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CHICAGO ◆ LENÇÓIS MARANHENSES ◆ BUDAPESTE


Ícone de estilo, inovação e performance.

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LETTER

REINVENTING THE BUSINESS

A REINVENÇÃO DO NEGÓCIO Bernardo Claro da Fonseca CEO AMBAAR LOUNGE

D

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esde que a Ambaar Lounge desembarcou no // Ever since Ambaar Lounge disembarked in Brasil, em 2013, nosso objetivo é oferecer a Brazil, in 2013, our goal has been to offer the best melhor e mais confortável experiência aeroportuá- and most comfortable airport lounge experience ria do país. O impossível nos move e nos faz buscar in the country. The impossible moves us, making metodologias e meios para que você se sinta presti- us search for methodologies and means that will giado em nossos espaços. Trabalhamos para aperfei- make you feel honored in our spaces. We work çoar nossos serviços constantemente e para atender to perfect our services constantly and to attend e satisfazer as mais variadas necessidades, dos mais to and satisfy the most varied needs of the most diversos perfis de passageiros. diverse passenger profiles. Hoje, somos a referência no desenvolvimento e We are currently a reference in the developgestão de Salas VIP em aeroportos, e sabemos que ment and management of VIP Rooms in airports ainda há muito o que ser feito. Priorizamos o trei- and we know there is still a lot to be done. We namento contínuo de nossa equipe, apesar da dis- prioritize the continuous training of our team, in spite of their dispersion in many airports. persão por vários aeroportos. We support the three essential pillars: the Nos apoiamos em três pilares essenciais: a reinvenção de nosso negócio, a criação de novos pro- reinvention of our business, the creation of new cessos para ampliar e sistematizar o serviço ofere- processes to broaden and systematize the service cido, e o planejamento a longo prazo. Aplicamos a offered, and long-term planning. We apply the filosofia do Connected Handmade Brazil, que visa philosophy of Connected Handmade Brazil, integrar o uso da tecnologia ao capital humano pa- which aims to integrate the use of technology ra um serviço de altíssima qualidade, cuidadosa- with human capital for an extremely high-quamente desenhado para um atendimento persona- lity service, carefully designed for a personalized lizado. Essa filosofia é colocada em prática em todas attendance. This philosophy is put into practice as camadas de nosso processo, desde o projeto de in all layers of our process, from the architectural arquitetura até o treinamento de nossa equipe. project to our team training. Nos orgulhamos em alcançar um índice de aproWe are proud to reach an approval rating of vação de 97% entre nossos clientes, uma meta ain- 97% amongst our clients, a goal still in develoda em desenvolvimento, na qual trabalhamos ardu- pment, because we work strenuously to reach amente para atingir os 100%, consistentemente em 100%, consistently in every airport where . o r i e m i r p m e v atodos d i v a os , oaeroportos t i s n â r t o N onde a Ambaar opera. .ORUO airánoissAmbaar ecnoC operates. Desejo-lhe uma boa viagem e que volte em breve I wish you a great trip and that you will soon para nos honrar com a sua visita. be back to honor us with your visit. onaibatlaCopurG/ Um abraço. laicfiOonaibAll atlathe Cobest. purG/

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E DITORIAL

SURPRISE YOURSELF

SURPREENDA-SE

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The Content – Lounge Magazine foi idealizada para oferecer conteúdo relevante, compartilhar descobertas e inspirar novas experiências. Para isso, buscamos o que há de melhor e de mais singular nos quatro cantos do planeta para trazer a você a cada edição. Neste segundo número, viajamos por diferentes lugares que, com certeza, não irão decepcionar. A começar por Chicago, celeiro de arranha-céus, símbolo de planejamento urbano e uma cidade que oferece de tudo: lazer, arquitetura e uma culinária criativa que vai muito além das deep dish – pizzas com recheio generoso, típicas de lá. Também fascinante e dinâmica é a cena gastronômica de Budapeste. Nos últimos anos, a capital húngara se desenvolveu e ganhou restaurantes estrelados, sem deixar de valorizar as tradições e produtos locais. Do leste europeu direto para o Brasil, te levamos para os Lençóis Maranhenses, lugar que faz os olhos duvidarem do que veem. Neste oásis intrigante, no qual lagoas cristalinas surgem em meio a dunas de fina areia branca, a experiência é mais que surpreendente, para ser quase transcendental. Espero que a The Content – Lounge Magazine seja uma ótima companhia e, sobretudo, um incentivo para viajar cada vez mais.

// The Content– Lounge Magazine was idealized to offer relevant content, share discoveries and inspire new experiences. To that extent, we search for what is best and exquisitely unique in the four corners of the globe to bring you in each edition. In this second issue, we travel through different places that e are certain ill not disappoint you. Beginning with Chicago, breadbasket of skyscrapers, symbol of urban planning and a city that offers a bit o everything: leisure, architecture and a creative cuisine that goes way beyond the deep dish pizzas ith generous filling typical of the city. Also fascinating and dynamic is the food scene in Budapest. In the last few years, the Hungarian capital became more developed and gained star-studded restaurants, always valuing local traditions and products. From Eastern Europe non-stop to Brazil, we take you to Lençóis Maranhenses, a place that makes your eyes doubt what they are seeing. In this intriguing oasis, in which crystal-clear lagoons appear amidst dunes o fine hite sand, the e perience is more than surprising, it is almost transcendental. I hope that The Content – Lounge Magazine will a great companion and, above all, an incentive to travel more and more.

Juliana Deodoro

Juliana Deodoro

Editora

Editor


A imensidão dos

LENÇÓIS MARANHENSES // THE IMMENSITY OF LENÇÓIS MARANHENSES

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Com a palavra, Bernardo Claro da Fonseca, presidente da Ambaar Lounge A word from Bernardo Claro da Fonseca, Ambaar Lounge President Um recado da redação A message from the editorial office

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Personalidades revelam seus destinos favoritos VIPs reveal their favorite destinations Spas cinco estrelas pelo mundo Five-star spas around the world O que há de novo no mercado What is new in the market Érico Hiller elege seus cliques icônicos Érico Hiller selects his iconic clicks A tecnologia a favor da moda Technology working for fashion Wabi-sabi e a beleza da imperfeição Wabi-Sabi and the beauty of imperfection

O REQUINTE CLÁSSICO DA MONTBLANC // THE CLASSIC SOPHISTICATION OF MONTBLANC

FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

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ALEX ATALA E A IMPORTÂNCIA DA CADEIA DO ALIMENTO

// ALEX ATALA AND THE IMPORTANCE OF FOOD CHAIN

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Chicago e a imponência de seu skyline Chicago and its imposing skyline Maison Krug: uma história de tradição Maison Krug: a history of tradition A surpreendente culinária de Budapeste Budapest’s surprising cuisine Destinos para curtir em família Destinations to enjoy with the family Hotéis para diferentes perfis de viajantes Hotels for different traveler’s profiles O momento de Margareth Menezes Margareth Menezes’s moment

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Q8, o novo SUV da Audi // Q8, AUDI’S NEW SUV

64 76 80 90 94 98

Ao final de algumas matérias desta edição, você encontrará uma playlist especial para entrar no clima da leitura. Basta abrir a câmera do seu celular, escanear o code no Spotify e boa viagem! / At the end of some of the articles, you will find a special playlist to get in the mood for reading. Just open your phone's camera, scan the code on Spotify and have a good trip! Distribuída no Lounge VIP Star Alliance São Paulo, Lounge Villa GRU, Ambaar Lounge Confins, Lounge JK Iguatemi, Lounge One Iguatemi, Hotel Marriott, Hotel Four Seasons Morumbi, Hotel George V (Alto da Lapa e Jardins) e Restaurante Cozí Minas.

EXPEDIENTE / CONTRIBUTORS Ambaar Lounge

Media On Board

Colaboradores

CEO Bernardo Claro da Fonseca Conselheiro do Board Ricardo Espírito Santo Comitê Executivo: Gerente de RH Berta Ferrari Gerente Operacional Laura Ronzi Gerente Comercial e Marketing Vanessa Botacini Gerente Financeiro Vinicius Souza

Publisher Carlos Koga Editora Juliana Deodoro Editora Assistente Luiza Vieira Marketing Priscila Soares Produção Guiomar Barbuto Comercial Luciana Borelli Mirian Pujol Regina Moreno Financeiro Jane Elaine

Carla Lencastre Edison Veiga Felipe Mortara Júlia Gouveia Marina Azaredo Raphael Calles Rodrigo Mora

Assistente de Direção George Tebet Designer Ana Carol Abreu Online Renata Canivezo Vitoria Santos Revisão TGA Idiomas Tradução Ricardo Moura Assessoria Jurídica Salvatore Morello Advogados

PARA ANUNCIAR comercial@mediaonboard.com.br (55 11) 5505-0078 Impressão: Grafica Elyon Tiragem: 10.000 exemplares Periodicidade: Bimestral Todos os direitos reservados A The Content Lounge Magazine é uma publicação da Media Onboard. As pessoas que não constam do expediente da revista não têm autorização para falar em nome da revista. É necessário uma carta de autorização, atualizada e datada em papel timbrado assinada pelos editores. Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos colunistas e fica expressamente proibido a reprodução total ou parcial sem autorização prévia.

Media Onboard (55 11) 5505-0078 Rua Pensilvânia, 1126 - Brooklin São Paulo - SP CEP: 04564 003

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P A S S P O RT

UNFORGETTABLE TRIPS

VIAGENS INESQUECÍVEIS

Glenda Kozlowski É jornalista e apresentadora esportiva // Is a journalist and TV sports program hostess

“Do chique ao underground, a Rússia é um país colorido, com grande diversidade arquitetônica” // “From chic to underground, Russia is a colorful country, with great architectural diversity”

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FOTO/PHOTO: GRAZI VENTURA E

R ÚSS I A

// Russia is a country filled with mysteries. It has lots of historical richness, after all, it was a place of strong and majestic czars and czarinas, a tradition that can be explored in tours of bunkers and kremlins, as are called the fortified compounds. There are numberless offers of museums, theaters, operas, ballets and excellent restaurants. An unforgettable trip!

SHUTTERSTOCK

A Rússia é um país cheio de mistérios. Tem muita riqueza histórica, afinal foi lugar de czares e czarinas fortes e majestosos, uma tradição que pode ser explorada nos passeios por bunkers e pelos kremlins, como são chamados os complexos fortificados. Há ainda inúmeras opções de museus, teatros, óperas, balés e excelentes restaurantes. Uma viagem inesquecível!


Rodrigo Crespo Produtor executivo, fundador da The Box Productions, produtora com foco em moda e publicidade // Executive producer, founder of The Box Productions, a production company focusing on fashion and advertising

I TÁ L I A

Fui a trabalho ao sul do país, em Gallipoli e Lecce, na região de Puglia, e fiquei encantado com a beleza e arquitetura locais. Gallipoli tem praias pequenas com um mar azul cristalino, repleto de bons restaurantes. Imperdível! Já Lecce, uma cidade barroca em Salento, surpreende pela arquitetura deslumbrante, dezenas de igrejas e, claro, restaurantes deliciosos. // I went for work to the south of the country, to Gallipoli and Lecce, in the region of Puglia, and was amazed by the local beauty and architecture. Gallipoli has small beaches with a crystal-clear blue sea as well as many good restaurants. A must! As far as Lecce is concerned, it is a baroque city in Salento, which surprises us by its gorgeous architecture, dozens of churches and, of course, delicious restaurants.

“A Itália é o meu lugar preferido para qualquer tipo de viagem” // Italy is my favorite place for any kind of trip

“A Jordânia é um país pequeno, mas de uma riqueza surpreendente, que vai muito além de Petra, sua atração mais conhecida. Em uma roadtrip de norte a sul, pude conhecer Jerash, uma cidade romana de mais de três mil anos, intacta. Flutuei no Mar Morto, conheci o deserto de Wadi Rum – cenário de diversos filmes –, fui ao local onde Jesus foi batizado, no Rio Jordão, e mergulhei no Mar Vermelho, em Aqaba, onde há corais preservados. Depois de 15 dias, a sensação foi de ter conhecido um país de paz, muito bonito, com poucos turistas e seguro.” // “Jordan is a small country, but surprisingly rich, something that goes way beyond Petra, its most renowned attraction. In a roadtrip from north to south, I got to know Jerash, a 3-thousand-year-old Roman city, which is intact. I floated on the Dead Sea I got acquainted with the Wadi Rum desert, which serves as backdrop for many movies I went to the place where Jesus was baptized, in Jordan River and dove into the Red Sea at Aqaba, where there are preserved corals. After 15 days, the sensation was of having known a peaceful, very beautiful, almost tourist-free and safe country.”

Anna Chaia CEO da Samsonite Mercosul // Samsonite Mercosul CEO

J O R DÂ N I A

“Uma combinação perfeita de história milenar, cenários bíblicos, natureza exótica e comida saborosa” // “A perfect combination of age-old history, biblical sceneries, exotic nature and delicious food”

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RELAX

FIVE-STAR RELA XATION

CINCO ESTRELAS PARA O DESCANSO POR/BY CARLA LENCASTRE

A ROMAN SECRET

A majestosa Piazza del Popolo é dos pontos mais movimentados do caótico centro histórico de Roma. Em uma de suas esquinas, o discreto e renovado Rocco Forte Hotel de Russie guarda surpresas, como um jardim interno e um spa encravado no subsolo. Uma fabulosa piscina coberta de água salgada aquecida, com hidromassagem, em um ambiente em tons de verde, azul e rosa claro, dá as boas-vindas a um elegante santuário. Uma das marcas utilizadas é a linha Irene Forte Skincare, com produtos para o corpo e o rosto feitos com ervas e plantas colhidas na Sicília. Tudo é feito à mão e a marca é sustentável da produção às embalagens.

// Majestic Piazza del Popolo is one of the busiest spots of Rome’s chaotic city center. In one of its corners, the discreet and renovated Rocco Forte Hotel de Russie reserves many surprises, like an internal garden and a spa on the basement. A fabulous pool covered with heated salt water, with Jacuzzi, in an ambiance in tones of green, blue and light pink welcome guests to an elegant sanctuary. One of the brands used is from the Irene Forte Skincare line, with products for body and face made with herbs and plants picked in Sicily. Everything is handmade and sustainable, from the production to the packages.

ROCCO FORTE HOTEL DE RUSSIE | ROCCOFORTEHOTELS.COM

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FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

UM SEGREDO ROMANO


ALL GREEN IN PUERTO RICO

T U D O V E R D E E M P O RTO R I CO Na década de 1950, Dorado Beach foi escolhida pelo milionário conservacionista Laurance Rockefeller para criar um eco resort, quando ainda mal se falava sobre sustentabilidade. Hoje é endereço do Ritz-Carlton Reserve, reaberto ano passado completamente recuperado da passagem do furacão Maria, em 2017. Aninhado entre árvores – entre elas uma majestosa figueira – o spa usa produtos feitos com ervas e plantas locais. Duas das salas de massagem ficam ao ar livre, suspensas, como casas nas árvores. O spa e o hotel foram reconhecidos pelo ambiente, a qualidade da experiência e a excelência de serviços. // In the 1950s, Dorado Beach was picked by conservationist millionaire Laurance Rockefeller as the site for an eco-resort, when people barely spoke of sustainability. Today it is the address of Ritz-Carlton Reserve, reopened last year totally salvaged from the passing of hurricane Maria, in 2017. Nested between the trees, among them a majestic fig tree, the spa uses products made with local herbs and plants. Two massage rooms are in open-air, suspended, like tree houses. The spa and hotel are recognized for the ambiance, the quality of the experience and the excellence of services.

D O R A D O B E A C H , A R I T Z - C A R LT O N R E S E R V E R I T Z - C A R LT O N . C O M

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RELAX

A PAUS E A M I D ST T H E A S I A N C H AO S

UMA PAUSA EM MEIO AO CAOS ASIÁTICO Em Singapura, os arranha-céus são vizinhos de prédios coloniais britânicos. A comida de rua é parceira de restaurantes estrelados. Há muita gente, calor e umidade. Mas o The Spa at Mandarin Oriental Singapore é um oásis em meio ao fascinante caos contemporâneo-tropical desta cidade-estado. Entregue-se a uma massagem de duas horas com óleos essenciais (escolhidos de acordo com o seu perfil), em um ambiente de apenas seis salas, onde o silêncio é palavra-chave. Ao final, mergulhe na piscina com vista para o skyline.

FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

MANDARIN ORIENTAL SINGAPORE MANDARINORIENTAL.COM

// In Singapore, skyscrapers live side-by-side with British colonial buildings. Street food is in a partnership with starstudded restaurants. There are a lot of people, heat and humidity. However, Spa at Mandarin Oriental Singapore is an oasis amidst the fascinating contemporary-tropical chaos of this city-state. Give yourself up to a 2-hour massage with essential oils (chosen according to your profile), in a 6-room ambiance, where silence is the key. At the end, dive into the pool with a view to the skyline.

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SHOPPING M U LT I F U N C T I O N

MULTIFUNÇÕES POR/BY RAPHAEL CALLES

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Você pode construir seu próprio Spartan Red no Swiss Knife Valley, em Brunnen, na Suíça. É recomendável reservar um horário com antecedência // You can build your own Spartan Red at Swiss Knife Valley, in Brunnen, Switzerland. It is advisable to schedule an appointment previously

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Também na Suíça, é possível personalizar uma das faces externas do acessório. Já a lâmina maior vem com a gravação “Self assembled in Brunnen”. Em nenhum outro lugar do mundo pode-se obter tal inscrição // Also in Switzerland, you can personalize one of the external faces of the accessory. The bigger blade comes with the engraving “Self assembled in Brunnen”. In no other place in the world can one get that inscription

É possível encontrar o modelo sem personalização em lojas próprias e representantes da marca // It is possible to find the nonpersonalized model in brand stores and representatives

VICTORINOX SPARTAN RED POCKETKNIFE

Este é o canivete suíço que deu origem a todos os demais. Aquele que permitiu que milhares de pessoas ao redor do mundo executassem funções básicas e complexas do dia a dia. Ele reúne doze funções, que incluem duas lâminas, chave de fenda de dois tamanhos, abridor de garrafas e latas, entre outras. // This is the original Swiss pocketknife from whence all others derived. The one that allowed thousands of people around the world to execute basic and complex daily chores. It has 12 functions, including two blades, two-size screwdriver and bottle and can opener, among others. 3 5 F R A N CO S S U Í ÇO S PA R A CO N ST R U I R O C A N I V E T E O U R $ 1 3 6 O C A N I V E T E CO M E R C I A L // 35 SWISS FRANCS TO BUILD THE POCKETKNIFE OR R$ 136 FOR THE COMMERCIAL POCKETKNIFE VICTORINOXSTORE.COM.BR

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C A N I V E T E V I CTO R I N OX S PA RTA N R E D


SHOPPING TIME AND EXPERIENCE

HORA E EXPERIÊNCIA POR/BY RAPHAEL CALLES

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A caixa é elaborada em titânio reciclado, o que reduz o impacto no ambiente, pois não explora recursos naturais. No verso dela, há uma gravação de animais marinhos e a assinatura do explorador

A pulseira é elaborada a partir de garrafas Pet recicladas. O material lembra jeans ao toque // The wristband is made out of recycled PET bottles. The material seems like jeans to the touch

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Apenas 19 unidades desta edição serão produzidas e vendidas exclusivamente nas lojas próprias da marca

// The box is elaborated in recycled titanium, reducing the environmental impact, because it does not explore natural resources. On the back are engravings of marine animals and the explorer’s signature

// Only 19 units of this edition will be produced and sold exclusively at the brand’s stores

Mike Horn, explorador, navegador, ambientalista e parceiro de longa data da relojoaria Panerai recebe uma nova edição em sua homenagem. Não se trata de uma simples edição limitada. Quem adquirir o modelo terá a oportunidade de viver uma experiência única de imersão e aprendizado ambiental na companhia de Horn em meio aos blocos de gelo do Ártico – tudo já incluso no valor do relógio. // Mike Horn, explorer, sailor, environmentalist and longtime partner of Panerai watchmakers receives a new special homage edition. It is not just a limited edition. Buyers of this model will have the chance to live a unique experience of immersion and environmental learning in Horn’s company among Arctic ice blocks – all included in the price for the watch. € 39,000 PA N E RA I . CO M

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PA N E R A I S U B M E RS I B L E M I K E H O R N E D I T I O N – 4 7 M M


ATENDIMENTO PERSONALIZADO NO AEROPORTO DE GUARULHOS A Ambaar Lounge, referência no segmento premium de Salas VIP, administra dois lounges no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo: o Star Alliance Lounge, localizado no Terminal 3, e o Villa GRU, no check-in do Terminal 2. As salas contam com decoração inspirada na Floresta Amazônica, o melhor da gastronomia nacional e internacional e estrutura para tornar sua espera a mais agradável possível. Além disso, a empresa preza pelo conforto do embarque ao desembarque e oferece serviços personalizados, que incluem deslocamento interno, auxílio no check-in e no despacho de bagagens. Tudo pensado para que você tenha a melhor experiência. Acesse nosso site para conferir todos os serviços disponíveis e boa viagem!

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SHOPPING DENTAL CARE

CUIDADO PARA OS DENTES POR/BY RAPHAEL CALLES

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As extremidades da cabeça em silicone proporcionam um toque menos agressivo à gengiva. // The extremities of the silicone head provide a less aggressive touch to the gums

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Com 16 velocidades diferentes, a escova emite 11 mil pulsações sônicas por minuto, que auxiliam na limpeza dos dentes // With 16 different speeds, the brush gives out 11 thousand sonic pulsations per minute, aiding in the cleansing of teeth

Uma hora de carga entrega autonomia de até 365 ciclos de 2 minutos cada. // A one-hour charge delivers up to 365 cycles of two minutes each

Famosa pelos produtos de tratamento facial, a marca acaba de lançar a segunda geração de sua escova dental elétrica. Com corpo e cerdas elaborados em silicone cirúrgico não-poroso, a escova inibe em até 10 mil vezes a proliferação de bactérias. Ao contrário de escovas comuns, as cerdas desta precisam ser trocadas apenas a cada seis meses. // Famous for its facial treatment products, the brand has just released a second generation of its electric toothbrush. With body and bristles made out of non-porous surgical silicone, the brush inhibits up to 10 thousand times the proliferation of bacteria. Unlike common brushes, the bristles of this model need to be substituted only every six months. A PA RT I R D E R $ 8 4 9 / F R O M R $ 8 4 9 FOREO.COM

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FO R E O I SS A 2


F R A M E BY F R A M E

Érico Hiller 42 anos, fotógrafo desde os 27 // 42 years, a photographer since he was 27 POR/BY LUIZA VIEIRA

e considero um contador de histórias”, explica o documentarista Érico Hiller. Mineiro de Belo Horizonte, mas residente em São Paulo, ele entendeu que mostrar o mundo através das lentes seria sua sina na faculdade de comunicação social. Desde então, já percorreu mais de 50 países com a câmera a tiracolo, retratando a vida de personagens anônimos em diversos lugares. Em 2008, passou por Argentina, Brasil, China, Índia, México e Rússia, documentando as tensões sociais de grandes cidades. De 2011 a 2012, regiões ameaçadas no Ártico, Tanzânia, Etiópia, Maldivas e Mata Atlântica foram seu foco. Como resultados das viagens, Érico publicou quatro livros: “Emergentes” (2008), “Ameaçados” (2012), “A Jornada do Rinoceronte” (2016) e, o mais recente, “A Marcha do Sal” (2018), sobre o caminho de Mahatma Gandhi até a praia de Dandi. Para esta edição, ele selecionou uma imagem emblemática de “A Jornada do Rinoceronte” e uma que deve estar em seu próximo projeto, “Água”, a ser publicado em 2020.

// “I consider myself a storyteller,” explains documentarist Érico Hiller. A Minas state natural from capital Belo Horizonte, but residing in São Paulo, it was as a Communications major that he understood that depicting the world through his lenses would be his fate. Since then, he has been to over 50 countries with his camera at hand, clicking the lives of anonymous characters from many places. In 2008, he passed through Argentina, Brazil, China, India, Mexico and Russia, documenting the social tensions of great cities. From 2011 to 2012, the threatened regions of the Arctic, Tanzania, Ethiopia, Maldives and the Brazilian Atlantic Rainforest were his focus. As a result of these trips, Érico published four books: “Emergentes” (2008), “Ameaçados” (2012), “A Jornada do Rinoceronte” (2016), and, the most recent, “A Marcha do Sal” (2018), about Mahatma Gandhi’s march to Dandi Beach. For this edition, he selected an iconic image from “A Jornada do Rinoceronte” and one that should be included in his next project, “Água”, to be published in 2020.

Essa mulher mora com uma comunidade nômade, no meio do Himalaia, ao norte da “Índia, quase na fronteira com o Tibet, em uma região chamada Ladakh. Estive lá em

This woman lives in a nomadic community in the middle of the Himalayas, north of India, almost at the Tibetan border, in a region called Ladakh. I went there in December 2018 for my next project, “Água”, in which I document, on a global scale, the lives of people who suffer from lack and poor quality of water. When I photographed this woman, I crossed an extreme climate, in an altitude of a little over 13 thousand feet and a temperature of -20 degrees Celsius. In Ladakh, the nomads have to move around a lot due to the scarcity of water, including drinking water, cooking water and water for basic needs, but also water for animals like sheep and cattle. They take care of big stretches of meadow and, as the offer of grass and water diminishes, they have to move somewhere else.

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HASSELBLAD X1D, LENTE 35MM

dezembro de 2018, como parte do meu próximo projeto, “Água”, no qual documento, em escala global, as vidas de pessoas que sofrem com acesso e qualidade de água. Quando fotografei essa senhora, atravessei um clima absolutamente extremo, em uma altitude de quase 4 mil metros e temperatura de -20 graus Celsius. Em Ladakh, os nômades têm que se locomover muito em função da água, que é escassa. Tanto para beber, se alimentar e para necessidades básicas quanto para, sobretudo, dar também aos animais, como gado e ovelhas. Eles cuidam de um pasto muito vasto e, conforme a oferta de grama e água disponível diminui, têm que se deslocar.


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F R A M E BY F R A M E

conta desses três pequenos rinocerontes órfãos, cujos pais morreram vítimas da caça furtiva. É um momento muito especial para mim, quando pude me aproximar de fato deles e perceber a textura desses animais. Entendi como eles podem ser dóceis com os seres humanos quando bem tratados. Pude perceber também que o homem é o responsável tanto por sua extinção quanto por protegê-los. Essa fotografia resume um daqueles momentos mágicos, que ganhei para sempre ao fazer esse livro.

picture was taken in Kenya, in June 2014, when I documented the efforts for preservation and “ This the risks and threats faced by rhinos, animals in danger of extinction. It shows two caretakers who attended to these three small orphan rhinos, whose parents were poached. It is a very special moment for me, when I could really get close to them and perceive the texture of these animals. I understood how they may be docile to human beings when treated decently. I could also notice that man is responsible for their extinction, but also for their protection. This photo summarizes one of those magic moments that will always be with me.

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L E I C A M 9 - P, L E N T E 2 4 M M

foto foi tirada no Quênia, em junho de 2014, quando documentei os esforços de preservação e os riscos “deEssa ameaça dos rinocerontes, animal prestes a entrar em extinção. Nela, estão dois cuidadores que tomavam


STYLE

A FASHION REVOLUTION

A REVOLUÇÃO É FASHION A tecnologia aplicada à moda reinventa a forma como nos relacionamos com roupas, calçados e acessórios, desde a cadeia produtiva até a experiência de compra Technology applied to fashion reinvents the way we relate to clothes, shoes and accessories, from the production chain to the buying experience POR/BY LUIZA VIEIRA

PROCESSO PRODUTIVO Para Alexandra Farah, jornalista à frente do WeAr, festival cuja proposta é incentivar o desenvolvimento da moda do futuro, a sustentabilidade no processo de produção é o grande foco da indústria atualmente. Uma preocupação que vai desde a fábrica, com o ambiente onde estão os funcionários e o bem-estar deles, a como evitar, ao máximo, o desperdício de material – e como também reaproveitá-lo no caso de sobras. “Hoje, há um movimento de estudar essa sobra. Com o cruzamento de dados, recolhidos no próprio ponto de venda ou e-commerce, as marcas conseguem antever o que está sendo procurado ou não pelo consumidor. Com essa informação, a produção se ajusta à demanda e ajuda toda a cadeia a evitar o descarte desnecessário”, explica. “A indústria precisa se adaptar a processos mais limpos e mais funcionais”, defende a jornalista.

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// Imagine an app that, based on your routine, designs personalized clothing. It gathers information from your quotidian, like physical activities and places you usually go to, in order to create a unique dress, extremely personalized, for that special occasion. On the other hand, how about having a printer at home that gives life to clothes you yourself have just designed? You just have to print them and, voilà, you have a guaranteed look for the night. These situations, which seem to be drawn from the nostalgic futuristic cartoon “The Jetsons”, however, are already a reality. Technology has arrived in the fashion world and it is here to stay. More than a passing trend, current technological devices allow clothes to go way beyond their essential function, turning them into much more than just style and the trend that will be worn next season.

PRODUCTIVE PROCESS For Alexandra Farah, journalist responsible for WeAr, festival that has as its main goal to stimulate the development of the fashion of the future, sustainability in the production process is the biggest focus of the industry currently. A preoccupation that starts at the factory, in the environment where employees are working as well as in their well-being, and how to avoid, to the max, waste of material – and also how to reuse it in the case of scrap. “Today, there is a movement to study this scrap. Crossing data gathered at the point of sales or e-commerce, brands can anticipate what consumers are looking for. With this information, production is adjusted to the demand, helping the whole chain to avoid unnecessary disposal,” she explains. “The industry needs to adapt to cleaner and more functional processes,” defends the journalist.

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magine um aplicativo que, de acordo com a sua rotina, desenha peças exclusivas. Ele colhe informações do seu cotidiano, como atividades físicas e lugares que você frequenta, para criar um vestido único, extremamente personalizado para aquela ocasião especial. Ou então, ter em casa uma impressora que dá vida a roupas que você mesmo acabou de desenhar? Basta imprimi-las e, voilà, o look está garantido para a noite. As situações, que parecem ter saído diretamente do saudoso cartoon futurista “Os Jetsons”, no entanto, já são uma realidade. A tecnologia chegou ao mundo da moda, e para ficar. ais do ue tend ncia passageira, ho e os artifícios tecnológicos fazem com que as roupas ultrapassem sua função essencial, deixando de ser apenas estilo e o que será usado na próxima estação.


Paloma Elsesser modelo plus size queridinha da marca de Rihanna // Paloma Elsesser, plus size model is the darling of Rihanna's fashion label

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TECIDOS INTELIGENTES

INTELLIGENT FABRIC

Precursora dos tecidos inteligentes, a indústria esportiva é fonte constante de renovação da tecnologia aplicada às peças. A Track&Field, por exemplo, marca nacional com mais de 30 anos de mercado, é uma das pioneiras com o Thermodry Amni®, cuja funcionalidade facilita o transporte do suor para o ambiente externo, fazendo com que a roupa tenha secagem rápida e conforto térmico durante a atividade física. Também inteligente é a composição da Horvath Clothing Co., as camisas sociais high-tech resistentes a manchas, odores e a marcas de amassado, por meio de nano cápsulas da tecnologia Nano-3X©, apresentadas na Silicon Valley Fashion Week. Na alta costura, é possível encontrar iniciativas como a Orange Fiber, a fibra sustentável da Salvatore Ferragamo, feita a partir das sobras de cascas de frutas cítricas.

A precursor of intelligent fabric, the sports industry is a constant source of renovation of technology applied to pieces. Track&Field, for example, a Brazilian brand with over 30 years of existence, is one of the pioneers of Thermodry Amni®, the functionality of which facilitates the transportation of sweat to the external environment, allowing the clothes to dry quickly and providing thermal comfort during physical activity. Another intelligent material is the composition of Horvath Clothing Co, with high tech dress shirts resistant to stains, odors and wrinkle marks through nano capsules of the Nano-3X© technology, presented at Silicon Valley Fashion Week. In haute couture, one finds initiatives li e range iber, alvatore erragamo s sustainable fiber, made out o leftover citrus fruit skins.

TECNOLOGIA VESTÍVEL

WEARABLE TECHNOLOGY

Os chamados wearables, literalmente dispositivos feitos para serem vestidos, reinventam a relação do consumidor com a peça, transformando-a em experiência e item utilitário para o dia a dia. Um exemplo simples são os smart watches, que, muito além de design moderno e a função básica de mostrar as horas, integram aplicativos, como e-mail, agenda e telefone, em um único dispositivo. “O próprio relógio de pulso é um dos primeiros wearables da história, se você parar para pensar. Ele deu uma função ao que era simplesmente uma pulseira”, explica Alexandra Farah. “A peça wearable nada mais é do que você atrelar a ela uma função que te se a til , define, em linhas gerais. as de nada adianta um dispositivo tecnológico que não vá te atender”, acrescenta.

The so-called wearables, devices literally made to be worn, reinvent the relation between the consumer and the piece, transforming it into an experience and an utility item for daily wear. A simple example are the smart watches that, well beyond the modern design and basic function of showing the time, integrate apps like e-mail, agenda and phone into a single device. “The wristwatch itself is one of history’s first earables, i you stop and thin about it. It gave a function to what was simply a bracelet,” explains Alexandra Farah. “The wearable piece is simply giving it a function that is use ul to you, she defines, in general. “However, there’s no use for a technological device that does not cater to your needs,” she adds.

“SE VOCÊ PARAR PARA PENSAR, AINDA USAMOS OS MESMOS TECIDOS DESDE A ÉPOCA DA BÍBLIA. VOCÊ PERCEBE QUE A MODA É INOVADORA, AO MESMO TEMPO QUE NEM TANTO.” // “IF YOU STOP AND THINK ABOUT IT, WE STILL USE THE SAME FABRIC SINCE THE TIME OF THE BIBLE. YOU NOTICE THAT FASHION IS INNOVATIVE, BUT AT THE SAME TIME NOT THAT MUCH.” 37


STYLE

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NO PROVADOR

IN THE FITTING ROOM

A realidade no ponto de venda também mudou. Muitas lojas dispõem de espelhos inteligentes para, por exemplo, testar diferentes tons de batons selecionando o contorno dos lábios, ou complementar a experiência de compra. Na Centauro, o espelho identifica as pe as ue o cliente está provando e sugere possíveis complementos. Por meio de uma tela, fornece também as informações sobre o produto, e é possível solicitar outro tamanho sem a necessidade de sair da cabine. Já a marca digital Amaro, antes apenas e-commerce, investiu recentemente na abertura de suas lojas inteligentes, batizadas de Guide Shops. O propósito Entender e modificar a ornada de compras do cliente. Desta forma, o consumidor pode conhecer, pessoalmente, as novidades da marca nos pontos físicos, experimentar as roupas e, através do aplicativo ou site, recebê-las em casa. O caminho inverso também funciona, ao comprar online e retirar na Guide Shop mais próxima.

Reality at the point of sales has also changed. Many stores have intelligent mirrors to, for example, try out different lipstic s selecting the contour o the lips or complementing the buying experience. At entauro, the mirror identifies the pieces the client is trying out and suggests possible complements. Through a screen, it also provides information about the product and the customer can ask for another size ithout leaving the fitting room. Digital brand AMARO, previously an e-commerce spot, invested recently in the opening of its intelligent stores, the so-called Guide Shops. The purpose? To understand and modify the client’s shopping quest. Thus, the consumer can personally get to know the novelties of the brand in physical spots, experiment clothes and, through the app or site, have them delivered to his/ her home. The other way around also works out, with the customer buying online and picking the merchandise up at the nearest Guide Shop.


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MAJESTIC HORIZON

HORIZONTE MAJESTOSO Poucas paisagens brasileiras são tão intrigantes e fascinantes quanto as encontradas nos Lençóis Maranhenses. Encha os olhos com lagoas verde-esmeralda recortando um deserto de dunas que se movem ao sabor dos ventos e à beira do mar Few Brazilian landscapes are as intriguing and fascinating as Lençóis Maranhenses. Fill your eyes with the emeraldgreen lagoons cropping a desert of dunes that move to the rhythm of the winds by the seaside

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POR/BY FELIPE MORTARA

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// You can go around the world and not see anything like it. Desert and oasis at the same time. A visual fantasy, almost a lie. Everything the Sahara dreamt it could be. That is what Lençóis Maranhenses is like. As if it inverted the logic of aridity, this place seems like it does not exist and even the eyes doubt it. Seeing for the first time the lagoons o crystal-clear aters contrasting ith the finest and hitest o sands, a dilemma arises: register it or dive in? Shucks… Duly refreshed, your pictures will probably be more realistic, but they will never be able to translate what the retinas carry to the brain. Cater to this idea and enjoy each second in the waters of the thousands of lagoons of Lençóis Maranhenses National Park. Scattered over 580 square miles – an area equivalent to that of the municipality of São Paulo -, the environmental preservation zone is one of the main treasures of ecotourism in Brazil. However, this does not represent a rustic experience; on the contrary, the quality of services and accommodations has evolved and become more professional each year. The only weak spot of Lençóis Maranhenses may well be the seasonality of the phenomenon. No, the lagoons are not full all year round and, to contemplate this spectacle in its glory, you need to program your visit to the region between the months of June and September. If you cannot fit your vacations in this period, you may as well know that some perennial lagoons are there all year round, like Peixe and Esperança. onetheless, remember the effort to go in the best time of year will be rewarded. At a distance of 160 miles from São Luís, main airport to reach the region, the city of Barreirinhas has banks, travel agencies and some restaurants in a small, disordered and unattractive city center. Although this is the port of entry and starting point to explore Lençóis, the best experiences are not in the surroundings of the municipality of 62 thousand inhabitants. Lençóis Maranhenses is part of the so-called “Route of Emotions”, name given to the ecotourism circuit comprising also the Parnaíba Delta, in the state of Piauí, and the seaside resort of Jericoacoara, in the state of Ceará. ome o the main tours offered depart rom Barreirinhas. The Lagoa Bonita and Lagoa Azul tours are classics and are usually full. However, they deserve the visit, because they are big areas

Parque Nacional só pode ser acessado em jardineiras // The only access to the National Park is through “jardineiras”

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ocê pode rodar o mundo e não verá nada parecido. Deserto e oásis ao mesmo tempo. Um delírio visual, quase uma mentira. Tudo o que o Saara sonharia ser. Assim são os Lençóis Maranhenses. Como se invertesse a lógica de aridez, este lugar parece não existir e até os olhos duvidam. Ao avistar pela primeira vez as lagoas de águas cristalinas contrastando com a mais fina e branca das areias, surge um dilema: registrar ou mergulhar? Oras... Devidamente refrescado é provável que suas otos fi uem mais realistas, mas nunca conseguirão traduzir o que as retinas levam ao cérebro. Abrace essa ideia e aproveite cada segundo nas águas das milhares de lagoas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Espalhando-se por mais de 1.500 quilômetros quadrados – área equivalente à do município de São Paulo –, a zona de preservação ambiental é um dos principais tesouros do ecoturismo no Brasil. as isto n o significa uma experiência rústica, muito pelo contrário: a qualidade dos serviços e das hospedagens só tem evoludo e se profissionalizado a cada ano. Talvez o único ponto fraco dos Lençóis Maranhenses seja a sazonalidade do fenômeno. o, as lagoas n o ficam cheias o ano todo e, para contemplar o espetáculo em seu auge, é preciso se programar para visitar a região entre os meses de junho e setembro. Caso não seja possível encaixar suas férias neste período, saiba que algumas lagoas perenes estão por lá o ano todo, como a do Peixe e a da Esperança. Mas lembre-se: cada esforço para ir na melhor época será recompensado. Distante 258 quilômetros de São Luís, principal aeroporto para chegar à região, a cidade de Barreirinhas abriga bancos, agências de turismo e alguns restaurantes, num centrinho bagunçado e pouco atraente. Embora esta seja a porta de entrada e ponto de partida para explorar os Lençóis, as melhores experiências não estão nos entornos do município de 62 mil habitantes. Os Lençóis Maranhenses fazem parte da chamada “Rota das Emoções”, nome dado ao circuito de ecoturismo que engloba também o Delta do Parnaíba, no Piauí, e o balneário de Jericoacoara, no Ceará. De Barreirinhas partem alguns dos principais passeios oferecidos. Os roteiros da Lagoa Bonita e da Lagoa Azul são clássicos e, não raramente, costumam estar cheios. Ainda assim merecem a visita, porque são áreas grandes com várias lagoas


COMO SE INVERTESSE A LÓGICA DE ARIDEZ, ESTE LUGAR PARECE NÃO EXISTIR E ATÉ OS OLHOS DUVIDAM // AS IF IT INVERTED THE LOGIC OF ARIDITY, THIS PLACE SEEMS LIKE IT DOES NOT EXIST AND EVEN THE EYES DOUBT IT. 45


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FOR ADVENTURERS

PA R A O S AV E N T U R E I R O S Os mais dispostos podem caminhar dois ou três dias em meio ao mar de dunas numa inesquecível travessia entre Santo Amaro e Atins. As saídas são sempre na companhia de experientes guias nativos, com paradas nas diminutas e inesperadas vilas em pleno Parque Nacional. Dá para pernoitar na casa de moradores – tudo previamente arranjado – e ter uma verdadeira experiência local. Estique sua rede sob as estrelas e tenha uma inesquecível noite no deserto. Uma curiosidade: por mais quente que esteja, a brisa constante não deixa os pés, sempre descalços, queimarem. O mesmo com a sensação de calor, afastada pelos fortes ventos. Não se deixe enganar, caminhe com braços e pernas cobertos e reaplique generosas camadas de protetor solar.

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// Those with more disposition can walk for two to three days in the sea of dunes, in an unforgettable crossing between Santo Amaro and Atins. Departures are always in the company of experienced native guides, with stops at the tiny and unexpected villages inside the National Park. One can spend the night at the homes of the inhabitants – all previously arranged – and have a true local experience. Spread your hammock under the stars and spend an unforgettable night in the desert. One curiosity: no matter how hot it is, the constant breeze will not allow feet, always bare, to be burned. The same goes for the sensation of heat, blown away by the strong winds. Do not be fooled: walk with arms and legs covered, constantly applying generous layers of sunblock.


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menores e os turistas se espalham. Os visitantes costumam passar, em média, de cinco a sete dias nos Lençóis. Estes são dois tours a se considerar, principalmente se não tiver muitos dias disponíveis. A bordo de jardineiras, jipes 4x4 com assentos adaptados, você sacoleja por uma hora até a entrada do Parque Nacional. O terreno é de areia e carros de passeio não podem nem cogitar o percurso – mesmo porque não podem entrar. Após desembarcar, sobe-se por uma duna de 30 metros de altura com auxílio de uma corda. No caminho, se escutam as exclamações de “uau!”, e basta chegar lá em cima para entender o motivo. O horizonte repleto de dunas e piscinas naturais se perde na distância. Poucos pores do sol podem ser tão belos. ma manh rela ante pode come ar utuando, literalmente. A descida de boia pelo Rio Formigas, clarinho, e que vai serpenteando suavemente em meio a palmeiras de babaçu, é uma delícia para visitantes de todas as idades. Principal rio da região, o Preguiças mostra suas belezas num passeio em voadeira com várias paradas para conhecer macacos-prego em Vassouras, subida ao Farol de Mandacaru e uma bela refeição em Caburé. Aliás, a vilinha espremida entre o rio e o mar é uma graça. Cruze o Preguiças e desça em Atins, vila de lindas praias e com o turismo mais em ascensão na região. À beira-mar, o simples e ainda não lotado balneário guarda a melhor refeição de toda a rota: o camarão

with many smaller lagoons and the tourists are scattered. isitors usually spend an average five to seven days at Lençóis. These two tours should be taken into consideration, especially if the traveler will spend fewer days. Aboard a “jardineira”, four-wheel drive Jeep with adapted seats, you jiggle for one hour until reaching the entrance to the National Park. The terrain is made of sand and passenger vehicles should not even consider the drive – and they are not allo ed entry. ter getting off the eep, the visitor goes up a 100-foot dune by rope. On the way up, one hears exclamations like “wow!” and, once you reach the top, you understand the reason. All your eyes see is a horizon filled ith dunes and natural pools. Few sunsets are as beautiful. rela ing morning can begin literally by oating. Going down crystal-clear Formigas River on a buoy, smoothly meandering amidst the babassu palm trees, is a treat for visitors of all ages. Main river of the region, Preguiças River shows its beauties in a tour by bass boat with many stops to see robust capuchin monkeys in Vassouras, to go up Mandacaru lighthouse and to enjoy a wonderful meal at Caburé. Incidentally, the small village squeezed between the river and the sea is lovely. Cross Preguiças River and disembark at Atins, a village of beautiful beaches and the up-and-coming tourist attraction of the region. By the

Na Estação São Bento, mais de 20 mil azulejos que formam cenas da história portuguesa // In São Bento Station, over 20 thousand tiles make up scenes from Portuguese history

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seaside, the simple and not very populated seaside resort has the best meal of the route: the grilled prawns of restaurants Cantos dos Lençóis or Luzia. In the last few years, Atins has become a popular destination for the practice of kiteboarding, together with Jericoacoara and Barra Grande. A less hectic hub than Barreirinhas, and still rustic, is Santo Amaro do Maranhão, famous for having some of the most beautiful lagoons of the national park, like Gaivota and Betânia. Since the dunes are moveable and drawn by the wind, they not only change their format, but also give the lagoons different geometric forms. Thus, many appear, while others disappear each season. With luc , you ill find many of them deserted. Finally, to crown your multidimensional experience of Lençóis Maranhenses, an aerial view to surpass that of any drone. On the small landing strip o Barreirinhas, ta e-off on a single engine aircra t or an unparalleled panoramic ight. Return to the ground with the certainty of having discovered – in full – a simply unique place.

ONDE FICAR / WHERE TO STAY: BARREIRINHAS: PORTO PREGUIÇAS RESORT PORTOPREGUICAS.COM.BR SANTO AMARO: RANCHO DAS DUNAS RANCHODASDUNAS.COM.BR ATINS: LA FERME DE GEORGES GEORGES.LIFE/PT/ATINS VILA GUARÁ VILAGUARA.COM

1. ABRA O SPOTIFY / OPEN SPOTIFY 2. SCANEIE O CÓDIGO / SCAN THE CODE 3. BOA VIAGEM! / HAVE A GOOD TRIP!

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grelhado dos restaurantes Canto dos Lençóis ou da Luzia. Nos últimos anos, Atins tem se tornado mais um destino popular para a prática do kitesurfe, junto com Jericoacoara e Barra Grande. Outro polo menos agitado do que Barreirinhas e ainda rústico é Santo Amaro do Maranhão, célebre por ter algumas das mais belas lagoas do Parque Nacional, como a da Gaivota e a da Betânia. Como as dunas são móveis e desenhadas pelo vento, não apenas mudam de formato como dão às lagoas diferentes formas geométricas. Assim, muitas surgem e outras tantas desaparecem a cada temporada. Com sorte, dá para encontrar várias delas desertas. or fim, para coroar sua e peri ncia multidimensional dos Lençóis Maranhenses, um visual aéreo que supera o de qualquer drone. Na pequena pista de pouso de Barreirinhas, decole num monomotor para um voo panorâmico sem igual. E volte para o chão com a certeza de ter descoberto – por inteiro – um lugar simplesmente único.


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EIGHT IS HEAVEN

OITO É O CÉU Audi prepara a estreia do Q8, que ao lado de R8 e A8 formará a trinca de topo da marca alemã Audi prepares for the launch of the Q8, which together with the R8 and the A8 will comprise the top trio of the German brand

ano começa e o ritual se repete: a Audi reúne técnico e jogadores do Real Madrid – time espanhol que a marca alemã patrocina desde 2003 – e entrega as chaves dos carros que cada um escolheu. Utilitários esportivos dominam e, se no ano passado o Q7 foi o mais desejado, agora é o Q8 que faz a cabeça dos galáticos. Revelado no ano passado, o Q8 chegou para ser o topo de linha no departamento de SUVs, papel executado pelo A8 entre os sedãs e pelo R8 entre os esportivos. Ao todo, a montadora oferece cinco utilitários esportivos. Com 4,99 metros de comprimento, 2 de largura, 1,71 de altura, o Q8 é imponente a ponto de ser facilmente reconhecido como o mais luxuoso da gama – no estande da Audi, no Salão de São Paulo, em novembro, o modelo se destacava sobre um palco de meio metro de altura. Estar no evento automotivo serviu para aguçar o interesse de quem possa estar disposto a desembolsar (estimados) R$ 500 mil pelo SUV, que estreia por aqui no início do segundo semestre. Quando desembarcar no Brasil, enfrentará concorrentes como BMW X6 e Mercedes-Benz GLE Coupé, precursores do estilo “SUV-cupê”, que se apresenta como uma tendência entre os modelos do tipo. Até a Porsche terá o seu. Embora não seja hábil para rodar apenas no modo elétrico – como outro rival, o Volvo XC90, é capaz –, o Q8 é equipado com um 3.0 V6 turbo dotado de sistema híbrido parcial, no qual o propulsor elétrico auxilia o motor a combustão em algumas situações – a marca afirma ue a economia pode ser de até 0, litros por 100 quilômetros. Outro recurso para poupar combustível funciona assim: quando o motorista solta o acelerador entre 55 e 160 km/h, além de desligar o propulsor a combustão, a transmissão é desacoplada por 40 segundos.

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// The year begins and the ritual repeats itself: Audi brings together manager and players of Real Madrid – the Spanish side that the German brand sponsors since 2003 – and delivers the keys to the cars personally selected by each one. Sports utility vehicles hold sway and, if last year the most desired model was the Q7, now the Q8 is at the top of the head of the “galactics”. Revealed last year, the Q8 arrived to be top of the line in the SUV department, a role played by the A8 among sedans and by the R8 among sports cars. Altogether, the automa er offers five sports utility vehicles. With a length of 196.3 inches, 78.5-inch length and 67.1 inches in height, the Q8 is imposing to the point of being easily recognized as the most luxurious of the spectrum – at Audi’s stand at the São Paulo Automobile Salon, last November, the model was highlighted in a 1,6-foot-high stage. Its presence at the automotive event served to sharpen the interest of whoever is willing to spend (an estimate) R$ 500 thousand for the SUV, which will be launched in Brazil at the beginning of the second semester. When it lands in Brazil, it will face contestants like the BMW X6 and the Mercedes-Benz GLE Coupé, precursors of the “SUV-coupé” style, which is becoming a trend among the models of this kind. Even Porsche will have its own. Although it is unable to run only in electric mode, – as another rival, the Volvo XC90, can –, the Q8 is equipped with a 3.0 twin-scroll turbo V6 engine with a mild hybrid system in which the electric thruster aids the combustion engine in some situations – the brand states that the economy can be of up to 0.18 gallon per 62 miles. Another resource for saving fuel works as follows: the system allows the Q8 to coast between 55 and 160 m h or up to 0 seconds ith the engine off i the driver releases the accelerator.

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POR/BY RODRIGO MORA


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A suspensão a ar varia a altura em relação ao solo em três níveis, indo do padrão de 22 centímetros para 2 , cent metros, no modo off-road. ei o traseiro pode esterçar até 5 graus para melhorar a dinâmica e facilitar balizas. Na cabine, não são poucos os recursos tecnológicos. O painel Virtual Cockpit, já conhecido de outros carros da marca, chega a 12,3 polegadas no , com a mir ade de op es de configura o e visualização. Fazendo par, uma tela de 10,1 polegadas exibe os recursos da central multimídia, de onde é possível controlar desde o sistema de áudio da Bang & Olufsen até os sete modos de condução do veículo. Numa terceira tela opera-se o ar-condicionado digital, de quatro zonas de atuação. Além de fartura de espaço – seu entre-eixos chega a 3 metros –, o interior tem acabamento digno de um automóvel dessa estatura. Couro nos bancos e “black piano” se fundindo harmoniosamente com alumínio dão o tom. O Q8 pode ter chegado depois, mas chegou esbanjando tecnologia.

The air suspension varies the height in relation to the soil in three levels, ranging from the standard . inches to 10 inches on the off-road mode. The rear axle turns up to 5 degrees in order to improve dynamics and facilitate parking. The cockpit also has many technological resources. The Virtual Cockpit display, already known from other cars of the brand, reaches 12.3 inches in the , ith numberless options o configuration and visualization. Making a pair with a 10.1-inch screen that shows the resources of the multimedia central, where the owner can control from the Bang & Olufsen audio system to the seven drive modes. A third screen controls the digital air conditioning and its four zones of operation. Besides the bountiful space – its wheelbase reaches 117.9 inches -, the interior has workmanship worthy of a vehicle of this stature. Leather in the seats and “black piano”, harmoniously fused with alloy, set the tone. The Q8 may have come later, but it arrived squandering technology.

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A RQ & D É C O R

THE BEAUTY OF IMPERFECTION

A BELEZA DO IMPERFEITO Concebido no Japão do século 15, o wabi-sabi conquistou o Ocidente pregando a valorização da história e das marcas do tempo e propondo uma decoração e um modo de vida menos consumistas Conceived in Japan in the 15th century, Wabi-Sabi conquered the West preaching the valorization of history and of the traces of time and proposing a less consumerist decoration and way of life

uando, em 2008, o fotógrafo Fernando Lombardi comprou um terreno na bela e tranquila Praia de Itapororoca, em Trancoso, ele decidiu dispensar engenheiros e arquitetos e fazer uma casa por conta própria: o projeto oi desenhado m o e a sua e ecu o ficou a cargo de trabalhadores locais. “Tudo o que eu não queria era uma casa urbana. Por isso, tentei usar o forte da região e seguir a identidade local”, lembra o paulistano, que atualmente divide seu tempo entre Milão, São Paulo e a casa no litoral baiano. Na decoração e nos revestimentos, Fernando fez questão de trazer toques de beleza imperfeita para o imóvel. O piso foi feito com tábuas de demolição do interior de Minas Gerais e o telhado, de taubilhas – telhas artesanais, fatiadas uma a uma no machado, reaproveitando sobras de madeira. Já as portas e os portais foram garimpados em São João del-Rei, também em Minas, e foram utilizados exatamente como chegaram: com o desgaste imposto pelo tempo. Pregos e parafusos antigos arrematados em mercados de pulgas europeus transformaram-se em ganchos para os banheiros e outros objetos utilitários. lacas, bandeiras, otografias, capas de discos, má uinas otográficas velhas, relicários, livros, ferramentas antigas e cerâmicas locais completam a decoração da casa, que o próprio Fernando acreditava se encaixar no estilo shabby chic, por mesclar pe as sofistica-

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// When, in 2008, the photographer Fernando Lombardi bought a piece of land in the beautiful and tranquil Itapororoca beach, in Trancoso, he decided to dismiss engineers and architects and make a house by himself: the project was hand-drawn and the execution was left to local workers. “The last thing I wanted was an urban house. Thus, I tried to use what was strong in the region and follow the local identity,” recalls the São Paulo native, who currently divides his time between Milan, São Paulo and the house in the coast of Bahia. or decoration and finishing, ernando made a point of bringing touches of imperfect beauty to the property. he ooring as made rom demolition ood rom the interior of Minas Gerais, and the ceiling from “taubilhas” – handcrafted shingles, sliced one by one by hatchet, reusing scrap wood. As far as the doors and portals were concerned, they were prospected in São João del-Rei, also in the state of Minas, and were used exactly as they arrived: with the wear and tear imposed by time. Old nails and screws acquired in European flea markets were transformed into bathroom hooks and other utilitarian ob ects. la ues, ags, pictures, record covers, old photographic cameras, shrines, books, old tools and local ceramics complete the decoration of the house, hich ernando himsel believed to fit the shabby chic style, by mixing sophisticated pieces with worn-down objects and materials. “That was until a Swede stayed at the house and told me it was more like Wabi-Sabi, a concept I had never heard about.” The Wabi-Sabi philosophy has its roots in the non-attachment doctrines of Zen Buddhism and permeates Japanese culture in a way that not even the Japanese

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POR/BY MARINA AZAREDO


Na cozinha, årea externa e nos detalhes: objetos imperfeitos foram garimpados na casa de Fernando Lombardi // In the kitchen, external area and in the details: imperfect objects were picked for Fernando Lombardi’s house

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O LUXO DE VIAJAR EM UM VELEIRO É O SOL, O SAL, O CÉU E O MAR. ALÉM, É CLARO, DA AVENTURA DA NAVEGAÇÃO EM SI E O PRAZER DE VIAJAR EM UMA EMBARCAÇÃO À MODA ANTIGA, COMO TANTOS EXPLORADORES DE OUTROS TEMPOS. // THE LUXURY OF TRAVELING IN A SAILBOAT IS THE SUN, THE SALT, THE SKY AND THE SEA. BESIDES, OF COURSE, THE VERY ADVENTURE OF NAVIGATING, AND THE PLEASURE OF TRAVELLING IN AN OLD-FASHIONED BOAT, LIKE SO MANY EXPLORERS OF THE PAST 56

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RETRANCA


Aproximando-se da austeridade e da simplicidade e aceitando o ciclo natural da vida, o wabi-sabi propõe também uma conexão maior com o que vem da terra // Getting close to austerity and simplicity and accepting the natural cycle of life, Wabi-Sabi proposes a greater connection with things coming from the soil

das com objetos e materiais desgastados. “Até ue um sueco ficou hospedado lá e me disse que ela estava mais para o wabi-sabi, conceito sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar.” filosofia abi-sabi tem ra zes nas doutrinas do desapego do zen-budismo e está impregnada na cultura do Japão de uma forma que nem os próprios japoneses sabem explicar exatamente o seu significado. ar uiteto abriel ogan á viajou quatro vezes ao país oriental e nunca conseguiu arrancar de um local uma explicação objetiva sobre o conceito. “É algo praticamente impossível de ser expressado nas línguas ocidentais, porque é um sentimento”, disse ele na primeira aula de um curso sobre arquitetura japonesa ministrado na Superbacana+, espaço multidisciplinar em São Paulo. ue se sabe é ue abi significa solitário, simples, incompleto”, e “sabi”, “antigo, envelhecimento, beleza da idade”. Juntando os dois conceitos, temos algo como “apreciar a beleza do imperfeito, da impermanência, da incompletude”. Uma premissa que vem guiando o trabalho de uma corrente de designers, arquitetos e paisagistas há alguns anos.

know how to explain exactly its meaning. Architect abriel ogan has traveled our times to the riental country and could never get an objective explanation about the concept from a local. “It is something practically impossible of being expressed in Western languages, because it is a eeling, he stated on the first lesson of a course about Japanese architecture given at Superbacana+, a multidisciplinary space in São Paulo. What we do know is that “wabi” means “solitary, simple, incomplete” and “sabi”, “old, aging, beauty of age”. Putting the two concepts together, we have something like “appreciating the beauty of imperfection, impermanence, incompleteness”. A premise that has been guiding the work of a series of designers, architects and landscape artists for a few years. Wabi-Sabi was born in the 15th century, in the traditional Japanese tea ceremony, as an answer to the ostentation current in high society at the time. Under the in uence o master en no i yu, reverenced in the country until this day, sumptuous Chinese crockery full of carefully manufactured details were substituted by the more rudimentary ceramics produced by local artisans. “Wood, bamboo and hospitality were adopted; porcelain, lacquer and pretention abandoned,” explains American Robyn Griggs Lawrence, author of the book “Simply Imperfect: Revisiting the Wabi-Sabi House” Getting closer to austerity and simplicity and accepting the natural cycle of life, Wabi-Sabi also proposes a greater connection with things that come from the soil. “We work to create spaces in which people notice what exists in them. Plants are not only visual, not only a green spot in the middle of the living room. They need care, stimulating a closer relation with nature,” says Laura Sugimoto, owner of Wabi-Sabi Ateliê, a workshop in the “middle of the woods”, in the Itanhangá district, in the west zone of Rio de Janeiro. There she proposes a work of slow design, creating landscape projects that invite pause and contemplation. The need to slow down, however, was not the only aspect responsible for the popularization of Wabi-Sabi in the West. Due to its valorization of old, time-scoured objects, this is a philosophy intimately connected with the concept of sustainability, increasingly present – and needed – in current times. What is old, broken or lackluster stops being seen as trash and starts being perceived as something imperfectly beautiful. São Paulo native interior designer Erika arpu is living proo o that. he gives ne uses to “damaged” objects – a broken cup that belonged to her Russian grandmother, for example, became a charming spice holder. “This search for perfection generates discontent and frustration, leaving people depressed in the houses where they live,” she affirms. Wabi-Sabi, after all, is more than a decoration style. It is a philosophy of life.

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A RQ & D É C O R

Ligada à sustentabilidade, essa corrente valoriza plantas e a reutilização de objetos, que podem ser transformados

O wabi-sabi nasceu no século 15, na tradicional cerimônia japonesa do chá, como uma resposta à ostentação vigente na alta sociedade da época. Sob influência do mestre Sen no Rikyu, reverenciado no país até hoje, passou-se a substituir as suntuosas louças chinesas, cheias de detalhes e cuidadosamente trabalhadas, pelas cerâmicas mais rudimentares produzidas por artesãos locais. “Madeira, bambu e hospitalidade foram adotados; porcelana, laca e pretensão, abandonadas”, explica a americana Robyn Griggs Lawrence, autora do livro “Simply Imperfect: Revisiting the Wabi-Sabi House” (sem tradução para o português). Aproximando-se da austeridade e da simplicidade e aceitando o ciclo natural da vida, o wabi-sabi propõe também uma conexão maior com o que vem da terra. “Trabalhamos para criar espaços em que as pessoas percebam o que existe nele. Plantas não são apenas visuais, não são só um ponto verde no meio da sala. Elas precisam de cuidados, estimulando uma relação mais próxima com a natureza”, diz Laura Sugimoto, proprietária do Wabi-Sabi Ateliê, um estúdio no “meio do mato” do bairro de Itanhangá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Lá ela propõe um trabalho de slow design, criando projetos de paisagismo que convidam à pausa e à contemplação. A necessidade de desacelerar, no entanto, não foi a única responsável pela popularização do wabi-sabi no Ocidente. Por valorizar objetos antigos e corroídos pelo tempo, está é uma filosofia intimamente ligada ao conceito de sustentabilidade, cada vez mais presente – e necessário – nos dias de hoje. O que está velho, quebrado ou desbotado deixa de ser visto como lixo e passa a ser percebido como algo imperfeitamente belo. Que o diga a designer de interiores paulista Eri a arpu , ue dá novos usos a objetos “estragados” – uma xícara quebrada que pertencia à sua avó russa, por exemplo, virou um charmoso porta-temperos. “Essa busca por perfeição gera insatisfação e frustração, deixando as pessoas deprimidas nas casas onde moram , afirma. abi-sabi, afinal, é mais do que um estilo de decoração. É uma filosofia de vida.

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// Connected to sustainability, this current values plants and the re-use of objects, which may be transformed


EM CASA E NA VIDA

AT HOME AND IN LIFE

A escritora Robyn Griggs Lawrence indica 12 hábitos que devemos cultivar para aplicar o wabi-sabi

Writer Robyn Griggs Lawrence indicates 12 habits that we should cultivate in order to apply Wabi-Sabi

1. Lentidão. Rebele-se contra as máquinas. Estenda um pano para alguém que você ama e lave a louça enquanto o outro seca.

1. Slowness. Rebel against machines. Roll out a dishrag for someone you love and do the dishes while the other dries them.

2. Visão. Comece com a xícara que você toma café pela manhã. Admirar a sua forma, textura e cores vai ajudar a enxergar beleza no resto do dia. 3. Habilidades manuais. Fazer e cultivar coisas é uma gentil rebelião contra a produção em massa. 4. Limpeza. Todas as vezes em que varremos o chão ou lavamos os lençóis estamos criando um espaço sagrado. 5. Solidão. Procure um espaço tranquilo para praticar meditação. 6. Espaço. A desordem ofusca a clareza, física e metaforicamente. Espaço e luz são essenciais numa casa wabi-sabi. 7. Silêncio. Reduza as fontes de barulho em sua vida, como rádio e televisão. Menos é mais. 8. “Sabi”. Objetos antigos dão personalidade a uma casa. 9. Alma. Peças feitas à mão trazem a energia de seu criador. Cerque-se de objetos produzidos por pessoas reais, e não por máquinas. 10. Imperfeição. Pessoas reais deixam a correspondência acumular mais do que deveria e os cachorros subirem na cama. O wabi-sabi abraça as cicatrizes da casa.

2. Vision. Start with the cup you use for having coffee in the morning. Admiring its form, texture and colors will help you to see beauty for the rest of the day. 3. Manual skills. Making and cultivating things is a gentle rebellion against mass production. 4. Cleanliness. Every time we sweep the floor or wash the bed sheets, we are creating a sacred space. 5. Solitude. Search for a quiet place to practice meditation. 6. Space. Disorder obscures clarity, physically and metaphorically. Space and light are essential in a Wabi-Sabi home. 7. Silence. Reduce the sources of noise in your life, like radio and television. Less is more. 8. “Sabi”. Old objects lend personality to a home. 9. Soul. Handmade pieces bring the energy of its creator. Surround yourself by objects produced by real people and not by machines. 10. Imperfection. Real people let correspondence accumulate more than they should and the dogs get up on bed. Wabi-Sabi embraces the house’s scars.

11. Hospitalidade. No inverno, distribua mantas e cobertores pela casa. Convide amigos e familiares a tomar um chá em um ambiente aconchegante.

11. Hospitality. In winter, distribute quilts and blankets throughout the house. Invite friends and family to have a cup of tea in a cozy environment.

12. Simplicidade. Menos dinheiro significa mais tempo para passar com a família, os amigos e a natureza.

12. Simplicity. Less money means more time to spend with the family, friends and nature.

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BUSINESS

MONTBLANC LIFESTYLE Com produtos diversificados, a marca de luxo do Grupo Richemont é líder em vendas no mercado brasileiro, um caso inédito no mundo With diversified products, Richemont Group’s luxury brand is a leader in sales in the Brazilian market, something unprecedented in the world

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ntre canetas, carteiras, joias e relógios, a maison alemã Montblanc tem motivos de sobra para se orgulhar da sua atuação no mercado brasileiro. Com mais de um século de hist ria e presente no pa s desde o final da década de 1980, é a menina dos olhos do Grupo Richemont, conglomerado de grifes de luxo, pois é a líder no Brasil – e apenas no Brasil. Em todos os demais mercados do mundo, a companhia está em segundo lugar entre as marcas do grupo, perdendo para a Cartier. Diretor geral da Montblanc no país há apenas um ano, o francês Michel Cheval compartilha os resultados impressionantes de seu primeiro mandato por aqui. “Vamos fechar 2018 com um crescimento de dois dígitos, mesmo em meio ao cenário conturbado em que vivemos. Para o próximo ano, tenho o objetivo de crescer em dois dígitos também.” No Brasil, a marca possui oito butiques próprias e outras seis franqueadas. A unidade do Village Mall, no Rio de Janeiro, por exemplo, foi a recordista mundial em venda de relógios, quando comparada com outras lojas do mesmo tamanho, o que inclui unidades da França e Estados Unidos. A perspectiva de crescimento do novo diretor geral é pretensiosa: inclui uma nova loja franqueada recém-inaugurada no Rio de Janeiro e uma flagship no Shopping Iguatemi, em São Paulo, com abertura prevista ainda para o primeiro semestre. “Com um novo conceito e tamanho maior”, acrescenta. Enquanto avança com lojas físicas, a marca também procura expandir virtualmente, especialmente no seu e-commerce, criado

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// Amidst pens, wallets, jewels and watches, German maison Montblanc has enough motives to be proud of its performance in the Brazilian market. With a history of over a century and present in the country since the end of the 1980s, it is the pride and joy of Richemont Group, a conglomerate of luxury brands, because it is a leader in Brazil – and only in Brazil. In every other market of the world, the company is in second place among the group’s brands, behind Cartier. General Director of Montblanc in the country for one year, French native Michel Cheval shares the impressive results o his first term here. “We are going to close 2018 with a growth of two digits, even in the midst of the stormy situation we are living here. For the next year I also hope for a two-digit growth.” The maison owns eight brand stores as well as six franchises in Brazil. The Village Mall unit, in Rio de Janeiro, for example, was the biggest watch seller in the world when compared to stores of the same size, which includes some units in France and in the U.S. The perspective for growth is pretentious: it includes a new franchise store recently inaugurated in io de aneiro and a agship at Shopping Iguatemi, in São Paulo, scheduled to open on the first semester. With a ne concept and a bigger size,” adds Cheval. While advancing with physical stores, the brand also seeks to expand virtually, especially in its e-commerce, created just a year ago. “We were able to reach a public that, geographically, cannot access our boutiques and sales points. I believe that in one

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POR/BY RAPHAEL CALLES


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há apenas um ano. “Alcançamos um público que, geograficamente, não consegue chegar às nossas butiques e pontos de venda. Acredito que daqui a um ou dois anos a plataforma represente as vendas de uma loja pe uena ontblanc , afirma heval. É com os grandes clássicos, porém que a marca garante sua maior porcentagem de vendas. “Nossa liderança está na venda de instrumentos de escrita, por causa das coleções especiais, como Patronos das Artes e Grandes Escritores. Nosso público é colecionador”, explica. Os relógios também representam uma parcela cada vez mais expressiva nas vendas. Com duas manufaturas próprias na Suíça, a marca produz peças que chegam ao mercado com um valor comercial que vai dos R$ 10 mil aos R$ 300 mil, além de edições especiais que ultrapassam R$ 1 milhão. Valores que são bastante competitivos para este segmento. “Nossa linha de relógios possui uma integração em pirâmide: o consumidor pode passear horizontal ou verticalmente, seja com peças de coleções diferentes e funções semelhantes ou peças de uma mesma coleção com funções, materiais e acabamentos mais elevados”, esclarece aim amal, diretor criativo da maison. A aposta mais recente, no entanto, é a linha de viagem, que vai além das bagagens de cabine. “De acordo com perspectivas, teremos bilhões de viajantes mundialmente nos próximos dez anos. O brasileiro viaja muito, e a Montblanc está dentro desse negócio”, diz Cheval. Com malas de até 76 cm de altura, o próximo passo – especula-se – será a presença em lojas de acessórios e aeroportos. Com um cenário desses pela frente, basta apertar o cinto e se preparar para a decolagem.

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or two years the platform will represent the sales of a small Montblanc boutique.” It is in the great classics though that the brand guarantees its biggest percentage of sales. “We have a significant growth and our leadership is in the sale of writing instruments due to the special collections, like Patrons of the Arts and Great Writers. Our clientele loves collections,” explains Cheval. The watches also represent an increasingly more expressive parcel of sales. With two manufactures in Switzerland, the brand produces pieces that reach the market with a commercial value ranging from R$ 10 thousand to R$ 300 thousand, besides the special editions that exceed R$ 1 million. Values that are extremely competitive for this segment. “Our line of watches

has a pyramidal integration: the consumer can stroll horizontally or vertically, whether with pieces rom different collections and similar functions or pieces from the same collection with more elevated functions, materials and workmanship,” says aim amal, the maison s creative director. The most recent wager, however, is the travel line, that goes beyond cabin luggage. “According to perspectives, we will have billions of travelers worldwide in the next ten years. Brazilians travel a lot and Montblanc is in this business,” says Cheval. With bags of up to 30 inches in height, the next step – as is speculated – will be the presence in accessory shops and airports. With a scene like this looming ahead, you just have to fasten your seatbelts and prepare or ta e-off.

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BUSINESS


LOOKING TO THE FUTURE

De olho no futuro A tecnologia também se faz cada vez mais presente nos produtos lançados pela Montblanc, como a Augmented Paper, uma capa inteligente de couro que permite digitalizar anotações manuscritas para texto no celular via Bluetooth. Outro destaque está na segunda geração do smartwatch Summit, que causou furor no mercado pelo preço atrativo, de apenas R$ 4,3 mil. Na atualização, a peça ganhou proporções mais modestas (reduziu seu tamanho de 46 para 42 mm), recebeu funcionalidades exclusivas e se tornou completamente personalizável: três materiais de caixa, onze tipos de pulseira e mais de mil opções de mostrador – ao todo, são 70 mil possibilidades de combinações estéticas. “Queríamos algo em que o poder de escolha do cliente estivesse à frente, sem ditarmos regras”, diz Zaim Kamal.

// Technology is also increasingly present in the products released by Montblanc, like Augmented Paper, an intelligent leather cover that allows for the digitalization of handwritten notes into cell phone text through Bluetooth. Another highlight is in the second generation of their smartwatch Summit, which caused uproar in the market, being sold for the attractive price of only R$ 4.3 thousand. In its update, the piece gained more modest proportions (the size was reduced from 46 to 42 mm), received exclusive functionalities and became totally customized: three box materials, eleven types of wristbands and over one thousand dial options – in all, there are 70 thousand possibilities of aesthetic combinations. “We wanted something that would put the client’s power of choice in first place, without setting up rules,” says Zaim Kamal, the maison’s creative director.

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THE SKY IS NOT THE LIMIT

O CÉU NÃO É O LIMITE Na metrópole dos arranha-céus, nada parece estar no diminutivo. Em um ritmo crescente, Chicago atrai cada vez mais visitantes com sua arquitetura grandiosa, restaurantes estrelados e museus incríveis In the metropolis filled with skyscrapers, nothing seems to be in thediminutive. In an increasing rhythm, Chicago attracts more and more visitors with its grandiose architecture, star-studded restaurants and incredible museums

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POR/BY JÚLIA GOUVEIA

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s egundo lugar costuma ser uma posição difícil de aceitar. Imagine, então, para uma cidade, ser tachada de Second City. Golpe na autoestima? Não em Chicago. Sempre na mira de comparações com Nova York, o maior município do estado do Illinois, no centro-norte dos Estados Unidos, nunca se deixou intimidar e, nos últimos anos, tem se tornado um dos destinos mais interessantes do país. Seus atributos o colocam em pé de igualdade com a Big Apple (e com qualquer outra metrópole do mundo): edifícios vertiginosos, ruas limpíssimas, metr eficiente, um lago com clima de praia, uma cena cultural fervilhante e gastronomia que vai de chefs estrelados ao melhor do junk food. Não à toa, há sete anos consecutivos a cidade quebra recordes no número de visitantes nos Estados Unidos: em 2018, foram mais de 57 milhões (atrás apenas de Nova York – sempre ela! – e Orlando). Mas nem sempre foi assim. Superação, aliás, é uma palavra que resume bem a trajetória de Chicago. Para começar, precisou se reerguer praticamente do zero após um incêndio de proporções colossais destruir quase um terço da cidade em 1871. Das cinzas da tragédia, nasceu uma metrópole que foi o celeiro da era dos arranha-céus, projetados por alguns dos arquitetos mais importantes da época, e que serviu como modelo de planejamento urbano para o resto do mundo. Uma das maneiras mais divertidas de descobrir (e entender) sobre este legado é navegando pelo Chicago River, a bordo dos tours com foco em arquitetura, organizados pela Chicago Architecture Center. O rio, inclusive, é outro exemplo deste poder de transformação. Em um passado não muito distante, era um esgoto a céu aberto em pleno Loop, o centro financeiro da cidade. as, em 2001, um pro eto de revitalização deu origem a um de seus mais disputados pontos turísticos atuais: o Riverwalk, um delicioso calçadão às margens da água de cor esmeralda, pontilhado por cafés, jardins e bares.

// Second place seems like a bitter position. Imagine, then, what it is like for a city to be labeled Second City. A blow to its self-esteem? Not in Chicago. Always targeted for comparisons with New York, the biggest municipality of the state of Illinois, in the Eastern North Central USA, has never let itself be intimidated and, over the last few years, has become one of the country’s most interesting destinations. Its attributes have put it in equal footing with the Big Apple (and with any other metropolis in the world): vertiginous buildings, extremely clean streets, an e cient sub ay, a beach-li e la e, a feverish cultural and cooking scene ranging from star-studded chefs to the best of junk food. It is not by chance that for seven consecutive years the city has broken records in the number of visitors in the U.S.: in 2018, they were over 57 million (only behind New York – surprise! – and Orlando). However, it was not always like that. Resilience, really, is a word that summarizes Chicago’s trajectory. To begin with, it needed to lift itself from the ground hen a colossal fire destroyed almost a third of the city in 1871. From the ashes of the tragedy was born a metropolis that was the breadbasket of the age of skyscrapers, designed by some of the most important architects of the time and that has served as a model of urban planning for the rest of the world. One of the most enjoyable ways of learning about (and understanding) this legacy is by navigating down Chicago River in one of the architecture-focused tours organized by the Chicago Architecture Center. The river itself is another example of this power of transformation. In a not so distant past, it was an open-air sewer right on the Loop, the city’s financial center. o ever, in 2001 a revitalization project gave birth to one of its most popular current tourist spots: the Riverwalk, a delicious esplanade on the shores of the emerald-colored waters, scattered with cafés, gardens and bars. Notwithstanding the Gotham City-style lands-

SUPERAÇÃO, ALIÁS, É UMA PALAVRA QUE RESUME BEM A TRAJETÓRIA DE CHICAGO // OVERCOMING IS A WORD THAT NEATLY SUMS UP CHICAGO’S TRAJECTORY 67


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Vista do Lincoln Park (à esq.), e o futurístico Jay Pritzker Pavilion (acima)

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// A view of Lincoln Park (left), and the futuristic Jay Pritzker Pavilion (above)

E, apesar da paisagem à la Gotham City, Chicago tem ainda uma faceta “praiana”. A metrópole é banhada pelo majestoso Lago Michigan – que, de tão grande, parece um oceano. Durante o verão e a primavera, sua orla vira uma verdadeira praia, com direito a pessoas tomando sol, crianças brincando na areia e veleiros deslizando no horizonte. Mas não se empolgue: partem dali as rajadas geladas ue ustificam o apelido de Windy ity, a cidade dos ventos (apesar desta não ser a razão original do apelido, que surgiu como uma chacota pela autoestima elevada dos chicagoans). Para continuar ao ar livre, a próxima parada tem de ser no Millennium Park, uma espécie de “parque do futuro”, com muito verde. Ali estão alguns dos cartões-postais mais conhecidos, como o famoso “feijão”. Na realidade, a escultura do artista indiano nish apoor chama-se loud Gate (portão das nuvens) e, por meio da imensa estrutura espelhada, é possível ver refletida a paisagem da cidade. O parque ainda conta com o Jay Pritzker, um auditório futurístico projetado pelo badalado arquiteto Frank Gehry (o mesmo do Guggenheim, de Nova York), e palco de vários festivais de música. A poucos passos do Millennium, encontra-se o Art Institute of Chicago, sempre no ranking dos melhores museus dos Estados Unidos. Dividido em dois prédios, seu acervo possui cerca de 300

cape, Chicago also has its “beach” facet. The metropolis is bathed by majestic Lake Michigan – so big that it seems more like an ocean. During summer and spring, its shores turn into a beach, with lots of people sunbathing, children playing in the sand and sailboats sliding across the horizon. But do not get too excited: that is also where are born the chilly wind gusts that justify the nickname Windy City, the city of winds (although that is not the original reason for the nickname, which appeared as a way of ridiculing the high self-esteem of Chicagoans). To continue in open air, the next stop is certain to be Millennium Park, a so-called “park of the future”, with lots of green. That is where some of the most renowned postcards of the city are located, like the famous “bean”. In truth, the name o the sculpture by ndian artist nish apoor is Cloud Gate and, through its huge mirrored structure, one can see a re ection o the cityscape. The park also houses Jay Pritzer, a futuristic auditorium designed by famous architect Frank Gehry (the same one who designed New York’s Guggenheim) that has served as stage for many music festivals. A few steps from the Millennium stands the Art Institute of Chicago, always on the ranking of the best museums of the U.S. Divided in two buildings, its collection has around 300 thousand works by artists

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like Monet, Van Gogh, Picasso, Dali and others. For those traveling with children – or who happen to love natural history museums –, the Field surprises with artefacts that range from ancient Egyptian relics to Sue, the biggest and best-preserved tyrannosaurus rex skeleton ever found. Moreover, in a destination where the typical dish is a pizza pie ith generous fillings the famous deep dish), the cooking scene impresses with ever more elaborate airs. It counts with 22 Michelin-star-studded restaurants. Chef Grant Achatz’s Alinea boasts the maximum rating of three stars and surprises the client with a creative and modern cuisine – consider dishes like an edible balloon. In the age of celebrity chefs, Stephanie Izard became famous after being the first oman to in the sho op he and, since the inauguration of her Girl & The Goat, always has crowds lining at her door. Finish the night in one of the popular rooftops, like the recently inaugurated Z Bar, inside the five-star he eninsula, or in one o the celebrated jazz and blues houses. The Green Mill, which had among its clients mobster Al Capone, at the apex of Prohibition, keeps the old climate alive with great performances and cocktails. “Chicago is one town that won’t let you down,” promise the verses of the Frank Sinatra song. He surely had it right.

Um dos melhores museus do país, o Art Institute of Chicago reúne grandes nomes // One of the best museums of the country, the Art Institute of Chicago has paintings by great masters

1. ABRA O SPOTIFY / OPEN SPOTIFY 2. SCANEIE O CÓDIGO / SCAN THE CODE 3. BOA VIAGEM! / HAVE A GOOD TRIP! FOTO/PHOTO: SHUTTERSTOCK

mil obras de artistas como Monet, Van Gogh, Picasso, Dali, entre outros. Já para quem viaja com crianças – ou adora museus de história natural –, o Field surpreende com artefatos que vão desde relíquias do Egito antigo até a Sue, a maior e mais bem preservada ossada de tiranossauro rex já encontrada. E em um destino cujo prato típico é uma pizza/ torta de recheio generoso (a famosa deep dish), a cena gastronômica impressiona com ares cada vez mais elaborados. Só estrelados pelo Guia Michelin, são 22 restaurantes. O Alinea, do chef Grant Achatz, possui a honraria máxima de três estrelas, surpreendendo o cliente com uma culinária criativa e moderna – pense em pratos como um balão de ar comestível. Na era dos chefs-celebridades, Stephanie Izard fez fama após ter sido a primeira mulher a vencer o programa de TV “Top Chef” e, desde a inauguração do seu Girl & The oat, vive com filas na porta. Termine a noite em um dos badalados rooftops, como o recém-inaugurado Z Bar, dentro do cinco-estrelas The Peninsula, ou em uma das célebres casas de jazz e blues. O Green Mill, que já teve entre os clientes o mafioso l apone no auge da ei eca, mantém o clima de antigamente com ótimas performances e coquetéis. “Chicago is one town that won’t let you down”, dizem os versos da canção de Frank Sinatra. E ele não poderia estar mais certo.


A CHALLENGE IN THE HEIGHTS

D E S A F I O N A S A LT U R A S Em Chicago, mais do que admirar a paisagem do alto dos seus arranha-céus, o observador pode se sentir dentro dela. Instalado no 103º andar da icônica Willis Tower (antiga Sears), o Skydeck possui diversas “caixas” de acrílico transparente que avançam quase 1 metro para fora do prédio. Caminhando a 412 metros de distância do chão, a sensação é a de flutuar sobre a metrópole. Já o “concorrente” dentro do John Hancock Center, outra torre emblemática, não fica atrás. No 94º andar, o 360 Chicago traz o Tilt, uma atração em que paredes de vidro se inclinam lentamente sobre a lateral do prédio. A 300 metros de altura, o visitante fica praticamente deitado, admirando a vista de uma perspectiva única. Se os observatórios não forem o bastante, um passeio de helicóptero revelará ângulos inesquecíveis. O voo pode ser feito durante o dia ou à noite, e ainda com temáticas especiais, como “date night”. Nossa sugestão? À noite, com as luzes da metrópole brilhando, o cenário fica ainda mais deslumbrante.

// In Chicago, more than admiring the landscape from the top of its skyscrapers, an observer can feel inside it. Installed on the 103th floor of iconic Willis Tower (formerly Sears Tower), the skydeck has many translucent acrylic “boxes” that project almost two feet from the building. Walking at over 1,300 feet from the ground, the sensation is that of floating above the metropolis. The “competition” inside John Hancock center, another iconic tower, is not far behind. On the 94th floor, 360 Chicago brings Tilt, an attraction in which the glass walls incline slowly over the building’s side. At a height of almost 1 thousand feet, the visitor is practically lying down, admiring the view from a unique perspective. If the observatories were not enough, a helicopter ride is bound to reveal unforgettable angles. The flight can be made during the day or at night and can have special themes like “date night”. Our suggestion? At night, in the glimmering lights of the metropolis, the landscape is even more breathtaking.

THESKYDECK.COM | 360CHICAGO.COM | CHICAGOHELICOPTEREXPERIENCE.COM

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THE BLACKSTONE HOTEL

THE LANGHAM CHICAGO

THE PENINSULA CHICAGO

Conhecida como o “hotel dos presidentes” (Roosevelt e Kennedy, entre outros, se hospedaram ali), a propriedade, de 1910, é um dos locais de maior prestígio na cidade. Passou por renovações milionárias em 2008 e 2017, sem perder o charme old school. Possui uma excelente localização, em frente ao Grant Park e próximo ao Art Institute.

Apreciadores de design e arquitetura são o público-alvo deste cinco-estrelas, considerado um dos melhores do país. Instalado em um prédio projetado pelo célebre arquiteto Mies van der Rohe e repleto de obras de arte, o hotel oferece quartos com janelões que vão do chão ao teto, exibindo o skyline da cidade e do Chicago River.

No coração da Magnificent Mile, além de proporcionar uma experiência luxuosa típica de um cinco-estrelas, o hotel surpreende com quartos hightech: tablets controlam da temperatura à televisão e há até um botão que “transforma” o banheiro em um spa relaxante. O seu recém-inaugurado Z Bar já virou um dos rooftops mais badalados da cidade.

// Known as the “Hotel of Presidents” (Roosevelt and Kennedy, among others, stayed there), the property, from 1910, is one of the most prestigious places in the city. It went through million-dollar renovations in 2008 and 2017, without losing its old-school charm. It is exquisitely located in front of Grant Park and next to the Art Institute.

// Design and architecture lovers are the target public of this fivestar hotel, considered one of the best in the country. Installed in a building designed by renowned architect Mies van de Rohe and filled with works of art, the hotel o ers rooms with oor-to-ceiling windows, exhibiting the city skyline and Chicago River.

// At the heart of Magnificent Mile, besides o ering the typical luxurious experience of a five-star, the hotel staggers guests with high-tech rooms: tablets control from room temperature to the television set and there is even a button that “transforms” the bathroom into a relaxing spa. Its recently inaugurated Z Bar has already become one of the city’s most popular rooftops.

THEBLACKSTONEHOTEL.COM

LANGHAMHOTELS.COM

PENINSULA.COM

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ONDE FICAR / WHERE TO STAY


WINES

PERFECT SYMPHONY

SINFONIA PERFEITA Olivier Krug, a personificação, o legado e o futuro da Maison criada há mais de 170 anos Olivier Krug, the personification, legacy and future of the maison created over 170 years ago

á 30 anos, logo depois de se ormar em economia e finanas em aris, livier rug recebeu a primeira o erta de emprego: ser analista financeiro em uma empresa. Assim que contou a novidade ao pai, Henri, então Chef de Cave da aison rug, empreendimento amiliar ue perdurava por cinco gerações, veio a contraproposta. “Ele disse que queria ue eu entrasse no neg cio, afinal teria apenas 1 anos para me ensinar tudo que sabia”, lembra. “Em menos de 48 horas eu aceitei. rabalhar na rug era meu sonho desde a in ncia. A primeira lição que recebeu permanece até hoje na memória do atual diretor e integrante do comitê de degustação da maison, uma das mais célebres produtoras de champanhe do mundo. “Meu pai disse que a assemblage é como uma sinfonia perfeita: acontece quando cada instrumento é executado em sua excelência, individualmente. A arte é fazer com que todos os elementos, no nosso caso, os vinhos, funcionem juntos, com intensidade, riqueza, generosidade e elegância ao mesmo tempo.” ilho mais velho de cinco irm os, livier rug é, ho e, a personifica o, o legado e o uturo da casa undada em 1 3 por seu tataravô – e que desde 1999 é controlada pela gigante LVMH. Seu trabalho é viajar pelo mundo para divulgar o champanhe e a e peri ncia rug, algo ue vai muito além de uma ta a bem servida. “Sempre falamos sobre o fazer, mas não sobre as conexões criadas por esse produto. Nossa certeza é de que cada garra a de rug ue vendemos é especial, é um momento mágico que estamos proporcionando.” Essa experiência é garantida graças à existência das Ambassades, espaços exclusivos para apreciar o champanhe, com atendimento, menu e harmonização únicos. É nesses locais ue os rug overs podem, segundo livier, ouvir a m sica rug . Eu sei e atamente uem está bebendo nosso champanhe e por quê. Dessa forma, construímos relações com as pessoas, e nos posicionamos de forma mais aberta e não intimidadora”, afirma. Essa abordagem ue valoriza a viv ncia de cada cliente

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hirty years ago, soon a ter graduating in economy and finances in aris, livier rug received his first ob offer to become the financial analyst of a company. As soon as he told the news to his father enri, then ellar aster o aison rug, the amily business that had lasted five generations, a counteroffer came. e said that he anted me to go into the business, a ter all he ould have only 15 years to teach me everything he knew,” he recalls. “In less than hours accepted. Wor ing at rug as my childhood dream. he first lesson he learned remains resh in the memory o the current director and member of the degustation committee of the maison, one of the most famous champagne producers in the world. “My father said that the assemblage is like a perfect symphony: it happens when every instrument is executed with excellence, individually. The art is making all these elements, in our case, the wines, work together, with intensity, richness, generosity and elegance at the same time.” he oldest o five brothers, livier rug today is the personification, the legacy and the future of the house founded in 1843 by his great-great-grandfather – and that since 1999 is controlled by the colossus LVMH. His job is to travel around the world promoting the champagne and the rug e perience , something that goes ay beyond a ell-served champagne ute. We al ays tal about the process of making it, but not about the connections created by this product. ur certainty is that each bottle o rug we sell is a special, magical moment that we are fostering.” This experience is guaranteed thanks to the existence of the Ambassades, exclusive spaces to appreciate the champagne, with unique service, menu and harmonization. It is in these spaces that rug overs may, according to livier, hear the rug music . know exactly who is drinking our champagne and why. Thus, we build relations with people and we position ourselves in a more open and not intimidating way,” he declares. This approach, that values the experience of each client, is also a way of reaching new generations. “Millennials have an experience and they already

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POR/BY JULIANA DEODORO


“CADA GARRAFA DE KRUG QUE VENDEMOS É ESPECIAL, É UM MOMENTO MÁGICO QUE ESTAMOS PROPORCIONANDO” // “EACH BOTTLE OF KRUG WE SELL IS A SPECIAL, MAGICAL MOMENT THAT WE ARE FOSTERING.” 77


FOTO/PHOTO: SHUTTERSTOCK E DIVULGAÇÃO

R EITNREAS N C A W

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A M B A SS A D E BRASILEIRA

Há quase dez anos, o restaurante Kinoshita, em São Paulo, possui a única Krug Ambassade da América do Sul. O espaço acolhe até 12 pessoas e possui um cardápio especial, harmonizado com champanhes Krug.

BRAZILIAN A M B A SS A D E

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For over ten years, Kinoshita restaurant, in São Paulo, hosts the only Krug Ambassade of South America. The space can receive up to 12 people and has a special menu, harmonized with Krug champagnes. RUA JACQUES FÉLIX, 405 VILA NOVA CONCEIÇÃO RESTAURANTEKINOSHITA.COM.BR

é também uma forma de atingir novas gerações. “Os millenials têm uma experiência e já querem saber qual é a próxima. Por isso nos esforçamos em ser uma marca bastante digital”, diz o diretor. Recentemente, a maison lançou um aplicativo no qual, por meio de um número de identifica o ue vem em cada garra a, é poss vel descobrir a história por trás do champanhe que se está bebendo. Entre as informações disponíveis estão a quantidade de vinhos utilizados para fazer a assemblage, assim como a idade de cada um deles. s desafios do clima e da colheita também são compartilhados, além de sugestões de harmonização para os rótulos. A maior surpresa, no entanto, faz lembrar o ensinamento que Olivier recebeu do pai logo que entrou na companhia. O aplicativo disponibiliza playlists com harmonizações musicais, para que as pessoas possam aproveitar a degusta o de rug com todos os sentidos. “Eu acredito que a música pode te levar a uma dimensão que a comida não consegue e proporciona uma experiência de alta fidelidade com o nosso champanhe , diz livier. Para explicar que experiência é essa, o herdeiro utiliza mais uma metáfora musical e, claro, uma hist ria amiliar. uando minha filha tinha oito anos, me perguntou que música eu ouvia dentro do carro. Segundo ela, nunca havia escutado tantos instrumentos. A mesma coisa acontece uando alguém e perimenta rug é a sensa o de nunca ter provado tantos elementos.”

want to know what the next one will be. That is hy e ma e a great effort to become a very digital brand,” says the director. The maison recently launched an app in which, through the id number that comes in each bottle, consumers can discover the history behind the champagne they are drinking. Among the information available are the amount of wines used for making the assemblage, as well as the age of each one of them. The challenges of climate and harvest are also shared, as well as suggestions for harmonization of each label. The biggest surprise, however, reminds us of the lesson Olivier received from his father upon joining the firm. The app provides playlists with musical harmonization, so that people can en oy the rug degustation with all senses. “I believe that music can take you to a dimension that food cannot and provides a high-fidelity e perience with our champagne,” says Olivier. To explain what this experience is, the rug heir resorts to a musical metaphor and, of course, a family story. “When my daughter was eight, she asked me what music I listened to in the car. According to her, she had never heard so many instruments. The same happens when someone tastes rug it is the sensation o never having proved so many elements.”

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TA S T E

BEYOND PAPRIKA

A L É M DA

PÁ P R I C A POR/BY CARLA LENCASTRE

B

udapeste sempre foi um assombro de beleza e elegância. Mas cozinhas com toques autorais e modernos, técnicas mais elaboradas e produtos frescos n o costumavam figurar no cardápio, re uentemente associado a pesados pratos de carne vermelha (ou ave e peixe) com, é claro, páprica – picante, doce ou defumada. Nesta década, tudo mudou. O Guia Michelin começou a reconhecer as novas qualidades magiares e hoje há quatro restaurantes estrelados de culinária moderna húngara, todos com ênfase na combinação de produtos locais com novas técnicas. E eles não são os únicos. Há outras boas casas de diferentes cozinhas, além dos sempre saborosos cafés históricos, restaurados neste início de século e novamente vibrantes.

// Budapest has always been astonishingly beautiful and elegant. However, kitchens with a modern auteur touch, a more elaborate technique and fresh products were not usually present on the menu, frequently associated with red meat dishes (or poultry or fish ith, o course, papri a hot, s eet or smoked. During this decade, everything changed. The Michelin Guide started acknowledging the new Magyar qualities and now there are four star-studded modern Hungarian cuisine restaurants, all of them emphasizing on local products and new techniques. Moreover, they are not the only ones. There are other good houses o different cuisines, besides the al ays-delicious historical cafés, reformed at the start of this century and pulsating again.

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BEYOND PAPRIKA

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TA S T E

ESTRELADOS / STARRED

Quarteto fantástico Fantastic quartet

// Helmed by chef Ádám Mészáros, Onyx was the first and thus ar the only Budapest restaurant to conquer its second Michelin star, in 2018. It has two degustation, six-course menus: one with local products, the other more open to foreign ingredients. The impeccable dinner is served in an ambiance with crystal chandeliers, tables covered with immaculate white towels and velvety chairs. ostes Do nto n offers a different e perience from the Onyx, but just as satisfying. The restaurant, hich con uered its first star in 201 , as soon as it opened, is the younger brother of the informal ostes, first Budapest restaurant ac no ledged by the French guide, in 2010. The dishes created by Portuguese chef Miguel Vieira (also from Costes), like scallop cutlets with sweet potato chips and orange slices, or beetroot risotto with goat cheese, are served in fancy presentations, in beautiful china. The Hungarian wine list, from some of Europe’s oldest wine-producing regions, is impressive. Take the opportunity to dig into the harmonized degustation menus, which include local cheese. The ambiance is contemporary, casual, with open kitchen, in the area surrounding St. Stephen’s Basilica. In the same region of the imposing church, the award-winning quartet becomes complete with Borkonyha Winekitchen, which received its star in 2014. The modern Hungarian cuisine bistro helmed by Chef Ákos Sárközy has a wine list with over 200 Hungarian labels.

ONYX . VÖ RÖ S MA RTY 7-8. ONYX RESTAU RANT.HU COSTES DOWNTOWN. VI GYÁZÓ FERENC 5. COSTESDOWNTOWN.HU COSTES. RÁDAY 4. COSTES.HU B OR KONYH A WINEKITCHEN . SAS 3. B ORKONYHA.HU

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FOTOS/PHOTOS: DIVULGAÇÃO

Comandado pelo chef Ádám Mészáros, o Onyx foi o primeiro (e, por enquanto, único) restaurante de Budapeste a conquistar a segunda estrela Michelin, em 2018. Tem dois menus degustação de seis etapas: um com produtos locais, outro mais aberto a ingredientes de fora. O jantar impecável é servido em um ambiente com lustres de cristal, mesas cobertas com imaculadas toalhas brancas e cadeiras aveludadas. O Costes Downtown oferece uma experiência diferente do Onyx e igualmente satisfatória. O restaurante, que conquistou sua estrela em 2016, logo depois de aberto, é o irmão mais novo e informal do Costes, o primeiro de Budapeste reconhecido pelo guia francês, em 2010. Os pratos criados pelo chef português Miguel Vieira (também do Costes), como escalopes de vieira com chips de batata doce e gomos de laranja, ou risoto de beterraba com queijo de cabra, chegam à mesa em apresentações caprichadas, servidas em lindas louças. A carta de vinhos húngaros, de algumas das regiões vinícolas mais antigas da Europa, é impressionante. Aproveite para desbravá-la nos menus degustação harmonizados, que incluem queijos locais. O ambiente é contemporâneo, descontraído, com cozinha aberta, nos arredores da Basílica de Santo Estevão. Na mesma região da imponente igreja, o quarteto premiado se completa com o Borkonyha Winekitchen, que ganhou sua estrela em 2014. O bistrô de cozinha húngara moderna, comandado pelo chef Ákos Sárközi, tem carta de vinhos com mais de 200 rótulos nacionais.


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TA S T E

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COZINHAS COM TOQUES AUTORAIS E MODERNOS, TÉCNICAS MAIS ELABORADAS E PRODUTOS FRESCOS SURGIRAM NA ÚLTIMA DÉCADA // KITCHENS WITH A MODERN AUTEUR TOUCH, A MORE ELABORATE TECHNIQUE AND FRESH PRODUCTS HAVE APPEARED IN THE LAST DECADE

Sobremesa do Borkonyha Winekitchen usa ingredientes como mirtilos e pistache // Borkonyha Winekitchen’s dessert uses ingredients like blueberries and pistachio

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TA S T E

INTERNACIONAIS / INTERNATIONAL

Conexão franco-italiana The French-Italian connection Entre a Basílica de Santo Estevão e a Ponte das Correntes (Lánchíd), a mais famosa entre as que ligam Peste à cidade antiga de Buda, está o ollázs. esp rito é de uma brasserie, com saborosos pratos húngaros e franceses. O restaurante fica no térreo do alácio resham, bel ssimo prédio art nouveau do início do século 20, que abriga o hotel our easons. uito danificado durante a egunda Guerra, o Gresham foi restaurado no início no século 21 e, hoje, é lugar para ver e ser visto. Já o italiano Fausto’s Osteria é perfeito para aquele dia em que se quer comer algo familiar. Tem boas massas e risotos em ambiente moderno, com piso e mesas de madeira. Fica em frente à Grande Sinagoga, de 1859, a segunda maior do mundo (a primeira é a de Nova York).

// Between St. Stephen’s Basilica and Széchenyi Chain Bridge (Lánchíd), the most famous among the ones connecting Pest to the old city o Buda, is ollázs. he spirit is that o a brasserie, with delectable Hungarian and French dishes. The restaurant is at the ground oor o resham alace, a gorgeous rt Nouveau building from the early 20th century, which houses the Four Season Hotel. Severely damaged during World War II, the Gresham was renovated at the beginning of the 21st century and is currently a place to see and to be seen. Insofar as the Italian Fausto’s Osteria is concerned, it is perfect for those days when you want to eat something familiar. It has good pasta and risottos in a modern ambiance, with ood oor and tables. t is located across the street rom the Great Synagogue of 1859, the second biggest in the world (the first being e or s entral ynagogue .

KO L L ÁZS B RASSERIE & BAR. SZÉCHENYI ISTVÁN 5-6. KOLLAZS.HU / FAUSTO’S OSTERIA. DOHÁNY 5. FAUSTO.HU

Peixe do Fausto’s Osteria (à esq.) e salada de pato do Kollázs Brasserie & Bar (à dir.) // The fish from Fausto`s Osteria (left) and duck salad from Kollázs Brasserie & Bar (right)

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Panqueca recheada de creme de nozes com cobertura de chocolate e sorvete do Gerbeaud (à esq.) e sorvete com frutas vermelhas do New York Café (abaixo). // Pancake filled with hazelnut cream and chocolate topping with ice cream from Gerbeaud (left) and ice cream with red berries from New York Café (below).

TRADICIONAIS / TRADITIONAL

Esplendor e glória dos cafés

FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

Splendor and glory of cafés Não importa o quanto se renove a cozinha húngara, os cafés históricos guardam a alma da cidade. O Gerbeaud está há 160 anos na Praça Vörösmarty, no prédio do estrelado Onyx (e pertencente ao mesmo grupo). É difícil resistir a tentações, como seus ganaches de chocolate amargo recheados com geleia de pêssego e praliné. Hoje, o café também se sai bem para uma refeição leve, com saladas e sanduíches. Um bom programa é admirar os doces variados da vitrine e a decoração elegante do interior, mas nos dias de clima ameno, vale optar pelas charmosas mesas do lado de ora. uma del cia ficar por ali vendo o movimento da pra a. Se o Gerbeaud já é bem impressionante, espere para conhecer o café que se apresenta como o “mais bonito do mundo”. Difícil contestar o título do glamouroso New York Café, de 1894, nos arredores do Bairro Judeu. Com decoração inspirada na Renascença italiana, seus dois andares têm paredes e tetos elaboradíssimos. Aproveite o cenário para experimentar pratos típicos da culinária austro-húngara bem executados, como o schnitzel ou goulash. Ainda que a comida seja apenas um detalhe, em todo o seu esplendor, que vem de décadas, o ca é é da ueles lugares nos uais re etimos sobre uantas vidas pode ter uma cidade.

// It does not matter how much Hungarian cuisine renews itself, the historical cafés are the guardians of the soul of the city. The Gerbeaud stands for 160 years at Vörösmarty Square, in the building of the star-studded Onyx (and it belongs to the same group). It is hard to resist the temptations like its dark chocolate ganache filled ith peach am and praline. he ca é is currently also a good option for light meals, like salads and sandwiches. A good outing is admiring the variety of sweets in the shop window and the elegant décor of the interior, but on days of balmy weather, it is worth opting for the charming open-air tables. Sitting there and watching the movement in the square is a real treat. If the Gerbeaud is impressive, wait until you meet the café that introduces itself as “the most beautiful in the world”. It is hard to dispute the title of the glamourous 1894 New York Café, in the outskirts of the Jewish district. With décor inspired by the talian enaissance, its t o oors have e tremely elaborate walls and ceilings. Enjoy the backdrop to taste well-made typical dishes of Austro-Hungarian cuisine like schnitzel or goulash. Although the food is merely a detail: in the decades-long splendor, the café is one of those places where we ask ourselves how many lives a city can have.

G E RBE AUD. VÖ RÖ S MARTY 7- 8. G E RBEAU D.HU / NEW YORK C AFÉ. ERZSÉB ET 9-11 NEWYORKC AFE.HU

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PURPOSE

BACK TO THE ORIGINS

DE VOLTA ÀS ORIGENS POR/BY LUIZA VIEIRA

credito que a maior rede social do mundo é a que conecta sete bilhões de seres humanos no planeta Terra: o alimento.” É esse o mote de Alex Atala, um dos mais aclamados chefs brasileiros, e fundador do Instituto ATÁ. Criada para fortalecer os territórios de produção de alimentos e valorizar a biodiversidade, agrodiversidade e sociodiversidade, a iniciativa defende o ato de se alimentar como fator cultural e responsabilidade socioambiental. “Precisamos garantir a sobrevivência dos nossos ecossistemas, que estão sendo esterilizados. Precisamos repensar essa relação e ter em mente que não adianta proteger os rios, mares e orestas se abandonarmos as pessoas ue vivem desses e nesses lugares. São eles que vão garantir a sobrevivência da natureza , afirma o che . nstituto atua, portanto, no fortalecimento da cadeia do alimento, em todas as ases, da produ o ao consumidor final. Entre os projetos apoiados pela entidade estão a marca Retratos do Gosto, a pimenta Baniwa (povo indígena formado por aproximadamente 15 mil pessoas, de comunidades no Brasil, Colômbia e Venezuela), o projeto Gastronomia nos Presídios, os arrozes especiais do Vale do Paraíba, mel de abelhas nativas e os cogumelos comestíveis brasileiros.

// “I believe that the biggest social network in the world is the one that connects seven billion human beings in planet Earth: food.” This is the motto of Alex Atala, one of the most renowned Brazilian chefs and founder of ATÁ Institute. Created to strengthen the territories of food production and to value biodiversity, agridiversity and sociodiversity, the initiative champions the act of feeding as a cultural factor and of social and environmental responsibility. “We need to guarantee the survival of our ecosystems, which are being sterilized. We need to rethink this relation and have in mind that it is of no use to protect rivers, seas and forests if we abandon the people who live from and in these selfsame places. They are the ones who will guarantee the survival of nature,” states the chef. ATÁ Institute acts, therefore, in the strengthening of the food chain, in all phases, from production to the end consumer. Among the projects supported by the entity are the brand Retratos do Gosto, Baniwa pepper (coming from an indigenous population of approximately 15 thousand people in communities in Brazil, Colombia and Venezuela), the project Gastronomy in Prisons, special types of rice from Paraíba Valley, native bees’ honey and Brazilian edible mushrooms.

Sustainability, when spoken, has no value; but when proven, opens the mind to broader concepts. I think we need greater personal ethics in relation to food, and this can be a starting point for more sustainable routines and attitudes, not only from you, but from everyone surrounding you.

+ I N ST I T U TO ATA . O R G . B R

W H AT D O E S I T M E A N TO H AV E A P U R P O S E TO YO U ?

PA R A VO C Ê , O Q U E É T E R U M P R O P Ó S I TO ?

“É reaproximar o ser humano do alimento” “It is reconnecting human beings with food” 88

FOTO/PHOTO: RICARDO D'ANGELO

A sustentabilidade, quando falada, não tem valor, mas, quando provada, abre a mente para conceitos mais amplos. Acho necessário haver um pouco mais de ética pessoal em relação à comida, e este pode ser o ponto de partida para rotinas e atitudes mais sustentáveis não só suas, mas de todos a sua volta.


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CONNECTION

A SMALL BUNDLE

MALINHA DE BORDO A

decisão de incluir um miniviajante na família é quase tão crucial quanto a decis o de ter ou n o filhos. elo menos para quem gosta de viajar, a ideia de interromper itinerários de férias por alguns anos por causa da chegada de um terceiro elemento costuma ser das mais apavorantes. Se você está em uma dessas encruzilhadas, acredite: é, sim, possível viajar com criança pequena para praticamente qualquer lugar. Basta respirar fundo, fazer pequenas adaptações e ter paciência com coisas que vão dar errado – não necessariamente porque agora a trupe tem uma mascote, mas pela questão matemática de que quanto maior o número do grupo, maior a chance de imprevistos. Com a leveza de quem acredita que cada família (e cada viagem) é de um jeito – e como pai do pequeno Chico, de cinco anos –, acredito que não há uma receita a ser ensinada e copiada. Mas tenho certeza que, com poucas ou muitas turbulências, a jornada vai dar certo.

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// The decision of including a tiny traveler in the family is as crucial as the decision to have or not have kids. At least for those who love traveling, the idea of interrupting vacation itineraries for a few years due to the arrival of a third element can be very scary. If you are in a crossroad like this, believe it: yes, it is possible to travel with a small child just about anywhere. You just have to take a deep breath, make small adaptations and be patient about things that will go wrong – not necessarily because the troupe now has a mascot; but for the mathematical question that states that the larger the group, the greater the chances for contingencies With the lightness of those who believe that each family (and each trip) is different in its own way- and being the father of tiny 5-year old Chico–,I believe that there is no recipe that can be taught and copied. However, I am sure that, whether there is turbulence on the way or not, the journey will be a success.

FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

POR/BY EDISON VEIGA


ÁFRICA DO SUL / SOUTH AFRICA

FOTO/PHOTO: SHUTTERSTOCK

Hakuna Matata Fazer uma viagem de carro pelo continente africano, percorrendo mais de 3.600 quilômetros entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Windhoek, a capital da Namíbia, é uma aventura possível. No caminho, cânions, praias, dunas gigantescas, banho de rio, deserto. E bichos, muitos bichos. Principalmente no Parque Nacional Etosha, no norte da Namíbia, considerado um oásis para a vida animal desde o século 19. Vivem na reserva ecológica 114 espécies de mamíferos, 340 de aves e 1 de répteis e an bios. repare a c mera otográfica certamente seu carro vai passar a poucos metros de elefantes, leões, girafas, zebras, avestruzes e antílopes. Apesar de gerar questionamento, esta viagem é segura, mesmo com os filhos. recomenda o básica é n o diri a à noite. Mas não por causa da criminalidade, e sim pelos riscos de atropelar algum animal na pista.

// Taking a trip by car across the African continent, traveling more than 2,200 miles between Cape Town, in South Africa, and Windhoek, the Namibian capital is a possible adventure. On the way, there are canyons, beaches, gigantic dunes, river baths and deserts. As well as animals, lots of animals. Especially at Etosha National Park, in the north of Namibia, considered an oasis for animal life since the 19th century. 114 species of mammals, 340 of birds and 12 of reptiles and amphibians live in the ecological reservation. Get your camera ready – your car will certainly pass a e eet close to elephants, lions, giraffes, zebras, ostriches and antelopes. Although it might raise questioning, a trip like this is safe, especially with children. The basic recommendation around there is not to drive at night. Not due to criminality, but due to the risk of running over animals in the road.

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C ON ROE N TN RE ACNTCIA

TRANSIBERIANA / TRANS-SIBERIAN

Nos trilhos Fazer a rota transiberiana é um barato. São 29 dias de trajeto por diversas cidades na Rússia, na Mongólia e na China. A bordo de longas jornadas – que podem durar até 35 horas –, é possível colecionar amizades, apreciar paisagens e, claro, descansar. s trens s o simples e r sticos. rimeira classe significa uma cabine exclusiva para duas pessoas ou um casal com um filho. egunda classe é também uma cabine, mas para uatro pessoas. Já a terceira classe tem beliches espalhados por um vagão, sem divisórias. Há um vagão-restaurante, mas a praxe é levar comidinhas práticas a bordo e, eventualmente, comprar alguma coisa nas paradas (que ocorrem mais ou menos a cada três horas e costumam durar 15 minutos). ara distrair seu filho, leve brin uedos e um esto ue de filmes em D D n o tem i-fi no trem . as lembre-se de ue a viagem é a própria brincadeira, seja explorando o vagão ou brincando com filhos de outros passageiros.

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// Making the Trans-Siberian is awesome. It is 29 days of a journey through many cities in Russia, Mongolia and China. On board those long journeys – that can last for 35 hours–, you may collect friendships, enjoy landscapes and, obviously, rest. The trains are simple and rustic. First class means an exclusive cabin for two or for a couple with one child. Second class is also a cabin, but for four. Third class are bunks scattered in a boxcar without partitions. There is a dining car, but it is not worth eating there. The tip is to take practical snacks onboard and, eventually, buy something at stops (which occur around every three hours and usually last 15 minutes). To entertain your child, you may take some toys and a supply o films on D D the train does not have Wi- i . However, keep in mind that the trip is the game itself, whether exploring the boxcar or playing with other passengers’ kids.

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On the tracks


BRASIL / BRAZIL

A nossa floresta

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Our Forest Ir para a Amazônia deveria estar no topo da lista de viagens dos sonhos de todo brasileiro. É uma oportunidade incrível de estar em contato com a natureza, de compreender nossas origens, de dialogar com o passado – e, claro, se preocupar mais seriamente com os problemas ambientais. Pode ser interessante fazer os passeios – trilha pela mata, tours de barco, visita a produtores de tapioca – sob a ótica infantil. A natureza que encanta adultos é mágica para crianças. Um mundo onde tudo funciona sobre as águas, e não sobre rodas, tem um apelo muito diferente. // Going to the Amazon should be at the top of the dream travel list for any Brazilian. It is an incredible opportunity for getting in contact with nature, understanding our origins and dialoguing with the past – and, of course, becoming more seriously preoccupied about environmental problems. It can be interesting to take the tours – trails through the jungle, boat tours, visit to tapioca producers – from a child’s perspective. Nature, which enchants adults, is magical for children. orld here everything or s over ater and not heels must have a different appeal.

ANTES DE VIAJAR

Cheque se as vacinas estão em dia (inclusive atentando para situações de cada destino, como a obrigatoriedade de vacinação contra febre amarela). Consulte o pediatra do seu filho para orientações adequadas caso a caso.

BEFORE TRAVELING Check if the vaccines are up to date (including those comprising situations in each destination, like the obligation to take yellow fever shots). Consult your child's pediatrician for adequate information in each case.

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CHECK - OUT

AT T H E C I T Y, B E A C H O R V I N E Y A R D

NA CIDADE, NA PRAIA, NO VINHEDO POR/BY CARLA LENCASTRE

IN THE SHADOW OF THE ANDES

À sombra dos Andes Vinhedos a perder de vista se espalham pela ensolarada Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes. No Valle de Uco, conhecido por seus vinhos de altitude produzidos entre 900 e 1.500 metros acima do nível do mar, dorme-se e acorda-se entre as videiras. É onde está o elegante e moderno The Vines of Mendoza, integrante da Leading Hotels of the World. Seu wine lodge é o endereço de um dos melhores restaurantes do vale, o Siete Fuegos, do chef celebridade Francis Mallmann. Pratos feitos na brasa são o destaque. É tão bom que dá para fazer duas ou três refeições sem enjoar do menu. E mudando de cenário: o restaurante tem vários ambientes.

THE VINES OF MENDOZA | VINESOFMENDOZA.COM

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FOTOS/PHOTOS: DIVULGAÇÃO

// Endless vineyards are scattered around sunny Mendoza, at the foot of the Andes Mountain Chain. At Valle de Uco, known for its wines produced in the heights between 3 and 4 thousand feet above sea level, one sleeps and wakes up among grapevines. This is the location for the elegant and modern The Vines of Mendoza, a member of the Leading Hotels of the World. Its wine lodge is the address of one of the valley’s best restaurants, Siete Fuegos, helmed by celebrity chef Francis Mallmann. Dishes cooked on the embers are the highlight. They are so tasty that you can easily savor two to three meals without getting sick of the menu. What is even better, with a change of scenery, since the hotel has many ambiances.


LUXURY AND SUSTAINABILITY

Luxo e sustentabilidade Acordar, espreguiçar, dar alguns passos e mergulhar. Assim começa o dia no Andaz by Hyatt, com suítes “pé na areia” e piscina privativa no novo hotel do complexo Mayakoba, na Riviera Maya. Entre o azul hipnotizante do Caribe mexicano e o verde intenso da oresta tropical de ucatán, o Mayakoba reúne quatro resorts de luxo, todos com foco na preservação ambiental – o que rendeu à propriedade o prêmio de sustentabilidade e turismo responsável da Organização Mundial do Turismo. Reserve uma hora para passear de barco pelos canais que atravessam os manguezais e lagunas. Jacarés, tartarugas e mais de 200 espécies de aves serão seus companheiros de navegação.

// Waking up, stretching out in bed, taking a few steps and diving in. Thus begins a day at Andaz by Hyatt, with “on the beach” suites and private pool at the chain’s new hotel in the Mayakoba complex, at Riviera Maya. Between the hypnotizing blue of the Mexican Caribbean and the intense green of the tropical forest of Yucatán, Mayakoba is a collection of four luxury resorts, all of them focused on environmental preservation – which have received the World Tourism Organization’s sustainability and “Responsible Tourist Development” prizes. Reserve an hour to take a stroll by boat through the channels that cross salt marshes and lagoons. Alligators, turtles and over 200 bird species will be your travel companions.

A N D A Z M A Y A K O B A R E S O R T R I V I E R A M A Y A B Y H Y A T T | H Y A T T. C O M

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RH C ET ER CA K N- COAU T

DRINKS WITH A VIEW IN DOWNTOWN LONDON

Drinks com vista no centro de Londres // Location. The English expression for an extremely well located spot summarizes Trafalgar St. James, the new Curio Collection hotel by Hilton in London, smack between Trafalgar Square and St. James Park. Rooms and common areas exhibit an incredible collection of black and white pictures of pop icons, clicked in four decades by British photographer David Hogan. The Rooftop, the bar at the terrace of the centenary building, has a view that goes up to the Thames’ south margin. One can look at London Eye and the Shard, the tallest building o the , hile en oying a great coc tail list.

T H E T R A F A L G A R S T. J A M E S | T R A F A L G A R S TJ A M E S . C O M

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FOTOS/PHOTOS: DIVULGAÇÃO

Location. A expressão em inglês para um lugar realmente bem localizado resume o Trafalgar St. James, novo hotel da Curio Collection by Hilton, em Londres, justamente entre a Trafalgar Square e o St. James Park. Quartos e áreas comuns exibem uma incrível coleção de fotos em preto e branco de ícones pop, feitas ao longo de quatro décadas pelo fotógrafo britânico David Hogan. O The Rooftop, bar no terraço do prédio centenário, tem uma vista que vai até a margem sul do Rio Tâmisa. Dá para ver a London Eye e o Shard, o prédio mais alto do Reino Unido, enquanto se aproveita a boa carta de coquetéis.


P L AY L I S T

Margareth Menezes

Uma música que traduz o presente. É assim que a cantora argareth enezes define anto da Massa”, canção que considera extremamente especial. Lançada em janeiro deste ano, a composi o de ierre nassis retrata a or a da m sica a ro-brasileira, cultura ue vem de blocos, como os pioneiros l iy , lodum e uzenza ho e este ados no mundo inteiro. em também rela o com o ue represento. enho de am lia humilde e jamais imaginei que a música poderia me levar t o longe , e plica a cantora. om a linguagem a ro-contempor nea, o ro op, posso e pressar também a minha rela o com a música mundial sem sair da nossa expressão e ancestralidade , celebra.

// song that translates the present. his is ho singer argareth enezes defines anto da assa he ong o the asses , song that she considers extremely special. Released in January o this year, the composition by ierre nassis depicts the orce o rican-Brazilian music, a culture that comes rom arnival groups li e l iy , lodum and uzenza no orld amous. t also has a relation ith hat represent. come rom a humble amily and never imagined that music could ta e me so ar, e plains the singer. With the contemporary ro language, ro op, can also e press my relation ith orld music ithout turning a ay rom our e pression and ancestry, she celebrates.

1. ABRA O SPOTIFY / OPEN SPOTIFY 2. SCANEIE O CÓDIGO / SCAN THE CODE 3. BOA VIAGEM! / HAVE A GOOD TRIP!

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FOTO/PHOTO: DIVULGAÇÃO

O Canto da Massa


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#2 The Content - Lounge Magazine  

Os protagonistas da segunda edição são Chicago e a imponência de seu skyline, a imensidão dos Lençóis Maranhenses e o requinte clássico da M...

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