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Verão

Vilas Magazine | 1 | Janeiro de 2013

RIVALDO GOMES / FOLHAPRESS

Estação mais aguardada do ano encontra a região despreparada A Revista de Lauro de Freitas e Região

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Ano 15 | Edição 168 | Janeiro de 2013 30.000 exemplares


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EDITORIAL

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Novo ciclo

inda não foi desta vez que o mundo acabou. O calendário maia, afinal, assinalava apenas o fim de um ciclo, como defendiam os cientistas – para desgosto dos contrariados fatalistas. Os exotéricos poderiam agora elaborar qualquer coisa sobre o ciclo que se inicia, coisa sempre mais positiva do que vaticinar o extermínio da humanidade. A Vilas Magazine começa, com esta edição, um novo ciclo – o seu 15º ano de circulação ininterrupta – sempre com os olhos postos no futuro. Lauro de Freitas, cada vez mais ameaçada pela expansão da capital baiana, ainda busca a fórmula pela qual não nos tornaremos mero subúrbio soteropolitano. O desafio passou agora às mãos do prefeito Márcio Paiva (PP), que tomou posse neste dia 1º. A gestão dos últimos oito anos, em que pese os grandes avanços registrados, principalmente na área social, deixou um saldo negativo para a qualidade de vida dos moradores do município, que é preciso resgatar. A verticalização da cidade, com um extraordinário aumento populacional, trouxe um crescente problema de trânsito, agravado pela ausência de transporte público qualificado, além da deterioração da segurança pública e do meio ambiente. Será esse o grande tema de 2013 e, possivelmente, também de 2014, quando chegaremos ao fim de mais um ciclo na vida pública, com as eleições para Presidente da República, governadores de estados e parlamentos estadual e federal.

ASFALTO Para constar: a operação tapa-buracos levada a efeito pela prefeitura em dezembro não aconteceu apenas em Vilas do Atlântico nem por influência de qualquer vereador. Toda a cidade recebeu (mais uns) remendos no asfalto. Para este ano, tenhamos fé, fica o recapeamento integral de Vilas do Atlântico. Carlos Accioli Ramos, Diretor-editor da Vilas Magazine

HAMILTON VIEIRA

Faleceu no dia 13 do mês passado, aos 57 anos, o jornalista Hamilton Vieira, pioneiro da imprensa baiana no tratamento das questões raciais e um dos primeiros a dar visibilidade ao povo negro nos meios de comunicação. Lutava contra o câncer desde 2003. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou pela redação de todos os grandes jornais do estado. Residente no Parque Santa Rita, em Itinga, coordenava o Cine-Teatro de Lauro de Freitas e foi responsável pela crescente integração daquele espaço à vida da comunidade, honrando sempre a imprensa local com um comportamento acima de tudo honrado, ético e rigorosamente profissional. A Vilas Magazine presta aqui as suas homenagens, lamentando a grande perda para o jornalismo baiano em geral, para o movimento negro e para a cultura de Lauro de Freitas em particular. Um exemplo. Um nome para não ser esquecido. Vilas Magazine | 4 | Janeiro de 2013


Vilas Magazine | 5 | Janeiro de 2013


www.vilasmagazine.com.br Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42700000. Tels.: 0xx71/3379-2439 e 3379-2206. Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos accioliramos@vilasmagazine.com.br Dire­to­ra: Tânia Ga­zi­neo Accioli Ramos diretoria@vilasmagazine.com.br Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos alvaroaccioli@vilasmagazine.com.br Gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos thiagoaccioli@vilasmagazine.com.br Publicidade: Simone Gazineo (coordenadora) comercial@vilasmagazine.com.br Maiana Cunha de Souza (assistente). Redação: Rogério Borges (coordenador) e Anthero Eloy Fer­reira Lins. Colaboradores: Gilka Bandeira, Luana Gazineo, Lilian Silva, Márcia Tude, Jaime Ferreira, Alessandro Trindade Leite (charge). FALE COM A REDAÇÃO redacao@vilasmagazine.com.br Financeiro: Miriã Morais Gazineo (gerente) financeiro@vilasmagazine.com.br Miriam Martins (assistente). Distribuição: Álvaro Gazineo (responsável). Tratamento de imagens e finalização de arquivo para CTP: Diego Machado. Impressão: Quad/Graphics Nordeste (Recife-PE). Informativo mensal de serviços e facilidades, com tiragem de 30.000 exemplares por edição, distribuídos gra­tuitamente em todos os domicílios de Vilas do Atlântico e condomínios residenciais da Es­trada do Coco e ad­jacências (Lauro de Freitas, Ipi­tanga, Miragem, Buraquinho, Busca Vida, Abran­tes, Ja­uá, Ja­cuí­pe, Gua­ra­juba), Stella Maris, Pra­ia do Flamengo e parte de Itapuã. Disponível também em pontos de distribuição selecionados na região. As opiniões expressas nos artigos publicados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Edi­tora. É proibida a reprodução total ou parcial de matérias, gráficos e fotos publi­cadas nesta edição, por qualquer me­io, sem autorização expressa, por escrito da Editora, de acordo com o que dispõe a Lei Nº 9.610, de 19/2/1998, sobre Di­reitos Autorais. A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Cabe ao leitor avaliar e buscar informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, pela impossibilidade de se deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. No entanto, com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a Editora se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas. Vilas Magazine u­ti­liza conteúdo edi­to­ri­al fornecido pela Agência Folhapress (SP). Os títulos Vilas Ma­gazine e Boa Dica - Facilidades e Serviços, constantes desta edição, são marcas regis­tradas no INPI, de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda.

CENA DA REGIÃO Hóspedes do Bahia Plaza Resort, em Busca Vida, assistem soltura de filhotes de tartarugas marinhas.

Vilas Magazine | 6 | Janeiro de 2013


POLÍTICA

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Márcio Paiva assume prefeitura de Lauro de Freitas destacando diálogo

prefeito Márcio Paiva (PP) e o vice-prefeito Robério Franco de Carvalho, Bebel Carvalho, tomaram posse no último dia primeiro em concorrida cerimônia na Câmara Municipal. Sem espaço suficiente para todos os que compareceram, a maioria assistiu tudo por meio de um telão instalado do lado de fora. Estavam presentes o deputado federal João Leão (PP), o deputado estadual Cacá Leão (PP) e o ex-prefeito Marcelo Abreu (DEM), além de centenas de correligionários de Márcio Paiva. Empossado, Márcio Paiva sublinhou em seu discurso que as decisões tomadas para a cidade serão discutidas com cautela. “Só se faz política com ideias e discussões”, disse. Para o prefeito, “o diálogo é essencial para tomarmos as decisões corretas”. Paiva anunciou a criação de um fundo para a Educação que será administrado pelos profissionais da área. “É importante que os profissionais que vivem a realidade de sua função tenham autonomia para sugerir e investir no que deve ser melhorado”, afirmou. O prefeito destacou ainda que seu mandato será voltado para o povo, assim como a sua campanha: “vamos mudar a realidade da cidade, respeitando as pessoas e mostrando que política não se faz por interesse próprio”, disse. O secretariado municipal é composto por Márcio Rodrigo Almeida de Souza Leão (Secretaria de Governo), Ricardo Gois (Controladoria Geral), Antonio Barreto de Oliveira (Fazenda), André Luis Carvalho Santos (Infraestrutura), Bruno Garcia Barreto (Saúde), Edmilson Pereira dos Santos (Educação), Giuseppe Bertolino Correia Pipolo, o Pepe (Serviços Públicos), João José Bomfim (Trabalho, Esporte e Lazer), Josy Pinto da Cruz (Assistência

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Social, Igualdade Racial e Cidadania), Juliana Guimarães (Juventude), Márcia Normando Tude (Cultura e Turismo) e Moyses Gomes Mustar Wahrhaftig Júnior (Trânsito e Transporte). O vice-prefeito Bebel Carvalho comandará a secretaria de Administração e o ex-prefeito Marcelo Gonçalves de Abreu (DEM) a Secretaria Especial de Ações Estratégicas. A Procuradoria Geral fica a cargo de Juliana Severo Burgos, enquanto pela Procuradoria Fiscal responderá Helinelson Lombardo Santana. O Chefe de Gabinete é Edmilson Silva dos Santos. Foram divulgados ainda os titulares de três superintendências: Gustavo Pedreira do Couto Ferraz (Indústria Comércio e Serviços), João Paulo e Moura Freitas (Ciência e Tecnologia) e Daniel Gomes Brito Júnior (Gabinete de Gestão Integrada Municipal, que coordena as ações do Pronasci. Até o fechamento da Vilas Magazine | 7 | Janeiro de 2013

última página desta edição da Vilas Magazine não haviam sido divulgados os nomes para as secretarias de Políticas para as Mulheres, Planejamento e Meio Ambiente.

CÂMARA MUNICIPAL A cerimônia foi conduzida pelo novo presidente da Câmara Municipal Gilmar Oliveira (PSD), eleito e empossado pouco antes do prefeito, ao lado dos outros 16 vereadores: Edison Ferreira (PRB), Alexandre Marques (PRP), Mirela Macedo Silva (PSD), Antônio Rosalvo (PSDB), Lula Maciel (PT), Manoel Carlos dos Santos, o Carlucho (PSB), Fausto Franco (PDT), Paulo Aquino (PSB), Maria Augusta Pinto (PR), José Reis Bulhões, o Mateus Reis (PSDB), Jorge Bahiense (PSC), Wagner Silva (PP), Aline Oliveira (PP), Anderson Santos, o Decinho de Itinga (PRB), Rosenaide Brito (PT) e Júnior Neves (PC do B). Gilmar Oliveira foi eleito com 11 dos 17 votos da nova Câmara, derrotando o vereador Alexandre Marques na disputa pela presidência da Casa. O primeiro vice-presidente é Jorge Bahiense, o segundo é Anderson Santos. Edilson Ferreira (primeiro secretário), Wagner Silva (segundo) e Júnior Neves (terceiro) completam a nova Mesa Diretora. O resultado pode indicar que a bancada de oposição a Márcio Paiva terá no máximo seis nomes, embora 14 tenham sido eleitos em coligações de apoio a João Oliveira, candidato derrotado do PT à prefeitura. Teriam Votado contra Gilmar Oliveira os vereadores Lula Maciel e Rosenaide Brito (PT), Carlucho (PSB), Alexandre Marques (PRP), Mateus Reis (PSDB) e Fausto Franco (PDT). A tendência é que o novo prefeito já comece a governar com maioria de dois terços na Câmara.


REGISTROS & NOTAS Solidariedade

A campanha Natal em sua mesa, promovida pelo Rotary Club Lauro de Freitas arrecadou 243 cestas, no valor total de R$8.662,95, beneficiando seis entidades assistidas pelo clube, no município. No dia 22 de dezembro, uma equipe do Rotary Club saiu em carreata fezendo a entrega das cestas: 56 para a Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes, 35 para a Associação Beneficente Amor à Criança, 35 para a Associação Evangélica Procurando Servir Melhor, 56 para a Associação Beneficente Pró Lar do Idoso, 35 para o Lar Escola Mundo da Criança (Tia Marina), 20 cestas para o Centro Espírita Semeadores do Amor.

O presidente do Rotary Club Lauro de Freitas, Otávio Gaino, coordenou a entrega das cestas O Rotaract Club Lauro de Freitas em parceria com Victor Amaral e a Otimiza Consultoria Jr. (Empresa Júnior de Engenharia de Produção da UFBA) realizou dia 15 de dezembro a ação “Natal mais feliz”, na creche da Tia Tonha, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Os participantes recolheram cerca de 80 cartinhas escritas pelas crianças da creche e distribuíram entre familiares e amigos que compraram os brinquedos, roupas e/ou calçados pedidos e ajudaram a realizar o sonho de Natal de cada uma delas. Os presentes foram entregues pessoalmente pelo Papai Noel e seus ajudantes em uma manhã divertida e cheia de esperança.

Vilas ganha nova opção de hospedagem

Após quatro anos quando iniciou os serviços de hospedagem em Vilas do Atlantico, o Malibu Plaza Hotel investe em mais 61 quartos, totalizando 117 quartos, visando o crescimento de Lauro de Freitas e do pólo industrial de Camaçari. O anexo do hotel foi inaugurado dia 14 de dezembro, em coquetel reunindo convidados especiais e executivos de empresas da região, recepcionados pelo proprietário, Rogério Fracassi. Focado no turismo executivo, o novo empreendimento conta com cinco suítes long stay, piscina na cobertura, com vista panorâmica, restaurante e estacionamento fechado e coberto para seus clientes.

Celebração A equipe de profissionais que atua nos variados segmentos do Qua­tro Estações Centro Terapêutico, celebrou o primeiro aniversário do espaço. Na foto (a partir da esquerda), Telma (pedagoga), Meire Suely (psicopedagoga), Fernanda (psicóloga), Tânia (orientação profissional/coach), Simone (psicóloga), Lorena (psicóloga), Jerusa (psicopedagoga), Lidianne (terapeuta ocupacional), Márcia (arteterapeuta), Regina (terapias energéticas) e Simoninha (secretária). A festa foi animada.

Vilas Magazine | 8 | Janeiro de 2013


GIL RAMOS

Juliana f Danilo

Caboco Capiroba abre temporada na Varanda do Sesi, em Salvador A banda Caboco Capiroba abre o ano com breve temporada na Varanda do Sesi (Jequitibar Café), no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, com repertório inspirado da tradição da cultura nordestina. Os shows acontecem nas primeiras três quartas-feiras de janeiro (2, 9 e 16), a partir das 21h30. A entrada é R$ 15, mas quem se inscrever na “lista amiga”, pelo e-mail bandacabococapiroba@gmail.com paga apenas R$ 10. Segundo o cantor, violonista e compositor do grupo, João Espinheira, 2013 se inicia com boas perspectivas. “Este ano lançaremos nosso primeiro CD e consolidaremos o projeto da banda. Estamos em um ótimo momento”. Formado em 2007, o Caboco Capiroba se diferencia pela qualidade e originalidade das composições autorais que se situam na tradição nacional. Em 2010, o maestro Hiran Monteiro assumiu a direção musical, sofisticando os arranjos mas preservando a simplicidade característica do grupo. O repertório de ritmos como xote, baião e coco ganhou a sonoridade da viola caipira, a marcação do baixo e o brilho da flauta transversal. A percussão também se diversificou, abrindo-se para novas possibilidades, como a inclusão do ijexá e do maracatu. Além das músicas próprias que também são enriquecidas pela cultura do recôncavo baiano, o Caboco Capiroba interpreta clássicos do cancioneiro popular como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Caboco Capiroba é um personagem do livro “Viva o povo brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro. Para a banda, ele representa a formação da identidade brasileira. Os integrantes da banda são Clara Miranda (vocal e zabumba); João Espinheira (vocal e violão); Mario Espinheira (vocal, viola e violão); Fernando Farias (baixo); Mauricio Muñoz (percussão); Gabriel Campos (flauta). Informações pelos telefones 87972434/ 91927131. Danilo (filho de Manoel Almeida e Luciana Oliveira) e Juliana (filha de Roberto e Magda Mascarenhas) casaram dia 22 de dezembro, na igreja São João Evangelista, em Vilas do Atlântico. Após a cerimônia religiosa, o casal recepcionou as famílias e os amigos, que brindaram pela sua felicidade, no espaço do Metha´s Cerimonial. A cobertura fotográfica ficou sob a responsabilidade de Gil Ramos, profissional que é referência em qualidade e bom gosto na arte da fotografia.

Oscarito e Rose, comandantes do consagrado restaurante que leva o nome dele, em Vilas do Atlântico, passaram as festas de fim de ano no aconchego da casa de praia, em Arembepe, renovando as energias.

Vilas Magazine | 9 | Janeiro de 2013


CIDADE

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Povos de terreiro ganham espaço para venda de produtos em Lauro de Freitas

romover a geração de renda e a valorização da cultura das religiões de matriz africana é a principal proposta do Espaço Mauanda – Arte, Moda e Cultura Afro, inaugurado em dezembro na Estrada do Coco. A iniciativa é do programa Vida Melhor-Urbano, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado e vai proporcionar a comercialização da produção de vestuário, artesanato, souvenirs e artefatos para decoração elaborados por religiosos dos terreiros de candomblé da capital baiana e Região Metropolitana de Salvador (RMS). O secretário da Casa Civil, Rui Costa, responsável pela coordenação geral do Vida Melhor, afirmou que a partir da inclusão produtiva é possível trazer para o comér-

cio um produto de grande valor agregado. “O fato de o aporte cultural dos povos de terreiro se reverter em benefício para a própria comunidade nos faz ter muito orgulho da ação que estamos realizando”. Para o coordenador-executivo do Vida Melhor-Urbano, Ailton Florêncio, a ação valoriza as atividades desse segmento da população, além de proporcionar a geração de trabalho e renda das famílias. “O espaço vai divulgar o trabalho feito por essas comunidades, gerar sustentabilidade econômica para a atividade artesanal, além de agregar terreiros de todo o estado”. O Espaço Mauanda integra as ações do Vida Melhor-Urbano, iniciadas em 2011, que fortalecem a produção e comercialização dos povos de terreiro. Em

novembro, o Espaço Vida Melhor expôs no Aeroporto Internacional de Salvador artefatos culturais produzidos por participantes da Rede Mauanda Bankoma. A iniciativa fez parte da programação do Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI). Neste mesmo ano, o governo entregou 12 máquinas de costura para o Terreiro de São Jorge Filho da Gomeia, em Portão. Também em dezembro, foi realizado na Praça de Oxum do Terreiro da Casa Branca, em Salvador, o Desfile de Moda e Arte nos Terreiros – Cultura e Empreendedorismo Familiar 2012. Artigos como panoda-costa, souvenirs, torços, bijuterias e outros, confeccionados por religiosos de 17 terreiros de Lauro de Freitas e Salvador foram os destaques do evento.

O tradicional e raro tear com que se produz o Pano da Costa é uma das atrações do Espaço Mauanda Vilas Magazine | 10 | Janeiro de 2013


Bloco Carna’Vilas sai dia 1º de fevereiro

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o dia 1º de fevereiro, uma sexta-feira antes do carnaval, acontece a terceira edição do CarnaVilas Solidário, evento carnavalesco que, embalado por uma bandinha de sopro formada por músicos locais, percorre as principais ruas de Vilas do Atlântico, levando alegria aos moradores foliões. O evento este ano conta com algumas novidades, entre elas o trenzinho da alegria (automóvel em forma de trem, com capacidade para 75 pessoas, que fará o trajeto conduzindo idosos, crianças e pessoas que necessitam de apoio), um novo roteiro, mais confortável, equipado e seguro (mais segurança, banheiros químicos e pontos de venda de comes & bebes), um novo espaço para receber os foliões ao final do percurso e a inclusão de novos integrantes na banda de sopro consagrada no Carnaval de Salvador. A participação é assegurada adquirindo a camisa promocional - em número limitado - por apenas R$ 25, (até dia 20), mais 1 kg de alimento não perecível (exceto sal) sendo beneficiária a Associação Beneficente Construtores da Alegria, localizada em Portão. Os pontos de venda são: Bom Mercado (Mix Bahia, av. Luiz Tarquínio), Liberty Turismo (Shopping

RCA) e Acarajé da Jaci (pracinha de Vilas do Atlântico). Mais informações pelos tels.: 3026-0514, 9139-2234, 9125-0061 ou e-mail carnavilas@terra.com.br

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Vilas Magazine | 11 | Janeiro de 2013


CIDADE

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Sistema municipal de vigilância incorpora vinte novas câmeras

valiado como um dos mais completos do país, o Sistema de Videomonitoramento de Lauro de Freitas ganhou reforço com a inclusão de mais 20 câmeras e novas instalações. Agora são 62 equipamentos, o que corresponde a mais de uma câmera por quilômetro quadrado, único com essa configuração no país. A nova central, localizada em Itinga e equipada com oito painéis, foi inaugurada em dezembro com a apresentação de um balanço dos cinco anos de atuação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) do Pronasci. “O GGIM de Lauro de Freitas é exemplo para o Estado e para outros municípios brasileiros”, destacou o superintendente

de Tecnologia da Secretaria da Segurança Pública, Expedito Teixeira de Carvalho Filho, que representou o governador Jaques Wagner e o secretário Maurício Barbosa. Enquanto o ato acontecia no pequeno auditório da nova sede, na sala ao lado os monitores flagravam o cerco a um sequestro relâmpago inteiramente orientado a partir da central de videomonitoramento. A ação durou pouco mais de uma hora e meia, entre a localidade de Boca da Mata, em Portão, e a avenida Luiz Tarquínio, Centro, onde os acusados foram presos e a vítima libertada. Os aplausos que se seguiram indicavam o quanto o equipamento está fazendo a diferença na ação da polícia.

Vilas Magazine | 12 | Janeiro de 2013

As ações de segurança e promoção da paz se multiplicaram no município desde 2005: Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), que poucos municípios têm, ampliação para três Delegacias com a inauguração da unidade de Portão; mais uma companhia de PM, o Corpo de Bombeiros e a Base Comunitária de Itinga - enumerou a prefeita Moema Gramacho. Responsável pela concepção de todo o trabalho desenvolvido no órgão, o coordenador do GGIM, José Carlos Arruti, fez um duro alerta contra o avanço das Nova central de monitoramento de Itinga amplia rede para 62 câmeras


drogas no município e não escondeu um pouco de frustração ao ver que todo esse esforço ainda é pouco diante de cenas fortes de consumo de drogas, captadas pelas câmeras e exibidas em vídeo. “Conseguimos resultados compensadores e o depoimento de jovens que participam dos nossos programas revelam isso, mas sabemos que resultados mais definitivos da aplicação desses recursos são de médio e longo prazos. Estamos dando a ferramenta para mudar uma cultura”. “Lauro de Freitas é referência no combate à violência. Convidamos outros municípios para conhecerem o GGIM e aprendemos muito aqui”, afirma o consultor da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça, Sérgio Trad. A Central de Videomonitoramento de Lauro de Freitas, implantada com recursos do Pronasci/Ministério da Justiça, é operada pela Polícia Militar e Guarda Municipal. Comandante da 81ª CIPM (Itinga), major Paulo Sérgio Simões Ribeiro, anunciou reforço para assegurar a presença de agentes da corporação 24h por dia na sala de controle. Major Izidro de Souza Neto, da 52ª CIPM, Centro, disse que o trabalho “valeu a pena”. Para ele, a polícia aprendeu muito com o GGIM “e podem ter a certeza de que, pela PM, esse trabalho terá continuidade”. Um dos pontos de destaque no balanço do GGIM é a produção de dados georeferenciados, que traçam um perfil completo de cada localidade; e a criação da Rede de Proteção e Prevenção da Violência nos bairros de Itinga, Portão, Areia Branca e Vila Praiana. Por meio do GGIM, a prefeitura também implantou os projetos Mulheres da Paz, o Protejo e o Observatório de Segurança Pública Municipal.

Mais de 2 mil pessoas já participaram do Programa da ONU em Lauro de Freitas

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Programa Conjunto Segurança com Cidadania, implementado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Itinga, Lauro de Freitas, em parceria com a prefeitura e Ministério da Justiça, já beneficiou mais de duas mil pessoas com ações que visam prevenir a violência e têm como foco jovens em situação de vulnerabilidade.

Em reunião com a então prefeita Moema Gramacho, em dezembro, técnicos da instituição apresentaram um balanço dos dois anos do Programa no município. Como reflexo das oficinas e capacitações com agentes de segurança, professores, líderes comunitários e religiosos, crianças e adolescentes e representantes do poder público municipal, o conceito u

“O programa em Lauro de Freitas foi uma semente que cresceu e já está dando frutos”, afirma Érica Machado, gerente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

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Vilas Magazine | 13 | Janeiro de 2013

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CIDADE de segurança com cidadania já pontua no discurso, há uma transformação no comportamento dos jovens e as ações se desdobram por iniciativa da própria comunidade. O programa, que envolve seis agências da ONU – PNUD, UNODC, Unesco, Un Habitat, OIT e Unicef – desenvolveu o Plano Integral de Convivência e Segurança Cidadã que tem como meta reduzir em 30% a violência em Itinga até 2016. O plano trabalha com conceito segundo o qual segurança não depende somente de polícia e da justiça. Envolve outros fatores, como saúde, educação, cultura, mobilidade. As agências já realizaram 80% das ações do programa que segue com atividades até junho de 2013. A gerente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Érica Machado disse que o programa em Lauro de Freitas foi uma semente que cresceu e já está dando frutos. Moema Gramacho destacou a relevância do programa da ONU na promoção de uma cultura de paz no município. “A ajuda da ONU está sendo de grande importância para a cidade. Estamos conseguindo fazer a interação entre a sociedade civil e o poder público e com as ações do programa a população está sendo ouvida, aumentando sua autoestima e sendo capacitada para combater e evitar a violência dentro da comunidade”, afirmou. Coordenador do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), José Carlos Arruti disse que o programa foi uma extensão na integração das politicas públicas de segurança do município. “As ações acabaram beneficiando todo o município. As pessoas envolvidas no programa também estão atuando como agentes multiplicadores”. Entre as ações realizadas ele destaca a oficina Palavra de Polícia: Outras Armas, ministrado pela poeta Elisa Lucinda para guardas municipais e policiais militares que atuam em Itinga; o Programa Mérito Juvenil que já cadastrou 1.500 jovens; visita do Papo de Responsa à Escola Gregório Pinto, diálogos e experiências sobre inseguranças das mulheres de Itinga, a criação da comissão de comunicação e mobilização social e a capacitação para mediação de conflitos com guardas-municipais, policiais militares e lideres religiosos. O Programa Conjunto é praticado em três cidades brasileiras – Lauro de Freitas, Vitória (ES) e Contagem (MG) com recursos do Fundo Espanhol para o Alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio.

Vila Praiana terá Núcleo de Justiça Comunitária

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projeto da prefeitura de Lauro de Freitas para criação de um Núcleo de Justiça Comunitária no bairro de Vila Praiana foi aprovado pelo Ministério da Justiça, conforme parecer publicado em novembro. Proposto pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) do Pronasci, o projeto visa democratizar o acesso da população à Justiça por meio da mobilização e capacitação de agentes da própria comunidade em mediação de conflitos. De acordo com o convênio, serão investidos R$ 300 mil na capacitação dos agentes, contratação de equipes multidisciplinares, aquisição de equipamentos e adequação de espaço físico. O projeto aprovado respondeu Edital do Programa Democratização do Acesso à Cidadania e à Justiça, lançado em abril pelo governo federal. “A nossa experiência mostrou a necessidade de investir na divulgação dos direitos da população, esclarecer sobre as normas jurídicas e principalmente sobre como proceder em caso de conflito”, destaca o coordenador do GGIM, José Carlos Arruti (foto). Outros projetos captados pelo GGIM com foco na promoção de uma cultura de paz estão em andamento no município. O Projeto Conjunto da ONU Segurança com Cidadania, voltado para jovens de 14 a 24 anos, é uma experiência inovadora que está transformando a vida de centenas de meninos e meninas do bairro de Itinga por meio da cultura, arte, educação para a cidadania e acesso à informação. Também com a União Europeia foi assinado convênio de 400 mil euros para o projeto “Circuito do Saber e da Inclusão – Formação em tecnologia e turismo para jovens em vulnerabilidade e risco de vida”. Além disso, está em andamento o projeto “Virando o Jogo”. Juntos, os projetos da União Europeia representam mais de R$ 2 milhões para as ações em Lauro de Freitas.

Vilas Magazine | 14 | Janeiro de 2013


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Cadetes Mirins entrega certificados de formação profissional a 440 jovens

ais 440 alunos do Centro Municipal de Formação Profissional Cadetes Mirins, receberam certificado de conclusão de curso em dezembro. Com 880 horas/aulas, os cursos realizados em parceria com o Senai Bahia, fazem parte do Programa de Aprendizagem Industrial. Em 2012 foram disponibilizadas vagas para Comunicação de Dados, Desenvolvedor Web, Operador de Processo de Produção, Agente de Defesa Ambiental, Auxiliar de Instrumentação Industrial, Suporte a Hardware e Redes de Computadores. Os cursos atendem demanda de mercado. “É praticamente a garantia do primeiro emprego desses jovens e muitos concluem o curso já com emprego assegurado”, destaca o professor Marijorge Dias de Andrade, coordenador geral do Cadetes Mirins. Segundo ele, para este ano foram incluídos, por solicitação da Petrobras, cursos de Operador de Sonda, Operador de Inspeção de Qualidade e Auxiliar de Laboratório Químico. O curso dura 11 meses, mas a cada semestre começam novas turmas. O Centro prepara atualmente 1.040 jovens para o mercado de trabalho. O convênio assinado entre a prefeitura de Lauro de Freitas e o Senai Bahia tem duração de cinco anos, período em

que deverá promover a qualificação profissional de oito mil jovens. A entrega dos certificados contou com a participação de alunos e familiares, professores e autoridades. O professor Marijorge fez referência a “boatos de que o Cadetes Mirins tinha acabado”: “Convido-os a ouvir o que esses jovens e seus pais têm a dizer, essa é a melhor prova de que o Cadetes Mirins nunca funcionou tão bem”, disse.

Vilas Magazine | 15 | Janeiro de 2013


CIDADE

JOÃO RAIMUNDO

Indústria local vence Prêmio de Competitividade do Sebrae

Construção do IFBA Lauro de Freitas começa este mês

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x-alunas do antigo CEFET, a reitora Aurina Santana e a prefeita Moema Gramacho (acima), anunciaram, em dezembro, o início das obras do Instituto Federal em Lauro de Freitas para o dia 7 deste mês. Moema entregou à reitora o documento de cessão do terreno, no Espaço Cidadão, em Itinga, que vai abrigar a unidade de ensino. “Nós, que fomos alunas do CEFET sabemos a importância da escola técnica na vida dos jovens”, destacou. O resultado da licitação e contratação da empresa responsável pela execução da obra já foi publicado no Diário Oficial da União. A RCI Construções e Meio Ambiente terá até janeiro do próximo ano para entregar o imóvel, data prevista para início das aulas. “Tenho que registrar aqui o esforço da prefeita Moema. Não estava previsto um IFBA para Lauro de Freitas, mas Moema, essa guerreira, foi à presidenta e conseguiu trazer o Instituto para o município”. Orçada em R$9,2 milhões, a unidade vai ocupar uma área de 7 mil metros quadrados. No local, o campus e um ginásio vão beneficiar 1.200 jovens por ano com cursos técnico, superior e de extensão na área de tecnologia e engenharia. A unidade terá 11 salas de aula, dez laboratórios, salas de chefia de gabinete, coordenação de curso e administrativas, biblioteca, auditório para 220 pessoas, um módulo de apoio com oficina para manutenção dos veículos oficiais e um bloco de serviços com centro médico-odontológico que atenderá alunos e funcionários, refeitório e lanchonete.

U

ma indústria de Lauro de Freitas está entre as dez vencedoras do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas - MPE Brasil, etapa Bahia. A Ledquadros, do Jardim Jaraguá, em Itinga, recebeu em novembro o prêmio do setor que representa. Com o dobro de inscritos da edição anterior, foram destacadas empresas de sete setores. Além da Ledquadros, foram preniadas a Eletrônica Ednailson e Jupilus Indústria e Comércio (Comércio), a Work Cursos (Educação), a Atena Tecnologia e SWS Informática (T&I), a RM Laboratório (Serviços Saúde), a Creperia Mariposa (Serviço Turismo), a Aquapharma e a Manancial Extintores (Outros Serviços). Como Destaque Inovação, venceram a Jupiluz e a SWS. O Prêmio é uma realização do Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Gerdau e Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com apoio do Fórum dos Programas de Qualidade, Produtividade e Competitividade (Fórum QPC), Canal Futura, e patrocínio da Petrobras e do Governo Federal. A premiação reconhece o empenho de micro e pequenas empresas na gestão de qualidade, com resultados consistentes, como o aumento da produtividade e da competitividade. Somente no ciclo 2011, foram mais de 1,2 mil profissionais envolvidos. Ao final, os inscritos recebem relatório com indicação de seus pontos fortes e oportunidades de melhoria. A solenidade de premiação, em Salvador, celebrou o maior prêmio brasileiro voltado para as micro e pequenas empresas que se destacaram pela qualidade, produtividade e competitividade. O prêmio usa os parâmetros da Fundação Nacional da Qualidade e a participação já garante às empresas um diagnóstico para que possam repensar seus procedimentos e fortalecer suas ações. As empresas vencedoras vão agora disputar em março de 2013 a etapa nacional, que já teve baianos como ganhadores em 2009 (EsVilas Magazine | 16 | Janeiro de 2013

cola Kennedy, de Eunápolis), 2010 (Mega News, de Irecê) e 2011 (Durval Seguros e Lacerta Ambiental). Segundo a gestora estadual do MPE Brasil, Mariza Xavier, o prêmio funciona como uma ferramenta para estimular a melhoria da gestão e da qualidade das empresas participantes. “A premiação está se qualificando. Esse ano, a Bahia teve quase 12 mil inscritos, perdendo apenas para São Paulo. O MPE é um marco crítico para as empresas que podem a partir do seu diagnóstico fazer um melhor planejamento e pensar a melhoria contínua”, disse. Para Lauro Ramos, diretor técnico do Sebrae, órgão realizador da premiação, o MPE é uma referência em gestão e permite às empresas elevar a competitividade, disseminando melhores práticas gerenciais. Ele chamou a atenção para a melhor distribuição espacial do número de inscritos, com a interiorização das ações. “A Bahia está no caminho do empreendedorismo. O MPE permite às empresas, inclusive, encurtar o caminho entre ser micro ou pequena, para se tornar média ou grande empresa. A Bahia ganha empresas mais qualificadas para competir no mercado nacional”, avalia. O que chamou a atenção neste ano foi o grande número de inscrições vindas do interior do Estado. Somente a região de Feira de Santana contou com mais de seis mil inscritos, sendo que destes, 400 fizeram diagnóstico. Segundo o coordenador da Unidade Regional de Feira de Santana, do Sebrae, Wagner Sade, as empresas descobriram a importância de participar da premiação para ter acesso às análises e desenvolver ações que fortaleçam sua gestão. “O diagnóstico permite às empresas um aprimoramento de longo prazo com base na sustentabilidade e competitividade já que os critérios têm como base a Fundação Nacional da Qualidade”, avalia. Já a coordenadora regional do Sebrae


MATEUS PEREIRA

Premiados da etapa baiana posam para foto na cerimônia do Sebrae Bahia, Madalena Seixas acredita no MPE como um ótimo indicador de resultado para o trabalho da regional. “O prêmio é o reconhecimento das melhores práticas de gestão e é um incentivo para que as empresas se mantenham no caminho do sucesso”, comemora. Antes de conhecer os vencedores da etapa estadual do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas - MPE Brasil, empresários baianos tiveram a oportunidade de ter acesso a métodos bem-sucedidos de gestão, trocar informações de práticas eficientes, vantagens adquiridas a partir da participação no evento e, sobretudo, aproveitaram para estabelecer novos contatos e parcerias

futuras. A capacitação aconteceu durante o Seminário de Boas Práticas de Gestão para Pequenas Empresas, realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Para a gestora do Prêmio MPE Brasil na Bahia, Mariza Souza Xavier, a ideia é tornar o Seminário parte integrante da cerimônia de premiação. “Essa parte educativa irá anteceder o evento e terá como objetivo alinhar conhecimento, abordar os assuntos pertinentes às MPE, além de ser um espaço para construção de novos contatos e discussão de novos vínculos de parcerias”, explica. De acordo com o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Bahia,

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Luiz Henrique Barreto, de 2004 a 2012, o projeto vem se consolidando em todo o País, com destaque para a Bahia, o segundo em número de participações, com 12 mil inscritos. “As empresas serão selecionadas pela fotografia da gestão e terão em mãos um relatório com sugestões de oportunidades de melhorias. Excelência na gestão nos leva à qualidade, produtividade e competitividade. A isso se agregam inovação, práticas sustentáveis e de ação social. Todo esse conjunto, se praticado, é sinônimo de sucesso”. A coordenadora nacional do MPE Brasil, Isabel Rios, informa que mais de 82 mil empresas se inscreveram em todo o País e mais de 38 mil empreendimentos responderam ao questionário de autoavaliação. “Isso demonstra a seriedade desse projeto estratégico, além de confirmar não ser uma iniciativa isolada. Essas empresas vão receber relatórios de avaliação, contribuindo para o crescimento, melhoria da qualidade e nível de gestão”, explica.


CIDADE

I

‘Cãominhada’ de Ipitanga conscientiza para castração e adoção de animais

ncentivar a adoção de animais e defender a castração de animais foi o principal objetivo da participação do Grupo de Ação de Castração (GAC), de Lauro de Freitas, na “cãominhada” de Ipitanga, realizada no mês passado. Iniciativa da loja de produtos para animais Pouco Real, sob coordenação de Sandra Borghardt, o evento reuniu cerca de 50 pessoas em frente ao kartódromo Ayrton Senna e contou com a participação do canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar, sediado na cidade. Acompanhadas pelos animais, as pessoas percorreram cerca de 200 metros até a segunda rotatória de Ipitanga. Carol Domenico, do GAC, sublinha que o índice de abandono de animais domésticos cresce em períodos de festas e férias escolares por se tornarem incômodos para

as famílias que desejam viajar e não têm onde ou com quem deixar cães e gatos. O problema é registrado não só em todo o Brasil como nos Estados Unidos e em países da Europa. Segundo o coordenador do Hospital Veterinário da Unime Marcus Fróes, os animais são abandonados pelos mais variados motivos: mudança de residência, despesas crescentes com animais idosos e até porque as pessoas se cansam do trabalho que o bicho dá. Alunos do curso de veterinária da instituição estavam entre os apoiadores do evento. “Outra situação agravante é a de pessoas que têm um animal sem ter condições”, diz. Fróes observa que “esses animais ficam confinados, recebendo alimentação inadequada e, quando

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doentes, definham por não receberem tratamento”. De acordo com ele, em Lauro de Freitas “o abandono é frequente”. Não existem dados oficiais, “mas acreditamos que sejam números consideráveis”, avalia. Uma forma de diminuir o índice de abandono e beneficiar a saúde animal é a disseminação da esterilização. Carol Domenico, que mantém as atividades do GAC a partir de doações, pretende pedir à prefeitura de Lauro de Freitas que pague os custos da castração de animais, como já acontece em Salvador. Até lá, os interessados em ajudar o grupo podem entrar em contato pelo e-mail acaodecastracao@gmail.com ou pela página do GAC no Facebook: http://goo.gl/xsF1z. Adotar um animal de estimação pa-


Pensando em oferecer uma manhã de diversão e integração, Sandra Borghardt, responsável pelo evento, quis oferecer um momento de confraternização e sensibilização para a causa animal. “Fomos inspirados por eventos semelhantes existentes em outros municípios e acreditamos que seja necessário educar a sociedade sobre o compromisso de longo prazo que é criar um animal de estimação”, ressalta. A Lei Federal de Crimes Ambientais protege os animais. É considerado crime contra o meio ambiente praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, com pena de três meses a um ano de detenção e multa, aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal. São considerados maus-tratos abandonar, espancar, envenenar, não dar comida diariamente, manter preso em corrente, local sujo ou pequeno demais os animais domésticos, entre outras práticas.

rece uma decisão rápida e tranquila de tomar, mas não é bem assim. Além de pesquisar sobre os hábitos, comportamento, necessidades e especificidades dos bichinhos, os futuros donos precisam

lembrar que um animal de estimação exige disponibilidade de tempo, dinheiro e atenção, o que acarreta uma mudança na rotina, nos costumes, no espaço e até na dinâmica da casa.

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nga, estaciais

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tico:

CIDADE

Verão promete mais problemas para moradores

A

s barracas de praia de Vilas do Atlântico e Buraquinho, somadas às que ainda existem em Ipitanga, prometem continuar a atrair visitantes de Salvador e de outras partes do estado e do país, tornando este Verão ainda mais tumultuado do que os anteriores. O movimento de fim de semana na divisa de Lauro de Freitas com Salvador, onde há duas grandes estruturas fora da faixa de areia não deixa dúvidas quanto ao potencial de atração de turistas. Em Vilas do Atlântico, as barracas são agora um das atrações para os turistas que procuram o Vilas-Village Apart-Hotel. “É uma pena que sejam derrubadas”, diz Márcia Alves, que veio passar o final do ano. “Esse é justamente o diferencial de Vilas”, avalia. Mas se para o comércio de praia a estação traz lucros e para os turistas oferece lazer, para os residentes traz transtornos. Moradores de Ipitanga e Vilas do Atlântico reclamam da desordem que se instala a cada alta estação, até mesmo onde já não há barracas. “Infelizmente vivemos numa área que atrai muita gente de fora”, lamenta Francisco Moratto Silva, morador de Ipitanga. Para ele, a derrubada das barracas, em 2011, atenuou o problema, mas “o comércio já voltou a tomar conta da areia”. Já os moradores das ruas que dão acesso à praia em Vilas reclamam do bloqueio das saídas de garagem e de não ter a quem recorrer. Também em Vilas do Atlântico, instalou-se na areia uma “feras beech chairs” – assim mesmo, em inglês. Lonas azuis cobrem pontos de venda de acarajé e o trânsito de motos pelo calçadão continua como se fosse permitido. À noite na areia, em plena temporada de desova das tartarugas marinhas, o período de maré baixa é usado para corridas de veículos motorizados. Em Buraquinho, os próprios barraqueiros protestam contra o grande afluxo de

pessoas, em ônibus de turismo, muito acima da capacidade de atendimento das barracas – apontadas como fator de atração desse fluxo, que não encontra alternativa equivalente em Salvador e na maior parte do litoral norte. Mesmo assim, a desocupação das praias, alvo de ação civil pública desde 2011, divide opiniões em Lauro de Freitas. Moradores como Gilberto Corrêa, membro fundador da Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico (Salva), a associação de moradores do bairro, já defenderam a retirada das barracas. Ex-coordenador de Urbanismo e Meio Ambiente, Corrêa apontava problemas como o excessivo espaço ocupado pelas barracas, cadeiras e mesas na praia. Já em defesa das barracas, um grupo de frequentadores da praia recolheu cerca de 200 assinaturas no final de 2011. A decisão está nas mãos do juiz Carlos d’Ávila Teixeira, da 13ª Vara Federal, que recentemente negou provimento a um “embargo de declaração” interposto pela prefeitura de Lauro de Freitas para impedir a derrubada das oito barracas de praia em Vilas do Atlântico e 39 em Buraquinho, além das que restam em Ipitanga. A decisão foi tomada no dia 20 de dezembro último. O prazo para que o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestem acaba no dia 10 de janeiro. Significa dizer que ainda este mês a Justiça Federal poderá bater o martelo sobre a questão. A anterior gestão da prefeitura de Lauro de Freitas não defendia a permanência das barracas, mas apenas pedia tempo para realocá-las. “Há um esforço do município para fazer a retirada planejada, que respeite os barraqueiros e aponte alternativas”, disse a então prefeita Moema Gramacho (PT) ao comentar a decisão judicial em 14 de outubro de 2011. No processo, contudo, a prefeitura opõe-se à derrubada, argumentando, Vilas Magazine | 20 | Janeiro de 2013


Em Vilas, o aluguel de cadeiras de praia ganhou “ponto fixo” na barraca “beech chairs”

Vendedores ambulantes tomam todo um canteiro do calçadão de Vilas

O trânsito de motos no calçadão de Vilas continua como se fosse permitido

entre outros pontos, que mais de 700 pessoas dependem das barracas e que “a preocupação com o meio ambiente pode ser entendida em outras bases, sem prejudicar o progresso do município”. Na decisão proferida, a Justiça Federal deixa claro que a questão é ambiental e chamou ao processo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que apresentassem posicionamento sobre a questão. Enquanto se discutem prazos para a retirada das barracas de Vilas do Atlântico, Buraquinho e a parte restante de Ipitanga, novas ocupações na faixa de praia pertencente a Salvador, mas administrada por Lauro de Freitas vão se consolidando. Sem fiscalização à vista, ambulantes estruturaram depósitos de sombreiros e cadeiras e pontos de venda de bebidas na areia. Também sem serem incomodados pela fiscalização, vendedores ambulantes vendem bebidas alcoólicas na praia de Vilas do Atlântico, alguns deles camuflados pela venda de água de coco. Foi em 2011 que o MPF e a AGU pediram à Justiça Federal a demolição de todas as barracas de praia em Lauro de Freitas. A ação civil pública foi ajuizada no dia seguinte à derrubada das estruturas na faixa de Ipitanga que pertence a Salvador, executada em 26 de abril daquele ano. Carlos d’Ávila Teixeira é o mesmo juiz que tratou da desocupação das praias de Salvador. Assim como em Salvador, as barracas nas praias de Lauro de Freitas “estão em desconformidade com os parâmetros e exigências legais de tutela do meio ambiente, de ordenamento do uso e ocupação do solo urbano e de preservação do patrimônio público federal”, afirmou o MPF na ação. Na ação, o MPF e a União também requerem que o município deixe de autorizar a instalação, construção, reconstrução e funcionamento de barracas ao longo da faixa de praia e terrenos de marinha. A prefeitura também deve abster-se de “promover ou autorizar a utilização, por qualquer meio, de terrenos de propriedade da União que façam parte de toda Vilas Magazine | 21 | Janeiro de 2013

a extensão da orla marítima de Lauro de Freitas, sem a prévia anuência do Poder Público Federal”. O MPF quer ainda que a prefeitura remova das praias os escombros que tenham sido deixados por demolições “e por obras irregularmente iniciadas”. A ação sustenta que o município “permitiu, ao longo dos anos, a construção de barracas de praia, boa parte delas com estruturas de alvenaria e concreto, sem anuência dos órgãos federais competentes”. O MPF menciona um “Espelho do Cadastro Econômico” encaminhado pelo próprio município que identifica “cerca de 47 ocupações irregulares, sendo oito em Vilas do Atlântico e 39 na Praia de Buraquinho, além de 58 barracas localizadas na praia de Ipitanga”, boa parte delas demolidas pela prefeitura de Salvador em 2011. As barracas, sempre de acordo com o MPF, foram também construídas sem a autorização do Projeto Tamar, de proteção às tartarugas marinhas, “em clara violação ao artigo 1º da Resolução Conama nº 010/96”. A praia de Vilas do Atlântico, que apesar de tudo ainda recebe desovas de tartarugas marinhas, é vizinha à de Busca Vida, em Camaçari – o ponto de maior número de desovas em todo o litoral continental brasileiro. “Sem deixar de lado as questões sociais relativas às barracas e que serão discutidas no curso do processo”, o MPF argumenta que “não é razoável admitir que haverá desenvolvimento econômico sustentável e adequado para região por meio da instalação de barracas de alvenaria na faixa de areia da praia, terreno de marinha e acrescidos”. Os autores da ação verificaram a existência de barracas que “funcionam como verdadeiros restaurantes, bares e, em alguns casos, como residência dos comerciantes”. A construção de barracas em concreto e alvenaria contraria normas legais que proíbem edificações fixas sobre a faixa de praia. “As praias constituem bens públicos de uso comum do povo, sendo expressamente vedada qualquer utilização que comprometa o livre acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, assim como a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo, na zona costeira, que impeça ou dificulte o respectivo acesso”, lembra o MPF.


ENTREVISTA

C

arlos Knittel, pioneiro da Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico (Salva), a associação de moradores do bairro, está de volta ao comando da entidade. Depois de ter sido coordenador-geral por oito anos, entre 2002 e 2010, ele lidera a mesma equipe de coordenadores que trabalhou com Kall Fonseca, seu antecessor. Conhecido pela firmeza com que negociava com o Poder Público – de Marcelo Abreu a Moema Gramacho (PT) – o “xerife de Vilas” promete nova dose, agora conversando com o prefeito Márcio Paiva (PP), em quem deposita renovada confiança. “Vilas está muito esquecida”, diz Knittel, sem deixar dúvidas: “o novo prefeito vai dar uma espécie de choque de ordem em Vilas do Atlântico” em questões como a do comércio ambulante. A meta principal é a mesma de sempre: associar mais moradores à Salva. Vilas Magazine - O que é mais urgente na sua gestão, qual vai a ser a prioridade a partir de 2013? Carlos Knittel - A prioridade é tentar sensibilizar a maior parte dos moradores a fazer parte da Salva. Mas essa é a velha luta da Salva. É a velha luta da Salva. É estar presente nas nossas reuniões, criticando e sugerindo também. Falta aquele sentimento de comunidade em determinadas pessoas que não querem participar. Uma comunidade como a nossa não pode ficar alheia a tantos problemas. A comunidade se queixa no caso de um sequestro, de um assalto. O plano de segurança que fizemos para Vilas do Atlântico quando da fundação da Salva foi motivo de elogios de todos os órgãos públicos e nunca conseguimos implantá-lo porque a maior parcela da nossa comunidade não participa. Muitos entram e saem. Você procura uma certa lógica numa desculpa, como “vou deixar de pagar a Salva porque comprei um carro novo” ou “vou fazer uma reforma na minha casa”. E simplesmente deixa de pagar a Salva. Ou “eu não preciso de segurança, porque eu tenho uma cerca elétrica e eu tenho

O ‘xerife’ está de volta dois pit-bull dentro de casa”. Ele esquece que vai na padaria, na rua, que é aí que mora o perigo. O que é que se pode fazer, desta vez, para tentar sensibilizar as pessoas? Trabalhar muito. Trabalhar, trabalhar. Temos certeza que vamos contar com o incondicional apoio do prefeito [Márcio Paiva], que está voltado para nos ajudar a solucionar os grandes problemas de Vilas do Atlântico. Já iniciamos uma conversa e ele vai se empenhar para que Vilas do Atlântico venha a ter a qualidade de vida que merecemos. Mas ele e a diretoria da Vilas Magazine | 22 | Janeiro de 2013

Salva, com o número de associados que tem, não resolveremos todos os problemas. Precisamos de um apoio maior da comunidade. É preciso todos darem uma parcela de contribuição para melhorar a qualidade de vida, que está deteriorada. O calçadão da praia está cheio de buracos. O comércio ambulante domina e prolifera em Vilas, parece um mercado persa. A nossa praia, domingo, só tem vendedores ambulantes, que não são licenciados, que vendem tudo. Temos verdadeiros magazines no calçadão. Vendem sapatos, bolsas, saias, biquínis, tamancos, tudo. Estendem roupas entre


os coqueiros. Não temos dúvidas que o novo prefeito vai dar uma espécie de choque de ordem em Vilas porque não podemos continuar desse jeito. O senhor já teve alguma conversa com o prefeito nesse sentido, para fiscalizar, coibir o comércio ambulante? O que é que queremos do novo prefeito? Disciplinar, organizar os vendedores ambulantes. Não somos contra os vendedores ambulantes. Queremos que eles sejam organizados, que não façam a bagunça que fazem. Ainda não tivemos uma reunião de trabalho com o prefeito. Pretendemos tê-la logo que ele assuma e vamos levar uma série de reivindicações. Quais são essas reivindicações? A questão do trânsito, por exemplo, é seriíssima. Precisamos também melhorar o transporte público. Temos a questão do meio ambiente. Até hoje a comunidade não sabe por que a obra do saneamento básico foi paralisada. Foi um sonho para Vilas do Atlântico. O prazo para conclusão era em 2013. A Embasa fez nova licitação para que outra empresa toque a obra. Isso não chegou ao nosso conhecimento. Mas será que leva tanto tempo para fazer uma licitação? A empresa anterior teria embargado a nova concorrência, daí a demora. Enquanto isso a comunidade fica prejudicada. A cidade inteira fica prejudicada, na verdade, já que a obra vai cobrir toda a área urbana de Lauro de Freitas. Por falar em meio ambiente... Vilas do Atlântico precisa de mais preocupação com a questão do meio ambiente também. Já que o saneamento básico sofreu um adiamento, há outras coisas que também é preciso fazer. E isso até mesmo parte da comunidade. É muito comum ver cachorros andando no calçadão que sujam o calçadão e o dejeto fica. Até cavalos sujando o calçadão. E o dejeto fica. O dono não tem o cuidado de retirar a sujeira, não se preocupa. A área de zoonoses da prefeitura também precisa prestar mais atenção aos cavalos soltos nas ruas de Vilas.

O senhor conta com o novo prefeito para fiscalizar tudo isso? Esperemos que sim. A questão do trânsito é preocupante. O transporte público pára e pega passageiros nas rotatórias. É um absurdo! Qualquer passageiro que acene para deixar ou pegar o ônibus, eles param. Sabe por quê? Porque faltam placas de sinalização. Também... É, mas se tiver a placa de sinalização eles vão parar. A administração passada fez alguns abrigos que nunca foram considerados. O proprietário de automóvel para o carro em frente ao ponto de ônibus e fica. Não acontece nada, fica por isso mesmo. Como resolver isso? Fiscalização. Nós temos uma secretaria de Transporte e Trânsito, que tem que preparar agentes para fiscalizar, para multar se for o caso. Os ônibus param em qualquer lugar, às vezes alteram o horário por conta própria, mas isso é um problema em que até as próprias empresas de ônibus podem ajudar. Eu sou do ramo, conheço bem o que é isso. Há falta de uma sinalização que diga ao motorista “olha, o ponto é ali, você para ali”. E a reposição do trecho da rua Praia de Tambaú, que foi suprimido do roteiro dos ônibus quando o final de linha mudou? Aí a prefeitura pode ajudar. É uma questão da prefeitura sentar com a empresa e discutir. O senhor vai solicitar isso ao prefeito, que peça a reposição do trecho às empresas de ônibus? Mas não precisa, porque a comunidade vem reivindicando há bastante tempo. A Vilas Magazine já fez algumas matérias sobre o assunto. A empresa considera que a quilometragem foi acrescida com a mudança do ponto. Um exemplo: aumentou dois quilômetros, mas dois quilômetros [multiplicados] pelo números de viagens e pela frota dá centenas de quilômetros. Aí a empresa reclama. Mas pode-se encontrar um itinerário em que ninguém perca, uma fórmula para diminuir a insatisfação Vilas Magazine | 23 | Janeiro de 2013

da comunidade. Acho que isso não é problema. São meus colegas, tenho certeza que uma solução será encontrada. Além dessas questões em que o senhor espera contar com o apoio do prefeito Márcio Paiva, o que mais poderia ser feito? Tentar trazer para o nosso convívio, da Salva, a maior parte possível da comunidade de Vilas. Para que eles venham colaborar, dar sugestões, que venham criticar, mas que participem. Por que é que o cidadão não pode participar de uma entidade que o está representando? É muito pequeno o número de associados da Salva em relação à população de Vilas. A gente procura uma causa, uma justificativa para isso e não se encontra. Se fossemos bem maiores, a nossa força também seria bem maior. Em troca, poderíamos viver bem melhor aqui em Vilas, viver como em épocas passadas, em que aqui era um paraíso. Vilas foi crescendo e hoje todo mundo se queixa. Quantos moradores sairam de Vilas, venderam suas casas, foram para outros lugares? Não são poucos, são muitos. Outros vieram, virão, mas se continuarmos com isso também voltarão [para de onde vieram]. Se você passa pelo calçadão vê quantas casas estão à venda. Tem casas abandonadas. Não adianta viver de frente para o mar, olhar essa beleza toda e ficar totalmente inseguro, viver num bairro onde você tem dificuldade de circular, onde cada um faz o que quer, onde a sua porta está tomada por vendedores ambulantes, às vezes um carro com som altíssimo na porta. Há alguns casos em que as pessoas alugam as casas para fim de semana e nesse dia é aquela festança, é o som altíssimo. O abuso de som alto, festas, raves, é cada vez mais frequente em Vilas Isso é uma coisa que tenho certeza que o novo prefeito também vai agir, porque ele é autor de uma lei sobre a questão do impacto no meio ambiente. O senhor se refere ao Estudo de Impacto de Vizinhança [EIV] para autorizar novas construções, empreendimentos? Sim, mas não só dos novos empreendimentos, dos velhos também, que fazem u


ENTREVISTA das suas casas a cada final de semana um local de festas. Já existe outra legislação específica para coibir isso. Sim, sim e a lei é muito boa. A lei contra a poluição sonora em Lauro de Freitas é muito boa, mas precisa ser fiscalizada, precisa ter o agente ali para fiscalizar. Além de atrair mais associados, quais serão as prioridades da Salva? Nós temos um problema que tomou uma proporção inesperada: aquele terreno da [avenida] Praia de Itapoan, que está lá com aquela pracinha, que não diz nada, que foi construída ali a toque de caixa e está praticamente abandonada. A prefeitura tem que fazer algo ali que beneficie a comunidade de Vilas do Atlântico. A meu ver, não tem que estar negociando aquilo ali não. Mas aquela é uma área privada, a permuta prevista para a construção do teatro não foi concretizada. Sim, mas aquela área da frente [onde foi construída a praça] já era da comunidade. Na outra metade queriam construir um apart-hotel. Na verdade, pelo que entendo, o terreno todo é privado. Os proprietários é que se comprometeram a usar aquela pequena parte da frente como praça, para construírem o empreendimento imobiliário do outro lado. Aquilo até agora não deu certo. Já se tentou duas vezes e, felizmente, não deu certo. Vamos reivindicar do prefeito que a praça ocupe a totalidade daquela área, para uso da comunidade. Então a prefeitura teria que permutar ou adquirir aquela área. Muito bem, encontra-se uma fórmula. Porque aquilo ali dividido como está não vai representar muita coisa para Lauro de Freitas, não vai significar nada. Querem construir o teatro, como se falou? Não, nós temos um espaço aqui em Vilas que precisa de revitalização imediata, que é o parque ecológico, uma área belíssima que está totalmente abandonada e degradada. Ali pode-se fazer uma concha acústica onde se apresentem jovens,

atores, artistas do município. O parque ecológico tem que ser revitalizado. Não pode continuar abandonado. A prefeitura tem também um terreno na ponta do calçadão que também pode ser usado em benefício da comunidade. Há outras áreas públicas que precisam de atenção... Sim, a maioria das nossas quadras [em Vilas do Atlântico] tem uma pracinha. Raríssimas estão bem cuidadas. Na rua Praia do Sonho, alguns moradores se cotizaram para melhorar a praça. Mas depois um deixa de contribuir, outro também e volta tudo ao que era. Qual seria a nossa proposta ao prefeito? A prefeitura faria o ajardinamento das praças e os moradores ficariam encarregados da manutenção. Receberiam as áreas prontas, caberia aos moradores cultivar as praças, que não custaria muito. Pagar um jardineiro para estar ali dois, três dias por semana, cotizando entre dez, 15 ou 20 casas, não sai muito para cada morador. E ele vai ter um ambiente agradável, vai ter flores na frente da sua casa, vai ter uma pracinha para os seus filhos brincarem, uns banquinhos, uns brinquedinhos. Não é muito melhor morar num ambiente desses? Vamos reivindicar do prefeito – tomara que ele faça – que ele ajardine essas praças. Essa é uma das reivindicações que serão feitas ao prefeito. Quais são as outras? A revitalização do calçadão. Esse é outro problema. Aliás, que de uma forma “en passant” [de passagem] até já foi tocado quando estive com ele: criar uma ciclovia no calçadão, melhorar a iluminação. [A que existe] está muito bonita, foi fruto da Salva, não foi fruto de prefeitura não [em 2003, na gestão de Marcelo Abreu]. A Salva lutou por isso e conseguimos junto ao governo do estado. Não conseguimos junto à prefeitura não. Ela depois viabilizou, mas quem deu o “start” para isso foi o governo do estado, Vilas Magazine | 24 | Janeiro de 2013

quando Eraldo Tinoco era vice-governador do Estado e secretário de Infraestrutura, se não me engano. Mas precisa ser melhorado. Porque atrás disso aí [na praia] é uma cortina negra, você não vê nada. Não se pode iluminar a praia porque há uma lei federal que impede, para permitir a desova de tartarugas marinhas. Não, mas você pode aproximar um pouquinho mais. Isso aí é uma questão do Ibama, por causa das tartarugas. A gente respeita o meio ambiente.

Há uma lei específica que estipula metragens, medições de iluminação. Mas pode talvez avançar um pouco mais para não ficar assim, porque atrás do poste você não vê nada. Aí usam o que está atrás para qualquer coisa que der vontade, para namorar, para beber, para fumar maconha, etc. Nós temos alguns problemas que vamos tentar resolver. Mas repito: a solução dos nossos problemas passa necessariamente pelo apoio maior da comunidade. Se formos fortes, vamos reivindicar mais. Se não formos à prefeitura, vamos ao governo do estado, mas vamos buscar


melhorias para a qualidade de vida. O [prefeito] doutor Márcio Paiva está imbuído dos melhores propósitos para Vilas do Atlântico. Pela conversa que já tivemos, ele quer fazer a revitalização de Vilas. Vamos apoiá-lo, com presença, participando das nossas reuniões, cada qual dando um pouco de si. Em relação à segurança do bairro, há alguma proposta nova? A segurança privada de Vilas do Atlântico só oferece [os serviços] por aquilo GIL RAMOS

Comunidade precisa se mobilizar para resgatar diferenciais valiosos de Vilas do Atlântico, como a tranquilidade nas prazerosas ca­mi­nhadas no cal­ça­dão da orla

que ganha. Vilas tem 126 ruas, em torno de 56 Km de ruas e avenidas e nós temos três motos e um veículo, que é o que a comunidade paga para ter. Segurança privada é cara, não é barato. Um grupo de moradores de Vilas, tendo à frente o [ex-Comandante Geral da Polícia Militar da Bahia] coronel Pita, criou um plano de segurança que seria

excelente para o bairro. Hoje nós dormiríamos tranquilos. Só aqui no calçadão de Vilas o plano previa uma guarita em cada ponta, e a cada 600 metros um homem [da segurança]. Nunca conseguimos implantar na íntegra esse plano. Uma luta tremenda. Tivemos que ir buscar o apoio da segurança institucional. Conseguimos um módulo [sede do batalhão da 52ª CIPM em Vilas do Atlântico, na entrada do Parque Ecológico] para a Polícia Militar. Na ocasião, quem inaugurou o módulo foi o comandante geral da Bahia. A banda da Polícia Militar veio tocar no dia da inauguração, com hasteamento da bandeira. Hoje a 52ª CIPM, com o Major José Izidro à frente, tem feito blitze, tem viaturas novas circulando, mas não se vê nada da Polícia Civil. Pode ser até que os carros da Civil estejam descaracterizados e a gente não saiba. Eu já tive oportunidade de passar pelas ruas à meia-noite e encontrar uma blitz da Polícia Militar. Mas isso só não tem impedido a violência. Tivemos um caso recente de uma senhora que foi sequestrada. Dez dias antes foi a minha mulher que foi sequestrada, aqui na porta de minha casa e deve ter sido pelos mesmos bandidos porque o modus operandi foi o mesmo. Eu estava em casa e ela saindo com o carro, quando abriu o portão, meteram a pistola e a levaram. Ninguém está livre de sofrer uma violência. Vilas é um ponto de atração para a marginalidade do entorno dela. O poder aquisitivo de Vilas atrai o bandido. Ele sabe que ao praticar um sequestro aqui, quando nada, ele vai encontrar um cartão de crédito. Será que os moradores não percebem que se tivéssemos uma segurança melhor poderíamos minimizar esse problema? Acabar, não acaba nunca. Não acaba nunca o crime. Mas minimizar, claro. Há alguma ideia nova para estimular essa participação? A Salva está discutindo alguma ação nova? Vilas Magazine | 25 | Janeiro de 2013

O que nós pretendemos fazer em relação à segurança e a prefeitura pode ajudar e participar ativamente, é colocando mais câmeras de vigilância. Não sei se até se poderia usar o módulo como central para essa vigilância de Vilas, mas vamos reivindicar. Vilas só tem duas câmeras. Uma aqui na [avenida] Praia de Itapoan com Copacabana e outra na Itapoan com Pajussara. É muito pouco, quase nada para as necessidades de segurança de Vilas. Quantos crimes têm ocorrido em Vilas? Não é só morte não. Roubo, assalto, sequestro é crime. A toda a hora, as queixas são muitas. Uma parte não resulta em boletim de ocorrência, não é isso? Isso é velho, também. Desde a formação da Salva há esses casos. Uma boa parcela da comunidade prefere silenciar, não registrar a ocorrência, porque acha que ir à delegacia é um constrangimento, que às vezes não é bem tratado pelo agente de plantão, mas há muitos agentes que tratam muito bem. Não se pode generalizar. Quando será a primeira reunião com o prefeito? Até fevereiro a Salva entra tradicionalmente em recesso, voltando às atividades em março, mas antes disso pretendemos convidar o prefeito para uma reunião com a comunidade. Já toquei nesse assunto com ele, que se predispôs e tenho certeza de que ele virá discutir a melhoria de vida frente a frente com os nossos moradores. Mas tratar de assuntos macro, porque é muito comum nessas reuniões com as autoridades o morador querer resolver o problema do portão de sua casa. Aí você perde um tempo tremendo e acaba resolvendo muito pouco. O senhor está otimista? Vamos ver se conseguiremos melhorar isso aqui. Sinceramente, não pretendia mais voltar porque acho que já dei minha parcela de contribuição, acho que a renovação é salutar, mas fui convocado e não me furtei. Quero dedicar mais algum tempo do meu tempo para Vilas do Atlântico. E preciso da ajuda da comunidade. Precisamos nos unir.


MEIO AMBIENTE

Tamar comemora soltura do filhote número 15 milhões

E

spécie que estava ameaçada de extinção, as desovas de tartarugas-oliva, por exemplo nas praias de Sergipe, aumentaram de 100 para 2 mil nos últimos 30 anos. De acordo com levantamento do Projeto Tamar, responsável pela conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas existentes na costa brasileira, nos últimos cinco anos, todas elas mostraram recuperação dos ciclos reprodutivos. Mas há novos problemas em regiões como o litoral norte baiano e problemas velhos que reapareceram. Os resultados e novos desafios do Tamar foram apresentados no dia 14 de dezembro, durante uma homenagem aos 33 anos do projeto, no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, na Praia do Forte, município de Mata de São João. Uma das iniciativas destacadas é o rastreamento de tartarugas por satélite, iniciada há dois meses. “Soltamos um filhotinho de cabeçuda no norte da Bahia, que já esta no sul da Bahia, na região de Abrolhos e deve chegar a Santa Catarina. No mês que vem, vamos ter mais seis tartarugas rastreadas e queremos descobrir para onde os

filhotes seguem, depois que nascem. Vai ser importante saber essa rota e adotar medidas de proteção”, explicou Guy Marcovaldi, coordenador nacional do Tamar. A homenagem começou com a soltura do filhote de número 15 milhões nascido no laboratório do projeto, simbolizando o número de tartaruguinhas liberadas no mar desde a criação do Tamar. “Quando chegamos, as populações estavam diminuindo. Agora a reprodução está aumentando. Hoje, algumas espécies têm 20 vezes mais tartarugas do que quando chegamos. Podemos ver isso pelo número de ninhos que têm nas praias”, disse Marcovaldi, que não exita em afirmar que os números refletem a atuação das equipes do projeto que completa 33 anos. Segundo o próprio pesquisador, apesar disso as ameaças às espécies de tartarugas no país não cessaram. Há três décadas, o risco era a matança direta dos ovos e dos animais. Atualmente, além dessa prática – que parecia extinta, mas está sendo retomada em algumas regiões, como no litoral norte do Ceará – biólogos e técnicos têm observado outras ameaças provocadas pela ocupação do litoral. “Começaram a surgir muitas casas

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Em 33 anos de atuação, o Tamar já soltou 15 milhões de tartarugas. O rastreamento de tartarugas por satélite (esq.) foi iniciado há dois meses.


onde as tartarugas desovam e devido à luz causam problemas, afetando o comportamento das tartarugas. Elas são guiadas pela luz mais forte e, ao invés de retornarem para o mar, migram na direção da praia”, explicou ele. O problema é mais frequente em regiões como o litoral norte da Bahia, por conta do aumento da população. Mas Marcovaldi alerta que o risco está em todas as praias de desova, ocupadas tanto por residências quanto

por portos, por exemplo, como é o caso do litoral capixaba. A pesca também se mantém como uma das principais ameaças. Muitas vezes, sem a intenção, os pescadores acabam capturando tartarugas durante a atividade. O problema tem sido enfrentado de três maneiras pelos pesquisadores do Tamar. Segundo Marcovaldi, a estratégia mais radical e menos aplicada é o deslocamento dos pescadores para áreas Vilas Magazine | 27 | Janeiro de 2013

onde não existem tartarugas. “Outra forma é o pescador se acostumar a livrar a tartaruga e devolvê-la para o mar e isso tem acontecido com bastante frequência”, disse, acrescentando que ainda é possível reduzir os riscos, mudando os apetrechos utilizados na pesca. O anzol circular, por exemplo, diminui em 70% o risco de captura involuntária, pelo formato da peça que impede o encaixe na boca das tartarugas.


REGIÃO

A

Solução para o abastecimento de água depende de obras em fase de conclusão

chegada do Verão voltou a trazer os problemas de sempre na distribuição de água devido ao aumento médio de 20% no consumo. Moradores de Ipitanga já reclamam da falta de água e o drama tem tudo para se repetir ao longo do litoral norte. A Embasa, de acordo com o governo, aumenta a oferta na mesma proporção e reforça o número de equipes voltadas para a correção de vazamentos e ao combate à ligação clandestina, uma fraude que promove o desperdício. Mas solução mesmo haverá apenas quando o sistema integrado de abastecimento de água de Salvador e Região Metropolitana receber os investimentos que vão incrementar em 30% a oferta de água distribuída pela Embasa para a capital baiana e cidades como Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias e Madre de Deus. Entre os investimentos estão as obras de duplicação da adutora principal de água tratada, de duplicação da adutora de água bruta da barragem Joanes 2, na via Caji-Jambeiro e de ampliação da Estação de Tratamento Principal. Os recursos, em torno de R$ 75 milhões, são do governo federal e da Embasa. De acordo com o governo estadual, as três obras estão em fase de conclusão e têm previsão de funcionamento para junho de 2013. Também estão em andamento, com previsão de conclusão entre janeiro e abril de 2013, investimentos pontuais em Salvador. O governo também já autorizou a licitação para a realização de obra estruturante, orçada em R$ 65 milhões, para aumentar

a oferta de água na região da Ceasa, Aeroporto, Lauro de Freitas e parte de Camaçari (Busca Vida e Sucupió) e está em consulta pública, no Ministério das Cidades, a captação de recursos para o projeto de ampliação da oferta em parte do subúrbio rodoviário cujo investimento é de R$ 11 milhões.

Dicas de consumo consciente ESCOVANDO OS DENTES E FAZENDO A BARBA Enquanto estiver escovando os dentes, deixe a torneira da pia fechada. Reabra apenas para enxaguar a boca. Faça da mesma forma quando estiver fazendo a barba NA PISCINA Se você tem uma piscina de tamanho médio exposta ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 126 litros de água/dia por evaporação. Com uma cobertura (material plástico), a perda é reduzida em 90% LAVANDO ROUPA Só utilize a máquina de lavar quando estiver com sua capacidade total. No tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Utilize a água usada no tanque para lavar o quintal e a área de serviço. NO JARDIM Para molhar as plantas, use um regador ou mangueira com esguicho tipo revólver que permite a interrupção do fluxo de água. NO CHUVEIRO Evite banhos demorados. Na hora de passar o xampú e o sabonete, deslique o chuveiro. Banho de 15 minutos em chuveiro elétrico consome 144 litros de água. NA COZINHA Jogue os restos de comida no lixo. Molhe a louça e feche a torneira. Ensaboe tudo o que tem de ser lavado e, então, abra a torneira novamente para enxaguar. Com a torneira aberta em 15 minutos, 243 litros de água são gastos. Com a torneira fechada enquanto as louças são ensaboadas, você consome cinco vezes menos. NA CALÇADA E NO QUINTAL Jamais use água para varrer a calçada e o quintal. Use a vassoura. Ao lavar a calçada ou o quintal com a torneira aberta por 15 minutos, você consumirá cerca de 280 litros de água. VASO SANITÁRIO Não use o vaso como lixeira ou cinzeiro e não acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água e seu consumo vai aumentar desnecessariamente. Mantenha a válvula

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O rio Joanes logo após a barragem do Jambeiro: adutora será duplicada

da descarga sempre regulada e, assim que os vazamentos forem notados, conserte imediatamente. AQUECEDOR Se seu banho quente depende de um aquecedor à gás ou de um boiler, a água geralmente leva um tempo para esquentar e, por isso, é desperdiçada, pois segue pelo ralo sem nenhuma utilização. Se você não tiver medo de água fria, comece o banho com a água sem aquecimento. Se for impossível suportar o desconforto, recolha a água fria num balde e utilize depois no vaso sanitário ou na limpeza do banheiro. Seu bolso vai, com certeza, agradecer. VAZAMENTOS A conservação e manutenção das instalações internas dos imóveis são, de acordo com a legislação e regulamentos vigentes, de inteira responsabilidade dos usuários do serviço de abastecimentos de água. O limite de responsabilidade

da Embasa se encerra no ponto de entrega da água canalizada (até a caixa do hidrômetro). Fique atento aos vazamentos em sua casa. Caixas d’água, descargas e torneiras pingando causam prejuízo na conta, pois, de gota em gota, sua conta também vai aumentando. E lembrese de que as descargas acopladas gastam menos água. Verifique o vaso sanitário jogando farinha no fundo da privada. Se houver movimentação é porque há vazamento na válvula ou na caixa de descarga. Para detectar vazamentos em tubos e conexões, mantenha os registros abertos e feche todas as torneiras e saídas de água do imóvel. Observe se o hidrômetro registra alteração nos ponteiros dos relógios ou no marcador depois de uma hora sem consumir água no imóvel. Veja, também, se não há manchas de umidade nas paredes. E o principal a lembrar: conserte os vazamentos de imediato, assim que forem descobertos.

Vilas Magazine | 29 | Janeiro de 2013


ESPAÇO ABERTO

Foi um rio que passou na minha vida CAIO MÁRIO VIEIRA MARQUES

U

ma senhora me parou na rua, argumentou e perguntou: “Este nosso Rio Joanes está morrendo. Não consigo mais viver de mariscar. Deixei de trabalhar nas águas do Joanes, depois de viver mais de 15 anos mariscando. Hoje tenho que efetuar outras tarefas para as quais não fui preparada, tendo que reinventar meu futuro. Minhas filhas precisam de sustento e eu estou tendo muitas dificuldades para ajudá-las a sobreviver. O que as pessoas podem fazer para melhorar a qualidade das águas do Rio Joanes??? As pessoas estão jogando esgoto e lixo e ninguém faz nada, doutor??!!!” Será que teremos mariscos e peixes de volta ao nosso Rio?? Outros comentários ouvi de pescadores, senhores com mais de 70 anos, cerca de 50 deles dedicados à pesca, entre Portão e Buraquinho, em Lauro de Freitas. “Nós tirávamos mais de 10 quilos de peixe, cada um de nós, diariamente. Vendíamos aos próprios moradores da beira do rio, nas casas

dos condomínios. Nós saíamos para pescar e já recebíamos as encomendas dos clientes. Criei meus filhos e sustentei minha família pescando no Rio Joanes, até o final dos anos 90, sem maiores dificuldades. Nos últimos anos, nada mais pode ser pescado acima da Ponte do Terminal Turístico de Portão, dada a péssima qualidade da água e a inexistência de peixes, para a pesca de subsistência.” Os moradores das margens do Rio Joanes lamentam a morte silenciosa e prejudicial daquele que foi uma atração turística da região, visitado diariamente por dezenas de embarcações motorizadas, barcos à vela, barcos a remo, canoas de pescadores e marisqueiras, jet-skis, pranchas de wind surf, boias de câmaras de ar e outros apetrechos semelhantes. Não vemos mais ninguém gozando das águas do Rio Joanes, salvo por ignorância, na sua foz, na Praia de Buraquinho, remediada periodicamente pela diluição natural dos esgotos na preamar! Vários condomínios que eram valorizados pelas suas margens banhadas

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pela natureza exuberante daquele que representa 40% do abastecimento de água tratada da Região Metropolitana, amargam prejuízos agudos, abalando a economia regional, face à degradação da sua calha. E o Rio Joanes agoniza ao lado do prostrado Rio Ipitanga. Os moradores ribeirinhos, ultrajados, repugnam e desprezam a existência dos afluentes do Rio Joanes. É que, por sua calha e lagoas, não escorrem mais águas limpas. Tão somente esgotos! Ninguém deseja morar ou contemplar esgotamentos fétidos. São dezenas de hotéis e restaurantes, são centenas de casas, locais de lazer e contemplação destruídos pela insensível forma de gerir a vazão dos rios. Verdade! Não correm mais os rios.Somente as águas servidas, e as drenagens pluviais! Os seus afluentes, rios Ipitanga, Sapato, Sucupió, dentre outros, apenas colaboram para manter úmida e poluída aquelas calhas sobre as quais desfilavam refrescantes e límpidas, águas balneáveis, permitindo a todos, além da pesca, contemplação e o turismo.


Perderam todos aqueles que pensaram que possuíam o direito de contemplar e gozar, para sempre, das frescas brisas que enrugavam os espelhos das suas límpidas águas puras. Enganaram-se todos que pensavam que poderiam passear durante toda a vida, em suas águas limpas, pescar e comer da sua fauna, banhar e contemplar nas suas preguiçosas margens. As suas águas, a montante das barragens, tanto as do Rio Ipitanga, quanto as do Rio Joanes, são muito úteis à sociedade. Elas abastecem parte das residências de todos os bairros de Salvador e Região Metropolitana. São estratégicas! Depois de passarem pelas entranhas de algumas residências próximas as suas calhas, retornam em forma de efluentes domésticos, para seguir o seu caminho para o mar, buscando receber o tratamento químico e físico naturais, promovidos pelo Oceano Atlântico, já que a nossa sociedade descarta esgotos “in natura”. Ocorre que, além das moradias da Grande Salvador, as águas da Bacia do Joanes também abastecem empresas e indústrias, notadamente as de Simões Filho e Camaçari. É verdade!! Bem acima dos descartes domésticos, são sugados, por minuto, milhões de metros cúbicos de água boa, para serem comercializados, em detrimento dos interesses públicos, privados e dos cidadãos que investiram nas praças, praias e margens desta mesma Bacia. Sofre muito o “município-foz” de Lauro de Freitas! É que por possuir somente uma foz, todo o lazer e contemplação estão degradados, quando se trata de natureza e estrutura fluvial! Sem colaborarem para a estrutura de novas captações para água tratada, sem colaborarem para o reúso de água, sem promoverem qualquer tipo de ação educativa, de inclusão social, ou de respeito

ambiental, estas empresas sugam a seiva que mantém viva a natureza, predando a economia regional, a felicidade das pessoas, a vida de animais e vegetais, retirando dos cidadãos ribeirinhos o direito à contemplação de uma bacia hidrográfica natural saudável. Não praticamos a recuperação dos esgotos, o reuso da água servida, o tratamento mínimo para que possamos dar as águas uma vida mais longa, enquanto esta transita sobre o continente semiárido, e entre as manchas de Mata Atlântica. Somos um povo muito pacato! Os emissários submarinos, por seus turnos, remetem esgotos sem tratamento, onerando o Oceano Atlântico, para que este se desdobre em esforços para

tratar os resíduos enviados. Com exceção do emissário lançado no litoral norte, os demais existentes em Salvador, são degradadores da natureza marinha. Mas a água retida pelas barragens construídas há dezenas de anos não deveria estar ausente das calhas dos rios Ipitanga e Joanes. Através de vazões mínimas diárias, garantiríamos a sobrevivência da vida fluvial, das garças e peixes, siris e ostras e da qualidade mínima das lagoas que se formam ao longo do seu caminho! Estas nossas águas, que nos são de direito, totalmente retidas, impedidas de seguirem para o mar, de promover o nosso contato, contemplação e uso, estão sendo desviadas, sequestradas, para as

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empresas que delas gozam e lucram, irregularmente, em nosso prejuízo! A degradação dos entornos da Bacia do Joanes e a poluição intensa da sua calha é o que nos resta como patrimônio! Existem obrigações esquecidas, bem como direitos que estão sendo ofendidos. Existem prejuízos causados por esta ação predatória, de estreita visão e de baixa percepção dos valores socioculturais e econômicos. Existem erros humanos a serem corrigidos e prejuízos a serem reparados! A vida maltratada na Bacia do Joanes necessita de reparação! Desejamos uma vazão ecológica, uma mínima colaboração de vida, durante todos os 365 dias do ano, além de medidas de recuperação para a calha da Bacia do Joanes, suas margens, seus equipamentos de contemplação e uso. Não nos bastam as vazões promovidas por questões de segurança das barragens, na época das chuvas e das cheias, inundando as casas e ruas dos nossos bairros ribeirinhos! Queremos nossos rios vivos todos os dias, verão a verão, serpenteando saudáveis, até assim encontrarem o mar! Convocamos todos para debater sobre a recuperação das Bacias dos Rios que banhavam de alegria as saudáveis margens da nossa grande Salvador! Quem sabe? Paulinho da Viola possa inspirar-se e compor um novo sucesso?! Vamos compor um futuro melhor, alterando as nossas condutas! CAIO MÁRIO VIEIRA MARQUES é morador de Lauro de Freitas, conselheiro da OSCIP Rio Limpo, Secretário Executivo da APA Joanes Ipitanga, pescador, velejador, nadador e advogado.


COMPORTAMENTO

O

último round da disputa científica entre dieta e exercício físico (qual emagrece mais?) foi vencido pela mudança alimentar. Atividade física até ajuda a perder uns quilos, mas quem está acima do peso --48,5% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde-- precisa fechar a boca para ter resultado, de acordo com pesquisas recentes. Uma delas, publicada em outubro último no periódico “Obesity Reviews”, analisou os resultados de 15 trabalhos. Todos mediram o efeito de atividades físicas, como caminhada ou corrida, em pessoas que não fizeram mudanças na dieta. As conclusões não animam. Na maioria dos estudos (que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas), a perda de peso foi menor do que a esperada. “Algumas pessoas conseguem emagrecer bastante, mas, em geral, a prática de atividade física resulta em uma perda de apenas dois ou três quilos”, disse à Folha Timothy Church, um dos coordenadores do trabalho. Ele é médico do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica, em Louisiana (EUA).

FAZENDO AS CONTAS “É muito mais fácil cortar calorias do que gastar. As dietas, em geral, são supercalóricas”, afirma Julio Tirapegui, bioquímico e pesquisador da Universidade de São Paulo. Vilas Magazine | 32 | Janeiro de 2013

Suar na academia pode até ajudar a perder alguns quilos, mas as últimas pesquisas mostram que é impossível emagrecer de verdade sem mudar o estilo de alimentação ADRIANO VIZONI / FOLHAPRESS PRODUÇÃO: ROSANGELA MOURA

COMPENSAÇÃO Se toda atividade física causa queima energética e se para emagrecer basta ter um saldo negativo (gastar mais do que ingerir), por que a conta nem sempre fecha? O trabalho de Church levanta algumas hipóteses. Segundo a principal delas, quem faz exercício acaba compensando a perda de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados. “Não sabemos por que isso ocorre, estamos estudando melhor agora”, afirma. Para o médico do exercício Marcelo Leitão, da Sociedade Brasileira de Medicina do do Exercício e do Esporte, é comum as pessoas superestimarem os efeitos da atividade física. “As pessoas têm uma noção errada de que se fazem exercícios podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou o que perdeu.” Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de “jump”. O esforço pode ir embora em dois pedaços de pizza. “Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz perder peso”, acrescenta Leitão.

X

DIETA

Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000, segundo o médico argentino Máximo Ravenna, autor de “A Teia de Aranha Alimentar” (Guarda-Chuva, 264 págs.). “Não tem como compensar isso com exercício. Tem que reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos.” Outro ponto a considerar é que o gasto de energia resultante do exercício não é exato: varia segundo o condicionamento físico e as características pessoais (altura, peso, idade). Na dieta, dá para fazer as contas com precisão e cortar calorias. Foi calculando tudo que colocava para dentro que Lucélia Bispo, 27, auxiliar administrativa, perdeu 23 quilos em cinco meses, sem exercício. Ela fez uma dieta de pontos de um site especializado. “Não deixava passar nada, anotava até uma bala”,


mais fácil. E até dá a receita: 150 minutos de caminhada rápida e 2 dias de treinamento com pesos (20 minutos por dia) por semana. Para Franz Burini, professor da Unesp e médico de academia, não existe atividade física ideal. “O melhor exercício é aquele que é feito”, afirma. E não precisa passar uma hora na academia para ter resultado. “Ser fisicamente ativo é se mexer mais todo o tempo. Tem pessoas que treinam uma hora e ficam paradas as outras 23.”

X

EXERCÍCIO diz ela, que antes já tinha feito regime, sem sucesso. “Sempre dá aquela impressão de que não vamos poder comer nenhuma besteira. Mas aprendi que se for um pouquinho, tudo pode.” O recorde de Lucélia foi ter perdido 2,3 kg em apenas uma semana. Depois de emagrecer bastante, ela passou a fazer uma dieta de manutenção. Hoje está com 71 kg. “Só agora vou fazer academia, porque fiquei com um pouco de flacidez.”

IMPOSSÍVEL NÃO É É claro que quem pratica exercícios com regularidade e foge da armadilha da compensação alimentar consegue perder peso. Na cabeça do psiquiatra Volnei Costa, 31, nunca passou a ideia de fazer regime: “Gosto muito de comer”. Quando viu que precisava emagrecer, manteve o cardápio e começou a treinar pesado seis vezes por semana, alternando musculação e exercícios aeróbicos. Em seis meses eliminou oito quilos –passou de 79 kg para 71 kg. Hoje está com 76 kg. “Ganhei massa muscular”, diz. Abandonar o sedentarismo também foi decisivo para a designer Camilla Pires, 23. Com 21 anos e 85 quilos, ela começou a nadar. A atividade motivou mudanças no cardápio. “Passei a pensar mais no que comia. Estava fazendo muito esforço, não podia desperdiçar.” Por um ano, ela juntou a fórmula dos sonhos dos especialistas: adotou uma “ alimentação saudável” e se mexeu mais. Além da natação, passou a correr. Perdeu 24 quilos. “Para mim, o que fez a diferença foi o exercício, mas também parei de comer compulsivamente “, conta. O pesquisador americano Timothy Church, apesar das ressalvas, admite que, com a atividade física, o emagrecimento fica

“Emagrecimento sem exercício é insustentável”

O

treinador físico Marcio Atalla, que atualmente tenta converter o ex-jogador de futebol Ronaldo aos exercícios, foi enfático ao responder à questão “o que emagrece mais?”: “É óbvio que o maior problema da obesidade é o sedentarismo. A alimentação tornou-se importante porque hoje o gasto calórico médio da população é ridículo.” Segundo ele, regimes sem atividade física são insustentáveis e, a longo prazo, acabam em efeito sanfona. “A dieta, sozinha, vai naufragar sempre. Quando você faz só a restrição alimentar, tem que comer cada vez menos para continuar perdendo peso. Com o emagrecimento, o metabolismo vai caindo [ficando mais lento]”, afirma. Segundo Atalla, isso ocorre porque fazendo só dieta a pessoa perde, além de gordura, massa magra (músculo), tecido que, em repouso, gasta mais energia do que a gordura.”Quando a pessoa para de emagrecer, o metabolismo está mais baixo e ela volta a engordar com a mesma quantidade de alimento que ingeria antes.” Esse, porém, é um ponto controverso. O pesquisador americano Timothy Church, por exemplo, argumenta que o maior efeito do exercício não é aumentar o metabolismo, e sim queimar calorias durante a prática. “Não há erro em dizer que o exercício é determinante para manter o peso depois de emagrecer, mas o mecanismo exato de como isso acontece ainda não é compreendido pela ciência”, diz o médico. Os especialistas concordam no seguinte ponto: pessoas que emagrecem sem se exercitar perdem músculo. Esse seria um ‘contra’ de aderir apenas à dieta. Mas não se sabe o quanto de massa magra é perdida, explica o endocrinologista Bruno Geloneze, do laboratório de investigação em metabolismo e diabetes da Universidade Estadual de Campinas. “Depende da genética, do tipo de exercício. Mesmo assim, a maior parte do peso perdido é gordura”, diz. MAIS MASSA MAGRA De acordo com Geloneze, mais importante do que perder peso é mudar a composição corporal. “Emagre- u Vilas Magazine | 33 | Janeiro de 2013


cer é diminuir a quantidade de gordura no corpo, não só perder quilos”, explica. Quem treina pode até ganhar uns quilos porque há um ganho de músculo, que é mais pesado que a gordura. Para Atalla, os ganhos da atividade física para a saúde são mais certos e mais importantes do que a diminuição de um número no manequim. “Não existe alimentação que faça você ter os ganhos de saúde cardiovascular que o exercício traz.

É mais interessante um gordinho ativo do que um magro sedentário”, compara. Dois estudos publicados em setembro comprovaram que o condicionamento físico conta mais que o peso para a saúde cardiovascular. Uma das pesquisas analisou dados de 43 mil americanos e descobriu que os obesos ativos tinham um menor risco de morte e indicadores de saúde semelhantes aos de pessoas magras. O trabalho foi publicado no “European Heart Journal”.

Vilas Magazine | 34 | Janeiro de 2013

VICTOR MORIYAMA / FOLHAPRESS

COMPORTAMENTO


Volnei Costa, perdeu 8 kg em 6 meses só treinando‘pesado’, sem mexer na alimentação

Fome depois do treino ‘é mito’

A

fome depois do exercício é muito mais cultural do que fisiológica, segundo o médico do esporte Marcelo Leitão. “A não ser que a

pessoa tenha feito jejum antes, uma hora de exercício não vai esgotar os estoques de energia do corpo. As pessoas têm reservas, principalmente quem precisa perder peso”, diz ele. Para o médico, a culpa pela sensação de fome pós-treino é da dieta desorganizada. É o que também pensa a nutricionista Luciana Rossi, professora do Centro Universitário São Camilo. “Não é algo fisiológico. Depois da atividade física, o sangue vai para os músculos [não fica no estômago]”, afirma. Ela é contra dietas restritivas --principalmente associadas à prática de exercícios. A nutricionista Heloisa Guarita, es­ pe­cialista em esporte, faz coro. “Dá para emagrecer mantendo uma ingestão normal de calorias [de acordo com as necessidades diárias] e aumentando a prática de exercício.” Para driblar a fome pós-treino é indicado comer antes e depois da atividade, de acordo com Rossi. Uma hora antes de treinar escolha carboidratos leves, como três biscoitos integrais, um suco de fruta

Vilas Magazine | 35 | Janeiro de 2013

ou uma banana. Depois, faça um lanche com carboidrato e proteína: uma ou duas fatias de pão integral, uma fatia de um embutido leve (peito de peru) e queijo. “É interessante comer proteína depois do treino porque ajuda a ganhar massa magra. E, quando a pessoa tiver fome, não será incontrolável”, diz Rossi. Fracionar a alimentação é uma dica que serve mesmo para quem não faz academia. Além disso, é bom aumentar o consumo de vegetais (cinco porções por dia) e de frutas (três por dia) e trocar carboidratos refinados por integrais. Esses truques aumentam a sensação de saciedade. Dietas com menos de 1.200 calorias não devem ser feitas, de acordo com a nutricionista Camila Gracia, do HCor. “É difícil conseguir a quantidade ideal de nutrientes com tão poucas calorias. Em geral, fazemos uma redução de 500 a 700 calorias, dependendo de quanto a pessoa come e de quanto gasta.” Juliana Vines / Folhapress.


VIVER BEM

Busca exagerada por bronzeado intenso oferece riscos à saúde Exposição ao sol deve ser moderada e com proteção; radiação solar aumenta risco de câncer de pele

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ão desejado no verão, o bronzeado intenso conquistado com a exposição ao sol não é a melhor opção para quem quer aliar beleza e saúde. “O bronzeado é um sinal de que a pele foi agredida pelos raios solares. Além do risco de queimaduras, essa radiação é uma das causas do enve-

lhecimento precoce e da maior parte dos casos de câncer de pele”, explica Ursula Metelmann, médica dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Mesmo aquelas pessoas que se bronzeiam facilmente e que não costumam ficar vermelhas só devem se expor ao sol com a proteção de um filtro solar com fator 30, no mínimo. “O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas ou após o mergulho. As pessoas com pele clara devem usar fator 50 ou superior”, diz a dermatologista. Apesar dos riscos do sol, ninguém está proibido de curtir o verão. O importante é que isso seja feito de maneira equilibrada e responsável. O sol, inclusive, é importante para o organismo. Segundo a dermatologista Carla Pécora, do departamento de cosmiatria da Unifesp, o corpo precisa da luz solar para produzir vitamina D, nutriente fundamental para a formação de cálcio nos ossos, o que previne a osteoporose. “Para essa função bastam 15 minutos de exposição de qualquer parte do corpo, de preferência antes das 10h ou depois das 16h.” Essa exposição deve ser sem protetor. ALTERNATIVAS Para quem não abre mão da cor dourada, mas não quer correr o risco de desenvolver rugas, manchas ou até um câncer de pele, os autobronzeadores são uma alternativa. Eles podem ser aplicados a jato _opção oferecida por clínicas de estética_ ou com a utilização de cremes ou géis em casa. “Tanto o bronzeamento a jato quanto o uso de gel ou creme agem tingindo a camada mais superficial da pele. A substância mais utilizada nesses produtos é a DHA (dihidroxiacetona), que não apresenta efeito prejudicial à saúde”, diz Carla. Fabiana Cambricoli / Folhapress.

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VIVER BEM

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Protetor solar tem novas regras e verão exige cuidado redobrado

om a chegada do verão está aberta a ‘temporada de caça’ a um lugar ao sol. Médicos, porém, alertam para os perigos à saúde da exposição aos raios solares. Pior ainda se isso ocorrer sem proteção contra as radiações UVA e UVB. Na sigla em inglês, o ‘A’ é de ‘aging’ (envelhecimento) e o ‘B’ de ‘burn’ (queimadura). Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada em junho passado, determinou novas regras para fabricantes de protetores solares. As diretrizes passam a ser obrigatórias só em 2014, mas o bom-senso na relação com o sol deve ser tarefa diária, afirmam os médicos. Entre as novidades está a criação de

um padrão para medir a proteção contra raios UVA que deve ser informada no produto - atualmente, somente a proteção contra a radiação UVB é informada. Segundo a Anvisa, a proteção dos raios UVA deve corresponder a um terço da proteção UVB. Assim, um filtro solar com FPS (fator de proteção solar) 30 UVB teria proteção 10 contra o UVA. Para Sérgio Schalka, especialista em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia, essa relação é suficiente. “Essa mudança representa uma preocupação com a exposição aos raios UVA, que não eram considerados prejudiciais. Hoje, porém, sabemos que eles causam envelhecimento e contribuem para o

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desenvolvimento do câncer da pele.” REAPLICAÇÃO Os dermatologistas ressaltam ainda a importância de reaplicar o protetor solar. Pela nova regra, essa informação também deve estar nos rótulos dos produtos. “O protetor deve ser aplicado meia hora antes de se expor ao sol. Na praia, é preciso um reforço na proteção, por isso, meia hora depois de chegar, reaplique o filtro solar. E a cada duas ou três horas, reaplique de novo”, diz Gilvan Alves, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e mestre em Dermatologia pela Universidade de Londres. Fábio Saraiva / Folhapress.


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SAÚDE & BEM-ESTAR

Sol x Saúde

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Veja como aproveitar com saúde todos os benefícios que o astro-rei nos proporciona

os últimos anos o sol passou a ser visto como o grande vilão no verão. Não é à toa. Em excesso, os raios solares podem acelerar o envelhecimento e ocasionar o perigoso câncer de pele, entre outras coisas. Por isso, a exposição precisa, realmente, de determinados cuidados primordiais, como por exemplo não sair de casa sem protetor solar e não ficar exposto ao sol de meio-dia. Todos sabemos como é importante termos cuidado, mas o sol também é fundamental não apenas para a nossa saúde, como também para a autoestima. Além disso, possui incríveis poderes terapêuticos. Veja porque o sol pode ser um aliado para nossa saúde? VITAMINA D A nossa pele tem alto GIL RAMOS

teor de uma substância chamada colecalciferol. Mas ela não está ativa: ela é ‘ativada’ quando os raios ultra violeta afetam o corpo, se transformando em vitamina D, que ajuda em determinadas funções orgânicas. Ela ainda realiza a absorção de cálcio, fundamental para o desenvolvimento dos dentes e ossos. Ainda colabora a manter as taxas de fósforo no sangue. E não são muitos os alimentos que possuem a vitamina D: pescados (sardinha e salmão por exemplo), fígados, óleo de fígado de bacalhau, leite e derivados, além dos cereais. A falta de vitamina D pode ser ocasionada pela ausência do nutriente na dieta ou exposição incorreta aos raios solares. Na primeira situação, é aconselhado uma suplementação alimentar mais natural que puder para o corpo absorver com facilidade essa vitamina. A ingestão indicada para pessoas até a faixa de 50 anos é de 5 microgramas por dia. Para pessoas com 50 até 70 anos, a ‘dose’ aumenta para 10 microgramas/dia e, acima dos 70 anos, passa para 15 microgramas por dia. Uma exposição ao sol de forma correta depende da tonalidade da pele: quanto mais clara, menos tempo é preciso para se começar a sintetizar a vitamina D. A ausência de vitamina D também pode afetar a saúde da estrutura óssea e causar diversas enfermidades, como raquitismo nas crianças e até osteoporose nos adultos. Os sinais de carência desta vitamina incluem desenvolvimento de osteoporose, problemas para dormir, nervosismo demasiado e diarreia. O tempo recomendado é de 10 a 15 minutos de banho solares diariamente, 3 vezes semanalmente. Isso já é o bastante. E o humor também melhora muito. Pesquisas comprovaram que pessoas que vivem em lugares quentes são mais felizes em comparação as que moram em clima Vilas Magazine | 40 | Janeiro de 2013

frio. Segundo especialistas, o sol age em nosso sistema nervoso, trabalhando as terminações nervosas da pele, o que influencia de forma favorável o cérebro, causando uma ótima sensação de bemestar. A boa disposição, até, ajuda para melhorar o funcionamento do corpo. AUTOESTIMA LÁ EM CIMA Para pegar sol é necessário de vários cuidados, como já sabemos. Mas todo mundo afirma que a pele bronzeada proporciona um aumento na autoestima, sendo a marca do verão, não é verdade? E ao contrário do que várias pessoas podem imaginar, podemos nos bronzear utilizando filtro solar. De acordo com os dermatologistas, o protetor solar precisa ser utilizado todo dia, mesmo que não vá a praia ou piscina. O


protetor precisa ser usado na pele aproximadamente 20 minutos antes de pegar sol e aplicado novamente de duas em duas horas. Se entrar na água, precisa colocar de novo logo que sair. Se transpirar muito, a reaplicação precisa ser a cada hora. Nunca esqueça: o protetor solar além de proteger a pele do sol, também ajuda a manter a pele sempre jovem. Os dermatologistas informam que não se pode economizar no protetor solar. O ideal é colocar 2,5 gramas de protetor na face, o que daria uma colher de chá, porém quem acaba utilizando bem menos que isso, então um filtro fator 30 acaba se tornando fator 15. Consumir alimentos com alto teor em antioxidantes, como vitamina C, E, ou até com suplementação via oral, para diminuir

a inflamação na pele e dar proteção contra os efeitos ruins dos raios solares também é uma opção para aproveitar todos os benefícios do sol sem prejudicar a saúde. ENVELHECIMENTO DA PELE Sol, alterações de temperatura e poluição são somente algumas das razões diárias que fazem mal a pele da face e que ajudam para o aparecimento dos terríveis sinais do envelhecimento. Segundo os dermatologistas, os sinais que mais ocorrem do envelhecimento são a perda de textura, brilho, surgimento de rugas, manchinhas e perda de firmeza com surgimento da flacidez. Utilizar filtro solar diariamente é essencial para não permitir que esses sinais surjam antes da hora e também Vilas Magazine | 41 | Janeiro de 2013

para acabar com o risco de enfermidades graves. Os raios ultra violeta ocasionam especialmente o envelhecimento da pele precoce, o câncer de pele e as mudanças no sistema imunológico, que acabam com o DNA da célula da pele. Porém sozinho o filtro solar não é bastante para evitar o surgimento desses sinais. O sol é o principal responsável para o envelhecimento da pele, mas também não podemos esquecer do cigarro, insônia, alimentação não equilibrada, poluição e sedentarismo. Além de evitar a exposição dos raios solares entre 10 e 16h, a utilização diária de produtos antirrugas auxilia no tratamento da pele e a combater os sinais da idade. Eles auxiliam na hidratação, clareamento, melhorar a textura e a reduzir as incômodas linhas de expressão.


SAÚDE & BEM-ESTAR

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Mastigar devagar é importante para quem deseja emagrecer

o escuro do cinema, você agarra mais um punhado de pipoca, leva à boca, e percebe que o saco tamanho gigante está finalmente vazio. Ao mesmo tempo, dá um gole no refrigerante de 1,5 litro e o barulho no canudinho muda. Ele acabou também. Devorar ‘toneladas’ de calorias vendo um filme pode ser uma delícia para muita gente, mas está longe de ser algo saudável. Segundo especialistas, mastigar de forma automática, como na situação descrita acima, é exatamente o oposto do que deve ser feito. Quanto mais lentamente comemos, prestando atenção à nossa mastigação, mais facilitamos nossa digestão e, sim, isso nos ajuda a emagrecer, pois não consumimos mais do que precisamos.

Ao fazer uma refeição com mais calma, nos sentimos saciados mais rápido e não comemos em excesso “Quando mastigamos mais vezes, nosso organismo libera na corrente sanguínea hormônios responsáveis pela sensação de saciedade. Nos sentindo saciados, comemos menos”, explica a nutricionista Lizandri Rangan. Entre dicas importantes, a nutricionista indica sempre iniciar uma refeição pelas saladas, que nos obrigam a mastigar, e manter por perto frutas ou barras de cereais, para serem comidas nos intervalos entre as refeições.

SABOREAR É A CHAVE Se comer com calma é importante, novas pesquisas apontam que saborear os alimentos também é importante para não engordar. “Estudos recentes traçaram conexões entre os receptores de sabor na língua e os hormônios responsáveis pela sensação de saciedade”, afirma Marcio Mancini, endocrinologista, chefe do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas, membro e ex-presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). Por isso, segundo o especialista, quanto mais tempo um alimento fica em contato com a língua, mais rápido ficamos saciados e, assim, sentimos necessidade de comer menos. (Fábio Saraiva / Folhapress).

Cresce registro de sífilis em bebês no país

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registro de casos de bebês que nasceram com sífilis subiu 53% no intervalo de dois anos, passando de 6,1 mil casos em 2009 para 9,4 mil em 2011. Em comparação, nos cinco anos anteriores, a alta desses casos não chegou a 9%. Para o Ministério da Saúde, a aceleração é positiva porque reflete o esforço de identificação precoce da doença e de redução da taxa de casos que não eram notificados – estimada no passado em cerca de 60%. “Até 2005, a gente tinha poucos casos notificados, o que aparentemente era bom. Mas, em 2004, por estimativas indiretas e juntando os óbitos, chegamos à conclusão de que tínhamos 12 mil casos por ano”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde da pasta. A sífilis pode ser transmitida ao feto pela mãe. A depender da gravidade e da forma de manifestação, a doença pode causar alterações ósseas, comprometi-

mento do sistema nervoso central e até a morte da criança. A doença é evitável no bebê caso a gestante receba o diagnóstico e seja tratada. A meta é baixar a incidência, hoje em 3,3 casos por mil bebês nascidos vivos, para menos de um em mil até 2015. Para chegar a isso, a estratégia é ampliar a oferta de testes rápidos contra a sífilis no pré-natal do SUS, que garantem a entrega do resultado à grávida antes do parto. “Em casos de gestantes com dificuldade de se deslocar ao pré-natal, o exame tradicional era feito, mas se perdia a oportunidade de tratar a mulher, e o bebê nascia com a doença”, diz o secretário. A expectativa é que, até o fim de 2014, todas as gestantes atendidas na rede pública façam esse teste rápido. Heloisa Helena Marques, do departamento científico da Sociedade Brasileira de Pediatria, concorda com a explicação de que o aumento se deve à maior identificação e não ao crescimento de casos. Vilas Magazine | 42 | Janeiro de 2013

“Ter 5.000 casos e ter um aumento é um indicador de que a gente está testando mais”, afirma ela. O esforço de melhorar o diagnóstico da gestante é antigo, segundo a médica. Quando isso não é possível, diz, um teste imediato da criança permite o tratamento precoce, além do acompanhamento da família. Já para Sérgio Peixoto, professor de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP, os dados devem servir de alerta para o crescimento das doenças sexualmente transmissíveis. “Concordo que tínhamos o problema da subnotificação. Na sífilis, estamos vendo um aumento nos dois lados: tanto na incidência da doença quanto nas notificações.” Helena Shimizu, coordenadora do programa de pós-graduação em saúde coletiva da UnB, destaca a necessidade de melhorar a estrutura de diagnóstico e tratamento. “A abordagem clínica é simples, mas falta estrutura. Já a abordagem social do problema não é muito simples.”


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BELEZA & ESTÉTICA

Pele em dia !!! Veja quais os cuidados que você precisa ter para conquistar um bronzeado mais uniforme

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verão chegou!!! Que delícia!!! Mas quem deseja aproveitar a estação do calor e conquistar um bronzeado impecável e saudável, deve ter atenção a certos cuidados especiais. Os dermatologistas informam que uma pele hidratada e cuidada corretamente tem um visual mais uniforme e harmônico, fazendo com que o bronzeado tenha mais beleza. Já uma pele que não foi cuidada adequadamente, tem mais possibilidades de ter manchas, em especial se não existir a proteção diária contra os raios solares. A atenção precisa ser ainda maior se a pele foi submetida a algum processo de beleza. Em geral é no inverno que se realizam os tratamentos que mais agridem a pele, como por exemplo os ácidos, peelings com laser, entre outros, já que necessitam de uma proteção maior contra os raios solares. Quando chega o verão, esta pele que está mais bonita e sensível, com certeza seguirá precisando de uma boa proteção e atenção especial para que o bom resultado continue. Mas os tratamentos não precisam ser suspensos exatamente. Os dermatologistas defendem que depende dos cuidados que cada pessoa dispense em relação à pele. Determinadas pessoas, mesmo no verão, não possuem o costume de se expor aos raios solares. Neste caso, se houver uma proteção correta, não há necessidade de se suspender o tratamento. Mas, se a pessoa desejar se expor, mesmo que aos pouquinhos, aí se torna necessário suspender o tratamento ou trocá-lo por algum outro, sem o uso do ácido. E nada de achar que quanto mais exposição aos raios solares a pele ficará mais bronzeada. Pegar sol em horas incorretas ocasiona problemas à pele, não proporciona um bom bronzeado, provoca

manchas, vermelhidão ou queimaduras, além do perigo de ocasionar outros problemas bem mais sérios. Por isso, antes de pegar sol, é essencial ter atenção aos horários mais corretos: antes das 10h e após as 16h. Assim mesmo não se pode deixar de utilizar o protetor solar. Ele é primordial para o corpo inteiro, com fator acima de FPS 30. E precisa ser aplicado novamente a cada duas horas. Para a região dos lábios, é aconselhada a utilização de sticks labiais com protetor solar. Ter uma alimentação equilibrada é essencial para manter a pele saudável. Alimentos com alto teor em caroteno, como por exemplo a cenoura, auxiliam na manutenção da cor bronzeada da pele. Outra recomendação é a esfoliação. Esfoliar a face e o corpo é fundamental para auxiliar a remoção das camadas mais superficiais de células mortas, deixando assim um aspecto mais delicado da pele. A frequencia da esfoliação deve ser de até duas vezes por semana. E para hidratar, o recomendado é tomar muito líquido, especialmente água, que auxilia na hidratação e mantém a pele com maior beleza e uniformidade, e utilize hidratantes para o rosto e corpo e para cada tipo de pele. Quem possui a pele oleosa, com tendência a acne necessita utilizar hidratantes especiais, senão o problema pode se agravar. ATENÇÃO O SOL! Muitas pessoas garantem que uma boa alternativa para camuflar estrias é bronzear a pele. Se você acha que isso funciona, é importante esclarecer que o que ocorre é justamente o contrário. As estrias brancas que recebem muito sol as deixam ainda mais evidentes e nas estrias avermelhadas pode ocasionar manchas. Os dermatologistas informam que Vilas Magazine | 44 | Janeiro de 2013

as estrias avermelhadas que são ainda novas, podem ficar mais vermelhas ainda com a exposição dos raios solares, por conta da dilatação dos vasos. Isso pode deixar a situação ainda pior, podendo fazer com que ela queime e provoque manchas à pele. No que se refere às estrias antigas, conforme a pele fica bronzeada, elas continuam da mesma tonalidade. Logo ao invés de disfarçar, pode acontecer o inverso. Assim, as novas estrias jamais podem ficar sob o sol, já que essa exibição pode ainda atrasar a solução do problema. As estrias brancas podem até pegar sol, mas


com proteção correta. O certo é utilizar o filtro solar recomendado para o tipo de pele com fator acima de FPS 30 e, se puder resistente à água. PELE NEGRA Pessoas de peles mais escuras possuem mais proteção contra o sol e levam vantagem. Mas não estão livres dos perigos dos raios ultravioletas e precisam ter atenção utilizando filtro solar. Segundo os dermatologistas, a melanina, pigmento natural da nossa pele, já trabalha como protetor solar. Quanto mais escura a pele, menos possibilida-

de de feridas proveniente do sol. Mas ninguém está livre do perigo, sendo necessário manter os cuidados, lembrando sempre para os problemas que podem surgir com a exposição excessiva ao sol. Os riscos não são tão grandes, mas existem. É mais raro aparecer câncer de pele em pessoas mulatas e negras. É uma pele que sofre menos com o conhecido fotoenvelhecimento, aquele que podemos observar em regiões mais expostas ao sol, mas o melasma (mancha que surge na face, especialmente na gestação ou durante a utilização de anticoncepcionais) e enfermidades causadas pelo sol, como Vilas Magazine | 45 | Janeiro de 2013

por exemplo Pelagra, Lúpus, ou alergias, podem surgir tanto em pessoas de pele negra como também na branca. Se você quer uma pele com mais beleza e por um tempo maior, o correto é ficar sempre atenta com a radiação. O FPS do protetor jamais pode ser abaixo de 30, já que somente a partir deste fator o cosmético bloqueia, refletindo os raios ultra violeta. Os abaixo de 30 são protetores químicos e deixam passar boa parte dos raios. Também precisa verificar se o filtro dá proteção contra a Luz Visível (índice PPD) e UVA.


NUTRIÇÃO

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verão significa se divertir e bastante agitação. São tantas alternativas de brincar que uma das últimas coisas que nós desejamos é ficarmos presos a determinadas normas. O primeiro ponto que não lembramos é o da alimentação. Realmente viajar, frequentar as praias e finais de semanas cheios de sol não combina com regime, é ou não é verdade? Aquela cerveja gelada e petiscos de todos os tipos estão presentes neste período do ano. Logo, se você adora camarão, queijo coalho, amendoins e etc, tenha cuidado pois eles podem ser um perigo para a sua saúde. Apesar de serem deliciosos, quase todos tem alto teor de gorduras e calorias. E não é apenas isso. Dependendo do local que você for consumi-los, a conservação mal feita, a exposição aos raios solares em excesso e ao ar poluído são grandes ameaças à saúde, pois essas condições podem contaminar os alimentos com bactérias, causando diversas enfermidades. Com o calor, o organismo trabalha bastante para deixar a temperatura corporal constante. A respiração fica mais acelerada, mais forte e, com isso, se perde mais água ao respirarmos. Portanto, quando consumimos certos alimentos de digestão mais lenta, é desviado parte da energia para esse trabalho. É por essa razão que sentimos aquela sensação de mal-estar em altas temperaturas. No verão, a digestão deveria ser menos trabalhosa. É por essa razão que se aconselha fazer uma alimentação mais leve e beber mais água. Nesta época, o próprio organismo pede alimentos com menor quantidade de calorias e também mais gelados. Conforme a temperatura vai aumentando, o corpo vai avisando que é momento de alterar o menu. É preciso ter atenção a esses avisos. A pessoa vai notar que consumindo alimentos mais saudáveis, sem gordura, a digestão se torna melhor. Realmente a teoria é ótima, mas a questão está na prática. Muito tempo pegando sol na praia, certamente surge aquela fome e logo consumimos alimentos não recomendados. Para fugir dessas tentações, os nutricionistas aconselham preparar e levar um lanchinho de casa. Pode ser uma fruta ou um sanduíche de queijo sem gordura e de peito de peru. Se não conseguir fazer isso, tente pelo menos, não consumir alimentos cheios de gordura e faça trocas. Dê preferência ao picolé ao invés de sorvete, já que ele possui gordura hidrogenada. E escolha o biscoito de polvilho ao invés do amendoim . Um outro conselho já conhecido é beber muito líquido. No verão, as pessoas têm sede mais rapidamente. E atenção: ficar com sede já é um sintoma de desidratação. Por esse motivo precisamos ingerir água antes da sede surgir. E as alternativas são diversas – água-decoco, isotônicos, sucos e água. Segundo os nutricionistas, o ideal é preferir bebidas geladas, já que a absorção é rápida. Porém, não beba a nossa cervejinha. O álcool provoca desidratação, e não combina com o calor. Por ter a função do controle da temperatura do corpo, a água é indispensável para a pessoa que pratica exercícios físicos constantes. Durante as atividades, os músculos fabricam uma boa quantidade de calor, que causa aumento de temperatura. Desta forma, a transpiração sobe, causando o suor. Se ela for forte, não apenas elimina sais minerais e água,

Alimentação

Você tem atenção no que se refere a alimentação de seus familiares no verão?

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de verão

como também ajuda no emagrecimento. Se não for realizada uma reposição correta de água antes, durante e após as atividades, o corpo passa a responder por meio de cansaço mental, cãibras, atrapalhando também o desempenho físico. Toda essa atenção precisa ser maior com as crianças. Os pimpolhos perdem água mais facilmente, devido a pele ser muito delicada e da alta atividade metabólica no decorrer do crescimento. Além disso, a digestão é mais frágil e sofre mais com abusos alimentares. As mães precisam dar bastante líquido (os refrigerantes não são recomendados!) e verificar os sintomas de desidratação. Os sinais que mais ocorrem são olhos fundos, redução da viscosidade da pele, fraqueza, boca seca e muita sede. A criança que possui algum desses sintomas precisa sempre ser analisada por um médico que dará as orientações aos pais. Só que não é suficiente somente ter atenção com o que se consome e se bebe, a qualidade e a origem dos alimentos precisam de toda a atenção. Sempre é necessário verificar a cor e o cheiro dos alimentos que iremos comer. Os alimentos mais propensos a se deteriorar são aqueles que possuem mais água, como por exemplo as carnes e o leite. No que se refere aos pães, cereais e derivados, doces têm menor possibilidade de deterioração. Ainda é essencial verificar as condições higiênicas de quem vende e do local, pois eles são grandes fontes de contaminação. Apesar de todos os cuidados, o perigo é grande e minúsculo. O calor do verão é perfeito para a proliferação de bactérias. É alertado que, quanto mais o alimento for contaminado, maior será a deterioração dele e mais enfermidades ele causará. Os sinais que mais ocorrem de infecção ou intoxicação são dores abdominais, enjôos, vômitos, febre e diarréia. E muito cuidado: a diarréia, no calor forte, é mais delicada devido a forte eliminação de água. A primeira medida é beber mais líquidos para que ocorra a reposição da água que se eliminou. Se o sintoma continuar, é preciso buscar um médico. Isso porque, após atingida pela diarréia, é essencial reconstruir a flora do intestino. Para reconhecer a desidratação é preciso saber de certas coisas. A água está associada à dissolução de muitas substâncias que bebemos ou fabricamos - é a conhecida eliminação das toxinas. Ainda transporta substâncias orgânicas pelo organismo, como é o caso do oxigênio; regula a temperatura do organismo e lubrifica as articulações. Quer dizer, a sua responsabilidade dentro do nosso corpo é primordial. Quando o nível no corpo está bastante reduzido, surge o sinal da desidratação. De acordo com os nutricionistas, há determinados sintomas de que o organismo está ficando sem água: apatia e irritação, em especial em crianças; dor de cabeça; tontura; cansaço; redução da quantidade de urina; olhos fundos; boca ressecada; respiração difícil; bastante sede ou falta de vontade de tomar líquidos. Ao notar qualquer mudança, é necessário buscar atendimento médico imediatamente. Os conselhos para uma alimentação equilibrada já são mais que conhecidas. Se alimentar a cada três horas, beber bastante líquido, comer frutas, verduras e grãos e seguir uma dieta balanceada. Vilas Magazine | 47 | Janeiro de 2013


FAMÍLIA

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nquanto estiver morando aqui, quem dá as ordens sou eu!”. Muitas pessoas já escutaram essa expressão. As normas em geral são claras na hierarquia da família e a voz da experiência, é a voz da razão. Mas, para determinados filhos, jovens e crianças, aceitar que são meros coadjuvantes no jogo não é fácil. Eles desejam ser os que mandam o tempo inteiro e quem corre o risco de ficar em segundo plano são os pais. Como devemos lidar com essa situação? Pode ser uma imposição a respeito do que deve ser feito no final de semana, ou o assunto das informais conversas do cotidiano, os filhos que gostam de mandar estão sempre a espreita. O problema pode piorar com o decorrer do tempo se os pais não conseguirem manter controle da situação. Psicólogos informam que as crianças mandonas desejam impor suas vontades e reagem de forma negativa quando não é aceito o que elas querem. E colocar limites é difícil, já que precisa de dedicação, paciência e muito diálogo. Estipular as normas de forma saudável é essencial para que o pimpolho trabalhe seu autocontrole e crie seus próprios limites. Confundir liderança com autoritarismo é natural. Crianças que são estimuladas pelos pais a batalhar pelo que desejam e a ter autoconfiança, serão mais capazes de se relacionar com os outros, que são pontos fortes de liderança. Já um filho mandão deseja manipular outros, em geral por meio do medo e da vulnerabilidade das outras pessoas, para ficar no controle constante. A influência normalmente vem de casa. Se a criança tem uma mãe mandona, que fica gritando e cobrando que ela vá buscar os brinquedos naquele momento, a criança passa a cobrar as mesmas exigências da mãe, já que assimilou esse comportamento. Essas pessoas não possuem tanta segurança no papel de mãe. Por essa razão impõem suas normas de forma equivocada. A linha entre o excesso e a liberdade é pequena. Anular o filho para que não mais dividam suas vontades e opiniões pode ser arriscado, já que os pais podem criar um adulto reprimido e de muita vulnerabilidade. Determinadas decisões que incluem a participação efetiva do filho precisam ser realizadas conjuntamente, mas antes é prudente que a mãe escute o que ele deseja falar. Por exemplo, a roupa que vai usar, a hora da academia e os cursinhos, precisam ser decisões tomadas pelo adolescente, com a motivação e orientação dos seus responsáveis. Orientar não quer dizer decidir pela criança, mas fazer com que observe as possibilidades de escolhas que são melhores. No colégio, os filhos mandões são os líderes de grupos e gostam de passar funções quando estão brincando. Em casa, impõem suas vontades aos pais. São filhos que têm dificuldade de perceber o espaço do outro e chegam a ser mal-educados, teimosos em suas opiniões. TIRANIA Segundo os psicólogos, nenhuma criança nasce autoritária. Sua personalidade é formada conforme a educação dada pelos seus responsáveis, o ambiente da família e o meio em que vive. Elas apenas refletem o que lhes foi ensinado, o que resulta em

Filhos mandões Veja como lidar com filhos que gostam de mandar

uma percepção pessoal sobre o que é certo e errado. Quando os filhos ainda são pequenos, alguns pais imaginam que eles tem opinião, personalidade. Mais para frente, eles se enganam e fingem não notar quando percebem os primeiros sinais do autoritarismo. É natural alguns pais sentirem vergonha por terem filhos autoritários. Nesse caso, é preciso agir atentamente para o problema não evoluir. A tendência é aceitar a vontade dos filhos, para não permitir situações conflitantes, que ocasionam constrangimentos em ambientes públicos, por exemplo, sem contar com o receio de frustrarem os filhos. Alguns pais, por se sentirem ausentes, tem receio de serem considerados como pessoas ‘chatas’ dentro de casa. Na opinião dos psicólogos, é muito importante para os pais não ficarem preocupados com que os filhos pensam deles. Se o filho está achando que a mãe é ‘chata’, significa que está no caminho certo. Quem coloca normas e limites é considerada uma pessoa ‘chata’. Não se pode ser legal com o filho o dia inteiro. IMPONDO LIMITES Para aliviar a situação, é prudente estabelecer um critério do que a criança pode realizar. Após essa etapa, os limites devem ser seguidos. Os psicólogos informam que o ‘não’ para se divertir no parque ou tomar gelado não pode variar conforme

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Educação /

Lilian Silva

A coerência na Educação

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o humor do pai ou da mãe. A criança precisa compreender a razão disso. Por isso, é essencial sempre estipular limites claros, com base nos valores familiares e segui-los de forma correta. O limite é um grande aprendizado, pertence ao crescimento emocional e ao conhecimento. Quando a pessoa não tem as suas vontades atendidas, ela é obrigada a criar outras maneiras para improvisar, criando brincadeiras, por exemplo. Desta maneira, a criança tem a possibilidade de substituir e aprender a lidar com os seus desejos. Como abordado, esse assunto se não for bem conduzido, pode se tornar muito sério e, nesse momento, a intervenção é essencial: deixar de estudar, dormir fora de casa sem ao menos informar aos pais e outras atitudes que coloquem a vida em perigo precisam ser supervisionadas de perto pelos pais. Para os filhos, a norma é a mesma: fazer com que compreendam que tudo é feito e pensado para o melhor deles, até as normas. Se o problema continuar, busque o auxílio de um especialista.

ão são poucas as reflexões acerca do papel do(a) professor(a)educador(a), na atualidade. A cada dia, lemos artigos, pesquisas, pensamentos, aforismos a respeito de como exercer a profissão, de quais são as obrigações em sala de aula e fora dela, sobre como compatibilizar as demandas da escolaempresa com a escola-instituição, como se equilibrar entre a instrução e a formação. Escreve-se –-­e se fala muito!! -- sobre como é ou deve ser a relação do professor com os pares e com os seus alunos; a respeito das relações didáticas e inerentes à socialização do conhecimento; das lutas pela democratização do ensino; da violência e da crise da instituição escolar. Porém, ao mergulharmos na discussão da prática docente no cotidiano, devemos indagar: como os(as) professores(as) se posicionam diante das noções de bem e mal; do justo ou injusto; do que é ou não correto? Ou, mais, como eu me posiciono? E mais ainda, como é minha prática? Seres humanos têm lá suas contradições... Na prática docente, isso fica muito claro, porque temos, cotidianamente, centenas de olhos nos focando. E são muito observadores... Um sem-número de vezes, vi – e vivi, porque sou humana - um abismo entre prática e discurso, a tal “mensagem ambígua” de se falar algo e fazer outra coisa: professores(as) que se queixam da falta de responsabilidade de alunos, mas que se atrapalham com registros e com prazos; queixam-se da falta de envolvimento, mas passam ao largo dos projetos da escola; queixam-se da falta de ética, mas gabam-se de como “maquiam” um carro para vender ou “engambelam” um fiscal da prefeitura; queixam-se da falta de educação e furam a fila da cantina; queixam-se das conversas paralelas dos estudantes, mas, numa reunião pedagógica, papeiam animadamente com o colega ao lado ou atendem ao celular.

Cheguei ao extremo de conhecer uma professora que, em supermercado, colocava o saco de laranja naquela armação lá embaixo do carrinho: se a caixa visse, pagava; se não, ficava por isso mesmo. E se orgulhava disso! Ética é fundamental em qualquer atividade. Na de Educador, mais, porque extrapola a prática profissional; a postura pessoal é visível também na relação com os clientes, no caso, estudantes. E influencia muito!!! Exemplifico: imagine um dentista ou um bancário... Dificilmente, as atitudes destes profissionais, na vida privada, comprometeriam sua competência profissional. Isso não acontece com o(a) educador(a): por menos que queiramos “separar” as coisas, não há como não mostrar, a olhos tão atentos como os das crianças e adolescentes, o que somos, ao ministrar aulas. E aí mora o perigo... Não há possibilidade de eu dar aula de manhã e, à tarde (ou no intervalo), furar fila no supermercado (ou da cantina). De eu exigir pontualidade e chegar atrasada. Exigir responsabilidade e não corrigir as avaliações dentro do prazo. Como poderei ter atitudes – exemplos ensinam MUITO, todos sabemos - justas e corretas em classe, se não sei o que é isso, fora dela? O dentista não deve furar fila, óbvio. Mas se o fizer, não comprometerá o trabalho dele em sua boca. Se eu fizer, comprometerei minha aula, porque minha prática cotidiana perpassa por minha prática profissional. E isso é prerrogativa de Educadores. Aproximar ao máximo o discurso – ético, claro – da prática é fundamental. E isso, tenho certeza, facilitará – e muito! - o caminho da aprendizagem tanto de conteúdos – saber “coisas” – como de valores – saber ser e conviver.

LILIAN SILVA é licenciada e bacharel em História pela USP, professora de Ensino Fundamental e Médio. Publicou coleções didáticas de Português (Interação & Transformação) e de História (História da Bahia). E-mail: lisantossilva@hotmail.com

Vilas Magazine | 49 | Janeiro de 2013


MUNDO ANIMAL

Viajando com seu animal de estimação Veja o que fazer com o seu animal de estimação quando estiver viajando

M

uitas famílias decidem viajar neste período do ano, aproveitando os dias de férias. Em algumas delas surge uma dúvida cruel: levar ou não o animal de estimação. Segundo especialistas, é preciso avaliar cada situação e também cada animal. Primeiramente é necessário observar determinados pontos, como por exemplo, distância, clima, transporte, entre outros. No que se refere à distância, é importante observar que viagens longas demais provocam um grande estresse no animal. A alteração de ambiente também é outro ponto forte de estresse. Animais, como os cães, ressentem-se de viagens e passam a estranhar o novo ambiente, o que pode provocar quadros de diarréia, até se adaptar às novas condições. Os gatos estranham bem mais um novo local em comparação aos cachorros. É recomendado, como uma norma geral, evitar viagens distantes demais. O ponto essencial é o clima, já que viajar com o animal de estimação durante o verão, especialmente de carro, é motivo de preocupação. O gato e o cachorro não suam, e a temperatura do seu corpo aumenta bastante em locais fechados, como em automóveis. Se decidir levar o animal, faça uma programação de viagem em horários menos quentes e pare para dar-lhe água constantemente. Também é importante verificar o tipo de transporte onde o animal vai viajar. Os mais comuns são de avião e carro. Algumas empresas de ônibus não autorizam que sejam levados animais. Se a distância for longa, mas a viagem for de avião, o fator estresse é reduzido. Gatos e cachorros podem viajar de avião mas há determinadas normas estabelecidas

pelas companhias aéreas, que precisam ser observadas antecipadamente, como por exemplo, tamanhos e tipos de caixa de transporte, se há necessidade de sedação, reserva, quantidade de bichos por voo, entre outras coisas. As condições de saúde e a faixa etária do animal são importantes também. Especialistas não aconselham viajar com animais idosos, em especial aqueles que necessitam de cuidados especiais, como por exemplo, os que possuam algum

Vilas Magazine | 50 | Janeiro de 2013

problema de coração. Animais de estimação com idade abaixo de quatro meses, que ainda não concluiram o período de vacinação, somente podem viajar em situação de necessidade e não podem ficar expostos a outros animais ou à rua. ANALISE ESSES ASPECTOS E DECIDA Caso está definida a viagem com o animal de estimação, decida qual o tipo de transporte, tendo como base a distância. Ir de avião provoca menos estresse


para o animal do que ficar diversas horas dentro do carro. Para viagem de avião são necessários alguns documentos, como atestado de saúde fornecido por um veterinário (obtido até três dias antes da viagem) e certificado de vacinação antirrábica (a vacinação precisa ter sido realizada 1 mês ou mais antes de ir viajar). Para viagens nacionais, não é necessário mais a emissão da Guia de Trânsito Animal para gatos e cachorros. Para viagens internacionais, munido com esses documentos, o dono do animal precisa apanhar no Ministério da Agricultura, um Certificado Sanitário Internacional. Precisa também consultar o consulado do país de destino e se informar das exigências

para a entrada do animal. Determinados países aceitam somente o atestado do Ministério da Agricultura ou pedem um visto do consulado para a entrada do bicho. Outros exigem que o animal de estimação passe por uma quarentena no aeroporto. Em alguns países europeus normalmente, pedem um teste sorológico para confirmar a vacinação antirrábica, que precisa ser realizada antecipadamente (cerca de três meses antes da viagem). Existem também restrições quanto a quantidade de animais que estão imigrando em certos países. Logo, informe-se antes para evitar surpresas desagradáveis no desembarque. ONDE O BICHO SERÁ TRANSPORTADO Nas companhias aéreas, o animal é

Vilas Magazine | 51 | Janeiro de 2013

colocado no compartimento de carga, dentro de uma caixa especial, em formatos que variam de acordo com o tamanho do animal. Muito raramente empresas deixam que os animais possam viajar com seus donos. Como existem restrições quanto a quantidade de animais em cada voo, é aconselhável fazer uma consulta prévia para viajar com o animal. Para viagens de carro basta apenas ter um atestado de saúde e de vacinação. O animal será transportado no banco de trás e com a cabeça dentro do automóvel, com a guia presa ao cinto de segurança ou utilizando um equipamento especial para animais. O motorista poderá ser multado caso o animal esteja na janela do veículo, ou sozinho no banco na parte da frente. Pode ser usada caixa de transporte, desde que a temperatura esteja baixa. Para gatos, a utilização da caixa de transporte é recomendada para reduzir o estresse do bichano, já que eles não podem ser levados soltos no carro. Há cintos de segurança próprios para esses animais. Animais podem vomitar com o movimento do veículo, o que pode ser evitado consultando antes da viagem um veterinário, para medicar o animal. Não se deve alimentar o animal antes da viagem. Leve água e faça paradas constantemente. Em certas situações o melhor mesmo é deixar o animal em casa, para evitar estresse. Havendo a possibilidade de deixar o animal com um vizinho ou na casa de um amigo é o mais recomendado. Caso não conheça, há hotéis para cachorros e gatos que aceitam os animais desde que estejam com as vacinas em dia. Antes de acertar a hospedagem, procure referências do lugar, avalie as as instalações do local, veja se há espaço para o animal andar dentro do canil e área para brincar e pegar sol. Deixe a ração que ele está habituado a comer, brinquedos e a “caminha” dele. Isso reduzirá o estresse de mudança de local. Alimentação dada pelo hotel poderá ocasionar diarréia. Seguramente seu animal de estimação vai sentir sua falta nos primeiros dias, mas se for tratado com carinho e atenção, ele se acostumará com essa situação temporária.


LIVROS

CRÍTICA

Nem clássico nem mero entretenimento, “Vaclav & Lena” é obra de estreia adorável NELSON DE OLIVEIRA

R

omances como “Václav & Lena” parecem superficiais, até mesmo desnecessários, num debate polarizado. O primeiro livro de Haley Tanner (foto) jamais será um monumento literário, como “Ulysses”, de James Joyce, ou outros artefatos complexos do alto modernismo produzidos por Virginia Woolf e William Faulkner. Tampouco será um sucesso absoluto de público, como os best-sellers de fantasia mística de Paulo Coelho, J.K. Rowling e Stephenie Meyer. Enquanto best-sellers e long-sellers (clássicos que vendem relativamente bem há décadas ou séculos) trocam insultos e balaços, “Vaclav & Lena” atravessa, sem ser notado, o descampado entre as duas trincheiras. Mas o romance de Haley Tanner chega às livrarias brasileiras cercado de adjetivos perigosos. Nas orelhas, na quarta capa e no release da editora, expressões de afeto avisam que temos em mãos uma narrativa adorável, delicada, sobre o amor juvenil, sobre como o forte abraço emocional pode superar as circunstâncias. São expressões muito perigosas porque podem estar disfarçando a verdade: que se trata de um romance piegas e sentimental. Felizmente, não é o que acontece. “Vaclav & Lena” é adorável e delicado, sem ser piegas e sentimental. É uma comovente narrativa sobre o amor juvenil, sem ser ingênuo ou idealista. SEPARAÇÃO Na primeira parte do romance, intitulada “Juntos”, Vaclav e Lena têm dez anos e vivem na comunidade de imigrantes russos de Brighton Beach, no Brooklyn. A amizade é a maneira que encontraram de resistir à pobreza e à

segregação. O maior desejo de Vaclav é se tornar um mágico mundialmente respeitado, como seu herói Harry Houdini, outro imigrante. Sua melhor amiga, Lena, é uma órfã problemática, retraída, com dificuldade até para aprender o inglês. Um dia, Lena desaparece da vida de Vaclav. Na segunda parte, “Separados: Vaclav”, e na terceira, “Separados: Lena”, os dois já estão com 17 anos, mais maduros, mais estáveis financeiramente. O afeto não arrefeceu um grau sequer. Nesses sete anos de separação, Vaclav, o aprendiz de mágico, tentou entender o sumiço da amiga, enquanto Lena, a exassistente do aprendiz de mágico, tentava desvendar o mistério que cerca a história de seus pais. Na última parte do romance, “Juntos Outra Vez”, o reencontro resolve o conflito principal da trama – a separação física dos apaixonados – e dá início a outro, mais monstruoso. A separação física cede lugar a outra separação, mais íntima. Na feliz analogia proposta pelo narrador: “o mundo se separou, se juntou e se separou outra vez; o mundo está se batendo como dois címbalos”.

DIVULGAÇÃO

Nem monumento nem best-seller, nem clássico nem mero entretenimento, o romance de estreia de Haley Tanner segue sossegado pelo caminho do meio, indiferente ao fogo cruzado. NELSON DE OLIVEIRA é doutor em letras pela USP e autor de “Poeira: Demônios e Maldições” (Língua Geral).

VACLAV & LENA: AUTOR: Haley Tanner. EDITORA: Intrínseca. TRADUÇÃO: Maria Luiza Newlands. AVALIAÇÃO: Ótimo. Vilas Magazine | 52 | Janeiro de 2013


OS MAIS VENDIDOS

O merecido Jabuti de Nihonjin MÁRCIA TUDE Especial para a Vilas Magazine

“N

ihonjin” (japonês), o primeiro romance de Oscar Nakasato - vencedor do prêmio Jabuti de 2012, categoria romance - é, acima de tudo, uma obra sutil, escrita com delicadezas e sabedoria. Passeando pela vida de Hideo Inabata, um dos inúmeros japoneses que emigraram de Kobe, Japão, para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo a fim de retornar com recursos conforme orientação do imperador, o livro apresenta a história da imigração japonesa para o Brasil, iniciada no início do século 20. Despretencioso e narrado com segurança, sem inovações estéticas ou técnicas, o romance foi elaborado como se a construção literária não importasse a ponto de sobrepujar-se à beleza da linguagem empregada. Nakasato (neto de imigrantes japoneses) deseja, sobretudo, falar de uma história, resgatar um período que, embora recente, parece perdido. Talvez a sua proximidade com o real familiar tenha possibilitado que a sua figura se mesclasse com o narrador, neto do protagonista Hideo, que, com objetividade, retoma a aventura do avô e de seus descendentes. De tão fiel a um tempo anterior à revolução modernista, no qual se ambienta, guarda a aparência de um diário de memórias íntimas. Diário impregnado de relatos que têm, entre diversos objetivos, concretizar impressões e recuperar espaços, elos perdidos no turbilhão dos filetes da memória. E tanto nas descrições mais dramáticas, como a morte de Kimie, primeira e frágil mulher de Hideo, que faleceu com a esperança de ver os cafezais paulistas cobertos de neve, quanto nos relatos dos personagens secundários, Oscar Nakasato

não se apropria de uma experiência para extravasar as emoções. Um escritor contido, na contramão dos exageros contemporâneos, que se apresenta como no trecho: “A morte chegou lentamente. Há quanto tempo morria? Tranquila, congelada pela neve, congelada pelo sol”. Muito interessante é o fato de o livro expor a dicotomia clara de um único mundo: aqueles que, mesmo vivendo do outro lado do mundo, se mantêm fiéis ao culto do Japão Imperial, e os que, conscientes de que nada volta atrás, optam por se agarrar ao presente. Fiel à filosofia“descritivo-realista”, Oscar Nakasato (professor de Literatura e Linguagem no Paraná, Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Paulista), parece escrever um “haicai” com técnicas aprendidas ao longo de anos de dedicação e trabalho. Então, mesmo com todas as possibilidades de enrijecimento de conceitos e que as técnicas possam causar nos artistas, a prática em “Nihonjin” possui sólidos elementos outros que nos fazem viajar: Kimie esperando a neve em pleno cafezal paulista é um deles. “Nihonjin” é uma história particular, que mostra origem multicultural do Brasil em tempo e lugares ainda pouco explorados na literatura brasileira. É também um romance universal, em que até o mais duro ser humano se dobra às mudanças imperiosas do lugar, do tempo e do coração. O traço Zen e a busca pelo equilíbrio reforçam a mística à respeito do temperamento japonês, sempre criterioso (‘zen’), sem se deixar abalar pelos extremos, enriquecendo a literatura brasileira com seu estilo tímido e cauteloso que, em tempos mais que velozes de hipnoze pelo futuro, retoma questões para compreender a própria ancestralidade. Afinal, quanto de Nakasato carrega “Nihonjin”?. MÁRCIA TUDE é escritora, produtora cultural e empresária dos ramos livreiro e editorial. Vilas Magazine | 53 | Janeiro de 2013

FICÇÃO 1 Cinquenta Tons de Liberdade E. L. James / Intrínseca 2 Cinquenta Tons de Cinza E. L. James / Intrínseca 3 Cinquenta Tons mais Escuros E. L. James / Intrínseca 4 Morte Súbita J. K. Rowling / Nova Fronteira 5 Box Cinquenta Tons de Cinza E. L. James / Intrínseca 6 A Travessia William P. Young / Arqueiro 7 Profundamente Sua Silvia Day / Paralela

NÃO FICÇÃO 1 Nada a Perder Edir Macedo / Planeta Brasil 2 Viajante Chic Glória Kalil / Agir 3 Giane Guilherme Fiúza / Primeira Pessoa 4 Um Lugar na Janela Martha Medeiros / L & PM 5 A Queda Diogo Mainard / Record 6 Encantadores de Vidas Eduardo Moreira / Record 7 Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil Leonardo Narloch / LeYa

AUTOAJUDA E ESOTERISMO 1 Diário de um Banana Casa dos Horrores Jeff Kinney / Vergara & Riba 2 Diário de um Banana Jeff Kinney / Vergara & Riba 3 As Vantagens de Ser Invisível Stephen Chbosky / Jovens Leitores 4 O Pequeno Príncipe Antoine Saint-Exupéry / Agir 5 Diário de um Banana A Gota D´água Jeff Kinney / Vergara & Riba 6 Diário de um Banana Faça Você Mesmo Jeff Kinney / Vergara & Riba 7 A Sombra da Serpente Rick Riordan / Intrínsica


Janelas Abertas /

“A

Gilka Bandeira

E o mundo não se acabou...

nunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar” e, por causa disso, muita gente fez o que não convinha e agora se acha em confusão “porque o mundo não se acabou”, bem conforme a música de Assis Valente. E como o mundo não se acabou... (apesar de ter findado para muita gente que se foi ou sofreu alguma tragédia), aqui vamos nós a cumprir a sina de existir, diante de um ano novinho, entre a euforia das festas, a excitação do verão, as apreensões, as incertezas e as esperanças de sempre. Embora bem propagada, a fatídica previsão não foi levada muito a sério, a não ser pelos humoristas. No geral, o assunto ficou circunscrito aos rápidos momentos de descontração. Afinal, vários foram os falsos avisos anteriores e, estando quase todos ocupados com seus interesses particulares, pouca atenção sobra para algo mais, inda que seja o fim do mundo de fato ou metafórico, representando a hecatombe final ou apenas o término de uma era e começo de outra. Para comemorar o aniversário do pobre carpinteiro, era preciso distribuir depressa o 13º nas lojas abarrotadas de tudo que se necessita, ou não, para se ser feliz. E havia pagamentos a efetuar; médicos a consultar; viagens a fazer; engarrafamentos a enfrentar; novelas a assistir; vida dos outros a se bisbilhotar; última geração de tablets, ipad, iphone, ipod e o diabo a quatro a comprar; dores de cabeça a suportar; relacionamentos a discutir; farras dos filhos a consumir o juízo; filhos a levar às muitas aulas para serem adultos de sucesso ao custo de perderem a infância, embora sem ela não haja adulto competente e sadio; rendimentos a aumentar; negócios a fechar; concorrências a vencer, inclusive a da ostentação; prazos e horários a obedecer; segurança a reforçar; seguros a renovar; e a pressa a atender antes da entrada no hospício, na UTI ou no cemitério. Ocupados com as urgências de cada dia, não havia tempo a perder com uma suposta iminência de fim do mundo ou com a inauguração duma auspiciosa época, como já não há para as singelezas da vida: embalar o bebê, contar histórias às crianças; acompanhar, durante dias, a transformação da lagarta em borboleta; o quedar os olhos na infinitude marinha e, lá pelas tantas, ver com emoção uma canoa a vela cruzar em solidão o sol poente, tingindo-se de dourados; andar a esmo nas ruas calmas do centro da cidade num domingo a admirar os detalhes do casario ou o súbito pouso dum pombo na mão da estátua do poeta. Ainda que hipotética, a morte da Terra — também orga-

nismo vivo em transformação como os seres que nela habitam — faz pensar. Pensar, por exemplo, que o homem é tão vulnerável quanto uma formiga, apesar da presunção de se achar o centro do universo em função do qual tudo mais existe de toda sua tecnologia e de toda alteração que provocou no planeta, sendo a espécie mais predadora da natureza. Os tsunamis, os terremotos, os vulcões, os furacões, estão aí pra atestar. Em instantes os mais caros objetos de desejos, as construções monumentais à prova de cataclismos, tudo, pelo que, com tanto estresse labuta, vira monturo. Assim as tragédias pessoais e coletivas, agora mais amiúde e em larga escala, passam lição de humildade e sugerem mudanças. Diante da morte ou qualquer situação desesperante — quando não se aniquilam ou se revoltam — as pessoas repensam suas vidas, corrigem rumos, revendo valores, atitudes e estilo de vida. É de se esperar que isto, estendendo-se a muitos, resulte num mundo melhor, com menos artificialidade e insensatez. Não há dúvidas de que boa parte do mal que nos aflige advém do modo como nos relacionamos com o meio ambiente e uns com os outros. Não somos os senhores da Terra, mas apenas um dos seus inúmeros interdependentes elementos. A partir daí é fácil respeitar a vida em todas as suas manifestações, da mais ínfima à mais inteligente e viver a fraternidade. Em vez de visar conquistas, explorações, dominação de tudo e de todos, poderíamos direcionar as ciências para dispor do conhecimento que nos permita estar em harmonia com a natureza, expandir a consciência e a sensibilidade, adquirir a sabedoria amorosa indispensável à arte basilar, a arte de viver. Caberia prestar atenção aos ensinamentos que os fatos e a própria natureza nos oferecem e não menosprezar a possibilidade do fim do mundo nem do começo de nova Era. Um acidente cósmico pode acabar com o pequenino planeta azul, embora sem dia e hora marcada. Já um novo tempo, é decorrência do natural dinamismo da vida que se processa em ciclos. Assim como o clima não muda totalmente no primeiro dia duma estação do ano, também a mudança da Era não se dará em data determinada e de uma só vez. O processo está em curso, podendo ser breve para uns ou mais demorado para outros. Sem mágica, exige esforço de pensamento e — para usar as palavras de Fernando Pessoa — sensíveis movimentos da vontade até se chegar aos “beijos merecidos da Verdade”. E como o mundo não se acabou, as chances continuam. Aproveitemos, pois, e tenhamos um feliz 2013.

Vilas Magazine | 54 | Janeiro de 2013


l SAÚDE & BEM-ESTAR ............................56 a 74

l AUTO & CIA................................................. 111

l GASTRONOMIA......................................75 a 80

TRIBUNA DO LEITOR..............................112 a 113

l FESTAS....................................................81 a 83

MAPA DE VILAS DO ATLÂNTICO..................... 114

l FACILIDADES & SERVIÇOS......................84 a 110

TÁBUA DAS MARÉS / FASES DA LUA................ 115

ORIENTAÇÃO AOS LEITORES A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Pessoas físicas e jurídicas de má fé podem utilizar um veículo de comunicação para fraudar e ludibriar os leitores, ou induzi-los em erro. A fim de evitar prejuízos, recomendamos que os leitores avaliem e busquem informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista Vilas Magazine não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, sobretudo quando não se pode deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. Com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a revista se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas.

AVISOS & EDITAIS COMUNICADO AOS CLIENTES DA GALERIA CORPORE A Galleria Corpore lamenta profundamente a perda da sua proprietária, Clarissa Vieira Nunes, e informa aos seus clientes e parceiros que a clínica passará por uma reestruturação. Em breve faremos novo contato para dar orientações sobre como será o andamento das atividades a partir de 2013. De antemão, avisamos que todos os esforços serão feitos para que nossos clientes não fiquem prejudicados com as mudanças que venham a ocorrer. Desde já, agradecemos a compreensão e a confiança em nosso trabalho. Outras informações podem ser obtidas com Mariana Bouzas pelo telefone (71) 8796-3537 ou e-mail galleriacorpore@yahoo.com.br Vilas Magazine | 55 | Janeiro de 2013


ACADEMIA

ACADEMIA

ACADEMIA

ACADEMIA

ACADEMIA

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ACADEMIA

ACADEMIA INFANTIL

ACUPUNTURA

ANGIOLOGIA

CARDIOLOGIA

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ANGIOLOGIA


CARDIOLOGIA

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CIRURGIA PLÁSTICA

CLÍNICA

CLÍNICA GERAL

CLÍNICA MÉDICA

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CLÍNICA MÉDICA

CLÍNICA

CLÍNICA MÉDICA

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

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ENDOCRINOLOGIA

ESPAÇO TERAPÊUTICO

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

ESTÉTICA

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ESTテ欝ICA

FARMテ,IA

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FISIOTERAPIA

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E-mail: gisellifisio@yahoo.com.br

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FISIOTERAPIA

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FISIOTERAPIA ESTÉTICA

FONOAUDIOLOGIA

GASTROENTEROLOGIA

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GASTROENTEROLOGIA

GERIATRIA

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LABORATÓRIO

NUTRIÇÃO

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ODONTOLOGIA

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Vilas Magazine | 66 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | 72 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | 73 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | 74 | Janeiro de 2013

PSICOTERAPIA


Bacalhau Espiritual FOTOS: TADEU BRUNELLI / Folhapress

INGREDIENTES l 1 kg de bacalhau dessalgado; l 1/3 xícara (chá) de azeite extravirgem; l 2 xícaras (chá) de creme de leite; l 4 cenouras médias raladas; l 4 cebolas médias bem picadas; l 1 xícara (chá) de leite; l 80 g de queijo parmesão ralado.

j MODO DE PREPARO

j Para dessalgar o bacalhau, deixe-o de molho por três dias dentro da geladeira, trocando a água – que deve ser gelada, para evitar o choque térmico – duas vezes ao dia. Cozinhe o bacalhau em fogo baixo até levantar fervura. Desfie-o e reserve. Coloque o azeite extravirgem em uma panela; k Adicione a cebola para dourar. Depois, é a vez da cenoura; l Acrescente o bacalhau desfiado. Mexa bem e cozinhe;

k

por dois minutos; m Adicione o leite e o creme de leite e deixe cozinhar entre 10 e 15 minutos, mexendo sempre. Coloque metade do queijo parmesão e misture bem; n Transfira a mistura para uma travessa, polvilhe o queijo parmesão restante e leve ao forno para gratinar. Retire quando estiver dourado. Sirva imediatamente.

l Vilas Magazine | 75 | Janeiro de 2013

m

n


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ALIMENTOS ARTESANAIS

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Vilas Magazine | 76 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | 77 | Janeiro de 2013


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DELIVERY 071 3379 - 4477 Av. Praia de Itapoan - Vilas do Atl창ntico

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Vilas Magazine | 78 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | 79 | Janeiro de 2013


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TRIBUNA DO LEITOR Cresce o lixão de Buraquinho

Foi com enorme satisfação que vi na edição de dezembro da revista Vilas Magazine, publicada a minha, a nossa, a reclamação de todos nós que moramos nas redondezas, sobre lixão em Buraquinho. A cada dia a situação se apresenta pior. A rua já está totalmente tomada de lixo e entulho não tendo como passar mais nenhum veículo. Agradeço à Vilas Magazine pela publicação da nota e solicito, se possivel, que visitem o local, tirem fotos atualizadas e nos ajudem, denunciando mais essa situação deprimente daquele logradouro ocasionado pelo desleixo de maus cidadãos e pela negligência da Prefeitura de Lauro de Freitas. Muito obrigado. José Augusto B. Silveira. n Vendo a foto publicada nessa seção, na edição de dezembro da revista Vilas Magazine, enviada pelo senhor José Augusto Benevides Silveira, venho reforçar a denúncia com outras fotos (ao lado, inclusive uma disponível no Google Maps, que está desatualizado mas mostra o início do lixão). Ao tentar chegar em minha residência (Condomínio Intervilas), infelizmente não tive acesso devido ao entulho e lixo espalhados pelas ruas (se é que podemos considerar assim). Aquilo até parece cenário de uma novela de sucesso, mas me dei conta de que não se trata de ficção, mas pura realidade. Aqui não tem atores, mas pessoas que são tolidas do seu direito de ir e vir, do seu direito a limpeza pública e de serem respeitadas como cidadãos que pagam seus impostos e torcem por um mundo melhor. Não sabemos se essa área é privada ou pública. Se privada, porque a prefeitura não notifica seus proprietários. Sendo pública, porque a prefeitura não providencia a limpeza e a manutenção, podendo inclusive vir a ser um excelente local de lazer, com área para caminhada, ruas descentes e quem sabe até melhorar as condições das praças ali existentes. Sou natural de Curitiba e resolvi mudar meu título de eleitor para Lauro de Freitas. Infelizmente, com muita tristeza, pois é aqui que escolhi viver e criar minhas filhas (que são baianas e

se orgulham disso), levando em consideração a qualidade de vida que podemos levar nesse local privilegiado pela natureza. Hoje repenso muito sobre minha decisão, ao me deparar com esse cenário e descaso das autoridades, das empresas que descartam seus resíduos ali e também das pessoas que limpam suas residências e despejam lixo e entulho em área pública, sem o menor constrangimento, nos olhando com cara feia quando demonstramos indignação pela ação incivilizada. Esse tipo de gente não avalia que também está pondo em risco a sua saúde e de seus familiares expondo-os a doenças. Convido o Dr. Márcio, prefeito eleito, e seus secretários a fazerem um roteiro turístico por esse cenário “maravilhoso” e deixarem seus comentários nesse espaço valioso que a revista Vilas Magazine nos disponibiliza em todas as suas edições. Espero que meu voto, de minha família, assim como de todos os eleitores que acreditaram em suas palavras, tenha valor. Vamos fazer de Lauro de Freitas uma cidade exemplo. Só precisa vontade política e respeitar o eleitor, que paga pelos serviços públicos. E sendo um deles, exijo que sejamos respeitados. Paulo Galléas. Morador e cidadão de Lauro de Freitas. Vilas Magazine | 112 | Janeiro de 2013


Diferencial Sr. Accioli, Parabéns a você e sua equipe da revista Vilas Magazine, que trabalham com dedicação, responsabilidade e comprometimento com todos os seus clientes e leitores, levando notícias atualizadas e de interesse geral para nossa sociedade. Esse é o seu diferencial!! Letícia Lima, psicoterapeuta, psicanalista clínica

Praia Suja

Venho através deste importante veículo de comunicação da nossa região expressar minha indignação. Sou morador desta comunidade há 15 anos. Quando chega o verão (al­ ta estação) com o aumento do fluxo de pessoas (turistas) nas praias do nosso lindo litoral, infelizmente crescem também os números de detritos e/ou resíduos deixados por essas pessoas que não tem noção (consciência) do que é preservação ambiental. Ficando ali ‘o lixo’ que acaba atraindo animais vetores de doença (pombos, ratos, moscas e baratas). Nós temos a praia como melhor opção de lazer. Portanto espero que as autoridades entrem com medidas preventivas ou até mesmo os turistas adotem uma postura correta e destine os resíduos à lixeira. Quero que meus filhos, sobrinhos e netos

desfrutem deste paraíso chamado Vilas do Atlântico. Cada um pode fazer sua parte. Portanto! Vamos colaborar! Vinícius Duplat. Loteamento Miragem.

Coleta seletiva existe? Onde? Indignada com o que estou percebendo, resolvi escrever para a Vilas Magazine, com o objetivo de alertar pessoas preocupadas como eu com o meio ambiente, tomem conhecimento do que está acontecendo. Reciclo lixo doméstico a muito tempo na minha residência, em Vilas do Atlântico. Primeiro, levava para os depósitos disponíveis no hiper Bompreço de Portão. Quando tiraram de lá, passei a deixar o lixo em caixas coletoras em alguns pontos de Vilas do Atlântico. Indignada, comprovei que a coleta nas caixas são feitas pelos caminhões de coleta de lixo comum. Onde está o CAEC? E a Salva, que pediu a empresários da região que bancassem a produção daquelas caixas de coletas - salvo engano, algo em torno de R$ 5 mil reais. Sabem para que servem agora essas caixas? Para nada mais além que depósito de lixo comum. Gostaria muito de ter respostas aos meus questionamentos. Claudia Fracassi. Empresária e cidadã laurofreitense.

Eleições 2013 Cumprimentos à edição da revista Vilas Magazine de novembro, pelos dados objetivos e segmentados que ofereceu aos leitores, quanto ao comportamento dos eleitores da cidade, na última eleição municipal. Desejamos que se dê continuidade à novas reportagens e abordagens, que se baseiem em fatos e estatísticas concretas, e não em comportamentos que se norteiam por ‘achismos’, ou que se repetem sem bases sustentadas (do tipo ‘maria vai com as outras’), ou que reprisam tolices e atitudes idiotizadas, hoje comum na grande mídia, nas declarações de malabaristas do verbo, nos ilusionistas de plantão, que transformam falsidades em verdades, todos diantes de uma grande massa de adoradores de imagens sem significado ou cultura alguma, via telinha. O ponto maior da reportagem foi o desabafo contido no quadro ‘Nossa Opinião’ ( A elite debocha de si mesma). Como morador de Vilas do Atlântico há mais de duas décadas, vi na concisão de dois parágrafos a foto real de nossa realidade, que também se multiplica, país afora: indiferença, omissão, individualismo crescente, apatia pelas regras da democracia, distanciamento do debate político. Esperamos que tudo isso não venha resultar em final mais infeliz do que já nos encontramos. Torço por isso. E os ditos versos de Maiakóvski (que na verdade são do poeta brasileiro Eduardo Alves da Costa) despontam, inevitáveis: “Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite...” Evandro Cordeiro de Lima. Vilas do Atlântico.

Educação e esporte: alternativa para combater a violência Na edição de dezembro da Vilas Magazine, me chamou atenção artigo do vereador Antonio Rosalvo/PSBD, que cita oito tópicos para melhorar a segurança pública em Lauro de Freitas. Achei muito válido, mas caso esteja errado me corrijam: no texto não li nada que fale sobre educação. Visto isso, gostaria de lembrar ao nobre vereador que a base para qualquer diminuição da violência (em qualquer escala) é sem duvida a educação, aliada claro a outras ações como o senhor bem cita. Cabe ao poder público a construção de mais escolas, incluindo escolas técnicas que foram e sempre serão referências para todos nós. Cabe ao poder público possibilitar o acesso de todos os cidadãos à prática de esporte. Lembro que nos Estados Unidos a criança cresce na escola, tendo como paralelo o esporte

de sua preferência e habilidade, formando assim verdadeiros cidadãos e campeões. Tenho certeza absoluta que educar é a maneira mais rápida e barata de diminuir e muito a violência. Hoje no Brasil os programas educacionais são ínfimos em comparação a outros países do mesmo porte que o nosso, então está mais do que na hora de colocar essa gurizada na escola, essa juventude precisa ocupar seu tempo e a educação é o caminho. Inserir programas de cultura e de esporte com qualidade é a opção para estarmos, com certeza, muito próximos de uma paz verdadeira. Para cada escola construída muitas armas e viaturas para as nossas polícias deixarão de ser compradas. É muito mais barato construir escolas do que comprar material bélico, tenham certeza disso. Celson Ferreira.

Moradores pedem retentor de tráfego para Buraquinho Solicito a ajuda da revista Vilas Magazine no sentido de conseguir que a Prefeitura de Lauro de Freitas instale um quebra-molas na rua ministro Antonio Carlos Magalhães (que dá acesso à praia de Buraquinho), mais propriamente em frente dos condomínios. Além de ser uma rua com muito movimento, não tem qualquer sinalização e quem mora nos condomínios Arboris e Riviera vive um tormento para sair ou entrar nos condomí-

nios na hora de pico. É grande o número de pessoas que moram nestes condomínios e merecem da Prefeitura uma atenção especial, fato que nunca ocorreu até hoje. Quando se faz uma solicitação qualquer ninguém sabe de nada, ninguém informa nada e não se consegue em absoluto, qualquer contato por e-mail. Só apelando à vossa ajuda ou pedindo a ‘todos os santos’ da Bahia. Antonio Marques.

Camelô de luxo

pública, que está trabalhando e é morador de Vilas do Atlântico, tendo assim o direito de comercializar em qualquer lugar que queira, sem dar satisfação a ninguém. Seu “estoque” é abastecido por duas senhoras bem vestidas, que chegam em vistosos carrões, trazendo mais mercadorias. Gisleica Soares da Silva.

Não bastasse a incoerência de tanto comércio tomando o lugar das residências em Vilas do Atlântico, agora tem um camelô de luxo, vendendo bolsas e relogios de “marcas famosas”, geralmente na ladeira próxima ao Shopping Boulevard. O “empresário” alega estar em área

A revista Vilas Magazine acolhe reclamações e opiniões sobre temas relacionados ao cotidiano da comunidade. Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusações insultuosas ou desacompanhadas de documentação. Também não acolhe elogios ou agradecimentos pessoais. Devido à limitações de espaço, cartas são selecionadas e quando não forem suficientemente concisas, serão publicados trechos mais relevantes. Originais não serão devolvidos. Cartas devem ser enviadas para o endereço redacao@vilasmagazine.com. br Outros documentos devem ser enviados para a redação da revista: Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. CEP 42700-000. Lauro de Freitas. BA. Só serão consideradas cartas e/ou e-mails com identificação completa do remetente (nome, endereço, telefone e e-mail para contato).

Vilas Magazine | 113 | Janeiro de 2013


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Vilas Magazine | Ed 168 | Janeiro de 2013 | 30 mil exemplares  

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