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Unimed Cerrado INFORMATIVO DA FEDERAÇÃO DAS UNIMEDS DOS ESTADOS DE GOIÁS, TOCANTINS E DISTRITO FEDERAL

o c o f em

Nº 72 - ANO XIX - JANEIRO - ABRIL 2013

UNIMED CERRADO E UFG

Nasce uma parceria em prol da educação, do cooperativismo e da medicina

Em abril, o projeto de cooperação técnica firmado entre a Unimed Cerrado e a Universidade Federal de Goiás foi oficialmente apresentado à sociedade, marcando o início de uma grande parceria para a promoção de cursos nas áreas de saúde, educação e cooperativismo e para o desenvolvimento de ações de telemedicina, teleconsultoria e telessaúde.

Unimed Cerrado cria ouvidoria e call center


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Janeiro/Abril 2013

PALAVRA DO PRESIDENTE

Parceria histórica em prol do cooperativismo e da medicina O dia 26 de abril de 2013 vai ficar marcado na história da Unimed Cerrado e do cooperativismo de trabalho médico nos Estados de Goiás, Tocantins e no Distrito Federal como uma data especial, que inicia uma nova fase dos projetos educacionais desenvolvidos pela Federação desde 1994, data de sua fundação. Neste dia, entrou oficialmente em vigor a parceria firmada entre a Unimed Cerrado e a Universidade Federal de Goiás (UFG) para a promoção de cursos técnicos e de pós-graduação específicos nas áreas de saúde, educação e cooperativismo e o desenvolvimento de ações em telessaúde, telemedicina e teleconsultoria, que vão beneficiar diretamente os (as) médicos (as) cooperados (as), dirigentes e colaboradores e clientes do Sistema Unimed na área de ação das nossas Associadas e a sociedade, que também vai ganhar com a melhoria dos serviços médicos prestados à população. Para que todos entendam a importância desta parceria, é preciso voltar um pouco no tempo, especificamente a 1979, quando ingressei como professor da Faculdade de Medicina da UFG. Naquela época, já certo da importância do cooperativismo e cooperado da Unimed Goiânia, busquei ”É apenas o início de uma introduzir o estudo e discussões sobre o sistema coopepromissora parceria em rativista na Universidade através da docência na Faculdade prol do cooperativismo de Medicina. Era o início de um longo caminho, no qual e da saúde, que vai encontrei muitas portas fechadas e me deparei com resisbeneficiar a universidade, tências a serem superadas. o Sistema Unimed e a Com muita determinação e o apoio de colegas sociedade” docentes e do corpo decente, o tema cooperativismo foi, pouco a pouco, entrando na pauta de discussão da UFG. Mas, essa inserção foi se dando de forma periférica e era preciso mais. Faltava incluir oficialmente o cooperativismo no mundo acadêmico. Em 2009, durante as comemorações dos 15 anos da Unimed Cerrado, com o reitor da UFG, professor Edward Madureira Brasil, demos o passo que faltava, assinando um protocolo de intenções entre a Unimed Cerrado e a Universidade Federal de Goiás. Mais quatro anos foram necessários para a conclusão do processo de parceria. No dia 26 de abril de 2013, foi ministrada a aula inaugural do curso de pós-graduação em Gestão de Cooperativas e Operadoras de Saúde, o primeiro promovido em conjunto pela Unimed Cerrado e a UFG, através da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (Face). Também apresentamos projetos de telessaúde, telemedicina e teleconsultoria que serão executados em parceria com a Faculdade de Medicina da UFG em nosso moderno Centro de Desenvolvimento Humano, recentemente inaugurado, na sede da Unimed Cerrado. Estamos certos de que a realização deste sonho é apenas o início de uma promissora e histórica parceria em prol do cooperativismo e da saúde, que vai beneficiar a Universidade, o Sistema Unimed e trazer ganhos para toda comunidade médica como também para toda a sociedade.

Índice

Ações aprovadas n O conselho federativo da Unimed Cerrado reuniu-se em março e em abril e aprovou as contas e ações da Federação. Página 3

Parceria produtiva

n Unimed Cerrado e Universidade Federal de Goiás firmam uma parceria para o desenvolvimento de ações nas áreas de educação, cooperativismo, saúde e telemedicina. O presidente José Abel Ximenes e o reitor Edward Madureira Brasil apresentaram o projeto. Página 6

Pós-graduação

n Com uma turma eclética e disposta a aprender mais sobre administração, o curso de pós-graduação em Gestão de Cooperativas e Operadoras de Saúde teve início em abril e segue até maio de 2015. Página 7

Comunicação com o cliente

Saudações cooperativistas, Dr. José Abel Ximenes Presidente da Unimed Cerrado

Federação das Unimeds dos Estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal Rua 8-A, número 111 Setor Aeroporto, Goiânia (GO) CEP 74075-240 Fonefax (62) 3221 5100 www.unimedcerrado.com.br

Diretoria Diretor Presidente: Dr. José Abel Ximenes Diretor Administrativo-Financeiro: Dr. Danúbio Antonio de Oliveira Diretor de Mercado: Dr. Luiz Antônio Fregonesi

Unimed Cerrado em Foco

Órgão informativo da Unimed Cerrado Número 72 Ano XIX – Janeiro/Abril 2012 Edição: Santa Inteligência Comunicação Jornalista Responsável: Rosane Rodrigues da Cunha MTb 764/JP Fone (62) 9903 0935 santainteligencia@terra.com.br Fotos: D’ Moraes, Unimed Cerrado Arte e Impressão: Gráfica Única Tiragem: 5 mil exemplares As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Unimed Cerrado em Foco

n Recém-criados e prontos para também atender as Singulares, o call center e a ouvidoria da Unimed Cerrado ampliaram a comunicação entre a Federação, os clientes e a sociedade. Páginas 8 e 9

AINDA NESTA EDIÇÃO

Conselho fiscal: curso..........................Página 5 Cristovam Buarque...............................Página 10 Seminário de Intercâmbio....................Página 13


Janeiro/Abril 2013

ELEIÇÕES

AGO aprova contas e plano de trabalho da Federação As contas de 2012 e o plano de trabalho para 2013 da Unimed Cerrado foram aprovados na primeira Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Federação Realizada no dia 15 de março, a primeira Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2013 da Unimed Cerrado aprovou as contas da Federação referentes ao exercício de 2012. Os balancetes foram apresentados pelo diretor Administrativo-Financeiro, Danúbio Antonio de Oliveira, que observou que tanto em suas ações institucionais quanto no trabalho como operadora a Unimed Cerrado teve um ano positivo. As principais ações desenvolvidas pela Federação ao longo do ano passado foram sintetizadas no Relatório

de Gestão entregue a todos os diretores das Singulares. Durante a AGO, também foi apresentado o plano de trabalho da Unimed Cerrado para 2013, que vai dar continuidade e ampliar as ações propostas no início de 2010 pela atual diretoria e já em execução. Ainda no dia 15, a Unimed Cerrado realizou uma Assembleia Geral Extraordinária e a reunião do conselho federativo, que contaram com as presenças do presidente José Abel Ximenes; do diretor de Mercado, Luiz Antônio Fregonesi; do diretor Administrativo-Financeiro, Danúbio Antonio de Oliveira; e de diretores e presidentes da maioria das Singulares de Goiás e Tocantins. O conselho federativo voltou a se reunir no dia 26 de abril, na sede da Federação, quando novamente foram apresentadas as contas e avaliadas as ações da Unimed Cerrado.

Reunião do conselho federativo: aprovação das contas e ações

Novo Conselho Fiscal é eleito e empossado

A primeira Assembleia Geral Ordinária de 2013 também elegeu o novo Conselho Fiscal da Federação para o mandato 2013/2014. Os novos conselheiros efetivos são Orsi Martins da Silva (Unimed Morrinhos); Sérgio Baiocchi Carneiro (Unimed Goiânia) e Maurício Campos Souza Júnior (Unimed Araguaína). Os conselheiros suplentes são Carlos Souza Machado (Unimed Mineiros); Bráulio Campos Júnior (Unimed Goianésia) e Wesley Vinhadelli (Unimed Regional Sul).

Ximenes é reeleito representante nacional do Ramo Saúde na OCB

Ximenes: trabalho pela aprovação do Ato Cooperativo

Por aclamação, o presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes, foi reeleito coordenador do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Saúde, ligado à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A reeleição aconteceu no dia 14 de março, na sede da OCB, em Brasília (DF). Ximenes assume a coordenação por mais dois anos e assume também a função de representante nacional do Ramo Saúde, um dos 13 ramos do cooperativismo representados pela OCB. Um dos destaques da agenda de trabalho do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Saúde (Conars) visa a aprovação do Ato Cooperativo no Congresso Nacional. Ximenes ressaltou que vai trabalhar firme junto aos par-

lamentares pela aprovação deste projeto, uma medida considerada fundamental para evitar a tributação indevida das cooperativas. O Conars também vai elaborar e implementar políticas e ações em prol do cooperativismo de saúde em âmbito nacional. O presidente da Unicred Centro Brasileira, Clidenor Gomes Filho, cumprimentou o presidente da Unimed Cerrado pela reeleição para a coordenação do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Saúde. “Desejamos sucesso e realizações nessa nova etapa de sua valiosa carreira em defesa do cooperativismo de saúde e exaltamos, também, seu trabalho à frente da Unimed Cerrado, tão caro ao fortalecimento do cooperativismo no estado de Goiás”, disse.

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CONFEDERAÇÃO

Empossada a diretoria executiva da Unimed do Brasil para a gestão 2013/2017 A nova diretoria foi eleita e empossada em março. Ximenes continua à frente da Assessoria PolíticoInstitucional da Confederação A nova diretoria, que estará à frente da Unimed do Brasil no período de 2013 a 2017, foi eleita e empossada no dia 20 de março, durante a Assembleia Geral Ordinária, realizada na sede da Confederação, em São Paulo (SP). Eudes de Freitas Aquino foi reconduzido à presidência para novo mandato; Orestes Barrozo Medeiros Pullin assumiu como vice-presidente; Edevard José de Araújo é o novo diretor de Marketing e Desenvolvimento e João Luiz Moreira Saad, o novo diretor Administrativo.

Ximenes (à dir.) e a nova diretoria: muito ainda a ser feito

Euclides Malta Carpi (diretor Financeiro), Valdmário Rodrigues Júnior (diretor de Integração Cooperativista e Mercado) e Antonio Cesar Azevedo Neves (diretor de Tecnologia e Sistemas) permanecem por mais uma gestão à frente de suas áreas. O presidente da Unimed Cerrado, José Abel

Ximenes, também permanece à frente da Assessoria Político -Institucional da Confederação. “Agradeço aos colegas de diretoria que estão de saída. Cada um dos membros da gestão 2009/2013 deu o máximo de si e tem de se orgulhar do seu trabalho em prol do cooperativismo médico. Para quem

está chegando, sejam bem vindos e tenham a certeza que há muito ainda a ser feito, com criatividade e transparência”, disse o presidente Eudes de Freitas Aquino. A Assembleia Geral Ordinária também aprovou as contas da Diretoria Executiva da Unimed do Brasil, a destinação das sobras, o orçamento e o plano de atividades da Confederação para o exercício 2013 e deliberou sobre a remuneração dos diretores executivos. Foram ainda nomeados os novos componentes do Conselho Fiscal para a gestão 2013/2017. São eles: Fábio Nasser Monnerat, Fernando Augusto Abdul Ahad e Roberval Silva Esper (efetivos) e Lauro Benedito Hanna, Marcus Vinicius Azevedo Tanure e Mario Tadaiti Iria (suplentes). (Fonte: Unimed do Brasil)

Oficinas de Gestão têm resultado positivo

“Um encontro muito positivo”. Assim o presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes, definiu a primeira edição das Oficinas de Gestão realizada pela Unimed do Brasil com a participação da Seguros Unimed, Unimed Participações, Central Nacional Unimed e Fundação Unimed. Ximenes participou de todo o encontro, que teve início no dia 19 de abril, buscou promover a integração dos novos dirigentes e horizontalizar as práticas táticas, estratégicas e operacionais do Sistema. Após a abertura oficial pelo presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, os participantes assistiram à palestra “A Revolução do Imponderável”, ministrada pelo diretor de Pós-Graduação

Oficinas de Gestão: debatas e integração dos participantes

da Faap, Victor Mirshawka Júnior. Durante a apresentação, o professor motivou debates e colocou em pauta a importância da governança e a busca pelo comportamento sistêmico, entre outros temas pertinentes que mais tarde foram discutidos em grupos de trabalho.

Práticas vigentes, ditames estatutários, funções empresariais e autossustentação, assim como projetos a serem implantados, foram alguns dos assuntos abordados pelos grupos. “Saio daqui com a sensação de missão cumprida. Faremos a compilação com os desta-

ques desse encontro para que, na próxima reunião, assinemos o termo de compromisso com as decisões aqui acertadas”, concluiu o presidente da Unimed do Brasil, que garantiu a realização de mais edições das Oficinas de Gestão. (Com informações: Unimed do Brasil)


Janeiro/Abril 2013

EDUCAÇÃO CONTINUADA

Conselheiros fiscais participam de curso de formação O curso é ministrado anualmente e a participação de novos conselheiros é uma exigência para o exercício da função Nos dias 26 e 27 de abril, a Unimed Cerrado promoveu mais uma turma do curso voltado para os conselheiros fiscais da Federação e das Singulares de Goiás e do Tocantins. A promoção deste curso, em parceria com a Unimed do Brasil, já faz parte do calendário anual de eventos educacionais da Federação e visa a atualização profissional de quem já atua nos

Aulas práticas e teóricas sobre normas e contabilidade

Ao longo de dez horas de aulas práticas e teóricas, os alunos puderam aprender, aprofundar e atualizar seus conhecimentos sobre as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), conceitos básicos de contabilidade e finanças, como fiscalizar a cooperativa, as responsabilidades legais e as atribuições do conselho fiscal. A gerente da Controladoria e Finanças da Unimed do Brasil, Isabel Marques Rizo, explicou que a cada edição do curso procura adequar a metodologia de ensino às necessidades dos alunos. Na turma de 2013, foram inseridos mais exercícios, com exemplos extraídos do dia a dia do médico cooperado. “Nossa proposta é que o aluno saia do curso sabendo quais documentos solicitar para que possa analisar as contas da cooperativa e como avaliar a documentação apresentada a ele”, disse.

conselhos fiscais das cooperativas e a capacitação dos conselheiros recém-eleitos. Ministrado no Centro de Desenvolvimento Humano da Unimed Cerrado pela gerente da Controladoria e Finanças da Unimed do Brasil, Isabel Marques Rizo, o curso contou com a participação dos conselheiros titulares e suplentes da Federação, Maurício Campos Souza Júnior (Unimed Araguína), Bráulio Campos Júnior (Unimed Goianésia) e Wesley Vinhadelli (Unimed Regional Sul), e de médicos que estreiam na função de conselheiros fiscais de Singulares, como as Unimeds Anápolis, Catalão, Gurupi, Regional Sul, Rio Verde e Palmas. A participação em cursos de formação é uma exigência para que os novos conselheiros possam exercer a função. Técnicos de algumas cooperativas também participaram do curso.

Isabel Marques Rizo: orientações aos conselheiros e técnicos

Isabel Rizo ressaltou a importância de o conselheiro estar sempre ciente do que acontece na cooperativa, questionar o conselho administrativo quando se deparar com possíveis falhas e sugerir correções, tudo isso sem interferir na administração e

respeitando o sigilo das informações às quais tem acesso. Ela também destacou que os conselheiros fiscais precisam estar atualizados sobre as exigências da ANS e todas as normas que dizem respeito às cooperativas e aos planos de saúde.

Brasília vai sediar o 3º Fórum Político e 15º Conai

Com a proposta de reunir dirigentes do Sistema Unimed para a discussão de temas estratégicos e mercadológicos, além de aspectos jurídicos e tributários dos planos de saúde, o 3º Fórum Político e o 15º Comitê Nacional de Integração (Conai), dois dos mais importantes eventos do Sistema Unimed, serão realizados entre os dias 15 e 17 de maio, em Brasília (DF). “O Fórum Político da Unimed do Brasil tem como objetivo a repercussão das grandes temáticas políticas do Sistema Unimed perante os poderes públicos. Também propicia aos dirigentes

do Sistema presenciar e interagir em debates com importantes representantes do Congresso Nacional e do Poder Executivo, sempre em torno do cooperativismo de saúde praticado pela Unimed”, afirmou o presidente da Unimed Cerrado, assessor Político-Institucional da Unimed do Brasil e coordenador do Fórum Político, José Abel Ximenes. O fórum acontecerá no dia 15 e é um importante componente da incidência política reforçada a partir de 2009, quando a Unimed do Brasil assumiu uma participação ativa nas deliberações congressuais acerca de temas prioritários ao Sistema,

além de atuar de forma mais incisiva perante os poderes Executivo e Judiciário. O 15º Conai é aberto a dirigentes do Sistema Unimed e acontecerá nos dias 16 e 17 de maio. O Conai terá como tema de abertura a palestra “Cenário macro econômico: perspectivas para Brasil, EUA e Europa”, que será proferida por Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora. No segundo e último dia de evento, a palestra de abertura será ministrada por Renato Meirelles, presidente do instituto Data Popular, que falará sobre “A ascensão da classe média brasileira”.

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PARCERIA UNIMED CERRADO E UFG

Unimed Cerrado e UFG vão promover cursos e ações de telemedicina e telessaúde O projeto de cooperação técnica entre a Unimed Cerrado e a Universidade Federal de Goiás foi oficialmente apresentado à sociedade, marcando o começo de uma grande parceria O início de uma grande parceria em prol da educação, do cooperativismo, da saúde e da medicina. Assim pode ser definido o Projeto de Cooperação Técnica firmado entre a Unimed Cerrado e a Universidade Federal de Goiás (UFG) e oficialmente apresentado em uma solenidade realizada na sede da Federação, em 26 de abril. O projeto, que inicialmente será desenvolvido em conjunto com a Faculdade de Medicina e a Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (Face), prevê a promoção de cursos técnicos presenciais e à distância, cursos de pós-graduação nas áreas de saúde e gestão cooperativista e ações de telemedicina e telessaúde. O primeiro curso de pósgraduação ministrado pela Unimed Cerrado e UFG teve sua aula inaugural no mesmo dia da apresentação do projeto (leia mais na página 7). O início das

aulas simboliza a concretização da parceria, que vem sendo discutida desde 2009, quando o presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes, e o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, assinaram um protocolo de intenções. Durante a apresentação do projeto, o reitor ressaltou ser uma satisfação para a universidade firmar convênios como esse. Ele lembrou que as negociações para a estruturação do primeiro curso conjunto foram longas, mas garantiu que o caminho agora está aberto para a promoção de novos cursos e a ampliação da parceria com outras faculdades da UFG. Ximenes destacou que desde 1979, quando ingressou como professor na Faculdade de Medicina, vem tentando levar a discussão sobre o cooperativismo à universidade. Ao longo destes anos, segundo ele, essa inserção deuse de forma periférica, mas na gestão de Edward Madureira o cooperativismo ganhou um novo espaço na UFG. “Não consegui levar de forma plena o cooperativismo à universidade, o reitor está fazendo melhor: trazendo a universidade ao cooperativismo”, disse. Para Ximenes, a parceria com a UFG é muito promissora, pois vai contribuir para a difusão do modelo cooperativista de gestão,

Nova pós-graduação e ações de telemedicina

Entre os próximos projetos da parceria entre a Unimed Cerrado e a UFG estão a promoção de um curso de pós-graduação com foco na atenção integral à saúde e de ações conjuntas com o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da Faculdade de Medicina, coordenado pelo professor Alexandre Taleb. Serão ministrados cursos e promovidas ações médicas à distância, como discussões de casos clínicos, auxílio diagnóstico, assistência a pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco.

Secretário Municipal de Saúde, Fernando Machado (à esq.), pró-reitora Divina das Dores; reitor Edward Madureira Brasil; presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes; diretor da Faculdade de Medicina, Vardeli Alves de Moraes, e o presidente da Fundação Unimed, João Batista Caetano: parceria promissora

para o aperfeiçoamento e a qualificação profissional de cooperados e dirigentes cooperativistas e, através das ações de telemedicina e telessaúde, para levar informações e prestar assessoria aos médicos, principalmente, do interior de Goiás e do Tocantins. Par ticiparam da solenidade, João Batista Caetano, presidente da Fundação Unimed, que também é parceria da Unimed Cerrado em

ações educacionais; a pró -reitora de Pesquisa e PósGraduação da UFG, Divina das Dores de Paula Cardoso; o diretor da Faculdade de Medicina da UFG, Vardeli Alves de Moraes; o secretário Municipal de Saúde de Goiânia, Fernando Machado; lideranças do setor cooperativista e do Sistema Unimed em Goiás e no Tocantins e convidados.

Convidados destacam a importância da parceria Diretor da Faculdade de Medicina da UFG e um dos fundadores da Unimed Cerrado, Vardeli Alves de Moraes, afirmou estar muito satisfeito pelo convênio ter sido assinado em sua gestão, pois essa cooperação é extremamente impor tante. A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFG, Divina das Dores de Paula Cardoso, também elogiou a parceria. “A UFG tem como missão atender a sociedade e com essa parceria damos mais um passo neste sentido”, declarou.

O secretário de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, que se definiu como “um defensor do cooperativismo”, afirmou que a prefeitura está disposta a colaborar com a Unimed Cerrado no desenvolvimento de projetos educacionais. Presidente da Fundação Unimed, João Batista Caetano, classificou a parceria como um grande avanço. “Esse é um acontecimento histórico, pois sabemos da impor tância da educação e essa parceria vai gerar muitos resultados”, disse.


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Começa a pós-graduação em Gestão de Cooperativas e Operadoras de Saúde O primeiro curso de especialização, promovido pela Unimed Cerrado em parceria com a Universidade Federal de Goiás, teve início no dia 26 de abril e segue até maio de 2015 Depois de um longo processo de tramitação, o primeiro curso de pós-graduação, promovido pela Unimed Cerrado em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), teve sua aula inaugural ministrada no dia 26 de abril, no Centro de Desenvolvimento Humano da Federação. De um lado da sala, estava o professor e coordenador do curso Marcelo Tete, da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (Face) da UFG. Do outro, uma turma eclética, formada por graduados nas áreas de saúde, finanças e administração, vindos de várias Unimeds, com diferentes idades e experiências profissionais, mas todos com o mesmo objetivo: aprender mais sobre o gerenciamento e o funcionamento das cooperativas e das operadoras de planos de saúde. Uma expectativa que, segundo o professor Marcelo Tete, o curso espera atender ao

longo de seus 24 meses de duração. “Esse curso tem como objetivo principal capacitar os alunos com conhecimentos técnico-científicos e ferramentas da administração contemporânea para aplicação no contexto do cooperativismo”, disse. A matriz curricular foi elaborada pela Face em conjunto com a Unimed Cerrado e inclui disciplinas, como gestão de planos de saúde, cooperativismo, economia aplicada e políticas de saúde e regulação. Médico, auditor da Unimed Goiânia, professor e diretor da Faculdade de Medicina da UFG, Vardeli Alves de Moraes, é um dos alunos do curso e espera chegar ao final da pósgraduação com mais conhecimentos na área de gestão. “Espero adquirir conhecimentos que poderão ser aplicados não só em cooperativas, mas também em empresas privadas”, disse. José Abel Ximenes, presidente da Unimed Cerrado e um dos idealizadores do curso, acredita que os alunos terão suas expectativas atendidas e vão concluir a pós-graduação em condições de “dar uma contribuição fantástica para alavancar o Sistema Unimed”. Para ele, o curso vem suprir uma lacuna existente na formação e aperfeiçoamento dos profissionais que atuam na área do cooperativismo.

Aula inaugural: o compromisso de atender as expectativas dos alunos

O QUE DIZEM OS ALUNOS... “Neste curso, espero aprender mais sobre a gestão de cooperativas e também renovar e ampliar os conhecimentos que já tenho nesta área. Desta forma, vou estar cada vez mais preparado e profissionalmente qualificado para contribuir com a boa administração da Unimed Araguaína”. Maurício Campos, oftalmologista e diretor Comercial da Unimed Araguaína.

“Já cursei Administração Hospitalar na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (SP) e com esse novo curso de pós-graduação espero ampliar meus conhecimentos nesta área e, especificamente, sobre a administração de uma cooperativa de saúde”. Carlos Eduardo Freire, cardiologista e responsável clínico pelo Hospital da Unimed Jataí.

“Benefícios são mútuos”, diz vice-diretor Vice-diretor da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (Face), Mauro Caetano de Souza, afirmou que os benefícios da parceria entre a instituição e a Unimed Cerrado são mútuos. “Durante a realização do curso de pós-graduação, a Unimed Cerrado vai ganhar muito em prática e ferramentas gerenciais e a Face em conhecimento na gestão das áreas de saúde e cooperativismo”, disse, ressaltando que o intercâmbio

Mauro Caetano: ganhos mútuos

com os alunos vai enriquecer a bagagem dos professores.

“Trabalho há 11 anos e meio no Sistema Unimed e acredito que esse curso vai contribuir para aperfeiçoar o que faço, agregando conhecimentos sobre gestão. Espero aprender mais sobre administração e poder melhorar meu trabalho na cooperativa”. André Rodrigues de Queiroz, psicólogo e gerente administrativo da Unimed Planalto (Luziânia).

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CALL CENTER

Clientes da Unimed Cerrado e Singulares têm atendimento 24 horas por dia A central de atendimento funciona na sede da Federação desde abril e assegura aos clientes da Unimed Cerrado e das Singulares federadas o acesso ininterrupto a informações sobre o Sistema Em funcionamento desde o dia 4 de abril, o call center da Unimed Cerrado vem, a cada dia, se consolidando como um importante canal de informação e orientação aos clientes do Sistema Unimed na região. O serviço funciona ininterruptamente com 13 atendentes se revezando durante 24 horas por dia, todos os dias da semana, no atendimento aos usuários. Através de uma ligação telefônica gratuita para o nú-

Marcela Borghi: modernos equipamentos e equipe capacitada para atender o público

mero o 0800 642 5100 ou do envio de uma mensagem para o e-mail sac@unimedcerrado.com.br, os usuários do Sistema Unimed podem, por exemplo, esclarecer dúvidas sobre seus contratos, a cobertura de seus planos de saúde e a liberação de procedimentos. Coordenada pela colaboradora Marcela Borghi, a central conta com modernos equipamentos e uma equi-

pe capacitada e cumpre todas as exigências legais para esse tipo de serviço, inclusive para o atendimento a pessoas com deficiência auditiva. A coordenadora explica que o call center tem capacidade para atender 78 mil vidas e a possibilidade de ampliar esse número, inicialmente, para até 120 mil usuários. O serviço começou atendendo os clientes da Federação e das Singulares goianas

prestadoras, que têm as carteiras administradas pela operadora Unimed Cerrado: Unimeds Goianésia, Porangatu, Norte Goiano (Uruaçu) e Vale do São Patrício (Ceres). Assim como a ouvidoria da Unimed Cerrado, o call center também está aberto à adesão de todas as Unimeds federadas. A primeira a aderir foi a Unimed Catalão, que firmou contrato com a Federação no final de abril.

Novos comitês buscam a padronização dos serviços Visando a padronização, o aperfeiçoamento da gestão e a melhoria do trabalho desenvolvido pela Federação e as Singulares federadas, a Unimed Cerrado criou três comitês técnicos: o Comitê Técnico Regional de Produtos Médicos (CTRPM), o Comitê Técnico Regional de Médicos Auditores (CTRMA) e o Comitê Técnico Regional de Enfermeiros Auditores (CTRENFA). Todas as Singulares foram convidadas a integrar os novos comitês, com a indicação de seus representantes. O CTRMA vai se reunir pela primeira vez em maio com a tarefa de uniformizar a atuação dos auditores médicos no Intercâmbio Nacional, padronizando e normatizando diretrizes de auditoria médica estabelecidas pelo Co-

légio Nacional de Auditores Médicos (CNA). O CTRENFA também terá a primeira reunião em maio e vai trabalhar na revisão e atualização sistemática do Manual de Consultas das Normas de Auditoria Médica e Enfermagem, elaborado pelo Comitê Nacional. O CTRPM, que busca operacionalizar e otimizar estratégias de utilização de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) na região, reuniuse pela primeira vez em 22 de março, com a participação do diretor Administrativo-Financeiro da Federação, Danúbio Antonio de Oliveira, e de técnicos das Unimeds Cerrado, Anápolis, Goiânia, Jataí, Planalto (Luziânia) e Regional Sul (Itumbiara). O diretor explicou que os custos com OPME têm

aumentado e sugeriu a criação e padronização de protocolos por especialidade, observando as particularidades de cada região. O coordenador-geral do comitê, José Alberto Alvarenga, propôs a elaboração de uma ta-

bela regional e a negociação dos produtos médicos junto a fornecedores da região. Os comitês vão se reunir trimestralmente na sede da Unimed Cerrado, em Goiânia, com a transmissão dos encontros por videoconferência.

Criado o Departamento de Credenciamento de Serviços Para proporcionar maior segurança e eficácia ao processo de credenciamento/extensão dos prestadores de serviços de saúde e cooperados, a Unimed Cerrado criou o Depar tamento de Credenciamento. O serviço, implantado no final de 2012 e que funciona na sede da Federação, é responsável pelo recebimento e análise detalhada da documentação dos interessados no credenciamento. O depar tamento atua em conjunto com a Assessoria Jurídica, Coordenação de Gestão de Planos de Saúde, Gerência Administrativa, Diretoria AdministrativaFinanceira e Unimeds prestadoras (Vale do São Patrício, Nor te Goiano, Goianésia e Porangatu).


Janeiro/Abril 2013

OUVIDORIA

Um canal direto de comunicação entre a Unimed Cerrado e o cliente A ouvidoria atende a clientes da Federação e das Unimeds Goianésia, Porangatu, Norte Goiano (Uruaçu) e Vale do São Patrício (Ceres), mas todas as Singulares federadas podem aderir ao serviço Sempre buscando a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Unimed, a Unimed Cerrado implantou recentemente um serviço de ouvidoria. Em funcionamento desde 15 de abril, o novo serviço, que também atende a uma exigência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é voltado para os clientes da Federação e das Unimeds Goianésia, Porangatu, Norte Goiano (Uruaçu) e Vale do São Patrício (Ceres), cujas carteiras são administradas pela operadora Unimed Cerrado.

A ouvidoria funciona na sede da Federação, em Goiânia, e tem à frente a advogada Priscila Campana, que já atuou no Departamento Jurídico da Unimed Cerrado. Antes de assumir o novo cargo, ela participou do 16° Curso de Capacitação e Certificação de Ouvidores de Organizações Públicas e Privadas, promovido pela Associação Brasileira de Ouvidores. O diretor AdministrativoFinanceiro da Federação, Danúbio Antonio de Oliveira, explicou que todas as Singulares federadas podem aderir ao serviço de ouvidoria criado pela Unimed Cerrado. Ele ressaltou que a implantação pelas operadoras de planos de saúde de ouvidorias próprias para atender seus beneficiários é uma exigência prevista na Resolução Normativa número 323 da ANS, publicada no dia 4 de abril no Diário Oficial da União. As Singulares interessadas em aderir à ouvidoria da Unimed Cerrado devem entrar em contato com a Federação.

Danúbio Antonio de Oliveira: Singulares podem aderir ao serviço

A ouvidoria da Unimed Cerrado funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 horas às 17h30, para atender as reclamações, elogios e sugestões dos clientes. Os canais de atendimentos são o telefone 0800 647 1550, o e-mail: ouvidoria@unimedcerrado. com.br e também os atendimentos presenciais e por carta no endereço da Federação.

O que diz a RN/ANS nº 323

De acordo com a Resolução Normativa nº 323 da ANS, as operadoras com número superior ou igual a 100 mil beneficiários têm até outubro de 2013 para a criação de seus serviços de ouvidoria. Para as operadoras com menos de 100 mil beneficiários esse prazo vai até abril de 2014. Operadoras com menos de 20 mil clientes ficam isentas da obrigatoriedade, mas devem designar um representante institucional legal perante a ANS. As ouvidorias devem ser capazes de responder às solicitações dos clientes em um prazo máximo de sete dias úteis e devem disponibilizar canais de contato específicos e protocolos de atendimento.

Opinião - Priscila Campana

O papel da ouvidoria O ouvidor necessita ter conhecimento para saber com que perfil de cliente e mercado está lidando, os tipos de produtos que sua empresa vende, o segmento no qual atua e os limites, a missão e os valores dela. Necessita ter habilidade para ouvir e perceber, pois para se comunicar melhor deve levar em consideração como os outros recebem a sua mensagem. O ouvidor precisa ter atitude de comunicação positiva que estimule a interação, o relacionamento, o compartilhamento de informações, ideias e sentimentos. Precisa ainda saber ouvir, dar retorno, respeitar as diferenças,

ter interesse pela opinião dos outros, ser aberto ao diálogo, paciente, tolerante e imparcial. Necessita compreender a comunicação como uma competência comportamental a ser desenvolvida e estimulada para a consolidação da cultura do diálogo, base fundamental para que cada gerente assimile a desenvoltura de um ouvidor, apto a transformar críticas e reclamações em aperfeiçoamento e identificação de soluções inovadoras. Ouvidoria tem tudo a ver com humanização, pois os valores que a norteiam são legitimidade, impessoalidade, verdade, integração, tolerância, liberdade de expressão e acolhimento. Na Unimed Cer-

rado, trabalhamos com a ouvidoria externa, que é o canal de comunicação que a empresa disponibiliza para o atendimento de usuários, prestadores, comunidade em geral, referente a reclamações, elogios e sugestões. Meu compromisso é exercer o papel de ouvidora da melhor maneira possível, visando a satisfação de nossos usuários e buscando minimizar as demandas, garantido, assim, um canal aberto para que o usuário demonstre sua opinião e para que juntos, com todos os departamentos, procuremos a solução para desenvolver nosso trabalho com excelência, atuando com independên-

Priscila Campana é advogada e ouvidora da Unimed Cerrado

cia, comprometida com os princípios de cidadania, ética e responsabilidade social, sendo confiável, transparente e evidenciando o compromisso da cooperativa de “ouvir o cliente”.

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ENTREVISTA - CRISTOVAM BUARQUE

O cooperativismo pode revoluc

Cristovam Buarque: “O ser humano diferenciou-se dos outros animais pela capacidade de cooperar”

Senador defende uma reforma completa no projeto pedagógico brasileiro e considera o cooperativismo como aliado no processo de humanização da educação

Em agosto do ano passado, o senhor declarou acreditar na capacidade do cooperativismo para revolucionar a educação brasileira. Como isso poderá acontecer? São duas revoluções: uma é a criação da mentalidade cooperativista. As crianças precisam entender que não haverá emprego público ou mesmo privado para todo mundo. A capacidade empreendedora precisa ser estimulada, sendo que o empreendedorismo é muito mais eficiente cooperado que individualizado. Então é importante difundir essa cultura. Outra questão é o cooperativismo na organização dos estabelecimentos de ensino. As escolas particulares hoje são instituições dirigidas por grandes grupos e o cooperativismo pode mudar essa realidade, criando cooperativas de professores e de pais. Em escolas onde existem programas que ensinam princípios do cooperativismo, os professores perce-

De todos os desafios no Senado Federal, a educação está em primeiro lugar para o senador Cristovam Buarque. O pernambucano de 68 anos mantém em seu segundo mandato consecutivo a plataforma que permeia sua vida política: sem investimento nessa área, o País não evoluirá. Engenheiro mecânico, economista, professor universitário e também ex-ministro da educação e ex-governador do Distrito Federal, Buarque afirma nesta entrevista concedida à revista Saber Cooperar e reproduzida na íntegra por Unimed Cerrado em Foco que o progresso do País depende do fomento à ciência e tecnologia. Para ele, o Brasil já vive um verdadeiro apagão de conhecimento e carece de profissionais qualificados para as novas demandas da economia. O momento da mudança é justamente agora, quando está sob responsabilidade do Senado Federal a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). bem grande melhora em sua relação com os alunos. Repassar atitudes e valores de cooperação e cidadania pode contribuir para a formação de uma consciência coletiva democrática? Sem dúvidas. O cooperativismo leva ao respeito mútuo e permite compartilhar a competência uns dos outros, o que chamamos de sinergia. Duas pessoas juntas produzem muito mais que a soma dessas pessoas separadas. O ser humano diferenciou-se dos outros animais pela capacidade de cooperar. Quando o homem se deu conta de que dois caçadores caçavam melhor juntos do que separados, uniram-se para caçar animais maiores. Essa cooperação permitiu também o descobrimento da linguagem, e com a evolução consentiu que virássemos urbanos. A cooperação gera mais resultado do que a não cooperação. O cooperativismo é fundamental para o desenvolvimento de todo o processo produtivo para toda

a formação do ser humano. O cooperativista tem uma mentalidade mais social, uma preocupação mais coletiva do que quem não coopera.

“O empreendedorismo é muito mais eficiente cooperado que individualizado. Então é importante difundir essa cultura” Qual a sua avaliação sobre o Plano Nacional da educação (PNE), recentemente aprovado pela Câmara dos deputados? Ele ficou contrário ao cooperativismo, ficou corporativo. Muito modesto. Ele não traz a visão da revolução. Além disso, fala apenas de educação; agora é preciso falar do conhecimento e da inovação.


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ucionar a educação brasileira As escolas são um item, e as empresas, o ensino superior e os institutos de pesquisa, outros. O PNE não trabalhou nada disso. Por esse motivo, estou apresentando outra proposta, que é a criação de um Sistema Nacional do Conhecimento e da Inovação. Trata-se de um documento que traz a revolução do ensino, a refundação da universidade, a criação de novos institutos científicos e tecnológicos, o envolvimento do empresariado, e como fazer o entorno social (bibliotecas, teatros etc.), desenvolvendo a capacidade criativa das pessoas. O PNE como está é uma repetição da primeira versão, que não deixou nenhum marco. Ele abrange os 10% do PIB para a educação, que é uma coisa boa, mas se não soubermos onde aplicar esse valor, jogaremos dinheiro fora. Se chover dinheiro no quintal de uma escola, vira lama na primeira chuva. O PNE é confuso, cheio de propostas sem a explicação de como devem ser feitas. Minha proposta é discutir no Senado um plano mais completo. É por isso que eu já providenciei uma cartilha para cada parlamentar da Casa. O assunto chegou agora aos senadores e o meu trabalho será com os consultores jurídicos e legislativos para transformar essa cartilha em um projeto de lei. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) visa à formação profissional para o cooperativismo. Como o senhor vê a educação profissional em nosso País? É necessário ter um grande projeto pedagógico e um trabalho político de uma instituição que lute pelo fortalecimento do ensino fundamental no Brasil, voltados à

aprendizagem para toda vida, e que incentive o aluno a estudar, a falar novos idiomas, dominar a matemática e a base para as ciências. O ensino técnico não tem pleno êxito se o fundamental for ruim. O jovem que não aprendeu matemática nas primeiras séries terá dificuldade em assimilar qualquer outra coisa, em especial técnicas modernas. Da mesma forma, se esse jovem não adquiriu fluência em português e um pouco de conhecimento em inglês, terá dificuldade em fazer uma formação técnica. Eu só vejo uma maneira para viabilizar essa questão: colocando a União para adotar todas as escolas do Brasil. Em sua opinião, a formação profissional poderia ser uma ferramenta no combate ao apagão de mão de obra no Brasil? A formação profissional é uma ajuda emergencial. Se o ensino fundamental não for bom, esses alunos profissionalizados não serão suficientemente preparados para enfrentar as mudanças tecnológicas que ocorrerão no futuro. Hoje, não basta formar um profissional para usar um gravador de voz. Daqui a cinco anos esta tecnologia estará superada. Ele tem de ser capaz de continuar aprendendo ao longo da vida. Estamos vivendo um momento de grande revolução educacional, científica e tecnológica, características do nosso tempo. A falta de um sistema educacional robusto impedirá o avanço do Brasil. Entre os países emergentes de porte médio e mesmo em comparação aos de economia pequena, somos um dos mais atrasados no que se refere à educação do nosso povo, à capacidade de criar ciência e tecnologia, inovar e patentear.

Comemora-se muito o crescimento da economia e a baixa taxa de desemprego da população economicamente ativa. Mas se analisarmos o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), encontraremos resultados abaixo da média mundial. Uma coisa é ficar atrasado em relação ao resto do mundo, outra é ficar desigual internamente. Não tem como um país ser considerado avançado produzindo apenas soja e ferro. O futuro está nas novas tecnologias. O Brasil logrou-se com o slogan “made in Brazil”, mas quase não temos produtos criados aqui. É um País paupérrimo em inovação. Uma das poucas exceções são os aviões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e o trabalho realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Nós precisamos de institutos que estudem novas tecnologias, estudem o cérebro humano, aprofundem-se na área espacial, na qual estamos atrasadíssimos. Há 30 anos estávamos à frente da Coreia, China e Índia. Hoje, estamos décadas atrás.

“Uma coisa é ficar atrasado em relação ao resto do mundo, outra é ficar desigual internamente” Quais são os seus principais projetos de lei voltados à melhoria da educação? Metade dos meus cem projetos de lei tem essa finalidade. Alguns já viraram lei, como o que garante vagas às crianças a partir dos quatro

anos de idade na rede pública, no ensino infantil e fundamental, em escolas próximas à região onde residem. Mas eu acredito que o que daria certo seria a criação de um sistema único de educação, assim como o Sistema Único de Saúde (SUS). A União assumiria o que chamamos de federalização da educação básica, gerando assim uma revolução no sistema educacional brasileiro. Sem o envolvimento do Estado nesse processo, será impossível acabar com as desigualdades do ensino em nosso País. É preciso tratá-la como uma responsabilidade “do Brasil” e não dos municípios e estados. A federalização consiste em criar uma carreira nacional do magistério, adotando o modelo que já existe entre professores de escolas técnicas e colégios militares. Todos entrariam em uma carreira federal, com salários pagos pela União. Como estão as escolas brasileiras hoje? Em estado de abandono. Todo mundo já ouviu falar que as escolas eram boas quando de responsabilidade dos governos federal e estaduais. Ainda temos cerca de 400 dessas escolas que precisam ser espalhadas pelo Brasil inteiro. Uma delas é a Dom Pedro I. A União tem que adotar as escolas. Mas o método de ensino também precisa ser modificado. Por isso, defendo que, embora a União as adote, deve haver liberdade pedagógica dentro de cada escola. E nessa liberdade, sou muito simpático que se use os princípios cooperativistas. A gente começa ensinando às crianças que, com a cooperação, elas terão uma vida bem melhor. (Fonte: Revista Saber Cooperar – Ano IV Nº 8 Jan/Fev 2013))


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RECURSOS HUMANOS

Voluntários da Unimed Cerrado reúnem-se com alunos do ensino médio O encontro em um colégio de Goiânia abriu os projetos que serão desenvolvidos pelos voluntários com estudantes da capital Colaboradores da Unimed Cerrado, voluntários do projeto “Vamos falar de ética”, estiveram no Colégio Estadual Pedro Gomes, em Goiânia, no dia 21 de março. Durante quase cinco horas, eles conversaram com estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio e desenvolveram várias ações educativas, com a distribuição de apostilas, promoção de jogos e dinâmicas de grupo. Essa foi a primeira de uma série de reuniões entre os voluntários e alunos do ensino

Voluntários e alunos do ensino médio: falando de ética

médio de escolas públicas da capital dentro do projeto desenvolvido pela Unimed Cerrado em parceria com a organização Junior Achievement e que visa

Colaboradoras comemoram a Semana da Mulher

Uma ampla programação, que incluiu palestra sobre qualidade de vida, orientações sobre saúde e cuidados com o corpo, demonstração de produtos de beleza, aula de maquiagem e sessões de massagem, marcou a comemoração da Semana da Mulher na Unimed Cerrado. A programação começou no dia 5 de março, terça-feira, e se estendeu até a sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando as colaboradoras foram recebidas com um café da manhã especial.

Campanha de doação de sangue e medula

Um grupo de 12 colaboradores da Unimed Cerrado participou, no dia 5 de fevereiro, da campanha de doação de sangue promovida pela Federação. No Hemocentro de Goiânia, eles fizeram as doações e o cadastro como doadores de medula óssea. Com o slogan “Independentemente de quem seja, doar sangue sempre nos aproxima”, a campanha faz parte das ações sociais da Federação programadas para 2013 e foi coordenada pela Gerência de Recursos Humanos da Unimed Cerrado, que considerou o evento um sucesso.

estimular os estudantes a refletirem sobre os benefícios de uma conduta ética em sua formação como cidadãos e em suas vidas pessoal e profissional.

Antes da visita, os voluntários participaram de um treinamento, com quatro horas de duração, ministrado pela instrutora da Junior Achievement, Carla Cristina. O “Vamos falar de ética” é um dos projetos da parceria firmada no final de 2012 entre a Unimed Cerrado e a Junior Achievement. O outro projeto, intitulado “As vantagens de se permanecer na escola”, é voltado para alunos do ensino fundamental. A primeira reunião deste projeto, que visa mostrar a estudantes de escolas públicas a importância dos estudos em uma carreira de sucesso, está agendada para 9 de maio, das 7 às 11h20, na Escola Municipal Professora Deushaydes Rodrigues de Oliveira, no Setor Celina Park, em Goiânia.

Cine Pipoca promove entretenimento e reflexão

Nos dias 14 e 15 de fevereiro, os colaboradores da Unimed Cerrado participaram de um novo projeto lançado pela Federação: o Cine Pipoca. Como indica o nome, o projeto inclui a exibição de filmes, com um objetivo que vai muito além do entretenimento. Através da exibição de obras, que enfocam temas como ética, valores pessoais e persistência, o projeto busca estimular a reflexão, o aprendizado e o desenvolvimento de competências entre os colaboradores. As sessões serão realizadas a cada dois meses.


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INTERCÂMBIO

V Seminário de Intercâmbio da Unimed Cerrado vai debater Tiss 3.0 Promovido pela Unimed Cerrado, o seminário vai debater os principais assuntos relacionados ao intercâmbio e possibilitar a atualização profissional de dirigentes e colaboradores do Sistema Unimed A nova versão do sistema de Troca de Informações em Saúde Suplementar (Tiss) 3.0, que deve ser implantado em todo Brasil até 30 de novembro de 2013, será apresentada e discutida no V Seminário de Intercâmbio da Unimed Cerrado. O evento, que acontecerá no Centro de Desenvolvimento Humano da Federação nos dias 21 e 22 de maio, vai reunir dirigentes e colaboradores do Sistema Unimed para a apresentação e debate deste tema e de outros assuntos atuais relacionados ao intercâmbio. A versão 3.0 do Tiss traz algumas novidades, como a rastreabilidade das faturas eletrônicas, que permitirá aos prestadores identificar as guias pagas e as glosadas, e a inclusão das terminologias em saú-

de e seus códigos unificados nas guias e afins. A implantação da nova versão será abordada por Luciana Yonezawa Tamanda, da Unimed do Brasil. Confira a programação e participe deste seminário, que integra o calendário anual de eventos da Unimed Cerrado e, além dos debates, vai possibilitar a integração, a troca de informações e a atualização profissional dos dirigentes e colaboradores do Sistema Unimed. Quem não puder comparecer também poderá acompanhar todo o evento e interagir com os outros participantes e com os palestrantes, pois o seminário será transmitido ao vivo para o Sistema Unimed através das salas de videoconferência do Projeto Sinal (Sistema de Integração Nacional).

21 de maio de 2013 8 às 9 horas - Recepção, inscrições e coffee-break 9 horas às 9h15 - Abertura com a diretoria da Unimed Cerrado 9h20 às 12 horas - Sistema Ajius (Ajuste de Intercâmbio entre Unimeds) Palestrante: Samuel Costa da Silva – Unimed do Brasil 12 às 14 horas - Almoço 14 às 16 horas - Nova versão Tiss 3.0 Palestrante: Luciana Yonezawa Tamanda – Unimed do Brasil 16 horas às 16h15 - Coffee-break 16h30 às 17h30 - Continuação: Nova versão Tiss 3.0 17h30 às 18 horas - Esclarecimento de dúvidas e encerramento da programação do dia com o sorteio de brindes

22 de maio de 2013 8 horas às 8h30 - Recepção, inscrições e coffee-break 8h30 às 10 horas - Metodologia e Fluxos: • Ranking • Inadimplência • Classificação da Rede • Relatórios Ajius • Guia Médico – Brand Center • Software de Pacotes e Tabelas Contratualizadas Palestrantes: Carla Cristina Macedo Sales e Maria Lúcia Santana Matos - Unimed do Brasil 10h30 às 12 horas - Integração entre área de Atendimento X Jurídica - Legislação Palestrantes: Carla Cristina Macedo Sales e Maria Lúcia Santana Matos - Unimed do Brasil 12 às 14 horas - Almoço 14 às 16 horas - Manual de Intercâmbio Nacional e Lei nº 9656/98 Palestrantes: Carla Cristina Macedo Sales e Maria Lúcia Santana Matos Unimed do Brasil 16 horas às 16h15 - Coffee-break 16h30 às 18 horas - Ajius na operação Palestrantes: Carla Cristina Macedo Sales e Maria Lúcia Santana Matos - Unimed do Brasil 17h30 às 18 horas - Esclarecimento de dúvidas e encerramento do seminário com o sorteio de brindes

22º GPA Regional reúne colaboradores e tem transmissão ao vivo Abrindo a programação anual de reuniões do GPA (Grupo Permanente de Atendimento) Regional de Goiás, Tocantins e Distrito Federal, a Unimed Cerrado sediou, no dia 5 de abril, o 22º encontro do GPA. Realizado na sala Ipê do Centro de Desenvolvimento Humano da Federação, em Goiânia, o evento contou a participação de 50 representantes das Unimeds Cerrado, Anápolis, Araguaína, Caldas Novas, Centro-Oeste e Tocantins, Goiânia, Jataí, Mineiros, Morrinhos, Planalto (que participou pela primeira vez), Regional Sul, Rio Verde, Vale do Corumbá e Seguros Unimed. Na abertura do encontro, o presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes, parabenizou a iniciativa do grupo de sempre estar discutindo as normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e

outros temas que visam a padronização do atendimento e a manutenção do padrão de qualidade do Sistema Unimed. Colaboradores das Unimeds Caldas Novas, Goianésia, Gurupi, Jataí, Morrinhos, Porangatu e Vale do São Patrício, que não puderam se deslocar até Goiânia, também tiveram a oportunidade de acompanhar as palestras e de interagir com os outros participantes. É que o 22º GPA foi transmitido ao vivo para as Singulares através do projeto Sinal (Sistema de Integração Nacional). Nesta reunião, os participantes debateram normativas, como a RN número 319 da ANS, que dispõe sobre a informação aos clientes da negativa de autorização de procedimentos solicitados. Eles conheceram os modelos de negativas padronizados pelo Departamento Ju-

Grupo Permanente de Atendimento: novo encontro em junho

rídico da Unimed Cerrado e que devem ser entregues junto com o formulário do procedimento negado, independentemente da solicitação ou não do cliente. Entre os palestrantes do 22º GPA Regional, estavam Renata Justino e Juliana Souza, da Central Nacional Unimed (CNU), que falaram sobre o relacionamento das Singulares com a CNU, o atendimento do Siste-

ma Unimed em Brasília (DF) e Salvador (BA) e o impacto das resoluções normativas e regras nacionais nas operações da Central. Debates sobre a revisão das regras do Manual de Intercâmbio 2013 e de problemas pontuais das Unimeds encerraram o encontro do grupo, que volta a se reunir no 23º GPA, que será realizado em 21 de junho e terá como anfitriã a Unimed Morrinhos.


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SISTEMA UNIMED EM FOCO

Unimed do Brasil e Cade firmam acordo O acordo, assinado em março, encerrou processos envolvendo o Cade e Singulares do Sistema Unimed e em tramitação há anos

Desde 2009, a Unimed do Brasil busca viabilizar junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma solução conciliatória para as demandas envolvendo cooperativas do Sistema Unimed em tramitação naquela autarquia. Um acordo firmado na sede do Cade, em Brasília, no dia 21 de março, encerrou, com sucesso, essa negociação. “Foi uma vitória da Unimed do Brasil, em especial do presidente Eudes de Freitas Aqui-

no, que proporcionou um grande ganho para todo o Sistema Unimed e possibilitou o encerramento de processos que tramitavam há anos”, afirmou o presidente da Unimed Cerrado e assessor Político-Institucional da diretoria da Confederação, José Abel Ximenes, que participou da solenidade de assinatura do acordo junto com o presidente Eudes de Freitas Aquino e o assessor Jurídico da Unimed do Brasil, José Cláudio Ribeiro Oliveira. A assinatura de cerca de cem Unimeds no Termo de Cessação de Compromisso (TCC) e no Termo de Acordo Judicial (TAJ) encerra os processos e, junto com eles, o desgaste financeiro e institucional que já durava, em muitos casos, cerca de 20 anos. Os termos foram elaborados pela Confederação

Guias Médicos devem observar normas da ANS e da Unimed Para a elaboração de seus guias médicos, as Unimeds devem observar as exigências previstas na Resolução Normativa (RN) 321 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada em 21 de março de 2013 alterando a Resolução Normativa 267 e instituindo o Programa de Divulgação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar. Deve ser observada também a Instrução Normativa (IN) 52 da ANS, que define as regras para a divulga-

ção da qualificação dos prestadores de serviços pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde. Além das exigências da ANS, a edição dos guias médicos das Unimeds também devem seguir as normas de Gestão da Marca Unimed. O material deve ser submetido à validação estrutural e visual (imagem) descrita no BrandCenter da Unimed do Brasil. A Unimed Cerrado orienta as Singulares a ficarem atentas a essas exigências.

Reunião no Cade: acordo firmado e processos encerrados

juntamente com a Procuradoria-Geral do Cade e assessorias jurídicas das Unimeds com demandas na autarquia. Se pagas individualmente - fora do acordo assinado -, as multas superariam R$ 50 milhões, considerando atuali-

zação somente até novembro de 2012. Com o acordo construído pela Unimed do Brasil, a somatória dos valores a serem pagos pelas Unimeds não chega a 30% deste total. (Com informações: Escritório Regional de Brasília - Unimed do Brasil)

Unimed Anápolis vai promover VII Encontro de Enfermagem No dia 25 de maio, às 9 horas, a Unimed Anápolis vai realizar seu VII Encontro de Enfermagem. A enfermeira Hélyda di Oliveira vai abordar o tema “O poder do amor na gestão”. As inscrições poder ser feitas pelo e-mail eventos@unimedanapolis.com.br até 17 de maio.

Colaboradores da Unimed Morrinhos participam de palestra

Unimed Goiânia implanta IW-Health no PAS A Unimed Goiânia concluiu a implantação no Programa de Atenção à Saúde (PAS) do IW-Health, um sistema de informática para medicina preventiva, que combina todas as funcionalidades com ferramentas de análise estatística. Com a implantação do sistema, o setor elimina o uso de planilhas, facilitando a integração das informações

e dando a todos os profissionais envolvidos uma visão global da história clínica de cada paciente. “O IW-Health dinamizou e melhorou muito todos os processos e o acompanhamento dos pacientes crônicos”, disse o diretor de Recursos e Serviços Próprios II da Unimed Goiânia, Pedro Jorge Gayoso. (Fonte: Unimed Goiânia)

O consultor João Carlos de Oliveira, conhecido por suas palestras motivacionais marcadas pelo bom humor, foi o convidado da Unimed Morrinhos e do Sistema OCB/Sescoop-GO para falar aos colaboradores da cooperativa sobre sucesso profissional, atitudes no trabalho, relação entre colegas e autoestima. A palestra foi ministrada na sede da cooperativa no dia 20 de abril e arrancou sorrisos e elogios dos colaboradores. Em setembro, João Carlos voltará à Unimed Morrinhos para uma palestra em comemoração ao Dia da Secretária.


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BIBLIOTECA BURITI

Dia Internacional da Literatura Infantil é comemorado com o sorteio de livros A Biblioteca Buriti, da Unimed Cerrado, aproveitou a data para incentivar o hábito da leitura entre os colaboradores da Federação Em comemoração ao Dia Internacional da Literatura Infantil, celebrado em 2 de abril, a Biblioteca Buriti, da Unimed Cerrado, sorteou nove livros infantis entre os colaboradores da Federação. Mais do que celebrar a data dedicada à literatura infantil, o sorteio, organizado pela Gerência de Recursos Humanos e a Biblioteca Buriti, buscou estimular o interesse dos colaboradores pela leitura e, principalmente, incentivá-los a compartilhar esse hábito com as crianças. A bibliotecária Ana Paula Lopes, analista de in-

formações da Biblioteca Buriti, ressalta a importância de os adultos compartilharem a leitura com as crianças. O papel da mediação, segundo ela, é fundamental. “Ensinar pelo exemplo é o melhor caminho”, disse. Vinte e oito colaboradores participaram do sorteio realizado no dia 8 de abril. Jaqueline de Moraes levou para casa o livro “O tamanduá e as formigas” e a obra teve um destino certo. “Presenteei minha filha, pois ela gosta muito de ler, tem muita curiosidade, gosta de conversar sobre a leitura e expressar suas opiniões”, contou. Rejane Santiago, sorteada com o livro “A floresta encantada”, também presenteou a filha. “Para incentivá-la, dia a dia, a ler”, afirmou. Ganhadora do livro “Futebol de bichos”, Gleusa Grigório dos Santos, que também trabalha em um Centro Municipal de

Publicações da Unimed Cerrado já estão disponíveis online Os interessados em conhecer e consultar os jornais, relatórios de gestão e catálogos institucionais produzidos pela Unimed Cerrado contam com uma nova ferramenta que possibilita o acesso fácil e rápido a esse acervo. É só acessar o site www.issuu.com/unimedcerrado e conferir as versões eletrônicas das publicações. Para a leitura online, basta clicar na imagem da publicação desejada e, com um simples toque no mouse, ir alternando as páginas. O leitor também pode fazer comentários, compartilhar a publicação, enviá-la a amigos e fazer o download dos arquivos. E mais: pode adicionar o site entre seus favoritos e receber informações sobre todas as atualizações. Agora, para consultar a relação das obras que integram

Ana Paula: aproveitando a data comemorativa para incentivar a leitura

Rejane Santiago: presente para a filha

Educação Infantil, está usando a obra em atividades com os alunos e, segundo ela, tem sido muito enriquecedor. Também receberam os livros sorteados as colaboradoras Edilamar Bento - A magia do arco-íris; Elizabete

Flávio - O sétimo unicórnio; Flávia de Lima - Pata Ti e Pata Tá; Marina Gonçalves - O exmágico da taberna minhota; Joelma Estevão - Era uma vez, era uma vez, ... , e Marcela Urzeda - Contos do Garfield: contos de mistérios.

NA ESTANTE Esse livro está disponível para consulta e empréstimo na Biblioteca Buriti da Unimed Cerrado

Unimed 45 anos: uma história de paixão pelo cooperativismo médico Autor: Altair Albuquerque (São Paulo, Editora: Unimed do Brasil, 2012)

Relatório de Gestão 2012: publicação disponível online

o acervo da Biblioteca Buriti, é só acessar o site da Unimed Cerrado (www.unimedcerrado. com.br), clicar no ícone Biblioteca e efetuar a busca. Através deste serviço, também é possível saber se a obra está disponível para empréstimo, verificar a lista de espera e fazer a solicitação através do e-mail biblioteca@unimedcerrado.com.br.

Para comemorar os 45 anos do Sistema Unimed, a Confederação produziu este livro, que em 230 páginas faz um registro histórico dos fatos mais importantes da trajetória do Sistema, dando destaque especial às pessoas que fizeram e fazem a Unimed. Um pouco do trabalho da Unimed Cerrado é mostrado no livro, que é dividido em dez capítulos. No último deles - Saúde no Futuro -, dirigentes da Unimed do Brasil, os presidentes das empresas do Sistema e das Federações manifestam em artigos o que pensam sobre o futuro da Unimed e da saúde privada no Brasil. Um dos textos publicados é assinado pelo presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes.


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ARTIGO - Lena Castello Branco

Vencendo barreiras * Lena Castello Branco é doutora em História, professora Titular (aposentada) da Universidade Federal de Goiás, sócia emérita do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, sócia fundadora da Sociedade Brasileira de História da Medicina. (lenacastelo@uol.com.br) Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, em 22.03.1879, discutia-se a petição apresentada por Clodoaldo Alves de Oliveira, em favor de sua filha Josefa Agueda Felisbella Mercedes de Oliveira (RAGO, Elisabeth Juliska. A ruptura do mundo masculino da medicina: médicas brasileiras do século XIX. In Cadernos Pagu (15) 2000: p. 199225) que, aos 15 anos de ida-

de, desejava seguir a carreira médica. No Brasil não era permitido o ingresso de mulheres em cursos superiores; a jovem postulava uma bolsa de estudos que lhe permitisse seguir para os Estados Unidos, onde havia escolas de medicina exclusivas para o sexo feminino. O deputado e jurista, Tobias Barreto, pronunciouse favoravelmente ao pedido de “uma menina inteligente”, como afirmou. Dele discordou o deputado Malaquias Antônio Gonçalves, médico e cirurgião, que se declarou contrário a que mulheres tivessem acesso a faculdades. O saber médico da época contribuía para a disseminação de um modelo de ciência que afirmava ser o destino social da mulher definido pela sua anatomia. A crença na diferença social entre os sexos, apoiada na física e na biologia, levava à convicção de que – acreditando-se que o cérebro feminino fosse menor do que o masculino - as mulheres seriam desprovidas de capacidade física e intelectual para seguir estudos de nível superior. Tinha-se por inegável a inferioridade biológica do sexo feminino e insistia-se na ex-

clusão da mulher dos espaços de atuação masculina. Nas searas da arte de curar, aceitavam-se como coadjuvantes enfermeiras e parteiras, mas o exercício da medicina permanecia restrito aos homens.

Longe estão os dias em que as estudantes de medicina eram vistas como “desertoras do lar (...) arautos que nos vêm mostrar prenúncios funestos da dissolvência da família

Durante os debates acalorados que se seguiram, Tobias Barreto desqualificou o determinismo biológico, que considerava uma “teoria decrépita”. Para o deputado, a apregoada inferioridade feminina decorria da reclusão em que a mulher era obrigada a viver, por imposição da sociedade. Se lhe fosse permitido amplo acesso aos estudos, essa inferioridade deixaria de existir. Regis-

tre-se que Barreto apoiava a emancipação social e civil da mulher, mas não sua emancipação política; entendia que o elemento feminino não estava preparado para o exercício de cargos públicos. Josefa Agueda compareceu à Assembleia e pediu aos deputados: “Concedamme uma bolsa de estudos e serei útil à minha província”. De nada valeu o apelo: seu pleito foi negado. Mesmo assim, com o apoio paterno seguiu para os Estados Unidos, aonde veio a matricularse na New York College and Hospital for Women. Na mesma escola estudava a carioca Maria Augusta Generoso Estrela, beneficiária de uma bolsa de estudos custeada pelo Imperador Pedro II. As duas brasileiras ficaram amigas e chegaram a fundar o jornal “A Mulher”, voltado para temas relativos à emancipação feminina. Por motivos de saúde, Josefa Agueda voltou para o Brasil sem formar-se. Em sua terra natal – Tejucupapo (PE) - dedicou-se a trabalhos paramédicos e socioculturais (Guimarães, Mário V. Josefa Águeda, uma heroína do Tejucopapo. Disponível em: HTTP://target.com. br/services/itpack31/uploads/sgp/ arquives/josefaagueda.pdf). Ma-

ria Augusta doutorou-se em 1881, tornando-se a primeira médica de nacionalidade brasileira. Foi oradora da turma – de apenas quatro alunas – e recebeu medalha de ouro pelo desempenho acadêmico. Ao regressar, sob intensa curiosidade, submeteu-se a

exames para revalidação do diploma. Aprovada, estabeleceu-se com consultório no Rio de Janeiro, exercendo a profissão até avançada idade (Capuano, Yvonne. Maria Augusta Generoso Estrela. Sociedade Brasileira de História da Medicina. Disponível em: HTTP//sbhm.org.br/ índex.asp?p=médicos_view8codigo=169).

Com a Reforma Leôncio de Carvalho (1879), abriram-se para as mulheres as portas das faculdades brasileiras – inclusive as de medicina. A primeira médica formada no Brasil foi a gaúcha Rita Lobato Velho Lopes, que se doutorou na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1886, quase oitenta anos depois de fundado o primeiro curso médico-cirúrgico do país por D. João VI. Vencendo barreiras, é atualmente expressivo o número de mulheres médicas no Brasil. Ao findar o século XX, 32,5% dos médicos brasileiros eram mulheres; na faixa etária até 35 anos, esse percentual chegava aos 50% (Machado, M.H. Os médicos

no Brasil – um retrato da realidade. Apud Rezende, Joffre M. O machismo na história do ensino médico, In À sombra do plátano. São Paulo: Ed. Unifesp, p. 131-136). Lon-

ge estão os dias em que as estudantes de medicina eram vistas como “desertoras do lar (...) arautos que nos vêm mostrar prenúncios funestos da dissolvência da família” (Malthus, Leandro. Apontamentos e comentários sobre a escola de medicina contemporânea. Apud Rezende, Jofre M. Op. cit.).


Unimed Cerrado em foco - n.72 (2013)