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editorial

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Carlos Accioli Ramos, Diretor-editor da Vilas Magazine

or falar nisso, a cidade vem perdendo terreno na questão do transporte de massa sobre trilhos. Há dois anos o que havia para a Estrada do Coco era um corredor de ônibus vendido à opinião pública, pelos próprios interessados, com o pomposo nome de Bus Rapid Transit (BRT), assim mesmo, em inglês, para ficar mais Miami Beach. A cidade se mobilizou e organizou uma surpreendente audiência pública no Cine Teatro de Lauro de Freitas, lotada de pessoas que não costumam participar do novelo da micropoliticagem, para reivindicar a extensão da linha 2 do metrô até Portão, em vez do corredor de ônibus, ainda que tivesse nome em francês. A Vilas Magazine deu ampla cobertura ao tema, que foi competentemente conduzido pelo então presidente da Câmara Municipal, vereador Antônio Rosalvo (PSDB). O atual prefeito, Márcio Paiva (PP), participou da audiência enquanto vereador que era. A cidade não obteve Portão, mas conquistou os trilhos até o Km 3,5 da Estrada do Coco. Menos mal. De lá para cá, o governo do estado assumiu a operação também em Salvador e voltou os olhos para o subúrbio da capital, que certamente precisa do transporte de massa sobre trilhos – tanto quanto Lauro de Freitas. Nem mais, nem menos. No mês passado o governador anunciou a extensão do metrô até Cajazeiras e adiantou data para chegar a Pirajá. “Creio que em dezembro de 2014, janeiro de 2015, a gente tenha o trecho até Pirajá”, disse Jaques Wagner ao assinar o contrato de concessão (leia à página 16). Já a Linha 2, da Rótula do Abacaxi, em Salvador a Lauro de Freitas terá “estações até o aeroporto, no primeiro momento, e depois ampliada até Lauro de Freitas”, segundo comunicado do governo. Nenhuma data foi avançada. Preocupante, para dizer o mínimo.

Saneamento para quando?

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á passou da medida do razoável o nó instalado na obra do sistema de esgotamento sanitário de Lauro de Freitas. De acordo com fonte da Embasa, a obra simplesmente não andava e por isso foi rompido o contrato com o consórcio de empresas responsável, ficando as mesmas impedidas de participar de licitações no Estado da Bahia por dois anos. Inconformado, o consórcio recorreu à Justiça e obteve liminar favorável às suas pretensões. Não nos cabe, por óbvio, julgar razões e desacertos, quer da Embasa, quer das contratadas. O fato, porém, é que a Embasa não tem como promover nova licitação e mandar realizar a obra até que o martelo da Justiça seja batido. Consta que uma decisão final será tomada pela Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da Associação Comercial da Bahia, no máximo até abril do ano que vem. A partir daí, ou a obra será retomada pelo mesmo consórcio – quiçá ao ritmo que levou a Embasa a romper o contrato – ou nova licitação será preparada, com direito a eventual recurso das empresas que restarem vencidas, para que, só então, um dia, talvez haja esgotamento sanitário em Lauro de Freitas. É triste reconhecer, mas o metrô pode chegar ao Km 3,5 da Estrada do Coco antes da tubulação de esgoto.

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www.vilasmagazine.com.br Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42700-000. Tels.: 0xx71/3379-2439 e 3379-2206. Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos accioliramos@vilasmagazine.com.br Diretora: Tânia Gazineo Accioli Ramos diretoria@vilasmagazine.com.br Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos alvaroaccioli@vilasmagazine.com.br Maiana Cunha de Souza e Leandra da Cruz Almeida (assistentes). Gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos thiagoaccioli@vilasmagazine.com.br Financeiro: Miriã Morais Gazineo (gerente) financeiro@vilasmagazine.com.br Miriam Martins (assistente). Distribuição: Álvaro Cézar Gazineo (responsável) Tratamento de imagens e finalização de arquivo para CTP: Diego Machado. Impressão: Plural Indústria Gráfica (Ipojuca-PE). Redação: Rogério Borges (coordenador) e Anthero Eloy Ferreira Lins. Nayara Lobo e Bruno Carvalho (free-lancers). Colaboradores: Gilka Bandeira, Lilian Silva, Márcia Tude e Alessandro Trindade Leite (charge).

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Tiragem desta edição: 32 MIL EXEMPLARES, auditada pela

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secretaria de Saúde de Lauro de Freitas tem oferecido à população um serviço de atendimento a bordo de uma unidade móvel, nos bairros menos favorecidos da cidade, com programação antecipadamente divulgada no site da prefeitura. O trailer realiza atendimento clínico às segundas, terças e quintas-feiras pela manhã, atendimento pediátrico às quartas e sextas-feiras, também pela manhã e o chamado preventivo de segunda a sexta-feira, sempre à tarde. A unidade também dá atendimento médico clínico de terça a sexta-feira feira e odontológico de segunda a sexta-feira, pela manhã. Trata-se de uma solução inovadora para ampliar a assistência à saúde da população, que via de regra encontra as unidades fixas lotadas, além de distantes do seu local de residência. É também uma forma de desburocratizar o acesso ao atendimento médico e de criar sensação de segurança em relação às necessidades mais elementares da população de baixa renda.

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notável o esforço da prefeitura para remendar o já muito remendado asfalto da cidade. As chuvas, que este ano castigaram as ruas por mais tempo que o habitual, obrigam a realizar continuadas ‘operações tapa-buracos’, mas também parece verdade que os remendos duram cada vez menos tempo. Onde ontem um buraco foi coberto, amanhã começa a abrir nova vala. A prefeitura ‘enxuga gelo’ com dinheiro público. Hoje há diversas tecnologias para fabricação de asfalto, incluindo o derivado da reciclagem de pneus, que produz o chamado asfalto-borracha ou asfalto ecológico, com durabilidade 40% superior à do asfalto comum. Há cerca de três anos essa solução foi proposta pelo vereador Lula Maciel (PT) à prefeitura – que chegou a anunciar, um ano depois, a chegada de uma máquina de asfalto ecológico. Todos os buracos das ruas de Lauro de Freitas poderiam ser tapados no prazo de um semana, mesmo que chovesse, e resistiriam fechados pelo dobro do tempo. As boas ideias nunca morrem. Está sempre em tempo de executá-las.

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Registros & Notas

Inclusão cultural A Secretaria Municipal de Educação criou, em agosto, o Núcleo de Ações Afirmativas – Nafir, para trabalhar a inclusão da história afro-brasileira e indígena no currículo escolar municipal e fiscalizar o cumprimento da Lei 11.645. Os objetivos do Nafir incluem a formação do profissional (educador) e intervenções nos conflitos oriundos das relações étnico-raciais, além de propor metodologias para aplicação das Leis. O Nafir surgiu do projeto Akpalô – contador de estórias Nagô. O Akpalô, de autoria da professora e pesquisadora do Prodese, Rosângela Accioly (foto), atual coordenadora no Nafir, foi ganhadora do prêmio Prêmio Orirerê – Cabeças Iluminadas em 2012, da Secretaria Estadual do Paraná e finalista do 13º prêmio Arte na Escola Cidadã em 2012, um dos cinco prêmios mais importantes do País.

Rotaract promove Dia das Crianças em creche local Comemorando o Dia das Crianças, o Rotaract Club Lauro de Fretas promoveu dia 12 de outubro, um dia de atividades voltadas para as crianças assistidas pela creche Tia Tonha, em Itinga, com animação, brincadeiras e entrega de lanches e presentes. As iniciativas solidárias dos jovens do Rotaract contam com apoio de empresas cidadãs da região.

Empresa regional integra associação nacional

Paróquia de Vilas conta agora com uma unidade do A.A. Está funcionando no Centro Social da paróquia São João Evangelista de Vilas do Atlântico, uma unidade do Grupo Alcoólicos Anônimos, ás terças-feiras, das 19h30 às 21h30, aberto gratuitamente para jovens, adultos, veteranos e todos que se sentirem em situação de vício. É mais um serviço valioso apoiado pela paróquia, acompanhado de perto por Irmã Carol, com o incentivo do padre João Abel. Irmã Carol, dentre tantas atividades desenvolvidas na paróquia, promove também aos domingos, das 9 às 10 horas, uma celebração com crianças, com participação expressiva de pais, que levam seus filhos para cantar, dançar orar e viver momentos de fé e alegria. Interessados em mais informações podem fazer contato com Irmã Carol, na paróquia de Vilas do Atlântico, pelos telefones 4113-1394 ou 9971-7288.

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O empresário Luiz Leal Oliveira (na foto, de branco, agachado), biólogo responsável e gestor da Bio Control, celebra a entrada da sua empresa no grupo da União de Prestadores de Serviços de Controle de Pragas – Uniprag, associação privada com atuação em 16 estados e 10 filiais, todas certificadas ISO 9001: 2008 pela BR TUV e com mais de 30 mil clientes ativos em todos os segmentos de mercado, sendo seu corpo diretivo constituído por biólogos, veterinários, agrônomos e administradores. “Após estudos de mercado, identificamos carência na padronização de atendimento e na execução dos serviços. Isto foi o ponto chave para que todas filiais da Uniprag buscassem a Certificação ISO 9001, por exemplo, o mesmo padrão de serviço efetuado no Rio Grande do Sul será o mesmo efetuado aqui na Bahia, respeitando as devidas regionalidades. Nosso slogan é: Pensar globalmente e agir localmente”, explica o biólogo.

CASA NOVA A empresária Tatiana Loureiro, depois de nove anos atuando em Vilas do Atlântico, inaugurou novo e amplo espaço para o curso de idiomas EFC, na rua Priscila Dutra, onde está desenvolvendo cursos de imersão em inglês, em que alunos e mestres se encontram falando, escutando e lendo exclusivamente na língua inglesa, num ambiente no qual se vivencia o idioma na prática, em tempo integral. DIFERENCIAL A médica Simone Cardoso agrega um diferencial ao seu consultório odontológico, com a implantação de um microscópio operatório, para uso em tratamentos de canais. O emprego dessa tecnologia permite um refinamento das técnicas operatórias, a acuidade visual é qualificada e aperfeiçoada, possibilitando a realização de diagnósticos e procedimentos com mais segurança e precisão.

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Registros & Notas

Artista inaugura painel em homenagem ao centenário de Vinicius de Moraes

O artista plástico Menelaw Sete, produziu um painel multicolorido, de 8m x 4m na área externa do restaurante D´Meg, em Lauro de Freitas. Internacionalmente conhecido como o Picasso do Brasil, Jorge do Nascimento Ramos, seu nome de batismo, nasceu em Salvador e já expôs suas obras em diversos países. Alguns de seus trabalhos estão expostos no Museu de Antropologia de Frankfurt, na Alemanha, e na Casa das Américas, em Bruxelas. Batizada de “Vinícius para todos” a obra será inaugurada dia 29, junto com uma exposição do artista, no espaço Palazzo, que acolherá a arte e cultura da região. O Núcleo de Senhoras do Rotary Club Lauro de Freitas promove, dia 22, o seu tradicional BRECHÓ BENEFICENTE, com renda revertida para ajudar as ações sociais promovidas pelo Rotary Club em comunidades carentes do município. O brechó oferece peças novas e seminovas de vestuário masculino e feminino, calçados, bolsas, acessórios e bijuterias. Local: Secretaria do Rotary Club (ao lado da portaria do Colégio Mendel, na rua Praia do Forte, em Vilas do Atlântico).

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Passeio noturna pela Baía de Todos os Santos

Lauro de Freitas tem participante de programa nacional de TV A baiana Luiza Garcia Alencar (foto), moradora de Lauro de Freitas e aluna do Conservatório de Música Mozart está participando do concurso Mini Prodígios do Brasil, promovido pelo SBT, onde os primeiros colocados, através de votação do público, se apresentarão no programa Domingo Legal. Para ajudar Luiza a vencer essa etapa, acesse o vídeo da pequena cantora no site www.elian. com.br/miniprodigios/video/luiza-garcia-alencar/39/

Parceria entre as empresas LR Turismo (mais de 40 anos de mercado), o Grupo Sol (dono do Hotel Sol Vitória Marina) e Raimundo Freire, gerou, após cinco anos de gestação, o mais novo produto turístico baiano: Luzes da Baía, um passeio noturno de escuna pela Baía de Todos os Santos, tendo como cenário a cidade de Salvador. Um resgate da história da cidade vista do mar. São vistos mais de 30 monumentos, prédios e construções datadas a partir da fundação da cidade. As escunas partem do restaurante Mahi-Mahi, no Hotel Sol Vitória Marina, no corredor da Vitória, para o passeio que começa com o por do sol, seguindo por alguns pontos turísticos da cidade, como o Elevador Lacerda, o Farol da Barra, o Palácio Rio Branci, o Porto da Barra, a Ponta do Humaitá, igrejas, fortes, Ilha de Itaparica. Se a noite for de lua cheia, então, o espetáculo se torna ainda mais exuberante.

ERRAMOS REGISTRO O ‘estica’ e ‘corta’ texto durante o processo de fechamento editorial de um veículo de comunicação é uma perigosa arapuca para profissionais que militam no segmento. Não raro passam por vários olhos erros só percebidos após o processo de impressão. Nesta seção, na edição de outubro, escapou a ‘pérola’: “O casal de empresários, Daniela Damasceno e Leonardo Santana, inauguraram....... O correto é inaugurou... ARTIGO No artigo do médico ortopedista Vinícius Aleluia, publicado na página 40 da edição de outubro, o título correto é “Tratamento conservador da osteoartrose do joelho: viscosuplementação”. Pedimos desculpas pelas falhas.

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Audiência pública reapresenta projeto para a orla de Ipitanga

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Câmara Municipal de Lauro de Freitas realiza este mês uma audiência pública para reapresentar o projeto de reacomodação das barracas de praia em quiosques em frente ao futuro Centro Panamericano de Judô, na praia de Ipitanga. A proposta, revelada em primeira mão pela Vilas Magazine em outubro de 2010, já contaria com recursos do governo estadual, de acordo com a vereadora Rosenaide Brito (PT), que promove a audiência pública. De acordo com a ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Advocacia Geral da União em 27 de abril de 2011, no dia seguinte à demolição das barracas de Ipitanga na faixa que pertence a Salvador, as estruturas existentes nas praias de Lauro de Freitas “estão em desconformidade com os parâmetros e exigências legais de tutela do meio ambiente, de ordenamento do uso e ocupação do solo urbano e de preservação do patrimônio público federal”. A preocupação é “viabilizar a solução que já estava encaminhada”, diante da iminência da derrubada das barracas em toda a orla de Lauro de Freitas, uma vez que não há qualquer

outra proposta conhecida. O juiz Carlos d’Ávila Teixeira, titular da 13ª Vara da Justiça Federal, recebeu no final de julho o prefeito Márcio Paiva (PP), a Procuradora Geral do Município Juliana Burgos e a secretária de Planejamento Eliana Marback para discutir o cumprimento da determinação judicial que obriga a prefeitura a retirar as barracas da praia. Naquela ocasião, Márcio Paiva solicitou e obteve prazo de 60 dias para apresentar “um projeto viável de requalificação da orla e de uma alternativa para os barraqueiros”. Há quatro meses, Eliana Marback avisava, durante reunião com moradores de Vilas do Atlântico, que “a qualquer momento as barracas serão retiradas”. Vencido o prazo há dois meses, a vereadora quer garantir a execução do projeto existente. Para o prefeito Márcio Paiva, que pretende um projeto para a orla inteira, incluindo Vilas do Atlântico, a proposta anterior

Projeto arquitetônico prevê 40 quiosques de 16 m² em frente ao Centro Panamericano de Judô

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é inexequível. “Precisamos fazer um projeto que atenda às demandas sociais, turísticas e que seja viável”, disse em julho. “Não adianta apresentar um projeto bonito no papel, mas impossível de ser executado”, afirmou. Em Buraquinho já estava prevista a reacomodação das barracas na praça, fora da areia e da área de marinha, mas essa solução também não foi colocada em prática. Para Vilas do Atlântico chegou a ser discutida a possibilidade de transferir as barracas para a área de domínio da União, atualmente ocupada pelas residências da orla, fora da faixa de areia. O problema é que o MPF sublinhou em comunicado, já em 2011, que “a própria Constituição da Bahia proíbe qualquer construção, inclusive muros, em faixa de, no mínimo, 60 metros, contados a partir da linha de preamar máxima”. A alternativa seria construir uma área para quiosques em um terreno público situado entre Vilas do Atlântico e Ipitanga. A proposta para Ipitanga prevê até 40 quiosques de 16 metros quadrados num conjunto que poderá transformar a orla local em destino turístico qualificado. Há três anos, o custo do projeto foi estimado em R$ 35 milhões. Os detalhes arquitetônicos incluem anteparos em parede de vidro preenchida com areia e mirantes sobre os quiosques, numa concepção artística lembra um resort à beira-mar.


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cidade

Mutirão de limpeza beneficia Vilas do Atlântico

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Carol Garcia / Gov BA

Wagner e Dilma na assinatura do contrato de concessão do metrô: até o aeroporto

Metrô de Lauro de Freitas será ampliação da linha 2

om a presença da presidente Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner assinou em outubro o contrato de concessão do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, por meio de Parceria Público-Privada, que autoriza a conclusão da Linha 1 e a construção da Linha 2 – destinada a chegar ao Km 3,5 da Estrada do Coco. De acordo com o governo, o trecho do metrô que vai da Estação Lapa até a Estação Retiro, em Salvador, entrará em funcionamento em junho do ano que vem. Em janeiro de 2015 será iniciada a operação comercial para o trecho que deve chegar a Pirajá, também em Salvador. Já a Linha 2, que vai ligar a Rótula do Abacaxi a Lauro de Freitas, ainda segundo o governo, “terá 24,2 quilômetros, com esta-

ções até o aeroporto, no primeiro momento, e depois ampliada até Lauro de Freitas”. Não foi informada data prevista para a ampliação da linha até Lauro de Freitas. Dilma Rousseff anunciou a liberação de mais R$ 700 milhões para as obras se mobilidade urbana na capital baiana, possibilitando a extensão do metrô até Águas Claras e Cajazeiras, além da liberação de verbas para outras obras em Salvador. O governo federal vai financiar outras duas ações para melhorar o transporte público, sempre em Salvador: a implantação de 13 quilômetros de corredores de ônibus da Lapa ao Iguatemi e outro trecho de Águas Claras a Paripe, e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) metropolitano entre o Comércio, Calçada e Paripe.

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Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços (Sesp), realizou, na última semana de outubro, um mutirão de limpeza contemplando foi a região de Vilas do Atlântico. Agentes de limpeza realizaram os serviços de roçagem (retirada do mato e da terra com ferramentas adequadas), de sacheamento (corte de vegetação que surge nas interseções da pavimentação das vias públicas), de retirada de areia da pista; pintura do meio-fio e varrição das canaletas das ruas. Além dos serviços rotineiros, como o recolhimento de entulho, limpeza das valas e do Rio Sapato. Segundo o diretor de limpeza urbana da Sesp, André Lacerda, a ação foi positiva, “pois possibilitou potencializar os serviços que já são desenvolvidos diariamente”. Ele destaca ainda que a colaboração dos munícipes é importante para a manutenção dos logradouros públicos limpos por mais tempo.

A manutenção da limpeza do bairro precisa contar com a colaboração da comunidade


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Investimento público de R$ 2,6 milhões é dilapidado

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bandonado e dilapidado – apesar de estar a cerca de 100 metros de uma delegacia de polícia, a 27ª CP – o edifício destinado à Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) de Itinga caminha para o estado de ruínas menos de um ano depois de ter ficado pronto. De acordo com o Ministério da Saúde, a construção de uma UPA com 1,3 mil m² exige um investimento público inicial de R$ 2,6 milhões em instalações e equipamentos, custando mais R$ 3 milhões anualmente aos cofres municipais para atender até 450 pacientes a cada 24 horas. Construída pelo município em parceria com o Ministério da Saúde, a unidade foi planejada para atender urgências e emergências médicas na região de maior densidade populacional do município, mas está abandonada ao vandalismo. As instalações já perderam algumas portas e janelas, pias, vasos sanitários e todos os balcões de mármore. Quase todas as luminárias de neon foram arrancadas do teto e os reatores levados. Os vidros que sobraram estão quebrados e até telhas estão faltando – principalmente junto às caixas d’água – o que

pode ter provocado infiltrações no teto e nas paredes da recepção. Prontas desde dezembro de 2012, ao lado da maior unidade da rede municipal de ensino, entre o Parque São Paulo, CAIC e o Parque Santa Rita, as instalações têm acesso absolutamente livre. Não há vigilância, trancas, cadeados, tapumes, nada. Absolutamente nenhum obstáculo impede a entrada de qualquer passante. No interior do prédio, embalagens de preservativos denunciam o uso que vem sendo dado àquele espaço. Os equipamentos médicos, armazenados em outro local, também estariam em grau avançado de deterioração. Em entrevista concedida à revista Vilas Magazine, há oito meses, Márcio Paiva denunciava que “já foi comprado todo o material [equipamento médico] e está tudo enferrujado, tudo acabado”. Classificando a obra “um dos maiores absurdos” da cidade, o prefeito explicou que havia por resolver uma questão relativa a contrapartidas sociais. Em dezembro do ano passado, ao inaugurar o edifício, o então secretário municipal de

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Saúde, Luis Carlos Galvão disse que 80% dos aparelhos e móveis já haviam sido adquiridos. Na entrada da unidade, um painel com uma relação de equipamentos – entre eles desfibriladores, monitores, tensiômetros, biombos, camas hospitalares e aspiradores cirúrgicos, além de móveis diversos – indicava então que a unidade poderia ser aberta em breve. De acordo com a prefeitura, os equipamentos que faltavam poderiam ser comprados com uma terceira parcela de recursos do governo federal, em janeiro. Apesar de tudo, também à Vilas Magazine, Márcio Paiva adiantou, em março, planos adicionais para a UPA 24h de Itinga: “a partir do dia 31 de julho vamos construir o hospital pediátrico para interagir com a UPA, aproveitar o [hospital] Jorge Novis e construir um hospital para procedimentos cirúrgicos de média complexidade”, adiantou. A promessa foi renovada em 16 de agosto, durante sessão especial na Câmara Municipal, quando foi apresentado aos vereadores um projeto de ampliação da UPA, com uma unidade pediátrica, centro de referência da mulher e unidade do Samu.


Em abril, a vereadora Naide Brito (PT) já havia reclamado da demora na abertura da unidade. O tema tornou-se recorrente nos debates da Câmara Municipal e o estado de abandono começou a chamar atenção dos moradores do entorno. No final do mês passado, os vereadores Anderson Pinheiro dos Santos, o Decinho (PRB) e Antônio Rosalvo (PSDB) estiveram na unidade para constatar a dilapidação do patrimônio público.

Parte das telhas foi subtraída, o que pode ter ocasionado infiltrações (fotos na outra página e acima) Pias, balcões, janelas e portas foram retiradas das instalações (dir.)

“Já pedimos providências, pelo menos colocar guardas municipais 24 horas por dia para garantir a integridade dos bens”, disse Decinho. “Tem dinheiro de imposto nosso aqui se perdendo”, aponta. De acordo com Antônio Rosalvo, que participou da cerimônia de entrega do edifício, a dilapidação vem ocorrendo ao longo dos últimos meses. “Em dezembro passado todas as portas, janelas, pias, vasos, balcões e u luminárias estavam no lugar”, afirmou.

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Em comunicado, a secretaria municipal de Saúde afirmou que “nunca houve moralidade na abertura dessa unidade de saúde, pois o que nitidamente observamos foi a simples abertura para entrada do recurso financeiro, através dos trâmites exigidos, buscando apenas os interesses individuais dos gestores e não da sociedade”. Uma auditoria interna vem sendo realizada. Rosalvo explicou que há “uma pendência de R$ 250 mil no contrato de construção” que caberia à prefeitura pagar e defendeu que “algo seja feito para preservar o edifício enquanto as coisas não se resolvem”. A secretaria informou ainda, em setembro, que a UPA, “apesar de ter sido inaugurada em dezembro de 2012, estava totalmente em desconformidade com os padrões exigidos

pelo Ministério da Saúde” e apontava, já em setembro, a “presença de problemas referentes à estrutura física, o que compromete seu funcionamento”, tais como a ausência de central de gases. Projeto do governo federal, as UPA são estruturas de complexidade intermediária entre as unidades básicas de saúde e as urgências hospitalares. Em todo o país existem hoje 272 UPA em funcionamento, 17 delas em municípios baianos. Os vereadores Anderson dos Santos e Antônio Rosalvo apontam a dilapidação do patrimônio e pedem providências (dir.) Pronto em dezembro de 2012 (esq. abaixo), o edifício está em acelerada deterioração

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secretaria municipal de Educação de Lauro de Freitas advertiu formalmente a empresa CF Logística e Transportes, contratada pelo município para transportar estudantes da rede pública, por conta da “apreensão de veículo que presta serviço de transporte escolar”. O secretário de Educação Edmilson Pereira dos Santos, que assinou a notificação de advertência em 21 de outubro, informa que o município foi comunicado de que o ônibus que não tinha documentação regular e estava em “péssimo estado de conservação”. De acordo com o vereador Anderson Pinheiro dos Santos, o Decinho (PRB), vicepresidente da Comissão de Transportes da Câmara, o veículo em questão, apreendido na 4ª Retran, em Lauro de Freitas, é “um ônibus de aluguel com quase dez anos de uso” que pertence a uma empresa de São Paulo – e não à empresa contratada pela prefeitura, em setembro, por mais de R$ 3,5 milhões para prestar serviços ao longo de um ano. Uma das exigências do contrato é jus- u

Polícia apreende ônibus do transporte escolar público

Ônibus escolar com placas de São Paulo teria sido apreendido por falta de documentação

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tamente “portar a documentação dos veículos de forma regular, sem pendências”, aponta Decinho. Segundo o vereador, o ônibus que vinha sendo utilizado no transporte escolar do município estava com o licenciamento atrasado desde 2011 e já havia sido multado pela Polícia Rodoviária Federal por circular sem os documentos de porte obrigatório. O vereador é autor de uma Indicação proposta à Câmara Municipal para que a prefeitura realize vistorias e fiscalize os veículos do transporte escolar público em Lauro de Freitas. Para ele, a situação irregular do ônibus apreendido no mês passado “não é um caso isolado”. Ao contrário, seria “patente e do conhecimento de todos as péssimas condições em que nossas crianças são transportadas para a sala de aula”. Decinho lembra que os veículos do transporte escolar privado passam por vistoria anual para conferir as condições de segurança e regularidade da documentação. “Não é porque se trata de empresas que prestam serviços diretamente à prefeitura que elas não devem respeitar as leis mais básicas, como as leis de trânsito, nem ter privilégios”, anotou o vereador.

Cozinha Comunitária de Itinga segue fechada até o final do ano

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ocalizada ao lado do Conjunto habitacional Leila Diniz, em Itinga, uma cozinha comunitária que poderia produzir cinco mil refeições por mês continua fechada dez meses depois de terem sido entregues instalações e equipamentos. De acordo com a vereadora Rosenaide Brito (PT), o pessoal que trabalharia na cozinha também já foi aprovado em concurso público. Na Câmara, ela cobrou providências da prefeitura. “Preocupa-nos a possibilidade, senão de um desmonte do sistema [de segurança alimentar e nutricional], ao menos da retirada da política de combate à fome da lista de prioridades da gestão municipal”, disse. Segundo a prefeitura de Lauro de Freitas, já está em andamento o processo de licitação para contratação da empresa que irá preparar e distribuir as refeições da Cozinha Comunitária de Itinga. Seis empresas potencialmente interessadas no contrato teriam feito uma visita de reconhecimento às instalações no dia 14 de outubro. Em comunicado distribuído no mês passado, a prefeitura afirma que “vem se esforçando para que ainda até o final deste

ano a cozinha comunitária possa realmente funcionar dentro das normas determinadas” pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Caixa Econômica Federal. Segundo a prefeitura, diversas pendências tiveram de ser resolvidas, incluindo a instalação de um exaustor, a produção de um relatório fotográfico, o registro de visita da vigilância sanitária e a padronização visual exigida pelo governo federal. Uma vistoria da Caixa Econômica Federal, concretizada há quase cinco meses, foi necessária “para que começassem a ser realizados os processos de contratação de funcionários e das empresas”. A vereadora lamentou os prejuízos causados pelo atraso na abertura da unidade. “Não é preciso viver ali ou ser médico para saber que essas cinco mil refeições estariam dando uma grande contribuição à saúde daquela comunidade, sobretudo crianças e idosos”, disse. Além de fornecer o alimento, as cozinhas comunitárias têm a função de ensinar a população a produzir uma alimentação mais saudável e de estimular novos hábitos. A Cozinha Comunitária de Itinga é parte do João Raimundo

O vereador Decinho: frota de transporte escolar público precisa ser fiscalizada

Rosenaide Brito (2ª esq.), Lourdes Lobo e Moema Gramacho na entrega das instalações em 2012 Vilas Magazine

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sistema de Segurança Alimentar e Nutricional implantado em Lauro de Freitas ao longo dos últimos oito anos. Fazem parte dele o Restaurante Popular, que serve três mil refeições por dia ao preço subsidiado de R$ 1, o Banco de Alimentos e a Cozinha Comunitária de Portão. De acordo com Rosenaide Brito, até o ano passado o sistema fornecia lanches para os 600 alunos do PETI, atendia o Programa Nossa Sopa e distribuía alimentos para 26 instituições beneficentes locais e para o Compra Direta Local. O sistema foi várias vezes apontado como modelo pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Delegações estrangeiras visitaram Lauro de Freitas para conhecer o sistema a convite do governo federal.

dezenas de outras. Já os estabelecimentos que prestam esse apoio às empresas devem oferecer serviços de recepção de pessoas, documentos, mensagens e encomendas, manter serviços de atendimento telefônico, disponibilizar ambientes adequados aos trabalhos e à realização de reuniões pelos usuários, em salas apropriadas e permanecer em funcionamento durante o horário comercial local, entre outras obrigações. Para garantir o cumprimento da nova legislação, que já está em vigor, a secretaria de Planejamento realiza, a partir deste mês, uma vistoria para cadastrar todos os escritórios

virtuais em funcionamento na cidade, que deverão fornecer, no ato do cadastramento, a relação de seus usuários. A partir daí a prefeitura deverá ser informada dos novos contratos. De acordo com a secretária de Planejamento do município Eliana Marback, a regulamentação desse tipo de escritório foi um dos primeiros compromissos assumidos pelo prefeito Márcio Paiva junto aos contadores – principais prestadores de serviços nessa área. “O prefeito nos deu a missão de reduzir o prazo para a abertura de empresas em Lauro de Freitas e esta é uma das medidas adotadas com esse propósito”, disse.

Nova lei regula funcionamento de escritórios virtuais

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funcionamento de “escritórios virtuais” em Lauro de Freitas foi regulamentado no mês passado pela Lei Municipal nº 1.501/2013, publicada em 16 de outubro. Uma das consequências da regulamentação é que a certidão de viabilidade para abertura de empresas em “escritórios virtuais” passa a ser concedida apenas se a razão social constar de listagem fornecida pelo próprio escritório. Para os efeitos da nova Lei, o “escritório virtual” presta “serviços de suporte administrativo para pessoas físicas, jurídicas ou profissionais liberais que mantenham domicílio ou estejam sediadas no Município de Lauro de Freitas”. Praticando alíquotas de Imposto sobre Serviços (ISS) mais baixas que as de Salvador, o município atrai empresas que exercem atividades na capital e nos municípios vizinhos. O estabelecimento da empresa em um “escritório virtual” em Lauro de Freitas permite manter um domicílio fiscal menos oneroso do ponto de vista tributário. As atividades que a nova lei municipal permite que tenham domicílio fiscal em um “escritório virtual” vão da construção de embarcações de grande porte a ensino de idiomas e cabeleireiros, entre

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200 Alunos recebem certificação do Projeto Ilhas

Centro Comunitário da Igreja de Santo Antonio, em Portão, recebeu representantes das secretarias municipais da Juventude (Seju), de Planejamento e Gestão Urbana (Seplan), e de Assistência Social, Igualdade Racial e Cidadania (Semasci), além do padre João Abel, da Paróquia São João Evangelista de Vilas do Atlântico, para a solenidade de certificação de 200 alunos de diversas comunidades de Lauro de Freitas, pelo Projeto Ilhas, referência no Brasil com cursos de tecnologia para jovens, adultos, idosos, surdos e agora uma turma de deficientes intelectuais. O Projeto Ilhas é um projeto social inovador, executado nas próprias comunidades de Lauro de Freitas em parceria com a prefeitura, através da Secretaria da Juventude, igrejas, associações e cooperativas, capacitando jovens e adultos em cursos profissionalizantes de manutenção de computadores, aplicativos iniciais, computação gráfica com edição de foto e vídeo, desenho técnico (AutoCAD) e robótica com programação. O professor Henrique Moitinho, idealizador do projeto informa que a meta é transformar o município de Lauro de Freitas em um polo de profissionais capacitados com qualidade e tornando a região referencia em mão de obra na área de tecnologia, e conscientizar os moradores sobre a questão ambiental do descarte responsável do lixo eletrônico. Vilas Magazine

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Prefeitura identifica os dez pontos críticos do trânsito de Lauro de Freitas e promete solução Bruno carvalho Freelance para a Vilas Magazine

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odos os dias, por volta das 7h30, a empregada doméstica Renata Carvalho vive uma aventura: tem de atravessar a pé as duas pistas de alta velocidade da Estrada do Coco, na altura do condomínio Encontro das Águas. A travessia, aparentemente simples, é arriscada e exige paciência de Renata. “Os carros passam em alta velocidade, o que dificulta a travessia”, explica. “Chego a perder 20 minutos importantes do meu dia”. Renata é mais um dos transeuntes que vivem diariamente essa perigosa rotina. Não raro é possível ver pessoas com crianças de colo no local. “Não há nenhuma preocupação com quem faz a travessia a pé no local”, desabafa. A situação preocupa, ainda mais devido a falta de perspectiva para se resolver o problema. A reportagem da Vilas Magazine entrou em contato com o secretario de Trânsito, Transporte e Ordem Pública (Settop) de Lauro de Freitas, major PM Moyses Mustar, que afirmou que a prefeitura, através do órgão, já concluiu estudos para implantação de passarela ou semáforo no local, a fim de garantir segurança aos usuários na travessia, “no entanto estamos tentando concluir processo de implantação de duas passarelas na BA 099, trecho próximo ao Shopping & Feira (km 2,5) e do McDonald’s (km 0,5), que são as prioridades no momento”, declarou. O trecho é fiscalizado pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), que, através da sua assessoria de comunicação explicou que “a fiscalização no local é feita pela Polícia Rodoviária Estadual, pois a Estrada do Coco faz parte da BA 099, uma rodovia estadual”. Entre as obras previstas para a fiscalização no local, o Derba se limitou a informar que “está aguardando a licitação para implantação de lombadas eletrônicas, no trecho em questão”. Problema antigo Os principais pontos atacados pela Prefeitura estão localizados ao longo da Estrada do Coco. Em frente ao shopping & feira já foi eliminada uma ‘tesoura’ que causava retenção na via. Segundo Mustar, o problema do trânsito na Estrada do Coco é antigo, mas só agora a prefeitura tem realizado intervenções no local para melhorar o trânsito. Atualmente a Settop está realizando uma operação nas imediações do shopping & feira com o objetivo de reduzir o impacto da obra de ampliação da pista principal com o recuo de três metros e meio do passeio. “A intervenção já trouxe benefícios para o fluxo no local, uma vez que conseguimos eliminar uma parte da ‘tesoura’ que existia naquele ponto e que causava grande retenção do fluxo de veículos”, explica. “A prefeitura pretende instalar uma Vilas Magazine

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passarela e retirar assim o semáforo existente, para melhorar a fluidez”. Ampliar o recuo para a parada dos coletivos e criar uma faiaxa de rolamento a mais do Shopping Litoral Norte ao posto Country são outras metas informadas pelo secretário. De acordo com o coordenador do departamento de transportes da Secretaria, André Luiz da Silva, a ação visa dar maior fluidez ao trânsito, “pois na localidade são encontrados dois entrelaçamentos em um trecho curto”. Um deles é o retorno que fica ao lado da Torre de Pizza, atualmente bloqueado por uma viatura da Guarda Municipal, para que o trânsito possa fluir melhor. Na saída do Posto Shell – em frente ao Shopping Litoral Norte – , acontece ainda outra intervenção. A passagem foi fechada com uma barreira de cones, pois alguns motoristas que vinham da Estrada do Coco estavam utilizando a saída do posto como entrada, com o intuito de fazer o retorno, sentido Linha Verde. Este mesmo posto também servia de ponte para os motoristas que estavam na pista da Estrada do Coco e queriam seguir para o Centro de Lauro de Freitas. A Secretaria, com o apoio da Polícia Rodoviária Militar, se encontra diariamente no local monitorando os pedestres para atravessarem a via e orientando os motoristas a fazerem o retorno localizado em frente ao Hospital Aeroporto. “Identificamos alguns pontos críticos para o trânsito da cidade, e elegemos os dez principais problemas para serem resolvidos de forma emergencial pela prefeitura”, diz Mustar. “Outras intervenções virão na sequência, em locais como a entrada de Vilas do Atlântico, o cruzamento da rua Priscila Dultra, o Largo do Caranguejo, avenida Dois de Julho, entre outros”, concluiu.

Contratante de serviços de descarte é responsável pela disposição final

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descarte de entulho em área pública continua a ser um problema em Lauro de Freitas. De acordo com a prefeitura, os resíduos têm sido recolhidos pelo serviço de limpeza urbana, “apesar de não existir obrigatoriedade”. De acordo com a Lei Federal 12.305/2010, pessoas e empresas são responsáveis pela adequada disposição final dos resíduos que geram, mesmo tendo contratado o serviço a terceiros. Chamar o carroceiro não é suficiente. Se ele despejar o material em área imprópria, o contratante também responde pelos danos que vierem a ser provocados. A mesma lei obriga o Poder Público a “atuar, subsidiariamente, com vistas a minimizar ou cessar o dano, logo que tome conhecimento de evento lesivo ao meio ambiente ou à saúde pública, relacionado ao gerenciamento de resíduos sólidos”. Nesses casos, os responsáveis poderão ser acionados para ressarcir o erário. Segundo a prefeitura, o entulho tem sido recolhido “principalmente em áreas de preservação ambiental e outros pontos críticos da cidade”. O descarte de entulho pode ser denunciado ao departamento de fiscalização da secretaria de Meio Ambiente por meio do telefone número 3369-9168 ou à secretaria de Serviços Públicos pelo número 0800 284 88 33. Um dos pontos críticos de descarte de entulho, de acordo com a secretaria de Serviços Públicos, é a rua Queira Deus, em Portão, mas qualquer lote vago ou área pública não murada é um alvo fácil. Há dois anos a prefeitura cercou acessos ao rio Sapato em Vilas do Atlântico para impedir que entulho de obras continuasse a ser depositado ali. Na época, o conselho da prefeitura era que as pessoas contratassem preferencialmente empresas de recolhimento de entulho, já que os carroceiros teriam maior dificuldade de dar ao material uma destinação correta. No seu artigo 18, a mesma lei federal exige a elaboração de um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos como condição para acesso a recursos da União destinados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos. Soluções consorciadas, intermunicipais e com planos de coleta seletiva envolvendo cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda têm prioridade no acesso a esses recursos.

Propaganda no canteiro central da Estrada do Coco está proibida

ganda naquele local. Além disso, todas as empresas que possuem concessão para exibição de publicidade no município foram notificadas para atender a nova legislação. De acordo com a secretária de Planejamento Eliana Marback, a meta é requalificar da paisagem urbana da Estrada do Coco. “Após a limpeza do canteiro central, partiremos para a padronização dos engenhos identificadores dos estabelecimentos”, disse. Em junho, a prefeitura já havia removido diversos outdoors em áreas públicas.

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prefeitura de Lauro de Freitas removeu no mês passado, cartazes de publicidade de um empreendimento imobiliário que haviam sido colocados no canteiro central da Estrada do Coco. O Decreto Municipal nº 3.675, deste ano, proíbe a exibição de propaVilas Magazine

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A arte beneficiando jovens para a vida nayara lobo Freelance para a Vilas Magazine

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Associação Projeto Crescer realizou, nos dias 10 e 11 de outubro, o 4º Festival de Artes comemorando o Dia das Crianças. O evento oportuniza crianças e jovens carentes a mostrarem seus talentos com criações próprias, como composições musicais, poesias, montagens de peças teatrais, pintura em tela, apresentações de dança, canto, percussão, entre outros, além de levar artistas de Lauro de Freitas, para possibilitar interação com as diversas formas de arte local. Sediado na Lagoa dos Patos, o projeto atua há 13 anos dando apoio à crianças da localidade, com o propósito de minimizar o contato dos jovens com as drogas, gravidez precoce e violência, através da arte e educação, formando assim um espaço de proteção e cuidado. Ao todo são 100 crianças e adolescentes contempladas, e a lista de espera conta com mais 400. São oferecidas aulas gratuitas de música (percussão, violão e pandeiro), aula de dança, informática, arte terapia, futsal, reforço escolar e três refeições diárias para cada criança. O atendimento é oferecido no contraturno da escola. A Associação mantém uma parceria com a rede municipal de ensino, para fazer o planejamento didático semanal baseado nos conteúdos das escolas, com o propósito de preparar as crianças para enfrentarem menos dificuldade. “Elas trazem as atividades da escola para fazer aqui. Terminada a atividade, que é prioridade, fazem módulos complementares e oficinas, além da apresentação de temas transversais, como drogas e violência, sempre trazendo para a realidade delas, que apoiam com pesquisas e depoimentos”, esclarece a coordenadora

do projeto, Raimunda Araújo. Ela explica que as crianças entram com três anos e saem com, no máximo, 18, com curso profissionalizante e encaminhamento para o mercado de trabalho. Com 15 anos eles entram para um grupo de desenvolvimento pessoal com planejamento a curto, médio e longo prazo. Aos 16 são encaminhados para trabalhar nas empresas parceiras que escolherem. “A festa eu acho interessante porque a gente mostra a arte. Fora daqui, não temos oportunidade de mostrar. Também senti melhora na escola. Comecei a ter mais responsabilidades. Já tenho até aula de como pensar o futuro”, revela o jovem Danilo Dias, de 14 anos, beneficiado com o Projeto Crescer. O projeto conta com o apoio de 15 funcionários e 70 voluntários e está aberto à parcerias com faculdades locais. Interessados também podem atuar como voluntários. De acordo com a coordenadora, o Crescer sobrevive até hoje de doações. “Aceitamos todo tipo de doações: roupa, sapato, material de higiene, limpeza, pedagógico, alimento, cupom fiscal, dinheiro, móveis usados. O que não serve para ficar aqui, a gente faz um bazar e investe o dinheiro arrecadado no projeto”, informa. Empresas também podem contribuir através do repasse do Imposto de Renda (IR), para garantir a manutenção do projeto no próximo ano. Mais informações sobre o Projeto Crescer podem fazer contatos pelos tels.: 3288-3503 / 81867745. Visitas podem ser feitas diariamente, das 7h30 às 17h30.

A coordenadora do Projeto Cres­ cer, Raimunda Araújo, en­fa­ti­sa a necessidade de apoio da comu­ nidade para manter a iniciativa. Vilas Magazine

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Atrações do próprio município para incentivar a criatividade e para despertar o gosto pela ar­te. Convidado, Ulisses Sena apre­ senta Dança Contemporâ­n ea

Danilo Dias, 14 anos. Autor de uma música falando do Projeto crescer. “Quando comecei a es­tu­ dar nesse lugar, mudei minha his­ tória, conheci minhas melhoras”.

Adriele Romão, 12 anos, Me­ lhor Cantora. “Além de mostrar o que aprendemos, concorrer e brincar no festival, o projeto ensina os assuntos da escola e a gente aprende mais. Mudou bastante minha vida”. l

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artigo Lilian silva Especial para a Vilas Magazine

Indisciplina & Desinteresse

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problema, há cerca de três, quatro décadas, não existia. As escolas de outrora tinham o foco no conteúdo e no professor, daí que o estudante tinha mais é que ficar quieto mesmo. É o que chamamos, hoje, de “escola tradicional”. Atualmente, ufa, o foco é outro: estamos muito mais interessados na aprendizagem do estudante, no ensinar procedimentos para não precisar só memorizar conteúdos, na construção de seu saber; professor não é mais (nunca foi, só fingia) detentor da verdade, não ‘passa’ o conhecimento, pois este deve ser construído pelo aprendente, monitorado por aquele. Não se aprende/ensina apenas “coisas” (fatos, datas, nomes), mas conceitos são construídos e aplicados, o saber fazer é imprescindível, o saber conviver é essencial. Ganhos? Muitos. Fico com água na boca de ver as aulas que meus colegas preparam – com uso de tecnologias, talento e muita criatividade!! – para seus alunos e morro de vontade de participar como estudante, porque, assim, certamente, meus traumas com relação à Física, Química e Geometria seriam sanados. Alegro-me ao preparar minhas aulas com cenas de filmes, animações, mapas interativos, fotografias, documentos de época, música, pesquisa on-line, dramatizações... Alunos e alunas falam sem insegurança, se expressam, abrem suas dúvidas, criam muito mais do que reproduzem, são mais ativos, produtivos e atuantes. Não só a inteligência lógico-matemática e linguística são valorizadas; já há espaço para quem desenha bem, para quem tem talento musical, para quem lida competentemente com espaço e com o próprio corpo, para quem ama um palco... E as avaliações acompanham as aulas: a prova escrita deixou de privilegiar a memória e inclui, sobretudo, habilidades; as questões são contextualizadas e têm relação com os conhecimentos prévios do avaliado, com os textos lidos e analisados em classe ou em aula e com os da própria avaliação; além disso, há trabalhos em grupo, seminários,

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pesquisas on-line, elaboração de peças teatrais, apresentações com uso de tecnologia, música, fotografia, artes cênicas... Mas se há novas situações, claro que há também novos problemas. Indisciplina e desinteresse estão entre eles. Se os alunos têm espaço para mostrarem o que têm de bom, aparece também o espaço para mostrarem qualquer coisa, inclusive o desrespeito ao ambiente escolar, à aprendizagem e ao professor. Ou a completa indiferença do estudante pela aula, pelo conhecimento, pelo mestre. Novidade? Nenhuma. Mas, agora, estudantes acham espaço para expressar tal desinteresse. Com indisciplina, inclusive. E aí, engraçado... A responsabilidade de reverter o quadro cabe a quem? Quem falou ‘professor’, engordou a fila da imensa maioria; e tem eco na fala do próprio mestre, porque este profissional, por si só, tem mania de tomar para si as culpas: “O que está ocorrendo comigo que não consigo motivar meus pupilos?”. Vale a pena notar que professores, por mais animados, engajados, criativos e esforçados que sejam, lamentavelmente, não são onipotentes. Há alunos e alunas que não se interessam em absoluto por aprender e isso não é sempre ‘culpa’ do professor. Há famílias que não valorizam a Educação, pais desautorizam e desmerecem a escola, responsáveis que sobem no pedestal do “meu filho é perfeito e o problema é do mundo” ou “vocês perseguem meu filho”, e há até “o problema é na escola, vocês que resolvam”... Cabe a nós, educadores, fazermos o possível para tornar as aulas instigantes, desafiadoras e significativas, mas nada garante o interesse de cada um dos trinta, quarenta indivíduos presentes. Há variáveis que não dependem do mestre. E temos que lidar com isso. Todavia, tomar o todo – a classe – pela parte – os desinteressados, que atrapalham – é injusto. Nesse impasse, se nos importamos, não tem jeito: professores têm que se valer da autoridade que é inerente à função. Nada de ‘escola tradicional’, mas nem tudo que é ‘antigo’ é ruim, certo? Podemos – e devemos – valer-nos da posição de liderança, senão para ‘resgatar’ os desinteressados, ao menos para garantir os direitos dos ‘interessados’. E isso não é ser ‘tradicional’ ou “autoritário”. Isso é ser justo.

Lilian Silva é licenciada e bacharel em História pela USP, professora de Ensino Fundamental e Médio. Publicou coleções didáticas de Português (Interação & Transformação) e de História (História da Bahia). E-mail: lisantossilva@hotmail.com

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decoração

Design ecológico é tendência em decoração Bruno carvalho Freelance para a Vilas Magazine

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termo parece moderno, mas a preocupação com a sustentabilidade ambiental na hora de criar produtos já era percebida na década de 70, quando o designer Vitor Papanek lançou um livro sobre tema. Acusado de exagerado e alarmista, se estivesse vivo hoje ele poderia se orgulhar de ter sido um visionário: o ecode-

sign é uma tendência mundial num caminho sem volta. De acordo com Marcos René, diretor de uma empresa localizada em Lauro de Freitas pioneira no uso da arquitetura sustentável, e que realiza projetos com filosofia construtivista e ecologicamente correta, o ecodesign é o reconhecimento de que o homem deve se aproximar novamente da natureza. “O conceito do ecodesign passa pela escolha de materiais de baixo impacto ambiental, reciclados, menos poluentes, não-tóxicos ou de

produção sustentável, ou que requerem menos energia na fabricação”, diz ele. Na verdade, vai ainda além. Faz parte de um movimento rumo à difusão de um estilo de vida sustentável, no qual todas as atividades humanas devem estar em equilíbrio com o meio ambiente. Segundo Marcos, já existe um mercado forte de peças ecologicamente corretas. “Usamos peroba, na maioria das nossas peças, geralmente extraída de casas antigas, galpões, telhadas, e as vezes até pontes antigas”, explica. Em sintonia com esta proposta, a empresa de Marcos lançou em 2008, uma linha de móveis em eucalipto desenhada por Durval Léllys, líder da banda baiana Asa de Águia, e que também é arquiteto. “Usamos esse material porque mais de 90% da madeira vendida em terras brasileiras degrada, de alguma maneira, o meio ambiente, já que é a principal

1 Móveis produzidos com materiais de baixo impacto ambiental 2 Um dos móveis produzidos pelo músico e arquiteto Durval Lelys 3 Madeiras de demolição foram usadas para a construção dos móveis ecologicamente corretos 1

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armando ribeiro

matéria-prima para a produção de móveis e papéis”, afirma o empresário. Segundo Durval, a idéia surgiu durante a construção da sua casa, projetada em parceria com o arquiteto David Bastos. “Resolvemos reaproveitar sobras de eucalipto da construção. Inicialmente, usaríamos a madeira para aquecer o forno de pizza, mas um dos funcionários me alertou que ela não servia para fogo. Então, pensei em fazer móveis com esse material”. As peças foram desenhadas no escritório do próprio músico e arquiteto e construídas por ele junto com um ajudante. Foram criadas as linhas Cocobambu, Gladiador e Padang – em referência a músicas do Asa de Águia –, todas com design exclusivos. “Escolhemos usar o eucalipto nessas peças por ser uma madeira reciclável, vinda de reflorestamento e de sobras de construções”, reforça Marcos. “Estamos utilizando também lonas de caminhão usadas e tratadas, que se encaixam dentro desse conceito de sustentabilidade”. A idéia é ampliar os negócios. “Eu e Marcos temos o sonho de fazer uma fábrica de móveis usando apenas eucalipto e outras madeiras ecologicamente corretas”, conta, e adianta que, com esse intuito, comprou recentemente alguns terrenos de grande porte na região. “Estamos fazendo uma consulta internacional sobre a implantação desse negócio, para que a médio prazo possamos trazer para cá”.

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turismo

Na onda do ecologicamente correto, hotĂŠis brasileiros investem em novas alternativas que respeitam o meio ambiente Vilas Magazine

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Uso de medidas que respeitam o meio ambiente, prática já bem assimilada no exterior, ganha força nos hotéis brasileiros

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eixar um bilhete perguntando se o hóspede faz ou não questão de trocar a toalha e dizer que isso ajuda o meio ambiente já virou senso comum nos hotéis do país. A hotelaria nacional está buscando novas medidas ligadas à sustentabilidade. Geração de energia alternativa, reutilização de água e atenção à comunidade local têm se tornado padrão em hotéis que se classificam como ecologicamente corretos. A pousada Blumenberg, de Canela (RS), que venceu um prêmio de sustentabilidade em 2012, instalou, em julho, painéis solares para aquecer a água dos chuveiros. O que não parece ser muito especial vai aliviar em 60% o sistema atual – ecológico, diga-se –, usado desde a abertura da pousada, há 15 anos: uma caldeira na qual se queima lenha de origem certificada, com uma chaminé que corta o imóvel (e esquenta o ambiente). Na Ronco do Bugio, em Piedade (a 99 km de São Paulo), desde

julho a água servida nos restaurantes e quartos não vem de garrafas plásticas. Vasilhames de vidro são abastecidos com água coletada em um poço cavado ali mesmo. Reduzir o lixo também foi o foco do Unique Garden, em Mairiporã (a 37 km da capital paulista), que disse adeus ao papel em junho. Agora, cada hóspede recebe um tablet no check-in e o usa não apenas para acessar a internet, mas ler o cardápio dos restaurantes, fazer pedidos para o serviço de quarto e programar atividades no spa. A tendência ao verde faz sentido no Brasil: em uma pesquisa do site TripAdvisor com 35.042 pessoas de 26 países, 90% dos brasileiros disseram achar importante que um hotel adote práticas sustentáveis, mais do que em qualquer outro país – a média global foi de 79%. Outro estudo, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriu que hóspedes que se engajam em programas de sustentabilidade em hotéis se sentem mais satisfeitos com sua estadia.

Hotéis preservam animais silvestres e mata Alternativas sustentáveis incluem contratação de funcionários da região em que estabelecimentos se instalam

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preservação da fauna e da flora é uma das preocupações de hotéis que buscam se inserir na categoria verde. O Araras Eco Lodge, em Poconé (MT), opera como ponto de reinserção na mata de araras-azuis. A ONG Bichos da Mata leva aves doentes ou que seriam traficadas para serem tratadas pela pousada. A pousada Ronco do Bugio, no interior paulista, tem um programa para preservar os macacos bugios que vivem ao redor do hotel – e que servem de atração aos hóspedes. Na Grande São Paulo, o Unique Garden também cuida de animais. Pavões, veados e bichos vítimas de maus-tratos ficam aos cuidados de veterinários do hotel até poderem ser reinseridos em seus habitats. Entre as iniciativas que a Folha garimpou em estabelecimentos de quatro regiões do país, estão soluções para ajudar os moradores da região em que o hotel se instalou. O Txai Resort, em Itacaré, e a pousada La-

goa do Cassange, em Maraú (ambas na Bahia), são exemplos disso. O projeto Companheiros do Txai, do primeiro, tem oficinas de artesanato e capacita agricultores, que vendem sua produção para o hotel. A Lagoa do Cassange ajuda a manter ONGs que dão aulas para as crianças e limpam a praia. Na pousada Uacari, em Tefé (AM), todos os funcionários são da região. “Isso gera renda direta e contribui para o empoderamento da comunidade”, diz Vanessa Eyng, gerente de

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marketing do local. Outro ponto colocado como sustentável nos manuais do assunto é a acessibilidade. Na fazenda Campo dos Sonhos, em Socorro (a 134 km de São Paulo), há bicicletas, piscinas e tirolesas adaptadas para deficientes. dois lados da moeda Se implementar medidas sustentáveis ajuda o ambiente, ajuda também o dono do hotel. Além de atrair clientes ao vender seu “produto verde”, ele economiza. “Depois dos salários, energia e água são os itens de maior custo”, diz Enrico Fermi, presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). “Poupar esses recursos reduz gastos em 60%.” u Gustavo Simon / Folhapress


turismo

Sustentabilidade inclui ações que levam a economia mais justa

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cadeia produtiva do turismo é bastante complexa. Segundo a Organização Mundial do Turismo, impacta 52 setores da economia. Portanto, na medida em que o setor se organiza em prol da sustentabilidade, percebe seu poder para disseminar práticas que podem fazer diferença. A sustentabilidade no turismo inclui ações que estimulam uma economia mais justa, responsabilidade social e preservação de valores e culturas. Por isso, disseminar boas iniciativas sustentáveis é o maior desafio nesse momento. O turismo deve reconhecer e respeitar o patrimônio histórico e cultural das regiões e localidades receptoras, assim como contribuir para o fortalecimento das economias locais, gerando emprego e qualidade de vida para as populações envolvidas. Empresários, operadoras, agências, órgãos governamentais, destinos, companhias aéreas e todos os fornecedores dessa cadeia possuem papel essencial nesse cenário e é a partir deles que será possível chegar com mais força ao consumidor final. A união de esforços caminha para o dia em que o turista dará prioridade aos destinos, hotéis e empresas que cuidam do desenvolvimento social, econômico e ambiental. Existirá um momento, acredito que em dez anos, em que aqueles que se preocupam com as populações locais, adotam práticas de mínimo impacto sobre o ambiente e fornecem informações claras sobre suas políticas de sustentabilidade estarão no topo dos mais pedidos. 60% é o que um hotel economiza ao reduzir gastos de água e de energia

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Marco Ferraz Especial para a Folhapress

O Txai Resort, em Itacaré, dá oficinas aos ribeirinhos, que vendem a produção em feiras locais

QUERO SER VERDE Medidas que ajudam um hotel a se tornar ecologicamente correto

MARCO FERRAZ é presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) Vilas Magazine

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Empresas emitem ‘selos verdes’ a hotéis Ao menos sete novos empreendimentos no Brasil buscam certificação internacional; ABNT tem programa próprio

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ara marcar a imagem de sustentável “de facto”, muitos hotéis têm recorrido a um expediente usado tradicionalmente por prédios comerciais de grandes cidades: certificações de sustentabilidade. Elas são emitidas por empresas como o GBC (Green Building Council), consultoria americana responsável pelo selo Leed (sigla em inglês para liderança em energia e design ambiental). Segundo o GBC, sete empreendimentos hoteleiros em construção no país se inscreveram para obter o selo quando as obras forem

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concluídas. Entre os requerentes estão o Hilton Barra, previsto para ser inaugurado no ano que vem na zona oeste do Rio; o Sheraton Reserva do Paiva, em Cabo de Santo Agostinho (PE), que deve abrir as portas em maio de 2014; e os hotéis da bandeira Zii, ligada à construtora WTorre. “A certificação funciona como motivador para os responsáveis pelo hotel levarem a sério as práticas sustentáveis”, avalia Felipe Faria, diretor do GBC no país. A consultoria não é a única a explorar esse filão. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), por exemplo, possui uma norma para gestão de sustentabilidade em meios de hospedagem. A entidade já certificou, em parceria com entidades como o Inmetro, ao menos sete estabelecimentos – outros cinco estão em u busca do selo, sendo que quatro o pediram este ano.

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Já estão certificados o Mabu Thermas e Resort, em Foz do Iguaçu (PR), a pousada Ville la Plage, em Búzios (RJ), os hotéis Canto das Águas e Hotel de Lençóis, na Chapada Diamantina (BA), e três empreendimentos de Canela (RS) – Blumenberg, Don Ramón e Encantos da Terra. O Sebrae do Rio Grande do Sul, aliás, criou no começo do ano um programa para capacitar empreendimentos do Estado a buscar o selo da ABNT. A certificação verde é uma tendência global. O GBC emitiu o primeiro selo Leed para hotéis em 2009. Hoje, 340 locais pleiteiam a obtenção do selo – e outros 106 já o detêm, sendo seis na América Latina. A Green Globe é outra iniciativa que emite certificações para empresas turísticas, de agências de viagens e parques temáticos a hotéis. Lá fora, 413 marcas têm o selo (90% são meios de hospedagem); no Brasil, nenhuma ainda o conseguiu. O Aliah (foto abaixo), projeto que aguarda investimentos para ser erguido em Bragança Paulista (a 85 km de São Paulo), nasceu de acordo com as diretrizes desses selos. “É um referencial para o hóspede, que nem sempre sabe o que cobrar de um hotel verde”, diz Adriana Mallet, coordenadora do projeto. Para esse cliente, o Ministério do Turismo desenvolveu, em junho de 2012, o Passaporte Verde, manual que ajuda a escolher destinos sustentáveis (leia ao lado). Ferramenta semelhante foi criada pelo site TripAdvisor: o serviço GreenLeaders, no ar desde abril deste ano, destaca mais de mil hotéis “verdes” nos Estados Unidos. O serviço – ratificado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pelo GBC-- deve ser ampliado; ainda não há previsão para chegar ao Brasil. Gustavo Simon / Folhapress

Bandeira Sheraton dá bônus a quem dispensa faxina Os hotéis Sheraton, administrados pela rede Starwood, incrementaram o tradicional programa de reutilização de lençóis e toalhas

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ara incentivar o hóspede a usar por mais de um dia as roupas de cama e banho – e, assim, poupar água e produtos de limpeza usados na lavagem –, as unidades da bandeira oferecem bônus a quem dispensar a troca.


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Ação comunitária Txai Resort, em Itacaré, Ba. O hóspede que aderir à iniciativa ganha um vale de R$ 10 para usar no restaurante ou acumula pontos no programa de fidelidade da rede. A medida está disponível desde abril nas unidades brasileiras da bandeira (em Porto Alegre, Rio, Salvador, São Paulo e Vitória), mas a inspiração veio dos hotéis da rede Starwood no exterior. Lá fora, a sustentabilidade é um conceito já bem assimilado pela indústria hoteleira. Os Estados Unidos são bom exemplo disso. Não à toa: no país, o segundo mais visitado no planeta (atrás da França), os 48 mil hotéis emitem tantos gases poluentes quanto uma frota de 11 milhões de veículos – a cidade de São Paulo tem 6,9 milhões de carros--, segundo a Agência de Proteção do Meio Ambiente do país. Uma pesquisa feita em 2012 pela Associação Americana de Hotéis e Alojamentos constatou que 76% dos estabelecimentos possuem programas de reúso de lençóis e toalhas, 75% instalaram sistemas de economia de água e 59% têm projetos de reciclagem. Mesmo marcas luxuosas abriram mão de certas mordomias em nome do verde: no RitzCarlton, só se troca os lençóis a cada duas noites.

Sem contar iniciativas menos triviais, que têm ganhado força no país. O Waldorf Astoria, um dos hotéis mais famosos de Nova York, desenvolveu um telhado verde diferente: um apiário foi criado no topo do prédio, de 20 andares, para abastecer de mel o restaurante local e favorecer a polinização de árvores no entorno do prédio, próximo ao Central Park. No Emory Conference Center Hotel, ins-

talado em uma universidade de Atlanta, um programa transforma os resíduos oleosos de cozinha em combustível para os ônibus das linhas da escola. Outra unidade da rede Sheraton, em Carlsbad, na Califórnia, doa os itens de amenities (como xampu) não usados para mendigos e abrigos da cidade, na Califórnia. Gustavo Simon / Folhapress divulgação

No Anavilhanas Lodge, em Tefé (AM), ingredientes do cardápio são comprados na região

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animais

“Vou colocar minha cara no mundo para ajudar meus animais” Com 54 cães e gatos em casa, filósofa de formação transforma residência em abrigo para animais abandonados e busca parceria de profissionais, clínicas e empresários do segmento nayara lobo Freelance para a Vilas Magazine

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esgato os arrebentados e discriminados da rua e dou dignidade a eles”, afirma Alice Trombetta, de 52 anos. Alice mora em um condomínio em Jauá, no

município de Camaçari, com os 54 cães e gatos que adotou e cuida. Os gatos ocupam o primeiro andar da casa, todo forrado com telas de proteção, e os cães, a parte de baixo, que ficam agrupados em quartos, separados por madeirite, no quintal e na garagem, formando canis improvisados. Segundo ela, essa não é uma atitude recente. Começou há 15 anos, quando ganhou

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dois cães. “Aprendi que eles têm sentimento, só não são racionais. Dependem muito de carinho das pessoas. Quando fiquei viúva, me mudei com meus cães e abracei a causa, aos pouquinhos, pois não tinha recursos”, explica a cuidadora. Ela conta que, além de manter os de casa, dá ração e castra os animais de


“Para mim não é sacrifício, é plenitude. Eles me dão um retorno muito grande; são um bálsamo, uma terapia” diz Alice, que chama os animais de filhos.

pessoas que não tem condições, mas que não pode ajudar todos como gostaria. Célia Vila Nova, de 62 anos, é vizinha de Alice e diz não se incomodar com barulho dos animais. Ao contrário, ela demonstra admiração pelo trabalho que a vizinha desenvolve: “Alice, eu diria, é um anjo da guarda de

“Ridículo é não fazer o bem”.

animais. Ela faz o que pode e o que não pode por eles. Não existe vida social para ela. Aqui dentro ela é super admirada, ajuda todo mundo, mesmo sem ter recurso suficiente para a ação que desenvolve”. Célia contou vários casos de cachorros abandonados que Alice ajudou. “Nunca vi um ser humano tão dedicado como Alice. Não existe. E na casa dela é tudo cheirosinho, limpinho. É uma pessoa abençoada por Deus. Todos os vizinhos gostam muito dela, declara.” Alice revela que é fundamental receber apoio das pessoas para continuar a realizar o trabalho, que para ela, é muito gratificante. “Sou pensionista. Já tentei trabalhar fora, mas não deu certo. É o dia todo no corre-corre, entre limpeza e o lazer deles. Não tenho condições de pagar alguém para me ajudar. É ‘pauleira’ mesmo. Eles tomam vermífugo, passam a ter um teto, são castrados, dou amor e carinho. Fico arrasada porque, com o orçamento apertado, não posso oferecer rações melhores, nem todas as vacinas. Seria uma bênção se conseguisse convênios com clínicas veterinárias, faculdade, doação de rações, areia de gatos. Seria tudo muito bemvindo”, enfatiza. Ela diz que quer colocar a “cara no mundo” para fazer uma campanha de conscientização, para que as pessoas adotem um animal. “Não sugiro que façam o mesmo que fiz, mas que se encaminhem aos abrigos e ONGs que

D. Helena, de 91 anos, conhecida como vovó vira-lata.

“Alice é um anjo da guarda de animais”. Célia Vila Nova.

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recolhem e cuidam dos animais, pois, nesses lugares os bichos já são castrados e tratados. À medida que as pessoas vão adotando, abrem vagas para os que estão na rua. É minha maneira de ajudá-los”, diz. Pensando nisso, surgiu a ideia de fazer um vídeo, chamado vovó vira-lata, que pode ser encontrado no Youtube (http://www. youtube.com/watch?v=UNVpDL2aNC4). O objetivo é estimular o apoio para transformar um fusca num “vira-lata móvel”. “O ideal seria transformar o fusca numa ambulância, até para ajudar uma ONG, pessoas que abraçam a causa e estar à disposição para salvar vidas”, esclarece Alice, que já enviou o projeto até para a produção do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo. A vovó vira-lata é d. Helena, de 91 anos, mãe de Alice. “É a única pessoa que me ajuda. Abraçou a causa também. E a vovó recebeu tantas críticas!”, salienta. Mãe e filha dizem serem discriminadas pela atitude. “Respeito que pensem o que quiserem, mas me sinto forte e não ligo para o que as pessoas acham. Sou tão feliz porque faço esse trabalho e sei que não é fantasia”, desabafa Alice. “Me perguntam se pago promessa, como se para ajudar precisasse ser sacrificante... É o meu dom... Quem puder me ajudar, pode fazer contato pelo número 8175-9882. Vou ficar muito agradecida, mas os animais muito mais”, finaliza Alice.


saúde & bem-estar

Ar seco faz lágrima evaporar e provoca irritação nos olhos

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em sempre nos damos conta, mas as lágrimas fazem um bem enorme. Na verdade, elas são essenciais para a qualidade da visão e para o conforto ocular. E é nesta época do ano, quando a umidade do ar cai, que nós sentimos falta delas: os consultórios oftalmológicos ficam lotados de pacientes em busca de um refresco para os olhos. “Quando o clima está seco, as partículas em suspensão (poluição) aumentam; ao mesmo tempo, a gente costuma usar climatizador, que resseca mais o ambiente”, explica a oftalmologista Amaryllis Avakian, chefe do setor de Catarata do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. No consultório dela, 60% dos pacientes que a procuram nesta época querem saber

Lágrima é essencial para manter o globo ocular lubrificado, o que evita o atrito da pálpebra com o olho o que fazer para amenizar os sintomas. São muitas as queixas: sensação de areia nos olhos, queimação, ardência, coceira, peso na pálpebra, vermelhidão dos olhos, vistas embaçadas. “É comum nesta época de baixa umidade do ar haver um aumento da taxa de evaporação da lágrima”, diz o oftalmologista Luis Brenner, do Hospital de Olhos Paulista. “A superfície da córnea é tão delicada que podem aparecer microferidas, que são portas de entrada para infecções, por exemplo”, afirma.

Tempo ideal Segundo os especialistas, usuários de computador tendem a apresentar esse tipo de problema. O fato de ficar na frente da tela, prestando atenção em algo, diminui o número de piscar os olhos.’ Normalmente, o médico indica lubrificantes oculares e mudança de hábito. O uso de lubrificantes ajuda a reduzir os efeitos quando o problema é simples, como o causado pelo clima seco (que pode ser também causado por ar-condicionado ou aquecedores). Quem tem olhos secos de uma forma mais severa (geralmente como consequência de doenças, como as reumatológicas), podem até ter perfuração ocular e devem ser acompanhado por um médico. Bárbara Souza / Folhapress.

Chega de direito e esquerdo Suzana Herculano-Houzel

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A propagação de ideias sobre a divisão entre os hemisférios do cérebro reforça estereótipos

ocê já deve ter ouvido que o lado esquerdo do cérebro é racional, e o direito, emocional; que o esquerdo é lógico, e o direito, criativo; que o esquerdo é mais ativo do que o direito em homens, e o direito mais ativo que o esquerdo em mulheres. Faça as contas e você chega à conclusão lógica: homens são mais racionais e lógicos, e mulheres mais emocionais e criativas. Só que não é assim. A primeira suspeita deveria ser a origem histórica dessas afirmações: elas datam do século 19, quando a neurociência era ainda recém-nascida e, portanto, muito pouco se conhecia sobre como o cérebro funciona. A descoberta, anunciada por Paul Broca em 1861, de que a produção da fala depende do hemisfério esquerdo do cérebro, suscitou uma revisão do conceito então corrente na biologia de equivalência entre os dois lados do corpo. Uma tabela publicada no final do século 19 ilustra a proposta de revisão: o lado esquerdo do cérebro, relacionado à fala, seria “logicamente” também associado à racionalidade, à volição, ao consciente, e à masculinidade, e... à cor branca da pele. O que sobra para o outro lado do cérebro? Oras, a irracionalidade, o emocional, o inconsciente, a feminilidade, e... a Vilas Magazine

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cor escura da pele. Preciso lembrar ao leitor que o mundo então era completamente dominado pelo homem branco europeu? A neurociência cresceu, descobriu que não era bem assim – mas a psicologia popular não deu bola. É muito mais fácil e aparentemente instigante propagar ideias maniqueístas de uma divisão entre esquerda e direita, homens e mulheres. Apoia estereótipos vigentes e vende livros e oficinas “para desenvolver o lado direito do cérebro”. Agora, uma equipe da Universidade de Utah, nos EUA, analisou um banco de dados contendo exames funcionais do cérebro de mais de mil voluntários de vários países em busca de diferenças entre indivíduos na lateralização funcional do cérebro. Como já se sabia, a lateralização existe – embora apenas em relação à linguagem (mais ao lado esquerdo) e à atenção (mais ao lado direito). Mas não há diferença no grau de lateralização entre homens e mulheres nem evidência de que qualquer lado do cérebro predomine mais ou menos em pessoas diferentes. Minha esperança de ver o público se tornar mais crítico e não aceitar a propaganda fácil sobre seu cérebro acaba de aumentar. SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autora do livro “Fique de Bem com o Seu Cérebro” (Editora Sextante) e do blog www.suzanaherculanohouzel.com

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Coceira e vermelhidão na pele podem ser sintomas de alergia Dermatites podem ocorrer com o contato de bijuterias ou de tecidos e até passar e pai para filho

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oceira e vermelhidão que aparecem na pele podem ser dermatite, uma reação inflamatória que atinge até 15% das pessoas em todo o mundo e que pode aparecer em qualquer época da vida. Os dois tipos de dermatite mais comuns são a de contato (que aparece como reação a alguns agentes, como bijuterias ou tecidos) e a atópica (que é hereditária). Outra diferença entre as duas é a época da

vida em que costumam aparecer. “A dermatite atópica é uma alteração geneticamente determinada, mais comum em crianças”, explica a dermatologista Carolina Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Já a de contato atinge pacientes de todas as idades. “É questão de sensibilização. A pessoa pode usar um determinado produto a vida inteira sem nunca ter tido nada e de repente começa a aparecer a reação”, salienta. Exposição “A alergia de contato tem muito a ver com exposição a certos produtos”, afirma o alergista Clóvis Eduardo Santos Galvão, pre-

sidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da Regional de São Paulo. O sulfato de níquel, presente em bijuterias, tintura de cabelo e detergente, é uma das campeãs entre as causas de reações alérgicas, explica Galvão. Já a atópica é mais comum em crianças que têm pais com histórico de atopia, que são doenças hereditárias como bronquite, asma e rinite. Esse tipo de dermatite tende a desaparecer por volta dos dez anos de idade ou no início da adolescência por causa de mudanças hormonais. “Mas existem uns 10%, 12% que levam esse problema para a idade adulta”, afirma Galvão. Os especialistas orientam também a manter produtos que podem causar alergia longe das crianças. “É importante evitar contato com tecido sintético e não passar perfume nas crianças, principalmente nas pequenas, que têm a pele mais sensível”, diz Carolina. Bárbara Souza / Folhapress.

Existe vida sexual no casamento? Miriam Goldenberg

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Atração sexual não se impõe à força; não adianta tentar solucionar o problema com regrinhas de sedução

om o sugestivo título “Casamento indissolúvel ou relação sexual duradoura?”, Wilhelm Reich provocou seus leitores a pensarem sobre suas vidas sexuais e amorosas. Para ele, a maior dificuldade em uma relação permanente está no conflito entre o enfraquecimento do desejo sexual e o crescimento da ternura entre os parceiros. Em quase todas as relações, mais cedo ou mais tarde, surgem períodos de fraca atração sexual ou até mesmo de ausência total de desejo, o que pode ser temporário ou, em muitos casos, definitivo. Muitos homens e mulheres que entrevistei reclamaram de uma vida sexual “insatisfatória”, “medíocre”, “sem tesão”, “rotineira”, “burocrática”. A dura realidade é que, por mais que se ame o parceiro, a atração sexual não se impõe à força. Não adianta nada cobrar o interesse sexual do outro ou buscar solucionar o problema com truques e regrinhas de sedução. Na maior parte das vezes, a cobrança excessiva prejudica ainda mais o desejo sexual. A situação pode ser ainda mais complicada quando o enfraquecimento do desejo ocorre em apenas um dos parceiros. O outro, que ainda sente atração, se sente rejeitado, desprezado, humilhado. Vilas Magazine

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A existência de outros tipos de envolvimentos – como filhos, dependência econômica, medo da solidão – podem tornar o sofrimento do casal ainda maior. Homens e mulheres estão constantemente expostos a estímulos sexuais provenientes de fora do casamento. Quando a relação sexual se torna um dever ou um hábito, podem ser criadas situações de irritação ou até mesmo de ódio do parceiro, pelo fato de ele frustrar a realização do desejo sexual. Mesmo assim, muitos casais permanecem juntos, tanto por acreditarem que se amam, quanto por dependências familiares, sociais e psicológicas. A relação conjugal pode se tornar, então, uma verdadeira tortura recíproca e prolongada. É o que tenho observado em muitos casais que pesquiso. Eles estão insatisfeitos, frustrados e infelizes, mas não conseguem se separar. E, mais ainda, cobram a fidelidade do parceiro, mesmo quando já não sentem qualquer desejo sexual por ele. Como conciliar amor, desejo sexual e fidelidade nos casamentos duradouros? Eis a questão. Mirian Goldenberg, antropóloga, professorada Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “A bela velhice” (Editora Record).

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Suar demais é doença e pode exigir remédio e até cirurgia Mal pode ser tão incapacitante que alguns pacientes não conseguem nem escrever com um lápis

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uar é um processo natural do corpo para compensar o calor excessivo e resfriar o organismo, que tem de ficar na temperatura de 36ºC. Algumas pessoas, no entanto, suam mais do que o necessário. Mas bastam algumas medidas para solucionar esse problema. Outras, cujo número estima-se em 1% da população mundial, sofrem de um mal, chamado suor excessivo (ou hiperidrose).

É tanto suor que a pessoa sente vergonha de desempenhar algumas atividades, o que pode comprometer seu convívio social e o desempenho de determinadas funções, como segurar um lápis, por exemplo. “É bem grave e incapacitante”, diz a dermatologista Erica Monteiro, da Universidade Federal de São Paulo. “Tem paciente que não quer dar a mão para cumprimentar de vergonha de molhar a mão da outra pessoa”, afirma. Frio Outro indício da doença é que ela se manifesta independentemente da temperatura externa. “Na hiperidrose, tanto faz se você está parado ou correndo. Às vezes a pessoa está com frio, mas a mão está encharcada, a

axila pingando, como se estivesse escorrendo água”, descreve o cirurgião torácico José Ribas Milanez de Campos, do Hospital Albert Einstein. Há vários tipos de tratamento para controle da sudorese. Os primeiros recomendados pelos médicos são o clínico, com medicação, e o local, com adstringentes, talcos, desodorantes. Quando nada disso é suficiente, recomenda-se o uso do botox, com aplicações locais. Mas as aplicações têm de ser refeitas entre seis meses a um ano, dependendo do paciente. Nos casos mais severos, alerta Campos, é necessário fazer a cirurgia. O procedimento é coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e consiste em dois cortes pequenos perto das axilas. Mas há um efeito colateral: em alguns casos a pessoa pode passar a suar em uma região onde não ocorria isso. Nesses casos, é necessário fazer tratamentos clínicos. Bárbara Souza / Folhapress.

A deficiência auditiva atinge todas as idades Luciane Veloso

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deficiência auditiva é a perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. São muito os fatores que levam à deficiência auditiva. Alguns deles são: O histórico familiar, a exposição contínua e intensa a ruidos, o fumo, medicamentos, traumas e doenças como, a toxoplasmose, rubéola, meningite, e algumas infecções diretamente relacionadas ao ouvido. Cerca de metade de todas as pessoas acima de 75 anos, têm algum grau de perda auditiva relacionada à idade, mas, não podemos esquecer que a perda auditiva também está presente em crianças e jovens, e que muitas vezes, esta redução da acuidade auditiva, não é detectada porque nem sempre os sinais são tão claros, como nos casos da surdez total. Em todos os casos e nas diversas faixas etárias é extremamente importante que a deficiência auditiva seja reconhecida o mais precocemente possível. Para tanto, devemos observar algumas reações: Se o bebê não se assusta diante de batidas de porta, ou não pisca os olhos diante de um som apresentado próximo a ele e se o mesmo não reage aos sons de fala, os pais devem procurar imediatamente o Vilas Magazine

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pediatra. Devem estar atentos também, as pessoas que assistem à televisão muito próxima do aparelho e que aumentam muito volume da TV, só respondem quando as pessoas falam de frente , pedem que repitam várias vezes o que lhes foi dito, escutam os sons mas não o compreendem e têm problemas de concentração. A sensação de ouvido fechado (tamponamento), zumbido, tontura, vertigem, isolamento social gradativo, depressão, irritação, a perda da capacidade de escutar alguns sons agudos e/ou ambientais, são mais alguns dos sinais de alerta. O que fazer? Uma vez que haja a suspeita da diminuição da acuidade auditiva, deve-se buscar um especialista o quanto antes a fim de realizar alguns exames que detectarão a perda auditiva e farão com que seja escolhido o tratamento mais adequado. A surdez pode comprometer aspectos físicos, psicológicos e sociais. Daí, a importância de estarmos atentos à nossa audição, posto que, este é o órgão que mais nos insere no mundo possibilitando-nos interagir com todos que estão à nossa volta.

Luciane Veloso é fonoaudióloga (CRFa 9914/BA) l

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Pode ou não pode?

eber uma taça de vinho por dia não faz mal nenhum durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez, mas comer peito de peru ou queijo fresco, sim, pode ser prejudicial e deve ser evitado. As recomendações estão no livro “Expecting Better” (esperando o bebê de uma forma melhor), recém-lançado nos Estados Unidos e escrito por uma economista. Emily Oster, 33, é professora da Universidade de Chicago e mãe de uma menina de dois anos. Na gravidez, ela se viu perdida entre informações desencontradas de obstetras e procurou estudos que justificassem dogmas como evitar carne crua e beber menos café (veja a página ao lado). Depois de analisar os estudos – no livro, ela cita 285 –, concluiu que a gravidez é “um mundo de regras arbitrárias, no qual pesquisas científicas fracas se transformam em sabedoria popular”. Sobre o álcool, Oster afirma que é “muito difícil achar uma boa evidência de que uma quantidade pequena tenha impacto no comportamento ou no QI da criança”. E chama de draconianas as diretrizes oficiais que vetam o álcool, como a do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas. Segundo a entidade, beber pode causar aborto, parto prematuro e síndrome alcoólica fetal, que pode levar a malformações. Em resposta ao livro, a ONG americana Nofas (Organização Nacional de Síndrome Alcoólica Fetal) publicou nota dizendo que os conselhos de Oster são “nocivos” e que ela não tem qualificação para escrever sobre o tema. “Eu já esperava essa reação. Mas é importante notar que ainda há muito desacordo sobre o assunto entre médicos”, disse Oster. “O objetivo do livro não é dizer o que fazer, mas apresentar a evidência científica para que as mulheres possam decidir sozinhas.” cada um diz uma coisa Obstetras brasileiros reconhecem que não há consenso nas recomendações dadas às grávidas. A explicação, segundo Eduardo Fonseca, professor livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP, é que as pesquisas existentes não são conclusivas. Boa parte dos estudos nessa área é feita em animais e não dá para ter certeza de que o resultado seria o mesmo em humanos, diz Denise Pedreira, do Hospital Samaritano. “Esses trabalhos não podem ser feitos com pessoas. Não podemos colocar grávidas para fazer coisas possivelmente nocivas. São dilemas que nunca terão uma resposta científica”, afirma. Na falta de evidência, alguns médicos optam por proibir quase tudo. “É melhor pecar por excesso que por falta”, diz Renato Sá, presidente da Comissão de Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Esse raciocínio é usado para proibir o álcool, já que é impossível estabelecer uma dose segura. “Um drinque que deixa você só alegrinho pode ser um porre imenso para o bebê”, completa Sá. Mas há médicos que não veem problemas no consumo eventual, definido como “uma taça de vinho por semana” por Eduardo Zlotnik, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. riscofobia A lista de recomendações de Oster inclui desde não usar hidromassagem quente – pelo risco de malformação no primeiro trimestre – até evitar a jardinagem, por risco de toxoplasmose. Para a obstetra Denise Pedreira, as proibições, cada vez maiores, transformam a gravidez em uma prisão. “Você deve se considerar em um estado especial e evitar certas coisas. Mas não achar que não pode fazer nada.” Segundo ela, 90% das malformações no início da gravidez não têm causa definida. “Algumas coisas vão acontecer independentemente do cuidado que você tiver.” Juliana Vines / Folhapress. Vilas Magazine

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IMAGE SOURCE / EMMA TUNBRIDGE / FOLHAPRESS

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De pernas para o ar

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“A maior parte das pessoas nas grandes cidades tem

icar com as pernas para cima melhora a circulação”, diz a algum débito de sono. Qualquer parcela que você consiga fisioterapeuta Maria Carolina Fuoco Fernandes. Segunquitar desse débito, seja com cochilos durante o dia, já ajuda do ela, a posição reduz a pressão arterial e a frequência a evitar os malefícios da privação de sono, além de melhocardíaca, o que facilita o relaxamento. O cochilo melhora funções cognitivas, como memória e atenção, rar a cognição. Mas nem todo mundo tem necessidade e benefícios já comprovados por pesquisas científicas. habilidade de dormir durante o dia. Dormir com as pernas para o alto melhora, sim, a circulação sanDalva Poyares, neurologista do Instituto do Sono, de guínea, segundo o cardiologista Ricardo Pavanello, do HCor (Hospital São Paulo. do Coração de São Paulo). “Ajuda no retorno venoso e facilita a performance cardiovascular.” Mas não dá para dizer que a postura ajuda a diminuir a presCOCHILO REPARADOR são arterial e os batimentos cardíacos. “Pode ter esse efeito, mas Os benefícios da soneca, segundo pesquisas científicas a resposta é individual”, afirma. Para ele, os possíveis benefícios não justificam uma mudança de posição na hora de dormir. Elevar as pernas também não ajuda a dormir mais rápido, segundo a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono. “Não conheço nenhum estudo científico demonstrando isso.” Sobre os benefícios do cochilo, Poyares ressalta que a prática é útil principalmente para quem está em privação de sono – a maior parte das pessoas. “Qualquer forma de contornar o deficit já ajuda.” O melhor horário para a soneca é por volta das 14h, quando há uma queda na temperatura corporal, segundo a neurologista Andrea Bacelar, especialista em medicina do sono. A soneca, de acordo com ela, deve durar por volta de 40 minutos. Quem tem insônia não deve cochilar durante o dia porque isso pode atrapalhar mais ainda o sono da noite. Além disso, há pessoas que não precisam ou não conseguem dormir durante o dia. “Quem não está em privação de sono e não sente necessidade de cochilar não precisa mudar a rotina”, diz Bacelar. Heloisa Negrão e Juliana Vines / Folhapress. Vilas Magazine

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artigo

rosely sayão

As dificuldades de educar

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uitos adultos têm se angustiado para educar seus filhos, ou melhor, para saber o melhor caminho a tomar na prática educativa. Fui interpelada por uma mãe confusa frente a tantas orientações diferentes, e muitas vezes contraditórias, a respeito da educação dos filhos. “Uma hora é para elogiar, outra hora o elogio prejudica; há quem diga que é preciso dizer não com muita firmeza, e há os que afirmam que os pais não devem ser autoritários. Tem também a vida escolar: é bom ou não os pais se envolverem? Afinal, como devemos agir?” Ao ouvir a reclamação dessa mãe, dei toda razão a ela. Vivemos um momento de produção incessante do conhecimento, em todas as áreas, e de difusão instantânea de informações que, por sinal, consumimos vorazmente. Tomemos como exemplo a medicina. Se quisermos cuidar bem de nossa saúde atendendo a todas as informações médicas a que temos acesso, nos veremos em maus lençóis. O colesterol prejudica o sistema cardiovascular ou não? Devemos -ou não- tomar medicamento para controlar tal índice? Ingerir glúten é ou não prejudicial? E a lactose? Usei esses dois exemplos apenas porque li nos últimos dias reportagens e artigos, totalmente contraditórios entre si, a respeito desses assuntos. Mas a lista é enorme. A mesma coisa acontece com a educação dos filhos que, hoje, é um dos assuntos que sempre aparece nas mídias. Temos informações de todos os tipos sobre esse tema porque o conhecimento não é neutro; é produzido por nós, que temos valores e ideologias. Sabemos também que tudo que é escrito pode ser lido de diferentes maneiras. Além disso, há também o conhecimento

que perde o seu valor científico ao ser transformado em regras, em receitas, dogmas ou bordões. Exemplo: “Elogiar a criança colabora para que ela construa uma boa autoimagem de si”. Caro leitor, deve ter sido bem difícil para a criança sobreviver a esse longo período de elogios constantes. Para nossa sorte, elas reagiram. Vi uma cena inesquecível nesse sentido. Um garoto de cinco anos teve seu trabalho com tintas elogiado pela professora. “Você gostou?” perguntou ele novamente. Frente à resposta afirmativa e entusiasmada da professora, ele mandou: “Que mau gosto!”. Ah! E não podemos nos esquecer das pressões que os pais sofrem de movimentos sociais que têm como base a defesa de alguns preceitos: alimentação, consumo etc. Os pais que, por algum motivo, não conseguem se encaixar nas premissas desses movimentos culpam-se e, portanto, perdem a potência no seu exercício pessoal da maternidade e paternidade. Qual a saída? Saber que o que conduz a educação familiar são as tradições de cada família, os valores priorizados, as virtudes consideradas valiosas e, principalmente, a afetividade envolvida entre os integrantes do grupo. Não a afetividade melosa de incontáveis declarações de amor ao filho, e sim a amorosidade de introduzi-lo na vida como ela é, de dar banhos de realidade no filho de acordo com a idade que ele tem. O maior desafio dos pais frente a tantas correntes educacionais e pressões sociais talvez seja o de conseguir ficar conectado com as informações que vêm do conhecimento, ou seja, externas, e, ao mesmo tempo, preservar a cultura do grupo familiar, essa panelinha que não deve nem pode se tornar uma microssociedade anônima. Fazer escolhas seguindo argumentos pessoais e familiares e honrá-las; agir com bom-senso, coerência e coragem para rever posições; não ter medo de errar porque nós, pais, erraremos sempre, agindo assim ou assado: esses são alguns pontos que podem ajudar os pais em sua -cada vez mais- árdua tarefa educativa. Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, escreve sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação.

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família

Pais, Tv e os filhos Segundo especialistas, a televisão é uma grande ajuda para os pais, no que se refere à educação dos filhos

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televisão está no cotidiano das crianças. Seja para assistir o desenho preferido, um programa ou um filme infantil. Para os pais, é essencial saber que a televisão pode ser uma grande aliada no momento de educar os filhos. Para tirar o melhor proveito desse instrumento, é necessário entender como os filhos compreendem as figuras projetadas na tela. É só reparar. Os psicólogos informam que o desenvolvimento de conhecimento da criança está em processo acelerado. A memória não é igual à nossa e não consegue ‘segurar’ todas as informações na primeira vez que assiste televisão. Assim, cada vez que assiste um filme, por exemplo, a criança se prende a detalhes distintos e se impressiona. E esse comportamento de repetição é essencial. A criança aprende a organizar suas idéias, entre outros benefícios. Também é importante saber que criança não percebe o que é irreal e real. O conceito de real e imaginário precisa ser transmitido pelos adultos. E mesmo após apreendido tais conceitos, a criança vai percorrer entre um e outro com mais facilidade do que os adultos. E mesmo sabendo que é irreal, o impacto emocional de um estímulo pode ser parecido. Por isso, é essencial o pai ter atenção ao conteúdo dos programas, mediando essa relação e passar o que é ou não legal, construindo os valores com a criança e não possibilitando acesso a certos conteúdos. Sabe-se que a criança imita tudo e que não é possível bloquear o acesso a qualquer conteúdo inadequado, seja na televisão, no colégio ou no shopping. Se ela já tenha sido chamada atenção, precisa receber alguma penalidade como consequência, mas é necessário lembrar que palmada jamais educa. Os psicólogos informam ainda a melhor forma de ensinar o correto e errado através da televisão. Eles dizem que quando os pais chegam em casa, precisam conversar com a criança sobre o que ela fez durante dia, como foi no colégio, o que comeu e também a respeito do que viu na televisão. Assim, conversando a respeito do conteúdo da televisão, podem influenciar no desenvolvimento deles. Ataques de birra Os pais educam, dão afeto, atenção, ensinam boas maneiras, dialogam... mas de vez em quando não tem jeito, o filho tem um ataque de birra, em especial quando não lhe é permitido assistir televisão. Seja por raiva ou algum desapontamento, ele chora, berra, bate os pés e deixam os pais sem saber o que fazer. Se seu filho tem esse tipo de comportamento, não se preocupe: os ataques de birra são comuns, pertencem ao desenvolvimento das primeiras etapas da vida da criança e cessam em torno dos quatro anos. De acordo com os psicólogos o que acontece é que, no período Vilas Magazine

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que vai de um a três anos, os filhos estão aprendendo várias coisas a respeito do mundo e ansiosas para assumirem o controle. Eles desejam fazer suas próprias opções e, de vez em quando, podem não administrar bem com a contrariedade. Existe um descompasso entre a necessidade de afirmar a independência e suas verdadeiras habilidades e possibilidades, causando sentimentos fortes e difíceis de serem trabalhados pelo filho. Nesse período ele não discrimina, não compreende e nem mesmo sabe nomear seus sentimentos. Os pais devem manter a tranquilidade. Psicólogos orientam informar à criança, com poucas palavras, o que ocorreu e dizer o nome do que supõe-se que ela esteja sentindo. Pergunte se ela deseja colo ou um abraço para ajudar a se tranquilizar e, se não desejar, afirme que você estará ao seu lado aguardando que ela se acalme ou necessite de você. De vez em quando o tom de voz calmo e pausado que os pais utilizam ao falar pode ter uma função relaxante. Se a criança berrar, chutar, se bater ou bater nos outros, jogar objetos, os pais precisam segurá-la com firmeza, mas gentilmente, e redirecionar a atenção dela para outra coisa, até que se acalme. E se o motivo do ataque de birra foi um ‘não’ dos pais? Eles precisam manter-se firmes e não voltar atrás na decisão. Quando a birra acontece em público, devem levar a criança para um local mais tranquilo, mas de forma alguma ignorá-la ou ameaçar deixá-la só. Pais que transmitem l

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um controle de seus próprios sentimentos e que usam táticas eficientes de administração de conflitos no cotidiano, em geral são bons modelos para os filhos. Bem como as ameaças, as promessas de presentes e os castigos também não são aconselhados. Isso pode dar a impressão de que os ataques de birras são um instrumento de barganha. E os castigos não servem. Se dão resultado, é porque a criança tem medo ou ansiedade, mas nenhum desses estados promove o desenvolvimento emocional. Vilões do bem Segundo os especialistas, proibir o filho de assistir determinados programas de televisão não é o aconselhado. Até mesmo os considerados como vilões – novelas ou noticiários – tem sua função na educação. Alguns ficam com raiva, medo ou frustração. Por exemplo, os pais não devem proibir a criança de assistir um filme triste, mas podem mostrar que os personagens conseguem administrar com isso. Ou então ensinar que não pode agir com raiva. E como escolher um programa correto para o filho? Deve ser atraente, despertar a imaginação dele, transmitir bons exemplos. O fundamental se é bom ou ruim é o uso que se faz com determinado programa. Especialistas evitam aconselhar quais são os programas ideais para as crianças (cada família tem uma percepção diferente, não existe uma verdade certa), mas é recomendado que os pais tenham atenção. A criança deve distribuir várias atividades durante o seu dia. Deve assistir TV, sim, mas também sair com os amigos, se divertir e estudar.

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Festival Ipitanga traz 31 espetáculos

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Layza Vasconcelos

O divulgação

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espetáculo infantil O Ovo e Vice-Versa, da Cia de Revista da Bahia, dá a largada para a sétima edição do FIT Bahia 2013 – Festival Nacional Ipitanga de Teatro – no dia 11, às 10h no Cine Teatro de Lauro de Freitas. Até o dia 16, 31 apresentações de grupos teatrais da Bahia, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Goiânia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul passarão pelos espaços de arte da cidade. Espetáculos de rua fazem parte da programação e vão ocupar a Praça da Matriz, no Centro, o Largo do Caranguejo, em Itinga e a Praça do Jambeiro, em Areia Branca. No Cine Teatro de Lauro de Freitas os ingressos custam R$ 6 com meia entrada disponível para menores de 18 anos, estudantes, idosos e funcionários públicos de Lauro de Freitas – identificados por meio do crachá funcional ou contracheque com documento oficial com foto. Para as apresentações de teatro de rua, a entrada é franca. Um dos destaques do teatro de rua é a montagem de As Artimanhas de Scarpino, uma comédia do grupo PlenLuno Teatro, de Goiânia (GO), com texto de Molière e direção de Newton Armani de Sousa. O espetáculo é uma comédia clássica com máscaras, dança, música e circo que conta uma história de amores proibidos enriquecida pela participação de personagens satíricos. Na sala de espetáculos do Cine Teatro de Lauro de Freitas, vale a pena conferir, entre outros, A Culpa, às 18h do dia 11. Encenado pelo grupo Anônimos de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), o espetáculo traz texto de Franz Kafka sob adaptação de Luiz Carlos Cardoso, com direção de Carlos Ola. No dia 13, às 20h sobe ao palco Dr. Qorpo, um drama do grupo Imagens, de Fortaleza (CE), sobre texto adaptado por Edson Cândido e Lana Gurgel com direção de Edson Cândido. O espetáculo é inspirado na vida e obra do gaúcho José Joaquim de Campos Leão (1829-1883) que, interditado pela esposa, escreveu 17 comédias teatrais em cinco meses nas dependências de um sanatório. Entre as novidades desta edição estão os workshops, todos gratuitos, que serão ministrados pelos grupos de teatro que participam desta edição do FIT. O produtor do FIT Bahia Duzinho Nery defende que “o acesso à arte é um direito de todos” e por isso a iniciativa de estender as atividades a várias regiões da cidade e às escolas públicas. Direcionados aos estudantes da rede pública municipal de ensino e à comunidade em geral, os workshops serão realizados em escolas de Vila Praiana, Centro, Areia Branca, Itinga e Vida Nova e no Ponto de Cultura do Teatro Ereoatá, no Jardim Centenário, em Itinga. Um dos destaques é a oficina do dia 14, às 10h na Escola Municipal Fênix, no Centro, oferecida pelo Grupo de Teatro Ariano Suassuna, de Igarassu (PE), sobre a criação de mamulengos. O grupo utilizando material reciclável para mostrar a arte do teatro de bonecos, incluindo Vilas Magazine

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annelize tozzeto

de Teatro 2013 e oficinas gratuitas

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a criação dos personagens. O trabalho com material reciclado é o tema de vários outros workshops, mas há espaço também para abordagens de nível técnico, como a improvisação na ótica dos jogos dramáticos, que será tratada pelo grupo Imagens, de Fortaleza (CE), às 14h na Escola Municipal Solange Coelho, em Itinga. Interessados em participar dos workshops podem contatar a secretaria de Educação de Lauro de Freitas pelo tel.: 3378-9534 ou a produção do FIT Bahia pelo tel.: 8704-3494. A solenidade de premiação do festival contará com um espetáculo da Banda M18, com a cantora Elaine Fernandes, às 20h na Concha Acústica, ao lado do Ginásio Municipal de Esportes, seguido de música eledivulgação trônica. Serão entregues 30 troféus e R$ 15 mil em prêmios. Com o apoio da prefeitura, do Cine Teatro de Lauro de Freitas, numa realização da Sociedade Cultural Távola, o festival representa uma oportunidade única para ver espetáculos de várias regiões do país, alguns deles entre os mais qualificados da 4 produção nacional.

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Confira nas páginas seguintes a programação do FIT 2013

1 - Travesseiros. 2 - RodaGigante. 3 - O Diário de Genet. 4 - O Quarto de Bianca. 5 - Lola, la Fabulosa. 6 - O Girador. 7 - Maldito Coração. 8 - Dr. Qorpo. 9 - Edu e Cação

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cultura

Programação do Festival Ipitanga de Teatro DIA 11 - 2ª-feira 10h O OVO E VICE-VERSA. Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Cia de Revista da Bahia (Salvador). Texto e direção: Jones Mota. Classificação: Livre. Duração: 60 m A peça conta a história da colorida Companhia de Teatro OvO e Vice-Versa, que um dia recebe um convite irrecusável: montar um espetáculo especial para a turminha. A divertida confusão vai da montagem à apresentação, numa comédia sobre a magia do fazer teatral. 15h COISAS DO MAR (comédia). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. G.A.S Produções – Grupo Teatral Ariano Suassuna (Igarassu/PE). Texto: Criação coletiva e adaptação de textos da oralidade popular. Direção: Albanita Almeida e André Ramos. Classificação: Livre. Duração: 50 m O Capitão navega com sua tripulação em alto mar, para procurar o tesouro perdido. A busca é interrompida por situações inesperadas, que colocam o Capitão e todos os marujos em situações perigosas. Em meio a tantos perigos o tão venerado e valente Capitão é devorado pelo mar e deixa seus piratas em apuros. A partir daí toda tripulação terá que aprender a viver sem seu grande líder. 18h A CULPA (drama). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Anônimos de Teatro (Cachoeiro de Itapemerim/ES). Texto: Franz Kafka (adaptação de Luiz Carlos Cardoso). Direção: Carlos Ola. Classificação: 14 anos. Duração: 40m Baseada na obra de Franz Kafka (1883-1924), A Culpa é um mergulho na alma do homem moderno. Um mergulho sem volta. No texto Carta ao Pai, não há personagens ficcionais. O autor expõe suas intempéries, gostos e desgostos, admoestações, sentimentos e emoções para com seu pai, um homem de postura rígida e marcante. O que poderia ser um grande desabafo se torna uma das grandes reflexões do século 20. 20h TRAVESSEIRO (drama). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Arte & Fatos (Goiânia/GO). Texto e direção: Danilo Alencar. Classificação: 14 anos. Duração: 60 m Uma jovem mergulhada na solidão tenta buscar na loucura a possibilidade da lucidez. O texto utiliza sutis metáforas para abordar temas relevantes da sociedade contemporânea como a solidão, a angústia, o medo, o abuso, e outros conflitos familiares. Através do diálogo que desenvolve com seu fiel e amigo travesseiro, o personagem revela com sensibilidade e doçura fatos importantes refletidos no percurso de seu vivo presente. DIA 12 - 3ª-feira 10h GRAN CIRCO INTERNAZIONALE (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça do Jambeiro - Jambeiro). Grupo Zibaldoni (Ribeirão Preto/SP). Texto e direção: Neto Donegá e Lucas Santarosa. Classificação: Livre. Duração: 50 m “Gran Circo Internazionale” se apresenta em linha de frente com os heróis desconhecidos mais famosos do mundo, Bisgoio e Napolino. Demonstrando números de destreza, desafiando a lei da gravidade e com muita coragem nossos heróis se entrelaçam com o público, tornando o espetáculo um encontro poeticamente inesquecível, deixando suas marcas e partindo para a próxima viagem. 15h O MÁGICO DE OZ (comédia). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Ciranda de Cena (Uberlândia/MG). Texto: Lyman Frank Baum (O Mágico de Oz). Direção: José Luiz Filho. Classificação: Livre. Duração: 52 m A encenação relaciona um conto clássico, por meio de uma releitura com inserção de elementos da nossa cul-

tura regional em forma de música e danças, levando ao espectador estímulos visuais e sonoros presentes na Folia de Reis, Moçambique, Congado e Capoeira Regional. Para os autores, vivemos num mundo onde o cotidiano rouba a possibilidade da fantasia, da imaginação e do convívio social. Por isso, o resgate de valores como a amizade, os ideais da família e a valorização da cultura popular são preceitos importantes do espetáculo, que tem um enredo simples, tratando sobre a questão de amizade e da família, envolvendo tanto crianças como adultos. 16h RODA GIGANTE (tragédia). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Cia Teatral Tertúlia (Ribeirão Preto/SP). Texto: O grupo, a partir do argumento de Washington de Paula. Direção: Washington de Paula. Classificação: 14 anos. Duração: 70 m Três mulheres têm um encontro marcado em um parque de diversões. O motivo do encontro é desconhecido. No decorrer do espetáculo, fragmentos do passado e o insólito presente vão revelar o que elas realmente foram encontrar no parque, mais precisamente na “Roda Gigante”. 17h PARÔ PALHAÇADA! (Comédia). Local: Teatro de Rua (Praça da Matriz - Centro). Os Profiçççionais (Ribeirão Preto /SP). Texto e direção: Criação Coletiva. Classificação: 10 anos. Duração: 50 m O espetáculo valoriza as famosas gags de circo tradicional, revivendo o trabalho do palhaço de picadeiro. Um trio de palhaços incrivelmente divertido e afinado – Tiba, Manteguinha e Ching Ling – revive as décadas de ouro da comédia de picadeiro, apresentando um humor leve e inteligente. Um espetáculo que desperta em pessoas de todas as idades a alegria da figura do palhaço. 18h MALDITO CORAÇÃO, ME ALEGRA QUE TU SOFRAS (drama). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Espetáculo solo independente. Idealização e atuação: Brenda Jaci (São Gonçalo/RJ). Texto: Vera Karan. Dramaturgia Final: Brenda Jaci e Angel Palomero. Direção: Angel Palomero. Classificação: 14 anos. Duração: 60 m O espetáculo discorre sobre uma relação amorosa que começa com dois anos, três meses e 25 dias e vai se estendendo até os 30 anos. Coincidentemente, a personagem também tem 30 anos de idade. Sempre em contato estreito com a plateia, ela oscila entre fantasia inconsciente e a mentira assumida, revelando, a cada momento, uma personalidade obsessiva. Entre versos de Fernando Pessoa, humor e certa melancolia, a personagem nos convida a ouvir a história mais verdadeira que se pode ouvir: aquela que existe na nossa imaginação. 20h O DIÁRIO DE GENET (drama). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Ateliê Voador Companhia de Teatro (Salvador). Texto e direção: Djalma Thürler. Classificação: 16 anos. Duração: 70 m É um espetáculo que positiva o sujeito e as práticas abjetas, desloca o centro como o lugar privilegiado e desejado e destaca a marginalidade como estratégias identitária e política. “Nosso sentido é redescobrir determinada função da arte um pouco abandonada, qual seja a de refletir sobre aquilo que acostumamos a aceitar como normal”, define a companhia. DIA 13 - 4ª-feira 10h BRASILEIRINHOS, UMA HISTÓRIA REIVENTADA (black light theater). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Cia Teatral Censura Livre (São Lourenço/MG). Texto e direção: Cy Andrade. Classificação: Livre. Duração: 50 m Inspirada na obra de Vinícius de Moraes, Chico Buarque

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de Holanda e Toquinho, a história é recontada a partir das canções destes mestres, uma trajetória de amor de um palhaço por uma boneca de pano abordada de forma lúdica e surreal onde o público simultaneamente constrói sua própria estória. Tudo isso na técnica de black light theater, muita música, clowneria e muitas atrapalhadas para expressar o sentimento mais nobre do mundo: “o amor”, o amor a tudo e a todos, todas suas dimensões, sua trajetória e desfecho. 15h EDU E CAÇÃO, A LENDA DOS CABEÇAS QUADRADAS (drama). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Polo de Atores e Dramaturgia da Bahia (Lauro de Freitas). Texto: Tobé Veloso. Direção: Renato Lima e Tobé Veloso. Classificação: Livre. Duração: 65 m A peça narra o cotidiano dos alunos da Escola do Centrão, onde os gestores escolares, a diretora Dôdoi e suas aliadas, a coroa da merenda Rosa e a “Fessora – Estagiária” tentam de todas as formas conter a depredação do patrimônio físico da escola, além de lutar contra o péssimo rendimento dos alunos na sala de aula. 17h GRAN CIRCO INTERNAZIONALE (comédia). Local: Te­atro de Rua (Praça da Matriz - Centro). 18h O GIRADOR (drama cômico). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Pequeno Teatro de Torneado (São Paulo/SP). Texto e direção: William Costa Lima. Classificação: 12 anos. Duração: 90 m Os acúmulos de objetos revelam acúmulos de sentimentos e histórias que ainda não pontuaram o seu fim. Falar sobre objetos não significa falar apenas sobre memória afetiva, mas sobre relações de poder e posse. O objeto é algo que marca nossa presença corporal e que, ainda assim, sobrevive quando não estamos mais presentes. Os objetos passam a ganhar o espaço que as relações humanas deixaram de ter na vida do casal Armena e Perpétuo e de tudo aquilo que os rodeia. 20h DR. QORPO (drama). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Imagens (Fortaleza/CE). Texto: Qorpo-Santo, adaptação de Edson Cândido e Lana Gurgel. Direção: Edson Cândido. Classificação: Livre. Duração: 70m O espetáculo é inspirado na vida e obra do gaúcho José Joaquim de Campos Leão (1829-1883). Inteligente, controverso, autodenominou-se Qorpo-Santo aos 34 anos. Achando-se imbuído de uma missão divina, escreveu obras repletas de erotismo e sensualidade que abalaram os tabus da sociedade da época. Tido como louco e interditado pela esposa, escreveu toda a sua obra teatral – 17 comédias – em apenas cinco meses, nas dependências de um sanatório. O diagnóstico era “exaltação cerebral” marcada pela mania de escrever muito e rápido. Por meio do teatro se tornou o Autor inventor de Si Mesmo. DIA 14 - 5ª-feira 10h BURTONESCOS (fábula sobrenatural). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Dois de Teatro (Crato/CE). Texto: Maria Daguia, Luíza Amaro, Rodrigo Tomaz. Direção: Rodrigo Tomaz. Classificação: Livre. Duração: 50 m Enquanto lá fora, em meio a entediante rotina dos “normais”, as pessoas têm visões, aqui, mesmo sozinhos e incompreendidos, nós temos sonhos melancólicos e heroicos, medonhos e inofensivos. Seres que, com certa sensibilidade infantil, vivem e acreditam em um mundo alienígena, vencendo diferenças e mantendo o equilíbrio. A estranha comicidade do universo onde as personagens são inseridas estabelece um confronto com a realidade comum, que por sua vez é oposta à fantasia do mundo burtonesco. 16h NO POCKET – UM ESPETÁCULO PARA TODOS OS BOLSOS (comédia). Local: Teatro de Rua (Largo do Caran-


guejo - Itinga). Coletivo Nopok (Rio de Janeiro/RJ). Texto: Criação Coletiva. Direção: Sérgio Machado. Classificação: Livre. Duração: 60 m Nesta construção entram em cena referências da cultura popular atual misturadas às cenas clássicas do circo. O afeto despertado pelo reconhecimento de um produto da indústria cultural atual convive com um tipo de afeto que remete às reminiscências de outros tempos mais antigos, os tempos em que as pessoas se reuniam nas praças para assistir aos artistas de rua com seus números clássicos. 15h TODOS POR UMA COISA SÓ (comédia). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Tribu di Arteiros (Morro Reuter/RS). Texto: Criação Coletiva. Direção: Rosmeri Lorenzon. Classificação: Livre. Duração: 55 m Num lugar que mais parece uma selva de lixo, dois bandos de mendigos separados por uma cerca disputam cada migalha para sobreviver. Em meio a esta guerra pelo alimento, dois jovens de lados opostos se apaixonam. É este amor que vai transformar disputa em união. O espetáculo propõe-se a discutir de maneira divertida, através de uma história leve, que mistura brincadeiras infantis e fantasia, temas como a pobreza, a reciclagem, os direitos humanos e o amor. É ele o responsável pela mudança na vida de toda a população. 17h AS ARTIMANHAS DE SCARPINO (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça da Matriz - Centro). Grupo PlenLuno Teatro (Goiânia/GO). Texto: Moilère. Direção: Newton Armani de Sousa. Classificação: Livre. Duração: 70 m Espetáculo baseado na obra de Molière, a comédia clássica usa das máscaras, da dança, da música e do circo para contar a história do amor proibido de dois casais. As moças são oriundas de famílias humildes, enquanto os jovens são filhos de senhores ricos que têm planos para os seus matrimônios, interessados em ampliar a fortuna das famílias. O mote para o riso é proporcionado pelos empregados Silvestre e Scapino. 19h MATEUS E MATEUSA (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça da Matriz - Centro). Cia Teatral Oops!..(Goiânia/ GO). Texto: Adaptação do texto “Mateus e Mateusa” de Qorpo-Santo. Direção: João Bosco Amaral. Classificação: Livre. Duração: 45 m O espetáculo coloca em cena um divertido casal idoso que, após 50 anos de união, vive em pé de guerra. Cansados um do outro, acusam-se mutuamente de abandono. De um modo quase farsesco, a peça aborda em cena a convivência familiar, suas relações, o consumismo e a futilidade. 20h NAVALHA NA CARNE (drama). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Imagens (Fortaleza/CE). Texto: Plínio Marcos. Direção: Edson Cândido. Classificação: 18 anos. Duração: 70 m A peça relata a história de três personagens em um quarto de bordel: a prostituta Neusa Suely, o Cafetão Vado e o empregado homossexual Veludo. O espetáculo coloca o público como conivente desde o início, cruzando com prostitutas que vagueiam pelas dependências do teatro como que nas ruas, em busca de clientes. Ao fundo, ouvese um locutor convocando os passantes, em altos brados a exercerem a sua libido, adentrando o “Cine Tentação”. DIA 15 - 6ª-feira 10h AS ARTIMANHAS DE SCARPINO (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça de Jambeiro - Jambeiro). 10h A POÇÃO DO AMOR (comédia). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo Artpalco (Araguaína/ TO). Texto: George Henrique Silva e Tatiane Cristina Silva. Direção: George Henrique Silva. Classificação: Livre. Duração: 70 m A peça conta a história de uma pombinha que está à procura de um grande amor e conta com a ajuda de sua amiga

Maritaca para conquistar o coração daquele que escolheu para ser o seu amado: o Uirapuru, o pássaro mais lindo e com o canto mais belo de toda a floresta amazônica. O que Pombinha não sabe é que o Dr. Carcará, o grande feiticeiro mau da floresta, fez uma poção do amor justamente para conquistar o coração dela. Basta oferecê-la num cálice com a mão esquerda, que é a mão do coração. Quem tomar fica perdidamente apaixonado por quem lhe ofereceu.

Observando o cenário de sua infância, Bianca reconta e remonta suas histórias, lembra de passagens da infância, de detalhes da casa e de episódios com a mãe, alterando os caminhos percorridos e construindo suas próprias novas verdades.

15h OUTRA HISTÓRIA DE FRANCISCO (comédia). Infantil. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Trupe Cara & Coragem (Cabo de Santo Agostinho/PE). Texto e direção: Luiz de Lima Navarro. Classificação: Livre. Duração: 45 m Uma trupe de palhaços conta uma versão bem humorada da história de São Francisco de Assis. Utilizando o universo do Clown e elementos da cultura popular nordestina, o espetáculo mostra Francisco de Assis ainda criança, que recebe a missão de proteger os animais e promover uma transformação em todos que o rodeiam.

17h ESTÚPIDO – EXPERIMENTO CÊNICO À PARTIR DOS RELATOS DO NEUROCIENTISTA OLIVER SACKS (pósdramático). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Estúpida Cia. de Teatro (Londrina/PR). Texto: Criação Coletiva. Direção: Thais D´Abronzo. Classificação: 16 anos. Duração: 60 m O espetáculo trata de noções imprecisas e distintas de realidade e normalidade e especialmente sobre o modo como a vida precisa ser reencontrada quando atravessada por um distúrbio ou doença: um mix de aspectos teatrais e performáticos reconhecidos na postura e condução de seus sujeitos, na incansável ação de revelar suas estranhadas formas artificiais e, ao vivo, destruí-las.

17h NO POCKET – UM ESPETÁCULO PARA TODOS OS BOLSOS (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça da Matriz - Centro). 18h LOLA, LA FABULOSA (comédia). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Grupo: Lola, La Fabulosa (Rio de Janeiro/RJ). Texto: Sérgio Machado e Ana Carolina Sauwen. Direção: Sérgio Machado. Classificação: 12 anos. Duração: 55m A peça é um solo cômico que mistura elementos de burlesco, magia, comédia física e palhaços. Tendo como principais referências o trabalho de cômicos como Tommy Cooper e Avner Eisenberg, Lola, La Fabulosa explora o princípio clássico do jogo do palhaço – soluções complicadas para problemas simples e soluções simples para os problemas mais complexos.

PROGRAMAÇÃO DOS WORKSHOPS DIA 12 - 3ª-feira 10h Ator em Exercício - diálogos entre arte e vida. Local: Teatro Ereoatá (Jardim Centenário - Itinga). Idade: a partir dos 16 anos. Vagas: 20 A oficina apresenta aos participantes um diagnóstico do repertório cultural de cada um, de forma lúdica e prazerosa, por meio de exercícios que podem integrar o grupo e mostrar sua expressão/comunicação artística. Com os jogos de Viola Spolin e os métodos corporais de Grotowisk, Boal e Ferracini vem o impulso para o desenvolvimento da modalidade artística do participante, passando do jogo espontâneo para o jogo regrado e para o crescimento artístico-estético do aluno.

19h LAURA E A INCRÍVEL HISTÓRIA DA PORCA QUE TINHA ATAQUES DE VONTADE (comédia). Local: Teatro de Rua (Praça da Matriz - Centro). Cia Teatral Dona Maria Fulô (Itabirito/MG). Texto e direção: Carlos Renatto. Classificação: Livre. Duração: 45 m Tenório é um homem que não tivera a sorte do casamento. Tentara algumas vezes, mas foi em vão. Conformado, resolveu comprar uma porca, que seria seu bicho de carinho, cuidaria dela, e então, só mais tarde mataria e venderia as partes. O que ele não sabia é que tal porca era por demais teimosa e temperamental, queria ocupar em sua vida o lugar que era por direito de uma esposa. 20h O DESCOTIDIANO (drama). Adulto. Local: Cine Teatro de Lauro de Freitas. Cia do Relativo (São Bernardo do Campo/SP). Texto e direção: Otavio Fantinato. Classificação: Livre. Duração: 45 m Espetáculo de circo/teatro construído a partir de cenas curtas trabalhando com diversas linguagens artísticas, mostra uma casa de poucos móveis e sentimentos em que habita um personagem por vezes estressado, por vezes fatigado pela rotina. Este ser excêntrico e solitário busca por meio da desconstrução de seu cotidiano uma motivação para sorrir. Muitas vezes comandando os objetos a sua volta e muitas outras sendo comandado, o personagem acaba vivendo situações surreais. DIA 16 - SÁBADO 10h LAURA E A INCRÍVEL HISTÓRIA DA PORCA QUE TINHA ATAQUES DE VONTADE (comédia). Local: Teatro de Rua (Largo do Caranguejo - Itinga). 16h O QUARTO DE BIANCA (comédia). Adulto. Local: Sala 2 do Cine Teatro de Lauro de Freitas. Interferência Teatral (Rio de Janeiro/RJ). Texto e direção: Rafael Cal. Classificação: 12 anos. Duração: 40 m Bianca é a filha mais velha que volta à casa onde cresceu.

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14h Circo Circuito. Local: Escola Dois de Julho (Itinga). Grupo: Os Profiçççionais (Ribeirão Preto/SP). Idade: a partir dos 14 anos. Vagas: 20 O workshop “Circo Circuito” oferece aos participantes a oportunidade de vivenciar o universo circense, apresentando algumas de suas técnicas de forma lúdica e interativa: malabares (clave, aro e bolinhas), palhaço (técnicas teatrais e cômicas) e acrobacia (portagem), sempre acompanhada por profissional qualificado, especializado em transmitir informações específicas e promover segurança aos participantes. DIA 13 - 4ª-feira 10h Leitura Dramatizada sob Poemas de Fernando Pessoa. Local: Escola Vida Nova (Vida Nova). Grupo: Solo de Brenda Jaci (São Gonçalo/RJ). Idade: A partir dos 14. Vagas: 25 “Mistério e sobrenatural estão entre as narrativas de maior apelo nas últimas décadas, estejam elas nos livros, nos cinemas ou em quadrinhos”, diz Márcio Henrique Muraca. O espetáculo Burtonescos traz esses elementos para a cena teatral. Pensando nisso, o Grupo Dois de Teatro propõe oficina de Jogos Dramáticos e Teatrais, onde se aplicam procedimentos criados pelo Grupo para geração de cenas por meio de indutores corporais e vocais Expressionistas e Maneiristas, características peculiarmente presentes nas personagens da filmografia de Tim Burton – artista que fundamentou e inspirou a criação do espetáculo. 10h A Dramaturgia dos Moleques. Local: Escola Edvaldo Boaventura (Areia Branca). Grupo: Pequeno Teatro Torneado (São Paulo/SP). Idade: a partir dos 8 anos. Vagas: 20 Na primeira parte da oficina são demonstrados exercícios adotados como procedimentos de construção da pesquisa do grupo e expostas fotos e vídeos do processo de criação do espetáculo e dos outros trabalhos relacionados com u


livros / biografias

cultura

a pesquisa “Dramaturgia dos Moleques”, realizada pelo grupo desde 2005. Na segunda parte da oficina, os participantes são convidados participar de exercícios práticos de corpo e improvisação, somados a uma reflexão sobre o resgate da potência corporal da criança, trazendo a espontaneidade do movimento e a consciência do poder da palavra encenada. Na terceira parte, a memória será objeto da construção de uma dramaturgia escrita e encenada, que poderá ser compreendida não somente com a fruição de relações que fazem surgir histórias e sim através de uma zona territorial. 14h Monstros Inofensivos em Cena. Local: Escola Eurides Santana (SESI - Itinga). Grupo: Dois de Teatro (Crato/ CE). Idade: A partir dos 14 anos. Vagas: 20 Promovendo um diálogo entre os gêneros lírico e dramático, propõe-se uma oficina de leitura dramatizada de alguns poemas de Fernando Pessoa. A oficina trabalha com a leitura de trechos desses poemas propostos, sobretudo aqueles que dialogam com o universo dramatúrgico de “Maldito Coração, me alegras que tu sofras”, a fim de que o público da oficina possa vivenciar o processo de apropriação cênica dos versos do poeta português a partir do texto da autora gaúcha Vera Karan. A ideia é contribuir significativamente para a formação de um público leitor de poemas e espectador teatral contemporâneo, capaz de articular a leitura a diferentes linguagens num mesmo espetáculo. DIA 14 - 5ª-feira 10h Criação de Mamulengos. Local: Escola Municipal Fênix (Centro). Grupo: G.A.S Produções – Grupo de Teatro Ariano Suassuna (Igarassu/PE). Idade: a partir dos 10 anos. Vagas: 20 Utilizando matérias recicláveis como garrafas plásticas, caixas de papelão, caixas de leite, vasilhas de manteigas entre outros, o workshop faz breve histórico sobre o teatro de bonecos, criação dos personagens, improvisação com os bonecos e desfile de personagens. 10h Da Poética da Voz a Ação Vocal. Local: Escola Municipal Dois de Julho (Itinga). Cia. Teatral Oops!.. (Goiânia/GO). Idade: a partir dos 15 anos. Vagas: 25 A oficina tem como enfoque a ideia de transformar a voz cotidiana, superando-a, fazendo com que a musicalidade da voz seja também produtora de sentidos. A poética vocal não é estritamente técnica, mas está mais ligada aos processos criativos e depende da coesão entre a organicidade e a técnica. Falar é um gesto, uma vibração do corpo, que parte de um desejo com um determinado objetivo. A Voz é também uma ação física, um gesto do corpo, e deve estar em harmonia com o restante deste corpo, trabalhando sinergicamente. 14h Interpretação. Local: Escola Solange Coelho (Itinga). Grupo: Artpalco (Araguaína/TO). Idade: a partir dos 12 anos. Vagas: 25 A oficina trabalha com exercícios que despertam a consciência corporal e procuram deixar o aluno à vontade para expressar-se e desinibir-se. O objetivo é fazer com que o faz de conta domine de uma forma espontânea. Assim, através da composição de cenas, jogos, atividades e situações do cotidiano infantil são transmitidos conteúdos de improvisação teatral, expressão corporal e vocal. 14h Construção de Brinquedos Lúdicos. Local: Escola Municipal Vila Praiana (Vila Praiana). Grupo: Trupe Cara & Coragem (Cabo/PE). Idade: a partir dos 10 anos. Vagas: 25 O grupo pernambucano, que trabalha a reciclagem nas suas produções, propõe a construção de brinquedos a partir de material reciclado, buscando possibilitar à criança o contato com um universo que o avanço tecnológico vem desgastando.

Sem autorização, livro sobre Caetano acabou engavetado

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uito antes de entrar no debate sobre biografias não autorizadas, Caetano Veloso já havia barrado uma pesquisa de sete anos sobre sua vida feita com seu conhecimento e a princípio com seu aval. O caso ocorreu em 2004. Antes da desistência, a editora que publicaria a obra, Objetiva, elaborou um contrato com cláusulas exigidas pelo escritório que representa o músico. Uma era a participação nas vendas, reivindicação do grupo Procure Saber, que Caetano integra hoje. O trabalho foi realizado de 1997 a 2004 pelo compositor e poeta Carlos Eduardo Drummond, 42, e pelo funcionário público Marcio Nolasco, 44, cuja mãe é próxima de Rodrigo Velloso, irmão de Caetano. Com a pesquisa avançada, a dupla contatou a Objetiva, que lhes pediu aval do biografado. Em 2001, levaram carta que teria sido escrita pelo cantor. “Como não se trata de biografia encomendada ou combinada de antemão, tenho ciência apenas de que os dois rapazes vêm entrevistando as pessoas [...] nos termos adequados”, diz o texto. A situação mudou em 2004, quando a editora buscou a autorização do escritório que representa Caetano, então comandado por Conceição Lopes e Paula Lavigne, ex-mulher e empresária do cantor. Além da participação nos direitos autorais da obra, o escritório exigiu a retirada de cláusula que permitia a adaptação do livro ao cinema. Editora e autores aceitaram. Pelo contrato, Caetano levaria 5% dos direitos autorais. Cada autor ficaria com 2,5%, metade do estipulado a princípio. Outros 2,5% iriam para a jornalista Ana Maria Bahiana, que faria a redação final. Ela só confirma ter sido chamada para o projeto. Em 2004, com o contrato prestes a ser assinado, Drummond recebeu uma Vilas Magazine

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ligação de Isa Pessoa, então diretora editorial da Objetiva, avisando que Caetano desistira do projeto. Não se soube a razão. A editora, então, renunciou à publicação. Para Roberto Feith, sócio da Objetiva, ela tornara-se “inviável”. “A chance de um processo seria alta”, diz. Um ano antes, entrara em vigor o Código Civil, com os artigos que exigem a autorização do retratado ou dos herdeiros para biografias. SEM FOFOCAS “Não era uma biografia chapa-branca, mas também não era de fofocas. Era minuciosa”, diz Drummond. Ele e Nolasco dizem ter feito 103 entrevistas e viajado com recursos próprios. Depois, receberam R$ 20 mil de adiantamento da editora, valor que a casa não pediu de volta. Das pessoas próximas a Caetano, Paula foi a única que não falou com os autores. “Não havia histórias que denegrissem a imagem deles, não queríamos motivos para bloqueios”, diz Nolasco. A dupla diz que Caetano corrigiu “detalhes” e comentou o estilo do texto. “A postura dele era de que a obra era nossa”, diz Drummond. A editora, porém, quis convidar um escritor “mais qualificado”, segundo Feith, para “dar forma à pesquisa”. “O trabalho era admirável, mas o texto não era bom”, diz. Antes de aceitar Ana Maria Bahiana, Caetano, segundo os autores, sugeriu o nome do poeta Eucanaã Ferraz, seu amigo, que recusou. “Disse ao Caetano que a publicação não valia a pena, não pela pesquisa, mas pela qualidade do texto”, afirma Ferraz. Conceição Lopes diz não se lembrar da história. A Folha enviou e-mails a Paula Lavigne, Caetano e à assessoria do cantor, sem resposta até o início da tarde de ontem. Por telefone, a assessoria disse estar ciente das questões. Na casa de Drummond, na zona norte do Rio, a Folha viu e-mails da editora, a minuta do contrato e a carta creditada Novembro de 2013


a Caetano. “Documentos [...] a que tiveram acesso me surpreenderam e emocionaram. Isso anima-me a encorajar a continuação da pesquisa”, teria escrito ele. O material que sensibilizou o baiano, dizem os autores, incluía cartas, fotos e um caderno com desenhos de 1961 e 1962, em que ilustrou rostos femininos, como o de Maysa. “Engavetamos um livro que lançaria luz

sobre os primeiros anos de Caetano. Falamos com gente que não está mais viva, como dona Canô [mãe do cantor]. Se fizerem outra biografia, essa parte da história terá sido perdida”, afirma Drummond. Ele nunca mais ofereceu o projeto a ninguém. “As editoras não bancariam uma disputa em favor de dois desconhecidos. Era uma briga desproporcional.”

Juliana Gragnani, de São Paulo. Marcos Aurélio Canônico, do Rio. Raquel Cozer, colunista da Folha de São Paulo / Folhapress. Rony Maltz / Folhapress

Os autores Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco. Projeto realizado entre 1997 e 2004 chegou a ter aval do cantor, que desistiu.

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11° BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Abertas inscrições para visitas especiais de estudantes ao evento, que acontece entre os dias 8 e 17, em Salvador

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11ª Bienal do Livro da Bahia abriu as inscrições para um de seus programas mais especiais: a Visitação Escolar, que em 2011 levou à sua 10° edição cerca de 56 mil estudantes. Projeto exclusivo da Bienal do Livro, a Visitação Escolar está aberta para alunos de 7 a 14 anos de escolas particulares e públicas. Os alunos agendados no Programa têm entrada gratuita no Evento. As inscrições podem ser realizadas através do portal oficial da Bienal, www.bienaldolivrobahia.com.br Além de se configurar como uma importante ação de formação de leitores, a Visitação Escolar é interessante também para os professores, que podem incrementar seus planejamentos pedagógicos, dinamizando as aulas e incentivando diretamente o hábito da leitura entre seus alunos. As visitas acontecem dias 8 (a partir das 14h), 11, 12, 13 e 14 (a partir das 10h, horários especialmente reservados). A Visitação Escolar conta com a participação de estudantes da capital, do interior e de outros estados do Nordeste, que têm a oportunidade de conhecer, gratuitamente, a principal festa literária do Estado. Todas as informações referentes à Bienal e à Visitação Escolar podem ser conferidas no portal oficial da feira. Lá, os estudantes podem acompanhar toda a grade de programação dos dez dias do evento, autores convidados, lançamentos, além de ficar por dentro das novidades do mundo literário. Para tirar dúvidas sobre as inscrições da Visitação Escolar, estudantes e professores podem entrar em contato pelo e-mail bienalbahia.visitacaoescolar@fagga.com.br, ou pelos telefones (21) 3035-3209 ou (71) 3797-0525. Composta por espaços temáticos voltados para toda família, organizados em 16 mil m² de feira, a 11ª Bienal do Livro da Bahia contará com 385 expositores e uma programação diversificada, com mais de 100 autores nacionais e internacionais dos mais diferentes estilos e gêneros literários.


empregos

Empresas baianas têm 6 mil vagas temporárias

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Salários variam de R$ 750 a R$ 1.200 e há possibilidade de efetivação

final de ano é sempre uma boa oportunidade para quem está em busca de uma vaga no mercado de trabalho. Com comércio aquecido por causa das vendas no Natal, as empresas brasileiras contratarão 159 mil profissionais para dar conta do aumento da demanda. Na Bahia, são seis mil vagas de trabalhos temporários, segundo a Associação das Empresas de Serviços Terceirizáveis e deTrabalhoTemporário (Asserttem). Os salários variam de R$ 750 a R$ 1.200 e ainda há possibilidade de efetivação para quem tiver uma boa performance. No estado, 65% das vagas estão concentradas em shoppings, sendo que os principais contratadores são empresas que comercializam roupas, móveis, bens duráveis, eletrodomésticos e eletrônicos, produtos tradicionalmente mais procurados nesta época do ano. O restante das oportunidades está distribuído entre lojas de rua, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Geraldo Cordeiro. As funções mais requisitadas são as de vendedores, operadores de lojas, operadores

de caixa e repositores, informa Moisés Frutuoso, gerente do SineBahia. Os interessados devem procurar os serviços de intermediação de mão de obra, como o SineBahia e o Simm, que, juntos, devem recrutar mais de quatro mil profissionais, para empresas de pequeno porte. As grandes redes, como a C&A, Renner e Marisa, por exemplo, contam com sistema próprio de admissão de temporários. Os perfis buscados são de pessoas com experiência em alguma das funções procuradas e com o 1 º grau completo. O 2º grau completo é considerado como um diferencial. É importante ainda ter disponibilidade para trabalhar em horários variados e facilidade com atendimento ao público. Efetivação Com índice de efetivação em torno 12%, segundo a Asserttem, o número de profissionais aproveitados nos quadros das empresas na Bahia deve chegar a 720. Uma boa oportunidade para quem quer aproveitar a chance e garantir a permanência. Contratada pela Cacau Show como temporária, Taiana Menezes Guimarães, de 29 anos, margarida neide / ag. atarde

foi escolhida entre quatro vendedoras para ser efetivada. O diferencial de Taiana foi a demonstração de interesse. “Sempre me mostrei disponível e interessada em aprender mais”, afirma. O interesse e a experiência também foram determinantes para a contratação de Tairine Vasconcelos, 21, que também começou na Xarmonix como temporária. “Já tinha experiência como vendedora, e isso me ajudou bastante. É importante saber atender bem”. Para garantir a efetivação durante o período do contrato temporário, é importante que candidato demonstre interesse pelo trabalho desde o processo de seleção, orienta a psicóloga do SineBahia, Tacianne Rios. “É interessante, no recrutamento, mostrar que conhece a empresa e que tem o perfil buscado e, ao ingressar, focar nos resultados e ter disponibilidade de horário, por conta da época, que é mais corrida”, destaca. Ser proativo e ter uma boa relação com a equipe também conta pontos a favor.“ O gerente sempre pergunta a outros funcionários sobre a performance e comportamento do profissional”, acrescenta Tacianne. Kleyzer Seixas / Ag. A Tarde.

ONDE COLOCAR CURRÍCULOS SINEBAHIA Avenida ACM, 3.339, loja 1, Condomínio Torres do Iguatemi. Atendimento das 8h às 17h. Endereço na internet: portaldotrabalho.ba.gov.br SIMM Rua Miguel Calmon, 382, Edifício das Seguradoras. Comércio. Atendimento das 8h às 18h. Endereço: simm. salvador.ba.gov.br CACAU SHOW Para participar da seleção de funcionários temporários, é preciso apresentar currículo nas lojas da Cacau Show. Site: www.cacaushow.com.br C&A Empresa recebe currículo de interessados em trabalhar somente por meio do site www.cea.com.br MARISA Loja recebe currículos de candidatos interessados em trabalhar tanto nas lojas como por meio do site www. marisa.com.br

Taiana foi efetivada após trabalhar como vendedora temporária no final do ano passado Vilas Magazine

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RENNER Loja recebe currículos de interessados em trabalhar nas lojas por meio do endereço na internet www.lojavirtual. lojasrenner.com.br


solidariedade

Panetone Irmã Dulce inicia produção para o Natal Renda obtida com a venda do produto é revertida para manutenção de centro educacional

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produção do tradicional Panetone Irmã Dulce já está a pleno vapor para as festas de final de ano. Até meados de dezembro, a meta é produzir nada menos que 500 mil unidades da iguaria, cuja renda é totalmente revertida para o Centro Educacional Santo Antônio (Cesa) – núcleo das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Localizado em Simões Filho, o Cesa atende, em regime de tempo integral, a cerca de 700 crianças e adolescentes em situação de risco social, oferecendo ensino fundamental (1ª a 8ª série), alimentação, fardamento e material escolar gratuitos, além de acesso à arte-educação, inclusão digital, educação ambiental e musical, atividades esportivas, atendimentos odontológico e pediátrico, oficinas pedagógicas e atendimento às famílias dos alunos. Para atender à demanda da temporada, a Central de Panificação da OSID (também situada no Cesa), que produz os pães da linha Dulce Natura durante todo o ano, passou a operar em três turnos e a equipe foi reforçada com 34 novos profissionais, totalizando 88 trabalhadores na linha de produção. Presente nas principais redes varejistas de Salvador, o Panetone Irmã Dulce é também bastante solicitado por corporações, que adquirem o produto para a composição de cestas natalinas para presentear funcionários e parceiros. As encomendas do panetone podem ser feitas pelos telefones (71) 3616-1265 / 1271 / 1250 ou 3396-2046. “Desde o início o Panetone Irmã Dulce registra uma grande aceitação e ótimos resultados de venda. Isso se deve à qualidade dos produtos e também à atitude de responsabilidade social do público, que busca ajudar as Obras Sociais Irmã Dulce”, declara a coordenadora da Central de Panificação da Osid, Laísa Oliveira. Panetone Irmã Dulce O primeiro Programa Panetone foi realizado em 1996 e em 17 anos de existência vem sempre contabilizando grandes resultados.

Aluno da oficina de tecelagem do Centro Educacional Santo Antônio Vilas Magazine

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Com a construção do novo Centro de Panificação em 2001, o programa atingiu 144 mil unidades. Em 2006, novos equipamentos favoreceram outro aumento da capacidade e o lançamento de mais produtos. A cada campanha, a venda cresceu de forma gradativa, ultrapassando as 450 mil unidades em 2010 e batendo a marca de 500 mil desde 2011. Cesa O Centro Educacional Santo Antônio é um dos 15 núcleos de atendimento das Obras Sociais Irmã Dulce. Nasceu em 1964, como um orfanato em que Irmã Dulce abrigava meninos sem referência familiar. Em 1994, tornou-se uma escola em tempo integral, com foco na qualidade do ensino básico. Hoje, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação, atende a cerca de 700 crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. Graças a esse perfil humanizado, o Cesa foi eleito Destaque Estadual 2012 e representou a Bahia na etapa nacional do 13º Prêmio Gestão Escolar (PGE), promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Referência na adoção de boas práticas de gestão alinhadas com princípios de excelência, a escola também obteve visibilidade nacional com a conquista do prêmio Professores do Brasil 5ª Edição, do Ministério da Educação (MEC). l

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beleza

Cuidados da pele madura Saiba quais são os procedimentos recomendados no combate ao envelhecimento da pele

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uando a pessoa chega na faixa dos 50 anos, sua pele já mostra o modo de vida e costumes que exerceu no decorrer de sua vida até aquele momento. Para alguns, isso quer dizer uma pele cuidada corretamente, bem hidratada, consistente e sem tantas manchas. Mas para a maioria, o resultado é uma pele mal cuidada, pontinhos escuros e o incômodo ‘triângulo invertido’ – quando a área das bochechas fica caída e o pescoço e queixo se tornam mais gordinhos. NO entanto, o campo dos dermocosméticos, como também o de procedimentos estéticos para peles maduras, está bem desenvolvido e oferece soluções para quem deseja alterar o processo de envelhecimento de maneira eficaz e natural. Segundo os dermatologistas, hoje em dia a tendência é fazer a combinação de várias técnicas para deixar a pele mais jovem. É aconselhado que ao fazer a associação desses métodos, obtem-se um resultado mais efetivo e de forma mais natural.

Por conta disso, veja as indicações. Cremes antiidade Os dermatologistas indicam os seguintes componentes por terem comprovação científica: vitamina C, já que com função antioxidante, consegue inibir os radicais livres que ocasionam a destruição do colágeno, além de trabalhar a fabricação da substância e modificar o prejuízo que já atingiu a pele. Há ainda o ácido retinóico, que faz a estimulação dos fibroblastos, células que fabricam o colágeno. Tem função hidratante também, pois ajuda a reter água na pele, gerando o preenchimento de sulcos e amenizando as linhas finas e para terminar o ácido glicólico, que possui um efeito parecido ao peeling, já que afina a epiderme e, dessa maneira, trabalha a fabricação de pele nova. Ajuda ainda no fechamento dos poros deixando a pele com uma aparência mais bonita. Estética para o rosto Os procedimentos estéticos de hoje em

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dia oferecem ótimos resultados na melhoria do processo de envelhecimento. O peeling é um tratamento que muda de intensidade, podendo afetar a camada mais superficial da pele até a mais profunda. Sua ação é remover a pele antiga e fazer a estimulação da fabricação de novas camadas, que surgem sem linhas de expressão, sem manchas e com boa oleosidade. O preenchimento com a utilização do ácido hialurônico também é uma boa opção. É um elemento já existente na pele, mas que, com o decorrer dos anos, vai sendo diminuída. Por essa razão, a pele se torna caída. Além de fazer a correção das rugas, o procedimento faz a reposição do volume das regiões que não tem. A toxina botulínica possui o papel de gerar o relaxamento da musculatura da face para que ela não se mexa e, desta forma, não deixe a pele com marcas. Segundo os dermatologistas, toda vez que é realizado um movimento com o rosto, como por exemplo sorrir, os músculos são contraídos e a pele termina se enrugando. Quando somos jovens, as rugas são dinâmicas, já que apenas surgem quando realizamos esses movimentos. Porém, com o decorrer do tempo, de tanto fazer a repetição desse mesmo gesto elas terminam se estabilizando. É essencial saber fazer a dosagem da


quantidade de toxina botulínica injetada para que a musculatura fique somente relaxada, e não paralisada. O ácido polilático é uma substância injetada na pele e melhora a fabricação de colágeno. O resultado ocorre aos poucos, porém já pode ser percebido a partir do 3º mês depois da primeira aplicação. Já o laser de CO2 fracionado, parecido ao peeling, ocasiona a destruição da pele de forma parcial. Ele realiza microperfurações profundas na pele, fazendo com que a camada que restou em sua volta fabrique colágeno para refazer o que foi destruído. O procedimento melhora flacidez da pele e manchas e, por consequência as rugas. Um equipamento que ocasiona o super aquecimento do colágeno é o radiofrequência, contraindo-o e melhorando sua fabricação. Ele faz com que a pele fique mais esticada. Utilizada para cuidar de manchas e vasos é a luz intensa pulsada, que consiste em uma espécie de luz que possui afinidade com pigmentos. Com o envelhecimento, a pele possui uma modificação pigmentar, em especial associada ao sol, e fica manchada. Existe ainda o aumento de vasinhos, principalmente para quem tem pele clara. A luz do laser destrói o pigmento das manchas e os vasos, além de estimular uma leve fabricação de colágeno. Cirurgia plástica Os dermatologistas orientam que, dependendo da situação, o procedimento cirúrgico é recomendado. Todas essas técnicas informadas possuem um limite de sucesso. Se a pessoa possui muita pele sobrando e flacidez demasiada, a melhora não será tanta. Nessa situação, a cirurgia plástica é aconselhada. É também orientado que os procedimentos de estética no rosto são interessantes para prorrogar os resultados de uma cirurgia, ou então para a prevenção em pessoas que ainda não passam pelos efeitos do envelhecimento da pele totalmente estabelecidos. É importante também associar. A pessoa pode realizar, além da plástica, a utilização do laser de CO2 fracionado e do preenchimento com ácido hialurônico, pois a cirurgia não tem a capacidade de fazer a correção do dano e nem de oferecer volume à pele, somente irá retirar a pele excedente. Esta é a tendência para um resultado com mais eficácia e de forma natural. Vilas Magazine

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nutrição

Cartilha dos chás Eles ajudam as pessoas que desejam perder peso, relaxar e até curar doenças

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há para perder peso, para dormir tranquilamente, para relaxar, para o perfeito funcionamento do aparelho intestinal, para tratar de dores ou determinadas doenças. São várias as alternativas de chás que oferecem melhoras para a saúde e é necessário saber aproveitar o melhor desta erva. Você, sabe como fazer isso? Para saber tudo a respeito deste tema, informamos a utilidade de cada um deles. Antes, é importante alertar que é necessário cuidados antes de ingerir qualquer tipo de chá com objetivo terapêutico, sem acompanhamento clínico. Segundo os nutricionistas, nenhum chá tem poder nutricional isolado, nem mesmo faz perder peso, apenas ajuda na diminuição de peso se associado de uma dieta balanceada. Existem duas maneiras de preparar os chás, por infusão das folhas frescas ou com os sachês que trazem as folhas já secas. Este, mesmo tendo menos sabor e possuindo menos nutrientes, é o mais recomendado, já que diminui também o risco de intoxicação. Isso devido as ervas frescas terem maior concentração de compostos tóxicos. Recomendamos os melhores para cada situação. Após escolher um, veja na lista que tem as propriedades e contraindicações da erva. Para auxiliar a pessoa a perder peso, são indicados o chá preto, branco, verde, hibisco e carqueja. Já para tratar de doenças e fazer bem à saúde, são recomendados camomila, boldo, mate, erva-doce, capim cidreira, hortelã, hibisco e carqueja. Para cuidar do envelhecimento que incomoda tanto a mulher, são aconselhados o chá verde, branco, preto e mate. Os chás de camomila e hortelã deixam a pessoa mais relaxada. E os chás preto, branco, verde, erva-doce, carqueja e hibisco, são bons diuréticos. Entenda cada erva Os chás verde, branco e preto são preparados com a mesma planta, a chamada Camellia Sinensis. O que distingue cada um deles é como foram cultivadas, colhidas, preparadas e como suas folhas foram armazenadas. O chá branco é a infusão com folhas jovens que não passaram por efeitos de oxidação; o chá verde se origina de pouca oxidação no decorrer do processamento, sendo um pouco fermentado; chá preto já é bastante fermentado e forte, sendo o que passa por maior oxidação. A erva tem grande quantidade de elementos antioxidantes, vitaminas, cafeína e minerais. Especialistas informam que pode ajudar na prevenção do câncer, combater o antienvelhecimento, na queima de gorduras, na diminuição das taxas de LDL, que é o colesterol ruim e para controlar o diabetes tipo 2. O chá ainda pode ter efeito diurético, mas por conta da existência de cafeína, em especial no chá preto, pessoas que sofrem de pressão alta e/ou arritmia precisam evitar a ingestão em excesso desses chás. Quem tem gastrite e/ou problemas para dormir ou insônia também. O boldo é isento de cafeína. A ingestão de infusão de boldo pode Vilas Magazine

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amenizar sintomas de mal estar no estômago e intestino, enjôos, vômitos e cólicas abdominais por causa do efeito calmante do boldo sobre o aparelho intestinal. Outros benefícios que podem acontecer são a redução da azia, dos efeitos do excesso de bebida alcoólica e dos gases. Precisa ser evitado pelas grávidas, já que possui efeitos abortivos. O consumo demasiado pode ocasionar vômitos, problemas l

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no sistema nervoso e diarreias. Quem possui a vesícula biliar obstruída ou enfermidades do fígado precisam consumir o boldo sob orientação e supervisão clínica. A erva-mate é também conhecida como mate ou congonha. É ingerida como infusão quente ou gelada no Brasil. Estudos observaram a existência de várias vitaminas e minerais na planta e recomendam Vilas Magazine

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que ela pode ajudar na redução da absorção do colesterol. Pesquisadores descobriram que o mate possui uma quantidade de propriedades antioxidantes maior em comparação ao chá verde, podendo colaborar no combate ao envelhecimento precoce. Outro efeito é a diminuição aproximada de 10% na glicemia, ajudando desta maneira a controlar a diabetes. Por causa da existência de cafeína na erva, quem sofre de pressão alta e/ou arritmia precisa evitar o consumo demasiado destas infusões. Quem possui gastrite e/ou problemas para dormir ou insônia também. Já a camomila, é uma planta que não tem cafeína. Com alto teor em flavonoides e cumarina, possui ação estimulante da cicatrização, calmante e anti-espasmódica. Desta forma, pode ser recomendada para auxiliar no tratamento de irritações de pele, gripes, sinusites e cólicas menstruais. Não é recomendada a utilização da camomila em inflamações nos olhos, sob o risco de piorar o problema original. A erva-doce e também chamada de funcho ou anis. É isenta de cafeína e o maior composto ativo existente nesta erva é o anetol, um aromatizante que pode atuar como estimulante das funções digestivas, proporcionar o alivio de gases, ajudar a normalização da circulação do sangue e trabalhar o sistema respiratória. Também poder ser um ótimo diurético. Os flavonoides existentes no bulbo e nos talos são parecidos ao estrógeno podendo colaborar na diminuição do risco de câncer de mama e de ovário. Durante a gestação é aconselhado evitar o consumo demasiado da erva-doce. Suas sementes podem provocar contrações e levar a um aborto. Capim-limão, também chamado por capim cidreira ou capim santo, é uma erva isenta de cafeína. É vista como uma planta medicinal, já que possui um óleo essencial formado em especial por citral, elemento ativo que pode ter efeito calmante, ação analgésica, diurético e serve para controlar gases gastrointestinais. Não pode ser ingerido com medicamentos sedativos, já que o efeito pode ser maior. Já no que se refere ao hortelã sua infusão é isenta de cafeína. Não há tantos estudos a respeito dos efeitos da hortelã. Muitas pessoas acham que o mentol existente na planta possa ter propriedades para auxiliar no tratamento da síndrome do intestino irritável, enjoos e vômitos, diarreia, dores de cabeça, problemas de digestão, hálito ruim e estresse. Precisa ser evitado por quem sofre de problemas hepáticos sérios, e no decorrer da amamentação. A carqueja é uma planta que tem um sabor bem amargo. A parte usada na infusão são os talos da planta. Possui cafeína. É indicado para combater problemas hepáticos e digestivos, usado como diurético, laxante e para ajudar na perda de peso e controle da diabetes. Deve ser utilizada moderadamente e com acompanhamento clínico. Grávidas e lactantes não podem ingerir a infusão de carqueja. Doses em excesso podem reduzir a pressão. E por fim o hibisco que é um gênero botânico, com aproximadamente 300 espécies. Possui pouca quantidade de cafeína. O hibisco pode acelerar o metabolismo e, desta forma, trabalhar a queima de gordura do corpo, além de evitar o surgimento do diabetes de tipo 2 e reduzir as taxas de colesterol, triglicérides e a glicose na circulação do sangue.Também pode agir como calmante, diurético e laxante. Pode reduzir a pressão sanguínea em pessoas pré-hipertensas e pouco hipertensas. l

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criança

Hora da meditação Crianças usam práticas budistas para se acalmar, se concentrar mais nas provas e até para evitar brigas Tomas Rangel / Folhapress

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a novela “Joia Rara”, exibida pela Globo, a menina Pérola (interpretada pela atriz Mel Maia, 9) é considerada a reencarnação de um monge budista. Precisa aprender sobre a religião para ser uma líder espiritual. No Brasil, há cerca de 240 mil praticantes do budismo, religião que prega a busca da felicidade através da meditação. Meditar é ficar concentrado, tentando não pensar em nada. É uma forma de aprender a se tornar mais calmo. Não se sabe ao certo quantos desses 240 mil são crianças, mas há meninos e meninas que são criados seguindo essa religião. Carolina da Costa, 10, acompanha os pais a um centro budista, no Rio de Janeiro. Para afastar seus medos ou se acalmar em situações difíceis, costuma usar mantras – sílabas, palavras ou orações repetidas com ritmo. “Uma vez, quando tinha quatro anos, me machuquei na escola e comecei a fazer um mantra para passar a dor. A professora perguntou em que língua eu estava falando e não acreditou quando disse que era em tibetano”, conta. Os trigêmeos Breno, Enzo e

A atriz Mel Maia (esq.) faz pose de meditação na festa de lançamento da novela ‘Joia Rara’. Os trigêmios Enzo, Théo e Breno, 10 (dir.), em aula de meditação de centro budista

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Carolina, 10, conta a história de Buda Budista desde os três anos, ela fala da religião louise soares / folhapress

Théo Schindler, 9, fazem aulas de meditação em um centro budista, com os pais e a irmã, Verena, 6. Os exercícios ajudam na concentração antes das provas e evitam brigas em casa. “A meditação deixa a gente com um pensamento positivo, mais calmo. Assim, não implico tanto com meus irmãos”, disse Breno. Mel Maia estudou o budismo para se preparar para a personagem de “Joia Rara” e viajou para o Nepal (país vizinho da China) para gravar cenas em templos budistas. “Achei o lugar maravilhoso. Mas estranhei a pobreza e a comida muito apimentada.” Louise Doares / Folhapress luciana whitaker / Folhapress

Para que você usa o budismo? Uso muito como proteção para enfrentar meus medos e faço mantras antes das provas para me concentrar. Você conhece a história do Buda? Há 2.500 anos, nasceu um príncipe, o Siddartha Gautama. Morava em um palácio e era muito rico. Um dia, saiu e viu que existia sofrimento. Procurou um jeito de entender por que isso acontecia. Sentou-se no pé de uma figueira, buscou a iluminação e se tornou o Buda. Você participou de alguma cerimônia de iniciação no budismo? Fui ‘batizada’ no budismo quando tinha uns quatro anos. Cortaram um pedacinho do meu cabelo e deixaram no templo.

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Janelas Abertas

Gilka Bandeira

Ainda é primavera

É

primavera. O céu, bem lavado durante o inverno, resplandece mais profundamente azul. As escuras e grossas nuvens pejadas de água de dias atrás, deram lugar aos floquinhos de alvo algodão esgarçados, que como naves e aves, leves, lentamente deslizam na distante imprecisa linha do horizonte. O sol, se aproximando dos trópicos, espalha brilho molhado nas folhagens dançarinas, mas não chega a esquentar demais o ventinho salitroso. Há um convite no ar. Faço rápido desjejum. Desprezo o jornal, sobre a mesinha de centro, com a mesmice triste realidade humana e saio a caminhar na luminosa manhã. Vou atenta, admirando cada coisa e tudo: as rolinhas fogo-pagô engolindo invisíveis migalhas bicadas no chão; a amigável saudação do bem-te-vi; o cacho vermelho de buganvília pendente na grade da casinha branca de porta e janela; o esgueirarse do gato amarelo no terreno baldio; o cheiro agreste que emana do juncal da lagoa de águas violetas. E chego à praia. Novo cenário, mais beleza. O debrum das nuvens no curvo horizonte represa o salgado ‘açudão’ com todos os matizes de verde-azul que se convertem em brancas espumas cantantes ao espraiar-se, umedecendo a areia, onde novas nuvens passam e os coqueiros se balançam de cabeça para baixo. Aqui e ali, conchas, búzios e algas, cada qual exibindo primorosas formas, cores, adornos. Adiante, recifes descobertos na maré baixa, alcatifados com capins sedosos, são bordas de aquários para infinidade de peixinhos multicoloridos. Enquanto ando apreciando estas belezas, lembro de muitas outras vistas de perto ou por intermédio de fotografias, filmes e de tantos powerpoint que recebo. A Chapada de Diamantina, o Pantanal, a Chapada dos Veadeiros, o Cerrado, a Floresta Amazônica, as caatingas acinzentadas que vistas de longe e do alto se tornam violetas, as Serra Gaúcha e Mineira, as dunas dos Lençóis Maranhense, o arquipélago de Fernando de Noronha e de Maraú, as praias e praias de tudo quanto é canto, as ilhas gregas, o Pamukkale na Turquia, os Alpes Suíços, a Cordilheira dos Andes, as ilhas dos Mares do Sul, os fiordes escandinavos, as esculturas feitas pelo vento nas areias dos desertos, a Patagônia, a lua, estrelas, os bosques, os rios, lagos, vales, as restingas, as matas, os atóis, as baías, as grutas com seus estalactites e poços encantados de tirar

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fôlego, as auroras e os pores-do-sol sempre deslumbrantes de qualquer quadrante, os orvalhos diamantes pendentes das folhas à luz do sol, a garoa, as névoas e neblinas, a assustadora pirotecnia dos relâmpagos em noites de tempestade, os mágicos arco-íris, o reflexo tremeluzente das luzes sobre as águas. A lista é infinda porque a Terra é essencialmente bela e dadivosa. Não há um só recanto destituído de beleza. Em qualquer lugar, ou momento, há sempre algo a merecer admiração. Continuo andando. Como Alberto Caeiro “sinto-me nascida a cada momento / Para eterna novidade do Mundo...”. Deixo-me “transfundir-me na alma das coisas”, como aconselhava o poeta Manoel Bandeira. Tudo é uma coisa só, perco-me no todo, mas sem nulificar a individualidade. A sensação é indescritivelmente maravilhosa: plenitude, gratificação, saciedade, paz e ondas de amor transbordando do coração em todas as direções. Nisto fico por um tempo que nem sei, sentindo-me ilimitada. Alguém que passa cumprimenta. Saio do estado de graça, mas ainda enlevada penso no que um grande amigo costumava dizer: “tudo o que há, são diversas manifestações e ou expressões de uma unidade, a compor o uni-verso”. Imagino como seria simples a transformação do mundo se a maioria das pessoas vivenciasse algo semelhante. Ante tal bem estar sublime, tudo mais que se dá valor (riqueza, fama e poder) e se cultiva (implicâncias, disputas, rivalidades, ódios) perderia o significado. As guerras acabariam. As pessoas sentir-se-iam horrorizadas com a maneira como se vem tratando a gentil e bela Terra. Cheias de remorsos e boa vontade achariam meios e coragem para construir sociedades ideais, onde não houvesse lugar para as bestialidades; onde os homens deixariam de ser o mais feroz predador do planeta e do seu próprio habitat; onde os conhecimentos seriam usados apenas no aprimoramento da arte de viver, do viver sem explorações de uns sobre os outros e de quase todos sobre a natureza, um bem viver simples, em harmonia com universo, feliz. Tão feliz a ponto de preferir as árvores aos shoppings e os cantos dos pássaros à qualquer dos torpes ruídos que alguns chamam de música; tão feliz que se entenderia que os cenários da Terra não foram montados para dramas e tragédias, e que o bizarro do mundo começa por esta dicotomia entre a cenografia divina e a grotesca encenação humana e, com esta sensível compreensão, tudo se faria para a perfeita correspondência. Aqui fica a sugestão: aceitem o convite que paira no ar e saiam a vagar, apreciando a prodigalidade da vida e a ela se integrando em comunhão. Por alguns momentos, esqueçam as obrigações, os horários. Aproveitem o resto da primavera, tempo de renascimento, de florescimento, para refletir sobre a possibilidade de renovação dos anseios e atitudes, tornando-os mais condizentes com o paraíso em que vivemos. E mesmo que não seja possível alcançar a utopia se estará revigorado para enfrentar a rude realidade que viemos construindo e teimamos em manter, mesmo ao preço do desassossego e da dor. De qualquer sorte, celebremos a vida.

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l sAÚDE & BEM-ESTAR . .........................................66 a 92

l facilidades & serviços.................................108 a 142

l GASTRONOMIA...................................................94 a 100

l AUTO & CIA........................................................143 a 145

l FESTAS................................................................101 a 105

Tribuna do Leitor.......................................................146

l moda.................................................................106 a 107

Tábua das Marés / fases da lua...............................147

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ACADEMIA

ACADEMIA

ACADEMIA

ACADEMIA INFANTIL

ACUPUNTURA

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CARDIOLOGIA

CARDIOLOGIA

CIRURGIA PLÁSTICA

CLÍNICA

CLÍNICA

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CLÍNICA MÉDICA

CLÍNICA MÉDICA

CLÍNICA MÉDICA

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

ENDOCRINOLOGIA

ENDOCRINOLOGIA

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ENFERMAGEM DOMICILIAR

ESPAÇO TERAPÊUTICO

ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

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FARMÁCIA

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FARMテ,IA

FISIOTERAPIA

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E-mail: gisellifisio@yahoo.com.br

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FISIOTERAPIA

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FISIOTERAPIA ESTÉTICA

FISIOTERAPIA DOMICILIAR

GASTROENTEROLOGIA

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FISIOTERAPIA DOMICILIAR


GERIATRIA

FONOAUDIOLOGIA

GERIATRIA

HOMEOPATIA

GINECOLOGIA

LABORATÓRIO

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LABORATÓRIO

MASSOTERAPIA

MATERIAL HOSPITALAR

MEDITAÇÃO

NUTRIÇÃO

NUTRIÇÃO

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

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OFTALMOLOGIA

OFTALMOLOGIA

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OFTALMOLOGIA

ONCOLOGIA

OTORRINO

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CORPO CLÍNICO QUALIFICADO Drª Karina Rebello Brandão Villas-Bôas, CRM 12804-BA - Diretora Médica Drª Lislane Dias, CRM 17063-BA Drª Luciana dos Reis Mascarenhas, CRM 13227-BA Dr. Carlos Roberto Ribeiro Navarro, CRM 14563-BA

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PSICOLOGIA

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PSICOLOGIA

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PSICOTERAPIA

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PSIQUIATRIA

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ORIENTAÇÃO AOS LEITORES E TOMADORES DE SERVIÇOS A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Pessoas físicas e jurídicas de má fé podem utilizar um veículo de comunicação para fraudar e ludibriar os leitores, ou induzi-los em erro. A fim de evitar prejuízos, recomendamos que os leitores avaliem e busquem informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista Vilas Magazine não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, sobretudo quando não se pode deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. Com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a revista se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas. Vilas Magazine

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Vinho branco na cozinha Da taça à panela, a bebida pode ser um dos ingredientes no preparo de pratos deliciosos.

O

vinho branco é uma das bebidas que podem tranquilamente sair do copo e ir direto ao prato na elaboração de receitas. Para realçar o sabor de uma carne, por exemplo, vale usálo como ingrediente, em vez de acompanhante durante a degustação de uma refeição. A chef Carla Elage afirma que, ao preparar um prato, a pessoa “tem de ter em mente que os aromas e sabores interagem”. É nesse ponto que o vinho branco entra como um aliado, pois ajuda na composição e no equilíbrio do gosto do que vai ser preparado. No entanto, é preciso certos cuidados ao inclui-lo na receita. “Usar

vinhos muito ácidos, doces ou em quantidade inadequada pode prejudicar o resultado. Um outro erro bem comum é colocar pouco com medo de deixar o gosto forte demais”, diz Carla. No caso das carnes, a chef passa a dica: “Em geral, são 250 ml da bebida para 500 g de carne”. Os pratos que costumam receber o vinho branco no preparo, de acordo com a profissional, são os risotos, as aves e as carnes brancas, além de crustáceos e moluscos. “Mas há variações. Pode-se usar vinho tinto nas mesmas receitas”, explica. A chef ensina que, para fazer a redução do vinho, pedida em algumas receitas, é preciso deixá-lo sempre em fogo baixo, até a quantidade chegar à metade do volume inicial. “Uma sugestão para risotos é usar 600 ml da bebida para cada um quilo de arroz. O ideal, antes de aderir ao vinho branco ou tinto na cozinha, é começar por pratos fáceis”, aconselha. A seguir, uma sugestão com vinho branco. Confira. Jaqueline Mendes / Folhapress.

divulgação

Ninhos ao molho de carne-seca com vinho Ingredientes 500 g de macarrão do tipo ninho com ovos; 4 colheres (sopa) de margarina; 2 dentes de alho picados; 2 colheres (sopa) de farinha de trigo; 1/2 xícara (chá) de vinho branco; 1/2 kg de carne-seca; Queijo parmesão ralado a gosto; 1 cebola picada; 6 tomates sem pele nem sementes picados; 1 l de leite; Pimenta-dedode-moça a gosto; Pimenta-do-reino a gosto; Noz-moscada a gosto; Salsinha picada a gosto. Modo de preparo Coloque a carne-seca de molho por uma noite para tirar o sal. Troque a água de vez em quando. No dia seguinte, cozinhe-a em uma panela de pressão durante uma hora com água suficiente para cobri-la. Depois, desfie-a. Em outro recipiente de tamanho médio, refogue a cebola e o alho em duas colheres (sopa) de margarina. Junte a carne-seca desfiada e deixe refogar. Acrescente os tomates, uma xícara (chá) de água, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de dez minutos. Acerte o sal, tempere com a pimenta-dedo-de-moça e a salsinha. Mexa delicadamente e reserve.

Em uma panela média, prepare o molho ao vinho. Aqueça o restante da margarina e doure a farinha de trigo. Junte o litro de leite aos poucos e mexa sempre para não empelotar. Acrescente o vinho branco, acerte o sal, tempere com a pimenta-do-reino e a noz-moscada. Retire a mistura do fogo e reserve. Em uma panela grande, ferva cinco litros de água com sal e cozinhe a massa de acordo com as instruções da embalagem _ao colocar os ninhos, mexa delicadamente para mantê-los Vilas Magazine

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inteiros. Quando estiverem prontos, escorra e acomode-os em um refratário grande. Espalhe por cima o molho ao vinho e, com a ajuda de uma colher, recheie os ninhos com o refogado de carne seca. Polvilhe queijo parmesão, cubra o fôrma com papel-alumínio e leve-a ao forno a 180ºC por dez minutos. Retire o papel-alumínio e retorne a massa ao forno para gratinar o queijo. Sirva a seguir. Crédito da receita: Adria (http://www.adria.com.br


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ASSISTÊNCIA TÉCNICA

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ATELIÊ

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AULAS / CURSOS

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COMUNICAÇÃO

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CONSTRUÇÃO CIVIL

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DESINSETIZAÇÃO

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ESCOLA

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ORIENTAÇÃO AOS LEITORES E TOMADORES DE SERVIÇOS A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Pessoas físicas e jurídicas de má fé podem utilizar um veículo de comunicação para fraudar e ludibriar os leitores, ou induzi-los em erro. A fim de evitar prejuízos, recomendamos que os leitores avaliem e busquem informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista Vilas Magazine não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, sobretudo quando não se pode deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. Com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a revista se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas. Vilas Magazine

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Eduardo Anizelli/Folhapress

Minivans com três fileiras de bancos e preço inferior a R$ 60 mil, a nova JAC J6 e a líder Spin compensam a falta de potência com praticidade.

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7 lugares

ara quem procura uma minivan que leve até sete ocupantes, a Chevrolet Spin LTZ e a JAC J6 Diamond são as opções mais baratas da nova safra – custam, respectivamente, R$ 55.290 e R$ 59.990. Recém-reestilizado, o modelo chinês tenta justificar o preço com motor maior e uma lista gorda de equipamentos, como o ar-condicionado digital e o acendimento automático dos faróis ao entardecer. Já o modelo nacional confia na força da marca da gravatinha dourada e na posição elevada de guiar, que agrada o público feminino. Elas são o público-alvo desse tipo de carro, que acomoda bem até cinco adultos nas duas primeiras fileiras de bancos e mais um par de crianças nos dois pequenos assentos escamoteáveis instalados no porta-malas. Com todos a bordo, porém, quase não sobra espaço para as malas. Uma alternativa é amarrá-las no rack de teto. Mas não exagere na carga, pois tanto o motor 1.8 Flex (108 cv) da Spin como o 2.0 a gasolina (136 cv) da JAC já suam para empurrar o peso de carrocerias com 4,5 m de comprimento. Com maior espaço interno e grande área envidraçada, a “gordinha” J6 (1.500 kg), sofre mais nesse quesito. No teste Folha-Mauá, a minivan chinesa precisou de 12,8s para acelerar de 0 a 100 km/h. Tempo similar ao de monovolumes 1.6 com caixa manual de cinco marchas. A ausência de uma versão automática acaba sendo o grande pecado do modelo da JAC, que ficou elegante com os retoques promovidos em para-choques, capô, faróis e lanternas. No interior, a evolução é mais nítida. O antigo painel de carro popular deu lugar a um mais vistoso, com nuances de Hyundai ix35. Porém, os números do novo velocímetro são muito pequenos. Sensor de estacionamento e volante multifuncional com ajuste de altura também equipam a Spin. De exclusivo, o Chevrolet traz sistema multimídia com bluetooth, transmissão automática de seis marchas u (opcional) e visual polêmico.

Minivans com três fileiras de bancos e preço inferior a R$ 60 mil, a nova JAC J6 e a líder Spin compensam a falta de potência com praticidade

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A frente alta, a traseira reta e as rodas proporcionalmente pequenas em relação à área lateral deixam o carro com aspecto de veículo de trabalho. Não é à toa que faz sucesso entre taxistas órfãos da Meriva e da Zafira. A Spin chegou no ano passado para substituir esses dois GM de uma só vez. Os bons números de emplacamento mostram que a decisão foi acertada. O novo modelo lidera o segmento com 3.300 unidades vendidas por mês. Limitada por cotas de importação, a JAC não vende nem 10% disso. Uma dúvida dos consumidores, entretanto, é se esses modelos de sete lugares trazem reforços estruturais contra impactos traseiros. É seguro andar na terceira fila?

Quem vai na 3ª fila corre mais risco, diz instituto

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asta abrir a porta de uma dessas minivans de sete lugares para que a molecada logo pule lá para o fundo. A posição elevada desses bancos agrada por ampliar o campo de visão das crianças, além da sensação de se estar em um lugar propício para fazer bagunça. Mas a grande proximidade com a tampa do porta-malas aumenta o risco de lesão em caso de batida traseira, alerta o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Segundo o instituto, os ocupantes que vão nas duas primeiras fileiras de bancos viajam mais protegidos. Segundo a Chevrolet, a Spin possui reforço estrutural na parte posterior, moldada com aço de alta resistência a impactos. Mesmo assim, concessionários da marca dizem aconselhar os consumidores a ocupar o par de bancos extras da minivan apenas em caso de real necessidade. Outra razão que limita o uso desses assentos é a falta de conforto, principalmente para as pernas de adultos. Com a nítida impressão de que trazem uma camada extra de espuma – além de encostos menos verticais –, os “banquinhos” do JAC J6 oferecem alguma dignidade à turma do fundão, apesar de o seu

Só o J6 importado para o Brasil tem assentos extras

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Eduardo Anizelli/Folhapress

acesso ser complicado. O fato de a minivan chinesa ter duas cadeiras individuais e removíveis ainda possibilita que se acomode um sexto passageiro e bagagens. Na Spin, a terceira fileira de bancos é inteiriça e, por isso, pesada de manusear. Em ambos os modelos, porém, os assentos podem ser recolhidos para que o porta-malas supere os 500 litros de capacidade sem obstruir a visibilidade pelo vidro traseiro. Existem outros modelos na mesma faixa de preço, porém mais antigos. A Nissan Grand Livina 1.8 custa a partir de R$ 53.390. Já o Fiat Doblò 1.4 parte de R$ 53.864, mas o ar-condicionado é opcional. No andar de cima estão os importados, como a minivan Citroën Grand C4 Picasso 2.0 (R$ 92.470) e os crossovers Fiat Freemont Precision 2.4 (R$ 102,9 mil) e Hyundai New Santa Fé V6 3.3 (R$ 164 mil). Há também a van americana Chrysler Town&Country 3.6 V6 (R$ 170,9 mil). O modelo se difere dos demais pelas dimensões avantajadas e por trazer sete “poltronas”, que o credencia como o carro ideal para viajar com uma família numerosa. Isso se o cliente não ligar para o consumo alto de combustível: 6,3 km/l de gasolina. Felipe Nóbrega / Folhapress.

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TRIBUNA DO LEITOR

Intervenções no Vilas Trade Center prejudicam acesso de usuários Sr. Redator Parabenizo mais uma vez a revista Vilas Magazine pelo seu conteúdo jornalístico, que a cada edição se torna maior e melhor. Eu que acompanho a trajetória desse importante veículo de comunicação, fico feliz em ver a sua evolução. Aproveito para voltar a denunciar os absurdos das intervenções viárias no condomíno Villas Trade Center, localizado na Av. Luiz Tarquínio. São sucessões de tentativas esdrúxulas de melhorar o trânsito interno, que até o momento só tem piorado e está afetando o trânsito da avenida e consequentemente de toda a região. l Estreitaram o acesso com uma estrutura metálica para limitar a entrada dos caminhões, causando dificuldade para o acesso e saída de veículos de passeio, quando a solução correta seria limitar pela altura e não pela largura. l Priorizam o estacionamento dos condôminos, ao lado das torres, enquanto os clientes e pacientes tem que procurar vagas mais distantes e quando encontram, são vagas de uso exclusivo dos condôminos, quando o correto era priorizar o estacionamento rotativo e vagas livres. l Não existe acessibilidade a pedestres, que dividem o espaço com os carros e são impedidos de circular por conta de inúmeros obstáculos, correntes, cavaletes e cones de sinalização. l Existem vagas oblíquas inacessíveis pelos cones e correntes, com raio de manobra insuficiente para poder entrar, obrigando o motorista seguir em frente e fazer o retorno manobrando e fechando o trânsito. l Existem curvas nas vias com correntes e cones no seu eixo dificultando a passagem do carro. l Existem trechos da via de mão dupla que a largura da via foi reduzida ao ponto de impossibilitar a passagem de dois carros sem que esbarrem seus retrovisores. l A faixa de desaceleração no acesso do condomínio, na Av. Luiz Tarquínio, que tem o objetivo de que o acesso ao condomínio não abstrua o trânsito da avenida, foi fechada com blocos de concreto, causando engarrafamento na via a cada carro que deseja acessar ao condomínio. A prefeitura devia multar o condomínio por isso! l Diariamente os porteiros são hostilizados por clientes pois precisam acatar a ordem do síndico de manter esses obstáculos que tornam o trânsito caótico e muitas vezes precisam deslocar os blocos de concreto de 35 kg para que algum carro possa manobrar. l Se o problema são os carros, não existe um bicicletário dentro do condomínio. l Não vou nem mencionar acessibilidade para deficientes físicos pois nem os pedestres, com suas plenas capacidades físicas, podem transitar no condomínio, que possui vários consultórios de especialidades médicas. Gostaria de informar ao síndico desse condomínio que planejamento do espaço não é feito por tentativa e erro. Existem normas e dimensões para se respeitar. O trânsito de veículos e pedestres precisa de planejamento e projeto. Contrate um profissional para organizar esse caos. Existem soluções consagradas para esse tipo de problema e nenhuma delas está sendo aplicada no Villas Trade Center. Os condôminos que possuem salas no condomínio estão perdendo clientes, pois os mesmos procuram outros profissionais devido o problema de vagas de estacionamento. Para piorar ainda mais o caso, está sendo construído mais uma torre no fundo do condomínio, com apenas 20 vagas, e nenhum acesso novo para a rua dos fundos para poder desafogar o trânsito interno. Um total absurdo! Recado aos condôminos: tomem uma atitude antes que esse condomínio se torne decadente e vocês sejam obrigados a fechar as portas por falta de clientes. Alessandro Trindade. Arquiteto.

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Comunicado da SALVA Lauro de Freitas, 17 de outubro de 2013. Prezados Associados: No cumprimento das Leis Municipais que visam assegurar a acessibilidade das pessoas nas vias urbanas, conforme determinação da Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Lauro de Feitas, a SALVA terá que providenciar a demolição das três guaritas, nas principais portarias de Vilas do Atlântico. Portaria 1: Av. Praia de Itapuã, nº 8; Portaria 2: Rua Luiz Carlos Duarte, s/nº Portaria 3: Rua Praia de Itamaracá, s/nº. Queremos lembrar aos moradores e associados que essa demolição trará benefícios para a SALVA, tendo em vista a redução de custos com água e energia elétrica. Quanto à vigilância, em nada prejudicará os serviços oferecidos pela SALVA, pois essas portarias estavam sem a atuação de vigilantes. Esclarecemos, ainda, que os serviços de vigilância prestados pela TOPSEG, empresa contratada pela SALVA, ocorrem nas ruas de Vilas do Atlântico, através do monitoramento permanente dos seus veículos, que circulam em todo o perímetro deste Bairro. Cordialmente, Antônio Carlos Knittel Coordenador Geral.

Agradecimentos Sr. Accioli, Muito obrigada, por divulgar nosso evento da Exposição de Pintura do Ateliê Lina Miotta. Ficou Excelente. Obrigada por apoiar os eventos culturais de nossa cidade. O grupo de jazz que se apresentou no evento, é o mesmo que se apresenta aos sábados, no MAM, em Salvador. Eles são

fantásticos. Lina Miotta. Vias do Atlântico. Agradecemos a divulgação do nosso seminário na edição de outubro da revista Vilas Magazine. Paz e Luz para todos! Railda Filgueiras e Leda Braga. Vilas do Atlântico.

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Vilas Magazine | Ed 178 | Novembro de 2013 | 32 mil exemplares