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SETEMBRO 2013

CÂMERAS NA SALA DE AULA

FOTOS DIVULGAÇÃO E SIMONE RAMME

Como fica o processo educativo com essa invasão de privacidade?

DIA DO PROFESSOR Veja a programação do Sinpro/Caxias relativa à data e participe

RANKING DA HORA-AULA Conheça os valores pagos aos docentes

ALMOÇO DOS PROFESSORES Sucesso no evento de confraternização do Sinpro/Caxias


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APRESENTAÇÃO PÓ DE GIZ

EXPEDIENTE Presença - Setembro/2013 Publicação do Sindicato dos Professores de Caxias do Sul Sinpro/Caxias

VISITE O SINPRO Endereço: Av. Júlio de Castilhos, n° 81 Salas 901/902 - Ed. Village Avenida Bairro Nossa Senhora de Lourdes

LIGUE PARA O SINPRO Fone: (54) 3228.6763 Fax: (54) 3222.0734

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Editorial

Segundo semestre de muitos movimentos

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CONHEÇA A EQUIPE Coordenação: Secretaria de Comunicação do Sinpro Coordenadora: Olga Neri de Campos Lima Edição: VOXMIDIA Jornalista responsável: Rose Brogliato - MTB11004/RS Revisão: Lisiane Zago - MTB 12375/RS Colunista: Paulo Luiz Zugno

DETALHES TÉCNICOS Tiragem: 1.400 exemplares Impressão: Lorigraf Papel reciclado

O ano de 2013 tem mostrado que tudo é muito dinâmico, desde a natureza até a política e as relações sociais. Uma entidade sindical precisa acompanhar esse ritmo e é por isso que o Sinpro/ Caxias, além da luta constante pela manutenção de direitos mais especfícos da categoria, apoia e participa de movimentos que envolvem a sociedade em geral, como as mobilizações chamadas pelas centrais sindicais buscando mais verbas para a Educação e a Saúde, democracia e relações trabalhistas mais justas. Voltando para o nosso centro, destacamos nesta edição as ações desenvolvidas em homenagem ao Dia do Professor. Esperamos que todos participem e sintam-se fortalecidos e apoiados para a tarefa de educar e promover cidadania. Entre os inúmeros debates do momento em relação à educação, estamos evidenciando a questão das câmeras nas salas de aula, realidade que vem chegando ao nosso estado e tem sido questionada há alguns anos no país. Boa leitura! A Diretoria


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CATEGORIA IMAGENS DIVULGAÇÃO

INFORMAÇÕES

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O dia 14 de outubro será Feriado Escolar alusivo ao Dia do Professor, conforme estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho 2013 entre o Sinpro/Caxias e o Sinepe/RS. Nessa data não haverá atividade docente, nem compensação de horas. O feriado para comemoração do Dia do Professor é um patrimônio da categoria, oportunidade para o reconhecimento social e defesa do direito ao descanso e ao lazer.

DIA DO PROFESSOR

Cultura e lazer para associados REFLEXÃO

Alerta à sociedade O Dia do Professor não é só uma data comemorativa. É válido festejar o dia da profissão escolhida, por isso o Sinpro/ Caxias tradicionalmente proporciona um espetáculo (neste ano será o Nenhum de Nós) e a possibilidade de aproveitar um jantar ou adquirir um livro. Mas a data vai além. É um momento de refletir sobre a profissão de professor e chamar a atenção da sociedade para as reivindicações da categoria, para a necessidade de valorização e para os avanços que a educação exige. Aguarde e acompanhe a ação do Sinpro/ Caxias relativa ao Dia do Professor.

2014

Professores recebem agenda Organizar os compromissos do próximo ano, prevendo os espaços para lazer e cultura. Essa tarefa vai ficar mais fácil, pois o Sinpro/Caxias vai entregar aos professores associados uma agenda permanente, com caneta. Retire a sua na sede do sindicato.

Em homenagem ao Dia do Professor, o Sinpro/Caxias está entregando aos professores e professoras um VALE-JANTAR ou um VALE-LIVRO. O vale-jantar pode ser usufruído em um dos seguintes restaurantes: Belgrano Pizzeria, Puerto Del Toro Grelhados & Saladas e Galeto Brasile. O vale-livro deve ser utilizado na Do Arco da Velha Livraria e Café. O período de validade dos vales é de 05 de outubro a 05 de dezembro de 2013. Os professores associados devem retirar os seus vales pessoalmente na sede do Sinpro/Caxias. Professores que ainda não se sindicalizaram podem preencher e assinar a ficha sindical e imediatamente também terão direito aos vales e brindes.


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MOVIMENTO

FETEESUL SINPRO-RS

Notícias da Federação

Valdir Kinn Coordenador Geral da FeteeSul

FeteeSul participa do Dia de Mobilização

A FeteeSul trabalhou para a paralisação chamada pelas centrais sindicais no dia 30 de agosto. Foi um grande movimento nacional com as bandeiras da Educação, Saúde e Segurança. No ambiente sindical, a principal reivindicação foi o fim do fator previdenciário, além da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e o protesto contra o PL 4330, que pode deixar sem limites a terceirização em nosso país.

Domingo de Greve para questionar a carga de trabalho

No dia 20 de outubro, será realizado em todo país o Domingo de Greve, movimento que nasceu em 2011, aqui no Rio Grande do Sul. O propósito central é chamar a atenção para a excessiva carga de trabalho do professor e o direito ao descanso. Com um caráter simbólico, a Greve de Domingo reforça que todo trabalhador, especialmente o da Educação, precisa de momentos de desconexão com o trabalho. O que temos observado, e os especialistas têm analisado, é que na sociedade atual, com oculto ao trabalho e a tecnologia da informação, os trabalhadores não se dão conta da necessidade desses momentos de desconexão, de não serem pressionados pelos seus compromissos laborais. Do ponto de vista trabalhista, a remuneração de atividades extraclasse é uma luta histórica, tem mais de duas décadas. Inclusive realizamos uma pesquisa sobre o impacto da carga de trabalho na saúde do trabalhador em educação e foi possível verificar que realmente o excesso de trabalho afeta a saúde.

Efetivar as decisões do CONSIND

Além das ações já relatadas, a FeteeSul está trabalhando para efetivar as decisões do 26o Conselho Sindical realizado em julho. Uma dessas medidas é a reestruturação da subseção do Dieese. A subseção desenvolve um banco de dados para o processo de negociação e das campanhas salariais. Outra medida é tornar a comunicação da FeteeSul mais dinâmica, para criar um dos espaços de articulação dos debates que se organizam em torno da Educação. No segundo semestre de 2013, a FeteeSul espera ainda iniciar as atividades de interiorização, participando das reuniões das entidades filiadas.

A partir desta edição do Presença, será divulgada a seção “Recado FeteeSul”, com informações sobre a entidade. Fundada em 26 de janeiro de 1985, a FeteeSul é filiada à CUT e à CONTEE e reúne oito sindicatos de trabalhadores do ensino privado no Rio Grande do Sul, entre eles o Sinpro/Caxias. O papel da FeteeSul é articular políticas e ações conjuntas entre os sindicatos da sua base, como a campanha salarial.

Fórum: eleições nas comunitárias No dia 28 de setembro, a partir das 10h, no Auditório do Bloco E, sala 305, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), será realizada a 6ª Reunião Plenária do Fórum pela Gestão Democrática das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES). A pauta desse encontro será o processo de renovação de reitorias das instituições comunitárias em 2013 e 2014. O debate será pautado pela reivindicação histórica de participação de todos os segmentos das instituições. Na UCS, o processo de escolha do reitor para o biênio 2014-2018 será definido por uma comissão nomeada em agosto pelo Conselho Diretor da FUCS. As entidades representativas da comunidade universitária da UCS (Aducs, Sinpro/Caxias, Sinpro/RS e DCE) encaminharam à reitoria uma moção pedindo a democratização do processo de escolha do reitor. Há quatro anos, o resultado da consulta a professores, funcionários e alunos foi desconsiderado pelo Conselho da FUCS. Instituído em 2011, o Fórum pela Gestão Democrática das ICES vem se consolidando como espaço para a discussão sobre a gestão das instituições, buscando estabelecer um diferencial das instituições comunitárias no contexto do ensino superior.

Nova diretoria no Sinpro/RS A nova direção colegiada do Sinpro/RS foi eleita com 95.59% dos votos válidos. A apuração ocorreu na sexta-feira, 30 de agosto, em Porto Alegre. A Chapa 1 – Profissão Professor, de situação, ficará à frente da entidade no triênio 2013/2016. O Sinpro/RS representa os professores do ensino privado de todo o Rio Grande do Sul, com exceção de Caxias do Sul e Ijuí.


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DIREITOS Convenção Coletiva para consulta

O Sinpro/Caxias publicou em 2013 os livretos da Convenção Coletiva da Educação Básica e da Educação Superior, para que os professores possam consultar as cláusulas e zelar pelo cumprimento do

acordo, ajudando o sindicato na fiscalização dos direitos. Os livretos contêm ainda um histórico dos reajustes salariais, os valores hora-aula aplicados nas instituições de ensino, contato da assessoria jurídica do Sinpro/Caxias e descrição de alguns direitos básicos, como as regras para o aviso prévio proporcional, acesso ao saldo do FGTS e forma de cálculo do salário. As Convenções Coletivas também se encontram, na íntegra, no site do Sinpro/Caxias.

Aproveite os convênios Confira, no site do Sinpro/Caxias, os últimos convênios definidos entre o sindicato e prestadores de serviço para beneficiar os professores associados. Apresentando a carteirinha de sócio, é possível obter descontos significativos em serviços de saúde, como: - psicólogos; - dentistas; - fisioterapeutas; - quiropraxistas; - massoterapeutas; - dermatologistas; - radiologia; - óticas; - farmácias; - psicomotricidade.

Para facilitar o transporte, os convênios garantem menores custos: - despachantes; - serviços automotivos; - postos de combustíveis; - autolocadoras; - revenda de veículos.

Cultive a sua beleza e autoestima com os seguintes convênios: - moda; - moda íntima; - estética; - decoração. O lazer também fica garantido, a partir dos convênios com: - pizzaria; - restaurantes; - lojas; - livrarias; - academias.

E você ainda pode converter com desconto aquelas fitas VHS guardadas há tanto tempo (ou ainda vinil e fitas cassete) em mídias mais modernas, como DVD.

CONVENÇÃO CONVÊNIOS E SAÚDE

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ATENÇÃO aos PLANOS DE SAÚDE A assessoria jurídica do Sinpro/Caxias informa sobre temas que exigem atenção em se tratando de Planos de Saúde

DEMITIDOS PODEM MANTER O PLANO Trabalhadores demitidos sem justa causa, ou que estejam próximos da aposentadoria podem manter o plano de saúde concedido pela empresa. A resolução normativa 279, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (RN 279/2011), atinge os professores e garante ao trabalhador, por exemplo, o direito de manter o plano de saúde familiar e incluir novos beneficiários, como cônjuge ou filhos, enquanto for associado, assumindo integralmente a mensalidade do plano, a partir do desligamento da empresa ou aposentadoria. O cálculo do tempo de permanência é baseado em um terço do tempo em que ele contribuiu com o plano, desde que respeitados o tempo mínimo de seis meses, e o máximo, de dois anos. Para os aposentados, segundo a normativa, será de um ano para cada ano de contribuição. Aqueles que contribuíram por mais de 10 anos, podem permanecer o tempo que desejarem. BENEFÍCIO OBTIDO NA JUSTIÇA Recentemente, uma professora de Caxias do Sul que contribuiu com um plano de saúde por sete anos se aposentou e quis manter o plano. A empresa gestora do plano propôs aumentar a mensalidade de R$ 200,00 para R$ 1.000,00. A professora ingressou na Justiça e obteve o direito de manter a mensalidade em R$ 200,00 por mais sete anos. Na sentença, a juíza da questão ainda considerou abusiva a intenção de aumentar a mensalidade do plano por ocasião dos 60 anos, considerando o Estatuto do Idoso. NA DÚVIDA, BUSQUE AJUDA Em caso de dúvida, os professores podem procurar a Assessoria Jurídica do Sinpro/Caxias para revisarem seus contratos ante a abusividade. Os advogados mantém um horário semanal de atendimento junto ao Sinpro/Caxias, mediante agendamento.

Assessoria Jurídica do Sinpro/Caxias: Ms. Deise Vilma Webber - OAB/RS 55237 Esp. Erci Marcos Sabedot - OAB/RS 25906 Rua Os Dezoito do Forte, 422 - sala 507 Fone/Fax: (54) 3223-6764 emsabedot@via-rs.net www.sabedotwebberadvogados.com.br


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DIREITOS

VALOR HORA-AULA

RANKING DO VALOR HORA-AULA Veja como as instituições de ensino de Caxias do Sul estão remunerando seus professores


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DIREITOS Qualquer discrepância nas tabelas deve ser informada ao Sinpro/Caxias, que fará as correções pertinentes.

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VALOR HORA-AULA

DIREITO DE SABER Uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho assinada entre o Sinpro/Caxias e o Sinepe/RS garante o direito do professor de saber exatamente quanto ganha e quem o paga. Veja a íntegra da cláusula, que é a SÉTIMA no caso da Educação Superior e a OITAVA no caso da Educação Básica: “Os estabelecimentos de ensino fornecerão aos docentes cópia do recibo de pagamento do salário, especificando as verbas que o compõem, o valor da hora-aula, a carga horária, as horas extras, os adicionais, a função, assim como os descontos efetuados. Parágrafo Único - O recibo deverá conter dados que identifiquem o estabelecimento, tais como carimbo do CNPJ e assinatura do diretor ou pessoa credenciada, quando solicitada, a fim de servir de documento comprobatório do salário do docente.”


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EDUCAÇÃO

CÂMERAS NA SALA DE AULA

O “Grande Irmão” na sala de aula O “Grande Irmão”, “Big Brother” no original, é um personagem fictício no romance “1984”, de George Orwell. Na sociedade descrita por Orwell, todas as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades, principalmente por teletelas, sendo constantemente lembradas pela frase propaganda do Estado: “o Grande Irmão zela por ti” ou “o Grande Irmão estáte observando” (do original “Big Brother is watching you”).

O uso de câmeras de vigilância vem se proliferando em diversos ambientes com o objetivo de segurança. Recentemente, as câmeras chegaram também às salas de aula e o seu uso no ambiente educacional vem gerando protestos. O questionamento é se a privacidade dos professores e estudantes no processo ensino e aprendizagem não seria a garantia de espontaneidade, criatividade e confiança. Levantamento realizado pelo Sinpro/RS (sindicato que representa os professores do ensino privado gaúcho, com exceção de Caxias e Ijuí) identificou mais de cem escolas que já usam câmeras na sala de aula, no estado.

A IMPORTÂNCIA DA PRIVACIDADE No parecer 15426/2010, a procuradora do Estado Andrea Trachtemberg Campos esclarece que não há vedação para a instalação de câmeras com a finalidade de segurança em ambiente público com circulação de pessoas, como pátios, ginásios de esporte, corredores, entradas e saídas, desde que

sejam utilizadas “estritamente para a vigilância e segurança dos alunos e professores de forma moderada, generalizada e impessoal”. Ela também acredita ser legítima a instalação de câmeras para diminuir a violência e o vandalismo, desde que as imagens não sejam divulgadas e haja sinalização bem visível dos locais. Porém, a procuradora afirma que não é possível a instalação de câmeras nos locais de reserva de privacidade, como banheiros, salas de aula, salas dos professores, vestiários, ambientes de uso privativo dos trabalhadores, salas ou gabinetes de trabalho. “Nestes espaços, há que se preservar a intimidade e a imagem dos alunos”, alerta. A redação do parecer foi motivada por uma consulta da Secretaria de Educação do Estado sobre a possibilidade de instalar câmeras nas escolas públicas estaduais.

ATESTADO DE INCAPACIDADE Para Cecília Maria Farias, professora, diretora do Sinpro/RS e integrante do Conselho de Educação do RS, as câmeras de vigilância nas salas de aula são a comprova-


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EDUCAÇÃO ção da incapacidade de as escolas atingirem seus objetivos mais elementares: “As escolas que utilizam esse recurso, já no primeiro dia de aula, informam aos seus estudantes que aquele é um lugar inseguro, que necessita de um estado de alerta constante, desprovido de possibilidades de crescimento humano. As escolas indicam que não são capazes de desenvolver um projeto que, de fato, eduque seus estudantes, proporcione a cada um deles a responsabilidade por seus atos, reafirmando a sua incompetência. As câmeras têm como objetivo o controle acintoso das ações de estudantes e professores no processo educativo”, afirma. Para a educadora, as câmeras representam a desmoralização das escolas que não conseguem transformar seu projeto pedagógico em um processo de emancipação, de cidadania. Cecília é categórica: “A câmera tem um papel de delação incompatível com o processo pedagógico!” Qual seria então a alternativa? Para Cecília, “as escolas deveriam confiar no indivíduo que formam para o exercício da cidadania; deveriam acreditar nos seus professores e nas múltiplas possibilidades de crescimento intelectual e social que eles, com certeza, desenvolvem quotidianamente de maneira correta, com responsabilidade por seus atos.”

CÂMERAS NA SALA DE AULA

Ilustração publicada na matéria Estude Sorrindo, você está sendo filmado, da Revista Escola, de setembro de 2012

CÂMERAS DA DISCÓRDIA O primeiro circuito interno de vídeo foi criado em 1942 pela empresa alemã Siemens e foi colocado em funcionamento ainda na Segunda Guerra Mundial para observar o lançamento de foguetes. Desde então, as câmeras de circuito fechado de televisão têm se disseminado por várias cidades do mundo. No Brasil, as câmeras chegaram em 1980, inicialmente para monitoramento do trânsito e depois para uso em segurança. Agora aparecem nas escolas e até nas salas de aula. Em Caxias do Sul, o debate é recente, mas em outros lugares já avançou bastante. Há um ano, 107 alunos do Colégio Rio Branco, um dos mais tradicionais de São Paulo, foram suspensos por discordar da instalação de câmeras para vigiar as classes, sem que para isso houvesse qualquer discussão anterior. Em Pernambuco, a questão das câmeras já consta na convenção coletiva da categoria: as escolas são proibidas de instalarem câmeras nas salas de aula, pois é uma forma de inibir o desempenho dos professores. A pedido do Sindicato dos Professores de Pernambuco, o MTE notificou, em agosto, quatro estabelecimentos de ensino, concedendo o prazo de 15 a 30 dias para que as câmeras fossem desativadas, sob pena de multa.

Campanha do Sinpro Pernambuco, que já incluiu na Convenção Coletiva cláusula impedindo a instalação de câmeras HENRY MILLEO/GAZETA DO POVO

Salas de aula vigiadas no Instituto de Educação Pietro Martinez, em Ponta Grossa. Naquela cidade, parte das escolas estaduais adotaram câmeras nas salas de aulas ainda em 2011

No Rio Grande do Sul, não há legislação específica que proíba a instalação de câmeras de vigilância nas salas de aula do ensino privado. A deputada estadual Ana Affonso (PT), que já foi professora e preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, comprometeu-se a apresentar projeto de lei proibindo a instalação de câmeras de vigilância nas salas de aula de todas as instituições de ensino. Veja mais informações e artigos sobre esse tema no site do Sinpro Caxias: www.sinprocaxias.com.br


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CATEGORIA

ALMOÇO DOS PROFESSORES

Professores se encontram no almoço promovido pelo Sinpro/Caxias FOTOS SIMONE RAMME

O salão da comunidade de São Romédio recebeu centenas de professores no dia 7 de julho, data do tradicional almoço que reúne a categoria todos os anos

Sobremesas especiais encantaram os convidados

Coquetéis e batidas de frutas tropicais, com gelo seco e canudos decorativos, animaram a festa Uma mesa lateral trazia diversas publicações e objetos com a marca do Sinpro/Caxias, à disposição dos professores associados

Professores integrantes da direção do Sinpro/Caxias organizaram o almoço com dedicação

A coordenadora Liliane Viero Costa saudou os professores, destacando a importância das atividades de integração que o sindicato promove. Liliane falou também do papel fundamental do Sinpro/Caxias nas negociações salariais e nas lutas pelas cidadania, apresentando aos professores algumas programações previstas para o segundo semestre de 2013.


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CATEGORIA

ALMOÇO DOS PROFESSORES

Alegria do encontro entre professores de diferentes escolas criou um clima agradável no salão, propiciando conversas e troca de experiências

O professor Marte Fros, com a esposa e amigo

A professora do Murialdo, Vanessa Melchior, com o filho Otávio, Gabriele Cipriani, do Raio de Luz, Josiele Montagna, do Santa Goretti e Priscila Masotti, da Escola Infantil São José

Estas convidadas se dispersaram antes que o nome fosse anotado. Alguém as reconhece?

Muitos professores se encontrando significa muitas crianças no pedaço. A diversão foi grande, eles tomaram todos os espaços, até o palco.

Cristiane Guazzelli Boschi, da direção do Sinpro/Caxias, saúda Itacir Alves da Silva e Maria Marlene Faria, da FSG

Camila Cavion, do São Carlos, a amiga Kiane e Cássia Gianni, do São José, celebrando o encontro e a confraternização

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CATEGORIA

ALMOÇO DOS PROFESSORES

Outro vale-viagem saiu para Michele Michelon Sanciglo, do La Salle-Carmo

Um celular novo foi o prêmio da Cristiane Dorneles

Cristina Casagrande, das Pastorinhas, levou um notebook

Taiana Pedó, do Colégio São José, recebeu um tablet de Marili Vergani Libardi, do Sinpro/Caxias

Mari Silvia Ferri, do Madre Imilda, recebeu um notebook da coordenadora do Sinpro/Caxias, Liliane Viero Costa

Rejane Dal Bó, do CETEC vai viajar com desconto, com o vale-viagem que ganhou do Sinpro/Caxias

Jucerlei Gazola, do Madre Imilda, ganhou um cobertor

Maira Miotto, do São José, ganhou um vale-viagem

Os professores associados ao sindicato receberam valiosos e simpáticos brindes no sorteio realizado após o almoço

Letícia Isoton, do Caminho do Saber, ganhou um valelivro Graciele Dutra Teixeira, professora do Grupo Caminho do Saber, ganhou um vale-jantar

Igor Penso, da FTEC e São Carlos, ganhou um cobertor

Silvia Regina Stallivieri do Cursão e do São José, recebeu de brinde um cobertor

Iró Kormann, do La Salle-Carmo, recebeu um vale-jantar

Rosangela Boniatti Frasson, do Madre Imilda, recebeu um vale-jantar Fabíola Beviláqua, do Madre Imilda levou um cobertor

Luciane Boff, do São Carlos, ganhou um cobertor

Beatriz Berti, do CETEC, ganhou um edredon

Gabriele Cipriani, do Raio de Luz, levou para casa um cobertor

Joice Irion, do Murialdo, saiu feliz com a sua bolsa nova

Outra coberta especial, desta vez para Juçara Leite, do La Salle-Carmo

Emilene Passos, do São José-Capivari ganhou um edredom


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CATEGORIA

Vanessa Rodrigues, do Madre Imilda, levou uma bolsa de brinde

Aline Marcon, do La Salle, vai dormir quentinha com o novo edredom

Nádia Pinto Bento Alves, do Sinpro/Caxias, entregou um vale-jantar para Cássia Bossardi, do Murialdo de Ana Rech

Cátia Fiorini Toni, do La Salle-Carmo, vai desfilar de bolsa nova

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ALMOÇO DOS PROFESSORES

Neiva Teresinha de Melo Gomes, do CETEC, recebeu Teresinha Knob, do La Salle-Caxias, vai um notebook da Liane viajar com desconto Kolling, do Sinpro/Caxias

Suzana Baroni de Almeida, das Pastorinhas, ganhou uma coberta especial

Amália Toigo, do São Carlos, teve sorte com um tablet, entregue pela coordenadora do Sinpro Liane Kolling

Michele Bordin, do Madre Imilda se atualizou tecnologicamente com um tablet

Andrea Freitas Garcia, do Grupo Caminho do Saber, levou um tablet para otimizar as aulas

Cássia Gianni de Lima, do São José, ganhou um valeviagem

Alexandra Cemin, do La Salle-Caxias, renovou o seu celular

Salve a cultura: um livro para Camila Cavion, do São Carlos

Um edredom novo salvou o inverno da Carina Bettiato, das Pastorinhas

Morgana Rossetti Falavigna e o seu novo tablet

Cristiane Lembi, da UCS/ PLE, recebeu o seu brinde (uma coberta especial) das mãos da Janete Angonese, da direção do Sinpro/Caxias

Simone De Mozzi de Castilhos, do La SalleCarmo, ganhou uma bolsa

Anelise Rigotto, da direção do Sinpro/Caxias, entrega um tablet para a professora Leonira Roveda, do São José

As crianças, filhos dos professores, se divertiram ajudando no sorteio dos brindes


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EVENTOS

DIAS DE LUTA

Sinpro/Caxias apoia manifestações chamadas pelas centrais FOTO ROSE BROGLIATO

O Sinpro/Caxias apoiou a realização de manifestações chamadas pelas centrais sindicais no dia 11 de julho e no dia 30 de agosto. Os movimentos tiveram várias pautas. Algumas de caráter trabalhista, como o fim do fator previdenciário, contra a terceirização e pela redução da jornada de trabalho sem prejuízo do salário. A educação foi um dos pontos principais, com a exigência de desti-

nação dos royaltIes do petróleo e 10% do PIB. Além disso, Saúde, Segurança e a reforma política também se fizeram presentes nas faixas e cartazes dos movimentos. No dia 11 de julho, várias escolas, a universidade e faculdades fecharam as portas e houve uma grande concentração de pessoas em caminhadas e no centro da cidade. Já no dia 30 de agosto, a mobilização foi tímida em

IMAGENS PARA REDES SOCIAIS - ARQUIVO SINPRO/CAXIAS

Caxias do Sul, mas teve força principalmente nas capitais. Os representantes das centrais sindicais avaliam que as manifestações estão obtendo resultados positivos (como os royalties para a educação e criação de comissão para o fim do fator previdenciário) e pretendem continuar com a pressão.

Ataque aos direitos dos trabalhadores A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), entidade sindical que congrega 77 sindicatos e sete federações de professores(as) e técnicos(as) e administrativos(as) da rede privada, representando atualmente cerca de 800 mil trabalhadores(as) brasileiros(as), se manifestou contrária ao Projeto de Lei 4.330/04, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviços a terceiros, e enfatizou o quanto esse processo é prejudicial à educação em nota pública. “A terceirização tem, como efeitos, a precarização das condições de trabalho e a supressão dos direitos dos trabalhadores, que têm salários rebaixados, perda de benefícios sociais e redução da representação sindical. E, na educação, a situação tem um agravante, que prejudica não apenas os trabalhadores, mas a própria qualidade do ensino”, diz um trecho do documento.

Nos anos 90, como consequência da política neoliberal, a terceirização avançou rapidamente. Hoje 25% do mercado formal de trabalho é terceirizado, com jornadas de trabalho maiores, salários em média 27% menores, rotatividade dobrada, índices assustadores de acidentes e adoecimento. O PL 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel, tramita há nove anos no Congresso Nacional, e desde abril deste ano caminha a passos largos, vitaminados por intenso lobby patronal. O ponto central, a essência do PL 4330 está na legalização e liberação da terceirização para as atividades fins. Caso o PL 4330 seja aprovado, lideranças sindicais avaliam que seria o maior ataque aos direitos e ao fortalecimento político e econômico da classe trabalhadora desde os nefastos anos do neoliberalismo de Collor e FHC.


FOTO DOUGLAS TRANCOSO

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Penúltima Página PAULO LUIZ ZUGNO

INSATISFAÇÃO POPULAR “Desde o princípio das manifestações de rua no dia 6 de junho de 2013, em São Paulo, contra o aumento nas passagens de ônibus, muito ficou por ser entendido. Seria a carestia a motivação dos protestos que cruzaram a barreira de 1 milhão de pessoas em todo o Brasil ou o esgotamento do sistema político? E os manifestantes, eram jovens anarquistas sem partido ou seriam necessários novos conceitos para dar conta de tantas vozes? De todas as perguntas, a que mais intrigou o país segue sem resposta clara: em meio ao mar de cabeças e punhos em riste, quem eram e o que queriam aqueles jovens de preto dispostos a destruir bancos e lojas e enfrentara polícia com as próprias mãos?” Esse trecho extraído do texto O black bloc está na rua, da Revista Carta Capital de 5 de agosto, revela a estupefação de políticos, sociólogos e lideranças da sociedade em geral em relação às numerosas manifestações que se espraiaram por todo o país. Recomendo a leitura, pois a matéria analisa o movimento black bloc desde a sua origem, na Alemanha, a multiplicação em outros países e o aparecimento no Brasil. Porém, não foi apenas o black bloc que constituiu os movimentos de rua da metade do ano. Os participantes eram, em sua maioria, jovens que queriam manifestar-se pacificamente. E por quê? A paciência do povo brasileiro pareceu ter chegado ao limite. Um clima generalizado de descontentamento que, aos poucos, foi se acumulando na consciência coletiva. A psicologia das massas compara a insatisfação popular à acumulação de água represada: chega um momento em que a quantidade de água é tanta que rompe as barreiras e causa inundação. O fenômeno das manifestações populares não é novo nem inédito. Ocorre em muitos países e pelos mais diversos motivos. No Brasil, manifestações semelhantes às atuais aconteceram por ocasião do movimento das “Diretas já”, no ocaso da ditadura militar e no gover-

no de Collor (que resultaram no impedimento do mesmo). Daquele momento até este ano, nada havia surgido de mais significativo. A insatisfação de 2013 contém muitos elementos: políticos, econômicos, sociais (saúde, educação, insegurança, criminalidade, transporte e mobilidade urbana, narcotráfico e drogadição, direitos civis e muitos outros). Chama atenção a não participação ostensiva de partidos políticos nas manifestações. Os partidos, seja qual for sua ideologia (se é que ainda se pode falar em “ideologia”) não aderiram formalmente ao movimento. Qual seria o motivo de tal “neutralidade”? Não é difícil adivinhar: os políticos sabem que não gozam da simpatia de grande parte da população. Pesquisas recentes mostram que quase toda a população não se sente representada pelos partidos e pelos políticos. Mas a maioria das pessoas afirma que se interessa por política e acompanha a atuação dos políticos. Deve-se lembrar, também, que há no país uma proliferação absurda de partidos, a maioria de olho no dinheiro do Fundo Partidário e nos segundos de tempo gratuito que terão nos meios de comunicação. É urgente uma reforma política que ponha fim a esse problema. No entanto, passados poucos meses, a política brasileira segue a mesma, como mostra a não cassação do deputado Natan Donadon. A Câmara Federal manteve o mandato do parlamentar, há dois meses encarcerado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Donadon foi condenado a mais de 13 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. A reforma política encontra várias barreiras, as centrais sindicais fizeram dias de mobilização em julho e agosto, porém sem o impacto dos primeiros movimentos. Mas algo mudou, todos os dias desde aquele 6 de junho, alguma manifestação acontece pelo país. Será que são novos sujeitos políticos surgindo? O futuro dirá se o clamor do povo será ouvido e se dele resultarão frutos benéficos que melhorem as condições de vida dos brasileiros.

Chega um momento em que a quantidade de água é tanta que rompe as barreiras e causa inundação.


É SHOW FOTO EDUARDO TAVARES

NENHUM DE NÓS é o show promovido pelo Sinpro/Caxias em 2013

O Nenhum de Nós cruzou 27 anos de carreira com mais de 1.600 apresentações, mais de um milhão de discos vendidos, participações em grandes festivais, vários prêmios, reconhecimento de público e crítica, e uma fiel legião de fãs espalhados por todo o país. Mantendo a mesma formação desde seu início – fato raro na cena roqueira nacional – a banda surgiu como trio, acrescentou dois novos integrantes sem nunca ter trocado seus componentes desde então. No início eram Thedy Corrêa (baixo e voz), Sady Homrich (bateria) e Carlos Stein (guitarra) na estreia em outubro de 1986, em Porto Alegre. Em 1992, no lançamento de seu quarto disco, viraram quarteto, após a entrada de Veco Marques (guitarra e violão). Com o disco “Mundo Diablo” em 1996, efetivaram João Vicenti (teclados, acordeon e vocais), que antes atuava como músico convidado. Assim chegaram ao atual e definitivo formato de quinteto.

Em 1987, o grupo lançou seu disco de estreia, com o nome da banda, e trazia seu primeiro sucesso: “Camila Camila”, canção escrita para uma amiga que sofria com um namorado agressivo. O Nenhum de Nós foi um dos primeiros grupos de rock no Brasil a incorporar o acordeon entre seus instrumentos, assumindo uma sonoridade regional em suas composições. Com uma carreira artística marcada por um amadurecimento musical e poético, chega ao 27º ano de estrada em plena forma, como uma das bandas mais respeitadas do cenário pop rock brasileiro. No dia 19 de outubro, o Nenhum de Nós vai se apresentar em show exclusivo, promovido pelo Sinpro/Caxias, no UCS Teatro, às 20 horas. Com esse evento, o sindicato dá continuidade à política de incentivo do acesso à cultura por parte dos professores. Será uma oportunidade especial para saborear a boa música gaúcha com a companhia dos colegas professores.


Presença Setembro 2013