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SESC SP ST CENTURY SESC SP--21 SÉCULO XXI


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Unindo pensamento e ação 17 Abram Abe Szajman

Uma transformação permanente 21 Danilo Santos de Miranda

Números e uma grande missão 25

Na linha do tempo 57

Ação em rede 79

Cultura como construção da cidadania 139

O esporte é para todos 179

Saúde e alimentação 197

Comunicação para educação 207

Relações internacionais 219

Unidades do Sesc sp 233


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unindo pensamento e ação

pensamento e ação nem sempre andam juntos, e não é incomum que os indivíduos sejam classificados de acordo com sua inclinação maior ou menor em direção a um ou outro. Mas embora ambos os perfis possam ser socialmente úteis e necessários, a história tem se encarregado de demonstrar reiteradamente que os maiores avanços são alcançados quando, num determinado agrupamento humano, surgem como protagonistas pessoas cuja personalidade reúne os dois elementos, numa combinação que caracteriza o autêntico empreendedorismo. Foi o que ocorreu quando, em 1946, um grupo de notáveis lideranças empresariais teve a iniciativa de criar um conjunto de entidades sócio-educativas, Abram Abe Szajman entre elas o Sesc - Serviço Social do ComérPresidente do Conselho Regional cio, com o objetivo de contribuir efetivamente para a inclusão social e a melhoria dos padrões de vida de uma população trabalhadora urbana que crescia em ritmo muito superior à capacidade de atendimento dos serviços públicos. Com essa medida, aqueles líderes se mostraram capazes de antever o futuro e de discernir o que deveria ser fei17


to para melhor moldá-lo às necessidades e aspirações do país. Sua ação, que se insere num quadro geral marcado pelo otimismo, criatividade e dinamismo que imortalizaram na memória coletiva as décadas de 40 e 50 como os “anos dourados” do Brasil, gerou resultados palpáveis, que podem ser medidos no número crescente de unidades do Sesc, na multiplicação dos metros quadrados de área dessas unidades, ou nos milhares de atendimentos prestados semanalmente em suas diversas atividades. Além disso, tão ou até mais importante que essas cifras, também tem trazido benefícios imensuráveis a milhões de pessoas que, graças ao Sesc, veem suas vidas se enriquecerem com novos significados, novas oportunidades de relacionamento social e crescimento pessoal, novas dimensões de exercício do livre-arbítrio e da cidadania. A nós, seus sucessores, os fundadores do Sesc legaram o desafio e o estímulo de continuarmos a exercitar, na manutenção, gestão e ampliação de seu extraordinário legado, a capacidade de unir pensamento e ação, buscando tornar a instituição sempre mais apta a responder adequadamente aos problemas colocados a cada etapa histórica, e mesmo a antecipar-se a estes, identificando tendências que se desenham como portadoras de futuras necessidades e preparando-se para satisfazê-las ainda em sua fase inicial. É com orgulho, entusiasmo e humildade que o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo do estado de São Paulo, ao lado de seus pares nas demais unidades da federação, se empenha diuturnamente no exercício condigno dessa honrosa atribuição.

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UMA TRANSFORMAÇÃO PERMANENTE

desde sua fundação, em 1946, o Sesc - Serviço Social do Comércio acompanha e participa com atenção dos caminhos tomados pela sociedade brasileira. Uma rica história, e como tal, repleta de percalços e tranquilidades, vieses e certezas. Nesta trajetória, procurou, sempre com o mesmo zelo, fazer parte ativa do calor dos acontecimentos com a prudência e a criatividade exigidas pelo senso ético. Tendo em suas primazias a defesa dos valores que alimentam a cidadania, mantém sua lida incansável pela melhoria da qualidade de vida dos trabaDanilo Santos de Miranda lhadores no comércio de bens, serviços e Diretor Regional do Sesc SP turismo, numa primeira instância, depois estendendo às comunidades dos entornos de seus centros culturais, esportivos e de saúde e aos demais cidadãos seus préstimos de instituição absorvida, prioritariamente, com as questões que abarcam a humanidade. Assim sendo, a instituição leva a sério o termo Social que carrega em seu nome. De forma peculiar e intensa, faz com que sua his21


tória participe ativamente da biografia do país, numa conjugação profícua com seu desenvolvimento. No estado de São Paulo, o Sesc mantém uma coerência com as especificidades tanto dos espaços quanto dos tempos, sem perder o valor educativo que o sustenta desde seu documento fundante, a Carta da Paz Social. De seu início, migrou de uma característica explicitamente assistencialista para o modus operandi que a faz reconhecida no território nacional, assim como pelo mundo afora, com forte acento na Cultura. Tal distinção não resume ou abranda o trabalho desenvolvido em São Paulo, mas, ao contrário, abre um leque de possibilidades que a própria palavra, entendida em seu âmbito antropológico, permite. Cultura, no caso, envolve muito mais que a fruição de atividades artísticas (também de suma importância para a entidade), compreende, também, a reflexão, o fazer e o desenvolver humanos. Em sua história, o Sesc, no estado de São Paulo, deixou marcas indeléveis com programas que se tornaram paradigmas para o trabalho de governos e/ou instituições socioculturais. É o caso do combate ao desperdício de alimentos do programa Mesa Brasil, absorvido pelo governo no âmbito da federação, ou mesmo o Trabalho Social com Idosos, que iniciou, no ano de 1963, ações e reflexões acerca do envelhecimento, numa época em que o país ainda era reconhecido por sua população jovem e o idoso, ainda visto como um número que só o designava como fora do mercado de trabalho. Ou mesmo o Programa Curumim, com crianças de 7 a 12 anos, numa proposta arrojada de educação não formal. Em suas incursões pelos exercícios da experimentação, o Sesc, ainda nos anos 1960, criou as Unidades Móveis de Orientação Social (UNIMOS), que tinha por objetivo disseminar o trabalho e a missão da instituição pelo estado de São Paulo. Anterior, portanto, dos espaços fixos que hoje estão distribuídos pelo território paulista, mas que figurou como energia de ativação para o entendimento de um público diverso, em suas idiossincrasias e anseios, daquele da Capital e o trabalho que hoje é realizado. A partir dos anos 1980 os centros culturais desportivos e de saúde, conhecidos por Unidades Operacionais, começam a tomar força e passam a fazer parte

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da política de acesso cultural que o identifica até os dias de hoje. Chegando ao século XXI, o Sesc São Paulo cultiva a integridade de sua missão no atendimento a seu referido público, procurando não perder o poder totalizante que envolve as comunidades nas quais se insere para que a propalada qualidade de vida não tenda somente para um lado, causando os desequilíbrios sociais que se pulverizam por todos os lados. Por este motivo, nutre sua crença numa sociedade mais justa e igualitária para dar um sentido mais consistente em suas ações e poder extrapolar, dessa forma, seu discurso. A presente publicação é um pequeno pedaço do trabalho de milhares de funcionários que fazem de sua lida diária a comunhão com público e programação; um corpo volumoso, formado por cerca de cinco mil pessoas, que procura ser coeso e coerente com a sociedade em que está inserido no sentido de sua mais ampla compreensão e a possível transformação para um caminho mais humanista, onde o respeito às diversas e plurais culturas seja o pilar de nossa permanência no mundo.


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Números e uma grande missão

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Em 2012, o Sesc São Paulo recebeu 20 milhões de pessoas em suas 34 unidades. Essas pessoas se envolveram em muitas atividades, perfazendo, aproximadamente, 115 milhões de atendimentos. Na área cultural, houve mais de 12,5 milhões de atendimentos em apresentações artísticas – ou seja, nos cerca de 9 mil espetáculos teatrais; 6 mil shows musicais; 960 exposições de artes plásticas; 4 mil sessões de cinema e vídeo; 930 apresentações de dança. Além disso, ainda na área cultural, houve mais de 590 mil atendimentos nas atividades de desenvolvimento artístico cultural. No Programa Educação, realizaram-se cerca de 9 mil oficinas, palestras e seminários, os cursos de educação complementar e de valorização social receberam mais de 20 mil alunos, enquanto, de agosto a dezembro, o Centro de Pesquisa e Formação contabilizou aproximadamente 8 mil atendimentos em minicursos, oficinas, palestras e empréstimos de livros. Na área de lazer, houve 86,5 mil inscritos nos cursos permanentes de desenvolvimento físico esportivo, 12,5 milhões de atendimentos em atividades recreativas e cerca de 420 mil no Programa Turismo Social. No campo da saúde, foram rea-


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Corpo e expressão. Workshop Ivaldo Bertazzo. Sesc Belenzinho, 2011


lizadas mais de 620 mil consultas em 115 consultórios odontológicos e o Programa Saúde contabilizou por volta de 13 milhões de atendimentos. Ao mesmo tempo que permitiu e incentivou o convívio humano através de redes físicas, o Sesc propiciou a participação do público por meio das redes sociais informatizadas. Hoje o Sesc São Paulo possui mais de 500 mil seguidores de seus perfis no Facebook, Twitter e Youtube. Em 2012, os 5,5 mil vídeos disponíveis para consulta sob demanda no Portal Sesc São Paulo no Youtube somaram mais de 3,5 milhões de visualizações, e as 60 mil pessoas que “curtem” a página do Sesc São Paulo no Facebook promoveram acesso a 3,5 milhões de pessoas. Nesse mesmo ano, o canal SescTV teve uma audiência total de 31 milhões de telespectadores. Em alguns casos, as redes físicas e virtuais se sobrepõem. Essa sobreposição é especialmente importante na área de educação e difusão. As 34 bibliotecas da entidade, que somaram, em 2012, mais de 4 milhões de atendimentos, coexistem agora com 600 pontos de internet. Ao mesmo tempo, a combinação de redes físicas e virtuais permite o funcionamento mais apurado de ações coletivas, como o projeto Mesa Brasil, que , em São Paulo, arrecadou mais de 3,8 mil toneladas de alimentos para as 120 mil pessoas assistidas. Os números atuais têm magnitude, as áreas de atuação são muitas — mas a finalidade sempre foi uma só ao longo do tempo. O Sesc persegue uma missão, assim definida no momento de sua fundação, em 1947: “Planejar e executar, direta ou indiretamente, medidas que contribuam para o bem-estar social e a melhoria do padrão de vida dos comerciários e suas famílias e [...] para o aperfeiçoamento moral e cívico da coletividade.” Para realizar esse ideal, a entidade decidiu aproximar-se o mais possível daqueles a quem pretendia atender. Suas primeiras unidades foram chamadas de Centros Sociais, e nelas o Sesc já priorizava o atendimento aos comerciários e a seus dependentes de menor renda. O trabalho começou pela promoção do acesso de alunos da rede pública estadual paulista de ensino a museus, centros e institutos de arte e de cultura e aos parques, observando os parâme-

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tros pedagógicos do Estado de São Paulo. Assim, congregava pessoas e as chamava para as atividades dos centros. Os primeiros serviços oferecidos abrangiam, como dizia um documento da época, “nove aspectos fundamentais e irredutíveis de sua forma de assistir”: assistência médico-sanitária, assistência hospitalar, assistência maternal, odontológica, recreativa, educacional, moral e espiritual, domiciliar e legal. O trabalho de assistência médico-sanitária era, entretanto, sem dúvida, o núcleo principal de atuação em cada unidade. Quando, mais tarde, já nos anos 1960, as possibilidades de atendimento se ampliaram, as novas instalações passaram a permitir a prática de atividades físicas e culturais – e tornaram-se mais conhecidas como Centros Culturais e Desportivos. Uma segunda mudança veio a partir da década de 1970, com a entrada em funcionamento de unidades de escala ampliada, como o Sesc Interlagos, inaugurado em 1975, e o Sesc Pompeia, em 1982, que permitiram incrementar a oferta de produções culturais. Assim, a população do Estado de São Paulo foi podendo escolher, de acordo com as especificidades de cada época, como prefere usar as unidades Sesc, seja para esportes, cultura, recreação ou saúde, num mesmo espaço físico. Essa evolução permanente dependeu muito da sensibilidade dos empresários que financiam o projeto para com as mudanças necessárias nas condições de vida dos trabalhadores. Assim foi surgindo a justa contrapartida às classes laboriosas por sua inestimável contribuição ao desenvolvimento do país: como um investimento no futuro. Trabalhadores mais saudáveis, mais bem treinados e mais esclarecidos fatalmente levariam aos ganhos de produtividade exigidos para o fortalecimento de todos os setores da economia e para o crescimento da nação. Cultura para todos O Sesc funciona como uma contribuição patronal para, como diz seu documento fundador, “suprir as falhas da assistência social sob todos os aspectos”, de modo que os indivíduos mais à margem da


Instalação Desobjetos: A memória das coisas. Mostra Sesc de Artes. Sesc Santo Amaro, 2012


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sociedade tenham a chance de incorporar-se ao processo social e produtivo, ou possam preparar-se para uma inserção no repertório do conhecimento contemporâneo. Por seu aspecto suplementar, a missão primordial do Sesc, portanto, não é, e nunca foi, a de buscar as soluções definitivas e universais para os problemas da sociedade brasileira. Essa é a função da nação, da soma de esforços da sociedade e do Estado. O Sesc, antes de tudo, atua em espaços nos quais haja insuficiência de soluções, ou onde estejam reduzidas as oportunidades para o exercício contínuo e pleno da cidadania. Busca tornar acessíveis, de modo permanente, diferentes conteúdos e formatos de atividades, beneficiando principalmente os trabalhadores de menor renda e segmentos social e culturalmente mais carentes. Num sentido mais amplo, essa busca equivale a tentar, seriamente, seguir um ideal: “Cultura para todos”. O caráter democrático da ação sociocultural do Sesc São Paulo expressa-se, hoje, em três orientações fundamentais: 1. inclusão social – proporcionando atividades diversificadas e instituindo uma política de preços subsidiados; 2. informação e capacitação crítica — estimulando experiências marcantes e duradouras no campo do lazer e da cultura; 3. participação e criação — permitindo a imersão do trabalhador e sua família no campo da criação sociocultural, ao criar condições para sua participação, direta ou indireta, nesse processo, pois cada indivíduo é, por si só, criador de cultura. Essa filosofia de trabalho motiva o Sesc a, paralelamente ao dia a dia da ação assistencial, criar condições para uma atualização permanente de seu pessoal. Mantendo-se atualizado quanto à intensa produção teórica no campo sociocultural, propiciando estágios de aperfeiçoamento e cursos de extensão cultural a dirigentes e funcionários, promovendo palestras, conferências e reuniões de estudos sobre o tema, o Sesc São Paulo desenvolveu ao longo dos anos propostas e estratégias de trabalho sempre inovadoras, com a flexibilidade necessária para atender cada época.


A ação do Sesc - Serviço Social do Comércio é fruto de um sólido projeto cultural e educativo que trouxe, desde sua criação pelo empresariado do comércio e serviços em 1946, a marca da inovação e da transformação social. Ao longo dos anos, o Sesc inovou ao introduzir novos modelos de ação cultural e sublinhou, na década de 1980, a educação como pressuposto para a transformação social. A concretização desse propósito se deu por uma intensa atuação no campo da cultura e suas diferentes manifestações, destinadas a todos os públicos, em diversas faixas etárias e estratos sociais. Isso não significa apenas oferecer uma grande diversidade de eventos, mas efetivamente


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contribuir para experiências mais duradouras e significativas. No Estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 32 unidades, em sua maioria centros culturais e desportivos. Oferece também atividades de turismo social, programas de saúde e de educação ambiental, programas especiais para crianças e terceira idade, além dos pioneiros Mesa Brasil Sesc São Paulo, de combate à fome e ao desperdício de alimentos, e Internet Livre, de inclusão digital. O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação informal e permanente com intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia pessoal, a interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.


Pode-se dizer que ele acompanhou de perto o surgimento de um novo ramo do conhecimento: o das relações humanas no funcionamento dos grupos de trabalho, nos esportes e na família. E esse campo se impunha, com suas possibilidades, para o trabalho do Sesc na educação social, consolidando como eixo de suas premissas uma educação feita através do grupo e da comunidade, tendo como base a motivação, o interesse e a participação, procurando dar um sentido democrático à educação informal. A valorização do indivíduo seria a base, portanto, de um maior bem-estar social. Não por acaso o Sesc São Paulo, num segundo momento, centrou esforços numa ação educativa da recreação, e especialmente das atividades esportivas. Concebido e configurado para atuar como meio de obtenção da melhoria do padrão de vida dos trabalhadores, o Sesc pode ser também compreendido como uma entidade estratégica para a legitimidade dos diferentes e necessários alcances sociais. Seja contribuindo, como um modelo de atuação, para a garantia da equidade social, seja criando e recriando mecanismos educativos de inclusão, sem os quais cresceriam as dificuldades e os problemas advindos da exclusão de numerosos contigentes populacionais. Sendo assim, cabe a ele otimizar a exploração dos conteúdos sociais e psicológicos do lazer, oferecendo condições apropriadas para que o indivíduo possa não apenas criar ideias ou fazer escolhas, mas, ainda, aprimorar a percepção tanto de si quanto dos problemas da comunidade na qual se insere. O lazer, no tempo livre dos trabalhadores e da comunidade, é considerado uma dimensão formativa da educação social, complementar à educação formal, que deve capacitar os indivíduos para seu autodesenvolvimento e para a vida em sociedade. Em São Paulo, o Sesc tornou-se, dessa forma, uma agência educativa não formal, na qual uma formação contínua e abrangente é vista como fundamental para o exercício pleno da cidadania. E essa educação permanente deve valorizar o interesse por temas diversos, sem obedecer às hierarquias que, muitas vezes, orientam outras instituições de formação. Trabalham-se todas as lingua-

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gens, sejam de origem erudita, tradicional ou popular, autóctones ou provenientes de outros países. Para que suas atividades passem do projeto à execução, os critérios são transparentes e generosos: a qualidade, a inovação e a originalidade. Aceita como complemento à escolarização, essa transversalidade educativa é um elemento significativo, uma demonstração de como o Sesc São Paulo procura articular o panorama de suas ações. Esse propósito didático que reveste todas as iniciativas da instituição corrobora a ideia de que o entendimento da vida social obtido pelas vias educativas, sobretudo na atualidade pós-industrial, deve permitir, além da distribuição de conhecimentos socioculturais, tecnológicos, científicos etc., projetos de vida transformadores e dignificantes. O Sesc busca realizar, portanto, um ideal de cultura o mais amplo e multifacetado, e cujas vertentes não se opõem; pelo contrário, se complementam. Hoje, mais do que nunca, somos capazes de entender o quanto é complexa a realidade que nos cerca. Nossa sociedade e nossa capacidade crítica tornaram-se mais elaboradas e, nesse processo, trouxeram à tona inter-relações cruciais entre os diversos aspectos da vida, antes ignoradas ou postas em segundo plano. A formação do indivíduo contemporâneo, portanto, para estar afinada com o presente e o futuro, não pode ser fragmentada e setorial. Constituição de um pensamento autônomo e cidadão Implementar uma concepção contemporânea de formação individual, capaz de corresponder a essa rica complexidade, é, acima de todas as outras, a grande aspiração do Sesc São Paulo. No trabalho incessante por realizá-la, ele beneficia o povo brasileiro como um todo e, mais especificamente, a parcela da população residente no Estado de São Paulo, bastante expressiva do ponto de vista quantitativo, mas sobretudo incrivelmente representativa das várias regiões do Brasil. A constante busca desse ideal explica por que as atividades culturais oferecidas pelo Sesc (o teatro, a dança, a música, o cinema,


as artes plásticas, o debate de ideias etc.) dividem o mesmo espaço que outras dimensões do processo de formação do indivíduo (as atividades físicas, os jogos e brincadeiras, a educação para a saúde, os atendimentos odontológicos, os cuidados com a nutrição etc.). Desta forma, o “viver artístico” não fica isolado do cotidiano da população, a educação e a cultura podem ser tratadas como duas faces da mesma moeda, ou, acompanhadas pela saúde, os três lados do triângulo. A cultura, no sentido estrito do termo, tem seu peso relativo, que não é pequeno, mas é complementada pela busca do bem-estar pessoal e social, ampliando-se rumo a um sentido mais antropológico da palavra. Uma compreensão da interferência cultural como um eficiente instrumento de mobilização e participação coletiva, por seu caráter lúdico e pela interação que propicia, atuando para a reflexão e o debate dos temas contemporâneos. Indo além das esferas artísticas, o conceito de cultura aplicado no Sesc, que resulta da combinação de modelos internacionalmente adotados com suas próprias elaborações internas, envolve uma gama de práticas e saberes que colocam o homem frente às questões físicas de seu corpo, bem como às do trabalho, da sociedade, do espaço das cidades e do mundo em que ele vive. Contemplar também os fatores socioculturais e educativos é, portanto, essencial, pois a partir deles é que os indivíduos adquirem a capacidade de defender seus interesses, próprios ou coletivos, e de constituir um pensamento autônomo e cidadão. Reunindo educação e cultura em seu plano de trabalho, o Sesc São Paulo se propõe a enfatizar não apenas políticas orientadas à educação formal, por mais importantes que estas sejam. Procura, também, aumentar o investimento em abordagens humanistas, que fundam políticas orientadas para valores democráticos e de elevação ético-social dos padrões de sociabilidade e de convivência humana. Suas ações educativas, portanto, são concebidas mediante projetos flexíveis em suas modalidades, estruturas, conteúdos e métodos, de forma a melhor atender seu público específico. Isso implica ampliar constantemente as iniciativas; e investir

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sempre mais na permanência das ações culturais de base educativa. Dois movimentos cruciais para a transformação social. Esse perfil de trabalho precisa, porém, articular-se com as grandes questões de nosso tempo. Uma delas, por exemplo, que coloca em causa a própria existência de nossa espécie, é a questão da sustentabilidade. Não pode o Sesc se furtar a um estímulo na formação de uma consciência ambiental na população de São Paulo e do Brasil. Procura-se, portanto, fundamentar e implantar programas de gestão e ações de educação ambiental, que intensifiquem a sustentabilidade como princípio norteador. A concepção de sustentabilidade parte de uma visão sistêmica e complexa de mundo, abarcando o conjunto de inter-relações que sustentam as formas de vida existentes. Relacionar-se equilibradamente com o ambiente em sua totalidade significa, assim, considerar que todos os elementos afetam e são afetados reciprocamente pela ação humana. Desse modo, a sustentabilidade deve ser entendida em suas várias dimensões, extrapolando as questões ambientais. Diz respeito, claro, aos aspectos ecológicos, mas também à visão de mundo e às atitudes que permeiam as dimensões socioculturais, políticas e econômicas. Para o Sesc São Paulo, um modo de vida sustentável pressupõe que qualquer ação humana deve, igualmente: 1. respeitar os ciclos naturais, o tempo de recomposição dos recursos e os limites que os regem; 2. organizar um modo de estar em determinado espaço sem promover a sua degradação; 3. consumir sem ultrapassar a capacidade de renovação dos recursos; 4. respeitar a diversidade humana, que gera formas diferentes de reproduzir a existência. Em resumo, sustentabilidade, para o Sesc, significa pensar a viabilidade da espécie humana em longo prazo. Outra importante questão imposta pelo mundo contemporâneo, e pela filosofia de trabalho do Sesc São Paulo, é a da acessibilida-


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Central de atendimento. Sesc Belenzinho, 2012


de, da universalização do atendimento e do acolhimento a todos os tipos de público. O tema já vem sendo contemplado pelo Sesc São Paulo desde os anos 1970, quando inauguradas as UNIMOS (Unidades Móveis de Orientação Social), mas atualmente possui maior destaque e abrangência de diretrizes. Políticas inclusivas são um compromisso primordial. Nossa ética social nos leva a promover ambientes e ações que sejam acessíveis e acolhedores, que permitam a ruptura com modos de pensar preconceituosos e excludentes e que fomentem a igualdade social e a valorização da diversidade humana. Barreiras de comportamento, de comunicação e arquitetônicas devem ser eliminadas, de maneira a fazer valer as leis e normas existentes, além de contribuir para que todos os seres humanos tenham os mesmos direitos de participação, independentemente de idade ou condição física, de compreensão do espaço, de comunicação e relacionamento. A acessibilidade diz respeito aos serviços prestados em sua amplitude, com política clara e específica de subsídio, e também com Unidades Operacionais planejadas e voltadas para o acesso universal. Tudo isso se relaciona à crescente humanização de nosso atendimento, com ampliação das possibilidades de fruição. Ou seja, os indivíduos devem poder locomover-se da maneira mais espontânea possível em nossas unidades, e fruir os espaços com o mínimo de ajuda. Interação com a cidade Se promover a inter-relação entre os vários planos da formação individual é, realmente, condição essencial para o exercício da cidadania e a promoção do bem coletivo, o trabalho do Sesc não pode terminar nos limites de seus muros. A educação informal dirigida aos comerciários e suas famílias, em questão de pouco tempo fez com que o Sesc São Paulo se voltasse em direção às comunidades, para uma forma de atuar ainda mais abrangente, como faz até hoje. A própria concepção das unidades , assim como sua distribui-

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ção no território do Estado de São Paulo, foi repensada. Dois bons exemplos da ampliação no leque de serviços que o Sesc São Paulo oferece ao cidadão, e da abrangência desses serviços na vida das comunidades, foram a criação do Trabalho Social com Idosos, o primeiro programa dessa natureza no país, destinado às ações socioculturais dos mais velhos, e o programa Sesc Curumim, destinado ao desenvolvimento infantojuvenil. Ambas as ações destinadas à inclusão e à criação do espaço para discussão e questionamento de novas ideias e tendências nos vários campos concernentes à vida humana. Intensificando sua presença no interior e na capital, seja através de unidades provisórias, seja em espaços permanentes, o Sesc se integra cada vez mais à paisagem dos centros urbanos do estado e também ao cotidiano de seus cidadãos. A interação com as cidades faz parte da trajetória institucional do Sesc São Paulo, pois no espaço urbano constitui-se o tempo social: do trabalho, do deslocamento, da formação, da vida familiar e das atividades associativas. A cidade constitui também o tempo da cultura. Como um ancoradouro de confluências e registros de distintos sotaques, ela dialoga com as experiências, os aprendizados e, sobretudo, com as histórias de vida. A cidade não se limita, assim, a um conceito geográfico. Muito além disso, ela, melhor do que qualquer outra instância, exprime a tensão entre a racionalidade geométrica e o emaranhado de nossas existências. Nas cidades, convive um grande número de pessoas com um sem-número de relações complexas, sociais, políticas e econômicas. Os centros sociais do Sesc São Paulo foram espelho, por vezes imagem original, das transformações de muitas naturezas no perfil das cidades e seus moradores. Pois as cidades foram se tornando cada vez maiores e mais complexas. Com isso, as necessidades e expectativas da população também foram sofrendo alterações, exigindo respostas e serviços que possibilitassem uma vida de trabalho e realizações, sim, mas com lazer, cultura e oportunidade para o desenvolvimento pessoal. Por isso o Sesc São Paulo realiza projetos culturais de grande


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Espetáculo O estrangeiro, Cia. Plasticiens Volants. Anhangabaú, 2012


impacto nas cidades onde se instalou. Por isso a expansão constante de sua rede de centros culturais e esportivos no interior paulista, que se torna obrigatória com a mudança de algumas cidades em importantes centros regionais. Para além dos espaços arquitetônicos especialmente criados como centros culturais e desportivos, a presença do Sesc São Paulo como agente de valorização das cidades cresce por meio de ações externas, uma das respostas para ampliar e consolidar sua presença junto às populações de dezenas de municípios. As ações externas, inicialmente predominantes no interior do estado, em cidades com unidades físicas e seus entornos, têm crescido e se modernizado também na capital e na grande São Paulo. Essa contribuição ao espaço coletivo e a certas regiões, tão presente no trabalho institucional do Sesc, incide ainda na transformação e na valorização das cidades, pela recuperação de espaços tradicionais e/ou patrimônios históricos antes destinados ao trabalho e devolvidos à cidade e a seus habitantes. Esse movimento em direção à comunidade se manifesta também nas pesquisas feitas regularmente pelo Sesc São Paulo sobre as demandas na maioria dos municípios do estado. Seu objetivo é diagnosticar lacunas problemáticas para a vida da população, ou contribuir para os processos de revitalização urbana, particularmente em áreas marcadas pelo esvaziamento residencial e comercial. Muitas vezes, as soluções para tais casos podem advir de uma aliança entre o Sesc e os poderes públicos e/ou a sociedade civil, pois apenas assim certas reivindicações das comunidades serão devidamente acompanhadas e apoiadas. O Sesc São Paulo sempre esteve aberto para isso. Com a expansão física de seus equipamentos na capital e no interior, aumentam naturalmente a visibilidade e as solicitações para um desempenho conjunto com outras instituições. Uma grande rede física e virtual Tendo por base a educação não formal e permanente, o Sesc assumiu um papel relevante nos locais onde se instalou, contribuindo

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para o desenvolvimento das comunidades atendidas, não apenas com ações voltadas para um público prioritário, mas pelo reflexo dessas ações na sociedade como um todo. Nesse contexto, os Centros Culturais e Desportivos do Sesc são uma presença relevante, que, fazendo interface com outras instituições e por meio de atividades programadas, estimula a vida nas cidades e ajuda no fortalecimento da cidadania. As parcerias com empresas, organizações não governamentais, entidades de classe, representações diplomáticas estrangeiras ou órgãos públicos assumem diversos sentidos e funções. Além de viabilizar a realização de projetos, por relações de apoio ou patrocínio, por exemplo, podem também proporcionar maior abrangência e significado para as ações realizadas. O objeto das parcerias está representado, e continuará a sê-lo, por projetos culturais, educativos, urbanos e de saúde, pela realização de pesquisas especializadas, de seminários e ciclos de debates, por intercâmbios na área de treinamento e aperfeiçoamento de recursos humanos, pela publicação de livros e a produção de emissões televisivas. Como a circulação de informação e valor em rede impacta o mundo atual, hoje, diante da expansão do elenco de unidades do Sesc São Paulo, os associados têm consciência de que não se matriculam mais em unidades específicas, como no passado, mas no Serviço Social do Comércio em todas as suas manifestações e potencialidades. As ações que articulam mais de uma unidade, isto é, em rede, foram intensificadas, sempre respeitando a identidade e as características próprias de cada uma delas, mas, ao mesmo tempo, enfatizando os princípios comuns à instituição. Atividades itinerantes e ações conjuntas são um fiel reflexo dessa preocupação. A percepção de que o Serviço Social do Comércio compõe uma rede, portanto necessariamente maior do que a maior de suas unidades, também foi captada pela população. O acesso do grande público à produção cultural de vanguarda, mediante custos simbólicos ou gratuitamente, corresponde ao processo de democratização da cultura, em que é preciso aproximar o público das criações expressivas de qualidade. Nesse contexto, o


Edições Sesc SP

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Selo Sesc SP

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Materiais grรกficos

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desenvolvimento das mídias e sua difusão têm imposto a participação das populações nas obras culturais e na elaboração dos equipamentos destinados a atender o grande público receptor. Incluir os diferentes extratos da sociedade é fator imprescindível para a coesão e a transformação necessárias à vida coletiva contemporânea. Mais brasileiros estão mais conectados ao mundo e, com isso, estão ganhando voz. Em nível profundo, estão passando de consumidores relativamente passivos de conteúdo e tecnologia a produtores ativos de informação. As experiências da comunidade circulam atualmente de diferentes maneiras, com uma velocidade e uma quantidade de informações inéditas, mas que são também exigências da aldeia global e uma das principais preocupações do modelo Sesc São Paulo. A internet levou a ancestral associação dos indivíduos em rede a patamares inéditos. Houve uma mudança radical na organização da produção de informação e na forma como construímos o ambiente que ocupamos como indivíduos e cidadãos. A marcha da história, alicerçada na evolução tecnológica, é irrefreável, e não pode prescindir da multiplicação de canais de contato. Iniciativas como a plataforma Meu Novo Sesc marcam a forte presença da entidade nas redes sociais, ao mesmo tempo em que cedem espaço e voz aos próprios frequentadores, agregando, sem restrições, conteúdos referentes à instituição publicados em diferentes espaços. Essa plataforma tem um valioso potencial transformador, em que o processo de mudança vem de fora para dentro, seguindo não uma rígida imposição institucional, mas a própria dinâmica social. Também através de iniciativas como as ações do Portal Sesc São Paulo, a programação do SescTV, os livros, os discos e DVDs do Selo Sesc e das Edições Sesc e os materiais gráficos diversos, como revistas e catálogos, a população tem hoje, quase literalmente, a oportunidade de levar o Sesc São Paulo para casa. Por fim, porém não menos importante, é preciso dizer que o Sesc São Paulo, em sua administração, usa a chamada “prata da casa”, mantendo uma equipe de técnicos formados por ele mesmo,

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qualificados sobretudo na convivência com quem traça as diretrizes e discute os próximos passos. Um exemplo disso está na direção regional. Danilo Santos de Miranda ingressou no Sesc São Paulo em 1967, mediante concurso, e, desde 1984, é reconduzido ao cargo de diretor regional. Essa continuidade permite que a paixão pela inovação e a antecipação do futuro, amparadas por um profundo sentido de responsabilidade social, sejam também parte da filosofia administrativa. Trata-se, portanto, de uma busca permanente pela excelência e a qualidade, traços distintivos de sua administração privada e do dinamismo da livre iniciativa. Também no âmbito organizacional a entidade cria oportunidades de desenvolvimento e de mudança, que irão fatalmente beneficiar sua clientela. Não tem, portanto, o Sesc, uma visão de curto prazo com relação a sua atuação, mas projeta-a a médio e longo prazos, como instrumento eficaz de educação social e renovação dos valores. No Sesc São Paulo, essa perspectiva vem traduzindo-se historicamente na inovação dos equipamentos, dos programas, no quadro de recursos humanos, na eficácia administrativa, na afirmação da identidade institucional e na absorção crítica de novas pedagogias de ação sociocultural. Assim se pode construir uma rede ampla, ao longo de uma história que merece ser detalhada.


Cultura digital. Inauguração Sesc Sorocaba, 2012

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Série Caminhos: Entre as Maras e o mar. SescTV, 2011

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Atividade aquática. Sesc Ipiranga, 2010


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na linha do tempo

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A convergência entre empresários e trabalhadores No biênio 1945-1946, ao término da II Guerra Mundial, as sociedades envolvidas no conflito, inclusive o Brasil, viram brotar um consenso no plano internacional: existem desequilíbrios em toda estrutura socioeconômica — sejam eles tidos, ou não, como inerentes a ela —, os quais oprimem um grande número de cidadãos. Causas as mais diversas, tanto sociais quanto econômicas, produzem contingentes de trabalhadores cujos salários são insuficientes para suprir as necessidades básicas de suas famílias (como a saúde, a educação fundamental, o acesso à produção cultural, no sentido mais estrito do termo, e o lazer esportivo e recreativo). Além disso, esse mesmo consenso estabelecia que as soluções definitivas para esses desequilíbrios viriam com a melhor distribuição da renda obtida no crescimento econômico, complementada pelo acesso a serviços sociais indispensáveis, fornecidos pelo Estado, que atendessem com qualidade e competência aos anseios e necessidades da população. Assim, no intuito de corresponder a necessidades sociais urgen-


tes, que atingiam igualmente os trabalhadores do campo e os da cidade, carentes de bem-estar e igualdade de oportunidades, os empregadores propuseram-se a criar um Fundo Social, aplicável em obras e serviços que beneficiassem os empregados de todas as categorias, bem como na prestação da assistência social em geral. O Brasil, na época, dava continuidade ao processo de industrialização e, consequentemente, de urbanização, iniciado no período ditatorial. São Paulo, já então, era uma metrópole ativa e cosmopolita, ou, como diziam os slogans publicitários, “a cidade que mais cresce no mundo” e “a cidade que não pode parar”. Contudo, a crescente migração de contingentes populacionais do campo para as cidades trazia também desafios que ameaçavam aumentar as tensões sociais. As novas populações padeciam com a precária infraestrutura urbana, e os governos municipais e estaduais não tinham condições de responder inteiramente às crescentes demandas. Além dos déficits educacionais e habitacionais, a tuberculose, a malária e a paralisia infantil eram doenças que atingiam muito duramente as classes menos favorecidas. Entre os dias 1o e 6 de maio de 1945, o empresariado brasileiro do comércio, da indústria e da agricultura se reunia na cidade serrana fluminense de Teresópolis para a chamada Conferência das Classes Produtoras. A iniciativa fora tomada por alguns líderes empresariais da época, entre eles Roberto Simonsen, João Daudt d’Oliveira e Brasílio Machado Neto. O objetivo imediato do encontro era sistematizar maneiras de conciliar crescimento econômico e justiça social, gerando condições reais para a incorporação das novas populações urbanas numa efetiva cidadania. Seu objetivo mais amplo era criar um ambiente social que permitisse a volta da democracia entre nós, e sua estabilidade futura. Da Conferência saiu uma firme declaração de intenções, dirigida à nação, na qual ficavam evidentes seus propósitos humanistas e de solidariedade: a Carta da Paz Social. Nela os signatários assumiam o compromisso público de oferecer ao país, com recursos próprios, uma expressiva contribuição para minorar os problemas sociais que afligiam todos os brasileiros.

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Os princípios norteadores da Carta da Paz Social propunham a criação de organismos a serem mantidos com a contribuição patronal e dedicados especificamente ao serviço social em benefício dos trabalhadores. Para que tais princípios pudessem se realizar, no entanto, foi preciso esperar a volta efetiva da democracia. Em dezembro de 1945, o general Eurico Gaspar Dutra foi eleito para dirigir o país, dando início à nova fase democrática de nossa história. Logo no ano seguinte, 1946, nasceram o Senac, o Sesi e o Sesc, tendo o surgimento deste último se oficializado a 13 de setembro de 1946, por meio do decreto-lei no 9.853, assinado pelo novo presidente. Estipulava o decreto que a Confederação Nacional do Comércio seria encarregada de criar o Serviço Social do Comércio, com a finalidade de planejar e executar, direta ou indiretamente, medidas que contribuissem para o bem-estar e melhoria do padrão de vida dos comerciários e suas famílias e, bem assim, para o aperfeiçoamento moral e cívico da coletividade. Por meio dessas entidades, surgia, portanto, uma singular parceria entre o Estado, empregadores e empregados que permitiria, de fato, a participação dos empresários na solução ou na mitigação dos problemas sociais brasileiros. Uma vez constituída em nível nacional, a nova entidade passou a funcionar no 9o andar do edifício da Associação Comercial do Rio de Janeiro, na rua da Candelária. Aproximadamente 45 dias após sua constituição, mais precisamente no dia 30 de outubro de 1946, instalava-se em São Paulo o Conselho Regional do Sesc, presidido então por Brasílio Machado Neto. Seu avô homônimo fora um jurista e político de renome, e seu pai, o autor do mais divertido retrato modernista da São Paulo dos anos 1920, o clássico Brás, Bexiga e Barrafunda. Brasílio Neto ocupava, desde 1944, a presidência da Federação do Comércio de São Paulo. Sua vida seria marcada por uma intensa atividade empresarial e também social. Fundação e as primeiras unidades do Sesc São Paulo (anos 1940) A primeira sede do Sesc São Paulo foi numa sala cedida pela Associação Comercial de São Paulo, no viaduto Boa Vista. Eram ape-


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Leitura da carta da paz social, 1945


nas quatro funcionários. O Conselho Regional do Sesc São Paulo, assessorado por um grupo de consultores de diversos segmentos da sociedade (líderes sindicais, médicos, sanitaristas, engenheiros etc.), estabeleceu as atividades prioritárias: assistência médica, odontológica, sanitária e hospitalar, além da assistência jurídica aos comerciários e suas famílias. Mas o leque de serviços era amplo e, para abarcá-lo, o Sesc precisava encontrar caminhos novos, pois sua atividade não tinha similar no Brasil. Não havia modelos a seguir. Decidiu-se então trabalhar a partir de Centros Sociais, casas muitas vezes modestas, alugadas na capital ou em algumas cidades do interior, que funcionariam como as “unidades-eixo” da instituição, isto é, polos irradiadores dos trabalhos sociais empreendidos. Com a aquisição da sede própria, na rua Florêncio de Abreu, em janeiro de 1947, todo esse processo tomou corpo. O primeiro Centro Social inaugurado foi o da av. Celso Garcia, no Tatuapé, no simbólico feriado de 1o de maio. Ainda em 1947, no mês de agosto, entrou em funcionamento, na sede da entidade, a Clínica Central de Serviços Especializados, que cuidava dos atendimentos médicos. Ela era talvez a melhor expressão dessa primeira fase do Sesc São Paulo, pois, embora os serviços médico-odontológicos também fossem oferecidos nos Centros Sociais, a nova clínica refletia, em maior escala, a ênfase no trabalho em relação à saúde pública e do trabalhador. Naquele mesmo ano, “a título experimental”, foi criado o departamento esportivo, mas logo o sucesso das atividades por ele oferecidas nas diferentes unidades, que funcionavam como elementos “aglutinadores da população comerciária”, tornou rotineiras iniciativas semelhantes. Nesse meio tempo, outras unidades pioneiras começaram a surgir, na Bela Vista, em Santana etc. Os Centros funcionavam das 6h da manhã até as 10h da noite, em três períodos para os serviços médicos e dentários e sem interrupções para os demais. Entre essas unidades pioneiras podemos citar ainda o Centro Social da Água Branca, inaugurado em 1948. Surgiu ali, em novembro daque-

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le ano, o serviço de “visitadoras sociais”, que prestava assistência em domicílio para as famílias mais carentes dos trabalhadores do comércio residentes no bairro. No interior, a movimentação também foi intensa. Logo no início de 1948, Campinas e Santos ganhavam seus primeiros Centros Sociais. Outro marco dessa primeira fase foi a inauguração do Restaurante do Comerciário, na rua do Riachuelo, na capital, que funcionava no andar térreo do edifício da Federação Estadual dos Empregados do Comércio. Com preços subsidiados, ele se tornara necessário, dizia o relatório de atividades de 1948, por haver “um grande número de jovens comerciários que não se alimentam corretamente porque não dispõem de recursos”. Para coroar os trabalhos do ano, o Sesc São Paulo ergueu, em Bertioga, uma colônia de férias cuja proposta inovadora serviria de modelo para centenas de similares em todo o Brasil. Baseava-se no conceito de que a valorização do tempo livre e do lazer dos trabalhadores era, também, um aspecto do bem-estar social. Anos 1950 Ao iniciar-se a década de 1950, o Sesc São Paulo já contava com quatrocentos funcionários. Eram então atendidas aproximadamente 60 mil pessoas por ano, entre a capital e as unidades no interior. A divulgação de suas iniciativas passou a ser feita num jornal próprio, o Sesc em Marcha, com tiragem de 10 mil exemplares. Marca o período um aumento das horas de lazer na vida dos trabalhadores, consequência de redução gradativa dos turnos de trabalho. Mas os desafios para dar maior qualidade a esse tempo livre ainda eram grandes. Naturalmente, graças ao aumento da rede física na capital e no interior, o contato cada vez maior com o público comerciário exigiu a diversificação do atendimento prestado pelo Sesc São Paulo, sem prejuízo de suas prioridades. No final dos anos 1950, iniciou-se o trabalho voltado para o desenvolvimento num âmbito coletivo, mobilizando as comunidades do interior e da capital para atividades educativas, de saúde e socioculturais.


Unidade Bento Pires de Campos, instalada na Av. Celso Garcia, nยบ 2424, 1947

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Já em 1951 realizou-se, na colônia de Bertioga, a 1 a Convenção Nacional de Técnicos do Sesc. Na ocasião, foram debatidos os rumos que a entidade deveria tomar no futuro, estabelecendo-se novas diretrizes. A principal delas dizia respeito a um aumento substantivo das atividades educativas, abrangendo várias áreas afins aos objetivos do Sesc São Paulo: cursos para gestantes, de higiene e saúde, línguas estrangeiras e português, corte e costura, modelagem, enfermagem, balé etc. No entanto, a própria natureza de suas atividades obrigava o Sesc São Paulo a continuar desenvolvendo-se no campo das relações humanas no trabalho e no esporte, que, por isso, também foram objeto de cursos específicos na época. Surgiu, nesse contexto, o chamado “Serviço Social de Grupo”, que teve vários reflexos na programação das unidades. Esse movimento explica o crescimento do Sesc São Paulo em atividades propriamente culturais, como o serviço Teatro do Comerciário, que comprava ingressos das principais peças em cartaz na capital e os distribuía entre os interessados, por meio dos sindicatos. Paralelamente, nas unidades do Sesc São Paulo também foram realizados pequenos shows, festejos, comemorações cívicas, festivais de arte e música etc. Pequenos grupos atuantes em várias áreas, inclusive na fotografia e nas artes plásticas, surgiram nas próprias unidades. Apesar desse redirecionamento, o Sesc São Paulo não abandonou o campo dos serviços médicos. Inaugurou, em 1958, a maternidade João Daudt d’Oliveira, situada na av. Brigadeiro Luís Antônio. Mais ambiciosa ainda foi a fundação, no mesmo ano, de uma “cidade comerciária”, em Suzano, a 30 km da capital. Anos 1960 Ao raiar da década de 1960, seu 15o ano de atividade, o Sesc São Paulo havia crescido rapidamente. Contava então com dezoito unidades, entre a capital e o interior, quase mil servidores e uma sólida imagem pública. Sua penetração junto aos trabalhadores crescera, graças ao suporte do Conselho de Representantes de Funcionários de Firmas Comerciais, cujos membros participavam


ativamente na formulação e realização das atividades. Nesse contexto, muitos projetos inovadores ganharam vida, entre eles a formação dos primeiros grupos de aposentados. Tal iniciativa dava início a uma política social voltada especificamente para a chamada Terceira Idade. Ao fazê-lo, enfrentava a marginalização decorrente da idade avançada. Em outra frente, em 1966, foram inauguradas as Unidades Móveis de Orientação Social (UNIMOS), que passaram a atender cidades onde, embora não houvesse unidades executivas instaladas, fosse grande a população de comerciários. Em 1967, inaugurou-se o Centro Cultural e Desportivo da rua dr. Vila Nova, na capital, o atual Sesc-Consolação. Junto com ele, o que surgia era um novo conceito de Centro Social, ou “equipamento”, como o jargão interno também se refere às diversas unidades. O novo prédio, localizado num dos “corações” culturais da cidade, visto que vizinho da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP e do Mackenzie, punha à disposição de seu público instalações impecáveis tanto na área desportiva quanto na social e cultural. Nesse último campo, a unidade da rua dr. Vila Nova incluía o teatro Anchieta, que dava nova dimensão ao desenvolvimento de um processo educativo integrado e permanente. O equipamento deixara de ser um simples casarão, como nos primeiros anos, porém não era mais um modelo inspirado nos ambientes escolares, nos quais as salas de aula predominavam sobre os outros espaços. Era um centro comunitário sociocultural, que, em escala muito maior, fazia avançar a proposta do Sesc São Paulo. No campo da saúde, mantiveram-se os serviços de odontologia e alimentação, e enfatizaram-se campanhas e programas educativos que estimulassem os hábitos de higiene e cuidados com a saúde. No âmbito esportivo, começaram a surgir os grandes campeonatos e olimpíadas, envolvendo dezenas de empresas comerciais, agora não mais em locais cedidos ou alugados de terceiros, mas nas novas unidades construídas pela entidade.

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Anos 1970 Seguindo o caminho aberto pela unidade da rua dr. Vila Nova, novos Centros Culturais e Desportivos foram sendo criados ou remodelados. No período, foram inaugurados os de Piracicaba, Catanduva, Campinas, São José dos Campos e Bauru. O Sesc São Paulo fazia, então, mais de 7 milhões de atendimentos ao ano, no conjunto de todas as suas frentes de atuação. Dando continuidade a seu esforço por atingir as comunidades, para além dos usuários diretos de seus equipamentos, o Sesc São Paulo tomou parte em novas campanhas e projetos educativos, agora em conjunto com outras entidades e órgãos governamentais. Entre elas, o projeto de qualificação profissional Pró-Jovem, e, com o governo federal, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) e o Projeto Rondon, que visava promover o contato de estudantes voluntários com o interior do país, por meio da realização de atividades assistenciais em comunidades carentes e isoladas. O estímulo ao ensino supletivo também foi objeto de algumas iniciativas, além do intercâmbio com universidades, instituições diversas e mesmo organismos internacionais. Embora nunca houvesse sido fechado a parcerias, muito pelo contrário, na década de 1970 essa combinação de forças em prol do serviço social de qualidade ganhou novo impulso. Em 1973, o plano de ação da entidade renovava seu compromisso com o uso formativo dos momentos de lazer do trabalhador. Contudo, continuavam funcionando cursos formais e os programas de saúde, educação sanitária e medicina preventiva. Em 1975, outro grande momento foi a inauguração do Centro Campestre em Interlagos, bairro afastado da capital. A nova unidade, definida como “equipamento de lazer”, possuía mais de 36 mil m2 de área total construída, 500 mil m2 de áreas verdes, um conjunto aquático, espaços esportivos, áreas sociais, um auditório, restaurantes e locais para shows. A construção de uma unidade semelhante era um sonho antigo, que datava já dos anos 1950, mas só o crescimento da demanda ocorrido na década de 1970 tornou-o imperioso e possível. A


população urbana aumentara drasticamente, reduzindo de forma significativa as áreas verdes na capital. Os anos do “Milagre” econômico engendraram uma classe média com um padrão de consumo mais sofisticado e exigente, criando, portanto, demanda para uma grande expansão dos serviços e produtos em geral, e dos serviços e produtos oferecidos pelo Sesc São Paulo em particular. A partir desse primeiro Centro Campestre, que permitia às famílias um conjunto integrado e amplo de atividades no mesmo espaço, todo um know how foi desenvolvido para o atendimento ao público em uma escala maior do que nunca. Como parte desse esforço, em 1978 surgiram o Centro de Estudos da Terceira Idade e o Centro de Estudos do Lazer, espaços próprios para o contínuo aprimoramento do trabalho da entidade e de seus meios de execução. O envio de técnicos ao exterior, a fim de participarem de cursos de especialização em lazer, educação de adultos e animação cultural, se já existia antes, de forma menos sistemática, passou a ser prática corrente. Foi também nessa época que a animação cultural configurou-se definitivamente como uma “pedagogia de ação”. A antiga denominação aplicada aos técnicos, chamados de “orientadores sociais”, foi trocada pela de “animadores culturais”. Se o fim dos anos 1970 prenunciava a entrada firme do Sesc São Paulo no campo da ação cultural, no sentido mais amplo do termo, iniciativas pioneiras nesse sentido foram o Projeto Pixinguinha, que visava difundir a riqueza cultural da música popular brasileira, a criação da Orquestra de Cordas, a realização da Feira Nacional de Cultura Popular e dos projetos Cemeio (Centro de Estudos do Meio) e Viva o Verde — estes dois últimos, provas de que o Sesc São Paulo estava atento a esse campo de atuação muito antes de a palavra “ecologia” entrar no vocabulário cotidiano — e as iniciativas empreendidas nos espaços públicos, quando algumas atividades do Sesc São Paulo se estenderam para além de seus muros. Enquandram-se nessa categoria as programações “Natal na Cultura Popular” e a “Música na Cultura Popular”, realizadas na praça da Sé, na capital, ambas com um público diário de milhares de pessoas.

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Anos 1980 A década começa sob o impacto da inauguração do Sesc Pompeia, ocorrida já em 1982. O edifício de uma velha fábrica de geladeiras vinha funcionando como centro cultural e desportivo adaptado, que abrigava iniciativas ligadas ao teatro, à música, às artes plásticas e a atividades sociais. Foi porém remodelado pela arquiteta Lina Bo Bardi, e ganhou um bloco inteiramente novo, na forma de um grande silo industrial, que permitiria a instalação de um conjunto esportivo, inaugurado em 1986. O conceito de transformar antigos espaços degradados em modernos centros culturais permitia que dois objetivos importantes do Sesc se combinassem: a realização integrada de atividades culturais diversas e o imbricamento com as comunidades em torno. Além disso, por mais transformações que o projeto arquitetônico tenha feito no edifício, houve a preocupação de preservar a memória urbana, política ampliada pelo Sesc São Paulo daí em diante. Uma vez completada a reforma, o Sesc Pompeia tornou-se o eixo de ação da entidade, atuando como modelo a ser seguido pelas demais unidades. Em 1980 realizou-se em Piracicaba o Programa do Meio Ambiente, o primeiro evento ambientalista da entidade, embrião dos grandes projetos sobre ecologia que seriam realizados nos anos seguintes. Nos anos 1980, antecipou-se no Sesc São Paulo o extraordinário desenvolvimento das atividades voltadas ao corpo. O esporte, num documento interno da instituição, foi visto, mais do que nunca, como atividade que “estabelece claramente suas relações com o cultural e o social, constituindo importante veículo de educação”. Não se tratava apenas de jogar ou de assitir a espetáculos, mas do desenvolvimento da “consciência corporal, da percepção do espaço, expressão da personalidade, prazer do movimento, sentimento lúdico, superação de bloqueios físicos e mentais, saúde e bem-estar pessoal”. Como essa “descoberta do corpo” compreendia uma abordagem global, ela se manifestou também na dança, em aulas abertas, performances, cursos, seminários, oficinas e na realização de


Exposição Design no Brasil: história e realidade. Lina Bo Bardi. Sesc Pompeia, 1982

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Arquitetura. Sesc Vila Mariana, 2003

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espetáculos. Nesse último aspecto, sobretudo, vale destacar outro ponto importante dos anos 1980: a criação, no Sesc Consolação, do CPT, Centro de Pesquisa Teatral. Dirigido por Antunes Filho, o CPT logo se tornaria um dos mais celebrados núcleos de investigação e criação cênica do país, e complementa as grandes iniciativas da entidade na área, iniciadas com a inauguração do Teatro Anchieta. Apesar da desorganização econômica que tomou conta do Brasil nos anos 1980, como se fosse o preço pela redemocratizacão, e que impactou também o Sesc São Paulo, como não poderia deixar de ser, a entidade conseguiu manter seu fluxo de crescimento também no interior. Em Santos, por exemplo, inaugurou, em 1986, um Centro Cultural e Desportivo, também nos moldes de um grande complexo esportivo e social, com parque aquático e clínicas odontológicas. Lá foi construído ainda o maior e mais completo teatro do Sesc São Paulo de então, com oitocentos lugares. Outra iniciativa importante dos anos 1980 foi o projeto Curumim, que atendia crianças em idade escolar, entre 7 e 12 anos, buscando ampliar e potencializar o papel educativo da escola, por meio de atividades lúdicas que davam às crianças a chance de desenvolver sua sociabilidade, suas relações com o meio, com a natureza, as ciências e sua sensibilização artística. Os números mostram indiscutível avanço da entidade. Em 1986, o Sesc São Paulo já fazia 22 milhões de atendimentos. O programa de cultura, que incluía o desenvolvimento físico-esportivo, em 1986 fez sozinho 14 milhões de atendimentos, e em 1988 esse número alcançou o patamar de 17 milhões. Anos 1990 O ano de 1989 marcou a volta efetiva do país à democracia, com a primeira eleição direta em quase trinta anos para presidente da República, que tomaria posse no início do ano seguinte. Era grande a expectativa da sociedade. Internamente, o Sesc São Paulo buscou reforçar o que chamou de sua função propositiva, voltada para a mudança social em seu sentido mais amplo de desenvolvimento integral dos indivíduos. Isso incluía novas percepções das relações


sociais, dos mecanismos de produção e distribuição de cultura. Sua atuação na área de saúde — que nunca deixara de existir, mas cujo caráter se modificara ao longo dos anos, concentrando-se na assistência odontológica e nos serviços de saúde preventiva (para acesso às piscinas ou para a iniciação em programas de ginástica) — expandiu-se na mesma proporção da ampliação da rede física. Foram introduzidas atividades dedicadas especificamente a pessoas com problemas de saúde, como a natação para asmáticos, a ginástica de reeducação postural e realizações preventivas à AIDS. Complementando esse processo, foram aprimorados os serviços de alimentação, tanto nos restaurantes urbanos de atendimento diário aos trabalhadores quanto nos restaurantes e lanchonetes de férias e fins de semana (Bertioga e Centro Campestre). No campo da cultura, a grande inovação foi a ênfase do Sesc São Paulo em não apenas oferecer produtos ao público, mas em possibilitar que o próprio público participasse do processo de produção cultural, implementando oficinas, organizando cursos e debates sobre novas ideias estéticas, filosóficas e sociais, bem como desenvolvendo atividades de expressão em oficinas de criatividade. Atento ao fenômeno da globalização da economia, mas também da cultura, o Sesc São Paulo passou a explorar novas possibilidades de intervenção cultural, principalmente o intercâmbio internacional, que, por meio de parcerias com empresas e outras instituições, lhe permitiram desenvolver projetos com a participação de artistas de outros países. Resultado desse esforço foi a vinda de grandes nomes em suas respectivas áreas: a atriz Vanessa Redgrave, a cantora Cesária Évora e o bailarino Kazuo Ohno, entre outros. Num documento antecipatório do que viria naqueles anos, o Sesc São Paulo elegia três diretrizes fundamentais para orientar sua ação cultural: deveria ser voltada à construção de uma consciência cidadã; a cultura deveria ser distribuída de forma socialmente justa; e a excelência dos serviços deveria ser mantida intacta. Nos anos 1990, a entidade assumiu papel de ponta na ação cultural, por meio de uma política ousada, fazendo conviver em sua

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programação, criativamente, o multiculturalismo, a globalização, a identidade cultural e a cidadania. Século 21 Os fatores que norteiam a atividade do Sesc São Paulo nesses primeiros doze anos do novo século são: 1. a educação para a sustentabilidade; 2. a inclusão, a acessibilidade, a universalização do atendimento; 3. um conceito polissêmico de cultura, socialmente constituído, que se realimenta a partir de suas próprias iniciativas. Atento às novas configurações do mundo contemporâneo, que se conecta e se estende pelos meios de comunicação tão em voga na sociedade atual, o Sesc São Paulo deixou de ter uma atuação restrita a seus espaços físicos para estar cada vez mais presente também no mundo virtual. O atendimento passou, então, a ter como característica a mescla do presencial com o virtual. Assim, a entidade procura levar adiante sua missão, desdobrando-a em múltiplas frentes. A seguir, após um retrato geral das unidades e um perfil dos recursos que disponibilizam ao público, as atividades atuais serão detalhadas em suas respectivas áreas.

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Sala de internet livre. Sesc Itaquera, 2004


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Ação em rede

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a missão do sesc são paulo — propiciar educação não formal e permanente — contempla expressões artísticas, atividades esportivas e de desenvolvimento físico, lazer, a relação com natureza e o meio ambiente, alimentação, saúde, odontologia, desenvolvimento infantojuvenil, inclusão digital, turismo social e iniciativas especificamente voltadas à terceira idade, entre outras. Para isso, o Sesc São Paulo montou sua rede de unidades e vem expandindo-a, ampliando seu campo de ação em direção às comunidades em que se localizam e tratando de acrescentar melhorias às unidades já existentes. Atualmente são 31 unidades: 17 na capital e na região metropolitana e 14 no interior e no litoral. Outras três estão em obras. Duas delas, no interior: uma nova unidade em Jundiaí e a unidade definitiva de Birigui. Na capital, está sendo construída a unidade 24 de maio. Mais três unidades encontram-se em fase de projeto para construção e/ou reforma: a da av. Paulista, na capital, a de Guarulhos, na grande São Paulo e Franca no interior. Ao fim de todos estes projetos, a rede terá um total de 37 unidades.


capital e grande sãp paulo

SESC ODONTOLOGIA

Inauguração: 1947 Área construída: 3 mil m² Capacidade de atendimento: 500 pessoas/dia Instalações: possui 22 consultórios (entre eles, dois para odontopediatria, sala de raio X, sala de revelação de raio X, sala de interpretação de raio X, sala de prótese, três centrais de esterilização), auditório para quarenta pessoas, “escovódromo”, loja Sesc SP.


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SESC CARMO

Inauguração: 1960 Área construída: 8 mil m² Instalações: auditório de cinquenta lugares, duas comedorias (384 lugares ao todo e capacidade de atendimento de 3,5 mil pessoas/ dia), duas áreas de convivência e exposições (1,5 mil pessoas/dia), duas salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, três salas de uso múltiplo, quinze estações de Internet livre, oficina cultural, loja Sesc SP.


capital e grande sãp paulo

SESC CONSOLAÇÃO

Inauguração: 1967 Área construída: 16,5 mil m² Capacidade de atendimento: 3.500 pessoas/dia Instalações: teatro Anchieta, com 328 lugares, auditório de cem lugares, duas piscinas aquecidas, quatro clínicas odontológicas, restaurante, quatro ginásios poliesportivos (cinco quadras no total), duas áreas de convivência e exposições, cinco salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, sala de uso múltiplo, quinze estações de Internet livre, o Centro de Pesquisa Teatral (CTP) – com salas de cenografia, ensaios, vídeo, figurinos –, o Centro Experimental de Música (CEM) – com estúdio de gravação, sala de áudio e música eletrônica, cinco estúdios individuais e miniauditório de cinquenta lugares – e loja Sesc SP.


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SESC INTERLAGOS

Inauguração: 1975 Área construída: 90 mil m² Capacidade de atendimento: 12 mil pessoas/dia Instalações: teatro com 370 lugares, três piscinas e solário, carreta odontológica com quatro consultórios, seis comedorias, nove quadras poliesportivas, sendo uma coberta, duas quadras de areia, campo de futebol oficial, dois minicampos de grama sintética, cinco áreas de convivência e exposições com 1,2 mil m², biblioteca, área de show ao ar livre com capacidade para 15 mil pessoas, viveiro de plantas, 32 estações de Internet livre, cinco espaços lúdicos/ parques, 32 quiosques com churrasqueiras, loja Sesc SP, complexo de reciclagem de lixo e tratamento de esgoto.


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Parque lúdico, Jacaré (vista aérea). Sesc Interlagos, 2008


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Show Lobão. Sesc Interlagos, 2012


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SESC AVenida PAULISTA

Inauguração: prevista para segundo semestre 2015 Área construída: 12 mil m² Instalações: Central de atendimento, 3 salas de espetáculos e/ou exposições, espaço de brincar, oficinas, odontologia com serviços de ortodontia e implantodontia, ginástica e expressão corporal, campo em grama sintética e quadra poliesportiva, biblioteca e comedoria.


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CINESESC

Inauguração: 1979 Área construída: 3 mil m² Capacidade de atendimento: 1,4 mil pessoas/dia Instalações: possui 326 lugares na plateia, som dolby digital, poltronas para obesos, café e bombonière na sala de espera, e um auditório para cursos com sessenta lugares. Suas paredes servem ainda como galeria de fotos dos melhores momentos do cinema nacional. Oferece meia-entrada para comerciários, idosos e estudantes, e suas dependências estão adaptadas para portadores de necessidades especiais.


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Arquitetura. Sesc Pompeia, 2013


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SESC POMPEIA

Inauguração: 1982 Área construída: 27 mil m² Capacidade de atendimento: 5 mil pessoas/dia. Instalações: auditório com 750 lugares, piscina, cinco consultórios odontológicos, três comedorias, sete quadras poliesportivas, duas áreas de convivência e exposições, quatro salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, 22 estações de Internet livre, sete espaços para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC IPIRANGA

Inauguração: 1992 Área construída: 8 mil m² Capacidade de atendimento: 3,5 mil pessoas/dia Instalações: auditório de cinquanta lugares, teatro com 213 lugares, duas piscinas, três clínicas odontológicas, bar-café, duas quadras poliesportivas, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, sala de uso múltiplo (com vídeo, retroprojetor, tela, projetor de slides), quadra de peteca, galpão de convivência com lareira (área externa), deck solarium, um estúdio para cursos e atividades artísticas, doze estações de Internet livre, parque, dois espaços de oficinas culturais, loja Sesc SP.


capital e grande sãp paulo

SESC ITAQUERA

Inauguração: 1992 Área construída: 104 mil m² Capacidade de atendimento: 15 mil pessoas/dia Instalações: auditório com trezentos lugares, duas piscinas (5 mil m² de espelho d’água, solário com 11 mil m² de área, oito pistas de tobogãs, escorregadores e brinquedos recreativos), uma carreta odontológica com três consultórios, cinco comedorias (lanchonete, três quiosques de alimentação e restaurante self-service com 350 lugares), nove quadras poliesportivas, três quadras de tênis, três minicampos de grama sintética, uma área de conveniência e exposições, uma sala de ginástica e expressão corporal, biblioteca, três salas de uso múltiplo, 34 estações de Internet livre, três parques/espaços lúdicos (total de 1,5 mil m²), 57 quiosques com churrasqueira, e duas lojas Sesc SP.


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SESC SÃO CAETANO

Inauguração: 1993 Área construída: 1,5 mil m² Capacidade de atendimento: 1,5 mil pessoas/dia Instalações: piscina (coberta, aquecida e dotada de solário), comedoria, área de convivência (para espetáculos, palestras, leitura e jogos), três salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, duas salas de uso múltiplo, loja Sesc SP, jardim e quiosque com churrasqueira.


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Parque aquático. Sesc Itaquera, 2011


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SESC VILA MARIANA

Inauguração: 1997 Área construída: 26 mil m² Capacidade de atendimento: 6 mil pessoas/dia Instalações: auditório com 131 lugares, teatro com 345 lugares, piscina coberta e aquecida, três consultórios odontológicos, duas comedorias, duas quadras poliesportivas, duas áreas de convivência e exposições, quatro salas de ginástica e expressão corporal, área de leitura, duas salas de uso múltiplo, trinta estações de Internet livre, um Centro Experimental de Música (CEM), duas lojas Sesc SP.


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SESC SANTO ANDRÉ

Inauguração: 2002 Área construída: 35 mil m² Capacidade de atendimento: 6 mil pessoas/dia Instalações: teatro com 303 lugares, quatro piscinas, quatro consultórios odontológicos, três comedorias, duas quadras poliesportivas, duas áreas de convivência e exposições, quatro salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, duas salas de uso múltiplo, 24 estações de Internet livre, loja Sesc SP.


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SESC PINHEIROS

Inauguração: 2004 Área construída: 37 mil m² Capacidade de atendimento: 5 mil pessoas/dia Instalações: auditório com 98 lugares, teatro com mil lugares, três piscinas, quatro consultórios odontológicos, duas comedorias, duas quadras poliesportivas, duas áreas de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, duas salas de uso múltiplo, 32 estações de Internet livre, uma área para oficinas culturais, duas lojas Sesc SP.


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SESC SANTANA

Inauguração: 2005 Área construída: 19,5 mil m² Capacidade de atendimento: 3 mil pessoas/dia Instalações: teatro com 349 lugares, três piscinas, quatro consultórios odontológicos, comedoria, quadra poliesportiva, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, sala de uso múltiplo, vinte estações de Internet livre, um espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


Exposição Queremos Miles. Sesc Pinheiros, 2011

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Exposição Henri Cartier-Bresson. Sesc Pinheiros, 2009

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SESC OSASCO

Unidade provisória Inauguração: 2010 Área construída: 3,5 mil m² Capacidade de atendimento: 2 mil pessoas/dia Instalações: unidade móvel OdontoSesc (com quatro consultórios), comedoria, quadra poliesportiva, quadra de areia, minicampo de grama sintética, sala de ginástica e expressão corporal, biblioteca, sala de uso múltiplo, dois espaços para eventos (um deles com capacidade para trezentas pessoas), centro de educação ambiental.


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SESC BELENZINHO

Inauguração: 2010 Área construída: 49 mil m² Instalações: quadras e espaços para esportes, uma praça – com aproximadamente 5mil m² –, restaurante para 2,5 mil refeições ao dia, galpão para exposições, lanchonete, piscina, ginásio coberto, seis piscinas para recreação, totalizando 2 mil m² de espelho d’água, área de convivência, biblioteca (incluindo equipamentos para acessibilidade), clínica odontológica com cinco consultórios inteiramente equipados, três salas de oficinas de artes, Internet livre com dezoito estações, duas salas de ginástica, duas salas para danças, lutas e outras práticas, o espaço Ciclo Sesc, com bicicletas, teatro italiano com 392 lugares, duas salas de espetáculos totalizando 556 lugares, café-teatro, 64 instalações sanitárias, 27 vestiários e loja Sesc SP.


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Exposição Pinóquio, Sonho Dourado. Sesc Belenzinho, 2012


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SESC BOM RETIRO

Inauguração: 2011 Área construída: 15 mil m² Instalações: um teatro com 289 lugares, piscina, quadra poliesportiva coberta, salas para atividades físicas, clínica odontológica com três consultórios, espaço de brincar, praça de convivência, sala de ginástica e expressão corporal, biblioteca e sala de leitura, espaço de exposições, sala de oficinas, quatorze estações de Internet livre, comedoria, loja Sesc SP, bicicletário.


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SESC SANTO AMARO

Inauguração: 2011 Área construída: 17 mil m² Capacidade de atendimento: 2500 pessoas/dia Instalações: um teatro com 281 lugares, duas piscinas (uma para adultos, coberta e aquecida, e uma infantil), quatro clínicas odontológicas, comedoria, quadra poliesportiva, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, duas salas de uso múltiplo, vinte estações de Internet livre, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC 24 DE MAIO

Inauguração prevista para o segundo semestre de 2015 Área construída: 28 mil m² Instalações: dois auditórios para 140 pessoas no total, cineteatro de 269 lugares, piscina panorâmica e solário, dezesseis consultórios odontológicos, três comedorias, três áreas de convivência e exposições, dez salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, 36 estações de Internet livre, dois espaços para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC GUARULHOS

Inauguração: prevista para segundo semestre 2017 Área construída: 27 mil m² Instalações: teatro de 343 lugares, três piscinas, seis consultórios odontológicos, comedoria, três quadras poliesportivas, quadra de tênis, campo de futebol, área de convivência e exposições, sala de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, três salas de uso múltiplo, trinta estações de Internet livre, espaço para oficinas culturais, centro de educação ambiental, Centro Experimental de Música (CEM), loja Sesc SP.


SESC RIBEIRÃO PRETO

Inauguração: 1947 Área construída: 6 mil m² Capacidade de atendimento: 1,6 mil pessoas/dia Instalações: auditório de 210 lugares, duas piscinas aquecidas e solário, quatro consultórios odontológicos, comedoria, quadra poliesportiva, duas áreas de convivência, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, dezessete estações de Internet livre, espaço lúdico, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.

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SESC BERTIOGA

Inauguração: 1948 A área do terreno possui 1 milhão m² Área construída: 145 mil m² Capacidade de atendimento: mil pessoas/dia, com preferência para portadores de matrícula do Sesc São Paulo Instalações: onze conjuntos de apartamentos e cinquenta casas para hospedagem, auditório de trezentos lugares, três piscinas, quatro comedorias, quadra poliesportiva, duas quadras de tênis, dois minicampos de grama sintética, campo de futebol, cancha de bocha, cancha de malha, área de convivência e exposições, sala de ginástica e expressão corporal, área de leitura, sala de uso múltiplo, doze estações de Internet livre, dois parques, pista de caminhada e cooper, centro de educação ambiental, quatro quiosques/ churrasqueiras, lago para pesca recreativa e prática de canoagem, viveiro de plantas, capela, casa do caiçara, loja Sesc SP.


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Terceira idade. Sesc Bertioga. 2011


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SESC CATANDUVA

Inauguração: 1969 Área construída: 3,5 mil m² Capacidade de atendimento: 1,2 mil pessoas/dia Instalações: duas piscinas e solário, dois consultórios odontológicos, comedoria, três quadras poliesportivas, minicampo de grama sintética, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, sala de jogos e leitura, três salas de uso múltiplo, 21 estações de Internet livre, espaço lúdico com parede de escalada, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC CAMPINAS

Inauguração: 1972 (reinauguração em 2001) Área construída: 14 mil m² Capacidade de atendimento: 2,5 mil pessoas/dia Instalações: teatro com 165 lugares, teatro de arena com 280 lugares (com palco para múltiplas intervenções: teatro, música, instalações e oficinas), duas piscinas (uma delas aquecida, com teto translúcido e retrátil), quatro consultórios odontológicos, duas comedorias, duas quadras poliesportivas, minicampo de grama sintética, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, sala de uso múltiplo, dezessete estações de Internet livre, loja Sesc SP.


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SESC SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Inauguração: 1976 (reinauguração em 2008) Área construída: 13 mil m² Capacidade de atendimento: 1,5 mil pessoas/dia Instalações: auditório com 139 lugares, duas piscinas, três clínicas odontológicas, comedoria, duas quadras poliesportivas, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, espaço lúdico, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC BAURU

Inauguração: 1977 Área construída: 17,5 mil m² Capacidade de atendimento: 2,5 mil pessoas/dia Instalações: um auditório com 161 lugares, três piscinas, três consultórios odontológicos, comedoria, cinco quadras poliesportivas, minicampo de grama sintética, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, espaço para leitura, três salas de uso múltiplo, dezesseis estações de Internet livre, parque, pista de caminhada e cooper, um espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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Espetáculo Eclipse. Grupo Galpão. Festival Mirada. Sesc Santos, 2012

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SESC PIRACICABA

Inauguração: 1979 Área construída: 11,5 mil m² Capacidade de atendimento: 1,5 mil pessoas/dia Instalações: auditório de 150 lugares, duas piscinas, quatro consultórios odontológicos, comedoria, ginásio de esportes e eventos com 2,5 mil m² de área construída – com quadra poliesportiva e palco com 140 m² e três camarins; capacidade para oitocentas pessoas em jogos e de 1,6 mil a 3,2 mil em shows e outros eventos –, duas áreas de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, sala de uso múltiplo, dezenove estações de Internet livre, espaço lúdico, loja Sesc SP.


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SESC SANTOS

Inauguração: 1986 Área construída: 43,5 mil m² Capacidade de atendimento: 10 mil pessoas/dia Instalações: auditório de 150 lugares, teatro com 785 lugares, duas piscinas, sete consultórios odontológicos, quatro comedorias, cinco quadras poliesportivas, duas áreas de convivência e exposições, seis salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, quatro salas de uso múltiplo, dezenove estações de Internet livre, dois espaços lúdicos, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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Bienal Naïfs do Brasil – Além da Vanguarda. Sesc Piracicaba, 2012


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SESC TAUBATÉ

Inauguração: 1988 Área construída: 20,5 mil m² Capacidade de atendimento: 1,5 mil pessoas/dia Instalações: duas piscinas e solário, dois consultórios odontológicos, comedoria, três quadras poliesportivas, duas quadras de areia, dois minicampos de grama sintética, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, quatorze estações de Internet livre, espaço lúdico, doze quiosques com churrasqueiras, circuito de habilidades (arvorismo, brinquedos de corda e parede de escalada), áreas arborizadas para descanso, loja Sesc SP.


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SESC SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Inauguração: 1992 Área construída: 14,5 mil m² Capacidade de atendimento: 5 mil pessoas/dia Instalações: teatro de 250 lugares, quatro piscinas (com brinquedos recreativos, escorregadores e solário), três consultórios odontológicos, comedoria, quatro quadras poliesportivas, minicampo de grama sintética, duas áreas de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo (transformáveis em um salão), 22 estações de Internet livre, espaço lúdico, área externa para jogos e área de churrasqueira coberta para cem pessoas, loja Sesc SP.


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SESC SÃO CARLOS

Inauguração: 1996 Área construída: 18 mil m² Capacidade de atendimento: 5 mil pessoas/dia Instalações: auditório de 272 lugares, quatro piscinas (uma coberta e aquecida e três descobertas: recreativa, infantil e de biribol), três consultórios odontológicos, três comedorias, cinco quadras poliesportivas, área de convivência e exposições, sala de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, três salas de uso múltiplo, quatorze estações de Internet livre, espaço lúdico, loja Sesc SP.


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SESC ARARAQUARA

Inauguração: 2000 Área construída: 31 mil m² Capacidade de atendimento: 3 mil pessoas/dia Instalações: teatro com 238 lugares, piscina e solário, três consultórios odontológicos, três comedorias, cinco quadras poliesportivas, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, biblioteca, cinco salas de uso múltiplo, sala multimeios com doze estações de Internet livre, um espaço lúdico.


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SESC PRESIDENTE PRUDENTE

Inauguração: 2007 Área construída: 2 mil m² Instalações: três piscinas, comedoria, quadra poliesportiva, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, oito estações de Internet livre, loja Sesc SP.


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SESC SOROCABA

Inauguração: 2012 Área construída: 27 mil m² Instalações: Edifício composto por subsolo, térreo e três pavimentos, com área construída de 28 mil m², teatro com 279 lugares, três piscinas, cinco consultórios odontológicos, lanchonete, três quadras poliesportivas, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, 24 estações de Internet livre, loja Sesc SP.


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Arquitetura. Sesc Sorocaba, 2012


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SESC BIRIGUI

Unidade provisória Área construída: 7,5 mil m² Instalações: duas quadras poliesportivas, minicampo de grama sintética, área de convivência e exposições. A nova unidade Birigui, em projeto, cuja inauguração está prevista para o segundo semestre de 2014, terá as seguintes instalações: edifício composto por pavimentos térreo e superior, com área construída de 12 mil m², teatro com 240 lugares, duas comedorias, quatro piscinas, quadra poliesportiva, quadra de areia, minicampo de grama sintética, área de convivência e exposições, duas salas de ginástica e expressão corporal, sala de leitura, dois consultórios odontológicos, quatro salas de uso múltiplo, dezesseis estações de Internet livre, loja Sesc SP.


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SESC JUNDIAÍ

Inauguração: prevista para primeiro semestre de 2014 Área construída: 20 mil m² Instalações: teatro com 225 lugares, quatro piscinas, quatro consultórios odontológicos, comedoria, quadra poliesportiva com infraestrutura para eventos, minicampo de grama sintética, quadra de squash, área de convivência e exposições, três salas de ginástica e expressão corporal, pista de skate, sala de leitura, duas salas de uso múltiplo, doze estações de Internet livre, espaço para oficinas culturais, loja Sesc SP.


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SESC FRANCA

Inauguração: prevista para segundo semestre 2017 Área construída: 20 mil m² Instalações: Central de atendimento, áreas de exposição, internet livre, biblioteca, convivência, 4 salas de multiuso e/ou oficinas, comedoria, teatro com 400 lugares, ginásio poliesportivo e de eventos, parque aquático com piscina semiolímpica e infantil cobertas e aquecidas e piscinas de recreação e hidroginástica descobertas com sistema de climatização por energia solar, odontologia com 4 consultórios incluindo os programas de ortodontia e implantodontia, e salas de ginástica de expressão corporal.


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cultura como construção de cidadania

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A ação cultural Uma pergunta aparentemente simples – o que é cultura? – pode, entretanto, receber uma infinidade de respostas. Para o Sesc São Paulo, quanto mais restritivos forem os conceitos de cultura formulados na tentativa de respondê-la, mais distante se estará de atender adequadamente a população e de estimular a formação do indivíduo e do cidadão no mundo contemporâneo. A definição de cultura do Sesc São Paulo é, portanto, a mais ampla e expandida, orientando-se por uma concepção humanista que inclui desde valores e práticas ligadas ao mundo simbólico, à fruição das artes e à imaginação criativa, até a participação do indivíduo na vida coletiva de sua comunidade e de seu país. Em sentido amplo, o objetivo da ação cultural no Sesc São Paulo é apresentar as diversas faces da cultura brasileira, sim, mas também de outras culturas, pois os intercâmbios culturais são essenciais para a construção das sociedades contemporâneas. No campo das artes, entendemos a difusão e a produção de bens culturais como uma forma de colocar em circulação uma vas-


ta produção, nacional e internacional, realizada nas mais diversas linguagens: artemídia, artes visuais, cinema, circo, dança, literatura, música, teatro, espetáculos, exposições, mostras itinerantes, oficinas, intervenções e performances. Os parâmetros norteadores da seleção dos projetos realizados nas unidades do Sesc São Paulo são, entre outros: a qualidade e a relevância conceitual; o compromisso com a pesquisa e o hibridismo de linguagens, a inovação, portanto; e a contribuição ao esforço de formação do público e de estímulo ao contato com diferentes manifestações. As atividades visam atender a trabalhadores adultos, jovens, a terceira idade e a crianças, provenientes de diversos estratos sociais e com distintos repertórios pessoais, estimulando a reflexão permanente e a sensibilização para questões estéticas. Tais atividades acontecem cotidianamente nas unidades, que exploram ao máximo seus respectivos equipamentos, mas ocorrem também em espaços públicos, muitas vezes mediante parcerias institucionais. Concebido e executado de forma integrada, o trabalho pode ser dividido em três grandes áreas: 1) Bibliotecas; 2) Apresentações Artísticas; 3) Ação Educativa. Bibliotecas Visam oferecer ambientes favoráveis à troca de experiências literárias, culturais e educativas, desmistificando a ideia de biblioteca como lugar solene e exclusivo. Com esse intuito, disponibilizamos os consagrados espaços para leitura silenciosa e pesquisa, mas também nichos para modalidades de leitura e discussão em grupo, fazendo conviver essas diferentes formas de estímulo intelectual relacionado à literatura e aos textos em geral. Indo além nesse trabalho de desmistificação do mundo literário, criamos atividades pontuais numa programação ampla, como encontros com escritores, narração de histórias, leituras coletivas e debates. Em 2012, foram feitos 4 milhões de atendimentos nas bibliotecas do Sesc São Paulo. Os acervos são compostos essencialmente por obras da literatura clássica e contemporânea, de autores bra-

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sileiros e estrangeiros, dialogando com diferentes faixas etárias, sem, entretanto, descuidar dos interesses circunstanciais do público leitor e das novidades do mercado editorial. Apresentações artísticas Reúnem atividades de artemídia, artes visuais, cinema e vídeo, circo, dança, literatura, música e teatro. Possui ações voltadas exclusivamente para o público infantil e o desenvolvimento artístico-cultural. São beneficiadas por uma política de democratização do acesso, que subsidia ingressos para comerciários e trabalhadores. Em 2012, foram 12,6 milhões de atendimentos em apresentações artísticas. As atividades estão disponíveis nos teatros e auditórios, que somam aproximadamente 7 mil assentos em todas as unidades, um cinema para 326 pessoas, e centenas de áreas de convivência e exposição, salas de uso múltiplo ou específico. Acontecem também em espaços públicos, em parceria com outras instituições, tanto na capital quanto no litoral e no interior.

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Artemídia: São espetáculos, exposições, performances e instalações que utilizam recursos tecnológicos, eletrônicos ou computacionais em seus projetos e obras. A Artemídia se mescla muitas vezes com: artes visuais, audiovisual, literatura, música e artes cênicas. Artes visuais: Exposições artísticas, voltadas ao público adulto e infantojuvenil, difundindo a produção contemporânea e suas intersecções com outras linguagens artísticas. Foram montadas 963 exposições em 2012. Também são promovidos cursos, oficinas e palestras, além de mostras itinerantes do Acervo Sesc de Arte Brasileira e da distribuição de suas obras pelas unidades. Cinema e vídeo: Foram cerca de 4 mil sessões de cinema em 2012. Parcerias são feitas com festivais nacionais de cinema, que exibem parte significativa de sua programação no CineSesc. As unidades promovem ciclos temáticos, cursos e exposições sobre cinema. Para a formação do olhar crítico e a ampliação das referências cinematográficas, são realizadas ainda atividades que abordam a produção e a realização audiovisual.


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Exposição Mario de Andrade. Sesc Consolação, 2010


A tradição oral e seus narradores. Ariano Suassuna. Mostra Sesc de Artes. Sesc Pinheiros 2012

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Sempre um papo. Luiz Fernando Veríssimo. Sesc Vila Mariana, 2010

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Exposição Ivan Puig (MEX) – 2008. Mostra Sesc de Artes. Sesc Vila Mariana, 2012


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Espetáculo de dança. Projeto Romani Rota. Sesc Bom Retiro, 2011


Espetรกculo teatral Sua incelenรงa, Ricardo III. Grupo Clowns de Shakespeare. Sesc Belenzinho, 2012

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Show Arnaldo Antunes. Sesc Belenzinho, 2012

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Espetáculo de circo. Cia. Mimicalado. Circuito Sesc de Artes. Itanhaém, 2012

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Exposição Paulo Moura 80 anos. Sesc Pompeia, 2012

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Oficina de criatividade. Sesc Pompeia, 2012

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Instalação Escadas. Carmela Gross (BRA). Mostra Sesc de Artes. Sesc Belenzinho, 2012

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Instalação Os pássaros. Nino Cais (BRA). Mostra Sesc de Artes. Sesc Itaquera, 2012

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Espetáculo de Circo Grupo Parlapatões. Sesc Pompeia, 2009


Intervenção Ocupação Pompeia. Lenora de Barros (BRA). Sesc Pompeia, 2012

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Exposição Olafur Eliasson (DNK). Seu caminho sentido. Sesc Pompeia, 2011

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Circo: Ações de amplo espectro que se ligam ao circo tradicional e ao contemporâneo por meio de espetáculos, oficinas e aulas abertas. Em parceria com organismos culturais internacionais e nacionais, o Sesc São Paulo atua como um difusor da produção de companhias e trupes consagradas e no desenvolvimento de novos talentos. Dança: Quatro eixos de ação norteiam as atividades nessa área: a difusão, a pesquisa, a circulação e a mediação. Foram 930 apresentações de dança em 2012. A expressão resultante do movimento e do corpo, mais que uma competência técnica, é uma maneira de ocupar o espaço dando sentido a essa ocupação. É, portanto, um fator estético relevante na comunidade onde se desenvolve. Em torno da dança reúnem-se o público, os artistas e as instituições, formando uma rede social na qual o Sesc São Paulo é um ponto de convergência. Literatura: O Sesc São Paulo promove atividades que estimulam tanto o hábito de ler quanto a própria criação literária: projetos multidisciplinares, encontros com escritores contemporâneos, performances, oficinas de redação criativa, cursos, saraus, narração de histórias e leituras, debates e reflexões sobre temas transversais. Há também o prêmio Nacional Sesc de literatura, que, desde 2003, após seleção democrática e criteriosa, publica e distribui obras literárias de escritores inéditos. Música: A programação está pautada pelo respeito à diversidade, pelo incentivo às novas produções e pela manutenção de um repertório relevante para a história da música. Foram cerca de 6 mil os espetáculos musicais no Sesc em 2012. Eles propiciaram ao público o acesso às questões suscitadas pela produção contemporânea e o contato com artistas representativos de períodos anteriores das músicas brasileira e internacional. Teatro: Área caracterizada pela realização de espetáculos nos quais as pesquisas de linguagem possam prosperar, como ruptura ou em permanente diálogo com a tradição. Houve aproximadamente 9 mil encenações no Sesc em 2012, entre nacionais e estrangeiras, representativas da diversidade da criação contemporânea.

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Além disso, são promovidos encontros com artistas e pensadores das artes cênicas, em workshops, oficinas, debates e vivências. Infantil: O desenvolvimento de atividades artísticas voltadas ao público infantil integra o compromisso da instituição com a formação do público e a democratização do acesso aos bens culturais, pois permite às crianças o contato com diferentes linguagens artísticas. Exposições, contações de histórias, espetáculos cênicos e musicais especialmente destinados ao público infantil estão incluídos na programação de todas as unidades Sesc São Paulo. Desenvolvimento artístico cultural: Conjunto de atividades composto por cursos de curta e média duração, objetivando a iniciação de interessados aos métodos e técnicas artísticas, como forma de ampliação de repertórios e desenvolvimento pessoal autônomo. Em 2012, participaram dessas atividades mais de 590 mil pessoas. Ação educativa Entendendo que os processos educativos desenvolvem-se permanentemente para além do ambiente escolar, o objetivo do Sesc São Paulo é contribuir para a formação do público, em ações estabelecidas no seio do processo social, por meio de atividades que levem em conta os interesses e referências culturais dos indivíduos. Nesse campo, as diferentes linhas de trabalho são: 1) Encontros temáticos; 2) Educação para a sustentabilidade; 3) Diversidade cultural; 4) Ações geracionais; Internet livre e culturas digitais.

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Encontros temáticos: Realizaram-se mais de 9 mil oficinas, palestras e seminários em 2012. São iniciativas de caráter público dedicadas a refletir sobre o mundo social. Tais encontros para a exposição e o debate de assuntos (teóricos ou práticos), bem como de conhecimentos de justificada pertinência educativa e sociocultural à contemporaneidade, acontecem entre pessoas leigas, iniciadas, profissionais ou especialistas, em torno de um tema. Além da melhoria da vida prática, individual e coletiva, essas atividades visam propiciar ao público uma base de cultura geral, estimulando uma relação não tecnicista com o conhecimento.


Educação para a sustentabilidade: O programa estimula a compreensão das inter-relações entre natureza e sociedade/cultura, bem como suas implicações no cotidiano. Fomenta ainda a construção de modos de viver inclusivos, solidários e sustentáveis, baseados na responsabilidade com a conservação e a recuperação do meio ambiente, na formação de valores e atitudes para a cidadania planetária. Tem caráter permanente e transversal na programação do Sesc São Paulo. Nas unidades com amplas áreas naturais, as instalações ilustram, de forma didática e lúdica, situações e conceitos referentes aos ciclos ecológicos. São realizados cursos de formação de educadores e agentes locais, ou para o desenvolvimento de suportes técnicos, e também debates, palestras, seminários, oficinas e exposições. Diversidade cultural: Tem como objetivo valorizar, incentivar e promover a diversidade cultural, e também o respeito e a preservação das identidades e do patrimônio material e imaterial. Indígenas, quilombolas, migrantes, refugiados, ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência, dentre outros segmentos, fazem-se presentes, quer como artistas quer como atores políticos. O campo da cultura torna-se ambiente de definição de políticas de valorização, revigoração e inclusão social. Em 2012, 15 mil pessoas foram atendidas no Programa Diversidade Cultural. Ações geracionais: Ações programáticas que atendem demandas do público frequentador, em suas diferentes necessidades, de acordo com a faixa etária. Estão divididas em três programas: 1) educação infantojuvenil; 2) trabalho social com idosos; 3) Sesc-Gerações. – Educação Infantojuvenil Projetos, atividades e ações permanentes são realizados em diversas vertentes. Um bom exemplo da iniciativa é o Sesc-Curumim, no qual crianças de 7 a 12 anos – muitas delas pertencentes a famílias de baixa renda do entorno das unidades – fazem uso da infraestrutura disponível para aprender brincando, usando linguagens artísticas ou modalidades esportivas. Em 2012, 3,5 mil crianças inscreveram-se no projeto.

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– Trabalho Social com Idosos (TSI) Há 49 anos o Sesc São Paulo possui trabalhos desenvolvidos especialmente para a pessoa idosa. Ao longo desse tempo, acompanhou as mudanças e as novas demandas dessa população. Em cada unidade, realizam-se ações pontuais, processuais e eventos com o objetivo de incentivar o protagonismo social e político do idoso. A Gerência de Estudos e Programas da Terceira Idade (GETI) orienta as diretrizes desse trabalho. Além disso, edita a revista A Terceira Idade: estudos sobre envelhecimento e realiza congressos e seminários com objetivo de sensibilizar a sociedade e as instituições públicas e privadas para as questões do envelhecimento. – Sesc-Gerações Em 2003, o programa Sesc-Gerações implantou um diversificado conjunto de atividades culturais e propiciadoras de maior interação entre as diferentes faixas etárias. Assim, conforme a finalidade da instituição, além do combate ao preconceito etário, é incentivada e propiciada uma aprendizagem recíproca entre as gerações. Esta se efetiva em atividades nas áreas de saúde, esportes, lazer, educação e cultura, nas quais é enfatizada, justamente, a interação entre pessoas de todas as idades. Internet livre e cultura digital: Ações que abordam o uso criativo cotidiano dos aparatos tecnológicos e dos softwares livres, aproximando o público da produção artística contemporânea. Encontros, debates, demonstrações, intervenções e oficinas de criação digital e tecnológica são oferecidos, como também atividades que dinamizam a colaboração e a troca de experiências entre as pessoas, aproveitando as ferramentas tecnológicas e informáticas de sociabilidade e comunicação.


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Virada sustentável. Sesc Interlagos, 2012

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Virada sustentável. Sesc consolação, 2012


Cultura e diversidade no Sesc SP

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Exposição Arte a primeira vista. Sesc Pinheiros, 2012

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Projeto ler na escola. Sesc São Carlos, 2012

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Vila Sesc Ipiranga, 2012


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o esporte é para todos

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este é o compromisso que rege a atuação do Sesc São Paulo no âmbito das atividades físico-esportivas. Para além da prática, as ações ofertadas à população são entendidas como parte de um processo de educação não formal e permanente, acessível a todos os grupos e pessoas, proporcionando a difusão da cultura esportiva e o incentivo à prática prazerosa e inclusiva do esporte e da atividade física. O Sesc tem, como valores primordiais, o lazer, a ludicidade, a participação, a inclusão social e o estímulo ao exercício da cidadania. O Sesc visa ampliar o repertório motor dos participantes e incentivar a conscientização sobre a importância da inclusão do esporte e da atividade física na agenda diária das pessoas. Nesse sentido, a entidade favorece a troca social e o aprendizado por meio de iniciativas que respeitam a individualidade e as características de cada cidadão, estimulando-o a incorporar novas habilidades corporais para seu bem-estar e sua melhor qualidade de vida. As atividades do Desenvolvimento Físico-Esportivo consistem em ações sistemáticas, cursos, torneios e competições. Acontecem com a participação e a orientação de profissionais qualifica-


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Atividade aquática para a terceira idade. Sesc Consolação, 2009


Jogo de basquete. Sesc Itaquera, 2012

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Copa João Roberto Basílio. Sesc Bom Retiro, 2012

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dos, cuja função é justamente estimular a consciência corporal do praticante ampliando a troca de conhecimentos de forma que haja maior estímulo à prática autônoma das atividades. A inclusão do esporte como elemento cultural nas programações tem por objetivo difundir premissas de sociabilidade, integração e cooperação. Assim, as ações procuram atingir todas as faixas etárias e oferecem práticas éticas da competição, o respeito ao individual e coletivo e a formação cidadã de nossa comunidade. De janeiro a dezembro de 2012, o Sesc São Paulo alcançou cerca de 86,5 mil inscritos nos cursos de Desenvolvimento Físico Esportivo, sendo parte destes inscritos, cerca de 35 mil, vinculados à Ginástica Multifuncional, além de um total aproximado de 4 milhões de atendimentos a partir de programas e iniciativas como: Programa SESC de esportes: Promove a educação por meio do esporte e para o esporte. Sua atuação, pensada em quatro faixas – crianças, jovens, adultos e idosos –, oferece condições para a melhoria da qualidade de vida, o aprendizado de novas habilidades e maior capacidade de expressão corporal, favorecendo a conquista de autonomia nesse campo. Estruturado em faixas etárias (Esporte Criança: de 3 a 6 e de 6 a 10 anos; Esporte Jovem: de 11 e 12 anos e de 13 a 15 anos; Esporte Adulto: para pessoas de 16 a 59 anos, e Esporte para Idosos: para pessoas acima de 60 anos), o Programa procura respeitar as características do desenvolvimento físico-motor do inscrito, com o propósito de difundir as mais diversas práticas esportivas e inclusão das mesmas na vida diária dos participantes. Ginástica multifuncional: Destinado a pessoas a partir de 12 anos, o programa procura desenvolver, por meio de exercícios, todas as capacidades físicas e habilidades motoras esperadas para cada fase da vida do ser humano, e que podem ser utilizadas no dia a dia, no ambiente de trabalho, no lazer e nos esportes. A inscrição no programa possibilita a realização individual de um roteiro de exercícios específicos e também a participação em aulas em grupo, que têm como conteúdo diversas técnicas e métodos. A valorização

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das individualidades, suas práticas e escolhas procuram estimular e proporcionar que o praticante reconheça o valor do movimento realizado com mais autonomia e prazer. Práticas corporais: Difunde modalidades e práticas ocidentais e orientais a fim de promover o bem-estar individual por meio da percepção do corpo, das representações e símbolos expressos pelo indivíduo. Tais práticas são: Yoga, Lian Gong, Tai Chi Chuan, Pilates, Reeducação do Movimento, fisioterapia GDS, Feldenkrais, Bioenergética, Automassagem, entre outras. Corpo & expressão: Promove danças e lutas, tendo como principais objetivos o estímulo à percepção do espaço, a consciência dos limites corporais, a relação com o outro e com o meio através do movimento. Integram as atividades eventos especiais, vivências e workshops nas diversas modalidades. Dentre os cursos oferecidos destacam-se: dança de salão, danças brasileiras e étnicas, dança do ventre, judô, karatê, capoeira, taekwondo, entre outros. Práticas aquáticas: Cursos de hidroginástica, nado livre, tendo como prioridade a adaptação e autonomia corporal dos indivíduos no meio líquido, valorizando a aprendizagem da natação em diversos estilos e a melhoria da saúde. As atividades desse programa incentivam, ainda, a integração e o desenvolvimento das relações interpessoais, mediante a participação de pessoas de diferentes faixas etárias, níveis de habilidade e interesses. Recreação aquática, festivais, gincanas, clínicas, palestras com esportistas profissionais e demonstrações de esportes aquáticos também fazem parte da programação oferecida.

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Torneios e campeonatos: Promove a sociabilidade, o acesso ao lazer e à atividade física como forma de favorecer o desenvolvimento integral das pessoas que trabalham nas empresas do comércio de bens, serviços e turismo. Incentiva a prática de diferentes modalidades esportivas e a integração de trabalhadores de um determi-


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Fórum de ginástica geral. Sesc Campinas, 2012


nado segmento. Contemplando as regras formais e as não formais de uma determinada modalidade, busca ampliar a difusão e a prática da mesma entre os mais diversos públicos. As Copas e Torneios abrangem as mais diversas práticas esportivas, como futebol de salão, futebol soçaite, vôlei, vôlei de areia, tênis, handebol, basquetebol, tênis de mesa, xadrez, etc, e também procuram incluir as pessoas com deficiência. Cultura esportiva: Trata da história dos atletas e suas conquistas; dos clubes e suas trajetórias; da construção de equipamentos esportivos e seu impacto na vida das cidades, entre outros conteúdos e informações. Promove a valorização e o reconhecimento do esporte como componente fundamental da cultura e do simbolismo de uma sociedade. Integram o projeto ações de caráter transversal, como campanhas, exposições de cultura esportiva, seminários e congressos, encontros com atletas, vivências e apresentações esportivas. Recreação esportiva: Nas diversas modalidades, a possibilidade da prática espontânea – não sistemática e autônoma - de modalidades esportivas promove a sociabilidade, favorece o trabalho em equipe e o relacionamento entre pessoas de todas as idades, estimulando a inclusão da prática esportiva na agenda diária, a busca da qualidade de vida e do lazer autônomo. Palestras, cursos e vivências, bem como por orientações sobre cuidados com a saúde, a postura, a condição física, a alimentação e a preocupação com a sustentabilidade complementam a ação da Recreação Esportiva. Aulas abertas e clínicas: De caráter eventual, consiste em aulas abertas sobre diversas modalidades físico-esportivas, muitas com atletas brasileiros, nas quais é promovido o relacionamento entre pessoas de todas as idades e níveis de habilidade. O propósito é favorecer a experiência, a vivência em determinado conteúdo e, portanto, sensibilizar as pessoas para maior vínculo e adesão ao universo da atividade física e esportiva.

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Clubes da caminhada, da corrida e do pedal: Ações que promovem, no tempo de lazer, a convivência em grupo, a diversão e a melhoria da qualidade de vida. Incluindo roteiros urbanos ou em trilhas próximas à capital, interior e litoral, as atividades dos clubes enfatizam cuidados, segurança, postura, aspectos relacionados com a condição física, vestuário, alimentação, bem como a preocupação com a mobilidade, o meio ambiente e a sustentabilidade. Além dos Clubes, o Sesc é responsável também por seu Circuito Sesc de Corridas, que procura ampliar e envolver os interessados e praticantes com a modalidade corrida. Reuniões e atividades da prática dançante: Estímulo à expressão corporal, à aprendizagem da dança, à mediação com a história e aos aspectos culturais de seus diferentes estilos, valorizando também, por meio desses encontros e atividades, a sociabilidade.

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Sesc empresa: Com o intuito de aprimorar as condições de saúde, o bem-estar e a integração dos funcionários de empresas do comércio de bens, serviços e turismo, o Sesc São Paulo disponibiliza ao trabalhador desses segmentos ações diversas, como torneios e campeonatos, atividades recreativas orientadas, festivais esportivos e recreativos, entre outras. Destaca-se a realização da Copa Sesc do Comércio e Serviços, evento anual efetivado em todas as unidades de setembro a novembro. Além da parte prática, o Programa também oferece: publicações direcionadas às categorias profissionais; produção de conteúdos informativos com orientação para a melhoria da ergonomia no ambiente profissional; assessoria técnica para a formatação e realização de eventos esportivos de determinados segmentos; locação de quadras; seminários, cursos, campanhas educativas e eventos especiais que ratificam a importância da prática de atividades físicas e esportivas para uma melhor qualidade de vida dos trabalhadores participantes.


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Circuito Sesc de corridas. Sesc Santo Amaro, 2012


Sesc verão: Realizado nos meses de janeiro e fevereiro, o projeto desenvolve uma programação temática especial, reunindo um volume expressivo de pessoas nas unidades Sesc, bem como em muitos equipamentos de lazer dos municípios em que a instituição se faz presente ou atua por meio de suas ações externas. Tem o propósito de conscientizar as pessoas sobre os benefícios das práticas esportivas e corporais; para tanto, utiliza estratégias que favoreçam a aquisição de conhecimentos e a fácil compreensão e assimilaç��o de conceitos relacionados à cultura esportiva e à atividade física. Dia do desafio: É uma campanha de difusão do Esporte para Todos. Fruto da parceria do Sesc São Paulo com a TAFISA (The Association For International Sport for All), procura contribuir para a conscientização acerca da importância e dos benefícios da prática da atividade física e esportiva na vida das pessoas e das comunidades. Coordenado pelo Sesc e realizado pelas prefeituras dos municípios onde acontece, o Dia do Desafio promove atividades físicas e esportivas nos mais diversos espaços das cidades na última quarta-feira do mês de maio, estimulando a articulação e o trabalho entre empresas, escolas, academias, universidades, clubes, ongs, sindicatos, concessionárias de transporte urbano e os órgãos públicos. Move Brasil: Campanha que propõe colocar o país em movimento e estimular ações que favoreçam o desenvolvimento social, através da adesão de pessoas e organizações engajadas e comprometidas com a prática de esporte e atividades físicas. A campanha é uma ação de Movedores como Associação Cristã de Moços (ACM/YMCA), Atletas pela Cidadania, Autoridade Pública Olímpica (APO), Ministério do Esporte, Ministério da Saúde e Sesc e procura unir esforços com o objetivo de aumentar a quantidade de praticantes de esporte e atividades físicas no país até 2016.

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Handebol em cadeira de rodas. Sesc Santo Amaro, 2011


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saúde e alimentação

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o sesc são paulo acredita que o cuidado com a saúde deve ser abrangente, pois a ele estão ligadas questões do trabalho (sua natureza e as circunstâncias em que é realizado), de educação, moradia, alimentação, cultura, atividade física e lazer. Tudo, enfim, que cria condições para uma vida digna. Sua atuação, visando menos à cura das doenças e mais à promoção da saúde, naturalmente associa-se a valores como solidariedade, equidade, democracia, sustentabilidade e participação. Nesse processo educativo, o ser humano desenvolve a capacidade de zelar pela própria saúde, controlando os fatores que a influenciam. Melhora, assim, sua qualidade de vida, fortalece sua cidadania e transforma-se num sujeito ativo e consciente. Essa atuação é desenvolvida de forma ampla e integrada em quatro campos fundamentais: Educação em Saúde, Alimentação e Nutrição, Odontologia e no programa Mesa Brasil. Além deles, na realização de avaliações clínicas e dermatológicas, assistência médica essa que, por sua vez, possui estreita relação com as


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Oficina Mão na massa. Sesc Pinheiros 2012


demais ações da instituição e seus diversos públicos. Resulta desse trabalho uma rede onde todos participam. Educação em Saúde Um programa de ações educativas no âmbito individual e coletivo, que promove a saúde por meio de dinâmicas para a sensibilização e orientação na prevenção de doenças e manutenção da saúde, com resultados importantes na qualidade de vida. Faz do processo educativo, assim, um instrumento preventivo de doenças e um núcleo de ações que viabilizam comportamentos saudáveis. Obtendo a compreensão dos fatores determinantes para a saúde, como o conhecimento sobre as políticas governamentais, por exemplo, e aprendendo medidas práticas para promovê-la, protegê-la e recuperá-la, o público participante é sensibilizado para sua importância como protagonista na promoção de uma sociedade saudável. Conscientiza-se também do impacto das preocupações com a saúde no processo de transformação social, passando a vê-las como um fator que favorece a melhoria da qualidade de vida e cria uma oportunidade para se compreender a saúde como direito essencial. Desenvolvido em parceria com outras instituições e outros programas do Sesc, tais como alimentação e nutrição, odontologia, educação socioambiental, desenvolvimento físico-esportivo e atividades artístico-culturais, dirige-se a públicos de todas as idades, o que pode significar a continuidade das ações na vida daqueles que são atentidos. Mais de 800 mil atendimentos são prestados, por meio de oficinas, palestras, práticas alternativas e demais interações em torno da promoção da saúde e do bem-estar. Alimentação e Nutrição O Programa de Alimentação e Nutrição tem como premissa oferecer uma alimentação equilibrada e saudável, por meio do fornecimento de refeições e mix de produtos, com preços diferenciados e subsiados, para matriculados e clientela geral.

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Os cardápios oferecidos pelo Sesc São Paulo enfatizam a utilização de produtos saudáveis e brasileiros, que equilibram noções contemporâneas de nutrição e gastronomia, priorizando a qualidade, a diversidade e a segurança dos alimentos, com o respeito à cultura alimentar local e a preocupação de proporcionar prazer à clientela, a fim de estimular a convivência nos espaços de alimentação nas unidades. Trata-se de processo educativo presente no dia a dia, nos serviços prestados e ainda em ações educativas, para diferentes públicos e faixas etárias, como palestras, oficinas, intervenções artísticas, workshops e seminários, que buscam a promoção da qualidade de vida e a difusão da educação e cultura alimentar, incentivando o consumo consciente. Tais ações proporcionam a interação e a troca de informações entre profissionais e público, enquanto a interface com os demais programas mantidos pela instituição propicia a interdisciplinaridade e a riqueza de experiências. A área de Alimentação e Nutrição fornece diariamente cerca de 15 mil refeições, distribuídas em 9 restaurantes, presentes nas seguintes unidades: Belenzinho, Campinas, Carmo, Interlagos, Itaquera, Pinheiros, Pompeia, Santos e Bertioga. Além disso, em 64 comedorias, são servidos 3 mil pratos por dia, e realizados aproximadamente 20 mil atendimentos - em cafeterias, cafés de teatro, lanchonetes em piscinas e ginásios esportivos - distribuídos em 29 unidades operacionais. Programa de Odontologia Desde os primórdios de sua fundação, o Sesc São Paulo sempre teve na saúde bucal dos trabalhadores um dos focos de suas ações na área da saúde. Baseia-se, para promovê-la, num modelo de atenção à saúde que enfatiza a informação e valoriza processos educativos, estimulando a autonomia e ultrapassando a simples cura da doença. Seu objetivo é ampliar as condições e potencializar o indivíduo para que possa agir sobre o conjunto de variáveis determinantes da sua saúde. A premissa básica do Programa agrega princípios como o res-


OdontoSesc. Sesc Osasco, 2011

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Programa mesa Brasil, 2012

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peito pelo outro e a promoção do bem-estar coletivo, incentivando os profissionais a irem alem do papel de técnicos especializados e qualificando-os para o ato de acolher o usuário, considerando-o em sua integralidade biopsicosocial. Com 116 consultórios e 418 profissionais, presentes em 28 Unidades da Capital, litoral e interior do Estado de São Paulo, distribuídos em 22 clínicas, 5 unidades móveis e 1 consultório, as ações agregam princípios como a valorização da pessoa, respeitando o seu ciclo de vida e o contexto social em que se insere. As atividades clínicas são desenvolvidas nas áreas de Dentística Restauradora, Periodontia, Endodontia, Prótese Dentária, Odontopediatria, Cirurgia e Radiologia, com cerca de 700 mil atendimentos clínicos por ano. Mesa Brasil Esse programa é uma ação social revestida de um compromisso educativo fundamentada no princípio de que a alimentação é um direito de todos. Foi criado pelo Sesc São Paulo em 1994 e está baseado no conceito de Segurança Alimentar e Nutricional, definido como a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. Trata-se de uma iniciativa permanente que integra empresas, instituições e voluntários com o objetivo de contribuir para a diminuição do desperdício de alimentos e a insegurança alimentar e nutricional, além de promover a melhoria da qualidade de vida de pessoas assistidas em instituições sociais. No primeiro plano de seu funcionamento, o da chamada Colheita Urbana, o Sesc São Paulo, com um serviço de transporte de alimentos, vai a empresas conscientes de seu importante papel na sociedade, por ele previamente convidadas a participar. Estas doam alimentos que, por algum motivo, perderam o valor comer-

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cial, mas ainda estão prontos para o consumo. Em seguida, o serviço de transporte do Sesc São Paulo leva esses alimentos a instituições sociais deles necessitadas. No segundo plano, em nas unidades realizam-se cursos, treinamentos, oficinas e workshops com as empresas doadoras, as instituições sociais e a comunidade. Essas atividades oferecem informações e orientações, por exemplo sobre como evitar o desperdício, ou como promover a higiene e a manipulação adequada de alimentos, além de apresentar outras práticas que possam garantir a qualidade e o total aproveitamento dos mesmos. Em todas essas ações participam profissionais especializados, voluntários e representantes do meio universitário. O Programa Mesa Brasil está presente na capital (nas unidades Carmo e Itaquera) e nas cidades de Santos, São José dos Campos, Bauru, Piracicaba, Rio Preto, Taubaté, Santo André, Campinas e Osasco. Contando com 23 veículos para o transporte dos alimentos e 1 depósito na cidade de São Paulo para o recebimento de grandes doações, o programa arrecadou, em 2012, cerca de 3,8 mil toneladas de alimentos, doados por 650 empresas, aproveitados em refeições balanceadas, seguras e saudáveis, servidas, nas 630 instituições cadastradas para recebê-las, a aproximadamente 120 mil pessoas a cada dia.


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Comunicação para educação

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Um mundo de lazer em rede Não é de hoje que as revoluções tecnológicas têm o poder de ampliar drasticamente, a um ponto antes difícil de ser imaginado, a capacidade de comunicação entre os homens e os povos de todo o mundo. Assim foi com o rádio, o telex, o telefone etc. Mas a necessidade global de trocar informações, compartilhar experiências, equiparar resultados, interagir em todos os aspectos da vida, não para de crescer. Considerando que desde o início de sua história, em 1946, o Sesc São Paulo tem como desígnio proporcionar ao público novas e variadas formas de acesso à informação e aos meios de aprimoramento de sua individualidade, completando sua formação e reforçando seu sentimento de cidadania, é imprescindível que tal atuação se dê, sempre, na mais avançada fronteira desse processo de expansão da tecnologia e da comunicabilidade humana. Sem perder de vista as tradições, que consolidam nossas mais variadas condições de humanos, e lançando-se ao novo, ao arrojado, ao experimento, como forma de aprendizado e de desenvolvimen-


to, o Sesc São Paulo se vê como mais um integrante na imensa rede que a todo tempo se constrói, se costura e nos aproxima: a Internet. A palavra “rede” expressa aqui a comunicação em seu aspecto mais puro. Algo invisível, quase abstrato, cuja estrutura física é pequena perto do alcance que consegue ter. É como se fosse a informação com vida própria, algo dotado de movimento autônomo, colocando em contato direto pessoas de regiões diferentes do país, e de diversos países, alimentando-se da trama de relações que ela mesma cria. Não por acaso, hoje a Internet é sinônimo de encontros cibernéticos, e nela as “redes sociais” (Facebook, Twitter, Flickr etc.) proliferam, mudando nossos modos de comunicação, nossas justaposições, informações e difusões. Portal Sesc São Paulo: A entidade atua de forma permanente na Internet, mantendo-se atualizada em relação a todos os dispositivos facilitadores da distribuição de conteúdo. Isso possibilitou inclusive que estreitasse seu relacionamento com o público, cada vez mais conectado, em todos os segmentos sociais e faixas etárias. Em seus respectivos portais, cada unidade tem seu Twitter e sua página no Facebook. Dessa forma, o acesso do público à programação aumentou consideravelmente, pois a instituição está disseminando, de forma virtual, as atividades oferecidas presencialmente nas unidades. O Sesc São Paulo tem hoje mais de 500 mil seguidores, somando o público de todos os canais no Twitter, Facebook e YouTube. O crescente público espontâneo – as cerca de novecentas pessoas que, por dia, publicam comentários, mais o público que segue o Sesc São Paulo nas redes sociais – evidencia o interesse pelas ações da instituição e demonstra também seu reconhecimento. Os posts e tweets que circulam nos canais, vindos de pessoas sempre em busca de informação, para melhor aproveitar a programação das unidades, são francamente elogiosos na avaliação dos serviços. As ações do portal Sesc São Paulo em 2012 visam à expansão de sua presença online, de modo a transcender seu endereço na web. A ideia é que qualquer pessoa possa se relacionar com o Portal

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como quiser, e não necessariamente pelo endereço direto sescsp. org.br. Será possível receber destaques da programação por email ou no celular, ler conteúdos em seu leitor digital, deixar sua sugestão via Facebook, encontrar fotos legendadas e vídeos, navegando livremente no Youtube, Flickr e Google Maps, para citar apenas alguns dos novos serviços e possibilidades. Serviços online: Atuação da entidade na Internet é bastante variada, incluindo a produção de sites e aplicativos específicos para certos eventos, ferramentas agregadoras de conteúdo, novas possibilidades para a cobertura de eventos relacionados ao Sesc São Paulo, transmissões ao vivo de shows, cursos, aulas-espetáculo etc. Entre os serviços oferecidos online estão a venda e promoção de ingressos, as inscrições em seminários, a divulgação de sorteios de vagas para cursos esportivos e consultas de odontologia, inscrições para a temporada do Sesc Bertioga, inscrição e acompanhamento de licitações, duvulgação e inscrição em processos seletivos de oportunidades de trabalho, canal de relacionamento com o público por email (Fale Conosco) e loja dos produtos Sesc. A revista E, tradicional publicação do Sesc São Paulo, é agora disponibilizada em versão digital, com atualização diária de notícias sobre a programação corrente. Há também um acervo digital com a íntegra das revistas E e Problemas Brasileiros, desde 1996. Mais de cem hotsites temáticos www.sescsp.org.br/sesc/sites, com a transmissão ao vivo de atividades das unidades e acervo dessa programação para consulta sob demanda, somando atualmente 5,5 mil vídeos no canal www.youtube.com/portalsescsp, com um total de 2,5 milhões de exibições e acervo de 42 mil imagens no www.flickr.com/sescsp. O serviço de transmissão ao vivo, pela Internet, de eventos presenciais, é outra estratégia de relacionamento e distribuição de conteúdo. Assim, artistas, pensadores, escritores, esportistas, formadores de opinião, agentes sociais e intelectuais brasileiros e internacionais ficarão acessíveis para o maior número de pessoas interessadas, dentro ou fora do Estado de São Paulo.


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sescsp.org.br

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As já mencionadas redes sociais fazem a divulgação da programação presencial nas unidades e dos conteúdos do portal, além da mediação dos programas e atendimento ao público em tempo real. Atualmente, o Sesc São Paulo possui 318 canais; e são 155 mil os assinantes da newsletter, de edições mensal e semanal, que contêm a programação. Rede por quê, pra quê?: Uma rede virtual de ideias e questões científicas, formuladas e experimentadas por crianças entre 9 e 14 anos de idade. Esse projeto baseou-se na primeira versão online da exposição homônima, publicada em 2002 e mantida ativa até 2007, e que chegou a ter 18 mil crianças cadastradas e 700 laboratórios pessoais, carregados com experimentos e dados de pesquisas sobre os diversos temas relacionados às ciências. Trata-se de uma proposta educacional atrelada a uma interface digital, visando desmistificar as ciências e aproximá-las do dia a dia das crianças por meio da experimentação. A participação do público pode se dar por meio da leitura de conteúdo e acompanhamento das discussões ou pela criação e publicação de conteúdo e participação ativa nas discussões, desde que se esteja cadastrado. De início, a rede estará estruturada em seis grandes temas, cada um deles representado por um Centro de Pesquisa (CP): CPAstro (Astronomia), CPBio (Biodiversidade), CPCOM (Comunicacão), CePE (Energia), CPTI (Tecnologia e Inovação) e CePM (Microorganismos). Nesses centros, o visitante cadastrado assume o papel de um cientista. Assim, poderá criar laboratórios próprios, relacionados ao CP de seu interesse, e neles publicar seus experimentos. Poderá, ainda, participar de outros laboratórios, como colaborador ou convidado, trocando experiências com outros colegas cientistas. Suas experiências serão publicadas em outros laboratórios, e vice-versa, como um bookmark dos experimentos de interesse. Cada CP tem ainda um auditório, onde são propostas pautas de discussão provocadas pelo moderador ou pelas próprias crianças. Tais auditórios ganharam o nome de cientistas célebres em suas respectivas áreas: Auditório Galileu Galilei (CPAstro), Charles Darwin

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(CPBio), Antonio Meucci (CPCOM), Albert Einstein (CePE), Santos Dumont (CPTI) e Louis Pasteur (CePM). SescTV: As ações de comunicação no Sesc visam difundir sua missão de aprimoramento social e cultural para públicos mais amplos. Nesse contexto, as mídias eletrônicas, como a televisão e a internet, exercem papel fundamental, sendo os principais meios para a obtenção de informação, cultura e entretenimento para milhões de brasileiros. Em 2013, a TV por assinatura no país atingiu a marca de 17 milhões de assinantes, o que significa que ela está acessível para mais de 50 milhões de brasileiros em cerca de 25% dos lares. Crescimento notável desse segmento se deu principalmente junto às classes mais populares. O mesmo ocorre com a internet banda larga, que permite o acesso a bens culturais audiovisuais em todos os lugares e a qualquer tempo, por telefones celulares e outros dispositivos móveis. Expressões como mobilidade, convergência e interatividade passam a compor a rotina do público e dos produtores audiovisuais. Há portanto um panorama favorável à ação cultural do Sesc com a incorporação desses meios que estão mais acessíveis inclusive quanto às possibilidades de produção – o que significa a ampliação do número de protagonistas culturais, fato que incrementa a diversidade cultural e bem mais democráticos no momento em que chegam a parcelas cada vez maiores da população. O SescTV tem a missão de ampliar a ação social e cultural do Sesc para todas as regiões do Brasil. O canal, disponível 24 horas por dia na Internet e em canais de TV por assinatura, produz e exibe obras culturais audiovisuais dedicadas à difusão das diversas linguagens da arte. Sua programação exibe espetáculos, documentários ou debates nas áreas de teatro, música, dança, literatura, cinema, artes visuais, cultura regional, arquitetura e outras, além de manifesta-


Contraplano. SescTV, 2013

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O trabalho e o português gostoso, Projeto Somos1Só. SescTV, 2011

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ções culturais ligadas a gastronomia, atividades físicas e turismo. Nos intervalos de programação, são exibidas “pílulas” de videoarte, poesia, música e informação cultural, além de campanhas de utilidade pública. Essa programação visa proporcionar ao telespectador a apreciação de espetáculos dos diversos gêneros artísticos, o acesso à discussão crítica sobre essas manifestações e a aquisição de conhecimentos e informações sobre a cultura brasileira. O Sesc acredita que uma televisão cultural não se define estritamente pela qualidade dos conteúdos que veicula, mas inclusive por propiciar o alargamento e a desmistificação do olhar, o que significa conceber a ideia de televisão não apenas como veículo, mas como manifestação de arte audiovisual. Isso exige o rompimento com as convenções de linguagem, o aprimoramento da narrativa e o incentivo ao experimentalismo. Nesse contexto, a produção independente é fundamental e tem de ser, efetivamente, independente em originalidade e criatividade, seja em sua elaboração temática, seja em sua proposta estética. Além de comporem a grade de programação do canal de televisão e na internet, todas as produções do SescTV visam também à formação de um amplo acervo audiovisual da cultura brasileira. Atualmente, programas desse acervo são frequentemente solicitados por universidades, institutos e centros de pesquisa para uso em suas atividades culturais e educativas. A diversidade cultural não está presente apenas nos conteúdos apresentados e temas discutidos nesses programas, mas também na forma de produzi-los. Por essa razão, a totalidade das obras audiovisuais do SescTV é realizada por produtoras independentes brasileiras vocacionadas para as diversas questões e abordagens culturais. Não se trata apenas de conferir um selo de origem “made in Brasil” ao que é feito por aqui, mas de imprimir as diversas identidades culturais, compreendidas por matizes que vão da cultura urbana à rural, das manifestações mais populares às linguagens mais eruditas, do encontro entre os regionalismos e a universalização, na compreensão do passado, na interpretação do presente e na edificação do futuro.

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relações internacionais

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a atuação do sesc a partir de 1960, como já retratado aqui no capítulo 2 desta publicação, transmutou radicalmente de uma oferta de serviços voltados para o assistencial que vigorava desde a fundação, para uma ação pluridisciplinar voltada para a educação permanente, a ocupação criativa do tempo livre e a emancipação do cidadão para poder exercer seus direitos, sua crítica e praticar o respeito à alteridade. A partir de 1960, com as incursões dos orientadores sociais na área dos estudos do lazer a partir de sua ação prática, o Sesc SP entrou em contato com alguns teóricos ligados ao tema. Naturalmente, pela proximidade e o viés social dos trabalhos do Sesc, os franceses se tornaram a primeira conexão internacional do Sesc, pois tais pesquisadores há alguns anos investigavam alguns tópicos abordados nos trabalhos da UNIMOS. Foi com a Sorbonne, Paris V quando no CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), que o Sesc fortaleceu empiricamente sua linha de atuação, muito afinado às ideias de Joffre Dumazedier primeiramente e posteriormente de Edgar Morin, filósofo francês


que exerce claramente uma grande influência no modelo de gestão cultural que a instituição adota desde os anos 1990. Entre os anos 1970 e 1980, as relações internacionais apontavam em direção ao aperfeiçoamento da própria equipe técnica. Nestes anos, foram estabelecidos parcerias e convênios para pesquisa, intercâmbios com trocas de experiências profissionais, aprofundamento de estudos de formação continuada e longos cursos para alguns gestores-chave em algumas instituições de excelência, como por exemplo a própria Sorbonne e o Insead, em Paris, dirigidos para assuntos de administração pública, tecnologia, terceira idade, ciências sociais e pesquisas em geral; o IMD em Lausanne, para gestão institucional; a San Diego State University, conduzindo as tendências do lazer; a Pace University em Nova York e a Université du Québec, na gestão cultural. Dos anos 1990 para cá foi intensificada a rede de comunicação entre as associações internacionais no campo da saúde, lazer, turismo social, cultura, arte e esporte com instituições e intelectuais afins. A maneira de operar do Sesc atraiu várias delas, que fazem parte do rol de parcerias longevas e sólidas, uma vez que o departamento de relações internacionais se presta a incentivar conexões multilaterais com o intuito de fortalecer cada vez mais o papel sócio-educativo de todas as unidades para com o mundo. Data daquela época a aproximação e construção de parcerias internacionais na área das atividades físicas e esportivas. Elas procuraram valer-se daquilo que sempre notabilizou a ação institucional, a saber: a perspectiva de desenvolver e realizar ações vinculadas ao campo da educação com propósito de favorecer a socialização de pessoas e a construção de alternativas para melhorias sociais. Assim, deu-se um certo estreitamento das relações com instituições promotoras do movimento Esporte para Todos no âmbito mundial. Decorrem disso ações desde 1995 com envolvimento e contribuições da Tafisa (The Association for International

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Sport for All), com a ISCA (International Sport and Culture Association) com a qual o Sesc tem participação especial por integrar o Comitê Executivo na condição de Vice-Presidência desde o ano de 2011, iniciativas com a Associação Esportiva de Ginástica Dinamarquesa (DGI), além de envolvimentos com outras organizações como: FISpT (International Sport for All Federation), FICTS (Fédération Internationale Cinéma Télévision Sportifs) e Aliança Latino-Americana de Esporte para Todos. A partir de um novo entendimento sobre o Brasil, se deu mais corriqueiramente a utilização de conceitos como glocal (global e local ao mesmo tempo) ou “em desenvolvimento”. O termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), para representar esse bloco singular de países que têm se destacado no século XXI por inúmeras razões, cunhou uma nova interpretação de que os eixos do mundo estão cada vez mais flutuantes. Tomando como flexíveis os epicentros das artes, da cultura e do bem-estar numa ordem mundial completamente diferente do que tínhamos há 15 anos, o Sesc expandiu-se como modelo único de grande respeitabilidade internacional. Seu orçamento privado garantido pelas empresas de comércio e serviços, salvaguardado no bom funcionamento e na qualidade de suas ações, mantendo sempre no horizonte a missão educativa e de interesse público, com seu modelo de governança garantido pela Constituição Federal e sob uma égide da inovação nos campos os quais se propõe a discutir e a organizar, são fundamentais para a construção de um parâmetro internacional que pode servir de referência ao conjunto de instituições que exercem influência na cultura, no esporte e no bem-estar – seja ela privada ou pública. A partir de 2008, com o Ano da França no Brasil (2009), o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Miranda, foi indicado pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil para ser o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil e posteriormente endossado pelo Presidente Lula para o cargo, o Sesc se firmou como o parceiro internacional decisivo no plano das comemorações bilaterais oficiais que se seguiram depois com Holanda (2010), Portugal (2012/12), Itália (2011/12), Reino Unido (2012 a 2016) e até


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Exposição Olafur Eliasson (DNK). Sesc_Videobrasil. Sesc Pompeia, 2011


para uma possível nova parceria com a Austrália (2015). Sendo assim, as Relações Internacionais do Sesc têm como principal encargo respeitar o rizoma das culturas do mundo para estabelecer parcerias de conteúdo com instituições internacionais – sejam estas públicas ou privadas – em atividades correlatas ao Sesc SP nas áreas social, cultural, educativa, esportiva e artística. Criada em 2010 logo após o fechamento do Ano da França no Brasil (2008/2009), no qual o Diretor do Sesc era presidente do Comissariado Brasileiro, esta nova área da entidade prospecta uma maior valorização do Sesc SP entre instituições líderes que exportam knowhow da gestão sociocultural e da democratização ao acesso à cultura. As Relações Internacionais criam estratégias para colaborações presentes e futuras, lançando diálogos com várias áreas de interesse da entidade, intercedendo internamente para que a cadeia de ações com o cenário internacional seja profícua e conhecidamente ampla, mantendo a diversidade de ações e aproximando realidades institucionais com missões afins. A Relações Internacionais articula as ações multilaterais do Brasil com países estrangeiros, quando há o envolvimento oficial do Sesc SP, funcionando, paralelamente, como uma catalisadora de objetivos análogos a uma vertente de dinamização institucional. Desta forma, é natural que se façam no setor os contatos com os Consulados Gerais, Embaixadas, Ministérios de Relações Exteriores de outros países e também do Brasil, Secretarias oficiais de governos, contatos com outras empresas, mesmo privadas quando há um interesse público mútuo envolvido, que beneficia tanto ao Sesc quanto à parceria. Neste contexto de trabalho, cada vez mais os técnicos do Sesc são convidados a figurar como curadores, co-curadores, palestrantes, congressistas, desenvolvedores de workshop, visitantes especiais a lugares que produzam conhecimentos e programas análogos ao seu campo de atuação no exterior, promovendo a ação socioeducativa e o intercâmbio de ideias entre países. Com a Assessoria de Relações Internacionais e a Gerência de Pessoas, todo convite está condicionado à política de aperfeiçoamento do profissio-

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nal vinculado ao Sesc, todos os eventos no exterior são valorizados como forma de investir e atualizar o quadro de empregados e suas equipes diretas. Em sua origem, há o objetivo, sempre mantido, de pôr em vigor algumas trocas de relatórios com outros organismos do mundo todo, ressaltando interesses similares, a fim de examinar com atenção as tendências e as inovações na gestão sociocultural. Também desde então, muitas parcerias novas foram solidificadas e hoje há uma lista de grandes instituições internacionais cuja relação é louvável e crescente. Prevendo uma mudança paulatina, constante e cada vez mais integrada aos modelos de produção e intermediação socioeducativa, a Assessoria de Relações Internacionais requer agilidade que o mundo exige, se adaptando ora a perspectivas alternativas, ora aos padrões mais tradicionais da área, mas sempre se organizando institucionalmente em rede, progredindo em espaços flexíveis e criando um lastro que passeia pela dinâmica dos códigos da diplomacia cultural. Algumas parcerias na América do Sul: Argentina: país convidado do Festival Mirada 2010 com 7 peças; Ação bilateral com o Ministério da Cultura da Cidade de Buenos Aires. Bolívia: Atuação constante no Festival de Teatro de La Paz. Chile: Ação bilateral assinada de cooperação internacional com Festival Santiago a Mil. Colômbia: Festival de Bogotá “Brasil país Convidado” em 2014; participação de Jorge Melguizo no Seminário Cultura e Transformação Urbana em 2011. Equador: Participação do Sesc – Arte, Trabajo y Economia (Quito, 2012); Participação de grupos do Equador no Festival Mirada 2010. Peru: Atuação do grupo de intervenção de arte-política Yuyachkani no Festival Mirada em 2010 e 2012.

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Algumas parcerias na Europa: França: Consulado Geral da França em São Paulo, Embaixada da França, Cité de la Musique, Cité des Sciences et de l’Industrie, Mai-


Espetรกculo de danรงa Biblioteca del corpo, Cia Arsenale Della Danza. Sesc Pinheiros, 2012

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Espetáculo Os náufragos da louca esperança, Théâtre du Soleil. Sesc Belenzinho, 2011

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son Rouge, Jeu de Paume, Festival de Avignon, Festival de Marseille, Bureau Export de la Musique, Fondation Cartier, Université de Paris (Sorbonne), Centre Georges Pompidou, Maison de la Danse de Lyon, Aliança Francesa, principal parceiro no Ano da França no Brasil (2009). Reino Unido: British Council, Festivais de Edimburgo, John McAslan Architect Project, Lina Bo Bardi Fellowship (criada pelo British Council em parceria com Noemi Blager), Magic Me, Southbank Centre. Itália: Settimana della Ricerca na Universidade de Matera, Instituto Italiano de Cultura em São Paulo, parceria com Arsenale della Danza na Biennale de Veneza, parceria com Art for the World para exposições e seminários. Espanha: AECID, La Fabricca, Insitituto de Bellas Artes, Cooperação bilateral assinada pela SEGIB. Portugal: Consulado Geral de Portugal em São Paulo, Teatro São João, parceiro no Ano de Portugal no Brasil (2012). Alemanha: Goethe Institut no Brasil e na Alemanha, Tafisa (The Association for International Sport for All), ZKM, Bienal de Munique, Feira do Livro em Frankfurt (Frankfurt Buchmesser). Bélgica: International Social Tourism Organization. Dinamarca: International Sport and Culture Association, C40 Cities Project, Instituto Cultural da Dinamarca. Áustria: Wiener Festwochen; ImPulsTanz; Ars Electronica. Finlândia: Parceria com o grupo Ueinzz de teatro e com a editora fino-brasileira N1~. Rússia: parceria com o Festival Tchekov liderado por Valéry Shadrin. Turquia: Festival Istambul Agora, parceria com o Consulado da Turquia em São Paulo. Suíça: parceria com a exposição itinerante Eternal Tour. Polônia: Cooperação com a Fundação Adam Minckiewicz. Algumas parcerias na América do Norte: EUA: MoMA, New Museum, International Society for Performing Arts, Denver Biennial of the Americas, Projeto Estrelas do Basquete - Parceria do Sesc com o Consulado dos EUA e Alumni; Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, Cooperação com Teatro Stage Fest de NY em parceria com a Fundação Robert Sterling Clark Foundation – Conferência do Diretor na America’s Society em NY em 2011 e 2012; cooperação com Watermill Center, fundação cria-

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da por Robert Wilson, inúmeras atividades musicais com artistas americanos, Revista Visionaire. Canadá: Participação histórica em festivais como Cinars e Rideau; Colaboração nos Festivais de Cinema do Québec; Semana da Francofonia; SAT – Société des Arts et Technologies, Eletra – Bienal de arte-mídia; Parceria em Artes do Circo; parceria com Stéphan La Voie do Centro La Tohu, da periferia de Montréal. México: País homenageado no Festival Mirada 2012; Relação Internacional de cooperação bilateral financeira e institucional com o INBA – Instituto Nacional de Belas Artes; Programação estabelecida com o Conaculta com apoio financeiro e institucional; Parceiro do Consulado Geral do México; Acordo de cooperações futuras, estabelecido entre Sesc e INBA em 2012. Algumas parcerias na Ásia, Oceania e Oriente: Japão: Fundação Japão, Embaixada do Brasil no Japão, Intercâmbios com universidades que estudam o Brasil. Israel: Consulado Geral de Israel em São Paulo. China: TAO Dance e Ministério da Cultura da China. Índia: Visita oficial do Sesc a Dehli e a Bangalore como participantes ativos de uma proposta de um novo modelo de financiamento da cultura durante o Festival Junoon Theatre liderado por Sanjna Kapoor. Austrália: Embaixada da Austrália no Brasil, Australian Council for the Arts, Council for Australia-South America Relations. Visitas institucionais que o Sesc recebeu nos últimos anos (2011, 2012, 2013) Joseph Polisi (Juilliard School, NY), Faith Liddell (Edinburgh Festivals), Hans Ulrich Obrist (Serpentine Gallery, Londres), Claire Rigby (Time Out), Luis Peres-Oramas (MoMA/Bienal SP), Jay Levinson (MoMA NY), Todd Bishop (MoMA NY), Cecilia Dean (Visionaire, NY), Serge Toubiana (Cinemathèque Française), Anne Hidalgo (Prefeitura Paris), José Manuel Gonçalves (CentQuatre, Paris), Patrick Chardenet (Agence Universitaire Française), Patrick Charpenel (Jumex, Mexico), Christine Buhl Andersen (Museum for Kunst Denmark), Olafur Eliasson (artista, Dinamarca); Nicolas Serrota (Tate Modern,


Londres), Juan Meliá (INBA, Mexico), Haydée Zavalla (INBA, Mexico), Ana Teresa Ramirez (Universidad de Guadalajara), Ramiro Osório (Teatro Major, Bogotá), Stéphan La Voie (La Tohu, Montréal), Donald Alsop (Tate Modern, Londres), Patrick Olivier (Paris Dauphine, Paris), Alberto Fesser (Eñe, Matador, FotoEspaña, Madrid), Enrique Iglesias (SEGIB, Madrid), Rowan Moore (The Guardian, Londres), Bill Bragin (Lincoln Center, NY), Larry Rohter (NYTimes), Graham Sheffield (British Council, Londres), Anneke Hogenstjin (Concertgebow, Amsterdan), Ronald Leopold (Anne Frank House, Amsterdan), Pierre Arcand (Ministre Affaires Étrangères, Québec), Jadranka Mihalik (ONU), Farida Shaheed (ONU), Franco Bernabe (Italia Telecom /Museu de Trento e Rovereto), Kazunobo Fujimoto (Sasakawa Sports Foundation, Tóquio), Carine Bienfait (Palais de Beaux-Arts, Bruxelas), Michel Baudson (Ministère de la Culture, Bruxelas), Xavier Greffe (Sorbonne, Paris), Didier Fusillier (Lille 3000), Susan Langford (Magic Me, Londres), Hernán Lombardi (Ministro da Cultura, Buenos Aires), Olivier Caro (Prefeitura de Nantes), Christian Boltanski (artista, França), Isaac Julien (artista, Reino Unido), Robert Wilson (artista, EUA), Isabelle Huppert (atriz, França), Carole Bouquet (atriz, França) Claudia Barattini (Festival Santiago a Mil, Santiago do Chile), Joanna Kiliszek (Diretora Adjunta Adam Mickiewicz Foundation), David Colman (NY Times), Rem Koolhas (arquiteto, Holanda), Susan May (White Cube, Londres), entre outros. Destaques na Imprensa Internacional nos últimos anos: NYTimes (27 de março de 2012): Capa* http://www.nytimes.com/2012/03/27/arts/brazils-leading-arts-financing-group-shares-the-wealth.html?pagewanted=all The Guardian (9 de setembro de 2012): http://www.guardian. co.uk/artanddesign/2012/sep/09/lina-bo-bardi-together-review Festival Mirada Gara, Espanha http://www.gara.net/paperezkoa/20120918/362661/es/ El-Festival-Mirada-Santos-

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La Nación, Argentina http://www.lanacion.com.ar/1509323-mirada-inquietante-recorrido-por-el-universo-iberoamericano Festival Internacional de Circo pelo Ministério das Relações Exteriores do Québec h t t p ://w w w. m r i f c e . go u v.q c .c a/ f r/s a l le - d e - p re s s e/ actualites/12437


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Unidades do Sesc SP


araraquara

bauru

Presidente Prudente

rio

catanduva

birigui

preto


bertioga

santos

sorocaba

josé dos

taubaté

São

jundiaí

campos

campinas

piracicaba

são carlos

ribeirão preto franca

Unidades do Sesc SP no interior e litoral


interlagos

mariana

amaro

vila

santo

cinesesc

consolação

24

pinheiros

maio odontologia

de

osasco

carmo

pompeia

santana

bom retiro


santo

caetano

andré

são

av paulista

itaquera

belenzinho

ipiranga

guarulhos

Unidades do Sesc SP na capital e grande São Paulo


CONSELHO REGIONAL DO SESC SÃO PAULO - 2010-2014 Membros Efetivos: Benedito Toso de Arruda, Cícero Bueno Brandão Júnior, Dulcina de Fátima Golgato Aguiar, Eládio Arroyo Martins, Euclides Carli, João Herrera Martins, José Maria de Faria, José Maria Saes Rosa, Luiz Carlos Motta, Manuel Henrique Farias Ramos, Milton Zamora, Paulo João de Oliveira Alonso, Roberto Eduardo Lefèvre, Rosana Aparecida da Silva, Silvio Gonzáles, Walace Garroux Sampaio, William Pedro Luz. Membros Suplentes: Aparecido do Carmo Mendes, Arnaldo José Pieralini, Atílio Machado Peppe, Célio Simões Cerri, Dan Guinsburg, Flávio Martini de Souza Campos, José de Sousa Lima, Natal Léo, Oswaldo Bandini, Paulo Roberto Gullo, Pedro Abrahão Além Neto, Rafik Hussein Saab, Reinaldo Pedro Correa, Ricardo Espírito Santo Ferro, Vicente Amato Sobrinho. Representantes do Conselho Regional junto ao Conselho Nacional Membros Efetivos: Abram Abe Szajman, Ivo Dall’Acqua Júnior, Rubens Torres Medrano. Membros Suplentes: Aldo Minchillo, Costábile Matarazzo Junior, Ozias Bueno.

SESC - SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL Abram Szajman DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAL Danilo Santos de Miranda Superintendentes Comunicação Social Ivan Giannini / Técnico-Social Joel Naimayer Padula / Administração Luiz Deoclécio Massaro Galina / Assessoria Técnica e de Planejamento Coordenador Sérgio José Battistelli / Consultor Técnico Olegário Machado Neto


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Gerentes Artes Gráficas Hélcio José de Paula Magalhães Adjunta Karina Musumeci/ Centro de Produção Audiovisual Silvana Morales Nunes Adjunta Sandra Karaoglan/ Difusão e Promoção Marcos Ribeiro de Carvalho Adjunto Fernando Hugo da Cruz Fialho/ Relações com o Público Paulo Ricardo Martin Adjunto Carlos Rodolpho T. Cabral/ Desenvolvimento de Produtos Évelim Moraes Adjunta Andressa de Gois e Silva/ Edições Sesc São Paulo Marcos Lepiscopo/ Ação Cultural Rosana Paulo da Cunha Adjunta Flávia Carvalho / Artes Visuais e Tecnologia Juliana Braga Adjunta Nilva Luz/ Desenvolvimento Físico-Esportivo Maria Luiza Souza Dias Adjunto José Henrique Osoris Coelho/ Estudos e Desenvolvimento Marta Raquel Colabone Adjunto Iã Paulo Ribeiro / Centro de Pesquisa e Formação Andréa de Araújo Nogueira Adjunto Mauricio Trindade/ Estudos e Programas da Terceira Idade Cláudio Alarcon Adjunta Lilia Ladislau/ Programas Sócio-Educativos Maria Alice Oieno de Oliveira Nassif Adjunta Flávia Roberta Costa / Saúde e Alimentação Maria Odete Ferreira Marcondes de Salles Adjunta Maria Fabiana Ferro Guerra / Assessoria de Relações Internacionais Aurea Leszczynski Vieira Gonçalves / Assessoria Jurídica Carla Bertucci Barbieri / Comunicação Administrativa Roberto Duarte Pera Adjunta Elvira de Fátima Paulon Troiano / Contratação e Logística Jackson Andrade de Matos Adjunto William Moraes / Finanças José Augusto Paula Marques Adjunto Francisco L. Pereira / Licitações Jair Moreira da Silva Júnior Adjunto Paulo César dos Santos / Operações de Serviço Racso Roberto de Souza Adjunto Ricardo Sansone / Patrimônio e Serviços Hosep Tchalian Adjunto Gilberto de Almeida / Pessoas José Menezes Neto Adjunto Rubens Torres Babini / Tecnologia da Informação Juvenal Francisco Pires Adjunto Flávio Balerine / Engenharia e Infraestrutura Amilcar João Gay Filho Adjunto Carlos Humberto Bigaton / Assessoria Técnica e de Planejamento Assessores Ana Maria Cardachevski, Celina Almeida Neves, Luciano Ranieri, Marcia Bonetti Sumares, Valter Schreiber, Vicente Paulo Araújo Girodo / Belenzinho Marina Avilez Adjunta Patrícia Piquera Vianna / Bom Retiro Milton Soares de Souza Adjunta Meilin M. Werneck da Silva / Carmo Andréa Cristina Bisatti Adjunto Afonso Elisio Corrêa Alves / CineSesc Gilson Packer Adjunta Simone Yunes / Consolação Felipe Mancebo Adjunta Simone Engbruch Avancini Silva / Interlagos Mariângela Abbatepaulo Adjunto Renato Franceschini Oliani / Ipiranga Mônica Carnieto Adjunta Cristiane Lourenço / Itaquera Érika Mourão Trindade Dutra Adjunto José Carlos Monteiro / Odontologia José Paulo Bersan Adjunto Cleber Blanco / Osasco Ana Paula Malteze Adjunta Patricia Dini / Pinheiros Cristina Riscalla Madi Adjunto Ricardo de Oliveira Silva / Pompeia Elisa Maria Americano Saintive Adjunta Cecília Camargo M. Pasteur / Santana Lilia Marcia Barra Adjunto Mario Fernandes da Silva / Santo Amaro Claudia Darakjian Tavares Prado Adjunta Maracélia Ramos Teixeira / Santo André Jayme Antonio Paez Filho Adjunto Robson Aparecido Silva / São Caetano Ricardo Gentil Oliveira Adjunta Claudia Maria da Silva Righetti / SescTV Valter Vicente Sales Filho Adjunta Regina Salete Gambini / Vila Mariana Oscar Rodrigues Filho Adjunta Denise Lacroix Rosenkjar / Araraquara Paulo Sérgio Casale Adjunta Celina Kunie Tamashiro / Bauru Monica Machado Adjunto Jonadabe Ferreira / Bertioga Marcos Roberto Laurenti Adjunta Débora Rodrigues Teixeira / Birigui Silvio Luis França / Campinas Evandro Marcus Ceneviva Adjunta Vilma Aparecida de Marchi / Catanduva Luiz Roberto Kuschnaroff Adjunto Jorge Luis Moreira / Piracicaba José Roberto Ramos Adjunto Daniel Eiji Hanai / Ribeirão Preto Hideki Milton Yoshimoto Adjunta Vânia Rangel dos Santos / Rio Preto Sebastião Eduardo Costa Martins Adjunta Renata Cristina Salvador / Santos Luiz Ernesto Alvarez Figueiredo Adjunto Sergio Pinto/ São Carlos Mauro César Jensen Adjunto Fábio José Rodrigues Lopes / São José Dos Campos Oswaldo Ferreira Almeida Junior Adjunto João Omar Gambini / Sorocaba Claudia de Figueiredo Adjunta Nidia Regina Araujo / Taubaté Eliana Ribeiro de Lima Rahal Adjunto Bruno Bolini Tadeucci / Thermas de Presidente Prudente Benedito Roberto Manoel Adjunto João Roberto Vicentini.


Organização: Paulo Ricardo Martin e Hélcio Magalhães Acompanhamento gráfico: Fabio Pagliuca Pinotti Texto: Jorge Caldeira e Rodrigo Lacerda / Mameluco Edições e Produções Culturais Edição de texto: Isabella Marcatti Projeto gráfico: Kiko Farkas/Máquina Estúdio

Fotografias: Alexandre Nunis: páginas 10 e 11, 26 e 27, 95, 124 e 125, 134,146 e 147, 150 e 151, 158, 159, 172, 173,198 e 199, 202,203,227 / Alice Vergueiro: páginas 19, 38 e 39, 86 e 87, 157, 190 e 191 / Daniel Ducci: páginas 82, 98,109,116, 127 / Dani Sandrini: páginas 46, 47 / Ed Figueiredo: páginas Capa, 2 e 3, 8 e 9, 52, 90 e 91, 102, 130, 148 e 149, 153, 163, 170 e 171, 174, 175, 182, 183, 186 e 187, 221 e 222 / Ed Viggiani: páginas 04 e 05, 180 e 181 / Fernanda Procópio: páginas 30, 106 e 107, 120 e 121 / Gal Oppido: páginas 72 / Isabel D`Elia: páginas 42, 43,113 / Laura Rosenthal: páginas 144, 154 e 155, 162, 176, 177 / Marco Antônio: páginas 81, 92, 99,100, 101, 112, 128, 129 / Michele Mifano: páginas 94, 96 e 97 / Mujica: páginas 160 e 161 / Nicola Labate: páginas 103, 172 / Nilton Silva: páginas 76, 77, 104, 114 e 115, 142 e 143 / Pedro Abude: páginas 88, 108,152, 156, 168, 169, 226 / Pedro Vannucchi: páginas 80, 83, 89, 93, 105, 117, 118, 119, 122, 123, 126, 131, 132 e 133 / Piu Dip: páginas 6 e 7, 215 / Roberto Assem: páginas 54 e 55, 173, 194 e 195 / Tuta: páginas 84 e 85

Sesc São Paulo Av. Álvaro Ramos, 991 03331-000 - São Paulo - SP - Brasil Tel. 55 11 2607-8000 faleconosco@sescsp.org.br sescsp.org.br

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SESC SP século XXI / Organização de Hélcio Magalhães e Paulo Ricardo Martin. – São Paulo: SESC SP, 2013. – 240 p.: il, fotografias.

ISBN 978-85-7995-078-0

1. SESC SP. 2. História. 3. Lazer. 4. Ação cultural. 5. Ação educativa. 6.Esportes. I. Título. II. Serviço Social do Comércio. CDD 790


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