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Ano XIX - Número 29 - Junho - Julho 2017

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Perfil Corporativo MISSÃO • Representar, organizar e defender os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde. O QUE FAZEMOS • O Sinsaúde representa e proporciona meios que promovam social, cultural e economicamente os trabalhadores e trabalhadoras da saúde. • Atua politicamente junto com os órgãos sindicais, governamentais e empresariais propondo ações que visam à organização dos trabalhadores e trabalhadoras e à melhoria do sistema de saúde. • Para atingir seus objetivos utiliza todos os meios, ferramentas e tecnologias disponíveis, prestando seus serviços com qualidade e excelência. VALORES • Ética e moral. • Honestidade e transparência. • Respeito à vida, à dignidade do ser humano e ao meio ambiente. • Valorização dos trabalhadores, trabalhadoras, dirigentes e colaboradores sindicais. • Responsabilidade social. VISÃO • Alcançaremos: • Padronização do atendimento e identidade visual em todas as unidades. • Unificação e ampliação dos benefícios sociais e ganhos salariais reais para a categoria. • Inserção política em todas as esferas e organismos de representação. • Reconhecimento mundial. • Por meio de: • Desenvolvimento e aprimoramento contínuo da capacitação de trabalhadores, trabalhadoras, dirigentes e colaboradores sindicais nos níveis administrativo, técnico e político. • Estabelecimento de alianças com órgãos públicos e privados de representação nacional e internacional. • Otimização da tecnologia da informação com ênfase na conectividade e interatividade entre os vários órgãos do governo e de representação nacional e internacional e com os trabalhadores e trabalhadoras da saúde. • Organização interna e consolidação da aliança entre dirigentes e colaboradores sindicais. • Consolidação das fontes de custeio para realização das atividades.


CENA EM

Ano XVIII - Número 29 Janeiro - Junho 2017

4

ÍNDICE Editorial

5

Especial - Contratação de estagiários aumenta no Brasil

8

Atualidade - Drogas: problema de saúde pública ou de polícia?

10

Atualidade - Homofobia, um preconceito longe de acabar

12

Política - Terceirização, um ataque aos direitos trabalhistas

14

Personagem da saúde - Denise Corrêa Siliano

16

Transformação - Vânia Maria dos Santos Freitas

17

Economia - Brasileiros que deixam o Brasil em busca de oportunidades

18

Atualidade - Sinsaúde investe em equipamentos de lazer

20

Caderno Vip - Dia Internacional da Mulher

22

Expediente

EM CENA - 3


EDITORIAL

Chegou a hora de quebrar velhos tabus na nossa sociedade

A revista Em Cena é um veículo que promove outros tipos de conhecimento para o leitor. Diferente do Esparadrapo, ela reflete sobre assuntos fora do movimento sindical e reforça a importância de discutirmos assuntos não só na área da saúde, mas também na social. Agora, imagine quando dois assuntos da competência do Sinsaúde, saúde e sociedade, estão unidos em um só? A edição 29 da Em Cena veio para quebrar velhos tabus de nossa sociedade, alguns deles criminosos, como a homofobia. Em 1993, pesquisa feita em regiões metropolitanas mostrava que quase 60% dos brasileiros assumiam rejeitar os gays. Apesar do preconceito ainda ser presente em nossa sociedade, este quadro tem mudado aos poucos, principalmente em relação aos mais jovens. Como as diferentes gerações lidam com este assunto e como combater este crime de ódio que traz milhares de vítimas fatais todos os anos em nosso País? A discussão sobre o tema da homofobia deve prevalecer não só em nossa cultura, mas também nas escolas. É de entendimento de todos que as pessoas desenvolvem este preconceito quando ainda são pequenas, ouvindo e reproduzindo o que é dito pelas famílias e por amigos. Os LGBTTs (sigla que denomina lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) têm seus direitos constantemente ignorados e sofrem vários tipos de violência em sua rotina. O respeito às pessoas, independente de seu credo, orientação sexual e cor de pele, não é somente algo que está escrito em nossa Constituição Federal, mas que também deve estar presente em todas as nossas ações. Outro tema que a revista Em Cena trata nesta edição são as drogas, destacando a forma como nós discutimos este assunto. Isto é problema de saúde pública ou caso de polícia, como é tratado nos veículos de comunicação? Profissionais de saúde que somos, conhecemos de perto a realidade dos usuários de drogas, como cocaína e cra-

4 - EM CENA

ck, e acredito ser ultrapassada e desumana a ideia de que é necessário mais polícia para tratar o problema das drogas em nossa sociedade. Este assunto requer não só conhecimento, mas também humanidade e empatia, pois devemos ser capazes de ver o lado do outro para encontrar caminhos alternativos para as pessoas dependentes se libertarem. E se neste mundo que existem as drogas pesadas e assustadoras, também existem aquelas que já são aceitas por parcelas importantes da sociedade, como é o caso da maconha. E a revista Em Cena vai levantar uma questão ainda mais, digamos, polêmica. Você é favor da descriminalização da maconha? Este assunto demorou a ser discutido no Brasil, pois historicamente sempre tratamos as drogas como política de segurança pública. Especialistas na área da saúde e nos movimentos sociais vão explicar por que o Brasil está tão atrasado neste debate e o que vai fazer daqui pra frente. Você pode conferir este e outros assuntos que interferem diretamente na vida de qualquer cidadão e também outros que vão mudar o mundo do trabalho. Um exemplo é a lei de terceirização, aprovada em março pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo presidente da República. Esta lei já em vigor vai precarizar ainda mais as relações de trabalho no Brasil e provocar o rebaixamento de salários, além de piorar as condições de trabalho para milhões de brasileiros. É preciso resistir aos ataques que estão sendo promovidos contra os direitos dos trabalhadores. Eles são muitos e podem resultar num retrocesso histórico. Boa leitura! Leide Mengatti - presidente


ESPECIAL

Por Henrique Rodrigues

ovens, a maioria deles entre 18 e 24 anos, que dividem o tempo para os estudos e para o trabalho. Esta é a rotina cada vez mais frequente de estudantes de ensino médio e superior no Brasil nos últimos anos. Desde 2009, quando passou a vigorar a Lei do Estágio nº 11.788/2008, o número de contratações destes profissionais cresceu cerca de 40% nos primeiros três meses do ano. Renovação no quadro de funcionários é um dos principais motivos para empresas de diversos ramos profissionais integrarem estagiários no mercado de trabalho. Pelo menos é o que comenta o presidente da Associação Brasileira de Estágios (Abres), Seme Arone Junior. “Os jovens são uma mão de obra cheia de energia, vontade de crescer e aprender. Logo, quanto mais empresas abrirem oportunidades para estagiários em suas equipes, mais competitivas estão em relações às demais”, destaca Arone. Ele afirma que um jovem aprendiz tem mais capacidade de se adequar à cultura organizacional de uma empresa do que os funcionários. “Um estagiário não possui vícios do mercado, pode ser treinado de acordo com a missão e cultura da organização e chegar a grandes internos no futuro, além, é claro, de ter ideias novas, estar atualizado quanto às tendências das carreiras e ter conhecimento em tecnologia e mídias sociais. É por esses motivos que as empresas investem na contratação de estagiários”, completa Arone. Mas nem sempre houve crescimento na contratação de estagiários. De acordo com os dados da Abres, em 2015, a 1ª temporada de estágios - período que vai de janeiro a março - ofereceu 240 mil vagas. Com a crise econô

J

Dr. André Silva Barreto Especialista em Biologia Marinha

EM CENA - 5


mica, no ano seguinte (2016) o quadro reduziu para 205 mil oportunidades abertas, uma queda de 15% em relação ao ano anterior. Em 2017, a contratação dos jovens voltou a crescer, cerca de 3% nos primeiros três meses do ano, mas ainda longe de se recuperar da queda. “Em época de crises, como vive o Brasil, o setor de estágios também perdeu grande parte das oportunidades. Isto porque uma empresa que precisa reduzir a equipe e produzir tanto ou mais não dispensa seus efetivos para contratação de jovens com pouca experiência e com carga horária de seis horas. Assim, os estagiários são os primeiros a perder suas posições”, explica Arone.

Menos custos para a empresa Outra vantagem observada pelas empresas na contratação de um estagiário é a isenção de encargos sociais previstos na CLT. A Lei do Estágio desobriga o pagamento destes impostos para incentivar a contratação de jovens sem experiência. O objetivo é que as empresas possam destinar recursos para a capacitação profissional do estagiário, investindo em treinamento e cursos de especialização para o aprendiz. O portal Carreira&Sucesso, da Catho, reforça que o maior ganho de uma organização ao contratar estagiários é a renovação, a criatividade destes profissionais, que estão com todo o gás de início de carreira, mas ressalta também que outro ponto interessante desta política é o custo com a mão de obra.

SAE auxilia alunos no mercado de trabalho O estágio é um processo de aprendiza-

promover a empregabilidade de alunos e ex-

gas para alunos em formação. Por isso, o ISI

gem muito importante para um profissional,

-alunos, buscando oportunidades de trabalho

está em constante comunicação com a área

pois é a oportunidade de assimilar a teoria e

no mercado e levando oferta de mão de obra

de Recursos Humanos das empresas para

a prática, conhecer a realidade do dia a dia,

especializada.

acompanhar os processos de contratações disponíveis no mercado”, diz Flávia.

no que o acadêmico escolheu para exercer,

“O ISI atende alunos, ex-alunos e asso-

entender a realidade que se vive e que irá tra-

ciados do Sinsaúde e os orienta na busca de

E o número de interessados não para de

balhar.

oportunidade de trabalho e na reestruturação

crescer. Em 2015, ano em que o Serviço de

Entretanto, o estágio é somente uma

e formatação de currículos”, informa a presi-

Apoio ao Estudante foi criado, foram reali-

das formas de ajudar a inserir o estudante

dente do Sinsaúde e diretora executiva do ISI,

zadas 130 consultas. Em 2016, este número

no mercado de trabalho, pois existem outros

Leide Mengatti.

cresceu para 511, o que representa um au-

métodos para não só preparar o aluno na te-

Além desse auxílio aos alunos e ex-alu-

oria das aulas, mas também na prática, com

nos, o ISI - Educação e Cultura divulga as va-

ações para facilitar o acesso do estudante ao

gas de emprego e os processos seletivos em

emprego. Esta é a política do Sinsaúde.

seu site e também no portal do Sinsaúde.

mento de 293%. Até maio deste ano, cerca de 400 atendimentos foram realizados. Desde a criação do SAE, o número de estudantes inseridos no mercado de trabalho

Com o apoio do ISI - Educação e Cultu-

A analista do SAE, Flávia Prado, ressalta

não para de crescer. São mais de 230 traba-

ra, o Sinsaúde também promove ações que

que essas ações são realizadas por meio de

lhadores introduzidos no mercado de traba-

ajudam a colocar estudantes da área da

um estreitamento de relações dos estabele-

lho desde 2015.

saúde no mercado de trabalho. O Serviço de

cimentos de saúde de Campinas e região. “É

Como foi o caso dos 30 alunos do curso

Apoio ao Estudante (SAE) tem como objetivo

fundamental ampliar o leque de oferta de va-

técnico de Farmácia, além de três ex-alunos

6 - EM CENA


“No Brasil, os investimentos e gastos com a contratação e manutenção de funcionários são enormes e, ao se contratar estagiários e trainees, com a Lei do Estágio, estes custos se tornam menores, possibilitando maior investimento na formação e na preparação do profissional”, diz a publicação no portal, assinada por Roni Silva. A importância do estágio para a carreira A vida de um estagiário é corrida, mas o aprendizado compensa o esforço. É o que avalia a estudante de Jornalismo Nívea Mendonça. “O estágio me ajudou a usar melhor o tempo livre. No início, não me organizava direito e sentia a falta de tempo livre para estudar, o que acabou refletindo nas minhas notas que diminuíram em algumas matérias. A remuneração é baixa, mas ainda vejo o estágio como um privilégio, uma vez que estou adquirindo certa experiência na minha área, enquanto alguns ainda não podem abrir mão de um salário maior em troca de bolsa-auxílio de estágio”, conta. Sobre a influência do estágio no curso, Nívea diz que aproveita a experiência dos colegas de trabalho para aprimorar suas atividades na faculdade. “O estágio contribuiu muito, principalmente com o ritmo de criação de textos que, acredito, só vai melhorar com a prática. Aprender com quem tem experiência e já estar por dentro da rotina de assessoria de imprensa está sendo ótimo para mim.”

do ISI, que foram contratados por uma em-

Ex-aluna reforça a qualidade

presa terceirizada para

de ensino do ISI

atuarem em postos de

trabalho

na

Uma

das

beneficiadas

com as ações do ISI é a ex-

área de Farmá-

-aluna e agora estagiária

cia do Hospital

de enfermagem no Hos-

Municipal

Dr.

pital Samaritano Mônica

Mário Gatti, em

Nayane Santafosta dos Reis.

Campinas. Todos foram aprovados no processo

Além de Nívea, outro estudante aproveita o período de estágio para aprender na prática as teorias da faculdade, trata-se do estudante de Publicidade Matheus Vitorelli. Ele conta que se interessou pela área ainda muito jovem. “Eu comecei a estudar sobre meu curso desde muito cedo, meio que sem saber. Por volta de 13 anos passava muito tempo usando computador e jogando videogame. Sempre gostei de deixar a aparência dos jogos mais personalizados e isto me levou a aprender a usar o básico do photoshop para que fosse possível estas alterações nos jogos”, diz Matheus. Ele destaca a importância do estágio na sua carreira e a sua segunda atividade profissional, a qual desempenha nas horas vagas. “Desde que iniciei o estágio a pouco menos de um ano e meio atrás, senti uma grande evolução no meu trabalho e senso de responsabilidade. Hoje me sinto mais organizado do que antes. Após a faculdade de manhã e o estágio à tarde, começo a terceira jornada do dia em um projeto paralelo criado com amigos. Trata-se de um selo musical focado em Rap em que desenvolvo planejamento de marketing, logística para shows, busco contratantes e até escrevo algumas rimas”, finaliza.

Ela complementa que, além dessas qua-

Ela conta como conheceu a escola e a

lidades, o ISI se preocupa com a colocação

importância do curso para a sua carreira

do estudante no mercado de trabalho. “Além

profissional.

da qualidade de ensino, o ISI ainda divulga

“Conheci o ISI pelo meu pai, que ouviu

as oportunidades de estágios disponíveis

falar da escola mesmo sem ter feito ne-

e prepara os alunos na teoria e na prática

“Esse é o compromisso que o Sinsaúde,

nhum curso. Fiquei curiosa e resolvi me

também”, comenta.

em parceria com o ISI, tem com os traba-

matricular para o curso de Enfermagem.

Mônica confirma sua satisfação com o

lhadores: aperfeiçoar seus conhecimentos

Após dois anos de curso, me formei recen-

ISI ao contar que pretende fazer novos cur-

e inseri-los no mercado de trabalho. Vamos

temente e pude perceber a qualidade de en-

sos. “Quero voltar ao ISI e fazer os cursos de

trabalhar mais para garantir novos e bons

sino do ISI; os professores, a estrutura e os

especialização em Enfermagem e Urgência

resultados”, reforça Leide.

materiais de ensino são ótimos.”

e Emergência”, finaliza.

seletivo e já se encontram em seus postos de trabalho.

Leide Mengatti no ISI - Educação e Cultura. “Este é o compromisso que o Sinsaúde tem com os trabalhadores: aperfeiçoar seus conhecimentos e inseri-los no mercado de trabalho.”

EM CENA - 7


ATUALIDADE

Por Henrique Rodrigues

jornalista José Luiz Datena, apresentador do programa ‘Brasil Urgente’, da TV Bandeirantes, é conhecido por ser um defensor de políticas repressivas contra o consumo de drogas. Em um programa realizado em 2013 ele apoiou a violência policial para usuários de drogas. “O que tem de gente usando drogas a céu aberto nessa cidade (São Paulo) não tá no gibi. É por isso que a polícia precisa combater cada vez mais, precisa colocar polícias civil, militar e federal nas ruas”, disse o apresentador. Ele ainda ironiza: “E querem legalizar a maconha, porque acham o maior barato. Além de todas as drogas que existem por aí, querem liberar mais uma.” Não há estudos que confirmem a relação do aumento do consumo de drogas com a sua legalização, mas a criminalização se mostra ineficaz para diminuir o número de usuários. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, informa que o uso de drogas aumentou entre adolescentes. O trabalho foi realizado com estudantes do 9º ano em escolas públicas e privadas de todo o País e revela que o percentual de jovens que já experimentou bebidas alcoólicas subiu de 50,3%, em 2012, para 55,5% em 2015. Já, a taxa dos que usaram drogas ilícitas aumentou de 7,3% para 9% no mesmo período. Para o professor de Direito Penal da Universidade de São

O

8 - EM CENA

Paulo (USP), Pierpaolo Cruz Bottini, a declaração do apresentador é somente um dos lados da moeda de uma discussão muito mais complexa: os que defendem mais policiamento e os que defendem atendimento aos usuários. “Existem argumentos dos dois lados, como em geral acontece em casos polêmicos. Pela descriminalização, temos como questão central a autonomia e a dignidade humana, ou seja, ninguém pode ser criminalizado por dispor do próprio corpo e esse cidadão deve ser objeto de política pública de saúde, de cuidado. A repressão apenas aprofunda o problema”, diz Bottini. Para o professor, o argumento de que o indivíduo deve ser criminalizado, pois sem ele não há tráfico, é falacioso. “Por que criminalizamos o tráfico? Porque ele faz chegar às pessoas entorpecentes que prejudicam a sua saúde. Quem é a vítima do tráfico? O usuário. Não faz sentido algum combater crime reprimindo a vítima, aquele que sofre com a prática delitiva. Precisamos entender que o usuário não é coautor, ele é justamente o prejudicado pelo comportamento do traficante”, reforça ele. O coordenador da ONG Respire Redução de danos, Gabriel Pedrosa, afirma que as pessoas não vão deixar de consumir determinadas substâncias só por serem consideradas crimes. “Criminalizar não vai impedir que as pessoas façam uso de drogas, pois a prática é milenar. As pessoas usam drogas, sejam elas ilícitas e lícitas, como é o caso do álcool, que


mata milhões de pessoas por ano no mundo. Mesmo com estes problemas, devemos criminalizar o álcool? Claro que não.” Ele menciona a Lei Seca estadunidense, também conhecida como ‘O Nobre Experimento’, que proibia a fabricação, o transporte e a venda de bebidas alcoólicas para consumo no país entre os anos de 1920 e 1933. Foi justamente neste período que o comércio ilegal de um dos traficantes mais famosos da história, Al Capone, cresceu. “As pessoas morriam, ficavam sequeladas, não só pelo consumo de álcool em si, mas também porque o produto, produzido clandestinamente, não passava por um controle de qualidade, o que afetava a saúde dos usuários. Hoje acontece algo parecido com o mercado ilícito das drogas, no qual os usuários morrem por não ter esta vigilância, que Estudo elenca 13 recomendações aos governos para políticas públicas sobre drogas Em 2014, o Coletivo de Estudios Drogas y Derechos publicou, no México, o trabalho “Em busca dos direitos: Usuários de drogas e as respostas estatais na América Latina”. O trabalho apresenta respostas de governos de oito países da América Latina – México,

hoje tem com o álcool, e também pelo baixo acesso a atendimento de saúde”, explica Pedrosa. O coordenador da ONG defende a descriminalização das drogas por entender que as pessoas que consomem outras drogas lícitas, como álcool e açúcar, têm direito a atendimento adequado à saúde. “É necessário controlar o mercado de drogas. Tratar as pessoas que podem vir a ter problema com o uso destas substâncias, assim como quem tem problema com o álcool ou quem consome de forma inadequada o açúcar, desenvolvendo diabetes, tem auxílio médico. Os usuários de outras drogas, como a maconha, também precisam ter o mesmo tratamento”, diz. Bottini explica a diferença entre descriminalizar e legalizar as drogas. “Descriminalizar não significa legalizar, embora esta discussão deva ser feita também. Descriminalizar significa que aquilo deixou de ser crime, deixou de ter repreensão penal, mas isto não significa que será possível o uso, nem vedada a apreensão da droga.”

Outro ponto destacado pelos entrevistados foi a influência da mídia no debate sobre as drogas no Brasil. Para Pedrosa, as notícias tendenciosas para a criminalização das drogas são somente um dos entraves para avançar na discussão sobre a relação entre saúde pública e drogas: a desinformação. “Chama a atenção a narrativa dos grandes veículos de comunicação e o quanto ela é racista e pouco pragmática. Quando o usuário de droga negro é preso, os jornais o chamam de traficante, bandido, mas quando é um adolescente branco ou de classe média e usuário da mesma droga, tratam-no como estudante ou universitário. Esta narrativa racista não criminaliza só as drogas, mas também o sujeito que a consome.” “A desinformação impede que a pessoa busque novas informações e fique com aquela ideia cristalizada e falsa. Boa parte das pessoas está condicionada à desinformação midiática, que primeiro é necessário haver um trabalho de desconstrução para depois um trabalho de reconstrução de novas ideias”, completa Pedrosa.

Colômbia, Peru, Equador, Argentina, Uruguai, Brasil e Bolívia – ante o consumo de drogas de uso ilícito e as políticas públicas desenvolvidas para os usuários. A conclusão do estudo é que os usuários têm direitos civis para atendimento de saúde nestes países, mas recebe uma resposta punitiva e repressiva que não resolve. Pior, intensifica o problema. O estudo conclui ainda que a criminalização das drogas tem mais resultados nocivos para

o bem-estar dos usuários e para a sociedade em geral do que o próprio consumo e não é eficaz para reduzir o uso. Outra constatação é que a penalização contribui geralmente a um ambiente de discriminação constante, o que diminui as chances do usuário de buscar ajuda médica quando necessita. Ao final do trabalho, o Coletivo e Estudios Drogas y Derechos elenca 13 recomendações aos governos desses oito países latinoamericanos.

As cinco primeiras recomendações do estudo

1

Os usuários ou consumidores de substâncias de uso ilícito devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos. Entre estes, incluem-se o direito à saúde, à autonomia e ao livre desenvolvimento de sua personalidade, a não discriminação e ao devido processo.

2

O consumo é uma questão social e de saúde que requer políticas públicas não repressivas. O direito penal nunca deve ser empregado em casos de consumo ou simples posse, nem deve ser desculpa para proteger a saúde. Para tanto, deve-se fazer efetiva – seja mudando as leis ou corrigindo as práticas dos órgãos aplicadores da lei e judiciais – a descriminalização do porte para o consumo pessoal e o autocultivo.

3

Os Estados devem reorientar as prioridades de suas políticas de drogas, colocando mais ênfase na demanda, e fazendo-o por meio de serviços de saúde e programas de educação.

4

Os Estados devem estabelecer e implementar políticas sociais e de saúde inclusivas, baseadas na evidência científica e respeitando os direitos humanos, por meio do aumento orçamentário , oferta de serviços públicos acessíveis e de boa qualidade e da capacidade de monitoramento e avaliação periódica do cumprimento das políticas e de seus resultados.

5

As políticas de drogas não devem estar baseadas em prejulgamentos, nem estereótipos, mas em informações científicas e confiáveis. Neste sentido, os Estados devem empreender maiores esforços no processo de identificação, coleta, sistematização e difusão de informações relevantes sobre os tipos de uso, usuários, ofertas de serviços, processo de produção e distribuição de substâncias.

EM CENA - 9


ATUALIDADE

Por GABRIELA Rodrigues

s números da violência e do preconceito contra os homossexuais ainda são alarmantes no Brasil. A cada 25 horas um homossexual é assassinado no País, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB). Só a cidade de Campinas registrou 1.571 casos de homofobia entre janeiro de 2012 e abril de 2017. Além disso, mais de 37% dos brasileiros rejeitariam um filho ou uma filha homossexual, segundo pesquisa do Instituto Data Popular, e cerca de 20% das empresas que atuam no Brasil se recusam a contratar homossexuais, de acordo com uma pesquisa da Elancers. Afinal, por que, mesmo diante da liberdade que se tem hoje em dia no País e com as novas gerações se desprendendo de todo tipo de discriminação, ainda existe tanto preconceito e violência contra esta parcela da população? O movimento homossexual no Brasil surgiu em meados da década de 1970, em plena ditadura militar. Segundo a antropóloga e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Es-

O

Acho um absurdo alguém sentir repulsa por uma pessoa por causa da sua orientação sexual, sendo que isso não interfere na sua vida. Vários amigos meus tiveram inúmeros problemas na vida simplesmente pelo fato de serem homossexuais.

Jutair Rios, 25 anos, eletrotécnico

10 - EM CENA

Douglas Silva, 22 anos, 3º sargento do Exército

tudos de Gênero Pagu, da Unicamp Regina Facchini, desde o surgimento do movimento até os dias atuais se passou pouco tempo do ponto de vista histórico para se ter uma mudança do comportamento social. “A gente está lidando com uma questão muito recente. A maior visibilidade do movimento se deu a partir dos anos 90, ou seja, cerca de 20 anos de debate social em torno das questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero”, ressalta. Até 1990, a homossexualidade fazia parte da lista internacional de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) e era denominada homossexualismo (o sufixo ‘ismo’ denota condição patológica). Ainda existem religiões que consideram pecado a homossexualidade, alegando não ser natural, porque esta prática não levaria à reprodução. “Várias práticas não levam à reprodução. Já imaginou se cada vez que alguém tivesse relação sexual tivesse que ter como fruto a reprodução?”, questiona Regina. O artista plástico e educador Jeison Lopes Pereira já

A pessoa faz o que quiser da vida. É uma escolha que ela tem, ninguém gosta das mesmas coisas. Só acho errado tanto homossexuais quanto heterossexuais ficarem “se pegando” no meio da rua. Acho ridículo qualquer tipo de discriminação.

Tatiane Dametto, 24 anos, publicitária

Por mais que eu seja cristã e tenha minhas convicções, entendo que cada um tem o direito de fazer o que quiser da própria vida. Acho que a homofobia é coisa de gente retrógrada, que não cuida da própria vida e não procura amar as pessoas como elas são.


teve que esconder sua sexualidade em diversas situações. “Até hoje há vezes em que me pego escondendo, mas procuro a cada dia me impor a toda e qualquer situação, não me limitando a padrões preestabelecidos, conta. “Minha geração cresceu com estereótipos gays e construiu uma mentalidade limitada da homoafetividade. Diferente da geração dos meus pais, que conviveram com toda criminalização da homossexualidade como meio de propagação da Aids e da conduta imoral”, completa Jeison. José Eduardo Giesbrecht, também artista plástico, lembra que já presenciou e foi vítima de discriminação devido à orientação sexual. “Recentemente, um amigo meu foi atacado por seis homens numa estação do metrô em plena luz do dia. Eu já tive que esconder minha sexualidade para poder me proteger de violência física e verbal”, afirma. Diego Henrique, coordenador pedagógico, também já precisou esconder sua sexualidade. “Era um fardo quando passava por isso, mas há anos decidi ser eu mesmo em todos os lugares aonde vou. Isto me levou a ser vítima de homofobia em alguns momentos”, conta.

Para Mariana Conti, socióloga, mestre em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e vereadora por Campinas, a homossexualidade é algo que faz parte da humanidade. “As formas de sociabilidade, de amor e de afeto são múltiplas, isto é diversidade. A homofobia é uma forma de exercer a violência. A piada homofóbica, por exemplo, reforça um conjunto de preconceitos que levam, inclusive, à morte. A homossexualidade sempre existiu, mas foi muito reprimida. Agora, principalmente nas gerações mais novas, está tendo um caminho para o exercício livre da sexualidade”, diz. O preconceito geralmente desencadeia a violência a que este grupo está exposto diariamente em todo o mundo. Segundo a psicóloga Ana Carolina de Pinho Manzi, apesar das mudanças de paradigmas que vêm ocorrendo, o comportamento preconceituoso ainda existe e certamente pode ser influência de uma rede de valores culturais e até de familiares as quais o sujeito se sente muitas vezes identificado. Ana Carolina acredita que o preconceito e a violência que os homossexuais sofrem podem ser atribuídos, além de outros fatores, também à impunidade, já que vivemos em uma sociedade que ainda é

Eu acredito que a homossexualidade seja biológica. Meus amigos têm pensamentos parecidos com os meus. Eu sempre tento trazer consciência a eles quando percebo que estão agindo de maneira preconceituosa e gosto que fazem o mesmo comigo.

Anita de Freitas Araújo, 26 anos, professora de inglês

Cleusa Souza Alves, 61 anos, chef de cozinha

Na minha opinião, os homossexuais já nascem assim. Acho a homofobia um preconceito sem fundamento, abomino as pessoas com esse pensamento. Mas acho que a minha geração ainda tem muito preconceito.

movida, em grande, parte por leis externas e não por um senso de valor interno. Para a antropóloga Regina Facchini, existem outras atitudes que têm sido tomadas no cenário público que reforçam comportamentos violentos e discriminatórios que já existem na sociedade. “Quando não querem que a discussão de gênero esteja presente nos planos de ensino ou quando se tem declarações preconceituosas por parte de pessoas públicas ou do cenário político, cria-se um clima que autoriza socialmente os preconceitos”, analisa. O artista plástico Jeison faz uma reflexão sobre por que os seres humanos rejeitam a homossexualidade entre seus iguais, enquanto que no mundo animal a prática é comum. “Ninguém se choca com dois cachorros machos a copularem livremente na rua, nem tantos outros que conhecemos por pesquisas. A diferença é que olhamos para eles e dizemos com tranquilidade: ‘deixe estar, são animais!’. Ora, e por acaso que somos nós, humanos, senão animais também? Precisamos romper com nossas mitificações e começar a olhar o ser humano apenas como ser sortudo da natureza que por algum motivo evoluiu em suas tecnologias e linguagem, mas que jamais deixará de ser um animal como todos os outros”, conclui Jeison. Acho errado duas pessoas do mesmo sexo terem relação. Penso que quem ou o que criou esse mundo o fez de forma lógica. Acho que existem homossexuais por causa de anomalias no DNA. Vejo todo e qualquer preconceito como algo ruim e homofobia não é diferente. Podemos ter nossas opiniões e devemos ser Lucas Pereira (nome respeitados por isso. fictício), 27 anos,

fotógrafo

EM CENA - 11


POLÍTICA

Por Henrique Rodrigues

o dia 22 de março deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de lei (PL) 4.302/98, que permite a terceirização irrestrita em empresas privadas e públicas. A proposta também amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários dos atuais três meses para até seis, renováveis por mais três. O texto final foi sancionado pelo presidente da República uma semana depois da aprovação no Congresso. De acordo com a avaliação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o uso ilimitado da terceirização deverá levar a um aprofundamento da desigualdade, com aumento da precarização das condições de trabalho e de remuneração, o que resulta em piora na distribuição da renda.

N

12 - EM CENA

“O projeto agrava o quadro em que hoje se encontram aproximadamente 12 milhões de trabalhadores terceirizados contra 35 milhões de contratados diretamente, números que podem ser invertidos com a aprovação do texto”, destaca o diretor jurídico do Sinsaúde, Paulo Gonçalves. Foi aprovado também o substitutivo do Senado para a matéria original do PL, que aumenta de três para seis meses o tempo do trabalho temporário, prazo que pode ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Diferentemente do texto da Câmara, que previa garantir aos terceirizados o mesmo atendimento médico e ambulatorial destinado aos empregados da contratante, o substitutivo do Senado torna isto facultativo, incluindo neste caso o acesso ao refeitório.


O diretor jurídico ressalta que o PL 4.302/98 é ainda mais nocivo aos trabalhadores do que o PL 4.330/04, que está em discussão no Senado. “Este projeto, que voltou das cinzas e agora está em vigor, é um dos mais absurdos ataques aos direitos trabalhistas. Se este modelo proposto for aplicado ao extremo é possível que as empresas de qualquer ramo de atividade, inclusive da saúde, operem sem nenhum trabalhador próprio sequer”, diz. De acordo com Paulo Gonçalves, no setor da saúde, a situação pode ser ainda pior. Ele afirma que

a terceirização dos serviços de saúde deterioram também as condições de trabalho e de atendimento à população. “Por anos, as entidades sindicais conseguiram evitar a terceirização na área de enfermagem, essencial ao atendimento direto aos pacientes. Infelizmente, com a aprovação deste projeto de lei, entramos na era do vale-tudo. E assim a população deixará de ter referências em relação aos profissionais que a atende. A cada hora poderá ser um e este se valerá apenas de um histórico mínimo do que acontece com o paciente.”

Segundo Gonçalves, a adoção da terceirização de forma indiscriminada, no Brasil e no mundo, tem sido olhada de forma crítica. Em alguns casos, o processo tem sido até mesmo revertido por algumas empresas, por afetar a qualidade dos produtos e serviços e fragmentar excessivamente os processos produtivos, levando, inclusive, à queda na produtividade. “Portanto, a regulamentação irrestrita da terceirização, baseada somente numa visão de curto prazo, não apenas penaliza o trabalhador, como também pode comprometer o desempenho das empresas em longo prazo”, finaliza.

Quais os resultados que o projeto de lei da terceirização poderá causar aos trabalhadores? A taxa de rotatividade descontada é duas vezes maior nas atividades tipicamente terceirizadas (57,7% contra 28,8% nas atividades tipicamente contratantes).

Nas atividades tipicamente terceirizadas, 44,1% dos vínculos de trabalho foram contratados no mesmo ano, enquanto nas tipicamente contratantes, o percentual foi de 29,3%. 85,9% dos vínculos nas atividades tipicamente terceirizadas tinham jornada contratada entre 41 e 44 horas semanais. Já, nos setores tipicamente contratantes, a proporção era de 61,6%.

Os salários pagos nas atividades tipicamente terceirizadas fora da região Sudeste eram menores, o que reforça as desigualdades regionais.

O percentual de afastamentos por acidentes de trabalho típicos nas atividades tipicamente terceirizadas é maior do que nas atividades tipicamente contratantes: 9,6% contra 6,1%.

Os salários nas atividades tipicamente terceirizadas eram, em média, 23,4% menor do que nas atividades tipicamente contratantes (R$ 2.011,00 contra R$ 2.639,00). Fonte: Dieese

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PERSONAGEM DA SAÚDE

Por Vera Bison

er bailarina, poder se apresentar em teatro, dançar com leveza na ponta dos pés com roupas de princesa e ser famosa é o sonho de grande parte das meninas quando assistem a uma apresentação de balé. Com Denise Corrêa Siliano, auxiliar de enfermagem na Fundação Espírita Américo Bairral, em Itapira, há 18 anos, não foi diferente. Quando criança, sua mãe a inscreveu numa academia de balé, por insistência da garota, mas por timidez desistiu antes mesmo de começar e assim o tempo passou, estudou, tornou-se profissional na área da saúde, começou a trabalhar aos 18 anos, mas a vontade de fazer balé persistia. Como na sua cidade não tinha esta atividade, resolveu fazer jazz. “Eu tinha 15 anos na época, mas logo comecei a trabalhar e aos 20 me casei e então veio o primeiro filho, aí a responsabilidade falou mais alto e fui deixando tudo pra lá”, conta Denise. O tempo passou, mas o sonho não morreu. Aos 36 anos, ela decidiu integrar o grupo de balé que se formou em Itapira. Com quase dois anos de estudo, ela participou, pela primeira vez, de uma apresentação que aconteceu no ano passado numa festa italiana, denominada Festa da Nona, que acontece em agosto, na cidade de Itapira. “Subir ao palco, dançar ‘Danúbio Azul’ com o meu grupo de 15 mulheres não tem palavras que descreva o sentimento da realização de um sonho”, diz Denise, que tem como musa inspiradora a bailarina clássica Ana Botafogo. Esta apresentação ainda foi além. Segundo ela, no final do espetáculo, a professora entregou uma rosa a cada dançarina. “Eu me arrepiei, fiquei emocionada com a surpresa, pois ela sabia que esta ação também fazia parte

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de meu sonho, porque quando assistia balé, achava lindo a primeira bailarina receber flores no palco”, lembra. A profissional da saúde confessa que conciliar as aulas de balé, as tarefas no Bairral e ainda ser dona de casa, mãe e esposa não é tarefa fácil, “mas eu não desisto das minhas aulas, pois é no balé que encontro a válvula de escape para fugir da rotina pesada que enfrento diariamente”. Com todas essas atividades, ela ainda encontra tempo para fazer aulas de pilates e não reclama das poucas horas que tem para dormir. Trabalhando numa jornada de 12x36 à noite, diz que quando chega em casa já parte para as tarefas domésticas e à tarde tira um cochilo de uma hora. “O balé e o pilates me ajudam a relaxar. São duas atividades que me dão prazer, me alimentam para que eu tenha energia e disposição para executar bem minhas tarefas com os pacientes no Bairral”, destaca. Para finalizar, Denise descreve a dança como alimento para a alma e o espírito. “Dançar para mim vai muito além de passos, pois não é apenas o meu corpo que está dançando, a minha alma também acompanha o ritmo.”


TRANSFORMAÇÃO

udar a imagem, gostar do que o espelho reflete é o que a maioria das mulheres quer e sempre é possível. Não precisa ser um corte curto, uma franja ou um ousado sidecut (corte radical com a lateral da cabeça raspada), basta um bom corte e uma cor que valorize o rosto. Foi o que fez Nilse Vilela, do salão que leva seu nome (Salão Nilse Vilela Cabelo & Corpo) na técnica de enfermagem do Hospital Beneficência Portuguesa, de Campinas, Vânia Maria dos Santos Freitas, a sorteada para a coluna ‘Transformação’. Um pouco insegura quanto à transformação a ser feita, Vânia se entregou nas mãos da profissional. Enquanto Nilse faz os procedimentos nos cabelos, Vânia conta que desde criança gostava de brincar de enfermeira na escola e realizou seu sonho quando aos 18 anos começou sua carreira como atendente de enfermagem na Santa Casa de João Pinheiro/MG, sua cidade natal. Veio para Campinas anos depois em busca de melhor campo de trabalho. Fez o curso de Técnico em Enfermagem e exerce a função há 24 anos. Além

Fotos: Michael Machado

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de profissional da saúde, ela conta que por 19 anos conciliou o trabalho no hospital com a profissão de cabeleireira e manicure. A produção Nilse Vilela, com vários cursos no exterior, promoveu um corte chanel, aplicou tintura caramelo, que é a tendência do inverno, e fez balaiagem. “A balaiagem ilumina os cabelos de forma sutil”, explica Nilse, esclarecendo que há muitas técnicas para renovar o visual e mudar a cor dos cabelos. “Uma delas é a balaiagem, que agride menos o cabelo que outros procedimentos, clareia sutilmente os fios, da raiz às pontas”, afirma. Por fim, Nilse fez escova e finalizou com babyliss. Em seguida, para concluir a produção, Cristiane Vilela, fez uma maquiagem leve, que pode ser usada a qualquer hora, tanto de dia como de noite, com cores sutis, mas que valorizasse o rosto e ressaltasse a cor dos olhos da profissional da saúde. Vânia ficou feliz com o resultado. “Não estou acostumada a usar maquiagem, mas gostei”, diz, agradecendo o carinho com que foi tratada no salão e também ao Sinsaúde pela oportunidade.

Salão Nilse Vilela Cabelo & Corpo Rua Dr. Clemente Ferreira, 93 – Botafogo – Campinas/SP Telefone (19) 4141-3083

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ECONOMIA

Por GABRIELA Rodrigues

brasileira Erica Ribeiro Soares mora em Melbourne, na Austrália, há cinco anos e, desde que se mudou, nunca voltou ao Brasil nem para visita. Formou-se no Brasil em marketing, business e management, mas no país atual trabalha como cleaner. Ela diz que sente saudades da família e dos amigos, mas não pretende e nem tem vontade de voltar a morar no seu país de origem. O sonho dela era morar em Melbourne e, antes de sair do Brasil, pesquisou tudo o que pode sobre a nova localidade. “Tive problema de adaptação com horário, porque às 6 horas da tarde tudo fecha, shopping, supermercados... Aqui, por não ter desigualdade social, ninguém é escravo do trabalho. Os australianos prezam por qualidade de vida; eles querem ir pra casa, jantar com a família, ajudar o filho com a lição de casa”, conta Erica.

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O que motivou Erica a sair do Brasil foi qualidade de vida. “Eu nunca tive uma vida boa no Brasil. Sempre trabalhei muito e nunca consegui ter nada. Saí do País para tentar mudar de vida, ter acesso a coisas que só os ricos têm no Brasil.” Segundo levantamento da Receita Federal, em 2016 foram recebidas 40% a mais de declarações de saída definitiva do País em relação ao ano anterior. De acordo com Ricardo Soldera, economista, bacharel em Relações Internacionais e doutorando em História Econômica pela Unicamp, existem dois grupos de pessoas que deixam o Brasil. O primeiro grupo é o que Erica faz parte, são aqueles que procuram outro país devido à falta de oportunidades no Brasil e vão para o exterior em busca de outra colocação. “Muitas pessoas deixam o emprego aqui que exige certa formação e qualificação e vão


para outro país trabalhar em cargos que não exigem formação superior porque os salários pagos no Brasil são muito baixos em relação aos salários pagos nos EUA, na Europa, no Japão, na Austrália”, ressalta o economista. Ricardo ainda comenta que há cerca de dez anos, muito se falava sobre um movimento inverso que estava ocorrendo. Muitas pessoas que estavam morando nos EUA, Europa e Austrália queriam retornar ao Brasil devido ao crescimento econômico registrado na época, além da criação de empregos de qualidade. Entretanto, o padrão dos brasileiros quererem emigrar voltou a imperar recentemente. Já, o segundo grupo de pessoas que deixa o Brasil, de acordo com o economista, trata-se, normalmente, de jovens de classe média, classe média alta ou mesmo pessoas mais

ricas que moram periodicamente no exterior buscando experiência de vida, fluência em outros idiomas e conhecimento de outras culturas. É o caso de André Luiz dos Santos, que deixou seu emprego de auditor contábil para morar na Nova Zelândia por um período de sete meses. Seu objetivo é aprimorar o segundo idioma. “Vai ser um ano sabático, vou aproveitar para aprimorar meu inglês, colocar as ideias no lugar e verificar se compensa continuar trabalhando no que eu trabalhava no Brasil. Se eu chegar à conclusão que não, pelo menos terei a fluência neste idioma, o que me ajudará em um novo emprego”, explica André. A ideia dele é, após estes meses vivendo no exterior, voltar a morar no Brasil e, dependendo, retornar ao trabalho anterior.

Saulo Eusébio é químico e também faz parte do segundo grupo. Morou durante quatro meses e meio na Croácia em virtude de uma bolsa de trainee que ganhou. “Como todo país que tem o idioma diferente do nosso, há uma dificuldade de adaptação, mas o povo croata é bem receptivo e fizeram eu me sentir em casa. Ainda penso em morar fora do Brasil, caso tenha a oportunidade, pode ser a Croácia mesmo ou outro país”, conta Saulo. Para Ricardo Soldera, a crise econômica e o alto índice de desemprego podem ser um incentivo para o brasileiro buscar oportunidades fora daqui, mas não é só a questão financeira que está em jogo, a experiência adquirida na vivência fora do país de origem é muito importante, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Érica (foto 1), André (foto 2) e Saulo (foto 3) saíram do Brasil em busca de oportunidades pelo mundo.

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ATUALIDADE

Por Henrique Rodrigues

direito ao lazer é uma bandeira histórica do Sinsaúde Campinas e Região e dos trabalhadores da saúde. O Sindicato atua para garantir este direito, na prática, aos profissionais de saúde, associados e seus dependentes. Está provado que o lazer, além do descanso e descontração, é fator fundamental para a qualidade de vida e à saúde humana. Por isso, o Sinsaúde, junto com os departamentos de Esportes e Lazer, Social e Assuntos Culturais e em parceria com empresa de turismo, promove ações que visam trazer mais tranquilidade e conforto para os seus associados. Programas, como Projeto Turismo, Movimento sob Medida, Campeonato de Futebol, Festa Junina, entre outros, buscam facilitar o acesso dos associados aos espaços de lazer da entidade. Para que ações como essas sejam possíveis de ser realizadas, o Sinsaúde investe em áreas de lazer para garantir a infraestrutura necessária e atender a todos os trabalhadores e seus dependentes com excelência. Além do Clube de Campo e Pesca, em Panorama, e Clube de Campo Anna Nery, em Campinas, a entidade conta com a Colônia de Férias Recanto da Saúde, em Peruíbe, que foi recentemente reformada e ampliada para acompanhar a demanda gerada pelo crescimento do número de associados. Além das ações citadas, o Sindicato promoveu no fim do ano passado o Projeto Turismo para as férias de verão,

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para o qual foram abertos pacotes de excursão nos locais de lazer mantidos pela entidade. “O Projeto Turismo foi uma das ações mais importantes já feitas pelo Sinsaúde para garantir o lazer e o bem-estar do associado. Durante um ano e meio, uma equipe de profissionais realizou um cuidadoso trabalho com o objetivo de criar condições favoráveis e oportunidades que permitissem à diretoria do Sinsaúde contribuir para saúde e bem-estar dos seus associados e familiares”, destaca a vice-presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento. Após período que envolveu meses de pesquisas, cálculos, reuniões e acalorados debates, nasceu o programa de turismo, projetado para os associados Sinsaúde. De acordo com a presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti, este projeto democratiza os serviços de lazer oferecidos para a categoria, cria novas oportunidades para o descanso com preços acessíveis, permitindo que as férias dos trabalhadores sejam reservadas para o descanso e a tranquilidade. Somente entre dezembro e fevereiro, foram quase 2 mil pessoas que se inscreveram para o Projeto Turismo e aproveitaram as excursões e os pacotes de viagens para as áreas de lazer do Sinsaúde. “Foi um sucesso. Os trabalhadores merecem toda nossa atenção e esforço para garantir a eles momentos de descontração. A rotina de um trabalhador da saúde é altamente desgastante, por isso foram anos de estudo para garantir o melhor para cada associado. No fim do ano tem mais”, avisa Leide Mengatti.


Clube de Campo e Pesca, em Panorama, oferece tranquilidade e lazer ao associado Nas margens do Rio Paraná, em Panorama, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, situa-se o Clube de Campo e Pesca, de propriedade do Sinsaúde. Construído em uma ampla área verde, o local é uma alternativa de lazer muito procurada pelos trabalhadores da saúde, principalmente os da região de Marília, Tupã e Dracena. Com a tranquilidade da vida no campo e infraestrutura para proporcionar divertimento e descanso, o Clube de Pesca, mantido pelo Sindicato desde 1993, passou por uma reforma em 2011 e atualmente dispõe de várias opções de lazer, como o parque aquático com piscinas de adulto e infantil, píer, solário e aconchegantes chalés. Interligados por uma ampla varanda, os chalés possuem uma ótima infraestrutura para os hóspedes, com banheiro, fogão, utensílios de cozinha, geladeira, TV, ar condicionado e ventilador de teto, sendo que cada chalé comporta até cinco pessoas.

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Infraestrutura e conforto são os pontos fortes da colônia de férias em Peruíbe A Colônia de Férias Recanto da Saúde, em Peruíbe, foi construída pelo Sinsaúde Campinas e Região em 1991 e é um dos principais espaços de lazer da entidade. O espaço, que possui 2.160 m² de terreno e 1.604 m² de construção, foi reaberto em novembro de 2016, após dois anos de reforma. O objetivo da obra foi melhorar o atendimento aos visitantes para que desfrutem ao máximo daquilo que a colônia tem a oferecer, como a facilidade de estar a poucos metros da praia e uma estrutura hoteleira de primeiro mundo, com área de estacionamento, restaurante, churrasqueiras e salão de jogos. A colônia tem capacidade para atender simultaneamente 156 pessoas distribuídas em 26 apartamentos, dois deles adaptados para pessoas portadoras de necessidades especiais e outros dois para casal em núpcias. O estacionamento comporta 30 automóveis, sendo que duas vagas são para cadeirantes. Com acesso remoto à internet (Wi-Fi), possui moderno sistema elétrico e de abastecimento de água. Para maior tranquilidade dos visitantes, toda colônia é monitorada por sistema de segurança com circuito de câmeras.

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Com várias opções de lazer, práticas de esportes e área verde, o Clube de Campo Anna Nery é ideal para respirar ar puro e se divertir O Clube de Campo Anna Nery, em Campinas, é um espaço para integração e diversão dos associados Sinsaúde e seus dependentes. O clube proporciona prática de esportes e lazer para adultos e crianças e oferece recepção, estacionamentos, parque aquático com piscinas para adultos e crianças, solário, saunas (masculina e feminina), vestiários, lago ornamental com cascata, campos de futebol gramados, quiosques com churrasqueiras, playground, bosque, lanchonete, ambulatório, academia ao ar livre, sala de TV, entre outros itens de entretenimento.

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CADERNO VIP

POR VERA BISON

o dia 6 de março, Dia Internacional da Mulher, as trabalhadoras da saúde de toda a base territorial do Sinsaúde Campinas e Região tiveram um dia mais alegre. Diretores e colaboradores do Sinsaúde estiveram na porta dos estabelecimentos de saúde para presentear as mulheres, que, além de cuidar da saúde da população, ainda são donas de casa, mães, esposas, filhas e avós.

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CAMPINAS

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Este ano, para mostrar sua gratidão às trabalhadoras da saúde, a diretoria do Sinsaúde optou por presenteá-las com uma bolsa exclusiva para usar no dia da dia. “O sorriso estampado no rosto das companheiras de profissão mostra que gostaram da homenagem. A valorização por meio de pequenos gestos como este é necessária para motivar quem exerce uma profissão tão importante como esta”, destaca a diretora de Comunicação do Sinsaúde, Maria Neves. AMERICANA


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MOGI GUAÇU

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EXPEDIENTE SINSAÚDE CAMPINAS E REGIÃO Diretoria Efetiva Presidente: Leide Mengatti Vice-presidente: Sofia Rodrigues do Nascimento Secretário-geral: Anselmo Eduardo Bianco 1º secretário: Edson Eugênio Tesoureiro-geral: Edison Laércio de Oliveira 1º tesoureiro: Carlos Alberto Cairos Diretora social: Anéres Fernandes de Matos Diretora de Patrimônio: Beatriz Campos de Paula Diretor de Esportes e Lazer: Paulo Sérgio Pereira da Silva Diretor de Assuntos Culturais: Moacir Pizano Diretor de Orientação Sindical: Norival Luis dos Santos Diretora de Comunicação: Maria Neves Diretor de Assuntos Jurídicos: Paulo Gonçalves

SEDE CENTRAL Rua Duque de Caxias, 368, Centro CEP 13.015-310 - Campinas - SP Fone (19) 3739-4277 Site: www.sinsaude.org.br E-mail: sinsaude@sinsaude.org.br SUBSEDES Americana: Rua Brigadeiro Faria Lima, 722 - Chácara Machadinho Fone (19) 3462-1680 E-mail: ssamericana@sinsaude.org.br Presidente: Carlos Roberto Resende Figueiredo Tesoureira: Eliane Adriano Neves Secretário: Otoniel Pereira de Matos Suplente: Renato César Ragonha Amparo: Rua Washington Luiz, 165, Centro - Fone (19) 3807-5225 E-mail: ssamparo@sinsaude.org.br Presidente: Juliana Guilherme Tesoureiro: Carlos Alberto Moreira Lima Secretária: Sueli Aparecida Campos Franco de Oliveira Suplente: Vanessa Godoy Campos Araraquara: Avenida Prudente de Morais, 872 - Centro Fone (16) 3335-1218 E-mail: ssararaquara@sinsaude.org.br Presidente: Claudete Aparecida Defavere Tesoureiro: Rui Aparecido Orrico da Silva Secretária: Eliana Maria Sabino Suplente: Rodrigo Donisete Alves

Diretoria Suplente José Antônio Prazeres dos Santos, Odair Pires de Oliveira, Regiane Amaro Teixeira, André Aparecido Pereira, Emerson Douglas Feliz, Maria Lúcia Viana da Silva, Evelin de Cássia Pacheco, Marcelo Rodrigo da Silva, Márcia Abou Saab Honório, Rita de Cássia Mezêncio Dias e Adriano Mendes Bindella

Melo André e Maria Aparecida dos Santos Suplentes: Peter Douglas Sawinski da Silva, Maria de Lourdes Carvalho Cruz e Geraldo Soares

Conselho Fiscal Efetivos: Vicentina Natalina Rodrigues, Vicentina da Silva

Suplentes: David de Melo e Adriana Nascimento Botelho

Araras: Rua Santo Antonio, 113 Jd. Belvedere - Fone (19) 3541-8032 E-mail: ssararas@sinsaude.org.br Presidente: Tereza Aparecida Mendes Tesoureiro: Carlos César Poletti Secretário: Mário Augusto Fernandes Suplente: José Ricardo Doná Dracena: Rua Edison Silveira Campos, 1.299 - Centro - Fone (18) 3821-5392 E-mail: ssdracena@sinsaude.org.br Presidente: José Sérgio de Freitas Tesoureira: Cristiane Aparecida Menegate Secretária: Nilza Pereira Gomes Azevedo Suplente: Jesus Gomes da Silva Itapira: Rua da Penha, 318 - Santo Antonio - Fone (19) 3863-0950 E-mail: ssitapira@sinsaude.org.br Presidente: Ademir Aparecido Nani Tesoureira: Roseli Aparecida Silva Garcia Secretário: Ed Marcelo Pracchias Suplente: Márcia Regina Alves Itu: Rua Capitão Silvio Fleming, 374 Centro - Fone (11) 4013-2956 E-mail: ssitu@sinsaude.org.br Presidente: Waldir de Marchi Tesoureira: Adriana Oliveira Souza Fernandes Secretário: Genival Vaz Ferreira Suplente: Tânia Cristina de Jesus Jundiaí: Rua Rangel Pestana, 1.344 Centro - Fone (11) 4586-6655 E-mail: ssjundiai@sinsaude.org.br Presidente: Beatriz Lúcia de Castro

Esta é uma publicação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) Site: www.sinsaude.org.br E-mail: sinsaude@sinsaude.org.br Facebook: facebook.com/sinsaude Presidente: Leide Mengatti Diretora de Comunicação: Maria Neves

Delegados representantes na Federação Efetivos: José Augusto de Sousa e Osvaldo Ferreira de Souza

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