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ARQUI TETURA

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CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC BACHARELADO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ALUNA: LARISSA SHIKI

PROJETO DE ARQUITETURA HOSTEL

ORIENTADORA: PROF. DRA. VALÉRIA S. FIALHO

SÃO PAULO 2016


CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC BACHARELADO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ALUNA: LARISSA SHIKI

PROJETO DE ARQUITETURA HOSTEL Trabalho de arquitetura apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac, como requisito para a obtenção de grau de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo sob a orientação da Prof. Dra. Valéria S. Fialho.

SÃO PAULO 2016


AGRADECIMENTOS Primeiramente a minha família, que sem eles, todo esse trabalho não seria possível. Agradeço por todo o incentivo, amor e apoio incondicional que me deram por todos esses anos. Aos meus amigos, que me ajudaram diretamente ou indiretamente na minha formação. A minha orientadora, pela correção e suporte necessário. E a todos que fizeram parte dessa etapa de aprendizado da minha vida.


Viaje com reverência, admiração e gratidão, e dê preferência mais a momentos do que a posses. Seja presente e apaixonado. Desacelere. Ame o fato de não ser como a sua casa. Retribua e compartilhe o que você aprendeu. A Manifesto for Travel - Y Travel, tradução livre.


RESUMO O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma nova forma de acomodação não convencional, o hostel. Na primeira parte deste estudo foi realizada uma série de leituras sobre o tema enfocando o desenvolvimento desta tipologia no mundo e no Brasil, o mercado e a demanda para esse tipo de acomodação e as estratégias que o setor vem adotando para promover a disseminação do hostel por São Paulo. Na segunda parte foram desenvolvidos estudos de caso para mostrar a realidade e o desenvolvimento dos hostels em São Paulo e no mundo, analisando aspectos como localização, serviços oferecidos, design dos ambientes e público alvo. Estas pesquisas subsidiarão o desenvolvimento de um projeto para hostell na região da Avenida Paulista. Na terceira, e última parte do trabalho, foi realizado o levantamento do terreno e o desenvolvimento do projeto.

Palavras-chaves: Hostel, Albergue da Juventude, Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, Hospedagem.


ABSTRACT This present paper has the objective of demonstrating a new tendency in nonconventional accommodation, the hostel. In the first part of this study a series of research and reading was made about theme focusing on the development in Brazil and worldwide, and its market and demand for this type of accommodation and strategies that the sector has been adopting to promote the dissipation of the hostel in SĂŁo Paulo. In the second part of this paper, cases about hostels were studied in order to show the reality and development of hostels in Sao Paulo and in the world, analyzing aspects such as location, services offered, design environments and target audience. This research will subsidize the development of a project to hostell in the Avenida Paulista. In the third, and last part of the paper, a survey of the terrain and the development of the project.

Keyword: Hostel, Architecture and Urbanism, SĂŁo Paulo, Accommodation.


SUMÁRIO RESUMO ................................................................................................................................. 5 ABSTRACT ............................................................................................................................... 6 1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 8 2. APRESENTAÇÃO AOS HOSTELS......................................................................................... 10 2.1. O QUE SÃO HOSTELS? ............................................................................................... 10 2.2. COMO SURGIU O HOSTEL - NO MUNDO................................................................... 12 2.3. COMO SURGIU O HOSTEL – NO BRASIL .................................................................... 15 2.4. DEMANDA E MERCADO CONSUMIDOR NO BRASIL .................................................. 20 2.5. CLASSIFICAÇÃO DE HOSTELS ..................................................................................... 23 2.6. ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO DOS HOSTELS ................................................................ 23 3. ESTUDOS DE CASO ........................................................................................................... 25 3.1. VIVA HOSTEL DESIGN ................................................................................................ 25 3.2. LIL’ SQUARE ............................................................................................................... 30 3.3. BEE.W HOSTEL BAR ................................................................................................... 33 3.4. WE HOSTEL DESIGN................................................................................................... 39 3.5. SÃO PAULO LODGE BUSINESS HOSTEL...................................................................... 45 3.6. CITYLIGHTS HOSTELS ................................................................................................. 50 3.7. THE HOSTEL PAULISTA .............................................................................................. 54 3.8. BRAZILODGE ALL SUITES HOSTEL .............................................................................. 63 4. QUADRO RESUMO ........................................................................................................... 69 5. HOSTELS AO REDOR DO MUNDO ..................................................................................... 70 5.1. THE GENERATOR HOSTEL .............................................................................................. 72 6. INTRODUÇÃO AO PROJETO .............................................................................................. 85 7. PROJETO ........................................................................................................................... 90 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................... 98 9. REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 99 BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................................... 99 INTERNET.............................................................................................................................. 99 LISTA DE IMAGENS ............................................................................................................. 101 LISTA DE TABELAS............................................................................................................... 101


1. INTRODUÇÃO Impulsionado pela globalização e pelo avanço da tecnologia de comunicação, onde informação do mundo inteiro chega em questão de segundos, o turismo vem crescendo exponencialmente, não só no Brasil, mas, em todo o mundo. A internet não só estreitou as relações entre cidades, mas, entre as pessoas também, e isso contribui para o crescimento do setor que vem movimentando uma boa parte da economia mundial. Em 2015, o Brasil ocupou a 28° posição entre 141 países avaliados no ranking mundial de competitividade no setor de turismo, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial.1 Em 2013, o Brasil era o 51° colocado no mesmo ranking, e o que impulsionou esse avanço na colocação foram os investimentos para as Olimpíadas 2016, que serão realizados no mês de agosto no Rio de Janeiro. Devido aos grandes eventos que vem ocorrendo no país, lembrando que a Copa do Mundo de 2014 foi realizada no Brasil, o fluxo turístico vem aumentando e o país está ganhando destaque entre os turistas. Em 2014, quando se registrou a maior entrada de estrangeiros no país cerca de 6,4 milhões de turistas - São Paulo foi a principal porta de entrada (2,2 milhões de turistas).2 Com todos esses números, não se pode ignorar o fato de que São Paulo é uma cidade atrativa tanto para turismo de negócios, como turismo cultural. As principais redes hoteleiras, nacionais e internacionais, estão em São Paulo. Calcula-se que São Paulo tenha aproximadamente 410 hotéis, com uma diária média de R$ 316 reais e 90 hostels com 2.800 leitos disponíveis com diária média de R$ 51 reais, aproximadamente um sexto da diária média do hotel.3 Os hostels são acomodações que se caracterizam por ser ambientes informais e descontraídos, sem deixar de oferecer conforto. Com preços convidativos, os hospedes dos hostels compartilham banheiros, dormitórios e as áreas comuns. A indústria dos hostels tem crescido e vem tornando-se bastante lucrativa, e isso é notado com um número expressivo de hostels em São Paulo, é de se notar a proporção que esse tipo de acomodação alternativa vem conquistando e tornando-se atrativa para qualquer tipo de público. E com isso, leva-se a uma competitividade, ao qual os hostels procuram-se modernizar para atender à crescente demanda de clientes criteriosos.

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BRAGA, Gustavo Henrique. Brasil avança 23 posições em ranking de competitividade do turismo. 2015. Disponível em:< http://www.turismo.gov.br/ultimas-noticias/268-brasil-avanca-23-posicoes-emranking-de-competitividade-do-turismo.html/>. Acesso em: maio de 2016. 2 JUNIOR, Darse. Mais de 6,4 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil em 2014. 2015. Disponível em:< http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-not%C3%ADcias/5227-mais-de-6,4milh%C3%B5es-de-turistas-estrangeiros-visitaram-o-brasil-em-2014.html#comment-698>. Acesso em: maio de 2016. 3 Autor desconhecido. Dados da cidade. Atualizado em 2016. Disponível em:< http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp>. Acesso em: maio de 2016.

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O presente trabalho está estruturado em quatro partes. A primeira, é sobre a introdução, que compõe as ideias principais do trabalho e a descrição breve sobre o estudo feito. A segunda parte, trata-se da contextualização da história do hostel. Como surgiu no Brasil e no mundo, o seu mercado consumidor, a demanda para esse tipo de acomodação, estratégias que o setor vem adotando para atrair cada vem mais o público e estudos de casos de hostels em São Paulo e no mundo. A terceira parte apresenta o levantamento do terreno. Foram desenvolvidas análises sobre dois tipos de terrenos diferentes, suas particularidades, como pontos positivos e negativos, legislação da região, diretrizes de projeto e por fim, a escolha do terreno. A quarta parte é o projeto desenvolvido. Um breve memorial sobre o projeto, suas plantas, cortes e elevações.

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2. APRESENTAÇÃO AOS HOSTELS Essa parte do trabalho tem como objetivo apresentar a tipologia, seu surgimento, sua história no contexto internacional e nacional, analisar o mercado de consumo para tais tipos de acomodação e explicar o porquê desses tipos de hospedagem vem se popularizando e porquê devemos investir em hostel no Brasil.

2.1. O QUE SÃO HOSTELS? No Brasil a palavra hostel foi traduzida para o português como albergue ou albergue da juventude. Porém o termo mais usado para designar albergue da juventude atualmente é hostel, uma vez que é esse termo é mundialmente conhecido e a fim de evitar confusões com os albergues assistenciais. Franqueados da marca Hostelling International, podemos usar o termo hostel sem alterar o seu significado. A Hostelling International (HI), antiga International Youth Hostel Federation (IYHF), é uma rede com mais de 90 países associados e 4000 hostels cadastrados pelo mundo, e todos seguem um padrão mínimo de qualidade certificado pela HI. A qual é responsável pela fiscalização, que acontece anualmente nas redes do mundo inteiro. Se caso as regras não forem cumpridas, o hostel é descredenciado, perdendo benefícios como a divulgação mundialmente feito pela HI. O hostel é um meio de hospedagem alternativo, termo que é definido pela Maria José Giaretta4 como “Meio de hospedagem não convencional que complementa a oferta de leitos nos destinos turísticos, e tem como característica ser mais econômica que a hospedagem convencional, apresentando grande variação quanto sua prestação de serviços. É de propriedade de pequenos empreendedores e conta com um leque composto de albergues da juventude, camping, acampamentos, residências estudantis, alojamentos esportivos, quartos em residência da população local, pousadas, ônibus-leito, estabelecimentos religiosos, alojamentos de clubes de campo e etc.”. A definição de hostel segundo a EMBRATUR5 - Empresa Brasileira de Turismo – consiste em um “meio de hospedagem peculiar de turismo social, integrado ao movimento alberguista nacional e internacional, que tem como objetivo proporcionar acomodações comunitárias de curta duração e baixo custo com garantia de padrões mínimos de higiene, conforto e segurança.”. É uma característica do hostel a compartilhar espaços. Dormitórios, banheiros, cozinha e áreas de lazer compõem esses ambientes que visa a socialização dos hóspedes a preços mais convidativos do que outros tipos de acomodações como hotel, flat, apart hotel, pousadas e afins. Apesar de seu ambiente descontraído, propício para a interação de pessoas e conhecimento de outras culturas, o hostel, tem que proporcionar conforto aos seus hóspedes. E ao contrário dos hotéis, os hostels não tem como característica o luxo, mas sim a hospitalidade e informalidade. Esses empreendimentos são direcionados para o público jovem,

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GIARETTA, Maria José. Turismo da Juventude. Barueri, SP, 2003. EMBRATUR. Projeto de Albergues da Juventude. Rio de Janeiro, 1987.

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geralmente estudantes de várias partes do mundo, mas, não tem limite de idade para fazer uso das acomodações que cada vez mais vem tornando-se adeptos dos adultos também. Os usuários desse tipo de acomodação são chamados frequentemente de “mochileiros”, que vem da expressão inglesa “backpackers”, denominada por Pearce6, que são aqueles que desbravam cidades e estão dispostos a abrir mão de sua privacidade. Outros estudiosos dizem, que os “backpackers” são ‘frequentemente abertos a vivenciar o estilo de vida local’7 e o ‘encontro com pessoas seria sua motivação chave’.8 O aparecimento desses tipos de acomodação está relacionado com questões econômicas e sociais, uma vez que possibilita a viagem de curta duração e o baixo custo da hospedagem. Segundo Dallen Timothy9, as vantagens das características e serviços disponíveis nos hostels que os distinguem e favorecem no contexto do seu cliente são fundamentalmente:    

O custo reduzido por cama, que varia de acordo com o número de utilizadores do mesmo quarto; A oportunidade de conhecer pessoas com o mesmo tipo de interesses estabelecendo redes de contatos; O acesso à internet gratuita ou a custo reduzido; A acessibilidade ou localização turística estratégica do alojamento;

Como principais desvantagens o autor cita:   

A falta de segurança; O alojamento em quartos compartilhados e consequentemente a falta de privacidade; O barulho constante nos espaços comuns e, por vezes, nos próprios quartos.

Contudo, as ofertas de hostels vem sendo cada vez mais sedutoras para o público, certa vez que investem mais na qualidade e design dos lugares, alguns hostels passaram a oferecer um serviço diferenciado como quartos duplos, diminuindo tais desconfortos citados pelo autor, mas sem abrir mão das vantagens de se hospedar em hostel. São Paulo vem consolidando-se culturalmente e gastronomicamente. Um levantamento feito em 2014, pela ABRESI10, mostra que São Paulo tem: 260 salas de cinema, 125 museus, 164 teatros, 39 centros culturais, 15 mil restaurantes representando a culinária de mais de 52 países, 20 mil bares entre outros diversos tipos de entretenimento. Esse crescimento tem levado mais pessoas a conhecer São Paulo, o que impulsiona o mercado da hotelaria e levando também a procura de novas possibilidades de hospedagem.

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LOCKER, L; PEARCE, P.L. Young buget travelers: backpack in Australia. Annals of tourism research. Vol. 22, 1995. 7 LOCKER, L. The backpacker phenomenon II: more answers of the futher questions. North Queensland: James Cook University, 1993. 8 RILEY, P.J.Road Culture of International Long. Term budget travelers. Annals of tourism research. Vol. 15, 1998. 9 TIMOTHY, Dallen. Tourism and the Lodging Sector. Chapter 13: Youth Hostels and Backpacker Accommodation. 2009. 10 ABRESI - Associação Brasileira de Gastronômia, Hospedagem e Turismo. 2014.

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Portanto esse tipo de hospedagem vem se tornando cada vez mais importante para o turismo nacional, além de cumprir um papel importante na função social, uma vez que se torna mais fácil, pelo baixo custo de hospedagem, o acesso a viagens.

2.2. COMO SURGIU O HOSTEL - NO MUNDO Data a história que em agosto de 1909, o professor alemão Richard Schirmann levou seus alunos a uma excursão-aula e na volta precisaram-se abrigar, de uma tempestade, ao longo da estrada. Enquanto seus alunos dormiam, Schirmann ficou imaginando que as escolas poderiam ser utilizadas como alojamento de férias. E assim o fez, implantou o primeiro hostel e periodicamente escrevia sobre o assunto, ganhando cada vez mais simpatizantes. Três anos mais tarde, em 1912, surgiu o primeiro Youth Hostel em um castelo antigo em Altena, na Alemanha, que foi restaurado e funciona até hoje. E nesse mesmo ano, aconteceu a primeira Conferência do Conselho de Turismo da Juventude na Alemanha.

Imagem 1 - Hostel em Altena, Alemanha. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

Em 1913, a Alemanha possuía 301 hostels. Em 1914, seu número cresceu para 535 unidades. Logo depois disso, em 1919, foi criada a Youth Hostel Association (YHA). A qual tinha como objetivo oferecer uma melhor qualidade nos serviços prestados nos hostels e retomar a ideia do movimento, já que nesse ano a Europa estava em crise devido a guerra e a alta inflação. No final da década de XX, os hostels se espalharam pela Europa. Existia uma revista chamada Jugendherberge, publicada em 1920, que divulgava esse novo tipo de hospedagem. Em uma mensagem direcionada aos jovens a revista dizia: “Em vossas viagens pensem na seriedade do tempo e evitem fazer chamativos em vossa conduta e aparência. Evitem álcool e cigarro em vossas viagens. Deixem de lado cada coisa que não seja essencial. ” 12


Em 1926, Schirmann criou um manual para orientação de como construir um hostel, no qual dizia que o mesmo tinha que ser simples, funcional e ainda por cima preservar a natureza. Em 1927, foram criados hostels na Suíça e na Polônia; em 1929, na Holanda; em 1930, na Inglaterra, Noruega e França, e, em 1931, na Irlanda, Bélgica e Escócia. Segundo a Associação Paulista de Albergues da Juventude (APAJ). Em 1932, foi criada a International Youth Hostel Federation (IYHF) – Federação Internacional de Albergues da Juventude. Em 1936, o partido nazista obrigou Schirmann a renunciar ao cargo de presidente da IYHF, além de ter o passaporte confiscado para que não pudesse sair da Alemanha. Foi proibido de entrar em qualquer outro hostel, pois, os nazistas tinham receio que esses tipos de acomodações poderiam gerar aglomeração de jovens contra o sistema nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1944) alguns hostels serviram de abrigos e muitos outros foram destruídos. O seguimento permaneceu estagnado e só depois que a guerra acabou, surgiu um movimento de restauração que foi visto como símbolo de reintegração europeia. No continente Americano, o primeiro país a ter um hostel foram os Estados Unidos, em 1934, paralelamente com a inauguração do primeiro hostel na França. Quatro anos depois, 1938, foi a vez do Canadá entrar para o circuito. Já na América do Sul, o primeiro país a ser instalado um hostel foi na Argentina, em 1956, logo depois vem o Uruguai, em 1958. Esses dois países citados acima, abriram precedências para que os hostels fixassem-se em outros países da América Latina. Nos anos de 1950 a 1960, teve um crescimento significativo do movimento alberguista, devido à grande expansão do turismo. Na mesma época, foi criado o Fundo Schirmann, que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para a implantação de hostel. Nos anos de 1970, o movimento começou a expandir de novo, devido ao novo seguimento de hospedagem econômica, e a partir daí, começaram a sentir a necessidade de trocar o serviço voluntário para a mão-de-obra especializada deixando esse primeiro para cargos de diretorias das associações. Passaram-se a investir mais nesse tipo de segmento. Foi elaborado um plano de marketing mundial para a divulgação da marca, começaram a repensar sobre regras, sobretudo o limite das idades nesses tipos de acomodações e como conseguir atingir uma boa qualidade no serviço prestado. Em outras palavras, tentaram trocar o idealismo por profissionalismo, ao enxergarem grande possibilidade de um bom negócio em expansão. Foi nessa época que as características foram sendo modificadas. Pode-se dizer que esse foi o ponto de partida para a formação do que hoje conhecemos no mercado. No final do século XX, na Europa, surgiu o conceito de low coast, que traduzido para o português seria algo como baixo custo, para qualquer produto ou serviço prestado. Com o passar dos anos, esse termo foi ficando popularmente conhecido entre as companhias aéreas. A primeira companhia aérea a prestar esse tipo de serviço foi a Southwest Airlines, em 1971. O objetivo dessas novas companhias era oferecer tarifas mais baratas do que as concorrentes, sem perder a qualidade. Porém, contam com algumas regras que não se aplicavam nas companhias aéreas tradicionais. Esse tipo de serviço começou a arrecadar valores superiores as das antigas 13


companhias aéreas fazendo com que mais companhias oferecessem esse tipo de serviço, impulsionando o mercado do turismo. A partir daí muitos hostels foram abertos perto de aeroportos. Seria um local mais confortável para os passageiros esperarem até a hora do seu voo. Na Conferência de 1990, realizada no Japão, foi apresentado o novo plano de marketing, que englobava pesquisa de marketing, propostas de tecnologia, meio ambiente, política de divulgação mais agressiva, profissionais especializados e a troca do nome da marca Younth Hostel para Hostelling International que é conhecida até hoje. Em 1992, para acompanhar a modernização e aproveitar as facilidades que a internet disponibiliza, desenvolveu-se um sistema de reservas on-line, denominado de International Booking Networking (IBN). Esse sistema facilitava a viagem para o usuário, pois, o mesmo já saia de seu país sabendo o endereço do local que iria permanecer durante um período de tempo, telefone e ponto de referência, tudo disponibilizado em quatro idiomas (alemão, espanhol, francês e inglês). O sistema operou em 51 países e tinha 390 hostels cadastrados. Na década de 90, houve uma grande discussão em torno do meio ambiente. Em uma cartilha distribuída para os sócios e para os donos de hostel, discutia-se a importância da natureza e como cuidar bem dela. Uso consciente da água, a economia da energia elétrica, incentivo ao uso da bicicleta e andar a pé, reciclagem do lixo, entre outros pontos que tinham como objetivo conscientizar um desenvolvimento sustentável. A partir de 1996, as carteirinhas dos sócios da HI passaram a ter um modelo só, fazendo com que as federações do mundo inteiro adquirissem o modelo da federação de Londres. Com isso a federação internacional passou a ter mais controle sobre todas as federações. Em 1997, a HI lançou o Manual de Construções de Albergues da Juventude. Em 1999, foi elaborado pela HI outro plano de marketing contendo desafios e mudanças para os períodos de 2000 e 2006, apresentado em Nova Iorque. Em 2001, o sistema IBN passou a ser IBN Web-based Booking System, melhorando a segurança, economia e trazendo mais rapidez ao usuário. Em 2002, a HI em conjunto com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e com o Instituto Internacional Pela Paz Através do Turismo, lançou a campanha “Albergues da Juventude pela Paz e Entendimento Internacional” que tinha como foco o trabalho voluntário. Nesse mesmo ano a federação internacional, passou a orientar para que todas as federações passassem a utilizar uma imagem só, para o fortalecimento da marca. Durante o amadurecimento do hostel, pode-se observar que foi uma acomodação planejada para jovens, e para que eles pudessem interagir com outros da mesma idade. Houve um grande incentivo as viagens como um meio de conhecimento e o lucro não era o foco desse tipo de projeto. Como esses tipos de acomodações eram mais em conta, facilitava muito as viagens de âmbito social. O meio ambiente era sempre um tema abordado em hostel, procuravam sempre passar para seus usuários a importância de se preservar o meio ambiente.

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Imagem 2 - Variações do logotipo da marca Hostelling International. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

Imagem 2, do logo da marca Hostelling Internacional ao longo dos anos. Sempre houve uma preocupação em padronizar a marca HI todas as federações do mundo tornando-a conhecida internacional, assim, criando uma marca de impacto.

2.3. COMO SURGIU O HOSTEL – NO BRASIL A ideia de hostel no Brasil surgiu a partir de uma viagem feita a França pelo casal Yone e Joaquin Trotta, em 1956. Ambos estudavam em Paris, e lá tiveram o primeiro contato com o hostel. Em 1957, ano em que eles voltaram ao Brasil, o casal passou a divulgar a ideia do movimento pelo Brasil, realizando palestras em colégios e universidades. Em 1961, o casal com a ajuda de federações europeias, resolveu implantar o primeiro hostel no Brasil. Em 1965, o projeto sai do papel, e foi instalado o primeiro hostel na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Ramos. Com o nome de Residência Ramos, o hostel possuía 36 camas no qual se hospedavam jovens que vinham de outros estados brasileiros e de outros países como: Uruguai, Chile, Alemanha, Suíça e Inglaterra. A Residência Ramos funcionou de 1965 a 1973. Já em 1966, foi instalado o primeiro hostel na cidade de São Paulo, porém, pouco se sabe sobre ele. Nesse mesmo período, foi registrada a primeira Associação Brasileira de Albergues da Juventude. Logo em seguida, foram abertos hostel na Lapa, Cabo Frio, ambos na cidade do Rio de Janeiro, e em Campos do Jordão, na cidade de São Paulo. Em 1970, o casal foi convidado pela International Youth Hostel Federation (IYHF) – Federação Internacional de Albergues da Juventude, a participar da Conferência realizada na Finlândia. Foi a primeira participação brasileira em movimento internacional. E na volta da viagem, o casal passou a divulgar em outros meios de comunicação o movimento. Em 1971, foi criada no Rio de Janeiro, a Federação Brasileira de Albergues da Juventude. No mesmo ano, a Casa do Estudante fez um convênio com a Federação, criando-se um departamento de hostels comandado por Joaquin Trotta. Ainda nesse ano a FBAJ, participa do

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primeiro encontro do Centro da Informação e Desenvolvimento de Albergues da Juventude na América Latina realizado na cidade de Cidajal, Argentina. No Brasil, o movimento hostel estava fortemente ligado ao meio educacional. Pode-se constatar pelo fato da Casa do Estudante estar ligada com a FBAJ e em uma das recomendações feita por Joaquim Trotta no Congresso da cidade de Cidajal, Argentina: “4 – Sobre ação pedagógica dentro de Albergues: Se tratará de complementar a formação dos jovens dentro de Albergues da Juventude, por meio de cursos especiais: cursos de líderes; Se formarão programas de viagem aos albergues europeus para realizar o intercâmbio cultural.”11 Em 1974, a Casa do Estudante passa a comandar o movimento nacional. Dando um pouco de vida para a qual, pois ela permaneceu estagnada nos anos de 1964 a 1971, época da ditadura militar no Brasil. Em 1978, a IYHF cobrou, em ata, uma adaptação dos hostels brasileiros aos moldes dos internacionais. E no mesmo ano, rompe-se a parceria da FBAJ com a Casa do Estudante do Brasil. Em 1979, o casal Yone e Joaquim Trotta inaugura outro hostel, Albergue Muxarabi. Mas esse localizava-se na cidade de Cabo Frio. No mesmo ano, o presidente da EMBRATUR, Miguel Colassuono, apresentou as diretrizes do turismo nacional, e colocou o hostel nas diretrizes de turismo social, porém, a proposta não foi executada. Na década de 80, os hostels passa a ter um incentivo para o desenvolvimento com o apoio do então presidente da EMBRATUR, João Dória Jr.

Imagem 3 - Albergue Muxarabi em Cabo Frio. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

Imagem 4 - Albergue Muxarabi em Cabo Frio. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

O hostel passa a ser incorporado nos projetos de turismo social, com um Plano Nacional de Albergues da Juventude, e passa a contar com uma equipe especializada para cuidar das implantações e instalações em todo o país, além de receber uma verba destinada a divulgação. 11

TROTTA, Joaquim. Educação e correlação. Experiência internacional e Regional. Os Albergues da Juventude para Jovens e Jovens de Espírito. Rio de Janeiro, Associação dos diplomados da Faculdade de Educação da UERJ, 1978.

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Nos livros de atas da FBAJ, descrevem algumas das regulamentarizações: “- Os albergues da juventude são destinados à acolhida de jovens associados em viagens de curta duração; - Destinam-se a aproximar jovens de todo o mundo e incentivar o turismo da juventude; - Os albergues da juventude podem ser temporários ou permanentes, da cidade ou do campo. São considerados temporários aqueles que só funcionam nas férias ou em datas especiais, como festivais, congressos, etc.; - Devem obedecer aos requisitos mínimos da federação internacional, sendo: sala de estar, dormitórios, banheiros com duchas, local para guardar bagagem e cozinha.”12 Em 1984, durante a 35° Conferência Internacional de Albergues da Juventude realizada na Alemanha, o Brasil é considerado como membro, na IYHF. Nesse mesmo ano, houve muito apoio ao movimento hostel dado pelo governador atual Franco Montoro. A criação da Associação Paulista de Albergues da Juventude (APAJ) dentro da Secretária de Esporte e Turismo mesmo tendo a administração desvinculada e autônoma, garantiu sua continuidade e desenvolvimento. Com o apoio obtido na época, possibilitou-se as inaugurações de hostels em Campos do Jordão, Ubatuba, Carverna do Diabo, Socorro, Pindamonhangaba e na cidade de São Paulo. Mas foi em 1986, que de fato houve um forte marketing para a divulgação do movimento. Foi através de João Doria Jr. atual presidente da EMBRATUR, que a campanha que tinha como símbolo um casal de mochileiros ganhou vida. A campanha ainda contou com um filme promocional de 30 segundos, exibidos nos canais de televisão de São Paulo e Rio de Janeiro, anúncios em jornais, pôsteres e assessoria de imprensa gerando notícias na mídia brasileira. O resultado da campanha foi um crescimento do número de usuários em São Paulo. De 600 sócios passou para 13 mil, em um período de um ano. Em 1987, a FBAJ e a EMBRATUR, realizaram uma reformulação dos estatutos das associações dos hostels para seguir o modelo internacional. Em 1989 o Albergue da Juventude Magdalena Tagliaferro era o maior e mais bem estruturado. Localizado dentro do Parque Estadual Jaraguá, em São Paulo, o hostel oferecia curso de capacitação para proprietários de hostels, técnicos de órgãos estaduais e da EMBRATUR. A década de 90 foi marcada pelo desenvolvimento dos hostels no Brasil. Foram elaborados nesse período: procedimentos e matriz de controle sobre os hostels, o Manual de Abertura e Operações de Albergues da Juventude, determinando os padrões mínimos de qualidade, cursos de capacitação para profissionais da área, gestão dos empreendimentos, a implantação do sistema de

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GIARETTA, Maria José. “Turismo da Juventude”. Barueri, SP, 2003.

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reservas pela internet, página de divulgação na internet e a modernização da rede nacional de hostel. Nesse mesmo período, assim como lá fora, a preocupação com o meio ambiente era notável. Tanto o usuário ou os administradores de hostel eram orientados a terem maior cuidado com a natureza. Algumas ações como o uso consciente da água, economia da energia elétrica, a reciclagem do lixo, uso de produtos biodegradáveis, entre outras medidas ambientais eram incentivadas. Podemos dizer que nessa década também, ocorreu o ápice do movimento no Brasil. Com o apoio da Federação Internacional e da EMBRATUR, o Brasil passou a ser reconhecido mundialmente e tinha como meta consolidar o movimento pela América Latina e por esse motivo o Brasil foi convocado para todos os eventos internacionais sobre o tema. Em 1994, o Sistema Internacional de Reserva (IBN) começou a operar no Brasil. Na segunda metade da década de 1990 foi registrado o menor número de abertura de hostel, porém, os hostels abertos nesse período contava com uma melhor infraestrutura. Edifícios mais modernos com arquitetura de maior qualidade voltada para os jovens foram instalados, exemplos: Albergue da Praia do Forte, na Bahia, Albergue de Bonito, em Mato Grosso do Sul, Albergue de Foz do Iguaçu, no Paraná e Albergue das Missões, em Rio Grande do Sul.

Imagem 6 - Albergue Praia do Forte, na Bahia. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

Imagem 5 - Hostel Camburi, em São Sebastião - SP. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003.

Em 2000, o uso da internet foi crescendo cada vez mais. Os hostels passaram cada vez mais a divulgar pelas páginas da internet e as reservas on-line foram crescendo. Foi e continua sendo um grande meio de comunicação entre os usuários e os hostels. Imagem 6, do Hostel de Camburi, em São Sebastião - SP. Primeiro hostel no Brasil a seguir todas as orientações do manual de Albergue da Juventude da Federação Brasileira. Em 2003, a federação brasileira passou a ter representação dentro do Conselho Nacional de Turismo. 18


Imagem 7 - Linha do Tempo. Fonte: Elaborada pela Autora. 2016.

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2.4. DEMANDA E MERCADO CONSUMIDOR NO BRASIL O mercado consumidor desse meio de hospedagem é para todas as pessoas independente da origem, do seu poder aquisitivo e interesse pessoal. O hostel é um espaço democrático onde recebe-se a diversidade de público que São Paulo oferece em termos turísticos. O foco do seu mercado são pessoas que querem pagar menos na hospedagem sem se importar de compartilhar ambientes, como dormitórios, banheiros e cozinha ou até mesmo tendo preferência em dividir para socializar-se com outras pessoas. Atualmente, segundo HI, no Brasil encontra-se 95 hostels cadastrados em vários estados brasileiros. Sendo que o Brasil está entre os 15 países mais bem servidos de hostels em todo o mundo, e é líder na América Latina. Por outro lado, nem todos os hostels, no Brasil e no mundo, são cadastrados, muitos preferem não se associar com algum tipo de federação. Segundo o Observatório do Turismo (2014)13, entre os anos de 2011 e 2013, a demanda turística teve um crescimento médio de 3,5% ao ano, impulsionado pelo bom momento econômico, incentivos do governo ao consumo e ao crédito e dólar estável. Além disso, melhorias na infraestrutura turística da cidade, tais como sinalização viária e de pedestres, criação de novos roteiros e reestruturação das Centrais de Informação Turística, bem como campanhas de promoção do destino São Paulo com foco nas atividades de lazer e cultura complementares às motivações de eventos e negócios foram fundamentais para a manutenção do crescimento. Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT) projetaram um crescimento médio do turismo internacional para a América Latina entre 2011 e 2013 de 3,8% ao ano. São Paulo superou as expectativas, com um crescimento médio nas chegadas dos estrangeiros de 5,8% ao ano. Com média de 17% de turistas estrangeiros da América do Sul, Europa e América do Norte e Central, a tendência é que este crescimento se projete, nos próximos 4 anos, com um aumento de 41%, passando para 24% da participação destas regiões nas chegadas. 2014 exige uma análise específica pois tratou-se de um ano atípico para o turismo paulistano. A Copa do Mundo trouxe mais de 541 mil turistas para a Cidade de São Paulo entre os meses de junho e julho, sendo 221 mil (40,85%) de estrangeiros e 320 mil (59,15%) de turistas brasileiros. Este acréscimo de turistas por conta dos jogos inseriu 4 pontos percentuais na variação de demanda para o período 2011-2014 passando de 3,5% para 7,5%. Não é somente o fluxo de turistas que indicou ascensão para 2014. Segmentos motivacionais como lazer, cultura e compras obtiveram crescimento expressivo nas indicações de principal razão da viagem a São Paulo, segundo ainda o Observatório do Turismo. A visibilidade trazida pela Copa do Mundo refletiu-se nas chegadas de turistas entre os meses de agosto e dezembro. Mais de 6,5 milhões de turistas vieram à São Paulo neste período, um crescimento de 6,2% acima do mesmo período em 2013.

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ANUÁRIO ESTATÍSTICOS TURISMO 2015. Disponível <http://www.observatoriodoturismo.com.br/> . Acesso em: 15 de março de 2016.

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Já a receita com a atividade turística em São Paulo, entre o período de 2011-2014 teve crescimento médio de 4,3% ao ano, com um pico de 4,8% em 2012, ano com elevadas taxas de ocupação hoteleira e calendário de eventos cobrindo praticamente todos os meses do ano, sem grandes intervalos. Ainda segundo o Observatório do Turismo14 (2014), a taxa de ocupação hoteleira no primeiro semestre de 2014, teve uma pequena queda de 2 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior, já o preço da diária média praticada este ano foi 7,1% superior ao mesmo período de 2013. Segundo o FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros), no período inicial do Mundial, que ocorreu entre 11 e 18 de junho (primeiros jogos da fase de grupos), os hotéis de São Paulo se mantiveram com 69% de ocupação. Já de acordo com a Associação de Hostels de São Paulo (Ahostelsp), durante o Mundial, em dias com jogos na cidade de São Paulo, os hostels tiveram quase 100% de ocupação. A tabela a seguir, mostra que a diária média dos hostels, em reais, está aumentando desde 2012. Ou seja, quanto mais investimos em serviço de qualidade, maior pode ser o lucro e assim tornar o hostel como um bom investimento.

Tabela 1 - Diária média dos hostels. Fonte: Observatório do Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2015.

Dados divulgados pelo Observatório de Turismo (2016), mostra que no mês de fevereiro de 2016 em comparação com o mês de fevereiro de 2015, a ocupação hoteleira e hostel cresceram, porém, as diárias médias dos dois caíram. Isso mostra que as pessoas não pararam de viajar e se hospedar, ao contrário, aumentaram a ocupação, porém, estão mais cautelosos ao gastar em diárias.

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ANUÁRIO ESTATÍSTICOS TURISMO 2015. Disponível <http://www.observatoriodoturismo.com.br/> . Acesso em: 15 de março de 2016.

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Tabela 2 - Meios de hospedagem. Fonte: Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2016.

A tabela abaixo mostra um comparativo entre a taxa de ocupação x diária média, entre 2015 e 2016, e entre o mesmo período de janeiro de 2016 e fevereiro de 2016. Observa-se que a procura de hostel tem aumentado em 7% aproximadamente, mas, com a crise e estagnação da economia sua diária média caiu R$ 3,00 reais. Muitos hostels em baixa temporada tende a baixar o preço para torna a hospedagem mais atrativa. Mas, se analisarmos um comparativo do mês de janeiro e fevereiro do mesmo ano, 2016, conclui-se que a taxa de ocupação em fevereiro foi menor do que janeiro, devido ao período de férias o que atrai mais turistas a São Paulo. Porém, sua diária média aumentou R$ 1,00 real no mês de fevereiro.

Tabela 3 - Hostels - Taxa de ocupação e diária média. Fonte: Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2016.

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Por enquanto, o ano de 2016 parece uma incógnita para o turismo. Devidas as crises políticas do país e ao recente processo de impeachment da atual presidente, o país vem sofrendo com a alta taxa de desemprego e uma freada em sua economia fazendo com que o país cresça menor do que o esperado pelo governo. Mas com a taxa do dólar alta, faz com que algumas moedas se valorizem mais aqui, o que impulsionaria viagens turísticas de estrangeiros a São Paulo. Embora o país esteja em crise, alguns economistas andam otimistas com a situação do Brasil no turismo, e um dos motivos é as Olimpíadas 2016 que serão realizadas no Rio de Janeiro, e mesmo com a crise atinja bons índices.

2.5. CLASSIFICAÇÃO DE HOSTELS Desde 2012 o Ministério do Turismo (MTUR) tem como classificação oficial seis tipos de acomodações, são elas: resort, hotel, hotel histórico, flats, pousadas e cama e café. Hostel não é classificado como tipo de acomodação, mas, não tem nenhum tipo de ilegalidade no funcionamento, porém, acaba não sendo classificadas com estrelas. Entretanto o Ministério do Turismo não ignora o fato que a demanda está crescendo para esse tipo de segmento e planeja o reconhecimento do hostel como acomodação oficial e assim classificá-la com estrelas futuramente, segundo Jair Galvão, coordenador geral de competividade e inovação do MTUR. O hostel tem um papel importante ao estimular o desenvolvimento de turismo alternativo, criando-se um hábito de viagem e de cultura tanto aqui no Brasil como mundo afora.

2.6. ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO DOS HOSTELS Para assegurar um nível de qualidade de serviço e das acomodações a HI definiu algumas regras que tem que ser respeitada pelos seus associados. Os quatros temas principais são: conforto, é delimitado a quantidade mínima de chuveiros e sanitários (sendo um para seis pessoas), a cama tem que ter dimensões mínimas de 80 x 190 centímetros e possuir áreas comuns. Outro tema é a privacidade, que deve ser preservada no banheiro, com separação entre masculino e feminino. O terceiro item é a segurança, apesar de que todos os membros tenham que tomar cuidado dos seus pertences, o hostel tem que tomar as devidas precauções para garantir a segurança dos hóspedes, disponibilizar armários com fechaduras mediantes ou não a pagamento. Por fim, o hostel tem que sempre estar bem localizado em lugares de fácil acesso. A oferta dos hostels vem sendo cada vez mais sedutora, tanto no Brasil como internacionalmente. Serviços são oferecidos para tentar conquistar cada vez mais os viajantes, entre eles podemos citar: a internet grátis, que facilita a vida de estrangeiros, pois, muitos não adquirem planos de internet com operadoras nacionais, dificultando assim o uso de seus aparelhos de celular e/ou notebook. Café da manhã, opções de dormitórios e banheiros individuais, transporte fretado para determinados locais ou pontos turísticos, bares e festas e até mesmo um designer mais arrojado do hostel vem sendo atrativos para chamar a atenção do público.

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Os levantamentos feitos sobre estratégias dos hostels brasileiros e dos hostels internacionais apontam grande semelhanças que serão descritas abaixo, separadas por itens: Serviços diferenciados oferecidos      

Quartos e banheiros exclusivos; Bares ou restaurantes na área do hostel, ou algumas festas pontualmente; Design do edifício e dos mobiliários mais atraentes, ‘descolados’ segundo gíria dos jovens; Internet grátis nas áreas comuns; Transporte fretado para locais de turismo ou para aeroporto e rodoviária; Serviço de lavanderia mediante a taxa.

Propaganda  

Divulgação nas redes sociais como forma de fazer propaganda do hostel sem muito investimento; Utilizar sites especializados em reservas on-line, existem sites especializados em avaliações dadas por pessoas que utilizaram o serviço, exemplo de sites: www.booking.com e www.tripadvisor.com.br; Associações com a HI.

Mas ao contrário do que muitos vêm pensando, o hostel não está perdendo as suas características ao oferecer serviços exclusivos de quartos e banheiros. O mercado exige inovação e criatividade, e com esses tipos de serviços pretendem abocanhar os usuários que não querem abrir mão da sua privacidade, porém, querem usufruir de todos os benefícios que o hostel oferece.

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3. ESTUDOS DE CASO O mercado de hostel vem aumentando e um dos principais motivos que se deve ao crescimento do ramo é a melhora da qualidade oferecida pelos hostels em São Paulo. Segundo o site especializado em reservas on-line, booking.com, existem cerca de 90 hostels em São Paulo, e o preço são os mais variados possíveis, dependendo muito de quantas pessoas você quer dividir o quarto. A maioria, entretanto, possui quartos privados por preços mais elevados do que os quartos compartilhados, porém, os preços dos quartos exclusivos não chegam perto de uma diária em um hotel como o Hilton ou Hyatt. Abaixo, alguns dos hostels que se destacam em São Paulo, devido a sua qualidade e ao seu design. Alguns foram projetados para ser hostels, outros são reformas, porém, ambos os hostels merecem destaque.

3.1. VIVA HOSTEL DESIGN

Imagem 8 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: Viva Hostel Design. Local: Rua Girassol, 1262. São Paulo, Brasil. Perto do metrô Vila Madalena. Ano: Novembro de 2013. Quantidade disponível de quartos: 9 unidades. Preço: média de R$ 55 - R$ 300. Serviços: luzes de led nos armários, tomadas dentro dos armários para recarregar celulares, MP3 players, tablets, ou laptops sem se preocupar com a segurança, luzes para leitura nas cabeceiras das camas, luzes de led nos quartos para indicação de caminho para as camas sem 25


incomodar o próximo, quarto exclusivo feminino, quartos com banheiros privativos, beliches de alvenaria projetados para proporcionarem mais privacidade e conforto, cozinha equipada para uso dos hóspedes, café da manhã incluso na diária, beliches de alvenaria projetados para proporcionarem mais privacidade e conforto, colchões twin americanos (2,03m x 0,97m) e densidade 33, lençóis com tecido percal de 180 fios e travesseiros indicados para cada tipo de hóspedes, lounge com sofás, mesas, computadores e wi-fi com acesso gratuito à internet, sala para assistir TV a Cabo/ filmes ou jogar videogame, varanda ao ar livre para banhos de sol, bar com bebidas variadas e equipado com projetor para transmissão de jogos de futebol, videoclipes, shows ou filmes. A proposta do Viva Hostel Design é “proporcionar uma vivência que ultrapassa o simples acomodar. Planejado e gerenciado por viajantes como você, tudo no hostel foi estrategicamente pensado para amenizar as dificuldades encontradas em suas viagens e aumentar a satisfação durante sua estada.”15

Imagem 9 - Recepção do Viva Hostel Design. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 9, foto da recepção do hostel. Ao fundo podemos perceber uma parede verde com mesas para espera. Nelas, o hóspede pode esperar para fazer o check-in.

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Autor desconhecido. Viva Hostel Design. Ano desconhecido. Disponivel <http://www.vivahostel.com.br/index.php/paginas/pagina/sobre_hostel.>. Acesso em: abril de 2016.

em:

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Imagem 10 - Cozinha equipada coletiva. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 10, da cozinha para o uso exclusivo dos hóspedes. Equipada com eletrodomésticos, o hóspede não precisa sair para comer fora podendo ter a opção de ir ao mercado e cozinhar a sua própria comida dentro do hostel.

Imagem 11 - Sala de televisão equipada com videogames. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 11, da sala de televisão para uso exclusivo do hostel. Oferece televisão a cabo e videogame para entretenimento dos usuários. 27


Imagem 12 - Quarto compartilhado. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 12, do quarto. Os quartos possuem armários com cadeado para maior segurança, e os armários possuem luzes de led, para facilitar o uso do armário a noite, e dentro também, possuem tomadas.

Imagem 13 - Beliches feitos de alvenaria. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

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Imagem 13, do quarto. Os beliches são feitos de alvenaria, que segundo o hostel, é para proporcionar mais conforto e privacidade aos usuários.

Imagem 14 - Beliches com luzes individuais. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 14, detalhe das cabeceiras iluminadas. Todas as cabeceiras são iluminadas para não atrapalhar o vizinho da cama ao lado. O hostel disponibiliza quartos privativos, quartos compartilhados por até 6 pessoas e quarto compartilhado exclusivo para mulheres. O Viva Hostel Design é um hostel pequeno, porém, organizado e com uma proposta de mobiliário alternativo. Com camas feitas de alvenaria, sem acabamento aparente, serve para proporcionar mais conforto e privacidade aos seus hóspedes. Uma das preocupações do hostel são com pequenos detalhes, luzes nas cabeceiras, cama com um bom padrão, armários com trancas, iluminados e com tomadas, jogos de lençóis e travesseiros adequados para cada pessoa, entre outros, que fazem toda a diferença na hospedagem de qualquer pessoa. Segue com a proposta de proporcionar como se os hóspedes estivessem em suas próprias casas.

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3.2. LIL’ SQUARE

Imagem 15 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: Lil’ Square Party Hostel Local: Alameda Lorena, 672. São Paulo, Brasil. Ano: Outubro de 2015. Quantidade disponível de quartos: 3 unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: média de R$ 50 - R$ 150. Serviços: recepção 24 horas, internet grátis em todos os cômodos, cozinha comunitária, cardápio de lanches estilo "room service", bar 24h, desconto no LIL'Square BAR, aluguel de toalhas, lounge com computadores e TV a cabo, armários individuais, área para fumantes, PUB e Disco CRAWL às terças, churrascos semanais, festas temáticas, campeonato de FIFA no Playstation 4 e de poker, suíte privativa, entre outros serviços. O Lil’ Square é mais conhecido pelo seu bar. Poucas pessoas sabem que a casa também funciona como hostel. O local é pequeno e possui apenas 3 quartos, sendo um deles suíte.

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Imagem 16 - Entrada e logo ao lado o bar do Lil’Square Hostel. Fonte: oladoadoladob.wordpress.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 16, da entrada do bar do HosteL Lil’ Square. O bar fica logo na entrada, localizado a direita da imagem. Logo mais ao fundo, fica o caixa.

Imagem 17 - Área ao ar livre do bar do Lil’Square. Fonte: oladoadoladob.wordpress.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 17, do bar ao ar livre. O bairro por ser predominantemente residencial, proporciona a sensação de que os usuários estivessem no quintal de sua casa. Nos finais de semana o bar quase sempre fica com a sua lotação máxima. 31


Imagem 18 - Dormitório compartilhado quarto azul do Lil’Square Hostel.. Fonte: lilsquare.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 18, do quarto azul. O dormitório misto possui três beliches, um banheiro no quarto e uma varanda com vista para o Lil’ Square Bar.

Imagem 19 - Dormitório compartilhado quarto rosa. Fonte: lilsquare.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 19, do quarto rosa. O dormitório misto possui três beliches e um lavabo, porém, o banheiro fica logo ao lado, no corredor. A suíte amarela é privativa. Possui uma cama de casal, e é o único dormitório a ter televisão no quarto. Mas, todos os quartos contam com ar-condicionado. 32


No lounge, o hóspede tem a possibilidade de assistir televisão ou usar o computador. Nota-se que o Lil’ Square era um sobrado comum antigo. Foi realizado algumas mudanças para virar um hostel. O ambiente é agradável, com a sensação de que realmente você está em casa.

3.3. BEE.W HOSTEL BAR

Imagem 20 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: BEE.W Hostel Bar Local: Rua Haddock Lobo, 167. São Paulo, Brasil. Ano: Junho de 2013. Quantidade disponível de quartos: Seis unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: média de R$ 60 - R$ 170 Serviços: recepção e segurança 24h, staff bilíngue, internet grátis, agencia de viagens, ar condicionado, café da manhã incluso na diária, sala de televisão, serviço de limpeza, área de bagagens, luz de leitura na cama, aluguel de toalhas, armários individuais na cama, terraço, bar entre outros serviços. Localizado em um bairro de classe média alta, o hostel é um dos mais badalados da cidade devido ao conforto dos dormitórios e ao seu bar, que vive lotado pelo público jovens. 33


Imagem 21 - Fachada do Bee.W. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 21, da fachada do hostel. A entrada é pela lateral esquerda da imagem, acesso pela rampa. O bar fica no térreo e parte de suas mesas ficam na área descoberta, próxima a rua.

Imagem 22 - Cozinha equipada do Bee.W Hostel. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 22, da cozinha equipada com utensílios a disposição dos hóspedes.

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Imagem 23 - Área de convivio do Bee.W. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 23, da área comum do hostel.

Imagem 24 - Área do terraço do Bee.W Hostel. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 23, do terraço do hostel. Localizado no último pavimento, o terraço conta com deck verde e uma jacuzzi. O hostel possui seis quartos ao todo. Todos os quartos possuem ar-condicionado e armários pessoais. 35


Cada quarto tem uma temática diferente, são eles: GRAFITTI

Imagem 25 - Quarto Grafitti. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 25, do quarto Grafitti. Dormitório compartilhado para dez pessoas, possui arcondicionado e armários pessoais. Localizado no primeiro pavimento do hostel, as camas são espaçosas e todas elas possuem tomadas e luzes individuais. DONA MARIA

Imagem 26 - Quarto Dona Maria. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 26, do quarto Dona Maria. Localizado no primeiro pavimento, o quarto é compartilhado por até 6 mulheres, quarto exclusivo para o sexo feminino. É o único com varanda com vista para a Rua Haddock Lobo. RETRO

Imagem 27 - Quarto Retro. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 27, do dormitório Retro. Compartilhado com até dez pessoas, e segundo o hostel, seria o dormitório mais em conta para os interessados. SAMPA

Imagem 28 - Quarto Sampa. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 28, do quarto Sampa. Compartilhado com até dez pessoas. AMAZÔNIA

Imagem 29 - Quarto Amazônia. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 29, do dormitório Amazônia. É o menor quarto do hostel, sendo compartilhado por no máximo 4 pessoas. INDIA

Imagem 30 - Quarto India. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 30, do dormitório Índia. Classificado pelo hostel como quarto semi-privativo, possui duas configurações: três camas de solteiro ou uma cama de casal e uma de solteiro. O hostel possui um design moderno. Todos as camas são projetadas para que o hóspede tenha privacidade e para que ele não atrapalhe os demais, por isso, conta com luzes e tomadas individuais nas camas. O pequeno bar do hostel atrai muitas pessoas e não precisa ser hóspede para utilizar o bar. O hostel tem uma preocupação com o meio ambiente e realiza diversas atividades para reduzir o impacto ambiental. O edifício onde se localiza o hostel era uma casa da década de 40, em vez de derruba-la e construir outra mais moderna e funcional, os donos optaram por reformar utilizando materiais e técnicas sustentáveis de construção. Outra medida que o hostel tomou foi a construção de um teto verde na cobertura do hostel, o teto coleta até 3000 litros de água que é armazenada no subsolo do térreo depois de passar pela filtragem logo em seguida ela é bombeada até o reservatório instalada no topo do edifício. A água reaproveitada é usada em descargas, limpeza do chão e para regar o jardim. O teto verde ajuda também a amenizar a temperatura dentro do edifício. A decisão arquitetônica do uso das claraboias contribui para a iluminação natural. Essas preocupações são de poucos hostel estudados até agora. O edifício passou por uma grande reforma, e foram decisões bem pensadas de projeto, enriquecendo o local.

3.4. WE HOSTEL DESIGN

Imagem 31 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

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Nome: We Hostel Design Local: Rua Morgado de Mateus, 567. São Paulo, Brasil. Ano: Setembro de 2012. Quantidade disponível de quartos: Nove unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: Média de R$ 63 - R$ 190 Serviços: bar, lounge, jardim, sala de vidro e sala de televisão, quartos privados e quartos compartilhados, internet grátis, bicicletário, lugar para armazenar a bagagem, recepção e segurança 24h, churrasqueira, entre outros serviços.

Imagem 32 - Fachada do We Hostel Design. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 32, da fachada do We Hostel Design. Uma casa antiga localizada a 4 km do Parque Ibirapuera.

Imagem 33 - Lounge do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 33, do lounge. Com um design mais simples, porém, sofisticado.

Imagem 34 - Refeitório do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 34, da mesa onde é servido o café da manhã.

Imagem 35 - Cozinha do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 35, da cozinha. O hóspede pode utilizar a cozinha para preparar a própria refeição.

Imagem 36 - Bar do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 37 - Sala de vidro We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 38 - Sala de televisĂŁo We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 39 - Jardim do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 40 - Outra vista do jardim do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 40, outra vista do jardim.

Imagem 41 - Quarto privativo do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 41, do quarto privativo. Equipado com televisรฃo a cabo, internet grรกtis, cama queen-size, ar-condicionado, a diรกria sugerida fica em torno de R$190 reais. 44


Imagem 42 - Quarto compartilhado do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 42, dos quartos compartilhados. Equipados com beliches, os dormitórios possuem o mesmo layout, diferenciados apenas pelas quantidades de leitos, podendo variar de duas a quatro beliches. A proposta do hostel é oferecer hospedagem de baixo custo com estilo e conforto. E cumpre com a proposta.

3.5. SÃO PAULO LODGE BUSINESS HOSTEL

Imagem 43 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

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Nome: São Paulo Lodge Business Hostel. Local: Rua Sena Madureira 42. São Paulo, Brasil. Perto do metrô Vila Mariana. Ano: Novembro de 2012. Quantidade disponível de quartos: Doze unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: média de R$ 65 - R$ 75 (preço de suíte não disponível) Serviços: bar, cozinha equipada com utensílios domésticos, pátio interno, lounge com telão, ôfuros, todos os dormitórios possuem ar-condicionado, quartos privativos, internet grátis, recepção e segurança 24h, armários com tomada interna, estacionamento, luzes individuais de leitura no beliche, acessibilidade, sala de reuniões, lavanderia, entre outros serviços. Localizada em uma das ruas mais movimentadas do bairro da Vila Mariana, o hostel fica a 8 quarteirões do Parque Ibirapuera e a 450 metro do metrô Vila Mariana, ou, 5 minutos andando. A proposta do empreendimento é ser um hostel business. Não importa qual seja o motivo que o hóspede tenha vindo para São Paulo, em qualquer uma das circunstâncias o hostel garante uma “boa noite de sono, uma ducha quente e um café-da-manhã reforçado para começar bem o dia. Tudo isso no ambiente descontraído e moderno que só um hostel é capaz de oferecer.”16

Imagem 44 - Fachada do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 44, da fachada. O estacionamento fica em frente do edifício com poucas vagas para estacionamento.

16

COLLA, Roberta. Business como São Paulo. Disponível em: <http://saopaulolodge.com/sobre/>. Acesso em: abril de 2016.

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Imagem 45 - Recepção mais o lounge do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 45, da recepção e ao fundo o lounge com o telão de reprodução. O hóspede pode utilizar a área enquanto espera para fazer o check-in ou até mesmo para se entreter assistindo ao telão.

Imagem 46 - Pátio interno do São Paulo Lodge Business Hostel.Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 46, do pátio interno do hostel. A área é dividida com a cozinha coletiva. 47


Imagem 47 - Cozinha do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 47, da cozinha coletiva equipada com utensílios a disposição dos hóspedes.

Imagem 48 - Jacuzzi do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Um diferencial do Lodge Business é disponibilizar banheiras de hidromassagem, para seus hóspedes.

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Imagem 49 - Quarto compartilhado do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: saopaulolodge.com. Acesso em Abril de 2016.

Os dormitórios possuem beliches que tem estruturas que vão do chão até o teto, para dar melhor estabilidade e segurança aos usuários, armários com trancas e tomadas internas.

Imagem 50 - Suíte privativa do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: saopaulolodge.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem da suíte privativa. A suíte é equipada com televisão a cabo, ar-condicionado e frigobar. A proposta do hostel Logde Business é interessante. É semelhante ao um hotel, a suíte privativa com frigobar e seu ambiente mais sério, porém, é um hostel com suas áreas compartilhadas, quartos, cozinha e banheiro. O local consegue uma fusão do ambiente descontraído que é o hostel e um ambiente mais sério de hotel. 49


3.6. CITYLIGHTS HOSTELS

Imagem 51 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: CityLights Hostel Local: Rua Padre Garcia Velho, 44 - Pinheiros. São Paulo, Brasil. Ano: Não disponível. Quantidade disponível de quarto: Oito unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: Não disponível. Serviços: café da manhã incluso na diária, bar, internet grátis, acessível para pessoas com mobilidade reduzida, armários, bicicletário, churrasqueira, ar-condicionado, cozinha coletiva, lavanderia, aluguel de bicicleta, depósito para bagagens, recepção 24h, serviço de limpeza, entre outros serviços. Localizado na zona oeste de São Paulo, o hostel está fixado no novo bairro boêmio. A Vila Madalena, vem atraindo cada vez mais jovens que procuram agito a noite. A missão do hostel é oferecer autenticidade, tanto em seu design como em suas festas. O hostel é bem conhecido por suas festas e dá um recado sutil para as pessoas que estão pensando em se hospedar em um dos seus quartos: “A equipe CityLights adverte: para aqueles que desejam silêncio para trabalhar ou estudar, aqui é fácil se perder. São tantos nossos embalos. Temos o volume e a inquietude em níveis altos.”17

17

ON THE SECOND FLOOR... Disponível em: <http://citylightshostel.com>. Acesso em: abril de

2016.

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Imagem 52 - Fachada do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 52 da sua fachada, faz referência ao clima de praia.

Imagem 53 - Cozinha mais área do refeitório do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 53 da cozinha e do refeitório coletivos. Com mesas feitas de alvenaria e madeira de demolição trás o efeito rustico ao hostel. 51


Imagem 54 - Bar do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 54 do bar do hostel, muito conhecido pelas festas. Atrai tanto o hĂłspede tanto o pĂşblico de fora.

Imagem 55 - Vista de cima do pĂĄtio interno do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

52


Imagem 55, vista de cima da área do bar e do pátio interno. Muito arborizado reflete o clima de natureza.

Imagem 56 - Área do bar mais telão do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Imagem do telão, ao lado do bar. Possui sofás e cadeira para quem estiver interessado em assistir ao telão, ou até mesmo para conversar e tomar alguma bebida.

Imagem 57 - Quarto compartilhado do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem do quarto compartilhado. Nota-se a presença de ventilador de teto e apesar da grande porta o quarto é mal iluminado. Mais uma vez o uso da madeira causa um efeito rústico em seu design.

Imagem 58 - Suíte privativa do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016.

Suíte privativa equipada com televisão e ar-condicionado.

3.7. THE HOSTEL PAULISTA

Imagem 59 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

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Nome: The Hostel Paulista. Local: Rua Pamplona, 795. São Paulo, Brasil. Perto do metrô Trianon-Masp. Ano: Abril de 2013. Quantidade disponível de quartos: 9 unidades. Tipo de projeto: Reforma. Preço: média de R$ 49 - R$ 260. Serviços: recepção 24 horas, bar, sala de televisão, sala de cinema, quartos e banheiros privativos, área, internet de grátis, roupa de cama e toalha grátis, café da manhã incluso na diária, armazenamento de bagagens durante o dia, espaço para bicicletas, consultoria turística, terraço, sala zen, escritório, cozinha que o hospede pode utilizar a qualquer hora, entre outros serviços. A proposta do hostel é simplicidade e praticidade sem abrir mão do conforto e do design. O hostel é bem localizado, a 2 minutos a pé de uma das principais avenidas de São Paulo, a Paulista. “Não morra sem: entender São Paulo. São Paulo tem a Avenida Paulista, uma moça com óculos de grau, que adora arte e barulho, que nos espia por prédios hiperativos, que carrega o fardo da anfitriã. Tem aquela bairro-senhora, a Vila Mariana, da nostalgia idosa, dos pés de romã e casinhas com cores descascando: um abraço de vó. São Paulo tem a Pompeia, aquele bairro que corre em 60 graus, que tem gente falando alto, tem blues e copaíbas, tem palmeirenses mil. São Paulo tem o Bixiga: bairro do calor afetivo, do gosto de manjericão, das mamas braçudas, da vibração confortável, do amor pomodoro. São Paulo tem a 25 de março, rua suada, que carro não tem vez, dos catálogos de Nike pirata, de aparelho que faz massagem sem permissão, de preços bananas. São Paulo tem o Ibira, parque sarado e sem-camisa que adora uma bicicleta. Tem a Vila Madalena, moça de saia com tênis, que não alcança as amoras do pé e pede sem ensaios pro moço do lado ajudar. São Paulo é cidade-sede dos paradoxos, mas não dá pra generalizar.”18 O texto acima foi retirado do próprio site do hostel, demonstrando como São Paulo é uma cidade diversificada e possui atrações que agradem todos os tipos de público.

18

Autor desconhecido. The Hostel Paulista. Ano <http://www.thehostelpaulista.com.br/.>. Acesso em: abril de 2016.

desconhecido.

Disponivel

55

em:


O The Hostel Paulista tem mais uma filial, localizado na Vila Mariana, com o nome The Hostel Vila Mariana. E segue a mesma linha da matriz, mobiliários feitos com palets de madeira e boa localização, apenas 2 minutos a pé do metrô Ana Rosa. O hostel tem uma fachada simples, apenas uma porta com o nome The Hostel Paulista, número 795.

Imagem 60 - Fachada do The Hostel Paulista. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016.

Logo depois da porta, encontra-se uma escada que leva para o primeiro pavimento. O hostel possui o térreo mais dois pavimentos.

Imagem 61 - Escada que da acesso do térreo ao primeiro pavimento no The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

A recepção 24 horas do hostel tem mobiliários feitos por palets de madeira, assim como o restante dos ambientes. 56


Imagem 62 - Recepção The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 63 - Outra vista da recepção The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

O refeitório pode ser utilizado a qualquer hora do dia pelos hóspedes, assim como a cozinha. O fato do hostel disponibilizar a cozinha com utensílios, como: panela, fogão, geladeira e outros eletrodomésticos atrai mais o público que tem não possui um grande orçamento. 57


Imagem 64 - Cozinha do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 64, da cozinha com eletrodoméstico a disposição do hóspede.

Imagem 65 - Refeitório do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 65, do refeitório compartilhado. Área onde é servido o café da manhã todos os dias. 58


O uso de palets de madeira como mobiliário contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que o hostel recicla tal material e dá uma nova função.

Imagem 66 - Sala de televisão do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

O hostel possui uma sala de cinema com um projetor instalado na parede, e os sofás, assim como nos demais ambientes, são feitos de palets. Sempre aos domingos o hostel faz sessão cinema dando pipoca para quem estiver hospedado e para quem quiser participar.

Imagem 67 - Sala de projeção do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 66, da sala de cinema. O hostel não possui ar condicionado, mas, há ventiladores de parede. O que é benéfico por causa do custo e pela preservação do meio ambiente.

59


O bar do hostel é um ambiente descontraído e sempre tem gente. Como o bar tem acesso livre, ou seja, não é só o hóspede que pode usar, muitas pessoas que vivem em São Paulo vão até o hostel para ir somente ao bar.

Imagem 68 - Bar do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

De terça-feira a sexta-feira, o hostel possui promoções para os hóspedes. Eles oferecem um drink, bebida alcoólica, afim de incentivar os seus clientes a usufruir do bar também nos dias de semana, que em geral são menos movimentados. O hostel ainda, possui uma área de terraço. O espaço aberto é bem agradável no verão quente de São Paulo.

Imagem 69 - Terraço do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 69, da área do terraço. Muitos dizem que São Paulo é uma “selva de concreto”, e áreas assim é um respiro dentro de um ambiente fechado. O hostel oferece várias configurações de quartos. Desde quartos privados até quartos compartilhados por até oito pessoas.

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Imagem 70 - Suíte privativa The Hostel Paulista. The Hostel PaulistaFonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 70, da suíte privativa. Possui um armário pequeno, localizado no canto esquerdo.

Imagem 71 - Dormitório compartilhado do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 71, do quarto compartilhado misto por até oito pessoas. Possui ventilação e iluminação natural. Além de quarto de uso misto, o hostel oferece quarto compartilhado só pelo sexo feminino.

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Imagem 72 - Dormitório compartilhado feminino do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.

Imagem 72, do quarto compartilhado até por oito pessoas do sexo feminino. Possui iluminação e ventilação natural devido a janela. Para se aventurar em um negócio de hostel, há alguns itens fundamentais para se pensar. Localização, conforto, segurança e privacidade mesmo com tantas áreas compartilhada. Alguns itens secundários, mas, de grande importância para o público, é se o hostel possui design moderno. Sua localização é excelente, perto de metrô e de umas das principais avenidas de São Paulo, trazendo atrativos culturais e até de negócios.

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3.8. BRAZILODGE ALL SUITES HOSTEL

Imagem 73 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: Brazilodge All Suites Hostels. Local: Rua Rio Grande, 167. São Paulo, Brasil. Perto do metrô Ana Rosa. Ano: Abril de 2013. Quantidade disponível de quartos: 7 unidades. Tipo de projeto: Projeto. Preço: média de R$ 62 - R$ 277. Serviços: internet grátis, solarium, sala de jogos, cozinha com utensílios para uso dos hóspedes, sala de tv com home theater, computadores para o uso dos hóspedes, biblioteca, recepção 24 horas, estacionamento, conveniência, guarda volumes, lavanderia express, suítes para portadores de necessidades especiais, transfer aeroporto mediante a taxa, aluguel de bicicleta, passeios com guias turísticos, quartos e banheiros privativos, entre outros serviços. O hostel Brazilodge foi projetado para ser hostel. Segundo o Hostel World19, “o local foi projetado para oferecer instalações de hotel com aconchego de pousada.” Localizado na região da Vila Mariana, o hostel possui diversos títulos de vários sites conceituados internacionalmente de turismo, sendo eles: Tripadvisor, Booking e pelo guia Quatro Rodas.

19

Autor desconhecido. São Paulo Lodge. Descrição do estabelecimento. Ano desconhecido. Disponivel em: <http://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Sao-Paulo-Lodge/SaoPaulo/69021?dateFrom=2016-05-31&dateTo=2016-06-03&number_of_guests=2>. Acesso em: abril de 2016.

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Imagem 74 - Fachada do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

Imagem 74 da fachada do hostel. Em frente da sua fachada é um estacionamento, com 4 vagas disponíveis. A vizinhança é constituída por edifícios residenciais e comércios. O mercado é a um lote de distância.

Imagem 75 -Recepção do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

Logo na entrada do hostel, encontra-se a recepção 24 horas. 64


Imagem 76 - Área comum do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

Lounge onde o hóspede pode esperar para fazer o check-in, ler livro ou usar o computador que o hostel disponibiliza.

Imagem 77 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem da área de lazer, o hostel possui uma mesa de sinuca para entreter seus hóspedes.

Imagem 78 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

O hostel possui um pátio interno. O refeitório acaba se estendendo até o pátio dividindo espaço com as cadeiras para tomar sol.

Imagem 79 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem do refeitório coberto dividindo o ambiente com o salão de jogos. Não possui divisórias entre ambientes, facilitando a interação dos usuários.

Imagem 80 - Dormitórios compartilhados do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

Os dormitórios são divididos entre: quartos compartilhados femininos, quartos compartilhados masculinos, suíte dupla, suíte casal, suíte tripla e suíte quadrupla, essa última o hostel denomina como suíte família. Nos dormitórios compartilhados, os beliches possuem luzes individuais e um gaveteiro com tranca para guardar os bens pessoais sem maiores preocupações.

Imagem 81 - Detalhe do gaveteiro do beliche do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

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Imagem 82 - Suíte privativa do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016.

O Brazilodge Hostel oferece um layout de quartos diferentes comparados a outros casos estudados anteriormente. Estão voltados a conquistar o público que preferem a privacidade do hotel, porém, pelo custo benefício acabam optando pelo hostel.

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4. QUADRO RESUMO Este quadro resumo foi desenvolvido a partir dos dados levantados nos estudos de casos. Nele foram considerados itens como: localização, ano, tipo, característica, quantidade de quartos e preço. Os 8 hostels estudados localizam-se em 4 bairros distintos, sendo 6 deles localizados em apenas 2 bairros: Jardim Paulista e Vila Mariana. Isso é explicado pela melhor infraestrutura desenvolvida na região. Apresentam transporte de fácil acesso, mercados, farmácias, hospitais, centro culturais, faculdades, restaurantes, vida noturna, entre outros atrativos. Os anos que os hostels começaram a funcionar, ficaram quase na mesma faixa, entre 2012 e 2013, a não ser pelo Lil’ Square, que inaugurou em 2015. Pode-se dizer que essa faixa foi o boom dos hostels em São Paulo. A diária mínima varia de R$ 49 reais a R$ 63 reais. Agora os preços das suítes privativas têm uma variação maior dependendo do hostel, algumas diárias chegam a custar de R$ 150 reais até R$ 300 reais. Todos os locais estudos podem ser considerados de pequeno porte, a média de quartos é de 7,9 unidades sendo o menor deles o LIl’ Square com 3 quartos e o maior o Lodge Business com 12 quartos. Após os estudos de caso, os hostels foram classificados, pela autora, em 3 tipos diferentes: agito noturno, ambiente similar a hotel e ambiente similar a casa. E houve um equilíbrio quanto a classificação que pode ser observada na tabela abaixo:

Tabela 4 – Quadro resumo dos hostels estudados. Fonte: Elaborada pela autora, 2016.

Quanto a classificação de tipos, a maioria dos dos locais são de reformas. Foram projetos, de adaptações para que o edifício existente torna-se um hostel. Apenas um hostel estudado, o Brazilodge, foi feito a partir de um projeto. Apesar da quantidade de hostels em São Paulo, carece hostel que foram projetados para tal finalidade.

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5. HOSTELS AO REDOR DO MUNDO Com o crescimento dos hostels, novas características vêm surgindo. Poshtel e Hostel Design são duas delas. Desde 2015, segundo o World Travel Market20, o Poshtel é uma das maiores tendências nesse ramo. POSH + HOSTEL = HOSTEL ELEGANTE (TRADUZIDO EM PORTUGUÊS) Abaixo encontram-se alguns exemplos no mundo de Poshtel:

Imagem 83 - Área comum do The Cube Hostel. Fonte: disponível em cubehostel.be. Acesso em abril de 2016.

THE CUBE HOSTEL, localizado na Bélgica. 20

VESSONI, Eduardo. ‘Poshtel’ é nova tendência do mercado de hostels de luxo e têm diárias a partir de R$ 83, na Europa.2014. Disponivel em: <http://viagemempauta.com.br/2014/11/19/hostels-deluxo/>. Acesso em: abril de 2016.

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Imagem 84 - Refeitório do Dream Hostel. Fonte: disponível em dreamhostel.fi/. Acesso em abril de 2016.

DREAM HOSTEL, localizado na Finlândia.

Imagem 85 - Área comum do One 80°. Fonte: disponível em one80hostels.com/. Acesso em abril de 2016.

ONE 80°, localizado em Berlim.

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5.1. THE GENERATOR HOSTEL A cadeia Generator Hostel, possui unidades em vários países da Europa. Ao todo estão em 9 países e 11 cidades. “Os Hostels Generator são diferentes de qualquer outro hostel. Isso acontece porque combinamos quartos de luxo a preço razoável com eventos sociais exclusivos para os viajantes e locais das cidades mais interessantes da Europa. Encontre-nos em Amsterdam, Barcelona, Berlim, Copenhague, Dublin, Hamburgo, Londres, Roma, Veneza e Paris.”21

Imagem 86 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016.

Nome: The Generator Hostel. Local: Berlim, Alemanha. Perto da estação Oranienburger Tor. Ano: Outubro de 2013. Área: 5.500 m². Arquitetos: Ester Bruzkus Architects–Ester Bruzkus, Ulrike Wattenbach, Alexandra Spiegel, Lukas De Pellegrin, Martina Zeyen, Zlatan Kukic, Lisa Plücker; Waf Architects–Mark Asipowicz. Interior: Designagency e Ester Bruzkus Architects. Quantidade de quartos: 139 unidades. Preço: 30€ - 134€

21

Autor desconhecido. Generator - Hostels inspirados no design. Ano desconhecido. Disponivel em: <https://generatorhostels.com/pt/>. Acesso em: abril de 2016.

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Serviços: bar, café, refeitório, biblioteca, pátio, lavanderia, quartos privados, banheiros nos dormitórios compartilhados, recepção 24 horas, locação de bicicleta, espaço para evento, bar subterrâneo, internet de graça, entre outros serviços.

Imagem 87 - Planta do térreo do Generator Hostel Mitte. Fonte:archdaily.com. Acesso feito em abril de 2016.

O Generator Hostel possui duas unidades em Berlim, um no bairro de Prenzlauer Berg e outro no bairro de Mitte. Os dois são projetos bem executados, com um design moderno, atraindo viajantes do mundo inteiro. Sua rede é bem conhecida na Europa, e as suas camas são disputadas. De acordo com o site Archdaily22, o projeto de Mitte, exibe um “caráter dinâmico” e “espaços comuns vibrantes”. Sobre o design do hostel, os arquitetos, queriam “emergir os viajantes no caráter único de Berlim, uma cidade de contrastes incríveis. Assim surgiu um projeto que transforma o interior em uma experiência imprevisível através de camadas de arte, materiais e texturas."23 22

Autor desconhecido. "Generator Berlin Mitte / Ester Bruzkus + DesignAgency". 2014. ArchDaily. Disponivel em: <http://www.archdaily.com/483366/generator-berlin-mitte-ester-bruzkus-designagency/>. Acesso em: abril de 2014.

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Imagem 88 - Fachada do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Na sua fachada, podemos notar duas entradas distintas. Uma que leva para o café, e logo atrás, encontra-se a recepção do hostel. Na outra entrada da direita, é o bar do hostel, que fica muito movimentado a noite.

Imagem 89 - Recepção e lounge do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

23

Autor desconhecido. "Generator Berlin Mitte / Ester Bruzkus + DesignAgency". 2014. ArchDaily. Disponivel em: <http://www.archdaily.com/483366/generator-berlin-mitte-ester-bruzkus-designagency/>. Acesso em: abril de 2014.

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Na imagem acima, a recepção 24 horas e o hall que o hostel disponibiliza para os seus hóspedes. Os painéis e as bancadas são revestidos de madeiras. Já o mobiliário é feito de madeira com almofadas, tornado o espaço confortável.

Imagem 90 - Lounge do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Um detalhe notado no projeto é que o edifício não possui forro, deixando assim toda a sua tubulação aparente. E o próprio hostel faz a sua intervenção nos tubos, colocando barbantes, ficando com uma impressão de uma rede.

Imagem 91 - Biblioteca do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

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A pequena biblioteca é um espaço bem aconchegante. Possui livros que ficam à disposição dos hóspedes, não tendo necessidade de aluguel. E mais uma vez, essa área não apresenta forro, deixando a sua tubulação aparente.

Imagem 92 - Refeitório do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

A área do refeitório é ampla. Mesas dispostas nas beiras e no meio do salão. Recebe iluminação e ventilação natural, devido as grandes janelas. Um diferencial desse hostel é que a sua cozinha é restrita, apenas para funcionários, e diferente do que acontece em muitos outros, o hóspede não pode cozinhar. Porém, a cozinha oferece refeições mediante ao pagamento.

Imagem 93 - Refeitório do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

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A figura 93, mostra os detalhes dos decalques que estão presentes em todo o hostel. Com um ambiente jovem e descontraído o hostel conquista pelo seu bom projeto e design.

Imagem 94 - Entrada do bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 95 - Bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

O bar do hostel é mais sofisticado. Algumas paredes são revestidas de madeira e outras pintadas de preto com desenhos em neon, essa fusão de elementos leva ao um ambiente descontraído, porém, moderno, agradando a todos os públicos. 77


Imagem 96 - Detalhe da iluminação do bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Detalhe do bar. Espelho revestindo o teto do balcĂŁo.

Imagem 97 - Subsolo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

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O hostel possui subsolo, nele possui um espaço para festas. Há uma pista de dança com bar e banheiros.

Imagem 98 - Subsolo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Outra imagem do subsolo, porém, essa parte recebe iluminação natural a partir da claraboia que aparece no pátio do térreo. Sua arquitetura é de concreto aparente dando sensação de espaço mal-acabado, porém, é justamente essa a proposta do projeto. Berlim é considerada uma cidade “underground”, e a partir desse conceito foi projeto esse hostel, que sintetiza o que a cidade representa.

Imagem 99 - Pátio interno do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

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Imagem 98, do pátio interno do hostel. Sobre a claraboia, foram instalados um banco e uma escultura da letra ‘G’, característica da marca do hostel presente em toda a sua rede, e cada unidade apresenta uma escultura diferente do mesmo ‘G’.

Imagem 100 - Corredor dos dormitórios do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 101 - Corredor dos dormitórios do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Os dormitórios encontram-se nos andares acima do térreo. São cinco pavimentos de dormitórios, os corredores apresentam uma cor diferente a cada andar. O hostel apresentam várias configurações de quartos. O hóspede pode optar por escolher um “single room”, quarto privativo ou dividi-lo com até oito pessoas. 80


Pode-se escolher o quarto privativo, quarto duplo, quarto triplo, quarto quadruplo, o quarto compartilhado com oito pessoas e até mesmo o quarto compartilhado só entre mulheres.

Imagem 102 - Suíte privativa do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 102, do quarto privativo. Com o design atraente para aqueles que querem usufruir do ambiente descontraído do hostel, porém, não quer abrir mão da sua privacidade. Espaços assim vem conquistando cada vez mais o público de hotel. Além de oferecer conforto e privacidade, tem ao seu favor, um ambiente descontraído de festas, bar e interação com outros hóspedes.

Imagem 103 - Quarto duplo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

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Imagem 102, dos quartos duplos com banheiro privativo.

Imagem 104 - Quarto compartilhado feminino do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 105 - Quarto compartilhado feminino do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 104 e 105, ambas as imagens sĂŁo do quarto compartilhado sĂł por mulheres. 82


Imagem 106 - Quarto compartilhado do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016.

Imagem 106, do quarto misto, onde homens e mulheres dividem o quarto. O mobiliário do hostel, foi pensando nos viajantes. Para a segurança de alguns itens pessoais de cada pessoa, cada quarto compartilhado, possui embaixo do beliche, duas gavetas. São espaçosas e o próprio hóspede pode colocar coisas de valores e fechar com o seu cadeado, assim, ele terá mais tranquilidade para fazer as coisas fora do hostel.

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Nota-se uma preocupação em abranger todos os setores e possibilidades para atrair mais usuários. O design foi o grande foco do projeto e faz toda a diferença na hora de escolher o hostel. Preço atrativos, ambiente moderno e vida noturna agitada, encontra-se tudo em um só lugar. O Generator Hostel Belim - Mitte é uma síntese do que a cidade de Berlim representa. Uma cidade vibrante, moderna e diversificada. Possui um design e funcionalidade que muito é atribuído por ser um projeto direcionado para hostel e não apenas uma reforma ou adaptação de outros projetos.

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6. INTRODUÇÃO AO PROJETO Nessa parte do trabalho será apresentado o terreno proposto, assim como o levantamento do entorno, legislação e o programa proposto para a segunda parte do trabalho. Num primeiro momento o terreno escolhido localizava-se na Alameda Santos x Rua Augusta, no bairro Jardim Paulista.

Imagem 107 - Localização do hostel via mapa com intervenção da autora. Fonte: Google Maps. Acesso em maio de 2016.

Algumas distâncias importantes do terreno:         

Metro Consolação - 350 metros ou 5 minutos a pé; Ponto de ônibus na Av. Paulista - 260 metros ou 4 minutos a pé. Restaurante fast food - 20 metros ou 1 minuto a pé; Farmácia - 300 metros ou 4 minutos a pé; Mercado - 40 metros ou 1 minuto a pé; Hospital das Clinicas - 950 metros ou 12 minutos a pé, de ônibus 8 minutos; Parque Trianon - 550 metros ou 8 minutos a pé; Aeroporto de Congonhas - 10 km ou 23 minutos de carro; Museu - 750 metros ou 10 minutos a pé. 85


Além desses pontos levantados acima, a região é consolidada tanto em transporte como em turismo. A Avenida Paulista localizada a 3 minutos a pé do lote, é uma das avenidas mais importantes de São Paulo, possui grandes centros empresariais e muitas pessoas vem a região para tratar de negócios. Na região dos Jardins, encontra-se os melhores restaurantes de São Paulo. Para amantes da boa gastronomia a região do hostel é perfeita. No lado da região da Augusta, encontra-se uma vida noturna agitada, com muitos bares e baladas com o público diversificado. Apesar de todos os pontos positivos, o terreno possui uma área muito extensa. Ele tem 100 metros x 100 metros, e o coeficiente de construção da área é alto o que fugiria da proposta do projeto de ser um hostel de porte menor, porém, oferecendo conforto. O segundo terreno potencial para implantação se localiza na Alameda Santos x Alameda Campinas. Este terreno está ocupado por uma casa deteriorada e aparentemente abandonada de esquina.

Imagem 108 - Localização do terreno via satélite com intervenção da autora. Fonte: Google Maps. Acesso em maio de 2016.

Algumas distâncias importantes do terreno:      

Metro Trianon-Masp - 400 metros ou 5 minutos a pé; Ponto de ônibus na Av. Paulista - 260 metros ou 4 minutos a pé. Restaurante fast food - 160 metros ou 2 minutos a pé; Farmácia - 40 metros ou 1 minutos a pé; Mercado - 550 metros ou 8 minutos a pé; Hospital TotalCor - 300 metros ou 4 minutos a pé; 86


  

Parque Trianon - 600 metros ou 8 minutos a pé; Aeroporto de Congonhas - 8,5 km ou 19 minutos de carro; Museu - 700 metros ou 9 minutos a pé.

Não tem muita diferença na localização do terreno da primeira proposta e da segunda. Os dois se encontram na Alameda Santos, em uma região consolidada. Porém, o terreno da segunda proposta tem uma área menor. O terreno possui 25 metros x 20 metros. Apresenta poucas curvas de níveis, o que faz dele um terreno quase plano. Quanto a legislação, o terreno está localizado dentro da subprefeitura de Pinheiros, portanto, rege sob as leis que a subprefeitura determina. O terreno está localizado na Zona de Expansão Urbana 1 (ZEU 1).

Imagem 109 - Zoneamento do terreno. Fonte: geosampa.prefeitura.sp.gov.br/. Acesso em junho de 2016.

Imagem 110 – Qualificação ambiental do terreno. Fonte: geosampa.prefeitura.sp.gov.br/. Acesso em junho de 2016.

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A classificação da qualificação ambiental do lote escolhido é PA 5.

Imagem 111 – Uso e ocupação do solo. Fonte: prefeitura.sp.gov.br/. Fonte: prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016.

O uso do solo é classificado como Zona Mista de Alta Densidade Tipo B. As tabelas abaixo de coeficiente de aproveitamento, características de dimensionamento e ocupação dos lotes e recuos mínimos são referentes, em geral, a esse tipo de uso do solo, porém, em determinados lotes encontra-se diferenciais que serão citados abaixo das tabelas.

Tabela 5 – Coeficiente de aproveitamento da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016.

Tabela 6 – Características de dimensionamento e ocupação dos lotes da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016.

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Tabela 7 – Recuos mínimos da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016.

No site da subprefeitura encontramos algumas restrições específicas sobre os lotes que estão inseridas em determinadas zonas. A quadra que se encontra o terreno escolhido pertence a ZM 3B/18, ou seja, seu coeficiente de construção aproveitamento não é de 2,0, como no resto da ZM 3B, e sim de 4,0. Outra restrição imposta no lote é que a partir de 6,0 metros de altura deverá ser observado um recuo mínimo de 3,0 metros em relação as divisas do terreno. A área do terreno escolhido é de 500m², e com todas as leis impostas do terreno o programa do projeto ficará entre:    

Taxa de ocupação máxima de 250m²; De 1 a 8 pavimentos construídos, sendo a área mínima construída de 100m² e área máxima de 2.000m²; Mínimo de 75m² de área permeável; Mínimo de 5 metros de recuo frontal e 3 metros de recuos laterais. Comentários

Após este estudo realizado, nota-se que São Paulo apresenta inúmeros hostels, porém carece de hostels que sejam projetados para tal finalidade. Apesar de ser classificado como hospedagem alternativa, o empreendimento tem a necessidade de ser projetado e não somente adaptado, pois, em qualquer tipo de hospedagem, o hostel recebe pessoas de vários lugares e culturas diferente e alguns aspectos que tem de ser levados em consideração como: fluxo, privacidade, organização, entre outros itens. A proposta para o projeto será de um hostel com o máximo de conforto possível. Melhorar pontos como: organização, fluxo, privacidade e até mesmo aproveitar o local em que o terreno escolhido está inserido, perto de uma das maiores e mais movimentadas avenidas de São Paulo. Onde o acesso é fácil para qualquer tipo de serviço, uma região que funciona 24h, onde se misturam programas culturais e negócios, uma cidade com tantos atrativos merece um hostel no mesmo nível.

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7. PROJETO Próxima à região da Paulista, encontra-se em constante e profunda transformação. As antigas ocupações de sobrados, a maioria de comércio, estão sendo substituídas por altos edifícios sem a devida adequação na infraestrutura. Esse processo acontece devido à saturação de altas torres na Avenida Paulista, agora a sua expansão está ocorrendo para as ruas próximas. O projeto busca inserir neste contexto como uma forma de mediação entre os distintos tempos. Com 500m², o terreno possui uma localização entre esquina, duas alamedas conhecidas dos paulistas: Alameda Santos com a Alameda Campinas. Trata-se de dois lotes, sobrados. Um está desocupado o outro atualmente é um restaurante de fast food. Ambos estão descuidados. Os vizinhos mais recentes apresentam torres altas, porém, a maioria ainda são sobrados do passado. O edifício proposto tem 32 metros. Aproxima-se das construções ao redor e está implantado recuado, formando-se uma praça no térreo que liga as duas frentes do edifício estabelecendo continuidade com as áreas de passeio do bairro. A praça, metade na sombra, abriga um café, jardim e um piso permeável. É um bom padrão de urbanização numa cidade que carece de espaços públicos cuidados e agradáveis no meio de construções. A torre que abriga o hostel é composta por 8 pavimentos. No térreo, seria a recepção e a área de serviço do hostel, o café não possui ligação com o hostel. No primeiro pavimento é a área comum do hostel. Ou seja, cozinha, sala de televisão, computadores, uma pequena biblioteca e jogos são compartilhados, todos que estiverem acomodados no hostel poderão usufruir da área. Na outra torre é a área administrativa do hostel, junto com a sala do gerente. Os demais pavimentos são os quartos, todos equipados com beliches e banheiros nas duas torres. Os quartos são simples e pequenos, porém apresentam o conforto necessário para um período de noites a serem utilizados. O núcleo de circulação foi inserido no meio dos edifícios, criando uma conexão entre ambos. Os espaços são compactos, pois, o terreno é reduzido. A localização é excelente para qualquer tipo de viajante, seja aquele que está em São Paulo para negócios, turismo, necessidade de tratamento hospitalar, entre diversos motivos. A seguir, plantas, cortes e fachadas do edifício proposto para o 011 Hostel.

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Imagem 112 - Implantação. Fonte: Elaborado pela autora

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Imagem 113 - Planta TĂŠrreo. Fonte: Elaborado pela autora

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Imagem 114 - Planta Ă rea Comum. Fonte: Elaborado pela autora

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Imagem 115 - Planta Dormitรณrio. Fonte: Elaborado pela autora

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Imagem 116 - Corte AA e Fachada Oeste. Fonte: Elaborado pela autora

Imagem 117 - Corte BB e Fachada Norte. Fonte: Elaborado pela autora

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Imagem 118 - Corte CC e Fachada Sul. Fonte: Elaborado pela autora.

Imagem 119 â&#x20AC;&#x201C; Perspectiva frontal do edifĂ­cio. Fonte: Aline Vicentini.

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Imagem 120 – Perspectiva lateral do edifício. Fonte: Aline Vicentini.

Imagem 121 – Perspectiva do edifício. Fonte: Aline Vicentini.

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8. CONSIDERAÇÕES FINAIS O levantamento feito a partir de referências bibliográficas foi importante para a fundamentação da primeira parte do trabalho. Todo esse estudo sobre a história faz parte da base a pesquisa para melhor compreensão de projetos que foram estudados. Os estudos de caso da pesquisa mostraram as opções de hostels que São Paulo oferece. Após esses estudos, pode-se perceber que os projetos de hostels encontrados em São Paulo são os mais diversificados possíveis, tentando agradar o maior público possível, assim, como São Paulo. Os hostels apresentam grandes características de sua cidade, e tudo isso é transmitido pela arquitetura, seja em projeto ou em design. Alguns hostel tem como prioridade conforto, oferecendo travesseiros e lençóis de camas melhores, para fazer com que o hospede sinta-se em casa. Outros hostels tem como prioridade o agito noturno e o bar acaba tendo um enfoque maior no hostel. Outros são bem parecidos com hotéis, para aqueles que vem para a cidade tratar de negócios. São Paulo apresenta hostel para todos tipos de personalidades e finalidades. São Paulo, é a cidade mais bem desenvolvida no setor hoteleiro, apresenta serviços que demandam custos altos, devido as melhores cadeias de hotéis, nacionais e internacionais, estarem presentes na cidade. A cidade tem que investir no ramo de hospedagem alternativa uma vez que os hotéis de luxo não satisfazem a demanda toda. Mas apesar do grande potencial turístico da cidade e do país, não conseguimos alcançar o desenvolvimento ideal em termos de acomodação e serviço. Problemas na infraestrutura, segurança, hospitalidade e prestação de serviço deixa a desejar e acabam afastando os viajantes. E uma das maiores críticas feitas por especialistas do setor é a falta de recursos destinados ao turismo. O hostel está ao alcance de qualquer cidade do país, porém, necessita de incentivos de órgãos interessados e empreendedores que desejam criar a cultura dessa hospedagem alternativa. O preço acessível não é o único motivo do aumento de interesses ligados a esses estabelecimentos, mas também a mudança de comportamento dos novos turistas que buscam programar a sua viagem de maneira independente, buscando se envolver mais na cultura local e experiências autênticas, pois, hoje em dia as pessoas não querem mais conhecer os lugares comuns e com isso os hostels acabam se destacando e ganhando cada vez mais espaços. O projeto é voltado para todos os públicos possíveis. A partir do estudo realizado descrito acima, percebemos hostels direcionado para finalidades distintas e o trabalho é voltado para abranger os turistas que chegam a São Paulo. Oferecendo confortável e agradável hostel seja para permanecer pequenos ou grandes períodos. Além de o projeto apresentar um design diferencial na região que constantemente apresenta transformações em sua arquitetura.

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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRESI - Associação Brasileira de Gastronômia, Hospedagem e Turismo. 2014. EMBRATUR. Projeto de Albergues da Juventude. Rio de Janeiro, 1987 GIARETTA, Maria José. Turismo da Juventude. Barueri, SP, 2003. LOCKER, L; PEARCE, P.L. Young budget travelers: backpack in Australia. Annals of tourism research. Vol. 22, 1995. LOCKER, L. The backpacker phenomenon II: more answers of the futher questions. North Queensland: James Cook University, 1993. RILEY, P.J.Road Culture of International Long. Term budget travelers. Annals of tourism research. Vol. 15, 1998 TIMOTHY, Dallen. Tourism and the Lodging Sector. Chapter 13: Youth Hostels and Backpacker Accommodation. 2009. TROTTA, Joaquim. Educação e correlação. Experiência internacional e Regional. Os albergues da Juventude para Jovens e Jovens de Espírito. Rio de Janeiro, Associação dos diplomados da Faculdade de Educação da UERJ, 1978

INTERNET Anuário Estatístico Turismo 2015. Disponível em: <http://www.observatoriodoturismo.com.br/> Acesso em 15 de Março de 2016. Beewtravel Disponível em: <http://www.beewtravel.com.br> Acesso em Abril de 2016. Booking Disponível em: <http://www.booking.com> Acesso em Abril de 2016. Brasil avança 23 posições em ranking de competitividade do turismo Disponível em: <http://www.turismo.gov.br/ultimas-noticias/268-brasil-avanca-23-posicoes-emranking-de-competitividade-do-turismo.html/> Acesso em Maio de 2016. Brazillian Hostelworld Disponível em: <http://www.brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. Dados da cidade Disponível em: < http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp> Acesso em Maio de 2016. Generator Berlin Mitte / Ester Bruzkus + DesignAgency Disponivel em: <http://www.archdaily.com/483366/generator-berlin-mitte-ester-bruzkusdesignagency/> Acesso em Abril de 2014. Generator - Hostels inspirados no design. Disponivel em: <https://generatorhostels.com/pt/> Acesso em Abril de 2016. 99


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LISTA DE IMAGENS Imagem 1 - Hostel em Altena, Alemanha. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. ............................................................................................................................... 12 Imagem 2 - Variações do logotipo da marca Hostelling International. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. ......................................................................................... 15 Imagem 3 - Albergue Muxarabi em Cabo Frio. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. ............................................................................................................................... 16 Imagem 4 - Albergue Muxarabi em Cabo Frio. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. ............................................................................................................................... 16 Imagem 5 - Hostel Camburi, em São Sebastião - SP. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. .......................................................................................................................... 18 Imagem 6 - Albergue Praia do Forte, na Bahia. Fonte: Giaretta, Maria José. Turismo da Juventude, 2003. ............................................................................................................................... 18 Imagem 7 - Linha do Tempo. Fonte: Elaborada pela Autora. 2016. .................................... 19 Imagem 8 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 25 Imagem 9 - Recepção do Viva Hostel Design. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 26 Imagem 10 - Cozinha equipada coletiva. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016................................................................................................................................................... 27 Imagem 11 - Sala de televisão equipada com videogames. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ......................................................................................................... 27 Imagem 12 - Quarto compartilhado. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016................................................................................................................................................... 28 Imagem 13 - Beliches feitos de alvenaria. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016.............................................................................................................................................. 28 Imagem 14 - Beliches com luzes individuais. Fonte: vivahostel.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 29 Imagem 15 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 30 Imagem 16 - Entrada e logo ao lado o bar do Lil’Square Hostel. Fonte: oladoadoladob.wordpress.com. Acesso em Abril de 2016. .............................................................. 31 Imagem 17 - Área ao ar livre do bar do Lil’Square. Fonte: oladoadoladob.wordpress.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 31 Imagem 18 - Dormitório compartilhado quarto azul do Lil’Square Hostel.. Fonte: lilsquare.com.br. Acesso em Abril de 2016. ...................................................................................... 32 Imagem 19 - Dormitório compartilhado quarto rosa. Fonte: lilsquare.com.br. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 32 Imagem 20 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 33 Imagem 21 - Fachada do Bee.W. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016. .... 34 Imagem 22 - Cozinha equipada do Bee.W Hostel. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 34 101


Imagem 23 - Área de convivio do Bee.W. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 35 Imagem 24 - Área do terraço do Bee.W Hostel. Fonte: portuguese.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 35 Imagem 25 - Quarto Grafitti. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016. .......... 36 Imagem 26 - Quarto Dona Maria. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.... 36 Imagem 27 - Quarto Retro. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016.............. 37 Imagem 28 - Quarto Sampa. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016. ........... 37 Imagem 29 - Quarto Amazônia. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016....... 38 Imagem 30 - Quarto India. Fonte: beewtravel.com.br. Acesso em Abril de 2016............... 38 Imagem 31 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 39 Imagem 32 - Fachada do We Hostel Design. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. ........................................................................................................................................................... 40 Imagem 33 - Lounge do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 40 Imagem 34 - Refeitório do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 41 Imagem 35 - Cozinha do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 41 Imagem 36 - Bar do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016. ........................................................................................................................................................... 42 Imagem 37 - Sala de vidro We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 42 Imagem 38 - Sala de televisão We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016.............................................................................................................................................. 43 Imagem 39 - Jardim do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 43 Imagem 40 - Outra vista do jardim do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 44 Imagem 41 - Quarto privativo do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 44 Imagem 42 - Quarto compartilhado do We Hostel Design. Fonte: wehostel.com.br. Acesso em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 45 Imagem 43 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 45 Imagem 44 - Fachada do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 46 Imagem 45 - Recepção mais o lounge do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. ........................................................................................... 47 Imagem 46 - Pátio interno do São Paulo Lodge Business Hostel.Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 47 Imagem 47 - Cozinha do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 48 102


Imagem 48 - Jacuzzi do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 48 Imagem 49 - Quarto compartilhado do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: saopaulolodge.com. Acesso em Abril de 2016. ................................................................................ 49 Imagem 50 - Suíte privativa do São Paulo Lodge Business Hostel. Fonte: saopaulolodge.com. Acesso em Abril de 2016. ................................................................................ 49 Imagem 51 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 50 Imagem 52 - Fachada do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 51 Imagem 53 - Cozinha mais área do refeitório do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. ...................................................................... 51 Imagem 54 - Bar do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 52 Imagem 55 - Vista de cima do pátio interno do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. ...................................................................... 52 Imagem 56 - Área do bar mais telão do CityLights Hostel.Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 53 Imagem 57 - Quarto compartilhado do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 53 Imagem 58 - Suíte privativa do CityLights Hostel. Fonte: brazilian.hostelworld.com. Acesso em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 54 Imagem 59 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 54 Imagem 60 - Fachada do The Hostel Paulista. Fonte: booking.com. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 56 Imagem 61 - Escada que da acesso do térreo ao primeiro pavimento no The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ..................................... 56 Imagem 62 - Recepção The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 57 Imagem 63 - Outra vista da recepção The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ......................................................................................................... 57 Imagem 64 - Cozinha do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 58 Imagem 65 - Refeitório do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016....................................................................................................................... 58 Imagem 66 - Sala de televisão do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ......................................................................................................... 59 Imagem 67 - Sala de projeção do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ......................................................................................................... 59 Imagem 68 - Bar do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .................................................................................................................................... 60 Imagem 69 - Terraço do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 60 103


Imagem 70 - Suíte privativa The Hostel Paulista. The Hostel PaulistaFonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ............................................................... 61 Imagem 71 - Dormitório compartilhado do The Hostel Paulista.Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ............................................................... 61 Imagem 72 - Dormitório compartilhado feminino do The Hostel Paulista. Fonte: thehostelpaulista.com.br. Acesso feito em Abril de 2016. ............................................................... 62 Imagem 73 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 63 Imagem 74 - Fachada do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. ........................................................................................................................................................... 64 Imagem 75 -Recepção do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. ........................................................................................................................................................... 64 Imagem 76 - Área comum do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 65 Imagem 77 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. ........... 65 Imagem 78 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016............ 66 Imagem 79 - Salão de jogos. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. ........... 66 Imagem 80 - Dormitórios compartilhados do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. .............................................................................................................................. 67 Imagem 81 - Detalhe do gaveteiro do beliche do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016. .................................................................................................................. 67 Imagem 82 - Suíte privativa do Brazilodge. Fonte: brazilodge.com.br/. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 68 Imagem 83 - Área comum do The Cube Hostel. Fonte: disponível em cubehostel.be. Acesso em abril de 2016. .............................................................................................................................. 70 Imagem 84 - Refeitório do Dream Hostel. Fonte: disponível em dreamhostel.fi/. Acesso em abril de 2016...................................................................................................................................... 71 Imagem 85 - Área comum do One 80°. Fonte: disponível em one80hostels.com/. Acesso em abril de 2016. .............................................................................................................................. 71 Imagem 86 - Localização do hostel via satélite. Fonte: Google Maps. Acesso em Abril de 2016................................................................................................................................................... 72 Imagem 87 - Planta do térreo do Generator Hostel Mitte. Fonte:archdaily.com. Acesso feito em abril de 2016. ...................................................................................................................... 73 Imagem 88 - Fachada do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 74 Imagem 89 - Recepção e lounge do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 74 Imagem 90 - Lounge do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. ...................................................................................................................... 75 Imagem 91 - Biblioteca do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 75 Imagem 92 - Refeitório do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 76 Imagem 93 - Refeitório do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 76 104


Imagem 94 - Entrada do bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 77 Imagem 95 - Bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. ...................................................................................................................... 77 Imagem 96 - Detalhe da iluminação do bar do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 78 Imagem 97 - Subsolo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. ...................................................................................................................... 78 Imagem 98 - Subsolo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. ...................................................................................................................... 79 Imagem 99 - Pátio interno do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 79 Imagem 100 - Corredor dos dormitórios do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 80 Imagem 101 - Corredor dos dormitórios do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 80 Imagem 102 - Suíte privativa do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 81 Imagem 103 - Quarto duplo do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .......................................................................................................... 81 Imagem 104 - Quarto compartilhado feminino do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 82 Imagem 105 - Quarto compartilhado feminino do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 82 Imagem 106 - Quarto compartilhado do Generator Hostel em Mitte. Fonte: generatorhostels.com. Acesso feito em abril de 2016. .................................................................... 83 Imagem 107 - Localização do hostel via mapa com intervenção da autora. Fonte: Google Maps. Acesso em maio de 2016........................................................................................................ 85 Imagem 108 - Localização do terreno via satélite com intervenção da autora. Fonte: Google Maps. Acesso em maio de 2016. .......................................................................................... 86 Imagem 109 - Zoneamento do terreno. Fonte: geosampa.prefeitura.sp.gov.br/. Acesso em junho de 2016. .................................................................................................................................. 87 Imagem 110 – Qualificação ambiental do terreno. Fonte: geosampa.prefeitura.sp.gov.br/. Acesso em junho de 2016. ................................................................................................................ 87 Imagem 111 – Uso e ocupação do solo. Fonte: prefeitura.sp.gov.br/. Fonte: prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016. ............................................................................. 88 Imagem 112 - Implantação. Fonte: Elaborado pela autora ................................................. 91 Imagem 113 - Planta Térreo. Fonte: Elaborado pela autora ............................................... 91 Imagem 114 - Planta Área Comum. Fonte: Elaborado pela autora ..................................... 93 Imagem 115 - Planta Dormitório. Fonte: Elaborado pela autora ........................................ 94 Imagem 116 - Corte AA e Fachada Oeste. Fonte: Elaborado pela autora ........................... 95 Imagem 117 - Corte BB e Fachada Norte. Fonte: Elaborado pela autora ............................ 95 Imagem 118 - Corte CC e Fachada Sul. Fonte: Elaborado pela autora ................................ 96 Imagem 119 – Perspectiva frontal do edifício. Fonte: Aline Vicentini. ................................ 96 Imagem 120 – Perspectiva lateral do edifício. Fonte: Aline Vicentini. ................................ 97 105


Imagem 121 – Perspectiva do edifício. Fonte: Aline Vicentini. ............................................ 97

LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Diária média dos hostels. Fonte: Observatório do Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2015. ........................................................................................................................... 21 Tabela 2 - Meios de hospedagem. Fonte: Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2016. ................................................................................................................................ 22 Tabela 3 - Hostels - Taxa de ocupação e diária média. Fonte: Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, 2016. ............................................................................................ 22 Tabela 4 – Quadro resumo dos hostels estudados. Fonte: Elaborada pela autora, 2016. .. 69 Tabela 5 – Coeficiente de aproveitamento da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016. ................................................................. 88 Tabela 6 – Características de dimensionamento e ocupação dos lotes da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016...... 88 Tabela 7 – Recuos mínimos da ZM Alta Densidade B. Fonte: tabela adaptada do site prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: junho de 2016. ............................................................................. 89

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Projeto de Arquitetura: Hostel  

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Aluna: Larissa Tammy Shiki. Orientação:...