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Ano I – Edição 08 – Maio-2014

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“Por que procurais entre os mortos Aquele que vive? Não está aqui; ressuscitou!” (Lc 24,5-6) Pe. Leandro Vaz da Costa Vigário Paroquial Iluminados por esta resposta que os discípulos de Jesus receberam quando foram bem cedo ao túmulo. Todo Povo de Deus é convidado a proclamar: “verdadeiramente Cristo ressuscitou, aleluia!” A ressurreição de Cristo é a centralidade da fé Cristã. Após termos percorrido os 40 dias da quaresma, celebramos agora sua “Páscoa”. A vitória de Cristo sobre o pecado e a morte nos ajuda a entender que pela fé, todo tipo de opressão e escravidão, medo e insegurança, fome e miséria, são transformados em vida nova, assim, com ele, celebramos hoje a nossa páscoa. A Páscoa é passagem da morte para a vida, pois todos aqueles que adormeceram e morreram com Cristo, agora são convidados a iniciar um tempo novo com Ele. Pois, em Cristo somos uma nova criatura, nascemos de novo para Deus e nos comprometemos com Ele no desejo de instaurar o seu Reino de amor, paz e justiça entre nós. O Papa emérito Bento XVI, na Encíclica Sacramentum Caritatis (n.37) nos exorta, dizendo: “o dia em que Cristo ressuscitou dos mortos, o domingo, é também o primeiro dia da semana, aquele em que a tradição do Antigo Testamento contempla o início da criação. O dia da criação tornou-se agora dia da “nova criação”, dia da nossa libertação, no qual fazemos memória de Cristo morto e ressuscitado”. Nós cristãos, no domingo renovamos a fé no Deus que,

pelo mistério da encarnação, veio conhecer a fragilidade da existência do ser humano e mostrou-nos o caminho para a vida na sua plenitude, e que a nossa caminhada é um peregrinar para o encontro definitivo com o Criador. A celebração da Páscoa é a certeza de que pela fé, todos nós, um dia, ressuscitaremos para junto de Deus. Por isso, ao reviver passo a passo a paixão de Cristo, podemos dizer que “contemplamos com os olhos do coração de Jesus crucificado de maneira que reconhecemos em sua carne nossa própria carne” (S. Leão Magno, Sermão 15 sobre a Paixão do Senhor). Por sua vez, entendemos que o Ressuscitado é o crucificado, não podemos perder de vista na fé cristã que Jesus foi tão humano quanto divino. É preciso aprofundar nosso conhecimento na pessoa do Jesus histórico, pois são seus atos que nos levam a crer e assim reconhecê-lo como o “Filho de Deus”. Por ser Filho, foi obediente ao Pai até a morte e morte de cruz, por isso Deus o exaltou e o fez Senhor da Vida e da História. A Igreja, em cada Eucaristia que celebra, faz memória, ou seja, traz presente para o hoje esse grande acontecimento da ação de Deus na história da humanidade. Pois o Domingo é a celebração da Páscoa do Senhor. Esse é o seu Dia, por isso nos reunimos em seu nome para com Ele celebrarmos a nossa Páscoa, as conquistas e vitórias que realizamos com sua graça no peregrinar do dia-a-dia da nossa vida. Celebrar a Páscoa é celebrar a grandeza do amor de Deus para com toda a humanidade. Façamos, amado povo de Deus, da nossa vida a presença visível do Ressuscitado em nosso meio, pelo testemunho fraterno do seu amor e da sua misericórdia para com nosso semelhante.

 MISSA Todo 2º sábado do mês (19h30)  CELEBRAÇÃO da PALAVRA Todos os demais sábados do mês (19h30)  CATEQUESE com as CRIANÇAS Todo sábado (9h00)  REUNIÃO das CONFERÊNCIAS VICENTINAS Toda segunda-feira (19h00)  REUNIÃO da EQUIPE de LITURGIA Toda quarta-feira (19h30)  INSCRIÇÃO para a CRISMA Sábados de Dezembro e Janeiro (19h30)  DEVOÇÃO ao SAGRADO CORAÇÃO de JESUS Toda 1ª sexta-feira de cada mês (15h)


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Faleceu aos 92 anos o Cônego Carlos Menegazzi Nosso querido Cônego Carlos Menegazzi faleceu às 5h45 do dia 24 de março, no Centro Médico de Campinas, em razão de um choque cardiogênico e insuficiência cardíaca congestiva. Cônego Carlos Menegazzi nasceu no dia 09 de outubro de 1921, em Amparo, SP, filho de Gaudêncio Cezar Menegazzi e Albina Nora Menegazzi. Aos 92 anos de idade, era o Padre mais idoso da Arquidiocese de Campinas e exemplo de jovialidade e vitalidade. Foi ordenado Presbítero no dia 08 de dezembro de 1945, na Catedral de Campinas, por Dom Paulo de Tarso. Capelão e pároco em diversas paróquias da Arquidiocese, entre elas, Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Candelária e fundador do Colégio Candelária, em Indaiatuba, SP, de 1956 a 1960. Foi nomeado por Dom Paulo de Tarso Campos como Cônego Honorário do Cabido Metropolitano em outubro de 1965. Em 13 de julho de 1968 foi nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano de Campinas.

Ordenações Presbiterais

No dia 26 de abril, na Catedral Metropolitana, Dom Airton José dos Santos, Arcebispo Metropolitano, presidiu Celebração Eucarística onde ordenou 4 novos Presbíteros da Igreja de Campinas. Os Diáconos André Ulisses da Silva, Claudiney Ferreira de Almeida, Nilo Cavalcante de Oliveira Júnior e Renato de Moura Petrocco foram consagrados, pelo sacramento da Ordem, para pregar o Evangelho, ser pastores dos fiéis e celebrar o culto divino como verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento. A Ordem é o sacramento pelo qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até o fim dos tempos. Para desempenhar sua missão, “os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com especial efusão do Espírito Santo, que desceu sobre eles. E eles mesmos transmitiram a seus colaboradores, mediante a imposição das mãos, este dom espiritual que chegou até nós pela sagração episcopal” (Lumen Gentium, 21). Por isso, o Sacramento da Ordem transcende uma simples eleição, designação, delegação ou instituição pela comunidade, pois confere um dom do Espírito Santo que permite exercer um “poder sagrado” que só pode vir do próprio Cristo, por meio de sua Igreja. O rito essencial do sacramento da Ordem consta da imposição das mãos pelo Bispo sobre a cabeça do ordenando e da oração consacratória específica, que pede a Deus a efusão do Espírito Santo e de seus dons apropriados ao ministério para o qual o candidato é ordenado.

Nosso querido Cônego Carlos Menegazzi faleceu às 5h45 do dia 24 de março, no Centro Médico de Campinas, em razã


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Festa de São José Operário 2014 Alguns momentos de nossa festa!


01.Pessoal que assistiu ao filme “José, o Pai de Jesus”; 02.Sidnei e Letícia, na Missa do dia 28/4; 03.Pe. João Batista Cesário durante a Eucaristia, dia 28/4; 04.Pablo mostrando que é de geração em geração que nossa fé é transmitida pelos séculos! 05.As irmãs Filhas de São José nos agraciaram com uma linda noite de espiritualidade, onde rezamos as virtudes de São José; 06 e 07.Rede Celebra rezando conosco o Ofício Divino das Comunidades; 08.Missa do Padroeiro, 650 pessoas rezando juntas São José Operário; 09.Nosso Pároco, o Pe. Marcelo (centro) presidindo a Santa Missa de nosso Padroeiro!

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Criação da Paróquia S. Francisco de Assis Como todos sabem, no dia 11 de maio de 2014, às 16h, nossa Paróquia N. Sra. da Candelária, será desmembrada para melhor atender às necessidades pastorais. O Estudo 104 da CNBB, “Paróquia, Comunidade de Comunidades” nos indica, no parágrafo 140, uma pista importante na setorização das paróquias: “A renovação paroquial há de cuidar com mais atenção para que a catequese, a liturgia e a caridade nas comunidades sejam revitalizadas. Isso implica avaliar o que está sendo realizado, interpretar os sinais dos tempos e ter a coragem de mudar, com fidelidade criativa, o que carece de ser revisado em vista da nova evangelização”. Atualmente somos 11 comunidades e após a criação da nova Paróquia a formatação ficará assim:

Paróquia N. Sra. da Candelária

Paróquia São Francisco de Assis

Comunidade N. Sra. da Candelária Comunidade Santo Antonio Comunidade São Benedito Comunidade São Dimas Comunidade Sagrada Família

Comunidade São Francisco de Assis Comunidade Santa Maria Goretti Comunidade N. Sra. de Fátima Comunidade Santa Luzia Comunidade N. Sra. do Amparo Comunidade São José Operário

A instalação da nova Paróquia São Francisco de Assis, se dará em Missa presidida por nosso Arcebispo, Dom Airton José dos Santos. Nos ajudarão bem as sábias palavras do nosso atual pároco, o Pe. Marcelo Previatelli: “O desmembramento da nossa paróquia não significa rompimento e nem separação. Somos o mesmo povo e a mesma Igreja, unida com o mesmo projeto: levar o Cristo a todas as pessoas”. Continuemos em oração e união, para que a Maior Glória de Deus.


07 Frei Carlos Mesters

Onde a Bíblia foi escrita? Este livro, que chega hoje até nós foi escrito em diferentes lugares: Palestina, Babilônia, Egito, Ásia Menor, Grécia, Itália... Para chegar até nós a Bíblia teve que ser transmitida e traduzida, porque aqueles lugares estão muito longe e lá se falava línguas diferentes. A Igreja cuida muito que a Palavra chegue na mão do povo numa tradução fiel. Traduzir fielmente significa manter o sentido verdadeiro do texto

original, e isso nem sempre é um trabalho fácil. A Bíblia já foi traduzida para mais de mil línguas diferentes, tornando-se assim verdadeiramente o Livro da Humanidade. Ela foi também muito difundida. Só neste século mais de um bilhão de exemplares da Bíblia já foram impressos e divulgados no mundo inteiro. Também no Brasil a Bíblia é o livro mais conhecido e divulgado...

Quem escreveu a Bíblia? Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia. Muita gente deu a sua contribuição: homens e mulheres, jovens e velhos, pais e mães de família, agricultores e operários de várias profissões; gente letrada e gente que só sabia contar a história; gente viajada e gente que nunca saiu de casa; ascerdotes e profetas, reis e

pastores, pobres e ricos, gente de todas as classes, mas todos unidos pela mêsma preocupação de construir um povo irmão, onde reinassem a fé e a justiça, o amor e a fraternidade, e não houvesse opressor nem oprimido. Todos deram a sua colaboração cada um do seu jeito. O mais importante é que o texto veio da vida do povo!

Qual o conteúdo da Bíblia? Ela tem de tudo: filosofia, história, charadas, provérbios e até coisas escabrosas. Nela se encontra tudo o que a vida produz. A Bíblia mostra a caminhada de um povo que sai da lama para ir até Deus. O que lá tem é o espelho da vida da gente, não devemos portanto nos admirar se às vezes encontramos coisas que nos parecem corriqueiras, de todo dia ou talvez sem muita

importância para nós. Mas a mensagem central da Bíblia é o Nome de Deus: "Eu quero ser Javé para vocês, e vocês devem ser o meu povo!" Ser o povo de Javé significa ser um povo onde não há opressão nem exploração; onde reina a justiça e a verdade; onde o amor de Deus é igual ao amor ao próximo.


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 O ser humano responde a Deus (II)

 [22] Como se crê? Quem crê procura uma ligação pessoal com Deus e está pronto a crer em tudo o que Ele revelou acerca de Si mesmo. Quando a fé nasce, ocorre com frequência uma perturbação ou um desassossego. O ser humano apercebe-se de que o mundo visível e o decurso normal das coisas não correspondem a tudo o que existe. Sente-se tocado por um mistério. Persegue as pistas que o remetem para a existência de Deus e econtra-se cada vez mais confiante em abordar Deus e, por fim, ligar-se a Ele livremente. Dizse no Evangelho segundo São João: «A deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigênito , que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1,18). Portanto, temos de crer em Jesus, o Filho de Deus, se queremos saber o que Deus nos quer comunicar. Assim, crer significa aderir a Jesus e entregar nossa vida inteira nas Suas mãos.

 [23] Existe contradição entre fé e ciência natural? Não existem contradições insolúveis entre fé e ciência natural, porque não podem existir verdades duplas. (CIC 159) Nenhuma verdade da fé faz concorrência com as verdades da ciência. Só existe uma Verdade, à qual dizem respeito tanto a fé como a razão científica. Deus quis tanto a razão, com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a fé. Por isso, a fé cristã exige e apoia a ciência natural. A fé existe para conhecermos as coisas que, embora não possam ser abarcadas pela razão, existem todavia para além da razão e são reais. A fé lembra à ciência natural que esta não se deve colocar no lugar de Deus, mas servir a Criação. A ciência natural tem de respeitar a dignidade humana, em vez de atentar contra ela.

 [24] O que tem minha fé a ver com a Igreja? Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. (CIC 166-169,181) A fé é aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de dizer poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao Credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte de uma convicção comum. A fé dos outros transportame, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os 2 símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com Credo (“eu creio”), e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começa com Credimus (“nós cremos”).

Comunidade em acao, sao jose operario, ed 08, mai 2014  

Boletim (in)formativo da Com. São José Operário, Indaiatuba-SP, Arquidiocese de Campinas.

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