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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano III – nº 18 – maio/junho 2015 - Distribuição Gratuita

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 18

Leia nesta edição:

Colunista Eduardo Sylvestre (Expert ISAF): Como crescer na vela? Entrevista com o Oceanógrafo especialista em Antártica André Belém Copa Swift Sport, S40, Star, Optimist, Marreco e outras competições Miss Wood: A lancha que foi restaurada por um apaixonado Refeno: inscrições abertas para edição 2015 E muito mais!


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Onde vamos parar? Entre 26 e 27 de março, um veleiro francês, outro sueco e um outro veleiro suíço foram assaltados por bandidos armados com facão e em um dos casos, arma de fogo. Na madrugada de 26 de março, um casal de franceses a bordo da catamarã francês “Cap Sun”, foi assaltado e teve computador, rádios, e telefones roubados. No dia seguinte, durante o dia, outro casal, desta vez os suíços do veleiro chamado “Robusta” foram assaltados por quatro homens armados com facões. No mesmo dia, o veleiro sueco “Suédois” também foi vítima de assalto. A repercussão tem sido grande. No domingo, o programa “A Bordo”, da rádio Metrópole FM (www.metro1. com.br) que pode ser ouvido pela internet através do site, fez a repercussão dos fatos. O Jornal Bahia Notícias informou que o velejador Sandoval Matos, também proprietário de marina, tenta organizar uma comissão para se reunir com os secretários de Segurança Pública e Turismo (Maurício Barbosa e Nelson Pelegrino, respectivamente) para “pressionar alguma ação”. Ainda segundo a matéria assinada por Estela Marques, de acordo com Matos, a repercussão da série de crimes é mundial. Os velejadores se comunicam por meio de blogs e avisam uns aos outros para cancelarem a vinda ao Brasil, por causa da insegurança da cidade. De acordo com Matos, os velejadores que ainda não foram vítimas “estão evitando ir para Itaparica, por causa dessa agressividade”. No feriado de Tiradentes, foi a vez da Ilha da Cotia: nada menos que cinco botes com seus respectivos motores de popa foram furtados durante a madrugada. Nessa toada vamos trocar nossos veleiros por carros blindados. Vivas ao Brasil... A violência que estava restrita às grandes cidades, atinge as pequenas e chega ao mar. Antes, locais paradisíacos. Agora, o medo e a insegurança. Questão social, falta de policia marítima, falta de ação da polícia que já existe, falta de equipamentos, e muitas outras desculpas desfilam perante as vítimas. Mas não se engane: as vítimas somos todos nós, que teremos que tomar providências como não mais deixar os botes na água, parar em grupos se possível a contrabordo (amadrinhados) ou mesmo pensar duas vezes antes de pernoitar em certos lugares. Perde o turismo, perde a náutica, perdem nossos filhos. Perde o Brasil...

Murillo NOVAES

Festa Catarina Olá querido amigo de alma náutica, eis que chegamos a mais uma edição deste nosso informativo que já está se tornando um clássico em águas nacionais. E por falar nelas, tivemos novamente a honra e o prazer de ser sede de mais uma etapa daquela que é a maior competição de vela do planeta mundo, a regata que circunavega o globo, a Volvo Ocean Race. Nascida, convenientemente (para velejadores em geral) sob o patrocínio de uma cervejaria e sob a alcunha de sua promotora, a Whitbread, desde 1973, se tornou o ápice da vela de altura mundial. E, em mais de 40 anos, produziu uma enormidade de heróis e tragédias, inclusive com a perda de vidas humanas. A última delas, na edição de 2005/2006, quando o holandês Hans Horrevoets, em um episódio de homem ao mar, incrivelmente foi resgatado do Atlântico Norte por seus companheiros do ABN AMRO2 (com o brasuca Lucas Brun a bordo), mas infelizmente já tragado pelos efeitos letais da hipotermia. Depois do período dito romântico, quando um bando de amigos velejadores, com a ajuda de alguém que descolava o barco e alguma logística e provisões, se lançava ao mar com determinação, coragem e, claro, vontade vencer, veio a profissionalização. Um movimento natural em todos os esportes com o avanço do capitalismo em todas as áreas da vida humana. Primeiro se criou duas categorias, a dos antigos supermáxis, os enormes veleiros que dominaram a regata por anos e uma nova, de verdadei-

Crônicas Flutuantes Nascer de novo (exageros à parte)

O pincho, ex divertidíssima – hoje tenho pena do peixes, pois possivelmente tenha ajudado a diminuir drasticamente suas Ricardo Amatucci - Editor populações – e dinâmica modalidade de pesca, consiste em se ficar arremessando e recolhendo rapidamente uma isca de plástico onde supostamente deva haver peixes. No caso das enchovas o melhor para a brincadeira é na espuma das ondas. Vamos chegando com o bote bem perto da arrebentação e lançamos a isca o mais próximo possível das pedras. Aí é só ir recolhendo e torcer para que o peixe caia na esparrela, o que, no meu caso pelo menos, apesar da confissão acima, sempre foi bastante raro. Não é manobra isenta de perigos, principalmente quando se está só, pois alguma A foto de Marcos Méndez/SailStation mosonda mais afoita pode querer atrapalhar. tra a tripulação do Harpia III na Copa Suzuky 2014 (atual Swift Sport), em Ilhabela Pois bem, aquele dia prometia; eu saíra só em meu inflável e em poucos arremessos já havia fisgado duas boas anchovas, Almanáutica: até que a terceira mordeu a isca. Essa era Jornalista Responsável: Paulo Gorab ISSN: 23577800 18 grande! – o pincho envolve, como toda Jornal bimestral, com distribuição nacional boa pescaria, leves tendências ao exagero. nos principais polos náuticos do Brasil. Demorei uns 20 minutos até tê-la a bordo. Ano 03, número 18 maio/junho de 2015 Durante essa faina o bote aproximou-se Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier perigosamente da costeira e inundou-se. Contato: falecom@almanautica.com.br Quatro quilos e meio! – tendências a menAlmanáutica é uma marca registrada. tirinhas inocentes não devem ser descartaProibida a reprodução total ou parcial. das –, que peixe! O maior que eu já pegara. Visite nosso site e fique por dentro das noviSatisfeito, afastei-me da zona de perigo e dades diariamente: www.almanautica.com.br empenhei-me em esvaziar o barco.

Foto da capa

ras máquinas hi-tech de regatas, com seus patrocínios, materiais exóticos e velocidades fantásticas. Depois veio a mudança do nome (e do patrocinador principal, claro) e a criação de uma nova classe de veleiros especificamente desenhados para o desafio oceânico. Em nenhum momento, porém, os barcos foram rigorosamente iguais. E na era dos VO70, as mais potentes máquinas de velejar, viu-se um desenvolvimento tecnológico interessante e a quebra de recordes de singradura (até hoje, o campeão de 2008/9, ERICSSON 4, de Torben Grael, com quase 600 milhas em 24h é detentor do recorde mundial em monocascos). No entanto, assim como na Fórmula 1 e outras categorias de altíssimo nível, os custos de pesquisa e desenvolvimento foram às alturas e o orçamento mínimo para ser competitivo (algo em torno de R$ 20 milhões de Euros) inviabilizava uma participação mais ampla. Como em todas as áreas da vida humana era preciso dominar a besta monetária e socializar um pouco o capitalismo puro. Foi aí que Knut Frostad, o gente boa CEO da Volvo Ocean Race, navegador de oceano, velejador do nosso BRASIL1 e norueguês de boa cepa, resolveu arriscar e mudar tudo. Mesmo sob a desconfiança da imprensa especializada (eu, inclusive) determinou que uma nova classe de veleiros seria usada na regata, os VO65, e mais, eles seriam rigorosamente iguais. Ou seja, seriam monotipos, os famosos one design. Isso, claro, tinha o objetivo de diminuir os custos pela metade e de aumentar a competitividade e o número de participantes. Cheguemos à santa e bela... Bem, o que se viu na barra do Itajaí-Açu foi praticamente tudo que se

O mar não estava manso e tudo boiava de lá pra cá. Peguei uma PET vazia, saquei meu canivete com a intenção de cortá-la ao meio e usar a parte de baixo para escoar a água. O tal canivete era daqueles, novidade à época, que a gente abre e tem até alicate. Maravilha tecnológica com lâmina pontiaguda e afiadíssima. Quando a enfiei na garrafa ela, a lâmina, atravessou com facilidade o plástico e furou-me a mão. Não senti dor, mas demorei alguns segundos até entender o que se passara. O sangue jorrava aos jatos atingindo a altura do meu rosto. Em pouquíssimo tempo o fundo do barco ficou vermelho. Eu seccionara uma artéria de bom calibre. Justo eu que não posso ver sangue! Uma vez desmaiei ao tirar sangue durante o alistamento militar. E foi a primeira coisa que me veio à mente. Se eu desmaiar aqui... Estava na Ponta do Boi (Ilhabela), não havia um único barco à vista e com o mar daquele jeito eu demoraria pelo menos duas horas pra retornar. Portanto, tapei o buraco com o polegar da outra mão e pus-me a pensar. No piso do bote o olhar sem vida da grande enchova parecia seguir atentamente todos os meus movimentos. Senti-me o pior dos humanos por tê-la matado. Veio-me à memória o manual de primeiros socorros. O mais importante era não entrar em pânico. Coisa certa é que eu não poderia ficar tapando o ferimento com a mão, pois precisaria dela para operar o motor de popa. Tirei rapidamente a camiseta e fi-la em tiras. Com uma

queria. Fora o número de participantes , novamente sete, sendo que o VESTAS, acidentado, não está velejando, o resto foi promessa cumprida. E bem cumprida! Quanto aos custos, pelo que pude apurar com diversos dirigentes de times, a coisa realmente caiu para a metade (por volta de 10 milhões de Euros a campanha inteira, no máximo) e quanto à competição... Bem, em apenas 55 minutos a galera de Itajaí, a mais animada de todas, pela segunda vez consecutiva em duas edições, segundo os organizadores, velejadores e times em geral, viu chegar os quatro primeiros barcos. Pela ordem: ABU DHABI, MAPFRE, ALVIMEDICA E BRUNEL. Sendo que entre o terceiro e o quarto, após quase 20 dias de mar e mais de 7 mil milhas navegadas, apenas 1m e 16s os separaram. Demais! E para melhorar tudo, veio a festa. Para Itajaí e região a regata é a copa do mundo deles. Uma super adesão e quase 350 mil visitantes no final. A vila da regata, a melhor e mais organizada que já vi, é uma verdadeira feira de múltiplas atrações com o charme adicional de ter a veleria e o “estaleiro” no meio de tudo. A cidade, que pude conhecer ainda em 2010 quando do anúncio da parada, se transformou e hoje é um destino excelente para qualquer um que queira conhecer o litoral catarinense. Parabéns a todos os envolvidos, ao povo de Itajaí e ao ousado prefeito Jandir Bellini que tirou do Rio a VOR (e de Salvador a Transat Jacques Vabre) e ao Alexandres Santos que comandou a impecável organização com maestria. Quem em 2018 tenha mais!! Foi duca! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula delas enfaixei fortemente a região do corte, mas o sangue não parava a não ser com o dedão enfiado no buraco. Com outra tira improvisei um torniquete à altura do bíceps, dei partida e, com o braço levantado, pus-me em marcha. De tempos em tempos afrouxava o torniquete. A coisa não funcionou como supostamente deveria. O sangue escorria em pouca quantidade secando sobre a pele e eu tentava manter as ideias longe daquela enorme agulha nas mãos da enfermeira dos tempos do exército. Assim segui por quase três horas. Ao chegar ainda tive que ir a cata de um orelhão – isso aconteceu antes dos celulares invadirem o planeta. Coisa de vinte minutos minha companheira já chegava. Não fomos para o hospital – à época a cidade não dispunha de um –, mas para o consultório de uma amiga ginecologista. Na sala de espera meia dúzia de mulheres bem jovens, possivelmente grávidas, aguardavam pela consulta. Meu aspecto não era dos mais agradáveis. Apenas de calção, muito sujo, suado e fedendo a peixe, sangue ressecado grudado pelo corpo, inclusive no cabelo, eu deveria estar parecendo, guardadas óbvias proporções, um enorme feto saído de um filme de Hitchcok. José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

Eduardo Sylvestre Como posso crescer na vela? Em sua coluna desta edição Sylvestre revela o caminho para que clubes e interessados consigam melhorar o desenvolvimento em nível de competição!

a lio Vian Por Hé

Aonde quilhudo não chega Fiquei os primeiros quatro anos deste século pela Bahia. Tive a sorte de ter como cicerone o Davi Hermida, ex-saveirista que hoje veleja com a esposa Vera no Guma, um dos vários catamarãs Crawter que construiu, e que conhece as águas da Baía de Todos-os-Santos como a palma calejada de suas mãos. Numa tarde modorrenta de julho, na ancoragem em Itaparica, Davi me perguntou: que domingo é hoje? Ele, como bom baiano, queria saber o dia da semana. Informado que o domingo era sexta-feira, foi logo dizendo: amanhã vamos pra festa em louvor a São Benedito, em Barreira de Jacuruna. Deixe seu barco na marina e vamos no Guma, que lá quilhudo não chega. Pegamos o canal de Itaparica na direção de Cacha Pregos e depois da ponte do Funil, em frente à Jeribatuba, viramos à direita. Ali acaba a carta náutica e começa um emaranhado de canais num denso manguezal. Aonde quilhudo não vai? Até de catamarã é difícil! Foram muitos os encalhes. No pior deles, depois da vilazinha de Cossaco, só nos safamos quando eu e o tripulante Raimundinho, com água pelos peitos, desatolamos o barco funcionando como bow truster.

Escolas de vela e clínicas são o caminho multiplicador do esporte a vela. Neste último mês, recebi alguns e-mails com algumas perguntas básicas em relação ao nosso esporte. Como achar um bom curso de vela e como montar uma escola de vela? É triste saber que apesar de termos uma das maiores costas do mundo, com cerca de 7.370 km de extensão (segundo o IBGE) sem contar lagos e rios navegáveis, não temos clubes náuticos nem marinas suficientes para atender a demanda necessária para a manutenção e expansão de esportes náuticos. Apesar de tudo, temos visto um bom crescimento em lugares onde antes não se falavam de vela. Há dois anos, por exemplo, a CBVela tinha representação em sete Estados brasileiros e hoje temos esta representação (Federações Estaduais e clubes) em catorze Estados. Também foi criado um Programa Nacional para o Desenvolvimento da Vela, pela CBVela em linha com a ISAF (que é o órgão maior do esporte no mundo), com a preocupação de promover cursos para os treinadores e professores de vela a fim de padronizarmos a metodologia de ensino e termos um currículo único para cursos básicos, intermediários e avan-

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Meteorologia Oceanografia

Por: Luciano Guerra

Nesta edição Luciano Guerra entrevistou o especialista em Antártica, Oceanógrafo e Navegador André Belém sobre como velejar com segurança na Antártica

A festa rolou até tarde, com direito a procissão, barraquinhas pela rua e baile até tarde. Já de volta, com a maré baixa, encontramos o Guma com uma banana na areia e a outra na água. Antes do alvorecer a tripulação acordou com um forte barulho em minha cabine. Calma gente, eu posso explicar: levantei sem saber onde estava e despenquei do beliche, que no Crawter fica quase 1 metro acima do piso. Bons tempos aquele em que um barulho estranho a bordo era um corpo sonado que caia da cama. Hoje em Itaparica os ratos de praia continuam agindo: recentemente mais três barcos foram roubados. É a incúria do poder público. Até quando? Desfile em Ilhabela Já saiu o aviso de regata para a 42ª Ilhabela Sailing Week, que vai rolar de 4 a 11 de julho. A boa nova é que este ano terá uma classe só para os clássicos, veleiros com Certificado BRA-RGS e reconhecidos pela ABVO e ABVClass como sendo, claro, clássico. Faz tempo que sou tripulante do comandante José Guilherme Bastiani, o Chicão do Aventura, um 38 pés projetado na década de 40 por Sparkman & Stephens, construído em Porto Alegre pelo engenheiro naval alemão Roberto Funk e lançado na água em 1957, o mesmo ano em que nasci. Você sabe que um clássico não veleja, desfila. Quer raia melhor que a de Ilhabela para exibir-se com seu clássico? Nessa eu vou nem que seja a nado. Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos ventos e mantém o maracatublog.com

Tão especial quanto escrever os artigos que ajudam meus amigos nautas no dia-a-dia do mar, é poder compartilhar as experiências de outros navegadores com a nossa comunidade. Durante uma travessia de 12 horas entre Niterói e Ilha Grande, tive a felicidade de entrevistar André Belém. Pesquisador, Oceanógrafo e experiente navegador especializado em Antártica. Natural de Santos, 46 anos de idade, carrega em sua bagagem 16 travessias para o continente gelado, sem qualquer acidente. Almanáutica - Qual o último porto seguro antes de atravessar o Drake em direção ao continente Antártico? André Belém - Antes de suspender, o único porto seguro é Port Williams. Antigamente ficávamos no Micalve, um antigo navio que fora transformado em bar. Aguardar a próxima janela de tempo bebendo cerveja e papeando com os demais velejadores era uma perfeita diversão. Hoje, infelizmente, o bar fechou. Mas o navio continua lá. Alma - Qual a melhor temporada para se visitar a Antártica e realizar a travessia? A. B. – A melhor janela e a mais segura é de novembro a março. Antes é extremamente perigoso e depois disso se torna duplamente perigoso. Alma – Qual foi o maior tempo esperando uma janela de tempo? A. B. – Já ficamos até 15 dias aguardando que o mar e o vento nos concedesse a oportunidade de atravessar. Alma – O que significa “boa janela de tempo” na Antártica? A. B. – Quando os ventos sopram na casa dos 20 a 40 nós durante um período máximo de 5 dias consideramos perfeitas as

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que não tem tantos adeptos, como a vela, badminton, tiro com arco, rúgbi, esgrima e remo entre muito outros. Isto se torna bastante evidente em lugares remotos do nosso Brasil, onde não existe este profissional qualificado nem projetos educacionais para divulgação dessas modalidades. O caminho encontrado por vários clubes bem conceituados foi investir nos seus instrutores, fazendo-os voltar para universidade a fim de conseguir um diploma de educação Física. Em outros casos professores de educação física foram convidados a fazer o curso de vela para eventualmente poder ensinar o esporte. No Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, tenho visto algumas universidades com a preocupação de ensinar seus alunos através de cursos de extensão universitária em vela. Isso já é uma realidade nestes estados. Quem sabe em um futuro próximo poderemos achar em todos os estados brasileiros várias escola de vela, ou mesmo diversas clínicas para melhorar nossa técnicas e habilidades na vela, da mesma forma que podemos achar escolinhas de vôlei, basquete ou tênis. Creio que um dia chegaremos lá! Se você tem dúvidas ou perguntas relacionadas a este ou outros temas entre em contato com a nossa redação: falecom@almanautica.com.br Bons ventos a todos!

çados. Hoje é possível através de uma solicitação à CBVela, conseguir um plano de metas e diretrizes para se criar uma escola de vela, ou para desenvolver uma clínica de vela específica para a necessidade do grupo ou classe de veleiros. Com estas e outras melhorias, com empenho de voluntários e pessoas apaixonadas pela vela, vamos crescer ainda mais. Até pouco tempo, nada disso era possível. Montar escolas de vela ou organizar eventos náuticos estava restrito a um grupo muito pequeno de pessoas. A maior dificuldade para a expansão da vela hoje, é preparar o professor de educação física para estar apto a velejar e ensinar vela. Depois da lei n°9696/98 aprovada no Congresso Nacional, foi instituído que para ensinar e treinar qualquer esporte, o professor/ treinador tem que obrigatoriamente ser um professor de educação física reconhecido pelo CREF (Conselho Regional da Educação Física). Sabemos que é difícil achar um profissional nesta área capacitado para enfrentar ventos fracos, moderados e for- Eduardo Sylvestre é Professor de Educates com conhecimento em várias classes ção Física, Diretor do Programa de Desende veleiros. Este é hoje o maior problema volvimento da CBVela, é um dos Expert para o crescimento de esportes olímpicos da ISAF e técnico nível 3 da USSailing. condições para suspender. Sobre isso há algo interessante. Atravessar com menos de 20 nós é suicídio porque sempre vem tempo muito ruim depois das calmarias. Alguns velejadores preferem atravessar com vento mais forte antes da formação de um novo ciclone. Outra característica

André Belém: Não deixem de ir pra lá

interessante nesta travessia é que tudo lá acontece com o dobro de potência. Afinal estamos falando de latitude 60 S. Alma – Que tipo de decisões são importantes durante a travessia? A. B. – Depois que o velejador “mete a cara”, ele tem no máximo 12 horas para se arrepender e voltar. Alma – Que ponto da Antártica você considera mais tropical? Se é que isso existe. A. B. – As Ilhas Shetlands. Ela está bem ao norte e tem vegetação, coisa rara na Antártica. É a maior concentração dos animais mais perigosos da Antártica. Os bípedes e de polegar opositor (gargalhadas neste momento) e, a única arma contra a peçonha deles é cerveja e destilados (mais gargalhadas). Alma – Você que é um profissional que está engajado em causas ambientais na Antártica, o que você tem a dizer sobre o naufrágio do “Mar Sem Fim” do João Lara Rezende? A. B. – O continente gelado é cruel com a falta de planejamento. Em certos casos, não suspender pode ser uma decisão de planejamento a ser tomada. Sair mais cedo de lá também pode ser uma decisão de planejamento. Em todas as minhas viagens para a Antártica, por várias vezes foram tomadas decisões como estas. Por muitas vezes os planos C, D e E foram executados. Passei por alguns incidentes mas nunca acidentes. Considerando que a decisão é

humana, todos os incidentes ocorreram por falha humana. Alma – Qual foi o vento mais forte que você já encarou navegando? A. B. – 125 nós. Aqui está uma brisa agradável (estávamos com rajadas de 35 nós durante a entrada de uma frente fria). Alma – Qual foi a temporada mais marcante? A. B. – Foi o Inverno de 1995. Porque eu naveguei numa antártica que poucos viram e, quiçá navegaram. Nesta época só um navio quebra gelos funciona. Alma – Se você tivesse que falar algo especial para nós velejadores o que você diria? A. B. – Não deixem de ir para a antártica. Um bom conselho: baleia não gosta de motor e elas adoram os veleiros, portanto o espetáculo está garantido. Alma – Porque Antártica e não a Polinésia francesa? A. B. – Por causa do trinômio aduana-imigração-pirataria. Estas três coisas não existem na Antártica. Alma – Por fim, qual o seu sonho como navegador? A. B. – Esta é uma pergunta complicada de ser respondida ou a minha resposta pode ser mal interpretada, mas vamos lá. Quero morrer dignamente velejando. Agradeço imensamente ao André Belém pela atenção. Sua simpatia e simplicidade foram colocadas a mostra durante a entrevista, que foi realizada durante uma travessia de 12 horas entre o Rio de Janeiro e Ilha Grande a bordo do veleiro Oportunus.

20 a 40 nós são as condições perfeitas Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.


ALMANÁUTICA

4 A Bordo

Floripa - SC Mundial S40

Regata da Primavera

A tradicional Regata da Primavera costuma reunir mais de 60 embarcações. O Saveiro Clube da Bahia realiza mais uma vez o principal evento do clube. Com a edição de 2015, serão 40 anos de ininterrupta realização dessa regata. Em novembro de 2014, a sua 39ª edição teve a largada em um dos pontos mais belos de Salvador, Ponta do Humaitá, com um percurso fantástico até a localidade de Mutá, na contracosta da Ilha de Itaparica e fechando com chave de ouro numa animada festa de premiação e jantar. A região, formada pelo encontro das águas da Baía de Todos os Santos e do Rio Jaguaripe, é de uma beleza estonteante. Reúne o charme da região de Itaparica com a natureza exuberante da mata e dos vilarejos próximos. A 39ª edição da Regata da Primavera teve apoio da Bahiatursa, da Sudesb e do Sebrae-BA. Para esta edição, os organizadores esperam que esta parceria se repita. A 40ª Primavera é uma iniciativa do Saveiro Clube da Bahia e será coordenada pela empresa Via Náutica, podendo contar com o apoio da Sudesb através da FENEB. Veja como foi a 39ª edição na página do Facebook.

Foto: Saveiro Clube da Bahia

A Bordo vai ao ar todos os domingos das 10h às 11h pela Metropolitana: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!

GIRO

pela Costa

Terminou em março o Mundial de Vela S40, realizado em Jurerê (SC). O campeão foi o Patagônia, da Argentina. A equipe ficou na liderança geral em todos os dias de competição. “Abrimos uma boa vantagem nas duas primeiras regatas da competição. Seguimos nos mantendo bem colocados todos os dias, com uma estratégia mais conservadora, já que essa é uma competição sem descartes. Assim, conquistamos um título bastante importante contra tripulações muito qualificadas”, comemora timoneiro do Patagonia, Juan Grimaldi. O brasileiro Pajero, destaque da última terça-feira com duas vitórias, fez ótimas regatas, chegando em terceiro na primeira e vencendo a segunda. A equipe chegou ao fim do campeonato mundial em segundo, com apenas um ponto de diferença do campeão. “Temos uma tripulação muito qualificada e um barco ótimo. Viemos para Jurerê foi palco do Campeonato Mundial Mitsubishi S40: Muita disputa na raia brigar pelas primeiras colocações e sabíamos que qualquer detalhe poderia decidir o campeonato. Fomos o veleiro que mais venceu no campeonato, mas os nossos adversários conquistaram o título com méritos e estão de parabéns”, explica o vice-campeão Sérgio Rocha, do Pajero. Em abril um final de semana coloriu a O Campeonato Sul-Brasileiro de Optimist praia do Centro de Porto Belo, na primeira sediado pelo Iate Clube de Santa CatariResultados após 10 regatas etapa da 6° Copa Porto Belo de Vela. na, definiu a equipe brasileira que vai disMuito sol e bons ventos para sete cateputar o Mundial de Optimist na Polônia. 1º Patagonia (ARG) gorias, com 30 embarcações. Com destaque para o Rio Grande do Sul, 2º Pajero (BRA) No sábado, duas regatas e no domingo classificaram-se Tiago Quevedo e Gabriel 3º Itau (CHI) a mais longa, em torno da ilha e com a preCamargo do Veleiros do Sul, João Vascon4º Santander (CHI) miação dos competidores. cellos e João Tatsch do Clube dos Janga5º Early Bird (ALE) A próxima etapa será disputada nos dias deiros, e Tiago Monteiro do Cabanga I 6º Mitsubishi Motors (CHI) 27 e 28 de junho e a etapa final nos dias 14 C de Pernambuco. Também do Cabanga, 7º Carioca (BRA) e 15 de novembro. a velejadora Marina Hutlzer, terminou a 8º Crioula (BRA) Além da Copa Porto Belo de Vela, competição na terceira colocação entre as 9º Estampa Delviento (CHI) a cidade integra o calendário nacional do mulheres e garantiu vaga no Norte Ame10º Ocean Pact Racing (BRA) esporte com o brasileiro de Hobie Cat 14 ricano de Optimist, que será realizado em 11º Magia V (BRA) e 16, que ocorre entre 1° a 7 de novembro. julho, na Antígua, no Caribe.

Sul-Brasileiro de Copa de Vela Optimist Porto Belo


Ilhabela - SP Copa Swift Sport O vento sueste entrou com média de 15 nós (27 km/h) e rajadas que ultrapassaram os 20 nós no último dia de regatas da primeira etapa da Copa Swift Sport. A classe HPE correu duas regatas, enquanto C30 e RGS disputaram a prova final. “Depois

das mais variadas condições nos dois últimos finais de semana, fechamos a etapa com chave de ouro. É um convite antecipado para que as tripulações retornem na segunda etapa da Copa Swift Sport (23 e 24, 30 e 31/5), o tradicional ‘Warm Up’ para a Ilhabela Sailing Week, em julho”, comemorou o diretor da CR, Cuca Sodré. Na C30, a vitória foi do Barracuda, que assumiu a vice-liderança da classe. O líder e campeão da etapa, Porsche, chegou em segundo lugar. Na HPE, o Ginga venceu

Guarapiranga - SP

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mingo (5/4) no Yacht Club Paulista, na Guarapiranga/SP. Lars Grael, ao lado de Samuel Gonçalves, conquistou o seu sexto título. Alexandre Paradeda e Bruno Prada foi a dupla vice-campeã. O Brasileiro da classe Star aconteceu neste “A competição foi uma das mais equilibraferiadão de Páscoa e chegou ao fim no do- das de todos os tempos. Foram mais de 20

Brasileiro de Star

Lars conquista o título e encosta em Torben, que já levou sete taças na Star

Ilhabela: Copa Swift a C30, HPE e RGS começam a todo vapor nas disputas as quatro regatas e conquistou a etapa. Suzuki Bond Girl e Aventura 55 ocupam segunda e terceira colocações no acumulado. Na RGS Geral, o líder Asbar II chegou na segunda colocação para garantir a liderança. O Fram venceu a regata, mas Inaê Transbrasa e Hélios II seguem o Asbar II. Na regata da RGS Cruiser deu BL3, o líder da classe, seguido por Jambock e Cocoon. Três primeiros em cada classe após a 1ª Etapa: RGS Geral 1.Asbar II (Sérgio Keplacz) 2.Inaê Transbrasa ( Bayard Umbuzeiro) 3.Helios II (Marcos Lobo)

C30 1.Porsche (Marcos de Oliveira Cesar) 2.Barracuda (Humberto Diniz) 3.+Realizado (José Luiz Apud)

RGS Cruiser 1.BL3 (Clauberto Andrade) 2.Jambock (Marco Aleixo) 3.Cocoon (Luiz Caggiano)

HPE 1.Ginga (Breno Chvaicer) 2.Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley) 3.Aventura 55 (José Vita)

Circuito Marreco Já na sua terceira etapa, a competição reafirma o crescimento da Classe Marreco na Represa de Guarapiranga O Circuito Marreco 2015 acontece na Guarapiranga em São Paulo. Com mais de 20 veleiros inscritos para as competições, a categoria vem crescendo ano a ano, atraindo mais participantes. As regatas acontecem em barla-sota com disputas emocionantes. A primeira aconteceu em fevereiro (Clube de Campo Castelo), a segunda em março (Yacht Clube Itaupu) e a terceira foi apoiada pelo Sailing Center. Para participar, não é necessário ser experiente, basta trazer seu barco e sua ani-

barcos correndo e uma disputa excelente. do Campeonato Brasileiro de Star, com A nova geração está em alto nível e eles sete vitórias. Fotos: Balaio de Ideias estão se somando aos demais, trazendo um grande impulso para a classe”, disse Lars. “Foi uma ótima estreia em uma classe muito tradicional no Brasil. Tive a oportunidade de velejar contra grandes velejadores com um proeiro tricampeão mundial e duas vezes medalhista olímpico”, destacou Alexandre Paradeda. Com esse título Lars encosta em Torben, maior campeão

Clínica de Introdução para Oficiais de Regata A CBVela em parceria com o Comitê Or- mento de como é a organização técnica e ganizador Rio 2016, FEVESP e YCSA, como cada Oficial de Regata atua. realizou em abril uma Clínica de Introdução para Oficiais de Regata. A Clínica foi realizada simultaneamente à realização do Campeonato Brasileiro da Classe A-Class, o que permitiu o aprendizado prático. O objetivo foi dar aos participantes uma noção básica das atividades de um oficial de regata, seja ele um Gerente de Regata, Juiz de Regata, Arbitro de Regata ou ainda Medidor, possibilitando um bom entendi- A turma em ação: Futuros Oficiais...

Festa no Clube Itaupu, sede da etapa 2

mação. As tripulações são duplas formadas por amigos, casais, familiares, mas sempre há necessidade de proeiros. O Circuito Marreco tem apoio da Loja Velamar e do Jornal Almanáutica, entre outros. Você pode obter mais informações com cassiolopes1970@gmail.com ou victorsn@terra.com.br

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Um grande número de participantes na clínica da CBVela realizada no YCSA


ALMANÁUTICA

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O resgate de Miss Wood

Como o empresário Javier Litman resgatou a lancha da década de 60 semi-destruída e deixou-a nova Javier Litman , 45 anos, é empresário na área de assistência técnica em smartphones (www.rioservice.net.br). Mas isso não o define. Sua paixão é o mar. “Sou velejador desde adolescência , sempre apaixonado por veleiros de madeira clássicos”, explicou Javier. Atualmente ele participa de regatas com seu Sharpie. Sempre de olho em embarcações para agüentar o mar grosso de Búzios, Javier achou na internet a “Miss Wood”, projeto de 1967 que estava em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “O que me chamou atenção nela foi o formato de sua popa o tipo do hidro V e a largura, com uma boca de 2,73m, muito larga para uma skiboat deste tamanho. Normalmente elas tem 2,20m, aparentando assim que era uma lancha bem marinheira”, contou. Após muita pesquisa sobre lanchas dos anos 50/60 – as chamadas runabout - Javier acabou achando muitas com o mesmo formato, o que fez com que decidisse pela compra. Após contato com o proprietário, descobriu que era um projeto alemão que tinha sido construída no interior mesmo, e com um motor Ford V8 da época. “Quando recebi a lancha fiquei bastante desanimado porque estava muito pior do que aparentavam as fotos. Decidi então raspar ela toda e verificar o estado da madeira e enquanto isto continuei a minha pesquisa para adequar algumas particularidades das famosas Criscraft, Riva e as runabouts americanas”. Javier conta ainda o trabalho que teve com o motor: “Fiquei uns seis meses procurando um motor usado em boas condições mas não achava nada legal pois os novos tinham rabeta e precisava de saída direto no eixo com reversão elevando muito o custo de adaptação. Decidi então procurar um motor zero já na configuração de uma skiboat

1 - Raspagem geral deixando na madeira; 2 - Troca das longarinas podres. Convés e pisos em compensado naval de cedro para posterior acabamento em verniz; 3 - Tudo foi desmontado. As ferragens que se encontravam em bom estado (agulheiro, cunhos e alça de ski) foram cromados; 4 - Aquisição de material que combinasse com o modelo e época como luzes de navegação cromadas, escada de aço inox rebatível (igual às da época), painel de instrumentos, kit isqueiro, etc; 5 - Troca dos acrílicos do pára-brisa por policarbonato (aquecido no local para dar a curvatura certa); 6 - Modificação do painel de modo que fosse uma continuidade do convés, igual as da época; 7 - Listras no convés e pisos pintadas de branco revestidos com o verniz; 8 - Pintura final de convés pisos painel e o espelho de popa em verniz, lateral do casco azul marinho, fundo do casco branco e linha d’água Abandonada num quintal, podre e precisando de um dono apaixonado verde igual à Riva; onde o único disponível era o Mercrui9 - Nome em adesivo dourado com borda branser 5,7 v8 de 315hp Vmag. Porém fiquei ca manuscrito; com receio pois o motor original era de 10 - Estofamentos igual ao dos carros antigos, 220 hp. Recebendo o motor tive de reforem gomos, com costuras na cor caramelo para çar o verso dele e as longarinas para pocombinar com o verniz; der suportar. Tive ainda que procurar um 11 - Mandei fazer relógios para o motor na tuespecialista para fazer as descargas sob rotest personalizados para combinar cromados medida para este motor, pois ele exige com fundo branco com luz de led um diâmetro muito acima dos outro para 12 - Eixo e hélice alinhado e balanceado

as descargas e saídas de água com um sistema para água não retornar”, contou. Javier teve ajuda de outras pessoas e fez questão de citar seus nomes: João Luis, pintor, Eduardo, marcenaria, o me-

cânico Jairo Wernek, além de Rubens, o representante Mercruiser da Ventura Náutica de São Paulo. Finalmente após dois anos a lancha foi para a água para testes no Rio de Janeiro. “Fiquei muito surpreso com o desempenho, pois ela inicia o planeio muito rápido e muito firme nas curvas. Não bate como a maioria das lanchas de fibra. Na verdade posso dizer que é uma lancha única no Brasil . Gostei tanto do trabalho que já estou pensando em novos projetos”, finaliza Javier Se quiser falar com o Javier, contate-o pelo e-mail : javier@ rioservice.net.br animadíssimo...


Vela e Educação Física

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Novo recorde de velocidade

(parte V)

Peter Thomas Comber é Professor e instrutor de vela e fala sobre a modalidade como ensino nas escolas

Abordagem Cultural referente à Biologia

Tomamos como exemplo a represa Guarapiranga na cidade de São Paulo. Apesar de ela estar praticamente inserida dentro da cidade, sua fauna e flora são exuberantes. Existe nela um ecossistema complexo e delicado, diretamente influenciado pelo clima e problemas urbanísticos da cidade. Alunos do colégio Britânico de São Paulo já descobriram o potencial de estudo que este ambiente fornece. Em parceria com a escola de vela Dick Sail e com o São Paulo Yacht Clube, trouxeram os seus alunos para um estudo de campo. Além de conhecerem e vivenciarem a represa como opção de esporte e lazer para os cidadãos da cidade de São Paulo, também aprenderam sobre a história contemporânea da região, problemas urbanísticos e fizeram coletas de vegetação

Estudo de campo: Vela e biologia... e de água da represa para posterior análise nos laboratórios do colégio. Os professores de biologia do colégio ficaram impressionados pela variedade e riqueza das coletas e pela fauna observada. Disseram ter sido uma atividade mais produtiva cientificamente do que a viagem realizada pelos mesmos alunos para a Ilha do Cardoso no litoral sul de São Paulo, viagem esta que necessitou um planejamento e logística mais complexa, além do custo ser maior do que fazer o mesmo estudo de campo na represa Guarapiranga, à apenas alguns minutos de viagem do colégio.

Novo recorde de velocidade pelo maxi-trimaran Lending Club II: 26,36 nós Em abril, o maxi-trimaran Lending Club II estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade no canal inglês: de Cowes, na Ilha de Wight, para Dinard, na França. Liderado por Renaud Laplanche, CEO da Lending Club, e tendo como co-skipper Ryan Breymaier, a passagem de 138 milhas foi concluída em 5 horas e 15 minutos, a uma velocidade média de 26,36 nós; baixando oito minutos o recorde que se mantinha desde 2002.

Itajaí - SC

Perdas irreparáveis O mundo da vela perde dois importantes representantes: Fernando José Pimentel Duarte e Florence Arthaud A vela perdeu duas de suas grandes figuras em março. A francesa Florence Arthaud, vítimas de um acidente entre dois helicópteros. Ela e mais 9 pessoas (7 atletas) foram vitimadas pelo choque entre dois helicópteros durante as gravações de um reality show de sobevivência (Dropped), na Argentina. Florence era conhecida na França como “la petite fiancée de l’Atlantique” (a pequena noiva do Atlântico), por ter sido a primeira mulher a bater o recorde da travessia do Atlântico Norte à vela em 9 dias 21 horas e 42 minutos batendo o recorde de Bruno Peyron por dois dias, em 1990. Sua história de superação e conquistas não se limitou aos títulos alcançados. Aos 17 anos, ela ficou paralisada e em coma por causa de um acidente de carro. Aos 54 anos, ela caiu ao mar

Fernando: Contribuição inestimável

Santos - SP Vela Oceânica

Em abril foi realizada a terceira etapa do Circuito Santista de Vela Oceânica, organizado pelo Clube Internacional de Regatas de Santos (CIR) e apoiado pelo Iate Clube de Santos. A Confraternização e premiação foi realizada na Sede Náutica do Clube Internacional de Regatas, com a tradicional canoa de cervejas e lanches para os participantes.

Transat Jacques Vabre A 12ª edição da competição que sai de Le Havre e chega em Itajaí acontece em outubro e a cidade já se prepara para mais um evento internacional Mal termina a Stopover da Volvo Oce-

Florence: Acidente trágico em reality an Race em Itajaí e as atenções já estão

enquanto navegava sozinha e foi resgatada depois de 2 horas em águas geladas. E no Brasil, Fernando José Pimentel Duarte. Filho de José Candido Pimentel Duarte, baluarte da vela brasileira e responsável pelo desenvolvimento de diversas classes, (inclusive a Classe Brasil), foi um dos criadores da ABVO (Assoc. Bras. de Veleiros de Oceano). Na classe Star conquistou três barras de prata e destacou-se com seu veleiro “Procelária”, o Classe Brasil cujo projeto seu pai trouxe e disseminou. Foi Comodoro da ABVO, Presidente da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro – FEVERJ e Presidente do Conselho Deliberativo do Iate Clube do Rio de Janeiro. Foi proprietário do estaleiro FIBRAMAR (Lasers, skiffs e barcos de regata). Lars Grael fez uma homenagem a ele no site da ABVO.

voltadas para a chegada da Jacques Vabre. O dia 25 de outubro de 2015 será o dia da largada da 12ª edição da Transat Jacques Vabre, que terá Itajaí como destino final. Após pouco mais de uma semana de festa em torno da marina Paul Vatine em Le Havre, as quatro classes presentes na aventura largam para um desafio de 5.400 milhas. O evento é disputado de dois em dois anos e como manda a regra, os barcos devem ser tripulados por apenas dois velejadores. Há 22 anos, a cidade de Le Havre, na Normandia, sedia a largada da Transat Jacques Vabre. Pela segunda vez, a linha de chegada da Transat Jacques Vabre será em Itajaí, no Brasil. “Itajaí insere definitivamente seu nome no cenário dos grandes eventos esportivos internacionais ao voltar a receber a Regata Transat Jacques Vabre,

uma das mais importantes provas náuticas do mundo. Nos sentimos honrados e felizes, agradecemos a organização do evento pela confiança em nosso trabalho e esperamos por todos na nossa cidade!” explica Jandir Bellini, Prefeito de Itajaí. Em 2015, a Transat Jacques Vabre reunirá quatro classes de monocascos e de multicascos, de 12,18 m a 32 m São elas Class40, Multi50, Imoca e Ultimate.

Jacques Vabre: A caminho de Itajaí


ALMANÁUTICA

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Recife - PE 27ª Refeno

Rio Grande do Sul Sul Cat e Pan-americano

O Cabanga Iate Clube de Pernambuco abriu as inscrições para uma das mais tradicionais e concorridas provas de iatismo do Brasil, a Regata Recife Fernando de Noronha (Refeno), que este ano chegará à sua 27ª edição. Ao todo, as embarcações percorrerão 298 milhas náuticas, o equivalente a 545 quilômetros de distância. Os interessados já podem acessar o site da regata e efetuar a inscrição, que em 2015 será limitada a 100 barcos. O período de inscrição segue até o dia 24 de setembro ou até o preenchimento de todas as vagas. Este ano, a largada da Refeno será dia 26 de setembro em frente ao Marco Zero do Recife – área externa do Porto do Recife. Poderão se inscrever embarcações nas classes ORC, RGS, Mocra, Multicasco Catamarã, Multicasco Trimarã, Aço, Bico-de-Proa, Aberta e Turismo. O Aviso de Regata, com todas as informações para os participantes, já está disponível no site da Refeno. Criada há 27 anos, a Refeno é considerada a primeira regata oceânica do Brasil. Em 2014, a embarcação gaúcha Camiranga ganhou o troféu Fita Azul. Do Rio Grande do Sul, o Camiranga é um Soto 65 e velejou com 14 tripulantes e percorreu as 298 milhas em 22h40min43.

Os HC16 e 14 voaram baixo na raia do Veleiros do Sul e definiram vagas para o Pan

Dupla de Ilhabela da HC16 é campeã do SULCat e leva a vaga para o Pan-americano de Toronto Os velejadores paulistas Cláudio Teixeira e Bruno Oliveira representarão o Brasil nos Jogos Pan-americanos de Toronto 2015. A dupla ficou com a vaga ao vencer o Campeonato Sul-Brasileiro da classe Hobie Cat 16, válida como seletiva nacional em competição realizada no Clube Veleiros do Sul, em Porto Alegre. Em segundo lugar ficaram José Roberto de Jesus e Otávio Cardoso (SP) e em terceiro Bernardo Arndt e Adriana Overgoor (SP). No Sul-brasileiro de Hobie Cat 14 o vencedor foi o catarinense Adam Max Mayerle, que ganhou o título por antecipação no sábado. Em segundo lugar ficou o gaúcho Márcio Tozzi, do Veleiros do Sul. “Viemos para ganhar, mas sabíamos que seria difícil. No camRecife-Fernando de Noronha: 2015 marca a 27ª edição da tradicional regata peonato nós tivemos que superar o mito da HC 16, Bernardo Arndt, e o experiente Jesus, dois nomes fortes possuidores de vários títulos. Foi muito tenso mas agora estamos muito felizes,” disse Claudio. Ao chegar em terra, o campeão abraçou o vice e lamentou tirar a vitória do seu amigo de 30 anos. Roberto, que perdeu pela quarta vez a chance de ir ao Pan-americano, disse que mesmo assim estava satisfeito porque “os representantes A dupla formada por Dante Bianchi e Thomas Lowbeer conquistou no sábado, (4/abril) são do grupo de Ilhabela”. A cerimônia de premiação e encerramento do campeonato ocorreu no fim da tarde a medalha de bronze na classe 49er, no tradicional Troféu Princesa Sofia, em Palma de desse domingo com a presença no presidente nacional da classe ABCHC Luiz Gonzaga Mallorca, na Espanha. Os velejadores brasileiros ficaram na terceira posição na Medal Machado e do presidente da Confederação Brasileira de Vela Marco Aurélio de Sá RiRace e garantiram um lugar no pódio, deixando os dinamarqueses Jonas Warrer e beiro, que compareceu ao evento para acompanhar a definição da última vaga da vela Anders Thomsen, líderes do ranking mundial, em quarto lugar. “Estamos mais do que brasileira para o Pan de Toronto. Dos 10 competidores no SulCat, cinco eram de Santa contentes, pois esse resultado, acima das expectativas iniciais, nos mostra que estamos Catarina. A competição teve a participação de 30 barcos na classe HC 16 e 10 na HC 14 no caminho certo”, vibrou Dante Bianchi. de oito estados. O Brasil também esteve representado em mais duas classes nas regatas de medalha. Na 49er FX, as campeãs mundiais Martine Grael e Kahena Kunze terminaram na quarta Equipe Brasileira no Pan-americano colocação na classificação final, após terem ficado em terceiro lugar. Na 470 feminino, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan acabaram o Troféu Princesa Sofia na quinta coloSnipe: Alexandre Paradeda e Lucas Aydos cação, depois de terem completado a Medal Race em sétimo. Sunfish: João Hackerott

Troféu Princesa Sofia

Lightining: Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Maria Hackerott Laser Radial: Fernanda Decnop Laser Standard: Robert Scheidt RS:X masculino: Ricardo Winicki RS:X feminino: Patrícia Freitas J24: comandante Maurício Santa Cruz

Sul-brasileiro de Soling Thomas Lowbeer, que faz dupla com Dante Bianchi, levou o bronze na 49er

A dúvida do leitor

O leitor Jorge Dino nos enviou uma dúvida via Facebook, em relação à dimensão do espelho de popa do monotipo Soling: “Vocês teriam como conseguir a medida da boca do espelho de popa (largura), do veleiro monotipo Soling? Agradeço a atenção e bons ventos”. Segundo nosso contato com a Intenational Soling Class a medida é de 80 cm aproximadamente, devido a uma curvatura: “The lenght will be around 80 cm or a bit more since it is curved the stern”. Mas o próprio Dino, contatou Nelson Horn Ilha, que se dispos a medir para ele: A solução do mistério na base da fita métrica mediu 88 cm no Soling do Nelson. Até prova em contrário a largura do espelho de popa do Soling é 88 cm. Comprimento 8,20 m e Medida do espelho de popa do Soling? boca de 1,95 m. Anote porque isso é raro...

O trio El Demolidor foi o vencedor do Campeonato Sul-brasileiro da classe Soling, realizado no Veleiros do Sul. Kadu Bergenthal, Eduardo Cavalli e Renan Oliveira comemoraram o primeiro título da equipe, após um desempenho consistente nas quatro regatas realizadas no sábado e domingo na raia da Pedra Redonda no Guaíba. Em segundo lugar ficou o barco Don’t Let Me Down com Cícero Hartmann, Flávio Quevedo e André Renard e em terceiro o time do Coringa, formado por Lucas Ostergren, Beto Trein e Roger Lamb. A disputa não fugiu do nível de equilíbrio da flotilha gaúcha, mostrando que qualquer uma das tripulações tem chance de chegar ao título. “Foi um campeonato excelente para nós. A última regata foi a mais difícil porque estourou o moitão da vela grande e perdemos um pouco de potência, mas ainda sim conseguimos administrar a desvantagem para não sermos ultrapassados pelo

Soling na foto de Ricardo Padebos/VDS Don’t Le Me Down, que poderia nos tirar o título. Por isso agradeço ao bom trabalho da minha tripulação”, comentou o timoneiro Kadu, 33 anos. No encerramento foi realizada a entrega de prêmios com os vice-comodoros André Huyer e Renato Poy e ainda a presença do secretário municipal de Esportes, Recreação e Lazer, Roberto Wagner. A competição teve o apoio da cervejaria Horst & Biermann. As equipes do barco El Demolidor e do Equilibrium, dos três Ilhas (Nelson, Gustavo e Felipe) representarão o Brasil no Campeonato Mundial da classe Soling que ocorre em maio na Itália.


kite

Nos bastidores da VOR Num relatório que poderíamos classificar no mínimo como “chocho”, a organização da Volvo Ocean Race tentou dar uma satisfação sobre o acidente ocorrido com o Team Vestas, que encalhou numa região conhecida e cartografada. Chamou uma auditoria independente para apontar medidas que aumentem a segurança das equipes durante as regatas oceânicas e não apontou “culpados”. Nem precisava, depois da dispensa do navegador holandês Wouter Verbraak. Os peritos concluíram que as causas do incidente são claras. “A equipe não tinha conhecimento de que havia perigo para a navegação nas proximidades da ilha. E considerou, de maneira errada, que a profundidade mínima no recife de Cargados Carajos era de 40 metros”, resume o relatório. Difícil engolir que uma equipe de profissionais não soubesse que nas proximidades de um recife a profundidade diminui. Colocou a culpa na cartografia que classificou como “deficiente na definição dos perigos para a navegação quando mostrou o local em pequena e média escala”. Esqueceram-se da tecla “zoom”...

Gizzeria, Itália de 14 a 19 de Julho. Os melhores 80 velejadores

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masculinos do ranking serão convidados Com um calendário menos intensos no e com entrada aberta para as mulheres. A Brasil nos últimos meses, as competições competição terá um ranking separado para internacionais ganham destaque kites infláveis, e também para categorias Master, Junior e Gran Master. Troféu Princesa Sofia

No SCA a vela vai continuar rasgada

A jovem Russa Elena Kalinina e o espanhol Florian Tritel levaram o titulo da primeira participação do Formula Kite no evento que reúne todas as Classes Olímpicas. Em condições perfeitas para a Medal Race, 12 a 15 nós, vários telespectadores puderam ver de perto disputas emocionantes com velejadores disputando lado a lado, com muitos photo-finish para definir os vencedores. Os brasileiros Wilson Bodete e Ian Germoglio tiveram uma excelente participação e ficando entre os 10 melhores atletas. A próxima parada junto com outras Classes Olímpicas será na World Sailing Cup, em Weymonth, no Reino Unido.

The Foiling Week 2015

O evento será realizado de 1 a 5 de julho no Fraglia Vela Malcesine, Lake Garda, na Itália, e é o primeiro e único evento mundial dedicado aos mais velozes barcos voadores, aos velejadores, projetistas e construtores. Durante o evento serão realizados fóruns na parte da manhã e atividades na água durante a tarde. Nos dias 4 e 5 serão realizadas corridas de longa distancia ao redor do lago Garda, com um percurso de aproximadamente 25 a 30 milhas. As corridas serão abertas a qualquer barco/prancha foil. Os barcos também serão rastreados durante a semana por um GPS que vai medir as velocidades e definir quais serão os mais rápidos. Em 2014 a embarcação mais rápida foi um kitefoil comandado pelo kitesurfista SimoDefinido data e local para o mundial de ne Vannuci. 2015, a competição será realizada em

E nessa toada as recomendações também foram “pra inglês ver”: Estabelecer diretrizes para o uso de cartas eletrônicas, informar fornecedores e fabricantes sobre as deficiências percebidas, e que a Volvo Ocean Race use a sua influência para promover o desenvolvimento de um sistema de navegação melhorado. Em outra “pisada na bola” (ou afrouxada na vela se preferirem um termo mais apropriado...), a organização da VOR não permitiu que as meninas da SCA trocassem uma importante vela (code Zero fracionada), rasgada durante a perna até Itajaí. Mas elas terão que usar a vela remendada. O estado da vela é tão ruim que ninguém Formula Kite Campeonato Mundial acreditava que essa fosse a decisão...

Brasília - DF XX Regata do Conselho Deliberativo O Iate Clube de Brasília realizou em março uma das competições náuticas mais tradicionais do Distrito Federal, a Regata Conselho Deliberativo. As regatas de monotipos e de veleiros cabinados aconteceram em dias alternados. Este ano, a prova chegou em sua 20ª edição.

Iate Clube de Brasília realiza regata

Les Voiles de St. Barth: Sexta edição reúne 70

Les Voiles de St. Barth, a regata mais charmosa do Caribe reuniu 70 esse ano

A sexta edição da charmosa Les Voiles de St Barth reuniu uma flotilha de 70 barcos. Um dos princípios por trás da regata desde sua criação é que todos os barcos, independentemente do seu tamanho ou rating, estão autorizados a participar através de uma regra de classificações dos catamarãns implementada pela Caribe Sailing Association. A regra leva em conta a bolina e características de peso em sua atribuição de handicaps. Isso permite que um con-

junto de diferentes multicascos estejam na mesma linha de partida. Deste modo, além das muitas embarcação monocasco, um maior número de multicascos participam do evento a cada ano. Criada em 2010 por dois amigos - François Tolède e Luc Poupon o número de barcos têm aumentado regularmente desde a primeira edição. De 13 em 2010 cresceu para 70 este ano. A próxima edição acontece em abril de 2016.

Brasil é Ouro, Prata e Bronze em Hyères Os brasileiros fizeram bonito na Copa do Mundo de Vela, em Hyères, na França. A dupla gaúcha formada por Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, na classe 470 feminino ficou com o ouro. A medalha de prata ficou com outra dupla feminina, Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX. Já Robert Scheidt, recuperado de uma lesão no joelho esquerdo que o afastou das competições, voltou ao pódio em terceiro. Outra

atleta que terminou as competições trazendo o bronze para o Brasil foi Patrícia Freitas, na RS:X feminino. Essa etapa foi válida pela terceira etapa da Copa do Mundo da ISAF e qualificando para as finais de outubro e novembro, em Abu Dhabi. A próxima etapa da Copa do Mundo será em Weymonth, na Grã-Bretanha, em oito de junho.

Nayara Licarião é hexacampeã brasileira de kitesurf, mora e veleja em João Pessoa


ALMANÁUTICA

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CURTAS

MERGULHO

Perigo no mar

(Parte III)

Celenterados Nesta edição veremos o perigo por trás das chamadas “águas vivas” e como funciona esse mecanismo que provoca “queimaduras” em quem tem o azar de encontrá-las. Este ramo abrange os hidróides, plumas-do-mar, medusas, caravelas, águas-vivas, anêmonas-do-mar, corais e falsos corais. Os indivíduos podem ser solitários ou coloniais e apresentar-se de duas formas em seu ciclo vital: o pólipo, com corpo tubular onde a extremidade inferior é fechada e fixa, e a medusa, com corpo gelatinoso em forma de guarda-chuva.

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Foi homologado um acordo pelo Tribunal Regional Federal entre a Marinha do Brasil e comunidades quilombolas por causa da disputa que envolvia a Ilha da Marambaia, RJ. A conciliação assegurou a preservação da ilha e delimitou áreas destinadas exclusivamente aos militares, regularizando uma área a ser utilizadas pelos descendentes de escravos.

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Cinco botes com respectivos motores de popa foram furtados dia 21 de abril de madrugada, na Ilha da Cotia, região de Paraty. Dois botes foram encontrados dois dias depois, queimados, em Paraty-Mirim.

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Saiu o Ranking da ISAF para Classes Olímpicas da vela: Martine Grael e Kahena Kunze estão em primeiro lugar na Classe 49er FX (feminino), enquanto Robert Scheidt caiu para 17º e Bruno Fontes sobe para 11º. Lista completa no site do Alma!

diversos tipos de alimento...

Papo de Cozinha

Dicas Potes de vidro podem ser reutilizados para conservas, molhos, ou mesmo geléias, feitos em casa. Mas primeiro eles devem ser muito bem esterilizados. Para isso, leve bastante água para ferver numa panela grande; coloque o vidro e sua tampa na panela e deixe ferver por no mínimo 15 minutos.

Conservas

O aparelho inoculador de peçonha é constituído de uma bateria de células denominadas nematocistos. Cada nematocisto consiste de uma diminuta cápsula arredondada, preenchida de líquido, contendo um fio tubular enrolado que pode ser projetado para fora. São mais abundantes nos tentáculos. Usados em conjunto para capturar suas presas, apresentam um líquido peçonhento que pode provocar uma grande irritação e uma intensa sensação de queimadura, além de ser um potente agente paralisante do sistema nervoso.

Quando descarregado, o tipo penetrante, explode para fora e perfura a pele, inoculando a peçonha. O tipo envolvente se enrola fortemente em torno dos pelos da pele. Ao coçarmos a pele, devido à ação penetrante, estouramos uma pequena bolsa e inoculamos ainda mais peçonha nós mesmos. Por isso, os nematocistos podem ser ativados mesmo após a morte do animal.

Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

Extremamente práticas nas travessias ou mesmo temporadas de férias quando vamos passar vários dias embarcados, as conservas tem a vantagem de manter por muito tempo os alimentos preparados em casa. Ou seja, como o tempero que nos agrada e melhor ainda: a procedência que vai garantir a saúde dos tripulantes a bordo. A origem vem dos países europeus que tinham épocas de colheita e abundância de determinados produtos e precisavam conservá-los para épocas de pouco ou nenhum alimento nos rigorosos invernos. Quase tudo pode ser conservado. De verduras a carnes, com uma duração muito grande, superior a 90 dias na maioria dos casos. Você pode, por exemplo, fazer suas almôndegas com molho de tomate que só você sabe preparar, e na hora do macarrão, seu único trabalho será abrir o vidro e jogar o conteúdo por cima. Prático, rápido e exclusivo... Prepare as conservas em casa com uma semana de antecedência (para constatar que não entrou ar e não estragou o conteúdo, o que pode ser comprovado com o vazamento pela tampa). Para deixar estocadas a bordo, basta embrulhar os vidros com panos para não se quebrarem se baterem. Essa receita de pepinos em conserva é a mais fácil para você poder começar. Depois faça suas próprias experiências com

4. Transfira o conteúdo da panela para um pote de vidro esterilizado (veja a dica a seguir) e tampe bem. Sirva após 3 dias.

Ingredientes 1 1/2 xícara (chá) de vinagre de vinho branco 1 xícara (chá) de açúcar 2 colheres (sopa) de sal 2 pepinos japoneses 2 colheres (sopa) de gengibre fresco ralado 1 pimenta-malagueta 3 colheres (sopa) de azeite 2 dentes de alho amassados Modo de Preparo 1. Lave os pepinos muito bem sob água corrente. Com uma faca afiada, corte os pepinos em rodelas finas. Reserve. Lave a pimenta e reserve. Para retirar o vidro e a tampa, utilize uma 2. Numa panela média, coloque o vinapinça de cozinha e deixe-os escorrer sogre, o açúcar e o sal e leve ao fogo baixo. bre um pano de prato limpo. Atenção: não Quando ferver, desligue o fogo. coloque o vidro sobre nenhuma superfície 3. Acrescente o pepino, o gengibre, a pi- muito gelada, como mármore, pois o vidro menta inteira, o alho e o azeite à panela e pode estourar. Só use os potes esterilizados depois que eles esfriarem totalmente. misture delicadamente.

Marinha do Brasil recebe novo Navio de Pesquisas Hidroceanográficas

Túnel do Tempo

Navio batizado de Vital de Oliveira é um dos cinco melhores em atividade no mundo, e chega ao Brasil em julho O Brasil deu um passo importante em direção a avanços em pesquisas hidroceanográficas científicas. O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira foi entregue à Marinha do Brasil em março numa cerimônia de batismo realizada no cais de Keppel Marine, em Cingapura. O navio é uma das cinco melhores plataformas de pesquisa hidroceanográfica do mundo. A França, o Japão, a China e a Rússia são alguns dos países que possuem embarcações semelhantes. No Hemisfério Sul, apenas a Austrália tem uma equivalente. Um dos equipamentos já disponíveis é o veículo de operação remota (ROV) que pode atuar a uma profundidade de 4 mil

O novo navio deve chegar em julho

metros. São cinco laboratórios, sendo dois molhados e três secos, também integram a embarcação. A previsão é que o Vital de Oliveira chegue ao país em julho deste ano. O nome do navio foi estabelecido em homenagem ao Capitão-de-fragata Manoel Antonio Vital de Oliveira, morto na Guerra do Paraguai em 1867. O Capitão-de-Fragata Aluizio Maciel Oliveira Júnior irá comandar o navio.

Num sábado, primeiro de março de 1851 foi lançada a Revista Marítima Brasileira. Publicação oficial da Marinha do Brasil foi fundada pelo Primeiro-Tenente Sabino Elói Pessoa. É a revista marítima mais antiga do mundo em atividade. Ela ainda pode ser assinada: R$ 9,00 (avulsa) e R$ 36,00 (anual). Busque no Google por ela!


Almanáutica está nas lojas Regatta pelo Brasil

Biblioteca de Bordo Encalhado no gelo antes de Shackleton Os anos 1913 e 1914 foram épicos. Palco das duas últimas expedições polares em barcos de madeira. Na mais famosa, Shackleton e sua tripulação a bordo do Endurance, apesar das dificuldades e do aprisionamento do barco no gelo com sua consequente destruição, tiveram um final feliz com o resgate posterior a uma bem sucedida expedição a bordo de um bote de

A partir desta edição, o Jornal Almanáutica passa a ser distribuído em mais sete pontos pelo Brasil, nas Lojas Regatta. Para isso foram produzidos novos displays que complementarão o visual nos novos pontos de distribuição. “Fiquei surpreso pela qualidade das informações e variedades. Já havia solicitado para nossa gerente de marketing que entrasse em contato para que nos incluíssem em seu mailling. Nossas lojas estão à disposição para divulgar o Almanáutica. Teremos imenso prazer em distribuí-lo nas lojas Regatta”, comentou Paulo Veloso, sócio proprietário da Regatta. madeira. Mas antes dessa As lojas que distribuem o Almanáutica agora são as seguintes: aventura, em 1913, uma equipe a bordo do navio São Paulo – Av. dos Bandeirantes 2829 – Vila Olímpia (foto) de bandeira canadense Ilhabela – Av. Força Expedicionária Brasileira, 131 – Centro chamado de Karluk, não Rio de Janeiro – Marina da Glória Av. Infante D. Henrique – loja 17/18 Marina Verolme – Angra dos Reis Av. Winston Maruca, s/n Bloco 4 – Marina Verolme teve a mesma sorte. Shopping Piratas – Angra dos Reis – Estrada Municipal, nº200 – lojas nº 144, 145 e 146 No livro Karluk - A extraordinária expedição Paraty – Rod. Governador Mário Covas, Km 578 ao Ártico em 1913 a Recife – Av. Mascarenhas de Morais, 291 C – Imbiribeira autora Jennifer Niven recriou com precisão a jornada desastrosa do Karluk e das tentativas desesperadas da tripulação para descobrir o caminho de volta para casa partindo do deserto gelado do Ártico. O livro é fruto de uma pesquisa profunda que incluiu os diários daqueles que foram resgatados e dos que não resistiram, através de entrevista com a única sobrevivente ainda viva - filha de esquimós que na época estava com quatro anos. Em junho de 1913, o navio canadense

Oficina do Capitão

Como fazer ligações para telefones em terra (e vice-versa)

O Serviço Móvel Marítimo (SMM) foi criado visando a salvaguarda da vida humana no mar, através das radiocomunicações. Em colaboração com a Marinha do Brasil, através do seu Centro de Operações o serviço permite a comunicação via rádio entre uma pessoa em terra e outra que esteja a bordo de uma embarcação (e vice-versa), através das estações costeiras que compõem a Rede Nacional de Estações Costeiras - RENEC. Disponível para qualquer embarcação provida de rádio, em qualquer oceano do mundo, o atendimento é bilíngüe, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com possibilidade de pagamento na origem, a cobrar no destino ou ainda em um terceiro número. Como fazer a ligação? Quem estiver embarcado, entre em contato com uma das Estações Costeiras via HF ou VHF (Vitória Rádio, Angra Rádio, Iate Clube de Santos, etc) e peça para contatarem o Centro de Operações do Serviço Móvel Marítimo. Informe o telefone de terra a ser chamado. As solicitações serão atendidas de imediato.

Já quem está em terra, basta ligar para 0800 701 2141 e falar com o Centro de Operações da Embratel. Informe o nome da embarcação e sua provável localização. Informe o nome da pessoa com quem deseja falar. Em geral, os pedidos de ligação não são completados de imediato. Tão logo a embarcação atenda, sua chamada será retornada. O serviço também permite que os usuários embarcados possam solicitar ligações a cobrar, sendo necessário que o usuário de terra se responsabilize pela ligação no ato da chamada (concorde em pagar). As ligações a cobrar - por óbvio - só são aceitas para as ligações no sentido Bordo-Terra. As ligações são cobradas por minuto cheio, sendo que o tempo mínimo tarifado é um “pacote” de 3 minutos. Para esse pacote é cobrada uma taxa que varia entre um mínimo de R$ 13,50 para os 3 primeiros minutos (mais R$4,50 por minuto adicional), e um máximo de R$22,00 (com R$7,35 por minuto adicional), dependendo da distância entre a base de SSM (Rio de Janeiro) e o local chamado.

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HMCS Karluk partiu do arsenal da Marinha Victoria, Colúmbia Britânica e, seis semanas mais tarde, com o início do inverno, jazia preso no gelo. Seu líder teria saído para caçar, embora mais tarde sugerissem que ele e um pequeno grupo abandonaram deliberadamente o restante da tripulação. Durante cinco meses, O Karluk permaneceu congelado num bloco de gelo maciço, afastando-se cada vez mais de seu curso. Em janeiro de 1914, depois de um imenso impacto, o gelo abriu um buraco no casco da embarcação e o ousado capitão Robert Bartlett deu ordens de abandonar o navio. Com apenas metade do estoque de suprimentos e o gelo polar sob seus pés, Bartlett, 21 homens, uma mulher esquimó com duas filhas pequenas, 29 cachorros e um gato de estimação eram náufragos no meio do Oceano Ártico. A jornada corajosa de 1300 quilômetros em busca de resgate por parte da tripulação terminou de modo trágico sem nunca ter sido documentada de forma completa e verdadeira. E os acontecimentos – o desaparecimento de um grupo, e o suicídio ou assassinato – de um dos membros do grupo remanescente - trazem as notas trágicas e de suspense dessa aventura real. Esse e muitos outros livros na mais confiável livraria da web, agora de site novo! Visite o novo site ou compre por telefone:

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INFORMATIVO

ABVC

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

Encontro das Ilhas 2015

PRESIDENTE Prezado Associado da ABVC, Nos últimos meses, vários eventos foram promovidos pela ABVC. São eles:

A flotilha partiu de Santos com seguinte programação: Sábado: Santos - Canto do Indaiá, domingo: Canto do Indaiá - Ilha Montão de Trigo - As Ilhas, segunda - As Ilhas - Canto do Indaiá e terça - Canto do Indaiá - Praia do Iporanga – Santos. Com tempo bom, sol e bastante calor, no final da tarde do primeiro dia os veleiros da foram de bote até a Marina Capital, que apoiou o evento disponibilizando seus vestiários. Na Ilha Montão de Trigo, onde pararam, moram, atualmente, 18 famílias e cerca de 52 pessoas. Vivem, essencialmente, da pesca artesanal. Como a Ilha não possui praia, o desembarque é realizado em uma espécie de rampa de troncos de madeira sobre as pedras. Também não existe energia elétrica de rede, a energia é fornecida por sistemas de energia solar. As casas possuem sistemas de aquecimento solar da água. O grande morro existente na Ilha fornece água suficiente para o consumo das famílias. O ambiente é simples e rústico. Existe uma escola que atende crianças até o 4º ano. Os professores pernoitam durante a semana na Ilha. Depois, as crianças precisam se mudar para o continente para estudar. De lá a flotilha partiu para As Ilhas (apesar de estar no plural, corresponde a uma única ilha). Lá, um delicioso e animado churrasco antes do retorno com direito a uma parada na Praia do Iporanga (Serra do Guararu, estabelecida como Área de Proteção Ambiental). Ano que vem tem mais. Fique atento e não perca! Muito sol, churrasco, praias e sossego...

Palestra “Vida a bordo do AmarSemFim” pela família Yoshima (Rio de Janeiro - RJ), “Encontro do Interior” (Itirapina - SP), “Páscoa em Paraty na Ilha do Cedro” (Paraty – RJ), palestra “Volta ao Mundo no Veleiro Don” e lançamento do livro “Águas Vermelhas - A paixão que mudou uma vida” pela Izabel Pimentel (São Paulo – SP), palestra “Roteiros Náuticos da Costa Brasileira” e lançamento do livro “Santos - Rio: um roteiro pelo mar” (Santos – SP) pelo Hélio Magalhães e Encontro das Ilhas (Santos, Ilhabela, De 4 a 7 de junho acontece a décima Ubatuba – SP). terceira edição do Encontro Nacional da

Encontro Nacional

Em abril está sendo realizado a Reunião de Comandantes, Almirantas e tripulantes para o Cruzeiro Croácia. Nessa oportunidade será discutida a rota a ser velejada na Croácia assim como esclarecer as duvidas com relação ao cruzeiro. A reunião acontece no Clube de Campo Castelo – Interlagos. O clube estará aberto a quem quiser passar o dia aproveitando as instalações internas, almoçar e curtir o clube. A reunião acontece nas dependências do restaurante do clube.

ABVC no Bracuhy. A programação está

E fiquem atentos aos próximos even- repleta de atrativos (confira a programação tos: atualizada no site da ABVC, onde você

também pode fazer as inscrições). Você vai poder curtir com a família e os amigos as diversas atividades: churrasco, jantares, bate papo com os amigos, palestras, workshops, feira náutica com produtos interessantes e até um Brechó Náutico onde você poderá levar seus cacarecos para vender ou trocar. Entre os assuntos das palestras e workshops estão navegação pelas estrelas, Também haverá a reunião dos parti- navegação em mau tempo, manutenção de cipantes do Cruzeiro Internacional da motores de popa, utilização de programas Croácia no dia 9 de maio no Clube de de navegação, além de preparação e limpeza de peixes a bordo e a preparação de Campo Castelo em São Paulo.

Encontro do Interior em Itiriapina, dia 30 de maio, Encontro Nacional da ABVC, de 4 a 6 de junho, no Bracuhy, Angra dos Reis e, na sequencia, o Cruzeiro da Costa Verde, de 7 a 13 de junho, percorrendo a Baía da Ilha Grande e a Baía de Sepetiba.

Lembro a todos que os eventos com data já confirmada são publicados no site da ABVC (www.abvc.com.br). Bons ventos a todos,

Volnys Bernal

Presidente da ABVC

Calendário

2013: Wilfredo Schurmann fez palestra um barco para cruzeiros prevendo ações emergenciais. Outras palestras ainda estão sendo confirmadas. Não fique de fora este ano!

ABVC Santos Próximo destino: Cruzeiro na Croácia

O Calendário com os principais eventos da ABVC pode ser acessado no site. Nele você pode conferir as datas dos próximos eventos para não ficar de fora. Acesse o site www.abvc.com.br e clique em “Calendário”

CONVÊNIOS Veja outros no site: IATE CLUBES

Eventos com Izabel Pimentel

- Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube

A ABVC trouxe Izabel Pimentel para lançar seu novo livro chamado “Águas Vermelhas” em São Paulo e em Santos Realizado com grande sucesso, tanto em São Paulo quanto em Santos, e promovido pela ABVC o lançamento do livro “Águas Vermelhas”, que contou com uma palestra de Izabel Pimentel. Nas duas ocasiões os respectivos auditórios ficaram lotados com a presença de inúmeros fãs da velejadora...

DESCONTOS

Lançamento do Guia foi um sucesso Em abril aconteceu em Santos, a palestra com o navegador Hélio Magalhães. Durante duas horas Hélio falou sobre sua vida no mar para uma atenta e participativa plateia de quarenta pessoas (muitas vindas de São Paulo para Santos apenas para o evento).

Izabel Pimentel lotou o auditório do Centro Cultural da Marinha em São Paulo

Costa Croácia

Na ocasião Helio Magalhães fez uma abordagem sobre o processo de elaboração de seu novo guia, Santos Rio: um roteiro pelo mar, patrocinado pela ABVC. Veja no site como adquirir o seu!

Brancante Seguros 7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 18  

Jornal Almanáutica num. 18 abril/maio 2015. Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

Almanautica 18  

Jornal Almanáutica num. 18 abril/maio 2015. Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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