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editorial cação oferece. A excessiva proximidade da nossa praça à

Credibilidade Certificada

de Salvador trabalha para inibir a cobertura jornalística em Lauro de Freitas, sempre tratada pelos veículos de massa

A

como subúrbio da capital. Quando não ignoram a realidade

tiragem mensal das edições da revista Vilas Ma-

local, elegem o noticiário policial como único ou simples-

gazine passa a ser, a partir deste mês, auditada

mente desinformam, como voltou a acontecer em junho

e confirmada pela PwC – PricewaterhouseCoo-

(leia matéria à página 18).

pers – talvez a mais renomada multinacional de

Servir, por outro lado, o setor comercial e de serviços,

auditoria e consultoria, com atuação nos mais

que gira a economia local, emprega e efetivamente paga as

variados segmentos econômicos, em todo o mundo.

contas do poder público pela via dos impostos. Ao anunciar,

A auditoria da tiragem de uma publicação consiste na

o empresário espera obter retorno desse investimento em

contagem física dos exemplares impressos, antes da saída

vendas. É nesse objetivo que a Vilas Magazine está focada

da gráfica, paralelamente à verificação dos documentos

ao oferecer informação de qualidade, capaz de garantir a

fiscais relativos a esses mesmos exemplares. Trata-se de um

audiência da comunidade para o anúncio publicado.

procedimento amplamente utilizado pelas empresas de au-

Ao lado disso, trabalhamos seriamente para garantir a

ditoria para certificar a tiragem de veículos de comunicação.

distribuição correta e eficiente de cada edição em mais de

Em verdade, os anunciantes que há 14 anos prestigiam

600 condomínios residenciais localizados na região e outros

este veículo de comunicação nunca precisaram da certifica-

tantos mais além, e quase uma centena de pontos fixos de dis-

ção de uma auditoria para aferir o retorno do investimento

tribuição, potencializando o número de leitores por exemplar.

que fazem na Vilas Magazine. Só anuncia e mantém seus

O pesado investimento numa tiragem expressiva para a

anúncios quem encontra retorno comercial – o que por si

nossa praça – agora certificada pela PwC – Pricewaterhouse-

só atesta a tiragem e distribuição informadas no expediente

Coopers – é consequência natural da estratégia traçada para

da revista. Nosso desafio é claro: consulte quem anuncia.

cumprir a missão a que nos propusemos. Sempre um passo

Por isso, a contratação da PwC – PricewaterhouseCoopers,

à frente do crescimento do comércio e dos serviços locais, a

um investimento mensal relevante para a Vilas Magazine,

Vilas Magazine expande a sua circulação na razão em que

acima de tudo é uma atitude de respeito e

aumenta a população residente

transparência com nossos anunciantes, que

na região onde atuamos.

passam a contar com mais segurança para con-

É assim que, a partir de

tinuar a investir neste veículo de comunicação.

agosto, a tiragem já será de 32

A trajetória de contínua expansão da Vilas

mil exemplares. Não se trata de

Magazine sempre respeitou passos do tama-

medida voluntarista: sabemos

nho das suas próprias pernas, preservando a

que a expansão da circulação

independência de um veículo que tem inspi-

trará maior retorno aos anun-

rado dezenas de outros ao longo dos anos,

ciantes, que mais razões terão

em Lauro de Freitas e não só. Esse é o maior

para continuar a investir em

dos nossos valores.

publicidade e na revista.

A direção da Vilas Magazine sabe que a

A PwC – Pricewaterhouse-

razão de ser da revista é servir a comunidade,

Coopers vem apenas sublinhar

e não servir-se dela. Servir, por um lado, os leitores, cidadãos, consumidores que buscam uma informação que nenhuma outra publi-

Carlos Accioli Ramos, Diretor-editor da Vilas Magazine Vilas Magazine

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a visão que sempre adotamos: credibilidade e respeito ao leitor e ao anunciante.


Protesto metropolitano A juventude de Lauro de Freitas também foi às ruas para protestar, embora a grande maioria deles tenha preferido a cena de Salvador. Como há cerca de dez anos, a classe média local volta a vincular-se à capital, como se Vilas do Atlântico fosse um bairro da cidade vizinha, ali ao lado da Pituba, quem sabe. E se a via expressa vingar, nem da Estrada do Coco os moradores terão de tomar conhecimento. Mas mesmo em Itinga, conta a reportagem da página 16, muitas das reivindicações estão ligadas ao transporte metropolitano, aos terminais de ônibus de Salvador que servem as linhas de Lauro de Freitas. Para o bem e para o mal, estamos condenados a protestar na porta de ACM Neto e Jaques Wagner. Ou não.

diriam que impossível mesmo. Mas não é possível que os agentes de trânsito continuem à sombra das árvores a ver o trânsito (mal) parado, sem nada fazer. Fatos São improcedentes as reclamações de alguns sobre a reportagem que a Rede Globo exibiu abordando o aumento da violência contra crianças e adolescentes no país. A reportagem de Caco Barcelos que foi ao ar no “Profissão Repórter”, no mês passado, incluía casos também em outras cidades do país, em Minas Gerais e no Piauí. Não estava focada em Itinga, nem em denegrir Lauro de Freitas. E nada do que ali foi veiculado escapa à verdade dos fatos. Os fatos é que nem sempre agradam, mas esse é outro problema. O tipo de problema que uma reportagem como aquela ajuda a resolver, chamando atenção para o descalabro que é a mortandade violenta de jovens nestas paragens do país.

À sombra Justiça seja feita, o secretário municipal de Transporte, Trânsito e Ordem Pública de Lauro de Freitas, Major Moysés Mustar, trabalha. Admita-se que o desafio é grande, alguns

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ceNa da cidade

Informativo mensal de serviços e facilidades, distribuído gratuitamente em todos os domicílios de Vilas do Atlântico e condomínios residenciais da Estrada do Coco e entornos (Lauro de Freitas, Ipitanga, Miragem, Buraquinho, Busca Vida, Abrantes, Jauá, Jacuípe, Guarajuba), Stella Maris, Praia do Flamengo e parte de Itapuã. Disponível também em pontos de distribuição selecionados na região. As opiniões expressas nos artigos publicados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Editora. É proibida a reprodução total ou parcial de matérias, gráficos e fotos publicadas nesta edição, por qualquer meio, sem autorização expressa, por escrito da Editora, de acordo com o que dispõe a Lei Nº 9.610, de 19/2/1998, sobre Direitos Autorais. A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Cabe ao leitor avaliar e buscar informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas

www.vilasmagazine.com.br Publicação mensal de propriedade da eDitAR - editora Accioli Ramos ltda. Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42700-000. Tels.: 0xx71/3379-2439 e 3379-2206. Diretor-editor: Carlos Accioli Ramos accioliramos@vilasmagazine.com.br Diretora: Tânia Gazineo Accioli Ramos diretoria@vilasmagazine.com.br gerente de negócios: Álvaro Accioli Ramos alvaroaccioli@vilasmagazine.com.br Maiana Cunha de Souza e Leandra da Cruz Almeida (assistentes). gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos thiagoaccioli@vilasmagazine.com.br Financeiro: Miriã Morais Gazineo (gerente) financeiro@vilasmagazine.com.br Miriam Martins (assistente). Distribuição: Álvaro Cézar Gazineo (responsável) tratamento de imagens e finalização de arquivo para CTP: Diego Machado. Impressão: Plural Indústria Gráfica (Ipojuca-PE). Redação: Rogério Borges (coordenador) e Anthero Eloy Ferreira Lins. Nayara Lobo e Nilma Gonçalves (free-lancer). Colaboradores: Gilka Bandeira, Lilian Silva, Márcia Tude, Alessandro Trindade Leite (charge).

FAle CoM A ReDAÇão redacao@vilasmagazine.com.br

Tiragem desta edição: 30 MIL EXEMPLARES, auditada pela

PwC - PricewaterhouseCoopers Vilas Magazine

PWC - PriceWaterhouseCoopers

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FiliADo

do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CONAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, pela impossibilidade de se deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. No entanto, com o objetivo de zelar pela integridade e credibilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a Editora se reserva o direito de recusar ou suspender a veiculação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas. Vilas Magazine utiliza conteúdo edi to ri al fornecido pela Agência Folhapress (SP). Os títulos Vilas Magazine e boa Dica – Facilidades e serviços, constantes desta edição, são marcas registradas no INPI, de propriedade da EDITAR – Editora Accioli Ramos Ltda.

Associação nacional de editores de Revistas


domingo de inverno na praia de Vilas do Atlântico: o sossego de um verão que já faz vinte anos, numa das paisagens mais belas do litoral norte baiano. Quando 2014 vier não restará faixa de areia sem veranistas.

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Registros & Notas

Secretário forte

Alimentação natural

O vice-prefeito e secretário de Administração de Lauro de Freitas, Bebel Carvalho, foi eleito presidente do Fórum de Secretários Municipais de Administração do Estado da Bahia, para o biênio 2013/2014 durante encontro realizado em junho, em Salvador, reunindo os secretários municipais de Administração de Lauro de Freitas, Salvador, Camaçari e Simões Filho, além de convidados, para debater temas relacionados à gestão dos municípios, com o objetivo de auxiliar na formulação, implementação e avaliação de políticas de gestão de pessoas, recursos, materiais e patrimônio, contratos e convênios, dentre outros ligados à modernização administrativa. “Pela primeira vez participo do fórum como secretário de Administração e vice-prefeito. A partir de agora, vamos criar os fóruns regionais para que outras cidades também venham participar. Esse é o momento de unir as nossas experiências”, destacou Bebel Carvalho.

A convite da Korin Vilas, a gerente de qualidade da Korin Agropecuária, Cecília Mendes (esq.), proferiu palestra na cidade sobre a “alimentação natural e seus benefícios - da infância à melhor idade”. Mais de 80 mil pessoas já assistiram às palestras da Korin por todo Brasil, mas esta foi a primeira numa loja franqueada da rede de produtos orgânicos. Maria Helena Velame (dir.), proprietária da Korin Vilas, também a primeira franquia da marca em todo o país, destacou o valor intrínseco dos produtos orgânicos, que nem sempre são mais caros que os produzidos com recurso a pesticidas e hormônios. E mesmo quando custam mais, oferecem o que valem: saúde.

Festa na roça

Superação Fabia Tafarelo e Sergynho Ribeiro, após viverem um grande susto anos passados, deram a volta por cima, superando todos os obstáculos, e retornam ao convívio dos amigos, mais fortalecidos no relacionamento. Ela, ex-modelo e ele, ex-vocalista da banda Pimenta Nativa, consolidando esses momentos de superação, inauguraram recentemente em Vilas do Atlântico, a franquia Depila Tudo, onde estão dedicando todas suas atenções e cuidados aos clientes. Saúde e muito sucesso ao jovem casal de empreendedores.

Dia 19 de junho aconteceu o 1º Arraiá do Conservatório de Música Mozart, realizado no espaço da Escola Acalento, oportunidade em que as professoras de canto Ana Clícia Ferreira e Maria Stella Campos reuniram alunos da instituição, familiares e amigos numa confraternização, recheada com as tradicionais canções populares de raiz nordestina, interpretadas pelos alunos de canto do Mozart, desde crianças de sete anos de idade a adultos de todas as idades, animados pelo trio Denny Bastos Forró.

Festa para Juliana A advogada trabalhista Juliana Albano Caldas reuniu a família - o marido Marcelo e os filhos Rafael, Lucas, Octávio e Vinicius - e juntos festejaram, ao longo de todo o dia 10 de junho, o seu aniversário.

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educação

Jovens de Lauro de Freitas conquistam quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática

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atheus Miler Anunciação Brito, aluno da Escola Nossa Senhora de Lourdes e Maria Laura da Silva e Silva, do Centro Educacional Municipal Fenix, trouxeram para Lauro de Freitas duas medalhas de ouro da nona edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). No ano anterior Matheus trouxe o bronze, que este ano ficou com Guilherme Souza Santos Pinheiro e Beatriz Silva do Nascimento, ambos da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães. A competição, realizada desde 2005 pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, envolve estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio. O objetivo da olimpíada é incentivar o estudo da matemática e revelar talentos nas escolas públicas. A premiação aconteceu em junho, no Rio de Janeiro, em cerimônia com a participação dos ministros da Educação Aloizio Mercadante e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. Mercadante anunciou que os medalhistas poderão participar do Programa Quero Ser Cientista, Quero Ser Professor sem ter que passar por processo seletivo. O programa dará 100 mil bolsas de estudo nas áreas de Química, Física, Matemática e Biologia. “Vocês vão receber uma bolsa R$ 150 por mês, mas a contrapartida é que terão que trabalhar com os monitores na escola, ter responsabilidade com os outros alunos, e terão um professor-tutor só para acompanhar o trabalho de vocês”, explicou Mercadante.

O ministro disse ainda que as universidades federais vão dar apoio ao programa para servirem de estímulo adicional aos alunos, que ele chamou de “elite da matemática brasileira”. Outros seis estudantes de Lauro de Freitas, competindo com mais de 19 milhões

de alunos de quase 47 mil escolas públicas brasileiras, receberam menções honrosas pelo seu desempenho. São eles Dominique Oliveira do Nascimento, Evelyn Matos Santos e Larissa Fonseca Trierweiler, alunos da Ana Lúcia Magalhães, Raimundo Ipolito Ventura da Silva, da Escola Municipal Solange Coelho, Alef Alves Caetano, da Escola Municipal Dois de Julho e Julio Cezar Palmito de Almeida, da Escola Nossa Senhora de Lourdes. Vilas Magazine

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Durante o evento, foi anunciada também a elaboração do Programa Matemática para Todos, que vai oferecer pela internet aulas com conteúdos dos programas curriculares do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. As equipes já estão sendo formadas e os vídeos, que começam a ser gravados este mês, estarão disponíveis na rede a partir do ano que vem, segundo o coordenador geral da Obmep, Cláudio Landim. Duas cidades surpreenderam os realizadores da Obmep 2012, sobretudo pelo número de medalhas, por sua geografia e pelo tamanho da população. Com cerca de 11 mil habitantes, Paulista, no sertão da Paraíba, teve 22 alunos premiados: cinco medalhas de ouro, sete medalhas de prata, três medalhas de bronze e 12 menções honrosas. Dores do Turvo, na Zona da Mata mineira, com cinco mil habitantes, recebeu 15 medalhas. Além dos estudantes, 27 professores foram premiados pelo bom desempenho dos alunos. É o caso de Luiz Felipe Lins, da Escola Municipal Francis Hime, de Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio, que teve dois de seus alunos premiados com a medalha de ouro. “As olimpíadas são um estímulo para o aluno e também para a escola melhorar a qualidade do ensino e, consequentemente, a pontuação no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]”, disse ele. Os estudantes premiados com medalhas também estão participando do Programa de Iniciação Científica Júnior, voltado para os ensinos fundamental e médio, que será ampliado para receber 10 mil alunos até 2016.


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Artistas e produtores de Lauro de Freitas voltam a criticar gestão cultural do município

ampliação do debate sobre a política cultural de Lauro de Freitas foi a principal conclusão de um encontro no Cine Teatro, em 6 de junho. Organizado por Duzinho Nery, diretor da Sociedade Cultural Távola e Coordenador Executivo da secretaria municipal de Cultura e Turismo, o evento reuniu os principais artistas e produtores culturais da cidade, que voltaram a criticar a falta de apoio do poder público. Rubenval Menezes, do Ereoatá Teatro de Bonecos, com sede em Itinga, apontou as “lamentações inócuas” do segmento e a frequente falta de retorno das reuniões sobre o tema. “Nada acontece”, concluiu, porque “não é a gestão nem o gestor [público] que vai transformar a realidade da cultura na cidade, somos nós”. À frente de um grupo renomado e que caminha com as suas próprias pernas há mais de uma década, Menezes lembrou ainda que “o movimento cultural cresce quando buscamos

resultados para todo o segmento” e não apenas para obter um cachê em evento público. “Devemos construir a cultura que queremos e não colocar na mão do gestor porque ele passa, nós não”, completou. Já Andrea Mota, do Oco Teatro Laboratório, defendeu que “o gestor tem parte da responsabilidade, sim”. Andrea criticou a “cultura de eventos” de Lauro de Freitas, em que as manifestações artísticas só têm espaço em função de comemorações oficiais. Ela condenou também o financiamento de eventos religiosos com dinheiro público destinado à Cultura, uma prática recorrente do poder público municipal e pediu uma “política forte de capacitação para buscar apoio com eficácia” – por meio dos editais públicos de financiamento. Fernando Marinho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos da Bahia, destacou a necessidade de haver leis que garantam a independência do segmento, com orçamento

Rubenval Menezes (acima), do Ereoatá Teatro de Bonecos: o gestor passa, os artistas ficam. Fernando Marinho (na outra página): em defesa da inde­pen­dência do setor TRADICIONAL OU AGENDADO DIARIAMENTE

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próprio. “Na Saúde e na Educação há acesso gratuito aos equipamentos” – os hospitais e escolas públicas, disse. “Na Cultura o recurso é quase nenhum, o acesso é complicado e para usar um espaço público temos que pagar pauta”, apontou. Para Duzinho Nery, o encontro voltou a mostrar as demandas do setor de Cultura de Lauro de Freitas – as mesmas de sempre. Há pouco mais de dois anos o falecido jornalista Hamilton Vieira, então coordenador do Cine Teatro de Lauro de Freitas, organizou uma mesa redonda que pretendia discutir a sustentabilidade econômica das manifestações locais de cultura – a mais perene das questões. “O objetivo é otimizar os projetos dos grupos culturais de Lauro de Freitas”, disse Vieira ao


Proposta de reforma da lei contra poluição sonora começa a ser discutida

O abrir o debate, com foco na política de editais públicos para financiamento da cultura. A iniciativa privada estava entre o público alvo do evento, mas só as arcas públicas se fizeram representar. Mesmo assim, sem resultados. O governo estadual mandou Renata Reis, então representante do Território de Identidade Cultural da Região Metropolitana de Salvador, uma instância do Sistema Nacional de Cultura – que por sua vez representa a primeira tentativa de se institucionalizar políticas públicas na área, via Plano Nacional de Cultura. A prefeitura de Lauro de Freitas enviou o então secretário de Cultura Antônio Lírio. No mês passado, dentre todos os participantes do encontro, apenas o próprio Duzinho Nery tinha cargo na prefeitura, que não mandou qualquer representante ao evento. “Agora vamos levar o debate para a Câmara Municipal, numa audiência pública com o apoio da vereadora Aline Oliveira e do vereador Mateus Reis”, disse Nery. O setor permanece na expectativa de resultados concretos.

Conselho Municipal de Política Ambiental Integrada (Compai) começou a discutir, no final de junho, o projeto de reforma da Lei Municipal nº 1.224/06, sobre poluição sonora. Entre os principais pontos discutidos estão a regulamentação para apreensão de equipamentos de som, a adequação dos valores das multas e a liberação de alvarás para eventos e construções. Também foram apresentados critérios para circulação de carros que fazem publicidade com som, além dos carros de passeio que são equipados com som pesado. Os critérios de fiscalização propostos ainda vão passar por uma revisão dos membros do Compai. De acordo com Márcio Crusoé, secretário do Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos e presidente do Compai, existe uma preocupação da pasta em aplicar a lei observando as peculiaridades do município. “Lauro de Freitas tem algumas particularidades, tem alguns traços culturais próprios, que precisam ser observados”, afirmou. “Por esse motivo insistimos nas ações educativas e estamos tentando adequar o máximo a lei, a cidade e as pessoas, mas o objetivo principal é oferecer melhor qualidade de vida a nossa gente, combatendo a poluição sonora”, afirma Crusoé. A proposta inicial é dividir a cidade em zonas com diferentes tolerâncias ao ruído. “Numa área industrial, por exemplo, não é necessário ser tão rigoroso”, disse Crusoé à reportagem da Vilas Magazine. Já numa área

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residencial como Vilas do Atlântico a lei deve ser mais dura. De acordo com o secretário, o entorno residencial também vai condicionar o respeito à lei do silêncio nas igrejas. Além disso, Crusoé quer criar “zonas de silêncio”, por exemplo nos arredores de hospitais. De acordo com a prefeitura, cerca de 80% das denúncias que chegam à secretaria de Meio Ambiente estão relacionadas à poluição sonora. O Departamento de Fiscalização tem nove fiscais municipais e técnicos que trabalham também em regime de plantão nos fins de semana e feriados atendendo às solicitações. Os números do telefone para denúncias são (71) 3369-9197 e 9730-6416.

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inco vereadores de Lauro de Freitas subscrevem uma iniciativa interna à Câmara Municipal que pede mais transparência nas contas do Legislativo. A iniciativa foi da vereadora Mirela Macedo (PSD), mas Manoel Carlos dos Santos, o Carlucho e Paulo Aquino (PSB), Lula Maciel (PT) e Aline Oliveira (PP) também assinaram um pedido formal de informações sobre a vida financeira da Câmara dirigido à Mesa Diretora. Entre os documentos solicitados estão as cópias dos processos de pagamento enviados ao Tribunal de Contas dos Municípios de janeiro a maio deste ano, dos processos licitatórios e de dispensa relativos à aquisição de materiais gráficos, manutenção preventiva e assistência de ar-condicionado e a relação completa dos servidores, cargos e vencimentos relativos às folhas de pagamento de janeiro a maio de 2013. “Precisamos racionalizar o quadro de pessoal, saber se há gente demais num setor e menos em outro. Saber se é possível até enxugar a folha para que sobre dinheiro

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para outras áreas que possam beneficiar de maneira lícita a câmara,” disse Mirela Macedo – “precisamos saber exatamente como é gerido o dinheiro público”. Mirela Macedo, ao discursar na última sessão da Câmara antes do recesso de julho, afirmou que a iniciativa não é “contra a pessoa” de Gilmar Oliveira, presidente da Câmara e do mesmo partido que ela. De acordo com a vereadora, “qualquer presidente que estivesse no seu lugar ia passar por um ofício elaborado por mim” pedindo “transparência da Câmara”. “Exijo e exigirei de qualquer presidente que aqui estiver a transparência da Câmara”, acrescentou. Para ela, o Legislativo “hoje não tem uma gestão, e podemos ajudar”. A vereadora propõe “uma gestão participativa, de todos os vereadores”. De acordo com Mirela, “a Câmara gasta mais de R$ 1 milhão por mês e, no entanto, os banheiros do prédio anexo quase sempre estão sujos, com as luzes queimadas”. E acrescenta: “precisamos resolver isso, saber se é falta de dinheiro ou de gerência”.

Faxinaço alerta contra a dengue no Parque Santa Rita

tinga foi palco de um “faxinaço contra a dengue”, uma ação educativa, integrada e de impacto, que faz parte do Projeto de Mobilização Social para Prevenção e Controle da Dengue, promovido pela secretaria de Saúde de Lauro de Freitas em parceria com a secretaria de Saúde do Estado e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM). Além de Lauro de Freitas, mais 22 municípios baianos participam do projeto. O “faxinaço” de Itinga aconteceu na Rua Santa Efigênia e suas transversais até o Colégio 2 de julho, na região do Parque Santa Rita. Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, líderes comunitários e técnicos do Departamento de Vigilância à Saúde participaram da ação com o intuito de orientar e sensibilizar a população sobre

Marcelo Aragão

Agente comunitária sensibiliza morador para o combate à dengue no “faxinaço” de Itinga

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Vereadores cobram transparência nas contas da Câmara Municipal

Mirela Macedo discursa no plenário da Câmara para reivindicar gestão participativa Comentando o ofício encaminhado à Mesa Diretora, Carlucho também destacou o caráter impessoal da reivindicação: “transparência é uma coisa básica”, disse. O vereador remete a iniciativa às manifestações de rua que aconteceram no mês passado: “o momento é outro”. Não há nenhuma “desconfiança em relação ao presidente da Casa”, insiste. Mirela Macedo também recordou os protestos de rua para condenar os políticos em geral. Para ela, houve violência sim, “mas comparado à violência que os políticos fazem com a gente, não existe nada igual”.

os riscos que a dengue pode trazer à saúde do indivíduo. O projeto, além de evidenciar a importância da mobilização na prevenção da dengue, também corresponsabiliza as esferas pública, privada e sociedade civil, uma vez que todos esses atores sociais são convidados a participar. A Vilas Magazine mostrou, na edição de abril, que a ameaça da dengue está de volta a Lauro de Freitas. Das 19 regiões as cidade pesquisadas para o Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) em março, oito estavam em nível de alerta e duas corriam o risco de viver um surto de dengue. Uma delas era o Parque Santa Rita e imediações, em Itinga. A outra era parte do Centro da cidade. No Parque Santa Rita, o Indice de Infestação Predial (IIP) estava em 6,3%. No Centro, em 5,3%.


SONHOS ADIADOS

Na praça onde hoje voltaram a dormir meninos, ainda resiste o “playground” que eles nunca usaram. Em meio ao lixo e ao mato que vai tomando conta do espaço, são os bancos que lhes oferecem algum conforto. Atrás do tapume já remendado também há mato, mas já houve ruínas de um edifício que só abrigou maus hábitos. Há muitos anos Vilas do Atlântico sonha com uma praça de verdade no “centro” do bairro, em plena avenida Praia de Itapuã, ao lado da igreja, em frente à sede da própria associação de moradores. Quase ergueram ali mais um apart-hotel, que a comunidade recusou. Quase seria erguido ali um teatro, que o bairro pediu. Quase, quase, quase. Falta sempre tão pouco e, no entanto, estamos sempre tão longe.

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Ministério Público convida prefeitos da Região Metropolitana para tratar de segurança divulgação MP-BA

Reunião definiu entrega de relatório de ações de combate à violência no prazo de 15 dias

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s municípios da Região Metropolitana de Salvador devem enviar ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP) um documento indicando as iniciativas já implantadas para a prevenção e combate à violência e as suas carências. O compromisso foi firmado em reunião realizada no final de maio na sede do MP a convite do procurador-geral de Justiça Wellington César Lima e Silva, para tratar do combate à violência na Região Metropolitana de Salvador. O secretário de governo de Lauro de Freitas, Márcio Leão, representou o prefeito Márcio Paiva (PP). Participaram ainda da reunião os prefeitos de Camaçari, Ademar Delgado das Chagas, de Candeias, Francisco Silva Conceição e de Simões Filho, Eduardo Alencar. Foram apresentados os índices atuais de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e sugerida a elaboração de diagnósticos que sirvam de base para a implementação de medidas objetivas e estruturantes, com ações imediatas para o fortalecimento da segurança pública na região. A reunião foi convocada pelo MP a partir

de sugestão do Comitê Executivo do Programa Pacto Pela Vida, para tratar de demandas relativas à segurança pública nas cidades da região junto aos gestores municipais e aos representantes das Polícias Civil e Militar. Foram discutidas questões como iluminação pública, transporte, policiamento, videomonitoramento e outras relacionadas à prevenção e combate à violência. Wellington Silva esclareceu que a intenção é aproximar mais os prefeitos da discussão do tema segu-

rança pública e concentrar esforços na defesa da sociedade. De acordo com a Constituição Federal, a segurança pública “é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”. Por isso, esclareceu o chefe do MP, considerar que este seja um tema distante dos municípios é uma percepção enganosa. “Afinal de contas os crimes acontecem nos municípios”, disse. Segundo o procurador-geral, a questão da violência na RMS precisa ser tratada de forma sistêmica, envolvendo os mais diversos atores. “A presença do Estado, através das municipalidades e das Polícias Civil e Militar, passa uma outra percepção do local, dificultando a ação criminosa”, defendeu. “O ambiente fica com outro condicionamento, muito menos propício à prática de determinados crimes, não só os letais contra a vida, mas de outras modalidades”, concluiu ele, afirmando que a ideia é empreender esforços para a adoção das iniciativas necessárias à defesa da população. “Juntos, podemos melhorar muito mais as nossas ações preventivas e repressivas”, completou o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), promotor de Justiça Geder Gomes. Outras reuniões serão realizadas entre o Ministério Público, as polícias e os prefeitos da RMS para acompanhamento do tema. Está prevista também uma reunião com o prefeito de Salvador para tratar de iniciativas semelhantes na capital baiana.

5ª etapa do Brasileiro de Motocross será realizada em Lauro de Freitas A quinta etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross, antes previsto para Porto Seguro, a 700 Km de Salvador, acontece este mês, em Lauro de Freitas, nos dias 27 e 28. O presidente da Federação Bahiana de Motociclismo (FBM) José Carlos explica que a mudança vai proporcionar maior comodidade a todos os envolvidos. “Pensamos na logística e praticidade”, disse. O local exato da pista, “a menos de três quilômetros do aeroporto”, não foi revelado pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). A distância também será menor para quem partir de Aracaju (SE), que receberá a quarta etapa da Competição.

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União Europeia financia novos projetos em Lauro de Freitas

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auro de Freitas será beneficiada por cinco projetos apresentados na Assembleia Legislativa da Bahia, contemplando também bairros periféricos de Salvador, a Ilha de Maré, Simões Filho e Camamu. Com um aporte financeiro de R$ 5,5 milhões da União Europeia, a ação será executada pelo Governo do Estado, em parceria com diversas instituições, até 2016. Os projetos vão promover a qualificação profissional, geração de emprego e renda, protagonismo adolescente, inclusão socioeconômica, promoção e defesa de direitos humanos de jovens, mulheres, população LGBT, e portadores de HIV em situação de vulnerabilidade e risco social. O evento contou com a presença da embaixadora da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, da secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia Moema Gramacho, do secretário de governo de Lauro de Freitas Márcio Leão, do cônsul da Itália Giovanni Pisanu, de representantes das Organizações Não Governamentais participantes e de beneficiários. Para Moema Gramacho, os jovens são a essência dos projetos apoiados pela União Européia. “Eles estão buscando oportunidade, por meio da formação profissional, de ser aquilo que desejam”. De acordo com Ana Paula Zacarias, “A União Europeia e o Brasil veem o mundo de uma forma similar e, por isso, precisam trabalhar em conjunto, como uma família, a fim de encontrar respostas aos desafios globais”. Um dos projetos em pauta, o ‘Semeando

Ciência - Pacto Pela Vida’, executado pela secretaria de Desenvolvimento Social em parceria com a AVSI Nordeste, busca contribuir para a redução da pobreza urbana e prevenção da violência nas áreas que possuem base comunitária de segurança pública, como é o caso de Itinga, em Lauro de Freitas. Serão beneficiados 400 jovens com qualificação profissional para o ramo da tecnologia da informação. Os outros projetos conveniados com a UE

são ‘Promoção e Defesa de Direitos Humanos’, desenvolvido junto às populações em situação de vulnerabilidade e exclusão social, em parceria com o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa) e ‘Formação Profissional e Geração de Renda para Jovens e Mulheres das Periferias de Salvador’ (Instituto Oikos). Além desses, há o ‘Virando o Jogo’ (adolescentes em situação de vulnerabilidade protagonizando a transformação da sua escola e comunidade) e o ‘Circuito do Saber e da Inclusão’ (formação em tecnologia e turismo para jovens em vulnerabilidade e risco de vida), realizado com a Associação Central das Multiusinas e em parceria com a prefeitura de Lauro de Freitas.

Moema Gramacho, secretária de De­sen­volvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia fala durante o lançamento de projetos que beneficiam Lauro de Freitas

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Lauro de Freitas entra no ritmo das manifestação e jovens param trânsito na Estrada do Coco

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ma manifestação reunindo cerca de 350 jovens, segundo estimativa da Polícia Militar, percorreu oito quilômetros em Lauro de Freitas, da entrada principal de Vilas do Atlântico à ponte sobre o Ipitanga, na Estrada do Coco, passando pelo Centro. Por conta da passeata, no dia 21 de junho, a prefeitura adiou o início das comemorações de São João na Praça da Matriz. A concentração teve início às 17h, quando seis viaturas e oito motos da polícia já estavam posicionados no local. A caminhada terminou

às 20h30 sem qualquer incidente violento, nem dos manifestantes nem da polícia, apesar do bloqueio do trânsito na avenida Luiz Tarquínio e na Estrada do Coco. Cartazes pediam soluções para a mobilidade urbana, saúde e educação, além de cobrar a construção da ciclovia prometida há anos. A grande maioria dos manifestantes era de estudantes da cidade que não costumam participar de atos públicos. O grupo parou para protestar em frente à sede da prefeitura, no Centro, antes de seguir para a Estrada do

Coco, cantando o hino nacional. O trânsito ficou bloqueado, primeiro no sentido Salvador e depois no sentido oposto, mas a reação dos motoristas era de apoio à manifestação. Na esteira da onda de protestos que tomou conta do país, o grupo de jovens reivindicava ainda o direito a manifestar-se livremente, sem a tutela da polícia, que acompanhou todo o trajeto tentando negociar a liberação do trânsito. O Major PM Marcelo Grun, comandante da 52ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) esteve à frente da tropa durante todo o percurso. A manifestação dispersou na esquina da Estrada do Coco com a rua Brigadeiro Alberto Costa Matos, acesso ao Araqui. A manifestação teve cobertura em tempo real da reportagem da Vilas Magazine pelo Facebook e pelo Twitter, com mais de mil seguidores alcançados.

Depois de protestar contra a prefeitura, jovens seguiram para a Estrada do Coco, acompanhados por intenso policiamento. Vilas Magazine

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Manifestantes interrompem o trânsito na av. Luiz Tarquínio de Vilas do Atlântico ao Centro

Manifestantes protestaram em frente à sede da Prefeitura

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Abandono de espaço público presta desserviço à memória de Mãe Mirinha de Portão

naugurado há 22 anos, em junho de 1991, o Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, no Km 7 da Estrada do Coco, já foi um marco do bairro e do próprio município. De orgulho da cidade passou a motivo de vergonha. Construído na gestão do então prefeito João Leão, o espaço sofreu progressiva degradação. Chegou a abrigar esporádicas atividades há alguns anos, mas está hoje em ruínas, abandonado. O interior do que restou das construções, imundo, está repleto de fezes humanas e preservativos usados. O livre e fácil acesso ao espaço, na Estrada do Coco, em

frente ao Marina Riverside Hotel, representa um risco à saúde pública. Apesar disso, diversos guias turísticos continuam a apresentar o espaço como sendo dotado de restaurantes, “píer” romântico e palco para espetáculos. Na verdade, além da infraestrutura depredada, no espaço contíguo hoje existem apenas um auditório e escritórios da prefeitura de Lauro de Freitas. No que se refere ao turismo local, a desinformação é a regra. Uma revista semanal editada em Salvador chegou a afirmar, agora em junho, que nos rios Joanes e Ipitanga se praticam esportes aquáticos. De acordo com

Entregue ao abandono, Terminal Turístico continua a constar de guias turísticos

Pôster promocional de 1991, mostra o terminal quando foi inaugurado

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casario arquitetônico”. No espaço onde um dia existiu o Planeta Zoo, um mini-zoológico privado no Caji, há anos foi construído mais um conjunto habitacional. Só a promoção oficial do turismo não descobriu ainda. Ao longo dos anos, todas as administrações municipais elaboraram planos para a recuperação dos espaços de lazer e turismo de Lauro de Freitas e em especial do Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, mas nunca houve verdadeiro investimento nos projetos. Os paliativos serviram apenas para manter certa dignidade. Culturalmente, o espaço presta hoje um desserviço à memória de Mãe Mirinha de Portão, fundadora do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, personagem de primeira grandeza de Santo Amaro de Ipitanga e da Bahia, que lhe empresta o nome. Havia dois anos do passamento de Mãe Mirinha quando o Terminal Turístico foi inaugurado. Hoje, nem a placa existe mais.

Fezes humanas e preservativos usados estão por toda a parte no interior das estruturas

a mesma publicação, prestigiada por empresários locais, o Jockey Club da Bahia, desativado em 1992, há mais de 20 anos, continua a ser uma opção de lazer em Lauro de Freitas. Na verdade, o espaço hoje abriga condomínios residenciais e duas instituições de ensino superior. O próprio site oficial do turismo baiano (bahia.com.br/cidades/ lauro-de-freitas), de onde aquela publicação copiou os vários equívocos, ainda hoje apresenta o finado Jockey Club como “equipamento” do município. Da mesma fonte vem a ilusão de que “surgida em 1758, Lauro de Freitas preserva boa parte do seu

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Associação de Artesãos de Lauro de Freitas busca ampliar apoio do poder municipal Nilma Gonçalves Free-lance para a Vilas Magazine Fotos: Bruno Carvalho

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ntrar no Mercado do Artesanato de Lauro de Freitas é uma experiência prazerosa. São tantos objetos coloridos, produzidos caprichosamente pelas hábeis mãos dos artesãos da região, que a vontade é levar tudo para casa ou presentear os amigos mais queridos. Lá, é possível encontrar toalhas de renda, pesos de porta em formas variadas, mandalas de todos os tamanhos, flores de tecido, bolsas, caixinhas, vasos... Para onde se olha, tem algo que chama a atenção, ocupando paredes, prateleiras e chão. Ao mesmo tempo que isso é uma alegria para o visitante, indica que o local que acolhe os trabalhos dos 42 artesãos vinculados à Associação de Artesãos de Lauro de Freitas (AALF) está no limite do seu espaço. Diante da situação, nos últimos anos, um dos maiores anseios da presidente da associação, Isabel de Oliveira Ramos, é realizar uma reforma geral na casa e ampliá-la. “Não temos espaço para abrigar as peças de todos os nossos associados e, assim, fazemos um rodízio do que será exposto para venda. Isso faz com que muitos fiquem de fora, prejudicando a renda de quem precisa do dinheiro da comercialização de seus produtos”, explica ela. Cedido em 2006 pela Prefeitura de Lauro de Freitas para a associação, via sistema de comodato, o local terá que ser devolvido em 2016. Dessa forma, não pode sofrer nenhum tipo de reforma. Para Isabel, o problema da falta de espaço seria resolvido se a prefeitura doasse o terreno em definitivo para a AALF, que não tem fins lucrativos. “Entreguei um ofício para a secretária de Cultura e Turismo, Márcia Tude, com a nossa proposta, mas até o momento (25 de junho) ainda não tivemos resposta”, conta Isabel, que reforça o apelo: “Peço que o prefeito Márcio Paiva olhe com maior carinho para nossa causa e nos deixe Vilas Magazine

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ficar nesse terreno, que dá muita visibilidade ao nosso trabalho.” No mercado do artesanato é possível encontrar, ainda, trabalhos de pessoas assistidas por entidades sociais em Lauro de Freitas, como o Lar do Idoso, os Alcoólicos Anônimos (AA) e o Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Segundo Isabel, mais do que gerar renda, a associação serve também como um espaço de convivência e terapia. “Entram pessoas aqui que, muitas vezes chegam deprimidas, e quando saem, estão fazendo artesanato, vendendo... Elas saem maravilhadas, se sentindo capazes”, analisa. Ligada às causas dos artesãos de Lauro de Freitas desde 1986, associada desde 2006 e presidente da AALF desde 2010, a própria Isabel sente na pele os benefícios de fazer parte do grupo. “Eu, por exemplo, não preciso de psicólogo e, aos 67 anos, não tomo nenhum tipo de medicamento. Isso aqui é uma terapia, uma extensão da minha casa. Daqui, só saem minhas cinzas”, brinca ela, que fica no cargo de presidente da associação até o próximo ano. Associados As vendedoras e professoras dos cursos ministrados pela AALF são associadas que trabalham de forma voluntária. “Produzir artesanato é produzir saúde mental”, filosofa Bárbara Virgínia Oliveira, uma das voluntárias. Ela conta, ainda, que a associação é formada, sobretudo, por aposentados, donas de casa e artistas de rua, pessoas que aprenderam sozinhos o ofício. Segundo ela, o artesanato está sendo cada vez mais valorizado. “Antes era considerado coisa de pobre. Hoje todos querem decorar suas casas com fuxico”, afirma, rindo. Artesã há 30 anos, Valdete Alves dos Santos é recém-

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associada. “Como já faço artesanato há muito tempo, senti a necessidade de mostrar meu material para outras pessoas. Já dá para ganhar um dinheirinho a mais. Agradeço muito a oportunidade”, comemora ela, que faz bordado de pedraria, pintura em tecido e patchwork. Também associado, Manoel Matias dos Santos tem como matéria-prima do seu trabalho o coco e a semente de pau-brasil. Ele produz móbiles, onde pássaros pousam para beber água e alegrar ainda mais os ambientes. “Produzo artesanato vivo para decorar varandas, áreas de serviço, jardins”, afirma ele, que torce, ainda, para a associação continuar onde está. “Lutamos muito para conseguir essa área. Sou artista do município, como muitos outros, e acredito que temos o direito de ter um lugar para expor nosso trabalho”. Para se associar à AALF, é necessário se cadastrar no local e pagar uma taxa mensal de R$ 15. O valor é usado para cobrir gastos com água, luz e segurança. Cadastrado, o artesão


pode vender seus produtos no mercado do artesanato – a mesma casa onde fica a sede da associação –, além de participar de feiras e cursos gratuitos ministrados pelos próprios associados. A casa fica com apenas 10% do lucro das peças vendidas no lugar para serem investidos no próprio centro de artesanato. “Não recebemos nada em troca. Com esse dinheiro, compramos a geladeira, colocamos iluminação na casa e adquirimos as sacolas para os clientes levarem suas compras”, justifica Isabel. De acordo com ela, além do espaço físico pequeno e da ausência de suporte financeiro por parte dos órgãos públicos e privados, outra dificuldade é a falta de segurança na casa. No dia em que a reportagem da Vilas Magazine visitou o mercado, o local tinha sofrido uma tentativa de arrombamento. “Felizmente, o alarme disparou e o ladrão acabou não levando nada”, celebra a presidente. Carteira do Instituto Mauá No dia 19 de junho, representantes do Instituto de Artesanato Visconde de Mauá estiveram na sede da AALF para que os artesãos de Lauro de Freitas e região realizassem o cadastramento na entidade vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. Responsável pelas políticas públicas do artesanato na Bahia, o Instituto Mauá emite

o documento de identidade do artesão, que é reconhecido pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e válido em todo o país. Com ele, os trabalhadores do artesanato podem participar das feiras – como a realizada quinzenalmente no Jardim dos Namorados, em Salvador – e eventos organizados pelo Mauá, além de serem autorizados pela Secretaria da Fazenda para utilizar notas fiscais, entre outros benefícios. “Com atuação na capital e interior do estado, o Instituto Mauá tem como objetivo estimular e fomentar o artesanato local, capacitando o artesão”, explica Dilza Vasconcelos, funcionária da entidade. “Possuir a carteira do Mauá abre portas para financiamentos e empréstimos em bancos. Também é necessária para o artesão que quer participar de eventos do Sebrae”, avisa.

CAPACITAÇÃO Representantes do Instituto Mauá e a pre­s i­d ente Isabel Ramos (ao centro) discutem o cadastramento dos artesãos de Lauro de Freitas junto à entidade.

Para a artesã Nelcy Piaggio, que participa de feiras na Bahia e em outros estados, a carteira é muito importante: “É o nosso maior referencial”, destaca. Quem perdeu o cadastramento em Lauro de Freitas pode procurar a sede do Instituto Mauá, no Largo do Porto da Barra, 2, 4º Andar, Barra, em Salvador. Para obter a carteira, é necessário levar duas fotos 3 x 4 atuais, RG e CPF originais, comprovante de residência e fotos do trabalho artesanal. Além do mais, é imprescindível que o artesão faça uma demonstração do seu trabalho artesanal no local. A validade da carteira é de 3 anos. Mais informações pelo telefone (71) 3116-6166.

Cursos de julho Neste mês, a Associação de Artesãos de Lauro de Freitas promove dois cursos de capacitação, voltados para pessoas carentes que tenham interesse em desenvolver trabalhos artesanais. O de bordados acontece dia 11, das 9h às 11h e no dia 15, é a vez da aula de pintura em tecido, das 14h às 16h. As inscrições já podem ser feitas no local. São apenas seis vagas por turma. Todo o material dos cursos é doado pela AALF. Ao final, o aluno pode expor e vender seus produtos na casa. A associação está localizada no Loteamento Varandas Tropicais, em frente à Clínica Delfin. Mais informações pelo telefone (71) 3379-4018. De acordo com o Instituto Mauá é considerado trabalho artesanal, aproveitamento de búzios e conchas, tecido, artesanato mineral e indígena, bordado a máquina e a mão, cerâmica, cestaria e trançado. Além de crochê, instrumentos musicais, macramê, madeira, massa fria, metal, mosaico, papel machê, pinturas em cerâmica, madeira e tecido, renda de bilro e inglesa, tapeçaria e tecelagem. Vilas Magazine

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Salva promove palestra motivacional e programa novas atividades

Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico (Salva), associação de moradores do bairro, organizou em junho uma palestra destinada aos comerciantes locais para destacar os valores do associativismo. O palestrante foi o consultor de empresas Luiz Amorim, atualmente à frente da Ótica Villas, que chamou atenção para a necessidade da participação de todos. Por meio de dinâmicas de grupo, Amorim levou a plateia a refletir sobre o trabalho em equipe e os resultados que podem ser alcançados. Uma dessas dinâmicas exigia que um grupo colaborasse entre si para levar um lápis a uma garrafa no centro da roda, o que só foi conseguido após inúmeras tentativas. A Salva continua a desenvolver esforços

para atrair novos associados, especialmente entre os comerciantes do bairro, para permitir a ampliação do serviço de vigilância privada que serve Vilas do Atlântico. O empresário Carlos Knittel, coordenador geral da entidade, quer repetir a palestra motivacional para mais lojistas, de forma a sensibilizar o maior número deles. Falando à plateia no encerramento do evento, Knittel lembrou a força que teria Vilas do Atlântico se a comunidade se unisse em torno da associação de moradores. Outras ações estão sendo planejadas para aumentar o interesse da comunidade pelas atividades da associação. No dia 27 deste mês está prevista uma apresentação da Orquestra Juvenil Neogibá, de Salvador, no Villas Tênis Clube, como uma homenagem ao aniversário de emancipação do município, no próximo dia 31.

Carlos Knittel “Vilas do Atlântico seria mais tranquilo e seguro, se a comunidade se unisse em torno da associação de moradores”

Antes disso, no dia 8, está agendada uma apresentação da secretaria de Planejamento de Lauro de Freitas sobre “projetos que visam a melhoria da qualidade de vida” no bairro. A associação vem convidando diversas secretarias municipais a apresentar o trabalho que pretendem desenvolver nas reuniões mensais realizadas na sede da Salva.

Luiz Amorim comanda dinâmica de grupo no Villas Tenis Clube para motivar adesões à Salva Vilas Magazine

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Comunidades apresentam pauta de reivindicações à prefeitura

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nquanto a classe média ia para as ruas reivindicar mobilidade urbana e ciclovias em Lauro de Freitas, representantes comunitários de Itinga, Areia Branca, Vida Nova e Portão marcavam reunião com o prefeito Márcio Paiva (PP) para tratar de transporte público. A motivação era a mesma: a onda de protestos que varre o país. Um encontro preliminar na secretaria de Trânsito, Transporte e Ordem Pública deixou claro que o grupo não aceitava menos do que a presença do prefeito. Márcio Paiva não pode comparecer, justificou depois, porque estava em reunião com o secretariado para tratar do que vem ocorrendo no país. “Fizemos um plano de ação”, disse o prefeito. Para ele, as pessoas “estão cansadas de ouvir político falar”. Disposto a passar do discurso à prática também na questão do transporte público, Márcio Paiva ouviu uma lista de 28 demandas assinada por 16 representantes comunitários. Paulo Sacramento, representante da Comissão de Transportes de Itinga, tratou logo de ecoar a voz das ruas e avisou que “hoje não está aqui a Comissão de Transportes, hoje está aqui o povo todo”. Acrescentou que o grupo “é contra essa baderna que está aí na rua, contra o vandalismo”, mas que há

demandas a atender. Nenhuma delas é nova e quase todas estão fora da alçada da prefeitura por tratar do transporte intermunicipal, que liga Lauro de Freitas a Salvador – ou do metrô, que a comunidade quer “até Portão, como foi combinado há dois anos”. Como a competência é do governo estadual, desde logo o grupo pediu uma reunião com o governador Jaques Wagner. Mas o descalabro é maior no serviço municipal, explorado pelos chamados “topiqueiros” mediante permissão direta da prefeitura. As queixas são generalizadas e de todos os tipos, incluindo motoristas embriagados, cobradores que dirigem ônibus e desrespeito aos usuários. De acordo com os representantes comunitários, os “topiqueiros”, por exemplo, estabeleceram um limite para o número de passageiros idosos que transportam. Preenchida a cota, os demais ficam na calçada. Para Wellington Santos, da Associação de Moradores do Parque Santa Rita, em Itinga, “eles acham que são donos do sistema”. E acrescentou: “não é possível uma cidade como Lauro de Freitas ter um transporte público tão ruim”. Márcio Paiva, que anteriormente declarou ser contra a realização de uma licitação para Vilas Magazine

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Prefeito Márcio Paiva (centro) ouve de­ mandas de representantes comunitários

as concessões do transporte público municipal, disse que é preciso “respeitar os bons permissionários e retirar os que não prestam”. O prefeito admitiu a “péssima qualidade” do transporte coletivo em Lauro de Freitas e prometeu “asfaltar 90% da cidade para que as vans cheguem a todos os lugares”, inclusive com a criação de novas linhas. Mas nem só de transporte coletivo se falou. A “implantação de ciclovias em todos os bairros da cidade” é uma das demandas apresentadas. A implantação de pontos de ônibus cobertos e com assentos é outra. Veículos com menos de dez anos de uso e acessíveis a pessoas em cadeiras de rodas, mais duas. O grupo reivindica ainda a conclusão do terminal de ônibus de Portão, obra iniciada no ano passado, implantação da meia passagem para estudantes, mudanças no trânsito do Largo do Caranguejo e a reabertura de negociações com a Concessionária Bahia Norte em torno do pedágio de Areia Branca. Presentes à reunião, as vereadoras Naide Brito (PT) e Aline Oliveira (PP) e os vereadores Lula Maciel (PT) e Mateus Reis (PSDB) comprometeram-se com a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal em torno do tema. Além disso, ficou acertado que as propostas serão estudadas e que a prefeitura conversará mais com o grupo.


comunidades

Jardim Talismã e Vila Pedrita participam de mutirão do PNUD

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oradores de Itinga realizaram em junho um mutirão de reforma da sede da Associação de Moradores do Jardim Talismã para transformar o espaço em área cultural, de lazer e de mobilização comunitária. Voluntários foram convidados a participar com mão de obra e doação de materiais. Construir um sonho comum, cada um contribuindo com uma pequena parte para melhorar o coletivo foi o objetivo do mutirão. A comunidade mobilizou-se para conseguir materiais, alimentos e mão de obra para reforma e melhoria da sede da associação de moradores. Com a reforma finalizada, este será o primeiro espaço de lazer e cultura da comunidade. A atividade é parte do Jogo Oásis, uma capacitação que está sendo desenvolvida pela UNESCO, em parceria com o Instituto Elos, dentro do Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania”. O Jogo é uma ferramenta de apoio à mobilização cidadã e à realização de sonhos coletivos, a partir de um desafio rápido para a transformação física de uma realidade. A primeira etapa da atividade aconteceu

em maio e contou com a participação de cerca de 50 pessoas. Nessa primeira oficina, os participantes foram desafiados a encontrar talentos na comunidade – artesãos, marceneiros, cozinheiros, entre outros. Em seguida, eles foram incentivados a pensar juntos num sonho comum, que pudesse ser realizado de forma prática. Assim, em conjunto, a comunidade construiu três maquetes. Uma delas, a que projeta a reforma da associação, foi eleita pela comunidade para ser executada. O grupo de voluntários teve dois dias para realizar as ações previstas. Entre elas, a criação de um parquinho para as crianças, uma área de lazer e jogos, a reforma dos banheiros da associação, a criação de mobiliário para um espaço sociocultural, a limpeza da área do entorno do córrego que passa em frente à associação para criação de uma área de convivência com bancos, jardins e floreiras. Três grupos atuaram na mobilização para conseguir materiais de construção – tinta, cimento, lajota, madeira, pincéis – e também alimentos, já que as refeições dos dois dias de trabalho foram preparadas de forma coletiva. Dos grupos também participam agentes de segurança e técnicos da prefeitura de Lauro NAZARÉ ARAÚJO

Comunidades do Jardim Talismã e Pedrita participam de dinâmica do Oásis Vilas Magazine

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de Freitas, que apoia a ação por meio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM). Itinga é o território de atuação do Programa Conjunto do PNUD desde 2010, quando o Programa chegou ao município. Concentra 55% da população total do município, com cerca de 90 mil habitantes. A região tem aproximadamente 42 loteamentos, segundo o GGIM. O loteamento Vila Pedrita, área onde estão sendo desenvolvidas ações do Programa Conjunto conta com poucas informações e, de acordo com a equipe do PNUD, muitas delas desatualizadas. Dados do IBGE (2010) apontam 180 meninos e meninas com idades entre 15 e 24 anos vivendo em Vila Pedrita. Não existem postos de saúde, nem escolas instaladas no local. O Jogo Oásis é uma ação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), dentro do Programa Conjunto da ONU “Segurança com Cidadania: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis em comunidades brasileiras”, que está sendo desenvolvido em Lauro de Freitas, Contagem (MG) e Vitória (ES). O Programa Conjunto visa desenvolver ações dirigidas para prevenir a violência que afeta crianças, adolescentes e jovens entre 10 e 24 anos em situação de vulnerabilidade, por meio do estímulo ao cumprimento voluntário das regras, da autorregulação do comportamento e da promoção de mecanismos de controle social. As ações estão sendo realizadas em áreas geográficas específicas, escolhidas por meio de um edital público, que recebeu mais de 82 inscrições de várias regiões metropolitanas do país. Financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o Programa Segurança com Cidadania é composto por seis agências do Sistema ONU: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONUHABITAT) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O Programa conta ainda com a parceria do Governo Federal.


meio ambiente

Plantio de mudas marca Dia do Meio Ambiente Estudantes de Lauro de Freitas tiveram aula diferente em área da Pedreira Capelão e viram como é feito o trabalho de preservação ambiental

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essenta e quatro crianças da escola municipal Tenente Augusto dos Santos, de Lauro de Freitas, participaram de uma ação de educação ambiental, promovida no dia 13 de junho, na Pedreira Capelão. O local é usado pelo Consórcio BA093 para a extração de brita e fabricação do asfalto da estrada Cia-Aeroporto. Os garotos, com idade entre 10 e 11 anos, conheceram o viveiro, plantaram 120 mudas de espécies como aroeira e sucupira numa área que passa por recuperação ambiental e viram a dinâmica da produção de minério associada aos cuidados com a preservação da natureza. Entre os estudantes estava Pedro Guilherme Conceição, aluno do 5º ano que plantou uma das novas árvores da Pedreira e aprovou a aula diferente. “Na sala a gente não tem contato com a terra, aqui vimos tudo de perto, é interessante aprender assim”. A visita foi guiada pela bióloga Melissa Mello, que passou informações sobre os cuidados com a natureza. “Toda criança gosta de experimentar, numa saída de campo eles vivenciam o aprendizado e isso fica para vida toda”, disse ela. A iniciativa foi realizada em parceria entre o Consórcio Ba-093, a Mineradora São Vicente e a Hammer Consultoria Ambiental. Ela faz parte das ações de responsabilidade socioambiental da Pedreira Capelão.

Estudantes plantam árvores para recuperar área degradada. Abaixo, bióloga Melissa Mello orienta estudantes durante visita

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meio ambiente

lunos do 4º e 5º anos da Escola Jacira Fernandes Mendes, de Itinga, visitaram a central de tratamento na Estação Teodoro Sampaio, na Boca do Rio, em Salvador, dentro da programação da Semana do Meio Ambiente, organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos (Semarh). As crianças assistiram a uma palestra sobre conservação de matas ciliares em beiras de rios; importância da economia da água utilizando-a de forma correta e o funcionamento da estação de tratamento. Os alunos foram instruídos sobre cada eta-

pa de tratamento da água – desde a chegada à estação até a distribuição. As crianças se sentiram mais responsáveis com este recurso natural, ao conhecerem o processo que antecede o recebimento da água em suas casas. “Aprendi mais sobre a água e como é tratada. Isso é importante porque ajuda a gente a cuidar melhor da natureza”, disse Caio Conceição Teles, 12 anos, aluno do 4º ano. Yasmin Pereira Santos, 9 anos, aluna do 4º ano, também se surpreendeu ao conhecer o processo. “Aprendi muito hoje e agora vou ter mais cuidado com a água”, disse.

Tony Silva / Decom LF

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Estudantes visitam central de tratamento da Embasa

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Carnavalizaram os tradicionais festejos juninos GILKA BANDEIRA

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iante de mais um São João que vem e que passa, todo mudado, ecoam os nostálgicos suspiros de Luiz Gonzaga e Zé Dantas: “Ai que saudades que eu sinto / Das noites de São João / Das noites tão brasileiras na fogueira / Sob o luar do sertão...” Há muito não se vê crianças brincando de roda, jovens incendiando os corações no lume da fogueira, as quadrilhas. Cadê as sortes de papel crepom com as divertidas predições em versos, as facas virgens enfiadas nas bananeiras na calada das madrugadas e as tantas outras simpatias levadas a sério, ou por via das dúvidas, pelas ansiosas casadoiras? Quede o céu pintadinho de balões e também os balões-beijos, ou balõesbolos, os ritualísticos pulos de fogueira estabelecendo compadices pra toda vida? E os trios de sanfonas, zabumbas e

triângulos a pôr pra dançar, nos terreiros, nas portas das casas ou nas praças e ruas, os que em romarias de casa em casa (todas enfeitadas e de portas abertas pra qualquer um), iam à cata do santo (“São João passou por aqui?”), a comer e beber aproveitando-se da mesa farta? E as trocas de pratos entre vizinhos? Onde estão as brincadeiras de quebra-pote, pau-de-sebo, corrida de saco ou de jegue? E as chuvinhas de prata e de ouro, as estrelinhas, os fósforos coloridos, as cobrinhas elétricas, os espanta-coiós, os traques de massa e de estalo, estes fogos bobos que faziam a alegria da garotada sem grandes perigos? Pra onde foram as crianças que ficavam felizes com as simplórias miudezas da vida? Sobretudo, cadê as autênticas músicas juninas? Aquelas poéticas e espirituosas expressões nordestinas, que ao ritmo do samba-coco, baião, marchas ou galopes, enalteciam as belezas simples dos terreiros embandeirados, dos olhos das morenas, do sertão, enfim molhado, exibindo 20 espigas em cada pé de milho, por obra e graça de São Vilas Magazine

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José a pedido de São João do Carneirinho. A genuína música popular, que nasce do impulso d’alma do artista integrado ao seu meio físico-social e, por ser tão intrínseca, tem o dom de remeter quem as ouve, a este mundo bucólico, brejeiro, espontâneo onde reina criatividade, espirituosidade, gentileza, simplicidade, amizade, solidariedade, fraternidade, alegria, galhofa, sutil malícia e, essencialmente, o lirismo, enfim, ao que de melhor há na nossa brasileirice. Nada é mais brasileiro do que as festas, que já foram chamadas de joaninas (de São João) e passaram a juninas (de junho, incluindo os outros santos do mês), embora originalmente fossem multiculturais, ainda hoje ocorrendo em vários países. Em tudo por tudo são brasileira: no cenário em que se dá e se imita, nos tipos humanos retratados, na indumentária, nos comes e bebes, nas brincadeiras e na música pelas próprias características e por permear todo este universo essencialmente nacional. Muito se tem perdido devido à urbaniza-


Ministério Público denuncia licenciamento irregular de construção em Buraquinho De acordo com a promotora de Justiça Maria Augusta de Carvalho, o licenciamento para construção de um empreendimento multidomiciliar no Loteamento Portão do Sol, em Buraquinho, ocorreu em desacordo com as normas ambientais estabelecidas no zoneamento de Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes-Ipitanga e infringiu os parâmetros estabelecidos para a zona de proteção rigorosa. Além disso, segundo o Ministério Público do Estado da Bahia, Maria Augusta denunciou que a licença foi concedida sem a prévia e necessária anuência do gestor da APA. Ainda segundo o Ministério Público do Estado da Bahia, as irregularidades levaram a uma denúncia da promotora contra o ex-diretor do Departamento de Gestão Ambiental de Lauro de Freitas, Marcelo Ferreira de Cerqueira, acatada pela Justiça no mês passado. Com base em procedimento investigatório criminal, foi constatada a concessão de licença ambiental para implantação de condomínio em Área de Preservação Permanente do município de Lauro de Freitas.

ção e industrialização do país. Não há mais lugar para balões sobre chaminés de fábricas e fiação elétrica, nem para fogueiras nas ruas asfaltadas entre altos prédios, ou para arraiais de palhas em climatizados salões de festas. Perdeu-se nas cidades grandes, mas resistiu no interior, até a descoberta do filão pela indústria cultural com suas bandas de axé e dos forrós adulterados. Carnavalizaram o São João. É de dar água nos olhos de quem viveu outros tempos e de quem teme pela perda da identidade nacional em meio a pobre e tediosa pasteurização resultante da ganância de mais e sensibilidade de menos a produzir equívocos e insanidades com a conivência, ou mesmo por iniciativa dos administradores municipais. Movidos pela ilusão de que é só disto que o povo gosta, ou se garante votos e prestígios para si e a cidade, ou ainda pela questionável premissa de que são estes “grandes” nomes que atraem turistas, aumentando arrecadações, as prefeituras investem pesado nas bandas e cantores criados e mantidos por empresários culturais. Mas será que estas ideias e o modelo adotado se sustentam? O que se fatura com a festa compensa de fato os gastos com ela, sobretudo ao se computar a falta de investimento na educação e cultura e os sérios reflexos da

adulteração cultural na identidade da nação? Não são poucos os que lamentam a perda da tradição e sentem saudade dos antigos festejos, então, o São João autêntico não seria até mais atrativo do que o falsificado produto da indústria cultural, principalmente se não houvesse concorrência? Alguma coisa justifica o fato de se gastar com uma única atração o que daria para manter um programa sociocultural (uma escola de artes, por exemplo) o ano inteiro, sem falar que as atrações de fora recebem o dinheirão e vão gastar em outros locais, nada deixando para o município pagante. Será justo, ou mesmo estratégico desprestigiar grupos e sanfoneiros locais com ínfimos cachês? Ainda mais quando levam muito tempo para receber, às vezes, até um ano, ao passo que os “astros” e as “estrelas” forasteiras recebem em peso de ouro e adiantado? No salve-se quem puder da corrida do ouro, as festas juninas se descaracterizam, não só pela invasão e apropriação indébita do espaço físico a elas pertencido, como também pela asfixia da música original, pelo axé e congêneres alienígenas introduzidos à força na festa e adulteração pelo forró industrializado com diferentes nomes, mas tendo em comum a artificialidade e a digestibilidade próprios dos produtos feitos para consumo imediato. Nisto, os festejos juninos vão ficando só Vilas Magazine

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num suspiro de saudade. Mas para além do saudosismo há uma ameaça no sumiço dos elementos da brasilidade, daquilo que nos faz ser integralmente o que somos; não melhores nem piores entre os povos, mas únicos. Sendo as festas juninas tão brasileiras, as alterações havidas nelas afetam a nossa identidade nacional, ainda carente de firmação. Como disse Antonio Cavalcanti Maia no artigo “Diversidade Cultural, identidade nacional brasileira e patriotismo constitucional”, “se o Brasil acalenta alguma esperança de possuir voz independente no cenário internacional – sem, obviamente, necessidade de assumir posições que levem a confrontos xenófobos, mas que, certamente, se afastem de posições subservientes – como uma potência média de escala continental, com interesses no hemisfério sul, necessitamos reforçar nossos vínculos identitários...” Com as perdas culturais se vão também os nossos melhores traços de caráter, nos tornando estressados individualistas, loucos e violentos. Pena. GILKA BANDEIRA é jornalista e bibliotecá­ ria e assina a coluna Janelas Abertas, publicada na revista Vilas Magazine.


região

Duplicação da Estrada do Coco deve ser retomada este mês

Site orienta patrões a cumprir obrigações com trabalhadores domésticos

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s obras de duplicação do trecho da BA 099, entre Itacimirim e Praia do Forte, deverão ser retomadas este mês. O compromisso foi assumido pela Concessionária Litoral Norte (CLN), secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahi e Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público estadual. O documento foi assinado no final de maio pelas promotoras de Justiça Rita Tourinho e Patrícia Medrado, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, com o secretário

de Infraestrutura Otto Alencar, o diretorexecutivo da Agerba Eduardo Harold Pessôa, presidente e o procurador da CLN Henrique Diniz Gonçalves Filho e Décio Mendes Filho. O TAC estabelece que a duplicação do trecho, incluindo a ponte sobre o rio Pojuca, devem ser concluídas no prazo máximo de 12 meses, contados do início das obras. Caberá à Agerba encaminhar ao Ministério Público relatório mensal de fiscalização das obras referidas, atestando sobre o efetivo cumprimento do cronograma apresentado. Após 30 dias do início das obras, a CLN concederá 8,7% na tarifa atual, que passará a ter o valor da tarifa básica de R$ 5 nos dias úteis e R$ 7,50 nos feriados e fins de semana.

Voo Salvador-Valença fortalece turismo na Costa do Dendê As praias da Costa do Dendê estão mais próximas de Salvador com a implantação do voo semanal da Passaredo Linhas Aéreas, inaugurado dia 29 de junho. Com duração de apenas 20 minutos, as passagens estão disponíveis no website da companhia e custam a partir de R$ 49. A linha comercial é a primeira do aeroporto de Valença, que foi construído no ano 2000 e só operava com companhias de táxi aéreo e voos particulares. De acordo com o secretário do Turismo, Domingos Leonelli, a frequência de voo vai ser uma vez por semana a fim de avaliar a necessidade local. No entanto, o trabalho de articulação continua para que haja mais frequências semanais, o que pode beneficiar ainda mais Valença, Morro de São Paulo (Cairu) e outros municípios do Baixo Sul. “A própria companhia aérea tem interesse em colocar mais um voo semanal, o que fortalecerá o turismo na região”, afirmou. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a Costa do Dendê recebe 660 mil turistas por ano, sendo cerca de 20% estrangeiros, percentual acima da média nacional. As localidades mais visitadas são Maraú, Boipeba, Morro de São Paulo e Cairu (Sede). Vilas Magazine

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á está no ar, em fase experimental, o “Portal do Empregador Doméstico” (www.esocial.gov. br). A proposta do site é orientar os patrões a calcular o cumprimento das obrigações trabalhistas estabelecidas pela Emenda Constitucional 72, que ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos. Por meio do site, o patrão poderá gerar contracheques, recibos de salário, folhas de pagamento, avisos de férias e folhas de controle de ponto, de horas extras, cálculo das contribuições para a Previdência Social e de férias e a emissão da guia de recolhimento do INSS. O portal centraliza ainda o acesso às orientações de diversos órgãos do governo. O novo sistema registra as informações do trabalhador desde o mês passado, com vencimento do recolhimento da contribuição previdenciária em julho. O portal, no entanto, não registrará benefícios aprovados pelo Congresso que ainda precisam ser regulamentados, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), auxílio-doença, seguro-acidente de trabalho e seguro-desemprego. Operado pela Caixa Econômica Federal, o recolhimento do FGTS dos domésticos continua sendo opcional. Aprovada em abril pelo Congresso Nacional, a Emenda Constitucional 72 estendeu aos empregados domésticos os direitos já garantidos aos demais trabalhadores urbanos e rurais. De acordo com o Ministério da Fazenda, um dos responsáveis pela elaboração do site, novos benefícios que vierem a ser aprovados pelos parlamentares passarão a ser contemplados no portal.


Empresas & Negócios

Supersimples facilita formalização de empreendedores Regime tributário completa seis anos de implantado

os números evidenciam as vantagens do regime tributário. “Cerca de 70% das empresas de todo o País aderiram ao Supersimples, que traz como uma das vantagens a unificação do pagamento de impostos, reduzindo a carga tributária”.

Sandra Monica Mercado Martinez

Evento em Brasília Os seis anos de implantação do Supersimples foram comemorados dia 25 de junho, no Sebrae Nacional, em Brasília. Na ocasião, foram homenageados políticos e membros da sociedade civil que contribuíram na formulação e no aperfeiçoamento do sistema. Durante o evento, o Sebrae lançou um livro que conta a trajetória do Supersimples, com 59 artigos de pessoas que trabalharam no processo de criação do regime tributário em questão. A publicação traz textos de ex-presidentes, governadores, ministros, deputados, ex-prefeitos contemplados com o Prêmio Prefeito Empreendedor, presidentes de confederações e federações de classe, sindicalistas e líderes dos órgãos de controle.

Lauro de Freitas lidera perda de empregos em maio na Bahia

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auro de Freitas perdeu em maio 1.426 postos de trabalho formais, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Juazeiro, Salvador e Dias d’Ávila destacaram-se na criação de novas oportunidades de trabalho formal. Juazeiro gerou 1.955 novos postos de trabalho, Salvador criou 1.340 novos postos e Dias d’Ávila mais 603 postos. Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos, depois de Lauro de Freitas aparecem Itamaraju, com menos 283 postos e Itapetinga, menos 154. Por conta do desempenho negativo de Lauro de Freitas, a Região Metropolitana de Salvador (RMS) apurou um modesto saldo de 208 novos postos de trabalho, enquanto no interior surgiram mais 4.360 empregos. De janeiro a maio de 2013, a participação do interior do estado foi quase o dobro da criação de postos de trabalho da RMS. Enquanto o interior criou 14.706, a RMS gerou 7.866 novos postos de trabalho com carteira assinada. Globalmente, o resultado continua positivo na Bahia, com 4.568 novos postos de trabalho com carteira assinada registrados em maio de 2013. Os destaques positivos ficaram com a indústria de transformação (1.852 postos) construção civil (1.192 postos), comércio (788 postos) e agropecuária (631 postos). Registraram saldos negativos apenas os setores de serviços, com saldo de menos 82 postos de trabalho e o extrativo-mineral, com 13 postos de trabalho a menos. Nos primeiros cinco meses de 2013 a Bahia teve um saldo de positivo de 22.572 postos de trabalho, levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que o estado continuasse na liderança de geração de empregos no Nordeste.

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uando parou de competir profissionalmente, o surfista Fábio Pinheiro (foto) resolveu empreender. Passou a vender, em Salvador, materiais esportivos voltados para o surfe, especificamente na modalidade chamada de bodyboard. Atuava na informalidade até poder se registrar como Microempreendedor Individual, sendo um dos primeiros na Bahia a aderir à categoria. Hoje, já são quatro anos de negócio formalizado, de um total de 10 anos de atividade. Uma das principais vantagens, para Fábio, está na questão tributária. “Sem essas condições, eu, provavelmente, não poderia registrar um CNPJ e fazer a empresa crescer. A tributação simplificada facilita, e muito, a possibilidade de formalizar um negócio”. A categoria Microempreendedor Individual está incluída no regime tributário conhecido como Supersimples, que está completando, em julho de 2013, seis anos de implantação. Esse regime reduz em cerca de 40% os impostos para as micro e pequenas empresas. O Supersimples surgiu junto com a Lei Geral, aprovada no ano de 2006, entrando em vigor em julho de 2007. O sistema permite que empresas com faturamento anual e até R$ 3,6 milhões tenham tratamento diferenciado na tributação. Além da redução da carga tributária, o Supersimples unifica o pagamento de oito impostos em apenas um boleto. No Brasil, são mais de 7,3 milhões de empresas enquadradas no Supersimples, o que representou a arrecadação de mais de R$ 200 bilhões para os cofres da União, dos estados e municípios. Para o coordenador da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Bahia, Roberto Evangelista,

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turismo

Viagem à Estudos mostram que o parque da serra da Capivara, no Piauí, guarda vestígios humanos de 50 mil anos atrás. Conheça o maior tesouro arqueológico do Brasil

Rafael Mosna/Folhapress

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arecia um tour exclusivo. Em abril, a reportagem visitou durante quatro dias o parque nacional da serra da Capivara, no Piauí, e só cruzou com um turista (isso mesmo, no singular) uma vez. Sorte? Não exatamente. Essa época é considerada baixa temporada e, além disso, eram dias de semana. Dados oficiais, no entanto, mostram que a visitação ainda é baixa. Em 2012, 11.655 pessoas passaram pelo parque, sendo estudantes da região a maior parte delas. Vindos de fora do Nordeste, foram apenas 1.500 visitantes. Para efeito de comparação, o sítio arqueológico de Tulum, no México, também de grande importância histórica, recebeu 1,2 milhão de visitantes no mesmo período. Por que, afinal, é tão baixa a visitação à mais relevante área arqueológica do Brasil? A principal hipótese é a dificuldade de acesso para quem vem de fora do Piauí. Não é fácil chegar, mas quem se aventura raramente se arrepende desta viagem à Pré-História. Estudos apontam a presença do homem há cerca de 50 mil anos. Os vestígios são resultado de escavações lideradas pela arqueóloga Niède Guidon na década de 70, quando foram encontradas ferramentas que evidenciaram a presença mais antiga do homem nas Américas. Desde então polêmicos, os trabalhos

Rocha na Toca da Entrada do Baixão da Vaca, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.


pré-história ganharam maior aceitação décadas depois, durante apresentação em um simpósio no Piauí em 2006. Formado por quatro serras, o parque tem como cartão-postal o sítio Boqueirão da Pedra Furada, com mais de mil pinturas rupestres. Estão ali, a poucos metros da parada de carro. Acesso facílimo. Mas nem tudo é sombra, água fresca e trilhas planas. Para ver algumas das pinturas rupestres descritas nesta edição, será preciso encarar o calor de até 45ºC e subir em paredões íngremes. Em suma, é preciso suar a camisa.

Paredão reúne 1.100 pinturas rupestres

No Boqueirão da Pedra Furada, na Serra Talhada

Rafael Mosna/Folhapress

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ão 70 metros de comprimento de rocha cobertos por mais de 1.100 pinturas rupestres, algumas datadas oficialmente em 29 mil anos. Em escavações feitas no circuito do Boqueirão da Pedra Furada, encontram-se ferramentas e materiais líticos (objetos feitos com pedra lascada ou polida) de cerca de 50 mil anos. Os estudos são de arqueólogos franco-brasileiros, que trabalham na região desde a década de 70. Os vestígios colocam um ponto de interrogação na teoria de que os primeiros homens teriam chegado às Américas por uma passagem da Ásia, quando as geleiras do Norte formaram um corredor há 14 mil anos. De acesso fácil, o sítio, situado na serra Talhada, reúne pinturas emblemáticas como a cena que lembra um beijo e outra com animais em movimento. Notam-se quatro cores distintas: vermelha, amarela, branca e cinza. As paredes foram ganhando desenhos ao longo dos anos e, por isso, há trabalhos mais complexos e mais bem conservados do u

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que outros. Hoje, é o único sítio histórico aberto para visitação durante à noite. A dica é visitá-lo em duas etapas: com a luz natural e, mais tarde, com a luz artificial, que realça as cores avermelhadas das pinturas e dá à formação rochosa tons que lembram o dourado. Entre a ida e a volta, vá ao sítio do Meio, o segundo mais importante do parque, devido aos achados arqueológicos, com resquícios de atividade humana que datam entre 20 mil e 12 mil anos. Encontrou-se, por exemplo, uma machadinha de pedra polida de 9.200 anos e cerâmicas de cerca de 8.960 anos. E AGORA? COMO FAZ? A guia Eliete Souza brinca ao mostrar um livreto que explica a trilha para o circuito do Caldeirão dos Rodrigues: “Olha a patinha, está toda preenchida”. A tal patinha é um símbolo do nível de esforços para os passeios no parque, que vai do leve (pata com só um dedinho pintado) ao intenso (toda preenchida). Logo no início da caminhada, uma subida tem escadas feitas de pedra, que tornam o acesso menos difícil. Há galhos com espinho e cactos em pontos de apoio. E o suor escorre pelos olhos. Um tênis com um bom solado evita escorregões. O sobe e desce leva a uma vista panorâmica. É a metade do percurso, de um total de cerca de duas horas, um momento para parar, sentar e “pensar na morte da bezerra”, sugere a guia. O mais inusitado vem adiante, em duas escadas improvisadas com barras de ferro entre duas rochas. A reação no estilo “e agora? como faz?” logo passa e a descida ocorre tranquilamente. Mais uma caminhada leve em meio à mata fechada é encerrada no sítio do Caldeirão dos Rodrigues 2, um grande abrigo com pinturas que se destacam pelos desenhos geométricos internos. O retorno pode incluir visitas a mais sítios. O caminho a ser percorrido é o mesmo – mas agora, com a “prática”, mais fácil.

Toca da Entrada do Pajaú, onde foram encontradas pinturas de cerca de 12 mil anos, no Parque Nacional da Serra da Capivara Rafael Mosna/Folhapress

comer, e é possível encontrar árvores caídas no meio da estrada – nada, porém, que um piquenique e um motorista equipado com um facão não resolvam. Chegar ao abrigo onde fica a Toca do Conflito não é fácil. E difícil mesmo é sair de lá. São três subidas extremamente inclinadas, cujo efeito da erosão no morro até facilita o apoio dos tênis, mas não é suficiente. Para ajudar, foram dispostos cabos de aço, essenciais para a subida e primordiais para a descida. Às vezes, no entanto, nem eles bastam para que uma caminhada de costas em um morro seja feita com êxito. E a terceira ajudinha vem do guia, orientando o melhor percurso a ser feito – grosso modo, indicando onde colocar cada pé a cada passo.

Sítio com cena de luta tem acesso

OLHO D’ÁGUA Depois de percorrer uma estrada com pés de caju, passar pela guarita da serra Branca e andar mais alguns metros de carro, uma boa parada é a que leva ao Olho d’Água – um ponto de água potável que “escorre” de uma pedra durante todo o ano (pense em sua importância em um cenário de seca). Uma trilha (tranquila, dessa vez) leva a uma vista que mescla o verde (se as folhas da caatinga estiverem presentes) à formação rochosa. Na região, a concentração de figuras rupestres com temática em cenas de luta é maior em relação às outras serras, mas são outras as que ficam na lembrança. Na Toca da Extrema 2, uma cena centrada

via morro íngreme e cabos de aço

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objetivo é ver de perto uma pintura de traços finos e delicados na rocha. São 12 figuras humanas, próximas umas das outras. Elas portam e atiram flechas, esboçando uma cena de luta. Desenhada no teto de um abrigo rochoso, de nome Toca do Conflito, ela é a única pintura do local. Fica no alto de um morro bem íngreme. Está na serra Branca, uma região ainda fora dos circuitos cobertos por pacotes turísticos tradicionais no parque nacional. A infraestrutura é mais precária quando comparada às demais serras: não há local para Vilas Magazine

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em uma árvore, com muitas figuras humanas em sua direção, é famosa. Curioso, um pequeno painel na Toca do Veado mostra uma sequência humana que parece simular uma cambalhota. É preciso agachar-se para vê-la – entre o chão e a pintura, o espaço é de cerca de apenas um metro. Há ainda animais retratados com até 1,90 metro de comprimento.

Cânion atrai andorinhas em tardes ensolaradas

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m tardes claras, o que acontece na maioria dos dias do ano na serra Vermelha, os turistas podem aguardar e presenciar a descida das andorinhas em pontos específicos dos cânions. A reunião começa com uma cantoria e termina com um som forte, como um jato rumo ao solo. Mas nem sempre o sol brilha. Este repórter encontrou naquele dia um tempo nublado. E foi questionado por um comerciante, sem ironia, se já teria imaginado que poderia passar frio no Piauí. A temperatura? Era de 28ºC. “O tempo não está bom, as andorinhas não u vão descer”, previu a guia.

Rafael Mosna/Folhapress

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Quase isso. Às 16h45, só se ouviam os papagaios. Às 17h16, lá estavam elas. Poucas, que cantavam, se agrupavam e, em seguida, voavam cânion abaixo. De qualquer modo, a vista panorâmica para a formação circular mostra uma paisagem inusitada que, mesmo sem o show principal, garante um espetáculo à parte.

Pinturas em paredão de 100 m incluem momento de parto

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tilizado por passantes como uma estrada entre as cidades de São Raimundo Nonato e São João do Piauí, o circuito do Desfiladeiro da Capivara, na serra da Capivara, reúne sítios arqueológicos de facílimo acesso. Estão logo ali, bem próximos de onde o carro estaciona. Hoje, é claro, o acesso a esses locais é controlado (todo o parque nacional só pode ser visitado na presença de um guia cadastrado). Mas foram exatamente os viajantes que encontraram muitos dos locais hoje abertos para visitação, os quais, inclusive, serviam de abrigo para pernoites. Na Toca da Entrada do Pajaú, avista-se uma estrutura natural parecida com uma cúpula de uma igreja (como um domo arredondado). Pinturas datadas de cerca de 12

mil anos evidenciam o dia a dia (dois homens segurando uma rede, por exemplo, mostrando uma técnica de caça) e as cerimônias, como um conjunto de quatro homens em movimento, dançando. Fogueiras encontradas no local durante escavações se mostraram bem estruturadas e carvões foram datados pelo método Carbono-14 em uma data de 6.990 anos. Quem tiver sorte, como a que teve a reportagem durante a visita, poderá ver um grupo de macacos-prego perambulando entre as árvores, próximos do chão, à vista de quem por ali passa. VEADINHOS AZUIS A dificuldade é média, e a recompensa é alta. A trilha do do circuito dos Veadinhos Azuis leva cerca de duas horas, contando o tempo para descanso, vista panorâmica e admiração das pinturas. Escadas facilitam a subida. O passeio abrange um conjunto de quatro sítios. Na Toca dos Veadinhos Azuis, o charme fica por conta do desenho na coloração azulada. “O material utilizado é carvão vegetal, mas a ação do tempo transformou a cor. Só existe assim aqui no parque e na Colômbia”, explica a guia. A Toca da Entrada do Baixão da Vaca começa por uma passarela com corrimão.

De um lado, uma rocha inteiramente coberta por figuras da tradição nordeste e agreste, ou seja, parte delas são grandes e estáticas. No total, o sítio possui mais de cem metros de comprimento. Dos desenhos encontrados, destaque para uma imagem de um bisão (detalhe: este mamífero de pelagem longa, com chifres curtos e robustos não é encontrado na América do Sul), uma cena de árvore e outra que simula um parto, além de peixes e animais de caça, como o tatu. Do outro lado, a vista é ampla e encara uma formação rochosa. Na verdade, trata-se de um vale, com um paredão de frente para o outro. No meio da tarde, o som é de papagaios cantando (ou seria se esgoelando?). detector de ar puro No alto da trilha, mais vistas panorâmicas para formações serranas e a vegetação local – que, na época da chuva, atinge verde e outras cores, mas, durante a seca, ganha tons de cinza-claro. Em um ponto de uma pedra no alto da trilha – a subida alcançada pela caminhada é de cerca de 80 metros acima do vale –, a guia aponta um líquen de coloração ocre. O vegetal, conta ela, sobrevive apenas em ar puro. Rafael Mosna / Folhapress. Rafael Mosna/Folhapress

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beleza & estética

Eliminando os pneuzinhos Conheça as combinações de atividades físicas que queimam as incômodas gordurinhas, deixando o corpo malhado

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e inverno a verão, muitas pessoas se estimulam para a realização de atividades físicas. Afinal, quem não deseja ficar em forma para mostrar um bonito corpo. Para isso, a alternativa é suar, malhar e se alimentar corretamente. O principal exercício físico é a corrida. Ela é a principal atividade quando nos referimos em definir o corpo sem necessitar gastar com academias. Basta colocar um tênis específico para a corrida, uma roupa leve, um short e pronto! Escolha correr em locais sem desníveis e com árvores. Se decidir correr durante o dia, não esqueça de usar o filtro solar. Utilize também uma garrafa de água. O corpo necessita estar bastante hidratado para responder corretamente ao exercício físico. Se for iniciante, busque um profissional capacitado. Inicie caminhando e jamais passe este limite. Siga com uma rotina toda semana. Não adiantar a pessoa correr demais em um dia e não se exercitar no decorrer da semana. Rotina e disciplina são essenciais quando se deseja resultados. A caminhada trabalha as pernas, a barriga e queima a gordura dos lados que tanto incomodam as pessoas. É um exercício completo. Já a natação é uma outra alternativa maravilhosa para deixar o corpo modelado. Esse exercício trabalha toda estrutura e faz o corpo trabalhar muito. Ela mexe com as pernas, os braços, a barriga e auxilia na respiração. Se você gosta de malhar em equipamentos de ginástica, hoje pode ser o seu momento! E não precisa ser exatamente em academia. Você pode levantar peso e realizar abdominais em casa. A musculação trabalha a resistência das articulações e músculos, deixa os ossos mais fortalecidos e melhora o metabolismo, queimando as gorduras. O correto para quem deseja secar a barriga é associar atividades aeróbicas, como nadar e correr, com atividades para tonificar, como musculação. Intercale as atividades em dias diferentes no decorrer da semana. Entre essas e outras atividades físicas, é importante optar pela qual seja a ideal para você, e sempre lembrando da alimentação. Não adianta fazer atividades e não tratar do seu interior. Para responder o exercício físico, o corpo necessita estar saudável e bastante hidratado. É aconselhado beber aproximadamente dois litros de água diariamente. Alimente-se a cada três horas. Para eliminar gordurinhas e perder peso, o corpo necessita acelerar o metabolismo. Se você realiza as trêsrefeições básicas (café da manhã, almoço e jantar), o corpo ‘guarda’ o alimento para dar energia a você até a refeição seguinte. Em geral, esse alimento fica ‘armazenado’ na barriga, aí que aparecem os conhecidos ‘pneus’. Por isso é essencial o consumo de alimentos em um espaço Vilas Magazine

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de tempo menor. Para lhe ajudar, sugerimos uma combinação de atividades físicas simples de serem feitas para secar a barriguinha e ficar com o abdômen em dia. O alongamento é essencial no momento de iniciar qualquer exercício físico. Já o abdominal, faz secar a barriga e deixar o abdome trabalhado. Já a corrida é completa, sendo aconselhado sua prática no mínimo três vezes por semana. Quanto à bicicleta, tente pedalar duas vezes por semana. E fuja do sedentarismo. Procure andar mais a pé, evite utilizar o carro para ir a lugares perto da sua casa e se alimente corretamente. Isso é essencial. A gordura abdominal A gordura abdominal é resultado de uma alimentação mal feita associada à falta de atividades físicas, como também pode ser uma pré-disposição genética de acumular mais gordura naquela área do que em outras. Como sabemos, caminhar e correr colaboram e muito a perder peso. Essas atividades são aeróbicas e usam a gordura como fonte de energia, ajudando o emagrecimento. Outra forma que passou a ser comum para combater a gordura é a prática de lutas. O Muay Thai, por exemplo, é uma atividade de grande intensidade e com ótima perda de calorias. Além disso, o trabalho dos músculos na área abdominal é forte e, por essa razão, auxilia a pessoa a ganhar mais músculos e perder peso. Não adianta somente correr para as drenagens e massagens modeladoras para reduzir a gordura abdominal se não estiver realizando um regime ou reeducação alimentar. Segundo os especialistas, as massagens não fazem perder peso, somente reduzem a retenção hídrica. A gordura abdominal somente é queimada com atividades aeróbicas, como por exemplo correr, caminhar, nadar, pedalar. Quando fazemos atividades físicas, regime e massagens associados os resultados são melhores, porém sozinha a massagem é paliativa. O estresse também pode ser responsável pelo acúmulo de gordura abdominal. Ele pode ocasionar um aumento no hormônio cortisol que, quando liberado em demasia, pode ajudar para o acúmulo de gordura na barriga. Para uma vida saudável, é importante muita disciplina, uma dieta correta e atividades personalizadas. Vilas Magazine

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saúde & bem-estar

Quiropraxia, auxílio à saúde Certas dores nem sabemos direito a sua origem. Costas, pernas, cabeça! Mas parece que é na região da coluna vertebral que elas aparecem mais. Para melhorar a ordem nesta área, a quiropraxia auxilia e muito quem sofre com dores na coluna

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s vezes, sofremos com dores no corpo inteiro e nem conseguimos descobrir a sua origem. Cabeça, costas, articulações... segundo os médicos, elas podem se originar em nossa coluna vertebral. Quando a coluna está com algum problema, todo o organismo sofre os efeitos. Isto significa que qualquer desvio nessa região atinge o sistema neuro-musculoesquelético, ocasionando vários problemas de saúde. A forma ideal de deixar tudo em ordem, claro, é corrigir a coluna. E um dos aliados é a quiropraxia, uma técnica que auxilia a aliviar a dor e a tensão através de manobras com as mãos. Com a coluna arrumada, a pessoa pode restabelecer o funcionamento do sistema nervoso, recuperando a harmonia entre todas as funções corporais. Mesmo sendo comprovada a sua eficácia, este método continua não sendo tão conhecido no país. Em determinados países, a quiropraxia está até incluída nos sistemas de saúde, para diagnosticar, tratar e prevenir problemas associados à coluna vertebral. No Brasil, não são muitos os profissionais que utilizam o método, pois ele apenas pode ser usado por quem é especializado. Para trabalhar neste campo, é preciso estudar o assunto por cerca de cinco anos em curso superior. Assim como em qualquer outro ramo, trabalhar com a coluna vertebral também requer muitos cuidados. O alvo desta técnica é o sistema músculoesquelético. Se ele tiver uma certa falta de equilíbrio, podem aparecer ou piorar determinadas lesões ao corpo. E não é apenas isso: essa falta de harmonia faz com que a musculatura e as articulações não funcionem direito, prejudicando os movimentos do corpo, enviando sinais de dor ao sistema nervoso. É aí que entra o trabalho do especialista

quiopraxista: achar os problemas de falta de alinhamento na coluna e fazer a correção. As queixas mais comuns de quem tem essa falta de equilíbrio são, além das dores na coluna, tensão muscular, lombalgia, dores de cabeça, hérnia de disco e problemas de locomoção. A busca é enorme, em especial por quem sofre de hérnia de disco e tem receio de operar. Antes de começar o tratamento, é necessário passar por uma consulta médica, que tem uma duração de aproximadamente uma hora. Nela, a pessoa deve responder a um questionário a respeito da história da sua saúde. Logo após, passa por um teste físico de palpação, para saber a localização da dor. Em geral, o médico ainda solicita determinados exames extras para avaliação da postura, como por exemplo raio X, ressonância magnética, tomografia, entre outros. Com base em todos os dados coletados, pode-se recomendar um tratamento personalizado, que vai ser programado segundo as necessidades do paciente. A princípio, dependendo do quadro, são necessárias de uma a três sessões por semana, num período de até quatro meses. Conforme o paciente vai tendo melhora, essa frequência vai reduzindo. Normalmente são necessárias dez sessões para se conseguir um resultado satisfatório, mas muitos pacientes respondem tão rapidamente que antes de terminar já se sentem melhores. Mesmo para quem sai do consultório se sentindo muito melhor, é aconselhada a manutenção. Ela pode ser realizada da cada dois meses. Como a palavra de ordem é reordenação, os métodos de quiropraxia são todos direcionados para esse fim. Para destravar a coluna vertebral, são feitas manobras próprias e bastante estudadas, por meio de puxões e Vilas Magazine

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estalos. Mas não existe nenhum perigo de lesão, já que o profissional quiropraxista sabe o que está fazendo. Logo depois, a musculatura é massageada e apalpada, para liberar as regiões tensas, e em seguida é alongada. Depois, com movimentos de tração delicados, a postura é normalizada. E com isso, a dor reduz. Para todas as faixas etárias Lordose, cifose, escoliose... Quem nunca conheceu um ‘pimpolho’ com esses desvios? Pois é. Eles ocorrem bastante. Mas o que vá-


rias mães não sabem é que a quiropraxia pode auxiliar a encontrar e até mesmo prevenir o surgimento desses problemas, que em geral são ocasionados por fraqueza dos músculos ou um processo degenerativo. Logo, ao invés de deixar para fazer essa correção na idade adulta, quando esses problemas podem dar mais trabalho, por que não cuidar desde cedo? É recomendado adotar a quiropraxia no decorrer da fase de crescimento, já que ela pode até auxiliar a reverter determinados quadros de desvio de postura. De acordo com

os especialistas, as pessoas idosas, que são mais propensas a enfermidades do envelhecimento, como por exemplo artrose e artrite, ainda podem se beneficiar da quiropraxia para melhorar a mobilidade e as resistências dos ossos e músculos. Para os idosos, há equipamentos específicos, que ajudam o tratamento. Mas não se deve achar que os cuidados estão resumidos somente nas sessões feitas em consultório. Quem sofre de dores músculo-esqueléticas necessita estar sempre se exercitando, não apenas para conseguir mais Vilas Magazine

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flexibilidade, como também para fortalecer as regiões que mais sofrem com a dor. Por isso é que são importantes atividades de reabilitação e alongamento, que podem ser realizados no trabalho ou em casa, aproximadamente três vezes ao dia. Orientações de como sentar, abaixar, deitar ou levantar também são passadas. Seguindo essas orientações e mudando o modo de vida, você vai ficar por muito tempo sem as dores e a tensão. A quiropraxia é muito eficaz, mas as modificações são para o resto da vida.


solidariedade

Dedicação e amor ao próximo Tia e sobrinha enfrentam juntas as dificuldades e driblam os problemas com atitudes positivas

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Nayara Lobo Free-lance para a Vilas Magazine

ma das mais belas formas de caridade é a doação. Não se trata de assistencialismo, nem de contribuições, mas caridade nas relações humanas, como uma forma verdadeira de amor. Pessoas que são capazes de doar sua vida para cuidar do outro, para tornar uma pessoa que precisa de seu cuidado mais feliz. O sorriso e a felicidade são a maior recompensa. A jovem Tarsila Caroline, de 23 anos, é portadora da Síndrome de Down. Quando ela completou 11 anos sua mãe faleceu e ela optou por viver com umas das tias, Roquelina Magnólia, de 48 anos, que mora em Buraquinho. Desde então a vida de Roquelina nunca mais foi a mesma. O bem-estar da sobrinha passou a ser seu maior desafio. Ela deixou o trabalho para investir na educação e socialização de Tarsila. “Na época eu era taxista, mas decidi alugar o taxi e cuidar dela. Minhas clientes gostavam muito de mim e eu amava dirigir meu taxi, mas senti que Tarsila precisava de apoio, e tive que cuidar dela de forma mais intensa”, explica Roquelina. De acordo com ela, a sobrinha estava desmotiva e acima do peso. “Levei ao endocrinologista, passei a ir com ela para a academia, incentivando as atividades físicas, para ela não desistir”. Roquelina acredita que é necessário empenho e dedicação nesses casos, e está presente sempre que possível nas atividades da sobrinha. “Ela gosta de fazer comida, está feliz dizendo que já sabe fazer pudim, suco, gosta de fazer cozido, cortar temperos. Coloco os ingredientes na ordem para facilitar. Ela tem boa vontade de fazer e eu dou todo o apoio no que posso”, comenta. A relação de Tarsila com as instituições de ensino é um assunto delicado. Apesar do apoio da família, ela não gostava de ir à escola. Não foram poucos os esforços para encontrar uma boa instituição de ensino, e as lutas para que se acostumasse na escola regular. Segundo a tia, depois de quatro anos Tarsila não se sentiu integrada com as outras colegas e ficou depressiva. “Não queria mais ir à escola. Quando ela não foi convidada para dançar, em uma apresentação da escola, se se retraiu, e eu tive que levá-la ao psicólogo. A situação chegou ao ponto dela não querer nem mais ir ao shopping ou sair para passear, fazer coisas que lhe dessem prazer. Como ela não saía mais de casa, conversei com um médico psiquiatra que foi lá vê-la”, relata. Aos 16 anos, ainda resistente, Tarsila se recusou frequentar escola. Nesse período ela fez cursos de pintura, violão, banca, entre outras coisas. Roquelina não queria ver a sobrinha no completo sedentarismo, mas também não poderia forçá-la a fazer o que lhe deixava deprimida. Vilas Magazine

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Roquelina Magnólia e a sobrinha Tarsila Caroline, portadora da Síndrome de Down. Uma história de dedicação e amor ao próximo. Era preciso paciência, sem jamais deixar de apresentar alternativas de aprendizagem. Quando estava um pouco melhor, Tarsila passou a frequentar a Escola Pestalozzi de Camaçari, adaptada para pessoas com deficiência, onde participou de uma corrida de 200 metros em 2009 e ganhou a medalha de ouro. A tia confessa que ficou muito orgulhosa e feliz com a vitória. Atualmente, ela estuda no educandário Mariza Pitanga, escola dedicada ao ensino para pessoas especiais em Vilas do Atlântico. É a única escola Municipal que trabalha com crianças, jovens e adultos com deficiência. Roquelina já conhece os professores, trabalhadores da escola e muitos dos coleguinhas de Tarsila. Já se tornou popular entre eles A professora de Tarsila, Josevânia Trindade, explica que as aulas são realizadas em forma de oficina, fazendo um trabalho também de alfabetização voltada especificamente para pessoas com deficiência. “Eles precisam muito de jogos de memorização e de uma metodologia particularizada. Eles não produzem textos, frases, mas são bons em oralidade”. Segundo Josevânia, na maioria das escolas regulares da cidade os professores não estão treinados para ensinar esse público, pois, é necessário fazer cursos específicos. 40

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des ligadas à arte. “Dei uma câmera fotográfica rosa e disse que ela seria a estagiária do grupo de teatro infantil, já que ela participa do grupo adulto. Ela atua fotografando e distribuindo papéis. Do que depender de mim, terá todo o incentivo para desenvolver uma atividade de trabalho. O que não incentivo é ter fantasias irreais”, enfatiza a tia coruja. A arte contribuiu na vida de Tarsila, principalmente, para sair da depressão. Quando perguntada sobre o que mais gosta de fazer, Tarsila responde enfática: “Teatro!” E sabe bem o que quer fazer no futuro: “Quero trabalhar com produção de eventos. Dá muito dinheiro”, comenta eufórica. Tobé Veloso, professor de teatro de Tarsila, explica de que forma ela aprende a atuar: “Encenamos primeiro com outras pessoas, para que ela observe e crie expectativa. Ela mesma criou uma personagem, a Piti. A gente tem que fazer com que ela compreenda que se não der vida a Piti, ela vai desaparecer”. E continua a explicação: “Na frente do espelho, ela vai se vendo. Quando ela vê outra pessoa fazendo o personagem dela, ela fica querendo recuperá-lo e se esforça, aprende que tem que tornar ele vivo”. Tobé trabalha muito a questão da repetição das falas, das expressões, dos movimentos, entre outras coisas. “Entender isso para a gente não foi fácil”, ressalta. “Ela tem a noção de quem é ela e de quem é o personagem. Para a próxima peça ela exigiu que só iria participar se fosse uma princesa”. A arte como forma de estímulo Não é a toa que a escola investe no ensino através da arte, incluindo a música e a dança, principalmente. A tia de Tarsila concorda com o método adotado. Ela acredita que através da arte é possível inserir as pessoas com dificuldade de desenvolvimento intelectual no convívio com a sociedade. “Em geral, o aprendizado de pessoas com esse tipo de problema é através da repetição, o que exige muita paciência das pessoas ao seu redor”, revela. “Ano passado coloquei ela no teatro. O professor fez um trabalho de integração, e ela teve a oportunidade de estrear a peça Edu e Cação”, conta Roquelina. Sem perder o gancho, ela complementa: “Como vi que era algo que ela gostava muito e se empenhava, decidi incentivá-la ao máximo, ao ponto de frequentar as aulas com ela”, revela. Outra forma de incentivo citada pela tia é fazer com que ela participe de outras ativida-

Vida social De acordo com Roquelina, é difícil manter uma amizade, porque cuidar de Tarsila exige muita dedicação, mas ela considera o esforço gratificante. “As pessoas acham que estamos dando, mas na verdade estamos recebendo. Eles não fazem muitas cobranças, e não é toda criança que dá o amor que eles nos dão”, e complementa: “Minha vida social é com ela. Vamos muito ao cinema, ao teatro”. As duas conversam sobre tudo. “Tarsila teve uns paqueras, mas ultimamente, quando falo sobre isso, ela ri. Já falou em ter namorado, mas ela não aceita que cresceu. Ela se diz ‘adolescente’, revela a tia, que criou uma conta no facebook para sobrinha, como forma de estímulo à socialização. Ambas se consideram pessoas felizes. É com muita admiração que a ex-professora de banca de Tarsila, Júlia Telma Santos, u Vilas Magazine

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Tobé Veloso, professor de teatro de Tarsila: “Ela criou uma personagem, a Piti. A gente tem que fazer com que ela compreenda que se não der vida a Piti, ela vai desaparecer”

Júlia Telma Santos, ex-professora de banca de Tarsila: “Acho Roquelina uma pessoa guerreira, é uma tia-mãe para Tarsila. Ela está sempre do lado dela, dando carinho e amor”

Josevânia Trindade, professora de Tarsila: Aulas em forma de oficina, fazendo um trabalho também de alfabetização voltada especificamente para pessoas com deficiência


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de 47, fala sobre essa relação: “Acho Roquelina uma pessoa guerreira; é uma tia-mãe para Tarsila. Não é para qualquer um isso não. Admiro muito essa força de vontade. Nunca vi ninguém largar a sua vida para cuidar assim do outro. Conheço muitos pais que deixam crianças em creche, abrigos, etc. ela está sempre do lado, dando carinho e amor”. Quadro social Questionada quanto às dificuldades na criação de uma pessoa com Síndrome de Down, Roquelina se mostra um pouco indignada: “O que acho mais difícil de enfrentar é o fato de a sociedade não aceitá-los como são. Eles não são animais. Por que não gastar um minuto para conversar com eles? Por que não perguntar as coisas diretamente a eles, e não vir a mim e perguntar? Eles vão se sentir melhor dizendo o que gostam”, desabafa. Mas não para por ai: “Dou dinheiro para Tarsila ir comprar algo, porque se eu estiver perto, os vendedores perguntam a mim o que ela quer, mesmo com o dinheiro na mão. Eles são consumidores e tem potencial para isso. É preciso à sociedade ter educação para isso. É preciso olhar nos olhos deles e conversar”. “O aprendizado tem que ser muito repetitivo, com paciência e com muito amor”. A diretora e fundadora do Educandário Mariza Pitanga, Mariza Pereira Gonçalves, ressalta a importância de parcerias com instituições de ensino superior: “Queremos o apoio das faculdades e escolas de arte como parceiras. Elas podem utilizar a escola como núcleo de prática das atividades, como de educação física, psicologia, fisioterapia, assistência social, dança, música, arte em geral. Isso é benéfico para todos os alunos”.

Lions Club promove 9ª edição da Feira da Saúde O Lions Clube de Lauro de Freitas Quatro Estações realizou em maio, a nona edição da Feira de Saúde, dentro da sua programação anual de atividades para o ano leonístico 2012/2013, iniciado em julho de 2012. O evento, ordenado na Lei Municipal nº 1.310, de 11 de junho de 2010, aconteceu no Colégio Estadual Alfredo Agostinho de Deus, em

Forró do Rotary arrecada fundos para ações sociais

Projetos em trâmite no Congresso nacional

Quem foi ao Forró do Rotary na expectativa apenas da animação do festejo, se encantou muito mais. Além da participação de uma banda já consolidada e popular no município, Zé de Tonha, que toca o forró tradicional, de raiz, de um forma irreverente, o grupo Caravana da Arte foi uma gratificante surpresa, divertindo os presentes com músicas de estilos variados além de show de interpretação, com imitações de artistas consagrados, como Tetê Espíndola, Ney Matogrosso, Louis Armstrong, variando do arrocha à música clássica. A participação dos presentes foi completa, tanto na quadrilha, nas danças, quanto nas brincadeiras. “Gostei muito, me surpreendeu o sentido da confraternização. Teve espaço para dançar, comida

n PL 7699 /2006 Cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Autor: Paulo Paim (PT/RS) n PL 3513 /2012 Reserva percentual de vagas nos concursos públicos para as pessoas portadoras de Síndrome de Down. Autor: William Dib (PSDB/SP) n PL 3514/2012 Institui a semana nacional de ações públicas e sociais no campo da Síndrome de Down e dá outras providências. Autor: Willian Dib (PSDB/SP) n PL 234 /2012 Dispõe sobre o preenchimento de cotas pelos beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. Autor: Benedito de Lira (PP/AL) n PL 112 /2006 Dispõe sobre os direitos da pessoa portadora de deficiência. Autor: José Sarney (PMDB-AP) n PL 377 /2011 Cria o Dia Nacional da Síndrome de Down. Autor: Lindbergh Farias (PT/RJ). O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto em 21 de Março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do par 21.

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típica, pessoas caracterizadas. Tudo de bom”, declarou o microempresário André Luís Fraga. O Forró do Rotary aconteceu dia 8 de junho, no espaço D’Meg Restaurante, organizado pelos integrantes do Rotary Club Lauro


artigo Itinga, tendo viabilizado mais de 1.100 atendimentos diversos favorecendo a comunidade carente do bairro (aferição de pressão, testes de HIV – foram detectados dois soros positivos, que não tinham conhecimento e encaminhados ao atendimento psicológico –, distribuição de kites de escovação, distribuição de preservativos com orientação, exames ginecológico preventivo – em uma paciente jovem, foi detectado um preservativo dentro da vagina, o qual ela não tinha conhecimento ha quatro dias). A Feira da Saúde do Lions é coordenada pela leonina Gleice Baptista.

de Freitas. A receita com a venda de ingressos, comidas típicas e bebidas no evento, será usada pelo Rotary para atender seus serviços sociais voltados para entidades carentes do município, assistidas pelo clube. O evento foi o último da gestão do presidente Otávio Gaino, que neste dia 5 passa o comando do clube para o empresário Valdemar Leal.

“Educação se aprende em casa. Cabe à escola apenas ensinar os conteúdos.” Será? Lilian silva Especial para a Vilas Magazine

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enho lido esta afirmação acima com certa frequência, tanto na mídia como nas redes sociais. E algo, ali, me incomodava... Pois é: há mesmo alguma coisa errada com tal raciocínio. E não é complicado perceber: está no conceito de “conteúdos”. Quando eu era uma pequena aluna, o que os professores chamavam de “conteúdos” era mais ou menos o que vinha escrito em livros: as informações, os dados, as datas, os nomes. Tudo bem estanque, raramente falávamos em “processo”. Mas, mesmo assim, se havia algum problema – uma briga, uma atitude preconceituosa, a organização de uma festa ou de um trabalho em grupo – a professora (sábia!!) parava com os “conteúdos” para ajudar-nos a resolver a questão. Aquilo era “menos aula” do que o que aprendíamos nos livros? De jeito nenhum! Pronto, resolvido: trabalhar com habilidades – saber trabalhar em grupo, saber organizar uma festa, usar a régua, analisar um gráfico, procurar uma informação - e com atitudes - analisar preconceito a fim de reduzi-lo a nada, ponderar sobre um atrito a fim de achar solução, aprender a acatar o que a maioria decidiu – é também conteúdo! Voltamos à pergunta insinuada no título “cabe à escola apenas ensinar os conteúdos”? Claro! Porém, partindo da premissa de que conteúdo é mais do que meramente saber coisas, é também saber fazer, ser e conviver, como furtar a escola de sua missão de Educar, em parceria com a família?

Claro que o ambiente familiar é rico e diverso, há muitas demandas e um sem fim de possibilidades para educar. É em casa, sim, que se aprende a respeitar a vontade alheia, a colaborar para um bem comum, a fazer sua parte nas tarefas para que tudo corra da melhor forma, a respeitar a autoridade, a usar as “palavras mágicas”... Mas e na escola, não? Claro que sim! É na escola, onde a diversidade é imensa, que se aprende a conviver com o que não é meu espelho, a trabalhar em equipe, mesmo com quem a pessoa não tenha nenhuma relação afetiva especial (na vida profissional é assim, não é?), que se aprende a viver democraticamente (é, nem sempre fazemos parte da maioria e temos que acatar a decisão que não foi nossa) e a viver com a conformidade (seguir regras), equilibrando-a sabiamente com a individualidade (pautar-se pela própria vontade). Achar que a escola deve se limitar apenas a informações é tão ridículo quanto pensar que filhos não devem receber instrução dos pais. Imagine a cena: – Mãe, por que egípcios faziam pirâmides? E o que é machismo? De onde vêm os bebês? Por que falamos português? Por que é “frito”, “feito”, “ido” e não é “descobrido”? Dinossauros devoravam humanos? Por que pipoca estoura? Por que a folha é verde? De onde veio o chocolate? Bruxos existem? Quem pintou este quadro? Por que existem pobres e ricos? Quem inventou o trabalho? E a mãe, frustrada – porque queria dialogar! –, dizendo que lamenta, mas instrução cabe à escola.

Lilian Silva é licenciada e bacharel em História pela USP, professora de Ensino Fundamental e Médio. Publicou coleções didáticas de Português (Interação & Transformação) e de História (História da Bahia). E-mail: lisantossilva@hotmail.com

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comportamento

E agora? Como me virar sozinha em casa?

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Dicas de sobrevivência para as mulheres que passam a ser donas da sua própria casa

ara muitas mulheres ser independente é uma conquista maravilhosa. Ter seu próprio dinheiro, ter liberdade, seu próprio lar... e muito mais. Porém isso tudo precisa de algumas responsabilidades, além de lógico ficar com as contas em dia. São as compras do mercado, cuidar das roupas, consertar determinadas coisas, etc. É verdade que logo no começo pode ser complicado, mas com uma ajudazinha as coisas ficam mais claras. Algumas recomendações podem ser importantes para deixar a sua casa sempre organizada e limpa. Confira Geladeira arrumada Todo mundo sabe que determinados alimentos precisam ser guardados na geladeira, correto? Mas você sabe que distribuí-los corretamente também é essencial? Veja algumas dicas. Na área de cima, a temperatura fica entre 5 e 8 graus. É o local perfeito para armazenarmos leite, iogurtes, manteiga, queijos e creme de leite. No meio, entre 1 e 4 graus, guardar as carnes e os pratos já prontos. Legumes, hortaliças e frutas precisam ser limpos e postos em potes com tampas na área de baixo. Na porta, a temperatura é variada. Armazene temperos, água, refrigerantes e sucos. Importante: ovo deve ficar dentro da geladeira. Para evitar cheiro ruim, os alimentos precisam ser cobertos. Não utilize pequenas toalhas. Além de prejudicar a refrigeração, isso faz com que a geladeira consuma mais energia. Um pouquinho de bicarbonato de sódio em um pote aberto ainda pode evitar um eventual cheiro ruim. E sempre lembre de deixar os produtos com vencimentos mais próximos na frente da geladeira.

Passando roupa É fundamental ter um ferro de passar de qualidade. Como há modelos a vapor e a seco, observe qual é mais recomendado para você. Ao usar um ferro a seco é essencial ter um borrifador com água e um pouco de amaciante. O conselho é antigo, mas funciona. Isso auxilia a desamassar as peças mais facilmente. Um ferro a vapor de boa qualidade tem alternativas diversas de temperatura, que ajudam no momento de passar uma peça de material mais delicado. Por isso, sempre verifique as instruções das etiquetas. Nelas estão informações fundamentais de como passar as roupas. Também sempre passe do avesso as roupas pretas, não importando o tipo de tecido, e as peças de linho e cetim. Isso evita brilhos e marcas. O correto é que as peças sejam dobradas adequadamente depois de serem retiradas do varal e que não sejam guardadas emboladas, evitando que fiquem ainda mais amassadas. Se algo prendeu no ferro e você não conseguir retirar, recomenda-se aquecer o ferro e desligar da energia. Em seguida, segure o ferro com um pano e passe uma palha de aço seca na área suja. Pegue um pano umedecido e retire os resíduos. Isso não é recomendado se o ferro for revestido por teflon. Armário em dia Armazene café, açúcar, bolachas, sal e massas em potes bem fechados para deixá-los conVilas Magazine

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servados. Para usar melhor o espaço nos armários da cozinha, o correto é que estes recipientes sejam no formato quadrado. Já lençóis que não tenham elástico, camisas e toalhas podem ser enrolados em vez de dobrar. Isso ajuda na visualização das peças nas gavetas, não deixa os tecidos amassados e oferece maior espaço. As roupas compridas precisam ser penduradas de acordo com o tamanho. Sai mofo! As bolinhas de naftalina são ótimas para remover o mofo. Apenas não deixe que elas encostem nas roupas, para evitar dois trabalhos: o de remover o mofo e o de lavar a roupa, já que a naftalina provoca manchas. Por precaução, ponha as bolinhas em uma meia. Não há nada melhor do que o sol para retirar a umidade dos guarda-roupas. Abra a janela e deixe o sol entrar. Luzes incandescentes e ventiladores podem também reduzir o mofo. Se ainda assim não der certo, guarde um pedacinho de carvão dentro do armário. Roupas e prateleiras devem ser lavadas de vez em quando. Outro conselho é não colocar roupas em saquinhos plásticos ou potes fechados. Quanto mais circulação melhor. Para combater às traças, use às vezes um pano umedecido com sabão neutro no armário. Secando as roupas Dê preferência aos pregadores feitos de madeira ao invés dos de plásticos. Eles duram mais. Atenção para não deixar que se molhem, já que madeira molhada provoca mofo, estraga e deixa manchas nas peças. Tenha atenção na hora de estender as roupas. Para não deformá-las, não pendure pelo cós as calças e as camisetas pelas golas. O correto é deixar as peças estendidas o máximo que puder. Isso vai ajudar quando você for passar ferro. Colocar para fora os bolsos das calças para secar. Manchinhas no sofá Para proteger o seu sofá das manchinhas, é recomendado colocar uma capa e somente retirar em situações especiais. Mas se cair gordura no sofá, coloque um pouquinho de talco o quanto antes sobre a mancha. O pó vai absorver a gordura, e auxiliar a remover a marquinha. Não utilize água aquecida para remover qualquer tipo de manchinha. Isso pode prejudicar mais ainda. Tente remover com espátula ou papel absorvente antes de fazer a limpeza. Use um removedor, mas faça um teste do produto antes em uma área do estofado. Louça limpa Para economizar tempo e água quando for lavar a louça, aproveite a dica: utilize uma bacia ou até a pia, se puder fechar o ralo. Dessa forma vai reduzir o tempo de lavagem em torno de 15 para cinco minutos e certamente a economia de água será muito grande. Primeiro ensaboe a louça e utilize a água só depois para enxugar. Antes de começar a lavar, limpe os pratos removendo todo o restante de comida com um guardanapo de papel. Desta forma, evita entupir a pia e ajuda a lavagem já que retira a maior parte da gordura. Se tiver louça com restos de alimentos já endurecidos, é recomendado pegar uma bacia com água e mergulhar as louças. Utilize um detergente que seja consistente, porém biodegradável, e faça muita espuma, que ajuda a retirar a gordura das louças. Lave a louça em blocos, obedecendo uma ordem, por exemplo: copos, talheres, pratos, bacias, panelas e formas. Lave uma parte, enxague. Lave outra parte, enxague, e assim por diante. Na esponja pode-se acumular grande quantidade de bactérias e germes, por isso recomendase substituí-las as cada sete dias. E mesmo assim é prudente deixar a esponja mergulhada à noite numa mistura de água e água sanitária. Não é aconselhado deixá-la sobre o sabão. Para mistura mais efetivas no momento de limpar panelas, utilize uma esponja de aço inoxidável, mas mantenha distante das panelas de teflon. Seguindo esses pequenos e práticos conselhos, sua casa vai ficar brilhando. Vilas Magazine

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MÚSICA

Buscando caminhos próprios

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Nilma Gonçalves Free-lance para a Vilas Magazine

ari Antunes, da Babado Novo, e Felipe Pezzoni, da Banda Eva, têm muito em comum: são as novas vozes de dois dos mais bem sucedidos grupos de axé music da Bahia, estão em seu primeiro ano à frente de suas bandas, estrearam no Carnaval de Salvador em 2013, além de serem talentosos e bonitos. E mais: são dois dos convidados dos ensaios da Negra Cor e Batifuns, que acontecem todos os domingos deste mês no Armazém Villas. Eles falam à Vilas Magazine sobre o início de suas carreiras, o ingresso em bandas famosas Brasil afora, Claudia Leitte, Saulo Fernandes e os planos para o futuro.

Em que momento decidiu que queria ser artista? Quando tomou essa decisão, teve apoio da família? Mari Antunes A vontade de cantar despertou aos cinco anos de idade, mas comecei a cantar profissionalmente aos 18 anos. Muito, minha família sempre acompanhou minha vontade e o meu sonho de cantar, sempre me apoiou. Felipe Pezzoni Foi bem natural, eu tinha 15 anos. Tocava percussão e fazia backing vocal em uma banda de amigos. Na ausência do cantor, por um motivo que não me recordo, me colocaram para cantar até acharem outra pessoa. Desde então, não larguei mais o microfone. E meus pais sempre me apoiaram em tudo. Nessa mesma época meu pai fez um estúdio em casa para nossos ensaios. Lembra quando foi a primeira vez que se apresentou para um público e o que isso significou para você? Mari Antunes Foi aos seis anos de idade, me apresentei para uma multidão na festa da cidade em morava, Ibicaraí (BA). Pedi para cantar e deixaram. Foi muito emocionante, marcante e inesquecível. Felipe Pezzoni Tocávamos em várias festinhas de aniversário, mas a primeira apresentação foi numa praça aqui em Lauro de Freitas. Tocamos em um ônibus que servia como carro de apoio. O som era péssimo, mas lembro que foi bem divertido. Significou muito, porque foi o primeiro. Com o tempo, fui percebendo que era aquilo que eu queria fazer pelo resto da minha vida. Como aconteceu o convite para entrar para a Babado Novo? Teve que fazer teste? Mari Antunes Eu já fazia parte de uma banda da mesma empresa da Babado Novo. Cantava na banda Sarypa. Os empresários queriam dar uma cara nova para a Babado, eles já conheciam meu trabalho, fizeram o convite e eu aceitei na hora. Não fiz teste. Como aconteceu o convite para entrar para a Banda Eva? Teve que fazer teste? Felipe Pezzoni Foi de maneira muito natural também. Eu tinha, junto com o músico e produtor musical Marcelinho Oliveira, uma banda chamada Mil Verões. Foi um projeto que repercutiu de maneira muito positiva no mercado musical baiano, daí em uma de nossas apresentações aqui em Salvador, recebemos a visita de Ricardo Martins, empresário do Eva, que nos levou para o cast (elenco) do Grupo Eva. Em uma das reuniões para tratar de assuntos da banda Mil Verões surgiu o convite para assumirmos o Eva. Fiquei extremamente honrado e feliz com o convite.

Jefferson Peixoto / divulgação

Qual foi a sensação de se apresentar, pela primeira vez, em cima de um trio elétrico em pleno Carnaval de Salvador, para uma multidão? Mari Antunes Foi uma mistura de várias emoções: passou o filme na minha cabeça de toda a minha trajetória e da vontade que eu tinha de estar ali. Foi lindo demais! Com certeza, a realização de um grande sonho! Vilas Magazine

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Felipe Pezzoni Foi inesquecível! Um dia muito especial! Em algum momento sentiu o peso de estar à frente de uma banda que teve Claudia Leitte como vocalista e que hoje em dia é uma estrela nacional? Como ela te recebeu? Mari Antunes A responsabilidade existe, a marca Babado novo é conhecida nacionalmente, tem uma linda história no mundo da música, mas paralelo a essa responsabilidade estava a vontade de trabalhar, de mostrar o que sabemos fazer e da oportunidade em mãos para dar continuidade a essa linda história! Em algum momento sentiu o peso de substituir Saulo Fernandes, tão querido pelo público do Eva? Como Saulo te recebeu? Felipe Pezzoni Estamos felizes com a oportunidade de mostrar a nossa música para o grande público. As pessoas estão podendo nos conhecer e sempre terá espaço para todo mundo. Saulo me recebeu com carinho e respeito. Foi um encontro emocionante, ainda mais que aconteceu em pleno Carnaval de Salvador... Como é o seu dia a dia, com tantos compromissos profissionais Brasil afora? Mari Antunes Ensaio, malho, estudo, não paro! (risos) Felipe Pezzoni A rotina mudou completamente. Graças a Deus a gente está viajando bastante e a cada dia o tempo se torna mais escasso. Não estou reclamando, porque foi isso o que eu sempre desejei pra minha vida. Quais são os seus ídolos e referências na música? Mari Antunes Michael Jackson, Marisa Monte, Djavan, Beyoncé. Felipe Pezzoni Escuto de tudo um pouco. Gosto muito de Ed Motta, Marisa Monte, Pedro Mariano, Elis Regina, Raul Midon, Maroon 5, Stevie Wonder, Leonardo Gonçalves, além de muitos artistas baianos.

Almir Jr / divulgação

artistas renomados e isso não vai mudar! Vida longa à axé! Felipe Pezzoni Na verdade, a axé está muito bem estabelecida no mercado. Duas das maiores artistas do Brasil são representantes da axé. Novas caras estão surgindo, fazendo música boa e isso é muito bom para o movimento. O mercado sempre foi cíclico, mas a axé é uma grande realidade e mais um patrimônio da nossa cultura musical brasileira.

Como é o assédio do(a)s fãs? Ele(a)s são muito ousado(a)s? Mari Antunes Amo o carinho dos fãs. É muito lindo e verdadeiro. Sempre tem uns ousadinhos, mas tiro de letra! (risos). Felipe Pezzoni É muito bacana. De vez em quando aparece uma mais ousada, mas em geral são bem carinhosas e respeitosas. Você está namorando? Se sim, como seu namorado(a) lida com esse assédio do(a)s fãs? Mari Antunes Sou casada e meu marido é super tranquilo. Felipe Pezzoni Sim. Ela é bem tranquila com relação a isso e já me conheceu assim. Acho que fica mais fácil.

Quais os seus próximos projetos na Babado Novo? Mari Antunes Gravamos um CD que está prestes a sair, tem a gravação de um DVD para o segundo semestre e um clipe que gravamos com a nova música de trabalho que se chama 15 mil por me. Estou muito feliz com o resultado do trabalho. Já, já, vocês vão conferir!

A axé music teve o seu ápice e parece estar um momento de entressafra criativa. De que forma enxerga isso? Em sua opinião, qual é o futuro da axé music? Mari Antunes A música é cíclica. Hoje, um determinado estilo musical está em evidencia e amanhã isso muda. Faz parte de um ciclo natural na indústria fonográfica. Dentro da axé music existem grandes Vilas Magazine

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Quais os seus próximos projetos na Banda Eva? Felipe Pezzoni No momento, estamos totalmente focados na produção do novo CD. Será todo inédito e estamos em processo de elaboração de arranjos. Só está entrando o que nos emociona. Junto com ele faremos clipes de algumas canções. 47

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viver bem

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s mulheres entre os 25 e 40 anos são o grupo predominante entre quem tem fibromialgia, uma doença caracterizada pela dor intensa e que, por afetar o corpo todo, pode incapacitar as pessoas de fazer tarefas básicas, como levantar da cama. A proporção é de quatro mulheres para cada homem com fibromialgia, doença que afeta entre 2% e 4% da população mundial. As causas da doença não são totalmente conhecidas, nem o porquê de sua predominância entre mulheres. Mas se sabe que ela pode ser desencadeada por um trauma físico, como uma fratura mal curada, ou psicológico. “Um acidente de carro, a perda de um ente querido, a perda de emprego, por exemplo”, explica o fisiatra Patrick Stump, diretor da Sbed (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor). “Isso só ocorre em pessoas predispostas a desenvolver essa dor”, ressalta. Há também causas genéticas, posturais e o excesso de estresse, por exemplo. Mas os sintomas são iguais em homens e mulheres. A dor atinge músculos e ossos, é acompanhada de dor de cabeça, distúrbio do sono e pode desencadear problemas como depressão. “Geralmente essa dor é incapacitante, de média a intensa”, afirma Stump.

Dores por todo o corpo são mais comuns entre mulheres fazer atividades físicas. A dica também vale como prevenção à doença, garantem os

médicos. “Atividade física sempre previne a dor. É muito mais difícil uma pessoa ativa desenvolver

Qualidade de vida Apesar de a fibromialgia não ter cura, seu tratamento traz ganhos, principalmente quando a doença é detectada precocemente. “É possível que a pessoa viva muito bem. Mesmo tendo fibromialgia, ela pode ter boa qualidade de vida”, diz a anestesiologista Fabíola Minson, membro da Comissão de Ensino e Treinamento Profissional da Sbed. “Mas, infelizmente, as pessoas começam a se tratar tarde.” Além de medicação, o paciente é orientado a Vilas Magazine

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dor do que a que está parada”, ressalta Stump. Bárbara Souza / Folhapress.


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e você já gastou tubos de dinheiro com xampus, cremes e hidratação, mas seu cabelo de uma hora para outra ficou opaco e quebradiço ou está caindo mais do que o de costume, talvez o problema venha de dentro. Isso porque os fios, como a pele e as unhas, refletem a saúde do seu organismo. Portanto, estresse, poluição, falta de vitaminas, minerais e proteínas ou até doenças como hipotiroidismo ou problemas hormonais podem se refletir no cabelo. “Se o nosso corpo está com alguma alteração, com certeza isso pode influenciar nas madeixas. Há pacientes que não têm queda de cabelo, mas percebem que eles estão afinando”, diz a dermatologista Letícia Bertazzi, atuante em tricologia médica (especialização em cabelo).

Cabelos danificados podem ser sinal de problema de saúde e ovos, é fundamental para que eles continuem assim por mais tempo. Não fumar, lavar dia sim

mo para quem está com o cabelo bonito, vale a dica: uma dieta equilibrada, com carnes, legumes, leite

Toque Observe o seu cabelo. A textura ideal, diz Letícia, é suave e firme ao toque, sem elasticidade nem de aspecto emborrachado. Quando ele fica mais ressecado, com fios frágeis e quebradiços, é bom observar o que mudou na sua rotina ou se houve alguma alteração alimentar, por exemplo. Algumas cirurgias, como a de redução do estômago, também podem resultar em cabelos fracos e quebradiços. “Alterações hormonais levam a modificações nos cabelos. Devem ser avaliadas todas as glândulas e o metabolismo para descobrir se existe alguma alteração interna”, explica o dermatologista Valcinir Bedin, tricologista e nutrólogo, também presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo. Se há suspeita de que o problema vem de dentro, é hora de procurar um médico especialista. “Devemos tratar os dois lados, o interno e o externo ao mesmo tempo’, salienta Bedin. Mas, mesVilas Magazine

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dia não com produtos adequados e hidratar também são dicas. Bárbara Souza / Folhapress.


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onversei com um pequeno grupo de mulheres, amigas entre si e mães de adolescentes, a respeito dos desafios que elas enfrentam na educação dos filhos. E eles não são poucos, não é verdade? Em tempos em que há tanto adulto querendo viver como adolescente, para os verdadeiros jovens é duplamente difícil passar por essa fase. Bem, nessa conversa que durou pouco mais de uma hora, algumas questões centralizaram a atenção de todas. As opiniões das mães eram semelhantes, por isso achei interessante trazer algumas delas para nossa reflexão. O primeiro ponto, unanimidade entre elas, foi o que elas chamaram de “diálogo com os filhos”. Essas mães procuram resolver quase tudo na base da conversa. O problema, elas contaram, é que essa estratégia considerada tão importante não funciona. Primeiramente, pedi que explicassem o que consideram “diálogo com os filhos” e em quais situações usam o recurso. Surpresa! Disseram usar o tal diálogo para tudo. Dialogam para cobrar as responsabilidades dos filhos, para negar um pedido deles que consideram inadequado, para mostrar que o que fizeram é errado etc. E tome diálogo o dia todo! Pedi que uma das mães explicasse como usa o diálogo com a filha de 14 anos, toda vez que ela pede para ir a uma balada para menores. A mãe disse que explica à filha que ela ainda não tem idade, que nesses locais há oferta de bebida alcoólica e o cérebro dela não está preparado para isso, que ela terá tempo para fazer isso etc. E por que não funciona? Porque a filha já mentiu para a mãe que ia dormir na casa de uma amiga e foi para uma balada. A mãe descobriu porque, coincidentemente, um amigo dela estava no local, viu a garota e a avisou. Foi difícil essas mães entenderem que isso que elas pensam ser diálogo, na verdade, não é. O que elas fazem são ten-

E tome diálogo rosely sayão tativas de convencer os filhos com palavras, argumentos e discursos de que a posição delas é a certa e, por isso, eles devem aceitá-la. Que ingênuo engano, não é verdade? Como tentar convencer os jovens de que eles ainda devem obedecer às normas familiares? Essa é uma batalha perdida de antemão. Os pais de adolescentes precisam aceitar

que, em determinadas situações, não há diálogo, ainda. Há troca de informações, de opiniões, mas, se os pais não aceitam o pedido feito, negado está. Tratam-se de decisões que dizem respeito à vida dos filhos – poucas, de fato – que os pais tomam e ponto final. Outro exemplo dado foi o “diálogo” que as mães tentam travar com os filhos sobre a vida deles. Elas querem saber de quase tudo para que possam, segundo elas, orientá-los. Querem saber quem eles namoram, com quem ficam nas festas, se usaram alguma droga e por aí vai. Os filhos escapam, dão respostas monossilábicas, desviam do assunto, dizem que a conversa não tem nada a ver. Com razão, defendem sua privacidade, já que, nesse caso, não há diálogo algum. Outro ponto interessante foi que várias mães acham “normal” que o filho tenha documento falsificado com idade maior. Uma, inclusive, disse que ajudou o filho a tirar o documento. Elas disseram que, como fizeram isso na adolescência, consideram normal também que os filhos façam a mesma coisa. Este é o problema: muitos pais fizeram mesmo isso quando jovens. Mas de maneira diferente, porque faziam bem escondido dos pais e isso significava assumir a responsabilidade pelo que faziam. De qualquer maneira, não são mais jovens. E pais sempre serão caretas para os seus filhos. Além disso, o mundo mudou. Uma mãe disse que tinha documento falso para entrar no cinema. Hoje, usam em baladas regadas a álcool, situação bem mais arriscada. Educar filhos adolescentes não tem sido tarefa fácil, principalmente porque o mundo adulto tem pensado e agido de forma bem parecida com a deles. Quem tem filhos nessa idade precisa assumir sua maturidade, não é verdade? Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, escreve sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação.

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ngana-se quem pensa que para o animal de estimação basta apenas comida, água e afeto. É preciso mais do que isso. Médicos veterinários dão como exemplo um “cãozinho de madame” que tem uma casa linda, ótima ração, muito espaço, entre outras coisas, mas é visto apenas como uma decoração de luxo na casa. Ao passo que, em geral, dificilmente encontramos um cachorro de rua triste. Eles acompanham sempre seus donos, passeando, balançando a cauda e felizes. Cada ser humano é um ser diferente, com necessidades distintas. Algo que possa nos deixar felizes pode ser completamente indiferente para outra pessoa. Com os cachorros é praticamente a mesma coisa, mas com certeza o único ponto que é igual no que se refere à felicidade para um cachorro é ter companhia. Quer dizer, uns tem preferência por petiscos, outros de palmas, outros de brinquedos, mas o que todos gostam de verdade é companhia. Mas lógico que apenas isso não é o suficiente. Para compreender o cachorro é preciso pensarmos como ele. O animal gosta de coisas diferentes de nós humanos, logo é essencial respeitarmos suas necessidades de animal, sua maneira de agir e de pensar. Quando passamos a compreender melhor o que o animal de estimação espera de nós, tudo se torna mais fácil e agradável. O treinamento é primordial para motivar e melhorar a relação entre donos e cachorros. Lógico que sempre com a presença do dono. O treinamento com afeto, recompensa e a participação do dono traz certamente bons resultados e o cão se sente recompensado ao transmitir ao dono que o entende e obedece. E principalmente ele o respeita por amor, não por receio. Após um treinamento os dois se entendem mais, e a relação fica melhor. Especialistas recomendam que o dono deve ser justo com o seu cachorro. Quando brigamos com ele, com razão, o animal entende e não fica chateado. Ele entende que errou e, se for repreendido corretamente, não repetirá o erro. Da mesma forma como é importante elogiar sempre que puder. Isso tornará você o dono que ele aceita, respeita e ama como líder. Passeios, brincadeiras e atividades precisam fazer parte da rotina do cachorro. A rotina pode incomodar os seres humanos, mas

Felicidade canina para o cachorro significa segurança. Mudar a rotina são algumas vezes razão de estresse para o animal. Por isso é essencial dedicarmos palavras importantes para o animal, tentar introduzir essas palavras na prática e não somente na teoria.

Primeiramente os cheiros. O animal usa esse artifício para conhecer tudo que o cerca. Pelo cheiro que o cão deixa pelo caminho ao fazer xixi, o próximo cachorro que passar vai saber todas as características do anterior, como sexo, tamanho, etc. O cheiro é visto u divulgação

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NUTRIÇÃO

Iogurte,

como o RG do bicho. Por isso os donos não precisam ficar com vergonha quando seus cãozinhos se encontrarem num passeio e um passar a cheirar o bumbum do outro animal. Não é recomendado ficar puxando a coleira, brigando com o animal, eles estão somente se conhecendo, já que nesta parte do corpo há uma glândula que os apresenta através do odor. Já a caminhada também é fundamental para deixar os cachorros felizes, sociáveis, saudáveis e tudo de positivo que seu bicho de estimação possa necessitar. As caminhadas diárias com seu cachorro pode se tornar em uma maravilhosa fonte de prazer para ele, já que por meio delas o cachorro não cria aquela neurose de ficar latindo para qualquer coisa, não fica com receio de determinados barulhos e passa a se acostumar com todos os tipos de estímulos externos, sem medo. A comida é muito importante para a felicidade do animal. É fundamental uma ração de boa qualidade, bem usar a quantidade correta informada na embalagem. É comum nos assustarmos com o valor de rações do tipo “premium”, mas se for feito uma comparação de custo x benefício observaremos que vale a pena. Pelo valor nutricional, a quantidade usada em cada refeição é bem menor. Percebe-se o animal mais saudável, os pelos ficam mais bonitos. O cão absorve melhor os nutrientes deste tipo de ração. Não é recomendado misturar alimentos na ração animal, a não ser que o veterinário indique. Há alimentos para o consumo do ser humano que os animais não digerem corretamente, ocasionando fezes moles e dificuldades estomacais. Por exemplo, o chocolate possui uma substância tóxica para os cachorros. A cebola também precisa ser evitada. O descanso também é essencial. Um filhote necessita dormir cerca de 16 horas diariamente. Após as brincadeiras e longas caminhadas o descanso é primordial para o cachorro. É necessário respeitar o momento do ronco dos cachorros. Esses animais, diferente do que várias pessoas imaginam, sonham e em geral esses sonhos são ligados à caças, brincadeiras e coisas do cotidiano do animal. É recomendado também que sempre que o seu cachorro fizer algo interessante, recompensá-lo na hora exata. O cachorro não sabe o que é correto ou errado, mas sabe que se for recompensado é porque fez algo correto. Tudo que ele deseja é agradar ao dono, somente mostre a ele como fazer isso. De que maneira? Oferecendo petiscos, afeto e demonstrações de carinho como um todo. Eles adoram receber presentes desse tipo, ficando bastante felizes. Para finalizar, o fator mais importante na vida de um cão é o amor. O animal o transmite na sua forma mais pura. Se você for um dono afetuoso, justo e que passa confiança ao seu cachorro, terá como retorno um amor incondicional do animal. Aproveite ao máximo a companhia prazerosa de um cachorro saudável e feliz. Desta forma, você será feliz ao lado dele. Vilas Magazine

alimento saudável

Naturais, os iogurtes além de nutrir, deixam a pessoa mais saudável l

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iogurte, além de ser um alimento funcional, é delicioso e essencial para quem deseja fortalecer o sistema imunológico, melhorar o aparelho intestinal e diminuir o colesterol. O consumo desse alimento sempre foi aconselhado pelos nutricionistas. O iogurte tem em sua composição uma grande quantidade de cálcio, onde aproximadamente 220ml tem 260mg, sendo perfeito em dietas de pessoas suscetíveis à osteoporose. Tem alto teor em zinco, vitaminas do complexo A e B proteínas, fundamentais na renovação dos tecidos da pele, cabelos, unhas e também do corpo. O cálcio é muito importante para o crescimento e a manutenção dos ossos, unhas e dentes, além de auxiliar nas contrações da musculatura. Já o zinco é essencial para a atuação de várias enzimas, melhora o sistema imunológico, auxilia a cicatrização e atrasa o envelhecimento precoce. As vitaminas do complexo B ajudam no metabolismo das proteínas, carboidratos e lipídeos, e são fundamentais para fabricação de energia. Já a vitamina A ajuda no desenvolvimento dos tecidos. Os iogurtes deixam os tecidos superficiais e a pele saudáveis, que são as primeiras defesas do corpo no combate as infecções, essenciais até para a visão. Mas o elemento possui ainda mais riquezas. Os nutricionistas informam que até contra a incômoda TPM ele pode ser um grande aliado. O cálcio presente nos iogurtes pode auxiliar a reduzir a retenção líquida e a deixar as mamas menos sensíveis neste período. Pesquisas apontam que o cálcio não permite ainda o depósito de gordura na área abdominal.

Receita fácil Se você antes adorava os iogurtes, veja uma receita para preparar o alimento em casa e deixar a geladeira abastecida. E não é difícil. Basta 1 copo de iogurte (tipo natural) e 1 litro de leite. Leve o leite para ferver, após levantar fervura, deixe esfriar e adicione o iogurte natural. Deixe descansando em um recipiente fechado, fora da geladeira. Quando essa mistura ficar na textura de iogurte, despejar em pequenos copos e levar ao refrigerador. Se desejar adicionar sabores, coloque frutas picadas. Adoce da forma que quiser. A pessoa que consome iogurte se previne Vilas Magazine

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contra uma variedade de doenças, entre elas diarréia, osteoporose, pressão alta, colesterol e triglicerídeos altos, como também o câncer de cólon. O alimento ajuda ainda a tratar e a se prevenir de infecções como gastrenterite, constipação e flatulência. Embora nutritivos, os iogurtes não podem ser utilizados para substituir refeições. Apesar de nos oferecer diversos benefícios, eles não possuem todos os nutrientes para suprir nossas necessidades do dia-a-dia. O correto é que sejam consumidos nos lanches, junto a costumes alimentares saudáveis. Iogurte x Gestação O iogurte possui uma das melhores alternativas para melhorar a nutrição da pessoa ao longo da gravidez e durante a fase de amamentação, auxiliando a combater mais facilmente os incômodos que acontecem normalmente na gestação. Oferecendo diversos benefícios, desde a absorção do cálcio e prevenção da obesidade, a melhora do aparelho intestinal e a deixar o leite materno mais nutritivo, o iogurte é um dos alimentos primordiais para uma dieta equilibrada no decorrer da gravidez. As escolhas alimentares durante a gravidez devem ser direcionadas para alimentos bastante nutritivos, porém com poucas calorias, sendo a evolução do peso um maravilhoso indicador da adequação energética da alimentação da gestante. Pela sua densidade nutricional e a sua pouca quantidade de gordura, o iogurte é um ótimo complemento nas grandes refeições, reduzindo a sensação de fome natural que ocorre no meio da manhã ou da tarde. Depois do segundo trimestre de gestação, o aparelho intestinal fica mais preso, devido à pressão que o útero aumentado faz, à prescrição de ferro e às modificações hormonais. Uma das recomendações mais eficazes de prevenir a constipação intestinal é o consumo de iogurtes que ajudam a melhorar a digestão e o funcionamento o aparelho intestinal, mudando a flora intestinal a fim de deixar preservado o equilíbrio. A alimentação do último trimestre da gestação possui como maior objetivo deixar o organismo preparado para o parto e amamentação. Os iogurtes possuem atributos nutricionais importantes para uma boa amamentação e são recomendados.


livros

A confissão da Leoa “Até que os leões inventem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça”.

Provérbio africano.

Márcia Tude Especial para a Vilas Magazine

N

a pacata aldeia africana de Kulumani, ao norte de Moçambique, leões famintos deixam a savana e começam a atacar pessoas, provocando ondas de pânico na população local. Os alertas contínuos se alastram pelo país, e um experiente caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à aldeia para exterminar as possíveis feras. Ao chegar ao local ele se depara com um momento muito mais complexo e ameaçador do que imaginava, no qual mito e realidade dialogam. Na expedição de extermínio, acompanhando o grande caçador, segue o escritor Gustavo Regalo, personagem inspirado no próprio autor, o português Mia Couto, que visitou em 2008 uma região africana assolada por ataques fulminantes de leões. No entanto, Regalo é personagem secundário nessa trama, contrapondo o urbano e intelectual aos demais personagens submersos em um mundo de explicações místicas e fatos invisíveis, genuinamente tribais e ancestrais na sua forma de narrar e, ao mesmo tempo, rústicos e complexos na sua presença essencial no romance. Os fatos tão minuciosamente narrados desvendam uma África profunda e sombria, onde o impulso em busca de liberdade e dignidade é continuamente obstruído por práticas ancestrais de opressão. O que fica claro sutilmente. A história do livro “A Confissão da Leoa” (Cia das Letras, 2012, 251 páginas) é contada por dois interessantes personagens, o próprio caçador e Marimar, uma moça simples da aldeia, cuja irmã, Silência, foi a vítima mais recente dos leões. Pelos diálogos intricados e paralelos, que se encontram em momentos sinuosos de construção literária especializada em narrativas encantadoras, o leitor observa que houve um encontro anos antes entre o caçador e Marimar, quando era ainda uma

adolescente. Aos poucos, acompanhamos o drama e a vida secreta de cada um desses personagens e logo ficamos sabendo que houve um encontro amoroso entre eles, através do qual Marimar acaba sendo acusada de ter um pacto sinistrocom uma leoa, fervilhando histórias de incesto, possessão, feitiços, assassinato, opressão política e sexual. A maior de todas as proezas do escritor Mia Couto é preservar as condições históricas e sociais legítimas e concretas, articulando com habilidade os recursos narrativos de elencar prioridades entre o que é mito e o que é fato, conferindo veracidade ao que é relatado, mesmo com tantas nuances ficcionais. O premiado autor nascido em Beira, Moçambique, em 1955, é um dos principais escritores africanos da atualidade. Em 1999 recebeu o prêmio Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra, e em 2007 o grande prêmio União Latina de Literaturas Românicas. Dele, a Editora Companhia das Letras publicou, entre outros, “Antes de nascer o mundo”, “O último vôo do Flamingo” e “Terra Sonâmbula”, considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. E com sua prosa exemplar o autor chama atenção para o papel da própria metalinguagem como força de reajuste do real e transformação das mazelas do mundo. Segundo Mia Couto, os caçadores passaram por dois meses de frustração e terror, acudindo a diários pedidos de socorro até conseguirem matar os leões assassinos e enfrentando situações interessantes, nas quais lhes era sugerido que os verdadeiros culpados eram habitantes do mundo invisível, onde a espingarda e a bala perdem toda a eficácia. “Aos poucos, os caçadores entenderam que os mistérios que enfrentavam eram apenas os sintomas de conflitos sociais que superavam largamente a sua capacidade de resposta”, afirma o autor, que escreveu o livro após a empresa em que trabalhava enviou quinze jovens para atuarem como oficiais ambientais de campo durante a abertura de linhas Vilas Magazine

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de prospecção sísmica em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, sendo que na mesma altura e na mesma região os ataques começaram a ocorrer. Em poucas semanas, o número de ataques fatais atingiu mais de uma dezena. E o número cresceu para 20 em menos de quatro meses. “Os nossos jovens colegas trabalhavam no mato, dormindo em tendas de campanha e circulando o pé entre as aldeias. Eles constituíam um alvo fácil para os felinos. Era urgente enviar caçadores que os protegessem”, conclui Couto, um autor extremamente sensível, engajado e preocupado com os problemas sociais do seu povo e que usa as suas vozes (as diversas que habitam o íntimo de um escritor) para relatar todo o sofrimento a que as mulheres, principalmente na África contemporânea, ainda estão sujeitas. E é a partir do breve espanto e observação do cotidiano das relações tribais que surge uma das mais belas e gratificantes histórias da natureza africana. Sendo o homem o seu mais complexo, bravo e leonino autor. Márcia Tude é escritora, produtora cultural e empresária dos ramos livreiro e editorial. Fontes: Ciadasletras.com.br Revistas Veja, Bravo e Piauí


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‘O Pequeno Príncipe’ completa 70 anos

ra uma vez um menino que vivia num castelo, como um rei. Sonhava em voar e inventava bicicletas com asas. Cresceu, virou piloto de avião e passou a reinar pelos céus. Deixou um herdeiro: um principezinho cheio de ensinamentos, personagem de um dos livros mais famosos do mundo, “O Pequeno Príncipe”, que completou 70 anos em maio. Quem escreveu essa história foi o francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele foi piloto aventureiro, daqueles que fazem manobras arriscadas, e escritor de livros para adultos, como “Voo Noturno”. Mas ficou conhecido mesmo como o pai do Pequeno Príncipe, herói de uma fábula (história em que animais falam) ilustrada por aquarelas também criadas pelo autor. O principezinho nasceu bem antes de 1943, quando virou livro. A figura do menino aparece em muitas correspondências, cadernos e até guardanapos de papel. Ficou um tempão rondando a cabeça do autor. Contam que certa vez, enquanto rascunhava um garoto na toalha de um restaurante, um amigo lhe perguntou o que desenhava. O autor respondeu: “Apenas o garoto que existe no meu coração”. Para conhecer mais a história do criador e da criatura de “O Pequeno Príncipe”, a designer Sheila Dryzun andou por desertos, vasculhou bibliotecas e conversou com familiares do piloto. “A história do personagem é a própria vida do autor.” Ela conta que há semelhanças entre a rosa (personagem do livro) e a mulher do escritor: eram caprichosas e, vaidosas, passavam horas se arrumando. Também relaciona a raposa que o príncipe encontra no deserto e a que Saint-Exupéry relatou ter visto quando sofreu um acidente de avião. Outra coincidência entre o principezinho e o escritor é lembrada pela pesquisadora: ambos desapareceram misteriosamente. No livro, o pequenino some da Terra depois de um encontro com a serpente. Na vida, o autor desaparece em uma missão aérea um ano depois de lançar “O Pequeno Príncipe”. 200 LÍNGUAS Em sete décadas, “O Pequeno Príncipe” foi traduzido para mais de 200 línguas. No

Brasil, segundo a editora, a obra vende 300 mil exemplares por ano – um livro costuma ser publicado com 3.000 exemplares e muitas vezes demora anos para que esse total seja vendido. É ou não é resultado para impressionar qualquer “pessoa grande”? (O livro diz que

os adultos gostam mais de números do que de outras características mais importantes). Conheça a curiosa história do príncipe e de seu “pai”. u Gabriela Romeu / Folhapress

A obra conta que o príncipe nasceu num planetinha um pouco maior do que uma casa, o B612, de onde ele pode ter fugido de carona com pássaros selvagens. Depois de visitar seis planetas, o princepezinho chega à Terra, onde encontra um piloto amigo, uma serpente que fala por meio de enigmas e uma raposa que o menino cativa Vilas Magazine

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livros

Saiba por que ‘O Pequeno Príncipe’ tem apelido de ‘livro de miss’

Rascunho do Pequeno Príncipe, desenhado por Saint-Exupéry

No Brasil, “O Pequeno Príncipe” ficou conhecido como “livro de miss”. Isso porque várias misses (moças bonitas que participam de concursos de beleza) citavam a obra como livro preferido. Na década de 1980, ele chegou a entrar em listas de livros de autoajuda, que prometem uma fórmula para ser mais feliz ou se dar bem no emprego, por exemplo. Essa categoria não costuma ser considerada literatura. Para os entrevistados pela Folhapress, “O Pequeno Príncipe” não é autoajuda. É literatura e das melhores. “Por que se desconfia que livros que agradam “O Pequeno Príncipe’ caiu a milhares de leitores não no gosto popular que nem a são literatura?”, questiona Mona Lisa. É comum as pesMarisa Lajolo, professora de soas escolherem uma frase literatura do Mackenzie e da do livro e a dependurarem na Unicamp. frente do nosso nariz. E, como Já o escritor e colunista já conhecemos a frase, às da Folha Ruy Castro provoca: vezes, achamos uma chatice. “Claro que é literatura. E, Mas é um livro bonito”. como toda boa literatura, Angela-Lago, escritora e serve também como autoilustradora. ajuda.”

Relembre algumas frases famosas de ‘O Pequeno Príncipe’

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m sete décadas de vida, o livro “O Pequeno Príncipe” colecionou muitos fãs, crianças e adultos, que vivem citando frases da história como um ensinamento ou uma lição – quem já leu algo como “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo de cativas”? De tão famosa, a frase ganhou vida e significados próprios. E pouca gente ainda se lembra do personagem que a disse pela primeira vez. Conheça a seguir uma seleção de outros exemplos.

RAPOSA “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz”. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Debaixo de uma macieira, ele vê uma raposa. O animal explica ao principezinho o significado da palavra “cativar” - criar laços.

um verdadeiro sábio”. Depois de fugir do seu planeta pegando carona em pássaros selvagens, o Pequeno Príncipe passa por seis planetas antes de chegar à Terra. No caminho, encontra um rei, um vaidoso, um bêbado, um empresário que conta estrelas, um acendedor de lampião e um velho geógrafo.

PILOTO “As crianças tem que ter muita paciência com as pessoas grandes”. Explicando que os adultos se impressionam mais com números do que com características que realmente importam.

ROSA “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”. Vive no planetinha do Pequeno Príncipe e diz que é “única” no mundo. Caprichosa, foi abandonada pelo menino, que nunca deixou de pensar nela.

PRÍNCIPE “Só as crianças sabem o que procuram”. Em conversa sobre os milhares de passageiros que viajam para lá e para cá.

SERPENTE “Mas sou mais poderosa do que o dedo de um rei”. No deserto, o principezinho conhece uma serpente dourada que fala “sempre por enigmas” e promete levar o menino de volta para casa.

REI “É bem mais difícil julgar a si mesmo que jusgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és

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Crítica

OS MAIS VENDIDOS

Nova obra compila textos em 1ª pessoa de Ruy Castro “Morrer de Prazer” reúne pequenos ensaios publicados na página 2 do jornal Folha de São Paulo, onde o escritor assina coluna semanal

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“eu” era proibido no computador de Ruy Castro. Biógrafo de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, ele não admitia a intromissão da primeira pessoa na hora de retratar a vida de alguém: “Na biografia, o autor não existe. É apenas um vidro entre o leitor e o personagem”. Com a produção de textos mais leves, híbridos de crônicas e colunas de opinião, publicados na página 2 da Folha, Castro não teve escolha: “A crônica pede a primeira pessoa”. Um Ruy Castro com pronome pessoal assumido é a matéria do livro “Morrer de Prazer: Crônicas da Vida por um Fio”, que chega agora às livrarias. A editora Isa Pessoa, da carioca Foz, percebeu que nesses textos mais íntimos havia um denominador comum: o apelo a viver a vida de maneira intensa, sem medo de perder nem de ganhar. São pequenos ensaios confessionais e memorialísticos. “Mas que em nada se assemelham a uma autobiografia, gênero no qual não confio”, esclarece Ruy. O livro, em cuja capa o autor aparece mordendo um cacto, apresenta um desfile de paixões: literatura, música, mulheres (encontros com Claudia Cardinale, Natalie Wood, Kim Novak, Odete Lara). E, no texto que dá título à coletânea, uma “lista de melhores filmes de todos os tempos”, que só vai até 1968, com “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick. “Há quem não aceite o fato de eu não gostar do cinema feito depois dos anos 1970. Mas ninguém se incomoda quando alguém diz que, para ele, música só até Beethoven, ou que, em literatura, é melhor parar no Proust porque a vida é curta”, conta. Aos 65 anos, brinca: “Só recentemente tomei conhecimento da minha idade”.

daniel marenco / folhapress

FICÇÃO 1 Inferno Dan Brown / Arqueiro 2 Para Sempre Sua Sylvia Day / Paralela 3 O Silêncio das Montanhas Khaled Hosseini / Globo Livros 4 A Culpa é das Estrelas John Green / Intrínseca 5 Cinquenta Tons de Cinza E. L. James / Intrínseca 6 Cinquenta Tons de Liberdade E. L. James / Intrínseca 7 O Lado Bom da Vida MatthewQuick / Intrínseca

NÃO FICÇÃO 1 Dirceu Otavio Cabral / Record 2 Casagrande e seus Demônios Casagrande e Gilvan Ribeiro / Globo Livros 3 Uma Prova do Céu Dr. Eben Alexander III / Sextante 4 Manifesto do Nada na Terra do Nunca Lobão / Nova Fronteira Escritos testemunham desfile de paixões do autor, “mas em nada se assemelham a uma autobiografia”, ele diz. O relato das doenças, e de como ele as enfrentou, impressiona: primeiro um infarto, depois um câncer na garganta, na base da língua (cujo tratamento deu-se ao mesmo tempo em que escrevia a biografia “Carmen”, em 2005), que o obrigou a largar o cigarro – mas não a coleção de cinzeiros. No Carnaval do ano passado, sofreu um ataque de encefalite viral; ao cair no chão e convulsionar, fraturou o ombro direito, a sequela mais grave, tratada até hoje com sessões de fisioterapia. “Bola para frente”, diz ele, que toca em segredo projetos para três livros. Alvaro Costa e Silva / Folhapress

MORRER DE PRAZER: CRÔNICAS DA VIDA POR UM FIO (184 págs.) AUTOR Ruy Castro EDITORA Foz Vilas Magazine

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5 Um Gato de Rua Chamado Bob James Bowen / Novo Conceito 6 O Livro da Economia Vários / Globo Livros 7 O Livro da Psicologia Vários / Globo Livros

AUTOAJUDA E ESOTERISMO 1 Kairós Padre Marcelo / Principium 2 Casamento Blindado Renato e Cristiane Cardoso / Thomas Nelson Brasil 3 Eu Não Consigo Emagrecer Pierre Dukan / BestSeller 4 Só o Amor Consegue Zibia Gasparetto / Vida e Consciência 5 Meu Jeito de Dizer que te Amo Anderson Cavalcante / Sextante 6 O Poder do Hábito Charles Duhigg / Objetiva 7 Nietzsche Para Estressados Allan Percy / Sextante


janelas abertas / Gilka Bandeira

N

uvens muito escuras vêm descendo a apressar o fim da tarde. No trajeto tragam o avião recém-saído do aeroporto indo pra qualquer lugar ao Norte. O mar ruge cinzamente ao longe. A verde paisagem luzidia, já bem lavada nos últimos dias, está em expectativa. Nada se mexe, nem mesmo os passarinhos, provavelmente recolhidos antes da hora, iludidos pelo lusco-fusco antecipado. Nenhuma folha se mexe numa calmaria, destas que levam a descobertas de novos mundos. Diante da janela aberta, ponho-me também expectante, a espera da inspiração para a crônica e de algo mais, que nem sei o que é, mas que seria muito bom que viesse, pois do que há de vir, só se deve esperar que seja bom, sobretudo quando se está, faz tempo, à deriva na nau das impossibilidades. O mundo — ao menos a parte dele que se avista da janela — continua escurecendo e imóvel. Que a chuva caísse de uma vez, que viesse até uma tempestade, mas que o vento fosse liberado, devolvendo o movimento ao mundo e o dinamismo da vida. Esta imobilidade, que retarda a bonança, outrora doía nos nervos dos antigos navegantes, tão dependentes de velas pandas, perdidos nos oceanos com os alimentos, a água e a paciência a escassear. Dói agora no coração de quem, frente à mesmice e à falta de imediatas perspectivas, anseia por mudanças. O jeito é dar três assobios, soprar búzio ou invocar São Lourenço para chamar o vento, mesmo por que agosto, o mês do santo e dos ventos, se aproxima. “São Lourenço, cadê o vento”? cadê o vento soprador, sacudidor, varredor, dissipador, agitador, virador de páginas. Enquanto o vento não vem e as nuvens carregadas custam a descer e o mundo e a vida continuam estancados, fico a cismar nas tão grandes necessidades de sopros, sacudidelas, varreduras, dissipações, agitações, virações e arejamentos ante ao reinante desânimo, acomodamento, inércia, indiferença, sujidade, apego, paradoxo, equivoco, ilusão, cegueira, e o mais que caracteriza a raça humana e faz

Calmaria e mobilização indagar: que bicho é o homem? “O homem que somos parece a própria evidência e é entretanto a mais enigmática dentre as coisas,” diz Karl Jaspers. Verdade. Sendo inteligente, demonstra, vezes sem conta, a mais absurda irracionalidade; é capaz dos mais altos gestos de heroísmos e bondade, mas também de extrema crueldade; inflexível nas opiniões é maleável demais nas conveniências pessoais; e, e, e..... Esta via parece não ter fim. Ao longo dela, como paisagens passantes, o inexplicável se sucede. Aqui, o outrora despojado revolucionário, intransigente defensor da liberdade de expressão e da democracia participativa, agora, bem confortável num fino terno feito

sob medida, entre outros engravatados, impõe uma decisão de gabinete. Recusa-se a ouvir considerações divergentes, ainda que embasadas por especialistas, e encomenda custoso estudo com resultado pré-definido apenas para legitimar o que já foi definido de antemão. Ali se vê antigas vítimas de patrulhamento impedindo que alguém externe o pensamento por não ser uma das suas verdades. São os que se aferram às militâncias, tal qual fanáticos religiosos, sem enxergar os próprios exageros e inconsistências. Acolá estão os que se preocupam com a redução dos recursos do planeta, mas não se livram da droga do consumismo. Insistem em conciliar o irreconciliável, inventando soluções,

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como, a tão em voga, sustentabilidade, que minimiza os impactos sem solucionar o que só pode ser resolvido com drástica redução do consumo e da exaurível superprodução. Junto a estes, acham-se os que, como todo vivente, são dependentes das matas, dos rios, dos mares, dos ares, mas, que só veem na natureza o que nela pode gerar dinheiro, que não se come, nem se bebe, nem se respira. Adiante aparecem os que se queixam da vida doentia nas grandes cidades — em que, cada vez mais, perdem espaço para os carros e a violência que altera hábitos, constrange, apavora, vitimiza — mas sem nada fazerem para mudar a situação. Pelo contrário, continuam a investir na ostentação e noutros estimulantes da bestialidade, e transformando a violência em atração televisiva ou elemento de entretenimento, presente até nos filmes infantis e nas comédias. Mas, eis que chega uma aragem. As palhas dos coqueiros balançam, a vida retoma a mobilidade. Logo se enfunam as velas das naves que vão à busca de um novo mundo. Nas ruas do país, milhares protestam contra o preço do transporte, arrastando as demais insatisfações acumuladas. Quando o copo está cheio, qualquer gota a mais entorna. E tão cheio está que nem a bola da Copa rolando reteve o transbordamento. Coisa de pasmar no país do futebol. Fala-se num despertar. Que seja, e produza resultados válidos, não se limitando ao oba-oba, ou ao deslumbramento da descoberta do poder da mobilização. Ela realmente é, conforme dizer de Celso Brant, “o único instrumento de que dispõe o povo para construir a sua própria grandeza [...] A força que pode ser gerada pela mobilização de cada homem e de todos os homens é superior a milhões de bombas atômicas, e terá o poder de criar para cada homem, e para todos os homens, condições de vida tão favoráveis, que todos se sentirão felizes e plenamente realizados”. Para tanto precisa, usando-se palavras de Drummond, “se organizar em formas calmas, permanentes e necessárias”. Assim seja.


l sAÚDE & BEM-ESTAR . .........................................60 a 82

l Mapa de vilas do atlântico................................125

l GASTRONOMIA.....................................................83 a 89

l AUTO & CIA........................................................126 a 127

l FESTAS....................................................................90 a 93

Tribuna do Leitor.............................................128 a 129

l facilidades & serviços...................................94 a 124

Tábua das Marés / fases da lua...............................131

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ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR SERGIO POSSIDIO / CRM 14103 FERNANDA MARCHEZINI / CRM 19943 VINICIUS MAJDALANI/ CRM 17865 DIOGO LEITÃO GAMA/ CRM 25366. CARDIOLOGIA

EXAMES EXAMES

EQUIPE MÉDICA

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BELMIRO ARAÚJO JR. / CRM 11930 LORENA VILLAS BOAS FERREIRA / CRM 17877 JILANA MAIA / CRM 17069 ENDOCRINOLOGISTA SANDRA JAQUEIRA / CRM 17157 ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL SARA VIANNA / CRM 5027 FISIOTERAPEUTA (atenção pós cirúrgica) ANELIZE GIMENEZ / CRF 11136

Empresarial Villas Trade Center, Torre 4, sala 203/204 angioclamvillas.com.br


ANGIOLOGIA

ANGIOLOGIA

CARDIOLOGIA

CARDIOLOGIA

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CLÍNICA

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CLÍNICA

CLÍNICA

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CLÍNICA

CLÍNICA GERAL

CLÍNICA MÉDICA

CLÍNICA MÉDICA

DERMATOLOGIA

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

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ENDOCRINOLOGIA

ESPAÇO TERAPÊUTICO

ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

FARMÁCIA

FARMÁCIA

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FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA

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FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA

E-mail: gisellifisio@yahoo.com.br

FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA ESTÉTICA

FISIOTERAPIA ESTÉTICA

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FONOAUDIOLOGIA

GASTROENTEROLOGIA

GERIATRIA

GERIATRIA

INFECTOLOGIA

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LABORATÓRIO

LABORATÓRIO

MEDITAÇÃO

NUTRIÇÃO

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

ODONTOLOGIA

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ODONTOLOGIA

Contemporânea Odontologia Especializada

Dra. Karina F. Costa Clínica Geral - Endodontia Especialista em Endodontia pela Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas de SP Villas Trade Center - Bloco 04 - Sala 212 contemporaneaodonto@yahoo.com.br | (71)3026-3034

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ODONTOLOGIA

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OFTALMOLOGIA

OFTALMOLOGIA

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ONCOLOGIA

OTORRINO

OTORRINO

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OTORRINO

PRINCIPAS EXAMES Video Endoscopia Nasal | Video Faringolaringoscopia | Video Endoscopia Naso-faríngea Para Avaliação Da Deglutição | Audiometria Tonal, Audiometria Vocal | Srt | Imitância Acústica Ou Impedanciometria | Otoemissões Acústicas Ou "Teste Da Orelhinha" Tipo Produtos De Distorção | Vectoeletronistagmografia | Fonoterapia

CORPO CLÍNICO QUALIFICADO Drª Karina Rebello Brandão Villas-Bôas, CRM 12804-BA - Diretora Médica Drª Lislane Dias, CRM 17063-BA Drª Luciana dos Reis Mascarenhas, CRM 13227-BA Dr. Carlos Roberto Ribeiro Navarro, CRM 14563-BA OBS: Todos os médicos fazem parte da unidade de otorrino do Hospital Santa Izabel

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PLANOS DE SAÚDE

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PODOLOGIA

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PRODUTOS NATURAIS

PSICOLOGIA

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PSICOLOGIA

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PSICOTERAPIA

PSICOTERAPIA

PSIQUIATRIA

TERAPIA

TERAPIA

UROLOGIA

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U

O poder da cafeína

uma vez só, ocorre uma neurom onda recente de excitação elevada e pode haver lançamentos de aliaté arritmias perigosas.” mentos adicionados A advogada Nicole Najjar, de cafeína nos EUA Alimentos com a substância se multiplicam nos EUA e dão 30, sentiu os efeitos do excesso – como chicletes, aveia, waffle, origem a investigação sobre segurança dos produtos; no depois de ter ido a uma festa marshmallows e até água e sepatrocinada por uma marca de mente de girassol -- despertou Brasil, cápsula cafeinada promete melhorar concentração energéticos, que oferecia a bea atenção da FDA (vigilância sabida à vontade. nitária do país). Tanto que em maio a agência abriu uma investigação “Não conseguia dormir depois. Estava com o coração acelerado e desses produtos, preocupada com a segurança e os efeitos na saúde uma sensação de mal-estar. Fiquei tão preocupada que procurei um de crianças e adolescentes. cardiologista depois, e ele disse para eu parar de usar.” A Associação Americana de Pediatria não recomenda o consumo Para o neurologista Leonardo Ierardi Goulart, porém, o principal de cafeína e outros estimulantes e diz não haver nível seguro para essa prejuízo relacionado ao uso “terapêutico” da cafeína é a ilusão de que faixa etária. Para adultos, a FDA sugere o limite de 420 mg por dia, se pode ultrapassar limites. equivalente a quatro ou cinco xícaras de café. O consumo excessivo “A única coisa capaz de resde cafeína pode causar ansiedade, dor de cabeça, arritmia cardíaca e taurar de forma eficiente as até infartos. capacidades de um organismo Mas estudos mostram que a substância causa uma melhora é um bom período de sono. Se temporária cognitiva e psicomotora em pessoas que não estão com o existe excesso de fadiga, é um sono em dia, propriedade que é o chamariz dos produtos cafeinados. sinal de sobrecarga ou de alguE não é só nos Estados Unidos que esse mercado cresce. No Brasil, ma doença e a atitude correta é uma cápsula de cafeína lançada recentemente anuncia ser “recomenbuscar ajuda especializada. Tratar dada” para esportistas, motoristas que dirigem à noite, estudantes que sonolência com estimulantes não precisam ficar acordados e executivos que desejam mais concentração. é coerente.” “O estimulante em cápsulas é prático. Tomar uma pílula gera menos O pediatra José Luiz Setúbal, olhares no trabalho do que um energético”, diz Samir Gabriel da Silva, toca no mesmo ponto. “É reflexo diretor de novos negócios da pílula de cafeína Sintax. da nossa sociedade, que precisa Segundo ele, o produto (R$ 10 a cartela) tem vantagens em relaestar sempre hiperestimulada.” ção ao café e aos energéticos porque a cafeína anidra encapsulada é O que os médicos absorvida mais rapidamente e tem tempo de ação maior (seis horas Mariana Versolato / Folhapress afirmam sobre os riscos por cápsula com 105 mg da substância). atribuídos à cafeína: Outra cápsula de cafeína à Gestantes: Não há comvenda é a TNT Energy Caps (R$ 6 provação científica de que a caa cartela), que tem 210 mg de cafeína seja prejudicial, mas alguns feína por comprimido – o mesmo estudos apontam uma relação que três latinhas de energético da entre a substância e o aborto mesma marca. espontâneo ou o baixo peso do O cardiologista Luiz Antônio bebê. Por isso, as gestantes deMachado César, coordenador da vem evitar o excesso de cafeína. Unidade Café-Coração do InCor Mulheres: A cafeína não (Instituto do Coração da USP), tem poder exclusivamente de afirma não ver vantagem nas cápprovocar a osteoporose, princisulas. “Não faz sentido pra mim. palmente se fizer a ingestão de Eu diria: ‘Tomem café’. É mais alimentos ricos em cálcio. natural e tem antioxidantes.” Para o nutrólogo Celso Cukier, Hipertensos: A elevação as cápsulas podem ser úteis em da pressão arterial após o conalgumas situações, mas é preciso sumo de cafeína é mínima e cuidado com as doses. “Uma temporária, portanto, o consumo coisa é tomar 200 mg, 350 mg moderado não representa risco de cafeína ao longo do dia. De aos hipertensos Vilas Magazine

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AÇOUGUE

ALIMENTOS CONGELADOS

ALIMENTOS CONGELADOS

CAFETERIA

CULINÁRIA ORIENTAL

CESTAS DE CAFÉ

CULINÁRIA ORIENTAL

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DELICATESSEN

DOCES & SALGADOS

DOCES & SALGADOS

DELIVERY 071 3379 - 4477 Av. Praia de Itapoan - Vilas do Atl창ntico

DOCES & SALGADOS

LANCHES

EMPADAS

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LANCHES

PIZZARIA

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PIZZARIA

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RESTAURANTE

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RESTAURANTE

RESTAURANTE

RESTAURANTE

 Buffet a quilo, aberto todos os dias.  Café da manhã aos domingo.  Agora também lanches. Av. Praia de Itapuã, nº11, Vilas do Atlântico.

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RESTAURANTE

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RESTAURANTE

DIVULGAÇÃO

Minestrone

para duas pessoas A famosa sopa italiana é saborosa e nutritiva Ingredientes Para o caldo 400 ml de água; 1/3 de uma cenoura; 1/4 de uma cebola; 1 xícara (café) de salsão; 1 xícara (café) de salsinha; Sal a gosto. Para a sopa 400 ml de caldo (já preparado anteriormente); 1 cenoura; 100 g de brócolis; 1 batata; 1 peito de frango médio; 100 g de talharim (pode ser comprado pronto); 1 xícara (chá) de arroz; 2 dentes de alho. Preparo Para o caldo Coloque todos os ingredientes na panela e deixe ferver por 40 minutos. Após esse, tempo retirar a cenoura e a cebola.

Para a sopa Corte os legumes no tamanho desejado. Em uma panela, frite o alho amassado, o brócolis, a cenoura e a batata cortados e deixe por 30 segundos. Depois acrescente o caldo, o talharim e o arroz (já pré-cozido) Vilas Magazine

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em uma panela com água e deixe por aproximadamente 15 minutos. Após esse tempo, acrescente o frango desfiado e o sal e deixe no fogo baixo por mais dez minutos. Receita do Chef José Rosendo


ALUGUEL DE BRINQUEDOS

ALUGUEL DE BRINQUEDOS

ALUGUEL DE BRINQUEDOS

ALUGUEL DE MATERIAL

ALUGUEL DE MATERIAL

ALUGUEL DE MÓVEIS

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ANIMAÇÃO / DJ


BUFFET

BUFFET

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DJ

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ESPAÇO PARA EVENTOS

ESPAÇO PARA EVENTOS

ESPAÇO PARA EVENTOS

ESPAÇO PARA EVENTOS

ESPAÇO PARA EVENTOS

GARÇOM

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GARÇOM


MESAS & CADEIRAS

PERSONALIZAÇÃO

PERSONALIZAÇÃO

Cresce otimismo entre as micro e pequenas empresas na Bahia Pesquisa do Sebrae revela também expectativas e impactos da conjuntura econômica sobre os micro e pequenas empresas

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último resultado do Índice de Confiança dos Pequenos Negócios no Brasil (ICPN), estudo realizado mensalmente pelo Sebrae, mostra aumento no otimismo dos donos de micro e pequenas empresas na Bahia. Em março, o índice era de 109 pontos, em uma escala que varia de 0 a 200, e passou para 120 em maio, superando o registro nacional de 116. O Índice também aponta uma expansão do faturamento em abril de 2013, quando 23% das empresas da Bahia apresentaram aumento, em comparação ao mês anterior, e 48% registraram estabilidade de faturamento. Na região nordeste, esse incremento foi de 25%, enquanto que 47% mantiveram a mesma média de faturamento entre os meses. No quesito Indicador de Situação Atual (ISA), um dos responsáveis pelo ICPN, o estudo revelou aumento de 87 para 96, entre os meses de março e abril. Outro componente do

ICPN que revelou alta foi o Indicador de Situação Esperada (ISE), relativo às expectativas dos empresários baianos para os próximos três meses. O índice aumentou de 138, em abril, para 145, em maio, números superiores aos revelados na pesquisa nacional, que oscilaram de 136 para 134, no mesmo período. Empresários do Nordeste foram destaque em termos de expectativas para os meses de maio, junho e julho, elevando em 72%. Bahia e Ceará responderam com os maiores índices, respectivamente 77% e 80%. ICPN O ICPN é medido em uma escala que varia de 0 a 200. Acima de 100, o indicador aponta tendência de expansão das atividades, enquanto abaixo desse valor direciona para possível retração. A pesquisa abrange amostra de 5,6 mil empreendimentos de todos os setores – Indústria, Comércio, Serviços e ConsVilas Magazine

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ROSKAS

trução Civil -, entre microempreendedores individuais, microempresas (que faturam entre R$ 60 mil e R$ 360 mil por ano) e negócios de pequeno porte (com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões). O Índice de Confiança dos Pequenos Negócios de maio deste ano ficou 3,6% acima do verificado em maio do ano passado. Contribuíram para isso, o nível de atividade de abril, que cresceu 10% em relação a abril de 2012, o recorde no volume de crédito concedido no país, que chegou a 54,1% do PIB, em abril de 2013, e o rendimento médio real dos trabalhadores, que cresceu 1,8% na comparação de mar/13 com mar/12. “O recorde no volume de crédito e o aumento na renda média dos trabalhadores tiveram um papel fundamental para esse crescimento da confiança dos donos dos pequenos negócios”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Os microempreendedores individuais (MEI) - aqueles com faturamento de até R$ 60 mil por ano e com no máximo um empregado - e o setor da construção são os mais confiantes nesse crescimento econômico. Eles apresentaram, respectivamente, um ICPN de 118 e 120. Quando analisado o resultado por região, o empresariado de estados do Norte foram os que demonstraram maior otimismo em maio.


ADM. DE CONDOMÍNIO

ADM. DE CONDOMÍNIO

ADVOGADOS

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ALUGUEL DE MÁQUINAS

ÁGUA

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ÁGUA / PURIFICAÇÃO

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ANTENAS


AR CONDICIONADO

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ARQUITETURA

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ARTESANATOS

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ARTESANATOS


ARTIGOS ESPORTIVOS

ASSISTÊNCIA TÉCNICA

ASSISTÊNCIA TÉCNICA

ASSISTÊNCIA TÉCNICA

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ATELIÊ

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AULAS / CURSOS

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AULAS / CURSOS

AULAS / CURSOS

AULAS / CURSOS

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AUTO ESCOLA

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CARRETO

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FOTOGRAFIA

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Saiba quando precisa trocar os peneus do seu carro Dicas sobre a vida útil dos pneumáticos

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aber o momento certo de trocar os pneus do carro não é uma tarefa difícil. O próprio pneu dá as indicações de que está na hora de trocá-los. Com produtos de melhor qualidade e tecnologias avançadas, essa tarefa tornou-se cada vez menos rotineira na vida do motorista. Mas ainda assim é necessário ficar atento aos sinais que o pneu dá informando de que é hora de aposentá-lo. Sua manutenção preventiva é a garantia de que vai durar o tempo previsto pelo fabricante. Por isso ela é tão importante. Calibrar semanalmente os pneus, realizar o rodízio, o balanceamento e o alinhamento ajudam a prolongar sua vida útil, embora ela também dependa de vários outros fatores. “Pode variar de acordo com o tipo de pneu (radial ou diagonal), com o volume de carga transportada, a maneira como o motorista conduz o veículo (freadas, arranque, curvas, etc), o tipo de estrada onde o veículo trafega, o clima, a manutenção correta e muitos outros aspectos”, salienta o especialista da CarClub Firestone, oficina credenciada pela fabricante mundial de pneus Bridgestone. Desta maneira, o motorista pode adotar como principal sinal de que é hora de substituir os pneus os indicadores TWI (Tread Wear Indicator). “São ressaltos de borracha que ficam nos sulcos dos pneus e possuem 1,6 mm de profundidade. Quando chegam ao seu limite, sinalizam que o pneu está ‘careca’ e deve ser trocado”, informa o especialista. Andar com o pneu careca gera dificuldade de frenagem, prejudica a dirigibilidade, a aderência no solo e representa um grande risco para a segurança do motorista e de seus passageiros, além de ser passível de autuação pelas autoridades de trânsito.

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Qual pneu trocar Uma dúvida frequente do motorista é saber qual a quantidade de pneus a ser substituída. O recomendado é trocar os quatro pneus ao mesmo tempo, caso tenham sido utilizados de forma correta com os rodízios tendo sido feitos regularmente. Isso possibilita que todos estejam nas mesmas condições. Caso não seja possível a troca dos dois conjuntos, o par de pneus novos deve ser colocado no eixo traseiro, que é o maior responsável pela estabilidade do veículo. No que se refere às especificações dos pneus, o ideal é seguir as orientações do manual do veículo. Quando o pneu original é substituído por outro com especificações diferentes, pode comprometer o desempenho e segurança do veículo. O mesmo é válido para o uso de diferentes marcas num mesmo veículo, pois cada um tem

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características diferentes, como as ranhuras – responsáveis pelo escoamento da água em contato com a pista – na banda de rodagem, que tem grande influência na dirigibilidade especialmente em dias de chuva. O pneu é um produto durável e importante item de segurança. Por isso, é fundamental que alguns fatores sejam levados em consideração na hora da compra, tais como a garantia do produto – a lei determina três meses de garantia e a Bridgestone oferece cinco anos de garantia contra defeitos de fabricação; a qualidade da matéria prima; o suporte oferecido antes, durante e após a compra; e a destinação adequada aos pneus descartados. A Bridgestone, maior empresa de pneus e borracha do mundo, vende seus produtos em mais de 150 países e territórios ao redor do mundo. Com duas fábricas de pneus no Brasil – Santo André/SP e Camaçari/BA – sua capacidade de produção diária é de 42 mil pneus.

Estudo mostra que o estresse do motorista pode estar relacionado à trepidação do veículo e ao asfalto ruim Sentir dores musculares ou ficar estressado após dirigir por longos períodos não é novidade para a maioria dos motoristas. Porém, se esses sintomas se tornam repetitivos, merecem atenção. A causa do problema pode ser o excesso de vibrações do veículo. Essa é a conclusão de um levantamento recente feito pelo médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, Associação Brasileira de Medicina de Tráfego). Ele reuniu diversos estudos na área para elaborar sua tese. “O motorista que passa mais de três horas por dia ao volante está mais sujeito aos efeitos da trepidação, que é inerente ao carro e pode passar dos níveis aceitáveis devido ao mau estado de algumas vias e à falta de manutenção do veículo.” De acordo com Alves Júnior, o carona sofre menos, pois não tem contato com a direção nem com o câmbio, que são pontos de alta vibração por estarem conectados ao motor e às rodas. Fazer uma pausa a cada duas horas de viagem e alongamento ajudam a diminuir os efeitos da vibração, bem como praticar atividade física regularmente. Nos carros de passeio, falta de balanceamento das rodas e motor desregulado podem agravar o desconforto. Automóveis sofisticados apresentam menores níveis de trepidação, tendendo a provocar menos estresse e desconfortos nos ocupantes em viagens longas. “Para reduzir os níveis de vibração dos carros de passeio em cerca de 25% na última década, as montadoras investiram em novas tecnologias, como compostos novos para a carroceria, melhor escalonamento das marchas e sistemas isolantes mais eficientes”, explica Nilton Monteiro, diretor da AEA (associação de engenheiros). Médicos afirmam que as mulheres devem evitar o volante a partir do quinto mês de gestação.

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TRIBUNA DO LEITOR

Plantio de mudas em Ipitanga

Vizinhos barulhentos

Agradecemos pela divulgação veiculada na edição de junho da revista Vilas Magazine, da ação social e comunitária empreendida por um pequeno grupo de vizinhos na plantação de mudas de coqueiro na praia de Ipitanga. A ação repercutiu positivamente entre a comunidade. Nova ação foi realizada, como planejado, no dia 1º de junho, quando foram plantadas mais 12 novas mudas, e para nossa grata surpresa, outros vizinhos contribuíram com mais 20 mudas, o que agora contabilizamos 42 mudas plantadas, em uma extensão de aproximadamente 100 metros, sobre a avenida da orla e a Travessa Alfa. Alem do plantio foi realizado o abobamento e escoramento de todas as mudas para garantir eficiência de acerto no transplante. Estamos estimulando novas ações e gostaríamos de contar com a ajuda da Vilas Magazine, o que seguramente vai a beneficiar toda a comunidade local e turistas que visitem nossa praia. Ernesto José Falcetta. Síndico do Village Onda Azul.

Lendo a edição de junho da revista Vilas Magazine, deparei-me com tema muito interessante: “Como o excesso de ruído pode afetar a vida cotidiana” – O barulho pode causar efeitos sérios a saúde.......Poluição Sonora ....diz a OSM, até 55 decibéis é um nível aceitável... Lendo atentamente todas as informações do texto, fiquei pensando como ficará minha saúde e a de meus familiares e também de meus vizinhos, que ficamos expostos a algo correspondente a 125 decibéis, nos dias em que os moradores da casa 16 da rua Praia de Igarassu, resolvem dar suas festinhas. Se estas festinhas fossem esporádicas, até poderíamos ser complacentes e aceitaríamos, mas o que parece é que existe alguém que faz desta residência locação para festinhas que nos últimos tempos podem acontecer até nas segundas-feiras. Os horários são extensos: iniciam às 9h e vão até as 4 horas da madrugada. isso vem acontendo a mais ou menos três anos. Acrescente-se ao barulho ensurdecedor da música – se é que podemos chamar esse barulho infernal de música –, tem ainda a arruaça feita pelos convidados, homens em sua maioria bêbados, com moças seminuas, por vezes praticando sexo na porta de nossas casas. Nas vezes em que algum morador se arriscou a pedir que houvesse um pouco mais de respeito, o morador foi simplesmente hostilizado e xingado com muitos palavrões. O que mais me impressiona é a atitude das autoridades de nosso municipio. A Salva, quando chamada, diz que nada faz porque nem todos são associados. Cartas assinadas por vários moradores já foram entregues à Secretaria de Meio Ambiente, aos cuidados do senhor Douglas e nada aconteceu. A Sucom é chamada por todos, quase que diariamente e nada. A Polícia Militar também, e diz que nada pode fazer. Hoje depois de ler a matéria sobre os problemas de saúde que podemos sofrer, fico com muito medo de já estar sofrendo de distúrbios e infelizmente nada poder fazer. O pior é não poder contar com as autoridades de meu municipio que deveriam cuidar melhor da comunidade. Norman Freitas. Vilas do Atlântico.

N. E. – A Vilas Magazine se sente gratificada em poder contribuir com ações de cidadania, como essa.

Agressão em Ipitanga Contrastando com a beleza da nossa praia de Ipitanga, a administração do Condomínio Miragem do Atlântico, localizado à rua Vereador José Babosa dos Reis, após fazer a recuperação do muro do fundo do condomínio, descartou restos de materiais de construção na vegetação em frente à praia, demonstrando total falta de educação e, sobretudo de consciência. Enquanto a Prefeitura do Rio de Janeiro replanta a vegetação de restinga na praia de Ipanema e Leblon (para evitar que a areia seja levada pelo vento para o calçadão e para o asfalto), aqui algumas pessoas destróem. Gilberto Ferreira das Mercês. Ipitanga.

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Marisol: território abandonado

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Mais uma vez venho denunciar o descaso da Prefeitura e órgãos competentes. Moro no loteamento Marisol 2, na Rua Engenheira Magnolia Teixeira, quadra 12 e continuo com o mesmo problema. Entra ano, sai ano, muda Prefeito e nada de resolver o problema da comunidade do loteamento. Agora para piorar, a Embasa iniciou um trabalho de ligação de canais de esgoto em algumas casas e outras não, colocando saída de esgoto para as ruas, só que essas saídas chamadas “bocas de lobos”, jorram água e lama para dentro das casas, como na minha por exemplo. Todo ano peço ajuda da revista Vilas Magazine para divulgar e denunciar irregularidades que sofremos no loteamento, sempre esquecidas pelas autoridades, como falta de iluminação e asfalto. Por favor senhor prefeito Márcio Paiva, nos ajude, olhe pela nossa morada. Agradecemos à revista Vilas Magazine pelo espaço que disponibilizam para a comunidade desabafar e reinvindicar nossos direitos de contribuintes. Maria Cristina Dantas.

Água que vem da rua

Área totalmente cheia

Água dentro de casa

Abuso de poder e decadência Tenho observado que os governos, estadual e federal, estão tão “extasiados” com o poder, que estão extrapolando. Foram eleitos pelo povo e para trabalhar para estes, os quais pagam os impostos e seus salários. Entretanto, só para dar exemplos bem atuais, estamos assistindo o governo da Bahia pagando festa no estado de São Paulo e a presidente da República, que em lugar de procurar reduzir gastos para quitar as altíssimas dívidas do país, está abonando as dívidas de outros países. Segundo artigo recente de Mirian Leitão, a presidência está contraindo dívidas para pagar depois de 10 anos, logo, para os próximos presidentes

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pagarem, ou seja: nós, o povo. Isto é administrar bem o dinheiro público? É assim que querem passar para nós uma boa administração? De onde é gerado o dinheiro faltam as necessidades básicas e eles continuam fazendo festa com o dinheiro público. Precisamos acordar e nos unir para não pagarmos as dívidas assumidas por estes governos. Pelo que vemos nos noticiários, nosso país está entregue à bandidagem em vários níveis. Pessoas que foram eleitas para trabalhar pelo povo dão depoimentos deploráveis, como este: ”Quem gosta de uísque e cigarro tem que levar em conta a liberdade individual de quem faz


de terreno pela favela que se instalou entre Vilas do Atlântico e o loteamento Miragem, na esquina das ruas Praia de Itamaracá com Priscila Dutra, em dois departamentos da Prefeitura de Lauro de Freitas – protocolos 26/2013, Vigilância Sanitária e 19954, SESP –, mas até hoje (25/6), tendo passados 14 dias, nada se apurou. Na Vigilância Sanitária, informam que eles não tem carro para sair e fazer a vistoria. É muita falta de respeito ao cidadão que paga seus impostos. Milton Quintino.

Animais soltos no Miragem

Moleque abusado Sou morador do Loteamento Miragem a oito anos, e a pelo menos três anos sofremos com cavalos soltos nas vias causando problemas e trazendo riscos a população. Esses cavalos são trazidos por moradores de Portão para o loteamento Miragem e deixados “pastando” nos terrenos e nos passeios que possuem grama. Os animais procuram comida mais fácil e então partem para arrebentar e mexer nos depósitos de lixo suspensos das casas e condomínios, deixando restos desses lixos espalhados pelas ruas do loteamento. Esses restos de lixos são “mesa farta” para cachorros, gatos, insetos e roedores, o que no final das contas servem como fonte multiplicadora de doenças e pragas. Vejo de vez em quando um ca­minhão da Zoonose circulando na Estrada do Coco, mas nunca uso recreativo de outra droga” – um deputado federal! Pelo visto não devemos estranhar o porquê do tráfico e uso de drogas estarem em alta. Novas marcas de cervejas surgem todo dia, será que chegaremos a ver marcas de crack e cocaína também disputando o mercado? Realmente precisamos fazer algum movimento para mudar esta situação. Liberdade tem limites, pois não podemos invadir a do outro. Moral, honestidade e respeito estão em falta em nossa sociedade. Acredito que se não existe o respeito aos direitos dos outros as leis deveriam ser mais severas. Gostaria que estas “autoridades” lembrassem que é graças ao uso de drogas lícitas e ilícitas que vemos tanta violência e crueldade.

Após o almoço voltando para casa, ao olhar para a praça de Vilas do Atlântico, sentado em um banquinho estava um menino, sem camisa, se masturbando, na maior cara de pau! Ao perceber que parei para ver o que estava acontecendo, ele apenas deu risada, debochada. Eu e meu marido fomos procurar alguém para tomar providências, a polícia por exemplo, e para variar não achamos ninguém, polícia, nada! Voltamos ao local e ele continuava lá, só havia mudado de banco e estava acompanhado de mais dois meninos embaixo, de um guarda-sol. Meu marido, contra a minha vontade, desceu do carro e botou os moleques para correr.

passa por aqui. Além do problema causado com os lixos, esses animais ficam soltos durante dias nas ruas com iluminação precária e só não causaram ainda um acidente por milagre. Recorro à revista Vilas Magazine, respeitada, de grande circulação e com um número considerável de leitores, para sensibilizar a Prefeitura de Lauro de Freitas a tomar as devidas providências. Erik Wiering. Loteamento Miragem.

Ruas e buracos Estamos impressionados e consternados com o abandono em que se encontram algumas ruas de Lauro de Freitas. Precisei levar meu filho na Praia do Flamengo e encontramos somente buracos; começando pelo kartódromo, ruas Vereador José Barbosa Reis, A, Ibitiara, Clóvis Bevilaqua. São só buracos e poças d’agua. Sem contar a tristeza de ver a praia ainda sem uma barraca sequer. Fica aqui nossa observação. Uma ideia seria, já que o asfalto quase não existe mais, a colocação de tijolos fibro-cimento, que são ecológicos e dariam mais permeabilidade ao solo em caso de chuvas intensas. Não sei qual a viabilidade de tal obra, mas com certeza seria um ganho na conservação das ruas. Nelio, Maria Alice e Patricia.

Casa abandonada no Miragem é criatório do mosquito da dengue

Chegamos ao estágio que estamos graças às impunidades, tolerâncias e lentidões da justiça. Espero que não seja necessário que esta violência chegue a prejudicar aos altos escalões e defensores de hoje para que se tomem providências. Acho que deve ser lembrado também que o uso de drogas leva o caos a saúde individual e coletiva, compromisso que o país não vai arcar. Parlamentares devem ser mais responsáveis e nós, o povo em geral, vamos escolher melhor para quem daremos o voto de confiança. Célia Vianna. Vilas do Atlântico.

Favela no Miragem Desde o dia 11 de junho foi formalizada uma denuncia de invasão

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Como poderemos frequentar os espaços públicos, que são poucos, mal conservados, e sem segurança alguma? Principalmente para quem mora em Vilas do Atlântico e Lauro de Freitas. A quem devemos recorrer em uma hora dessas? Natasha de Matos Araujo.

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Esta casa no condomínio Jardim do Atlântico, Q D, lote 18, no loteamento Miragem está abandonada pelo proprietário há cerca de dois anos. A piscina é um criatório de mosquito da dengue. Não sabemos mais para quem apelar. O Centro de Zoonoses do município diz que só pode entrar no imóvel se tiver as chaves do portão. O que vamos fazer? Morrer de dengue? Quem souber como ajudar, por favor colabore, compartilhe, denuncie. Todos nós estamos em perigo! Carlos Augusto Passos.

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Associação americana premia capa da revista do Rotary dedicada à preservação de recursos

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capa da edição de março de 2012 da revista “Rotarian”, (esq.), publicada pelo Rotary International nos Estados Unidos, foi escolhida como a melhor do ano pela American Society of Magazine Editors (ACME) entre milhares de títulos, na categoria de serviços do National Magazine Awards. A capa premiada destaca o problema da escassez de água no planeta e a necessidade de preservar esse recurso natural para o futuro. Os vencedores de 2013 foram anunciados em maio, em Nova York, durante a convenção anual da ACME. A “New York” ganhou o prêmio de Revista do Ano com a capa de novembro de 2012, retratando a tempestade Sandy, que atingiu a cidade de Nova York. A foto que compõe a capa foi capturada por Iwan Baan. A imagem tornou-se um sucesso instantâneo na Internet. Uma versão em poster esteve à venda no Museum of Modern Art da cidade. A “Rotarian”, além de vencer na categoria serviços, teve a capa da edição de maio de 2012 (esq. abaixo) entre as finalistas do segmento “delicious” (deliciosas), pela lagosta que ilustra o tema da arrecadação de fundos. Na categoria de moda e beleza, a ACME premiou a edição de março de 2012 da Harper’s Bazaar (dir. abaixo), dedicada ao novo visual da atriz Gwyneth Paltrow. O presidente norte-americano Barack Obama é o tema de todo um segmento dedicado apenas às capas que o retratam. Nesse grupo, venceu a edição de 12 a 18 de novembro de 2012 da Bloomberg Businessweek (dir. acima), que destaca “os próximos quatro anos”. A foto mostra um Obama envelhecido pelo peso das responsabilidades. Vilas Magazine

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Vilas Magazine | Ed 174 | Julho de 2013 | 30 mil exemplares