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TRANSPORTES & NEGÓCIOS

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Director Fernando Gonçalves • 16 de Fevereiro de 2009 • Semanal • Ano 10 • Nº119

DAF penalizada pela falta de produção

Mercedes renova recorde de vendas

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MAN Perspectivas bastante razoáveis

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AÉREO

Lufthansa Cargo muda-se para a Portway A partir de meados de Abril, as mercadorias da Lufthansa Cargo em Portugal passarão a ser tratadas pela Portway. A Groundforce perde assim um dos seus clientes “históricos” e, pior do que isso, perde cerca de oito mil toneladas/ano, entre aviões e camiões. A Portway foi a vencedora do concurso promovido regularmente pela Lufthansa Cargo para escolher o seu prestador de serviços de handling nos aeroportos nacionais. E com isso reforça a sua carteira de clientes, pelo menos até ao final de 2010.

Armadores e estaleiros negoceiam destino dos navios encomendados Pág. 2

MARÍTIMO

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RODOVIÁRIO

Portugal e França preparam concurso para AE do Mar Escola Europeia de SSS com curso para portugueses Pág. 3

FERROVIÁRIO

Linha em bitola UIC ligará porto de Barcelona à fronteira francesa Pág. 8

A ANTRAM E O GOVERNO português estão contra, mas a proposta de revisão da directiva Eurovinheta continua a fazer o seu caminho em Bruxelas e Estrasburgo. O novo sistema abrangerá todos os pesados de mercadorias de +3,5 toneladas e todas as estradas com tráfego internacional intenso. Os transportadores serão taxados pela poluição atmosférica e sonora e pelo congestionamento… mas neste último caso apenas se todos os demais veículos também pagarem. Bruxelas estima que a Eurovinheta poderá implicar um sobrecusto de 3% nos transportes. Pág. 4

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TRANSPORTES & NEGÓCIOS

Marítimo Armadores e estaleiros negoceiam cancelar encomendas e adiar entregas

Pressionados pela falta de cargas, pela baixa dos fretes e pela escalada dos custos, os armadores não sabem o que fazer com os seus navios actuais e muito menos com os que têm contratados para os tempos mais próximos, na maioria dos casos de bem maiores dimensões. A frota de navios porta-contentores imobilizados não pára de crescer. As encomendas de novos navios caíram a pique. E os armadores tentam renegociar os prazos das novas entregas, se não mesmo anular algumas encomendas. Os estaleiros é que não parecem dispostos a pagar sozinhos a factura da crise. A Neptune Orient Lines (NOL) anunciou o adiamento da entrega dos oito navios de 10 mil TEU encomendados em Junho de 2007 e avaliados em mil milhões de dólares. A com-

Estaleiros pouco receptivos a renegociar contratos

Encomendas afundaram no último trimestre do ano

panhia não precisou o alcance do adiamento, mas os observadores do mercado estimam que as entregas irão passar de 2011 para 2012. E assim se adia a entrada da NOL no “clube” dos 10 000 TEU. Mas os adiamentos da NOL não se ficam por aqui. Dois navios de entre 5 000 e 6 999 TEU também foram adiados, de 2010 para 2012, e pelo menos outros dois navios terão passado de 2009 para 2010. No caso da NOL, o atraso na recepção dos navios faz parte de um programa que visa poupar 250 milhões de dólares já este ano. Mas a companhia asiática não está isolada. Também a Zim Lines, só

para citar outro caso muito recente, anunciou o reescalonamento da entrada em serviço de vários navios. Todos navios de grandes dimensões, todos encomendados a pensar no (à altura) florecente tráfego Ásia-Europa. Agora é tempo de adiar, se não mesmo cancelar encomendas. O que agrava a crise dos estaleiros de construção naval, já a braços com uma quebra abrupta de novas ordens. Na Coreia do Sul, ainda o número um mundial, a Koshipa, associação que agrupa os nove maiores estaleiros, reportou uma queda de 40,6% nas encomendas no ano passado, relativamente a 2007:

14 milhões de toneladas de arqueação bruta, contra 23,6 milhões no ano anterior. No último trimestre, apenas a Samsung Heavy Industries garantiu uma encomenda, uma, em Outubro, para uma plataforma offshore. Na Europa, os estaleiros navais enfrentam a ameaça de colapso, com a crise económica e financeira a fechar a torneira do crédito. Resultado: no último trimestre as encomendas terão caído mais de 90%. A quebra de encomendas, aliada ao aumento da capacidade de produção instalada em muitos estaleiros, torna difícil renegociar os contratos já existentes. De acordo com analistas internacionais, os estaleiros estarão pouco, ou mesmo nada receptivos a cancelar encomendas, e apenas se disporão a diferir algumas entregas e a facilitar um

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pouco o pagamento. Saldos não estão na agenda. A maior pressão situa-se nas encomendas, especulativas muitas delas, de navios de 12 mil TEU e mais, avaliados cada um em 170 milhões de dólares, e dos quais se prevêem muitas entregas nos próximos três a quatro anos. Fontes do sector, contactadas pelo “Lloyd’s List”, sustentam que dificilmente os estaleiros aceitarão o cancelamento de encomendas. E têm pelo seu lado os contratos firmados. Que valem também para não aceitarem reduções de preços. Adiamentos de entregas serão uma possibilidade, acrescentam as mesmas fontes, mas por prazos relativamente curtos, algures entre quatro meses e um ano, e apenas para alguns dos navios encomendados.

Tudo dependerá também, afinal, do histórico do relacionamento entre os estaleiros e os clientes. E também do tempo de reacção dos operadores. A esse nível, a CMACGM é apontada como um bom exemplo, ao ter renegociado os seus contratos ainda durante o ano passado. No sector acredita-se que até momento nenhum operador terá conseguido “fechar” o cancelamento de encomendas. Nem mesma a NOL ou a Zim. O problema é que para manterem os contratos válidos, e avançarem com as construções como planeado, estaleiros e armadores precisam de financiamento. Algo que não está fácil de ser conseguido, nem mesmo pelas empresas mais saudáveis, quanto mais por aqueloutras que enfrentam sérias dificuldades.


TRANSPORTES & NEGÓCIOS

Portugal e França preparam concurso para as AE do Mar

O

s governos de Portugal e França poderão avançar em breve com o concurso para a apresentação de projectos de Auto-Estradas do Mar entre os dois países, a serem candidatados a apoios comunitários, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS a secretária de Estado dos Transportes. O concurso segue-se ao convite à manifestação de interesse de actores de ambos os países no lançamento de uma ou mais AE do Mar entre França e Portugal, lançado no final do ano passado, e a que se candidataram, do lado português, apenas administrações portuárias. Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Ana Paula Vitorino admitiu que “esperava maior interesse dos operadores privados”. Mas

“se houver esta aposta institucional, as empresas virão atrás”, contrapôs, lembrando “o contexto em que estamos a fazer isto. Estamos em plena crise e no auge da crise psicológica. É por isso natural que exista uma certa retracção das empresas”. O convite luso-francês à manifestação de interesse apontava três eixos preferenciais para a criação de serviços de AEM: Leixões/Lisboa – Le Havre/ Rouen, Leixões – Nantes/ Brest e Sines/Lisboa – França – Itália Mediterrânica. A decisão sobre os eixos que serão agora levados a concurso ainda não estará tomada, acrescentou a secretária de Estado dos Transportes, que justificou o “avanço” dos portugueses relativamente aos franceses, entre ou-

tros factores, “por estarmos mais adiantados na implementação da Janela Única Portuária”. O convite à manifestação de interesse no lançamento de AEM foi o primeiro resultado visível para o grande público da acção do grupo de trabalho marítimo franco-português, constituído em Abril do ano passado. A metodologia seguida foi justificada com a intenção de evitar os “erros” cometidos no concurso conjunto franco-espanhol, que ainda continua sem uma decisão conhecida, mais de um ano sobre a data inicialmente prevista. As autoridades portuguesas e francesas sustentam existir mercado para a criação dos serviços de AEM, lembrando os cerca de 180 mil camiões que anualmente circulam entre os dois países.

2E3S.eu e APTMCD promovem curso das AEM para portugueses Pelo terceiro ano consecutivo, a Escola Europeia de Short Sea Shipping, sedeada em Barcelona, vai realizar um curso “Gloss” sobre as Auto-estradas do Mar destinado exclusivamente a portugueses, numa iniciativa conjunta com a APTMCD. O curso decorrerá entre os dias 9 e 12 de Maio, a bordo do Cruise Roma, um dos navios do Grupo Grimaldi que assegura a ligação entre os portos de Barcelona e de Roma-Civitavecchia. A formação será ministrada durante a viagem, com partida e chegada no porto da capital da Catalunha, e incluirá sessões

9 a 12 de Maio entre Barcelona e Civitavecchia teóricas, trabalhos práticas e visitas de estudo às principais zonas operacionais do navio e bem assim aos dois portos de escala. Os destinatários do curso são profissionais da área dos transportes (que não apenas do shipping, por motivos óbvios) e estudantes de mestrados em logística e comércio internacional. O custo da participação é de 350 euros (incluindo o curso, o alojamento e a alimentação durante a es-

tadia a bordo). A deslocação entre Portugal e Barcelona é subsidiada pela União Europeia em 50% até um máximo de 125 euros. O curso está aberto a um máximo de 40 participantes, e a avaliar pela procura verificada na edição do ano passado é provável que os lugares esgotem rapidamente. Até porque a crise estimula à utilização de soluções alternativas/ complementares de transporte. Em Portugal, o processo está a ser coordenado pela APTMCD, contactável na pessoa do seu director executivo, António Belmar da Costa.

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Rodoviário Eurovinheta abrange mais estradas e atinge todos os veículos de +3,5 t A Eurovinheta, que o Parlamento Europeu se prepara para aprovar em Março, representará um acréscimo de 3% nos custos do transporte rodoviário, se todos os estados-membrosaplicarem todas as taxas possíveis, diz a Comissão Europeia. O Parlamento Europeu impõe que as verbas arrecadadas sejam integralmente aplicadas no sistema de transportes. A aplicação da directiva é facultativa. A Antram e o Governo português estão contra o aumento da taxação do sector. A proposta de revisão da directiva Eurovinheta, que data de 1999, alarga a sua aplicação, das estradas da Rede Transeuropeia de Transportes, a todas as estradas “que tradicionalmente suportem um significativo tráfego internacional de mercadorias”. No mesmo sentido, o sistema será aplicado, a partir de 2012, a todos os veículoscompesobrutoigual a superior a 3,5 toneladas, ao invés das 12 toneladas actualmente contempladas. AdirectivaEurovinhetanão é de aplicação obrigatória. Espanha, por exemplo, já garantiu que não a implementará. Mas a maioria dos estados-membros dá sinais claros de a ir aplicar, ou já está mesmo a fazê-lo, com a multiplicação das portagens. A situação é particularmen-

Antram e Governo são contra mais taxas te difícil para os países periféricos, e de pequena dimensão, que têm de atravessarváriospaísesnosseus percursos de transporte. É o caso de Portugal, e daí que a Antram, e também a secretáriadeEstadodosTransportes, já se tenham manifestado contra os anunciadosaumentos,nummomento em que o sector reclama antes por apoios. A introdução da “nova” Eurovinheta terá de ser acompanhada por um sistema “inteligente” de fixação de taxas, de acordo com a performance ambiental dos veículos (os mais poluentes terão de pagar mais), o tipo de estrada utilizada e a hora de realização do transporte (por exemplo, circular fora das horas de ponta dará direito a pagar menos de taxa de congestionamento). Ponto assente, na perspectiva dos eurodeputados, é que as receitas recolhidas terão de ser obrigatoriamente aplicadas na melhoria da eficiência ambiental dos veículos e no desenvolvimento de infraestruturas de transporte alternativas. No caso dos traçados em regiões montanhosas, por exemplo, haverá lugar a um pagamento extra, que será in-

vestido na criação de traçados paralelos alternativos, em particular vias ferroviárias. Na avaliação que fizeram da proposta de texto da directiva apresentada pela Comissão Europeia, os eurodeputados acordaram nos “custos externos taxáveis”: poluição sonora, poluição atmosférica e congestionamento. Mas recusaram incluir as emissões de CO2 (como a Comissão e alguns deputados pretendiam, argumentando com as alterações climáticas), lembrando que esse custo externo já estará contemplado na fiscalidade dos combustíveis. A inclusão do congestionamento também não foi pacífica, com alguns eurodeputados a denunciarem a discriminação face a todos os outros veículos que também “entopem” as estradas. O compromisso alcançado prevê que os estados-membrossópoderãotaxarotransporte rodoviário de pesados de mercadorias pelo congestionamento se introduzirem em simultâneo um esquema semelhante para todos os demais utilizadores das estradas. Igualmente, os estados-membros terão de apresentar previamente uma análise custo/benefício das taxas do congestionamento e um plano de acção para reduzir os “engarrafamentos” rodoviários.

Externalidades custam 144 mil milhões Demolidor é o mínimo que se poderá dizer de um estudo realizado pela consultora holandesa CE Delft sobre os custos das externalidades do transporte rodovário pesado de mercadorias na União Europeia. O estudo sublinha que os custos das externalidades associados aos pesados de mercadorias ascendem a cerca de 144 mil milhões de euros: cinco mil milhões pelas emissões de CO2, 16 mil milhões pela poluição atmosférica, 18 mil milhões pela poluição sonora, 51 mil milhões de custos das infraestruturas, 30 mil milhões pelos acidentes e 24 mil milhões pelo congestionamento. A CE Delft sustenta que, em contrapartida, as receitas fiscais,

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principalmente os impostos sobre os combustíveis e as “portagens” cobrem apenas 38% daqueles custos. A cada ano que passa, a frota europeia de camiões consome 500 milhões de barris de fuel, o que representará um custo de uns 60 mil milhões de euros e uma “fatia” de 23% das emissões totais de CO2. Um rácio que, avisam os consultores holandeses, tenderá a piorar, pelo menos até 2030, até porque nos últimos 15 anos o sector pouco evoluiu em matéria de consumos. Entre 2005 e 2030, o transporte rodoviário de pesados de mercadorias na UE poderá crescer uns 60%, à conta do crescimento económico, do comércio entre os 27, da globalização e da descida dos preços dos fretes.


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Movimento Portuário LEIXÕES 16.02 PORT DOURO Funchal

CT

Portmar

16.02 APOLO Funchal

CT

Boxlines

Belawan, Jacarta, Semarang, Surabaya, Bintulu, Kota Kinabalu, Kuantan, Kuching, Miri-Sarawak, Pasir Gudang, Penang, Port Kelang, Sadakan, Sibu, Tawau, Yanfone, Singapura, Colombo, Papeete, Banguecoque, Laem Chabang, Kaoshiung, Keelung, Haiphong, Ho-Chi-Minh, Kuinhon 20.02 CMA-CGM TURKEY CT Mumbai, Mundra, Nava Sheva, Carachi, Port Qasin

MacAndrews

17.02 EURO SNOW CT K Line Portugal Felixtowe, Teesport, Gotemburgo, Aarhus, Hamburgo, Roterdão

20.02 CSCL PUSAN Ningbo, Shangai

CT

MacAndrews

17.02 GRACECHURCH JUPITER CT Castellon, Salerno, Piraeus, Limassol, Haifa, Ashdod, Mersin

Marmedsa

20.02 CMA-CGM NILGAY Jebel Ali

CT

MacAndrews

17.02 GRACECHURCH VENUS Dublin, Liverpool

CT

Marmedsa

17.02 MARFEEDER Vigo, Southampton, Roterdão

CT

Garland Navegação

21.02 MSC MEE MAY CT MSC Portugal Sines (Canárias, USA – Costa Atlântico Norte, USA – Atlântico Sul, USA – Costa Oeste, México, América Central, Caraíbas, América do Sul – Atlântico, América do Sul – Pacífico, África Ocidental, Angola, África do Sul, Grécia, Turquia), Valência (Norte de África, África Oriental, Índico, Mediterrâneo Ocidental, Golfo Pérsico, Extremo Oriente e Austrália, Mar Vermelho)

MARFEEDER Roterdão

CT

Green Ibérica

18.02 CHRISTINA I S. Vicente, Praia, Bissau

CT

21.02 LAGOA CT Las Palmas, S. Vicente, Praia, Bissau

18.02 ELECTRON CT Vigo, Gijon, Bilbau, Cadiz, Valência, Barcelona ELECTRON Algeciras, Port Tangier

CT

Portmar 21.02 TBN 2 Pointe Noire, Luanda

CT

Marmedsa

21.02 REGGEBORG Antuérpia

CT

Orey

Garland Navegação Maersk 21.02 S. GABRIEL CT P. Delgada, Praia da Vitória, Horta, Pico, Velas

18.02 AMBER LAGOON CT Navex Walvis Bay, Cape Town, Joanesburgo, Port Elizabeth, East London, Durban (portos interiores), Richards Bay, Maputo, Beira, Nacala 19.02 DS ABILITY Vigo, Antuérpia, Roterdão

CT

Delphis

19.02 MADEIRENSE III Funchal

CT

Navex

19.02 VEGA STOCKHOLM Roterdão, Amesterdão

CT

Garland Navegação

VEGA STOCKHOLM Roterdão

CT

Green Ibérica

19.02 NDS PRODIGY Ro Luanda, Lobito, Namibe. Pointe Noire

Marmedsa

19.02 KING BASIL Algeciras

Transinsular

CT

Maersk

19.02 CMA-CGM NEWTON CT MacAndrews Adelaide, Bell Bay, Brisbane, Freemantle, Melbourne, Sidney, Tasmanian Ports, Auckland, Littelton, Nelson, Port Chalmers, Tauranga, Wellington 20.02 OPDR LISBOA CT Burmester Roterdão, Antuérpia, Hamburgo, Bremen, Felixtowe, Gdynia, Cork, Dublin, Helsínquia, Hamina, Kotka, Oslo, Larvik, Kristiansand, Trondheim, Gotemburgo, Estocolmo, Klaipeda, Tallin, Riga, S. Petersburgo 20.02 CMA-CGM TOSCA MacAndrews Damman, Riade, Barhein, Chiwan, Dalian, Hong Kong, Xingang, Tianjin, Yantian, Zhaoqing, Zhuhai, Abu Dabi, Ajeman, Dubai, Qhor Fakkan, Sharjah, Bandar Abbas, Kuwait, Mina Qaboos, Doha 20.02 CMA-CGM VERLAINE CT MacAndrews Jeddah, Chittagong, Kompong Soam, Qingdao, Weihai, Xiamen, Busan, Calcutá, Chennai, Cochim, Haldia, Bangalore, Tutticorin, Visakhapatnam,

Navex

21.02 VELASQUEZ CT MacAndrews Hamburgo, Aarhus, Copenhaga, Tallin, Roterdão, Dublin, Reijkavic, Riga, Klaipeda, Aalesund, Bergen, Bodo, Brevik, Egersund, Floroe, Fredrikstad, Karvik, Oslo, Gdynia, Belfast, Felixtowe, Greenock, Liverpool, Archangelsk, Kaliningrad, Kronstadt, Moscovo, S. Petersburgo, Gotemburgo, Helsingborg 22.02 GRACECHURCH HARP CT Castellon, Salerno, Piraeus, Limassol, Haifa, Ashdod, Mersin 22.02 MANX LION CT Las Palmas, S. Vicente, Prqaia, Banjul, Conakry, Bissau

Marmedsa Portmar

LISBOA 16.02 CHRISTINA I S. Vicente, Praia, Bissau

CT

16.02 ELECTRON CT Vigo, Gijon, Bilbau, Cadiz, Valência, Barcelona

Portmar Garland Navegação

16.02 EURO SNOW CT K Line Portugal Felixtowe, Teesport, Gotemburgo, Aarhus, Hamburgo, Roterdão 16.02 MARFEEDER Roterdão, Amesterdão

CT

Garland Navegação

MARFEEDER Roterdão

CT

Green Ibérica

16.02 VEGA DOLOMIT CT Vigo, Gijon, Bilbau, Cadiz, Valência, Barcelona 16.02 STADT WISMAR CT Nova Iorque, Norfolk, Savannah, Miami 16.02 DELMAS KISSAMA Abidjan, Luanda

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CT

Garland Navegação Green Ibérica CMA-CGM


TRANSPORTES & NEGÓCIOS

16.02 VICTORY Montreal

CT

16.02 HUSKY RACER CT Algeciras, Port Tangier, Melila, Oran, Cartagena

HAPAG-LLOYD Maersk

17.02 PORT DOURO Funchal

CT

Portmar

17.02 APOLO Funchal

CT

Boxlines

18.02 AQUARIUS J Vigo, Southampton, Roterdão

CT

Garland Navegação

18.02 OPDR LISBOA Felixtowe, Roterdão, Antuérpia

CT

18.02 S. GABRIEL CT P. Delgada, Praia da Vitória, Horta, Pico, Velas

VEGA STOCKHOLM Vigo, Roterdão

Green Ibérica

22.02 CALA PINO CT Garland Navegação La Guaira, Puerto Cabello, Barranquilla, Cartagena, Puerto Limon, Cristóbal, S. Salvador, Puerto Cortes, S. Pedro Sula, Puerto Quetzal, Guanta, Rio de Janeiro, Santos, Buenos Aires, Montevideu, Assuncion, Rio Grande, S. Francisco do Sul, Fortaleza, Argel, Oran, Mersin, Lattakia, Tartous, Beirute, Alexandria

Navex Navex

SETÚBAL

CT

Maersk

20.02 DS ABILITY Vigo, Antuérpia, Roterdão

CT

Delphis

20.02 CMA-CGM NEWTON CT MacAndrews Adelaide, Bell Bay, Brisbane, Freemantle, Melbourne, Sidney, Tasmanian Ports, Auckland, Littelton, Nelson, Port Chalmers, Tauranga, Wellington 20.02 VELASQUEZ CT MacAndrews Hamburgo, Aarhus, Copenhaga, Tallin, Roterdão, Dublin, Reijkavic, Riga, Klaipeda, Aalesund, Bergen, Bodo, Brevik, Egersund, Floroe, Fredrikstad, Karvik, Oslo, Gdynia, Belfast, Felixtowe, Greenock, Liverpool, Archangelsk, Kaliningrad, Kronstadt, Moscovo, S. Petersburgo, Gotemburgo, Helsingborg 21.02 CARMANIA EXPRESS CT-Ro Grimaldi Dakar, Lomé, Cotonou, Lagos, Douala, Matadi, Boma, Pointe Noire, Luanda, Libreville, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Zarate, Montevideu 21.02 CMA-CGM TOSCA MacAndrews Damman, Riade, Barhein, Chiwan, Dalian, Hong Kong, Xingang, Tianjin, Yantian, Zhaoqing, Zhuhai, Abu Dabi, Ajeman, Dubai, Qhor Fakkan, Sharjah, Bandar Abbas, Kuwait, Mina Qaboos, Doha 21.02 CMA-CGM VERLAINE CT MacAndrews Jeddah, Chittagong, Kompong Soam, Qingdao, Weihai, Xiamen, Busan, Calcutá, Chennai, Cochim, Haldia, Bangalore, Tutticorin, Visakhapatnam, Belawan, Jacarta, Semarang, Surabaya, Bintulu, Kota Kinabalu, Kuantan, Kuching, Miri-Sarawak, Pasir Gudang, Penang, Port Kelang, Sadakan, Sibu, Tawau, Yanfone, Singapura, Colombo, Papeete, Banguecoque, Laem Chabang, Kaoshiung, Keelung, Haiphong, Ho-Chi-Minh, Kuinhon 21.02 CMA-CGM TURKEY CT Mumbai, Mundra, Nava Sheva, Carachi, Port Qasin

MacAndrews

21.02 CSCL PUSAN Ningbo, Shangai

CT

MacAndrews

21.02 CMA-CGM NILGAY Jebel Ali

CT

22.02 XCL LIS VCI Valência

CT

Maersk

22.02 NDS PRODIGY Ro Luanda, Lobito, Namibe. Pointe Noire

Marmedsa

17.02 GR. SCANDINAVIA CT-Ro Grimaldi Portbury, Cork, Esbjerg, Wallhamn, Antuérpia, Southampton, Salerno, Malta, Piraeus, Izmir, Ashdod, Limassol, Alexandria 18.02 GRANDE NAPOLI Livorno, Salerno, Piraeus

Ro

Grimaldi

18.02 ORIENTAL HIGHWAY Emden, Santander

Ro

Navigomes

20.02 CROWN SAPHIR Puerto Moin, Puerto Limon

CT

Navigomes

21.02 SAFMARINE ANGELA CT Tenerife, Casablanca, S. Tomé, Bata, Douala 21.02 IVORY DAWN Vado

CT

Maersk Navigomes

SINES 16.02 MSC VELASQUEZ CT MSC Portugal Canárias (transbordo para África do Sul, Moçambique, Angola e África Ocidental) 17.02 MSC D. GIOVANNI Istambul, Izmir, Gemlik

CT

MSC Portugal

MSC D. GIOVANNI Astakos, Istambul, Izmir, Gemlik

CT

Hapag-Lloyd

18.02 MSC SARAH CT MSC Portugal Freeport, Veracruz, Altamira, Houston, Port Everglades, Savannah, New Orleans, Long Beach 19.02 MSC DONATA CT Boston, Nova Iorque, Baltimore, Norfolk, Charleston

MSC Portugal

20.02 MSC REBECCA Istambul, Izmir, Gemlik

CT

MSC Portugal

CT

Hapag-Lloyd

MacAndrews MSC REBECCA Astakos, Istambul, Izmir, Gemlik

CT

CT

Garland Navegação

22.02 HMS SMETANA CT Garland Navegação Halifax, Montreal, Toronto, Havana, St. Thomas Castilla, Veracruz, Altamira, Kingston, Rio Haina

18.02 XCL LIS VCI Valência

22.02 REGGEBORG Antuérpia

22.02 VEGA STOCKHOLM CT Roterdão, Amesterdão, Southampton

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Orey

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TRANSPORTES & NEGÓCIOS

Ferroviário

Aéreo

Espanha avança com bitola UIC entre Barcelona e a fronteira

Lufthansa Cargo troca Groundforce pela Portway A Lufthansa Cargo vai mudar-se da Groundforce para a Portway, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS. O acordo estabelecido é válido até ao final de 2010 e iniciar-se-á em meados do próximo mês de Abril. A Lufthansa mantém-se com a Groundforce. A saída da Lufthansa Cargo representará mais um sério revés para a Groundforce, a participada da TAP que tarda em reencontrar o rumo depois do “folhetim” da saída de Ângelo Esteves, primeiro, e da saída da Globalia da estrutura ac-

cionista, depois. Desde logo porque a companhia alemã é um dos históricos clientes da empresa: já o era no tempo da Unidade de Handling da TAP, continuou a sê-lo quando foi criada a SPdH, e manteve-se com a Groundforce. Mas história à parte, a saída da Lufthansa Cargo também é importante porque a companhia alemã representa cerca de oito mil toneladas de carga anuais, em avião e camião, que agora a Groundforce perde e a Portway conquista. A decisão de mudar de parceiro de serviços de

handling não terá sido ditada por qualquer problema específico no tratamento das cargas da Lufthansa Cargo pela Groundforce, mas antes foi o resultado do concurso que regularmente a companhia germânica promove para renovar as parcerias, garantiu ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o director de vendas do operador germânico para Portugal. “Até aqui, sempre ganhou a participada da TAP. Desta feita ganhou a participada da ANA”, disse, sem adiantar pormenores, Mário Ferreira.

A ligação ferroviária entre o porto de Barcelona e França poderá, a breve prazo, ser feita integralmente em bitola europeia. O governo de Madrid acaba de autorizar a adaptação para a bitola UIC do ramal de mercadorias CastellbisbalCan Tunis. O investimento está estimado em 19 milhões de euros e consistirá, no essencial, na montagem do terceiro carril no ramal, numa extensão de 22 quilómetros, e na adaptação da ligação do terminal de Can Tunis ao ramal ferroviário, e bem assim nos necessários melhoramentos na infraestrutura e su-

perestrutura do terminal. As obras agora anunciadas complementam as já promovidas pela Adif, no âmbito da construção da linha de Alta Velocidade, para tráfego misto, entre Barcelona e Perpignan. Nesse enquadramento, foram construídos o ramal de mercadorias Castellbisbal-Can Tunis e uma variante de cinco quilómetros no nó de Castellbisbal, de ligação entre o ramal de Vallès, o porto de Barcelona e ao terminal de Can Tunis. Esta obra permitirá a ligação “imediata” do porto de Barcelona à fronteira em bitola UIC. E ganha cres-

cente importância quando acaba de arrancar o Barcelyon Express, o primeiro serviço ferroviário explorado conjuntamente pela Renfe e pela SNCF, para o transporte de contentores marítimos entre o porto catalão e o terminal de Lyon. Com as novas obras, os comboios deixarão de ter de dispor de rodados telescópicos e de passar pelos intercambiadores para “mudarem” de bitola. O porto de Barcelona, que se envolveu na promoção deste novo serviço de base ferroviária, pretende igualmente avançar com uma outra ligação até Bordéus, algures no próximo ano.

Austrália pune concertação de sobretaxas na carga

Construtores asiáticos “ao ataque” do mercado britânico

Depois dos EUA, é a vez da Austrália perseguir as companhias aéreas suspeitas de cartelização no transporte de carga. A Air France, a KLM e a Martinair deverão juntar-se à Cargolux, Qantas e British Airways no rol das multas. A Singapore Airlines poderá ser a próxima. A Autoridade da Concorrência australiana quer que o Tribunal Federal do país puna as companhias pela concertação na fixação das sobretaxas de combustível, na carga internacional, entre o início de 2003 e 2006. A Martinair já aceitou pagar uma multa de cinco milhões de dólares australianos, tanto quanto terá de pagar a Cargolux.

A China Sourced Railway Equipment, empresa construtora de veículos ferroviários controlada pelo governo de Pequim, promete instalar uma unidade de montagem de comboios no Reino Unido caso ganhe o concurso para o fornecimento de 200 carruagens para composições diesel, num negócio avaliado em cerca de 350 milhões de euros. A construção daquela que seria a segunda linha de montagem de comboios em solo britânico (a única existente é da Bombardier) é mais um trunfo dos concorrentes chineses para baterem o construtor canadiano, apontado como favorito num concurso em que também participam a Hyundai Rotem, da Coreia do Sul, e

Air France, KLM e Martinair entre as faltosas Já a Air France e a KLM propuseram-se pagar, juntas, seis milhões de dólares australianos, com a alegação de que durante a maior parte do período em questão já tinham uma titularidade comum. A decisão final competirá, no entanto, às autoridades judiciais de Sidney.

T&N

TRANSPORTES & NEGÓCIOS Registo na D.G.C.S. Nº 123054 Depósito Legal N.º 164047/01

Nos últimos casos desta natureza julgados pelo Tribunal Federal, a Qantas foi condenada ao pagamento de 20 milhões de dólares australianos, enquanto a British Airways foi sentenciada em cinco milhões. Entretanto, em Dezembro do ano passado a Autoridade da Concorrência já iniciou os procedimentos contra a Singapore Airlines.

a espanhola CAF. A unidade de montagem chinesa empregaria apenas cerca de 30 pessoas, contra as 1 800 da fábrica da Bombardier em Devon. Por outro lado, o facto de a Bombardier poder de imediato iniciar a produção dos novos veículos, e de estes se destinarem a uma frota maioritariamente Bombardier, são outros factores em favor dos canadianos. Ainda assim, o anúncio chinês é importante pelo que significa da vontade dos asiáticos entrarem no maior mercado ferroviário do mundo – o europeu. Uma investida que surge precisamente num momento em que o mercado chinês, de enorme potencial, dá sinais de se querer “fechar” aos

grandes players mundiais. A esse propósito, é sintomático o facto de Philippe Mellier, da Alstom, ter há poucas semanas questionado se os países ocidentais se deverão abrir aos construtores asiáticos, quando não existe uma reciprocidade de tratamento. Ainda que a promessa a linha de montagem possa não garantir aos asiáticos a vitória neste concurso britânico, o certo é que eles “já chegaram” a terras de Sua Majestade: a Grand Central encomendou três comboios à CSR Ziyang (R.P. China) para a ligação LondresSunderland, e a japonesa Hitachi terá a operar, no final do ano, comboios de Alta Velocidade entre Londres e Kent.

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16 Fevereiro 2009


TRANSPORTES & NEGÓCIOS

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Veículos Comerciais DAF vendeu 665 tractores em Portugal A DAF matriculou no ano passado em Portugal 773 camiões, registando uma quota de mercado de 14,04% e uma quebra de 17,8% nas vendas em relação ao ano de 2007. Com isso abandonou a liderança que ostentou durante dois anos consecutivos e caiu para a terceira posição do ranking de pesados. A Evicar reconhece que a performance obtida em 2008 não foi “inteiramente satisfatória, uma vez que não foi possível fazer face à procura existente no decurso do primeiro trimestre, por incapacidade de produção das fábricas de Eindhoven e Leyland”. Depois, acrescentou o porta-voz da marca, em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, “a disponibilidade de produção da fábrica coincidiu com a crise do mercado dos combustíveis em Junho, e a crise económica e financeira mundial vie-

Falta de produto prejudicou resultados

contram consolidadas, é expectável que o volume de vendas do Grupo Evicar tenha um registo próximo dos 320 milhões de euros. Ao nível dos serviços de após-venda e peças, o crescimento registado em 2008 foi de cerca de 5%. Também as vendas de camiões da Evicar España ficaram bastante abaixo das previsões iniciais, num mercado que foi já em 2008 muito castigado pela crise. A Evicar España inaugurou em Junho novas ins-

talações no Sul de Madrid (Valdemoro), com um esforço de investimento superior a quatro milhões de euros, e conseguiu adquirir no passado mês de Novembro uma concessão DAF em San Sebastian, tendo assinado com a DAF um contrato de vendas e serviço para as províncias bascas de San Sebastian e Vitória. A Evicar prevê que o ano de 2009 vá ser complicado e que se registe uma forte quebra, “difícil de quantifi-

car, mas que poderá chegar aos, ou até mesmo ultrapassar os 30%”. Ainda assim, o Grupo diz-se apostado em continuar a apoiar as empresas do sector, sendo que “o momento económico-financeiro não é fácil e não será possível acudir a todos. Não obstante, através da nossa empresa de ALD – Transportes Encarnação, continuaremos a financiar projectos e clientes que mereçam a nossa confiança pelos resultados que apresentam, e pelo conhecimento e proximidade que nos une”. A Evicar está neste momento a concluir as obras das novas instalações DAF em Loulé, com inauguração prevista para o final deste primeiro trimestre do ano. Quanto às futuras instalações de “raiz” da DAF em Setúbal, cuja construção se previa iniciar por esta altura, estão adiadas porque “o momento não é o mais oportuno”.

Finalmente, a Daimler Trucks North America recuou 12% no ano findo, em termos de vendas, para as 104 300 unidades. O ano ficou ainda marcado pelo estabelecimento de uma parceria com o

Hero Group, na Índia, em Abril, e pela entrada no capital da russa Kamaz, mediante a compra de uma posição de 10%, firmada já em Dezembro. Em ambos os casos, as alianças garantirão a pro-

dução local de veículos Mercedes, para os mercados domésticos e para a exportação, e o alargamento da rede de vendas e assistência ao parque automóvel já existente.

Quebra do mercado pode chegar aos 30%

ram contrariar as nossas previsões relativas ao segundo semestre, agravadas pelo facto de 152 unidades vendidas por nós não terem sido registadas em Portugal”. O maior volume de vendas foi mais uma vez o dos tractores, com 665 unidades. Do volume global de vendas, 52% foi absorvido pela Série XF e 38% pela Série CF, o que expressa bem o peso das gamas pesadas DAF no mercado nacional (90%). Com perto de 80 unidades vendidas, a gama média LF não foi além dos 10% no peso do volume total de matrículas da marca holandesa.

Outra interessante análise que contribui para o enorme peso das vendas da Série XF em Portugal, é que apesar desta ser particularmente “talhada” para o longo curso, há muitos clientes portugueses que a estão a utilizar para o transporte regional. A marca destaca ainda que a performance dos veículos de estaleiro e obras “foi mais uma vez fraquíssima”. Numa altura em que as contas ainda não se en-

Mercedes-Benz renova recorde de vendas em 2008 A Mercedes-Benz Trucks atingiu, em 2008, e pelo segundo ano consecutivo, um recorde de vendas, com 170 100 veículos matriculados. O grupo Daimler Trucks realizou vendas de 472 100 unidades, o que lhe garantiu o reforço da condição de número um mundial nos veículos comerciais das gamas média e pesada. No caso da MercedesBenz, os números de 2008 representaram um crescimento homólogo de 6% relativamente ao recorde de 2007. Para tal foram decisivos os au-

mentos de vendas conseguidos em mercados como a América Latina: mais 14%, para as 43 400 unidades, sendo que o Brasil cresceu 23% para as 34 500. O Médio Oriente também deu uma boa ajuda, quase duplicando os números de há um ano (mais 90%), para as 11 300 unidades. Na Rússia, venderam-se 1 800 camiões Mercedes novos, mais 35%. A Mitsubishi Fuso também contribui para os bons números do grupo com uma subida de 5% nas vendas, para a casa dos 197 700 veículos, naquele

que foi o melhor resultado desde 2004, quando o construtor nipónico foi integrado no grupo. Os mercados de exportação da marca cresceram 16% em termos homólogos, para as 155 700 unidades, compensando a quebra de 22% das vendas no Japão, que se ficaram pelos 42 mil veículos. Na Europa, mercado que interessa particularmente a Portugal, ou não fossem cá produzidos os veículos da marca destinados ao Velho Continente, as vendas da Mitsubishi Fuso aumentaram cerca de 10%, para as 20 800 unidades.

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MAN entrega 20 autocarros ao Grupo Barraqueiro Investimento de quatro milhões de euros A MAN entregou ao grupo Barraqueiro 20 autocarros de turismo, dez dos quais destinados à Barraqueiro Transportes (sete Winner Turismo de 53 lugares e três Winner de 49 lugares para a Rede Expressos Confort), e os restantes dez à Rodoviária do Alentejo (nove Winner de 55 lugares para a Rede Expressos e uma unidade de 49 lugares paraaRedeExpressosConfort), num negócio que rondou os quatro milhões de euros. Equipados com chassis MAN 18.400 HOCL e carroçarias Caetano Winner, estas unidades integram a família de motores D20 Common Rail Euro 4 de 400 cv de potência, caixa Tipmatic de 12 velocidades, eixo dianteiro independente, sistema de travagem EBS, travão hidrodinâmico ZF Intarder, Tempomar e Bremsomat. Ao nível do equipamento comum destaca-se o ar con-

CaetanoBus prevê produzir 650 unidades Numa conferência de imprensa improvisada a bordo dum dos novos autocarros, José Ramos, administrador da Salvador Caetano, referiu que as previsões de produção da CaetanoBus para o ano em curso são de cerca de 650 unidades, absorvendo o Cobus aproximadamente 40% do volume de produção. A marca portuguesa acaba de receber mais uma encomenda de 40 autocarros de dois pisos para Hong Kong, que vão agora entrar em produção. “Desde que há quatro anos atrás reestruturámos a empresa, estamos quase 100% direccionados para a exportação” – sublinhou José Ramos.

dicionado Carrier de tripla função, os vidros duplos escurecidos, monitores LCD, bancos Fainsa Gala com cintos de segurança de três pontos, aquecimento de parque Webasto e uma cama para o motorista. Humberto Pedrosa, presidente do Grupo Barra-

queiro, que recebeu as chaves dos novos autocarros das mãos dos responsáveis da MAN e da Salvador Caetano, afirmou a propósito que, em 2008, o investimento em renovação de frota do grupo ascendeu aos 20 milhões de euros, na aquisição de

cerca de 100 autocarros. A propósito deste último investimento e da escolha dos MAN, Humberto Pedrosa justificou: “na estrutura de custos das empresas transportadoras, o combustível vem logo a seguir aos salários, pelo que a economia de combustível

foi um dos factores que pesou na escolha destas 20 unidades da MAN”. “Por outro lado – disse - as viaturas que temos adquirido, tanto este como no ano passado, são equipamentos que em termos de índices de poluição estão a níveis mais baixos do que

as próprias viaturas a gás natural, pelo que não equacionamos, neste momento, a aquisição de veículos a gás natural”. O Grupo Barraqueiro possui uma frota de cerca de 2 500 autocarros, tendo já mais de 400 unidades a exibir o logo da MAN.

LUÍS PARADINHA AO TRANSPORTES & NEGÓCIOS

Perspectivas para 2009 são bastante razoáveis MAN lidera mercado de autocarros de +7,5 toneladas Marca alemã fornece 20 autocarros GNL à Carris O homem forte da MAN em matéria de negócio de autocarros, Luís Paradinha, revelouaoTRANSPORTES & NEGÓCIOS que a marca garantiu em 2008 o primeiro lugar no mercado de autocarros acima das 7,5 toneladas, com 145 unidades vendidas. “Com este já é o sexto ano consecutivo de liderança da MAN no mercado nacional de autocarros acima das 7,5 toneladas. Para nós, 2008 foi um bom ano, vendeu-se bem e houve alguns concursos públicos para as grandes empresas, e esse é sempre o nosso principal

indicador para podermos avaliar se o ano vai ser bom ou mau”, afirmou o director comercial de autocarros da MAN Portugal e administrador da MANPorto. Este ano, a marca alemã arrancou na liderança do mercado de autocarros pesados, com 35 unidades vendidas no mês de Janeiro. Porém, avisa Luís Paradinha, “a percepção que temos é que não vai ser um ano tão bom como o ano

passado. Eu sou bastante optimista e, ao contrário do que toda a gente diz, também acho que o ano não vai ser tão mau quanto isso, vamos ter de trabalhar mais e ser um pouco mais criativos na área comercial. À partida, as perspectivas para 2009 são bastante razoáveis”.. Em relação aos grandes clientes e aos negócios em curso, Luís Paradinha destacou que as 20 unidades

agora vendidas ao Grupo Barraqueiro vêm dar sequência a uma relação comercial com cerca de um quarto de século. Outro grande cliente “histórico” é a Joalto, com quem “fechámos recentemente um negócio de 18 unidades MAN, algumas delas também com carroçarias Caetano”. Segundo Luís Paradinha, outro negócio em que a MAN detém uma liderança muito clara a nível nacional

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é o dos autocarros a gás natural, com cerca de 90% de quota de mercado. Só na STCP, a MAN tem uma frota de 250 unidades a gás natural, num negócio que “está correr muito bem e é para continuar”, que já engloba também o contrato de manutenção. O Porto é actualmente uma das cidades da Europa com mais autocarros a gás natural. Mas também neste capítulo há novidades na marca

alemã: “este ano vamos fornecer à Carris 20 autocarros a gás natural. São os primeiros MAN para aquela empresa, que já tem unidades a gás natural doutra marca, e que irão entrar em serviço no segundo semestre”. A MAN Finance, que se encontra em funcionamento no nosso país há cerca de dois anos, e que tem uma das suas principais ferramentas no leasing operacional, muito utilizado no negócio dos camiões, “começa agora também a ser implantado nos autocarros e já se sente alguma procura por este tipo de financiamento”. Em desenvolvimento, encontram-se também os contratos de outsourcing de manutenção programada e reparação, abrangendo grandes operadores como a STCP, e também, a partir de agora, cerca de 250 unidades na Carris.


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