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Ano 8 • No 85 • Setembro/2018

85 ISSN 2238-5711

www.revistadigitalsecurity.com.br

Referência em tecnologia para o mercado de segurança eletrônica

Entrevista VANDERLEI RIGATIERI JR. PRESIDENTE DA WDC NETWORKS

São Pedro

INFRAESTRUTURA MODERNIZADA AUXILIA SEGURANÇA NO INTERIOR PAULISTA

CRIADO NO BRASIL PREPARADO PARA

O MUNDO!

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#credibilidade

Dahua Technology, paixão em proteger o mundo A multinacional Dahua Technology, fundada em 2001, é uma das principais marcas de soluções inteligentes no setor de videomonitoramento no mundo. A empresa, com a sua visão disruptiva, está sempre empenhada em fornecer produtos e soluções baseados em Inteligência Artificial, IoT e Cibersegurança que permitem a entrega de soluções de segurança end-to-end, para as mais diversas verticais de C

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negócio. O Dahua Cybersecurity Center (DHCC) coopera ativamente com empresas como Symantec, McAfee, Intel e Synopsys, alcançando altos padrões de segurança e estabelecendo mecanismos de proteção que incluem organização, procedimento, tecnologia e serviço. A Dahua Technology foi a primeira empresa do setor a receber a certificação da TÜV Rheinland, estando em total conformidade com o GDPR(Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Européia).


www.dahuasecurity.com

+1.400

+6.000

+10.000

40%

Patentes Arquivadas

Parceiros de Negócios

Engenheiros de Pesquisa & Desenvolvimento

Crescimento médio por ano em vendas. Em 2017, o faturamento foi aprox. de 3 bilhões de dólares

P&D

+12 milhões

Garantia

+1.200

Investimento de +10% da receita em P&D.

Até 5 anos de garantia*

Câmeras vendidas por ano para mais de 180 países

Projetos brasileiros realizados para empresas públicas e privadas

42

+13.000

Design

173

Prêmios iF Design Award, uma das premiações de design mais conceituadas do mundo

Escritórios pelo mundo

Subsidiárias no Exterior

Colaboradores

Verificar com a Dahua Technology*

Alta tecnologia, qualidade e credibilidade


Editorial

Conexão direta Redação

O

tema Smart Cities vem se destacando no segmento de segurança eletrônica como assunto relevante, ao qual é preciso estar sempre atento. Mundialmente os projetos de cidades inteligentes chamam a atenção pela funcionalidade, benefícios no gerenciamento do caos urbano e também pela alta tecnologia envolvida em todos os processos. A lógica por trás de uma “cidade inteligente” é um modelo de gerenciamento proativo, pelo qual o gerenciamento de incidentes passa pela detecção de anormalidades de forma rápida e automatizada, detectando riscos e ameaças por meio de câmeras e sensores. Assim, a cidade se torna um mapa ao vivo, que gera informações através de vários sensores. Quando utilizadas de forma inteligente, essas informações podem ajudar a desenvolver uma estratégia preventiva que reduz os custos em longo prazo. E também podem levar a decisões que valorizem os recursos públicos. Prova disso é a utilização de botões de emergência para controlar áreas de tráfego pesado, seja para chamar por ajuda em caso de acidentes ou para desobstruir o trânsito ou indicar vias de menor incidência de veículos. Falando de segurança mais especificamente, as vantagens de uma cidade inteligente vão além. Nesse contexto é importante destacar a análise de vídeo como um diferencial que permite desde o rastreamento a partir de milhares de vídeos até a detecção de comportamentos suspeitos alertando as autoridades e encurtando o tempo entre as ações, tornando-as mais eficientes. O tema Smart Cities também é estudado no Brasil e reconhecido como um dos mais importantes do momento. Já há algum tempo eventos desse setor destacam soluções eficientes, que apostam na tecnologia para contemplar os mais diversos segmentos e temas: Economia, Educação, Empreendedorismo, Energia, Governança, Meio Ambiente, Mobilidade, Saúde, Segurança, Tecnologia e Inovação e Urbanismo. O apoio de entidades como a Abese no evento só vem mostrar a importância dessa vertical para a segurança eletrônica. E o fato de as temáticas evoluírem para pontos comuns, abrangendo tecnologias como Inteligência Artificial, Realidade Virtual/Aumentada, Business Intelligence, Computação em Nuvem, entre outras, esboça a futura revolução pela qual o setor passará nas áreas de rastreamento, portaria remota e alarmes. Com as cidades inteligentes, não apenas os dispositivos se tornarão mais inteligentes, com menor necessidade de infraestrutura de instalação, como os preços tenderão a se tornar mais acessíveis. Além disso, graças a tecnologias habilitadoras com conectividade e inteligência, que são a marca da Internet das Coisas, a segurança eletrônica atingirá um novo patamar no combate e prevenção à criminalidade. O desafio da associação está em auxiliar os atores demandantes, associados, fornecedores de tecnologias, entidades acadêmicas, entre outros, de forma a gerar valor agregado para eles e para a sociedade. Tarefa das mais trabalhosas, mas que já vem gerando frutos em várias capitais. Prova de que o tema é pertinente e tem muito a crescer nos próximos anos – tanto no Brasil como no exterior.

Publisher

Eduardo Boni (MTb: 27819) eduardo.boni@vpgroup.com.br Editor Assistente

Gustavo Zuccherato gustavo.zuccherato@vpgroup.com.br Coordenador Editorial

Flávio Bonanome flavio.bonanome@vpgroup.com.br

Arte Flavio Bissolotti flavio.bissolotti@vpgroup.com.br

Comercial contato@vpgroup.com.br

Presidente & CEO Presidência e CEO

Victor Hugo Piiroja victor.piiroja@vpgroup.com.br Financeiro Rodrigo Gonçalves Oliveira rodrigo.oliveira@vpgroup.com.br Atendimento Jessica Pereira jessica.pereira@vpgroup.com.br Digital Security Online www.revistadigitalsecurity.com.br

Tiragem: 22.000 exemplares Impressão: Gráfica Mundo

Eduardo Boni Publisher

4

Al. Madeira, 53, cj. 91, 9º andar - Alphaville Industrial 06454-070 - Barueri, SP – Brasil + 55 (11) 4197 - 7500 www.vpgroup.com.br


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Sumário

produtos e serviços

ISS

pg10 Versão 10 do SecurOS traz 64-bit e novo client para acesso remoto

Seagate

pg10 Fabricante lança novos HDDs de 14 TB

CASE STUDY

São Pedro

pg20 Após um projeto de modernização de infraestrutura de rede e comunicações, a cidade paulista conseguiu economizar recursos para investir em segurança.

Mercado

ISC Brasil 2019

pg12 Reed Exihibitions moderniza 14ª edição da feira

Anixter

pg12 Carlos Fernandes é o novo vice-presidente da vendas no Brasil

Ao todo, estância turística recebeu mais de 400 câmeras Axis e mais do que dobrou as prisões em flagrante.

Foz do Iguaçu

pg24 Guarda Municipal recebeu 134 novas câmeras da Hikvision para monitoramento urbano e de fronteira Eventos

Lançamentos da D-Link

pg 14 Fabricante busca fortalecer o relacionamento com seus canais e se prepara para o futuro IoT hiperconectado

Blockbit Day

pg 14 Referência mundial em soluções de cibersegurança, a brasileira Blockbit promoveu encontro para discutir o tema com profissionais renomados e apresentar estratégias

entrevista

Vanderlei Rigatieri

pg28 Presidente da WDC Networks

Hanwha Techwin Cyber Security Day pg 14 Em uma estratégia de aproximação com clientes-finais, fabricante realiza seminário sobre cibersegurança em parceria com Samsung Consolidada como uma das maiores distribuidoras de tecnologia de segurança do Brasil, a WDC Networks acaba de anunciar a aquisição da Axyon para fortalecer o portfólio e apostar em novos mercados. Entenda a estratégia da distribuidora nesta entrevista exclusiva.

ARTIGO

Cidades inteligentes gastam menos 6

pg34


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Siga a Hikvision nas redes sociais


Produtos e Serviços

ISS

Versão 10 do SecurOS traz 64-bit

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Intelligent Security Systems (ISS) anunciou a versão 10 do seu sistema de gerenciamento de vídeo SecurOS . A nova interface gráfica permite novos perfis de estação de trabalho do operador para que o administrador possa gerenciar um grande número de clients em uma plataforma unificada. Com o novo client web SecurOS WebConnect, os operadores também terão acesso facilitado para operações remotas. A atualização também prevê conexão HTTPS segura para todas as câmeras, com assinatura digital de todos os arquivos exportados usando certificados digitais e criptografia de todos os dados armazenados nos HDDs do servidor ISS. Nesta versão, também é possível configurar o failover para todas as câmeras e recursos, incluindo módulos de análise, usando apenas dois servidores. Agora com uma edição de 64 bits, o sistema

oferece maior capacidade para câmeras, com decodificação H.265 utilizando Intel HD Graphics. O ISS SecurOS v.10 está disponível em cinco configurações: MCC (Centro de Controle de Monitoramento), Enterprise, Premium, Professional e Xpress para oferecer o equilíbrio entre funcionalidade e custo-benefício para cada tamanho e nível de aplicação. O software também está disponível pré-empacotado com análises nativas do ISS para fornecer soluções de VMS para aplicações específicas. Alguns dos módulos analíticos do SecurOS v.10 incluem o SecurOS Auto, que fornece reconhecimento de placas veiculares (ANPR) e análise comparativa para todos os tipos de veículos, além de capturas de reconhecimento de rostos em um fluxo de vídeo através do SecurOS Face. DS

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Seagate revela linha de armazenamento de dados de 14TB

IntelliVision oferece reconhecimento facial como serviço em nuvem

Avigilon anuncia o desenvolvimento de sua futura linha de câmeras H5 Senstar Symphony 7.1 já está disponível

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Mercado ISC Brasil 2019

Reed Exihibitions moderniza

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o final de agosto, os executivos da ISC Brasil se encontraram com representantes do governo, associações, integradores, distribuidores, expositores e usuários finais de segurança para discutir o futuro deste mercado no país. Entre os assuntos abordados no lançamento destacam-se o aumento da demanda por soluções integradas de segurança no mundo todo, especialmente no setor de segurança digital, eletrônica e privada. No evento foi apresentado o novo planejamento estratégico, que consolidou a ISC como um evento com expertise mundial para convergir soluções, inovações e tendências às necessidades do mercado brasileiro. A primeira novidade anunciada foi a mudança de data do evento que tradicionalmente acontecia no primeiro trimestre e foi alocado para o segundo trimestre, acompanhando o calendário latino-americano da marca ISC mundial e dos lançamentos de importantes players do mercado. A 14ª edição da ISC Brasil tem como principal proposta promover tecnologia e inovação, trazendo fornecedores e suas novidades para usuários finais, integradores e grandes distribuidores, e, para isso, amplia as verticais de atuação do evento reunindo soluções para 16 diferentes setores da economia, entre elas energia, offshore, infraestrutura e governo.

Além disso, a grade de conteúdo técnico passa a ser de 150 horas de programação voltada para os segmentos de segurança eletrônica, privada e patrimonial, pública, digital e segurança da informação. O lançamento também destacou um novo setor InfoSecurity focado em segurança da informação, o aumento em 50% da área de experiência aplicada do evento e o programa de relacionamento e negócios, grande diferencial dos eventos realizados pela Reed. A 14ª ISC Brasil acontece de 24 a 27 de junho de 2019 no Expo Center Norte, em São Paulo – SP. DS

Anixter

Carlos Fernandes é o novo vice-presidente

A

distribuidora Anixter anunciou a contratação de Carlos Fernandes como seu novo vice-presidente regional de vendas para o Brasil. Formado em Engenharia Elétrica e Eletrônica e com MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o executivo chega para assumir a posição de Pablo Bonino, que foi realocado para a região do Caribe e América Latina. Com quase 8 anos de experiência na Telefônica, onde chegou ao cargo de diretor comercial para o segmento enterprise da companhia, o profissional terá como desafio reformular a operação no Brasil e definir as estratégias de posicionamento da Anixter no mercado nacional. Uma das suas principais estratégias é a aproximação com clientes-finais e integradores. “Estamos reformulando todo o programa de canais EDGE aqui dentro da Anixter, deixando ainda mais atrativo em questões de benefícios e diferenciais”, disse o executivo. “Um dos principais eixos de trabalho é a criação de uma área de geração de demanda em usuários-finais, a qual sabemos que é a etapa de maior valor para nossos canais. Iremos fomentar projetos e leads qualificados e estes serão endereçados diretamente aos EDGE, impulsionando ainda mais negócios e estreitando relacionamento entre usuário-final, canal e Anixter”.

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A distribuidora também deve mudar para um novo escritório em breve. Atualmente, a companhia distribui mais de 80 marcas diferentes, incluindo Axis, Bosch, Pelco, HID, Milestone, Idemia, Vault, Wolpac, entre outros. DS


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Eventos Lançamentos da D-Link

Foco em Buscando fortalecer o relacionamento com seus canais e preparando-se para o futuro hiperconectado, a D-Link realizou um evento para apresentar seus lançamentos e novidades para o fim de 2018 e começo de 2019 por Gustavo Zuccherato

Extensores Wi-Fi Covr garantem sinal contínuo em todos os dispositivos conectados para residências de até 500 m2

Receita recorrente de gravação em nuvem das câmeras mydlink deve ser compartilhada com canais

C

iente do potencial gigantesco do mercado de Internet das Coisas, a D-Link realizou no mês de setembro em São Paulo um evento para parceiros com o objetivo de apresentar seu posicionamento e soluções preparadas para esse futuro hiperconectado. Com uma apresentação conduzida por Rodrigo Paiva, gerente de marketing e produtos da D-Link, os destaques ficaram para o D-Fend, o primeiro roteador Wi-Fi com antivírus embarcado da marca, a linha de extensores de sinal Covr, e uma reestruturação na sua estratégia de atuação com a linha de câmeras residenciais mydlink. Até 2020, a empresa de consultoria Gartner estima que haverá 20 bilhões de coisas conectadas. Este cenário criará uma série de problemas de segurança, já que os dispositivos de Internet das Coisas (IoT) estão sujeitos a ataques como qualquer outro aparelho conectado. Por isso a D-Link firmou parceria com a McAfee para lançar o roteador D-FEND Wi-Fi D-Link DIR-2680 AC2600 – McAfee. A solução é composta pelo roteador de banda larga e alta performance 802.11ac da D-Link com tecnologia MU-MIMO com o chipset da Intel Home Wi-Fi WAV500 Series, fornecendo conectividade Wi-Fi robusta à vários dispositivos ao mesmo tempo e o McAfee Secure Home Platform embarcado, software que protege automaticamente todos os dispositivos conectados à rede. De acordo com o gerente de produto, com essa configuração, o D-Fend tem capacidade de conectar até 50 dispositivos simultaneamente, além de oferecer proteção ilimitada contra potenciais ataques como vírus, phising, malware, botnet, entre outros. “O software é instalado no roteador mas o cliente também poderá instalar o app da McAfee direto no end-point, como um celular,

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Roteador D-FEND possui plataforma McAfee Secure Home embarcada para proteger até 50 dispositivos conectados à rede

por exemplo. O end-point provavelmente receberá uma notificação push caso essa opção esteja disponível”, disse Paiva. “Inicialmente, a licença do software vale por cinco anos, podendo ser renovado, mas a D-Link ainda divulgará como isso funcionará”. Outra novidade voltada para os profissionais que atuam implementando tecnologias de segurança é a série de câmeras mydlink. Inicialmente com três modelos, a DCS-8000LH, DCS8010LH e DCS-8300LH, os dispositivos são integrados ao novo app mydlink que, além do monitoramento e controle, oferecem a função de gravação de imagens em uma nuvem própria da fabricante. Com três opções de planos bastante acessíveis, a D-Link está desenvolvendo um modelo de negócio para o compartilhamento da receita recorrente com canais-parceiros. “Não temos uma estimativa de quanto dividiremos com os canais ainda. Já há um modelo de negócio consolidado em outros países e já temos em vista os canais que entrarão dentro desse projeto, no qual a D-Link fornecerá a câmera e a receita provavelmente ficará 90% na mão do instalador ou do provedor”, disse. “Esperamos que até o primeiro semestre de 2019 as soluções já estejam sendo comercializadas pelos nossos principais clientes”. No evento, a empresa também apresentou algumas soluções voltadas exclusivamente para o mercado corporativo, como os switches industriais da linha DIS-100G, DIS-300G e DIS-700G, os switches para data centers da Série 5000, e a nova marca Nuclias, uma plataforma em nuvem para gestão centralizada para pontos de conectividade, incluindo access points, switches e até câmeras de segurança. Para mais informações sobre as soluções, acesse o nosso portal lendo os QR Codes dessa página. DS


Eventos Blockbit Day

Preparada para proteger Estratégias da fabricante brasileira de soluções de cibersegurança foram apresentadas para imprensa no Blockbit Day, evento que reuniu profissionais renomados para discutir cibersegurança com parceiros e clientes por Gustavo Zuccherato | Fotos: Divulgação Blockbit

Confira esta reportagem completa e outras notícias em nosso portal www.revistadigitalsecurity.com.br

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o final de agosto foi realizado em São Paulo a 3ª edição do Blockbit Day, um evento anual da fabricante brasileira que busca reforçar a importância da segurança cibernética na estratégia de negócios das empresas, promovendo as boas práticas de mercado. Diferente do ano passado, onde a equipe da Blockbit trouxe lançamentos de novas soluções e produtos, o encontro desse ano focou-se em ser muito mais uma plataforma de discussão e conscientização, reunindo cerca de 300 pessoas entre parceiros e clientes, para conferir um debate com importantes profissionais do setor. Para além disso, a equipe da gestão da Blockbit reservou um horário para atender a imprensa e falar sobre os resultados, as novidades e estratégias que estão sendo adotadas pela companhia neste ano. Com uma impressionante taxa de crescimento de 97% em seu faturamento em 2017, a Blockbit tem se consolidado como a provável fabricante líder do mercado nacional de cibersegurança e espera crescer mais 50% nesse ano. O otimismo não é para menos: com o aumento da preocupação das empresas em tornarem seus sistemas e redes mais seguros, uma estratégia acertada de atuação através de canais, a expansão no mercado internacional, um portfólio de produtos completo para qualquer necessidade e um preço imbatível em relação às fabricantes internacionais devido ao câmbio alto do dólar, a ascensão da companhia é um caminho natural. “Fechamos o primeiro semestre com crescimento de 61%, acima do estipulado”, disse Eduardo Bouças, CEO global da Blockbit.

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Renovação tecnológica Há três principais novidades em relação as soluções oferecidas pela companhia. A mais importante delas é a entrada nos marketplaces das duas principais provedoras de infraestrutura em nuvem pública do mundo, a Amazon Web Services e a Microsoft Azure. Até então atuando apenas através da venda de appliances físicos e virtuais, a partir do começo de 2018 a companhia homologou suas ofertas para funcionarem diretamente nas infraestruturas em nuvem da AWS. Neste segundo semestre, as soluções da Blockbit estão em processo de homologação também nas infraestruturas da Azure. “Não queremos colocar a AWS como um concorrente do canal. A AWS é uma forma de facilitar a adoção do cliente”, ressaltou Bouças. “Esse investimento na homologação foi muito menos pensando no quanto isso vai gerar de novos negócios, mas sim como a adaptação para uma evolução do mercado para um novo ambiente. O mercado está migrando para nuvem e queremos ir junto com os clientes quando isso acontecer”. Outra novidade é a integração do Blockbit Mobile, aplicativo para proteção de dispositivos móveis lançado em um versão beta no evento do ano passado, dentro da oferta de solução de End-Point Protection, além de um incremento na capacidade de análise de amostras de malware do Blockbit Labs, subindo de 150 mil para 200 mil por mês no último ano. Além das atualizações de ofertas, os executivos da companhia também falaram sobre o relacionamento com canais e os diferenciais competitivos de uma fabricante nacional no mercado brasileiro. DS


Eventos Hanwha Techwin Cyber Security Day

Difundindo informação Em uma estratégia de aproximação com clientes-finais, Hanwha Techwin realiza seminário sobre cibersegurança em parceria com Samsung

por Gustavo Zuccherato

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eguindo a tendência das fabricantes de soluções de segurança com alto valor agregado, a Hanwha Techwin realizou em setembro um seminário com tema de cibersegurança para aproximar os clientes-finais da companhia. Como mais um passo do movimento de reaproximação para fortalecimento de ambas as marcas no mercado enterprise, o evento aconteceu na sede da Samsung em São Paulo, reunindo um público seleto de cerca de 30 profissionais decisores de importantes empresas, como o metrô do Rio e a Embratel, para discutir o tema e conferir as soluções ofertadas pelas fabricantes. “O investimento da Hanwha em cyber security é muito grande. Acho que estamos anos a frente quando se fala em cyber security e esse evento foi para expressar esses diferenciais para o cliente”, disse Fernando Tomasiello, vice-presidente para América Latina da Hanwha. “Até por isso, temos ganhado alguns projetos importantes, aliados à proteção que damos para o projeto, garantindo confiabilidade e preço diferenciado”. Entre as novidades da marca apresentada no evento pelo country director Brasil, José Carlos Hollander, e pela equipe de engenharia da Hanwha está o novo software VMS da marca, o Wisenet WAVE, com conceito de facilidade de uso utilizando drag-and-drop, e a linha de câmeras IP de última geração, incluindo modelos com resolução 4K, WDR de até 160 dB e a capacidade de rodar até 8 analíticos simultaneamente direto na câmera. Do lado da Samsung, a apresentação foi conduzida por Francisco Jose Alves Pereira, gerente de desenvolvimetno de negócios da divisão Samsung Enterprise Business, que apresentou o portfólio de displays da companhia. Como diferencial, a Samsung implementa o chipset Samsung SMART Signage Platform (SSSP) com a plataforma Tizen, um sistema operacional de código aberto que oferece segurança do que está sendo exibido na tela contra hackers e o controle de parâmetros dos dispositivos. O evento também serviu para apresentar os painéis de LED com pixel pitch de apenas 0,5 mm da Samsung, ideais para aplicações que exigem alta resolução, e que devem começar a ser fabricados em Manaus em breve. A rodada de apresentações foi complementada por Roberto Gallo, que acumula uma série de funções que o tornam referência em cibersegurança no Brasil. Além de ser CEO e co-fundador da Kryptus e professor e pesquisador PosDoc no tema, o profissional é coordenador do comitê de segurança e riscos cibernéticos da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e diretor do comitê de defesa cibernética da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Gallo apresentou o cenário da cibersegurança no Brasil a partir dos resultados de um estudo realizado pela ABES com dispositivos IoT: dos 20 equipamentos analisados, 18 apresentavam pelo menos uma falha grave de segurança, permitindo seu acesso ou até

Clausson Forin, engenheiro de suporte técnico e treinamento da Hanwha, apresentou os lançamentos da Hanwha para o público, incluindo novo VMS e câmeras 4K com analíticos embarcados

o controle. Como exemplo prático, o profissional também demonstrou uma Prova de Conceito onde sua equipe conseguiu invadir uma câmera de uma importante universidade pública com apenas três tentativas de ataque a rede. “Hoje, todas as soluções da Hanwha oferecem criptografia de ponta a ponta, com senhas muito difíceis de serem rompidas. Para o cliente que tem conhecimento sobre cibersegurança, são aspectos muito importantes”, ressaltou Tomasiello. “O cliente desinformado que olha apenas no curto prazo o que é melhor e se adequa ao orçamento atual não enxergará a importância de uma solução protegida. Aquele que é profissional verá na Hanwha uma empresa série, responsável e que está cuidando dos ativos da sua empresa”. De acordo com o executivo, esse tipo de evento deve se repetir ao menos bimestralmente. Além disso, a Hanwha continua com sua programação de treinamentos, certificações e webinars periódicas divulgadas em suas redes sociais. DS

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Case Study São Pedro/SP

Protegendo Após um projeto de modernização de infraestrutura de rede e comunicações, a cidade de São Pedro conseguiu economizar recursos para investir em segurança. Ao todo, estância turística recebeu mais de 400 câmeras Axis e mais do que dobrou as prisões em flagrante. por Gustavo Zuccherato

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ocalizada no interior de São Paulo, a aproximadamente 200 quilômetros da capital paulista, a cidade de São Pedro é uma estância turística de quase 35 mil habitantes que conta com um patrimônio natural e histórico rico: um destino certo para quem busca tranquilidade em seus dias de descanso. Apesar do clima de cidade pacata do interior, os são-pedrenses e visitantes não estão automaticamente imunes ao crime, especialmente aqueles que tentam aproveitar o momento de distração e relaxamento para aplicar golpes. Desde 2013, a administração pública tem investido na modernização do seu sistema de TI através do programa Cidade Digital, implementando um anel de 20 km de fibra óptica com tecnologia GPON da Huawei que interliga todos os prédios públicos do município utilizando mais de 90 ONT’s. O objetivo inicial era modernizar as comunicações telefônicas para um sistema 100% VoIP, diminuindo os custos relacionados, e construir uma rede pronta para expansões tecnológicas futuras.

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Com essa estratégia, a gestão pôde redirecionar recursos e investir em um novo sistema de segurança. O projeto foi conquistado pela fabricante sueca Axis Communications que forneceu aproximadamente 430 câmeras para o município instalar em prédios públicos, escolas, hospitais, ruas e avenidas. Nos acessos ao município, as câmeras Axis também fazem a leitura de placas dos automóveis, compartilhando essas informações com o sistema Detecta da Polícia Militar e secretarias municipais. Além de ajudarem na segurança, as câmeras mostram em tempo real o nível dos reservatórios da SAAESP, autarquia que cuida do abastecimento de água em São Pedro. As ruas e avenidas de São Pedro contam com modelos PTZ AXIS Q6114-E, AXIS Q5635-E e AXIS Q6155-E. Com resoluções HD 720p e Full HD 1080p e zoom óptico de 30x, essas câmeras ajudam a acompanhar o cotidiano da área e, quando necessário, apoiar o trabalho da Polícia Militar, que utiliza as imagens para o planejamento de ações.


Case Study São Pedro/SP

Com a instalação das câmeras de videomonitoramento nos pontos chave da cidade, a resposta às ocorrências policiais e a proteção aos turistas e moradores cresceu. No primeiro semestre após a expansão da operação, por exemplo, as prisões em flagrante saltaram de 6 para 14 - um aumento de 133,3%. Os equipamentos atuaram em casos que terminaram com prisão de estelionatários, após identificação da placa do carro do suspeito. “Esses números são reflexo da resposta da Polícia Militar”, reforçou o tenente Sol Reys, da 3ª Companhia da Polícia Militar. Ele destacou as operações realizadas, o uso das imagens das câmeras de monitoramento e as informações prestadas via 181 – Disque Denúncia como importantes ferramentas de auxílio no combate a ações criminosas. “Muitas vezes conseguimos identificar com estas ferramentas o indivíduo responsável por mais de uma ação e fazer a detenção”. Na lista dos casos solucionados por meio do uso das imagens estão também roubos, furtos e até auxílio para esclarecimento do único homicídio registrado na cidade no período de seis meses. Um caso que chamou a atenção da Guarda Civil Municipal foi o de uma pessoa que esqueceu a bolsa com R$ 700 em um banco da

Módulo de leitura de placas auxilia na identificação e acompanhamento de veículos suspeitos

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praça da cidade. Com o uso das imagens do sistema de monitoramento, o responsável pelo furto do dinheiro foi identificado e a vítima recebeu o bem de volta. Nos três portais de entrada e saída de veículos da cidade, foram instalados os equipamentos AXIS P1365 e AXIS P1365-Mk II que, com o auxílio do módulo de leitura de placas do Digifort 7.2 capturam em média 15 mil placas por dia. “Os veículos que entram e saem da cidade têm a placa armazenada. Essas informações também são enviadas para uma central da Polícia Militar em São Paulo para análise. Se o sistema acusa a placa de um veículo roubado, a informação é transmitida para a Polícia Militar de São Pedro”, explica Francisco Guerreiro, responsável pela Central de Operações e Inteligência de São Pedro. Assim, com as câmeras Axis instaladas, foi possível identificar e prender estelionatários de Rio Claro, município na região, que resolveram ir a São Pedro aplicar golpes, principalmente em idosos. Com o número da placa do veículo usado, a Polícia chegou até o criminoso. “Temos uma central de monitoramento com autonomia de cadastrar placas. Se o veículo entrar na cidade, o sistema avisa nossos agentes. Com câmeras espalhadas por todo município, no caso de uma ocorrência é possível traçar rotas por onde o criminoso pode ter passado ou usar as imagens para preparar a polícia antes de uma abordagem”, explica Francisco Guerreiro. O município conta com 19 escolas, todas com câmeras, além de hospitais, prédios públicos e unidades básicas de saúde. As imagens são vistas pelas secretarias para avaliar os serviços públicos e acompanhar ações como a entrada e saída dos estudantes. Ao todo, são 337 câmeras minidomes, com resoluções de 1 ou 2 MP e as tecnologias da Axis que dão mais eficiência ao sistema como um todo, como o Zipstream, WDR dinâmico e o formato corredor. Os modelos são 57 M3044-V utilizadas para o monitoramento de ambientes internos; 174 M3004-V para corredores e salas; 12 M3025 para ambientes com necessidade de maior resolução e outras 94 M3024 na parte externa de edifícios e equipamentos públicos. Além disso, 14 câmeras panorâmicas do modelo AXIS M3027 auxiliam na captura de locais amplos com menos câmeras. As câmeras também são usadas para verificar o nível dos reservatórios do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (Saaesp) – que cuida do abastecimento de água da cidade. A autarquia é responsável por 11 poços artesianos e 30 reservatórios que abastecem a cidade. Os modelos bullet M1125-E e PTZ Q6155-E ficam no topo de cada reservatório. Assim, com o zoom óptico de 30x, a central de videomonitoramento consegue visualizar imagens de alta resolução em uma distância de até 2 km. “Para o reservatório do SAAESP, o uso das imagens vai além da segurança: são úteis para verificar o nível das caixas d’água e, com isso, evitar o desabastecimento dos bairros, falta de manutenção ou mesmo o escoamento da água – em caso de excesso”, comenta Francisco Guerreiro. Todas as câmeras são conectados ao Centro de Operações do município através de switches gerenciáveis da D-Link, do modelo DGS-1510, processadas com servidores HP ADL380 gen9 e armazenadas em storage QNAP com capacidade para 36 TB. De acordo com o responsável pelo COI, o próximo passo do sistema é a ampliação do número de câmeras na rua para 2019 e a automação desse sistema para enviar alertas automáticos em casos específicos, como o aumento ou diminuição excessiva do nível da água nos reservatórios. DS


Entrada segura, simplificada H4 Video Intercom

O H4 Video Intercom possui uma câmera 3 MP integrada com interfone de alta performance, incluindo tecnologias de faixa dinâmica ampla, baixa luminosidade, redução de ruído e cancelamento de eco para uma visão clara e comunicação em via de mão dupla com visitantes.

Controle de entrada remoto Ao usar o software Avigilon Control Center (ACC), operadores podem receber, inspecionar e responder a chamadas pelo interfone para conceder acesso remotamente. Tecnologia Avigilon Appearance Search™ Incorpora as características exclusivas do rosto de uma pessoa para pesquisar o mesmo indivíduo, mesmo que itens como roupas tenham mudado. Tecnologias LightCatcher™ e Infravermelho Proporciona detalhes claros de imagem em uma ampla gama de condições de iluminação desafiadoras, inclusive à noite. Inviolável e resistente a vandalismo A construção em alumínio permite força e durabilidade confiável tanto no modelo de superfície como no embutido.

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Case Study Foz do Iguaçu

Reforço no Guarda Municipal de Foz do Iguaçu, na divisa com Argentina e Paraguai, recebeu 134 novas câmeras da Hikvision com capacidade LPR e Darkfighter por Redação

A maioria das câmeras é do modelo DS-2CD4C26FWD-AP que oferecem leitura de placa automática direto na câmera Equipamentos foram entregues em cerimônia no mês de setembro

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Hikvision anunciou a modernização do sistema de videomonitoramento da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. O município, que é o terceiro maior destino de estrangeiros no Brasil, terá 134 novas câmeras posicionadas estrategicamente por todo o perímetro urbano coordenadas pela Guarda Municipal. O objetivo do projeto de videomonitoramento é a otimização da segurança pública da cidade, que vê seu mercado turístico crescer ano a ano. Outro ponto de extrema importância, é a vigilância de fronteira, devido à estratégica localização de Foz do Iguaçu, localizada na divisa da Argentina e Paraguai. A operação de modernização iniciou em janeiro deste ano e a parceria entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Copel (Companhia Paranaense de Energia) irá viabilizar a funcionalidade das câmeras neste segundo semestre e sua interligação a uma rede de 200km de fibra óptica ocorrerá até o final de 2018. Dentre as 134 novas câmeras, o destaque fica para as câmeras com leitura de placas veiculares DS-2CD4C26FWD-AP nas princi-

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pais entradas e saídas da cidade, além da presença de câmeras Darkfighter, como a DS-2CD4026FWD, que operam em alta definição e em cores, mesmo na quase completa escuridão (0,001lux). As speed dome DS-2DF5232X-AEL com 30x de zoom óptico e qualidade de imagem de 2 MP também fazem parte do projeto, fixadas por todo o perímetro urbano. De acordo com o Secretário de Segurança, Reginaldo da Silva, a sua frente de trabalho para ampliação do sistema acontecerá este ano. “Todas as forças de segurança do município definiram locais estratégicos, como as pontes da Amizade e Tancredo Neves, BR 277 e em ruas próximas a escolas, CMEIS, postos de saúde e outros locais”, explicou da Silva. Para Jefferson Timo, responsável por projetos de cidades da Hikvision Brasil, a necessidade de segurança de missão crítica em uma cidade de fronteira demandou grande planejamento no projeto e ampla diversidade de modelos de câmeras e equipamentos. “Fazer monitoramento ininterrupto em áreas consideradas de alto e médio risco e em localidades estratégicas, alinhando recursos extremamente avançados com uma infraestrutura robusta de fibra óptica tornou o projeto um grande apoio aos órgãos de segurança locais e federais”. DS


Entrevista Vanderlei Rigatieri - WDC Networks

Trilhando o caminho para integração Consolidada como uma das maiores distribuidoras de tecnologia de segurança do Brasil, a WDC Networks acaba de anunciar a aquisição da Axyon para fortalecer o portfólio e apostar em novos mercados. Entenda a estratégia na entrevista com Vanderlei Rigatieri, presidente da WDC. por Gustavo Zuccherato

Confira essa entrevista e outros conteúdos em vídeo em nosso site www.revistadigitalsecurity.com.br

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igital Security: A aquisição da Axyon veio para fortalecer a WDC especialmente na atuação no mercado de áudio e vídeo profissional e no portfólio de produtos de segurança da informação e automação predial. Esses segmentos tem mostrado um potencial de crescimento maior do mercado do que o de segurança eletrônica? Vanderlei Rigatieri: Na realidade, o que a gente percebeu é que o segmento de segurança eletrônica está evoluindo e mudando. Vender apenas a parte de câmeras e gravação das imagens não é mais suficiente. Percebemos que os integradores precisavam de um portfólio maior. Quando você entra em uma empresa ou está fazendo o retrofit de um prédio e vai fazer a parte de segurança, existem outras opor-

tunidades de negócio, tais como áudio e vídeo para preparar salas de reunião com vídeo conferência e sonorização desse ambiente. A automação predial é outro caso. Antes, ela estava concentrada só em conforto, mas hoje ela é fundamental para a eficiência energética, por exemplo, e também melhorar o controle de acesso dos funcionários e visitantes. Não é uma questão de o segmento de segurança está crescendo menos. O segmento de segurança está entrando nos clientes no mesmo momento de compra de automação e de áudio e vídeo profissional. Por isso, achamos importante aumentar o nosso portfólio nesse momento, trazendo produtos já consolidados no mercado que tem uma proposta de custo acessível. Existem grandes fabricantes de automação predial que são tradicio-

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Entrevista Vanderlei Rigatieri - WDC Networks

nais do mercado, mas o que a gente percebeu é que precisávamos de uma solução mais IoT, com mais tecnologia desse tipo, para poder oferecer junto com a nossa solução de segurança. Digital Security: Com essa aquisição, como ficarão as infraestruturas físicas da WDC, incluindo centros de distribuição, de treinamento e sedes regionais? Vanderlei: O pessoal da Axyon vai ser integrado ao longo desse mês de setembro. Nós estamos colocando um prazo de um mês para fazer essa integração. É um prazo super curto mas a gente sabe que temos que dar o conforto para todos os funcionários que estão sendo integrados e também para nós que já estamos na nossa sede. Estamos já com dois andares neste prédio e alugamos mais um, que já está em reforma para poder acomodar essas pessoas. Não vamos fazer uma integração onde o grupo da Axyon vai ficar separado. Pelo contrário, as equipes ficarão juntas: a área de venda que era da Axyon fica junto com a área de venda da WDC, assim como a área de pré-venda, a área de logística, e assim por diante. Será uma empresa só no dia 1º de outubro. Na parte de logística, nós não vamos usar as instalações que eram da Axyon. O que estamos fazendo é um movimento mais holístico nesse ponto. Contratamos um novo Centro de Distribuição em Salvador muito maior do que o que temos em Ilhéus porque o volume total das operações da WDC ficou muito grande. Para se ter uma ideia, movimentamos até julho deste ano o mesmo número de produtos que a gente tinha movimentado no ano passado inteiro. Ainda assim, vamos permanecer em Ilhéus, principalmente para os produtos de fabricação, que a gente monta no Brasil, mas os produtos que são simplesmente para distribuição vão ser concentrados em Salvador. Aqui em São Paulo, nós já tínhamos contratado um CD novo aqui em Mauá e também tem uma parte lá na Santa Ifigênia, porque lá também tem uma área de estoque para atender os lojistas da rua em compras emergenciais. Estamos expandindo nossa capacidade de logística mas não exatamente por causa da Axyon. Digital Security: Os canais de atendimento e pós-venda também serão centralizados aqui na WDC? Vanderlei: Sim. Tudo que era Axyon agora virará WDC, desde os contratos com fornecedores que estão sendo transferidos para gente até os clientes, porque estamos mantendo a equipe que estava atendendo esses clientes. Tivemos muito pouco overlapping de produtos. Tivemos um pouco mais de overlapping de clientes, o que é o bom, porque o cliente que comprava algumas coisas da gente e outras coisas deles, agora terá um fornecedor único. Esse processo de unificar está sendo muito rápido. Temos uma equipe de TI fazendo a transferência dos arquivos dos bancos de dados. Também já estudamos como que vão ficar as equipes comerciais: quem estava atendendo um cliente lá na Axyon agora pode continuar atendendo aqueles clientes e ter um portfólio muito maior para vender para o mesmo cliente, além deles terem ganhado a possibilidade de fazer projetos de locação. Para nós é como se, de uma hora para outra, tivéssemos contratado mais 15 ou 20 pessoas. É só isso. Tentamos simplificar ao máximo tanto para os funcionários da Axyon, quanto para os nossos funcionários, para os fornecedores da Axyon e, o mais importante é que a gente não quer ter nenhum tipo de ruptura com os clientes. Queremos fazer essa transição o mais rápido possível para ninguém ficar sem produto, sem atendimento, sem projetos.

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Tivemos pouco overlapping de produtos e mais overlapping de clientes, o que é o bom, porque o cliente que comprava algumas coisas da gente e outras coisas deles, agora terá um fornecedor único. Digital Security: Esse crescimento no volume de vendas que vocês tiveram foi mais fomentado pela área de segurança ou de redes que vocês já distribuíam? Vanderlei: O aumento que tivemos está bem distribuído. A área de telecom, que é voltado para provedores de internet, continua em um ritmo muito acelerado. A própria Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou números que o crescimento de assinantes em fibra foi muito maior nos provedores regionais do que nas próprias operadoras porque os provedores regionais estão investindo bastante em fibra óptica. Um exemplo é que temos vendido mais de 8.000 km de fibra por mês. Esse mercado continua crescendo e não parou com a crise. O mercado de segurança, de redes e produtos para o consumo residencial recuperou nos últimos meses. O nosso portfólio veio atendendo todos os níveis desde o cliente corporativo pesado que precisa de uma solução top até o small and medium business que precisa de uma solução de confiabilidade mas com outro nível de custo, de sofisticação. Isso faz com que o mercado todo cresça, apesar dessa crise toda que estamos vivendo, com esse dólar super alto que é muito ruim para o mercado porque seja o que é produzido ou o que importado é em dólar. Apesar de agregarmos valor aqui no Brasil, existe o componente importado, que é afetado pelo cambio, fazendo com que os preços subam. A WDC tem um modelo de negócio que também ajudou a alcançarmos esses resultados. Nós tivemos muita sorte, começando com esse projeto em 2013, em elaborar um modelo de locação, ou seja, de vender os produtos como serviço. Naquela época, foi um insight atendendo a necessidade de alguns clientes que não tinham o capital de giro suficiente para fazer essa compra e os clientes deles pediam. Recentemente, o Gartner deu um nome bonito para isso, chamando de infraestrutura as-a-service. A gente deu sorte de fazer isso antes do Gartner ter falado. Isso tem ajudado no crescimento do mercado como um todo, tanto telecom como o corporativo na área de segurança. Acreditamos que esse modelo de negócio vai ajudar muito essas novas áreas que estamos entrando de automação e de áudio e vídeo profissional, porque muita gente quer ter o melhor sistema de videoconferência e de sonorização mas não pode porque é um investimento alto. Quando você transforma isso em serviço, você tem várias vantagens. Em primeiro lugar é que a parcela que o cliente vai pagar por mês é muito menor. Segundo que você não fica preocupado com a obsolescência desse produto, porque a tecnologia é sempre uma caixinha de surpresa e vem muita coisa nova por aí a um custo normalmente mais acessível. Estamos dando para o mercado uma oferta de ele ter o melhor, sempre.


Entrevista Vanderlei Rigatieri - WDC Networks

Eu acho que isso vai vai mudar um pouco os hábitos de compra das empresas quando vão adquirir em tecnologia para o seu negócio. Digital Security: O quanto essa modalidade de infraestrutura como serviço já representa dentro dos negócios da WDC? Vanderlei: Neste ano, praticamente 30% da nossa receita já vem desse modelo de serviço. Quando eu falo em 30%, é 30% das parcelas, ou seja, além de tudo, temos uma vantagem para o negócio de que, no ano que vem, eu já sei o quanto vai entrar de receita. É claro que é um desafio empresarial fazer isso. Você precisa ter capital de giro, precisa colocar o produto para dentro, ativar esse produto. É complicado para o lado empresarial nosso, mas é uma oferta de valor que está se mostrando muito interessante para os nossos clientes. Acho que esse é o grande momento da WDC. Entendemos antes que isso seria uma oferta muito interessante. É claro que é difícil para algumas empresas ainda entenderem esse modelo, sim. Como todo negócio, há uma curva de adoção, que eu acho que está começando a ficar maior agora. Isso é bom para a gente, é bom para o cliente, é bom para o nosso fabricante porque ele vê a possibilidade de mais uma maneira de fazer negócio. Eu acho que, ao longo do tempo, vai ser uma tendência. Digital Security: Esse modelo tem sido adotado mais por clientes antigos ou ela é mais presente nos novos negócios? Vanderlei: Temos dos dois. O que vai acontecendo é que os provedores internet, a área de telecom e eu acredito que daqui a pouco algumas operadoras médias também vão mudar para esse modelo, porque eles estão percebendo que fica mais difícil fazer Capex para competir. A necessidade de banda é altíssima. Há o lado do cliente que era antigo adotar esse modelo, como provedores, mas tem muito cliente novo que quando a gente apresenta esse modelo, ele volta e percebe que o modelo faz sentido para ele. Por exemplo, fechamos dois datacenters em um modelo completamente novo em que a gente está fazendo isso como serviço: toda a infraestrutura do datacenter, nós estamos lá entregando como serviço e o cliente vai nos pagar em 36 parcelas. Nós estamos entregando produtos de transmissão DWDM para operadoras grandes e médias em modelo do serviço, porque cada projeto desse é um investimento significativo, mesmo para essas empresas. Os projetos de câmera de segurança, por outro lado, já estão em pleno funcionamento nesse modelo. Agora com aquisição da Axyon, vindo produtos novos de automação e áudio e vídeo profissional, também serão vendidos assim. Uma curiosidade é que as igrejas do Brasil inteiro são grandes consumidores de áudio profissional. O que percebemos é que já começamos a fazer projetos de locação para as igrejas. Já tem duas ou

Há muitas coisas que são só penduricalhos bacaninhas. A Internet das Coisas tem que resolver problemas muito maiores.

três igrejas que implantaram nesse modelo, porque é investimento de 400, 500 mil reais, e que ele pode diluir isso e pagar por mês para nós. As vezes damos sorte, damos um tiro em um mercado e achamos outro. Fomos para o lado empresarial, para fazer uma sala de conferência, por exemplo, e achamos esse nicho de igrejas que está dando uma movimentada bacana no aluguel de equipamentos. Digital Security: Como vocês definem as taxas de obsolescência dos equipamentos para troca nessa modalidade de Infraestrutura como serviço? Vanderlei: Há vários modelos. Quando se fala em infraestrutura de rede, a obsolecência é um pouco menor. Quando você faz um investimento em fibra óptica, você vai ter uma infra que pode durar 10 anos que você não vai ter problema. Por outro lado, quando você fala de uma câmera, ai você tem uma chance de daqui um ou dois anos sair uma nova tecnologia, com uma resolução muito maior ou com alguns features já embutidos na câmera. Isso é algo que vemos hoje na parte de analíticos: antigamente, o cliente tinha que fazer um investimento pesado em servidor para ter o analítico e hoje eles já estão embutidos na câmera. Quem comprou daquele jeito, pagou um preço alto naquele momento e está com aquele modelo, consumindo processamento. Se eu pudesse fazer essa transição em um ano ou dois anos que faça sentido para o meu negócio, seria muito melhor. Temos diversas taxas para essa obsolecência dependendo da solução. Tem algumas que em 3 anos não vão ficar obsoletas. Tem outras que em um ano vão ficar. Quando a gente faz um projeto, por exemplo, de automação predial. Se você já entrar agora com um produto que já está alinhado com o IoT, que permita você ter acesso já o que você precisa no tablet, no celular, que tem esse DNA, você vai demorar mais tempo para ter essa obsolescência. Por outro lado, se você faz projeto tradicional, que até funciona, é bom e tem resiliência, pode ser que daqui a pouco você vai ficar defasado. Nós vamos fazendo essas contas dependendo do projeto e também do cliente, claro. O cliente pode não querer pagar por isso. A flexibilidade desse modelo é muito grande. O que é importante é que dependendo do projeto - e na maioria deles é assim - a gente também dá a garantia do produto pelo prazo, então ele também tem reduções de custo total de propriedade desse projeto. Ele poderia estar comprando um projeto com garantia do fabricante de 1 ano e correr o risco nos próximos e agora, com esse modelo, ele tem um contrato de três anos e vai ter a garantia por todo esse período. Nesse 5 anos que a gente faz esse modelo de locação, fomos aprendendo a fazer direito. Outra coisa interessante é que a gente não “bypassou” o nosso canal. Pelo contrário, a gente fez esse projeto para o canal para eles poderem fazer isso para os clientes deles. Eles agregam serviço nisso e o cliente continua dele. A gente não tem nenhum tipo de conflito com os integradores. É simplesmente Inovar no modelo de negócio. Digital Security: Nesse ano, a distribuidora criou o Smart WDC, um espaço dedicado ao fomento do mercado de Internet das Coisas no Brasil. Sendo uma distribuidora, como vocês categorizam e diferenciam os produtos de IoT das outras soluções tradicionais? Vanderlei: O conceito de IoT é um conceito que foi falado pela primeira vez por um inglês em 1999, que olhou para o mapa de transações no mundo e percebeu que se eu tivesse todos os produtos taggeados que circulam pelo mundo inteiro e tivesse um tracking disso e soubesse para onde ele sai e para onde ele vai, eu teria uma grande Internet, só que as Coisas teriam internet. Esse conceito

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Com projeção de crescimento de 40% ao ano Teltex chega à São Paulo Diretoria da Teltex: Mauríco Guizelli, Diretor Comercial, Bruno Rosa, Diretor Técnico e Valmor Fernandes, Diretor Presidente

Matriz da empresa, na Vila Olímpia

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ara fazer frente à expansão dos negócios em todo o mercado nacional a integradora Teltex Tecnologia transferiu sua Matriz para São Paulo. Registrando um crescimento em torno de 30% ao ano, nos últimos três anos, a mudança era necessária para uma empresa que, atualmente, toca projetos simultâneos em 16 estados brasileiros, com uma atuação cada vez maior nas regiões Norte e Nordeste. Com vocação em integração de tecnologias de segurança eletrônica a empresa também vem expandindo seu portfólio de soluções através de parcerias estratégicas com grandes fabricantes como Aruba, HPE, Checkpoint, entre outras, ampliando sua oferta em TI e segurança da informação. Fruto da experiência de seu fundador, Valmor Fernandes da Rosa Filho, que foi um dos pioneiros, no Brasil, no desenvolvimento de sistemas de CFTV aplicados à Segurança Pública, a Teltex inicialmente era focada no desenvolvimento de projetos de segurança. Da necessidade de implantar uma infraestrutura de comunicação preparada para suportar o alto tráfego de vídeos e dados gerados pelos sistemas de segurança, bem como de aparelhar adequadamente as Centrais Integradas de Comando e Controle das cidades, a empresa incorporou ao seu portfólio soluções de redes de dados, TI e segurança da informação. Parceira Panasonic A parceria com a Panasonic Brasil também foi um dos motivadores da vinda para São Paulo: nomeada Master Dealer e distribuidora exclusiva da Linha Security para o mercado brasileiro no começo de 2017, a Teltex precisava ficar mais próxima, também, da rede de integradores

Diretor Presidente da Teltex, Valmor Fernandes


Informe publicitário

Equipe de Colaboradores da Teltex SP

Time de Engenharia de Pré-Vendas

que aplicam as tecnologias avançadas de vídeo da fabricante japonesa em seus projetos de segurança. Fechando um ano de parceria, a relação com a Panasonic está cada vez mais próxima e próspera. De 10 a 21 de setembro, o Diretor Presidente da Teltex, Valmor Fernandes, e o Diretor Técnico, Bruno Rosa, estarão na sede da Panasonic, em Osaka, no Japão, apresentando os resultados desse primeiro ano e definindo o planejamento das ações conjuntas para 2019.

te qualificados, com um alto nível de especialização nas principais tecnologias de mercado, incluindo as certificações Master Acredited Solutions Xpert da HPE e ACMX da Aruba - o mais alto nível de Certificação Aruba no Brasil. Com foco na qualificação da equipe, a Teltex investe de forma constante em certificações e treinamentos com fabricantes. Em média, os profissionais das áreas técnicas recebem de 4 a 6 novos treinamentos ao ano. Nos últimos 12 meses esses profissionais obtiveram cerca de 30 novas certificações e o calendário até o final de 2018 inclui mais 5 grandes treinamentos, em novas tecnologias de análise forense, vídeo analítico, tecnologias hiperconvergentes e segurança da informação. A Teltex também aderiu ao PAEX- Programa de Excelência Empresarial da Fundação Dom Cabral com o objetivo de ampliar as competências dos gestores e desenvolver a capacidade de liderança do seu time gerencial.

Contratações e qualificação da equipe A mudança para São Paulo duplicou o tamanho da Teltex, com a contratação de um staff totalmente novo na matriz. A equipe gaúcha se mantém, tocando projetos estratégicos de infraestrutura e segurança para algumas das principais universidades e empresas privadas do sul. O número de contratações na capital paulista já ultrapassou a meia centena de profissionais e a empresa segue recrutando novos talentos, com a pareceria das consultorias Robert Half e Michael Page. Os investimentos em RH estão focados, especialmente, na formação de um time outstandig de Engenharia de Pré Vendas e de Gestão de Projetos. A equipe de Pré-Vendas conta hoje com engenheiros extremamen-

Maurício Guizelli, o novo Diretor Comercial da Teltex

Novo Diretor Comercial Para liderar a expansão, que inclui toda a América Latina, a Teltex Tecnologia contratou o executivo Maurício Guizelli, que assumiu a Diretoria Comercial da empresa a partir do dia 10 de agosto. O executivo, que está para completar 20 anos de atuação na área de tecnologia, tem passagens por empresas como Itautec S.A. e Seal Telecom, onde auxiliou no processo de internacionalização das mesmas, bem como na reestruturação e formação das áreas comerciais. Colhendo excelentes resultados nas empresas por onde passou e que são hoje destaques no seu segmento de atuação, Maurício tem como desafios na Teltex a internacionalização, neste primeiro momento, para países da América Latina, e a expansão da estrutura comercial da empresa. Hoje a Teltex conta com filiais em Miami, nos EUA, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, além de um Centro Logístico no Espírito Santo e escritórios comerciais no Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba. O objetivo no entanto, é ter presença comercial em todos os estados onde a empresa desenvolve projetos, seja por meio de parceiros locais ou com força de vendas própria. Resultados e projeção de futuro Fechando pouco mais de um semestre de operação em São Paulo a Teltex já contabiliza resultados significativos. No último trimestre, a empresa registrou um faturamento de 40 milhões, que representa crescimento de 20% sobre o período anterior. Para 2018 já se projeta um crescimento na ordem de 40% sobre 2017. Para 2019, as metas também são ambiciosas e para atingi-las a estratégia é buscar novas parcerias com Integradores e Fabricantes. Em setembro, a gestão da empresa está estruturando seu programa de novos canais e a partir de outubro devem começar as conversas com potenciais parceiros, para fazer frente ao volume crescente de novos projetos, de forma sustentável. As regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, onde a empresa vem desenvolvendo projetos de segurança e conectividade para o agronegócio, devem ser as primeiras na busca pelos novos parceiros.


Entrevista Vanderlei Rigatieri - WDC Networks

ficou parado e só em 2014 realmente deu uma alavancada. O que eu falo é que a Internet das Coisas, com certeza, eu sei o que não é. Os inputs que recebemos de IoT estão relacionados, por exemplo, a uma geladeira que tem conexão à internet, a um dispositivo que vai dizer quando você tem que passar um protetor solar. Você já sabe quando está com fome, quando precisa se proteger do sol. Você não precisa de um dispositivo para te dizer isso. Isso não resolve nada. O IoT tem que resolver problemas muito maiores. A automação residencial, por exemplo, é um típico canal bom para IoT, porque traz conforto, facilidade, segurança e eficiência energética. Quando você sai da sua casa, todas as luzes são apagadas ou vai desligar o ar condicionado. Isso tudo é valor, mas há muitas coisinhas que são só penduricalhos bacaninhas para falar que temos IoT. O que eu vejo é que o IoT tem várias aplicações e não tem mais volta. Recentemente, fui na Hospitalar, uma importante feira que acontece todos os anos no Brasil, e vi coisas como gazes cirúrgicas que tem um RFID para descobrir se essa gaze não ficou dentro do paciente. Os instrumentos cirúrgicos que tem um RFID para verificar se esse equipamento passou por todas as fases de esterilização que precisava. É como o carro autónomo. Não tenha dúvidas de que vai ser algo que vai pegar, porque tem 3.800 pessoas no mundo que morrem todo dia por acidente. Dessas, 3.200 foi porque fizeram alguma besteira no trânsito, como estar bêbado, por exemplo. É isso que vai acontecer com o IoT. É muito maior. É que é díficil de explicar e as pessoas preferem explicar da geladeira que tem internet e aí você banaliza um pouco esse processo. Agora, quando você vai para a indústria, que o torno esta ligado e está se falando. Esse tipo de coisa, não tem jeito, vai entrar no Brasil. E não é com um programa governamental do Plano Nacional de IoT. São as empresas que se conscientizam e que fazem investimentos. Somos nós, os fornecedores, que temos que trazer esse negócio para cá, que temos que baratear o custo, mostrar o que existe. A Smart WDC nasceu muito para ser disruptiva no modelo e mostrar

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um pouco desse mundo. Eu convido a todos para irem lá, gastar 15 ou 20 minutos e ver o que é possível ser feito. Já começa a entender. Isso não é mais um bicho de sete cabeças. Essa é a grande mensagem. De novo, demos sorte. Fomos o primeiro a fazer isso com o Smart WDC e, até agora, ninguém se atreveu a fazer algo parecido e ela está nos mostrando caminhos que a gente nem sabia que tinha. Fabricantes começaram a chegar na gente trazendo soluções. Alguns falamos não, outros falamos sim, e isso vai abrir um outro negócio muito forte que é para levar para o Brasil inteiro uma oferta de serviço para IoT. O mercado brasileiro é diferente dos Estados Unidos. O americano vai em uma loja de eletrônicos, compra as coisas, vai para casa, tem todas as ferramentas e instala. O brasileiro não faz isso. Ele precisa do instalador. Estamos apostando nos instaladores. A WDC vai criar uma grande rede, dentro da Smart WDC, de instaladores e a gente vai treinar e dar suporte para esse cara para ele poder fazer isso na casa lá em Feira de Santana, em Quixeramobim, Sobral, em Santa Maria no Rio Grande do Sul e assim por diante. Digital Security: Qual o ponto de virada que transforma um instalador e integrador de projetos de segurança em um fornecedor de soluções IoT para seus clientes? Vanderlei: O ponto de virada é no momento em que ele tem acesso a essa informação. Eu tiro o chapéu para o brasileiro, em todos os níveis, porque ele tem uma capacidade muito grande de aprender e quer aprender. Ele tem sede de aprendizado. Os instaladores que a gente tem contato agora, que a gente não conhecia, percebemos que ele só precisa ter acesso à informação, de várias maneiras. Estamos com nosso aplicativo, melhorando agora, passando de IP Fácil para Smart, para colocar na mão do Instalador essa informação. Para ele ter acesso e entender que não é tão difícil fazer uma integração de automação. O brasileiro não tem a barreira da preguiça. O que ele precisa é


Entrevista Vanderlei Rigatieri - WDC Networks

de inputs e saber onde está a informação, seja em um tutorial no YouTube, em um manual em português ou em um treinamento no Smart WDC na Santa Ifigênia. Há também a curva de adoção. Nós somos early adoptors. Sairam três iPhones novos agora em setembro e o brasileiro vai comprar. Ele é adepto de tecnologia. O que as vezes ele não sabe, é instalar. Estamos tentando criar essa rede de instaladores para fazer isso.

Câmera IP, automação com IoT, é preciso colocar a cibersegurança porque se não vai ter problemas. Tudo isso tem que estar concatenado. É isso que a WDC está fazendo, concatenando soluções. Dando não para alguns, sim para outros, procurando coisa nova. Mas não, eu não estou satisfeito, nunca, com nenhum segmento, nem com telecom, nem com segurança, nem com datacenter. Faz parte do nosso DNA.

Digital Security: Em termos de faturamento, os resultados desse mercado de IoT já estão sendo notados pela WDC? Vanderlei: Confesso que pouco ainda. A gente está selecionando fabricantes para levar esse modelo para frente. Já temos dois: a Kokar, uma startup brasileira de plataforma de automação residencial, e a Citec de Minas Gerais, que faz integração de salas de reunião. Estamos montando este portfólio, até porque não adianta você correr sem ter o fiting disso. O que está acontecendo no IoT mais próximo da realidade é a venda de segurança para residência, que é uma parte do IoT, e a parte de Wi-Fi otimizada, que é uma infra primordial para começar a fazer IoT. Isso está andando. Ainda é pouco, mas vai acontecer.

Digital Security: Especificamente o mercado de segurança, em qual frente vocês enxergam que vai ter mais crescimento nos próximos anos? Vanderlei: Eu acho que o mercado de segurança ainda tem bastante oportunidade para fazer essa transição para sistemas mas integrados como, por exemplo, você ter a câmera com mais analítico que reduz a pressão sobre operador. Quanto mais inteligência você colocar nisso, melhor. Quando você integra analíticos com controle de acesso, você ganha muito. Quando você junta esse sistema de câmera dando suporte também para um sistema antifraude para varejo, é importante. A WDC vai para o varejo, agora oferecendo telas de painel de LED e isso tem a ver com propaganda, que a câmera é também uma parte disso, com um reconhecimento de quem é o usuário que está entrando e direcionando promoções. Isso vai ser uma realidade e já tem tecnologia. A parte de segurança ela está se integrando ao processo do negócio. Quando você fala em segurança, as empresas sempre pensam que aquilo ali é uma despesa. Não. Segurança é um investimento. A empresa tem que entender que a câmera pode fazer a segurança e ajudar em processo. Esse negócio ainda está em aberto. Nós temos um caminho inexplorado ainda. Existe a tecnologia, mas ela ainda não chegou ao usuário-final. O IoT vai ajudar. O usuário perceberá que a câmera é um IoT. É uma coisa, ligada à internet, que vai fazer você ganhar dinheiro, reduzir despesa e ser mais eficiente. O Brasil precisa aumentar a eficiência. Precisamos trabalhar melhor, produzir mais. Não vai ser com câmera da década passada que a gente vai conseguir fazer isso. Não é com a segurança física pegando só o RG do visitante que nós vamos conseguir melhorar a segurança das empresas. É preciso colocar tecnologia para diminuir o seu overhead e aumentar a eficiência como um todo da empresa.

Digital Security: A WDC também está apostando em um novo mercado de atuação, o de áudio e vídeo profissional. Vocês já estão satisfeitos com a posição que chegaram no mercado de segurança? Vanderlei: Não, eu nunca sou satisfeito. Isso é outra história. Eu ainda acho que o mercado de segurança tem muito para fazer. Eu vejo, por exemplo, que ainda se vende muita câmera analógica no Brasil. Quando que isso vai mudar? Eu tenho essa insatisfação ainda. Quando que as pessoas vão entender o valor dessas coisas? Eu acho que ainda tem muita coisa para fazer. Veja a situação das agências bancárias que, sim, estão reduzindo, o mercado de banco vai diminuir, mas ainda tem muito sistema para melhorar. O Brasil tem muito espaço para segurança. Mas também não dá para ficar só esperando fazer isso. Por isso, estamos juntando áudio e vídeo profissional porque estou vendo o mercado crescendo. Estou juntando o controle de acesso, que faz parte do projeto de segurança. Estou juntando automação porque todo mundo vai querer melhorar a eficiência energética. Isso tudo tem que estar integrado em todos os níveis desde o instalador pequeno que vai fazer uma integração automatizando o ar condicionado da sua casa até um grande integrador de que vai fazer o projeto do prédio do banco Safra. Temos que ter essa visão em todos os níveis. Mas também não precisamos abrir para tudo, como computadores e impressoras. Não, esse não é o meu negócio. O meu negócio são esses segmentos. A cibersegurança, por exemplo, cada vez que a gente evolui para o IoT eu vejo a segurança digital vindo atrás com tudo porque precisa.

Há muita coisa para se fazer na área de integração inteligente de segurança, mas não podemos só esperar isso acontecer

Digital Security: Dito isso, onde vocês querem chegar e como você enxerga a empresa em um cenário de médio e longo prazo? Vanderlei: Esse ano estamos crescendo 60%. No ano que vem, temos previsto mais um lote de crescimento grande. Alguma coisa vai vir do crescimento orgânico daquilo que a gente já fez aqui, e temos interesse em fazer algumas aquisições também. A empresa tem o objetivo de daqui a 3 ou 4 anos estar com um faturamento, pelo menos, o dobro do que a gente tem aqui hoje. Para fazer isso é necessário ter eficiência em todos esses segmentos que a gente já entrou. Acho que não vamos entrar em mais segmentos. Agora o que eu quero fazer é aumentar minha participação nesse segmento que a gente entrou: como eu vou vender mais infraestrutura de datacenter, como é que eu vou ser um big player no Cyber Security, como vou fazer automação predial decente, como vou ficar mega conhecido na área de digital signage com áudio e vídeo profissional, ser um player reconhecido e que seja referência. Quando tudo isso aqui estiver rodando, vai ter integração, com muito parceiro que vai fazer um pouco de tudo também, se abastecer aqui na WDC e aí a gente dá um passo grande de representatividade empresarial dentro do Brasil, sempre usando esse modelo de locação como uma alavancada pesada nesse negócio. DS

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Artigos Smart City

Cidades inteligentes gastam menos Longe de ser um luxo para economias avançadas, a gestão de uma cidade pela lógica da proatividade reduz custos colaterais para os municípios. por Paulo Santos*

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modelo reativo de gestão dos serviços públicos tem um custo difícil de perceber. Quando um semáforo fica verde durante dois minutos sem que nenhum carro passe, enquanto a rua transversal está lotada de motoristas que perdem 3h no trânsito por dia num engarrafamento evitável, há uma perda financeira invisível. Esse impacto econômico é mais evidente ao analisar todos os serviços prestados ao cidadão. Quando a previsão é de tempo seco e a poluição se agrava, fazendo as pessoas lotarem os postos de saúde com problemas respiratórios e menor perspectiva de vida, há um prejuízo não-contabilizado. Quando a falta de monitoramento incentiva motoristas a conduzirem acima da velocidade permitida e ocorrem atropelamentos ou quedas de moto que requerem cuidados emergenciais e cirurgias, há uma conta a pagar pelo contribuinte. Quando um paciente com ferimentos leves é levado pela ambulância a um centro de atendimento crítico superlotado, também há uma gestão ineficiente dos recursos públicos. Assim como há um custo difícil de calcular quando uma cidade sustenta índices baixos de solução de crimes pela dificuldade de investigação policial. Esse é o peso oculto da gestão pública reativa. Já o modelo proativo de gestão é a lógica por trás do conceito de Smart City. O gerenciamento inteligente de incidentes implica uma detecção rápida e automática de ocorrências numa cidade, e até mesmo uma detecção de indícios ou tendências antes que algo ocorra. Essa detecção antecipada pode ser feita por câmeras e sensores (de poluição, radiação, identificação de tiroteio, estilhaço de vidro etc.), que geram alertas. A cidade se torna um mapa vivo gerando informações numa multiplicidade de pontos. Essas informações podem, por um lado, levar a uma tomada de decisões em prol da otimização imediata dos recursos públicos.

O modelo proativo de gestão é a lógica por trás do conceito de Smart City. A cidade se torna um mapa vivo gerando informações numa multiplicidade de pontos

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Quando o poder público entende a real gravidade das ocorrências, consegue evitar deslocamentos desnecessários.

Por outro lado, elas ajudam a desenvolver um trabalho preventivo que reduz custos a longo prazo. Um dos bons exemplos de redução de custo no conceito de cidade inteligente é o sistema de iluminação. Para poupar energia, a iluminação nas ruas pode ser ajustada conforme o tráfego de veículos e pedestres. Outro exemplo é o uso de botões de emergência em áreas de grande circulação de pessoas e veículos: o cidadão aperta um botão iluminado para chamar diretamente uma central de controle, com a qual se comunica por áudio e vídeo apesar do ruído no entorno. Quando o poder público entende a real gravidade das ocorrências, consegue evitar deslocamentos desnecessários. Um terceiro exemplo é a agilidade na captura de veículos roubados. A vítima reporta o roubo (usando, por exemplo, um app) e, na hora, a polícia fica sabendo por onde o veículo roubado está passando, graças à tecnologia de leitura de placas. Em seguida, monta-se um bloqueio e o veículo é interceptado antes de chegar ao destino, evitando o custo da investigação policial e, inclusive, o custo do seguro do veículo. Em locais com altos índices de roubo de cargas, como o Rio de Janeiro, até o valor da entrega de produtos comprados online é maior para compensar as perdas. No fundo, uma cidade é inteligente quando favorece a qualidade de vida. E uma administração pública orientada pela prevenção e otimização de recursos consegue fazer mais com menos – e ainda melhorar sua reputação como destino turístico e de investimentos privados. DS

* Paulo Santos é gerente de soluções da Axis Communications


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