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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Vela e Esportes do Mar – Ano VI – nº 34 – janeiro/fevereiro 2018

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 34

Leia nesta edição:

Almanáutica: Prêmio Melhores do Ano FEVESP Morte e encalhe (outra vez?!) na Clipper Race Futuro da Previsão Meteorológica no Brasil Regatas - Cruzeirismo - Colunistas e muito mais!


Murillo NOVAES

EDITORIAL

F

Obrigado!

oi-se 2017. Um ano de intenso trabalho, até porque em tempos bicudos precisamos trabalhar mais (e reclamar menos). Nosso Almanáutica teve o reconhecimento da comunidade náutica através da FEVESP e da Mitsubishi Motors do Brasil. Fomos eleitos na categoria “Mídia Impressa” ganhando o troféu “Melhores do Ano”. Não falo aqui para jogar confete em nosso trabalho. Mas parta agradecer. Como bem disse o Getúlio Vara na sua coluna (olha lá!), se deixassem falar eu tinha tanta gente pra agradecer que a festa ia dar sono. Pois bem, aqui vai... Sob pena de não lembrar de todos, esse prêmio é de cada um que faz o Almanáutica existir. E são muitos. Os leitores, anunciantes e colaboradores – colunistas e eventuais – são os que primeiro nos vem à cabeça. Mas tem muito mais. Os Clubes que fazem acontecer, e consequentemente os coordenadores, os diretores de vela, os Comodoros e os próprios velejadores, que saem de suas casas com chuva, frio, ou sol escaldante sem vento para fazer a vela acontecer, os cruzeiristas que enfrentam mares revoltos e (não!?) enjoam nem se apavoram no caminho. Todos produzem os assuntos que queremos ler e saber. Os jornalistas que cobrem esses eventos e suas assessorias, assim como os fotógrafos que nos fornecem lindas imagens à custa de horas e mais horas chacoalhando numa lanchinha pra lá e pra cá sem almoço e bebendo água morna (para depois passar mais horas e horas depurando as imagens no computador). Os funcionários da gráfica que ralam madrugada adentro corrigindo nossas barbeiragens gráficas e nos ajudando a dar qualidade, empacotando e carregando fardos. As funcionárias do correio que pacientemente despacham pacotes e mais pacotes a cada edição. As secretárias dos clubes e marinas que recebem os malotes e disponibilizam aos leitores nos pontos de distribuição. Cada um tem um pedacinho desse prêmio e eu sinceramente agradeço. Sem todos vocês nós não seríamos nada mais que um monte de papel desinteressante. Valeu. E que venha 2018!

Ricardo Amatucci - Editor

O exemplo da vela Olá querido leitor de alma náutica. Eis que estamos aqui na perna final de mais uma travessia. E a travessia de 2017 foi dura! Mas, como sempre, quando a linha final se avizinha, nossos corações sentem a alegria de ter cumprido mais uma etapa e já se enchem de esperança para a próxima que se apresenta. Nós velejadores, somos conhecidos em todo o mundo como pessoas, de modo geral, animadas, abertas, divertidas, entusiastas da vida, defensores da liberdade, do meio ambiente e do inegável direito que todos temos (ou deveríamos ter, independente de cor, raça, credo, opção sexual, nacionalidade ou condição financeira) de sermos felizes. Ou de tentarmos ser, pelo menos. Pela convivência com os oceanos, os rios e lagos e pela obrigatoriedade de lidar, entender e se coadunar com os elementos da natureza – ventos, correntes, ilhas, montanhas, nuvens, animais e por aí vai –, o velejador é naturalmente um ser adaptativo. E como qualquer um que tenha lido Darwin sabe, o mundo (e o futuro do mundo) não é dos mais fortes, nem dos mais numerosos, é dos mais adaptáveis. Sendo assim, estamos, mesmo sem saber ou querer, na vanguarda de um processo pelo qual toda a humanidade deve passar para se manter viva e sustentável em nossa super hi-tech espaçonave Terra. Nave esta que é algo “mais avançado que a mais avançada das tecnologias”, como diria Caetano, se referindo às fontes de água límpida, na música ‘O Índio’. O apelo romântico de nossas velas ao vento e o eloquente silêncio de nossos cascos cortando as águas, movidos apenas pelo ar circulante da atmosfera terrestre, nos coloca em uma categoria diversa da maioria dos humanos. O que não nos isenta, claro, de cometer também nossas atrocidades contra o planeta em outras áreas

Copa Brasil de Vela

Há tempos, não me lembro exatamente quantos, assinei coluna numa revista que tratava – ainda trata, acho – de barcos e seus congêneres. Parecida mais a um catálogo de embarcações de luxo, não era muito a minha praia devido eu ter um perfil ligeiramente voltado à anarquia revolucionária, utópica, onírica, telúrica e coisas e tais. No entanto aquilo me garantiria uns dinheirinhos extras pras botecadas de fim de semana, local onde a musa destas Crônicas Flutuantes costuma me visitar com maior frequência. A coisa aconteceu conforme as normas mercantilistas. Tudo bacana, dentro dos conformes: contrato assinado até com número de RG, CIC e cor da pele. Tive que ir lá naquele predião, chique que só, pra assinar papeis em várias vias. Pra entrar no edifício?, identificação das modernas, com digitais e fotos, sendo uma de perfil e outra de ladinho. É danado como essa gente não confia nem acredita nos outros. Você encosta no vidro blindex da recepção e o cara lá de dentro, através dum buraquinho menor que uma mão

é o mais numeroso segmento da vela, do mercado de vela e do estilo de vida que a vela representa no mundo inteiro. A tão necessária e importante “mentalidade marítima”, o conjunto de valores educacionais, cidadãos e comportamentais que norteiam os verdadeiros homens do mar (não só da vela, diga-se) é o pano de fundo do cruzeirismo. E sua propagação é feita com competência pela ABVC e seus filiados. Quantos mais tivermos “homens do mar”, mesmo que sejam mulheres, homo ou transexuais, mesmo que estejam nas represas, nos lagos e rios, mais teremos massa crítica para defender os valores nobres que se associam a nosso esporte e lazer. À nossa filosofia de vida! E, por fim, temos a CBVela. Nossa confederação e seus gestores, liderados pelo presidente Marco Aurélio Sá Ribeiro e pelo CEO Daniel Santiago, se tornou um exemplo a ser seguido e modelo inequívoco de competência e gestão esportiva. A começar pelo fato inédito de a vela (junto ao judô e ao rugby) ter sido escolhida pelo patrocinador olímpico Bradesco para continuar a receber apoio financeiro direto, sem leis de incentivo. Um atestado dado por uma empresa com um marketing tão agressivo e competente só pode ser motivo de comemoração. No entanto, o destaque fica mesmo com a mudança pioneira no estatuto que deu aos atletas voz e voto e impede reeleições sem fim, oxigenando a gestão e dinamizando as lideranças. E justamente por isso, Marco Aurélio brilhou na crise do COB e liderou o processo que deu aos atletas olímpicos também uma representatividade inédita no Comitê Olímpico que por anos foi feudo de “cartolas” com ares mais de caudilhos que de executivos. Muito bom ver a vela dando exemplo. Para o alto e avante! E, sendo assim, que este ano da graça de 2018 seja pleno de sucesso, alegrias, bons ventos e – por que não? –, bons exemplos na vela e na vida. Feliz tudo para todos! Fui! Mas volto... Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Fem.) e Optimist. A Copa Brasil de Vela foi concebida pela CBVela para realizar um evento esportivo para as equipes olímpicas. No segundo ano de realização foi incluída a Copa Brasil de Vela Jovem, reunindo velejadores nas classes pertencentes ao programa do Mundial da Juventude organizado pela Federação Internacional de Vela. Resultados: copabrasildevela.cbvela.org.br

Almanáutica com uma assinatura na qual você escolhe o valor que quer pagar! Veja no site Precisamos de sua assinatura para manter nos- www.almanautica.com.br quais as opções de so trabalho. Você pode colaborar para manter o valor que cabem no seu bolso e como fazer sua

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A V Copa Brasil de Vela teve disputa nas classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er e Kitesurf Hidrofoil. Paralelo aconteceu a III Copa Brasil de Vela Jovem para as classes RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e

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Crônicas Flutuantes Mala Direta

de nossas vidas. Mas, ao menos, temos em nossa paixão um fazer mais adequado, respeitoso, poético e limpo que a maioria das pessoas “normais”. No entanto, de nada valeria sermos pessoas mais conscientes, sensíveis e abertas se nossas instituições representativas não refletissem, nem que fosse minimamente, este diferencial. E no meio do caos institucional que virou o Brasil e o mundo neste ano que se vai, podemos ter orgulho de dizer que estamos em viés de alta e liderando processos de inovação e depuração que outras instâncias representativas deveriam tentar fazer. As três principais entidades da vela nacional, a CBVela, a ABVO e a ABVC têm diretorias que honram as expectativas mais altas que poderíamos ter. E não podemos deixar passar em branco a importância disto em meio ao vale tudo que virou o planeta. Depois de uma gestão de recuperação e saneamento de Lars Grael, seguida e ampliada por Paulo Freire e agora sob o comando de Adalberto Casaes, a ABVO resgatou sua importância no cenário da vela oceânica de competição e conseguiu unificar os velejadores de todas as classes e regras. Hoje, ORC, IRC, RGS e MOCRA estão debaixo deste guarda-chuva e a cada ano a gestão avança um pouco mais. E, mesmo com todas as limitações financeiras impostas pela “crise”, a vela de oceano (ou de altura, como diria os antigos) conseguiu crescer e se organizar. O único apelo que faço aqui, aproveitando este espaço, é por mais regatas longas em nossa imensa costa. Mas tenho certeza que um marinheiro como o Almte. Casaes sabe o que caracteriza a verdadeira vela oceânica e seus reais desafios. A ABVC, desde sua fundação, passando pela gestão de Volnys Bernal e agora com Paulo Fax no timão, cumpriu e cumpre o importantíssimo papel de congregar os velejadores de cruzeiro do nosso país. O cruzeirismo, tantas vezes relegado a um segundo plano por aqui,

Foto: Ana Catarina

ALMANÁUTICA

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de bebê fechada, já lasca: – NOME? – Fulano de tal de Sousa e Lima. – IDENTIDADE! E aí começa um interrogatório sem cabeça nem pés de dar inveja ao velho porãozinho do DOPS. O último andar inteiro era a sede da revista/catálogo. Demorou um pouquinho e veio o editor acompanhado de uma garota envolta por um vestidinho levemente esvoaçante e semi- transparente em determinadas regiões estratégicas. Ela não falava nada, apenas, com muita graça, tomava notas num bloquinho que trazia preso a uma prancheta com o logo da empresa. Difícil manter a atenção requisitada para estes momentos burocráticos, ainda mais depois que ela se sentou. Conversa vai, conversa vai, cafezinhos e lousas e cousas, contratamos uma crônica por edição, não me faltando memória, mensal. Pronto, agora sim!, eu seria um escritor reconhecido e, já para o próximo ano, iria tentar o Jabuti. Todavia... Bem, sempre tem um todavia atravessado. O cara, o editor, tinha umas manias ligeiramente desconformes. A primeira historieta que mandei – era no tempo dos e-mails – voltou com uma mensagem: “Vê se ficou bom assim”. Reli meu texto. O

Coluna do escritor José Paulo de Paula sujeito tinha alterado uma pá de coisa! Fiquei meio pê da vida, mas a imagem da moça de vestido me veio às ideias e me acalmei. Não só forma, mas também conteúdo haviam-se transmutado. Palavras haviam sido colocadas em minha boca. Como a história não envolvia conceitos que pudessem comprometer nada nem ninguém, meu protesto foi apenas tímido. A resposta foi na lata: – Estamos comprando seus escritos... podemos fazer com eles o que quisermos. Hummm!, vá lá; e pensei nas botecadas. E a coisa foi caminhando e eu fui até me especializando na manipulação dos escritos, já adivinhando onde o censor – na verdade não era um censor e sim um transformista – agiria, mas a coisa não deixava de ser desconfortável. Então um dia... Bora fazer o seguinte, propus: você modifica do jeito que quiser os textos, me paga, mas tira meu nome e assina tu. O retruque veio lacônico: Não! Acho que ele não gostou do tu. Na esperança de rever a beldade do vestido, torci para que tivesse que voltar àquele prédio para firmar um distrato, porém tudo foi feito via sedéquis... pena! Pelo menos não tive que fazer a foto de ladinho... muitos consideram horrível meu perfil! No en-

tanto há males que vêm para males menores. Consegui, via e-mail, com o escritor que não queria ser escritor, uma autorização para veicular as crônicas já editadas numa possível publicação futura. Tempos depois, não me lembro quantos, saiu, então, o “DIVÃ NÁUTICO”, livrinho de minha autoria, ligeiramente divertido – pelo menos foi essa a intenção – ; uma pequena coletânea das histórias (no mais das vezes as originais) saídas na revista e outras escritas posteriormente. Quem, por acaso – sei lá, vai que pega – tiver curiosidade, pode adquiri-lo, o DIVÃ NÁUTICO, – via e-mail, claro! – no zepearte@gmail.com diretamente com o autor. Custa apenas alguns dinheirinhos modestos e chegará aos felizes compradores devidamente autografado... Estarão assim, os felizes compradores, garantindo minha assiduidade nas botecadas e, consequentemente, a continuidade destas Crônicas Flutuantes.

Bons natal e ano novo a todos! José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador, violeiro, cervejeiro artesanal e autor dos livros “É proibido morar em barco” e “Divã Náutico” que podem ser encomendados em zepearte@gmail.com


Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

Sou inocente

O Golfo de Suez é uma área de difícil navegação, são 175 milhas normalmente com vento na cara, e às vezes forte por conta das altas montanhas dos dois lados, tem navio pra chuchu e um zilhão de plataformas fora de uso não cartografadas. Foi a primeira vez que vi rotatória em carta náutica! Tem mão e contramão e se o navio que sobe quiser entrar à esquerda, tem que virar primeiro à direita para esperar sua vez de cruzar as faixas. Estamos no veleiro-escola Fraternidade com rumo para Suez, às portas do canal de mesmo nome, aproveitando uma janela de pouco vento em uma noite de baixa visibilidade. A regra para quem está de vigília é ficar lá fora no cockpit e não na protegida ponte de comando, que mais parece a de um navio. Meu comandante Aleixo Belov, quando fora de seu turno, tem o hábito de dar umas incertas para ver se tudo está nos conformes. De repente escuto sua voz lá do comando interno: rapaz, o que é isso aqui na tela do chart ploter?!? Havia uma bola preta, com uma ameaçadora cruz no meio, bem no rastro do barco. Você passou por cima de um perigo isolado? Claro que não, esta bola não estava aí, tenho certeza! Levei uma bronca: para um velejador tarimbado, esta falha é indesculpável. Como vou poder dormir tranquilo, sabendo que você passa por cima de perigos marcados na carta? Dei um desconto, Aleixo é um navegador de águas azuis. O homem parecia uma fera enjaulada vele-

jando no golfo, que além de todas as restrições à navegação, tem parcas 20 milhas nas partes mais largas e cinco na mais estreita. Na madrugada Mara veio me render e Aleixo foi logo mostrar a minha possível cagada. Depois de ver a tela e assuntar a carta, ela deu o veredito: apesar de não haver nenhuma marca na carta de papel, que pode estar desatualizada, segundo o ploter você passou sim por cima da bola, que não parece ser de perigo isolado. Sei que sou inocente. Nas minhas folgas de turno, varri de cabo a rabo o manual do chart ploter Simrad CX44 e não achei o que poderia ter causado a tal marca. O CX44 é meio lerdo nas mudanças de tela, mas tem umas funções bacanas: além de integração total com os outros instrumentos, sobrepõe a tela do radar na carta e divide a tela para mostrar a carta em duas escalas diferentes, ideal para navegar em canais. Dormimos uma noite em Ismailha, na véspera de cruzar a segunda parte do canal de Suez. Já no meu beliche, remoendo a suposta falha, me deu um estalo: se não achei nada no chart ploter, o culpado só pode ser o radar! Na fatídica noite da bola preta, eu mostrava ao parceiro de turno Hermann, que como eu havia embarcado no Sudão, como funcionava a integração radar-ploter. Existe uma função no radar que ao mover o cursor até um alvo e apertar uma tecla, se cria uma marca. Se não mover o cursor, esta marca será na posição do barco. E também vai para a carta no ploter, como uma bola com uma cruz dentro. Sou inocente. Aleixo voltou a dormir tranquilo, mas não se desculpou. Todo comandante é um déspota, o meu pelo menos é esclarecido. Já nas águas azuis do Mediterrâneo, enquanto o Fraternidade voava baixo embaixo de um vendaval e alguns tripulantes passavam mal, ele, refestelado na cama da ponte de comandando, se deliciava lendo Osho, o guru indiano politicamente incorreto. Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

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Eduardo Sylvestre Será que existe um Programa Nacional de Vela? 2017 foi um ano de muitas emoções, tivemos lembranças dos Jogos Olímpicos quando nossas meninas ganharam algumas etapas do Mundial no 49FX, foram indicadas como melhores velejadoras do mundo, finalizamos a era Scheidt em jogos Olímpicos que tanto nos trouxe orgulho, o mesmo Scheidt voltou ao pódio na liga mundial da Star em dezembro, e terminamos com o Mundial da Juventude em Sanya, China como a 14ª melhor nação, sendo nosso melhor resultado um bom 7º lugar (51 barcos) com Tiago Quevedo na Laser Radial. A vela jovem sempre foi renegada em benefícios e verbas, e o 14º lugar é um excelente resultado graças aos esforços de alguns clubes e o apoio constante de muitos pais a seus filhos (leia-se $). Mas já tivemos campeões e medalhistas no 420, catamarã, Laser Radial neste mesmo campeonato há alguns anos. Onde estão eles? Tiveram apoio? Estão velejando? A Argentina ficou em 10º lugar como a melhor representante da América do Sul neste campeonato. Ano passado tive a oportunidade de trabalhar diretamente com a FAY (Federação Argentina de vela), fui 3 vezes dar curso para instrutores do nosso vizinho e para 2018 já tenho agendado mais 2 cursos: um para nível base e outro para nível dois. O primeiro curso Nível 1 da World Sailing naquele país ano passado, teve a participação de 42 técnicos de vela, e todos os técnicos envolvidos com o desenvolvimento olímpico da vela foram obrigados a participar, e gostaram muito!! Participaram também outros técnicos e instrutores de todo o país. O Segundo curso nível 1 também tivemos a participação de outros 35 técnicos e instrutores de vela, com a preocupação de sair da mesmice, mudar, inovar e criar um currículo nacional de vela com expectativas específicas e metas alcançáveis. A Argentina designou em outubro do ano passado, seu técnico Olímpico de windsurfe, Hernann Villa, para fazer um curso de 7 semanas na sede da World Sailing na Inglaterra, e a partir deste curso foi designado exclusivamente para formular um projeto de Desenvolvimento para Vela na Argentina. Tenho certeza que nossos hermanos vão disparar no desenvolvimento da vela como um todo, e principalmente em descobertas de novos talentos de velejadores e técnicos. E nós brasileiros, o que estamos fazendo? Onde está nosso Programa Nacional de Vela? Desde que cursos básicos para instrutores foram disponibilizados no Brasil, apenas a FEVESP se empenhou em abraçar esta idéia. E

as outras federações? Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Brasília? Será que estamos caminhando pra frente? Será que temos técnicos novos em nossas federações? Qual a porcentagem de renovação? Ou estamos num paralelo da nossa velha política brasileira? Precisamos de visão. As três nações líderes neste último Mundial da Juventude foram Itália, Israel e EUA. O que essas três nações tem em comum? Elas tem um programa de base extremamente forte. Tem escolas de vela consistentes com metodologia, currículo e muito trabalho. Existem programas continuados para técnicos e instrutores. Empregam grande parte de suas verbas em programas de reciclagem e clínicas buscando inovar e renovar, descobrindo

velejadores através de escolas, clubes e projetos comunitários. Em meus artigos tenho batido na mesma tecla: uma escola de vela forte é a base de uma equipe forte de vela. Mas para isso precisamos de apoio de nossos dirigentes. O caminho a ser percorrido é o caminho de preparação dos nossos instrutores e técnicos, com cursos níveis 1, 2, 3 e clínicas para nossos velejadores em todo o Brasil, não só nos polos de rendimento. Muitos me perguntam quanto custa um curso Nível 1 nos Estado Unidos. A Federação Americana oferece cursos todos os meses em praticamente todos os 50 Estados da União. Custa em torno de 65 dólares para fazer parte da USSAiling. É preciso fazer um curso de primeiros socorros reconhecido pela Cruz Vermelha (US$150), ter uma carteira equivalente ao de Arrais, passar em um curso da USSAiling de noções de direção de motor de popa (US$80) e fazer o curso de 5 dias (sem hospedagem e

alimentação) que custa em média 400 dólares, ou seja vai desembolsar por volta 700 dólares fora passagem, hospedagem e alimentação. Na Argentina os cursos a serem oferecidos pela FAY estão indo pelo mesmo caminho, ou seja serão cobrados, e o mesmo está acontecendo no Chile. Como coordenador para o desenvolvimento da vela para América Latina para World Sailing e treinador da ENP para o Mundial da Juventude, tenho viajado bastante e visitado vários países (12 viagens no último ano), e o que eu vejo é a mesma coisa: federações empenhadas em criar formas de desenvolver seus atletas e treinadores começando na base até o alto rendimento e não focando apenas em alto rendimento. Eles oferecerem cursos e clínicas em vários níveis. Aqui no Brasil precisamos que nossos líderes

enxerguem a oportunidade de criar um fundo específico para instrução. A demanda existe e é a única forma de aumentarmos a base da pirâmide na vela e garantirmos constante renovação tanto para velejadores como para instrutores e técnicos. Só seremos fortes quando começarmos a nos profissionalizar, e para isso precisamos de metas, planejamento e ação e isso começa com um Programa Nacional para o Desenvolvimento da Vela. Talvez quando este programa sair do papel e realmente tivermos uma equipe voltada para a base, começando pela didática de ensino, princípios básicos de como ensinar a vela e suporte para nossos instrutores, creio que obteremos resultados mais constantes e concretos em todo o Brasil. Eduardo Sylvestre é Diretor do Programa de Desenvolvimento da CBVela, Expert da ISAF, técnico nível 3 da USSailing e ISAF World Youth Sailing Lead Coach.

Almanáutica na rádio Vozes O Almanáutica estreou na rádio Vozes em dezembro. A rádio Vozes é uma rádio online, projeto da jornalista e radialista Patrícia Palumbo (rádio Eldorado SP), responsável por um dos maiores sucessos do rádio no Brasil, o programa “Vozes do Brasil”. A rádio estreou em 2016 com uma programação diversificada e uma equipe de apresentadores de primeira linha. No ar via web (www.radiovozes.com) e aplicativo (IOS e Android), a rádio reúne interatividade e conteúdo de qualidade através da transmissão ao vivo ou da escuta sob demanda, em streaming musical gratuito e podcasts (programas em áudio) que abordam meio ambiente, mobilidade urbana, cotidiano, gastronomia, jazz, MPB, entre outros temas. Zé Pedro, Daniel Daibem, Paulo Miklos, Paulina Chamorro, Costanza Pascolato e Marilu Beer, Barbara Sturm, Mariana Piza, entre Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab Editor/Publisher: Jornalista Ricardo Amatucci (MTB 79742/SP) Publicação bimestral Distribuição nacional Ano 06, número 34 janeiro/fevereiro de 2018

Patrícia Palumbo a Sra. Vozes do Brasil fundadora da rádio Vozes outros nomes de peso, estão na rádio Vozes. O Almanáutica, através do jornalista – também referência na rádio Eldorado e organizador por muitos anos da Regata Eldorado-Brasilis, Plínio Romeiro Jr. – está presente entre dezembro e fevereiro, com dicas ligadas ao esporte náutico em entradas durante a programação. Você pode baixar o app para seu celular andróide e IOS.

ISSN: 23577800/34 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Assinaturas: Veja condições no site. Assine e receba em casa seu Almanáutica!

Almanáutica é uma marca registrada.

Foto da capa

Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo impresso e/ou on-line. Visite nosso site: www.almanautica.com.br

A foto da capa é de Ricardo Amatucci e mostra a Semana de Vela de Ilhabela na disputa da Classe C30


ALMANÁUTICA

4 A Bordo

regata Sul-Brasileiro de Snipe

Jet Ski de responsa Bruno Jacob Piloto brasileiro de motosurf (Jet Ski) representou brilhantemente nosso país esse ano. Sua última competição de 2017 foi no no Monster Energy Series, no México, terminando o ano com excelentes resultados. Ele se destacou entre os melhores do planeta nessa competição internacional de altíssimo nível, garantindo o 5º lugar na praia de Ixtapa Zihuatanejo. Nas últimas quatro semanas entre outubro e novembro, o atleta baiano representou o Brasil em quatro países diferentes: Austrália, Japão, Estados Unidos e México. Ele finaliza o ano de competições com excelentes resultados e o 5º lugar no Mundial de Motosurf Freeride 2017, mesmo resultado conquistado no México, após o título de campeão no país americano na última semana.

Logo após conquistar para o Brasil o mundial de Snipe Júnior na Espanha, a dupla do Clube dos Jangadeiros (CDJ), Tiago Brito e Antônio Rosa (abaixo na foto de Nícolas Pasinato), repete o ótimo desempenho e sagra-se a grande campeã do 47° Sul-Brasileiro da Classe Snipe.

Porto Alegre - RS

Muita vela no sul com BRASCAT e Optimist O Clube dos Jangadeiros sediou e organizou em conjunto com a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) o 1º Brasileiro Interclubes da Juventude, o 39º Sul Brasileiro de Optimist e o Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 – BRASCAT 2017. Mais de 200 jovens velejadores de todo o país participaram. Felipe Frey e Ícaro Da Macena sagraram-se Campeões do Brasileiro da Classe Hobie Cat 16. Nas últimas duas regatas a dupla de São Paulo conseguiu superar os paraibanos André Henriques e Juliana Baino, que ficaram com o 2º lugar. Claudio Cardoso e Mequias Queiróz, de Pernambuco, terminaram em 3º lugar. “O campeonato foi dentro da expectativa”,

avaliou Mario Dubeux, presidente da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat e Campeão Gaúcho da classe, que também competiu em dupla com Karol Bauermann e terminou em 11º lugar. Na Hobie Cat 14, o domínio dos velejadores catarinenses ao longo da semana se manteve no pódio. Adam Meyerle (abaixo) ficou com o título, Eduardo da Silva ficou com a prata. O terceiro colocado foi Gustavo de Souza. A semana no Hobie Cat também teve a realização do 1º Campeonato Brasileiro Feminino de Hobie Cat 16, na quarta-feira (15). Karoline Bauermann, do Jangadeiros, e Marcela Mendes, do Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha, foram as vencedoras.

A competição aconteceu entre 23 barcos de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A dupla vice-campeã foi Rafael Gagliotti e Henrique Wisnieski, do Iate Clube de Santos (ICS). O 3º lugar ficou com Adriano Santos e Christian Franzen, do Veleiros do Sul, seguidos por Rodrigo Linck Duarte e Gustavo Thiesen, 4º, do Clube dos Jangadeiros e Veleiros do Sul, e por Matheus Dellagnelo e Gerônimo Dubiella, 5º do Iate Clube de Santa Catarina e do Lagoa Iate Clube (ICSC/LIC).

Optimist

Competição embeleza o Guaíba...

A No 39º Campeonato Sul Brasileiro de Optimist e o 1º Campeonato Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela, Lorenzo Ballestrin, do Clube dos Jangadeiros (CDJ), garantiu o título. Marina da Fonte, do Cabanga Iate Clube de Pernambuco (CICP), ficou com o segundo lugar na classificação geral e Tadeu Rioja (YCA) foi o terceiro, com 28. Resultados: “O evento foi demais! Praia lotada, público vibrando e um show de todos os pilotos. Estou muito feliz por ter representado o Brasil no Monster Energy Freeride Series aqui no México e duelar com os melhores pilotos do mundo! Consegui uma 5ª colocação novamente com decisão apertada dos juízes nas quartas de finais, me tirando do pódio. Estou muito contente com minha performance e superação, especialmente após competir com a perna machucada”, comenta Bruno Jacob.

Depois de concluir as competições de 2017, o atleta agora volta a Salvador, na Bahia, onde mora e aproveita para descansar após tantos desafios e conquistas e passar o final de ano entre os parentes. “Finalizo a temporada 2017 agradecendo a todos por todo suporte, em especial minha família, amigos, equipe e patrocinadores. Temos novidades para o próximo ano e estou muito empolgado! Seguirei sempre dando meu melhor pelo Brasil no esporte”, finaliza Bruno Jacob. Que venha 2018! A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metrópole FM de Salvador: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

Festa no sul com Brascat e Opt

Aniversário do Janga A tradicional Regata de Aniversário do Clube dos Jangadeiros aconteceu pela 76ª vez esse ano. Participaram todas as classes de barcos. “Essa é a hora de celebrarmos a tradição do nosso clube na vela, seja esportiva ou de lazer, e colocarmos o maior número de barcos na água”, disse Rodrigo Castro, vice-comodoro Esportivo do Jangadeiros.

Guarapiranga - SP

Veterano geral Lorenzo Ballestrin (CDJ) Marina da Fonte (CICP) Tadeu Rioja (YCA)

Veterano juvenil Lorenzo Ballestrin (CDJ) Marina da Fonte (CICP) Tadeu Rioja (YCA)

Veterano juvenil feminino: Marina da Fonte (CICP) Luiza Moré (CDJ) Julia Olivier (CICP)

Veterano infantil

Veterano infantil feminino

Estreante

Erick de Mattos (VDS) Gustavo Glimm (VDS) Leonardo Didier (YCSA)

Clara Mateus (ICSC) Sofia de Faria (ICSC) Gabriela Vassel (CCSP)

Felipe Fraquelli (VDS) Millena Holler (VDS) Thais Freires (CICP)

Cat 14, Hobie Cat 16, Hobie Cat 21, A-Class, nas regatas. Super Cat 17, Tom Race, Tornado, Nacra O Circuito Guarapiranga é organizado pelos clubes: ASBAC – Associação do Servidores Grupo 4: Monotipo, exemplo: Laser, Olímpico, do Banco Central, CCC – Clube de Campo do Circuitão Snipe, 470, 420, Holder 12, Dingue, 49, 29, Castelo, CCSP – Clube de Campo São Paulo, Lightining, Star, Finn, Sharpie 12M, Day Sailer, YCI - Yacht Clube Itaupu e YCP - Yacht Clube Com mais um ano de sucesso, o Flash 13,5 e Flash 16,5, Europa, Poli 19. Paulista. Foto: J Mendes E para os barcos não mencionados ainda Circuito Guarapiranga encerra é feita uma análise pela Comissão Técnica e sua edição 2017 no ASBAC A Classe Poli 19 classificados dentro de uma das classes para A 9ª etapa que aconteceu sediada pelo Cluparticipa ativamente do Circuito proporcionar a todos a possibilidade de estar be ASBAC, encerrou com festa o IV Circuito Guarapiranga Guarapiranga para todas as classes. Com um rating criado e adaptado para a participação de diversas classes largando ao mesmo tempo (isso já foi matéria do Almanáutica), a divisão por grupos agrega sempre uma grande quantidade de velejadores. Veja as categorias: Grupo 1: Cabinados até 16 pés exemplo: Marreco, Tahiti, Caribe, Boto, Paturi Grupo 2 : Cabinados acima de 16 pés, exemplo: Velamar 24, Gaivota 23, Velamar 27, Brasília 27, Brasília 23, Oday 23, Bruma 19, Rio 20, Atoll 23, Cruiser 23, Voyage 23, Velamar 18, Tchê 17, Delta 17, Newport 25, Pomar 5.5, Flash 205, Ranger 22, Velamar 22, Skipper 21, Microtonner, Delta 21, FAST 230, Flash 195, Sailor 19 Grupo 3: Barcos multicasco, exemplo: Hobie


Guarapiranga - SP Copa Paulista Criada em 2015 pelo Yacht Club Paulista, a edição 2017 da Copa Paulista teve 12 etapas, com o total de 251 barcos. Isso representou um crescimento de 40%. Foram 407 velejadores de 20 classes em 35 regatas. “Chegamos ao final do ano com entusiasmo diante da participação massiva de clubes e velejadores, não apenas da Guarapiranga. Estamos no caminho certo”, comemorou a vice-comodoro do YCP, Paola Prada Lorenzi. A grande novidade deste ano foi a inclusão de etapas em Santos e Ilhabela, além de mais clubes participando da organização: Yacht Club Santo Amaro (YCSA), Clube de Campo São Paulo (CCSP) e Iate Clube de Santos (ICS). O sucesso da Copa Paulista passa pelas mãos de Alberto Hackerott, ex-diretor de vela do YCP e um dos criadores da competição em 2015. “A copa neste ano fez com que os velejadores da represa fossem para o mar e que os do mar conhecessem a represa, o que

proporcionou aprendizado a todos. Precisamos motivar a base amadora da vela, para que os mais novos se espelhem nos mais experientes”, sugere Beto, vice-campeão de Snipe em 2017, em dupla com a esposa Eloah.

São Paulo - SP Optimist: Paulista por equipes

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O Clube de Campo São Paulo (CCSP) sediou o Campeonato Paulista de Equipes de Optmist Troféu Joerg Bruder (coordenador da classe 2017. O campeonato contou também com o apoio da Classe Optimist de São Paulo (COSP) e mais ativa em 2017): Alonso Lopez - YCP da FEVESP. Snipe Regata de equipe é rápida, divertida e estimula diversas habilidades dos velejadores: trabalho em grupo, estratégia, domínio do barco, manobras, muito conhecimento das regras e jogo de Campeões das classes mais numerosas na equipe. Copa Paulista 2017: Uma infraestrutura de porte foi mobilizada para a realização do campeonato. Na comissão de regata, Pedro Paulo Petersen como chair umpire e bandeira verde/vermelha 1, Gustavo Lebovici Snipe: Enrico e Frederico Francavilla - YCSA como bandeira verde/vermelha 2, Dionísio e Serginho como CR de largada e Ricardo Didier e Day Sailer: Arno Buchli Jr. e Silvio Faleiros – Fernando Leirner como CR de chegada. ASBAC Ao todo foram 5 embarcações de apoio (2 barcos para juria, 2 botes para bandeira amarela Optimist: Olívia Franco – YCSA e uma embarcação para ajuste das boias). O formato do campeonato privilegiou a realização do Star: Alessandro Pascolato e Henry Boening maior número possível de regatas. Participaram do campeonato 6 equipes: YCP Finn: Ricardo Santos – YCSA Dingue: Guilherme Menezes e Yasmin Cardoso – ICS Laser 4.7: Felipe Fonseca – YCSA Laser Standard: André Scwarz – YCSA Laser Radial: Christine Reimer – YCSA HPE 25: Espetáculo - Luis Fernando Staub – YCSA

Circuito Marreco

de Guarapiranga (SP) para cumprir a sétima e última regata do Circuito Marreco de 2017. Os velejadores celebraram o final do campeonato com um churrasco no Sailing Center onde receberam os troféus oferecidos pelo patrocinador oficial, Jornal Almanáutica. A Loja Velamar sorteou vales descontos para os velejadores. A Classe Marreco também recebe o apoio de: LGA Produções Audiovisuais, CYF e AFETIAN. A juria foi realizada com barcos e pessoal VivantSP. Classificação final do campeonato: Campeão: Falcão Peregrino Vice-campeão: Gulliver Terceiro: Marlin XIV Quarto lugar: Adesso Quinto lugar: Banzeiro

Equipe YCSA 1 – Branca Theo Chao Leonardo Didier Philipp Hofmeister Henrique Lowy

Equipe YCSA 2 – Verde Mathias Reimer Konstantin Wulfing Marina Heinke Alexia Buuck

Equipe YCSA 3 – Vermelha Nicolas Bernal Nicole Joop Thomas Mittempherger Mathias Penna

Equipe CCSP 1 – Laranja Equipe CCSP 2 – Amarela Equipe YCSA 4 – Preta Felipe Montag / Ignacio Alzueta Gabriela Vassel Horacio Lerner Gabriela Bartijoto Gustavo Campos Stefano Florenzano Conrado Cookson Antonio Bonito Luc Le Corre André Vasconcelos Gustavo Malagrine Marino Santucci

O resultado final do campeonato foi: YCSA 3 (vermelha), seguido por YCSA 1 (branca), YCSA 4 (preta), CCSP 1 (laranja), CCSP 2 (amarela) e YCSA 2 (verde), que correu somente o 1º dia.

Yacht Club Paulista recebe condecoração

O 8º Distrito Naval condecorou em novembro, o Yacht Club Paulista (YCP), que foi representado pelo comodoro José Agostini Roxo. Ele recebeu a Medalha Amigo da Marinha do vice-almirante Guerreiro, comandante do 8º Distrito Naval. Em um lindo dia para velejar, com um ótimo Personalidades e entidades que atuam na vento do quadrante sul que chegou a atingir disseminação da mentalidade marítima e con15 nós nas rajadas e possibilitou disputas acirtribuem para a Marinha do Brasil recebem essa radas, 14 Marrecos compareceram à Represa comenda. Ao longo de seus 85 anos, o Yacht Club Solenidade: Paulista sempre esteve ao lado da Marinha, em Jacaré devora Marinha e YCP favor dos ideais e da disciplina que regem os cachorrinho esportes náuticos, condição que ratificou a ho- mais justo do que reverenciar e promover sua Janeiro e pode atingir quatro metros e até 100 quilos. Os jacarés costumam ficar nas lagoas de menagem ao comodoro. “A Marinha representa existência, seus conceitos e suas tradições”, Palmas e Lopes Mendes, mas muitas vezes se locomovem em busca de alimento. Geralmente, a alma de qualquer Iate Clube no mundo e nada enalteceu Roxo após ser condecorado. eles são encontrados em água doce e se alimentam de peixes, e têm hábitos noturnos. Mas

Ilha Grande - RJ

Caiçara detona a C30

O cachorro da raça Fox Paulistinha “Suri” do casal Paulino Talarico Correa e Renata Talarico Correa foi devorado por um jacaré-de-papo-amarelo em novembro, na praia de Lopes Mendes, Ilha Grande, região de Angra dos Reis. “Estávamos passeando na praia de Lopes Mendes e o Suri correu muito pela praia, estava super feliz correndo. Aí levamos até o riozinho pra ele tomar um pouco de água. Minha esposa foi até lá, pertinho de onde estávamos. Quando ele chegou pra beber água já foi atacado e puxado pra dentro da água. O jacaré ainda subiu uma vez mais logo afundou e não apareceu mais”, contou ao Almanáutica Paulino Talarico. Na trilha há uma placa alertando os visitantes: “Cuidado presença de jacarés”, mas a maioria dos turistas não leva muito à sério pois não imagina que realmente exista perigo. O jacaré-do-papo-amarelo – do tipo que existe na Ilha Grande - é comum no Rio de

Suri, o cachorrinho vítima de um dos jacarés da IG que muitos não sabem que existem acabam chegando perto dos seres humanos, mudando hábitos de alimentação já que a população deixa restos de alimento nas praias e isso os atrai. De acordo com ambientalistas, um casal de filhotes foi levado para a ilha em 1997, por um casal alemão que queria afugentar possíveis invasores de sua casa. Desde então, os répteis vêm se proliferando. O número de exemplares é controverso, mas técnicos da extinta Feema (órgão de controle ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Estado do Rio de Janeiro) calcularam em 2004, que existiam em torno de 100 jacarés à época.

O veleiro Caiçara da classe C30 detonou com o Circuito Ilhabela de Vela Oceânica obtendo 22 vitórias nas 33 regatas disputadas em quatro etapas ao longo da temporada. O veleiro do comandante Marcos de Oliveira Cesar também foi campeão na Semana de Vela de Ilhabela “Mais uma vez a tripulação fez a diferença. A dedicação o entrosamento e a eficiência de cada integrante determinaram os resultados positivos durante a temporada. Eles são nota dez”, elogiou o comandante. O barco C30 é conduzido por seis tripulantes. O vice-campeão foi o Caballo Loco, com nove vitórias na temporada, de Mauro Dottori. “Nós fomos prejudicados por várias trocas na tripula-

Ilhabela - SP

O Caiçara de Marcos de Oliveira Cesar venceu 22 das 33 regatas disputadas na Classe C30 ção, principalmente a do tático”, explicou Dottori. O terceiro colocado na Copa Suzuki, foi o eCycle +Realizado. Classificação final: 1 – Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar) 2 – Caballo Loco (Mauro Dottori) 3 – eCycle +Realizado (José Luiz Apud) 4 – Barracuda (Humberto Diniz) 5 - Katana Portobello (Cesar Gomes Neto) 6 – Kaikias C-Tank (Renata Decnop)


Morte (mais uma!) e encalhe (mais um!) na Clipper Race Além da morte de Simon, um dos veleiros encalhou e precisou ser removido...

ALMANÁUTICA

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Em novembro (18) a Clipper Race (criada e organizada por Sir Robin Knox-Johnston) anunciou a morte de Simon Speirs membro da tripulação do veleiro CV30 - GREAT Britain. “Simon, de 60 anos, da cidade de Bristol, no Reino Unido, estava no deck ajudando com uma mudança de vela quando ele foi levado ao mar. Embora ele estivesse preso com seu cabo de segurança, ele se desprendeu do barco no oceano Austral num mar grosso com 20 nós de vento e rajadas de 40 nós”. A equipe deu início à tentativa de resgate de imediato e apesar das condições difíceis, Simon foi trazido a bordo em 36 minutos, momento em que foi tentada a ressuscitação cardiopulmonar (RCP), sem sucesso. No momento do incidente, Simon estava preso,

Lençóis - MA

Festa da AVEN

Simon Speirs: Queda e morte

Há mais de um mês do encalhe (mais um?!) do veleiro Greenings (V24) participante da Clipper Race de Sir Robin Knox-Johnston, terminou a operação para removê-lo da praia. O veleiro encalhou no dia da largada da terceira etapa, 31 de outubro de 2017. No momento do incidente toda a tripulação foi evacuada com rápidez e segurança, sem ferimentos. O controle de poluição foi realizado e foram tomadas medidas imediatas para minimizar qualquer risco e remover todo combustível a bordo. O veleiro foi dado como perdido. Sir Robin Knox-Johnston explicou: “Uma vez que a avaliação de que o veleiro não era reparável, nosso objetivo era muito claro, precisávamos lidar com a situação rapidamente priorizando minimizar o impacto ambiental e devolver a praia ao seu estado original”.

vestindo seu colete salva-vidas, que incluía um AIS. Essa é a terceira morte na competição que mantém a média de uma por edição nos últimos 3 anos. Em 2015 Andrew Ashman também estava ajustando velas quando foi colhido pela retranca, caiu ao mar e foi resA empresa de remoção optou por erguer uma gatado sem vida. Em 2016 foi a vez de Sarah torre feita de material de andaime para suportar Young, também ajustando as velas, quando o mastro antes de começarem a cortar o casco, foi varrida por uma onda e da mesma maneidas seções da frente para trás, desmontando ra acabou por falecer. componentes a bordo e removendo o motor. As condições climáticas foram desfavoráveis com grande quantidade de areia trazida pelas grandes ondas que quebravam com o mau tempo. Elas atingiram quatro metros e derrubaram ANI lança veleiros o iate, afundando os andaimes.

Itajaí - SC

Em dezembro aconteceu o batismo da 10ª turma da Oficina de Construção Naval Amadora da ANI – Associação Náutica de Itajaí. Foram batizados cinco veleiros IBIS 12”, além da presença de 40 barcos dando cor e movimento à baía de Porto Belo (SC), onde ocorreu o evento Encontro Anual da Confraria Oficina de Construção Naval da ANI

Em dezembro a AVEN – Associação de Vela e Esportes Náuticos do Maranhão realizou a 13ª edição do Rally Ilha dos Lençóis. Além dos mais de 11 catamarãns e outros barcos participando, o principal objetivo desse evento é a confraternização, as ações solidárias e esportivas entre a comunidade do arquipélago. A festa náutica aconteceu no arquipélago de Maiaú e envolveu Os veleiros construidos pelos alunos quatro ilhas: Lençóis, Bate Vento, Porto do Meio e Mirinzal. O arquipélago fica 100 milhas ao norte

Recorde esmagador

de São Luis (MA). A própria comunidade organiza, faz as regras e juria. Há regata de canoas a vela, que estavam quase extintas, canoas a remo, corrida de canoas a motor - as chamadas rabeta - corrida rústica ao redor da ilha, além de torneios de futebol de areia mirim e feminino. Também é realizado atendimento médico preventivo ao câncer de pele, campanha ambiental em relação a coleta de lixo, distribuição de brinquedos e roupas. Todos chegam de barco, vindo de todos os lados. Esse ano cerca de 600 pessoas, moradores e visitantes, compareceram.

O francês François Gabart bateu o recorde de volta ao mundo em solitário com 42 dias 16 horas 40 minutos e 35 segundos. O recorde anterior era de Thomas Coville (também francês) com 49 dias e 3 horas. Foram seis dias e 10 horas de a menos em relação a marca de Coville. Na história desse recorde, o primeiro foi o francês Francis Joyon em 2004 com 72 dias e 22 horas. Em 2008 ele mesmo bateu seu recorde com 57 dias e 13 horas. Em 2005, a britânica Ellen MacArthur fez 71 dias 14 horas. Depois foi a vez de Coville e agora Gabart.

Brasília - DF Fechando ano de olho em 2018

Iate Clube Lago de Itaipú

Os alunos do Projeto Velejar é Preciso do Iate Clube Lago de Itaipu disputaram o ranking 2017 que definirá quem vai representar Foz do Iguaçu e o Paraná no Campeonato Brasileiro de Optimist e Laser, respectivamente de 7 a 15 de janeiro e 16 a 21 de janeiro, em Salvador (Bahia). Até a data da viagem, as equipes treinam diariamente com objetivo de conquistar bons resultados na competição nacional.

Cota Mil Os velejadores do Cota Mil Iate Clube fizeram bonito no Campeonato Brasileiro da Classe Dingue 2017, (Ilhabela/ novembro). Das 46 embarcações, que representavam oito estados brasileiros, cinco eram de Brasília, sendo quatro do Cota Mil. O resultado mostra o nível dos atletas: 1º lugar na categoria Master - David Backer e Lucas Miranda 2º na categoria Grand Master - Tarcísio do Vale e Celina Mariano 3º na dupla mista - Eugenio Britto e Regina Xavier Márcia Maciel e Patrícia foram campeãs brasileiras na categoria feminina.

Brasileiro de Dingue 2018: BSB O Distrito Federal Brasília foi eleito como capital sede do Campeonato Brasileiro de Dingue 2018, a ser realizado no dia 15 de novembro, no Iate Clube de Brasília.

Guarapiranga - SP Laser Radial

Não restou nada após a remoção que foi difícil pelas condições climáticas

Nicolas Bernal: bronze na Laser

Falando sobre a perda de CV24, Sir Robin disse: “Ele completou duas edições nas regatas de volta ao mundo, uma das quais foi o vencedor como LMAX Exchange. Os tripulantes do Greenings serão transferidos para bordo das outras equipes para continuarem as etapas restantes.

Aconteceu em novembro o Campeonato Paulista de Laser Radial 2017 realizado na Represa de Guarapiranga e sediado pelo Yacht Club Santo Amaro (YCSA). Dividido em dois finais de semana, foram disputadas 8 regatas em diferentes condições de vento (noroeste, sul, sudeste, oeste), com muitas rajadas e bastante variação de vento. Na geral, o Yacht Club de Santo Amaro (YCSA) faturou todo o pódio com Iago Whately (Pré-Master), Carlos Eduardo Wanderley (Master) e Nicolas Bernal (Sub 17). João Pedro Brandt (CCSP) fez 5º e levou na Sênior. Manfred Kaufmann Jr. 8º, levou na Grand Master. Christiane Reimer (YCSA) e Odile Ginaid (ICES) faturaram no feminino.


Transat Jacques Vabre

Melhores do ano Fevesp / Mitsubishi

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O Sodebo da Classe Ultime foi Fita Azul e recorde na Transat Em uma regata marcada pela velocidade, houve recorde de percurso nas quatro classes existentes nessa edição da Transat Jacques Vabre. Os veleiros partiram de Le Havre (FR) para chegar a Salvador (BA) em 4 classes, duas monocascos (Class 40 e Imoca 60) e duas multicascos (Multi 50 e Ultime, esta sem limites de tamanho e apenas com 3 concorrentes). Confira os principais resultados: Class 40: 1º - V and B - 2º - Aina Enfance & Avenir - 3º - Imerys Clean Energy IMOCA 60: 1º - St Michel - Virbac - 2º - SMA - 3º - Des Voiles et Vous! Multi50: 1º - Arkema - 2º - FenêtréA - Mix Buffet - 3º - Réauté Chocolat Ultime: 1º - Sodebo Ultim’ - 2º - Edmond de Rothschild – Prince de Bretagne (desmastreado resgatado pela Marinha do Brasil) A prova contou com a participação de 37 duplas. Apenas seis barcos desistiram da regata por algum motivo. Na edição de 2015, por exemplo, 17 dos 42 barcos que largaram da França abandonaram antes do destino final, que foi em Itajaí (SC). A Transat Jacques Vabre 2017 teve velejadores de oito países: França, Espanha, Alemanha, Suíça, Itália, Grã-Bretanha, Angola e Brasil. O veleiro V and B, da Classe 40 pés venceu na classe, com diferença de apenas 17 minutos do Aina Enfance & Avenir, segundo colocado. Eles quebraram o recorde de velejada em 24 horas para um barco da categoria com 377,7 milhas náuticas com média de 15,7 nós. O Fita Azul da regata foi o Sodebo Ultime, da dupla Thomas Coville e Jean-Luc Nélias, que concluiu a regata em 7 dias e 22 horas, ou seja, mais de 1 mil quilômetros navegados por dia. Na classe Multi50, o Arkema foi o mais rápido entre os seis que largaram. O francês Lalou Roucaryol e o espanhol Alex Pella fizeram a prova em 10 dias, 19 horas e 14 minutos. Na IMOCA 60, a marca batida foi a de melhor tempo até Salvador. O St Michel - Virbac levou com 13 dias, 7 horas e 36 minutos para 8 mil quilômetros de travessia. O veleiro Mussulo 40 com o brasileiro Leonardo Chicourel a bordo chegou após 21 dias, 22 horas, 59 minutos e 49 segundos e muitos problemas inclusive uma parada para troca de peças. “Lembro do dia em que fui assistir com meu pai os barcos que chegavam a Salvador depois de competirem na Transat Jacques Vabre. Havíamos conversado sobre minha vontade de um dia poder fazer parte da competição”, falou Chicourel emocionado.

Nosso canal no Youtube

Velamar lança coleção

Ele já está no ar. Conheça e participe!

A Velamar Náutica encerra esse ano com uma novidade, o lançamento da Velamar Collection, uma coleção de produtos oficiais da loja Velamar que une a qualidade e sofisticação ao custo benefício, com produtos voltados para todo o meio náutico. A Velamar Collection promete apresentar produtos exclusivos e kits personalizados para a sua praticidade e conforto. Confira no site!

O Almanáutica abriu mais um canal de comunicação para você ficar por dentro da vela: um Canal no Youtube. A partir de agora vídeos sobre vela, entrevistas, novidades e muita informação estarão disponíveis no formato de vídeo para serem assistidos a qualquer momento. A linguagem adotada é a linguagem típica do Youtube: muita agilidade, bom humor e vídeos de curta duração, com aproximadamente 10 minutos. A periodicidade não foi definida já que a qualidade da informação e do vídeo é o mais importante, mas a média tem sido semanal. E os assuntos são os mais variados: dia-a-dia de competições, lançamento de veleiros, curiosidades... Todo final de semana é publicado um novo vídeo. É muito importante para o desenvolvimento do canal que você se inscreva. Só a partir de 100 inscritos é que o Youtube libera um endereço do tipo Youtube.com/Almanautica. Antes é algo assim: https://www.youtube.com/channel/ UC_DKmM-9VpTrbvRuCIe5E3w?... ou seja, fica difícil até prá divulgar! Outro benefício é que quanto mais inscritos, mais o vídeo aparece nas sugestões, por causa do mecanismo do próprio Youtube. Deixar um “like” (joinha) e ativar o mecanismo de notificação (sininho) também ajuda muito! Ajude-nos a divulgar a vela. Vá até lá e inscreva-se, deixe um comentário. Participe!

A Fevesp e a Mitsubishi Motors do Brasil fizeram em dezembro a entrega do Troféu Melhores do Ano. A cerimônia foi realizada durante um happy hour no espaço MIT, no Shopping JK Iguatemi em São Paulo, com a presença de mais de 200 pessoas. O Jornal Almanáutica foi escolhido em votação aberta como melhor mídia impressa de 2017. A Exposição Velejadores Olímpicos Paulistas, fotos que permanecem no espaço até o início do ano de 2018, contou o passado e a trajetória de sucesso dos nossos principais velejadores. Os presentes ao evento também viram o lançamento do App de vela “APvela”, o aplicativo oficial da Associação Paulista de Vela. Nele o usuário tem informações diversas sobre calendário, regras, escolas de vela, ver fotos das competições mais recentes, pode inscrever-se e saber tudo o que precisa sobre sua classe e competições. Ele já está disponível para IOS e Android. Durante a premiação o atleta Arthur Lopes e a dupla Olivia Belda/Marina Arndt, vencedores nas categorias velejador do ano e velejadoras destaque, deram seus depoimentos de agradecimento por vídeo, já que estão no exterior em competição. Arthur disputando a SSL nas Bahamas, e a dupla feminina no Mundial da Juventude em Sanya (China).

Vencedores: Velejador do Ano: Arthur Lopes (Star) Velejadoras destaque: Olivia Belda/Marina Arndt (420) Clube Destaque: Yacht Club de Santo Amaro e YCSA e Yacht Club Paulista - YCP Coordenador destaque: Alonso Lopez (Snipe) Escola de vela destaque: Escola de Vela de Ilhabela Destaque do ano: Veleiro Pajero (S40) Velejador Revelação: Nicolas Bernal (OP) Melhor site: Notícias Náuticas Mídia impressa: Jornal Almanáutica (Fotos J Mendes)

ANUNCIE no ALMANÁUTICA Associe o nome de sua empresa ou serviço à mídia náutica mais valorizada em nosso país. Atletas campeões, velejadores cruzeiristas, jornalistas, clubes e o público em geral lêem, apoiam e valorizam o Jornal Almanáutica. Você aparece na web, no rádio, e nos exemplares distribuídos por todo o Brasil. www.almanautica.com.br - falecom@almanautica.com.br


ALMANÁUTICA

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Meteorologia Oceanografia

O Futuro incerto da Previsão Meteorológica no Brasil

Por: Luciano Guerra dade e não somente para o mundo náutico.

Todos aqueles que se lançam ao mar, principalmente em longas jornadas, tais como travessias oceânicas ou viagens transcontinentais, sabem que grande parte do tempo é lazer e diversão e, somente um pequeno percentual deste estilo de vida tropical é interrompido por momentos de alguma tensão. Costumo contabilizar algo em torno de 90% ou mais de momentos brandos, e menos de 10% de passagens que necessitam uma experiência extra para que nada dê errado. As incertezas no mar são, e estão cada vez mais reduzidas graças às previsões (forecast no termo em inglês) meteorológicas e oceanográficas. Sem essas informações geradas por modelos matemáticos complexos, nós navegadores teríamos que voltar ao tempo das interpretações a partir do anemômetro, barômetro e barógrafo. O que não é tão intuitivo. Não estou aqui incentivando nossos comandantes a abandonar a navegação conservadora, apenas defendo a utilização de ferramentas que facilitam a nossa vida e as tornam mais segura no mar. A matéria desta edição traz uma questão que talvez muitos dos nossos leitores já tenham visto em outros meios de comunicação, mas a ideia é esta mesmo, não deixar cair no esquecimento um assunto que é de extrema importância para diversos setores da socie-

Qual o futuro da previsão meteorológica no Brasil? Qual o destino do computador brasileiro que já foi o mais rápido do hemisfério sul? O que acontecerá com os modelos matemáticos que rodam neste super computador? O mercado consumidor das informações geradas pelo computador Tupã ficará órfão de dados tão importantes? Ao questionar diversos profissionais da área, inclusive profissionais do CPTEC – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, as

respostas são sempre as mesmas. INCERTEZA E MUITA PREOCUPAÇÃO! Não há resposta objetiva a respeito de todos os questionamentos mas existe uma explicação básica que nos faz entender o que está acontecendo. Este tipo de computadore possui tempo de vida pré-estabelecido, e o processo brasileiro de compra de uma máquina nova não é dinâmico suficiente ao ponto de realizar as trocas no tempo correto. E se juntarmos a isto a instabilidade da economia, cortes nos investimentos em tec-

Supercomputador Tupã, localizado no CPTEC em Cachoeira Paulista

nologia e obviamente os casos de corrupção na esfera política, o resultado não parece ser muito bom para nós. Não trocar o Tupã (super computador que processa os modelos meteorológicos brasileiros) significa ter que pagar caro por informações de modelos independentes, tais como o americando GFS e o europeu ECMWF. E significa também não ter mais as previsões configuradas para a realidade brasileira. O processamento de modelos matemáticos, como o BRAMS 5 – já citado aqui em nossa coluna – estaria severamente comprometido. A única certeza que temos a respeito deste assunto é que a previsão futura é muito nebulosa e poderá ser tempestuosa se nada for feito de imediato. Uma prova de que o “forecast” não é dos melhores foi o travamento repentino sofrido pelo Tupã em novembro. A máquina, que já foi um veleiro de alto desempenho, parou por dois dias, como se estivesse no meio do doldrums sem vento algum. O CPTEC tem realizado frequentes manutenções para dar uma sobrevida ao computador, mas este paliativo também tem data de validade, e ao final, somente a compra de um novo computador fará com que as previsões de longo prazo e que são utilizadas na agricultura e pela Defesa Civil não padeçam como ilhas de lixo no meio do oceano. Luciano Guerra, é Capitão Amador, especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos.

Aleixo Belov O fotógrafo oficial da expedição de Aleixo Belov, Leonardo Papini, nos conta um pouco da viagem ao Alasca... Estou tendo a honra de acompanham um dos maiores navegadores do Brasil em sua quinta volta ao mundo, passando pelo Alasca. O Capitão Aleixo Belov, hoje com 74 anos foi o primeiro brasileiro da dar uma volta ao mundo em solitário a bordo do veleiro Três Marias, por ele construido. Fato reconhecido pela Marinha do Brasil. Fez mais Acompanhem esta navegada pelo mundo comigo: outras duas voltas ao mundo, novamente em www.youtube.com/leonardopapini solitário. Um abraço fraternal aos leitores do Almanáutica, Tendo sido muito feliz no mar, reLeonardo Papini solveu construir um veleiro escola de 70 pés, www.leonardopapini.com.br o Fraternidade, para dar a quarta volta ao mundo com jovens brasileiros. Treinou 26 Serviços de mensagens e emails por VHF alunos. Por este programa educacional, ganhou da presidência da república duas meDurante o nosso congresso em Bracuhy, lo de som especial e para mini computador, Pi quem quiser. dalhas e o título de Cavaleiro da Ordem do As mensagens ficarão retidas no computador CruiseEmail.BR apresentou um serviço para 3. Através de um cabo USB se conecta o mini Mérito Naval. envio e recepção de emails e mensagens nas computador para o laptop. Não importa se o sis- de mensagens, no Gateway da marina, até Em 2014 ele resolveu descer com embarcações. O sistema esta operacional em tema operacional do laptop é Microsoft Windows que as pessoas que tem que receber suas o Fraternidade até a Antártica, e foi aí que mensagens as recebam. HF/SSB através da estação localizada em ou Linux nos conhecemos. Em Ilhabela eu embarquei, Mais tarde com um upgrade você poderá ter Uma vez que você tenha feito sua subscriSão Paulo. dando início a uma longa história de amizade. O sistema não é somente simples, e bara- ção para o sistema de dados do CruiseEmail/ o serviço de email com uma pequena adição Quando voltamos do sul ele disse: no custo para o serviço completo de email. - Desejo ir ver o Alasca um dia... e assim to, mas permite que as embaQuando mudando de marina para marina, racações também enviem menplanejou esta viagem que estamos realizando cada marina com este sistema instalado, faz sagens e emails através de um agora. uma sincronização e atualiza o seu trafico de Saímos de Salvador no dia 3 de radio VHF. mensagens a cada 10 minutos. Assim, como Um rádio VHF específico é dezembro de 2016 e 7 meses depois tocamos um exemplo, velejando do Rio, para Bracuhy, conectado em um módulo de o cais de Seward um lindo vilarejo no Alasca. para Parati, e para Florianópolis, todo o sistesom e em um pequeno compuEm Dezembro de 2017, o Fraternidade está ma será sincronizado a cada 10 minutos para tador. O pequeno computador nas Ilhas Marshall, seguindo para o Brasil, certificar que suas mensagens não serão peré usado para ser independente passando pela Indonésia e África, completandidas, à medida que você veleja para o norte do seu computador, o qual fredo assim a quinta volta ao mundo do velho ou para o sul de uma determinada estação. quentemente é contamido com lobo do Mar, Aleixo Belov. Dependendo da localização da marina e da spam e virus da internet. altura da torre, a distância média de um transO radio VHF marítimo original missor para o próximo é de aproximadamente da sua embarcação não contém 75 Km.Uma vez mais todas as estações são todas as frequencias usadas sincronizadas portanto suas mensagens estão neste serviço, mas inclue todas a a faixa das frequencias marítimas. Assim o BR voce estará habilitado a enviar mensagens interconectadas. Todas as mensagens serão CruiseEmail VHF suporta tanto as frequencias para o computador de mensagens VHF em uma armazendas por 10 dias. Em adição, este sermarítimas quanto a faixa especial de frequen- marina especifica designada que esteja conec- viço também levará informações de texto atucias de dados para suportar os serviços de tada na internet. Para acessar será utilizado o alizadas do tempo providas pelo serviço nacioprefixo registrado do barco na anatel, ou o nome nal do tempo para as áreas que você estiver email e mensagens. velejando. Para informações: Não precisa mudar a sua antena VHF atu- da embarcação com uma senha. No modo de mensagem, você enviará menal. Somente precisa trocar o radio presente Mauricio Ferreira - CruiseEmail,br/as sagens para quem voce quiser. Você pode dar o pelo CruiseEmail VHF com dados e voz. email: mauricio@cruiseEmail.com.br O radio VHF então conecta para o módu- endereço do seu veleiro para amigo, familia, para


cruzeiro

Tudo o que você sonha quando está em sua casa flutuante, é que o mínimo quebre, o que realmente é só sonho. Imagine o impacto diário dos elementos e pronto: o cenário está completo e não é o que você desejava. Então, tudo o que você precisa é o que afortunadamente tenho: marido e amigos tecnicamente talentosos! Nosso motor já vinha dando imensos problemas desde 2014, quando em Trinidad gastamos uma fortuna para recondicioná-lo quando devíamos tê-lo trocado (burrice e pão-durice minha). Nossa saída de Fort Lauderdale foi sempre atrasada pelos problemas frequentes no dito cujo, e quando partimos, sabíamos que era uma temeridade, mas tínhamos que tentar cumprir nosso objetivo: Bahamas, Porto Rico, BVI’s, descer o Caribe todo para deixar Dóris em segurança em Trinidad e retornar ao Brasil nos 4 meses que nos restavam. Rodrigo e Marcão do Sotália,sempre extremamente solidários, ficaram nos esperando em situações difíceis, como por exemplo quando a pinóia da ponte de Fort Lauderdale se abria, tudo pronto para partir e tínhamos um aquecimento inexplicável no motor ou outros problemas que nos retardavam. Enfim, um belo dia conseguimos partir, e a primeira ilha em que paramos, já pulando vários planos pelo tempo que se apertava, mostrou-se como tudo aquilo que se imagina das Bahamas! Que água, é ar azul em suspensão. Nunca vi

Notícias do Caribe

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Rita e Rubens nos dão notícias das Bahamas: novamente fantástico e assustador... Com direito quebra de motor, navegar entre corais tubarões...

tanta nitidez em um mergulho! Mas na próxima perna, nossa preocupação era imensa, pois pernoitaríamos, depois de umas dez horas de navegação diurna, num banco relativamente raso na entrada do banco de umas 35 milhas de corais que teríamos que atravessar no período mais favorável, que é com o sol alto, entre 9:00 e 13:00 h mais ou menos, pois já haviam nos avisado que o Navionics e todos os outros GPSs não tinham todos os corais cartografados, e moçada, é terrível mesmo, parece campo minado! Chegamos já quebrando, quase anoitecendo. Subitamente perdíamos velocidade, não dava para entender, o motor não parava, mas ficava lesado, com um rendimento de m.... Rubão exausto foi dormir, e evitando ligar o

(e adjacências...)

corria bem, até recebermos o aviso dos amigos, que estavam vendo vários bancos de corais aflorando e que não apareciam nas cartas. Em suma, eu fiquei 3 horas, igual siri no pau, pendurada no gurupé berrando: Rubão: bombordo, boreste, bombordo, boreste, ai...f...., mas com a perícia do Rubão atravessamos, e chegamos a uma ilha deserta (na verdade tem em um lado um resort que não enxergamos e do qual não pudemos nos aproximar, é terminantemente proibido), que alívio! Primeiro dia, fui faxinar logo após o almoço, e os rapazes destemidos saíram para tentar pegar o jantar nos dois botes em uma outra enseada. Com um calor do cão, resolvi dar um mergulho até a ilha, embora não houvesse praia, somente uns corais na escarpa, e nem lembrei que havia visto, na ilha anterior uns avisos de tubarão e de como deveria ser o comportamento caso algum surgisse: manter

Tubarão... pedaços sanguinolentos boiando...

motor, vi o barco garrar e navegar lentamente a noite toda, só monitorando a profundidade. Nada de pior aconteceu, e partimos. Rodrigo e Marcão foram na frente, nosso motor parecia depois do descanso colaborar e tudo

World Sailing eleva status da Star Sailors League

A World Sailing - o órgão máximo da vela mundial - elevou o status da Star Sailors League (SSL) ao nível de Evento Especial, até hoje só conferido a outras seis competições. Apenas a Volvo Ocean Race, America’s Cup, Extreme Sailing Series, World Match Racing Tour, PWA World Tour e World’s Kitesports Association’s Freestyle Tours tinham esse status. A World Sailing era chamada de ISAF (Federação Internacional de Vela) até 2015. Na prática, a World Sailing passará a apoiar a Liga da Star com atividades promocionais e de marketing, além de fornecer juízes e oficiais internacionais de regata. Torben Grael é um dos vice-presidentes da World Sailing.

Sobre a Star Sailors League Por iniciativa dos melhores velejadores do mundo, após o último ano da Star como classe olímpica, nos Jogos de Londres, um circuito internacional de regatas foi lançado em janeiro de 2013 com o nome de Star Sailors League. Como no tênis, a SSL distribui prêmios em dinheiro para seus atletas e planeja organizar quatro Grand Slams e uma final mundial entre os anos 2020 e 2022. (Ary Pereira Jr.)

a calma, não se agitar demais.... Bem, eu fui uma adolescente da geração Spielberg do filme TUBARÃO. A música: TUM... TUM...TUM...TUM... os pedaços sanguinolentos boiando, estão entranhados no meu imaginário de terror até hoje. Quando vi aquele negócio maior que eu vindo na minha direção travei, porque até respirar me dava medo! Passou por mim, nem me olhou pois deve ter me classificado como “carne endurecida”, kkk... Fiquei até começar a escurecer encarapitada em uns corais esperando Rubão heroicamente voltar com o bote e me resgatar, e percebi que quando retornou não me ouvia nem enxergava, e tive que voltar nadando. O prêmio do dia, meu Rubão aos prantos, imaginando que eu havia boiado, dormido e sumido (infelizmente faço isso, e ele normalmente previne a possível per-

Campo minado: não mostra todos os corais no caminho... da me amarrando com um cabo) e é assustador e renovador perceber o quanto nos fará falta quem amamos. Passados mais uns dois dias, resolvemos partir para outras ilhas, e a quebra foi total! Motor ferrado, tudo espanado, só bancos de corais gigantes para voltar de onde viemos, ou para seguir para Nassau e nenhuma possibilidade de auxílio, mas, como no início eu disse, quem tem um marido talentoso, amigos fiéis, e complementando... peças sobressalentes, ferramentas eficientes incluindo instrumentais odontológicos pode presenciar milagres, kkk. Continuo a odisséia na próxima publicação, mas mesmo que os puristas me condenem, fica o conselho: comprem um motor bom pra caramba!


Cervejeiros que Navegam

R Estão abertas as inscrições para o Concurso Brasileiro de Cervejas. Ele acontece em março (3 a 5). O concurso faz parte da programação do Festival Brasileiro de Cerveja - o maior festival cervejeiro da América Latina - em Blumenau (SC). Dê uma olhada em http://festivaldacerveja.com/concurso para saber mais. R Quer levar mais à sério esse negócio de cervejeiro? A Flavor ActiV é uma empresa que fica em Oxfordshire no Reino Unido fundada em 1996 e que dá cursos para o gerenciamento de qualidade de bebidas – café, cachaça, refrigerantes, cervejas - com treinamento profissional sensorial e de padrões de sabor. A empresa oferece treinamento em todo o mundo, inclusive no Brasil. Em 2018 há uma programação de cursos de duração de um dia, intensivos: São Paulo – 24/02/18; Belo Horizonte/MG – 10/03/18; Recife/PE – 24/03/18; Rio de Janeiro/RJ – 14/04/18; Salvador/BA – 05/05/18; Ribeirão Preto/SP – 19/05/18; Natal/RN – 09/06/18 e Vitória/ES – 23/06/18. Maiores informações em https://workshops.flavoractiv.com/training/ sensory-workshops/grid/ R Até 18 de fevereiro a companhia aérea Azul vai “dar de grátis” cerveja Skol aos passageiros. E snacks de cortesia. Não é bem cerveja, mas é de graça... a mordomia rola de quarta a sexta-feira, em vôos com decolagens entre 17h e 21h e com mais de uma hora de duração. Valem estas cidades de origem/destino: São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro (Santos Dumont), Salvador, Porto Alegre e Vitória. As latinhas geladas serão de 269 ml. Eu passo. Pode trocar por tubaína?

Contravento ... com Getúlio Vara

f E a Izabel Pimentel, ein? Ia participar da nova versão da Golden Globe. Não conseguiu patrocínio. Numa crise dessa, menina? A Globo e o SBT demitindo... É ruim de arrumar, ein? “As empresas perderam a oportunidade... Talvez tenha faltado uma visão de marketing... É a alimentação da cultura do imediatismo...”, metralhou com amargor. Rá-tá-tá-tá... tá-táááá.

f Revista Playboy para homens casados: todo mês a mesma mulher... (Dá-lhe Z!). f A Fevesp ressuscitou o prêmio Melhores do Ano com apoio da Mitsubishi. E nosso Jornal

Almanáutica levou na categoria “Melhor Mídia Impressa”. Festa no Shopping JK Iguatemi, no espaço da Mitsubishi. Outro planeta. Lojas: Dolce Gabana, Gucci, Chanel, Ermenegildo Zegna. Etiquetas nas vitrines: 8 mil, 10 mil, 15 mil... Um segurança a cada 10 metros. O Mojito de café estava delicioso, já o sanduíchinho bem chochinho. Parecia pão de ontem. Bebida de Iate Clube, comida de pontão. Festa nota 10. Comentário geral dos premiados “Achei que eu ia falar... já tinha até o discurso preparado”. Se liga moçada: ninguém tem paciência pra aguentar discurso em dia de premiação. Ponto pra Fevesp. Ponto pra Mitsubishi. Ponto pro Almanáutica!

f Mal estreio nessa coluna já mandaram críticas: “Você é muito agressivo... blá blá blá...”. Vai acostumando meu amigo... Mato a cobra e mostro o pau... e não necessariamente nessa ordem... Ui...

m o t a VelaeAs B mulheres no Leme O poder do agora “Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.” Buddha Você já parou para se perguntar quantos dos seus atos diários são condicionados pelos valores da sociedade moderna e quantos deles são verdadeiramente alinhados com seus desejos e anseios mais profundos? Até onde vai sua liberdade e sua verdade? Siddharta Gautama, o Buddha (ou Buda), é enfático em seus ensinamentos quando diz que não existe outro lugar para procurar a felicidade, senão dentro de nós mesmos. A velejadora gaúcha Georgia Cristina Spiandorello (32) deixou a vida na cidade grande e o emprego em uma reconhecida empresa para viver uma aventura que permitiria um aprendizado ainda maior: conhecer a si mesma. Há 2 anos soltou as amarras de Florianópolis-SC, acompanhada por Diego Maio, para viver a bordo. Georgia conta que seu contato com a vela começou através do seu atual marido, na época namorado, e também através de seu sogro. Ambos velejavam com o Unforgettable nos finais de semana no Rio Guaíba por lazer. Já no início do namoro, em Janeiro de 2012, Diego a levou para velejar e foi aí que conheceu o mundo da vela. “Foi uma experiência completamente diferente conhecer um veleiro e navegar sem o barulho motor, me encantei!”, contou Georgia. “Nesse mesmo dia, tivemos um problema no leme e já descobri de primeira que velejar não é só alegria, mas mesmo assim voltei!”. Geórgia é formada em Relações Internacionais e vivia em Florianópolis, trabalhava com importação em uma grande empresa, passava os dias dentro de um escritório. O planejamento para a viagem começou cerca de 4 anos antes. “Íamos fazendo pequenas melhorias no Unforgettable muito lentamente. No início de 2015, eu

ções, e nos dá coragem para ir atrás do que realmente queremos da vida. Não apenas nos bons momentos, mas também nos momentos em que temos que enfrentar nossos medos: sozinhos em um turno à noite, problemas no barco, tudo isso nos mostra do que realmente somos capazes. Aprendi a não procrastinar as tarefas, pois aquilo que você deixar para fazer depois será cobrado pelo barco, então segurança vem sempre em primeiro lugar. Em um veleiro não há lugar para irresponsabilidade”, alerta enfaticamente. Vivendo nas Ilhas Virgens Britânicas, eles enfrentaram a passagem do Furacão Irma. Em Novembro, retornaram às Ilhas Virgens Britânicas. “Foi muito triste ver tudo tão destruído, pessoas em grandes necessidades e tantos barcos afetados. Foi chocante”. O Caribe é uma região lindíssima e com ótima estrutura para navegação, mas sujeito à passagem de furacões entre Junho e Novembro, sendo Agosto e Setembro os piores meses. Quem opta for ficar na região corre o risco e foi o que eles fizeram. Mas infelizmente, depois de 10 anos sem um furacão nas British Virgin Islands esse ano foi o escolhido. Ninguém esperava um evento dessa magnitude e a velocidade dos ventos foi algo sem precedentes. “Fica o aprendizado: não passaremos mais a temporada de furacão nessa região, e desejamos que as ilhas se recuperem”, disse ela. O Unforgettable foi destruído pelo furacão, mas a seguradora (ao contrário de outros casos) arcou com o prejuízo. Em diversos casos, as seguradoras estão achando desculpas para não realizar o pagamento, com alegações como “o barco tinha que estar armazenado de uma tal maneira“. ”Isso tem vindo de grandes seguradoras. Pelo que soube, nas BVIs, a seguradora mais eficiente tem sido uma seguradora local.”, explicou. Sobre o futuro: “Nós estamos em busca de uma nova casa flutuante. Estamos nos coçando para voltar a velejar logo e seguir para o Panamá parando em Aruba, Curaçao, Bonaire e Colômbia. E do Panamá vamos avaliar uma possível travessia para o Pacífico”, revela. Sobre atuais barreiras no mundo da vela para as mulheres, Georgia reforça: “Acredito que qualquer mulher é tão capaz de velejar quanto qualquer homem. Infelizmente o incentivo para as mulheres ainda é menor. O mundo da vela não é apresentado para as meninas como é para os meninos. Mas acredito que essa diferença de gênero está mudando e aos poucos vamos ver cada vez mais mulheres na vela, tanto no esporte como cruzeirando por aí. É preciso desmistificar essa idéia de que a mulher é frágil. Conhecemos algumas capitãs e mulheres vivendo a bordo e velejando solo, então elas existem sim e são um belo exemplo. Além de todas que velejam acompanhadas, pois acho que funciona muito bem essa dinâmica do casal a bordo. Há muitas mulheres na vela, mas pode haver muito mais. Podemos ver que os clubes e marinas ainda são ambientes bem masculinos.” – ressalta. Que conselhos daria para mulheres que desejam velejar? “Sigam em frente! Comecem devagar se for preciso, vençam seus medos e se permitam conhecer o mundo da vela. Um veleiro pode nos levar tão longe, pode proporcionar tantas experiências especiais, como o autoconhecimento, momentos de conexão com a natureza, com nós mesmos, com a tripulação. Quando você está velejando, com o barco bem trimado, apenas ouvindo o barulho das ondas e apreciando a beleza do mar, esse é um momento de meditação, uma benção, e nesse momento é só você, sem julgamentos, sem preocupações externas. Você está ali vivendo o momento, o presente, que é o que realmente existe. O dia-a-dia nos coloca tantas imposições, tanta pressão para estarmos sempre perfeitas, bem-vestidas, arrumadas e em um veleiro essas serão as suas últimas preocupações. É uma verdadeira liberdade!”

f E a moçada do Snipe na Copa Brasil de Vela em Ilhabela? Passaram batidos, fora da linha de chegada. TODOS!! DNF geraaaaal!! Confundiram a boia com uma lancha ao lado da juria (tava fazendo o que essa lancha lá??) e não houve vencedor naquela regata. Aff... Nem no pior pega entre amigos o povo se esquece que a chegada é entre a juria e uma boia... Ô dó... O juiz devia estar se comendo por dentro querendo avisar... (ou rolando de rir, vai saber...). pedi demissão do meu trabalho e passei a me No desespero o narrador solta essa pérola: “Tão chegando e não vão chegar”... Ô dó, ô dó... dedicar somente ao barco. Ia todos os dias para a marina trabalhar no Unforgettable...”. O casal completou dois anos vivendo a borGetúlio é velejador, bem informado, não tem meias palavras e sim, Vara é o sobrenome... do e nesse tempo navegaram mais de 7.000 milhas. “Levamos um ano para fazer a costa brasileira, de Florianópolis a Fortaleza. Paramos em muitos lugares e só entre Ilha Grande e Paraty ficamos quase 6 meses. Para viver em um veleiro lá é um ótimo lugar devido à boa infraestrutura quando comparado a outros lugares do Brasil. Para chegar ao Caribe a rota escolhida foi Fortaleza – Barbados. Nesse trajeto levaram 11 dias. Perto da chegada o tempo mudou, o vento apertou e o mar cresceu um pouco, mas nada que nos impedisse de chegar à tão esperada Barbados. “Foi uma alegria imensa, uma grande realização, a prova de que sim, nós conseguimos, com nosso pequeno barquinho de madeira de 1965, nós viemos até o Caribe!”. No Caribe, passaram por inúmeras ilhas maravilhosas: Barbados, Santa Lúcia, Martinica, Dominica, Guadalupe, São Cristóvão e Neves, Saba, Porto Rico e República Dominicana. De todas elas, a preferida foi Barbados. “As pessoas são muito amigáveis e solícitas, além de ter sido nosso primeiro porto seguro no Caribe”, Gostou da nossa coluna? Esconta Geórgia. Esta edição trouxe 10 sugestões de paraísos para você ancorar nesse verão. Ache todos! Indagada sobre como velejar mudou sua vida, creva para o jornal! Um beijo a Boa sorte! ILHABELA - ILHA GRANDE - ANGRA DOS REIS - BUZIOS - BAHIA Georgia contou: “Viver em um veleiro, estar em todas as leitoras e bons ventos! FLORIANOPOLIS - VARADOURO - CAMAMU - ABROLHOS - BABITONGA contato mais próximo com a natureza, deixa vir Priscilla Marjorie Olivastro é Pediatra, velejadora e Diretora Feminina da ABVC à tona quem realmente somos, nossas aspira-

vras

Caça Pala

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Memórias do Avoante tos Filho

Por Nelson Mat

Duas noites mal dormidas e uma regata frustrada O Diário do Avoante de hoje conta com a experiência do velejador Erico Amorim, para relatar uma quase regata de Natal a Tibau do Sul nos anos 90. Erico é autor de dois livros náuticos: “Dez mil milhas de um Capitão Amador” e “Quinze Minutos de Prosa e Cinco de Poesia”. Antes do amanhecer do Sábado estávamos com as luzes de Pipa bem em nossa proa. A noite não poderia ser mais agradável, com vento nordeste soprando suave e ininterruptamente. Era uma brisa que fazia o barco navegar sem catabilho, como observou o Joca da Hora, tripulante do Shanty. Eu já tinha ido no meu barco até Tibau do Sul e estava entusiasmado em convencer os amigos navegadores a fazer uma regata Natal – Tibau do Sul nos mesmos critérios da regata Natal – Pititinga que já vinha acontecendo a cada Novembro. A entrada da barra da Lagoa de Guaraira não constituiu o menor problema para os barcos Garra e Shanty, embora a maré já começasse o vazar o que não estava nos meus planos, ali na qualidade de prático dos dois barcos, passando bem próximo a pedra. A primeira etapa estava cumprida. Estávamos dentro da lagoa. Agora era só jogar o ferro e desfrutarmos da piscina e das comodidades do Hotel Marinas Tibau do Sul. Foi aí que começaram nossos problemas de fundeio. O fundo de pedra de giz, como dizem lá os pescadores, não segura bem à âncora e a manhã ensolarada foi embora com o bota e tira âncora, deixando-nos exaustos. Mais uma vez entrou o Joca com sua verve humorística: “Eu pensei que era só puxar o freio de mão”. Logo pela manhã o motor de partida do barco Shanty quebrou-se, o que levou o comandante Peter a tomar a decisão de aguardar a maré subir, o que ocorreria ao entardecer, para se mandar de volta. Sairia rebocado pelo pesqueiro do Sr. Severo. Para dissuadi-lo da idéia o amigo Aluisio Pinheiro, que veio por terra para curtir nossa farra, mandou vir um motor de partida em caráter urgentíssimo, fazendo assim

E aí, Bora, como vai?

com que Peter e sua tripulação permanecessem no fundeio. Lá pelas 19 horas a maré começa a baixar e tome rebuliço e gritaria com os barcos novamente não obedecendo à força das âncoras e tome mais âncora dentro d’água para resistir à forte correnteza da maré de lua. A idéia da regata já não era tão nova, mas, depois que se marca a data os compromissos de cada um falam mais alto ou pelo menos servem de desculpa. Dois barcos desistiram e ainda tivemos uma ameaça da Capitania dos Portos. Segundo o oficial, nossas embarcações não estavam autorizadas a sair barra a fora. É bom lembrar que antes de 1996 a Marinha não tinha regras para embarcações de esporte e recreio e ficávamos dependendo do humor do sargento do dia. Imagine aí, o Garra que ia todos os anos a Fernando de Noronha não poder ir ali, sem falar no Shanty que tinha dado meia volta ao mundo. Às dez da noite, depois de todo sufoco, as embarcações pareciam quietas como crianças de castigo, porém com suas tripulações lá dentro, de castigo mesmo. Eu e Roberto Teixeira éramos os únicos acordados, hospedados no hotel e tomando whisky, comentando o dia atribulado e rindo de tudo. Afinal, a maré já não fazia tanta força e logo mais tocaria de enchente, o que nos daria uma folga até a manhã seguinte, quando deveria acontecer novo sufoco. Dessa vez estaríamos todos a bordo e seria só aproveitar a maré de vazante e se mandar para Natal. O Domingo começou com uma leve brisa soprando de terra, o que deixou a tripulação do Garra mais a vontade, mesmo sabendo que o motor não estava refrigerando e não podia ser ligado por muito tempo. Levantamos as velas e nos mandamos pela barra norte com aquele ventinho fraco e rezando para o motor aguentar até que estivéssemos safo da arrebentação. Ficamos com os olhares presos na direção de onde deveria despontar o Shanty. A espera foi se prolongando e nosso barco foi vagarosamente tomando o rumo de Natal. O Shanty estava em apuros e só depois ficamos sabendo. O Shanty estava com 3 âncoras na água e para ajudar nessa tarefa embarcou o pescador Xaréu, que ajudaria tanto no levantar dos ferros, como na praticagem pela barra norte que ele conhecia como a palma da mão. As âncoras estavam tão enroladas que na demora da operação perderam a hora da maré. Perderam a hora da maré, mas o pescador mostrou o local certo do fundeio e assim foram fazer o que deviam ter feito no dia anterior: (Erico Amorim das Virgens) Tomar cerveja.

Coluna de Nelson Mattos Filho Velejador

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Marinha do Brasil Operação Verão 2017-2018 A partir do dia 22 de dezembro, a Marinha do Brasil inicia a Operação Verão 2017/2018. É uma Campanha voltada para a intensificação de ações de conscientização e de fiscalização do tráfego aquaviário nas áreas de maior concentração de embarcações, sobretudo as de esporte e recreio e de turismo náutico, por ocasião de férias e feriados prolongados. De acordo com informações da Diretoria de Portos e Costas, a principal causa dos acidentes em embarcações de esporte e recreio é a falha humana, o que por vezes pode resultar em consequências irreversíveis. Para minimizar a possibilidade da ocorrência de desastres náuticos, a Campanha deste ano traz como mote a valorização da vida e a responsabilidade do proprietário e do condutor da embarcação, especialmente durante as atividades de lazer. Com o conceito “Segurança da Navegação: quem valoriza a vida, respeita”, a mensagem chega ao público com uma linguagem reflexiva, retratada em imagens de situações de risco, acidentes e suas possíveis consequências. As peças frisam a importância de se adotar atitudes conscientes para prevenir acidentes e garantir a integridade física dos tripulantes, dos passageiros e dos banhistas, promovendo a divulgação das principais regras de navegação e a importância do seu cumprimento para quem deseja aproveitar a época mais quente do ano com segurança. Dados da Superintendência de Segurança do Tráfego Aquaviário da DPC mostram que somente no verão 2016/2017 ocorreram mais de 34% do total dos acidentes registrados até dezembro deste ano. As lanchas e motos aquáticas são destaques nas estatísticas. Nos últimos três verões elas representaram mais de 74% dos casos registrados com embarcações de esporte e recreio. Naufrágio, abalroamento, queda de pessoas na água, incêndio e colisão são os casos que mais chamam a atenção nas estatísticas. De dezembro de 2016 a março de 2017, as embarcações que mais se envolveram com esses acidentes durante o lazer foram lanchas (57%), motos aquáticas (16%) e botes (11%). “Travessia Segura” Uma novidade que ocorrerá dentro da Operação Verão 2017/2018 será a campanha “Travessia

Evite essa tragédia... Segura”, entre os dias 15 e 31 de janeiro, em todo o País, com foco especial nas embarcações de transporte de passageiros e de turismo náutico, que tem seu fluxo intensificado durante o período de férias nas regiões litorâneas e nos balneários. A Operação Verão é realizada todos os anos por meio dos Distritos Navais, Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências e segue até o fim do mês de fevereiro nas áreas de maior concentração de embarcações. Particularmente, no Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a Campanha é realizada a partir do meio do ano, tendo em vista a sazonalidade do tráfego de embarcações e atividades turísticas nessas regiões. Ao longo de toda a Operação Verão 2017/2018, mais de cinco mil militares e servidores civis que atuam nas 63 Capitanias, Delegacias e Agências da Marinha do Brasil se mobilizam para verificar o cumprimento das regras de segurança da navegação. As ações de fiscalização envolvem os seguintes aspectos: habilitação dos condutores, documentação da embarcação, material de salvatagem (coletes e boias), extintores de incêndio, luzes de navegação, a lotação e o estado da embarcação. Além disso, serão utilizados etilômetros, tendo em vista que é proibido o consumo de bebidas alcoólicas pelos condutores. A Operação Verão 2017/2018 incluirá também ações de presença de agentes da Autoridade Marítima Brasileira em entidades náuticas, clubes, marinas e colônias de pescadores, para realização de palestras educativas e dicas sobre as principais normas de segurança da navegação.

NOVO VISUAL DA LINHA QUE MAIS ENTENDE DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO D E I N OVAÇ ÃO

O Velejador olímpico da equipe americana na Classe Nacra 17, Bora Gulari, perdeu partes de três dedos da sua mão direita, quando o seu catamarã virou durante o treinamento para o campeonato mundial da classe no fim de agosto. O tempo estava ruim e a mão de Gulari ficou presa no estaiamento do veleiro. Quatro meses depois procuramos Gulari para saber como ele está. “My hand is getting better not 100% but better” (Minha mão está melhorando não 100% mas melhor), disse ao Almanáutica. Torcendo pela recuperação!

(11) 2914-5662

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INFORMATIVO

ABVC

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE

XV Encontro Nacional da ABVC

Caros Associados,

Está chegando o final de mais um ano, tempo de refletir sobre o tudo o que realizamos e o que não conseguimos realizar. Lembrar dos amigos que se foram, os amigos que não abraçamos, as velejadas que não demos, o encontro nacional repleto de ami Pelo décimo quinto ano foi realizagos que você não foi ou aquele cruzeiro que do nosso Encontro Nacional, de 2 a 4 de nosempre prometemos fazer e não fizemos. vembro na Marina Bracuhy (Angra dos Reis RJ). Como sempre, a programação variada e Mas vem aí uma nova oportunida- atrativa teve de tudo: de palestras e oficinas a de, um novo ciclo e o grande momento de confraternizações para os associados. Confira o renovação. Temos uma chance de nos pro- que aconteceu na programação: gramar pra fazer o que realmente importa, Quinta foi o dai da abertura, e já teve viver e ser feliz pelo maior tempo possível, a palestra de João Hackerot, que falou sobre valorizar nossos momentos com a família, “Meteorologia e modelos numéricos: segurança amigos e o nosso lazer. A ABVC é parte e eficiência na navegação”. Às 19h o jantar de abertura deixou a desse lazer e desses momentos de felicida- de. No ano que vem queremos fazer mais e turma animada e o papo rolou solto a té altas melhor, e que a vela de cruzeiro seja uma horas. No dia seguinte, sexta a programação escolha feliz e muito divertida pra você e sua começou logo pela manhã e foi intensa. Das 10h ao meio dia, a palestra foi de Sandro Ribas família. que fez uma clínica e falou sobre esportes de O Cruzeiro Costa Sul vem aí, não aventura e práticas de segurança. Depois do almoço, às 14h a palestra deixe de participar! Em 2018 palestras de vá- e lançamento do livro do veleiro Samba, com rios temas todo mês, fique ligado no nosso Renato Botelho e Susy Collingwood, contando site, curta, compartilhe e acompanhe a nova suas aventuras pelo mundo a bordo. página da ABVC no facebook! No meio da tarde a mulherada tomou conta do palco: a palestra de Cris Amaral Nós da ABVC, desejamos a todos e Renata Liu falando sobre os “Desafios para um Natal maravilhoso, de muita paz, amor, mulheres na vela e facilitação desse processo”, ceia farta e todos que você ama a bordo encheu o auditório e fez a mulherada vibrar. dessa mesa. Mais para o final da tarde, umas 16h, a E 2018, venha repleto de prosperidade e palestra dos Anjos do Mar: “Segurança e Ressucesso, que você tenha mais tempo para gate” deu o tom e deixou o pessoal esperto: velejar e aproveitar cada brisa, cada rajada. afinal nem tudo são flores quando se navega! Um jantar temático fechou o dia com muita festa e animação, além - claro - de múBoas Festas!! sica e bate-papo. Alguns, já cansados, foram dormir. Outros entretanto pareciam com “pilha alcalina” e ficaram na conversa até altas hoPaulo Fax ras... Presidente da ABVC No sábado (4/11) Renata Liu e Cris Amaral retomaram as atividades, desta vez práicas com uma clínica para mulheres. Envie a sua sugestão, crítica ou re Às 11h aconteceu uma regata de boclamações para: presidente@abvc.com.br

tes #SAL. Depois do almoço, às 14h, houve a palestra de Maurício Ferreira (Veleiro Tiaré) sobre as “inovações na comunicação de dados via rádio”. Ele é especialista e tem uma empresa que permite ao velejador enviar e-mails pelo rádio, e comandar aplicações a bordo a distância, pelo celular. Na parte da tarde, (15h), a oficina da empresa TUG versou sobre “Ma-

nutenção preventiva e corretiva a bordo, falando sobre lubrificantes, galvanização a frio, anticorrosivos entre outros temas importantes para o velejador. Depois disso para não cansar a turma e dar uma oportunidade de esticar as pernas, aconteceu o intervalo e o pessoal aproveitou para visitar os estandes das empresas presentes. Retomada a programação da tarde após as 16h, estava na hora da palestra final que foi o casal do veleiro Unforgettable. O tema foi “O exercício do Sonho”. Na coluna da Priscilla Marjorie (pág. 10) há uma entrevista com a Geórgia falando um

pouco sobre o tema, pra quem perdeu... Olhe por lá! E já com clima de fim de festa, o jantar de encerramento seguido de festa com música ao vivo fez com que os velejadores (e velejadoras!!) se divertissem muito. No quesito “mão na massa” as oficinas e clínicas não deixaram a turma parada. E para maior tranquilidade dos papais

e mamães, a organização ainda levou a monitoria para crianças, que brincaram, pintaram e se divertiram muito, enquanto os pais puderam ter esse “descanso”, fazendo as atividades preferidas. Até 2018, pessoal!

Cruzeiro Costa Verde O Cruzeiro Costa Verde foi criado em 2010 e este ano foi realizada sua oitava edição. Participaram 8 embarcações (e quinze tripulantes no total!). O programa deste ano foi o seguinte: Saída as 10h da marina Bracuhy com destino a praia do Dentista. Seguiremos para o Saco do Céu no restaurate Coqueiro verde onde haverá reunião dos comandantes e tripulantes e jantar a partir das 19h. No segundo dia, a saída foi as 9h com destino a Praia de Palmas com pernoite e caminhada ate a praia de Lopes Mendes. Depois saída de Palmas com destino a praia Grande de Itacuruçá. Em seguida o destino foi a Ilha de Jaguanum – Praia da Estopa, depois Iate clube de Ibicuí com churrasco solidário (cada barco levou alguma coisa para o churrasco). Já em clima de final de cruzeiro, a famosa Vila do Abraão e no penúltimo dia saída para a Ilha de Cataguás e depois Praia da Tapera com pernoite. Um almoço na Praia da Tapera encerrou o cruzeiro.

Convênios Consulte o site para mais detalhes e condições

Iate Clubes e Marinas

Aratu Iate Clube, Cabanga Iate Clube, Iate Clube Guaíba, Iate Clube de Rio das Ostras, Iate Clube do Espírito Santo,

Marina Bracuhy, Marina Porto Imperial: 50% de desconto nas duas primeiras diárias consecutivas em vaga molhada. Descontos

Brancante Seguros, Botes Remar, CSL Marinharia, Geladei-

ras Elber, SetSail Inteligência Náutica (Iate Clube de San-

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O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 34  

Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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