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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano V – nº 26 – setembro/outubro 2016

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 26

Leia nesta edição:

! Casal larga tudo e parte para volta ao mundo E mais Projeto afunda corveta para mergulho Resgate da memória: Nossos colunistas e as Olimpíadas Seção “Túnel do Tempo” Cozinha a Bordo Regatas pelo Brasil

Lançamento de novo livro


Murillo NOVAES

EDITORIAL

Muito Obrigado!

R

Olímpico Movimento

io 2016. Uma lição de esportes. Desde os que a gente nem sabia que existiam (alguns bem esquisitos...) até a vela, claro, nosso principal foco de amor, não há como não se inspirar, torcer, emocionar mesmo com todas as falhas na preparação, nos tais legados. Na decepção que sobreveio a cada eliminação de um brazuca. Quem pratica algum esporte com afinco e treina, sabe que ser classificado para uma Olimpíada é uma vitória e tanto. Ralar a vida toda, sacrificar-se com dores, lesões, alimentação controlada, treinos exaustivos, vontade de desistir, de “não ir hoje”, durante anos a fio. Não sejamos ingênuos: ninguém se prepara para uma Olimpíada em apenas quatro anos. E a grande maioria nem chega lá mesmo depois de tudo isso. Por isso quando pensarmos em quantas medalhas nossos velejadores olímpicos ganharam ou deixaram de ganhar, temos que pensar em todos como heróis que venceram por estarem lá – alguns pela última vez – apesar da falta de incentivo, da falta de dinheiro para treinar fora do Brasil, comprar equipamentos de última geração, dedicar-se exclusivamente ao esporte e pagar suas contas e da família. Seria lógico pensar que, se o atleta leva o nome do Brasil para o mundo, o Brasil deveria pagar essa conta. E pagaria apenas com uma pequena parte dos desvios e falcatruas mais recentes. Criaria escolas de esporte em todas as cidades - de vela no litoral! - investiria em equipamentos para essas escolas, faria do esporte uma lição de vida para todos os brasileirinhos que se deixam seduzir pelo crime. Colecionaria medalhas e sorrisos sem cáries. Vai sonhando... Enfim, obrigado a mais essa geração de atletas abnegados que apesar dos pesares vão segurando essa barra. Ou caçando essa escota... Leva nos dentes Brasil! No final, vale à pena se a alma não é pequena. E a deles é gigante.

Olá medalhado leitor de lavada alma náutica. Foi com emoção. Muita!! Foi com angústia. Bastante! E foi no ultimíssimo momento... Na última perna, da última regata, do último dia!! Mas, sobretudo, foi com muita alegria! A imensa alegria de um povo que lotava a praia do Flamengo, transmutada em verdadeira arena carioca (e fluminense e brasileira) e gritava em comovida exultação. Foi, e é, ouro Brasil! Martine e Kahena nos deram este derradeiro presente olímpico. A massa penhorada agradece às novas iaras e iemanjás, as rainhas do mar! As jovens lobas do mar, filhas de velhos e grandes lobos, que, desde cedo aprenderam a gostar uma da outra e do esporte que praticavam, já no longínquo ano de 2009 (quando se tem vinte e poucos anos, uma quase década pode parecer uma eternidade) estiveram juntas no inédito título mundial da juventude da federação internacional de vela, a ISAF (hoje rebatizada World Sailing), em Búzios, na classe 420. Já em 2015, velejando no novo esquife olímpico feminino, o 49erFX, levaram para casa os bonitos Rolex dourados e o título de velejadoras do ano da também, naquela altura ainda, ISAF. Agora em 2016, nas águas da sua local Guanabara, veio o ouro mais precioso. Aquele que as coloca no Olimpo! E nos deixou em êxtase! É claro que o talento e conhecimento de Martine e Kahena, a tradição e maritimidade de seus sobrenomes, Grael e Kunze, e o aperfeiçoamento árduo e contínuo, com foco e dedicação, fizeram a dupla ser o que é. E novamente podem vir as vozes dissonantes de sempre repetir o clichê de Ricardo Amatucci - Editor que nossa vela se mantém no alto apenas

pelos “pontos fora da curva”, pelos talentos excepcionais de alguns poucos, apesar da falta de apoio e estrutura. Bem, no nível olímpico duvido que qualquer britânico, francês, argentino, croata ou neozelandês, só para citar algumas nações douradas na vela olímpica deste ano 16 do terceiro milênio, não ache que os seus medalhistas sejam realmente talentos excepcionais e pontos fora da curva. Todos são! No entanto, o que vimos nas, por sorte sazonal e divina, limpas águas das raias cariocas foi uma equipe de vela brasileira digna do nome. Foi o fruto de um trabalho silencioso e profissional conduzido pela CBVela. E por isso mesmo a medalha no 49erFX foi tão desejada e comemorada por todos. Sair da olímpiada em nossos mares sem um triunfo sequer para o Time Brasil de Vela seria injusto por demais. Robert e Jorginho (Scheidt e Zarif) baFoto: Sailing Energy/World Sailing

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teram na trave com seus quartos lugares. Robert ainda venceu brilhantemente a regata da medalha mostrando porque é um mito para todos que estavam na Marina da Glória, jovens ou não, brasileiros ou não. Fernandinha e Ana, no 470 feminino, tiveram uma desclassificação por uma largada queimada numa regata em que chegaram em terceiro e que lhes custou preciosíssimos pontos e as tirou da briga pelo pódio. Poderiam ter medalhado também. Ficaram em um honroso 8º lugar! Fernanda, pioneira no bronze feminino em 2008, na sua quinta olimpíada! De fato, das dez classes presentes, nosso time só não esteve nas finais, as famosas regatas da medalha, em três classes: 470 masculino (23º com Haddad/Bethlem),

Crônicas Flutuantes

Laser Radial (24º com Fernanda Decnop) e 49er. E, assim mesmo, Marquinho e Coveiro (Grael e Borges) terminaram em 11º no 49er, a apenas 0,7 ponto dos décimos, o que lhes garantiria uma posição na final. Samuca e Bel (Albrecht e Swan), no estreante Nacra 17, terminaram em décimo geral e fizeram a regata final. Na série classificatória tiveram os altos e baixos que a campanha tardia e a falta de experiência no “cavalo xucro” aquático podem produzir. No entanto, venceram uma regata olímpica e chegaram em segundo em outra. Uma estreia incrível! Nas pranchas RS:X, Bimba em 7º e Pat (Freitas) em 8º, com direito a vitória em regata e tudo mais, também brilharam nos Top10 olímpicos. Entre 66 nações que disputaram a vela no Rio2016 trinta colocaram ao menos um velejador numa final olímpica. A Grã Bretanha colocou seus dez velejadores, a França oito. Com sete finais empataram Brasil, Nova Zelândia e Holanda. Em seguida, com seis, vieram Austrália e EUA. Estar em terceiro lugar (poderia ser em segundo, por 0,7 ponto) como time só pode nos encher de orgulho. E de esperança de que o nível do trabalho para o próximo ciclo olímpico se mantenha e aperfeiçoe. Nunca a vela nacional teve tanto apoio dentro e fora d’água. Nunca a união de COB, confederação, federações, Marinha do Brasil, clubes e patrocinadores foi tão sinérgica. A melhora da gestão na “cartolagem”, com o CEO Daniel Santiago à frente, e o presidente Marco Aurélio, Ricardo Lobato, John Bennett, Torben Grael e outros grandes nomes no suporte, deu à CBVela uma respeitabilidade importante. E, como todos sabem, é preciso melhorar sempre. E ter o respeito e confiança dos atletas, parceiros, colaboradores, juízes, oficiais de regata e demais interessados só ajuda para que as críticas sejam absorvidas e corrigidas. Para os que acharam que um ouro foi pouco, fica a lembrança de que no Rio, mais do que apenas uma medalha (o objetivo final, claro!) ganhamos um time de vela. E isso vale demais!! Parabéns a todos os envolvidos! E que venha Tóquio e os metais preciosos das águas orientais! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

O pau do burro

Baixou o espírito olímpico aqui em casa e botei no pescoço a medalha de bronze que conquistei na última Semana de Vela de Ilhabela. Fui como tripulante do clássico Aventura, um iole modelo Finisterre, de 38 pés, desenho 1198 do escritório Sparkman & Stephens. Não foi fácil chegar atrás do campeão Aries III e do bronze Cangrejo. As catracas do Aventura não são self-tailing e só têm uma velocidade, as adriças são de cabo torcido, a grande é caçada na unha e o jogo de velas ainda é original, feito em Nova York em 1957. Isso mesmo, tão clássico quanto eu. Meu comandante Chicão convidou um tripulante que, apesar de morar a bordo de um catamarã há quase três anos, só agora está começando a regatear. É sempre bom ter sangue novo a bordo, mas... Nos procedimentos de largada da primeira regata na Ponta das Canas, nosso tripulante solta, com seu vozeirão caraterístico: que porra este barco de pesca, todo embandeirado, está fazendo ancorado no meio da regata?!? Desconcentrou geral, o tal pesqueiro era a traineira Coral, a Comissão de Regatas do Yacht Club Ilhabela. Na perna de contravento nosso tripulante neófito não entendeu como alguns barcos pegaram rumos diferentes se todos tinham que montar a mesma bóia, ficou abismado de como “sabíamos” a hora de cambar para bóia de barla e não acreditou quando o Atrevida chegou à nossa frente, mas perdeu. Ele nunca tinha ouvido falar em layline e rating, muito menos em cunningham e menos ainda em barber-hauler. Mas o melhor estava por vir. Num dos jaibes de balão, nosso tripulante, agora já familiarizado com a manobra, gritou para a trimer do balão: pode ficar tranquilha, já estou com o pau do burro na mão! Oi? Renata Liu, que fala pelos cotovelos quando o balão está em cima, calou-se por cinco segundos antes da gargalhada geral.

Olimpíada, Legado e o futuro... Diante de tantas matérias desfavoráveis sobre as águas de Guanabara e tantos problemas estampados em jornais do mundo inteiro, terminamos a nossa olimpíada com muito entusiasmo e sentimento de papel cumprido. Digo isto por que tive a oportunidade de trabalhar na força tarefa que esteve presente todos os dias na Marina da Gloria (sob o grande comando de Walter Boddener) e que foram cruciais para este feito, pois todos vestiram a camisa da vela Brasileira. As regatas foram realizadas com excelência, pudemos ver o envolvimento da comunidade da vela trabalhando com nobreza, voluntários e contratados se dedicando para conseguir este objetivo. São Pedro ajudou, tivemos dias lindos e a água da Baía de Guanabara com uma claridade e limpeza que há muito tempo não se via, tanto que o Presidente da USSailing, Bruce Burton, me disse não entender o porquê de tanta má notícia nos Estado Unidos sobre as águas e a organização das Olimpíadas no Brasil, que as águas de Guanabara estavam ótimas e que tudo estava muito bonito e organizado. Quanto as medalhas, torcemos muito e tivemos algumas batendo na Trave, o caso do Robert na Laser, o Samuel e a Isabel no Nacra 17, a Fernanda e a Ana Luiza no 470, o Jovem Jorginho no Finn, todos terminando em quarto lugar. Tivemos nossa medalha de ouro com a Martine e a Kahena no 49er FX que marcou a renovação, pois para ambas estas olimpíadas foram suas primeiras, provando que se for investido em novas parcerias com trabalho e eficiência os resultados aparecerão, não desmerecendo nossos campeões, nossos atletas veteranos que muito fizeram e fazem pela vela no Brasil. O que estou falando é que precisamos olhar para frente e nos preparar para o futuro, pois o tempo não para. Infelizmente muito pouco foi feito em matéria de renovação e investimento em tripulações jovens e novas nestes últimos anos, exceção como já falado foi Martine e Kahena, e os resultados estão aí estampados nos jornais do mundo inteiro.

graneleiro? A fumaça que sai do chaminé aos poucos fica absolutamente na vertical. O mar para. Um espelho... O ócio se impõe. A preguiça dará as ordens. Dará? Obdúlio – meu fiel piloto de vento – agradece o descanso... o bater das velas para lá ... para cá... pra lá... O peixe ficou um pouquinho salgado, falha importante a ser colocada na lista de prioridades... com este sol! Meu barco é pequeno; não leva muita água potável. Mas estava bom; tenho que comer todo o peixe. Não posso matar um peixe e deixar sobras, não seria correto. Tudo está muito quieto. Decido pela quebra do silêncio: Another brick on the wall – preservo certos hábitos. Tenho tempo, tanto tempo para escutar minha música. O tempo haverá por conta de memórias? Como será a percepção do tempo para o pássaro sem nome? Onde está ele? Se foi!... tomara que tenha descasado o suficiente. Uma grande tartaruga midas segue o barco há já não sei quantas horas. É enormíssima! Cirripédios, esponjas, acídias, pequenos caranguejos

AMOR O MAR MORA EM MIM

Acho até que ficou simpático. Todavia preciso me exercitar mais... a poesia importa. Adormeço sem sonhos guardados na memória... é a ausência total do tempo. Apesar de tudo isso a terra completa com relativa calma mais uma de suas voltas finitas. E a vida continua. De alguma forma a vida continua. A vermelhidão muda seu ponto cardeal. Desjejum de ovos e um voador morto involuntariamente pelo barco. Subo. Uma única fragata com seu imenso papo vermelho plana muito alta no céu. Tudo está ainda mais calmo que ontem. Ferro as velas e volto para a cabine para amarrar coisas soltas... há uma nuvem suspeita algures, para lá um pouquinho do horizonte... sua visita não deve tardar. José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador, violeiro, cervejeiro artesanal e autor dos livros “É proibido morar em barco” e “Divã Náutico” que podem ser encomendados em zepearte@gmail.com

Se entender uma regata é difícil para um velejador, mesmo estando a bordo, imagina para um leigo assistindo de longe. Nas olimpíadas, algumas das regatas em duas das raias da Baía de Guanabara passaram nos canais por assinatura. Show de imagens aéreas, câmeras na água e gráficos com as linhas imaginárias, o que foi ótimo. Mas o locutor (é este o nome?) não entendia do riscado (aprendi que um nó por hora equivale a 1 km). O que salvou a pátria foram os comentaristas convidados: o multimedalhista Marcelo Playboy Ferreira, o campeão brasileiro João Siemsen Bulhões, o superintendente da CBVM Ricardo Kadu Baggio e o coleguinha aqui do lado, o manza Murillo Novaes na Marina da Glória, “a voz” nas cerimônias de medalhas. Foi ouro, mas parece que vocês ainda têm muito que ensinar em termos de cobertura de vela. Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

nejamento futuro, pensando em 10, 15 anos de trabalho e não em resultados imediatistas seja para os próximos Pan Americanos no Peru ou Jogos Olímpicos do Japão em 2020. Precisamos de treinadores capacitados e não de velejadores experientes. Este é um trabalho que leva tempo e dedicação, porém, mas do que isso é preciso força de vontade e entendimento dos gestores do esporte para que possamos profissionalizar nossos professores e técnicos. Temos que promover clinicas de diferentes níveis em todo o Brasil, promover o crescimento da vela jovem, recapacitar nossos treinadores e técnicos, sair da mesmice dos últimos anos, seguir exemplos de países que estão crescendo na vela de maneira incrível, que estão renovando, e não estou falando apenas em países de potência olímpica da vela como Nova Zelândia, Inglaterra, Austrália, Holanda e França que investem nada menos que 225 milhões de reais em cada ciclo olímpico, estou falando de países com programas eficazes com baixo custo, com Federações que dobraram o número de velejadores e triplicaram o número de técnicos e treinadores de vela nestes últimos anos e logo estarão com medalhas significativas, pois estão presentes em todos os grandes eventos, e fazem uma gestão com planejamento de longo prazo, como é o caso da pequena Singapura, da África do Sul e da nossa rival vizinha Argentina. Todas estas estão investindo na preparação de seus treinadores e em programas para atrair novos velejadores, e o Brasil? Precisamos é sair de nossas rodas fechadas, quebrar os de suas escolas de vela conseguir novos paradigmas existentes e inovar. Só desta adeptos para o nosso esporte, é o caso forma teremos um legado, um futuro proFoto: Sailing Energy/World Sailing do YCSA, em São Paulo, ICRJ no Rio de missor. Janeiro, Jangadeiros no Rio Grande do Sul, ICB em Brasília e outros poucos espalha- Eduardo Sylvestre é Diretor do Programa dos pelo Brasil. O que precisamos é definir de Desenvolvimento da CBVela, Expert o que queremos, como administrar o pouco da ISAF, técnico nível 3 da USSailing e dinheiro que temos com metas claras e pla- ISAF World Youth Sailing Lead Coach.

para que os custos sejam pagos. A partir desse preço mínimo, você avalia quanto acha que o nosso trabalho vale. A partir deste valor, você avalia quanto o Almanáutica merece receber a mais pelo conteúdo e trabalho. Se você acha que esse conteúdo e nossa proposta valem um pouco mais do que simplesmente cobrir os custos e se isso cabe no seu orçamento ANUAL. Aí basta solicitar um boleto ou fazer um depósito no valor que decidiu pagar. Eis os custos para a assinatura:

Coluna do escritor José Paulo de Paula

e algas de todos os tipos vão de carona em sua carapaça... troca justa e proveitosa para todos. Como será a percepção do tempo para esses organismos? Não creio que esta questão os incomode. São fronteiras imprecisas. Fico olhando muito, muito tempo aquele séquito cheio de vida. Estaríamos entrando numa espécie de mutualismo temporário. Não importa... Nada importa. A vermelhidão vem. Noite. À míngua intervêm a lua. Ardentia... golfinhos são torpedos fluorescentes, noctilucas... algas. O caderno com o lápis – mantenho certos hábitos estranhos –, onde estarão caderno e lápis? Escrevo um poema. É um poema mínimo, tem apenas seis letras, A, E, I, O, eme e erre. Poeminha de seis letras

Muito se houve falar no legado das olimpíadas, e qual o legado na Vela? Será que temos? Na minha simples opinião, creio que não. A reforma da Marina da Gloria foi positiva, mas não um legado para vela, os milhões gastos na preparação da equipe olímpica será que foi um legado para vela de modo geral? Não creio, pois, um legado é algo que se deixa como herança, neste caso, creio que não temos muito a festejar. A CBVela ainda não tem um CT (centro de treinamento) ou um CDVela (Centro de desenvolvimento da vela) lugar em que atletas com potencial possam se aperfeiçoar, encontrar técnicos capacitados, educadores com técnica, didática e com preparo para poder desenvolver nossos futuros campeões, como é o caso do vôlei em Saquarema ou centro Olímpico em São Paulo. O que temos são clubes isolados tentando fazer o possível para manter seus velejadores atualizados e buscando através

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Vidinha mais ou menos

Horizontes visíveis... Leve ondulação, brisa suficiente. Pouco ou quase nada a fazer. Tudo parece em seus lugares. Um pássaro sem nome, mansinho de tudo, pousa na beirada da retranca. De onde terá vindo? Não é uma ave do mar. Está cansado. Não há nuvens à vista. Sargaços... um pequeno cardume de arraias brinca acolá. Hora da passagem da meridiana – preservo certos hábitos estranhos. Tudo parece dar certo. Latitudes e longitudes amigas. Que farei para o almoço? Há tantas opções! O peixe que anteontem mordeu. Era um peixe diferente, lindo!, quase todo azul. Lamentei bastante tê-lo morto... Aqueles olhos enormes já sem vida olhando-me fixamente. Puxa!, senti-me realmente muito mal em tê-lo matado... precisamos muito cuidar da vida no planeta! Passa uma grande mancha de lixo; bonecas, sandálias de dedo, pedaços de computadores, garrafas plásticas, sacolas... a sujidade humana! De um navio? Não sei, não tenho certeza. Há sim um navio quase perto do horizonte. Um

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Eduardo Sylvestre

Valor do porte Correios R$ 2,20 - Registro mínimo Correios R$ 1,95 Mão de obra, transporte R$ 0,87 - Envelope R$ 0,20 Jornal custo unitário R$ 1,35 - Custo Total por número R$ 6,57 Custo para 6 edições (anual) R$ 39,42 Total mínimo para a assinatura R$ 45,00

Seguindo as novas tendências da Europa e Estados Unidos, o chamado PWYW (Pay What You Want), o AlmanáuA partir do valor mínimo de R$45 reais você pode escolher quanto tica dá ao seu leitor a oportunidade de avaliar o quanto quer quiser: R$50, 60, 70, 90, 120... pagar pelo seu serviço de assinatura. Gostou? Entre em contato e faça agora sua assinatura. E pague O quanto você acha importante e o que cabe no seu o quanto quiser! orçamento. Mande um email para falecom@almanautica.com.br com sua Funciona assim: Em alguns casos de PWYW – como na proposta de valor e solicite um boleto ou dados para depósito! proposta do Almanáutica – existe um valor mínimo praticado Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab Editor: Jornalista Ricardo Amatucci MTB 79742/SP ISSN: 23577800/25 Jornal bimestral, com distribuição nacional

Ano 05, número 26 set./out. de 2016 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site: www.almanautica.com.br

Foto da capa: Sailing Energy/World Sailing Martine Grael e Kahena Kunze nas Olimpíadas do Rio 2016


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4 A Bordo

regata

Guarapiranga - SP

Andrey Godoy no Top 5

Circuito Marreco chega à 4ª etapa 47ª Aratu Maragojipe Após a realização da 47ª Regata Aratu-Maragojipe, não poderíamos deixar de tecer nossos elogios sobre a forma profissional, com que foram conduzidos nossos entendimentos, norteados por um saudável relacionamento interpessoal. Estamos certos, que embora limitados pela crise que o país atravessa, conseguimos, graças aos esforços do Aratu Iate Clube e o significativo apoio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, dar ao evento um significado muito especial, com incontestável contribuição para o segmento do Esporte e Turismo Náuticos na Bahia e no Brasil.

A quarta etapa do Circuito Marreco de vela foi realizada em agosto com sede no Sailing Center. A competição que é patrocinada pelo Jornal Almanáutica contou com a presença de 11 veleiros na raia. Com largada sob forte vento com rajadas de até 15 nós, pouco antes da primeira perna – como é de praxe na Guarapiranga – o vento foi embora. O juiz José Luiz Bonini encurtou a última boia e sob forte garoa, os veleiros foram passando pela linha de chegada. Com pequenas rajadas e com a última boia mais perto da chegada, o marasmo das últimas milhas foi substituído por uma disputa acirrada no final. Após mais de duas horas e meia de competição, ficou assim o resultado da etapa: 1) Banzeiro 2) PS 3) Adesso seguidos por Argonauta, Baie Lekker, Marlin, Gulliver, Intruso, Forgada, Esconderijo. Com isso o novo líder do campeonato é o PS. A Classe Marreco conta com o apoio da Loja Náutica Velamar e tem o patrocínio do Jornal Almanáutica, que também sorteou brindes aos presentes.

Copa YCP

Foto Tatiana Conesa

A Festividade de Abertura é digna de todos os elogios, que contou com significativas presenças de velejadores, patrocinadores, autoridades governamentais e convidados, com especial destaque para o Dr. José Alves, Secretário de Turismo do Estado. A competição foi pautada pela boa esportividade, num ambiente de agradável convívio, que contou com a participação de diversas entidades náuticas da Bahia e do Brasil, incluindo o jantar de confraternização e a solenidade de premiação, com o apoio logístico da Prefeitura de Maragojipe. Diante dos testemunhos que tivemos, podemos afirmar que o evento teve pleno êxito o que nos motiva a buscar novos empreendimentos de sucesso. Cordialmente,

Aratu Iate Clube Wilder Gouveia Comodoro Everton Fróes Vice-Presidente do Conselho Deliberativo A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metrópole FM de Salvador: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

Souza Ramos, Bochecha e Yacht Club Paulista: Trinca de ouro na Guarapiranga

Florianópolis - SC

Itaipu - PR O velejador Andrey Godoy, do Projeto Velejar é Preciso, foi TOP 5 no Mundial classe Laser 4.7 de 2016. É uma conquista inédita para um atleta do projeto social do Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) em parceria com a Itaipu Binacional. Foram seis dias de prova no Mundial da Juventude de Laser 4.7, de 2 a 7 de agosto, em Kiel-Schilksee, considerado o lugar olímpico da vela desde os Jogos Olímpicos de 1972 na Alemanha. Participaram da prova masculina 256 velejadores menores de 16 anos, de 38 países. A competição contou também com a participação de 127 meninas de 32 países. Após 11 regatas, Andrey Godoy ficou entre os 5 primeiros: “O campeonato foi de ventos médios e fortes, com ondas grandes, com muitos velejadores bons, velejadores que já ficaram entre os 10 do mundo de Optimist, campeão europeu e muito mais”, disse Andrey.

Projeto Velejar é Preciso

A disputa teve de tudo: Ventos de 15 nós, zero vento, e uma chegada emocionante Aconteceu no final de agosto a sexta etapa da Copa Yacht Club Paulista de Vela 2016 na Represa de Guarapiranga (SP). A etapa reuniu 72 veleiros e trouxe como novidade uma palestra com o velejador André Bochecha, um dos velejadores mais destacados do Brasil. Também houve a premiação da etapa anterior (como é o costume), além de um delicioso brunch franqueado aos inscritos. Na HPE 25, a liderança ficou com o YCP Sailing Team Pajero, comandado por Eduardo Souza Ramos e com o tático André Fonseca, o Bochecha. Na cola segue Luiz Felipe Furquim com o Suzuki. Alessandro Pascolato e Henry Boening lideram a Star. As classes mais numerosas têm como líderes: Manfred Kaufmann (Laser), Renê Hormazabal e Anderson Brandão (Snipe) e Martin Lowy (Laser Radial). Foto: Luhan Grolla

Desde 2001, o Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) desenvolve o projeto social Velejar é Preciso. Devido à relevância deste projeto, o clube é reconhecido como entidade de utilidade pública municipal. O projeto é para jovens de 8 e 17 anos, de ambos os sexos, todos moradores do bairro de Três Lagoas e estudantes da rede pública de ensino. Em dezembro de 2012, o projeto ganhou reforço com o apoio da Itaipu Binacional, através de convênio por meio do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA). Em fevereiro de 2016 este convênio foi renovado por mais dois anos com a Itaipu Binacional. Em junho de 2016, a Marinha assinou convênio com o ICLI para apoiar o Projeto Velejar é Preciso em itens não contemplados pelo patrocínio da Itaipu. O clube já sediou vários campeonatos regionais, estaduais e até mesmo eventos nacionais e internacionais. O projeto também revelou alguns atletas que representam a cidade no mundo a fora.

Brasília - DF Sul-Americano de Star

Veleiros da Ilha No final e agosto foi realizada a quinta etapa da Copa está inscrito nas Lei Veleiros de Monotipos no Iate Clube de Santa Catrarina – de incentivo ao Veleiros da Ilha, que contou com regatas apenas no primeiro Esporte dia de competições. O retorno das competições após mais um mês de pausa foi marcado pelo Campeonato Catarinense de Dingue, sendo uma prévia do Campeonato Brasileiro que acontece no começo de setembro, também em Jurerê. Na principal disputa do final de semana, a dupla carioca Luiz Junior e Anísio Correia, do Clube Naval Charitas, venceu duas das três regatas e confirmou o título da competição. Fabio Ramos e David Ventura, do ICSC, terminaram em segundo lugar seguidos por Amanda Arcari e Vicenzo Canali, também do ICSC. Entre os Lasers, Nalton Coelho, do Lagoa Iate Clube, venceu na Radial, com Marcílio Costa (ICSC) em 2º. Já na Standard, o título ficou com Edmundo Grisard, do ICSC. Na classe Snipe, Alex Juk e Piero Furlan foram os campeões com Michel Durieux e Guilherme Durieux na segunda colocação, ambos representando o ICSC. Na classe Optimist, José Irineu conquistou mais um bom resultado na temporada ao vencer duas das três regatas na disputa. Lucas Romanovski ficou em segundo e Isabela de Faria terminou na terceira posição na classificação geral. A Copa Veleiros de Monotipos é realizada pelo Iate Clube de Santa Catarina com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte, através do Ministério dos Esportes. O projeto chega a sua quarta fase e para este ano 16 eventos farão parte do Calendário Esportivo Náutico da Cidade de Florianópolis. O presente projeto, além de manter uma estrutura técnica para as classes de vela Optimist, Laser e Snipe e Dingue e também continua estruturando o clube com equipamentos/estrutura adequada, além das competições do clube.

Santos - SP

Itaupu 82 anos Em 13 de agosto o Yacht Club Itaupu comemorou seus 82 anos de fundação. A data foi marcada com a realização da regata Ziro Emílio Ramenzoni, evento oficial do calendário da FEVESP como a abertura do segundo semestre. A programação contou com café da manhã, exposição de quadros da artista plástica Jaqueline Fanizzi Galuzzi e a tradicional macarronada. Com a participação de 55 barcos, a recompensa veio com a entrega dos troféus especialmente confeccionados para o evento por um dos patrocinadores, que atuam no ramo de papel reciclado e sustentabilidade, características levadas em conta na concepção e confecção dos troféus. O vencedor foi o barco Wind, um Ranger 22 do sócio do Itaupu Brasílio de Mello.

Monotipos da ilha

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Oceano Nos dias 25 a 31 de julho aconteceu no Iate Clube de Brasília o Campeonato Sul Americano da Classe Star 2016. Com ventos superando a marca dos 20 nós e um total de 25 barcos inscritos, entre eles velejadores do Brasil, Argentina, Holanda e Itália, as regatas proporcionaram disputas acirradas e fortes emoções aos velejadores.

Itaupu: 82 anos com regata e 55 barcos na água

O Clube Internacional de Regatas de Santos realizou a 5ª Etapa do XI Circuito Santista de Vela de Oceano – Regata Volta A dupla Lars Grael Lars e Samuca: da Ilha das Cabras por BB. A regata foi Título por uma homenagem ao velejador Dr. Rue Samuca Gonçalves antecipação (ICB/ICRJ) faturou bens Miranda de Carvalho. Participaram as o título por antecipação nem precisando Classes ORC, IRC, HPE-30, RGS e RGS disputar a última regata de domingo. O Silver e Veleiros de oceano sem medição. segundo lugar ficou com a dupla Marcelo Ficaram assim os resultados da etapa: Fuchs e Ronald Seifert (YCSA-SP) e o IRC: 1) H3+, 2º, Asbar IV 3º Inti. RGS A: terceiro com a dupla Alexandre Paradeda 1º Pi Clube Café, 2º Offline e 3º Crispin. e Arthur Lopes (Jangadeiros RS). Na RGS Silver, em primeiro Namastê, e

Asbar na Semana de Vela de Ilhabela em 2º o Pelikan. Na RGS B o Aloha ficou em 1º, o Galileu V em 2º e o ICTI em 3º. E finalmente na Classe Fast 23 deu Galileu V em 1º, Candão 2º e Viva em 3º.


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6 Bahia

Festa na largada, festa na chegada e no percurso, mais festa

Campeãs Mundiais de Snipe

Ilhabela - SP

Superação e ouro na Rio 2016

47ª Regata do Camarão Mais uma festa maravilhosa realizada em Ilhabela por ocasião da 16ª Regata do Camarão. Aumentando a cada ano a participação na mais apetitosa regata da ilha, desta vez foram nada menos que 62 barcos (34 oceano e 28 monotipos) e 3 canoas havaianas. Arbitrada pelo Juiz Antônio Mellone Neto (Oficial de Regatas Nacional) e organizada pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Esportes Lazer e Recreação (Secretário Sergio Roberto Jorge do Valle) a Regata do Camarão faz parte do tradicional Festival do Camarão de Ilhabela e reúne diversas classes de vela oceânica, como Bico de Proa, RGS A, RGS B, RGS C, RGS Cruiser, Clássicos e Classe Família. Após a regata, é realizada uma confraternização com premiação dos velejadores na Vila, no espaço onde acontece o Boteco do Camarão com camarão frito e cerveja à vontade para os participantes inscritos. Pense numa festa...

Juliana Duque e Amanda Sento Sé (Yacht Clube da Bahia) sagraram-se campeãs mundiais da Classe Snipe. O Campeonato aconteceu na Itália, em Lago di Bracciano, no centro da Itália na região do Lácio no norte da província de Roma. “Gostaria de agradecer ao @yachtclubedabahia pelo apoio dado em toda nossa preparação para este campeonato, nosso Personal @alcantarafilipe que abraçou a campanha como se fosse dele, meus A regata nasceu em 1969 com a denominação de “Regata de São Bartolomeu”, em ho- pais que me apoiam desde que comecei a velejar e continuarão apoiando até onde for menagem ao Santo padroeiro da cidade de Maragojipe. Nas primeiras edições do evento e @rafaelmartins que me mostrou há 2 meses atrás que tudo isso iria valer a pena no a grande maioria das embarcações participantes era composta pelos tradicionais saveiros, final, e valeu! Agora é hora de aproveitar!”, postou Juliana em seu perfil no Facebook. muito comuns e numerosos na época. Hoje os veleiros de oceano são os protagonistas, distribuídos em mais de vinte classes. Os tradicionais “Saveiros de Vela de Içar”, hoje em de OC1 e OC6, masculino e feminiCanoa Havaiana Atletas extinção, também participam emprestando grande beleza ao evento. no, incluindo subdivisões de categorias por Este ano – como nos anteriores - a festa começou com uma grande cerimônia de idade, já começaram a se mobilizar para abertura que reuniu autoridades governamentais, velejadores, imprensa, patrocinadores e os 60KM que separam o Yacht Clube da convidados, na sede do Aratu Iate Clube, que estava lotado. Bahia (Salvador) de Morro de São Paulo Com três largadas para as diversas classes inscritas, a Regata Aratu-Maragojipe tem para o I Desafio Nacional de Canoa Hauma particularidade: É uma competição de mar e rio. Metade do percurso nas águas da vaiana Yacht – Morro de São Paulo. A probela Baía de Todos os Santos, a outra dentro das águas do histórico Rio Paraguaçu, de va será realizada em janeiro de 2017. A muitas lendas e fatos históricos, como as batalhas pela Independência da Bahia. logística das canoas para Bahia será faciliA chegada dos velejadores em Maragojipe (resultados em www.aratumaragojipe.com. tada pelo Yacht Clube, possibilitando a vinda de uma maior quantidade de embarcações br) marcou a continuação da festa. A cidade celebra o seu santo padroeiro, São Bartodo Sudeste – onde está concentrada grande lomeu, e durante todo o mês de agosto o clima de festa e euforia toma conta da cidade. parte dos clubes de canoagem do país. As Após o jantar oferecido aos participantes iniciou-se a Cerimônia de Premiação. Ao final, inscrições ainda não estão abertas, mas esos velejadores seguiram para a praça central da cidade para juntar-se ao grande público tarão disponíveis com bastante antecedêne prestigiar as apresentações de grandes nomes da música baiana e brasileira em um cia. Informações: (71) 2105 9112 ou bianca. grande palco montado ao lado da Igreja Matriz. Para quem conhece o espírito baiano, pitanga@icb.com.br toda essa festança não foi surpresa... Foto: Mauricio Cunha

A Regata do Camarão comemorou 16 anos e reuniu mais de 60 embarcações, entre oceanos, monotipos e até canoas havaianas.

47ª Regata Aratu-Maragojipe

E depois para não contradizer o nome, a galera foi se esbaldar com os camarões fritos e a cerveja gelada Bravo, 2º Bl3, e 3º Fly. Na RGS C em 1º o Mystic, seguido de Aquarela e Live Free. Na RGS B Hellios, e na RGS Geral Fantasma, com Alforria em 2º e Jazz em 3º. Fitas Azul: Até 30 pés Mystic e acima de 30 pés o Barracuda. Optimist: Guilherme H. Moreira, 2º Rodrigo M. Oliveira e 3º Bruno C. dos Santos. Snipe: Lucas de Moraes. Laser: Micael Oliveira e 2º para Marcos C Viana. Henrriete do nosso escritor Zé Paulo de Pau- Holder: Leonardo Vinicius e 2º Derishan la em segundo. Na RGS Cruiser 1º Charlie Jesus e na Byte, Guilherme Marciani. Na Canoa Havaiana: 1º Kailua Kona, 2º Ohana Baepi e 3º Keala Maembipe. A festa teve apoio da Mar & Vela loja náutica (Edmar Alves). Com ventos de 15 nós após a largada, e um percurso que agradou aos visitantes pois passou em frente ao píer do centro, ficaram assim os resultados: Bico de Proa C: Borel, Bico de Proa B deu Gaudério em primeiro, 2º H2oia, 3º Suro, 4º Ilha Sailing e 5º Andança. Na Bico de Proa A Ventania, seguido do Cambada e Maestro. Na Classe Família, Fandango, depois Travessura e Mistral. Nos Clássicos quem levou foi o Turuna, com o

Recife - PE

Recorde de Dingues em Pernambuco

Um aniversário comemorado em grande estilo. Assim pode ser classificado a Copa de Aniversário Dingue Pernambuco 2016, realizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco. A competição reuniu um número recorde de inscritos em Maria Farinha, Litoral Norte de Pernambuco. Foram 20 embarcações, a primeira vez na história da classe no estado que um evento local congregou tantos veleiros em uma única prova. A Copa de Aniversário Dingue Pernambuco também serviu para que os velejadores realizassem os últimos ajustes antes da disputa do XXXI Campeonato Brasileiro da Classe Dingue, que será realizado Clube Veleiros da Ilha, em Jurerê/SC. Cinco embarcações locais disputarão a competição.

7 Lange e Cecília: Emoção e lágrimas no pódio

A medalha de ouro da Classe Nacra 17 foi vencida pela dupla da Argentina, Santiago Lange e Cecília Carranza. O velejador mais velho da Olimpíada, Santiago Lange tem 54 anos e outras cinco participações em Olimpíadas, das quais trouxe duas medalhas de bronze, em Atenas 2004 e Pequim 2008, na classe Tornado. Antes ele participou em 1988, 1996, 2000. No Rio, ele viu seus dois filhos, Yago e Klaus, estrearem nos Jogos. Eles forma a dupla argentina na classe 49er. Muitos questionaram a participação de Lange nas Olimpíadas do Rio 2016 quando em 2015 ele perdeu um dos pulmões para o câncer, no dia de seu aniversário, em 22 de setembro. No entanto, muito antes do imaginado, ele voltou para seu mundo de barcos, velas, vento e partiu para o projeto Nacra 17. No Rio ele competiu com os filhos de seus antigos adversários. “Me separei da esposa e vivi em um barco. Não tinha um centavo e um amigo me emprestou um barco. Terminei vivendo quatro anos nele”, contou certa vez esse homem do mar. “Eu ainda tenho um sonho. Se eu sentir que tenho um bom projeto e com chances de velejar bem, eu quero ir a Tóquio. Vou tentar. Enquanto eu puder fazer isso e meu corpo permitir, eu vou continuar velejando”, concluiu.

Novo livro para ter a bordo

Moderno e cheio de dicas, o livro é obrigatório no seu barco

Há muitos anos não se fazia uma obra de referência para quem quer aprender a navegar, ou simplesmente rever - vez por outra - conceitos básicos da navegação à vela. Desde o “Navegar É Fácil”, de Geraldo Luiz Miranda De Barros, escrito há 17 anos, nada, ou quase nada de novo surgiu. Até agora. Com uma abordagem moderna e conceitos fundamentais presentes, o livro Teoria Básica de Vela Oceânica de Juca Andrade chegou para preencher essa lacuna. Fartamente ilustrado com belas fotos (de Leguth Edson), o livro aborda desde o básico - como as partes de um barco - como ancoragens, ajuste de velas e situações práticas que só quem tem mais de 15 anos de prática consegue passar de maneira didática. Os interessados podem contatar o autor diretamente pelo email cuscobaldoso@gmail.com ou no telefone (13) 9-9790.8175


ALMANÁUTICA

8 Meteorologia & Oceanografia

Por: Luciano Guerra

Legado olímpico... Abro a matéria deste Alma com um caloroso: “É OUROOOO!!!!” Deixei para entregar o texto ao nosso editor no último momento na esperança de que incluiria algumas linhas para parabenizar Martine Grael e Kahena Kunze. E merecidamente elas alcançaram o objetivo. Diretamente da cidade olímpica, é hora de aproveitar a rouquidão provocada pelos gritos, para parabenizar textualmente as nossas meninas de ouro, pelo maravilhoso feito. Parabéns, parabéns, parabéns! O ouro foi conquistado por elas, e é legado para todo o Brasil. E o mar? Conquistamos o ouro no tratamento das águas? Vejamos... Com uma área de 380Km2, 15 cidades em seu entorno e 44 praias, a Baía da Guanabara e todo o estuário em torno dela, sofre com o descaso dos órgãos responsáveis e o insucesso de diversas tentativas de despoluição de uma das mais belas raias de vela do mundo. O plano de despoluição da Baía da Guanabara (PDGB) teve início na década de 90 com uma cooperação do Japão e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O aporte financeiro inicial foi de US$1,7 bilhão, no entanto os objetivos não foram alcançados. Após o

fracasso reconhecido do PDGB, o Rio de Janeiro tem uma segunda oportunidade com a vinda dos jogos olímpicos. E o que foi feito até em então? Foram realizadas obras em 7 estações de tratamento de esgoto e somente uma delas trata 100% dos resíduos despejados em sua área de tratamento (veja a tabela acima). Foram construídas 17 eco barreiras nos rios que mais poluem a Baía da Guanabara e algumas se romperam com o excesso de lixo acumulado, despejando toneladas de dejetos sólidos nas águas do mar. Os 10 eco barcos que realizam a retirada de toneladas de lixo sólido flutuante da baía não foram suficientes para impedir que a dupla Isabel Swan e Samuel Albrecht, da classe Nacra 17 tivessem seu desempenho prejudicado por uma série de objetos que foram parar na bolina do barco. De acordo com o preparador Físico Miguel Almeida, que ministra aulas diariamente na Praia do Flamengo, “...Não há dúvidas que a qualidade da água melhorou, mas o lixo sólido, apesar de ter reduzido um pouco, ainda é um problema recorrente. Não vejo uma iniciativa realmente eficaz para o problema. Ainda há muito o que fazer...”. Uma outra parte da cidade que recebeu um grande volume de recursos financeiros foi a Marina da Glória. Com um valor aproximado de R$70 milhões de investimentos da iniciativa privada, o espaço público da prefeitura concedido para a BR Marinas ganhou uma nova cara, com a ampliação do espaço gourmet, 170 novas vagas secas e 275 novas vagas molhadas. Não se pode negar que o espaço ficou mais convidativo ao público que não faz parte do mundo náutico. Para aqueles que sempre foram clientes da marina, os valores são absurdos, e o esgoto continua sendo jogado abaixo da linha d’água das embarcações. Um pouco mais longe da Baía da Guanabara mas não distante do epicentro deste “cismo antiecológico” estão as lagoas de Jacarepaguá. Estas continuam sofrendo ainda mais com as promessas não cumpridas de construção das chamadas unidades de tratamentos de rios (UTR). Durante a campanha de candidatura da Cidade do Rio de Janeiro à sede dos jogos olímpicos, umas das promessas para despoluição da Baía da Guanabara e das próprias lagoas que ficam no entorno do parque olímpico da Barra da Tijuca (que na verdade fica no bairro da Curicica), era a construção de unidades de tratamento das águas dos rios que

desembocam naquela região. Neste caso, sequer uma única unidade foi construída ou teve obras iniciadas, dando vaga para as, muito menos eficientes, eco barreiras. Com a chegada do inverno no Rio de Janeiro, normalmente as lagoas tem seu fundo revolvido com as ressacas que batem na costa carioca, fazendo com que os gases, sulfídrico e metano sejam liberados deixando ali um odor insuportável. Esses gases geralmente são gerados a partir da decomposição do lixo proveniente dos afluentes, que hoje são verdadeiros valões de esgoto. Com a atual crise financeira que assola o Estado do Rio, provavelmente esta é mais uma competição que não receberá qualquer medalha. Até o final de 2015 os números do PDBG eram de espantar qualquer navegador das águas cariocas. Em 20 anos o programa já consumiu R$ 10 bilhões em empréstimos. O governo diz que precisa de mais 20 anos e pelo menos mais R$ 20 bilhões que seriam utilizados na recuperação de áreas degradas no entorno da Baía da Guanabara, seus afluentes e lagoas da cidade do Rio. Afirma que não possui condições de assumir o desafio sozinho. E agora que as festas acabaram? E agora que não somos mais o foco do mundo? Fica aqui a dúvida a respeito de qual será o legado para nós...

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cruzeiro

Os carros alugados sempre quebravam... Mas quem liga? “Tudo é diversão estando entre amigos como os queridos Luiz e Mauriane”

Notícias do Caribe Rita e Rubens. Veleiro: Dóris. Localização: Trinidad, no Caribe... Rubens foi diretor de Recursos Humanos de empresas multinacionais e até piloto de kart por 10 anos. Rita é dentista. Mas a vida do mar cativou esse casal e em junho de 2013 se mandou para... bem, destino incerto... Caribe... O casal conta alguns trechos dessa aventura de uma vida... duas vidas... Em 2009 completei 50 anos e a Rita 46. Começamos a navegar em 2007 e não paramos mais. Tivemos uma lancha de 22 pés com a qual a Rita e eu fizemos várias viagens. No dia das mães de 2008, após um mergulho com muito frio e chuva na ilha de Búzios, a Rita comentou que o que ela mais queria é ter um barco com cabine e cozinha. Neste momento nasceu nosso projeto de comprar um veleiro e antes de aportar na marina já estava tudo esquematizado: Compraríamos um veleiro e sairíamos pelo mundo. Alguma procura depois nossa opção foi um Van de Stadt com 36 pés, de aço, o “Dóris”. O veleiro foi magnificamente construído por Bob e Dóris. Ela nos disse que quando se constrói um veleiro, para que tenham êxito e felicidade é preciso colocar uma moeda de ouro no “pé” do mastro. Como eles não tinham a tal moeda colocaram as próprias alianças. Nosso compromisso de sair viajando em meados de 2010 precisou ser adiado por questões burocráticas, mas em junho de 2013 partimos. (2016, por Rita) Chegamos do Brasil no sul do Caribe, próximo a Venezuela, e fizemos várias postagens ao longo de nosso trajeto pelas ilhas caribenhas até o ponto mais

Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.

Venha ser feliz na Marina Bracuhy Segurança - Comodidade - Apoio - Posto de combustível - Vagas molhadas Fone: (24) 3363-1166 - www.marinabracuhyangra.com.br

Entre um enjôo e uma arrumação, o casal vai levando a vida e o veleiro Doris para onde o vento e a vontade quiserem. Caribe, violão, um drink, amigos...

How Much?

Todo mundo sempre quer saber: Quanto se gasta? Uma das maiores curiosidades sempre é a questão de custos. Mesmo sabendo que isso varia muito, dependendo de escolhas, como locais, condições, qual o tamanho do seu barco, sempre é bom perguntarmos...

Quanto se gasta por mês/semana estando pelo mundo (Caribe)?

Fora as despesas com o barco, depende do estilo de cada um. Nós por exemplo raramente paramos em Marinas ou poitas pagas, velejamos muito e economizamos Diesel, raramente compramos água porque temos dessalinizador, adaptamos nosso cardápio aos produtos locais, quase não vamos a restaurantes, a Rita é excelente cozinheira! Este custo também depende de onde (qual ilha) você está, por isso pouca gente tem esta conta pronta. Eu diria que com 1.500 dólares por mês dá para se virar.

Descobrimos que a felicidade não está em nenhum lugar, ela está dentro da gente...”

Qual o custo para deixar o veleiro seguro na temporada de furacões?

Varia muito. O nosso está em Trinidad, seguro, no seco por cerca de 600 dólares/mês. Se estivesse na poita sairia por uns 150 dólares/mês.

Atualmente o casal Rubens Andrade de Souza e Rita de Cássia Cavalli Torres está em Ilhabela matando as saudades dos amigos, parentes e curtindo um churrasco ao som de Vítor e Susy. Essa dupla de velejadores-músicos também mora e toca em Ilhabela, e tem cd’s autorais com músicas inspiradas em temas de vela. Mas esse é assunto para outra edição...

1° Congresso on-line sobre a arte de velejar

Se pudéssemos levaríamos os amigos e parentes conosco... E se desse levaríamos a Ilhabela também!

alto aonde chegamos: Anguila. Começamos nossa descida para fugir da temporada de furacões rumo ao sul novamente. Nosso destino final, Grenada, com algumas escalas. Saindo de Anguila vi o mar engrossando e nada orgulhosamente bati um recorde: 30 horas seguidas vomitando! Rubão coitado, queria mudar a rota, mas eu corajosamente, entre um balde e outro, insisti em manter o planejamento, e com os queridos amigos do Cascalho, paramos em Guadaloupe, onde virei humana de novo. Depois na linda ancoragem da Martinica, Saint Pierre que ainda não conhecíamos... ... ... Todos partindo, Jadir para o Brasil, Mauri e Luis para Trinidad onde deixarão o barco no seco para visitarem os familiares no Brasil, e os “Namastês” em outra ancoragem. Os queridos Luiz e Mauriane do catamarã Cascalho... Pretendíamos permanecer em Grenada por mais uns três meses e partir para Trinidad somente em outubro para a pintura do fundo, um procedimento relativamente rápido. Mas… E o medão? Começaram avisos sérios de furacão vindo na direção de Grenada, e aí foi “barco pra que te quero”... Chegamos rapidinho em Trinidad no final de julho, para completa tranquilidade, uma vez que lá dificilmente chegam furacões. Sentada no cockpit branquinho que acabei de esfregar exaustivamente, Rubão no interior do barco tentando reduzir a “zona” de ferramentas espalhadas para que eu possa faxinar. Ambos exaustos aguardando os últimos reparos serem feitos e com uma lista gigante de tarefas até soltar as amarras. Espero, rezo, faço mandinga, qualquer negócio, para que isso aconteça em no máximo uma semana... Para quem está lendo e não navega vou fazer um paralelo do que nos aconteceu nos últimos meses: Quem já passou por aquele período em que você acorda, vai usar o liquidificador e ele trava?! Tudo bem, sai sem a vitamina da manhã, dá partida no carro e a bateria arriou… Tudo bem, faz a famosa “chupeta”, chega atrasado no trabalho, pega um café, e derrama na camisa... Tudo bem porra nenhuma, você está no seu inferno astral, e embora eu não tenha a menor idéia do que isso significa, entendo os efeitos. Foram alguns meses onde vários pequenos problemas diários se acumularam, mas finalmente acho que vemos a luz no final do túnel… ou das ondas (risos).

As inscrições são Acreditando que “navegar é preciso”, o velejador Magratuitas e haverá teus Dantas criou e organizou o 1° Congresso online sopalestras como bre a arte de velejar, o Velejando pelo mundo. “ResolveHeloísa Schürmann mos reunir no “Velejando pelo mundo” pessoas especiais que encontraram na vela uma maneira de viver e se comunicar com o mundo e com as pessoas. Os participantes poderão conhecer a história daqueles que se dedicaram a sonhar e navegar, tendo como cenário o mar e o vento em seus rostos”, conta Mateus. O Congresso é totalmente online e gratuito, e ocorre no final de setembro com mais de 20 palestrantes. O “Velejando pelo mundo” também tem uma página no Facebook: facebook.com/congressovelejandopelomundo O evento acontece de 26/09 até o dia 02/10 e a inscrição pode ser feita gratuitamente pelo site www.velejandopelomundo.com.br Aos 15 anos, Mateus Dantas criou um blog chamado “Sonhando com o Vento”, onde entrevistava pessoas que velejavam pelo mundo. “Acabei tendo que desativar o blog, mas recentemente tive a ideia de fazer algo inovador no meio náutico, focado para as pessoas que sonham em um dia velejar pelo mundo. Então criei o Velejando Pelo Mundo”, conta. Mateus espera mudar o olhar das pessoas, que elas percebam que velejar pelo mundo não é impossível. “Quero que as pessoas, depois de assistiram às palestras, mudem suas vidas. Quero que elas percebam que é sim possível viver uma vida diferente, ter um estilo de vida diferente”, completa. A receptividade do público está sendo muito boa. Mateus recebe e-mails de pessoas de vários lugares pelo mundo. “Elas apoiam o projeto, falam que estão precisando disso, que sonham em velejar pelo mundo, e que as vezes é só de um incentivo que elas precisam. E isso faz tudo valer a pena”, disse Mateus em entrevista ao Almanáutica.


ALMANÁUTICA

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Projeto CORDECA Afundamento da Corveta Pereira D’Eça A Marinha portuguesa preparou-se para afundar uma Corveta ao largo de Porto Santo, na Ilha da Madeira - PORTUGAL. A ideia foi criar um recife para fins turísticos. Durante meses acompanhei a esse trabalho e história recebendo notícias quase que diárias do amigo Alberto Manuel Vitor Braz que esteve à frente desse projeto com alma e coração. Com sucesso, muito empenho de diversas pessoas e empresas que; no dia 13 de julho último culminou com o afundamento tomado a cabo com homens do grupamento de demolição naval da Marinha de Guerra Portuguesa. As

Caça Palavras

CURTAS

MERGULHO

tos Filho

Por Nelson Mat

f Faleceu dia 14 de agosto Antônio Au-

gusto Barcellos da Cunha, sócio-fundador e detentor do título nº 1 do Iate Clube de Brasília. Nossos sentimentos.

f A Escola Municipal de Vela de Ilhabela

Meu início na vela

“Lars Grael” realiza em dois finais de semana a 2ª etapa do Campeonato Paulista da Classe Optimist em setembro.

O primeiro a aceitar meu convite para contar sua história na vela foi o amigo Marco Abreu, do Veleiro LALAT. Conte a sua história também!

f A Marinha do Brasil estuda fechar parcerias com a Itaipu Binacional e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu para desenvolvimentos na área de ciência e tecnologia, especificamente em mobilidade elétrica e armazenamento de energia.

f Há 7 anos o Joinville Iate Clube leva um optimist às escolas para despertar a curiosidade das crianças, além de oferecer vagas grátis para cursos de vela. Nota 10!

Papo de Cozinha

Nossos heróis da vela brazuca na Rio 2016 merecem uma homenagem! Faça a sua parte e ache o nome deles: SCHEIDT - KUNZE - MARCO - PATRICIA - BIMBA -

MARTINE - BORGES - ZARIF - HADDAD - BRUNO - BARBACHAN - OLIVEIRA

Papilote a bordo fotos dão uma idéia da magnitude desse fabuloso naufrágio artificial criado para, a partir de agora, deleitar os mergulhadores aptos a adentrarem em seus aposentos! E para brindar o sucesso total, a posição de navegação dessa belonave ao fundo. Não será difícil você pesquisar na internet pelos nomes do início.

Memórias do Avoante

A REFENO está chegando, e você não vai querer pagar o mico de deixar sua tripula na mão na hora de do rango, não é? Então, com a receita desse mês você vai fazer bonito no almoço de domingo, quando já tiverem decorridos 24 h de regata. Para quem já tem meu livro basta ir até a página 105., Para que não tem, irá precisar de: 1 pacote de macarrão Farfalle (Gravatinha) Queijo temperado em cubinhos Tomate seco Folhas de hortelã Papel alumínio

de papel alumínio em tamanho su- e leve ao forno médio para aquecer. ficiente para acomodar uma porção Bom apetite e bons ventos até NoroCozinhe o macarrão com pouco sal, deixando al de macarrão para uma pessoa. Es- nha, Nos encontramos por lá! dente. Escorra e passe azeite ou manteiga para palhe o tomate seco, os pedaços de Maurício Rosa é velejador, amante de gastronomia não grudarem entre si. Dobre retângulos duplos queijo, e as folhas de hortelã, feche e autor do livro “Gastronomia em veleiros”

Preparo:

Gostaria muito de com este tema e narração, deixar aqui um convite para quem sabe pensarmos em começar um projeto ( ou mais ) para afundamento artificial de naufrágio(s) em nosso mar no eixo RIOO Jornal do Brasil de 11 de janeiro de 1988 -SÃO PAULO; com certeza o mercado do em seu caderno de esportes, trazia uma mergulho recreacional agradece. matéria sobre André Mirsky. Filho do também velejador Sérgio Mirsky, André (21 de abril de 1977) teve o começo de sua historia no mar escrita por seu pai. Ele foi um dos maiores incentivadores da vela Oceânica dos últimos cinquenta anos. Sérgio Mirsky (São Paulo, 1929 — Rio de Janeiro, 9 de Agosto de 2005), paulista de nascimento e niteroiense de coração ostenVeja o que a amiga Joana Ricardo, do ta números expressivos: 28 fitas azuis na Facebook, escreveu em sua página um dia Regata da Escola Naval e 35 participações após o afundamento: “24 horas depois de na Regata Santos-Rio. ser afundada, o nosso biólogo já contou 24 Já André foi o competidor mais jovem na sapinhos (sim, são peixes!) e 6 raias. Nas segunda edição da então recém criada RE48h seguintes começam a aparecer estas FENO. Seu currículo inclui a participação bolas de peixinhos, meia dúzia de pargui- como timoneiro do Volvo 60 “Tyco” na vitoria da regata Route du Rhum. Sagrou-se nhos pequenos e até um sargo”. vice-campeão mundial de vela Oceânica em HANKO na Noruega em 2007; terceiro lugar no campeonato mundial de vela em 2008 Athenas - Grécia; vice-campeão Europeu em 2007, 2008, bicampeão do Mediterrâneo da classe IMS; Campeão nacional Esloveno, Checo e Eslovaco por dois anos consecutivos e vencedor do tradicioFotos: Alcides Correia, Miguel Aleixo e Alberto nal Troféu de la Reina em Valencia. AtualManuel Vitor Braz mente veleja com a esposa, Kyra Mirsky, com quem participou da campanha olímpica Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI tentando uma vaga na Classe Nacra 17.

Túnel do Tempo

A história começa nos anos 80 em um lugar chamado Itacuruçá, ramal de Mangaratiba. Estava no Rio, trabalhando numa multinacional, quando recebi um técnico inglês para passar um período no Brasil. Num final de semana, fomos passear em Itacuruçá e chegando lá David perguntou se não teria um veleiro Laser para velejar por aquelas águas. Olhei para um lado, olhei para o outro e visualizei um amigo lancheiro. Sim, digo lancheiro porque nesta época eu também era. Tinha uma lancha de 15 pés que usava para caça submarina, em Coroa Grande. Levei o inglês para Itacuruçá, porque havia mais opções de restaurantes e diversões, chamei meu amigo e perguntei se haveria possibilidade de alugarmos um Laser por ali. Ele nos convidou a

visitar uma pessoa, que estava construindo uma pousada, numa ilha próximo, que teria um Laser e poderia emprestar. Subimos na lancha e partimos pra tal ilha. Lá chegando, fomos apresentados ao dono da pousada. O David sabia tudo de Laser, pois em Manchester, na Inglaterra, de onde ele veio, praticava esta modalidade. Aquela velejada foi fatal! Apaixonei-me na primeira perna, não queria mais sair do barco e o David muito colaborou para este amor: Adernou, empopou, contraventou e o escambau. Adrenalina pura! O tempo passou, fui trabalhar numa empresa de Dragagem e Derrocagem Submarina em Salvador/BA. Chegando lá adquiri outra lancha que deixava na casa de um amigo. Nossas saídas eram raras e a velejada de Itacuruça não saía de minha cabeça. Um dia eu estava no Rio quando disse a um primo que ao me aposentar compraria um veleiro para viver dentro. O primo virou-se e disse: - Vais esperar este tempo todo pra comprar um veleiro? E se ao aposentar sua saúde não for

à mesma? O momento é hoje e agora! Bum! Explode coração! Ao retornar a Salvador disparei o processo de iniciar minha vida na vela. Associei-me ao clube Angra dos Veleiros, na Ribeira, e garanti uma vaga para o futuro veleiro. Acionei um amigo no Rio de Janeiro, Gualdenir, vulgo Nini, para procurar um Fast 23 pés, pois em Salvador havia somente um, e de regata. Pedi-lhe que me informasse as condições do barco e uma semana depois ele me apresentou três barcos. Um deles era de um ex-professor universitário que estava deixando de velejar. Bingo! Por telefone comprei meu primeiro veleiro, um Vega 23. Agora tinha barco, porém, faltava trazê-lo para Salvador. Sem nenhuma experiência em vela oceânica, fui à loja Regatta falar com Jonas Penteado, que me equipou com casaco de tempo, pois pretendia trazer o barco por mar. Mais uma vez veio a influencia inglesa: Um tal Mr. Thomas, da empresa que eu estava trabalhando, me aconselhou a fazer a velejada em junho, porque os ventos do Sul me ajudariam. Atento a todos os comentários, marquei a viagem para o dia 7 de junho. Convidei umas oito pessoas para me acompanhar e todos confirmaram. Ao se aproximar da data, as desculpas foram aparecendo e fiquei sozinho. Neste intervalo encontrei Aleixo Belov, pois sabia de sua experiência na 1ª volta ao mundo solitário. Contei-lhe minha intenção, ele orientou a levar um GPS, se dispôs emprestar suas cartas náuticas do trecho Rio–Salvador. A todos que comentava o que estava prestes a fazer se assustavam. Minha mulher quase teve um colapso. Pedi que ela fosse ao bairro da Pituba e procurasse o pescador Paulinho, que nos fornecia peixe, e perguntasse se ele aceitaria me acompanhar nesta viagem. Ele aceitou, todavia, disse que iria de ônibus para o Rio, pois tinha medo de avião. Cheguei ao Rio, fiz as compras do farnel e fomos, eu e Nini, ver o barco que estava numa poita em Botafogo, e encontramos com Haroldo Manta, o ex-proprietário. Não vou me intitular de maluco, porque um veleiro, por menor que seja, foi feito pra velejar e no Brasil estamos isentos de furacões ou o que o valha. Portanto... Velas ao vento e parti para a Bahia. Mande sua colaboração para: avoante1@hotmail.com

Marinha do Brasil

As 3ªs Sargentas Martine Grael e Kahena Kunze na 49er Rio 2016 O Brasil começou na Rio 2016 com alguns recordes: Foram 465 atletas, a maior equipe da história do Brasil, dos quais 145 militares, e desses, 48 da Marinha do Brasil. Um em cada três atletas brasileiros que participam dos Jogos Olímpicos na Rio 2016 é militar: Outro recorde que nenhuma outra delegação conseguiu bater. 100% dos atletas da equipe de judô é formada por militares, sendo sete mulheres da Marinha do Brasil e sete homens do Exército. Os atletas integram o Programa Atletas de Alto Rendimento, administrado pelo Ministério da Defesa. Os atletas do programa possuem infraestrutura invejável: Acesso a médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Eles podem receber a bolsa atleta e mais o salário de militar (3º Sargento). O programa de incorporação de atletas de alto rendimento pelas Forças Armadas, como militares temporários, surgiu em 2008 por iniciativa do Ministério da Defesa. A Marinha do Brasil foi quem deu início nesse programa de incorporação dos atletas, sob coordenação do Corpo de Fuzileiros Navais. Na vela, Marco Grael, Gabriel Borges, Martine Grael, Kahena Kunze, Fernanda Decnop, Jorge Zarif, Henrique Haddad e Isabel Swan, todos terceiros sargentos, competiram pela Marinha do Brasil. O diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa é o Almirante Paulo Zuccaro comentou sobre prestar continência no pódio: “Nós não obrigamos. Preferimos que a coisa se dê de forma espontânea e isso depende de cada um deles. Algumas pessoas levantam a polêmica de que esse ato poderia ser punido pelo Comitê Olímpico, mas o Comitê jamais puniu qualquer atleta por ter feito continência no pódio. O que o comitê proíbe são manifestações políticas, mas uma continência militar é uma saudação militar à bandeira nacional, ao hino nacional e isso não é um ato político. Muito ao contrário, esse gesto é uma manifestação por definição apolítica. A continência é uma forma do militar cumprimentar o povo brasileiro”, explicou. Países como França, Itália, Rússia e China – para citar as grandes potências do esporte - também tem a tradição da busca pelo talento nas Forças Armadas.

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Palavra de

Cruzeiro Costa Verde 2016

PRESIDENTE

Prezado Associado da ABVC, Uma grande festa do esporte, uma grande confraternização. Este foi o resultado da Rio 2016. E a vela novamente traz uma medalha para o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, que vai desde a distância dos grandes centros de competição até o alto custo de importação dos equipamentos. Parabéns a todos os velejadores participantes, são todos vencedores! Pena que a promessa de despoluição da Baía da Guanabara, que seria um dos grandes legados para a região metropolitana do Rio de Janeiro, não vai ocorrer. Quando nossas autoridades vão se preocupar com saneamento básico? Nesta eleição, mesmo sendo de âmbito municipal, não se esqueça de cobrar dos seus candidatos ações na área de saneamento básico. E marque na agenda: de 19 a 26 de novembro será realizado o tradicional Cruzeiro Costa dos Tamoios, que percorre o trecho entre Ubatuba e Paraty, um dos mais belos do litoral brasileiro, e inclui pernoite na Ilha Anchieta, passagem pela Ponta da Joatinga e pernoite no Saco do Mamanguá. Este cruzeiro curto (somente uma semana) é ideal para os velejadores cruzeiristas iniciantes. Bons ventos,

Volnys Bernal

Presidente da ABVC

O Cruzeiro Costa Verde foi criado em 2010 para que velejadores menos experientes pudessem ter uma experiência do que é um cruzeiro em flotilha. De lá para cá o sucesso foi tão grande que todos os anos é preciso limitar o número de participantes para que a experiência seja feita em segurança e permita cumprir o principal objetivo: Diversão. E esse ano não foi diferente: As inscrições foram encerradas pouco tempo depois de serem abertas, tal a quantidade de interessados em curtir as lindas paisagens da Ilha Grande e Baia da Sepetiba, os principais pontos de ancoragem da turma. “Dentre os 21 inscritos, tivemos 9 veleiros novos, que pouca experiência tinham em velejar em flotilha organizada. Acreditamos que será um incentivo grande para os próximos cruzeiros da ABVC”, comentou Eduardo Schwery, criador e organizador do Cruzeiro Costa Verde. Este ano houve mudança na ancoragem inicial na Baia de Sepetiba, que antes era feita na praia da ilha da Estopa, e passou a ser feita na praia Grande, na ilha de Itacuruçá. Lá se abrigam um número maior de veleiros, desde que não haja previsão de SW. Segundo Schwery, a maior dificuldade na organização é a confecção do material a ser distribuído aos participantes, pois depende de vários fornecedores. “Quanto ao cruzeiro, a ancoragem segura é a principal preocupação da Comodoria”, explicou Eduardo. Pra terminar esse cruzeiro festivo, nada como um jantar árabe de confraternização, organizado no Bowteco, o point dos velejadores no Bracuhy. Participaram este ano 20 veleiros: Regwell (30 pés Eduardo P. S. Schwery), Adventure II (39 pés Agostinho Tadeu Auricchio), Aramis (40 pés Ayrton Alves de Aguiar Filho) , Despacito (36 pés Brasilio de Mello Neto), Acauã (32 pés Webber Rodrigues), Our Dream (36 pés Rogério Vianna Salles Pereira), Lua Viva (36 pés Decio Maia), Tiare II (catamarã 48 pés Mauricio Antonio Ferreira), Sweet II (36 pés Joao Octávio Calmon Ribeiro), Velella (40 pés Henrique Prats), Napoleão (30 pés José Mauricio Freire Napoleão), Sereno (36 pés Sergio Senra Garcia), Talassa II (34 pés Remo Zauli Machado Filho) , Grão (45 pés William Bueno), Enza (40 pés Paolo Mandala), Arribasaia (41 pés Marcos Leme de Oliveira Borba), Fé (43 pés Fernando Ferreira Daltro), Moana ( 3 6 pés Paulo Gorab), Alice Wonderland (45 pés Daniel Caulliraux), Relax (30 pés Renato Teixeira).

Vem aí: Cruzeiro Costa do Tamoios

Vem aí: Caribe

Em continuidade à sua programação de cruzeiros pela costa brasileira, a ABVC realizará no próximo dia 19 de novembro mais uma edição do Cruzeiro Costa dos Tamoios. A flotilha sairá de Ubatuba (litoral de SP) com destino à Paraty, já no Rio de Janeiro, passando pela Ponta da Joatinga. Conhecida por ser local de acidentes e temida por alguns navegadores, um dos objetivos do Costa dos Tamoios é desmistificar essa passagem. O Costa dos Tamoios surgiu em 2011 para preencher uma lacuna nos cruzeiros de médio percurso. Ele se situa “entre” o Costa Verde, que se restringe à baía da Ilha Grande e Sepetiba, e o Costa Sul, por exemplo, que vai até Santa Catarina ou o Costa Leste, até a Bahia. Com o Costa dos Tamoios há uma distância e dificuldades intermediárias permitindo aos novatos uma experiência prévia antes de lançarem-se a cruzeiros mais longos. Sobre o nome escolhido, Claudio Renaud, organizador do evento explica: “O nome escolhido se refere a uma aliança de povos indígenas do tronco lingüístico tupi que habitavam a costa dos atuais estados de São Paulo (litoral norte) e Rio de Janeiro (Vale do Paraíba fluminense). Esta aliança, liderada pela nação Tupinambá, congregava também os Guaianazes e Aimorés. O termo “tamoio” não se trata, portanto de uma tribo ou nação indígena específica como muitos pensam. O termo vem de “tamuya” que em tupi significa “os anciãos”, indicando que eles eram as mais antigas tribos tupis, os que mais prezavam os costumes tradicionais.”. A programação do Cruzeiro Costa dos Tamoios ainda não está fechada, mas deve ser semelhante às anteriores: Reunião da flotilha em Ubatuba no local de largada (possivelmente Ubatuba Iate Clube) - Caçandoca/Fortaleza (30 milhas) pernoite - Anchieta (5 milhas) Visita ao parque , antigo presídio, churrasco – Pernoite - Almada (15 milhas), Ubatumirim, Prumirim - cachoeiras e passeio ate aldeia indígena Pernoite - Picinguaba e Couves (8 milhas) passeio pela vila e mergulho – Pernoite - Cajaíba (30 milhas) passagem pela ponta Joatinga, cachoeiras - Pernoite na Cotia - Mamanguá (10 milhas) passeio por cachoeiras e almoço Saco da velha - Pernoite na Cotia - Coquetel ou jantar encerramento. Participe!

O próximo Cruzeiro Internacional promovido pela ABVC será realizado no Caribe, em St. Martin (foto abaixo), San Bartelemi, Anguila, entre 1 e 8 de julho de 2017. O lançamento será feito no São Paulo Boat Show. Mais informações no site da ABVC.

ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro CNPJ 05.809.419/0001-02

Foi nomeado como Diretor Adjunto para Brasília, Elson Fernandez (Mucuripe). Seja muito bem-vindo à Diretoria, Elson!

Assembléia Geral Ordinária - Convocação Ficam convocados os senhores associados em dia com suas obrigações e de acordo com o Estatuto em vigência, a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, na sede social, à rua Bela Cintra, nº 1970, São Paulo, SP, às 18:00h horas do dia 29 (vinte e nove) de novembro de 2016 a fim de tratarem da seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e votação do relatório da Diretoria, balanço geral e demonstração das contas e respectivo parecer do Conselho Fiscal relativos ao exercício em vigência; b) Eleição dos membros da Diretoria para o biênio 2017-2018; c) Outros assuntos de interesse dos associados. Acham-se à disposição dos senhores associados, na sede social, todos os documentos exigidos por lei para sua verificação. São Paulo 01 de setembro de 2016

Brasília

Convênios Iate Clubes Aratu Iate Clube, Cabanga Iate Clube, Iate Clube Guaíba, Iate Clube de Rio das Ostras, Iate Clube do Espírito Santo, Marina Porto Bracuhy, Iate Clube Brasileiro, Jurujuba Iate Clube Descontos Brancante Seguros, Botes Remar, CSL Marinharia, Geladeiras Elber: Valor promocional; Azimuth: Desconto nos cursos; JetSail: (prestadora de serviços do ICS): Desconto em vistoria/survei, serviços e manutenções, estadias em seco e molhado e valores diferenciados para a lingada das embarcações.

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 26  

Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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