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Acesse o link, selecione como pagar e pronto! https://mpago.la/1sej2b5 Dúvidas fale diretamente com o criador do fantástico método! wilsonrsylvah@gmail.com


Sumário ENTREVISTAS Brasil

Buana Lima.......................................................................................................42 Pedro Augusto C. R. Garcia............................................................................50 Roberto Ferrari...............................................................................................56 Teia Camargo....................................................................................................86 Vanderlei Balbino da Costa..............................................................................96

Portugal

Rute Cochicho..................................................................................................66

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Gustavo Lintz e Luciano Galdino apresentam, MEH - Movimento Educacional Híbrido – A união de forças que move a educação na direção do futuro!

Pág.18 COLUNAS Solar de Poetas ...................................78 Poetas Poveiros ....................................80

Alexandra Vieira de Almeida.......................................................................07 Júlio Torres....................................................................................................38 Luzia Alves....................................................................................................40 Irlen Leal Benchimol....................................................................................44 Mirian Menezes de Oliveira.........................................................................46 Bernadete Bruto..........................................................................................48 Marta Maria Niemeyer...............................................................................49 Dafhne Brown...............................................................................................53 Lindevania Martins.....................................................................................54 Christiane Couve de Murville...................................................................55 Fernando Jacques – JAX............................................................................60 José Augusto Carvalho...............................................................................62 Destaques Editora Illuminare Internacionais...........................................70 Rosa Maria Santos........................................................................................82 Estévão de Sousa..........................................................................................84 Ricardo Faria.................................................................................................90 Vitor Reis de Melo........................................................................................92 Gilmar Duarte Rocha..................................................................................93 Paulo de Vargas.............................................................................................94 Tito Mellão Laraya.......................................................................................96 Isabela Capelão...........................................................................................100 Ajomar Santos.............................................................................................104 Luiz Carlos Nigri.......................................................................................105 Adalberto Jordão da Silva........................................................................106


Shirley M. Cavalcante Editora e Coordenadora do projeto Divulga Escritor

Revista Divulga Escritor Revista Literária da Lusofonia Ano VII Nº 49 Edição outubro de 2021 Publicação Bimestral Editora Responsável: Shirley M. Cavalcante DRT: 2664 Diagramação: EstampaPB Para Anunciar smccomunicacao@ hotmail.com 55 – 83 – 9 9121-4094 Para ler edições anteriores acesse www.divulgaescritor.com Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos colunistas que os assinam, não expressando necessariamente o pensamento da Divulga Escritor. ISSN 2358-0119

Com sucesso, chegamos à 49ª edição, da Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Em destaque, temos Gustavo Lintz e Luciano Galdino, apresentando MEH – Movimento Educacional Híbrido – A união de forças que move a educação na direção do futuro! Composta por mais de 30 autores contemporâneas, divulgando os seus livros, por meio de entrevistas, textos em prosa e em versos... LITERATURA! Hoje, a revista Divulga Escritor é uma das principais revistas literárias da lusofonia, com conteúdo exclusivamente literário. O editorial se destaca por sua qualidade e profissionalismo. Distribuída gratuitamente para todos que acessam a internet, a revista tem alcançado um público leitor cada vez maior. Consolidada, vamos rumo a edição 50. Juntos, vamos ler e divulgar a revista literária da lusofonia e apoiar nossos escritores contemporâneos. Muito obrigada, equipe Divulga Escritor, e administradores dos grupos: Obrigada, José Sepúlveda, apoio em Portugal. Obrigada, Amy Dine, apoio em Portugal. Obrigada, Rosa Maria Santos, apoio em Portugal. Obrigada, Manso Preto, director do Minho Digital, apoio em Portugal Obrigada, Ilka Cristina, apoio no Brasil. Obrigada, Nell Morato, apoio no Brasil. Obrigada, Evandro, do Blog Atraentemente, apoio no Brasil. Obrigada a cada um dos escritores que participam contribuindo com suas maravilhosas trajetórias literárias, apresentadas nas entrevistas. Obrigada, a todos participantes, que mantêm o projeto vivo! Muito obrigada por estarmos juntos divulgando literatura, e juntos podermos dizer ao mundo: EU SOU ESCRITOR, EU ESTOU AQUI. Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia, uma revista, colaborativa, elaborada por escritores, com distribuição gratuita, para leitores de todo o mundo. Boa leitura!


DIVULGA ESCRITOR

Sobre a “Divulga Escritor – Revista Literária da Lusofonia” por Dra. Alexandra Vieira de Almeida

Alexandra Vieira de Almeida Escritora e Doutora em Literatura Comparada (UERJ) Link para acesso a edição da revista com destaque para matéria de capa com a Dra. Alexandra https://issuu.com/smc5/docs/40_ divulga_escritor_revista_literar

O que dizer de uma revista que tem poucos anos de vida e já é um sucesso, tanto nacional quanto internacionalmente? Estamos falando da Divulga Escritor, uma Revista que enobrece a literatura lusófona. Nascida em 2013, tendo Shirley M. Cavalcante como jornalista e coordenadora deste projeto múltiplo e eficaz, o periódico tem se destacado por seu estilo ímpar e inovador. Prezando a qualidade e o profissionalismo, a Revista é um polo aglutinador que se expande para novos horizontes, trazendo à tona novos talentos e projetos voltados para o mercado editorial.

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A Revista desde seu nascimento preza pela elaboração de entrevistas especializadas, tendo como princípio conhecer, de antemão, o perfil do entrevistado. Assim, se torna mais pleno o domínio do foco almejado, com entrevistas bem elaboradas e questionadoras que revelam a beleza e especificidade do escritor divulgado. O foco divulgacional de cada profissional apresentado é conduzido com mestria pelas mãos eficientes de Shirley M Cavalcante, que com seu dom criativo e reflexivo, leva os entrevistados a se adentrarem no terreno de sua própria obra de modo magistral. A jornalista conhece como ninguém o domínio da palavra exata e essencial, não deixando nada a desejar aos grandes entrevistadores da grande mídia. Mas não só de entrevistas que a Revista se vale para divulgar a verdadeira literatura. A Revista também divulga textos literários, tanto no gênero prosa, como no gênero da poesia. Assim, podemos encontrar um leque diversificado de textos, como artigos, contos, crônicas, e poemas, sendo apresentados em todas as edições da Revista. Ela não tem patrocínio. Como então ela sobrevive em meio às dificuldades e crises em que vivemos, sem nenhum apoio das grandes empresas ou veículos de divulgação ou do próprio Estado? Ela se vivifica por um retorno colaborativo, pela união, pela fraternidade entre os participantes da revista. Todos colaboram para que a revista aconteça e apareça na mídia, com grande sucesso. E qual o grande retorno disto? A Revista é inteiramente gratuita. Isso mesmo. Para todos que acessam a internet, ela está disponível e bela como sempre, enobrecendo o trabalho destes profissionais admiráveis com grande destreza e importância. A Revista tem ampla divulgação em várias mídias, além de diversos apoios quando se fala em trabalhos personalizados por edição. Todas as edições da Divulga Escritor podem ser acessadas de forma gratuita. Este é o grande diferencial do periódico, uma publicação que se vale de sua maior importância em toda a lusofonia. Portanto, Shirley M. Cavalcante é uma desbravadora de mares infinitos, trazendo à público a força e a garra de uma mulher que não para e oferece um trabalho de extrema qualidade e confiança. A jornalista é um exemplo para todos aqueles que querem alcançar o reconhecimento de um trabalho perfeito e inigualável. A Revista Divulga Escritor tem verdadeiramente uma máxima importância, sendo a maior revista literária da lusofonia, divulgada e apreciada amplamente, tendo muitos seguidores. Vivas à Shirley M Cavalvante e seu trabalho esplendoroso.

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Link para última edição da revista, a de N.46 no ISSUU https://issuu.com/smc5/docs/46__divulga_ escritor_revista_literaria_da_lusofoni Outras edições no ISSUU https://issuu.com/smc5 Serviços Links para acesso gratuito a todas edições publicadas Revista: Site da Revista http://www.divulgaescritor.com/revista/ Recanto das Letras - em PDF http://www.recantodasletras.com.br/autor_ textos.php?id=185182&categoria=M&lista=ultimas Almanaque Literário http://www.almanaqueliterario.com/revista-literaria-da-lusofonia Quem desejar participar é só encaminhar email para nosso editorial informando o que deseja divulgar na revista, apresentaremos proposta. smccomunicacao@hotmail.com Não temos a revista impressa. Valores para participar da Revista • Valor da página para PF - 50 reais ou 13 Euros (publicação de textos em versos e em prosa, como conto, crônicas.) • Valor da página para PJ - 300 reais ou 70 Euros • Valor para publicação de entrevista - 100 reais ou 25 Euros • Capa - Negociação individual. Promoção Divulgação de livro, sinopse, juntamente com imagem de capa do livro, R$30,00(trinta reais) Aguardamos seu contato!

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Homenagem a Isidro Sousa – In Memoriam “Com o avanço das tecnologias, passamos a conhecer muitas pessoas de forma virtual, e principalmente a tê-los como amigos. Isidro Sousa é uma destas pessoas, que mesmo sem conhecê-lo pessoalmente marcou, deixou saudades... obrigada por todo o apoio e amizade. Saudades eternas.” Shirley Cavalcante Editora Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia.

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Gustavo Lintz e Luciano Galdino apresentam, MEH - Movimento Educacional Híbrido – A união de forças que move a educação na direção do futuro!

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Mensagem final do Livro organizado por Gustavo Lintz em 2017,

FATOR “E” – O empreendedorismo como forma de transformar pessoas e empresas Aos Jovens Empreendedores de 14 a 99 anos, aos queridos ouvintes do Programa DoctorCoach. A todos que comungam do empreendedorismo e da educação como a maior fonte de transformação, de mudança e de evolução de uma nação. Aos meus novos aliados IMX, Gratidão!!! Gratidão!!! Gratidão!!!! Tantos foram os dias de desespero, de dor, de dificuldades e de sacrifícios. No momento do fracasso muitos se afastam. E simplesmente a força parece nula. Porém, a partir de um revés, conseguimos buscar energia em algum ponto do corpo e potencializá-la, transformando-a em uma ATITUDE diferente daquela do momento da queda. Temos que nos levantar, mesmo nas adversidades, e continuar com perseverança e com dedicação, para

alcançarmos os objetivos desejados. Às vezes é difícil, mas é reconhecidamente reconfortante quando alcançamos um objetivointermediário que nos faz pensar e sentir claramente que a meta final está perto de ser realizada, pois nos dá o gostinho da vitória mesmo antes de acontecer, e isso nos faz correr com mais DISCIPLINA e FOCO em direção da realização do nosso sonho. Alcançar o objetivo é apenas um dos detalhes de uma trajetória tanto quanto começá-la. Então, não tenhamos medo de dar o primeiro passo para alcançarmos nosso objetivo. Perder nem sempre é ser derrotado. Devemos aprender com as

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falhas e corrigi-las para alcançarmos a excelência. Quando cairmos, tenhamos forças para nos levantarmos. E nos levantando, mantenhamos a harmonia e a persistência para nos mantermos caminhando firmes. Para nos mantermos caminhando firmes: leiamos, estudemos, ouçamos, meditemos sobre nós mesmos e geremos respostas que queremos para nosso futuro. Esperar as coisas caírem do céu também é uma estratégia, mas posso afirmar que a melhor posição a ser tomada é a do planejamento estratégico bem definido e direcionado para a GERAÇÃO DO CONHECIMENTO. Quando aprendemos algo, multiplicamos nossas possibilidades de geração de conhecimento. 33


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Quando ensinamos, aumentamos EXPONENCIALMENTE nossas possibilidades de geração de CONHECIMENTO, nos tornamos mais felizes e nos sentimos mais importantes. A felicidade está em ver o outro como um componente do par e os pares como um só. A unicidade é um fator DIVINO e a individualidade é um DOM DA GRAÇA DE DEUS. Por isso, sermos felizes é nos colocarmos no lugar do outro e vermos que a vida é simples e prazerosa de viver, apesar das situações que nos pareçam adversas. Essas circunstâncias, nada mais são do que experiências que ainda não vivemos e, a partir do momento que passamos por elas, tornam-se comuns e normais. Dessa forma, não existe situação adversa e, sim, falta de percepção do mundo externo e de uma maior e mais eficaz introspecção para enxergarmos os sinais que nos sãos oferecidos para tomarmos as decisões corretas e começarmos um efetivo PLANO DE AÇÃO. Muitas vezes fazemos a nossa parte e não alcançamos o nosso objetivo. ENTENDAMOS!!! Em algum ponto nós poderíamos gerar um resultado 5, 10 ou 20% maior e essa seria a diferença para alcançar alcançarmos o nosso objetivo. Portanto, o objetivo se alcan-

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ça com DISCIPLINA, COM FÉ, COM PERCEPÇÃO, COM AUTOCONHECIMENTO, livres e abertos a ensinar, a aprender e evoluir, compartilhando nosso amor, nossos bons pensamentos, nossos sentimentos de paixão, de carinho, de fraternidade, de solidariedade, de reciprocidade, de prosperidade, de alegria, de esperança, de perseverança, de vitória, de AMOR A DEUS, de gratidão a tudo e a todos, sem julgamento de qualquer comportamento. Tenha a certeza de que você será um MULTIPLICADOR e na linha de chegada haverá uma legião te acompanhando você pelos seus valores, por seu caráter, por seus exemplos, pela tua sua obra e pelo seu compromisso com as pessoas e com seus objetivos, sempre

com motivação, com otimismo e com sorriso no rosto. E, nessa hora, meus queridos AMIGOS e ALIADOS, chegou o grande dia. O DIA da recompensa, da VITÓRIA, do gosto doce dos aplausos e do gosto salgado das lágrimas que escorrem em seus rostos e, passados segundos, minutos, vocês olham para o futuro e dizem cada um: E AGORA!!! Qual será meu próximo objetivo? E aí, respirem profundamente e recomecem, sem medo de serem felizes. Galera, foi simplesmente FORMIDÁVEL estar com todos vocês, sintam-se ABRAÇADOS.

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Luís Gustavo Pilenso Lintz


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Quando há conexão!!! Quando há verdadeira conexão Não precisa justificar Para um inimigo não tem explicação Para um amigo não precisa explicar nada Para um amor basta olhar o coração A energia que emana é natural é firme, forte espontânea A distância não impede o afeto bilateral Presencial ou há quilômetros de distância O maior valor é a intenção Que nasce sempre nessa situação Onde corações tem a mesma disposição Para ter em comum e tomar a melhor decisão Um momento de afeto e carinho Faz aumentar a pulsação E em um ritmo calmo e contínuo Vai se transformando em excitação Um beijo ou um toque mais profundo Faz bater muito forte o coração E aí vem o alívio e tranquilidade Para feliz adormecer em um colo quente e aconchegante. Gustavo Lintz

Parabéns a você!!!!! Hoje é um dia todo especial... Hoje é o seu aniversário Um dia em que você dá mais um passo Para novos caminhos e conquistas, Um dia marcante em seu coração. Saiba que você é uma boa parte da minha vida A parte de alegrias. Você me ajudou a sorrir E hoje desejo não só um sorriso seu Mas um grito de felicidade. Desejo que você Ainda dê muitos passos E conquiste seus objetivos, Pois capacidade para isso E que você tenha sempre A felicidade em seu olhar Não só neste dia Mas em toda sua vida. E é com todo carinho e sinceridade Que eu te digo: Parabéns a VOCÊ! Gustavo Lintz

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Somos parte do todo!!! Somos Únicos!!! Somos o todo!!! Carreguemos Pedras... Carreguemos Pedras...

Em nossa vida, utilizamos muitas pedras brutas que necessitam ser lapidadas. As pedras do Networking, do compromisso, da colaboração, da coragem da co-criação. Carreguemos Pedras… E a vida continua com as pedras da criatividade, da compreensão, da caridade, da comunicação, do carisma. Carreguemos Pedras... As pedras do autocontrole, do conhecimento, da boa conduta, da capacidade de ter competências e de saber como usá-las. Carreguemos Pedras... As pedras da cura, da resiliência, do crescimento, do bom caráter, das crenças possibilitadoras. E na vida temos situações adversas que vão lapidando nossas pedras. Essas situações adversas são barreiras, obstáculos, decepções, erros, perdas, novos conhecimentos, mudanças... Como se estivéssemos caminhando em uma planície e aparece em nossa frente uma montanha e temos que escalá-la, então comecemos a subir essa montanha.... Continuemos carregando nossas pedras, vai começar a ficar pesado, dolorido. Pois, ao longo da vida vamos acumulando pedras e mais pedras. Carreguemos Pedras... E continuemos subindo, acumulando mais pedras... As pedras da criação, do Criador, da criatura, do cérebro e do coração. As pedras da calamidade, do caos, das catástrofes, dos cataclismos, da confusão e até de uma pandemia (como esta do Covid-19 em 2020). Carreguemos Pedras... Em nossa vida passamos por barreiras e desafios, para chegar a algum lugar. Agora, para conseguirmos pegar outras pedras, nós precisamos, de sacrifícios, de superação, de visão, de fé, de força, de renúncias, de esperança e de persistência, de disciplina, de princípios, de valores, de atributos, de estratégias e de um bom plano de ação. Carreguemos Pedras... E para chegarmos ao nosso destino, temos que deixar de lado algumas pedras que já estavam lapidadas. Essas pedras que deixamos de lado são nossas escolhas... 36

Carreguemos Pedras... Contudo devemos passar pela vida com as pedras da credibilidade, do senso coletivo, do analista, do consultor, do mentor, do mentorado, do coaching, do coach, do coachee... Carreguemos Pedras... E a vida nos dá muito autoconhecimento e oportunidades para o novo... E, com isso, vamos cada vez mais lapidando melhor nossas pedras... As pedras do conforto, dos confrontos, da conformidade, da clareza, da comunidade e da comunhão. Carreguemos Pedras... Carreguemos Pedras... As pedras de um campeão corajoso, compreensivo, comprometido. E continuamos subindo... Até chegar ao topo nós geramos experiências, vivências, sentimos medo, o frio, calor, a alegria, a chuva, a tempestade, a calmaria, o perdão, a tristeza, a compaixão e o AMOR. Carreguemos Pedras!!!! UAU!!! Conseguimos o sucesso, a felicidade, a plenitude da paz e a prosperidade. E agora chegamos ao fim? Acabou? Que mais nós podemos fazer? Chegou a hora de começarmos a descida... Desçamos distribuindo nossas pedras lapidadas, sejamos gratos por tudo que conquistamos e por todos que lideramos e por quem fomos liderados. Então comecemos a fazer o nosso melhor... Distribuamos Diamantes!!! Compartilhando, servindo, ensinando, aprendendo e evoluindo, com entusiasmo, ajudando aqueles que buscam suas respostas a gerarem seu conhecimento. Agora nós estamos chegando ao final da descida. E aí? Terminou? Nós acabamos de descer e estamos sem nenhuma pedra, leves, livres, com liberdade, realizamos nossos sonhos, vivemos, deixamos nosso legado... ...E agora? Carreguemos Pedras... E comecemos tudo de novo... Carreguemos Pedras... Gustavo Lintz & Professor Júlio Torres

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM PROFESSOR JÚLIO TORRES

Educação Fractal Em Educação, fala-se muito em ensino-aprendizagem, ficando a avaliação como um processo à parte, além de praticamente se deixar de fora um componente essencial que é a Evolução-do-Ser. O cidadão é formado praticamente só para o racional e para a tarefa. A Educação Fractal, preconiza a unicidade fractal do processo educativo, tratando Ensino, Aprendizagem, Avaliação, e Evolução-do-Ser como um todo complexo (tecido junto). Entendemos que, a partir de uma epistemologia complexa (fractal), deve-se falar e praticar, concomitantemente, o Ensino, a Aprendizagem, a Avaliação e a Evolução-do-Ser para se ter um processo unificado. Não dá para separar o inseparável. Quando temos processos com características fractais – emergência de padrões, extensão infinita dos limites, permeabilidade dos limites, autossimilaridade: a parte está no todo e o todo está em cada parte, todas as partes estão em cada parte – a unicidade se manifesta, a separatividade não acontece. Na Educação Fractal, cada componente está contido em todos os demais. O ato de Ensinar é um ato de Ensinar e, ao mesmo tempo, um ato de Aprender, de Avaliar e de Evoluir-o-Ser. O ato de Aprender é um ato de Aprender e, ao mesmo tempo, um ato de Ensinar, de Avaliar e de Evoluir-o-Ser. De forma semelhante acontece com o ato de Avaliar e com o ato de Evoluir-o-Ser. Quanto mais se tenta separar, mais o processo se mostra inseparável. Se o Processo de Educação for um processo realmente fractal, não dá para separar Ensino, Aprendizagem, Avaliação e Evolução-do-Ser. En38

tão, teremos, cada vez mais fortalecida, a unicidade do Processo de Educação, que é trans: Ensino–Aprendizagem–Avaliação–Evolução-do-Ser. Entendemos que cidadãos formados, a partir de uma Visão Fractal de Educação, poderão ter mais possibilidades de geração de valores e de significados para a prática profissional e para as suas vidas. Cidadãos estes formados, prioritariamente, não para o racional e para a execução de tarefas, mas para a Evolução-do-Ser, podendo ser felizes nas atividades de Trabalho, de Lazer e de Tempo Livre, e sabendo vivenciar a verdadeira Experiência de Felicidade em cada uma destas atividades. O Movimento Educacional Híbrido é uma grande oportunidade para a disseminação das ideias da Educação Fractal no Brasil e no mundo. REFERÊNCIAS COLOM. Antoni. J. A (des)construção do conhecimento pedagógico: novas perspectivas para a educação. Porto Alegre: Artmed, 2004. MANDELBROT, B. B. The fractal geometry of nature. New York: Freeman, 1983. MUNNÉ, Frederic. Las teorías de la complejidad y sus implicaciones en las ciências del comportamiento. Revista Interamericana de Psicologia / Interamerican Journal of Psychology. vol. 29, n. 1, p. 1-12, 1995. O Professor Júlio Torres é Graduado em Economia, Mestre em Informática e Doutor em Psicologia. É criador Academia da Realidade Fractal, do conceito de Educação Fractal, do Método do Caminho Quadriuno Fractal para planejamento e execução de qualquer processo e do Teste Quadriuno Fractal para a identificação/confirmação/validação de Propósito.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A COACH LUZIA ALVES

Leitura Dinâmica Embora a leitura dinâmica seja uma Ferramenta bem antiga, para muitas pessoas ainda é um assunto desconhecido ou despercebido. Então qual o objetivo e a razão para querer ler mais rápido com uma compreensão compatível a velocidade da leitura? A Leitura Dinâmica se tornou essencial, principalmente nos dias de hoje em que a nossa vida e nossa rotina de trabalho está cada vez mais acelerada. A busca pelo desenvolvimento e autoconhecimento vem crescendo de forma exponencial, mas nem sempre conseguimos alcançar a realização dos nossos objetivos, por não determos as informações mais importantes. Portanto desenvolver a Leitura Dinâmica é de fundamental importância, para que consigamos nos manter atualizados, mesmo não tendo muito tempo para ler. Com a Leitura Dinâmica temos condições de priorizar e organizar artigos que nos são necessários e relevantes, para qualquer que seja a situação que nos encontramos, e com objetivo a ser alcançado. Um dos grandes motivos entre os quais a Leitura Dinâmica se tornou uma ferramenta muito procurada, eu diria até muito famosa, está na necessidade dos alu-

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nos que estão se preparando para vestibulares, ENEM, ou pessoas que pretendem prestar algum concurso Público, tendo em vista que aumentando a velocidade na leitura e desenvolvendo técnicas de Memorização, a probabilidade de estar entre os primeiros colocados é muito grande. Importante lembrar que, a velocidade da leitura deve estar alinhada a compreensão, embora não seja uma tarefa fácil, pois requer muito treino e dedicação, para que haja compatibilidade entre a leitura e a retenção. Se eu leio por exemplo de 600 a 1000 Palavras por minuto e tenho uma compreensão menor que 70%, é considerada uma leitura incompatível. Mesmo porque se vou prestar um Vestibular ou um concurso, com aqueles enunciados enormes, ainda que eu tenha conseguido ler muito rápido, mas sem a compreensão necessária, não terei nenhum êxito no meu resultado. Luzia Alves: Whatsap (11)97797-4841 Coach, Mentora em Leitura Dinâmica

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“Produto você leva na caixa, na mala e transporta. Serviço você leva na mente e no coração.” Gustavo Lintz “Motivação traz resultado e resultado traz motivação”. Luciano Gardino Existência Fractal: “Toda e Qualquer possibilidade de existência já traz consigo a possibilidade da sua própria inexistência.” Júlio Torres “Seja autor da sua vida e com autoridade escreva sua história” André Huppes “Não acredito que "os opostos se atraem"...Sim, eles se repelem. Mas, é possível que os opostos se distraiam, enquanto os dispostos se atraiam.” Anna Karenina de Aquino “A forma mais direta de ver a mão de Deus nos guiando é abrir o livro da vida e reler nossas decisões, escolhas e ações.” Eliana Luz “Que o seu floral seja o seu remédio e que o seu remédio seja o seu floral!” Wládia Nakahara “Amar é um verbo dedicado a ensinar e disposto a aprender.” Yandra Lobato “A satisfação que sentimos ao executar uma tarefa decide se os obstáculos no caminho serão vistos como impedimentos ou motivadores” Nívia Freitas “Serviço medimos pelo sorriso do hóspede que retorna e nos indica.” Márcia Cardoso

“Quando eu me permito olhar para dentro de mim, e identificar aquilo que preciso melhorar, me permito meu 1% ao dia.” Simone Casas “Entender do seu negócio ou investir na sua profissão faz parte do jogo no mundo VUCA.” Helena Ribeiro “Infinitas possibilidades, Duas opções e Apenas uma escolha.” Ditta Moraes “Se conformar com a mediocridade, é não se dá o devido valor. A final...” A vida é muito curta para ser pequena.” É preciso vivê-la intensamente.” Luzia Alves “Tenha prioridade e clareza,Dai, o sucesso virá com certeza!” Simone Marujo “Foco na solução e exercício da gratidão, é o que eu sinto, o que eu penso, o que eu vivo e o que eu propago!” Leila Curty “Autoestima é a capacidade de olhar para si e livrarse dos medos que cerceiam sua liberdade.” Lourdes Ganzeli “Na simplicidade dos momentos reside o descanso da mente, a paz no coração e a quietude da alma”. Denise Aviles "Precisamos de coragem para fazer as mudanças, humildade para admitirmos que precisamos e disciplina para fazer o que dissemos que faríamos" Renata Vasconcelos “O sucesso pessoal e profissional, acontece com naturalidade e produtividade quando despertamos sonhos individuais, para que tenhamos uma equipe motivada com suas realizações e o foco nas metas da empresa.” João Vidal

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Entrevista com a escritora

Buana Lima Buana Lima, nasceu em 19 de março de 1971, em Cachoeiras de Macacu, Estado do Rio de Janeiro. Ama suas raízes simples de quem veio do interior. Estudou jornalismo, artista plástica autoditada. Se reconhece como uma pessoa de natureza criativa, o que a leva a empreender. Acredita que a criatividade a salva de muitas coisas ruins. Sua maior motivação tem nome: Deus, e as melhores coisas que aconteceram em sua vida foram, sem dúvida nenhuma, seus filhos: Brenda Salles e Hugo Sergio. Boa leitura!

A Bruxa Wicca Brenda me inspirei na minha filha. É uma bruxa muito do bem conciliadora e batizei esse personagem com o mesmo nome de minha filha, Brenda.”

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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Buana Lima é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como se deu o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Buana Lima - Comecei a escrever a 20 anos atrás, porém somente agora decidi publicar. Comecei com autoajuda, mas minha escrita estava muito crua. Acho que para tudo na vida existe o momento certo. Hoje escrevo romances aventuras, romance motivacional, sobrenatural e sinto que a minha escrita amadureceu muito e essa é a hora de publicar e deixar as pessoas conhecerem meu trabalho. O que a inspirou a escrever “Eu de Todos os Tempos e as Esferas do Universo”? Buana Lima - Eu escrevi “Eu de Todos os Tempos e as Esferas do Universo” no início da pandemia, escrevi em três meses e a minha inspiração foi a Série Outlander, embora a história de “Eu de Todos os Tempos” não tenha nada a ver com a história de Outlander a história também se passa na maior parte na Escócia. Este livro faz parte de uma Série. Apresente-nos a Série, como está segmentada, previsão para novo lançamento. Buana Lima - É uma série, será publicado pela editora Autografia em 2 meses. Em seguida, publicarei outro livro “A Garota do Pão”, um Romance motivacional sobrenatural, que fala da cura do ser humano através da fé. E depois disso publicarei a continuação da série: “Eu de Todos os Tem-

pos e o Caminho Cigano”. Acredito que dentro de 1 ano do lançamento estarei publicando a continuação da série. Ainda vou escrevê-lo. Apresente-nos um pouco mais de “Eu de Todos os Tempos e as Esferas do Universo” Buana Lima - Protagonistas colombianos e ingleses. Posso contar sem dar spoiler que o casal colombiano depois que conhece a adorável senhorinha inglesa (Amy) num café da Colômbia, o destino dos 2 mudam muito e muitas emoções e aventuras vão acontecer. Inclui, paixão, sobrenatural, traição, assassinato, sexo, várias tribos e culturas diferentes. O que mais a atrai no enredo que compõe a obra? Buana Lima - Eu sou suspeita para dar essa resposta, quero muito saber dos leitores o que eles vão gostar. Mas para mim a trama em si é bem interessante e surpreendente. Comente sobre a criação dos personagens, escolha dos nomes, inspiração. Buana Lima - A Bruxa Wicca Brenda me inspirei na minha filha. É uma bruxa muito do bem conciliadora e batizei esse personagem com o mesmo nome de minha filha, Brenda. O outro personagem é o Solano que me cativou muito ele é um cigano lindo, charmoso, debochado, mas é uma criança grande. Onde podemos comprar o seu livro? Buana Lima - No Site da editora Autografia, Todas a livrarias on line, Livraria Travessa e comigo. Soube que já temos livros novos a serem lançados, apresente-nos os

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seus próximos projetos literários, além da Série. Buana Lima - A Garota do Pão. O Buraco do Morcego. Eu de Todos os Tempos e o Caminho Cigano. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da escrita? Buana Lima - O principal objetivo ser lida, compartilhar minhas histórias, oferecer as pessoas momentos emocionantes. Esse realmente é meu principal objetivo o resto é consequência. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Buana Lima. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Buana Lima - Para os que gostam de ler que sejam bem vindos a conhecer o que tenho para contar através dos meus personagens. A novidade é que no livro terá meu contato para os leitores opinarem e interagirem para a conti6do Eu de Todos os Tempos. Quem sabe eu acabarei algumas das sugestões? E de repente o leitor se depara com seu palpite no próximo livro. Acho que assim o leitor se sentirá parte da história quando estiver lendo óbvio que não poderei acatar tudo, mas certamente se houver alguma sugestão que vá enriquecer a obra, a encaixarei.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA IRLEN LEAL BENCHIMOL

Combata a Ansiedade Infantil Com o Vídeo de Respiração dos Piratinhas do Bem Seu pequeno apresenta sintomas de extrema agitação? Aprenda como usar a Internet e os personagens da autora Irlen Benchimol para enfrentar esse problema. Nos dias modernos as crianças costumam ficar mais entediadas e com mais facilidade. Com o advento da pandemia do Coronavírus a tendência é se tornar um problema quase irremediável. Isso acaba por fazer aparecer o grande vilão da infância: a ansiedade. A ansiedade é uma emoção caracterizada por um estado desagradável de turbulência interna, muitas vezes acompanhada por comportamento nervoso, como andar de um lado para o outro. Trata-se de uma sensação de mal-estar, geralmente generalizada e desfocada como uma reação exagerada a uma situação que é apenas subjetivamente vista como ameaçadora. Frequentemente, é acompanhada por tensão muscular, inquietação, fadiga, incapacidade de recuperar o fôlego, rigidez na região abdominal e problemas de concentração. Está intimamente relacionada ao medo, que é uma resposta a uma ameaça imediata real ou percebida; a ansiedade envolve a expectativa de ameaças futuras, incluindo pavor. Embora a ansiedade possa ser considerada uma resposta humana normal, quando excessiva ou persistente além de períodos apropriados ao desenvolvimento, ela pode ser diagnosticada como um transtorno de ansiedade. Parte da definição de um transtorno de ansiedade, que o distingue da ansiedade do dia a dia, é que é persistente, durando normalmente 6 meses ou mais, embora o critério de duração seja um guia geral com 44

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algum grau de flexibilidade e seja às vezes, de menor duração em crianças. O que fazer numa situação destas? A solução: use o Vídeo de Relaxamento dos Piratinhas do Bem. Link para acesso ao vídeo: https://youtube.com/channel/UCEZ19E2PixQkA4KyH2mMKFg Inspirado nas obras da escritora amazonense Irlen Leal Benchimol, com ilustrações da portuguesa Patrícia Andrade, o vídeo apresenta, em três minutos, cenas dos livros infantis dos personagens em um fundo sonoro de bolhas de ar embaixo d’água. Para sentir o potencial do vídeo basta seguir estes passos: 1) Coloque a criança em frente do computador com um fone de ouvidos conectado; 2) Acesse o vídeo (postado no YouTube no link https://www.youtube.com/watch?v=-V34e9tYX7I) e, após ajustar o som, entregue para o pequeno fone de ouvidos. 3) Uma vez carregado o vídeo no Youtube, amplie a tela para que fique cheia; 4) Instrua seu pequeno para acompanhar o ruído da água e das bolhas atentamente inspirando e expirando fundo;

5) Caso necessário, fale para a criança usar o mouse na tela para navegar pelos desenhos (o vídeo tem resolução de 360°). As paisagens percorrem em todas as direções, o que ajuda a explorar os detalhes dos personagens enquanto os sons relaxam e fluem continuamente. Esta é uma maneira inteligente e segura para ajudar as crianças a controlar a ansiedade e manter sentimentos sob controle mesmo sem a presença dos pais ou tutores. Os personagens de Irlen Benchimol representam um grupo de crianças que se une para brincarem juntos por reinos e paisagens mágicos. O intuito: forjar a corrente do bem e ajudar a quem precisa, observando conceitos como respeito aos mais velhos e dando as mãos para que possam ensinar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida. As obras de Irlen Leal Benchimol podem ser adquiridas por meio do site www.ospiratinhasdobem.tk . A autora lançou também uma promoção online onde incentiva os pais a gravar vídeos mostrando a reação de seus pequenos para publicação em sua rede social. #respiracao #ospiratinhasdobem #peixeboi #amazonia #florestaamazonica #acorrentedobem #reinodosencantados #literaturainfantojuvenil #divulgacaoliteraria #livros #bemestar #ansiedade #terapiasonora

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA MIRIAN MENEZES DE OLIVEIRA

CONTEXTO DOS OLHOS Quer ler o olhar de uma pessoa? Não se fixe apenas na íris. Olhe as linhas de expressão, as pálpebras em exercício... As bochechas que se erguem e enrugam, no sorriso largo! Quer entender o olhar de uma pessoa? Veja o contexto dos olhos, A intenção amarrada nos cílios, Os ais contidos nos suspiros. Olhos arrancados não possuem expressão: a moldura faz o olhar! (In: ROTINAS E SURPRESAS, ESPIRAIS DE VIDA. São Paulo, Scortecci – 2014; p.31)

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA BERNADETE BRUTO

Sobre a autora: Bernadete Bruto (Recife/PE, 1958) é especialista em escrita criativa e poeta performática. Membro da União Brasileira de Escritores-UBE, parceira da Cultura Nordestina Letras e Artes, onde coordena o programa Destaque Artístico-literário. Participa de grupos como a Confraria das Artes e dos Estudos em Escrita Criativa. Tem seis Livros publicados: Pura Impressão (2008), Um Coração de Canta (2011), Querido Diário Peregrino (2014), A menina e a árvore - The girl and the tree (2017), Sessenta e um poemas para uma vida (2019) e Em nome de Rosa: uma quase ficção (2021). Tem participação em diversas antologias, assim como várias apresentações poéticas e performáticas. Além de ser produtora do Podcast Salve Palavra e coordenar o programa Palco Iluminado no Canal Arte Agora no youtube.

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SINOPSE EM NOME DE ROSA

Nesta biografia da avó materna, a autora transforma a história oral transmitidas pelos familiares em um conto. Uma quase ficção que resgata histórias familiares contadas através do tempo, buscando uma abordagem que proporcione a ressignificação da memória transgeracional. Link para compra: https://culturanordestina. com.br/bodega/literatura/ em-nome-de-rosa-bernadete-bruto/

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA MARTA MARIA NIEMEYER

UM FILME ESPANHOL A lua foi ao cinema na companhia do sol,o filme falava de guerra nas estrelas em espanhol. A lua levou pipoca o sol levou a coca. Alua morreu de sede a coca chegou quente e choca. Na sala de projeção havia uma constelação a lua ficou enciumada vendo as Três Marias, o sol irritado queimando,saíram para não cometer pecado. Chegando no meio da rua, uma garoa encenava para selar a paz, lindo arco - íres preparado. O sol feliz, muito feliz! Fugiu com a lua , para além do horizonte.

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Entrevista com o escritor

Pedro Augusto C. R. Garcia Pedro Augusto C. R. Garcia, formado em administração de empresas pela Faculdade Network de Nova Odessa-SP e em gestão de recursos humanos pelo Centro Universitário Uninter de Sumaré-SP. Iniciou sua jornada há alguns anos quando evidenciou o abandono da biblioteca de sua faculdade, pelos alunos, deixando claro que seus colegas não foram incentivados à leitura, portanto decidiu contribuir para eliminar essa defasagem, através da produção de livros não técnicos, que são a porta de entrada para o mundo da literatura. Boa leitura!

Outro ponto que me surpreendeu em minhas revisões da obra foi a complexidade que consegui imprimir nas relações das personagens e como eu fugi da mesmice, expondo que o mal não é só mal e nem o contrário.”

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Escritor Pedro Augusto C. R. Garcia, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como se deu o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Pedro Garcia - É muito bom estar convosco nesta data especial. Percebi que gostava de escrever quando os poemas da escola se mostraram mais do que atividades curriculares e cada pergunta da prova se tornava uma nova dissertação. Quando, na faculdade, escrevi um texto para uma atividade de filosofia e meu professor disse que esse se assemelhava a um manifesto francês, percebi que poderia ir além. Como passatempo resolvi escrever um livro, colocando no papel todas as histórias e personagens que rondavam minha mente. Nunca tive a intenção de publicá-lo, até minha mãe me incentivar a tal e eu aceitar a ideia. O que o inspirou a escrever “Academia de magia Laetus”? Pedro Garcia - Minha conturbada vida e os desafios de minha condição. A deficiência física que me acompanha desde tenra idade e as dificuldades impostas pela falta de preparo da sociedade e da infraestrutura, me tornaram um observador da vida, me permitindo apreciar o desenvolvimento das relações humanas e do ambiente em uma posição privilegiada. Aliado a isso está o fato de eu sempre ter que recorrer à minha mente para buscar a diversão e o alívio necessários para a sobrevivência e para a superação de minhas sessões de fisioterapia. As histórias que crio sempre me auxiliaram a me manter sóbrio e conectado à realidade, buscando superar minhas dificuldades. Elas se uniram à minha família e me levantam após cada queda. Desejava que assim o fizessem a todos que necessitam.

Qual é sua deficiência e porque ela é/foi importante? Pedro Garcia - Sou afligido pela deficiência de G6PD e distrofia muscular de cintura, além de outras disfunções em nível celular que minam meu organismo. Minha condição é importante porque me permitiu enxergar a desigualdade de muitos aspectos na vida para qualquer mínima diferença. Explicarei! As pessoas que possuem um corpo sem quaisquer lesões – E não faço menção à um machucado ou hematoma – costumam ignorar a diferença que o vento ou um toque provocam em sua caminhada. O fato de eu ter esses conhecimentos, não só me fazem buscar por retratar as diferenças entre os humanos, como me levam a valorizar cada detalhe e sempre presar pela lógica dos acontecimentos.

presente na natureza, mas apenas manipulável por mulheres, pois a elas são reservadas as instituições especializadas no ensino da magia; resta aos homens apenas as academias militares. No entanto, apesar de a ideia de um homem invadir o ambiente dominantemente feminino ser rechaçada, o jovem Petrus é aceito como novo aluno da Academia de Magia Laetus. Com o tempo, todos perceberiam que essa estranha excepcionalidade nada seria, frente à imensa tempestade que conturbaria suas pacatas vidas, recordando-se de que nunca deveriam ter olvidado que seu ingresso indicava o retorno do rei demônio. Entretanto, suas intenções demonstravam-se em desalinho com seu título. Seria um indicativo de uma mudança de paradigma? Por que essa mudança ocorreu?

Quais critérios foram utilizados para escolha do título, em especial o nome Laetus? Pedro Garcia - Academia de Magia Laetus é o nome da instituição onde se centraliza a ambientação da história, concedido à essa pela diretora e fundadora, Joana.“Academia” é a própria denominação do local, “Magia” é seu objeto de estudo e “Laetus” é um nome reservado em um cantinho especial da mente de Joana. O motivo da palavra Laetus é explicitado no livro, mas, para dar uma explicação razoável sem, no entanto, revelar qualquer spoiler, digo que ela significa, em latim, felicidade, estar contente. Pode parecer algo simples, mas para uma criança abandonada no mundo, apavorada, com as marcas da tortura física e mental e algo de assombroso em si própria, pode ser o tênue fio que sustenta sua esperança.

O que mais o atrai em “Academia de magia Laetus”? Pedro Garcia - A riqueza de detalhes e a complexidade das relações. Por ser minha primeira experiência profissional como escritor, pensei que não conseguiria cumprir tão bem a tarefa de expor aos leitores tudo o que eu enxergava em minha mente, por isso me empenhei em detalhar as cenas e situações muito bem. Fiquei muito satisfeito com o resultado positivo de meu esforço, pois pude entregar uma imersão mais profunda e agradável. Outro ponto que me surpreendeu em minhas revisões da obra foi a complexidade que consegui imprimir nas relações das personagens e como eu fugi da mesmice, expondo que o mal não é só mal e nem o contrário.

Apresente-nos a obra Pedro Garcia - Em um mundo permeado pela Mana, energia vital

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Quais os principais desafios para escrita da obra? Pedro Garcia - Como dito anteriormente, por ser minha primeira obra, minha principal dificuldade foi retirar a estória de minha mente 51


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e coloca-la no papel, afinal eu, que já havia formado todas as cenas e situações, não precisava de uma explicação aprofundada, não precisava que me dissessem as posições dos objetos, muito menos o estado mental dos personagens.Outro desafio foi separar meus pensamentos e desejos dos de meus personagens, para conseguir construí-los com suas próprias individualidades e seus carismas próprios, assim sendo mais naturais.

a recuperação de nossa economia, até o fomento da cultura e consequente aumento da escolarização. O terceiro, como explicado na segunda questão, é de produzir interessantes e divertidas estórias que apoiem as pessoas a superarem suas mazelas.

Onde podemos comprar o seu livro? Pedro Garcia - Todos que desejarem podem adquirir, Academia de Magia Laetus, pela página reservada para a obra no site da Editora Viseu, acessando https://www.eviseu.com/pt/ livros/1445/academia-de-magia-laetus ou visitar um dos parceiros da editora, como Amazon, Kobo ou Apple, para a versão digital e Americanas ou Shoptime para a versão física. A lista de todos os parceiros também se encontra na página acima mencionada.A terceira opção é comprar, diretamente comigo, com desconto. Para isso me contate em @entremagasedemonios no Instagram ou Facebook e aproveite para conferir meu conteúdo. Não se esqueça de me seguir, caso queira acompanhar meu trabalho ou me ajudar em minha caminhada. Quais os seus próximos projetos literários? Pedro Garcia - Pretendo encerrar a estória que comecei em mais dois livros, fechando a trilogia, porém não tenho um prazo para realizar esse feito, afinal nem eu consigo prever os próximos passos de minha mente em fúria. Hoje posso escrever dez páginas de uma estória, 52

amanhã posso acordar inspirado e escrever cinquenta de outra completamente diferente. Por esse motivo é extremamente importante que, quem quiser ficar a par de todas as etapas de criação e receber em primeira mão a notícia de uma nova obra, me sigam em minhas redes. @entremagasedemonios no Instagram ou Facebook. Quais os seus principais objetivos a serem alcançados como escritor? Pedro Garcia - O primeiro é o de estabelecer um trabalho rentável no mundo da literatura. Não escondo de ninguém que desejo esse fim, pois não sou ganancioso, apenas quero alcançar a meta que todos almejam. Acordar todos os dias para trabalhar com algo que amo e me sentir mais leve e confortável com minha profissão. Meu segundo grande objetivo é ser responsável, mesmo que minimamente, pela recuperação do mercado literário brasileiro. Por quê? Por diversos motivos, que vão, desde a criação de diversos postos e trabalho e consequente auxílio para

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Pedro Garcia. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Pedro Garcia - Sou eu quem agradeço o espaço que me concederam nessa bela e preparada revista. Fico feliz em ver que estão apoiando os novos autores brasileiros. Para você, escritor, nunca desista de seus sonhos e sempre dê seu melhor para criar uma obra que te deixe orgulhoso e satisfeito. Com isso será possível superar a dificuldade de encontrar apoio no início de sua jornada e de continuar sua caminhada nesse novo mundo. Espero ver-te com energia para juntos, recuperarmos nossa literatura. Para os leitores quero afirmar que nós estamos sempre trabalhando duro para entregar-lhes boas narrativas que superem suas expectativas, porém precisamos de vosso voto de confiança. Deem mais valor à literatura nacional. Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da literatura Quer ser entrevistado? Entre em contato com nosso editorial, apresentaremos proposta. Contato: smccomunicacao@hotmail.com

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM DAFHNE BROWN

COMO PRATICAR CRIME E PERMANECER IMPUNE Isso é possível? Pode ser mais fácil do que se pensa. A trama mostra o intrincado processo até a concretização do crime perfeito. Nesse livro são abordados temas usuais de um romance policial, porém sob um novo enfoque. Há o mistério, o suspense e o crime, mas também o drama vivido por alguns personagens. É mostrado, de forma inequívoca, a tristeza, o desalento e o sentimento de perda dos envolvidos na trama, quando têm seus entes queridos atingidos por alguma tragédia, o que não é usual nos livros policiais. Esses sentimentos não são mostrados às claras. No entanto, nem tudo é dramático. Há um plus, ainda, na narrativa, como, por exemplo, o humor e o romance com um toque de sensualidade. Dafhne Brown, autora do livro A Morte da Alma, aposentou-se em 2017 do serviço público, começando a escrever a obra em 2018/2019. Natural de João Pessoa, PB, a autora mora, desde tenra idade, na Cidade do Rio de Janeiro. Devoradora voraz de livros, não importando o tema, entretanto, em especial, livros e filmes policiais. É casada e formada em Letras.

Contatos: email: msllgouvea47@gmail.com Redes sociais: Facebook Instagram : dafhne.brown Twitter : @DafhneBrown Celular: 21 99625 4516.

Plataformas de venda: Amazon, Mercado Livre, Ponto (Frio), Americanas, Extra, Magazine Luiza e Shoptime. Atenciosamente, Dafhne Brown, autora. (Salete).

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA LINDEVANIA MARTINS

VISITA Lindevania Martins é graduada em Direito, Mestre em Cultura e Sociedade e Mestranda em Direito Constitucional. Ex-delegada de polícia, é defensora pública de Defesa da Mulher e População LGBT (Maranhão). Contista e poeta, participa do coletivo literário Mulherio das Letras. Possui trabalhos em mais de trinta antologias e revistas. Publicou quatro livros, entre eles, “Zona de Desconforto”.

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Entro na sua casa e toco sua mão. Vindas do mesmo ventre, ora somos fraternidade, ora hostilidade. Partilhamos da mesma altura, das mesmas mãos ossudas e até do mesmo sinal escuro nas costas. Mas a roupa que em seu corpo cabe, em mim não entra. O que em sua boca é doce, na minha, amarga. Mais um ano sem nos falarmos, irmã. Não fomos longe demais? Inflexíveis em nossos pescoços eretos, ao estender meu braço para a alcançar, percebo: é o tempo que me dobra! Porque não sou suave, compreendo a sua rudeza. E a sua surdez ocasional que, quando chamo, me conduz ao dilaceramento das cordas vocais sem que você me ouça. Escondi seu vestido atrás do armário. Mas não pus nele as baratas, as nódoas, a velhice. É que as suas roupas roçando minha pele eram assim: generais cheias de olhos que me causavam horror. Porque me vigiavam como nosso pai o faria, me deixando fraca, me deixando muda. Toco sua mão e digo apenas seu nome. É que ainda calo as coisas que não compreendo. Não compreendo os buracos em nossos corpos, estejam eles onde estejam. Para que tantos buracos, se não fosse para usá-los? Não compreendo o desejo de matar. Para que antecipar o fim do que se vai naturalmente? Não compreendo o medo, esse silêncio forçado ou porque sempre competir. Não compreendo a linha reta, a fuga, ou o remédio para dormir. Você não compreende a penumbra, o desvio ou uma porta fechada. Não compreende o barulho, um batom borrado, ou uma verdade inventada. Você não compreende as perguntas. Eu não compreendo as respostas. Você não compreende a mudança. Eu não compreendo a imobilidade. E nós duas não compreendemos os riscos de tanta incompreensão. A gata que você me deu, cega de um olho como nossa mãe, ainda me acompanha. Não aprendi francês, mas ouço Edith Piaf, sua preferida. E quando a ouço dizer que devemos estar juntas, sei: dessas palavras, sou eu a inventora. Entro na sua casa, toco sua mão e digo seu nome. Você se vira, você me olha: “Irmã, é tempo demais!”. Você me abraça. www.divulgaescritor.com | outubro | 2021


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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA CHRISTIANE COUVE DE MURVILLE

MISTÉRIO E PERCEPÇÃO Christiane Couve de Murville é doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo e também bacharel em Ciência da Computação pela USP. Publicou a trilogia “A Caverna Cristalina” (Chiado Books), ambientada em Igatu, na Chapada Diamantina, no estado da Bahia, Brasil. Com portais dimensionais e viagens no tempo, a trilogia retoma a história da região desde o apogeu da extração do ouro e dos diamantes, passando pela decadência da mineração, até os dias de hoje. Também explora lendas e crenças locais, propondo reflexões sobre a vida e o que conseguimos perceber da realidade ao nosso redor. A trilogia “A Caverna Cristalina” está disponível em audiolivro na Tocalivros.com e foi traduzida para o francês - “La Caverne Cristalline”. Christiane faz as ilustrações de seus livros e também é autora da série “Até Quando?”, do “A Vida Como Ela É” e de “O Pequeno Príncipe visita São Paulo”. Em breve, o Pequeno Príncipe também aparecerá na Chapada Diamantina. Segue abaixo uma ilustração, feita pela própria autora, que mostra o Pequeno Príncipe sobrevoando a vila de Igatu.

https://www.cmurville.com.br/

Em noite de lua nova, nas proximidades da vila de Igatu, na Chapada Diamantina, luzes misteriosas são sistematicamente observadas em locais totalmente inabitados. Alguns descrevem o fenômeno como bolas luminosas, eventualmente coloridas, flutuando sobre a serra. Outros falam de fumaças brilhantes ou fachos de luz cruzando os céus e a Chapada. Surgem diversas suposições; luminescências desprendendo-se do solo muito rico em cristais, seres de luz, talvez anjos, sobrevoando a região, portais dimensionais abrindo-se na Chapada, reações químicas ocorrendo em função de partículas em suspensão no ar, efeito do magnetismo terrestre, pontos de entrada e saída do planeta ou de conexão com seres vivendo no interior da Terra, até ETs vindo roubar diamantes! Todo mundo vê as luzes em Igatu. Porém, cada um ao seu modo, dando a entender que nem sempre percebemos as coisas como realmente são, mas filtradas pelas nossas emoções, crenças, ideias, concepções e interpretações particulares a respeito do mundo e dos outros. Vemos o que queremos, projetamos ou fomos condicionawww.divulgaescritor.com | outubro | 2021

dos a perceber. Um sujeito insistia em dizer que as luzes na Chapada eram o farol de um carro, mesmo ciente de que ali não havia estrada nenhuma ou mesmo qualquer possibilidade de acesso de veículos. Outro estava convencido de que havia gente acampando ali, apesar da luminosidade observada ser bem mais forte do que a irradiada por uma fogueira ou lanterna potente. Algumas coisas nos são invisíveis, ou conseguimos percebê-las apenas parcialmente, por conta de pertencerem a um mundo vibracional ao qual nossos cinco sentidos habituais do tato, olfato, paladar, da visão e audição, não são sensíveis. Aparentemente, o grande desafio é conseguir ver o mundo de verdade, sem filtros e distorções, sem interferir na realidade que de fato se apresenta. Recuperar o olhar de criança que ainda não está poluído com conceitos, crenças e dogmas de todos os tipos. Largar o apego a qualquer realidade particular que consideramos mais verdadeira do que outra e poder imaginar diferentes mundos vibracionais coexistentes e em constante transformação. 55


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Entrevista com o escritor

Roberto Ferrari Roberto Ferrari nasceu em São Paulo e aos 54 anos de idade iniciou sua carreira literária em 2011 e já publicou os livros: Sublime Amor, Ventos da Paixão, Identidade Assassina, Fundamental como o Amor, Refúgio da Alma, Negócios de Sangue, Intenso como a Vida, Mansão Molnár, Juras Apaixonadas, O Ceifador de Almas, Suplício de Amor, Uivo Maldito, Tributo a Elas, Poesia: Uma Mensagem ao Amor, A Escolha e Mulher: Um Ser especial, Dueto para o Amor, Sentido do Amor, Mulher: Um Ser Especial vol2, Emoções e Amor palavra simples, sentimento complicado. Roberto pertence a várias Academias de Letras e é Presidente da ACLASP- Academia de Ciências, Letras e Artes de São Paulo e ocupa a cadeira nro 39 da ABRASCI, cujo Patrono é Vinícius de Moraes. Boa leitura!

O que me atraí é que através deles posso atingir a alma dos leitores e provocar diferentes reações. Como dizia Mario Quintana não são os leitores que leem minha poesia e sim minha poesia que lê a lama dos leitores.”

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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Roberto Ferrari, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como se deu o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Roberto Ferrari - A minha vida literária começou cedo aos 12 anos quando escrevi meu primeiro conto. Depois disso comecei a escrever poesias sem qualquer ideia de iniciar uma carreira literária. Aos 54 anos depois de algumas decepções na vida empresarial resolvi abraçar esta carreira maravilhosa de poeta e escritor. Iniciei escrevendo poesias de amor e depois resolvi me dedicar também a romances policiais e de terror. Hoje procuro lançar um livro de poesias e um romance por ano, mas desenvolvo crônicas, contos de terror e eróticos, pensamentos e aldravias, pois quero lançar livros focados neste tipo de escrita. Em que momento se sentiu preparado para publicar o seu primeiro livro solo? Comente sobre a obra. Roberto Ferrari - No início da minha atuação no Facebook criei um grupo chamado You and I e o membros deste grupo me incentivaram a lançar meu primeiro livro de poesias. O livro se chama Sublime Amor e foi lançado em 2011. A obra reúne poesia e textos sobre o amor sempre procurando explorar os sentimentos que derivam deste sentimento. Muitas poesias foram escritas na época da minha falecida esposa e outras durante meu namoro com minha segunda esposa. O que mais o atrai nos textos poéticos? Roberto Ferrari - O que me atraí é que através deles posso atingir a alma dos leitores e provocar diferentes reações. Como dizia Mario

Quintana não são os leitores que leem minha poesia e sim minha poesia que lê a lama dos leitores. Apresente-nos “Amor palavra simples, sentimento complicado” Roberto Ferrari - Este livro não é nem de poesias nem de romance, é sobre relacionamentos e como fazer para recuperá-los ou melhorá-los. O livro é baseado em experiências da minha vida e de situações relatas pelos meus seguidores.

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O livro é divido em três partes: Na primeira abordo vários tópicos de suma importância para um relacionamento, como ciúmes, confiança, respeito, sexo, e fidelidade entre outros. Na segunda parte falo sobre os tipos de relacionamento. Na terceira dou dicas para se conquistar uma pessoa. A última parte é uma pequena coletânea dos meus poemas. Deixo aqui a resenha do livro: O livro Amor palavra simples, sentimento complicado, procura 57


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ajudar as pessoas com dicas sobre como resolver problemas nos seus relacionamentos e foi escrito baseado na experiência do autor com relacionamentos ao longo dos anos desde a sua juventude e também baseado em ajudas que deu as pessoas que o seguem na página do Poeta do Amor no Facebook. O livro não cita ninguém em específico e nem aborda o que foi dito ao autor para preservar a intimidade das pessoas. O autor procura ajudar as pessoas em vários eventos que podem acontecer dentro de um relacionamento, seja ele longo ou passageiro. O que importa é a estabilidade de um casal durante a sua união, mas para atingirmos a plenitude precisamos nos ater a várias questões que podem acabar com nossa união. O autor deseja que as pessoas ao lerem seu livro possam esclarecer questões da sua vida amorosa. Afinal o amor sempre foi o sentimento mais importante e é responsável por nossa felicidade ou tristeza, portanto devemos nos empenhar para atingirmos o equilíbrio em nosso relacionamento. Apresente-nos um dos textos publicados nesta obra literária Roberto Ferrari - Texto sobre o ciúme: Ciúmes em excesso O Amor não arde em ciúmes. O amor verdadeiro é forte e seguro, e o ciúme exacerbado é inflexível e destrutivo. O ciúme é um dos impulsos mais fortes do ser humano. Na verdade, existem duas formas de ciúme: o ciúme normal, baseado no amor, e o excessivo, baseado na no sentimento de propriedade. O ciúme legítimo aparece quando alguém que você ama se interessa por outra pessoa ou recebe elogios e você fica com ciúmes por não saber quem está afim do seu parceiro 58

(a) ou se o que você está pensando é real. O ciúme excessivo, o que se opõe ao amor; aquele que tem origem no egoísmo, onde a liberdade do seu parceiro (a) é tolhida. Neste caso este tipo de ciúmes pode provocar violência e em muitos casos ter uma consequência mortal. Quando o ciúme é excessivo uma das pessoas considera a outra propriedade dela, ou seja, ela se acha no direito de fazer o que quiser e inclusive espancar, humilhar, praticar violência emocional ou pior matar. As pessoas que sofrem deste distúrbio têm uma frase característica: Se ele (a) não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém. Quando se ama verdadeiramente, a confiança mutua é uma das características do relacionamento. As pessoas podem sair, trabalhar, conversar com amigos tranquilamente, pois o parceiro sabe que ela voltará para ele porque o ama e não quer ficar longe deste amor que lhe faz tão bem. Se não tomarmos cuidado, o ciúme plantará sementes de ódio em nosso coração e acabará com as nossas motivações e com os nossos relacionamentos. Quando você começou um relacionamento, assumiu o papel de maior fã do seu parceiro. Vocês se tornaram um e compartilharam da alegria um do outro. Mas, se o ciúme entrar, ele pode corroer as bases desta relação perfeita até destruí-la por completo. Um parceiro amoroso não se importa se a sua parceira for melhor em algumas coisas, se divertir mais, ou ganhar mais aplausos. Ele a vê como um complemento dele, não como uma concor-

rente. Temos de deixar o amor, a humildade e a gratidão destruir todo o ciúme que nasce em nosso coração. Cada texto contém um pouco do autor, seus sentimentos, conhecimentos, cultura. Comente sobre o momento de criação deste texto. Roberto Ferrari - Resolvi fazer este livro com o intuito de poder ajudar muitas pessoas que passam por situações complicadas e às vezes difíceis de solucionar. Baseei este livro em experiências da minha vida e conversas que tive com seguidores. Como todos os meus textos este também tem muito sentimento e coração e por ser um livro mais técnico precisou ser escrito com de uma forma que o leitor pudesse entender e usar o conteúdo do livro. Até chegar em seu último lançamento “Amor palavra simples, sentimento complicado” você publicou um lindo acervo literário, descreva os títulos publicados e segmento? Roberto Ferrari - Lancei 20 livros solo e um em parceria com o Poeta Edvaldo Rosa (Dueto para o Amor):

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Sublime Amor – Poesia Ventos da Paixão- Poesia Identidade Assassina – Romance Policial Fundamental como o Amor – Poesia Refúgio da Alma – Poesia Negócios de Sangue – Romance de Terror Intenso como a Vida – Poesia Mansão Molnár – Romance de Terror Juras Apaixonadas – Poesia O Ceifador de Almas – Romance Policial Suplício de Amor – Poesia Uivo Maldito – Romance de


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Terror Tributo a Elas – Poesia Poesia: Uma Mensagem ao Amor – Poesia A Escolha – Romance de Terror Mulher: Um Ser especial – Poesia Dueto para o Amor - Poesia Sentido do Amor - Poesia Mulher: Um Ser Especial vol2 - Poesia Emoções - Poesia Amor palavra simples, sentimento complicado. Onde podemos comprar os seus livros? Roberto Ferrari - Meus livros podem ser comprados via: WhatsApp: (11) 99145-9555 E-mail: roberto@poetadoamor. com.br Facebook: - Pagina O Poeta do Amor - Perfil Roberto Ferrari Instagram: robertoferrarioficial Você já participou de várias antologias e coletâneas, qual a participação que mais a cativou, por quê? Roberto Ferrari - Entre as que mais gostei de participar cito a do Centenário do Forte de Copacabana porque além de ser histórica ainda colocou os nomes de todos os participantes em uma placa que está afixada no Forte de Copacabana. Quais os seus próximos projetos literários? Roberto Ferrari - O meu próximo projeto literário é o lançamento do meu livro que comemora meus 10 anos de carreira. O livro se chama 10 Anos de Carreira, 10 Anos de Felicidade. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Roberto Ferrari. Agradecemos sua partici-

pação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Roberto Ferrari - Minha mensagem é que os sonhos podem ser realizados e eu sou uma prova disDivulga Escritor, unindo você ao so. Comecei minha carreira aos 54 mundo através da literatura anos de idade e estou alcançando Quer ser entrevistado? meus objetivos. Nunca desistam, Entre em contato com nosso editorial, sejam persistentes, resilientes e o apresentaremos proposta. principal acreditem em vocês mesContato: mos e nada será impossível de se smccomunicacao@hotmail.com realizar.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR FERNANDO JACQUES – JAX

FERNANDO JACQUES DE MAGALHÃES PIMENTA (JAX) Nascido no Rio de Janeiro, 2/ junho/1952. Tijucano, tricolor, salgueirense. Diplomata aposentado, formado em Direito pela UFRJ. Mestrado em Ciência Política, Universidade George Washington, EUA Livros: Traços e Troças (2015); Ibitinema e Outras Histórias (2016); No Ritmo do Jax (2019), Lamparina Luminosa, SP; Afinal de Contos... (2019), Illuminare, RS; Microcontos, Mini-Poemas, Curtas Reflexões para uma Vida Breve (2020), Assis, MG; Antologias: Prosa e Poesia Brasileira, SOL, RJ; Contos de uma Primavera, Illuminare, RS; Coisas de Mãe, Assis, Uberlândia/ Lisboa, Brasil/Portugal; JAX e outros Autores, Palavra É Arte, SP (2019); E-Book Microcontos de Humor de Piracicaba, 2019; Ditos e Feitos, Antologia de Contos e Crônicas, Recanto das Letras, SP (2020).

VELHA E QUERIDA FELIPINHA Boa companhia é essencial na vida de qualquer cristão (e até dos que não o são, na verdade). Tiago sempre valorizou seus companheiros, na rua, na escola, na faculdade, no bar e em todo lugar. Em casa, então, sobremaneira aprecia estar bem acompanhado, a partilhar longos “papos” em torno dos mais variados assuntos. Ou a simplesmente assistir, junto dos amigos, a memoráveis filmes e eventos musicais e esportivos. Cinemaníaco de nascimento e inveterado desportista de sofá, à medida que joelhos e coluna conspiraram contra seus talentos naturais como futebolista e cestobolista, o sessentão adquiriu o hábito de emitir comentários relâmpagos sobre o que vê. Sem descontar a hipótese de que essa extravasão de sentimentos prenuncie algum sinal de senilidade futura, a sorte de Tiago é que seus dotes de “comentarista” somente ocorrem em casa. Imaginem se ele desanda a falar numa sessão de cinema ou no meio de um show. Da lista relativamente longa de ouvintes de seus comentários, vale tombar aqui para a posteridade a amiga Felipinha, como carinhosamente a chama a esposa de Tiago (Filipinha no perfeito carioquês). Ao longo de uns trinta anos de relacionamento, a família praticamente a incorporou como integrante do núcleo familiar - e com que paciência ela sempre reagiu aos típicos atropelos infantis dos três filhos do casal, todos a falar ou gritar ao mesmo tempo e não raro querendo monopolizar a atenção para si. Haja resistência!

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Quem mais monopolizou e ainda monopoliza a tolerância da amiga, no entanto, é o próprio Tiago. Nenhuma surpresa nisso, dado seu insaciável apetite por assistir a filmes, avaliá-los e discuti-los. Felipinha agüenta todas as seleções cinematográficas feitas por ele, mesmo talvez sabendo de antemão que a escolha não seja atinada. Permanece tranquila, durante todo o desenrolar da película, e fica na dela se, ao final, o cinemaníaco revela-se insatisfeito com a história ou critica diferentes falhas da filmagem. Difícil precisar se os dois assistiram juntos a maior número de obras cinematográficas ou de espetáculos esportivos. O fascínio de Tiago por esportes em geral, mas principalmente por basquete, futebol e vôlei - em especial, o feminino, na última modalidade -, faz com que constantemente lá esteja ele a conferir determinado jogo. Nesses momentos, cumpre enaltecer a fidelidade da amiga. Felipinha vibra com ele a cada lance, de forma particular quando se trata da vitória do Fluzão ou da segunda seleção brasileira, aquela dos “canarinhos”. Ambos gritam NEEEENSE ou BRASIL com uníssona intensidade. Quando o triunfo injustamente não pertence ao primeiro e ao segundo time, em seus respectivos confrontos, Felipinha escurece seu semblante de imediato e mantém-se calada por bom tempo, em sinal de solidariedade à dor de Tiago. Afinal de contas, prova de amizade consiste em não apenas sorrir, mas também chorar com o amigo. Dilema para a integrante da família é adequar sua voz às distintas preferências do casal, as quais se foram acentuando com o passar dos anos. Enquanto Tiago prefere falar baixo - e de forma pausada, o que até gera dúvidas se ele é de fato carioca -, a esposa tende a aumentar a escala do som, gerando queixas do marido de que toda a vizinhança escuta. Felipinha tem de conten-

tar a ambos, sem saber bem como. Torna-se desafiante encontrar o ponto de equilíbrio sonoro. Outro desafio tem sido acostumar-se a freqüentes mudanças de ambiente. Tiago e a esposa trocaram de residência bom número de vezes e nem sempre a amiga conseguiu acomodar-se bem ao novo cômodo que lhe foi destinado. A convivência nunca deixou de ser mutuamente agradável, contudo. Apesar de não se manifestar muito a esse respeito, Tiago sente-se bastante ligado e reconhecido à Felipinha por todas as ocasiões positivas de que desfrutou em sua companhia. No íntimo, experimenta verdadeiro temor de vir a perdê-la um dia. Com efeito, a boa companheira não durará para sempre. De tal sina não escapam seres humanos, nem máquinas. Cedo ou tarde, chegará à exaustão a longeva televisão, da marca Phillips (daí, o nome de “Filipinha”). Adquirida cerca de trinta anos atrás, a TV permitiu à família usufruir de farta programação, captada de sistemas a cabo e até por antena parabólica, em sua frutífera existência. Capacitada a operar com três normas diferentes (PAL-M, PAL-N e NTSC), a televisãozinha jamais se fez de rogada e exibiu, a cores, as mais de trezentas fitas de vídeo gravadas em casa por Tiago, cuja mania de colecionar de tudo ainda deverá render bons frutos a algum museu. Tecnologia feita para durar! Não se cansa de elogiar o feliz beneficiário da TV, inconformado com a aparelhagem mais moderna, que requer “atualização” com poucos anos de uso. Com a devida vênia da amada esposa, Felipinha e Tiago foram mesmo feitos uma para o outro. JAX, junho 2021.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR JOSÉ AUGUSTO CARVALHO (José Augusto Carvalho é mestre em linguística pela Unicamp e doutor em letras pela USP. Entre seus livros publicados destacam-se: Problemas e Dificuldades da Língua Portuguesa, Gramática Superior da Língua Portuguesa, Estudos sobre o Pronome, Manual de Pontuação, Estudos de Língua Portuguesa, Crônicas Linguísticas, Palavra puxa Palavra)

O DICIONÁRIO AURÉLIO Um dos mais vendidos e consultados dicionários de língua portuguesa, editado em papel, é o do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que tem mais incoerências, falhas e erros do que se possa imaginar. O sucesso desse dicionário talvez se deva menos ao critério que norteou sua confecção do que ao fato de ser num volume único, e, portanto, mais facilmente manuseável. O de Caldas Aulete é em cinco volumes; o de Laudelino Freire, em quatro; o de Cândido de Figueiredo, em dois; o de Moraes Silva, o melhor de todos, também em dois. O de Silveira Bueno, embora num volume só, é ruim demais; o de Celso Luft, incompleto; o de Macedo Soares, em dois, e esgotado. O Aurélio, versão em papel, teve seu início no Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, organizado por Hildebrando de Lima, revisto por Manuel Bandeira e José Baptista da Luz. Em 1975, Aurélio Buarque lança o dicionário com seu nome na capa, e o nome anterior deixou de existir. A segunda edição ocorreu em 1986. Pouco depois, Aurélio lança o dicionário com o nome de Novo Dicionário da Língua Portuguesa, pela Editora Nova Fronteira. Depois da morte de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, em 1989, familiares assumiram a edição do Dicionário com o nome de Aurélio Século XXI – O Dicionário da Língua Portuguesa. Em 1999 saiu a primeira edição em CD, mesmo ano em que saiu a 3ª edição do Dicionário em papel, a última com o selo da Nova Fronteira. A partir da 4ª edição, em 2009, o livro passou a ser editado pela Editora Positiva. Consulto a 4ª edição, já com a nova ortografia, em CD que saiu pela Positiva, de acordo com o Volp de 2009. Mas o sucesso do dicionário não é proporcional à qualidade. Senão, vejamos. No verbete ponto e vírgula, o dicionarista dá dois plu62

rais: ponto e vírgulas e pontos e vírgulas, declarando preferir a primeira forma de plural (a pior, porque não se trata de nome composto, mas de dois nomes unidos pela conjunção) preconizada por Nélson Vaz, sem estabelecer os critérios de sua preferência. A definição de cacófato (“Som desagradável, ou palavra obscena, proveniente da união das sílabas finais de uma palavra com as inicias da seguinte”) exclui como cacófatos expressões como “Maria não tem pretensões acerca dela”, “Eva coava café”, ou “Ataulfo Dias”, em que o som desagradável ou obsceno é formado por palavras inteiras, nos dois primeiros exemplos, e pelo final de uma palavra com a palavra seguinte inteira, no último exemplo. Além disso, o Dicionário informa que cacófato é sinônimo de cacofonia, mas o encontro de sons desagradáveis na cacofonia não implica sentido obsceno, nem inconveniente, que apenas o cacófato produz. Veja-se, a respeito, o Dicionário de termos literários, de Massaud Moisés ( 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1978, s.v. cacofonia). Um exemplo de arbitrariedade é o verbete por-favor-me-pegue, mantido de maneira pouco científica desde a primeira edição em papel: “Na Ilha da Trindade, peixe de uns 30cm de comprimento, muito abundante, e que é pescado com balde pelos marinheiros que servem ali.” Segue-se um exemplo de Moacir C. Lopes, do romance Maria de Cada Porto. Ora, não consta nenhuma característica científica desse peixe, além do habitat na ilha e do comprimento. Não há o nome da espécie, nem o nome da família, nem o hábito alimentar, nem o nome científico por que deveria ser conhecido, como fez o dicionarista, por exemplo, no verbete sardinha: “ Designação comum a várias espécies de peixes actinopterígios, clupeiformes, isospôndilos, clupeídeos. Vivem aos cardumes e são uti-

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DIVULGA ESCRITOR lizadas largamente, frescas ou industrializadas, na alimentação humana. Também se usam em óleos, farinhas e adubos. No rio Amazonas existem sete espécies de sardinhas verdadeiras. [Sin. lus.: manjua.]” O dicionarista apenas citou o nome vulgar do peixe citado por Moacir Lopes pela facilidade com que é pescado. Mas esse nome pode ter sido inventado pelo romancista, por direito de ficcionista. E não é a primeira vez que um escritor usa um nome inventado: Manuel Bandeira , no livro Andorinha, Andorinha (Rio de Janeiro: José Olympio, 1957, p.9), na crônica “Gosmilhos na pensão”,usou o nome “gosmilho” para batizar uma flor em um dos seus poemas, por informação falsa de um jardineiro de Petrópolis. E “gosmilho” simplesmente é nome que não existe. A julgar pelo Dicionário Aurélio, podemos pressupor que, por nele estarem consignadas, ainda dizemos palavras como speaker” ou center-forward, e outros vocábulos ingleses, como short ou show, que poderiam estar registrados como seus substitutos já adotados à larga (como locutor e centro-avante) ou na sua forma gráfica portuguesa, como xou e xorte, já que escrevemos com x palavras oriundas do inglês começadas com sh, como xerife (sheriff) e xampu (shampoo) , embora a protoforma de xampu seja hindu. Se formos ao verbete calvário, encontraremos a informação de que se trata da tradução do aramaico gulguta (“crânio”), sinônimo, portanto, de gólgota. Se formos ao verbete gólgota, lá encontraremos a informação de que se origina do aramaico golgolta (“crânio”). Fica a pergunta: qual é o étimo de gólgota? Gulguta ou golgolta? O Aurélio apresenta variantes lusitanas tanto prosódicas (como combóio, no verbete comboio) quanto gráficas de muito vocábulos, como carácter e facto (correspondentes a caráter e fato, no Brasil), mas ignora faxe, saxe e foxe, que se usam em Portugal e que podem justificar o plural de seus correspondentes fax, sax e fox, de curso no Brasil, que o dicionarista informa serem invariáveis em número. Como o inglês box, grafado boxe, em português,com o plural regular boxes. Curiosamente, a 2ª edição do Aurélio, versão em papel, registrava os plurais foxes e saxes, para fox e sax. A 3ª edição, já a cargo dos herdeiros do dicionarista, só registra fox e sax como invariáveis. Embora registre muitas palavras e siglas em inglês de uso no Brasil, como office-boy e www, deixa de registrar muitas outras também de uso generalizado, como motoboy (hibridismo) e htttp, por exemplo. Aliás, há muitas palavras que não se encontram no Aurélio, embora de uso corrente, como elencar, coocorrer, dentopalatal, edomita (povo bíblico que vivia ao sul do Mar Morto), monera (bactéria), etc. A preocupação com o inglês técnico fez esquecer o próprio vernáculo. Quanto ao gênero de substantivos, além de dengue, que é registrado como de ambos os gêneros, o verbete cólera aparece apenas como feminino, embora tenha os dois

gêneros quando designa a doença ( sinônimo de cólera-morbo, de dois gêneros). No verbete bege, o Aurélio informa que se trata de um adjetivo de dois gêneros e dois números, vale dizer, invariável. Mas registra exemplo extraído do livro Os Barões da Candeia, de Ana Elisa Gregori, em que o adjetivo bege aparece no plural, contrariando a informação do verbete: “As meias grossas, beges, protegem as pernas brancas.” No verbete suarabácti, lê-se que se trata de nome masculino, mas, no verbete seguinte, suarabáctico, a palavra suarabácti é citada no feminino: “relativo à suarabácti”. No verbete saliente, a explicação: “que avança ou sai para fora do plano a que está unido”. Como se fosse possível sair para dentro... Defender o pleonasmo vicioso “sair para fora”, sob a alegação do editor de que se pode sair para cima e para os lados, é esquecer que sair para cima ou para qualquer lado implica sempre e obviamente direção para fora. No verbete trigonometria, a explicação: “parte da matemática em que se estudam as funções trigonométricas”. O consulente vai ao verbete trigonométrico e encontra: “relativo à trigonometria”. Até um leigo sabe que um termo a ser definido não pode constar da definição, para evitar a circularidade. No verbete explodir, o Aurélio informa, na última acepção, que explodir é verbo defectivo, “não conjugável na 1ª pessoa do sing. do pres. do ind. nem, portanto, no pres. do subj.” No entanto, ao lado do verbete, aparece a conjugação completa do verbo explodir, com todas as formas que o Dicionário declara inexistentes... Logo que saiu a 3ª edição do Aurélio, Cláudio Abramo publicou no Suplemento Mais! Da Folha de São Paulo, em 23-01-00, um artigo intitulado “Dicionário, que horror”, em que tece críticas construtivas e procedentes aos dicionários Michaelis e Aurélio. A reação do editor do Aurélio, Paulo Geiger, no dia 13-02-00, foi a de atacar o articulista. Cláudio Abramo e o editor encerraram a “polêmica” no dia 05-03-00: aquele atacando a obra; este, tentando mostrar a eficiência dos lexicógrafos e do planejamento da obra. Remeto o leitor aos exemplares do jornal Folha de São Paulo, da época da polêmica, ou à seguinte página da Internet: http://sites.uol.com.br/cwabramo A propósito, enviei, em março de 2002, um e-mail ao editor de obras de referência da Nova Fronteira, Paulo Geiger, a fim de alertá-lo de que o Minidicionário Aurélio tinha errado na divisão silábica de parapsicologia. Como se trata de uma palavra só, sem hífen, a divisão deve ser pa-rap-si..., mas o Miniaurélio ensina assim: pa-ra-psi... Basta lembrar, por exemplo, palavras como rapsódia, lapso, silepse, em que a divisão silábica recomendada oficialmente mantém as consoantes < ps > em sílabas distintas: lap-so, silep-se... Paulo Geiger enviou-me por e-mail o seguinte argumento inconcebível num editor de obras de referência:

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR JOSÉ AUGUSTO CARVALHO “(...) a palavra psicologia se separa psi-co-lo-gi-a, e seria confuso e estranho (sic) separar foneticamente pa-rap-si-co-lo-gi-a, ainda mais que para também tem uma estrutura muito clara na composição com psicologia. É uma exceção (o grifo é meu) defensável pelo fato de ps estar no início da palavra, o que impede a separação do p e do s, como acontece em si-lep-se, ca-ta-lep-si-a, etc. De novo nessa área limítrofe há que respeitar critérios, mesmo que se discorde deles, pois sua origem não é desatenção, desrespeito à gramática ou a verdades estratificadas, etc., e sim uma aplicação consciente de um critério construído com lógica e bom senso.” (A transcrição é ipsis litteris.) Ora, a divisão silábica proposta pelo Minidicionário só teria sentido se parapsicologia se escrevesse com hífen. Quanto à divisão silábica em psicologia, é óbvio que, por serem iniciais, as duas consoantes se mantêm juntas por não haver nenhuma vogal antes em que a primeira delas se apoie, como em mnemônica, tmese, pneu, e quejandos, que começam com duas consoantes juntas. Além disso, o editor inventa teorias sem respaldo científico a que o consulente não tem acesso e põe-nas em prática no desrespeito às normas oficiais, por uma questão de estranho “bom senso” que o consulente ignora. O erro da divisão silábica de parapsicologia fica mantido em detrimento da norma, para manter uma coerência que só existe para os autores do dicionário, que deveriam saber, por dever de ofício, que um dicionário não é um livro de doutrina, nem tampouco uma gramática, e têm a obrigação de respeitar e não de mudar as normas gramaticais e ortográficas vigentes, ainda que delas discordem. Não contente com essa confissão de desobediência às normas oficiais, o editor Paulo Geiger envia-me outro e-mail dizendo que o Minidicionário Houaiss e o Michaelis também fazem a mesma divisão silábica de parapsicologia, mantendo as consoantes < ps > na mesma sílaba, como se o erro de um dicionário pudesse justificar o de outro. O Aurélio segue a metodologia antiga das gramáticas latinas de abonar verbetes com exemplos de escritores, como se o escritor tivesse que obedecer às regras gramaticais do dialeto prestigioso. Citar exemplos de escritores era uma atitude válida para o latim, porque não há maneira de saber como funcionava a sintaxe latina e o emprego de vocábulos latinos, a não ser consultando-se os textos de autores como Ovídio, Virgílio, César e Catullo, por exemplo. Mas esse método não funciona adequadamente quando se estuda uma língua viva, porque o objetivo de um escritor é escrever diferentemente dos outros, numa 64

linguagem conotativa, subvertendo a sintaxe, como atestam depoimentos conscientes de bons escritores, como Autran Dourado (Cf. O meu mestre imaginário. Rio de Janeiro: Record, 1982, p. 58-60) e até de bons gramáticos, como Celso Cunha (Ver: Uma política do idioma. Rio de Janeiro: São José, 1964, p. 19 e 22). É possível consultar textos não conotativos, não artísticos, para estudar a norma culta de uma língua viva. A norma culta portuguesa foi sedimentada pela linguagem jurídica, não pela linguagem literária. Eram os textos jurídicos que faziam as vezes de cartilhas de alfabetização (Cf. José Ariel Castro, no capítulo “Formação e desenvolvimento da língua nacional brasileira”, no vol. I da obra dirigida por Afrânio Coutinho. A literatura no Brasil. 3.ed. Rio de Janeiro: José Olympio/UFF, 1986, p. 272.) Nossos primeiros gramáticos e ortógrafos, como Fernão de Oliveira e Duarte Nunes de Leão, não citavam seus contemporâneos de labor poético. Suas observações nasceram do convívio com as pessoas cultas da época. Fernão de Oliveira, por exemplo, quase sempre, ao citar seus conterrâneos, como João de Barros ou Garcia de Resende, fazia-o para contestá-los.. Assim, parece-me inadequado citar escritores para abonar regras ou o emprego de palavras e verbos. A regência de um verbo como responder, em Machado de Assis, pode opor-se à empregada por outro autor de mesma grandeza, como Carlos Drummond de Andrade. Assim, embora o Dicionário de verbos e regimes de Francisco Fernandes conste da bibliografia do Aurélio, pelo menos nas versões anteriores em papel, os exemplos do emprego de usufruir e deparar, de autoria de Nélida Piñon e de Clarice Lispector, respectivamente, em verbetes próprios, desrespeitam a regência prescrita por Francisco Fernandes e pelos bons gramáticos contemporâneos. Por essa razão é que o Aurélio abonou um plural inexistente da palavra bege, calcado, como vimos, linhas atrás, num exemplo de uma escritora que não tem compromisso com a gramática normativa, mas com a própria arte. Parece-me que pretendem atualizar o Aurélio com o acréscimo de palavras de uso recente. Creio que não é o uso generalizado que deva orientar a inclusão de um verbete num dicionário de língua. A moda passa. O que Mattoso Câmara Jr. chamou de “espírito de campanário”, traduzindo o “esprit de clocher” saussuriano, funciona na língua como uma reação ao princípio de intercurso. É essa reação a principal responsável pela adaptação de vocábulos estrangeiros à feição e ao gênio da língua, a reprimir as influências estranhas e a manter-se fiel à tradição e à índole da língua.

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Entrevista com a escritora

Rute Cochicho Alves Rute Cochicho Alves nasceu em 1981, na cidade de Vila Franca de Xira. É filha única de pais alentejanos e as suas raízes estão no Alto Alentejo, na vila de Borba. Sempre adorou literatura e escrever para crianças era um sonho de infância. Estudou Humanidades na Escola Secundária Professor Reynaldo dos Santos em Vila Franca de Xira. Nessa altura, iniciou o gosto por vários tipos de literatura e escrevia nos tempos livres, diferentes tipos de texto. A poesia despertou nela vários sentimentos e emoções. Os romances tornaram-se pretexto para refletir sobre temas como a vida, o amor, a amizade, o desapego, a intolerância, o medo e a indiferença. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses e Ingleses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Passou a escrever com mais frequência ao integrar-se num grupo de estudantes que partilhavam o mesmo gosto pela escrita. Criou um Blog para postar os seus textos online. Em 2007, após a licenciatura trabalhou em diversas áreas. Passou também pela tradução e revisão de textos. Desde o ano de 2011 que trabalha na área do ensino. Atualmente, é Professora de Português e Inglês, mas, cada vez mais, se dedica ao seu projeto de literatura infantil focada na ajuda aos pais para que, de forma simples e divertida, consigam incentivar os filhos a ler e, ao mesmo tempo, transmitir valores importantes para o desenvolvimento pessoal e social das crianças. A autora está totalmente dedicada ao seu primeiro livro de contos infantis. Boa leitura!

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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Rute Cochicho Alves, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como foi o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Rute Alves - Olá! O prazer é todo meu. O início deu-se durante a infância, pois sempre gostei de ler e escrever. Escrevia os meus textos nos meus livrinhos de menina e guardava só para mim. Mais tarde, passei a escrever alguns textos em prosa. No entanto, desde pequenina que gostaria de escrever para crianças. Tinha poucos livros e os que tinha lia muitas e muitas vezes. Ainda hoje os tenho na minha mini

biblioteca em casa. Os livros infantis são uma paixão mas só me aventurei a escrever após o nascimento da minha filha. A partir dessa altura, comecei a escrever contos, histórias e poesia. Ela adorava que a mãe lhe contasse histórias e assim foram nascendo as minhas ideias. Muitas vezes escrevo também aforismos. O que a inspirou a escrever “A formiga no sapato”? Rute Alves - O que me inspirou foi a paixão por contos e a intenção por de trás do conto. As formigas e as Joaninha são animais bem conhecidos das crianças e eu achei que era bastante interessante humanizá-los e criar uma história bonita onde também se

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aprende a importância da existência destes animais na natureza. Além disso, gosto de criar histórias com animais porque as crianças adoram. Apresente-nos a obra Rute Alves - Esta obra infantil tem como personagem principal a formiga Esperança, uma formiga diferente das outras em muitos aspetos. É trabalhadora e muito sonhadora. É curiosa, adora sapatos e um dia apaixona-se por um par de sapatos que vê numa casa onde entra sem permissão. A partir daqui surgirá uma amizade com a Joaninha Simpatia e algumas peripécias acontecerão. É uma história encantadora, colorida e cheia de mensagens importantes.

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Qual a mensagem que deseja transmitir por meio da leitura da obra? Rute Alves - A mensagem que pretendo transmitir é abordar a importância da aprendizagem dos valores essenciais e chamar à atenção de pais e crianças para as emoções e a afetividade. No fundo, a minha missão é ajudar os pais, através da minha escrita, a educarem e criarem crianças para crescerem e se tornarem adultos melhores, preocupados com os outros e com o mundo que os rodeia. Valores como a empatia, a amizade, a tolerância, a paz, a aceitação da diferença, a generosidade e muitos outros são as temáticas que escolho para as minhas histórias. Nesta obra a temática mais evidente é a Amizade entre espécies diferentes. Por que escolheu escrever sobre está temática? Rute Alves - Porque a Amizade contínua a ser das melhores coisas da vida. A verdadeira Amizade, pura, desinteressada, genuína ajuda as crianças no seu relacionamento com o outro, na aprendizagem da partilha e a entender o que é a Empatia. Ser amigo e cultivar essa amizade todos os dias, nomeadamente no ambiente escolar é uma forma de demonstrar a importância da vivência em comunidade e do espírito de interajuda e colaboração.

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A quem indica leitura? Rute Alves - A leitura de livros infantis, a meu ver, é indicada a todos! Porém, o conto é destinado a crianças dos 5 aos 10 anos e também aos pais que gostem de contar histórias aos seus filhos ou até mesmo aos educadores e professores que se interessem em trabalhar os valores em sala de aula. Muitas vezes, a leitura de contos infantis é um momento feliz e cheio de ternura, de interação e uma forma simples de criar laços bastante profundos dentro da família.

Quais os seus próximos projetos literários? Rute Alves - Os meus próximos projetos literários serão a publicação de mais três livros infantis, escrever poesia infantil, participar em antologias de vários grupos literários, e trabalhar com escolas. Gostaria ainda de criar uma comunidade nas redes sociais para pais onde possam interagir e tirar dúvidas sobre educação e que também queiram receber todos os meses histórias infantis da minha autoria, áudios e outras surpresas.

O que mais a atrai nos textos de literatura infantil? Rute Alves - O que mais me atrai na literatura infantil é a possibilidade de sonhar, de imaginar, de criarmos mundos mágicos, encantados onde tudo é possível. Conseguir transportar as crianças para o mundo dos personagens é maravilhoso. Saber que com palavras imaginadas posso fazer uma criança feliz e ao mesmo tempo proporcionar a hipótese das crianças trabalharem a leitura e a escrita, é fantástico!

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Rute Cochicho Alves. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Rute Alves - Que continuem a ler esta maravilhosa revista e que acompanhem o trabalho fantástico desta equipa, que se preocupa em divulgar e apoiar novos autores. Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre mim e sobre o meu percurso literário.

Onde podemos comprar o seu livro? Rute Alves - Este livro foi publicado através do Instituto Cultural de Évora, no âmbito do programa DIGIBOOKS, e está disponível para download gratuito na editora digital Recanto das Letras. Mais tarde, a ideia será editar fisicamente e então colocar à venda.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da literatura Quer ser entrevistado? Entre em contato com nosso editorial, apresentaremos proposta. Contato: smccomunicacao@hotmail.com

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DESTAQUES EDITORA ILLUMINARE INTERNACIONAIS Angela McCluskey-Moses (EUA) LIVRO: “Permissão para Renascer” Versão em português de livro foi primeiramente lançado nos EUA e agora no Brasil pela Illuminare. BIOGRAFIA: Angela McCluskey-Moses nasceu com o nome de Angela Cordeiro da Silva, em 1973, na cidade de São Paulo. Ela cresceu no bairro da Vila Verde, na periferia da Zona Leste. Estudou Administração de Empresas na Universidade Cruzeiro do Sul e foi profissional da indústria aeroespacial por mais de 22 anos. Ela se mudou para os Estados Unidos da América em 2004, onde morou nas cidades de Dallas, Pensacola, Filadélfia, Houston, Fort Lauderdale e recentemente fixou residência na cidade de Tulsa, estado de Oklahoma. Atualmente atua no combate à violência contra as mulheres. Sinopse da obra Nada nesta vida é mais gratificante do que saber quem você é, e qual é a sua missão nessa terra – e nada te levará à essa realização como a Rendição ao Divino Amor. Angela McCluskey-Moses aprendeu tudo com a dificuldade, crescendo no meio de uma terrível pobreza na periferia de São Paulo. Em sua autobiografia, Permissão para Renascer, ela conta todas as experiências e aprendizados de sua jornada íntima até se tornar quem ela é hoje. Demorou apenas seis meses para ela perceber, aos 12 anos de idade, que um emprego numa metalúrgica não era pra ela. Mentindo sobre a sua idade e se oferecendo para trabalhar de graça, ela conseguiu o seu primeiro emprego em um escritório aos 13 anos, mostrando a sua forte determinação e desejo de fazer qualquer coisa para sair da pobreza. Leitores que já lidaram, ou ainda lidam com desvantagens sociais, 70

dificuldade financeira, abuso ou depressão, irão se identificar com essa jornada e achar essa história incrivelmente encorajadora e inspiradora. Como enfrentar os nossos medos e fazer as pazes com o nosso passado? Poucos que não cresceram sob a extrema pobreza do Terceiro Mundo, conseguem entender os obstáculos que as pessoas vindas dessas condições enfrentam numa tentativa de melhorar de vida. A Angela é uma prova viva de que o espírito humano é indomável e em seu livro, ela descreve a maior lição que aprendeu, e repassa aos seus leitores: “Cure-se primeiro, depois tome posse da sua vida e reescreva a sua própria história.” A sua autobiografia ilustra exatamente isso. Como ela fez para emergir da pobreza extrema, construir uma carreira na indústria aeroespacial, até encontrar a sua verdadeira vocação. Ela irá inspirar e desafiar os leitores a superar qualquer adversidade ou desculpa para que encontrem uma vida com maior satisfação pessoal. Ela espera também que outras pessoas aprendam a ver suas próprias vidas com a compaixão e com o incentivo que ela encontrou em sua jornada, enquanto encontrava coragem para reescrever a sua própria história. Contatos: https://www.instagram.com/angelammoses_author/ Email: tagmccluskey@icloud.com

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Marlon Marques (SUIÇA) LIVRO: “O Mensageiro” BIOGRAFIA: Marlon Tavares Marques é advogado, coautor de três e-books técnicos sobre tributos e professor de direito tributário nas horas vagas. Carioca de nascimento, está radicado há́ mais de uma década na Europa, tendo recentemente fincado residência na Suíça.

Sinopse da obra: Jogo de interesses. Rede de corrupção. Assassinato. Tragédia ecológica. Mitologia. Amor. Pecados capitais. E muita história. São caminhos que levam a Roma nesta aventura emocionante. Mas seja rápido: o conclave que escolherá o último Papa – de acordo com uma profecia guardada a sete chaves – começa em breve! Sua Santidade renúncia. O momento é inoportuno pois várias Igrejas sofrem assaltos perpetrados pelos Inominados. O anúncio, extraordinário, leva Cardeal Essheight e o jovem Seminarista Erick a voarem para Roma. O objetivo é simples: finalizar a tomada de poder pelas Forças do Mal, tal como acordado com o Cristo. Tornar-se Sumo Pontífice, entretanto, é mais difícil do que imaginam. Os preferiti, cardeais favoritos a assumir o trono católico, têm grandes virtudes. E ambições. Não obstante, o Promotor Fidei – agente secreto da fé – escrutina as candidaturas perante o Camerlengo – regente interregno do Vaticano.Nesta querela, problema menor são os Nefilins. Mehiel está morto. Nith e Uriel, separados por circunstâncias da vida. Rafael, a seu turno, não superou o falecimento do irmão. Inconformismo que se converte em esperança graças a uma mensagem. Enigmática, ela corre pelos oceanos das redes sociais. Encontrar seu Mensageiro é crucial para entender seu significado. E, quem sabe, esclarecer o sucedido com Mehiel, um morto de corpo ausente. Contatos: https://www.instagram.com/marquestmarlon/ EMAIL marlon_tavares@icloud.com

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Marvio Martins (ESPANHA) LIVRO: “Pedra do Lume”

BIOGRAFIA: Martins Adegas Jr., brasileiro e português, 46 anos, casado, pai de 2 filhos, residente na Espanha. Bacharel em Direito e bacharel em Engenharia de Produção. Numa fase da vida em que não quero mais adiar plano algum, resolvi realizar sonhos e desejos que há tempos vinha planejando, entre eles sair para ver o mundo e começar a escrever.

Sinopse da obra: Pedra do Lume aborda de forma muito interessante a questão do amadurecimento, da evolução pessoal e do sentido de compromisso profissional. Não usa filtros, e ainda assim apresenta de uma maneira positiva e natural as mudanças, escolhas e consequências que a vida impõe inevitavelmente. Um jovem de classe média, João Lucas Martin, que durante a transição da adolescência para a vida adulta e da fase escolar para a fase profissional, depara-se com frustrações, perdas e dificuldades, que o abalam e ao mesmo tempo o impelem a resistir com coragem. Vive também alegrias e sucessos, e começa a ganhar sabedoria para usar nas vitórias e nas derrotas. E quando João aceita uma oportunidade de viajar para longe de casa, ali também começa uma importante viagem ao próprio interior. Uma leitura agradável, séria no significado e divertida na linguagem. Contato: marvio.martins@outlook.com

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Lleonardo B. Felix (ESPANHA) LIVRO: “O Guardião do Tempo - As Crônicas da Erna - I” BIOGRAFIA: Leonardo Barreto Feliz, nascido no Brasil, onde morou até os treze anos de idade, que foi quando decidiu ir morar com o pai na Espanha. Cresceu e estudou no país até que com seus praticamente vinte anos decidiu voltar ao Brasil para tentar publicar um projeto que lhe fazia feliz nas horas vagas. Sempre gostou muito de fantasia; foi nela onde ele aprendeu a admirar as grandiosas histórias escritas por muitos autores, e assim, ele decidiu tentar criar uma história para chamar de sua. Atualmente é estudante de Ciências Contábeis fazendo parte de uma empresa júnior e seguindo escrevendo para se divertir quando tudo parece não ter fim. Gosta muito de teorias em obras de ficção e espera que as pessoas divirtam lendo essa obra. Sinopse da obra: Depois de longos anos de espera, a influência finalmente chegou ao continente Oeste e começou com o guardião do tempo deixando seu rastro em uma cidade que fora massacrada por um motivo não revelado. No concelho real de Furions, após a notícia, Robert Lufo descobre que seu filho tinha sido assassinado e propôs uma cassada ao culpado, porém aqueles em quem ele mais confiava o deixaram na mão. Temendo pelo futuro incerto do seu país, Robert decidiu unir velhos aliados e embarcar em uma missão suicida na qual conhece um garoto chamado Jonatas, filho de alguém a quem ele devia alguns favores e decide levá-lo; juntos, eles partirão em buscar da verdade, da crueldade e da vingança contra aquele que uma vez fora o seu amigo. Paralelo a isto, no norte do continente o general Taison do Reino de Touter desembarca no Reino de Hidrotan onde levará uma proposta de redenção do país para o seu decadente rei Aldebin Hidro. A proposta dividiu a opinião pública que decidiu se apoiar em um dos dois príncipes, no príncipe Aldazin que estava totalmente contra a proposta ou na princesa Milena que estava a favor dela. O problema se agrava quando descobrem que o futuro do trono é incerto e que a linha de sucessão não respeita as regras ao mesmo tempo em que seu pai mantem a rainha em cativeiro para conta de uma doença misteriosa. Todos os problemas entre países criam situações ruins, situações na qual jovens como Sagar Wheythlend de Fiztala se encontram. Abismado pela falta de oportunidades, o jovem decidiu ir para a cidade de Kouzou onde foi preso por cometer um crime odioso. Temendo por sua vida, Sagar aceitou o que lhe fora dito e como um peão foi pagar a sua sentença no Coliseu da Morte, lugar onde descobrirá que a vida é mais fácil do que o que pensamos. Contato: lleonardfelix2020@gmail.com

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Selma Denmark (EUA) LIVRO: “Anos na Janela” BIOGRAFIA: Selma Denmark nasceu no Brasil em 21 de dezembro de 1952 numa pequena cidade do interior do estado de São Paulo, Aguaí; aonde passou a infância, feliz, entre familiares e amigos queridos. Casou-se no ano de 1971, ainda adolescente, indo viver na grande São Paulo. Teve quatro filhos: Rodrigo, Mirna Maria, Nívia Maria e Mateus. Em 1982 divorcia-se e volta a viver com os filhos na cidade natal. Trabalhava, na época, em três lugares sendo um deles no jornal local, O IMPARCIAL, oportunidade esta que lhe foi dada pelo diretor-redator. E, mesmo não sendo formada em Jornalismo, como mantinha o hábito da escrita, desenvolve algumas matérias interessantes, sendo responsável por duas páginas no jornal. Consegue, com isso, se tornar popular na cidade pelas matérias que cria no jornal, como: Coluna Social, Entrevistas, Histórias que o povo conta e Sonho dos meus sonhos. Esta última acabou virando seu primeiro livro publicado no ano de 1985. O livro baseado num sonho que teve e que lhe pareceu real, narra histórias comuns que deparamos todos os dias aonde a imaginação se mistura com a realidade; e, que podem muito bem se igualarem a de qualquer pessoa. Em 1989 muda-se para os Estados Unidos da América e, pouco a poco vai se habituando aos costumes e hábitos do país. Seu primeiro trabalho foi entre portugueses, devido ainda não falar o idioma local. Com o passar do tempo se afeiçoa pelo país, começa a estudar o Inglês, consegue trabalho num “Diner” (restaurante) e seguiu em frente, sempre trabalhando para o sustento dos filhos que tinham ficado no Brasil aos cuidados da avó. Hoje, divorciada pela segunda vez, vive em Milton, New York. Continua no mesmo ramo de trabalho; atualmente em um restaurante italiano; e, lá se vão já 14 anos. Seus filhos casaram-se e lhes deram oito netos: Felipe, Alyssa Maria, Helena, Caio Francisco, Ana Laura, Maria Luiza, Lucas José e Karys Marie. Então, depois de uma longa jornada que lhe permitiu desenvolver uma certa estabilidade emocional e de reconhecer a necessidade que todos nós temos, de se conhecer melhor para podermos enfrentar o que nos aguarda todos os dias; decide-se escrever seu segundo livro. Desta vez, baseia-se na própria realidade, com o objetivo de estímulo aos leitores amigos a não se entregarem ao desencorajamento total, quando se depararem com as barreiras de sofrimentos que por ventura possam surgir à frente dos caminhos que estão percorrendo, pois assim é: se não se podem derrubá-las, podemos ao menos contorna-las; quer dizer, sempre haverá algo que possamos fazer, SEMPRE! Sinopse da obra: Muitas das virtudes e das paixões que desenvolvemos neste livro são comuns, semelhantes às de quaisquer pessoas. Temos a certeza de que as dificuldades, privações e sofrimentos veem para qualquer um, não importa que patamar estamos no “campeonato da vida”; ninguém tem privilégio, ninguém é especial e ninguém é isento da dor, seja ela qual for; pois estamos ainda bem próximos do nosso ponto de partida e portando da nossa longa jornada que é viver! Contato: Contate:pazsel@hotmail.com

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Rô Mierling (BRASIL) LIVRO: “O Mal e o Massacre Deixaram Saudades” Participação especial: Promotor MP/SP Rodrigo Merli Psicanalista Ane Moraes. Livro social, sem fins lucrativos

BIOGRAFIA: Rô Mierling, Gaúcha, escritora, roteirista, antologista. Autora de sete livros publicados, incluindo “Diário de uma Escrava” (DarkSide Books) - 1ª edição e atualmente escritora da Harper Collins Publishers lançando Diário de uma Escrava - 2ª edição revisada, com visão e relatos do sequestrador. A escritora escreveu “Caça e Caçador” (Primeiro conto do livro Mundos Paralelos – Ed. Abril). Escreveu também o conto de abertura dos livros Narrativas do Medo I e II junto com grandes nomes do suspense e terror brasileiro, como o cineasta Marcos DeBrito, o jornalista Victor Abdala e outros. Seu primeiro livro “Contos e Crônicas do Absurdo”, após três edições esgotadas, foi escolhido em julho de 2017 pelo Instituto PEGAÍ para uma edição especial comemorativa, onde

Contato: romierling@gmail.com https://www.instagram.com/ __romierling/

7.000 exemplares foram impressos e destinados a projetos literários e culturais. Publicou ainda Íntimo e Pessoal, Pedaços de Mim, Quando as luzes se Apagam (Publicado em Portugal). Organizou, editou e lançou uma exclusiva versão de O Pequeno Príncipe ilustrado junto ao Pegai. Foi convidada especial em diversas coletâneas nacionais e internacionais, organizou e publicou mais de 170 antologias estimulando o desenvolvimento da escrita de novos autores. Publicou junto a editoras na Espanha, Irlanda do Norte, Portugal, França e Argentina. Lançou uma edição exclusiva de Histórias Sombrias - Contos de Edgar A. Poe e Lovecraft -, uma homenagem a esses ícones do terror e horror da literatura mundial. Foi cronista no jornal paranaense Diário dos Campos, colunista na revista internacional Sotaque (Porto/Portugal)

Sinopse da obra: O livro se divide em duas partes, ambas lutando no cenário da violência conta a criança – O inimigo está lá fora - sobre o massacre na creche em Saudades - SC, dedicado à memória das vítimas e familiares desse crime hediondo; e O inimigo está aqui dentro - sobre crianças e bebês que morreram de forma bárbara nas mãos de seus pais, madrastas, padrastos, tios, padrinhos (as) e afins. - Um alerta a quem devia cuidar desses anjos, que são o futuro de nossa sociedade, e não o fizeram. Esse livro se destina a distribuição nacional – gratuita ou a quem apoie o projeto – para que o país inteiro tenha um exemplar e se alerte ao cuidado com nossas crianças: NOSSO FUTURO. www.divulgaescritor.com | outubro | 2021

e do jornal BrasilBest (Califórnia EUA). Publicou um conto especial em espanhol sobre Evita Perón na revista Resonancias (Argentina/ França). Ministra oficinas de escrita criativa e atua junto ao Centro Cultural da Embaixada Brasileira de Buenos Aires, divulgando a literatura brasileira, desde 2017. A autora atualmente divide seu tempo entre em Buenos Aires e Rio Grande do Sul. Escritora contratada da HarperCollins Publishers. Como escritora de alerta social, Rô Mierling lança atualmente o projeto IN MEMORIAM – Vítimas do Massacre de Saudades – SC – colabore e ajude a imprimir mais livros – não disponível à venda – livros para doação aos colaboradores e Psicólogos, Professores, Assistentes Sociais, Escritores, ONGs, escolas e demais partidários da NÃO violência contra nosso futuro: as crianças.

AJUDE! APOIE! Cada apoio gera mais exemplares que podemos imprimir. Site de apoio, sinopse, sumário do livro e explicação sobre o projeto: www.romierling.com.br Livro sem fins lucrativos = não estará disponível à venda = sem lucros aos escritores, nem a produção editorial. Só precisamos de ajuda na impressão de mais exemplares; quanto mais exemplares, mais alerta contra a violência no cenário infanto-juvenil. E apoiando - seu nome estará nos agradecimentos da obra. Conheça o livro: “O MAL E O MASSACRE DEIXARAM SAUDADES” - www.romierling.com.br - e apoie esse projeto! 75


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Alexandre Dumont – (BRASIL) Box de cinco livros BIOGRAFIA: Alex Dumont iniciou sua vida profissional explorando as ciências exatas, como engenheiro. Com o passar dos anos, ele se tornou um servidor público e passou a se dedicar mais à sua segunda paixão: a literatura. Atualmente, ele possui cinco livros de contos publicados pela Editora Illuminare — Histórias Que Podem Transformar a Sua História (Volumes I e II), A Mensageira Do Apocalipse, Quando Lúcifer Encontrou Jesus e Satã no Divã.

– Box de cinco livros • A MENSAGEIRA DO APOCALIPSE – CONTOS TRANSCENDENTES • Sinopse: Ao abrir as primeiras páginas e entrar pelas portas do Hospital Psiquiátrico Ricci Giuglini, o leitor logo descobrirá diversas e profundas reflexões que esta obra traz em suas entrelinhas. Já no final, constatará que este livro não se encerra na última página, pois as perturbadoras indagações que dele provêm tendem a acompanhá-lo por muito, muito tempo... • QUANDO LÚCIFER ENCONTROU JESUS… - UM CONTO TRANSCENDENTE Sinopse: Ao abrir as primeiras páginas e entrar pelas portas do Hospital Psiquiátrico Ricci Giuglini, o leitor logo descobrirá diversas e profundas reflexões que esta obra traz em suas entrelinhas. Já no final, constatará que este livro não se encerra na última página, pois as perturbadoras indagações que dele provêm tendem a acompanhá-lo por muito, muito tempo... • HISTÓRIAS QUE PODEM TRANSFORMAR A SUA HISTÓRIA – VOL. I e VOL II Sinopse: As histórias que compõem estes livros são díspares nos mais diversos aspectos, mas possuem duas características em comum que sempre prevalecem são emocionantes e surpreendentes! • SATÃ NO DIVÃ. Sinopse: Este livro é composto por apenas dois extensos contos, cujas excêntricas narrativas, repletas de surpresas, desenvolvem-se em torno do fictício Hospital Psiquiátrico Ricci Giuglini. Em SATÃ NO DIVÃ, um homem atípico é internado em um manicômio, com diagnóstico de depressão profunda, em meio a um mundo regido por guerras múltiplas e diversas epidemias globais. Dessa internação, resultará uma revelação surpreendente sobre a relação que entrelaça a humanidade e a divindade. Em O PADRE QUE NÃO SABIA REZAR, alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial, o pároco de um vilarejo italiano é internado em um manicômio, após ser acusado de enlouquecer e incitar os fiéis a rebelarem-se contra os costumes católicos. Contudo, a revolução promovida pelo padre nesse vilarejo foi bem além dessas acusações e pode culminar em um acontecimento trágico. Explorando esses enredos díspares e utópicos, o leitor transcenderá alguns conceitos milenares, permitindo-se um novo olhar sobre dois importantes temas: a espiritualidade e a religiosidade. Um olhar transformador, que se apoia em perspectivas insólitas e conduz a conclusões imprevisíveis. Contato: Alexandre.Dumont@rfb.gov.br 76

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José Sepúlveda

Poeta sou… ... viva em poesia. Poeta não se inventa. E’ ao crescer Que o gosto de escrever se faz sentir E a poesia em seu alvorecer Brota espontânea, cresce até florir E surge devagar, gradualmente, Palavra apos palavra se recria… Respira-se em silencio e de repente Ó verbo se faz para... Tem poesia! Depois, em cada estrofe vai florindo Deixando atras de si um rastro lindo De fantasia e cor, suave e livre Nesse entretanto a alma do poeta Sente alegria e paz… Pousa a caneta E então respira… A poesia vive! . José Sepúlveda

Além, o Infinito Se fores junto ao mar, tenta abraçá-lo Com todo o teu carinho e a sorrir Pega um dedal e tenta esvaziá-lo E vê que nunca o hás de conseguir! Sentado ali na praia, vai seguindo As ondas nessa eterna melopeia, E tenta no areal imenso, infindo, Contar-lhe grão a grão os grãos de areia... E quando o sol começa a declinar E se aconchega nesse imenso mar Enchendo o espaço de alegria e cor, Tenta contar no céu, no espaço lindo Miríades de estrelas que, luzindo, No infinito mostram seu esplendor! José Sepúlveda

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Na Casa de Mateus

Mar de Cor

Não foram os seus tetos, contadores, As pratas mil, as loiças de Cantão, Que ousaram ser a fonte dos amores Do meu palácio louco de ilusão.

Deixa que a cor se estenda pela tela Com toda a rebeldia e sedução E que no fim essa pintura bela Traduza o que te vai no coração

Nem as imensas salas-corredores, O ouro e o marfim em profusão, Ou seus jardins cobertos de mil flores, Haviam de prender minha atenção.

E a amálgama de cor e sentimento Que trazes para nós com devoção Nos possa transmitir o pensamento Tão fruto desse amor, dessa ilusão!

Não foi o seu Palácio se esvaindo No imenso Espelho de Água, refletindo As cores dum verdor de tanta cor.

E quando em nós brilhar o mar de cor Que para nós partilhas com labor Possamos entender esse teu mundo

Mas os teus olhos, teu olhar infindo E teu sorriso imenso, lindo, lindo, Haviam de prender-me, meu amor!

Onde o real as vezes nos parece Um desabafo, de onde transparece Um coração rebelde e tão profundo!

José Sepúlveda

José Sepúlveda

Em ti...

Teus olhos

O teu sereno olhar, vivo, solene, Que ao meu viver traz força e energia Transforma a minha vida assaz perene Em mananciais de paz e de harmonia!...

Rios de amor descendo p'la colina Por entre os pedregais e os abrolhos, Regatos de água pura, cristalina, Que saltam do verdor desses teus olhos.

Na minha embarcação tu és o leme Que traça o rumo, a estrela que me guia... E em ti me sinto alguém que nada teme E enfrenta o seu viver com ousadia...

E sigo esperançoso, rio acima Envolto nesse olhar e vou seguindo Buscando nos teus olhos de menina O enlevo dum amor tão puro e lindo

Em cada amanhecer, ao despertar, Eu sigo os passos teus e ouso pisar O teu andar seguro... E, peregrino,

E quando atinjo o cume em paz e em Glória Eu sinto em mim o gozo da vitória No olor de cada flor eu sou matiz

Refaço essas pegadas uma a uma E pinto em cada onda, entre a espuma, Nos passos teus a cor do meu destino!

E com o teu olhar no pensamento Eu canto aos quatro ventos num momento Os versos tão singelos que te fiz.

José Sepúlveda

José Sepúlveda

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José Sepúlveda

Gaivota Estava na esplanada a conversar, Bebendo um chocolate amargo e quente E olhava mil gaivotas a voar, Ali, junto do mar. E, de repente, Uma gaivota, em lento esvoaçar, Parou ao pé de mim, precisamente. E ei-la num instante a ocupar Uma cadeira livre, à minha frente. Estupefato, ali fiquei olhando Quanta altivez a sua. Eis senão quando, Chegou a garçonete e perguntou: ⁃ Me diga, dona Pluma, o que deseja? Um sumo de Laranja, uma cerveja? E a gaivota, livre, esvoaçou! José Sepúlveda

Um dia No dia em que p'la morte for chamado, Não quero ouvir os sinos a tocar, Não quero ver o ar lacrimejado Nos olhos de quem nunca soube amar. Não quero ver meu corpo engalanado Com flores que perderam seu olor Nem quero ouvir ninguém "cantar-me o fado" Nem fúteis ladainhas ao Senhor... Quando eu morrer, não quero ouvir contar As lendas deste meu peregrinar E coisas que não fiz na minha vida. Respeitem meu silêncio, nada importa! Que seja? Que ao bater à minha porta Alcance, enfim, a paz na despedida! José Sepúlveda

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Clausura Estou aqui presente e não me vês Oculta por um negro véu sem luz: Eu sei que foi assim que Deus me fez À imagem do seu filho o meu Jesus Há dias em que sinto andar perdida Na minha negra caixa de segredos, Me sinto só, quiçá, desprotegida No emaranhado vasto de meus medos E quando ao despertar, de madrugada, Não sei o que pensar, não penso em nada, Apenas o silêncio em mim ecoa O penso na manhã, no alvorecer, No verso meu que sinto renascer E escrevo que minha alma me apregoa!

Palavras Soltas... Trago dentro de mim palavras soltas escondidas que quero juntá-las aqui já que não sei exprimi-las. Como se de um "puzzle" se tratasse tive de juntar pedaços da beleza retratada a primor, como se desejasse alterar ou desafiar a natureza. Fui juntando os pedacinhos de amizade e amor feitos e todos com carinhos mas ainda não perfeitos. A perfeição queria alcançar versos perfeitos fazer e no "puzzle" retratar aquele amor perfeito.

Rosa Maria Santos

Ilda Ruivo

Meu mar azul Eu quero olhar o mar, o mar azul Que um dia lá deixei, lá muito atrás, Na minha fortaleza mais ao sul Ainda aquele azul me satisfaz! Olhava o imenso mar à minha volta E no silêncio ouvia o ondular Agora, tudo p’ra mim é vã revolta À solta, tão distante do meu mar E quando da janela vejo a rua Ou olho o céu, estrelas a brilhar, Sinto-me triste, só, ausente e nua Quero sorrir ao mundo e não consigo Porque lá longe um dia fui deixar O azul do mar, qual crime, qual castigo! Rosa Maria Santos

"Quero adormecer" Quero fechar os olhos e adormecer Sonhar só com Anjos até amanhecer E de manhãzinha preciso esquecer Deixar passar o dia sem me aperceber! Quero que chegue a noite para ir dormir Iludir-me nos sonhos sem ter que fugir E quando o Sol de manhã chegar a sorrir Vou tentar acordar e ver a vida seguir! Quero que os dias passem calmamente Esperar que a noite chegue lentamente E quando as estrelas aparecerem de repente Estará então na hora de ir dormir novamente! Maria José

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A ESCRITORA ROSA MARIA SANTOS

SONHEI Hoje sonhei com o que não devia ter sonhado, acordei banhada em suor e ais de lamentação e logo entrei numa nostalgia que me fez doer a alma e o coração. Sabes como fico quando um sonho desses me perturba, me sufoca. Então, calo-me e fico a matutar no que a vida tem para me oferecer. A vida dá mas sempre pede algo em troca, sempre foi assim. Quantas vezes me chamaste pessimista, que devia ser mais positiva e eu sei que na vida nem tudo são rosas, surgem sempre demasiados espinhos pelo caminho que nos magoam, nos fazem sangrar a alma. Mesmo assim, a vida é bela. Apresenta-se-nos multicolor, cheia de aliciantes, de desafios, leva-nos a produzir um amontoado de letras acabrunhadas, umas por cima das outras, cuja leitura nem é muitas vezes algo que possamos decifrar com facilidade. É uma espécie de circulo fechado, às vezes sem porta de entrada ou saída, sentimo-nos aprisionados num emaranhado de fios, qual de teia e, quanto mais lutarmos para nos conseguirmos, livrar, mais nos prende. - Há dias assim – parece pensares desinteressado. Suspiro quando de repente desperto em sobressalto, sem saber o rumo que hei de tomar. Depois penso que o sonho não me vai levar a parte alguma. Mas tem um mérito, faz-me pensar na vida, naquilo que me rodeia, no que dela espero para mim. Quantas vezes acabo a observar o céu na esperança de ver alguma luz, que me ilumine, que traga algo de novo, mas na realidade não passa tudo de mera ilusão. Lá no alto, as estrelas continuam a brilhar como se não fizessem parte da nossa vida. Penso, penso, mas chego à conclusão que na verdade não faço parte desse filme. E então, penso: Como, gostava de ser uma delas, estar lá bem no alto a brilhar sem preocupações, sem canseiras, sem ter que travar 82

esta luta desigual com que a vida nos brinda a cada instante. Será que elas pensam e sofrem? Incógnita, nesta massa cinzenta que se assemelha por vezes a um coador de café, algures escondido em qualquer mosquiteiro algures dependurado lá num canto da velha cozinha da minha infância. Os dias passam e se transforma, contrariando assim a teoria de Lavoisier: «na natureza nada se perde, nada se cria e tudo se transforma», tudo permanece como antes, pensamentos, planos, devaneios que vejo serem dissipados com o tempo. É a condição do ser humanos, afinal, a minha condição, sempre descontente, sempre infeliz. Não gosto da noite, do escuro, das sombras que vejo em constante movimento ao meu redor e que por vezes me tentam alcançar envoltas nesse silêncio sepulcral que me rodeia e me fazem triste. - Sabes, amor? Hoje tive de novo aquele sonho recorrente que me faz sufocar. Tu sabes ao qual me refiro. Nunca percebi ao certo o que me causa esse medo atroz. Nessas alturas, tu, com essa grande sabedoria que foste conquistando ao longo da vida, apenas me abraças e dizes com carinho: - Se me quiseres falar, estou aqui para te ouvir. Não sei bem porque razão nunca te contei o sonho, quando o vou a fazer, penso não ser assim tão estranho, apenas um desajuste mental vivido pelo meu subconsciente. É o silêncio da noite que me impele a manter-me quieta, sem ousar mexer-me, como que se qualquer bicho papão tentasse arrastar-me e levar-me os confins de um lugarejo de onde jamais pudesse voltar. Isso cria em mim um receio incompreensível mas real. Será qualquer tipo de loucura da qual jamais me consiga libertar?

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Oh, abraça-me, Santo Deus, como é reconfortante o teu abraço, é como se o mundo deixasse de existir e ali ficássemos, tu e eu, sem qualquer receio, como se protegida nos jardins do paraíso. Recordo o tempo em que vivia alegre e feliz, ausente de preocupações, aqueles afluxos da mãe galinha que vivi há muitos anos e me criavam me provocavam uma ansiedade tremenda. Nessas noites, o sono fugia a sete pés da minha vida. como se acometida por qualquer tipo de enfermidade, quiçá, contagiosa. Santo Deus! Como ficava furiosa quando me dizias que o tempo tudo curava e me traria sabedoria e bem estar para a nossa vida! - Deixa-os crescer, dá-lhes espaço – dizias. Mas os meus receios e medos – que faziam que eu ficasse apreensiva – ainda permanecem e não vislumbro o dia em que de nós se vão. Dizem por aí que as mulheres têm seis sentidos, mas acho que isso é falso. Na verdade, são muitos mais os sentidos incutidos no meu cérebro. Eu sei que a vida nunca é o quadro azul que idealizamos, que planeamos, querer, ter, poder, sentimento que quase sempre permanecem tão ausentes de nós. Quantas saudades sinto do meu mar de águas azuis prateadas, de calcorrear descalça o areal, de desafiar o rebentar das ondas. Uma coisa é certa: se a saudade matasse, eu já estaria morta há muito tempo. Quantas as recordações que me passam pela memória, é como se o baú do tempo se abrisse e cada uma saltasse cá para fora ao sabor do vento

que as agarra e espalha para longe, arrastando-me também até à minha cidade do sul, aonde as minhas lembranças ficaram retidas à espera que voltasse. - Olha, amor, vem comigo ver o pôr do sol! Retenho na memória as tuas palavras, ditas ao ouvido pela tardinha, quando regressavas da faina do dia, espreitando pelas amplas janelas da sala ou da cozinha. Como era lindo ver aquela bola de fogo a se esvair no mar, que logo abria os seus braços para a receber e perder-se no horizonte, assistir ao regresso das gaivotas e vê-las uma a uma a encher o areal infindo da praia dourada, com o seu canto contínuo e estonteante! Sabes, amor? Sinto saudades de tantas coisas que ainda agora me sufocam o peito! Os sonhos voltaram e provocam em mim a nostalgia do passado, tempos que se foram e jamais regressarão. Saudades da minha casinha, das paredes decoradas de alegria, até das tristezas, dores e amarguras das noites de insónia, de risos das crianças, tudo ali ficou encarcerado pelo tempo. Hoje, apenas me apetece dormir, mas quando o tento fazer, ele não chega. E os meus pensamentos voam para lá, para os dias ora distantes do nosso olhar. Num vislumbre, tento regressar ao meu tempo, ficar à espreita, pedir-lhe que me deixe descansar e não venha nas minhas noites de vigília instigar em mim o desejo de um regresso a um passado que já não mais é meu. Sabes? Hoje tive um sonho, daqueles tais que me provocam nostalgia. Agora, quero esquecê-lo.

A vida dá tanta volta Que às vezes fico a pensar O porquê desta revolta Que tanto me faz penar. O tempo que apaga a mágoa Revigora o coração Que reverte uma bágoa E alimenta a ilusão. Se o tempo traz esperança, Se alimenta o pensamento, Vivamos com confiança E longe do sofrimento. Quem nunca pensou na vida Alcançar alguma estrela Pelo tempo prometida E sonha algum dia tê-la! Rosa Maria Santos www.divulgaescritor.com | outubro | 2021

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DESTAQUES PARA COLEÇÃO DE LIVROS DO AUTOR PORTUGUÊS ESTÉVÃO DE SOUSA Francisco Estêvão de Sousa, natural de Lisboa e residente em Taveiro-Coimbra-Portugal; nascido em 1937, possuidor de curso de Gestão e administração de empresas, tendo desempenhado funções de gerente comercial e diretor administrativo, enquanto na vida ativa. Hoje, reformado dedica-se a escrever, contando como obras já publicadas, vinte e três, para além de várias participações em coletâneas e revistas de cultura portuguesas e brasileiras.

“A EXPANSÃO DE PORTUGAL NO MUNDO E AS ORDENS RELIGIOSAS” Nunca tão poucos fizeram tanto! Como um punhado de heróis, a bordo de autênticas cascas de noz, foram destemidamente por esses mares fora, levando a língua de Camões aos quatro cantos do mundo. E, como três grandes Ordens Religiosas, tiveram uma tão grande importância nessa epopeia. Coletânea contendo três tomos em que a história é contada em agradáveis serões numa simpática aldeia de Portugal. Link para compra: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/francisco-estevao-de-sousa

“CRIME NO COMBÓIO” A coberto de um ar de respeitabilidade, o chefe da organização era um déspota capaz dos piores crimes. Só a sagacidade e coragem de dois inspetores da polícia, foi capaz de pôr fim a tantos desmandos. Neste livro, com grande parte passada no Rio de Janeiro, só no final o leitor descobre quem estava por detrás da Organização. Não deixe de ler. Link para compra: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/francisco-estevao-de-sousa

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DIVULGA ESCRITOR “IRINA – A GUERRILHEIRA” Irina, a Guerrilheira, descreve a aventura de uma bela jovem que deixa o seu país, familiares e amigos, para se embrenhar nas areias escaldantes dos desertos do Iraque e da Síria, onde ao serviço do DAESH, trava duras batalhas, arriscando a vida por uma causa que não é a dela. Viva o drama desta rapariga e dos seus familiares! Link para compra: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/francisco-estevao-de-sousa

“ TRÁFICO NO RIO GEBA” O narcotráfico era o seu negócio secreto, cujo lucro lhe permitia levar uma vida de tanto fausto que a todos intrigava. Um dia, sem que algo o fizesse prever, tudo ser modificou. Sem saber como, viu-se repentinamente envolvido numa aventura que alterou toda a sua vida, forçando-o a abandonar a família, os amigos e a vida cómoda, desaparecendo para onde muito dificilmente seria encontrado. Que mistério estaria por detrás do seu desaparecimento? Quem era o Barão da Droga? Isto, e muito mais, descobrirá o leitor nesta aventura que o prenderá até ao final. Link para compra: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/francisco-estevao-de-sousa

“ O ESPIÃO DA CIA” Em épocas recentes, como nas mais distantes, os espiões continuam a desempenhar com arreganho e destreza, a difícil tarefa de que são incumbidos: matar ou morrer! No Golfo Pérsico a situação estava explosiva! Após a morte do seu chefe das secretas, o Irão leva o Iraque – seu velho inimigo – a aliar-se a si, contra os EUA. Só alguém muito treinado, ex- combatente no Afeganistão e agora agente da CIA, poderia movimentar-se, com êxito em tal situação, livrando o mundo de mais um cataclismo! Esse homem era o Agente ZY7! Link para compra: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/francisco-estevao-de-sousa Os livros cujas sinopses aqui descrevo, encontram-se editados no Clube de Autores do Brasil, na Amazon, Bookmundo e Kobo, em cujos sítios poderão ser adquiridos. Também poderão ser vistos, conjuntamente com os restantes exemplares que constituem a obra do autor, na Internet, em: Estêvão de Sousa/Livros

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Entrevista com a escritora

Téia Camargo Téia Camargo é carioca de alma e paulistana de coração. Vive cercada de livros, dos aromas que exalam das panelas do marido cozinheiro @chefzizo2021 e das travessas cadelas Inga e Rubi. Autora de contos, crônicas, poesias e microcontos, prepara-se para lançar seu primeiro romance. Preparando-se para lançar seu primeiro romance, enveredou pelo mundo fascinante dos microcontos e se prepara para lançar seu primeiro romance. Seus livros, em formato físico ou digital e o acesso as suas redes sociais estão disponíveis no site www.teiacamargo.com.br Boa leitura!

Leve para Ler” é um livro para se carregar na bolsa, no bolso, debaixo do braço ou da maneira que o leitor preferir, por onde quer que vá."

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Leve para ler microcontos da autora Téia Camargo Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Téia Camargo, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como se deu o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Téia Camargo - Inicialmente, agradeço o convite e quero dizer que é uma grande honra estar nesta revista de grande importância para a literatura lusófona. Eu sempre gostei de ler e de escrever. Em minha carreira acadêmica e no judiciário federal trabalhista, redigi textos profissionais, mas nunca abandonei o sonho de um dia poder me dedicar à ficção. Há seis anos, quando me aposentei, criei uma fanpage no Facebook adotando o nome literário Téia Camargo e ali comecei a postar reflexões, poesias e pequenos contos. A página tornou-se robusta e incentivada por leitores publiquei meu primeiro livro de poesia. Em seguida o de crônica e dois títulos de relatos de viagens. Tive a felicidade de lançar TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH, na Bienal 2018 SP, o último grande evento literário antes da pandemia, quando o Emirado de Sharjah, a capital cultura do mundo árabe, foi o país homenageado. Como surgiu este tão belo livro de microcontos “Leve para ler”? Téia Camargo - Meu primeiro contato com o universo encantado dos microcontos se deu ao ser convidada para participar de um desafio literário em um grupo de escritores. Pela regra do certame, uma palavra aleatória era proposta e sobre ela construída uma história com até 300 caracteres. Foram semanas

de competição. Em algumas, obtive boa classificação. A partir daí minha paixão por esse gênero literário só fez crescer e eu poderia dizer que me viciei em redigir contos imagéticos. LEVE PARA LER é um misto de coletânea de microcontos que publiquei em diversos veículos literários com inéditos. Apresente-nos a obra Téia Camargo - Uma história pode ser contada de várias maneiras, inclusive da mais resumida possível. Ao escrever um microconto o autor precisa narrar apenas o essencial, mas deixando entrelinhas por onde possa fluir a imaginação do leitor. Neste livro a autora pretendia apresentar aos leitores 80 microcontos, mas constam apenas 77. O que aconteceu com os 3 que faltaram? Bem, esta é uma resposta que somente sua leitura poderá desvendar. O que mais a atrai em ‘Leve para ler”? Téia Camargo - Leve para Ler é um livro para se carregar na bolsa, no bolso, debaixo do braço ou da maneira que o leitor preferir, por onde quer que vá. Leve de leveza, leve de levar, leve para entreter, leve para refletir, leve para sorrir, leve para se apaixonar.

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Apresente-nos um dos microcontos publicado no livro Téia Camargo - Aproveitando o gancho de esta ser uma revista literária, deixo como degustação para os leitores, um microconto com cunho - Ei, menina, ponto final! - Ai, de novo? - ela resmungou fechando o livro. Pelo terceiro dia consecutivo voltaria três quarteirões a pé e chegaria atrasada no colégio. Culpa daquele autor miserável. Comente sobre o momento de criação do texto Téia Camargo - Téia Camargo - Téia Camargo - O importante, nesse processo criativo que parte de uma palavra, é que esta palavra sirva de ponto de partida para a inspiração da narrativa e que esteja no cerne da história. Muitas vezes, em desafios literários, é comum vermos os escritores darem conotações 87


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diferentes para a mesma palavra, quando, por exemplo, esta possui mais de um significado. Procuro sempre criar contos que possam surpreender, emocionar, divertir e conectar o leitor a sua própria imaginação. Além de “Leve para ler”, você tem outras obras publicadas, apresente-nos títulos e segmentos. Téia Camargo - Sim, possui cinco títulos publicados: VERSOS E VERSÕES – poesia AQUI ENTRE NÓS – crônicas DIÁRIO DE BORDO – relato de viagem TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH – relato de viagem Onde podemos comprar os seus livros? Téia Camargo - Meus livros, incluindo o lançamento LEVE PARA LER, estão disponíveis no site teiacamargo.com.br, em versão física e no site amazon.com.br em versão digital.

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Quais os seus próximos projetos literários? Téia Camargo - No momento, meu primeiro romance, cujo título é MUITO ALÉM DO CORAÇÃO, encontra-se em fase de leitura crítica e estou escrevendo o próximo, cujo título provisório é VIDAS DESENCONTRADAS. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Téia Camargo. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Téia Camargo - Gostaria de agradecer a todos os leitores que acompanham minha carreira, que me seguem nas redes sociais e convidar os leitores da Revista Divulga Escritor para visitarem meu site teiacamargo.com.br para conhecerem melhor meu trabalho e me seguirem no instagram @teiacamargoescritora, onde posto tudo sobre minha carreira literária e conto um pouco sobre minha vida pessoal. Conclamo

a todos os que estão lendo esta entrevista, a incentivarem a leitura, a prestigiarem o autor lusófono. Nossa literatura é repleta de escritores espetaculares, a língua portuguesa é belíssima e o livro, seja em formato tradicional, seja na tela de um aparelho tecnológico, ainda é a melhor forma de apresentar novos horizontes, ampliar a curiosidade e de transportar para o mundo mágico da imaginação.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da literatura Quer ser entrevistado? Entre em contato com nosso editorial, apresentaremos proposta. Contato: smccomunicacao@hotmail.com

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Foto: Stacey Newman

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR RICARDO FARIA

Poucas pessoas ficam atentas às incríveis coincidências que acontecem na nossa vida cotidiana. Eu passei por uma experiência dessas recentemente. Tudo começou no aeroporto da capital do Panamá, onde eu aguardava um voo para o Canadá. Sentado naquelas não muito confortáveis cadeiras de aeroportos, lendo um belo livro, tive minha atenção despertada por uma jovem, cujos trajes a tornavam “diferente”, bem diferente mesmo. Eram como cobertores, que lhe cobriam praticamente o corpo todo. Em sua cabeça, um chapéu, também diferente. No rosto, dois olhos azuis bem expressivos. Na mesma hora vieram à minha mente os versos do poeta mineiro Emílio Moura, num pequeno poema chamado “Pastoral”: Quando te encontrei, de que país estranho foi que imaginei mesmo que tu acabavas de regressar? Sei que era de um país remoto e que havia duas longas filas de plátanos junto de uma estrada. Sei que vinhas cantando.

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Mas, de onde vinhas e por que vinhas, quando te encontrei? Ela passeava de um lado para o outro, e, possivelmente, estava à espera de um voo também. Fiquei olhando-a por um tempo, e cheguei a uma primeira conclusão a seu respeito: ela deveria estar chegando da Terra do Nunca, devia ser uma das crianças perdidas que viviam com Peter Pan. Os trajes dela lembravam aqueles do filme da Disney. Mas, de repente, ela sumiu da minha vista. Voltei à leitura e quando ouvi a chamada de meu voo, me dirigi ao ponto de embarque. Ao entrar no avião, surpresa: lá estava ela, na poltrona 26A. O meu bilhete indicava uma poltrona perto, eu estaria na 28B. Acomodei-me e nem me recordava mais dela, quando vi uma senhora discutindo com a moça, alegando que a poltrona 26A lhe pertencia. A comissária veio até elas e mostrou que a jovem havia se equivocado.

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Vi que ela se levantou, pedindo desculpas, e, então, olhou para cima, conferiu a numeração... e veio sentar-se ao meu lado. A poltrona que haviam determinado para ela era a 28A. Levantei-me, para que ela pudesse entrar. A janela era dela, eu estava no meio da fileira 28, que tinha três lugares ao todo. Ela então, sentou-se, tirou o cobertor e eu vi que tinha um outro, desses que se veem muito nas descendentes dos povos originários do Peru ou da Bolívia. A ideia de que ela teria vindo da Terra do Nunca foi abandonada. Ao que tudo indicava, ela estaria vindo da América do Sul mesmo. Fiquei imaginando os passeios que ela teria feito... Cuzco, Macchu Picchu... Tinha cara de quem ficaria horas sentada, meditando. Uma hippie “fora de época”, se é que seja possível ser hippie “fora de época”. Ser hippie é um estado de espírito! Ela não disse uma palavra. O voo teve início, e seriam seis horas em que eu ficaria sentado ao lado dela. Mas não encetei conversa, porque ela ajeitou o travesseiro, recostou-se, fechou os olhos e dormiu. Aproveitei para continuar a ler... Cerca de uma hora e meia depois, as comissárias iniciaram o serviço de bordo, que, lamentavelmente, era pago. Bebidas de graça, mas você quer comer algo, passageiro? Pague e comerá. Eu não tinha almoçado, então, paguei. Deram-me frutas, biscoitos e algumas fatias de queijo. O meu vizinho da 28C também pagou por alguma coisa. E vi que a jovem havia despertado, mas nada pedira. Quando chegou o carrinho de bebidas, ela pediu um suco de tomate. Pensei: será que este suco vai sustentá-la por mais quatro horas? Olhei para ela e resolvi que dividiria meu portentoso lanche com aquela criatura. Havia algumas fatias de maçãs verdes, tirei uma e ofereci a ela. A princípio, ela me olhou meio desconfiada, mas aceitou. Deu um sorriso e agradeceu... em inglês. Quem, por todos os deuses, seria a criatura que parecia saída de um desenho sobre a Terra do Nunca, mas vestia-se como uma camponesa sul-americana e falava em inglês? Ofereci mais maçãs, que ela também aceitou, sempre sorridente e sempre com um “thanks”. Ofereci também um pedaço de queijo que ela não recusou. Pensei que poderíamos, finalmente, tentar conversar, mas qual! Ela abriu a mesinha da poltrona, ali acomo-

dou o cobertor, deitou a cabeça, olhos fechados e parecia ter dormido de novo. Fiquei olhando para ela e tentando imaginar que aventuras ela teria vivido, por quais países teria passado, e o que ela estaria fazendo ali, naquele avião, ao meu lado... E por que estaria indo para o Canadá? Lógico, como eu era tolo... Ela era canadense, fora passear na América do Sul, comprara aquelas roupas e agora regressava. Era isso, só podia ser isso. Viagem repleta de áreas de instabilidade, avião balançando muito... E ela dormindo placidamente. Só acordou quando avisaram que iniciariam o procedimento de descida. “Apertem os cintos, travem a mesinha e coloquem a poltrona na posição vertical.” E junto com o aviso, a comissária distribuiu aquele papel que precisa ser preenchido e entregue na imigração. Eu estava sem caneta, ela também, e o passageiro à minha direita... idem! Ela conseguiu uma emprestada com um passageiro da fileira 29, e começou a preencher. E foi então, que descobri finalmente, quem era ela e o que fazia ali. Ela me perguntou o que deveria responder num determinado campo. Respondi que era a nacionalidade dela. E aí vi o nome: Franziska. Alemã. Mais mistério... Mas aí foi possível falar um pouco. Ela me passou a caneta que havia conseguido, preenchi o meu papel, devolvi e perguntei se ela iria passear no Canadá. Então, ela disse que era artista, deu a entender que pintava quadros. E que não iria ficar no Canadá, tinha um voo em seguida para Frankfurt e, em seguida, outra conexão para Berlim. Fiquei pasmo. Sem saber de onde ela tinha saído, só contando as horas de voo do Panamá ao Canadá, do Canadá a Frankfurt e dali a Berlim, ela estaria fazendo um tour de quase 24 horas... Avião no solo, portas abertas, ela saiu em disparada, pois sua conexão era quase imediata. Fiquei olhando-a até que ela desapareceu. E não a vi mais. Franziska foi apenas a garota que se sentou ao meu lado no avião. Este conto integra a coletânea “Decameron do Século XXI”, organizada por mim e publicada pela Editora Leia Livros.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR VITOR REIS DE MELO

Afinito A + infinito Além ou antes de = infinito= Afinito Afinoto = adjetivo masculino; Antes do inicio e depois do fim; O que nã ose pode achar inicio e nem fim; Maios que o Infinito; Além do Infinito; Oque não se pode proporcionar; Oque não se pode dimensionar; Transita entra as Dimensões: fisica E espiritual; Uma qualidade de Deus-Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo; É um tipo de Unipresença. “Obrigado pelos 13 anos de Amor”

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR GILMAR DUARTE ROCHA

O MISTÉRIO DA AFOGADA DA LAGOA RODRIGO DE FREITAS O novo romance do escritor brasileiro Gilmar Duarte Rocha, já disponível nas plataformas de venda online, em formato físico e e-book. Trata-se de um épico denso, com quase 600 páginas, onde o autor usa como pano de fundo os meandros da incipiente república brasileira em 1910, na então capital federal Rio de Janeiro, para contar uma intrigante história que mistura morte, passionalidade, política, intriga internacional, traição, feitiçaria, inteligência, suspense e — logicamente — mistério. A história se inicia com aparecimento de um corpo de uma mulher morta, boiando num certo dia de verão nas bucólicas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas. O que era para ser um simples caso de afogamento, motivo que a polícia de então concluiu o veredito, torna-se, por conta, graça e extremo senso de curiosidade do jovem advogado Rodrigo Fragata, um escândalo de grandes proporções, que abala o teto da política provinciana, do poder econômico dos barões e coronéis, como também das relações internacionais brasileiras. Um livro imperdível!

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR PAULO DE VARGAS

Sem crítica... O tolo sempre culpa alguém, o sábio se sente culpado, não é se sentir derrotado, mas sim não criticar ninguém, é por outro querer bem, não transferir uma ausência, que existe na sua essência, seja bem mais gentileza, gentileza é nobreza, não entre nesta política, pois, quem ataca na crítica, não se garante na defesa. Inverno de 2021 Portão RS Paulo de Vargas.

Florindo poesia. No parnaso das flores, na vertente do paraíso, feito do divino improviso, inspirando lindos amores, num oráculo de valores, com a bênção do vento, pra transbordar o sentimento, naquelas pessoas discretas, seres de almas seletas, incumbidos pra falar de amor, a poesia feita em flor, pelo jasmim dos poetas. Inverno de 2021 Portão RS Paulo de Vargas

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Sendo uma árvore...

Estimulo pro viver.

Que você olhe uma sumaúma, veja a sua grandiosidade, dando sombra de verdade, sem refugar pessoa alguma, e que sua alma consuma, o cerne da benevolência, alimentando a sua essência, e alimentando os demais, e que não sejam sazonais, mas enraizado qual sequóia, sem querer posar pro” Goya “, mas no mundo de todos iguais.

Eu fiquei corado de pensamento, e com vontade imensa de viver, senti-me na liberdade do vento, espécie de uma flor a florescer.

Inverno de 2021 Portão RS Paulo Vargas.

Florindo a vida. Não espere à primavera, e seja flor todo o ano, não pense em desengano, leve carinho á sua esfera, ausente o seu ser fera, seja dócil qual criança, longe de ódio e vingança, mas mentalize o amor, que seja um agricultor, plantando somente o bem, o seu limite vá além, e que toda dor vire flor. Inverno de 2021 Portão RS Paulo de Vargas.

De fato, um mundo na leitura, oásis para curar qualquer chaga, olhos na página escrita em moldura, mensagem poética que me afaga. Entre linhas toda a sabedoria, de quem escreveu com muita maestria, verdadeiro colírio pra retina. Receitado por quem amam a vida, pois a utopia tem sua guarida, nas poesias de Cora Coralina. Inverno de 2021 Portão RS Paulo de Vargas

Liberte pra ser libertado. Leve paz onde há espinho, diga uma branda resposta, quando a pergunta é imposta, água quando transborda o vinho, seja um certo passarinho, livre de quaisquer grilhões, tenha as boas emoções, o infeliz acha tudo errado, o feliz se acha contemplado, e nem odeia ninguém, quem odeia é escravo de alguém, liberte pra ser libertado. Inverno de 2021 Portão RS Paulo de Vargas.

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR TITO MELLÃO LARAYA

A PROIBIÇÃO Estou passando por uma crise sem par, mas, não sou só eu, é o mundo, em função de uma pandemia. Razão pela qual resolvi só escrever, por ora, sem editar. Houveram pessoas, que nunca compraram obra minha que acharam o máximo. Fiquei triste, passei a noite pensando e decidi, é hora de produzir, não de editar ou mostrar, mas um dia o farei. E a negação de o fazer, é mais um estímulo para minha obra, afinal ela incomoda também. Não escrevo em tons pastéis, mas em cores vivas, porque sou eu, e se incomodo tanto, e minhas ideias incomodam, também, será a alguns, outros agrado. Não posso agradar a todos, nem prender o pensar a números. Vou extravasando meus sentimentos e pensamentos, e no dia que tudo for possível, eles se tornarão públicos. Nem que seja depois de eu morto. AONDE SE ENCONTRA UM LIVRO: Essa é uma pergunta que atormenta a todos. Até um livro parar nas mãos do leitor, ele pode passar por muitos lugares, mas, antes dele ser escrito, ele está na alma do escritor, e, muitas vezes, atormentando o poeta, até brotar na ponta de sua caneta, ver-se escrito no papel, sempre mudando de forma, mas mantendo o mesmo espírito. Quando ele brota no papel, muitas vezes, não tem a forma com que nasce, pois a fagulha que o faz nascer são sentimentos, e depois para brotar no papel, vai tomando forma, explicando- se, e, aí, vem uma profusão de ideias que nascem quando o escritor vê o papel de frente. É um parto complicado, porque é o nascer para a eternidade, pois pode o escritor padecer, mas suas palavras continuam para sempre. É um trabalhar com o infinito, o que excita muito, algumas vezes atormenta, mas sempre satisfaz.

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Entrevista com o escritor

Vanderlei Balbino da Costa Vanderlei Balbino da Costa, pós-doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (2020). Doutor em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR (2012). Mestrado em Educação pela UFSCAR (2009). Especialista em Administração Escolar pela Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT (1996). Licenciado em História pela UFMT (1992). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Jataí (UFJ). Atua nos temas: formação de professores, educação especial e inclusiva, deficiência visual, educação indígena, diversidade e diferenças. Professor associado à faculdade de educação UFJ. Docente com deficiência visual atuando no Ensino Superior, pós graduação nível mestrado e 18 anos na educação básica.

Nossa mensagem é a de que todos se envolvam com os processos includentes, afinal, somos cidadãos, pagamos tributos e temos o direito de ser respeitados(as).”

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Em destaque Educação Especial e Inclusiva no Brasil Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Vanderlei Balbino da Costa, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como se deu o início e desenvolvimento da escrita em sua carreira literária? Vanderlei Balbino - Desde o ensino primário, eu já escrevia pequenas poesias, crônicas e poemas. Ao chegar no ensino superior, comecei a publicar artigos em congressos e capítulos de livros. Na pós-graduação (Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado), passei a organizar livros em coletâneas ou publicações individuais. 98

O que mais chamou a sua atenção ao trabalhar e escrever sobre inclusão escolar? Vanderlei Balbino - As limitações na formação dos professores. Pois em grande parte, os cursos de graduação não preparam os professores para atuarem na educação básica, quando em suas salas registra-se a matrícula de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/ superdotação. Quais livros tens publicados nesta área? • Das marcas da integração, as possibilidades de

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inclusão dos estudantes com deficiência; Ações políticas educacionais inclusivas para os estudantes com deficiência no ensino superior presentes nos planos de desenvolvimento institucional do sudoeste goiano; A formação docente na escola inclusiva: olhares, perspectivas e diferentes abordagens; Novos horizontes sobre inclusão escolar: múltiplos olhares; Olhares docentes sobre a inclusão escolar;


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• Inclusão Escolar do Deficiente Visual no Ensino Regular. Onde podemos comprar os seus livros? Vanderlei Balbino - Nas principais editoras, livrarias e plataformas digitais. Apresente-nos as principais temáticas abordadas em “Olhares docentes sobre a inclusão escolar” Vanderlei Balbino • Formação docente precarizada na área da inclusão; • Currículos inflexíveis, fechado, engessado que não sofre adaptação/ adequação; • Sistema de avaliação comparativa. Quais os principais desafios para melhorias da inclusão escolar, em especial do deficiente visual, nas escolas? Vanderlei Balbino • Investimento na formação inicial dos docentes; • Investimento público na formação continuada (Especialização, Mestrado e Doutorado); • Ensino colaborativo envolvendo docentes do ensino comum e docentes do ensino especial.

Você acredita que as dificuldades da inclusão, do deficiente visual, nas escolas, o fazem desistir dos estudos? Comente. Vanderlei Balbino - Sim, uma vez que os mesmos se deparam com escolas não adaptadas, com currículos inflexíveis, fechados, engessados, com avaliações comparativas, como se todos aprendessem no mesmo ritmo, da mesma forma, ao mesmo tempo. Também pela falta de formação inicial e continuada dos professores que não são e nem estão habilitados para atender os alunos com deficiência visual nas escolas, exigindo desses em pleno século XXI, provas orais por exemplo. Em sua opinião, quais as alternativas que pais e educadores podem recorrer para possibilitar ou até mesmo facilitar a inclusão escolar, trazendo um maior aprendizado ao deficiente visual? Vanderlei Balbino - Penso que, formar na escola uma rede colaborativa, em que educadores, pais, supervisores pedagógicos e gestores educacionais, trabalhem juntos em prol da inclusão de todas as pessoas, independentemente se essas são ou estão vivendo em situação de deficiência. Cite um projeto voltado para inclusão social que admira? Vanderlei Balbino - No Brasil, há

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dois centros nacionais de referência que muito admiro: o Instituto Benjamin Constant no Rio de Janeiro e o Instituto Nacional de Educação de Surdos nesta mesma cidade. Também o projeto APAE, que presta um grande serviço dando suporte as escolas inclusivas. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Vanderlei Balbino da Costa. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Vanderlei Balbino - Nossa mensagem é a de que todos se envolvam com os processos includentes, afinal, somos cidadãos, pagamos tributos e temos o direito de ser respeitados(as).

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da literatura Quer ser entrevistado? Entre em contato com nosso editorial, apresentaremos proposta. Contato: smccomunicacao@hotmail.com

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A PALESTRANTE, TERAPEUTA E MASTER COACH, ISABELA CAPELÃO

Gestão do estresse em quatro etapas Este artigo nos permite encontrar estratégias para lidar com o estresse e viver de maneira mais leve, produtiva e feliz. Autora: Isabela Capelão A velocidade da comunicação, o mundo hiperconectado e em constante mudança somado a rupturas e disrupturas impactaram o nosso modo de viver em sociedade. Essa velocidade está desnorteando muita gente, pois nunca antes na história da humanidade coexistiram gerações tão diferentes no mesmo tempo e espaço. A gentileza e o bom humor estão cada vez mais ausentes em nossa sociedade competitiva que tende a sobrepor o comportamento individualista em detrimento do bem comum. Muitas pessoas estão estressadas devido a fatores de diversos âmbitos: relacionamentos, organizacionais, socioculturais e pessoais. Fatores como a competitividade, pressão por resultados e produtividade, autocobrança ex100

cessiva, condições de trabalho inadequadas, ausência de descanso ou lazer, demandas ou excesso de fatores estressores no ambiente de trabalho. Nesses casos, o bom humor e a leveza acabam sendo sufocados por uma praticidade áspera. Conhecido como mal do século, o estresse também pode ser uma porta de entrada para outros problemas e doenças, já que não está apenas associado a fatores externos como pressão no ambiente acadêmico ou no trabalho e também a fatores internos como a capacidade de lidar com situações adversas. Por isso, torna-se necessário ter consciência de que o estresse é uma resposta do nosso organismo a situações de ameaça. Todos nós precisamos de certa dose de estresse para nossa sobrevivência, porém em demasia afeta seriamente o nosso bem-estar físico, mental e emocional. O que poucos sabem é que o estresse pode ser positivo ou negativo. Quando positivo, é uma forma de nos preparar para lidar com situações de emergência ou ameaça-

doras para a nossa sobrevivência. A resposta envolve a produção de adrenalina e de cortisol no organismo e os músculos se contraem nos tornando prontos para lutar, fugir ou congelar. Quando negativo, nosso organismo reage desta mesma maneira em situações que não representam uma ameaça à sobrevivência e, a longo prazo, pode gerar sintomas como dificuldade de concentração, problemas de memória, ansiedade, mau humor, distúrbios alimentares, exaustão mental, além de outras consequências que podem comprometer a saúde física, mental e dos negócios. O estresse crônico aumenta a pressão arterial e eleva os riscos de problemas cardiovasculares, reduz a imunidade e ocasiona uma série de doenças e problemas de saúde, podendo evoluir para a Síndrome de Burnout. Definida como uma exaustão emocional devido à queda ou ausência da energia, sensação de esgotamento e de incapacidade, tensão, frustração e insatisfação.

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As consequências psicológicas e sociais ocasionadas pelo Burnout podem ser maiores que as físicas; como a depressão, abuso de álcool e drogas, risco de suicídio e os problemas de conduta no trabalho, tais como absenteísmo, conflitos, diminuição da qualidade das tarefas realizadas e baixo desempenho. Segundo a ISMA-BR (Associação Internacional de Gerenciamento do Stress - Brasil), o estresse afeta 72% dos profissionais brasileiros. Desses, aproximadamente 30% têm a Síndrome de Burnout, que é a exaustão, o estresse profissional no seu nível mais alto. Ele se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso, aqueles que centralizam diversas atividades ou de muita responsabilidade, profissionais da área da saúde e educacionais. A Síndrome de Burnout entrou para o hall de doenças no ano de 2019, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Estas informações e dados são no mínimo assustadores e preocupantes. Para amenizar os sintomas, as pessoas precisam entender a si mesmas, aprender a lidar com as suas emoções e mudar os comportamentos que afetam negativamente o seu desempenho e a sua saúde física e mental. Então, esse artigo visa apresentar algumas ferramentas e técnicas por meio de quatro etapas possibilitando manejar o estresse e aumentar o bem-estar, a satisfação, a performance do indivíduo e os resultados das empresas. O estresse ocorre quando uma pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. Quando a rotina exagerada passa a desgastar o corpo, a mente e até a vida pessoal, é sinal de que alguma coisa está errada.

Então, o que fazer, quando parece não haver saída? O auxílio de profissionais capacitados nesse processo que por vezes pode ser complexo é de extrema importância. Para combater o estresse negativo é importante entender e saber lidar com as pressões externas encontrando alternativas para que os desafios possam ser enfrentados de forma mais tranquila, aumentar os recursos internos por meio do autoconhecimento e do desenvolvimento de habilidades. Algumas ferramentas e metodologias ajudam muito no processo de gestão do estresse laboral, aumentando a produtividade, a integração entre as equipes, a qualidade de vida, a saúde física e emocional. Dentre essas estratégias estão as de ordem física, emocional, de consciência e cognitivas utilizadas por meio de diversas metodologias como o Coaching, PNL (Programação Neurolinguística), Hipnose, Psicologia Positiva, Neurociência, Yoga do Riso, Mindfulness, Biofeedback e outras mais. Nas próximas páginas vamos apresentar um programa para gerenciar o estresse em quatro etapas que envolvem o corpo e a mente. Você aprenderá técnicas para aumentar a energia física, mental e emocional. Os resultados alcançados envolvem esforço mútuo entre o profissional e o cliente. Lembrando que só nos tornamos competentes em algo mediante a prática. Inicialmente é realizada uma avaliação do estado atual no indivíduo por meio de uma entrevista tipo anamnese e nas empresas, um diagnóstico. A empatia é um importante ingrediente nesse processo.

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Esse programa trabalha os principais pilares da gestão do stress e das emoções iniciando pela análise de traço e perfil comportamental, mapeamento seguido pela definição de um plano de objetivos e metas, a partir dos maiores sintomas e causas. Esse plano precisa ser traçado em cima de objetivos SMART (específico, mensurável, alcançável, relevante, temporal) e em direção à situação ideal desejada. Em seguida são introduzidas estratégias de recomposição e de acompanhamento para o alcance de resultados e validação. Depois é elaborado um programa que envolve as quatro etapas a seguir.

Etapa 1: Estratégias Físicas Envolvem uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, sono adequado, pausas para descanso, ou seja, um estilo de vida saudável para que o corpo tenha energia e disposição. O nosso organismo necessita de descanso. Então, realizar pausas durante o período de trabalho para movimentar-se, alongar-se, meditar e relaxar a mente ajuda a deixar o corpo mais equilibrado e mais preparado para situações de estresse. São coisas que parecem óbvias, porém muitas pessoas deixam de lado por não conseguirem administrar bem o tempo, devido à quantidade exagerada de atividades que realizam ou convicções. O nosso corpo precisa estar bem para funcionar bem, ou seja, dar conta das atribuições e responsabilidades sem desgaste excessivo e de forma a manter boa performance. No caso de empresas, muitas realizam a ginástica laboral, porém em situações nas quais ela não é aplicada, cabe à pessoa se habituar, 101


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programar horários e incluir na rotina esses períodos de descanso e pausas. O profissional capacitado ajuda as pessoas nessa mudança de estilo de vida e de hábitos que geram um impacto significativo na saúde, bem-estar e produtividade.

Etapa 2: Estratégias de Consciência Essa etapa envolve relaxamento e reflexão por meio de exercícios de respiração consciente para promover a aceitação de si mesmo e a autoconsciência, para encontrar novas alternativas na resolução de problemas e determinar o estado desejado. Nesse momento, utilizo técnicas de relaxamento e de visualização mental, exercícios de hipnose, meditação guiada ou ativa, mindfulness, psicologia positiva, coaching para contribuir com a compreensão mais profunda do cliente e com sua motivação, facilitar a identificação e a quebra das crenças mais arraigadas que tanto impedem as pessoas de conquistarem o que desejam. O autoconhecimento é primordial para que o indivíduo conheça as próprias emoções, pensamentos e entenda os seus comportamentos. Assim, a pessoa saberá o que a deixa irritada, entenderá porque se sente incomodada diante de algumas situações, terá consciência dos seus valores, escolhas e assumirá 102

responsabilidades pelas consequências. Para isso, utilizo avaliações de perfil comportamental, análise corporal e o VIA Character das forças e virtudes – disponível online gratuitamente. Ao conhecer as suas forças de assinatura, suas paixões, descobrir formas de potencializá-las e o seu propósito de vida, seu engajamento se elevará e será possível realizar e conquistar os resultados desejados. A aceitação da imperfeição, da vulnerabilidade, dos erros é um apontamento da psicologia positiva para a conquista do bem-estar e da felicidade. Esta aceitação reduz a autocobrança e permite que o indivíduo valorize as pequenas vitórias.

Etapa 3: Estratégias Emocionais As emoções são respostas do organismo humano, ou seja, todos nós sentimos medo, raiva, tristeza, alegria, ansiedade e outras emoções em alguns momentos da vida. Expressamos de maneira similar. A diferença está na forma que cada indivíduo reage às emoções, variáveis de acordo com os traços de perfil. Muitas vezes, as pessoas mais susceptíveis a desenvolver a exaustão emocional decorrente da síndrome de Burnout são aquelas com alta expectativa e sem o conhecimento de estratégias e recursos para enfrentar as adversidades e

frustrações. A pessoa se sente incapaz de lidar emocionalmente e de resolver questões ou problemas no trabalho e nos relacionamentos. Diante desse contexto, aliviar ou amenizar as emoções negativas e os sintomas do estresse, evocar emoções positivas - como gratidão, contentamento, inspiração, interesse, e outras; e aprender técnicas de enfrentamento são estratégias que proporcionam equilíbrio emocional, aumento do bem-estar e da satisfação com a vida. Nessa etapa do processo, utilizo metodologias diversas para medir, estimular, extravasar, relaxar e encontrar novas formas de lidar com as emoções. Ressalto aqui as práticas de Yoga do Riso. São medidas altamente curativas que possibilitam que as emoções sejam dissipadas e novas sensações sejam experimentadas.

Etapa 4: Estratégias Cognitivas Essa etapa é o momento de concretização das mudanças: pensamentos e comportamentos, desenvolver habilidades - como a resiliência e a criatividade, buscar alternativas diversas para a resolução de problemas, ampliar o campo de visão e aumentar a autoeficácia. Por meio de ferramentas de Coaching e da PNL é possível buscar uma interpretação menos distorcida e mais

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positiva das situações. Identifica-se as crenças que produzem os comportamentos negativos e resultados desastrosos, ressignificando-as. Então, elevam-se os recursos internos para o enfrentamento das dificuldades. Essas são estratégias que, associadas às outras etapas, proporcionam mudanças e contribuem para uma vida mais leve, feliz e produtiva. Foram apresentadas quatro etapas para o gerenciamento do estres-

se, um conjunto de procedimentos que consiste em uma análise dos fatores estressores e a atuação direta segundo os quatro pilares: físico, consciência, emocional e cognitivo. Para amenizar os sintomas e prevenir o estresse, as pessoas precisam ter maior consciência de si, aprender a lidar com as suas emoções e realizar mudanças de comportamento. Ao aprender e cultivar hábitos positivos tais como praticar

exercícios físicos e de relaxamento, alimentar-se bem, administrar o tempo e as emoções torna-se possível aumentar consideravelmente o bem estar, a vitalidade, satisfação, produtividade e qualidade de vida. Apresento nesse artigo ferramentas e metodologias para manejar o estresse e elevar o nível de felicidade. Quanto mais feliz e recompensado pelas conquistas, maiores as chances de alcançar alta performance.

Isabela Capelão - Palestrante, Master Coach e Terapeuta Eu ajudo pessoas, times e empresas a serem mais felizes e menos estressadas, a alcançarem seus objetivos com qualidade de vida. - Fundadora da empresa Meus Miolos e autora do blog, criadora do Programa Anti-Stress Levemente. - Formação em Personal & Professional, Executive, Business, Leader & Alpha, Positive Coaching, pela SB C (Sociedade Brasileira de Coaching). / Neurocoaching (IBC) / Master Coach Executiva e de Negócios, pela Development International. - Analista de perfil comportamental Existencial e Alpha Assessment. - Treinadora comportamental, com ciclo de aprendizagem vivencial e jogos de empresa. - Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) - Especialização em Gerenciamento do Stress, pela ISMA-BR ( International Stress Management Association do Brasil). - Formação em Terapia Ericksoniana e Hipnoterapia , Hipnose Clínica e Sistêmica. - Curso de Mindfulness segundo protocolo MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction). - Facilitadora CardioEmotion® para realização de biofeedback e coerência cardíaca. - Líder de Yoga do riso , pela Laughter Yoga University. - Diversas certificações internacionais - Graduada em Engenharias Mecânica (PUCMG) e Engenharia de Alimentos (UNIBH). - Pós graduada em Filosofia e Autoconhecimento (PUCRS) - Sócia de empresa do setor varejista, atuou na gestão e no desenvolvimento de pessoas com foco no bem-estar e controle do stress organizacional, com programas de saúde e bem-estar laboral. Contatos: Isabela Capelão - Meus Miolos Site e blog: https://www.meusmiolos.com.br E-mail: isabelacapelao@meusmiolos.com.br Telefones: (31) 3586-0188 / (31) 99858-0188 Redes sociais: Instagram: @isabelacapelao.meusmiolos Facebook: /meusmiolos.isabelacapelao LinkedIn: /isabelacapelao Youtube: https://www.youtube.com/isabelacapelao www.divulgaescritor.com | outubro | 2021

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“Meu amor por uma rosa”

do autor Ajomar Santos Manipule as palavras para amar uma rosa Diário poético do autor pernambucano Ajomar Santos compara sentimentos com elementos da natureza ao transformar em poesia o amor de um beija-flor por uma rosa De amolecer o coração de todos os leitores, mais que um conjunto de poesias, a obra Meu amor por uma rosa, publicada pela editora Ella, é para quem possui sensibilidade suficiente para compreender e admirar o amor de um beijaflor por uma rosa. É nessa condição que se colocou o autor recifense Ajomar Santos ao desenhar cada estrofe dos versos líricos a partir da perspectiva da ave que possui como musa inspiradora a flor mais romântica já identificada no mundo: a rosa. Bela flor, Mais frio que neve, Pássaro da liberdade, Sol tórrido, Complemento da lua, Calor do sol, Noites enluaradas... São apenas alguns dos títulos entre as 155 poesias que descrevem o romantismo do autor comparado aos elementos e ações da natureza. O conjunto da obra, que é o diário poético de Ajomar, é também a essência de um amor puro, singelo, sincero e eterno transformada em palavras. Ficha Técnica: Título: Meu amor por uma Rosa Autor: Ajomar José dos Santos ISBN: 9787-85-8405-143-4 Editora: Ella Páginas: 170 Formato: 14x21 Preço: R$ 28,00 Link para compra: https://www.editoraella.com. br/meu-amor-por-uma-rosa Sobre o autor: Ajomar José dos Santos nasceu em Recife em 1966 e é capitão da Reserva da Polícia Militar de Pernambuco. O interesse pela literatura despertou ainda na escola, momento em que, após algumas aulas de português, começou a compor os seus primeiros versos. Quando estava no 2º ano científico, em 1986, um poema de sua autoria, intitulado de Pena de Morte, foi escolhido para participar da V Coletânea de Trabalhos Escolares, coletânea que publicava os melhores textos literários dos alunos de escolas estaduais de Pernambuco.

“Seu perfume me deixa entorpecido Pétalas macias são os lábios seus O seu abraço é o meu abrigo seguro Mas a sua ausência tem sabor de adeus...” – Meu amor por uma Rosa, pág. 142. Apesar de estrofes pequenas, a sensibilidade e singularidade de cada poesia alimenta o coração e entorpece a alma dos leitores. O entrelaçamento das palavras feito por Ajomar nos faz crer que o amor e a relíquia do amor verdadeiro é um sentimento inabalável!

Redes Sociais: Instagram: @ajomarsantosescritor Facebook: www.facebook.com.br/ajomarsantos O autor está disponível para entrevistas. Para mais informações, por favor entrar em contato por telefone: (81) 9.8634-4601 ou e-mail: ajomarsantos@gmail.com Release produzido por: LC Agência de Comunicação.

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“APOTEOSE – A Conquista de Marte” do autor Luiz Carlos Nigri Evidências de que seres extraterrestres tenham visitado a Terra e interagido com civilizações e povos antigos são fatos que devemos admitir. A Via Láctea, galáxia que contém o nosso Sistema Solar, tem cerca de 100 mil anos-luz de extensão, estima-se que o total de estrelas seja de 200 bilhões como um número aceitável. Está relatado aqui nesta obra que uma suposta nave teria percorrido distâncias muito extremas com pelo menos 1% da velocidade da luz: Isso significa 3000 km/seg. Seres vivos não aguentariam tais distâncias a serem percorridas por longos anos dentro de uma suposta cosmonave, portanto o ET que nos visita é um alienígena quase humano. Cientistas da Terra já detectaram a existência de planetas que abrigariam vida similar à terrestre, mesmo se a tecnologia para viagens interestelares a chance de chegarem à Terra, e conviver conosco seria quase impossível. Explicarmos certos monumentos, textos, pinturas ou tecnologias do passado são evidências de que astronautas alienígenas visitaram a Terra e produziram monumentos com tecnologias que não existiam no planeta Terra. A falta de tecnologia no passado não pode admitir a construção das grandes pirâmides faraônicas sem que tenha ajuda de seres com tecnologias muito avançadas, mas agora tudo foi esclarecido neste livro. OPÇÃO DE COMPRA: R$ 30,00 E-BOOK - pelo e-mail: luiscarlosnigri@yahoo. com.br Depósito em conta corrente Itaú Agência 6830, c/c. 02632-1. www.divulgaescritor.com | outubro | 2021

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“Belo Jardim – Personalidades de nossa Terra Vol. 1” do autor Adalberto Jordão da Silva

Livro a venda 3º Piso do Shopping Difusora Av. Adamenon Magalhães, 444 – Maurício de Nassau 55014-000 Caruaru-PE @livraria_ imperatriz

O livro Belo Jardim-Personalidades de nossa terra, publicado desde 2001, em sua 3ª edição, tornou-se a “Bíblia da crônica familiar de Belo Jardim, Pesqueira, Sanharó e Brejo da Madre de Deus”, pois nele o leitor encontra o que deseja sobre as famílias tradicionais e suas histórias, seus Brasões de Armas e conhecimento de termos de Heráldica para os leigos, num desfile de milhares de personagens citados, a maioria de Belo Jardim e Brejo da Madre de Deus. De suas iniciais 401 páginas em P & B, em 2001, e 570 em 2016, esta 3ª edição chega à casa das 757 páginas, com 139 fotografias, algumas em policromia. O cerne de seu conteúdo está nos momentos das junções das famílias mais importantes, para dar surgimento a novos títulos para nossa nobiliarquia, como as uniões das famílias mais antigas, Marinho e Falcão, que ocorreram na Europa, quando Lançarote Falcão Francez, nascido em, 1490, casou com Joana Marinho de Lobera (por volta de 1520), e em Belo Jardim, quando o farmacêutico Demócrito Virgílio Leite promoveu as uniões de Flávio Marinho Falcão com Ida Leopoldina Aragão Leite, e o de Antônio Barbosa Maciel com Esmeralda Leite, originando centenas de descendentes que se difundiram e atuam em todo Brasil. As principais famílias descritas são Barros Correia, Barbosa, Maciel, Barbosa Maciel, Cintra Galvão, Cordeiro, Mendonça Bezerra, Campelo, Leite, Cadé, Marinho, Marinho Falcão, Gouveia, Andrade, Senhorinho, Monteiro, Melo, Lopes, Silva, Vieira, Cavalcante, Alves e outras, cujos ascendentes e descendentes sempre estiveram em postos de destaque, participando ativamente do desenvolvimento da sociedade. Nesta edição encontram-se as histórias e as fotografias de pessoas que até 2018 só ouvíamos falar: Cel. Heráclito Marinho Falcão (Seu Duquinha), Major Aprígio M. Falcão (1º Prefeito eleito do Brejo da Madre de Deus), Cel. Capitulino M. Falcão, Coletor Flávio Marinho Falcão, Cel. Antônio Marinho dos Santos e seus pais. No eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília-Pará-Maranhão, carregando o sobrenome Pitta Marinho, estão alguns dos descendentes que alcançaram o maior sucesso: são os descendentes do ex-Secretário de Estado, Deputado Estadual, Promotor Público, Tabelião Público e Prefeito de Pesqueira, João de Arruda Marinho dos Santos, que nasceu em Brejo da Madre de Deus. Outro descendente de grande prestígio, é o senhor Zildene Pinheiro Falcão, que se destacou nos setores de radiodifusão e telecomunicações, nos estados do Pará e Maranhão. Zildene é neto Leocádio Marinho Falcão; outros, alcançaram grande reconhecimento social em Brasília e São Paulo, através do jornalismo. Em que pese toda tradição e sucesso da família Marinho Falcão, uma nebulosa trama do destino trouxe para o seio dela, um mistério sepulcral: os falecimentos repentinos de Aprígio, Capitulino, Leopoldino e Emiliano, no curto período de julho a novembro de 1905; vejam também os trabalhos, os perfis e a iconografia de nossos Padres; um ser iluminado é também descrito: Dr. Marcos Andrade Senhorinho, aclamado Odontólogo, que deixou muitas saudades em Belo Jardim. Esta crônica familiar se adensou graças às contribuições de Fred, Dora e a Nair Falcão, aos quais agradeço.

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