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Ano VII • nº 70 • abril • 2013

Publicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas

SENAI

Tecnologia a serviço da construção civil


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Presidente da FIEAM, Antonio Silva, recebe a Grande Medalha da Inconfidência

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Sudam anuncia novos critérios para financiamento

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Começa a 13ª edição dos Jogos Estaduais do SESI no Amazonas

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FIEAM discute possíveis parcerias com a Yamaha

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Sebrae entrega prêmio de jornalismo no Amazonas

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Anime Jungle Party agita Clube do Trabalhador do Amazonas


Miguel Ângelo/CNI

Editorial

A

Zona Franca de Manaus tem sido, ao longo de sua história, alvo de muitos estudos, análises e pesquisas com as mais diversas finalidades. Infelizmente, para nós que convivemos com o modelo há quase cinco décadas, as análises nem sempre são feitas de modo isento, seja por falta de qualidade técnica das informações apresentadas ou porque servem deliberadamente à intenção de distorcer de forma tendenciosa a importância da ZFM para o Estado do Amazonas, para a Amazônia Ocidental e para o Brasil. Um desses trabalhos, apenas para citar o mais recente, foi elaborado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas do Senado Federal, intitulado “Zona Franca de Manaus: Desafios e Vulnerabilidades”, de autoria de Ricardo Nunes de Miranda, que tem como objetivo propalado “a produção e a sistematização de conhecimentos

ANTONIO CARLOS DA SILVA 1º Vice-Presidente: ATHAYDES MARIANO FÉLIX 2º Vice-Presidente: AMÉRICO AUGUSTO SOUTO RODRIGUES ESTEVES Vice-Presidentes: NELSON AZEVEDO DOS SANTOS, TEREZA CRISTINA CALDERARO CORRÊA, ROBERTO DE LIMA CAMINHA FILHO, ALDIMAR JOSÉ DIGER PAES, WILSON LUIZ BUZATO PÉRICO, CARLOS ALBERTO ROSAS MONTEIRO, EDUARDO JORGE DE OLIVEIRA LOPES, AMAURI CARLOS BLANCO, HYRLENE BATALHA FERREIRA, SÓCRATES BOMFIM NETO 1º Secretário: ENGELS LOMAS DE MEDEIROS 2º Secretário: ORLANDO GUALBERTO CIDADE FILHO 1º Tesoureiro: JONAS MARTINS NEVES 2º Tesoureiro: AUGUSTO CÉSAR COSTA DA SILVA

Presidente do Sistema FIEAM

servir de apoio aos nossos representantes no Congresso Nacional mostrando os vários aspectos que legitimam o tratamento diferenciado na questão da unificação do ICMS comprovando as teses que defendemos e que no devido tempo serão divulgadas. O documento “Zona Franca de Manaus, Mitos e Verdades” derruba a tese de que o modelo é oneroso para a União e os demais Estados da Federação, além de destacar as contrapartidas econômicas e sociais do benefício do ICMS para a ZFM. Agora, temos que mostrar para o país a validade desse projeto.

Expediente

Diretoria Presidente:

Antonio Carlos da Silva

relevantes para o aprimoramento da atuação do Senado Federal”. Fora o fato de comparar a experiência chinesa - a partir das Zonas Econômicas Especiais, ZEE - com a brasileira, por meio da ZFM, o estudo parte da visão de quem não conhece a fundo a região, o que explica em parte o preconceito ao usar como exemplo ilustrativo da “vulnerabilidade” do modelo brasileiro “a situação frágil em que se encontram os incentivos fiscais concedidos pelos governos estaduais com base no ICMS”. Segundo o autor, a vulnerabilidade da ZFM tem como ponto crítico sua “continuada dependência à concessão de incentivos fiscais”, como se outros Estados da Federação também não dependessem de tais benefícios para atrair investimentos. Não foi por outro motivo que sugerimos no Conselho de Administração da Suframa a elaboração de documento técnico para

Diretores: FRANK BENZECRY, AGOSTINHO DE OLIVEIRA FREITAS JÚNIOR, CARLOS ALBERTO MARQUES DE AZEVEDO, ROBERTO BENEDITO DE ALMEIDA, LUIZ CARVALHO CRUZ, CARLOS ALBERTO MONTEIRO, MAURÍCIO QUINTINO DA SILVA, JOAQUIM AUZIER DE ALMEIDA, PAULO SHUITI TAKEUCHI, ANTONIO JULIÃO DE SOUSA, MÁRIO JORGE MEDEIROS DE MORAES, DAVID CUNHA NÓVOA, GENOIR PIEROSAN, CRISTIANO IUKIO MORIKIO, CLEONICE DA ROCHA SANTOS, ARIOVALDO FRANCISCHINI DE SOUZA Conselho Fiscal: Titulares: MOYSES BENARROS ISRAEL, RENATO DE PAULA SIMÕES, JOSÉ NASSER Suplentes: ALCY HAGGE CAVALCANTE, CARLOS ALBERTO SOUTO MAIOR CONDE, DAVID NÓVOA GONZALES Delegados representantes junto ao Conselho da CNI Titulares: ANTONIO CARLOS DA SILVA, ATHAYDES MARIANO FÉLIX Suplentes: AMÉRICO AUGUSTO SOUTO RODRIGUES ESTEVES e FRANCISCO RITTA BERNARDINO

Ano VII • nº 70 • abril • 2013

Publicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas

PUBLICIDADES Vanessa Damasceno (redação) Mary Martins (arte)

FOTOGRAFIAS Comunicação SENAI

Tecnologia a serviço da construção civil FN70XXX.indd 1

20/06/2013 11:48:02

Revista editada pelo Sistema FIEAM DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E MARKETING (DCM) Paulo Roberto Gomes Pereira GERENTE DE COMUNICAÇÃO Idelzuita Araújo - MTE 049/AM REDAÇÃO Ademar Medeiros - MTE 289/AM Evelyn Lima - MTE 151/AM Mário Freire - MTE 092/AM Cássia Guterres Cristiane Jardim Vanessa Damasceno DIAGRAMAÇÃO Herivaldo da Matta - MTE 111/AM

O conteúdo dos artigos e textos assinados é de inteira responsabilidade de seus autores. Av. Joaquim Nabuco, 1919 Centro CEP 69020-031 Manaus/AM Fone: (92) 3186-6576 Fax: (92) 3233-5594 www.fieam.org.br faleconosco@fieam.org.br

Acesse: /sistemafieam @fieam /user/fieam

Tiragem desta edição: 2.300 exemplares Impressão: Grafisa

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Destaques

Ex-comandante recebe homenagem da FIEAM

Antonio Silva discute parcerias com o general Theophilo Gaspar de Oliveira

Exército discute parcerias com Sistema FIEAM O presidente da FIEAM, Antonio Silva, colocou as unidades do SESI e SENAI, nos municípios, à disposição do Exército para futuras parcerias. O assunto foi discutido durante visita do general de Divisão Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, comandante da 12ª Região Militar, à sede da FIEAM. A 12ª Região Militar é o Comando do Exército Brasileiro, responsável pelo apoio logístico e administrativo em toda Amazônia Ocidental. Na ocasião, o comandante propôs parceria com a Indústria para criação de polos de desenvolvimento no interior do Estado. O general demonstrou preocupação com a saúde no interior. Segundo ele, a intenção é criar polos de desenvolvimento em São Gabriel, Barcelos, Tefé e Tabatinga. “Temos que desenvolver o interior para que os profissionais (principalmente da saúde) queiram permanecer lá, e, para isso, contamos com o apoio do governo e do setor privado também”, explicou o general. “O Exército, assim como a Indústria, não pode abandonar esse pilar em prol do desenvolvimento de todo o Estado”, disse Antonio Silva.

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O presidente da FIEAM, Antonio Silva, entregou, em 9 de abril, ao vice-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro placa de agradecimento pelo trabalho realizado por ele ao longo dos últimos dois anos à frente do 9º Distrito Naval. Em 16 de abril, assumiu o comando o vice-almirante Domingos Sávio Almeida Nogueira. “O vice-almirante Frade deixa no Amazonas a herança da competência e dedicação aos nossos ribeirinhos. Tivemos um aliado do desenvolvimento da região, que defendeu e estudou nossos rios”, disse Silva, que agradeceu aos representantes do Polo Industrial de Manaus, bem como do setor primário e do comércio, que prestigiaram a solenidade. Antonio Silva reiterou o apoio

das entidades de classe do Amazonas à Marinha. E enfatizou que o vice-almirante poderá contar com a indústria amazonense em Brasília, onde assumirá o cargo de encarregado de Projetos Estratégicos da Marinha. Antonio Frade será lembrado, no Amazonas, por projetos como o do Centro de Formação de Fluviários da Amazônia e o Serviço de Sinalização Náutica da Amazônia Ocidental, ambos iniciados em sua gestão. O primeiro, custeado pelos empresários da navegação amazonense, deve capacitar ainda este ano cerca de 600 fluviários. Para o segundo, com início previsto para setembro, a Marinha deve investir cerca de R$ 40 milhões.

Antonio Silva, Antonio Frade Carneiro e Domingos Sávio Nogueira na solenidade

O resultado mais importante desta gestão foi o perfeito entendimento entre a Marinha, governo e empresários quanto às dificuldades pelas quais a indústria amazonense passa no transporte de seus produtos pelos rios da Amazônia ANTONIO CARLOS FRADE CARNEIRO


Projeto coloca produto regional no exterior

O

presidente da FIEAM, Antonio Silva, acompanhado do deputado federal Átila Lins, em visita ao embaixador em exercício da República Tcheca no Brasil, Viktor Dolista, em Brasília. O diplomata retribuiu a gentileza visitando a sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, no fim de abril. Cônsul e 1º Secretário, Dolista assumiu temporariamente como Encarregado de Negócios, em substituição a Ivan Jančárek, que encerrou suas funções na embaixada no início do ano.

O açaí, a castanha do Brasil e o pescado devem ser as primeiras cadeias produtivas contempladas pelo Projeto Estratégico Estruturante para Internacionalização de Produtos Amazônicos, previsto para ser lançado ainda este ano pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e parceiros. À frente do projeto no Amazonas, o gerente-executivo do Centro Internacional de Negócios (CIN/ AM), Marcelo Lima, anunciou, entre os parceiros, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que entra com apoio financeiro, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Sebrae, Suframa, Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS). O projeto, segundo Lima, está na fase de análise do público alvo a ser atingido, bem como da validação dos parceiros. Serão investidos cerca de R$ 200 mil ao longo de 24 meses para estruturação da cadeia produtiva. O projeto prevê consultoria e o acesso facilitado aos participantes em feiras e missões Internacionais.

Zona Franca em pauta na FIEAM A senadora Vanessa Grazziotin (foto) foi o centro das atenções na reunião de trabalho promovida, em abril, pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), na semana que antecedeu a votação do projeto de unificação do ICMS na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal,

no final de abril. Com a participação de cerca de 30 lideranças do segmento industrial, a reunião foi uma oportunidade para a discussão de outros temas igualmente importantes, como a prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, assunto de PEC da presidente Dilma Rousseff.

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Homenagem

Antonio Silva recebe Me

Governador de Minas, Antonio Anastasia, entrega a Grande Medalha a Antonio Silva

Governo de Minas Gerais realiza a 62ª cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência a personalidades que contribuem para o desenvolvimento de Minas e do Brasil . O presidente da FIEAM, foi um dos 35 agraciados com a Grande Medalha

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O

presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e 2º vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Silva, recebeu, em 21 de abril, a mais alta comenda concedida pelo governo de Minas Gerais, a Grande Medalha da Inconfidência. A 62ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência foi realizada na Praça Tiradentes, localizada no Centro Histórico de Ouro Preto, em alusão ao herói nacional e mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A cerimônia foi presidida pelo governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia e teve como orador oficial o presidente do Supre-

Antonio Silva, com a mulher, Norma (direita), com o grupo

mo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, mineiro de Paracatu e também homenageado na ocasião. A Medalha da Inconfidência foi criada pela Lei 882, de julho de 1952, durante a administração do então governador Juscelino Kubitschek, e passou a ser concedida, a partir daí, pelo governo de Minas Gerais, a personalidades que prestaram serviços relevantes para a projeção do Estado e do Brasil. Tem quatro designações: Grande Colar - para agraciar chefes de Estado -, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. Neste ano, 164 personalidades foram homenageadas, dentre elas o governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo, a ministra do Su-


edalha da Inconfidência

do Sistema Indústria, incluindo o presidente da CNI, Robson Andrade; na foto abaixo, a Praça Tiradentes em Ouro Preto

premo Tribunal Federal, Rosa Maria Weber, e o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Mello Filho. “Ganhar a Grande Medalha da Inconfidência é um orgulho, pois representa todo um ideal de luta pela liberdade e emancipação política brasileira. Foi uma cerimônia emocionante”, disse Silva. Junto com o presidente da FIEAM, foram agraciados com a Grande Medalha, pelo Sistema Indústria, o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade, e o vice-presidente da CNI, Paulo Gilberto Fernandes Tigre. A solenidade contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Olavo Machado

Júnior, e do presidente da CNI, Robson Andrade. A cerimônia foi realizada na Praça Tiradentes, centro histórico de Ouro Preto, onde o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, recebeu honras militares da Guarda de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais e passou em revista à tropa. O próprio governador fez a entrega das medalhas aos agraciados. Cumprindo a tradição do dia 21 de abril, o governador assinou ato de transferência simbólica da capital do Estado para Ouro Preto. Também foi realizada homenagem a Tiradentes, com a colocação de uma coroa de flores junto ao monumento ao mártir da Inconfidência.

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FDA

O superintendente da Sudam, Djalma Mello, ao lado do presidente da FIEAM, Antonio Silva, e do presidente do CIEAM, Wilson Périco

Novos critérios para financiar projetos J

uros mais baixos, consulta prévia, oportunidade de escolher o banco e início de pagamento para um ano após a implantação do projeto. Estas são algumas novidades do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), apresentado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) em reunião com empresários amazonenses na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). O Fundo é um incentivo aos projetos privados da região amazônica e desde 2005 já destinou cerca de R$ 4,35 bilhões para 19 projetos, principalmente para pequenas centrais hidrelétricas, usinas termoelétricas e linhões. Para este ano, estão

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Sudam apresenta, em reunião da FIEAM, as novidades do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia, como o prazo de um ano, após a implantação do projeto, para início dos pagamentos

previstos R$1,5 bilhão para projetos que promovam o desenvolvimento e a geração de renda na Amazônia. Segundo o superintendente da Sudam, Djalma Mello, o decreto antigo previa

juros de 9% ao ano, enquanto o novo fixa juros de 5 a 6,5%. “A empresa também não precisa mais ser S/A (sociedade anônima) para ter acesso ao financiamento. Como a maioria das indústrias do PIM é de sociedade limitada (ltda), agora vão poder recorrer ao fundo”, disse Mello. O superintendente acrescentou que o processo de consulta também está mais rápido e menos burocratizado. “O empresário agora faz consulta prévia com a Sudam e em 30 dias recebe o parecer, além de escolher o banco operador, que pode ser o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal ou o Banco da Amazônia. Estamos articulando também com o BNDES”, disse.


INCENTIVOS FINANCEIROS R$ 569,57 milhões

R$ 334,06 milhões R$665,24 milhões

R$811,27 milhões

R$ 145,39 milhões

R$ 1,08 bilhão R$ 279,26 milhões

Prazo maior para pagar Outra novidade do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia é o prazo maior para pagar o financiamento. “Antes, o empresário que tinha um projeto com implantação de três anos começava a pagar o financiamento com dois anos. Agora, a empresa tem um ano para faturar após a implantação do projeto e aí sim iniciar o pagamento”, disse o superintendente da Sudam. De acordo com o presidente da FIEAM, Antonio Silva, as mudanças no FDA foram bem recebidas pelo empresariado, porém os juros precisam ser

reavaliados. “Para atrair os investidores é necessário reduzir os juros”, disse, acrescentando que o Amazonas tem potencial para novos investimentos. “Somos o segundo estado com maior valor de projetos financiados pela Sudam”, disse o presidente, ao revelar o montante de R$ 811,27 milhões já financiados pela Sudam para quatro projetos no Amazonas. Na ocasião, a Sudam lançou revista em comemoração aos cinco anos da nova atuação do órgão, que atua na articulação de políticas de desenvolvimento para região amazônica.

Mudanças trazem mais qualidade Publicadas no Decreto 7839/12, as mudanças no Fundo de Desenvolvimento da Amazônia devem dar maior qualidade aos projetos financiados pelo Ministério da Integração Nacional por meio da Sudam, no sentido de integrá-los aos programas e estratégias macro de desenvolvimento determinados pelo Governo Federal. A partir de agora, as empresas que desejarem obter financiamento deverão fazer uma consulta prévia à instituição, o que obriga o empreendedor a descrever as características da empresa pretendente ao financiamento, seus objetivos, sua estratégia mercadológica, seu plano de investimentos e fontes de recursos, entre outras informações. O objetivo é possibilitar à Sudam analisar se o projeto tem viabilidade macroeconômica para o desenvolvimento da região amazônica e se o mesmo está alinhado com as diretrizes do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA). Antes do Decreto, a empresa apresentava uma carta-consulta com os seus principais dados. Sancionado no final de 2012 pela presidente Dilma Rousseff, o novo decreto tem o objetivo de tornar o FDA mais acessível aos investidores. Em sete anos de atuação, o Fundo já destinou R$ 4,35 bilhões a 19 grandes projetos, sendo que a maioria já está em operação ou em fase de conclusão. Para 2013, o Fundo tem disponível R$1,5 bilhão para projetos privados tanto para as grandes empresas (S/A) como para as sociedades limitadas. Antes exclusivo para os grandes investidores, o FDA também vai financiar projetos de médias e pequenas empresas. Dos 19 projetos aprovados pelo FDA, quatro são de empresas do Amazonas, com um volume de recursos de R$ 811,27 milhões. O Estado de Rondônia é o que concentra maior volume de recursos no Fundo, R$ 1,08 bilhão para financiar quatro projetos.

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Yamaha

Parceria à vista

Novo diretor-executivo da Yamaha visita sede da FIEAM e recebe do presidente Antonio Silva sugestões de parcerias locais da empresa com a organização

Antonio Silva com o diretor executivo da Yamaha, Seijiro Teramae, durante reunião na sede da FIEAM

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E

nquanto o governo constrói um plano de competitividade para enfrentar a crise de mercado vivida pelo polo de duas rodas, a Yamaha Motor da Amazônia senta para discutir com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) sobre possíveis parcerias tendo em vista a necessidade da empresa de desenvolver seus recursos humanos. “Desafio à planta do Polo Industrial de Manaus é desenvolver recursos humanos e dar oportunidade ao crescimento das pessoas para adquirirem mais conhecimento, habilidade, técnica e tecnologia. Assim, esperamos que os trabalhadores alcancem patamares de informações industriais e tecnológicas


mais elevados”, declarou o diretor executivo da Yamaha Motor da Amazônia, responsável pela planta de Manaus, Seijiro Teramae. O presidente da FIEAM, Antonio Silva, ressaltou que o Sistema FIEAM está de portas abertas para atender à demanda da Yamaha, bem como de todas as empresas do segmento de duas rodas. O setor é o segundo de maior empregabilidade no PIM, com 18.450 trabalhadores, sendo 2.200 inseridos no quadro de funcionários da Yamaha. “Temos interesse na permanência da Yamaha no Amazonas, gerando emprego e renda à nossa população. Para isto, o Sistema FIEAM disponibiliza a educação profissional para o trabalhador nas

escolas do SENAI, e educação básica, saúde, esporte, lazer, cultura nas unidades do SESI e no Clube do Trabalhador para industriários e seus dependentes. Todo este portfólio de serviços visa o fortalecimento das indústrias, sustentabilidade e competitividade dos produtos fabricados no PIM”, disse Silva. Teramae ressaltou que desde a crise financeira mundial de 2008 a empresa teve retração, com queda de produção e receita. Porém, a política de gestão e qualidade da Yamaha continua buscando a retomada do crescimento e dos lucros com a fabricação de seus produtos. “Só conseguimos oferecer produtos e sonhar se tivermos lucros, pois sem isso as nossas perspectivas de futuro ficam reduzidas. Para elevar o retorno dos negócios da Yamaha estamos acompanhando os resultados e motivando nossa equipe”, avalia o diretor-executivo da Yamaha, enfatizando que em apenas dois meses em Manaus, observa o envolvimento dos trabalhadores no compromisso de melhorar os resultados. Na reunião, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, fez uma rápida contextualização do cenário econômico brasileiro ao diretor japonês, relembrando um dos motivos que impactaram em 2012 as empresas do segmento de duas rodas instaladas no PIM. “As medidas do Governo Federal aplicadas em 2012, que definiam a redução do crédito ao cidadão para a compra de motocicletas e automóveis, delimitando o pagamento da entrada de pelo menos 30% e diminuição do prazo de parcelamento, atingiu o poder de compra da população, ocasionando mudança na indústria”, explicou Silva, lembrando que o mercado teve desaquecimento produtivo e comercial no ano passado. Os resultados desta medida foram retração da indústria de duas rodas, diminuição da capacidade produtiva das fábricas, e a adesão de férias coletivas e até demissão no setor. O presidente da FIEAM foi além das apresentações da entidade, dos incentivos do PIM e da economia brasileira e local. Antonio Silva sugeriu o estudo e avaliação do presidente executivo da Yamaha na proposta de desenvolver forne-

Só conseguimos sonhar e oferecer produtos se tivermos lucros, pois sem isso as nossas perspectivas de futuro ficam reduzidas. SEIJIRO TERAMAE

cedoras locais à empresa. “É importante o mapeamento das necessidades por produtos, insumos e serviços da Yamaha para que possamos motivar o início de algumas parcerias. Com o relatório das demandas poderemos chamar os atores de cada segmento apontado para analisar e viabilizar essas parcerias que trarão vagas de emprego ao Amazonas, bem como economia e lucro para a Yamaha”, ponderou Silva. O encontro contou com a presença do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Athaydes Mariano Félix, que também é primeiro vice-presidente da FIEAM, e do diretor da Divisão Administrativa da Yamaha Motor da Amazônia, Genoir Pierosan.

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Debate Indústria

Licenciamento O ambiental em dose dupla

Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AM) reivindica a participação da classe empresarial na etapa de conversas e definição de critérios que serão adotados pelos órgãos ambientais (Ipaam, do Estado, e Semmas, do Município) quanto às competências no atendimento aos diversos segmentos industriais. A reivindicação foi feita pelo presidente do Sinduscon-AM, Eduardo Lopes, durante reunião das Coordenadorias Operacionais da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), em 11 de abril, na sede da organização, com participação da especialista da Gerência de Projetos Industriais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Karina Bueno. O licenciamento ambiental, tanto no âmbito municipal quanto no estadual, foi o principal item na pauta da reunião, com destaque para a Resolução 34/12, do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), onde estão estabelecidas normas e padrões para a qualidade da água e condições para lançamento de efluentes, entre outras providências. Para Lopes, é necessário que, na expedição do licenciamento ambiental, os órgãos competentes dêem maior celeridade no despacho e renovação do documento, evitando assim burocracias e custos. “Gostaríamos de ter a presença da classe empresarial na etapa de conversa e definição de critérios que serão adotados pelo Ipaam e a Semmas quanto às competências no atendimento aos diversos segmentos industriais”. O presidente do Sinduscon lembrou ainda que os empresários vinculados à entidade já avançaram quanto à definição de que órgão procurar na hora de solicitar o licenciamento ambiental para os projetos que estão dentro dos limites territoriais de Manaus. O direito de se dirigir diretamente à Semmas, segundo ele, foi conquistado em 2010 quando o Sinduscon moveu uma ação civil pública na Vara Especializada de Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa) para nomear a quem o setor se reporta-

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ria para adquirir o documento. O presidente do Sinduscon destacou que a mobilização do setor foi impulsionada pelos reincidentes casos de empresários que se submetiam à duplicidade do licenciamento com a mesma finalidade de avaliar impactos locais gerados pelos empreendimentos da construção civil. De acordo com a especialista Karina Bueno, tanto a Semmas quanto o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) estão se organizando, verificando a responsabilidade de um e outro no que diz respeito ao licenciamento ambiental para depois convidar os segmentos produtivos à discussão e debate quanto ao assunto. “O setor jurídico da Semmas entende que não pode haver duplicidade de licenciamento, daí o trabalho conjunto com o órgão estadual para elencar as atividades de cada um e evitar o desgaste dos solicitantes neste processo”,

Queremos participar da etapa de conversa e definição de critérios que serão adotados pelo Ipaam e a Semmas quanto às competências no atendimento aos segmentos industriais EDUARDO LOPES

explica Karina. Segundo a técnica da Semmas, na grande maioria, as atividades industriais desenvolvidas pelas indústrias de grande porte deverão ser de responsabilidade estadual, sendo necessária a expedição do licenciamento ambiental pelo Ipaam. O diretor administrativo-financeiro da Yamaha Motor da Amazônia, Genoir Pierosan, destacou que a indústria vem buscando a viabilização de se reportar para um único ente e que tal ação judicial de outros segmentos do Polo Industrial de Manaus já foi apresentada ao Poder Judiciário, porém até aquele momento ainda não havia obtive nenhum retorno. “Finalmente alguém tem bom senso e percebe que há uma incoerência em ser bitributado para obter o licenciamento ambiental, algo que a própria Constituição não permite”, disse Pierosan.

Karina Bueno, da Semsa, com Athaydes Mariano Félix (esquerda) e Josué Castro Campos, da Coordenadoria de Meio Ambiente da FIEAM

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Amazonas

Sebrae entrega prêmio de jornalismo Os vencedores do Prêmio Sebrae de Jornalismo, no Amazonas, receberam troféus, brindes especiais e passam a concorrer na etapa regional do Prêmio de Manaus oferecido pela instituição

O

s jornalistas Walter Correa (Rádio Rio Mar), Anwar Assi (jornal Amazonas em Tempo), e Camila Cavalcante de Carvalho (Portal da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) e Daniela Assayag (TV Amazonas) foram os vencedores estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo. Eles são os autores das melhores reportagens, no ano de 2012, sobre o universo

das micro e pequenas empresas nas categorias, respectivamente, Radiojornalismo, Jornalismo Impresso, Webjornalismo e Telejornalismo. A premiação dos vencedores aconteceu no final de abril deste ano, no salão de eventos do Edifício Raimar Aguiar, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. O Prêmio Sebrae de Jornalismo é uma iniciativa do Sebrae e conta com a parceria

da Revista Imprensa, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (Intercom). No Amazonas, o Prêmio conta com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SJP-AM). O objetivo é premiar e reconhecer os profissionais da imprensa que produzem reportagens sobre o universo das micro e

O presidente da FIEAM, Antonio Silva, e o diretor-superintendente do Sebrae, Nelson Rocha, com o homenageado André Anzoategui

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pequenas empresas. Os vencedores estaduais receberam como premiação um troféu, foram destaque em peças de divulgação do Sebrae e passaram a concorrer na etapa regional do Prêmio. A partir dessa fase, a premiação passa a ser em dinheiro, no valor de R$12,5 mil por categoria. Durante a premiação, o Sebrae concedeu um troféu de homenagem póstuma à radialista Fezinha Anzoategui, uma das vozes mais marcantes do rádio no Amazonas. Fezinha ajudou a fundar e a administrar a Rádio Difusora do Amazonas e

tornou-se destaque no radiojornalismo do Estado em função de seu estilo mercante de apresentação e narração. Fezinha, que morreu em julho de 2010, foi representada pelo filho, André Anzoategui. “Esse é um dos principais prêmio de jornalismo econômico do país”, destacou o jornalista Anwar Assi, vencedor da categoria Jornalismo Impresso. “Para mim, foi uma surpresa e uma grande felicidade saber que fui a melhor na minha área”, disse a jornalista Camila Cavalcante, vencedora da categoria Webjornalismo. “De fato, as micro e pequenas empre-

sas representam uma excelente fonte de pautas para o nosso trabalho”, avaliou o jornalista Walter Correa. “Ficamos felizes por estar ganhando novamente esse Prêmio”, finalizou o repórter cinematográfico Orlando Junior, que representou a jornalista Daniela Assayag no evento. Participaram da solenidade o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Antonio Silva, o diretor superintendente do Sebrae-AM, Nelson Rocha, e o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas, Wilson Reis.

Antonio Silva entregou o prêmio ao jornalista Anwar Assi, da equipe do jornal Amazonas Em Tempo

O radialista Walter Corrêa, da Rádio Rio Mar, recebeu o prêmio das mãos do superintendente do Sebrae-AM, Nelson Rocha

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Wilson Reis, entregou o prêmio a Camila Cavalcante, vencedora da categoria Webjornalismo

O repórter Orlando Júnior recebeu o prêmio da categoria Telejornalismo em nome da jornalista Daniela Assayag

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Economia

Mito e verdades sobre a ZFM

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J.PAULO LACERDA/CNI

Zona Franca de Manaus, 46 anos depois de criada, continua cumprindo seu objetivo original de integrar e ocupar a Amazônia, além de ter permitido a preservação de mais de 90% da floresta amazônica. E, embora não seja o único modelo de desenvolvimento baseado em incentivos fiscais no país, graças à Zona Franca, o Amazonas responde por quase 60% de tudo que é arrecadado em impostos federais no Norte do Brasil - R$ 8,5 bilhões - dos quais só fica com pouco mais de R$ 2 bilhões. Essas informações estão contidas no estudo “Zona Franca de Manaus, Mitos e Verdades”, elaborado por técnicos da Suframa e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/ AM) para embasar a classe política na defesa do modelo de desenvolvimento regional e mostrar a importância da Zona Franca e do Polo Industrial de Manaus para a economia nacional. Elaborado por sugestão dos conselheiros do CAS (Conselho de Administração da Suframa) para rebater, num primeiro momento, campanha contra a Zona Franca no Senado Federal, durante a votação do projeto de unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o estudo derruba a tese de que o modelo é oneroso para a União e os demais Estados da Federação. “O governo federal já entendeu que a Zona Franca de Manaus é uma solução para o Brasil e tem sido grande parceiro na defesa do modelo, mas temos de ter a competência de mostrar isso a todos, e vamos

Suframa e Sefaz/AM lançam o estudo técnico “Zona Franca de Manaus, Mitos e Verdades”, elaborado para defender o modelo regional em nível nacional

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O Polo Industrial de Manaus ganha estudo feito por técnicos da Suframa e da Sefaz/AM

fazê-lo. Para isso, estão juntos representantes dos trabalhadores, do empresariado e do poder público”, disse o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira. O presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, acredita ser importante destacar os reais motivos pelos quais o Amazonas defende e continuará defendendo a manutenção da alíquota diferenciada para a Zona Franca. O estudo destaca as contrapartidas econômicas e sociais do benefício do ICMS para a ZFM, como a Universidade do Esta-

do do Amazonas (UEA), hoje presente em todos os municípios do Estado, que não existiria sem os recursos provenientes da indústria, além do fato de que, os custos de manutenção do modelo para o País estão bem abaixo do de outras iniciativas de indução do desenvolvimento. Para Thomaz Nogueira, o posicionamento favorável ao modelo, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, não encerra o processo. “Depois da CAE, nós temos o Plenário. É uma oportunidade para mostrar para todo o País a validade do projeto Zona Franca de Manaus”, disse.


Tributos

Fisco chega à era eletrônica

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começar pela Nota Fiscal, cuja versão eletrônica (NF-e) está em vigor desde 2008 para alguns setores, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AM) ofereceu a representantes da indústria e comércio, em reunião na sede da FIEAM, em abril, oportunidade de atualização e modernização dos documentos fiscais. Ao revelar que o Amazonas foi o primeiro Estado a abolir a versão antiga da NF, em junho de 2012, o chefe do Centro de Estudos Econômico-Tributários da Sefaz/AM, Sérgio Figueiredo, garantiu que em breve todos utilizarão a nova versão. A NF-e entrou em vigor inicialmente para os setores de combustíveis e cigarros. Segundo Figueiredo Júnior, no Brasil, já foram emitidas 6,5 bilhões de notas, sendo 42 milhões no Amazonas, com 10 mil emitentes. Os contribuintes do varejo devem apenas equipar suas empresas com hardware acoplado ao Emissor de Cupom Fiscal (ECF) e software homologado para a emissão do Cupom Fiscal. O investimento chega, em média, a R$ 3.500,00 por máquina. Além disso, as empresas também entram com processo para obter a habilitação das máquinas junto à Sefaz, com tempo de liberação média de uma semana. Em relação à Nota Fiscal Eletrônica ao Consumidor Final (NFC-e), Figueiredo afirmou que o consumidor terá a segurança de contar com o documento fiscal a qualquer momento que precisar, não tendo de acumular papel. O Projeto da NFC-e está na fase piloto nos estados do Amazonas, Acre, Sergipe, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. A previsão é de que a partir do segundo semestre de 2013, quando encerra a fase, todas as empresas façam a migração do atual sistema para a NFC-e. Na reunião, o auditor fiscal da Sefaz/ AM, Adriano Ribeiro, falou ainda sobre a obrigatoriedade das transportadoras de fazer a migração do Conhecimento de Transporte tradicional, em papel, para a emissão do documento eletrônico (CT-e).

Informações e Orientações: Portal nacional SPED-Fiscal: http://www1.receita.fazenda.gov. br/sistemas/sped-fiscal/ Portal Estadual da EFD: http://dbcon.sefaz.am.gov.br/efd/ index.html Contatos Grupo Gestor da EFD do Amazonas: Fone: (92) 2121-1750 Email: efd@sefaz.am.gov.br

O Estado do Amazonas foi o primeiro a abolir a versão antiga da Nota Fiscal, em junho de 2012. Em breve, todos estarão utilizando a nova versão. SÉRGIO FIGUEIREDO

“A mudança começou no país no final do ano passado e deve estar completa até o encerramento de 2013, quando todos os transportadores interestaduais e intermunicipais de cargas do país deverão estar utilizando o CT-e, sob pena do pagamento de multa e retenção da carga”, disse. “Paralelo à adoção do CT-e, será implantado no decorrer de 2013 e 2014 o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), que informará ao fisco as unidades de cargas (carretas, contêineres, aeronaves e embarcações), permitindo maior agilidade na liberação das mercadorias nos terminais de destino”, disse Ribeiro. O Projeto Brasil ID, o Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias por radiofrequência, funciona por meio de chip instalado nas embalagens das mercadorias, que emite sinais a serem captados por antenas espalhadas em todo o território nacional. Por fim, o auditor Alan Correa apresentou a Escrituração Fiscal Digital (EFD), que desde 2009, está em formato de obrigatoriedade. O arquivo é um conjunto de informações referentes às operações, prestações de serviços e apuração de impostos do contribuinte.

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Educação

Mais perto do ensino profissional FIEAM promove segundo encontro de gestores do Polo Industrial de Manaus para alinhar oferta de cursos do SENAI à demanda da indústria local

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embros da Coordenadoria de Relações do Trabalho e Emprego da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) realizaram o segundo encontro com gerentes de Recursos Humanos e representantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) para alinhar a oferta de cursos profissionais do SENAI Amazonas à demanda da indústria local. Participaram desta segunda reunião de trabalho, em 30 de abril, entre a classe produtora e a entidade que fomenta educação básica e profissional, saúde, esporte, lazer e cultura à indústria amazonense, as empresas Moto Honda da Amazônia, Dafra da Amazônia, Sony Brasil, Panasonic do Brasil, Whirlpool Latin American AM, Yamaha, Voith Hydro da Amazônia e Masa da Amazônia. O encontro deu continuidade ao Projeto Manutenção Industrial que contempla o trabalho de apresentação do portfólio de serviços e cursos do SENAI e adequação de sua programação e disponibilidade de


vagas na formação de novos industriários e atualização dos trabalhadores que atuam na manutenção industrial das fábricas do PIM. No período de um mês de articulação e levantamento das necessidades de capacitação no segmento em foco, o diretor de Marketing e Comunicação do Sistema FIEAM, Paulo Roberto Gomes Pereira, e a equipe de multiprofissional do SENAI e FIEAM trataram as informações coletadas com trabalhadores, técnicos e gerentes que vivenciam as dificuldades de mão de obra qualificada para executar os reparos mecânicos, elétricos e eletrônicos. “Essa é uma iniciativa que promove a aproximação da indústria com o SENAI, nos permitindo mostrar a missão da instituição no apoio à indústria amazonense através da oferta de cursos profissionalizantes e de soluções técnicas e tecnológicas. Apresentamos a estratégia de divulgação dos cursos e de ampliação do atendimento do SENAI à indústria, industriários e comunidade”, informou Paulo Pereira. Para o gerente de Recursos Humanos da Sony, Eduardo Silva, essa relação entre

SENAI e empresa é intensa. “O SENAI treina todos os nossos novos operadores e os menores aprendizes que temos na fábrica, além de atender nossas demandas por capacitação pontual na área técnica”, revela. O responsável pelo grupo de trabalho sobre educação e desenvolvimento da Coordenadoria da FIEAM e gerente de RH da Masa, Franklin Santos, ressalta que dentre as modalidades do ensino profissionalizante do SENAI – iniciação, aprendizagem, qualificação, aperfeiçoamento e habilitação profissional – a aprendizagem industrial é um dos melhores programas de formação e capacitação na inserção de forçar de trabalho jovem na empresa. Os cursos de aprendizagens são destinados aos jovens na faixa etária de 14 a 24 anos, com escolaridade mínima do 9º ano do Ensino Fundamental, para adquirir Formação Profissional, na forma da legislação do Decreto 5.598 de 1º de dezembro de 2005, os quais permitem estágios nas organizações contratantes. O SENAI oferece 20 cursos nesta modalidade, contemplando os segmentos de metalmecânica, construção civil, eletroeletrônica, refrigeração, confec-

ção do vestuário e administrativo industrial. O processo seletivo de menores aprendizes é realizado pelas empresas parceiras do SENAI que solicitam vagas nos cursos de interesse para serem ocupadas por jovens que se adequem ao perfil exigido pela empresa. “Muitas empresas encaram este programa apenas como obrigação, sem levar em conta as vantagens de agregar a seu quadro de funcionários jovens qualificados que podem se transformar num trabalhador que seja a cara da empresa, conhecendo seus processos e necessidades”, avalia Franklin Santos. O gerente de RH da Massa destaca que a empresa contrata aprendizes além da cota exigida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determinada entre 5% a 15%, dependendo do porte da empresa. A Masa possui cerca de mil trabalhadores e 70 menores aprendizes em fase inicial de formação no SENAI e dentro da fábrica. O programa Jovem Aprendiz na empresa é direcionado aos filhos e parentes de funcionários.

Aprendizagem de mãe e filho A aprendizagem para a coordenadora de manufatura da Masa da Amazônia, Francisca Nunes, de 34 anos, faz a diferença em sua vida profissional e familiar. Francisca ingressou na empresa como menor aprendiz aos 15 anos, porém revela que o conhecimento industrial naquela época foi adquirido no dia a dia dentro da empresa. Após um ano como aprendiz, Francisca foi contratada e há 18 anos faz parte do quadro de funcionários da Masa. Desde fevereiro, a industriária vem relembrando a história de superação e desenvolvimento profis-

sional vivida em sua adolescência, pois o filho mais velho, Luan Nunes, de 20 anos, passa pela experiência de ser aprendiz. Luan já concluiu 800h do curso de injeção plástica nas salas e laboratórios do SENAI, agora cumpre o restante do ensinamento, colocando em prática o conhecimento nas máquinas injetoras de três fábricas, das cinco que compõem a Masa da Amazônia. “Quando cheguei na Massa eu tinha noção do deveria realizar e tudo que faço hoje complementa meu aprendizado”, ressalta Luan.

Francisca Nunes e o filho Luan: ele segue o caminho aberto por ela na Masa

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Construção civil

Soluções tecnológicas no canteiro “O

SENAI possui infraestrutura, equipe especializada e soluções tecnológicas para indústria da construção civil. O que falta é aproximação do segmento produtivo com a instituição. Nossa missão é apoiar e fortalecer o setor, com a formação de profissionais qualificados aptos a contribuir com a estruturação e o progresso de nosso Estado”. Assim, o presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, começou a apresentar o portfólio oferecido pelo SENAI Amazonas, na Escola SENAI Demóstenes Travessa, para representantes de mais de 10 construtoras de micro, pequeno e médio porte em atividade no Estado. Com capacidade para atender até 1,5 mil alunos em cerca de 30 cursos nas modalidades aprendizagem, iniciação, aperfeiçoamento e qualificação, a Escola SENAI Demóstenes Travessa foi criada para atender exclusivamente o segmento da construção civil. Antonio Silva lembrou ainda que a instituição possui 25 salas e ambientes apropriados para formação profissional em pedreiro, instalador elétrico, assentador cerâmico, marceneiro, pintor de obras, entre outras modalidades. “Além de todo o portfólio de serviços oferecidos dentro da escola, a instituição também realiza cursos in company. O SENAI cria programas personalizados, adequando-se à realidade de tempo e de espaço das construtoras, permitindo levar até o trabalhador o conhecimento profissiona-

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Sistema FIEAM promove visita de empresários da construção civil à Escola SENAI Demóstenes Travessa

lizante, qualificando as pessoas em seu ambiente de trabalho, nos canteiros de obra”, explicou Antonio Silva. A escola também conta com tecnologia de ponta nos laboratórios de Cerâmica e Madeira/Móvel, bem como oferece serviço de Resposta Técnica direcionada a solucionar dúvida do empresário neste segmento, certificação, consultoria e eventos técnicos. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/ AM), Eduardo Lopes, a iniciativa permitiu ampla visão do trabalho realizado pelo SENAI em educação profissional e serviços técnicos e tecnológicos para o setor. Segundo ele, os empresários não tinham conhecimento sobre muitas das atividades da escola. “Conhecemos laboratórios e vamos estudar as necessidades do setor para também sugerir a criação de novos espaços tecnológicos”, disse Lopes. O empresário Altair José Vanzin, da Construtora Europa, destacou o serviço de certificação de pessoas nas ocupações de pedreiro, eletricista, encanador e pintor de obras, realizado pelo SENAI. O atestado vem atender trabalhadores que aprenderam a profissão com os pais ou


na atividade prática, sem ter passado pela educação profissional. “O credenciamento da aptidão do funcionário é importante para atender as exigências dos órgãos reguladores, governo e clientes. Não basta saber, é necessário ter certificado para atender o mercado e sua evolução. Esse serviço do SENAI de certificação do trabalhador é oportunidade para a mão de obra e para a indústria”, avaliou Vanzin. O presidente do Serviço Social da Construção Civil (Seconci/AM), Frank Souza, disse que a variedade de cursos de qualificação e capacitação para os trabalhadores da construção permite que o setor cresça com segurança e qualidade. “Vamos divulgar ao trabalhador o que o SENAI tem a oferecer, pois a formação dá ao profissional conhecimento e qualidade de vida, menos desperdício e motivação”, declara Frank. A Escola SENAI Demóstenes Travessa está localizada na Avenida Rodrigo Otávio, 510, Distrito Industrial. Mais informações sobre serviços técnicos e tecnológicos e cursos pelo telefone 3614-5901 e 36145901, ou no site http://www.fieam.org. br/site/senai/escola-senai-demostenes-travessa/

CURSOS/SENAI • Eletricidade Aplicada à Construção Civil (42h) • Leitura e Interpretação de Desenho da Construção Civil (60h) • Matemática Aplicada à Construção Civil (42h) • Metrologia Aplicada à Construção Civil (42h) • Operador de Máquinas de Marcenaria (42h) • Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão (1000h) • Eletricista Instalador Residencial (204h) • Instalador Hidráulico Predial (1000h) • Pedreiro de Alvenaria (1000h) • Montador de Andaimes (204h) • Mestre de Obras (324h) • Assentador Cerâmico (40h) • Montador de Alvenaria em Bloco Estrutural (42h) • Tecnologia da Construção a Seco – Gesso Acartonado (60h) • NR 35 – Trabalho em Altura (16h)

Empresários e representantes do setor durante visita à Escola SENAI Demóstenes Travessa

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Educação

Construindo a Nação com cid

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m projeto de conscientização sobre ética e cidadania, envolvendo escola, família e comunidade, deu à Escola Municipal Padre Sebastião Luiz de Souza Puga o 1º lugar na categoria Ensino Fundamental do Prêmio Construindo a Nação, iniciativa do Instituto da Cidadania Brasil em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas). A entrega dos troféus aconteceu em 23 de abril com a presença do presidente do Instituto da Cidadania Brasil, Paulo Saab, e a diretora técnica do SESI/AM, Rosana Vasconcelos, além alunos e professores das 17 escolas finalistas. Graças ao projeto “Ética e Cidadania: Reflexão e Criação da Pátria”, a escola municipal localizada no bairro Japiinlândia, zona Sul de Manaus, formado a partir de ocupações, conseguiu diminuir a depredação de sua estrutura física. A escola iniciou o projeto de conscientização, por meio de palestras e encontros de sensibilização aos pais, alunos e comunidade. “Em quatro anos estamos fortalecendo a cidadania, a mudança na postura dos alunos e também na comunidade. O ponto alto da execução do projeto é a participação dos pais e comunidade em geral”, disse a professora idealizadora, Auristela Brasil Brito. O Prêmio tem como objetivo estimular as escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos - EJA, a desenvolverem, com a participa-

Instituto da Cidadania Brasil e SESI Amazonas promoveram, em abril, a 7ª edição do Prêmio Construindo a Nação, com 17 escolas finalistas premiadas

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Diretora do SESI, Rosana Vasconcelos (esquerda) e Paulo Saab entregam prêmio a gestoras da Escola M

ção efetiva dos alunos, projetos que contemplem ações voltadas à cidadania. Em cada uma das quatro categorias foram escolhidos os três melhores projetos. Na categoria Ensino Infantil, o Centro Municipal de Educação Infantil Wilson Mota dos Reis conquistou o 1º lugar, e na categoria Educação de Jovens e Adultos (EJA), a vencedora foi Escola Municipal Alberico Antunes de Oliveira. Foi premiada também a Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), da Secretaria Municipal de Educação, que conquistou o 1º lugar na categoria Projetos Especiais de Iniciativas Públicas e Privadas. Segundo o formador da DDPM, Ewerton Nascimento, o prêmio é motivador para continuar com o projeto “Mostra de cinema com a

temática africana e indígena: escola, diversidade e direitos humanos”. Receberam placas de menção honrosa o Centro Municipal de Educação Herman Gmeiner, o Centro Municipal de Educação Professora Elza Cruz de Oliveira, o Centro Municipal de Educação Graziela Ribeiro (Ensino Infantil) e a Escola Municipal Osvaldo Sobreia (Ensino Fundamental). Com o projeto “A água nossa de cada dia”, a Escola Estadual Angelo Ramazzotti foi bicampeã, na categoria Ensino Médio. Segundo o gestor, Reginaldo Mendonça, o projeto priorizou a conservação da água para uma comunidade de 350 alunos. Para o vice-presidente da FIEAM, Sócrates Bonfim Neto, com o Prêmio


idadania

O diretor Carlos Azevedo e o vice-presidente da FIEAM, Sócrates Bonfim Neto, com o secretário Pauderney Avelino e o presidente do Instituto Cidadania Brasil, Paulo Saab

Municipal Padre Sebastião Puga

Construindo a Nação, as escolas e organizações educativas têm a oportunidade de mostrar seus projetos em prol de uma sociedade mais evoluída. O presidente do Instituto da Cidadania Brasil, Paulo Saab, disse que o Amazonas merece destaque, principalmente na área da educação. “O projeto tem esse objetivo de permitir a intervenção do jovem na sociedade, construindo seu papel

de cidadão”, disse. Também presente no evento, o secretário Municipal de Educação, Pauderney Avelino, elogiou a iniciativa pois, segundo ele, tudo que se faz em prol das escolas, alunos, e educação é relevante. “Isso motiva todos eles a desenvolverem projetos em prol da nossa sociedade”, disse. A Semed faturou 15 dos 17 prêmios entregues na solenidade.

PRÊMIO CONSTRUINDO A NAÇÃO 2012/2013 ENSINO INFANTIL 1º Lugar C.M.E.I. Wilson Mota dos Reis 2º Lugar C.M.E.I. Jean Piaget 3º Lugar C.M.E. Prof. Nilza dos S. Alencar ENSINO FUNDAMENTAL 1º Lugar E.M. Pe. Sebastião S. Puga 2º Lugar E.M. Leonardo Da Vinci 3º Lugar

E.M. Vila da Felicidade

E.M. Dr. Paulo Pinto Nery

MENÇÃO HONROSA

ENSINO MÉDIO 1º Lugar E.E. Angelo Ramazzotti

POLÍTICAS PÚBLICAS 1º Lugar Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério, da Secretaria Municipal de Educação (Semed) 2º Lugar Divisão Regional de Educação VI/Semed 3º Lugar Associação Missionária de Apoio e Resgate em parceria com a E.M. Davison de Araújo Pereira

ENSINO INFANTIL C.M.E. Hermann Gmeiner C.M.E. Profa. Elza Cruz de Oliveira C.M.E. Graziela Ribeiro

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 1º Lugar E.M. Albérico Antunes de Oliveira 2º Lugar Centro Integrado do Trabalhador Dolores Rodrigues Garcia – CIT 3º Lugar

ENSINO FUNDAMENTAL E.M. Osvaldo Sobreira

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Saúde

População manauara está acima do peso De acordo com o especialista, 13% dos homens e 19% das mulheres que vivem em Manaus não praticam qualquer tipo de atividade física

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etade da população de Manaus está acima do peso ideal. A afirmação é do especialista em acupuntura e ginecologista Cláudio Hipólito, em palestra para os participantes do 1º Circuito Bem Viver - Saúde e Atitude, promovido pela empresa Villas Design, em parceria com o SESI, no Clube do Trabalhador do Amazonas. De acordo com o especialista, 13% dos homens e 19% das mulheres que vivem em Manaus são sedentários e não praticam atividade física, além de preferirem o elevador em vez de escadas. O sedentarismo, de acordo com o especialista, agrava algumas doenças, como diabetes, e contribui para o surgimento de outras doenças igualmente crônicas, como a hipertensão arterial e doenças cardiovasculares que podem levar à morte. Segundo Cláudio Hipólito, “também não basta ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas: é necessário agregar outras atividades para se conseguir qualidade de vida saudável”. Ele cita, por exemplo, a realização de exames preventivos que devem ser feitos tanto pelo homem quanto pela mulher. Para o especialista, o homem a partir dos 40 anos deve ir regularmente ao urologista para fazer exames da próstata, enquanto que a mulher deve realizar exames preventivos de câncer de mama e de colo uterino após os 50 anos. Saúde preventiva A coordenadora do Circuito Bem Viver - Saúde e Atitude, Célia Villas Boas, disse que o objetivo do evento foi passar aos participantes informações sobre como encarar a saúde de forma preventiva. “As pessoas devem ter a consciência de que para uma boa alimentação o importante não é a quantidade, mas a qualidade”, disse. Segundo Célia Villas Boas, o Circuito foi direcionado para o bem-estar das pessoas, com vários estandes mos-

A coordenadora do Circuito Bem Viver, Célia Villas Boas, falou de saúde preventiva

O sedentarismo agrava algumas doenças, como diabetes, e contribui para o surgimento de outras igualmente crônicas CLÁUDIO HIPÓLITO

trando a importância de se ter qualidade de vida. Ela disse que é preciso mudar alguns hábitos agora, porque mais tarde as consequências serão graves. Aulão e teatro Durante o Circuito, uma equipe de profissionais de Esporte, Cultura e Lazer do SESI ofereceu aos participantes várias atividades e serviços, começando com um Aulão de Body Gym. Na sequência, o Grupo de Teatro do SESI apresentou esquetes sobre bem-estar, com informações nutricionais, além da verificação do Índice da Massa Corporal (IMC), que é utilizado para identificar excesso de peso corporal. Para ser calculado o IMC, divide-se o peso pela altura ao quadrado (em metro). Uma pessoa que mede 1m80, terá de pesar no máximo 80 quilos. De acordo com a gerente de Lazer, Cultura e Esporte do SESI, Nelsi Lunière, o Circuito Bem Viver está alinhado com atividades desenvolvidas pela Instituição no seu dia a dia. Segundo Nelsi, é importante que as pessoas tenham consciência da necessidade de uma alimentação balanceada e da prática de atividades físicas, além do controle do peso e de atitudes para evitar o sedentarismo.

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Educação

Releitura em sala de aula

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lunos do Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) tornaram-se “telas vivas” do pintor Romero Brito na 2ª Mostra Literária da Unidade de Educação Dr. Francisco Garcia, localizada no Distrito Industrial. Vestidos com as telas do pintor brasileiro, alunos do 2º período participaram de um desfile especial. Os destaques foram para as alunas Emanuele Benício Galberto e Isabela Vitória Brito,ambas de 5 anos, vestidas com a tela “A maçã” e objetos criados pelo artista, respectivamente. Romero Britto, artista pernambucano radicado nos EUA, é o maior expoente no Brasil da Pop-Art, estilo que se baseia no reprocessamento de imagens populares e de consumo, contemplando a linguagem da cultura urbana. Com traço quase infantil, o artista explora formas geométricas e figuras, usa todas as cores, sempre muito vivas e vibrantes, transmitindo bom-humor, alegria e jovialidade, dando movimento e vida a figuras diversas.

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SESI promove desfile de obras do artista plástico brasileiro Romero Brito vestidas por alunos da Unidade de Educação Dr. Francisco Garcia “E tudo vira outra história” foi o tema geral da 2ª Mostra, realizada no período de 23 a 26 de abril, que contou ainda com a apresentação do grupo Nação Tikuna, e de alunos representando personagens de Ziraldo e Maurício de Souza, além de exposições e divulgações de obras de Tarsila do Amaral. De acordo com a pedagoga do 2º período, Ana Karina Holanda, as crianças mostraram o seu lado criativo, com a criação dos quadros, roupas e acessórios para a mostra. “O objetivo da mostra é despertar a curiosidade pela arte visual e seus elementos”, disse a pedagoga.

Uma das obras representadas na mostra dedicada a Romero Brito foi “A Maçã” (esquerda)


Comeรงa rodada Jogos SESI 2013

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Esporte

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erca de 3,5 mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus tiveram as comemorações do 1º de maio antecipadas com a abertura dos Jogos Estaduais do SESI. Em 26 de abril, sob o tema “Esporte – Mudança no Estilo de Vida”, trabalhadores-atletas de 47 empresas do PIM transformaram o Estádio Roberto Simonsen, Clube do Trabalhador do Amazonas, no palco da grande festa de confraternização dos industriários amazonenses, com direito a salva de fogos e chuva de papel picado. Ao dar as boas vindas aos trabalhadores, o presidente do Sistema FIEAM, Antonio Silva, disse que os Jogos, neste ano, já estão começando de forma exitosa devido ao expressivo aumento de 14% no número de empresas inscritas em relação à edição passada. “O Sistema FIEAM deseja uma competição tranquila, respeitosa e, sobretudo, divertida para nossos trabalhadores que passam o ano todo trabalhando e esperam ansiosos pelo início da competição que estimula a prática esportiva e a qualidade de vida”, disse Antonio Silva. Em sua 13ª edição, os Jogos Estaduais do SESI vão reunir, até setembro, mais de 6 mil trabalhadores de 151 empresas do PIM. As disputas nas 17 modalidades esportivas (ver quadro) estavam previstas para começar em 7 de maio. A maior parte das competições será disputada no Clube do Trabalhador, mas algumas provas terão lugar na Vila Olímpica de Manaus. A gerente de Cultura, Esporte e Lazer, do SESI Amazonas, Nelsi Luniére, festejou o crescimento do número de empresas inscritas nos Jogos SESI 2013. “Devido à crise, tivemos dúvidas sobre a participação de algumas indústrias veteranas, e, no final, conseguimos inscrever 45 novas empresas que estão estreando na competição. Esperamos que o espírito esportivo, o jogo limpo, esteja presente, bem como o trabalho em equipe, a cooperação mútua e os valores do esporte”, disse Nelsi. Estilo de vida O trabalhador-atleta Jean Lopes, 33, da Moto Honda, que desfilou com a tocha dos jogos e fez o juramento do atleta,

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Esperamos que o espírito esportivo, o jogo limpo, esteja presente, bem como o trabalho em equipe

mostrou como o esporte pode mudar o estilo de vida de cada um. Mesmo com deficiência na perna esquerda, Jean vem competindo há dez anos na natação, no mesmo nível dos outros NELSI LUNIÉRE competidores, o gerente de que não o impediu Cultura, Esporte e de ser várias vezes Lazer campeão em âmbito estadual e regional, nas provas 50m borboleta, 4x50m, peito, entre outras. Jean conta que para se superar treina dobrado e que o esporte realmente mudou sua história. “Eu treino cinco vezes por semana pois preciso me superar e tenho tido ótimos resultados, sendo várias vezes campeão”, disse. Na avaliação da diretora técnica do SESI Amazonas, Rosana Vasconcelos, as empresas estão percebendo cada vez mais que o esporte é um instrumento de qualidade de vida e que aumenta a produtividade da indústria, já que estimula o trabalho em equipe e a disciplina.

Moto Honda tem participação integral Entre as empresas veteranas, a Moto Honda da Amazônia levou uma das maiores delegações para o desfile de abertura. A empresa, que faturou, em 2012, o primeiro lugar da competição, participa este ano com 300 atletas nas 17 modalidades. “Os jogos servem como uma forma de integração de nossos funcionários. Somos uma empresa muito grande e os jogos são uma maneira de os funcionários de setores diferentes se conhecerem, interagirem e confraternizarem”, disse o supervisor administrativo de Serviços da Honda, Satoshi Miles.

Apresentação que rendeu o tetracampeonato à Samsung:


Samsung é campeã do desfile de abertura

: a empresa venceu no desfile e também no quesito torcida organizada

Modalidades

A Samsung Eletrônica da Amazônia conquistou o tetracampeonato no desfile de abertura dos Jogos Estaduais do SESI 2013. A empresa levou para o Clube do Trabalhador 90 funcionários, divididos em três blocos: institucional (empresa), coreanas (a origem da empresa) e atletas (modalidades dos jogos), para desenvolver o tema “Esporte – Mudança no Estilo de Vida”. O espetáculo teve direito a técnicas de ilusionismo e diversidade de ritmos na coreografia. Um dos responsáveis pelo tetracampeonato é o coordenador de eventos da empresa, Maurício Melo, 35, que já participa dos desfiles há cinco anos, dois deles pela Samsung. Segundo Melo, ele e a equipe dedicaram quatro horas diárias, após a jornada de trabalho, nas últimas duas semanas, para organizar o desfile. “O objetivo foi mostrar que o esporte tem o poder de unir as culturas, no caso Brasil e Coreia”, disse Maurício. No desfile, a Philco da Amazônia ficou em segundo lugar e a TPV, em terceiro. No quesito torcida, a Samsung ficou em primeiro, a Moto Honda em segundo, e a Whirlpool, em terceiro lugar.

COLETIVAS - Futebol sete máster - Futebol sete principal - Futebol de campo - Futsal - Queimada - Vôlei indoor - Vôlei de praia - Softbol INDIVIDUAIS - Atletismo - Dominó - Sinuca numerada - Xadrez - Tênis de quadra - Tênis de mesa - Judô - Natação - Jiu-jítsu

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show Show

Anime Jungle Party agita Clube do SESI

A banda carioca Forfun durante show para mais de duas mil pessoas na primeira noite do Anime Jungle Party

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m mais um ano de parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI/AM), o Anime Jungle Party (AJP) atraiu mais de 12 mil pessoas ao Clube do Trabalhador do Amazonas, de 12 a 14 de abril, com campeonatos de videogames e cosplay. A banda carioca Forfun encerrou a primeira noite da programação, dia 12, com show para mais de duas mil pessoas no Ginásio Domício Vellozo, no Clube do SESI. Atualmente em turnê para divulgação do DVD “Forfun Ao Vivo No Circo Voador”, lançado em 2012, a banda carioca apresentou músicas do CD “Alegria Compartilhada” (2011), e sucessos, como “História de Verão” e “Good Trip”. Antes do show, o responsável pela guitarra, samplers, sintetizadores, teclados, escaleta e vocal do Forfun, Vitor Isensee, lançou o livro de poesias “Vivas Veredas”, atraindo diversos fãs. Em meio aos tietes que aguardavam a vinda da banda a Manaus, os irmãos Marcos Lucas e João Victor Giareta marcaram presença, representando personagens do Naruto, série de anime e mangá do japonês Masashi Kishimoto. “Esse é nosso segundo ano. Participamos em

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2012, sempre caracterizados”, disse Marcos Lucas. O evento contou ainda com a participação do blogueiro e VJ da MTV, PC Siqueira, o dublador Marco Ribeiro, que é a voz de Tom Hanks no Brasil, e Yusuki Urameshi, do desenho Yu Yu Hakusho, dos irmãos Piologo, do Mundo Canibal, e do cantor Edu Falaschi. De acordo com o organizador do evento, Leonardo Tamietti, os planos para as próximas edições são de aproveitar as piscinas do Clube do SESI com waterballs - bolas de plástico que flutuam nas águas. Para as próximas edições, o organizador pretende continuar no formato “banda, dublador, palestrante”, com a esperança de trazer em setembro a banda CMP22. Para Leonardo, apesar do calor e da lotação, o espaço é o mais adequado possível para a realização do evento, pois é um ambiente com vários espaços e com diversas possibilidades. “A intenção é adaptar o lugar para acomodar o público, com tendas climatizadas entre outras opções que ajudem no conforto dos visitantes em vez de realocar o evento”, sugeriu.

Os irmãos Marcos Lucas e João Victor Giareta maracaram presença caracterizados dos personagens do Naruto


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FIEAM Notícias Ed. 70