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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano IV – nº 21 – novembro/dezembro 2015

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 21

Leia nesta edição:

O que o estrangeiro deve fazer ao chegar pelo mar Faculdade ensina a organizar evento náutico Campeonato Paulista de Vela Adaptada Mundial da Classe Snipe é do Brasil Naufrágio e recorde na Santos-Rio

E mais:

Náutica pelo Brasil Artigos técnicos Gastronomia Mergulho Kitesurf


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL Abaixaaaaaa!

Ao que parece a crise econômica enfunou as velas. Chegou de mansinho e em menos de um inverno deu um jaibe na testa dos desavisados. Cada ano menores em patrocínios e número de participantes, cruzeiros, regatas e mesmo a utilização dos veleiros atraca-cracados nas marinas está muito aquém do desejado: “Menos donos de barco saindo, menos marinheiros limpando esses barcos, e menos produtos vendendo”, comentou-me alguém que disso vive. Um claro sinal são Cruzeiro Costa Leste e a Refeno, talvez os mais importantes eventos de cruzeiro e regata longa no Brasil. Na Refeno em 2012, 78 barcos largaram. Em 2013 foram 66. Em 2014, 65. Este ano, 49 bravos enfrentaram as exigências da Marinha do Brasil, os custos de levar o veleiro à Recife, as taxas de Noronha e puseram suas tripulações rumo ao paraíso, claro, não sem antes curtir as maravilhosas festas e a sempre calorosa recepção do Cabanga Iate Clube. Não se pode negar que o custo de uma balsa salva-vidas a 11 mil reais e um epirbezinho a módicos seis mil e quinhentos dinheiros inviabilize os bicos de proa, que também já fizeram da Semana de Vela de Ilhabela a mais gorda do circuito. O Cruzeiro Costa Leste que em 2008 subiu a costa com 64 veleiros, em 2014 levou 23. E nenhum argentino. Já a “chique-no-úrtimo”, Ilhabela Sailing Week (que já foi a semana de vela dos bicos de proa e a Rolex dos patrocinados) mostrou sinal de rapidez e jogo de cintura, enfrentando o vento japonês (na-cara) com garbo: Arribou antes do jaibe, abrindo as portas para a participação novas classes (Clássicos, Mini, Star e Bicos de Proa medidos) e negociando patrocínios e apoios que, se não estiveram no mesmo nível de aporte do tal relógio, pelo menos não deixaram o balão dar aquele sutiã vexaminoso. Sirva de exemplo a todos nós: Começar a trabalhar para 2016 e 2017 é pra ontem... E só para referência, 1 balsa + 1 epirb = 15 dias na Europa... (E abaixa que lá vem retranca!).

Murillo NOVAES

Revisitando a laje Olá querido leitor de alma mais que náutica, cá estamos novamente nesta missiva vélica que chega às suas mãos. No momento que comecei a tecer este texto, fui surpreendido com a triste notícia de que a máquina de regatas “Zing 3” naufragou no través da ponta do Boi, em Ilhabela, enquanto estava a caminho da Santos-Rio, a mais tradicional regata de oceano do Brasil. Os quatro tripulantes foram resgatados, em segurança e em boa saúde, em alto mar, da balsa salva-vidas, por um cargueiro de bandeira de Hong Kong e estavam se dirigindo para o porto de Sepetiba no momento destas linhas sendo escritas. Nesta altura, o mundo da vela já deve saber o que aconteceu. E as conclusões e lições começarão a ser tiradas. O importante é que as vidas estão salvas e, apesar do enorme sobressalto, as perdas foram só materiais. Curiosamente, no dia anterior (ontem, para mim agora) estava eu num belo resort de Porto de Galinhas, no evento da Agile Brasil, uma congregação de profissionais de TI, justamente fazendo uma palestra como o “fora da caixa” (ou seja, sobre um assunto alheio ao foco principal) falando sobre o meu acidente na laje da ilha da Mãe em 8 de dezembro de 2013. Para a plateia, na maioria leigos, a história de qualquer desastre marítimo ganha dimensões mais assustadoras. De todo modo, quando lembro do bom tempo que passei submerso e preso sob o barco, com a consciência tenebrosa de que meu fim se

Santos-Rio 2015: Naufrágio e recorde

Com novo recorde na Regata Santos-Rio, o veleiro Camiranga foi o Fita Azul cruzando a linha de chegada com o tempo de 18h9min3s. O recorde anterior era do veleiro Sorsa III, com a marca de 19h33min40s estabelecida em 2006. O Camiranga é um Ricardo Amatucci - Editor Soto 65 comandado por Eduardo Plass do

aproximava celeremente, é tudo assustador até para mim, devo admitir. No entanto, mais que entreter pela tragédia o meu objetivo de orador era, claro, compartilhar algumas lições que aprendi naquele fatídico dia. Sendo que uma delas foi, sem dúvida, a do apoio maciço e afetuoso da comunidade da vela (obrigado mais uma vez!). Como exemplo disto, citei que, apenas uma semana após capotar na laje, a convite nitidamente carinhoso e ‘energético’ do nosso medalhista de ouro Edu Penido (que neste momento se prepara em Le Havre para pioneiramente correr, de Classe 40, a prestigiada Transat Jacques Vabre. Bons ventos!!), fui o navegador justamente do “Zing 3” numa regata que contornava a Mãe e na qual, com o suor escorrendo na testa, passamos sobre a malfadada laje com menos de 50cm embaixo da quilha para poder expurgar, a fórceps, todos os fantasmas que ainda me assombravam naquele lugar. Uma ironia do destino que naquele mesmo momento em que eu falava, o barco, que por sua referência como o mais radical e moderno veleiro de oceano do Brasil, serviu de alento e força para me recuperar de um acidente tão grave, estivesse, ele mesmo, prestes a sofrer o pior destino que qualquer embarcação pode enfrentar, seu soçobramento. Uma lástima! Que os deuses do oceano possam cuidar com alegria de mais esta alma em suas hostes nas profundezas! Ter sido convidado para falar do meu infortúnio foi um exercício interessante. Se, por um lado, o passar do tempo ameniza o susto, por outro, ele aprofunda ainda mais a certeza de que naquela ocasião cometi erros gravíssimos que tentarei, com afinco, que jamais voltem a se repetir.

O fato de meu filho, hoje com 15 anos, não ter sofrido nenhum trauma, físico ou psicológico, e de meu amigo Fábio ter comprado um barco novo, desta feita um Brasília 32, o “Curiboca”, e de estar novamente navegando com prazer só faz meu peito mais leve. E foi justamente o Fábio, que como marco da retomada de seu entusiasmo velejador, tomando a decisão de correr pela primeira vez a Recife-Noronha, com sensibilidade registrou o sentimento que, tenho certeza, um dia os tripulantes do “Zing 3” irão experimentar. Segundo ele, na proa do “Pangeia” olhando o mar e a beleza de Noronha os versos de um poema vieram à sua cabeça, as lágrimas aos olhos e a imensa alegria do reencontro com uma paixão ao coração. Reproduzo aqui parte da poesia para que sirva de inspiração para todos nós que, apesar de, por vezes, sofrer as agruras do mar, sabemos que é nele que está nosso espírito e nossa essência. Bons ventos a todos! E bom retorno aos bravos homens do “Zing 3”!! ...Nesse contato tão íntimo Me senti como um gigante Aproveitei pra subir E subi bem elegante

Clube Veleiros do Sul (RS) e este ano já obteve outro recordena regata Alcatrazes por Boreste, estabelecendo a nova marca da prova de 6h04min03s. O veleiro Zing III, com quatro tripulantes naufragou na véspera da largada a caminho de Santos. O incidente ocorreu próximo da Ilha da Vitória (região de Ilhabela SP). Todos os tripulantes foram resgatados por um navio de bandeira chinesa, após pedido de

socorro atendido pela Marinha do Brasil. O Magia, de Torben Grael também não conseguiu competir esse ano quebrando o mastro antes de chegar a Santos. Já o veleiro Viva Extraordinario II com problemas no leme solicitou apoio no través da Ilha Grande. O veleiro Lady Milla prontamente abandonou a regata para fazer o resgate. O veleiro Miragem, teve as velas rasgadas antes da largada também ficou de fora.

Crônicas Flutuantes

Pau pra toda obra

- Cabo de chibanca? - Oxê? Tem um aí que é forte!... cabra pra quebrá tem que sê dos bruto... Angico, daqueles preto que prego, sem empeno, num se bate... vê o peso! - Hummm!... quanto? - Doze real... quéxi déis. - Feito! Chibanca é ferramenta especializada, feito fosse picareta de um lado e enxadão do outro, a ir, o cabo, duns 80 centímetros a pouquinho mais de metro, tendo bitola maior na ponta para o ferro, e então vai afinando. Múltiplas utilidades uma das boas tem, incluindo aí arrancar mandioca e desentocar tatu... quando autorizado pelo Eduardo Cunha. Pois que atinei com mais uma função à bichinha, sendo que somente para o cabo. Acontece que meu veleirinho, já erado – vício semântico dos tempos das Gerais –, septuagenário de projetado é, de origem, um cúter, muito airoso por sinal, produzido em madeiras justas, de leis... rígidas. O cúter é barco com par de velas à frente do mastro principal, nesse nosso caso único. A vante, elegante que só, com punho de escota lá no alto, uma dita Yankee e a outra, uma trinqueta, ficando entre o mastro e a primeira. Para o punho fixo da elegante faz-se necessário um pau de gurupê, uma espécie de espeto preso ao bico da proa por cabos de aço, o que, para alguns

de mentes mais estrumadas, conferiria ao inocente barco um aspecto fálico, sendo isso, no caso que ora se escrevinha, um paradoxo devido à graça pertencente à embarcação, HENRIETTE, por conseguinte, legítima representante do reino feminino. Afora esse pormenor, tenho-a, cá no bestunto, como uma adolescente levemente comportada e pudica dentro dos conformes. Para isso – o gurupê – iria, então, meu cabo de chibanca. Levei-o para casa: serra daqui, solda dali, e lixa e lixa, adaptei-o para tão inusitada neofunção. Um copinho de inox na parte traseira com um furo de meia polegada por onde passaria um pino para a articulação; na pontinha outro copinho com quantos olhais necessários aos diversos cabos fixadores. De quebra revesti-o com quatro camadas de tecido de vidro e resina epóxi, encima das quais fui colando tirinhas longitudinais de finas lâminas de madeira de cedro rosa, leve-leve, em faina sempre distante de se acabar. Todavia, envernizadinhas, deram ar de boa e antiga coisa náutica. Modéstias à parte... não vou me gabar. As forças exercidas sobre um gurupê genuíno não são das mais desprezíveis e o meu, cumpridor consciencioso de suas funções, proporcionou-nos convivência muito feliz até o último sábado – escrevo essa crônica no dia 24/08/2015. Regata do Camarão em Ilhabela. Inscrições a preços honestos, propiciando direito à festa com fila para o sete-barbas

Fui bem longe, fui a ilha Confirmar o meu destino Pequeno pássaro rindo Parecendo um menino Mas menino consciente Da missão que tem agora Decidindo sua vida De aurora a aurora... Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula frito, boa e gelada cerveja em quantidade suficiente e uma banda local tocando ótimas MPBs num volume que impossibilitava qualquer tentativa de conversa sem risco de rouquidão. Patrocínios, camisetas, troféus, alguns poucos caçadores contumazes de votos circulando e coisas e tais. Na largada, antes da festa, claro!, o vento, que soprava firme de nordeste, deu trégua, proporcionando aquele embolado de panos flácidos, gritarias e bons e maus humores, fato que colocaria as regatas entre os esportes mais divertidos e importantes do Brasil, exceções feitas ao dominó, o truco e o palitinho. E foi então que eu, nem meu tripulante Kiko, não vimos um legítimo representante do sexo dito forte, de nome muito aprazível, vindo em rumo improvável, pois que, havendo queimado a largada, retornava rio acima para, de novo, cruzar a linha dentro do estabelecido por normas sacramentadas. Para nada houve tempo e a minha querida Henriette, sem piedade, enfiou no gentil mancebo – veja o leitor as tantas possibilidades que a modernidade vem proporcionando – seu espeto fálico cinco centímetros acima da borda do cujo. O cataplum deu pra medir nos arrepios e... lá se foi meu cabo de gurupê (mistura de cabo de chibanca com pau de gurupê) partido ao meio. Minha garota, surpresa e assustada, sacudiu-se toda e, num rompante heroico, partiu – mesmo com o pau, agora impotente, partido em dois – para a dis-

puta, estabelecendo honroso segundo lugar – éramos apenas três na classe dos idosos, um deles um ketch de 32 pés pesando algo em torno de 12 toneladas que não terminou a prova, pois avizinhava-se a escuridão e a cerveja esquentava. Coincidências vêm e vão e – imprudentemente deixei de consultar meus horóscopos nesse dia – meio à tripulação da nau atingida, incógnito, sabendo a um agente infiltrado da legião estrangeira, ninguém mais, nem menos, que meu patrão neste nosso agradabilíssimo Almanáutica. Devido à crise por que passa nosso Salvelindo-pendão-da-esperança, tive momento extra de tensão quando, no convescote supracitado, após a quinta ou nona cerveja, durante leve pausa musical que proporcionou captação mínima razoável aos meus pavilhões auriculares, pareceu-me ter ouvido dele, o agente infiltrado, que o soldo devido por essas crônicas flutuantes poderia, devido à nossa – minha e da Henriette – imperícia, estar ligeiramente comprometido... brincadeirinha claro!... acho. Obs: Brincadeiras à parte, peço sinceras desculpas ao comandante Jean do veleiro DEVANEIO, pelo lamentável ocorrido – não sei se consegui transmití-las no dia da festa pois o som estava MUITO ALTO!!! José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

O encantador de guaiamuns Sempre usei barba, se não o primeiro estabelecimento que visitaria em toda nova ancoragem seria uma barbearia. É o point ideal para fofocar um pouco e sentir o clima do lugar. Como não tenho o hábito de raspar a cara, procuro, então, um barzinho frequentado pelo povo do lugar. É ideal, já que além de quebrar o gelo que todo forasteiro provoca, ainda tomo umas geladas com os locais. Nesses anos nômades desenvolvi um olho clínico para achar biroscas pitorescas. Diga ai se você já ouviu falar do Bar, Lanchonete e Budega Comeu Morreu? Fica em Pirangi do Norte, no litoral sul potiguar, a 12 km da cidade do Natal, uma praia que durante o verão é só badalação e famosa por abrigar o maior cajueiro do mundo. Na última vez que cheguei de barco à Paraíba, minha irmã me levou para passear nas praias do litoral sul e almoçar na Barra do Gramame. A praia fica praticamente dentro de João Pessoa, na divisa com o município de Conde. Pertinho e escondida, nem enxerguei a placa que sinaliza a entrada da estrada de terra. O rio Gramame divide a praia e sua falésia em duas partes, pode-se mergulhar na água salgada e na água doce. Não há casas de veraneio, nem mesmo uma vila, e sim vários barzinhos rústicos, do tipo pé na areia fofa. Ficamos na barraca do Zezinho, que serve o melhor ensopadinho do pedaço. O ensopado, ou caldinho, servido em copo americano, é marca registrada do litoral paraibano. Zezinho tem de ostra, marisco, camarão ou caranguejo, além do convencional de feijão. Outra pedida é uma banda de abacaxi cortada em cubos, polvilhada com raspas de limão, servido na própria casca, bem gelado. Acompanhado de uma boa cachaça da região de Areia, é de se consumir sem moderação. Como sou pessoense, é claro que já conhecia o litoral sul. Acampei muito em Coqueirinho, que apesar do nome no diminutivo tem a beira-mar cercada por um coqueiral de respeito. Mas na minha época Tambaba não era praia de nudismo e a barraca do Zezinho não existia. A não ser que você fique muito tempo no entorno de cada ancoragem, este é o tipo de bar que só os locais podem te mostrar. Zezinho é uma figuraça. Quando não está atarefado no bar, ele domestica guaiamuns. É seu hobby, ele contou, enquanto ninava um de seus pupilos. Leva dias até que os bichinhos venham comer na sua mão e semanas até que estejam mansos. Coisas de quem vive em Gramame, com todo tempo do mundo, até para fazer coisas inusitadas, como domesticar guaiamuns. Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

Eduardo Sylvestre Aprender e capacitar: As palavras da vez Em setembro tive o prazer de dar mais um curso de treinamento para os técnicos e instrutores de vela pela ISAF, desta vez no Equador. Pela primeira vez na história, o Equador colocou instrutores de escolas de vela, treinadores de clubes e técnicos nacionais e olímpicos todos juntos, com o objetivo de padronizar o sistema de aprendizado e treinamento, e construir uma unidade entre aqueles que introduzem o esporte, aqueles que o mantem e os que representam o país em competições, tudo isso para desenvolver o esporte de forma uníssona, pois todos trabalham para a vela. Este é o mesmo objetivo do curso que estarei ministrando na Argentina no final do ano. Fui chamado para uma conversa com o chefe da Equipe Olímpica Argentina e o presidente de sua federação para criarmos um programa que tenha metas, objetivos e resultados para modernizarmos a formação dos técnicos naquele país. Hoje a Argentina é sem sombra de dúvidas o celeiro de técnicos e treinadores das Américas. Em todos os países que estive e também aqueles com o qual estou em contato como coordenador regional para a América Latina da ISAF, encontro argentinos treinando, inclusive aqui no Brasil. Com uma longa tradição em vela, a federação Argentina está investindo em treinamento e capacitação de seus instrutores

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Meteorologia Oceanografia

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são patrocinados pelo Comitê Olímpico Internacional e Solidariedade Olímpica, a preocupação de todos é a continuidade, a busca para renovação e o link entre todas as fases dos atletas. Isto só acontece com um programa eficiente onde todos entendem o processo e juntos apoiam as fases: iniciação, intermediário, avançado e treinamento. Com uma costa com mais de 7.400 km de extensão sem contar com lagos, represas e rios, temos condição de dobrar ou triplicar o número de praticantes de vela no Brasil em um curto espaço de tempo. Mas para isso temos que começar da base, temos que nos capacitar, com metas, objetivos e resultados alcançáveis. Muitos clubes náuticos não enxergam as oportunidades que uma boa escola de vela pode trazer a seus clubes, desde a renovação com novos sócios, atraídos muitas vezes pela participação de seus filhos na vela, desde a novas fonte de renda, com cursos tradicionais ou mesmo inovadores como cursos de aventura envolvendo vários barcos e programas divertidos. Mas isso só aparece através de reciclagem, capacitação dos envolvidos diretamente no dia a dia do esporte, ou seja, o Instrutor, o treinador e o técnico. Sem aprendizado não há crescimento.

e técnicos desde a base até a ponta, pois vê a necessidade de uma padronização e um reconhecimento por parte da Federação Internacional. Por este motivo todos os seus técnicos juntamente com instrutores de base, farão o curso básico nível 1, e só então o nível 2 para posteriormente fazer o nível 3. Aqui no Brasil é diferente. Quando falo em curso básico, a primeira coisa que escuto é: “eu não preciso, pois já sou técnico”, ou “isso é pra escolinha de clube, eu já sou treinador”. Existe um forte preconceito e uma reação muito forte dos que fazem a mesma coisa a dez ou vinte anos e não querem inovar, ou reaprender ou mesmo estar aberto a novas ideias. Lógico que existe exceção, mas são poucos. Temos que entender que estamos na contramão do mundo. Enquanto ficarmos olhando para nós mesmos, não iremos crescer como esporte. Temos que nos capacitar, temos que criar formas de despertar nosso esporte em todos os lugares deste Brasil. Diz um ditado “Não somos o que sabemos, somos o que popular: “pessoas que acham que sabem estamos dispostos a aprender” tudo, privam-se de um dos maiores praze(ditado chinês) res da vida, aprender”. Eduardo Sylvestre é Diretor do Programa Tenho falado com várias autoridades de de Desenvolvimento da CBVela, Expert comitês olímpicos em todos os lugares da ISAF, técnico nível 3 da USSailing e onde dou cursos, pois os cursos da ISAF ISAF World Youth Sailing Lead Coach.

ficados a partir da escala Saffir-Simpson, que varia de 1 (ventos de 64,3 nós a 82,5 nós) a 5 (ventos acima de 134,7 nós). Um dos velejadores de cruzeiro que mais admiro – Jimmy Cornell – registrou corretamente em seu livro “World Cruising Routes” a ocorrência de furacões por cada região do mundo, indicando a temporada dos eventos extremos aos velejadores que usavam seu livro como referência. No entanto havia um vazio no atlântico sul, sugerindo uma área abençoada, compreendida entre a África do Sul e a costa brasileira. Em outro ponto do livro Cornell mostra os meses de ocorrência dos eventos. O que ele não poderia prever é que o clima mudaria e anomalias passariam a ser registradas em diversas partes dos oceanos. Realizando uma comparação dos registros de Cornell com os atualizados, é possível afirmar que houve uma alteração nos padrões dos furacões. De acordo com dados do NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration, em maio e dezembro já há ocorrência de tempestades tropicais no Caribe, resultando em dois meses a menos nas velejadas. Em abril e dezembro de 2003, foram feitos os primeiros registros de tempestades tropicais severas na região caribenha. De lá pra cá não é mais rara a ocorrência de eventos extremos nos oceanos em meses que precedem ou que fecham as temporadas oficiais de furacões e tempestades tropicais. Minha sugestão: revisem os períodos de ocorrência destes eventos, seus equipamentos e sejam conservadores, pois o clima está mudando e precisamos nos adaptar a ele. Outras regiões do mun-

O Oceano Pacífico em agosto foi marcado pela quebra de dois recordes que não merecem comemorações. Pela primeira vez, desde que foi iniciado o monitoramento de eventos extremos por volta de 1850, foi registrado o surgimento simultâneo de três furacões de escala 4 no Pacífico Norte, sendo que um deles o mais longo de toda série histórica. Será que Kilo, Ignacio e Jimena

marcarão o surgimento de equipes de furacões? Esperamos que não. O ano de 2015 não está sozinho nesta estatística. Uma das temporadas mais intensas já registradas anteriormente possuía uma característica em comum com a atual. Havia na região a presença de um El Niño muito intenso que causava um aquecimento anormal das águas do Pacífico entre as latitudes 30oS e 30oN, como ocorre atualmente. Na contramão do Pacífico com a presença deste El Niño, está o Oceano Atlântico. Com poucos registros expressivos de anomalias em suas temperaturas, espera-se que esta temporada seja mais branda, o que não extingue a possibilidade do surgimento de

fortes tempestades e furacões nas porções inquietas do Atlântico Norte. Um excelente exemplo de que o clima realmente está navegando no contravento é o furacão brasileiro Catarina, que surgiu quando as temperaturas) estavam mais baixas do que o normal, uma anomalia nas temperaturas do Atlântico sul. Furacões são geralmente caracterizados por ventos violentos, ondas devastadoras e

chuvas muito intensas. Se formam durante verão e o outono da região de passagem, quando as vastas áreas tropicais do oceano são aquecidas, gerando grande atividade convectiva e tempestades intensas. Essa massa de ar da superfície se encontra com jatos de ar nas camadas mais altas, criando um padrão de circulação chamado de depressão tropical. A evolução da depressão tropical gera os furacões, e eles são classi-

Continua na pág. 07 Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.

Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab Editor: Jornalista Ricardo Amatucci MTB 79742/SP ISSN: 23577800/21 Jornal bimestral, com distribuição nacional

Ano 04, número 21 nov/dez de 2015 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site: www.almanautica.com.br

Nós priorizamos a qualidade com o melhor conteúdo editorial do mercado. Nossos leitores e nossos colunistas são formadores de opinião. Quem quer mais conteúdo sabe onde encontrar! Almanáutica: Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

Por: Luciano Guerra

A Rota do Medo


ALMANÁUTICA

4 A Bordo

GIRO

Salvador - BA

pela Costa

Porto Alegre - RS 54 anos do Aratu Iate Clube

Sob a competente batuta de Roberto Nadier Barbosa e sua diretoria, o Aratu Iate Clube comemorou 54 anos com a Regata de Aniversário. A história marca que no início dos anos 60, Wandick Mendonça resolveu fazer um clube na Baía de Aratu, até então quase desconhecida. Um grupo de entusiastas tomou a si a administração da entidade, tendo à frente os abnegados Ângelo Decânio, Hernandes Santos e Gildo Ferreira, que contavam com o apoio da Brasilgás, através de seu Supervisor Giorgi Tozoratti, que não media esforços para transportar materiais, entulho, etc., aproveitando, é claro, das delícias proporcionadas pela paisagem do local e das facilidades da entidade que nascia. Assim, em outubro de 1961, nascia oficialmente o Aratu Iate Clube. Na época, a quantidade de barcos não superava a casa das vinte unidades, na sua maioria constituída de saveiros, havendo uns outros tipos como Snipe, Lighting ou Star, todos de madeira, naturalmente. As lanchas eram duas ou três apenas. Hoje o Clube conta com diversos recursos construídos ao longo dos anos: Restaurante com três ambientes, sala de vídeo, ar-condicionado, Wifi, modernos píeres com Energia Elétrica (110 e 220v, 60 Hz), piscina, área social, vestiários, mais de 100 poitas para fundeio, 160 vagas em píer flutuante. São 50 quilômetros quadrados de águas para fundeio, 2.000 metros quadrados de área coberta em seco para embarcações, além de rampa, carretas e içamento de barcos. Em sua estrutura é possível fazer serviços de marcenaria, fibra de vidro, carpintaria, além do abastecimento de água potável e óleo diesel.

O Aratu Iate Clube (AIC) conquistou o primeiro título Baiano de HPE 25 no início de outubro, disputado no Yacht Clube da Bahia. O campeão foi o veleiro Fuguinha, do comandante Otávio Cravo, seguido do Lasquinê, que conquistou o vice-campeonato com o comandante Leonardo Chicourel. O quarto lugar ficou com o veleiro Jack Sparrow, de Fleury Filho, todos do AIC A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metropolitana FM de Salvador: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

Troféu Cayru Mateus Tavares e Gustavo Carvalho: Campeões Mundiais

Axé, Itália

Mateus Tavares e Gustavo Carvalho, velejadores do Yacht Club da Bahia, são os Campeões Mundiais da Classe Snipe. Eles venceram o Campeonato Mundial que aconteceu em setembro em Talamone, Itália. “Nosso objetivo em Talamone era terminar em os dez primeiros. Não esperávamos ganhar o Campeonato do Mundo! A semana foi bastante desafiadora, mas em um ponto, o placar provisório mostrou Campeonato Mundial de Snipe 2015

uma abertura e percebemos que tínhamos uma chance. Tudo funcionou e nem Gustavo nem eu podemos acreditar que somos campeões do mundo”, contou Mateus. Os outros brasileiros (Rafael Gagliotti e Henrique Gomes (Santos), quarto lugar e Mario Urban e Daniel Seixas (também do YCB), em quinto, comemoraram pulando na água e fazendo a festa (capa desta edição). Campeonato Mundial de Snipe Júnior:

Resultados finais: 1. BRA Mateus Tavares e Gustavo Carvalho 2. ARG Luis Soubie e Diego Lipszyc 3. ESP Alvaro Martinez e Gabriel Utrera 4. BRA Rafael Gagliotti e Henrique Gomes 5. BRA Mario Urban e Daniel Seixas

1. ESP Antonio Montoya e Gregorio Cuenca 2. BRA Felipe Rondina e Luis Felipe Boani 3. ITA Michele Moeotto e Alberto Cassandro 4. ESP Enric Noguera e Marc Vallespir 5. BRA Nicholas P. Grael e Fabio Kohler

Itajaí - SC Equipe fica em 3º O veleiro Manos Champ (foto ao lado) da equipe de vela que representa a cidade de Itajaí em eventos náuticos - Itajai Sailing Team – terminou a Refeno 2015 O Manos de em terceiro lugar no tempo corrigido, Itajaí na Classe ORC, tendo ficado com o 10º (acima) ficou tempo na geral. em terceiro, O resultado foi considerado positivo e o Mussulo pela equipe que participa da competição (ao lado) em pela primeira vez. primeiro O barco itajaiense completou a travessia com o tempo corrigido de exatas 23 horas 17 minutos e 39 segundos. Os velejadores da equipe fizeram uma ação educativa na Creche Bem Me Quer, em Fernando de Noronha como parte do projeto do time. O principal objetivo é deixar um legado para as comunidades onde participa de competições, promovendo a inclusão social. As crianças participaram de um bate papo com os atletas e receberam kits com material escolar e protetor solar.

Cerca de 50 veleiros participaram das regatas do XXV Troféu Cayru de Vela de Oceano, realizado no início de outubro. A competição, uma das mais tradicionais organizada pelo Clube dos Jangadeiros, reuniu centenas de atletas e visitantes. Criado em 1991 para homenagear o patrono e fundador do Clube dos Jangadeiros, Leopoldo Geyer, e seu barco Cayru, o evento aconteceu ao longo dos dois dias de competição. O grande vencedor na categoria ORC Internacional foi o atleta João Ritzel Remédios, com o veleiro Patron, representante do Clube Veleiros do Sul. O Fita Azul ficou pelo segundo ano consecutivo com o veleiro San Chico 3, de Xico Freitas. Na classificação geral ficaram João Ritzel Remédios (Patron); Henrique Dias (C’est La Vie), Airton Schneider (Hobart – Jangadeiros). O Comodoro Manuel Pereira destacou a importância do evento: “O Cayru, além de ser uma das principais competições disputadas no ano, é uma forma de homenagearmos e valorizarmos os velejadores de Oceano de cruzeiro”.

Recife - PE O veleiro Mussulo III cumpriu muito bem seu papel na Refeno, a 27ª edição da Regata Internacional Recife / Fernando de

Equipe fica em 1º

Noronha: venceu a prova nas categorias RGS e RGS A, e ficou em terceiro lugar na classificação geral da competição. “Foi uma das regatas mais perfeitas que já fizemos. Não tivemos nenhum problema ao longo do percurso, nem erros de manobra. Ao contrário, a estratégia de aproveitamento de velas adotada e a tática definida da largada à chegada foram precisas e fundamentais para que alcançássemos esse resultado e ainda quebrássemos o nosso recorde “, disse José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo III. A embarcação, patrocinada pela Angola Cables, contou com uma tripulação formada por nove integrantes – sete brasileiros e dois angolanos. Além da classificação, o Mussulo III superou seu tempo de regata, cruzando a linha de chegada com o tempo de 31 horas 15 minutos e 02 segundos.


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Guarapiranga SP

Eduardo Sylvestre é escolhido para ser o treinador da ISAF no Mundial da Juventude

Youth Sailing Lead Coach Isaf

Jorge Zarif e Bruno Prada: A volta por cima do Yacht Club Paulista

Bons ventos sopram no YCP Sob a batuta do Comodoro José Francisco Agostini Roxo e sua competente equipe, o Yacht Club Paulista (YCP – Guarapiranga/SP) está se renovando e investindo cada vez mais na vela. Após o início de seu trabalho no clube, Agostini Roxo já conseguiu trazer em abril deste ano Bruno Prada, que aceitou seu convite para fazer parte da Diretoria Institucional do YCP. “Ele aceitou e a primeira coisa que falei pro Bruno foi que ele tinha a tarefa de trazer o Jorginho (Zarif) de volta”, contou Agostini em entrevista ao Almanáutica. Missão dada, missão cumprida: Jorge Zarif agora treina pelo YCP. Ocupando atualmente a 9ª colocação do ranking de skippers da Star Sailors League (SSL),

Zarif tem garantida a classificação para as finais da Star na SSL que acontece em Nassau (Bahamas), de 1 a 6 de dezembro, e é o nosso representante na Finn para ao Jogos Olímpicos Rio 2016. “Nosso Diretor de Vela é o Alberto Hackerott, da família de velejadores campeões e um gênio como dirigente”, orgulha-se Roxo. “Ele é o principal responsável por resgatar a área da vela: Triplicamos o número de eventos náuticos e na penúltima Copa tivemos 70 embarcações inscritas”, completa. Outro jovem Diretor do time do YCP é filho do ex-Comodoro, Carlo Caruso, que está agitando o clube com eventos de SUP (o atual líder do Circuito Brasileiro de SUP é prata da casa, Tuca Santacreu). Quem segura essa turma?

Copa da Juventude

Santos - SP

Com boas surpresas - Yacht Clube da Bahia e Iate Clube Lago de Itaipu – despontando no cenário como melhores clubes entre os tradicionais representantes da vela brasileira, aconteceu em setembro na Guarapiranga (SP), a Copa da Juventude 2015. A competição definiu a Equipe Brasileira de Vela Jovem que representará o país no Campeonato Mundial da Federação Internacional de Vela (ISAF), em Langkawi, na Malásia, e nos IV Jogos Sul-Americanos de Praia, em Pimentel, no Peru, ambos em dezembro. Mais de 70 atletas de oito estados participaram nas classes Laser Radial (masc/fem), 420 (masc/fem), RS:X (masc/ fem, Hobie Cat 16 e 29er (masc/fem). Melhor Clube de Vela Jovem do Brasil 1- Iate Clube do Rio de Janeiro 2 - Yacht Club Santo Amaro 3 - Yacht Clube da Bahia 4 - Iate Clube do Lago de Itaipu

Ilha dos Arvoredos A edição 2015 da Regata Volta da Ilha dos Arvoredos foi disputada em mar bastante agitado, o que provocou várias desistências. Dos 13 inscritos, largaram 11 e completaram apenas 8. Na IRC, o vencedor foi o Rudá (Benneteau Frist 40) de Guilherme Hernandez. A disputa pelo segundo foi entre Asbar IV de Jonas Penteado e H3+ de Carlos Fernandes (o Rato). Melhor para o H3+ por uma diferença de apenas 9 segundos no corrigido. Na RGS, o vencedor foi o ICTi de Alfredo Peres Neto e na RGS Cruiser, o Chrispin II de Jose Carlos de Souza. O Lexus/Chroma, único barco da ORC, de Luiz G. de Crecenzo, foi o fita azul. A Volta da Ilha dos Arvoredos foi idealizada em 1958 por Fernando Lee, sócio do Iate Clube de Santos (ICS) e dono da ilha situada na costa, distante de Santos 17 milhas.

Técnico de vela e professor de Educação Física há mais de 25 anos, Eduardo Sylvestre é o novo ISAF World Youth Sailing Lead Coach para o mundial de vela da juventude na Malásia (27/12 a 3/1/16). É a primeira vez que um brasileiro é chamado para ocupar este cargo. “Para mim foi uma grande alegria receber e aceitar este convite” disse Eduardo ao Almanáutica. Já Dan Jasper Training and Development Manager da ISAF comentou: “Pessoalmente, estou muito feliz que a nomeação de Eduardo tenha sido confirmada. Ele já provou suas habilidades no trabalho que tem desenvolvido para a ISAF. Desejo tudo de bom para ele neste emocionante papel e estamos ansiosos para ver os resultados, que estou certo que não vão demorar muito a aparecer”.

Rio de Janeiro - RJ

Bruxa solta na Clipper Race

Num final de semana para Sir Robin esquecer, dois veleiros encalham na Restinga da Marambaia (RJ) Após o LMAX (acima) encalhar na restinga, o Qingdao saiu para ajudar e também acabou encalhando A primeira etapa da Clipper foi marcada por alguns fatos tanto inéditos quanto ruins. Não bastasse a morte do velejador Andrew Ashman após a retranca do seu veleiro bater contra sua cabeça em pleno mar, a parada brasileira foi marcada por dois encalhes. Após vencer a primeira perna de Londres para o Rio de Janeiro, o veleiro LMAX Exchange, encalhou na Restinga da Marambaia por volta de meia noite de sexta-feira, 2 de outubro, cerca de 42 milhas da Marina da Glória, a caminho da marina Verolme onde faria a aplicação de adesivos. Enquanto tomavam providencias para o reboque, o veleiro Qingdao foi ao local para tentar auxiliar e ficar de prontidão, mas também encalhou (foto exclusiva). Em nenhum dos incidentes houve problemas com a tripulação. No primeiro encalhe, a organização não forneceu maiores explicações até o momento, mas divulgou que “uma avaliação descartou a possibilidade de erros de equipamento”. A direção da prova também afirmou que o Comandante Olivier Cardin continuará a liderar a sua equipe. No caso do Qingdao, um cabo acabou enrolado no hélice e o veleiro ficou à deriva, sendo levado para a areia. Na quarta, 7/10 os demais veleiros partiram com destino à África do Sul, próxima etapa. Tudo isso entretanto não diminuiu a festa e a organização da equipe brasileira - comandada por Flávia Goffi - que não só correu atrás dos prejuízos e da “operação desencalhe”, que durou mais de 3 dias de intenso trabalho, como tratou de não deixar que os incidentes atrapalhassem a festa de recepção, premiação, largada e dos compromissos com os patrocinadores. Certamente Sir Robin Knox-Johnston leva daqui um exemplo de como lidar de maneira correta com grandes problemas. Ponto pra nós.


ALMANÁUTICA

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Quando a escola flutua... Beneteau no SP Boat Show Marcando presença no bonito estande do São Paulo Boat Show, a Beneteau trouxe o Oceanis 45 cuja visita foi muito concorrida. A fila de espera média para a visitação era de 30 minutos tal a quantidade de interessados na visita técnica. E nosso parceiro André Homem de Mello (na foto), esteve presente.

Jack Sparrow é sucesso em ação de Marketing

Foram mais de 200 fotos em 4 horas... O Jornal Almanáutica realizou uma ação de marketing para a ABVC no São Paulo Boat Show. No sábado, 3/10, durante 4 horas, um ator profissional caracterizado de Jack Sparrow divulgou o boletim oficial da entidade, parte integrante do jornal (última página). Nesse período, mais de 200 pessoas lotaram o estande para tirar fotos, fazer “selfies” e claro, levar o Almanáutica pra casa. Todos foram convidados a ir ao site para fazer o download da foto tirada no dia.

A Fatec Cotia – localizada na cidade de mesmo nome no interior de São Paulo – realizou um projeto na área de Gestão Empresarial, envolvendo a organização de uma regata em Ilhabela (SP). Com o nome de Fatec On Board, o evento foi requisito para a aprovação na disciplina do Professor Guilherme Gomes “Atividades Acadêmico-Científico-Culturais” no curso superior de Tecnologia em Gestão Empresarial, onde Alexandre Simon é coordenador. Eles propuseram a seus alunos uma experiência inédita: Organizar um evento no qual outros alunos pudessem aprender a velejar em mar aberto. “A oportunidade surgiu em uma disciplina do curso quando o Professor Alexandre Simon explicou a dimensão dos projetos e citou tudo o que envolvia o ato de velejar. Logo me encantei pelo o que o projeto propunha”, conta Nayara Yovera, uma das alunas do curso e organizadoras do Fatec On Board. Das 40 vagas abertas pela turma de alunos que idealizou o projeto, foram reservadas seis para entidades convidadas: As vizinhas Faculdades Mario Schenberg e a Integradas Rio Branco. O convite foi feito através do contato de Guilherme com Luis Gustavo Napolitano (Schenberg) e Edman Altheman (Rio Branco), que encamparam a ideia. Os alunos organizadores tiveram que se preocupar com o transporte, hospedagem, programação esportiva e cultural do evento, veleiros e seus comandantes, e também com a comunicação com a Prefeitura de Ilhabela e com autoridades da Marinha do Brasil. “Desde o inicio o nosso medo principal era com os riscos envolvendo 40 pessoas a bordo de veleiros, em alto mar, em baixo do sol,

como a possibilidade de alguém passar muito mal em alto mar. Ter que dar todo o suporte necessário a eles; não conseguir veleiros suficientes para comportar os 40 participantes além de não arrecadar dinheiro necessário para realizar todas as atividades do projeto”, contou Nayara. Os participantes chegaram a Ilhabela por volta das 4h da manhã de uma sexta-feira e no sábado às 8h já estavam de pé para uma aula teórica de vela, com o instrutor José Spinelli Neto, da escola Cusco Baldoso (parceira do Almanáutica). Lá se depararam pela primeira vez com explicações sobre todos os vetores de força que atuam sobre um veleiro. Após a aula teórica, os participantes foram divididos em 6 equipes e procederam para o embarque nos veleiros: BL3 e Urca (Wind 34), Helios (Delta 32), Fandango (Schaeffer 30),


Os alunos da Fatec de Cotia do curso superior de Tecnologia em Gestão Empresarial tiveram uma missão: Organizar e participar de uma regata

“Esse tipo de experiência deveria ser vivido por todos durante o período acadêmico. Dez anos de experiência no mercado de trabalho não me proporcionaram tantas oportunidades de vivenciar conceitos como liderança, trabalho em equipe e gestão de conflitos de forma tão intensa”, disse Guilherme Gomes. Ao final do dia houve uma confraternização no Hostel Saco da Capella, base em terra do evento.

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Meteorologia Oceanografia

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do têm sido marcadas por anomalias: Em fevereiro deste ano a costa Australiana viu dois ciclones atingirem seu território, e o Hawaii enfrentou a fúria de dois furacões em setembro de 2014. Modelos computacionais avançados, incluindo o utilizado pelo IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change, estão prevendo que o El Niño não irá enfraquecer por agora, ou seja, as porções Central e Leste do Pacífico Norte, provavelmente ainda terão uma temporada agitada. Bons Ventos!

Foi uma experiência fantástica”

Soneca (Samoa 33) e Ydypy (Fast 310). Cada uma das equipes contou com um instrutor experiente: Ricardo e Clauberto (BL3); José Spinelli (Cusco Baldoso);

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Guilherme Gomes, Marcos Gama Lobo e Luis Pimenta. Nos barcos os estudantes aplicaram os conceitos obtidos na aula teórica: Noções de direção do vento, abertura das velas e condução da embarcação foram passadas aos alunos. Nesta fase o objetivo era familiarizar os estudantes com o universo da vela, fazer com que tivessem boas noções sobre como comandar uma embarcação. “Foi algo indescritível, tive uma sensação muito boa quando entrei no veleiro, foi sensacional”, descreveu Nayara. “Tive uma experiência fantástica e única. Aprender a teoria sobre o funcionamento de um barco a vela, assim como a prática, me trouxe conhecimentos que provavelmente não teria a oportunidade de adquirir em outro lugar. As regatas foram emocionantes. Colocamos em prática o trabalho em equipe, deixando diferenças de lado para alcançar um resultado maior. Foi um evento de novas amizades, experiências e aprendizados”, comentou Luke Pacces, um aluno participante. Nayara, como organizadora, também se encantou: “ A realização do evento foi algo inexplicável. Inesquecível. Conseguimos atingir todas as metas e fazer valer a pena todo o esforço da equipe. Aprendemos a trabalhar em equipe, superar dificuldades, lidar com algo desconhecido e a enfrentar novos desafios. Acho que esse aprendizado vai nos ajudar muito no mercado de trabalho e mesmo na vida”, concluiu. Após absorverem as noções básicas, os estudantes participaram de duas regatas. Uma no modelo barla-sota (onde os veleiros vão até uma boia e voltam), de curta duração; e outra de percurso, entre a Ponta das Canas e Saco da Capela. “Foi melhor do que do eu imaginava”, disse Nayara. “E pelo que ouvimos dos participantes, para eles também foi melhor do que o esperado. Conseguimos proporcionar uma experiência incrível e inesquecível para todos. Conseguimos de fato superar todas as expectativas”, comentou.


ALMANÁUTICA

8 Cisne Branco na Tall Ships Race

Tall Ships Race: Mais de 70 navios-veleiros inclusive o Cisne Branco

O Circuito Mediterrâneo reuniu 250 clássicos em 2015

Com início no porto de Belfast, a Tall Ships Race é uma competição de Navios-Veleiros de diversas nacionalidades que competem pelo Mar do Norte. A rota é em direção à Noruega, navegando através dos fiordes, terminando mais ao sul, na Dinamarca. Obtendo o oitavo lugar na primeira parte da competição e 17º na segunda, o Cisne Branco para em 7 portos brasileiros (e 9 estrangeiros) durante seu retorno. Você pode conhecer a competição e ver todos os navios-veleiros participantes (72 ao todo) no site oficial da Tall Ships Race www.sailtraininginternational.org/events/2015-the-tall-ships-races Resultado da primeira etapa da Competição (Belfast – Noruega) (país/ Nome do navio/tempo corrigido: dias-horas-min-seg) 1) Polônia - FRYDERYK CHOPIN 02 16 52 56 2) Noruega - SORLANDET 02 23 07 31 3) República Checa LA GRACE 03 00 58 39 4) Noruega CHRISTIAN RADICH 03 06 32 28 5) Noruega STATSRAAD LEHMKUHL 03 06 57 49 6) Holanda EENDRACHT 03 15 23 32 7) Holanda GULDEN LEEUW 03 21 10 10 8) Brasil CISNE BRANCO 03 22 23 30

A festa dos clássicos Cerca de oitenta veleiros clássicos, entre os quais alguns que datam do final do século XIX, reuniram-se em Cannes no final de setembro para a 37.ª edição das “Régates Royales”, nono e último evento do calendário do Panerai Classic Yachts Challenge (PCYC) 2015. O evento proporciona a etapa conclusiva desta temporada do Panerai Classic Yachts Challenge e pertence ao Circuito Mediterrâneo que conta também com Les Voiles d’Antibes, o Argentario Sailing Week e a Copa del Rey, em Menorca. Mesmo com a “concorrência” das regatas Panerai da América do Norte, das Caraíbas e na Ilha de Wight, só o Circuito Mediterrâneo atrai este ano mais de 250 embarcações de mais de 10 países diferentes, confirmando a posição do PCYC enquanto principal circuito internacional para veleiros clássicos e vintage. Em Cannes também está presente o ketch bermudense Eilean, adquirido e restaurado pela Officine Panerai, hoje embaixador da marca de alta relojoaria florentina.

O que o estrangeiro deve fazer ao chegar embarcado ao Brasil? Você saberia dizer qual é o passo-a-passo na hora da regulamentação dos documentos para um turista que chega pelo mar?

Essa é a frequente dúvida de quem nos visita pelo mar. Em contato com a Superintendência da Receita Federal, o Sr. Anaximandro Orleans Calle de Paula, da Seção de Controle Aduaneiro da Inspetoria da RFB em Recife-PE, esclareceu ao Almanáutica e seus leitores todos os procedimentos necessários, que podem inclusive começar antes mesmo da chegada. Veja a seguir um resumo. O passo-a-passo você pode fazer download no site do Almanáutica, tanto em português como em inglês (aba downloads). Antes, é bom lembrar que as embarcações de esporte e recreio registradas/matriculadas em países do MERCOSUL estão sujeitos a regra específica (Art. 356, RA), desde que não transportem carga e/ou passageiros com fins comerciais. Em princípio, estas embarcações usados em viagens de turismo, circularão livremente no País, dispensado o cumprimento de formalidades aduaneiras. 1- Antes mesmo de chegar ao País, o responsável pela embarcação pode preencher e transmitir a Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV), no seu tablet ou celular, ou pelo site da RFB: www.edbv.receita.fazenda.gov.br Há opção de registro em Inglês e Espanhol (no site há o passo-a-passo desse preenchimento).

Em justa homenagem a estátua de Torben foi inaugurada na Suíça 2- O responsável pela embarcação ou veículo de competição que entrar no País por seus próprios meios deverá apresentar-se à repartição aduaneira do primeiro porto nacional, no prazo de 24 horas, para a adoção dos procedimentos aduaneiros pertinentes, e apresentar os seguintes documentos: Passaporte, Registro da embarcação e Extrato/ Recibo da e-DBV (se ele tiver registrado a declaração eletrônica com antecedência). 3- O responsável deve comparecer às seguintes repartições, na ordem: Polícia Federal (visto de turista), Receita Federal (admissão temporária da embarcação) e Capitania dos Portos. A mesma seqüência deve ser observada antes de deixar o País. Se houver portos intermediários, ele deve comparecer à Capitania dos Portos nesses locais. 4- O prazo de vigência da admissão temporária da embarcação será o mesmo prazo do visto concedido para a permanência, no País, de seu proprietário. Este prazo poderá ser prorrogado na mesma medida em que o estrangeiro obtiver a prorrogação da autorização para sua permanência no País 5- Caso a embarcação seja de brasileiro radicado no exterior que ingresse no País em caráter temporário, o prazo de admissão temporária será de até noventa dias. Este prazo poderá ser prorrogado por período que, somado ao inicialmente concedido, não ultrapasse cento e oitenta dias.

Torben Grael recebe homenagem

Durante o 1º Grand Sam da Star Sailors League (SSL) que aconteceu no Museu Olímpico de Lausanne, o espaço da vela foi inaugurado junto com estátuas dos bicampeões olímpicos da classe Star, Torben Grael e Mark Reynolds (EUA). A cerimônia contou com a participação do norte-americano Dennis Conner, membro honorário da SSL e também conhecido como Mister America’s Cup, pelos quatro títulos conquistados na principal competição da vela oceânica entre nações.

O Paulista de Vela Adaptada foi também seletiva para o Brasileiro no RJ, e teve sua sede no ASBAC na Guarapiranga

Adaptada A Represa de Guarapiranga foi sede do Campeonato Paulista de Vela Adaptada em outubro. A competição, organizada pelo Clube Paradesportivo Superação, com a chancela da FEVESP e sede no Clube ASBAC, foi seletiva para o Campeonato Brasileiro de Vela da Classe Paralímpica Sonar 2015, que acontecerá no Rio de Janeiro. No total participaram 12 atletas divididos em quatro barcos da classe Poli 19, em uma disputa durante dois dias de evento. Os barcos são adaptados para os diferentes atletas. “Os barcos possuem algumas adaptações que possibilitam os atletas manusearem os equipamentos com facilidade”, explicou Vitor Hugo Pinheiro, técnico do Superação. A equipe comandada por Honório Rocha, com Mah Mooni e Evandro de Léo, foram os vencedores. O barco Kronos conquistou 4 regatas das 6 disputadas. “Esse resultado foi a recompensa após exaustivos treinos e comprometimento de toda a equipe”, ressalta o comandante. “Um campeonato paralímpico influi diretamente na vida desses atletas quando concorrem a uma vaga como o Brasileiro de Vela Adaptada”, comentou Luiz Gouveia, presidente do Clube Paradesportivo Superação.


Vela e Educação Física

(parte final)

Peter Thomas Comber é Professor e instrutor de vela e fala sobre a modalidade como ensino nas escolas

Segurança ao Velejar Como comentado anteriormente, a vela é praticada no meio liquido, que é hostil ao ser humano, além disto, ao velejarmos, também estamos bastante expostos às intempéries da natureza. Isso gera um risco inerente à atividade. Com os equipamentos de segurança adequados, uma boa experiência do professor, e barcos em boas condições de uso, pode-se diminuir estes riscos aos mesmos patamares que os demais esportes praticados na escola, porém se os

fatores de segurança forem negligenciados, os riscos se tornam exponencialmente maiores. Recentemente na cidade de São Paulo vimos isto ocorrer na modalidade natação em um colégio conceituado e de bastante tradição, onde infelizmente um aluno se afogou e perdeu sua vida, tornando-se uma grande tragédia para todos os envolvidos. Por isso, se um profissional de Educação Física optar por utilizar a modalidade vela, e todos os seus benefícios apresentados neste trabalho, é imprescindível que ele tenha boa experiência no ensino e prática da vela, e que em momento algum abra qualquer exceção com relação aos itens de segurança da modalidade, tais como: colete salva vidas, cabo de reboque nas embarcações, embarcação de apoio motorizada.

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Kitesurf Furnas Rio Kitesurf Open foi válido como segunda etapa do Brasileir de Kitewave

Foto: K08 Kite Club

A cidade do Rio de Janeiro recebeu mais uma vez o “Furnas Rio Kitesurf Open”, a esperada etapa do circuito brasileiro de Kitewave, segunda etapa do Campeonato Brasileiro. Com a final adiada pelo tempo ruim, a praia da Barra da Tijuca viu Zaga Gonzaga (Santa Catarina) sagrar-se campeão, enquanto que a carioca Milla Ferreira levou o título entre as mulheres. A terceira e última etapa do Brasileiro de Kite Wave ainda não teve sua data definida. Pro Masculino: 1º - Zaga Gonzaga (SC) 2º - Pedro Matos (RJ) 3º - Bruno Bordovsky (RJ) e Filippe Ferreira (RJ)

Pro Feminino: 1º - Milla Ferreira (RJ) 2º - Letícia Aiache (RJ) 3º - Samy Marins (SC) e Brigitte Mayer (RJ)

Foto: K08 Kite Club

Van e Carl Volmer são irmãos gêmeos e querem morrer a bordo do Peacemaker Foto: Carlos Lima Rocha/Lima Filmes

É doce morrer no mar...

A galera do masculino recebendo os troféus após a finnal num domingo nublado mas proveitoso

E você achando a gasolina cara...

Os irmãos gêmeos Van e Carl Vollmer, tem um projeto que a princípio não parece ter nada de incomum: Sair navegando pelo mundo em um veleiro. Não fossem alguns detalhes: Eles tem 85 anos, a viagem é só de ida, e pretendem fazer isso em um navio-veleiro de 48 metros e 3 mastros. Eles acreditam – e alguém duvida? - que será a sua maior e última viagem. No momento da morte eles também já tem os planos: Um enterro à velha moda dos marinheiros, sendo seus corpos lançados ao mar. Um coisa não é insólita: Eles querem uma tripulação de pelo menos 16 pessoas a bordo para auxiliarem na navegação. “Vamos ficar com os peixes até ao fim dos tempos”, disse Van. Na verdade eles já tem bastante experiência com o mar, fazendo deliverys, pequenos consertos e trabalhos em marcenaria para outros barcos. E vivem há anos em um barco de 40 pés (12 m) em uma doca de City Island, no Bronx, em Nova Iorque. Falta apenas comprar o veleiro. O escolhido foi o navio-veleiro de 3 mastros, Peacemaker. Outra curiosidade dessa história é a origem do sonhado Peacemaker: Ele é brasileiro...

Você acha que a gasolina está cara? Sabe nada, inocente! Para colocar gasolina em Fernando de Noronha - a gasolina mais cara do Brasil - agora ficou ainda mais caro... O litro passou de R$ 5,39 para R$ 5,59. Supondo um tanque de 45 litros como a maioria dos buggynhos de lá, para encher o tanque vai custar a bagatela de R$251,50. Durante a Refeno o turista pode até não ligar. Mas vai dizer

isso para um morador um comerciante ou um motorista de taxi...

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O Peacemaker Originalmente batizado de Avany, foi construído em Navegantes, (SC), utilizando métodos tradicionais e madeiras tropicais, e foi batizado em 1989. O industrial brasileiro Frank Walker, proprietário original e sua família, motoraram pelo sul do Atlântico antes de trazer o navio para o Caribe e a Georgia, onde tinham a intenção de colocar três mastros. Mas o trabalho nunca foi feito e no verão de 2000, o Peacemaker foi comprado por um grupo religioso com 50 comunidades nos EUA, América do Sul, Europa e Austrália. Eles passaram sete anos na substituição de todos os sistemas mecânicos e elétricos do navio, e transformando-o em um verdadeiro 3 mastros.

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MERGULHO

19º Encontro NAUI

Dos Leitores Muito obrigado pelas notícias veiculadas! É muito bom ter o jornal e o site como apoiadores das nossa iniciativas na Represa de Guarapiranga. Forte Abraço! Rodolfo Menjou de Paula Vieira Yacht Club Itaupu Diretor de Vela e Náutica

8 A Naui faz treinamentos para NASA No mês de agosto tivemos o 19º Encontro Instrutores Naui do Brasil e Mercosul, realizado na cidade de Jundiaí (SP). Foi mais uma oportunidade de atualização técnica e formação de novas especialidades, com demonstrações de novos equipamentos pelos fornecedores e importadores. A Naui (capitaneada pelo casal “Jornada e Liça” - Foto abaixo) como sempre vem buscan-

Parabéns pelo contínuo e excelente trabalho do Almanáutica. Meu obrigado e bons José Francisco Agostini Roxo Comodoro do Yacht Club Paulista

8 “Muito 10!” (Sobre a ação de marketing com Jack Sparrow realizada pelo Almanáutica no São Paulo Boat Show) Silvana A. Costa

Papo de Cozinha Nova marina em Itajaí deve aumentar o fluxo turístico e pode ser a maior do Brasil

Itajaí terá marina até 2019

do a melhor eficiência para o ensino com segurança. Ano a ano este encontro vem pautando o aprofundamento da melhor interação entre a direção, seus instrutores e demais profissionais, voltados ao ensino do mergulho. Crescendo em bases sólidas e mostrando que o melhor caminho é o respeito e dedicação dando crédito à certificadora, busca em seus mergulhos no Brasil e pelo mundo uma aventura e laser sempre seguros. Nos EUA (matriz), existe inclusive uma integração com a NASA, promovendo o treinamento de seus profissionais, além de praticamente todos os profissionais da segurança pública americana. A atuação e presença da Certificadora NAUI se dá em todo o território nacional com empresas e instrutores em praticamente todo grande local de afluxo e destinos turísticos. A Naui também está presente em grande parte das instituições governamentais brasileiras como o Corpo de Bombeiros Estaduais, Marinha do Brasil; Exército, com instrutores NAUI em seus quadros. Fotos: Jefferson Bellodi/Kadu Pinheiro

Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

CURTAS f No início der setembro a Corveta

Prevista para ter sua primeira etapa entregue no final deste ano, a construção da nova marina em Itajaí (SC) deve mudar o cenário local. Próximo ao porto, na Baía Afonso Wippel, ela pode ser a maior marina do Brasil. O projeto prevê a entrega completa em 2019. A construção deve incrementar ainda mais eventos náuticos internacionais e turisNesta edição, o navegador e Chef Maurício tas neles interessados, a exemplo dos que já acontecem por lá, como a parada da Volvo Rosa nos dá sua versão de um clássico da Ocean Race e a chegada da Transat Jaques Vabre. (Fotos: Marina Itajaí/Divulgação) cozinha mediterrânea... Ingredientes: 2 kg de tentáculos de polvo fresco 2 cebolas grandes descascadas 5 dentes de alho picados bem miudinhos salsa e cebolinha, sal, azeite de oliva e pimenta do reino.

Polvo à Provençal

Túnel do Tempo

YCP e sua história no “Hiatismo”

Como preparar: Limpe o polvo, lavando-o bem. Coloque-o em uma panela de pressão junto com as cebolas (não adicione água). Feche a panela de pressão e leve-a ao fogo alto. A partir do momento em que a panela começa a ter

pressão abaixe o fogo e aguarde 9 minutos. Depois desse tempo retire a panela do fogo, retire toda a pressão resfriando a panela e abrindo com cuidado. Retire o polvo e corte em pedaços pequenos. Em outra vasilha misture bem o alho, salsa, cebolinha, sal, azeite e a pimenta do reino, e coloque sobre os pedaços de polvo. Sirva acompanhado com arroz branco e um bom vinho branco ou espumante. Maurício Rosa é velejador, amante de gastronomia e autor do livro “Gastronomia em veleiros”

“Barroso” da Marinha do Brasil resgatou 220 sírios em fuga de uma embarcação com perigo de afundar. Entre eles 94 mulheres, 37 crianças e 4 bebês de colo, muitos extremamente debilitados. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco anunciou a data da 28ª Refeno em 2016: 24 de setembro. As inscrições começam dia 15 de abril.

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A Marinha do Brasil enviou no início de outubro o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” e o Navio Polar “Almirante Maximiano” ao continente antártico, como parte da 34ª Operação Antártica. O regresso está previsto para 29 de março de 2016.

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O reajuste do soldo dos militares permanece parado há 7 anos no Congresso Nacional para votação.

No dia 5 de janeiro de 1932, o Jornal “A Gazeta”, de São Paulo, publicava a primeira reunião “para aprovação dos Estatutos e eleição da primeira diretoria provisória”, convocando todos que “assignaram” a lista inicial. Foi o início da fundação do Yacht Club Paulista, mais tarde com sede na Guarapiranga, onde está até hoje...


Nicolas Bernal é Campeão Paulista de Optimist 2015 após excelente campanha este ano, com 14 regatas disputadas no circuito paulista

Campeão Paulista de Optimist 2015 Nicolas Yudji Bernal, 13 anos, sagrou-se Campeão Paulista de Optimist no início de outubro, após 4 regatas disputadas na Guarapiranga e dez em Ilhabela. Nicolas iniciou na classe Optimist na Escola de Vela do Yatch Club Santo Amaro (YCSA) a partir de um convênio existente entre YCSA e o Clube Internacional de Regatas de Santos. Fez dois anos de escola de vela e, posteriormente, foi convidado a ser sócio atleta e ingressar na equipe de vela jovem do YCSA. Foi dois anos consecutivos (com 10 e 11 anos), tripulante mirim do veleiro Lexus Chroma, onde disputou diversas regatas como a Volta da Ilhabela e Alcatrazes. Nos últimos dois anos ele foi Campeão do ranking paulista de optimist 2013, 3º lugar no Campeonato Paulista de Optimist 2014. No Norte Americano de Optimist disputado este ano em Antígua ele foi o 17º geral. Nicolas é filho de Volnys Bernal, Presidente da ABVC, a Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro.

Oficina do Capitão

Não deu xabú! A ABVC realizou uma oficina de pirotécnicos (2011) com o objetivo de instrumentalizar tripulantes em caso de necessidade, bem como de avaliar o uso de vencidos

Tabela 2 mostra resultados por data de vencimento, tipo e marca de pirotécnicos. O numerador indica o número de sucessos e o denominador o de acionamentos*.

* Como o teste foi realizado em 2011, esta data representa fogos novos à época, portanto, dentro da data de validade.

Insatisfação A partir da insatisfação gerada nos velejadores que não tiveram a oportunidade de serem escolhidos para a Rio 1016, durante a realização do Campeonato Brasileiro de Laser 2015 realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro em janeiro deste ano, foi elaborado um abaixo assinado (imagem) por velejadores, que deu origem a um outro posterior, online, no site Petição Públi-

Nelson Ilha Pelo sexto ano Nelson Ilha é convocado para atuar pelo Brasil A Federação Internacional de Vela (ISAF) divulgou a lista de juízes internacionais de vela para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Pela sexta vez o gaúcho Nelson Ilha é convocado pela entidade máxima da vela mundial. Membro do Comitê de Eventos e

Tabela 1 - Sucesso: lançamentos a contento, duração e luminosidade esperados. Parcial quando duraram menos que o esperado ou mais fracos. Xabú não disparou.

Sobre a questão do perigo da utilização, foi abordada em palestra específica por um engenheiro da empresa Índios: Não há risco de explosão em fogos vencidos. O pior que pode acontecer é não funcionarem. Na oficina foram disparados 39 pirotécnicos vencidos, do tipo exigido pela Marinha do Brasil para embarcações de recreio: fumígenos, fachos vermelhos e foguetes. Os disparos mostraram que metade dos foguetes e todos os fumígenos e fachos com menos de 5 anos funcionaram a contento e que, portanto, vale a pena manter a bordo pelo menos uma geração de pirotécnicos vencidos (além dos válidos).

Manifesto assinado deu origem ao outro, online que pede mudança dos critérios para a Rio 2016

Foto da capa

Na foto de Matias Capizzano, Mateus Tavares e Gustavo Carvalho (nas pontas) comemoram com Mario Urban e Daniel Seixas (centro) a conquista do Campeonato Mundial da Classe Snipe.

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ca. Na petição há o desejo manifesto de que competições seletivas exclusivas e mesmo os Campeonatos Brasileiros de 2016 definam os participantes. Embora o manifesto se auto-defina como representante dos “Velejadores Brasileiros”, o criador da petição não se identifica e procurado via site por duas vezes pelo Almanáutica, não se manifestou nem se identificou. Esse é um problema recorrente nas conversas com os insatisfeitos: Como existem fatores políticos e o poder concentrado nas mãos de pessoas num meio restrito e fechado como a vela de competição, ninguém – principalmente atletas que pretendem ter alguma chance futura - quer se identificar. A crítica ainda que velada é óbvia: O favorecimento. Historicamente, as seleções foram feitas através de um único campeonato seletivo, sendo que em 2000 havia a opção de um segundo evento, caso o favorito não vencesse. Para os Jogos de 2012, a eliminatória foi um campeonato mundial e uma pré-olímpica, com um evento no exterior para desempatar...

do Comitê de Juízes da Federação Internacional de Vela e auditor do pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Vela o velejador do Veleiros do Sul também foi chefe do Júri Internacional da Vela nos Jogos Pan Americanos de Toronto.


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE

Prezado Associado da ABVC,

Inicialmente gostaria de informar alguns eventos promovidos pela nossa querida associação. Este ano novamente a ABVC esteve presente com um estande no São Paulo Boat Show, com a finalidade de divulgar e de ser um ponto de encontro aos associados. Em outubro também ocorreu o Cruzeiro Forte Marechal Luz, um evento histórico-cultural entre Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul. Também foi organizada mais uma edição do Cruzeiro Costa dos Tamoios, de Ubatuba (SP) a Paraty (RJ).

Cruzeiro Forte Marechal Luz No mês de outubro foi realizado mais um cruzeiro de cunho histórico-cultural: o Cruzeiro Forte Marechal Luz. O Forte fica localizado em São Francisco do Sul (SC) e está comemorando seu centenário. O Cruzeiro da ABVC foi um dos eventos comemorativos. O cruzeiro, voltado aos velejadores do Paraná e de Santa Catarina, foi dividido em duas etapas. Na primeira etapa, de 10 a 12 de outubro, ocorreu a navegação de Paranaguá (PR) a São Francisco do Sul (SC) e na segunda etapa, de 15 a 17 de outubro, a participação dos eventos comemorativos e visitação dos museus da cidade. A flotilha foi muito bem recepcionada em São Francisco do Sul, no píer do Museu Nacional do Mar, pela Professora Andréa Oliveira, Coordenadora do

Outra boa recepção em São Francisco

Presidente da ABVC

Boat Show

Forte Marechal Luz

O Cruzeiro Forte Marechal Luz visitou São Francisco do Sul, o Museu do Mar e outras atrações da linda cidade

A recepção calorosa deve se repetir agora em 2016 durante a realização de mais um Cruzeiro Costa Sul

CONVÊNIOS Em mais um ano de presença no São Paulo Boat Show, o estande da ABVC fez sucesso e divulgou o nome e as atividades da associação para o público presente. Os associados que passaram por lá receberam de presente uma toalha bordada com o logo da ABVC e puderam bater um papo gostoso. Outro destaque foi a parceria com o Almanáutica, que levou um ator como Jack Sparrow, agitando o estande e chamando a atenção de quem passava por lá. Em quatro horas, mais de 200 pessoas pararam para tirar fotos, conhecer a ABVC e levar este Boletim Oficial da associação para casa.

Iate Clubes Aratu Iate Clube, Cabanga Iate Clube, Iate Clube Guaíba, Iate Clube de Rio das Ostras, Iate Clube do Espírito Santo, Marina Porto Bracuhy, Iate Clube Brasileiro, Jurujuba Iate Clube Descontos Brancante Seguros, Botes Remar, CSL Marinharia, Geladeiras Elber: Valor promocional; Azimuth: Desconto nso cursos; JetSail: (prestadora de serviços do ICS): Desconto em vistoria/survei, serviços e manutenções, estadias em seco e molhado e valores diferenciados para a lingada das embarcações.

Aconteceu de 17 a 24 de outubro a 5ª edição do Cruzeiro Costa dos Tamoios, realizado pela ABVC. O roteiro envolveu a passagem por diversas praias e ilhas, saindo de Ubatuba (SP) com destino a Paraty (RJ), contornando a Ponta da Joatinga, adentrando em Paraty Mirim, Saco do Mamanguá, Ilha da Cotia e encerrando na cidade de Paraty. Mais uma vez o cruzeiro contou com a

Museu Histórico da Fundação Cultural Ilha de São Francisco do Sul, pela Marina Cruschi, velejadora e Coordenadora do Museu Nacional do Mar, e pelo Sargento Machado, do Forte Marechal Luz.

Os cruzeiros da ABVC são, não Em 1822 foi requisitada pela Câmara Musomente uma alternativa de navegar em nicipal de São Francisco do Sul a criação flotilha e fazer novos amigos, mas também de fortificação com artilharia nos morros a oportunidade de conhecer novos locais. da barra da Baía da Babitonga para defenUm exemplo disso é São Francisco do Sul, der de invasores estrangeiros. Somente que além de abrigar o maior museu brasiem 1909 as terras necessárias para a sua leiro voltado ao mar e à navegação, conta construção no Morro João Dias foram adtambém com outros atrativos interessantes quiridas e o Forte Marechal Luz foi conpara uma cidade de somente 40 mil habicluído e inaugurado no dia 21 de dezemtantes: A Vila Histórica, o Museu Historio, bro de 1915, sendo escolhido seu patrono o Museu de Arte Sacra e o Forte Marechal o catarinense Marechal Francisco Carlos Luz, que também abriga em seu interior, Veleiros parados no pier junto à cidade da Luz. um museu. Museu Nacional do Mar A ABVC também está programando vários eventos em São Francisco Os galpões da extinta Cia Hoepcke de navegação, em São Francisco do Sul, do Sul durante o Cruzeiro Costa Sul que onde atracavam os navios para o transporte de erva-mate, sal e outros produtos, hoje ocorrerá no início de 2016. abrigam o Museu Nacional do Mar, cujo acervo reúne uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país. Fique atento no site da ABVC O acervo está organizado em 18 salas divididas por temas. Entre as peças (www.abvc.com.br) aos e novos convênios disponíveis à visitação do público, estão mais de 91 barcos em tamanho natural e cerca e parcerias e, em dezembro, na divulgação de 150 peças de modelismo e artesanato naval. Tudo identificado com textos, imagens do calendário de eventos da ABVC para explicativas e trilha sonora com músicas folclóricas das diversas regiões brasileiras e a 2016. música tema do museu, produzida especialmente para esta finalidade. A ABVC agradece o apoio do Iate Clube de Paranaguá, da Capitania dos Portos de Paranaguá, Delegacia de Portos de São Francisco do Sul, Prefeitura Municipal Bons ventos a todos, de São Francisco do Sul, Fundação Cultural Ilha de São Francisco do Sul, Exército Brasileiro, Museu Nacional do Mar e Fortalezas.org.

Volnys Bernal

Costa Tamoios

Espaço Marinha do Brasil

Antes, na piscina do Ubatuba Iate Clube colaboração do Ubatuba Iate Clube. Lá os veleiros ficaram até a largada, além de fazerem uma “happy hour” na piscina. E no jantar, uma deliciosa galinhada marcou a despedida de Ubatuba, mas não sem antes duas palestras interessantes sobre trimagem de velas velhas (Arnaldo Andrade) e Homem ao Mar (Spinelli). Após um período de chuvas, a flotilha seguiu para a Praia de Almada, onde depois de um dia delicioso,

Reunião a bordo, já chegando em Paraty nova frente fria alcançou a turma. De lá seguiram antes dela para a Ilha da Cotia, já na região de Paraty. Mas a frente entrou forte e três embarcações garraram mesmo lá! Dia seguinte, com a frente amainada foi dia de churrasco, claro. E depois, foi a vez de vi-

Um belo dia de sol curtindo a Almada sitarem o Saco do Mamanguá, e retornarem para a Cotia para, no dia seguinte, rumarem a Paraty, não sem uma parada estratégica no Saco do Bom Jardim, com visita às ruínas de um forte no alto de um morro próximo. Depois, claro, como é de praxe, uma confraternização em um dos veleiros que lotou com a turma toda a bordo! De lá finalizaram o cruzeiro na Marina Farol de Paraty, com jantar de confraternização e encerramento.

Ocupado nos últimos anos pelo Projeto Amazônia Azul, o prédio do Centro Cultural da Marinha do Brasil em São Paulo (Av. 9 de julho) agora retoma seu objetivo inicial, com a transferência do projeto. Através de um convênio com a Soamar, a Sociedade Amigos da Marinha, um espaço do Centro Cultural será destinado às reuniões da entidade que tambem promoverá encontros quinzenais com a sociedade civil. E também haverá a possibilidade de ser ocupado eventualmente por outras entidades, como a ABVC, que no passado recente já fez diversas palestras por lá. É mais um espaço para reuniões e para aproximar a ABVC e seus associados da nossa queri- Encerramento: Jantar na Farol de Paraty da Marinha do Brasil.

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 21  

Almanáutica edição 21 - Nov./dez 2015. Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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