Page 1

ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano IV – nº 19 – julho/agosto 2015 - Distribuição Gratuita

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 19

Leia nesta edição:

Nas mãos dos Piratas: Casal de ingleses conta como foi Nossos colunistas Artesão refaz o I.A.T. de Amyr Klink Murillo Novaes, Eduardo Sylvestre, Pai e filho cruzam o Cabo Horn Hélio Viana, José Paulo de Paula, 1º Classic Boat Festival Luciano Guerra, Nayara Licarião, Flávio Júlio Gomes tem muito a dizer! Competições pelo Brasil

Dicas, receitas, diversão e muito mais!


ALMANÁUTICA

2

EDITORIAL

E

Ano IV

Murillo NOVAES

Umas e Outras

Enfim um fim

ste número comemoramos o início do quarto ano de jornal. Uma marca e tanto. O sucesso do Almanáutica tem sido reconhecido em todos os lugares por onde passa. A cada mês, mais pedidos de distribuição, e-mails elogiosos e sugestões de pauta. Os mais prestigiosos leitores atletas de ponta, personalidades do mundo náutico, políticos, dirigentes de clubes, Comodoros, cruzeiristas e velejadores de final de semana – ajudam a fazer do nosso Alma (como é carinhosamente chamado por muitos), um jornal de qualidade editorial sem igual. Esse é o nosso foco. Por isso adotamos “Pra quem tem o mar na alma e quer mais qualidade”. Mais que um slogan, é uma linha de trabalho que pauta nosso conteúdo. Só temos a agradecer a todos e continuar trabalhando para que essa qualidade e reconhecimento conquistados continuem a fazer jus aos nossos leitores. Aos parceiros que acreditam nesse trabalho e estão conosco, nosso especial agradecimento. Sem seu apoio não conseguiríamos colocar o jornal na rua e fazê-lo chegar em todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Que venham mais 4... Mais 40 anos!

Olá querido amigo de alma náutica, eis que cá estamos naquela aflição clássica de todo colunista: o que escrever? E como escrever sobre o que escrever é também um clássico, vamos seguindo a procissão. Ou barqueata, como queira. De fato, o que não falta é assunto no mundo vélico. Com o recém chegado verão no hemisfério norte a coisa toda na Europa está bombando. Desde a Mini Transat, precedida pela Mini Fastnet, até a TP52, passando pela RC44 e outras classes de peso, todos estão na água pelas bandas europeias. Mas nada que me anime muito a tecer um texto sobre... Estou ficando velho. E chato, acho. Pelo menos aqui neste Cabo Frio, especialmente frio no invernal dia de hoje, tivemos um final de semana agitado. Lars Grael e Samuel Gonçalves venceram o estadual RJ da classe Star em três dias de regatas excelentes na raia da praia do Forte. E coloquei o “Meu Finn” na água para acompanhar. Foi legal! Mas o que aconteceu de importante mesmo nestes dias foi o final de mais um edição da Volvo Ocean Race. E com um vencedor inédito! E mesmo não sendo o Ricardo Amatucci - Editor objetivo desta coluna fazer uma matéria específica e jornalística, vamos aos fatos! O Team Alvimedica cruzou a linha de chegada em primeiro após concluir o percurso entre Lorient, com um pit-stop em Haia, e Gotemburgo em 4 dias e 9 horas. E todos fizeram muita festa para o time mais jovem da competição. “Claro que estamos muito felizes por essa vitória. Foi um ótimo resultado, pois conseguimos segurar a liderança obtida antes do pit-stop de Haia”, disse o norte-americano Charles Enright, comandante A foto de Ricardo Pinto/Volvo Ocean Race mostra o veleiro Team Vestas na última perna em direção do barco. “Vamos aproveitar o momento a Haia, na Holanda. e depois pensar na última regata in-port”.

Foto da capa

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

O veleiro turco terminou a prova de 960 milhas náuticas com vantagem de 23 minutos para o Team Brunel, segundo colocado. O MAPFRE, do nosso brasuca André Fonseca e o Dongfeng cruzaram a linha minutos depois. Os últimos a fechar a nona etapa foram Abu Dhabi Ocean Racing, Team Vestas Wind e o feminino Team SCA. Meninas, aliás, que fizeram bonito ao vencer a difícil perna de Lisboa até Lorient. A diferença do primeiro ao sétimo colocado não superou duas horas. Ao fim, todas as equipes, com exceção do acidentado Vestas, que perdeu mais da metade das etapas depois do encalhe nos recifes de Cargados Carajos, no oceano Índico, ganharam pelo menos uma perna nesta edição da regata. O que demonstra, mais uma vez, que a decisão de ir para o One Design, com barcos rigorosamente iguais, deu super certo. Mas não pense que acabou! A equipe do Alvimedica ainda iria disputar o desempate na in-port race de Gotemburgo contra o MAPFRE. Ambos somaram 34 pontos perdidos e a colocação final na série de regatas locais vai definir quem fica em quarto e em quinto lugares. “Foi uma perna bastante difícil e a parada em Haia praticamente definiu a etapa. O Alvimedica foi melhor, méritos pra eles! Cometemos alguns erros que nos tiraram a vitória”, disse André Fonseca, do MAPFRE. “Agora resta a disputa pelo quarto lugar. Vamos fazer a nossa regata sem

Crônicas Flutuantes óbvio o nome que foi dado a tal vento, o “Vento do Padre”, desígnio que agradou muito meus tripulantes, mas deixou o menino um pouco desconfiado. Se eu não tivesse já trato antigo com a turma querida lá das Gerais, diria que ninguém deu nem tchum pela inclinada do barco, todavia o olhar do garoto dirigido ao pai denunciou uma certa apreensão no ar. Calmamente ele, o garoto, disse: – Nóóóóó, pai... esse trem vai é virá de bôrco siô! – Tem perigo não, emendei, – tem um peso embaixo que... e comecei uma pequena preleção teórica sobre equilíbrio, hidrodinâmica e outras aritméticas náuticas relativas a veleiros. – Cê querdita nisso pai! – Pois se é o tio que tá falando uai! Vê se presta mais atenção nas coisa Carzeduardo? Farta de educação siô!! Olha pr’ele e vê se ele tá cum cara de preocupação! – Eu heim? óia... óia como incrina pai!!, a água já tá entrando ali pela bêrinha siô! As canoa lá do rancho acho que é muito mais sigura e num tem esse tar de lastro não... Garoto desconfiado! Quando todos se certificaram que o barco tinha realmente poucas chances de uma capotagem, o passeio se tornou mais confortável e continuei nosso curso de marinharia, visando mais o menino que, aparentemente, era quem se interessava realmente pela coisa. Passamos então aos nós.

O 1º encontro a gente nunca esquece Tudo começou com um simples churrasco, a comida típica dos velejadores. No início de 2006 o presidente da Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro – ABVC, Fernando Sheldon, me convenceu a organizar o encontro nacional em Angra dos Reis. A ideia era aproveitar o feriadão de Corpus Christi com um churrasco e alguns bate-papos. O administrador da Marina Bracuhy, Hugo Nunes, abraçou o projeto e liberou vagas para quem quisesse chegar de barco. Mal sabiam eles o vulto que a coisa ia tomar. O trabalho voluntário realmente funciona. A turma vestiu a camisa e se virou nos 30 para receber os quase 300 participantes. Bracuhy, que ganhou o slogan de O Porto dos Velejadores, se encheu de vida com a algazarra das 20 crianças e com os 60 barcos embandeirados na marina. Entre festas, palestras, jantar e workshops falaram Eneida Ceccon, do veleiro Rapunzel, Ronaldo Coelho, do Feitiço, Márcio Dottori, da Náutica, e Ricardo Paragon, o McGaiver dos motores de popa. Amyr Klink chegou no Paratii 2 com a esposa Marina, as três filhas e a cadela que os “adotou” na última viagem à Antártica. Já Aleixo Belov voltou pra Bahia arrependido

– Peguei um cabinho solteiro e... – Olha, esse aqui é o nó mais usado em barcos; chama-se lais de guia e é facinho de aprender... quer ver: dá um vorteio – resolvi conversar na língua deles – aqui fazendo uma arça e imagine que ela é uma lagoa; agora pega essa outra ponta da cordinha e imagine que seja um jacaré. O jacaré sai da lagoa... dá uma vorta por cima e... entra de novo na... – Uai pai, mais esse ai num é iguarzinho que o nó do porco? – Nó do porco? – É tio, o nó do porco... lá na chácara nóis faiz iguarzinho pra amarrar os porco na hora de capá, só que nunca tinha ouvido essa história de jacaré na lagoa não... uai! Trem meio cabuloso esse... Ô tio, quar raça de jacaré que tem por aqui? – Aqui não tem jacaré não, era só maneira de... Bem, então tem esse outro nó aqui, ó... é o nó do fiel e serve para... – Apiá as vaca e amarrá o rabo da vaca mais o fucinho do bezerro nas perna pra mode num derrubá o barde na hora de tira leite. – Bem se vê que há correspondências entre mar e sertão... garoto esperto! Propus, então, pegarmos a varinha de pesca para tentar uma curricada. Aí foi que os zóinho de Carzeduardo brilharam. – Êêêita pai, qu’essa muntuêra d’água deve de dá uns trairão heim siô? To achano que o dilúvio, aquele dos bicho e da arca,

Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

num foi só lá na nossa cidade não. À essa observação um imperceptível levantar de sobrancelha da mãe, que permanecia caladinha produziu um breve momento de silêncio. Com total falta de sensibilidade retruquei: – Mas Carlos, você acredita na arca do Noé?!! O garoto olha de relance para a mãe. – Craro tio!! Mode’que que num ia credita? Se tá na Bibria uai! Nesse momento o molinete zuniu... ziiiiinnnn! Botei o barco à capa; por coincidência o Padre afrouxou um pouco os ventos e Carzeduardo manobrou o peixe com tal desenvoltura que imaginei pudesse haver um trairão na linha. Mas não, era uma sororoca das boas. – Soró o quê? – SO-RO-RO-CA, disse o pai. – vê se prest’enção Carzeduardo... Noé pois um casal na barca também... Na volta a casa, proibidos que estávamos de uma picanha na brasa por conta da santidade da sexta feira, aquele peixe, dada a atual escassez ictiológica, foi uma benção de Jeová ou de alguma outra entidade paralela. Algumas latas de cerveja apareceram sabe-se lá de onde; geração espontânea talvez... dimais da conta!!! José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana

Vela para todos! No final do mês de maio, tive a oportunidade de liderar uma clínica de alto rendimento a vela em Maputo, Moçambique para a ISAF. Estavam presentes equipes jovens do Egito, Argélia, Seicheles, Angola, Tanzânia, Tunísia, Sudão e Moçambique, com seus melhores velejadores masculinos e femininos e seus técnicos. Estas equipes estão se preparando para representar seus países no Mundial da Juventude em Langkawi na Malasia no final deste ano. Esta clínica teve o objetivo de estreitar o “gap” técnico entre nações que já participam do mundial da juventude e as que começaram a participar agora, além de encorajar e treinar velejadores e técnicos. Foi muito bom conhecer e participar do que estes governos africanos estão fazendo para melhorar e desenvolver a vela em seus países com o apoio da ISAF. Sempre fui adepto de um sistema mais justo e igualitário no que se refere às oportunidades para jovens esportistas. Lembro-me que fiquei bastante impressionado quando participei pela primeira vez do programa de intercâmbio de técnicos da US Sailing nos Estados Unidos na década de 80, pois em todos os lugares que fui dar treinamento, os barcos pertenciam aos clubes e não aos sócios. Isso pra mim foi incrível, pois mesmos aqueles que não tinham barcos poderiam ter uma oportunidade de fazer parte do time de vela se fosse assíduo, tivesse compromisso e talento. Sabemos que aqui no Brasil se você não tem um barco

&

Meteorologia Oceanografia

Por: Luciano Guerra

O Amigo Eddy

(Foto: Ian Roman/Abu Dhabi Ocean Racing)

Salve salve ilustres leitores! Vocês conhecem o Eddy? Quem? Isso mesmo, o Eddy. Até o final deste artigo veremos o que esse cara pode fazer por nós navegadores. À medida que as flotilhas locais vão se tornando cada vez mais nacionais, e vão descobrindo que “Navegar é Fácil”, vou pegando carona nos diversos cruzeiros que lindamente se multiplicam pela costa bra-

Coluna do escritor José Paulo de Paula

A arca de Noé

Não é segredo o fato de eu ter certa queda pelas Minas Gerais. Parte da infância ocorreu meio àqueles cerradões. Pois que, tempos atrás, durante uma destas Semanas Santas, tive muita satisfação em receber visita de um primo querido, parceiro de muitas traquinagens infantis e juvenis. Veio com sua bela família: esposa, um filho pequeno de doze anos e uma filha à beira de se casar... há ainda destes estranhos rituais lá por aqueles chapadões. Havia anos, muitos, que não nos víamos, e nos empenhamos francamente em botar a prosa em dia a relembrar outras épocas. Apesar de muito religiosos, testemunhas de Jeová, adoram uma cervejinha, uma cachacinha – se for da boa –, uns causos mais picantes e aventuras de quase todos os tipo. Dia seguinte à chegada fomos velejar. O primo era o único que já havia estado numa embarcação à vela, conquanto pouco ou nada guardava de, por assim dizer, recordações técnicas a respeito dos fundamentos básicos envolvendo velas e ventos, de maneira que o passeio se transformou numa espécie de curso. Tempo bom, boa brisa vinda do leste e a gente sem tempo para chegar a lugar algum... Em dado momento uma rajada mais forte fez o barco inclinar bastante – cá por essas bandas – a canal de São Sebastião – essas lestadas aceleram na descida dos morros podendo chegar a 25/30 nós; curiosamente essas rajadas vêm do lado em que se situa a Igreja matriz, sendo, portanto,

nos importar com um match race contra o Alvimedica”, completou Bochecha. O resultado em Gotemburgo também confirmou o pódio final da Volvo Ocean Race 2014/15. O Abu Dhabi Ocean Race (Emirados Árabes Unidos) ficou com a taça, o Team Brunel (Holanda) em segundo e o Dongfeng Race Team (China) no terceiro degrau do pódio. O britânico Ian Walker, comandante do time árabe, entra para o seleto grupo de medalhistas olímpicos e vencedores da Volta ao Mundo, como o nosso Torben Grael. No Abu Dhabi estava também o espanhol Chunny Bermudez, integrante do Brasil 1 na histórica campanha de 2005/6. Ainda no píer sueco, a tripulação recebeu o troféu erguido pelo emocionado Ian Walker, que persegue este título há três edições. O último compromisso das equipes é a supra citada regata in-port sueca, que fechará a maior competição de vela oceânica do planeta. As provas locais agora compõem uma série à parte da VOR e são realizadas em todas as cidades-sede e servem apenas como critério de desempate da série principal. E o Abu Dhabi também é o líder provisório das in-ports! Estão com tudo!! Quem viver verá! Bom, eu vou ficando por aqui. E já prometo mais inspiração para a próxima! Até lá!

Eduardo Sylvestre

por não ter trazido o dobro de livros para a noite de autógrafos de A Terceira Volta ao Mundo do Veleiro Três Marias. Este ano participei mais uma vez do encontro como voluntário responsável por gelar as cervejas – é como deixar o lobo tomando conta do galinheiro, mas pelo menos não faltaram Itaipavas super geladas – e fiquei feliz em notar que o espírito continua o mesmo. Afinal, cruzeirista é um bicho gregário e nada como alguns dias juntos para conhecer gente nova, reforçar os laços, e o mais importante, praticar uma troca maciça de informações. Ficou com vontade de estar lá também? Se avexe não, o presidente atual da ABVC, Volnys Bernal, já avisou que no ano que viagem à vela se torne mais ou menos devem tem mais, e com muitas novidades! morada (dependendo da sua derrota), tem alguns atalhos ainda desconhecidos por Churrasco 0800 muitos navegadores de cruzeiro. O merJá é tradição. O casal Telma e Naude, do cado offshore de óleo e gás e de pesca restaurante Recanto dos Maias, vai ofe- industrial já tem um bom conhecimento a recer um churrasco 0800 para clientes e respeito destes atalhos, e já faz uso de seus amigos. Naude providencia 100 kg de car- benefícios. Ao subir ou descer a costa brasileira, é ne – entre picanha, frango e linguiça – e acende a churrasqueira por volta das 13hs. possível minimizar os efeitos da Corrente As bebidas são adquiridas no restaurante, Almanáutica: que também serve frutos do mar para os

Continua na pág. 11 Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

Jornalista Responsável: Paulo Gorab ISSN: 23577800 19 Jornal bimestral, com distribuição nacional nos principais polos náuticos do Brasil. Ano 04, número 19 julho/agosto de 2015

de ponta com um equipamento bom e velas novas, dificilmente você terá a oportunidade de participar e vencer regatas e com isso eventualmente representar seu país. Eu me identifiquei muito com este tipo de programa, pois a vida nunca foi fácil para mim. Pois bem, em Moçambique, como na Angola e em outros lugares da África, os barcos pertencem à federação de vela local, são comprados com o apoio de programas ligados ao Comitê Olímpico de seu país. Os barcos ficam sob os cuidados de um clube, onde existe um programa dividido em aprendizado básico, intermediário e avançado. Em Maputo, o Clube Marítimo recebeu 20 optimists, 25 lasers radiais e 2 botes motorizados para desenvolver um programa na cidade, ligados a federação. Este programa já está no quarto ano. Conversando com o presidente da Federação de Vela e Canoagem de Moçambique, Hélio Da Rosa, ele disse que este convênio com o Comitê Olímpico, fez com que a vela renascesse no país. Hoje este programa de Maputo tem convênio com as escolas públicas da região que mandam alunos para a prática do esporte a vela. Segundo Da Rosa, a federação quer expandir este programa para cidades mais ao norte a fim de aumentar os adeptos da vela. A África sileira, e dando pitadas a respeito de assuntos importantes para os que saem das águas abrigadas e buscam velejadas mais longas e prazerosas. O papo de hoje é de grande importância para os comandantes que desejam registrar singraduras mais longas em seus diários de bordo. A corrente oceânica de movimento horizontal que flui pela costa brasileira desde o nordeste até sul do país, é chamada Corrente do Brasil. Parte de seu movimento é mantido por uma força chamada transporte de Ekman, mas este é outro assunto. Este movimento, cuja velocidade em dias de pouco vento pode fazer com que a sua

3

como um todo não é diferente, caso não fosse assim a população não teria acesso a este esporte. No final de 7 dias intensos desta clínica com regatas e palestras, pude ver a diferença que a vela tem feito na vida destes adolescentes. Se não fosse por programas como esse, com projetos e parcerias de governo com as federações, não seria possível mandar novos talentos para o mundial da Malásia, e quem sabe novos nomes para as Olimpíadas do Japão em 2020. Sem estes recursos eles jamais teriam tal oportunidade. Presenciei o cuidado e o carinho dos atletas com os equipamentos de primeira linha, ao montar, velejar e desmontar os barcos. Eles sabem que aquele veleiro será usado não só por eles, mas por toda uma geração de velejadores através do seu clube e federação. Gostaria muito de ver algo assim no Brasil. Sei que existem programas parecidos com objetivos sociais em vários estados brasileiros, porém muitos destes programas são isolados em suas regiões e sem nenhum apoio técnico. Seria fantástico ver programas sociais e desportivos interligados com o apoio financeiro não só do Comitê Olímpico como também do Governo Federal, Estadual e Municipal e supervisionado pela Federação, através de suas equipes técnicas e de desenvolvimento, como existem nos centros olímpicos do mundo inteiro. Creio que só desta forma desmistificaremos o fator “elitista” atribuído ao nosso esporte. Eduardo Sylvestre é Professor de Educação Física, Diretor do Programa de Desenvolvimento da CBVela, é um dos Expert da ISAF e técnico nível 3 da USSailing.

terá pela proa a corrente do Brasil. Então qual a derrota mais adequada a ser adotada, levando em consideração somente a corrente de que estamos falando? Subindo a nossa costa, ainda em Santos, próximo à isobatimétrica dos 100 metros a corrente é mais amena, no entanto sobre a profundidade de 1000 metros ela é mais acelerada. Já na altura de Santa Luzia, entre os faróis de Guarapari e Vitória o movimento se inverte. Na isobatimétrica de 1000 metros há a formação de um vórtice -- o tal do Eddy -- cujo movimento horizontal flui para nordeste, derivando por sobre a cadeia de Abrolhos e contrariando o movimento padrão da Corrente do Brasil. Aí está o tal atalho; a ajudinha do nosso amigo Eddy. Lembre-se! Caso, neste momento você encontre algum amigo descendo a costa, apresente-o ao Eddy e ele saberá traçar a melhor derrota. Um dos principais fatores de formação deste vórtice é o movimento de bifurcação da corrente sul equatorial em seu encontro com a cadeia Vitória-Trindade. Atualmente diversos estudos estão em andamento para caracterizar este e outros vórtices ao longo da costa do Brasil. Localização e deslocamento, velocidade dos movimentos verticais e horizontais e a sazonalidade estão no foco dos estudos. Tudo está sendo muito bem pesquisado, e dentro de pouquíssimo tempo, provavelmente, veremos este assunto na bibliografia da navegação oceânica Espero ter trazido mais um assunto interessante aos leitores, e que a cada planejamento sejamos mais exatos, resultando em velejadas agradáveis e sem risco. Bons Ventos e muita náutica na alma!

do Brasil se aproveitando de movimentos circulares chamados Eddies (vórtices em bom português). Então vejamos de forma objetiva, o que um navegador pode fazer para lucrar algumas milhas com estes movimentos. Digamos que você esteja saindo de Santos com destino a Salvador na temporada correta, e deseja utilizar todo o potencial da natureza em seu favor. Você, como bom comandante, deve saber que

Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.

Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site: www.almanautica.com.br

Nós priorizamos a qualidade com o melhor conteúdo editorial do mercado. Nossos leitores e nossos colunistas são formadores de opinião. Quem quer mais conteúdo sabe onde encontrar! Almanáutica: Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!


ALMANÁUTICA

4 A Bordo

Celular sobrevivente

Aratu-Maragojipe e Stand Up Paddle Este ano a Regata Aratu Maragojipe terá início dia 21 de agosto, com uma grande Cerimônia de Abertura que reunirá autoridades governamentais, velejadores, imprensa, patrocinadores e convidados, na sede do Aratu Iate Clube. A competição acontece dia seguinte, sábado, dia 22 de agosto, com largadas para as diversas classes, a partir das 10 horas, entre o Farolete da Base Naval de Aratu e Ilha de Maré. A 46ª Regata Aratu-Maragojipe é uma realização do Aratu Iate Clube, em parceria com a Via Náutica Consultoria & Eventos Desportivos, empresa coordenadora do evento. A regata nasceu no ano de 1969 com a denominação de “Regata de São Bartolomeu”, em homenagem ao Santo padroeiro da cidade de Maragojipe. Nas primeiras edições do evento a grande maioria das embarcações participantes era composta pelos tradicionais saveiros, muito comuns e numerosos na época. Decorridos os anos, os modernos veleiros de oceano passaram a ser os protagonistas, distribuídos em mais de vinte classes. Os tradicionais “Saveiros de Vela de Içar”, hoje em extinção, também dão grande beleza ao evento. A Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, recebeu a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Stand Up Paddle (SUP) Race. Cerca de 200 participantes estiveram na competição realizada no último sábado de maio. Foi a primeira etapa válida para o Campeonato Brasileiro de Stand Up Paddle. A prova, chancelada pela Confederação Brasileira (CBSUP) e pela Associação Baiana (ABASUP), reuniu atletas de diversas partes do país. Além da categoria profissional, foram realizadas também disputas na categoria amador e kids, o que possibilitou a participação dos esportistas iniciantes e estreantes em campeonato. O evento fez parte das comemorações do aniversário de 80 anos do Yacht Clube da Bahia, comemorados em maio deste ano. Os resultados completos podem se acessados no site da competição em www.yachtclubedabahia.com.br/suprace O Campeonato Brasileiro de Sup Race foi uma realização do clube, através da Flotilha Odoyá, com apoio e supervisão da Associação Baiana de Stand Up Paddle e da Confederação Brasileira de Stand Up Paddle. A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metropolitana: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

GIRO

Ilhabela - SP Nadando entre as praias do Veloso e Curral em Ilhabela, Julho Fiadi viu uma fitinha preta saindo da areia no fundo do mar, a 5 metros de profundidade. “Mergulhei e puxei a fitinha. Para minha surpresa, foi aparecendo um IPhone 5C dentro de uma bolsa estanque, que estava completamente enterrada na areia do fundo do mar”, conta Julio. Fiadi levou o aparelho para casa, limpou a bolsa estanque e ao abri-la, percebeu que o celular estava seco, com a bateria descarregada. “Depois de uma boa carga, apareceu a tela de início, mas com código de bloqueio. Assim não consegui informações do proprietário. Mas apareceu a última data quando ele parou de funcionar: 31 Dezembro”, contou. O celular ficou submerso 142 dias e funcionou perfeitamente. Júlio retirou o chip e colocou em outro aparelho, conseguindo assim identificar o número. “Atendeu uma menina chamada Bárbara, de 13 anos, que perdeu o celular fazendo stand up padlle

Justa Homenagem

pela Costa

na Paria do Curral, no fim do ano passado. A menina mal acreditou que seu celular ainda existia e funcionava”, disse Fiadi, que conseguiu devolver o aparelho. A foto (dele) mostra o celular ainda na capa...

142 dias depois Homer foi libertado

Guarapiranga - SP 1º Classic Boat Festival

Taça Morangaba Taça dos Lagos

O Mais de 100 embarcações participaram da mais tradicional regata da Represa Guarapiranga, realizada todos os anos, a Taça dos Lagos, disputando o troféu transitório Ernesto Reibel. Sediado pelo Yacht Clube de Santo Amaro (YCSA), a intenção principal do evento é integrar os clubes da represa, bem como os velejadores das inúmeras classes participantes. Os 2kg de alimento exigidos para validar a inscrição, ajudam uma instituição beneficente, a Sociedade Benfeitora Jaguaré.

Recife - PE Cabanga faz intercâmbio A Flotilha de Optimist do Cabanga Iate Clube de Pernambuco realiza em julho um intercâmbio na França. Além da clínica de vela os 11 velejadores do Cabanga disputarão a Copa Internacional de Verão (CIE), considerado um dos maiores eventos de vela do mundo, que neste ano será realizado na França. Serão 16 dias entre treinamentos e competições. A delegação do Cabanga será composta pelos seguintes velejadores: Antônio da Fonte, Arthur Granja, Helena Granja, Júlia Ollivier, Marina da Fonte, Letícia Lira, Ludmila Lira, Luísa Vasconcelos, Rodrigo Villarroel, Tiago Monteiro e Vinícius Oliveira.

rota. Porém, em 1953 com o projeto con- ria e receberá uma homenagem em evencluído, os Classe Brasil finalmente partiram to tão importante. Gostaria de estender a para o desafio. “É um orgulho ser proprie- honra a todos que contribuem para que os Atenta à importância dos barcos que mar- tário de um barco que carrega tanta histo- veleiros clássicos ressurjam. Permitindo, assim, que suas histórias caram história na vela oceânica mundial, a sejam mantidas. Os esfororganização da Ilhabela Sailing Week 2015 ços solitários, a ABVO que homenageia este ano o veleiro catarinense abraçou a classe e o Yacht Cairu II, primeira embarcação brasileira a Club de Ilhabela também conquistar um título internacional, ao venmerecem a homenagem”, cer terceira edição da Regata Buenos Aiconsidera o comandante do res–Rio em 1953. “Os Classe Brasil foram Cairu II, que na língua tupi construídos com um único objetivo, vencer significa árvore de folhas a regata Buenos Aires-Rio”, afirma o atual escuras. No site do Almaproprietário do Cairu II, o engenheiro civil náutica você encontra a hisEduardo Hamond Regua, detentor da foto tória completa dos veleiros que ilustra a matéria. Em 1950, segunda edição da regata, o Brasil sofreu nova der- Batismo do Cairu II foi com pompa e circunstância Classe Brasil.

5

A primeira edição do Festival de antiguinhos foi promovida pelo YCP O tradicional Yacht Club Paulista (Guarapiranga/SP) realizou o 1º Classic Boat Festival, uma reunião festiva de barcos clássicos que trouxe muitas famílias e amigos para curtir o ensolarado sábado no clube. O festival de barcos clássicos celebrou a memória das décadas de 50, 60 e 70 quando a Represa de Guarapiranga e o Yacht Club Paulista (YCP) tiveram relevante importância no cenário social e da náutica brasileira. Houve quatro categorias básicas: skiboats, runabouts, crackerboxes, e barcos de competição. No início do evento houve a demonstração dos barcos de competição com voltas de exibição em uma raia de 600m. Logo após, foi realizada uma homenagem ao Sr. José Car-

Rio Grande do Sul

los Beu, o “Carlinhos da Esquimar”, pela significante contribuição à motonáutica brasileira. Depois, todos os barcos (que funcionaram) foram para a água, para uma Parada Clássica. O trajeto foi do YCP até a Ilha dos Macacos (Eucaliptos), passando em frente aos outros clubes (CCSP, Castelo, SPYC e YCSA), retornando ao YCP. Um belo almoço na sede náutica encerrou as atividades de um gostoso sábado de sol em família. Realização e Organização Yacht Club Paulista, com apoio da Regatta Yacths e Editora Talento, Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, Capitania dos Portos e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. Foto: S&M Meirelles/aérea Luiz Carlos M Rego

Treino Paralímpico

Taça Morangaba: Volta após loga pausa A Taça Morangaba voltou ao calendário de regatas da Guarapiranga. Após vários anos de ausência, em maio foi realizado o evento com formato peculiar nas águas da represa de Guarapiranga. A largada foi às 12h com percurso e um piquenique realizado às margens da represa, no terceiro lago, com a participação de todas as tripulações, a juria, e convidados e funcionários do Clube Itaupú. Participaram 14 embarcações das diversas Classes convidadas. Marcaram presença junto à flotilha do Itaupu, equipes do Clube de Campo Castelo, Yacht Club Paulista e Yacht Club Santo Amaro. A equipe comandada por Mário Buckup foi fita azul e manterá a Taça Morangaba até a realização da próxima competição, prevista para maio/2016. A Taça Morangaba teve patrocínio do Yacht Club Itaupu.

O clube com mais inscrições foi o YCSA, com 47. O segundo lugar ficou com o Clube de Campo Castelo. Já a classe mais inscrita, foi a Mini Oceano. A Fita Azul deste ano ficou com o velejador Allan Lowy. Após ter o melhor resultado acumulado entre os três primeiros colocados da classificação de cada classe, o YCSA conquistou o troféu transitório Ernesto Reibel mais uma vez. Ernesto Reibel (com Fernando Costa Melchert, Nicolau Moraes Barros Neto ) foi o responsável pelo primeiro título internacional do YCSA em 1957, ao competir na prestigiada Semana de Kiel. Em 1961 ele assumiu a Comodoria do YCSA, época dos Jogos Pan-americanos (1963), disputados em São Paulo. O clube foi sede das regatas e coube a Ernesto a tarefa de receber os velejadores das três Américas. O troféu que recebe o nome dele é entregue anualmente ao clube que somar mais pontos de acordo com o regulamento da Taça dos Lagos.

enfrentando condições em que você não sabe direito como funciona a logística e enfrentando os melhores do mundo”. “Nós treinamos desde maio do ano passado. Foi muito trabalho e conseguimos uma boa evolução. Participando desses campeonatos conseguiDe 26 a 30 de maio em Medemblik, na Ho- mos ter um parâmetro do que temos que melhorar. Chegando no Brasil temos que mudar landa, aconteceu a Delta Lloyd Regata, or- muita coisa que foi feita de errado, para melhorar”, considerou Bruno. ganizada pela Federação Internacional de Saldo positivo para o Clube Veleiros do Vela (ISAF), com a participação de comSul (RS), na Búzios Sailing Week – Mono- petidores de diversas partes do mundo. tipos, que aconteceu no início de junho no Com o apoio da Confederação Brasileira Iate Clube Armação de Búzios. Na classe de Vela Adaptada, a equipe paralímpica do Optimist deu Tiago Quevedo. O gaúcho Brasil esteve presente em três categorias: multicampeão do Optimist arrebatou mais Skud (Marinalva Almeida e Bruno Landum título após liderar toda competição. A graf), Sonar (Tui Oliveira, Antonio Mardisputa também foi valida como Campeo- cos Carmo e Matias Abreu) e 2.4 (Mario nato Brasil-Centro de Optimist. A Flotilha Czaschke). Após 5 dias de competição fiMinuano do Veleiros do Sul teve ainda um cou assim participação dos brasileiros na bom desempenho com os novatos da clas- Holanda: se: Gabriel Rímoli terminou em 21º, Lucas Stolf em 49º, Pedro Amine, 60º, Francisco Skud - Marinalva Almeida e Bruno LandRuschel, 65º e Leonardo João Caminha, graf: 15º em 79°. A equipe foi acompanhada do Sonar - Tui Oliveira, Antonio Marcos Cartécnico Juan Sienra e pela Team Leader mo e Matias Abreu: 9º Fabiana Stolf. Na classe 420 o Veleiros do 2.4m - Mario Czaschke: 25º Sul competiu com a dupla Thiago Ribas e Erik Hoffmann que ficou em quinto lugar Marinalva comentou que “estar na Holanentre 12 equipes que também disputaram o da está sendo um aprendizado maravilhoso, é muito diferente do clima no Brasil, Marinalva Almeida e Bruno Landgraf a bordo do Skud em treino para a Rio 2016 Campeonato Carioca da classe.

Destaque Gaúcho


ALMANÁUTICA

6

Profissão: Artesão Jackson Bergamo descendente de italianos nasceu em São Paulo em 1950. Viveu parte de sua juventude na Praia do Itararé em São Vicente (SP). “Com a ajuda do meu grande amigo e parceiro da primeira turma do surf paulista dos anos 60, o velejador Geraldo Faggiano Jr., aprendi a velejar, conta Jackson.

cia, também foi Anel que projetou o I.A.T. de Amyr. O projeto do Light-Crest é do argentino German Frers, de 1952 e ganhou um prêmio de projeto na revista Yachting World. Foi publicado para ser construído de forma artesanal, neste mesmo ano. “Eu consegui nos anos 80 o projeto original completo do próprio Germanito”, conta orgulhoso.

Como aficionado, Jackson conseguiu Ex-artista publicitário premiado internaseguir o paradeiro dos Light-Crest feitos cionalmente com várias campanhas de puno Brasil: O Barlavento afundou nos anos blicidade, tinha como hobby a Arquitetura 70, na represa Guarapiranga em frente ao Naval e a Construção Naval de barcos de Clube de Campo do Castelo. Depois de uns madeira desde a faculdade nos anos 70, dois anos no fundo tentaram o seu resgaépoca em que cursou Arquitetura Naval na te, mas ele quebrou em vários pedaços ao Escola Lery & Smith Yacht Design Course ser puxado. “Um outro eu encontrei há uns do Rio de Janeiro. Nessa década, sua paixão 30 anos, apoitado em Icaraí em Niterói, e pelo mar o fez tripulante de diversos veleidepois de muita pesquisa não soube mais ros de oceano, inclusive o Classe Brasil Sadele nem consegui saber o nome. O do gres (Cayru II), à época, de Mentor Muniz. Cabinho, o Sea BIRD, ficou na Polinésia. O casco vai sendo preparado após o trabalho inicial com as cavernas... Nos idos de 78 foi instrutor de vela na extinO meu, o Keaka-Malía que já tenho ha 38 Amyr Klink viu seu trabalho e perguntou substituir o original no museu, o que está anos e que eu mesmo fiz a restauração em ta Marina Guarapiranga (SP). da possibilidade de restaurar seu barco sendo feito nesse momento. “Como não 1984, tem o costado laminado (Cold MolDesenvolveu e pesquisou estudos na Ar- a remo, o I.A.T., que ficou por anos no existem mais os planos de construção ori- ded) em cedro, ainda no verniz. O último quitetura Naval, experimentando as mais va- Museu do Mar em São Francisco do Sul ginais, estou com o próprio I.A.T. lá co- o Atrevido, consegui adquirir a um mês e em (SC). “O I.A.T. estava com ele aqui migo, durante este processo para retirar as precisa de muito restauro. E descobri há em São Paulo, erguido no corredor do medidas e formas”, explica. uns anos atrás, um sexto barco em Vitória, seu escritório em Moema. Combinamos e Mas essa não é a única prenaquela mesma semana e levamos para o meu estaleiro na represa Bilings”, conta. ciosidade nas mãos de Jackson. Ele também tem nada Depois da restauração Amyr Klink gos- menos que dois veleiros da tou tanto, que pediu para que Jackson Classe Light-Crest, irmãos construísse uma réplica do I.A.T., para gêmeos do Sea Bird, veleiro no qual Roberto de Mesquita Barros, o Cabinho, velejou até a Polinésia, viagem descrita Na oficina I.A.T. vai tomando forma... no seu livro Do Rio a Polinériadas técnicas de construção em barcos de sia. “Todos saíram do mesmo fibra e madeira. Nos últimos 18 anos como molde construídos em Diadeprofissional vem realizando trabalhos de ma pelo arquiteto e construtor construção e restauração em barcos de manaval argentino, Jorge Horá- Amyr Klink acompanha o trabalho de Jackson deira de pequeno a grande porte. cio Anel. Foram feitos cinco Depois de uma exposição que fez em barcos do mesmo molde”, o Typhon que foi feito lá mesmo por um construtor porum Adventure Sport Fair, em São Paulo, Modelo e cópia na oficina de Jackson conta Jackson. Por coincidên- tuguês em 1958”, explica.

Vela e Educação Física

(parte VI)

Peter Thomas Comber é Professor e instrutor de vela e fala sobre a modalidade como ensino nas escolas

Abordagem Cultural Histórica Todos aprenderam na escola como os europeus descobriram as Américas através da navegação. Mas quando os alunos tem a oportunidade de vivenciar a navegação à vela, tem uma percepção bem maior de como a tecnologia naval da época era mais limitada. As dificuldades e os desafios enfrentados pelos navegadores, a influência dos ventos e correntes marítimas nas principais rotas comerciais mundiais e as consequentes descobertas de novas terras. Os alunos num barco a vela podem experimentar a sensação da descoberta de Ilhas desabitadas, de terras desconhecidas por eles, sendo conduzidos pelos ventos, e pela destreza marinheira. “Tematizar implica procurar o maior compromisso possível do objeto de estudo em uma realidade de fato, social, cultural e política. O que se pretende

com a tematização é uma compreensão profunda da realidade em foco e o desenvolvimento da capacidade crítica dos alunos como sujeitos de conhecimento, desafiados pelo objeto a ser conhecido.” (Neira e Nunes 2009 p. 262). Ainda no contexto histórico, os alunos podem conhecer um período mais contemporâneo da história de sua cidade, e da sociedade em que ele vive. Tomamos mais uma vez como exemplo a Represa Guarapiranga (SP). Ela foi construída pela empresa “Light and Power” em 1906 para suprir a usina hidroelétrica de Parnaíba. Desde 1928, também se tornou um dos maiores reservatórios de água da cidade. Hoje, fornece aproximadamente um terço da água consumida na cidade e teve um papel importante na urbanização. A represa Guarapiranga também é um dos principais centros de vela do país, com altíssimo nível de excelência em iatismo. Nela, você encontra alguns dos melhores velejadores do mundo: Robert Scheidt; Os irmãos Torben e Lars Grael; Mario Buckup; Tommy Sumner entre outros. (N.E. – Esse exemplo pode ser aplicado à sua cidade e realidade).

Salvador - BA Programa Bandeira Azul No dia 12 de junho, a Preamar Gestão Costeira e a Fundação Baía Viva, em parceria com a Secretaria Cidade Sustentável (SECIS), realizaram o lançamento da placa piloto do programa Bandeira Azul, na Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades, em Salvador. Com a implementação da placa, Salvador passa a ser a primeira cidade do Norte-Nordeste inscrita no programa do selo internacional de qualidade, considerado o mais importante da categoria em todo o mundo. A Preamar Gestão Costeira é a responsável por gerir o projeto, com recursos da Fundação Baía Viva e apoio da Prefeitura Municipal da Salvador. A praia passa por adequações a fim de atender aos critérios da certificação, que contemplam quatro áreas principais: educação ambiental, qualidade da água, gestão ambiental, segurança e serviços. O selo Bandeira Azul é atribuído anualmente pela organização não governamental Foundation for Environmental Edu-

Bruno Jacob é 4º no ranking

3º na Inglaterra garante ranking O piloto baiano Bruno Jacob registrou um feito inédito para o Brasil no Mundial de Freeride, disputado em Fistral Beach, na Inglaterra. O atleta de 28 anos garantiu o 3º lugar em uma prova desafiadora em grandes ondas ao lado dos melhores do mundo. Com o resultado, Bruno sobe para 4º no ranking da modalidade e se aproxima do tão sonhado título Mundial, nunca conquistado por um atleta brasileiro. Até o momento, quatro etapas do Mundial de Freeride 2015 foram disputadas. “Objetivo alcançado. Vamos para a próxima etapa”, comentou Bruno. A próxima etapa do Mundial de Freeride será em Pacific Beach, no Oregon, Estados Unidos, na primeira quinzena de setembro. (Foto: Bendita Imagem)

Hobie Cat casca grossa

Marcos e Caroline “furando” as ondas Todos os anos apenas as dez melhores equipes da grande nação Hobie Cat participam de um evento em frente a milhares de espectadores e em um dos mais espetaculares pontos de vela do Mar do Norte: Sylt, Westerland, na Alemanha. Este ano a dupla Marcos Ferrari e Caroline Sylvestre, velejadores de São Paulo são os representantes. O evento é realizado em mar aberto, em uma praia de surf, com ondas quebrando na praia, de onde os barcos saem e retornam. Além disso as temperaturas são muito baixas sendo obrigatório o uso de Dry Suit para evitar a hipotermia. “Toda manhã, germanicamente às 08:00h, é realizado o café-da-manhã com os patrocinadores, no qual os atletas são chamados para dar entrevistas sobre assuntos referentes a seus países de origem, performance nas regatas e manifestarem sua opinião (obrigatoriamente sempre elogiosa) sobre o evento. Nesse horário os atletas já devem ter montado seus barcos, pois as velas

Lançamentos Na loja Velamar (SP), foram lançados o Guia Santos Rio – Um Roteiro pelo Mar, de Hélio Magalhães e o livro Mar Me Quer, de Isabella Nicolas, que conta a história da vela e do mar no Brasil, desde a chegada das naus portuguesas até os mais importan-

Igreja do Loreto na Ilha dos Frades cation à praias e marinas que cumprem um conjunto de 34 requisitos de qualidade socioambiental. O programa Bandeira Azul teve início na França, em 1980, e vem sendo implantado em outros países desde então, e no Brasil desde 2005. No Brasil, apenas duas praias e duas marinas possuem o selo: A Praia do Tombo (Guarujá, SP), Prainha (Rio de Janeiro, RJ), Marina Costabella (Angra dos Reis, RJ) e Marinas Nacionais (Guarujá, SP).

Dia de lançamentos na Loja Velamar tes nomes da vela atual. Na foto, da esquerda para a direita: Hélio Magalhães, Isabella Nicolas, Beto Pandiani, um leitor, e Fredy, proprietário da loja Velamar, em Pinheiros.

7

representam a bandeira de seu país mostrando aos patrocinadores que o campeonato é bem organizado”, explica Marcos. Após o café, entra o período de “stand by”, no qual os velejadores ficam à disposição dos organizadores até o final do dia, interrompido apenas para pequenos lanches. Como o pôr-do-sol ocorre apenas por volta de 20:30h é comum a última regata do dia ser realizada por volta das 18h com temperaturas menores e ventos ainda mais fortes. A autorização para os atletas desmontarem os veleiros ocorre por volta de 22h. “É um evento “casca grossa” que exige preparo físico e psicológico. A Carol e eu contamos com recursos do nosso patrocinador para pagar todas as despesas e estamos treinando especificamente para o World Cat desde o final do Sulcat” explica Marcos Ferrari, que já participou do evento em edição anterior.

Rio de Janeiro - RJ Patrocínio para Optimist

Rafaela Salles com patrocínio Iberostar A Iberostar Hotéis & Resorts no Brasil anunciou que patrocinará a velejadora Rafaela Salles, que compete na classe Optimist. Rafaela possui títulos no Brasil e no exterior, e é velejadora de elite filiada ao Iate Clube do Rio de Janeiro. Ela é a atual vice-campeã brasileira e campeã estadual (RJ) na Opt. “O patrocínio de empresas como a Iberostar é muito importante para ajudar a manter a tradição do esporte. Quero agradecer pelo apoio, que será muito importante para a minha preparação para as próximas competições e para meu crescimento como atleta”, comentou Rafaela. Entre suas conquistas está o 1º lugar Sul Brasileiro de Optimist, que aconteceu em março, em Santa Catarina. Em seu primeiro desafio fora do país, Rafaela conquistou a 2ª colocação feminina na competição mais importante do continente, o Campeonato Sul-Americano, em abril deste ano, no Peru.


ALMANÁUTICA

8

Santos - SP Volta da Laje

Nas mãos dos

Piratas

Eu passei um ano olhando o lado errado de uma metralhadora”

Lexus/Chroma: Fita Azul com 21h53 O Iate Clube de Santos com apoio do Clube Internacional de Regatas de Santos promoveu a Regata Oceânica Volta da Laje de Santos, com uma novidade: A navegação oceânica noturna de um percurso estimado de 40 milhas náuticas. Com a largada às 16h e dez veleiros na raia e com um mar relativamente tranqüilo apesar de um final de ressaca, o vento sul de 7 nós empurrou os competidores oceano afora em direção à Laje de Santos. Na competição estavam Lexus/Chroma, Mandinga, Pelayo, Pi-Shortsco, Aloha, Panã Panã, Chrispin II, Grazina, Dreams II e Meltemi. Os resultados são válidos para a 4ª etapa do Circuito Santista de Vela de Oceano e homologados pela ABVO e pela FEVESP. O Lexus/Chroma montou a Laje com 8 nós de vento e o Mandinga, meia hora depois, com 10 nós. No final, o fita azul foi o Lexus/Chroma, que cruzou a linha de chegada as 21h53. Todos os velejadores comentaram que foi uma regata sensacional com bons ventos, ondulação que não incomodava e o mar iluminado por uma bela lua cheia. Foto: Divulgação Vela Santista

exigindo um resgate de milhões de dólares. O governo britânico manteve a sua política de se recusar a pagar. Através de consultores privados, a família negociou com os sequestradores, cuja demanda inicial por U$ 7 milhões de dólares foi reduzida a 440 mil dólares. Parentes levantaram o dinheiro entre eles, e a quantia foi abandonada através de um avião. Entretanto isso não garantiu a liberação do casal, que somente foi solto 5 meses depois, com o pagamento de mais 200 mil dólares

levantados pela comunidade somali na Grã Bretanha, liderados por um motorista de táxi também Somali. Até aquela data o casal havia passado 388 dias em cativeiro, alguns em confinamento solitário e outros em acampamentos improvisados no deserto, guardados por jovens analfabetos armados com metralhadoras AK47 e Kalashnikov. Rachel contou que manteve a sua mente saudável enviando-a o mais longe possível da Somália, revisitando memórias de infância e sonhando com as pessoas queridas e lugares, enquan-

to Paul se recusou a deixar-se pensar em sua vida. “Eu me integrei no mundo da gangue e tentei aprender a língua deles, e fazer amigos com os guardas”, contou. Os Chandler não culpam o governo que se recusou a pagar o resgate, ou ainda as leis britânicas que obrigam alguém sob coação a terem suas contas bancárias congeladas para que o dinheiro não seja usado ilicitamente ou para pagar resgates. Também não se sentem vítimas ou vivem como ex-sequestrados. “Sou um ex-refém, mas não quero ser definido por isso”, comentou Paul. “Eu passei um ano olhando o “lado errado” de uma metralhadora Kalashnikov. Eu desenvolvi uma casca bem grossa hoje em dia...”, comentou Rachel. Sobre seus sequestradores Paul comentou: “Eles foram incrivelmente ingênuos e ignorantes em relação ao mundo real. Eles não entendiam por que não poderiam levantar um montante grande de dinheiro. Eles disseram: A população britânica é de 60 milhões. Um homem, um dólar. Não houve cinismo ou malícia, porque se tivesse sido o contrário, segundo o seu pensamento, todo mundo em seu clã daria dinheiro. Essa é a base da existência dos Somalis. Então essa foi a sua crença realmente...”, disse. Agora o casal está subindo a costa em direção a Abrolhos, e de lá para o Caribe. Querem ver as baleias pelo caminho...

Há mais de três meses navegando em águas brasileiras, os rostos felizes e descontraídos do casal Chandler – Paul e Rachel - dão a entender o que eles são hoje: apenas um engenheiro e uma economista de classe média aposentados, dando uma volta ao mundo em seu veleiro. Durante o 13º Encontro Nacional da ABVC realizado no final de semana prolongado de Corpus Cristhi, na Marina Porto Bracuhy, o casal sorridente e alegre fez uma palestra e respondeu as perguntas dos presentes por mais de uma hora. Mas essa felicidade atual esconde uma história longa de perigo e sofrimento que foi contada com detalhes. Em outubro de 2009 os Chandlers zarparam das Seychelles para a Tanzânia em seu ck no feminino. Na classe Laser 4.7, Anveleiro de 38 pés, o Lynn Rival. Noventa drey Godoy foi o campeão e Flávia Parimilhas da costa, seu veleiro foi abordado zzotto venceu no feminino Radial. Mais de 50 velejadores de Foz do Iguaçu por piratas somalis armados, que os fizee de Posadas, Argentina, participaram em ram reféns em terra por mais de um ano, junho da competição promovida pelo Iate Clube Lago de Itaipu (Icli) em homenagem ao aniversário de 101 anos de Foz do Iguaçu. Na classe Optimist, o velejador Fábio Santa Cruz conquistou pela segunda vez no ano o troféu de campeão geral. A argentina Marina Ifrán venceu no feminino. Entre os estreantes, Eduardo Batista Foz do Iguaçu tem vela. E da boa... venceu no masculino e Ana Laura Maiha-

Mais de 50 em Itaipu

Foz do Iguaçu - PR

Pai, Filho e Cape Horners

Volta ao mundo em solitário e sem tecnologia

Josè André Zanella e o filho Eduardo Zanella, com Paulo Silveira no Cabo Horn Quando deixamos nosso veleiro Guga Buy aumentar. Eduardo, rapidamente a trocou. em Ushuaia e retornamos ao Brasil, em de- Assustou. Parecia ser mau presságio, pois zembro do ano passado, nos perguntavam iríamos atravessar um dos locais mais peo que faríamos a seguir, e eu respondia que rigosos do mundo. Felizmente, nossa pre“Se estamos no inferno, não custa dar um ocupação foi infundada... abraço no diabo”, referindo-me à possibili- Fomos pela parte oeste da ilha para condade de visitarmos o Cabo Horn, que fica a torná-la e chegar num ancoradouro, no oucerca de 70 milhas de Ushuaia. Pois, no dia tro lado onde há o acesso ao farol através 30 de maio de 2015, fomos dar o tal abraço. de uma longa escada. Como o mar estava Dois dias antes, zarpamos de uma gelada muito mexido e o ancoradouro não oferePuerto Williams, onde nevara intensamente cia muita segurança, deixamos para subir dois dias seguidos e rumamos para o po- pela escada no dia seguinte. Nos limitavoado mais austral do mundo, Puerto Toro, mos a contornar a Ilha, pois a meta era com 18 (dezoito) habitantes fixos! Também cruzar o cabo. Quando atingimos a face estava coberta de neve. Lá, através de pes- oeste, o mar cresceu, com ondas de pouca cadores, ficamos conhecendo o crustáceo amplitude, cerca de dois metros, mas com que chamam de “centollon”. Parece uma enorme força de arrasto. Recepcionados centolla de menor tamanho. Tornou-se in- por um cardume de golfinhos da região, grediente delicioso de um risoto. Como por exatamente às 13h do dia 30 de maio de segurança, optáramos navegar somente du- 2015, cruzamos o Cabo Horn. Estávamos, rante o dia, e nesta época os dias são mui- então, navegando ao lado do último pedato curtos, após Puerto Toro ancoramos na ço de terra do mundo, literalmente no fim Caleta Martial, bem mais próxima da Isla do mundo. Situação deveras emocionante. A fama do Cabo Horn sempre assusta, até de Hornos. Zarpamos então, no dia seguinte, da Caleta pelos relatos de inúmeros barcos afundaMartial, eu, meu filho Eduardo e o amigo dos pela sua fúria. Paulo Silveira, para cruzar o Cabo Horn. No dia seguinte com o mar mais calmo, Ao nos aproximarmos da ilha, a correia desembarcamos e visitamos a famosa Ilha do motor esfarelou, fazendo a temperatura de Hornos. (Por José André Zanella)

Em comemoração aos 50 anos da histórica viagem de circum-navegação solo realizada em 1968, a famosa Regata Golden Globe vencida por Robin Knox-Johnston, uma nova “Golden Globe” será realizada em 2018. Mas não se engane: O objetivo é recriar mesmo. Ao melhor estilo retrô, nenhuma tecnologia que não estivesse presente em 1968 será permitida. Sem GPS, eletrônicos, sequer câmeras digitais. “Se não estava no “Suhaili” (veleiro de Knox-Johnston), então você não pode usar”, disse o organizador. Alguns itens são considerados equipamentos de segurança e estão isentos (como luzes e rádios mais modernos). Estão fora: Radar, plotters, telefone celular, CD players, relógios eletrônicos, câmeras de vídeo, iPods, ou qualquer dispositivo baseado em computador, qualquer tipo, equipamentos de satélite, binóculos digitais, calculadoras de bolso, dessalinizador, materiais de fibra de carbono, e quaisquer materiais de alta tecnologia. Sequer

Diário de bordo virtual BoatBook é um novo applet de registro náutico – um diário de bordo eletrônico – disponível para iphones, ipads, robozinhos, tablets, com download gratuito. Compatível com veleiros e barcos a motor, BoatBook reconhece automaticamente o seu início e final de rota, utilizando o GPS do aparelho em que é instalado, e guardando todos dados – inclusive parciais - para você. O log em modo vela, permite obter dados em tempo real e avaliar o seu desempenho de navegação. Entre outras características, o app promete informações “ao vivo” das condições de mar, atualização constante das cartas náuticas, obtendo dados sobre a sua posição, velocidade e vento on-line.

um modem no rádio HF para e-mails... Qualquer tipo de medição de vento e velocidade por exemplo, terá de ser mecânica. E se o participante quiser documentar ou mesmo enviar mensagens para atualizar blogs, terá que se virar com uma câmera “Super 8”, filmes fotográficos de 35mm e gravadores de fita cassete. Saiba mais em http://mcintyreadventure.com/goldengloberace/

9

Mais um passo em busca da vaga olímpica

Nayara Licarião conta sobre a inclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude e nos Jogos de Praia (Russia 2019)

res atletas do sexo masculino e 12 melhores concorrentes do sexo feminino no mundo com idade entre 15 e 18 anos (nascidos entre 01.01.2000 e 31.12.2003). Além disso, pela primeira vez em uma competição de vela, ambos os concorrentes masculinos Os jovens kitesurfistas de todo o mundo e femininos podem participar e representar podem agora olhar para frente e começar o mesmo país. Um dos principais interesa treinar para competir nos Jogos Olím- ses do Comitê Olímpico Internacional é a picos da Juventude 2018 (YOG) em Bue- universalidade, especialmente no que diz nos Aires. A confirmação veio do Comitê respeito à expansão do esporte para a Ásia Executivo da ISAF durante a sua sessão na e África. reunião de meados do ano 2015 da FedeO equipamento escolhido será o tradiração Internacional de Vela (ISAF). Após cional Formula Kite. Segundo Markus a confirmação final do COI, kiteboarding Schwendtner, CEO da IKA, “para os Jogos Visite o site em www.boatbook.com será incluído como um dos quatro eventos Olímpicos da Juventude, é importante o de vela nos Jogos Olímpicos da Juventude uso de equipamentos que estejam pronta2018. mente disponíveis para que as Federações Este é um marco significativo na ISAF Nacionais (MnAs) possam lançar os seus nesta continuada tentativa de incluir o kite- programas de atleta de forma rápida e com boarding nos Jogos Olímpicos de 2020 em segurança. Schwendtner acrescentou: “O Tóquio. O evento de 2018 vai apresentar formato para os Jogos Olímpicos da Juvenformatos e equipamentos com potencial tude será baseado no formato short track para inclusão em Tóquio. usado na final do 2014 Sailing World Cup Mirco Babini, Presidente da Kiteboar- em Abu Dhabi. Os Concorrentes compeding Association International (IKA) dis- tem uns contra os outros em regatas curtas, se: “Este é um importante passo em nossa seguido de um estágio de semi-finais e uma jornada olímpica e estamos animados que final”. será dado aos jovens kiteboarders a primei- A fim de explorar todas as opções potenra oportunidade de mostrar seu talento nos ciais para Tóquio 2020, os recursos do Jogos Olímpicos da Juventude 2018. Os curso podem incluir limites nas laterais da Jovens atletas têm agora uma meta séria pista, além de saltos. A ISAF também conpara lutar, e como muitos de nossos melho- firmou que Kiteboarding será incluído nos res velejadores estarão na faixa etária certa Jogos de Praia 2019 ao lado de Windsurf. para os Jogos Olímpicos da Juventude, te- O mundial de Jogos de Praia caminha para mos a certeza de que o melhor desempe- se tornar o terceiro maior evento esportinho será garantido. Isto vai ser um evento vo do mundo após os Jogos Olímpicos e fantástico para ambos os concorrentes e a Copa do Mundo de Futebol da FIFA. Os Pantanal recebeu o inédito Estadual de Stand Up Paddle e canoagem 2015 espectadores”, concluiu. Jogos de Praia 2019 serão abertos a conOs Jogos Olímpicos da Juventude 2018 correntes de qualquer idade e serão dispuCorumbá recebeu em junho os atletas que disputaram o Campeonato Estadual 2015 - Capital do Pantanal de Stand Up Paddle e canoagem. As competições aconteceram contará com um evento para os 12 melho- tados na Rússia. dentro da programação da Marinha do Brasil no 6º Distrito Naval de Ladário, em come- Nayara Licarião é hexacampeã brasileira de kitesurf, mora e veleja em João Pessoa moração ao aniversário da Batalha Naval do Riachuelo. Na competição de SUP race os atletas remaram forte nas águas do rio Paraguai, subindo o rio (up river e down river) Raul Boening 8º lugar, Admar Gonzaga em percursos de 4 e 6 km. Neto e Alexandre Figueiredo de Freitas, A competição foi uma realização da Associação Pantaneira de Stand Up Paddle (APSUP), Stand Up Pantanal Corumbá, Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul e O Brasil teve boa participação no Europeu 10º lugar. Clube de Canoagem Aquidauana, e foi válida pela 2ª etapa do Estadual de SUP e 3ª etapa de Star. Representado pelas tripulações do Estadual de canoagem, com apoio da Prefeitura de Corumbá e Marinha do Brasil. do Rio Yacht Club (Sailing – Niterói). As Foto: Rene Márcio Carneiro/Divulgação equipes terminaram o Campeonato Europeu da Classe Star, em Gaeta, Itália com boas colocações: As duplas campeãs foram Xavier Rohart e Sebastien Guidoux (FR), seguidos por Augie Diaz (EUA) e Bruno Prada (BR). Em terceiro ficaram Torben Grael com Guilherme de Almeida, e em quarto Lars Grael com Samuel Gonçalves. Outras tripulações brasileiras também participaram: Alessandro Pascolato/Henry Torben e Guilherme ficaram em terceiro

SUP no Pantanal

Europeu de Star

Mundial de Soling

Veleirinhos pelo mundo

Festa do cinquentenário do Soling em Castiglione della Pescaia na Itália

Organização quer voltar no tempo e refazer a histórica regata sem tecnologia

kite

Castiglione della Pescaia foi o grande palco da festa que comemorou o cinquentenário do Mundial de Soling. O vento típico do mar de Castiglione não se fez de rogado e entrou com intensidade de 12 a 14 nós, permitindo que a comissão de regata enviasse as 45 equipes dos 14 países na nona e última regata do dia. E o vencedor foram os húngaros Wossal- Nemeth-Joo, à frente dos canadenses Bill-Joanne-William Abbott. O terceiro lugar ficou com os ucranianos Yuskho-Pichugin-Ivansits. A equipe Equilibrium (VDS) de Nelson Ilha, Gustavo Ilha e Felipe Ilha foi a melhor clocada pelo Brasil, ocupando o sexto lugar, atrás da Alemanha. Já a equipe El Demolidor (também do Veleiros do Sul) com Kadu Bergenthal, Eduardo Cavalli e Renan Oliveira ficou em décimo. Henrique Ilha, Fernando Ilha e Pedro Ilha da equipe Calidris (RGYC) terminaram em 39º.

Um pequeno veleiro de 1,42m foi achado na costa de Portugal no final de maio. Equipado com transmissor GPS, fazer parte de um projeto educacional que já lançou ao mar pelo menos 40 pequenas embarcações. Foi o caso dos alunos da escola Westbrook Middle School (EUA), que lançaram no Atlântico o pequeno veleiro em dezembro de 2013. A embarcação chegou agora em Portugal onde foi restaurada e está sendo preparada para a sua nova viagem. Portugal parece ser um dos destinos preferidos desses barquinhos: este é já o terceiro que aparece no país. Os projetos são frutos da Educational Passages, ideia de um velejador solo, Dick Baldwin. Hoje com apoio da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), agência Norte-Americana que tem foco na conservação de oceanos

O veleirinho do projeto educacional e da atmosfera, centenas de pessoas estão envolvidas em projetos educacionais de diversos níveis, com lançamento, acompanhamento, recuperação, relançamentos e divulgação desses projetos. Visite o site da Educational Passages educationalpassages.com e acompanhe a localização da flotilha aqui www.satime.org/iboat/2013-fleet. Informações de como participar de um projeto www.nefsc.noaa.gov/drifter/


ALMANÁUTICA

10

Perigo no mar

Acenda o fogo para carregar seu celular...

CURTAS

MERGULHO f

Uma boa noticia para o mundo náutico: Everton Pedro Fróes (titular do proCorais grama A Bordo da rádio Metrópole) é o novo contratado da BAHIATURSA, como O organismo individual do coral é um pó- Coordenador Geral das atividades náuticas lipo em forma de anêmona com tentáculos da Baía de Todos os Santos. curtos. Existem quatro tipos básicos de coFaleceu o velejador e widsurfista Marral. Os corais pétreos, que vivem em colônias densas e produzem os corais calcários celo Godoy, em Salvador, BA. (Parte IV)

f

e os recifes coralinos; os corais moles, que são pólipos com as partes inferiores fundidas em uma massa carnosa, comuns nas praias quentes, os corais córneos, que são colônias arborecentes representados pelos corais vermelhos usados em joalheria e os corais negros, que são pequenos pólipos que formam um esqueleto arborescente de caules ramificados comuns nas águas tropicais mais fundas.

f

O Team SCA - barco formado apenas por mulheres - venceu a oitava etapa da Volvo Ocean Race, entre Portugal e França. Somente uma hora depois chegou o Team Vestas, em segundo lugar...

f Uma nova modalidade está disponí-

vel na Aratu-Mragojipe este ano: A Classe Passeio. Ela possibilita garantir a participação comemorativa com direito a dois kits (aquisição de camisas adicionais). A modalidade terá a inscrição exclusiva na secretaria do Aratu Iate Clube e não tem premiação nem largada especifica.

Papo de Cozinha

Tortilha Espanhola Os acidentes com corais resultam do contato brusco com a sua região calcificada, provocando escoriações, cortes ou lesões que, embora superficiais, na maioria das vezes podem ser urticantes, dolorosas, de lenta cicatrização e potencialmente infectadas. O contato simples, sem escoriação, com a parte viva dos corais apresenta particularidades semelhantes aos acidentes com Tortilha de batatas: Show na travessia as hidras, onde os danos são quase sempre mais brandos e, em alguns casos, imper- A tortilha de batatas é um prato emblemático da cozinha espanhola, conhecido em ceptíveis. todo o mundo. Existem dúvidas sobre a receita original, uma vez que não se sabe se leva ou não a cebola. Há portanto duas versões, da receita tida como “original”, mas obviamente você pode acrescentar ingredientes a gosto: presunto, ervas frescas, alho, legumes cozidos, são algumas opções que podem agradar. A preparação é simples e a vantagem da tortilha é que ela pode ser guardada no forno para ser comida fria ou mesmo podendo ser aquecida facilmente. Indicada nas travessias, funcionando como Deve-se, no entanto, evitar o manuseio dos alimento consistente e rápido, tanto para corais vivos com as mãos desprotegidas. preparar como para comer. Ingredientes: Existem em todo mundo uma grande quan4 batatas tidade de corais, dos mais variados, tipos 4 ovos e formas. Ha uma determinada espécie co1 cebola média nhecida como coral de fogo, só encontrada 100 ml de azeite de oliva na barreira de corais da Austrália que pos1 pitada de sal sui uma substância urticante semelhante a 1 pitada de pimenta das água vivas. No nosso litoral o único perigo que os corais podem causar ao mer- Pique a cebola finamente, e as batatas em gulhador são cortes ao contato. Sem uma fatias finas. Em uma frigideira, adicione o devida proteção de uma roupa de mergulho azeite e aqueça em fogo médio, adicione as batatas cortadas em fatias e dê uma pré e uma luva. E válido lembrar que o maior predador dos cozida nas batatas. Quando elas estiverem firmes, retire-as da frigideira. corais é o homem. Na mesma panela adicione as cebolas e cozinhe. Tempere com sal e pimenta do reino. Separadamente, bata os ovos. Adicione as batatas e misture com as cebolas. Para cozinhar a tortilha deve-se usar apenas um pouco do azeite. Verifique a quantidade e remova um pouco se necessário. Acrescente os ovos deixando que permeie toda a mistura. Cozinhe em fogo médio, sem mexer, com a tampa até que esteja firme para virar. Utilize um prato como tampa para essa operação. Depois de pronta (dourada em ambos os lados), deixe esfriar um pouco e desenforme. Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Em casa, serve-se à temperatura ambiente Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI com um bom vinho tinto! Buen Provecho!

Túnel do Tempo Cayrú II vence a Buenos Aires-Rio de Janeiro O Cairu II é um Classe Brasil de 40 pés, projetado pelo escritório norte-americano Sparkman & Stephens e construído no estaleiro Arataca, de Florianópolis (SC), a partir de 1949. O casco é de madeira e o peso da embarcação é de 10 toneladas, medindo 12,80m de comprimento (linha d’água de 8,42m), com boca de 3,06m. Possui calado de 1,80m; área vélica de 64,10m². Foi a primeira embarcação brasileira a conquistar um título internacional, ao vencer terceira edição da Regata Buenos Aires – Rio em 1953. Depois disso foi homenageado pelos presidentes do Brasil e da Argentina (Getúlio Vargas e Juan Perón). Atualmente seu proprietário é Eduardo Hamond Régua. Na foto que destacamos esta edição, a reprodução do Jornal do Brasil de 14 de fevereiro de 1953 trazendo a vitória do Cayru na regata Buenos Aires - Rio daquele ano. Atualmente o veleiro passa por um reforma em Florianópolis (SC). Ele está sendo homenageado na 42ª Semana de Vela de Ilhabela, e terá seu nome gravado nos troféus. Você pode ver no site do Almanáutica uma reportagem completa sobre toda a história dos Classe Brasil. Basta ir até www.almanautica.com.br e pesquisar por Classe Brasil. Divirta-se!

calor é convertido em eletricidade utilizável através de um gerador termoelétrico. No interior de uma câmara anexa à de combustão, há um pequeno ventilador que tem duas funções: gerar a energia para a saída USB (2w) e reenviar o calor para a câmara de combustão, criando uma queima da madeira mais eficiente e limpa. A empresa promete um tempo de carga (iPhone 4S - 2G) de 20 minutos para uma carga suficiente para 60 minutos de uso de voz. Infelizmente até agora só lá fora: Preço no site (sem frete) é de U$129,95. Para importar pelos correios calcule uns 60% de Imagine a cena: Você está numa praia e impostos... precisa carregar seu celular, mas não tem tomada. Simples: acenda o fogo e carregue. De quebra você pode fazer uma comidinha no fogareiro da BioLite (http://www. biolitestove.com). O mais incrível é que esse fogareiro ainda produz uma queima eficaz, minimizando os efeitos da combustão. Ele funciona através da conversão do calor da queima da madeira, em eletricidade, com um gerador termoelétrico. Uma tecnologia patenteada da BioLite capta calor residual do fogo através de uma sonda. Esse

Oficina do Capitão A caixa de ferramentas A caixa de ferramentas é um item obrigatório em uma embarcação mesmo que você não tenha muito conhecimento: Em caso de necessidade ou emergência, se você chamar alguém a bordo é bom ter tudo à mão. Que tal organizar uma bela caixa de ferramentas a bordo? A primeira coisa é a caixa. Dê preferência às que não enferrujam, totalmente plásticas ou de tecido. Embora seja difícil (e às vezes caro) achar uma boa caixa, vale o investimento. As mais baratas acabam abrindo e deixando cair seu conteúdo nas horas mais impróprias ou mesmo nem fechando mais com o tempo. Pense seu conteúdo em três partes básicas: elétrica, hidráulica e as ferramentas mais genéricas. Há quem prefira ter (e tenha espaço), três caixas diferentes, o que é melhor. Nelas já se pode guardar peças sobressalentes como pequenos reparos de hidráulica, conexões, abraçadeiras, lâmpadas de reposição, divididos por categorias. Outra opção é fazer a divisão entre as ferramentas e as peças sobressalentes, que também devem estar a bordo. Um kit básico deve conter chaves diversas (Chaves tipo “L”, chaves de fenda e Philips (pelo menos 3 de cada variando os tamanhos), torx, Allen, inglesa, de boca (mm e polegadas), estrela e um bom jogo

Umas e Outrasc

Histórias de um navegante im pre iso

Biblioteca de Bordo

11

nível no site de vídeos You Tube. (Veja endereço no final desta matéria). Embora o filme seja em inglês, mesmo que a língua de Obama não seja seu forte, vale ver as cenas e fotos autênticos da época... O filme completo está

Águas Profundas Em 1968, Donald Crowhurst, um velejador britânico inexperiente, coloca a sua casa como garantia, ganha apoio financeiro e entra na regata de volta ao mundo sem escalas e em solitário, a famosa Golden Globe. Sob pressão financeira, Crowhurst decide zarpar antes de seu barco estar totalmente construído. Também decide fraudar sua participação, aguardando o tempo necessário para retornar, simulando a participação na regata. Mas acaba se dando conta que não conseguiria fazer as anotações de sextante em seu diário de bordo e se dá conta que os contatos de rádio através do continente o denunciariam... Acaba por suicidar-se. O veleiro de Crowhurst é encontrado flutuando no oceano com seu diário de bordo. Trágico final na Golden Globe 1968 Esta dramática história pode ser revista no documentário “Deep Water” (águas pro- disponível no site Youtube no endereço: fundas em tradução livre) que está dispo- https://youtu.be/vR_K466VBQI

Optimist em Búzios

No feriado prolongado de Corpus Christi, 04 a 06 de julho, foi realizado o Campeonato Brasil-Centro de Optimist durante a Buzios Sailing Week . O campeonato contou com a presença de 120 velejadores, 22 na categoria estreante e 88 na categoria veterano. Ao todo foram realizadas 9 regatas. Resultado Geral: Estreantes: Jonas Oliveira Bella (JuveSol e vento na Buzios Sailing Week nil/YCSA), 2º Liam Hausmann (Infantil/ YCSA) e João Motta Monteiro de Salles VDS), 2º Tiago Monteiro (Juveni/Cabanga) e Daniela Luz (Juvenil/ICRJ). (Infantil/ICRJ). Foto: Almir D. Santos de soquetes. Um alicate de corte e um uni- Veteranos: Tiago Loch Quevedo (Juvenil/ versal também devem estar a bordo. No quesito “geral”, vale um bom martelo, uma serra de arco (com algumas serras sobressalentes), um estilete, fita isolante, fita veda-rosca e fitas helerman (engasga gato, que pode ser usado desde marcação de profundidade na corrente da âncora até organizar fios) com medidas diversas, uma trena, um descascador de fios e um multímetro. Para saber as principais medidas usadas e não deixar faltar as chaves corretas, converse com seu mecânico (ou dê uma experimentada nas medidas das principais porcas e parafusos de seu motor). E fica a dica: Não caia na tentação de comprar ferramentas e apetrechos baratos que além de enferrujar rápido ainda podem quebrar e inutilizar um parafuso importante, por exemplo...

Por Hélio Viana

(Continuação da pág. 02)

Naude e Telma: Lasanha de peixe, sardinhas empanadas e cerveja gelada...

não adeptos dos prazeres da carne (vale experimentar a famosa lasanha de peixe, ou a sardinha frita). A comilança vai até à noite, com direito a musica em volta da foqueira à beira-mar. Para participar é muito simples: é só chegar à praia da Tapera, na enseada de Sítio Forte, na ilha Grande, no próximo cinco de setembro. Pergunta se eu vou estar lá?


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE

Prezado Associado da ABVC,

Nos últimos meses pudemos realizar mais um encontro (detalhes aqui ao lado), além de outras atividades como o Encontro das Ilhas, o Cruzeiro Forte de São João, mais uma edição do Cruzeiro Costa Verde e agora em julho, nosso primeiro cruzeiro internacional, nas águas da Croácia. Também realizamos a quinta edição do Cruzeiro pela Hidrovia Tietê-paraná também aconteceu agora em julho. E nossos associados já receberam seu exemplar do Guia Santos-Rio, do qual a ABVC é um dos patrocinadores. Além desse trabalho, muita coisa está sendo feita internamente, na estruturação das regionais e na preparação de novos eventos. Lembro a todos mais uma vez, que os eventos são publicados no site da ABVC (www.abvc.com.br). Fique sempre de olho!

Encontro Nacional 2015 Muita festa, palestras, workshops, boa música e bate papo, num feridão pra lá de animado!

A galerinha pode deu folga aos pais... Foram quatro dias de festa, confraternização e muita informação de vela

Foi realizado no feriado de Corpus Cristhi pelo décimo terceiro ano consecutivo nosso Encontro Nacional. A programação esteve repleta de atrativos, como palestras, exposição de produtos, oficinas, além das refeições e muito bate papo gostoso entre amigos, velhos e novos! Entre os assuntos das palestras e workshops o destaque foi a presença de Paul e Rachel Chandler, o casal que foi Volnys Bernal discursa na abertura Bons ventos a todos, sequestrado e mantido em cativeiro pelos “Limpeza e preparação de peixes”, por Volnys Bernal somalis por mais de um ano e agora conti- Maurício Rosa e Tânia Meireles, onde Presidente da ABVC os inscritos até ganharam a faca usada no aprendizado. O lançamento do Guia Santos-Rio de Hélio Magalhães também fez muito sucesso assim como o restante da programação. Luciano Guerra discorreu sobre o uso dos softwares OpenCPN e uGrib. Foi realizada - como sempre com grande As palestras S.O.S. a bordo: Primeiros sucesso - a sexta edição do Cruzeiro Cossocorros, combate a incêndios e sobrevita Verde, partindo do Bracuhy (Angra dos Reis-RJ) logo após a realização do EnconApós o dia de atividades, comer... tro Nacional. A flotilha seguiu para a região nuam suas viagens de veleiro (veja matéria de Itacuruçá e Ilha Grande, cruzeirando por completa na pág. 8). uma semana. Entre os assuntos mais concorridos, uma palestra chamou atenção: A navegação peHidrovia Tietê-Paraná las estrelas. Embora em princípio o tema prometesse ser árido, a palestra foi interesAconteceu entre 5 e 9 de julho, a quinta santíssima, e Hélio Somaschini mostrou edição do Cruzeiro Hidrovia Tietê-Para- que com as mãos e um esquadro, é possíná, que parte de Barra Bonita e chega em vel navegar pelas estrelas. Aprendendo a limpar os peixes... Adolfo. São 500 km de navegação na hiOs workshops também fizeram sucesso: vência no mar, por Dr. Ricardo Guimadrovia com duração total de 14 dias. Par- Manutenção de motores de popa (Antô- rães, Gosto de sal: Atlântico e Mediterticiparam embarcações a partir de 16 pés, nio Alexandre M. Lopes), e o concorrido râneo em um 27 pés (Wlademir Juliano em sua maioria a vela. O 5º Cruzeiro Hidrovia Tietê Paraná 2015 é parte de um trabalho realizado desde 2008, mapeando, conveniando e oficializando todos os pon-

COSTA VERDE

Treis), A volta do Atlântico, (Norberto Zaniboni), Regulagens de velas, por Lauro Valente, Viagem ao Caribe em um 36 pés de aço, por Rubens Souza e Rita Torres, Bastidores da série #Sal (Adriano Plotzki) e Fortins, Fortes e Fortalezas, de Elcio Secoman-

di também foram muito concorridas. Além disso, e encontro contou com exposição de produtos, brechó náutico e monitoria para crianças. E no quesito alimentação, tivemos o jantar de abertura com música ao vivo pela du-

A exposição de produtos fez sucesso pla Vitor e Suzi, a noite da pizza, e o jantar e festa de encerramento, com baile do Havaí. A ABVC agradece o apoio da Marina Bracuhy/BR Marinas, da Loja Velamar, da Cusco Baldoso cursos náuticos, da Tlaloc Capotaria e da BR Cabos, que apoiaram o encontro deste ano. O décimo terceiro encontro foi, mais uma vez, um sucesso! Obrigado a todos que compareceram e até 2016!

CONVÊNIOS Veja outros no site: IATE CLUBES - Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS

Eclusagem dos veleiros no cruzeiro tos de apoio da Hidrovia Tietê Paraná, para criação de um Circuito Turístico Fluvial Sustentável. As cidades ribeiras se envolvem apresentando seu turismo regional, e recebem os participantes com muita hospitalidade, tornando a viagem um verdadeiro festival gastronômico e cultural. Em cada parada, a Organização do cruzeiro ministra uma palestra à comunidade e seus administradores, mostrando o potencial turístico fluvial da hidrovia e suas belezas.

Brancante Seguros 7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 19  

Um jornal pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

Almanautica 19  

Um jornal pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

Advertisement