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projeto de arquitetura efĂŞmera

Festival da literatura brasileira


CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC

MATTHEUS SILVA

Trabalho de conclusão de curso, sob orientação do professor Doutor Nelson Urssi

SÃO PAULO 2017


AGRADECIMENTOS • Primeiramente aos meus pais, que sempre puderam investir nos meus estudos e me apoiaram perante às minhas decisões; • Ao meu orientador, Professor Doutor Nelson Urssi, que sempre permaneceu insistente e pronto para questionar minhas intenções dentro do trabalho de conclusão de curso; • À minha amiga Ana Simão, que sempre me apoiou e me ajudou a dar o meu melhor sempre. Aos meus amigos Francisco, Tatiana e Karen, que fizeram questão de se reunir comigo durante o processo de escrita deste trabalho.


“A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte; A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte...” Titãs


RESUMO A cultura de um modo geral, composta pela música, literatura, arquitetura e afins, é de suma importância para a criação de uma bagagem para as pessoas, não só como conhecimento, mas como diferentes modos de expressão e interação perante à vida. O projeto do Festival da Literatura Brasileira presente neste trabalho irá abordar todos esses objetivos, juntamente com a necessidade de propiciar relações interpessoais,

a

conhecimento

e

partir

da

experiências

troca

de

através

de

oficinas, workshops e debates. Palavras chave: arte; cultura; literatura brasileira; festivais; arquitetura efêmera.


SUMÁRIO INTRODUÇÃO.................................................p.08 1. PANORAMA GERAL DAS ARTES NO BRASIL..................................................................p.09 1.1. ASCENÇÃO DAS ARTES EM TEMPO DE DITADURA.......................................................p.09-12 1.2. PAPEL DA ARTE NA SOCIEDADE.......p.12-15 2. LITERATURA BRASILEIRA, ORIGEM E FUNÇÃO..............................................................p.16 2.1.CONTEXTUALIZAÇÃO.........................p.16-17 2.2. OBJETIVOS GERAIS PERANTE O PROJETO…....….............................................p.18-20 3. O CAMINHAR DA CULTURA NO BRASIL PERANTE ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS…….........p.21-26 4. ESTUDOS DE CASO…….......……..........…..p.27 4.1. VIRADA CULTURAL 2017..………...…p.27-32 4.2. FESTIVAL DE LITERATURA INFANTIL DE MONTEIRO LOBATO………...........…………p.32-35 4.3. SERPENTINE GALLERY...................…..p.36-38


4.4. THE MAGAZINE…………………….….p.39-43 4.5. PAVILHÃO OSCAR NIEMEYER…....…p.44-48 5. PROJETO................…………..…............…..p.49 5.1. PROCESSO..........................................p.49-50 5.2. PRODUTO FINAL.................................p.51-52 5.3. PROGRAMA.......................................p.52-54 5.4. LOCAL.................................................p.54-55 6.0. PROJETO ARQUITETÔNICO.....................p.55 6.1. PARTIDO..............................................p.55-56 6.2. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO..............p.56-59 6.3. PALCO................................................p.59-60 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS……………....p.61-62 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……....p.63-66


INTRODUÇÃO O acesso à cultura e arte é algo que deve fazer parte do cotidiano de cada indivíduo. Os programas que propiciam isso, seja do Estado ou até mesmo sob fins privados, devem explorar cada

vez

mais

projetos

culturais

para

a

interação da sociedade e a obtenção de conhecimento elementos pesquisa,

perante

serão assim

alguns

abordados como

a

temas. durante

possibilidade

Tais essa de

unificação e utilização das demais artes com a arquitetura para consolidar tais objetos e a contextualização do cenário cultural no Brasil, juntamente com a criação e introdução do projeto do Festival da Literatura Brasileira, abordando todas as necessidades e funções das artes descritas anteriormente.


1. PANORAMA GERAL DAS ARTES NO BRASIL 1.1. ASCENÇÃO DAS ARTES EM TEMPOS DE DITADURA Caracterizada por diversas mudanças e desenvolvimentos, seja na arte, política e indústria, a década de 60 foi o momento em que o Brasil passou a caminhar para a consolidação de novos símbolos no cenário artístico. A ascensão e evolução da televisão foi um fator determinante para o desenvolvimento das

artes.

modernização

Inserido do

nos

Brasil,

no

projetos período

de de

ditadura, ocorreram grandes investimentos do Estado, incluindo a criação das redes nacionais de TV. A mídia e as formas de expressão foram remodeladas, juntamente com a relação do público com os bens culturais da época, como podemos compreender na citação abaixo:


O estímulo estatal à criação das redes de televisão aberta não deve ser menosprezado pelos investigadores do período da ditadura militar: ele é claramente um sintoma da modernização

da

própria

forma

da

administração social no país. Como em todos os lugares, o Brasil também entrava nesses anos na época da administração total. [...] a televisão é autoritária, exige submissão do espectador, isola-o, é regressiva e impõe um tipo artificial de socialização: nesse sentido, ela cria

condições

consideravelmente

objetivas a

que

produção

dificultam cultural

autônoma. Como ela também ajuda a calar a voz da sociedade, seu êxito e alcance torna supérfluo e desnecessário a uso da censura. (Franco, 2003)


Em paralelo ao desenvolvimento citado anteriormente, o enrijecimento da censura durante

a

ditadura

militar

influenciou

negativamente nas artes, servindo não apenas para manter o silêncio de opositores, mas também para frear e romper a tradição de produção cultural da época, influenciando nos campos da música, literatura, teatro e afins. As peças teatrais e demais espetáculos, para serem

encenadas

dependiam

de

censura

prévia, da análise do ensaio geral e da expedição do certificado de censura. Além de três

exemplares

do

texto,

deveriam

ser

apresentados à DCDP [Divisão de Censura de Diversões Públicas] dados relativos aos cenários, às cenas e ao guarda-roupa. Aprovado o texto, designa-se dia e hora para o ensaio geral.

Após

a

liberação

do

espetáculo,

nenhuma alteração, seja no texto ou nos


elementos cênicos, poderia ser feita. (Oliveira e Resende, 2001). Para a criação do projeto, o entendimento sobre a relação do Brasil com as demais artes, seja na época de ditadura ou nos dias atuais é relevante para a contextualização, com a intenção de agregar conhecimento no cenário para assim criar um projeto que espelhe todas essas

características

e

considere

todo

o

panorama presente em nosso país.

1.2. PAPEL DA ARTE NA SOCIEDADE Para que possamos chegar ao objetivo final dessa pesquisa, será necessária a junção de diversos fatores que poderão explicitar e provar a real necessidade do projeto. A inserção das artes no panorama brasileiro foi


comentada no subcapítulo anterior, dessa forma, poderemos seguir com os próximos fatos. Segundo Renata Cibele, escritora e artista formada pela PUC Campinas, em um artigo publicado em 2007, afirma que a arte é uma forma de expressar o que cada um sente no íntimo. Não importa o modo como a pessoa faz arte,

seja

como

escritor,

escultor,

pintor,

arquiteto; o que realmente importa é o ato de fazer. Além de tudo, a escritora ressalta o fato de que a arte pode traduzir as experiências da vida,

e

também

servir

como

veículo

de

informação, no caso das propagandas, por exemplo. Inserido no mesmo artigo, a artista ainda relaciona as artes com os desejos de uma sociedade que tenta fugir da realidade. O mundo está investindo demasiadamente na arte, pois a insegurança, a instabilidade, as incertezas que estamos vivendo, fazem com que a fuga, por alguns momentos, de realidade


alivie as tensões […] O artista e a propaganda expressam as angústias de uma sociedade materialista que se sente ameaçada na luta pela vida. (Renata Cibele)

Além de compreender a função das artes para as pessoas, de maneira geral, isto é, sem determinar idade, sexo ou condição social em que está inserida, pode-se também citá-la mediante alguns exemplos, como será exposto a seguir. Para que se mostre relevante a criação de um Festival da Literatura Brasileira, deve-se entender os motivos que qualificam e legitimam tais objetivos, a partir do momento em que o projeto visa o aprendizado e a troca de informações entre pessoas de todas as idades.


Dando sequência ao parágrafo anterior, deve-se entender a relevância das artes para a formação,

e

o

quanto

ela

pode

gerar

consequências positivas a partir do momento que é estudada, desde a escola, no caso. Segundo Daniela Cristina, em artigo para a Revista Conteúdo (2010), a arte exerce um papel de grande importância na educação escolar e na vida das pessoas, desde o início das civilizações, tornando-se algo essencial. Além disso, afirma: A arte é importante na vida da criança, pois colabora

para

o

seu

desenvolvimento

expressivo, para a construção de sua poética pessoal e para o desenvolvimento de sua criatividade, tornando-a um indivíduo mais sensível e que vê o mundo com outros olhos. (Daniela Cristina)


2. LITERATURA BRASILEIRA: ORIGEM E FUNÇÃO 2.1. CONTEXTUALIZAÇÃO Segundo

Alessandra

Rufino,

em

“A

Importância da Literatura como Fonte de Pesquisa na Construção do Pensamento Social Brasileiro”, a literatura pode ser vista como um dos elementos que fazem parte da construção do pensamento social, a partir do momento que a mesma evidencia crenças e percepções pessoais, o que interfere no modo como os seres humanos refletem sobre seu modo de viver e de estar no mundo. Por fim, conclui que a literatura só passou a possuir certa relação e interação entre autor e público a partir do século XIX. Além de tudo, a mesma também pode demonstrar o cotidiano da humanidade dentro de um contexto temporal e especial.


Após definir o conceito de literatura, a autora ressalta que a mesma está ligada à concepção estética, onde a proposta inicial é possibilitar uma

sensação

receptor,

de

prazer

podendo

compreensão

da

e

emoção

contribuir constituição

ao

para da

a vida

intelectual e da sociedade pertencente a um determinado momento histórico. Inserido no cenário da literatura no Brasil, a mesma foi consolidada entre os brasileiros como tradição documental desde o período colonial, dessa forma, literatura e documento eram tidas com o mesmo nível de importância, a

partir

do

momento

em

que

as

duas

realizavam descrições históricas e geográficas. Os primeiros registros de escrituras permeavam, como dito anteriormente, a descrição do local em

que

sentimento tropical.

estavam de

inseridos,

admiração

junto pela

com

o

natureza


2.2. OBJETIVOS GERAIS PERANTE O PROJETO Inserido no documento referente ao projeto criado pela Universidade Federal do Maranhão, ““Cempósio” Literário: Século de Produção Cultural”, pode-se entender que a literatura brasileira exerce grande influência na história cultural, social, política e econômica de todos a partir do momento que ainda possibilitam a continuidade da riqueza literária, visto que importantes

obras

realizadas

por

diversos

escritores brasileiros, ainda despertam interesse e precisam ser relembradas e valorizadas para que possam contribuir para a formação social, pessoal, e intelectual de cada pessoa, fato que já pode ser citado anteriormente junto com a relevância das demais artes. Os objetivos referentes aos projetos realizados pelos professores da UFMA, podem também ser inseridos nas intenções com a criação do projeto para o Festival da Literatura Brasileira:


Por

saber

que

é

fundamental

para

a

sociedade estar sempre consciente de sua herança cultural, e sabendo o quanto os escritores

brasileiros

contribuem

para

o

enriquecimento cultural da nação, este projeto se considera de excelente importância para comemorar e resgatar a carga intelectual deixada pelos autores. (“Cempósio” Literário) Por fim, retomando o texto de Alessandra Rufino,

a

literatura

é

fundamental

na

construção histórica e social da humanidade. A mesma não deve ser tida como passatempo. Todo o conhecimento que pode ser tido, deve ser aproveitado e administrado de maneira consciente,

tendo

em

vista

que

o

conhecimento literário tem a capacidade de renovar aspectos culturais de acordo com


cada geração, fatores que serão refletidos no projeto do Festival da Literatura Brasileira.


3. O CAMINHAR DA CULTURA NO BRASIL PERANTE ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS Segundo Marcelo Bones (2016), a cultura e a criação de políticas públicas voltadas para a arte, no Brasil, é um exercício complexo. Ainda hoje, o Estado possui pouca interferência nas atividades culturais e artísticas, concluindo que avançamos pouco na construção de sólidas e estruturantes ações para a cultura, e, além disso,

nos

encontramos

atrasados

na

elaboração de um conjunto de práticas que possam colocar a cultura e as artes como eixo central de desenvolvimento das nações, e afirma a necessidade de criação de políticas públicas específicas para elas. A autonomia e importância da cultura no Brasil foi tida a partir da criação, em 1985, do Ministério da Cultura, até então inserida no Ministério da Educação e da Cultura.

Tal


processo se instalou após o período de Regime Militar, que pode ser citado anteriormente, e trouxe

a

esperança

de

uma

ampla

redemocratização do país. O autor ainda relembra que os artistas e os setores culturais, na época,

passaram

a

desempenhar

papel

fundamental na luta contra a ditadura. Cinco anos após ser criado, o Ministério da Cultura e todas as instituições culturais sofreram transformações a partir do governo Collor, implantando uma visão do Estado mínimo e ideologicamente ligado à direita política do país, instaurando a Secretaria da Cultura. Após o afastamento do atual presidente, em 1998, o Ministério

da

consolidada

Cultura

tem

institucionalmente

sua e

estrutura até

2002

exerceu ações consideravelmente tímidas e sem enfrentar o desafio de criar uma política cultural para o país.


Após

refletir

sobre

os

acontecimentos

políticos da época e inserindo-os no âmbito cultural e artístico, o autor introduz a grande transformação política que houve em 2003, após Lula assumir a presidência, e, finalmente, o foco à cultura e ao Ministério foi restabelecido. A partir disso, para concluir, o autor realiza alguns apontamentos iniciais e norteadores que possam contribuir no debate, tanto no Brasil como na América Latina, sobre o poder da arte e o dever da cultura, segue o trecho retirado de seu artigo “Políticas Públicas para as artes no Brasil” (2016): 1.

Informações,

indicadores,

dados

e

mapeamentos dos setores artísticos - Sem conhecermos a real dimensão da produção artística e seu impacto na sociedade é tarefa impossível qualquer construção. 2. Arte e educação – Fundamental colocar a


reaproximação destas áreas em termos atuais, emergentes e pragmáticos. 3. Financiamento da arte – Certamente um dos temas mais importantes a serem debatidos para construir um pensamento claro sobre a relação do Estado e da sociedade na busca pela sustentabilidade das ações artísticas. 4. Circulação dos bens artísticos – Temos um desafio

gigantesco

circulação

da

arte,

para

pensarmos

abrangente,

numa

universal,

potente e capaz de criar um movimento de autoconhecimento,

desenvolvendo

uma

identidade brasileira e latino-americana. O trânsito da arte é a possibilidade de se criar uma transformação no imaginário subjetivo e simbólico de todos, hoje povoado de lixos do pior da indústria do entretenimento. 5. A infraestrutura das artes (salas de artes cênicas e de música, lonas de circo, espaços de

exposições,

estrutura

técnica

e

sua


qualificação, bibliotecas, etc.) - Hoje grande parte do investimento do governo federal é feito

diretamente

aos

artistas.

Acredito

importante rever esta lógica e desenvolver um plano, mesmo que a longo prazo, para criar uma rede de espaços e estruturas de fruição da arte. 6. Internacionalização – O diagnóstico que temos hoje sobre a circulação da arte no nosso continente é certeiro e definitivo: existe um abismo entre a nossa volumosa, potente e diversa produção e a circulação de nossas obras em outros países e em outros continentes. Temos que encarar urgentemente este desafio e criarmos agências e programas específicos, transnacionais, para a internacionalização de nossa arte. 7. Economia das artes – Diagnosticar esta rede produtiva, pensar e ver como ela se relaciona

com

outros

tantos

setores

da


economia

e

como

potencializar

economicamente nossos esforços artísticos é uma tarefa fundamental nessa construção. 8. Formação – É urgente pensarmos em como são formados nossos artistas, gestores e técnicos

que

remodelando

gravitam o

papel

no das

fazer

artístico,

instituições

existentes e criando outras possibilidades de aperfeiçoamento. 9. Marcos regulatórios – Urgente a criação de marcos regulatórios específicos para a cultura e as artes.


4. ESTUDOS DE CASO A seguir, serão descritos os estudos de caso pertinentes para o projeto do Festival da Literatura Brasileira. Além de fazerem parte de todo o referencial para o projeto, seja no âmbito da própria Arquitetura ou das demais artes, os estudos escolhidos possuem intenções e

perspectivas

similares

às

que

serão

trabalhadas posteriormente. 4.1. VIRADA CULTURAL 2017 Segundo o próprio site do evento, o mesmo foi criado para reflexão do espírito tipicamente paulistano, caracterizado como “cidade que nunca para”. Dessa forma, o evento dura 24 horas e oferece atrações culturais para pessoas de todas faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos.


O evento, com sua primeira edição realizada em 2005, foi inspirado na “nult blanche” francesa, que tinha como objetivo intervir no modo de se relacionar com a cultura, como por exemplo, abrir museus e galerias de arte durante a madrugada. Abrigada em São Paulo, a

Virada

Cultural

busca,

antes

de

tudo,

promover a convivência em espaço público, convidando a população a se apropriar da cidade por meio da arte, música, dança e afins. A edição de 2017 do evento, ocorreu nos dias 20 e 21 de maio, ocupando, em sua maioria, regiões centrais da cidade de São Paulo,

como

por

exemplo,

o

Vale

do

Anhangabaú, Praça da República, Avenida Ipiranga e a Praça Roosevelt.


Figura 1: mapa do evento Fonte: Site oficial Virada Cultura 2017 A programação ficou distribuída por toda a cidade,

isto

é,

ocorrendo

de

maneira


simultânea nos diferentes locais, como citado no parágrafo acima. Os interessados no evento se encontravam cheios de opções, para todos os gostos, sendo elas: shows de MPB, Hip-Hop, peças de teatro e até mesmo cortejos.

Figura 2: show de Alcione com participação de Fafá de Belém Fonte: Folha de São Paulo


Figura 3: intervenção na fachada do Teatro Municipal Fonte: Folha de São Paulo A partir da ida ao evento e entrevistas realizadas, alguns aspectos como falta de segurança, sinalização e coleta de lixo foram detectados. Mesmo sendo um evento de grande porte, a Virada Cultural ainda possui pontos

a

serem

melhorados,

itens

que


certamente serão aplicados a favor do projeto a ser executado. Além disso, as intenções com o Festival da Literatura Brasileira também foram concebidos a partir do uso da Virada como material referencial. 4.2. FESTIVAL DE LITERATURA INFANTIL DE MONTEIRO LOBATO O Festival da Literatura Infantil é um evento que ocorre, desde 2010, no município de Monteiro Lobato, localizado no Estado de São Paulo. Criado com o intuito de preservar a memória

do

escritor

José

Bento

Monteiro

Lobato, o projeto foi e é um marco na biografia do município, que conseguiu potencializar a relação da literatura com toda a comunidade.


Figura 4: flyer de comunicação oficial do evento Fonte: Site Prefeitura de Monteiro Lobato A 7a edição, e última desde então, do evento ocorreu durante os dias 10 a 16 de outubro de 2016, e contou a participação de diversos músicos, incluindo o cantor Toquinho, e


escritores, como Mirian Leitão, voltados ao público infantil, além de oficinas e atividades nas escolas do município. O evento carrega esse nome devido ao fato de que foi o local onde o escritor Monteiro Lobato iniciou sua jornada na literatura. O principal objetivo do Festival, motivo pelo qual serviu como objeto de estudo e referência para o Festival da Literatura Brasileira, é discutir a importância e relevância da literatura infantil no ensino atual, e, também, aproximar os jovens e adultos do hábito de leitura.


Figura 5: espetáculo “O Mágico de Oz” Fonte: Site Prefeitura de Monteiro Lobato

Figura 6: palestra do cartunista Ziraldo Fonte: Site Prefeitura de Monteiro Lobato


4.3. SERPENTINE GALLERY Serpentine Gallery é uma galeria de arte situada próximo ao Rio Serpentine, em Londres, no Reino Unido, inaugurada pelo Conselho de Artes da Inglaterra em 1 de maio de 1970 (Site oficial Serpentine Gallery). Seu edifício foi concebido originalmente como um lugar para mostrar o trabalho de artistas emergentes, particularmente do Reino Unido e regiões. Em mais de 40 anos desde sua inauguração já apresentou exposições de mais de 2.000 artistas e arquitetos renomados, como Yoko Ono, Jeff Koons, Oscar Niemeyer e Zaha Hadid. Em 1998, com patrocínio da Princesa Diana que futuramente ganhou um memorial próximo ao Rio Serpentine -, a Galeria sofreu uma grande reforma que possibilitou a criação do espaço

que

serviria

para

exposição

e

experimentação arquitetônica. Tal exposição


resultou na criação de pavilhões projetados, uma vez ao ano (durante o verão europeu), por diversos arquitetos renomados, como citado anteriormente. Não só o edifício em si, mas o projeto da Galeria

como

transformações

um no

todo,

sofreu

decorrer do

diversas

tempo.

A

notável necessidade de estabelecer contato com todas as artes é algo a se admirar neste projeto, que, assim como os demais estudos feitos anteriormente, realizam o contato e permeiam por todas as formas de conhecer e aprender sobre determinados assuntos, seja nas artes visuais, plásticas e arquitetura. Tal fator aplica-se também no projeto a ser executado ao longo deste trabalho de conclusão, que não prioriza apenas um tipo de arte, prioriza a junção e correlação entre as mesmas, seja na literatura, que é o foco do projeto, teatro e música.


Além das transformações já citadas, em 2013, a Galeria realizou, a partir de uma parceria com a arquiteta Zaha Hadid, uma intervenção em seu outro edifício localizado do outro lado do Rio Serpentine. Dessa forma, atualmente, o projeto contém dois edifícios: Serpentine Gallery e Serpentine Sacler Gallery. O primeiro espaço acomoda as exposições temporárias e fixas, além de receber os pavilhões em seu gramado. O segundo abriga o restaurante The Magazine, projetado por Zaha, servindo de anexo ao outro edifício de exposições.

Figura 7: Serpentine Gallery Fonte: Site oficial Serpentine Gallery – John Offenbach


4.4. THE MAGAZINE

Figura 8: Restaurante The Magazine e Serpentine Sacker Gallery Fonte: Archdaily

Em paralelo ao estudo passado, dessa vez em caráter arquitetônico e projetual, falaremos do

restaurante

The

Magazine

introduzido

anteriormente. O projeto de Zaha Hadid serve como um anexo à Serpentine Sackler Gallery, encarregado de torna-la um novo destino cultural e gastronômico, além de conter um generoso espaço de convivência. Toda a composição é uma síntese de contrastes,


havendo uma relação entre o antigo e novo (Archdaily 2013).

A

expansão

foi

projetada

para

complementar o edifício clássico, calmo e sólido, com um espaço leve, transparente, dinâmico e claramente contemporâneo do século XXI. (Archdaily, 2013) Ao

contrário

do

que

se

parece,

The

Magazine é uma estrutura permanente e plenamente funcional, que, além de conter um restaurante contém pequenos espaços para exposições.

A

multifuncionalidade

e

possibilidade de transformações neste espaço é algo extremamente relevante e utilizável como material referencial para o projeto do Festival da Literatura Brasileira. Todos esses fatos foram


pensados pelos arquitetos responsáveis, Zaha Hadid e Charles Walker, ao realizar o projeto e aplicados através dos poucos elementos fixos no espaço e elementos que controlam toda a iluminação natural que entra no edifício. Os principais materiais utilizados neste projeto foram a fibra de vidro, que compõe toda a cobertura, metal, utilizado nos discretos caixilhos e na estrutura, e o vidro, presente em todo o Magazine formando paredes que permitam o contato com o externo e o recebimento de luz natural. O ponto focal deste projeto é a iluminação natural e os modos de recebe-la, exemplificado anteriormente. A estrutura conta com a presença de cinco claraboias, que, além de permitir o recebimento da luz, servem como pontos de partida dos pilares, que descem através da cobertura e encostam suavemente o piso, expostos nas figuras a seguir.


Todo o conjunto do projeto, resulta em uma obra consideravelmente “leve” em relação ao espaço já constituído, seja o local que está situado, ou ao edifício da Serpentine Gallery que serve de nascente para o The Magazine. Tal relação também servirá de base para a criação do projeto de conclusão de curso, a partir do momento em que o espaço se assemelha ao que será utilizado e citado posteriormente.


Figura 9: planta de cobertura Fonte: Archdaily

Figura 10: área interna The Magazine, relação entre os pilares e claraboias Fonte: Archdaily


4.5. PAVILHÃO OSCAR NIEMEYER Inserido no evento anual da Serpentine Gallery, o pavilhão projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficou exposto durante junho a setembro de 2003. Composto principalmente por elementos metálicos, o pavilhão se fez contrário

ao

estilo

do

arquiteto,

o

impulsionando a um novo desafio e modo de representar a sua arquitetura. A minha preocupação ao projetar o pavilhão para a Galeria Serpentine, no Hide Park de Londres, a única obra metálica por mim desenhada, foi conseguir, na elaboração deste trabalho

tão

simples

e

de

tão

reduzidas

proporções, exprimir o que penso caracterizar minha arquitetura. Assim, ao suspender o piso do pavilhão 1,50 m acima do solo, procurei garantir a leveza que


a distingue. E a mesma foi a minha intenção ao dar uma linha tão movimentada ao perfil do pavilhão, pois é com esse jogo de curvas e retas que faço a minha arquitetura. O resto foi procurar a simplicidade, a boa aplicação de cores e revestimentos com que os interiores devem manter a unidade de qualquer obra arquitetônica. (Oscar Niemeyer, 2009) A relação entre os diferentes níveis presentes no pavilhão, dado através da rampa, escadas e até mesmo pelo fato dele estar elevado a 1,50m do solo, dá todo o movimento que a obra necessita, seja na visão ou ao caminhar pela mesma.

Além disso, algo que também

contribui são os ângulos e curvas presentes na cobertura, que possui aberturas circulares para o recebimento de luz natural.


O olhar, neste caso, se torna protagonista, a partir do momento em que o arquiteto visa não impedir que a visão transcenda o pavilhão. Tal fator é transcrito a partir das aberturas presentes nas fachadas principais, composta apenas por uma parede vermelha e no outro lado vidros recuados que acabam formando uma espécie de espaço de apreciação do entorno. Toda a sustentação estrutural se dá por meio de quatro pilares recuados e posicionados estrategicamente espaços

nos

para

diferentes

a

formação

dos

pavimentos.

Os

elementos construtivos externos aos pilares estão em balanço e elevados do solo, fator que propicia a leveza da obra.


Figura 11 e 12: planta nível -1,00m e +1,90m Fonte: site oficial Fundação Oscar Niemeyer


Figura 13: Pavilhão Oscar Niemeyer Fonte: Archdaily – Sylvain Deleu


5. PROJETO 5.1. PROCESSO O objetivo de focar na literatura brasileira, como base do projeto surgiu desde o projeto cênico

realizado

Cenografia,

durante

também

dada

a

disciplina pelo

de

professor

Doutor Nelson Urssi. Na disciplina, o objetivo era realizar toda a cenografia de um clássico do teatro. Com a intenção de valorização da cultura brasileira (literatura e teatro) e foco nos clássicos literários do país, ficou decidido que o texto a ser trabalhado seria Dom Casmurro, de Machado de Assis. Dessa forma, o projeto estaria completamente ligado à Cenografia, algo que foi a principal intenção desde o início. Após

diversas

indagações,

houve

a

necessidade de ampliar os horizontes e se desligar da ideia original, que era a de uma peça teatral, como dito anteriormente. Tomou-


se, no entanto, a decisão de explorar a cidade, a fim de transmitir toda a linguagem já adquirida, não necessariamente através de uma peça de teatro. A princípio, ficou decidido que o projeto seria uma intervenção direta na cidade, através de exposições, intervenções arquitetônicas e teatrais, já ligadas com a literatura brasileira. Diversas reflexões foram surgindo com a tentativa de desenvolvimento da proposta citada no parágrafo anterior. Mais uma vez, a intenção principal do projeto foi questionada e tensionada para que houvesse uma conclusão sobre o que ser feito. Todas as ideias já tidas foram concentradas em um único produto final, que daria espaço e contexto para todas as intenções que surgiram desde o início do trabalho de conclusão de curso. Dessa forma, ficou decidido a criação de um projeto para um festival, o Festival da Literatura Brasileira.


5.2. PRODUTO FINAL O Festival da Literatura Brasileira é um projeto que abrange áreas além da Arquitetura e Urbanismo. O objetivo não é só criar os elementos arquitetônicos necessários para a existência do projeto, e sim toda a concepção do evento. O objetivo não é criar uma arquitetura efêmera que poderá ter diversos usos, sendo, no entanto, o projeto do Festival da Literatura Brasileira. A denominação dos produtos finais surgiu a partir da listagem da demanda de usos e intenções

que

seriam

exploradas

com

a

criação do evento, que são, por exemplo, a exibição de exposições sobre os clássicos literários, palestras com autores e diretores de teatro, workshops, compra e venda de livros, clube de leitura, espaço para debates e palestras, shows e peças de teatro inspiradas


nos clássicos da literatura brasileira. Dessa forma, houve a decisão de criação de dois pavilhões e um palco, que pudessem receber todo o conteúdo programático. 5.3. PROGRAMA De acordo com o objetivo de levar arte e cultura à população, a fim de proporcionar engajamento e lazer e com a demanda de atrações citadas no subcapítulo anterior, ficou decidido que o festival ocorreria durante um período

de

3

dias,

com

um

conteúdo

programático em ordem crescente em relação a quantidade de público e usos. Dia 1: O primeiro dia do evento, sendo uma sexta-feira, seria destinado aos estudantes, a partir do momento que seria o dia destinado à excursão organizada pelas escolas públicas e privadas do local onde o evento estaria


alocado. Com isso, o primeiro dia do evento seria focado nas exposições, compra e venda de livro, debates e clubes do livro, que acontecerão

simultaneamente

nos

dois

pavilhões. Dia 2: A divisão de atrações do segundo dia do evento é um tanto quanto similar ao dia anterior, diferenciado apenas pelo tipo de utilização do segundo pavilhão, pela abertura ao público geral e a inauguração do palco. Em um dos pavilhões o foco continuará sendo as exposições e o espaço de compra e venda de livros, já no segundo o foco será para coletivas de imprensa, autógrafos e palestras, ambos ocorrendo simultaneamente e até o início da tarde, a fim de não interferir na utilização posterior do palco. Além dos pavilhões, cada um com o seu tipo de uso, no final do dia ocorreria a abertura do palco, recebendo


peças teatrais durante o início da tarde e a noite do mesmo dia. Dia 3: Ao contrário dos dias anteriores, o terceiro dia do evento se desprende um pouco do âmbito literário presente nas exposições, palestras e debates. Com o intuito de receber um público maior e de proporcionar diversas experiências

aos

visitantes

do

evento,

a

utilização do palco também será para shows dos principais artistas clássicos e atuais do Brasil. Dessa forma, a utilização dos pavilhões segue como no dia anterior, sendo encerrada no início da tarde e com o início das atrações no palco. 5.4. LOCAL Por se tratar de uma arquitetura efêmera, foi tomada a decisão de que o Festival da Literatura Brasileira não teria necessariamente


um

local

fixo

arquitetura

e

e todo

pré-determinado. o

seu

Sua

conteúdo

programático pode ser levada a qualquer lugar que pudesse receber o evento. Tal decisão surgiu a partir da intenção de transcender os limites e a possibilidade de levar o evento a qualquer país e cidade do mundo, a fim de espalhar, cada vez mais, a cultura brasileira. 6.0. PROJETO ARQUITETÔNICO 6.1. PARTIDO O partido arquitetônico do projeto surgiu a partir da necessidade de criar uma linguagem que remetesse aos livros, dada através de uma colagem de formas geométricas, compondo blocos com cheios e vazios em diferentes alturas. Como pode-se ver na nas perspectivas externas (ver prancha), os volumes gerados dão movimento ao edifício efêmero. Assim como os


pavilhões,

o

palco

também

possui

essa

proposta, tratado de forma mais bidimensional em relação às formas dos pavilhões. Optou-se por uma concepção bem simplificada em termos arquitetônicos. Por se tratar de uma arquitetura efêmera, o projeto necessita de formas simples e fáceis de serem executadas, que foi outro ponto a ser levado em conta durante toda a execução do projeto. 6.2. PAVILHÕES DE EXPOSIÇÃO Todo o programa de exposições, palestras, debates, compra e venda de livros ficou dividido entre os dois pavilhões do evento, sendo segregados em relação aos tipos de usos e intenções. No primeiro pavilhão (ver planta) ficaram os elementos mais visuais do programa, isto é, tudo aquilo em que o público precisa, de fato, entrar


em

contato,

separado

em

duas

áreas:

exposição e feira do livro. Além disso, este será o pavilhão que mais possuirá circulação de pessoas, dessa forma, todos os elementos já foram distribuídos com a intenção de criar um percurso, sem hierarquização em relação à ordem, entrada e saída, que poderá ser feita por qualquer uma das 4 entradas do edifício. Ao contrário do primeiro, o segundo pavilhão é destinado aos momentos de estar, lazer e estudo. A utilização, por sua vez, também não segue

nenhuma

hierarquização

ou

segmentação em relação aos seus usos, isto é, não

nenhuma

espaço

separado

categoricamente para as atividades que ali ocorrerão. Tal necessidade surgiu a partir da ideia de não limitar os visitantes, permitir a fluidez durante o percurso, e oferecer um dinamismo

às

atividades

como:

palestras,

workshops, debates de livros e afins. Em toda a


sua extensão há blocos em diferentes alturas (ver perspectiva interna) que permitem que os usuários se apropriem do espaço como bem queiram, seja sentando, utilizando com palco ou mesa. Em relação à sua materialidade e concepção estrutural,

também

optou-se

por

soluções

simples e eficazes. Toda estrutura dos pavilhões é metálica, interligadas e segregadas por blocos (ver diagrama 1). A base do esqueleto estrutural é constituída por um conjuntos de vigas metálicas em “i” com dimensões fixas de 50x50cm.

Após

isso,

para

continuar

a

composição do edifício, há uma estrutura treliçada que serve como base para que as chapas metálicas que formarão os sólidos seja formada (ver diagrama 2). Para finalizar a composição, uma discreta camada metálica desce em direção ao edifício, formando a cobertura vazada e composta por cheios e


vazios, sendo intercalada entre o metal e o acrílico, a fim de propiciar a entrada de luz natural nos edifícios (ver perspectivas internas). 6.4. PALCO Obtendo a mesma linguagem, o palco do Festival da Literatura Brasileira será utilizado para diferentes atividades correlacionadas à Literatura Brasileira, como dito no subcapítulo 5.3. A necessidade de criar uma estrutura prática e simples também apareceu durante o processo de concepção do palco. Basicamente, sua estrutura tradicional é composta por treliças metálicas que recebem fechamento lateral e superior

e

uma

camada

compondo

os

elementos que dão a linguagem necessária para o projeto (ver perspectiva).


Diferentemente dos pavilhĂľes, o palco possui toda a tradicional necessĂĄria, por exemplo, camarins, entrada e saĂ­da de equipamentos, tudo isso compondo o bastidor (ver planta).


CONSIDERAÇÕES FINAIS Levando em conta todos os elementos pesquisados

e

expostos

dentro

desta

monografia, pode-se compreender o papel da arquitetura e da arte na vida das pessoas, e, além disso, o quanto as mesmas podem ser unificadas

para

a

consolidação

de

um

propósito. Assim como a arte, a arquitetura pode gerar diversas reações e compor elementos que traduzam as sensações que pretendem ser passadas, ou seja, as duas vertentes podem ser utilizadas

como

meio

de

expressar

os

sentimentos do arquiteto ou artista e gerar consequências ao público. Dessa forma, ambas possuem

extrema

importância

para

as

descobertas e aprendizados, seja de uma criança ou adulto.


Os festivais e eventos voltados para a cultura também possuem um importante papel para a sociedade.

A

criação

de

eventos

e

investimentos em projetos públicos, como o Ministério da Cultura, são elementos que devem receber, cada vez mais, foco da população e do Estado. A partir deste trabalho de conclusão, busquei aplicar todos minhas intenções enquanto artista e arquiteto, acreditando na força que ambas possuem para influenciar e inspirar as pessoas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BONES, Marcelo. Políticas Públicas para as Artes no Brasil. Disponível em <festivais.org.br>. Acesso em: 15 de maio de 2017. BOSI, Alfredo. “História Concisa da Literatura Brasileira”. 43. Ed. São Paulo, 1994. CRISTINA, Daniela. “A importância da arte para

a

formação

da

criança”-

Revista

Conteúdo. Capivari, v.1, n.2, jan-jul 2010. FERNANDES, Natalia Ap. Morato. “A política cultural

à

época

da

ditadura

militar”.

Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar. São Carlos, v. 3, n. 1, jan-jun 2013 FONSECA, Tiago Miguel Pereira Martins. “A Cultura na Rua: Estratégia ou Entretenimento Cultural”. Diss. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2012.


NIEMEYER, Oscar. Oscar Niemeyer: 1999-2009. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009. p.16 RUAS, Rayane. “Festivais musicais: um estudo sob a ótica do turismo”.(2014). RUFINO, literatura

Alessandra. como

fonte

A

importância de

pesquisa

da na

construção do pensamento social brasileiro”. s/a. About Serpentine Galleries, sem data. Disponível

em

<http://www.serpentinegalleries.org/about>. Acesso em: 15 de maio de 2017.

s/a. Site oficial cidade de Monteiro Lobato. Disponível em <http://monteirolobato.sp.gov.br/web/?page _id=3918>. Acesso em: 2 de abril de 2017.


s/a. Serpentine Sackler Gallery by Zaha Hadid. Disponível em <http://www.archdaily.com.br/br/01145317/serpentine-sackler-gallery-slash-zahahadid-architects>. Acesso em: 2 de abril de 2017. NIEMEYER, Oscar. Oscar Niemeyer: 1999-2009. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009. p.16 NIEMEYER, Oscar. OSCAR Niemeyer, minha arquitetura, 1937-2004. Rio de Janeiro: Revan, 2004. p 304. s/a. Serpentine Pavilion ao longo dos anos. Disponível em <http://www.archdaily.com.br/br/790840/arq uivo-serpentine-pavilion-ao-longo-dos-anos>. Acesso em: 2 de abril de 2017.


s/a. Pontos turísticos de São Paulo. Disponível em <http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/oque-visitar/atrativos/pontos-turisticos/4388parque-da-juventude>. Acesso em 20 de maio de 2017.


PAVILHÕES

PALCO

PLANTA PALCO Escala: 1/250 PLANTA PAVILHÃO 2 Escala: 1/250

PLANTA PAVILHÃO 1 Escala: 1/250

ESTRUTURA CÊNICA COBERTURA ACRÍLICA

BLOCOS

FECHAMENTOS LONA PVC

PERSPECTIVA 1: Totem Festival da Literatura Brasileira ESQUELETO ESTRUTURAL TRELIÇADO METÁLICO

ESQUELETO ESTRUTURAL METÁLICO

DIAGRAMA 3: etapas construtivas PILARES METÁLICOS ESTRUTURA TRELIÇADA METÁLICA

DIAGRAMA 1: etapas construtivas

PLACAS METÁLICAS

DIAGRAMA 2: detalhe estruturação bloco

PERSPECTIVA 2: pavilhões

PERSPECTIVA 7: palco

PERSPECTIVA 3: pavilhões

PERSPECTIVA 4: pavilhões

PERSPECTIVA 5: Pavilhão 1 - área de palestras e debates

PERSPECTIVA 6: Pavilhão 2 - salão de vendas e leitura

Centro Universitário Senac Trabalho de Conclusão de Curso II Autor: Mattheus Silva Orientador: Prof. Dr. Nelson Urssi Escala: Indicada

FOLHA:

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PROJETO DE ARQUITETURA EFÊMERA: Festival da Literatura Brasileira  

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