Page 1


Apresentação

4

Texto curatorial

6

Espetáculos

9

Atividades formativas

54

Grade de programação Capital e grande São Paulo

60

Grade de programação Interior e Litoral

62

Endereços

64


O teatro apresentado nas ruas e espaços públicos pode ser considerado uma das manifestações culturais mais antigas da humanidade. Companhias mambembes já percorriam cidades medievais com suas máscaras e humor característico da época, apresentando textos clássicos de grandes dramaturgos da história. Felizmente, o crescimento e a urbanização das cidades não acabou com o interesse de artistas e do público por essa arte tão acessível, democrática e diversa; ao contrário, ela foi potencializada. Tanto que, em várias partes do mundo, crescem companhias que realizam trabalhos teatrais de qualidade, criados e desenvolvidos para a rua. Por isso, o Sesc considera imprescindível aproximar seu público - e o público em potencial que transita pelas ruas e praças - dessa arte tão verdadeiramen-

4


te urbana e contemporânea e, paradoxalmente, tão tradicional e antiga, promovendo a Mostra Sesc de Teatro de Rua. A discussão sobre o atual e o antigo é apenas uma das dicotomias que se apresentam entre a vastidão de características desta mostra, que traz espetáculos internacionais e de diversas regiões brasileiras, com poéticas, estéticas e propostas diferentes e complementares. A intenção de levar a arte para a rua dialoga diretamente com a política de democratização do acesso à cultura tão cara e preciosa à instituição. Assim, de 20 a 29 de setembro, o Sesc São Paulo convida a todos a irem para as ruas acompanhar o trabalho de 21 companhias, que apresentam um panorama diverso e amplo da produção teatral de rua contemporânea.

Danilo Santos de Miranda Diretor Regional do Sesc São Paulo

5


Levantando seus estandartes em praças, calçadões, parques ou mesmo em amplas áreas das unidades do Sesc, no mês de setembro, a Mostra Sesc de Teatro de Rua é realizada em diversas localidades do estado. Uma produção selecionada por uma equipe de programação do Sesc, representada por 16 unidades do regional, unidas para promover, destacar e mesmo discutir o conceito do teatro de rua desse tempo. A cada material analisado de distintos lugares do Brasil e do mundo, ficava claro o quanto o teatro de rua se arriscou, ampliou e tomou novos e multifacetados rumos. Tamanha diversidade já não permitia à curadoria enquadrar espetáculos e companhias em rótulos com características comuns que apontassem para uma definição sobre o que seria representativo deste gênero. As companhias que optaram pelo aprofundamento de suas pesquisas no teatro de rua lidam com situações comuns: sair da segurança da caixa preta em busca do imprevisível, encontrar uma plateia que, por vezes, não está ali para assistir ao espetáculo, lidar com a polifonia do cotidiano e, de alguma maneira, romper a ideia da arte como um altar inatingível restrito a um público já iniciado. Porém, para cada uma dessas questões que se apresentam, as respostas podem ser distintas, dependendo da poética proposta por cada trabalho, por cada dramaturgia. No teatro de rua, as arquiteturas transformam-se em elementos cênicos e neles foguetes podem ser lançados, monumentos inaugurados, piratas podem desembarcar. Pode também ser a vez dos estandartes, das máscaras e da zabumba, ou quem sabe tenham voz as pessoas que transitam pelos espaços públicos.

6


A rua, à luz de qualquer um, pode abrigar uma farsa, um cordel, um baile, uma ópera, um Shakespeare, um Brecht. No outro dia, ela provavelmente voltará a ser a mesma rua, a mesma praça, o mesmo parque, mas certamente algo fica para quem esteve imerso naquela experiência cênica, na simbiose ímpar entre público e plateia. Longe de esgotar a discussão sobre uma definição para o teatro de rua, o objetivo desta edição da Mostra é, por outro lado, ampliar esse debate, apresentando um panorama da diversidade estabelecida na produção do gênero, através de companhias de diferentes regiões brasileiras, atividades formativas e dois espetáculos internacionais. Em suma, trazer ao público esse mosaico tão plural de técnicas, espacialidades e poéticas que a opção pela rua apresenta e potencializa.

7


Espetaculos


Um cortejo profético e anunciador apresenta seis gerentes de venda e suas respectivas visões de mundo e de mercado que, através de um jogo intenso com o público, provocam, criticam e questionam o homem moderno, bem como a pateticidade que o cerca em relação ao trabalho e ao sonho de prosperidade. “Arrumadinho”, na visão da Trupe Olho da Rua, é uma revista épica-urbana, uma brincadeira de pular corda ou uma ode às indústrias farmacêuticas. O espetáculo estreou em 2007, depois de pesquisa em busca de uma ampliação da linguagem cênica fora dos padrões convencionais do teatro. A Olho da Rua surgiu em 2002, com o objetivo de pesquisar, exercitar e difundir o teatro de rua. Tem como referências o palhaço, músicas percussivas e melódicas, teatro épico e farsesco. Já participou de inúmeros festivais e mostras em todo o Brasil.

10


Foto: Divulgação

Criação Coletiva Direção Zeca Sampaio Assistente de Direção Caio Martinez Pacheco Equipe Técnica Danielle Coelho e Letícia Padilha Direção Musical Coletiva Figurinos, Cenário e Sonoplastia Trupe Olho da Rua Produção Raquel Rollo e Caio Martinez Pacheco Elenco Caio Martinez Pacheco, João Paulo Pires, João Luiz Pereira, Raquel Rollo e Rogério Ramos. Duração: 50 minutos.


12


A peça estreou em 2012 e resgata a história dos afrodescendentes de Porto Alegre, desmistificando a crença de que os gaúchos descendem só de europeus. Relata a descoberta do Quilombo no centro de Porto Alegre e a luta pelo direito e pela permanência, além das questões referentes à escravidão e à miscigenação da cultura africana com as culturas europeia e indígena, criando a brasileira. Ayê significa Terra em yorubá, no plano terreno, físico. Para os atores, é um espaço de discussão e reflexão sobre os temas universais. O Espetáculo foi premiado no II Prêmio Nacional de

Direção: Júlia Rodrigues e Thiago Pirajira. Trilha sonora: Ricardo Pavão. Figurinos: Létz Pinheiro e Luise Brolese. Preparação vocal: Francis Padilha. Elenco: Diego machado, Juliano Barros, Kaya Rodrigues, Kyky Rodrigues, Lucila Clemente, Pâmela Amaro. Duração: 60 minutos.

Foto: MarceloAmaral

Expressões Culturais Afro-brasileiras.


O espetáculo conta a história de Riograndino Anastácio e sua mulher Minuana, que querem casar a filha, Maria Pampiana. Eles buscam um pretendente cujos dotes impulsionem os negócios da família. Este é o ponto de partida para O Baile dos Anastácio, o maior e mais fantástico baile que já houve nos Pampas. O espetáculo reúne personagens históricos e figuras folclóricas e emblemáticas , que se envolvem em encontros, desencontros, brigas, falecimentos, danças e namoros. Apresenta uma parábola sobre a devastação ambiental e os jogos de interesses em torno da questão da terra. A Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais foi criada em 1999 e mantém um trabalho contínuo de pesquisa. Já participou de inúmeros festivais e mostras por todo o Brasil. Dramaturgia Luis Alberto de Abreu Direção Claudia Sachs Elenco Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite, Karine Paz, Mariana Hörlle, Paulo Brasil e Paulo Roberto Farias Trilha Sonora Diego Silveira, Mateus Mapa e Simone Rasslan Figurinos e adereço: Alexandre Magalhães e Silva Cenografia Luis Marasca Auxiliar de cenografia Lia Rodrigues Arte Gráfica Vera Parenza Produção Oigalê. Duração: 55 minutos. 14


Foto: Vera


Dramaturgia Evill Rebouças Direção geral Gira de Oliveira Coreografia Luanda Eliza Diretor musical Kakhy Cenografia, adereços e figurinos As Mariposas (Maria Zuquim e Juliana Napolitano) Elenco Aila Rodrigues, Cristiane Guerreiro, Luana Curti, Jéssica Nascimento, Gizele Panza, Vera Carnevali, Vanessa Menezes. Duração: 45 minutos. 16


O menino Tuhu (apelido dado a Villa Lobos quando criança) adormece sobre sua viola e, durante um sonho, viaja por todas as regiões do Brasil, conhecendo os mitos da cultura brasileira, descobrindo a sua musicalidade e encontrando outros grandes nomes da literatura e da música brasileiras. São sete atrizes, sete vozes que mostram uma variedade de canções infantis populares, matriz das pesquisas do compositor brasileiro. A Cia. Lúdicos foi formada em 2000 com a proposta de investigar a popularização de linguagens e de explorar as possibilidades do teatro épico e popular. Os estudos sobre a obra de Villa Lobos começaram em 2007 e resultaram na criação de A Ciranda do Villa. Antes, produziram uma trilogia baseada na obra de Hans Christian Andersen. Em 2010, iniciaram novo processo de pesquisa, desta vez sobre a Foto: William Guimarães

vida e a obra de Mário de Andrade.


Direção Liane Venturella Cenotécnica, adereços e objetos Juliano Rossi e Rafa Cambará Figurinos e cenografia Margarida Rache Elenco Nando Rossa, Juliano Rossi, Rafa Cambará. Duração: 45 minutos.

18


Os Corsários Inversos são “piratas-poetas” que navegam pelos mares e universos em busca de novos tripulantes. Numa jornada cheia de poesia e loucuras, aliando música, teatro de bonecos e contação de histórias, eles dividem seus maiores tesouros: os segredos escondidos entre os versos e as palavras. Num sutil e engraçado jogo, criado entre os personagens e a plateia, o público é convidado a deixar a posição de espectador para tornar-se protagonista desta aventura. Formado por artistas plásticos, cenógrafos, atores, bonequeiros e músicos, o Grupo Mosaico Cultural pretende utilizar a arte como canal de expressão, formação de indivíduos e profissionais nas diversas áreas de criação cênica. O grupo tem participações no FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, SESI Bonecos do Brasil e do Mundo, Porto Alegre em Cena, FIT – São José do Rio Preto, Festival

Foto: João Dullius

Internacional de Teatro de Rua, entre outros.


20


A busca por formas teatrais que representassem as contradições sociais levou o grupo a montar A Exceção e a Regra, texto que explora as relações entre empregado e patrão. Na história, um pequeno grupo participa de uma disputa cujo objetivo é alcançar a cidade de Urga. O primeiro grupo a chegar ganhará como prêmio uma concessão para explorar petróleo. Durante a viagem, são revelados os mecanismos de poder entre explorador e explorado. A Companhia Estável tem 12 anos de pesquisa sobre formas políticas de teatro e de busca por um trabalho coletivo. O grupo se formou em 1997 na escola de teatro da Fundação das Artes de São Caetano do Sul, inicialmente investigando o universo da Commedia dell’arte. A companhia integra, há três anos, o Movimento de Teatro de Rua (MTR).

Foto: Cau Peracio

Texto Bertold Brecht Direção Renata Zhaneta Elenco Andressa Ferrarezi, Daniela Giampietro, Juliana Liegel, Nei Gomes, Osvaldo Pinheiro, Sandra Santana e Sérgio Zanck. Duração: 60 minutos.

21


Direção Roberto Rosa Trilha e Música original Robson Toma Figurinos e cenografia Criação Coletiva Técnica Luis Paulo Valente, Antônio Sobreira Elenco Fernando Ávila, Gabriel Mungo, Robson Toma, Tiago Munhoz. Duração: 65 minutos.

22


O espetáculo é uma fusão entre circo e teatro em um trabalho instigante e curioso que utiliza o jogo do palhaço, com acrobacia, malabarismo, pernas de pau e música ao vivo para contar a história do advogado Pathelin, engenhoso trapaceiro que, diante das penúrias causadas por sua ruína financeira, sobrevive de pequenos golpes em troca de alguns parcos benefícios. Entre improvisos e trocadilhos, o espetáculo revela o ser humano em sua ganância e habilidade para tirar vantagens. O personagem que dá título a esta farsa medieval francesa, escrita em 1457 e de autor desconhecido, ainda hoje é citado em discursos moralizantes contra os maus hábitos na política. A Cia. Rosa dos Ventos, fundada em 1999 por alunos da Unesp de Presidente Prudente, tem como proposta fazer arte popular, de grande proximidade

Foto: Divulgação

com o público.


Texto e direção Alberto Grilli Figurinos Maria Donata Papadia Elenco Alberto Grilli, Maria Regosa, Renato Valori, Angela Pezzi, Tanja Horstmann, Monica Camporesi, Andrea Valdinocci, Denis Campitelli. Duração: 60 minutos.

24


Partindo de um livro de Gabriel García Marquez - A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada – o Teatro Due Mondi leva o espectador a um mundo de coisas insólitas que surpreendem e tocam, criando uma atmosfera festiva. Em meio a uma festa, é ouvido o eco de aventuras estranhas e canções de nostalgia, rebeldia e amor. O espetáculo é ágil e utiliza-se de um dialeto desenvolvido pelo grupo que, de alguma forma, é compreendido por todos e que se aproxima da linguagem dos quadrinhos. Em formato itinerante, os atores dançam, tocam tambores, cantam e usam uma grande variedade de máscaras e figurinos. O Projeto Teatro Due Mondi nasceu em 1979, em Faenza (norte da Itália), com a proposta de trabalhar o conceito de teatro de grupo. Busca levar espetáculos a locais fora dos circuitos oficiais, para o espectador di-

Foto: Fausto Fabbri

ferente daquele que frequenta as salas de espetáculo.


26


Flor de Macambira é baseado no primeiro de uma série de seis textos teatrais escritos pelo autor pernambucano Joaquim Cardoso. É uma festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade que conta a história da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e a seu amado, enfrenta tipos do cotidiano brasileiro como o coronel sanguinário, o padre mercantilista, o bicheiro corrupto, e um típico trio do capitalismo: o economista ilusionista, o banqueiro especulador e o marqueteiro. A Cia. Ser Tão Teatro é um grupo de pesquisa formado em 2007 a partir da reunião de alunos e profissionais de artes cênicas do Departamento de Teatro da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O grupo se destaca pela pesquisa voltada para as áreas de comicidade e do trabalho de ator. Recebeu, em 2012, o Prêmio de Teatro Myriam Muniz.

Foto: Divulgação

Texto original “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardoso Adaptação RosyaneTrotta e Ser Tão Teatro Concepção e Encenação Christina Streva Direção Musical Beto Lemos e Zé Guilherme Elenco Gladson Galego, Isadora Feitosa, Polly Barros, Thardelly Lima, Zé Guilherme, Fabiano Formiga, Cida Costa e Rafael Guedes. Duração: 55 minutos.


Direção Gabriel Villela Texto Luigi Pirandello Tradução Beti Rabetti Dramaturgia Eduardo Moreira e Gabriel Villela Assistência de direção Ivan Andrade e Marcelo Cordeiro Assistência e Planejamento de ensaios Lydia Del Picchia Antropologia da Voz, direção e análise do texto Francesca Della Monica Direção, arranjos, composição e preparação musical Ernani Maletta Preparação vocal e texto Babaya Iluminação Chico Pelúcio e Wladimir Medeiros Figurino Gabriel Villela, Shicó do Mamulengo e José Rosa Coordenação Artística do Ateliê Arte e Magia José Rosa Cenografia Gabriel Villela, Helvécio Izabel e Amanda Gomes Assistência de Cenário Amanda Gomes Pintura do cenário Daniel Ducato e Shicó do Mamulengo Adereços Shicó do Mamulengo Bordados Giovanna Vilela Design Sonoro Vinicius Alves Programação visual Dib Carneiro, Jussara Guedes, Suely Andreazzi Direção de produção Gilma Oliveira Elenco Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Regina Souza (atriz convidada), Simone Ordones, Teuda Bara. Duração: 80 min. 28


A fábula narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas que se alimentam de poesia e sonho e governada por um mago. Última peça escrita pelo italiano Luigi Pirandello, “Os Gigantes da Montanha” é uma alegoria sobre o valor do teatro e sua capacidade de comunicação com o mundo. O autor escreveu dois atos e, o terceiro, descreveu ao filho, pouco antes de morrer. Acredita-se que a peça encerra uma síntese da melhor poesia e das mais contundentes questões em torno da vida e da arte, exaustivamente descritas e perscrutadas na dramaturgia e na literatura de Pirandello. Desde 2001, o Grupo Galpão, uma das maiores companhias de teatro do país, tem o patrocínio da Petrobras. Com uma trajetória de 30 anos, o grupo possui 21 espetáculos premiados, além de partici-

Foto: Guto Muniz

pações em festivais nacionais e internacionais.


Uma secretaria de Estado que não existe convida para a cerimônia de inauguração de uma “importante obra” e reúne, num palanque, as mais diversas “autoridades”: o secretário, a esposa e a filha dele, a vereadora, o cerimonialista, a assistente administrativa e o estagiário. No meio da plateia, atores puxam aplausos ou vaias em reação aos discursos que estão sendo proferidos. A montagem parte de relatos de artistas de rua, de dados históricos e de observação pessoal de Evelise Mendes para constatar que a reunião de pessoas em espaços públicos, mesmo em ambiente mais festivo ou descontraído, tem hoje um caráter contestatório. O experimento teatral de rua foi o trabalho de mestrado da autora no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresentado em maio de 2013, em Porto Alegre. 30


Foto: Divulgação

Concepção e direção cênica Evelise Mendes Orientação Marta Isaacsson Elenco Participantes da Atividade Formativa: Inaugurando Obras pela Cidade. Duração: 60 minutos.


O lançador de foguetes está a procura do lugar ideal que converge o espaço físico e a energia do público, elementos essenciais para a excelência de sua experiência cientifica. Deslocando-se com destreza pela rua, através de seu triciclo recheado de elementos cênicos, calcula os fenômenos físicos que podem interferir nesta jornada, utilizando os malabares circenses e as engenhocas astrológicas para medir as distâncias, calcular o vento e sentir as energias. Personagem instigante, busca parceiros para esta jornada, computa todas as informações e, através de uma trilha sonora empolgante e curiosa, lança seus foguetes-ideias ao ar. Com 25 anos de trabalho continuado, o Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar vem construindo uma linguagem própria, que mescla as fronteiras da arte, fazendo uma compilação entre teatro de animação, circo e música, num processo que se caracterizou pela forma simples, simbólica e poética de se comunicar. O Grupo também é responsável pela construção das suas cenografias funcionais, figurinos excêntricos e bonecos com mecanismos de manipulação únicos, sempre buscando experimentos em favor de novas propostas de linguagens para o teatro de rua. Ator, diretor e cenógrafo Luciano Wieser Produção, figurinos, maquiagem e assistência de direção Raquel Durigon Contra regra Arthur Cortes Música e execução Jackson Zambelli e Sergio Olivé. Duração: 60 minutos. 32


Foto: Raquel Durigon

33


Dramaturgia Giordano Castro Direção Pedro Vilela Elenco Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Pedro Vilela e Pedro Wagner.

34


O espetáculo é uma homenagem ao músico Luiz Gonzaga e tem como mote um grupo de pessoas que esperam pela volta de um rei. Por meio de uma série de situações poéticas, são levantadas diversas questões relacionadas à vida no nordeste brasileiro, como a migração, a terra, a seca, os costumes e a musicalidade de seu povo. O Grupo Teatral Magiluth foi formado em 2004, no curso de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pernambuco, com uma ideologia baseada no pensamento coletivo, sempre voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de construção de linguagem e autonomia no modo de produção. Promove o Trema! Festival de Teatro de Grupo do Recife, com o objetivo de incentivar a produção dos

Foto: Mariana Rusu

grupos teatrais da região.


36


Realizado por jovens atores da Companhia Buraco d’Oráculo, o musical épico-narrativo questiona os modos de produção e as condições do universo do trabalho. De maneira cômica e crítica, o espetáculo foi estruturado de forma episódica, buscando a música e os ritmos populares como tônica da dramaturgia, criando situações, diálogos, distanciando ou envolvendo os espectadores. O Buraco d’Oráculo realiza, desde 2005, apresentações em conjuntos habitacionais, dentro do projeto inicial do grupo, de discutir o homem urbano contemporâneo e seus problemas. O trabalho se baseia em três pontos: a rua, como lugar de encontro direto com um público diferente das salas de espetáculo; a cultura popular como fonte inspiradora; e o cômico, a farsa e as relações com o chamado realismo grotesco.

Foto: Romison Paulo

Texto Criação coletiva Buraco d’Oráculo Direção Adailton Alves Direção Musical Celso Nascimento Preparação e arranjo vocal Eric d’Ávila Preparação corporal Elizete Gomes Figurinos Buraco d’Oráculo e equipe (Alex Freitas, Ana Aragon e Beto Militello Cenário e adereços Buraco d’Oráculo Desenho do painel Alex Migliori (Comics) Elenco Adailton Alves, Armanda Nascimento, Daniela Landim, Edson Paulo, Guto Nunes, Heber Humberto Teixeira, Lu Coelho, Luana Csermak, Luciana Yumi Yara, Nathaly Oliveira, Patricia Leal, Selma Pavanelli e Thiago Thalles. Duração: 60minutos.


38


Após ler muitos romances de cavalaria, um fidalgo castelhano perde a razão e passa a peregrinar em busca de aventuras como as de seus heróis. Em terras mineiras, o cavaleiro andante Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança vão para as ruas em um espetáculo que une elementos clássicos da obra de Miguel de Cervantes e da cultura brasileira. Atores e músicos se uniram para dar vida aos personagens, numa montagem que coloca brasilidade e mineiridade à atmosfera de Dom Quixote de La Mancha. Burlantins foram os primeiros artistas itinerantes do País, no início do século XVII e, por isso, a companhia mineira adotou esse nome quando foi criada, em 1996. A Cia. Burlantins é integrante da Rede Vivo EnCena e tem como objetivo unir música, dança e teatro em espetáculos de rua. “Oratório” marca o retorno do grupo depois de quatro anos sem novos espetáculos.

Foto: Divulgação

Roteiro Eid Ribeiro, baseado na obra de Miguel de Cervantes Direção Paula Manata Direção musical Mauricio Tizumba Músicas Sérgio Pererê Arranjos Everton Coroné e Alysson Salvador Cenário e bonecos Eduardo Félix e Conrado Almada Figurino Maria Luiza Magalhães e Janaína Castro Coreografia Giovana Penna Elenco Sérgio Pererê, Mauricio Tizumba, Josi Lopes, Everton Coroné, Alysson Salvador e Daniel Guedes.


Direção Alexandre Kavanji Direção de atores Renata Lemes Dramaturgia Solange Dias Direção musical Charles Raszl Figurino, adereços e ambientação Luiz Augusto dos Santos Elenco Aysha Nascimento, Antonia Mattos, Daniel Farias, Dudu Oliveira, Edi Cardoso, Francisco Gaspar, Harley Nóbrega Músicos Daniel Rodrigues, Glauber Coimbra. Duração: 70 minutos.

40


O espetáculo apresenta as relações entre um grupo de personagens do cotidiano – artesão, lavadeira, bicheiro, peixeiro, vigia e vendedor ambulante – em narrativas que revisitam histórias de Lampião e do cangaço. Duas companhias paulistas se reuniram para compor Relampião, um espetáculo que reúne drama, música ao vivo, intervenções e danças, e aposta numa caatinga de concreto com múltiplos Lampiões e Marias Bonitas, A Cia. do Miolo pesquisa a criação teatral no espaço urbano, misturando teatro à vida nos espaços coletivos da cidade. Surgiu em 2003, levando para as ruas O Burguês Fidalgo, de Molière. A Cia Paulicea foi fundada em 1997 e apresenta trabalhos voltados para crianças e adolescentes. Já participou de diversos

Foto: Aro Ribeiro

projetos culturais em São Paulo e no interior paulista.

41


A história de amor juvenil mais encenada no planeta é transposta para um templo de reisado, festa típica do regionalismo nordestino. A ela são agregadas as figuras de Mateus, Catirina e Jaraguá, além de príncipes e guerreiros a mediar o embate dos Montecchio e dos Capuletto, duas famílias que não se bicam e conspiram para o trágico desfecho. A expressão corporal é apoiada em lutas de espadas, danças e brincadeiras como pau de fita e roda de coco. Os artistas tocam, cantam e equilibram-se na gangorra entre o bardo inglês e o folguedo brasileiro. Este é o oitavo trabalho do núcleo de Maracanaú, do Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular, grupo que se mantém fiel à cultura popular desde seu nascimento, em 2003. Teatro de rua, boneco, máscaras e circo – sobretudo a figura do palhaço – são as principais referências dos atores.

42


Foto: Divulgação

Texto William Shakespeare Adaptação Victor Augusto Direção Diego Mesquita e Mario Jorge Maninho Música Rafael Marquito Figurinos Dielan Viana e Lu Nunes Elenco Aldebaran Faustino, Aline Fontenele, Assis Lima, Dielan Viana, Henrique Rosa, Mauricio Rodrigues, Rafael Melo, Rayane Mendes e Suldailson Kennedy. Duração: 80 minutos.

43


A montagem é uma fábula sobre o desejo humano em possuir bens materiais. No palco, uma grande máquina comporta-se como um verdadeiro ser vivo, no qual os personagens lutam para controlar os seus desejos. No momento em que tudo começa, é difícil manter o entusiasmo e a criatividade em harmonia. As máquinas de “Schraapzucht - Hábito” entram em movimento e dão energia à cena. Os objetos brincam com o espaço e a representação. Concepção Marc van Vliet. Com Anneke Hofman, Valentin Hacke, Johannes Bellinkx e Hanneke de Man. Duração 45 minutos.

44


Foto: Anke Teunissen


Dramaturgia Coletivo criado pelo grupo Direção Adailton Alves Elenco Adailton Alves, Edson Paulo, Heber Humberto, Lu Coelho, Selma Pavanelli Preparação corporal Paulo de Moraes Preparação musical Celso Nascimento Preparação vocal Melissa Maranhão Preparação circense Selma Pavanelli Treinamento de Yoga Lu Coelho Apoio técnico Romisom Paulo. Duração: 60 minutos.

46


O espetáculo é construído a partir das histórias de vida dos moradores da região do extremo leste de São Paulo, apresentando o relato sobre o homem fora de sua terra, jogado à margem de uma cidade grande. Trata-se da partida e chegada dos imigrantes, levados pela busca de sobrevivência sob o fio condutor da questão da moradia, contexto permanente que envolve luta, solidariedade e individualismo. O Buraco d’Oráculo realiza, desde 2005, apresentações em conjuntos habitacionais, dentro do projeto inicial do grupo, de discutir o homem urbano contemporâneo e seus problemas. O trabalho se baseia em três pontos: a rua, como lugar de encontro direto com um público diferente das salas de espee o cômico, a farsa e as relações com o chamado realismo grotesco.

Foto: Augusto Paiva

táculo; a cultura popular como fonte inspiradora;


48


O espetáculo narra a vida de Valentim, um contador de histórias que saiu pelo mundo em busca da verdade das suas próprias histórias, numa montagem composta por três momentos. Na abertura, é feito um convite à aventura. Depois, uma teatralização do conto Os Músicos de Bremen, escrito pelos Irmãos Grimm, dentro de um teatro em miniatura. E, por fim, uma despedida. O espetáculo é resultado de uma pesquisa de cinco anos, realizada pelo ator e cenógrafo Rudinei Morales e dirigido pela diretora e atriz Liane Venturella. O objeto da pesquisa é o Toy Theatre, variante do Teatro de Figuras, difundida na Europa a partir do século XVIII. O espetáculo é realizado em uma pequena caixa, na qual personagens e cenários são encobertos por pequenas coxias e, através de mecanismos, são acionados manualmente.

Foto: Kiran Federico

Direção e figurinos Liane Venturella Textos e atuação Rudinei Morales Trilha sonora Álvaro Rosacosta Fotografia Fábio Zambon, Leon Federico Kiran, Gabriela Argenta e Rafael Pires Produção de vídeo Michelangelo Barbosa Produção, ilustração e cenografia Rudinei Moraes Dubladores Heinz Limaverde, Miriã Possani e Rafael Rossa Orientação coreográfica Ana Medeiros Duração: apresentações de 5 minutos.


Concepção, produção e dramaturgia Fabiano Assis e Renata Flaiban Direção Fabiano Assis Direção musical Fabiano Assis, Renata Flaiban, Fernando Sardo e Guilherme Maximiano Figurinos Renata Flaiban Assessoria para instrumentos e traquitanas musicais Fernando Sardo Cenografia Fabiano Assis. Cenotecnia Paulo Dantas Elenco Fabiano Assis, Renata Flaiban e Paulo Dantas. Duração: 50 minutos. 50


O espetáculo apresenta três artistas de uma companhia teatral que ensaiam uma peça e enfrentam problemas para realizar a grande viagem de suas vidas num Fusca. A trilha sonora é realizada ao vivo pelos artistas com instrumentos tradicionais como sanfona, saxofone, percussões variadas e outros objetos sonoros pesquisados e produzidos especialmente para a peça. A Cia Rodamoinhos foi criada em 2001 por Renata Flaiban e Fabiano Assis, com a proposta de pesquisar a cultura popular e integrar teatro, literatura e música, sob o viés de arte e educação. “Um Fusca...” foi produzido a partir do Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria de Estado da Cultura e vem

Foto: Divulgação

sendo apresentado em várias cidades do Estado.


Dramaturgia Rodrigo Monteiro, a partir de crônica de Fábio Reynol Direção Arlete Cunha Cenografia e adereços o Grupo e Zoé Degani Figurinos Coca Serpa Trilha sonora Fernanda Beppler Atuação e concepção Carlos Alexandre e Fernanda Beppler. Duração: 45 minutos. 52


O espetáculo conta a história de Milho, um amante dos livros que sonha fazer com que as pessoas leiam. Ele se dá conta de que há uma grande falta de palavras no mundo e, por isso, as pessoas repetem as poucas que têm. Ele acredita que, se cada palavra equivale a um pensamento novo, ele poderia se tornar um vendedor de palavras e fazer com que as pessoas pensem mais e melhor. Na trama também estão os avós de Milho, Adam, um senhor inglês que vive em conflitos com Odete, a avó alemã. O espetáculo já soma mais de 250 apresentações, desde sua concepção, em 2008, quando recebeu o Prêmio Funarte. O Grupo Mototóti foi criado em 2007, em Porto Alegre, pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler, com o objetivo de desenvolver trabalhos auto-

Foto: Vilmar Carvalho

rais e acessíveis a todos os públicos.


atividades FORMATIVAS

54


OFICINA

O AtOr E A RuA Com Adailton Alves, do Grupo Buraco d´Oráculo (SP) A oficina vai apresentar algumas técnicas para o teatro de rua e iniciar os novos atores na relação com o público. O espaço aberto como ambiente artístico é ilimitado cenicamente e está o tempo todo propondo desafios, exigindo do ator inovação e aperfeiçoamento. Adailton Alves faz parte do Grupo Buraco d’Oráculo, que apresenta, nesta Mostra, os espetáculos Ser Tão Ser e Ópera do Trabalho, nos quais atua como diretor e ator. SESC BAURU Dias 21 e 22. Sab. e dom., das 10h às 13h. Sala de Uso Múltiplo 1. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Bauru. Vagas Limitadas.

OFICINA

A CeNa AbErTa: InIcIaÇÃO Ao TeAtRo De RuA Com Adailton Alves, do Grupo Buraco d´Oráculo (SP) A oficina visa fornecer algumas técnicas do teatro de rua e iniciar os novos atores na relação com a mesma e seu público. O espaço aberto como ambiente artístico é ilimitado cenicamente e está o tempo todo propondo desafios, exigindo do ator inovação e aperfeiçoamento. Adailton Alves faz parte do Grupo Buraco d’Oráculo, que apresenta na Mostra os espetáculos Ser Tão Ser e Ópera do Trabalho, nos quais atua como diretor e ator. SESC SANTOS Dias 24 e 25. Ter. e qua., 19h. Recomendado para maiores de 15 anos.

55


OFICINA

CoMmEdIa DeLl´ArTe E O TeAtRo De DaRiO Fo Com Augusto Marin, do Coletivo Commune (SP) A oficina irá apresentar as origens, gags e roteiros da tradicional comédia italiana e suas conexões com as técnicas e processos criativos de Dario Fo. O italiano, Prêmio Nobel de Literatura de 1997, é grande estudioso e uma referência mundial das técnicas da Commedia Dell´Arte, arte popular que utilizava as ruas como palco. Além da parte teórica, serão montadas cenas curtas a partir da improvisação com as máscaras da Commedia Dell´Arte. O campineiro Augusto Marin é ator e diretor formado pela Unicamp, com mestrado em Commedia Dell´Arte e Dario Fo pela ECA/USP. Atualmente, dirige o Coletivo Commune, em São Paulo. SESC CONSOLAÇÃO De 23/09 a 27/09. Seg., qua. e sex., das 18h30 às 21h30. Inscrições na Central de Atendimento. Vagas limitadas.

OFICINA

CoNsTrUiNdO A CeNa Com a Cia. Ser Tão Teatro (PB) A partir da construção de um estado de jogo, será proposta a criação de dinâmicas de relação entre os atores, o texto e demais elementos cênicos contidos no teatro popular e nos folguedos populares pesquisados pelo grupo (cavalo marinho, capoeira e frevo). A companhia vai trabalhar com atores e não atores interessados em conhecer a metodologia do processo criativo desenvolvido por eles. A Cia. Ser Tão Teatro, que recebeu o Prêmio de Teatro Myriam Muniz em 2012, apresenta, nesta Mostra, o espetáculo Flor de Macambira, baseado em texto do autor pernambucano Joaquim Cardoso. SESC CAMPINAS Dia 22. Dom., das 14 às 18h.. Sala Corpo e Arte.

56


BATE-PAPO

DiÁLoGo CrIaTiVo Com o Grupo de Pernas pro Ar (RS) A companhia irá conversar sobre o processo de criação e construção artística e científica do espetáculo teatral. Além de propiciar o contato com a arte do teatro na contemporaneidade de sua expressão, os participantes poderão interagir com a obra de arte e despertar o interesse pela ciência. O grupo gaúcho de Canoas, que apresenta na Mostra a peça O Lançador de Foguetes, tem como característica a construção de suas próprias cenografias, figurinos e bonecos, sempre buscando novas formas de comunicação com o público. SESC SÃO CAETANO Dia 22. Dom., 16h Parque Espaço Verde Chico Mendes

OFICINA

FoLgUeDoS EnErGÉTiCoS Com a Cia. Ser Tão Teatro (PB) O grupo apresenta os processos criativos do ator com base no teatro popular e nas tradições dos folguedos e danças populares, como Coco de Roda, Cavalo Marinho, Capoeira de Angola e Frevo. Estes folguedos servem de elementos técnicos para a criação da máscara facial, da corporeidade extracotidiana, de ações físicas, da relação com o público, do ritmo e da construção de personagens. Na Mostra, o grupo apresenta o espetáculo Flor de Macambira, com texto baseado em obra do pernambucano Joaquim Cardoso. SESC TAUBATÉ Dia 26. Qui., das 19h às 21h30. Inscrições na Central de Atendimento. Vagas Limitadas.

57


WORKSHOP

InAuGuRaNdO ObRaS PeLa CiDaDe: Em BuScA Do PoLÍTiCo Na CeNa TeAtRaL De RuA Com Evelise Mendes (RS) A diretora e pesquisadora Evelise Mendes, de Porto Alegre, compartilha questões abordadas em sua pesquisa, que tem por objetivo reconhecer as bases sobre as quais a cena teatral de rua contemporânea pode potencializar o seu caráter de contestação política, por meio da criação e apresentação de um experimento teatral de rua. A pesquisa de Evelise Mendes inclui a realização do espetáculo A Inauguração, apresentado nesta Mostra. SESC RIO PRETO De 24 a 27. Ter. a sex., das 19h às 22h30. Recomendado para maiores de 16 anos.

OFICINA

A OcUpAÇÃO CÊNiCa No TeAtRo De RuA Com João Paulo Fernandes (SP) A oficina visa discutir as formas de ocupação cênica na rua e preparar o ator com exercícios práticos de corpo, voz e interpretação, apresentando técnicas específicas dessa linguagem estética, de modo a desenvolver a capacidade de improvisação no ambiente externo. Ator, diretor e professor de teatro, João Paulo Fernandes é bacharel em artes cênicas e pós-graduado em teatro, música e dança para educadores. Atualmente desenvolve oficinas de teatro no Sesc Ribeirão Preto, na Oficina Cultural Cândido Portinari e coordena o curso Técnico em Arte Dramática do Senac Ribeirão Preto. SESC BIRIGUI Dia 28. Sáb., 14h. Número de vagas: 30 (para maiores de 15 anos). Inscrições pela Central de Atendimento Sesc Birigui e no Pólo Avançado do Sesc em Araçatuba

58


BATE PAPO

TeAtRo De RuA E CuLtUrA PoPuLaR Com Ser Tão Teatro (PB), Cia. do Miolo (SP) e Cia Pauliceia (SP) Integrantes de três companhias que apresentam espetáculos na mostra vão trocar ideias e informações sobre o processo criativo de seus grupos, em busca do aprofundamento e das intersecções desses processos e os elementos da cultura popular brasileira. Na Mostra, os paraibanos do Ser Tão Teatro apresentam Flor de Macambira; os paulistas da Cia. do Miolo e da Cia Paulicéia trazem Relampião. SESC CAMPINAS Dia 24. Ter., 20h.

OFICINA

TeAtRo De RuA – ViVÊNcIaS Com Edson Paulo, do Grupo Buraco d’Oráculo (SP) A oficina é fundamentada em jogos teatrais voltados para o trabalho no teatro de rua, dialogando com aspectos norteadores do grupo Buraco d’Oráculo, que tem como foco a discussão sobre o homem urbano contemporâneo e seus problemas. Edson Paulo faz parte do Grupo Buraco D’Oráculo, que apresenta dois espetáculos nesta Mostra, Ser Tão Ser e Ópera do Trabalho. SESC SOROCABA Dia 28. Sáb., 10h. Sala de oficina. Recomendado para maiores de 14 anos.Inscrições antecipadas na Central de Atendimento. Vagas Limitadas.

59


SAO PAULO

CAPITAL GRANDE ~

60

20

SEX

23

SEG

21

SAB

OS GIGANTES DA MONTANHA 20h30

SER TÃO SER NARRATIVAS DA OUTRA MARGEM 12h

22

DOM

SCHRAAPZUCHT HÁBITO 17h30

24

TER

O LANÇADOR DE FOGUETES 16h

O LANÇADOR DE FOGUETES 15h

O VENDEDOR DE PALAVRAS 17h30

O LANÇADOR DE FOGUETES 16h

ÓPERA DO TRABALHO 17h

DIÁLOGO CRIATIVO 16h

FLOR DE MACAMBIRA 19h

COMMEDIA DELL ARTE E O TRATRO DE DARIO FO 18h30 às 21h30

O VENDEDOR DE PALAVRAS 16h30

OS GIGANTES DA MONTANHA 20h30

AYÊ 17h

SCHRAAPZUCHT HÁBITO 17h30


61

ATIVIDADES FORMATIVAS

ESPETACULOS

27

SEX

29

DOM

ROMEU E JULIETA - O TEATRO O ENCONTRO DE CAIXA DE SHAKESPER 15h COM A CULTURA POPULAR 14h30

25

QUA

RITMO DE RUA 10h às 13h

O BAILE DOS ANASTÁCIO 16h

26

QUI

A CIRANDA DO VILLA 9h30

AYÊ 13h

28

SAB

SCHRAAPZUCHT HÁBITO 17h30

O TEATRO DE CAIXA 15h

ARRUMADINHO 13h

ROMEU E JULIETA O ENCONTRO DE SHAKESPER COM A CULTURA POPULAR 15h

O TEATRO DE CAIXA 13h

COMMEDIA DELL ARTE E O TRATRO DE DARIO FO 18h30 às 21h30

ROMEU E JULIETA O ENCONTRO DE SHAKESPER COM A CULTURA POPULAR 16h

A CIRANDA DO VILLA 14h30

UM FUSCA EM CONS(C)ERT0 16h30

SCHRAAPZUCHT HÁBITO 17h30

A EXCEÇÃO E A REGRA 20h

COMMEDIA DELL ARTE E O TRATRO DE DARIO FO 18h30 às 21h30

SCHRAAPZUCHT HÁBITO 17h30

UM FUSCA EM CONS(C)ERT0 17h30

LUIZ LUA GONZAGA 19h

LUIZ LUA GONZAGA 19h


62

BAURU

20

22

24

TEATRO DE RUA E CULTURA POPULAR 20h

TER

CATANDUVA

CONSTRUINDO A CENA 14h às 18h

DOM

O ENCONTRO DE SHAKESPER COM A CULTURA POPULAR 15h

25

ROMEU E JULIETA -

QUA

BIRIGUI

O ATOR E A RUA 10h às 13h

22

O ATOR E A RUA 10h às 13h

DOM

UM FUSCA EM CONS(C)ERT0 17h

21

O LANÇADOR DE FOGUETES 17h

SAB

CAMPINAS

SER TÃO SER NARRATIVAS DA OUTRA MARGEM 20h

SEX

26

26

25

28

O VENDEDOR DE PALAVRAS 15h FLOR DE MACAMBIRA 20h

SAB

FLOR DE MACAMBIRA 18h

QUA

O LANÇADOR DE FOGUETES 16h30

QUI

CORSÁRIOS INVERSOS UMA INCRÍVEL AVENTURA PIRATA 16h

QUI

28

27

26

29

O BAILE DOS ANASTÁCIO 20h

DOM

RELAMPIÃO 12h

QUI

A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN 20h

SEX

FIESTA 10h

SAB

29

28

27

O LANÇADOR DE FOGUETES 18h

SEX

O BAILE DOS ANASTÁCIO 20h30 A OCUPAÇÃO CÊNICA NO TEATRO DE RUA 14h

SAB

A CIRANDA DO VILLA 15h

DOM

29

28 CORSÁRIOS INVERSOS UMA INCRÍVEL AVENTURA PIRATA 11h

SAB

FLOR DE MACAMBIRA 20h30

DOM

29 FIESTA 16h

DOM

LITORAL

Interior e


63

ATIVIDADES FORMATIVAS

ESPETACULOS

RIO PRETO

24

25

O TEATRO DE CAIXA 11h

QUA

25

O BAILE DOS ANASTÁCIO 17h

QUA

SANTOS

SOROCABA

19h às 22h30

INAUGURANDO OBRAS PELA CIDADE: EM BUSCA DO POLÍTICO NA CENA TEATRAL DE RUA

TER

26

24

26

25

27

AYÊ 19h

ÓPERA DO TRABALHO 17h

SEX

A CENA ABERTA: INICIAÇÃO AO TEATRO DE RUA 19h

QUA

19h às 22h30

27

INAUGURANDO OBRAS PELA CIDADE: EM BUSCA DO POLÍTICO NA CENA TEATRAL DE RUA

SEX

TAUBATE

FIESTA 17h

QUI

A CENA ABERTA: INICIAÇÃO AO TEATRO DE RUA 19h

TER

ORATÓRIO A SAGA DE DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA 20h

QUI

28

26

28

26

FOLGUEDOS ENERGÉTICOS 19h30 às 21h30

FLOR DE MACAMBIRA 16h

QUI

10h

TEATRO DE RUA VIVÊNCIAS

ORATÓRIO A SAGA DE DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA

19h

SAB

SER TÃO SER NARRATIVAS DA OUTRA MARGEM 12h ÓPERA DO TRABALHO 16h30

QUI

A INAUGURAÇÃO 11h

SAB

29

27 UM FUSCA EM CONS(C)ERT0 16h

SEX

O ENCONTRO DE SHAKESPER COM A CULTURA POPULAR 16h

28

ROMEU E JULIETA -

SAB

O VENDEDOR DE PALAVRAS 15h30

DOM

29

28 O LANÇADOR DE FOGUETES 11h

SAB

LUIZ GONZAGA 16h

DOM

29 O TEATRO DE CAIXA 11h

DOM


ENDERECOS capital e grande sao paulo SESC CARMO R. do Carmo, 147 (11) 3111 7000 – email@carmo.sescsp.org.br Apresentações na Praça Ministro Costa Manso (Glicério) e Praça da Liberdade (Centro). SESC CONSOLAÇÃO R. Doutor Vila Nova, 245 (11) 3234 3000 – email@consolacao.sescsp.org.br Apresentações no Largo Santa Cecília e na Praça Rotary (Vila Buarque). SESC INTERLAGOS Av. Manoel Alves Soares, 1100 (11) 5662 9500 – email@interlagos.sescsp.org.br SESC IPIRANGA R. Bom Pastor, 822 (11) 3340 2000 – email@ipiranga.sescsp.org.br Apresentações no Parque da Independência (Ipiranga). SESC ITAQUERA Av. Fernando do Espirito Santo Alves de Mattos, 1000 (11) 2523 9200 – email@itaquera.sescsp.org.br Apresentações na Unidade e no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Guaianases). SESC OSASCO Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 (11) 3184 0900 – email@osasco.sescsp.org.br Apresentações no Calçadão em frente ao Osasco Plaza Shopping (Osasco), Praça Caieiras em frente à Estação CPTM Franco da Rocha, Calçadão Comercial próximo à estação CPTM Carapicuíba, e Praça Central em frente à estação CPTM Jandira. SESC SÃO CAETANO R. Piaui, 554 (11) 4223 8800 – email@scaetano.sescsp.org.br Apresentações na praça da Moça (Diadema) e no Parque Chico Mendes (São Caetano do Sul). SESC VILA MARIANA R. Pelotas, 141 (11) 5080 3000 – email@vilamariana.sescsp.org.br 64


interior e litoral SESC BAURU Av. Aureliano Cardia, 671 (14) 3235-1750 – sescsp.org.br/bauru Apresentações na unidade, na Praça Rui Barbosa e no Calçadão da Batista (Centro). SESC BIRIGUI Rua Egidio Navarro, 644-700. (18) 3642-7040 – sescsp.org.br/birigui Apresentações na Praça Dr. Gama (Centro). SESC CAMPINAS Rua Dom Jose I, 270 (19) 3737-1515 – sescsp.org.br/campinas Apresentações na Praça Rui Barbosa, no Centro de Convivência e no Parque Taquaral (Centro). SESC CATANDUVA Praca Felicio Tonello, 228. (17) 3524-9200 – sescsp.org.br/catanduva Apresentações na Paróquia Imaculada Conceição (Bom Pastor), no Zoológico Municipal (Higienópolis) e na Praça Soldado PM Benedito Pereira (CAIC). SESC RIO PRETO Av. Francisco das Chagas de Oliveira, 1333. (17) 3216-9300 – sescsp.org.br/riopreto Apresentações na unidade, na Praça Rui Barbosa (Centro) e na Praça Manoel das Neves (Jardim do Bosque). SESC SANTOS R. Conselheiro Ribas, 136 (13) 3278 9800 – sescsp.org.br/santos Apresentações na Praça Barão do Rio Branco (São Vicente), no Parque Anilinas (Cubatão) e na Praça Narciso de Andrade (Itanhaém). SESC SOROCABA Rua Barao de Piratininga, 555. (15) 3332-9933 – sescsp.org.br/Sorocaba Apresentações na Praça Coronel Fernando Prestes e na Praça Frei Baraúna (Centro). SESC TAUBATÉ Av. Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1264. (12) 3634-4000 – sescsp.org.br/taubate Apresentações na unidade e na Praça Dom Epaminondas (Centro). 65


ToDaS aS aTiViDaDeS são gRaTuItAs TODOS OS ESPETÁCULOS SÃO LIVRES PARA TODOS OS PÚBLICOS. Em caso de chuva, consulte as unidades.


Guia da Mostra Sesc de Teatro de Rua 2013 - Sesc em São Paulo  

Mostra Sesc de Teatro de Rua Mostra apresenta o teatro de rua em sua diversidade, apresentando um panorama das produções que leva em conta a...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you