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”O exército não deve ser mais do que o braço da nação, nunca a cabeça”, Pío Baroja y Nessi (1872 -1956)

N.º 2

MARTIUS 2010

www.contrabando.org Diretor: Daniel Gil Subdiretor: Subdireto or: r Javier J ier Hernández Mercedes Jav

contrabando Diretores Adjuntos: d’Abreu Miguel Diretore or s Adju j ntos: Carlos s d’ d Abreu | M iguel el l Ángel Pérez

revista

multilingue

FOTO: DANIEL GIL

Guarda Republicana vs Guardia Civil A segurança na Raia la seguridad en la Raya

pág.4

Calabria la ciudad

perdida in memorium

Pg.16,17

Había una vez una ciudad llamada Calabria… Así podría comenzar la historia de esta antigua ciudad de la región de Riba Côa y hoy desaparecida. Su historia, unas veces puede semejar un cuento fantástico y otras una novela de misterio. Si hoy sabemos de la existencia de Calabria, es por los documentos,

PATRIMONIU ASTURLLIONÉS

Pg.34

La Vergoña Llingüistica: Una de las custiones que más cuesta ye enseñar a tola comunidá en xeneral, qu’el patrimoniu llingüísticu asturllionés en tolas suas variedades esiste dalgún xeitu, con mayor o menor vivacidá. Nun ye dalgu muertu fai sieglos, nin tampoucu una sacadilla d’unos poucos.

La Peña Gorda un puzzle de vida

Pg.34,35

“Como una fortaleza amplia y aparentemente inexpugnable, luce La Peña Gorda de La Peña con su protector guerrero de sombra y misterio”

Mis conversaciones con Alfredo González Montes y su mujer, Virginia - Rehabilitación de la ermita - una encrucijada geográfica COMEDORES

Pg.24

Casa Conrado: El cerdo ibérico en su mejor versión culinaria - Detalles y especialidades - La receta de Casa Conrado Rabo de Toro al estilo de la Cuca

SECÇÕES ALMANAQUE | CRÓNICAS DEL MUNDO | ENCONTROS | GASTRONOMIA | CINE & MÚSICA | OPINIONES | CUENTOS | BIBLIOTECA | PARANORMALIA |HUMOR | TERAPIAS | NOTÍCIAS | HISTÓRIAS DEL TIEMPO | NATURALEZA | POESIA | TRADIÇÕES

B.I.C(I) SAN ESTEBAN a BARCA D’ALVA

Pg.20,21 Propuesta de Asociación Camino de Hierro : El Colectivo Camino de Hierro, una vez realizado el trabajo previo, aquella “Memoria Valorada” a la que nos referíamos en nuestro B.I.C. (1), donde proponía con firmeza y con argumentos económicos la conservación de la vía y la rehabilitación de túneles y puentes, en lugar de convertirla en vía verde y después de... Pub


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EDITORIAL

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FOTO: DANIEL GIL

da Nacional Republicana têm como missão, entre outras, o patrulhamento dos territórios interiores e rurais fora das grandes cidades, pelo que do ponto de vista de proximidade, e neste caso de zonas fortemente despovoadas, talvez sejam a maior representação humana dos seus Estados. Estes dois corpos militares e ou de carácter militar, através dos seus agentes, percorrem diariamente as suas populações e as localidades mais longínquas, e para além de cumprirem o seu papel de fazer respeitar a lei, são em grande parte os portadores da única sensação de segurança, que tanto afeta, e cada vez mais também os territórios rurais e o estado de espírito destas populações. Os agentes de segurança do território, para além do seu estatuto, que naturalmente em certos casos revela comportamento de excesso de zelo como em outras forças com poder, são humanos, e também vivem como os restantes cidadãos desta região os seus problemas do dia-a-dia. Um agente ou um soldadotem filhos, família, sofre igualmente de problemas de desemprego no seu círculo familiar,

partilha as mesmas carências nas áreas da saúde e da educação, paga também o preço da interioridade. Mas dum modo geral está ainda mais desprotegido que os seus concidadãos, pois tem mais obrigações que direitos. Assim, para o caderno desta edição contactámos os comandos territoriais de Bragança e Guarda, Zamora e Salamanca, e através dos dados por eles disponibilizados, apresentamos a informação possível para um melhor conhecimento destas forças. O tema das forças de segurança, entre Portugal e Espanha, tem estado em cima da mesa como nunca e, nem de propósito, quisemo-lo trazer a esta revista multilingue com a perspetiva documental e a sua realidade local em termos de cooperação transfronteiriça. Esta cooperação tem evoluído naturalmente e em áreas cada vez mais vastas, como a natureza, minimizando o papel de um Estado distante. Num território que se encontra longe dos seus poderes centrais, e cuja “bandeira” representada no espaço em baixo, será apenas isso mesmo enquanto os Estados não passarem a ser o prometido braço da o diretor população.

Um agente: partilha as mesmas carências nas áreas da saúde e da educação, paga também o preço da interioridade.

Esta cooperación ha evolucionado de forma natural y en areas cada vez mas vastas, minimizando el papel de un estado distante

L

a Guardia Civil y la Guarda Nacional Republicana tienen como mision, entre otras, patrullar los territorios interiores y rurales que se encuentran fuera del radio de la ciudad, por lo que, desde el punto de vista de la proximidad, y en este caso de las zonas con una gran despoblación, talvez sean la mayor representación de sus Estados. Estos dos cuerpos militares o de carácter militar, atraves de sus agentes, recorren diariamente las poblaciones y localidades mas distantes, y ademas de hacer cumplir su papel de respetar la ley, son los unicos que transmiten seguridad a estas poblaciones, algo que afecta cada vez mas a las areas rurales y al espiritu de sus pobladores. Ademas de su estatuto, que algunas veces revela exceso, los agentes de seguridad son humanos, y viven los problemas diarios como cualquier otra persona de estas regiones. Un agente o un soldado tiene hijos, familia, sufre el problema del desempleo en su entorno, comparte las mismas carencias en salud y educación, pagando tambien el precio de la

interioridad. En terminos generales se encuentra mas desprotegido que sus conciudadanos, porque tiene mas obligaciones que derechos. Para la edicion de este cuaderno hemos contactado con los comandos territoriales de Zamora, Salamanca, Bragança y Guarda, y atraves de los datos que nos han facilitado, elaboramos y tratamos la información para que se tenga un conocimiento mayor de estas fuerzas. El tema de las fuerzas de seguridad de España y Portugal ha estado en alza últimamente, y por eso hemos querido abordar el tema en esta revista multilingue con una perspectiva documental y su realidad local en terminos de cooperación transfronteriza. Esta cooperación ha evolucionado de forma natural y en areas cada vez mas vastas, minimizando el papel de un estado distante. En un territorio que se encuentra lejos de la administración central, y cuya “bandera” ondea bajo, no se pueden esperar cambios mientras los estados no sean el prometido brazo de la población. el director

(ao abrigo do Acordo ortográfico)

Cooperartoon

A

Guardia Civil e a Guar-


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OPINIÃO/OPINIÓN

Problemática

Estado da insegurança

general de Salamanca Associacíon Unificada de Guardias Civiles

Pedro Gouveia *

C

ontinuamos a ter um combate à criminalidade de serviços mínimos… Longe vão os tempos das fugas às fronteiras e do País de antigamente, mesmo assim voltamos a ter um dispositivo da GNR harmonizado com critérios que privilegiam o aquartelamento de forças, não se sabe bem para quê, uma vez que o dispositivo nacional se encontra a combater a criminalidade crescente, organizada e especialmente violenta, com uma espécie de serviços mínimos e pelos vistos por mais tempo. Felizmente temos as coisas a correrem bem no que à ETA diz respeito e assim se vai andando… É público que Portugal tem dos maiores rácios de Polícia por habitante de toda a Europa mas ao mesmo tempo tem igualmente números de patrulhamento efectivo que nos envergonham. Postos em zonas fronteiriças com meia dúzia de Guardas, Esta situação continua a lesar os profissionais da GNR e consequentemente os cidadãos uma vez que continua a ser a única força de segurança de todo o espaço globalizado Europeu, sem horário de trabalho, sem direito a um regime de folgas digno, a períodos mínimos de descanso e que continua a ter Postos só com um homem de serviço. Como é possível prestar um serviço de qualidade e excelência com estas contingências? Como é possível fazer formação contínua sem ter recursos humanos onde estes são imprescindíveis? Que tipo de sistemas de comunicações avançados e redes integradas de informação são esses que não chegam a todo o lado? Somos fantásticos a criar comissões de estudo, centros de coordenação, unidades especiais, mas a implementar e por em pratica as decisões dai resultantes, isso já é mais difícil.

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Portugal continua a formar Profissionais de Policia para as Tarefas mais diversas que nada têm a ver com serviço de Policia, forma Pessoal Técnico especialista e coloca-o a gerir messes, refeitórios, bares, cozinhas, oficinas, construção civil e outros. As famosas “Glock” são distribuídas ás pinguinhas, combatem a criminalidade e garantem a segurança dos profissionais, nas arrecadações e nos armários bem guardadas. O Saúde dos profissionais é tratada em cada Comando numa Hora por semana para uma dúzia de consultas… medicina preventiva nem vêla, o apoio psicológico, onde está? Os efectivos burocráticos imensos, uma estrutura burocrática desconcertante e sem paralelo, sem poder de resposta eficiente, agora o novo Estatuto Profissional até prevê a figura jurídica do indeferimento tácito, numa clara tentativa da administração não responder a quem clama justiça… Temos muita pena que sejam sacrificados os mesmos num País com 50000 Policias… A instituição persiste num comportamento profundamente dogmático, e recusa-se a olhar para os tristes números que nos envergonham e desmotivam cada vez mais, numa Europa que já tem, e pretende, uma Policia moderna eficaz e eficiente, que reclama uma área de liberdade, segurança e justiça para todos. Necessitamos instituições mais eficientes na gestão dos seus recursos que são mais escassos e cada vez mais necessários neste Mundo globalizado e inseguro, e Profissionais de Policia com tratamento digno de igual para igual, pois a dignidade também não tem fronteiras…

Portugal... tem números de patrulhamento efectivo que nos envergonham

A GNR é a única força de segurança de todo o espaço globalizado europeu, sem horário de trabalho

* membro da Direção Nacional da Associação dos Profissionais da Guarda

L

a AUGC Salamanca, cuenta en la Provincia con unos 400 asociados, que son parte de los 30000 que tiene en toda España. Como problemáticas más destacadas en la provincia señalaríamos las siguientes: *Número de efectivos en la provincia y número idóneo: En Salamanca, existen unos 750 Guardias Civiles, entre todas las especialidades, pero a nuestro juicio este número se debería de incrementar en un 25 % por lo menos, y además se debería de realizar un esfuerzo en la reestructuración actual de los Puestos de esta provincia. Para que la Guardia Civil del siglo XXI sea efectiva y resulte rentable, conviene acometer una reestructuración de su localización en la provincia; hoy en día no puede haber un puesto con 5 ó 6 Guardias (de los cuales en muchos casos efectivos son 3 o 4), no es lógico. Lo normal sería agrupar muchos de estos puestos pequeños en otros de mayor entidad, para así poder hacerlos efectivos de verdad. En la actualidad se emplea más del veinte por ciento del personal en prestar servicios de puertas, todo este personal se emplearía en aumentar las patrullas existentes o se desviaría a otros servicios. Estos puestos estarían al mando de un oficial y con varios suboficiales, con equipos de policía judicial, seprona, patrulla fiscal, equipo de investigación, intervención de armas, etc que podrían trabajar a turnos; con un equipo que pudiera recoger denuncias a domicilio. En cuanto a la incorporación de nuevos agentes a la provincia, esto solo se da como un ciclo regenerativo de personal, en ningún caso se habla de aumento de plantillas que sería lo necesario. Nosotros proponemos además que la totalidad de las vacantes sean cubiertas con Guardias Civiles profesionales y no con Guardias Alumnos, tal y como se suele hacer en la actualidad. Adaptada esta problemática a la zona fronteriza, supondría la creación de un Puesto Principal en Ciudad Rodrigo, con dependencias adecuadas, y la supresión de todos los próximos a esta localidad, haciendo de esta manera un gran aprovechamiento de recursos humanos que vería su beneficio en el servicio al ciudadano. Asimismo los acuartelamientos de la comarca de Vitigudino tendrían que reestructurarse, creando igualmente otro Puesto Principal que atendiese las necesidades operativas de la zona. *Puestos, con zonas problemáticas: En la actualidad el mayor problema que presenta la Comandancia, es el Puesto Principal de Santa Marta, ya que es el que engloba la mayor delincuencia e incidencia de la Provincia, por lo que habrá que dotarlo de más medios materiales y vehículos y así podríamos acometer y dar un mejor servicio al ciudadano. En cuanto al resto de zonas, me remito nuevamente a lo anteriormente citado sobre la reestructuración de las unidades. Otro problema añadido es que en la base aérea de Matacán no tenga unidad propia, sino que el servicio que se presta en el Aeropuerto sea detraído de personal destinado en labores de

seguridad ciudadana, principalmente del Puesto Principal de Santa Marta de Tormes. *Carencias en Salarios y condiciones de trabajos: Nosotros siempre hemos sido los hermanos pobres de las FCSE, no puede ser a día de hoy que un Mosso de Escuadra, Ertzaina o Policía local gane entre 500 y 900 € mas al mes que un guardia civil, este va a ser unos de nuestros principales motivos de lucha, del que vamos de la mano del Cuerpo Nacional de Policía; solamente hacer constar que el CNP se acaba de declarar en “conflicto colectivo”, y anuncia medidas de presión hacia el gobierno. En cuanto a condiciones de trabajo, pedimos el establecimiento de un turno de trabajo para todos los guardias civiles de la provincia, con una anticipación anual (esto se da desde hace años en la Policía Nacional), no puede ser que un Guardia Civil destinado en las Arribes no tenga turno fijo, por ser su unidad de pequeña entidad, esto tiene una solución fácil, que no es otra que una efectiva coordinación de servicios a nivel compañía de tal manera que pueda establecer un turno fijo y constante, o la reestructuración de unidades. Asimismo reclamamos la sustitución de los actuales e incómodos chalecos antibalas, así como la renovación de la flota de vehículos que en algunos casos supera los 300.000 Km, asi como la aplicación del plan de riesgos laborales, el cual se encuentra aun sin desarrollar por completo *Escasísimo número de agentes destinados a EMUME (equipo que se encarga que los casos de violencia doméstica y protección de menores): El problema de esta situación radica en la no especialización de estos agentes, puesto que a sus labores de EMUME, hay que añadirles otras de carácter general que impiden una especialización mas adecuada. No solo esto sino que el número es insuficiente, puesto que en determinadas ocasiones al ser requeridos, no pueden asistir al encontrarse bajos de personal. Desde nuestra asociación reclamamos un aumento de plantilla y que ésta se dedicada en exclusiva a casos de violencia doméstica y protección de menores, con presencia en todas las comarcas de la provincia y no solo en la capital. *Problemática específica en zona fronteriza con Portugal: Creemos necesario un mayor número de servicios conjuntos entre la GNR y Guardia Civil, con aumento de servicios y controles conjuntos, no solo en el ámbito antiterrorista, sino también en el de seguridad ciudadana. Asimismo es conveniente el cruce de bases de datos de manera efectiva y no solo en centros conjuntos como el CCPA de Fuentes de Oñoro. Las relaciones a pie de calle con la GNR se pueden calificar de excelentes. *El estado de acuartelamientos en la zona fronteriza, es otro punto a tratar, puesto que por poner un ejemplo el Cuartel de Ciudad Rodrigo se encuentra en muy mal estado, teniendo paralizado aún la construcción de un nuevo acuartelamiento. Asimismo sería conveniente la reforma o modernización de otros acuartelamientos de la zona que se encuentran en estado regular.

Creemos necesario un mayor número de servicios conjuntos entre la GNR y Guardia Civil

Pub


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CADERNO\CUADERNO FOTO: DANIEL GIL

Guardia Civil vs Guarda Nacional Republicana A segurança na fronteira por Daniel Gil

N

este caderno sobre retor da Segurança do Estado. No caso português, a GNR as forças de segurança de natureza é um “corpo especial de tropas militar presentes nos dotado de natureza adminisdistritos de Bragança e Guarda trativa autónoma”, depende e nas províncias de Zamora e do Ministro da Administração Salamanca, queremos dar a Interna, sendo as suas forças conhecer à população em ge- “colocadas na dependência ral dos dois lados da fronteira, operacional do Chefe do Estacomo se organizam e distri- do-Maior-General das Forças buem no terreno a Guarda Na- Armadas, e em estado de sítio cional Republicana (GNR) e a pelo Ministro da Defesa Nacional”. Guardia Civil (GC). Os Comandos Territoriais da Do lado espanhol, a GC e o Cuerpo Nacional de Policía GNR de Bragança e Guarda (CNP), compõem as forças e dependem do Comando-Geral com sede em Lisos corpos de segu...como se organiboa que concenrança do Estado. A GC é um “instituto zam e distribuem tra toda a estruarmado de nature- no terreno a Guar- tura de comando za militar”, respon- da Nacional Repu- da GNR, em geral, sável pela segu- blicana (GNR) e a e de todos os 20 rança nas” zonas Guardia Civil (GC). Comandos Territoriais espalhados de âmbito rural”, pelo país e pelas que depende do Ministro do Interior “no desem- regiões autónomas dos Açores penho das suas funções e do e da Madeira. Na província de Zamora, a Ministro da Defesa no cumprimento das missões de carácter GC está dividida em 3 compamilitar que este ou o Governo nhias territoriais, num total de lhe encomendem”. Em tempo 23 aquartelamentos, sendo de guerra e durante o estado que as de Zamora e Puebla de de sítio, esta força “dependerá Sanabria desenvolvem a sua exclusivamente” do Ministro da ação num território de fronteira. A comandancia de Zamora Defesa. As Comandancias da GC de não forneceu ao CONTRABANZamora e Salamanca, estão en- DO o número de efetivos. A GC quadradas na Zona da Guardia de Zamora presta serviço em Civil de León, que depende toda a extensão da província da Direção Geral de Castela e exceto nos termos municipais Leão, e por conseguinte do Di-

A GNR é um “corpo especial de tropas dotado de natureza administrativa autónoma”, depende do Ministro da Administração Interna GNR DANIEL GIL

La GC es un “instituto armado de naturaleza militar”, responsable por la seguridad en las zonas de “ámbito rural”, que dependen del Ministro del Interior GC

E

n este cuaderno sobre la Dirección General de Castilla las fuerzas de seguri- y León, y por consiguiente del dad de naturaleza mili- Director de Seguridad del Estatar presentes en los dis- do. tritos de Bragança y Guarda y En el caso Portugués, la en las provincias de Zamora GNR es un “cuerpo especial y Salamanca, queremos dar de tropas dotado de naturalea conocer a la población en za administrativa autónoma”, general de los dos lados de la que depende del Ministro de la frontera, como están organiza- Administración Interna, estandas, estructuradas y distribui- do sus fuerzas “colocadas en la das por el terreno la Guarda dependencia operacional del Nacional Republicana (GNR) y Jefe del Estado Mayor General la Guardia Civil (GC). de las fuerzas armadas, y en esDel lado español, la GC y el tado de sitio por el Ministro de Cuerpo Nacional como están orga- Defensa” de Policía (CNP), Los comancomponen las fuer- nizadas, estructu- dos territoriazas y cuerpos de radas y distribui- les de la GNR seguridad del Es- das por el terreno de Bragança y tado. La GC es un la Guarda Nacio- Guarda depen“instituto armado nal Republicana den del Comande naturaleza mido General con (GNR) y la Guardia sede en Lisboa litar”, responsable Civil (GC). por la seguridad que concentra en las zonas de toda la estruc“ámbito rural”, que dependen tura del comando de Guarda, del Ministro del Interior “en el en general, y de todos los 20 desempeño de sus funciones y comandos territoriales distridel Ministro de Defensa en el buidos por el país y por las recumplimiento de las misiones giones autónomas de Açores y de carácter militar que este o Madeira. el gobierno le encarguen”. En En la provincia de Salatiempo de guerra y durante el manca, la GC está dividida en estado de sitio, esta fuerza de- 4 compañías, siendo las de penderá única y exclusivamen- Ciudad Rodrigo y Vitigudino te del Ministro de Defensa. las que extienden su acción Las comandancias de la GC hasta la frontera. Según la code Zamora y Salamanca, están mandancia de Salamanca, esta encuadradas en la Zona de la dispone de 900 efectivos y GC de León, que depende de


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SEGURANÇA/SEGURANCIA PORTUGAL 20 comandos territoriais da Guarda Nacional Républicana (GNR), com 126 destacamentos, 502 postos territoriais e cerca de 25 mil efetivos (incluI ilhas) Población residente em Portugal no ano de 2008 =10.627.250

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CASTILLA Y LEÓN 1 unidade fundamental de mando (León), 9 comandancias para 31 compañías de la Guardia Civil, con 254 puestos de seguridad ciudadana y 7 mil efectivos Estimaciones de la Población Actual de Castilla y León = 2.499.159

Portugal

Comunidad Autonomica de Castilla y León

España Población Superficie km2 SALAMANCA GUARDA ZAMORA BRAGANÇA

Bragança Guarda Nacional Republicana (GNR) - Comando Territorial de Bragança

Guarda Guarda Nacional Republicana (GNR) - Comando Territorial da Guarda

353.404

Portugal e Espanha

Densidad hab\km2

12.349

28,62

173.716

5.518

31,48

195.665

10.564

18,67

148.808

6.608

28,62

contam com 5 Centros de Cooperação Policial e Aduaneira (CCPA) ao longo da fronteira dos dois países: - Castro Marim / Ayamonte - Vilar Formoso / Fuentes de Oñoro - Caya / Elvas - Tuy / Valença do Minho - Quintanilha / San Martín de Pedroso

Zamora Comandancia de La Guardia Civil (CG)de Zamora - Zona de la CG de León

(Os CCPA, articulam da parte portuguesa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Guarda Nacional Républicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Polícia Judiciária (PJ) e a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, e da parte espanhola, representantes do Cuerpo Nacional de Policia (CNP), da Guardia Civil, e Departamento de Aduanas de Espanha).

Salamanca Comandancia de La Guardia Civil (GC) de Zamora - Zona de la GC de León

de capital Zamora, da respon- na vila transfronteiriça de Vilar sabilidade do CNP. Formoso, e em mais 26 postos Na província de Salamanca, territoriais, perfazendo 668 hoa GC está dividida em 4 compa- mens, número que inclui os 26 nhias, sendo que as de Ciudad guardas florestais, disponibiliRodrigo e Vitigudino estendem zado pelo Comando Territorial a sua ação até à fronteira. Se- do respetivo distrito. gundo a Comandancia de SalaEm Espanha, as respetivas manca, esta conta em catálogo companhias territoriais da GC com cerca de 900 homens efe- integram diversas especialidativos e com aquartelamentos des, como as Patrulhas Fiscais em 32 povoações da província. Territoriais (PAFITE), os Serviços Tem responsabilidade em toda de Proteção da Natureza (SEa extensão da província exceto PRONA), as equipas de Internas cidades de Ciudad Rodrigo venção de Armas e Explosivos e Béjar, da responsabilidade do e as Equipas de Polícia Judicial, CNP. com base nos Bragança: cerca No distrito aquartelamentos de Bragança, os de 700 homens no de fronteira em efetivos da GNR distrito, número Zamora, Puebla de distribuem-se nos Sanabria, Bermillo que inclui os 45 destacamentos homens do GIPS de Sayago, Vititerritoriais de Bragudino, Ciudad gança, Mirandela, Rodrigo e Fuentes Torre de Moncorvo e Miranda de Oñoro. A especialidade de do Douro, este último na fron- trafico encontra-se localizada teira, e em 18 postos territo- em Ciudad Rodrigo riais, para um total de cerca de Por seu turno, em Portugal, 700 homens no distrito, núme- segundo explicação fornecida ro que inclui os 45 homens do pelo Comando Territorial da Grupo de Intervenção Proteção GNR da Guarda, os “efetivos e Socorro, os chamados GIPS. A operacionais distribuem-se por segurança pública das cidades um Destacamento de Trânsito de Bragança e Mirandela é da para policiamento das vias roresponsabilidade da Polícia de doviárias de todo o distrito e Segurança Pública (PSP). investigação de acidentes de Já no distrito na Guarda, os viação graves”. Cada um dos efetivos da GNR distribuem- Destacamentos Territoriais “disse nos destacamentos territo- põe de órgãos que reforçam a riais localizados nas cidades atividade operacional dos seus da Guarda, Gouveia, Pinhel e

...em mais 26 postos territoriais, perfazendo 668 homens, número que inclui os 26 guardas florestais GNR da Guarda DANIEL GIL

la comandancia de Salamanca, esta dispone de 900 efectivos y 32 cuarteles distribuidos por la provincia GC de Salaman-

32 cuarteles distribuidos por la En el distrito de Guarda, los provincia. Tienen responsabili- efectivos de la GNR se distridad en toda la extensión de la buyen por los destacamentos provincia menos en Béjar y Ciu- territoriales sitos en las ciudadad Rodrigo, de la responsabili- des de Guarda, Gouveia, Pinhel dad del CNP. y en la localidad transfronteriza En la provincia de Zamora, de Vilar Formoso, y en mas de la GC esta dividida en 3 com- 26 puestos territoriales, con un pañías territoriales, en un total total de 668 efectivos, numede 23 cuarteles, siendo las de ro que incluye los 26 guardias Zamora y Puebla de Sanabria forestales, facilitados por el Colimítrofes con la frontera portu- mando Territorial del respectiguesa. La comandancia de Za- vo distrito. mora no ha facilitado al periódiEn España, las respectivas co CONTRABANDO el número compañías territoriales de la de efectivos. La GC de Zamora GC integran diversas especiapresta servicio en La comandancia lidades, como las toda la extensión de Zamora no ha Patrullas Fiscales de la provincia exTerritoriales (PAcepto en los tér- facilitado al perió- FITE), los Servicios minos municipales dico CONTRABAN- de Protección de de Zamora capital, DO el número de la Naturaleza (SEque son responsaPRONA), los equiefectivos. bilidad del CNP. pos de intervenciEn el distrito de Bragança, ón de Armas y Explosivos y los los efectivos de la GNR se dis- Equipos de la Policía Judicial, tribuyen en los destacamentos con base en los cuarteles de territoriales de Bragança, Mi- frontera de Zamora, Puebla de randela, Torre de Moncorvo y Sanabria, Bermillo de Sayago, Miranda do Douro, este ultimo Vitigudino, Ciudad Rodrigo y en la frontera, y en 18 puestos Fuentes de Oñoro. La especiaterritoriales, para un total de lidad de Tráfico se encuentra alrededor de 700 hombres en sita en Ciudad Rodrigo. el distrito, numero que incluye Por su vez, en Portugal, exa los 45 hombres del Grupo de plicación dada por el Comando Intervención, Protección y So- Territorial de la GNR de Guarcorro, los llamados GIPS. El dis- da, “los efectivos operacionales trito de Bragança cuenta con se distribuyen por un Destacalas ciudades de Bragança y Mi- mento de Trafico para el conrandela protegidas por la Poli- trol de las carreteras de todo el cía de Seguridad Publica (PSP).


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CADERNO\CUADERNO

ESTATUTO ORGÁNICO DE LA GUARDIA CIVIL LEY Orgánica 11/2007, de 22 de octubre, reguladora de los derechos y deberes de los miembros de la GCivil

Disposición general Artículo 1. Objeto y ámbito de aplicación. 1. La presente Ley Orgánica regula los derechos que corresponden y los deberes que son exigibles a los miembros de la Guardia Civil en desarrollo del régimen de los derechos y libertades públicas establecidos por la Constitución, y de los principios del Estado social y democrático de Derecho, con las particularidades derivadas de su carácter de Instituto Armado de naturaleza militar

Artíc. 5. Derecho a la intimidad y a la vida privada. 1. Los miembros de la Guardia Civil tienen garantizados los derechos a la intimidad, a la inviolabilidad del domicilio y al secreto de las comunicaciones, en los términos establecidos en la Constitución y en el resto del ordenamiento jurídico. A estos efectos el pabellón que tuviera asignado el Guardia Civil en su unidad se considerará domicilio habitual. 2. El jefe de la unidad, centro u órgano donde el Guardia Civil preste sus servicios podrá autorizar, de forma expresamente

motivada, el registro personal o de los efectos y pertenencias que estuvieren en los mismos, cuando lo exija la investigación de un hecho delictivo. El registro se realizará con la asistencia del interesado y en presencia de, al menos, un testigo.

deberán ser comunicadas previamente al jefe de la unidad, centro u órgano correspondiente, quien podrá no autorizarlas por causa del funcionamiento del servicio.

3. Los datos relativos a los miembros de la Guardia Civil estarán sujetos a la legislación sobre protección de datos de carácter personal.

3. En todo caso no podrán asistir a manifestaciones o reuniones vistiendo el uniforme reglamentario, ni portando armas y deberán respetar las exigencias de neutralidad propias de la condición de Guardia Civil.

Artic. 7. Libertad de expresión y de información.

Artic. 9. Derecho de asociación.

1. Los Guardias Civiles tienen derecho a la libertad de expresión y a comunicar y recibir libremente información en los términos establecidos por la Constitución, con los límites que establece su régimen disciplinario, el secreto profesional y el respeto a la dignidad de las personas, las instituciones y los poderes públicos. 2. En asuntos de servicio o relacionados con la Institución el ejercicio de estos derechos se encontrará sujeto a los límites derivados de la observancia de la disciplina, así como a los deberes de neutralidad política y sindical, y de reserva.

Los Guardias Civiles tienen derecho a asociarse libremente y a constituir asociaciones, de conformidad con lo previsto en los artículos 22 y 104.2 de la Constitución y en esta Ley Orgánica, para la defensa y promoción de sus derechos e intereses profesionales, económicos y sociales.

Artic. 8. Derecho de reunión y manifestación.

Los Guardias Civiles no podrán ejercer el derecho de huelga ni realizar acciones sustitutivas o similares a la misma, ni aquellas otras concertadas con el fin de alterar el normal funcionamiento de los servicios.

1. Los Guardias Civiles no podrán organizar manifestaciones o reuniones de carácter político o sindical. 2. Las reuniones de Guardias Civiles en dependencias oficiales

Postos, como sejam um Núcleo GNR, a PSP, a Polícia Judiciária de Programas Especiais (NPE) (PJ), a Direção-Geral das Alfân- particularmente vocacionado degas e dos Impostos Especiais para “Escola Segura” e “Idosos sobre o Consumo, e da parte em Segurança” -, um Núcleo espanhola, representantes do de Investigação Criminal (NIC) Cuerpo Nacional de Policia e uma Equipa de Proteção Am- (CNP), da Guardia Civil, e do biental (SEPNA)”. Departamiento de Aduanas de “Quando necessário, pode España. ainda concentrar meios humaNa região presente no esnos e materiais e implementar tudo deste caderno, a norte, Forças de Intervenção Rápida o CCPA de Quintanilha / San para segurança reforçada e Martin del Pedroso, o último manutenção ou reposição da a ser criado (agosto de 2009), ordem pública e Equipas de encontra-se à espera de “avanAção Fiscal para çar para a verten“Quando necesfiscalização de aste operacional, petos de natureza sário, pode ainda nomeadamente fiscal e Aduaneira”, concentrar meios controlos e parefere ainda o mes- humanos e mate- trulhas conjunmo Comando, situ- riais e implemen- tas por falta de ação que é comum meios, sobretudo tar Forças de Inà organização dos recursos humarestantes Coman- tervenção Rápida nos”, reconheceu (GNR Guarda) dos Territoriais do um inspetor do país. Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) à Centros de Cooperação Poli- Agência Lusa num debate procial e Aduaneiro(CCPA) movido no âmbito dos 97 anos Portugal e Espanha contam da GNR de Bragança, decorricom 5 Centros de Cooperação do em fevereiro. Policial e Aduaneira, ao longo Segundo informou, “Precisada fronteira: Castro Marim / mos no mínimo do dobro das Ayamonte ; Vilar Formoso / pessoas que trabalham lá”, realFuentes de Oñoro ; Caya / El- çando que só a duplicação dos vas ; Tuy / Valença do Minho atuais seis elementos portugue; Quintanilha / San Martin del ses e espanhóis das diferentes Pedroso. forças de segurança permitiria Os CCPA, articulam da parte alargar a intervenção. portuguesa, o Serviço de EsTambém aquele órgão de trangeiros e Fronteiras (SEF), a

Bragança: falta de meios, sobretudo recursos humanos”, reconheceu um inspetor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) SEF DANIEL GIL

Portugal y España cuentan con 5 centros de Cooperación Policial y Aduanera, situados en puntos fronterizos GNR/GC

Artic. 11.Derecho de sindicación. Los Guardias Civiles no podrán ejercer el derecho de sindicación.

Artic. 12. Derecho de huelga.

distrito y para la investigación monte; Vilar Formoso / Fuentes de accidentes graves de trafi- de Oñoro; Caya / Elvas; Tuy / co”. Cada uno de los destaca- Valença do Minho; Quintanilha mentos territoriales “dispone / San Martín del Pedroso. Los CCPA están constituide órganos que refuerzan la actividad operacional de sus dos, del lado portugués, por el Puestos, como son un Núcleo Servicio de Extranjeros y Fronde Programas Especiales (NPE) teras (SEF), la GNR, la PSP, la -particularmente orientado Policía Judicial (PJ), la Direccipara “Escuela Segura” y “Mayo- ón General de Alfandegas y de res Seguros”-, un Núcleo de In- los Impuestos Especiales sobre vestigación Criminal (NIC), y un Consumo; e en el lado español, equipo de Protección Ambien- representantes del CNP, de la GC, e del Departamento de tal (SEPNA)”. “En caso de necesidad, se Aduanas de España. En la regipueden concentrar Até Outubro ón estudiada y medios humanos de 2009 o PNDI analizada para y materiales e implementar Fuerzas funcionou apenas este cuaderno, al de Intervención com um vigilante Norte, el CCPA Rápida para una se- a meio tempo, mês de Quintanilha / San Martín del guridad reforzada em que deixou de Pedroso (ultimo y manutención o ter qualquer que ha sido creareposicionamiento vigilante do, en agosto de del Orden Público 2009) esta espey los Equipos de Acción Fiscal para la fiscalización rando “avanzar para la vertiende aspectos de naturaleza fiscal te operacional, principalmente y/o aduanera”, menciona el controles y patrullas, pero nos mismo comando, situación que faltan medios, sobretodo recures una practica de la organiza- sos humanos”, reconoció un ción de los demás comandos inspector del SEF a la Agencia Lusa en un debate promovido territoriales del país. en el Ámbito de los 97 años de Centros de Cooperación la GNR de Bragança, decorrido Policial y Aduanera (CCPA) en febrero. Según explico, “necesitamos Portugal y España cuentan con 5 centros de Cooperación como mínimo el doble de las Policial y Aduanera, situados personas que se encuentran en puntos fronterizos de los trabajando ahora”, adelanto, dos países: Castro Marim / Aya-


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SEGURANÇA/SEGURANCIA

ESTATUTO DOS MILITARES DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas (LEI Orgânica 02/2007, de 16 de Abril,)

Artigo 27.º - Regras gerais sobre o exercício de direitos .....

2 — Os militares em efectividade de serviço são rigorosamente apartidários e não podem usar a sua arma, o seu posto ou a sua função para qualquer intervenção política, partidária ou sindical, nisto consistindo o seudever de isenção. 3 — Aos militares em efectividade de serviço não são aplicáveis as normas constitucionais relativas aos direitos dos trabalhadores cujo exercício pressuponha os direitos fundamentais a que se referem os artigos seguintes, na medida em que por eles sejam restringidos, nomeadamente a liberdade sindical, o direito à criação e integração de comissões de trabalhadores e o direito à greve.

Artigo 28.º - Liberdade de expressão 1 — Os militares em efectividade de serviço têm o direito de proferir declarações públicas sobre qualquer assunto, com a reserva própria do estatuto da condição militar, desde que aquelas não ponham em risco a coesão e a disciplina das For-

ças Armadas, nem o dever de isenção política, partidária e sindical dos seus membros. 2 — Os militares em efectividade de serviço estão sujeitos a dever de sigilo relativamente às matérias cobertas pelo segredo de justiça ou pelo segredo de Estado e por outros sistemas de classificação, aos factos referentes ao dispositivo, à capacidade militar, ao equipamento e à acção operacional das Forças Armadas de que tenham conhecimento em virtude do exercício das suas funções, bem como aos elementos constantes de centros de dados e registos de pessoal que não possam ser divulgados.

Artigo 29.º - Direito de reunião 1 — Os militares em efectividade de serviço podem, desde que trajem civilmente e não ostentem qualquer símbolo nacional ou das Forças Armadas, convocar ou participar em reuniões legalmente convocadas sem natureza político -partidária ou sindical. 2 — Os militares em efectividade de serviço podem assistir a reuniões político -partidárias e sindicais legalmente convocadas se não usarem da palavra nem exercerem qualquer função na sua preparação, organização ou condução ou na execução das deliberações tomadas. 3 — O direito de reunião não pode ser exercido dentro das unidades e estabelecimentos militares nem de modo que pre-

informação, o Comandante ilegal, drogas e controles móDistrital da GNR de Bragança, veis, segundo o Comando de lembrou que é impossível, por Salamanca. Prática que ocorre exemplo, numa operação de também entre o Comando de controlo e perante uma situa- Zamora e o de Bragança. ção suspeita, obter informação Segundo o Comando da imediata sobre se existem man- GNR da Guarda, representam dados de captura internacio- fatores de “preocupação” para nais ou cadastro. as autoridades policiais nacioJá o CCPA de Vilar Formoso nais e espanholas, ”aspetos de / Fuentes de Oñoro, não apre- criminalidade transfronteiriça senta carências, segundo os grave como sejam: a imigração Comandos da GNR e da GC, ilegal, o tráfico de seres humada Guarda e de Salamanca, res- nos, a droga, as armas, os veípetivamente com 21 e 10 efe- culos furtados, a moeda falsa, tivos. os roubos, o terroSegundo a Co- Realizam-se reuni- rismo, a contrafamandancia de Sa- ões anuais entre ção de vestuário, a lamanca, a GNR os dois Corpos a fuga a impostos soe a GC de forma bre combustíveis, nível nacional, conjunta, “realizam semestrais a nível tabaco, bebidas alperiodicamente coólicas”, entre ouregional, bimescontroles móveis tros tipos de bens. trais a nível das em ambos os la“Estes são fecompanhia dos da fronteira”, nómenos que geque “servem não ram informações só para combater a delinquên- regularmente analisadas em cia, mas também para forjar e reuniões entre a Guarda Civil estreitar ainda mais os laços de e a GNR e, ainda, entre estes e união entre os dois corpos po- os outros organismos que inteliciais”. gram o Centro de Cooperação Realizam-se reuniões anuais Policial e Aduaneiro de Vilar entre os dois Corpos a nível Formoso”, refere ainda o Conacional, semestrais a nível re- mando da GNR da Guarda. gional, bimestrais a nível das Na primeira linha de fronteicompanhias de Vilar Formo- ra, na província de Salamanca, so - Ciudad Rodrigo / Torre de as companhias da GC de CiuMoncorvo - Vitigudino, e men- dad Rodrigo e Vitugudino, têm sais ao nível das especialidades ao serviço 256 militares, para sobre os temas da delinquên- 15 aquartelamentos territoriais. cia transfronteiriça, imigração

Estes são fenómenos que geram informações regularmente analisadas em reuniões entre a Guarda Civil e a GNR... GNR da Guarda C.SALAMANCA

...sirven no solo para combatir la delincuencia, también para forjar y estrechar todavía mas los lazos de union entre los dos cuerpos policiales”. GC de Salaman-

7

judique o serviço normalmente atribuído ao militar ou a permanente disponibilidade deste para o seu cumprimento.

Artigo 30.º - Direito de manifestação Os militares em efectividade de serviço podem participar em manifestações legalmente convocadas sem natureza político -partidária ou sindical, desde que estejam desarmados, trajem civilmente e não ostentem qualquer símbolo nacional ou das Forças Armadas e desde que a sua participação não ponha em risco a coesão e a disciplina das Forças Armadas.

Artigo 31.º - Liberdade de associação 1 — Os militares em efectividade de serviço têm o direito de constituir ou integrar associações sem natureza política, partidária ou sindical, nomeadamente associações profissionais. 2 — O exercício do direito de associação profissional dos militares é regulado por lei própria.

Artigo 32.º - Direito de petição colectiva

Os militares em efectividade de serviço têm o direito de promover ou apresentar petições colectivas dirigidas aos órgãos de soberania ou a outras autoridades, desde que as mesmas não ponham em risco a coesão e a disciplina das Forças Armadas, nem o dever de isenção política, partidária e sindical dos seus membros.

recalcando que sólo con la du- Ciudad Rodrigo y Torre de Monplicación de los actuales 6 ele- corvo / Vitigudino y mensuales mentos portugueses y españo- al nivel de las especialidades soles de las diferentes fuerzas de bre los temas de la delincuencia seguridad se podría alargar la transfronteriza, inmigración ileintervención” gal, drogas y controles móviles, Dentro de este órgano de según el comando de Salamaninformación, el Comandante ca. Esta práctica también se lleDistrital de la GNR de Bragan- va a cabo entre las comandança, refirió que es imposible, por cias de Zamora y Bragança. ejemplo, que en una operación Según el comando de la de control y frente a una situ- GNR de Guarda, representan ación de sospecha, se pueda aspectos de “preocupación” obtener información inmediata para las autoridades españosobre si existen mandatos inter- las y portuguesas, “aspectos nacionales de busca y captura de criminalidad transfronteriza o historiales delictivos. grave como son: la inmigración El CCPA de ilegal, el trafico de las compañías de Fuentes de Oñoro seres humanos, la la GC de Ciudad / Vilar Formoso no droga, las armas, presenta carencias, Rodrigo y Vitigu- los vehículos rosegún los coman- dino cuentan con bados, la moneda dos de la GNR y de falsa, los robos, el 256 militares la GC, de Guarda y terrorismo, la falSalamanca, con 21 sificación de ropa, y 10 efectivos respectivamente. la evasión de impuestos sobre Según la Comandancia de combustibles, tabaco, bebidas Salamanca, la GNR y la GC de alcohólicas”, entre otros bienes. forma conjunta, “realizan con“Estos fenómenos generan troles móviles en ambos lados informaciones regularmente de la frontera”, que, “sirven analizadas en reuniones entre no solo para combatir la delin- la Guardia Civil y la GNR, y tamcuencia, también para forjar y bién entre estos y otros organisestrechar todavía mas los lazos mos que integran el Centro de de union entre los dos cuerpos Cooperación Policial y Aduanepoliciales”. ro de Vilar Formoso”, refiere el Se realizan reuniones anua- comando de la GNR de Guarles entre los dos cuerpos, a ni- da. Próximas a la frontera, en vel nacional, semestrales a nivel regional, bimestrales para las la provincia de Salamanca, las compañías de Vilar Formoso / compañías de la GC de Ciudad


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CADERNO\CUADERNO Comando da GNR - Guarda

C CONTROLES ONTROLES MÓVEIS

OPERAÇÕES E RESULTADOS ANO DE 2009 N.º de Acções ç

34 Oficiais

Militares empenhados

Sargentos Guardas

12 32 150

Veículos fiscalizados

2900

Pessoas fiscalizadas

3200

Autos levantados

181

Km p percorridos

9630

AMBIENTE E NATUREZA FISCALIZAÇÃO AO NEMÁTODO NA ZONA DE FRONTEIRA ANO DE 2009 N º de Operações N.

232

Viaturas Fiscalizadas

7208 Sem Marca ISPM 15

Com infracção

Marca inválida

233

2009 - RESULTADOS DAS OCORRÊNCIAS E DA FISCALIZAÇÃO NA ÁREA DO AMBIENTE E DA NATUREZA NA ZONA DE ACÇÃO DOS POSTOS DE FRONTEIRA (F C Rodrigo, Almeida, V Formoso, Soito, Miuzela) CONTRA-ORDENAÇÕES NA ÁREA DO AMBIENTE E NATUREZA = 328 - Nemátodo do pinheiro - a maioria, 233 - , fogueiras, queimadas, limpeza de mato, abate de árvores, águas residuais, óleos, lixo, residuos de obras, rsiduos ded sucatas, transporte de animais, cães - Não contempla os resultados de todas as acções de fiscalização feitas em área do PNDI no Concelho de Figueira, nomeadamente as efetuadas pela Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente de Zona Especial (EPNAZE) do Comando Territorial de Bragança, sedeada em Mogadouro, que assume a fiscalização nessa área no que se refere a aspectos específicos de áreas classificadas.

7

ARMAS E MUNIÇÕES APREENSÕES NA ZONA DE FRONTEIRA NO ANO DE 2009 N.º de Acções ç

CRIMES NA ÁREA DO AMBIENTE E NATUREZA = 20 - Caça e IncÊndios.

INCÊNDIOS fLORESTAIS = 223

- Incêndios relativamente aos quais não se verificaram pressupostos para a classificação como crimes.

12

Pistolas 6,35 mm/ 7,65 mm

5

Espingardas caçadeiras

5

Armas brancas

11

Munições diversos calibres

589

Detidos

12

ESTUPEFACIENTES APREENSÕES NA ZONA DE FRONTEIRA NO ANO DE 2009 N º de Acções N.

10

Haxixe (gramas) C Cannabis bi Detidos

198,8 Plantas Sementes

CONTRAFACÇÃO

38

OS DADOS PRESENTES NESTA PÁGINA FORAM FORNECIDOS PELO COMANDO DA GNR DA GUARDA E REPRESENTAM AÇÕES CONJUNTAS ENTRE A GNR E A CG - QUADRO A CORES. OS RESTANTES DADOS E QUADRO A NEGRO SÃO REFERENTES EXCLUSIVAMENTE AO COMANDO DA GNR DA GUARDA.

1173 4

APREENSÕES NA ZONA DE FRONTEIRA NO ANO DE 2009

CONTRAFACÇÃO APREENSÕES NA ZONA DE FRONTEIRA NO ANO DE 2009

N º de Acções N. Peças de vestuário DVD/CD P Pessoas Identificadas Id ifi d

8 Quantidade Valor Quantidade Valor

8535 266.600 € 464 8.130 € 10

Do lado português, no distri- re este Comando. to da Guarda, a GNR possui Também o Comando da 123 homens para os 8 postos GNR da Guarda, considera semais próximos da fronteira. No rem os meios ”suficientes para entanto, comparativamente, o cumprimento da missão”, no as duas companhias de Sala- entanto quanto a meios matemanca referidas têm uma área riais e a instalações, “não deixa aproximadamente igual a todo de se fazer alusão a melhorias o distrito da Guarda, o que nos que, não estando ao alcance do leva a concluir que o rácio ter- Comando Territorial resolver, ritorial de efetivos da GNR é desejaríamos ver implementasuperior ao da GC, a nível da das”, afirma aquele Comando. totalidade dos seus territórios e O Comando de Salamanca, igualmente nos postos de fron- destaca ainda o intercâmbio teira. de informação policial entre Ao nível da província de Za- os dois países e entre diversos mora e do Distrito acordos – ver enno distrito da de Bragança, não trevistas nas páginos foram disponinas seguintes – e Guarda, a GNR bilizados dados rea necessidade de possui 123 holativos ao número “prosseguir o tramens para os 8 pormenorizado de balho em matérias postos mais próxiefetivos na região, de infra-estruturas sendo que no mos da fronteira. e de meios técnicaso do Comando cos que vão facilide Bragança, este não só não tando o trabalho de cooperarespondeu às perguntas solici- ção e coordenação”. tadas, como não nos fez cheTambém o Comando da gar qualquer documentação à GNR da Guarda, sublinha a “coredação do CONTRABANDO laboração e coordenação com até ao fecho desta edição. As a Guardia Civil de Espanha, perguntas foram solicitadas ao não só em ações de fiscalizaComando de Bragança em 12 ção conjunta nas denominadas de janeiro último. ações de Controlos Móveis de Segundo o Comando de Sa- rotina regularmente planeados lamanca, este dispõe de meios e executados, como em ações humanos e materiais adequa- inopinadas na sequência de dos para fazer o seu trabalho, ocorrências pontuais que exi“se bem que tudo é suscetível gem pronta intervenção de um de ser melhorado e deve ser lado ou de outro da fronteira preocupação constante”, refe- ou em ambos os lados”.

...melhorias que, não estando ao alcance do Comando Territorial resolver, desejaríamos ver implementadas”, afirma aquele Comando. GNR da Guarda DANIEL GIL

“proseguir el trabajo en materia de infraestructuras y de medios técnicos que van facilitando el trabajo de cooperación y coordinación” GC de Salamanca

Rodrigo y Vitigudino cuentan preocupación constante”. Asimismo, el comando de la con 256 militares, distribuidos por los 15 cuarteles territoriales. GNR de Guarda considera que Del lado portugués, en el distrito los medios de que disponen “son de Guarda, la GNR cuenta con suficientes para el cumplimiento 123 hombres para 8 cuarteles de la misión”, pero en relación a distribuidos cerca de la frontera. los medios materiales y a las inHay que reseñar sin embargo, fraestructuras, “no dejamos de que las 2 compañías de Sala- hacer alusiones a una serie de manca tienen un área aproxima- mejoras que, a pesar de que el damente igual a todo el distrito Comando Territorial no las puede Guarda, lo que nos lleva a de resolver, nos gustaría ver imconcluir que la distribución ter- plementadas”. El comando de Salamanca, ritorial de efectivos de la GNR es superior al de la GC, en relación destaca el intercambio de ina la totalidad de sus territorios y formación policial entre los dos países através de puestos fronterizos. En relación a que los medios de diversos acuerdos la provincia de Za- que disponen “son -ver entrevistas en mora y al distrito suficientes para el paginas siguientesy a la necesidad de de Bragança, no nos han sido pro- cumplimiento de “proseguir el trala misión” bajo en materia de porcionados datos infraestructuras y relativos al número de medios técnicos pormenorizado de efectivos en la región. Además, que van facilitando el trabajo de el Comando de Bragança no cooperación y coordinación”. También el comando de la solo no respondió a las preguntas solicitadas, sino que tampo- GNR de Guarda subraya la “Coco hizo llegar documentación laboración y coordinación con alguna a la redacción de CON- la Guardia Civil de España, no TRABANDO antes del cierre de solo en materia de fiscalización esta edición. Las preguntas fue- conjunta en las denominadas ron solicitadas al Comando de acciones de Controles Móviles Bragança el 12 de Enero de este rutinarios regularmente planeados y ejecutados, así como en año. Según el comando de Sala- acciones puntuales que requiemanca, este dispone de medios ren una rápida intervención de materiales y humanos adecua- un lado u otro de la frontera o dos para hacer su trabajo, pero en ambos lados”. resalta que “todo es susceptible de ser mejorado y debe ser una


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SEGURANÇA/SEGURANCIA

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FORÇAS DE SEGURANÇA / FUERZAS DE SEGURIDAD

Bragança / Zamora Guarda / Salamanca

Comandos Territoriais

Comandancias Postos

Destacamentos Territoriais da GNR

Territoriais GNR

Puestos Territoriales GC

de la Guardia Civil (GC)

Compañias Territoriales GC

Centro de Cooperação Policial e Aduaneira GNR | Policia de Segurança Pública | Policia Judiciária | Serviço de Estrangeiros e Fronteiras | Direcção Geral de Alfandegas | Departamiento de Aduanas dependente de la Agencia Tributaria | Cuerpo Nacional de Policia | GCIVIL

infografia: DANIEL GIL

Guarda Nacional Republicana (GNR)


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ENTREVISTA

entrevista Comandancia de La Guardia Civil de Salamanca por Daniel Gil

C

ual es el número total de efectivos de la Guardia Civil en la provincia de Salamanca y nominalmente en las comarcas fronterizas? La Comandancia de la Guardia Civil de Salamanca está encuadrada en la Zona de la Guardia Civil de León a la que pertenece, es la Unidad territorial fundamental de mando, el cual es ejercido por un Teniente Coronel y auxiliado por dos Comandantes. La Comandancia de Salamanca cuenta en catálogo con cerca de 900 efectivos con acuartelamientos en 32 poblaciones de la Provincia, desde dichos acuartelamientos se presta servicio en toda su extensión, excepto los términos municipales de Salamanca capital y Béjar, estas últimas poblaciones bajo responsabilidad de CNP. Cuatro Compañías territoriales configuran el despliegue territorial de la Comandancia y son la unidad intermedia de mando el cual es ejercido por un Capitán. De estas cuatro compañías, dos son las que limitan con Portugal. Concretamente la 3ª compañía, cuyo mando se encuentra en Ciudad Rodrigo y la 4ª compañía, cuyo mando se encuentra en Vitigudino. De la Comandancia dependen los efectivos de Guardia Civil en el Cetro de Cooperación Policial y Aduanera (CCPA) de Vilarfirmoso- Fuentes de Oñoro. - En Ciudad Rodrigo se encuentra ubicada la Compañía Territorial que está integrada por seis puestos de seguridad ciudadana y cuatro especialidades más; SEPRONA, Equipo de Policía Judicial, Intervención de Armas y Explosivos y una Patrulla Fiscal, esta última con base en el acuartelamiento de Fuentes de Oñoro. La Jefatura está integrada por el Capitán Jefe de Compañía y dos oficiales que le auxilian en el cumplimiento de sus cometidos junto con la plana mayor de la compañía que es el órgano de trabajo y apoyo inmediato del jefe y de sus adjuntos par la gestión de recursos humanos y materiales, esta compuesta por un suboficial y dos Guardias Civiles. Los Puestos de la Guardia Civil constituyen la unidad territorial básica para la ejecución de los servicios que el Instituto presta en el cumplimiento de su misión constitucional de protección de los derechos y libertades y garantía de la seguridad ciudadana. El Puesto conforma el escalón operativo más próximo al ciudadano al que sirve, garantizando la atención permanente y directa y la respuesta inmediata a las necesidades de aquel. Los Puestos fronterizos se encuentran situados en Navasfrías, Fuenteguinaldo y Fuentes de Oñoro. La Patrulla Fiscal tiene su base en el acuartelamiento de Fuentes de Oñoro, realiza la practica totali-

dad de sus servicios en la zona fronteriza, teniendo como misión el resguardo fiscal del estado, ejerciendo las funciones y actuaciones tendentes a prevenir y perseguir el contrabando, el narcotráfico, fraude y demás infracciones, en el marco de las competencias legalmente asignadas a la Guardia Civil. Reseñable en la frontera de Fuentes de Oñoro es la labor realizada por esta especialidad en los últimos años en la lucha contra los delitos contra la propiedad industrial donde se han llegado a intervenir más de 50 toneladas de prendas falsificadas en los últimos años. La especialidad del SEPRONA con base en la cabecera de la Compañía tiene como misión principal la de defensa de la naturaleza velando por el cumplimiento de las disposiciones relacionadas con la conservación de la naturaleza y medio ambiente, los espacios protegidos, los recursos hidráulicos, la caza y la pesca, el patrimonio histórico y arqueológico y la ordenación del territorio. Últimamente tienen entre sus cometidos la realización de controles con todo lo relacionado al nematodo del pino. La intervención de armas con base en la cabecera de la compañía, cuenta con tres efectivos encargados de todo lo relacionado con el tema de las armas. Un equipo de Policía Judicial con cinco efectivos, también con base en Ciudad Rodrigo, tiene la misión de realizar, por propia iniciativa, las investigaciones de los delitos que conozca y las investigaciones o gestiones que le sean ordenadas por los jueces y fiscales. Independientemente de su ubicación, todas las unidades y personal reseñado prestan sus servicios a lo largo de toda la Compañía territorial por lo tanto también a lo largo de la frontera. - La compañía de Vitigudino, situada en la zona noroeste de la provincia de Salamanca, esta integrada por nueve puestos de Seguridad Ciudadana y además con las especialidades de SEPRONA, Intervención de Armas y Patrulla de Fiscal. Los Puestos fronterizos son el Puesto de Aldeadavila de la Ribera, Puesto de Barrueco Pardo, Puesto de Villarino de los Aires y Puesto de Lumbrales. - La especialidad de Tráfico tiene su sede Ciudad Rodrigo y cuenta con un Destacamento y un Equipo de atestados, depende del Subsector de Tráfico de la Comandancia de Salamanca. Bajo el mando de un oficial, tienen como misión especifica la vigilancia, regulación, auxilio y control del tráfico y del transporte y la seguridad vial en el ámbito de las vías interurbanos. A la vez entre sus cometidos están el proteger y auxiliar a los usuarios de las vías públicas, vigilar y mantener la disciplina del tráfico e investigar e instruir las diligencias por accidentes de tráfico ocurridos en vías interurbanas.

Independientemente de todas estas unidades citadas próximas a la frontera de Portugal, con asidua habitualidad se recibe apoyo y prestan sus servicios en esta fronteras unidades con base en la Comandancia de Salamanca, como el Grupo Cinológico, compuesta por dos guías y dos perros detectores de droga, el de la Sección de la Policía Judicial y el Grupo de Información o el helicóptero con base en León. Como ha sido la evolución del número de efectivos y si recientemente hubo algún refuerzo o esta previsto que lo haya? En estos últimos años, la evolución del número de efectivos de la Guardia Civil en frontera, ha sido ascendente, culminándose con la reciente creación del CCPA (Centro de Cooperación Policial y Aduanero), de Vilar Formoso - Fuentes de Oñoro donde con fecha 18-01-09, y para hacer valer el acuerdo de Evora, la Guardia Civil se constituyó en dicho centro con cinco efectivos aumentándose este número a lo largo de este año hasta sumar 10 componentes. La especialidad de Tráfico también ha visto incrementada con la dotación de un Equipo de atestados de reciente creación. Una zona fronteriza, especialmente desertificada, tiene otro tipo de necesidades humanas y materiales en lo que respecta a la cooperación con el país vecino? Uno de los objetivos de la Unión Europea es la libre circulación de las personas entre Estados miembros y su consecución gradual ha creado una necesidad creciente de cooperación entre los cuerpos y fuerzas de seguridad independientemente de la situación demográfica. La supresión de los controles en las fronteras interiores entre los Estados del espacio Schengen, que comenzó en 1995, unido a la especial complejidad de la raya creó la necesidad de mejorar el intercambio de información propiciando la creación de comisarías conjuntas, a las que siguieron los centros de cooperación policial y aduanera (CCPA) como instrumento de coordinación y colaboración en materia de lucha contra la delincuencia transfronteriza principalmente. Los CCPA se crean en virtud de acuerdos entre los Estados participantes, de conformidad con el artículo 39.5 del convenio Schengen. Es el acuerdo de Evora al amparo de este artículo, el que recoge la creación de cuatro CCPA,s, dos en el lado portugués y otros dos en el lado español. Los CCPA son un instrumento valioso en el proceso de cooperación transfronteriza directa, teniendo en cuenta la evolución presente y futura, especialmente en lo que se refiere a los intercambios de información. Reúnen en un

mismo sitio a los organismos encargados de la seguridad de todos los Estados participantes. Situados en lugares de importancia estratégica para observar la delincuencia transfronteriza, los CCPA desempeñan un papel clave en la producción de inteligencia para los servicios operativos. Mediante un procedimiento sencillo pueden dar respuestas rápidas en todos los terrenos de las actividades de los servicios de fronteras. La finalidad principal de estos Centros, es la de favorecer el adecuado desarrollo de la cooperación transfronteriza en materia policial y aduanera. Una de las CCPA,s creadas es la de Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro, ubicada próxima a la frontera en la primera de estas localidades, cuyas instalaciones alberga a los siguientes cuerpos policiales: Por parte portuguesa: - Guardia Nacional Republicana - Policía de Seguridad Pública - Servicio de Extranjería y Fronteras - Policía Judiciaria - Dirección General de Aduanas Por parte española: - Cuerpo Nacional de Policía - Guardia Civil - Departamento de Aduanas dependiente de la Agencia Tributaria La Guardia Civil, en el CCPA de Vilar Formoso - Fuentes de Oñoro, cuenta en plantilla con un Alférez, un Sargento, dos Cabos primeros y seis Guardias Civiles, los cuales prestan servicio durante las 24 horas del día. Cómo funcionan las relaciones con las autoridades portuguesas y que protocolos existen, concretamente en relación a los temas de terrorismo u otras formas de ilegalidades? Las relaciones con los cuerpos policiales del país vecino se pueden calificar de muy cordiales, quedando enmarcadas dentro de los acuerdos, tratados y convenios firmados por los gobiernos de ambos países de los cuales caben destacar: -Convenio de aplicación del acuerdo Schengen de 14 de junio de 1985. este convenio prevé instrumentos de refuerzo en materia de cooperación policial y aduanera: en particular su Titulo III-Policía y Seguridad- dedica el capítulo I a la regulación de distintos mecanismos de cooperación policial, en cuya virtud, en las regiones fronterizas, la cooperación podrá regularse mediante acuerdos entre los ministerios competentes de las partes contratantes y además por la firma de acuerdos bilaterales más completos entre partes contratantes que tengan una frontera común, tal como facultan los apartados 4 y 5 del artículo 39 del Convenio. Sobre esta base jurídica, y con el propósito de hacer más efectiva la libertad de circulación prevista, el Reino de España y la Republica Portuguesa han suscritos diferentes acuerdos. En base a los artículos 39 y 46 del citado convenio se realiza el intercambio de información policial entre España y Portugal, siendo el artículo 41 el que regula la persecución transfronteriza. - Acuerdo Luso - Español sobre Controles Móviles firmado en Lisboa el 17 de enero de 1994 por los ministros de Administración interna de Portugal y el Ministro de Interior

español, con la necesidad y el fin de luchar contra la inmigración ilegal y la delincuencia transfronteriza. En base a este acuerdo, con el objetivo de aumentar la eficacia policial, la G.N.R y la Guardia Civil, de forma conjunta, realizan periódicamente controles móviles a ambos lados de la frontera. Estos controles conjuntos, sirven no solo para combatir la delincuencia, si no también para forjar y estrechar aún más los lazos de unión entre dos cuerpos policiales de países diferentes pero con una gran similitud. Para fijar estos controles y tratar otros temas de interés policial se realizan reuniones entre los dos Cuerpos con la siguiente cadencia: anual, a nivel nacional; semestral, a nivel Comandancias de Salamanca y Zamora junto con Comandos Territoriales de Guarda y Bragança; bimestral, a nivel Compañía, por un lado, Vilar Formoso y Ciudad Rodrigo y por otro Torre de Moncorvo y Vitigudino; y mensual a nivel de la especialidad de. Los cuatro temas base que se tratan en cada una de estas reuniones son; delincuencia transfronteriza, inmigración ilegal, drogas y controles móviles. A controles, que se realizan en proximidades fronterizas, por parte de la Guardia Civil asiste personal de las siguientes especialidades: Seguridad Ciudadana, Policía Judicial, Fiscal, SEPRONA, Grupo Cinológico y personal de tráfico. - Acuerdo entre el reino de España y la República portuguesa relativo a la readmisión de personas en situación irregular de fecha 15 de febrero de 1993. - Acuerdo entre el Reino de España y la Republica Portuguesa sobre cooperación transfronteriza en materia policial y aduanera, hecho “ad referéndum” en Evora el 19 de noviembre de 2005, con el propósito de reforzar y ampliar la cooperación de los servicios encargados de misiones policiales y aduaneras desarrolladas a lo largo de los últimos años en sus zonas fronterizas comunes. En este acuerdo queda recogido la creación de los CCPA,s, que tendrán la finalidad de favorecer el adecuado desarrollo de la cooperación transfronteriza en materia policial y aduanera, así como prevenir y reprimir los delitos enumerados en la letra a) del número 4 del convenio Schengen. - Resolución de 1 de julio de 2008, del Secretario de Seguridad, por la que se aprueba y ordena la publicación del Reglamento de Organización y Funcionamiento de los Centros de Cooperación Policial y Aduanera Hispano-Portugueses. - Acuerdo bilateral entre el Reino de España y la Republica Portuguesa sobre persecución transfronteriza hecho “ad referéndum en Albufeira el 30 de noviembre de 1998. - Memorándum de Cooperación entre la Guardia Civil del Reino de España y la Guardia Nacional Republicana de Portugal, firmado en Lisboa a 31 de marzo de 2009 y suscrito por el Director General de la Policía y por el Comandante General de la Guardia Nacional Republicana. Surge de la voluntad común de reforzar la cooperación existente y de desarrollar todavía más y de manera efectiva sus métodos de trabajo en diversas actividades, con la necesidad de luchar contra el terrorismo y la delincuencia organizada y de reforzar el intercambio permanente


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

ENTREVISTA de información y coordinar sus actuaciones contra estas amenazas. Los ámbitos de aplicación de este Memorando son, el intercambio de información, las actuaciones operativas, formación y gestión de personal y servicios. - Actualmente se esta debatiendo a nivel de Europa las líneas a seguir en materia de terrorismo. La Comandancia de Salamanca siente que dispone de medios humanos y materiales adecuados para hacer su trabajo en un ter-

ritorio libre sin fronteras físicas? A parte de los medios humanos y materiales ya reseñados, la Guardia Civil cuenta con medios tecnológicos en el ámbito de las telecomunicaciones que permiten no sólo establecer comunicaciones de fonía sino también de mensajería y datos y sirven de apoyo a la ubicación de los vehículos patrulla. En el ámbito de las bases de datos legalmente declaradas, la Guardia Civil cuenta con medios modernos basados en el Sistema Integral de Gestión Operativa (SIGO) así como en el ámbito

de la investigación, en este último se dispone del SAID (Sistema automático de identificación dactilar) y del SAIVOX (Sistema de identificación de voz) y así como de identificación genética en sus laboratorios de su Dirección Adjunta Operativa en Madrid. La respuesta a las preguntas debe ser que sí, si bien todo es susceptible de ser mejorado y debe ser preocupación constante esta mejora superando las dificultades que se van produciendo con absoluto respeto a los distintos ordenamien-

tos jurídicos que concurren, los de Portugal y España así como el supranacional. Qué otras preocupaciones tiene una comandancia, concretamente con las poblaciones que viven en los territorios más aislados y dejados de España? La principal preocupación, es la de poder llegar a todos los puntos del territorio, independientemente de su situación, en sintonía con la misión constitucionalmente encomendada a las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad

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de proteger el libre ejercicio de los derechos y libertades y garantizar la seguridad ciudadana de todos y cada una de las personas que habitan y transitan en la demarcación. Es necesario seguir trabajando en materia de infraestructuras dotadas de medios técnicos que vayan facilitando el trabajo de cooperación y coordinación. En la inteligencia que donde los medios no llegan deben ser el esfuerzo y sacrificio de las instituciones implicadas las que suplan las carencias que pudieran existir.

O CONTRABANDO optou por não publicar em suporte de papel as respostas à entrevista, do Comando de Zamora, visto estas serem textualmente iguais, fazendo aquela comandancia referência a esse facto nessas mesmas respostas, sendo que a informação de carácter relacionado com dados daquele Comando, serviram de base para este caderno, e foram anteriormente já explanados. No entanto, o conteúdo integral das respostas será publicado no portal de Internet do CONTRABANDO

entrevista

Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana da Guarda por Daniel Gil

Q

ual o número total de efectivos da GNR no distrito de Guarda, nomeadamente nos concelhos de

fronteira? Os efectivos actuais são de 642 militares e 26 Guardas Florestais. Este efectivo distribui-se por funções administrativo-logísticas (cerca de 103) e, sobretudo, por funções operacionais (os restantes 539). Para o cumprimento das suas missões, os efectivos operacionais distribuem-se por um Destacamento de Trânsito para policiamento das vias rodoviárias de todo o Distrito e investigação de acidentes de viação graves que aí ocorram e por 25 Postos Territoriais (em todas as localidades sede dos 14 Concelhos e, nalguns destes, mais um ou dois Postos) que, em número de 5 / 7 Postos, estão agrupados em 4 Destacamentos Territoriais:,(...). Cada um dos Destacamentos Territoriais dispõe de órgãos que reforçam a actividade operacional dos seus Postos, como sejam um Núcleo de Programas Especiais (particularmente vocacionado para a “Escola Segura” e “Idosos em Segurança”), um Núcleo de Investigação Criminal e uma Equipa de Protecção Ambiental. O Comando do Destacamento de Vilar Formoso dispõe, ainda, de um núcleo de Militares que representam a GNR no Centro de Coordenação Policial e Aduaneiro de Vilar Formoso. Por sua vez, o Comando do Comando Territorial da Guarda dispõe também de órgãos que complementam a actividade operacional do Destacamento de Trânsito e dos Destacamentos e Postos Territoriais nas áreas de Investigação Criminal,

Apoio a Vitimas Especificas (particularmente em resultado de violência doméstica) e Binómios Cinotécnicos (cães patrulha/ordem publica/pisteiros, cães de droga, cães de busca e salvamento, cães de detecção de engenhos explosivos). Quando necessário, pode ainda concentrar meios humanos e materiais e implementar Forças de Intervenção Rápida para segurança reforçada e manutenção ou reposição da ordem pública e Equipas de Acção Fiscal para fiscalização de aspectos de natureza fiscal e aduaneira. O efectivo dos Postos Territoriais variam entre 7 e 33 militares, definidos em função da população, área, vias rodoviarias, comércio, industria, serviços e incidências de fenómenos criminais e contra-ordenacionais identificados nas diferentes freguesias cujo policiamento lhes está atribuído, (...). Note-se que no que respeita ao policiamento das freguesias que fazem fronteira com Espanha, tal está atribuído fundamentalmente aos Postos de F. C. Rodrigo, Almeida, V. Formoso e Soito, todos na dependência do Destacamento de Vilar Formoso cujo Comando tem ainda a capacidade de reforçar a actividade da Guarda com os seus órgãos próprios: NIC, NPA, NPE e CCPA. Como tem sido a evolução de número de efectivos, e se recentemente houve algum reforço ou está previsto? Os efectivos atribuídos a tais Postos são considerados suficientes, ao momento, havendo fundamentalmente a intenção de, a breve prazo, se conceder um reforço de 2 militares ao Posto do Soito e o mesmo número aos órgãos NIC e NPA do Destacamento, tanto mais que

existe a preocupação em manter bons níveis de eficácia nas acções de prevenção e Investigação Criminal e de fiscalização de aspectos relacionados com o Ambiente e Natureza, particularmente nas zonas integradas na Rede Natura 2000 e no Parque Natural do Douro Internacional, em qualquer caso com muita colaboração e coordenação com a Guardia Civil de Espanha, não só em acções de fiscalização conjunta nas denominadas acções de Controlos Móveis de rotina regularmente planeados e executados, como em acções inopinadas na sequência de ocorrências pontuais que exigem pronta intervenção de um lado ou de outro da fronteira ou em ambos os lados. Os índices de criminalidade do Distrito da Guarda são dos mais baixos do País e estes Concelhos de fronteira registam os menores índices no Distrito da Guarda. Daí que os efectivos destes Postos, não diferindo muito dos disponíveis noutros Concelhos (excepção aos da Guarda, Trancoso, Celorico da Beira e Seia) são ajustados aos aspectos que se consideram relevantes para a definição do número de militares a atribuir a cada Posto. Note-se que o Concelho de Almeida tem as suas freguesias atribuídas a efectivos de 4 Postos (Almeida, V Formoso, Miuzela e Pínzio) que totalizam 59 militares, muito acima da média dos Concelhos do Distrito. Uma zona de fronteira, especialmente desertificada, tem outro tipo de necessidades humanas e materiais, até pelo que respeita à cooperação com as forças do país vizinho? ... Como funciona essa relação com as autoridades espanholas, e que protocolos existem,

nomeadamente em relação ao tema do terrorismo ou outras formas de ilegalidade? A zona de fronteira a que nos vimos referindo tem reduzida densidade populacional e, consequentemente, genericamente, tem também um reduzido número de ocorrências de natureza criminal e contra-ordenacional. Mas, tal como noutras, esta é uma zona onde se pretende manter um policiamento constantemente visível e operante, seja para conferir segurança à população activa que aí trabalha ou que a visita para desfrutar dos mais diversos locais de interesse turísticos no âmbito do património arquitectónico, da paisagem, da cultura, da gastronomia, etc, seja para conferir segurança a uma população idosa e isolada, distante de localidades onde se situam serviços fundamentais para a satisfação das suas necessidades básicas nomeadamente ao nível da saúde, do comércio, do ensino e do emprego dos seus descendentes, etc. Igualmente nos preocupamos com os jovens estudantes e outros à procura de emprego, procurando controlar fenómenos de incivilidade, consumo de bebidas alcoólicas, droga, pequenos furtos, etc. Outro aspecto de preocupação é a existência de pequenos fenómenos de ilegalidade e incivilidade gerados no seio e à volta de pequenos núcleos de pessoas sem ocupação ou com emprego precário, bem como, sobretudo no Verão, à volta de uma população significativa que por aqui passa férias. Por outro lado, numa perspectiva de segurança nacional, temos bem presente que é nesta região fronteiriça que se situa a principal porta de entrada e de saída, por via terrestre, de pessoas e bens, no País, através de Vilar Formoso, de onde divergem, através de via rodoviária e ferroviária, para destinos diferenciados. Por ali circulam diariamente milhares de pessoas e de veículos de todo o tipo, para destinos locais ou distantes, representando factores de preocupação para as autoridades policiais nacionais e espanholas, umas e outras centrando a sua atenção em aspectos de criminalidade transfronteiriça grave como sejam: a imigração ilegal, o trafico de seres humanos, a droga, as armas, os veículos furtados, a moeda

falsa, os roubos, o terrorismo, a contrafacção de vestuário, a fuga a impostos sobre combustíveis, tabaco, bebidas alcoólicas e outros tipos de bens, etc. Estes fenómenos geram informações regularmente analisadas em reuniões entre a Guardia Civil e a GNR e, ainda, entre estes e os outros organismos que integram o Centro de Cooperação Policial e Aduaneiro de Vilar Formoso (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Policia Judiciária, Policia de Segurança Pública, Direcção-Geral de Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo e Policia Nacional de Espanha) no âmbito do Acordo Luso-Espanhol sobre Controlos Móveis. E estes são os organismos que, também com relativa frequência, empreendem acções de fiscalização conjunta em diversos locais ao longo da fronteira, bem como motivam patrulhamentos coordenados, em conjunto ou separadamente, nos respectivos territórios, sendo particularmente frequentes e eficazes as acções que envolvem efectivos da GNR e da Guardia Civil. Particularmente atentas, estão estas forças policiais a fenómenos a que podem estar ligados grupos de pessoas, referenciadas e alvo de acções de controlo regulare, que, residindo de um e outro lado da fronteira, mantêm modos de vida relacionados com práticas antigamente conotadas com o contrabando e que hoje se dedicam a algumas das actividades ilícitas acima referidas. A cooperação existe também para controlar aspectos de natureza ambiental, como sejam o nemátodo do pinheiro, a preservação de animais e aves em risco de extinção sobretudo no PNDI e os incêndios florestais. O Comando Distrital da Guarda sente que dispõe dos meios humanos e materiais adequados para fazer face a um território hoje sem fronteiras físicas? Os meios humanos e materiais colocados à disposição do Comando Territorial da Guarda são suficientes para o cumprimento da missão, sendo muito semelhantes aos efectivos da Guardia Civil e à sua distribuição territorial. Quanto a meios materiais e a instalações, não deixa de se fazer alusão a melhorias que, não estando ao alcance do Comando Territorial resolver, desejaríamos ver implementadas.

O CONTRABANDO em relação às duas entrevistas anteriores, suprimiu alguns dados técnicos, que estão presentes nas infografias deste caderno, assinalando devidamente com (...), as supressões em questão. No entanto, o conteúdo integral das respostas será publicado portal Internet do CONTRABANDO (www.contrabando.org)

Para a realização deste caderno, o CONTRABANDO contou com a disponibilidade dos senhores Comandantes da GNR e GC da Guarda e Salamanca, respetivamente o Coronel José Manuel Monteiro Antunes e o Major Jesús Vicente Torresano, a quem agradeçe especialmente. Agradece igualmente à Comandancia da GC de Zamora, ao Alferes José Lopes Mocholi, chefe do aquartelamento de Fuentes de Oñoro, ao Sargento Fernando Conceição Guerreiro de Vilar Formoso. e a todos os agentes que estiveram no controle conjunto para as fotografias.


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CALENDARIO

Almanaque d’água 2010

dia 30 dia 23 dia 15

dia 7

março

O mês de março é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses com 31 dias. Por volta de 21 de março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte. É o equinócio de março e marca o começo da primavera no Hemisfério Norte e o do outono no Hemisfério Sul. O nome março surgiu na Roma Antiga, quando março era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, depois Marte, o deus romano da guerra. Até finais do século XV, o ano iniciava-se na Rússia em 1 de março. O império britânico utilizou o dia 25 de março para iniciar o ano, até 1752, adotando a partir daí o calendário gregoriano. Várias culturas e religiões celebram na atualidade o Ano-Novo em março.

marzo

Marzo es el tercer mes del año en el calendario gregoriano y tiene 31 días. Su nombre deriva del latín Martivs, que era el primer mes del calendario romano. Martivs a su vez se deriva de Mars, el nombre en latín de Marte, dios romano de la guerra. Durante marzo ocurre, alrededor del día 21, uno de los dos equinoccios del año. Este es el equinoccio de primavera en el hemisferio septentrional y el equinoccio de otoño para el hemisferio meridional. La piedra de marzo es el aguamarina, y su flor, el narciso.

1749, GARRIDO, João António © Universidade de Coimbra

março marzo in “Borda d’Água”

Astrologia Astrología

Este signo é figurado por dois peixes, e significa que assim como os peixes são húmidos e estão sempre na água, também, entrando o Sol neste signo, o tempo é húmido e abundante de águas. Assim, as pessoas nascidas em março são de natureza problemática, sofrem depressões facilmente; podemos caracterizá-los como mártires e santos; preocupam-se em ajudar os outros; apreciam as pequenas coisas; atraídos pela poesia, a arte e as coisas místicas; Verde, Estanho, Jade, Alfazema.

Este signo está representado por dos peces, y significa que tal como los peces son de ambiente húmedo y están siempre en el agua, cuando el sol entra en este signo, el tiempo se vuelve húmedo y abundante en lluvias. Por eso, las personas que nacen en marzo son de naturaleza problemática, y sufren depresiones fácilmente; los podemos representar como siendo mártires y santos; les gusta ayudar a los demás; aprecian los pequeños detalles; sienten una gran atracción por la poesía, el arte y las cosas místicas; verde, estaño, jede, lavanda.

Agricultura e Jardinagem Agricultura y jardinería

Preparar a terra para o milho e a batata de regadio, e nas regiões com menos geada semear trigo, aveia, centeio e cevada. No Minguante podar ainda as árvores frutíferas. Resinar os pinheiros, concluir as trasfegas e, na vinha, combater o oídio. Na Horta preparar as estacas para feijões e ervilhas. Semear abóbora, alface, beterraba, couves, nabiça, ervilha, espinafre, feijão, melancia, melão, pepino, salsa, tomate, etc. Colher as cebolas brancas e cebolinhos, rabanetes e azedas. No jardim semear amores-perfeitos, cravos, crisântemos, dálias, bocasde-lobo e chagas, além das indicadas nos meses anteriores. Colher as flores de tulipas, serôdias, campainhas brancas, narcisos e goivos.

Preparar la tierra para el maíz y la patata de regadío; en las regiones con menos problemas por las heladas sembrar avena, trigo y cebada. En el cuarto menguante, podar los árboles frutales. Extraer la resina de los pinos, concluir las transplantes, y en la viña, combatir el oidio. En la huerta, preparar las estacas para los guisantes y las judías. Sembrar calabaza, lechuga, remolacha, acelgas, nabo, guisantes, espinacas, alubias, sandía, melón, pepino, perejil, tomate, etc; Coger las cebollas blancas, cebolletas, rabanitos y azedas. En el jardín sembrar pensamientos, claveles, crisantemos, dalias, dedaleiras y pasionarias, aparte de las indicadas en los meses anteriores. Recoger los tulipanes, rosas, campanillas blancas, narcisos y alhelis.

Pub


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VISÃO & POESIA

Visão Transfronteiriça

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por Alvaro Borja

Freixo aposta nos saberes culturais transfronteiriços

D

esde o final de feve“Trata-se duma feira na qual reiro e até ao próximo pode-se desfrutar do melhor artedia 14 de março, a vila sanato regional e ibérico”, refere de Freixo de Espada à Pedro Mora, que destaca ainda o Cinta transforma-se no ponto de papel que esta feira tem na troca encontro de milhares de turistas de saberes culturais e comerciais vindos da Espanha e Portugal de toda a zona transfronteiriça da Espanha e Portuatraídos pela regal. alização da XIII ...troca de sabeO local esFeira Transfronteiriça das Arrires culturais e co- colhido para a deste bas do Douro merciais de toda a realização evento intercule a V Festa dos tural é o PaviGostos e Saberes zona transfronteilhão GimnodesTradicionais. riça da Espanha e portivo de Freixo Foi esta de Espada à Cinaposta transPortugal. fronteiriça que ta que, graças às suas dimensões nos levou a conhecer a visão desta autarquia e (1600m2), permite a realização de ir ao encontro de Pedro Mora, o concertos e de eventos motorizaseu vice-presidente, para quem dos no seu interior. "Cada vez mais no nosso terri"as instituições têm de ter um papel maior e concertado na difusão tório há alojamentos, restaurantes e divulgação da região e dos seus e serviços com qualidade, só que produtos, monumentos e ativida- temos que dizer às pessoas onde é que eles estão", diz Pedro Mora. des".

Este ano, a feira divide-se em chos típicos” da Espanha”. dois espaços: o primeiro está desDurante os três fins-de-sematinado ao Artesanato da região na, os visitantes vão poder desde Trás-os-Montes e Alto Douro, frutar igualmente de uma variada da Beira Interior e das zonas fron- agenda musical, na qual podemteiriças da Espanha, e conta com se diversos ranchos folclóricos, 50 expositores; o segundo espaço bandas de música e o V Festival destina-se à Feide Tunas Ibérira dos Gostos e cas, vindas da Tem que haver Saberes, na qual Espanha e Poruma política conse podem detugal. gustar os melhoNo aspecto junta para os dois desportivo, res vinhos e proestá países, para a dutos da região, prevista a realicomo o mel, as de vários questão das vias de zação amêndoas e as passeios em azeitonas. BTT pelas zonas comunicação transfronteiriças “Para além dos expositores e de amendoei–refere Pedro Moura- este ano ras em flor, e a realização de uma temos incorporado uma nova prova de Motocross do Campeovertente. Trata-se de dois restau- nato Nacional, candidata ao Camrantes e uma tenda de petiscos peonato Europeu de Motocross, e manjares onde as pessoas po- preconiza Pedro Mora. dem saborear o vinho de região No que respeita ao posicioenquanto desfrutem da gastrono- namento que Portugal deve ter mia variada da zona ou dos “pin- perante a Espanha e a Europa,

Pedro Mora o vice-presidente acredita que “em primeiro lugar devemos chegar a Espanha”, e com ela concertar "tudo o que possa ser incrementado em termos de comunicações. Tem que haver uma política conjunta entre os dois países, para a questão das vias da comunicação - caminhos de ferro, transporte fluvial e rodoviário - através de operadores turísticos que permitam deixar verdadeiramente riqueza na região”, propõe Pedro Mora. Pub

Poesia a varejo EL SECRETO DEL RÍO Esta espina dorsal de tanta gloria, este verso tendido en la llanura, esta espada cansada de victoria, esta líquida sed por la aventura, al llegar a los campos zamoranos, lleva un hartazgo ya de España pura. Reflejó los castillos soberanos, lugares cuyo nombre se declina poniendo en cruz el alma con las manos. Dijo su amor a la cansada encina con versos del Marqués de Santillana con un cálido olor a pan de harina. Surco de poesía en la mañana, fue cantar, oración, marcha guerrera por toda la planicie castellana. Brazo húmedo y fecundo; aquel que quiera pulsar a España, que la mano meta en su entraña sonora y romancera.

Carlos d’Abreu - coordenação e selecção

Nervio de Iberia, vena de meseta, síntesis de Castilla, voz latina, severo y cantarín, monje y poeta. Nacido montañés, se disciplina en normas de misión y luego se hace Bachiller en el aula salmantina.

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO

Poeta de serranillas cuando nace, es después capitán o misionero, que de gloria jamás se satisface. Por tu superación yo quiero, Duero, palanca del hispano poderío, tu secreto cantar al mundo entero: “¡Es un hidalgo convertido en río!”

Tu lhes dirás do coração o que sofremos nos dias que embranquecem os cabelos … Tu lhes dirás a comoção e as palavras que prendemos – contrabando – aos teus cabelos.

Manuel Martínez Remis (1910-1989) No quiero parecer hoy un iluso, pero aseguro que serás, ¡oh Duero!, cauce de hermanamiento hispano-luso José Mª Sánchez Terrones

Aproveito a tua neutralidade, o teu rosto oval, a tua beleza clara, para enviar notícias do bloqueio aos que no continente esperam ansiosos.

Tu lhes dirás o nosso ódio construído, sustentando a defesa à nossa volta - único acolchoado para a noite florescida de fome e de tristezas. Tua neutralidade passará por sobre a barreira alfandegária e a tua mala levará fotografias, um mapa, duas cartas, uma lágrima …

Dirás como trabalhamos em silêncio, como comemos silêncio, bebemos silêncio, nadamos e morremos feridos de silêncio duro e violento. Vai pois e noticia com um archote aos que encontrares de fora das muralhas o mundo em que nos vemos, poesia massacrada e medos à ilharga. Vai pois e conta nos jornais diários ou escreve com ácido nas paredes o que viste, o que sabes, o que eu disse entre dois bombardeamentos já esperados. Mas diz-lhes que se mantém indevassável o segredo das torres que nos erguem, e suspensa delas uma flor em lume grita o seu nome incandescente e puro. Diz-lhes que se resiste na cidade desfigurada por feridas de granadas e, enquanto a água e os víveres escasseiam, aumenta a raiva e a esperança reproduz-se.

Egito Gonçalves (1920-2001) Pub


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CRÓNICAS DEL MUNDO

Ano Zero Universal

Declaração Universal dos Direitos Humanos Artigo 2.º

António José Borges

E

ste artigo 2º colide nas suas palavras finais, do ponto de vista da libertação dos povos oprimidos, com alguns princípios que define, pois desejavelmente nenhum Estado deveria estar sob

tutela, ser autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania. Para que esta posição não seja vista de forma tão taxativa e para que o ponto de vista do cronista não seja sobremaneira o do pessimista, no que diz respeito às afirmações relativas à não aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na verdade, aplicando-se a todos os estados membros da ONU ao longo dos últimos 60 anos, são imensos o âmbito e a substância da sua aplicação, tanto nos campos do direito internacional público e privado como das políticas externas e internas dos estados membros e, ainda, da própria acção da ONU. No grande campo do direito à autodeterminação dos povos, por exemplo, foi imenso o progresso: basta pensar no fim do colonialismo, que libertou cen-

(Declaração Dois )

tenas de milhões de seres huma- importantíssimo apoio no fornos da opressão colonial, uma talecimento e desenvolvimento das mais profundas, intensas e da sua independência face às graves formas de exploração e políticas imperialistas ou neocoopressão. Esse, por exemplo, foi lonialistas dos EUA, Reino Unido um dos campos em que esta- e França, sobretudo. Noutro sentido e mais local, dos socialistas (URSS, República Popular da China, etc.) apoia- enquanto – como refere nesta ram muito as lutas de libertação revista, que transporta as nosdos povos, como, por exemplo, sas serrazinações, o Calendário durante as guerras da Indochi- Enero, de Janeiro de 2010 – em na (1946-1954) e da Argélia 1834 entrava em vigor o primei(1954-1962) contra o domínio ro Código Comercial Português que só em 1992 colonial francês, ou de Angola, só em 1992 Por- Portugal proibio trabalho a Moçambique e tugal proibiria o ria menores de 15 Guiné contra o trabalho a meno- anos por condomínio colonial português res de 15 anos por ta de outrem – este outrem (1961-1974). conta de outrem é alguém que Ou a também frequentemente imensa ajuda diplomática, política, económica, não participa no processo de científico-técnica, militar e assis- produção e que, apesar de extencial (formação profissional, plorar a infância não vivida das ensino, saúde pública, assesso- crianças e jovens, à semelhança rias, cultura, etc.) da União So- do trabalho desenvolvido na viética a países que, libertados era da revolução industrial, é o de domínios coloniais ou semi- principal beneficiário e é refericoloniais depois da Segunda do destacadamente. Portanto, ligando fios e Guerra Mundial, como a Coreia do Norte, a Índia, a China, o ideias, todos, sem excepção, Egipto, o Iraque, a Síria e muitos podem invocar a Declaração outros, tiveram nessa ajuda um Universal do Direitos Humanos,

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamadas na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania. mas a pobreza ainda não é uma razão suficiente que desperte as consciências dos governantes mundiais na procura de novas respostas que têm de ser ensaiadas quanto aos padrões de consumo, às energias alternativas e limpas e à redistribuição que trave o escalar da dita pobreza e reduza a perversidade. A opinião pública deve ter o direito de invocar a Declaração no sentido do cumprimento destas necessidades. Somos consumidores ferozes da natureza maravilhosa, complexa e didáctica que recebemos e, assim, o ser humano que decide por outros tem de optar pela inteligência da solidariedade e não seguir na direcção do apocalipse. Importa agir colectivamente

Ibéria Distante Isabel Matos

mula autêntica, cujo segredo ninguém precisa de conhecer. Macau é feita de fusão, mas também de indecisão. Mesmo quem não a viu sabe da confludos comerciantes ociosos nas ruas ência na arquitectura, nos costuantigas, ininterruptamente até à mes, nas comidas, na língua. Mas noite. Não são necessariamente não se trata exactamente de uma cheiros desagravida em comum, dáveis, nem sons Macau é feita de é mais uma coeagressivos, nem lado a fusão, mas também xistência um bafo imposlado; não é uma de indecisão. sível, mas Macau união de facto, é torna-se ímpar uma vizinhança. por esta mistura que se entretece Sempre gostei da ideia da mestia um ritmo próprio e numa fór- çagem em Macau e dessa visão em que raças e vivências diferen- território que nunca devia ter sido tes se confundem numa só, de colónia de ninguém. traços exóticos e intrigantes. Mas Eu penso que Macau nunca se ao voltar a Macau sentiu muito porPara mim, as pes- tuguesa. Houem 2008, desta vez para ficar a soas e os cheiros ve casamentos viver aí um ano, mistos, templos que respiram nas budistas ao lado mostraram-me a muralha que, na ruas sempre foram de igrejas, calçaépoca da admida portuguesa o toque mais in- percorrida por nistração portuguesa e de suposteressante desse riquexós; até os to convívio entre nomes das ruas cantinho asiático ainda têm placas lusitanos e chineses, separava bilingues e toda singular precisamente uns a documentação dos outros deixanoficial é publido aos portugueses um previsível cada em português (até 2049, lugar de superioridade, de coloni- quando se conclui o período de zador invasor desautorizado num transição). Mas os macaenses

com passos seguros e coniventes rumo à sustentabilidade da CARLOS GIL

natureza do homem e do homem da natureza, dos seus direitos universais e das suas obrigações no cumprimento destes.

FOTOS: ISABEL MATOS

Macau, leal e indecisa

N

o dia 20 de Dezembro cumpriram-se 10 anos da passagem da administração de Macau das mãos portuguesas para as chinesas. Os portugueses que lá viveram e regressaram em 1999 sentem saudades – porque Macau não se esquece. Os que ainda lá vivem querem permanecer, sem se importarem demasiado com quem manobra o leme – porque Macau não se abandona facilmente. É um sítio único, difícil de descrever por ser diverso, impossível de definir por não ser convencional. Visitei Macau pela primeira vez aos 17 anos e as memórias dessa viagem compõem-se mais de sensações do que de episódios concretos: o bafo constante da humidade e o incómodo que o acompanha; os cheiros intensos que permeiam o ar de quase toda a cidade, a peixe e carne secos, a chás medicinais, a sopas de estabelecimentos de comidas a qualquer hora do dia, à queima de incensos; o som estranho e regular das pedras de majong nas mesas

conquistaram desde o início um estatuto próprio, mais pelo facto de não estarem sob administração directa da China do que pela presença lusa. Para mim, as pessoas e os cheiros que respiram nas ruas sempre foram o toque mais interessante desse cantinho asiático singular. Neste regresso, refiz-me rapidamente do choque inicial dos cerca de 30 casinos que tomaram entretanto lugar e descobri que sinto ainda o fascínio de há muitos anos, o mesmo que instigou em mim um certo espírito inquieto, uma percepção do enquadramento das coisas, mais apaixonantes quando múltiplas e imprevisíveis, como em Macau.


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ENCONTROS

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Ruedo Ibérico Bicentenario de Alexandre Herculano Eu vi uma vida do futuro e o Senhor me disse: vai e revela-a na terra (A Voz do Profeta).

Emilio Rivas Calvo

E

l siglo XIX fue pródigo en acontecimientos en toda Europa, y de forma especial en la Península Ibérica. En 1810, fecha en que acaeció la tercera invasión francesa en Portugal, nace en Lisboa Alexandre Herculano. El devenir histórico portugués trascurre casi en paralelo con el de la vecina nación. El liberalismo lusitano coincide con un renacimiento cultural del que son abanderados el poeta Almeida Garret y el historiador Alexandre Herculano. Garret será el precursor del romanticismo y Herculano de la historiografía. Su vertiente literaria y estética está apoyada en

escritores de perfil romántico: tórica, siendo bibliotecario en Schiller, Chateaubriand, Lamen- Oporto y sobre todo director de nais y Víctor Hugo. las bibliotecas reales de Ajuda y Obligado al exilio por su par- del palacio de las Necessidades. ticipación, en agosto de 1831, En contacto con documentos en el levantamiento del 4º Batal- originales, redactó la Historia de Portugal en cualón de Infantería, vivió durante al- adelantó su visión tro tomos, cuya gunos meses en del mundo y con- publicación es un clásico en la Inglaterra y Francia donde entró cibió una realidad materia, tanto en España como en contacto con distinta de las en Portugal. el pensamiento Españas Sus incursiosocio cultural de nes en la narravanguardia. Su inspiración doctrinaria, se debe tiva histórica y social le ponen a las influencias de François Gui- en vanguardia de ambas especialidades, cultivando un género zot y Thierry. De ideas profundamente ignorado hasta la fecha en Porliberales ocupó puestos de pri- tugal. Puede ser considerado el privilegio para la investigación his-

Crónica do tempo Carlos Sambade

que (nos) passa

Andas a cortar silvas com relógio de safira

P

elo Douro vamos, de comboio, trás fica tonelada e meia de lenha para do Tua ao Porto. Muda em Ca- um só inverno de uma só casa habitada íde, sim. Espera quinze minutos por uma só pessoa. Onde há falta há nalá. Castanholas. Concertinas. A turalmente excesso, e vice-versa. «Abascomposição vai a 10% da sua ocupa- teça o carro e venha de comboio». Não ção, engrossando depois até 50%. Uma é para perceber à primeira, assim o queprofessora de meia idade, de cabelo rem os homens do marketing. preto retinto, abre um manual. O filho, O século XXI principia em Caíde. Desde óculos graduados, austino: Porto São Bento. Pró«Abasteça o cultadores nos ouvidos, xima paragem: Meinedo; acompanha-a. Podia che- carro e venha de 21:57; Ext. 6ºC. gar até lá. Leva o manual A noite avança. A temno regaço, dá mostras de comboio». Não é peratura vai manter-se nos cansaço. Passa mais de- para perceber à sete graus, até que, mopressa escrevendo. Lenmentaneamente descendo primeira... do. Umbigo à mostra. Está aos seis, saltará para os oito bem. estabilizando até ao Porto. Nem magalas nem Informação para muitos seminaristas. É véspera do Dia da Res- supérflua vai tomando conta de nós. Entauração, está muita gente a retempe- tra um recruta do exército. Que aqueles rar forças dormitando, eventualmente filhos já lhe estragaram a ponte e o ferianuma segunda residência, já que, para do, ao escalarem-no para as sete horas alguns, é também ponte. O tempo está do dia Um de Dezembro. áspero. Sete graus. Recesinhos é por Perco o rasto à professora de olhos certo apeadeiro. Palmeirinha, digo Pal- retintos, digo cabelo. Não sei a temperamilheira é por assim dizer Águas Santas. tura no interior, só há informação sobre Passamos o antigamente emblemático o que se passa lá fora. Não podia faltar túnel do Juncal, já sem o cheiro e os uma voz modulada, feminina e de máfumos de carvão da locomotiva, como quina, do tipo da do Metro do Porto. Irihá quarenta anos. Marco. Livração. Para vo. Tens ouvido falar? Eu não.

mer iberista manifiesto, si bien era más amigo de utilizar el término España para comprender todo el ámbito peninsular. Sus trabajos no están exentos de polémica. En su época tiró por tierra muchos mitos que le granjearon feroces oposiciones. Tanto Herculano como el otro gran historiador del XIX, Oliveira Martins, consideraron la formación de la nación portuguesa como resultado de acontecimientos políticos fortuitos habidos en el siglo XII. Pero, puede preguntarse, ¿No es el mapa político mundial fruto de

parecidos acontecimientos? Cansado de la actividad política y de la oposición de sus coetáneos, determinó retirarse de la vida pública y dedicarse a las labores agrícolas en su quinta de Vale de Lobos, cerca de Santarém, hasta el fin de sus días en 1877. No puede pasar desapercibida esta efeméride sin rendir el obligado tributo a quien adelantó su visión del mundo y concibió una realidad distinta de las Españas. Por mi parte me comprometo a releer, en portugués, las apacibles páginas de su Eurico o presbítero.

~ Faladas Tradiçoes António José Quadrado

E

“Damas ao Buffet”

m tempos que já lá vão, nos tais di- convidá-la para nos acompanhar ao dito “butos “ … da outra senhora”, lembro- ffet”, onde poderia tomar o que pretendesse, me que, nos dias de nomeada, em dentro dos produtos disponíveis para venda Figueira de Castelo Rodrigo, as festi- no bar. vidades culminavam sempre com um baile, Como uma despesa nunca vem só, o raque por norma tinha lugar, ou no salão do paz tinha que pagar por si e pela moça, pois antigo Quartel dos BV da vila, ou no Club, naqueles tempos estava instituído que “ elas organizados pelos seus presidentes por não pagavam …!” Tais eram os custos da genforma a angariar fundos para as suas pre- tileza …! cisões. Obviamente, que eu me lembre, nunca Nem sempre era obrigatório o paga- me apercebi que algum rapaz se recusasse a mento de bilhete para o ingresso, contudo levar a “ dama ao Buffet”. Só lhe restava, manqual tal não acontecia, “ a malta” descon- ter a hombridade, “fazer peito e puxar da carfiava sempre da franqueza, pois havia sem- teira”, pois é bom que se saiba também que pre uma hábil artimanha de as meninas iam divertir-se nos sacar uns trocos aos jovens bailes, mas … tendo sempre borlistas, por forma a garanpor perto algum familiar ditir as despesas decorrentes recto, que lhes controlava os dos eventuais gastos em comportamentos e a decente adereços e estimular o conpostura dentro do salão, não sumismo. lhe ficando bem quaisquer Vejamos então a técnica excessos…! A censura era imutilizada: placável …! Quando alguém resNa parte que me respeita, ponsável pela organização sempre acatei de bom grado do evento, considerava que estes típicos rituais, sabendo perante a qualidade da múcontudo, que tinha toda a Gymnasio Club Figueirense - AC sica em execução, haveria vantagem em dançar o maior obviamente muitos interessados em “dar número de vezes com a dama que já tinha leum pé de dança”, estava então escolhido o vado ao buffet, pois certamente, ela não quemomento exacto para uma estratégica in- reria beneficiar da minha disponibilidade moterrupção e anunciar em sonoro “slogan” a netária, mais do que uma vez, e ainda que a sugestão/obrigação, de no final da “peça” organização do baile o sugerisse, por norma, em execução, os rapazes levarem as “ da- perante o meu segundo convite, iria amavelmas ao Buffet” . mente dizer-me: “… Não Obrigada! Bem-Haja! Quer se gostasse ou não do par, ou seja, Ao que eu muito reconhecido, respondi-a: mesmo que a dama, não fizesse o nosso gé- Não tem de quê …! nero, tínhamos que de forma cavalheiresca, Pub


José Miguel Sánchez Benito

Historia viva de la raya

CALABRIA. LA CIUDAD PERDIDA

Al profesor Angel Barrios. In memoriam

H foto: Jose Benito

Fechas importantes Siglo III: Carta de S. Cipriano al clero y habitantes de la provincia Lusitana en la que se citan las distintas diócesis, entre ellas Caliabria. Siglo IV: Invasión de Hispania por los pueblos germánicos que no afecta a la Sede de Emérita Augusta. De la que depende Calabria. Año 411 al 585: Dominio Suevo en la Península. Año 603-610: Reinado de Witerico, que segrega Caliabria de Viseo. Se acuña moneda con ceca propia. Año 633: IV Concilio de Toledo al que acude el Obispo Caliabrense, Servus Dei. Año 653: División de la Iglesia Hispanica. Caliabria es Sede Episcopal perteneciente a la archidiócesis de Mérida, capital de la provincia Lusitana. Se celebra el VIII concilio de Toledo Asiste Celedonio, obispo de Calabria. Año 666: Concilio de Mérida . Asiste Aloario obispo de Calabria. Año 688: Concilio XV de Toledo. Asiste Ervigio. Obispo de Calabria. Año 693: Concilio XVI de Toledo: asiste Ervigio, Obispo de Calabria. Año 714: Los árabes conquistan Mérida (capital de Lusitania), y a continuación Salamanca, Miróbriga Calabria,… Año 1158: Accede al Trono Fernando II. Decide crear un importante enclave político en Ciudad-Rodrigo. Año 1168: Primer Obispo de Ciudad-Rodrigo: Domingo, intitulado “Episcopus Cailabriensis”

abía una vez una ciudad llamada así como restos de edificios de estructura sólida Calabria…Así podría comenzar la que indicarían una ocupación más estable. De historia de esta antigua ciudad de aquí procede, y no del monte Calabre, la placa la región de Riba Côa y hoy de- de piedra con inscripción romana que se consaparecida. Su historia, unas veces serva en la Capilla de Barca d´Alva tal y como puede semejar un cuento fantástico y otras la describió Fr Joaquim de Viterbo en 1798. Por una novela de misterio. Si hoy sabemos de la tanto, y a falta de estudios más profundos de existencia de Calabria, es por los documentos, estos enclaves arqueológicos, con mayor proprincipalmente eclesiásticos, y las crónicas, no babilidad, éste podría ser el asentamiento de la todas ellas muy acertadas, que han llegado has- antigua Sede Episcopal de Calabria. ta nosotros, más que por los restos físicos que Aunque la denominación Caliabriga, para puedan quedar de ella. algunos podría indicar que ya existía en época Según éstas crónicas, la antigua ciudad co- prerromana, Calabria la encontramos citada nocida como Calabria, Caliabria o Caliabriga, por primera vez a mediados del Siglo III, como hallábase situada entre los ríos Coa y Agueda una diócesis más de la provincia de Lusitania en término de la actual villa de Almendra, en de la Hispania Romana, que tenía su capital en el Concelho de Foz Coa (Portugal) adquiriendo Emérita Augusta (Mérida), junto a las demás una gran relevancia, en los siglos VI y VII, duran- diócesis de esta provincia, que corresponden a te la dominación Visigoda, por ser Sede Episco- las actuales Lisboa, Coimbra, Lamego, Salamanpal. Incluso tuvo la facultad de acuñar moneda ca, Zamora, Avila, Coria, Viseu, Evora, Indahia con ceca propia. Con la invasión musulmana de a Velha y Beja. La ciudad de Calabria , durante la Península Ibérica desparecería físicamente y, los primeros siglos de su existencia vería pasar tras un largo periodo de olvido, vuelve a emer- por su territorio, como el resto de la Península ger en la historia en el siglo XII, para justificar Ibérica, a Romanos, Suevos, Visigodos… Será la creación del nuevo Obispado de Ciudad Ro- durante el dominio de estos últimos, cuando Calabria adquiera su máximo drigo como continuidad de la esplendor. La victoria de Leoantigua Sede Episcopal de CaCalabria resurge vigildo sobre los Suevos en el labria, por obra del monarca Fernando II, y denominándo- en el S.XII para dar año 585, no supone un cambio traumático en Riva Coa. Al se Obispos Caliabrienses a los primeros obispos que ocupan origen al Obispado igual que en el resto de la pela Silla Episcopal de Miróbri- de Ciudad Rodrigo nínsula, las estructuras tanto políticas como administrativas ga. A partir de aquí, hay una son respetadas y no se tiene ausencia casi total de noticias hasta nuestros días, incluidas las relativas a su noticia de gran represión sobre los vencidos. Es en esta época cuando Calabria se convierte ubicación física. Casi todas las referencias que tenemos si- en la ciudad más importante de la zona de Riva túan a Calabria en la región de Riba Côa, en Coa. Con la llegada al poder del rey godo Witeuna elevación de unos 500 mts , que se conoce rico (603-610 ) se producen cambios favorables como Monte Calabre, Monte do Castelo o Ca- para nuestra ciudad, como es la acuñación de beza de Calabria, situado entre la desemboca- moneda con ceca propia de Calabria, aunque dura del río Aguiar y el Duero. En este monte probablemente solo se acuñara durante el corto se hallan restos de una muralla construida toda periodo que duró su reinado. Al mismo tiempo ella con cuarcita y pizarra, que circunda a modo se segrega de la Diócesis de Viseu y pasa a ser Sede Episcopal Caliabriense. de corona toda su cima. Tiene una longitud de 2 km aproxiBajo el reinado de Se tiene noticia de sus Obispos porque éstos figuran en madamente, está hecha de Witerco tuvo las Actas de los Concilios a los piedra sin argamasa y en la acque asistieron como Episcopus tualidad conserva una anchufacultad para Caliabrienses. ra de entre 1 y 2 metros y una acuñar moneda El primero de estos Obisaltura que oscila entre 1 y 1,5 pos es el que asiste al IV conmetros, según los tramos. Auncon ceca propia cilio de Toledo celebrado en que hoy no presenta solución el año 633, con el nombre de continuidad, pueden observarse claramente el lugar que ocuparon dos de de Servus Dei. A la muerte de éste, le sucede Celedonio que asiste al VIII concilio de Toledo las puertas de entradas que tuvo en su día. El profesor Angel Barrios en su última visita en el año 653. El tercer obispo del que teneal monte Calabre, en 2004 no observó sin em- mos noticia es Aloario ó Alvario que asistió en bargo, ningún resto de estructura habitacional el 666 al concilio de Mérida. El cuarto y último importante. Existen acúmulos de piedra tosca obispo caliabriense que conocemos es Ervigio que pueden haber sido antiguas cabañas, pero que asistió a los Concilios de Toledo XV, en el no se observa ningún resto de piedra labrada año 688 y XVI, celebrado en el 693. A partir de o de cerámica, que indiquen un asentamiento aquí, no volvemos a tener noticias de Calabria habitado de forma continua. Bien al contrario, hasta el Siglo XII. Esta ausencia de noticias sobre Calabria no parece tener más una estructura defensiva para ser ocupada como refugio en momentos de puede hacerse extensivo a toda la zona de Riva conflicto. Sin embargo, en la parte baja, al sur Coa. O dicho de otra forma , no significa un de este monte, en el lugar llamado Aldea Nova, despoblamiento total de la región durante este existen innumerables restos de origen romano, periodo. Si bien desaparecen estos núcleos de


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

imagen: Google

Bragança

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foto: Daniel Gil

foto: Jose Benito

Urros

Barca d’Alva

Monte CALABRIA

España Almendra

Salamanca

PNDI

La Frejeneda

Portugal

PNAD Escalhão

Guarda foto: Daniel Gil

población ligados al poder central, surgen otros más de tipo regional que mantienen la población y la actividad de la zona. En el año 1102, es reconquistada la antigua ciudad de Miróbriga por el conde Rodrigo Girón . En 1158, Fernando II ocupa el trono del Reino de León y se propone reforzar esa zona, que por su situación fronteriza puede ser la más inestable y además le impide llevar a cabo sus planes expansionistas. Para esto decide crear un núcleo fuerte en Ciudad Rodrigo. Una de las medidas que lleva a cabo es la creación de un Obispado, lo que le va a suponer problemas con Salamanca. Esto lo justifica mediante la maniobra de trasladar la antigua Sede Episcopal de Calabria a la nueva Diócesis Mirobrigense y así en 1168 se nombra al primer obispo llamado Domingo que se intitularà Episcopus Cailabriensis con el beneplácito del arzobispo de Compostela y el enfado de Salamanca y Portugal. Esta nueva Diócesis es ratificada por el papa Alejandro III en 1175. Calabria pasa así a depender de la Diócesis de Ciudad Rodrigo “con todos sus prados, montes, molinos, pastos y aguas” como consta en un privilegio del Rey Alfonso VIII fechado en 1191 En la actualidad, el título de Obispo de Calabria lo ostenta el Obispo auxiliar del Patriarcado de Lisboa...

San Apolinario y Calabria

S

i la ciudad de Caliabria desapareció físicamente, no lo ha hecho en la memoria colectiva ni en las tradiciones de las gentes de la región, donde se sigue manteniendo viva a través del culto a S. Apolinario. En la vecina localidad de Urros existe la Ermita dedicada a S. Apolinario, en cuyo altar mayor está el Túmulo que contiene los restos de este santo y mártir, del que se dice además, que fue Obispo de Calabria. El sarcófago, obra escultórica de notable importancia, probablemente del S. XVIII, tiene en sus laterales relieves que representan escenas de la su vida y martirio. Está apoyado sobre cuatro figuras con cabeza de león. La tapa, claramente de época anterior, contiene una escultura yacente del santo con los atributos de obispo. Esta Iglesia, que por su belleza bien merece una visita, es una construcción probablemente del S.XV, y remodelada a fondo en el S.XVIII, debe ocupar el lugar de otro templo romano anterior, de hecho en sus alrededores se han hallado restos de época romana y preromana. Al lado de esta ermita existe una fuente “santa” que según la leyenda,

comunica con el río Duero, (Situado a 3 km de aquí),así como un ciprés que creció de una gota de agua que dejó caer el Santo cuando saciaba su sed con el agua de una calabaza que ha-

foto: Jose M. S. Benito

Placa funeraria en la Capilla de Barca d´Alva, procedente de Calabria

Túmulo de San Apolinario en la Ermita de Urros

bía llenado en el río Duero. Todo esta rica simbología en torno al agua, muy arraigada en toda la región, nos hace pensar que estamos en un lugar con

distintos cultos y tradiciones desde la más lejana historia. San Apolinario, como es sabido fue Obispo, pero no de Calabria, sino de Rávena (Italia) y allí está enterrado. En los documentos eclesiásticos que recogen la relación de Obispos Calabrienses no figura ninguno con ese nombre. Pero el culto actual y toda la imaginería religiosa, no ofrece duda que se trata del mismo santo, con la misma historia, pero “adaptada” a la región Rivacudana. Según Domingo de Acunha, que publica en 1636 una relación de los Obispos de Braga,”San Apolinar padeció martirio en época del Emperador Trajano, en la ciudad de Calabria, y su cuerpo fue trasladado a Urros, de la Diocesis Bracarense” S. Apolinario, fue martirizado siendo arrastrado por dos toros, aunque no por los moros sino por los romanos. Esta curiosa relación puede venir de la cristianización de cultos paganos (en honor de Apolo) para unos, la existencia del lugar, ya desaparecido, de Ravanais, (nombre parecido a Ravena) para otros. Pero esta leyenda, todavía hoy, mantiene viva la memoria del Obispado de Caliabria.


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FalaMirandesa Marra i bolo na paisaige Un

P

Q

uien sabe de quando ben l Antruido, esse tiempo de máçcaras que mos lhieban para alhá de nós, puls caminos de mistérios que an nós mesmos móran i adonde nácen diuses i diabros? Na tierra de Miranda inda se faç essa pregunta i l Antruido cuntina l que siempre fui, abierto a to las pantasmas. Ben ende nuoba primabera i l mirandés ateima, ne l camboio de l tiempo, a ser marra i bolo na paisaige.

Antruido defrente an Sendin

érden-se bien loinge ne l tiempo las ouriges de l Antruido: pré-romanas, pré-crestianas, seguramente de la eidade de la Houmanidade… Mas, cumo todas las manifestaçones que teçtemúnhan la caminada houmana, que se agárran al chubir de l tiempo i las ampréinhan de ounibersalidade, nalgun sítio, nalgun lhugar, hande inda hoije manar bien bibas i oureginales cumo na purmeira hora: ye desses manantiales genuínos i primordiales l Antruido celebrado an Sendin de Miranda. Cousa que bal la pena ser bista.

Chuoba que nebe, eibidentemente sin mulhieres znudas que béilan de maneira streloucada, todos ls anhos l Antruido quemunitairo, cumo un sfergante, sale an corteijo até la Praça central de la Bila. Ne l Sagrado de l’eigreija, profanando l palco religioso, todas las rues fázen çfilar l melhor de la sue eirreberença d’Antruido: la cumpetiçon afirma-se na busca de l mais bizarro, de l mais angraciado, de l mais caçuador, de l mais crítico, de l mais castiço. L mais de ls figurantes bísten-se cun traijes zousados, aldraiges bielhos cumbinados cun

Foto: CARLOS FERREIRA

por Amadeu Ferreira

L Bolo de las Palavras N _essa nuite nun cunseguira acu- cedo que tarde, iba a tener antrequidéncias nhar uolhos, que ls delores por cul mosteiro, yá que las palabras de l cumben todo l cuorpo nun zlentában. éran cumo un retombo na cabeça del: OutroLhebantaba-se la manhana quan- si vos dou et vos outorgo ela tercia parte de do ampeçou a deleriar. L bielho criado que todos los bienes muevle e rayz que you ganar cun el crecira, sabendo que la fin s’achegaba, ou percalçar de aqui adelantre quelo tomemandou l filho a Zenízio a abisar l genro, D. des e quelo ades depueys de mia muerte e outrosi mando miou cuerpo pora sepultura a Rui Paç, i la filha. - Senhor, miu pai manda rezon de que D. vestro monesterio. D. Fonso de Bornes sabie bien que l cielo Fonso Menendeç de Bornes se muorre. Passou la nuite a deleriar i yá nun diç cousa que nun era de grácia i por esso fazira question de que todo quedasse bien çclarado ne l s’antenda. Há passado mi mal estes dies. cumben, para que nunca dúbedas houbira: D. Rui Paç antrou a dá... esguardando el bien e le las malas amboras a la D. Fonso de Bornes ela alimosna e las oraciomulhier, que bien se lhemnes que se faccen cada braba de ls recados de l pai, sabie bien que l cielo dia enno monesterio de siempre repetidos cada beç nun era de grácia i por Sancta Maria de Moreque iba a Algoso. esso fazira question de rola polos vivos e polos - Tenemos que l lhebar nistante para Moreiruola, que todo quedasse bien muertos e maor miente por aquelos que fazen antes que se quede. I tu, çclarado ne l cumben, alguna alimosna de sous ourdena-le al criado que para que nunca dúbe- bienes enno monasterio traíra la notícia i que inda se por ende de mia sana vomantenie de zinolhos, baidas houbira. luntade en remission de te yá al mosteiro para que mios pecados e que Dios ls frailes le rézen por alma. Antregas rezon de mi parte al abade senhor me de hy parte en vida e en muerte ennos D. Pedro para que mande frailes a sperar-mos bienes e ennas oraciones que se faran enno monesterio sobredicho dou e outorgo a vos a la nabe de San Pedro. Subretodo D. Rui Paç nun le gustara l cum- don Pedro per la gratia de Dios abbade e al ben que l suogro fazira cul mosteiro l 25 de convento dese mismo lugar ela tercia parte febreiro de 1256. Inda hoije staba cumbenci- de todos mios bienes muevle e rayz. Staba na hora de todo cumprir. Abaixaba do que l abade D. Pedro le habie agarrado ls bienes al bielho na fraqueza i sabie que, mais la tarde quando la percion se puso a camino

por Carlos Ferreira

anfeites i acessórios bizarros: la sue funcion fui-se decidindo al lhargo de l anho i yá nun podien tener outra senó aqueilha. Ls tratores i outros carromatos, melhor anfeitados uns que ls outros, afirmando cada un l sou tema, çfílan por antre l juntouro de giente que toma l pulso al Antruido pula purmeira beç: até ende todo era segredo, nin se sabie se l Foto: CARLOS FERREIRA Antruido eirie a salir. Un mar de giente, todos ls moradores de l lhugar i d’outros bezinos, ombros i anriba un chumaço cubierto cun de todas las eidades, de todas las cundiço- un lhençol branco que parece un muorto: ls nes sociales, eilhi ténen to ls anhos ancuon- çapatos stan anriba ls ombros de l rapaç que tro marcado. Las risadas, ls delírios de risa, bai a la frente, la cabeça ye la de l rapaç de las achegas de cumbersas aperciadoras, las trás. A seguir, chorando cumo perdidos, síguen dezenas de pessonas sclamaçones de surpresa, la certeza de l cumbíbio bien … ye desses manan- que nun cunsíguen cuntener la pena pula muorte de passado, acaba la tarde cun tiales genuínos i pri- l Antruido: ai, ai, ai, ai, ai… ai, bino, antramoços i pequeimordiales l antruido ai, ai, ai, ai… ai que se mornhos subcilhos dados pula Junta de Fraguesie als par- celebrado na Sendin. riu… ai que se morriu… ai, ai, ai, ai, ai, ai… ai, ai, ai, ai… tecipantes. Cousa que bal la L corteijo de l antierro de L Antruido ye un demol Antruido cuorre muitas de nho i nun se puode deixar pena ser bista. las rues bielhas de l lhugar. a la suolta: l sou antierro Ls garotos mais pequerricos ye amperatibo lhougo al ampeço de la nuite. Ls rapazes i rapazas sco- témbran de miedo i agárran-se a las saias de lhírun ua curralada para ourganizar ls purpa- las mais: ls bózios de pena óuben-se por to l ratibos de l antierro: tápan-se cun lhençoles lhugar, l zgusto i la tristeza tomórun cunta de brancos i árman-se de fachoqueiros acesos. las caras, mas la risa, la galhofa i la quemédia Na frente de la percion sigue ua cruç donde cuntínan. Acabórun-se ls fachoqueiros i cheçpindurórun cachos de panhos brancos. Ls gou la hora de ir a cenar cascas cun bulho. rapazes i las rapazas de ls fachoqueiros sí- L muorto de trapos, l Antruido, ten que ser guen an carreira de ls dous lhados de la rue queimado al meio la praça: aquel que fazie i al meio sigue l muorto. A mode padiuola, de cura reza uas redadeiras ouraciones. L Andous moços lhieban uas baras de cernir als truido acabou-se por astanho.

[03] L redadeiro camino de D. Fonso de Bornes de Moreiruola. Era un júlio cumo un einfierno i naide aguantaba l die por aqueilhes caminos, inda porriba cun un bielho nobre que se podie morrer an qualquiera altura. Mas l redadeiro deseio de D. Fonso tenie que ser respeitado, nun quedasse sue alma penada pula prainada a anfernizar ls bibos. Éran dieç ls criados que íban cul amo, lhebado por quatro de cada beç anriba ua padiuola cun un xergon anriba. Atrás iba la filha nua mula i sues dues criadas i D. Rui Paç, a cabalho, cun seis de ls sous homes, armados. La percion era cumo de pantasmas guiados por fachuqueiros. Al ampeço, D. Fonso inda tenie sfergantes de lhucideç i mandaba que s’apressiáran puis querie chegar al mosteiro a tiempo de ls oufícios. Todo cumo se caminara para un ancuontro marcado, sien choros i sien rábias. Ampeçaba a rumper la manhana quando chegórun a la nabe de San Pedro, ne l riu Esla. Ende los sperában dous frailes mandados pul abade D. Pedro. Seguírun agora rezando, sien parar para chegáren antes de la maior fuorça de la calor. D. Fonso antrou nua sonheira fonda, a puntos de todos yá l cuidáren muorto. Era arrimado a meidie quando abistórun l mosteiro. D. Fonso abriu muito ls uolho i pediu que le

poníran la padiuola al modo de ber l mosteiro, mas fui l sol que le antrou puls uolhos i le sorbiu l pouco sprito quie inda le sobrara. Nesse redadeiro sfergante, tubo inda la lhucideç de sentir que staba a antrar ne l cielo i assi

Foto: ANTERO DE ALDA

se quedou, cun ua risa, a dous passos de la foia que hai muito tiempo mercara acerca las buonas ouraciones, cumo se l mundo nunca mais demudara até la fin de ls tiempos. Mas fui nesse mesmo sfergante que D. Rui Paç scolhiu l die an que iba a ampeçar la guerra para tornar a agarrar l que sentie que le fura roubado, cunsante sou lema: al cielo l que ye de l cielo, a la tierra l que ye de la tierra.


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

....espaço dirigido por Amadeu Ferreira

Ansino

L oufecial de l mirandés

N

ua resquinica de l nordeste trasmuntano, bien stribado a la porbíncia de Çamora, inda hoije, hai quien anteime an falar i screbir la outra lhéngua, que ye tamien ua lhéngua de Pertual – l mirandés. L mirandés ye ua lhéngua latina que tubo ua eiboluçon mi própia i ls lhénguistas nun tubírun qualquier dúbeda an aparentá-la cun ls romanses sturlheoneses. L lheonés puode sonar a algo ralo, mas, an tiempos, fui ua lhéngua de reis, nobres, clérigos i giente de l pobo que la falou i la screbiu nun spácio bien más ancho do que adonde quedou agora. Cun l zaparcimiento de l reino de lheon, las bariadades lheonesas quedórun spargidas, anquanto que a outras l tiempo fui-le dando ua muorte bagarosa. Adonde dantes se falou lheonés, ampeçou-se a falar solo castelhano ou pertués. Por milagro que pareça, la giente de la Tierra de Miranda tornou-se bilhingue i nun deixou l mirandés, que por muitos seclos fui trasmitido ouralmente, zaparecer. Inda hoije ye assi. A par de ser falado an muitos

por Duarte M.M.Martins (porsor de mirandés)

pobos de l cunceilho de Miranda pertués. L mirandés, inda que seia de l Douro, l mirandés tamien ye ua lhéngua de la Tierra de Miranda ansinado nas scuolas de l mesmo i de Pertual, cuntina sendo ansinacunceilho. L ansino fui medrando do nas scuolas cumo ua deciplina más durante estes últimos anhos i de scuolha i nien ten dreito a honalhargou-se a todos als anhos sco- ras de deciplina curricular. La carga lares. Ne ls dies de hoije, l mirandés letiba de grande parte de ls anhos bai dando fuorça a las medras de ls letibos ye de 45 minutos semanales, ninos i stende-se mi sacassa para Por milagro que de l ansino de l prédaprender qualscolar i anté chega pareça, la giente de quiera lhéngua, al 12º anho de l inda más esta, la Tierra de Miranda que nien todas las ansino secundairo. Son arrimado a tornou-se bilhingue famílias l’ansínan trezientos i quinze falar als sous fii nun deixou l miran- alhos alunos que stan ne ls dies de dês, que por muitos anscrebidos nas hoije. La lhéngua aulas de mirandés. seclos fui trasmitido mirandesa nun Mas l bilhenguisten un ourganisouralmente. mo na Tierra de Mimo que faga la randa nun ten sido sue defénsia i profácele durante estes últimos anhos. moçon naqueilha giente de la sue La lhuita pul ansino i pula dibulga- tierra i fuora deilha, que por bários çon de la lhéngua mirandesa ye motibos la ban deixando de parte. mui zeigual, se tubirmos an cuonta Ls porsores nun ténen ajudas por l ansino i la dibulgaçon de l pertués. parte de qualquiera anstituiçon… A ampeçar puls meios de quemuniPoderie screbir un sien fin de caçon, quaije todos solo dibúlgan l cousas para dezir que l mirandés pertués. Ne l campo de l trabalho, ye i cuntina a ser un pariente probe l mirandés ye puosto de parte por- de l pertués, inda que seia la outra que naide l baloriza an relaçon al lhéngua de Pertual.

Ditos dezideiros

mirandeses de l més Márcio

Amadeu Ferreira (org)

- Aires de Márcio, quéiman la dama ne l palácio. - An Márcio eiguala la nuite cul die i l pan cul chougarço. - An Márcio l sol rega i l’auga queima. - An Márcio marciadas, auga, friu i giladas. - An Márcio nin l rabo de l burro molhado. - An Márcio tanto drumo cumo fago. - An Márcio, quatro mudas fizo l die: fizo sol i anubrou, chobiu i scarabanou. - Antre Márcio i Abril, se l cuco nun benir, ou l cuco ye muorto ou la fin de l mundo quier benir. - Augas de Márcio, yerbas ne ls sembrados. - Febreiro bendiu dous dies a Márcio por ua malga de caldo. - Febreiro chubioso, Márcio airoso. - Janeiro quemiu l sebo al carneiro, Febreiro quemiu las pulgas, i Márcio quedou culas culpas. - L que nun se fazir an Márcio nun se faç an més nanhun. - La calor de Márcio ye temprana pa l campo. - Márcio airoso i Abril chubioso fázen a Maio fermoso. - Márcio caliente trai Abril l diabro ne l bien-

tre. - Márcio manca, mas nó de l’anca. - Márcio marcegon, de manhana berano i de tarde eimbierno. - Márcio matou la mai cun ua scarabanada. - Márcio nun quier l rabo de l burro molhado mas, se fazir falta, oureilhas i todo. - Márcio, ancanharço. - Márcio, spigarço. - Páscoa an Márcio, ou mi grande fame ou mi grande mortaço. - Quando l mierlho canta an Márcio nun canta an Maio. - Quien an Márcio asseranou, tarde spertou; mas quien nun asseranou, bien s’achou. - Quien belou, belou, que Márcio antrou. - Se atronar an Março, hai bun calabaço. - Se Márcio marceia, Abril abrileia. - Se Márcio nun marceia, abril bantisqueia. - Sembra ls garbanços an Márcio que eilhes se crían ambaixo dun chougarço. - Tantas nubrinas an Márcio cumo giladas an Maio. - Tócan a missa de San Macíes (S. Matias), cata-le a Marcio cinco dies. - Truonos an Márcio ou fame ou mortaço.

Gastronomie i Artesanato

Festibal de de Miranda de l Douro

T

ubo lhugar ls dies 12 a sou mulhier: Retratos”, cun retratos 15 de Febreiro, l XI Fes- de Lúcia Burbano, ambestigaçon i tibal de Gastronomie i testo de Teresa Nóboa (APEGA). Mas la parte de la música nun poArtesanato de Miranda de l Douro. L friu fui siempre muito, derie quedar squecida. Assi, pul palmas nien assi muita giente deixou co de Pabelhon Multiusos passórun de passar pul Pabilhon Multiusos ls Gaiteiros de Custantin i Pauliteide Miranda, aporbeitando estes ros de Mirandanças, la yá afamada dies de Antruido, fúran pertueses, Agrícola Rock Band - Picä Tumilho, fúran spanholes. Muitas barracas las Pauliteiricas de la Mirandanças, ls Pauliteiros de apersentában zde l riquíssemo artesa- Todos ls anhos se fai Fuonte d’Aldé, l Folclórico nato de la region, an Miranda este Festi- Grupo de l Centro Culal bino i a to las bal na sumana de l tural de Sendin, culidades fumeiro, feito pula giente Antruido, de modo Cinquentuna de la Ounibersidade de las nuossas alque podeis yá marcar Sénior de l Rodés. An termos de las buossas agendas tary de Chabes, gastronomie, cada de Papa l anho que ben. Pauliteiros die fui dedicado a laçoulo, Grupo sue eimenta, amGaladun Galanpeçando pul Cozido a la Mirande- daina, Grupo de Danças Mistas de sa, adonde nun faltórun las cascas, Mirandanças, Pauliteiros de Cércio, l botielho i outras bariadades de Grupo Folclórico Mirandés de Dues fumeiro, seguindo-se l die de l Cor- Eigreijas, Pauliteiros de Malhadas, deiro Mirandés, l die de la Baca de Grupo La Çaramontaina, Pauliteiras Raça Mirandesa, cerrando cul die de Mirandanças, Gaiteiros de Palaçoulo, Pauliteiros de la Cidade de de l Cochino. Na Biblioteca Munecipal houbo Miranda de l Douro, l Quinteto Reis bárias einicitaibas tamien lhigadas 84, l Coro de la EB1 de Miranda de a la gastronomie i apersentaçon l Douro. Tamien nun faltou l afamade lhibros. Yá na Casa de la Cultura do TeleCurral III - Fuonte de Aldé. A ancerrar l Festibal houbo un Mirandesa se apersentou ua antressante sposiçon, “Sou stramuntana, çfile de máçcaras de Antruido, am-

por Isilda João

peçando ne l Pabilhon Multiusos i apuis correndo toda la cidade. Todos ls anhos se fai an Miranda este Festibal na sumana de l Antruido, de modo que podeis yá marcar nas buossas agendas puis, pa l anho que ben, pormete inda ser melhor i será ua buona biage a las tierras de Miranda.

Fotos: ISILDA JOÃO


B.I.C. (2) Bien de Interés Cultural, con la categoría de Monumento, desde el año 2.000.

E

l 1 de enero de 1985, debido a la baja rentabilidad económica, se cerró la línea al tráfico de personas y mercancías, a pesar de su carácter internacional.

(El Colectivo Camino de Hierro, una vez realizado el trabajo previo, aquella “Memoria Valorada” a la que nos referíamos en nuestro B.I.C. (1), donde proponía con firmeza y con argumentos económicos la conservación de la vía y la rehabilitación de túneles y puentes, en lugar de convertirla en vía verde y después de haber coordinado los contactos previos entre los Alcaldes y otros representantes de los pueblos implicados, hace una propuesta en la que el Colectivo sólo participaría de forma voluntaria en concepto de invitado, con voz, pero sin voto.)

PROPUESTA DE ASOCIACIÓN: Concreción de iniciativas de explotación turística en cada municipio:

La Asociación estará formada por: Los Ayuntamientos por cuyo término municipal pasa la línea férrea ( La Fuente de San EstebanBoadilla, Boada, Retortillo, Villares de Yeltes, Villavieja de Yeltes, Bogajo, Fuenteliante, Cerralbo, Olmedo de Camaces, San Felices de los Gallegos, Lumbrales, Hinojosa de Duero y La Fregeneda) y aquellos otros que por su proximidad e importancia patrimonial o tejido empresarial pueden ayudar al desarrollo turístico de estas comarcas (Vitigudino, Yecla de Yeltes, Bañobárez, Ahigal de los Aceiteros, La Redonda, Sobradillo, Cerralbo, Bermellar y Saldeana).

Los Ayuntamientos informarán a sus vecinos de los progresos del Proyecto. El desarrollo ideal se basa en fomentar y apoyar iniciativas surgidas de los propios habitantes de las comarcas afectadas.

ASOCIACIÓN CAMINO DE HIERRO Propuestas:

La finalidad de la Asociación:

a) Promover la rehabilitación y conservación de la línea férrea entre La Fuente de San Esteban y el muelle de Vega Terrón para adecuarla a fines turísticos, deportivos y culturales. b) Conseguir el desarrollo de los municipios asociados mediante la explotación de las infraestructuras ferroviarias y de los espacios cercanos. c) Facilitar y/o realizar la explotación de actividades turísticas, deportivas, culturales, relacionadas con el medio natural, etc.

un Duende de Imprenta... ...nos comió la última línea de la página 18 del nº 1: “Esta apuesta de futuro se enmarca en la creciente sensibilización hacia el medio natural y rural, que favorece las perspectivas de viabilidad del Proyecto y más aún dentro de la progresiva especialización de Salamanca hacia el sector servicios; orientación que se vería potenciada y revitalizada con esta nueva oferta turística.”

- Movilizar los recursos materiales e intelectuales propios. - Constituir un revulsivo económico y Promover la generación de empleo. Un planteamiento globalizador y abierto que pretende aglutinar las iniciativas puntuales preexistentes y promover nuevas propuestas de explotación.

LA SA


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

A LÍNEA FÉRREA DE LA FUENTE DE AN ESTEBAN A BARCA D´ALVA

foto JAVIER H. MERCEDES

POSIBLES ACTUACIONES: ACTUACIONES EN MEDIOS DE TRANSPORTE Pequeño tren turístico Vagonetas históricas (“Zorrilla”) Biclonetas Bicicletas y caminantes por senderos paralelos

ACTUACIONES EN ESTACIONES Y OTROS EDIFICIOS Bares, Restaurantes, Alojamientos. Talleres de Oficios Artesanales: Guarnicioneros, curtidores, forjadores, canteros, vidrieros, queseros... Aulas didácticas del medio: Aulas de la Naturaleza Aulas didácticas del medio: Centro de Interpretación del Toro de Lidia Aulas didácticas del medio: Oficios Ferroviarios Parque Temático de Ingeniería Ferroviaria Centro Cultural Transfronterizo

ACTUACIONES EN RUTAS Y ACTIVIDADES PERMANENTES Rutas de los Pueblos. Rutas de la Historia: Castros y fortificaciones de Frontera. Rutas de la Salud: Aguas termales en Retortillo y La Fregeneda. Rutas de la Dehesa: A pie, a caballo o en otros medios de transporte. Rutas de los Oficios: Molineros, herreros, guarnicioneros, queseros... Actividades acuáticas: Piragüismo, motoras, paseos en barco. Actividades de aventura: Para los amantes del deporte y del riesgo controlado. Actividades relacionadas con el Parque Temático de Ingeniería Ferroviaria.

(Conexión con las rutas que existen en la actualidad en la zona: Ruta de los castillos y fortificaciones de frontera, Rutas de los grabados prehistóricos de Siega Verde y Foz Côa, Rutas del vino y el queso de Las Arribes, Camino de Gran RecorridoR-14, Casas del Parque a ambos lados de la frontera, Recorridos por el río Duero en barco, tren, coche y combinados…)

ACTUACIONES EN ACTIVIDADES PERIÓDICAS Festival musical de “La Raya” Fiesta del ferrocarril Concursos artísticos Competiciones deportivas diversas: Concurso de tiro móvil, etc. Concurso/competición de maquetas de trenes Concurso de vehículos rodantes por las vías…

N.B.: Los autores de la Memoria Valorada y componentes del Colectivo Camino de Hierro eran: Teresa Artal Borrás, Isidro Elena García, Manuel Gutiérrez Martín, José Andrés Herrero Sánchez y yo mismo, Javier Hernández Mercedes

¡¡¡1 DE ENERO DE 2.010, 25 AÑOS !!! Javier Hernández Mercedes, marzo 2010


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22

TEMPO.....................................................

Almendrar Alfredo Mendes

F

Os velhos e o lobo mau

az tempo, estava eu a que consagraram a existência lembrar os livros de histó- à labuta de sol a sol a troco de rias infantis, a avó emba- côdeas. Exalto a saga de músculando o menino de olhos los no amanho da terra, nós vos arregalados para o era uma vez louvamos terra fecunda, terra rauma princesa encantada, tran- zão de ser, terra-mãe cântico dos ças cor de trigo. E com essas cavadores no calvário das jornas fantasias o menino sonhando... que pariram muitos e variados sonhando... contos fabulosos frutos. que acabavam sempre bem, o Fala-se da vila moribunda, menino sonhando com animais de quelhas, de ruas desertas, de que conversavam, casas de cho- casas vazias, de campos abandocolate e ruas de baunilha. nados, de restolho e de silvas. FaEra o tempo em que havia la-se da amêndoa da Califórnia tempo e espaço, os avós habita- e da maçã do Chile. Fala-se da vam a casa onde Terceira Idade, se dava à luz e reparar nos avós preocupação do se dava o derInstituto Nacioempilhados em radeiro suspiro. nal de Estatística. Ele recordando Fala-se de 2420 misericordiosos as badanas leialmas que habiacolhimentos coteiras, a apanha tavam Almendra da azeitona, as lectivos contando em 1849 contra mós dos lagares, de 500 histórias sem casas menos os carros de bois na actualidade. de eixo móvel de chocolate e ruas Fala-se que só carregados de num ano por 22 de baunilha. feno, a escava, a ocasiões os sinos poda, o semear da igreja dobrada batata com a lua em quarto- ram a finados e só uma ocasião crescente. Ela ensinando como retiniram a baptizado. se manejava a enxada, fazia reMuito se fala, fala do crescenqueijão, enchidos, migas d´alho, te envelhecimento demográficompotas de ginja e de amoras. co, da esperança de vida que Agora, pouco, quase nada se aumenta e transforma um cidadedica aos avós cheios de sabe- dão de meio século num jovem doria e de histórias de embalar, vigoroso, experiente, menos no de sonhar... Avós terrosos até à mercado de trabalho onde camedula, apóstolos da honradez lhaus com dois olhos o encara

como gravura rupestre. O peso dos velhos também se faz sentir nas despesas com lares e centros de dia, assistência médica e medicamentosa. Mas à linguagem fria dos números, é de ficar triste ao reparar nos avós empilhados em misericordiosos acolhimentos colectivos contando histórias sem casas de chocolate e ruas de baunilha. Contam as vezes em que, enchapoçados de suor e até remoídos de fome escreveram na terra com o aparo do arado as palavras pão, vinho - sagrada escritura. As vezes em que ergueram muros de pedra maneirinha, esmeraram a verde horta, foram a pé à feira de Trancoso e subiram e desceram íngremes vales. As vezes em que no ermo da pastagem dormiram ao relento guardando o gado sob chuvadas alagadiças. E sentem-se empecilhos à espera da panela da morte; sentem-se injustiçados, posto a velhacagem lhes ter destinado uma vida à margem do caminho do progresso, de um dia a dia desafogado. Escorados ao bordão, fitando o quadro da Última Ceia, anseiam por migalhas de afecto, pingos de amor. Precisam de ocupações que lhes adocem o inverno frio, escuro e lhes outorgue o estatuto de cidadãos úteis, porque sabedores. Malfelizes,

“A cozinha da casa da minha avó” Figueira de Castelo Rodrigo - fotografia de RENATO ROQUE

amaleitados, dignos símbolos de os restos da consoada. forças desnervadas que põem Este o arrastar de homens e a nu a decrepitude, alimentam- mulheres arrebanhados durante nos o ficheiro da memória e a as campanhas eleitorais, ou não visita ao cemitério das flores de decidissem juntas de freguesia, plástico. câmaras municiI m p o t e n t e De costas voltadas, pais, governos, ou mastigando presidências da remorsos, a filha- os netos encantam- República. Enrada apenas pelo se com jogos de tão, acenam-lhes Natal se lembra com reformas guerra de os resgatar e, dignas, recebem nas bolas de azeina face rugosa te, nas rabaNadas, os nossos ve- os beijinhos de quem os votará lhos ameigam o convívio, olham ao desprezo, ao sedentarismo, o Menino e olham a descendên- aos ervaçais da solidão. cia. De costas voltadas, os netos Promessas, montes de proencantam-se com jogos de guer- messas de quem, parece-me, já ra, cabeças decepadas num cre- esqueceu as histórias de princedo, enquanto se borrifam para o sas encantadas, tranças cor de cachecol crochetado pela avó. trigo. E assim sendo, o joio vai Festa finda, velhos devolvidos à mesa dos orçamentos que o ao lar sobraçando uma caixinha lobo mau abocanha. Tupperware onde se acomodam

Ecos da Feira de Trancoso

É

da região, onde oliveiras e amendoeiras se erguem ao desafio, onde, se alinham grandes vinhedos, é da rica e histórica vila de Almendra que falaremos. Recuaremos a tempos idos para compreender como se vivia e sentia a Feira de Trancoso. Ali se negociavam os tractores da época (machos, vacas e cavalos), tão necessários á lavra das vinhas, olivais e amendoais e arar das sementeiras. Por isso os Almendrenses, pensam a viagem. Feitos os negócios, deitavam-se à viagem de regresso. Já em Almendra eram esperados p´los”putos” que opinavam: - O pai do Manel traz um macho preto! - O pai do Chico um castanho! - O pai do Joaquim traz um buçalo! (1) Acabado este primeiro reconhecimento, todos perguntavam pela lembrança - a flauta, o realejo ou o primeiro canivete. E, para as jovens, a boneca de papelão – a única prenda destinada às miúdas. Chegados a casa, era o feirante quem fazia relato: havia gente e gado de todo o lado. De tudo dera conta: mulheres a vender água, ao copo, e os animais a beber água das gamelas espalhadas pela feira. Que feira, a de Trancoso! Lá, de tudo se faz dinheiro.

E lembrando-se, tira um panfleto do bolso da jaqueta e estende-o á mulher - são uns versos que um homem e uma mulher cantavam – é o caso do maneta que, á machadada, matou o cunhado e a irmã. Os almendrenses continuavam a pensar na Feira de Trancoso quando, aos domingos, tiravam as alimárias das lojas e lhes passavam as mãos afavelmente pela testa, alongando-lhes as orelhas, amaciando-lhes o lombo, dandolhes duas pancadinhas na anca e, escorrendo a mão pelo rabo, tomavam-lhes a pata. Feito o exame elegiam as vedetas… Agora, deixarei duas notas aos trancosenses: em Almendra, todo o individuo que se prezava, no ano do seu casamento, levava a mulher à Feira de Trancoso. Aí vai a segunda: a ligação Almendra – Trancoso era feita por caminhos vicinais que se desenrolavam, em curvas e contracurvas, ladeira acima, ladeira a baixo ora, quando á refeição, ao fazer do molho, se deitava o azeite, em curvas e contracurvas alguém sussurrava do lado – Trancoso… Trancoso… Trancoso… - alusão metafórica ao tortuoso caminho para esta vila. Estes são os ecos que ressoaram em Almendra e voltaram á mítica, histórica e nobre Vila de Trancoso, pela voz de um Almendrense. (1) Buçalo – macho novo ainda incapaz de trabalhar

António Porfírio Moreirão

Diretor Daniel Gil Subdiretor Javier Hernández Mercedes Diretores Adjuntos Carlos d’Abreu Miguel Ángel Pérez Edição. Paginação. Grafismo. Infografia. Trat. de Imagem Daniel Gil Redacção\Redación Rua de São Francisco, nº15 6440 -126 Figueira de Castelo Rodrigo (Portugal) Tel: (+351) 271311030 Bragança: Sara Geraldes Salamanca: Alvaro Borja Revisor Carlos d’Abreu Traduções\Traducciones Alvaro Borja Publicidad(e) Silvestre González Tel.:(+34) 630 352 162 Portal Internet Actualização: Daniel Gil Programação e Manutenção: Tiago Faustino e Ricardo Andrade Impressão\Impresión Calprint, SL. - Medina del Campo (Valladolid) Tel:0034 983 812 977 Depósito Legal: VA-1015-2009

Tiragem\Salida 10.000 exemplares

Red(e) de Distribuición(ção) BRAGANÇA | ZAMORA | GUARDA | SALAMANCA Por los... “contrabandistas culturais/culturales” Colaboradores e colunistas neste número: Alfredo Mendes, Antero da Alda, António José Quadrado, Amadeu Ferreira, António José Borges, Aristides Rodrigues, Bernardo Garcia, Carlos Ferreira, Carlos Hernández Mercedes, Carlos Sambade, Cláudio Alves, Duarte M. Martins, Emilio Rivas Calvo, Isabel Matos, Isilda João, Joaquim Bolota, Joaquín Fuentes Becerra, José Ángel Hdez Mercedes, José Miguel Benito, Juan Carlos Zamarreño, Jerónimo Jablonski, Jesús Glez. Visán, Layo Esteves, Leandro Vale, Luís Clementino, Manuela Fernández Alejo, Marisol González, Pablo Azon Garces, Renato Roque, Pedro Vilas-Boas, Telmo Ramalho, Tomi Borja.

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.............................................QUE PASSA

23 Pub

Tampa do Baú Joaquim Bolota

da tia Laurentina.

“Sopas de Cavalo Cansado”

N

uma mesa improvisada, e enquanto que estavam em cada malga. Depois dum não chegávamos da escola, lá pelas cartucho de papel pardo tirava uma colher 17H00, a tia Laurentina, irmã da nos- cheia de açúcar preto que espalhava no pão sa avó materna e considerada pela voz popu- manchado de vinho tinto. Os mais novitos eslar um pouco estranha, a tia Laurentina pois peravam que os mais velhos se servissem prié dela que estamos a falar, já tinha posto ao meiro e quando já toda a pequenada estava lume uma púcara cheia de vinho, migado servida com a malga bem agarrada com amem pequenos bocados de pão, para umas bas as mãos, sentávamo-nos no “mocho” junmalgas toscas e algo esbotenadas. À volta da to ao fogo que crepitava graças à tia Laurenlareira numerosos bancos com três pés (mais tina pois tinha tido o cuidado de renovar as conhecidos por mochos) esperavam meia cavacas. Passei recentemente alguns dias na dúzia de galfarros que mal saídos da Escola região onde este(s) episódio(s) se passou. Já corriam pela ladeira abaixo lá vão mais de sessenta anos. Depois dum cartu- Encontrei uma terra muito até à porta da casa da tia Laurentina. Não batíamos cho de papel pardo diferente, felizmente, mas à porta nem nos fazíamos pude conviver com gente tirava uma colher anunciar, pelo contrário muito igual àquela com que subíamos em tropel escada cresci. Continua a ser uma cheia de açúcar acima até à cozinha. Aqui região bonita, rica, generosa preto que espalhava chegados encostávamo-nos e muito jovem. No meu temà lareira e sub-repticiamenno pão manchado po os adultos e sobretudo os te começávamos a espreitar homens viam-se obrigados a de vinho tinto as malgas. Era a altura da sair do país para sobreviver tia Laurentina nos interpee fazer sobreviver os seus. lar e perguntar como tinha corrido o dia, se Hoje as coisas estão bastante diferentes…não tínhamos sido castigados e caso afirmativo se pode dizer que haja miséria há mesmo faléramos imediatamente desculpados e justi- ta de mão-de-obra, as escolas e liceus estão ficados. Para nós era logo um grande alívio cheios de crianças com bom aspecto, bem pois já não sentíamos a obrigação de falar do vestidas e com ar feliz. As “sopas de cavalo assunto em casa. Entretanto ela meio zanga- cansado” são do passado, felizmente. Mas da meio a brincar dizia-nos: “ então mas que as recordações da tia Laurentina permanefazeis aí de pé? aqui em casa não se cumprem cem na minha memória sobretudo pela sua promessas, toca a sentar que eu sirvo-vos já”. generosidade e boa disposição. Ela tinha um Aí cada um agarrava um banco e tentava carinho especial pelos sobrinhos netos mas à ficar o mais próximo possível da mesa onde volta dela espalhava bem-estar e um pouco estavam as malgas. Então a tia Laurentina pe- de pão acompanhado nem que fosse com gava na púcara e uma a uma regava-as com meia dúzia de azeitonas. Um bem-haja e uma aquele saboroso néctar, os bocados de pão grande admiração por esta alma generosa

Croniqueta

Os penhascos ainda lá estão...

Leandro Vale

S

Só como sombras esguias que se projectam, sem o serem, por entre veredas que quase fazem esquecer o por ali, algum dia, ter passado um ser humano. A neve também continua... Por enquanto. Num teimar mais que teimoso de dizer que a natureza continua a ser soberana onde o homem, que deixou de o ser, tenta que as coisas aconteçam de maneira diferente daquela que foi imaginada, num distorcer de visões que levam á tal ruína eminente mas que, nem por isso, controla o estado das coisas. Os burros, amigos de sempre, no alcançar de terras tão perto mas tão longínquas, deixaram, há tempos largos de pisarem esses locais, embora muitos considerem que a sua utilidade ainda está para vir. Ninguém dirá que, ainda há bem pouco, duas línguas separavam as gentes que se encontravam, a medo, escondidas pela incompreensão de tantos que nasceram nesses locais mas que, depois, partindo para sonhos distantes, se esqueceram do local onde nasceram. A camioneta da carreira que, nalguns troços desse mundo esquecido, substituiu o penar de um

Agora até isso nos querem tirar. andar cansado, cadenciado por um tempo sem tempo, foi esquecida e O “pouca terra” que era o meio de substituída por autocarros com ar ligação com o fim do mundo. Que galgava as escarpas e que, nem condicionado. Mas no fundo, mesmo que tudo mesmo a neve fazia parar. Que permaneça como dantes, pelo me- ligava as tais gentes de falares esnos na paisagem, ensombrada por tranhos mas, mesmo assim, sendo esta ou aquela coisa esquisita que gentes que se comunicavam entre os olhos não querem ver, com a si no tal palrar de pássaros que letal sofisticação dos tempos moder- vava a que se entendessem. É sempre difícil conciliar nos, alguma coisa os interesses do permaneceu intacE talvez, quem ser humilde com ta, mesmo com o sabe, um dia, os os interesses do anunciado avanço grande capital. tecnológico que carris possam Talvez por isso nos leva a pensar voltar a contar tenham abolido no que foi antes e as fronteiras. Para no que agora nos histórias... que o ser humaaproxima. E nesse no que, dantes, permanecer os carsobrevivia na tal ris são os mesmos de antigamente. De há cinquen- luta heróica marcando os espaços ta, alguns, cem anos. É certo que onde se encontrava e que, agora, é não contamos as horas pelo silvo joguete nas mãos que o vão subjudo “pouca terra” que nos dava os gando. Como tenho saudades do” bons dias ou as boas tardes, numa mensagem de boa nova, trazendo pouca terra” mesmo com todos os graças e desgraças mas, sobretu- avanços tecnológicos, parando em do, trazendo gente. Gente que se todas as estações, vendo os rostos juntava a outra gente que do lugar que quase se esborrachavam diannunca saíra e que, sofregamente, te os vidros procurando os outros queria saber novidades dos outros que faziam o mesmo tentando dessítios por onde andaram as gentes cortinar o que lá fora se passava. “O comboio das carumas” que galgava que chegavam.

Manuel Gutiérrez

os quilómetros para que as pessoas se pudessem encontrar. Talvez as fronteiras tenham ficado mais perto e o contrabando se não tenha de fazer de burro ou com as sacas ás costas. Hoje é feito noutras escalas trazendo, na maior parte dos casos, aquilo que era bem desejável que não aparecesse. Mas continuo na minha que nada se ganhou em que essa transformação fosse feita. Querem acabar com o “pouca terra”. Querem que os carris sejam mais uma coisa do passado para que só este presente possa ser o tal “presente” envenenado que nos querem dar á força. Aos poucos vamos deixar de ouvir o tal silvo que

dava vida ás tais regiões inóspitas para alguns, mas onde a vida continua a existir, para desencanto de muitos que, há muito, gostariam de a ter visto desaparecer. Presumo que não seja por acaso que as derrocadas aparecem. As condições climatéricas não serão, apenas, as responsáveis do que está a acontecer. Na loucura dos homens, o saber-se que, ainda há Homens que consideram que o viver-se nas escarpas é a tal forma saudável de viver. E talvez, quem sabe, um dia, os carris possam voltar a contar histórias, quando tudo possa parecer estar perdido.


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GASTRONOMIA

Nuestros comedores restaurante Casa Conrado Por Miguel Ángel Pérez (texto y fotos)

El cerdo ibérico en su mejor versión culinaria Un año mas no pudimos resistirnos

a la tentación de asistir de nuevo a las, cada vez más renombradas, Jornadas Gastronómicas del Cerdo Ibérico, que llegaban a su VII edición en el restaurante “Casa Conrado” de Villaseco de los Gamitos. Como es habitual cada comensal fue recibido por la presencia amiga del gerente Conrado Calvo, que junto con su mujer Chus Nieto, dirige con entusiasmo este establecimiento, abierto al público desde 1959, y que está a punto de recibir en el negocio a la tercera generación de la familia. Durante los tres fines de semana que duraron las jornadas gastronómicas, del 23 de enero al 7 de febrero, de los fogones del restaurante salieron platos tan sugerentes como las virutas de paleta ibérica de bellota, encebollado del cochino, patatas machacás con torreznos de panceta, rabo en salsa, crujiente de papada o lomo de olla con ensalada de escarola y granada. El arte culinario alrededor del cerdo llegó a su máxima expresión con el gran cocido pata negra, que un servidor y sus acompañantes tuvieron oportunidad también de degustar el domingo 7 de febrero, y que nos colmó de satisfacciones aliñadas por un buen vino “Abadengo” de Arribes del Duero digno de mención. Para dar mayor colorido e interés a esta fiesta gastronómica se ofreció una amplia demostración de actividades que giraron en torno a ese animal, como la típica matanza y las labores propias del despiece chamuscado o embutido de carnes, bailes tradicionales charros y regalos y sorpresas para los asistentes.

Detalles y especialidades

Como bien reseña el responsable del restaurante Conrado Calvo “la Carta de nuestro restaurante se basa fundamentalmente en `productos autóctonos de nuestra tierra siendo una cocina tradicional con un toque de vanguardia, guardando especial atención a todos los guisos caseros entre los que señalamos nuestra especialidad el rabo de toro, las carrilleras de cerdo Ibérico una amplia gama de embutidos y jamones ibéricos de nuestra propia fabricación y productos de temporada, setas en otoño, cocido castellano en invierno, pamplinas, y un largo etc”. A parte de todo esto se ofrece una amplia carta donde figuran gran variedad de ensaladas con productos de la zona, perdiz en escabeche, foie de oca, carnes excelentes de cerdo ibérico, ternera charra, lechazo de las arribes, y pescados recibidos directamente de lonja a todo esto hay que añadir una variedad de postres caseros, en los que cabe destacar la crema de queso de

leche de oveja con confitura de melón. Para completar su oferta gastronómica el restaurante dispone de una amplia carta de vinos con mas de 300 referencias, de casi todas las denominaciones de origen del territorio nacional, destacando la D:O Arribes, Riojas, Riberas, Ruedas, Somontanos, etc, El precio medio es de unos 25 euros por persona a la carta. Disponen de una plantilla de 10 personas fijas mas extras con una antigüedad mínima de 20 años, entre personal de cocina y barra El restaurante esta compuesto de 4 comedores de distintas capacidades, para dar cobertura a todo tipo de grupos, excursiones, banquetes, celebraciones etc. En el restaurante se hacen todos los trimestres unas jornadas gastronómicas de importante relevancia, entre las que destacan las del cerdo ibérico y las setas.

España

La receta de Casa Conrado

RABO DE TORO AL ESTILO DE LA CUCA

Villaseco de los Gamitos

PREPARACIÓN: Coger un rabo de toro o añojo de considerable tamaño de 1,5 Kg aproximadamente, limpiar bien toda la grasa exterior de la pieza, cortarlo siempre por los cartílagos de entre hueso y hueso, nunca serrarlo. Sazonar la carne, enharinar muy ligeramente los trozos de rabo y dorar en aceite de oliva hirviendo. Trocear la cebolla en trozos pequeños y pochar en el aceite que anteriormente hemos reservado, añadir el tomate maduro troceado en el sofrito, el laurel, los ajos y el pimentón semidulce cuando todo esto este rendido añadir dos vasos de vino blanco y un chorrito de Brandy. Poner todo a hervir en una perola alta de aluminio, cubierta por la mitad de agua, añadiendo los trozos de rabo que tenemos dorados y cubrir la mitad aproximadamente de agua, todo bien tapado a medio fuego al principio y a fuego muy lento de la mitad en adelante, hasta que este totalmente hervido, el punto idóneo es cuando la carne este a punto de separarse del hueso, que sera de dos horas a tres aproximadamente. Para servirlo conviene que sea a las 24 horas siguientes de haberlo cocinado, se presentara en un plato amplio y con patatas panaderas de acompañamiento.

4 personas

INGREDIENTES: 1 Rabo, 3 Cebollas, 4 tomates maduros, 2 dientes de ajo, unas hojas de Laurel, pimentón semiduce, nuez moscada, vino blanco, brandy y sal al gusto

Salamanca - V. de Los Gamitos = A-20 ; N-620 ; CL-517 (44km) Guarda - V. de Los Gamitos = A-23 ; N-620 ; A-63 ; SL-350 (152 km) Zamora - V. de Los Gamitos = A-66 ; A-62 ; N-620 ; CL-517 (103 km) Bragança - V. de Los Gamitos = E82 ; ZA-322 ; SA-305 ; CL-517 (144 km) RESTAURANTE CASA CONRADO Ctera de Salamanca a Vitigudino, Km 35.4 VILLASECO DE LOS GAMITOS (SALAMANCA) - Tfono: 923 140404 Capacidad 110 a la carta y 400 en Banquetes y eventos Jefe de Cocina: Chus Nieto (La Cuca) - Jefe de Sala : Conrado Calvo Precio medio: 25-30 € - Fumar: Hay Comedores de Fumadores y No Fumadores

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Portugal: (+351) 271 311 030 España: (+34) 630 352 162


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CIÊNCIA & TERAPIA

Paranormalia Pablo Azón Garcés

La Bilocación (I)

El arte de estar en dos lugares diferentes al mismo tiempo

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no de nuestros mayores miedos es encontrarnos cara a cara con un ser fantasmal idéntico a nosotros. Así lo refleja la tradición germana con el Doppelgänger, el doble. Escritores como Guy de Maupassant o Percy Shelley confesaron haber recibido la visita de su doble. Y a otros, como Lord Byron, fue su doble quien se apareció ante numerosos testigos en Inglaterra mientras él se hallaba en Grecia. Cuando el gran poeta romántico fue informado, acertó a decir: “Espero que al menos se comportara como un caballero”. Los primeros casos pueden responder a síntomas de esquizofrenia. Con los segundos podemos hablar ya de bilocación. Un caso sorprendente fue el de la joven profesora Emilie Sagée cuando daba clase en Letonia a mediados del siglo XIX. Sus alumnas vieron continuamente a su doble en la escuela, incluso a las dos a la vez en la misma aula, y hasta superaron

la barrera del miedo y tocaron Al doble también lo encontraal doble, pero tras constatar que mos en la cultura tibetana. Pero ese cuerpo no era del todo eté- si hasta ahora este fenómeno reo, se desvaneció delante de era totalmente involuntario, sus narices. aquí responde a un propósito, El misticismo católico nos ha el poder del pensamiento. Sedado muchos ejemplos de bilo- gún nos relata en sus libros la cación: San Francisco de Asís, aventurera francesa Alexandra San Martín de David-Neel, los Porres, el Padre Los monjes tibeta- monjes tibetaPío. Pero si hay son capaces nos son capaces de nos un caso único, de materializar materializar de la de la nada entiese es el de Sor María de Ágre- nada entidades in- dades independa. Esta monja, dientes con confamosa en el si- dependientes con ciencia propia, a glo XVI por sus conciencia propia, las que llaman mortificaciones . El grado a las que llaman tulpas y su corresponsumo se logra tulpas dencia con el rey cuando estos seFelipe V, evangeres son una rélizó a un grupo plica exacta de de indígenas norteamericanos su creador. En el otro extremo desde la celda de su convento está la propia Alexandra Daviden Ágreda (Soria). Estos indios Neel, que tras insistir para que la llamaban la dama azul, como la adiestraran en esa técnica, les dijeron a los jesuitas que con- engendró un hombrecillo que tactaron con ellos, extrañados le hizo la vida imposible durante de que ya conocieran la palabra meses, hasta que por fin consiguió deshacerse de él. de Dios.

Terapias naturales Manuela Fernandez Alejo

a obesidad, no es más que el exceso de peso corporal en relación a la estatura, sexo y constitución de una persona. Este no es un problema estético, ya que si estamos por encima del peso considerado como ideal, estaremos más predispuestos a sufrir ciertas enfermedades como la hipertensión, infartos, diabetes, artrosis, varices y un largo etcétera, es decir se trata de una enfermedad crónica que puede aumentar la gravedad y mortalidad asociadas a otras enfermedades también crónicas Este fenómeno, se debe a un desequilibrio entre las calorías consumidas y las calorías gastadas, siempre a favor de las primeras, es decir, comemos más calorías de las que podemos quemar. Además, nuestra actividad física ha ido decreciendo con el paso de los años, habiéndonos vuelto cada vez más sedentarios, lo que favorece ese exceso de calorías. Existen numerosos parámetros para valorar si existe una obesidad y evaluar en que grado la padecemos. Uno de los más empleados es el Índice de Masa Corporal (IMC), que se cal-

proeza, pero La equivalenhasta el día de cia del tulpa en hoy predomina la Europa del sila idea de que glo XIX es el ectose trata de un plasma. El invesmontaje, al igual tigador William que todos los Crookes certificó casos similares en 1872 cómo de ectoplasmas de la adolescenque se dieron te Florence Cook por esa época. surgía un ente En el próximo espiritual que se número de Contransformaba en trabando comun ser muy simipletaremos este lar a su creadora acercamiento a y decía llamarla bilocación y se Katie King. Alexandra David-Neel al doble desde Crookes tomó un punto de vista varias fotografías de ambas para demostrar único, el de los chamanes. al mundo la veracidad de esta

Internet

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...envie-nos a sua agenda cultural para:

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cartas al director, propuestas,........

Fisioterapia e doenças neurológicas Mónica Reis

La obesidad

L

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cula dividiendo el peso (P) de las personas expresado en kg., entre la altura (A) al cuadrado expresada en metros, es decir: IMC=P/A2. Si el valor del IMC es mayor a 30, podemos decir que estamos ante un claro caso de obesidad y si lo es de 24 en las mujeres o 25 en los hombres, solo se habla de sobrepeso, siendo el peso ideal aquél que se sitúa entre un valor de 19 y 24 ó 25. El tratamiento irá encaminado a corregir los factores que la han originado, es decir, disminuir el aporte de calorías bien mediante una dieta o mediante unos consejos dietéticos, y por otro lado a aumentar el consumo de calorías practicando algún deporte o ejercicio físico, como el caminar o el nadar. Sin embargo aún no abandonando estos dos importantes pilares para el tratamiento de la obesidad, podemos obtener ayuda de algunas terapias complementarias como la fitoterapia, la homeopatía o la acupuntura, que asociadas a un buen planteamiento dietético, hace que éste sea más fácil y más efectivo.

Esclerose Múltipla (EM)

A

EM é uma doença desmielinizante inflamatória e auto-imune que ataca a substância branca do sistema nervoso central (SNC), caracterizada por inflamação na bainha de mielina (reveste os axônios das células nervosas), com capacidade de a destruir, prejudicando a condução dos impulsos nervosos. Caracteriza-se por episódios repetidos de surtos. A hipótese patogénica mais aceite é que seja fruto de uma determinada predisposição genética e um factor ambiental desconhecido que conjugados num mesmo indivíduo, originam uma disfunção do sistema imunológico. O diagnóstico da EM só se confirma quando há lesões no SNC (que ocorrem em diferentes locais e com pelo menos 3 meses de intervalo), sendo também realizados alguns exames complementares para além da comparação das Ressonâncias Magnéticas Nucleares realizadas entre os surtos, tais como testes

sensoriais, visuais e a análise do líquido cefalo-raquidiano onde a concentração de imunoglobulina G está aumentada em relação às outras proteínas. A EM pode classificar-se em 4 variantes: recorrente-remitente, secundária

progressiva, primária progressiva e progressiva recorrente. Os sintomas desta doença variam muito, dependendo da localização da inflamação e da desmielinização no SNC. Ocorrem com mais frequência, a perda da força muscular nos braços e pernas (o que afecta o sentido do tacto), dor, urgência urinária, obstipação, falta de equilíbrio e coordenação, fadiga, problemas

sexuais e alteração de humor. E mais raramente a inflamação do nervo óptico. A cura da EM ainda não existe, apenas alguns fármacos podem retardar os seus efeitos (como o Inteferon beta 1A e beta 1B, ou o Acetato de Glatiramer), paralelamente com o tratamento fisioterapeutico. Objectivo da fisioterapia: aumentar ou manter a amplitude de movimento em todas as articulações; melhorar a resposta sensitiva; orientar quanto aos cuidados com a pele e inspeccioná-la regularmente, evitando as úlceras de decúbito; diminuir os padrões espásticos anormais e a influência do tônus sobre os movimentos; melhorar a força muscular e o controlo motor; melhorar a coordenação, através dos exercícios de Frenkel; melhorar o padrão da marcha e equilíbrio; melhorar as funções em actividade da vida diária; ajudar no ajuste psicológico do paciente e da família, promovendo a compreensão da doença e enfatizar expectativas realistas. artigo completo em www.contrabando.org


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CINE(MA)

Filmax

Cinenhorabuena

Pedro Vilas-Boas

José Ángel Hernández Mercedes

Un elemento “rayano” dentro ~ del mejor cine espanol

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mpezaré pidiendo per- casi íntegramente en una primiso para utilizar el ad- sión, un espacio opresivo y agojetivo “rayano” en un biante, violento y cruel, donde sentido nada usual en la supervivencia es tan azarosa español -aunque autorizado como pueda serlo en el medio por la publicación donde apare- más hostil. Pues bien, el elemento ce este artículo-, como “propio de la raya luso-hispana o con- “rayano” de esta película es que cerniente a ella”, es decir, “ma- está rodada en la vieja cárcel terial de contrabando”. Ahora, de Zamora, hoy abandonada. Esa cárcel, durante los años del hablemos de cine. franquismo, se El pasado domingo 14 de esta pelicula...está distinguió por alojar a algunos febrero se celerodada en la vieja tipos de presos bró en Madrid cárcel de zamora especiales, parla ceremonia de entrega de los hou abandonada t i c u l a r m e n t e curas y etarras premios Goya -de esto último del cine español. En el reparto de premios des- hay muestras en la película-. Al tacaron dos películas: “Ágora”, día siguiente de la entrede Alejandro Amenábar, y “Cel- ga de los Goyas, la tele da 211”, de Daniel Monzón. Si nos informaba de que bien la primera, “Ágora”, es la los zamoranos habían demostración palpable de que sentido los premios de el cine español es capaz de la película como algo abordar planteamientos com- compartido por toda la plejos, como la reconstrucción ciudad, dado que muhistórica de la Alejandría del chos de ellos trabajaron turbulento siglo IV, con verosi- como figurantes. El rodaje se hizo en militud y acierto, la verdadera triunfadora fue la segunda, con dicha cárcel y en sus ocho premios que incluyen el alrededores, excepto alde mejor película, mejor direc- gunas secuencias, rodator y mejor protagonista mas- das también en Zamora, que nos informan de culino. “Celda 211” trata sobre un la vida sentimental y famotín carcelario comandado miliar del joven guarda por Malamadre, un tipo duro, con su esposa embaraun preso que no tiene nada que zada, a la que da cuerperder, interpretado magnífica- po Marta Etura (premio mente por Luis Tosar (premio al a la mejor actriz de remejor actor protagonista). En parto). Algún crítico ha esa revuelta se ve implicado un dicho que este personaje sobra. Tal vez joven funcionario ...la abgustia que sin él (sin ella) la de prisiones (Alberto Ammann, siente po su marido película ganaría concentrapremio al mejor añade tensión a la en ción, al ceñirse actor revela-ción) historia en exclusiva a que ni ha tenido un universo astiempo de tomar fixiantemente posesión de su cargo, y que, por otro lado, está masculino. Pero ella introduce a punto de ser padre por prime- un toque de frescura, y la anra vez. La película se desarrolla gustia que siente por su marido

añade tensión a la historia. La vemos hacer su vida por las calles de Zamora y yendo de compras al mercado de abastos de la ciudad. Y la vemos acudir a la cárcel, preocupada por lo que está sucediendo dentro, junto a otros familiares de presos y guardianes. Luego, las cosas se complican y hasta puede que se exageren un tanto, pero todo está muy bien aprovechado argumentalmente. De todos modos, no voy a destripar aquí la película, por si hay lectores que no la han visto todavía. El guión, que está basado en una novela de Francisco Pérez Gandul y que fue elaborado entre el propio

Daniel Monzón y Jorge Guerricaechevarría, obtuvo el premio al mejor guión adaptado. Todavía hubo dos premios más: mejor sonido y mejor montaje. Enhorabuena, pues, al director y a los actores, y enhorabuena a los amantes del cine. Si no la han visto y no le hacen ascos a las escenas violentas, véanla. Lo merece.

Fantasporto 2010 www.fantasporto.com

A

30ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto – Fantasporto 2010 – realiza-se, no pequeno e grande auditório do Rivoli Teatro Municipal, entre os dias 22 de Fevereiro e 7 de Março. A cidade Invicta preparase para receber mais uma longa maratona de filmes (“terror”, “ficção científica”, “suspense”, “zombies”, “gore”) e respectiva enchente de público… Apesar do festival continuar a sofrer inexplicáveis cortes na comparticipação financeira estatal, verbas essas que são canalizadas para apoiar nomeadamente festiva do “pacto tivais de cinema Apesar do festival com o diabo”). O a decorrer em Lisboa, convém continuar a sofrer cinema mais generalista também não esquecer inexplicáveis cortes estará bem repque o Fantasporto continua a ser na comparticipação resentado, grao maior certame financeira estatal, ças à projecção de “Fish Tank”, cinematográfico verbas essas que de Andrea Arde Portugal e um são canalizadas nold, e “The Time dos mais representativos, den- para apoiar nome- That Remains”, tro do género adamente festivais de Elia Suleiman, ambos premiespecífico, a nível de cinema a decor- ados no Festival mundial. de Cannes 2009. rer em Lisboa De entre as A cinematografia variadas secções espanhola mancompetitivas do festival (“Cinema Fantástico”, tém a forte presença do festival “Semana dos Realizadores” e com “HIERRO”, de Gabe Ibañez, “Orient Express”) não será difícil “LA HERENCIA VALDEMAR”, de encontrar bons motivos para de José Luis Alemán, e o muito uma visita ao Teatro Rivoli para aguardado “REC 2”, de Jaume assistir a bom cinema! Dentro Balagueró e Paco Plaza, sequela do género “fantástico” destaque do assustador filme vencedor para as antestreias nacionais de do Fantasporto em 2008. Não esquecer também “SPLICE” (nova incursão na festival com “HIER- a retrospectiva e homenagem ao RO”, de Gabe ficção-científica de Vincenzo NaIbañez, “LA HE- realizador português Luís Galvão tali, realizador de RENCIA VALDE- Teles e o encer“Cube”), “THIRST” (novo filme de MAR”, de José Luis ramento do festiPark Chan-Wook, Alemán, e o muito val com o “Baile dos Vampiros”, a realizador de “Old aguardado “REC realizar-se no dia boy”), “THE DE6 de Março no TeSCENT 2” (sequela do filme de culto britânico) e atro Sá da Bandeira. Me atrevo a “HEARTLESS” (moderna perspec- volver? Sí, claro… Pub


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

MÚSICA

Só neste país Cláudio Vieira Alves

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os 6 elementos dos Mão

Morta..

Giradiscos

braga é suficientemente

Luís Clementino

mutante para rock’n’rollar Jeff Buckley “Grace”

ma vez, perante uma arma de fogo, perguntaram a Bocage: “Quem és, de onde vens e para onde vais?”. O mesmo, espontâneo e hábil nas respostas em rima, respondeu com uma quadra que permanece na história: “Sou o poeta Bocage/ Venho do Café Nicola/ E vou para outro mundo/ Se disparas essa pistola.” Com a mesma rapidez de Bocage, e perante um visitante que deixe a porta aberta, quase todos os portugueses costumam disparar ao incauto — e no mesmo tom do interlocutor de Bocage —, “Vens de Braga?”. Se a resposta desagradar, é sabido que o emissor não se retrai; manda esse alguém abaixo de Braga. As expressões populares atribuídas à velha Bracara Augusta fazem já, como a cidade, parte da história Portuguesa. E, asseguro — recorrendo pela terceira vez à nossa tradição oral —, também na música, nunca se viu Braga por um canudo. Uma das principais referências do rock português, e incontornável mesmo para quem estranha a sonoridade animalesca que recitam, são os Mão Morta. Com 25 anos de carreira, a banda do estilhaçado Adolfo Luxúria Canibal e multi-facetado Miguel Pedro, contrasta com a visão fervorosamente religiosa que o País guarda

de Braga — a Capital do Minho que que a génese do actual rock bracapossui bem mais Igrejas do que Tea- rense é aqui que habita. O seu pertros. Banda anti-apática, os Mão Mor- curso, que nasceu de mero entretenita dividem as opiniões para despertar, mento, saíu do obscuro e, passo a na sua (des)construção musical, ecos passo, rasgou e agitou o País. E Braga revoltosos de um rock que nem sem- não pôde ficar impune. É por isso inpre o é. Na realidade, são um rock egável a referência musical em que os transmutado como se pode avaliar Mão Morta se tornaram para muitas nas sucessivas incursões experimen- bandas actuais. É neles que residem os tais e viragens estéticas que, ao longo visíveis alicerces da música que, mais dos seus discos, têm tarde, se ouviu desde produzido. Mas, é ao «os Mão Morta divi- os Um Zero Amarelo vivo que este colec- dem as opiniões para até aos peixe:avião. tivo, de amigos que Mesmo o funk-rock despertar, na sua são músicos em partdos Monstro Mau time (e nunca vice- (des)construção mu- tem, numa simpática versa), colhe as prin- sical, ecos revoltosos faixa, a voz de Adolfo. cipais surpresas dos claro, os braços de um rock que nem E, espectadores. Deixeque dos Mão Morta sempre o é.» mos os mitos de lado saíram para formar para verificar que a os dedos dos Mundo recente digressão, de celebração dos Cão ou O Governo não passam des25 anos, proporcionou espectáculos percebidos a nenhum ouvinte. Fundos mais coerentes que por cá sopra- diu-se, bem fundo, o rock em Braga. ram. Concertos orquestrados como E de onde veio, haverá mais. Em Abril, uma grande, apenas uma só, música. os Mão Morta — depois de “Nus” na Intensa e explosiva — num estilo de ar- sua própria editora Cobra —, estão de repio que fez transpirar os presentes. volta às grandes editoras com o novo Perante a reedição dos primeiros disco: “Pesadelo de Peluche”. E com quatro álbuns de Mão Morta, edita- eles mais histórias. Histórias de chorar. dos originalmente entre 1988 a 1992, De faca e alguidar, e por vezes de enidentificamos o caminho desde o ne- cantar. Mais histórias para contar e, gro do primeiro álbum homónimo até definitivamente, de chorar. Por mais. ao “Mutantes S.21”, e reconhecemos

COMPAC-tando Carlos Hdez Mercedes

U

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Los que consideran la vida nar del modo más ecuánime posible, como una broma deberí- que no es otro que lo apropiado o no an morir riendo, pero no a de la nueva ley de protección inteleccarcajadas, tampoco tiene tual española, o dicho de otro modo, tanta gracia. el derecho o no de la ingerencia de Hace ya mucho tiempo, años, un gobierno sobre el espacio libre que la música me acompaña, no sólo p2p creado por los internautas. Elementos a tener en cuenta: como aquel disfrute ocasional y divertido de noches un poco locas o actos - ¿Se puede cuestionar el derecho culturales o religiosos (no menciono de quién ha adquirido un bien, a celos militares porque sus animosas mar- derlo para disfrute de sus amigos sin chas hacia la disciplina obediente y la obtener ningún beneficio a cambio? muerte, no han entra- ¿No es suficiente gravar todos los do en mi espectro de “Nacido con alma sistemas de reprovisión), sino como un espacio vibracional normal, le pedí otra ducción y grabación que primero me ocua la música, fue el con un canon que pó sensorialmente, protege el legítimo comienzo de un después intelectualderecho de los cremente y en la actua- desastre maravillo- adores a percibir un lidad hasta los planos beneficio por su creso…” (Cioran). más profundos de mi ación? consciencia y de mi - ¿Puede crearse labor terapéutica. en Internet un nuevo mercado, muy Ha sido un parámetro estético, barato, de descargas directas sin inun mito, un ritual y un círculo sana- termediarios, marcas, o industria mudor; una mira, una cloaca, un lecho sical que rivalice con los sistemas p2p, y un lenguaje sutil de las emociones con la oferta añadida de dirección, más positivas y más destructivas. Me información, etc.? ha levantado y arruinado más de mil Puedo imaginar páginas centraveces. Como expresa Cioran en los si- lizadas por países, géneros, razas o logismos de la amargura. “Nacido con llámenlo como quieran, en las que te alma normal, le pedí otra a la música, sumerjas en el modo de sonido que fue el comienzo de un desastre mara- te fascine (se utiliza en las infinitas villoso…” páginas de pornografía- por cierto Todo esto para posicionar el de- un mercado que tendría mucho que bate interno en el que ahora me en- decir al respecto, ya que habiendo cuentro y sobre el que deseo reflexio- montañas de producto libre de coste,

Ética digital

no dejan de promover la aparición de páginas de pago que tienen que desarrollar una imaginación “extrema” para provocar el interés del potencial cliente-). - La evolución del producto discográfico final, su acabado, debe ser la gran baza de la venta directa al público. Un reto a la imaginación, la fantasía y la creación, ya en su complejidad o simplicidad, según gustos, y siempre pasando por la revisión del pvp de un producto que ha pasado en 50 años de ser un objeto de culto a ser un consumible, caduco en unos meses. - ¿Cuál es el tiempo legítimo en que un autor debe hacer prevalecer derechos de creación en un mundo en el que la oferta se renueva de modo casi inmediato? - ¿ Por qué razón los músicos no están peleando por poder trabajar en directo 4-5 días a la semana (como el resto de los mortales) en vez de fomentar una estructura mafiosa-nazipolicial llamada SGAE? - ¿Puede un gobierno laico erigir-

A

tenção, grande surpresa. Um primeiro álbum fora do comum, perfeito, de um artista que pouca gente viu chegar. Está bem, é filho de Tim Buckley, herói mítico do Folk-Rock-J azz poético dos anos 66-75, de voz inimitável que morreu muito cedo de demasiados excessos (29-6-75). O nome poderia ser, a priori, muito pesado para Jeff, mas ouvindo o álbum toda a inquietude se vai. Jeff tem um timbre de voz parecido com o do pai, naquilo que tinha de melhor. E que voz. Estranha e carregada de uma intensa emoção. Podemos pensar em Robert Plant de “Kashmir” na utilização das cordas vocais sobre um ritmo pesado e repetitivo e a voz que levanta voo… Mas a música é totalmente original, a ciência perfeita dos contrastes. Jeff Buckley toca algumas músicas sozinho acompanhado pela sua guitarra eléctrica, e é um notável guitarrista, num estilo próprio, que confunde. Por exemplo a canção que foi buscar a Leonard Cohen “Hallelujah”, verdadeiramente assombrosa. E depois há as canções com a banda, ruidosas, selva-

gens e melódicas trazendo um grande benefício aos arranjos complexos, delirantes, geniais (“Mojo Pin”, “Grace”, “So Real”, “Eternal Life”). Jeff obtém uma espécie de mistura sonora de tal maneira rica que o cérebro se espanta logo aos primeiros sons. Imprevisível. A música é bela quando é indecifrável, quando não sabemos o que cada instrumento está a tocar, como eles fazem. Não pode haver falsificações. É a estética da graciosidade que regressa em força. Magia, mistério, a confusão organizada. É muito. Demasiado belo, demasiado forte. Uma obra-prima. Sentiase que Jeff podia ir muito longe. Mas, de forma trágica, já partiu (1997). Foi o Mississípi que quis ficar com ele. É pena.

se en rector moral, que no ético, hacia un universo nuevo donde de una sociedad libre y demo- cabían, sin duda alguna, los lencrática?. ¿Puede, mas allá de guajes, los signos, los símbolos y enseñarnos a respetar el trabajo los sistemas de relación e interde los otros, el derecho a la cre- cambio. Un espacio abierto, sin ación y a la vida del artista crea- paredes que lo limitasen, como dor, obligarnos a limitar espacios la orilla del mar o la falda de una libres de nuevo cuño, implantan- montaña, un espacio que liberado cotos y latifundios según su ra la imaginación humana. ¡Que se adapten los leguparecer mojigato?. ¿Puede establecerse en una moralina de lo leyos a los nuevos tiempos y que es bueno o malo, legal o ile- dejen de crear bolsas de “contragal, más allá de querer proteger bandistas” que siempre irán más una industria y un colectivo que rápido, generando mecanismos se han sentido muy cómodos de copia y “bajada”, que ellos elaborando en su cuna de lujo hasta que «¿Puede un gobier- leyes!. Por tanto el tiempo y la no laico erigirse en creo que “grostecnología han rector moral, que so modo” y sin venido a apartarlos de esa si- no ético, de una so- temor a equivocarme demasiatuación (no olvidemos que hay ciedad libre y demo- do, me atrevo a proponer: miles de músicos crática? - Imaginamalos, buenos y ción hasta geniales - Renovación de industria y que nunca cobrarán un “duro” de la SGAE, es más, que suelen mercado musical - Música en directo. Obligacitener a la SGAE a la espalda para cobrarles derechos de hacer en ón institucional de contratar múdirecto una versión de Luis Co- sicos de todas las categorías, en todo evento o fiesta con cargo al bos. Todas estas cosas y muchas presupuesto socio-cultural. - Derechos para todos más rondan en mi cabeza, que - Libertad en el espacio digino olvida que cuando era profesional encastrado en la indus- tal. tria musical, defendía con uñas y dientes la ilegitimidad de la coPor cierto, ¿qué ética penpia (burda y pirata) pero que ob- saríais que rige a quién hace el servaba Internet como un terri- uso de lo digital que vemos en torio que daba un paso más allá, la foto?


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LEITURA

Bibliografar (2) Carlos d’Abreu - coordenação e seleçção

Carta Arqueológica do Concelho de Mêda Autores: António Sá Coixão, Ana Brígida Cruz & Paulo Vaz Simão Edição: Câmara Municipal de Mêda 2009, 469 pp

El Asalto a la Embajada de España en Lisboa del 27 de septiembre de 1975 Autor: José Luis del Riego Santos Edita: Monte Riego Ediciones La Bañeza (León) dic2008, 142 pp

Habitación de Olvidos

Estudios Portugueses

X Encuentro de Poetas Iberoamericanos (Antología en homenaje a Álvaro Alves de Faria) Editor: Alfredo Pérez Alencart Ilustraciones: Miguel Elías Sánchez Salamanca, 2007, 374 pp

- Revista de Filología Portuguesa, nº 8, dir. Ángel Marcos de Dios. Especializada en temas relacionados con la lengua, historia y cultura portuguesa, acoge estudios de diversos investigadores, tanto en portugués como en castellano. Salamanca, 2009, 205 pp.

Iberografias

La Proyección en Portugal de los Agustinos de Salamanca (siglos XVI y XVII)

- Revista de Estudos Ibéricos, ano V, n.º 5. Coord. Rui Jacinto, Virgílio Bento & Alexandra Isidro, Centro de Estudos Ibéricos, Guarda, 2009, 195 pp

Autor: Eduardo Javier Alonso Romo. Sep. Revista de Estudios, nº 57 Edita: Diputación de Salamanca 2009, pp. 13-28

Tierra de Miranda

Nova Águia

Resistência

– Revista do Centro de Estudos António Maria Mourinho, dir. António Bártolo Alves, n.º 3, Miranda do Douro, 2008, 95 pp

– Revista de Cultura para o Século XXI, n.º 4, dir. Paulo Borges, Celeste Natário & Renato Epifâneo, Ensaio Poesia e outros temas (inclui cd inédito de Teixeira de Pascoaes: “A alma Ibérica”), ed. Zéfiro, 2.º semestre 2009.

Autor: Manuel Off & Teresa Siza Colecção: Fora de Colecção Tema: História, Antropologia, Sociologia, Economia, Política. Edição: IN-CM Janeiro de 2010

A máquina de fazer espanhóis Autor: Valter Hugo Mãe

La Herencia Portuguesa en las Cofradias de Olivenza

Assim se esvai a vida Autor: Urbano Tavares

O que mudará na vida de

Autor: José Antonio González Carrillo

Rodrigues

António Silva, com oiten-

Livro dum oliventino onde, com a

Sequência algo arbitrária de

ta e quatro anos, no dia

cumplicidade da reportagem fotográ-

incidentes da resistência à dita-

em que violentamente o

fica, o autor reflete as tradições, os ri-

dura salazarista. Trilogia: Assim

seu mundo se transfor-

tos e os costumes de duas confrarias

se esvai a vida; O cornetim en-

ma?

de origem portuguesa em Olivença.

carnado; Os olhos do demónio

Edição:

Edição: Diputación de Badajoz y

e outros contos.

Editorial Alfaguara

Caja de Extremadura

Edição: Publicações D. Quixote

Classificação: ficção

Tema: História Local

Classificação: ficção

Olivença, fev2010

2010, 288 pp

Envie as suas propostas para a secção Bibliografar | geral@contrabando.org | Envíe sus propuestas para la sección Bibliografar

La frontera que nunca existió Autor: Alonso de la Torre Un recorrido por la raya, un viaje parsimonioso de pueblo en pueblo, con parada en los restaurantes y las gasolineras, para conversar con gente convertida en personajes de leyenda. Edita: Editora Regional de Extremadura 2007, 193 pp

Rutas por las cañadas de Salamanca. Vias pecuarias desde la capital

Autor: Javier González Sánchez, con prólogo de Valentín Cabero Diéguez Edita: Globalia Ediciones Anthema | Salamanca | Dic 2009, 328 pp. que versa sobre los viejos caminos ganaderos que discurren por la provincia salmantina: cañadas, cordeles, veredas y coladas. El prólogo contiene una declaración sobre la Defensa y reivindicación de un patrimonio común y público (las vías pecuarias). Una propuesta para la integración de la naturaleza y la cultura. La introducción trata sobre el pasado y el presente de la trashumancia y de las cañadas en España, y en particular en Salamanca. Además, se concretan las calles de la capital salmantina que tenían y que aún tienen el carácter de vías pecuarias. Luego se examinan las 17 rutas pecuarias que parten de la ciudad de Salamanca. Se describe detalladamente el recorrido de cada una de ellas por la provincia y se representa en mapas. Asimismo, se señala su relación con antiguas calzadas, su trazado primitivo, su infraestructura, el estado actual, la comarca que recorre, lugares de interés por los que pasa, etc. El objetivo del libro, no sólo es dar a conocer por donde van estos caminos históricos, sino también que los lectores las recorran a pie, en bicicleta de montaña o a caballo.La principal labor de investigación ha sido determinar con exactitud el trazado actual de las vías pecuarias. Se ha constatado que buena parte de las vías pecuarias coinciden con primitivas calzadas, de forma que un mismo camino servía tanto para el tránsito de ganado como de caminantes, caballerías y vehículos.

Libro


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

CONTOS

Relatos

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al amor de la lumbre O elefante da ponte El gigante de negro Tomi Borja

E

¡Duérmete niño, duérmete ya, que por boca y nariz y una afilada barbilla. viene el “coco” y te llevará!…, o Pero lo que las dejó más ensimismadas “el hombre del saco” o “el tío Ca- fueron sus ojos…, dos almendras reptilizadas, muñas” o “el Sacamantecas” o... de color azabache brillante, con pupilas ras¿A quién en nuestra niñez no gadas que despedían destellos azulados. El asombraron o conminaron con estas can- efecto era poderoso…, paralizante, ¡tal era tinelas? Permanecen siempre prestas para la expresión de su mirada…, intensa, fría, emocionarnos ya de maduros. cruel…! Crecemos y nos socializan en un imagiAnte el ademán de acercarse, las dos cornario donde duendes, brujas, ogros, vampi- rieron gritando en busca del padre, que ya ros y todo un sinfín de entidades sobrenatu- levantado, estaba presto para ir a tratar sus rales, desaparecen de la realidad adulta por ovejas. imposibles. El Sr. Manuel se apresuró hacia donde ¿Pero estamos seguros de que no exis- sus hijas le indicaron sin encontrar a nadie, ten?, ¿de que sólo son fantasmas de la me- y fue Gracinda quien alertó: ¡Allí padre, está moria infantil?... ¿Y si fueran reales?... ¿Y si allí, junto al corral del cruce! A sólo diez viviendo en otras dimensiones paralelas a la metros y a la luz de un farol, se recortaba el nuestra, pudieran irrumpir en nuestra per- perfil de una gran silueta opaca, de cráneo cepción e interactuar con nosotros a su an- apepinado, orejas puntiagudas y totalmente tojo? calva, que se deslizaba sobre el empedrado, Ay entonces, lector.., entonces, cuando sin tocarlo y sin emitir cualquier ruido. desprevenidos y de repente, se nos manifiesEl hombre, armándose de valor, fue hata uno de estos “espancia el gigante con no muy Atónitas, ven mate- buenas intenciones, mientos”, nos atrapa la tenaza de un viejo conocido, el rizalizarse una enor- tras sus hijas, desesperadas, terror…, un pandemonio pedían auxilio temiendo que me figura pétrea, su padre fuera herido. de oscuros nubarrones y de consecuencias impor los gritotalmente vestida tos,Despertada previsibles. Y sino, seguir una vecina se asomó a de negro. leyendo… la ventana y precedida por ssu perro, bajó a la calle en su Narrándole a una ayu amiga las apariciones de un ayuda. a El Sr. Manuel parándose frente ser asombroso, en una aldea al esp cacereña, en las que intervino espanto, disimulando su miedo, le pre la Benemérita, me aseguró preguntó con firmeza: ¿Quién eres… que en Figueira de Castelo eres…, qué quieres?... Un quejido salido de una respiración dificulRodrigo aún existen testigos tosa, fue toda su respuesta, al de la presencia de un persona-tiemp je similar. tiempo que un corrosivo olor a óxido invadía su olfato, dejándole Así me lo contaron y así os en la bo lo cuento… boca ese desagradable sabor ana metálico q Eran las cinco de la mañana que produce la sangre. nas ¡Ah de un mes otoñal. Dos hermanas ¡Ah, ere eres tú! –pronunció el padre-, treintañeras, Lurdes y Gracinda, como de cos- y las mujeres, estupefactas, vieron darle la tumbre, salen de casa, en busca de Antonia, espalda como si tal cosa, al tiempo que el ser para dirigirse al trabajo. Sólo una incómoda desaparecía en un parpadeo. brisa y el eco de sus pasos las acompañan en ¿Dónde está, donde se metió? Peinaron las aún desiertas calles. todos los recovecos del cruce, pero ni rastro Se disponen a llamarla, cuando unos del mismo. Nadie se lo explica. Sólo el perro chasquidos a su derecha las pone en guar- llegando a cierto punto, alzaba el hocico al dia. En la penumbra de un portón, a tres cielo y aullaba de forma lastimera. ¡Es el mismetros de distancia, distinguen un pequeño mo personaje que se aparece a Flora!...!La bulto, que atizado por un chisporroteo blan- pobre viuda desde hace algún tiempo está co-azulado, aumenta de tamaño y gana en en un sinvivir! - dijo misteriosamente la vedensidad, alargándose hasta alcanzar el ale- cina-. ro del balcón y tomar forma humana. Esa mañana, el Sr. Manuel, sin decir nada Atónitas, ven materizalizarse una enorme a nadie, preparó lo necesario para celebrar figura pétrea, totalmente vestida de negro. otro sacrificio para un nuevo pacto. ¿CuánParecía una estatua con sus faldones agita- tos iban ya?, ¿alguna vez nos dejarán en paz dos por el viento. los todopoderosos? –se preguntó-. Por la Según fue ganando vida, repararon en índole de la amenaza, su propia integridad más detalles: tronco compacto, ensotanado física y la de los suyos, el precio sería esta vez y sin atisbo de piernas, larguísimos brazos más alto. semiflexionados, de anchas mangas que esLo había leído en el desdén de su mirada condían las manos, cuello grueso, cara trian- y en la insaciabilidad de sus ojos, más allá del gular, cérea y barbilampiña, como labrada olor y del sabor, ya familiares, por los que haen porcelana, con dos pequeños cráteres bía identificado su naturaleza.

Joaquín Fuentes Becerra

C

ontinuação............. Pus também abandonar Portugal por Olivença e, a hipótese de aquele grande ao chegar ao rio Guadiana, encontrou animal ser um elefante elven- a ponte da Ajuda derrubada. Provavelse que visitava a sua elefanta mente ficou decepcionado e continuou em Olivença, até que um dia uma gran- ali, à espera. E, assim, ao longo de muito de cheia levou vários arcos da ponte anos, até os nossos dias. Ninguém lhe e, também, qualquer possibilidade de explicou que a ponte fora destruída pereencontro. Que terá acontecido com los homens, nem as complexas historias ela?, terá esgotado a sua espera e en- de guerras e fronteiras… mas para quê? contrado algum outro companheiro na- Provavelmente o elefante nem sabia quela parte do rio?, terá esquecido já o nem tinha intenções de saber destas seu amigo ou talvez ainda conserve um questões, só o desejo de continuar o seu longo caminho por pouco de saudade?. o elefante nem Olivença. Era já tarde. Vénus Propus-me então começava a brilhar no sabia nem tinha que tinha que ler esse céu e a obscuridade apoderava-se do paisa- intenções de saber livro, conhecer a aventugem confundindo as for- destas questões, só ra vital do protagonista saber se, finalmente, mas. Um “vámonos ya” o desejo de conti- echegou ao final da sua interrompeu as minhas nuar o seu longo viagem, a Viena. Se não reflexões. Caminhávamos de volta para o carcaminho por Oli- chegou, terei então a certeza de que o elefanro e aquela silhueta do vença. te da ponte da Ajuda é nosso elefante começao nosso amigo Salomão, va a transformar-se num bizarro e irreal montão de pedras. Mi- que ainda está ali, desconcertado. E, se nutos depois, a minha cabeça estava já fosse o caso, então escreverei ao autor em qualquer outro assunto quotidiano. para lhe dizer: “Senhor Saramago, aqui Semanas depois, tinha aquilo quase está o seu teimoso elefante. Se o deseja esquecido quando uma notícia me de- pode escrever uma segunda parte da volveu à memória a lembrança do gigan- historia, e começar na Ponte de Ajuda. te da ponte. Soube há pouco que Sara- Saiba que o seu Salomão pode finalmenmago tinha escrito um novo romance, A te cumprir o desejo de vir a Olivença, a Viagem do Elefante, um conto sobre a cruzar através da nova ponte da Ajuda,

historia da viagem épica de um elefante, chamado Salomão, de Lisboa a Viena. Fiquei tão surpreendido como satisfeito porque achei ter encontrado uma nova explicação da história daquele animal. Pensei que talvez aquele elefante lisboeta, na sua longa caminhada, desejou

e continuar a sua aventura até Viena. E, se quiser reencontrar-se com ele, talvez gostaria de acompanhá-lo na sua primeira jornada, da ponte da Ajuda até a nossa vila. Decerto que Olivença gostaria de receber a visita de duas personalidades tão invulgares”. FIM. Pub


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HUMOR

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Espião Traficante por Telmo Ramalho

Mensagem descodificada, enviada pelo Espião Traficante da Bouça, para o nosso jornal através de uma “toupeira-correio”.

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ndam para ai a dizer à boca tamento de águas residuais) desta De quem?! De José Sócrates! Ele vila medieval, onde fabricavam de que através do seu Magalhães, recheia que sou doido! forma artesanal, cigarros e bombas programará os Ciberlices para ataEU DOIDO?! Por via das dúvidas fui perguntar de chocolate, que viriam a vender carem jornalistas oriundos da parte de trás do Sol! à senhora que se diz minha mãe, se no Festival InternaE por hoje é tudo eu era doido, ao que ela me respon- cional do Chocolate linguagem gestude Óbidos (FICO). deu: al codificada para meus amigos, peço a todos os Sei por fonte se“Doido?! Não filho, tu és escorcomunicarem com desculpa que leram esta menpião.” Sim senhor leram bem, eu gura, após torturar Extra Terrestres sagem até ao fim um ETA com músisou escorpião, não sou doido. Mas foi por causa de certas e de- cas de Nel Monteiro, Anónimos, conhe- à espera que eu falasse das escutas teterminadas pessoas alegarem que que estão a pensar eu era doido que me despediram mover a sua Nave cidos no meio inter lefónicas, mas, não consigo falar de tal das finanças, e quanto eu gostava Mãe, que está no galáctico como assunto! daquele trabalho! Volto a repetir, Entroncamento por ETA’s. Sempre que tennão sou doido… apenas ouço, vejo baixo do Café Cento abortar este ase apercebo-me de “coisas” que um tral, para o Parque sunto se me descai simples mortal -me o rim esquerdo não alcança. Por e, aparecem-me três exemplo, um simbicos de papagaio ples mortal, nunca que fazem uma bacompreenderia rulheira tremenda! que o gesto de Desconfio de TeiJosé Mourinho (fã xeira Brandão, meu incondicional de velho arqui-inimigo Xutos e Pontapés) e agente secreto do e o subtil gesto de governo… aposto José Maria Aznar, que aquele sumo não eram mais do de laranja que bebi que linguagem no Hotel Tivoli esgestual codificada tava envenenado… para comunicarem aquela cor branca… com Extra Terres- Eta Carinae Nebula NGC 3372 - Nebulosa de Emissão muito estranha! Teixeira tres Anónimos, conhecidos no meio inter galáctico Natural de Donãna (Espanha). Com Brandão seu MALVADO, foste tu…! o maquiavélico plano de criarem ci- Eu nunca me engano e raramente como ETA’s. Estes ETA’s, até eu os descobrir, berlinces, autênticas máquinas que tenho duvidas. Eu estou maluco, agora doido estavam sedeados em Óbidos, por tem tanto de fofinhas como de asdebaixo da ETAR (Estação de tra- sassinas. E isto a mando de quem? não.

OLVIDADO POR LOS DE SIEMPRE, RESCATADO POR LA IMAGINACIÓN...

por Manuel Gutiérrez

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NATUREZA

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Ambiente Completo Juan Carlos Zamarreño

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n rincón rayano muy poco conocido es el valle que recorre el río Azaba, nacido en la propia frontera de Salamanca con Guarda. Más que río, el Azaba es una rivera, puesto que su caudal se restringe en verano a un rosario de charcos. Pero en torno a él se desarrollan valiosas dehesas de encinas, principalmente, y también de alcornoques y de robles rebollos. Visto desde las laderas que limitan el valle, el Azaba aparece como un Serengeti de esta frontera leonesa, con los herbívoros

Campanarios de biodiversidad salvajes sustituidos por ganado doméstico. Y no es sólo una impresión viajera: en este extenso territorio se conservan poblaciones de Cigüeña Negra y posiblemente de Lince Ibérico, a más de otras joyas faunísticas. La Fundación Naturaleza y Hombre ha fijado su objetivo en esta comarca para llevar adelante un proyecto LIFE, en colaboración con las universidades de Alicante y de Salamanca. El proyecto se basa en la compra y en la mejora de la biodiversidad de la finca Los Campanarios, con una superficie de 522 hectáreas y una localización céntrica dentro

Contra la “Invasión Eólica” de la Sierra de Gata

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Fotos: Juan Calos Zamarreño

mediados de diciembre toda su identidad cultural, al paise acordó constituir la saje limpio y a las garantías de Plataforma para la De- economías locales basadas en los fensa de la Sierra de valores endógenos, indisolubles Gata-El Rebollar, centrada en la con el medio natural y social”. oposición a los proyectos masivos La Junta de Castilla y León prede parques eólicos en esta sierra vé la instalación de más de 300 compartida por las provincias de aerogeneradores en la vertiente salmantina de la Sierra de Gata, Cáceres y de Salamanca. La Plataforma está integrada por desde Navasfrías hasta Serradilla las asociaciones ADENEX, SEO/ del Llano, un espacio de la Red Birdlife, la Sociedad Zoológica europea Natura 2000 que espera de Extremadura, AMUS, ANSER, desde 1992 su declaración en la Red regional. Ecologistas en La Junta de CasLa Plataforma Acción de Salabusca la paralimanca, Grupo tilla y León prevé zación de los 5 Vetonia, GATUla instalación de proyectos extreRAL y la Red Foro y de los EAEX. más de 300 aero- meños salmantinos de Esta Plataforma expone que “es- generadores en la El Rebollar. Además, se propone tos macroproyecvertiente salman- el envío de alegatos industriales c o m p r o m e t e n tina de la Sierra de ciones en contra de la línea de alta los intereses y Gata tensión de evaculos derechos de ación proyectada personas que han convertido su actividad pro- para la vertiente salmantina. fesional en una clara apuesta de futuro, asociada íntimamente a Extractado de: sierradegata-ex.blogspot.com entornos rurales que conservan

El Azaba aparece como un Serengeti de esta frontera leonesa, con los herbívoros salvajes sustituidos por ganado doméstico.

Kaixo Layo Estévez

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l término primavera proviene del latín “prima” (primer) y “vera” (verdor). Es en estos momentos, cuando empezamos a sacudirnos la escarcha acumulada de estos tres duros meses de invierno. Desde estas altiplanicies que dominan los profundos tajos del Duero y afluentes y, como buitre leonado posado sobre algún risco que dominan esta privilegiada comarca transfronteriza, nos sentamos a contemplar la inusual belleza de unos parajes aún bravíos, sinceros por mantener la naturaleza casi intacta desde sus orígenes, desafiantes e independientes en sus caprichosas formas. Es ahora cuando, en Arribes del Duero, florece la acacia o mimosa, la retama y como alfombra persa desplegada en día de fiesta en palacio del sultán, se divisa una manta de colorido entre blanco y rosáceo que por un momento ciega la vista y un intenso pero suave aroma baña la mente hasta volverse embriagador: la floración del almendro. También es el momento de la “añoranza” o como diría Milan Kundera, de la “ignorancia”, entendida ésta como la obligatoria e imperiosa necesidad de volver al país de origen o lugar de nacimiento. Por ello, comienzan a visitarnos esas maravillosas aves cargadas de melancolía o saudade que hacen las delicias de los cielos y tierras de Arribes del Duero. Ahora es, pues, cuando la cigüeña negra regresa de sus cuarteles de invierno en África y anidará en alcornoques o cantiles siempre próximos a grandes masas de agua, y en ellos nacerán dos o cinco polluelos; es ahora cuando llega el alimoche y el halcón peregrino, el gran dominador de los cielos

del conjunto. La inversión prevista en este proyecto es de unos 4 millones de euros, y en él cooperan la Junta de Castilla y León y el Ministerio español de Agricultura y Medio Rural y Marino. Colaboran también el Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade de Portugal (ICNB), la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UICN), el Ayuntamiento de Espeja y diversas entidades públicas y privadas. Web: fnyh.org

Alfombra primaveral en Arribes del Duero que puede caer en picado a por su presa a una velocidad de hasta doscientos km./h.; es la hora del autillo, este búho de tamaño pequeño difícil de ver y, sin embargo, amante de la proximidad humana, que en las cálidas noches de primavera y verano se oirá su

Layo Estévez

lastimero silbido. Y, también, llega el vencejo real con sus largas alas arqueadas, con una vida dedicada, casi en exclusividad, al vuelo y anidará en acantilados, zonas montañosas o bajo puentes. Llegó la añoranza de la golondrina común y construirá sus nidos de

Comienzan a visitarnos esas maravillosas aves cargadas de melancolía o saudade barro y paja en forma de media taza bajo los aleros de nuestra casas y la saudade de la golondrina dáurica con su carácter un tanto arisco y poco social que hará su nido de entrada tubular sobre

acantilados, cornisas y pequeños puentes. Es la hora del hermanamiento, de la confraternización, del intercambio, de las manifestaciones de jubilo. El momento del decoro y explosiva diplomacia del apareamiento. Es el momento de la vida, ahora que cobra todo su esplendor y las florituras quedan para el campo. El momento de alzar la mirada hacia el cielo desde la tierra y desde el cielo hasta la tierra. Ahora ha llegado la belleza por antonomasia y el fluir de la vida. Ha llegado el momento de la explosión de Arribes del Duero, con su colorido, su grandeza, sus amplios objetivos y miras, es el momento de la vida; es la hora de salir de ese letargo invernal, del adormecimiento cual marmota u oso hibernante. Es hora de reconocer la idiosincrasia de estos pueblos hispanolusos, de reconocer esta naturaleza, la fuerza que la caracteriza, el reconocimiento de sus costumbres y tradiciones. Y el lagarto ocelado buscará su comida entre los insectos, la nutria seguirá surcando las aguas del Huebra en busca de suculentos barbos para alimentar a su prole, mientras el roquero solitario, disfrazado de azul, salta de roca en roca vigilante y así con todos y cada uno de los cientos y miles de animales y plantas que pueblan nuestra comarca, y por encima de ellos estarán invisibles las figuras del águila real, el águila perdicera, el halcón peregrino y otros como el majestuoso búho real, expectantes y ansiosos de cualquier movimiento sospechoso que pueda servir de manjar en el momento.


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OPINIÕES/OPINIONES

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Do lado esquerdo Aristides Rodrigues *

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Del lado direcho

O lodaçal La vía Férrea de la Fregeneda

.iver em Portugal, hoje, é um falemos do nosso futebol onde, até agora, exercício que não devia ser per- tem valido tudo; não falemos das escutas mitido a quem seja mentalmente que o poder judicial não reconhece, mas frágil ou emocionalmente instá- que a opinião pública reconhece, única vel. Para viver neste país, hoje, são neces- maneira do simples cidadão saber como sários nervos de aço, mente sã, e uma ca- os poderosos da política, da finança, do futebol urdem as suas manigâncias. De pacidade de encaixe quase ilimitada. Todo este quadro acima referido se tudo isso já temos a nossa dose, suficiente agrava se o cidadão de que estamos a fa- para um contínuo fastio e persistente inlar for alguém com a mania de se manter digestão. O que vem piorar tudo isto é a falta informado, que leia jornais, veja televisão de confiança em quem e esteja a par do que aí é ...calha-nos o nos dirige e governa. Uma referido até à exaustão. Pela saúde mental desse suplemento Nacio- classe política, intimamente ligada às grandes emaí, não aposto um chavo. nal dos jornais e presas, aos seus negócios Já não bastava a crise tele-ditos E aí, e negociatas, permaneninternacional, provocada temente envolvida em espor um sistema financeicaros amigos, o de que, cada dia ro que tem na ganância e panorama não muda cândalos que passa, se vai sabendo indiferença pela sorte dos de figura mais um pouquinho, não países e dos seus habitané o panorama mais indicates as principais características; como se não chegasse o criminoso do para dar confiança aos cidadãos, deembuste da Gripe A que gerou o pânico sanimados com o mundo e o seu estado. no mundo inteiro, obrigou governos a Ainda se tudo isto se passasse num país gastar milhões na aquisição de vacinas em que o bem-estar dos cidadãos, os seus desnecessárias que ninguém quer, e que mínimos direitos, estivessem assegurados! encheu os cofres da indústria farmacêu- Mas não, vive-se mal, o futuro já não é o tica; como se não bastasse a fúria que que era, as perspectivas são ainda piores e, ainda por cima se exigem parece ter tomado conta mais sacrifícios. Quem os reda Natureza e anda a por o ...aponta-nos o gatearia se soubesse que era Mundo num virote, desde pântano ou o por uma boa causa, como o paupérrimo Haiti à turística Madeira. Como se tudo lodaçal como o um futuro mais justo e risonho? Infelizmente os únicos isso e muito mais não fosse único horizonte que perscrutam o Futuro e suficiente para avinagrar o que vêem aí algo de bom e nosso espírito de espectador, mais ou menos longínquo, mais ou apetecível são a banca e o sistema finanmenos afectado, calha-nos o suplemento ceiro de uma maneira geral. E quem nos governa aponta-nos Nacional dos jornais e tele-ditos E aí, caros amigos, o panorama não muda de figura. o pântano ou o lodaçal como o único Não, limita-se a ganhar traços mais ne- horizonte. Como não havemos de andar gros, possibilidade que, à partida, parecia deprimidos? insuportável. Não falemos da nossa Justiça, coitada, * Profesor e presidente da junta de a arrastar-se pelas ruas da amargura; não AlmeiraAlcalde

* Bernardo Garcia

N

Se habla mucho del impac- etnográficas e incluso conviviendo con to que la explotación turís- nosotros. ¿Llegará el día en que podatica (de otro tipo es inviable mos promover una marcha por esta mapor ahora) de la línea férrea ravilla? No debemos caer en la megalomaFuente de San Esteban-La Fregenedanía no vaya a ser que, Barca d’Alva y ¿a quién no le gustaría ver circuNo debemos caer a la espera de grandes prometedolar un tren por ella? No en la megaloma- proyectos res, dejemos pasar otros cabe duda alguna, éste nía no vaya a ser más pequeños pero no es el mejor objetivo al importantes. que se puede aspirar. que, a la espera de menos ¡Qué pena que no haya Pero, mientras llega el dinero para ello grandes proyectos sido posible peatonali(¿cuándo será con esta prometedores, de- zar los últimos 17 quilómetros entre La Frecrisis que nos azota?) o jemos pasar otros geneda y Barca d’Alva la administración titucuando ya había dinero lar de la vía se decide a más pequeños para ello! ¿Qué nos ha dar el paso definitivo de pero no menos pasado para que aquella permitir actuar en ella hermosa iniciativa de los importantes.’ sin jugar al perro y al profesores del Instituto gato, ¿por qué desperdi“Tierras de Abadengo”, ciar otras posibilidades compatibles con este objetivo dicho? el colectivo Camino de Hierro, no haya Es necesario e imprescindible fomen- servido para consolidar una estructura tar otras actividades más vinculadas a sólida que la continúe? Estamos acoslos pueblos por los que discurre la vía: tumbrados a tener ideas y proyectos pero luego el dinero senderismo, ciclismo, para ellos no llega. He “biclonetas”, etc. Son és¡Qué pena que no aquí que ya lo había para tas las que más pueden haya sido posible recuperar este tramo, el ayudarnos al desarrollo interesante por su de la infraestructura tupeatonalizar los más trazado ferroviario (20 rística de la zona ya que últimos 17 quiló- túneles y 9 puentes imse organizan desde el territorio, en él y para él; metros entre La presionantes) surcando el encajonamiento del río los potenciales usuarios Fregeneda y Barca Águeda. El empeño de la de estos servicios han de desplazarse a esta d’Alva cuando ya Diputación Provincial de Salamanca ha quedado región salmantina recorhabía dinero para “exánime”. Sólo espero riéndola o pateándola, que no tengamos que ello! quedándose en sus caarrepentirnos de ello. sas rurales, comiendo en sus restaurantes, degustando la gastro* Profesor de Latín y Griego nomía, conociendo las peculiaridades Alcalde de La Fregeneda

Jesús Glez. Vizán

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.na de las custiones que

más cuesta ye enseñar a tola comunidá en xeneral, qu’el patrimoniu llingüísticu asturllionés en tolas suas variedades esiste dalgún xeitu, con mayor o menor vivacidá. Nun ye dalgu muertu fai sieglos, nin tampoucu una sacadilla d’unos poucos. Toda esa xente que pescuda d’este modu, siempre se l’esplica los muchos estudios hai, dende Menendez Pidal hasta agora, pero on asina, espétante qu’el nunca oyóu falar a naide n’Aliste nin Sanabria como tu dices. Colo cual, sólo queida usar un discursu razonau sobre l’enorme vergoña llingüistica que tienen los falantes, pos cuando ven a fulasteros arrondar pol sou pueblu ou perguntando, siempre arreñiegar tolo

La Vergoña Llingüistica sou papel, arrequeixaban la llengua que los llibros de filoloxía cuentan. D’este modu, ye mui difícil co- al ámbitu de lo privau, lo familiar, al mencer a los revisgaos y escépticos mundu campesinu y analfabetu. Mientras que lo oficial y lo pode lo que científicamente amuesan derosu se declaraba y sigue asina los estudios feichos. A esto chámase diglosia, ye l’ re- en decumentos cona sua llingua, sultau de muchos sieglos de represi- aquello ye lo que tien validez y autoridá. Tolo demás, ón cultural y ridicuqu’el patrimoniu yera de garrudos e lización por parte incultos, a los que d’unas aministrallingüísticu ashabía que raprenciones que tenían el poder na nuesa turllionés en tolas der inclusu onque fuera fisicamente. sociedá, cuya llensuas variedades Nesto, los curas y gua yera que la usaba l’imperiu, esiste dalgún xeitu los mayestros yeran espertos. la monarquía, el Por todo esto, ye normal lo que poder eclesiásticu, militar y económicu. Todo esto, personalizau en pasa, como ante un estrañu, los figuras con abondo poder, como habitantes del pueblu siguen los el cura, el mayestru, el secretariu, el parámetros dictaos de lo que pesseñorito, el militar, las fuercias segu- cudan qu’esta bien dichu, y onque s’atopen con personas interesadas ridá del Estau, etc. Todos axuntaos, cada un col y ensin malicia en oserbar y depren-

der la fala llocal, son mui reticentes. A esto, puédesele sumar la represión por parte d’outro paisanu, vecinu suyu, que quier arrecadar las formalidades que deprendiou na emigración. Craramente, para conocer meyor la nuesa llingua, agora mesmu ye mui difícil conseguilo mediante alcuentros espontaeos a desconocidos, sinon a traviés de amigos, familiares que tengan confianza con un. Pos d’outra forma, será mui complicau conseguir dalgu. El reconocimientu oficial y l’amparu sociopolíticu del asturllionés podrase apañar si los falantes patrimoniales sacan a la lluz públicamente, con dinidá y arguyu, el heriedu llingüisticu que los sous antecesores le tresmitieron. Enfrentándose cola cabeza bien alta a cualisquier reprobación que les venga.

António Barbolo Alves,: Centro de Estudos em Letras de la Universidad de Trás-os-Montes e Alto Douro

Patrimoniu asturllionés


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DOURO/DUERO

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Los invasores del Duero Emilio Rivas Calvo

El fagocito en su arcadia. Cementerios Nucleares

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Carlos d’Abreu

onfieso que es una forma pedante de enunciar el acomodo que esta nuestra sociedad busca para deshacerse de objetos molestos e inquietantes, léase basuras, reclusos, residuos nucleares etc. En España nuevamente se ha abierto la caja de Pandora con un concurso público, que premiando con seis millones de euros anuales, ha de beneficiar al municipio capaz de popular. Nicolás M. Sosa, profesor de acoger en su término un cemenética y miembro del Comité Antiterio de basuras radioactivas. Esta convocatoria pública nuclear de Salamanca dio la voz contrasta con el frustrado in- de alarma con un encendido artento de 1987 en el que bajo el tículo publicado en El Adelanto señuelo experimental se trató el 1 de febrero de 1987. En págide conocer el comportamiento nas oficiales había conocido los de estos residuos en una fosa proyectos que se cernían sobre granítica excavada a 800 metros Aldeadávila. de profundidad. Luego de este aldabonazo La entonces Comunidad Eu- nada se supo hasta que La Garopea avalaba económicamente ceta Regional publica el 19 del el proyecto, angustiada, al igual mismo mes un suelto donde se que ahora, por tan incómodos ubica la instalación experimenelementos y la tal en las proxiHan pasado los necesidad de midades de Miaños y la comarca randa do Douro buscarles asiento por un periodo parece que confir- y junto a ello la de 50.000 años protesta del sema la muerte lenta cretario de estahasta su total inocuidad. do portugués; Al parecer la comarca de los Carlos Pimenta, en Bruselas. Arribes, tanto por su composiciDesde ese momento se suón geológica, como por su baja ceden los posicionamientos. El actividad sísmica y tectónica, PSOE, que ostenta el poder en amén de su escasa población y todas las instituciones, defiende fácil desertización, era lugar ade- la ausencia de riesgo del proyeccuado para estos experimentos. to, en tanto que los demás parEl ocultismo y el obtuso pro- tidos políticos manifiestan su ceder de los políticos chocaron oposición. Se crea la Coordinafrontalmente con la voluntad dora de municipios afectados,

Colectivos

Assocciação dos Amigos do Parque e do Museu do Côa

Associação ACÔA

A

divulgação da arte rupestre do Vale do Côa é um dos principais objetivos da Associação de Amigos do Parque Arqueológico do Vale do Côa e Museu do Côa (ACÔA), agora criada. A nova estrutura, que vai ter sede no Museu do Côa, pretende, segundo os seus estatutos, “criar públicos, gerar cultura, divulgar amplamente a arte rupestre e, simultaneamente, construir uma parceria de âmbito regional, que consolide os laços das comunidades locais, das nascentes do Côa à sua foz, no Douro”. Criada na perspetiva de que o Parque Arqueológico e o Museu

Los corcodilos del Duero

necessitam de “promoção e dinamização”, a ACÔA defende que aquelas duas estruturas “devem ganhar visibilidade mundial”. Neste contexto, a associação quer que o novo Museu do Côa seja um “centro de atividades, de conhecimento e de agitação cultural” que crie “apetência pela visita regular, gerando públicos e hábitos de regresso à região”. A nova associação pretende, assim, colaborar com a direção do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PACV) e do Museu do Côa, através de “iniciativas e atividades próprias, tanto entre os seus associados como junto do público em geral”.

a cuyo frente se sitúa Julián Mata, alcalde socialista de Aldeadávila, quien une sus esfuerzos beligerantes con la Coordinadora Antinuclear del Bajo Duero y la de la capital salmantina. Son de sobra conocidos los hechos ulteriores. Movilizaciones populares que culminan en la retención del vicepresidente de la Diputación, Luis Calvo Rengel, por espacio de 30 horas, en la casa consistorial de Aldeadávila. Días más tarde se intenta hacer lo propio con Ciriaco de Vicente, Diputado nacional, en su visita a Vitigudino. Multitudinarias manifestaciones se suceden, una en Aldeadávila, donde se congregan más 12.000 personas, venidas de localidades próximas y de Portugal, y otra en Salamanca que reúne 20.000 manifestantes, la mayor conocida en la provincia según testimonio de la prensa local. Han pasado los años y la comarca parece que confirma la muerte lenta, que por causa radioactiva, preconizara Nicolás M. Sosa, quien como colofón de su explosivo artículo, puso la irónica y enigmática frase que sigue: Bendita tierra cuya nu-

clearización y degradación progresiva, largamente anunciada, empieza a ser silenciosamente una realidad.

os A “preservação e ordenamento do território do PAVC”, bem como “o desenvolvimento e promoção da qualidade de vida das suas populações”, são outros dos objetivos da ACÔA, que tem apresentação pública agendada para 06 de março, em Vila Nova de Foz Côa. Para essa data está marcada uma assembleia geral e a aprovação do plano de atividades para 2010, precedida de uma mesa redonda intitulada “Novos desafios do Parque e Museu do Côa”. A associação ACÔA tem como parceiros e representantes nos seus órgãos sociais, as associações Arte e Cultura no Douro e Côa (APDARC), Transumância e Natureza (ATN), de Municípios do Vale do Côa e a ACDR de Freixo de Numão.

E

En el breve plazo de 24 horas, dos noticias han aflorado dando cuenta de impensados habitantes en las aguas del Duero: los cocodrilos. Una de ellas se refiere al presente y la otra nos habla de un pasado que se remonta a 40 millones de años. Al parecer, un salmantino experto en geología y paleontología, además de habitual colaborador en la Sala de Tortugas de la Universidad charra, descubrió hace dos años, en la localidad zamorana de Corrales del Vino, los restos de un nuevo género de cocodrilo que tuvo su hábitat en las riberas del Duero durante el periodo Eoceno Medio. Las piezas óseas descubiertas permiten evaluar una envergadura de unos 160 centímetros y una disposición de fauces que inclinan a pensar en la pesca como hábito alimenticio. Dada su morfología y el medio en que vivió, ha recibido el nombre de Duerosuchus Piscator. El descubridor de fósiles tan interesantes se llama Luis Alonso Andrés, quien ha dado a conocer el resultado de sus investigaciones en reciente publicación. El hallazgo ha sido calificado en medios universitarios de alcance mundial. Al parecer la excelente conservación de los fósiles per-

mitirá su próxima exhibición en la mencionada Sala de Tortugas, actualmente ubicada en la Facultad de Ciencias. Lo sorprendente es que en la misma fecha distintos periódicos se han hecho eco de la existencia de un cartel, situado frente al embarcadero de Miranda do Douro, en el que se previene a los turistas de la existencia de tan peligrosos saurios. Con celeridad tanto la Consejería de Medio Ambiente de la Junta de Castilla y León, como las organizaciones empresariales relacionadas con el turismo, han salido al paso desmintiendo tal noticia. Lo que está fuera de duda es que los cocodrilos actuales, caso de existir, no son descendientes de aquellos depredadores que disfrutaron de las aguas del Duero en tan lejanos tiempos. Por otro lado, quien sabe si lo que necesitan estas olvidadas tierras rayanas son aldabonazos de este calibre que las pongan, como ahora se dice, en valor, y ya que poco se hace para que sean habitadas por los homínidos, que al menos sean acogedoras de especies animales ecuatorianas, peligrosas o no, para que el homo sapiens y turista tenga ocasión de ir a visitarlas.


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REPORTAGE(M) JAVIER H. MERCEDES

La Peña Gorda un puzzle de vida por Javier Hernández Mercedes texto y fotos

MIS CONVERSACIONES CON Alfredo González Montes y su mujer, Virginia.

Recuerdos

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uién iba a pensarlo, pero de pequeños, sin dinero y casi sin ningún juguete, éramos felices. Yo, por lo menos, así lo recuerdo. Nos hacíamos unos coches con latas de sardinas y con carretes de esos de las mujeres y nos lo pasábamos bomba. Y con las peonzas. No conocíamos otra cosa. Y no salías de aquí hasta que no ibas a la mili. Luego ya, llegó la radio y más tarde la televisión. Te dabas cuenta de que aquí había poco que hacer y llegaba un momento en que te tenías que plantear irte fuera a buscarte la vida y ganarte el pan. Eso me lo cuentan Alfredo y Virginia, que se fueron del pueblo y trabajan en Madrid. Pero otros como Isaac, el hermano de Virginia, se quedaron aquí y aquí se han casado y han sacado adelante a la familia, mujer y dos hijas, con las tierras y el ganado, aunque, eso sí, una vida muy aperreada, siempre pendiente de los animales… - Recuerdas todo con mucha añoranza.

El álamo de La Peña

Sigo con Alfredo y, de vez en durante muchos años y además, cuando se nos une Virginia, que todavía hoy a sus noventa años, se gusta de puntualizar o, como ella acuerda de todo. Y si no teníamos pajar, bailábadice, para echar una mano, porque los recuerdos se acumulan y se atu- mos en la plaza, cerca del álamo rulla uno un poco y a veces no sabe grande -olmo que decís vosotros. - Era tan grande, tercia Virginia, uno muy bien qué decir. - De jóvenes, recuerdo que ha- que cabían bien a gusto dos niños cíamos lumbre en la plaza, después dentro, porque por abajo estaba hueco. del baile, porque - Esa era la era la manera de El baile era los domayor diversión , estar juntos. El mingos. Después pero sólo los docaso es que había uno que siempre de recoger el ga- mingos. - Bueno y el nos azuzaba con nado y de cenar. cine. Una vez por una correa, para que todo el mun- Lo hacíamos en un semana. En una sábana blanca. do fuese a buscar pajar que alquilá- Tú llevabas la silla. leña y un día, a Costaba tres peseuno que había trabamos tas y claro, en una ído un carro lleno familia, si había de escobas y que no lo había metido en la cuadra, más gente que quería ir, pues había pues poco a poco le quitamos to- que repartir. Después de la película, das. Las trajimos a la plaza y le de- el hombre de la máquina también cíamos que si le gustaba el fuego y tocaba un poco el saxofón y ameque se viniera a calentar. Y él que nizaba así otra jornada de baile. Era sí, que nunca había visto un fuego Amador, de Cabeza de Caballo. - Éramos mucha gente entontan grande y tan bonito y que qué bien…y por ahí fue cayendo en la ces, no como ahora, dice Virginia y nos lo pasábamos muy bien. Era cuenta. - También íbamos a veces de no- todo muy sano. Por ejemplo, el día de la Inmaculada, sin ir más lejos, che a por sandías. ¡Qué ricas!. - Y el baile. El baile era los domin- muchas veces nos íbamos las mugos. Después de recoger el ganado jeres caminando, así, a cuerpo, con y de cenar. Lo hacíamos en un pajar las heladas que había a veces, hasta que alquilábamos. Lo limpiábamos y La Vídola y volvíamos después del con un candil de carburo ya estaba baile. Y también estaban las “comemontado el tinglado. Bueno y con dias, que había mucha tradición y la música, claro. La flauta y el tam- que todavía hoy siguen haciéndoboril de Cándido. Cándido ha sido las. Nosotros también hicimos alguel mejor tamborilero de por aquí na con Don Jesús.

La señora Encarnación

U

na de las personas clave en La Peña durante las últimas décadas ha sido Encarna Montes, a la que la gente llamaba “la curandera”; “aunque ella nunca hizo más que colocar huesos y tendones con unos masajes solicitados desde muchas partes de la provincia y de España”. A ella no le gustaba mucho esa publicidad, porque decía que lo mismo estaba mal visto. El caso es que, como me cuenta Alfredo, que es hijo suyo, el médico del pueblo, D. José María, nunca dijo nada so-

bre esa dedicación de su madre y que siempre había unos cuantos coches aparcados en la plaza, junto a su casa, esperando su turno. Desde luego, me dice Alfredo, para los esguinces era algo muy especial. Salían de aquí prácticamente aliviados. Y es que tenía mucha práctica. Ya desde muy joven notó que tenía una especie de facilidad o de don especial… - Y yo sólo siento no haber practicado más con ella. Sólo me atrevo con lo más sencillo y en familia.

Rehabilitación de la ermita

Y

el último momento clave para el pueblo son las fiestas de la patrona, Santa Isabel. Pero no nos ha interesado tanto ese conocido dato, como el interés de esta alcaldía y del pueblo entero por terminar de recuperar su ermita, una ermita del s. XVI, como la cruz que está delante, que estaba abandonada desde hace más de treinta años y ya semiderruida. Hace unos años

y con dinero público, se recuperaron el tejado y las paredes. Y ahora, con el dinero de una cuenta abierta y la colaboración desinteresada de un grupo de personas, entre las que se encuentra también Alfredo, ha sido posible rehabilitarla y acondicionarla en su interior, para volver a instalar allí de nuevo la imagen de la santa y así poder trasladarla en procesión en cada fiesta.


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LUGARES

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La Peña Gorda

Como una fortaleza amplia y aparentemente inexpugnable, luce La Peña Gorda de La Peña con su protector guerrero de sombra y misterio. Adelia con sus ovejas al atardecer.

y carrascos para no depender de nadie. - Íbamos siempre allí en la fiesta de Pascua a comer el hortro elemento imprescin- nazo. Pascua sin hornazo es dible es La Peña Gorda imposible. Lo hacías, lo encary por ella les pregunto. gabas, pero no podías pasarte - Sobre su origen, sin hornazo. Y después, cuanya sabes que dicen lo de la piedra do ya tenías edad suficiente que llevaba la Virgen sobre la cabe- subíamos a la peña. Pero lo za y que la dejó caer primero muy mejor era la bajada, porque cerca del pueblo, luego un poco hay un trozo que es vertical, “la más lejos y a la presa mala”. He conocido el tercera ya la dejó Nos adelandonde está. Se ha tábamos los caso de una persohablado de metechicos y poorito, pero a mí lo na que tenía una níamos allí que me preocupa justo unas es que no investi- cabra coja y la dejó cuantas zarguen si está huezas cruzadas, allí arriba hasta ca por dentro, me para que las que se curó. comenta Alfredo chicas no pu(el origen de toda dieran bajar y leyenda, el sueño, la aventura…el se pasaban un rato suplicando posible tesoro escondido…?). e intentándolo y, como enton- Arriba hay dos piletas que con- ces no llevaban pantalones, servan el agua hasta mayo y a ve- pues era también la ocasión ces junio. de verles a veces un poco las - He conocido el caso de una piernas, picias de chicos. persona que tenía una cabra coja y - También subíamos a vela dejó allí arriba hasta que se curó. ces con piedras gordas, fíjate Arriba hay suficiente hierba, agua tú qué trabajo y luego las tirá-

O

bamos rro rodando desde arriba y se iban hasta ha la mitad de las teh nadas q ue había abajo. Si alguque na vez llega llle a rebotar alguna, no quiero no pensarlo. - Anidaban muchos blanquillos y alcotanes. Yo bajé una vez a ver un nido de alcotán que era muy grande y muy largo y que estaba en un sitio muy difícil y al intentar vover, pasé el miedo más grande de mi vida. Pero entonces, convivíamos con los animales. Había muchos. Cuando salíamos de la escuela, como sabíamos dónde estaban los nidos, íbamos a ver cómo nacían y como crecían los blanquillos. Claro que a veces también cogíamos alguna lagartija para meterla en los fardeles de merienda de las chavalas. Pero fíjate además, una vez me acuerdo de una cigüeña que debió de hacerse daño y que no podía volar, pues bueno, estuvo andando por cerca del pueblo un tiempo y ya ni huía de nosotros, hasta que se curó y se marchó.

La Peña Gorda: una encrucijada geográfica Inselberg transfronterizo El tiempo geológico

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eológicamente, la males a través de fracturas, lo Peña Gorda es una han hecho más resistente a la masa rocosa de gra- erosión. Dichas alteraciones y nito que la ciencia fracturas tienen lugar hace más geológica denomina como in- de 300 millones de años duranselberg (del alemán Insel, isla y te la formación de las cadenas berg montaña) Es decir, un re- hercínicas. Otrora grandes eslieve abrupto que está rodeado tribaciones montañosas, la orode otro más o menos aplanado genia Hercínica consolidó a lo o llano. Los geólogos incluso largo de más de 100 millones se atreven a clasificarlo como de años las rocas que hoy aflode tipo bornhardt (tipología ran en torno a río Duero y sus que definió un geólogo alemán afluentes fronterizos en forma llamado Wilhelm Bornhardt) de rocas metamórficas interen alusión a su forma de domo. rumpidas por una amplia gama En cualquier de granitos y caso, desde el rocas filoniaUn enclave que ya punto de visnas (que aflota geomorfo- la literatura de via- ran en filones). lógico se ende jes del siglo XVII... Aque pesar tiende así por la geoloser un relieve tildaba de punto gía clasifica a muy bien delos granitos de de interés... limitado y dila Peña Gorda ferenciado de con el nombre la orografía de granitos circundante y que se preserva inhomogéneos de naturaleza como residual hasta nuestros migmatítica y microporfídicos, días. Un enclave que ya la li- a nosotros nos llama la atenteratura de viajes del siglo XVII ción el particular color rosado sobre la provincia de Salaman- que presenta la peña a la caíca tildaba de punto de interés da del sol. Ello se explica por de la “Comarca de Ledesma”. la alta concentración de óxidos La distinguida posición ele- de hierro que, junto a las micas vada de la Peña tiene su origen y el cuarzo, contiene uno de los en la resistencia de los materia- tres minerales fundamentales les graníticos que, como resul- que compone los granitos: el tado de alteraciones hidroter- feldespato.

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Jerónimo Jablonski

La oportunidad del desarrollo

a relación con los relieves colector principal, fue desmontando residuales de la penillanura arrastrando y sedimentando poco a que domina todo el oeste poco en el océano. Ello explica por salmantino-zamorano y prác- qué no encontramos en la frontera ticamente del mismo modo en los hispano lusa sedimentos recientes territorios portugueses, viene defini- como los que existen en toda la da por la altura de la peña: 733 m. cuenca española del Duero o en Una altitud que coincide con el nivel el litoral portugués. Es al final del que poseen otros relieves próximos Mioceno (hace 20 millones de años situados al este y al oeste (cruzando aproximadamente) y principios del el río Duero) en los que los diferen- Plioceno-Pleistoceno (desde los 3 tes grados de erosión han preser- millones de años hasta la actualidad) vado diversas superficies o platafor- cuando la red fluvial se encaja defimas de erosión del pasado. Es esta nitivamente y adopta la forma que una porción de historia geológica conocemos hoy dejando en alturas durante la cual la más elevadas, testipenínsula ibérica monios geológicas Ello explica por sufrió los efectos que como la Peña de la orogenia alqué no encontra- Gorda han quedapina , un episodio do fosilizados hasque desmembró mos en la frontera ta nuestros días. la tierra ibérica en hispano lusa sedi- Dicha superficie, bloques que se la geomorfología mentos recientes la clasifica como levantaban y se hundían unos con forma poligénica respecto a otros de tipo S5 en alusión forma irregular. al quinto nivel de enrasamiento de Aunque los arribes sufrieron una antigua superficie que lentaigualmente estos fenómenos orogé- mente se desmantela desde hace nicos, los rastros no son tan elocuen- nada más y nada menos que 60 tes como por ejemplo en el Sistema millones de años. Central y que arranca con la Serra No obstante, insistimos en recorda Estrela al oeste y se extiende ha- dar que la razón de la longevidad cia el este a lo largo de más de 600 de la Peña se debe a su composicikm. Así y con todo, la orogenia su- ón rica en cuarzo, antiguas fracturas puso un incremento de los procesos que la delimitan y, en menor medierosivos que a través de un joven da, la dinámica erosiva que hemos entramado fluvial con el Duero de explicado anteriormente.

A

pesar de que la proximidad a los profundos valles del Duero, donde el turismo y las plusvalías han permitido cambios en los modelos productivos, los pueblos de uno y otro lado del Parque Natural Arribes del Duero/Douro Internacional -situados en “segunda línea”- tienen la asignatura pendiente de acertar en la fórmula que detenga el éxodo de habitantes, provoque la fijación de nuevos pobladores y promueva nuevas perspectivas y oportunidades de desarrollo económico. Por eso, mantener desde la modernidad, la inteligencia y la responsabilidad las identidades y los hechos diferenciadores de los extensos bordes fronterizos, pasa por salvaguardar el patrimonio geológico que, en combinación con la huella humana, es en definitiva un patrimonio paisajístico. La Peña Gorda, al igual que otros muchos hitos geológicos de una frontera que nos une, se configura como un elemento quizás geológico, quizás telúrico, cuya oportunidad no hay que desaprovechar. Además, la ciencia y academia de las universidades fronterizas de de Salamanca y Tras-os-Montes e Alto Douro siempre podrá contribuir a divulgar en clave pedagógica, lúdica o interpretativa, los secretos de un inselberg en la penillanura. Articulo completo en www.contrabando.org


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...CARPETA ABIERTA noticias a vuelapluma

Agentes de la comarca de Castilla y León tiene 236 núcleos rurales Vitigudino intentan poner donde no vive nadie en valor los recursos turísticos

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mpresarios de la comarca, diputados, algunos alcaldes y agentes de desarrollo como Adezos y OAEDR buscan crear un proyecto independiente, reivindicativo y promocional de todos los valores turísticos de esta olvidada zona salmantina Marcado como objetivo crear un producto o marca de la zona

mediante un ‘ente’ al que se estudiará dar una forma jurídica, para reivindicar, promocionar y poner en valor todo ese compendio de recursos turísticos como el parque natural, casas de turismo rural, centros de turismo rural, restaurantes y los productos artesanales.

S

on la arista más cruel de la despoblación. Lugares donde nadie nace ni muere porque allí, la verdad, es que no vive nadie. Padrón: cero vecinos. Quedan sus casas vacías, los muros de adobe derruidos que un día albergaron risas, ronquidos y un plato de sopa. En algunos casos, con suerte, la torre de la iglesia. Sin campanas, claro. Sin misa dentro. Son el

esqueleto, las raspas, las migajas de pueblos que un día existieron y que hoy son apenas un punto muerto en el mapa. Y hay muchos. Cada vez más. Los últimos datos del Instituto Nacional de Estadística (INE), publicados la semana pasada, confirman que en los últimos 15 años 876 núcleos de población de toda España han desaparecido, han perdido todos

sus vecinos. La mayoría están en Galicia (el 56%) y Asturias (el 18%), pero el problema también hunde sus raíces en Castilla y León. La página web www.pueblosabandonados.es matiza que «muchos de esos ‘pueblos’ en realidad sólo son sitios con padrón cero, lo que no quieren decir que estén abandonados. con\ www.nortedecastilla.es

con \ Luis Falcón

Ferrocarril de Las Arribes ASEMPA organiza Cámara de Comercio de Barcelona concurso de fotografía: VERGÜENZA NACIONAL a Asociación de Empresários ADILLA-BARCA D’ALBA: OBRA Abril de 2010. y Gob. portugués crean Fórum

Ibérico

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l presidente de la Cámara de Comercio de Barcelona, Miquel Valls, y el cónsul general de Portugal en esta ciudad española, Bernardo Futcher, firmaron en febrero un convenio de colaboración para crear el Fórum Ibérico de Barcelona (FIB), que debatirá temas de interés empresarial común para la península.

L

La Cámara de Comercio barcelonesa informó en un comunicado que el FIB “servirá como punto de encuentro para incentivar la cooperación empresarial luso-española y reunirá de forma regular a empresarios, intelectuales y políticos de los dos países para debatir temas de interés común”. con \ EFE

Douro/Duero Intercambio escolar entre España y Portugal

S

erradilla del Arroyo fue el escenario de la presentación oficial de un programa educativo llamado “Conociéndonos” que implicará a 140 niños del territorio de la AECT Duero-Douro durante 6 jornadas de intercambio escolar. En estas actividades participará en los próximos meses alrededor de un millar de niños de España y Portugal, con el objetivo de “profundizar en la cohesión social y económica transfronteriza”, según explicó el director general de la AECT Duero-Douro, José Luis Pascual. Se trata de unas jornadas de

intercambio cultural entre colegios transfronterizos de España y Portugal. En dicho intercambio participarán los Colegios Públicos de Espeja y Serradilla del Arroyo por España, y el de Vila Nova de Foz Côa por la parte de Portugal. En la presentación, además de los alcaldes de Espeja, Trabanca y Serradilla del Arroyo, participaron Además, en la presentación estaba prevista una actividad educativa especial que fue denominada “Pequeños Reporteros”. con \ www.redciudadrodrigo.com

«El Cigüeñal» empieza

proyecto «Calvarios en la Raya»

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a Asociación Cultural «El Cigüeñal» ha organizado en enero la primera jornada del proyecto «Calvarios en la Raya» que consiste en la visita, inventariado y catalogación de calvarios singulares de la frontera hispanoportuguesa. La asociación para la defensa del paisaje «El Cigüeñal» viene realizando actuaciones puntuales sobre el patrimonio de nuestros pueblos: ermitas, puentes o fuen-

tes a través de la labor desinteresada del voluntariado. Una de las últimas ideas del colectivo zamorano pretendiu concienciar a la población del mundo rural de la importancia que tiene su patrimonio a la vez que darle participación, eligiendo ellos mismos aquellos elementos que por una u otra razón merecen actuar sobre ellos con limpieza o desbroces. con\ La Opinión de Zamora

de Abadengo (ASEMPA, noticia la convocatoria del concurso de fotografía que han organizado: “FERROCARRIL DE LAS ARRIBES: VERGÜENZA NACIONAL” Podrán participar todos los profesionales y aficionados que lo deseen, con el tema “EL ABANDONO DE LA LÍNEA FÉRREA BO-

MAESTRA DE LA INGENIERIA Y DE LA NATURALEZA” Los trabajos deberán enviarse a la Asociación de Empresarios de El Abadengo, Apartado de Correos nº 5, 37240 Lumbrales (Salamanca). El plazo de envío de originales finalizará a las 14h00 del 30 de

Habrá un único Premio de 500 € para la mejor fotografía jurada por representantes de ASEMPA. El FALLO del Jurado será inapelable, y se dará a conocer al premiado personalmente y al resto de los participantes a través de la página web de ASEMPA: con\ www.asempa.com.

Libro de un investigador español desentraña el sector del corcho en Portugal

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n recorrido por la historia reciente del corcho en Portugal, país que se destaca como el mayor productor y exportador mundial de esta materia prima, es el punto de partida de la obra publicada por el investigador español Ignacio García Pereda. El libro “Junta Nacional del Corcho”, ilustra la vida del organismo luso homónimo que funcionó entre 1936 y 1972 para impulsar la producción de este tejido vegetal durante el régimen dictatorial de António de Oliveira Salazar. La Junta Nacional de Corcho (JNC) fue una institución adelantada a su tiempo al utilizar “de forma innovadora” herramientas

como el marketing y por promover la Investigación y el Desarrollo (I+D). “El organismo nació en un momento importante, porque España cerró muchas fábricas por culpa de la Guerra Civil (19361939), sobre todo en Cataluña, y EEUU optó por utilizar plástico”, expresó el autor, cuyo libro, editado en portugués, está ilustrado con numerosas fotografías y carteles publicitarios sobre el corcho. Portugal se aprovechó de la coyuntura y tomó el relevo “como líder mundial de este segmento” al pasar de mero exportador del material en bruto a transformador, señaló García Pereda, defen-

sor del uso del corcho en la actualidad por que consume menos energía que otros materiales. El investigador indicó que la JNC contribuyó a que Portugal modernizase el sector y propició la creación el primer laboratorio ibérico público sobre el corcho en 1942 en Lisboa, casi treinta años antes que España. De acuerdo con datos oficiales, el sector del corcho en Portugal representa el 0,7% del PIB del país y cerca del 2,3% de sus exportaciones totales. Además, más del 60% del total del corcho vendido en todo el mundo tiene origen portugués. con \ EFE

Valentín Cabero Diéguez: Personaje Bañezano de 2009

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on Valentín Cabero Diéguez, decano de la facultad de Geografía e Historia de la Universidad de Salamanca, ha sido galardonado con la Alubia de oro al Personaje Bañezano de 2009 Como reconocimiento a sus méritos en relación con su localidad de origen, este premio, de merecido prestigio, inició su andadura en el año 2000, en cuya ocasión le fue otorgado al director y compositor Odón Alonso.

Valentín Cabero se suma a una pléyade de ilustres bañezanos que trabajan, piensan y se esfuerzan por mejorar, en cuantos aspectos sea posible, nuestra ciudad y los pueblos que conforman su gran Comarca. Ciudad y Comarca que se complementan en una simbiosis necesaria en busca de un futuro mejor. Los anteriores galardonados fueron: Odón Alonso (2000), Roberto García-Calvo (2001), Juan Turiel (2002), Margarita Torres (2003),

Luis Pedro Carnicero (2004), Conrado Blanco (2005), Antonio Colinas (2006), Robustiano Pollán (2007) y Martín Manceñido (2008). Valentín Cabero forma parte de la Comisión Ejecutiva del Centro de Estudios Ibéricos, que con sede en la ciudad de Guarda, tiene por objetivo promover el debate de temas ibéricos y problemas comunes. Emilio Rivas con \gentedigital.es Pub


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notícias ao sabor da pena CAPA ABERTA...

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Judeus sefarditas 1º festival Castelo Rodrigo Ceia medieval preparada por alunos internacional na Serra da Estrela

de hotelaria vai servir os duques de Bragança

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U

s descendentes de judeus sefarditas, originários de Portugal e Espanha, espalhados pelo mundo, vão pela primeira vez ter um festival internacional sobre as suas raízes em novembro, em Belmonte, Guarda e Trancoso. O evento foi promovido na Feira Internacional de Turismo do Mediterrâneo, em Tel Aviv, Israel, numa iniciativa da entidade de Turismo da Serra da Estrela (TSE). “A região tem uma grande herança judaica em que temos apostado ao longo dos anos e que culmina no Primeiro Festival da Memória Sefardita Portuguesa”, explica Jorge Patrão, presidente da TSE. O Museu Judaico de Belmonte,

onde se mantém uma comunidade ativa com a respetiva sinagoga, as rotas de antigas judiarias na vila, na Guarda e em Trancoso, o azeite, vinho e queijos kosher produzidos na Beira Interior são algumas das marcas vivas destacadas por aquele responsável. “Esta aposta permite também ter durante todo o ano uma alternativa à sazonalidade da neve” como atração turística da Serra da Estrela, acrescenta. O Primeiro Festival da Memória Sefardita de 1 a 7 de Novembro vai estar centrado no Teatro Municipal da Guarda, com atividades em Belmonte, Trancoso e dois dias (com data a definir) em Lisboa. com\LUSA

Línguas Universidade do Minho

criou Centro BabeliUM para aprendizagem de línguas estrangeiras

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Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho criou o Centro de Línguas BabeliUM para “responder à crescente necessidade de aprendizagem de línguas estrangeiras”, disse, hoje à Lusa fonte universitária. O Gabinete da Reitoria adiantou que o Centro de Línguas, criado no pólo de Braga, “dá continuidade a uma longa tradição no ensino das Línguas”, e responde à procura de línguas estrangeiras existente “tanto no seio da comunidade académica, como na sociedade em geral”. O BabeliUM tem já abertas as inscrições para os cursos de formação previstos para o segundo semestre de 2009/2010, abertos a quem estiver interessado em aprender ou aprofundar conhe-

cimentos de alemão, russo, espanhol, francês, inglês, italiano, galego, e escrita científica em inglês. O Centro ministra, também, os cursos, intermédio e superior, de preparação para o DELE - Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira, concedido pelo Instituto Cervantes (Ministério da Educação Espanhol). O organismo salientou que, “dependendo da língua escolhida, fazem parte da oferta formativa cursos de iniciação, em diferentes formatos (anuais, semestrais ou intensivos), bem como de outros níveis de aprendizagem, sempre identificados com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (Common European Framework of Reference for Languages).essoas, muitas delas escom\LUSA trangeiras.

Miranda do Douro

ajuda às raças autóctones

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autarquia de Miranda do Douro anunciou em janeiro que vai estudar uma estratégia de promoção para ajudar as raças autóctones do concelho afectadas pela crise com um decréscimo nas vendas. “Os produtores estão preocupados com o excesso de animais para abate e ao mesmo tempo apreensivos com a pouca procura do produto e claro está com a diminuição do preço da carne”, constatou o presidente da Câmara, Artur Nunes. O município transmontano tem

na raça Mirandesa um dos ex-libris e o garante da tradicional posta mirandesa, um atractivo turístico da gastronomia regional. O apoio autarquia à promoção abrangerá também outra raça autóctone local, a Churra Galega Mirandesa. “Estes dois produtos de Denominação Origens são de extrema qualidade e importância para a nossa região. Por isso, a aposta deste executivo passa também pela divulgação destes produtos que tão bem nos caracterizam”, disse o autarca.

com\LUSA

ma ceia medieval na Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, está a ser organizada pelos alunos dos cursos de hotelaria da secundária local, que vão servir os duques de Bragança à época. Segundo a organização, o evento programado para o próximo dia 7 de maio, vai contar com a presença dos duques de Bragança, “. A ementa será constituída por codorniz, veado, porco preto,

puré de castanhas, ervas com chouriça, sangue de judeu (bebida espirituosa da época), frutas e frutos secos, entre outras iguarias da época medieval. A agora anunciada,“1ª Ceia Medieval de Castelo Rodrigo”, vai ser organizada pelos alunos dos Cursos de Educação e Formação(CEF) de hotelaria, da escola secundária de Figueira de Castelo Rodrigo. Edmundo Boavista, professor e mentor do projeto, adianta ain-

da que a ceia será no interior das ruínas do palácio de Cristóvão de Moura, em Castelo Rodrigo e que a Câmara Municipal Local “vai juntar-se ao evento com uma feira da época”. A “1ª Ceia Medieval de Castelo Rodrigo”, conta com o apoio da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, a Escola Profissional de Trancoso e a Associação de Transumância e Natureza. com\LUSA

Guarda Teares do museu da tecelagem continuam a produzir cobertores de papa e mantas de trapos

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dmirar peças que foram usadas antigamente na tecelagem, acompanhar um artesão no manejo de teares e comprar cobertores ou mantas feitas no local, são possibilidades oferecidas por um museu instalado na Freguesia de Meios, na Guarda. O espaço museológico, pertença da Câmara Municipal, foi inaugurado em Julho de 2006 e está instalado numa antiga fábrica de tecelagem que cessou a laboração nos anos 80 do século

passado. Em 2002, foi adquirido pela autarquia que o recuperou e adaptou a museu de tecelagem, com exposição, venda de artesanato e de produção de cobertores de papa (acessório característico dos pastores serranos), carpetes, mantas, entre outros artigos. O funcionamento de quatro teares de produção de cobertores de papa e de dois de mantas de trapos é assegurado por um tecelão da terra, contratado pela

autarquia. Preservar a memória da tecelagem e da indústria têxtil, dando particular destaque à produção do cobertor de papa, que está em vias de desaparecer, é outro dos objectivos do equipamento. O artesão António Almeida, 54 anos, neto dos antigos proprietários da fábrica que funcionou no edifício, continua a “dar vida” aos seis teares instalados no piso superior do museu da tecelagem. com\LUSA

Douro\Duero Jornadas gastronómicas propõem provas de queijos e vinhos dos dois lados da fronteira

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s segundas jornadas gastronómicas e enológicas “Caminos del Queso y del Vino”, arrancaram em janeiro na região do Douro Internacional e e terminam no fim-de-semana de 13 e 14 de março. As jornadas vão “permitir aos visitantes desfrutar da gastronomia e das riquezas turísticas dos dois territórios fronteiriços hispano-lusos”, segundo José Luís Pascual, presidente da Associação “Vinduero-Vindouro - Ruta Internacional del Vino”, que organiza o evento. A actividade dirigida aos apre-

ciadores da gastronomia e dos produtos típicos dos dois parques naturais irmãos fronteiriços, Douro Internacional (Portugal) e Arribas do Douro (Espanha), com o lema “O natural é visitar-nos”, refere o programa. Terão como objectivo “valorizar os recursos gastronómicos mais importantes da nossa zona: o vinho e o queijo, dentro de uma envolvente natural privilegiada”, diz ainda o também presidente do município de Trabanca (Salamanca), que se encontra dentro do parque espanhol. Os dezanove menus regionais

espalham-se pelas zonas raianas das províncias de Salamanca e Zamora, e igualmente pelos concelhos de Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, designadamente nos territórios dos dois parques naturais. Para além dos menus, as jornadas propõem visitas guiadas e provas de vinhos e de queijos em adegas e queijarias tradicionais. O programa pode ser consultado em www.rutainternacionaldelvino.com. com\LUSA

Projecto luso-galego investe 1,7 ME no rio Minho

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Junta da Galiza e o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) vão investir, até final de 2010, 1,729 milhões de euros num projecto conjunto para a valorização do rio Minho, foi hoje divulgado. Estudos geológicos dos fundos do rio, dos caudais, da poluição, da pesca, da caça e do assoreamento são outras das acções a levar a cabo no âmbito do mesmo projecto.

Destes estudos sairão propostas de legislação comum a apresentar aos governos de Portugal e Espanha.”O objectivo último é a aquisição de conhecimentos sobre o rio Minho para a adopção de uma estratégia global e concertada de conservação”, explicou Henrique Carvalho, biologo do ICNB.

O projecto foi apresentado em Santiago de Compostela, Espanha, no decorrer do Fó-

rum de Conservação de Espaços Naturais Transfronteiriços, organizado pela Direcção-Geral de Conservação da Natureza da Junta da Galiza. No mesmo fórum, foi também apresentado um outro projecto conjunto da Junta da Galiza e do ICNB, para gestão dos recursos naturais do Parque Internacional luso-galaico Xurés/Gerês

com \LUSA Pub


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

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...de enero/febrero

VITIGUDINO Globalia

muestra interés en la gestión turística del tren y del río

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l vicepresidente del grupo Globalia, Antonio Hidalgo aseguró que esta entidad estaría interesada en la gestión turística de la línea férrea entre La Fuente de San Esteban y Barca d’Alva.., dentro de un paquete conjunto que englobaría cruceros por el Duero, teniendo al muelle de Vega Terrón como punto de referencia. En una reunión mantenida en Salamanca enenero por Antonio Hidalgo con el alcalde de Hinojosa de Duero, Francisco José Bautista, y el secretario provincial del PSOE y principal impulsor de este encuentro, Fernando Pablos, el regidor de Hinojosa le hizo saber el potencial turístico de la línea férrea unida a la oferta de paseos fluviales y de alojamiento que dispone en estos momentos el triángulo comprendido entre el Salto de Saucelle, La Fregeneda y Lumbrales. Según Hidalgo, “nosotros estamos interesados en todo, pero de pronto esa línea no va a salir; por muy rápido que hagan las obras en un año o año y pico no estará lista, y luego hay que preparar los barcos y hacerlo todo”... En opinión del vicepresidente de Globalia, los viajes en tren no

serían suficientes para invertir en un proyecto de esta magnitud económica, “cuando montas una cosa de estas tienes que montarla con más aliciente que el tren, porque no creo que tenga mucho aliciente, y considero que había que potenciarlo con los barcos en el Duero”. La iniciativa de las distintas administraciones para recuperar este trazado es vital para Antonio Hidalgo, porque “las ideas no bastan, y hay que saber quién va a acometer las obras y si tienen presupuesto”, aspecto éste sobre el que mantiene unas dudas más que razonables. Para Antonio Hidalgo, “lo primero es la línea, y una vez que esté arreglada es cuando se puede vender, mientras no esté arreglada no se puede vender nada, se puede vender como una idea buena y desde Halcón, si es algo que se puede hacer, estaremos ahí”. Como conclusión final a esta reunión, ambas partes coincidieron en seguir avanzando en esta iniciativa para lograr el interés de las administraciones en recuperar esta línea. Con \Miguel Corral (Tribuna)

PORTUGAL Y ESPAÑA refuerzan su colaboración contra el terrorismo

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ortugal y España acordaron hoy reforzar la colaboración contra el terrorismo en una reunión de sus ministros del interior en la que se creó también un equipo mixto de trabajo policial que permitirá “luchar conjuntamente contra ETA”. El ministro español, Alfredo Pérez Rubalcaba, destacó con esas palabras el nuevo instrumento de colaboración hispano-luso que “va a reforzar la lucha contra el terrorismo desde el punto de vista operativo”. Además agradeció a las autoridades lusas la detención de dos supuestos etarras en enero pasado y el desmantelamiento, en febrero, de un arsenal de explosivos de la organización terrorista. Rubalcaba y su homólogo portugués, Rui Pereira, repasaron la cooperación bilateral y coincidieron en que ya era “intensa” y han adoptado medidas para hacerla aún más eficaz. Rubalcaba, en una rueda de prensa con Pereira posterior a su encuentro, resaltó también la “brillante operación policial” de las fuerzas lusas que “ha impedido que ETA pudiera colocar en Portugal una base logística para preparar atentados en España y en definitiva causar dolor y con alguna probabilidad muerte”.

“La cooperación policial está funcionando a tope”, destacó también el ministro, y en lo que va de año han sido detenidos 25 presuntos etarras. Es “una cifra excepcionalmente alta -agregó- que supone uno cada dos días y es prueba de la eficacia policial y de que estamos con la guardia bien alta”. En esas operaciones han participado las policías de España, tanto de los cuerpos nacionales como los autonómicos del País Vasco y Cataluña, y las de Francia y Portugal y demuestran que “allá donde vayan los etarras encontrarán a la policía española, francesa o portuguesa esperándolos”, subrayó. En la reunión de hoy participaron secretarios de Estado y responsables de los organismos de seguridad de los dos países así como el alto mando de sus diversos cuerpos policiales. Pereira, que como otros miembros de Gobierno portugués se había referido a los supuestos terroristas detenidos y al hallazgo de los explosivos en una casa de la localidad de Obidos sin mencionar a ETA, nombró hoy a la organización terrorista al hablar de los nuevos equipos conjuntos de cooperación policial. con\EFE

ECOS

Cdad. RODRIGO El palacio Los Águila será

el Centro Luso-Español de estudios del patrimonio

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l palacio renacentista de Los Águila, situado en Ciudad Rodrigo (Salamanca, noroeste), se convertirá en un centro cultural de referencia nacional al acoger la sede del Centro Luso-Español de Estudios del Patrimonio de ambos países, en el que se realizarán congresos, jornadas y diversos estudios científicos. Asimismo, este edificio optimizará su uso con una serie de exposiciones culturales temporales dependientes del Ministerio a partir de 2011.

En declaraciones a la Agencia Efe, María José Salgueiro, la consejera castellano-leonesa ha desvelado que la ministra también se ha comprometido a enviar “en breve” un dossier sobre cómo será el futuro centro. Propiedad de la entidad financiera Caja Duero, aunque su uso ha sido cedido al Gobierno central, el Palacio de los Águila albergó hasta el siglo XIX el célebre calvario labrado en 1556 por Juan de Juni y que, no sin una masiva

protesta social y política, se exhibe desde hace años en el Museo Colegio San Gregorio, en Valladolid. Para este recinto palaciego, restaurado en 2000 y desde 1969 declarado monumento histórico y artístico, han reclamado la consejera y el alcalde de Ciudad Rodrigo la necesidad de “un mayor uso cultural”, ya que “se encuentra infrautilizado”, ha asegurado Salgueiro. con\EFE

CASTILLA Y LEÓN Los municipios con menos de 100 habitantes son ´casi irrecuperables´

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res catedráticos de Valladolid y Salamanca participaron en enero en una mesa promovida por la Fundación Perspectivas sobre las ´Políticas de lucha contra la despoblación para Castilla y León´ El catedrático de Geografía de la Universidad de Salamanca, Valentín Cabero, apuntó que la batalla contra la despoblación en Castilla y León “es una batalla muy difícil, si bien no está perdida”. “En las zonas intermedias de Castilla y León se podría recuperar población, pero lo que resulta prácticamente irrecuperable son los 539 municipios que ahora mismo están por debajo de cien habitantes”, valoró. En esos núcleos “habría que hacer políticas de integración, comarcales, de agrupación para salvar realmente a

la población y los recursos naturales, porque justamente en esas zonas están los recursos estratégicos más valorados de la región”, apuntó. El catedrático de Economía de la Universidad de Valladolid, Zenón Jiménez-Ridruejo,, sostuvo su intervención con que “todos los problemas demográficos son a largo plazo y no se resuelven con políticas puntuales correspondientes al presupuesto de uno o dos años”. “El problema demográfico en Castilla y León tiene siglos y se ha agravado en los últimos sesenta años, y va a reclamar esfuerzo de largo plazo para ser resuelto”, afirmó. Además, señaló que “no se puede resolver con políticas de oferta, de estímulo a la demografía, a la natalidad,

a la mujer y a su trabajo o a la familia”. “Eso son políticas interesantes y útiles, necesarias tal vez pero insuficientes”, añadió. En su opinión, se trata de un problema de carencia de empleo, “de falta de capacidad de la economía regional para generar empleo suficiente, y por lo tanto la única solución posible a largo plazo es el establecimiento de políticas de incentivo a la actividad económica que sean capaces de generar empleo a un ritmo superior y con una calidad y un nivel salarial equivalente o superior al de las comunidades autónomas que nos rodean”. “De otra manera no lograremos frenar la sangría ni tampoco atraeremos a nueva población hacia Castilla y León”, aseguró. con\ICAL

FUNDACIÓN IBERDROLA anuncia el final de su aportación económica al Proyecto Raya del Duero

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n una carta dirigida el diputado popular, Jesús María Ortiz, la compañía eléctrica explica “la necesidad de finalizar nuetra aportación ante la necesidad de destinar recursos a otras actividades al considerar que nuestra participación había cubierto los objetivos perseguidos” las ayudas que destinaba junto con la Fundación Encuentro a sufragar los gastos de los Centros Codel de Informática que se localizan en 22 municipios de la comarca de Vitigudino y que a través de 16 dinamizadores monitores desarrollan una labor incalculable dentro del campo de la enseñanza de las nuevas tecnologías, acercándolas a perso-

nas de todas las edades de esa zona deprimida. Ante esta misiva, la Fundación Iberdrola recuerda que “a fin de propiciar la andadura independiente del Proyecto y la búsqueda de recursos adicionales con antelación suficiente para garantizar su continuidad, se anunció una salida gradual con aportaciones cifradas en 170.000 euros en 2008 y una última aportación de 80.000 euros en 2009”. Además, la Fundación Iberdrola explica que ha aportado una cantidad total de 1.072.000 euros desde 2004 a la Fundación Encuentro para el desarrollo del Proyecto Raya del Duero,

“cantidad muy significativa, que estimo ha contribuido de

forma determinante al logro de los objetivos que esta iniciativa se propuso en sus comienzos”. La empresa de los Saltos del Duero destaca “la fuerte implicación de Iberdrola en Salamanca, donde la empresa tiene un fuerte arraigo a través de diversos proyectos y actividades sociales, arraigo que estimamos se consolidará mediante las nuevas líneas de actuación que la Fundación tiene previsto poner en marcha a lo largo del presente año”. Líneas de actuación que, por cierto, no se conocen por la zona donde Iberdrola tiene su mayor concentración de embalses. con Luis Falcón (salamanca24horas.com)


contrabando, MARÇO/MARZO de 2010

SOCE...de janeiro/fevereiro BRAGANÇA\ZAMORA

PORTUGAL E ESPANHA AICEP

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Agrupamento europeu oficializado criação do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT)- ZASNET que reúne municípios de Bragança e Zamora, será oficializada, quarta-feira, com a realização da escritura pública em Bragança, na sede do organismo, o edifício onde funciona também a delegação portuguesa da Fundação Rei Afonso Henriques. Este agrupamento resulta de um novo instrumento jurídico para a cooperação territorial no âmbito da União Europeia, dotado de personalidade jurídica, com o objectivo de facilitar e promover a cooperação territo-

rial entre os seus membros, tendo em vista reforçar a coesão económica e social. São membros fundadores do ZASNET, AECT as Associações de Municípios da Terra Fria do Nordeste Transmontano, da Terra Quente Transmontana e do Douro Superior, do lado português, e as Diputaciones de Zamora e Salamanca e o Ayuntamiento de Zamora, em Espanha. La Zasnet, elabora un proyecto para lograr la marca ecológica con financiación de Interre que propone La Raya como Reserva de la Biosfera. com \LUSA

COMBOIOS Governo man-

tém compromisso para reabilitação da linha Pocinho - Barca

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protocolo para a reabilitação da linha férrea Pocinho - Barca d’Alva, celebrado com cinco instituições públicas, em setembro último, é para avançar, segundo o gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC). “O referido protocolo é para avançar”, confirmou esta segunda-feira à Lusa o gabinete do MOPTC, adiantando que o Plano Estratégico de Transportes (PET) “não põe em causa nenhuma das opções desse protocolo”. o organismo Estrutura de Missão do Douro - ficou de remeter à Secretaria de Estado dados sobre os impactos daquela linha férrea na ligação Pocinho - Barca de Alva no sentido de permitir a realização de estudos posteriores”, adianta o MOPTC. Além disso, “a Refer já tem em curso trabalhos de intervenção na zona definida e a CP está a preparar um concurso de subconcessão, tal como estava

acordado”, disse à Lusa. O Governo celebrou em setembro de 2009, vésperas de eleições legislativas, através da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, um compromisso com cinco instituições públicas para definir uma estratégia de reabilitação do troço entre Pocinho e Barca d’Alva e a exploração turística entre a Régua e a fronteira. De acordo com o protocolo então assinado, os subscritores (Estrutura de Missão do Douro, REFER, CP, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e o Instituto Portuário de Transportes Marítimos) ficaram responsáveis pelos financiamentos públicos, preparação dos projetos, lançamento e acompanhamento da obra, prevista em 25 milhões de euros, e pela preparação do concurso público internacional para subconcessão da exploração turística. com \LUSA

SEGURANÇA Memorando

luso-espanhol pode abrir novo ciclo de cooperação

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memorando de cooperação policial assinado dia 23 de fevereiro entre Portugal e Espanha abre um “novo ciclo”, mais operativo, que reforçará o relacionamento entre as forças de segurança dos dois países. Um dos elementos essenciais da cooperação é a “troca de experiências” entre as forças de segurança dos dois países, no caso espanhol centrada no combate ao terrorismo e no caso português no combate a outra criminalidade. Espanha tem uma longa experiência de demasiados anos de luta contra a ETA, não se ex-

clui a possibilidade de que agentes espanhóis possam, pontualmente, atuar em Portugal. Esta nova colaboração centra-se num nível puramente operativo, com a criação de um grupo policial conjunto que intensificará a coordenação de tudo e depois com uma intensificação ao nível político, afirmaram os responsáveis pelos dois países em Madrid. Em janeiro, dois presumíveis etarras foram detidos pela GNR em Torre de Moncorvo, tendo ficado em prisão preventiva por suspeita de vários crimes, incom \LUSA cluindo terrorismo.

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analisa importância de laços transfronteiriços s relações entre Portugal e as regiões autónomas espanholas da Andaluzia, Castela e Leão, Extremadura e Galiza são as que têm registado no passado recente “alterações mais significativas”, com aumentos importantes das trocas comerciais e de investimento. Essa é uma das conclusões retiradas pelo AICEP num número especial da sua revista, publicado NO MÊS DE JANEIRO, e que analisa em detalhe as relações entre Portugal e estas zonas de Espanha. “O crescente interesse pela dinâmica económica das regiões transfronteiriças demonstra que estas constituem importantes portas de entrada para as empresas portuguesas no país vizinho, assim como para as empresas espanholas em Portugal”, escreve Basílio Horta, presidente do AICEP, na revista. “Estas regiões representam,

graças à sua proximidade e crescente desenvol¬vimento, um elevado potencial económico, sendo de prever que num futuro próximo será significativo o investimento de pequenas e médias empresas portuguesas nas comunidades transfronteiriças, o que reforça a importância de Espanha como um mercado prioritário para a internacionalização da economia portuguesa”, sublinha. Além de serem um “poderoso factor de alavancagem do desenvolvimento económico mútuo”, as regiões transfronteiriças são, para Basílio Horta, “um espaço privilegiado de interacção e cooperação para as economias de Portugal e Espanha”. Estatísticas disponíveis demonstram a importância crescente destes quatro mercados espanhóis, como “parceiros comerciais de Portugal”, como

destaca Pedro Aires de Abreu, responsável do AICEP em Madrid. Em 2008, e de acordo com a Secretaria de Estado do Comércio Externo de Espanha, as exportações portuguesas para as quatro Comunidades espanholas transfronteiriças atingiram 4.141 milhões de euros e as importações 5.340 milhões de euros, originando um saldo negativo na balança comercial portuguesa de 1.198 milhões de euros. A Comunidade de Castela e Leão con¬ta com 15 empresas espanholas com capitais portugueses, com destaque para a presença da Sonae Indústria – um dos maiores produtores mundiais de painéis derivados de madeira, com quatro empresas na região (Aserraderos de Cuellar, S.A., Ramafosa, Tableros Tradema,S.L., Tafibra) – e da BA Vidro. com \LUSA

DOURO INTERNACIONAL Conservação dos rios une alunos dos dois lados da fronteira

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ma jornada de consciencialização sobre a conservação de rios vai reunir, na próxima quarta-feira, cem alunos de Espanha e Portugal na localidade fronteiriça de Trabanca (Salamanca). A iniciativa pretende difundir as actividades desenvolvidas no âmbito do programa de voluntariado em rios, gerido pela associação juvenil “Las Arribes del Duero”, sendo subvencionada pelo Ministério de Meio Ambiente, Rural e Marinho de Espanha. Os alunos participantes, com idades compreendidas entre os oito e os 12 anos, são oriundos de colégios de Fermoselhe e Vilarinho de los Aires (Espanha) e de Miranda do

Douro (Portugal). Conversas e jogos no edifício multiusos de Trabanca marcam o programa da iniciativa, que contempla também a experiência “detectives da água”, na qual os jovens vão observar tecnicamente a composição da água e a construção de uma bússula e de uma escova com plantas. Os promotores da actividade consideram que esta se realiza “devido a necessidade de entender a importância da bacia internacional do Douro”. “Ao tratar-se de uma bacia partilhada por dois países, é importante transmitir às crianças, e através delas aos adultos, a importância de um trabalho de ambos os países em bene-

fício de um interesse comum na conservação e melhoria da nossa biodiversidade, rios e suas zonas de influência”, refere a associação juvenil. Nesta jornada de consciencialização é esperada a presença de responsáveis da Confederação Hidrográfica do Douro e do Ministério do Meio Ambiente espanhol. O projecto de “Voluntariado en Ríos” tem desenvolvido algumas actividades com importância regional. Nos finsde-semana de Novembro e Dezembro de 2009, cerca de uma centena de voluntários participaram na limpeza e reabilitação da ribeira de Tormes. com \LUSA

FORO DE JOVENS Estrutura transfrontei-

riça quer jovens na governação municipal

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projeto transfronteiriço “Foro de Jovens Rurais: uma estrutura de participação democrática”, na região do Douro Internacional, quer estabelecer uma rede de associações de jovens e implicá-los na governação dos municípios e cidades. O projeto, promovido pela “Associação Juvenil Las Arribes del Duero”, foi apresentado esta semana na localidade fronteiriça de Trabanca (Salamanca), com o objetivo de envolver todos os coletivos de jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos do território do Agrupamento Europeu de

Cooperação Territorial (AECT) Douro - Duero”. Estima-se que aquela faixa etária represente 13,1 por cento dos cerca de 120 mil habitantes deste território em torno da fronteira luso-espanhola das províncias de Trás-os-Montes, Beira Interior Norte, Salamanca e Zamora. A estrutura agora apresentada tem ainda como participantes a Câmara Municipal de Mogadouro, a Associação Juvenil Gustavo Filipe (Vila Nova de Foz Côa), o Município de “Manzanal de Arriba” e a própria AECT Douro - Duero. O projeto estende-se ao

longo de 26 semanas em fases como “planificação e recolha de dados, diagnóstico da vida social e política da população jovem no território em causa”, sessões de trabalho e seminários em municípios espanhóis e portuguesas, estando o primeiro previsto para abril, na localidade de Trabanca, com o tema “Sociedade civil juvenil no mundo rural”. No final será elaborado um livro de conclusões e de um memorando sobre experiências, aprendizagens e conquistas em torno do processo. com \LUSA


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Contrabando nº2 mar 2010 web