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ALMANÁUTICA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano III – nº 16 – jan./fev. 2015 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

www.almanautica.com.br ISSN: 23577800 15

Leia nesta edição:

Izabel Pimentel completa sua volta ao mundo em solitário Exclusivo: Campeão de Jet Ski dá exemplo responsável Encalhe do Vestas: Acidente inexplicável na VOR Campeonatos pelo Brasil e pelo mundo Brasil é ouro no Lightning Tudo isso e muito mais!

Novo livro do escritor (e nosso colunista!) José Paulo de Paula


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Team Vestas e a lição O que podemos aprender com o acidente do veleiro Team Vestas na Volvo Ocean Race? Longe da intenção de crucificar o responsável – até porque numa equipe não há só um responsável – o interessante é aprender com o erro dos outros. Na pior das hipóteses é mais barato... Como diz o ditado: “quanto mais perto do culpado, mais longe da solução”, portanto verificar a falha e lembrar dela em nossa próxima navegação é o ponto central. Talvez o mais importante seja a preparação da derrota (trecho a ser navegado). Tirando as óbvias diferenças entre cruzeiro e regata – pois na regata o rumo pode variar muito de acordo com muitas variáveis - a atenta observação e alerta à tripulação de todos os possíveis perigos à navegação pelos quais a rota passará, é mais que obrigação do responsável pela navegação. O atento levantamento de lajes, ilhas, regiões de pesca, trânsito de navios, e mesmo as correntes e ventos típicos da época e da região, faz parte da preparação para a viagem, seja ela uma corrida ou puro lazer. E aqui surge um ponto ainda mais polêmico (para alguns) a ser discutido: a obrigatoriedade da carta em papel do trecho navegado. Obrigatório pela Marinha do Brasil, mas tão reclamada “em tempos de tecnologia” pelos que precisam adquiri-las. O erro assumido pelo navegador Wouter Verbraak, foi “não ter dado zoom” suficiente sobre a área onde houve o encalhe. Coisa que nas cartas de médio detalhe, não seria necessário. A grande ironia fica por conta de que o prejuízo de milhões de dólares causados ao patrocinador Vestas, talvez pudesse ter sido evitado com o uso de um simples – e barata - carta de papel... Mas as lições de humildade, persistência e responsabilidade também podem ser aprendidas. Mesmo com as declarações que obviamente tinham o intuito de “tirar o seu da reta”, o Comandante Chris Nicholson assumiu publicamente parte da culpa pelo acidente nas entrevistas. E mais, soube comandar os oito tripulantes sob sua responsabilidade num momento de crise, mantendo-os a bordo até que amanhecesse. Além disso tratou de tirar muitos equipamentos “na unha” (e nas costas), incluindo retranca, hardware, velas, cabos e combustível, não só poupando preciosos euros, mas impedindo que o combustível poluísse a imaculada região. Salvou a tripulação e de quebra a imagem do patrocinador, que trabalha com energia limpa. Menos mal...

Murillo NOVAES

No meio do caminho tinha uma pedra

Olá querido amigo de alma náutica, eis que chegamos aqui neste glorioso dezembro de nosso senhor com o coração cheio, os bolsos vazios (para a maioria, pelo menos, e, sinceramente, espero que você seja parte da minoria) e a mente atordoada por tantos escândalos que assolam nossa humilde Pindorama e sua outrora orgulhosa petroleira de águas profundas (e, agora temos certeza, moral muito rasa). Os que fizerem um balanço positivo, poderão notar que nunca antes uma crise como essa, desde que os portugueses seduziram os chefes indígenas com seus mimos e presentes há mais de 500 anos, foi tão fundo nas veias de corrompidos e corruptores. Um alento em meio ao caos. Os que olharem pelo lado pior, bem, esses que, além de tudo, sejam possuidores de veleiros oceânicos, sugiro que se façam ao mar e deixam a terra nada firme deste ex-varonil Brasil antes que tudo afunde de vez. No entanto, com toda verdade, e por uma deformação de caráter otimista deste escriba prefiro acreditar que seja tudo apenas mais uma etapa, mais um rito de passagem, rumo a um país melhor e mais organizado. Veremos... Mas sei que em tempos de superbactéria no rio Carioca, de ameaças de estupro em plena tribuna do Congresso Nacional e de cenário internacional deteriorado em todos os sentidos, do ético ao econômico, fica difícil imaginar um feliz 2015. Todavia, quando olhamos para o nosso mar, sempre ele, e vemos Martine Grael e Kahena Kunze singrando suas águas com a graça e a beleza da supercompetência da mulher brasileira, que as alçou às melhores

Crônicas Flutuantes Divã Náutico

“Platão teria dito: “Há três tipos de homens. Os vivos, os mortos e os que andam pelo mar”. A abrangência da citação é vasta e podemos viajar nela durante o tempo que quisermos ou que durarem nossas reflexões, mas, suposto apenas seu sentido literal, o pai dos filósofos no mínimo teria insinuado que a lida no mar é dura e para poucos e que esses poucos devam ter algum diferencial em relação aos mortais comuns. Hoje, no nosso planetinha tão maltratado, entre outras coisas, pela necesRicardo Amatucci - Editor sidade de consumir um monte de porcarias de que não precisamos, parte significativa das pessoas que, seja lá por qual motivo, decida dedicar pensamentos e energias às coisas relacionadas a barcos e congêneres, o fazem, inicialmente, de forma bastante, por assim dizer, romântica e fantasiosa. Ah!, aquela lancha maravilhosa na revista, com uma bela bunda sendo tostada ao sol de verão, cabelo ao vento, gente jovem reunida... boa música, uma praia paradisíaca, caipirinha... Ou o fantástico veleiro flutuando calmamente na água cristalina Team Brunel, vencedor da perna 2 da Volvo de alguma enseada perdida na Polinésia... Ocean Race. Crédito: @SandervanderBorch Tudo sugere romance, aventura e o almejado dulce farniente. O Divã Náutico vem em socorro dessa Almanáutica: turma. São crônicas onde a realidade se Jornalista Responsável: Paulo Gorab

Foto da capa

ISSN: 23577800 15 Jornal bimestral, com distribuição nacional nos principais polos náuticos do Brasil. Ano 03, número 16 jan./fev. de 2015 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site e fique por dentro das novidades diariamente: www.almanautica.com.br

do mundo, quando vemos Jorginho Zarif, competindo pela primeira vez na inacreditável classe Star, contra os melhores de todo o planeta e deixando ídolos como Robert e Torben para trás, há um fio de esperança. Quando vemos as velejadas de nossos eternos meninos e meninas, sempre “optimistas”, este fio se torna algo maior. E mais que tudo, quando sabemos que, para os cristãos, estamos nesta época especial de nascimento e vida e para o resto do mundo, a virada no calendário, que como já disse o poeta Drummond, tem a beleza de num passe de mágica entrecortar nossas existências e nos renovar de esperanças, olho para o futuro com melhores perspectivas. Ah, os otimistas... Mas como não sê-lo? Aqueles que acompanham este humilde relator da vida vélica bem devem recordar que há exato um ano fui tocado pela graça divina e pude, do abismo da quase-morte, renascer com fé e alegria. No nosso periódico de alma super náutica escrevi então: “Eu, meu amigo de Cabo Frio, Fábio Collichio, e meu filho de 13 anos, Pedro, vínhamos velejando de Cabo Frio para o Rio no Velamar 32 “Fratelli” de Fábio quando, por volta de meia noite e cinco, do domingo dia 8/12, por um erro crasso deste navegador, capotamos na laja da ilha da Mãe, em Niterói. A sequência de acontecimentos foi terrível, mas, por sorte, todos saímos ilesos e a perda foi apenas material”. O fato de quase ter morrido e matado meu filho e amigo só aumenta minha culpa e não fosse o imenso carinho que recebi da comunidade vélica brasileira em centenas de mensagens, nem sei se aguentaria tanta angústia... ...O fato é que, passadas quase duas semanas do ocorrido, só agora começo a refletir melhor sobre tudo. No texto que publiquei em meu site fiz menção a um erro terrível – a desatenção por estar falando ao celular

em uma aproximação complicada com a laje a sotavento –, e outro que julguei então menor e não decisivo – o fato de não estar completamente informado das condições de mar na barra do Rio de Janeiro. Hoje vejo que ambos tiveram papel preponderante no acidente...”. E, agora, um ano depois, percebo que um conjunto de pequenos e grandes erros foi decisivo. Mas vejo também o quanto o acaso foi generoso conosco (para os que quiserem ler o relato original completo é só dar um pulinho em http://bit.ly/acidentevela) e renovo aqui os meus agradecimentos e melhores sentimentos em relação a todos os solidários. Por essas e por outras que não canso de agradecer e acreditar eternamente que o futuro é sempre um lugar melhor. Que o digam os velejadores do VO65 “Vestas”, que, por um erro também crasso de seu navegador, atropelaram um atol em pleno Índico, no meio da noite, em meio a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, velejando a 19 nós, e nada sofreram de mais grave. Fora as perdas materiais e o inevitável trauma moral. Um milagre! Nas nossas vidas, países, empresas, relacionamentos, sonhos, planos, desejos e na maior de todas as metáforas deles, o imenso e belo oceano que temos que atravessar, por vezes há pedras no caminho. Mas tenha certeza, elas são duras, machucam, destroem, mas para aqueles a quem é dada a benção de sobrepujá-las elas se tornam marcos de uma vida melhor, mais tranquila, mais atenta e mais venturosa. Pode acreditar! Um feliz tudo para você e todos os seus! Que em 2015 todas as pedras se tornem catapultas para uma vida mais completa para todos vocês! Bons ventos! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula

mistura com a ficção – o leitor que quiser esclarecer suas dúvidas quanto a isso não se avexe em me escrever, por favor – e surgiu da necessidade de assessorar, psicologicamente falando, uma pequena parcela da humanidade – cada vez maior – que insiste em se equilibrar sobre objetos que flutuam, na maior parte das vezes ditos BARCOS, nesse nosso caso específico, veleiros. É claro que a intenção não é o desestimulo, longe disso!, mas sim um maior contato com a realidade das coisas. Algo como uma bula, ou seja, “só embarque depois de ter lido esse livrinho; não desaparecendo os sintomas procure orientação profissional, de preferência um psicanalista velejador ou algo do gênero”. Isso não significa que os que já estão viciados de maneira irreversível devam abster-se da leitura, afinal, o bom humor parece ser, a cada dia que passamos nesse mundo confuso, fundamental. Parte das crônicas foram escritas para serem publicadas na Revista Náutica durante o período em que ali assinei uma coluna, a “Coluna do Zé”. Acho interessante mencionar que as crônicas que aqui estão, salvo poucas exceções, são as originais. Digo isso porque as publicadas na coluna eram modificadas pelo editor sem que eu saiba ainda muito bem o porquê; possivelmente para serem adaptadas à linha editorial ou à

vontade do próprio ou lá mais o que possa ser... Ordem do Sarney talvez? No início foi-me um pouco difícil aceitar tais interferências. Como eram escritos que, no mais das vezes, não envolviam compromissos conceituais, deixei barato até quando deu. Possivelmente não tornarei a cometer esse deslize”. Esse pequeno escrito acima é parte do prefácio do meu novo livrinho, DIVÃ NÁUTICO, e estou aproveitando esse espaço para apresentá-lo ao leitor do nosso ALMANÁUTICA. Ainda não foi “oficialmente” lançado, portanto não enfeita ainda as melhores prateleiras das melhores casas do ramo, todavia, aquele que quiser adquiri-lo pela módica quantia de 25 dinheiros – aceitamos dólares, euros, ienes, pesos e guaranis e eventualmente qualquer outra coisa – mais a despesa postal, é só me pedir zepearte@gmail.com pelo Segue uma foto da capa que o meu patrão vai ter que se virar e arrumar um cantinho para editá-la... (Obs. do patrão: Fiz questão de colocar na capa desta edição além do site do Almanáutica!) José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana

Drops Almanáutica

Toda segunda-feira pela manhã, você pode ouvir o resumo dos acontecimentos mais importantes da náutica no seu computador, tablet, I-Pad ou mesmo celular, através da nossa web rádio. É o Drops Almanáutica! Acesse o site http://www.spreaker.com/user/radioalmanautica E se quiser mande uma mensagem de voz gravada para falecom@almanautica.com.br que a gente coloca no ar!

Drops Almanáutica: Resumo todas as segundas pela manhã!

Umas e Outras

Histórias de um navegante im pre ciso

a lio Vian Por Hé

Aleixo Belov: Como ir à Antártica

Em seu 7º livro, “O veleiro escola Fraternidade na Antártica”, o navegador baiano Aleixo Belov conta sua viagem ao continente gelado. A obra, das Edições Marítimas, traz dicas, um DVD e mais de 80 fotos, a maioria de autoria de Leonardo Papini, capa da edição nº 13 deste pasquim náutico. Para Belov a vida tem etapas. Na 1ª ele deu três voltas ao mundo em solitário. Na 2ª etapa ele foi tão feliz viajando sozinho que achou “uma sacanagem, depois de ganhar dinheiro, de não dar chance aos outros de conhecer o alto-mar”. Então construiu o veleiro escola, deu a 4ª volta e treinou 26 alunos. Nesta embarcamos, eu e minha mulher Mara, na perna do Sudão, no Mar Vermelho, até a Ucrânia, no Mar Negro. Foi quando molhei as canelas em águas que nunca pensei um dia navegar. No verão de 2014 veio a 3ª etapa: atravessar a passagem de Drake. Aleixo foi a mais de 10 ̊ abaixo da latitude do Horn e passou pelo arquipélago de Melquior, a baía de Cuverville e Port Lockroy até chegar à base ucraniana de Vernadsky, nos 65 ̊ 15´ Sul, onde “dormiu abraçado com icebergs”. No Drake, apesar da janela de quase quatro dias de bom tempo, que é raro, a maior dificuldade foi a neblina muito espessa. O mais duro foi na costa argentina, onde os 10 tripulantes pegaram “os piores cacetes do tempo, os ventos violentos de mais de 45 nós faziam o barco todo tremer, parecia que as ondas queriam nos transformar em pó, mas que também faziam o barco andar que era uma beleza”. Com este livro Aleixo tenta desmistificar a ida à Antártica. Depois desta viagem ele acha até fácil, desde que se tenha conhecimentos específicos e um bom barco. “É claro que tem que ter um pouco de sorte e sempre estar atento às previsões de tempo. Em Ushuaia havia mais de 40 veleiros de charter e todos compartilham informações. Na Antártica, onde não há cartas, usamos croquis das ancoragens. Eu consegui mais de 100 desses desenhos e alguns estão no livro”. Aleixo motorizou as catracas da escota da genoa. Um bom upgrade a bordo, já que o velho lobo do mar faz 72 anos em janeiro. E completa: “o continente gelado deu-me a chance de observar a natureza e estudar tantos barcos preparados para navegar em altas latitudes, conhecer tanta gente que sabe das coisas e isto me abriu uma série de novas oportunidades e novas janelas, só não sei se terei coragem de saltá-las”. Quem sabe a próxima janela se abra sobre o Alasca? Vou torcer pro meu comandante ter vontade de pular.

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A Bordo

Meteorologia Oceanografia

Subindo a Costa Brasileira

Por: Luciano Guerra Qual velejador do mundo não tem o sonho de subir a Costa Brasileira? Curtir as águas quentes do Sul da Bahia, realizar um mergulho nas águas cristalinas de Abrolhos ou admirar as belezas incomparáveis do mar de Fernando de Noronha?! Antes de iniciar mais este artigo, vou relembrar alguns casos interessantes que me trazem à memória a teoria da relatividade voltada para o mundo náutico. Em 2002, velejando no Canal da Mancha, escutei de um certo velejador Irlandês o seguinte: “Amo velejar no Brasil porque lá não tem mar... O mar é um lago e a temperatura da água me parece a

de uma hidromassagem”. Já em fevereiro de 2014 em St. Marteen, conheci um velejador francês que, ao ouvir nosso grupo de brasileiros, deixou escorrer lágrimas de seus olhos ao lembrar de sua passagem pela Bahia: “Não gosto muito do Caribe. Aqui balança muito. Tenho saudade das águas de Salvador...”. Mas por mais que velejadores internacionais pintem um quadro maravilhoso a respeito do Nordeste brasileiro, a falta de planejamento durante a subida da costa pode tornar o sonho de qualquer navegador quase um pesadelo. A palavra “nordeste” pode ter seu brilho apagado e causar certo desconforto a bordo. Em 2014 alguns veleiros suspenderam atrasados para a Regata REFENO e decidiram retornar por conta dos ventos predominantes de NE. A costa brasileira neste trajeto recebe a corrente do Brasil, que flui no sentido Norte/Sul. Esta corrente, que durante os meses de fevereiro, março e abril chega a atingir 1 nó de velocidade, já impõe uma certa barreira ao navegador. As médias de velocida-

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Regata da Primavera de da corrente em derrotas mais aterradas nunca ficam abaixo de 0,5 nó. Portanto, o planejamento do velejador já inicia com a adequação das janelas de tempo à corrente predominante. Subir a costa é literalmente subir a ladeira... De acordo com dados do INMET os meses de Junho e Julho registram a maior incidência de ventos nos quadrantes S, SE e SO nas regiões de Búzios e Vitória. Estes ventos são causados pela chegada das frentes frias, muito mais frequentes nesta época do ano. Isso significa que aproximadamente 39% dos dias destes meses recebem ventos nos quadrantes mais adequados para a subida da costa. Ao contrário de meses mais próximos do verão, que de acordo com as cartas piloto, mostram um percentual de ventos nos quadrantes E e NE acima dos 30%. Longe do humilde navegador que vos escreve, querer determinar quando devem soltar as amarras. No entanto, utilizarei um termo que con-

A 39ª edição da Regata da Primavera reuniu cerca de 80 embarcações e 500 velejadores entre os dias 1 e 2 de novembro, partindo da Ponta do Humaitá em direção à localidade de Mutá, em Jaguaripe, na Bahia. O evento foi promovido pelo Saveiro Clube da Bahia, sob coordenação da Via Náutica Consultoria e Eventos, com o apoio da Secretaria do Turismo e Bahiatursa. De acordo com Everton Fróes, representante da Via Náutica, a importância do evento está em realizar um percurso propício para o turismo náutico, percorrendo a Baía de Todos-os-Santos, e promover a integração com a comunidade de Mutá e o seu entorno. “Além de atrair um grande número de pessoas para o segmento, a nossa intenção é movimentar a economia local”, ressaltou Fróes. Entre os participantes estão velejadores do Yacht Clube da Bahia, Aratu Iate Clube, Saveiro Clube da Bahia, Clube Angra dos Veleiros, Ocema Iate Clube, Marina e Estaleiro Aratu, Bahia Marina, Pier Salvador, dentre outras embarcações de demais estados do país.

Luciano Guerra, é especialista em meteorologia pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteorológicos no Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS.

sidero cômico para as análises dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, agosto, setembro, outubro, novembro e dezem- Foto: Tatiana Conesa bro. Todo aquele que desejar subir a cosA festa da Regata da Primavera ta brasileiras nestes meses, não pode ter compromisso com relógio nem calendário, A largada da regata aconteceu as 13 horas porque é faca na caveira. Certamente irão de um sábado, e a chegada em Mutá no final da tarde do mesmo dia. aproveitar do verdadeiro... nordeste. Além da competição de embarcações, a Luciano Guerra, é especialista em meteorologia programação contou com apresentações do pela UFF/RJ e trabalha com modelos meteoro- grupo regional de samba de roda Sambalógicos no Operador Nacional do Sistema Elédeiras de Mutá e de Léo Macedo, cantor da trico ONS. banda Estakazero, que se apresentou com a banda Plano C.

GIRO

pela Costa

Santa Catarina

Rio de Janeiro Copa Brasil

A Copa Brasil de Vela aconteceu em dezembro e reuniu a nata da vela brasileira - Robert Scheidt, Martine Grael e Kahena Kunze e Jorge Zarif – e estrangeiros como o holandês Dorian Van Rijsselberge, medalha de ouro em Londres na classe RS:X. Também presentes os britânicos Nick Thompson, bronze no Mundial de Laser Standard, e Giles Scott, campeão mundial de Finn, os australianos Mathew Belcher e Will Ryan, ouro em Londres e no Mundial de 470, Billy Besson e Marie Riou, campeões mundiais de Nacra, e a holandesa Hélio Viana é cruzeirista de carteirinha, mora Marit Bouwmeester, medalha de prata nos a bordo do MaraCatu, leva a vida ao sabor dos Jogos de Londres 2012 e campeã mundial ventos e mantém o maracatublog.com este ano na classe Laser Radial.

Prosub: Marinha inaugura edifício Foto: Moisés Barreto

Com a presença da imprensa e da Presidente da República, Dilma Roussef, a Marinha do Brasil inaugurou dia 12 de dezembro o Prédio Principal do Estaleiro de Construção. Ele integra o complexo de Estaleiro e Base Naval que já estava previsto no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O edifício é a instalação mais importante do empreendimento e abrigará recursos técnicos e industriais que permitirão a conclusão da fabricação de cinco submarinos, sendo quatro convencionais e um com propulsão nuclear.

Sucesso: Mais de 80 embarcações

O público ainda teve a oportunidade de conhecer outros aspectos culturais de Mutá com as feiras de produtos regionais e quermesses montadas no local. Além disso, fizeram parte da programação uma confraternização e a solenidade de premiação. Os alunos do concurso de trabalhos sobre preservação ambiental também foram premiados.

Guarapiranga - SP

A Bordo vai ao ar todos os domingos das 11h às 12h pela Metropolitana: metro1.com.br Baixe o app e ouça em qualquer lugar!


ALMANÁUTICA

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Rio Grande do Sul Troféu Cayru Em novembro aconteceu a Cerimônia de Entrega de Prêmios do XXIV Troféu Cayru de Vela de Oceano. Os vencedores na classe ORC Internacional foram João Antônio Remédios com o veleiro Patron, do Veleiros do Sul. O C’est la Vie ( também do VDS) , de Henrique Dias ficou com o segundo lugar, seguido do comandante Francisco Freitas e o San Chico 3, que conquistou a terceira posição. Além do terceiro lugar, o San Chico 3 foi o Fita Azul. Na RGS, assim como na edição passada da competição, o título ficou com Carlos “Caco” Moré e seu Abaquar, que terminou vencendo a última regata do campeonato. O segundo lugar ficou com o Delirium, de Darci Rebello, e o Caulimaran, do comandante Emilio Strassburger, ficou em terceiro. Já pela classe J24, o vencedor foi o barco Zapeka, de Walter Bromberg, do Veleiros. Na classe Microtoner 19 quem ficou em primeiro foi Humberto Blatner e o barco 14 Bis, do Sava. E no Velejaço, competição que deu início nas regatas de domingo, o primeiro a cruzar a linha foi o barco Tempest, de Luis Colling.

Eleição no VDS

A festa de encerramento e premiações do ano para o Campeonato Paulista (individual), Campeonato Paulista por Equipes, e Ranking da Classe Optimist São Paulo (COSP), ocorreu no sábado, dia 20 de novembro no Clube de Campo de São Paulo (Guarapiranga). A garotada do Opt (e os adultos também!) deliciaram-se com muita pizza. A cerimônia de premiação foi comandada pelo Coordenador da COSP, Bruno Melcher. Você pode conferir todas

Sul-Brasileiro de Laser em Itaipu Laseristas de vários estados e até da Argentina participam da festa no Iate Clube Lago de Itaipu, que desenvolve projeto social para 120 crianças

Sylvestre é nomeado Expert ISAF Durante a reunião anual da Federação Internacional de Vela (Isaf) realizada em Palma de Mallorca, na Espanha, foi nomeado o Coordenador de Ensino e Desenvolvimento da CBVela, Eduardo Sylvestre, como um “Expert” do iatismo. A partir de

Eduardo Ribas (esq.) e Hartmann O Conselho Deliberativo do Veleiros do Sul elegeu o arquiteto e velejador Eduardo Ribas para o cargo de Comodoro, biênio 2015/2016 por unanimidade na reunião realizada no dia 4 de dezembro. A nova comodoria é composta pelo vice-comodoro esportivo Diego Quevedo, vice-comodoro social Christian Willy, vice-comodoro administrativo Renato Poy da Costa e vice-comodoro de patrimônio André Huyer. A posse ocorreu no dia 13 de dezembro na festa de aniversário de 80 anos do Clube. Na foto de Ricardo Padebos, o Comodoro Eduardo Ribas (à esquerda) recebe as boas-vindas do ex-comodoro Cícero Hartmann.

Guarapiranga - SP Optimist Paulista

Paraná

Eduardo Sylvestre nomeado pela ISAF

agora Eduardo será responsável por aplicar cursos para instrutores e técnicos, além de elaborar estratégias e metas para o desenvolvimento das Federações de Vela nos países filiados a ISAF no mundo todo. “Estou muito contente, pois é um grande reconhecimento do meu trabalho. Especialmente se formos considerar que existem apenas 12 Experts no mundo e eu fui o único nomeado em três categorias: Iniciação a Vela, Vela de competição e “Mentor” ou seja conselheiro”, disse ele. Além dele, também foram nomeados dois holandeses e um turco, porém apenas o brasileiro ficou nas três categorias de treinamento. Sylvestre coordena cursos para formação de técnicos e professores junto à Federação de Vela de São Paulo (FEVESP) e o Yatch Club Santo Amaro (YCSA). Certificado como treinador nível 3 e professor de vela há mais de 25 anos, Eduardo Sylvestre já trabalhou como técnico da modalidade na US Coast Guard Academy, no Manhattan Yatch Club e no Keuka Yatch Club, entre outros clubes norte-americanos.

Ilhabela - SP

Campeonato Sul-Brasileiro de Laser no lago de Itaipu reuniu 23 laseristas

O Campeonato Sul-Brasileiro e a 11ª Copa Mercosul 2014 de Vela, classe Laser, foram realizadas no Lago de Itaipu em Foz do Iguaçu (PR). O torneio foi organizado pelo Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) e foi disputado nas classes Standard, Radial e 4.7, com a participação de 23 laseristas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Brasília, São Paulo e Posadas, Argentina. Os atletas do Projeto Velejar é Preciso (ICLI/Itaipu), de Foz do Iguaçu, conseguiram um excelente desempenho, conquistando o troféu de campeão nas classes Radial e 4.7. Allan Godoy venceu pela primeira vez o Sul Brasileiro e a Copa Mercosul. Andrey Godoy e Elizeu Junior da Silva conquistaram o titulo de campeão na categoria Laser 4.7. O iguaçuense Elizeu Junior da Silva obteve, também, o titulo de campeão do Sul Brasileiro e da Copa Mercosul 2014 após vencer três regatas no Standard. Em dezembro aconteceu a 29ª Regata da Marinha, homenagem ao Dia do Marinheiro, celebrado no dia 13 de dezembro. A disputa encerrou o calendário esportivo 2014 do clube e fez parte da programação do 29º aniversário do ICLI, comeFesta e pizza marcaram o Opti em SP morado no dia 12 de dezembro. Desde o ano passado, 120 crianças e jovens participam as colocações das diversas categorias em das aulas teóricas e práticas do Projeto Velejar é Preciso desenvolvido pelo Iate Clube nosso site: www.almanautica.com.br Lago de Itaipu com o patrocínio da Itaipu Binacional. É uma nova fase do projeto que

Quem é ele? Foi em 1978, que o engenheiro naval Miguel Pomar, quis fazer um barco que pudesse ser transportado sobre um fusca, e fosse fácil de velejar, usado por crianças, adultos e idosos, e além disso pudesse ser movido a motor. Assim surgiu o Dingue. “A primeira coisa que pensei foi na segurança. A segunda, foi limitar o tamanho, para que todos pudessem transportá-lo com facilidade, inclusive sobre o carro, sem a necessidade de reboque” contou Pomar em uma entrevista há alguns anos. O Dingue, assim, o projeto do Dingue ficou com mais peso e uma área vélica reduzida, pontal alto, boca larga, popa planejada para o eventual uso de motor e uma área de flutuabilidade maior que os barcos de mesmo porte existentes. Em 1985, Miguel vendeu a fábrica e em 1993 o barco deixou de ser produzido para res-

Atletas marcaram presença no ICLI começou em 2001 e já proporcionou uma formação cidadã para mais de 1000 crianças, algumas delas viviam em condições de risco. O convênio assinado, em dezembro de 2012, com a Itaipu Binacional garante o repasse de recursos ao Projeto Velejar é Preciso até dezembro de 2014. O projeto é desenvolvido com crianças que se encontram matriculadas na rede de ensino público da cidade, preferencialmente dos bairros da região de Três Lagoas. As crianças são atendidas com aulas teóricas e práticas no contra turno escolar, de segunda a quinta-feira e nos finais de semana. A equipe principal (Optimist e Laser) representa Foz do Iguaçu nas competições do Paraná, Brasil e em eventos internacionais.

36ª Marcílio Dias

Após quatro etapas ao longo de 2014, 27 regatas, muita disputa no mar, várias confraternizações em canoas de cerveja no Yacht Club de Ilhabela, terminou a 14º edição da Copa Suzuki Jimny/Circuito Ilhabela, com média de 42 barcos em quatro classes (C30, IRC, HPE e RGS). A classe C30 apresentou uma disputa acirrada entre o CA Technologies, de Marcelo Massa, e Caballo Loco, de Mauro Dottori. Massa venceu por um ponto. A IRC também ficou entre duas tripulações e terminou com a mesma diferença: Rudá, de Mario Martinez, ganhou do Orson, de Carlos Eduardo Souza e Silva.

Há 36 anos a Capitania dos Portos da Bahia vem desenvolvendo a tradicional Regata Marcílio Dias, como parte das comemorações alusivas à Semana da Marinha, promovidas pelo Comando do 2º Distrito Naval. Este ano não foi exceção. Realizada na Baía de Todos os Santos a regata, é uma das únicas na Bahia, abertas a todas as categorias de veleiros – inclusive Saveiros - viabilizada através da colaboração de todos os clubes náuticos, marinas e entidades desportivas ligadas ao segmento náutico da região. É uma grande festa, onde se congregam de forma positiva, nas instalações da Capitania dos Portos da Bahia, a comunidade náutica da Bahia e a Marinha do Brasil. A regata Marcílio Dias, criada em 1978, é um dos eventos comemorativos da Semana da Marinha, e seu nome homenageia o Imperial-Marinheiro Marcílio Dias, um dos heróis da Marinha do Brasil, morto em combate durante a Batalha Naval do Riachuelo, na guerra da Tríplice Aliança, em 1865, o qual deixou um legado de patriotismo e coragem. A Comissão de Regata este ano tem na Coordenação Técnica Luis Eduardo Pato, na Comissão de Regatas (Oceano) Marione Macário e Dílson Pires e Comissão de Regatas de Monotipos e Windsurf, Ricardo Câmara e Luis Eduardo Pato. Não existe taxa de inscrição, ficando a critério dos velejadores participantes a doação de 2 kg de alimentos. Em troca, ganham a camiseta da regata.

BL3 na Suzuki Jimny em Ilhabela A HPE confirmou o favoritismo do Ginga, de Breno Chvaicer, que conquistou também a Ilhabela Sailing Week. Na RGS A o título ficou com o Montecristo, de Julio Cechetto, logo à frente do BL3 Urca, de Pedro Rodrigues. Na RGS B deu Asbar II/ Sérgio Klepacz. O Zeppa, de Diego Zaragoza, foi o campeão da divisão C, seguido do Sextante, de Thomaz Shaw. Na Cruiser, o BL3 Wind Náutica superou o Jambock, de Marco Aleixo. A Copa Suzuki Jimny/ XIV Circuito Ilhabela de Vela Oceânica teve o apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela, North Sails, Pousada Armação dos Ventos, Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião, entre outros.

SSL Finals Bahamas

Maguila e Zarif: 4ºs na SSL Finals Jorginho Zarif e Henry Boening, o Maguila, ficaram com o quarto lugar na Star Sailors League Finals em Nassau, nas surgir em 1998, construído pela Holos. Hoje são mais de cinco mil Dingues na classe, Bahamas, realizada no início de dezembro. espalhados por todo o país. São dele também os projetos Pomar 5.5 e do Pomar 7.7. Robert Scheidt e Bruno Prada chegaram à fase semifinal e acabaram em quinto lugar. ANUNCIE NO ALMANÁUTICA: As outras duas duplas brasileiras Marcelo Você aparece em todo o Brasil. Fuchs e Ronie Seifert, e Torben Grael e São leitores de qualidade e colunistas formadores de opinião. Guilherme de Almeida tiveram problemas Associe sua marca! com seus barcos e não chegaram à segunda falecom@almanautica.com.br fase.

O MultiCat de Pomar: Vai do SUP à vela...

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Suzuki Jimny

Miguel Pomar lança MultiCat O mais recente lançamento de Miguel Pomar é o MultiCat, um projeto que engloba todas as formas de diversão no mar. Dependendo da sua montagem, se presta ao Stand Up, À pesca, ao remo e vela. Tem capacidade para uma ou duas pessoas e possui 3m de comprimento e 15 kg. Pode ser transportado em cima de qualquer carro, e devido ao baixo peso e a facilidade em montar/desmontar, pode ser carregado por apenas uma pessoa. O sistema de engate rápido do MultiCat permite a montagem e a troca de funções num piscar de olhos. As peças que o compõem são vendidas separadamente, viabilizando uma compra progressiva de acordo com as preferências do cliente. www.emepe.com.br

Salvador - BA

Robin Knox-Johnston recebe homenagem Sir Robin Knox recebe homenagem durante Salão Náutico, em Paris Sir Robin Knox-Johnston recebeu o Prêmio Route du Rhum em uma cerimônia, em Paris. Sir Robin, de 75 anos, ficou em terceiro lugar na classe, na competição solo de duas semanas. Ele foi recebido em pé com muitos aplausos por seus colegas skippers durante a premiação realizada no Salão Nautique, em Paris. “Foi maravilhoso voltar ao mar novamente e participar de uma das regatas clássicas de oceano. Eu poderia até fazê-lo novamente no prazo de quatro anos, mas eu acho que prefiro um barco menos pesado a essa altura da minha vida. E foi muito emocionante receber uma ovação com todos em pé”, comentou Sir Robin. Ele foi o participante mais velho nas 3.542 milhas da regata Route du Rhum, e terminou em terceiro lugar em sua classe, a Rhum. Sua marca foi de 20 dias, 7 horas, 52 minutos e 22 segundos. Sir Robin fez um retorno às regatas de oceano em solitário depois de competir na Sydney Hobart com uma de suas equipes da Clipper em 2013.


ALMANÁUTICA

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A Velha Senhora está chegando! A America’s Cup acontece desde 1851 e está completando a 35ª edição. Em todos esses anos muita coisa mudou. Principalmente as máquinas!

A principal etapa da próxima America’s Cup será competida nas Bermudas, em junho de 2017. O local foi confirmado numa conferência de imprensa em Nova York por Harvey Schiller, o responsável comercial para a competição. “A America’s Cup 2017 terá como base os elementos de sucesso que definem o evento: Regatas próximas do público em rápidos catamarãs, tripulados pelos melhores velejadores do mundo e transmitidos para um público internacional pelas melhores emissoras”, comentou Schiller. Até agora seis equipes aceitaram o desafio. O atual campeão é Oracle equipe dos EUA que ganhou de maneira espetacular a última edição, sobre o Emirates Team New Zealand, que retorna como desafiante com Artemis Racing (SWE), Ben Ainslie Racing (GBR), Luna Rossa Challenge (ITA) e a Equipe de France.

Volvo Ocean Race

Se você não acompanhou as duas primeiras pernas, está na hora de se atualizar com o que rolou de mais importante na #VOR

A desculpa esfarrapada...

Após o acidente do Vestas, o comandante Chris Nicholson relatou o ocorrido. Segundo Chris, 48 horas antes de encalhar, ele e sua equipe já haviam avaliado as condições de navegação naquela parte do Índico. “Vimos que havia alguns montes submarinos. A profundidade variava 3.000 metros e 40 metros”, lembrou o velejador. Com a tirada da reta de Chris, sobrou para o navegador Wouter Verbraak, que tem a função de dar essas informações ao grupo e reconheceu que deveria ter analisado melhor: “Poderia ter dado muito mais zoom na área. Esse foi o meu maior erro”, tentou explicar. E haja erro nisso...

Como funciona? A America’s Cup é formada por três principais etapas: A America’s Cup World Series, America’s Cup Qualifiers, e a Challenger Playoffs e Match (semi-final e final). A 35ª America’s Cup começa com a World Series (2015 a 2017) e desse circuito mundial sairá o chamado “Desafiante”, que competirá com o “Defensor”, que para a próxima edição é a Oracle Team USA, em junho de 2017. Todas as equipes vão competir nos novos catamarãs AC62, com wing sails altamente eficientes e projetadas para fazer essas máquinas voarem acima da água em velocidades de cerca de 50 nós. A wing sail é uma estrutura mecânica muito parecida com uma asa de avião usada no lugar das velas convencionais. A geometria da wingsail fornece mais sustentação e uma melhor relação sustentação-arrasto, do que as velas tradicionais. Normalmente elas são compostas de um ou mais elementos sobre o bordo de ataque, com um elemento de flap ajustável sobre o bordo de fuga do vento. Além disso o elemento posterior pode ser dividido ao longo da altura em várias abas, a fim de fornecer melhor torção. Tipicamente, são fabricadas a partir de quadros de fibra de carbono e tem uma cobertura retrátil.

Fotos: America’s Cup divulgação

Vela e Educação Física

(parte III)

Peter Thomas Comber é Professor e instrutor de vela e fala sobre a modalidade como ensino nas escolas Na prática da vela, podemos considerar o desenvolvimento das seguintes capacidades físicas: Força Dinâmica, com as variações de vento, no barco o velejador constantemente tem que se movimentar para equilibrar a estabilidade do barco, exigindo assim força em movimento para deslocar o corpo no espaço. Resistência muscular; Segundo Gallahue e Donnelly, resistência muscular “é a capacidade de um músculo para sustentar uma contração ou desempenhar numerosas contrações por um período longo de tempo contra e com carga sub máxima. ” (GALLAHUE e DONNELLY, 2008, p.648), durante o velejar, ainda na situação de manter o barco estável em caso de rajadas mais fortes, o velejador precisa projetar o corpo para fora do barco, precisando às vezes ficar por algum tempo nesta posição, onde os principais músculos da perna e tronco ficam sobre tensão, mas sem varia-

ção de amplitude de movimento. Os principais grupos musculares utilizados nesta situação são: quadríceps femoral, tríceps sural, e músculos abdominais. Agilidade: Durante o velejar, pode ocorrer mudanças de vento, precisando efetuar algumas manobras de mudança de direção do barco e posicionamento da vela em relação ao vento. Consequentemente o velejador também precisa mudar sua posição no barco para estabiliza-lo. Isso acontece principalmente quando o barco cruza a linha do vento, nessa situação o vento entra pelo outro lado da vela, empurrando-a para o outro lado do barco, ocasionando as duas principais manobras da vela, (bor-

Brasília - DF

Fotos: Brian Carlin/Team Vestas Wind/Volvo Ocean Race

; Após o sétimo e último lugar na perna 1, a Equipe Mapfre elegeu como culpados

os franceses Michel Desjoyeaux e Nico Lunven. Dispensados, em seus lugares vieram Jean-Luc Nélias que assumiu como navegador no lugar de Nico Lunven, e o navegador inglês Rob Greenhalgh, que ficou no lugar de Michel. Ironia: o britânico Rob compete com sua irmã, Libby Greenhalgh que faz a mesma função a bordo da equipe exclusivamente feminina do SCA, a mesma que aproveitou para navegar em um curso mais favorecido e arrebatou a sexta posição do Mapfre causando as demissões... ; Além do brasileiro André Bochecha no Mapfre, você pode torcer também pela SCA, onde está a holandesa Carolijn Brouwer. Pode considerá-la como brazuca: A atleta morou mais de 10 anos no Brasil, adora feijoada e caipirinha... ; A Equipe Vestas está fora da VOR, tentando remover o veleiro acidentado de uma área isolada, 400 quilômetros das Ilhas Maurício. Permanece empatada com a SCA pelos critérios de desempate. A Vestas (empresa do setor de energia eólica) disse que tentará colocar outro veleiro na competição. Agora pense num prejuízo... $$$ Pense... $$$ ;A equipe Brunel venceu a perna 2 e lidera a VOR (4 pts). A SCA e Vestas dividem a lanterna (12 pts cada). No meio, pela ordem: Abu Dhabi e Dongfeng (4 pts cada); Alvimedica (10 pts), Mafre (11 pts). O critério de desempate são as regatas In-Port.

Equilíbrio e músculos na velejada

do e jibe). Isso exige bastante agilidade do velejador para que ele se posicione (para a nova posição), e coloque o barco novamente em equilíbrio. Equilíbrio estático e dinâmico: “As habilidades motoras de equilíbrio constituem a base para todas as outras habilidades locomotoras e manipulativas porque todo o movimento envolve um elemento de equilíbrio. As habilidades motoras de equilíbrio, às vezes referidas como habilidades não-locomotoras, são aquelas nas quais o corpo permanece no lugar, mas se move ao redor de seu eixo horizontal ou vertical. Há tarefas de equilíbrio dinâmico nas quais o objetivo e obter ou manter o equilíbrio contra a força da gravidade.” (GALLAHUE e DONNELLY, 2008, p.57) Dent (1978) menciona que o barco por estar no meio liquido, é constantemente influenciado pelas ondas, pelo vento, e pela própria distribuição dos pesos dentro dele, se tornando uma superfície extremamente instável, o que exige do velejador, bastante equilíbrio, tanto quando ele está em posição estática (escorando), ou dinâmico, quando esta realizando as manobras, e precisa trocar de lado no barco.

66º Brasileiro da Classe Snipe Em janeiro de 2015, entre os dias 23 e 31 de janeiro, o Iate Clube de Brasília volta a sediar o Campeonato Brasileiro da Classe Snipe. Em sua 66ª edição, além do título da principal competição nacional de uma das classes mais tradicionais da vela brasileira, estarão em jogo as vagas para representar o país nos Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, Canadá, e nos Campeonatos Mundias Sênior e Júnior de 2015, na Itália. O programa do Campeonato Brasileiro prevê a realização de dez provas, sendo a regata Fernando Avelar, a de abertura do campeonato. Fernando Avelar foi o primeiro incentivador da Classe Snipe. Em 1944, ele e Pimentel Duarte importaram os desenhos do Snipe e fundaram primeira flotilha deste monotipo. O apoio é da North Sails.

O 66º Brasileiro de Snipe no Iate Clube de Brasília será realizado em janeiro

Brasil é campeão na Classe Lightning

A baía de Santa Elena em Salinas, no Equador, foi palco do 60º Campeonato Sul-Americano da Clase Lightning que aconteceu de 3 a 7 de dezembro. Os brasileiros Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista (na foto abaixo), sagraram-se campeões. O outro trio brasileiro formado por Thomas

Esse é o nosso trio de ouro no Lightning Summer, Felipe Brito e Larissa Juk, terminou a competição em décimo segundo lugar. Argentina ficou em segundo e Equador em terceiro. Biekarck, Gunnar e Eduardo Melchert já haviam conquistado vaga para os Pan-Americanos 2015, em Toronto. Biekarck é o maior medalhista em Pan-Americanos. Ao todo são uma de ouro, três de prata e quatro de bronze.

João Pessoa - PB

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Semana Náutica PB

A Associação Náutica da Paraíba lançou a II Semana Náutica da Paraíba. O evento aconteceu entre 30 de novembro e 8 de dezembro. Foram diversas atividades distribuídas em modalidades esportivas, acadêmicas, ambientais, negócios e sociais. Entre as esportivas destacamos o torneio de pesca de arremesso, as regatas de Hobbie Cat , Laser e de Prancha a Vela, além de uma oficina de Stand Up Paddle e Stand Up Paddle Yoga, coordenada pela pioneira dessa modalidade nesse esporte, a atleta Bianca Guimarães, e a travessia do Dia do Marinheiro. As atividades náuticas aconteceram junto ao Iate Clube da Paraíba – Jacaré.

Itajaí - SC Formatura ANI 288 crianças recebem o diploma no Projeto Navegando pela Cidadania No dia 2 de dezembro, aconteceu a formatura dos alunos do Projeto “Navegando pela Cidadania”, da Associação Náutica Itajaí, a ANI. As turmas de 2014 envolveram 18 escolas da rede municipal de ensino de Itajaí e refletiram o impacto positivo do projeto na vida das 288 crianças, os novos marinheiros mirins. A cerimônia

ocorreu no auditório do Centro de Eventos Marejada. A ANI teve seu projeto educacional aprovado dentro do Programa Petrobras Esporte e Cidadania (1.421 inscritos e 34 aprovados). A Petrobrás escolheu projetos que promovem a inclusão social por meio de atividades esportivas, para crianças e adolescentes, alinhados aos princípios de inclusão, construção coletiva, educação integral, diversidade e autonomia. Em 2014 serão investidos 45 milhões, em dois anos, nesses 34 projetos.

Os 288 alunos do Projeto Navegando pela Cidadania, da ANI diplomaram-se


ALMANÁUTICA

8 É Jet mas... elétrico! A empresa americana que atua no ramos de motocicletas – DiMora – lançou uma linha de Jet Skis de alta performance elétricos, movidos a bateria e que não produzirá poluição, além de ser muito mais silencioso do que os tradicionais a gasolina. Isso acaba com as duas principais objeções que limitam a aceitação do jet ski em inúmeras áreas de lazer dos EUA. O novo jet transporta quatro passageiros e tem uma carenagem de alta resistência, cujos componentes tem até rocha vulcanica, usando técnicas desenvolvidas pela DiMora Motorcar. Ele possui ainda painéis solares para recarregar baterias. Leds subaquáticos de alta intensidade fornecem luzes para recreação noturna e para megulhar debaixo do jet. Ainda como assessórios padrão possui

GPS e um sistema de som de alta potência, além de vídeo. E tem mais! As bebidas podem ser transportadas a bordo do refrigerador removível, e uma câmera montada na traseira e transmitida para o painel de instrumentos, permite ao piloto verificar a segurança de esquiadores puxados pelo jet. Mas calma! Ele ainda não está sendo comercializado nem por lá...

tornar asas. Esse é o projeto do designer francês Yelken Octuri para os príncipes Aziz, Dawood e Hashim, executivos de empresas do se-

Em entrevista exclusiva o Campeão de Freerider Bruno Jacob abre o jogo: É tudo muito profissional! Com 25 anos e acumulando muitos títulos nacionais e internacionais, Bruno Jacob contou aos leitores do Almanáutica sobre sua vida no Jet. Ele criou e está em plena campanha para segurança na pilotagem

empresas, promotoras de eventos sérios, para iniciar com segurança e da maneira correta. Mas e sobre os treinos? É só fazer o curso e sair pilotando? Bruno explica que não é moleza. É preciso se preparar como atleta: “Tenho preparador físico e na água meu irmão, o Leonardo Jacob, também piloto, me acompanha com um Jet para resgate. Tenho acompanhamento de nutricionista também. É tudo muito profissional e seguido a risca. Geralmente descanso somente um dia na semana. Ou seja, ou estamos fazendo o trabalho físico ou treinando no mar”.

Jet Ski é elétrico e cheio de tecnologia

Um iate que voa?

Um iate que pode se transformar em um avião, graças aos seus quatro mastros móveis. Nele, as velas podem ser retraídas e os quatro mastros são reduzidos para se

Jet ski com responsabilidade: Bruno Jacob

tor de transporte aéreo. Quando no modo “Iate”, o Flying Yatch é um veleiro de luxo com quatro motores adicionais. Cada mastro pode ser orientada individualmente por meio de um sistema de duplo-jack que garante um posicionamento ideal das velas. Tem dois pavimentos principais, incluindo um piso inferior com uma galeria e um salão principal e um deck superior com três cabines. No projeto de Yelken Octuri, as velas se transformam em asas pressionando um botão. Para impulsionar o modo avião, o projeto conta com quatro hélices duplas “Nissen & Brasseur”, e motores powerhead.

Bruno Jacob: campeão responsável

dos Jets: “O evento “Sou um piloto consciente Seja você também” tem o intuito de circular em todas as Marinas na Baía de Todos os Santos com um grupo de Moto Aquáticas que navegam com segurança divulgando detalhes sobre os meios corretos de uso da embarcação”, explicou. E como ele vê a legislação brasileira atual? “Eu acho que evoluiu muito desde que foi obrigado o curso prático. Somos credenciados pela Marinha e tentamos passar o máximo de informações possíveis de tantos anos de experiências aos nossos alunos. Acredito que apesar o trabalho crescente das Capitanias, ainda há muito a fazer. Acho que a estrutura de fiscalização ainda é pequena. É preciso aumentar a fiscalização nos locais e nas escolas, para saber como estão trabalhando. Além das campanhas, é claro”. Bruno explicou que para quem pretende se iniciar nas competições ou mesmo levar o lazer a sério, o ideal é procurar profissionais experientes e associações, federações,

Jet Ski Giro X sustentável de Jacob Além das atividades profissionais de piloto, Bruno Jacob fabrica e comercializa um Jet sustentável, o “Giro X”. “O mercado brasileiro é muito complicado, já que a mecânica importada chega muito cara devido aos impostos. E por falta de tempo a produção é pequena. Não dou conta de tanta função, viajo muito pra competir”, explicou. E os planos de curto prazo? “Tenho que focar em 2015 no circuito, e tem muito projeto novo que deve surgir para eu conseguir conciliar as empresas, a carreira e outras atividades familiares. O futuro para o esporte é promissor. Tenho que ter calma e acelerar novamente com ainda melhores novidades na hora certa”, concluiu.

Conheça o Cat 55 da Aguz

Disponível nas versões vela ou motor, ele oferece área útil similar a uma lancha fly de 70 pés monocasco O Aguz Cat 55 é um catamarã de 55 pés de comprimento, disponível nas versões vela ou motor, que oferece área útil similar a uma lancha Fly de 70 pés monocasco. A versão a motor navega a 20 nós de cruzeiro com até 60% menos gasto de combustível se comparado à lancha monocasco de mesma área. A autonomia, mesmo na versão a motor, pode ser superior a 1.000mn (percurso Santos-Salvador) em cruzeiro econômico. Além de inúmeras inovações nas áreas de convivência, como diversos solários espalhados pelo barco, sofá amplo na proa, acesso direto do fly à proa, ampla plataforma hidráulica de popa, espaços gourmet no convés principal e fly, etc, o AGUZ CAT55 ainda oferece: 3 opções de plantas com até 4 luxuosas suítes (mais 2 suítes de tripulantes) e salão principal com sala de estar, jantar, cozinha completa e comando interno, com total visão e integração com o mar. Com a grande vantagem de ser fabricado totalmente no Brasil pela Aguz Marine, que emprega alto padrão de construção e acabamento em seus barcos, o AGUZ CAT55 recebe só materiais e equipamentos com garantia local e adequados ao nosso clima e uso, trazendo facilidade na assistência técnica e manutenção. Com preços bastante atraentes em versões completas para proporcionar total conforto e segurança, o custo de aquisição fica mais baixo que o de uma lancha fly monocasco de 45 pés.

Espaço e conforto com economia

Recife - PE Tradição marca regata no Recife

kite

Ano de Mudanças!

Em dezembro foi realizada a 62ª Regata Benedito César, em Ponta de Pedras, no Recife, e com apoio e divulgação do Cabanga Iate Clube. Essa é uma das provas mais Nesta edição, Nayara Licarião fala tradicionais da vela pernambucana. Benedito César, organizador da festa, faleceu em sobre as mudanças pelas quais vem 1972. Nunca velejou, mas era tão amante da vela que sempre organizou e recepcionou a passando o kite, além do esvaziamentradicional Ponta de Pedras/Recife. to da modalidade, causado pela falta Há 62 anos, sempre com muito prazer, Dona Nitinha recepciona, na entrada da sua casa, de definição dos órgãos reguladores em Pontas de Pedras, Litoral Norte de Pernambuco, os convidados para o tradicional jantar de confraternização da regata que leva o nome do seu esposo. E as inscrições Muito vem se testando em termos de prantambém são feitas lá, com ela! (Com informações e fotos do Cabanga Iate Clube). chas e equipamentos na categoria que procura uma vaguinha nas olimpíadas de Hoje e ontem... 2020. Podemos dizer que a Formula Kitesurf vem passando por dias decisivos. Depois do grande boom em surgimento de atletas causada pela inclusão da categoria nos jogos de 2016 agora o esporte vive o inverso, com muitos atletas de nível mundial e nacional deixando de competir por conta do alto custo do esporte e principalmente a falta de uma definição sobre equipamentos. Várias marcas de renome já anunciaram que não produzirão novas linhas de equipamentos para 2015, alegando Resultados: que a falta de uma norma definitiva para RGS B RGS A Avoador Carcará II Zuada Tito V Toba Bolero II Avatar Mocra Regata Patoruzú Mocra Cruzeiro Suva 04 Aventureiro 2 Centauro Algo + Jahú 2

Sir Peter Blake Como parte da temporada de vela de Ilhabela, dentro da Copa Suzuky Jimny, a Volta à Ilha homenageia Sir Peter Blake. E é sempre bom lembrarmos quem foi ele... Blake pode ser incluído no rol dos maiores velejadores do mundo. Seu primeiro feito foi em 1993, batendo o recorde mundial para a circum-navegacao com 75 dias. Em 1995 ele entrou definitivamente para a história, ao conquistar o troféu da America`s Cup, retirando-o do domínio americano com a equipe New Zealand. E em 2000 ele liderou novamente a equipe na defesa do título. Depois dessa vitória ele se aposentou das regatas e fundou a BlakExpeditions, uma ONG ambiental. Em 2001, liderando uma de suas primeiras expedições para o Amazonas, ele foi assassinado a tiros em Macapá quando piratas invadiram seu veleiro. Blake foi nomeado Cavaleiro (Sir) em 1995, e era um herói nacional ao lado do também neozelandes, Sir Edmund Hilary, o primeiro homem a chegar ao topo do Everest. Nasceu em Auckland, Nova Zelândia em 1948. Em 1979 venceu a Fastnet Race. Em 1980 a Sydney-Hobart, em 1988 vence a Two-man Round Australia race a bordo e 1989 vence a Whitbread Round the World Race como Comandante do Steinlager II. Em 1993 vence o Trophee Jules Verne estabelecendo um recorde mundial de volta ao mundo com seu companheiro de vela Robin Knox-Johnston, estabelecendo a marca de 74 dias, 22 horas, 17 minutos, e 22 segundos. Em 1995 comanda o New Zealand team e vence a America’s Cup, feito que repete em 2000. “Nós temos um orçamento limitado. Mas eu acredito que quando você tem muito dinheiro, se apega a aspectos de pesquisa e desenvolvimento que não são importantes. Tendo que economizar dinheiro você foca nas áreas que serão mais produtivas. Dinheiro não compra a America`s Cup. No final das conta você precisa que todas as pequenas coisas funcionem, e isso vem do talento e do comprometimento das pessoas no time”. Peter Blake, antes de vencer a America`s cup em 2000...

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os equipamentos desse esporte vem causando prejuízos. No ano de 2014 somente 2 marcas apostaram nos kites foils: Ozone e a pioneira marca Russa ELF. Lançaram com sucesso, deixando os infláveis totalmente fora de competitividade em ventos fracos, causando prejuízo enorme para alguns fabricantes. Para se adequar as normas do COI e da ISAF, os atletas vem testando vários tipos de provas para enfim chegar a um formato que se encaixe nos padrões televisivos. Os kites e as pranchas foils vieram de repente e revolucionaram o mercado. Regatas de prancha foil já estão separadas das pranchas normais, e agora já se fala em separar os kites foils dos infláveis. Esse deverá ser um ano decisivo para o futuro do esporte. Lembrando que no ultimo mês de novembro tivemos a final do Isaf World Sailing, em Abu Dhabi, e tivemos o brasileiro Wilson Bodete entre os 16 melhores atletas. Parabéns a Bodete que fez um ótimo trabalho ficando no Top 10 no formato Short Track. Nayara Licarião é hexacampeã brasileira de kitesurf, mora e veleja em João Pessoa


ALMANÁUTICA

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Perigo no mar

(Parte I)

Alguns seres marinhos são potencialmente perigosos, e portanto precisamos maior cuidado. De uma forma breve veremos neste e no próximo artigo os principais e mais comuns, afinal a temporada de verão vem aí! MORÉIAS: De hábitos costeiros, em águas relativamente rasas com fundo coralino e/ou rochoso, permanece entocada durante o dia vigiando os arredores. Muito nervosa, é capaz de atacar e morder qualquer coisa que a perturbe. À noite, quando é mais ativa, sai de sua toca para procurar alimento. A moréia não sai de sua toca para atacar o homem. No entanto, quando um mergulhador se aproxima da entrada de sua toca, ela põe a cabeça para fora, com a boca aberta ameaçadoramente. Se o “intruso” não notá-la a tempo, poderá levar uma potente mordida. A hemorragia pode ser grande e a infecção secundária é frequentemente encontrada. Além das dilacerações provocadas, a ferida normalmente infecciona devido à enorme quantidade de bactérias existentes no material não digerido que permanece entre seus dentes. PEÇONHENTOS: Os animais peçonhentos estão num grupo muito grande. Estes animais providos de mecanismos naturais de defesa, entram em ação somente quando são importunados. Peçonha é uma substância qualquer de origem animal, produzida por uma glândula, capaz de alterar o metabolismo de outro animal quando inoculada. (Ex: Bagre, o Mangangá e raia). Veneno é uma substância de origem animal, vegetal ou mineral. Porém, não é produzida por nenhuma glândula nem é inoculada naturalmente. Os peixes venenosos são aqueles que produzem envenenamento, ou intoxicação, quando ingeridos ainda frescos, pois apresentam secreções tóxicas em seus organismos. (Ex: Baiacu.) As consequências ocasionadas por peçonha estão diretamente correlacionadas à sua potência, quantidade inoculada, e peso e condições físicas da vítima. Provocam desde uma simples irritação à reações de extrema dor. Embora raros, os casos fatais advém, em grande parte, do choque e posterior afogamento. Assim, é importante retirar a vítima da água imediatamente após o ocorrido. De uma forma geral, não se deve tocar os seres marinhos desconhecidos, evitando-se os animais com formas e cores exóticas, que é a sinalização da natureza para perigo. No grupo dos invertebrados marinhos peçonhentos encontramos vários animais distribuídos em diversos ramos, como os poríferos (esponjas), os celenterados (caravelas, águas-vivas, corais, etc), os equinodermos (ouriços), os moluscos (conus e polvos) e os anelídeos (poliquetas). Os vertebrados marinhos peçonhentos são representados por algumas espécies de peixes, como o mangangá e o bagre. Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

Cheguei!

CURTAS

MERGULHO f

25 de outubro de 2015 é a largada da 12ª edição da Transat Jacques Vabre, que terá Itajaí como destino final.

f O Campeonato Brasileiro de Holder

teve a participação de mais de 20 velejadores em Santos, sediado pelo Clube Internacional de Regatas de Santos e organizado por Sílvio Bello, muito atuante na região.

f

O Yacht Clube da Bahia com apoio da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano – ABVO, da Federação de Esportes Náuticos do Estado da Bahia FENEB e da Flotilha de Veleiros de Oceano da Bahia – FVOBA realiza o 17º Circuito de Vela de Oceano de 16 a 18 de janeiro de 2015.

Papo de Cozinha

Moqueca de Banana

Essa deliciosa receita, não só é muito fácil de fazer, como substitui a utilização do peixe, nem sempre apreciado por todos. Ela pode inclusive ser feita em uma quantidade maior e depois de separada a parte sem peixe, ser finalizada com postas pré-temperadas com sal e pimenta do reino. Uhm... Preparo: Pré aqueça uma panela. Se tiver de pedra sabão ou de barro, melhor! Corte as bananas ao meio e tempere com o suco de 1 limão, sal e o alho bem picadinho. Refogue a cebola, tomate picado no azeite com uma pitada de sal. Adicione as metades da banana. Procure enfileirar no fundo da panela (como se fossem as postas de peixe). Adicione a cebola, tomate em rodelas, o coentro e leite de coco. Deixe ferver por 10 minutos com a panela tampada e finalize com azeite de dendê. Você pode servir com acompanhamentos que remetam à cultura caiçara: Qualquer tipo de arroz e uma salada, de preferência de palmito, tomates e cebola. Se quiser fazer um pirão À parte também pode ser delicioso. Bom apetite!

Ingredientes:

Biblioteca de Bordo

Com sua chegada à cidade de Séte, na França, a velejadora Izabel Pimentel tornou-se a primeira mulher brasileira a dar a volta ao mundo em solitário

2 dentes de alho 1 pitada de sal 4 bananas da terra maduras ou qualquer ba- 2 tomates picados nana quase madura (verdolenga) 1 colher de sopa de azeite de dendê 3 colheres de sopa de azeite de oliva 1 xícara de leite de coco 2 limões Pimenta a gosto 1 cebola picada Sal

Túnel do Tempo

Em 1943 Fernando Avelar e Pimentel Duarte conseguem fundar a Classe Snipe, após, anos antes, importarem o projeto e construírem os primeiros veleiros. O registro histórico da fundação da flotilha foi registrada à época, no caderno de esportes do Jornal carioca “Diário de Notícias”, no dia 21 de fevereiro de 1943.

“Cheguei! Foi muito dura a chegada. Morta. Três dias no leme sem dormir. Muito difícil...”. Assim Izabel Pimentel comunicou a chegada à Sete, na França, tornando-se a primeira mulher brasileira a dar a volta ao mundo em solitário. Izabel iniciou sua façanha em agosto de 2012, partindo da mesma cidade. A primeira parte desta saga foi entre a França e o Brasil. Depois ela circum-navegou o globo em solitário e sem escalas (Brasil-Brasil). Nessa etapa ela atravessando os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Finalmente no dia 5 de dezembro ela aportou em Sete, terminando sua volta ao mundo. “Enfim cheguei. Devia ser umas 3 da madrugada. Eu, Izabel Pimentel, completei a volta ao mundo”. Parabéns mulher!

Aventuras no Mar

Izabel Pimentel: Primeira no Brasil!

Linda Homenagem

versário da Escola de Vela Barra Limpa, e reuniu os velejadores de diversas épocas da classe Snipe, desde os Realizada em dezembro anos 70 até o ano 2000, divi(após ter sido adiada por didos em várias categorias. causa do tempo ruim) a ReNando e Dodão conquisgata Nando Khrane hometaram o vice-campeonato nageia Fernando Krahe, um mundial de Snipe em 1994. dos velejadores de destaque E o troféu que da regata é o da vela do Clube dos Jangamesmo conquistado pela úldeiros que faleceu em oututima competição disputada bro de 2012, aos 42 anos. pela dupla: o Troféu PrinceNando teve uma presença sa Sofia, em 1994, em Palma marcante na classe Snipe em parceria com George Nehm, Homenagem a Khrane de Mallorca, na Espanha. O o Dodão. troféu foi doado pelo pai de Nando, João A regata também comemorou o 39º ani- Fernando Krahe.

Oficina do Capitão

Filtro Racor

em cima, o diesel. Essa água deve ser drenada evitando problemas com a injeção do motor.

O filtro Racor, também conhecido como filtro separador de água, como o nome diz, Para drenar a água: tem como função principal filtrar e separar * Verificar visualmente no copo transpaa água do diesel. Essa água é formada não rente a presença de água (3). *Abrir o respiro no cabeçote (1). Esse respiro pode variar de local conforme o modelo. *Abrir o dreno (4) e esgotar toda a água do copo. *Fechar o dreno e o respiro. * Preencher o filtro com combustível, caso necessário. * Funcionar o motor.

só pelos efeitos de aumento da temperatura do combustível (a maior temperatura do diesel provoca evaporação e a condensação em água), mas pela própria composição. Isso gera o aparecimento da água e da contaminação por sólidos. Por isso é de suma importância a troca regular do filtro Racor. Esse efeito também pode ser minimizado, mantendo-se o tanque sempre cheio. O separador de água força a água a se posicionar na parte mais baixa do filtro, em relação ao óleo), e ela se mantém assim por causa da diferença de densidade entre ambos. Após algum tempo temos na parte inferior do Racor (no copo plástico 3), a água com uma coloração bem definida, e

Para troca do filtro combustível: 1 - Drenar o copo conforme procedimento descrito anteriormente. 2 - Remover o copo e o filtro do cabeçote (2 e 3). 3 - Remover o copo e limpar o assento do o’ring (5). 4 - Colocar novo o’ring lubrificado com óleo limpo (deve acompanhar o filtro novo. Caso contrário use óleo do motor passando com os dedos em todo o o’ring). 5 - Apertar manualmente o copo no filtro. 6 - Encher o filtro com óleo diesel limpo. 7 - Lubrificar a guarnição do filtro com óleo limpo. 8 - Montar o filtro e copo no cabeçote, rosqueando algo como ½ volta após o encosto. 9 - Acionar o motor e verificar possível vazamento ou entrada de ar. Importante: Não utilizar ferramentas para montagem do filtro. Na desmontagem pode-se utilizar a chave apropriada para retirada do copo ou uma cinta de couro, removendo o filtro.

O subtítulo - Andanças, amores e peripécias de um velejador boa-praça - já define o conteúdo deste best seller da vela. Talvez o mais conhecido no Brasil, esse livro já está na sua sexta edição. Durante 4 anos ininterruptos, Hélio Setti Jr. navegou pelo mundo. Falecido prematuramente em 1992, aos 39 anos de uma vida intensa e divertida, após sua morte, seu primo o jornalista Premio Esso Ricardo Setti, compilou os escritos de Hélio. Textos que publicava para a revista Playboy sobre a viagem, e as mais de 170 cartas que mandava para a família. O resultado e - talvez - o melhor livro já escrito sobre viagens a vela pelo mundo. Através de sua narrativa, o leitor viaja pelo mundo e se sente parte das aventuras de Hélio: será cercado por tubarões nas Marquesas, sofrera durante a travessia em solitário no Oceano Índico, entre Austrália e as Ilhas Mauricio, quando ele cai na água a noite durante uma tempestade. Ficara emocionado com a descoberta do cemitério das naves de guerra em Guadalcanal ou quando seu veleiro entrou numa área de fosforescência e, como ele descreveu, “a luz do mar apagou as estrelas”... Hélio fez suas viagens em dois veleiros. O primeiro, com amigos foi chamado de Brasileirinho. Depois, separado do grupo comprou o Vagabundo, ou Vagau para os íntimos. Era já uma sequência, o nome das embarcações da família, todas chamadas de “Vagabundo”. Quis a ironia do destino que o Vagau fosse o número 7. Assim como Hélio. Setti...

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A mágica vida deste menino-herói de muitos brasileiros navegadores está contada de maneira magistral neste livro. Apesar de Hélio ter crescido e morado em São Paulo, parte da vida em uma casa na represa de Guarapiranga, era natural de Curitiba. Sempre bem humorado, ganhou o apelido de Hélio Laugh Lagh (rindo rindo), em Malaita, uma das ilhas Salomon, numa tribo que por algum motivo desconhecido sempre repete a ultima palavra nas frases. Também não hesitava em dizer-se amigo de Pelé, se fosse preciso, para abrir alguma porta em situações de necessidade. Momentos hilários, emocionantes, inusitados fazem desta leitura um grande prazer. É o tipo de livro que se lê muitas vezes. Acaba virando referencia para comparar com outros livros de volta ao mundo. Imperdível. Você encontra essa e outras obras sensacionais na mais confiável livraria da web, a Moana Livros. www.moanalivros.com.br


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE

uma prancha à vela, uma WindGlider, um grande desafio. A ABVC completará 12 anos e precisa melhorar sua estrutura para viam muitos praticantes. Uma déca- poder crescer e oferecer maior retorno ao Volnys Bernal foi eleito o novo Presidente da depois passei a velejar de Hobie Cat”, da ABVC para o mandato de 2015-2016. contou Volnys. Ele já foi vice-presidente Terá um grande desafio pela frente: Além da ABVC para Santos, desde 2013 e criou de dar continuidade ao trabalho de Maurí- dois sites para velejadores da região: Vela cio Napoleão, ele quer ampliar a atuação Santista (vela-santista.blogspot.com) e da nossa entidade nas regiões que até ago- ABVC Santos (abvc-santos.blogspot. ra ainda não tem uma participação efetiva. com). “Sentia falta de passeios em flotiNós conversamos com ele para que você o lha e palestras. Esse foi o foco da minha atuação como vice-presidente”, explicou. conheça melhor... Volnys tem 48 anos, e é formado em Ci- Nesse período Volnys realizou o “En- Volnys com esposa e filhos em Noronha ência da Computação pela Universidade contro das Ilhas”, um passeio de 3 dias associado. Dar continuidade à iniciativa da Federal de São Carlos, mestre e doutor em de Santos até “As Ilhas” em novembro Presidência de Maurício Napoleão em meEngenharia Elétrica pela Escola Politéc- de 2013. Planificou o Cruzeiro Lagamar lhorar a atuação da ABVC em nível nacionica da USP. Atualmente trabalha na USP pelo Varadouro, além de organizar diver- nal, principalmente nas regiões nordeste e apoiando projetos e pesquisas na área e sas palestras: Cruzeiro Águas Interiores, sul. Estas são as principais diretrizes deste tecnologia da informação. É dono de um Pintura de Barcos, Vela de Cruzeiro e de mandato”, contou. Velamar 31 que fica em Santos. “Iniciei na Regata, Navegação pelo Lagamar e Navela quando era adolescente, na década de vegação à Cidade do Cabo em um Ve80, na Baia de São Vicente, quando adquiri lamar 32. O mandato de presidente será Este ano 10 veleiros partiram de Ubatuba com destino a Paraty para a edição 2014 do Cruzeiro Costa dos Tamoios, comandado Antes de deixar o cargo de Presidente da ABVC, Maurício Napoleão foi homenageado por Brasilio de Mello Neto, Vice-Presidenpela Marinha do Brasil e recebeu a Medalha Almirante Tamandaré (na foto, ao centro). te Ubatuba - SP no atual mandato.O roteiro A Medalha Almirante Tamandaré foi criada em 1957 com o objetivo de agraciar as ins- envolve a passagem por diversas praias e tituições, autoridades e personalidades civis e militares que tenham prestado relevantes ilhas, saindo de Ubatuba (SP) com destino serviços na divulgação ou no fortalecimento das tradições da Marinha do Brasil. a Paraty (RJ), contornando a Ponta da Joatinga, adentrando em Paraty Mirim, Saco do Mamanguá, Ilha da Cotia e encerrando na cidade de Paraty. O objetivo do Cruzeiro Costa Tamoios é integrar navegadores experientes com aqueles que ainda não realizaram grandes navegadas, e desmistificar a passagem pela Ponta da Joatinga. A largada foi precedida de um jantar no I.C. de Ubatuba, e o encerramento aconteceu com outro jantar, desta vez nas dependências da Marina Farol de Paraty.

Volnys, o novo Presidente muito comum na época, quando ha-

Costa dos Tamoios

Medalha Almirante Tamandaré

Napoleão recebe homenagem da Marinha Caros Associados, Após vários Cruzeiros, Encontros Nacionais, Boat Shows e palestras realizadas, chega ao fim minha estada na presidência da ABVC. Agradeço a Fernanda, Carolina, Marília e Heloisa, minha família, pelas negociações de tempo em prol da ABVC. Agradeço o companheirismo, lealdade, amizade do Fernando Sheldon, Ricardo Amatucci, Claudio Santini, Julio Paulino, Philippe Gouffon, Antonio Esteves, Volnys Bernal, Rogerio Kurtiss, Hugo Nunes, Eduardo Moura, Eduardo Schwery, Regina Délia, Paulo Fax, Leonor Ferre, Danielle Francis, Luis Fernando Beltrão, Claudio Renaud, Fernando Maciel, Mauricio Rosa, Brasilio Mello, Matheus Eichler, nossa diretoria . Agradeço as marinas e iates clubes (e seus bares) que sempre se esforçaram em receber e abrigar nossas flotilhas em cruzeiro pela costa brasileira. As empresas conveniadas que oferecem produtos a preços convidativos. Aos associados que participaram, que participarão e que sonham em participar dos eventos da ABVC, não faltem. Não poderia esquecer da Berna Barbosa, Carlos Brancante, Ana e Dalmo, Nelson Ferreira da Ilha do Cedro, Everton Froes, Cadiqinho e Angela, Roberto Bailly, Francisco Fragoso, Diana Melchheier, Ronaldo Coelho, Fábio Reis, Jorge Franco, Helio Viana e Mara Blumer, Caio e Miriam Miroca, Telma e Naldi do Sitio Forte, Teles Lira, Damasio e Ana do Saco do Céu, Roberta Cosulich do INP, Sergio Chagas, Assis Jose Ribeiro, Jose Zanella, Eduardo Coco Faggiano, Webber Rodrigues, Celso Martins, Antonio Lopes, que sempre incentivaram e colaboraram em nossas ações. Marinha do Brasil, obrigado. Com certeza esqueci de quem de alguma forma participou com parte de seu tempo, de sua vida, para ajudar esta gestão da ABVC, mas perdoe-me pela pressão que estou sofrendo em escrever esta coluna a tempo de publicação no Almanáutica!!! Agora, com novas atividades no Conselho da ABVC, Volnys e sua diretoria que se cuidem, pois vou continuar inventando novas tarefas. Bons Ventos,

Maurício Napoleão

Cruzeiro na Croácia já tem mais de 20 veleiros

CONVÊNIOS A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES O cruzeiro em flotilha organizado pela ABVC para julho de 2015 na Croácia já [é um sucesso. Até o fechamento desta edição, 21 veleiros já haviam sido inscritos e pagos, confirmando assim um numero enorme de associados que navegarão pelas águas croatas. A ABVC fez uma parceria com a Dream Yacht Charter para melhores opções para os associados. O local de saída do cruzeiro fica próximo a Sibenik na Marina Zaton lado oposto da entrada do Lago Prokljan no Rio Krka (-43°46′39.66″ N -15°49′48.22″ E). A Marina fica a 60Km do aeroporto internacional de Split - Croácia. Os valores ficaram 10% menores para os associados da ABVC, mais 5% porque a flotilha ultrapassou 10 embarcações. Os velejadores que concretizaram suas reservas até 7 de novembro tiveram ainda mais 10%! Você ainda pode participar: secretaria@abvc.com.br

Cruzeiro da ABVC deve ter mote histórico A ABVC prepara um cruzeiro comemorativo aos 450 anos do Forte São João da Guanabara e, por consequencia, dos 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro. A ideia é refazer a viagem de Estácio de Sá para a fundação da cidade do Rio de Janeiro, há 450 anos. O planejamento começa em 2015, e já tem o velejador, João Peralta, associado da ABVC, como representante do Instituto Histórico e Geográfico de Santos. Registra a história do Brasil que, após as pazes com os indígenas e a tranqüilidade em São Paulo, Estácio de Sá partiu para o Rio de Janeiro, em meados de janeiro de 1565, levando cerca de 200 homens. Ao sopé do Pão de Açúcar, na esplanada entre este penedo e o Morro Cara de Cão, após o desembarque, “começaram a roçar em terra com grande fervor e cortar madeira para a cerca, sem querer saber dos tamoios nem dos franceses, mas como quem entrava em sua terra, e se foi logo o capitão-mor dormir em terra e dando ânimo aos outros para fazer o mesmo, ocupado cada um em fazer o que lhe era ordenado por ele” (carta

de Padre Anchieta). A ideia do cruzeiro segundo Volnys Bernal, Presidente eleito para o mandato 2015-2016, é sair do Forte de São João da Bertioga (no canal de Santos) e chegar ao Forte de São João da Guanabara, na entrada da Baía da Guanabara.

- Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS Brancante Seguros 7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

Produtos ABVC

Refazendo os passos de Estácio de Sá

Os produtos da grife ABVC estão à sua disposição para compras via internet. São camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produtos que podem ser adquiridos na loja virtual da ABVC. Acesse e conheça: www.atracadouro.com.br/abvc

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 16  

Notícias pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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