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P R O G R A mm A NOVEMBRO 2013 ╓── MALA VOADORA: Overdrama ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ╙ Æ sex 01

╓── JOÃO ARAÚJO & ANDRÉ LETRIA ║ ║ Cão e Gato ║ ║ 1 crianças e jovens ║ ╟ Æ sáb 02 ↣ 16h30 ║ ╟ Æ dom 03 ↣ 11h ║ ╙ Æ ter 5 a sex 8 (escolas)

╓── TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO ║ ║ Tristeza e alegria na vida ║ das girafas ║ ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ╙ Æ sáb 02

DEZ

╓── MALA VOADORA: Os Justos ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ╙ Æ qui 14

╓── TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO ║ ║ Três dedos abaixo do joelho ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sex 15 ║ ╙ Æ sáb 16

╓── TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO ║ 2 livros e 1 filme em construção ║ ║ ║ 1 programa paralelo ↣ 18h30 ║ ╙ Æ dom 17

╓── TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO ║ By Heart ║ ║ ╓── DEAN BLUNT ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ║ ║ 1 música ↣ 22h ╟ Æ qua 20 ║ ║ ╙ Æ ter 05 ╟ Æ qui 21 ║ ╓── TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO ╟ Æ sex 22 ║ ║ Se uma janela se abrisse ║ ╙ Æ sáb 23 ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ╓── MALA VOADORA + ASSOCIATION ║ ║ ARSÈNE + SIMON RUMMEL ╙ Æ qui 07 ║ ║ Paraíso 1 ╓── MALA VOADORA + THIRD ANGEL ║ ║ ║ What I heard about the world ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ║ ║ ║ 1 teatro ↣ 21h30 ╟ Æ ter 26 ║ ║ ╟ Æ sex 08 ╟ Æ qua 27 ║ ║ ╙ Æ sáb 09 ╟ Æ qui 28 ║ ╓── MALA VOADORA / MUNDO PERFEITO ╙ Æ sex 29 ║ ║ 1 conversa com 10 convidados ╓── MALA VOADORA ║ ║ 2 livros e 1 apresentação ║ 1 programa paralelo ↣ 18h30 ║ ║ ║ ╙ Æ dom 10 ║ 1 programa paralelo ↣ 18h30 ║ ╓── EDUARDO RAON: The drive for ╙ Æ sex 29 ║ ║ impulsive actions ║ ║ 1 música ↣ 22h ║ ╙ Æ ter 12 ╓── REGINA GUIMARÃES & CATARINA ║ LACERDA: Comer a língua ║ ║ ║ 1 crianças e jovens ║ ╟ Æ qua 13 ↣ 10h ║ ╟ Æ qui 14 ↣ 10h ║ ╟ Æ sex 15 ↣ 10h ║ ╟ Æ sáb 16 ↣ 16h30 ║ ╙ Æ dom 17 ↣ 16h30

MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL


EQUIPA diretor artístico Mark Deputter

diretor técnico Zé Rui

programador música Pedro Santos

adjunta direção técnica Anaísa Guerreiro

programadora crianças e jovens Susana Menezes

técnicos de audiovisual Félix Magalhães, Miguel Mendes e Rui Monteiro

assistente de programação Laura Lopes diretora executiva  Andreia Cunha adjunta gestão Glória Silva diretor de produção Joaquim René adjunta direção de produção Mafalda Santos

técnicos de iluminação/palco  Luís Balola, Manuel Martins, Nuno Samora e Paulo Lopes bilheteira/receção Diana Bento, Rosa Ramos e Vasco Correia frente de sala Letras & Partituras — Isabel Clímaco (chefe de equipa), Afonso Matos, Ana Paula Santos, Ivo Malta e Ana Rita Carvalho (estagiária)

produtora executiva Catarina Ferreira produtora crianças e jovens Rafaela Gonçalves estagiário de produção Tiago Antunes diretora de comunicação Catarina Medina gabinete de comunicação Rita Tomás textos e conteúdos Maria Ana Freitas imagem e design gráfico barbara says… diretora de cena Rita Monteiro

PROGRAmmA proprietário EGEAC, EEM diretor Mark Deputter editora Catarina Medina morada Calçada Marquês de Tancos, 2, 1100-340 Lisboa sede de redação Rua Bulhão Pato, 1B, 1700-081 Lisboa periodicidade bimestral

adjunta direção de cena Sílvia Lé

O PROGRAmmA foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990

camareira Rita Talina

Foi impresso em papel reciclado de produção nacional

C a r t ã o cccccc{{{{{{{ M A R I A & L U I Z {{{ cccccccccc 111111111111

1 X 2 X M X E X S X E X S X

1 g,g 0 0 g€ 0 f

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Quem tem entre 30 e 65 anos tem um cartão para ir ao Teatro Maria Matos e ao Teatro São Luiz durante um ano com 50% desconto. Ver condições em: www.teatromariamatos.pt e www.teatrosaoluiz.pt


ÍNDICE TEATRO

Æ TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO Æ MALA VOADORA: Overdrama

08 10

Se uma janela se abrisse

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Tristeza e alegria na vida das girafas

Æ TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO Æ MALA VOADORA + THIRD ANGEL Æ Æ Æ Æ Æ

What I heard about the world MALA VOADORA: Os Justos TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO Três dedos abaixo do joelho TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO: By Heart MALA VOADORA + ASSOCIATION ARSÈNE + SIMON RUMMEL : Paraíso 1 DE WARME WINKEL: We are your friends

18 24 26 28 30 40

PROGRAMA PARALELO 10 ANOS

Æ MALA VOADORA E MUNDO PERFEITO

1 conversa com 10 convidados

Æ TIAGO RODRIGUES/MUNDO PERFEITO

2 livros e 1 filme em construção Æ MALA VOADORA: 2 livros e 1 apresentação

CRIANÇAS E JOVENS

Æ JOÃO ARAÚJO & ANDRÉ LETRIA: Cão e Gato Æ REGINA GUIMARÃES e CATARINA LACERDA

Comer a língua

Æ ANTÓNIO JORGE GONÇALVES: Barriga da Baleia

MÚSICA

05 06 07 13 22 34

Æ EMPTYSET

14 20 36

Terry Riley’s In C Æ MARC ALMOND: Alternative Acoustic Christmas

44 46

Æ DEAN BLUNT

Æ EDUARDO RAON: The drive for impulsive actions Æ ADRIAN UTLEY GUITAR ORCHESTRA

DANÇA

Æ CLÁUDIA DIAS: Nem tudo o que fazemos tem de ser

dito, nem tudo o que dizemos tem de ser feito

PERFORMANCE

Æ SARAH VANHEE: Lectures for Every One

32 42


mala voadora Mundo Perfeito

10 anos

Ao longo dos últimos dez anos, a mala voadora e o Mundo Perfeito têm-se revelado como duas das mais relevantes vozes da criação contemporânea teatral em Portugal. Neste mês, apostamos na diversidade para celebrar uma década de atividade intensa: seis reposições de peças inesquecíveis, que foram galardoadas e que viajaram pelo país e fora dele, duas novas criações, coproduzidas pelo Teatro Maria Matos, lançamentos de vários livros, um filme em construção, uma apresentação e um debate com convidados de várias áreas. A mala voadora e o Mundo Perfeito têm sido presenças regulares no Teatro Maria Matos e é com prazer e orgulho que olhamos em conjunto para o que já foi feito e apostamos no futuro.

A mala voadora é uma estrutura financiada por Secretário de Estado da Cultura/DGArtes, e é uma estrutura associada da ZDB O Mundo Perfeito é uma estrutura financiada por por Secretário de Estado da Cultura/DGArtes, residente no alkantara e associada a O Espaço do Tempo

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

programa paralelo ↘ 10 novembro

domingo ↣ 18h30

MALA VOADORA E MUNDO PERFEITO 1 conversa com 10 convidados 10 anos, 10 convidados, 10 perguntas. Fugindo aos suspeitos do costume do mundo do teatro, a mala voadora e o Mundo Perfeito convidam 10 espectadores para os interpelar sobre o seu percurso. mmcafé ● entrada livre (sujeita à lotação da sala) ANA MARIA SIMÕES professora de História e de Teatro ÂNGELO ROCHA gerente do Miosótis, supermercado biológico BERNARDO VAZ DE CASTRO investigador na área da comunicação CARLOS VAZ MARQUES jornalista e diretor da revista Granta DANIEL SAMPAIO psiquiatra e professor universitário MARIA JOÃO GUARDÃO jornalista e realizadora MÁRIO CAETANO investigador na área da deteção remota por satélite NUNO COELHO designer de comunicação PEDRO DELFIM analista informático STELLA HORTA estudante do ensino secundário

10 years, 10 guests, 10 questions. Avoiding the usual suspects from the world of theatre, Mundo Perfeito and mala voadora invite 10 spectators to question them on their work and the meaning of their anniversary.

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PROGRAMA PARALELO 17 novembro ★ domingo ↣ 18h30

MUNDO PERFEITO 2 livros e 1 filme em construção LANÇAMENTO DE LIVRO

RUI CATALÃO: Os Ingredientes do Mundo Perfeito

Tiago Rodrigues pertence à mais rara linhagem de artistas de teatro, aqueles que acumulam o trabalho de ator, encenador e dramaturgo, privilegiando ainda a colaboração coletiva. Mais raro ainda, é ter devolvido o teatro à sua vocação narrativa, de confronto com a história e com a sua linguagem, num incessante vaivém entre pequenos e grandes temas. Rui Catalão LANÇAMENTO DE LIVRO

TIAGO RODRIGUES: Peças — Vol. 1

O Centro de Dramaturgia Contemporânea do Teatro Académico de Gil Vicente, no qual Tiago Rodrigues é dramaturgo residente, associa-se à Universidade de Coimbra na publicação deste livro. Apresentado por Francisco Frazão, programador de teatro da Culturgest e Fernando Matos Oliveira, editor e diretor do TAGV.

TIAGO GUEDES: filme em construção a partir de uma peça de Tiago Rodrigues

Tiago Guedes mostra uma versão em construção da sua última curta-metragem, baseada na peça Coro dos Amantes de Tiago Rodrigues. Gonçalo Waddington e Isabel Abreu protagonizam esta produção da Take it Easy. sala principal com bancada ● entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento prévio do bilhete no próprio dia a partir das 15h EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

MAGDA BIZARRO: O desconcerto do mundo

10 fotografias inéditas da diretora artística, cocriadora de vários espetáculos e fotógrafa oficial do Mundo Perfeito. 30 outubro a 29 novembro ● foyer ● entrada livre

Mundo Perfeito presents a book about its history and one with texts by Tiago Rodrigues, the screening of a work in progress film based on one of his texts and a photo exhibit by Magda Bizarro.

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PROGRAMA PARALELO 29 novembro ★ sexta ↣ 18h30

MALA VOADORA 2 livros e 1 apresentação LANÇAMENTO DE LIVRO

3 peças de Chris Thorpe para a mala voadora

Chris Thorpe é membro da companhia de teatro britânica Third Angel e tem sido um colaborador regular da mala voadora, escrevendo as peças what I heard about the world, overdrama e dead end que agora são publicadas em livro. LANÇAMENTO DE LIVRO

JOSÉ CAPELA: Modos de não fazer nada

José Capela, arquiteto, iniciou-se no teatro como ator, designer gráfico e figurinista no Teatro Universitário do Porto. Na mala voadora, que fundou com Jorge Andrade, começou a trabalhar em cenografia. Sem a pretensão de produzir uma antologia, este catálogo tem o formato de um manual — uma lista de modos de fazer cenários, desde “não fazer nada” até à utilização de maquetas ou décors de telenovela. APRESENTAÇÃO / CONFERÊNCIA

A mala voadora anuncia a sua programação para os próximos 10 anos

Cumpridos 10 anos de atividade, a mala voadora anuncia, detalhadamente, os espetáculos que vai apresentar nos próximos 10 anos. mmcafé ● entrada livre (sujeita à lotação da sala)

mala voadora presents two books: one with theatre pieces written by British dramaturg Chris Thorpe, another with scenarios for theatre productions by José Capela, cofounder and codirector of the company and finally a detailed preview of mala voadora’s plans for the next 10 years.

mala voadora / Mundo Perfeito 10 anos

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TEATRO ★ 30 outubro e 2 novembro quarta e sábado ↣ 21h30

TIAGO RODRIGUES/ /MUNDO PERFEITO Tristeza e alegria na vida das girafas

Em Tristeza e alegria na vida das girafas, Tiago Rodrigues volta a usar o teatro para tentar interferir com a nossa perceção da realidade social e política, mas também do próprio teatro. Estreada na Culturgest em novembro de 2011 e selecionada pela revista Time Out Lisboa como um dos melhores espetáculos desse ano, a peça tem como pano de fundo a crise económica vista através dos olhos fantasiosos e cruéis de uma criança. Uma menina de 9 anos recordista mundial de consumo do dicionário atravessa a cidade de Lisboa, acompanhada de um urso de peluche com

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

tendências suicidas. Procuram a única pessoa que os pode ajudar: o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Aventura que combina a atualidade política com referências da grande literatura infantil, de Alice no País das Maravilhas de Carroll ao Livro da Selva de Kipling, esta peça é também um passo determinante na forma como o Mundo Perfeito vem desenvolvendo processos de escrita em colaboração com os atores. sala principal com bancada ● 12€ / 6€

The economic crisis seen through the fanciful and cruel eyes of a child is the background to Tristeza e alegria na vida das girafas [Sadness and joy in the life of giraffes]. A nine-year-old girl, world record holder of dictionary consumption, crosses the city of Lisbon together with a teddy bear with suicidal tendencies. They look for the only person that can help them: Prime Minister Pedro Passos Coelho.

texto e encenação: Tiago Rodrigues intérpretes: Carla Galvão, Miguel Borges, Pedro Gil e Tónan Quito participação especial: Beatriz Bizarro Rodrigues conceito de cenário e figurinos: Magda Bizarro e Tiago Rodrigues luz e apoio técnico: André Calado • música e sonoplastia: Alexandre Talhinhas figurino urso: Sandra Neves • imagem do cartaz: Afonso Cruz produção: Ana Pereira, Rita Mendes e Magda Bizarro residência artística: O Espaço do Tempo coprodução: Mundo Perfeito, AnaPereira.PedroGil, Culturgest e TAGV imagem: © Magda Bizarro

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TEATRO ★ 31 outubro e 1 novembro quinta e sexta ↣ 21h30

MALA VOADORA overdrama

“Enquanto escrevia o texto pensava sobre a natureza cíclica dos movimentos de protesto. […] Esta ânsia é talvez mais fácil de canalizar em sociedades que já não têm a capacidade de se reconfigurar através de revoluções — sociedades que desenvolveram a flexibilidade de absorver a energia do protesto, normalmente dando a um número suficiente de pessoas a quantidade suficiente daquilo que elas querem de modo a que a imaginação de uma alternativa seja esmagada pela inércia do consenso.” Assim se referia Chris Thorpe, em 2011, ao texto que acabara de escrever para a mala voadora. overdrama estreou a 7 de julho de 2011, na Culturgest, tomando como referência acontecimentos desse ano e retratando uma situação de tumulto social, na eminência de uma catástrofe generalizada. Um grupo de indivíduos dá notícia dos seus dramas pessoais e, através deles, da sua posição — mais implicada ou mais distanciada — face aos acontecimentos. Aquilo que parece ser um conjunto de histórias não relacionadas acaba, no final, por revelar-se um mesmo enredo.

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

Nomeado para o Prémio Autores SPA/RTP para Melhor Espetáculo de Teatro 2012 sala principal com bancada ● 12€ / 6€

Based on the social unrests of 2011, the year of its writing, overdrama portrays a situation in danger of evolving into an imminent widespread catastrophe. A group of individuals voice their personal dramas, and thereby show where they stand — more implicated or more detached — in the face of the events. What seems to be a set of unrelated stories at the end turns out to be a single plot. direção: Jorge Andrade • texto: Chris Thorpe • tradução: Francisco Frazão com: Anabela Almeida, Carlos António, Cláudia Gaiolas, Flávia Gusmão, Jorge Andrade, Márcia Breia, Marco Paiva, Miguel Fragata, Pedro Gil, Sílvia Filipe, Tânia Alves, Wagner Borges, entre outros • cenografia: José Capela, com fotografias de Bruno Simão • figurinos: Rita Lopes Alves • luz: Daniel Worm d’Assumpção • com assistência de: Eduardo Abdala • imagem de divulgação: Isaque Pinheiro • produção: Manuel Poças e João Lemos • assistência de produção: Francisca Rodrigues • consultoria para a gestão e a programação: Vânia Rodrigues • coprodução: Culturgest • apoio: Cine-Teatro do Montijo, Fundação Calouste Gulbenkian, NG5 • imagem: © Bruno Simão

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3 ↦ 5 anos ★ LEITURAS ENCENADAS 2 e 3 novembro ↣ sábado e domingo produção mm Livros com pernas para andar

JOÃO ARAÚJO & ANDRÉ LETRIA Cão e Gato Um cão e um gato que partilham mais do que a mesma cama são o ponto de partida desta história de António Torrado sobre identidades, diferenças e semelhanças. Depois de ter sido editada em livro pela Associação para a Promoção Cultural da Criança com ilustrações de André Letria, pedimos ao premiado ilustrador que regressasse a esta história para compor um cenário para uma leitura encenada. João Araújo trará à vida a história a partir dos elementos visuais criados por André Letria. Dedicado às famílias ao fim de semana, este projeto integra um ciclo que não se cinge às quatro paredes do Teatro e que se apresenta também nas escolas do concelho de Lisboa. sábado: 16h30 / domingo: 11h sala de ensaios ● criança 2€ / adulto 2€ ESCOLAS — ESGOTADO 5 a 8 novembro ↣ terça a sexta duração: 25 min aprox

In this series of staged readings, we challenge several illustrators to create a visual context for Gonçalo M. Tavares, Álvaro Magalhães, António Torrado and Jorge Letria’s stories. Together with a performer, the stories step out of the paper and come to life at the Theatre and at School.

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MÚSICA ★ 5 novembro terça ↣ 22h

DEAN BLUNT Operando na penumbra e cultivando uma tímida visibilidade, os Hype Williams não precisaram de melhores e maiores meios para construírem uma revolução sonora ímpar no outro lado do espelho da pop. Deixaram para trás, entre 2009 e 2012, um corpo de trabalho notável, contagiando e influenciando uma grande geração de músicos que agora procuram a luz do sol. Praticando o enigma, Dean Blunt e Inga Copeland entregaram-se de corpo e alma à tarefa de nos atrair e repelir, confundindo-nos permanentemente — também em palco —, mas oferecendo música que poucos conseguiram prever. Pop experimental, música de dança alternativa ou soul hipnagógica são algumas das tentativas de categorização condenadas ao falhanço — um falhanço divertido que apenas anuncia a amplitude criativa dos cérebros que ativaram Hype Williams. Com The Redeemer, o primeiro álbum a solo, Dean Blunt prometeu limpar a neblina lo-fi e tornar-se sério. Voltou a enganar-nos, apenas dizendo meias verdades: sim, ouvimos agora algumas das suas mais perfeitas e cristalinas canções e arranjos, mas tudo se movimenta ainda com liberdade e subversão oblíquas num mar de infinitas possibilidades. The Redeemer é uma obra tocada pelo génio, feita como um filme inclassificável sobre o amor, sobre a sua perda, que no palco terá uma encenação e narrativa à altura da ambição, com algumas novidades guardadas para bem da surpresa. Se alguns concertos de Hype Williams ficaram míticos, não vão ter de esperar menos do que isso para esta noite; é que Lisboa já foi a casa de Dean Blunt e este é um regresso mesmo especial. sala principal com bancada ● 14€ / 7€ em colaboração com a Filho Único

Just like all of Hype Williams’ albums, The Redeemer is a work touched by genius, made as an unclassifiable film on love and its loss. On stage there will be a setting and a narrative to match Dean Blunt’s ambition, filled with new features, which have to be kept secret in order to hit us by surprise.

voz: Dean Blunt voz, guitarra: Joanne Robertson trompete: David Gray

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TEATRO ★ 7 novembro quinta ↣ 21h30

TIAGO RODRIGUES/ /MUNDO PERFEITO Se uma janela se abrisse Se uma janela se abrisse propõe um vocabulário alternativo para a realidade do país. Um Telejornal da RTP é projetado numa tela. Quatro atores e um músico dobram o texto e o som daquelas imagens, inventando uma nova realidade e um jornalismo poético nos quais as notícias de última hora falam de uma epidemia de silêncio e de políticos que acordam dessincronizados. Uma das grandes referências do jornalismo português, o repórter Adelino Gomes, disse que esta peça “não é apenas uma grande criação, mas também um espetáculo que salva o jornalismo”. Nascida de uma experiência inicial realizada no Teatro Maria Matos, Se uma janela se abrisse estreou em maio de 2010 no Teatro Nacional D. Maria II, no âmbito do alkantara festival. Depois de vários experiências na criação coletiva, esta é a primeira peça escrita e dirigida por Tiago Rodrigues, debruçando-se sobre a subversão teatral de documentos reais. Mais de três anos depois da sua estreia, este espetáculo continua em digressão, tendo sido já apresentado em muitas cidades portuguesas, assim como em Istambul, Bucareste, Madrid, Helsínquia, São Paulo, Rio de Janeiro, Roterdão e Bergen. Nomeado para o Prémio Autores SPA/RTP para Melhor Espetáculo de Teatro 2010 sala principal com bancada ● 12€ / 6€ em português com legendagem em inglês

With English subtitles In this first play written and directed by Tiago Rodrigues, a real television news broadcast is projected on a screen. Four actors and a musician dub text and sound of the images, creating a new reality and a poetic journalism full of surprising news items, such as an epidemic of silence or the politicians of a country waking up out of synch.

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

texto e encenação: Tiago Rodrigues interpretação: Paula Diogo, Cláudia Gaiolas, Tónan Quito, Tiago Rodrigues e Alexandre Talhinhas • colaboração especial: João Adelino Faria vídeo: Bruno Canas e Tiago Rodrigues sonoplastia e banda sonora: Alexandre Talhinhas cenário, figurinos e luzes: Magda Bizarro e Tiago Rodrigues direção de produção e fotografia de cena: Magda Bizarro assistência de produção: Rita Mendes • apoio técnico: André Calado produção: Mundo Perfeito • apoio: Direção de Informação da RTP e todos aqueles que participaram graciosamente no espetáculo • coprodução: alkantara festival e Teatro Nacional D. Maria II imagem: © Magda Bizarro

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TEATRO ★ 8 e 9 novembro sexta e sábado ↣ 21h30 coprodução mm

MALA VOADORA + THIRD ANGEL what I heard about the world Quando os soldados americanos partem para a guerra, há um serviço que fornece às famílias fotografias deles em tamanho natural, os flat daddies, para que o “papá” possa manter-se presente em casa. Uma história verdadeira sobre uma coisa falsa, tal como muitas outras: uma empresa especializada em vender álibis, inclusivamente as provas necessárias, fotografias retocadas para o obituário do jornal, burros pintados de zebras, carpideiras, réplicas, operações cirúrgicas para alterar as linhas da mão. Alexander Kelly, Chris Thorpe e Jorge Andrade construíram um mapa de histórias, uma para cada país, do Afeganistão ao Zimbabué. A partir deste mapa, surgiu o espetáculo what I heard about the world, uma seleção de histórias falsas, para reconhecer o mundo real. Estreado em 2010, what i heard about the world já teve mais de 80 apresentações em 8 países. Nomeado pelos Total Theatre Awards para Melhor Espetáculo do Fringe Festival Edimburgo 2012 sala principal com bancada ● 12€ / 6€ em português e inglês com legendagem

In English and Portuguese with subtitles After delivering more than 80 presentations in 8 countries, mala voadora (PT) and Third Angel (UK) are back at Teatro Maria Matos with what I heard about the world. American soldiers being substituted by life size pictures to serve as ‘flat daddies’ while they’re on service, donkeys painted like zebras, a company that sells alibis, including the necessary proof… what I heard about the world is a witty and sometimes disturbing collection of fake stories about a real world.

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

de e com: Alexander Kelly, Chris Thorpe e Jorge Andrade colaboração: José Capela e Rachel Walton luz: João d’Almeida • com assistência de: Eduardo Abdala produção: Manuel Poças e João Lemos assistência de produção: Francisca Rodrigues consultoria para a gestão e a programação: Vânia Rodrigues coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, Sheffield Theatres e Pazz Festival apoio: LuxFrágil • imagem: © José Carlos Duarte

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MÚSICA ★ 12 novembro terça ↣ 22h

EDUARDO RAON The drive for impulsive actions

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Rir, sorrir, bocejar, suspirar, mover, lutar e, até, matar fazem parte de um repertório humano de comportamentos contagiosos que acabam por ser bem mais irracionais do que gostaríamos de considerar. No entanto, exibimo-los e participamos neles diariamente, sem pudor, em qualquer lugar, em todos os lugares. Nesta peça em estreia ao vivo, Eduardo Raon utiliza a harpa, o daxophone (instrumento inventado por Hans Reichel), computador e vídeo para uma performance sobre ações impulsivas — humanas e não só —, gestos involuntários socialmente virais, atuações irrefletidas, atitudes imponderadas e ruídos orais pouco conscientes. A compreensão global desta obra, que por estes dias será editada pela portuguesa Shhpuma, revelar-se-á no diálogo e choque entre música e vídeo, entre sons e imagens. Mas também entre a geometria da partitura e o sentido de improvisação livre de Raon. E não será essa dicotomia a melhor ilustração da carga ambivalente dos nossos impulsos, controlados porém livres? Habituado a não ter os dois pés num mesmo chão, Raon opta por se especializar num instrumento de simbolismo irremediavelmente clássico para o subverter por completo em composições experimentais. É também de eletrónica que a sua harpa é feita e o seu discurso ganha uma originalidade rara. Baseado em Liubliana, Raon tem trabalhado intensivamente entre Portugal e a Eslovénia, compondo regularmente para cinema, animação, teatro, dança e instalações. Foi convidado para as recentes digressões de I-Wolf e Maria João & Mário Laginha, e já estreou composições de Joana Sá (com quem tem o projeto Powertrio), João Lucas, Eurico Carrapatoso, Clotilde Rosa, Ivan Moody ou Eli Camargo. sala principal com bancada ● 12€ / 6€

In The drive for impulsive actions, the harp, the daxophone (an instrument invented by Hans Reichel), electronics, percussion and video are summoned on stage to support a performance focused on impulsive actions (both human and animal), involuntary gestures and semiconscious verbalizations. The overall meaning of this work reveals itself in the dialogue between the music and the image.

harpa, daxophone, computador, vídeo: Eduardo Raon imagem: © Emanuel Magessi

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8+ anos ★ TEATRO 13 a 17 novembro ↣ quarta a domingo coprodução mm

REGINA GUIMARÃES E CATARINA LACERDA Comer a Língua Com texto original de Regina Guimarães, este espetáculo mostra a complexidade da língua, revelando a sua abertura a múltiplas influências culturais e a sua capacidade de mutação. Através de trava-línguas e outros jogos semânticos, o espetáculo demonstra uma língua pensante, cantante, viva. Uma língua para ouvir, dizer, cheirar e comer. Sentir e fazer sentir. Crescer e querer crescer. Língua é pano para mangas: Quem come chora por mais! Por palavra diferimos De outras vozes animais. E pelo gosto da fala É que a gente se faz gente, Amando perdidamente Tudo quanto não nos cala.

Regina Guimarães

semana: 10h / sábado e domingo: 16h30 sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 50 min

With an original text by Regina Guimarães, this performance shows the complexity of the language, revealing its openness to multiple cultural influences and its plastic ability to mutate. A thinking, singing, and living language. A language to listen, say, smell and eat. To feel and to make someone feel. To grow and to want to grow. texto original: Regina Guimarães direção artística e encenação: Catarina Lacerda • direção plástica: Ana Guedes direção musical: Jorge Queijo • interpretação: Susana Madeira design gráfico: Susana Guiomar • produção executiva: Sílvia Carvalho produção: Teatro do Frio • uma encomenda: Guimarães 2012 — Capital Europeia da Cultura coprodução: Teatro do Frio e Maria Matos Teatro Municipal imagem: © Joana Castelo

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TEATRO ★ 14 novembro quinta ↣ 21h30

MALA VOADORA Os Justos de Albert Camus

Na peça de teatro Os Justos, um grupo de revolucionários russos planeia um atentado à bomba contra a pessoa do grão-duque. O frio planeamento da morte em nome de um ideal grandioso vai dando lugar a um confronto de perspetivas éticas sobre o valor de conceitos e ideais abstratos a atingir através da morte e o valor de atos concretos que celebram a vida humana. Os Justos foi a primeira encenação de Jorge Andrade, tendo estreado em 2004, no edifício do Teatro da Garagem no Poço do Bispo. Na encenação, estabeleceu-se uma correspondência entre, por um lado, as tentativas de atentado pelos membros do grupo terrorista e, por outro, as tentativas realizadas pelo coletivo de atores no sentido de concretizar a peça. Na altura, para a recém-formada mala voadora, a apresentação de um “espetáculo em montagem”, sem figurinos e com recurso a ações e registos próprios de ensaios, constituiu um ato de grande liberdade criativa, um ato fundador. Distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Madalena Azeredo Perdigão 2004, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian sala principal com bancada ● 12€ / 6€

In Les justes [The just assassins], by Albert Camus, a group of Russian terrorists plans a bomb attack against the Grand-Duke. Soon, the calculated planning of death in the name of a grand ideal, gives way to a confrontation of perspectives about the value of abstract ideas and concepts to be attained through death and the value of concrete acts that celebrate life. texto: Albert Camus • tradução e adaptação: elenco original direção: Jorge Andrade • com: Anabela Almeida, John Romão, Miguel Fragata, Pedro Gil e Wagner Borges • colaboração coreográfica: Miguel Pereira som: Sérgio Delgado • cartaz e apoio dramatúrgico: Suzana Vaz produção: João Lemos • assistência de produção: Francisca Rodrigues consultoria para a gestão e a programação: Vânia Rodrigues financiado pelo: Ministério da Cultura/Instituto das Artes (2004) apoio: Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Lisboa e Teatro da Garagem • imagem: © Susana Paiva

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

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TEATRO ★ 15 e 16 novembro sexta e sábado ↣ 21h30

TIAGO RODRIGUES/ /MUNDO PERFEITO Três dedos abaixo do joelho Estreado no Teatro Nacional D. Maria II, no âmbito do alkantara festival, Três dedos abaixo do joelho foi já apresentado em diversas cidades portuguesas e europeias. A peça nasce duma visita à Torre do Tombo para consultar o arquivo da censura durante a ditadura salazarista. Aí estão não só milhares de manuscritos de peças censuradas ou proibidas, mas também os relatórios escritos pelos próprios censores nos quais explicam os cortes ou proibições de textos e encenações. A ironia por trás de Três dedos abaixo do joelho é que transforma os censores em dramaturgos, usando os seus relatórios como o texto do espetáculo. Um censor escreveu que “nenhum corte deve ser percetível ao público” e esta peça seguiu à risca essa instrução. Destruindo as fronteiras entre as palavras de Shakespeare ou as de um censor, Três dedos abaixo do joelho usa o teatro para revelar o pensamento por trás dos mecanismos da censura e transforma o legado daqueles que oprimiram a liberdade artística e política num instrumento em que se aponta o que é perigoso e importante no teatro. O Mundo Perfeito chama-lhe “uma doce vingança”. Vencedor do Prémio Autores SPA/RTP para Melhor Espetáculo de Teatro de 2012 / Vencedor do Globo de Ouro para Melhor Espetáculo de Teatro de 2012 / Escolhido pelo jornal Público como um dos melhores espetáculos de 2012 / Nomeação para Prémio Autores SPA/ RTP para Melhor Texto Português Representado / Nomeação para Globo de Ouro para Melhor Atriz de Teatro sala principal com bancada ● 12€ / 6€

While delving into the archive of censored theatre during Salazar’s dictatorship, Mundo Perfeito found thousands of censored or prohibited manuscripts, as well as the reports written by the censors explaining the cuts of texts and prohibitions of stagings. Three fingers below the knee turns the censors into playwrights, using their reports to reveal the mechanisms behind censorship.

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

encenação: Tiago Rodrigues texto: Tiago Rodrigues, a partir de relatórios de diversos censores do SNI interpretação: Isabel Abreu e Gonçalo Waddington pesquisa e apoio dramatúrgico: Joana Frazão vídeo: Tiago Guedes e Rita Barbosa (Take it Easy) sobre o arquivo da RTP conceito de figurinos: Magda Bizarro e Tiago Rodrigues, a partir do espólio do TNDMII • cenário: Magda Bizarro, Rita Barbosa e Tiago Rodrigues desenho de luz e direção técnica: André Calado música: Márcia Santos (O gosto do poder) e Alexandre Talhinhas (Drum’n’Bass) direção de produção e fotografia de cena: Magda Bizarro assistência de produção e legendagem: Rita Mendes • produção: Mundo Perfeito coprodução: alkantara festival e Teatro Nacional D. Maria II, Kunstenfestivaldesarts, De Internationale Keuze van de Rotterdamse Schouwburg e Stage Helsinki Theatre Festival • projeto coproduzido por: NXTSTP, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia apoios: RTP, Take it Easy, Arquivo Nacional da Torre do Tombo/DGARQ, TNDMII e Biblioteca do TNDMII imagem: © Magda Bizarro

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TEATRO ★ 20 a 23 novembro quarta a sábado ↣ 21h30 coprodução mm

TIAGO RODRIGUES/ /MUNDO PERFEITO By Heart Em By Heart, Tiago Rodrigues ensina um poema a dez pessoas à frente do público. Enquanto as ensina, vai desfiando histórias sobre a sua avó quase cega e sobre escritores e personagens de livros que, de algum modo, estão ligados a ela e a ele próprio. Esses livros também estão lá, em palco, dentro de caixotes de fruta. E, à medida que cada par de versos vai sendo ensinado ao grupo, emergem ligações improváveis entre o vencedor do Nobel Boris Pasternak, uma cozinheira do Norte de Portugal e um programa de televisão holandês chamado Beleza e Consolação. By Heart é uma peça sobre a importância da transmissão, do invisível contrabando de palavras e ideias que apenas guardar um texto na memória pode oferecer. É sobre um teatro que se assume como esse lugar de transmissão do que não pode ser medido em metros, euros ou bytes. É sobre o esconderijo seguro que os textos proibidos sempre encontraram nos nossos cérebros e nos nossos corações, garantia de civilização mesmo nos tempos mais bárbaros e desolados. Como disse o teórico de literatura George Steiner numa entrevista ao programa de televisão Beleza e Consolação: “Assim que dez pessoas sabem um poema de cor, não há nada que a KGB, a CIA ou a Gestapo possam fazer. Esse poema vai sobreviver”. sala principal com bancada ● 12€ / 6€

In By Heart, Tiago Rodrigues teaches a poem to 10 people in front of the audience. While teaching them, Rodrigues unfolds a mix of stories of his soon-to-be-blind grandmother and stories of writers and characters from books. By Heart is a piece about the importance of transmission, of the invisible smuggling of words and ideas that only keeping a text in your memory can provide.

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

texto, encenação e interpretação: Tiago Rodrigues texto com fragmentos e citações de: William Shakespeare, Ray Bradbury, George Steiner, Oliver Sacks, Joseph Brodsky, entre outros cenário, adereços e figurino: Magda Bizarro • apoio técnico: André Calado direção de produção e fotografia de cena: Magda Bizarro assistência de produção: Rita Mendes • residência artística: O Espaço do Tempo produção: Mundo Perfeito • coprodução: O Espaço do Tempo, Maria Matos Teatro Municipal • espetáculo criado com a cumplicidade da equipa d’O Espaço do Tempo imagem: © Westwood & Strides

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TEATRO ★ 26 a 29 novembro terça a sexta ↣ 21h30 coprodução mm

MALA VOADORA + ASSOCIATION ARSÈNE + SIMON RUMMEL Paraíso 1 Paraíso 1 resulta de uma colaboração entre a mala voadora, a transdisciplinar Association Arsène (Paris), e o músico Simon Rummel (Colónia). Esta equipa prepara-se para uma viagem até ao paraíso e, como faziam os viajantes no século XIII, inspira-se em informações que descobre entre a objetividade dos atlas (antecessores dos guias turísticos) e o delírio literário em torno do exótico, as chamadas mirabilia. Nas mirabilia, tudo era minuciosamente descrito: plantas, animais, a geografia, paisagens. Lendo estes documentos com a distância de séculos, são os erros que mais dizem sobre os seus autores, porque são uma invenção. Como o futuro. sala principal com bancada ● 12€ / 6€

Paraíso 1 [Paradise 1] is the result of a collaboration between mala voadora, transdisciplinary Association Arsène and German musician Simon Rummel. This team is getting ready for a journey to paradise, and just like 13th century travellers it takes inspiration from the objective data found in atlases (the predecessors of our ‘tourist guides’), but also from the delightful literary inventions concerning the exotic.

de e com: Jorge Andrade, Odile Darbelley e Simon Rummel colaboração e cenografia: José Capela e Michel Jacquelin colaboração dramatúrgica: David Cabecinha banda sonora: Rui Lima e Sérgio Martins • apoio coreográfico: Fernando Santos imagem de divulgação: António MV • produção: João Lemos assistência de produção: Francisca Rodrigues consultoria para a gestão e a programação Vânia Rodrigues coprodução: mala voadora, Association Arsène, Maria Matos Teatro Municipal, Théâtre des Bernardines, O Espaço do Tempo, tanzhaus nrw e Marseille-Provence 2013 – Capital Europeia da Cultura • financiado por: Institut Français, Conseil Régional PACA e EHESS Paris (Labex) com o apoio da Comissão Europeia imagem: © António MV

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mala voadora/Mundo Perfeito 10 anos

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DANÇA ★ 5 a 7 dezembro quinta a sábado ↣ 21h30 coprodução mm

CLÁUDIA DIAS Nem tudo o que fazemos tem de ser dito, nem tudo o que dizemos tem de ser feito Em Nem tudo o que fazemos tem de ser dito, nem tudo o que dizemos tem de ser feito assumo a centralidade que o texto foi ganhando nos meus últimos trabalhos, mas liberto-me da autoria da escrita. Contudo, assumo inteiramente a responsabilidade da linguagem ao fornecer aos autores do texto a matéria-prima — as palavras. Mas que palavras fornecer sem condicionar, à partida, o conteúdo do texto, tornando o ato de desresponsabilização da autoria numa mera estetização? Decido então fornecer palavras que não me pertencem. Encontro um texto de António Pinto Ribeiro escrito para o jornal Público e, desorganizando o seu encadeamento, envio uma listagem de palavras aos autores. Livre da escrita posso dedicar-me, então, à inscrição. Neste sentido, será esse o objetivo central e político desta nova criação — inscrever — para que o que é dito e escrito não se dilua, impune, num etéreo e efémero espaço, mas que ecoe publicamente e sejamos todos responsabilizados pelo que vinculamos. Para que haja memória. E talvez seja esta a característica mais distintiva desta peça, relativamente a anteriores, a consciência de que o teatro é também espaço de inscrição. Cláudia Dias

sala principal com bancada ● 12€ / 6€

Cláudia Dias focuses in this new creation on the theatre as a place of inscription — “so that what is said and written does not dilute itself unpunished in an ethereal and fleeting space, rather resonates publicly, and we are all held responsible for what we convey. So that there may be memory.”

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conceção e direção: Cláudia Dias interpretação: Cláudia Dias e Cecília Laranjeira texto: António Pinto Ribeiro, Jorge Feliciano e Pablo Lareo direção técnica e luz: Carlos Gonçalves • acompanhamento crítico: João Fiadeiro gestão financeira: Andrea Sozzi/SUMO} • coprodução: Maria Matos Teatro Municipal • apoio: Fundação Calouste Gulbenkian • apoio residências: Inteatro — Centro Internazionale Di Produzione Teatrale, DeVir/CAPa, Fórum Cultural José Manuel Figueiredo/CEA.VA, Re.Al, Circular — Festival de Artes Performativas e alkantara festival • imagem: © José Frade

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3 ↦ 5 anos ★ TEATRO 7 a 15 dezembro (exceto 8 e 9) ↣ sábado a domingo coprodução mm

ANTÓNIO JORGE GONÇALVES Barriga da Baleia Sari e Azur regressam ao Teatro Maria Matos depois de muito terem viajado pelo país dentro da Barriga da Baleia. E, na celebração deste reencontro com Lisboa, será lançado um livro para que estória e imagens perdurem impressas no papel. Esta epopeia marítima de desenhos luminosos, objetos manipulados e canções conta a história de Sari, uma menina que, cansada de esperar que os pais acordem, decide ir sozinha até à praia. Lá encontra Azur, mas é imediatamente engolida por uma grande onda que a leva até à boca de uma baleia. Aí dentro, a solidão reina, apesar dos bichos estranhos que habitam entre os dentes grandes e de um velho que conta quantos peixes tem o mar. Vale-lhe então o engenhoso Azur que, vazando a água do oceano, a consegue libertar. Mas que será feito agora da baleia e daqueles peixes, sem mar para nadar? semana: 10h / sábado e domingo: 11h e 16h30 sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 40 min

Sari and Azur return to Teatro Maria Matos after doing a lot of travelling around the country inside the Belly of the whale. There will be a book release celebrating this coming back to Lisbon, so that the story and the images, printed on paper, endure.

criação: António Jorge Gonçalves intérpretes: Ana Brandão (narração, canções e movimento) e António Jorge Gonçalves (realização plástica, desenho e manipulação de objetos, sonoplastia) uma encomenda: Maria Matos Teatro Municipal • coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, Centro Cultural Vila Flor, Festival Temps d’Images

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MÚSICA ★ 10 dezembro terça ↣ 22h

EMPTYSET Depois de inúmeras revoluções na música eletrónica, chega-nos de Bristol, Inglaterra, um duo que volta a mostrar quão excitante é escutarmos a condução da eletricidade e como velhas máquinas podem tornar tudo bem mais sensual. Partindo do mundo analógico, Paul Purgas, curador e músico, e James Ginzburg, diretor dos estúdios Multiverse, têm mergulhado bem fundo no minimalismo, juntando a fisicalidade do ritmo, a amplitude dos espaços e o empenho no processamento de sons. O que nasce disto tudo é uma frondosa arquitetura sonora que subtrai do ruído e da física infinitesimal desafios e alimentos importantes para a composição. Colaborando com artistas visuais de renome, Emptyset é também um projeto que abraça a imagem, tornando-a parte fundamental dos seus concertos, procurando expor as mesmas dialéticas: relação entre velhas e novas técnicas e tecnologias, e exploração dos limites do visível. Com dois álbuns editados e um portentoso maxi na Raster-Noton de Carsten Nicolai, Emptyset têm percorrido todos os grandes festivais de música eletrónica — como o Madeira Dig, com quem partilhamos esta dupla vinda a Portugal —, deixando no ar a ideia provocadora que se há descendência direta do trabalho dos Pan Sonic, também é verdade que depois da anunciada pausa de Mika Vainio e Ilpo Vaisanen, estes ingleses são a mais importante dupla eletrónica do momento. Depois de termos recebido Univrs de Alva Noto em 2012, preparem-se para nova massagem rítmica de igual deslumbre sonoro e visual. sala principal com bancada ● 14€ / 7€ em colaboração com o festival Madeira Dig

After the annouced pause of Pan Sonic, Emptyset are the most important contemporary electronics duo. They amplify noise, electricity and stuff from the displays of old machines, in order to make virtual, industrial, demolishing dance music. After Alva Noto and Univrs in 2012, get ready for the same rhythmic dazzle.

eletrónica: Paul Purgas e James Ginzburg vídeo: Sam Williams

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There's no such thing as society Ninguém pensa no futuro hoje em dia. Nem ninguém fala sobre o amor — porque não faz parte do discurso económico dominante — que, no fundo, é limitado e completamente utilitário. Richard Buckminster Fuller (arquiteto e designer)

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Depois da introdução de setembro, aterramos na primeira etapa do ciclo There’s no such thing as society com foco no conceito da Fraternidade. Logo no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, a palavra aparece ao lado dos seus congéneres, a Liberdade e a Igualdade: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Enquanto a Liberdade e a Igualdade formam os direitos básicos inalienáveis de cada indivíduo, formando a base do triângulo, a Fraternidade parece definir a forma em que as pessoas livres e iguais devem interagir: como irmãos. Na melhor tradição iluminista, esta relação fraterna é caracterizada como imbuída de razão e consciência, mas não faz referência ao amor (fraternal). Numa altura em que a Felicidade Interna Bruta está a desafiar o reinado do Produto Interno Bruto como medida do progresso das nações, as duas propostas artísticas que apresentamos em dezembro vão à procura da empatia e do amor que parecem faltar na equação: De Warme Winkel testa com humor e acidez a empatia entre nações, enquanto Sarah Vanhee reflete sobre o amor como a base irredutível da vivência humana em comunidade.

There’s no such thing as Society faz parte do tema The Individual and the Common da rede House on Fire e é apoiado pelo Programa Cultura da União Europeia

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TEATRO ★ 13 a 15 dezembro sexta e sábado ↣ 21h30 domingo ↣ 18h30 coprodução mm

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DE WARME WINKEL (Utrecht) We Are Your Friends O coletivo De Warme Winkel é a nova companhia fetiche do teatro holandês. Os seus espetáculos esgotam invariavelmente, a imprensa usa palavras como “surpreendente”, “comovente” ou “maravilhoso” e a companhia está pelo terceiro ano consecutivo representada na lista das dez melhores encenações do ano. Depois de apresentar em Lisboa, no âmbito dos Dias da Transição, as contradições do sistema financeiro em San Francisco, os holandeses De Warme Winkel voltam a falar-nos da crise e das suas repercussões no Velho Continente. Este coletivo adora a História e tem uma fascinação pelo nosso tempo complexo e polimorfo. Nesta obra política e poética que analisa os sintomas duma Europa doente, joga-se com diferentes estilos e formas, com clichés e com o público e as suas expetativas. “Criámos a peça por encomenda de um grupo de teatros de Praga, Bruxelas, Toulouse, Berlim, Amesterdão e Lisboa (inseridos na rede House on Fire), mas não sabemos qual o país que mais merece a nossa empatia (e rating AAA). Vamos mostrar a nossa solidariedade e testar a vossa, tentando descobrir o prazo de validade da Europa que conhecemos”. sala principal com bancada 14€ / 7€ ● em inglês

De Warme Winkel is getting her teeth into the crisis that is now sweeping through Europe. By analogy with the Arab Spring, they are fighting for an Amsterdam Spring: political and poetic pieces that energetically probe the painful wound. In previous productions, they became involved in the ‘war of cultures’ and dealt with the crisis. In the new piece, We are your friends, they are testing Europe’s use-by date. conceito e interpretação: Mara van Vlijmen, Maria Kraakman, Ward Weemhoff e Vincent Rietveld • direção: Marien Jongewaard • desenho de luz: Prem Scholte Albers • composição e desenho de som: Bo Koek • produção: Sophie van Hoorn comunicação: Anniek Engelsman • direção de produção: Jantien Plooij agradecimentos: Performing Arts Fund NL e cidade de Utrecht coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, Frascati Theater, Théâtre Garonne, Archa Theater, HAU Hebbel am Ufer e Kaaitheater • imagem: © Wouter de Wit

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There's no such thing as society

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PERFORMANCE ★ 14 dezembro sábado ↣ 18h30

SARAH VANHEE (Amesterdão) Lecture for Every One

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Lecture for Every One não é um espetáculo, é uma intrusão amigável, um vírus benigno que se propaga nas veias da cidade. Durante uma semana, entre 7 e 14 de dezembro, Sarah Vanhee e Anabela Almeida juntar-se-ão a reuniões e assembleias em vários contextos — uma conferência num hotel de luxo, uma assembleia municipal, uma reunião do sindicato, a reunião de equipa de uma multinacional, um ensaio de um coro de igreja — para dar uma pequena palestra. Apenas uma pessoa sabe da sua visita, para todos os outros a sua gentil intromissão é uma surpresa. No seu discurso, Sarah Vanhee procura abordar os cidadãos como indivíduos e como coletivo, evitando a linguagem impessoal da lei, da política, da comunicação social e da publicidade. “Lecture for Every One é um conjunto híbrido de histórias e reflexões políticas com um impulso performativo. No texto, abordo algumas das minhas preocupações acerca da nossa convivência e da condição do comum. Tento repensar uma ética do comum e da partilha, propondo novas ficções, diferentes das que predominam na sociedade ocidental contemporânea.” No último dia da sua estadia, Sarah Vanhee fará uma apresentação do projeto e uma visita guiada ao seu percurso inusitado por pequenas e grandes reuniões na cidade de Lisboa. Acompanhe a semana de Sarah Vanhee em Lisboa no website lectureforeveryone.be e nas redes sociais Facebook e Twitter. sala principal com bancada ● entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento prévio de bilhete no próprio dia a partir das 15h duração: 45 min ● em inglês e português

Lecture for Every One is not a show. It is an intruder, a gift, a pleasant virus spreading through the complex fabric of the city. Sarah Vanhee enters community gatherings — a sales meeting in a luxury hotel, a city council, a staff meeting at a multinational, a choir rehearsal — to give a brief lecture. Only one person within the organization knows of her coming, for everyone else it’s a total surprise.

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There's no such thing as society

conceito e texto: Sarah Vanhee • em colaboração com: Juan Dominguez Rojo, Berno Odo Polzer, Dirk Pauwels & Kristien Van den Brande performance versão inglesa: Sarah Vanhee performance versão portuguesa: Anabela Almeida coordenação com organizador local e website: Edith Goddeeris, Marika Ingels e Linda Sepp • tradução: Nuno Ventura Barbosa produção: CAMPO • coprodução: Kunstenfestivaldesarts & Frascati Producties apoio: STUK Kunstencentrum • imagem: © x-ray delta one (cc by-nc-sa 2.0)

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MÚSICA ★ 18 dezembro quarta ↣ 22h

ADRIAN UTLEY GUITAR ORCHESTRA Terry Riley's In C Embora não se saiba determinar o exato momento em que o conceito moderno de música minimal terá eclodido, há um quarteto de nomes que estarão sempre associados à introdução deste género na genealogia musical: Steve Reich, Philip Glass, La Monte Young e Terry Riley. Apesar de outros importantes compositores terem explorado as técnicas minimais durante a década de 60 — tanto norte-americanos (John Adams ou Tom Johnson) como europeus (Michael Nyman ou Ernstalbrecht Stiebler) — foram as obras dos quatro compositores acima citados que revestiram de importância o minimalismo no seio da composição contemporânea. In C, de Terry Riley, composta em 1964, commumente referenciada como a mais influente peça do minimalismo. Contém meia centena de frases musicais, de extensão variável, que podem ser interpretadas repetidamente, sem limite — daí a duração oscilar entre os 15 minutos e as muitas horas de execução, embora seja habitual ouvirmos interpretações com tempos com cerca de uma hora. A mais recente versão desta obra-prima é assinada por Adrian Utley, membro dos Portishead, que se fez rodear por um grande ensemble de guitarristas, eletrificando suavemente a partitura e ligando-a subtilmente com o trabalho no wave de Glenn Branca ou Rhys Chatham. Relembrando o nosso último concerto de 2012 — Music For Six Guitars de Ben Frost —, neste ano voltamos a convocar vários guitarristas e um teclista portugueses para subirem ao palco e fazer-nos viajar ao big-bang do minimalismo, ouvindo uma das mais heterodoxas e hipnóticas versões de In C. sala principal ● 15€ / 7,5€

With an ensemble of Portuguese guitar and keyboard players, Portishead member Adrian Utley performs an electric version of Terry Riley’s famous and inspiring piece In C, the founding work of Minimalism, composed in 1964.

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guitarras: Adrian Utley, André Gonçalves, Alex Hogg, Charlie Romijn, Deej Dhariwal, Denny Ilett, Filipe Felizardo, Jeff Spencer, João Paulo Feliciano, Neil Smith, Peixe, Riccardo Dillon Wanke e Stig Manley órgão: Charles Hazlewood e Tiago Sousa órgão e clarinete baixo: Ross Hughes imagem: © Benoit Peverelli


MÚSICA ★ 20 dezembro sexta ↣ 22h

MARC ALMOND Alternative Acoustic Christmas Num extremo está Tainted Love dos Soft Cell, há mais de trinta anos, no outro está uma carreira intocável de muitos discos e muitas provas em como Marc Almond é um dos grande intérpretes ingleses da sua geração. Ao longo de uma carreira tão longa quanto o êxito de Tainted Love, single milionário, muitos foram os momentos em que a sua música passou por canções de outros, homenageando autores que ajudaram a moldar a sua arte. Destacam-se Marc Bolan, de onde retirou o seu nome próprio, Scott Walker, Nico, Juliette Gréco ou, talvez o mais relevante, Jacques Brel. As canções, na sua voz e, sobretudo, interpretação dramática, ganham vida própria, como se fossem personagens de um film noir, encharcadas em melancolia, vivendo tragicamente no meio de tons nostálgicos. Na verdade, essas canções são muitas vezes peças da sua existência: Stardom Road, de 2007, foi declaradamente um álbum biográfico, mas escrito com temas de Sinatra, Aznavour ou Bowie. Antes, em 2000, Heart On Snow documentaria a sua vivência em Moscovo, interpretando canções folk russas, algumas delas pela primeira vez em inglês, concretizando, talvez, o mais ambicioso projeto profissional da sua vida. Porém, talvez seja somente ao vivo que as canções tomam conta do seu corpo, do seu olhar, da sua voz, é em cima de um palco que as suas máscaras são colocadas e as palavras criam a dramaturgia, montando um cabaret único de cor sangue e tons negros. Aceitando um desafio do Teatro Maria Matos, Marc Almond estreia-se em Portugal com um concerto original e exclusivo, refazendo as suas memórias natalícias num espetáculo intimista que subverterá as convenções da quadra, pegando em clássicos do advento e do seu próprio songbook. Esta vai ser a verdadeira noite feliz. sala principal ● 18€ / 9€

On one extreme, there’s Tainted love of thirty years ago. On the other, a so far untouchable career featuring Marc Almond as one the greatest British interpreters of his generation. Teatro Maria Matos challenged him to do an exclusive Christmas's concert — in his own unique, original and provocative way.

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voz: Marc Almond guitarra: Neal Whitmore piano: Martin Watkins baixo: Carl Holt imagem: Š Mike Owen


TEATRO ★ 9 a 11 janeiro 2014 quinta a sábado ↣ 21h30 14€ / 7€

FORCED ENTERTAINMENT Tomorrow’s Parties Com dois atores num palco de 1,20 x 0,80 m Tomorrow’s Parties é um espetáculo pequeno, mas uma das grandes peças dos Forced Entertainment. Explorando ideias e clichés sobre a miríade de possibilidades que o futuro contempla, Tomorrow’s Parties junta centenas de pequenas narrativas de otimismo e desespero. Um olhar delicioso sobre os medos e esperanças que habitam o futuro.

a seguir... MÚSICA ★ 16 janeiro 2014 quinta ↣ 22h 18€ / 9€

CASS MCCOMBS Em maio, tinha prometido um concerto acústico e intimista, a pensar no público português, quando um acidente o fez cancelar a digressão europeia. Em janeiro, cumpre a promessa, acrescentando à bagagem mais um — duplo! — álbum que, entretanto, editou neste outono.


Coproduções em digressão em 2013 e 2014 Æ

MARINA NABAIS ★ Viagem ao interior da dança Estreia novembro 2011 Viseu ● Teatro Viriato ↣ outubro Almada ● Arteemrede — Fórum Romeu Correia ↣ 28 novembro

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MARINA NABAIS ★ Um corpo que dança Estreia março 2012 Almada ● Arteemrede — Fórum Romeu Correia ↣ 29 e 30 novembro

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TG STAN ★ Nora Estreia julho 2012 Japão ● Tóquio, International Modern Ibsen Festival ↣ 27 e 28 novembro

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ANTÓNIO JORGE GONÇALVES ★ Barriga da Baleia Estreia novembro 2012 Barreiro ● Auditório Municipal Augusto Cabrita ↣ 17 novembro Aveiro ● Museu da Cidade de Aveiro ↣ 20 e 21 novembro Ílhavo ● Centro Cultural de Ílhavo ↣ 22 e 23 novembro Sobral de Monte Agraço ● Cine-Teatro do Sobral de Monte Agraço ↣ 24 novembro Águeda ● Cine-Teatro S. Pedro ↣ 20 e 21 dezembro

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REGINA GUIMARÃES E CATARINA LACERDA ★ Comer a Língua Estreia março 2013 Porto ● Teatro Nacional S. João ↣ 19 a 23 novembro

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MARINA NABAIS ★ O peso de uma semente Estreia março 2013 Almada ● 17.ª Mostra de Teatro de Almada — Fórum Romeu Correia ↣ 15 e 16 novembro

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VICTOR HUGO PONTES ★ ZOO Estreia junho 2013 Guimarães ● Centro Cultural Vila Flor ↣ 2 novembro Viseu ● Mostra de Dança — Teatro Viriato ↣ 14 novembro

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JOANA PROVIDÊNCIA ★ Opostos bem-dispostos Estreia setembro 2013 Vila do Conde ● Teatro Municipal de Vila do Conde ↣ 7 a 9 novembro

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GONÇALO WADDINGTON E CARLA MACIEL ★ Macbain Estreia outubro 2013 Cartaxo ● Centro Cultural de Cartaxo ↣ 7 dezembro

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MALA VOADORA + ASSOCIATION ARSÈNE + SIMON RUMMEL ★ Paraíso 1 Estreia novembro 2013 França ● Marselha, Théâtre des Bernardines, Marselha 2013 — Capital Europeia da Cultura ↣ 20 a 24 novembro Porto ● espaço mala voadora ↣ 30 novembro

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DE WARME WINKEL ★ We are your friends Estreia novembro 2013 Bélgica ● Bruxelas, Kaaitheater ↣ 14 a 16 novembro Alemanha ● Berlin, HAU ↣ 21 a 24 novembro República Checa ● Praga, Archa Teather ↣ 1 a 3 dezembro França ● Toulouse, Theatre Garonne ↣ 18 a 20 dezembro Países Baixos ● Amesterdão, Frascati ↣ 7 a 11 janeiro 2014 Países Baixos ● Utrecht, Theater Kikker ↣ 14 a 18 janeiro 2014

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INÊS BARAHONA E MIGUEL FRAGATA ★ Caminhada de Elefantes Estreia novembro 2013 Moita ● Fórum C. José Manuel Figueiredo ↣ 17 novembro Santarém ● Teatro Sá da Bandeira ↣ 21 novembro Montijo ● Cinema Teatro Joaquim d’Almeida ↣ 23 novembro Alcanena ● Cine-Teatro S. Pedro ↣ 26 novembro Sobral de Monte Agraço ● Cine-Teatro de Sobral de Monte Abraço ↣ 8 dezembro Sesimbra ● Cineteatro Municipal João Mota ↣ 10 dezembro


BILHETEIRA terça a domingo das 15h às 20h em dias de espetáculo das 15h até 30 minutos após o início do mesmo 218 438 801 • bilheteira@teatromariamatos.pt bilheteira online: www.teatromariamatos.pt outros locais de venda: ABEP / Agência de bilhetes Alvalade / CTT / Fnac / São Luiz Teatro Municipal / Worten

DESCONTOS* PREÇO ÚNICO 5€ menores de 30 anos (apenas válido para espetáculos mencionados) DESCONTO 50% portadores do cartão Maria & Luiz, estudantes, maiores de 65 anos, pessoas com deficiência e acompanhante, desempregados, profissionais do espetáculo, funcionários da CML e empresas municipais (extensível a acompanhante) DESCONTO 30% grupos de dez ou mais pessoas (com reserva e levantamento antecipado) CARTÃO MARIA & LUIZ cartão que garante acesso a desconto de 50% a todos os espetáculos assinalados do Teatro Maria Matos e do Teatro São Luiz para maiores de 30 e menores de 65 anos durante 12 meses. Preço 10€. Condições: Válido durante 12 meses a partir do momento da compra. Desconto mediante apresentação do cartão, apenas válido na bilheteira física e online do Teatro Maria Matos e do Teatro São Luiz. Não acumulável com outros descontos e não extensível a espetáculos de preço único, passes e outros selecionados. A utilização do cartão é pessoal e intransmissível. *descontos não acumuláveis


RESERVAS

Levantamento prévio obrigatório até 30 minutos antes do espetáculo.

PROGRAMAÇÃO CRIANÇAS & JOVENS FAMÍLIAS ESPETÁCULOS 7€ preço adultos 3€ preço menores de 13 anos LEITURAS ENCENADAS 2€ preço único RESERVAS Levantamento prévio obrigatório até 2 dias antes do espetáculo ou oficina. ESCOLAS ESPETÁCULOS 3€ preço único menores de 13 anos Professor acompanhante não paga RESERVAS Pagamento parcial obrigatório nas 48h após a reserva LEITURAS ENCENADAS Este projeto desloca-se às escolas no concelho de Lisboa Preço único por sessão: 60€ Pagamento integral obrigatório na Bilheteira do Teatro Maria Matos para confirmação da reserva

CLASSIFICAÇÃO

Os concertos, os espetáculos de dança e os espetáculos para crianças e jovens têm classificação “maiores de 3 anos”. Os restantes espetáculos incluídos neste programa têm classificação a definir, exceto quando mencionada.

COMO CHEGAR?

Avenida Frei Miguel Contreiras, 52 / 1700-213 Lisboa comboio: Roma-Areeiro • metro: Roma autocarros 727, 735 e 767 bicicletas Ciclovia e parque de bicicletas junto ao Teatro Maria Matos

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para receber a nossa informação consulte o nosso site www.teatromariamatos.pt

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P R O G R A mm A DEZEMBRO 2013

╓── CLÁUDIA DIAS: Nem tudo ║ ║ o que fazemos tem de ser ║ ║ dito, nem tudo o que dizemos ║ ║ tem de ser feito ║ ║ 1 dança ↣ 21h30 ║ ╟ Æ qui 05 ║ ╟ Æ sex 06 ║ ╙ Æ sáb 07 ╓── ANTÓNIO JORGE GONÇALVES: ║ ║ Barriga da Baleia ║ ║ 1 crianças e jovens ║ ╟ Æ sáb 07 ↣ 11h e 16h30 ║ ╟ Æ ter 10 ↣ 10h ║ ╟ Æ qua 11 ↣ 10h ║ ╟ Æ qui 12 ↣ 10h ║ ╟ Æ sex 13 ↣ 10h ║ ╟ Æ sáb 14 ↣ 11h e 16h30 ║ ╙ Æ dom 15 ↣ 11h e 16h30 ╓── EMPTYSET ║ ║ 1 música ↣ 22h ║ ╙ Æ ter 10

╓── DE WARME WINKEL ║ ║ We are your friends ║ ║ 1 teatro ║ ╟ Æ sex 13 ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sáb 14 ↣ 21h30 ║ ╙ Æ dom 15 ↣ 18h30

╓── SARAH VANHEE ║ ║ Lectures for Every One ║ ║ 1 performance ↣ 18h30 ║ ╙ Æ sáb 14

╓── ADRIAN UTLEY GUITAR ORCHESTRA ║ ║ Terry Riley’s In C ║ ║ 1 música ↣ 22h ║ ╙ Æ qua 18

╓── MARC ALMOND ║ ║ Alternative Acoustic Christmas ║ ║ 1 música ↣ 22h ║ ╙ Æ sex 20


PROGRAmmA novembro e dezembro 2013