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PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA

ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano I – nº 06 – maio/junho 2013 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Nesta edição:

Grandes Travessias O velejador Wlademir Juliano veio da Sardenha para o Brasil a bordo de seu veleiro de 8 metros de madeira e afirma: “não é preciso um veleiro enorme e luxuoso para fazer uma longa travessia”.

Pequenas embarcações

Beto Pandiani e Igor Bely: sanduba na chegada Recorde e festa na Volta da Taputera (ES) Velejador passa sufoco dois dias à deriva Marina fecha as portas em Paraty Falta de técnico ameaça a 49er FX Estação Antártica: novo projeto

Confira também:

Na Oficina do Capitão, uma conversa “privada” Técnica: Aprendendo trimagem de velas Rio de Janeiro: Marina da... InGlória Receita: Dadinhos de tapioca

Vem aí a Hidrobrás...

Um Match Race para SP VDS e as Olimpíadas Mundial de Kite Capotaria e proteção solar


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

A cada edição nosso Almanáutica fica melhor. Essa tem sido a opinião unânime dos leitores e colaboradores, que nos transmitem a real ideia do caminho a percorrer. Em recente pesquisa feita com uma revista líder do meio náutico, constatou-se que do preço de capa, 55% são para pagar publicidade ou matérias de interesse comercial (merchandising, p. ex.), o mesmo percentual do total de páginas da revista. Mais da metade é propaganda. E apenas 9,7% deste conteúdo que sobra é dedicado à vela. É certo que todo veículo precisa de anunciantes para se manter e o Almanáutica não é exceção. Mas o equilíbrio é mais do que importante: mostra o respeito ao leitor e aos próprios anunciantes. Aqui ninguém fica perdido num mar de propagandas. Aproveitamos para lembrar que na próxima edição teremos uma matéria especialíssima sobre os veleiros Classe Brasil, contando sua origem, trajetória e detalhes inéditos. Boa leitura! Ricardo Amatucci

Murillo NOVAES

Betão acidental, turista do cabo Frio Era mais um dia de relativa calma no Cabo Frio. Nos dois sentidos. Se, aqui no covil o lento vagar dos ponteiros do relógio indicava o feriado estadual que comemora – Salve! – o guerreiro São Jorge, lá fora, no lindo e imenso Atlântico que cerca este belo acidente geográfico, o vento fraco de sueste e o mar chão também indicavam que outro santo, Pedro, havia tirado o dia fora do escritório. Mas um simples telefonema haveria de mudar tudo. E como! No outro lado da linha, na ponta de uma longa sequência de bits que haviam sido sons e de sons que se transformavam em bits, com um satélite geoestacionário

Crônicas Flutuantes

Barcos de Som

Algumas divagações são interessantes. No nosso querido mundo da vela gosto particularmente de uma. “Velejar longas travessias significa: intermináveis momentos de tédio entremeados por alguns poucos momentos de pavor”. Realmente, na maior parte do tempo o mar, vento, correntes e temperaturas costumam ser benevolentes, desde que não estejamos velejando no Cabo Horn ou no mar de Bering claro! Resta-nos então, contrariando todas as leis da física, transformar distâncias em tempo, lendo, cozinhando, comendo, olhando o mar... comendo, lendo, cozinhando... olhando o mar... Mas o coisa-ruim, o capiroto, anda sempre na tocaia e, mesmo com toda a tecnologia disponível, a chance de sermos surpreendidos por uma borrasca maldosa não é inexistente. Aí entrariam então os tais momentos de pavor que, no mais das vezes, me parecem exagero, desde que não estejamos com a pulga atrás da orelha com estais, leme, mastro ou outra coisa qualquer que não deva se partir; nesse caso a coisa pode virar, no mínimo, desconfortável. Muitas vezes basta o barulho do vento e das ondas para que um ou outro se tranque na cabine e só saia de lá com garantias do capitão juradas em cartório com firma reconhecida que a tormenta se foi. Mas... é o barulho do mar e dos elementos, a gente que veleja por ai se acostuma e acaba até achando bom. Todavia, ultimamente, talvez por causa do efeito estufa, do aquecimento global, da manipulação genética ou do Sarney e sua turma, sei lá, um outro tipo de barulho vem paulatinamente invadindo o ambiente marítimo, notadamente perto da costa, e é bem na bêrinha, como se diz lá pelas Gerais, onde mora o perigo. Explico. Ancora-se – protagonistas genéricos – o veleiro naquela enseadinha calma para um fim de semana tranquilo. De desagradável?, apenas borrachudos e pernilongos; de resto é pescar um peixinho, mergulhar, velejar ao fim da tarde, retornar ao fundeio, tomar um bom banho na cachoeirinha ali perto, abrir uma boa garrafa de vinho, fazer um bom jantar, colocar a meninada para dormir, namorar um pouco, dormir como um anjinho e acordar com... Um ruído dos infernos proveniente de uma lancha de nome “Tropa de Elite-II” que acabou de ancorar ali do lado. Maravilha das maravilhas das tecnologias, linhas moderníssimas e pontudas, centenas ou milhares de agapês em dois motores de milhares e milhares de dólares que engolem dezenas e dezenas de litros de combustível a cada hora, um marinheiro fantasiado de garçom, três belas bundas torrando no solarium exatamente como no anúncio da revista e um garotão bronzeado com boné

Coluna de José Paulo

de comandante, sunguinha branca, a indefectível latinha de cerveja numa das mãos, cigarrinho pendendo dos beiços e os braços abertos em direção às mina chacoalhando a cintura pra frente e para trás feito um piupardo*. O som é realmente alto. Bem, som talvez seja um pouco elogioso para aquele ruído estridente e cibernético que emana da nave aquática numa altura capaz de explodir o tímpano de um elefante. A batida parece ser sempre a mesma; muda a letra, ou seja lá o que possa ser aquilo. Aí manô manô manô/a coisa ta ficando preta/ home que é home mermo/ gosta mesmo é de bocet... Ou ainda: Pega, pega, pega / pega no piu piu que ele vira gabiru / vai virando de ladinho/ que eu vou... As mocinhas parecem adorar e duas delas começam a execução de um sofisticadíssimo rebolado, provável preâmbulo da “festinha” que, com certeza, não deverá demorar e deixará o garçom chupando o dedo pelas próximas três ou quatro semanas. Ora! Ora!, em princípio estamos em um país livre e democrático (hummm!!) com direitos de expressão – será que foram estendidos às máquinas de som!!? – garantidos pelo quinto artigo da constituição e coisa e tal e cada qual gosta da música que lhe cabe. Mas algo me diz que ultimamente, por obra de sei lá quem ou o quê, talvez do Sarney mesmo, tem uma turminha por aí que anda se esmerando em burlar o exercício de alguns deveres simples, algumas pequenas noções de cidadania. No caso do nosso velejador genérico não há muito que fazer a não ser levantar ferros, visto que uma intervenção amigável poderia resultar perigosa; as possibilidades de se deparar com uma bolota de hormônios pós graduada em alguma academia de Vale-tudo, UFC, ou lá o que valha, e que o esborrache com um único murro não são desprezíveis. De menos-mal apenas o fato de que o ruído parece ter espantado os borrachudos e as muriçocas. Será que no futuro teremos lanchas de som para campanhas eleitorais? Nosso amigo começa então a tecer considerações sobre longas e tediosas travessias; apesar da chance de borrascas traiçoeiras, com toda a certeza o barulho dos elementos será música para seus ouvidos.

como intermediário, a voz vinha clara como se fosse do meu vizinho: “Murillão, estamos chegando!”. “Chegando onde?” retruquei ainda com os restos de morfeu na alma inerte que havia despertado há pouco. “Em Cabo Frio! Traz dois cheeseburgers, batata frita, uma coca e um guaraná. E três garrafas de água grandes porque estamos tomando a do dessalinizador que é uma droga”, ouvi de volta. Que alegria! Era Betão Pandiani. Meu amigo, meu guru. Um nosso mestre. Betão já havia me ligado outras vezes. O alto-falante nascido em São Paulo, mas com passaporte hídrico de todos os oceanos do planeta, sempre gostara de pregar estas peças nos amigos. Fora assim do Pacífico, não seria diferente no Atlântico. Poucos dias antes soube pelo celular satelital que ele e seu companheiro de travessias, o francês lusófono Igor Bely, o filho do legendário Oleg Bely, nascido e criado à bordo do Kotic, estavam encalmados a 600 milhas do cabo Frio. Mas naquele 23 de abril seria diferente. Além das sempre saborosas histórias do mar e das eternamente curiosas informações da aventura, o seu catamarã sem cabine, desta feita: “Picolé”, embarcação que Betão transformou no seu Stradivarius próprio, onde tece com graça, talento e beleza as mais tocantes sinfonias oceânicas, estava a caminho daqui. Uhuu!! Com uma carga extra de adrenalina e o auxílio luxuoso do meu primogênito Gabriel, quem, de fato, foi ao Bob’s e à padaria fazer as compras, postei-me qual uma sentinela portuguesa a espera da frota de Villegagnon no forte São Mateus, a obra que dá nome a famosa praia de Cabo Frio. Mas nada... Nada... Até que o telefone tocou novamente e Beto me disse que já estava entrando pelo canal da ilha dos Porcos e do Cabo Frio (a

Refúgio das CaravelasIDA ND E Localizada na BR 101 (Rio-Santos) km V 574,5 em Paraty (RJ) a Marina Refúgio das

Caravelas, uma das mais antigas na região, foi vendida. Após inúmeros boatos - ou tentativas não concretizadas de venda - seu proprietário - Aldo (foto) - vendeu a área para o grupo de Antônio Carlos Lobato (Marina Verolme).

ilha do farol para os íntimos) em plenas águas cabistas. Peguei o carro como um bombeiro que viu fumaça (onde há fumaça...) e saí desesperado para lá. E, entre um sobressalto e outro, identifiquei, pela descrição pandiânica, que o cara estava na cara da praia dos Anjos, em frente ao porto do Forno, na idílica Arraial do Cabo. Bingo! Quando dobrei a curva da praia e vi a ponta do grande mastro negro do “Picolé” apontando para o céu azul de uma terça-feira de glórias naquele lugarzinho ‘fatto a mano’ pelo próprio Senhor em momento de inspiração máxima, tive certeza do fato histórico que eu solitariamente saboreava. O maior explorador, o maior aventureiro dos pequenos catamarãs de todo o planeta, a lenda-viva Roberto Pandiani havia dado a nós – a mim e a este cabo de águas frias que tanto amo –, a primazia de ser a primeira porção de terra que seus pés tocaram desde 34 dias antes quando zarpara noutra longínqua cidade, de outro longínquo cabo, na África do Sul. Ao ver Betão e Igor tocarem o solo pátrio depois da épica travessia atlântica, discretamente uma lágrima furtiva me saltou à fronte. Lágrima singela, mas tão salgada quanto a água daquele mar infinito que nossos amigos haviam conquistado. Uma honra e uma alegria sem fim. E aí comemos. O sanduíche ainda morno, o refrigerante ainda gelado e o coração aquecido pela certeza de que os verdadeiros amigos são tudo de mais precioso que possuímos. Valeu Igor! Ave Betão!! Irretribuível, meus caros…

Murillo Novaes Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Dos Leitores

Acabei de receber minha lanterna LED via correio. Este é o primeiro prêmio que ganhei em toda a minha vida. Considerei sinal de bom tempo a barla! Agradeço a você e toda sua equipe. Abraços Julio Auler (São Paulo) Tomei conhecimento hoje da edição nº5. Gostei do conteúdo. Vida longa a iniciativa… Ronaldo Fazanelli Migueis (Niterói - Rio e Janeiro) Acabei de devorar o conteúdo das 5 edições. Sem o compromisso rançoso do capital, o material apresentado tem conteúdo que realmente interessa. As abordagens transcenderam minhas expectativas. Postura franca, criativa e objetiva, obrigado pela iniciativa, estamos aqui na “Ilha Sortera” torcendo por vocês. Pirata da Ilha (Ilha Solteira - SP)

Ficou excelente a reportagem sobre a Vela adaptada de Brasília.. Aldo: Venda do Refúgio das Caravelas abraços e bons ventos Bruno Pohl (Brasília - DF) Até o fechamento desta edição nenhum dos proprietários (aproximadamente 75 Parabéns, parabéns, parabéns... Muito veleiros) havia sido comunicado da venda bom, ótimo mesmo, o informativo ALMAoficialmente, o que deve ocorrer em breve. NÁUTICA 05. Ele reflete não só a compeO boca a boca, entretanto, provocou pro- tência e dedicação de toda a equipe gestora testos e resultou numa corrida às marinas da ABVC como o amor que vocês têm pela da região. Segundo um dos mais antigos vela, natureza e o companheirismo dedicavelejadores associado à Refúgio ouvido do a todos nós!! Bons Ventos, pelo Almanáutica, Aldo deverá soltar um Sergio Massara comunicado oficial por escrito a todos Almanáutica: Jornalista Responsável: (parte do acordo de venda), e o prazo para Paulo Gorab *- piupardo é um animal que balança a cintura deixarem o local que entrará em obras, pra frente e para trás o dia inteiro e é tão estú- será de 3 meses. Outros reclamaram que o Jornal bimestral, com distribuição nacional nos principais polos náuticos do Brasil. pido, mas tão estúpido, que parece um garotão proprietário não comunicou os velejadores Ano 01, número 06 maio/junho de 2013 bronzeado de sunguin... Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier por má fé, para evitar perder a renda anteContato: falecom@almanautica.com.br cipadamente. O certo é que Paraty fica com José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amaAlmanáutica é uma marca registrada. dor e conta, em crônicas com muito humor, situações menos espaço para veleiros o que a médio Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso vividas a bordo com sua família no livro “É proibido prazo deve causar a migração dos barcos site e fique por dentro das novidades diariamente: morar em barco”, à venda na Livraria Moana www.almanautica.com.br para outros pontos do litoral. Será?


Rio Grande do Sul Sul-americano de Optimist

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UM GIRO PELA COSTA As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

Santa Catarina Paraty Copa Veleiros de III Regata do Pigão com 27 veleiros Monotipos

O gaúcho Gabriel Lopes, do Veleiros do Sul, ficou com o título do Campeonato Sul-americano da classe Optimist realizado em março, em Porto Alegre. Após 10 regatas e ventos rondados – o que dificultou muito a vida dos velejadores - ele terminou Ainda em abril aconteceu a 2ª etapa da em segundo lugar na competição e o norte- Copa Veleiros de Monotipos. O evento -americano Ivan Shestopalov, em primeiro. contou para o Campeonato Estadual de (Foto Matias Capizzano/VDS) Optimist 2013. Além dos velejadores do Iate Clube de Santa Catarina participaram atletas da Associação Náutica de Itajaí, do Joinville Iate Clube e do Capri Iate Clube. Na Optmist Estreantes os 3 primeiros lugares ficaram com a ANI: Alexandre de S. Filho, Ana Carolina da Silva e Luís Gustavo Deichmann.

A disputa emocionante foi palmo a palmo na chegada. Mas deu Turuna.

2º etapa de monotipos no ICSC Gabriel carregado no VDS: campeão

VDS é candidato a receber treinos nas Olimpíadas

O Veleiros do Sul recebeu a visita da comitiva da Autoridade Pública Olímpica (APO). A equipe vistoriou complexos esportivos de Porto Alegre candidatos a receber treinamentos de delegações durante as Olimpíadas de 2016. Com 78 anos de vela, o Veleiros do Sul é centro de referência com o seu Núcleo de Vela de alto Rendimento, reconhecido pela Confederação Brasileira de Vela além de ser sede de eventos internacionais da Federação Internacional de Vela (ISAF). Em março o Clube realizou o Campeonato Sul-americano de Optimist 2013 que contou com a participação de 144 atletas vindos de 14 países.

Santos - SP Circuito Santista

Com realização do Clube Internacional de Regatas de Santos, através do trabalho de seu Diretor de Vela, José Carlos Chrispin e dos velejadores engajados na vela santista, foram realizadaa a 3ª e 4ª etapas do Circuito Santista de Vela 2013. Turma animada!

Circuito Santista a todo vapor (vento!)

Já na Veteranos, a coisa ficou dividida: 1º Eduardo Cleiton do JIC, 2º João V. Orestes da ANI e em 3º Guilherme Berenhauser do ICSC. Na Laser Radial e no Snipe só deu Veleiros da Ilha: Maria Cristina Boabaid, Maria Carolina Boabaid e Maria Luiza Rupp. No Snipe deu ICSC, do 1º ao 12º! 1º André Servaes/Rodolfo Levien seguidos de Daniel Platt de Matos/Pedro Andrade e Henrique Back/Léo Xavier. O Sul Americano da Classe Snipe que contou com brasileiros, argentinos, peruanos, equatorianos e colombianos (35 duplas) teve Felipe Linhares e Eduardo Beirão, do ICSC na 4ª colocação.

Realizada em abril, a terceira edição da Regata do Pigão (apelido do velejador Murilo Junqueira idealizador e realizador da regata) movimentou Paraty. Foram 27 veleiros colorindo a raia num sábado de pouco vento, mas de muita animação. Com largada entre bóia e C. R. próximo da Ilha do Cachorro, a disputa principal foi entre o Classe Brasil Turuna e o Thalassa, um Delta 32. O percurso seria realizado em duas voltas entre a ilha e a Laje do Crispim, mas por causa do vento fraco, a Comissão e Regatas, liderada pela juíza Roberta Cosulich, encurtou o percurso. Vento, aliás, que atrasou a largada em mais de duas horas, nada que atrapalhasse a festa das famílias – a maioria das tripulações. Após o percurso disputadíssimo venceu Eduardo “Cocó” Faggiano (foto, cruzando a laje na disputa com o Thalassa) tanto da categoria (acima de 35 pés) como Fita Azul, comandando seu Classe Brasil, o “Turuna”. Em segundo com poucos centímetros cruzou o Thalassa do Comandante Maurício (Delta 32) vencedor de sua categoria (de 30 a 35 pés). E na Classe até 29 pés quem levou foi o Vulla, Comandado por Benoit. A festa de entrega dos troféus foi realizada na Pizzaria Rosa dos Ventos, na Marina da Beira do Rio. A III Regata do Pigão teve apoio do INP – Instituto Náutico Paraty, Jornal Almanáutica, Capotaria Náutica , e da ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro (parceiros do Almanáutica).

Técnica

Na coluna de estreia o iatista Ricardo Machion falará de técnicas de regata aplicadas à vela de cruzeiro, como o balão, pouco usado pelos cruzeiristas. Se você não costuma usar, é bom ficar por dentro dessa e das próximas dicas! Experiências do dia-a-dia do iatismo podem muito bem ser aplicadas em cruzeirismo, com o objetivo de contribuir para uma navegação mais segura nos momentos de tensão, bem comuns no dia a dia de quem vive em raias. Muitos medos envolvem a utilização do balão, um dos temores de alguns velejadores. Apesar desse medo, o balão poderia ser a principal vela dos velejadores de cruzeiro, pois ele proporciona a maior velocidade em um barco a vela. Estamos falando de uma vela delicada no seu manuseio e poderosa em sua eficiência. Para tripulações, seu uso é um pouco mais fácil, no caso dos solitários exigirá técnica caso queira aproveitar um vento de maior intensidade. Diferente da genoa e da grande, um descuido ainda poderá render momentos hilários como o chamado “sutiã” ou até mesmo içá-lo por um dos punhos errados, de barla ou sota, e acreditem, isso é mais comum do que se imagina! Mas é muito simples de se resolver. Sempre que corremos uma regata, checamos todas as velas para verificar se houve

fiquem unidos ao top: adriça, barla e sota, que às vezes são identificados com um filete encarnado e verde, evitando que o mesmo seja montado ao contrário. Esclarecendo itens básicos de navegação: no contra-vento cambamos e orçamos. No popa, jaibamos e arribamos. Isso porque o objetivo é deixar o vento alinhado com a popa de forma a aproveitá-lo utilizando a maior capacidade de área vélica: balão cheio e a grande aberta. Nos próximos textos trataremos como Ricardo Machion: técnicas para cruzeiro montar o balão, além de alguns segredos do jaibe e o mais temido, os problemas no alguma avaria. A falta de uma delas para caso do uso sem os procedimentos corredeterminada situação pode colocar em tos. Bem-vindos a bordo! jogo o resultado de muito trabalho, assim como pode colocar em risco a navegada Ricardo Machion, é iatista da Classe Soem uma travessia, por exemplo. Depois de ling e das Classes ORC Internacional e verificadas, são dobradas. É um ritual que RGS e possui diversos títulos nos circuitos se repete sempre que se chega ao trapiche. Sul Brasileiros de vela oceânica, além da Uma boa dobra faz com que o balão arme participação do mundial da Classe Soling. sem problemas e de forma rápida. Em ge- Também é Mestre Amador com experiênral essa vela fica guardada num saco cui- cia em navegação nas águas do Rio Grande dando para que na dobra, todos os punhos do Sul em embarcações de 30 a 80 pés.


ALMANÁUTICA

4 A Marina da... in-Glória... Audiências públicas vem ocorrendo para discutir o projeto de “revitalização” da Marina da Glória. O empresário Eike Batista quer construir um shopping e um centro de convenções ali. Mais de 400 proprietários de barcos (entre eles o cantor Roberto Carlos que é contra) teriam que deixar o local. Em 2009 a antiga concessionária da marina foi condenada por alterações como grades, edificações provisórias e lojas. Por lei, o local deve voltar a apresentar características que possuía em 1965, ano do tombamento pelo Patrimônio Histórico. Eike promete o fim do esgoto na marina e a criação de áreas de circulação públicas, como calçadões, ciclovias e parques. A presidente do IPHAN, Jurema Machado afirmou que o projeto de Eike ainda não tem a aprovação do IPHAN. Durante a mais recente reunião o vereador Paulo Messina ridicularizou a proposta indagando: “Vocês vão abrir a Marina ao público? Que bom. Mas pensei que já era pública, estava enganado?”. O projeto acaba com os lugares destinados a pequenas e médias embarcações. Das cerca de 200 vagas secas, Eike quer manter apenas 50 e para veleiros. Em troca, promete ampliar as atuais 180 vagas no mar para 450. “Ocorre que, para isso, ele terá que construir píeres fora da área aforada, ou seja, está prometendo o que não pode cumprir”, questionou o advogado José Fernandes, presidente da Associação dos Usuários da Marina da Glória. O assunto voltará a ser debatido em novas audiências do Ministério Público. É importante a participação de todos os interessados!

Escola Naval faz Regata Carlos bonito em Angra Alberto de Brito

Essa regata técnica e competitiva é uma homenagem ao incentivador da Classe Ranger 22 no RJ

O Bijupirá levou a ORC e ORC 600

Organizada pela Classe Ranger 22’ a tradicional Regata Carlos Alberto de Brito homenageia o velejador, pescador e diversas vezes Comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro. Brito foi um dos grandes incentivadores dos esportes náuticos no Brasil. Há dez anos a flotilha de J/24 foi convidada a compartilhar com a Ranger 22 (no início eram só os Rangers) da mesma regata. A competição é técnica e o percurso parte para a Baía de Guanabara, contorna uma bóia inflável localizada nas proximidades do Forte de Copacabana, chegando entre os dois faróis da piscina de barcos do ICRJ. A bóia é colocada num local de pouco vento, onde os retardatários conseguem se aproximar dos que estão na frente, havendo normalmente uma mudança nas posições dos participantes permitindo bastante competitividade.

A Equipe de Vela da Escola Naval participou da Regata “Angra-Rio 2013” com os veleiros Oceânicos “Albatroz”, “Bijupirá”, “Dourado” e “Quiricomba”. A largada da competição aconteceu nas proximidades do Terminal da Baía da Ilha Grande e a chegada foi na Ilha de Cotunduba. A regata teve como característica a predominância de contra vento, com muitas variantes de maré e da intensidade do vento. Os Veleiros “Bijupirá” e “Dourado” disputaram a classe ORC Geral e a sub Classe ORC 600. Já “Albatroz” e “Quiricomba” competiram na Classe RGS. Como são barcos diferentes que competem entre si, nas classes ORC e RGS, o vencedor é definido pela aplicação de uma fórmula de cálculo. As contas levam em consideração as diferenças numéricas observadas no desenho do casco, tamanho do barco, tamanho e material das velas, pesos, idade do barco, entre outros. Concluída a regata, as embarcações da Escola Naval obtiveram os seguintes resultados: Na ORC Geral: Bijupirá 1º e Jacamin tromba de frente: acontece... Dourado 6º e na ORC 600 Bijupirá novaNa edição 2013 participaram as Classes mente 1º lugar. Star, HPE, J/24, Ranger 22 e Snipe. Com vento próximo dos 23 nós o trajeto foi mais complicado para quem optou por cambadas na arrebentação. Com tudo isso, a novata tripulação da Escola Naval a bordo do Jacamin protagonizou a cena da foto (de Fred Hoffmann), perdendo o mastro após chocar-se contra o barco da Comissão de Regatas. Acontece nas melhores famílias!

São Paulo - Interior Hidrovia Tietê–Paraná vai melhorar?

A “estrada” de água que permite o deslocamento de embarcações de recreio desde a região de Água Nova até as divisas dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, deve receber obras de melhorias nos próximos anos. O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo abriu licitação para a contratação de empresa de engenharia especializada para elaboração de estudos preliminares, projetos executivos e estudos ambientais dos atracadouros de espera para as eclusas de Barra Bonita, Ibitinga, Promissão e Nova Avanhandava, amortecedor de ondas a montante e dique a jusante da eclusa de Promissão. Atualmente as com composições (uma chata empurradora e diversas de carga) tem que fazer manobras de desmembramento e recomposição para passar nas eclusas, causando uma longa demora. A implantação de atracadouros de espera otimiza essas manobras junto às eclusas e, consequentemente, diminui o tempo total de transposição bem como a espera entre uma embarcação e outra, já que a prioridade de eclusagem é das embarcações de serviço, e não das de recreio. A empresa contratada terá prazo de 12 meses após emissão de ordem de início para elaborar os projetos. O valor estimado para a contratação da empresa é de R$ 7,4 milhões.

Vem aí a Hidrobrás... A 5ª estatal de Dilma terá a tarefa de cuidar dos portos fluviais, hidrovias e eclusas Falta de manutenção dificulta eclusagem O pacote também contempla obras de ampliação de vãos das pontes das rodovias S_333 e SP-425, da ferroviária Ayrosa Galvão (Pederneiras) e proteção de pilares das pontes das rodovias SP 333 (Pongaí); SP 425 (Barbosa, Ubarana); BR-153 (Promissão e Ubarana) e SP-595 (Ilha Solteira, Pereira Barreto) e do canal de Igaraçu do Tietê; implantação dos terminais de Araçatuba, Rubinéia, Ártemis e Salto e substituição das pontes da SP-191 sobre o Rio Tietê e Piracicaba. As melhorias incluem ainda dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê e da SP-425 e melhorias na infraestrutura das eclusas de Bariri, Ibitinga, Promissão e Três Irmãos. Será que vão tirar e manter limpa a entrada das eclusas para as embarcações de pequeno porte?

Se nossas estradas forem um prenuncio do futuro das hidrovias, cairão por terra as pretensões de navegarmos pelos rios do Brasil. Tomara que não. Para o jornalista Prêmio Esso Ricardo Setti, (primo do falecido velejador Hélio Setti Jr.) “na contramão do que manda a lógica da modernização e do progresso, o governo Dilma prossegue no caminho do atraso: mais estatais, mais intervenção do Estado na economia, menos espaço para investidores privados — brasileiros e estrangeiros –, mais funcionários, mais burocracia, mais custo Brasil”, lamentou. A nova estatal será a quinta de Dilma em menos de três anos de governo. Além dela a presidente já incorporou ao governo federal a Infraero Serviços, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, a Agência Brasileira Gestora de Fundos (“Segurobrás”), e a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL).

Rio de Janeiro Falta de técnico ameaça 49er FX Grael e Kunze abriram o ciclo olímpico na 49er FX para 2016 com títulos, mas sem patrocínio Apesar do excelente início no ciclo Olímpico para 2016 – com vitórias – das atletas brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, elas estão com o futuro ameaçado por falta de técnico capacitado, verba e equipamentos. A dupla é líder do ranking mundial da classe 49er FX após três títulos conquistados em 2013. Embora tenham preparado um projeto junto à Lei de Incentivo ao Esporte para arrecadar verba, até agora nada. A boa orientação técnica é necessária porque a 49er FX é uma classe que foi incluída recentemente no programa olímpico, e estreará nos Jogos do Rio de Janeiro. Martine competiu em Londres 2012 na classe 470, e Kahena, não tem muita experiência em Olimpíadas. No Brasil ainda não temos técnicos capacitados para a nova classe da vela olímpica. A contratação de um treinador estrangeiro segundo o mercado custaria algo em torno de US$ 500 por dia. “É um dinheiro que a gente não tem”, lamentou Martine. Durante a Semana Brasileira de Vela (RJ) que definiu a Seleção Brasileira da modalidade, Martine e Kunze ficaram à frente de uma dupla masculina, terminando em sexto de 10 embarcações.

Lagoa: Poluição envergonha às vésperas de 2016 Seletiva de remo é disputada em meio a peixes mortos na Rodrigo de Freitas: “Cheiro chega a ser insuportável...” A seletiva nacional de remo, disputada na Lagoa Rodrigues de Freitas contou com 150 atletas. E muitos, mas muitos peixes mortos. Em menos de uma semana, foram retiradas mais de 65 toneladas do espelho d’água. A mortandade não chega a ser novidade para os cariocas, mas o atletas que dependem da lagoa, são os que sentem o problema mais de perto. E o cheiro também... “Hoje (15/03), ainda foi melhor, mas ontem foi muito complicado para competir. O cheiro estava muito forte, quase insuportável, e existiam muitos peixes concentrados na largada, o que nos exigiu bastante...” lamentou Fabiana Beltrame. A Lagoa será palco das competições de remo na Olimpíada em 2016, mas antes disso em abril, será realizado o sulmericano da modalidade. Que vergonha!

2016: Vergonha na seletiva de remo


Um Match Race para São Paulo O Yacht Club Santo Amaro (YCSA), o São Paulo Yacht Club e a Federação de Vela do Estado de São Paulo (FEVESP) organizaram um campeonato de Match Race (barco contra barco), que contará com 5 etapas ao longo deste ano, finalizado com o Campeonato Paulista em Dezembro, na represa de Guarapiranga (SP). Nos dias 23 e 24 de Março, ocorreu a primeira etapa (open). São barcos Fast 230 sorteados e com velas fornecidas. Por contar apenas com dois barcos da classe Fast 230, apenas 5 tripulações puderam participar. Mais dois barcos estão sendo preparados para a próxima etapa. Nessa primeira etapa os vencedores foram: 1. Felipe Echenique, Sidney Bloch e Martin Lowy - 2. Enrico Francavilla, Daniel Fromer e Mark Buckup - 3. Martin Lowy, Nick Garcia e Felipe Marques e 4. Iago Whately, Eduardo Guimarães e Felipe As próximas etapas serão: 2ª Etapa: 27 e 28 de abr 3ª Etapa: 1 e 2 de jun 4ª Etapa: 10 e 11 de ago 5ª Etapa: 9 e 10 de nov Campeonato Paulista: 30/11, 1,7 e 8 de dez

Guarapiranga - SP Ubatuba - SP Antártica 5 Regata do Dia Corrente do bem Estação C. Ferraz já tem projeto Mundial da água na Ilha Vitória Em comemoração ao Dia Mundial da Água o Yacht Club Santo Amaro sediou na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, o 2º Passeio e Regata Ecológica Nossa Guarapiranga. Trata-se de um evento de conscientização ambiental que evidencia as ações de preservação do local realizadas pela Sabesp. “Foi feito um grande trabalho de limpeza na Guarapiranga. Existem no local, estruturas com boias e telas metálicas, chamadas de ecobarreiras, que retém praticamente todo o lixo. O local ficou bem limpo. Queremos que as pessoas percebam por meio do passeio o que foi feito”, diz Marcos Ferrari, velejador e idealizador do evento. “Ao mesmo tempo é uma oportunidade de reforçamos a necessidade de preservação da represa. Nesse sentido, os velejadores, que não são poluidores, podem ajudar a fiscalizar a área. Nada mais justo, já que os clubes de vela são a extensão de nossas casas e, a represa, nossos quintais”, completou. O passeio (para quem não quis competir) foram abertos a todas as classes Mini-Oceânicas, G1, G2 e G3, Poli 19, Marreco 16 e Day Sailer. Na festa a área náutica do YCSA esteve aberta aos familiares dos velejadores participantes para que pudessem acompanhar o passeio, inclusive a entrega de prêmios no deck do clube, durante o por-do-sol.

300kg em doações na Ilha de Vitória

Organizada pela tripulação do veleiro Tukurá, o alvo desta vez foi a Ilha da Vitória, para uma ação de Páscoa. Distante de Ubatuba pouco mais de 15 milhas, é uma comunidade de difícil acesso. Entre os mais de 300kg de doações enviadas, cestas básicas, ovos de Páscoa (230g), Colombas Pascoais, produtos de limpeza e higiene, escovas e creme dental para todos. As meninas e mulheres ganharam cremes de pentear e sacos de retalhos de tecidos que serão utilizados pelas artesãs. A Loja Telesmar veio com seu furgão de Ubatuba até Mogi para buscar tudo. O Ubatuba Iate Clube permitiu a atracação para carregar os veleiros. Tudo foi descarregado pelo Sr. Ramiro em seu pequeno barco a remo e também com o bote da tripulação do Sessentão, presente na ação. Houve palestra sobre piolhos e higiene bucal. Muito bom!

Vitória - ES

O projeto vencedor do Concurso Estação Antártica Comandante Ferraz foi anunciado dia 15 de abril na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, sede do Instituto de Arquitetos do Brasil RJ (IAB). O projeto vencedor foi dos profissionais do Estúdio 41, de Curitiba, coordenado pelo arquiteto Fábio Henrique Faria e tendo como coautores Emerson Jose Vidigal, Eron Costin e João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro. Os vencedores ganham, além do projeto contratado, um prêmio de R$ 100 mil. O concurso foi promovido pela Marinha do Brasil, com organização do IAB e a competição teve 109 equipes inscritas e 74 trabalhos entregues. Embora o design pareça moderno, a maioria das estações de outros países já tem melhores instalações e não ficam em contêineres. Tomara que não demorem a vida toda para iniciar e concluir as obras. Muitos projetos científicos estão parados desde o acidente...

Projeto vencedor: outros países já tem

Volta da Taputera no ICES tem recorde após 64 anos da primeira realização Foi realizada com grande sucesso a Volta da Taputera, que remonta ao longínquo 1946. Naquele ano um grupo de entusiastas se reuniu “aos seis dias do mês de agosto do ano de mil novescentos e quarenta e seis, à rua Sete de Setembro, onde se acha estabelecida a Casa Bancaria Peixoto & Cia Ltda, às 17 horas e 30 minutos a fim de fundarem um club com a finalidade principal de incentivar a pratica do esporte da vela”; sob a batuta de homens como o engenheiro José Tarquínio. Tarquínio além de iatista era Engenheiro da Companhia Docas do Espírito Santo e fora incumbido de realizar as obras de modernização do Por- Diário de Noticias: é fundado o ICES to. Durante o seu trabalho teve a idéia de pedra da Taputera e retornando ao Praia do realizar uma regata com percurso do Iate Canto, num percurso de aproximadamente Clube ao Porto de Vitória contornando a 8 milhas.

Em 2013 o evento teve o maior quórum dentro e fora da água nestes 64 anos de história, um espetáculo que mobilizou toda a cidade e teve apoio marcante do Iate Clube. A classe Snipe, que tem o troféu transitório mais bonito e cobiçado do ICES, teve nada menos que 10 duplas participando. Graças ao empenho de velejadores incansáveis como Luciano Secchin (o Lucky), Rodrigo Stephan (Manchinha), Rodrigo Haje (Magoo) e William Brown (Billy), que não mediram esforços para revitalizar a classe, estrela principal da maior festa da vela capixaba. A festa toda regada a refrigerantes, pipoca e picolés para participantes e familiares. Além dos Snipes 18 veleiros de oceano, um recorde. Entre todas as classes, 80 velejadores estavam na água.

Dois velejadores de HPE correram em um barco cedido por velejadores capixabas para os amigos candangos a fim de fazer valer a idéia do intercâmbio de velejadores da ABVO, e adoraram a experiência! A torcida estava bastante animada, e os gritos dos espectadores estimularam com toda a certeza a galera que passava pelo canal do porto e ainda iria encarar as 4 milhas de volta ao clube com vento na cara e escorando o que dava e o que não dava. Foi realizado um concurso de fotos. Divulgado somente pelo Facebook, gerou um envolvimento de 75 inscrições entre amadores e profissionais. Após as regatas o ICES preparou uma festa inesquecível, num ambiente fraterno e acolhedor no Clube da Praia do Canto. Parabéns a todos!

Regata Comodoro em comemoração ao aniversário de Brasília Em abril o Cota Mil Iate Clube realiza a Regata Comodoro com a disputada da 2ª Etapa do Torneio do Cerrado, junto com a Regata de Monotipos e a Regata dos Veleiros de Oceano, no Lago Paranoá. Participam monotipos das classes Optimist, Laser Std, radial, 4.7 e Dingue, oceanos das Regras SMP2, RGS/DF e as flotilhas fast 230, Ranges 22 e Delta 26. As competições náuticas desse ano receberão a chancela da Brasiliatur e GDF.

Após as regatas acontece a cerimônia de premiação no Mirante da Náutica do Cota Mil Iate Clube, com premios por categoria e troféus. A tripulação do fita azul receberá a posse do desejado Troféu Transitório. Este evento é uma organização do Cota Mil com o apoio da Federação Náutica de Brasília, do Iate Clube de Brasília, da Associação da Fórmula Brasília, da Associação de Veleiros de Oceano de Brasília, da Coordenação do Centro Oeste da Classe

Laser, da Coordenação do DF da Classe Optimist e da Flotilha de Dingue de Brasília. Com o patrocínio da Rádio CBN, Rede Autoshopping e Futebol Gerovital. Foi em 3 de novembro de 1959, alguns meses antes da inauguração de Brasília, que o Cota Mil Iate Clube abriu suas portas e às margens do Lago Paranoá, e uma pequena flotilha navegou nas águas calmas da capital, marcando a inauguração do primeiro clube de iatismo de Brasília...


ALMANÁUTICA

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grandes Travessias, pequenas embarcações O velejador Wlademir Juliano veio da Sardenha para o Brasil a bordo de seu veleiro de 8 metros de madeira. Neste artigo ele nos conta que é não é preciso um veleiro enorme e luxuoso para fazer uma longa travessia. Quem já pensou em navegar por aí, singrando os mares mundo afora? Um veleiro de cruzeiro com o qual possamos ir longe, com um certo conforto, conhecendo lugares paradisíacos que, normalmente, vemos somente em revistas e na televisão... Pode parecer um sonho difícil de ser alcançado, distante da realidade da grande maioria. Mais precisamente, um veleiro “de verdade”... Coisa de milionário! E a coragem que é preciso então? Pra enfrentar ondas gigantes, ventos furiosos... Semanas de isolamento... Deve ser o tipo de coisa pra pessoas excepcionais, de coragem extrema e preparo fora do normal... Será que é isso mesmo? Será que não existe uma certa tendência à criação de mitos e heróis quando, na verdade, como sabem aqueles que realmente frequentam o mar, a navegação é atividade de gente brava, mas simples? Homens de caráter, gente determinada, mas gente como nós, homens e mulheres que amam o mar e nada mais? E quanto ao mito que existe de que para navegar mundo afora num veleiro de cruzeiro é preciso ter muito dinheiro? Certamente existe gente abastada no meio da vela, mas raramente se vê uma pessoa realmente rica vagabundeando mundo afora. Os barcos que se encontram por aí são, na maioria das vezes, de pessoas da classe média que por amor ao mar, à navegação à vela e às possibilidades de entrar em contato com povos e

culturas distantes acabam jogando tudo pro alto. E geralmente com anos de preparação e economias, partindo em busca do próprio sonho. Provavelmente seja a forma mais econômica de se viajar longas distâncias e por longos períodos. O veleiro também não precisa custar verdadeira fortuna. Quanto aos equipamentos - radares de última geração, chart-ploters interfaceados com computadores, fax-símile, tablets, geladeiras, dessalinizadores e toda uma parafernália caríssima, é preciso lembrar de Vito Dumas, Slocum, Moitessier e tantos outros de épocas em que nada disso existia. Será que eram todos loucos que atravessaram oceanos e que chegavam nos destinos pré-estabelecidos por pura sorte? Não. É uma questão de vontade, determinação e preparação. Barcos de última geração, com todos os detalhes de requinte e sofisticação são sempre caros, e, muitas vezes, projetados mais para terem boa manobrabilidade dentro da marina do que estabilidade de rota em alto mar. Barcos que tem bom desempenho a motor, mas que são verdadeiros suplícios navegando no contra-vento. Ao invés disso, um bom barco de alto mar pode estar nos fundos de uma marina, num terreno baldio, semi-abandonado dentro de um velho galpão. Quem sabe um pequeno barco de madeira, um antigão de fibra de vidro com aquele casco de espessura gene-

O veleiro não precisa ser grande desde que bem equipado e forte para viagens uma verdadeira cultura náutica. É preciso gar, não está na incrível coragem e nas desmistificar a vela. E para isso é impres- qualidades excepcionais de determinadas cindível a difusão de conhecimentos e in- personalidades. Mas na capacidade que o formações. E o desenvolvimento de uma mar tem de colocar-nos a todos no mesmo cultura que esteja mais ao alcance das pes- patamar, indiferentemente de classe social soas, digamos, “normais”. Somente assim ou outros atributos artificiais; na capacidapoderemos ter no Brasil, um país com uma de de mostrar-nos em determinados mocosta naturalmente privilegiada, uma mo- mentos o quanto somos humanos e frágeis, dalidade de esporte e laser que faça parte quanto medo podemos sentir, quanto resde nossa cultura e deixe de ser o privilégio peito nos impõe, como um grande ser vivo de poucos. A história de nosso país é feita a quem gostamos de frequentar, mesmo por um povo com alma náutica e vocação que o tenhamos que fazer de cabeça baimarítima. Basta pensar na quantidade de xa e com grande deferência. E todo esse embarcações tradicionais, na agilidade, poder que o mar nos demonstra com suas graça e simplicidade das pequenas embar- grandes vagas e respiro profundo, mesmo Skeg é um prolongamento do casco que protege o leme e pode safar o barco cações indígenas, nas jangadas, na beleza em dias calmos, tem a grande virtude da rosa... Certamente não deverá custar uma vento, além conferir mais autonomia e de e eficiência dos saveiros. formação de caráter que vai, pouco a poufortuna. E, incrível, pode ser que seja um ser mais seguro como equipamento para Provavelmente, a grande beleza de nave- co, moldando nossa personalidade. ótimo barco para longas travessias. Fora manter a rota, também pode ser construído de moda hoje em dia, um barco de quilha de forma muito simples e robusta, princicorrida para uma boa estabilidade de rota, palmente se o leme do barco for do tipo ou com um robusto skeg conferindo segu- fixado no espelho de popa (novamente a rança e robustez ao leme, quem sabe arma- simplicidade). O que se precisa realmente do a cuter, o que lhe dará um mastro mais é de um bom barco e um bom preparo. E bem estaiado além de uma grande gama de um bom barco pode ser pequeno. Existem combinações com as velas para melhor en- muito mais barcos com menos de 30 pés frentar as diversas situações. Os sistemas navegando mundo afora do que se imagicomplexos são, na maioria das vezes, sen- na em terra. É comum encontrar barcos na síveis e delicados e consomem a energia ar- faixa dos 27, 28 pés viajando, e a maioria mazenada nas baterias. Consequentemente das “aves migratórias” deve estar na faixa será preciso mais combustível ou mesmo entre 30 e 40 pés. O importante é um barum gerador a bordo, mais placas solares... co forte, que navegue bem, que seja seco, Tudo contribui para complicar e encarecer. bem preparado e com boa autonomia de Estou certo de que o assunto pode gerar viagem. Tanques com boa capacidade de muitas discussões e controvérsias, mas, na armazenamento de água, uma mastreação minha humilde opinião, a simplicidade a robusta, um sistema de leme simples e conbordo tem grandíssimas vantagens que só fiável. São itens mais comumente enconvem a contribuir para a economia do pró- trados em barcos de outros tempos, quando prio bolso e para a redução dos problemas as necessidades impostas pela navegação a bordo. Além do mais, ao simplificar as marítima ditavam as regras mais do que as coisas e reduzir os custos, as chances de demandas de mercado. O leme de vento: Não gasta energia e não é tão complicado de arrumar ir para o mar mais cedo aumentam muito. O assunto é vasto e pede que seja exploÉ um mito pensar que geladeira a bordo é rado com mais profundidade. Porém, Wlademir mora em Paraty, faz chartes e realizou o DVD, “Gosto de imprescindível. É falta de conhecimento o que parece importante ser dito é que a Sal”, documentário que mostra a realidade de quem vive no mar. achar que o piloto automático é o melhor tendência à criação de mitos e heróis não Contato com ele pode ser feito pelo e-mail wjuliano@hotmail.com aliado numa longa travessia. Um leme de contribui muito para o desenvolvimento de


Circumnavegação por mulheres: saiba quem foram as pioneiras Por: Frederique Grassi

Acho que todos os velejadores cruzeiristas tem uma certa afeição por Joshua Slocum, o primeiro solitário a fazer a volta ao mundo (com escalas). Ele relatou sua viagem realizada de 1895 a 1898 no ¨Spray¨ no livro ¨Sailing Alone Around the World¨. Mas quem foram as primeiras mulheres ¨Joshua Slocums¨? A primeira a realizar tal façanha em solitário foi a polonesa Krystyna Chojnowska-Liskiewicz,(1936). Ela saiu das Canárias em fevereiro de 1976 e voltou em abril de 1978, a bordo do seu barco de 32 pés, Mazurek (construído pela equipe do seu marido). Sua viagem solo com paradas foi feita via o canal de Panamá. Ela contou isso num livro que infelizmente parece ter sido editado só em polonês... Dois meses depois de Krystyna, em junho de 1978, Naomi James (1949), neo-zelandesa, completou a primeira volta ao mundo feminina solo com paradas pelos três

Universidade para Cruzeiristas

cabos (Boa Esperança, Leeuwin e Horn). Sua viagem realizada em 9 meses foi tão rápida que ela estabeleceu um novo recorde - o anterior pertencia a Sir Francis Chichester. Seu barco era o Express Crusader, de 53 pés, emprestado por Sir Chay Blyth. Chay participou da famosa primeira regata de volta ao mundo em solitário e sem escalas “Golden Globe” em 1968, da qual participaram também Moitessier e o vencedor Sir Robin Knox-Johnston.

ência e chegou a trocar latitude e longitude nos seus cálculos. Ela queria fazer a volta ao mundo sem escalas, mas teve que parar devido a um problema no piloto de vento. Mais tarde durante a viagem, ela quase perdeu o mastro, conseguiu consertar, porém resolveu desistir do Cabo Horn. Dois dias depois ela capotou e decidiu que, já que o mastro havia aguentado, ela ia para frente. Assim passou o Horn e voltou para casa, na Grã-Bretanha. Ela contou sua aventura no livro “At One With The Sea: Alone around the World” em 1979. Em agosto 1978, dois meses depois de Naomi, Brigitte Oudry completou sua circumnavegação de 20 meses em solitário com escalas também pelos três cabos. Ela usou um veleiro de série, Gea, um Chassiron de 34 pés. Dez anos depois, ela contou suas memórias no livro “Trois Caps pour Femme Seule”. Assim, num intervalo de alguns meses em Naomi: sem experiência pelo mundo 1978, tres mulheres completaram circumnavegações em solitário com escalas pela Tudo começou durante sua lua de mel, primeira vez. quando Naomi surpreendeu seu marido com seu desejo de volta ao mundo em so- Depois disto, demorou somente 10 anos litário: ele velejava profissionalmente e ela para Kay Cottee completar a primeira volta não sabia velejar! Saiu com pouca experi- ao mundo em solitário e sem escalas.

A pioneira

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Kay Cottee (1954), australiana, foi a primeira mulher velejadora a fazer uma volta ao mundo em solitário, sem paradas e sem assistência, em 1988, num barco de 37 pés. Levou 189 dias. Nesta viagem, durante uma tempestade no Índico perto do sul da África, ela chegou a capotar, caiu no mar, foi carregada de volta por uma onda que arrebentou graças ao cinto de segurança e continuou. Numa outra travessia, ela havia quebrado um dente e o consertou com epoxi. Uma mulher determinada! Ela contou suas aventuras no livro “First Lady” - nome do seu barco e que hoje está num museu em Sidney, Austrália.

First Lady de Kay: museu em Sidney

Sufoco em alto mar

Velejador passa quase dois dias a deriva após perder o leme próximo a Vitória (ES), enquanto aguardava reboque que por fim, chegou. Embora tenha parecido mais uma promoção do que um investimento na capacitação dos navegadores, a “Cruisers University”criada pela empresa “United States Yacht Shows” (que promove feiras de barcos desde 1970 nos EUA) não deixa de ser uma boa idéia. São cursos práticos e via web, que contemplam desde manutenção de sistemas elétricos, até cruzes de trechos específicos do oceano, passando por técnicas de navegação em tempo ruim. Não há dúvida que para ser um bom cruzeirista é preciso um grande cabedal de conhecimentos – mecânica, elétrica, ajuste de velas, navegação eletrônica, entre outros. E que isso se adquire ao longo de muito tempo de prática. Mas o investimento no conhecimento nunca foi desperdício. As aulas foram realizadas em Annapolis, Maryland - não por acaso – durante o “Annapolis Spring Sailboat Show” http://www.usboat.com/cruisers-university/home

Betão e Igor chegaram em segredo e comeram um sanduba

Betão e Igor: liofilizados? Chegaaaaa! Tarde de terça, dia 23 de abril. Recebemos um e-mail de nosso colunista, Murillo Novaes: “Cara, o Betão me ligou do Iridium, parou aqui e fui a Arraial levar um sanduíche e água para ele. Acabei de voltar”. Com a chegada oficial prevista somente para sábado dia 27 em Ilhabela, os aventureiros desembarcaram em Arraial do Cabo após mais de 30 dias de uma corajosa, dura e inédita travessia desde a África até o Brasil. De mansinho, humildes, como fazem os grandes navegadores, saborearam um sanduíche. O Almanáutica foi um dos colaboradores que viabilizou a viagem deles na campanha de crowd funding e estava presente simbolicamente com o nome dentro de um pote na travessia. Parabéns à dupla por mais este feito. E bom apetite...

O velejador Ronaldo Luiz Ehrenbrink passou por poucas (poucas?) e boas em seu retorno do Nordeste. Ficou à deriva a pouco mais de 100 milhas de Vitória/ES. O veleiro Timshel um modelo Mod de 30 pés perdeu o leme na manhã do dia 11 de março, quando velejava de Abrolhos para Vitória. Essa não é a primeira vez que Ronaldo perde o leme, e em menos de 4 meses. A primeira foi na volta da Refeno 2012, também a 100 milhas da costa. Após contato feito com amigos que ligaram para a Marinha e posteriormente procuraram reboque para o Timshel. Ele foi resgatado pelo pesqueiro “Verdão”, enquanto a Marinha do Brasil deslocou um Navio Patrulha para a área, apoiando a operação. A Marinha segue o decreto 7364 de 23 de novembro de 2010 e desloca suas embarcações Foto: Marcos Xavier apenas para salvaguardar a vida humana, não barcos... Ronaldo: “Verdão” salvador ao fundo

É bom saber que... 1) Por força de lei a Marinha do Brasil não desloca um navio sem um motivo de extrema necessidade. Caso o faça, não necessariamente vai efetuar o reboque, mas salvaguardar a vida humana: pegar os tripulantes, embarcá-los e abandonar a embarcação. O proprietário providenciará seu reboque por um particular; 2) Quem já teve seu veleiro rebocado por um navio sabe bem que ele chega semi-destruído devido à velocidade do navio, cabos (enormes) utilizados, trancos, falta de estrutura num veleiro para amarração desse cabo e navegação sem comando (fica jogando pra lá e pra cá), no caso de reboque com a falta de leme;

3) Após qualquer ação, há inquérito para justificar as ações realizadas (ou alguém vai achar que um Comandante vai pegar um navio da Marinha de um país andar 200 milhas com uma guarnição e não dar satisfação a ninguém?); 4) O(s) envolvido(s) são chamados a prestar esclarecimentos, tais como: Se o condutor tem habilitação para estar na área que estava (por exemplo um Mestre Amador em Abrolhos ou em Noronha); Se o veleiro está licenciado a navegar naquela área (mar aberto / águas abrigadas); Causas do acidente (a embarcação não estava em condições de realizar aquela singradura por falta de manutenção?); Se houve histórico de outros acidentes recentes com

intervenção da Marinha ou não, se a embarcação não estava em condições de navegar no momento do acidente por (i)responsabilidade do Comandante; Se e como houve/vai haver o reboque já que ele - por lei - é proibido por qualquer embarcação a menos que autorizada ou com pessoa com habilitação específica que permita isso; Condições de mar/tempo/ estado físico dos tripulantes a bordo; A embarcação tem seguro? Todos os equipamentos obrigatórios estavam funcionando e em acordo com a regulamentação? Toda a documentação/ salvatagem está em dia? De quem é a responsabilidade do incidente? O que poderia ter sido feito para evitá-lo? Pois é, como bem diz o ditado: “É sempre melhor prevenir, do que remediar”...


ALMANÁUTICA

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Fortaleza

Que fim levou o assalto do Atlantis?

“As policias não querem trabalhar. Um computador caro da Apple, com rastreador, foi ativado. Identificamos endereço e o nome do caboclo. Isso foi sexta-feira (8/3) a noite e até agora (quarta, 14/3 - 14h) não temos noticias de prisões. Nada dos nossos pertences... Amanhã deveremos partir para Granada. Depois Santo Domingo e finalmente Bahamas, Nassau”, resumiu desolado Edson Quaglio, proprietário do Atlantis. Ele e sua tripulação foram alvos de uma ação inusitada: duas quadrilhas – mais de 15 homens - brigavam simultaneamente pelo assalto. As vítimas foram amarradas pelos integrantes do primeiro bando a chegar à embarcação, formado por sete homens, quando apareceu a outra quadrilha. Partindo do Guarujá (SP) a caminho do Caribe, o Atlantis parou em Fortaleza por problemas no motor. Na Enseada de Mucuripe, foi vítima do assalto.

Recife

Regata Vicente Pinzón Sai data da Refeno Com a largada no Marco Zero e rumo para o Cabo de Santo Agostinho, trinta e um veleiros participaram da 12ª edição da Regata Vicente Pinzón. No total, o percurso de 24 milhas mobilizou mais de duzentos participantes entre velejadores e familiares que fizeram a festa e contribuíram para o sucesso desta regata. A Vicente Pinzón contou com a organização de Vicente Gallo, Álvaro da Fonte e Roseane Cabral, e a juria de Felipe Simão e Paulo da Fonte. A festa de premiação foi durante um jantar no hotel Vila Galé Eco Resort do Cabo em um salão exclusivo e com música ao vivo. O trimarã Fandango foi o Fita Azul com o tempo de 03h47m50s. Os demais campeões foram: RGS B - Quarta Feira 17 bis RGS A - Morning Breeze MOCRA - Ave Rara ABERTA - Cavaleiro Templário

Bahia Circuito Baiano Sergipe publica A.R. Veleiro encalha Com organização do Yacht Clube da Bahia, saiu o 1º Aviso de Regata do 16º em Pirambu Circuito Salvador de Vela de Oceano, que Após sair da Bahia com destino a Recife, veleiro encalha em Sergipe

Quaglio: “eles não querem trabalhar”

A Refeno 2013 será realizada em 5 de outubro. A informação foi anunciada pelo novo Comodoro do Cabanga Cláudio Cardoso. Ele comentou que “nos anos ímpares a regata sempre tem um procura menor porque não ocorre o Cruzeiro Costa Leste, que acontece a cada dois anos e “engorda” a lista de participantes da Refeno”. O cruzeiro Costa Leste é organizado pela ABVC e ocorre em anos pares, saindo do Rio de Janeiro e chegando a Bahia, mas incentivando, apoiando e montando flotilhas para que os participantes cheguem ao Cabanga e participem da Refeno. “Mesmo sem o cruzeiro espero mais de 100 embarcações, a Regata está consolidada” comentou Cardoso. A ABVC já está trabalhando no Costa Leste de 2014.

“Respeito o mar onde fui criado, e hoje, aprendi que mesmo sendo um barco bem zelado, parecendo impecável, merecia ser testado com mais afinco, já que sua praia era outra, bem mais calma. É, vivendo e aprendendo...”, comentou Ricardo Maia, proprietário do veleiro “Tempo”, um Velamar 27. Após adquiri-lo na Bahia, ele estava rumando a Recife. Acabou encalhado na enseada de Pirambu, litoral norte de Sergipe, onde recebeu ajuda e assistência das autoridades locais para promover seu desencalhe e reboque para Aracaju. A antes que alguém atire a primeira pedra, é bom lembrar do velho ditado: Só sabe a profundidade da poça quem pisa nela. Aos que ficam só na cerveja do cais, aquele abraço...

O Boletim de Ocorrência foi registrado no 34º DP, no bairro Farias Brito. Inicialmente, o caso seria transferido para o 2º DP, no Meireles, que tem jurisdição sobre a área onde o crime ocorreu. Entretanto, a delegada Adriana Arruda solicitou a transferência da ocorrência para a Deprotur, já que as vítimas do assalto são turistas. As investigações feitas pela Deprotur serviram para auxiliar a Polícia Federal. Estas por sua vez ficaram a cargo da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), segundo o superintendente em exercício da PF no Ceará, delegado Tarcísio Abreu. Nesse imbróglio, um membro da Capitania dos Portos afirmou que a enseada do Mucuripe é visada pelos criminosos. Em comunicado oficial a Capitania disse que ele não estava autorizado a emitir opinião sobre a área da Polícia Civil. Pescadores confirmam que área é perigosa. A polícia nega. E Edson segue para o Caribe, levando com ele um prejuízo de mais de 5 mil dólares e provavelmente nenhuma saudade do Brasil... Velamar “Tempo”: encalhe em Sergipe

Marinha do Brasil apresenta resultados da Operação Verão 2013 A Marinha do Brasil apresentou os resultados da Operação Verão 2013, que durou de dezembro de 2012 a março deste ano. Na operação que envolveu as 63 capitanias dos Portos, delegacias e agências da Marinha em todo o país, foram abordados mais de 85 mil embarcações. Como resultado foi comprovado que mais de 10 mil delas continham irregularidades. No total foram apreendidas 1.518 embarcações, 94% a mais que no ano passado (782). Além disso, foram aplicados 6.437 Autos de Infração e abertos 222 Inquéritos Administrativos. Comparando com os números de 2012 a Operação Verão 2013 teve um aumento de 52% nas ações de fiscalização. Quem navega com responsabilidade agradece!

será realizado em Salvador, de 15 a 18 de agosto. O evento será válido como 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro da Classe Mocra (Multihull Offshore Cruising & Racing Association), uma regra que define um sistema de medição para ser aplicado na classificação dos multicascos nas regatas trazendo maior equilíbrio entre os diferentes projetos. Participam as classes ORC / IRC / RGS / MULTICASCOS / MOCRA / Skipper 21 / HPE 25 / MINI 6,50 e Aberta. O 16º Circuito Salvador de Vela de Oceano tem apoio da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano – ABVO, da Federação de Esportes Náuticos do Estado da Bahia FENEB e da Flotilha de Veleiros de Oceano da Bahia – FVOBA. Mais informações estarão disponíveis no site do Campeonato que fica em www.circuitosalvadordevela. com.br ou no Yacht Clube da Bahia - Av. Sete de Setembro, 3252 - Salvador – Bahia na Gerência de Vela fone (71) 2105 9134 ou ainda pelo email ela@icb.com.br

Paraíba Nada mais pra fazer... A Polícia Militar da Paraíba retirou a caveira do emblema do Bope, provocando uma crise na corporação, além de muita polêmica. Num movimento impulsionado pelo deputado federal Luiz Couto (PT-PB), nove entidades de direitos humanos protocolaram pedido de proibição do uso do símbolo ao governador do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao comando da PM. Os grupos alegaram o descumprimento de resolução da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (dez/2012) segundo a qual “é vedado o uso, em fardamentos e veículos oficiais das polícias, de símbolos e expressões de conteúdo intimidatório/ameaçador”.

Símbolo do COMAF: sai a caveira? Ocorre que há muitos anos a caveira é símbolo dos comandos do Exército e Comandos Anfíbios da Marinha (cujo distintivo é uma caveira alada). A origem da caveira seria quando um comando francês (unidade de operações especiais cujo símbolo era uma adaga) durante a 2ª Guerra Mundial cravou sua adaga em uma caveira que enfeitava a mesa de um oficial nazista alemão. Esse gesto de “faca na caveira” – hoje um brado – simbolizaria a vitória sobre a morte. Os Comandos Anfíbios (Comanf) são uma força de elite do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Eles congregam os fuzileiros navais especificamente preparados para realização de operações especiais. Trata-se do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, cujos membros são ainda mais exigidos nos termos de recrutamento, instrução e adestramento. O distintivo traz uma caveira que significa morte e destruição ao inimigo, a âncora simbolizando a Marinha , um raio referência à rapidez e violência das ações, além de um par de asas que traduzem a capacidade aeroterrestre. Se depender dessa lógica é bom trocar navios por barquinhos de madeira ecologicamente corretos, e os tanques por carros populares...

Capotaria: Escolha certa de tecido e cor tem melhor proteção solar

Embora muita gente não saiba, a cor e o tipo de tecido influenciam na proteção que a capotaria pode dar ao velejador. Acompanhe nessa série de artigos. Todos sabem que a exposição ao sol é um perigo à saúde dos velejadores. A partir desta edição, trataremos desse assunto tão importante, mas deixado de lado por muitos velejadores. A primeira coisa que vem à cabeça quando lembramos da exposição aos raios solares é o câncer de pele. Perigoso por ser menos sentido pelo corpo humano, ele pode “crescer” para dentro do corpo e espalhar-se e atacar o sistema linfático (gânglios), silenciosamente. Além da proteção dos cremes, a capotaria de nosso barco serve – e muito – para essa proteção. Quando a radiação solar incide sobre uma superfície, uma parte é refletida e outra é absorvida através da espessura da superfície. Uma terceira é transmitida. Assim, fica fácil entender: se há mais reflexão, haverá menor absorção e mais transmissão. Ou ainda, se há menor reflexão, haverá maior absorção. Por isso, do ponto de vista da proteção exercida pela capotaria, a composição do material e principalmente a cor são determinantes para a distribuição de cada uma destas propriedades. Uma capota de cor mais clara vai oferecer maior reflexão, portanto melhor conforto térmico do que uma mais escura. Porém, a mais escura oferece melhor conforto visual ou sensação de sombra. (Parte 1) - Colaboração www.bailly.com.br


WIND

Mundial de RS:X

No início de março Búzios foi palco do mundial de RS:X. O britânico Nick Dempsey, prata em Londres 2012, agora é bicampeão mundial após obter o 2º na medal race (regata final em que participam apenas os dez melhores, com pontuação dobrada). Como tinha 9 pontos de vantagem sobre o holandês Dorian Rijsselberghe, que ficou com o 1º lugar na Medal Race, o holandês teve que se contentar com o vice. Apesar de ser considerado um dos favoritos a vencer a regata, Bimba acabou sofrendo com os ventos fracos terminando sua participação na 4ª colocação geral. O título da classe feminina já havia sido decidido por antecipação e ficou com a israelense Lee-El Korsisz (21 pontos de vantagem sobre a segunda colocada. A brasileira Patrícia Freitas representante terminou o campeonato na 8ª colocação. “A regata foi muito legal, com o vento que eu gosto. Larguei bem, estava com velocidade. Fiquei muito feliz com o resultado. Durante o campeonato dei mole em algumas regatas, mas mesmo assim consegui me manter entre as primeiras”, comentou Patrícia.

Jet ski

Ponce de Leon com Jet Ski? Eu, ein?! O aventureiro espanhol Álvaro de Marichalar, realiza viagem Jet Ski de San Juan (Porto rico) a San Augustine (Flórida, EUA), cobrindo 1.624 milhas náuticas viagem. É o mesmo trajeto que Juan Ponce de Leon fez ao descobrir a Flórida há 500 anos. “Ponce de Leon chegou no dia 3 de abril na cidade de St. Augustine, Flórida, e eu pretendo chegar no mesmo dia, só que depois de 500 anos. Ou pelo menos tentar, e carregar a bandeira da Espanha até lá”, disse Marichalar momentos antes de patir para sua aventura.

26º Brasileiro Jet O boliviano Antonio Claros, o paulistano Denísio Casarini Filho, Deninho e o gaúcho Darcinei Rodrigues, o Dado, de Porto Alegre, foram os destaques da etapa de abertura 26º Campeonato Brasileiro de Moto Aquática (jet ski). As disputas foram realizadas em março na praia do Pôr-do-Sol, margem direita do Rio Tietê, no reservatório da Usina de Três Irmãos, em Pereira Barreto, SP. Claros venceu as duas baterias na categoria Runabout Turbo GP, considerada a Fórmula 1 da modalidade, e lidera na classificação geral com 20 pontos. Deninho conquistou 4 vitórias nesta

Casarini foi destaque no brasileiro primeira etapa: Na Super Course Turbo GP, Super Course Turbo Limited, Runabout Turbo Stock e Runabout Turbo Limited. O gaúcho Darcinei Rodrigues, o Dado, lidera cinco categorias no campeonato. O gaúcho venceu 7 das 8 baterias disputadas. A segunda etapa ainda não tem data e local confirmados. Na categoria Ski Stock, o vencedor foi Davi Prado, de Goiânia, seguido pelo paulista Luiz Alberto Marques Filho, de Araraquara. Na Aspirado GP ganhou o argentino Cristian Taube.

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kite

Mundial da IKA/ISAF de Kiterace Entre 24 a 29 de março aconteceu o Campeonato Africano de Kiterace, primeiro evento oficial da temporada e que premiou os vencedores com uma premiação de 20.000 Euros e importantes 100 pontos para o ranking da ISAF. Nessa competição tivemos três brasileiros representando: Wilson Bodete, atual campeão brasileiro, Kaká Dutra representando a Paraíba, e o paulista e Vice-Campeão Brasileiro da modalidade em 2013, Victor Adamo Pimpolho. Foram 4 dias de competições em condições diversas. Dias com ventos de 6 knots e condições extremas com ventos de 35 knots, chegando a 40 knots nas rajadas, o que deixou o campeonato bem equilibrado e favoreceu velejadores de todos os portes físicos. No último dia de competições tivemos a Medal Race, que foi disputada em um formato teste – com baterias de quartas de final – o 10º/9º/8º e 7º colocados se enfren-

taram e o vencedor desta bateria passava para semi-final que disputaria uma vaga para final e onde iria enfrentar os três primeiros colocados. Quem levou a melhor entre os homens foi o atual campeão mundial Johny Hainekken, seguido do alemão Grubber e do francês Nocher. Entre as mulheres a inglesa Steph Bridge ficou na frente da atual campeã mundial Erika Hainekken e a Holandesa Katja Roose completou o podium. Os brasileiros não conseguiram se classificar para a Medal race. Bodete terminou na 11ª posição e Pimpolho na 13ª. A próxima competição será o Sul Americano, que acontecerá de 11 a 16 de junho na ilha de Bonaire no Caribe Holandês. Bons Ventos e até a próxima!

Nayara Licarião é Tetracampeã brasileira de kite, mora e veleja em João Pessoa

Mundial da África no Egito: voando


ALMANÁUTICA

10 MERGULHO Mergulhando com autonomia

Com a Segunda Guerra Mundial, por volta de 1940, a necessidade de atividades subaquáticas para as ações bélicas, aliadas às observações e aos experimentos se fizeram presentes no desenvolvimento do mergulho. Neste momento veio a tona uma grande descoberta. Depois de muitos testes um equipamento autônomo de respiração subaquática (Scuba) no qual o homem não necessitava mais ficar dependendo do suprimento de ar da superfície (cordão umbilical) como nos pesados escafandros, desconfortáveis e bastante limitados em operações. A partir de então os equipamentos utilizados passaram a ser pessoais e o mergulhador vai ao fundo com o suprimento de ar para o seu consumo tendo a grande vantagem de se locomover com muito mais liberdade. Isso foi um marco no desenvolvimento do mergulho autônomo. A partir disso, a sequência de novos descobrimentos de materiais a serem usados, as formas, suas performances... Seguiram uma trajetória exponencial. Aqui é preciso fazer menção ao nome de um homem que trouxe essa grande conquista para o grande público através da mídia: Jean-Michel Cousteau, que nasceu em 11 de junho de 1910 e faleceu em 25 de Junho 1997. Toda uma geração foi apresentada ao fundo do mar em locais remotos de oceanos, rios e lagos, através das matérias, filmes e livros que Cousteau realizou junto com seus colaboradores. Claro, os estudos fisiológicos de como esta atividade estava afetando o homem, também cresciam muito rápido. Entretanto isso não quer dizer que não houve prejuízos para a vida humana. Diversas perdas eram notadas e nem de longe se supunha que a pressão e sua atuação no corpo era a grande vilã. A partir de mais estudos, mais experimentos, novos produtos, novos conceitos surgiram entendendo como usufruir deste novo tipo de mergulho com mais segurança, seja a trabalho ou no lazer. Quer mergulhar? Faça um curso reconhecido, em uma empresa credenciada, com um instrutor credenciado. Segurança acima de tudo.

Mergulho fica mais seguro em Noronha Depois de três acidentes em mergulhos autônomos em Noronha (um fatal), a direção do Parque Nacional Marinho (Parnamar) toma medidas para ampliar a segurança. A partir de agora acidentes devem ser comunicados ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (Icmbio). As informações servirão de subsídio para discussões futuras sobre a segurança nas operações de mergulho. Também há fiscalização nas embarcações para verificar a existência de equipamento de oxigênio de fluxo contínuo. Nos os instrutores devem acompanhar o cliente o tempo todo. O turista não pode ficar só e cada um deles faz agora no máximo cinco batismos pela manhã e quatro à tarde.

Túnel do Tempo Em 8 de janeiro de 1953, o jornal carioca “Diário da Noite” registrava o acidente com o Classe Brasil “Ondina” de Joaquim Belém, e que perdera o mastro a caminho da Buenos Aires-Rio daquele ano. Confira:

Papo de Cozinha Dadinhos de tapioca com queijo qualho e geléia de pimenta

Não se sabe ao certo a origem dessa receita, embora possamos encontrá-la espalhada pelo nordeste brasileiro. De origem indígena Tupi-Guarani, as receitas com mandioca – aipim, macaxeira, maniva, pão-de-pobre ou seja lá como você a conhece – e suas variações feitas com a fécula (farinácea extraída dela) – a chamada tapioca, são bastante comuns pelo Brasil. A seguir vamos dar a receita dos dadinhos de tapioca, uma iguaria que deve necessariamente ser saboreada com geléia de pimenta. E claro, a receita da geléia vai de quebra. Quem nos ajuda com a receita é a velejadora Diana Melchheier: “Conheci no Iate Clube de Vitória e viciei. Não sosseguei enquanto não achei a receita e fiz em casa. Como somos meio “naturebas”, ao invés de fritar faço no forno, o que além de mais saudável ainda permite que eu faça no barco”, explica. “Particularmente depois de passar pelo Cabo de São Tomé, sentar no bar dos fundos do Iate Clube de Vitória ao cair da noite com uma cerveja gelada, é algo inesquecível”, completa.

Modo de preparo:

Forre uma assadeira com filme plástico. Em um recipiente, coloque o queijo coalho ralado, a tapioca granulada (não é aquela de fazer na frigideira...), tempere com sal e pimenta do reino a gosto e misture muito bem. Coloque o leite para ferver, e quando ferver, despeje no recipiente com o queijo e a tapioca e mexa bem. Mexa até a massa ficar mais consistente. Transfira a massa para a assadeira, cubra com plástico filme diretamente na massa e alise. Espere esfriar um pouco e leve à geladeira por 2 horas. Retire da geladeira, retire o plástico filme e corte a massa em quadradinhos. Você pode congelar, fritar ou assar. Geleia de Pimenta 2 a 4 pimentas dedo-de-moça sem sementes e picadas pequenininhas (a quantidade vai depender de gosto, por isso teste antes de convidar os amigos!) 1 xícara de açúcar 200 ml de sumo de laranja 3 maçãs descascadas e raladas no ralo grosso 1 dente de alho descascado 1 pitada de sal Modo de preparo:

Dadinhos de tapioca: delícias do NE

Enquanto vai ralando as maçãs, despeje o sumo para não escurecerem. Leve todos os ingredientes ao fogo médio por uns 30 minutos, mexendo pouco, e de vez em quando. Apague o fogo e deixe-a esfriar. A geleia ganha consistência depois de fria, por causa da pectina presente na maçã. Coloque num vidro ou pote esterilizado e depois na geladeira. Passe sobre os dadinhos na hora de servir ou deixe sobre a mesa para cada um se servir a gosto. Bom apetite!

Dadinhos 300g de queijo coalho ralado O Veleiro “Ondina” foi o primeiro Classe 1¼ xícara de tapioca granulada Brasil a ser construído, ainda nas oficinas sal e pimenta do reino branca a gosto do Iate Clube do Rio de Janeiro. Em 1953 500ml de leite ele perdeu o mastro (“desarvorado”) que seria substituído pelo mastro do veleiro da mesma Classe, o Aracati. Entretanto, apesar do prognóstico ruim, o vencedor Em 14 de abril aconteceu a Regata em Comemoração ao Aniversário do Cabanga daquele ano seria o Cairu II, outro Classe Iate Clube de Pernambuco. Parabéns ao clube, seus dirigentes e associados que fazem Brasil. A próxima edição do Almanáutica um Cabanga - e uma REFENO melhores a cada ano! traz uma matéria especial sobre essa ClasFlávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 Marinha A novela “Flor do Caribe” teve cenas gravadas em Natal. O lançamento – classudo se que fez história no iatismo brasileiro. do Brasil e Instrutor NAUI / PADI com música, telão e show ao vivo – foi no Iate Clube do Natal. “Chique no úrtimo”! Não perca! Tem muita novidade!

CURTAS

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Dia 21 de abril comemorou-se 60 anos do Clube dos Caçadores em Natal, com passeio náutico e churrasco. Parabéns aos dirigentes e associados!

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Do ex-presidente da Isaf Paul Henderson: “na minha época a regra era simples: “um barco de regatas não pode custar mais caro que o carro da mulher”. Ainda vale?

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Ainda de Henderson: “Com a retirada dos barcos de quilha (Star), as Olimpíadas viraram uma regata infantil ditada pelo COI. A Isaf se dobrou ao COI. Quando eu era presidente, eles tentaram fazer o mesmo e eu disse a eles: de jeito nenhum”.

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Sexta, 19 de abril aniversariou Miguel Pomar, projetista e construtor de veleiros da Classe Dingue e de cruzeiro (Pomar 18, entre outros). Parabéns!

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Oficina do Capitão

Consertando seu WC Advertência aos mais sensíveis: Esta é uma conversa... privada! Uma das grandes alegrias de velejar é a independência, poder sair do cais e ficar dias e dias por aí, com o conforto de um hotel e poder mudar de vizinhos assim que algo ficar chato. E claro, além de certos itens como geladeira, ventiladores, churrasqueira, precisamos de um banheiro que funcione e não deixe aquele desagradável odor característico de privada velha de barco. E quando algo está dando errado, para desespero dos que estão a bordo (principalmente a ala feminina), quem vai consertar? Em geral isso sempre recai sobre alguém a bordo, geralmente o capitão. Como um lutador de UFC acuado e mancando, lá vai o corajoso Comandante “ver o que pode ser feito”. E em geral, lidar com esse tipo de assunto é melhor que seja feito mesmo sozinho, ou no maximo com a ajuda de um auxiliar que, no espaço exíguo de um banheiro, pode passar uma ferramenta, uma peça de reposição, ou um saco plástico para colocar “algo”.

infinitamente complicado. Mas ao ir desmontando vai ver que não tem segredo. Trocando as válvulas A primeira providencia é lavar bem o sistema com água doce e depois fechar o registro impedindo a entrada de água. A segunda, alguns panos, pois a água dentro do sistema vai sair para dentro do banheiro (mantenha sua esposa longe ou prepare-a para isso!). As válvulas que mais dão problemas em geral são duas: a que fica perto da alavanca que abre e fecha o mecanismo de entrada e saída de água (lavar) e uma outra, maior, chamada de “Joker” (33 na ilustração), que impede o retorno dos dejetos no sistema depois de passar por ela. É nessa segunda onde muitas vezes ocorre congestionamento de objetos estranhos: tampas, bolos de papel, absorventes e uma infinidade de inimagináveis entupidores de privadas. Ela pode estar com seus “lábios” frouxos e permitir algum retorno. Trocá-la é bem fácil: basta desencaixar a mangueira atrás e remover os parafusos que permitem abrir o local onde ela fica. Mas

O manual dos WC’s mais utilizados trazem ilustrações de todas as peças que o compõe. E não é tão complicado quanto parece, porque você vai desmontar apenas uma parte disso tudo. Ter um kit de reparo é essencial!

Prevenção, sempre A melhor maneira de manter uma vaso sanitário em bom estado é prevenir. E o primeiro item nessa lista é deixar bem claro a todos que vão usá-lo, seu funcionamento, e tudo o que não pode ser feito: deixar válvula aberta, jogar qualquer coisa lá dentro e mesmo limpar com produtos abrasivos – leia-se quase todos os produtos que usamos em casa. Fique à disposição para, inclusive, dar a descarga para alguém. Acredite: é melhor fazer isso do que ter que desmontar uma privada em plena temporada de férias num lugar paradisíaco. Outro ponto importante é, sempre que possível, dar a última descarga com água doce. A água salgada, por mais limpa que seja, traz areia e sal que ficam acumulados na tubulação e danificam as borrachas de vedação no longo prazo. Avise seu marinheiro, e não deixe desinfetantes à mão. Lavar com sabão de coco ou detergente neutro e enxaguar com água doce! Tenha um reparo à mão Em geral, os kits de reparo (se originais) são mais que suficientes para uma boa revisão. Eles tem quase tudo o que uma privada nova tem: menos o vaso de louça e algumas peças plásticas dentro das quais vão algumas válvulas de borracha – 3 principais. Esses kits tem sempre diagramas com o desenho da localização dessas válvulas. Não se preocupe: assim que olhar vai achar

não se engane: após 2 anos as mangueiras principais estarão ressecadas, não voltarão normalmente ao seu local e precisarão ser trocadas. Comece medindo a mangueira e comprando uma nova. E não, a de piscina não serve! Seu interior é demasiadamente corrugado para vedar água. A primeira pode ser trocada mais facilmente ainda, bastando retirar os parafusos perto da válvula. Dia-a-dia Além das dicas anteriores, vale, vez por outra algumas gotas de óleo de cozinha para lubrificar as borrachas que podem estar ressecadas. Vale também glicerina líquida. Jogue dentro do vaso com água doce e bombe lentamente para fora. Aquele cheirinho Quem já visitou um barco velho sentiu esse odor característico: não é de esgoto, mas um cheiro desagradável e enjoativo entre ácido e adocicado. É a reação dos dejetos (fezes e urina) com a água salgada, e que forma um depósito nas peças de borracha da privada formando uma crosta dura e de cor cinza. Não se iluda: mesmo raspando, retirando, lavando e deixando de molho, o cheiro permanece. Não caia na tentação de lavar e guardar algumas das peças impregnadas com esse aroma para uso em uma emergência. Vale também o uso de luvas na manutenção. Não que isso tudo seja nojento. Mas cá entre nós, o cheirinho não sai da mão por muito tempo mesmo que se lave muito. Experiência própria...

Biblioteca de Bordo Além do Fim do Mundo

Em 1519, o português Fernão de Magalhães zarpou de Sevilha com sua frota de cinco navios e 234 homens. Três anos depois apenas um navio com 18 homens doentes e famintos retornou sem Magalhães. No trecho a seguir, Laurence Bergreen descreve a chegada da expedição: “Em 6 de setembro de 1522, um navio depauperado surgiu no horizonte, próximo ao porto de Sanlúcar de Barrameda, na Espanha. A embarcação que estava sendo conduzida ao porto era tripulada por homens esqueléticos, uma tripulação de apenas 18 marinheiros e três cativos, todos gravemente mal nutridos. “Victoria” era um navio de mistério, e cada rosto desolado em seu deque estava pleno dos segredos sombrios de uma longa viagem a terras desconhecidas. Apesar das adversidades, o “Victoria” e sua tripulação reduzida realizaram o que nenhum outro navio tinha realizado até então”. Fernão de Magalhães - Para Além do Fim do Mundo é uma obra de grande seriedade escrita por Laurence Bergreen. Fruto de extensa pesquisa, o livro oferece uma nova visão sobre uma das maiores aventuras da história. Bergreen descreve a violência

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usada por Magalhães para conter os motins de seus marinheiros, assim como as práticas sexuais incomuns experimentadas pela tripulação, as orgias no Brasil e os costumes do Pacífico sul. Homem de grande tenacidade, astúcia e coragem, o navegador português Fernão de Magalhães era dono de uma personalidade polêmica. Um pouco heroi, um pouco tolo, ao mesmo tempo perspicaz e obstinado, Magalhães foi um visionário. Corajoso e impetuoso a ponto de matar para manter o controle de seus navios e marinheiros, sobreviveu a inúmeros riscos naturais além dos vários motins violentos em sua frota. O primeiro, pelos quatro Comandantes dos outros navios que o acompanhavam. Alguns anos depois foram preciso nada menos do que mil e quinhentos homens para matar Magalhães. “Dotado de todas as virtudes, mostrou inquebrantável persistência em meio às maiores adversidades. No mar, costumava passar maiores privações do que a tripulação”, contou sobre ele Antonio Pigafetta, geógrafo e escritor que acompanhou a expedição e um dos sobreviventes. Magalhães, morto brutalmente em uma sangrenta batalha em Cebu, nas Filipinas, não comandaria seus homens até o final da viagem. Mas deixa como legado a descoberta da passagem pelo Estreito que hoje leva seu nome, e a honra de ter iniciado a primeira circunavegação da história da humanidade. Um livro extraordinário sobre um homem extraordinário. Leitura obrigatória que você pode encontrar na Livraria Moana, a mais confiável da web: www.moanalivros.com.br


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Associados e amigos, Mais uma vez chegamos a Florianópolis com nossa Flotilha do Cruzeiro Costa Sul, desta vez junto de nossos irmãos argentinos do Cruzeiro da Amizade. Parabéns pela conduta de nossos Comodoros de Flotilha Philippe Gouffon e Claudio Renaud que com total segurança levaram alguns velejadores inexperientes a cruzar esta parte de nosso litoral, de Angra a Floripa.

ABVC RJ tem nova sede O braço carioca da ABVC, a “Flotilha Guanabara”, comandada pelo Vice-Presidente Matheus Eichler agora tem uma sede. Cedida pelo Clube de Regatas Guanabara (CRG) pela pessoa de seu Presidente João Henrique Chaves, um espaço com ar-condicionado que será escritório, ponto de encontro, impressão de materiais e divulgação e apoio logístico. A ABVC no final do ano pode agora contar com a acolhida do Cruzeiro Costa Fluminense nas dependências do clube, graças a atual gestão e ao esforço pessoal de Matheus!

COSTA SUL

O Cruzeiro Costa Sul é um cruzeiro em flotilha organizado pela ABVC de dois em dois anos, sempre nos ímpares. O principal objetivo é levar veleiros de comandantes iniciantes integrados com outros, de maior experiência, pela costa sul até Santa Catarina, com segurança. Esta ano a flotilha de nove veleiros brasileiros uniu-se aos 10 veleiros argentinos que estavam retornando do Cruzeiro da Amizade e a festa – apesar de algumas frentes frias – foi bonita. Sob o comando de Phlippe Gouffin, o Comodoro do CCS 2013, a turma largou da Marina

Neste momento que você lê este jornal, estamos empenhados na realização nos dias 30/05 a 02/06 de nosso XI Encontro Nacional, desta vez em Florianópolis. Confirmadas as palestras com Vilfredo Schürmann, com a família Klink, além de Clóvis Levien Correa, o meteorologista chefe do CIRAM e Flávio Jardim, do Projeto Destino Azul, que deu uma volta ao mundo, que vem sendo mostrada em episódios no Canal OFF no programa Cinco Mares; e o casal Luiz Fernando da Silva e Mauriane Conte, que moram a bordo. Muito churrasco, cerveja e muito bate papo em torno da vela de cruzeiro. Durante nosso Encontro, também discutiremos o futuro da ABVC, suas parcerias, seus convênios, sua abrangência, enfim, tudo que poderemos melhorar desta associação junto a seus associados. Venha participar.

Encontro Nacional da ABVC: Feriado de Corpus Cristhi de 30/5 a 01/6 ICSC - Santa Catarina Cruzeiro Costa Verde 2013: 06 a 13 de julho de 2013

01/06 Praia Vermelha Final de tarde, velejada noturna e confraternização no Clube de Regatas Guanabara (opção de queijos e vinhos (ABVC RJ) 05/06 Palestra com Maurício Santa Cruz - Regulagem de Velas – Clube de Regatas Guanabara (ABVC RJ) O Costa Sul de 2013 no Varadouro, entre São Paulo e o Paraná: sucesso

Festa de Páscoa da ABVC

Bons Ventos,

Anote as datas dos próximos eventos da ABVC pra não esquecer:

25/05 -10:00 - Lançamento do livro de Maurício Rosa sobre Gastronomia em Veleiros, Regatas e Cruzeiros no auditório do Clube de Regatas Guanabara (ABVC RJ)

Farol de Paraty rumo a Ilhabela, as 21h de Iniciamos também o ciclo de palestras em um sábado após um delicioso café da maSão Paulo com uma aula de regulagem de nha, uma reunião de comandantes e últivelas ministrada pelo velejador olímpico mos preparativos. Com alguns ventos mais Mario Buckup e no Rio de Janeiro a parceria com a Flotilha Guanabara, que vem se destacando com a organização de vários passeios pela baía da Guanabara e por realização de palestras junto a seus velejadores. Internamente, estamos trabalhando na seleção de uma secretaria para nossa futura sede, e na criação do Cruzeiro do Varadouro (segredinho para o final do ano). Também teremos o Cruzeiro Costa Verde para julho, o Cruzeiro Costa Leste do ano que vem (já foi criada uma comissão para dar um up grade neste evento), e na oficialização da parceria junto a ABVO para, no primeiro momento, obtermos vantagens na renovação de seguro de nosso barcos (fiquem atentos as mensagens em nosso site e blog). Também enviaremos a anuidade para renovação da carteirinha (não esqueça de entrar no site e imprimir seu boleto).

AGENDA

Comandantas: foto na festa de Páscoa

Realizada na Ilha do Cedro, região de Paraty, coordenada pelo Vice-Presidente de Paraty Eduardo Schwery e organizada pelas velejadoras Regina, Leonor e Laíse, a festa reuniu mais de 50 pessoas que fizeram um churrasco e muita farra, na caça ao “coelho velejador”! As crianças (de todas as idades) se divertiram muito procurando as cenouras numeradas escondidas na mata e depois trocando pelos ovos que cada participante doou para esse fim. Que venha o Mauricio Napoleão próximo!

fortes e uma parada em Santos, chegaram para entrar em Cananéia. Depois seguiram pelo Varadouro, São Francisco do Sul e Jurerê, subsede do Veleiros da Ilha.

COSTA VERDE

Já saiu a programação preliminar da quarta edição do Cruzeiro Costa Verde, na região da baía da Ilha Grande e Sepetiba. Este ano serão 25 vagas e o cruzeiro sairá de Paraty, sob a batuta de Eduardo Schwery, Vice-Presidente da região. Veja o roteiro:

CONVÊNIOS A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES

- Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras 06/07/2013 (13:00 h) - Saída de Paraty (I. - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy da Bexiga). rumo ilha do Cedro; 07/07/2013 (09:30 h) - Saída da Ilha do - Iate Clube Brasileiro Cedro, rumo I. Grande (Saco do Céu) - - Jurujuba Iate Clube reunião de comandantes (18:00 hs.); DESCONTOS 08/07/2013 (09:30 h) - Saída do Saco do Botes Remar Céu, rumo Sepetiba (praia da Estopa); 09/07/2013 (09:30 h) - Saída da Estopa, Coninco - Tintas e Revestimentos rumo praia de Quitiguara (churrasco), com Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Murolo Seguros: Preços especiais parada em Itacuruçá (abastecimento); 10/07/2013 (09:30 h) - Saída de Quitigua- Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual ra, rumo ilha do Martins; 11/07/2013 (09:30 h) - Saída da ilha do E muitos outros. Consulte nosso site para Martins, rumo enseada do Abraão (Crena); saber dos detalhes de cada parceiro. 12/07/2013 (11:30 h) - Saída do Abrahão, Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. rumo Tapera; 13/07/2013 (13:00 h) - Almoço de confra- Se você já é um associado, traga um amigo! ternização final.

Vem aí nosso 11º Encontro Nacional: Participe! No feriado de Corpus Christi (30 de maio a 2 de junho) acontece o Encontro Nacional da ABVC. A grande novidade desse ano é a realização na Ilha de Florianópolis, nas dependencias da subsede de Jurerê. A programação inclui palestras com Vilfredo Schürmann e as filhas de Amyr Klink, além de outras interessantes como por exemplo: “Análise e Acompanhamento de Cartas Sinóticas”, com o meteorologista-chefe do CIRAM (Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina) Clóvis Levien Correa. Já o casal Luiz Fernando da Silva e Mauriane Conte falam sobre “Viver a Vela - Do Sonho a Realidade”. O casal viajou de catamarã, de Roma a Penha (SC), passando a morar a bordo. O futuro e metas da ABVC serão discutidos numa mesa redonda com associados. Outra atração é a fala de Flávio Jardim, do Projeto Destino Azul. Ele e seus amigos deram uma volta ao mundo, que vem sendo mostrada em episódios O logo homenageia o Veleiros da Ilha no Canal OFF no programa Cinco Mares. Além disso tudo, jantares e churrascos estão no programa imperdível. Se você ainda não se inscreveu, corra. As vagas são limitadas devido ao limite do local, e ainda podem ser feitas no site da ABVC: www.abvc.com.br

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

Produtos ABVC

Os produtos da grife ABVC estão à sua disposição para compras via internet. São camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produtos que podem ser adquiridos na loja virtual da ABVC. Acesse e conheça: www.atracadouro.com.br/abvc

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 06  
Almanautica 06  

Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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