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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano IV – nº 22 – janeiro/fevereiro 2016

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 22

Leia nesta edição:

Confira as mudanças no Almanáutica após a pesquisa de qualidade * Competições, Cruzeirismo, Técnica e nova diagramação * Os melhores colunistas especializados em náutica estão aqui Definida a equipe brasileira de vela para Rio 2016 - Campeonatos pelo Brasil - Cruzeirando pelos EUA: Relato inédito Coletes autoinfláveis? Encanamentos com cheiro ruim na embarcação? Em Angra venta? Tiramos todas as suas dúvidas!


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Pesquisa de qualidade

E

m novembro realizamos uma pesquisa de qualidade, com o intuito de saber dos leitores do Almanáutica uma série de informações que nos ajudarão a melhorar ainda mais nosso trabalho. Muitas já estão implementadas tanto no site quanto a partir desta edição. Você vai notar que a leitura está mais fluída, com uma diagramação mais ágil e moderna, tipos e espaçamentos mais agradáveis, além de uma nova estruturação e ênfase em aspectos como cruzeirismo e abordagem técnica, entre outras modificações sugeridas. Os leitores que recebem o jornal em casa pela ABVC, notarão que o jornal vai chegar embalado em plástico, com menos dobras, e sem etiquetas colocadas diretamente no jornal, que rasgava ao ser retirada. Muitas pessoas deixaram sua preocupação quanto ao Almanáutica passar a ser vendido, já que algumas perguntas referiam-se a valores. E aqui esclarecemos que não, ele não será vendido. A pesquisa visava entender qual valor (em reais) o público estaria disposto a dar pelo Jornal Almanáutica, caso precisassem desembolsar alguma quantia. E tanto nessa quanto em outras questões como qualidade editorial, conteúdo, design, distribuição, quantidade de publicidade, colunistas, entre outros, os resultados foram bastante positivos, superando nossa expectativa. E como queremos sempre mais qualidade, atentamos - e muito - às críticas e sugestões para melhorar e fazer um Almanáutica mais e mais presente na vida dos leitores. Foram muitas sugestões enviadas: Praticamente ninguém deixou de sugerir algo. Isso mostra o interesse do público no Almanáutica. Tudo foi lido e planilhado. Algumas sugestões ainda não foram implementadas, mas já estão sendo trabalhadas. Na página ao lado fizemos um resumo da pesquisa para você verificar os principais números!

Murillo NOVAES

Feliz Tudo!

Olá querido leitor, eis que chegamos ao fim de mais um ano. E que ano! Se na economia e na política (incluindo aí a polícia) a coisa esteve difícil, nas águas pátrias foi tudo melhor. A quase obrigatória metáfora náutica, que este veículo de alma idem nos impõe, pode dizer que se o país não navegou em águas tranquilas, também não naufragou (como muitos queriam) e apesar do quase motim (como outros tantos quiseram), mesmo com os comandantes sem moral alguma, a tripulação levou como pôde e a navilouca Brasil continua flutuando mesmo fazendo um pouco d’água. Bem, já se disse que a nau dos insensatos continua a todo vapor... Só não se sabe para onde! No entanto, apesar de todo terrorismo, de todo pessimismo, de todo cinismo, apesar de tanta ignorância, de tanta discrepância, de tanta intolerância, com todo o aquecimento, tanto tormento, tanto sofrimento ainda temos nosso fiel, querido e grande amigo, o vento. E isso faz toda a diferença! Pois aqueles que conhecem o prazer da velejada sabem que nada é tão ruim assim e que, com os ajustes certos, boa vontade e alguma técnica, sempre dá para ajustar o rumo e chegar ao destino. O ano de 2015 foi profícuo em manchetes negativas, mas, para nós, velejadores, foi também coalhado de boas novas. A começar pelas preparações finais para o torneio de vela mais importante dos monotipos, os jogo olímpicos. Se nossa poluta e fétida Guanabara ainda deixa muito a desejar, nossa conhecida hospitalidade, simpatia, a beleza do Rio de Janeiro e o bom humor carioca deixaram os gringos, que vieram em profusão treinar em nossas águas, pra lá de satisfeitos. Os imensos desafios das raias internas da baía, com seus braços de maré e rondadas de vento quase impreviRicardo Amatucci - Editor síveis também elevaram o nível do desafio

para aqueles que curtem uma dificuldade a mais. E a previsão é de que, apesar da promessa de despoluição não cumprida, a vela vai ser sucesso nas olimpíadas vindouras. Oxalá! E a última e boa novidade deste findo ano da graça de 2015 vem mesmo direto do Olimpo. Com o fim da recém corrida Copa Brasil de Vela, com sede na capital secreta do mundo, Niterói, e regatas nas raias olímpicas, nosso time para o Rio2016 está completo agora e nossos quinze guerreiros aquáticos já entram o novo ano com o foco total nas douradas, prateadas e bronzeadas medalhas do certame Martine Grael: Seguindo a incrível saga familiar com Marco... Foto: Fred Hoffmann

olímpico. Um misto de convocação, como no futebol, só que com uma comissão técnica selecionando os atletas, e competição qualificatória como era antigamente, nas classes onde não havia alguém claramente em vantagem, a seletiva da EBVO – Equipe Brasileira de Vela Olímpica para 2016 foi emocionante até o final. E, claro, as classes onde rolou disputa: 49er, 470M e Nacra17, viram um crescimento muito grande das duplas que brigaram pela vaga. No 49er, entes mesmo do fim do ano, a parceria de Marco Grael e Gabriel Borges levou a melhor sobre Dante Bianchi e Thomas Low-Beer e redefiniu o conceito de irmãos Grael, que outrora se referia aos carnais Torben e Lars e agora, seguindo a incrível saga familiar, diz respeito a Martine e Marco, filhos de Torben e Andrea

Crônicas Flutuantes fosse, alguns dias antes pedi asilo à bordo de um Arpège 30, pertencente a um bom amigo e com vaga ali na Marina. Acho interessante mencionar que Boat Show e Marina da Glória habitavam, quase amigavelmente, o mesmo espaço, no entanto, um intrincado labirinto de divisórias havia de ser vencido ante quaisquer tentativas de se encontrar determinado local, no meu caso especifico a administração da Marina, pois, escolado que sou sobre burocracias ocupacionais em recintos que abrigam embarcações de recreio, foi meu primeiro destino. – Olá, boa tarde, sou amigo de Fulano de tal, dono do veleiro Eteceteraetal e gostaria de... Aquele que parecia ser o prefeito do local, um simpaticíssimo mancebo engravatado de nome Fictício, só ficou satisfeito após eu ter torrado o resto de meus créditos à cata do meu amigo dono do barco. Aparada as arestas, fez-se anunciar, via impressionante rede de alto falantes estratégicos, a todos os funcionários presentes no local que eu estava “liberado” para pernoite no Eteceteraetal. Tudo resolvido, foi o tempo de deixar no barco minha mochila e my lecture já estava em cima da hora para acontecer. Correu absolutamente dentro dos conformes; vendi alguns vinte e poucos livros, conversei um pouco aqui, outro pouco acolá, alguns bons contatos feitos e etc. Cansado, sujo e me sentido um pouco febril empreendi nova intentona através do labirinto de tapumes; sem maiores percalços, acabei achando o Eteceteraetal e fui direto ao berço. Melhor escrevendo, fui a uma excursão ao quinto dos

Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula

Putas Paraguaias

– Pra onde doutor? – – Putas Paraguaias???? – Prá já!, uma guspidinha... logo ali na Lapa. Após exaustiva queima de créditos celulares, “Putas Paraguaias” foi a única informação confiável que meu amigo pode obter sobre a direção do Hotel onde havia esquecido meus livros na mala do carro. Sobre eles, os livros, eu palestraria, – e tentaria vender alguns – a seleto público carioca presente ao salão náutico, devidamente transmutado em Boat Show para melhor compreensão do cidadão tupiniquim comum. Localizadas as Putas, não cansarei o leitor sobre a saga para que o funcionário do Hotel se dignasse “liberar” uma incursão ao porta-malas do carro do meu amigo, apenas digo que meus créditos sofreram profunda baixa. – Moro em uma ilha perto de São Paulo... a gente escuta muita coisa sobre a violência aqui no Rio, é verdade? – Mídia vagabunda!, terceiro mundo... tudo mentira! Isso aqui é uma maravilha; pode andar tranquilo que ninguém te assalta... o papai aqui garante! – Quer dizer que posso voltar à noite lá do Catete pra Marina sem... – Ô meu camarada!, aí também cê tá pedindo demais né? À noite pô... num dá cinco minutos e neguinho te leva até as obturações! Era essa a tônica da conversa com o chofer na corrida para a Glória, local do tal Boat Show. Como os organizadores do evento, ocupadíssimos com certeza, haviam esquecido de me proporcionar estadia simples que

Soffiatti. Já a disputa da Nacra17 e do 470M ficou para a Copa Brasil. No 470M a briga boa entre os cariocas Henrique “Gigante” Haddad e Bruno “Bebum” Bethlem contra os gaúchos, da tradicionalíssima escola de 470 de Porto Alegre, Geison Mendes e Gustavo Thiessen foi até o último minuto e, com dois pontos de vantagem, o barco do ICRJ garantiu a presença olímpica. Na nova classe olímpica mista, o veloz e arredio catamarã Nacra17, a coisa foi mais emocionante ainda. Com a vantagem obtida no torneio sul-americano, Samuel Albrecht e Bel Swan saíram em vantagem, mas a dupla João Bulhões e Gabriela Nicolino lutou até o final. Samuca e Bel ficaram fora da regata da medalha, a regata final que conta em dobro, e tiveram que torcer para os rivais ficarem abaixo do 6º lugar geral para assegurar a vaga. Deu certo. João e Gabriela terminaram em um belíssimo (e frustrante) 8º lugar geral e deram à dupla gaúcho-niteroiense o direito de voltar a disputar uma olimpíada. Samuel e Isabel estiveram em Pequim 2008, ambos de 470. E Bel ganhou ali a histórica primeira medalha feminina da vela nacional, o bronze ao lado da timoneira Fernanda Oliveira (também classificada para o Rio 2016, ao lado de Ana Barbachan, sua quinta olimpíada!). Bem, por estas e por outras que só posso desejar a você, seus familiares, amigos, seus barcos e velas um 2016 de muito alegria, sucesso, paz, felicidade e bons ventos. Até lá! Feliz tudo!!

infernos, situado bem ali, entre o quarto e o sexto dos infernos. O calor carioquíssimo não permitia um pernoite dentro do barco... nem fora devido à nuvens maciças de pernilongos. Após vasculhar, incomodado por estar invadindo possíveis intimidades, minuciosamente todas as reentrâncias do barco, acabei por achar um frasco de repelente. Besuntei metodicamente todas as partes vulneráveis passíveis de serem sugadas, peguei um dos colchões, coloquei no cockpit e... Começou a festa Rave! Durante toda a noite, somente uma vez pude deixar de ouvir aquele ruído infernal; foi quando, lá pelas tantas, chegou uma escuna repleta de turistas bêbados tocando um ruído vários decibéis acima do dos reivianos. O dia demorou mais do que de costume a clarear, mas aos primeiros raios de luz fizeram arrefecer os festeiros e o barulho sumiu. Consegui fechar os olhos por umas duas horas até o celular acionar o despertador. Não sei bem porque levantei-me com um pouco de mau humor; grudento de suor, catei minha toalha, escova de dentes e saboneteira e saí à cata do banheiro. Os banheiros ficam exatamente em frente ao império do Sr. Fictício; entra-se por uma grande porta de vidros corrediços; à bombordo tem-se o balcão da administração e a estibordo um corredor que leva às toaletes. Acontecia, todavia, que aquela porta de vidro estava, naquele exato momento sendo guardada por um distintíssimo segurança, terno preto, camisa social branca com gravata vermelha e Rayban falso... um celular à mão. Resmunguei um bom dia e fui entrando. – Pois não? Onde o senhor deseja ir?

Olhei para minha toalha enrolada debaixo do sovaco. – Ao banheiro. – O senhor vai tomar banho ou vai defecar(sic)? Meu mau humor estava perto de atingir a escala de dois dígitos, mas mantive a calma. – Não percebo no que essa informação possa interessar ao cavalheiro. – É que a privada e o mijador estão autorizados, mas os chuveiros são só para usuários da marina. – Escute amigo, ontem eu vim para dar uma palestra eu já resolvi esta questiúncula com o Sr. Fictício. Não há absolutamente nada que você diga ou faça que possa me impedir de tomar um banho. – AH!... o Sr. é palestrante é!? Isso dito o gentil homem moveu ligeiramente o Rayban à ponta do nariz, olhou demoradamente para ambos os lados da grande porta de vidro e, sentenciou: – Vou liberar o senhor... Sou um cara de sorte; apesar de não haver água quente nem papel higiênico no banheiro, as pessoas parecem ter gostado da my lecture e logrei vender mais da metade dos livros que meu amigo levara na mala do carro. Fora hoje talvez não tivesse vendido nem dois, também, com essa crise confusa que aí está... que o digam as Putas Paraguaias. José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

Clássicos em Búzios Depois de uma ausência de dois anos, a Regata de Veleiros Clássicos de Búzios voltou com força total em sua 9ª edição, agora organizada pelo Iate Clube Armação de Búzios. É o tipo de evento que todo cruzeirista adora: a inscrição é gratuita e são três festas para duas regatas no charmoso balneário, considerado por muitos velejadores como a melhor raia do mundo para velejar. Corri no Aventura, do Comandante Chicão, um Sparkman & Stephens modelo Finisterre, mais clássico do que eu, já que sua construção é de 1955. No sábado ventou pra caralho (note que para os nordestinos, “pra caralho” não é palavrão e sim advérbio de intensidade). Sopraram sólidos 30 nós (teve anemômetro, acho que despirocado, que registrou rajadas de 40!) e nem todos saíram ilesos. Os barcos beberam muita água pela borda, um ficou sem leme, outros rasgaram velas e até mastro foi arrancado, felizmente sem machucar tripulantes. No domingo mudou d´água pro vinho, o mar baixou, soprou um vento comportado e o sol mostrou a cara. Na classe bico de proa deu o Saga II, aquele mesmo que na Fastnet Race de 1973 fez barba, cabelo e bigode: foi o fita azul e levou no tempo corrigido. Na BRA-RGS quem pegou o caneco (literalmente, o troféu foi uma caneca de chope) de primeiro foi o Cangrejo de Ricardo Carvalho, seguido do Cairu III de Roberto Geyer e do Aventura. O Comodoro Alain Jouliet manda avisar que este ano tem de novo. Como sempre, na última semana de novembro. Quem sabe se na 10ª edição a caneca virá cheia?

Natal em Angra de maior Tudo começou em 1994. O casal Susy e Renato, do veleiro Samba, juntou um punhado de velejadores que zanzavam pelas enseadas da Baía da Ilha Grande, inclusive Lin e Larry Pardey - o casal de cruzeiristas mais famoso do mundo -, e organizou o primeiro Natal dos Velejadores de Angra. A ideia era fazer a confraternização em alguma praia, mas por conta da chuva, e como chove nesta época!, invadimos a varanda de um restaurante em Ubatubinha, no Sítio Forte. E lá se vão 21 anos! Em dezembro passado não foi diferente e, apesar da chuva, 43 tripulantes apareceram para o rega-bofe no Recanto dos Maias, na Tapera. Funciona assim: cada família leva um prato natalino e depois da ceia tem a Mamãe Noel como mestre de cerimônias do amigo oculto, onde o sorteado, depois de abrir o pacote escolhido, pode trocar o presente entre os outros já sorteados. Se estiver na área, não perca o próximo. Agora uma notícia exclusiva do Almanáutica: Renato está finalizando o livro “A Viagem do Samba”, um relato que tive que esperar 30 anos para ler! Detalhes na página 11. Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

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Eduardo Sylvestre Competir por competir ou profissionalizar-se? Neste último mês de dezembro tive o privilégio de acompanhar minha filha como técnico no campeonato Sul-Americano de Nacra 17, última fase da seletiva pré-olímpica junto à Copa Brasil para as Olimpíadas do Rio 2016. Foi uma experiência excelente, porém nosso resultado não foi tão bom quanto queríamos. Neste nível de competição não existe margem para amadorismo, achismo ou “vamos que vai dar”. Uma coisa é participar de regatinhas do clube e treinar nos fins de semana, participar de campeonatos locais em classes não olímpicas. Outra é entrar em uma campanha olímpica visando alguma chance e encarar os 20 primeiros do ranking mundial no quintal de casa. Tenho viajado muito pelo mundo dando cursos pela World Sailing (novo nome da ISAF), e tenho conversado com técnicos profissionais e chefes de Equipes Olímpicas de diferentes países. Sem dúvida este é um ofício que exige muito do técnico, que por sua vez exige muito de seus atletas. Talvez comparável a um CEO de uma grande empresa. Além de acompanhar o trabalho físico, médico, psicológico e nutricional, também checa a logística dos transportes dos barcos, veleiro e bote. O técnico/chefe de equipe checa também todas as informações de raia, meteorologia, correntes e marés para fazer o briefing e debriefing de cada dia. Ele filma tudo para ser discutido e analisado e leva água e barras de cereais entre outras várias coisas (extensor de leme, vela extra, moitões, cabos)... Neste campeonato no Rio de Janeiro, tínhamos 26 equipes, sendo 20 internacionais e 6 brasileiras. Equipes como a da Inglaterra, Nova Zelândia, Dinamarca e França, sempre viajam com equipes completas. Estavam com três equipes de velejadores, cada uma com seu Nacra 17. Além de motivar cada dupla, fomenta trabalho em

equipe, além de poder testar regulagens, uma em cada embarcação, para aprimorar e descobrir em tempo real qual é mais eficaz. Isso coloca todos no mesmo padrão de conhecimentos e ritmo de competição. As equipes estrangeiras estão em nossas águas há muito tempo, desde que souberam que as Olimpíadas seriam aqui, treinando e conhecendo os segredos de nossa baía. Possuem grandes botes equipados com estações meteoro-

foi a retirada de patrocínios firmados devido à crise financeira, o que acarretou a não participação em eventos internacionais em 2015, além de quebra no ritmo de treinos. Somente pudemos participar neste evento do Rio de Janeiro graças ao patrocínio três dias antes da competição - de empresas como a Fragata Náutica (cedeu um bote), além da BMW Motorrad e da Biotec Dermocosméticos – Exsynutriment. Se você quer ser competitivo tem que treinar! Não adianta velejar só nos fins de semana. Tem que ter técnico. Tem que ter treinamento físico, acompanhamento para um bom desempenho. Precisa ser acompanhado por médicos e nutricionistas. Equipes como as internacionais são formadas por profissionais que velejam 335 dias por ano, tem acompanhamento diário e viajam 8 meses ao ano. Para ser velejador Olímpico tem que se dedicar 24 horas/7 dias por semana, ter uma equipe por traz e ter vários bons patrocinadores. Só assim terá uma chance para tentar disputar uma vaga olímpica. Você tem que ser profissional!! Para mim, o auge da pré-olímpica foi ver a Copa Brasil com a participação da vela Jovem. Essa é uma ideia antiga que finalmente foi posta em prática, pois todos os atletas de 15 a 19 anos de classes pré-olímpicas como 29er, 420, laser radial, e prancha a vela participam num evento juntos com seus ídolos velejadores olímpicos. O timing foi perfeito: A equipe jovem usou este campeonato para pegar ritmo e dar a última treinada antes do Mundial da Juventude. A equipe jovem brasileira embarcou dia 22 de dezembro para o mundial da juventude na Malásia.

lógicas e GPS acoplados, para facilitar a leitura de mares e correntes e containeres com equipamentos sobressalentes. Para fazer uma campanha Olímpica é preciso planejamento, disponibilidade de tempo, muito treino, e muito dinheiro através de patrocinadores, parceiros e colaboradores, pois os custos e imprevistos são muitos. No caso da equipe brasileira os recursos são bastante restritos. Na Nacra 17, cada equipe teve que arrumar recursos próprios para participar de eventos nacionais e internacionais, comprar barcos, velas, logísticas de transporte e quando a CBVela consegue ajudar, ela ajuda apenas com passagem aérea para um evento, sempre para o primeiro do Ranking e não para uma equipe com os 2 ou 3 melhores da classe Eduardo Sylvestre é Diretor do Programa de Desenvolvimento da CBVela, Expert como é feito nas grandes equipes. Nossa Equipe (o da minha filha) teve da ISAF, técnico nível 3 da USSailing e vários imprevistos neste último ano. Uma ISAF World Youth Sailing Lead Coach.

Pesquisa Almanáutica Veja como os leitores avaliaram os diversos aspectos do Jornal Almanáutica. As perguntas versaram sobre diversos aspectos, entre eles os que aparecem à esquerda. Os números à direita representam a porcentagem de respostas positivas, com notas acima de 6,0 (num total de 0 a 10).

Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab Editor: Jornalista Ricardo Amatucci MTB 79742/SP ISSN: 23577800/22 Jornal bimestral, com distribuição nacional

Ano 04, número 22 jan/fev de 2015 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site: www.almanautica.com.br

Foto da capa: Foto de Ricardo Amatucci mostra dois saveiros na Baía de Todos os Santos durante a regata Aratu-Maragojipe, a maior regata festiva do Brasil, realizada todos os anos.


ALMANÁUTICA

4 A Bordo

regata

Porto Alegre - RS

Papai Noel na raia

Marina Boat Day e 7º Rally Náutico A Marina Boat, revendedora das lanchas Focker e dos motores Yamaha em Salvador realizou a segunda edição do Marina Boat Day, no dia 12 de dezembro. O evento reuniu mais de uma centena de embarcações, para um congraçamento de proprietários de lanchas e praticantes de esportes náuticos, com suas respectivas famílias e convidados. Foi um maravilhosos dia de lazer para a prática de esportes e com a animação da Banda Estakanagua Elétrico, que se apresentou num palco flutuante a partir das 11 horas da manhã. Além dos participantes, o público em geral superou a casa de 1.500 pessoas. Nos intervalos do show houve sorteio de brindes. A concentração começou no paradisíaco cenário do Pontal da Ilha de Matarandiba, localizada ao sul da Ilha de Itaparica, Veracruz, nas proximidades de Mutá. A Ilha de Matarandiba com seus rios, lagos, quedas d’agua e manguezais é um dos ecossistemas marinhos mais ricos da Baía De Todos os Santos. É também uma comunidade que preserva suas tradições culturais: são famosos os Ternos de Reis das marisqueiras e pescadores da localidade. Já a sétima edição do Rally Náutico da Bahia aconteceu no final de novembro, e reuniu 70 competidores. O evento é realizado todos os anos pela Bahia Marina e Yacht Clube da Bahia. Este ano a novidade foi a presença dos Jet Skis, engrossando a turma da adrenalina. O fato foi anunciado ainda no lançamento do Rally pelo Comodoro do Yacht, Marcelo Sacramento, que fez questão de enfatizar a alegria por mais um ano de realização. Após a largada na Barra, os ralizeiros seguiram para o ponto neutro, parada estratégica destinada ao descanso, confraternização e para recarregar as energias para continuidade da prova. Dessa vez, a Bahia Marina recebeu os participantes em terra firme e não na escuna como acontecia nas outras edições. “Essa mudança foi pensada para o melhor conforto e maior interação entre os competidores”, explica Silvia Ferreira, gerente da Bahia Marina. O público foi animado pela Dj Barbie, enquanto degustava comidas típicas da Bahia, petiscos e drinks. A festa foi encerrada no Yacht Clube da Bahia com muita alegria e animação da banda Jamil. A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metrópole FM de Salvador: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

Os 81 anos do Clube gaúcho Veleiros do Sul (VDS) foram festejados com um dia intenso de festividades que incluiu regatas para monotipos e uma festa de arromba. Durante o sábado, as classes de monotipo foram para a raia e no domingo ocorreu a regata na classe Oceano e Veleiraço Marinha do Brasil para barcos de cruzeiro com 26 barcos das classes ORC INT, RGS, J/24 e Cruzeiro. Ao cruzarem a linha de chegada, os velejadores foram premiados pelo Papai Noel do VDS (Mauro Ferreira, coordenador da Papai Noel esperava os Escola de Vela Minuano) com medalhas de competidores na linha de participação. “Os representantes do nosso chegada com as medalhas clube estiveram em 14 países em 2015 representando a vela brasileira”, comentou o conquistas internacionais dos velejadores Comodoro Eduardo Ribas. Cícero Hartmann, Flávio Quevedo e AnO clube também comemorou as últimas dré Renard (vice-campeões mundiais de

Paulista de Vela Adaptada

Soling), Geison Mendes e Gustavo Thiesen (tricampeões sul-americanos na classe 470) e a estreante Júlia Silva (campeã no Centro Sul-americano feminino da classe Laser 4.7). Júlia foi convidada a soprar as velas do bolo no parabéns ao VDS.

São Paulo - SP

Com vento chegando a 17 nós (31,5 km/h) na Represa de Guarapiranga, foram possíveis seis regatas nos dois dias de disputas pelo Campeonato Paulista de Vela Adaptada, que ocorreu em outubro. Organizado pelo Superação Clube Paradesportivo que organizou o campeonato com sede no ASBAC - Associação dos Servidores do Banco Central, o evento contou com o juiz Antônio Mellone, e reuniu veleiros da classe Poli19, adaptados para pessoas com as mais variadas deficiências. A equipe comandada pelo experiente velejador Honório Rocha, e composta por Mah Mooni e Evandro de Léo, foram os vencedores. A tripulação do barco Kronos conquistou qua-

Porto Belo - SC Brascat 2015 Foi realizado em novembro no Píer Turístico de Porto Belo (SC), o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat. A Paraíba marcou presença no pódio duas vezes, com Fábio Espinar em primeiro na geral, e Diego Monteiro em terceiro. Com a prata aparece Adam Max, do Joinville Iate Clube. Sérgio Utagawa de São Paulo (Clube de Campo Castelo, Guarapiranga) Levou na categoria Gran Master, ficando em 8º na geral. Organização foi da Flotilha Catarinense da Classe Hobie Cat 14 e Prefeitura Municipal de Porto Belo, com supervisão da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat (ABCHC) e da Confederação Brasileira de Vela.

tro regatas das seis disputadas. “Esse resultado foi a recompensa após exaustivos treinos e comprometimento de toda a equipe”, ressalta o comandante.

Brasília - DF

Turma da vela adaptada no ASBAC (Guarapiranga - SP)

AABB 207 anos Os 207 anos do Banco do Brasil foram comemorados em grande estilo no Lago Paranoá. A tradicional regata comemorativa que acontece todos os anos na AABB – Associação Atlética Banco do Brasil chegou à sua 34° edição. Participaram monotipos das classes Optimist, Laser e Dingue, e também Oceanos RGS A e B, Delta 26, Fast 230, Ranger 22.


Recife - PE

Estadual de Snipe

O Campeonato Pernambucano de Snipe 2015 terminou com a realização da Copa da Amizade, na raia de Maria Farinha em Pernambuco. O título da Copa e do Estadual, decidido apenas nas quatro últimas regatas, ficou com a dupla Edival Júnior e Mateus Pinheiros, que desbancou Daniel Dantas e Victor Azevedo e Ted e Rafael Monteiro, segundo e terceiro respectivamente, e garantiu o primeiro lugar. A dupla voltou a conquistar um título estadual após um ano sem vitórias. “As regatas de Snipe sempre são equilibradas e este ano o nível técnico foi ainda maior. Além das já tradicionais duplas, alguns velejadores que estão deixando o Optimist já começaram a disputar o Pernambucano de Snipe este ano”, disse Edival Júnior, coordenador de Vela do Cabanga e campeão desde ano.

Ano intenso

Edival e Mateus: O título veio depois de um ano sem vencer

Guarapiranga SP O estadual paulista de Snipe foi uma das competições de sucesso na represa

Com intensa atividade esse ano, os clubes da Guarapiranga tiveram um final de ano bem movimentado, até os últimos dias de 2015. Ainda no finzinho de novembro, rolou no Clube de Campo São Paulo (CCSP), a festa de confraternização da Classe Optimist de São Paulo (foto abaixo) e a cerimônia de premiação do Campeonato Paulista de Equipes, Paulista Individual e do Ranking Paulista. Além disso o Estadual Paulista da Classe Snipe (foto acima) bateu o recorde de participantes dos últimos 15 anos nesse campeonato. Foram 41 barcos e 82 velejadores na Raia 2 da represa Guarapiranga, algo que não se via há mais de 15 anos. A Copa do Yacht Club Paulista e o Circuito Guarapiranga também levaram centenas de competidores às raias da represa paulista, permitindo a todas as classes – de monotipos a mini oceanos – a competirem durante todo o ano. Só a Copa YCP levou impressionantes 300 velejadores e 120 barcos, que disputaram nove etapas e 30 regatas. Definitivamente implantado, este ano foi o segundo consecutivo do Circuito Guarapiranga, que reúne quase todos os clubes (à exceção do YCSA) na represa paulista, de maneira criativa, inteligente e amistosa. Criado para integrar, as regras e ratings são próprios, permitindo que literalmente todos os barcos participem em largada única: De um laser a um Velamar 27. A cada competição um dos clubes sedia a etapa e a festa. Parabéns aos clubes que participam dessa criativa maneira de fomentar coletivamente a vela paulista: Clube de Campo São Paulo, Clube Castelo, Asbac, Yacht Club Paulista e Yacht Club Itaupu.

N-Ne de Optimist

Durante quatro dias de regatas, 54 velejadores da Classe Optimist – sendo 41 veteranos e 13 principiantes, disputaram o 42º Campeonato Norte-Nordeste de Optimist. Essa é a principal competição da classe na região. Estiveram representados oito estados: AL, BA, CE, RJ, RS, SC, PE e SP. O campeonato foi sediado pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco (CICP), na subsede de Maria Farinha.

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Foram 54 velejadores disputando o N-Ne de Optimist no Cabanga Iate Clube

Vitória - ES

Em evento inédito o Iate Clube do Espírito Santo vai sediar o Sul-Americano de Snipe

ICES sediará Sul-Americano de Snipe Em escolha inédita, o Espírito Santo sediará o Campeonato Sul-Americano da classe Snipe. As competições vão ocorrer entre os dias 20 e 26 de março de 2016, em Vitória, e as regatas acontecerão na raia de Camburi. O evento terá como sede, o Iate Clube do Espírito Santo. As inscrições já estão abertas e poderão ser realizadas até o dia 22 de março (vela@ices.com.br). O contra-comodoro do ICES, Francisco Kulnig, ressalta a importância de receber um campeonato sul-americano em Vitória. “Sem dúvida, será um momento grandioso para o esporte capixaba. Os melhores velejadores do país e do mundo estarão aqui. Com certeza, teremos um grande torneio”, explicou. Segundo ele, equipes do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai são presenças garantidas na competição. A previsão é de cerca de 50 embarcações competindo, sendo aproximadamente 100 atletas velejando em águas capixabas.


ALMANÁUTICA

6 Salvador - BA

San Isidro - AR III Sup solidário

Foto: Maurício Cunha

Todos os anos a criançada da Gamboa de Baixo se prepara para receber o Papai e a Mamãe Noel, que chegam remando em suas pranchas de Stand Up Paddle, acompanhados de seus ajudantes remadores. A ação social, realizada pelo terceiro ano consecutivo, consiste em uma remada que tem como ponto de partida o Yacht Clube da Bahia, de onde o Papai e a Mamãe Noel saem remando, até Porto da Barra para encontrar com os demais participantes. Juntos, todos seguem remando em direção à Praia da Gamboa. A Associação de moradores é responsável por mapear as crianças de modo a garantir que todas sejam presenteadas de forma adequada, além de organizar as crianças na praia no momento da chegada do grupo para a distribuição de presentes. Este ano mais de 250 crianças fizeram a festa. Na Bahia, Papai Noel e Mamãe Noel chegam de prancha para fazer a alegria de mais de 250 crianças

Vela Jovem Em novembro o Yacht Clube da Bahia em parceria com a Prefeitura de Salvador e Marinha do Brasil promoveu o I Campeonato de Vela Jovem. Foram convidadas as classes Laser, 29er, Hobie Cat e Optimist. As regatas foram realizadas pertinho da praia e contaram com narração e DJ para animar quem não estava velejando. Além disso, os passantes puderam visitar o estande da Escola de Vela e da Marinha e ver de pertinho

os barcos usados pelo clube para ensinar o esporte às crianças. A premiação foi realizada em ambiente super descontraído na área da piscina do YCB, logo após as regatas, com festival de pizza, exibição das fotos e vídeos do campeonato e presença da Diretoria, Conselheiros e familiares dos atletas. Na oportunidade o Vice Comodoro de Esportes do YCB, Antonio Saback, comentou sobre a atenção especial que a Diretoria do Clube tem dado à Vela Jovem, que representa futuro da Vela do Clube.

Mundial de Star

Grael e Gonçalves faturaram o mundial de Star em San Isidro Lars Grael e Samuel Gonçalves conquistaram o Mundial de Star, disputado em Buenos Aires no início de novembro. Após seis regatas, as principais colocações foram: Lars Schmidt Grael e Samuel Gonçalves em primeiro, seguidos de outra dupla brasileira formada por Marcelo Fuchs e Ronald Seifert. Em terceiro ficaram Diego Negri e Sergio Lambertenghi, representantes da Itália. A competição foi realizada no Club Náutico San Isidro (Argentina). Os demais brasileiros participantes foram Fabio Bruggioni e Arthur Lopes (11º); Admar Gonzaga Neto e Alexandre Freitas (14º); Alessandro Pascolato e Henry Boening (17º) e Marcelo Bellotti e Mauricio Bueno (33º). Foto: Matias Capizzano

Itaipu - PR Passeios à vela fomentam o esporte O Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) fomenta a vela de maneira criativa. Os sócios e suas famílias podem participar aos domingos do Passeio de Vela no Lago de Itaipu, em frente à sede social do clube. A velejada é feita em num veleiro

Bruma 19, para até quatro pessoas e num Dingue, para duas pessoas. O passeio é gratuito e os barcos são conduzido por instrutores de vela do Projeto Velejar é Preciso, do ICLI. Fica a boa ideia para os demais clubes!


Santos - SP

Circuito Santista cresce a cada ano

Copa Brasil de Vela

Niterói - RJ

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A III Copa Brasil de Vela realizada em novembro se tornou o maior evento de vela olímpica na história do Brasil. Última grande competição na Baía de Guanabara antes dos Jogos Rio 2016, o evento organizado pela CBVela bateu recorde de participantes. Depois de muita conversa sobre os critérios que definiriam os atletas brasileiros representantes da vela olímpica do Brasil, os últimos lugares foram ocupados. O Brasil continua com resultaEm seu quinto dos apenas razoáveis, se comparado às performances dos estrangeiros nas diversas comano petições que foconsecutivo ram realizadas o Circuito esse ano, o que Santista indica claramenmais que te que os Jogos dobra a Olímpicos não participação devem ter resulem 2015 tados muito diferentes, Se Deus O crescimento da vela de oceano em Santos é o que se pode qualificar como “de tirar o é brasileiro, está chapéu”. Após alguns anos de sonolência, o principal porto do Brasil e que sedia nada chegando a hora menos que dois clubes importantes na história da vela nacional - Iate Clube de Santos Dele aparecer e e Clube Internacional de Regatas de Santos – acordou para as competições. Para se ter soprar as nossas uma ideia, somente em 2013 depois de muitos anos um veleiro Santos - Rudá (Guilher- velas. É torcer e me Hernandez) - venceu as classes IRC e ORC a regata Santos-Rio. muito. Muito desse ressurgimento de deve ao trabalho de pessoas como José Carlos Chrispim, Com sede na Praia de São Francisco, em Niterói (RJ), o campeonato contou com a Diretor de Vela do Internacional de Regatas. Há 5 anos o Circuito Santista recomeçou participação de 341 atletas, totalizando 250 barcos de 41 países. Entre os estrangeiros com mais vontade do que força, e foi a partir de 2014 que os frutos de um trabalho sério presentes, o britânico Giles Scott, tricampeão mundial da classe Finn; os franceses Billy e contínuo vêm sendo colhidos. Ano passado, o circuito iniciou com pouco mais de 15 Besson e Marie Riou, tricampeões mundiais na Nacra 17; o australianos Mathew Belcher, veleiros. No final deste ano termina com mais de 40 só na última etapa. Mesmo com a 7° campeão olímpico em Londres-2012 na 470 masculina, que agora compete ao lado (penúltima) etapa cancelada por falta de condições meteorológicas adequadas, a oitava de Will Ryan; a francesa Charline Picon, campeã mundial em 2014 na RS:X feminina, encerrou com uma grande festa em dezembro na Sede Náutica do Clube Internacional mostrando o elevado nível da competição, que definiu as últimas vagas olímpicas para os de Regatas, com um almoço de confraternização, premiações e brindes do Almanáutica. brasileiros em algumas das modalidades. No último final de semana os cariocas Henrique Haddad e Bruno Bethlem garantiram a vaga na classe 470 masculina, uma das que não haviam definido os atletas. Os dois velejadores vão disputar a Olimpíada pela primeira vez. Ele e Bruno disputavam a vaga com Geison Mendes e Gustavo Thiesen. A Itajaí Sailing Team: dupla que terminasse na frente ficaria com 2016 promete a classificação. Henrique e Bruno ficaram em 13º, e Geison e Gustavo em 14º... O ano de 2015 viu Itajaí realizar o sonho de ter um No último dia, os dois últimos integrantes barco de competição participando do calendário brasileiro da Nacra 17 foram definidos: Samuel Albrede vela. Após alguns anos investindo em trazer compecht e Isabel Swan. A equipe Brasileira que tições internacionais para a cidade, agora Itajaí tem sua disputará a Rio 2016 ficou assim: representação através da equipe Itajaí Sailing Team. Henrique Haddad e Bruno Bethlem na 470, A estreia da equipe foi em fevereiro, no Circuito OceâRobert Scheidt, Laser; Fernanda Decnop O ano de 2015 nico de Santa Catarina. Depois vieram outras competições de peso na vela nacional, como a Laser Radial; Martine Grael e Kahena Kunviu a estreia da equipe Semana de Vela de Ilhabela, Refeno, Circuito Rio, Marejada e Volta à Ilha de Santa Catarina. ze, 49erFX; Marco Grael e Gabriel Borque representa a cidade de A coroação desse ano de estreia da equipe foi o terceiro lugar (e primeiro a cruzar a linha de ges, 49er; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Itajaí nas competições chegada na ORC) na 47ª edição da Regata Volta à Ilha em dezembro, na competição que Barbachan 470 feminina; Jorge Zarif, Finn; pelo Brasil e que encerra as atividades do calendário do Iate Clube de Santa Catarina de 2015. Patricia Freitas, RS:X fem.; Ricardo Winipromete brigar muito A continuar nessa toada, 2016 deverá ser um ano decisivo não só para a equipe, mas cki, o Bimba, na RS:X masculina e Samuel em 2016 para a cidade e para os patrocinadores que, ao que parece, fizeram uma aposta acertada! Albrecht e Isabel Swan, Nacra 17.

Itajaí - SC

Torben é indicado para o Hall da Fama ISAF

Torben Grael é o primeiro velejador brasileiro a ser indicado para o Hall da Fama da Federação Internacional de Vela (ISAF). Dono de cinco medalhas olímpicas - duas de ouro, uma de prata e duas de bronze atualmente é coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela. “Fiquei muito orgulhoso e lisonjeado. Não é todo dia que um atleta entra para o Hall da Fama do seu esporte. Existem muitos velejadores no Brasil e no mundo que podem receber essa homenagem. Ser incluído logo na segunda indicação é fantástico. Não esperava”, comentou Torben. Além dele, somente Robert Scheidt e o britânico Sir Ben Ainslie tem 5 medalhas olímpicas na vela. Torben foi ouro em Atlanta e Atenas, ambas na Star, prata em Los Angeles, na Soling, e bronze em Seul e Sydney, novamente na Star. Tem 6 títulos mundiais, além e um 3º lugar na edição 2005-06 da Volvo Ocean Race com o Brasil 1. Também foi campeão da Louis Vuitton Cup, em 2000, como tático do barco Luna Rossa.


ALMANÁUTICA

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técnica &

Meteorologia Oceanografia

Por: Luciano Guerra

Em Angra venta?

A pedido dos leitores Frederique Grassi do Veleiro Kilimandjaro e Lauro Valente do Veleiro Mystic, pago minha nobre dívida com eles e discorro a respeito da seguinte pergunta: Angra venta? Vou iniciar a resposta conceituando “o que é ventar”. Ventar, para os velejadores de cruzeiro é quase um assunto particular. Portanto vou fugir da expressão “ter ou não ter vento” e, vou me ater aos aspectos técnicos do assunto. A Baía da Ilha Grande (BIGde) na sua parte oeste é rodeada por uma cadeia de montanhas cujos picos mais altos ultrapassam os mil metros de altitude e, boa parte de sua cobertura é composta por floresta densa. Já a parte leste é quase totalmente desprovida de proteção, tendo somente a Ilha da Marambaia como obstáculo para o vento e o restante da área repleta de baixios que não ultrapassam os cem metros de altura. Por-

tanto, já nesta primeira explicação podemos concluir que a parte leste da BIGde tem um regime de ventos mais propício. Durante o verão, onde ventos de leste (LE) e nordeste (NE) são os mais predominantes, a velejada é garantida quase todos os dias na área compreendida pelo polígono formado pelos pontos: Farol dos Castelhanos (23º10,026’S 44º5,442’W), Ponta do Arpoador (23º5,774’S 44º0,400’W), TEBIG (23º3,712’S 44º13,571’W) e Ilha dos Macacos (23º4,519’S 44º13,803’W). E próximo ao canal formado pela Ponta do Gambelo (23ºS 44ºW) e a Laje do Japariz (23ºS 44ºW), onde há um afunilamento entre a Ilha Grande e o continente, o vento LE acelera ainda mais, respeitando as leis da mecânica de fluidos. Entretanto, logo após a Ilha dos Macacos, com o alargamento

excessivo há uma desaceleração natural do vento, e o encontro com as montanhas que contornam Paraty ajudam a manter a calmaria tradicional na porção oposta da região. Ainda na parte LE da BIGde existe a contribuição das quentes e rasas águas da Baía de Sepetiba. Este local possui um microclima peculiar. Ao menor sinal de luz solar a energia se manifesta fazendo soprar ventos matutinos muito agradáveis para uma velejada de respeito. É normal encontrar ventos de 15 nós na Baía de Sepetiba e Mangaratiba nas primeiras horas da manhã. Durante o inverno, o vento noroeste (NO), que predomina antes das entradas de frente fria, costuma chegar muito fraco em ambas as partes (leste e oeste) da BIGde, porém o sudoeste (SO) é intimidador, chegando facilmente aos 40 nós na frente de algumas enseadas, como Vila do Cruzeiro (23ºS 44ºW) e Vila do Abraão (23ºS 44ºW), por conta dos longos vales que ajudam a acelerar o vento. A Vila do Abraão está de frente para um vale de aproximadamente 5Km de extensão enquanto a Vila do Cru-

O polígono do vento: Local propício para velejadas

Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.

Eliminando o mau cheiro Cada tipo de instalação requer um tipo de produto para eliminar o odor desagradável de encanamentos. Saiba quais são... Existem vários locais que provocam cheiro desagradáveis como água no fundo do porão, roupa guardada molhada, alimentos destampados na geladeira. E mais: Ralos de Box e da pia do banheiro e o ralo da cozinha, normalmente são locais que, por caírem restos de alimentos, gordura, resíduos de produtos de limpeza, vão acumulando esses resíduos na tubulação. E principalmente nas paredes internas dos tubos corrugados que normalmente são usados nas embarcações e que acabam exalando cheiro forte. A solução para limpeza vai depender do tipo de tratamento (ou não) utilizado na embarcação. Algumas se utilizam de sistemas com biodegradadores, enquanto outras despejam em tanques de espera (holding tanks - uma caixa coletora ou tanque de águas negras), ou ainda as que despejam água servida e dejetos diretamente no mar. O sistema de biodegradador funciona basicamente com a adição de bactérias aeróbicas que colonizam a matéria orgânica e atuam sobre o efluente armazenado (fezes e urina) degradando e eliminam odores e bactérias patogênicas presentes. Nesses casos, jogar qualquer produto de limpeza pode significar matar as bactérias “do bem”, e interromper o processo de biodegrada-

zeiro conta com um venturi farto que possui 13Km de extensão, considerando toda a extensão do fiorde. O período pós-frontal, que é caracterizado por uma circulação de ventos no quadrante S/SO, é amplamente barrado pela Ilha Grande e seus degraus escarpados, que se pronunciam até mil metros de altitude. O vento remanescente vira uma grande bolha parada em frente à cadeia de montanhas que circunda Paraty e Angra dos Reis. O Pico mais alto da Ilha Grande é o Pico da Pedra D’água com 1093 metros de altitude. Curiosamente, de acordo com o trabalho de diagnóstico ambiental da Eletronuclear em sua parte meteorológica (http://www. eletronuclear.gov.br/hotsites/eia/v02_06_ diagnostico.html) as trajetórias mais acentuadas e de maior potencial energético estão sempre no lado LE da Baía da Ilha Grande. Mais um pontinho para o lado LE. Outro fator que contribui para a fama local é estar situada sobre as latitudes não influenciadas pelos ventos alísios, ou seja, os ventos que são observados nos extremos do Brasil não se apresentam neste “cantinho” tranquilo do litoral brasileiro, mas que ainda sim possui ótimas raias. Perceberam que há um divisor de ventos na BIGde? Se a resposta for não, sugiro que vocês passem uma temporada na região e decomponham sua estadia em duas partes, uma a leste e outra a oeste da Ponta dos Macacos. Bons Ventos a todos!

ção. Entretanto hoje em dia há produtos apropriados e que podem fazer essa limpeza sem interferir no processo. No exterior a oferta é maior, mas no Brasil já existe o WC Clean da Nautispecial. Esse tipo de produto é utilizado normalmente por lanchas ou grandes veleiros onde há o sistema de biodegradação e não interfere no processo. São produtos de limpeza orgânicos ou naturais, como desengordurante de cozinha e limpa banheiros feitos a partir de extratos 100% vegetais que não matam as bactérias aeróbicas. Já as embarcações que se utilizam de holding tanks ou mesmo as que não possuem nenhum tipo de tratamento – normalmente as pequenas – podem utilizar produtos como o WC Toillet (também na linha Nautispecial) ou outros não tão agressivos. Mas cuidado: as partes de borracha do WC tem a tendência de perder a lubrificação natural pela corrosão durante o uso prolongado de produtos comuns usados nos banheiros de casa. Os produtos produzidos pela Nautispecial citados são indicados para limpezas concentradas a cada 6 meses, e são biodegradáveis ou seja, não agridem o meio ambiente, bastando jogar nos ralos e aguardar 24h, para em seguida jogar bastante água e eliminar o produto e o mau cheiro.

Coletes Autoinfláveis Os coletes autoinfláveis não atrapalham os movimentos e não há dificuldades em usá-los. Alguns modelos servem também de harnés e possuem ponto de fixação frontal para cabo de segurança. A grande vantagem, claro, é que ao contato com a água disparam o mecanismo de inflar automaticamente. Ficar com ele vestido não incomoda. No Brasil não são homologados pela Marinha, mas muitos preferem tê-los para o uso, ao invés dos tradicionais “cor de abóbora”, difíceis de colocar e que ocupam muito espaço nas embarcações. Por aqui custam em média R$400, enquanto os homologados saem dez vezes menos, na faixa de R$40. Philippe Gouffon e Frederique Grassi, velejadores experientes com muitas milhas no currículo (Ilha de Trindade, África do Sul e mais recentemente Ilha de Santa Helena) se utilizam desse tipo de colete. É Frederique que conta: “Uma vez por ano, encho todos os coletes autoinfláveis do barco usando o tubinho alternativo de inflar. Deixo-os pendurados por 24 horas para ver se vazam. Em um deles, durante uma dessas revisões, uma folha de plástico flexível colada dentro do colete e sobre a qual a válvula é montada estava velha, seca e se despedaçou. Alguns pedaços podem ser vistos na foto. O colete não era novo e já havia sido feita uma troca de válvula e cartucho de gás (o que não é uma operação simples, por

A parte interna se despedaçou depois de algum tempo de uso. Daí a importância da revisão de vez em quando... sinal). Fora esse desgaste, o colete estava em bom estado. “Em outro teste, empurrei meu marido numa piscina (com seu consentimento!). Ele estava usando um colete com válvula recém expirada. O colete se encheu corretamente e ele ficou boiando numa boa posição. Porém depois do teste, quando inspecionamos o colete, ele apresentava um rasgo perto da válvula e vazava. Conclusões de Frederique:

“É bom redobrar de atenção com a conexão da válvula à câmara ao inspecionar seus coletes. E se tiver que ficar muito tempo na água, eu usaria um bom e tradicional colete (isto é alias a recomendação que recebemos num treino de sobrevivência no mar, na Argentina)”.

Para saber mais! Você pode baixar no site um manual em PDF de um colete autoinflável e dar uma olhada nos detalhes técnicos e demais características!


cruzeiro Velejando a Costa Oeste dos EUA Luiz Fernando Beltrão velejou a bordo de seu cat, de St. Augustine (Flórida) a Annapolis (Maryland) e nos conta como foi esse inusitado cruzeiro... Partimos numa terça da Bridge of Lions, bem no centro de St. Augustine, no Norte da Flórida para uma travessia até a cidade de Annapolis, no estado de Maryland, numa distância de 730 milhas náuticas. Comigo os amigos Carlos Augusto Kidlein, Luiz Carlos Poyer e seu filho Gustavo Husadel Poyer. Estávamos a bordo do catamaran Lagoon 380S2 2007 “TinguaCat”. Saímos no estofo da alta pela barra do Rio Matanzas com o Oceano Atlântico. A barra não é comercial mas é bem sinalizada

e em alguns pontos tem profundidades de pouco mais de 2m. Com mar flat e vento de 16 nós pegamos o rumo 65° para nos afastar da costa e pegar a corrente do Golfo, a famosa Gulf Stream, cerca de 20 mn da costa. Esta corrente de águas quentes vem do Golfo do México e sobe a costa leste dos Estados Unidos, na altura de Miami próxima à costa e a medida que vai subindo vai se afastando até bater na costa da Escócia. No inicio da noite enquanto víamos relâmpagos no horizonte, tanto na proa como na popa, com muita chuva, o vento cresceu para 23 nós e deixou o mar mexido. Minha tripulação mareou e, como confessaram depois, veio a mente a clássica indagação: “O que é que eu estou fazendo aqui?”. O vento acalmou por volta das 4h da madrugada, tornando-se um SW fraco e logo o mar voltou a ficar tranquilo. Daí em diante o padrão de vento foi este, final da madrugada até 11h era SW de 3-6 nós, então rodava para SSE e aumentava para 14-17 nós, baixando à noite para 6-9 nós. Mais ou menos quando o vento morreu alcançamos a Gulf Stream. Logo estávamos com 4.1 nós de corrente a favor. Sem vento com motor e andando a 7-8 nós. Quando amanheceu pudemos ver o lindo azul violeta da água, cuja temperatura passou dos 24° iniciais para 28.5° C. Passamos a rumar mais NE e acabamos por perder a corrente no final da tarde. Voltamos aos 65° e fomos lentamente recuperando-

-a. Até que por volta de 6h da manhã da quinta feira rumando 67°, chegamos a 4.7 nós de corrente! Nesta dia “voamos baixo” chegando a fazer 10.9 nós. Com mar baixo, tripulação já acostumada, ficou bom demais. Os dois primeiros almoços eu fiz, nos outros o Poyer já desempenhou a função. Almoços com mesa posta na sala ou no cockpit! Por volta das 17h deste dia, navegávamos a mais de 100 mn da costa das Carolinas, cruzaram por nós lanchas de pesca em direção à terra. Cedo na manhã do dia seguinte elas cruzaram-nos em direção ao mar aberto. Este pessoal vai longe para pescar... Uma da madrugada de sexta cruzamos o Cabo Hatteras, na costa da Carolina do Norte, uma espécie de Cabo São Tomé da Costa Leste Americana e mudamos o rumo

A Cheasapeake Bay Bridge Tunnel: Passagem dos canais para 345° a fim de nos aproximar de terra. Lá se foi a Gulf Stream rumo ENE, o “rio no mar” como chamavam os navegadores espanhóis que descobriram a Flórida. Ao nos aproximarmos da entrada da Chesapeake Bay a corrente passou a ter influência

Tinha até um submarino!”

da maré. Chegamos na sua boca por volta das 18h, 600 mn e 76,5 horas depois da partida (média de 7,84 nós). Foi um “sufoco” a quantidade de navios entrando e saindo. São dois canais de duas mãos entrando (Sul e Norte), uma área de cruzamento e dois canais que seguem para dentro da baía, um para o Sul para os portos de Norfolk, Portsmouth e outros menores, e o outro para o Norte para Annapolis e o movimentado porto de Baltimore. Logo que se adentra a baía tem a Chesapeake Bay Bridge Tunnel, uma enorme ponte que tem dois trechos em túneis para a passagem de cada um dos canais. Bendito AIS! Foi fundamental na entrada da baía e na “negociação” para podermos cruzar o Canal Sul, o mais movimentado. Parece que todo mundo combinou de entrar e sair na mesma hora. Tinha até submarino! Recomendo chegar mais distante da costa e pegar o Canal Sul com maior tranquilidade. Tinha planejado parar em uma marina em Little Creek, logo na entrada, mas já era noite. Estávamos adiantados em relação ao nosso planejamento, e então decidimos continuar no rumo de Annapolis. É preciso dizer que a Chesapeake Bay é a maior e mais famosa baía para os americanos, com 186 mn de sua boca até o final, muita história, totalmente navegável e com

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inúmeros afluentes também navegáveis (um deles vai até Washington, DC) o que faz dela um local com muitas embarcações de todos os tipos, mas sobretudo a vela. Por volta das 22h navegávamos pelo York Spit Channel (o canal para o Norte) de

exatos 182 m (0,1 mn) de largura, Gustavo e Eu no turno, quando o AIS sinalizou um navio em rota de colisão. Era um enorme transatlântico vindo de Baltimore, todo iluminado com os passageiros ainda no convés curtindo o inicio da viagem. Dentro da baía o rendimento caiu muito com pouco vento, correntes contra e navegando pelo canal sem “cortar caminho”, pois não conhecia o lugar e seus costumes. Optamos por parar na Island Harbor Marina em Solomons Island, um dos lugares mais afamados na região. Chegamos por volta do meio dia. Banho, almoço caprichado do chef Poyer no cockpit, sesta, caiaque na água, passeio pela vila, uma noite inteira de sono num lugar muito agradável... Zarpamos no domingo para as últimas 48 mn das 130 de Chesapeake até Annapolis. Chegamos por volta das 16h com muitos veleiros na água. Annapolis é chamada de Capital da Vela dos Estados Unidos, na Horn Point Harbor Marina, na península de Eastport bem na entrada do Back Creek. Uma ótima travessia, na verdade a melhor que já fiz, pelas condições favoráveis que tivemos, a Gulf Stream e seu azul violeta, navios, golfinhos, caças supersônicos na costa da Virginia, a Chesapeake com suas lindas paisagens e muitos veleiros. A época escolhida (junho) ajudou bastante...

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ALMANÁUTICA

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MERGULHO Ciclo de Palestras

Caça Palavras

CURTAS f O Iate Clube do Espírito Santo informou que está em funcionamento uma para cerca de 100 milhas. Contato via VHF com o Clube no 68, pelo prefixo Foxtrot 23 QAP 6:30h - 18:30h. f Foi reeleito o Comodoro do Iate Clube de Brasília para o biênio 2015/17, Edison Garcia com Rodrigo Roriz e Gilson Machado Luz na equipe. f A sétima edição do Les Voiles de St-

Aconteceu em novembro na Base Almirante Castro e Silva o I Ciclo de Palestras de Mergulho do Comando da Força de submarinos da Marinha do Brasil. Realizado no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), mergulhadores, Oficiais e Praças, com apoio de seus Comandantes, fizeram desse evento um sucesso. Temas como Prevenção contra acidentes em mergulho, Aspectos psicológicos na segurança das atividades especiais, Embarcações com Estação de Mergulho, Mergulho científico, Uso de equipamento com circuito fechado e a Reflutuação do submarino Tonelero, entre outros – propiciaram o congraçamento entre o meio Militar e o Civil através do tema comum, o mergulho.

A Marinha tem entre as suas atribuições, o dever de controlar, normatizar e fiscalizar as atividades subaquáticas. O Comando da Força de Submarinos como Organização Militar Orientadora Técnica é o responsável pela organização do mergulho profissional. A Diretoria de Portos e Costas é a responsável por regulamentar o mergulho profissional e o mergulho comercial. O desenvolvimento da atividade de mergulho depende, entre outros aspectos, da atualização de procedimentos, equipamentos e pessoal. A parte técnica e científica atualmente evolui de forma geométrica. Portanto, temos que estar atentos às novas tecnologias, conceitos e meios para a realização de fainas que no dia a dia favoreçam qualquer atividade. A partir dessas necessidades e da busca de atualização, esse evento urge na sua continuidade. Sem dúvida vai alavancar um entrosamento cada vez maior entre os profissionais militares e o meio civil, e todos ganham muito em conhecimento e credibilidade. Com as palestras sempre muito prestigiadas com o auditório sempre cheio, nos intervalos era permitido conhecer um pouco das instalações e equipamentos usados pelos submarinistas mergulhadores. E muitos dos presentes mesmo que não mais na ativa, estavam ali para nos ajudar a relembrar o porque de estarmos num patamar bem mais alto e singular de eficácia dentro da Instituição Marinha do Brasil. Também tivemos a presença de palestrantes que trabalham com Mergulho Amador - área que nos últimos 25 anos cresceu Fotos: Alexandre Vasconcelos vertiginosamente. Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

-Barth acontece de 11 a 16 abril de 2016. A competição já se tornou um dos principais eventos da vela caribenha. O 100 pés Comanche, o MOD70 Phaedo3 e dois Maxi72, o Momo e o Proteus são alguns dos grandes nomes (e veleiros!) que já confirmaram sua presença.

f O Iate Clube de Santa Catarina - Veleiros da Ilha comemorou 73 anos dia 1/12 com uma linda festa com regata oceânica, diplomas do curso de Optimist e bolo.

Encontre 10 termos ou expressões náuticas. Vale em todos os sentidos incluisive na diagonal. Boa sorte. E é bom tê-la porque não há resposta... Retranca - Bolina - Mar de Almirante - Turno - Lanchinho de madrugada Boia - Alcançado - Adriçar - Mestra - Cruzeirismo

Túnel do Tempo Em 11 de agosto de 1934, um “sabbado”, o jornal Correio da Manhã divulgava a regata em homenagem ao primeiro centenário de emancipação do Distrito Federal a serem realizadas no Rio de Janeiro. As três regatas - uma em Paquetá, outra na Lagoa Rodrigo de Freitas e a última na praia do Botafogo, davam o tom da disputa. À época, o Clube dos Caiçaras na Lagoa Rodrigo de Freitas era atuante na área náutica. O interessante é que o Aviso de Regatas era publicado no jornal de grande circulação, e a participação aberta com a distribuição de convites, mas havia também o pagamento de inscrição: 20 mil réis por embarcação inscrita, pagos quinze dias antes da prova. Além do Caiçaras, marcariam presença o Paquetaense Club, a Liga de Sports da Marinha, o Gonthan Yacht Club, o Yacht Club Brasileiro, o Fluminense Yacht Club e o Rio Sailling Club. Bons tempos...

Papo de Cozinha Ingredientes:

Lulas Gourmet

4 lulas grandes limpas sem a pele vinho branco seco 2 cebolas cortadas grosseiramente em pedaços 15 tomates cereja cortados ao meio Manteiga Gengibre fresco Salsinha Um prato de lula preparado na hora pode ser um toque de classe em seu cruzeiro. É rápido e fácil.

Modo de preparo

Lave e limpe cuidadosamente as lulas. Corte em anéis, escorra, seque e reserve. Em uma panela ou frigideira grande, coloque a manteiga. Quando estiver derretida adicione a cebola e mexa até começarem a ficar douradas. Nessa hora juntamos os tomates cereja. Junte um pouco do vinho branco, espere que se misture no refogado reduza, e então adicione as lulas. Em 2 ou 3 minutos estarão no ponto. Não deixa passar para não emborracharem. Desligue o fogo, rale um pouco do gengibre sobre o prato - cuidado pois o sabor é proeminente e pode deixar tudo com gosto de gengibre. Não exagere! Está pronto. Sirva espalhando um pouco de salsinha para compor, acompanhado de arroz branco e do mesmo vinho que foi usado na receita. Maurício Rosa é velejador, amante de gastronomia e autor do livro “Gastronomia em veleiros”


Solução para Banho Quente

não se prestam ao que vieram pois não trazem firmeza de fixação ao conjunto. A ventosa não fixa em qualquer superfície. Embora no site do fabricante (Guepardo) Nós testamos o chuveiro 12v Guepardo duo produto não esteja disponível, é possível rante um ano. E descobrimos que além de encontrá-lo em diversos sites com valonão gastar muito - nem energia nem água res variando entre R$90,00 e R$ 150,00 - ainda proporciona um excelente ba(mais frete). Após um ano nho quente para quem não tem boiler de uso (deixado no barou quer uma opção móvel. co), a bomba enferrujou por O chuveiro é composto basicamendentro e parou de funciote por 3 partes: O chuveiro proprianar. A dica mente dito, tipo “telefone”, que possui Por menos de é levar emum botão tipo pera para cortar o fluxo R$150,00 bora e lavar da água, a bomba elétrica submersíé possível tem um o chuveiro vel, para ser colocada em um recipiente excelente banho com água com água quente (panela ou balde), e docequanquente a bordo! a ponta de ligação para 12v. Durante o do acabar a uso, a pressão (8 litros/min.) mostroutemporada. -se bastante eficiente, assim O material como a resistência dos compoplástico é nentes plásticos. O tamanho das mangueiras (2,2m) e do fio (6m) tambastante bém é bastante grande para poder ser resistenligado a uma tomada 12v dentro da cabine e possibilitar o banho te (ABS) no cockpit, por exemplo. No veleiro testado (30 pés), foi possível para socolocar o balde e tomar banho tanto dentro do banheiro como no breviver a cockpit, com a ligação feita em uma tomada na cabine. O ponto pequenas negativo são os apetrechos de pendurar (ventosas e ganchos) que quedas...

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Marinha do Brasil

Reunião discute convênio para Programa Nuclear Brasileiro Reunidos em São Caetano do Sul (SP), o Comandante da Capitania dos Portos de São Paulo Carlos Roberto de Almeida Bastos e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico discutiram sobre um convênio com o objetivo de fortalecer a indústria e fomentar pesquisas, em especial incentivar o conhecimento em mecânica eletrônica sensível. O objetivo segundo Bastos é conseguir mão de obra qualificada para atuar nas pesquisas do Programa Nuclear Brasileiro. “É imprescindível abordarmos a questão educacional, tanto para formar pessoal capacitado, quanto para atrair o interesse dos estudantes na hora que definem a carreira a seguir. Também para fixar na área esses profissionais recém-formados. Temos uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) há mais de 50 anos”, completou Bastos, que é morador de São Caetano.

Operação Verão 2015-2016

até dezembro deste ano. As lanchas e motos aquáticas se destacam nas estatístiConfira a cas. Nos últimos três verões documentação elas representaram mais de e evite 70% dos casos notificados problemas nas embarcações de esporno verão te e recreio. Os números da DPC mostram que a negliCom o slogan “Se liga, você é o Capitão!”, gência, a imperícia e a imprudência dos a Marinha do Brasil iniciou em dezembro condutores são as causas mais comuns a Operação Verão 2015/2016. A cam- dos acidentes. Para garantir um verão panha será realizada nas áreas de maior mais os Agentes da Autoridade Marítima concentração de embarcações do País por brasileira vão realizar a fiscalização com meio dos Distritos Navais, Capitanias dos ênfase na habilitação dos condutores, doPortos, Delegacias e Agências. Somente cumentação da embarcação, material de no verão de 2014/2015 ocorreram mais salvatagem extintores, luzes de navegade 50% do total de acidentes registrados ção, lotação e estado da embarcação.

A viagem que deu Samba

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O primeiro casal brasileiro a dar uma volta ao mundo finalmente escreve sua história Renato Botelho e Susy Collingwood formam o primeiro casal brasileiro a dar a volta ao mundo em um veleiro. Depois de um ano e meio construindo o Samba, um projeto de 38 pés do arquiteto naval Bruce Roberts, largaram as amarras da Marina da Glória em novembro de 1979 e só retornaram na véspera do Natal de 1985, depois de 6 anos, 3 meses e 7 dias de viagem, 35.241 milhas navegadas e 316 ancoragens. Na mesma época o baiano Aleixo Belov partiu depois do Samba e voltou antes, sempre apressado e em solitário no Três Marias, o que rendeu o melhor dos seus livros. Também estava na água o Hélio Setti Jr. no veleiro Vagabundo. O xará, falecido precocemente, aos 39 anos, deixou livro póstumo com deliciosas histórias da viagem de quatro anos. Agora é a vez de Renato nos contar suas experiências e descobertas no livro “A Viagem do Samba”, que está em fase final de editoração. De volta ao Brasil, Renato foi readmitido na Petrobrás e transferido para Aracaju onde o casal ficou cinco anos. De Aracajú foi transferido para Angra, mais sete anos, e depois Niterói. No total Renato e Susy moraram a bordo do Samba durante 33 anos! Renato já aposentou e, além de fazer belas esculturas em madeiras que vão dar nas praias, teve tempo livre para revisar seu diário de bordo e puxar pela memória olhando as centenas de fotos tiradas durante a viagem, tudo em slide Kodachrome II, claro! É um retrato colorido dos primórdios da vela de cruzeiro brazuca. Foi um prazer ler no manuscrito (já devidamente digitado) sobre um Pacífico, a Polinésia Francesa foi o ponto alto da viagem, que talvez eu não possa conhecer por não existir mais. Não é romantismo, tampouco saudosismo meu, só exalto aqui a navegação num tempo em que a sigla GPS nem existia – imagine atravessar a Grande Barreira de Corais na unha, na base de sextante! - Por: Hélio Viana


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Prezado Associado da ABVC,

Encerramos mais um ano de intenso trabalho pela ABVC. Encerrei 2015 recebendo em nome da nossa associação, a homenagem da Marinha do Brasil na forma de “Medalha Amigo da Marinha”, uma grande honra para todos nós, associados. Revisamos e estamos trabalhando para ampliar nossos convênios, de maneira a trazer mais benefícios a todos. Conforme já havia sido anunciado anteriormente, também transferimos a realização do Cruzeiro Costa Leste para anos ímpares, por causa do descompasso entre nosso planejamento e as eleições das Comodorias dos Iate Clubes envolvidos, que sempre acontecem em anos pares impossibilitando as tratativas prévias. Com isso nosso querido Costa Sul também foi alterado e agora acontece nos anos pares. Outra boa novidade é a alteração das formas de pagamento das anuidades (veja no boletim ao lado os detalhes), que trará mais agilidade e facilidades para os associados, que não precisam esperar pelos boletos. Por falar em novidade, também aprovamos uma nova categoria, para os associados de água doce, cuja realidade de utilização de seus veleiros e atividades náuticas diferem dos veleiros utilizados em água salgada. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um 2016 cheio de saúde, paz e realizações, com muita vela, mares calmos e águas profundas.

Homenagem da Marinha

Interior

No último dia 6 de novembro, dia que se comemora o dia do “Amigo da Marinha”, a ABVC recebeu a medalha “Amigo da Marinha” em cerimônia realizada no 8º Distrito Naval, em São Paulo. A medalha “Amigo da Marinha” foi criada para agraciar personalidades ou entidades civis que tenham se distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima ou no relacionamento com a O Presidente Volnys recebeu Marinha. São condições para a obtenção da honraria, “idoneidade moral a medalha e conduta pessoal condizentes com os padrões que a Marinha Amigos da exige de seus integrantes; interesse pela Marinha e pelos assun- Marinha tos ligados ao Poder Marítimo; atividade destacada em prol dos em nome da interesses da Marinha ou de outro segmento do Poder Marítimo. ABVC Entre os membros da ABVC que já receberam a medalha em cerimônia semelhante estão Fernando Sheldon Jr. (fundador da ABVC), Maurício Napoleão (Presidente nos mandatos de 2011-2014), Cláudio Santini (Presidente 2009-2010) Ricardo Amatucci (Presidente da ABVC 2007-2008). Na ocasião, a nossa entidade foi representada pelo atual Presidente Volnys Bernal. Estiveram presentes os ex-Presidentes, Maurício Napoleão e Cláudio Santini.

Maurício Napoleão fala no encontro Em dezembro aconteceu o VIII Churrasco de Confraternização dos Velejadores do Interior, no Condomínio Broa Golf Resort, em Itirapina. A programação contou com palestra de Adriano Plotzki Dutra, um brechó náutico e um churrasco de confraternização. Depois foi a vez do “amigo ladrão secreto de natal”, onde todos trocaram presentes. Além do encontro, quem quis pode aproveitar a região que proporciona belos passeios como o museu “Asas de um Sonho”, da TAM, o maior da América Latina.

Cruzeiro Costa Sul

Pensando nas diferenças de utilização e critérios para os velejadores de água doce, e aceitando a representação feita pelo Vice-Presidente do interior Paulo Fax, a Diretoria discutiu e aprovou novos valores para a anuidade dos associados que utilizam seus veleiros em águas de represas, rios e lagos: A categoria “Água Doce”. O critério de classificação aprovado foi “não utilizar o barco em água salgada”. Anuidade fixada será cobrada a partir de 2016 com o valor de 40% da anuidade já estabelecida.

Volnys Bernal

Presidente da ABVC

Rio de Janeiro

Angra dos Reis

Organizada por Maurício Rosa, foi realizada em Angra no mês de novembro uma oficina de motores de popa. Cada participante trouxe seu motor e o instrutor Jorge Aragão (Paragon) pode atender individualmente aos participantes. A atividade foi dividida em dois dias, de maneira a atender pessoas vindas tanto do Rio de Janeiro como de São Paulo. “Assistir a alegria de cada um após remontar seu motor, puxando preocupado a cordinha do mesmo e ouvi-lo funcionar não tem preço”, comentou Maurício Rosa. Essa atividade faz parte de uma programação de workshops de capacitação dos velejadores. Outros acontecem em 2016: motores até 15 HP, marinharia avançada, emenda de cabos e costura em velas, eletricidade, motores diesel, navegação com recursos de telefone satelital entre outros.

Associado Água Doce

A flotilha do Costa Sul explora diversos locais que são pouco navegados, além de chegar a Florianópolis

A quinta edição do Cruzeiro Costa Sul da zarpará após o carnaval de 2016, saindo de Paraty com destino à Santa Catarina. Esta edição terá como Comodoro Claudio Renaud. As inscrições estão abertas desde 15 de dezembro, no site da ABVC que fica em www.abvc.com.br. Não perca essa oportunidade de conhecer a Costa Sul do Brasil e seus lugares pitorescos como o Canal do Varadouro (foto), São Francisco do Sul, Cananéia, Itajaí e Florianópolis. Uma oportunidade para tornar-se um verdadeiro cruzeirista, aproveitando a hospitalidade e a gastronomia exuberantes da região!

Costa Verde Em julho 25 veleiros partirão de Paraty para mais uma edição do Costa Verde, organizado pelo Vice-Presidente de Paraty Eduardo Scwhery. No roteiro de oito dias, passagens por pontos como Saco do Céu, praia da Estopa, praia da Quitiguara, ilha do Martins, Abraão e praia da Tapera (Ilha Grande), onde haverá uma confraternização para terminar o cruzeiro. Essa é uma excelente oportunidade para aqueles que querem iniciar-se no cruzeirismo e querem segurança e um grupo bem animado, com muita festa e alegria!

Mais agilidade nos pagamentos

A partir de 2016, os associados terão mais agilidade nos pagamentos de suas anuidades. A ABVC aceitará os pagamentos diretamente de sua página, pelo PagSeguro. Isso permitirá ao associado que opte por outras formas além do tradicional boleto (que continuará a ser aceito), incluindo o cartão de crédito e parcelamento. Assim, quem quiser poderá pagar a anuidade em vários meses com parcelas pelo cartão, de uma forma segura e ágil.

A ABVC/RJ promoveu mais uma palestra, desta vez sobre o uso de combustíveis diesel em embarcações de esporte e recreio. Nela, o consultor do Centro de Pesquisas da Petrobrás, Décio Maia respondeu perguntas e discorreu sobre diversos temas: A melhor forma de conservar o Diesel a bordo, utilização de aditivos e algicidas, a diferença entre abastecer com S-10 ou com Diesel Marítimo, como o combustível interage com a temperatura ambiente e a proliferação de bactérias causadoras de danos para a linha de abastecimento, entre outras questões que preocupam o proprietário de embarcações

Convênios Iate Clubes Aratu Iate Clube, Cabanga Iate Clube, Iate Clube Guaíba, Iate Clube de Rio das Ostras, Iate Clube do Espírito Santo, Marina Porto Bracuhy, Iate Clube Brasileiro, Jurujuba Iate Clube Descontos Brancante Seguros, Botes Remar, CSL Marinharia, Geladeiras Elber: Valor promocional; Azimuth: Desconto nos cursos; JetSail: (prestadora de serviços do ICS): Desconto em vistoria/survei, serviços e manutenções, estadias em seco e molhado e valores diferenciados para a lingada das embarcações.

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 22  

Almanáutica número 22 - jan./fev. 2016 Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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