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O rock além da


Era uma vez uma mesma história, recitada em notas e entonações distintas. Contada de forma colorida no preto e no branco, tendo no aroma do seu profundo recheio, sabores persuadidos pelos poros do nosso ser. Reinvente o rumo da lógica na literatura, desarranje o harmônico da música. Deixe seu antigo conceito de si mesmo seguir seu rumo para o nada. O rock traz a ousadia, o poema expõe metáforas da beleza e o teatro empresta o olho desperto de quem está vivo, presente no seu tempo. Junte a isso a mística da capoeira, o berimbau, a gaita e a alegria de um grupo de amigos – músicos, artistas plásticos e bonequeiros – e, pronto: Capitão Rodrigo. Banda que apresenta canções de poesia impactante num show de rock altamente teatral. Energia que contagia e não deixa ninguém ficar parado. A inspiração brota da magia e do pensamento libertário de Rodrigo Cambará, célebre personagem da saga “O Tempo e o Vento”, de Erico Verissimo. Os amigos - “Cambarás” - uniram bravura, fanfarronice e guitarras distorcidas a sonoridades pampeanas. O resultado é um rock pulsante que, há quatro anos, agita a galera em casas noturnas e festas de Porto Alegre, presente, agora, no CD “O Rock Além da Música”. Uma quebra da fronteira entre literatura, artes plásticas, teatro e música.


Capitão Rodrigo é música de raiz campeira, à beira da matriz roqueira. Pra melhor defini-la, os Cambarás criaram a expressão artística e musical Rock de Bolicho. Numa atmosfera latinoamericana, em busca de uma sonoridade com os pés na terra e o olhar no horizonte urbano, a banda mistura gaita e poesia com guitarra. Resultado: musicalidade tri-dançante, num show alucinante e performático.

O Bolicho da Capitão Rodrigo é um lugar que abriga a diferença e quebra a segregação das artes. Um mosaico de pessoas, culturas e estórias. Celebração da música e da vida, através da troca de experiências e ideias. Um espaço sem preconceitos, onde o rock vai bem além da música. Os “Cambarás” juntaram forças e construíram o seu próprio bolicho na capital dos gaúchos. Inaugurada em outubro de 2010, a sede da banda tem sala de ensaio, estúdio de gravação, oficina de confecção de cenários e bonecos onde acontecem os trabalhos do Grupo Mosaico Cultural e a escola de capoeira angola ACANNE.


(Capitão Rodrigo) “Boneco cara de pau. Anda de mão, nada é em vão. A edição do moderno é ser são. Quantos de nós ao menos uma vez na vida já foram sãos. Obrigado ao gado que levanta e abaixa a crina. Falar de mais é ser de menos, simples é tão discreto. Decreto que o sábio quer falar. Mas obrigado por saber demais. A onde estará o sabiá do momento? Na roleta russa onde nós nos locomovemos através de moedas!Príncipes e rãs são ossos perdidos na lagoa azul. E quando você atira uma pedra ao vento. Ela ataca e do dedo quebra nos apontando o calibre doce da culpa. Mas obrigado por falar de menos. Afinal ninguém quer saber da dor da esquina. Pois quebrada ela vai continuar esquecida. Boneco cara de pau! Chega de hipocrisia! Nós somos reféns dos nossos manipuladores. Irônica coincidência, consciência, é preciso ter consciência. Mas, obrigado. Por ouvir e sentir demais”


Ô Rui esdrúxulo deixa de epiceno. Aracaju pra grupo! É coisa de malandro, pode crer... Ô Rui esdrúxulo tu é um baita de um arcaide. Se a soma de engradados e catetos desse parte do saber que ta contigo... É o teu ser! Atestariam milimetricamente a certeza pra ser um lóki feliz!


FICHA TÉCNICA: Maurício Moura – Iluminador Tiago Guerra – Operador de luz Marcos Fucks e Rafael Lindemman – Operadores de som Caco Schmitt – Diretor de audiovisual Ju Cambará – Cenógrafo Paloma Hernández – Pintura artística Toninho – Escultor Aneesha – Figurinista Dida Ortiz – Produtora executiva Ludmila Flores – Assistente de produção Fotos de Miriã Possani

Capitão Rodrigo  

Livreto banda capitão rodrigo

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