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Sumário Capa

Entrevistas PORTUGAL José Carlos Pereira ........................................................41 Margareth Carvalho......................................................48 Mary Horta....................................................................57 BRASIL Aline Bastos...................................................................61 Andreia Fernandes........................................................65 Dylan Ricardo.................................................................71 Fernanda Camillo.........................................................76 Geana Krause................................................................80 Herbert Almeida.....................................................................84 Maria Mariane.........................................................................89 Pedroom Lanne.......................................................................90 Renato Fulgoni.......................................................................100

Destaque Literário Téia Camargo Pág.14

Colunas Solar de Poetas – José Sepúlveda...............................59 Poetas Poveiros – José Sepúlveda..............................60

Participação Especial Irlen Benchimol................................................................26 JackMichel........................................................................28 Blenda Bortoline..............................................................43 Manuel Amaro Mendonça..............................................53 Rosa Maria Santos............................................................64 Geraldo Ferraz..................................................................68 Marisa Relva.....................................................................75 Jucélia Betinardi...............................................................78 Marcos Pereira dos Santos..............................................82 Lúcia Brullhardt................................................................86 Fernanda Comenda..........................................................91 Marta Maria Niemeyer.....................................................98 Maurício Duarte...............................................................99 José Lopes da Nave.........................................................103 Helena Santos.................................................................104


Shirley M. Cavalcante (SMC)

Coordenadora do projeto Divulga Escritor

www.divulgaescritor.com www.portalliterario.com www.revistaacademicaonline.com

Revista Divulga Escritor Revista Literária da Lusofonia Ano VI Nº 37 Edição novembro - 2018 Publicação Bimestral Editora Responsável: Shirley M. Cavalcante DRT: 2664 Diagramação EstampaPB Para Anunciar smccomunicacao@ hotmail.com 55 – 83 – 9 9121-4094 Para ler edições anteriores acesse www.divulgaescritor.com Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade dos colunistas que os assinam, não expressando necessariamente o pensamento da Divulga Escritor. ISSN 2358-0119

Com sucesso, chegamos à 37ª edição de 2018, da Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Nesta edição temos como destaque de capa a autora Téia Camargo, JackMichel, Irlen Benchimol, Inscrições para a antologia Salmos Modernos. Composta por mais de 30 autores contemporâneos, divulgando os seus livros, por meio de entrevistas, textos em prosa e em versos... LITERATURA! Hoje, a revista Divulga Escritor é uma das principais revistas literárias da lusofonia, com conteúdo exclusivamente literário. O editorial se destaca por sua qualidade e profissionalismo. Distribuída gratuitamente para todos que acessam a internet, a revista tem alcançado um público leitor cada vez maior. Consolidada, vamos rumo a edição 36. Juntos, vamos ler e divulgar a revista literária da lusofonia e apoiar nossos escritores contemporâneos. Muito obrigada, equipe Divulga Escritor, e administradores dos grupos: Obrigada, José Sepúlveda, apoio em Portugal. Obrigada, Amy Dine, apoio em Portugal. Obrigada, Helena Santos, apoio em Portugal. Obrigada, José Lopes da Nave, apoio em Portugal. Obrigada, Rosa Maria Santos, apoio em Portugal. Obrigada, Giuliano de Méroe, apoio no Brasil. Obrigada, Ilka Cristina, apoio no Brasil. Obrigada, Josias A. de Andrade, apoio no Brasil. Obrigada a cada um dos escritores que participam contribuindo com suas maravilhosas trajetórias literárias, apresentadas nas entrevistas. Obrigada, colunistas, que mantêm o projeto vivo! Muito obrigada por estarmos juntos divulgando literatura, e juntos podermos dizer ao mundo: EU SOU ESCRITOR, EU ESTOU AQUI. Divulga Escritor: revista literária da lusofonia, uma revista elaborada por escritores, com distribuição gratuita para leitores de todo o mundo. Boa leitura!

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Destaque Téia

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e Literário a Camargo Téia Camargo é o pseudônimo da carioca radicada em São Paulo, Maria do Carmo Guimarães Rodrigues que transformou o hobby de escrever em uma carreira sólida e bemsucedida de escritora conhecida e premiada.

Historiadora, especialista em Direito Educacional e servidora aposentada do judiciário federal trabalhista, Téia já publicou, de forma independente, , “Versos e Versões”, “Aqui entre nós”, “Diário de Bordo”, “Turistando por Abu Dhabi, Dubai e Sharjah”, além de participar como coautora em diversas antologias publicadas pela Academia de Letras Bauruense, ser colunista do site www.divulgaescritor.com e, mais recentemente, idealizar e fundar o site livrosemaislivros.com.br, uma plataforma coletiva para que autores independentes, como ela, possam disponibilizar seus livros para venda de forma direta ao leitor. No prelo encontram-se, para lançamento breve, as seguintes obras: “As Aventuras de Maya, a cadelinha filha única”, infanto-juvenil; “Vidas Paralelas”, romance e “Leve para ler”, uma coletânea dos microcontos com alguns dos premiados no concurso “Desafio de microcontos do Escambau”. Em seu tempo livre, Téia lê, dá risada, cuida de seus bichos e plantas e viaja pelo mundo com o marido, sempre buscando inspiração para novos poemas, contos, crônicas e romances. Conheça a página Téia Camargo no Facebook, siga @teiacamargoescritora no Instagram e inscreva-se no canal Téia Camargo escritora no Youtube.

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A ARTE DE SE REINVENTAR ATRAVÉS DA LITERATURA Escrever, para a professora e servidora do Judiciário Federal Maria do Carmo era um ato tão natural quanto respirar. Trabalhos e textos acadêmicos faziam parte de sua rotina, assim como a consequente relação interpessoal com alunos, professores, advogados, magistrados e toda a sorte de gente que frequentava os corredores das universidades e fóruns por onde passou ao longo de mais de três décadas de uma carreira dinâmica e bem-sucedida. Em meados de 2014, com a proximidade da aposentadoria, seu antigo sonho de se dedicar à literatura como hobby foi tomando força, até que, tirando da gaveta alguns poemas, contos, crônicas e romances que produzia em seu pouco tempo livre, surgiu a autora Téia Camargo, pseudônimo que criou e que reúne singelas homenagens a dois importantes homens de sua vida: Téia, o apelido recebido do irmão quando ainda criança e Camargo, o sobrenome do amado marido que a autora não adotou por ocasião do casamento. Desde então, nestes poucos mais de quatro anos, Téia Camargo coleciona uma série de números respeitáveis: conquistou um séquito de mais de 35.000 seguidores no Facebook, onde publica de forma rotineira; lançou quatro livros; participou, como coautora, em três publicações da Academia Bauruense de Letras; conquistou alguns prêmios literários, destacando-se a Menção Honrosa da Academia Bragantina de Letras, classificação de diversos microcontos no Desafio Microcontos Escambau e Menção Honrosa do Concurso de Microcontos de Araraquara e participou da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em 2017; da Feira Literária LER no Rio de Janeiro, em 2018 e também neste ano, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, seguramente o maior evento literário brasileiro. Muito distante do clássico perfil de senhora aposentada, Téia Camargo lançou-se no mercado literário com as mesmas aflições, expectativas, dores e amores que permeiam o início de uma nova carreira, e aliando otimismo, bom-humor, no auge da maturidade, reinventou-se como autora. “Escrever é uma catarse! É nos meus textos que derramo minhas lágrimas e escancaro minhas gargalhadas. É pela escrita que transbordo amor, esbravejo fúria e permito extravasar toda a minha inspiração. Escrever é libertador!” Diz a escritora. Historiadora e Especialista em Direito Educacional, é comum encontrarmos em seu trabalho literário, referências culturais, memórias e explanações daquilo que a autora vivencia e explora. Suas experiências de viagem já renderam dois títulos: DIÁRIO DE BORDO e TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH e a escritora promete não parar por aí. Alguém tem dúvida de que ela esteja falando a verdade?

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DIVULGA ESCRITOR Confiram alguns de seus momentos memoráveis de lançamentos de livros e eventos literários

Lançamento do primeiro livro, VERSOS E VERSÕES, POESIA PÉ NO CHÃO, na livraria NOBEL, The Square, em 2016.

Noite de autógrafos do Livro AQUI ENTRE NÓS, na Livraria Travessa do Shopping Rio Design, RJ, 2017.

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Lanรงamento do livro AQUI ENTRE Nร“S na Bienal Internacional do Livro RJ, 2017, com a presenรงa de Luiz Camargo, marido da autora e dos escritores Chris Melo, Tammy Luciana, acompanhada do Sr. Luciano, seu pai, e Edson Gomes.

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Lançamento do livro DIÁRIO DE BORDO, no Salão Carioca do Livro, RJ, 2018.

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A escritora TĂŠia Camargo com as representantes do Emirado de Sharjah, no estande do paĂ­s homenageado na Bienal Internacional do Livro SP 2018 18

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Lanรงamento do livro TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH, na Bienal Internacional do Livro SP, 2018.

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SINOPSE DOS LIVROS DE TÉIA CAMARGO

VERSOS E VERSÕES, POESIA PÉ NO CHÃO.

Não sei bem se o que faço é poema, verso, rima ou soneto. Apenas deixo fluir o que sinto nas estrofes e assim faço pousar meus sentimentos. Algumas geram versos e versões do que sou, de quem fui ou daquela que desejo ser. Outras, costuram retalhos do meu olhar curioso sobre tudo o que paira a meu redor. Há ritmadas e há embaralhadas. Todas escritas pelas tintas das minhas emoções. Poesia, para mim, é uma miscelânea de sensações. Tem que ter de tudo um pouco. Pé descalça, alma desnuda e coração pulsando.

COTIDIANO

Há dias nublados; Nesses dias, ilumino; Há dias suaves; Nesses dias, flutuo; Há dias elétricos; Nesses dias, fulmino; Há dias felizes; Nesses dias, fantasio. Há dias raivosos; Nesses dias, espumo. Há dias hilários; Nesses dias, explodo; Há dias e dias; Nesses dias, vivo. (Poesia publicada no livro VERSOS E VERSÕES, de Téia Camargo)

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AQUI ENTRE NÓS (COLETÂNEA DE CRÔNICAS) Se você gosta de um bom papo, uma conversa franca, sem rodeios, respeitosa e que te leva a refletir sobre assuntos do cotidiano, este livro vai lhe interessar. Aqui entre nós tem tudo para ser o seu próximo livro de cabeceira. Numa linguagem simples, direta e sem frescuras, mas com a dignidade que o leitor merece, Téia Camargo discorre sobre temas relevantes que a correria do dia a dia termina por ofuscar ou distorcer a percepção. Nada neste livro é novidade. Tampouco pretende a autora ser a dona da verdade. Os assuntos aqui abordados podem render bate-papos proveitosos e enriquecedores. Leia, pense, repense e discuta com os amigos, sejam eles reais ou virtuais. “Mulher, fêmea, feminina, energia liberada de seu interior em forma de afeto, do olhar atencioso, da sensibilidade à flor da pele, que alimenta sua beleza natural, aprimorada pelo cuidado com a aparência estética de seu exterior. Mulheres, fêmeas, femininas! Nós somos assim! Desvendar nossos segredos e conseguir se abancar em nossos corações não é para quem quer. É para quem pode!” – Trecho da crônica “Um olhar de feminilidade sobre o ser feminino”, de Téia Camargo.

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DIÁRIO DE BORDO (RELATO DE VIAGEM) Em Diário de Bordo, Téia Camargo narra, com requinte de detalhes, os oito dias de sua viagem pelo litoral brasileiro num transatlântico turístico. Capítulos diários registram rotina, diversão, aventuras, desventuras e as impressões da escritora sob uma ótica realista, bem-humorada, sincera e por vezes poética. Se você já teve uma experiência como essa, vai gostar de revivê-la nas páginas deste livro. Se ainda não, seja bem-vindo(a) e embarque em Diário de Bordo para conhecer os detalhes deste cruzeiro marítimo. “Um misto de respeito e temor unia-se ao meu total encantamento. A luz que emanava da lua formava um halo brilhante ao seu redor e tornava o espelho da água do mar resplandecente. Não houve escuridão nessa noite em que a magia pairou sobre o universo. O luar mais bonito eu já tive oportunidade de assistir continuará brilhando no meu pensamento por muito tempo. Talvez pelo resto da minha existência. Um sentimento de gratidão imensurável me emocionou às lágrimas. Obrigada, senhor, por me fazer merecedora desse espetáculo gratuito e especial, em alto-mar.” (Trecho do capítulo 5 do livro DIÁRIO DE BORDO, de Téia Camargo)

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TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH Este não é um guia tradicional de turismo, como o título parece sugerir, mas sim um delicioso diário de viagem, repleto de fotos deslumbrantes, que revelam aspectos fascinantes da cultura, costumes e tradições dos Emirados Árabes Unidos, para muito além dos roteiros voltados para o turismo. Neste livro, Téia Camargo desmistifica o país do Oriente Médio como sendo destino exclusive e caro a brasileiros, residentes no Brasil ou em outras partes do mundo, com dicas acessíveis de consume e passeios. Téia Camargo apresenta, em detalhes, informações sobre alimentação, transporte, clima, leis, hábitos, hospedagem, vestidas, recomendações sobre o que fazer e como se comportar em visita a locais tradicionais da religião islâmica e ao fascinante deserto, sempre com as dicas preciosas, ao fim de cada capítulo, da brasileira Cacá Castello, amiga da escritora, que há muitos anos trabalha com turismo focado em turistas latino-americanos.

“Foi uma viagem inesquecível, na qual aprendi muito, revi posições, derrubei barreiras construídas sobre mal entendidos, experimentei novos paladares, inspirei aromas até então por mim desconhecidos, e me senti tão à vontade a ponto de na última noite ter subido num palco para dançar com um grupo folclórico árabe que se apresentava para turistas. ... Os Emirados Árabes Unidos entraram para ficar no meu rol de dicas sobre “lugares a serem conhecidos antes de morrer”. Modernos, inovadores e ao mesmo tempo tradicionalistas, foram capazes de nos deixar com aquele gostinho de “quero mais” ... (Trecho da Introdução do livro TURISTANDO POR ABU DHABI, DUBAI E SHARJAH, de Téia Camargo)

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O PRIMEIRO SITE COLABORATIVO PARA AUTORES NACIONAIS! Somos uma grande plataforma online que visa unir autores e leitores, dando espaço àqueles que de outra maneira não poderiam divulgar seu trabalho de forma tão efetiva. VERSATILIDADE Provemos um ambiente flexível, fazendo uso das melhores tecnologias disponíveis para garantir uma experiência satisfatória aos nossos parceiros e clientes.

SEGURANÇA Na Livros e Mais Livros você conta com uma plataforma totalmente segura, pautada pelas melhores práticas de mercado, garantindo estabilidade, transparência e total controle na hora da compra.

COMO FUNCIONA?

Idealizada e administrada pela escritora Téia Camargo, foi desenvolvida para dar espaço e visibilidade à obra dos autores nacionais, aproximando-a do grande público, sempre prezando o senso de colaboração que permeia a comunidade literária brasileira. Mais do que apenas uma livraria virtual, somos um coletivo de autores!

BENEFÍCIOS

“Livros e mais livros” é um novo conceito de comércio literário. Um ambiente para se fazer parte; para colaborar ao navegar. Uma plataforma virtual em que escritores disponibilizam suas publicações para venda direta ao leitor.

COMO PARTICIPAR?

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O autor brasileiro interessado em fazer parte da coletividade “LIVROS E MAIS LIVROS” poderá entrar em contato com a administração, acessando o site.


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DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA IRLEN BENCHIMOL

grande surpresa: também será lançado o quarto livro da Coleção Os piratinhas do bem no mundo dos gigantes amazônicos e suas lendas. E vamos lá nessa nova aventura também.

OS PIRATINHAS DO BEM NAS ESCOLAS DO BRASIL E PORTUGAL

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partir de agora os personagens estarão ao alcance de alunos e professores. Depois de levantar a âncora e partir a caminho de aventuras inesquecíveis narradas em sua coleção, chegou a hora da turma dos Piratinhas do Bem conquistar o ambiente escolar. A partir de novembro a autora e criadora amazonense Irlen Leal Benchimol estará se colocando à disposição das instituições de ensino de ensino para apresentar Capitão Ilan, Lord Arthur, Botinha Linda Lee, Peixe-boi Totyr e Isaac, Bruxa cabeça de jacaré, Bruxa cabeça de cupuaçu e toda a turma dos piratinhas do bem  para os alunos e seus professores. Numa iniciativa em conjunto com a editora luso-brasileira Estremoz, que iniciou suas atividades por aqui no mês de setembro, a autora irá, a partir de Novembro de 2018, realizar uma verdadeira book tour, visitando várias

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escolas previamente escolhidas pela equipe de marketing da nova casa dos Piratinhas do Bem para fazer palestras e falar com elas mais sobre questões como preservação da natureza, civilidade, pratica de boa ações e diferenças sociais. Tudo com atividades previamente escolhidas para entreter as crianças e adultos por uma hora mágica. Nessa iniciativa, que está descrita mais abaixo, os alunos conhecerão personagens marcantes como Capitão Ilan, Totyr, o menino peixe-boi; Linda Lee, a bota cor de rosa; Daniela, a borboleta que vira tartaruguinha; o índio Ajuricaba Schiiiualcher; Eugênio personagem com síndrome de down, Isaac Moisés, o peixe boi e muitos outros. A Estremoz está relançando a coleção de livros dos Piratinhas do Bem com um novo visual mais arrojado e ilustrações mais próximas do estilo adotado hoje em animações. E uma

AVANTE, PIRATINHAS DO BEM! ATIVIDADE NAS ESCOLAS PORQUE QUEREMOS IR À SUA ESCOLA A aventura chega com os Piratinhas do bem, um grupo de personagens composto por crianças, animais, bruxinhas e feiticeiras. Com eles a nossa atividade será divertida e animada. A proposta é brincar, inventar planos de caça ao tesouro, desenhar mapas e correr o mundo. Com eles a fantasia e a realidade do cotidiano vão se misturar para ajudar quem precisa e sempre a fazer o bem. Irlen Benchimol é escritora há oito anos, com apresentações constantes em escolas, onde promove a preservação da natureza, a conscientização da família e do lar, além de promover entre as crianças os conceitos como as diferenças e a inclusão social, já uma das personagens dos livros é um menino com síndrome de Down. Sempre com muita descontração e atividades que envolvem músicas e visualização de vídeos. AS NOSSAS CONDIÇÕES O QUE NECESSITAMOS PARA REALIZAR A ATIVIDADE Sala ampla com com cadeiras ou auditório. Não existe limite de número de alunos. Necessitamos de projetor e computador.

Sobre a Autora A Dra. lrlen Leal Benchimol nasceu em Manaus. É servidora pública do Tribunal de Justiça do Amazonas, formada em Direito e Pós-Graduada em Direito Processual Penal, com Curso de Aperfeiçoamento na Escola da


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Magistratura do Amazonas. É também membro da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (ABEPPA) e também escritora associada à Associação de Escritores do Amazonas (ASSEAM). Criadora da série infantil Os Piratinhas do Bem”, a coleção já conta com três volumes: Os Piratinhas do Bem Navegando pela Amazônia, Os Piratinhas do Bem no Mundo da Imaginação e Os Piratinhas do Bem Navegando Contra o Mal (No Mundo das Diferenças), além de um quarto volume já pronto e em revisão. Tem como principal inspiração para sua série seu filho Ilan, que dá nome ao personagem principal. Lançou em outubro de 2017 uma nova série, chamada Por Trás do Pôr do Sol - Os Anjos e Seus Amores. Suas obras são direcionadas principalmente aos públicos infantil e infanto-juvenil, além de todos que queiram compartilhar da experiência de ser um Piratinha do Bem. Poetisa, compositora, amante das artes e da natureza, tem como lema: “sem amor, nada tem valor”. Os Piratinhas do Bem Navegando Pela Amazônia Conheça uma brincadeira em que todos que participam acabam por entrar numa aventura inesquecível. Entre para o clube dos Piratinhas do Bem. Aqui ser pirata não significa

ser bandido, mas sim se tornar um aventureiro dedicado a várias atividades divertidas como caçar tesouros, plantar árvores, cuidar da natureza, salvar animais em perigo, ajudando sempre a quem precisa. Junte-se ao capitão Ilan e seu braço direito, Lord Arthur, e navegue pelo rio Amazonas. Encontre pelo caminho personagens como Totyr, o menino peixe-boi, Linda Lee, a bota cor de rosa, Bruxa Cabeça de Cupuaçú, Bruxa Cabeça de Jacaré, entre outros. Explore situações que marcarão a estréia deste grupo de garotos e garotas dedicado a ajudar quem precisa. Os Piratinhas do Bem no Mundo da Imaginação na Casa Mal-Assombrada As férias chegaram. E Sabem o que isso significa? Que é hora de mais uma aventura dos Piratinhas do Bem. Desta vez tudo começa quando o capitão Ilan recebe um e-mail de uns amigos que moram em Orlando que fala sobre uma casa mal assombrada, mas não dão mais detalhes. A primeira providência para sua nova missão no mundo da imaginação é transformar o navio em um navio fantasma voador. Com a ajuda da bruxa Cabeça de Jacaré e da feiticeira Trombosnélia usam o poder do pensamento positivo e partem para ajudar Think, Winnie e Belly a explorar os segredos que há na casa, que se revela um lugar mágico, misterioso e com um final emocionante.

Os Piratinhas do Bem Navegando Contra o Mal Numa mansão chamada Paraíso vivia uma família cujo pai não sabia como se aproximar de seu filho especial como deveria. A mãe se preocupava em aproximar seu marido do filho Eugênio, de nove anos, com Síndrome de Down. Decidido a contatar os Piratinhas do Bem e a entrar para o clube, Eugênio envia um e-mail contando seu desejo ao Capitão Ilan. Ao chegar com sua mãe ao clube e serem recebidos pelo Capitão e outros Piratinhas do Bem conhecem  Daniela, uma borboleta que vira tartaruguinha; o índio Ajuricaba Schiiiualcher; Isaac Moisés, o peixe boi, entre outros. Todos juntos resolvem embarcar em uma nova aventura e ajudar a preguiça Dona Trombinha a salvar sua irmã e sobrinha das garras do mago Preguição da Vila Mamão. Por meio de personagens cativantes, a obra aborda questões como o preconceito e a inclusão das pessoas com Síndrome de Down. Onde todos temos nossas diferenças. RESERVE UMA PALESTRA NO SITE DA EDITORA EM www.estremozeditora.com/atividade-piratinhas-do-bem VISITE O SITE E REDES SOCIAIS DA AUTORA www.ospiratinhasdobem.tk @Ospiratinhasdobem          @irlenbenchimol_escritora www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA JACKMICHEL

CONHEÇA A OBRA FANTÁSTICA DE JACKMICHEL A “ESCRITORA 2 EM 1 Biografia da autora:

JackMichel é o primeiro grupo literário na história da literatura mundial, composto por duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram em Belém – PA (Brasil). O tema de sua obra é variado visto que possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, novela, romance, fábula e conto de fadas. Publicou Arco-Jesus-Íris (Chiado Editora, 2015), LSD Lua (Drago Editorial, 2016), 1 Anjo MacDermot (Drago Editorial, 2016), Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate (Drago Editorial, 2016), Ovo (Drago Editorial, 2016), Papatiparapapá (Editora Illuminare, 2017), Sixties (Helvetia Edições, 2017), Tim, O Menino do Mundo de Lata (Helvetia Edições, 2017) e Anotações Da Lagarta Papinha (Editora Leia Livros, 2018). É associada da ACIMA (Associazione Culturale Internazionale Mandala), da LITERARTE (Associação Internacional de Escritores e Artistas), da AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura) e da UBE (União Brasileira de Escritores). Seus contos e poemas constam em antologias internacionais bilíngues: Amor & Amore (Edizioni Mandala), Os Melhores Poemas de 2016 (ZL Editora), Faz de Conto II (Helvetia Edições), 1ª Antologia Cultive (Fast Livro), III Antologia Mulheres Pela Paz 2017 Edição Especial (Fénix), Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea Além da Terra Além do Mar (Chiado Editora), Antologia Criticartes 2017 (Biblio Editora), A Vida em Poesia II (Helvetia Edições), Antologia Brasileira Prosa e Poesia volume I (Editora SOL) Antologia Sem Fronteiras pelo Mundo... Vol.3 (Editora Rede Sem Fronteiras), II Antologia Cultive Le Temps Du Reveil, III Antologia Cultive Coragem, Antologia O Homem, O Projeto do Mundo (Helvetia Edições). Também foi destaque em diversos jornais e revistas on-line de literatura, artes e cultura como Varal do Brasil, Arca Literária, Ami, Divulga Escritor, Geração Bookaholic, Conexão Literatura, Criticartes, Philos e Letrilha. Participou do XXIX Salão Internacional do Livro de Turim 2016, I Salão do Livro de Lisboa 2016 e I Salão do Livro de Berlim 2016. Em 2017 tomou parte nos eventos: XVIII Bienal Internacional do Livro do Rio, 4ª Feira do Livro Livre de Buenos Aires, 31º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra, XXX Salão Internacional do Livro de Turim, Salão Internacional do Livro de Milão, BUK Festival Literário de Modena, Feiras Literárias de Mântua, Bolonha e Roma; e em 2018 no 32° Salão do Livro e da Imprensa de Genebra e na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Recebeu Menção Honrosa no Prêmio de Excelência Literária “Troféu Corujão das Letras” e no II Concurso Cultive de Literatura “Prêmio Cultive de Litterature”. Conquistou o 3º lugar no Concurso Cultive de Literatura “Prêmio ALALS de Literatura” e no I concurso literário da Casa Brasil Liechtenstein e o 1° lugar no II Festival de Poesia de Lisboa. Seu slogan é “A Escritora 2 Em 1”.

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JackMichel/redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/escritoraJackMichel/ Twitter: https://twitter.com/JackMichel2017 Instagram: https://www.instagram.com/jackmichel2017/ Google+: https://plus.google.com/112246483579431089961 Tumblr: https://escritorajackmichel.tumblr.com/ Pinterest: https://br.pinterest.com/jackmichel2017/ Google+: https://plus.google.com/112246483579431089961

JackMichel/vídeo:

JackMichel “A Escritora 2 em 1” Promo Video https://www.youtube.com/watch?v=3F8J4ck6XHU JackMichel “A Escritora 2 em 1” Iº Lugar no II Festival de Poesia de Lisboa - Promo Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=E3EgcVsLzBA JackMichel Books - Promo Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=qKNNsL0Kb6E JackMichel na Bienal Internacional do Livro/Rio 2017 - Promo Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=lJ3IrJ9Gg7Y Booktrailer Arco-Jesus-Íris – JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=iBjgF0DkAik&t=34s Spot Televisivo LSD Lua – JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=Khg1oKH6WKo Spot Televisivo 1 Anjo MacDermot JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=dmVR-jE07pU&t=31s Spot Televisivo Sorvete De Pizza Mentolado X Torpedo Tomate - JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=Zn5xRdnwJvQ Spot Televisivo Ovo – JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=dsBd0O_e5WI Book Trailer Oficial da obra Papatiparapapá https://www.youtube.com/watch?v=qbC4iWoCsTo Spot Televisivo da obra Sixties – JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=FqOHYwE6Ukw Spot Televisivo da obra Tim, O Menino do Mundo de Lata JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=vNetlo9xB9Q Book Trailer Oficial da Obra Anotações da Lagarta Papinha - JackMichel https://www.youtube.com/watch?v=3NS_atm9t9Q

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DADOS TÉCNICOS/SINOPSES DAS OBRAS DE JACKMICHEL Livro: Arco-Jesus-Íris Autora JackMichel Editora: Chiado Ano: 2015 Páginas: 112 ISBN: 978-989-51-4420-4 Release: Na colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro e jovem Jesus hippie, vestindo calça boca-de-sino e jaqueta jeans, conta a ele como faz para fazer o bem vencer o mal e o leva a conhecer os 7 círculos de seu arco-íris, que são 7 círculos de cores diferentes: no Círculo Violeta ele encontra Sharon Tate e Charles Manson, bem como as demais pessoas envolvidas no caso Tate... no Círculo Anil ele encontra Mao Tsé-Tung e os chineses massacrados durante a Revolução Cultural... no Círculo Azul ele encontra Heinrich Himmler e os prisioneiros mortos nos campos de concentração nazistas... no Círculo Verde ele encontra a Talidomida e algumas crianças deformadas pela pílula... no Círculo Amarelo ele encontra Jim Morrison e as entidades indígenas que o levaram a morte... no Círculo Alaranjado ele encontra Oscar Wilde e os responsáveis por sua tragédia particular... no Círculo Vermelho ele encontra Thomas Blanton e as vítimas do atentado de uma igreja batista em 15 de setembro de1963. Após constatar que o mal realmente não existe naquele paraíso, Satã vai e conta ao mundo que é tempo de Paz e Amor. Pontos de Venda: Livraria Chiado Editora (Portugal) https://www.chiadoeditora.com/livraria/arco-jesus-iris Livraria Cultura (Brasil) http://www.livrariacultura.com.br/p/arco-jesusiris-46098023

Livro: LSD Lua Autora: JackMichel

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Editora: Drago Editorial Ano: 2016 Páginas: 176 ISBN: 978-85-69030-30-0 Release: J. Jack Jack é um jovem normal que leva uma vida convencional: mora com sua namorada numa casa com pássaros de louça dependurados nas paredes e gatos domésticos. A época é a colorida década de 60 com seus slogans de igualdade racial, da liberação das drogas, da contracultura, do sexo livre e do Flower Power. Aos 20 anos ele decide experimentar o ácido lisérgico e, como consequência, chega em LSD Lua, a lua de sua cabeça e vira o Astronauta dos Desregramentos. Neste lugar alucinógeno, cheio de multifacetadas sensações, ele se depara com personagens psicodélicos criados pelo poder de sua alucinação. Ali o jovem astronauta J. Jack Jack passa pela terrível experiência de uma bad trip, onde se vê metamorfoseado em animal grotesco, caçado por caçadores homicidas e morto. Passado o efeito da droga, ele percebe que está em sua casa e que o aparelho de televisão está ligado em alto volume. Apurando a vista nota que as imagens mostradas na TV são as enviadas ao vivo pelo módulo lunar da Apollo 11, que mostram quando Neil Armstrong estendeu seu pé esquerdo e imprimiu na Lua a primeira pegada humana e, em seguida, pronunciou a frase que passou à História: “É um passo pequeno para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade.”. Ao ouvir tais palavras que jogavam de vez o homem no futuro, o astronauta J. Jack Jack sorriu ao pensar que, enquanto ele voltava da LSD Lua de sua cabeça, os três astronautas da Apolo 11 chegavam de fato à Lua, satélite da Terra, e que tudo aquilo aconteceu no dia 20 de julho de 1969. Pontos de Venda: Livraria Drago Editorial http://www.livrariadragoeditorial.com/products/lsd-lua-jackmichel/ Amazon https://www.amazon.com/dp/8569030304/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1486162996&sr=8-1&keywords=lsd+lua ------------------------------------------------

Livro: 1 Anjo MacDermot Autora: JackMichel

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Editora: Drago Editorial Ano: 2016 Páginas: 334 ISBN: 978-85-69030-53-9 Release: Um cara é atropelado por um caminhão e fica jogado dias á beira de uma estrada, pedindo ajuda a qualquer um. Como não aparecesse sequer viva alma para lhe oferecer auxílio, ele grita com toda a força dos seus pulmões: “Ei, louco anjo de fumaça! Pare aí o teu carro e me dê uma carona até o Mundo do Incenso Colorido, onde sorrir é preciso e a juventude se dá bem! Pois lá, não se pagam impostos... lá, não existem conflitos... lá, não se ferem os ouvidos com as bombas do Vietnã! Pois tudo lá é brilhante (oh, anjo) e a magia se sobrepõe à razão, nos dedos plenos da ‘erva’ que estão na tua mão!”. No exato instante em que foi proferida esta prece psicodélica, surge ante ele 1 anjo MacDermot todo feito da mais rarefeita fumaça cor de cinza clara, que diz: “Ok. Vamos girar entre as flores vítreas do plástico jardim das árvores de aço!”. Então, este anjo o leva para um lisérgico lugar chamado Mundo do Incenso Colorido. Neste paraíso artificial, ele passa a viver e a ser feliz: o anjo de fumaça cuida de suas feridas com desvelo de médico amigo e ele volta a andar. Logo, o cara acidentado deslumbra-se com as flores de vidro, as árvores de aço, a grama plástica e o brilho purpurinado do incenso furta-cor que paira por toda a atmosfera... visita a ermida erguida em honra de Nossa Senhora da Psicodelia e conhece todos os cinco níveis que compõem este jardim: o 1º (mais claro e espaçoso), o 2º (onde há a ermida), o 3º (o mais exuberante de todos), o 4º (onde o incenso é mais denso) e o 5º (onde fica o estranho Cemitério do Tempo). Certo dia, porém, o anjo revela-lhe a história de sua vida contada na ordem cronológica dos fatos que constituem a década de 60. E após descobrir a verdadeira identidade desse anjo, o cara perde tudo o que conseguira ganhar. Pontos de Venda:  Livraria Drago Editorial http://www.livrariadragoeditorial.com/products/a1-anjo-macdermot-jackmichel/ Amazon https://www.amazon.com/dp/8569030533/ref=sr_1_fkmr0_4?ie=UTF8&qid=1488904757&sr=8-4-fkmr0&keywords=1+banjo+macdermot

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Livro: Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate Autora: JackMichel Editora: Drago Editorial Ano: 2016 Páginas: 104 ISBN: 978-85-69030-60-7 Release: No um do um de nenhum existe o alto País do Isopor que sempre vai rumo ao nada, que é tudo. Dentro da deslumbrante Colina de Papel fica a Cidade de Papel que finalmente fica dentro do isolante-térmico País do isopor. Neste lugar mágico, certo dia, foram parar um imenso sorvete com cascalho de trigo e cremosa cabeça redonda de pizza de mozzarella lambuzada de menta e um descomunal torpedo de explosivo corpo alongado feito de atomatada massa de tomate temperado. Lá chegando encontram Clarenvaldo, o feliz feiticeiro feito de fitas finas de flexível papel, com seu cavalo de gelado e escuro corpo de Pepsi-Cola, salgada-estalada crina de batatas fritas e suculentos cascos de sanduíche recheados de queijo, presunto e maionese. Então, o feiticeiro os convida a fazer Viagens do Por Aí. Então, montados no louco cavalo Pepsi-Cola Cola-Pepsi, os três conhecem: o País do Isopor, todo leveza, com seu brilhoso céu incolor envernizado de isopor e solo transparente acolchoado de isopor com embolados sacos plásticos, onde ouvem as Falantes Vozes Faladas que nunca falavam nada, mas que sempre respondiam tudo o que lhes era perguntado... a Cidade de Papel que nada mais era do que um imenso campo com solo de papelão, onde cresciam os Papelins-Capins, pastavam os Cavalos-Gelatina e pingavam os Olhos de Cílios-Bar... a Colina de Papel que era tão alta e distante de tudo quanto se pudesse estar, onde flores, pássaros e besouros isoporados fugiam na forma de bolotas móveis de poliestireno e na qual viviam os Marcianos-Bichos-Miolos-Flores. Enquanto fazem as maravilhosas viagens montados no cavalo de Pepsi-Cola, o Sorvete e o Torpedo vão ensinando coisas sobre a Guerra do Vietnã a Clarenvaldo que, cada vez mais envolvido no contexto do conflito, passa a procurar uma fórmula anti-guerra que torne o mundo feliz. Pontos de Venda: Livraria Drago Editorial http://www.livrariadragoeditorial.com/products/sorvete-de-pizza-mentolado-x-torpedo-tomate-jackmichel/ Amazon https://www.amazon.com/Sorvete-Mentolado-Torpedo-Tomate-Portuguese/dp/8569030606/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1486404340&sr=8-1&keywords=sorvete+de+pizza ------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Livro: Ovo Autora: JackMichel Editora: Drago Editorial Ano: 2017 Páginas: 98 ISBN: 978-85-69030-72-0 Release: Londres da década de 60. Na Pensão Blue Direction reside Bunny Babb, um estudante da Universidade de Cambridge. Ele adorava ovos; para ele um ovo merecia ser tratado com atenção, cuidado, dedicação... pois, lá dentro daquela frágil casca, havia vida na sutil albumina chamada “clara” e na rica parte central amarela chamada “gema”. Assim, ele observava-os, estudava-os, analisava-os horas inteiras, como se todo o universo estivesse concentrado ali naquela junção do óvulo com o espermatozoide. Mas ele não os adorava simplesmente por possuírem a forma elíptica, ovalada, oviforme, ovóide das coisas únicas incomuns que não tem rival no mundo, e sim, porque um dia ele deixara cair e quebrar um ovo na cozinha da casa de seus pais, em Winchester (Hampshire), e não esquecera mais aquele fato: ele ficara impressionado com o mar alaranjado de gema espalhada entre a transparência da clara e a casca branca quebrada em muitos pedaços. Ninguém sabia daquilo, nem mesmo seus seis amigos. Fora a rotina das aulas da universidade, tudo por ali foi mudando de tal forma que o véu cinza do mistério indecifrável foi pintando, devagar, aquele céu-arco-íris em céu-chumbo, dando a todas as coisas um toque trêmulo de delirium tremens. Então, Bunny Babb se vê cada vez mais envolvido numa trama de pesadelos onde ele encontra personagens estranhos como o Sr. Ovo Magnífico, os ovofrancidanêses, o B. B. Flor, seis dráculas, que vivem dentro de um Mundo-Jardim. Para resolver seu trauma de infância ele tem uma sessão de psicanálise com o Dr. Freud, num confortável divã da Consciência Cósmica da Flor e, enfim, consegue ter uma vida normal. Pontos de Venda: Livraria Drago Editorial http://www.livrariadragoeditorial.com/products/ovo-jackmichel/ Amazon https://www.amazon.com/dp/856903072X/ref=sr_1_4?s=books&ie=UTF8&qid=1489097501&sr=1-4&keywords=ovo -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Livro: Papatiparapapá

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Autora: JackMichel Editora: Editora Illuminare Ano: 2017 Páginas: 53 ISBN: 978-85-68904-64-0 Release: A presente obra tem por objetivo elaborar uma miscelânea de escritos artísticos fundamentais, mais além daqueles expressamente enumerados no catálogo formal de uma literatura. O livro é composto por sessenta poesias infantis, contendo ainda as obrigatórias dedicatória e citação. O poema Saci Cisá: “Êta ente endiabrado, danado como ele só! Negrinho pula aqui... pula acolá... De carapuça na cabeça, lembra a Mula sem Cabeça Ou, quem sabe, o Boi Tatá!” trata de explorar o imaginário do folclore brasileiro, para o fim de apresentar uma noção plausível de cultura popular em sentido material e, em consequência, de cultura popular não imaginada. No poema Reinol Bolacha: “Reinado de bolacha, Nascido em meio à massa... Metade açúcar? Pedaços de fruta? Não! Araruta!” nota-se que o sentimento estético através da palavra é uma questão de interpretação e aplicação da própria invenção. O poema Conto de Baile: “Um... dois... um... dois... passos de baile. Era? Talvez, num conto de alguma Era!” é reservado para o exame da justificação dos fundamentos da arte na teoria do faz de conta, defendendo a beleza natural da estesia. No poema Aniverbolorefri: “Chupe hoje seus dedos... Diga “Aá, Eê”! Você é o melhor livro que existe... A melhor pessoa que se lê!” a ilusão da alegria é mostrada como um truque competente para resolver o problema das diferentes formas de emoções sentidas e demonstradas, bem como o objeto do encanto na magia. O poema Duque Porcelânio: “A quem será que o Duque ama? Serei eu a insigne dama? Mas não há resposta... só flama...” busca os critérios de reconhecimento do sublime de acordo com o traço lírico do século XIX, afirmando que ele pode ser tomado como moderno ou contemporâneo decorrente da fantasia e das quimeras intocáveis. No mais, reticências. Ponto de Venda: Livraria Illuminare https://www.livrariailluminare.com.br/papatiparapapa --------------------------------------------------------------------------------------------------

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Livro: Sixties Autora: JackMichel Editora: Helvetia Edições Ano: 2017 Páginas: 95 ISBN: 978-85-698529-32-2 Release: Não é necessário ir muito longe ou perscrutar a fundo os andurriais das opiniões expendidas pelo sentido particular das pessoas em maioria, para descobrir o que foram os 60’s; pois rigoristas insossos, enleados na dissimetria de suas mais sutis inclinações, são peremptórios e taxativos em repetir o axiomático refrão: sexo, drogas e rock’roll. Mas a geração Baby Boomer que viveu esta época que revolucionou o século XX com sua moda, jargão, estereótipos e cores acusa muito mais que isso: festivais de música, protestos vigentes pelas guerras da ordem geral, ideário do psicodelismo saído pela boca sem preconceito da liberdade e, sobretudo a ruptura no modo de pensar com o advento do Flower Power ligado a cultura underground e a ideologia hippie da não violência, haja vista criar um mundo para a juventude onde o lema maior era “paz e amor”. Neste contexto, Sixties traz 65 poemas como 7438 O Copo De Leite De Bruce Brown, FlakerBakerWaterloo, Sábado Interestelar Sorvete De Morango, Abraços Bolha De Sabão, Disque Sam Maconha Blá-Blá-Blá, Quem É Jack Ship?, Na Rua Da Calça Jeans, Seja Como Os Mágicos Olhos Da Papoula!, A Tarde É Azul, Ecos Da Swinging London, cujos tem por meta retratar os bastidores destes anos deitando-os num divã de terapia para tratar suas anomalias patogênicas e íntimas, pois para compreender a psicologia de algo não basta ouvir suas palavras, é preciso entender seu pensamento. Ponto de Venda: Helvetia Edições - Loja https://www.helvetia-edicoes.com.br/shop ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

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Livro: Tim, O Menino do Mundo de Lata Autora: JackMichel Editora: Helvetia Edições Ano: 2017 Páginas: 24 ISBN: 978-85-69852-33-9 Release: Domingo sempre foi um dia especial para Tim, pois ele não tinha de ir à escola e nem de carregar inúmeras latas de conserva até o armazém de sua mal humorada mãe. Nesse dia da semana, Tim corria até o quintal de sua casa e lá despejava o seu imenso saco cheio dos mais diversos tipos de latas. Em meio ás latas o menininho era feliz, esquecendo-se das sovas que levava de sua malvada mãe. E lá bem no fundo daquela cabeça infantil, Tim esperava que algo de maravilhoso acontecesse e mudasse sua rotina tão comum. Toda vez que brincava com suas muitas latas enfileiradas, ele pensava em ir a um tal Mundo de Lata, lugar criado por ele mesmo, onde tudo e todos tinham o corpo, a cabeça, o coração de lata, e eram muito felizes. E assim, o pequenino deixava-se envolver pela fantasia e fechava os olhos dizendo: “Imagine só! Imagine só! Eu fui para o Mundo de Lata, de uma vez só!”. Certo domingo, algo magnífico realmente aconteceu! Quando Tim abriu seus olhos viu o reflexo prata do estranho uniforme de lata de três soldadinhos que se apressaram em mostrar-lhe tudo que existia no Mundo de Lata: flores, pássaros, árvores e até um gigantesco sol de lata que brilhava insistentemente. Porém, ele descobriu que ali nunca chovia, pois a chuva os enferrujaria. Então, o pequeno compreendeu toda a fragilidade que envolvia aquele lugar, sentiu saudade de sua mãe e resolveu voltar para casa. Quando voltou ele logo viu sua mãe que, correndo, veio abraçá-lo. Abraçando-a com carinho o pequeno Tim notou que estava arrependida e que sua vida agora seria feliz ali mesmo nos limites do quintal de sua casa, entre latas e mais latas que, quem sabe, qualquer dia desses o conduziriam novamente ao prateado Mundo de Lata! Ponto de Venda: Helvetia Edições – Loja https://www.helvetia-edicoes.com.br/product-page/tim-o-menino-do-mundo-de-lata -------------------------------------------------------------------------------------------------------------www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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Livro: Anotações Da Lagarta Papinha Autora: JackMichel Editora: Leia Livros Ano: 2018 Páginas: 20 ISBN: 978-85-69579-14-4 Release: Papinha é uma lagarta dissímil das demais haja vista anotar seu dia a dia num diário, cujo é este livro. Ela embasou seu dileto caderno de anotações nos sete dias da semana e nos horários da manhã, tarde e noite. Da Segunda-Feira até o Domingo, vai preenchendo as páginas com todas as minudências de seu cotidiano de inseto da ordem Lepidoptera. No início da narrativa ela escreve, pela manhã: “Hoje é Segunda-feira. O meu dia preferido da semana”... de tarde: “Voltei para casa bastante satisfeita. Pois trazia a minha sacola carregadinha de folhas de feijão-verde”... e na noite: “Neste exato momento, estou sonolenta”. Na Terça-feira, ao levantar, registra: “Hoje é Terça-feira. Dia de muito trabalho. Por isso, eu resolvi fazer uma rápida faxina”. Já no meio da semana que corre a lagarta, logo de manhã, registra: “Hoje é Quarta-feira. Dia ideal da semana para fazer visitas”... pela tarde, continua tomando nota dos eventos daquele dia: “Acabo de voltar, feliz da vida, da casa de Azedinha”... e, também, à noite: “Estou neste momento em minha cama esperando o sono chegar”. Na Quinta-feira de tarde, revela, satisfeita: “Neste instante, o meu bolo já está assando no forno”... e, à noite, arremata: “Comi cada bocado do meu bolo”. No dia que se seguiu, então pela tarde, lembra que: “Já são 6hs da tarde. E eu continuo paralisada, somente respirando”. Sábado, de noite: “Felizmente, a dor de cabeça foi embora. E eu estou livre para jantar e repousar”. E no Domingo, termina por nos dar uma bela lição de vida: “Finalmente descobri que, a verdadeira felicidade, é aquela que encontramos em nosso dia a dia”. Ponto de Venda: Editora Leia Livros - Livraria http://www.leia-livros.com/product-page/anota%C3%A7%C3%B5es-da-lagarta-papinha

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ENTREVISTA

ESCRITOR JOSÉ CARLOS PEREIRA

José Carlos Pereira nasceu a 3 de janeiro de 1967, na freguesia de Massarelos, no Porto. Viveu a sua infância, adolescência e juventude na cidade do Porto, na freguesia do Bonfim. Vive, atualmente, em Gondomar, na freguesia de Fânzeres. É licenciado em Ciências Religiosas pela Universidade Pontifícia de Comillas – Instituto Superior de Ciências Religiosas San Agustin, tendo, posteriormente, obtido a profissionalização na Universidade Católica Portuguesa. É professor de Educação Moral e Religiosa Católica e de Moral Ética e Deontologia no Colégio de Gaia.

...é um livro de incompreensões, de desafios, de preocupações, de decisões, de convites, de interpelações, de esperança. Tudo isto suscitará, forçosamente, uma provocação, uma (re)ação no leitor.”

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor José Carlos Pereira, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais o encanta na arte de escrever? José Carlos - A escrita poética é a alegria das palavras, dos sons, das emoções, a capacidade de me deixar apaixonar por tudo aquilo que vou criando. O que mais me atrai nesta arte é poder jogar com os sons, com as palavras, pegando na batuta, no pincel e criar uma sinfonia ou pintar um quadro de emoções, sentimentos e reflexões. Como surgiu “Sementes da Humanidade”? José Carlos - A vida é projeto. O ser humano é projeto, obra inacabada, sonhador, sempre aberto a novos desafios. Eu sempre gostei de novos e grandes desafios. Eu sempre gostei de ler e de escrever. Sementes de

Humanidade faz parte de um projeto que foi crescendo pouco a pouco, alimentado pela inspiração que me suscitavam as pessoas, as suas relações, as suas atitudes e sentimentos, toda a realidade que se erguia à minha volta. Depois, foi deixar a caneta correr e, pacientemente, esperar que a obra ganhasse forma e fosse gerada. Apresente-nos a obra (sinopse) José Carlos - Neste livro o autor revela a sua humanidade na relação consigo próprio, com os outros, com a natureza e com Deus, numa mistura de sentimentos, emoções e sensações. Sendo homem entre os homens, num mundo marcado pela frieza e pelo egoísmo, o autor não pode ficar indiferente a tudo o que se passa à sua volta, mostrando-se sensível e atento à fragilidade dos outros. Este livro é um convite para sermos mais Humanos entre os Homens, verdadeiros semeadores que semeiam sementes (gestos, palavras,

Boa Leitura!

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DIVULGA ESCRITOR valores) no coração da Humanidade. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da leitura de “Sementes da Humanidade”? José Carlos - Os principais objetivos a serem alcançados, após a leitura da obra, é levar o leitor a gostar da obra, mas, ao mesmo tempo, levá-lo a refletir e, posteriormente, a comprometer-se com ela. Sementes de Humanidade é um livro que interpela, que inquieta, convocando o leitor para a missão de não viver indiferente a tudo o que se passa à sua volta, de não ficar de braços cruzados, de estar atento ao outro, de lutar pela dignidade do ser humano. Muito mais que um livro simplesmente para ler, Sementes de Humanidade é um diálogo permanente de Humanidade para a Humanidade. Quais os principais desafios para escrita da obra? José Carlos - Sementes de Humanidade é um livro de desafios e desafiante: foi, é e será sempre um desafio. Esta é a minha primeira aventura na escrita, o que, à partida, provoca uma natural apreensão e expectativa: é um mundo novo que se abre, é alguém que sai da sua zona de conforto e se expõe publicamente. No entanto, eu arrisquei, porque acreditei e acredito nesta obra. Claro que é importante que ela seja bem aceite pelo leitor, provoque a tal (re) ação nele. Isto é um bom sinal, significa que ele (leitor) não é indiferente às mensagens transmitidas. Só por isto, valeu a pena ter escrito a obra e aceitar, humildemente, este desafio. O que mais o atrai nas temáticas abordadas? José Carlos - O que mais me atrai nas temáticas abordadas é a força das palavras e, consequentemente, a força das mensagens transmitidas que transformam esta obra numa miscelânea poética, rica em conteúdo: é um livro de incompreensões, de desafios, de preocupações, de decisões, de convites, de interpelações, de esperança. Tudo isto suscitará, forçosamente, uma provocação, uma (re)ação no leitor.

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Onde podemos comprar o seu livro? José Carlos - Em Portugal, o livro poderá ser adquirido, diretamente, na Livraria da Chiado Editora ou online: www.chiadobooks. com Poderão, ainda, em Portugal, encomendá-lo em qualquer loja das seguintes cadeias: FNAC, Bertrand, El Corte Inglês e NOTE. Se optarem pela versão ebook, poderão adquiri-lo nas livrarias online: WOOK, Bertrand e FNAC. No Brasil, poderão comprar o livro, diretamente, na Chiado Brasil, S. Paulo ou encomendá-lo nas seguintes cadeias: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva ou se optarem pela versão online (ebook) na FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva. Uma outra possibilidade é adquiri-lo e encomendá-lo, diretamente, na Página do Facebook do Livro, através de mensagem privada: https:// www.facebook.com/jcpereira97/ Quais os seus próximos projetos literários. José Carlos - A médio prazo, está na forja um segundo livro de poesia, que, neste momento, está bem adiantado. A curto prazo há que continuar a divulgar esta obra, procurando que ela chegue a cada vez mais pessoas. Para isso, conto com a vossa ajuda. A obra merece. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Carlos Perei-

ra. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? José Carlos - Viver é plantar no coração do outro sementes de humanidade. Nunca é tarde para semear, neste mundo, sementes de humanidade. Gostaria que todos tivessem a oportunidade de ler este livro. Acredita, vale a pena!

_________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com


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TRIBUTO À BONDADE E FIDELIDADE DO ETERNO “A sua bondade invade a Terra e a sua fidelidade cobrem o Céu.” Abertas as inscrições para a mais nova edição da Antologia Salmos Modernos, agora em seu Terceiro Volume para brasileiros e escritores da língua inglesa. Para inscrições, mais informações e envio dos textos: contatosalmosmodernos@hotmail.com E dessa vez não apenas escritores/autores da língua portuguesa, mas também da língua inglesa, poderão se inscrever e participar no Projeto Cultural Salmos Modernos. O ritmo a todo vapor e não poderia ser outro para o próximo lançamento da mais nova edição da obra em formato antologia, Salmos Modernos, agora em seu Terceiro Volume. Inicialmente, o projeto era dirigido somente aos escritores brasileiros, residentes no Brasil e no exterior. A temática foi livre no Primeiro Volume da obra, e cada autor/escritor expressou-se em seu texto a partir de uma percepção própria e individual de sua relação com o Criador. Já no Segundo Volume, a temática foi a Santidade de Deus. Nesse Terceiro Volume da antologia, a bondade e a fidelidade de Deus serão o tema principal. Quem nunca experimentou da Sua bondade e fidelidade

tanta diversidade cultural e inspirações artísticas. A nossa originalidade é a inspiração no Divino e seus atributos, e a cada dia, o projeto tem tomando um formato que tem sido apreciado por muitos. Milhares de pessoas apreciam esse tipo de literatura, cuja fonte inspirativa é o próprio Eterno e seus atributos.

Novas nações. Novos horizontes

que não possa expressar?! Os adoradores de Salmos Modernos têm prazer em tributar a Majestade Suprema. Salmos Modernos é um projeto cultural com uma grande expressão cultural típica do Brasil. Um projeto artístico e cultural com características originais e distintas de um povo com

Se a primeira edição de Salmos teve como os participantes os escritores e/ou autores da língua portuguesa, dessa vez o casting de escritores também será da língua inglesa. Ou seja, a oportunidade foi franqueada a todas as nações que têm na língua inglesa a sua forma de comunicação/ expressão. O Primeiro Volume da antologia foi escrito em português e francês. O Segundo em português e hebraico. O Terceiro agora será em

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português e inglês, quando a cultura brasileira se fará presente entre os povos da língua inglesa. Os escritores da Antologia Salmos Modernos dos Volumes 1 e 2 são brasileiros que contribuíram com a cultura brasileira. Além de bons escritores, o projeto contou ainda com a participação de compositores de peso, como Marcelo Manhãs, Carlos Moysés e Nívea Soares. Alguns com o seu talento participaram com suas composições, representados por grandes nomes da música gospel/cristã na premiação Grammy Latino na Categoria “Melhor Álbum”. O renomado e respeitado escritor e teólogo, Rev. Hernandes Dias Lopes, assinou o prefácio do Segundo Volume de Antologia. O Rev. Hernandes é conhecido em mais de 100 países graças às suas inúmeras obras lançadas e outras tantas que também prefaciou. Os compositores e os escritores emprestaram por assim dizer suas emoções e seus sentimentos à Antologia Salmos Modernos, o que conferiu ainda mais valor artístico típico da arte moderna. Salmos Modernos valoriza a arte da escrita sacra e é marcado por sua originalidade. A obra também é um espaço aberto para a divulgação dos talentosos dos artistas brasileiros e as suas inspirações poéticas, todos reunidos num só trabalho. Contudo, a Pessoa central é e sempre será o Eterno. A composição de um salmo costuma ser feita em formato literário de rima, versos e poesia clássica, que confere a cada autor/salmista originalidade e individualidade, principalmente e relação a cada texto produzido, que muito diz sobre sua própria relação com a pessoa do Eterno. Mas a produção de um salmo (louvor) deve ser direcionada somente ao Criador. O Projeto Salmos Modernos está sendo ampliado a todos que desejam participar com um texto escrito numa linguagem contemporânea. Os

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autores seguem uma linha poética inspirada no Eterno com os mesmos traços dos salmos bíblicos, que retratam acontecimentos reais, pessoais, onde se percebe suas emoções, seus conflitos, suas dúvidas e seus medos, mas com o olhar voltado ao Criador.

A escrita em adoração

A antologia Salmos Modernos é, de fato, inovadora e desafiante para um tempo como esse da pós- modernidade em que homem é e tem sido sempre o centro de tudo. A presente antologia reverte e inverte essa “lógica”, trazendo para a centralidade de tudo, de todo o universo, o Seu próprio Criador.

Iniciativa Cultural

O projeto Salmos Modernos é de iniciativa e coordenação da escritora e ativista cultural Blenda Bortolini. O jornalista e escritor Marcelo Ferreira assina a Consultoria. Os escritores são apresentados durante todo o projeto através de flyers, vídeos e publicidades de forma individual ou coletiva. A escolha dos textos é feita pela Editora e sua equipe, que avaliam se atendem a proposta da obra e seguem o Regulamento do projeto. Graças ao caráter arrojado e ousado da Antologia Salmos Modernos, a obra tem tido enorme aceitação e repercussão. Qualquer pessoa pode participar do projeto, desde que a base de fé seja baseada na fé Judaica/Cristã e respeite o regulamento do Projeto Salmos Modernos. As inscrições vão até o dia 15 de dezembro, impreterivelmente. Para inscrições, mais informações e envio dos textos, só enviar o e-mail para: contatosalmosmodernos@hotmail.com

Salmos Modernos Kids

O projeto Salmos Modernos também irá contemplar as crianças e próximo ano estará recebendo as

inscrições. O regulamento e o tema são os o mesmo para todas as idades. A título, então, de encerramento da presente matéria fica a palavra final de convite, feito pela própria idealizadora da Antologia Salmos Modernos, Blenda Bortolini. E não sem motivo, a disposição do texto também é em forma de rima/verso/prosa/poesia, na clara intenção do estímulo e incentivo para que todos participem e se inscrevam. Recado dado, convite feito, mãos à obra. Que o Eterno seja louvado!

Convite

(Blenda Bortolini) Venham todos falar das maravilhas de um Ser bondoso e fiel. A Sua misericórdia é infinita e Seu amor duram para sempre. Escrevam sobre um Deus que não falha. Venham com o coração cheio de gratidão, e escrevemos os Seus atos em versos e lembraremos dEle para sempre. E diremos: Como é boa a Sua fidelidade! O Seu poder tocou o mundo e o Seu perdão nos abraçou. Com nossos olhos imersos em lágrimas, agradecemos por Sua fidelidade e com nossa boca falam dos Seus atos de justiça Vinde, cantemos! Somente a Ele tem o nosso louvor. Escrevemos a Ele os nossos versos e dediquemos a Ele as nossas obras. Somente Ele é fiel, somente Ele é bom. A Ele o nosso melhor. Venham todos. A Ele pertence a graça, a misericórdia e a justiça que nos faz bem, e o perdão que nos consola. A sua bondade invade a Terra e a sua fidelidade cobrem o Céu. ______________________________


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Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra

O

Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra é o maior evento literário da Suíça e um dos encontros culturais mais populares e prestigiados da Europa entre autores, editores e visitantes que se unem em torno do livro e da imprensa. Ele acolhe milhares de visitantes vindos não apenas da Suíça, mas de vários outros países. A vitrine do Mundo Literário na Suíça.

Evento de grandes proporções, o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra não é somente um evento literário, mas cultural em si. Apresenta, todos os anos, um país como convidado de honra. O Salão do Livro acontecerá de 01 a 05 de maio de 2019, em Genebra.

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DIVULGA ESCRITOR O estande da Associação Céu do Brasil tem como objetivo promover o livro e a leitura e autores de Língua Portuguesa. A Associação Céu do Brasil é um difusor da arte e literatura BRASILEIRA NO EXTERIOR. Os estandes brasileiros têm surgido em outros países, abrindo, assim, cada vez mais, as portas para os autores/editores que desejam ver seus livros divulgados no exterior. As condições gerais estipulam em detalhes todas as circunstâncias envolvendo a participação do autor/editor no estande da Associação Céu do Brasil durante o 33º Salão do Livro de Genebra. • O autor precisa assinar o contrato (formulário de adesão) para participação no estande da Associação Céu do Brasil. Este documento é concordado com tudo o que nele consta. • A efetivação da participação do autor no estande da Associação Céu do Brasil e/ou a exposição de seus livros se dará mediante aceitação destas condições gerais, do envio do contrato assinado, do envio do material solicitado, do envio dos livros pelos correios ao local indicado e do pagamento integral da tarifa exigida nos prazos estipulados. _________________________________________

DATAS IMPORTANTES •

Salão do Livro: de 01 a 05 de maio de 2019.

Data limite de inscrição para exposição de livros: 30 de janeiro de 2019.

Data limite de inscrição para exposição de livros com sessão de autógrafos: 30 de novembro de 2018.

O Salão do Livro e da Imprensa de Genebra oferece grandes contatos (network) aos autores e abre aos mesmos uma janela de visibilidade internacional. _________________________________________

VITRINE DO ESCRITOR BRASILEIRO O autor no estande da Associação Céu do Brasil • Editores e autores independentes podem se inscrever para participação no estande. • Não há necessidade de ser afiliado a nenhuma associação ou organização. • Existem duas possibilidades para o autor que queira participar do Salão do Livro e da Imprensa de Genebra com a Associação Céu do Brasil: a. Exposição e venda de livros (sem a presença do autor). b. Exposição e venda de livros com sessões de autógrafos.

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO • Para participar do Salão do Livro de Genebra é preciso ler as condições gerais e preencher o formulário de inscrição (contrato) que deve ser enviado, após tê-lo assinado, por e-mail. • Se a inscrição for aceita (disponibilidade das vagas), o pagamento e envio do material solicitado pela organização do estande da Associação Céu do Brasil completam a inscrição. • O autor/editor dispõe de um prazo de 2 (duas) semanas para fazer o pagamento – ou dar entrada ao primeiro pagamento, se um parcelamento foi aceito – e para enviar, por e-mail, as informações indicadas no formulário de inscrição (biografia, sinopse do livro, etc.).

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DIVULGA ESCRITOR • O autor que não respeitar as datas (prazos) poderá ter sua inscrição anulada, assim como sua participação em nosso catálogo. Os autores que escolherem expor os seus livros em nosso estande sendo representados pela Associação Céu do Brasil terão limite de 5 (cinco) livros por título, os quais devem lhes pertencer. Cada autor poderá expor até 5 livros de sua autoria. Sabendo que ele poderá trazer uma quantidade maior no dia da exposição e autógrafos. Editores ou grupos podem inscrever autores diferentes em uma única inscrição como Editor ou cooperativa, mas para autógrafos deverá ser apenas um representante na mesa e no total 5 (cinco) títulos. A inscrição deverá ser em nome da editora ou de um(a) escritor(a). Para tanto, deverão realizar uma inscrição com apenas 1 (um) dado. Biografias podem constar em um único texto e 1 (uma) foto com todos do grupo ou logo da empresa e, no máximo, 5 (cinco) títulos de livros. Informações:

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA

ESCRITOR MARGARETH CARVALHO Sou a Vida chamada Margareth. No período de tempo como a maioria o conhece, tenho 44 anos, gosto de honrar e refletir sobre os meus ancestrais bem como sobre a minha própria história enquanto mulher e ser pensante. Sei-me uma mulher livre e consciente, ligada a todas as formas de vida, sinto que a história do meu próximo é a minha história, enquanto consciência coletiva não seria possível ver noutra perspetiva. Somos todos Um, simplesmente viemos em corpos separados para desenvolver o Amor! Sentir esta unificação, dilui a ideia de separação para ser cocriadora de uma nova sociedade, cultura e futuro mais justo, consciente e amoroso! É nesta verdade que eu acredito! É por ela que eu abraço os desafios com coragem e entrega. É pelas gerações vindouras e em nome de todas as que me sucederam que nutro preocupação autêntica. Sinto-me apaixonada, sem ego e sem medo, pela existência, pelo processo evolutivo, pelo silêncio que reside na minha alma, por mim, por ti e por todos os seres vivos! Sinto o coração borbulhar Amor e Gratidão por apreender que os condicionalismos culturais, sociais e até biológicos não me separam de ti, porque a separação só é real se eu e tu escutarmos o ego. A minha e a tua expressão mais nobre é a execução do nosso propósito de vida, que vem do mais puro de nós! Uma alegria intensa e incomensuravelmente vibrante anima o meu coração, pois vivo a perspetiva de sermos Todos Um! Acredito piamente que, um dia, um pintor consiga exprimir numa tela, a beleza do som de uma taça tibetana. Boa Leitura!

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DIVULGA ESCRITOR

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora e terapeuta Margareth de Carvalho, é um prazer contarmos com sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que é a Massagem de Som? Margareth de Carvalho - É um enorme prazer para mim ser entrevistada e fazer parte deste maravilhoso projecto Divulga Escritor, admiro muito o vosso trabalho. A Massagem de Som com Taças Tibetanas e Gongos é antes de tudo, uma experiência sensorial. Neste momento é a terapia alternativa mais estudada pela comunidade científica, uma vez que o ser humano é frequência/vibração. Na verdade, o conceito Massagem de Som, vem do feedback dos milhares de pacientes de todo mundo. Eles descrevem as ondas de vibração que permeiam tecidos, orgãos, ossos e células, como uma massagem. Estas ondas concêntricas de sons e ultrasons fazem com que energias estagnadas se dissipem. Essa repercussão restabelece ressonância entre células, sistemas e órgãos físicos, com efeitos também na parte mental e psicológica. As células doentes, que passaram a vibrar numa frequência baixa, ao entrar em ressonância, através do som, com a célula saudável, volta à sua frequência original. O poder do Som e o seu impacto no nosso organismo é incrivelmente fantástico. Partindo deste principio, a doença e a saúde podem ser compreendidas como uma espécie de fenómeno vibracional ou de ressonância. Quanto mais aptos para ressoar, quanto mais vibramos, mais saudáveis estamos. Quanto melhor os nossos múltiplos biorritmos estiverem afinados uns pelos outros e quanto mais vivermos em harmonia, ou seja, em ressonância com o que nos rodeia, melhor nos sentimos. O livro A Medicina do Futuro Som e Frequências partilha como me curei de cancro na mama através da vibração das Taças e Gongos, tinha cirurgia agendada e felizmente não precisei de a fazer, estou mesmo muito

grata a estes instrumentos Ancestrais Sagrados! Como foi a construção do seu livro “A Medicina do Futuro Som e Frequências”? Margareth de Carvalho - A ideia de escrever este livro nasceu da vontade de partilhar com o mundo a minha experiência pessoal com Taças Tibetanas e Gongos. Havia feito formação com 3 métodos diferentes, mas faltava algo… penso que tudo que chega ao ocidente, retiram-lhe a essência, tornam comercial ou banalizam. Dizem que somos um povo diferente e temos que adaptar aos nossos custumes e filosofia de vida. Não concordo de todo, nós temos que evoluir e sair da zona de conforto se queremos dar o salto quântico. Esse adaptar é uma desculpa para nos mantermos na “caixa”. Fiz uma viagem, onde um ser idoso, sábio e verdadeiramente espiritual me ensinou tanto. Constatei que os certificados dos 3 métodos que havia feito nada valiam perante este ensinamento, bem como o que me foi revelado aquando da cura de cancro, uma vivência avassaladora. Então demerei anos a querer partilha-la por se tratar de algo tão transcendental. Este livro é o fruto de 10 naos de pesquisa, estudo e muita dedicação ás frequências sonoras harmónicas das Taças e Gongos. Apresente-nos a obra (sinopse) Margareth de Carvalho - O presente livro constitui esclarecimento, aprofundamento, testemunhos e exercícios práticos da Massagem de Som, integrando contextos como: as leis vitais do corpo; Bio-ritmos; cura pela ressonância; geometria sagrada; memória celular; a importância do silêncio; o som e os centros de força internos; a vibração dos mantras no equilíbrio da saúde; as mensagens da água; a psique humana; sons harmónicos v/s poluição sonora; Arquétipos e Neurotransmissores. Neste livro retrato um pouco do meu percurso como aprendiz, terapeuta e formadora de Massagem de Som

para partilhar com o leitor o “milagre” que ocorreu comigo e a minha busca na explicação cientifica para o sucedido. Há um saber intrínseco no interior de cada ser vivo. Para aceder a essa bússola, basta criarmos espaço e um lugar seguro dentro de nós, conexão com a nossa essência que nos liga à Fonte. Abrir este espaço permite a não formatação a que somos expostos desde crianças. A nossa intuição desenvolve-se e percebemos as mensagens vindas da Consciência Coletiva. Ao viajar nestas páginas o leitor tem acesso a exercícios benéficos à saúde, que promovem harmonia, serenidade e equilíbrio. Aprofundei os mistérios do Som/Vibração, explanei os temas mais importantes que lhes estão associados, na esperança de o sensibilizar e consciencializar para o verdadeiro significado de conquistar e manter a saúde e o bem-estar em harmonia, pois este é o nosso maior tesouro. Estamos numa Era de transmutação, é uma bênção ser parte do processo, todavia, é necessário compreender a mecânica do nosso corpo num todo e, conscientemente, acompanhar esta mudança. Desenvolvamos o germe do Respeito por todos os seres vivos, especialmente pela Mãe Natureza, edifiquemos as virtudes do nosso coração, para que, esta transição (muito mais que geográfica) seja pacífica e indolor. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da leitura desta obra literária. Margareth de Carvalho - Os principais objectivos são consciencializar os leitores para o potencial da nossa mente, conhecendo o mecanismo desta acredito piamente que, no futuro, possamos abdicar de médicos e terapeutas, activaremos mais partes do nosso cérebro e saberemos usar este potencial magnífico a nosso favor. Depois de escrever este livro, li que o cientista Bruce Lipton, aos 70 anos, revolucionou o mundo cientifico ao afirmar que os pensamentos positivos curam mais que os

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remédios. Em muitos anos de atendimento em consultório constatei que, os pacientes, especialmente de cancro e doenças auto-imunes, chegavam a mim desfeitos e muito pior, conformados com a sentença dos médicos. Tal era a formatação, para as terapias surtirem efeito, tinhamos que fazer todo um trabalho moroso para dar nova informação ao cérebro e consequentemente ás células. As pessoas negativas tornam-se vítimas das doenças, da genética e sentem como uma fatalidade. Nada disto é verdade, não me prendo aos milhares de nomes de doenças e sim foco a atenção no saudável, os resultados são excelentes. Esta obra é a voz da esperança, uma porta aberta ao auto-conhecimento, á auto-percepção e á auto-responsabilidade enquanto seres pensantes. É um convite á felicidade real, a uma vida próspera e com qualidade. Quais os principais desafios encontrados para construção de “A Medicina do Futuro Som e Frequências”? Margareth de Carvalho - Eu sou muito decidida e intuitiva. Depois de escrever a obra, fiz uma pequena pesquisa e percebi que ser um novo autor, especialmente em Portugal não é fácil. As muitas queixas dos autores não me surpreenderam e decidi não passar pelos Nãos, tempo infinito à espera ou propostas ridiculas. O foco foi sempre a urgência da mensagem para uma sociedade onde as doenças e estados depressivos proliferam como cogumelos, portanto vi a obra publicada com grande qualidade, fomos muito bem recebidos na minha terra natal, na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, quase casa cheia num dia muito chuvoso e correu tudo bem! Em 3 meses já estive em algumas feiras do livro em sessões de autografos, sei que o livro tem muita procura, muitos são os leitores que partilham no facebook comentários favoráveis, alguns toca-

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ram-me a alma. No entanto, existem sempre desafios que ultrapassam o autor. A quem indica leitura da obra? Margareth de Carvalho - Esta obra é muito abrangente, tem sido adquirida tanto por médicos, enfermeiros, osteopatas, como por terapeutas e todos aqueles Seres que querem estudar, aprofundar, conhecer e sentir as potencialidades das Taças Tibetanas e Gongos. A obra fala destes instrumentos Ancestrais usados já em clinicas e hospitais, todavia, explana essencialmente o potencial da mente humana, noeadamente os neurotransmissores. Assim sendo, passo a citar as mensagens deixadas por alguns leitores: “todos nós, sem escepção deveriamos ler este livro. Se eu tivesse acesso a um livro assim quando era mais novo não teria feito certas escolhas. Estou rendido, este livro é uma benção na minha vida”.

dou muito, mas deu-me outra atitude e coragem em publicar o muito que ainda está nas gavetas, pois desde pequena amo escrever o que a minha alma sente e experiencia. Sinto ainda mais responsabilidade em tudo que escrevo e falo. As mensagens dos leitores são a prova que influenciamos as pessoas, então devemos partilhar sempre a melhor versão de nós, o que nos motiva a ser a diferença que queremos ver no mundo.

Onde podemos comprar o seu livro? Margareth de Carvalho - Nas livrarias Bertrand, também em algumas espalhadas pelo país, nomeadamente Caribe em OAZ, Vicio das Letras em Sª Mª Feira, Porto Editora, Almedina em Coimbra, Livraria Barata em Lisboa, Amarlivros, através do meu face book: https://www. facebook.com/Margareth-de-Carvalho-Escritora na Wook: https://www.wook.pt/ livro/a-medicina-do-futuro-som-e-frequencia-margareth-de-carvalho/22099028 Na minha página: https://clinica-puresoul.pt/loja-online/ na Amazon: https://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss?field-keywords=a%20medicina%20 do%20futuro%20som%20e%20 frequ%C3%AAncias&language=en_ US&url=search-alias%3Daps

Quais os seus próximos projetos literários? Margareth de Carvalho - Estou a trabalhar num lindo projecto em forma de livro, o meu primeiro livro infantil, quase pronto! Está a ser incrivel escrever para os mais pequeninos, eles são o futuro e a minha grande aposta para escrever e espalhar as sementes de luz/amor. Este livro, além de despertar, fortalecer valores e cimentar sentimentos nobres, tem alguns personagens e lugares que existem mesmo, sendo deste modo, um convite aos cuidadores, visitarem em familia, as aldeias onde as histórias se desenrolam a fim de nos conectarmos com a natureza e as gentes simples, genuínas, cheias de histórias interessantes para contar, gentes tantas vezes esquecidas… Aqueles idosos que durante o inverno saem menos com os rebanhos e pacientemente fazem peões em madeira e fisgas. Estou a terminar um outro livro que vai complementar a Medicina do Futuro Som e Frequências. Será um livro diferente, um livro de consulta que poderá auxiliar terapeutas e psicólogos nas suas consultas, bem como, um livro a ser usado nos convívios salutares entre amigos e familia, acrescentará muito a todos que tiverem o privilégio de o consultar.

Conte-nos, o que muda após publicação do livro? Como se sente? Margareth de Carvalho - Não mu-

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora e terapeuta Mar-


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gareth de Carvalho. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Margareth de Carvalho - Eu gradeço de coração a oportunidade e o convite da Shirley e a sua dedicação. Gostaria antes demais de agradecer a cada leitor, a cada pessoa que estima o valor de um livro, um pedaço de nós escritores. Obrigada por segurarem este pedaço de nós nas vossas mãos, acollerem a nossa mensagem, derramarem poesia em estado liquido (lágrimas) connosco, serem lar deste pedacinho que deram guarida, sem os queridos leitores, o escritor embora existisse, porque ama escrever, não poderia voar até tantos corações simpáticos. Desejo ardentemente que o conteúdo exposto nesta obra acrescente um pouco mais de luz e seriedade no relacionamento Humano vs Som/Vibração. Que estas páginas facilitem uma viagem ao lugar mais incrível e seguro do muno: o vosso Interior! Estimados e amigos leitores abracem a ideia de adquiri uma pequena Taça, sintam a sua textura, criem ligação com ela, percutam-na com amor pelo vosso Ser, entrem em ressonância com esta alta frequência, acedam ao mais belo do vosso Ser e deixem que o Som vos limpe a alma, libertem-se, deixem-se ir para voos mais altos. Alcancem as esferas superiores! Abraço-vos amorosa e sonoramente! _________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com

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DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITOR MANUEL AMARO MENDONÇA

TRALHARIZ Uma fonte de inspiração

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ralhariz é uma das mais antigas aldeias da freguesia do Castanheiro do Norte, que pertence ao concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança. O nome, pouco comum, segundo o abade de Baçal na sua extensa obra sobre Trás os Montes, deriva de talha-

riz, e este por calhariz e este por calhandriz, que é um sítio em que abundam calhandras, aves. No entanto já ouvi dizer que estaria especificamente relacionado com o papa-moscas cinzento, ave conhecida por “Tralhão” A ocupação da zona é muito antiga, pois, nos territórios anexos à aldeia foram encontrados vestígios pré-his-

tóricos e castrejos, nomeadamente nos locais chamados da “Pala da Moura” e no “Monte das Chãs”. Cerca do ano de 1900, no local da Quinta da Ribeira, ruínas do que teria sido uma vila romana. Normalmente, este conjunto era constituído pela “domus” ou casa senhorial, os edifícios relacionados com a exploração agrícola e um aglo-

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DIVULGAESCRITOR ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR MANUEL AMARO MENDONÇA merado de habitações, mais ou menos precárias para os trabalhadores, no entanto, apenas foram encontrados restos de colunas, algumas moedas e vestígios de paredes pintadas e chãos decorados com mosaicos policromáticos, possivelmente por a escavação não ter sido suficientemente exaustiva. As peças que foram levadas pelos arqueólogos, espero que se encontrem nos museus, ou outros lugares públicos, devidamente identificadas, para serem apreciadas pela população da região e do país, mas as ruínas que existiam no local, parecem ter-se perdido para sempre. Alguns historiadores referem que é possível que este núcleo tenha sido destruído durante as invasões bárbaras, no final do império romano, visto haver sinais de incêndio em alguns locais. A aldeia atual, encontra-se na mesma encosta, mas umas boas centenas de metros acima do local destes achados, na margem esquerda do rio Tua, vigiando-o sobranceiramente até à sua foz, no rio Douro. Como todas as aldeias da região do alto-douro, cerca-se de vinhedos e olivais, que são a principal fonte de rendimento da população, em conjunto com a exploração de hortas dispersas. Tem cerca de dois quilómetros de extensão. A poente, assinala-se um solar brasonado setecentista, construído possivelmente durante uma fase de expansão da aldeia, uma vez que se encontra numa zona mais ou menos periférica, o que só comprova a antiguidade da povoação. Outras casas importantes, embora em melhor ou pior estado de conservação, existem nas zonas mais centrais, como a Casa de São Jorge dividida por várias famílias (conhecida pela Casa do Pátio), ou a casa dos Botelhos, em avançado estado de degradação e descaracterização. O casario estende-se depois em direção a nascente e à sede da freguesia, pelo que era chamado o “caminho

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do concelho”, agora Rua Central e que se subdivide em várias ramificações, os “canelhos”, que dão acesso às casas periféricas ou aos terrenos de cultivo. Seguindo essa linha chegamos à igreja da freguesia, do patrono São Brás, no alto do monte que separa Tralhariz do Castanheiro.

Quando comecei as minhas deslocações para esta aldeia, há mais de trinta anos, a paisagem transmontana era-me completamente desconhecida. Conhecia os largos braços da ria de Aveiro, as verdejantes paisagens Gerês ou do Bussaco e as planícies infindáveis do Alentejo. O Douro, era na Ribeira do Porto ou na Foz, pelo que o verde dominante das margens do Alto Douro e as serras a perder de vista, que nos esmagam na nossa pequenez, deixaram-me sem palavras e ainda hoje me emocionam… foi um amor à primeira vista. As casas humildes de xisto e as opulentas de cantaria, estão firmemente entrelaçadas ao logo da rua central, numa cumplicidade e convivência de séculos, fechadas sobre elas próprias, mas as suas gentes são de coração e braços abertos. Não é de admirar, portanto, que não consiga evitar de retratar alguns destes aspetos fascinantes nos meus trabalhos e, embora os personagens sejam completamente fictícios, empreguei expressões regionais e modos de falar e agir de pessoas que conheci. É, no entanto, na paisagem que

pretendo focar a minha análise e em “Terras de Xisto” estão patentes estes retratos: “ Nos remotos montes do Norte do país, muito para trás deles, havia uma aldeia. Vista de cima, até não era pequena, com quase dois quilómetros de ponta a ponta. O casario estendia-se ao longo de uma sinuosa rua monte acima ramificando-se em pequenos becos. O ponto mais baixo da rua central era dominado pelo palacete setecentista onde vivia a família mais importante da região e no extremo mais alto pela Igreja tornada rica pelo fervor dos pobres e ostentação dos abastados.” A Maria Sobreira, a protagonista, era filha de um fidalgo que habitava uma casa senhorial afastada da aldeia e a irmã deste, numa outra de cantaria, no centro da povoação. Tratavam-se da Casa de Tralhariz e da Casa do Pátio respetivamente. A escadaria de pedra do solar, onde caiu André Samões, existe, caminhei nela muitas vezes, não leva às cozinhas, mas sim à entrada principal e a alguns anexos de armazenamento. Por último, o próprio solar é transformado numa pousada, tal como a “Casa de Tralhariz” é um aproveitamento turístico também.

Em “Lágrimas no Rio”, a existência do túmulo de família no chão da igreja, não é exclusivo de Tralhariz, mas o certo é que na igreja da freguesia,


DIVULGA DIVULGA ESCRITOR ESCRITOR apesar de removidos todos os vestígios dos antigos enterramentos, ainda existe uma campa com inscrição visível na capela-mor e pertença de um dos antigos proprietários do solar. A igreja situa-se num ponto elevado e curiosamente acede-se por dois caminhos que entroncam num só: o “Caminho de Cima” e o “Caminho do Povo”. Também em Tralhariz há a Rua Central que atravessa a aldeia em direção à igreja e à sede da freguesia e que é entroncado pela Avenida do Pinheiro Manso, mais recente e que representa o acesso norte do solar. O terceiro caminho referido nesta obra, é imaginado a partir de outra aldeia da mesma freguesia, Foz-Tua, localizada nas margens do rio Douro e a poucos quilómetros de Tralhariz. Da junção das duas localidades imaginei “São Cristóvão do Covelo”, anichada à sombra do monte: “Sempre fora o “Caminho de Cima”, que nascia no lado norte do solar dos Montenegro, percorria a parte superior da aldeia, a meia encosta do monte do Covelo até entroncar com o “Caminho do Povo”. Este, passava em frente ao lado sul do solar, atravessava a povoação e encontrava, mais à frente, o “Caminho de Baixo”, que passava entre o rio Douro e as casas e conduzia à estrada principal” No extremo poente da aldeia, temos uma vista maravilhosa do vale do Tua, ao mesmo tempo que somos assoberbados pela grandiosidade do espaço em redor e, à semelhança de Avelino Montenegro, também eu passei muito tempo, tisnado pelo sol ou mordido pelo frio, a observar a paisagem que não cansa e a ouvir a voz da natureza: “O nevoeiro deixara um ar húmido e frio, mas límpido. Conseguiam-se enxergar quilómetros, a partir daquele temível promontório, debaixo das nuvens negras e ameaçadoras. O vento, era a voz de Deus, que sussurrava pelo vale com o restolho dos pinheiros e sobreiros das encostas. De chapéu bem enterrado na cabeça e cachecol a proteger o nariz e a boca, deixou-se ficar por ali, olhar perdido nos montes longínquos. O imponente Marão, no limite do horizonte, exibia as cristas cobertas de neve.”

Se em “Lágrimas no Rio”, abordei o tema da apanha da azeitona, no conto “Corrécio”, a colheita é a das uvas, a vindima que dá vida à região do Douro. A aldeia transmontana espelha bem o velho ditado do povo “Nove meses de inverno e três de inferno” que eu pessoalmente pude comprovar nestes anos e que é referido nesta história: “O sol estonava as pedras da calçada e as paredes das casas causando ondulações de calor transmitindo uma sensação de irrealidade. A rua deserta, que levava ao centro da aldeia e à sua casa, era um forno que o cozia lentamente sem que ele notasse.” “Corrécio” envolve uma vez mais ricos e pobres que, embora incapazes de viver uns sem os outros, travam relações tensas e de reações inesperadas. A vida dos trabalhadores divide-se entre o trabalho no campo quase de sol a sol, a casa onde dormem e ceiam e a taberna, igual a tantas outras por esse trás os montes fora: “O interior era escuro e apenas umas poucas velas davam alguma luz às paredes enegrecidas por décadas do fumo da lareira que acendiam nos dias frios. Três mesas com os respetivos bancos corridos preenchiam o espaço em conjunto com o balcão sebento de milhares de mãos que pousavam moedas e

levantavam géneros.” No conto “Tudo em Jogo”, também a taberna é descrita: “Naquele fim de tarde, a pequena e escura taberna estava enevoada de fumo de tabaco e as vozes tonitruantes de homens enchiam o espaço. Por entre as mesas toscas de madeira, ladeadas de bancos corridos, o chão de lajes grosseiras estava manchado e sujo de anos de vinho entornado. Os candeeiros a petróleo, nas paredes de madeira enegrecida, travavam uma luta desigual com as trevas e o fumo que dominavam o estabelecimento. Uma enorme lareira crepitava e emprestava mais um pouco de luz bruxuleante ao ambiente.” De resto, em todas as histórias tentei falar um pouco sobre a vida dura no campo, que pode ser visualizada nos fantásticos painéis de azulejos existentes nas estações ferroviárias do Pinhão e Pocinho, na linha do Douro e que utilizei como capa do livro “Daqueles Além Marão”. E é assim que a minha imaginação vai sendo alimentada com estas paisagens e estas gentes maravilhosas que povoam esta região tão bela, mas que consegue ser tão agreste. Brevemente sairão mais histórias onde as paisagens transmontanas estarão representadas.

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DIVULGAESCRITOR ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR MANUEL AMARO MENDONÇA

Bibliografia Baçal, F. M.-A. (2000). Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Bragança: Camara Municipal de Bragança. Morais, C. (2014). Por Terras de Ansiães. Carrazeda de Ansiães: Camara Municipal de Carrazeda de Ansiães. O Archeologo Português. (1900). Estação Romana da Ribeira (Tralhariz). Lisboa: Museu Ethnologico Português. Queiroz, A. M. (2007). A Casa de Tralhariz e a Capela do Bom Jesus. Edições Universitárias Lusófonas.

Biografia

Manuel Amaro Mendonça é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelos ISLA de Gaia. Nasceu em Janeiro de 1965, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos, a Terra de Horizonte e Mar. Ganhou prémios em dois concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de uma dezena de coletâneas de contos, de diversas editoras. É autor dos livros “Terras de Xisto e Outras Histórias” (Agosto 2015), “Lágrimas no Rio” (Abril 2016) e “Daqueles Além Marão” (Abril 2017), todos editados pela CreateSpace e distribuídos pela Amazon. Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://debaixodosceus.blogspot.com

Para encerrar, coloco aqui as palavras de agradecimento que utilizei em “Lágrimas no Rio” e que acho que são bem aplicadas neste contexto: “No alto de um cabeço coroado de granito e espraiando o olhar pela imensidão de montes e vales a perder de vista, é difícil não nos sentirmos esmagados pelo poder da Criação. As fragas ciclópicas, os olivais alcantilados e inacessíveis, as vinhas esculpidas pela tenacidade do Homem, são estes os adornos dos vales do Tua e do Douro e são a minha fonte de inspiração. O meu agradecimento, vai para o Grande Arquiteto, que estava certamente inspirado, no dia em que criou uma das mais belas regiões do mundo.”

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ENTREVISTA

ESCRITORA MARY HORTA

Elisabete Maria da Conceição Oliveira Horta Manteigas Martins, casada natural de Malanje, Angola, a residir, atualmente, em Cascais. Concluiu o curso geral dos liceus e estudou enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem Artur Ravara. Usa o pseudónimo de Mary Horta fazendo parte de vários grupos de poesia sendo comentadora e membro do Solar de poetas. Participou em cerca 16 Antologias e Coletâneas, várias do Solar de Poetas e de outros grupos. Integrou também o livro “O Conto dos Poetas”, do grupo de poesias da Beira Ria, que será publicado em breve.

Nos últimos tempos, a escrita que as pessoas consomem é mais uma escrita virtual e menos uma escrita impressa. Mas acho que devemos pugnar pela manutenção da escrita  impressa, pois dá-nos uma sensação diferente o toque no livro.” 

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Mary Horta, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais a encanta nos textos poéticos? Mary Horta - O que mais me encanta nos textos poéticos, é transportar-me para vivências de sentimentos, que nos emocionam e produzem vários estados de alma. Apresente-nos “Memórias Escritas ao Vento” (sinopse) Mary Horta – Os poemas que integram este livro são um conjunto de sentimentos que resultaram duma vivência multifacetada que teve o seu início em Angola, na infância e, depois, numa cidade do interior, Castelo Branco, onde estudava num colégio e aí escrevi alguns poemas, com a idade de 12 anos e, finalmente, na Capital Lisboa. Como foi a escolha do título? Mary Horta - Diria que o título do livro se baseou numa figura poética, em um dos temas do livro, de um poema que se chama “Escrevi em Linhas de Vento” uma imaginação muito minha, porque eu sou um pouco como o vento, gosto de voar e de me dispersar nas memórias por mim vividas.

Boa Leitura!

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Apresente-nos um dos textos publicados

MAR Ao mar hei-de voltar, um dia quando morrer quando o meu corpo trespassado de saudade e de sofrer, regressar lá onde a maré viva no horizonte se esfumou... Viver e morrer em ondas brancas de espuma, deixar-me levar ao sabor das marés, das nuvens e do vento. E, acordar em sonhos vestida de lua com a minha boca a beijar a tua.

Todo texto tem um pedaço do autor, comente sobre o momento de criação deste texto poético. Mary Horta - Este texto foi escrito para um sarau de poesia e que me transportou para uma vivência poética de que muito gosto que é o mar, uma das minhas grandes inspirações. O lançamento está previsto para que data, horário e local? Mary Horta - O lançamento está previsto para o dia 24 de Novembro ás 16,30 no Real Palácio Hotel em Lisboa. Quem não puder ir ao lançamento do livro, como fazer para compra da obra? Mary Horta - Quem não puder estar no lançamento do livro para o comprar poderão contactar-me por mensagem privada por mail , ou poderão contactar também a Editora Modocromia.  Quais os seus próximos projetos literários. Comente sobre o antes e o depois da publicação do livro. O que vem mudando por meio da escrita? Mary Horta - É com alguma expectativa que aguardo o momento de publicação e lançamento da obra. Os próximos projetos literários serão talvez um livro de pequenos contos e quem sabe, um outro de poesia. Quanto ao que vou sentir depois da publicação do livro neste momento não sei explicar, penso que deve ser uma grande emoção... Aguardo esse momento... Nos últimos tempos, a escrita que as pessoas consomem é mais uma escrita virtual e menos uma escrita impressa. Mas acho que devemos pugnar pela manutenção da escrita  impressa, pois dá-nos uma sensação diferente o toque no livro.  Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Mary Horta. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Mary Horta - Muito bom ter-me  dado um pouco a conhecer. Agradeço à Revista Divulga Escritor por me ter feito este convite. A minha mensagem para os leitores é: Leiam mais poesia, prosa ou seja  o que for, pois a leitura transforma-nos em pessoas melhores. _________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com

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SOLAR DE POETAS Por José Sepúlveda

Que força é essa?

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o culminar do século XIX um grupo de pessoas movidas pelo impulso de uma grande fé, identidade que as uniu entre si, começou se a aglomerar em grande número na região de Battle Creek, remota região pertencente ao estado do Michigan, nos EUA. A quantidade de pessoas ultrapassava já as três mil pessoas, o que impulsionou o desenvolvimento daquela região em muito pouco tempo. Movidos por uma grande vontade de criar um espaço aonde pudessem afirmar a sua identidade, ei los construindo os alicerces daquele que viria a ser um polo de grande desenvolvimento de toda a região. A maioria dessas pessoas eram de condição humilde, não sendo, por isso, grandes os seus recursos para esse empreendimento. Mesmo assim, decidiram que deveriam começar por construir um equipamento e onde pudessem ter liberdade de expressar o seu pensamento, a sua fé, sábado após sábado. Foi então que alguém teve a ideia brilhante de levar essa vontade aos milhares de crentes espalhados ao longo do país, a quem foi lançado o desafio de casa um oferecer uma pequenina moeda de dez cêntimos - um Dime.

Não demorou muito tempo a que a construção começasse a elevar-se e a transformar-se no mais belo templo da região - o Dime Tabernacle, nome com que foi batizado como homenagem àqueles que voluntariosamente, quiseram participar com essa pequenina moeda. Entusiasmados e impulsionados pelo êxito da construção do seu templo, logo ali foram surgindo uma série de novos equipamentos que se tornaram o orgulho da pequena comunidade. Um grande hospital, um centro de idosos e crianças, uma escola, uma tipografia, Uma indústria de alimentos, onde pela primeira vez foram produzidos a manteiga de amendoim e os cornflakes (Kellogg’s, porque a receita se deve a John Kellog), equipamentos que em pouco tempo se tornaram referências no Estado.

O que fazia mover toda essa gente? O desenvolvimento de todo este movimento é um assunto que abordarei noutra oportunidade. Importa agora falar do motivo que me leva a escrever estas palavras. Vem isto a propósito de inúmeros grupos, unidos por uma mesma identidade, que começaram a surgir anos atrás e cujo número é cada vez maior. São um novo tipo de “crentes”, do mesmo modo idealistas, cuja “fé” é a poesia e que instintivamente movem montanhas para atingir os fins a que se propõem. Gradualmente, os grupos vão proliferando por toda a parte e que parecem não parar de crescer, muitas vezes tropeçando uns nos outros. Quando há cerca de sete anos começamos a reunir-nos em grupos de poesia, não imaginávamos que o movimento poético viesse a atingir tais proporções, levando ao aparecimento de cada vez mais interessados em ser poetas e aonde cada um se vai posicionando e assumindo como autores. Surgem novos polos, novos eventos e as editoras proliferam por todo lado. Até onde nos levará este movimento? Só o tempo o poderá dizer. O corolário de toda este enredo será apresentado em nova oportunidade. Até lá, viva a poesia. www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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POETAS POVEIROS Por José Sepúlveda

O outono No chão um manto de cor Dá bom dia aos passarinhos Que um canto de louvor Vão cuidando dos seus ninhos Há caruma p’ró magusto Que chega ao entardecer Que a juventude sem custo Foi no bosque recolher Crianças correm na rua Com muita, muita alegria E esta festa minha e tua Se enche de fantasia O fogareiro a aquecer O homem que grita e clama Quem quer castanhas, quem quer Alimentar esta chama Ouve-se um cão tão contente A ladrar com alegria Sente o dono ali presente Que quer sua companhia

Como não amar Sinto no peito algo estranho... um frio Uma sensação de um profundo vazio Faltam-me as forças para caminhar Não sei o que fazer...como escapar!..

Apago o rádio mas o silêncio magoa E o pensamento voa até aquela pessoa O profundo vazio continua a aumentar Não...Não é possível deixar de amar!..

Mas quero esquecer, começo a escrever As palavras aparecem sem eu perceber Oculto-me em mim, não quero pensar E este sentimento recusa-se a morrer Aumento o volume da música no ar Soltam-se gotinhas pela cara a escorrer!.. Mas o locutor escolhe uma canção E faz estremecer de dor o coração!... Maria José

As folhas caem depressa Tão cheias de cor e graça Novo outono que começa E mais um verão que passa Rosa Maria Santos

Noite sombrias Noite sombrias de desalento de desespero de solidão. Noites sombrias coração acelerado descompassado de abandono. Noites sombrias

cada minuto equivale a uma hora, cada hora equivale a um dia. Noites sombrias esperando a aurora para levar essa escuridão!! Maria do Carmo Poleza

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ENTREVISTA

ESCRITORA ALINE BASTOS O amor que escrevo não é apenas sobre relacionamentos, mas também expressa sobre o amor próprio, motivação e contra o preconceito. Por isso chamei o livre de “O amor em todas as línguas” que são poemas vividos por todas as pessoas.” Aline Bastos, natural do Rio de Janeiro (RJ), nasceu em 1984, escreve desde 12 anos, Graduada em ADM de Empresas e trabalha como divulgadora Festas & Eventos no R.E. Buffet. Publicou o seu primeiro livro “O amor em todas as línguas” no dia 10 de agosto de 2017, participou de diversos eventos e também na Bienal Internacional do livro de 2017, foi notícia nos sites Desencaixados e Bookeiro, foi selecionado pela TV Brasil um vídeo do canal para Trilha de Letra, saiu na capada revista Amazing de São Paulo e a entrevista cobriu duas páginas, participa como convidada especial do Bazar Artdoces, foi convidada para participar de um ensaio fotográfico pelo Renato Cavaleiro fotógrafo do Estúdio Reali e seu poema foi divulgado por uma rádio

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Aline Leite Bastos, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais a atrai nos textos poéticos? Aline Bastos - Me atrai mais os textos poéticos de relacionamento e luta sobre alguma causa. Em que momento se sentiu preparada para publicar “O amor em todas as línguas”? Aline Bastos - Desde os 12 anos de idade eu já me sentia preparada para publicar o meu livro, porém na época não existiu o facilitador que é a internet e também eu não tive recurso para investir. Com 30 anos de idade tendo o acesso a internet eu comecei a divulgar os meus poemas e procurei editoras para publicar o meu sonho. Consegui realizar o meu sonho em publicar o meu primeiro livro eu tinha 33 anos. Quais temáticas estão sendo abordadas nesta obra literária? Aline Bastos - Foram abordadas na obra sobre histórias reais de amor feliz e triste entre casais, familiares e amigos. O amor que escrevo não é apenas sobre relacionamentos, mas também expressa sobre o amor próprio, motivação e contra o preconceito. Por isso chamei o livre de “O amor em todas as línguas” que são poemas vividos por todas as pessoas. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de “O amor em todas as línguas”. Aline Bastos - O meu objetivo é espalhar o amor em todas as línguas para todas as pessoas e mostrar que o amor ele move a nossa vida todos os momentos.

Boa Leitura!

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DIVULGA ESCRITOR Apresente-nos, um dos textos publicados Um mundo de amor Criei um mundo somente meu, nesse mundo tem amor, felicidade e positividade. Por onde vou, espalho e demonstro amor. A minha vida no mundo real tem obstáculos, pessoas que só querem me ver para baixo e pessoas que desconhecem o amor. Não fico perdida nesse labirinto, não me deixo abater e não me deixo levar pelo desamor. Sigo a minha vida sorrindo, vejo amor em tudo que olho, sinto amor em tudo que toco. Há quem diz que é preciso acompanhar o mundo real, esse mundo escuro e vazio. Insisto em não desistir no mundo de amor. Quero ser a cor, a sensibilidade e a essência de uma flor.

Sabemos que cada texto tem um pedacinho do autor. Comente sobre o momento de inspiração deste texto. Aline Bastos - As inspirações do meu livro existe uma transformação de menina para uma mulher. Família: transmito o amor que tenho pelos meus pais, minha irmã e minhas avós. São as pessoas responsáveis por uma estrutura familiar na união, compreensão, motivação e o amor por toda a nossa vida! Se sou e espalho amor eu agradeço o que a minha família passou pra mim. Amizades: escrevi sobre o amor que tenho com as minhas amizades leais e verdadeiras, mas a também tive aquelas amizades que foram falsas e trapaceiras. Meus relacionamentos: me inspirei sobre meu primeiro beijo que foi a minha paixão quando era adolescente e a minha ilusão e sofrimento por não poder namorar e ser praticamente traída sentimentalmente pelo o menino que me apaixonei. Quando comecei a namorar e juntos perdemos a virgindade, nessa época passamos por um momento conturbado, mas nos amávamos bastante e tive que escolher a separação ou minha liberdade. O meu amigo que conheci na escolha quando estávamos cursando o segundo grau, me apaixonei e amo. Noivei e casei

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construindo a minha família e eu escrevi como esse amor é na minha vida e como ele me completa. Onde podemos comprar o seu livro? Aline Bastos - Eu disponibilizei gratuito o e-book para baixar. Segue o link: http://www.bookeiro. com/2018/04/download-amor-em-todas-as-linguas-aline.html. O livro físico a quem interessa entra em contato pelo meu e-mail: alb.estrela@gmail.com Quais os seus principais objetivos como escritora? Aline Bastos - Tenho o objetivo de tornar a minha carreira como uma profissão e estou no mundo literário em busca de reconhecimento não somente meu e também de todos os escritores nacionais. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Aline Leite Bastos. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Aline Bastos - Deixo para os meus leitores uma mensagem: “Carinho é como um copo d’água, não se nega.” Vamos espalhar o amor em todas as línguas!

Serviços Resenha do livro: https:// www.facebook.com/notes/ escritora-aline-bastos/resenha-download-do-livro-o-amor-em-todas-as-l%C3%ADnguas/2027165047303047/ Redes Sociais: https://www. facebook.com/notes/escritora-aline-bastos/redes-sociais/2022251414461077/ Noticiais & entrevistas: https://www.facebook.com/ notes/escritora-aline-bastos/ not%C3%ADcias-entrevistas/2022231191129766/

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HOJE SONHEI…

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onhei, acordei estremunhada a chorar. Que saudades, o meu peito salta ao respirar. É como se na rua alguém grite por meu nome. O vento chama-me, assobia baixinho. Ao longe, aquele ruído rouco dum barco cruzando o mar. Levanto-me, olhei. Não estás. O vazio. Aquele vazio que sinto sempre quando estás ausente. Sorrateira, esgueiro-me até à janela, abro o estore. Caramba! Que nevoeiro. Sempre este maldito e denso nevoeiro que me sufoca, me retira o ar, me deixa aniquilada. Olho a rua e nada vejo. Imagens esbatidas, somente. Não entendo porque fico assim quando o nevoeiro surge do nada e nada o faz prever. Volto para a cama. Deus meu, que sufoco neste peito estrangulado. Porque dói tanto? Aconchego-me na almofada que abraço, as lágrimas caem profusamente. Fecho os olhos, saudades de minha avó, da sua voz meiga e delicada, das histórias inventadas ou não, que tanto gostava de ouvir, da sua gargalhada franca e farta, do seu

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silêncio quando entardecia, quando o sol se escondia por detrás das árvores. O seu silêncio é agora o meu silêncio, o silêncio do entardecer que traz as saudades e me faz sentir tão só. Sonhei, estavas lá, certamente. Saudades desse abraço terno e profundo que com carinho me davas quando entardecia. Eras tu, então, quem tinha saudades, da tua vida, da tua infância, do teu peregrinar neste muito que não é nosso. Tempo esvaído no relógio do tempo. Lembro a tua cegueira, aquele mundo oculto que um dia me levou a descobrir as cores do mundo. Na verdade, nunca entendi porque eras cega se conseguias ver coisas que tantas vezes não conseguíamos vislumbrar. Foi-se a visão, e desde aí aprendeste a ver com mais realidade, com mais brilho, com mais cor. Firme como uma rocha, sem que nunca te deixasses vencer. Ah, mulher rija do Norte. Assim aprendi-te, a ver, um pilar na nossa casa, na minha infância, na minha adolescência. O tempo aviva as memórias, me faz recordar. Que rosto lindo o teu! Retenho no pensamento cada

palavra, cada história, cuja memória, já vencida pelas vicissitudes da vida, muitas vezes tenda ocultar o pormenor. Esse, o tempo levou, mas o essencial, permanecerá gravado dentro de mim, na arca das minhas recordações. Acordo a chorar. Sem querer, vieste visitar-me no meu estranho sonho, invadir o meu pensamento que se esfumava no denso nevoeiro da vida que me vai escapando da palma da mão, da minha, da tua, esvaído em angústias, incertezas, e saudade. Lembro o teu último sopro de vida, derradeiro suspiro naquela longa e fria noite. Ouvia-se o melancólico cantar dos galos numa despedida triste, o vento assobiava e provocava um assobio longo e intenso no agitar dos ramos de cada árvore, debaixo das quais tantas vezes te sentaste naquela rija cadeira de madeira, a tua cadeira, apenas tua. Tudo foi desaparecendo lentamente, no curso do tempo que passa, mas vivo nas memórias que retenho de ti, essas não vai morrer jamais, palavras de vida que me vão perseguir ao longo da minha peregrinação. Sabes, avó? Acordei encharcada em lágrimas, porque senti a tua falta, mas essa saudade é também a alegria de te sentir viva em mim. Saudades? Muitas, mas quem sabe, um dia, num tempo que não é tempo, te volto a abraçar, com o mesmo carinho, com o mesmo entusiasmo, com a mesma alegria… - Chegaste, amor? - Porque choras? - O nevoeiro assusta-me, fico sempre assim quando te sinto longe de mim. Sabes? Sinto saudades da minha avó!


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ENTREVISTA

ESCRITORA ANDREIA FERNANDES No caso da Borboleta, o que me marcou foi o seguinte: na terceira versão, quando eu li o romance, achei o Santiago um chato. Precisava modificá-lo totalmente. Foi como reescrever o livro, porque Santiago influenciava Teresa, que influenciava Rogério. E lá se foram outras tantas versões”. Andreia Fernandes, é formada em Física pela PUC/RJ, mas tornou-se escritora, dramaturga e professora de teatro. Iniciou sua carreira no Tablado, com Maria Clara Machado. Escreveu e dirigiu vários espetáculos entre eles o musical “Noel, Feitiço da Vila”, sucesso tanto Rio como em São Paulo. Recebeu um prêmio do RioArte com o musical sobre Ismael Silva. Sua peça “Paz sem rosto”, em parceria com Hernane Cardoso, participou do Festival “Kids on Stage”, em Dresden, Alemanha, em 2016 e recebeu o prêmio de melhor espetáculo. Venceu o Prêmio Saraiva de Literatura e Música de 2014, com o romance “Olhos de Cobra”, publicado pela Benvirá em 2015. Tem vários contos premiados, entre eles, “A Borboleta azul”, 1º lugar do Concurso de Contos de Araçatuba, 2013 e “Lonjuras”, 2º lugar do Prêmio Machado de Assis do SESC-DF, 2013.

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Andreia Fernandes, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever? Andreia Fernandes - Tenho um eterno espanto diante do mundo. Uma necessidade imensa de perguntar sobre o que eu não entendo, sobre o que não é possível compreender. Busquei na Física algumas respostas, mas aprendi a perguntar. Escrevo para perguntar e não para responder. Vivemos numa sociedade em que se pergunta de menos e compra-se demais. Porém, também escrevo histórias. Gosto de histórias com bastante ação. Eu venho do teatro, e na dramaturgia, as ações se sucedem até o desfecho final. Os meus romances têm ações que se sucedem até o desfecho final. Quanto às perguntas, eu dou um jeito de deixá-las embrulhadas no desencadear dos acontecimentos. Pergunto sobre o humano, suas contradições, sobre o mundo e o extraordinário que nos cerca. Perguntas que não têm fim, embora a história acabe. Espero assim, compartilhar minhas perguntas. Escrevo porque necessito. Se não escrevesse, talvez explodisse.

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DIVULGA ESCRITOR O que a inspirou na construção do enredo de “A borboleta, o sonho e o corvo”? Andreia Fernandes - “A borboleta, o sonho e o corvo” começou como um conto. Chama-se “A borboleta Azul”, e venceu um concurso de contos. É um conto longo. Já tem aí, o germe de um romance. Preocupava-me a violência. Principalmente a violência camuflada, que também mata, como o preconceito, o medo do diferente. Para desenvolver “A borboleta, o sonho e o corvo”, eu me propus um desfio: contar uma história com três protagonistas. Seriam três personalidades que não se encontram durante a narrativa, mas que estão envolvidos numa sucessão de crimes. O pano de fundo é a cidade do Rio de Janeiro. Contrastando com a exuberância de sua natureza, a violência dos homicídios, do trânsito caótico, da miséria em cada esquina.

Qual o momento enquanto escrevia o romance que mais chamou a sua atenção? Andreia Fernandes - Eu demoro bastante para escrever um romance. Além do fator tempo, não dou por terminada uma obra antes de três ou quatro versões. Entre elas, deixo o manuscrito um bom tempo na gaveta. Depois eu releio. Faço modificações. No caso da Borboleta, o que me marcou foi o seguinte: na terceira versão, quando eu li o romance, achei o Santiago um chato. Precisava modificá-lo totalmente. Foi como reescrever o livro, porque Santiago influenciava Teresa, que influenciava Rogério. E lá se foram outras tantas versões. Isso é uma coisa que aprendi, ainda escrevendo só peças: descartar ideias, descartar cenas, descartar uma peça inteira. Ou um romance. E recomeçar.

Apresente-nos a obra (sinopse) Andreia Fernandes - Santiago, um advogado, passa a ter visões de crimes. De repente, tudo escurece, ele vê o homicídio e uma borboleta azul voa em meio ao breu. Ele pensa que enlouqueceu. Alguns dias se passam e o incidente aparece estampado nos jornais. Outras visões acontecem, sempre da mesma forma. E os crimes, semanas depois. Teresa é atriz e está de volta ao Brasil. Há anos, quando descobriu que os pais desapareceram durante a ditadura, tentou encontrar seus corpos. Diante de ameaças, abandonou tudo, inclusive uma grande paixão e foi morar no exterior. Retorna para resgatar a sua história, mas sonha com um corvo que a persegue. Dr. Rogério, médico, trabalhou no IML do Rio nos fins dos anos 60. Por acaso, teve um affaire com Teresa, assim que ela voltou ao Brasil. Ao descobrir sua identidade, terminou o caso, porque ela o liga a um passado que ele não quer ver revelado. O romance se desenrola acompanhando esses personagens, que embora nunca se encontrem, vão se engendrando numa mesma trama.

O lançamento será agora em outubro, conte-nos onde, dia, local, hora? Andreia Fernandes - O lançamento será na Livraria Travessa de Botafogo, no Rio de Janeiro, no dia 31 de outubro, às 19h. Livraria Travessa - Botafogo – Rua Voluntários da Pátria, 97 tel:3195-0200

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Quem não puder comparecer ao lançamento onde poderá comprar o seu livro? Andreia Fernandes - O livro foi publicado pela Chiado Books, no Brasil e em Portugal No Brasil está disponível nos sites: https://www.chiadobooks.com/ livraria/a-borboleta-o-sonho-e-ocorvo?currency=brl https://www.livrariacultura.com. br/p/livros/literatura-nacional/ficcao-fantasiosa/a-borboleta-o-corvo-e-o-sonho-2000216970 https//www.martinsfontespaulista. com.br/borboleta-o-corvo-e-o-sonho-a-58587434.aspx/p

Em Portugal: https://www.chiadobooks.com/livraria/a-borboleta-o-sonho-e-o-corvo Além de “A borboleta, o sonho e o corvo” você tem outro romance publicado, “Olhos de Cobra” vencedor do Prêmio Saraiva de Literatura – 100 Anos, em 2014. Apresente-nos a obra (sinopse) Andreia Fernandes - No romance, dois personagens vivem em épocas diferentes: Laura no início do século XX e Bernardo, 100 anos depois. Laura vive numa fazenda no final do ciclo do café, cercada por lendas e assassinatos. Numa enchente, perde a fazenda e toda a sua família. É enclausurada num convento, no Rio de Janeiro. Numa tempestade, foge e some. Torna-se Mariana e registra impressões num caderno. Quando a mulher de Bernardo desaparece, também durante uma tempestade, em pleno século XXI, tal fato está ligado à história de Laura. Bernardo encontra no caderno deixado por Laura, anotações de sua mulher. Ele procura desvendar quem foi Laura para encontrar Clarice. Porém, atrás de fatos, se depara com lendas, crimes, grilagem, num emaranhado de casos, coincidências e outras histórias sem solução. No que ele deve acreditar? O que é real? O que é ficção? Quem desejar como fazer para comprar está obra literária? Andreia Fernandes - Atualmente, esse livro se encontra à venda na Saraiva. Quais os seus próximos projetos literários? Andreia Fernandes - Tenho alguns contos premiados e outros inéditos. Queria reuni-los num livro e publicá-los. Além desse projeto, estou escrevendo um terceiro romance. Já está bem encaminhado. Mas meu foco agora é divulgar “A borboleta, o sonho e o corvo”.


DIVULGA ESCRITOR Como é ter formação em Física e migrar para o Teatro e a Literatura? Andreia Fernandes - Minha formação em Física foi fundamental para minha carreira artística. O estudo da Física é um eterno exercício de criatividade. Nada mais criativo do que lidar com nuvens de elétrons, velocidades inatingíveis, curvaturas do espaço. Na verdade, a maioria dos meus colegas estavam ligados à arte: música, teatro, artes plásticas. Eu preferi trabalhar com gente do que com equações. Achei mais divertido. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Andreia Fernandes. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Andreia Fernandes - Leiam devagar, saboreando cada página, cada palavra. Pensem sobre o que estão lendo. É fundamental irem além do gostei ou do não gostei. Refletir para poder dialogar. Ler é um encontro entre autor e leitor. Como todo encontro, precisa de um tempo. É como diz Fernando Pessoa na fala de Ricardo Reis: Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.

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A IMPORTÂNCIA DO SARAU LITERÁRIO QUARTA ÀS QUATRO, DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES – UBE

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m primeiríssimo lugar, gostaria de louvar ao Bom Deus e parabenizar a persistência dos que fazem, com muito amor, o nosso querido programa literário, pela bravura e ousadia em manter tão importante movimento, que, apesar do tempo, já se encontra em seus treze anos de saudável convivência e devidamente consagrado no calendário cultural de Pernambuco. Em seguida, informar que, de acordo com anotações realizadas no segundo livro das atas de reuniões – o primeiro foi perdido –, Vital Correa de Araújo, então presidente da União Brasileira de Escritores – UBE, registra que o projeto Quarta às Quatro, foi lançado em 19 de março de 2003. Registra, também, que aquele encontro semanal, com início às quatro horas da tarde, era aberto ao público, gratuito, realizado na presença de literatos, no pátio da UBE, sob as mangueiras e o coro de cigarras – as famosas cigarras de

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Casa Forte –. Registra, finalmente, que entre o primeiro programa e o final de 2004, ocorreram 90 (noventa) reuniões, todas registradas em atas informais. O poeta Lúcio Ferreira, por sua vez, deu suas bênçãos àquele projeto e uma pequena plêiade de abnegados, amantes da cultura, aí me incluindo, passaram a apoiar aquela fantástica ideia, comparecendo aos encontros realizados na Rua Santanna, 202, Casa Forte, sede da nossa querida Casa Paulo Cavalcanti, carinhosamente chamada Casa Rosada, e, também, em atividades itinerantes, denominadas de Volantes Culturais. O projeto inicial, denominado Quarta às Quatro, por insistente menção dos frequentadores, nos anos seguintes, foi carinhosamente rebatizado para Quartas às Quatro. Nesta primeira década de incansáveis atividades, vem sendo desenvolvido com temáticas livres, escolhidas pelos próprios participantes

e contempla, entre outras coisas: declamações de poemas; ensaios; apresentações de números musicais, de teatro e contos, que encantam uma plateia bastante heterogênea, composta por uma média de cinquenta pessoas – na faixa dos 08 aos 88 anos – embora já tenhamos uma dezenas delas que já passaram dos 88 –. Dentre os participadores, destacamos: acadêmicos, escritores, historiadores, pesquisadores, poetas, cineastas, músicos, cordelistas, pessoal de artes dramáticas, e diversos curiosos. Destaque-se, também, para o fato de que o programa, desde sua primeira reunião, é franqueado para todas as pessoas, não se fazendo necessário ser sócio da UBE e tem se revelado um excelente laboratório cultural da nossa região. Sabedores de que os bons administradores culturais têm como constante desafio despertar, no seu ávido e fiel público, novas oportunidades de participar de eventos culturais, mantendo ardente a chama da nossa


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tradição literária, não nos aquietamos nunca! Fomentar esta autêntica farra de uma UBE denominada de todas as artes, é a nossa bandeira. Para os que frequentam as nossas reuniões, em uma média de 50 (cinquenta) pessoas, fica claro que nosso programa atinge, sem distinção, todas as manifestações artísticas, tão características da rica cultura do nosso Estado. Desde sua implantação, participo, com o maior carinho, das atividades que são desenvolvidas durante a apresentação do que ficou sendo conhecido como o Sarau Literário da UBE. Segundo depoimentos dos diversos partícipes, tomar parte do

programa é a possibilidade de ser curado dos males que afligem, indistintamente, o ser humano, tais como, timidez, medo, preconceito, doenças patológicas, principalmente daqueles que já se encontram na boa idade. O mais recente epíteto para o programa, criado por mim e aceito pela maioria dos participantes, com a maior justeza, é Quartas às Quatro, o aconchego da cultura pernambucana. Nosso querido Vital, em outubro de 2003, não conseguindo permanecer na condução do programa, me convidou, a coordená-lo, alegando que eu tinha perfil de um comandante militar e, por isto, colocaria ordem

naquilo que fosse preciso. Tornei-me assim, com muito orgulho, segundo as palavras do querido amigo Olímpio Bonald Neto, O Pastor dos poetas da UBE. O reconhecimento inicial do nosso valoroso trabalho deu-se, definitivamente, quando da realização da ducentésima apresentação do programa, no dia 18 de abril de 2007, em solene reunião ocorrida na Academia Pernambucana de Letras. Naquela oportunidade, foi dado o pontapé inicial para as comemorações do Jubileu de Ouro da UBE, que seria comemorado em 17 de janeiro de 2008. A ideia de materializarmos nos-

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sas reuniões, em forma de papel, surgiu em meados de 2007, oportunidade em que externei ao então Presidente da UBE, Vital Corrêa, a ideia de concretizar o nosso Sarau em um livro que demonstrasse ao mundo, tudo aquilo de excelente que realizávamos nos jardins da nossa Casa Rosada. O lançamento da tão esperada Antologia Quartas às Quatro, oportunidade em que 68 escritores ofereceram à sociedade brasileira suas visões específicas sobre o seu significado, tornou-se realidade, enfim, durante as comemorações do programa de número 300, realizado no Gabinete Português de Leitura, no dia primeiro de julho de 2009. O livro foi editado pela incansável empreendedora Salete Rego Barros, através da sua Novoestilo, edições do autor. Em 09 de novembro de 2011, durante as comemorações dos 53 anos da UBE e dos 08 anos da criação do nosso programa, a Câmara Municipal do Recife, instituição tricentenária, de relevante papel histórico em nossa cidade, nos honrou com a comemoração, em suas dependências, da reunião de número 400. Na oportunidade, foi lançada a Antologia Um grito pelo Capibaribe, fruto da denúncia do jornalista Tavares de Lima, encampada por mim e pelos frequentadores do nosso Sarau literário, outra publicação da Novoestilo, que contou com a participação de 71 escritores. Durante as comemorações dos 55 anos da criação da UBE, celebra-

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mos a reunião de número 458. Além das reuniões ordinárias, lembramos que foram realizados também, diversos encontros itinerantes – FLIPORTO, Bienal Internacional do Livro, Fundação Gilberto Freyre, Festival Recifense de Literatura, A LETRA E A VOZ, Festival Lítero Cultural da cidade de João Alfredo/PE, Primeiro encontro de Poetas do Sertão do Pajeú, em Afogados da Ingazeira/PE, Encontro Literário na Cidade de Surubim/ PE, entre outros... –, denominados de Volantes Culturais, ocorridas em diversos lugares do nosso Estado. No dia 22 de maio de 2014, durante a edição do programa de número 500, nos 56 anos da UBE, fomos homenageados pela Casa de Joaquim Nabuco, a operante Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco – A Casa de Todos os Pernambucanos –. Naquela oportunidade foi lançada a Antologia Quartas às Quatro nº 02, mais uma excelente publicação da Novoestilo, edições do autor, onde 45 escritores, em temática livre, deram o melhor de si em prol da unidade cultural. Esta obra, reveladora de anseios e talentos, possibilitou mostrar, num pequeno espaço, as mais expressivas manifestações literárias contemporâneas. É com esta alegre filosofia de vida e sabedores da impossibilidade da criatura humana ser feliz sozinha, que ultrapassamos, pioneiramente, uma década de atuação, preservando e promovendo a cultura em Pernambuco. Um momento em

que se pede uma comemoração grandiosa e colaborativa dos amantes da nossa tão rica tradição. No dia 15 de junho de 2016, ao comemorarmos, na Escola de Magistratura Federal da 5ª Região – ESMAFE5, a incrível marca dos 600 programas, durante as comemorações dos 58 anos da UBE, apresentamos para o ávido público alguns dos mais incríveis talentos do nosso querido encontro cultural. Hoje, na busca de alcançarmos a reunião de número 700, que deverá ocorrer no início do mês de novembro, do corrente ano, não mediremos esforços para conseguir tão desafiante intento. Assim, com a devida vênia, esperamos que todos os que frequentam o Jardim mágico da União Brasileira de Escritores, continuem a manter acessa a chama da nossa tão rica cultura e a mergulhar, por muitos e muitos anos, no mundo da poesia, do conto, da história, da trova, do romance, do cordel, do cinema, do teatro, enfim, do fantástico universo da nossa tradição cultural, sendo acolhidos pelos zelosos braços dos que fazem O Aconchego da Cultura Pernambucana. Viva a UBE! Viva o Programa Quartas às Quatro!

Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho Coordenador do Programa Quartas às Quatro


DIVULGA ESCRITOR

ENTREVISTA

ESCRITOR DYLAN RICARDO É através da relação com eles que o personagem expõe sua condição psicológica. Em cada conversa e reflexão ele informa ao leitor a fragilidade de sua psique. Ele está entregue a dor de estar vivo.”

Dylan Ricardo, brasileiro da cidade de Recife, mas, cidadão do mundo. Viveu na Palestina e em Montreal, Canadá, país do qual obteve cidadania. Em viagens aos EUA, Portugal, Inglaterra, Cuba e Cabo Verde, bem como pelo interior de sua terra, Brasil, buscou inspiração para futuras obras, as quais hoje escreve dedicadamente pelas madrugadas. Insone contumaz, da noite colhe dolorosas memórias, que são utilizadas como inspiração para seus escritos. Escritor e poeta, é autor das obras Mil Poemas e um Suicídio (este com um romance e cem sonetos), Contos noturnos (com dez contos de horror. Ainda nas mãos da Editora), Nas Brumas do Desalento (prestes a ser lançado), No Zênite da Insanidade, Asas de Pedra, Do Inferno e Estado Terminal, todos com poemas de inspiração gótica e ultrarromântica nos quais descreve liricamente trajetórias existenciais abarrotadas de desânimo, decepções e sonhos destruídos. Trazendo reflexões ao leitor sobre a sua própria existência, seus desejos e atos praticados. Boa Leitura!

Ele está entregue a dor de estar vivo em “Mil poemas e um suicídio” Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Dylan Ricardo, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como surgiu a inspiração para “Mil poemas e um suicídio” vimos que tem um formato diferenciado, seu enredo está dividido entre romance e sonetos. Dylan Ricardo - O prazer, sem dúvida, é todo meu. Este livro está à venda no site da Livraria Cultura e da Cultura em Letras Edições. Dentre outras. A inspiração me foi chegando aos retalhos, através da observação da realidade e da obrigatória introspecção que essa análise me impunha. E isso durou anos. As partes se foram somando até que houvesse o todo. E acho que ainda havia muito a ser dito. O romance discorre acerca de uma série de eventos relacionados à própria existência do protagonista. Os chamados “fatos da vida”. Os sonetos completam a obra, são crias poéticas partejadas pelo cerne do tema. São todos embasados na peculiar idiossincrasia do personagem. O livro é dividido em duas partes e talvez eu possa até afirmar que a segunda parte é o vômito da primeira. É através dela que o “anti-herói” do romance, sob a forma de sonetos, expõe sua interpretação de tudo o que passou na vida. www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR Apresente-nos a obra Dylan Ricardo - O personagem é um poeta e escritor que vive preso a uma realidade opressora e imutável. O inferno das lembranças incendeia seus dias, trazendo à consciência os erros do passado, e isso lhe assombra; além de nutrir sua depressão e absoluta insatisfação com o mundo. Por não saber lidar com os equívocos cometidos, ele os deixa dominar seus pensamentos, levando-o a isolar-se. Ele é o que eu posso chamar de um “eremita intelectual”, um incurável solitário, enclausurado em um autismo consciente, sombrio e destrutivo. E se vendo em uma situação sem saída, onde a felicidade e a esperança o abandonaram, decide expor sua vida em poemas. O título vem da compulsão que ele possui em matar-se ao atingir o milésimo poema escrito. Nesta obra consta os cem últimos. Se ele realmente matou-se, não posso dizer, o leitor vai ter que descobrir. Quais os principais personagens da trama? Dylan Ricardo - Há vários, mas a função de todos é demonstrar o estado que se encontra o protagonista. É através da relação com eles que o personagem expõe sua condição psicológica. Em cada conversa e reflexão ele informa ao leitor a fragilidade de sua psique. Ele está entregue a dor de estar vivo. O protagonista não tem nome, chamo-o de “ele”. O livro é narrado na terceira pessoa. Ponho-me como um observador, apenas descrevendo o que ele pensa e as situações pelas quais passou e passa. Trago ao leitor um personagem infeliz e terminal, um desistente que a tudo vê de forma analítica e pessimista. Ele é um prisioneiro que alimenta seu claustro com ideias trágicas. Alguém

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natureza é a de punir-se e gradativamente aniquilar-se. Para ele, não há como viver em sociedade, pois o ser humano o decepciona e oprime. Deste, ele se afastou, temendo novos desgostos. Não há sequer um momento em que esse pobre homem não me tenha chamado a atenção. Apresente-nos um dos sonetos publicados na obra? Dor e Consciência Madrugam meus olhos em noites acesas. E em suas contínuas e penosas vigílias apodrecem na face como velhas mobílias. Onde recostam exaustas lágrimas presas. Qual duas combalidas cadeiras quebradas, opacos, alojam a Dor e a Consciência, lado a lado, entrelaçadas em essência. Cativas nas mortalhas das pupilas dilatadas.

que está à beira da loucura e do suicídio. Qual o momento que mais chamou a sua atenção enquanto escrevia o livro? Dylan Ricardo - Todos. A jornada desse personagem, desde pequeno, nos leva a crer que ele foi quase que programado para pensar como pensa. As decepções o construíram pouco a pouco, até que se tornasse alguém profundamente triste e perturbado. A melancolia e o amor pela noite estão em suas veias e é na madrugada que ele encontra paz para ler. Sendo um ávido leitor, cita vários autores durante suas reflexões, e nesta silenciosa bolha noturna, ele sente-se seguro, apesar dela fazer eclodir o suplício das memórias. Sua

Sobre as incômodas almofadas das olheiras reclinam como um par de abatidas caveiras. Na ardência enlutada, fazem que o sol anoiteça. E nos inúteis ganidos que deles despontam, surgem dois ébrios que insones se afrontam, aprisionados, no bar de uma perturbada cabeça. Além de “Mil poemas e um suicídio” já temos livro novo no prelo. Apresente-nos “Nas Brumas do Desalento”? Dylan Ricardo - Nas Brumas do Desalento já está à venda no site da Livraria Cultura e da Editora Chiado. Ele é um grito de insatisfação ante a miséria da condição humana. Há


DIVULGA ESCRITOR nele cem poemas intimistas de natureza ultrarromântica e gótica. Deixo a sinopse do livro como melhor forma de defini-lo: Quando emerge o desencanto das entranhas do ser, um sombrio lirismo desabrocha, tal uma flor noturna que ante um nubiloso céu, abre-se em tristeza. Os escritos destas laudas foram gerados pela intensa necessidade de externar os brados d´alma. Nesta obra ardem as labaredas da insatisfação e do visceral questionamento sobre as razões da existência. Como foi a escolha do Título? Dylan Ricardo - O título surgiu-me em uma madrugada nebulosa. A lua, despontando por entre brechas de nuvens, olhou-me com tristeza, pondo-se a perguntar sobre o motivo de meu semblante amargurado. Conversamos, e depois de eu declamar alguns poemas para ela, disse que a obra ainda estava sem título. E com uma brisa gelada, ela me presenteou com este. Onde podemos comprar os seus livros? Dylan Ricardo - Mil poemas e um suicídio: www.culturaemletrasedições.com. br https://www.livrariacultura.com. br/p/livros/literatura-nacional/ poesia/mil-poemas-e-um-suicidio-2000181899 Nas Brumas do Desalento: https://www.chiadobooks.com/livraria/nas-brumas-do-desalento https://www.livrariacultura.com. br/p/livros/literatura-nacional/ poesia/nas-brumas-do-desalento-2000217595 Quais os seus próximos projetos literários? Dylan Ricardo - Tenho mais três livros de poesias já prontos, com cem poemas em cada, só esperando se-

rem encaminhados à editora. Além disso, estou terminando outras duas obras que somam quatrocentos sonetos. Também estou trabalhando em um livro só de poemas góticos. E para finalizar, ainda existem outros dois livros: um com dez contos de horror, que em breve será publicado, e o outro, composto por mais alguns contos somado a um romance, todos de horror. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Dylan Ricardo. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Dylan Ricardo - O prazer foi meu. Decerto que essa foi uma oportunidade interessante de mostrar o meu trabalho. Iniciativas deste tipo é que não deixam a cultura se esfacelar. Tenho consciência de que jamais serei um poeta e escritor

popular, mas isso não me tira o ânimo, pois já percebi que escrevo para mim. Minha necessidade de expor os pensamentos vai além do desejo de vender. Ao leitor só posso aconselhar que leia o que faça aflorar a sua sensibilidade e senso crítico. Informe-se, aprofunde-se no que vale a pena. Use o mundo que você tem entre às orelhas não apenas para sonhar, mas para aprender. Preciso agradecer também às editoras que dão oportunidade aos novos escritores e poetas, como a Chiado e a Cultura em Letras Edições.

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DIVULGA ESCRITOR


DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA MARISA RELVA

AS HISTÓRIAS DE CATARINA BERGHARD

Conto SAUDADE Caminhando na ansiedade a encontrar o dia, destino a propor, impulsionada pressa a viver, perfeito magnânimo tempo, conluio filme veemente da vida. Deitada na cama macia, lençóis bordados exuberantes de beleza a admirar, os pensamentos rondam a compreensão, com a rapidez do incompreensível, a janela permanecia aberta, marcado corpo e alma, armazenando a tristeza do tempo passado, na visão saudosa da beleza dos encon-

tros e desencontros a partilhar um dia. Vago pensamento ao levantar caminha, procurando dar alento da imagem espelhada deslumbrante, mas sem respostas, nas rugas, franzido cenho, a vaguear em perdido tempo. A Caminhar sozinha entre algumas bancas de flores e frutas, perfumes entrelaçam com o perfume da manhã. Logo à frente está uma igreja exuberante, beleza e estilo, instrumento musical de plenitude e grandeza, poucas pessoas ao longo dos bancos de madeira na igreja, Catarina a sentar, a fitar, os pensamentos saudosos, trêmula sensação, a recordar o avô materno. O falecimento, os preparativos, o velório, vestido de pulôver creme, camisa azul clara e calça de alfaiataria, cinza, com seu lenço na lapela, chapéu, os cabelos claros, vaidosamente aos 85 anos. Curiosamente, os banhos de sol e de mar não presenciados por Catarina, demonstrando quem sabe, uma característica de um homem europeu, avesso ao clima quente do Brasil. Atormentada Catarina a carregar consigo, recordações de tristezas e lamentações a repousar anos passados, não pôde despedir-se no velório, por recomendações médicas. Muitos anos depois, a saudade invade, vivendo em outro país, os laços de família sempre muito presentes em sua vida, a noite longa, o avô de Catarina em sonho chora ao seu lado, assustada Catarina acorda, sem compreender o real mundo dos sonhos, deixando de lado, deu início aos seus

trabalhos diários. A imagem do santo segurando uma rosa, guardado de saudade a entender, “.... o santo segurando uma rosa vermelha em sua mão direita, saberás que estou ao seu lado, junto de ti”. Na Cidade de Wurtzburg, Alemanha, Estado da Baviera, a primeira das cidades da rota romântica, na Catedral Dom St. Kilian, a rosa vermelha do lado direito, sendo segurada por uma imagem de santo, logo ao entrar na catedral, Catarina a sentir as pernas bambas e sem forças para caminhar, à sua frente a imagem. O tempo congelando os pensamentos, sem falar, sem movimentar e as lágrimas calmamente caindo em seu rosto, o perfume a sentir confirmando sua presença naquele lugar. Agradável cheiro, amadeirado, o perfume marcou a infância. Fecha os olhos, levemente, não mais lá está, a imagem à sua frente, um rio belo, limpo, com algumas canoas e, várias pessoas caminhando próximas as margens do rio, um dia ensolarado, um clima agradável. Catarina sentada no banco de madeira, para desfrutar da fantástica visão. Por um instante, às margens do Rio, trajada de um longo vestido, babados, de cor branca, chapéu, abas largas, rendado, sombrinha da cor do vestido, perfeita harmonia de cor e estilo. Longa paz e tranquilidade no coração, especiais lembranças os momentos trazem. Quando então, alguém senta ao lado de Catarina, sem identificar, uma voz suave e tranquila segura a mão de Catarina, carinhosamente, uma criança pequena, 4anos, não mais que isso, com um sorriso lindo, cabelos cacheados pretos, olhos castanhos, pele branca, com um vestido vermelho. Ao lado da criança, Catarina reconhece, o avô, que sorri. www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA

ESCRITORA FERNANDA CAMILLO Ao longo do processo de escrita me surpreendeu o quanto fiquei envolvida. Passei tanto tempo com os personagens que eles se tornaram reais e quando saia à rua ficava reparando nas pessoas que se pareciam com eles.”

Fernanda Camillo é escritora graduada pela Universidade de São Paulo e Master in Fine Arts pelo Instituto Vera Cruz, também em São Paulo. Autora de diversos contos, em 2005 publicou o livro de poemas “Além do Olhar” e está lançando seu primeiro romance “A Mulher Oculta “. Boa Leitura!

Autora de diversos contos apresenta seu primeiro romance “A Mulher Oculta” Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Fernanda Camillo, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gostos por textos poéticos, chegando a publicar o livro de poesias “Além do Olhar”. Fernanda Camillo - É meu prazer conversar com a revista Divulga Escritor. Na vida moderna, as sensações não são observadas e acabam sendo postas de lado para darem espaço a comportamentos e opiniões massificados. A poesia permite que os sentimentos e as imagens sejam prioridades permitindo uma interação mais equilibrada com nosso mundo interior. Apresente-nos a obra (sinopse) Fernanda Camillo - O livro “Além do Olhar” foi escrito com a intenção de expressar a experiência do olhar poético sobre fatos prosaicos do cotidiano. É um convite a ter uma pausa na correria do dia a dia e prestar atenção aos detalhes que passam despercebidos e refletir sobre questões mais profundas de nossa existência. Recentemente, publicou o seu primeiro romance “A mulher Oculta”. Como surgiu inspiração para construção do enredo que compõe a obra? Fernanda Camillo - Estudo e observo as mulheres desde sempre. Principalmente as transformações ao longo do tempo em torno do papel da mulher na família e na sociedade. O divórcio é uma experiência de luto, mesmo sendo desejado carrega em si uma finalização importante e estrutural na vida do indivíduo e acaba

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DIVULGA ESCRITOR sendo pouco associado às pessoas da terceira idade. A personagem Lara representa essas mulheres maduras que tem a coragem promover mudanças nesse período da vida.

nho que quero seguir. No passado escrevia poemas e contos, mas encontrei no romance a possibilidade de desenvolver melhor o processo de escrita, tanto na trama como na caracterização dos personagens.

Apresente-nos “A Mulher Oculta” (sinopse) Fernanda Camillo - O romance “A Mulher Oculta” conta a história de Lara, uma mulher de 65 anos que não suporta mais a frieza de seu casamento e começa a tomar atitudes que surpreendem toda a família, na intenção de mudar sua vida. Ela não tem total controle de seus atos, mas sente no fundo de sua alma que essa transformação é necessária. Ao longo do processo, a personagem principal se depara com obstáculos e preconceitos que a desafiam nessa busca por uma vida de valores mais verdadeiros. Qual a mensagem que deseja transmitir ao leitor por meio da trama? Fernanda Camillo - A principal mensagem do livro talvez resida no universo feminino, mas exerce influência em toda a sociedade. A mulher que consegue tocar sua vida criativa e intuitiva expande seus horizontes indo muito além dos papéis sociais. Essa integridade acaba se refletindo em todas as áreas de sua vida. Uma mulher inteira quer relacionamentos de qualidade onde haja sensualidade, companheirismo e amizade. Essa “mulher oculta” que reside em todas as mulheres se torna mais sábia com a maturidade e seu brilho não se apaga com a velhice. Qual o momento enquanto escrevia o romance, que mais a marcou? Comente. Fernanda Camillo - Ao longo do processo de escrita me surpreendeu o quanto fiquei envolvida. Passei tanto tempo com os personagens que eles se tornaram reais e quando saia

à rua ficava reparando nas pessoas que se pareciam com eles. Pensava na construção da história o dia inteiro, naquele momento esse era meu mundo. Onde podemos comprar os seus livros? Fernanda Camillo - O livro de poemas “Além do Olhar” está nos sites : www.livrariaasabeca.com.br ou www.estantevirtual.com.br O romance “A Mulher Oculta” está no site da editora Viseu https://www.eviseu.com/pt/livros/329/a-mulher-oculta Quais os seus principais objetivos como escritora? Fernanda Camillo - Gosto de contar histórias que permitam ao leitor ter intimidade com os personagens. O universo de sentimentos e emoções me estimula. Já estou trabalhando em um novo projeto e esse é o cami-

Comente sobre o que mudou em Fernanda Camillo, após publicação dos livros. O que a escrita representa para você? Fernanda Camillo - A publicação dos livros, principalmente do romance “A Mulher Oculta” representam a construção de uma carreira que se iniciou há 15 anos de forma muito modesta, com pequenos contos e ensaios. Ao longo desse tempo fui investindo também em estudos como a pós-graduação em escrita e a formação em psicanálise. A escrita é a forma como expresso minha criatividade, esse mundo interior tão vasto e na maior parte do tempo inacessível. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Fernanda Camillo. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Fernanda Camillo - Foi um grande prazer para mim conversar com vocês. Aos leitores deixo um grande beijo, espero que gostem de meu livro e os manterei sempre atualizados sobre novos projetos publicados.

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DIVULGA DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA JUCÉLIA BETINARDI

As flores

Como são lindas as flores, sempre marcando presença em nossas vidas. As pessoas gostam muito de flores, pois ela tem o poder de alegrar os ambientes, com seus perfumes, cores e formas diferentes, cada uma delas com sua própria beleza. Bem vindas em qualquer ocasião, são magníficas! Nos jardins ou até mesmo dentro de casa, elas dão outro aspecto, criando um ambiente muito agradável para todos. Também nos momentos de festa, como aniversários, casamentos, formaturas.... Elas nunca deixam de estarem presentes, seja para enfeitar ou presentear, pois as pessoas se sentem muito felizes ao receber, por exemplo, um buquê de flores em um dia comemorativo. Por essas razões, é muito importante o cultivo e valorização das flores, pois elas trazem grande alegria

Lua Cheia Cheia de ideias brilhantes, Em nossas mentes De muito amor Em nossos corações Lua cheia para plantar Flores, verduras, árvores A terra bem preparada Tornando as plantas muito mais radiantes Como é bela lá no céu Clareando nossas noites Encantando o luar Tornando-o assim ainda mais exorbitante.

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA

ESCRITORA GEANA KRAUSE Era um sonho antigo, poder dar voz aos professores e profissionais da educação, que desenvolvem estudos e pesquisas nas escolas e nos meios onde atuam e não encontram espaço para compartilhar esses saberes.” Geana Krause, gaúcha, graduada em Pedagogia, Especialista em Educação Especial e Inclusiva, Psicopedagoga , Pós-graduada em Educação Infantil e Anos Iniciais. Lecionou em escolas privadas e atualmente atua como professora de Educação Infantil e Classe Especial, na Rede Municipal de Porto Alegre. Sempre motivada gosta de desbravar novos caminhos e não tem medo de enfrentar novos desafios. Escreve artigos educacionais e se aventura pelo mundo da literatura através de crônicas, contos e poemas, para o público adulto e o infantojuvenil. Contadora de histórias, ministra oficinas literárias para incentivar a leitura e a escrita. E palestras com foco na área educacional. Boa Leitura!

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Os desafios na área do saber é apresentado por especialista em Educação Especial e Inclusiva Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

e paz no coração de todos a sua volta.

Escritora Geana Krause, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever? Geana Krause - Fui criada desde pequena ouvindo histórias, nas rodas de conversa, nos encontros de família um hábito que herdamos do interior. Sempre me interessei em ouvir e ficar imaginando aquelas coisas incríveis acontecendo. E isto sem dúvida foi o ínicio do meu interesse pelas histórias e esta tradição da oralidade. Depois com o tempo fui pegando gosto pelas histórias em livros, adorava ficar na biblioteca da escola. Escolhi como profissão a pedagogia, e no ambiente escolar fiquei ainda mais cercada por

histórias, acredito que chegou uma hora que todo este universo que fui adquirindo nestes anos de vida acabou transbordando. Fui neste momento que senti uma necessidade imensa de colocar no papel as minhas histórias. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de “Reflexões e Práticas – Os desafios na área do saber”? Geana Krause - Era um sonho antigo, poder dar voz aos professores e profissionais da educação, que desenvolvem estudos e pesquisas nas escolas e nos meios onde atuam e não encontram espaço para compartilhar esses saberes. Sempre acreditei na importância de compartilhar ideias, estas que surgem no âmbito escolar e que o levam ao profissional a se envolver na pesquisa, lendo, fazendo muitas vezes voltar a antigos textos e rever sua prática. As experiências do cotidiano, o convívio com as dificuldades faz de todo o professor por si só um pesquisador, isto é


DIVULGA ESCRITOR um fato. O objetivo quero alcançar com o livro é além da divulgação destes estudos, e levar uma reflexão sobre o ensino através dos diversos temas abordados. Quais temáticas estão sendo abordadas nesta obra literária? Apresente-nos alguns tópicos do Sumário. Geana Krause - O livro trata de temas variados, e passeia por diferentes áreas do ensino infantil ao fundamental, dando também espaço para a diversidade e inclusão. Alguns assuntos abordados: Práticas Pedagógicas e a Inclusão dos Alunos com TEA, os Percursos e Percalços no Uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa, Relato de Experiência Estimulação Motora Lúdica de forma inclusiva, Neuropsicopedagogia em Benefício do TDAH , Diversidade , Homofobia na Escola , Reflexões sobre a Educação Infantil, Currículo e a importância da Educação e a Cultura. O que mais chamou a sua atenção na construção de “Reflexões e Práticas – Os desafios na área do saber”? Geana Krause - O envolvimento e comprometimento dos autores e a qualidade dos artigos. Uma preocupação de modo geral de trazer o novo, através de práticas ou métodos inovadores. E também a reflexão sobre temas pouco abordados no ambiente escolar. Onde podemos comprar está obra literária? Geana Krause - No site da editora Leia Livros: http://www.leia-livros. com/product-page/reflexões-e-práticas Além de ser organizadora desta coletânea, você tem alguns livros solo publicados. Apresente-nos. Geana Krause - O primeiro é “Que bicho é esse? Adivinha!” um livro muito colorido e divertido, que faz a

são, uma maneira de extravasar sentimentos e ideias. Mas quando você decide que irá publicar tudo toma outra dimensão. saber que outras pessoas iram ler suas histórias, podendo gostar ou não. é um exposição que me lembro que antes de ser escritora eu evitava. E agora, com o tempo vejo que cada vez mais quero poder estar divulgando minhas obras, podendo compartilhar elas. A escrita abre um leque de possibilidades, além de estar constantemente procurando me aperfeiçoar na parte escrita, também ampliou muito meus conhecimentos de como funciona o meio editorial. E também deu a oportunidade de conhecer pessoas pelos quatro cantos do país. Tenho leitores além de no Brasil , também em Portugal, Espanha, Ângola e Argentina. criança interagir tentando descobrir a cada página um mistério. “Lendas Africanas”, traz quatro releituras de contos africanos. “Amor de Mãe” é um livro de poesias ilustrado, e traz uma verdadeira declaração de amor entre mãe e os filhos. Agora em 2018, será lançado o primeiro volume da coleção Mamãe Canguru , pela editora Darda. Sendo este um livro infantil ilustrado que conta duas histórias, uma sobre a adoção e outra com um tema muito importante o abuso sexual. O livro estará disponível para compra no mês de outubro. Onde encontrar: Lendas Africanas – https://www. amazon.com.br/Lendas-Africanas-descendência-Geana-Krause-ebook/dp/B01MTU80PP Amor de mãe - http://www.leia-livros.com/product-page/amor-de-mãe Que bicho é esse – http://www.leia-livros.com/product-page/que-bicho-é-esse Comente sobre o antes e o depois de ser uma escritora. O que vem mudando por meio da escrita? Geana Krause - Engraçado pensar

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Geana Krause. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Geana Krause - Todo escritor é por si só um sonhador. E todo professor ajuda a escrevermos e construir nossos sonhos. Sou um pouco de cada um deles, e graças a isto estou aos poucos realizando meus sonhos. E busco inspiração em Rubens Alves, que acreditava que todo o conhecimento começava com o sonho. Está aventura pelo desconhecido. Sonhar é coisa que não se ensina , e me uno a ele para convidar a todos a sonharmos juntos!

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DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITOR MARCOS PEREIRA DOS SANTOS

CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES JURÍDICAS Parabéns!? Felicitações!? São trinta anos (1988-2018) de Carta Magna brasileira!!! Mas, de fato, o que e quanto comemorar em seu trigésimo aniversário natalício? No dia 05 de outubro de 2018, a atual Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) completa trinta anos de real e efetiva existência, desde a sua promulgação pelo Congresso Nacional, em Brasília – Distrito Federal, no dia 05 de outubro de 1988, sendo assim especialmente (de)marcada por ideologias, potencialidades, concepções, pensamentos, ideias, possibilidades, teorias, teorizações, limitações, avanços, agruras, entraves, discussões, reflexões, embates, reformas, reformulações, recuos, adendos, emendas, artigos, parágrafos, incisos, notas, alíneas, revogações, reincidências, críticas, desafios e perspectivas. Sem a pretensão de fazer apologia exclusiva a cada um dos constructos anteriormente mencionados, torna-se profícuo tecer alguns (breves) apontamentos jurídicos sobre a Constituição Federal de 1988, notadamente em termos históricos e de aspectos gerais veiculados, tendo como referencial basilar específico os aportes teóricos

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do Direito Constitucional, entendido, grosso modo, como o ramo do Direito Público (regulador dos interesses gerais da sociedade) e o responsável pela estrutura básica do Estado (instituição social e jurídica, independente, soberana e politicamente organizada) fixada na Constituição, que é a Lei Suprema (também denominada Lei Maior, Carta Magna, Lei das Leis, Lei Máxima ou Lei Fundamental) da Nação. Ao conceberem o Direito Constitucional como Ciência e ordenamento jurídico (conjunto de regras jurídicas obrigatórias de um país, organizado de forma hierárquica em normas constitucionais, complementares, ordinárias, regulamentares e individuais), Pinho e Nascimento (1993) afirmam que este ramo do Direito implica sempre uma questão histórica e de duplo aspecto ou sentido: uma diz respeito à origem dos povos e de sua evolução; e a outra se refere à evolução da mentalidade dos povos, à noção de Constituição, à ideia de Estado e à finalidade de ambos. Nesse contexto, pode-se asseverar que a Constituição ocupa o ápice da hierarquia das regras/normas jurídicas, as quais apresentam como principais características a coercibilidade,

o sistema imperativo-atributivo e a promoção da justiça. Portanto, na Constituição encontram-se presentes as normativas básicas que compõem a estrutura social, política, econômica e jurídica do Estado (ou do Estado Democrático de Direito), cuja finalidade é a garantia de ordem e disciplina, promoção do bem comum e cumprimento dos deveres e direitos individuais e coletivos, incluindo-se os direitos sociais fundamentais, tais como: “a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados”; conforme apregoa a Carta Magna de 1988, em seu Artigo 6º. (BRASIL, 1988) Todavia, não existe conteúdo específico, previamente identificável, de uma Constituição, isto é, do que seja ou não próprio da mesma. Dizemos isso, porque o aspecto jurídico de uma Constituição é deveras flexível, “elástico”, variando de acordo com as reais necessidades da sociedade de classes e com os anseios políticos da população. Sendo assim, o que determinada sociedade considera como relevante e de fundamen-


DIVULGAESCRITOR ESCRITOR DIVULGA

tal importância pode ser ou tornar-se conteúdo constitucional. É sabido que o Brasil tem em sua história oito Constituições, sendo apenas uma no regime monárquico (Constituição de 1824 – primeira Constituição brasileira, outorgada por Dom Pedro I, mantendo os princípios do liberalismo moderado) e as outras sete (Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988) no período republicano. Segundo Cotrim (1996, p.27), das oito Constituições brasileiras existentes, temos que “[...] quatro delas nasceram de um processo ilegítimo de outorga (Constituições de 1824, 1937, 1967 e 1969). Elas foram impostas pelo Chefe de Estado, sem a devida consulta prévia ao povo ou aos seus legítimos representantes. As outras quatro (Constituições de 1891, 1934, 1946 e 1988) resultaram de um processo democrático, sendo votadas e promulgadas por Assembleias Constituintes”. As mudanças constitucionais, em geral, ocorrem no contexto de significativas transformações sociais, econômicas, políticas e jurídicas. E é exatamente no âmbito de grandes modificações efetuadas na sociedade brasileira, pós Ditadura Militar (19641984), que se promulga, durante o governo republicano (1985-1990) do presidente José Ribamar Ferreira de Araújo Costa Sarney, a Constituição Federal de 1988, que está vigente até os dias atuais. Trata-se, pois, da oitava Constituição brasileira, sendo considerada a mais democrática de todas as Constituições que o Brasil já teve. Diz-se isto, porque, de acordo com Tavares (2016), a Carta Magna de 1988, também denominada “Constituição-Cidadã”, define maior liberdade e direitos aos cidadãos (direitos esses que foram reduzidos durante o regime ditatorial), viabiliza a incorporação de Emendas populares e mantém o status do Estado como República presidencialista. Embora a Constituição Federal de 1988 tenha tido avanços significativos apresentando importantes prescri-

ções no que tange, por exemplo, aos direitos e às garantias fundamentais dos cidadãos, aos direitos e deveres (individuais e coletivos), à implementação do voto popular como critério-base para a eleição direta de representantes políticos, à participação das mulheres na seara política, às reformas trabalhista e previdenciária, à liberdade de imprensa e à adoção de medidas estratégicas para promover a internacionalização; existem algumas lacunas que precisam ser preenchidas no que concerne à abordagem de temas alusivos ao Direito Público, principalmente aqueles que tratam de direitos e deveres ainda não efetivados na ordem jurídica. Além disso, faz-se relevante refletir criticamente sobre o real significado de democracia e cidadania em termos de prática social cotidiana, haja vista que a Constituição, por excelência, é a lei fundamental e suprema de um Estado, contendo um conjunto de normas reguladoras referentes, entre outras questões, à organização dos poderes políticos, à forma de governo, à distribuição de competências e aos direitos e deveres de todos os cidadãos. Posto isto, almejamos sinceramente que este artigo científico possa contribuir de forma efetiva no sentido de propiciar uma análise conjuntural sobre a Constituição Federal de 1988, visando assim colocar na balança da justiça os seus “prós” e “contras”, cujo intuito é (ou deveria ser) o de instituir um Estado Democrático de Direito, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento econômico e científico-tecnológico, a igualdade e a (justa) justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista, equânime, democrática e sem preconceitos, fundada na harmonia social e realmente comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias existenciais. Viva a Assembleia Nacional Constituinte! Salve o Brasil de “Brasis”!

Referências BRASIL. Congresso Nacional. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Diário Oficial da União, de 05/10/1988. COTRIM, G. V. Direito e legislação: introdução ao Direito. 19.ed. São Paulo: Saraiva, 1996. PINHO, R. R.; NASCIMENTO, A. M. Instituições de direito público e privado: introdução ao estudo do Direito e noções de ética profissional. 18.ed. São Paulo: Atlas, 1993. TAVARES, A. R. Curso de Direito Constitucional. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2016. Marcos Pereira dos Santos – Brasileiro. Natural da cidade de Ponta Grossa/PR. Pós-Doutor (PhD) em Ensino Religioso pelo Seminário Internacional de Teologia Gospel (SITG) – Ituiutaba/ MG. Especialista em Direito Educacional pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI) – Caratinga/MG. Duque Palatino (Alteza Sereníssima Real e Imperial), Marquês, Embaixador, Comendador e Benfeitor Cultural. Ilustre literato e renomado pesquisador das áreas de Ciências da Religião e Ciências da Educação, sendo (re)conhecido em nível (inter)nacional. Professor universitário em Ponta Grossa/PR. E-mail: mestrepedagogo@yahoo. com.br

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA

ESCRITOR HERBERT ALMEIDA Neste sentido, o que mais me encantou foi reunir em uma única obra visões e temas tão diversos, autores de formações tão distintas, mas com um mesmo propósito: transformar o mundo através do diálogo e da educação. HERBERT ALMEIDA, Administrador e Advogado, Especialista em Administração Esportiva e em Direito Público , tendo passado por empresas e instituições de vários segmentos/regiões do país como Santa Mônica (Curitiba), Universidade do Esporte, PRODEG (Projeto Coritiba ISO 9002), Joinville Esporte Clube, Clínica do Advogado da OAB/MT, Real H Nutrição Animal (MT,MS, RO), Coca Cola, Federal Concursos, Secretaria de Justiça (ES), SISTEMA FECOMERCIO SESC/SENAC (PR), SENAC/SP e ONG Prova Limpa, como advogado participou da Comissão “OAB vai à Escola” um projeto que tem como objetivo conscientizar alunos das escolas públicas sobre a importância dos direitos humanos e da cidadania. Boa Leitura! 84

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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Herbert Almeida, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Apresente-nos, “Pesquisas contemporâneas em educação: diálogos com a Filosofia, Direitos Humanos e Ciências Humanas” Herbert Almeida - A coletânea é o resultado da reunião (sob a batuta do Professor Fábio Antônio Gabriel e demais organizadores) de um time de primeira linha de pesquisadores e profissionais que trabalham a temática educação direitos humanos. O conjunto da obra apresenta uma perspectiva das pesquisas atuais sobre a temática, relembrando a importância da educação e seus diálogos, sempre produtivos e extremamente atuais, com a Filosofia, Direitos Humanos e Cidadania. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da edição da obra? Herbert Almeida - Não podemos ignorar o momento brasileiro. Quando voltarmos no tempo para estudarmos este período, veremos que foi imprescindível debater sobre direitos humanos, educação em direitos humanos, sobre cidadania e a educação em cidadania. Determinadas situações, algumas paixões, nos fizeram esquecer do óbvio. Com este cenário, o livro tem a humilde pretensão de contribuir para restauração do diálogo sobre estes temas, sempre imaginando que através dele possamos transformar atitudes e valores em ações e reflexões. O que mais chamou a sua atenção em “Pesquisas contemporâneas em educação: diálogos com a Filosofia, Direitos Humanos e Ciências Humanas” Herbert Almeida - A coletânea é bastante heterogênea, apresentando temas como psicologia, pedagogia, cinema, história, sempre se relacionando com direitos humanos, cidadania e filosofia. Neste sentido, o que mais me encantou foi reunir em uma única obra visões e temas tão diversos, autores de formações tão distintas, mas


DIVULGA ESCRITOR com um mesmo propósito: transformar o mundo através do diálogo e da educação. O livro está composto por quantos artigos? Herbert Almeida - A Parte I contempla treze capítulos, de autorias diversas, que apresentam olhares para a temática dos direitos humanos e da cidadania. Na Parte II da coletânea, ao longo de dez capítulos de autorias diversas, o leitor encontrará ensaios filosóficos e educacionais que transitam por diferentes áreas do conhecimento e níveis de ensino. Apresente-nos alguns títulos apresentados na obra Herbert Almeida - Cada leitor, dependendo de sua formação poderá ter um tema preferido. Eu, como amante do cinema, destaco o artigo do Professor Flávio Trovão que trata de cinema, educação e política. Como educador não posso deixar de me emocionar com a lembrança do “O Massacre de 29 de abril” de Viviane Bagio e Ana Lúcia Pereira. Como administrador e advogado, me encantou o trabalho da colega Patrícia Franco (colega de profissão nas duas áreas: Direito e Administração) que escreveu sobre Direitos Humanos nas empresas. Meu artigo fala sobre a lei 13.185/2015, que estabelece o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Mas a coletânea tem temas trata de muitos temas, todos relevantes e fundamentais para quem trabalha com educação. Leitura obrigatória! Onde, quando, em que data será o lançamento? Herbert Almeida - O lançamento oficial do livro será nas Livrarias Curiti-

ba do Shopping Estação em Curitiba no dia 31 de Outubro as 19h Por quanto será comercializado o livro no lançamento? Herbert Almeida - No dia do lançamento o livro terá um valor promocional, conseguimos uma excelente negociação com a editora Multifoco,

portanto vale muito a pena comparecer no evento de lançamento. Quem não puder comparecer, ao lançamento, onde poderá comprar o livro? Herbert Almeida - O livro está disponível no site da editora: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/ pesquisas-contemporaneas-em-educacao-dialogos-com-a-filosofia-

-direitos-humanos-e-ciencias-humanas/ Quais os seus principais projetos literários? Herbert Almeida - Através da ONG Prova Limpa que tem a Coordenação Pedagógica do Professor Fábio Gabriel, pretendemos realizar eventos de divulgação do livro em Universidades e nas Livrarias Curitiba do interior do Estado. Para os próximos anos, a ideia é continuar reunindo grandes profissionais e pesquisadores para realizar novas coletâneas como esta. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “Pesquisas contemporâneas em educação: diálogos com a Filosofia, Direitos Humanos e Ciências Humanas” com o pesquisador Herbert Almeida. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Herbert Almeida - Nosso país necessita de educadores e de livros. Cada artigo, cada obra publicada no Brasil é uma trincheira de luta que se abre na guerra contra a desigualdade, a injustiça social, ao preconceito e a intolerância. Neste sentido, a equipe do Divulga Escritor também contribui para que esta guerra seja vencida com livros, rosas e sorrisos. Fico a disposição nas minhas redes sociais, basta procurar por ONG Prova Limpa e lá estaremos lutando pela Educação. Muito obrigado! _________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA LÚCIA BRULLHARDT

LÚCIA BRÜLLHARDT O TALENTO À SERVIÇO DO BEM Autora de obra traduzida para diversos idiomas traz detalhes de sua vida em autobiografia. Após experimentar um passado de tristeza e dor, dá uma reviravolta e, de adolescente vítima de tráfico humano, se transforma em empreededora de sucesso

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ransmitir amor ao próximo, dar um novo significado para a vida de milhares de pessoas, levar uma palavra de esperança aos que precisam. Estes são alguns dos propósitos da escritora, palestrante, e fundadora da ONG MADALENA’S, Lúcia Amélia Aeberhardt, conhecida com o pseudônimo de Lúcia Brüllhardt que é brasileira de São Paulo, naturalizada suíça, onde vive no território helvético há três décadas. Graduada em Públicidade, Teologia e Estética Internacional, a autora, premiada nacional e internacionalmente por seus trabalhos literários e sociais, conta em seu curriculum com sete livros publicados em português, francês, alemão e inglês, sendo um deles direcionado ao público infantil,e


DIVULGAESCRITOR ESCRITOR DIVULGA

a participação como coautora em várias antologias. Seu portfólio conta com Cd’s, Dvd’s e um documentário de curta metragem efetuado pela Mimavision Suisse intitulado: “Lúcia, an autre destin”, distribuído em 23 países francofonos. Poucos sabem, porém, que suas obras são baseadas em fatos reais. Lúcia Amélia tem se destacado em suas atividades através da ONG Prevenção Madalena’s na Suíça (apoio direto as vitimas) e no Brasil (com o trabalho de informação e prevenção em escolas, universidades, instituições, dentre outros...) projeto no qual luta há 18 anos contra toda forma de preconceito, violência doméstica, assédio, exploração sexual e tráfico humano. Dentre suas ca-

racteristicas destacam-se o carisma, a garra, e, principalmente, a experiência que ela utiliza por meio das artes e literatura como armas em seu combate, pois a ligação dela com o mundo das artes e as causas humanitárias começou logo cedo sob a influência de familiíares como seu avô e sua mãe. Quem a vê de bem com a vida não imagina que, por trás de seu sorriso vivo, largo e contagiante existe uma mulher que vivenciou um passado cheio de violência, dores e sofrimentos. “Minha história vai além da superação, não quero mostrar ao mundo que eu sofri e posar de vítima. Muito pelo contrário, vou na contramão e mostro que é possível ser feliz, se reinventar e recomeçar qualquer história quantas vezes for preciso”, destaca Lúcia. Hoje com 51 anos, tem sido uma importante referência nas comunidades brasileiras e pelo mundo. Com seu trabalho artistico e literário através do Madalena’s, ela tem alcançado resultados inatingíveis por outros artistas, em especial, na Suíça. Após lutar por anos, ela tentou esquecer o passado e viver sua vida, porém não conseguiu se manter em silêncio. Então, disposta a não permitir que outras mulheres enfrentassem o mesmo destino que o seu, deu início à um trabalho de apoio, informação e prevenção, conseguindo assim, imedir possíveis armadilhas para outros indivíuos. Seu Ministério de Ação Social tem sido caracteriza-

do pelo pioneirismo na mídia secular, sendo convidada para participar de importantes programas de televisão (nacional e internacional) e palestras, na França (Ze Mag Debate), Suíça (SF2 e TSR), incluíndo palestras na ONU (Genebra). Além de entrevistas em conceituados jornais e revistas da Alemanhã. Poliglota, Lúcia Brüllhardt ao ser entrevistada responde sempre as perguntas no idioma original do país visitado. Seu trabalho pode ser disponobilizado por meio de CDs, DVD’s, conferências, workshop, cursos, salões de livros, trabalhos nas ruas, dentre outros. Em julho, lançou no Rio de Janeiro a Coleção Madalena’s Roya Magic, assinado pela estilista Val Nascimento, e em setembro inaugurou o Boteco Madalena’s, um programa virtual que divulga musica, informação, cultura e literatura. Vale destacar ainda que, os temas abordados por Lúcia Amélia Brüllhardt em suas palestras e livros tem marcados gerações, impactado as pessoas dos locais por onde passa e transformado vidas pelo mundo. “O propósito por trás do meu trabalho vai muito além de contar uma história de superação. Meus objetivos são voltados para alertar e prevenir jovens e adultos sobre as consequências negativas e positivas de uma migração externa e não permitir que suas vidas se percam”, finaliza a escritora.

Serviço:

www.luciaameliamadalenas.com Facebook:@Madalenas15BrasilSuica Fanpage: Lúcia Brüllhardt - @escritoralucia Instagram: @luciaamelia67 Contatos e convites: madalenas@ hotmail.ch www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR


DIVULGA ESCRITOR

ENTREVISTA

ESCRITORA MARIA MARIANE Leiam a Revista Divulga Escritor, pois através dela irá conhecer e adentrar num vasto mundo feito de letras. Conheça e aprecie o mundo poético de Maria Mariane com seu primeiro livro intitulado Ex_terno.”

Maria Mariane pseudônimo de Maria José Souza Lima. Poeta, compositora, cantora, nascida em 22 de março de 1992, na cidade de Castanhal, estado do Pará. Diplomou-se na Universidade Feral do Pará -UFPA, no período de 2010-2014, no curso de Letras com habilitação em língua Espanhola, especializou em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira pelo Centro Universitário Internacional – UNITER. Sei primeiro livro intitulado Poemas del Amor Veridico (poesias em espanhol), produzido em 2016, posteriormente escreveu Caminhos e Moinhos (poesias), 2016, Felicidade Paralela, (poesia) 2017, Perfeição Infinita (poesias) 2017, Ex_Terno, 20017, Coletânea Poética, 2018 e está em produção os livros Crônicas de Chuva e Haikai. Obras a serem publicadas brevemente.

Boa Leitura!

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritora Maria Mariane, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, como surgiu “Ex_terno”? Maria Mariane - Este livro surgiu de divagações das necessidade humanas, as vicissitudes e sentimentos. São poesias intensas, viscerais e inebriantes. Este livro, portanto, apresenta várias fases dos meus escritos poéticos e por esse motivo tem uma importância muito grande na minha obra. A primeira publicação de minhas poesias em língua portuguesa. Quais temáticas estão sendo abordadas nesta obra literária? Maria Mariane - As principais temáticas deste livro são: O amor, a vida e a existencialidade do ser. O livro está composto de quantos textos? Maria Mariane - 62 textos Apresente-nos a obra (sinopse) Maria Mariane - Maria Mariane, uma jovem poeta que tem como ofício o uso das letras, nos leva ao mundo encantado da poesia com EX_TERNO, onde o sentimento pulsa em cada verso no ritmo das batidas do coração. Ler EX_TERNO é adentrar num mundo mágico onde as letras tomam vida e constrói sonhos metricamente. Repleto de rimas e a falta delas é o que nos prende de tal forma que parar de lê-lo é uma iniciativa que não vem antes de termina-lo.

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DIVULGA ESCRITOR Apresente-nos um dos textos publicados Micróbio Me cobre O micróbio Antes mesmo que a morte Me cubra de terra O pouco que ela se interessa O podre que me escapa Da capa da pele Coberta de feridas da vida Me cobre O remorso Do correr do velho osso Me cobre Remédio E se não o tenho Remordido está Micróbio Que cobre o meu valor Estragando eu vou Estou... Micróbio me cobre Cobrindo descobre O pobre que sou Micróbio sabe além Dos restos meus Me cobriu o odor Me cobriu e sumiu Enfim a dor Me micróbio alimentado Diminuto sou! Sabemos que cada texto tem um pedacinho do autor. Comente sobre o momento de escrita deste texto poético. Maria Mariane - Este poema retrata a reflexão do padecer humano, a perenidade dos sentimentos humanos. Além de EX_TERNO, você tem outros livros publicados. Apresente-nos os títulos. Maria Mariane - Poemas del Amor Verídico (poesias em Espanhol) Onde podemos comprar os seus livros? e-mail: maryjosephp@hotmail.com link facebook: https://web.facebook. com/maria.mariane.3 link instagram: https://www.instagram.com/maria_mariane_/ Quais os seus principais objetivos como escritora? Apresente-nos os seus próximos projetos literários. Maria Mariane - Ser reconhecida na-

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cional e internacionalmente pelas minhas obras nos idiomas português e espanhol. Difundi-las em todos os meios de comunicação, publicar os livros que tenho prontos: Caminhos e Moinhos (2016), Felicidade Paralela; Imperfeição Infinita, (2017), Haikais (2017), Crônicas de Chuva, (2018) e concluir as obras em andamento: Crônicas de um Cotidiano Abertamente Absurdo, (crônicas) Memorial del tiempo, (contos) e Alhaja, (poesias). Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Maria Mariane. Agradecemos sua participação na Re-

vista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Maria Mariane - Leiam a Revista Divulga Escritor, pois através dela irá conhecer e adentrar num vasto mundo feito de letras. Conheça e aprecie o mundo poético de Maria Mariane com seu primeiro livro intitulado Ex_terno.

_________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com


DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA FERNANDA COMENDA

MOMENTO KIT KAT

S

entada numa cadeira virada para o Tejo, Marília comia um chocolate Nestlé. O chocolate derretia-se na sua boca lentamente, enquanto Marília contemplava o brilho que as águas do Tejo emanavam. A ponte Vasco da Gama brilhava e desenhava sobre o Tejo uma longa curva arredondada e recheada de pequenos pontos em movimento, carros que lá circulavam, fazendo parecer-lhe um bordado a ponto Richelieu. O chocolate espalhava-se pela língua e o seu paladar era doce, quente e revigorante. Lembrou-se e quase sentiu os beijos quentes e doces de Francisco. O primeiro tinha sido assim, ela tinha acabado de colocar na boca um pequeno quadrado de chocolate, Francisco aproximou o rosto do seu, a boca da sua, uniu os lábios aos seus e o pedaço de chocolate foi saboreado pelos dois em

simultâneo… um beijo doce, irresistível, duradouro, parecia não terminar… Eram imagens e sensações bem presentes em si. O tempo passava, avançava, mas as lembranças ficavam… - Posso sentar-me? Posso sentar-me? – Alguém lhe perguntou. Marília levantou os olhos, saindo dos seus pensamentos e respondeu: - Sim, pode! – O prazer da recordação estava materializado no sabor do chocolate, mas o pensamento tinha sido cortado pelo intruso. Fixou-o, olha quem ele era, o seu colega de trabalho, o Ricardo! Não convivia muito com ele, mas havia uma certa empatia entre ambos. - Então, por aqui a descansar? – Perguntou-lhe Ricardo. - Sim, estamos na hora do almoço, ou não? – Retorquiu-lhe Marília.

- E o Tejo está tão lindo! Tão romântico!– Exclamou-lhe o colega, continuando - até é pena estar tão sozinha!... - Agora já não estou, estou com o chato do colega Ricardo! - Além disso, querida colega, também já não estava só, olhe a quantidade de pessoas que estão sentadas nesta esplanada da varanda do segundo andar do centro Comercial Vasco da Gama! Marília olhou à sua volta e deu-se conta de que tinha voltado ao mundo real, o momento Kit Kat, tinha terminado! - Bom, vamos lá para o escritório, é preciso trabalhar!... – Disse a jovem mulher. O resto da tarde foi de muito trabalho e de empenho, mas o gosto do chocolate e do beijo de Francisco estavam bem presentes… só era pena que Marília e Francisco tivessem terminado há dois anos. Tinham www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGAESCRITOR ESCRITOR DIVULGA ESCRITORA FERNANDA COMENDA

sido dias de grande sofrimento para Marília. Ela amava-o bastante, as saudades não a deixavam e cada vez eram maiores… O fim do dia chegou e Marília saiu calmamente, caminhando em direção à estação do Oriente. Olhou para o relógio, ainda havia tempo, entrou no Centro Comercial, passeou pelos corredores, entrou na Woman, experimentou um pijama quentinho, com as calças de cor de chocolate às bolinhas brancas, e sweatshirt branca com a imagem do bambi. Era quentinho, fantástico e confortável. Comprou-o. Foi a correr para o comboio. Subiu para a gare. O comboio rapidamente apareceu e num ápice estava em Moscavide, uma terra a que ela não achava encanto mas estava próxima do trabalho, o que na sua opinião era importante. Entrou no seu pequeno apartamento e sentiu um desejo enorme de vestir o pijama com cor de chocolate. Vestiu-o embora não fosse seu hábito vestir esse tipo de roupa sem a lavar primeiro. O cheiro de chocolate quente subiu aos seus sentidos, à sua memória; foi,então, rapidamente preparar uma bebida do mágico néctar, visto que tinha sempre um pacote de cacau na sua despensa. Pôs água num fervedouro, quando aquela fervia, juntou-lhe duas colheres de sopa de cacau, deixou ferver uns segundos e apagou o lume, para que o cacau não derramasse devido à fervura.Fez uma torrada. Ligou a aparelhagem com uma música calma e romântica. Sentou-se no seu sofá com uma mantinha cor-de-rosa sobre as pernas. Na pequena mesa de sala em frente a si, um tabuleiro com uma grande caneca de cacau quente e um prato de sobremesa com a torrada. Agarrou na caneca e em pequenos golos ia saboreando

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o maravilhoso néctar, uma dentada na torrada e um golo de chocolate. A torrada desfazia-se lentamente na sua boca,misturada com a manteiga e o doce, todas as suas papilas gustativas estavam ativas, levando-lhe sensações quentes e doces ao seu cérebro que energeticamente lhe transmitiam bem-estar e prazer a todo o seu corpo. Lembranças de criança vinham-lhe à memória: noites frias e de neve, na sua terra natal, na Guarda, com a sua família, pai, mãe, irmão e avós, à lareira. Via o dourado do lume que no seu leito desenhava animais fantásticos, que ela não tentava agarrar, mas que não se fartava de admirar… ouvia a

voz da mãe que lhe contava lindas histórias ou a voz de toda a sua família a conversar, a falarem da vida! Como tinha saudades, como desejava vê-los e, sem mais, pegou no telemóvel e ligou para o pai, pois a sua mãe já falecera. - Pai, querido pai, como estás? - Vou andando, filha, e tu? - Também, telefonei porque queria ouvir a tua voz, tenho saudades! E a conversa prolongou-se durante um quarto de hora. Pousou o telemóvel, acabou de comer, enroscou-se na manta e adormeceu. Sonhou que voltara a ser criança e a viver na Guarda com a sua família e


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o sabor do chocolate quente sempre na sua boca… Trimtrimtrimtrim ecoava no quarto o som do despertador, Marília que tinha dormido toda a noite na sala, acordou sobressaltada e arrepiada, pois tinha arrefecido durante a noite. Tomou consciência de que não tinha ido para a cama. Levantou-se ainda aos tropeções, tomou o seu duche, arranjou-se e lá foi para a estação apanhar o comboio para o Oriente. Passou mais um dia, um dia normal, normalíssimo, sem graça, nem um bom chocolate Marília saboreou. Só o fim do dia a alegrou: era sexta-feira, portanto, os próximos dois dias, fim de semana,

seriam exclusivamente para fazer o que lhe apetecesse!... Em casa, já tinha jantado, ia-se deitar, quando o telemóvel tocou, tintintantantintintantan… - Sim, está? - Olá. Sou eu o Ricardo! Marília com o ar meio admirado responde: - Olá! Aconteceu alguma coisa? - Aconteceu! Lembrei-me que poderias querer ir comigo tomar um café!... - Um café? A esta hora da noite? - Sim, o que tem? Todas as horas são boas para tomar um café! Marília hesitou, mas num impulso respondeu: - Está bem, vou tomar um café! - Então, dentro de uma hora passo por aí. Dou-te uma apitatela do telemóvel, desces e levo-te no meu carrinho. - Ok. Até já! - Até já! Marília guardou o telemóvel dentro da mala. Tomou um duche num ápice. Passou um creme pelo corpo, ainda por cima, este cheirava a chocolate. Maquilhou-se levemente, vestiu as suas jeans “Maria Dias”com piripiri, na loja disseram-lhe que o tecido massajava enquanto ela caminhava, tornando-a mais elegante. Ela não sabia se era verdade, mas que lhe ficavam bem, ficavam! Vestiu um camiseiro justo, azul, um casaco preto de linhas elegantes, uns brincos compridos com pequeninas pérolas pretas e azuis. Escovou os seus cabelos dourados. Bâton nos lábios e aguardou o toque do telemóvel. Pouco depois ouviu-o e desceu. Entrou no pequeno Fiat Punto de Ricardo. - Onde vamos? – Perguntou a Ricardo. - Onde quiseres! – respondeu-lhe o amigo

- Leva-me às Docas! Nas Docas entraram num pub. Olharam para o interior, mas preferiram o exterior, a esplanada. Pediram dois cafés e um uísque. Em frente, viam o rio, com as luzes refletidas, parecia uma animação. Ambos os amigos bebiam o café e olhavam-se em silêncio. Marília sentia o gosto do café de uma forma diferente do habitual, tinha o paladar de um caminho novo, de um possível novo amor. Ricardo tinha os olhos cor de chocolate, cabelos de avelã, pele lisa e apetecível com provável sabor a café com leite… Uma música muito antiga mas fantástica aos ouvidos de Marília começou a ouvir-se “LoveStory” … o café terminou, mas as chávenas continuavam nas mãos de cada um, o olhar deambulava do rio para o olhar um do outro, o coração de Marília batia apressadamente, parecia que lhe ia saltar do peito, mas ela queria demonstrar calma, e num tom pausado disse que era melhor passearem um pouco. Assim o fizeram, mas sem antes Marília levar o pequenino chocolate que no pires tinha acompanhado o seu café. Caminharam lado a lado a conversarem sobre a beleza e calma da noite, as mãos tocaram-se, Marília levantou as mãos, desembrulhou o pequeno chocolate, colocou uma parte na sua boca, virou-se para Ricardo, aproximou o seu rosto do dele, a sua boca da dele, ofereceu-lhe uma parte do chocolate, os lábios uniram-se, o chocolate ora derretia-se na boca de um ou de outro, as papilas gustativas ativas transmitiam vibrações ao cérebro, o cérebro ao corpo que de segundo para segundo unia os dois seres num beijo e abraço mágico, duradouro e feliz!

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ESCRITOR PEDROOM LANNE Eles não são meros homens, e sim as mais elevadas entidades que aportaram no planeta Terra. Seres que revelam ao homem sua pequenez existencial inserida em um universo cuja vastidão nunca se coube imaginar”. Pedroom Lanne continua com sua saga na busca pela compreensão do futuro do homem. Residente de São Paulo, a maior metrópole do Brasil, sua escolha acadêmica pela Comunicação Social revela esse desejo de interagir com a humanidade, e a cada nova aventura literária esse anseio é revisto e ampliado. Atualmente, seu currículo inclui a competência de jornalista mas, em uma contradição compreensível, também é um escritor solitário, que se ausenta da sociedade a fim de refletir e tentar depreendê-la, sempre perto da natureza e do mar com quem mantém o vínculo de uma alma surfista, a inspiração para escrever. Boa Leitura!

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‘Abdução, Relatório da Terceira Órbita’ é apresentado por Pedroom Lanne Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Pedroom Lanne, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Apresente-nos “Abdução, Relatório da Terceira Órbita” (sinopse) Pedroom Lanne - Uma trama que se passa no pretérito ano de 1978, ponto de convergência de uma história que se inicia em um longínquo futuro. No passado, uma dupla de alienígenas chega a Terra com intenções desconhecidas. No futuro, um casal de irmãos dá largada para uma nova vida em um estranho habitat paralelo ao Sistema Solar, um mundo hiperfuturista descrito como Universo Quântico. A vida da dupla e do casal parece convergir por caminhos distintos, mas sua conexão é tão forte que nem a distância que os separa tão longe no tempo evitará a cadeia de ações e a sequência de acontecimentos que colocarão em risco o destino do planeta e da inteira humanidade. Abdução, Relatório da Terceira Órbita é uma obra que procura abordar o mais extenso grau do termo proposto em seu título, seja pela face de uma entidade alienígena, seja pela face do próprio homem. Quais os principais personagens desta obra Pedroom Lanne - A trama do livro se desenvolve em duas dimensões separadas por milhões de anos na curvatura do tempo, uma no ano de 1978 e outra no futuro. Em ambas as sequencialidades, os personagens alienígenas são os protagonistas da história, porém, na narrativa que se passa no ano 1978, também há alguns protagonistas humanos. Esses personagens humanos serão os que irão interagir com o óvni que chega na Terra trazendo uma expedição alienígena em seu interior. Os principais são o xerife Hut Cut, o primeiro


DIVULGA ESCRITOR a interagir com o óvni; o coronel Jay Carrol, que assume o comando da investigação em torno do objeto; o tenente Danniel Mathew, que é um agente da CIA responsável pelo trabalho sujo de conter o vazamento de informações em torno do óvni; e, por fim, o ufólogo Andreas Vegina, que busca investigar secretamente o incidente envolvendo esse tal óvni. Em paralelo, os alienígenas tecem uma grande análise sobre a Terra e se disseminam por todo globo sorrateiramente, assim, a história alterna entre a jornada desses alienígenas pelo planeta e o assédio desses homens em torno de sua nave. Um detalhe sobre esses personagens é que, apesar de serem norte-americanos, possuem características bem brasileiras, pois, no contexto da história, são todos meio malandros: o xerife, o ufólogo, o agente da CIA, o coronel e outros, até o presidente da república, que faz uma participação na obra, todos têm um quê de malandro. Já os alienígenas, em comparação com qualquer humano, são tão perspicazes que, igualmente, acabam se tornando malandros. Em paralelo, a narrativa que se passa no futuro dá continuidade a saga dos hominídeos Billy e Sandy, os quais se transmutaram para a espécie alienígena na obra anterior, justamente, a mesma espécie que aporta no passado de 1978. Há uma forte relação entre Billy e Sandy com esses alienígenas que chegam a Terra, e só no final da história se revelará que relação seria essa e como ela impacta na jornada desses alienígenas. A narrativa que se passa no futuro também conta com a presença de alguns personagens do livro anterior, tais como o alienígena Noll e a médica-veterinária Diana, os quais terão sua origem revelada, e outros: o irmão Xavier, o professor Ipsilon, além dos metarrobôs que simbolizam deuses: o Pai, a Mãe, a Mídia e o Grande Irmão. Além desses personagens já conhecidos, há novos personagens tais como o professor Zeta, os robôs Chorão e Locomotor, o viciado em resíduos psicotrópicos Mantas e diversos outros coadjuvantes, incluindo espécimes de natureza diversa.

O que mais o atrai nas estórias alienígenas, em especial no enredo que compõe “Abdução, Relatório da Terceira Órbita”? Pedroom Lanne - Utilizar a perspectiva alienígena que criei para zombar das manias de grandeza do homem e para criticar a falta de ética da atual sociedade. Tanto utilizar a figura alienígena como uma entidade superdesenvolvida, quanto do próprio homo sapiens como animal subdesenvolvido, para expor as abduções individuais e coletivas de nosso mundo atual e as diversas formas de controle mental que estamos submetidos. As lobotomias cerebrais que praticamos entre nós mesmos (como sugere o título da segunda parte do livro: “Lobotomia Cerebral Autorizada”). Outra que posso citar para ilustrar a própria obra, é a relação dos alienígenas com a aviação, que reflete meus mais sinceros pensamentos em relação a engenharia aeronáutica atual, inclusive pela descrição técnica do que seriam os diferentes tipos de “óvnis” que os alienígenas dispõem no futuro. Pensando no enredo da história como um todo, posso citar a maneira como os dois planos temporais da narrativa vão se somando um ao outro no decorrer da leitura a cada alternância de capítulo, dado que, a cada capítulo, a história alterna entre a trama do passado e a trama do futuro. Quais os principais desafios para escrita desta obra literária? Pedroom Lanne - É um desafio que ainda está em andamento, pois a história não acaba neste livro. Abdução, Relatório da Terceira Órbita é a primeira parte de uma saga que se inicia, portanto, o maior desafio ainda é completar a escrita da corrente saga. Qual o momento, enquanto escrevia o livro, que mais chamou a sua atenção. Comente. Pedroom Lanne - Enquanto eu ainda estava escrevendo a parte inicial da história, minha cabeça já ia projetando a continuidade da trama mais para o meio e o final da narrativa. Aí eu imaginava determinada parte futura da história e pensava: “putz gri-

la, quando chegar naquela parte, vai ser difícil pra caramba desenvolver o texto”. Quando finalmente chegou a hora de escrever essa parte, foi, deveras, difícil pra caramba, tive que estudar muito, ler livros, pesquisar, ler, reler e reescrever a história. Mas, beleza, consegui. Aliás, voltando à pergunta anterior, a escrita dessa parte pode ser considerada como um desafio dentro do desafio da escrita da saga, trata-se de uma passagem que poderia compor um livro por si só. Não posso especificar que parte seria essa, pois sua simples menção seria um spoiler. O que diferencia “Abdução, Relatório da Terceira Órbita” de seu primeiro livro “Adução, o Dossiê Alienígena”? Pedroom Lanne - Abdução descreve um tipo de contato alienígena diferente e completamente antagônico em relação ao título Adução. Em Adução, eu descrevo um universo alienígena um tanto quanto utópico, em Abdução, eu desconstruo um pouco dessa utopia, enquanto traço um paralelo com nossas próprias distopias atuais. As pessoas estranharam o título de meu primeiro livro “Adução”, alguns criam que estava escrito errado. Mas a verdade é que, quando bolei esse título, eu já tinha em mente a ideia de escrever o título Abdução (desta feita com o “b” que muitos pensaram estar faltando no título anterior), que seria uma história que narraria o processo inverso do contato alienígena descrito em Adução. O texto de orelha do livro responde bem a sua pergunta, permita-me citá-lo: “Abdução, Relatório da Terceira Órbita é um título inédito que dá continuidade a saga iniciada em Adução, o Dossiê Alienígena. Apesar de se tratarem de histórias independentes, elegem alguns personagens em comum, em contrapartida, Abdução descreve uma trama que busca contrastar o que foi descrito na obra anterior. Se, em Adução, o autor descreveu um contato alienígena balizado por escolhas de bom-senso e livre-arbítrio, em Abdução, narra um contato desprovido de qualquer parâmetro mediador que não seja a imposição ou a subjugação do homem por forwww.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR ças opressoras e inteligências superiores. Se uma continuidade oriunda de escolhas corretas deriva em um universo utópico, uma distopia que coloca em cheque o destino da humanidade se dá por escolhas unilaterais, pelas quais, longe de serem corretas ou não, se mede a verdadeira dimensão de uma abdução. Se Adução narra a história de uma família de homens que viajou para um futuro alienígena, tenha certeza que, em Abdução, esses mesmos alienígenas voltarão ao nosso presente com intenções bem distintas daqueles que um dia os visitaram. Eles não são meros homens, e sim as mais elevadas entidades que aportaram no planeta Terra. Seres que revelam ao homem sua pequenez existencial inserida em um universo cuja vastidão nunca se coube imaginar”. O que gostaria de acrescentar sobre “Abdução, Relatório da Terceira Órbita” que ainda não foi abordado nesta entrevista? Pedroom Lanne - Que o leitor mergulhe sem preconceitos na leitura, até porque o mundo alienígena que descrevo se trata de um universo sem preconceitos, composto por uma sociedade que curou completamente nossas dores atuais. Que possui sim as suas dores peculiares, mas longe das picuinhas territoriais que ainda compartilhamos. Outra coisa é que a escrita de Abdução é mais conservadora. Ao contrário do livro anterior, onde tentei inovar nas formatações de diálogos e representações de conversas via telepatia, as quais não repercutiram como eu imaginava (poucos leitores comentaram algo a respeito), desta feita eu optei pelos padrões convencionais. Uma das críticas ao livro anterior foi a presença de tabelas no meio da escrita, portanto, dessa vez não há mais tabelas, exceto alguns dados inclusos como anexo no final do livro. Onde podemos comprar os seus livros? Pedroom Lanne - Os meus livros podem ser encontrados nas grandes livrarias on-line: Amazon, Submarino, Saraiva, Cultura etc. A versão

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em ebook e outros títulos que possuo em formato digital estão disponíveis pelo Kindle Brasil – Unlimited. O link a seguir centraliza todas as informações sobre a obra e dispõe os principais links para compra do título Abdução, Relatório da Terceira Órbita, tanto impresso quanto digital: http://www.pedroom. com.br/portal/miniblog/ comentarios/abducao_ index.htm Para comprar o exemplar autografado diretamente comigo, a opção é o MercadoLivre, pelo link: https://produto.mercadolivre.com.br/ MLB-1085490239-abduco-relatorio-da-terceira-orbita-livro-_JM Já para obter maiores informações sobre as duas obras que compõem a saga até aqui, Adução e Abdução, o link é: http://www.pedroom.com. br/aducao.htm Quais os seus principais projetos literários? Pedroom Lanne - De instante, completar a escrita da saga Adução e Abdução enquanto minha mente já projeta uma que seria a terceira parte da história, o livro 4, cujo título já tenho até em mente, mas prefiro não revelar, pois não é definitivo. Todavia, ainda pretendo escrever outras histórias de diferentes temáticas, não sei se darão livros ou contos, de suspense e mistério, antes de retomar essa história de ficção-científica sobre alienígenas. Todavia, isso depende muito da minha disposição quando eu completar a escrita atual. Em paralelo, tenho alguns textos para lançar, como algumas poesias e uma crônica sobre aborto e futebol já pronta para vir a público em breve.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Pedroom Lanne. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Pedroom Lanne - Que busquem leituras clássicas e livros de não ficção para qualificar seu repertório de leitura, bem como obter parâmetros e referências que não se encontra nos best-sellers. Muitas vezes, é aquele livro “chato” que o professor te obriga a ler, com texto duro, palavras difíceis e temáticas que você jamais ou dificilmente escolheria por si mesmo o qual, justamente, pode mudar sua vida para sempre e para melhor. _________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com


DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA MARTA MARIA NIEMEYER

Luísa Eu sou uma menina, meu nome é Luísa, um pacotinho ainda a caminho. Mamãe sorridente, papai contente, nas pedras da Urca meu futuro ele busca. No coração do vovô tem um buraquinho, meu cantinho.

Tem Sofia e Pyllar, mas eu já moro lá. Um dia daqui sairei, muitas e muitas coisas aprenderei… Vou sorrir, andar, correr, pular, dançar e cantar… De faz de conta vou brincar. Vou brincar de boneca e de casinha, uma cabaninha na sala vou montar. Vou ser mãe ou médica, professora ou astronauta. De faz de conta serei o que eu quiser.

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DIVULGA DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITOR MAURICIO DUARTE

INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E ESPIRITUALIDADE

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Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro contava em 1996 com 8 milhões de volumes, mais ou menos, e mantinha o posto de a 8ª. Biblioteca do mundo em importância. Por mais vasto que fosse ou que seja hoje o seu acervo não chega nem perto da infinidade de material disponível na web para todos, de uma forma ou de outra, gratuitamente, ou com acesso relativamente barato. Como essa amplidão se reflete, em termos de espiritualidade, no homem contemporâneo? Primeiro é preciso pensar que tamanha informação disponível descortinou um sem número de questões filosóficas, místicas, espirituais, morais, éticas, humanas e de toda ordem, número, gênero e grau, em qualidade e quantidade, nunca vistas na história da humanidade. Toda essa informação, devidamente apreendida por Universidades, pode vir a ser transformado em conhe-

cimento. Além disso, é fato que a descentralização do saber ocorre em passos largos não só pela informatização e pela rede mundial de computadores, mas pela própria globalização que, embora ameaçada por terrorismos, catástrofes naturais, acidentes vários e outras “vicissitudes contemporâneas”, não parou e nem dá sinais de que vai parar. Porque impulsionada pela ampliação do capital, que ocupa todos os espaços possíveis e imaginários, a globalização almeja transformar o mercado em mercado global o quanto antes em áreas inacessíveis ou longínquas do mesmo modo que faz com os grandes centros urbanos e suas periferias e subúrbios... Nesse contexto, a espiritualidade ou religiosidade tem pouco espaço de manobra. Reduz-se, muitas vezes, ao ambiente do lar e da intimidade pessoal, quando muito, haja vista que, a mente do homem atual não para de pensar num só segundo.

Esvaziar a mente ou experimentar um minuto de silêncio não é fácil. A mídia usa de um marketing que visa preencher todos os espaços, e, claro, o imaginário coletivo e pessoal é um espaço disputado – e muito disputado – tanto pelos grandes conglomerados empresariais quanto por comércios locais e pequenos negócios. Gerir a informação adequadamente e proveitosamente é tarefa hercúlea para nós, pessoas do nosso tempo. Mas quanto mais tarefas diárias tivermos e quanto maior for o caos informacional a que somos submetidos no nosso tempo interior, maior é a necessidade de meditação. Querer escapar dessa necessidade é, a um só tempo, criar mais confusão e mais caos e/ou correr o risco de estafa emocional, psíquica ou de desordens de saúde física e espirituais também. Porque o “lixo mercadológico” da sociedade de consumo que é jogado todos os dias com Facebooks, Whatsapps, Twitters, TV, rádio, revistas, jornais, entre outras mídias, precisa ser digerido pela nossa mente de algum modo. Por isto, é necessariamente fundamental possuir centramento e discernimento, bem como consciência corporal, mental e da alma elevados e estimulados sempre. O que só é conseguido por meio de meditação. Que um exercício espiritual, conforme nossas crenças, visões de mundo e concepções filosóficas e/ou espirituais possa fazer parte da nossa rotina diária. Só assim será possível viver plenamente e com qualidade. Paz e luz. www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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DIVULGA ESCRITOR ENTREVISTA

ESCRITOR RENATO FULGONI Adolpho Mister viveu no século XV e, após algum estudo e observação, escreveu um livro no qual revelava os significados dos sonhos. Perseguido pela Inquisição, Adolpho foi queimado numa fogueira.” Renato Cosme Fulgoni nasceu em 27 de setembro de 1977, no Rio de Janeiro. Foi militar do Exército Brasileiro de 1996 a 2001, tendo sido condecorado com Honra ao Mérito pelos excelentes serviços prestados ao país. Em 2001, foi morar em São Pedro da Aldeia, onde em 2012 recebeu o título de Cidadão Aldeense pelos relevantes serviços prestados à cidade, sendo editor do jornal Notícias de São Pedro da Aldeia. Formou-se em Marketing pela Universidade Norte do Paraná em 2015 e se especializou em Mídias Digitais e Fotografia. Atualmente, além de ser diretor de marketing e editor do Jornal Notícias de São Pedro da Aldeia, é fotógrafo e está cursando Programação e Design de Game. Boa Leitura!

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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Escritor Renato Fulgoni, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister”? Renato Fulgoni - Primeiramente, quero agradecer a oportunidade dada pela revista Divulga Escritor. “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” surgiu da minha paixão pelo suspense e investigação. Sempre fui fascinado pela mente humana e a forma que um investigador observa os fatos para chagar numa solução. Gosto muito, também, do mundo da magia, espíritos e segredos. O livro “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” é uma mistura de tudo isso, com um toque de romance e paixão. Apresente-nos a obra (sinopse) Renato Fulgoni - Adolpho Mister viveu no século XV e, após algum estudo e observação, escreveu um livro no qual revelava os significados dos sonhos. Perseguido pela Inquisição, Adolpho foi queimado numa fogueira. Contudo, antes de morrer, ele ainda teve tempo de amaldiçoar a humanidade. Nos dias atuais, Marcelo, um professor de história da cidade de Aroeiras, compra o livro de Adolpho Mister numa feira de antiguidades. Depois disso, Marcelo passa a sonhar e a incorporar o espírito de Adolpho, para que a vingança deste seja alcançada. Misteriosos assassinatos e palavras escritas com sangue no local do crime dão início a uma extensa investigação comandada pelo delegado André, com o auxílio dos investigadores Carlos e Michelly. Repleto de assassinatos, investigação, romance e suspense, O Livro dos Sonhos – A Vingança de Adolpho Mister convida você a desvendar esse mistério.


DIVULGA ESCRITOR Um livro de suspense, envolvendo mistérios a serem desvendados pelo leitor. Quais os principais desafios para escrita desta obra literária? Renato Fulgoni - O livro é muito envolvente e, com certeza, a ligação dos fatos, como provas, testemunhas e os detalhes das cenas dos crimes são as partes que tive mais cuidado na escrita. São horas e horas de revisões e antigamente os escritores pegavam as folhas com erros e faziam aquela tradicional cena de amaçar a folha e jogar na lixeira, mas hoje, apenas apertamos o delete e escrevemos tudo novamente. Num livro de suspense os detalhes fazem a diferença. Venho recebendo muitas resenhas positivas e isso me deixa muito feliz e com uma enorme motivação. Qual o momento que mais o marcou enquanto escrevia o enredo que compõe a trama? Renato Fulgoni - Quando eu li a pergunta acima, viajei num turbilhão de emoções. Para responder, vou ter que tomar muito cuidado para não dar Spoiler. No livro, o personagem Marcelo, possuído pelo espírito de Adolpho Mister, comete diversos assassinatos e, num deles, eu tinha a convicção que seria mais uma vítima, e o assassino chegou muito perto da conclusão do crime, mas na hora “H”, o crime não aconteceu e essa decisão saiu de palavra em palavra. A história não deixou a vítima morrer e isso me marcou muito. Já conversei com muitos leitores pelo meu WhatsApp (22) 99983-6366 e eu descrevo tudo que aconteceu. Esse bate-papo é muito legal e hoje a tecnologia nos permite isso. Adoro conversar com meus leitores! O que mais o atrai em “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister”? Renato Fulgoni - Os assassinatos em série e toda a investigação para encontrar o assassino. Sou fã de carteirinha de todas as séries de Serial Killer e acredito que isso pode ter me influenciado na escolha de publicar “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” primeiro

que meus outros projetos de livros, que já tenho em manuscritos desde 2005. Essas outras obras serão publicadas futuramente, mas a história do Livro dos Sonhos me conquistou e não pude escolher nenhum outro livro para minha obra de estreia. Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio desta obra literária? Renato Fulgoni - Acredito que tudo que é seu está reservado pelas mãos de Deus. Assim como comentei na resposta acima, tenho diversos livros escritos em cadernos, desde 2005, e sempre tive um sonho de viver da literatura. Antes de resolver publicar “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” eu tive um sonho e o sonho foi tão real, que eu percebi que era um sinal para eu publicar meu livro. No sonho, eu estava na noite de autógrafos do meu livro na Casa dos Azulejos, aqui em São Pedro da Aldeia. Quando acordei, fui direto falar com meu filho Alexandre pedindo para ele ditar o livro, enquanto eu digitava. Foi um final de semana de muita digitação. Esse é o primeiro livro de uma trilogia chamada “O Livro dos Sonhos”, com sua obra de estreia se chamando “A Vingança de Adolpho Mister”. Serão três histórias que giram em torno do misterioso livro dos sonhos escrito por Adolpho

Mister. E para não fugir da pergunta, um dos principais objetivos é levar esse mundo mágico da leitura para o maior número de pessoas, pois através da leitura podemos viver experiências fantásticas. Vou citar um exemplo que aconteceu no mês passado. Tenho um amigo que leu o meu livro, vou falar o nome dele, pois ele é um grande artista plástico em São Pedro da Aldeia, Flávio Rangel. Ao término de sua leitura, ele veio me perguntar onde ficava a cidade de Aroeiras e quando eu respondi que a cidade não existia e que eu havia criado para o livro, ele não acreditou e confessou que parecia tudo tão real. Esse é o mundo fantástico da leitura e temos que propagar isso pelo mundo, sinto que essa é minha missão de vida. Onde podemos comprar o seu livro? Renato Fulgoni - No site da Editora Albatroz através do link editoraalbatroz.com.br/produto/a-vinganca-de-adolpho-mister e em breve estaremos nas principais livrarias on-line com versão E-Book. E quero aproveitar para elogiar e agradecer toda equipe da Editora Albatroz que abraçou nosso projeto e no começo de setembro me deu a excelente notícia que, de centenas de livros, “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” foi selecionado pela Editora www.divulgaescritor.com | novembro 2018

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para virar E-Book. Essa nova fase será muito importante para alcançar um bom número de leitores. Outra forma de adquirir o livro é através do WhatsApp (22) 99983-6366. Comente sobre o antes e o depois de ser um escritor. O que vem mudando por meio da escrita? Renato Fulgoni - Ser escritor é um sonho que estou vivendo e antes de lançar o meu livro eu tinha aquela enorme vontade de alcançar. Sempre escrevi meus poemas, minha esposa deve ter mais de duzentos, e as ideias viam e eu pegava o papel e escrevia. Aos vinte e oito anos, mais maduro, comprei um caderno e resolvi escrever um livro. O primeiro contava a história de um menino que perdeu toda sua família num acidente de carro. Nesse trabalho comecei a ver como funcionava os diálogos e tudo mais. Depois desse outros vieram até eu escrever “O Livro dos Sonhos - A Vingança de Adolpho Mister” e me apaixonar pela obra, tanto que resolvi fazer uma trilogia.

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E depois que me tornei um escritor, já recebi uma Moção de Aplausos na Câmara Municipal de minha cidade, pelo lançamento do livro, fui recebido pelo Prefeito, que fez questão de me parabenizar pessoalmente e recentemente fui convidado para ser Membro da ALeART, onde, fui apresentado pelo presidente da ALeART, Carlos Alberto Fouraux, como membro da Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos. A Solenidade de posse será em novembro. ALeART é uma instituição que congrega pintores, poetas, escritores, professores, escultores e desenhistas de toda a “Costa do Sol”; sendo uma das mais expressivas e atuantes entidades no cenário cultural fluminense e brasileiro. No final de setembro, participei de uma noite literária na faculdade que me formei e foi uma experiência maravilhosa. Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Renato Fulgoni. Agradecemos sua participação na

Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores? Renato Fulgoni - Agradeço o convite da Revista Divulga Escritor, adorei as perguntas! A mensagem que eu deixo para todos é para nunca desistir de um sonho, afinal vivemos para realiza-los. Estude, pesquise, leia e principalmente seja movido por desafios. Temos sempre que acordar e ter um objetivo para cumprir e se alguém disser que você não é capaz (o que com certeza vai acontecer) não acredite e use essa opinião para te motivar e conquistar. Graças a Deus e minha família consegui realizar esse sonho de ser um escritor, mas passei por muitos desafios e barreiras. Não foi fácil! Obrigado a todos os leitores e espero que tenham gostado! _________________ Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura. https://www.facebook.com/ DivulgaEscritor/ www.divulgaescritor.com


DIVULGA DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITOR JOSÉ LOPES DA NAVE

Esta introdução faz parte de um livro de edição reduzida, dirigida essencialmente aos nossos netos, de forma a conhecerem a nossa forma de ser, estar e amar, de maneira a fomentar uma aprendizagem.

INTRODUÇÃO

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o iniciar este trabalho, a ideia era incorporar a nossa correspondência, em fac simile, num texto único - O Amor em Carta - de modo a conferir-lhe uma certa sequência temporal, aliás nem sempre conseguida, posteriormente, por vezes propositadamente. Todavia, a leitura de algumas cartas, em digitalização, apresenta-se difícil. A nossa neta, Mariana, disse-me que não conseguia ler as cartas da Avó. De facto, a Avó punha na escrita o ritmo prodigioso do seu pensamento. Algumas letras e frases, escorrendo da caneta, parecem acompanhar o seu raciocínio, o seu amor, a sua ternura, a sua vontade e persuasão. Muito meiga e cheia de ternura, mas de seguida irónica, com a aparente falta de notícias minhas. É a água corrente

e límpida de um rio. Por isso, resolvi transcrevê-las tal como são os originais. Vale a pena lê-las, atentamente, com lágrimas e risos, à mistura. Foi o que me aconteceu. Foi o meu regresso ao rio do esquecimento. As cartas têm, frequentemente, uma linguagem figurada, infantil e de mimo, pueril até, a traduzir a nossa forma constante de ser e estar, das nossas conversas, como de pais para filhos, ainda crianças, circunstância que nos ajudaria no futuro, bem próximo, afinal. E sentimo-nos bem assim. E continuamos sempre assim. Por outro lado, porventura, as cartas têm um interesse relativo. Interessam sobretudo e especialmente aos nossos netos e filhos. Não sei. Ver-se-á ao tempo. Falando verdade, há sempre sintonias especiais, apesar da mesma amizade com todos. Durante os cerca de quarenta e cinco dias em que estivemos separados, durante o noivado, escrevemos estas cartas de amor, quase tantas quanto esses de dias. E queixávamo-nos sempre, às vezes intempestivamente e mutuamente, da sua frequência e extensão! Alguns remates da Avó são de antologia. A nossa primeira carta, pelo Natal, escrita pela Avó, foi a porta que se abriu para as nossas confidências iniciais e manifestação de sentimentos que se concretizou no abraço instinti-

vo, ao encontrarmo-nos, a seguir, na paragem do eléctrico, no dia de passagem de ano. Nessa altura, conforme a Avó me escreveu muitos anos depois, já a Avó se tinha apaixonado: “Quero-te dizer que desde o dia em que me foste buscar ao Colégio, passaste logo a ser o meu grande amor e fiquei desejando que me pedisses namoro. Vi que tu partilhavas o mesmo sentimento, mas ainda não tinhas coragem de o manifestar.” Duvido que, então, eu tivesse a iniciativa. Apenas dezoito dias depois, com o primeiro beijo. Após as cartas de verão de 59, passámos as férias de Natal e seguintes juntos. Depois das cartas da Guiné de 60, no verão desse meu ano de finalista de bacharelato, fiquei em Lisboa e no começo do Outono consegui a primeira nomeação definitiva em serviço do Estado. Afora aqueles dias, jamais estivemos separados. Até ao casamento. Isso ser-nos-ia impossível. E conseguimos. A vida profissional, no entanto e posteriormente, obrigou a separações. Tínhamos, no início do nosso tempo, 16 e 20 anos. Com estas cartas queremos deixar o testemunho do nosso amor e da nossa forma de amar, desde sempre.

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DIVULGA ESCRITOR DIVULGA ESCRITOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL ESCRITORA HELENA SANTOS

PONTE SIMPLES O amor dá-se O amor recebe-se Há quem não saiba dar Há quem não saiba receber Mas não devemos esmorecer O caminho é aguardar O caminho é mostrar Que quem ama está sempre presente Que quem ama espera eternamente O amor não tem prazo O amor não tem medida Quando se ama tudo é cor, tudo é luz Quando se ama, é o amor que nos conduz Mas o importante mesmo, é AMAR…muito O amor não se substitui Não voa nas asas das palavras vãs Mas é tão doce e saudável Como as suculentas e apetitosas romãs Quem ama luta, não abandona, cuida Quem ama enfrenta, escuta e não julga Quem ama é feito de coração Não vê defeitos Mas sabe que não existe a perfeição!

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Havia uma ponte sólida, ou não Que proporcionava momentos de emoção Cada passo era sempre em direcção à união Mas um furacão, transformou-a em pedaços Inevitável foi a separação Não é impossível a solução Porque o rio que nos separa Tem águas mansas, sem ondulação É fácil a sua suave navegação Haja vontade e amor no coração Na tua margem, há uma barcaça À espera de te cair em graça No rio que nos separa, peixes voadores Prontos a transportarem-te Só porque são a favor do amor Tudo e todos, conspiram a nosso favor Deste lado estarei eu, esperando Com as estrelas mais brilhantes O luar mais romântico E o sol mais ardente Contando cada instante e rezando Para que a tua viagem para esta margem Seja uma realidade Ela depende apenas e só da tua vontade E eu, Deposito toda a minha fé …. na tua saudade.


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DIVULGA ESCRITOR Obrigada a todos escritores que fazem do Divulga Escritor o maior projeto de divulgação literária da Lusofonia


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37ª Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia  

Vamos juntos unindo Você ao Mundo através da Literatura. Participe da próxima edição, contato editorial smccomunicacao@hotmail.com Boa Leitu...

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