, apresentou as palestras: Abordagem no Hemangioma Infantil; onicopatias em Doenças Reumatológicas; manifestações Cutâneas de Doenças Reumáticas na Infância. Expôs também a conferência Peelings Químicos. Foram suas práticas paraprofissionais: atuação como editora científica dos Anais Brasileiros de Dermatologia; integrou comissões cientificas de vários congressos de dermatologia no Brasil e no exterior; membro internacional da Academia Americana de Dermatologia; membro titular do Conselho Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids); membro efetivo do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; representante brasileira na International Society of Dermatology Surgery. Aplicou-se com muito interesse à produção literária. É autora dos livros Cirurgia Dermatológica em Consultório, 3.a edição, São Paulo: Atheneu, 2017; Guia de Dermatologia Hospitalar, 2006. Autora de vários capítulos de livros. Publicou 74 artigos em revistas indexadas. Em periódicos médicos, escreveu os editoriais Situação dos Anais Brasileiros Cem Anos da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Final de Gestão (Anais Brasileiros de Dermatologia). Menciona entre homenagens que lhe foram outorgadas, o prêmio pelo melhor trabalho cientifico apresentado em evento científico (1998); homenagem e elogio da Diretoria do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, UnB; homenagem e elogio da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Considera sua melhor realização profissional ser professora da UnB. O caso que mais a impressionou entre seus doentes foi um evento raro de lipoidoproteinose. Afirma que ser médica foi um sonho seu desde criança e sente-se feliz por ter uma filha médica. ***

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CADEIRA 5

DR. LAÉRCIO MOREIRA VALENÇA Nasceu em 22 de janeiro de 1938, em Ribeirão, Pernambuco. Filho de Laércio da Silva Valença e Gessy Moreira Valença. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco em 1961. Em cursos pós-graduação no exterior, registram-se fellowship em Clínica, na Unidade Pulmonar do Departamento de Medicina do Massachusetts General Hospital, em Boston, Estados Unidos, de 1967 a 1969; fellowship em pesquisa, na Harvard Medical School, Boston, Massachusetts, Estados Unidos, de 1967 a 1969. Quanto a cursos de pós-graduação de senso lato, fez residência em clínica médica no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro (1962-1963); aprovação no exame The Educational Council for Foreign Medical Graduates em 1967; obtenção do título de especialista em pneumologia e tisiologia, expedido pela Confederação Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e pela Associação Médica Brasileira em 1978. Dentre suas atividades profissionais, atuou como médico do Setor de Pneumologia do Serviço de Clínica Médica do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, de 1964 a 1972; instrutor do Programa de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro de 1965 a junho de 1967; médico da Clínica Pneumológica do Hospital das Forças Armadas, Brasília, de 1972 a 2008. Exerceu sua preceptoria mais importante como Coordenador da residência médica em pneumologia do Hospital das Forças Armadas. Assumiu as seguintes posições hierárquicas: Secretário de Saúde do Distrito Federal no período de 1986 a 1988; Chefe da Clínica Pneumológica do Hospital das Forças Armadas, Brasília, de 1972 a 1986 e de 1988 a 2008; Presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, de 1992 a 1994. Sua pesquisa mais relevante intitula-se Pulmonary Vascular Response of the Reimplanted Dog Lung to Hypoxia, publicada no J. Thoracic & Cardiovasc. Surg., 1971. Como atividades paraprofissionais destaca ter sido membro da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Saúde; presidente do Grupo de Trabalho, criado pelo Governador do Distrito Federal para estudar e sugerir a redefinição do sistema de saúde do Distrito Federal; membro efetivo do Conselho Deliberativo da Fundação Hospitalar do Distrito Federal; membro do Conselho de Saúde do Distrito Federal; sócio fundador da Academia de Medicina de Brasília; Presidente da Academia de Medicina de Brasília, biênio 1995-1997. Acadêmicos Titulares

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Quanto à sua produção literária, listam-se os seguintes artigos publicados: Abnormalities of Lung Function in Malignant Lymphoma, publicado no periódico Cancer, 1970; The Distribution of Abnormal Lung Function in Kyphoscoliosis, publicado em J. Bone & Joint Surg, 1970; Clearance of Lactate from the Cerebrospinal Fluid, publicado em Neurology, 1971. Dentre as homenagens recebidas, listam-se a Clínica Pneumológica do Hospital das Forças Armadas, batizada com o nome Laércio Moreira Valença; recebeu medalhas em grau de oficial da Ordem de Rio Branco (1978); medalha do Mérito Alvorada (1987); certificado de bons serviços prestados, durante dez anos de atividade, ao Hospital das Forças Armadas (1983); elogio por relevantes serviços prestados à Coordenação Regional da Asa Norte, Fundação Hospitalar do Distrito Federal (1985); medalha Grande Oficial da Ordem do Mérito Brasília (1987); certificado de Funcionário Padrão do Hospital das Forças Armadas (1993). Considera sua melhor realização profissional o bom exemplo legado à família e aos alunos. Declara que foi um conjunto de fatores que o incentivou a ser médico. Foi casado com Dra. Maria Áurea Valença, estimada pediatra em Brasília, falecida em 2019. ***

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CADEIRA 6

DR. CARLOS ALBERTO DE ASSIS VIEGAS Nasceu em 25 de abril de 1951 na cidade de Pitangui-MG. Filho de Ruy Barbosa de Assis e Alice Viegas de Assis. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília, UnB, 1977; pós-graduação na Universidade de Marburg, Alemanha; residência em clínica médica pela Universidade de Brasília, UnB; especializações em pneumologia, medicina do sono e tratamento do tabagismo. Em pós-graduação de senso estrito, tem mestrado em pneumologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983); doutorado em pneumologia e fisiopatologia respiratória pela Universidade Central de Barcelona, Espanha (1991); pós-doutorado em pneumologia pela Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos (1994); mestrado em medicina do sono, pela Universidade Pablo Olavide, Espanha (2009). Em suas atividades profissionais, tem experiência na área de Medicina, com ênfase em pneumologia; atua principalmente nos seguintes temas: tabagismo, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, distúrbios do sono, síndrome da apneia obstrutiva do sono e reabilitação pulmonar. Atualmente é professor associado da Universidade de Brasília. Cita como sua preceptoria mais relevante: residência médica em pneumologia. Dentre as palestras que expôs, registram-se: Complicações Cardiovasculares da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono; Tratamento do Tabagismo em Pacientes Psiquiátricos; Fisiopatologia da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. Relatou também a conferência Consumo de Tabaco no Século XXI. Quanto às suas produções literárias, destacam-se: autor do capítulo Tratamento Farmacológico do Tabagismo, in Pneumologia: Diagnóstico e Tratamento, Ed. Atheneu, 2006; foi Coordenador editorial da publicação Tabagismo: do Diagnóstico à Saúde Pública, Editora Atheneu, 2007; autor do capítulo Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e Suas Implicações Cardiovasculares, in Cardiologia Clínica, Editora Manole, 2016; autor do capítulo Distúrbios Respiratórios do Sono, in Prática Pneumológica, Editora Guanabara Koogan, 2017. São de sua autoria os seguintes artigos publicados: Sleep in Healthy Older Adults: a Brazilian Sample, publicado em Sleep Science, 2010; Força Muscular Como Determinante da Eficiência do Consumo de Oxigênio e da Máxima Resposta Metabólica ao Exercício em Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica Leve ou Moderada, Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2012; Gender Differences in Comorbidities and Sleep Patterns of Obese Patients with Obstructive Sleep Apnea, World Journal of Neuroscience, 2015. Acadêmicos Titulares

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Pesquisa mais relevante: Uso de Broncodilatadores na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (tese de doutorado). Dentre suas atividades paraprofissionais mais relevantes constam: Presidente do Congresso Brasileiro e Congresso Latino-Americano de Pneumologia (2008); consultor do Comitê Latino-Americano Para o Controle do Tabagismmo. Atuação nas comissões da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), ou seja, Comissão de Distúrbios Respiratórios do Sono; Comissão de Doenças Avançadas; Comissão de Tabagismo. Tornou-se membro do Conselho Deliberativo da SBPT. Dentre suas participações em bancas examinadoras de teses de doutorado em ciências médicas, registram-se: tese de doutorado em ciências médicas, na Universidade de Brasília, de Carlos Eduardo Ventura Gaio dos Santos, cujo título foi Avaliação da Eficácia e Segurança da Ventilação Mecânica com o Sistema CFR® (continuous flow reviver – equipamento para reanimação respiratória) na Lesão Pulmonar Aguda Induzida Pelo Ácido Oleico (2007); Sérgio Leite Rodrigues, tese de doutorado em ciências médicas, Universidade de Brasília, cujo trabalho foi Influência da Função Pulmonar e Força Muscular na Capacidade Funcional, de Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (2008). Banca avaliadora de Marcia Cardoso Rodrigues Souza, cuja tese de doutorado em ciências médicas, Universidade de Brasília, teve como título Prevalência do Tabagismo e Associação com o Uso de Outras Drogas Entre Escolares do Distrito Federal, Brasil (2009). Foi homenageado com a placa de prata da Sociedade Brasiliense de Doenças Torácicas em agradecimento por suas contribuições à Pneumologia de Brasília. Recebeu elogio oficial da Câmara Distrital do Distrito Federal em agradecimento por sua atuação no controle do tabagismo no Distrito Federal. Dentre suas realizações especiais, registra ser poeta haijin (poesia haicai) com três livros publicados, tendo recebido prêmios nacionais. ***

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CADEIRA 7

DRA. JANICE MAGALHÃES LAMAS Nasceu em Belo Horizonte em 25 de setembro de 1951. São seus pais Adolfo Magalhães Guerra e Carmen Dias Magalhães. Graduada em Medicina pela UnB em 1977. Residência médica em radiologia mamária, hospital Presidente Médici, atual Hospital Universitário de Brasília, HUB (1977-1979); mestrado em epidemiologia clínica pela Universidade de Brasília, UnB, sob a orientação do Prof. Dr. Maurício Gomes Pereira (1998); doutorado em radiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro sob a orientação do Prof. Dr. Hilton Augusto Koch (2000). Em suas atuações assistenciais foi médica radiologista, Universidade de Brasília (1991-1995); médica radiologista, Fundação Hospitalar do Distrito Federal até sua aposentadoria em 2001; radiologista da Clínica de Radiologia Janice Lamas. Com atividades em funções e cargos hierárquicos, atuou como Chefe da Unidade de Radiologia do Hospital Regional da Asa Norte, HRAN (1991-1992); Coordenadora da especialidade radiodiagnóstico, no âmbito da rede hospitalar da Fundação Hospitalar do Distrito Federal (1991-1993); Diretora Técnica e sócia proprietária da Clínica Janice Lamas Radiologia. É pesquisadora associada da Universidade de Brasília e atua, desde 2002, como co-orientadora do programa de pós-graduação, em mestrado e doutorado, na área de engenharia biomédica, tecnologia da informação e inteligência artificial com aplicação em medicina. Suas pesquisas mais relevantes intitulam-se: Atlas Anatômico 3D Aplicado à Mama (em andamento); Relação Entre Terapêutica Hormonal e Classificação BI RADS (1994-2006); Avaliação Prospectiva de Lesões Mamográficas de Baixa Suspeição Indicadas para Biopsia (1994-2004); Falsos Negativos em Achados Mamográficos Provavelmente Benignos Recomendadas Para Seguimento de Curto Intervalo de Tempo (1994-2002). Foi preceptora do programa de residência médica em radiodiagnóstico da Unidade de Radiologia do Hospital Regional da Asa Norte (1986-1988). Enunciou palestras em congressos e jornadas, como: Congresso Brasileiro de Radiologia; Congresso Brasileiro de Mastologia; Congresso Médico de Brasília; Jornada de Radiologia do Rio de Janeiro; Jornada de Radiologia de São Paulo; Jornada Paranaense de Radiologia, Jornada Norte e Nordeste de Radiologia; Jornada de Radiologia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Em atividades paraprofissionais, assumiu a presidência da Sociedade de Radiologia de Brasília (19901991); foi membro da Comissão de Saúde Pública da Associação Médica de Brasília (1991); integrou Acadêmicos Titulares

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a comissão especial para criação do serviço de radioproteção dosimeteria e controle de qualidade para o Distrito Federal, instituições públicas e privadas (1991-1993); integrou-se como membro ao grupo consultor técnico científico responsável pela elaboração do projeto de vigilância sanitária das radiações ionizantes em nível nacional junto ao Ministério da Saúde (1992-1995); membro da Comissão Nacional de Energia Nuclear (1992-2003), comissão formada com seis membros, no Brasil, com mais de dez anos de dedicação à radiologia mamária e considerados profissionais de notório saber em imagem da mama, indicados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia; atuou em controle e manutenção de qualidade em mamografia pela Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer (Inca); membro da Comissão Nacional de Energia Nuclear de 1992 até 2013 e como médica auditora para avaliação dos exames mamográficos segundo indicadores de qualidade para detecção precoce do câncer de mama de 1994 até 2002; membro da Comissão Científica e Divulgação da Associação Médica de Brasília (1997-1997); membro da comissão julgadora de painéis na especialidade de mama do Colégio Brasileiro de Radiologia (2003); membro da Comissão de Controle e Manutenção de Qualidade em Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia, Ministério da Saúde (Inca); membro do Conselho Editorial da Revista Brasília Médica; Presidente da Academia de Medicina de Brasília (2012 -2014); membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia. Participou de bancas examinadoras para concurso público de médico radiologista e técnico em radiologia para o quadro funcional da Fundação Hospitalar do Distrito Federal e de teses de mestrado e doutorado da Universidade Católica de Brasília e da Universidade de Brasília, UnB. São títulos das teses examinadas: Sistema Neuro-Fuzzy para Classificação de Calcificações em Mamogramas, Universidade Católica de Brasília (2007); Um Estudo Para Integração RIS, PACS e Equipamentos de Mamografia Digital, Universidade de Brasília (2010); Sistema de Auxílio no Diagnóstico de Calcificações Mamárias Via Processamento Digital de Imagens e Redes Neurais Artificiais, Universidade de Brasília (2012); Processo de Imagens e Redes Neurais Artificiais, Universidade de Brasília, Gama (2014). Dentre as homenagens recebidas registram-se: prêmio Sindmédico, 2017 (medicina suplementar); medalha Mérito Legislativo, 2014, Câmara dos Deputados; diploma Destaque em Saúde 2013, Soroptimist Internacional, Brasília; Troféu Mulher 2019, Academia Internacional de Cultura; cidadã do mundo pela paz, Academia Internacional de Cultura 2009, prêmio Brasil de excelência, Academia de Letras e Música do Brasil, 2007; medalha Grão-Mestre da Ordem do Mérito Brasília, Governo do Distrito Federal, 2000; medalha Mérito Santos Dumont, Aeronáutica Brasileira, 1994; placa do Colégio Brasileiro de Radiologia com agradecimento pela atuação na Comissão Nacional de Mamografia em seu 20.º ano de implantação; diplomas de Honra ao Mérito após o término das quartas séries, primária e ginasial, atual primeiro grau, por ter concluído em primeiro lugar todas as citadas séries. 34

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Como realizações especiais em sua vida, cita ter constituído com seu marido, Ruy Lamas, uma família, com equilíbrio e amor e ter passado valores e educação para os filhos, ter criado um serviço privado de diagnóstico por imagem, com seu marido, dedicado inicialmente à mamografia, em 1993, e hoje abrange ultrassonografia, densitometria óssea e ressonância magnética; criou protocolos para pesquisa científica em seu serviço privado de diagnóstico por imagem, que permitiram subsidiar teses de mestrado e doutorado na área de detecção de câncer de mama e inteligência artificial. Orgulha-se de ter participado como preceptora na área de residência médica em radiologia e de atuar no curso de pós-graduação da engenharia médica da UnB, colaborando para formação de novos profissionais. Registra que atendeu, nos últimos 25 anos, em torno de cinquenta pacientes por dia, e teve, como radiologista, a grande oportunidade de ver muitos casos interessantes, que serviram de estímulo ao trabalho, bem como ao aprendizado e à melhora da prática médica em benefício de pacientes. Afirma que não teve parentes médicos que lhe inspirassem ser médica, mas sua mãe a incentivou encontrar prazer na leitura, ter curiosidade e coragem para dedicar-se a atividades inovadoras que ampliassem seus conhecimentos e suas atuações profissionais e pessoais. ***

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CADEIRA 8

DR. LUIZ AUGUSTO CASULARI ROXO DA MOTTA Nasceu na cidade de São Geraldo-MG, em 29 de abril de 1948. Filho de Laura Casulari da Motta e Luiz Roxo da Motta. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1974. Fez residência em clínica médica no Hospital de Base do Distrito Federal, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (1975-1976). Especializou-se na Scuola di Specializzazione in Endocrinologia Sperimentale, Università degli Studi di Milano, Itália (1983-1985); concluiu mestrado em clínica médica, na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília em 1990; cursou doutorado em scienze endocrinologiche e metaboliche, Universitá degli Studi di Milano (1990-1994). Trabalhou como médico da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal de 1977 até 2004 quando se aposentou. Médico da Fundação Universidade de Brasília de 1977 até 2014. Exerce medicina privada como endocrinologista na Clínica de Neurologia e Endocrinologia (Clinen) desde 1998 com experiência no campo de deficiências hormonais. Atuou como docente da Escola Superior em Ciências da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Brasília, DF de 2002 até 2004. Foi professor requisitado de Endocrinologia, na Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília de 1986 até 1990. Foi orientador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, desde 1995, do mestrado profissional da Fundação de Ensino e Pesquisa (Fepecs) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal desde 2013, e orientador do Programa de Pós-Graduação em ciências médicas da Universidade de Brasília até 2015. É um dos autores do livro Hipogonadismo Masculino no Jovem. Elaborou os seguintes capítulos de livro: Síndrome da Secreção Inapropriada do ADH, do livro Endocrinologia Feminina e Andrologia, Editor Ruth Claplauch, Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2016; Atitude Racional e Científica do Clínico Diante dos Novos Fármacos, do livro Endocrinologia Clínica, Editor Lucio Vilar, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2016; participou da elaboração do Manual de Ginecologia da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, organizadores Walquíria Quida Salles Pereira Primo, Frederico José Silva Corrêa e Jean Pierre Barguil Brasileiro, Editora Luan Comunicação, Brasília, 2017; A Prática da Medicina Ambulatorial, do livro Cardiologia Clínica, autores e organizadores: Augusto de Marco Martins e Nasser Sarkis Simão, Editora Manole, Barueri (2017); Hipertiroidismo e Hipotireoidismo, do livro Condutas em Obstetrícia, autores e organizadores: Lucília Domingues Casulari da Motta, Elenice Maria Ferraz, Alberto Moreno Zaconeta, Medbook Editora Científica, Rio de Janeiro, 2007. 36

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Dentre seus artigos publicados com outros autores, citam-se: Luteinizing Hormone Beta-Mutation Induces Hypogonadism in Men and Women, The New England Journal of Medicine, 2007; Polycystic Ovary Syndrome and Hyperprolactinemia Are Distinct Entities, Gynecological Endocrinology, 2007; Differential Diagnosis and Treatment of Hyponatremia Following Pituitary Surgery, Journal of Neurosurgical Sciences; Factors Released by Rat Type 1 Astrocytes Exert Different Effects on the Proliferation of Human Neuroblastoma Cells (SH-SY5Y) in Vitro, Endocrine-Related Cancer, 2000. Sua pesquisa mais relevante foi realizada como orientador do doutorado de Adriana Lofrano Alves Porto, médica, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, cuja tese defendida em junho de 2007 teve como título Novos Aspectos do Hipogonadismo Hipogonadotrófico Seletivo: Avaliação da Esteroidogênese Gonadal na Deficiência de FSH e Análise do Gene LHb na Deficiência de LH. Foi editor geral da revista Brasília Médica, órgão de divulgação científica da Associação Médica de Brasília, ISSN – 0524-2053 – de 2004 até 2014. Recebeu diploma de Honra ao Mérito concedido pela Câmara dos Vereadores da cidade de São Geraldo-MG (2006). Recebeu a medalha Mérito Alvorada, concedida pelo Governo do Distrito Federal, em 2010. Foi homenageado por médicos residentes e por preceptores do Hospital de Base do Distrito Federal, em 2010, por sua dedicação e por seu trabalho em prol da pós-graduação (residência médica) do HBDF e no âmbito geral da Secretaria de Estado da Saúde. Foi homenageado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Regional do Distrito Federal, em 2010, por suas relevantes contribuições à pesquisa em endocrinologia. Foi também homenageado pela Associação Brasiliense de Médicos Residentes, em 2011, por sua dedicação e por seu empenho prestados à residência médica do Distrito Federal. Em 2013, recebeu o prêmio Pesquisa em Medicina, concedido pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal. Lista como momentos marcantes da sua vida a criação de uma biblioteca pública em São Geraldo, MG, onde nasceu, que recebeu o nome de sua mãe — Biblioteca Pública Municipal Professora Laura Casulari da Motta, e o fato de ter sido um dos fundadores da Associação Brasiliense de Médicos Residentes (1976), e ainda ter sido um dos fundadores do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, sócio número 18. Considera sua melhor realização profissional ter conseguido unir a atividade médica principal com a pesquisa em medicina. Descreve o caso que mais o impressionou entre seus doentes. No segundo ano de residência médica, no Hospital de Base do Distrito Federal, assistiu uma mulher com cerca de 60 anos etários, que tinha doença pulmonar obstrutiva crônica, de origem imunitária, incurável. Ela sabia que logo iria falecer, mas mantinha uma resiliência que muito o impressionou. Disse que doaria seus pulmões para serem estudados para que se pudesse descobrir a cura da doença que a vitimava e ajudar outras pessoas com Acadêmicos Titulares

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o mesmo distúrbio no futuro. Havia estima e respeito recíprocos entre Casulari, como médico, e a doente. Por isso, não queria que ela falecesse em seu período de plantão. Próximo a esse desfecho, começou a trocar seu plantão, para evitar que fosse o médico que o presenciaria. Contudo, um dos médicos que fazia residência na mesma clínica, teve a notícia de que seu pai havia falecido no dia em que ele estava escalado para o plantão noturno. O único médico disponível para substituí-lo foi Casulari. Passou toda a noite cuidando da paciente para que ela não fosse a óbito. Quando faltavam poucos minutos para que outro residente o substituísse, ela faleceu. Foi um evento que o levou a pensar que o destino é algo traçado e pouco se pode mudar. Não foi feito estudo nos pulmões da paciente porque não houve condição de fazer pesquisa mais aprofundada sobre o caso para mudar o comportamento daquela doença. No entanto, ela deixou o ensinamento de como as pessoas podem encarar a doença de maneira heroica. Conforme declarou Casulari, “aquilo mudou minha conduta futura como médico”. Nesse aspecto, a doente conseguiu o que queria por outros caminhos. A respeito do que mais o incentivou a ser médico, afirmou que, de fato, pretendia fazer o curso de Biologia para ser professor e pesquisador naquela área. Contudo, em visita a uma exposição pública na Faculdade de Medicina de Juiz de Fora, um acadêmico daquela faculdade, que dava aulas de Biologia no Colégio Academia de Comércio, convenceu-o de que, com o exercício da medicina, poderia ter mais oportunidades para desenvolver habilidades de pesquisa mais abrangentes, além de também ser médico. Registra que Dr. Paulo Roxo da Motta, pediatra, em Belo Horizonte, falecido em 1983, era seu tio por parte de pai. Foi da mesma turma de médicos formados com Juscelino Kubistchek de Oliveira, que se tornou Presidente do Brasil no período de 1956 até 1960. Dr. Paulo é patrono da cadeira número 3 da Academia Mineira de Pediatria. ***

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CADEIRA 9

DR. MÁRIO PEDRO DOS SANTOS Nasceu em 13 de janeiro de 1949, em Recife-PE. Filho de Marta Gonzaga dos Santos e Aurélio Pedro dos Santos. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas, UFAL, em 1974. Fez curso de pós-graduação na Fundação Puigvert, Barcelona, Espanha (1984) e residência médica no Hospital de Base do Distrito Federal, HBDF (1975-1977). Especializações em urologia pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal FHDF (1975-1977) e Andrologia pela Universidade Autônoma de Barcelona (1984). Trabalhou como médico urologista e andrologista na Fundação Hospitalar do DF (1977-2010) e no Hospital das Forças Armadas, HFA (1979-2011). Foi Chefe da Unidade de Urologia do Hospital de Base do DF (2003-2007), Vice-Diretor do Hospital de Base do DF (2008), Coordenador da Urologia do Hospital de Base do DF (1984-2000) e Coordenador da Urologia do Hospital das Forças Armadas (2000-2010). Exerceu docência na Preceptoria Médica da FHDF e do HFA durante vários anos, tendo sido aprovado em processo seletivo interno para a formação de Corpo Docente da Faculdade de Medicina da SES-DF, em cirurgia geral, 2001. Atuou como Coordenador e preceptor de ensino da Unidade de Urologia HBDF-SES- de 1982 a 2000. Sua pesquisa médica mais relevante teve como título Estudo da Ocorrência de Lesões Renais em 512 Casos de Traumatismos Abdominais, publicada no Jornal Brasileiro de Urologia (1978). Participou como membro da banca examinadora para concurso médico de urologia da Secretaria de Estado de Saúde-DF, para a residência médica e o corpo clínico nos anos 1983, 1986, 1995 e como membro da banca examinadora para concurso médico de urologia em residência médica do Hospital das Forças Armadas (2000). Em eventos profissionais, apresentou as palestras Disfunção Erétil, pelo Programa Científico do Banco Central do Brasil (1998), e Infertilidade Masculina, pelo Curso de Extensão Universitária, Universidade de Brasília, UnB (1995). Apresentou as conferências: Infertilidade Masculina e Reprodução Assistida, ambas pelo Curso de Esterilidade Conjugal e ambas realizadas no V Simpósio Nacional de Reprodução Humana (1987). Foi Presidente da Comissão de Ética do Hospital de Base do DF (1990-1992) e membro do Conselho Editorial da Revista Urologia Contemporânea (1995-1997). É autor dos livros: Infertilidade Masculina, São Paulo, Ed. Andrei, 1981; Sexualidade Masculina, Brasília-DF, Ed. Thesaurus, 1995; O Sexo do Homem Idoso, Brasília-DF, Ed. Thesaurus, 2009. Acadêmicos Titulares

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Merecem destaque os seguintes artigos publicados: Enxerto Heterólogo Humano de Dura-Máter no Tratamento de Fístula Vesicouretrovaginal, Jornal Brasileiro de Urologia, 1989. Normozoospermia com Gravidez Após Vasoepidídimo-Anastomose Cruzada, Jornal Brasileiro de Urologia, 1995. Enxerto de Túnica Albugínea no Tratamento Cirúrgico da Doença de Peyronie, Brasília Médica (1996). Dentre as homenagens recebidas, constam várias placas oferecidas pela Comissão de Residência Médica do HBDF; prêmio Mérito Profissional, medalha HFA, Ministério da Defesa (2000). Elogios Oficiais da Direção do HBDF (1979, 1987,1994 e 2005) e da Direção do HFA (2006). Dentre suas atuações especiais, foi Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, DF (1994-1995), Vice-Diretor do HBDF (2008) e Coordenador de Urologia no XI Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (1998). Considera sua melhor realização profissional ter se especializado em andrologia. Afirma que os casos que mais o impressionaram entre seus doentes foram aqueles de transgenitalismos. O que mais o incentivou a ser médico foi o respeito de sua família pela medicina. ***

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CADEIRA 10

DR. EDNO MAGALHÃES Nasceu em 8 de dezembro de 1940, em Salvador, Bahia. Filho de Benjamim Magalhães Filho e Zildete Souza Magalhães. Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, tendo colado grau em 1967. Fez residência médica e especialização em Anestesiologia na Universidade de Brasília, UnB, mestrado e doutorado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e Especialização em Medicina do Trabalho, na Universidade de Brasília, em 1975. Dentre suas atividades profissionais, atuou na Secretaria de Saúde do Distrito Federal como anestesiologista (1969), no Ministério do Trabalho, em Medicina do Trabalho (1978) e na Universidade de Brasília, no Magistério Superior em Anestesiologia, professor assistente (1994) e professor adjunto, área de Cirurgia e Anestesiologia (1998). Foi Chefe da Unidade de Anestesiologia do Hospital de Base do Distrito Federal; Diretor do Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho, DRT-DF, Ministério do Trabalho; Diretor do Hospital de Base do Distrito Federal; Chefe da área de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília; Chefe do Centro de Anestesiologia da Universidade de Brasília e responsável pelo Centro de Ensino e Treinamento em Anestesiologia da Sociedade Brasileira de Anestesiologia da Universidade de Brasília. Sua pesquisa mais relevante teve como título Metabolismo e Toxicidade de Anestésicos Inalatórios. Declara ter sido relevante também sua preceptoria pelo programa de residência médica em anestesiologia da Universidade de Brasília. Dentre suas participações em bancas examinadoras, destacam-se: defesa de tese de mestrado de Marcelino Jaeger Fernandes (Rede Sarah); defesa de tese de mestrado de Cátia Sousa Gouvea (Universidade de Brasília) e concurso para professor adjunto de Cirurgia e Anestesia da Universidade de Brasília (2017). Em eventos profissionais, apresentou as palestras O Oxigênio Pode ser Perigoso?; Controvérsias no Uso do Óxido Nitroso; Exposição Fetal às Drogas Usadas em Anestesia. Realizou também as conferências: Anestésicos em Cardiologia; O Papel do Anestesiologista na Avaliação do Risco Cirúrgico; Riscos Profissionais do Anestesiologista. Dentre suas atividades paraprofissionais, destacam-se ter sido Presidente da Comissão de Ensino e Treinamento da Sociedade Brasileira de Anestesiologia; membro do Conselho Superior da Sociedade Acadêmicos Titulares

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Brasileira de Anestesiologia; Presidente da Academia de Medicina de Brasília no biênio 2014-2015; membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Anestesiologia. Participou dos seguintes livros: Anestesia Inalatória, Rio de Janeiro, Editora SBA, 2010 (coautor e organizador); Anestesia: Casos Clínicos, Rio de Janeiro, Editora SBA, 2010 (coautor e organizador); Farmacologia Aplicada à Anestesia, São Paulo, Editora Fontenele, 2018 (organizador). Publicou os seguintes artigos: The Effect of Beta-2 Adrenergic Receptor Haplotype Variations on Haemodinamic Response Following Spinal Anaesthesia for Caesarean Delivery, publicado em Anaesthesia, 2012; Prevalência da Síndrome de Burnout Entre Anestesiologistas do Distrito Federal, publicado na Rev Bras Anestesiol, 2015; Efeito da Dexmedetomidina em Crianças Submetidas à Anestesia Geral com Sevoflurano: Uma Metanálise, publicado na Rev Bras Anestesiol, 2017. Cita como sua melhor realização profissional ter sido responsável pelo Centro de Ensino e Treinamento da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, na Universidade de Brasília, UnB, por treze anos. Refere como o caso que mais o impressionou entre seus doentes o de um paciente com 8 anos de idade, vítima de traumatismo craniano grave, que acompanhou durante quarenta dias ininterruptos na UTI do Hospital de Base do DF, e teve o prazer de ter-lhe dado alta em perfeitas condições físicas e cerebrais, curado. O que mais o incentivou a ser médico afirma ter sido o grande apoio e incentivo pessoal dos seus pais. ***

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CADEIRA 11

DRA. ROSELY CERQUEIRA DE OLIVEIRA Nasceu em 21 de junho de 1948, em Brotas, São Paulo. Filha de Orlando de Oliveira Rosa e Edith Cerqueira de Oliveira Rosa. Graduou-se em Medicina na Universidade de Brasília, UnB, 1976. Fez os seguintes cursos de pós-graduação senso lato: especialização em Saúde Pública, Faculdade de Higiene e Saúde Pública, Universidade de São Paulo, USP, 1977; Aperfeiçoamento em Planejamento de Sistemas de Saúde, UnB-ENSP-FIOCRUZ, 1989; Epidemiologia: Treinamento em Dados Para Tomada de Decisão, Ministério da Saúde-CDC, 2002; Internet-Based Certificate Program, in Epidemiology for Public Health Managers, Johns Hopkins, Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), 2004. Foi Diretora do Departamento de Saúde Pública, SES-DF, de 1979 a 1998; Coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmitidas por Vetores e Antropozoonoses, Fundação Nacional de Saúde, Funasa, Ministério da Saúde, de 1999 a 2008; Diretora de Vigilância Ambiental, SES-DF, de 2008 a 2010; Coordenadora do I e II Curso Descentralizado de Saúde Publica, SES-ENSP-FIOCRUZ. Destaca como sua pesquisa mais relevante a intitulada Eficácia da Vacina e Outros Aspectos do Sarampo em Surto Ocorrido em Planaltina-DF. Essa pesquisa contribuiu para a mudança da idade da vacina contra sarampo no calendário básico de vacinação. Participou da banca examinadora do Concurso Público para Médico Sanitarista, GDF-SES-FHDF, em 1981 e 1982. Apresentou, em eventos profissionais, as seguintes palestras: A Saúde no DF: um Passo à Frente na Qualidade, Seminário Indicadores de Saúde no DF, 1993; Câmbios del Perfil Epidemiológico de la Rabia en Brasil: Estudos Antigênicos y Genéticos, Reunião Internacional de Raiva nas Américas, 2006; O Controle da Doença de Chagas no Brasil e o Desafio da Doença na Região Amazônica, XIV Congresso Médico Amazônico, 2008. Integrou o Grupo de Trabalho para Implantação do Plano de Saúde do DF-GDF-SES, 1979; Comissão Interinstitucional de Controle e Prevenção de Cólera, 1991-1998; Conselho de Saúde do DF, de 1993 a 1996; Presidente da Comissão Técnica Permanente Para o Controle de Dengue e Febre Amarela no DF, 1996-1998. Escreveu o capítulo Epidemiologia dos Acidentes por Animais Peçonhentos, no livro Animais Peçonhentos no Brasil: Biologia, Clínica e Terapêutica dos Acidentes, Editora Sarvier, 2009. Acadêmicos Titulares

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Dentre os artigos publicados registram-se: Eficácia da Vacina e Outros Aspectos do Sarampo em Surto Ocorrido em Planaltina-DF, Boletin de la Oficina Panamericana, 1985; Contribuição ao Conhecimento Sobre a Hantavirose no Brasil, Informe Epidemiológico do SUS, 2000; Implications of Climatic Alterations in Disease Spread, Journal of Medical Virology, 2001. Foi homenageada com a medalha do Mérito Alvorada, Governo do Distrito Federal, 1982; título de Membro Emérito do Comitê Diretor de Raiva nas Américas. Atuou como Coordenadora das Campanhas de Vacinação do DF, 1980 a 1998; delegada da SES-DF na 8.ª Conferência Nacional de Saúde, 1986. Considera sua melhor realização profissional a implantação do Sistema de Vigilância Epidemiológica e do Programa de Imunizações no âmbito do Distrito Federal, que foi modelo para outros estados brasileiros e permitiu erradicar a poliomielite, eliminar a circulação do vírus do sarampo e controlar a raiva humana no DF, além de controlar diversas outras doenças de notificação compulsória, o que concorreu para a redução da mortalidade infantil no Distrito Federal. Os casos que mais a impressionaram em sua vida médica foram os de raiva humana transmitida por morcegos em um surto ocorrido com 22 casos nas cidades de Portel e Viseu, Pará, em março e abril de 2004. Naquele mesmo ano, conheceu pessoalmente o primeiro caso documentado de cura de raiva humana, ocorrida em um paciente de 16 anos etários nos Estados Unidos, que está em recuperação com algumas sequelas no sistema nervoso. O que mais a incentivou ser médica foi, quando adolescente, ter sido paciente de dois médicos em Campinas-SP, cujo exemplo de dedicação aos pacientes marcou sua vida. A escolha da especialização em Saúde Pública foi movida pelo estímulo dado pelo próprio curso de Medicina na UnB, que oferecia as matérias de Medicina Comunitária e estágio em medicina rural, e pela equipe de professores e médicos que trabalharam nessa área. Declara ter orgulho de ser a primeira médica em sua família. ***

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CADEIRA 13

DR. ANTONIO GERALDO DA SILVA Nasceu em 2 de setembro de 1963, na cidade de Grão Mogol-MG. Filho de Francisco de Assis Silva e Terezinha Froes Silva. Graduou-se em Medicina pela Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes, MG, 1986. No exterior, estagiou na American Psychyatric Association, Chicago, Ilinois, Estados Unidos, 2000. Fez residência médica em psiquiatria na Fundação Hospitalar do Distrito Federal (especialização), FHDF, e curso de marketing, Escola Superior de Propaganda e Marketing, em Brasília, tendo obtido o título de especialista em marketing. Em cursos de pós-graduação de senso estrito, fez doutorado em bioética, na Universidade do Porto, Portugal. A tese teve como título Uma Avaliação dos Conflitos de Interesses Envolvidos na Atividade Médica (2017). Dentre suas atividades profissionais, é psiquiatra da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal; Diretor do Hospital São Vicente de Paulo desde 1989; Presidente da Comissão de Residência Médica (Coreme) do Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo; Coordenador de Saúde Mental do Distrito Federal (2004-2006), Atuou como membro da Câmara Técnica de Psiquiatria e Saúde Mental do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em 2016. Prestou assessoria à direção do Corpo de Conselheiros do Cremerj, emitiu pareceres técnicos e éticos e participou de eventos relacionados à psiquiatria. Quanto a docência, participou ou participa do ensino na Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes; nas Faculdades Unidas do Norte de Minas, Funorte, Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central, Faciplac; lecionou no curso de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros, Unimontes, Minas Gerais, de 2010 a 2013. Atuou como preceptor da residência médica em psiquiatria do Hospital Universitário Clemente de Farias, Montes Claros; preceptor da residência médica em psiquiatria no Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paula (1986-2005), quando ministrou variadas disciplinas, como Psiquiatria, Psicopatologia, Psiquiatria Forense, Psicologia Médica, Psicofarmacologia. É Presidente eleito da Associação dos Psiquiatras da América Latina, para o biênio 2018-2020; presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) de 2010 a 2016. Diretor de pesquisa do Instituto de Neurociências Dr. João Quevedo, Criciúma, SC); membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do CRM-DF, cremerj e CFM. Diretor de comunicação da Associação Médica de Brasília, da Associação Médica Brasileira e Diretor Adjunto do SindMédico-DF. Acadêmicos Titulares

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Foi Coordenador da preceptoria da residência médica em psiquiatria no Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo, DF, e preceptor no programa de residência médica do Hospital São Vicente de Paulo na área de psiquiatria. Atuou como membro da banca examinadora do concurso público para médico psiquiatra da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, 1993; membro da banca de avaliação de habilitação para promoção de servidores do Hospital São Vicente de Paulo, 1994; membro da banca examinadora da prova oral do processo seletivo para médico residente da Fundação Hospitalar de Brasília, 2000. Dentre suas apresentações em eventos profissionais, destacam-se as palestras proferidas no XXXVth International Congress on Law and Mental Health, 1st World Congress of the World Association on Dual Disorders (WADD), 2017; 24th European Congress of Psychiatry, 2016; 18th World Congress of Psychiatry: Policies and Plans for Mental Health in the Americas, 2018. Participou como conferencista ou debatedor na 1.ª Conferência Pan-Americana de Políticas Públicas sobre o Álcool, 2005; na 4th Biennial Conference of the International Society for Bipolar Disorders, 2010, e no Painel Técnico Internacional Sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, 2016. Atuou como membro da Câmara Técnica de Psiquiatria e Saúde Mental do Cremerj; membro titular do Conselho Nacional Antidrogas (Conad), membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Federal de Medicina; membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do CRM-DF; membro correspondente da Academia Mineira de Medicina e do corpo editorial do Brazilian Journal of Psychiatry. Dentre os livros de que participou como autor ou coautor, listam-se: Transtorno de Pânico, Coleção Teoria e Clínica, Artmed, 2013; Esquizofrenia, Coleção Teoria e Clínica, Artmed, 2015; Programa de Atualização em Psiquiatria (Propsiq), Artmed, 2016; Neuropsicologia: Aplicações Clínicas, Artmed, 2016; Princípios e Prática do Uso da Neuromodulação Não Invasiva em Psiquiatria, Artmed, 2017; Tabagismo: Formas de Tratamento, Pearson, 2017. Como homenagens recebidas, destacam-se: título de Associado Honorário do Centro de Estudos José de Barros em reconhecimento ao seu trabalho e empenho no Centro de Estudos Psiquiátricos de Santos; título de Membro Honorário dos Centros de Estudos Psiquiátricos Mário Mendes; homenagem da Associação Brasileira de Psiquiatria ao primeiro presidente eleito diretamente pelos associados; homenagem pelas contribuições extraordinárias para o trabalho da World Psychiatric Association; sócio honorário da Associação Sergipana de Psiquiatria; título de Associado Honorário do Centro de Estudos Cyro Martins, de Porto Alegre-RS; Associado Honorário da Associação Catarinense de Psiquiatria; título de Associado Honorário da Associação Psiquiátrica da Bahia; Membro Honorário da Sociedade Espanhola de Psiquiatria; título de Associado Honorário da Asociación Psiquiátrica de América Latina; título de International Member of American Psychiatric Association. 46

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Recebeu prêmio pela apresentação de pôster com o tema: Transtorno Obsessivo Compulsivo em Adolescentes: Relato de Caso, VI Jornada Científica do Hospital Universitário de Brasília, 1999. Dr. Antônio Geraldo é especialista em psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e foi escolhido como Personalidade do Ano na área de Destaque Especial, pelo Jornal Hoje em Dia, 1999. Recebeu a medalha e o diploma Marechal Deodoro da Fonseca, como Comendador, da Academia Brasileira de História, e o diploma de Honra ao Mérito Imprensa Nacional como reconhecimento pelos bons serviços prestados à psiquiatria. É Membro Honorário dos Centros de Estudos Psiquiátricos Mário Mendes e Membro Honorário da Sociedad Española de Psiquiatria. A Sede da Associação Brasileira de Psiquiatria-RJ recebeu o nome deste acadêmico. Como realizações especiais dignas de nota relata ser o primeiro presidente brasileiro da Associação Psiquiátrica da América Latina, em seus trinta anos de existência e ser o primeiro presidente eleito de maneira direta na Associação Brasileira de Psiquiatria. Considera sua melhor realização profissional a criação e a coordenação de campanhas sociais que combatem o estigma contra as doenças mentais e previnem o suicídio, que impactaram milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Acrescenta as campanhas: Sociedade Contra o Preconceito, Psicofobia é um Crime, Setembro Amarelo, Craque que é Craque não usa Crack e Orgulho de Ser Psiquiatra. Sua maior satisfação profissional foi ter atendido pacientes sem boa qualidade de vida, que perderam a vontade de viver e que, depois de algum tempo de tratamento, voltaram a viver com recuperação da boa qualidade de vida. Afirma que isso é o que todos os dias o motiva a exercer sua profissão. Afirma que o desejo de ser médico veio naturalmente, como um sonho a ser buscado e realizado. A psiquiatria e o ser psiquiatra sempre foram suas metas e pensava em uma forma de devolver a vida às pessoas que perderam a vida em vida, pois perderam o gerenciamento da mente, mas o corpo persistia vivo. Sempre teve muita vontade de ajudar pessoas e essa necessidade de retribuir tudo o que a vida lhe deu. Por isso, viu que, por meio da medicina e da psiquiatria, poderia fazer o que tem realizado. Relata ter sido o primeiro médico entre os membros de sua família, mas estimulou sobrinhos a serem psiquiatras e, recentemente, sua filha e uma sobrinha foram aprovadas para cursar faculdade de medicina. ***

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DRA. MARIA MOURANILDA TAVARES SCHLEICHER Nasceu em São José de Piranhas-PB, em 10 de junho de 1956. Filha de Moisés Tavares de Sousa e Douraci Tavares de Sousa. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Maranhão, UFMA, em 1979. Fez residência em clínica médica no Hospital Municipal Sousa Aguiar, Rio de Janeiro, de 1980 a 1982; estagiou na Unidade de Nefrologia do Hospital de Base do DF, Fundação Hospitalar do DF, 1984; mestrado em clínica médica, área de concentração em nefrologia, pela Universidade de Brasília, UnB (1993); especialista em nefrologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e Associação Médica Brasileira (1994); especialista em hipertensão arterial, pela Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial (2004) e especialista em bioética pela Cátedra Unesco de Bioética, pela Universidade de Brasília (1999). Doutorado em ciências médicas, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (2008). Atua como Médica da Câmara Legislativa do Distrito Federal desde 1997 e, na Secretaria de Estado de Saúde do DF, como médica da Unidade de Nefrologia do Hospital de Base do Distrito Federal de 1985 a 2010, da Unidade de Clínica Médica e de Nefrologia do Hospital Regional do Gama, 1984-1985 e da Clínica Médica do Centro de Saúde n.o 5 do Gama, de 1983 a 1984. Foi nefrologista e Coordenadora do Centro de Diálise Peritoneal do Hospital Regional do Gama, 1984-1985; Chefe da Unidade de Nefrologia do Hospital de Base do Distrito Federal de 1994 a 1999; Coordenadora da área de nefrologia da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, de 1995 a 1999; Coordenadora do programa de residência médica em nefrologia do HBDF, de 1994 a 2000. Em docência, as posições ocupadas foram professora da Faculdade de Medicina da ESCS-FEPECS-SES-DF, de 2001 a 2010; preceptora do programa de residência médica em nefrologia do Hospital de Base do DF, FHDF, de 1994 a 2005; Coordenadora geral da Liga de Hipertensão Arterial da ESCS-FEPECS-SES-DF desde 2005. Sua pesquisa mais relevante intitula-se Patients with Nephrolithiasis and Blood Hypertension Have Higher Calciuria Than Those with Isolated Nephrolithiasis or Hypertension? Publicada em Minerva Urológica e Nefrológica, 2009. Participou como presidente de bancas examinadoras da prova prática oral de concurso público para residência médica em nefrologia, de 1995 a 1997. Foi consultora do Módulo Funções Biológicas (Fisiologia) no Curso de Medicina da ESCS, 2001 e 2002. 48

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Em eventos profissionais, apresentou as palestras: Hipertensão Arterial e o Rim, Curso Básico de Hipertensão Arterial da ESCS, de 2015 a 2017; Responsabilidade Profissional, Curso de Ética Médica do CRM-DF, de 2009 a 2013. Relatou a conferência: Ética no Trabalho Científico, na XXI Jornada dos Residentes do HBDF, 2000. Dentre suas atividades paraprofissionais mais relevantes citam-se: membro da Comissão Regional de Nefrologia da Secretaria Estadual de Saúde (1995-1996), membro do Conselho Editorial do periódico Comunicação em Ciências da Saúde, Reports in Health Sciences, SES-DF, de 1999 a 2013; membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal de 2000 a 2002. São de sua autoria os seguintes trabalhos publicados: Patients with Nephrolithiasis and Blood Hypertension Have Higher Calciuria Than Those with Isolated Nephrolithiasis or Hypertension? Publicado em Minerva Urológica e Nefrológica, 2009; Serum Zinc and Hormonal Profile in Male Dialysis Patients Receiving Human Recombinant Erythropoietin, publicado no J Bras Patol Med Lab, 2005; Medida Casual de Pressão Arterial em Adolescentes, Comum, publicado em Ciên. Saúde, 2006. Recebeu as seguintes homenagens: Moção de Louvor, concedida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 2011, pelos relevantes serviços prestados em prol da Medicina do Distrito Federal; título de membro benemérito das Unidades de Nefrologia e Urologia do HBDF pela contribuição na implantação e continuidade do Programa de Transplante Renal do Distrito Federal, 2007; elogio por dedicação, eficiência e senso de responsabilidade como Chefe da Unidade de Nefrologia, conferido pelos diretores do HBDF 1994, 1996, 1996 e 1997; elogio pela dedicação e competência como Coordenadora da área de nefrologia da Fundação Hospitalar do DF, conferido pelo Chefe do Núcleo Normativo de Medicina Integrada, DRMA-FHDF. Considera como suas melhores realizações na profissão a organização e a criação do Centro de Diálise do Hospital do Gama, em 1985, a reestruturação e a modernização do novo Setor de Diálise do HBDF, em 1997, e a relação humanizada com os pacientes com doença renal crônica terminal representados também na sua Associação de Pacientes. O que mais a impressiona na medicina é a vontade de viver, a perseverança de muitos pacientes em tratamento dialítico e a aceitação serena da doença em alguns deles. O grande apoio do seu pai a incentivou a ser médica, embora tivesse esse propósito desde seus 5 anos de idade. Registra ter um irmão médico. ***

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CADEIRA 15

DR. MARCOS GUTEMBERG FIALHO DA COSTA Nasceu em 10 de setembro de 1964, na cidade de Araruna-PB. Filho de Valdemir Macedo da Costa e Maria Inês Fialho da Costa. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1988 e, em Direito, pelas Faculdades Integradas do Planalto Central em 1998. Concluiu residência médica em ginecologia e obstetrícia, no Hospital Regional da Asa Sul, atual Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), em 1991. Fez curso de pós-graduação em Administração Hospitalar, pela Universidade Gama Filho, 2005; pós-graduação em perícia médica, pela Universidade Gama Filho, 2006; pós-graduação em Direito Médico, pelas Faculdades Unidas do Norte de Minas, 2011. Fez cursos de especialização em Medicina do Trabalho, CFM, 1998, e Universidade São Francisco, 1992; Auditoria em Saúde, Universidade Gama Filho, 2002; Ginecologia e Obstetrícia, CFM-CRM-DF, 2002; Medicina Legal e Perícia Médica: Associação Médica Brasileira e Associação de Medicina Legal e Perícias Médicas, 2012; Clínica Médica: CFM-CRM-DF, 2011; Medicina do Tráfego: Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, 2016. Médico ginecologista e obstetra da SES-DF desde 1991 e médico do trabalho, Secretaria de Planejamento e Gestão, DF, desde 2010. Em eventos profissionais, expôs as palestras: Residência Médica: Desafios e Perspectivas, na Jornada de Residentes, Ex-Residentes e Internos do Hospital Regional de Sobradinho e Hospital Regional de Planaltina, 2012; Organizações Sociais na Gestão de Saúde Pública: Limites, Possibilidades e Desafios, na Escola de Assistência Jurídica da Defensoria Pública do DF, 2016; Responsabilidade Civil e Criminal Médica, nas Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), 2017. Recebeu as seguintes homenagens: diploma de Comendador da Ordem do Mérito Alferes Joaquim José da Silva Xavier, do Governo do Distrito Federal e Polícia Militar do DF, 2011; título de cidadão honorário de Brasília pelos excelentes serviços prestados a saúde pública do DF; título de membro benemérito da Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM), 2010; Comenda Jubileu de Ouro, da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, em 2013; Mérito Acadêmico, da Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM) em 2014; Moção de Louvor, Câmara Legislativa do DF mediante proposição dos deputados Bispo Renato Andrade e Celina Leão, 2017. 50

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Dentre suas realizações especiais dignas de nota registram-se: Presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, SindMédico-DF, terceiro mandato; Secretário de Assuntos Jurídicos da Federação Nacional dos Médicos (Fenam); Diretor Administrativo da Confederação Nacional dos Médicos (CNM); conselheiro do Conselheiro Regional de Medicina do Distrito Federal, quando representou a Associação Médica de Brasília no período de 2009 a 2014. Tomou posse como Presidente da Federação Nacional dos Médicos para atuar de 2019 até 2023. Considera como sua maior realização profissional ter se tornado presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, com o apoio e reconhecimento da classe médica. Quanto ao caso que mais o impressionou em medicina, lembra-se o de uma paciente que foi a óbito por causa de uma espinha de peixe, o que não é muito comum acontecer. A espinha atravessou a traqueia e, infelizmente, ela não sobreviveu. Afirma que seu grande incentivo para ser médico foi ter sentido necessidade de ajudar a população. Registra que, para sua alegria, seu filho mais velho, Felipe, cursa Medicina e concluirá o curso este ano. ***

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CADEIRA 16

DR. EMMANUEL CÍCERO DIAS CARDOSO Nasceu em Lagoa Real, Caetité-BA, em 22 de maio de1951. Filho de Alzira Dias Cardoso e Abelardo Teixeira Cardoso. Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia Salvador, 1976. Fez curso de pós-graduação lato senso de especialização em Rede de Gestão do Cuidado ao Paciente Crítico, de 2009 a 2011, no Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa, São Paulo-SP. Concluiu residência médica em medicina intensiva no Hospital de Base do Distrito Federal, em 1978, e em nefrologia, no Hospital Universitário de Brasília, em 1979. Mestrado em medicina intensiva pelo Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva, São Paulo-SP, 2007-2009; títulos de especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, 1982; especialização em Nefrologia pelo CFM, 1988, Medicina Interna pelo CFM, 1989, Medicina do Trabalho pelo CFM, 1989 e Medicina Desportiva, pelo CFM, 1988. Em 1978, foi admitido como médico na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e inicialmente foi alocado no Hospital Regional da Asa Sul (HRAS). Foi transferido para a UTI do Hospital de Base em 1984. Foi lotado no Hospital de Guarnição de Brasília, de 1979 a 1980. No Hospital das Forças Armadas (HFA), foi lotado na UTI no período de 1981 a 1985 onde exerceu atividade como oficial médico intensivista temporário. Assumiu a seguir já como médico civil concursado, a função de médico intensivista do HFA, até a sua aposentadoria em 2013. Como médico do HFA, fez parte da equipe médica que assistiu sua Santidade o Papa João Paulo II durante sua segunda visita ao Brasil, em 1991. Dentre seus cargos hierárquicos, destacam-se: chefia da UTI do Hospital de Base do Distrito Federal no período de 1999 a 2010; chefia da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, 1998. Foi coordenador da rede de UTIs da SES-DF ( 1996-2006), e da rede nefrologia da SES-Df (2008 - 2010); criou o Serviço de Hemodiálise do Hospital das Forças Armadas, onde exerceu o cargo de chefia em 1982; chefiou o Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário de Brasília em 1984; criou, estruturou e coordenou o Serviço de Emergência e UTI do Hospital Santa Luzia, onde foi Diretor Clínico em (1985-1992) e Diretor Técnico em (1992-2006); criou, estruturou e coordenou as UTIs do Hospital Daher e do Hospital Ortopédico de Brasília, hoje Hospital das Clínicas de Brasília, além da UTI do Hospital Santa Luzia. No que concerne ao ensino, foi preceptor e Coordenador de residência médica em medicina intensiva do Hospital de Base do Distrito Federal no período de 1999 a 2007; foi Coordenador da residência médica em medicina intensiva no Hospital das Forças Armadas, HFA, de 2010 a 2013. 52

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Participou como membro da banca revisora do concurso público realizada para preenchimento de vagas na tabela permanente do Hospital das Forças Armadas, DF, na especialidade de nefrologia em 1982 e participou como membro e Coordenador da banca revisora dos concursos públicos realizados para preenchimento de vagas no Hospital de Base do Distrito Federal na especialidade de medicina intensiva, em 1988, 1994 e 1995. Em eventos profissionais, participou de cursos, simpósios, jornadas, seminários e congressos ao longo de sua vida profissional. Dentre esses, registram-se: na qualidade de Presidente da Comissão Organizadora (1997), participou do V Congresso Médico de Brasília, da Feira de Saúde de Brasília e do I Congresso de Informática em Saúde; participante como conferencista da mesa-redonda sobre insuficiência renal aguda no II Congresso de Medicina Intensiva Brasileira, em Belo Horizonte, 1984; participante como Presidente da Sociedade Brasiliense de Medicina Intensiva da organização do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva realizado em Brasília, ocasião em que foi também Vice-Presidente do Congresso (1988). Como atividades para profissionais citam-se: participação como membro da Comissão de Prontuário Médico do HBDF; membro da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HBDF; membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, do HBDF; membro da Comissão Social e Previdência da Associação Médica de Brasília (AMBr), biênio 1991-1993, como membro titular. Foi Vice-Presidente da AMBr no biênio 1995 a 1997; Diretor Administrativo da AMBr, biênio 2000 a 2002; Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Intensiva, biênio 1993-1994; Presidente da Sociedade Brasiliense de Medicina Intensiva, biênio 1987-1988 e membro do Conselho Fiscal do SindMédico-DF de 2010 a 2013. Atualmente é Secretário Geral do SindMédico e conselheiro titular do Conselho de Administração do Instituto de Previdência do DF. Quanto à sua produção literária, destacam-se a elaboração e publicação do Plano Distrital de Prevenção e Tratamento da Doença Renal no DF, em 2009. Como Secretário Geral do SindMédico-DF compõe o Conselho Editorial da revista Médico, do SindMédico, com publicação trimestral, para a qual escreve a coluna Opinião; apresentou, no 9th Congress of the World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine, o trabalho The Hantavirus Pulmonary and Cardiovascular Syndrome: Two Case Reports, em Buenos Aires, 2005; elaborou o trabalho de conclusão de curso na Pós-Graduação da Rede de Gestão do Cuidado ao Paciente Crítico no Hospital Sírio Libanês em São Paulo, em 2011, com o tema Processo de Aprendizagem Baseado em Problemas e elaborou a monografia na conclusão do mestrado em terapia intensiva com o tema Perfil de Bactérias Multirresistentes em uma UTI Geral. Recebeu as seguintes homenagens: prêmio Mérito Funcional distintivo em bronze, prata e ouro pelos bons serviços prestados ao longo de dez, vinte e trinta anos respectivamente no Hospital das Forças Armadas em Brasília; elogio do diretor do HBDF-SES como Chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, 1994; medalha Homenagem Especial por ocasião dos 50 Anos do Hospital Acadêmicos Titulares

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de Base do DF, 2010; diploma de Personalidade do Ano pela Golden Internacional das Ciências, das Artes, das Letras e da Cultura, do Supremo Conselho Internacional, Brasília, 1997; recebeu placa com agradecimento especial do Hospital Santa Luzia pela relevância do trabalho prestado como diretor técnico no período de 1992 a 2005, compondo a equipe que acreditou o hospital no grau II do Programa de Acreditação Hospitalar do Ministério da Saúde. Considera suas melhores realizações profissionais ter assumido a chefia das unidades de terapia intensiva (UTI geral, trauma e cardiológica) e a coordenação da rede de UTIs da Secretaria de Estado de Saúde do DF. Afirma que sua verdadeira vocação para a medicina foi surgindo no decorrer dos anos do curso médico. Quanto ao caso que mais o impressionou entre seus doentes cita que teve a oportunidade de acompanhar uma paciente jovem, humilde, residente na cidade satélite de Ceilândia, com insuficiência renal crônica, cuja doadora viva de rim foi irmã, num ato de total desprendimento, naturalidade e amor ao próximo. Afirma que “talvez este ato tenha despertado em mim, quando eu era médico residente, um jovem médico que a assistiu, o verdadeiro sentido humanitário da medicina”. Declara que é provável também que esse caso clínico tenha sido o que mais o marcou em razão da boa evolução durante anos, tanto da receptora como da doadora e de ter sido o primeiro transplante renal realizado em Brasília. Dr Emmanuel registra que sua esposa Dra Ivone Dantas de Menezes Cardoso é médica ginecologista, e duas irmãs são também médicas, Dra Maria Sonia Dias Cardoso e Dra Abelzira Dias Cardos ***

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CADEIRA 17

DR. PROCÓPIO MIGUEL DOS SANTOS Nasceu em 21 de janeiro de 1952, em Goiânia-GO. Filho de Miguel Inácio dos Santos e Dorcelina Maria dos Santos. Graduou-se em Medicina, pela Universidade Federal do Pará, em 1977. Estagiou na Universidade Federal de São Paulo no período de 1989 a 1993; foi aluno do The Basic Science Course in Ophthalmology na Stanford University School of Medicine, USA, em 1991 e obteve o título de proficiência em microbiologia ocular e imunologia na University of California, San Francisco, USA, ainda em 1991; foi Visiting Fellow no Bascom Palmer Eye Institute, University of Miami School of Medicina, USA, em 1995. Fez residência médica na área de oftalmologia do Hospital de Base do DF (1978-1980) e cursos de especialização em doenças externas oculares, glaucoma, uveíte, retinopatias e ultrassonografia ocular, todos na Universidade Federal de São Paulo, Unifesp (1989-1993). Em pós-graduações de senso estrito, fez mestrado em oftalmologia, na Universidade Federal de São Paulo (1993) e doutorado em medicina pelo Programa de Doutorado Sanduíche da Universidade do Sul da California, Los Angeles, USA e Unifesp (1993-1996). Em suas atividades profissionais, foi médico da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, SES-DF, de 1983 a 2016. Atua como docente do Curso de Medicina do Centro Universitário Euro-Americano, Unieuro, desde 2019 e como docente da Escola Superior de Ciências da Saúde, ESCS, de 2004 a 2016. É professor do Núcleo Docente Estruturante, Curso de Medicina do Centro Universitário Euro-Americano, de 2016 até a presente data; foi professor orientador e pesquisador da pós-graduação da Faculdade de Ciências da Saúde-UnB, de 1996 a 2010. Exerceu preceptoria de residência médica em oftalmologia no Hospital de Base, de 1989 a 2016. Sua consultoria mais relevante (1995-2000) ocorreu junto à Comissão Técnica da Anvisa para aprovação de medicamentos correlatos em oftalmologia para uso no Brasil. Entre seus cargos e suas funções hierárquicas, atuou como Chefe do Setor de Doenças Externas do Hospital de Base do DF (1995 a 2001); Coordenador da residência médica em oftalmologia do Hospital de Base pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (1996-2018); Presidente da Sociedade Brasiliense de Oftalmologia na gestão 2006-2008. Suas pesquisas mais relevantes foram: Hanseníase Ocular (Microbiota Fúngica Ocular) e sobre a primeira quinolona para uso ocular. Participou das seguintes bancas examinadoras de doutorado: Estudo Comparativo Entre Retinografia e Tomografia de Coerência Óptica na Detecção do Edema Macular Diabético (2008); Eletrovisuograma Axonal: Padronização, Indicação e Interpretação (2009); Efeitos do Debilitamento dos Músculos Oblíquos na Correção Cirúrgica da Esotropia (2016). Acadêmicos Titulares

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Fez as palestras: Antimicrobials and Emerging Resistance Steroids for Keratitisnce, no World Ophyhalmology Congress (2006); Doença de Hansen: Sensibilidade Corneana, no World Ophyhalmology Congress (2006); Módulo Córnea e Doenças Externas Oculares: Tratamento da Ceratoconjuntivite Epidêmica, no VIII Congresso Centro-Oeste de Oftalmologia (2007). Apresentou as conferências: Relação Entre Orientado e Orientador, no XVIII Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual (2008); Controvérsias em Refratometria, no XX Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual (2012). Atuou como conselheiro corregedor do Conselho Regional de Medicina do DF no período de 2010 a 2014; membro da Diretoria como Primeiro Secretário do Conselho Regional de Medicina do DF, de 2018 até a presente data. Integrou a American Academy of Ophthalmology de 1993 a 2000, e é membro do Conselho Editorial Nacional dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia desde 1996. Autor dos seguintes capítulos de livros: Conjuntiva, Ed. Roca, 1995; Princípios Básicos do Diagnóstico das Infecções Oculares, Ed Roca, 1995. Organização e Estrutura de um Banco de Tecidos Oculares, Ed. Cultura Médica, 2007; Vias Lacrimais, Editora TecMed, 2007; Cistos de Córnea, Ed. Cultura Médica, 2013. Dentre seus artigos publicados, listam-se: Corneal Endothelial Cell Damage by Silastic Tubo Contact, Annales of Ophthalmology, 1995; Perfil Morfofuncional de Pacientes com Retinopatia Diabética sem Baixa Acuidade Visual Severa em Hospital Público de Referência em Diabetes no Brasil, Revista Brasileira de Oftalmologia, 2010; Profile of Pediatric Eye Trauma at Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Brasília, Brazil, Revista da Associação Médica Brasileira, 2016. Recebeu elogio oficial pela chefia da Unidade de Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal (1997); prêmio de melhor trabalho da Região Centro-Oeste no XXXIII Congresso Brasileiro de Oftalmologia (2005); recebeu homenagem do Congresso Brasileiro de Oftalmologia (2007); recebeu também os prêmios de melhor trabalho da Região Centro-Oeste pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (2009). Como realizações especiais dignas de nota destacam-se a criação do Laboratório de Microbiologia Ocular do Hospital de Base do DF (1995) que funcionou até 2001; criação do Centro Estudos de Oftalmologia do Hospital de Base (1995); participação no credenciamento da residência médica em oftalmologia do Hospital de Base do DF pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (1996); a Fundação da Sociedade Centro-Oeste de Oftalmologia (2006). Considera suas melhores realizações profissionais ter exercido a docência no Curso de Medicina da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, ESCS (2004-2016); e ter participado da estruturação do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina recém-aberto do Centro Universitário Euro-Americano, Unieuro, (2018). O caso que mais o impressionou entre seus doentes foi ter devolvido a visão a um paciente após realizar cirurgia de catarata em seus olhos. O que mais o incentivou a ser médico foi o interesse em ajudar as pessoas. *** 56

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DR. IPHIS TENFUSS CAMPBELL Nasceu em 30 de janeiro 1946, na cidade de Mirassol-SP. É filho de Manoel Fausto Soares Campbell e Odeth Vizzotto Tenfuss. Graduou-se pela Faculdade Fluminense de Medicina, em 1970. Residência médica em dermatologia, no Hospital Central do IASEG, atual IASERJ (Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro), no período de 1971 e 1972. Fez curso de aperfeiçoamento em dermatologia no Hospital de Clínicas José de San Martin, em Buenos Aires, Argentina (1973) e no Children’s Hospital of Wisconsin, Milwaukee, Estados Unidos (1996). Obteve o título de especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e pela Associação Médica Brasileira (1973); mestrado em Dermatologia pela Escola Paulista de Medicina (1996). Foi Diretor do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília, UnB (1981-1982); Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (1996-1997); professor de Dermatologia, na Universidade de Brasília, UnB (1983-1993). Atuou como Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do DF nos períodos: 1975-1980 e 2013-1918. Sua pesquisa mais relevante intitula-se Human Leukocyte Antigens in Brazilian Ashkenazic Jews with Chronic Dermatophytosis Caused by Trichophyton rubrum, Brazilian J Microbiology, 2014. Menciona dentre seus artigos publicados: Endemic Pemphigus Foliaceus in Native Americans from Brazil, J Am Acad Dermatology, 1995; Pênfigo Foliáceo Endêmico: Fogo Selvagem, Anais Brasileiros de Dermatologia, 2001; Endemic Pemphigus Foliaceus: Current and Historic Epidemiologic Studies, J of Invest Dermatology, 1988. É autor do livro História da Dermatologia Brasileira, Editora Medsi, 1999. Considera como realizações especiais dignas de nota trabalhar com pacientes com fogo selvagem (pênfigo foliáceo endêmico), pesquisar a causa da doença; tratar pacientes com cromomicose com termoterapia, utilizando-se forno de Bier e conseguir excelentes resultados; ter identificado possível fator imunogenético em pacientes judeus com onicomicose causada por Trichophyton rubrum. O que mais o impressionou entre seus doentes foi um caso de metástase cutânea de câncer visceral. Lembra-se de que foi muito incentivado por sua mãe a ser médico. Sente-se feliz por ter três filhos médicos: Leonardo, ginecologista; Frederico, saúde da família e comunidade, e André, psiquiatra. ***

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CADEIRA 19

DR. JAIR EVANGELISTA DA ROCHA Nasceu em 9 de abril de 1940, em Catalão, Goiás. Filho de Benjamim Evangelista da Rocha e Maria Evangelista da Rocha. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 1967. Fez estágio de aprofundamento complementar em endocrinologia infantil na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (1969). Concluiu residência médica em pediatria (1968-1970) no Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, onde realizou aprofundamento em endocrinologia infantil (1969) e obteve o título de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (1971). Como atividades profissionais em exercícios de cargos e funções, trabalhou como membro integrante e Presidente da Comissão de Residência Médica do Hospital de Base do Distrito Federal (1971-1972); preceptor de Pediatria do Hospital de Base do DF (1971-1991); médico do Hospital Santa Helena (1972-2009); Coordenador de Pediatria da Secretaria de Estado de Saúde do DF (1991-2005); Chefe da Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal (1991-2007); Diretor-Presidente do Conselho de Administração do Hospital da Criança de Brasília (2017-2018); membro do Conselho de Administração do Hospital da Criança de Brasília (Icipe). Em atividades paraprofissionais, participou como membro da Comissão Eleitoral do Conselho Regional de Medicina na eleição de 2018; membro do Conselho Fiscal da Academia de Medicina de Brasília. Participou de bancas examinadoras de concurso público para residência médica em cinco oportunidades e em de concurso público para médicos da Secretaria de Estado de Saúde do DF em três eventos. Dentre suas pesquisas publicadas, destacam-se: Disostose Cleidocranial em Neonato, Brasília Médica, 1976; Nanismo de Silver Russel, Jornal de Pediatria, 1977; Paracoccidiomicose Infantil, Radiologia Brasileira, 1997. Enunciou várias palestras em Congressos de Pediatria e Endocrinologia Pediátrica (1970-2010); participou de cursos como professor convidado, Universidade de Brasília, UnB; palestrante no evento Curso Nacional da Nestlé, Sociedade Brasileira de Pediatria. Dentre as homenagens recebidas, constam as placas da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal; do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal; Amigo da Marinha do Brasil. Recebeu também o diploma de Mérito Ético Profissional, outorgado pelo Conselho Regional de Medicina-DF. Recebeu as medalhas: Mérito de Brasília, Governo do Distrito Federal, 1991; Cidadão Honorário de Brasília 58

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pela Assembleia Legislativa do DF, 2012; Ordem do Mérito Cívico, Liga de Defesa Nacional, 2012; membro emérito do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada; Foi merecedor de elogios oficiais e menções honrosas em 22 oportunidades, pela direção do Hospital de Base do Distrito Federal ao longo dos seus quarenta anos de atividade profissional. Considera como suas realizações especiais ter assumido a chefia da Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal de 1991 a 2007, ter participado da coordenação do projeto para construção do Hospital da Criança de Brasília até sua inauguração em 2013 e ter sido Presidente do Conselho de Administração do Hospital da Criança de Brasília (Icipe). ***

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DR. LEONARDO ESTEVES LIMA Nasceu em 30 de março de 1965. Graduação em Medicina pela Universidade de Brasília em 1987. Cursou mestrado em ciências biológicas e médicas, obteve o Certificat C2 D’Anatomie Spécialisée (Angio-Anatomie), em 1992, pela Faculdade de Medicina Paris-Sud e o Certificat D’Anatomie Viscérale du Tronc, em 1993, pela Universidade René Descartes. Obteve o D.E.A, equivalente a mestrado, em ciências cirúrgicas, opção transplantes, em 1994, pela Universidade René Descartes, e o D.I.S. (diploma interunivesitário de especialização) em cirurgia torácica e cardiovascular, em 1995, também pela Universidade René Descartes. Doutorado em ciências da vida e da saúde, opção transplantes, em 1997, na Universidade René Descartes e MBA mestrado em saúde (Health Care Executive MBA), em 2003, na Universidade da Califórnia, Estados Unidos. Ocupou relevantes posições no exterior dentre quais: estagiário em cirurgia cardiovascular e torácica, no North Memorial Hospital, Minneapolis, MN (1986); residente em cirurgia visceral, Hôpital Louis Mourier, Colombes, França (1987-1988); résident etranger des hôpitaux de Paris, Hôpital Louis Mourier Colombes, França (1988-1989); residente do serviço de cirurgia digestiva, Hôpital Louis Mourier, Colombes, França (1989-1990); residente do Serviço de Cirurgia Hepatobiliar, Hôpital Paul Brousse, Villejuif, França (1990-1991); residente e, após quatro anos, cirurgião associado do Serviço de Cirurgia Cardiovascular e Torácica do Grupo Hospitalar Pitié-Salpetriére, Paris (19912001); Como consultor da Medtronic Europa, fez formações em toda a Europa, no Oriente Médio, na África do Sul e na Índia com prestações de consultoria técnica (1996-1999). No Brasil, ocupou as seguintes posições de destaque: trabalhou como cirurgião cardiovascular do grupo Cardiocentro, no Hospital Santa Lúcia, Brasília, sendo Responsável Técnico e Diretor Administrativo, atuou em dez hospitais privados; atuou como cirurgião cardiovascular do grupo Incor, no Hospital Anchieta, Taguatinga, DF; foi cirurgião do Instituto de Cardiologia do DF, HFA; professor da Universidade de Brasília (2006); Vice-Presidente da Academia de Medicina de Brasília (20162019); Presidente da Associação dos Cirurgiôes Cardiovasculares do DF (2018-2019). Dentre suas publicações em revistas médicas, constam: Ex-Vivo Pig to Human Heart Transplantation: A Histological Study, Transplant. Proc., 1995; Video-Chirurgie des Epanchements Péricardiques: Technique et Résultats, Arch. Mal. Coeur, 1996; Metabolic and Functional Effects of a Cardioplegic Solution Containig 2,3-Butanedione Monoxime and Polyethylene Glycol 20,000, Daltons: Comparison with Hyperkaliemic Solutions, Journal of Magnetic Resonance Analysis, 1996; Video-Assisted 60

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Coronary Bypass Surgery: Clinical Results, European Journal of Cardio-Thoracic Surgery, 1997; Chirurgie Coronaire Video-Assistée, Chirurgie Endoscopique, 1997; Rétraction Auriculaire Gauche Post-Operatoire, Simulant un Coeur Triatrial: à propos d’un Cas. Journal de Chirurgie Thoracique et Cardiovasculaire, 1997. Apresentou trabalhos em muitos congressos como: Experimental Ex-Vivo Pig to Human Cardiac Xenotransplantation: Role of Oxidative Stress and Lipoprotein Peroxidation, 4th World Congress on Heart Failure. Mechanisms and Management, Jerusalem, Israel, 1996; Video Assistted Coronary Artery Surgery: Clinical Experience, 4th International Congress of the European Association for Endoscopic Surgery, Trondheim, Norway, 1996; Video Assisted Coronary Bypass Surgery with Left Internal Mammary Artery: Clinical Results, European Society of Cardiology, Birmingham, England, 1996; Thoracoscopic Harvesting of the Internal Mammary Artery for Minimally Invasive Coronary Bypass Surgery, The European Association for Cardio-Thoracic Surgery, 10th Annual Meeting. Prague, Czech Republic, 1996; Active Native Valve Endocarditis: Determinants of Operative Death, Late Mortality After Surgery, 11th International Symposium on Cardiovascular Diseases, Yugoslavia, 1996; Mini-Sternotomy Versus Median Sternotomy for Aortic Valve Operations, 1st World Congress on Minimally Invasive Cardiac Sugery. Paris-France, 1997; Polarized Cardioplegic Arrest: A Better Myocardial Protection. A Prospective Trial Comparing a New Cardioplegic Solution, Containing 2,3-Butanedione Monoxime and Polyethylene Glycol 20,000, with Hyperkaliemic Solutions, 2nd International Congress on Coronary Artery Disease, Florence, Italy, 1998. É membro titular do College Français de Chirurgie Thoracique et Cardio-Vascular; membro da C. Walton and Richard C. Lillehei Surgical Society; membro da Association Christian Cabrol; membro fundador da International Society of Minimal Invasive Cardiac Surgery; membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia. ***

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CADEIRA 21

DRA. LUCIMAR RODRIGUES COSER CANNON Nasceu em 10 de maio de 1946, no Rio de Janeiro. Filha de Omar Rodrigues e Lucy Fonseca Rodrigues. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília, UnB, em 1978. Estagiou, no exterior, em Planejamento Familiar, no Ministério da Saúde, Quito, Equador (1987); residência médica em ginecologia e obstetrícia, no Hospital Universitário de Brasília, UnB-Inamps (1979-1981); especializou-se em Planejamento de Sistemas Integrados de Saúde, pela Universidade de Brasília (1988); mestrado em saúde pública e comunitária pela University of Dundee, Escócia, Reino Unido, com a dissertação Adolescence, Public Healthy and Sexuality in the Americas (1989-1990); doutorado em saúde pública e comunitária, pela University of Dundee, Escócia, Reino Unido com a tese An Investigation of Young People’s Contraceptive Knowledge and Behaviour: Implications for Family Planning Services in Tayside, Scotland and Federal District, Brasilia, Brazil, 1991-1995; estagiou em Economia em Saúde, University of York, Reino Unido (1995); participou do Projeto Karelia do Norte, Instituto Nacional de Saúde Pública da Finlândia (2002). Trabalhou como oficial técnico do Instituto de Psicologia Aplicada, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro (1963); ginecologista e obstetra da Secretaria de Estado de Saúde do DF (1981- 2013); ginecologista e obstetra do Ministério da Saúde (1982-1999); Consultora Internacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (2000-2010); Consultora Nacional Sênior, Gabinete do Representante da OPAS-OMS no Brasil, desde 2010. Na Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), ocupou os seguintes cargos e funções hierárquicas: Vice-Diretora do Centro de Saúde 1, Regional de Saúde de Sobradinho; Diretora do Centro de Saúde 2, Regional de Saúde de Sobradinho; Coordenadora de Atenção Básica da Regional de Saúde de Sobradinho; Coordenadora do Núcleo de Judicialização da SES-DF, Gabinete do Secretário de Saúde. No Ministério da Saúde, atuou como Coordenadora do Programa Nacional de Saúde do Adolescente por duas ocasiões, 1993-1995 e 1999, e como Subsecretária de Planejamento, Secretaria-Executiva (1997-1998). Na OPAS-OMS, foi Consultora Internacional e Sub-Regional em Saúde do Adolescente para toda a América Central, estacionada em San Salvador, El Salvador (2000-2001); consultora regional e internacional em prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, responsável pela Iniciativa e Rede Carmen de Prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Washington, D C, Estados Unidos, 2001-2003; analista dos programas de saúde dos seguintes países: Colômbia, México, Peru, Venezuela, Equador, fronteira Estados Unidos-México, Canadá, Estados Unidos, Haiti, Porto Rico, 62

Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


Curaçao, Aruba e Sistema de Integração Andino; Gabinete da Diretora da OPAS, Washington, D C, Estados Unidos, 2003-2010; Assessora Sênior do Gabinete do Representante da OPAS-OMS no Brasil desde 2010. Em atividades de docência, foi professora de Física, Química e Biologia, Fundação Educacional do DF (1978); participou da capacitação de médicos obstetras e ginecologistas em vários estados do Brasil, como staff da Coordenação do Programa de Saúde Integral da Mulher e do Programa de Saúde Integral da Criança, pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (1986-1988); ministrou curso de Língua Portuguesa, como professora contratada pela Universidade de Dundee, Escócia, Reino Unido (1991-1993); lecionou no curso de especialização em saúde coletiva, Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília (1998). Suas pesquisas mais relevantes foram: Adolescence Public Health and Sexuality in the Americas: a Literature Review, dissertação de mestrado, University of Dundee (1990) e An Investigation of Young People’s Contraceptive Knowledge and Behaviour: Implications for Family Planning Services in Tayside, Scotland, and Federal District, Brasilia, Brazil, tese de doutorado, University of Dundee, Scotland (1995). Sua preceptoria mais importante ocorreu na orientação técnica de alunos, internos e médicos residentes, como staff do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília (1986-1987). Suas consultorias com maior destaque foram: avaliação do Programa de Saúde do Adolescente do Equador (1998); para o Physical Evaluation Handbook, US, Department of Health and Human Services, Center for Disease Control and Prevention (CDC), Atlanta, Georgia, Estados Unidos, 2002; Observatório de Doenças Crônicas Não Transmissíveis: o Caso do Brasil, Ministério da Saúde, 2006. Em eventos profissionais, proferiu as palestras: Planejamento Familiar no Brasil: Taxa de Fecundidade – Perfil, Influências e Consequências, 2.o Congresso Latino Americano de Planejamento Familiar, 2.o Congresso Latino Americano de Planejamento Familiar e 1.o Congresso Brasileiro de Planejamento Familiar (1989); Tendências Demográficas e Riscos Globais da Saúde, conferência realizada no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo para alunos de graduação e de pós-graduação do próprio Instituto e de outras unidades da Universidade de São Paulo em 2017; O Papel do SUS no Enfrentamento das Velhas e Novas Ameaças à Saúde: Resultados e Desafios do SUS na Redução da Mortalidade Infantil, Seminário 30 Anos de SUS, Representação da OPAS-OMS no Brasil (2018); discurso de abertura do 17.o Congresso Internacional de Câncer, Rio de Janeiro, Brasil, 1998, representando o Ministro da Saúde, Senador José Serra. Atuou como membro da Comissão Tripartite, suplente do Secretário Executivo do Ministério da Saúde (1996-1998); suplente do Ministro da Saúde no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ministério da Justiça (1996-1997); representante do Ministério da Saúde no Conselho Nacional de Saúde (1996-1998); Presidente do Comitê de Ética da OPAS, Washington, D C, USA (2007-2008); Presidente da Associação de Servidores da OPAS em Washington, DC (2008-2009). Acadêmicos Titulares

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Quanto a artigos editoriais de periódicos médicos, são de sua autoria o prefácio da publicação Adolescentes, Jovens e a Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde: um Estudo Sobre Fecundidade, Comportamento Sexual e Saúde Reprodutiva. Sociedade Civil e Bem-Estar Familiar no Brasil, Bemfam, 1999; prefácio da publicação Seminário Gravidez na Adolescência. Associação Saúde da Família, São Paulo, 1999; Ações Judiciais Impetradas Para Obtenção de Medicamentos e Tratamentos Especiais: A Judicialização da Saúde, editorial da revista Brasília Médica, vol. 49, número 3, 2012. Registra dentre suas produções literárias mais relevantes: Saúde e Juventude: o Cenário das Políticas Públicas, in: Jovens Acontecendo na Trilha das Políticas Públicas, Comissão de População e Desenvolvimento, Presidência da República, Brasília (1998); Curso en Organización y Gerencia de Programas y Proyectos Para Líderes Juveniles: Una Herramienta Para el Empoderamiento de la Población Adolescente y Joven, Guía Metodológica, Pan American Health Organization, El Salvador (2001); Las Competencias de los Asesores de la OPAS-OMS en Escenarios Complejos y Competitivos, in: Redes de Relacionamiento Estratégico de la OPAS-OMS: Conceptos y Lecciones Aprendidas, OPAS-OMS, Brasília, 2011; O Programa Mais Médicos e as Redes de Atenção à Saúde no Brasil, Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, 2014; Desafios da Mortalidade Infantil e na Infância, 2018. Foi merecedora das seguintes homenagens dentre outras: placa em reconhecimento aos serviços prestados à Saúde do Adolescente e ao VI Congresso Brasileiro de Adolescência (1995); Certificate of Appreciation pela OMS e pelo Governo do Canadá como membro do Comitê Organizador do IV Foro Global sobre Prevenção e Controle de Doenças Crônicas (Ottawa, 2004). Registra como suas realizações especiais dignas de nota ter sido representante do Brasil e representante do Ministério de Relações Exteriores na Reunião da Comissão Pró-Desenvolvimento, United Nations Economic and Social Council, United Nations, na Sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos (1997); ter participado do desenvolvimento do Planning the World Research Network for Mother and Child Health, Institute de France, Academie des Sciences, Swedish Academy of Science, Foundation des Treilles, Tourtour, Provence, France, como representante da Comissão de População e Desenvolvimento do Brasil, pela Presidência da República (1997); ter atuado no desenvolvimento e na coordenação nacional da 1.ª Campanha Nacional de Prevenção do Câncer Cervicouterino do Ministério da Saúde (1998); ter participado do planejamento e da negociação da Rede Social de Proteção (Social Safety Net), para aprovação do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial, 1998. Considera sua melhor realização profissional ter ajudado a Saúde Pública do Brasil participando da criação do SUS e dos programas de saúde materno-infantil, saúde do adolescente, prevenção e controle do câncer cervicouterino, prevenção e controle das doenças não transmissíveis. Declara ter sido uma gravidez extrauterina o caso que mais a impressionou entre suas pacientes. Refere ter sido a possibilidade de poder diminuir o sofrimento, preservar e promover a saúde das pessoas o que realmente mais a incentivou a ser médica. *** 64

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CADEIRA 22

DR. RENATO MAIA GUIMARÃES Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília. Pós-Graduação em Medicina Geriátrica na University of Birmingham. Professor Voluntário de Geriatria da Universidade de Brasília (19902010). Coordenador da Linha de Cuidados: Pesquisa e Educação Permanente em Saúde do Idoso da Escola Superior de Ciências da Saúde – ESCS-DF. Presidente da International Association of Gerontology and Geriatrics (2005-2009); Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (19972000); criador e Chefe do Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universitário de Brasília (20032010). Coordenador do Centro de Referência para doença de Alzheimer no Hospital Universitário de Brasília (2003-2010). Acadêmico Titular da Academia Amazonense de Medicina. Presidente da Academia de Medicina de Brasília (2016-2017). 18th President International Association of Gerontology and Geriatrics. ***

Acadêmicos Titulares

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CADEIRA 23

DR. SIMÔNIDES DA SILVA BACELAR Natural de Jequié-BA, nascimento em 1.o de janeiro de 1948. Filho de Segismundo Marques Bacelar e Eronildes da Silva Bacelar. Graduação pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, UFBA (1973); residência médica em cirurgia geral no Hospital Edgar Santos, da UFBA, em 1974; residência médica em Cirurgia Pediátrica no Hospital de Base do DF (1975-1976); pós-graduação lato senso em Docência do Ensino Superior, em 2010, pela Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin, Taguatinga, DF, certificado expedido nos termos da Resolução n.o 1 de 8 de junho de 2008, art. 1.o e parágrafos, do Ministério da Educação. Cirurgião-Pediatra do Hospital de Base do DF (1977-1915). cirurgião geral do Hospital Universitário de Brasília, UnB (1982-1986); cirurgião-pediatra do Hospital Universitário de Brasília (1987-1919). Médico Perito do Inamps (1980-1982); médico auditor da Unimed-DF (1994-1995); atuação no Núcleo de Sindicância e Processo Administrativo, Hospital de Base do DF (2012-2014) e Secretaria de Estado de Saúde do DF (2015); Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa, Faciplac (2011-2016); conselheiro do Conselho Regional de Medicina do DF (2003-2008); foi membro da Comissão da Iniciação Científica – Faciplac-Uniplac; editor e fundador da Revista Médica da Fameplac, em novembro de 2006, que passou ao título de Revista de Medicina e Pesquisa, ISSN 2176-4212 a partir de janeiro de 2010, do curso de Medicina da União Educacional do Planalto Central; participou do programa Projeto Rondon com atuação em equipe na cidade de Itauçu-GO em 1971; foi funcionário público da Secretaria de Saúde da Bahia, Departamento de Assistência Materno-Infantil, após aprovação em concurso (1970-1973). Fez parte de várias bancas de avaliação destinadas a admissão de médicos residentes de cirurgia pediátrica do Hospital Universitário de Brasília. Autor do artigo Expressões Médicas: Falhas e Acertos, publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 2003. Professor voluntário Cirurgia Pediátrica, Universidade de Brasília, (1997) Docente instrutor em cirurgia pediátrica, Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília (1998-2018). Professor titular em Medicina Baseada em Evidências e Metodologia de Pesquisa, Faciplac (20102015); professor titular de Bioética, Faciplac (2004-2016); professor da disciplina Integração Comunitária, Faciplac (2013-2016); professor de Bioestatística, Faciplac (1916); professor convidado, área de Comunicação, Terminologia Médica (2009-2016). 66

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Participou, como instrutor, do curso de extensão do Programa de Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina da UnB no período de 6 de abril a 6 de julho de 2000. Recebeu diploma de Professor Voluntário da Universidade de Brasília, conferido pela Reitoria dessa Instituição em reconhecimento a serviços prestados desde 1980 em atividades como docente no Hospital Universitário da Universidade de Brasília, em 13 de novembro de 2002. Preceptor de médicos residentes do Centro de Pediatria Cirúrgica do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília (UnB) em 2007. Ministrou aulas semanais sobre terminologia médica, nas reuniões da Unidade de Cirurgia Pediátrica do Hospital Universitário da UnB, no período de 1997 a 2002. Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa – Uniplac. Editor associado e revisor de redação médica científica – revista Brasília Médica – AMBr, desde 2002; membro da Comissão de Ética Médica do Hospital Universitário de Brasília, UnB, (2004-2017); membro da Comissão de Prontuário Médico do Hospital Universitário de Brasília (2004-2015); membro do Conselho Editorial da revista Bioética, CFM; membro da Comissão de Reformulação do Código de Ética Médica, CFM (2008-2018); membro da Câmara Técnica de Terminologia Médica, CFM. Autor dos livros Primeiras Poesias (1959), Expressões Médicas Errôneas (2005), Expressões Médicas: Glossário de Dificuldades em Terminologia Médica, CFM (1918); autor responsável pelos livros: Prontuário Médico do Paciente (CRMDF-2006) e Guia Prático Sobre Atestados Médicos (CRMDF-2007); membro da Comissão Editorial e revisor redacional da Ética Revista, CRMDF, 2003-2008 e 2013-2018; colunista em terminologia médica do Boletim do Colégio Brasileiro de Radiologia desde 2009; colunista de Questões de Linguagem Médica, da Revista Paraense de Medicina (2008-2015); colunista da Ética Revista em artigos sobre arte em medicina (2003-2008 e 2013-2018); colunista em artigos de arte e medicina da revista Médico em Dia da Associação Médica de Brasília desde 2013; colunista da revista Médico em Dia da AMBr em Vocabulário Médico desde 2018. Dentre os artigos elaborados como colaborador e apresentados em eventos científicos cita: XIX Jornada de Pediatria de Brasília, 1998: Hemangiomas: Experiência do Centro de Clínicas de Pediatria Cirúrgica, Hospital Universitário de Brasília, UnB; Retratilidade Prepucial em 400 Crianças, classificado em 1.o lugar; Difalia e Pseudodifalia: Relato de Caso; Tuberculose Renal na Infância: Relato de Dois Casos. Participou do 22.o Encontro de Ex-Residentes de Cirurgia Pediátrica do Hospital Jesus e do Encontro dos Ex-Residentes de Cirurgia Pediátrica do Hospital Universitário da UnB, realizado em Brasília, 2000, como palestrante sobre o tema Terminologia Médica. Participou da V Jornada Científica do Hospital Universitário de Brasília, como autor do trabalho Interesse de Acadêmicos de Medicina em Gramática e em Linguagem Culta, cujo relatório foi apresentado em pôster, em 2002, premiado como terceiro lugar. Acadêmicos Titulares

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Recebeu elogio oficial da chefia do Departamento de Pediatria da UnB por participação nas atividades práticas desenvolvidas pela pediatria cirúrgica do Hospital Universitário da UnB em que se declara: “Nos últimos anos, sua inestimável colaboração tem sido de grande importância para o êxito de nossa disciplina”, em 1999; recebeu ofício de elogio por escrito do Presidente da Coreme do Hospital de Base do DF, nos seguintes termos: “Agradeço em nome da Coreme sua gentileza em proferir a aula sobre Prontuário Médico no último dia 11 de março de 2003. São profissionais como o senhor que mantêm a chama do academicismo acesa nesta instituição”. Recebeu agradecimento oficial da Coreme e da DAEP do HUB por “gesto de compreensão, responsabilidade e colaboração no Concurso de Seleção e Admissão aos Programas de Residência Médica do HUB”, em 2000. Nomeado revisor da revista A Pele, periódico científico bimensal da Fundação Nacional do Câncer de Pele, Brasil, a partir do vol. 18, ano IV, 2002. Menciona que o caso que mais o impressionou em sua vida profissional é relativo a uma menina de seis anos vítima de ferida por arma de fogo com transfixação cardíaca pelo projétil da arma. A criança quis defender seu pai ao permanecer à sua frente diante do criminoso que invadiu sua casa durante uma festinha no dia das mães. Chegou ao hospital em quadro de choque hipovolêmico. Feita toracotomia exploratória com atuação adjunta de um cirurgião cardiovascular, conseguiu-se reter a perda sanguínea por meio de rápida sutura das duas perfurações. A bala permaneceu na região posterior do mediastino, atrás do coração. A criança se recuperou após uma semana de cuidados pós-operatório e teve alta sem intercorrências. Menciona que o pai era médico e isso muito o influenciou a se dedicar à medicina. Acrescenta que, em sua família, há vários médicos entre primos e tios, e conta também com uma irmã médica. ***

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CADEIRA 24

DRA. REGINA CÂNDIDO RIBEIRO DOS SANTOS Nasceu em 29 de julho de 1951, em Morrinhos-GO. Filha de Armando Cândido Ribeiro e Alvarinda Cândido Ribeiro. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Goiás em 1977. Cursou residência médica na área de oftalmologia do Hospital das Forças Armadas (HFA), DF, no período de 1978 a 1979. Tornou-se especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia em 1980, com formação nas áreas de glaucoma, ultrassonografia ocular e urgências oftálmicas. Fez cursos senso lato de especialização na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): Setor de Visão Subnormal (1990); Setor de Glaucoma (1991-1993); Setor de Ultrassonografia Ocular (19911993). Fellowship da Universidade do Sul da Califórnia (USC), Los Angeles, USA (1993-1995). Curso de pós-graduação em dermatologia pelo Instituto Brasileiro de Ensino (Isbrae) credenciado pelo Ministério de Educação e Cultura no período de 2008 a 2010. Realizou cursos senso estrito de mestrado em oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (1993) e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo programa de doutorado da Universidade do Sul da Califórnia, Los Angeles, USA (1993-1995). Em atividades assistenciais, foi médica do Hospital das Forças Armadas (HFA), DF (1983-1990); médica perita do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em São Paulo-SP (1990 -1995) e no Distrito Federal (1983-2016); médica do Hospital de Base do Distrito Federal, Unidade de Oftalmologia, Secretaria de Estado de Saúde (1983-2016), recebeu elogio oficial pela chefia da Unidade de Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal (1997); médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), DF (2008-2015). Em atividades de ensino, foi docente da Faculdade de Medicina da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES), Escola Superior da Ciência da Saúde (2004-2016); professora pesquisadora associada e orientadora da área de cursos pós-graduação da Faculdade da Ciências da Saúde, Universidade de Brasília (UnB) (1997-2014); professora do Núcleo Docente Estruturante do Curso de Medicina do Centro Universitário Euro-Americano; docente do curso de Medicina do Centro Universitário Euro-Americano – Unieuro (2019); foi preceptora de residência médica em oftalmologia no HBDF (1995-2016) e, desde 2016, é preceptora colaboradora da residência médica em oftalmologia do HBDF. Acadêmicos Titulares

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Proferiu as palestras Tonometria e Tonografia, no XV Curso de Ciências Básicas em Oftalmologia do Curso de Pós-Graduação do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina, Unifesp (1993); Glaucoma Primário de Ângulo Fechado (2015); Trauma Ocular e Emergências em Oftalmologia (2016) e Glaucoma Primário de Ângulo Fechado (2016), estas três últimas, pelo programa de residência médica em oftalmologia do Hospital de Base do DF. Realizou conferências no XXIV Congresso Brasileiro de Oftalmologia: Glaucoma Secundário: Diagnóstico e Tratamento; Glaucoma Secundário: Glaucoma Pós-Traumático. No XXV Congresso Brasileiro de Oftalmologia, apresentou o tema Glaucoma Secundário: Glaucoma Facolítico. Dedicou-se a pesquisas com participação em trabalhos publicados, como: Corneal Endothelial Cell Damage by Silastic Tubo Contact, Annals of Ophthalmology, 1995; Uso Oral do Óleo de Linhaça (Linum Usitatissimum) no Tratamento do Olho Seco de Pacientes com Síndrome de Sjogren, Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 2007; Profile of Pediatric Eye Trauma at Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Brasília, Brazil – Revista da Associação Médica Brasileira, 2016. Sua pesquisa mais relevante intitula-se Estudos Experimentais com Implantes Para Glaucoma (1993-1995). Como atividades paralelas, participou de bancas examinadoras de doutorado: Uso Oral de Óleo de Linhaça (Linum Usitatissimun) Como Auxiliar no Tratamento do Olho Seco de Pacientes com Síndrome de Sjogren (2006); Estudo das Alterações da Retina Periférica de Pacientes com Miopia Após Cirurgia Refrativa (2002); Eletrovisuograma Axonal: Padronização, Indicação e Interpretação (2011). Participou da elaboração do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina recém-aberto do Centro Universitário Euro-Americano, Unieuro (2018); foi surpervisora da residência médica em oftalmologia do Hospital de Base do DF (2009-2010), Chefe do Setor de Glaucoma do Hospital de Base do DF (1995-1997). Secretária Geral da Sociedade Brasiliense de Oftalmologia na gestão 1986-1988. Considera como suas mais relevantes realizações profissionais ter participado da elaboração do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina do Centro Universitário Euro-Americano – Unieuro (2018) e ter exercido a docência no Curso de Medicina da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Escola de Ciências da Saúde (2004-2016). Como o caso que mais a impressionou entre seus doentes relata o ocorrido quando estava de plantão no pronto-socorro de oftalmologia do Instituto Hospital de Base do DF e realizou intervenção cirúrgica em um jovem com perfuração dos olhos em um acidente automobilístico. Acompanhou esse paciente por algum tempo no pronto-socorro. Devido à catarata que se formou, secundária ao trauma, ele não tinha visão. Depois que foi submetido à excisão da catarata, voltou a enxergar. Certo dia, ele apareceu em seu plantão e disse: – Hoje eu vim conhecê-la, doutora, porque até agora eu só conhecia sua voz! *** 70

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CADEIRA 25

DRA. ANTOINETTE OLIVEIRA BLACKMAN Nasceu em 6 de setembro, em Vitória-ES. Filha de Hermínio Blackman e Jacyberá Oliveira Blackman. Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo. Realizou estágios em cardiologia, no Hospital das Forças Armadas; em Terapia Intensiva, no Hôpital Eugene André, Lyon, França; residência médica em clínica médica e cardiologia no Hospital das Forças Armadas; em Terapia Intensiva no Hospital Universitário de Brasília, HUB. Galgou a especialização em ecocardiografia pelo Ecor-Cardiografia, Rio de Janeiro-RJ. Foi qualificada em mestrado pela Universidade de Brasília (1995) e em doutorado pela Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis, Belo Horizonte, 2015. Em suas atividades profissionais, é médica da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, da Unimed Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil, Distrito Federal, do Hospital São Lucas, do Hospital Santa Luzia, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Como docente é professora titular de Medicina na Faculdade de Ciências da Educação e da Saúde, Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Sua preceptoria mais relevante foi em terapia intensiva, no Hospital de Base do DF - atual Instituto Hospital de Base, como orientadora de projeto de iniciação científica intitulado Dosagem Seriada de Proteína C-Reativa, Lactato e Procalcitonina Como Indicadores Precoces de Sepse em Pacientes Grandes Queimados. Em suas atividades mais relevantes em consultoria, foi revisora de artigos para a Revista da Associação Médica Brasileira (2017). Em eventos profissionais, apresentou palestras na International Academy of Cardiovascular Sciences – North American Section, no International Congress of Eletrocardiology – Chiba Japan e, no Post Doctoral Joint Meeting on Cardiovascular Science; expôs também conferências no Fórum Internacional de Ciências Cardiovasculares, Maceió-AL; na International Conference on Obesity, Diabetes & Cardiology, Dubai, Emirados Árabes Unidos; no Cardiovascular Forum for Promoting Centres of Excelence and Young Investigators, Sherbrooke, Quebec, Canada. Quanto à sua produção literária é coautora do livro Manual de Simulação Realística, Editora Albatroz, 2019. Artigos publicados: Assessment and Clinical Relevance of the Dynamic Parameters of Ventricular Repolarization in Patients with Grade I Left Ventricular Diastolic Dysfunction. Canadian Journal Acadêmicos Titulares

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of Physiology and Pharmacology, 2019; Efficacy of Topical Dexamethasone-Cyclodextrin Microparticle Eye Drops Compared with Ranibizumab in Diabetic Macular Edema: Phase II, Multicenter, Randomized Controlled Non-Inferiority Trial. Principles and Practice of Clinical Research, 1990. Sua pesquisa mais relevante aborda a dispersão do intervalo QT em casos de infarto agudo do miocárdio pós-trombolítico nos três primeiros dias e parâmetros de repolarização ventricular em pacientes com disfunção diastólica grau I. Como atividades paraprofissionais, integra a International Academy of Cardiovascular Science como Council Member of South America Section, 2019, e o corpo editorial do Jornal da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Dentre suas participação em bancas examinadoras, cita: Revalida 2016, na UnB, concurso público para professor assistente e, ainda na UnB, banca de concurso público para professor adjunto, em 2019. Entre suas funções e cargos hierárquicos, ocupou os cargos de Presidente do Departamento de Fisiologia Cardiovascular e Respiratória, da Sociedade Brasileira de Cardiologia no biênio 2018-2019 e Vice-Presidente no período 2016-2017. Como homenagens por seu desempenho profissional, foi-lhe outorgado o prêmio Ricardo Gelpi, por excelência em ciências cardiovasculares, concedido pela International Academy of Cardiovascular Sciences em 2015; recebeu o quarto prêmio UniCEUB de Mérito Acadêmico; recebeu elogios oficiais do Senado Federal e da Fundação Hospitalar do DF. Considera como sua melhor realização profissional ter contribuído para a saúde pública trabalhando nas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Regional do Gama e no Hospital de Base. O caso que realmente mais a impressionou entre seus doentes foi o diagnóstico de tumor cerebral numa paciente com queixa de falta de sono e que veio ao serviço de pronto-socorro apenas para solicitar receita de remédio para dormir. Quanto ao que mais a incentivou a ser médica foi o fato de que, antes de entrar para a Faculdade de medicina, prestou assistência a populações pobres em favelas de Vitória-ES e, assim, teve a convicção de que a medicina iria lhe permitir ampliar suas competências para atender mais pessoas. Declara, com muita satisfação, ter dois sobrinhos e dois tios médicos. ***

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CADEIRA 26

DR. JOSÉ ULISSES MANZZINI CALEGARO Nasceu em 7 de fevereiro de 1946, na cidade de Quaraí-RS. Filho de José Callegaro Neto e Dilma Manzzini Callegaro. Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia em 1969; em 1972, concluiu o curso de extensão universitária de Aperfeiçoamento em Medicina Nuclear, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ; em 1987, terminou estágio em cardiologia nuclear, pelo Instituto do Coração, Universidade de São Paulo, USP. Dentre seus estágios no exterior cita: Study Tour on Radiation Dosimetry in Medicine and Biology, organizado pela International Atomic Energy Agency em cooperação com o Government of the Union of Soviet Socialist Republics, 1973; International Oncology Conference, patrocinada pela Brazilian Cancer Society em cooperação com o M. D. Anderson Hospital and Tumor Institute, Houston, Texas, USA, 1978; especialização em Medicina Nuclear pelo Centro de Medicina Nuclear da Universidade de São Paulo, USP, 1969, ocasião em que foi bolsista pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, Brasil; course of group training of medical and biological application of radiations and radioisotopes at Institute of Radiologial Sciences, organizado pelo Japan International Cooperation Agency sob o International Cooperation Programme of the Government of Japan, 1988. Mestrado em ciências médicas na Universidade de Brasília, UnB, 2007, cuja dissertação entitula-se Avaliação Clínica Após um Ano da Sinovectomia por Samário-153 Hidroxiapatita em Pacientes com Artropatia Hemofílica. Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, pela Universidade de Brasília, UnB. Sua tese teve como título Efeito Clínico da Sinovectomia em Joelhos de Pacientes Hemofílicos do Ytrio-90 e Samário-153, ano de obtenção: 2014. Exerceu suas atividades profissionais como médico do Setor de Medicina Nuclear do Hospital Aristides Maltez, Hospital de Câncer, de 1970 até 1971, em Salvador-BA; profissional especializado da Comissão Nacional de Energia Nuclear, lotado no Instituto de Radioproteção e Dosimetria, de 1971 a 1974, no Rio de Janeiro-RJ; médico do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps) de 1977 até 1996, em Londrina-PR e Brasília-DF; médico da Fundação Hospitalar do Distrito Federal de 1979 até 2017, em Brasília-DF. Exerceu as funções hierárquicas de Diretor Técnico da Clínica de Medicina Nuclear, Gamatomografia (Medinuclear) de 1990 a 2012, em Brasília-DF; Chefe do Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base do DF de 1991 a 2016, Brasília-DF; Diretor Técnico do Instituto de Radioisótopos de Brasília de 2000 a 2019, Brasília-DF. Acadêmicos Titulares

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Quanto a docência, foi auxiliar de ensino do Departamento de Radiologia da Faculdade Medicina da UFRJ, de 1973 até 1974. Sua pesquisa mais relevante tem como título Introdução do Samário-153 Hidroxiapatita na Sinovectomia da Artropatia Hemofílica (2003). A preceptoria mais relevante foi a de clínica médica no Hospital Regional de Taguatinga de 1980 a 1982. Em eventos científicos, apresentou as seguintes palestras e conferências: O Valor Diagnóstico da Cintilografia Miocárdica, na I Jornada de Cardiologia do Distrito Federal, organizada pela Sociedade de Pediatria do DF, em 1993; Aspectos Básicos da Proteção Radiológica na Exposição Ocupacional à Radiação Ionizante, apresentada no I Congresso Nacional de Técnicos em Radiologia, organizado pelo Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia, em Brasília-DF, em 1994; Radiosinoviortese com Samário-153: Experiência de Brasília, apresentada no III Encontro de Radiofármacos para Diagnóstico e Terapia, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares-CNEN, São Paulo, em 2007; Radiosinovectomia no Tratamento da Artrite Reumatoide, proferida no XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, Salvador-BA, em 2012; Sinovectomia na Artropatia Hemofílica, apresentada no XXIX Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, no Rio de Janeiro-RJ, em 2015. Integrou a Comissão que estabeleceu o Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde do Hospital de Base do Distrito Federal, no período 2009-2010; assumiu editorias de periódicos médicos e, foi revisor do Journal of International Medical Research (2018). É autor dos seguintes capítulos de livros: Radionuclide Imaging in Rheumatic Fever. In: Rheumatic Fever, Washington, DC: American Registry of Pathology, 1999; Radioisótopos - Esôfago Generalidades. In: Cirurgia Torácica Geral. Atheneu, 2011; Prevenção do Câncer de Mama. In: Prevenção do Câncer, Manole, 2015; Synovectomy with Samarium-153 Hydroxyapatite in Haemophilic Arthropaty, in: Hydroxyapatite Advances in Composite Nanomaterials, Biomedical Applications and Its Technological Facets, 2018. Dentre seus artigos publicados, destaca: Tiroidite Subaguda em Londrina-PR: Observações Sobre 130 Casos no Período de 42 Meses, Revista da Associação Médica Brasileira, 1979; Gálio-67 na Febre Reumática: Experiência Preliminar, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 1991; Clinical Evaluation After One Year of Samarium-153 Hydroxyapatite Sinovectomy in Patients with Haemophilic Arthropathy, Haemophilia, Oxford. Print, 2009; Scintigraphic Evaluation of Colonic Transit in Children with Constipation Using Ga-67Citrate, World Journal of Nuclear Medicine, 2018. Recebeu homenagem especial conferida pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, em Brasília-DF. Recebeu também o prêmio Sakura, conferido por publicação na Radiologia Brasileira, pela Sakura e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, 1979; prêmio Saúde Brasília, 74

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na categoria inovações e descobertas, realizado pela Associação Médica de Brasília e pelo Jornal de Brasília, em 2009. Recebeu a medalha Servidor Nota Dez, conferida pelo Hospital de Base do Distrito Federal durante as comemorações de seus 50 anos de fundação, em 2010. Recebeu elogios oficiais: na gestão de Dr. Márcio Palis Horta no HBDF, em 1987; na gestão de Dr. Mauro Guimarães no HBDF, em 1992; na gestão de Dr. José Antônio Ribeiro Filho no HBDF, em 1994; na gestão de Dr. Elias Fernando Miziara no HBDF, em 1996; na gestão de Dr. Rafael de Aguiar Barbosa no HBDF, em 1997; na gestão de Dr. José Carlos Quinaglia e Silva no HBDF, em 2006. Foi merecedor de Moção de Louvor conferida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal por relevantes serviços prestados à população do Distrito Federal, em 2018. Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Radiologia e Membro Emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Considera como melhor realização profissional atual a introdução do citrato de gálio-67 por via oral no estudo de doenças inflamatórias intestinais, tais como doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Afirma que, desde criança, tinha o desejo de seguir a profissão médica. Registra a alegria de ter a esposa médica, Nely Calegaro, endocrinologista, e um filho médico, Filipe Calegaro, que atuam em Brasília. ***

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DR. ETELVINO DE SOUZA TRINDADE Nasceu em 9 de agosto de 1944, na cidade de Alterosa, Minas Gerais. Filho de Etelvino Trindade da Silva e Aída de Souza Trindade. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais em 1967; cumpriu residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital Vera Cruz, Belo Horizonte, em convênio com a Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Católica de Minas Gerais, em 1968; estagiou em clínica, colposcopia e colpocitologia na Clínica de Prevenção de Câncer Ginecológico do Hospital de Guarnição da Vila Militar, em convênio com o Instituto Moncorvo Filho, no Rio de Janeiro, em 1970; especializizou-se em fisioterapia, pela Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1970; especializou-se em administração hospitalar pelo Centro de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão do Centro de Ensino Unificado de Brasília em 1984; fez também especialização em bioética, em 2005, curso ministrado pela Universidade de Brasília e, ainda, especialização em ginecologia e obstetrícia e em mastologia. Desempenhou suas atividades profissionais no Hospital das Forças Armadas de 1981 a 1992 e no Hospital de Base do Distrito Federal de 1985 a 2008. Trabalha atualmente no Instituto Verhum Videoendoscopia e Reprodução Humana. Ocupou as seguintes posições hierárquicas: Diretor do Hospital Regional de Ceilândia, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Brasília-DF, em 1984 e 1985; Coordenador do Programa de Controle do Câncer do Colo Uterino, Distrito Federal, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, de 1999 a 2001; Presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo, no biênio 2011-2015. Sua participação em atividades em docência fez-se como: preceptor de residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital da Ceilândia, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, de 1981 a 1984; Coordenador da residência médica em ginecologia do Hospital das Forças Armadas, de 1982 a 1992; professor na Escola Superior de Ciências da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, de 2003 a 2005. Sua pesquisa mais relevante intitula-se O Médico Frente ao Diagnóstico e Prognóstico do Câncer Avançado, publicada na Revista da Associação Médica Brasileira, 2007. Como preceptoria mais relevante registra a de médicos residentes de ginecologia e obstetrícia das Unidades de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e de estagiários para capacitação na especialidade de ginecologia oncológica, após residência médica em ginecologia e obstetrícia, no Hospital de Base do Distrito Federal, de 1985 a 2008. 76

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Em eventos profissionais, enunciou palestras no XX Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, em Roma, Itália, em 2011; no XXI Congresso Mundial de Ginecologia e Obstetrícia da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, em Vancouver, Canadá, em 2013; no 57.º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo, em Belém, Estado do Pará, em 2017. Proferiu também conferências no 54.º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, em Curitiba, Estado do Paraná, em 2011; no 55.º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, em Salvador, Estado da Bahia, em 2013; no 56.º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia em Brasília, Distrito Federal, em 2015. Quanto às suas atividades paraprofissionais, foi membro da Comissão de Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, de 2001 a 2004; Presidente da Comissão de Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia de 2006 a 2008. Atualmente é Presidente do Conselho Consultivo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. No que concerne a Conselhos e Academias, é membro da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Federal de Medicina desde 2012; membro da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal desde 2013; membro da Comissão de Assuntos Políticos do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira desde 2015; Secretário Geral da Federação das Academias Brasileiras de Medicina em 2014; Secretário da Academia de Medicina de Brasília em 2014 e 2015. Quanto a editorias de periódicos médicos, foi membro do corpo editorial da Revista Femina, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo, de 1998 a 2003; membro do corpo editorial da Revista de Saúde do Distrito Federal, Fepecs, de 1990 a 2005; membro do corpo editorial da Revista Brasileira de Colposcopia, da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, de 2011 a 2016. Quanto a produções literárias, é autor e editor do Manual de Ginecologia Oncológica, Editora Medsi, 2004; editor da Coleção Febrasgo (três livros), Editora Sarvier, 2015 e 2016, com os títulos Endometriose, Vacinação na Mulher e Doenças do Trato Genital Inferior. Escreveu capítulos em vários livros de ginecologia e obstetrícia. Dentre artigos publicados, lista: Os Corrimentos Genitais e seu Tratamento com uma Nova Associação, Jornal Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, 1977; O Médico Frente ao Diagnóstico e Prognóstico do Câncer Avançado, Revista da Associação Médica Brasileira, 2007; Analgesia Peremptiva em Histeroscopia Diagnóstica, Revista da Associação Médica de Brasília, 2007. Quanto a homenagens recebidas, constam: diploma por serviços relevantes prestados ao XXI Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, realizado em São Paulo, em Acadêmicos Titulares

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2018; placas de reconhecimento por serviços prestados ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília-DF; ao Hospital de Base do Distrito Federal, em Brasília-DF; à Escola Superior de Ciências da Saúde – ESCS, Escola de Medicina do Governo do Distrito Federal, em Brasília-DF; à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Recebeu também a medalha do Pacificador (Duque de Caxias); medalha Santos Dumont (mérito aeronáutico); Recebeu elogios oficiais do Diretor do Hospital de Guarnição de Brasília, do Diretor do Hospital das Forças Armadas e do Diretor do Hospital de Base do Distrito Federal. Merecedor dos diplomas de Honra de Mérito Ético-Profissional, do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal e de agradecimento da Associação Brasileira de Doença Trofoblástica Gestacional – ABDTG. Membro emérito da Associação Brasileira de Mastologia. Seu nome designa uma sala no ambulatório de ginecologia do Hospital das Forças Armadas, em Brasília-DF. Dentre suas realizações especiais, destaca ser participante do grupo fundador e primeiro grupo de docentes da Escola Superior de Ciências da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal; ser participante do grupo que iniciou a Clínica de Ginecologia Oncológica do Hospital de Base do Distrito Federal; ter sido Presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Considera sua melhor realização profissional ter ensinado na área de pós-graduação para capacitação em ginecologia oncológica. Lembra-se de ter sido o caso que mais o impressionou entre seus doentes a obtenção de tempo livre de doença prolongado, seis anos, em uma paciente com câncer de ovário no estádio III, que foi operada sem haver retirada do tumor por ter lesão da artéria ilíaca comum, e a decisão foi tentar salvar a vida da paciente sem ocorrer perda do membro inferior, o que foi feito pela utilização de prótese arterial femorofemoral. O tumor regrediu e desapareceu sem terapêutica quimio ou radioterápica complementar. A explicação possível para o sucesso foi que o tumor tenha regredido por não ter havido aporte de nutrientes, já que ele ficou entre a ligadura proximal da artéria ilíaca e a ligadura inferior da artéria femoral acima do lugar da colocação da prótese arterial. A respeito do que mais o incentivou a ser médico sabe que, desde sua infância, seja por lembrança própria, seja por relato de seus pais, sempre declarou que queria ser médico. Declara que pode ter sido o exemplo do médico de sua cidade natal, único na cidade, e que foi seu padrinho de batismo, e muito o admirava. Afirma ter sido o primeiro médico em sua família, tanto no ramo paterno quanto no materno. Tem um filho médico, neurocirurgião, que se dedica com mais disponibilidade de seu tempo ao controle da dor. ***

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DR. OSÓRIO LUÍS RANGEL DE ALMEIDA Nasceu em 9 de março de 1947, em Cachoeiro de Itapemirim-ES. Filho de Jahy França de Almeida e Elça Rangel de Almeida. Graduou-se pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília em 1973. Fez curso de especialização na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1976; especialista em terapia intensiva pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva; especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia; residência médica em cardiologia pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal; residência em cardiologia pelo Hospital das Forças Armadas; mestrado na Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1976; doutorado na Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília em 2013. Dentre suas atividades profissionais, trabalhou como médico da Fundação Educacional do Distrito Federal; médico do Departamento de Educação Física da Universidade de Brasília; médico da Unidade de Cardiologia do Hospital das Forças Armadas; médico da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base do Distrito Federal, Fundação Hospitalar do DF; médico da Unidade de Cardiologia do Hospital de Base do Distrito Federal; médico da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Lúcia em Brasília; médico cardiologista do Hospital Prontonorte em Brasília; médico cardiologista e ecocardiografista da Clínica do Coração em Brasília, médico ecocardiografista da Clínica Echodiagnose em Brasília; médico cardiologista e ecocardiografista da Clínica Procor em Brasília. Assumiu as seguintes posições hierárquicas: foi Coordenador da Cardiologia da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal; Chefe da Unidade de Cardiologia do Hospital das Forças Armadas; Chefe da Unidade de Cardiologia do Hospital de Base do Distrito Federal. Em atividade de docência, lecionou na Escola de Ciências da Saúde, em Brasília, como Coordenador de urgências em clínica médica do internato do curso de graduação em Medicina. Sua pesquisa mais relevante teve como tema Fatores de Risco no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST. Suas preceptorias mais importantes foram: supervisor do programa de residência médica da Unidade de Cardiologia do Hospital das Forças Armadas; supervisor do programa de residência médica da Unidade de Cardiologia do Hospital de Base do Distrito Federal e do programa de residência em terapia intensiva do Hospital de Base do Distrito Federal. Sua participação em bancas examinadoras ocorreu nas defesas de dissertação de mestrado de Dra. Maria Cristina Santos; de Dra. Rayssa Medeiros Leda; de Dr. Alcides Ribeiro Acadêmicos Titulares

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Dentre suas atividades paraprofissionais, foi diretor científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sessão DF; diretor de patrimônio da Associação Médica de Brasília. Com relação a produções literárias, foi tradutor dos livros: H. Friedman, Solomon Papper, Diagnóstico Médico: Orientação e Conduta, Editora Atheneu, 1977; Pressão Venosa Central, Editora Atheneu, 1977; J. P. Taylor, Terapêutica Respiratória, Editora Atheneu, 1987. Dentre seus artigos publicados, estão: Endothelial Nitric Oxide Synthase Genotypes Modulate Peripheral Vsodilatory Properties After Miocardial Infarction, publicado em Gene, 2015; Glycosylated Hemoglobin is Associated with Decreases Endotelial Function, High Inflamatory Response and Adverse Clinical Outcome in Nom-Diabetic STEMI Patient, Atherosclerosis, 2015; Change BNP Between Admission and Discharge After ST-Elevation Myocardial Infarction (Killip I) Improves Risk Prediction of Heart Failure, Death and Recurrent Myocardial Infarction Compared with Single Isolated Measurement in Addition to the Grace Score, publicado no European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care, 2018. Dentre as homenagens recebidas, estão: medalha de Mérito Santos Dumont, conferida pelo Ministério da Aeronáutica, em 1986; medalha do Pacificador, conferida pelo Ministério do Exército, em 1990; medalha do Mérito Policial Civil Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 1994; Ordem do Mérito Bombeiro Militar do Distrito Federal, Imperador D. Pedro II, no grau de Cavaleiro, em 2005. Foi merecedor dos seguintes elogios oficiais: homenagem especial pelos serviços prestados a sua comunidade e em comemoração ao dia Nacional do Líder Comunitário, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2010; Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2016; Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2018. Considera sua melhor realização profissional ser médico da Instituição Pública chamada Hospital de Base do Distrito Federal. O caso que mais o impressionou entre seus doentes foi aquele em que conseguiu realizar tratamento com agentes trombolíticos por via intravenosa. Foi um dos primeiros a realizar esse tipo de procedimento no Distrito Federal. A expectativa da aproximação entre a doença e a cura, o que pode ser um instrumento do trabalho a ser desenvolvido nessa direção, foi o que o incentivou a ser médico. Tem uma filha, Carla Carvalho de Almeida, pediatra. ***

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DRA. ISIS MARIA QUEZADO SOARES MAGALHÃES Nasceu em 16 de novembro de 1955, Fortaleza-CE. Filha de Antônio Pedro Soares e Maria Quezado Soares. Graduou-se em Medicina pela Universidade e Brasília (UnB) em 1979. Fez estágio em biologia molecular no Institute of Cancer Research – Leukaemia Research Fund Centre, Londres, Inglaterra (1998). Dentre seus cursos pós-graduação de senso lato, listam-se residência médica em pediatria (19801981) na Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal; especialização em hematologia (1982) na Unidade de Hematologia e Hemoterapia do Hospital de Base do Distrito Federal; especialização em oncologia (1986) no Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer A C Camargo, São Paulo; especialização em gestão pela Fundação Dom Cabral (2008-2010). Especialista em oncologia pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia (1997) e em hematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (2004). Em cursos pós-graduação de senso estrito, obteve os títulos de mestrado em ciências da saúde pela Universidade de Brasília, 1999, e de doutorado em ciências da saúde pela Universidade de Brasília e pelo Centro de Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, RJ (2005). Quanto a atividades profissionais, é hematologista pediatra do Setor de Hematologia e Oncologia Pediátrica da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Hospital de Base do Distrito Federal e do Hospital de Apoio de Brasília, DF, desde 1983; médica assistente da Unidade de Pediatra do Hospital Universitário de Brasília (1982-2004); Chefe do Núcleo de Oncologia e de Hematologia Pediátrica da Gerência de Atenção Médica e Assistencial do Hospital de Apoio de Brasília (20032011); médica Coordenadora do Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátrica do Hospital da Criança de Brasíla desde 2011. Dentre suas atividades paraprofissionais, citam-se: Coordenadora do Comitê Técnico da Associação Brasileira de Apoio as Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), Brasília-DF desde 1988; membro da Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica em várias gestões; membro do Comitê Diretivo do Projeto Criança e Vida da Fundação Banco do Brasil e do Ministério da Saúde para apoio a ações em oncologia pediátrica (1998-2002); membro do Grupo Técnico de Hemoglobinopatias em Gerencia de Sangue e Hemoderivados, Ministério da Saúde Brasil (1998-2005); membro da Câmara de Assessoramento para formulação de políticas de sangue, componentes e hemoderivados, Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, desde 2010; Diretora Acadêmicos Titulares

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Técnica do Hospital da Criança de Brasília desde 2011; Active Investigator National Cancer Institute, Bethesda, USA (1993) e External Advisory Board Children´s Cancer Hospital, Barretos-SP (2015); Integra os quadros das sociedades cientificas: Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Société Internationale D’Oncologie Pédiatrique e American Society of Hematology. Dentre suas atividades de ensino, citam-se: preceptoria no programa de residência médica, área de pediatria, Hospital de Base do Distrito Federal (1982-1988); preceptoria no programa de residência médica área de hematologia, Hospital de Base do Distrito Federal Brasília (1995-2009); preceptoria no programa de residência médica na área de hematologia, Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília DF e Hospital da Criança (2016-2018); preceptoria no programa de residência médica, área de hematologia, Hospital da Criança de Brasília (2019). Professora convidada para aulas de Hematologia no curso de Medicina da Universidade de Brasília (1992 a 2004); professora convidada do curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Fepecs, SES); coordenação pedagógica do mestrado interinstitucional em ginecologia da Fepecs, Distrito Federal e da Unesp, Botucatu (2009-2011). Dentre as orientações prestadas em iniciação científica e mestrado, elencam-se: Programa de Pós-Graduação (mestrado) em ginecologia, obstetricia e mastologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); Programa Hospital da Criança de Brasília; Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Integrou bancas examinadoras de concursos públicos para residência médica em pediatria, área de hematologia no Hospital de Base do DF desde 1993 e para médico hematologista da Fundação Hospitalar do DF (1996). Participou de quatro bancas examinadoras, em grau de mestrado, pelas instituições: Universidade Federal de Minas Gerais (2008); Universidade Federal de São Paulo (2010); Universidade Católica de Brasília (2012); Universidade de Brasília (2018). Participou de quatro bancas examinadoras, em grau de doutorado, pelas instituições: Universidade Estadual de Campinas (2006); Universidade de Brasília, (2013 e 2014); Universidade Federal de Minas Gerais (2016). Participação e coordenação de cursos e de comissão científica de congressos: Treinamento em Cito-Histologia de Medula Óssea: enfoque em mielodisplasias – Brasília-DF (2002); Congresso Brasileiro de Hematologia Rio de Janeiro (2005); Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Brasília DF (2013); Presidente do XIV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica; I Jornada de Cuidados Paliativos em Pediatria, promoção do Hospital da Criança de Brasília e do Hospital Regional de Ceilândia, Brasília-DF (2017); membro da comissão científica do XVI Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, Foz do Iguaçu, Paraná (2018). 82

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Brasilia Children Hospital: Public and Private Partnership Opportunities and Challenges. MPA Global Policy Experience in Brazil; Fundação Dom Cabral e Brown University, Brasília (2017); Partnership Between Community and Goverment of Federal District; FIOCRUZ and London School Collaborative Project Visit (Prof. Hanna Kupper), Hospital da Criança de Brasília (2017); Das Tecnologias Duras às Tecnologias Leves: Desafios da Alta Complexidade. Congresso Brasileiro da Criança em Condições Complexas de Saúde (2018); Abordagem Onco-Hematológica na Síndrome de Down, Avanços no Tratamento, na Tecnologia e no Suporte ao Paciente; II Forum Nacional Sobre Câncer; Hospital da Criança de Brasília, Modelo Singular, III Semana de Capacitação e Aperfeiçoamento em Controle Interno. Controladoria Geral do Distrito Federal, Brasília (2018). Como produções literárias relevantes, citam-se dentre muitas, os artigos: Clinical and Pathological Aspects of Acute Leukemia and Down Syndrome in Childhood in Brazil, publicado em Pediatr Blood & Cancer, 2005; GATA1 Mutations in Acute Leukemia in Children with Down Syndrome, publicado em Cancer Genetics Cytogenetics, 2006; Molecular and Chromosomal Mutations Among Children with B-Lineage Lymphoblastic Leukemia in Brazil’s Federal District, publicado em Genet Mol Res, 2009; Challenges in the Use of NG2 Antigen as a Marker to Predict MLL Rearrangements in Multicenter Studies, publicado em Leuk Res, 2011; Screening for GATA1 Mutations in Newborns with Down Syndrome, publicado em Genet Mol Res, 2013; The Distribution of MLL Breakpoints Correlate with Outcome in Infant Acute Leucemia, publicado em British Journal of Hematology, 2013; Immunophenotyping with CD135 and CD117 Predicts the FLT3, IL-7R and TLX3 Gene Mutations in Childhood T-Cell Acute Leukemia, publicado em Blood Cells, Molecules and Diseases (2016); Novel Mutations Associated with Pyruvatekinase Deficiency in Brazil, publicado em Transfus Cell Ther, 2018. Escreveu os capítulos de livro: Neoplasias Mieloide-SMD Entre Outras Predisposições Germinativas: Síndrome de Down. In: Leucemia Mieloide Aguda, Oncologia do Adolescente, Editora Atheneu; Púrpura Trombocitopênica Imunológica, em Hematologia Para o Pediatra. In: Hematologia e Hemoterapia Pediátrica, Atheneu, 2014. Dentre as homenagens recebidas, elencam-se: medalha do Mérito Buriti, outorga do Governador do Distrito Federal, em 1994, 1999 e 2018; Menção Honrosa, outorgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, 2005; título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2006; Soroptimist International SI Brasília Mulher Destaque, 2007; prêmio Destaque Medicina Socialmente Responsável, pelo SindMédico, DF, em 2007; prêmio Destaque em Saúde, 2014; medalha da Ordem do Mérito Brasília, Grau Comendador, 2018; Honra ao Mérito 2018, pela Controladoria Geral do Distrito Federal. Dentre suas realizações especiais, cita o trabalho à frente da Assessoria Técnica da Associação Brasileira de Apoio às Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), Brasília-DF desde 1988 e construção de modelo inovador de parceria da sociedade civil com o sistema público de saúde do Distrito Federal para melhora da assistência à saúde da criança com morboses terciárias. O Projeto Acadêmicos Titulares

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do Hospital da Criança de Brasília foi concebido para otimizar em complexo único toda a tecnologia necessária ao diagnóstico e tratamento e à assistência integral à criança e ao adolescente. Cita seu empenho na Estruturação do Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátrica na SES-DF. Nascido como setor da Unidade de Pediatria da SES-DF, em 2003 recebeu a oficialização administrativa na SES como Núcleo de Oncologia e Hematologia Pediátrica, da Gerência de Atenção Médica e Assistencial do Hospital de Apoio de Brasília. Permaneceu ali por quinze anos até a transferência do serviço, em 2011, para o Hospital da Criança de Brasília. Cita também o Projeto Criança e Vida, de iniciativa da Fundação Banco do Brasil (FBB) em parceria com o Ministério da Saúde e com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), que teve inicio em meado de 1997. Instada a colaborar no projeto, priorizou a grande necessidade de investimentos para o Brasil na área de diagnóstico. Convidada pela FBB para membro do Comitê Diretivo do Projeto, teve oportunidade de mapear e conhecer todos os centros com potencialidade para investimento em diagnóstico e tratamento em todo o território nacional. Cita ainda, como motivo de realização, ter sido Presidente do XIV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, cujo tema foi A Oncologia Pediátrica do Século XXI, que trouxe a pesquisa para a prática clinica. O encontro também teve repercussão política por produzir documento oficial intitulado Carta de Brasília com as considerações e as sugestões da comunidade científica, dirigidas aos órgãos governamentais referentes às necessidades da oncologia pediátrica nacional, publicada posteriormente na Revista Brasileira de Cancerologia, 2016. Considera, dentre seus melhores momentos de realização profissional, os trabalhos do mestrado no laboratório de biologia molecular do Leukemia Research Center do Institute of Cancer Research, em Londres. Ali, descreveu a prevalência da fusão gênica TEL AML1 recém-descoberta por métodos moleculares na leucemia pediátrica em pacientes dos EEUU, da Europa e do Japão, mas desconhecida em populações latinas. No curso de doutorado no laboratório de pesquisa do Inca no Rio de Janeiro, estudou a identificação de mutações no gene GATA 1 em leucemias da síndrome de Down, como método diagnóstico. O inconformismo em não aceitar que a criança com câncer no Distrito Federal, se fosse socialmente favorecida, buscasse tratamento em São Paulo ou no Rio de Janeiro, como era a prática nos primórdios dos anos 80, e as demais recebessem tratamento de qualidade inferior, o que lhes ceifavam as possibilidades de cura, levou-a a estruturar um serviço de oncologia pediátrica na rede pública do Distrito Federal. A construção técnica e profissional da oncologia pediátrica se entrelaça à história de ação social voluntária da Abrace. Esta aceitou as argumentações técnicas de unir o instituto do câncer infantil a um complexo mais amplo que envolva as outras especialidades pediátricas. Foi construída com recursos de doações da sociedade e apresenta-se como estrutura moderna, adequada e humanizada, dirigida ao público infantil e integrada à rede de saúde pública. Foi entregue à população brasiliense em novembro de 2011 com a designação de Hospital da Criança de Brasília. 84

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Dra. Isis revela o caso mais impressionante entre seus doentes. Em 1996, foi chamada a uma maternidade de Brasília, para atender uma bebê prematura de apenas dez dias de vida com volumosa hepatoesplenomegalia e provável leucemia congênita. Clinicamente e laboratorialmente constatou-se leucemia mieloide aguda. Teoricamente seu único tratamento seria quimioterapia intensiva a ser feita segundo os protocolos da época, mas esta causaria intensa toxicidade durante o tratamento, e a bebê não suportaria nenhuma medida dessa linha naquele primeiro momento. Tal decisão seria muito difícil de ser tomada. Os resultados dos exames citogenéticos da medula óssea, no entanto, mostraram trissomia 21. Se esta fosse constitucional e não uma alteração clonal, poderia ser uma síndrome mieloproliferativa transitória, conhecida como leucemia transitória da síndrome de Down. A literatura traz algumas publicações relativas ao tema. Essa entidade poderia evoluir com remissão espontânea sem uso de quimioterapia. Mas a criança não tinha o fenótipo de trissomia 21 constitucional. Poderia aquele fenômeno ocorrer em neonados sem síndrome de Down? Havia três casos descritos na literatura mundial. Resolveu-se então tomar conduta expectante e esperar por essa possibilidade. Afinal, foi de fato uma leucemia transitória em neonado não Down e a bebê é hoje uma pessoa saudável! Provavelmente não teria sobrevivido se a conduta habitual tivesse sido tomada. O caso foi apresentado em vários fóruns nacionais; e os colegas foram unânimes em afirmar que teriam sim, iniciado o protocolo de leucemia mieloide aguda para a criança. O ensinamento advindo desse evento foi o mais marcante de sua trajetória profissional. Sobre o que mais a incentivou a ser médica, afirma ter sempre tido especial admiração pela medicina e sente-se realizada e muito satisfeita em ter a oportunidade de poder ajudar as pessoas por meio de sua profissão. Também é apaixonada por matemática, física e química, mas encontrou na medicina, especificamente na hematologia, a necessidade de satisfazer ambas as premências de unir a ciência e a técnica à pratica clínica humanitária e ambas foram fontes de grande realização. Questionada se tem avô, pai, mãe ou algum filho(a) médico(a), registra que sua mãe, Maria Quezado Soares, foi médica, formada em 1949 pela Universidade Federal de Pernambuco. Exerceu pediatria clínica por cinquenta anos, sendo 25 em Fortaleza-CE e 25 em Brasília. Dedicou atenção especial à saúde pública, empenhou-se contra a desidratação e a desnutrição infantil. Dirigiu um centro público de toxicose e era reconhecida por sua luta em favor da população carente. Além da rotina de atendimentos, sempre conciliou a atividade médica com a rotina doméstica e os cuidados com seus cinco filhos. Clinicou até os 74 anos, sempre apaixonada pelo trabalho. Segundo Isis, a “trajetória de minha mãe foi para mim uma inspiração. Ela provou ser possível equilibrar a vida profissional e a pessoal, aliando-se o amor à profissão às responsabilidades com a família. Sou apaixonada pela profissão como também ela era”. *** Acadêmicos Titulares

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DR. JOÃO BATISTA MONTEIRO TAJRA Nasceu em 18 de junho de 1971, em Teresina-PI. Filho de Wilson Adala Tajra e Margarida Maria da Justa Monteiro Tajra. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Piauí (1995); residência médica em cirurgia geral (1997-2000); especializou-se em hemoterapia pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e em gestão de urgências e emergências pelo Instituto Sírio-Libanês; mestrado em cirurgia pela Universidade Evangélica do Paraná. Atualmente cursa doutorado em ciências da saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Dentre suas atividades profissionais, atua na Secretaria de Saúde do Distrito Federal como médico cirurgião geral. Em atividades de docência, é professor de Anatomia e Cirurgia da União Educacional do Planalto Central e, atua como Coordenador de Ciências da Morfologia e é professor de Habilidades Cirúrgicas do Uniceub e Coordenador de Internato em Cirurgia. Ocupações de cargos e funções hierárquicas: foi Diretor do Hospital Regional do Gama, foi Chefe do Núcleo de Pesquisas Clínicas do Hospital de Base do DF; foi Chefe da Unidade de Emergência do Hospital Regional do Gama; atual Chefe da Unidade de Coloproctologia do Instituto Hospital de Base. Sua pesquisa mais relevante denomina-se Correlation and Concordance Measures Between Clinical, Endoscopic and Histological Scores Activity in Crohn's Disease Under Treatment, publicada no Scandinavian Journal of Gastroenterology, 2019. Sua preceptoria de mais destaque ocorreu como Coordenador da Coreme do Hospital Regional do Gama (2004-2010). Em evento profissional, expôs a palestra Translocação Bacteriana em Pacientes com Doença de Crohn, proferida no 1.º Congresso de Doenças Inflamatórias do Centro-Oeste. Dentre suas atividades paraprofissionais, é membro titular da Sociedade Brasileira de Anatomia e membro do Grupo de Estudo de Doenças Inflamatórias (GEDIIB). Artigos publicados: Estudo da Expressão Citofotométrica do Marcador Tumoral Caspase-3 no Adenocarcinoma de Cólon. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, 2007; Variability of the Obturator Artery with its Surgical Implications, Journal of Morphological Sciences, 2016; Scintigraphic Evaluation of Colonic Transit in Children with Constipation Using Ga-Citrate, World Journal of Nuclear Medicine, 2018. 86

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Dentre as homenagens recebidas estão: professor homenageado por diversas turmas de Medicina das Faculdades Integradas do Planalto Central; Servidor Destaque no ano de 2016 do Hospital de Base do Distrito Federal; Menção de Louvor outorgada pela Câmara dos Deputados do Distrito Federal; paraninfo da XII e da XIII turma de medicina das Faculdades Integradas da União do Planalto Central (Faciplac); Honra ao Mérito e Agradecimento das Faculdades Integradas da União do Planalto Central; paraninfo da primeira turma de Medicina da Faculdade de Medicina do Planalto Central; patrono do Curso de Ciências Farmacêuticas, Universidade de Brasília. Considera sua melhor realização profissional poder contribuir para a formação de jovens médicos. Declara que todos os casos médicos são impressionantes quando se faz aquilo do que se gosta. Afirma terem sido a complexidade e a multiplicidade de variáveis próprias do exercício da profissão o que mais o incentivou a ser médico. ***

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DRA. ALBA MIRINDIBA BOMFIM PALMEIRA Nasceu em 11 de novembro de 1963, em Maceió-AL. Filha de Abel Alves Bomfim e Albani Mirindiba Bomfim. Graduou-se pela Escola de Ciências Médicas de Alagoas, atual Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, em 1987. Foi estagiária em clínica médica, Hospital Dr. José Carneiro, da Fundação Governador Lamenha Filho, em Maceió, de 1984 a 1986; estagiária, da Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, Fundação Governador Lamenha Filho, em Maceió, de 1986 a 1986; estagiária do Serviço de Neurologia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, 1987. Em atividades de aperfeiçoamento, fez curso de qualificação de gestores do SUS pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Instituto Oswaldo Cruz, Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Secretaria de Saúde do Distrito Federal (2009-2010); curso de especialização, modalidade extensão em gestão de sistemas e serviços, na Escola de Extensão, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp (2009-2010). Fez residência em clínica médica (medicina interna) no Hospital Regional de Taguatinga, HRT, Fundação Hospitalar do Distrito Federal (1988-1989); residência médica em nefrologia, Hospital de Base do Distrito Federal, Fundação Hospitalar do Distrito Federal (1990-1991); título de especialista nas áreas de clínica médica e de nefrologia. Em atividades de especializações; fez o curso de MBA (mestre em administração de negócios), em Administração Hospitalar, na Universidade Castelo Branco-RJ (2006-2008); curso de especialização internacional de qualidade em saúde e segurança do paciente pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, FIOCRUZ, Ministério da Saúde (2014-2015). Teve participações especiais nos seguintes eventos: na qualidade de membro da Comissão Organizadora do I Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (2013); presidente e membro da Comissão Organizadora do II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (2014). Na vida profissional, assumiu as seguintes funções: médica (clínica médica) do Hospital Geral e Materno-Infantil de Taguatinga, atual Hospital Anchieta, (1989-1990); médica (clínica médica) da Fundação Universidade de Brasília (1991); médica (clínica médica) do Hospital Santa Luzia (19911993); nefrologista da Nephron Brasília Serviços Médicos Ltda, clínica de hemodiálise (1991-1996); 88

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nefrologista da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal desde 1992; médica do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região desde 1993. Assumiu as seguintes posições hierárquicas: Coordenadora do Grupo Técnico Central de Hospitais de Ensino, da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, SES-DF; Coordenadora de Ensino e Pesquisa do Hospital de Base do Distrito Federal; Coordenadora da Comissão de Acompanhamento do Processo de Certificação e Contratualização do Hospital de Base do Distrito Federal como Hospital de Ensino; Chefe da Unidade de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga; Chefe da Unidade de Nefrologia do Hospital de Base do Distrito Federal; Chefe Substituta do Núcleo de Saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região; gerência de Medicina Interna e diretoria de atenção à saúde, Hospital de Base do Distrito Federal; Gerência de medicina complementar, Hospital de Base do Distrito Federal; gerência de ensino e pesquisa, Hospital de Base do Distrito Federal; Presidente do II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (2014); Vice-Presidente do Conselho Gestor do Hospital de Base do Distrito Federal; Secretária Adjunta de Saúde do Distrito Federal. Sua preceptoria mais relevante foi aquela junto ao programa de residência médica em clínica médica do Hospital Regional de Taguatinga, na área de nefrologia. Orientou também monitorias durante a graduação nas disciplinas de Parasitologia e Pneumologia. Participou de banca examinadora de trabalho de conclusão do curso de enfermagem, Escola Superior de Ciências da Saúde, Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, sob o tema Programa de Reestruturação dos Hospitais de Ensino – Os Desafios de um Hospital Materno-Infantil do Distrito Federal (2012). Sua consultoria mais relevante foi prestada aos hospitais certificados e candidatos à certificação como Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, como membro da Comissão Central de Acompanhamento da Certificação e Contratualização dos Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do DF. Em eventos profissionais, apresentou as palestras: O Papel dos Hospitais de Ensino e Interdisciplinaridade no Atendimento aos Usuários do SUS, para alunos do mestrado profissional da ESCS/ FEPECS (2012); Ética no Serviço Público, promovida pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Hospital de Base do DF, para servidores do hospital (2017); credenciamento do Hospital Regional de Taguatinga como Hospital de Ensino: O que falta? Palestra apresentada durante a XII Jornada dos Residentes do Hospital Regional de Taguatinga (2017). Relatou também as seguintes conferências: Residência em Rede de Saúde, no II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (2014); O Hospital de Base do DF como Hospital de Ensino e seus avanços em ensino, pesquisa e avaliação de tecnologias em saúde, apresentada durante as comemorações do aniversário do HBDF (2015); Hospital de Base Acadêmicos Titulares

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do Distrito Federal – 55 anos: Presente e Futuro como Hospital de Ensino, proferida durante as comemorações do aniversário do HBDF (2016). Participou das seguintes comissões: Comissão Organizadora da XI Jornada dos Médicos Residentes do Hospital de Base do Distrito Federal (1990), Comissão Central de Acompanhamento da Certificação e Contratualização dos Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do DF; Comissão Organizadora do I Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – Planejando a Excelência da Assistência, do Ensino, da Pesquisa e da Gestão (2013); comissão organizadora do II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – Residência em Rede de Saúde (2014); comissão organizadora dos encontros do grupo de atenção à hipertensão arterial, do Núcleo de Saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região. Integrou o Conselho Fiscal da Associação Médica de Brasília e o Conselho de Gestor do Hospital de Base do Distrito Federal. Editoriais em periódicos médicos: editorial da revista do II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – Residência em Rede de Saúde – Anais, 2014. São de sua autoria os livros: O que é Hospital de Ensino? Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Brasília, 2012; Manual de Processos de Trabalho do Grupo Técnico Central de Hospitais de Ensino, Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Brasília, 2012; Asas, Eixos e Versos – Antologia Poética (oitenta autores selecionados), concurso poetas da cidade, Brasília 50 anos, organizadores: Serviço Social da Indústria e Rede Globo Brasília, Qualidade Gráfica e Editora, Brasília, 2010. Publicou os artigos: Hipertensão Portal Esquistossomótica – Análise de 60 Casos, artigo original, publicado na revista Consulta, órgão científico da Sociedade de Medicina de Alagoas, 1992; OKT3 em Baixas Doses no Transplante Renal, artigo publicado nos Anais do XVII Congresso Brasileiro de Nefrologia, 1994; Diálise Peritoneal Intermitente na Insuficiência Renal Aguda em Neonatos e Crianças de um Hospital Regional da SES-DF, publicado nos Anais do 21.º Congresso Brasileiro de Nefrologia (2002). Dentre as homenagens recebidas, relata: prêmio de Excelência Funcional – Servidor 10, outorgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região (2007); prêmio Servidor Destaque 2008, conferido pela Diretoria do Hospital de Base do Distrito Federal (2009); XI prêmio SindMédico – edição 2017, na categoria medicina acadêmica, conferido pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (2017). Recebeu também a medalha de Homenagem Especial, por ocasião da solenidade oficial de comemoração do aniversário de 50 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (2010); medalha de homenagem por tempo de serviço, em reconhecimento e agradecimento aos quinze anos de dedicação à Justiça do Trabalho e à sociedade, conferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região 90

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(2010); comenda da Ordem do Mérito de Dom Bosco, Grau de Cavaleiro, conferida pelos relevantes serviços prestados à Justiça do Trabalho, especialmente à Décima Região: Distrito Federal e Tocantins. Recebeu ainda diversos elogios oficiais conferidos pelo Diretor do Hospital Regional de Taguatinga e pelo Diretor da Unidade Regional de Saúde de Taguatinga; pelo Diretor do Hospital de Base do Distrito Federal; pelos desembargadores do egrégio Tribunal Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região. Foi merecedora de menção honrosa por ter obtido o 3.º lugar no exercício letivo de 1986, na Escola de Ciências Médicas de Alagoas; prêmio de excelência funcional – Servidor 10, pelo seu comprometimento com a excelência dos serviços prestados ao Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região (2007), conferido por esse Tribunal; Moção de Louvor pelos relevantes serviços prestados à população do Distrito Federal, conferida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2015 e 2018. Como realizações especiais dignas de nota, destaca a autoria do Projeto de Criação da Unidade de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (2001); a autoria do Projeto de Criação da Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital de Base do Distrito Federal e dos Núcleos de Ensino e Pesquisa dos demais hospitais da rede da SES-DF (2015); a organização e a presidência do II Congresso de Hospitais de Ensino da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal e ainda a apresentação do tema Residência em Rede de Saúde (2014). Considera suas melhores realizações profissionais ter participado de todo o processo de certificação e contratualização do Hospital de Base do Distrito Federal como Hospital de Ensino, junto aos Ministérios da Saúde e da Educação, e ser autora do projeto de criação da Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital de Base do Distrito Federal, aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O caso que mais a comoveu e a impressionou entre seus doentes foi o de um adolescente, com rim único congênito, que foi agredido por uma vaca e sofreu profundo trauma abdominal com lesão no seu único rim. Como consequência, foi nefrectomizado e passou a necessitar de tratamento dialítico. O que mais a incentivou a ser médica foi sua tendência de ser útil e de cuidar do ser humano, o que de fato constitui a missão essencial do exercício da medicina. Fazem parte de sua família os médicos Abelardo Mirindiba Bomfim (irmão), Cláudia Maria Apolinário Bulhões (prima), Aline Palmeira (sobrinha) e o acadêmico de medicina Hugo Mirindiba Bomfim Palmeira (filho). ***

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DR. NASSER SARKIS SIMÃO Nasceu em 4 de setembro de 1957, em Uberlândia-MG. Filho de Ximuna Mussi Sarkis e Rumenos Sarkis Simão. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília, em 1981, e fez residência médica no Hospital São Joaquim da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficiência, Instituto de Doenças Cardiopulmonares E. J. Zerbini, São Paulo (1981-1983). Doutor em Medicina pela Universidade de Brasília. Exerce atividades médicas na área privada, na Clínica Cardiológica Nasser Sarkis. Apresentou em eventos profissionais em torno de 250 palestras e conferências em congressos nacionais e internacionais, dentre as quais as proferidas durante o 73.º Congresso Brasileiro de Cardiologia, 2018: Doença Coronária: Existem Barreiras no Reconhecimento dos Sintomas em Mulheres?; Como Transformar a Ciência de Qualidade em Avanços Cardiovasculares Relevantes, Insuficiência Mitral Secundária a Cardiopatia Dilatada, Condutas, Intervenções; Como Eu Faço: Terapia de Reposição Hormonal e Risco Cardiovascular. Em suas atividades paraprofissionais mais relevantes, foi membro do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, representante do Funcor – Fundo de Aperfeiçoamento e Pesquisa em Cardiologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Brasília (1993-1994), Editor da Recoc – Revista Centro-Oeste de Cardiologia (1994-1995), membro do Conselho de Educação Médica Continuada da Associação Médica Brasileira (1994-1995), membro da comissão científica do XVII Congresso Brasileiro de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (1995), membro do conselho científico do XII Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas do Deca, Departamento de Estimulação Cardíaca e Arritmias da Sociedade Brasileira de Cardiologia, membro da comissão cientifica do II Simpósio Internacional do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (Gepa); membro do conselho editorial dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia; fellow of American College of Cardiology; fellow of European Society of Cardiology; Presidente eleito do 73.º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Como atividades literárias, é autor do livro Cardiologia Clinica: a Prática da Medicina Ambulatorial. São Paulo: Editora Manole, 2016. Escreveu também capítulos nos livros: Abordagem do Consumo de Bebidas Alcoólicas e Possível Prevenção Cardiovascular, São Paulo: Manole, 2017; Escolha Adequada do Agente Anti-Hipertensivo Diante de Populações Especiais e Comorbidades, São Paulo: Manole, 2017; Consistência Atual Para a Prescrição de Ácidos Graxos Poli-Insaturados – Ômega 3, 6 e 9, São Paulo: Manole, 2017; Cardiologia Clínica: A Prática da Medicina Ambulatorial. São Paulo: Manole, 2016; Avaliação Cardiológica peri-operatória. São Paulo: Atheneu, 2009; Cardiomiopatia Alcoólica. 92

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In: Celmo Celeno Porto (Org.). Doenças do Coração, São Paulo: Ed. Guanabara Koogan, 1998. É autor do Manual do Climatério, Febrasgo, 2014. Dentre as homenagens recebidas em âmbito nacional, foi eleito, em pesquisa realizada pela revista Análise Saúde, publicada pela editora Análise Editorial, como um dos profissionais mais admirados da medicina brasileira nos anos de 2008 e 2009. Recebeu, em 2018, também a Moção de Louvor, outorgada pela Assembleia Legislativa do Distrito Federal, nas comemorações do Dia do Médico, pelas suas atividades médicas realizadas em Brasília. Cita como o que mais o incentivou a ser médico foi ter grande curiosidade científica e a plena convicção de que a ciência é a atividade mais nobre da humanidade. ***

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DR. MAURÍCIO GOMES PEREIRA Nasceu em 15 de janeiro de 1937, em Belo Horizonte, MG, filho de Paulo Gomes Pereira e Júlia Badejo Gomes Pereira. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962. Nos primeiros anos de formado, trabalhou no Hospital Provincial de Madri, Universidade de Madri, Espanha, e no Hospital Saint Pierre, Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica. Nesta universidade belga, fez curso de especialização em Saúde Pública (1967) e mestrado em planejamento em saúde. Título da dissertação: Le Centre de Récupération Nutritionnelle, ano de obtenção: 1974. Tem doutorado em epidemiologia, pela Universidade de Columbia, Nova York, Estados Unidos. Título da tese: Effects of Prenatal Nutritional Supplementation on the Placenta: Report of a Randomized Controlled Trial, ano de obtenção: 1977. Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília desde 1968, atuando em pediatria, nutrição e saúde pública. É dessa época o seu título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira (1969). Durante décadas, atuou na Faculdade de Ciências da Saúde e na Faculdade de Medicina, ambas da UnB, em programas de graduação e pós-graduação. Após sua aposentadoria, a Universidade de Brasília lhe outorgou o título de Professor Emérito (2012). Foi professor visitante de diversas universidades, entre as quais, a Universidade de Columbia, a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Dentre as atividades de gestão, destaca-se a atuação como Diretor de Planejamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Diretor Executivo da Fundação Nacional de Câncer de Pele e Coordenador de Educação e Saúde na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Brasil. Uma de suas pesquisas relevantes tem o título de Padronização do Diagnóstico Eletrocardiográfico para Estudos Epidemiológicos da Doença de Chagas. Trata-se de projeto multicêntrico internacional, do qual foi o investigador principal, financiado pela Organização Mundial da Saúde e envolveu pesquisadores de cinco países, Argentina, Bolívia, Brasil, México e Venezuela. Palestras sobre essa pesquisa foram dadas em várias cidades do país e em Buenos Aires, Argentina, e em Genebra, Suíça. Orientou dezenas de estudantes de pós-graduação, entre os quais, Taís Freire Galvão e Marcus Tolentino, no período 2010-2013, em doutorado na Universidade de Brasília. Na ocasião, eram lotados na Universidade Federal do Amazonas. Atualmente, ela é professora da Unicamp e ele na Universidade de Sorocaba. 94

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Participou de bancas examinadoras de concurso para provimento do cargo de professor titular, por exemplo, na Universidade de Brasília, em que foi aprovado o Professor Paulo Tavares, e na Universidade de São Paulo, na qual o aprovado foi Afonso Dinis Costa Passos. Entre as diversas consultorias e atividades para a Organização Mundial da Saúde, destaca-se a participação como membro titular no Comitê de Pesquisas da OMS, em Genebra, Suíça, no período 1990-1992. É um dos relatores do livro Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: Conceitos e Aplicações, 1.ª edição, 2002, em português, 2.ª edição 2008, em português, 350 páginas, e 1.ª edição 2009 em espanhol. Este é um livro extensamente usado como instrumento de padronização das informações sobre saúde da população. O livro foi produto de consultoria de vários anos prestada à Organização Pan-Americana da Saúde e encontra-se disponível na internet. Em eventos profissionais, ao lado de dezenas de cursos dados pelo país, é de se notar dois cursos sobre comunicação científica que ministrou no exterior. Um para editores de periódicos científicos de língua portuguesa, em Maputo, Moçambique, em 2005, e outro para programas peruanos de pós-graduação, em Cusco, Peru, em 2015. Quanto às suas atividades em periódicos científicos, foi editor chefe do periódico Brasília Médica (1996-2004) e membro do conselho editorial de numerosos periódicos científicos. É autor dos livros Epidemiologia Teoria e Prática, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1995, 600 páginas; Artigos Científicos: Como Redigir, Publicar e Avaliar, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2011, 400 páginas; Saúde Baseada em Evidências. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 2016, 150 páginas. Dentre os duzentos artigos científicos publicados, constam: Cuidados Primários de Saúde no Distrito Federal, Brasília Médica, 1981; Serviços de Saúde para Todos: o Caso de Costa Rica, Boletín de la Oficina Sanitaria Panamericana, 1986; Antioxidants for Preventing Preeclampsia: a Systematic Review, The Scientific World Journal, 2012. Foi homenageado pelo Ministério da Saúde, durante a 13.° Expoepi, mostra nacional de experiências bem sucedidas em epidemiologia, prevenção e controle de doenças (2013). Recebeu homenagens recentes na Universidade de Brasília, durante o I Colóquio Sobre Pesquisa em Saúde: Pesquisa Translacional (2017) e quando ministrou a aula magna para os programas de pós-graduação da Universidade de Brasília (2018). É Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (2017) e Membro Honorário da Academia de Medicina do Rio de Janeiro (2018). ***

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DR. LUIZ FERNANDO GALVÃO SALINAS Nasceu em 15 de junho de 1945, no Rio de Janeiro-RJ, filho de Fernando Campos Salinas e Helena Galvão Salinas. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense em 1970. Fez residência médica no Hospital Universitário Antônio Pedro na especialidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias (!970-1972). Especialização em infectologia e em clínica médica. Trabalhou como médico clínico geral no Hospital das Forças Armadas (1973-1989); médico clínico geral do Tribunal de Contas da União (1974-2000); médico clínico geral da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (1977-2005). Foi Presidente do CRM-DF de 1996 a 1997 e de 2001 a 2003; Vice-Presidente da Associação Médica de Brasília, no período de 1989 a 1991; Coordenador dos cursos de ética médica para médicos residentes da Secretaria de Estado de Saúde do DF de 1994 a 2008 e de 2014 a 2018. Atuou como docente da disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias, Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense em 1972; preceptor de ensino no programa de residência médica do Hospital de Base do DF na área de doenças infecciosas de 1988 a 1996. Participou como presidente das bancas examinadoras das provas de habilitação para médico na especialidade de clínica médica da Fundação Hospitalar do DF, em 1975 e 1984; presidente da banca examinadora do processo seletivo de ascensão funcional na categoria de médico, no Centro de Ensino Técnico de Trânsito, Bahia, 1984; componente das bancas examinadoras das provas do concurso público para residência médica da Fundação Hospitalar do DF, na especialidade de clínica médica, de 1993 a 1996. Em atividades profissionais, realizou palestras no curso sobre Avanços em Infectologia e Antibioticoterapia com o tema Critérios Gerais de Uso – Erros Mais Frequentes, durante o VI Congresso Médico de Brasília, em 1999; seminário Saúde Direito de Todos na Câmara Legislativa do DF em 2003; I Encontro Nacional de Perícia Médica do Ministério Público Federal com o tema Resoluções dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina sobre Perícia e Junta Médica, na Procuradoria Geral da República, em 2007. Apresentou também as conferências de abertura da VIII Jornada Científica dos Médicos Residentes do Hospital Regional da Asa Sul com o tema Ética no Exercício da Medicina (2004); no II Congresso 96

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do Centro-Oeste de Urologia com o tema Erro Médico e Consentimento Informado, em Goiânia (2005); Aspectos Bioéticos em Mastologia e Cirurgia Plástica Mamária e Implicações Médico-Legais, durante o I Curso de Patologia e Estética Mamária, em Brasília (2003). Dentre suas atividades paraprofissionais mais relevantes, citam-se: Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da SES/DF; conselheiro suplente representante do DF no Conselho Federal de Medicina, de 2004 a 2009; Diretor Financeiro e Vice-Presidente da Academia de Medicina de Brasília. Com relação a editorias de periódicos médicos atuou como editor Geral da revista Brasília Médica, Associação Médica de Brasília, e editor geral da Ética Revista, do Conselho Regional de Medicina do DF. Quanto aos artigos de sua autoria, citam-se: Aspectos Epidemiológicos das Leptospiroses, publicado na Revista Médica de Angola, 1973; Controle do Consumo de Antimicrobianos no Hospital de Base do DF, publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, 1986; Malária Grave: Emprego da Exsanguinotransfusão Como Medida Terapêutica Auxiliar, publicado nos Arquivos Brasileiros de Medicina, 1989. Dentre as homenagens recebidas, listam-se: placa da Diretoria da Associação Médica de Brasília, biênio 1993-1995 por ocasião do dia dos médicos; placa de prata, concedida pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Regional do DF, referente ao título de Clínico Emérito do Distrito Federal, 2002; medalha Mérito Santos Dumont, concedida pelo Comando da Aeronáutica em 2003; placa de prata, concedida pelo Serviço Médico e Ambulatorial do Tribunal de Contas da União, em 2005; medalha Mérito Acadêmico, concedida pela Federação Brasileira das Academias de Medicina; placa do CRM-DF por ocasião das comemorações do 45.º aniversário de instalação e abertura do I Congresso de Ética Médica; placa de homenagem pela presidência do CRM-DF, gestão 2013-2018, ao completar a 50.ª edição do Curso de Ética Médica, voltado para os médicos residentes de Brasília. Declara considerar como eventos de maior relevância em suas atividades paraprofissionais ter participado por quinze anos como conselheiro do CRMDF e cinco anos pelo Conselho Federal de Medicina. ***

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DR. JOSÉ FRANCISCO NOGUEIRA PARANAGUÁ DE SANTANA Nasceu em 24 de abril de 1950, em Campo Maior-PI, filho de Raimundo Nonato Monteiro da Santana e Magnólia Nogueira Paranaguá de Santana. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília, 1974; residência médica em medicina comunitária, Universidade de Brasília, 1975; mestrado em medicina tropical, Universidade de Brasília, 1980, com o tema Estudo Sobre Atenção à Saúde Infantil no Projeto Planaltina, orientado por Dr. Simões Barbosa; doutorado em ciências da saúde, Universidade de Brasília, 2012, com o tema Cooperação Sul-Sul na Área da Saúde: Dimensões Bioéticas, com o Prof. Volnei Garrafa como orientador. Dentre suas atividades profissionais, atuou na Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, 1993-2004. Em suas atividades paraprofissionais, atuou como consultor do Programa de Cooperação em Desenvolvimento de Recursos Humanos, Organização Pan-Americana da Saúde, 1979-2012; Diretor do Departamento de Modernização Administrativa e Desenvolvimento de Recursos Humanos, Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, 1985-1988; assessor à disposição de organismo internacional das Nações Unidas, no Ministério da Saúde, 1995-1996; Coordenador Geral de Política de Recursos Humanos para o SUS, Fundação Oswaldo Cruz. 2004-2011; Coordenador do Núcleo de Estudos em Bioética e Diplomacia em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz desde 2010. Suas atividades em colegiados médicos podem ser assim resumidas: Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, 1988-1998; atual assessor da Comissão de Humanidades Médicas do Conselho Federal de Medicina. Em suas atividades de ensino, atuou como professor do Departamento de Medicina Geral e Comunitária, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, 1976-1979; docente da Escola Fiocruz de Governo. Dentre suas principais pesquisas estão: Ensino Médico no Brasil – projeto sob os auspícios do Acordo MEC-MPAS-MCT-OPAS, por demanda da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura, 1982-1986. Observatório sobre Regulação Internacional de Fatores de Risco Associados às Doenças Crônicas não Transmissíveis – projeto em execução pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz Brasília. Suas apresentações mais recentes em eventos científicos ocorreram no VII Congresso Ibero-Americano de Direito Sanitário e XIII Seminário Internacional de Direito Sanitário, como participante do painel intitulado Desafios Para a Efetivação da Saúde Como um Direito Universal, 2017; XII Congresso 98

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Brasileiro de Bioética, como participante do painel intitulado Bioética, Saúde Global e Cooperação Internacional, 2017; III Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde e IV Congresso Piauiense de Atenção à Saúde, como participante do Painel intitulado Desafios críticos do saber e fazer no campo da Saúde Internacional, 2017. Livros publicados: Os Sanitaristas de Jucás e o Agente de Saúde, Natal, UNA, 2017; Aspectos Institucionais do Emprego e da Atividade do Médico na Atenção à Saúde da Família no Distrito Federal: Estudo de Caso nos Setores Público e Privado, Brasília, UnB-CEAM-NESP-Observatório de Recursos Humanos em Saúde, 2010; Organização do Cuidado a Partir de Problemas: Uma Alternativa Metodológica Para a Atuação de Equipe de Saúde da Família, Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 2000; Capacitação em Desenvolvimento de Recursos Humanos de Saúde, Natal, EDUFRN, 1999; Desenvolvimento Gerencial de Unidades Básicas de Saúde, OPAS, 1997; Os Cursos de Medicina no Brasil: Análise Preliminar dos Dados do Sistema de Informações Sobre Escolas Médicas, Brasília, OPAS, 1986. Dentre seus artigos publicados em periódicos científicos, listam-se: Um Olhar Sobre a Cooperação Sul-Sul em Saúde. Ciência e Saúde Coletiva, 2011; Dossiê Bioética e Diplomacia em Saúde: Apresentação, História, Ciências, Saúde: Manguinhos, 2015; Desenvolvimento, Desigualdade e Cooperação Internacional em Saúde, Ciência & Saúde Coletiva, 2017; Dimensões Bioéticas da Cooperação Internacional em Saúde: Ainda Uma Questão Polêmica? Ciência & Saúde Coletiva, 2017. Como homenagens relevantes recebidas citam-se: moção Gente que Faz Saúde, outorgada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde, no Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde da Organização Mundial da Saúde, 2006; diploma em Reconhecimento ao Trabalho Valoroso na Construção da Política de Desenvolvimento e Formação de Trabalhadores de Nível Médio da Área da Saúde, outorgado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, 2007; certificado de reconhecimento por Dedicação e Trabalho ao Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, 2007; Reconhecimento Imediato, outorgado pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, 2007; prêmio ao trabalho em equipe, entregue pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, 2009; Mérito Acadêmico, entregue pela Federação Brasileira de Academias de Medicina, 2014; Ordem do Mérito Heróis do Jenipapo, outorgada pela Prefeitura de Campo Maior, Piauí, 2016. Considera sua melhor realização profissional ter participado do processo da Reforma Sanitária Brasileira, concretizada na implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). Declara ser o que mais o incentiva como médico é o ideal de contribuir para a redução das desigualdades sociais no campo da saúde. ***

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CADEIRA 37

DR. GERALDO DAMIÃO SECUNHO Nasceu em 9 de junho de 1942, em Muriaé, Minas Gerais, filho de Alberto Pinto Coelho Secunho e Yolanda Damião Secunho. Graduado em Medicina pela Faculdade Federal Fluminense em 1968. Residência médica em cirurgia pediátrica, no Hospital Estadual Jesus, Rio de Janeiro-RJ, no período de 1969-1970; especializou-se em cirurgia pediátrica; curso de controle de infecção hospitalar, pelo Centro Educacional São Camilo, Brasília-DF (1994-1995); curso de Administração Hospitalar pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), DF, em 1983 e 1984; curso de Gerência de Saúde, pela Fundação Getúlio Vargas (1999-2002). Em suas atividades médicas assistenciais, atuou na Superintendência de Serviços Médicos do Governo do Estado (Suseme), Rio de Janeiro, 1969-1970; médico intensivista pediátrico, Unidade de Terapia Intensiva do Primeiro Hospital Distrital de Brasília (1971-1974), cirurgião-pediatra, Unidade de Cirurgia Pediátrica do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base (1974-1977) e Hospital Regional da Asa Sul, atual Hospital Materno Infantil (1977-1995); cirurgião-pediatra do Hospital das Forças Armadas (1974-1999). Em seu empenho por melhorias no âmbito hospitalar, foi membro da Comissão de Infecção Hospitalar, Hospital das Forças Armadas, 1883-1987; membro da Comissão de infecção Hospitalar, Hospital Brasília DF, 1987-1999; Coordenador do Núcleo de Qualidade Hospitalar, Hospital das Forças Armadas, 1999-2000; administrador, Hospital Regional da Asa Sul, 1995-1997; diretor de Planejamento, Hospital Materno Infantil, 1998-1999; médico fiscal do Conselho Regional de Medicina do DF, 2001-2004; Diretor de Planejamento da Associação Médica de Brasília, DF, 2002-2005. Dentre suas atuações na área de ensino, foi professor assistente, curso de Medicina, Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac-Uniplac), atual Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), DF, 2009-2015. Fez a palestra Terapia Intensiva Pediátrica, em evento científico do Centro de Estudos HEJ, Rio de Janeiro, 1973. Frutos de suas pesquisas em cirurgia pediátrica, apresentou em eventos científicos as conferências: Dilatações Ureterais na Infância, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, 1970; Apendicite Aguda com Peritonite Sem Drenagem Peritoneal, III Simpósio de Cirurgia Pediátrica, São Paulo, 1974; Atrofia Congênita de Testículo, VIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, Florianópolis-SC, 1980. 100

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Dentre seus artigos publicados, destaca: Hipospádia em Meninos, Folha Médica, 1970; Conduta do Pediatra na Sala de Parto Diante das Malformações Congênitas, Temas de Pediatria, n. 5, Nestlé Nutrition Institute, 1977. Foi colaborador na elaboração de capítulos dos livros: Controle Clínico em Cirurgia Pediátrica, in: Hélio Barbosa. Controle Clínico do Paciente Cirúrgico, 1992; Condições Cirúrgicas no Recém-Nascido, in: Antônio José Duarte Jácomo, Assistência ao Recém-Nascido: Normas e Rotinas. Também foi colaborador na elaboração dos livros publicados: Manual de Controle de Infecção Hospitalar no Distrito Federal, 1984; Prontuário Médico do Paciente, Conselho Regional de Medicina do DF, 2006. Participou como membro de diversas bancas examinadoras nos concursos públicos para cirurgia pediátrica do Hospital Regional da Asa Sul (atual Hospital Materno Infantil) Distrito Federal, em 1979, 1982 e 1984. Em razão de seus esforços no desempenho profissional, recebeu as homenagens: certificado de bons serviços prestados durante dez anos de atividades no Hospital das Forças Armadas; elogios registrados em boletins internos de clínicas cirúrgicas do Hospital das Forças Armadas; diploma de Mérito Ético Profissional por cinquenta anos de exercício profissional sem sanção ética, conferido pelo CRM-DF, 2018; prêmio Sérgio Arouca por gestão participativa, Ministério da Saúde; prêmio Hospital Amigo da Criança, em nome do Unicef (Fundo das Nações Unidas Para as Crianças). Relata como realizações especiais no exercício profissional: participação efetiva como administrador na transformação do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) em Hospital Materno Infantil (HMIB). Assinala que foi o primeiro dentre os muitos universitários que existem na família. Observa que, quando aspirava o título de especialista, o patrono Roberto Vilhena de Moraes era o Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. ***

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CADEIRA 38

DR. ARMANDO JOSÉ CHINA BEZERRA Nasceu em 31 de julho de 1945, em Natal-RN. É filho de José Pedro Bezerra e Leda China Bezerra. Graduou-se em 1971 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em Londres, estagiou no serviço de Cirurgia Pediátrica do The Hospital for Sick Children (1975-1976) e, no Departamento de Anatomia do Guy's Hospital Medical School (1976). Foi pesquisador visitante associado no Departamento de Anatomia do Medical College of Ohio (1983), em Toledo, nos Estados Unidos da América. Fez três anos de residência médica em cirurgia pediátrica no Primeiro Hospital Distrital de Brasília (1972-1974). Obteve assim o título de especialista em cirurgia pediátrica. Concluiu seu mestrado (1982) e doutorado (1985) em anatomia, na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Foi cirurgião pediatra da Fundação Hospitalar do DF (1975-1977), atuou no Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base. Durante aproximadamente vinte anos (19771996) foi docente de Morfologia na Universidade de Brasília, onde foi Vice-Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde (1985), assessor do Reitor (1989), decano de Assuntos Comunitários (1992) e Diretor Adjunto de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília, HUB (1994-1996). Desde 1996, é docente na Universidade Católica de Brasília. Dentre suas pesquisas, destaca a de sua tese de mestrado, intitulada Contribuição Para o Conhecimento das Pontes de Miocárdio, 1982. Esta pesquisa foi referência bibliográfica em vários trabalhos, dentre os quais Myocardial Bridges: Morphological and Functional Aspects, Brit. Heart J., 1991, e Distribution and Composition of Glycosaminoglycans in the Left Human Coronary Arterial Branches Under Myocardial Bridge, Atherosclerosis, 1999. Os dados da pesquisa levaram seu autor a publicar os artigos: Bridges of Myocardium Over Branches of the Coronary Arteries in Camelus Dromedarius, Archivos Italianos de Anatomia e Embriologia, 1985; Incidence and Clinical Significance of Bridges of Myocardium Over the Coronary Arteries and Their Branches, Surgical Radiological Anatomy, 1987, e Myocardial Bridges Over the Right Coronary Artery in Man, Surgical Radiological Anatomy, 1989. Destaca também a pesquisa realizada no Medical College of Ohio sobre valva atrioventricular esquerda. Orientado pelo anatomista Liberato Di Dio, esse trabalho fundamentou sua tese de doutorado intitulada Aspectos Anatômicos dos Folhetos Comissurais da Cúspide Posterior da Valva Atrioventricular Esquerda (1985). Os dados obtidos levaram seu autor a publicar os artigos: Dimensions of 102

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the Left Atrioventricular Valve and its Portions in Normal Human Hearts, Cardiosciences, 1992, e Variations of the Area and Shape of the Left Atrioventricular Valve and Its Cusps and Leaflets in Human Hearts, Surgical Radiologic Anatomy, 1994. Participou, dentre outras, das bancas examinadoras de dissertação de mestrado de Renata A. Burgos, Universidade Católica de Brasília, UCB, 2010; de Aila Davis F. P. Vieira, UCB, 2016. Participou das bancas examinadoras de teses de doutorado de Roberta L. V. Bezerra, Universidade de Brasília, UnB, 2002; de Gustavo de A. Carvalho, UnB, 2003; de Evandro C. V. Osterne, Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis, Belo Horizonte-MG, 2003; de Johnny Wesley G. Martins, UnB, 2005; de Osvaldo S. Netto, Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis, Belo Horizonte-MG, 2011. Foi orientador das dissertações de mestrado de Ledismar J. da Silva, 2006; Parizza R. de Leu Sampaio, 2006; Múcio J. Porto, 2008; de Fernando Alcides F. Sampaio, 2008. Quanto a consultorias, destaca ter sido consultor ad hoc do CNPq, de 1986 até 1997. Dentre suas palestras e conferências proferidas, elenca: conferência de abertura da Exposição de Anatomia do IX Congresso Peruano de Ciências Morfológicas, em Trujillo (Peru), 1990; conferência magna de abertura do VII Congresso Luso-Brasileiro de Anatomia, Porto, Portugal, 1991; conferência no X Congresso Panamericano de Anatomia em Costa Rica, 1992; no XIV Federative International Congress of Anatomy, Lisboa, Portugal, 1994; no XV Congresso Chileno de Anatomia, Temuco, Chile, 1994; no XI Congresso Panamericano de Anatomia, Merida, Venezuela, 1995; conferência de abertura do XXXIII Congresso Brasileiro de Pediatria, em Olinda-PE, 2006; no Ciclo de Conferências em Infectologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Portugal, 2009. No que concerne à participação em comissões, foi membro eleito do Conselho Regional de Medicina do DF durante os períodos de 1999 até 2003 e de 2003 até 2008. Foi também membro do Conselho Editorial da Revista da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (1988-1993), do Conselho Científico da Revista Brasileira de Ciências Morfológicas (1992-1998), do corpo editorial da Revista Brasileira de Ciências e Movimento (2003-2004), da Editora Universa-UCB (2005-2007). É autor, dentre outros, dos livros: Admirável Mundo Médico, Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), edições 2002, 2003 e 2006; As Belas Artes da Medicina, CRM-DF, edições 2003 e 2006, e Medicando com Arte, CRM-DF, 2006. É autor de capítulos nos livros: Anestesiologia Pediátrica: dos Fundamentos à Prática Clínica, Revinter, 1996; Tratado de Anatomia Aplicada, Editora Pólus, 1998; Anatomia Cirúrgica, Guanabara Koogan, 1999, Seara de Asclépio, Editora UFG, 2013. Traduziu os livros: Functional Anatomy of the Newborn, Panamericana, 1988, e Anatomia Humana, Panamericana, 1993. Acadêmicos Titulares

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Entre seus artigos publicados, elenca: Yanomami Indians and the Anatomical Terms in Their Language, Revista Chilena de Anatomia, 1993; Anatomical Relationship Between Vertebral Arteries and Cervical Vertebrae: a Computerized Tomography Study, International Journal of Morphology, 2003; Effects of Power Training on Muscle Thickness of Older Man, International Journal of Sports Medicine, 2009, e Sexuality of the Elder Individual Presented on Paintings, Revista Kairós, 2013. Recebeu o Brasília Top Premium, outorgado pelo Hospital Brasília, 2005. Foi homenageado pelo Sindicato dos Médicos do DF quando recebeu, em 2007, o prêmio SindMédico Destaque Medicina Acadêmica e, em 2015, o X prêmio SindMédico categoria medicina acadêmica. Recebeu do Conselho Federal de Medicina a Comenda Moacyr Scliar de Medicina, Literatura e Arte (2012) e, o prêmio Associação Brasileira de Educação Médica (2016). Foi agraciado com algumas placas por ocasião de solenidades de formatura como paraninfo, patrono e professor homenageado. Quanto a realizações especiais, enfatiza ter sido Presidente dos Congressos Brasileiro e Luso-Brasileiro de Anatomia (1988) e Presidente da Sociedade Brasileira de Anatomia (1990-1994). Como realizações profissionais registra ter contribuído para a implantação do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília e ter sido seu primeiro diretor (2001). Em medicina assistencial, cita como o caso que mais o impressionou o de uma criança de que cuidou como médico residente em cirurgia pediátrica. Era portador de uma grande extrofia de bexiga. Dentre os fatores que o incentivaram a ser médico cita o fato de quando criança frequentar ocasionalmente o gabinete do seu pai na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, onde ele como médico sanitarista ocupava uma diretoria. Ouvir conversas sobre medidas para prevenir doenças muito o empolgaram. Diz sentir-se abençoado por Deus e feliz pelo fato de ter nascido em uma família com alguns médicos, ou seja, seu saudoso pai, José Pedro Bezerra, seu avô Armando Nogueira China e seu bisavô Antonio China. São também médicos sua esposa Vera Lúcia Bezerra, pediatra, seu filho Alexandre Bezerra, radiologista, e sua filha Ana Cristina Bezerra, endocrinologista pediatra. E os netinhos? O futuro a Deus pertence... ***

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DR. GERALDO MAGELA VIEIRA Nasceu em 17 de junho de 1964, no Rio de Janeiro - RJ. Filho de José Tomaz Vilela Vieira e Ana Silveira de Almeida Vieira. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasilia, UnB, em 1987. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasilia, UnB, em 1987. Fez residência médica em oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, tendo obtido o título de especialista em 1995, renovado pela Associação Médica Brasileira em 2017. Suas especializações são em glaucoma e cirurgia de catarata. Fez nestrado pela Faculdade de Ciências da Saúde, UnB (2000) e doutorado pela Faculdade de Ciências da Saúde, UnB (2008). Fez cursos de aperfeiçoamento no Hospital das Forças Armadas (HFA) e no Hospital de Base do Distrito Federal. Estagiou na Unidade de Oftalmologia do Hospital de Base de Brasilia (1987-1991). Estagiou no The New York Eye and Ear Infirmary, como visiting felow e nove meses como research fellow. Como especialista, trabalhou no Hospital da Força Aérea de Brasília, no Hospital Regional de Sobradinho e nas clínicas privadas Sociedade Oftalmológica, Hospital de Olhos Santa Lúcia e Olhos Centro Oftalmológico. Atuou como professor titular da Cadeira de Oftalmologia da Faculdade Integrada do Planalto Central (Faciplac), de 2006 até 2016. Apresentou diversas palestras em congressos nacionais e internacionais. Quanto às atividades paraprofissionais, foi membro da Comissão de Defesa Profissional e de Prevenção da Cegueira do Conselho Brasileiro de Oftalmologia; foi Presidente da Sociedade Brasiliense de Oftalmologia da Sociedade Centro-Oeste de Oftalmologia. É membro da American Academy of Ophthalmology (EUA), da Sociedade Brasileira de Glaucoma, da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Refrativa e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Tem atuado como revisor de artigos para o Journal of Glaucoma e Archives of Ophthalmology. Dentre artigos publicados, constam: Intraocular Pressure Variation During Weight Lifting, Arch Ophthalmol, 2006; Early Diagnosis of Exfoliation Syndrome in the Offspring of Affected Patients, Acta Ophthalmologia Scandinavica, 2006; Um Mês em um Pronto-Socorro de Oftalmologia em Brasília, Arquivo Brasileiro Oftalmológico, 2007; Urrets-Zavalia Syndrome After Diode Laser Transscleral Cyclophotocoagulation, Journal of Glaucoma, 2017. Dentre as homenagens recebidas, cita o título de Cidadão Honorário do Municipio de São Félix do Araguaia-MT e a Menção Honrosa da Câmara Legislativa do DF (2018), em razão de ter organizado Acadêmicos Titulares

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e coordenado ações de saúde na Região de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso. Foram cinco expedições ao longo de vários anos para realização de atendimento clínico e cirurgias oftálmicas na comunidade civil e indígena (tribo Karajás) da região, incluindo-se cirurgias de catarata com facoemulsificação, fato inovador e inédito no Brasil, naquela época. Considera sua melhor realização profissional a fundação da sua clínica oftalmológica, Olhos Centro Oftalmológico, em atividade há doze anos. Quanto ao caso que mais o impressionou entre seus doentes, lembra-se dos casos de doentes com Aids, no auge da epidemia, que procuravam o pronto-socorro do Hospital de Base com queixa de baixa súbita e profunda na acuidade visual. Quase todos eram muito jovens. Quando examinava o fundo de olho observava retinite grave, típica de citomegalovírus, que era praticamente patognomônica dos estádios avançados da doença. Esses pacientes perderam ou viriam a perder por completo a visão nos dois olhos em questão de poucos dias e sabia que a eclosão desse quadro estava sempre associada a curta sobrevida. À época, não havia tratamentos eficazes. O que mais o incentivou a ser médico foi a influência positiva do seu pai, também médico, somada à sua decisão pessoal baseada na maneira de encarar a vida, pensando em se dedicar à atividade médica por de fato muito gostar desta. Dentre os médicos de sua família cita o pai, José Tomaz Vilela Vieira, ginecologista e obstetra, formado na Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro (in memoriam), seus dois irmãos, Cesar de Almeida Vieira, formado pela Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, e José Reinaldo Vieira, formado pela Universidade de Brasília, (UnB). Também relaciona dois sobrinhos médicos formados pela UnB, e um pela Fepecs. ***

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DR. RONALDO MENDES DE OLIVEIRA CASTRO Nasceu em 14 de setembro de 1932, no Rio de Janeiro-RJ, filho de Jorge Mendes de Oliveira Castro e Cecília Fernandes Figueira de Oliveira Castro. Graduou-se pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1959. Fez curso de pós-graduação em medicina interna, Hospital dos Servidores do Estado (Ipase), Rio de Janeiro, 1960 e 1961; cursos de especialização em psiquiatria na Escola Profissional de Psiquiatria da Universidade de Madri, Espanha, 1967 e 1968, e na Clínica Psiquiátrica Universitária de Bel-Air, Universidade de Genebra, Suíça, 1968 e 1969. Especializou-se em psicanálise no Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Sede-Brasília, de 1970 até 1975. Como atividades profissionais, trabalhou como médico do Hospital dos Servidores do Estado (Ipase) Rio de Janeiro-RJ, de 1960 até 1962; médico do Primeiro Hospital Distrital de Brasília (1.o HDB) de 1962 até 1970; médico do Banco do Brasil, em Brasília, de 1962 até 1992. Quanto a cargos de direção, exerceu chefia, no 1.º HDB, da Divisão Médica em 1964; da Unidade de Clínica Médica em 1965; da Unidade de Psiquiatria em 1970. Quanto à sua participação em sociedades científicas, listam-se: membro titular e didata da Sociedade de Psicanálise de Brasília; membro efetivo e didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise e membro efetivo da International Psychoanalytical Association. Dentre suas apresentações em eventos profissionais, expôs a conferência O Desenvolvimento Emocional da Criança, na I Jornada de Psicologia de Brasília (1974); ministrou a aula inaugural para médicos residentes de psiquiatria, da Unidade de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal, em 2002, sob o tema Breves Considerações Sobre o Funcionamento Mental e apresentou, no XXII Congresso Brasileiro de Psicanálise, no Rio de Janeiro, o trabalho Mente Refém do Corpo: Reflexões Sobre Compulsão e Adição, em 2009. Publicou como autor ou coautor os artigos: Psiquismo e Robotização, na revista Alter, 1976; Linhas Teóricas e Ideologia da Formação, na Rev. Bras. de Psicanálise, 1995; Uso e Abuso da Transferência, apresentado no XX Congresso Brasileiro de Psicanálise em Brasília, 2005, publicado na Rev. Brasileira de Psicanálise; Compulsão: Distúrbios Alimentares Drogadição, publicado em Fronteiras em Psicanálise, Ed. ExLibris, 2009. Acadêmicos Titulares

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Quanto a uma realização profissional marcante em sua vida, reporta-se ao momento em que introduziu em Brasília (1962), no antigo Primeiro Hospital Distrital de Brasília, hoje, Instituto Hospital de Base, o uso da diálise peritoneal, procedimento que praticara no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado (Ipase), Serviço de Nefrologia, chefiado pelo Prof. Jayme Landman Esse fato relevante está relacionado ao caso que mais o impressionou entre seus doentes. Certa vez, “solicitado a examinar uma paciente internada em hospital particular, que, após o procedimento cirúrgico complementar a um abortamento espontâneo, entrou em coma. Internei-a no Hospital e constatei tratar-se de hepatite e consequente coma hepático. Depois de utilizar todos os recursos médicos da época, sem resultado, resolvemos experimentalmente utilizar, como último recurso, a diálise peritoneal. A solução de diálise não existia em Brasília e era enviada por via aérea do Rio de Janeiro, pelo Prof. Landman. Alguns dias depois do uso da infusão peritoneal, para alegria e surpresa de todos e da família da paciente, esta despertou do coma e recuperou-se progressivamente”. O que mais o incentivou a ser médico acredita ter sido o fato de seu avô materno, Prof. Antônio Fernandes Figueira, ter sido pediatra e um dos pioneiros da especialidade no Brasil. ***

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CADEIRA 41

DR. FLORÊNCIO FIGUEIREDO CAVALCANTI NETO Nasceu em 29 de março de 1956, em Goiânia-GO. Filho de Luzia Cavalcante de Paula e Pedro Xavier de Paula. Graduação em Medicina pela Universidade de Brasília em 1980; especialista (residência médica) em anatomia patológica; mestrado em farmacologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1984); doutorado em patologia pela FMRP-UPS, São Paulo (1987); pós-doutorados pela Duke Medical Center, USA, e World Health Organization, Suíça, professor livre-docente em Patologia pela FMRP-USP. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em anatomia patológica e imunopatologia exercida em hospitais universitários das Universidades Federal de Uberlândia, FMRP-USP, FM-UnB. Em suas atividades de docência, foi professor de Patologia da Faculdade de Medicina da UnB (1998), onde fez carreira e concurso para professor titular em 2013 e se aposentou em 2018. Atualmente é professor concursado da Faculdade de Saúde e Medicina da Universidade Católica de Brasília. Destaca atuação em vários programas de pós-graduação das Faculdades de Medicina de Ribeirão Preto-USP, da UnB e da UCB; professor titular, Universidade de Brasília, 2013-2018. Pesquisas realizadas: Infecção Experimental de Coelhos com Trypanosoma Cruzi: Aspectos de Parasitologia, Imunologia e Patologia, dissertação de mestrado. Contribuição ao Estudo da Resposta Inflamatória Induzida Pelo Paracoccidioides Brasiliensis em Camundongos Balb/C: Participação de Constituintes Iiolados da Parede Celular do Fungo, tese de doutorado; Conjunto de Disciplinas de Patologia Sistêmica, pós-doutorado (1997). Dentre seus projetos de pesquisa concluídos, constam: Imunotranscriptoma de Células Dendríticas Infectadas por L. Chagasi ou P. Brasiliensis, Identificação de Potenciais Alvos Moduladores da Resposta do Hospedeiro Induzida por Receptores de Reconhecimento Padrão, FAP-DF, 2010-2016; Utilização de Formulações Nanoestruturadas Contendo Antifúngicos Convencionais e Imunomoduladores Para o Tratamento de Micoses Pulmonares e Cutâneas, FAP-DF, 2009-2010; Associação da Imunoterapia com DNA-HSP65 e Anfotericina B Nanoencapsulada no Tratamento de Doenças Fúngicas, CNPq, 2008-2009. Artigos apresentados, dentre muitos outros, em congressos: Fenômeno de Lúcio: Relato de Caso, XI Congresso da Associação Brasileira de Hansenologia e do IV Congresso do Colégio de Hansenologia dos Países Endêmicos, 1997, Foz do Iguaçu, Paraná; Fenômeno de Lúcio e Pentoxifilina, XI Congresso da Associação Brasileira de Hansenologia e do IV Congresso do Colégio de Hansenologia dos Países Endêmicos, Foz do Iguaçu, Paraná, 1997; Detecção de micrometástases através de métodos de Acadêmicos Titulares

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imuno-histoquímica, XXI Congresso Brasileiro de Patologia, Brasília, DF, 1997; Eventos da reação inflamatória induzidas por esmalte e dentina, XXI Congresso Brasileiro de Patologia, Brasília, DF, 1997. Artigos publicados com outros autores, dentre muitos existentes: Tumour Necrosis Factor Production in Vivo and in Vitro in Response to Paracoccidioides Brasiliensis and the Cell Wall Fractions Thereof, Clinical and Experimental Immunology, 1993; Comparison of Free and Pedicle Conjuctival Grafts on the Repair of Keratoplasties: Experimental Study with Dogs (Canis familiaris - Linnaeus, 1758), Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 1996; Oral Lichen Planus and Malignant Transformation: the Role of p.16, ki-67, BUB3 and SOX4 in Assessing Such Precancerous Potential: Experimental and Therapeutic Medicine (online), 2017; The Nitroxyl Donor Angeli’s Salt Ameliorates Staphylococcus Aureus-Induced Septic Arthritis in Mice, Free Radical Biology and Medicine, 2017; Interleukin-33 Receptor (ST2) Deficiency Improves the Outcome of Staphylococcus Aureus-Induced Septic Arthritis, Frontiers in Immunology, 2018. Capítulo de livro: Alterações Imunológicas na Obstrução Biliar Extra-Hepática. In: O. Castro Silva; C. A. Cruz; F. Figueiredo (organizador). Modelos Experimentais de Pesquisa de Cirurgia, 1998. Além das atividades de ensino de graduação e pós-graduação, participou de várias atividades administrativas nas instituições em que atuou, destacando-se a direção do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília e Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal como Secretário Adjunto e Secretário de Saúde. Acadêmico titular da Academia de Medicina de Brasília, 2019. Participações mais recentes em bancas de avaliação: Sandoval Felicíssimo Diniz, Influência do Diabetes melittus no Processo de Reparação de Fraturas: Estudo Experimental em Ratos, dissertação de mestrado em ciências médicas, Universidade de Brasília, 2007; José Eduardo Trevizoli, Hepatite C em Paciente Portador de Insuficiência Renal Crônica em Hemodiálise: Aspectos Histológicos, Bioquímicos e Virológicos, tese de doutorado em patologia molecular, Universidade de Brasília, 2008; Márcio Sousa Jerônimo, Efeitos da L-Arginina na Cicatrização de Feridas Operatórias de Camundongos Imunossuprimidos, Obesos e Diabéticos, dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular, Universidade de Brasília, 2010; Salete da Silva Rios, Estudo da Instabilidade de Microssatélites no Pólipo Endometrial Uterino, tese de doutorado em patologia molecular, Universidade de Brasília, 2010. Dentre funções e cargos hierárquicos, destacam-se: Diretor Técnico do hospital da Universidade Católica de Brasília, 1999-2007; Diretor Clínico do Hospital da Universidade Católica de Brasília; Diretor e administrador da Faculdade de Medicina, UnB, desde 2013; Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa, Faculdade de Medicina, UnB, desde 2013; membro do Conselho do Corpo Docente, UnB, desde 2002. Considera sua melhor realização profissional dedicar-se ao ensino em cursos de medicina. O caso que mais o impressinou entre seus doentes foi o diagnóstico de um linfoma intravascular. Em sua família, relata ter um filho médico. *** 110

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CADEIRA 42

DRA. FRANCILEIDE PAES DA SILVA Nasceu em 27 de agosto de 1947, em Itabaiana, Paraíba. Filha de Francisco Paes da Silva e Maria das Dores Silva. Formada em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba em 1975 e em medicina do trabalho pela UPIS, Faculdades Integradas de Brasília (1976-1977); residência médica em cirurgia geral, pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal (1976-1977); estágio na Universitätsklinikum Mannheim, Alemanha (2000); mestrado pela Fundação Oswaldo Cruz (2002); especialização em cirurgia geral e em medicina do trabalho. Exerceu suas atividades médicas profissionais na Fundação Hospitalar do DF (1978-2002); no Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (1978); nas instituições Policia Militar do Distrito Federal (1979) e Secretaria de Administração do Governo do Distrito Federal (1981-1993). Galgou, em graus de hierarquia, as funções e cargos de Chefe do Serviço de Perícia Médica do Governo do Distrito Federal (1978-1993); chefe das clínicas Cirúrgicas do Hospital Regional da Asa Norte, HRAN (1984-1985); Diretora da divisão de recursos médicos assistências do HRAN (1983-1987). Preceptora de ensino do Ministério de Educação e Cultura na área de cirurgia geral, HRAN (19821984); Coordenadora do programa de residência médica em cirurgia geral do HRAN (1996-1998); preceptora do programa de residência médica em cirurgia do Hospital Regional da Asa Norte, HRAN (1986-2002). Pesquisa mais relevante: Estudo dos Efeitos do Choque Hemorrágico na Microcirculação. Participação de bancas examinadoras em cirurgia geral pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal nos anos 1984-1985, 1993-1994 e 2001. Por seu desempenho profissional recebeu título de Cidadã Abadianense, Abadiânia-GO; em 1984, recebeu elogio oficial da direção do Hospital de Sobradinho e da direção do Hospital Regional da Asa Norte; outorga de placas de homenagem pela residência em cirurgia geral do Hospital Regional da Asa Norte em 1999 e 2000; homenagem pela direção do Hospital Regional da Asa Norte por proficiência em suas atividades além de ter sido a primeira chefe da Unidade de Cirurgia Geral com início da gestão em 1994; homenageada por suas contribuições à criação e à manutenção da Unidade de Queimados do HRAN quando da comemoração dos trinta anos de existência daquela Unidade (2018). Considera suas melhores realizações profissionais a criação da Unidade de Queimados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), a criação do Internato no Hospital Regional de Sobradinho e sua participação na criação da residência médica em cirurgia geral no HRAN. Acadêmicos Titulares

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Declara como evento especial em sua vida profissional que, em todos os anos selecionava e dedicava mais tempo e maiores cuidados aos pacientes mais complicados, que exigiam muito de seus conhecimentos e de sua dedicação. Afirma ter sido a própria determinação o que mais a incentivou a ser médica. ***

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CADEIRA 43

DR. FRANCISCO DIOGO RIOS MENDES Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia, 19831988. Pós-Graduado com especialização em cirurgia geral por meio de residência médica, Hospital Regional da Asa Sul, 1990-1991; especialização em Urologia, por residência médica, Hospital de Base do DF, 1992-1994; aplicou-se à extensão universitária em estágio na Unidade de Transplante Renal, Universidade de São Paulo, USP, 1995; mestrado em ciências da saúde pela Universidade de Brasília, UnB, 1999; Curso Superior Internacional em Coordenação de Transplantes, Universidade de Barcelona, Espanha, 2000; MBA Master, Gestion en Trasplante de Organos y Tejidos, Universidade Autonoma de Barcelona, Espanha. 2001; doutorado em medicina e cirurgia pela Universidade de Barcelona, 2001; Curso Superior de Transplantes, Universidade Aberta de Catalunha, Espanha, 2001. Em atividades profissionais de assistência, atua no Instituto Hospital de Base do DF como urologista no ambulatório de urologia e transplante renal desde 1994; cirurgião robótico com atuação em oncologia urológica e uroginecologia; médico da Unidade de Terapia Intensiva, Hospital Santa Luzia, 1989-1996; médico assistente urologista, Hospital Universitário de Brasília, UnB, 1994-1998; Coordenador do ambulatório de urologia e transplante renal, doador vivo ou cadáver, Unidade de Urologia, Instituto Hospital de Base, Secretaria de Estado de Saúde do DF. No sistema suplementar de saúde, exerce a coordenação de urologia do Hospital Santa Luzia em Brasília. Em atividades de ensino médico, é professor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), onde ensina Urologia, Andrologia, Saúde do Homem, Transplantes e Uro-Oncologia; participou como coorientador do programa de pós-graduação, Ministério do Interior, ESCS, Unesp, em Botucatu-SP; professor colaborador, disciplinas Clínica Cirúgica e Técnica Operatória, Universidade de Brasília, UnB, 1995-1998. Foi coorientador de Allan Eurípides Rezende Napoli, dissertação de mestrado intitulada: Perfil Epidemiológico da Tuberculose Urogenital no Distrito Federal, em Nove Anos, 2001 a 2009, Escola Superior de Ciências da Saúde, 2011. Em participação de eventos científicos, destacam-se as palestras: Protocolo Piloto para Tratamento de Infecções Genitais Pelo Papilomavírus Humano, no HBDF; Complicações Clínicocirúrgicas em 225 Transplantes Renais: Experiência de doze anos no HBDF, XXV Congresso Brasileiro de Urologia, 1995. Dentre seus artigos científicos publicados, destacam-se: Eficácia da Nifedipina no Tratamento da Hipertensão Arterial do Idoso: Estudo Duplo-Cego, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 1987; Estudio de Viabilidad en el Transplante Experimental en Cerdo con Donante en Asistolia: Valoración Acadêmicos Titulares

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de la Carga Energética Celular y del Flujo de la Arterial Renal, Actas Urológicas Españolas, 1999; Increased TGF-Beta Expression in an Experimental Model of Ischemia-Reperfusion in Pig Kidney Transplants, The Journal of Urology, 2001; Strategies to Enhance Organ Viability in a Non-Heart-Beating Donor Extracorporeal Recirculation Transplant Model in Pigs, Transplant Proc., 2003. No âmbito de pesquisas, desenvolve projetos de investigações em linhas relacionadas a urologia, transplantes, saúde do homem, saúde suplementar e empreendedorismo no ensino médico; dissertação de mestrado: Avaliar a Técnica Extravesical Modificada de Anastomose Ureterovesical com Sutura Continua e Com Pontos Separados; tese de doutorado: Expresión del Transforming Growth Factor B1 en el Síndrome de Isquemia-Reperfusión en un Modelo de Transplante Renal a Corazón Parado en el Cerdo. Como atividades paraprofissionais, é Diretor de Saúde Suplementar do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico-DF); Diretor de Comunicação da Associação Médica de Brasília (AMBr). Participação em bancas examinadoras nos concursos para médico residentes, Fundação Hospitalar do Distrito Federal, 1997. ***

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ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA

ACADÊMICOS EMÉRITOS E COPATRONOS


ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 1

DR. ANTONIO MARCIO JUNQUEIRA LISBOA Nasceu em 6 de janeiro de 1927, em Leopoldina, Minas Gerais. Filho de Irineu Lisboa e Cinira Ribeiro Junqueira Lisboa. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1950. Estagiou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, em 1951, e no Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, em 1956. Fez curso de especialização na Cátedra de Pediatria da Faculdade Nacional de Medicina, Policlínica Geral do Rio de Janeiro, em 1956. No exterior, estagiou no Walter Reed Army Hospital, Washington, em 1954, e no Centre International de l´Enfance, Paris, 1976. Quanto às atividades profissionais, atuou como médico do Serviço de Saúde da Aeronáutica; pediatra da Maternidade e Policlínica Alexander Fleming e do Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro; pediatra da Fundação Hospitalar do Distrito Federal. No que concerne a posições hierárquicas, foi Chefe do Serviço de Pediatria da Maternidade e Policlínica Alexander Fleming, Rio de Janeiro; Vice-Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília; Diretor da Divisão de Pediatria da Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, Universidade de Brasília; Diretor do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos para a Saúde, Secretaria de Saúde do Distrito Federal; Diretor da Divisão de Saúde Materno Infantil do Ministério da Saúde; Chefe da Unidade de Pediatria do Hospital Regional de Taguatinga. Em atividades de docência, atuou como professor titular de Pediatria da Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, quando foi Chefe do Departamento de Medicina Geral e Comunitária; Coordenador dos cursos de Medicina Integral da Criança e de Assistência Materno Infantil e, nesse encargo, planejou e implantou as atividades de assistência, docência e pesquisa em pediatria. Registre-se ter criado e implantado a disciplina de Neonatologia no currículo de medicina, na Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, UnB, em 1968. Dentre suas pesquisas mais relevantes, listam-se: Síndrome de Angústia Respiratória Idiopática do Recém-Nascido, Hospital dos Servidores do Estado, 1964; Benefícios da Internação Conjunta Mãe e Filho em Enfermarias de Pediatria, Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, publicado na Revista Courrier, Paris, 1969, e incorporada ao Estatuto da Criança e do Adolescente, 1969; Ensino Holístico da Medicina, 2017. Registra ter sido Coordenador da residência médica do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, em 1962; Coordenador da Unidade de Pediatria do Hospital Regional de Taguatinga em 1980; do Hospital Universitário de Brasília, HUB, da UnB, em 1986. Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Participou de várias bancas examinadoras, dentre as quais cita: livre docência em Pediatria Neonatal, Prof. Benjamin Kopelman, Escola Paulista de Medicina, 1974; professor titular de Cirurgia Pediátrica, Prof. Ruy Archer, Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, 1988; professor titular de Pediatria, Prof. Antônio José Duarte Jácomo, Universidade de Brasília, em 1995. Dentre as consultorias prestadas, cita: Organização Pan-Americana da Saúde; Centre International de l’Enfance, Paris; Instituto Interamericano del Niño, Montevideo; Centro Latino-Americano de Perinatologia y Desarrollo Humano; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Programa de Saúde Materno Infantil do Ministério da Saúde; Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição; Associação Brasileira de Educação Médica. Registra que suas apresentações em evento científicos, como palestras e conferências, foram em número expressivo. Integrou as seguintes comissões: Comissão Nacional de Perinatologia, Ministério da Saúde; Comissão de Estudo da Problemática do Menor no Distrito Federal, Fundação do Serviço Social; Comissão Nacional de Residência Médica, Ministério da Educação; Comitê de Ensino e Residência Médica, Sociedade Brasileira de Pediatria; Comitê de Defesa dos Direitos da Criança, Sociedade Brasileira de Pediatria; Comissão de Ensino da Academia Brasileira de Pediatria. Dentre os Conselhos, integrou o Deliberativo da Fundação Hospitalar do Distrito Federal; da Associação Brasileira de Educação Médica; da Sociedade Brasileira de Pediatria; da Cruz Vermelha Brasileira; o Deliberativo da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Secretaria de Saúde do Distrito Federal; da Central de Medicamentos; da Legião Brasileira de Assistência; do Programa Nacional de Imunizações, Ministério da Saúde. Como membro de Academias, cita: Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina; membro da Academia Brasileira de Pediatria; membro fundador, Presidente, Acadêmico Emérito e Copatrono da Academia de Medicina de Brasília; membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Participou da elaboração dos seguintes documentos: Modelo de Programa de Residência em Pediatria, Córdoba, Argentina, 1972; Programa de Projeto Para Implantação do Alojamento Conjunto, Centro Latinoamericano de Perinatologia y Desarrollo Humano, Montevidéu, 1973; Elementos Básicos de um Programa de Residência Médica em Pediatria, Academia Americana de Pediatria e Centro Latinoamericano para Promoción de Programas de Residência em Pediatria, Lima, Peru, 1974; Residência Médica em Pediatria, Hospital Docente Assistencial, Faculdade de Ciências da Saúde, UnB, 1986; Atendimento ao Menor Infrator no Distrito Federal, presidente do grupo de trabalho que elaborou o documento, 1986; Recomendações Técnicas Para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite, Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição, 1986; Coordenador da equipe técnica que elaborou o Manual Sobre Atendimento Integrado à Saúde e Desenvolvimento da Criança, Ministério da Saúde, 1992; cartão da criança, membro da equipe técnica, Ministério da Saúde, 1992. 118

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Dentre os livros de sua autoria, listam-se: Temas de Neonatologia, Brasília, 1972; O Currículo Arco-Íris: Reflexões Sobre o Ensino Médico, Brasília, 1999; Seu Filho no Dia a Dia, 2003; A Primeira Infância e as Raízes da Violência, 2012; O Ensino da Pediatria na Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, 1914; Porque a Violência Continua Aumentando, 2013; O Ensino Holístico da Medicina, Conselho Federal de Medicina, 2015; Memórias de um Pediatra, 2016; As Políticas de Segurança Pública Estão Erradas, 2018. Em revistas científicas, publicou os artigos: Formação de Recursos Humanos Para o Atendimento à Saúde da Criança de 0 a 6 Anos, Rev. Bras. Cresc. Des. Hum., 1993; Bases Doutrinárias Para o Ensino da Pediatria, Comitê de Ensino da Sociedade Brasileira de Pediatria, Pediat., 1988; Sementes da Violência, revista Cultura e Saúde, 1997; Contribuição à Elaboração de Diretrizes para o Ensino da Pediatria no Curso de Graduação Tendo em Vista a Prática da Medicina Geral, Rev. Bras. Educ. Méd., Rio de Janeiro, 1991; Programa de Formação de Pediatras Especialistas, Jornal de Pediatria, 1993; As Raízes da Violência, Rev. Saúde Criança e Adolesc., 2011; Os Médicos do Século Passado e os Atuais, Revista Ética, 2011; Contribuição à História da Perinatologia, Brasília Médica, 2013. É membro das seguintes sociedades e associações: Associação Médica Brasileira, membro desde 1960; American Academy of Pediatrics, membro da Diretoria, Ramo Brasileiro em 1962; Associação Médica de Brasília, membro desde 1968; Sociedade de Pediatria de Brasília, fundador e presidente, (1968-1970); Associação Brasileira de Educação Médica, membro efetivo desde 1972; International Pediatric Association, de 1977 a 1978; Sociedad Latinoamericana de Perinatologia, fundador em 12 de outubro de 1982 e Presidente de 1984 a 1986; Sociedade Brasileira de Pediatria (Presidente 1989-1991); Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina, 1989, e o primeiro médico do Distrito Federal a pertencer à Academia de Medicina de Brasília, fundador, em 18 de outubro de 1989, e Presidente eleito (1989-1992). Integrou o corpo editorial das seguintes revistas médicas: Jornal de Pediatria (redator de 1960 a 1964, revisor em 1995; Médico Moderno, Conselho Consultivo, 1967; Brasília Médica redator e secretário, 1970, Comissão Científica de 1971 a 1973, Conselho de Redação de 1977 a 1978 e redator em 1983; Revista Brasileira de Educação Médica, Conselho Editorial, de 1990 a 2003; Acta Paediatrica Española, conselho editorial, 1990-2000; Revista de Saúde do Distrito Federal, Conselho Editorial de 1997 a 2006; Pediatria Moderna, 2006. Recebeu as seguintes homenagens e honrarias: Fundador e Presidente da Sociedade de Pediatria de Brasília, 1969; Fundador e Presidente da Sociedad Latinoamericana de Perinatologia, 1972; Presidente Honorário, Congresso Argentino de Perinatologia, 1985; diploma de Honra ao Mérito, recebido do Rotary Clube de Taguatinga, 1985; Presidente de Honra, 1.º Simpósio Brasil-Cuba de Pediatria, 1988; diploma de Honra ao Mérito, recebido do Ministério da Saúde, por ocasião do I Congresso Internacional de Bancos de Leite Humano, 2000; diploma de Honra ao Mérito, conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria ao seu ex-presidente (1988-1989) em 2000; homenageado como Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Destaque Médico do Ano 2000, pelo Hospital Anchieta, Distrito Federal, 2000; homenageado pelo Lions Club Omar Peres, na 1.a Festa Oficial do Leopoldinense Ausente, pessoas que, embora não mora em Leopoldina, continuam prestigiando o nome e os valores da cidade, Leopoldina, Minas Gerais, 2000; diploma do Mérito Ético Profissional, conferido pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, 2001; diploma Moção de Louvor, Câmara Legislativa do Distrito Federal, 2001; homenageado pelo Ministério da Saúde por sua atuação no incentivo à organização de Bancos de Leite, 2007; homenageado pela Federação Brasileira de Academias de Medicina com o diploma de Mérito Nacional Médico, 2007; Presidente Honorário eleito, Sociedade Pernambucana de Pediatria, Recife, 2011; diploma de Honra à Ética, Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais, 2011; Troféu Zilda Arns, Unimed-Recife, uma homenagem a personalidades que desenvolveram, em suas áreas, importantes trabalhos relacionados à criança e ao adolescente; Cidadão Honorário de Brasília; Membro Honorário da Associación Costaricense de Pediatria, da Sociedad de Pediatria del Peru, do Ramo Argentino da Academia Americana de Pediatria; Presidente Honorário da Sociedade Pernambucana de Pediatria; membro emérito da Sociedade Brasileira de Pediatria. Placas recebidas: placa de ouro, Programa de Aleitamento Materno do Estado do Paraná, 1982; placa de ouro, recebida no 25.º aniversário da Fundação do Serviço Social, Distrito Federal, 1987; placa de prata, recebida da Academia Nacional de Medicina, 1990; placa de ouro e prata, recebida da Sociedade Mineira de Pediatria, Belo Horizonte, 1991; placa de prata, recebida do Hospital Brasília, 1999; placa comemorativa, Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília em homenagem aos professores que trabalharam e contribuíram com sua competência e dedicação para a consolidação do ensino da Pediatria na Capital Federal, 1999; placa de prata, recebida do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, 2003; placa de prata, Associação Médica de Leopoldina-MG, 2011; placa de prata, Associação Brasileira de Educação Médica, Brasília, 2016. Medalhas recebidas: medalha da Ordem de Rio Branco no grau de oficial, recebida do Ministério das Relações Exteriores, 1988; medalha de ouro, Mérito Henrique Bandeira de Mello, recebida da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 1989; medalha de bronze, recebida no XIX Congresso Internacional de Pediatria, Paris, França, 1989; Comenda Presidente Carlos Luz, recebida do Sindicato Rural de Leopoldina, Minas Gerais; medalha do Mérito Legislativo, outorgada pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Elogios oficiais recebidos: do Hospital da Aeronáutica dos Afonsos; do Ministério da Aeronáutica; do Hospital Central da Aeronáutica; do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro; da Sociedade Brasileira de Pediatria; da Academia Nacional de Medicina; do Diretor do Hospital Regional da Asa Norte. Considera como realizações dignas de nota ter implantado, em 1961, no Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, e no País, a neonatologia como terceiro ano do programa de residência médica, ou seja, o primeiro programa de curso destinado à formação de neonatólogos; criou o pri120

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meiro centro de estudos perinatais do País na Maternidade e Policlínica Alexander Fleming, Rio de Janeiro, 1959; implantou o Programa Mãe Acompanhante na Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, da Universidade de Brasília e ainda o introduzido no Estatuto da Criança e Adolescente, 1970; introduziu, em 1968, no curso de Medicina da UnB, a disciplina Neonatologia, hoje presente em quase todas as grades curriculares das escolas médicas. Considera sua maior realização profissional ter implantado o ensino holístico da Pediatria Integral e Integrada, na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. Quanto ao caso que mais o impressionou, relata ter atendido milhares de crianças e que não conteve o choro diante de dois casos. Em certa ocasião, ao sair de um centro cirúrgico, foi informado que o bebê, cliente e filho de um casal de grandes amigos, tinha um tumor cerebral e havia sido operado, mas não iria sobreviver. Relata também que, em 1954, ele e um amigo cardiologista, haviam combinado atender, sem remuneração, crianças carentes com cardiopatias. Atendia em seu consultório no centro do Rio de Janeiro. Um dos clientes era o Joaquim, com dois anos, que tinha cardiopatia congênita cianótica, sem possibilidade de correção cirúrgica àquela época. Era Natal. A criança, fadada a falecer, era de família paupérrima. Chegou a seu consultório com um pequeno embrulho, um presente que lhe entregou com um sorriso. Era uma lata de goiabada! Dr. Lisboa correu para o banheiro e chorou de emoção. Joaquim veio a falecer pouco tempo depois! Com relação ao que mais o incentivou a ser médico relata que, ainda bem pequeno, quando lhe perguntavam o que queria ser quando crescesse, respondia: Qualquer coisa, menos ser médico! Seu pai, Dr. Irineu Lisboa, médico sanitarista, era o melhor pai do mundo, e sua mãe, D. Cinira, a melhor mãe do mundo! Costumava fazer seus brinquedos, em forma de artesanato infantil, no porão do então Posto de Higiene, chefiado por Dr. Irinieu. Aos dez anos, ele passou a auxiliar seu pai em seus atendimentos na Casa de Caridade. Sem nenhuma pressão em casa, passou a gostar do que fazia. Seu avô, Dr. Xavier Lisboa, e seu tio Dr. Gaspar Lisboa foram grandes médicos em Itajubá, Minas Gerais, estimados e homenageados pela população. A convivência com os três, durante muitos anos, conseguiu vencer seu pavor pela visão de sangue. Passou a amar a Medicina e, ainda muito mais, a Pediatria. Dr. Lisboa ocupa a cadeira 16 da Academia Brasileira de Pediatria. ***

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DR. ODÍLIO LUIZ DA SILVA Nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1929. Filho de Gaspar Luiz da Silva e Cândida Carvalho da Silva. Diplomou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. em 1952. Como bolsista do CNPq estagiou na Clínica de Ortopedia do Hospital Universitário Sahlgrenska, Universidade de Göteborg, Suécia, onde, no Chalmers Institutet, fez o curso Principles of Mechanics Applied to Physician, em 1966. Dentre suas atividades profissionais, declara ter atuado como ortopedista e traumatologista no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários; lotado no Hospital de Ipanema, Rio de Janeiro; no Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro; no Hospital Universitário de Brasília (1981-1995). Atuou também como consultor de Ortopedia e Traumatologia na 3.ª Cadeira de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, no Hospital Moncorvo Filho. Como atividades docentes destaca ter sido membro do corpo docente do Instituto de Pesquisas Cirúrgicas da Escola de Medicina e Cirurgia, no Hospital Gaffré-Guinle; Docente Livre da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1964); professor titular da Universidade de Brasília (1971-1995); professor Honorário da Faculdade de Medicina de Catanduva-SP. Participou em diversas comissões julgadoras de concursos públicos como o de Docência Livre de Clínica Ortopédica e Traumatológica da Faculdade de Medicina da UFRJ (1971); Comissão de Ortopedistas para o Hospital dos Servidores da União, Rio de Janeiro; Comissão de Ortopedista e Traumatologista da Fundação Hospitalar do DF (1975). Integrou as bancas de mestrado das Dras. Maria Gracinda dos Santos e Rosete de Carvalho; formou muitos especialistas em ortopedia quando foi Coordenador da residência médica em clínica ortopédica da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (1970-1980). Dentre esses especialistas, registra-se Dr. Ntumba Npenge, médico da República do Congo. Desempenhou várias atividades administrativas como Chefe do Departamento de Medicina Especializada da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília e Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (1983-1985). Foi Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (1965-1967); Vice-Presidente do XVII Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (1969); Conselheiro do CRM-DF (19982008); membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; membro fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão; membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. 122

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Autor do livro Semiologia do Aparelho Locomotor, Guanabara Koogan, 2003; autor de capítulos em livros, dentre os quais, Rejuvenescer da Terceira Idade, Editora UnB, 1994; Controle Clínico do Paciente Cirúrgico, Atheneu, 2009; Diagnóstico em Pediatria, Guanabara Koogan, 2009. Escreveu vários artigos para revistas científicas nacionais e internacionais, como Stress Trajectories in Patella: Study by Photoelastic Method, Acta Orthop Scand. 1970; Hüftbeobachtung, eine Vorläufige Diagnose, Extracta Orthopaedica, 1982; Observation Hip, Orth. Rheum Digest, 1982. Foi membro do Comite del Programa de Libros de Texto de la Organización Panamericana de la Salud para la Enseñanza de la Cirurgia, 1981, Organización Mundial de la Salud. Realizou várias conferências em eventos científicos como IX Congresso Brasileiro de Cirurgia; XVII Congresso da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; III Congresso Sul Americano de Medicina Desportiva; 55.º Curso Nestlé de Atualização em Pediatria. Dentre seus trabalhos apresentados em congressos, lista: Observações Ultraestruturais e Citoquímicas das Vesículas em Cartilagem Articular de Ratos Submetidos a Esforços Mecânicos, 28.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1976); O Calcar Femorale, VI Congresso Luso-Brasileiro de Anatomia (1988); Fibrodisplasia Ossificante Progressiva, II Congresso Brasileiro de Clínica Médica (1993). Recebeu homenagens por sua dedicação à medicina como o título de Membro Emérito da Academia de Medicina de Brasília (2008); Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Catanduva-SP (1999); Professor Emérito da Universidade de Brasília (2003). ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 3

DR. FRANCISCO PINHEIRO ROCHA Nasceu em 5 julho de 1929, em Uiraúna-PB. É filho de Abigail Rocha da Silva e Olinto Pinheiro da Silva. Graduou-se em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1955, tendo sido o orador da turma. Fez estágios, no Brasil, no Instituto Nacional do Câncer, Rio de Janeiro (1958-1960) e, no exterior, fez especialização em clínica cirúrgica com o Prof. Lortat-Jacob, na Universidade de Paris (1968-1969) e, curso de técnicas de cirurgia digestiva, no Amphithéâtre d’Anatomie des Hôspitaux, em Paris (1968). Sua residência médica foi realizada no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (1956-1958), tendo obtido o título de especialista em cirurgia geral. É também especialista em cancerologia e gastroenterologia. Exerceu atividades profissionais como médico requisitado para a Câmara dos Deputados (1960) e como cirurgião geral do Primeiro Hospital Distrital de Brasília (1960-1964). Ocupou as seguintes posições hierarquicas: Chefe da Unidade de Cirurgia Geral do Hospital de Base do DF; Secretário de Saúde do DF (1964-1967) e Presidente da Fundação Hospitalar do DF. Em área de docência, assumiu a posição de Presidente do Conselho Administrativo da Fepecs. Sua pesquisa mais relevante foi sobre transplante de fígado no DF. Como preceptoria relevante participou da formação de aproximadamente duzentos médicos residentes em cirurgia geral no Hospital de Base. Participou também de bancas examinadoras para médicos do Hospital de Base, em cirurgia geral e para o Hospital do Ipase, atual HUB, em cirurgia geral. Dentre as consultorias relevantes, foi consultor científico do Hospital de Base e, consultor de cirurgia geral no Hospital Sara Kubistchek. Em eventos profissionais, relatou palestras e conferências sobre câncer gástrico. Dentre suas atividades paraprofissionais mais relevantes, participou de comissão para reformulação da Faculdade de Medicina da UnB (1966); foi Fundador do Conselho Regional de Medicina do DF, da Sociedade de Gastroenterologia de Brasília, da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular Periférica de Brasília, da Academia de Medicina de Brasília e é membro da Associação Francesa de Cirurgiões. Recebeu homenagens diversas, como designação de seu nome para a Ala Francisco Pinheiro Rocha no Sindicato dos Médicos do DF (2011), Ordem do Mérito Médico, do Ministério da Saúde (1967); as medalhas do Mérito Tamandaré – Governo Federal - 1966, do Mérito Buriti (1974) – concedida pelo Governo do Distrito Federal, do Mérito Henrique Bandeira de Melo (1990) – concedida pelo Governo do Distrito Federal, de Officier de l´Ordre de Palmes Accadémiques (1996) – concedida pelo Ministério da Educação da França, de Grandes Médicos de Brasília (2016) – concedida pela 124

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Academia de Medicina de Brasília e, homenagem da primeira turma de médicos da Faculdade de Ciências e Saúde da UnB. É sócio benemérito da Associação Médica de Brasília e, membro titular da Associação Francesa de Cirurgiões desde 1986. Dentre suas realizações especiais, listam-se o convênio entre FHDF e UnB para utilização do Hospital de Sobradinho como Hospital Escola e a criação, por decreto-lei, do Código Sanitário do DF (1965). Considera sua melhor realização profissional ter atuado como Secretário de Saúde do DF. Afirma terem sidos os eventos que mais o impressionaram, entre seus doentes, os casos cirúrgicos no tratamento de câncer de estômago. Registra ter sido o que mais o incentivou a ser médico, desde criança, foi seu real interesse de ajudar o próximo. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 4

DR. JOÃO DA CRUZ CARVALHO (1930-2016)

Nasceu em 22 de novembro de 1930 em Madre de Deus, Minas Gerais. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais em 1956. Especializou-se em neurocirurgia e atuou como neurocirurgião no Hospital Vera Cruz, Belo Horizonte. Transferiu-se para o Primeiro Hospital Distrital de Brasília (1.º HDB) em 1964 e integrou-se à Unidade de Neurocirurgia. Atuou posteriormente no Hospital das Forças Armadas (HFA) e no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Foi Secretário de Saúde do Distrito Federal. Foi um dos membros fundadores da Academia de Medicina de Brasília, presente na primeira reunião destinada à criação da Academia em 18 de outubro de 1989. Entre as homenagens que lhe foram conferidas, constam a placa de ouro de gratidão dos médicos residentes e estagiários da Unidade de Neurocirurgia do 1.º HDB em 1970; medalha de prata do Hospital das Forças Armadas (HFA); medalha do Conselho Federal de Medicina (CFM) em 1984; placa de prata outorgada pelos médicos residentes da Unidade de Neurologia do 1.º HDB em 1992; medalha Juscelino Kubitschek; medalha de ouro da presidência do VIII Encontro Regional de Neurocirurgiões do Brasil Central, Uberaba-MG, 1997. Faleceu em 29 de outubro de 2016. Em homenagem prestada por seus pares, consta em placa de ouro, conferida pela Diretoria Executiva da Fundação Hospitalar do Distrito Federal em 1988: O título que V. recebe é das homenagens mais justas que esta Capital jamais prestou. Quem conhece sua vida sabe que ela se confunde com a História de Brasília e, na área da saúde, tanto na atividade pública quanto na particular, prestou elevados serviços. Entre os grandes pioneiros com os quais conviveu, foi figura destacada, foi sempre despretensioso e simples na sua mineirice, leal e dedicado aos amigos. Parabéns pela carreira de sucesso, pelo trabalho, pela dedicação a todos nós. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 6

DR. PEDRO LUIZ TAUIL Nasceu em 11 de abril 1941, em São Paulo-SP. Filho de Pedro Tauil e Isabel Lauterbach Tauil. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1966. Estagiou no exterior na Universidade de Harvard em 1965; curso de aperfeiçoamento em medicina tropical, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, em 1971; residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP, de 1967 a 1969; especialização em Saúde Pública, pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, FIOCRUZ, 1977; mestrado em medicina preventiva, pela FMUSP, 1980; doutorado em medicina tropical, Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília, UnB, 2002. Dentre suas atividades profissionais, atuou na Organização de Saúde do Estado de Goiás, como médico da Unidade Mista de Saúde de Porto Nacional-GO, de 1969 a 1976. Em atividades hierárquicas de cargos e funções, foi Diretor da Divisão de Saúde da Coordenadoria de Saúde da Amazônia do Ministério da Saúde de 1976 a 1979; Diretor do Departamento de Erradicação e Controle de Endemias da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública do Ministério da Saúde de 1979 a 1985; Consultor Legislativo na Área de Saúde do Senado Federal de 1985 a 1994; Chefe do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB de 2000 a 2002; Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, biênio 2003-2004; Consultor da Organização Mundial da Saúde, 1986; membro da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Federal de Medicina; membro das Comissões de Malária, de Febre Amarela e de Doenças Transmitidas por Vetores, da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde; membro do Conselho Superior da Fundação Oswaldo Cruz desde 2016. Integra os conselhos editoriais dos periódicos médicos Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Revista de Saúde Pública, Journal of Public Health e Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Em atividades de docência, lecionou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FMUFGO); foi preceptor dos internos em Porto Nacional-GO pela FMUFGO; professor adjunto do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da UnB. Sua pesquisa mais relevante intitula-se Avaliação de Uma Nova Estratégia de Controle da Malária na Amazônia Brasileira. Participou das bancas examinadoras: Avaliação das Intoxicações Exógenas no Distrito Federal no Período de 2009 a 2013, tese de doutorado, Faculdade de Ciências da Saúde, da UnB (2017); Concurso Público à Carreira de Docente do Ensino Superior da Universidade de Brasília, na área de doenças infecciosas e parasitárias em 2014; tese de doutorado com o tema Duração da Imunidade Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Vacinal Contra Febre Amarela em Crianças, pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2016. Em eventos profissionais, apresentou as conferências Epidemiologia Aplicada a Problemas Clínicos, I Jornada Unificada das Ligas Acadêmicas de Neurociências do DF, promovida pelo Hospital Universitário de Brasília e pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do Governo do Distrito Federal, 2012; Desafios e Perspectivas de Controle do Dengue, programa de pós-graduação em saúde coletiva do Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2013; Epidemia de Febre Amarela. E Agora? – promovida pela Pint of Science Brasil, em Brasília, 2018. Quanto à sua produção literária, é autor do livro Estudo de Alguns Aspectos da Epidemiologia da Malária em Porto Nacional, Estado de Goiás, Brasil, editado pela Universidade Federal de Goiás em 1981; capítulo Febre Amarela, no livro Dinâmica das Doenças Infecciosas e Parasitárias, Editora Guanabara Koogan, 2013. Participou da elaboração dos artigos publicados: A Historical Perspective on Malaria Control in Brazil, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 2015; Plasmodium Vivax Landscape in Brazil: Scenario and Challenges, American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, 2016; Multi-Parameter Approach to Evaluate the Timing of Memory Status After 17DD-YF Primary Vaccination in Neglected Tropical Diseases, 2018. Dentre as homenagens recebidas, listam-se: prêmio Pesquisa em Medicina, concedido pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal; foi paraninfo, professor homenageado e patrono de várias turmas do Curso de Medicina da Universidade da Brasília; patrono da 4.ª Turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (Episus), da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, 2007; título de Cidadão Honorário de Porto Nacional, concedido pela Câmara Municipal de Porto Nacional-GO, 1974; Comendador da Ordem do Rio Branco, homenagem concedida pela Presidência da República Federativa do Brasil, 1983; Ordem do Mérito Médico – grau de oficial, concedida pela Presidência da República Federativa do Brasil, 1988; Ordem do Mérito Médico na classe de comendador, concedida pela Presidência da República Federativa do Brasil e pelo Ministério da Saúde do Brasil em 2010 e 2018; professor emérito da Universidade de Brasília, concedida pelo Conselho Universitário da UnB, 2015; prêmio Josué de Castro, concedido pelo VII Simpósio Nacional de Geografia da Saúde e IV Forum Internacional de Geografia da Saúde, 2015; X prêmio SindMédico, edição 2015; diploma de Mérito Ético-Profissional, concedido pelo Conselho Regional de Medicina do DF, 2016. Foi merecedor também das seguintes condecorações: medalha do Pacificador, concedida pelo Ministério do Exército do Brasil em 1988.medalha do Mérito Científico Carlos Chagas, outorgada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; medalha Pirajá da Silva, outorgada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde; medalha Henrique Aragão, concedida pela Fundação Oswaldo Cruz. 128

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Recebeu também o prêmio de melhor artigo original publicado na Revista Brasilia Médica, em 1998, Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil no Distrito Federal, com Ênfase na Mortalidade Materna; prêmio de melhor trabalho, sob o título Associação Entre Álcool e Câncer de Tubo Digestivo Alto, apresentado em Hospitais de Brasília, no período de 1996 a janeiro de 1997, concedido pelo Sindicato dos Médicos do DF, em 1997; prêmio de primeiro lugar em tema livre, da VIII Jornada Científica do Hospital Universitário de Brasília (HUB): Avaliação do Impacto da Vacinação Contra Influenza nas Internações e na Mortalidade por Doenças Respiratórias em Idosos no DF, concedido pela Diretoria Adjunta de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília, Universidade de Brasília, em 2005. Foi merecedor das seguintes condecorações: medalha do Mérito Científico Carlos Chagas, outorgada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; medalha Pirajá da Silva, outorgada pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde; medalha Henrique Aragão, concedida pela Fundação Oswaldo Cruz. Considera como realizações especiais ter trabalhado, durante sete anos, em uma pequena cidade do interior de Goiás, após o término da residência médica, com uma equipe de mais quatro médicos, uma enfermeira e uma assistente social, numa unidade mista de saúde de cinquenta leitos, da Organização de Saúde do Estado de Goiás; ter sido, como professor da UFGO, preceptor de internos que estagiaram durante um mês na Unidade Mista de Saúde de Porto Nacional, então Goiás; ter sido Diretor Geral do Departamento de Epidemiologia e Controle de Endêmicas da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) do Ministério da Saúde, de 1979 a 1985. Considera sua melhor realização profissional ser professor da Faculdade de Medicina da UnB. Afirma ter sido o caso que mais o impressionou entre seus doentes o de tratamento e cura de um paciente com tétano acidental. Segundo declara, o que mais o incentivou a ser médico foram a possiblidade e o desejo de se dedicar profissionalmente à população carente. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 7

DR. WILSON ELISEU SESANA Wilson Eliseu Sesana foi médico radiologista, nascido em Colatina-ES, em 14 de junho de 1934. Depois de completar a seu curso na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, onde foi membro ativo do Centro Acadêmico, Dr. Sesana se apaixonou pela radiologia ao vê-la pelos olhos de seu sempre lembrado mestre, Nicola Casal Caminha, durante sua residência no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Médico pioneiro em Brasília, foi fundador da Unidade de Radiologia do atual Hospital de Base do DF, tendo sido Chefe da Unidade de Radiologia durante vários anos. Radiologista de excelência, escolheu especializar-se em neurorradiologia e radiologia de ouvido, especializando-se no Mallinkrodt Institute of Radiology, sob supervisão de Dr. Juan Taveras. Nessa ocasião, publicou um trabalho sobre anatomia e alterações do ouvido que permanece até os dias atuais como um trabalho de referência na área. Ao retornar para Brasília, iniciou o serviço de neurorradiologia do Hospital de Base e abriu a primeira clínica particular de radiologia da cidade. Durante seu tempo como Secretário de Saúde do Distrito Federal, de 1967 a 1969, foi responsável por instituir o que hoje é o Capes do Distrito Federal, com seu plano de assistência do doente mental e tornou-se conhecido pela construção do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Foi professor da Universidade de Brasília, fundador e Diretor do Centro Radiológico de Brasília, onde criou uma residência médica de excelência por seu empenho voltado à perpetuação do ensino médico de alta qualidade. Foi Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia de 1969 a 1970, quando fez parte de comissões de pesquisa e de onde recebeu diversos prêmios e homenagens durante sua carreira. Foi ocupante da cadeira número 7 da Academia de Medicina de Brasília onde se tornou emérito em 2009, atualmente copatrono. Denotou-se como defensor da carreira médica e da ética dentro da profissão. Encerrou sua trajetória médica como Diretor do Centro de Diagnóstico por Imagem do Hospital Brasília. (Fonte: Academia de Medicina de Brasília, on-line)

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 8

DR. TITO DE ANDRADE FIGUERÔA Médico pioneiro, carioca, chegou ao Distrito Federal em 1960 e foi o responsável pela implantação do laboratório de análises clínicas do Primeiro Hospital Distrital de brasília, hoje Instituto Hospital de Base. Foi também um dos fundadores do primeiro laboratório médico de Brasília, o Laboratório Exame, um dos mais tradicionais da Capital. Falecido em 2003, foi-lhe concedido o título de Cidadão Honorário de Brasília (in memoriam), pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 26 de setembro de 2006. Foi presidente da extinta Fundação Hospitalar do Distrito Federal e Secretário de Saúde do Distrito Federal, de 1983 até 1985. No dia 4 de fevereiro de 2009, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal inaugurou o próprio auditório em sua homenagem. Esse auditório será um pequeno memorial, com placa, fotos e diplomas do médico que conquistou notoriedade e respeito profissional entre os médicos e a população do Distrito Federal. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 9

DR. HÉLCIO LUIZ MIZIARA Nasceu em 29 de abril de 1934, na cidade de São José do Rio Preto-SP. Filho de José Felício Miziara e Helena Ismael Miziara. Graduou-se em 1958 pela Faculdade Nacional de Medicina (Praia Vermelha) antiga Universidade do Brasil, em 1958. No Brasil, estagiou na Santa Casa do Rio de Janeiro e, no exterior, estagiou no Mercy Hospital, Pittsburg, Estados Unidos; fez aperfeiçoamento (felow) em patologia cardiovascular, em Saint Paul, Minnesota, Estados Unidos; obteve o título de doutor, por notório saber, pelo Conselho Universitário da Universidade de Brasília (UnB) em 1998. Desenvolveu suas atividades profissionais trabalhando no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) como patologista, de 1961 até 2004, e no Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal de 1962 até 1987. Ocupou as seguintes posições hierárquicas: Chefe do Núcleo de Anatomia Patológica do HBDF; Diretor Interino e Vice-Diretor do Hospital de Base do DF. Em docência, atuou como professor na Universidade de Brasília e na Universidade Católica de Brasília. Sua pesquisa mais relevante foi sobre Causas de Óbito no Distrito Federal. Participou de bancas examinadoras de mestrado, na UnB e de comissões de concurso para especialistas da Sociedade Brasileira de Patologia. Como atividades paraprofissionais participou da Comissão de Ética, da Comissão Verificação de Óbitos no HBDF, e da editoria do periódico médico Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Recebeu as homenagens: título de Cidadão Brasiliense, pela Câmara Legislativa em 2006; medalha do Mérito Alvorada em 1982; placas outorgadas pela Associação Médica de Brasília, pelo Hospital Santa Luzia, pela Sociedade Brasileira de Patologia e pelo Sindicato dos Médicos do DF. Considera sua melhor realização profissional ter participado da formação de médicos, técnicos de laboratório e auxiliares de necropsia. Declara ter sido o que mais o impressionou entre seus doentes foi observar que sabem receber a noticia de doença maligna. Afirma ter sido o medo da morte o que mais o incentivou a ser médico. Registra com satisfação ter uma neta médica. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 10

DR. MANOEL XIMENES NETTO Nasceu em 2 de fevereiro de 1935, em Açu, Rio Grande do Norte. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Estagiou com o Prof. Dr. Fernando Paulino, no Hospital São Miguel, no Rio de Janeiro (1969) e na Harvard Medical School (1979). Residência médica na Cleveland Clinic Health System, em Cleveland, Ohio (1959-1966); livre docência na Universidade Federal de Goiás (1978). Dentre suas atividades profissionais e de ensino foi médico do Hospital das Forças Armadas e Professor Adjunto da Universidade de Brasília (1970-1976). Ocupou as seguintes posições hierárquicas: Chefe do Departamento de Medicina Especializada da Universidade de Brasília e Chefe da Unidade de Cirurgia Torácica do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal. Sua pesquisa mais relevante teve como título Alterações Pulmonares no Choque Hemorrágico Experimental, tese de Livre Docência. Sua preceptoria mais importante foi exercida na Unidade de Cirurgia Torácica do Hospital de Base do Distrito Federal. Participação das seguintes bancas examinadoras: avaliação da tese de doutorado de Dr. Humberto Alves de Oliveira, Universidade de São Paulo e da tese de doutorado de Dr. Flávio Brito, Universidade de São Paulo; tese de livre docência de Dr. Bruno Palombini, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua consultoria mais relevante ocorreu junto ao Hospital das Doenças do Aparelho Locomotor Sarah Kubitscheck. Em eventos profissionais, pronunciou, como visiting lecturer of the Mayo Clinic, a palestra The Reversed Gastric Tube e, na Albuquerque Academy of Surgery, apresentou a conferência Surgical Treatment of Esophageal Chagas Disease. Quanto às atividades paraprofissionais, é membro do corpo editorial da Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, do Jornal Brasileiro de Pneumologia e da Revista Brasília Médica (1991-1993); foi Presidente do VI Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, Brasília, 1989. Quanto às suas produções literárias, é coautor dos livros Thoracic and Esophageal Surgery, Churchill Livingstone, Elsevier, 2008. Cirurgia Torácica Geral, Editora Atheneu, 2011. Publicou os artigos: Paraganglioma de Mediastino com Metástases Pulmonares, J Bras Pneumol, 2005; Quilotórax Espontâneo Bilateral, J Bras Cir Tor, 2012. Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Recebeu as seguintes homenagens: prêmio Cleveland Academy of Surgery, Cleveland, Ohio, Estados Unidos; elogio oficial do Hospital de Base do Distrito Federal; diploma de honra do Esophageal Surgery Club; título de Membro Honorário da Academia Norte-Riograndense de Medicina. Considera sua melhor realização profissional ter sido residente chefe de Cirurgia da Cleveland Clinic Health System, Cleveland, Ohio, Estados Unidos. Registra como o caso que mais o impressionou entre seus doentes foi o de um paciente que necessitou de seus cuidados no centro cirúrgico 56 vezes e, tendo em vista seus resultados, veio a receber o prèmio do Esophageal Surgery Club (award of excelence). Assinala como o que mais o incentivou a ser médico foi cuidar de sua mãe, viúva antes de seu nascimento, visto que seu pai faleceu num acidente de automóvel. Afirma ter um filho médico cirurgião. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 12

DR. SÉRGIO DA CUNHA CAMÕES (1926-2013)

Formou-se em 1951 na Escola de Medicina e Cirurgia no Rio de Janeiro. Inicialmente foi socorrista nos fins de semana em Campo Grande-RJ. Durante a semana, trabalhou como assistente do Dr. Bruno Negreiros na Policlínica do Rio de Janeiro. Iniciou a dedicar-se à especialidade de Alergia e Imunologia quando também esta se iniciou no mundo. Em 1956, já especialista, foi Chefe da Unidade de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro por vários anos. Posteriormente foi Chefe da Clínica de Alergia do Hospital dos Servidores do Estado até 1967, quando, a convite do Secretário de Saúde do DF, veio inaugurar o Serviço de Alergia e Imunologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, hoje Instituto Hospital de Base. Permaneceu na chefia dessa Unidade por vinte anos, quando organizou cursos, palestras e foi criador e preceptor da residência médica pertinente à especialidade. Foi um dos fundadores da Sociedade de Alergia do Rio de Janeiro e participou de sua fusão com a Sociedade de Imunopatologia de São Paulo, quando criou a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (SBAI), hoje Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Foi presidente da SBAI nacional e cinco vezes, da regional. Participou da maioria dos congressos da especialidade nos planos nacional e internacional com apresentações de trabalhos e conferências. Foi membro efetivo das instituições: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Associación Argentina de Alergia e Imunologia, da International Association of Alergology, Sociedade Luso-Brasileira de Alergia e da Interasma, instituição internacional focada em aspectos da asma. Foi membro titular da Academia de Medicina de Brasília por 24 anos. Passou a acadêmico emérito em 2013, quando se tornou o nono presidente da Academia, função em que sempre foi muito participativo. (Fonte: Academia de Medicina de Brasília, on-line)

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Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 13

DR. ELIAS TAVARES DE ARAÚJO Nasceu em 24 de junho de 1933, em Missão Velha-CE. Filho de João Lourenço de Araújo e Silvana Tavares de Luna. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1962. Fez residência médica em clínica médica no Hospital das Clínicas da UFBA (1963) e em pediatria no Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina (1964-1965). Tem especialização em neonatologia e formação em administração geral pela Fundação Getúlio Vargas e Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort) – 1964-1965 e em Administração Hospitalar pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (1969-1971). Como membro titular acadêmico da Academia de Medicina de Brasília, foi ocupante da cadeira n.o 13 e tornou-se Acadêmico Emérito em 16 de junho de 2013. Em atividades profissionais, trabalhou como médico no Hospital Infantil da Cruz Vermelha, SP (1964-1966), na Fundação Hospitalar do DF (1967-1994) no Instituto Nacional de Previdência Social – Perícia Médica (1966-1995). Ocupou as seguintes posições hierárquicas: Diretor do Hospital Distrital de Taguatinga, FHDF (1967-1969); Diretor do Departamento Hospitalar da FHDF (1973-1975); Superintendente do Instituto Nacional de Previdência Social, no DF e Coordenador Nacional do INPS (1986-1990); Diretor do Hospital Universitário de Brasília, UnB, 1993-2000. Atuou como professor assistente voluntário na Escola Paulista de Medicina (1965). Foi Coordenador de Internato na Fundação Hospitalar do DF, atuou em convênios celebrados com a UnB e mais treze universidades públicas e privadas. Participou de várias bancas examinadoras de concursos públicos, na Secretaria de Saúde, DF, e na Previdência Social. Em atividades paraprofissionais, foi membro dos Conselhos de Saúde do DF (1991-2007); membro do Conselho de Administração da UnB (1993-2000); membro do Conselho Deliberativo da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, Fepecs (2003-2011); membro do Conselho Deliberativo da Cruz Vermelha Brasileira, São Paulo (1964-1966); membro do Conselho de Administração da Aliança Francesa DF; membro da Comissão de Reorganização do Sistema de Saúde do DF e Entorno; membro da Organização dos Serviços Previdenciários do DF e Entorno; membro da equipe que redigiu o Estatuto e o Regimento da Fundação Hemocentro; presidente de Comissões Eleitorais para o AMBr por três vezes e CRM-DF e CFM por queatro vezes. 136

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Recebeu as homenagens Mérito do Buriti, do Governo do DF; hemonagens da Reitoria da UnB; título de Cidadão da Democracia – AMBr; homenagens do Corpo Clínico e Técnico e Administrativo do Hospital Universitário da UnB; título de dirigente destaque da Previdência Social e Assessor Técnico da Constituinte de 1987-1988. Recebeu também elogios documentados da Previdência Social como Superintende Regional do Inamps (1970-1990), Governo do DF e da Diretoria Executiva da Fundação Hospitalar. Considera suas melhores realizações profissionais ter dirigido o Hospital Universitário de Brasília, UnB, onde promoveu a integração de ensino e serviço; ter dirigido a Fundação Hospital do DF, por sua abrangência, complexidade, corpo técnico especializado; ter dirigido a Previdência Social no DF e Entorno. O caso que mais o impressionou entre seus doentes foi uma manifestação de gratidão pela atenção médica. Como pediatra, em 1968, atendeu uma criança de 5 ou 6 anos de idade, com quadro infeccioso a esclarecer. Feita a punção lombar, que revelou meningite bacteriana avançada. O tratamento intensivo evoluiu bem e em dez dias a criança recebeu alta. Fez algumas visitas à residência da família para confirmar a cura. Declara que, vinte anos depois, foi a uma loja de material de construção e, na hora de pagar as contas, informaram-lhe que tudo já estava pago. Para minha surpresa, a loja era da família assistida, e todos o agradeceram muito pela atenção recebida na época de sua assistência ao caso de meningite. O que mais o estimulou a ser médico foi vivenciar o trabalho de uma prima, Dra. Antonia T. Araruna, e de um médico muito amigo da família, Dr. Leão Sampaio. A dedicação deles o incentivou na escolha da profissão. Dr. Elias elenca como seus membros familiares médicos uma prima, quatro sobrinhos, seis sobrinhos-netos e um filho neurologista, professor titular de Neurociência na Faculdade de Medicina do Mount Sinai, Nova Iorque, e Chefe do laboratório de pesquisa da mesma instituição. ***

Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 14

DR. ELY TOSCANO BARBOSA Médico gaúcho, foi o primeiro chefe e responsável pela estruturação da Unidade de Cardiologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base. Em sua formação como especialista em doenças cardíacas, permaneceu em estágio, durante um ano e meio, no Instituto Nacional de Cardiologia do México (1954-1955), instituição com marcada contribuição à cardiologia clínica brasileira. Complementou sua formação, em hemodinâmica, na Clínica Mayo, Estados Unidos (1955-1957). Em seu retorno à clínica, descreveu o padrão eletrocardiográfico do defeito congênito do canal atrioventricular e identificou as alterações do campo elétrico como distúrbio de condução intraventricular ainda não reconhecido na época. Foi comprovado, experimentalmente, onze anos depois, como hemibloqueio anterossuperior esquerdo. Essa contribuição científica resolveu uma preocupação das equipes de cardiologia, pois permitiu a diferenciação pré-operatória de uma comunicação interatrial (CIA) com o defeito do canal atrioventricular. Publicou vários trabalhos com interesse de âmbito internacional, em especial o ECG em um simpósio de CIA que 25 anos depois, foi considerado, pelo editor do AJC-1958, William Robert, a melhor contribuição da publicação, concorrendo, entre outras com a de Mason Sones, isto é, Cinecardigraphic Findings in Congenital Heart Diseases. Em 1960, foi convidado para instalar o serviço de cardiologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília. Foi quando se casou com a ginecologista Jurema Toscano Barbosa. No terceiro dia, em plena lua-de-mel, os recém-casados dormiram no chão, em um improvisado apartamento, três dias antes da inauguração da nova cidade, ainda em obras. Três meses depois da inauguração da cidade, por ocasião do VI Congresso Interamericano de Cardiologia, no Rio de Janeiro, ciceroneou 29 dos 42 cardiologistas estrangeiros convidados, para conhecer a nova capital do Brasil. Como Presidente do XXXV Congresso, realizado em Brasília, em 1979, elaborou, pela primeira vez na história da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), um minucioso relatório, que apontou as falhas, os acertos e as sugestões que transformaram o evento “orquestrado por um só homem” em uma organização institucional. No Congresso seguinte, foi implantada sua sugestão da Central de Eventos e da Comissão Científica específica dos Congressos. Foi Vice-Presidente e Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (1980-1981) e, nessa função, iniciou a campanha para contratação de um administrador para aperfeiçoamento organizacional da instituição, o que veio a acrescentar à Sociedade 138

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Sua ideia de publicação das memórias da SBC foi implantada por Ênio Cantarelli com a publicação dos livros – SBC: Cinquenta Anos de História, por Rafael Luna, e Os Cinquenta Anos de Congressos. Publicou ainda a monografia Contribuição Brasileira à Cardiologia Universal, em comemoração aos sessenta anos da SBC. Livre-docente em Cardiologia, consegui instalar um serviço de cardiologia modelar no Primeiro Hospital Distrital de Brasília. Este serviu de estrutura para estágio oficial de formandos de várias universidades e da formação curricular da própria Universidade de Brasília. Propiciou, assim, a formação de centenas de cardiologistas, hoje em atividade em todo o País. Desde a década de 1960, apresentou trabalhos científicos nos congressos da SBC, que foram depois publicados, bem como elaborou capítulos de livros didáticos na sua especialidade. Seu nome foi incluído entre os profissionais memoráveis da SBC. Na década de 1990, idealizou a criação do Museu da SBC. Como contribuição, forneceu todas as publicações de sua coleção de programas, temas livres, crachás e planilhas que guardara desde seu primeiro congresso em 1958. Lembra, com orgulho o árduo trabalho de dez anos como membro e Presidente da Comissão de Legislação e Ética Profissional e a implantação, em ato pioneiro, no Congresso de Belo Horizonte, 1993, do processo eleitoral automatizado, via computador e, finalmente, o planejamento do sistema eleitoral, por via da internet, em 2000, que mereceu elogios do Tribunal Eleitoral. Seu maior orgulho é o de ter dado continuidade às modificações estatutárias até 2000, sucedendo os trabalhos de Reinaldo Chiaverini e Rubens Maciel. Costumava dizer que “o Presidente da Sociedade tem que administrar com o Estatuto debaixo do braço”. Não deseja ser reconhecido na SBC pelos cargos, trabalhos ou ideias, mas como o “Escravo da Ditadura da Constituição da SBC”. (Fonte: Jornal de Cardiologia (Sociedade Brasileira de Cardiologia) nov-dez p. 38-39, 2006, on-line)

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Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 15

DR. FÁBIO LAGE CORREA RABELLO   (1926 – 2016) 

Fábio Lage Corrêa Rabello, nascido em Minas Gerais em 1926 foi um dos pioneiros da cirurgia plástica no Brasil. Formado em medicina na capital mineira, especializou-se em cirurgia-geral, interessando-se em seguida pela cirurgia plástica, especialmente na área de reconstrução de defeitos congênitos e na reabilitação de pacientes incapacitados por acidentes. Trabalhou inicialmente na Inglaterra e ao retornar dirigir a área de cirurgia plástica de vários hospitais de Belo Horizonte antes de aceitar o convite de Juscelino Kubitschek para ajudar na implantação do 1º Hospital Distrital de Brasília, atual Hospital de Base. Em Brasília, foi também um dos criadores e grande incentivador do Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek, hoje parte da Rede Sarah, destinada ao atendimento de vítimas de politraumatismos e problemas locomotores. Fábio Rabello dá nome à sede da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), regional de Minas Gerais e foi um dos fundadores da Academia de Medicina de Brasília, onde ocupou a cadeira nº 15, da qual é copatrono. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 16

DR. ERALDO PINHEIRO PINTO Nasceu em Fortaleza-CE no dia 12 de março de 1934. Filho de Juarez de Albuquerque Pinto e Lucila Pinheiro Pinto Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará (19541959). Fez curso de pós-graduação em cirurgia geral na Casa de Saúde São Miguel, no Rio de Janeiro (1960). Em atividades de docência, foi professor assistente na Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará (1961-1967); professor adjunto de Urologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (1968-1973); Coordenador do Internato da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (1970). Trabalhou como médico cirurgião do Instituto Nacional de Previdência Social (1961-1967); médico urologista do Hospital das Forças Armadas, Brasília (1973-1992); urologista do Centro Urológico de Brasília (Urocentro) de 1988 até o presente. Assumiu os seguintes cargos, funções ou posições hierárquicas: Chefe da Clínica Urológica do Hospital das Forças Armadas, Brasília (1973-1975); Diretor Técnico do Hospital Santa Lúcia, Brasília (1981-1998); Conselheiro do Conselho Regional de Medicina (1998-2008), membro fundador da Academia de Medicina de Brasília, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Dentre seus trabalhos científicos publicados, menciona: Guia do Sistema Urinário, coautor (1971) e Transplantes Renais em Cães, coautor (1971). Foram homenagens recebidas: Presidente de Honra do II Congresso de Ética Médica do Distrito Federal (2007) e medalha Mérito Santos Dumont, pela Aeronáutica Brasileira. ***

Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 18

DRA VANIZE DE OLIVEIRA MACEDO (1934 - 2006)

Nascida em Palmeiras - BA, cidade situada na Chapada Diamantina, completou o curso primário em sua terra natal, transferindo-se para Salvador a fim de prosseguir seus estudos. Em 1958, diplomou-se em medicina na Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública. No ano seguinte, trabalhou na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, e no próximo lustro já se orientava para as atividades acadêmicas. Apresentada por Rodolfo Teixeira, começou a frequentar a Clínica de Doenças Tropicais e Infectuosas recém-instalada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Bahia, que constituía uma nova realidade. Em 1968, fez especialização em Cardiologia em São Paulo, na USP. E ao completar sua qualificação universitária em 1974, quando se tornou Livre Docente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, já era uma pesquisadora de renome. Optando por novos desafios, foi para Brasília, onde continuou trabalhando com o mesmo fervor e eficiência não só sobre a doença de Chagas, mas também leishmaniose, cisticercose e malária. Após 1987, enfrentou um desafio especial, assumindo a Coordenadoria do Núcleo de Medicina Tropical na UnB. Ampliou suas instalações com a construção de uma nova ala, iniciou o Doutorado no Curso de Pós-graduação em Medicina Tropical e deu mais visibilidade à Instituição como se pode ver pela excelente publicação comemorando os 30 anos de sua criação. A UnB concedeu-lhe o título de Professora Emérita, o Mérito Científico e o Prêmio “Prata da Casa”. Seu nome foi dado à Enfermaria de Clínica Médica do atual Hospital Universitário. Resumo de um texto do Dr. Aluízio Prata, publicado originalmente na revista da SBMT 39(3):318-319, mai-jun 2006. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 20

DR. ANDRÉ ESTEVES LIMA (1928-2018) Mineiro de Novo Cruzeiro, foi graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1952; interno do Hospital de Pronto Socorro de Belo Horizonte, por concurso, 1951 e 1952; residência médica em cirurgia cardiovascular nos Estados Unidos, de 1955 a 1960; fez residência em cirurgia cardiovascular na Universidade de Illinois (EUA), na Universidade de Minnesota (EUA) e na Universidade de Guadalajara (México). Foi cirurgião visitante da Cleveland Clinic (EUA) e do Hospital La Pitie Salpetriére (França). Foi cirurgião geral do Hospital Santa Rosália (Santa Casa) de Teófilo Otoni-MG (1953-1955); chegou a Brasília em 1963, trabalhou como cirurgião cardiovascular do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base; foi Chefe da Unidade de Cirurgia Cardiovascular de 1964 a 1970; cirurgião cardiovascular do Cardiocentro Brasília-DF. Foi um dos precursores da cirurgia cardíaca no Brasil. Realizou, em 1990, o primeiro transplante de coração no Distrito Federal. Desempenhou atividades em docência como professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (1950-1963). Foi professor na Universidade de Brasília (UnB) e Chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital Universitário de Brasília-DF (HUB-UnB). Participou de várias sociedades e associações do âmbito médico. Foi membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; do Colégio Americano de Cirurgiões; da Associação Médica de Brasília e foi Diretor da Comissão de Ética dessa Associação. Foi homenageado com o título de Cidadão Honorário de Brasília. Autor e coautor de numerosos trabalhos científicos publicados em revistas brasileiras e estrangeiras e ou apresentados em congressos e outros eventos científicos. Foi membro fundador da Academia de Medicina de Brasília, tornou-se Acadêmico Emérito em 2009 e atualmente também copatrono da Academia; tornou-se também membro honorário da Academia de Medicina de Minas Gerais. Conta que a paixão pela área da saúde veio do avô paterno, que estudou Farmácia e, apesar de não ter concluído o curso, tornou-se referência na cidade, onde não havia médico. Ensinava que, para o médico, é substancialmente fundamental o estudo aprofundado e atualizado da fisiologia dos órgãos para ser possível compreender bem sua fisiopatologia. Dizia também que o médico tem de ser sempre ético e jamais tornar mercantilizada sua profissão, pois a vida não tem preço. Faleceu em 29 de outubro de 2018. Deixa quatro filhos e a mulher, Neuza Esteves. Um dos filhos, Leonardo Esteves, seguiu a carreira do pai e é também cardiologista e cirurgião cardiovascular. A neta Carolina Esteves é estudante de medicina. *** Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 21

DR. ANTONIO ZAPPALÁ (1931-1996)

Nasceu em 23 de março de 1931, em Manhuaçú, Minas Gerais. Filho de André Zappalá e Iborina Vasconcellos Zappalá. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais em 1955, de onde também obteve seu título de doutor em 1957. Aceito em 1957 como professor assistente de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Em 1958, logrou o título de Livre-Docente de Anatomia e de Catedrático de Anatomia em 1959. Em Recife, após apresentar-se ao concurso para professor catedrático da então Universidade do Recife, classificou-se em primeiro lugar e tornou-se, aos 28 anos de idade, o professor catedrático mais jovem do Brasil até então. Em 1961, a Fundação Rockefeller concedeu-lhe título de Research Fellow na University of Wisconsin, Estados Unidos, em que estagiou durante um ano, quando ampliou sua formação didático-científica sobre os ensinamentos do Prof. Dr. Otto A. Mortensen. Retornou a Recife em 1963 e atuou como Diretor do Hospital do Pronto-Socorro; foi médico clínico Chefe da Secretaria de Saúde e Assistência Social; Médico Assistente do Departamento de Assistência Hospitalar. Em 1965, tornou-se pesquisador associado visitante em Anatomia na Northwestern University, Estados Unidos e, no ano seguinte, na Stanford University. Em 1970, assumiu a posição de professor associado de Anatomia da University of California. Foi convidado, em 1973, para exercer o cargo de professor titular Visitante de Anatomia na Universidade Estadual de Londrina. Professor titular de Anatomia da Universidade de Brasília em 1979, tendo desempenhado também as funções de Chefe do Departamento de Medicina Complementar e Coordenador da Área de Morfologia. Em 1986, foi professor visitante titular de Anatomia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Integrou a American Association of Anatomists, a American Association of Foreign Medical Graduates, a American Association of University Professors, a American Medical Association, a Association of American Medical Colleges, a Association of Anatomy Chairmen, a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), a Associação Médica Brasileira, os Conselhos Regionais de Medicina do Distrito 144

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Federal e de Pernambuco, a Ohio Academy of Sciences, a Sociedade Brasileira de Anatomia dentre outras instituições similares. Em reconhecimento a seus méritos, foi galardoado com o prêmio Physician’s Recognition Award, da American Medical Association (1971) e a medalha de prata do I Congresso Brasileiro de Criminologia (1973). Na ocasião de sua candidatura a membro titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada Considerações Morfofuncionais sobre a Assimetria Bilateral da Face Humana. Faleceu em 3 de fevereiro de 1996. Seus esforços e suas aplicações no âmbito da anatomia humana deixaram exemplos a serem observados e seguidos, assim como conhecimentos publicados que sempre continuarão a orientar alunos e os que necessitarem de conhecer anatomia. (Fonte: Academia de Medicina de Brasília, on-line)

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Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 24

DR. JOSÉ ANTÔNIO RIBEIRO FILHO Nasceu em 20 de agosto de 1939, na cidade de Bom Jesus da Penha-MG. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná (1965). Fez residência médica no Hospital Pedro Ernesto, Rio de Janeiro (19661967); especialização em mastologia pelo Hospital A. C. Camargo, São Paulo-SP (1971); título de especialista em ginecologia e obstetrícia (1972) Atuou em atividades assistenciais como médico por concurso da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (1967-2006); médico do Hospital São Vicente de Paula; médico do Hospital Regional de Taguatinga (HRT); médico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF); médico do Hospital das Forças Armadas (1972 a 1976); médico do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Participante como convidado de congressos brasileiros e mundiais de mastologia. Vários trabalhos publicados em revistas e livros de sua especialidade. Professor visitante da Universidade de Brasília, UnB (1992-1994). Em atividades paraprofissionais, foi Presidente do III Congresso Brasileiro de Mastologia de Brasília (1974); fundador e primeiro chefe da Unidade Mastologia do Hospital de Base do Distrito Federal (1984); Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (1986-1989); Chefe da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Regional de Taguatinga; Chefe da Unidade Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Base do Distrito Federal; Diretor do Hospital de Base do Distrito Federal (1994); membro emérito da Academia de Medicina de Brasília, presidente da Academia em 2011, Copatrono, atualmente, cadeira 24. Foi Diretor do Sindicato dos Médicos do DF por três mandatos; conselheiro do CRM-DF (1995-1999); Coordenador da área de câncer da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal; Chefe da Unidade de Mastologia do Hospital de Base do Distrito Federal (2002-2003); Coordenador da área de oncologia da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (2003-2006); conselheiro titular do Distrito Federal no Conselho Federal de Medicina (2009-2014); membro da Comissão de Assuntos Políticos (CAP); membro da Associação Médica Brasileira; membro da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Entre muitas homenagens com as quais foi contemplado, menciona título de Cidadão Honorário de Brasília-DF (2001); medalha do Mérito Alvorada; título de Cidadão Honorário de Guaxupé-MG (2009); medalha do Mérito de Brasília; medalha do Mérito do Tribunal Superior do Trabalho. ***

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 25

DR. OSCAR MENDES MOREN (1929-2018)

Nasceu, em 1º de setembro de 1929, no Rio de Janeiro. Filho de Oscar Moren e Marciana Mendes Moren. Formou-se na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro em 1955. Fez residência em pediatria no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, em 1956 e 1957, no Serviço do Prof. Luiz Torres Barbosa. Fez residência em pediatria no The Long Island Jewish Hospital, em New York, Estados Unidos, de janeiro de 1958 a julho de 1959. Foi fellow em neurologia pediátrica, como supraespecialização, no Children's Memorial Hospital, em Chicago, Estados Unidos, em 1963 e 1964. Aplicou-se a cursos de aperfeiçoamento no St. Christopher’s Hospital for Children, Filadelfia, Estados Unidos, de agosto a dezembro de 1970 e, no Children’s Hospital at University of Washington, Seattle, Estados Unidos, de janeiro a julho de 1971. Foi médico pioneiro em Brasília. Em 1960, mudou-se para a nova capital do País para fazer parte da equipe de pediatria do antigo Primeiro Hospital Distrital de Brasília, depois Hospital de Base do DF, atual Instituto Hospital de Base. Foi Chefe da Unidade de Pediatria do Hospital de Base durante trinta anos, de 1961 até 1991, e foi criador da pediatria terciária em Brasília, sobretudo destinada ao atendimento de doenças complexas. Atuou como pediatra efetivo do Ipase, depois INPS, por concurso público, de 1962 até aposentadoria em 1989. Título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Atendeu a várias gerações de brasilienses e formou dezenas de especialistas em pediatria durante seu programa de residência médica no Hospital de Base e que hoje atuam no Distrito Federal e em outras regiões do País. Manteve, em seu quadro efetivo de pediatras, especialistas em neuropediatria, pneumologia, nefrologia, neonatologia, cirurgia pediátrica, cardiologia, hebiatria, hematologia, oncologia. Dedicou-se também à pintura de quadros artísticos como exemplar atividade de laser e cultura. Em Brasília, como evento mais recente, suas obras foram expostas na galeria da Casa Thomas Jefferson em 2018. Falecimento em 7 de setembro de 2018, aos 89 anos de idade. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também lamentou a morte do médico e artista e decretou luto oficial de três Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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dias. "Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento de Oscar Mendes Moren, um dos pioneiros de Brasília e uma das principais figuras da história da medicina da cidade. Médico, pediatra exemplar, Moren dedicou sua vida às crianças com uma dedicação ímpar, com um cuidado e um zelo daqueles que amam sua profissão. Seu exemplo, como ser humano e profissional, seguirá vivo inspirando novos pediatras. Minhas condolências e orações aos familiares e amigos neste momento de perda", disse em nota oficial. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 27

DR. RUY BAYMA ARCHER DA SILVA Procedente de família que se ocupava com a indústria têxtil em Codó, Maranhão. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1948. Em 1959, passou por um período de estudos de especialização no Serviço de Cirurgia Pediátrica do Children’s Memorial Hospital de Chicago, Estados Unidos, sob a orientação de Willis Potts, cirurgião pediatra. Uma vez lá, começou a entender as crianças, suas doenças e a melhor maneira de tratá-las com técnicas, carinho e respeito adequados. O Children’s Memorial já era um grande hospital-modelo com estrutura de funcionamento em cirurgia pediátrica que o capacitava ao atendimento de casos cirúrgicos complexos, que acometiam crianças, em todas as especialidades. Um modelo necessário no Brasil. Foi cirurgião do Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, designado pela Prefeitura Municipal. Resolvia os problemas cirúrgicos de pacientes atropelados na Avenida Brasil e dos baleados de Duque de Caxias com certo desembaraço. Quando se tratava de um doente pequenino, recém-nascido, incomodava-o a falta de condições de atendimento cirúrgico especializado em crianças àquela época. Na maioria das vezes, os casos eram enviados a alguém que tinha um pouco de vivência com as dificuldades por que passavam os recém-nascidos e conseguiam tirá-los das dificuldades com a ajuda de Deus. Em situações mais complexas, as crianças eram encaminhadas para um serviço perto de Vila Isabel, mas não se conheciam os resultados em todos os casos. Quando retornou dos Estados Unidos, integrou-se, por meio de aprovação em concurso, ao Serviço de Cirurgia Geral no Hospital Jesus, Rio de Janeiro. Ali funcionavam também os Serviços de Ortopedia e de Pediatria. Criou nesse hospital seu Serviço de Cirurgia Pediátrica e este começou a fazer nome no âmbito médico, e os pediatras começaram a encaminhar-lhe casos cirúrgicos. Para os pacientes com câncer e operados foi realizado um convênio com o hospital de câncer do Instituto Nacional de Câncer, situado na Praça Cruz Vermelha, para os cuidados clínicos terapêuticos em oncologia. Como serviço de cuidados intensivos havia, no Hospital Jesus, uma sala ligada ao centro cirúrgico que recebia pacientes em fase de recuperação pós-cirúrgica, mas a equipe de cirurgia pediátrica era que tomava mesmo conta das crianças. O primeiro caso operado no serviço recém-criado foi o de uma criança com estenose de piloro, cujo bom resultado clínico cirúrgico impressionou muito os pediatras na ocasião. Com o desenvolvimento do serviço, foi criada residência médica em cirurgia pediátrica. As operações difíceis eram realizadas com bons resultados. No início dos anos 80, Dr. Ruy e sua equipe trataram um caso complexo de isquiópagas, que foram operadas, e a consequente separação foi obtida com sucesso. Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Foi o quarto presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Trabalhou no processo de habilitação de especialistas em cirurgia pediátrica para que pudessem atuar em assistência e orientação para aqueles que desejassem também se dedicar à especialidade. Já atuando no Hospital Jesus, fez concurso de docência em Cirurgia Pediátrica em uma Faculdade de Medicina em Niteroi para que constasse a cadeira de Cirurgia Pediátrica e estimular outras faculdades a terem essa disciplina. Após ter cumprido sua gestão no Hospital Jesus, transferiu-se para Brasília onde foi integrado, após concurso, como professor da Universidade de Brasília, UnB. Ocupou a direção do Hospital Universitário dessa Universidade. Em 1990, o Hospital, anteriormente regido pelo Inamps, tornou-se por decreto presidencial, parte da UnB, com seu Hospital Universitário voltado ao ensino em áreas de saúde. Foi indicado para sua direção, para ser organizado como hospital de ensino. Na ocasião, era a Unidade de Pediatria que abrigava as atividades da cirurgia pediátrica. Criou imediatamente uma enfermaria para acolher os pacientes pediátricos cirúrgicos, que se tornou referência da especialidade no Distrito Federal, nomeado como Centro de Pediatria Cirúrgica, eficientemente comandado e organizado pelo professor titular de Cirurgia Pediátrica, Dr. Paulo Juvêncio Gomes Tubino, que por muitos anos, manteve sob sua orientação a residência médica em pediatria cirúrgica e formou grande número de cirurgiões pediatras que hoje atuam no Distrito Federal e em muitas outras regiões do País. Por todo o exposto, conforme declarou o Prof. Dr. Ruy Archer, um dos pioneiros da cirurgia pediátrica no Brasil: “Creio que, com isso, cumprimos uma importante parte de nossas obrigações para com a especialidade em benefício das crianças que necessitam de cuidados cirúrgicos”. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 28

DR. JOÃO EUGENIO GONÇALVES DE MEDEIROS Nasceu em 6 de agosto de 1936, filho de Graciano Medeiros e Maria Tereza Medeiros. Graduação em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, 1960. Curso de especialização em oftalmologia pelo Serviço do Prof. Hilton Rocha, Universidade Federal de Minas Gerais (1961-1963), pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, São Paulo (1963); curso de pós-graduação em aperfeiçoamento e especialização em oftalmologia pelo Instituto Barraquer, Espanha (1970-1972) e de vitrectomia no Massachussets General Hospital (1980); curso de pós-graduação em traumatologia ocular, Instituto Barraquer, Espanha, 1972; aperfeiçoamento em oftalmologia pela American Medical Association Council, Estados Unidos (1979-1980); curso de fixação escleral de lio (1996); curso de facoemulsificação avançada pela Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes lntraoculares, São Paulo (1966). Doutorado em oftalmologia pela Universidade Federal de Goiás, em 2004. Desempenha suas atividades profissionais em assistência médica como oftalmologista e Diretor-Presidente na instituição Clínica de Olhos Dr. João Eugenio Ltda, desde 1964; médico do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social, com atuação no Ministério da Saúde, atualmente aposentado; médico da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, aposentado. Dentre suas atividades em docência, atuou no Instituto Barraquer, Espanha, como docente no curso sobre descolamento de retina, de 1964 a 1965; instrutor de ensino superior da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba. 1966; professor colaborador no curso sobre desprendimento de retina, em 1972; professor colaborador na Universidade de Brasília, UnB, curso de Neuroftalmologia, 1968-1969; professor colaborador no Curso de Oftalmologia, Universidade de Brasília, UnB, de 1970 a 1971; instrutor de ensino superior do Serviço de Oftalmologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília-DF, 1967-1968. Dentre suas apresentações científicas em eventos profissionais, citam-se: Aparato Lacrimal, conferência do Instituto Barraquer, Barcelona, Espanha, 1972; Prevenção da Cegueira, Mesa Redonda, XI Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira, Brasília, 1994; Retinopatia Diabética, XXVIII Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Salvador. 1995; A Importância do Mapeamento de Retina na Cirurgia Refrativa, Curso Tendências e Novas Tecnologias em Cirurgia Refrativa, Centro Brasileiro da Visão (CBV), Brasília. 2005; Em sua produção bibliográfica, constam 130 trabalhos entre aqueles publicados em periódicos científicos (doze) e aqueles apresentados em eventos científicos e registrados em anais de congressos (118). Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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Entre seus artigos publicados em periódicos científicos, constam Gases na Cirurgia Vítreo-Retiniana, editado no periódico Retina Vítreo Clínica e Cirurgia, 2000; Obstrução da Veia Central da Retina, também publicado em Retina e Vítreo Clínica e Cirurgia, 2000. Pucker Macular, Conceitos Atuais e Tratamento Cirúrgico, publicado em Atlas da Mácula: Aspectos Clínicos e Cirúrgicos, 2002. Em suas atividades paraprofissionais, tornou-se relator oficial do X Congresso Boliviano de Oftalmologia, Sociedade Boliviana de Oftalmologia, Santa Cruz, Bolívia, 1983; presidente do Simpósio Excimer Laser, III Congresso Internacional de Catarata e Cirurgia Refrativa; Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa e Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares; Belo Horizonte-MG, 1996; membro da Academia de Medicina de Brasília como Acadêmico Titular em 2000, posteriormente, em 2013, tornou-se Acadêmico Emérito e atualmente é Copatrono desta Academia; Coordenador do I Curso de Capacitação de Recusrsos Para Trabalhar com Portadores de Visão Subnormal, Sociedade Brasiliense de Oftalmologia, Brasília, 2001; Coordenador do simpósio da Sociedade Brasileira de Trauma Ocular, Conselho Brasileiro de Oftalmologia; XXXII Congresso Brasileiro de Oftalmologia; Salvador, 2003; Coordenador do curso de traumas do segmento posterior, Conselho Brasileiro de Oftalmologia, no XXXIII Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Fortaleza-CE, 2005; membro da Socièté Française de Oftalmologie; da Sociedade Brasileira de Oftalmologia; da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo; da Sociedade Pan-Americana de Oftalmologia; da Sociedade Norte-Nordeste de Oftalmologia; da Sociedade Brasileira de Córnea, Lentes de Contato e Refratometria; conselheiro de Administração da Associação das Pioneiras Sociais, 2014. Ocupou funções e cargos hierárquicos como Chefe do Serviço de Oftalmologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, atual Instituto Hospital de Base, no período de 1965 a 1970 e posteriormente Chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Regional da Asa Sul, hoje, Hospital Materno-Infantil. Presidente da Sociedade Brasiliense de Oftalmologia (2002-2004). Dentre as numerosas homenagens de que foi merecedor, destacam-se os títulos de Cavalheiro da Ordem do Mérito de Brasília, do Governo do Distrito Federal, 1972; titulo de Reconhecimento e Comendador da Ordem do Rio Branco; Comenda em Oftalmologia, Barcelona, 1976; Comenda Brasília, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, por Serviços Prestados à Oftalmologia Brasileira, 2009; Ordem do Mérito Dom Bosco Grau de Cavaleiro, Tribunal Regional do Trabalho 10.ª Região; homenageado como primeiro Coordenador e fundador do curso de residência médica em oftalmologia do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, hoje Instituto Hospital de Base; homenagem pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 2008; homenagem da Sociedade Brasileira de Retina e Grupo Latino-Americano de Angiografia, Fotocoagulação e Cirurgia Vitreo-Retiniana 2010; homenagem do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal: 50 Anos Dedicados à Medicina, 2012; homenagem pelos relevantes serviços prestados à Oftalmologia do Distrito Federal, pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 2015; Cidadão Honorário de Brasília, pelo Governo do Distrito Federal; Cidadão Honorário de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia; prêmio Sindicato dos 152

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Médicos de Brasília por exercer medicina socialmente responsável, 2011; Menção de Louvor, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, 2011; diploma de Mérito de Honra da Academia de Medicina da Paraíba; titulo de Honra ao Mérito do Grupo Latino-Americano de Angiografia Ocular, Fotocoagulação e Cirurgia Vítreo-Retiniana; medalha da Academia Brasileira de Letras; medalha do Mérito Alvorada do Distrito Federal, Governo do Distrito Federal; Membro Honorário do Instituto Barraquer, Barcelona, Espanha. medalha do Conselho Brasileiro de Oftalmologia por dedicação, ética e prestígio da oftalmologia. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 30

DR. FRANCISCO FLORIPE GINANI Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1967); fez residência médica na Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho, UnB (1968-1970); fez curso de especialização em coloproctologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, USP (1971) e no Hospital São Marcos, Londres, Inglaterra (1972-1974); foi Assistente Clínico da Ferguson Droste Ferguson Clinic, Michigan, EUA (1974); foi assistente Clínico da Cleveland Clinic, Cleveland, Ohio, EUA; tornou-se clinical and research fellow of the London Hospital, University of London, Londres, Inglaterra (1972-1974) e Clinical and Research fellow do St. Mark’s Hospital, University of London, Londres, Inglaterra (1972-1974); fez curso de doutorado pela University of London (1972-1974).. Em suas atividades profissionais, foi cirurgião geral do Hospital de Base (1976); Chefe do Servico de Colproctologia do Hospital Universitário de Brasília, UnB (1990-1996); professor da Faculdade de Medicina da UnB (1971-1996). Dedicou-se a pesquisas em pacientes com doença de Chagas e comprometimento do aparelho digestivo; a pesquisas sobre fisiopatologia do esôfago e do trânsito do aparelho digestivo e a estudos referentes aos resultados de intervenções cirúrgicas no megaesôfago e nos megacólons chagásicos. Como atividades afins, participou de uma banca examinadora para ingresso como docente na Faculdade de Medicina da Universidade de Goiás; foi consultor do Hospital Sara Kubitschek para avaliação de sequelas em pacientes com neuropatias e comprometimentos funcionais anorretais; foi Presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (1993); membro da Comissão de Residência Médica do Ministério de Educação e Cultura; membro da Comissão de Ensino e Residência Médica da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Publicou artigos em periódicos científicos, como Megacólon: Tratamento Cirúrgico, Revista Brasileira de Cirurgia (1972); Dilatação Aguda do Cólon no Megacólon Chagásico, Revista Brasileira de Cirurgia; Cardiectomia com Interposição Ileocecal no Tratamento do Megaesôfago Chagásico, Arquivo de Gastroentelogia. Colaborou com elaboração de capítulos nos livros Controle Clínico do Paciente Cirúrgico, Editora Atheneu. São Paulo. 1976; Coloproctologia. Propedêutica Geral. 1.a ed. Rio de Janeiro, RJ: Revinter, 1998. Durante trinta e oito anos de atividade docente assistencial, participou de eventos científicos no Brasil e no exterior, como expositor, conferencista ou palestrante de numerosos congressos, mesas redondas, simpósios, consultorias e tele-encontros. 154

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Como realizações dignas de nota, relata ter contribuído para o reconhecimento da residência médica em coloproctologia por meio da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério de Educação e Cultura; contribuiu para a introdução da residência médica em coloproctologia no Hospital Universitário de Brasília, HUB e seu credenciamento na Comissão Nacional de Residência Médica, na Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Considera sua melhor realização profissional ter contribuído para a implantação e o desenvolvimento do ensino e da pesquisa na Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília; desenvolveu as áreas da fisiologia e da cirurgia do aparelho digestivo; foi catalisador e incentivador da prática coloproctológica em âmbitos do DF e nacionais, o que o levou à presidência da Sociedade Brasileira de Coloproctologia em Brasília. Escolhido membro da Academia de Medicina de Brasília, foi depois seu Presidente e posteriormente Membro Emérito. Quanto aos casos que mais o impressionaram entre seus doentes destacou sua longa convivência e dedicação com estudos e pesquisas da situação clínica presente em casos de megacólon chagásico e dilatação aguda do cólon. Esses estudos possibilitaram a formação e o reconhecimento de novo posicionamento diagnóstico e terapêutico dessa incômoda condição clínica. Relata como importante incentivo para ser médico o fato de ser proveniente de área rural, localizada em município onde se defrontava com muita falta de assistência à saúde de sua população, o que lhe despertou um sentimento de solidariedade e desejo de se dedicar e melhorar as condições de vida das pessoas. Afirma ter a fortuna de uma filha também ter escolhido a medicina como profissão. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 31

DR. PAULO ANDRADE DE MELLO (1931-2019)

Nasceu em 2 de dezembro de 1931, no Rio de Janeiro-RJ. Filho de João Ferreira de Mello e Adelmira de Andrade Bastos de Mello. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1959. Especializou-se em neurocirurgia pelo Regional Neurological Center, Newcastle Upon Tyne, Inglaterra (1964-1967). Em atividades de pós-graduações de senso estrito, obteve doutorado e livre docência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1971. Trabalhou no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) de 1967 até 1993. Fundou e chefiou o Serviço de Neurocirurgia desse hospital. Em atividades de docência, ocupou a posição de professor titular de Neurocirurgia da Universidade de Brasília de 1993 até 2001. Suas pesquisas mais relevantes são do campo da microcirurgia vascular intracraniana, dos gliomas cerebrais e dos tumores da hipófise. Dentre seus artigos publicados, menciona: Pituitary Apopplexy, Journal of Neurosurgical Sciences, 1999; Aneurisma da Artéria Carótida Interna: Estudo de 510 Pacientes Admitidos na Unidade de Neurocirurgia do Hospital de Base no Período de 1971 a 1991, Brasília Médica, 2001; Adenomas Hipofisários Secretores de Gonadotrofinas: Avaliação Retrospectiva de Dez Casos, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 2002; Caracterização Clínica e Imunoistoquímica dos Adenomas Clinicamente Não Funcionantes de Hipófise, Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2005; Neurosurgical Training in Brazil, World Neurosurgery, 2011; Constipation in Patiens with Brain Damage Resulting from Stroke Admited to Rehabilitation Program, Acta Paulista de Enfermagem, 2011; Factors Associated to Intestinal Constipation in Chronic Patients with Stroke Sequelae Undergoing Rehabilitation, Gastroenterology Nursing, 2015. Sua participação em bancas examinadoras é assim registrada: Concentração Sérica e Liquórica de Endotelinas em Pacientes com Hemorragia Subaracnoide: Correlação com Vasoespasmo Cerebral, dissertação de mestrado em ciências da saúde, Universidade de Brasília, 2000; Dosagem Plasmática de Endotelina 1 em Pacientes com Hemorragia Subaracnoide Espontânea: Correlação com Vasoespasmo Cerebral, tese de doutorado em ciências da saúde, Universidade de Brasília, 2005; Abordagem de Aneurismas Múltiplos Bilaterais Através de Craniotomia Pterional Única, tese de doutorado em ciências da saúde, Universidade de Brasília, 2005. Sua consultoria mais relevante se fez como orientador da mestranda Iruena Moraes Kessler, no que concerne à pesquisa Concentração Sérica e Liquórica de Endotelinas em Pacientes com Hemorragia Subaracnoide: Correlação com Vasoespasmo Cerebral, mestrado em ciência da saúde, Universidade de Brasília, 2000. 156

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Em eventos profissionais, participou como palestrante nos seguintes eventos: XII Congresso Brasileiro de Atualização em Neurocirurgia em que abordou o tema Acidente Vascular Cerebral (2007); 5.º Curso de Ciências Básicas em Neurocirurgia quando palestrou a respeito da Estrutura e Função da Medula Espinhal e Sistematização da Medula Espinhal e do Tronco Cerebral (2008); XIII Congresso da Academia Brasileira de Neurocirurgia quando abordou o tema Residência Médica: Conceitos e Recomendações (2009). Como atividades paraprofissionais integrou comissão no XXII Encontro Interregional de Neurocirurgia: Travessia Histórica pelo Tratamento dos Aneurismas Intracranianos (2002); participou do fórum sobre Diretrizes Clínicas e o Sistema de Saúde no Brasil, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (2005), e abordagem do tema Neurosurgical Training in Brasil: Perspectives for Organization and Evalutation, promovido pela American Association of Neurological Surgeons (2004). Quanto à sua produção literária, registra a publicação do livro Avaliação em Neurocirurgia, Joinville, Letra Médica, 2000. Dentre as homenagens recebidas estão: medalha do Mérito Alvorada, Governo do Distrito Federal, 1992; título de Cidadão de Brasília, outorgado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, 1999; medal of Honor at the Forthcoming World Congress of Neurosurgery, Boston, World Federation of Neurosurgical Societies, 2009; prêmio Saúde Brasília 2010, concedido pela Associação Médica de Brasília na modalidade Incentivo Acadêmico, 2010. Dentre suas realizações especiais dignas de nota, estão seus estudos de microcirurgia vascular intracraniana, tumores da hipófise, pressão intracraniana e estudos quanto ao papel das endotelinas na evolução dos gliomas. Considera que sua melhor realização profissional foi ter organizado um Serviço de Neurocirurgia no Hospital de Base do DF, que pudesse treinar médicos residentes tecnicamente competentes e de bom caráter para a disseminação da especialidade. O que mais o impressionou entre seus doentes foi a capacidade de superar deficiências graves do sistema nervoso com manutenção da vontade de viver. O que mais o incentivou a ser médico foi a necessidade que sentiu de contribuir para o bem-estar físico dos doentes. Declara ter um filho médico e pesquisador, Dr. Cláudio Vianna de Mello. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 33

DR. ROBERTO RONALD DE ALMEIDA CARDOSO Nasceu em 24 de fevereiro de 1936, no Rio de Janeiro-RJ. Filho de Joaquim de Almeida Cardoso e Maria José de Almeida Cardoso. Graduou-se em Medicina pela Universidade do Brasil em 1961. Estagiou, em regime de internato, no Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, de 1959 a 1960, e Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, 1960-1961. Especialização em dermatologia pediátrica pelo Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, Rio de Janeiro-RJ, 1963-1964, especialização em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, 1966. Fellowship em estudos sobre alergia, sobretudo doença asmática em crianças, em curso realizado em Denver, Colorado, Estados Unidos, de 1968 a 1972. De 1972 a 1973 fez especialização em Alergia Clínica, pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, São Paulo. Mestrado em imunologia e genética aplicada, pela Universidade de Brasília, UnB, Brasília, 1993, cujo título da pesquisa foi Eosinófilos e Rinite Alérgica. Exerceu atividades assistenciais na qualidade de médico da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, de 1965 a 2001, quando participou de várias atividades em comissões, consultorias, ensino e administração no Hospital de Base. Exerceu também serviços em clínica médica na Polícia Militar do Distrito Federal, Diretoria Geral de Saúde, 1964. Em suas atividades em docência, foi professor convidado, Universidade de Brasília, 1973-1974; professor visitante, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1974; professor titular, disciplina Alergia e Imunopatologia, Faculdades Integradas do Planalto Central, atualmente Uniceplac, 2007-2017. Dentre seus trabalhos apresentados em Congressos Brasileiros de Alergia e Imunopatologia cita: Aspectos Atuais da Ação do CFM nas Especialidades Médicas, XXII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, 2005; Uso do Leite de Camela em Pacientes Intolerantes à Lactose, XXXVI Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, 2009; Ação Protetora do Leite de Camela em Camundongos Inoculados com Salmonella Entérica, XXXIX Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, Presidente da Mesa-Redonda: Epidemiologia da Asma: Atualização, 2012. Sua pesquisa mais relevante foi Protective Action of Camel Milk in Mice Inoculated with Salmonella Enterica, Journal Israel Medical Association, 2013. No que concerne a funções e cargos hierárquicos foi Chefe da Unidade de Alergia, da Fundação Hospitalar do Distrito Federal de 1963 a 1964; Chefe do Serviço Médico da Armada, Marinha do Brasil; Coordenador do Serviço Médico da Câmara dos Deputados em 1997. 158

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Participou de bancas examinadoras na Fundação Hospitalar do Distrito Federal, na área de alergia, em 1999. Em suas atividades paraprofissionais, é responsável pelo Programa Saúde e Alergia, na Rede Imaculada de Rádio, de 2017 até o presente; consultor e médico perito do Conselho Regional de Medicina-DF desde 1994. É membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e membro titular da Sociedad Latinoamericana de Alergia e Imunología. Como membro de editorias de periódicos médicos, foi correspondente internacional, de 1970 a 1985, do periódico Annals of Allergy, Asthma & Immunology, Arlington Heights, publicação oficial da Sociedade Americana de Alergia, Asma e Imunologia. No que concerne a artigos escritos, elaborou oitenta trabalhos científicos, publicados em periódicos médicos, sendo 45 editados no exterior. Dentre as homenagens recebidas, registra o elogio oficial recebido do corpo clínico da Marinha de Guerra, 1966; Associação Médica de Brasília, em 1988, outorgada por boa conduta profissional; elogio pela dedicação, eficiência e senso de responsabilidade aos serviços prestados ao Hospital de Base do Distrito Federal, GDF, Secretaria de Saúde, Fundação Hospitalar do Distrito Federal, Hospital de Base do DF, 1988. A respeito de quem mais o incentivou a ser médico afirma ter sido seu pai, Dr. Joaquim de Almeida Cardoso, urologista do Serviço Médico do Estado da Guanabara, patrono da cadeira 33 da Academia de Medicina de Brasília. Considera que ser membro da Academia de Medicina de Brasília está entre suas melhores realizações. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 34

DRA MARIA OPHÉLIA GALVÃO ARAÚJO (1934 - 2010)

Estudou medicina na Universidade Federal da Bahia (1952-1958), fez residência em pediatria no Instituto Fernando Figueiras em Salvador (1959-1961), especializou-se em anatomia patológica na Fundação Hospitalar do Distrito Federal em Brasília (1969-1971) e doutorou-se em patologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988-1992) com a tese “Morfologia Placentária Associada à Infecção Malárica da Gestante: Microscopia Óptica, Eletrônica e Estudo Imuno-histológico.” Foi médica da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (1964-1993), professora adjunta da Universidade de Brasília (1991-1994) e da Universidade Católica de Brasília (2002-2007). Além desses títulos, a Dr.ª Maria Ophélia foi também chefe do Centro de Anatomia Patológica do Hospital Universitário de Brasília – HUB (1997-1998), supervisora do Programa de Residência Médica do Hospital Universitário de Brasília – HUB (1997-1998), supervisora do Programa de Residência Médica, na especialidade de “Anatomia Patológica” do Hospital Universitário de Brasília – HUB (1977-1985), chefe da Unidade de Anatomia Patológica e Citologia, da Seção de Medicina Integrada, da Divisão de Recursos Médico-Assistenciais do Hospital Regional da Asa Sul (1969-1975) e Chefe do Setor de Histopatologia da Unidade de Anatomia Patológica do 1º Hospital Distrital de Brasília, atual Hospital de Base de Brasília. ***

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 35

DR. RENATO ÂNGELO SARAIVA (1936-2016) Nascido em 18 de junho de 1936. Falecido em 7 de agosto de 2016. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1959. Fez curso de mestrado na Clinical Medicine, The University of Wales, 1972-1875, e doutorado em cirurgia cardiovascular pela Universidade Federal de São Paulo, 1886-1988. Especialização com residência médica em anestesiologia, 1958-1960, na Santa Casa de Misericórdia de Santos-SP. Tinha experiência na área de medicina, com ênfase em anestesiologia, paralisia cerebral em crianças, bloqueio de plexo lombar e anestesia regional. Foi médico da Associação das Pioneiras Sociais, desde 1993, com participação em ensino, orientação de cursos de pós-graduação senso estrito (mestrado e doutorado); Coordenador do programa de anestesiologia do Hospital Sarah Brasília; membro da Comissão de Ética em Pesquisa e da Comissão de Análise de Atendimento Médico da mencionada instituição; foi docente em Anestesiologia da Universidade Brasília e atuou como anestesista no Hospital Universitário de Brasília, UnB (1967-1993). Em eventos científicos, apresentou os seguintes trabalhos, entre outros: Anestesia em Obstetrícia, Centro de treinamento em Anestesiologia da Santa Casa de Misericordia de Santos, encontro científico, 1970; Effect of Nutritional State on the Pharmacokinetics of Anesthetics, University of California School of Medicine, seminário, 1976; Fisiopatologia da Agressão Alvéolo-Capilar, 38.º Congresso Brasilieiro de Anestesiologia, 1991; Estudo Retrospectivo das Complicações da Analgesia Peridural Contínua Pós-operatória, 49.º Congresso Brasileiro de Anestesiologia, 2002. Fez parte de numerosas bancas de avaliação dedissertações de mestrado e teses de doutorado. Foi orientador de vários alunos de mestrado pela Associação das Pioneiras Sociais. Elaborou e publicou numerosos artigos científicos, entre os quais: Anestésicos Locais, Brasília Médica, 1969; Mecanismos de Ação dos Anestésicos Inalatórios, Revista Brasileira de Anestesiologia, 2002; Desflurano: Propriedades Físicoquímicas, Farmacológicas e Uso Clínico, Revista Brasileira de Anestesiologia, 2003; Como Evitar a Formação de Substâncias Tóxicas Durante a Absorção de Dióxido de Carbono Pela Cal Sodada Com Uso de Anestésicos Halogenados, Revista Brasileira de Anestesiologia, 2004. Teve trabalhos premiados como melhor tema livre apresentados nos congressos da Sociedade Brasileira de Anestesiologia nos anos 1994, 1995, 1996, 2000 e 2001. Foi conselheiro do CRM-DF no período de 2003-2008. *** Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 37

DR. CÉLIO RODRIGUES PEREIRA Nascido em Patrocínio, Minas Gerais, no dia 11 de março de 1930, filho de Pedro Rodrigues Pereira e Jesuína Alves Duca. Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais em 1954. Residência médica no Missouri Baptist Hospital St. Louis, MO, USA, 1956-1961, e Children´s Hospital Ohio State University, Columbus, Ohio, 1962-1964; especialização em Cirurgia Pediátrica. Integrou-se por concurso ao Virginia State Board em 1964, ao California Flex State Board em 1966. No Brasil, título de especialista em cirurgia pediátrica pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica com homologação pelo Conselho Federal de Medicina. Aprovado em concurso como cirurgião pediatra do Estado da Guanabara em 1963. Atuou como cirurgião pediatra no Hospital Souza Aguiar, Rio de Janeiro, durante os anos 1964 e 1965. Integrou o quadro de docentes da Universidade de Brasília, UnB, como o primeiro professor de Cirurgia Pediátrica no Distrito Federal, quando atuou no período de 1968 até 1970. Posteriormente, no período de 1970 até 2003, veio exercer com eficiência exemplar suas atividades como especialista em cirurgia pediátrica no Primeiro Hospital Distrital de Brasília, pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal, depois Hospital de Base pela Secretaria de Estado de Saúde do DF. Em sua especialidade também atuou por muitos anos em prática particular no Hospital Santa Lúcia, Hospital Santa Helena e consultório particular. Em razão de sua competência profissional, tornou-se referência no Distrito Federal e no âmbito nacional. Dentre funções e cargos hierárquicos exercidos, foi Chefe do Serviço de Cirurgia do Primeiro Hospital Distrital, depois denominado Hospital de Base do DF, nos anos 1970 até 1975; Chefe da Unidade de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Base de 1976 até 2003; Presidente da Comissão de Residência Médica (Coreme) de 1970 até 1975; preceptor da residência médica da Unidade de Cirurgia Pediátrica de 1975 a 2003. Foi formador de grande número de cirurgiões pediatras que atuam no Distrito Federal e em outras regiões do País. Participou de numerosas bancas de avaliação em concursos para residentes em cirurgia pediátrica, bem como para cirurgião pediatra do Hospital de Base. Expôs numerosas palestras e conferências em eventos científicos no País; promoveu, no Hospital de Base, vários cursos e reuniões na área de sua especialidade com participação de renomados cirurgiões pediatras de outras instituições nacionais. Elaborou o capítulo Atresia de Esôfago, do livro Cirurgia Torácica Geral, 2005, organizado e publicado por Dr. Manoel Ximenes Netto. 162

Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


Considera sua melhor realização profissional a chefia da Unidade de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Base, exercida durante vinte e sete anos. Refere que tem um filho também médico. Entre os casos que teve sob seus cuidados, destaca como aquele que mais o impressionou uma anastomose esplenorrenal numa paciente com hipertensão portal, intervenção realizada no Hospital de Base. A respeito do patrono de sua cadeira na Academia de Medicina de Brasília, Prof. Roberto Vilhena de Moraes, declara ter este sido pioneiro da urologia pediátrica no Brasil. Perfeccionista, fez da Medicina sua razão de viver. ***

Acadêmicos Eméritos e Copatronos

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ACADÊMICO EMÉRITO E COPATRONO – CADEIRA 39

DR. JOSÉ LEITE SARAIVA Professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas, UFAM; Professor Voluntário de Ginecologia do Instituto de Ginecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ; Professor Colaborador IV da Clínica Gineco-Obstetrícia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, UnB; Colaborador no Curso Curricular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da UFRJ. Secretário de Estado da Saúde do Estado do Amazonas; Secretário Regional de Medicina Social do INAMPS/MPAS-DF (implementou a Secretaria e foi seu 1. º Secretário); Secretário Geral Adjunto do Ministério da Saúde; Conselheiro do Conselho Nacional de Saúde; Consultor da Unesco; Copatrono da Academia de Medicina de Brasília; Presidente da Academia de Medicina de Brasília; Presidente da Federação Brasileira de Academias de Medicina; Membro Emérito da Academia Amazonense de Medicina; Membro Honorário da Academia Paraibana de Medicina; membro benemérito da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro; Membro Honorário da Academia Alagoana de Medicina; Membro Honorário da Academia Maranhense de Medicina; Agraciado com a Ordem do Mérito Médico na Classe Oficial; membro da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério de Educação e Cultura. Ressalta como evento entre os mais importantes de suas atividades ter criado e mantido por quatro anos (1966-1970), como Secretário de Saúde do Amazonas, a Superintendência de Serviço Médico do Interior – Susemi-Am, com gestão autônoma, sobretudo responsável pela construção e manutenção de locais de trabalho, de prédios e equipamentos médicos de assistência, ensino e pesquisa necessários ao combate e controle de endemias na área municipal do Estado do Amazonas. Essas realizações estão em registro na publicação intitulada Projeto de Saúde Estado do Amazonas Brasil, Oxford, Inglaterra, FinaPrint, 1969. ***

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


ACADEMIA DE MEDICINA DE BRASÍLIA

ACADÊMICOS HONORÁRIOS


ACADÊMICO HONORÁRIO

DR. JOFRAN FREJAT Nasceu em Floriano, Piauí, no dia 19 de maio de 1937. Filho de João Frejat e Adélia Frejat. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962; pós-graduado em curso de oncologia pela Universidade de Londres em 1972. Mudou-se para Brasília no mesmo ano de sua formatura e trabalhou no Hospital Regional da Asa Sul como cirurgião geral. Publicou os livros: Aspectos Médico-Legais do Aborto (1975); Plano de Assistência à Saúde no Distrito Federal (1979); Doença Não é Negócio (2009); O DF e a Crise Política (2009); Em Defesa de Brasília (2010). Em suas atividades profissionais, foi titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Internacional de Cirurgiões; titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; fellow do International College of Surgeons; ocupou uma cadeira no Conselho Diretor da Fundação Hospitalar do Distrito Federal; foi deputado federal pelo Distrito Federal em 1986 e participou da Assembleia Constituinte na elaboração da Constituição Federal em 1988; reeleito deputado federal em 1990, em 1994 e 1998 e em 2006, tornou-se recordista de mandatos políticos no Distrito Federal; participou da construção de vários hospitais públicos, como o Hospital de Ceilândia, o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), o Hospital de Apoio, o Hospital do Paranoá, e de postos de assistência médica no DF. Foi um dos criadores da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), constituídas de acordo com a Lei 2.676 de 12 de janeiro de 2001, ligadas à Secretaria de Estado de Saúde do DF. Quanto a funções e cargos hierárquicos, foi Chefe da Unidade de Cirurgia Geral do Hospital Regional da Asa Sul; Diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal (1973-1979); A partir de 1979 foi Secretário de Saúde em vários governos do DF. Durante sua gestão, coordenou o Plano Integrado de Saúde, desenvolveu uma política de descentralização dos serviços por meio da criação de postos de atendimento residencial; foi Secretário-Geral do Ministério da Previdência Social. Em declarações na imprensa, defendeu a existência também de médicos especialistas nos postos de saúde em lugar de apenas generalistas. Considera que a saúde deve ter mais administração técnica e menos política. Constitui respeitoso exemplo de dedicação ao cenário político em benefício da área da saúde. *** Acadêmicos Honorários

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ACADÊMICO HONORÁRIO

DR. RÔMULO MAROCCOLO (1924-2017)

Nascido em 1924, na cidade de Estrela do Sul, em Minas Gerais, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1947. Formou-se em Medicina e Ontologia e especializou-se em urologia. Foi médico do Instituto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, transferido para Brasília em 1957. Tornou-se um dos médicos pioneiros em Brasília cidade que, àquela época, ainda era um canteiro de obras. Construiu um barracão que serviu de morada e consultório onde trabalhou durante três anos. Em 1960, foi inaugurado o Primeiro Hospital Distrital de Brasília, depois Hospital de Base do DF. Ali, atuou como urologista. Dois anos depois, surgiu o programa de residência médica em urologia, do qual se tornou Coordenador. Atuou até 1992. Contribuiu, assim, para a formação de numerosos especialistas. Em 1972, foi pioneiro em atuação no Hospital dos Servidores da União, primeiro nome do atual Hospital Universitário de Brasília, UnB. Tornou-se chefe da área de clínica cirúrgica e realizou, em 1977, o primeiro transplante de rim da região Centro-Oeste. O professor e médico nefrologista Joel Russomano chegou ao Hospital Universitário de Brasília em 1980 e recorda-se do colega com carinho: “Ele era muito conversador, gostava de contar histórias, estava sempre alegre e disposto. Atuou com grande contribuição para a nefrologia e urologia da cidade”, comenta. Aposentou-se em 1982, mas voltou ao hospital como médico voluntário em 1998, onde permaneceu até 2010. Durante esse período, participou ativamente das reuniões de equipe do hospital e de momentos importantes do serviço. Foi nessa época que Fransber Rodrigues, hoje Coordenador da residência em urologia do HUB, fez essa especialização no hospital. “Ele contribuiu muito para a minha formação. Lembro-me da seriedade, correção e sua preocupação com a formação dos médicos e com a assistência aos pacientes”, relata Fransber. O Chefe da Divisão Médica do HUB, Giuseppe Cesare Gatto, também conviveu com Rômulo Maroccolo quando ele era voluntário. “Ele sempre tinha casos interessantes para nos apresentar. Fez parte da história do HUB e do transplante renal e é importante para o hospital manter essa memória”, afirma Giuseppe. 168

Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


Em 2006, com Rômulo Maroccolo Filho à frente do Serviço de Urologia, pai e filho realizaram o primeiro transplante de rim do Hospital Universitário como entidade da Universidade de Brasília. “Ele exerceu todos os papéis, de pai, marido, cunhado, filho, com muita dedicação. Foi um exemplo muito forte para mim, foi inspirador na profissão e como pessoa”, fala emocionado o médico urologista e Chefe da Unidade de Transplante do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Rômulo Maroccolo Filho, ao lembrar-se do pai, que deu seu nome ao primeiro filho. Casado com uma enfermeira e pai de quatro filhos, Rômulo falava da profissão com paixão. Não foi à toa que não só a medicina, mas a urologia, foram atividades escolhidas por dois filhos e quatro sobrinhos. Entre eles, Eduardo Ribeiro, sobrinho de Rômulo, que atualmente é Chefe da Unidade de Urologia no HUB. “Devo grande parte da minha formação a ele, que influenciou muito na escolha da minha especialidade. O comportamento dele, sempre muito ético, correto e dedicado aos pacientes, também influenciou muito”, conta Eduardo. Faleceu em 6 de março de 2017 aos 92 anos em casa depois de uma parada cardíaca. Conta Maroccolo Filho: “Uma semana antes de meu pai falecer, atendi no hospital a paciente em que ele fez o segundo transplante havia quarenta anos. Ainda atendo outros pacientes dele. Ficam seu exemplo e seu legado. Esperamos manter seu mesmo patamar. Essa é uma preocupação de seus filhos e de seus sobrinhos”. ***

Acadêmicos Honorários

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PATRONOS

Acadêmicos Titulares

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CADEIRA 1

DR. LUIZ TORRES BARBOSA (1910-1986)

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Desde jovem, frequentou a Policlínica de Botafogo, dirigida por seu pai, Dr. Luiz Pedro Barbosa (1870-1949), pediatra de alta projeção profissional e política como diretor do Serviço Municipal de Higiene e Assistência Pública da cidade do Rio de Janeiro e Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (1931). Frequentavam a Policlínica médicos de valor exponencial como Carlos Chagas e Moncorvo Filho. Dr. Luiz Torres Barbosa concluiu seu curso de graduação na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1934. Destacou-se como melhor aluno durante o curso médico. Atuou na Policlínica como assistente de seu pai. Em 1938, estagiou em Paris no serviço do professor Robert Debré (1882-1978), este, considerado o pai da pediatria moderna. Torres Barbosa destacou-se como melhor aluno em seu estágio e recebeu título de assistente estrangeiro da Faculdade de Medicina de Paris. Em 1942, iniciou sua residência médica em pediatria no Bobs Roberts Memorial Hospital, Universidade de Chicago, EUA. De volta ao Brasil, tornou-se docente do Curso de Puericultura e Administração do Departamento Nacional da Criança. Em 1947, foi nomeado para o Serviço de Pediatria do Hospital dos Servidores de Estado (HSE), no Rio de Janeiro, do qual se tornou diretor, função que lhe outorgou notoriedade por seu exemplo profissional, por ter formado gerações de pediatras e líderes da pediatria nacional. De sua experiência em Chicago, trouxe a prática da residência médica, até então inexistente no Brasil. Entre os líderes ali formados, destacam-se os ex-presidentes da Sociedade Brasileira de Pediatria Júlio Dickstein, Jairo Valle, Sérgio Cabral, Pedro Celiny, bem como os patronos da Academia Brasileira de Pediatria Nicola Albano, Luiz Osório Serafim e Amélia Denise Macedo. Dirigiu o berçário da Policlínica de Botafogo, e sua experiência em neonatologia o fez idealizador da Maternidade Alexander Fleming, onde pediatras e obstetras se integravam na assistência pré-parto e de partos para que o recém-nascido fosse atendido por pediatras na sala de partos, prática que atualmente se tornou padrão em quase todas as maternidades. Foi pioneiro na motivação dos pediatras para a prática do alojamento conjunto. Era assíduo participante das atividades da Sociedade Brasileira de Pediatria e ativo entusiasta da criação do Comitê de Neonatologia, que presidiu durante muitos anos. Foi Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria de 1954 a 1955 e seu Presidente no biênio 1962 e 1963. Durante muitos anos, Patronos

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representou no Brasil o Centre International de l´Enfance (CIE), de Paris. Promoveu, em Brasília, com participação da Organização Pan-Americana da Saúde, do CIE, do Instituto Interamericano del Nino e da Universidade de Brasília, o primeiro Curso Internacional de Problemas Perinatais, que teve relevante papel na difusão e no desenvolvimento da neonatologia e da perinatologia na América Latina. Desde 1948, como livre-docente, lecionou em várias instituições, inclusa a Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi sócio honorário de várias Sociedades de Pediatria do continente americano. Por indicação de seu ex-assistente e acadêmico Antonio Marcio Junqueira Lisboa, tornou-se patrono da cadeira número 1 da Academia de Medicina de Brasília. Por sua atuação no campo da pediatria foi eleito sócio honorário de várias Sociedades de Pediatria do continente. Faleceu em 3 de abril de 1986. É reconhecido como um dos mais importantes formadores de pediatras da história da pediatria no Brasil. Por essas razões, a Sociedade Brasileira de Pediatria lhe conferiu a Cadeira 16 de sua Academia Brasileira de Pediatria. (Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria, on-line)

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


CADEIRA 3

DR. RAIMUNDO DE MOURA BRITTO (1909-1988)

Nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Em 1934, tornou-se médico pela Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, então, Distrito Federal. Especializou-se em cardiologia e cirurgia cardiovascular. Iniciou sua carreira em cirurgia no Hospital da Cruz Vermelha Brasileira, Rio de Janeiro, e ali trabalhou de 1934 a 1953, além de ter atuado em outros hospitais, quando ocupou cargos da administração pública na área de saúde. Naquela ocasião, foi docente da Faculdade Nacional de Medicina, examinador do Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) e médico da Prefeitura do Rio de Janeiro, na ocasião, Distrito Federal. Em abril de 1947, tornou-se diretor do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) cargo em que permaneceu até 1951. Em 1948, representou o HSE no XIX Congresso Anual da Associação Argentina de Cirurgia. Em 1949, foi indicado pelo governo federal para estudar as organizações hospitalares americanas. Em 1950, lecionou no III Curso Internacional de Organização e Administração de Hospitais, promovido pela Repartição Sanitária Pan-Americana. A partir daquele ano, dirigiu por um quadriênio a Inter-American Hospital Association. Em 1951, lecionou no curso de organização e administração de hospitais, patrocinado pelo Departamento Nacional de Saúde, ao qual prestou seus serviços até 1952. Neste último ano, participou da delegação chefiada pelo Vice-Presidente da República, João Café Filho – de quem era médico particular e amigo. Com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas em 1954 e a posse de Café Filho na Presidência da República, foi nomeado diretor do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (Ipase). Em outubro de 1955, foi intermediário junto a Café Filho de uma consulta feita por líderes do Partido Social Democrático (PSD), interessados em saber se este aceitaria os resultados das eleições presidenciais realizadas naquele mês, que indicavam como vitoriosa a chapa Juscelino Kubitschek-João Goulart. Café Filho, segundo relatou em suas memórias, garantiu que empossaria os eleitos. Em 1955, o Presidente Café Filho sofreu distúrbios circulatórios, e Raimundo de Britto prestou-lhe assistência no HSE. Dias depois, tinha seu estado clínico controlado. Após a avaliação feita por uma junta médica, Britto indicou repouso por algum tempo sob cuidados médicos. Devido a esse evento, houve transmissão da presidência a Carlos Luz que, à época, era Presidente da Câmara dos Deputados. Entretanto, três dias depois da posse, o General Henrique Teixeira Lott, Ministro da Guerra, Patronos

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depôs Carlos Luz. Afirmou que tal medida era imprescindível para bloquear uma conspiração que estava em formação no governo e, assim, garantir a posse de Juscelino Kubitschek. A chefia do País foi então entregue a Nereu Ramos, Vice-Presidente do Senado, o indicado na sequência sucessória. No dia 21 de novembro 1955, Raimundo de Britto integrou nova junta médica que declarou Café Filho apto a reassumir a presidência. No dia 22, porém, por orientação vitoriosa em 11 de novembro, o Congresso aprovou o impedimento de Café Filho e confirmou a investidura de Nereu Ramos no governo federal. No dia 25, após um incidente com o novo Ministro do Trabalho, Nélson Omegna, Raimundo de Britto demitiu-se da presidência do Ipase. De 1959 a 1961, Britto foi Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e de outras entidades científicas. Tornou-se Vice-Presidente da Associação de Docentes da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil e Secretário do Serviço Social da Cruz Vermelha Brasileira. Em outubro de 1962, foi eleito deputado à Assembleia Legislativa do recém-criado Estado da Guanabara com legenda da União Democrática Nacional (UDN). Antes de iniciar o mandato, foi nomeado pelo Governador Carlos Lacerda para o cargo de Secretário de Saúde do Estado. Após o movimento político-militar que derrubou o governo de João Goulart em 31 de março de 1964, Raimundo de Britto foi convidado pelo novo Presidente da República, Marechal Humberto Castelo Branco, para assumir o Ministério da Saúde. Tomou posse como Ministro em 15 de abril de 1964. Em 5 de junho de 1965, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal. Seu nome foi lembrado para candidato da UDN à sucessão de Carlos Lacerda em 1965, mas fora Carlos Flexa Ribeiro o indicado. Com a extinção dos partidos políticos decretada pelo Ato Institucional n.º 2, em 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, Britto integrou o grupo de udenistas que preferiu ingressar na Aliança Renovadora Nacional (Arena), diverso do bloco lacerdista que aderiu ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Deixou o Ministério da Saúde em março de 1967, quando terminou o mandato de Castelo Branco. Retornou, então, à iniciativa privada no Rio de Janeiro. Foi diretor da Rio Clínicas e Diretor do Hospital das Clínicas do Rio de Janeiro. No decorrer de suas atividades políticas e médicas, Raimundo de Britto publicou cerca de 280 títulos voltados a trabalhos científicos, conferências, comunicações e livros entre os quais se destacam: Cirurgia das Veias; Tática e Técnica Cirúrgicas da Mama; Paratireoidectomia no Reumatismo Crônico; O Pré-Operatório nos Bócios Tóxicos; Câncer e Tireoides; Hiperparatireoidismo; Bócios Endotorácicos; Megacolo e Vitamina B. (Fonte: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Fundação Getúlio Vargas, on-line)

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CADEIRA 4

DR. PAULO MARCELO MARTINS RODRIGUES (1933-1989)

Nascido em 29 de dezembro de 1933, em família cearense de bacharéis do direito. Em 1960, foi graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Retornou a Fortaleza em 1961 para integrar a orientação do regime de internato da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FMUFC) Iniciou sua carreira universitária em 1962, como instrutor de ensino da FMUFC; foi também professor colaborador na Universidade de Brasília (UnB). Foi membro das Sociedades de Gastroenterologia, de Nefrologia e de Cardiologia e teve trabalhos publicados nas áreas do ensino; foi Presidente do Centro Médico Cearense, Diretor no Sindicato dos Médicos e membro da diretoria do Conselho Regional de Medicina do Ceará. Conceituado por notórios médicos como divisor de águas da medicina cearense, continua a constituir exemplo de mestre e profissional de elevadas qualidades. Por adoção de bases científicas no exercício clínico, introduziu um novo estilo de exercer medicina no Ceará. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, membro da Academia Cearense de Medicina, publicou o livro Paulo Marcelo Martins Rodrigues, O Divisor de Águas na Medicina do Ceará, em que o homenageia e dá mostras da influência de sua atuação transmitida à classe médica. Ele conceituava saúde como algo dinâmico, como "um momento e um movimento simultâneos de partes interdependentes e indissociáveis", sendo "cada uma delas um organismo que se integra dentro de um sistema uno e total". Faleceu em 8 de janeiro de 1989, vítima de enfarte fulminante. Muitos médicos seguiram os caminhos trilhados por ele. Seu nome designa a Liga de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, bem como designa muitas outras instituições, sobretudo cearenses. Tendo em vista essas considerações, será sempre citado como profissional verdadeiramente dedicado à medicina, como professor modelar e reformador do ensino médico no Ceará. Sua memória permanece presente como aquele que fez história na arte hipocrática entre os cearenses. (Fonte: Portal de Serviços e Informações do Estado do Ceará)

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CADEIRA 5

DR. MANOEL DIAS DE ABREU (1891-1962)

Nasceu em São Paulo, capital. De acordo com documentos oficiais, como certidão de casamento civil e religioso e registros do Cemitério da Consolação, Manoel de Abreu nasceu em 1891, como consta em vários relatos. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1914. Dedicou-se à radiologia. Passados dois anos de estudos, transferiu-se para a França onde se tornou diretor do Laboratório de Radiologia da Santa Casa de Paris. Em 1917, iniciou suas pesquisas sobre fotografia de pulmões no Hospital Franco-Brasileiro, em Paris, instituição que teve relevante papel assistencial na Primeira Guerra Mundial, onde atuou uma equipe de numerosos médicos brasileiros voltados ao atendimento a militares feridos. Após esse período de guerra, ainda na França, trabalhou no Hospital Laennec. Em 1921, publicou o estudo Radiodiagnóstico na Tuberculose Pleuropulmonar, obra pioneira sobre radiologia de lesões pulmonares. Em 1922, retornou ao Brasil e assumiu a direção do Departamento de Raios X da Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose, no Rio de Janeiro. À época, registrava-se na cidade grande número de casos da doença. Os exames convencionais eram caros e inacessíveis a grande parte da população. Naquela instituição, Abreu intensificou suas pesquisas de radiografias do tórax, mas obteve resultados questionáveis tendo em vista diversas dificuldades operacionais. Em 1935, com o apoio do aperfeiçoamento dos aparelhos radiográficos, continuou com suas experiências científicas no Hospital Alemão, Rio de Janeiro. Em 1936, descobriu que a radiografia do tórax, fotografada da tela radioscópica, constituía um método eficaz de avaliação, com baixo custo, e propiciava mais facilidade para diagnosticar precocemente tuberculose, câncer e outros tumores pulmonares, bem como avaliar lesões no coração e nos grandes vasos, o que resultou em tratamentos com melhores resultados e agendas de prevenção mais abrangentes. Ainda em 1936, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro reconheceu a grande utilidade da invenção e designou-a abreugrafia, método que foi reconhecido e adotado mundialmente. Em 1939, o Congresso Brasileiro de Tuberculose tornou oficial o nome abreugrafia, que foi aprovado depois pela União Internacional Contra a Tuberculose. A inovação teve outros nomes em diferentes países — schermografia na Itália, roentgenfotografia na Alemanha, fotofluorografia na França, microrradiografia em Portugal.

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A abreugrafia veio a ser requisito para o ingresso nas escolas e nas universidades, para o alistamento militar e para o ingresso em empregos diversos. O inventor do exame foi indicado ao prêmio Nobel em 1950 e em outras ocasiões. Apesar de sua invenção ter trazido desenvolvimento científico e amplos benefícios comunitários, sobretudo no âmbito internacional, jamais foi laureado com aquele prêmio. Outros processos radiográficos surgiram com o passar dos anos, visto ser muito alto o grau da radiação usada na abreugrafia. Abreu lecionou Radiologia em numerosas instituições científicas do Brasil e do exterior; foi membro de sociedades médicas entre as mais respeitáveis do mundo; foi detentor de numerosos prêmios, como Cavaleiro da Legião de Honra, na França, e medalha de ouro outorgada pelo Colégio Americano de Médicos do Tórax, dos Estados Unidos, em 1950, como Médico do Ano. No cenário da medicina e da pesquisa científica, publicou — Ideias Gerais Sobre o Radiodiagnóstico na Tuberculose, Estudos Sobre o Pulmão e o Mediastino, Nova Radiologia Vascular e Radiologia do Coração. Abreu também publicou obras poéticas — Substâncias, ilustrada por Di Cavalcanti, e Poemas sem Realidade, ilustrada por ele próprio. Faleceu em 1962 aos 71 anos de idade, de morte causada ironicamente por câncer pulmonar, talvez motivado pelo hábito de fumar, que manteve por longo tempo. Em 1963, seu nome foi alçado como patrono na fundação dos órgãos representativos discentes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O Colégio Estadual Manoel de Abreu, na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, também traz seu nome. No Brasil, em memória de Manoel Dias de Abreu, o dia 4 de janeiro tornou-se Dia Nacional da Abreugrafia. Em maio de 2012, a Sociedade Paulista de Radiologista, em homenagem aos cinquenta anos da morte de Manoel de Abreu, lançou a biografia O Mestre das Sombras — um Raio X Histórico de Manoel de Abreu, de Oldair de Oliveira, jornalista e historiador. Entre grandes vultos da medicina brasileira, como Carlos Chagas, Oswaldo Cruz, Vital Brazil, Manoel de Abreu também alcançou essa consagração, tendo em vista sua relevante história de realizações. (Fontes: Academia Nacional de Medicina, on-line: http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=559&des cricao=Manoel+de+Abreu+(Cadeira+No.+84); https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Dias_de_Abreu)

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CADEIRA 6

DR. LEÔNIDAS MELLO DEANE (1914-1993)

Nasceu em Belém do Pará em 1914, filho de Leonard Eustace Deane e Helvécia de Mello Deane. Seu pai era inglês. Graduado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará em 1935; fez mestrado na Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore, e posteriormente na Universidade de Michigan, ambas nos Estados Unidos. Em 1935, ingressou como professor de Microbiologia na instituição em que se formou médico. Foi ainda parasitologista do Instituto de Patologia Experimental do Norte, atual Instituto Evandro Chagas nos períodos de 1935-1939 e 1942-1949. Foi professor da Faculdade de Medicina do Norte do Paraná; cientista visitante do Colégio Imperial, em Ascot, Inglaterra, e professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Aplicou-se à pesquisas de campo no Pará a partir de 1936, a respeito de calazar e malária. Ingressou no Serviço de Malária do Nordeste, tomou parte na campanha de combate ao Anopheles gambiae (1939-1942). Os artigos publicados resultantes de suas viagens pela selva e outros locais foram marcos para o conhecimento das doenças investigadas e ainda são referências em estudos sobre essas doenças e seus parasitos. Trabalhou no Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa (1975) e na Universidade de Carabobo, Venezuela (1976-1979); no Brasil, ingressou na Fundação Oswaldo Cruz no Departamento de Entomologia, ao lado de sua mulher, Maria José Maria Paumgartten Deane, também médica e pesquisadora, que atuou no Departamento de Protozoologia da mesma instituição. Chefiou esses departamentos e formou outros pesquisadores. Continuou a exercer suas atividades depois da sua aposentadoria por idade em 1990. Em atividades paraprofissionais, Leônidas Deane e o também pesquisador Lobato Paraense compuseram o comitê do prêmio Samuel Barsley Pessoa durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Parasitologia em Belo Horizonte. Foi Chefe dos Departamentos de Entomologia e do Departamento de Protozoologia, Fundação Oswaldo Cruz. Recebeu numerosas homenagens e vários prêmios com distinção, entre os quais se destacam prêmio Oswaldo Cruz, medalha Carlos Chagas, medalha Gaspar Vianna, prêmio Moinho Santista, medalha Henrique Aragão. Dr. Leônidas Deane e Dra. Maria José Deane foram homenageados pela FioCruz com a criação do Centro de Pesquisa Leônidas & Maria Deane, em Manaus (1994); pesquisadores brasileiros e do exterior homenagearam seu nome com as denominações de várias novas espécies de insetos e protozoários, como Phlebotomus deanei, Culex deanei; Triatoma deanei, Tripanosoma leonidasdeanei e muitos outras. 180

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Com o objetivo de melhor expor o alcance de sua importância e reconhecimento de suas atividades, segue um breve condensado do texto de Luiz Fernando Ferreira e Adauto Araújo, membros correspondentes da Academia Paraense de Ciências a respeito do pesquisador, publicado no periódico Ciência e Sociedade, Rio de Janeiro, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, 2014 – O Professor Dr. Leônidas Deane foi um excepcional pesquisador que deixou contribuições fundamentais para o conhecimento das doenças infecciosas endêmicas no Brasil ou importadas de outros países. Dentre elas, as leishmanioses e a malária. Neste breve relato sobre Leônidas Deane, mostra-se sua importância como cientista e como formador de novas equipes de pesquisadores. Tinha cultura geral muito grande, era de uma bondade enorme, paciente, incapaz de emitir uma palavra grosseira ou de exprimir um gesto ríspido em nenhuma situação. Em suas pesquisas com malária, conta que certas pessoas no interior acreditavam que o demônio viria tirar sangue das pessoas, furar-lhes os olhos e matar todos. Narra o caso de uma mulher ter-lhe pedido que tirasse as botas para ver se tinha pés de cabra do diabo. Em outro caso, a pessoa a ser examinada ficou a tremer de medo e disse temer que o demônio explodisse com fumaça de enxofre depois de lhe tirar o sangue e em seguida iria desaparecer. Mas, depois de alguns esclarecimentos, veio a convencer essas pessoas, inclusas as crianças que estavam entre eles, que todos os agentes ali eram do Bem. Por fim, conseguiram executar seu trabalho sem mais antagonismos. Reproduzimos o expressivo poema do professor Dr. Carlos Eduardo Tosta, da Universidade de Brasília, elaborado na ocasião da morte de Leônidas Deane, ocorrida em 30 de janeiro de 1993: Foi-se o gigante franzino / Que nos extasiava com lições de sabedoria e simplicidade / Mostrando que é possível ser erudito sem ser arrogante / E ser puro em um mundo corrompido / Foi-se o exemplo de abnegação / Que provou com sua vida que o conhecimento liberta / E que o trabalho representa / Uma fonte perene de redenção / Foi-se o mestre / Que ensinava aos mestres os segredos da vida / Que no decifrar os segredos da vida / Nos deixava mais próximos de Deus / Foi-se a alma peregrina / Ao encontro de um recanto de menos sofrimento / Para poder ensinar aos anjos / Os mistérios das espécies crípticas / E ficaram, assim, entre nós legiões de órfãos. (Fontes: http://www.scielo.br/pdf/mioc/v88n1/vol88(f1)_5-10.pdf e https://www.researchgate.net/publication/269883062_Leonidas_de_Mello_Deane_1914-1993)

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Patronos

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CADEIRA 7

DR. NICOLA CASAL CAMINHA (1910-1995)

Nasceu em Campo Grande, atualmente capital de Mato Grosso do Sul. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1934. Por ter recursos limitados, necessitou de trabalhar como interno do Hospital da Polícia Militar, para garantir casa e comida durante o curso médico. Especializou-se em radiologia nos Estados Unidos da América (EUA), em estágio de um ano e, na Suécia (Serviço de Radiologia do Hospital Karolinska), durante seis meses. Em 1938, iniciou suas atividades profissionais como médico-assistente na Faculdade Nacional de Medicina, Rio de Janeiro. A partir de 1940, dedicou-se a estudos em radiologia otológica. Em 1943, com a tese intitulada Radiologia das Otites Colesteatomatosas tornou-se professor livre-docente da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Com outra tese, Radiologia dos Tumores Malignos do Rinofaringe, passou a atuar na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade da Guanabara. Nesta faculdade, o Prof. Manoel de Abreu era o titular da Cadeira de Radiologia, que ficou vaga após seu falecimento. Contudo, por decisão institucional, a Cadeira foi extinta, o que motivou decepção ao Prof. Caminha. Membro fundador do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) na cidade de São Paulo, em 1948, foi seu presidente em 1959-1961. Em 1979, recebeu o título de Membro Honorário desse Colégio. Sua Clínica Radiológica Nicola Caminha atraiu notórios especialistas em radiologia norte-americanos e europeus. O “curso do Caminha” tornou-se o primeiro a emitir diplomas oficiais de pós-graduação em radiologia com o amparo da Fiscalização da Medicina. Em 1975, o curso foi habilitado pelo Conselho Federal de Medicina para fornecer o título de especialista em radiologia. Criou a residência médica em radiologia do Serviço de Radiologia do Hospital dos Servidores do Estado (1953), cujo Serviço de Imagem leva seu nome. Em 1960, foi promovido a professor adjunto da Faculdade Nacional de Medicina e a Professor de Radiodiagnóstico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi professor titular de Radiodiagnóstico da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques e o primeiro professor titular de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na Faculdade Nacional de Medicina, foi Chefe do Gabinete de Radiologia (1968) e organizou o Departamento de Radiologia, do Conselho Departamental da Faculdade. Como professor mais antigo, foi nomeado Chefe Interino daquele Departamento em 1971. 182

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Organizou o curso de pós-graduação em radiologia da UFRJ e foi seu primeiro Coordenador. Criou a residência médica do Serviço de Radiologia da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro (1971), e permaneceu à frente do programa de residência até o fim de sua vida. Em 1976, tornou-se membro titular da Academia Nacional de Medicina. Foi Chefe do Serviço de Radiologia do Hospital dos Servidores do Estado e professor de Radiodiagnóstico da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-RJ. Em 1980, aposentou-se por idade. No ano seguinte, com aprovação unânime da Congregação da Faculdade de Medicina, foi reconduzido ao ensino como professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi considerado o Pai da Radiologia como mentor de gerações de radiologistas brasileiros. Foi homenageado com nome de logradouro residencial e empresarial, Rua Dr. Nicola Casal Caminha, em sua cidade natal. Foi Presidente da Internacional Society of Radiology, de 1977 a 1981. Membro Honorário da Sociedade de Radiologia dos países: Argentina, Colômbia, EUA, França, Panamá, Paraguai, Portugal, Itália e Luxemburgo. Entre seus títulos, destacam-se o Grau de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique de Portugal, conferido pelo Presidente da República, e Grão Mestre das Ordens Portuguesas, Lisboa, Portugal (1968). Seu maior interesse foi dedicar-se a analisar radiografias diante do negatoscópio e emitir laudos criteriosos e detalhados rodeado de alunos e médicos, sobretudo residentes. Trabalhou até o dia anterior à sua morte, examinando radiografias e dando laudos radiológicos no Serviço da Santa Casa de Misericórdia, casa em que foi acadêmico estagiário desde o segundo ano de Medicina (1930). Foram sessenta anos de trabalho como radiologista. (Fonte: Academia Nacional de Medicina: http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=591)

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CADEIRA 9

DR. WALTER EDGARD MAFFEI (1905-1991)

Nasceu em 15 de janeiro de 1905, na cidade de Salto de Itu-SP. Graduou-se em 1930 pela Faculdade de Medicina de São Paulo, hoje, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez estágio de aperfeiçoamento por cerca de dois anos no Hospital de Salpêtrière, em Paris, em que demonstrou profundos conhecimentos em neuropatologia. Foi professor livre-docente de Anatomia Patológica da FMUSP e permaneceu nessa instituição até 1945; foi patologista do Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha, São Paulo, e suas reuniões anatomoclínicas, sobretudo com discussões sobre óbitos de psicopatas, foram muito frequentadas e muito conhecidas. Foi catedrático de Patologia Geral e de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina de Sorocaba da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), de 1955 até seu falecimento, em 1991. Fazia reuniões anatomoclínicas também na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que, por sua alta qualidade científica, superlotavam o anfiteatro da biblioteca, com participação de notórios profissionais à época, como Aldo Bruno Definis, Oscar Monteiro de Barros e Edwin Castelo. Em 1952, fundou o Serviço de Anatomia Patológica da instituição, com os patologistas José Donato de Próspero e Carlos Marigo. Essas reuniões motivaram o surgimento da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Nessa época, Maffei suscitou a ideia de criar uma revista científica para a publicação de trabalhos do setor de anatomia patológica e de outros departamentos da casa. Em 1955, surgiram os Arquivos Médicos da Santa Casa de São Paulo, periódico que perdurou por vários decênios e precedeu o Santa Casa Medical Journal. Protagonizou, portanto, a criação da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, que estaria voltada à assistência, ao ensino e à pesquisa, com participação de estudantes. Em maio de 1963, foi inaugurada a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Maffei foi um dos seus primeiros professores. Escreveu os livros: As Bases Anatomopatológicas da Neuriatria e Psiquiatria, em dois volumes (1951); Os Fundamentos da Medicina (1968) e Human Topography for Oncology – Oncotop a Proposal (1992, post-mortem, coautor. Em atividades paraprofissionais, dedicou-se à organização dos departamentos de patologia da Faculdade de Medicina de Sorocaba, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; foi membro de honra da Sociedade 184

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Francesa de Neurologia. Em 1937, ingressou na Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, hoje, Academia de Medicina de São Paulo; tornou-se acadêmico titular, depois emérito da cadeira 21 e, atualmente, seu nome é honrado como patrono da cadeira 98 dessa mesma Academia. Dentre as homenagens recebidas, foi patrono da 29.a turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba da PUC-SP em 1984. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, seu nome designa um prêmio do Departamento Científico do Diretório Acadêmico Manoel de Abreu e a Liga de Neurociências; dá nome ainda a uma avenida no bairro residencial Santa Madre Paulina, na cidade de Salto-SP. Faleceu em 10 de setembro de 1991, com 86 anos de idade. Segundo José Donato de Próspero, médico patologista, que trabalhou por muito tempo com Maffei, ele tinha forte personalidade, notório saber, era altamente didata, polêmico, exigente e intolerante com erros, mas acessível, culto, apreciava os clássicos da literatura, a música lírica e clássica. Por sua especial aplicação à neuropatologia, tornou-se um dos mais respeitados conhecedores do tema no País. Afirmou em certa oportunidade que os melhores livros de anatomia patológica são as necropsias e as microscopias e que os livros poderiam complementar aqueles saberes práticos. Ocorrem também entre outros de seus ditos: — O médico existe porque existem doentes. — Não existe sentido em guardar conhecimentos só para si. Estes sempre precisarão ser repassados a outros ou não terão grande valor (Fonte: Academia de Medicina de São Paulo)

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CADEIRA 10

DR. FERNANDO PAULINO SOARES DE SOUZA (1906-1990) Nascido no Rio de Janeiro, em sua família constam vários cirurgiões. O pai, Augusto Paulino Soares de Souza e seu irmão Augusto Paulino Soares de Souza Filho foram professores de Cirurgia. Seu sobrinho Augusto Paulino Soares de Souza Neto é cirurgião ortopedista do Hospital Miguel Couto. Tornou-se médico em 1928 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro. Principiou sua carreira como cirurgião na 15.ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia, junto a seu pai, Prof. Augusto Paulino. Foi cirurgião do Hospital Souza Aguiar, diretor e Chefe do Setor de Cirurgia Torácica do Hospital Torres Homem, Chefe do Serviço de Cirurgia Geral da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Foi professor livre-docente em Cirurgia pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Em 1968, recebeu o título de Professor Honoris Causa da mesma Universidade. Foi o único médico brasileiro a ser eleito para a Sociedade de Cirurgia da União Soviética. Foi membro da American Surgical Society e Fellow do American College of Surgeons, sendo posteriormente honrado com o honorary fellowship. Tornou-se também membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e de outras sociedades médicas. Em 1962, tornou-se membro titular da Academia Nacional de Medicina, secção de cirurgia, cadeira 39, cujo patrono é Augusto Paulino Soares de Souza, seu pai. Passou a ser membro emérito desta Academia em 1988, sendo substituído na cadeira 39 por Augusto Paulino Soares de Souza Netto, seu sobrinho Autor de centenas de trabalhos publicados, entre artigos, capítulos de livros e livros. Entre estes, um livro sobre cirurgia torácica (1945) e outro sobre organização e funcionamento do centro cirúrgico (1957). Como realizações de eminente destaque, Fernando Paulino foi criador e Chefe do Departamento de Cirurgia da Casa de Saúde São Miguel onde exerceu sua clínica particular. Criou ali um curso de pós-graduação de residência médica em cirurgia geral. Centenas de médicos tiveram treinamento sob sua orientação. Foi, ali, um professor sem cátedra, mas reconhecidamente exímio e de notório saber. A admissão a seu curso de residência médica foi intensamente disputado por grande número de médicos interessados em cirurgia geral. Seus ex-alunos e ex-residentes eram bem acolhidos nos serviços de cirurgia em todo o País e tidos como profissionais de alta competência. Promovia anualmente as chamadas reuniões dos discípulos do professor Fernando Paulino, as quais eram honradas por mais de trezentos participantes à época. (Fonte: Academia Nacional de Medicina; http://anm.org.br/conteudo_view.asp?id=320)

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CADEIRA 11

DRA HELENA CORTOPASSI SALES (1930 - 1988)

Helena Cortopassi Sales nasceu em Belo Horizonte, MG em 14 de fevereiro de 1930. Formada pela faculdade de Medicina da UFMG, veio para Brasília em 1959 acompanhando seu marido, o engenheiro Efigênio Sales, convidado para trabalhar na construção de Brasília. Trabalhou no 1º Hospital Distrital de Brasília, hoje Hospital de Base, foi chefe do Centro de Saúde nº 1 da nova capital e foi também uma das fundadoras do Hospital Sara Kubitscheck, onde atendia como neuropediatra. Especialista em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, foi chefe do Serviço de Vigilância Epidemiológica e diretora do Departamento de Saúde Pública da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, quando iniciou a implantação da vigilância de diversas doenças principalmente das meningites e poliomielite. Na década de 60 desenvolveu, com a colaboração do Instituto Oswaldo Cruz, pesquisa sobre infecções por enterovirus no Distrito Federal. Deve-se a ela a existência de um banco de dados sobre poliomielite no Distrito Federal, a partir do ano de 1970. Membro da Sociedade de Pediatria de Brasília, faleceu ainda jovem, em novembro de 1988, aos 58 anos. ***

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CADEIRA 13

DR. ODAIR PACHECO PEDROSO (1909-1981)

Desempenhou relevante papel no campo da administração hospitalar no País. Em São Paulo, foi responsável pelo Curso de Organização e Administração Hospitalar, primeiro curso universitário regular no Brasil, instalado na Faculdade de Saúde Pública em 1951. Tendo em vista seus profundos conhecimentos nesse campo, sob sua orientação e seu empenho, outros cursos correlatos ao campo hospitalar administrativo foram instalados nessa mesma instituição, voltados ao serviço de arquivos, estatísticos, à importância da área religiosa no âmbito hospitalar. Empenhou-se também na organização hospitalar, com aulas no curso de administração hospitalar na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Promoveu curso de Aperfeiçoamento em administração hospitalar para médicos da Aeronáutica, para a Escola Paulista de Medicina e para instituições congêneres públicas e particulares em São Paulo, noutros Estados do País e no Distrito Federal. Participou de várias comissões da Faculdade de Saúde Pública em São Paulo. Foi o primeiro chefe do Departamento de Prática de Saúde Pública; foi também Vice-Diretor e Diretor dessa instituição. Foi eleito representante da Congregação da Faculdade no Conselho Universitário da Universidade de São Paulo, e membro de várias de suas comissões. Ao se aposentar, em 1979, recebeu o merecido título de professor emérito pela Congregação dessa Faculdade. Foi fundador da Associação Paulista de Hospitais (APH); criou a Revista Paulista de Hospitais da qual foi editor, único periódico publicado ininterruptamente desde 1953. Mais de cem cursos intensivos sobre várias áreas da administração hospitalar foram ministrados pela APH, sempre sob a liderança do Prof. Odair Pedroso. Colaborou com os Governos Federal, Estadual e Municipal. Foi designado pelo Governo Federal para fazer parte da comissão instalada para o estudo do Anteprojeto da Lei Orgânica de Assistência Hospitalar para o País. Participou, como Assessor no Setor Hospitalar, da Comissão de Estudos e Reformas do Código Sanitário do Estado de São Paulo. Desses estudos resultou a Lei n.° 1561-A. Foi responsável pelo estudo da situação dos sanatórios de hanseníase e apresentou sugestões para sua reformulação, também baixadas em decreto pelo Governo do Estado. Em suas participações nas comissões, destacou-se o seu trabalho voltado para o Serviço Especial de Saúde Pública do Ministério da Saúde, desenvolvido como consultor no estudo de reforma dos hospitais do Vale do Rio São Francisco. Ocupou o cargo de Diretor do Serviço de Medicina Social 188

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do Estado de São Paulo. Foi Coordenador da Assistência Hospitalar da Secretaria da Saúde em dois Governos sequentes, o que lhe permitiu desenvolver a organização administrativa dos diversos hospitais do Estado, tendo elaborado os seus primeiros regulamentos. Como consultor hospitalar desenvolveu suas atividades no País e no exterior. Foi designado perito da Organização Mundial da Saúde desde 1955. Colaborou com mais de trezentas instituições hospitalares, com atividades também no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo. Destacaram-se seus trabalhos realizados para as Forças Armadas, para o Hospital do Servidor Público do Estado, para os hospitais do Serviço de Tuberculose do Estado, para os hospitais da Prefeitura Municipal, para o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. Contribuiu, assim, para o planejamento de mais de vinte instituições hospitalares de ensino no País. Sua última obra foi o Hospital de Cotia, em São Paulo, reconhecido como modelo para a Secretaria da Saúde do Estado pela filosofia de organização e pelo funcionamento, implantados na instituição. No exterior, cooperou com a Argentina, o Equador, Honduras e Uruguai. Participou de 135 eventos científicos como congressos, jornadas, simpósios e mesas redondas sobre administração hospitalar, nos quais apresentou temas e veio a publicar mais de oitenta trabalhos científicos. A consagração de sua obra está nos 86 títulos honoríficos que recebeu em homenagem ao valor do seu trabalho. O Prof. Odair Pedroso faleceu em 1981, mas sua memória perdurará muito tempo na liderança da administração hospitalar brasileira. Sobre suas extraordinárias atividades, seu exemplo marcante, sua fantástica personalidade, seu espírito de criatividade ímpar, sempre será pouco quanto ao que se possa registrar a respeito. Razão tinha Aloysio de Castro ao observar: "Nunca considerei por inúteis as palavras que consagramos aos mortos. Deles, da sua lembrança, da sua lição e do seu exemplo vêm o melhor da vida: a ausência pode também ser presença" (Fonte: Profa. Dra. Lourdes de Freitas Carvalho, on-line)

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CADEIRA 14

DR. JOÃO TRANCHESI No início de sua carreira médica, foi para o Instituto Nacional de Cardiologia do México e trouxe para o Brasil as bases dos modernos métodos gráficos de estudo das cardiopatias. Posteriormente, editou o livro Eletrocardiograma Normal e Patológico: Noções de Vetorcardiografia que, por meio de suas numerosas edições, contribuiu para a formação técnica de milhares de cardiologistas do País e de nações vizinhas. Ressalta-se a sua tese de doutorado, Considerações Sobre os Ritmos Ectópicos Atriais Originados em Zonas Próximas à do Seio Coronário. Foi professor livre-docente de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; foi Chefe do Serviço de Métodos Gráficos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Meducina da Universidade de São Paulo, depois transferido para o Instituto do Coração (InCor), onde ganhou a dimensão de Divisão de Eletrocardiologia. Priorizam-se suas atividades como editor dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia; e Presidente do Funcor e seus tantos outros serviços prestados à Sociedade Brasileira de Cardiologia. Era cordial, prestativo, gostava de ensinar e mostrar os caminhos mais didáticos na orientação do progresso da eletrocardiografia em todas as formas de sua aplicação na diagnose clínica das doenças cardíacas. A imagem de João Tranchesi é de pioneiro e líder de várias gerações de médicos brasileiros e do exterior. Foi vencido por doença de longa duração contra a qual resistiu com coragem, persistência e disciplina, características de sua personalidade. Resta-nos como homenagem reavivar os casos clínicos mais complexos que caracterizaram quase quatro decênios de aplausos ao Colóquio João Tranchesi de Eletrocardiografia, um extenso estudo clássico de iniciativa pioneira que permanece como estímulo para nossas realizações no Serviço de Eletrocardiologia do InCor. (Fonte: Prof. Dr. Paulo Jorge Moffa, Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP, Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Seção João Tranchesi de Eletrocardiografia, on-line)

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CADEIRA 17

DR. HILTON ROCHA (1911-1993)

Hilton Rocha foi professor catedrático da então Escola de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) quando tinha pouco mais de 30 anos etários, nos anos quarenta. Ganhou amplo reconhecimento nacional pelo uso de técnicas aprimoradas e atendimento humanístico aos pacientes. Foi também responsável por implementar modelo de residência médica no País que consistia em dedicação em tempo integral durante dois anos, ao Hospital São Geraldo, que faz parte do complexo do Hospital das Clínicas da UFMG, fundado em 1920. Aquele Hospital tem sido uma das instituições oftalmológicas mais tradicionais do Brasil desde os anos 40. Foi levado ao cenário internacional pelo Prof. Hilton Rocha e, a partir de 2017, homenageia profissionais de destaque na oftalmologia mundial e na promoção da saúde ocular com a outorga da medalha Prof. Hilton Rocha, a maior honraria dessa instituição. (Fonte: https://docplayer.com.br/12256999-Topicos-de-uma-vida-hilton-rocha-foi-primordialmente.html)

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CADEIRA 18

CARLOS JUSTINIANO RIBEIRO CHAGAS (1879-1934) Nasceu na Fazenda Bom Retiro, no município de Oliveira, Minas Gerais, no dia 9 de julho de 1878. Filho de José Justiniano Chagas, cafeicultor, e Mariana Cândida Ribeiro de Castro Chagas. Foi influenciado a seguir a carreira médica por um tio médico. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1902. Durante o curso médico, foi influenciado por seu professor Francisco de Paula Fajardo, cientista e pesquisador, nos estudos de doenças tropicais, principalmente malária. Naquela ocasião, para o exercício da medicina era necessário apresentar uma tese médica. Passou, então, a fazer pesquisas no Instituto Soroterápico Federal, àquela época dirigida por Oswaldo Cruz. Aplicou-se à pesquisa a respeito do ciclo evolutivo da malária no sangue. Apresentou, então, sua tese em 1903, intitulada Estudo Hematológico do Impaludismo. Inicialmente, Chagas trabalhou como clínico geral no Hospital Juruja em Niterói. Posteriormente atuou como médico sanitarista do Instituto Oswaldo Cruz, antigo Instituto Soroterápico Federal. Nessa área da saúde pública, veio a erradicar a malária na cidade de Santos-SP (1905) e em outras regiões próximas. Trabalhou também no combate à leptospirose e às doenças venéreas. Organizou o combate à gripe espanhola no Rio de Janeiro em 1918 e aperfeiçoou o serviço sanitário da cidade em 1919. Por iniciativa do Instituto Oswaldo Cruz, realizou viagens de pesquisas na Amazônia, sobretudo em 1913, tendo em vista o controle de doenças tropicais por motivo de suas interferências no aproveitamento dos recursos naturais da região, especialmente em relação ao desenvolvimento da produção da borracha. Em 1918, criou o Hospital Oswaldo Cruz como centro voltado para as pesquisas do Instituto Oswaldo Cruz. Como desempenho em atividades do ensino foi professor de Medicina Tropical na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1925, o Ministério da Justiça e Negócios Exteriores, por influência de Chagas, criou a especialização em Higiene e Saúde Pública e a cadeira de Doenças Tropicais na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em suas atividades como pesquisador, destacou-se mundialmente ao descobrir, em 1909, o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da tripanossomíase americana, enfermidade que ficou conhecida como doença de Chagas. Por meio de suas investigações, fez a descrição completa do agente patógeno, do vetor (Triatominae), dos hospedeiros, das manifestações clínicas da doença e de sua epidemiologia, uma façanha extraordinária no mundo da pesquisa médica científica. Acrescenta-se também que seus estudos ao lado de suas ações de erradicação da malária serviram de fundamentos para o combate a essa doença em todo o mundo. 192

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Publicou extensos e profundos estudos referentes a medicina tropical como resultado de seu empenho em pesquisa, assistência e ensino nessa área. Sua pesquisa relativa à tripanossomíase americana foi inicialmente comunicada a entidades científicas por meio de uma nota prévia publicada na Revista Brasil-Médico em abril de 1909. Nesse mesmo ano, foi editado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, do Instituto de Manguinhos, seu estudo de modo mais aprofundado e completo a respeito da tripanossomíase americana. Na Europa, havia elevado interesse em doenças tropicais já que estas prejudicavam os trabalhos de desenvolvimento voltados ás regiões tropicais em todo o Planeta. As descobertas de Chagas tiveram, assim, ampla repercussão política e científica no plano mundial. Entre muitos artigos que publicou, destacam-se: Nova Espécie de Tripanossoma Humano, Boletim da Société de Pathologie Exotique, Paris, 1909; Revisão do Ciclo de Vida do Tripanossoma Cruzi, Nota Suplementar, Rio de Janeiro. 1913; Processos Patogênicos da Tripanossomíase Americana, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 1916; Tripanossomíase Americana: Estudo do Parasita e Sua Transmissão, The Chicago Medical Recorder, Chicago, 1921; Aspectos Evolutivos do Trypanosoma Cruzi e do Inseto Transmissor, Société Biologique, Paris, 1928. Em 1911, apresentou os resultados de suas pesquisas à Sociedade de Medicina e Cirurgia de Minas Gerais e à Academia Nacional de Medicina. Em uma Exposição Internacional de Higiene e Demografia, em Dresden, Alemanha, apresentou uma exposição sobre a tripanossomíase, fato que causou grande curiosidade e interesse público. Em 1912, em evento científico ocorrido em São Paulo, apresentou seus estudos realizados em Lassance-MG quando descobriu a causa e o modo de transmissão da doença que hoje tem seu nome. Em razão de seus méritos e dos esforços exercidos em sua área profissional, ocupou cargos funcionais hierárquicos como Diretor do Instituto Oswaldo Cruz (1917) e Diretor do Serviço de Saúde do Rio de Janeiro (1919). Tornou-se membro da Academia Nacional de Medicina a partir de 1910. Também foi membro da Société de Patologie Exótique da França, do Physicans Club of Chicago dos Estados Unidos, da Associação Médica Panamericana, da Sociedade de Artes Médicas das Índias Orientais Neerlandesas, da Academia de Medicina de Nova Iorque e de muitas outras instituições nacionais e estrangeiras. Foi por duas vezes indicado para a outorga do prêmio Nobel. Não houve sucesso tendo em vista fortes e numerosas concorrências à época entre postulantes da Europa e dos Estados Unidos. Acrescenta-se que, no Brasil, houve colegas opositores à sua indicação para o prêmio e, entre estes, houve dúvidas correlatas à existência da doença de Chagas. Por motivo de infarto veio a falecer em 8 de novembro de 1934, no Rio de Janeiro, aos 55 anos de idade. Deixou um legado histórico de realizações como exemplo de seriedade e proficiência profissional construtivas. Dentre numerosas homenagens recebidas, importa mencionar que foi muito e expressivamente considerado por seus pares no Brasil e no exterior. Foi membro honorário da Academia Brasileira de Letras; doutor honoris causa da Universidade de Harvard e da Universidade de Paris; recebeu o prêmio Schaudinn (1912), outorgado ao melhor estudo em protozoologia e microbiologia e o prêmio Kummel da Universidade de Hamburgo, Alemanha (1925). Uma estátua de Chagas foi erigida no Rio de Janeiro e um município de Minas Gerais tem seu nome. (Fonte: Moacyr Scliar, http://www.submarino.net/cchagas/liv.htm)

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CADEIRA 19

DR. JAIRO DE ALMEIDA RAMOS (1900-1972)

Nasceu em 1900. Formou-se na sexta turma da Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, em 1923. Continuou a frequentar a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Àquela época, as disciplinas de Clínica, Cirurgia e outras especialidades da Faculdade de Medicina usavam as dependências e as enfermarias daquele hospital. Tornou-se assistente do Prof. Rubião Meira na enfermaria de clínica médica. Transferiu-se para o Hospital São Luiz Gonzaga, em Jaçanã, inaugurado pela Santa Casa. Ali, eram atendidos pacientes com doenças pulmonares. Atuou neste hospital ao lado de Alípio Correa Neto, Eduardo Etzel e Euryclides de Jesus Zerbini. Posteriormente, tornou-se Diretor Clínico do hospital e passou a ser também médico adjunto da Santa Casa. Exerceu atividade como médico clínico em seu consultório particular. Ligou-se ao Instituto de Higiene de São Paulo como médico auxiliar. Galgou a função de assistente de Clínica Médica da Faculdade de Medicina. Mais tarte, veio a ser professor livre-docente de Clínica Médica dessa Faculdade. Em 1931, na recém-inaugurada Associação Paulista de Medicina, com o patrocínio do Departamento Científico do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, realizou um curso de eletrocardiografia clínica composto de dez aulas. Em 1935, elaborou um livro com o conteúdo das aulas, editado pela Companhia Editora Nacional. Em 1957, lançou o livro Atualização Terapêutica com os professores Felício Cintra do Prado e José Ribeiro do Valle, que atingiu 198 edições. Em 1933, ocorreram várias reuniões de médicos em São Paulo em face dos frequentes problemas entre médicos e aqueles que pretendiam ingressar no curso médico, mas impossibilitados em vista do número limitado de vagas. Jairo Ramos sempre participava dessas reuniões. Ele e outros médicos integrantes das várias disciplinas da Faculdade de Medicina resolveram pela criação de uma segunda escola médica em São Paulo. Esta receberia o nome de Escola Paulista de Medicina (EPM), de acordo com o manifesto publicado na imprensa em 6 de junho de 1933. Criada a EPM, dessa época até 1965, Jairo Ramos ocupou muitos de seus cargos administrativos; foi seu quarto diretor, de 1952 a 1954. Em 1951, criou na EPM o Departamento de Clínica Médica, no qual introduziu modificações no ensino e na prática médica para adaptações aos avanços no campo médico. Foi professor de Propedêutica Médica dessa Escola de 1933 a 1965, ocasião em que recebeu o título de Professor Emérito. 194

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Em 1929, ingressou na Sociedade de Medicina de São Paulo, atual Academia de Medicina de São Paulo entidade que presidiu durante o biênio 1939-1940. Com todas essas atividades, em 1930, por ideia de Dr. Alberto Nupieri e proposta da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Medicina, fundou-se a Associação Paulista de Medicina (APM). Nesta entidade, foi presidente de 1945 a 1952 e de 1955 a 1956. Em sua gestão, Dr. Fernando Costa, o interventor em São Paulo, por influência de seu médico particular, Dr. Oscar Monteiro de Barros, doou um terreno na Avenida Brigadeiro Luís Antonio. Por meio de empréstimo bancário e de doações particulares de seus associados, foi construído o prédio que até hoje é a sede própria da APM, inaugurada em 1950. Em 1948, Jairo Ramos foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sendo seu presidente de 1955 a 1956. Foi também editor fundador dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e atuou no periódico de 1948 a 1953. Em 1951, participou da criação da Associação Médica Brasileira e da Revista Brasileira de Medicina e, em 1956, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Foi também sócio fundador da Associação Brasileira de Escolas Médicas. Veio a falecer em 1972. Pode-se concluir pelas suas características constantes e não modificáveis que o professor Jairo de Almeida Ramos era austero, enérgico, autoritário e disciplinador. Sua forte personalidade pode ser contemplada como modelo de construtividade pelo valor de suas realizações. (Fonte: Nelson Roque Paladino, Academia Nacional de Medicina, on-line)

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Patronos

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CADEIRA 20

DR. DELMONT BITTENCOURT (1921-1991)

Delmont Bittencourt nasceu em Curitiba, em 25 de agosto de 1921 Em 1939, prestou exame de habilitação à Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná. Foi aprovado em primeiro lugar. Em 1942, transferiu-se para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde se formou em 1945. Por seu persistente interesse pela área cirúrgica, integrou-se no serviço do Professor Alípio Corrêa Netto, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e jamais deixou essa renomada e produtiva equipe durante sua evolução até a ocorrência de seu falecimento em 1991. Após sua formatura em 1945, aprimorou os conhecimentos adquiridos durante o curso médico em cirurgia geral com residência médica de três anos no Hospital das Clínicas de São Paulo. Desempenhou, a seguir, uma brilhante carreira como cirurgião, investigador, professor, orientador de estudantes e médicos, conselheiro, político, tradutor e encarregado da versão de trabalhos científicos para várias línguas; Não houve nenhum cargo ou nenhuma atividade no Serviço do Professor Alípio e do Prof. Euryclides Zerbini, que o substituiu na chefia do serviço, nos quais Dr. Bittencourt não tenha participado e exercido relevante influência, sobretudo em importantes decisões. Seu proficiente trabalho enriqueceu-o em prestígio, títulos universitários e produção científica. Em 1958, como bolsista da Fundação Rockfeller, trabalhou com C. Walton Lillehei, em Minneapolis, na University of Minnesota Medical School. Ao retornar dos Estados Unidos, contribuiu, para o desenvolvimento da circulação extracorpórea no grupo do Prof. Zerbini. Foi pioneiro na realização de vários e inéditos procedimentos cirúrgicos no Brasil, hoje propostos por cirurgiões que fizeram a história da cirurgia cardíaca. Participou dos primeiros transplantes cardíacos realizados na América Latina, em 1968. Dedicou-se com extraordinária energia à realização do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas. Visitou todas as instituições congêneres em vários países, exerceu eficaz colaboração no planejamento de cada detalhe da construção, da organização médica e administrativa, da aquisição de equipamentos que o InCor necessitou para existir e funcionar. Era um homem culto, perfeccionista, falava várias línguas, conhecia bem a literatura de vários países e interessava-se por pormenores da cultura geral, sobretudo pelo conhecimento das realidades da vida. 196

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A cirurgia cardíaca brasileira perdera um de seus pioneiros em 27 de janeiro de 1991. Em homenagem póstuma, o primeiro ato oficial do 18.o Congresso Nacional de Cirurgia Cardíaca, realizado no Rio de Janeiro, foi dedicado a Delmont Bittencourt. Conforme consignou o Prof. E. Zerbini, “sua personalidade era especial, caracterizada por extrema bondade, perfeita educação social, respeito ao próximo e profunda valorização da amizade, qualidades que conquistaram várias gerações de jovens cirurgiões cardiovasculares, muitos aqui presentes, que a ele devem a orientação, os ensinamentos e parte do treino técnico que permitiram sua projeção no cenário da cirurgia cardíaca brasileira. Enquanto tivermos memória, lembrar-nos-emos de Delmont Bittencourt com muita saudade”. (Fonte: E. J. Zerbini, editorial, Rev. Bras. Cir. Cardiovasc., v. 6, n. 1, pp 1-2, 1991)

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Patronos

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CADEIRA 22

DR. GASPAR DE OLIVEIRA VIANNA (1885-1914)

Nasceu em Belém, Pará, e, 11 de maio de 1885 e faleceu em 14 de julho de 1914. Começou a interessa-se por medicina desde seus estudos na fase de ensino secundário no Colégio Estadual Paes de Carvalho. Em 1903, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca da realização de seu sonho em tornar-se médico. Seu interesse o levou à descoberta da cura da leishmaniose, doença até então considerada incurável. Ainda estudante de medicina, montou um laboratório de análises clínicas no Largo da Carioca. Passou a frequentar o Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Integrou-se por concurso ao Hospital Nacional, onde realizou variadas experiências. Foi coautor do livro Estrutura da Célula Nervosa. Em 1908, foi convidado para a chefia do Serviço de Histopatologia do Instituto Oswaldo Cruz. No período de 1910 a 1914, publicou 21 trabalhos, com relatos de descobertas nas áreas de protozoologia, microbiologia, anatomia patológica e quimioterapia. Em sua homenagem, importantes instituições e logradouros paraenses trazem seu nome, como o Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, o Laboratório Gaspar Viana, Escola Dr. Gaspar Vianna, a Rua Gaspar Vianna e em outros estados: Rua Gaspar Vianna do Bairro Vila Formosa, São Paulo-SP, a Escola Municipal Gaspar Vianna, Rio de Janeiro-RJ. Foi eleito o paraense do século XX na promoção feita para a comemoração dos 25 anos da TV Liberal em que várias grandes personalidades da História do Estado, foram selecionadas e concorreram ao título, o qual foi obtido por Gaspar. Em 1998, em pesquisa feita pela revista Médicos, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, mediante consulta a 52 escolas médicas, 47 sociedades de especialidades, 22 Conselhos Regionais de Medicina, 20 Associações Médicas Estaduais, Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos, Gaspar Vianna foi eleito um dos dez maiores nomes da medicina brasileira no século XX, ao lado de Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Adolfo Lutz, Rocha Lima, Euryclides Zerbini, Adib Jatene, Ivo Pitanguy. A residência onde nasceu acolhe hoje o Colégio Dom Bosco e uma placa de pedra em homenagem ao médico está exposta no muro externo com os dizeres: Aqui nasceu o grande feitor da humanidade e mártir da ciência Gaspar Vianna. É oportuno rememorar fatos históricos relacionados à atuação de Gaspar Vianna. O Rio de Janeiro, no início do século passado, afrontava farta propagação de doenças endêmicas que intranquilizavam a população. Diante disso, o médico Oswaldo Cruz foi nomeado por Rodrigues Alves, então 198

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Presidente da República, para combatê-las. O Brasil gozava de uma fase de construção de ferrovias para integração de territórios distantes. Em Bauru-SP, que tinha ligação ferroviária com o Mato Grosso, ocorreu uma epidemia conhecida como úlcera brava ou úlcera de Bauru. Vários estudiosos de renome vieram a analisar a moléstia. Indicaram a Leishmania tropica como sua causa. Em 1911, Gaspar Vianna descobriu uma nova espécie desse agente, a qual denominou Leishmania braziliensis, causadora da leishmaniose cutâneo-mucosa. Em 1912, descobriu o tratamento da doença pela utilização de tártaro emético ou antimonial, que também era eficaz nos casos graves de calazar ou leishmaniose visceral, bem como era eficaz no combate contra o granuloma venéreo e a esquistossomose. Seu trabalho, publicado em alemão, teve enorme impacto no mundo. Sabe-se, hoje, que a doença é provocada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida ao ser humano por mosquitos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito palha ou birigui. Aplicou-se ainda a outras pesquisas de relevo a respeito da blastomicose e outras micoses, da evolução do Trypanosoma cruzi nos tecidos animais inclusive em seres humanos. Foi pioneiro em descrever a histopatologia e a patogênese da encefalite chagásica ocorrente no estádio agudo da doença de Chagas. Em 1909, Carlos Chagas (1879-1934) solicitou a Gaspar Vianna obter os aspectos histopatológicos da nova doença. O estudo da anatomia patológica da moléstia era necessário para comprovar seu quadro clínico e admiti-la como nova entidade patológica. Ele analisou amostras obtidas dos órgãos de dez cadáveres humanos necropsiados por Carlos Chagas. Os resultados foram publicados em 1911. Passados mais de um século, o estudo pioneiro de Gaspar Vianna permanece como exemplo de relato científico rigoroso e ainda atual do envolvimento do sistema nervoso central na fase aguda da doença de Chagas. Além disso, sua descrição da neuropatologia da encefalite chagásica representa um raro exemplo e ainda atual de contribuição para o conhecimento de aspectos novos de uma nova doença descoberta dois anos antes, relativos ao ciclo evolutivo intracelular do Tripanossoma cruzi e à histopatologia e patogênese da invasão do sistema nervoso central causada por esse parasito, em publicação única que abordou o estudo de apenas um doente. Faleceu em 14 de julho de 1914, aos 29 anos de idade, dois meses depois de realizar uma necropsia em que foi contaminado por material que continha bacilos causadores de tuberculose com os quais desenvolveu meningite fatal. Gaspar de Oliveira Vianna é amplamente reconhecido como um médico patologista pesquisador muito jovem, mas que figura ao lado de relevantes nomes da medicina brasileira. Sua descoberta relativa ao tratamento da leishmaniose tem ajudado a salvar milhões de pessoas por todo o mundo. (Fonte: Joffre Marcondes de Rezende, http://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-43.pdf )

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Patronos

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CADEIRA 23

DR. VIRGÍLIO ALVES DE CARVALHO PINTO (1913-1983)

Nasceu em São Paulo no dia 22 de março de 1913. Formou-se em 1936 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1941, tornou-se Chefe da Clínica Cirúrgica da Clínica Infantil do Ipiranga, templo da pediatria brasileira. Em 1942, atuou no Hospital Nossa Senhora Aparecida e Casa de Saúde Matarazzo, na qual, em 1945, foi criado o Serviço de Cirurgia Infantil do qual se tornou o primeiro chefe. Posteriormente o Prof. Virgílio foi contra a denominação “cirurgia infantil” e adotou a designação cirurgia pediátrica. Ainda em 1945, ingressou na carreira universitária como Assistente de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Em 1948, tornou-se cirurgião do berçário da Clínica Obstétrica e de Puericultura Neonatal da mesma faculdade. Pensando em aperfeiçoamento em cirurgia pediátrica, no início dos anos 50, como bolsista da Rockfeller Foundation, estagiou no serviço do Professor Robert Gross, da Harvard Medical School. Retornou ao Brasil em 1952 e com uma equipe integrada pelos cirurgiões Roberto Vilhena de Moraes e José Pinus, conseguiu, após intervenção cirúrgica, fazer sobreviver um paciente com atresia de esôfago, fato ainda inexistente no Brasil, que estimulou o desenvolvimento da cirurgia pediátrica como especialidade no âmbito médico. Em 1954, apresentou a tese de doutorado Contribuição Para o Estudo Anatômico dos Nervos da Parede Ventrolateral do Abdome do Recém-Nascido de Termo. Em 1955, assumiu por concurso a livre-docência como professor de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental com o trabalho Comunicação Interatrial Experimental. Na banca de avaliação, entre outros professores de renome, constava o Prof. Euryclides de Jesus Zerbini. Publicou cerca de duzentos trabalhos científicos em revistas nacionais e internacionais. Escreveu vários capítulos de livro, ministrou cursos em várias escolas médicas, relatou grande número de palestras e conferências em eventos científicos da especialidade. Seu trabalho e esforço amplamente reconhecidos consolidou o estabelecimento da cirurgia pediátrica como especialidade. Em 1955, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, criou a cadeira de Clínica Cirúrgica Pediátrica, a primeira em solo paulista. Em 1965, instituiu na FMUSP a disciplina Clínica Cirúrgica Pediátrica Geral e desta foi o primeiro chefe. Em 1965, implantou o programa de residência médica em cirurgia pediátrica no Hospital Darcy Vargas. Em 1964, ele e Prof. Roberto Vilhena de Moraes reuniram um grupo de especialistas de todo o Brasil, do que resultou a fundação da Sociedade de Cirurgia Pediátrica, no dia 30 de janeiro. Foi, 200

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então, seu presidente nas duas primeiras gestões. Posteriormente, tornou-se Presidente Honorário da instituição. Em 1966, organizou o I Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica. Em 1974, ajudou a plantar a semente da World Federation of Associations of Pediatric Surgeons (WOFAPS) na ocasião do V Congresso Brasileiro, IV Congresso Panamericano, II Jornada Luso-Brasileira e II Simpósio Mundial de Cirurgia Pediátrica, sediados em São Paulo, o que agregou centenas de especialistas provindos de 43 países; por mérito, o Prof. Virgílio tornou-se Vice-Presidente da WOFAPS. Carvalho Pinto pertenceu a mais de quarenta instituições médicas do Brasil e do exterior. Em 1948, concorreu a uma vaga na Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, atual Academia de São Paulo, com o trabalho Tratamento Cirúrgico da Hérnia Inguinal na Criança; foi classificado em primeiro lugar. Na entidade, exerceu o cargo de Secretário de 1951 a 1952 e foi presidente nos biênios 1953-1954 e 1960-1961, Seção Cirurgia Especializada. Em 1960, foi eleito para a Academia Nacional de Medicina. Fez parte da Diretoria do Colégio Brasileiro de Cirurgiões de 1969 a 1971, Capítulo de São Paulo. Em 1981, colaborou para a fundação da Associación Pan-Americana de Cirurgia Pediátrica. Foi aglutinador de grupos de cirurgiões e oncologistas pediátricos na fundação da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) da qual foi o primeiro presidente. Em 1983, foi aposentado por idade na Universidade de São Paulo e recebeu o título de Professor Emérito. Faleceu aos 70 anos etários. Seu legado para a medicina e para a cirurgia pediátrica é imensurável. Será sempre lembrado, por reconhecido mérito, como Pai ou Patrono da cirurgia pediátrica brasileira. (Fonte: J. R. Baratella, Archives of Pediatric Surgery, v. 3, n.1, 2011)

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Patronos

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CADEIRA 24

DR. ALBERTO LIMA DE MORAES COUTINHO (1902-1984)

Nascido em Recife, Pernambuco. Formou-se em 1927 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Como interno, frequentou o serviço do professor Brandão Filho, cadeira de Clínica Cirúrgica da Universidade do Brasil. No período de 1928 a 1938, foi sequencialmente assistente geral, primeiro assistente, Chefe de Clínica e substituto do professor Brandão Filho. Especializou-se em cancerologia; foi pioneiro do ensino universitário de oncologia por meio de curso de extensão universitária. Fundou, junto ao Prof. Mario Kroeff, o Instituto do Câncer, no qual exerceu a função de Chefe de Clínica e Diretor desse Instituto (1941-1954). Foi Diretor do Hospital Mario Kroeff; fundador e Presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. No campo da oncologia, sua carreira profissional foi muito além. Fundou e foi Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Mamária; foi primeiro Presidente da Sociedade Latino-Americana de Mastologia; foi também Presidente da Associação Brasileira de Assistência aos Cancerosos; membro efetivo da Associação Mundial de Prevenção do Câncer Ginecológico; membro fundador da Sociedade Brasileira de Quimioterapia Antineoplásica; fundador da Legião Feminina de Educação e Combate ao Câncer; fundador da Liga Brasileira Contra o Fumo; delegado do Brasil em congressos internacionais sobre câncer (São Paulo, 1954; Buenos Aires, 1955; Londres, 1958; Moscou, 1962) e de urologia em Munique, 1967; Presidente da II Jornada Brasileira de Cancerologia. Tornou-se membro da Ordem Nacional do Mérito Médico; recebeu condecoração pela Cruz Vermelha Brasileira por serviços prestados à comunidade. Foi cirurgião-chefe do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários; membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Vice-Presidente do mesmo Colégio. Tornou-se membro titular da Academia Brasileira de Medicina em 1957, cadeira 36; ocupou o cargo de secretário geral da mesma Academia de 1965 até 1967; passou a ser membro emérito em 1983. (Fonte: Academia Nacional de Medicina: http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=133)

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CADEIRA 25

DR. CÉSAR BELTRÃO PERNETTA (1906-1993)

Nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 11 de outubro de 1906. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1929. Em suas atividades médicas assistenciais, dedicou-se à clínica pediátrica em consultório particular. Galgou importantes funções durante suas atividades no âmbito da docência. No período que se seguiu à sua graduação, foi aprovado em concurso na faculdade em que se formou e assumiu a função de professor de Patologia Geral. Em 1939, foi aprovado em concurso para Professor Catedrático de Pediatria da Faculdade Nacional de Medicina no Rio de Janeiro. Na ocasião, assumiu a chefia da 5.ª Enfermaria do Hospital Arthur Bernardes, atual Instituto Fernandes Figueira. Passou então a morar no Rio. Posteriormente, também no Rio de Janeiro, foi aprovado em um concurso que realizou para Livre-Docente de Clínica Pediátrica e Higiene Infantil da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. Também foi aprovado em outro concurso para Livre-Docência em Pediatria pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Após aprovação nos concursos realizados, foi nomeado Professor Catedrático de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense. Permaneceu nesta instituição no período de 1958 até 1969. Transferiu-se depois para a Universidade Federal do Rio de Janeiro onde assumiu a Cátedra de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Medicina. Tornou-se Diretor do Instituto de Puericultura Martagão Gesteira dessa faculdade. Aposentou-se compulsoriamente aos 70 anos de idade, mas continuou suas atividades profissionais durante dois anos, quando foi médico do Instituto Materno Infantil de Pernambuco e Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Pernambuco. Como fato decorrente de suas atividades de pesquisa, em uma reunião da Sociedade Brasileira de Pediatria, no Rio de Janeiro, expôs os resultados de experiência que iniciou em Curitiba com uso do soro citrocloretado como hidratação oral. Este foi amplamente aprovado por seus pares. Ficou conhecido como soro Pernetta. Seu uso foi adotado em quase todos os serviços de pediatria no Brasil. Suas obras literárias encontram-se entre as mais lidas entre todos os autores médicos nacionais (Iseu A. Costa, Patronos da Academia Paranaense de Medicina, 2010). Publicou as obras Amor e Liberdade na Educação da Criança; Diagnóstico Diferencial em Pediatria; Alimentação da Criança, seu primeiro livro, que teve oito edições; Alimentação do Lactente Sadio; Distúrbios do Intercâmbio Patronos

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Nutritivo do Lactente; Enterite Aguda da Criança; Semiologia Infantil; Terapêutica Infantil; Terapêutica Pediátrica; Redação de Trabalhos Médicos; Paracelso. Entre suas contribuições paraprofissionais, em 1934, junto a outros pediatras, participou da fundação da Sociedade Paranaense de Pediatria. Criou e, até 1936, foi editor da Revista Brasileira de Pediatria. Nesse mesmo período tornou-se Diretor do Departamento de Puericultura da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Paraná. Em 1937, foi Diretor do Hospital de Crianças da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. No período de 1942 até 1976 ocupou diferentes cargos na Sociedade Brasileira de Pediatria. Foi presidente dessa Sociedade de 1942 a 1943. Tendo em vista sua persistente, prolongada e produtiva atuação no magistério de Pediatria, com atuação no Paraná, no Rio de Janeiro e em Pernambuco, tornou-se conhecido como um dos maiores formadores de pediatras no Brasil. Suas apresentações realizadas a convite institucional em muitos lugares no País eram realizadas em salas lotadas de alunos, pediatras e médicos de outras especialidades. Seus ex-alunos não se cansam de citar passagens do mestre, narrações que indicam a enorme simplicidade com que conduzia suas aulas e a autoridade de quem realmente sabe aquilo que transmite. Pode-se afirmar que muitos médicos foram atraídos à pediatria depois de assistirem às suas aulas, às suas palestras. Em 1986, retornou para Curitiba, sua terra natal, onde faleceu no dia 11 de outubro de 1993, aos 86 anos de idade. Foi-lhe dedicada merecida homenagem póstuma pela Sociedade Brasileira de Pediatria ao ser indicado Patrono da Cadeira 11 da Academia Brasileira de Pediatria. (Fonte: Academia Brasileira de Pediatria, on-line)

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


CADEIRA 27

DR. ALFREDO ALBERTO PEREIRA MONTEIRO (1891-1961) Nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1913, quando apresentou a tese Nomenclatura Miológica do Homem e dos Mamíferos Domésticos com o fim de uniformizá-la. Dedicou-se desde os tempos escolares ao estudo de Anatomia. Foi auxiliar voluntário e, depois, monitor de Anatomia Descritiva. Em 1914, concorreu à docência livre com a tese Duas Anomalias Musculares do Membro Abdominal. Em 1920, publicou, em colaboração com seu mestre, Prof. Benjamim Baptista, o primeiro volume do Manual de Anatomia Humana: Esqueleto e Músculo. Integrou, sob a chefia de Nabuco de Gouvêa, a Missão Médica Especial, de caráter militar, criada para auxiliar os serviços de assistência médica voltada aos aliados na Primeira Guerra Mundial e enviada à Europa em 1918. Ingressou no posto de capitão e serviu nos hospitais de Paris. Em 1922, tornou-se professor substituto da Secção de Anatomia e Medicina Operatória na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira profissional, lecionou Anatomia Humana, Clinica Neurocirúrgica, Anatomia Comparada dos Animais Domésticos, na Escola de Veterinária do Ministério da Agricultura, Clínica Cirúrgica, no Hospital da Cruz Vermelha, e Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopedia na Faculdade Fluminense de Medicina. Foi eleito membro titular da Academia Nacional de Medicina, em 1934, quando apresentou seu trabalho a respeito de craniofaringiomas. Foi Vice-Presidente dessa instituição no período de 1944 a1945 e é o patrono da cadeira 38. É também o patrono da cadeira 31 da Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1943, incorporou-se à Força Expedicionária Brasileira (FEB). Seguiu para o cenário de operações bélicas na Itália e retornou ileso ao Brasil, após leal cumprimento do seu dever à pátria pela segunda vez. Fez parte de várias instituições científicas nacionais, como Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Sociedade de Neurologia e Psiquiatria, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, e internacionais, como Associação dos Anatomistas da França, Sociedade de Anatomia Normal e Patologia da Argentina e Academia Argentina de Cirurgia. Elaborou e publicou numerosos artigos médicos e apresentou relevantes teses e outras comunicações a várias instituições científicas, como Músculos de Função Apagada ou Nula e sua Representação em Alguns Animais (1920-1921), O Segmento Cecoapendicular, Anatomia do Mediastino Posterior: Via de Acesso (1922), Anatomia dos Timos, O Espaço Lateropelvicoviceral (1925), Técnica Operatória (1932), Técnica Operatória Esquematizada (1933). Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 1961. (Fonte: Academia Nacional de Medicina, http://anm.org.br/conteudo_view.asp?id=140)

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CADEIRA 28

DR LUIZ EURICO FERREIRA (1925 - 1985)

Nascido em 20 de dezembro de 1925, São José dos Campos, (SP), graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1948. Professor Titular de Oftalmologia da Escola de Medicina Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, por 20 anos, tendo ocupado também o cargo de Chefe do Serviço de Oftalmologia e Diretor do Hospital Universitário da mesma universidade. Chefiou o Serviço de Oftalmologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e foi Professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na prática privada, além de sua clínica, foi Diretor Presidente do Hospital Samaritano, ambos no Rio de Janeiro. Autor de várias obras, entre elas Olho e diabetes e Fundo de Olho na Arteriosclerose e Hipertensão Arterial, publicou inúmeros trabalhos em revistas nacionais e internacionais, além de ter participado e ministrado centenas de aulas e conferências em reuniões da especialidade. Integrou várias sociedades científicas, dentre as quais o Colégio Brasileiro e Internacional de Cirurgiões, a Academia Americana de Oftalmologia e as Sociedades Francesa e Espanhola de Oftalmologia. Na Sociedade Brasileira de Oftalmologia, além de Membro Titular, foi Presidente e Diretor de Departamento. Fundou em 1970 o Instituto Brasileiro de Oftalmologia, primeira clínica particular a realizar exames complementares oftalmológicos no Brasil. Graças à sua atuação na presidência do 2° Congresso Luso-Hispano-Brasileiro de Oftalmologia, foram arrecadados fundos suficientes para a aquisição da atual sede da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO). Médico habilidoso e grande empreendedor, foi introdutor no Brasil de diversas técnicas cirúrgicas em sua área de atuação. Entre as muitas homenagens que recebeu, destaca-se a Medalha de Ouro Moacyr E. Álvaro (UNIFESP), pelo alto valor de sua contribuição à oftalmologia brasileira. Luiz Eurico Ferreira é nome de rua em São José dos Campos, sua cidade natal. Resumo de sua página no site da Academia Nacional de Medicina (http://www.anm.org.br/). (Fonte: ANM - Academia Nacional de Medicina)

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CADEIRA 29

DR. LUIZ VENERE DÉCOURT (1911-2007)

Nasceu em Campinas, São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Por essa faculdade alcançou os títulos de doutor em medicina e de professor livre-docente. Tornou-se professor titular de Clínica Médica, Departamento de Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em que lecionou desde 1950 até 1981. Neste último ano, ao se aposentar compulsoriamente aos setenta anos de idade, tornou-se professor emérito da Universidade de São Paulo. Em 1968, comandou a equipe responsável pelo primeiro transplante cardíaco da América Latina e um dos primeiros do mundo, realizado por Euríclydes de Jesus Zerbini e sua equipe. Foi autor dos livros Lições de Patologia Cardiocirculatória (1945), Biópsia do Coração Humano (1965), Doença Reumática (1969) e Medicina Preventiva em Cardiologia (1988). Publicou 324 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais; enunciou 306 conferências científicas no Brasil e no exterior (Argentina, Bélgica, Equador, França, Itália, Peru e Venezuela). Foi membro de quarenta sociedades científicas nacionais e vinte e uma estrangeiras. Recebeu 34 prêmios de sociedades médicas e do governo. Dentre esses, destacam-se o prêmio Alfred Jurzkwoski, da Academia Nacional de Medicina, o prêmio Astra de Medicina e Cirurgia, o prêmio Moinhos Santista em Ciências da Saúde e o prêmio Troféu Guerreiro da Educação. Manteve um curso de especialização em cardiologia durante vinte anos e curso de pós-graduação durante dez anos. Pelo seu serviço de cardiologia passaram 897 estagiários, com pelo menos um ano, do Brasil e da América Latina. Com seu entusiasmo incentivou os jovens, mostrando-lhes caminhos com sua visão de futuro. Foi disciplinador, compreensivo e sensível, intolerante com maldades, falácias, preconceitos e ignorância. Pregou a necessidade de ensinar com palavras e exemplos. Foram seus principais objetivos – a ciência, o ensino e a pessoa humana. Foi um agregador, um formador de equipes. Acolhia livremente a discussão de ideias, tinha enorme compreensão do comportamento humano, aceitava suas limitações e diferenças. Sempre foi um estudioso disciplinado, mantinha fichas pessoais dos artigos que lia. Tinha profundos conhecimentos não só de medicina, mas de música, matemática, história e artes em geral. Sempre valorizou a cultura geral, não como um luxo intelectual, mas como precioso instrumento de comunicação entre as pessoas e, sobretudo, de aproximação entre médicos e pacientes. Nos últimos anos de suas atividades na Universidade de São Paulo, ao lado do Prof. Euríclydes Zerbini, criou as disciplinas de Cardiologia Clínica e de Cirurgia Cardíaca da Faculdade de Medicina. No Hospital das Clínicas, criaram os Serviços de Tratamento Clínico e Cirúrgico das Cardiopatias, Patronos

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os quais, em 1977, resultaram, na fundação do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no qual Décourt exerceu o cargo de Diretor Científico de 1978 até sua aposentadoria em 1981. Em 2000, coroaram sua carreira acadêmica duas distinções especiais: o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra, o qual atestou que seus ensinamentos e suas crenças deram frutos e o prêmio Troféu Guerreiro da Educação, oferecido pelo Centro de Integração Empresa-Escola do Estado de São Paulo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Recebeu também os títulos de Doutor Honoris Causa de universidades do Rio Grande do Sul e do Paraná. Seu livro A Didática Humanista do Professor (2005) revela ao público, médicos ou não, aspectos da medicina em sua visão ética e humanista, voltados ao chamamento da consciência de cada aluno dirigido para a importância da relação médico-paciente, que deve prevalecer sobre a tecnologia e a ciência, que importa conceber integralmente o ser humano em suas relações com os valores científicos, afetivos e morais. Segundo declaração de um ex-aluno, o que impressionava é que ele jamais se fixava apenas na doença e no tratamento, mas prestava grande atenção na questão humana, no contato pessoal com o paciente e preocupava-se com seus sentimentos, suas ansiedades e seus sofrimentos. (Fonte: Protásio L. da Luz: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X200700140 0012)

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Academia de Medicina de Brasília: 30 Anos


CADEIRA 30

DR. DAHER ELIAS CUTAIT (1913-2001)

Nasceu em São Paulo, filho de imigrantes libaneses. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1939 e, por influência de Benedito Montenegro, optou pela cirurgia. Em 1941, foi para os Estados Unidos como bolsista de organismos internacionais, tendo estagiado em diversos serviços, em especial na Universidade de Michigan, onde teve sua formação em cirurgia colorretal, sob a orientação de Dr. Frederick Coller. Em 1943, retornou ao Brasil e iniciou uma profícua carreira acadêmica na Universidade Federal de São Paulo, atuou no Hospital das Clínicas da mesma Universidade, onde foi Chefe do Serviço de Coloproctologia de 1947 até sua aposentadoria nesta Universidade em 1983. Sob seu comando, o serviço ganhou reputação nacional e internacional e formou especialistas oriundos de todo o País e da América Latina. (Fonte: Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Raul Cutait: https://cbcsp.org.br/daher-elias-cutait-ecbc)

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Patronos

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CADEIRA 31

DR. FERNANDO AUGUSTO RIBEIRO DE MAGALHÃES (1878-1944)

Nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1878. Filho de Antônio Joaquim Ribeiro de Magalhães e de Deolinda de Magalhães. Bacharelou-se em Ciências e Letras pelo Colégio Pedro II. Formou-se depois pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1899, quando defendeu a tese Indicações nos Vícios de Conformação da Bacia. Ingressou depois naquela faculdade como professor interino de Clínica Ginecológica e Obstétrica (1900-1901). Foi professor catedrático de Clínica Obstétrica em 1922. Em 1901, foi eleito membro titular da Academia Nacional de Medicina com a tese Expulsão Espontânea de um Tumor Submucoso do Útero e exerceu os cargos de Presidente das Secções de Ginecologia e Cirurgia Especializada. Tornou-se Acadêmico Emérito em 1943 e atualmente é patrono da cadeira 67. Foi eleito em 22 de julho de 1926 para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras e exerceu sua presidência em 1929, 1931 e 1932. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa. Foi Diretor da Faculdade Nacional de Medicina em 1930, Reitor da Universidade do Rio de Janeiro de 1931 a 1934. Essa universidade foi posteriormente designada Universidade do Brasil. Exerceu a presidência da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Brasil; foi membro do Conselho Nacional de Ensino, da Sociedade de Medicina e Cirurgia, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Liga de Defesa Nacional; da Société Obstétrique de Paris e de muitas outras associações médicas, nacionais e estrangeiras. Foi fundador da Pró-Matre, entidade beneficente por ele dirigida por muitos anos, com interesse, dedicação e altruísmo. Depois da revolução de 1930, atuou nas IV e V Conferências Nacionais de Educação, realizadas em 1931 e 1932 respectivamente. Em maio de 1933, tornou-se, por eleição, deputado pelo Estado do Rio de Janeiro. Foi Doutor Honoris Causa das Universidades de Coimbra e de Lisboa e lhe foram concedidos os prêmios Alvarenga e Madame Durocher, da Academia Nacional de Medicina. É também patrono da cadeira 8 da Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Em 28 de agosto de 1930, foi feito Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública. Em 3 de setembro de 1931, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada de Portugal. 210

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Deixou vasta obra médica, da qual se destacam Clínica Obstétrica, Lições de Clínica Obstétrica, A Obstetrícia no Brasil, Síntese Obstétrica e Obstétrica Forense e mais de duzentos trabalhos científicos sobre temas médicos. Faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de janeiro de 1944, aos 65 anos de idade. Fernando Magalhães é, por muitos, considerado criador da Escola Obstétrica Brasileira. Deixou um filho médico, Nuno de Andrade Magalhães, especialista em Obstetrícia, que se tornou Diretor Clínico da Pró-Matre. Foi um excelente orador. Em uma conferência proferida no Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, em 1918, cujo tema fora Vocação Médica, afirmou: “O que determina o pauperismo profissional é a falta de unção vocativa que obriga o sacrifício, impõe o trabalho e exige a coragem. A indolência e a tibieza preferem abordoar-se no túmulo das grandes coletividades, abrigo dos perturbadores do bom costume e do pensamento puro. Se me ouvirdes, eu apontarei esse caminho como os da dissolução, onde o sacerdócio talvez seja lapidado por anacrônico, decrépito, ridículo ou visionário. No mister da nossa profissão, sereis os semeadores da boa palavra e da boa doutrina, dareis vigor ao combalido, força ao inerme, saúde ao doente, alento ao fraco, ensino ao inculto, crença ao insensível, opinião ao inútil, liberdade ao indivíduo, consciência ao cidadão". (Fontes: http://biografias.netsaber.com.br/biografia-4854/biografia-de-fernando-magalhaes; https://pt. wikipedia.org/wiki/Fernando_Magalhães)

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Patronos

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CADEIRA 32

DR. ABÉRCIO ARANTES PEREIRA (1923 - 2004)

Abércio Arantes Pereira, nasceu em Pederneiras/SP e graduou-se em medicina em dezembro de 1948. Foi um dos principais radiologistas da área de ensino, dirigindo o Instituto Estadual de Radiologia Manoel de Abreu e depois o Serviço de Radiologia do Hospital do Fundão. Fundou em 1968 o Curso de Especialização e Aperfeiçoamento em Radiologia, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Radiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia, que existe até os dias de hoje, com o nome de Curso de Radiologia Professor Abércio Arantes Pereira. Foi Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem no biênio 1967-1969 e quando da instalação do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ em 1972, tornou-se Coordenador Adjunto do seu Curso de Pós-Graduação (Mestrado). Foi eleito Chefe do Departamento de Radiologia no ano de 1981 e tornou-se Professor Titular de Radiodiagnóstico daquele Departamento em 1983, em substituição ao Professor Nicola Caminha. Como professor participou ativamente na formação de dezenas de especialistas, mestres e doutores em Radiologia. Faleceu em 29/08/2004, aos 81 anos. Resumo de sua página no site da UFRJ ( http:// www.radiologia.ufrj.br/história.htm). ***

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CADEIRA 33

DR. JOAQUIM ALMEIDA CARDOSO (1907-1967)

Formou-se, em 1930, pela Faculdade Nacional de Medicina, Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no ano de 1930. Especializou-se em urologia. Inicialmente trabalhou na comissão de limites na selva amazônica. Dois anos depois, estabeleceu-se na cidade de Santarém, no Pará. Mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, em 1934, como assistente da Cátedra de Urologia da Faculdade de Medicina onde se formara. Foi Chefe da Enfermaria de Urologia da Santa Casa da Misericórdia. Foi nomeado, por concurso, médico do Estado do Rio de Janeiro em 1950. Foi o responsável pela construção do Hospital Estadual Nossa Senhora do Loreto na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, do qual tornou-se o primeiro diretor. Três anos depois, após deixar a direção do referido hospital, fez parte do grupo que fundou o Instituto Brasileiro de Investigações Cardiovasculares, onde trabalhou e veio a falecer em plena atividade profissional. Deixou esposa, Maria José Almeida Cardoso, e dois filhos, Roberto Ronald de Almeida Cardoso, médico, especialista em alergia e imunopatologia, membro emérito da Academia de Medicina de Brasília, cadeira 33, e Edgardo Ronald de Almeida Cardoso, Coronel do Exército Brasileiro. ***

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CADEIRA 34

DRA. APARECIDA GARCIA (1922 – 1999)

Nascida em Itanhandu, sul de Minas Gerais ingressou na antiga Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil em 1940. Após sua formatura, assumiu a chefia do Serviço de Anatomia Patológica do Instituto Fernandes Figueira, onde trabalhou por 58 anos, criando o maior acervo em patologia pediátrica do país, talvez o melhor da América Latina. Dizia que um serviço sem arquivo era o mesmo que um homem sem memória. Foi chefe do Serviço de Patologia sem ter feito mestrado ou doutorado, pois esses títulos não existiam em sua época. O CNPq concedeu-lhe, contudo, o título de pesquisadora-chefe e o departamento de patologia da Universidade Federal Fluminense, referendado pelo Conselho Universitário, conferiu-lhe o título de “notório saber.” Orientou dissertações e teses de mestrado e doutorado e participou de bancas examinadoras. Fez parte do corpo docente dos cursos de mestrado e doutorado em saúde da mulher da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Foram numerosas as aulas e conferências que proferiu em congressos nacionais e internacionais. Em 1993, foi homenageada pela Sociedade Brasileira de Patologia pelos serviços prestados à especialidade. Publicou inúmeros trabalhos científicos em revistas nacionais e estrangeiras que converteram seu nome em referência bibliográfica obrigatória de todos os livros de texto dedicados à especialidade. Foi pioneira no estudo das infecções placentárias determinadas por vírus, o que levou à sua inclusão no Who’s Who (1964-65). Era a memória viva do Instituto Fernandes Figueira, onde participava de todas as reuniões científicas do hospital, mesmo depois de aposentada. Na década de 1960, fundou o Clube do Feto com a colaboração do Dr. João Mário da Silva Pereira, seu amigo e diretor da maternidade Clóvis Corrêa da Costa, o qual reúne-se até hoje com a finalidade de melhorar o padrão de atendimento às gestantes e recém-nascidos e reduzir a morbidade e mortalidade perinatal e infantil. Texto produzido pela Dr.ª Dora Menezes, médica patologista: (e-mail: menezesd@barralink.com.br). ***

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CADEIRA 36

DR. OVÍDIO BORGES MONTENEGRO (1916-2003)

Nascido em Assú, Rio Grande do Norte, no dia 13 de agosto de 1916. Grande parte de sua educação escolar foi realizada em seminário católico, do que lhe resultaram a disciplina, o gosto e o hábito voltados aos estudos e lhe propiciaram a formação moral e ética que norteou sua vida profissional. Diplomou-se em 1942 pela Faculdade de Medicina do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco. Interessou-se pela clínica médica e aprimorou seus conhecimentos no Instituto de Cardiologia de São Paulo, hoje Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, onde passou dezoito meses. Nesse período, colaborou na elaboração de trabalhos científicos com publicação destes em renomados periódicos internacionais, o que solidificou sua formação científica. Após termino de seus estudos em São Paulo, veio a residir em Recife e integrar-se ao trabalho como cardiologista no Instituto de Cardiologia de Pernambuco sob a orientação do Professor Fernando Simões Barbosa. Ainda jovem, dedicou-se à atividade privada em consultório junto ao Prof. Newton de Souza e manteve essa parceria durante quase toda sua vida profissional. Tendo em vista seus esforços pautados em sua educação ética e científica, tornou-se amplamente reconhecido e granjeou liderança em sua especialidade ainda em desenvolvimento na região. Atuou como médico do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI), que posteriormente passou ao Inamps. Como servidor público soube atender seus doentes sem distinções e com respeito pelos menos favorecidos. Em suas atividades como docente, participou como professor da primeira cadeira de Clínica Médica no Instituto de Cardiologia de Pernambuco. Embora morasse em Recife, dedicou prestimosa atenção ao seu estado natal, com intensa participação nas ações de fundação da Universidade do Rio Grande do Norte, particularmente de sua faculdade de medicina. Passou, então, a partilhar suas atividades em Natal e Recife e a dedicar-se ao ensino com profundo interesse. Sua reputação tornou-se considerável, o que reforçou suas ações nesses dois núcleos de atividade. Sempre gostou de trabalhar entre colegas e alunos e sempre demonstrou grande afinidade como o ensino ao lado de seus pacientes ou em reuniões para o estudo de casos clínicos. Por iniciativa própria, organizou o curso de especialização em cardiologia no Serviço de Cardiologia do Inamps o qual também ajudou a organizar no Hospital Oswaldo Cruz nos anos setenta. Recentemente, esse curso transformou-se em residência médica de cardiologia. Durante os muitos anos de existência deste programa, numerosos cardiologistas tiveram ali sua formação. No Hospital Oswaldo Cruz, empenhou-se em fundar o pronto-socorro de cardiologia e a primeira unidade coronária pública do Estado. Sua visão social sobressaiu nitidamente com a realização desses eventos, uma vez que concorriam com sua clínica particular. Patronos

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As unidades coronárias constituíram sólido avanço no tratamento de pacientes com distúrbios coronarianos. Dr. Ovídio vislumbrou a possibilidade de dotar Recife desse desenvolvimento cardiológico. Junto aos seus pares, empenhou-se na fundação do Procárdio, pronto-socorro cardiológico privado, que se tornou reconhecido e de uso consolidado por grande procura, que ultrapassou a geração de seus fundadores. Dentre suas atividades paraprofissionais, participou eficientemente da fundação da Sociedade Brasileira de Cardiologia em 1943. Foi homenageado junto a renomados pares no Jubileu de Ouro da instituição por ocasião do XLIX Congresso da SBC em Belo Horizonte. Em razão de suas atitudes de dedicação pessoal e humanitária à medicina, de sua dignidade e de seu procedimento ético profissional, as comunidades em que atuou concederam-lhe numerosas homenagens, entre as quais se destacam a medalha Maciel Monteiro, conferida pela Sociedade de Medicina de Pernambuco; a medalha São Lucas, outorgada por entidades médicas de Pernambuco em conjunto, ou seja, Sindicato, Sociedade de Medicina, Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, Cremepe; a Comenda do Mérito Militar Grande Oficial, pelo Ministério do Exército; Medalha do Mérito do Recife, pela Prefeitura do Recife. Teve seu nome atribuído ao ambulatório do Hospital Oswaldo Cruz e à biblioteca do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco. Por sua personalidade forte, mas com valorização do diálogo, por sua extensa cultura médica e geral, mas de hábitos simples, foi convocado a cuidar profissionalmente de relevantes personalidades do Nordeste e, por esse caminho, alcançou expressão nacional. Destacou-se por postura ética, prudente e ponderada em suas decisões, sempre pautadas em bases teóricas e práticas bem fundamentadas, construídas ao longo de leituras de publicações médicas e valorização dos conhecimentos científicos, sobretudo os relacionados à cardiologia e à clínica médica. Construiu a maior biblioteca privada de medicina clínica e cardiologia do seu meio, a qual fez questão de doar em vida ao pronto-socorro cardiológico da Universidade de Pernambuco. A Cardiologia ficou de luto com a morte de Ovídio Borges Montenegro aos 86 anos de idade, ocorrida em 12 de julho de 2003. Finaliza um dos seus pares, Dr. Luiz Fernando S. de Oliveira — “Assim foi Ovídio Montenegro — um homem de hábitos simples, com profunda fé religiosa, uma vida longa e profícua. Poucos de sua geração tanto fizeram e tanto reconhecimento tiveram em vida. Deixa viúva D. Salésia Tavares Montenegro e seus quatro filhos: Nelson, Sílvia, Luciano e Sérgio. Este último, segue os caminhos paternos, desfruta de sólida reputação em seu ambiente, aliando às qualidades humanas uma incansável atividade associativa na SBC, mais fortemente no Nordeste, sendo o atual Presidente da SBC – Regional Pernambuco, pela segunda vez. Deixa nove netos, um dos quais, Carlos Eduardo, filho de Sérgio, cumpre graduação em Medicina, e constitui uma promessa do seguimento da tradição da família”. (Fonte: Luiz Fernando Salazar de Oliveira, Sociedade Brasileira de Cardiologia, on-line)

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CADEIRA 38

DR. JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA (1902-1976)

Nasceu em 12 de setembro de 1902, em Diamantina, Minas Gerais. Filho de João César de Oliveira, caixeiro-viajante, e Júlia Kubitschek, professora. Teve uma infância pobre. O pai faleceu por motivo de tuberculose quando Juscelino tinha 3 anos de idade. Numa brincadeira de infância, feriu um dos pés, e o médico que o atendeu, em vista do excelente grau de qualidade de atendimento, teria o influenciado a escolher medicina como profissão. Formou-se, então, em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1927. Por motivo de suas dificuldades financeiras trabalhou como auxiliar de telegrafista em Belo Horizonte para manter-se durante seus estudos universitários. Em 1930, viajou para Paris, França, onde fez estudos sobre cirurgia e especializou-se em Urologia. Em Berlim, Alemanha, fez curso de aperfeiçoamento médico no Hospital Charité. Fez outras viagens pela Europa e visitou a Tchecoslováquia, terra de seu avô por parte de mãe e de quem herdou o nome estrangeiro. Retornou ao Brasil em 1931. Casou-se com Sarah Gomes de Souza Lemos, filha do deputado federal Jaime Gomes de Sousa Lemos. Em 1932, foi eleito para o cargo de Capitão Médico da Polícia Mineira onde conquistou grande admiração pelos serviços prestados durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1934, foi eleito deputado federal. Perdeu o mandato com o advento do Estado Novo estabelecido por influência de Getúlio Vargas. Dedicou-se, então à medicina com um consultório particular. Benedito Valadares tornou-se Presidente do Estado de Minas Gerais e nomeou-o como seu chefe de gabinete. Em 1940, tornou-se prefeito de Belo Horizonte. Criou o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer, que futuramente, ao lado de Lúcio Costa, iriam arquitetar Brasília. Em 1945, foi reeleito deputado federal após o fim do seu mandato como prefeito. Em 1951, tornou-se governador de Minas Gerais. Ao término de seu mandato, em 1955, concorreu e ganhou a disputa pela Presidência da República, mandato que exerceu de 1956 até 1961, durante o qual construiu Brasília, implantou a indústria automobilística, impulsionou a construção das usinas hidrelétricas de Três Marias e de Furnas e a construção de rodovias. Tornou-se senador por Goiás em 1962. Com a Revolução de 1964, perdeu o mandato e exilou-se em Nova Iorque, depois, Paris e outras outras cidades. Dedicou-se ao trabalho como empresário. Patronos

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JK veio a falecer aos 74 anos, no dia 22 de agosto de 1976. Viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro quando o veículo em que estava envolveu-se em um acidente que lhe foi fatal. Em Brasília, em sua homenagem, encontra-se um museu, o Memorial JK, a ele dedicado. Constituiu-se em um expressivo exemplo de médico voltado com eficiência às áreas administrativas. Por sua forte influência, em 1957, surgiu a Lei 2.368, regulamentada pelo Decreto 6.821/1958, que estabeleceu definitivamente o funcionamento das instituições voltadas à ética médica, como os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Medicina com consequente criação do Código de Ética Médica nos moldes básicos que estão ainda presentes nos dias atuais. É oportuno acrescentar algumas das suas frases que pautaram seu comportamento: Costumo voltar atrás sim. Não tenho compromisso com o erro. O otimista pode até errar, mas o pessimista já começa errando. Não nasci para ter ódio, nem rancores, nasci para construir. Sereis tanto mais influentes quanto mais fordes corretos e justos. (Fontes: portaldaurologia.org.br/medicos/pdf/historia/livro-jk.pdf \ https://jk.cpdoc.fgv.br/biografia/juscelino-kubitschek)

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CADEIRA 39

DR. FRANCISCO VICTOR RODRIGUES (1905-1972)

Nascido em Catalão, Goiás, em 24 de agosto de 1906, filho de Cristiano Victor e D. Amazília Campos. Diplomou-se pela Faculdade Nacional de Medicina, Rio de Janeiro, em 1927. Posteriormente, em 1958, participou do programa Eisenhower exchange fellowship para aperfeiçoamento profissional. Teve brilhante desempenho. Depois de se formar em Medicina, retornou à cidade natal onde clinicou durante alguns anos. Retornou ao Rio de Janeiro em 1933, aplicou-se à área de ginecologia. Obteve, por concurso de títulos e provas, o cargo de professor titular de Ginecologia da Faculdade Fluminense de Medicina e, mais tarde, o da Faculdade Nacional de Medicina. Como tese de doutoramento produziu um estudo sobre O Valor do Tratamento Médico da Úlcera do Estômago. Atuou na Maternidade do Hospital São Francisco de Assis, tendo sido o divulgador, no Brasil, da biopsia do endométrio por aspiração. Introduziu, também, a citologia vaginal como método de investigação em ginecologia. Em 1967, foi eleito secretário executivo da Federação Brasileira da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia. Em 1961, tornou-se membro titular, seção de cirurgia, da Academia Nacional de Medicina. Em consideração ao seu desempenho profissional é também patrono, cadeira 39, da Academia de Medicina de Brasília. Ajudou a fundar os Anais Brasileiros de Ginecologia ao qual se dedicou por longos anos. Com seu retorno ao Rio, em 1933 publicou numerosos trabalhos sobre temas diversos da ginecologia brasileira. Em 1969, na Revista Ginecologia Brasileira, o Prof. Victor Rodrigues fez um retrospecto de sua vida, com um balanço dos progressos ou das aquisições de sua especialidade, desde a época em que atingiu efetivamente a cátedra onde se distinguira como titular dos mais eminentes. Faleceu em 15 de fevereiro de 1972. Entre as homenagens que lhe foram concedidas, importa acrescentar que seu nome foi particularmente lembrado para a nominação Rua Professor Francisco Victor Rodrigues, que está localizada no bairro Setor Central de Catalão, sua cidade natal. (Fonte: Academia Nacional de Medicina, on-line)

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CADEIRA 41

DR. EDSON PORTO (1931-2018)

Mineiro de Araguari, formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, após breve passagem por Goiânia, chegou a Brasília por convite do então presidente Juscelino Kubitschek. Como primeiro médico a se instalar em Brasília, a partir de 4 de dezembro de 1956, atuou em atividade assistencial em um postinho de saúde feito de madeira localizado em um acampamento de construção civil. Trabalhou principalmente como pediatra. Ingressou como violinista, na Orquestra Sinfônica de Brasília. Inaugurado o primeiro hospital no Distrito Federal o hospital Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) tornou-se seu diretor. Posteriormente, a instituição foi denominada Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira e funcionou até 1974, onde hoje funciona o Museu Vivo da Memória Candanga. Mais tarde, assumiu a direção do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), atual Hospital Materno-Infantil. Aposentou-se aos 60 anos de idade. Faleceu aos 86 anos de idade, em 18 de setembro de 2018. Declarou seu filho Mauro Porto que Dr. Edson Porto foi sempre um exemplo de dedicação e competência que sempre guiará seus passos. Afirmou que o pai sempre fez tudo com bom humor e leveza, atendendo a todos com amor. Sua história de vida, a superação e a maneira de enxergar coisas e pessoas são suas melhores marcas. “É o jeito Edson de ser, como sempre bricamos. Nunca esqueceremos seus exemplos”. (Fonte: Débora Fortuna, Correio Braziliense, 18-9-2018)

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CADEIRA 42

DR. ISAAC BARRETO RIBEIRO (1924-2015)

Nasceu em 1924, na cidade de Barra do São Francisco, Bahia. Formado em Medicina, clinicou em Ceres-GO de 1952-1956. Chegou a Brasília em 31 de dezembro 1956, nos primórdios da construção da cidade e criou no Núcleo Badeirantes (Cidade Livre) um centro cirúrgico em 1957. Foi um dos médicos que atuou no hospital do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI) construído na região onde hoje se instala a Candangolândia. Em 1959, foi fundador e primeiro presidente da Associação Médica de Brasília (AMBr) e novamente Presidente no período de 1961-1963. Pioneiro na Capital Federal, integrou a primeira equipe médica do Primeiro Hospital Distrital de Brasília, hoje Instituto Hospital de Base. Passou depois a atuar como cirurgião geral no Hospital Regional da Asa Norte, atual Hospital Materno Infantil, onde assumiu a chefia do centro cirúrgico; foi membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Também atuou na Universidade de Brasília, UnB, como orientador de médicos residentes na área de cirurgia. Foi também médico e Diretor do Instituto Médico-Legal do DF. Formou-se em Direito pelo UniCEUB e veio a se tornar professor dessa instituição. Integrou a direção do Conselho Nacional de Entorpecentes e da Secretaria Nacional Antidrogas do Ministério da Justiça; foi promotor de Justiça do Distrito Federal. Em 1980, ingressou no Ministério Público como procurador. Profundamente dedicado à fé cristã, foi fundador da Primeira Igreja Batista de Brasília, em 1957, e da Igreja Memorial Batista em 1960. Faleceu em 6 de maio de 2015. Segundo seus pares, foi exemplo ético e profissional de cidadão simples e modesto, dedicado à medicina, à Justiça e à fé cristã junto à sua família. ***

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ISBN 978-65-81488-00-0

9 786581 488000

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Academia de Medicina de Brasília 30 Anos - 1989/2019  

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