Page 1

ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano II – nº 12 – maio/junho 2014 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ISSN: 23577800 12

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Aluno de “Bimba” vai à China

Escolha sua primeira cabinada

Cape 2 Rio: Um 7º que valeu 1º

Um quadriciclo que vira Jetski

Quebras e morte na mais dura Cape Town - Rio de Janeiro Regatas: Clubes homenageiam velejadores importantes Bahia: Os campeões Kim e Kaká e suas super-mães Leds na sua embarcação: saiba como fazer


ALMANÁUTICA

2

EDITORIAL

Murillo NOVAES

Ser proprietário de embarcação no Brasil está ficando cada dia mais difícil. Seja pelo lobby das marinas com preços equivalentes nas regiões onde faltam opções, seja pela falta de mão de obra qualificada. De “marinheiros” a prestadores de serviço, se você precisar de algo específico em sua embarcação ou quiser escolher uma opção de guarda em nosso litoral, estará perdido. Com preços equivalentes às melhores marinas européias, mas com estruturas pífias beirando o desleixo, a esmagadora maioria de nossas marinas está pouco ligando para seus usuários, já que eles não tem para onde correr. A falta de vagas é tanta que no verão é impossível achar um lugar disponível nas regiões mais disputadas. Se achar, vai pagar desproporcionalmente muito por isso. E se precisar de uma pintura de fundo, uma obra em elétrica, fibra de vidro, é rezar para cair na mão de quem tenha alguma experiência e não danifique nada ou no mínimo faça o que foi contratado para fazer. Em náutica não existem especialistas. Existem pessoas que fuçaram nas áreas durante algum tempo e que cobram para aprender às suas custas. Uns mais experientes, outros menos... Marinheiro que saiba fazer o mínimo como trocar um filtro racor? Nem com reza braba. Vale a lei do mínimo esforço, também balizada pela cruel lei da oferta e da procura. São lavadores de barco e não vão se esforçar porque assim que você o dispensar, ele vai arrumar outro barco para lavar. Causa de tudo isso? Custo Brasil? Ganância? Acomodação de todas as partes? Há muita gordura no mercado – em todos os lados, de quem cobra e de quem paga que, se não repassada ao interessado poderia pelo menos ser investida em melhores condições. Nas próprias marinas e funcionários, nos marinheiros. Cursos técnicos, mão de obra especializada, treinamentos, salários mais dignos e mesmo em preços mais acessíveis que representariam crescimento no mercado. Ou não?

Solitário herói do mar

Tiro no pé

Ricardo Amatucci - Editor

Dos Leitores Cape 2 Rio

Há tempos leio o “Almanáutica” com interesse pela vela. Penso que este importante periódico poderia fazer um artigo com o Comandante Jose Guilherme P. Caldas, do veleiro de Ilhabela-SP, “Mussulo III”. Com tripulação mista brasileira e angolana, levou o veleiro de cruzeiro por água, de Ilhabela a Capetown, em novembro de 2013, ficando num honroso 7º lugar na Classe IRC. Bons ventos. José M. Nolasco – Ilhabela - SP Resposta: Sugestão dada, sugestão aceita! Matéria na página central!

Foto da capa

Veleiro da Clipper Round the World Derry~Londerry / Clipper/ Divulgação Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab ISSN: 23577800 12 Jornal bimestral, com distribuição nacional nos principais polos náuticos do Brasil. Ano 02, número 12 maio/junho de 2014 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site e fique por dentro das novidades diariamente: www.almanautica.com.br

Olá queridos amigos de alma supernáutica, eis que nos encontramos aqui, neste ano estranho de 2014, em momento mais peculiar ainda. É ao mesmo tempo pré-copa e pré-eleição e tudo cheira a um pré-desastre iminente neste balneário carioca de onde transmito esta mensagem. Enfim, bola pra frente que o Brasil e nosso mesmo. Nosso? Pano rápido. No mundo sempre mais simples e prazeroso da vida à vela, este 2014 tem outro significado e outro sabor. Há exatos 45 anos, no dia 22 de abril de 1969, um jovem oficial egresso das fileiras da marinha mercante britânica – em um singelo ketch bermudense de 32 pés, cujo desenho, de William Atkins, de 1923, remontava aos célebres botes salva-vidas (com velas, claro) noruegueses, de Colin Archer –, cruzava uma épica linha de chegada. Depois de 312 dias e mais de 30 mil milhas náuticas navegadas, Robin Knox-Johnston, com apenas 30 anos de idade, entraria eternamente para o panteão dos heróis do mar. O simpático e simples (até hoje) britânico se tornaria, pouco antes de o homem pisar na lua, o primeiro de nossa espécie a circunavegar o globo sozinho e sem escalas em um barco. O feito lhe valeu o título de Sir. E nossa humanidade já produziu, desde então, mais pessoas que foram ao espaço do que aquelas que cruzaram sozinhas os mares do mundo. Quando começou a construir, em teca pura, na costa de Bombaim, na Índia, no ano de 1963, seu pequeno, porém bravo, veleiro (de nome Suhaili), Robin não imaginava que destino glorioso os aguardava. De fato, como me contou em uma entrevista para a revista Iate Life há alguns meses, ele nem sequer tinha planos

de participar da competição que o jornalão inglês Sunday Times promovia como um desafio aos navegadores de todo o planeta. Batizada de Golden Globe Race, a regata, a primeira de volta ao mundo na história, tinha dois prêmios. O cobiçado troféu para o primeiro a completar o desafio de velejar pelos três grandes cabos (Boa Esperança, Leeuwin e Horn) em solitário e sem paradas e cinco mil Libras Esterlinas (um excelente dinheiro à época) para aquele que o fizesse em menor tempo. Outro fato inusitado das regras é que o competidor poderia largar quando quisesse, entre os dias 1º de junho e 31 de outubro de 1968. No fim, dos nove participantes, apenas um completou a prova e ganhou as duas premiações: Robin Knox-Johnston. E em um ato de cavalheirismo que hoje, em tempos de egocentrismo máximo, soa anacrônico como um rádio à válvula, ainda doou o prêmio em dinheiro para a família de Donald Crowhurst, que havia, literalmente, enlouquecido e se suicidado durante a competição. A história de Crowhurst é um drama a parte. Sem coragem de se lançar aos mares bravios mais austrais, ele ficara dando voltas no Atlântico Sul e reportando, via rádio, posições erradas que o colocavam em um percurso fraudulentamente verossímil aos olhos do mundo. Ao perceber que Knox-Johnston, Nigel Tetley e Bernard Moitessier de fato estavam fazendo o que ele apenas fingira fazer, começou a dar sinais de que estava perdendo a razão e finalmente, confrontado pela desonra (e pela bancarrota já que seu interesse era no dinheiro para salvar sua empresa falida), tirou sua própria vida se atirando ao mar. Seu trimarã foi encontrado depois, abandonado, no meio do Atlântico. Mas voltando à efeméride que nos motiva... A verdade é que, nestes 45 anos de provas de volta ao mundo a vela de oceano mudou bastante. Dos tempos do sextante, do rádio

Crônicas Flutuantes Vá lá!

Marinheiro de todas as águas, tranquilas, tormentosas, atribuladas e nauseabundas, incluso aí as não potáveis às pequenas aves – estas, todavia, quase sempre singradas nas formas moderada e responsável como mandam bons costumes –, você segue firme navegando em idéias. Vez que outra murcham, todavia, mais dia menos dia, acabam por retornar. Tempos estes! Não embarque se não tiver certeza que o piloto bêbado sumiu, de modo que terás alguma chance de chegar a porto seguro; é a nova campanha. Mesmo assim são precisas certas cautelas e astúcias. Senão vejamos: durante o decurso de carnavais recheados a canaviais, canabiais, sativiais e outros ais mais ou menos aromáticos, há que se redobrar atenções devido a certos descuidos próprios e necessários para a ocasião. Um dos casos é o que o sujeito subiu na montaria aquática, içou a loira fenomenal de glúteos proeminentes à garupa, ligou o GPS portable e destrambelhou. Aonde ia é dado obscuro até esta data, mas dava pra sentir, de longe, o cheiro do 12 anos e que o rumo ia ligeiramente penso... à direita. De cara relou – não se soube se de leve ou porrada mesmo – na popa do paddel da menininha que remava tranquila às margens plácidas, caindo-a supetaneamente (sic) naquelas mesmas águas já viscosas e embandeiradas nas cores social/comunistas. Levada às pressas ao PS mais próximo, foi diagnosticada de imediato pelo cubano de plantão: seis tipos diferentes de micoses, inclusive uma na região do esternocleidomastóideo jamais vista lá pelas terras do Fidel, fato este que deixou o doutor desconfiado que pudesse ter entrado de gaiato no navio. No local do sinistro, na orla cristalina, a loira, ainda engarupada na engenhoca, ameaçava beicinhos dizendo não sei nadar, não acho

intermitente, dos filmes e escritos atirados com estilingue no convés de navios que passavam, hoje estamos na era do rastreamento online e da banda larga nos veleiros de regata, transmitindo vídeos em HD. Do romantismo também heroico do francês Moitessier, que liderando a Golden Globe deu meia volta no Atlântico, montou o Horn novamente e completando uma circunavegação e meia em solitário aportou no seu amado Taiti para não conspurcar com prêmios e fama sua simbiose com o mar, chegamos aos tempos do pragmatismo máximo na busca dos resultados. No entanto, eu posso afiançar ao dileto leitor, uma coisa não mudou. O caráter de Sir Robin Knox-Johnston, sua eterna cordialidade, simplicidade e alegria e, principalmente, seu amor pelo oceano e pelos veleiros. Quando me apresentei como jornalista e velejador a ele na chegada da Clipper Race, na Cidade do Cabo, e perguntei, antes de tudo, se ele poderia me ajudar em um projeto de vela solitária ele respondeu: “minha tendência, para qualquer coisa que me pedem é sempre dizer sim. Se eu conseguir lhe ser útil será um prazer”. Velhas criaturas humanas. Velhos costumes de tempos em que os barcos eram de madeira e os homens de ferro. Em tempo. Em 2006, aos 67 anos de idade Robin voltou a competir em uma regata de volta ao mundo em solitário (desta feita com escalas), a Velux 5 Oceans, e se tornou o velejador mais velho a completar a circunavegação solo à vela. E neste exato momento, segundo o próprio, se prepara para a próxima edição que completará, tenho certeza, com quase 76 anos de idade. Um deus dos mar e da humanidade com toda a grandeza que ainda nos resta nesta planeta tão combalido. Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula justa a multa por falta de salva-vidas, não tive nada a ver com isso e coisa e tal. Enquanto isso o garanhão tirava as esporas para assoprar o bafômetro naval, prontamente levado ao local em nada menos do que 76 minutos após a colisão, isto tendo sido feito por um cabo, Canaveral ou Carnaveral – não se pode saber com certeza o sobrenome do subalterno devido à muvuca que foi formando. Um bafômetro naval é instrumento delicado, sofisticado, caríssimo e resistente a respingos e respingas. Por de tecnologia avançada nem montado é por bandas de Manaus, tendo, portanto, que ser importado via chinguiling e, portanto de novo, passar por expedientes pouco acessíveis às mentes mais básicas – leia-se burocracias cleptocratas aduaneiras que exigem o carimbo do Sarney e sua patota e... et cetera, et cetera, et cetera. Mas, uma vez instalado em terras nacionais, paralelas e interplanetárias, a tendência é que seja ligeiramente eficiente em determinados casos, notadamente naqueles que envolvem algum tipo de leitinho pras criança (sic). A muvuca, então, começa a crescer e toma ares de manifestação. Ora!, e por que não?, é novo tempo delas!, que as haja aquáticas! Que se pudesse ver havia contras e a-favores misturados; mascarados também, e o Canaveral – por consenso patriótico adotou-se esse suposto patronímico –, sem saber se eram proibidos ou não bléquibloques no sobre objetos flutuantes, saca do aipóde e pede reforços. Quando chegou a outra embarcação federal, já havia umas gentes parecendo afogadas, com tartarugas e baiacus mordiscando suas falangetas, sem que progressos, regressos ou pregressos tivessem sido notados. Crakas já se instalavam, à vista de todos e sem um mínimo de cerimônias, nas embarcações que foram juntando em volta, cada uma com o tunqui-tunqui mais alto que a outra. A ga-

rotinha, prontamente medicada com pó de mico e Engovio, volta junto com o cubano – curioso que só pra ver uma manifestação – e começa transmitir a coceira para todo mundo. A situação esquenta e a turma entra a reivindicar uma democratização do pó de mico, afinal de contas ninguém é de ferro. Uma bomba de efeito moral é lançada da viatura de apoio, mas assim que cai na água faz pfffff... lamentável falta de tecnologia subaquática para artefatos explosivos a serem usados em manifestações dessa natureza; uma de lacrimogêneo vem e... pfffff! A turba, agora visivelmente encrakada, decide por uma assembléia, consultiva, deliberativa e purgativa, ali na superfície mesmo. Larica-lá, larica-cá, laricacolá e a constituinte delibera por deixar rapidamente o local do crime devido ao fato de estar quase na hora do desfile de Momo e esse ano parece que, por decreto lei do vereador mais votado, Fulano de Tal, não vai haver atrasos, pelo menos foi o que anunciou-se pelos megafones municipais, estaduais, federais e monumentais presos aos postes da Eléquitro sem autorização prévia do Joaquim Barbarosa, o negão-próximo-presidente-da-república segundo a turma do botequim-de-sábado-pós-futiba, mas que, devido à circunstâncias atenuantes e encargos infringentes passou batido. Os únicos que ficaram por ali foram o cabo Canaveral e o cubano – até a turminha da viatura de reforço escafedeu-se – que, por eficiência de legisladores idôneos e levemente desonestos não podem se divertir de forma tão, por assim dizer,educadinha, e... Você, claro!, que se pôs a matutar que nem sempre as idéias voltam dentro dos conformes. José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Rio Grande do Sul Manfred Flöricke A regata de monotipos Taça Comodoro Manfred Flöricke - ilha Chico Manoel foi realizada em março pelo Veleiros do Sul, com percurso de 12.5 milhas, com a participação de 21 barcos em quatro classes. Os familiares de Manfred Flöricke, incentivador desta regata que desde 2010 (ano do seu falecimento) não era disputada, ajudaram no procedimento de largada e participaram também da prova. Na ilha Chico Manoel os competidores e associados se reuniram no Galpão da Ilha para confraternizarem num churrasco na noite de sábado. Além dos prêmios foi instituído um troféu transitório, no qual ficarão gravados os nomes dos campeões de

O Troféu pertenceu a Manfred Flöricke

3

UM GIRO PELA COSTA As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

Santa Catarina Copa da Juventude define quem vai a Portugal Após enfrentarem dois dias de ventos fracos, no final de março os competidores encerraram as disputas da Copa da Juventude, que definiu a equipe brasileira que representará o Brasil no Mundial, em Tavira (Portugal) de 12 a 19 de julho. O último dia de competições contou com ventos de até 20 nós (aproximadamente 40km/h), no nas regatas realizadas em Jurerê, na subsede do Iate Clube de Santa Catarina e definiram os 12 brazucas que levarão nossa bandeira para as terras d’álem mar. Na Classe 420, deu a lógica: Tiago Brito (Clube Jangadeiros/RS) e Philipp Essle (Yacht Club Santo Amaro/SP) venceram e garantiram a vaga. A dupla teve um desempenho muito bom em Florianópolis, vencendo quatro das seis regatas realizadas para a classe 420. “Apesar de ser o nosso primeiro campeonato juntos, conseguimos andar rápido e velejar bem”, comemorou Tiago. Na Laser Radial, a disputa foi acirrada entre Antonio Cavalcanti (Veleiros do Sul/RS) Martin Lowy (YCSA/SP), que acabou vencendo com apenas um ponto de diferença e retornando

cada edição. É uma taça que pertenceu a Manfred Flöricke pela conquista do Campeonato Brasileiro da classe Sharpie de 1964 doada pela viúva Walquiria Flöricke. Resultados: Soling – Cícero Hartmann/ Flávio Quevedo/ André Renard (VDS) Hobie Cat 16 – Pierre Horta Barbosa/Alexandre Capra (VDS) Laser standard – Luiz Eduardo Sokolnik (VDS) e Laser radial – Henrique Dias (ICG) Ricardo Padebos/VDS Veleiros do Sul/ Ane Meira

Regata 80 anos da Vela Gaúcha

Realizada em 8 de abril de 1934 no Guaíba, a primeira competição de Vela oficial do Rio Grande do Sul que se tem registro foi denominada “Campeonato Veleiros Gaúchos”. Ela ocorreu próximo à Praia de Belas e contou com o apoio do Grêmio Náutico Gaúcho. O vencedor foi o barco Bavária, de Leopoldo Geyer. O troféu recebido por Geyer, patrono da vela gaúcha, foi confeccionado pelos irmãos Foernges. A partir desta regata, a vela gaúcha ganharia impulso com a fundação no mesmo ano do Rio Grande Yacht Club em junho de 1934 e do Veleiros do Sul. Oitenta anos depois, a mesma família Foernges, foi a patrocinadora da Regata dos 80 anos da Vela Gaúcha com a Óptica Foernges.

Tiago (Jangadeiros) e Essle (YCSA) garantem vaga para o mundial em Portugal ao Mundial da Juventude onde busca o bicampeonato na competição mais importante para jovens atletas no mundo. Já na classe Hobie Cat 16 quem levou foi a dupla Kim Andrade e Antonio Carlos Neto do Yacht Clube da Bahia (veja matéria especial na página central). Foto: Gabriel Heusi/VDS

Seleção da Vela Jovem classificada para o Mundial: Laser Radial Masculino – Martin Lowy (SP-YCSA) Laser Radial Feminino – Maria Carolina Boabaid (SC-ICSC) 420 Masculino – Tiago Brito (RS – Jangadeiros)/Phillip Essle (SP-YCSA) 420 Feminino – Giuliana Tozzi (SP-YCSA)/Marina Arndt (SP-YCSA) RS:X Masculino – Brenno Francioli (RJ-CNA) RS:X Feminino – Maria Carolina da Cruz (RJ-CRG) Hobbie Cat – Kim Andrade (BA-YCB)/Antonio Carlos Neto (BA-YCB) 29er – Antonio Aranha (SP-YCSA)/Stephan Kunath (SP-YCSA)

Rio de Janeiro 100 anos do RYC

Localizado na zona sul de Niterói, o Rio Yacht Club – mais conhecido como Sailing – completou o seu centenário no dia 14 de abril. É um dos mais antigos e tradicionais iate clubes do Brasil. Para comemorar, claro, regata. Além das classes tradicionais outras três: De época, para veleiros construídos ou projetados antes de 1949, Clássicos, construídos ou projetados 1950 e 1975 e Antigos, construídos ou projetados antes de 1984. As Classes Optimist e Soling também estavam presentes. Na ocasião foi divulgado um calendário com fotos que resgatam essa história do clube, como por exemplo a que ilustra essa matéria. Trata-se da foto intitulada “Damas do Mar”, de 1949. Nela aparecem Margret Schmidt e Sheila Causer no Hagen Sharpie “Osprey”. A foto foi cedida ao RYC por Djalma e Sheila Ferreira. No final, o veleiro Carioca foi levou a fita azul. Foram premiados os três primeiros de cada classe. A Associação Viva Saveiro, representando os saveiros de vela de içar da Bahia, também esteve presente. A entrega dos prêmios rolou durante um festão com copos personalizados, chope e pizza! Parabéns, Sailing!

Itajaí ANI faz a limpa A Associação Náutica de Itajaí (ANI) vai realizou a limpeza do Saco da Fazenda pelo projeto “Juntos Pelo Rio”. A abertura do evento teve início durante o lançamento oficial da Volvo Ocean Race 2014 – 2015 Stopover Itajaí, no Centro Comercial Portuário. Logo após, diversas embarcações partiram em limpeza das margens do rio Itajaí-açu e do Saco da Fazenda. Além de 10 embarcações bateiras, a ANI também atuou com uma equipe de instrutores, voluntários e parceiros escoteiros. “Este é um momento que coroa todo o trabalho de conscientização que já fazemos diariamente com as 300 crianças que participam de nosso projeto”, comenta a coordenadora da associação, Mônica de Sá Copello. É a terceira edição do Juntos Pelo Rio, realizado todos os anos em comemoração à

ANI em Itajaí: Vamos pegar o lixo? Semana Mundial da Água. Participaram desta ação as Associações Náuticas de Itajaí e de Navegantes, Porto de Itajaí, Semasa, Defesa Civil, Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai), Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Fundação do Meio Ambiente de Navegantes (Fuman), Corpo de Bombeiros, Delegacia da Capitania dos Portos, Itajaí Práticos. Há também o apoio das empresas Água Ariribá, APM Terminals Itajaí, Braskarne, Poly Terminais, Terminal Trocadero, Ecosorb, Esgoneto, Gomes da Costa, Ambiental Transportes, Ambiental Coleta Municipal, Cooperfoz, Empresa de NaveA foto do Arquivo VDS mostra a Taça gação Santa Catarina, Estaleiro Naveship e “Campeonato Veleiros Gaúchos”, que foi Portonave Terminal Portuário Navegantes. O Sailing como é conhecido o RYC foi pioneiro no incentivo à vela feminina disputada no ano de 1934.


ALMANÁUTICA

4 Rio de Janeiro

Ilhabela - SP Paraty - RJ Regatas: Homenagem aos mestres Sailing Week: Sai Instituto Náutico Paraty Em março aconteceram quatro das mais HPE. No dia seguinte, domingo a Regata Rolex, entra MIT tradicionais regatas do Rio de Janeiro. Elas homenageiam quatro personagens que marcaram a história do esporte no Rio de Janeiro e no Brasil. Mais do que os resultados – que podem ser obtidos facilmente pela internet, o mais importante é resgatar um pouco da história dessas pessoas para as atuais gerações. No dia 16/3, aconteceu a 70ª Regata Darke de Mattos, um regata para a também tradicional Classe Star. A Darke de Mattos é a mais antiga regata nacional. Surgiu na década de 40 para mostrar os então novos barcos da Classe Star no Fluminense Yacht Club, antecessor do ICRJ. Darke David Bhering de Mattos Júnior era aviador. Ele morreu em 1942 quando seu avião caiu e afundou próximo a uma das rampas do hangar que hoje abriga os barcos. Já no sábado, 29, aconteceu a Regata Carlos de Brito. Inicialmente, participavam apenas os Rangeres 22 homenageando um dos fundadores e patrono da classe, Carlos Alberto de Brito, que foi diversas vezes Comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro. Por volta de 1996 a flotilha de J/24 foi convidada a compartilhar com a Ranger 22 da mesma regata. Hoje, além dessas as classes convidadas são a Star e a

José Carlos Laport que além das Classes já citadas, reúne os velejadores da Finn. Laport foi velejador entusiasta (inclusive proprietário do Classe Brasil BL40 Barracuda) e entre suas conquistas está a fundação e construção do Iate Clube de Armação dos Búzios (ICAB) de onde foi Comodoro de 1973 até 1985, quando faleceu. É o Patrono do ICAB. E nos dias 22 e 23 março foi a vez do Torneio Roberto Bueno para Star e Snipe. Bueno conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos em Buenos Aires com Gastão de Souza, em 1951. Este foi o primeiro título internacional conquistado por um velejador brasileiro. Ao retornar ao Brasil, recebeu do Presidente Getúlio Vargas uma Taça de Prata pelo feito. Foi grande incentivador da classe. Preocupado com os filhos dos staristas que circulavam pelo clube, trouxe para o Rio de Janeiro o barco Pingüim implantando a classe em todo o Brasil. Com a chegada do Optimist ao Brasil incentivou também o seu crescimento em Florianópolis. Roberto Bueno era médico pneumologista e clínico geral. Faleceu em junho de 1983, aos 64 anos.

Título inédito para Lars

Ubatuba - SP Ubatuba Sailing Festival Competição reúne aproximadamente 50 barcos em diversas Classes e é válido para o Paulista da RGS-SP

Lars e Samuel: Título inédito na Star A bordo do Renata, BRA8474, Lars Grael e Samuel F. M. Gonzalves venceram na Classe Star, a Bacardi Cup, em Miami, no início de março. Tornaram-se os primeiros brasileiros a vencer essa competição em 87 anos. Torben Grael, ficou em terceiro, com lado de Guilherme Almeida, no Vida Bandida. Presentes os maiores nomes da história recente do iatismo, como Reynolds e Liljedahl. Reynolds ganhou sete Bacardi Cups, e Liljedahl, cinco.

O Ubatuba Iate Clube realiza o já tradicional Ubatuba Sailing Festival em sua quinta edição. O evento que acontece no início de maio para as Classes ORC, RGS/ BRA, RGS-Cruiser, IRC, C30 e Bico de Proa e HPE-25 tem franqueada a permanência dos veleiros de fora de Ubatuba no período que antecede a competição. Com a presença de Lars Grael, tanto nas regatas como na entrega do prêmio de Fita Azul, o evento vale como etapa única do Campeonato Paulista da Classe RGS/SP. Com programação bem animada e entrega de kits para os velejadores, o evento tem almoço, canoa de bebidas, e a já tradicional macarronada no domingo da despedida, último dia de competição. O Jornal Almanáutica apóia o evento e distribui brindes aos participantes.

Com a saída do patrocinador o site do evento também muda A Comissão Organizadora da Ilhabela Sailing Week já disponibilizou o Aviso de Regata da edição deste ano. Ela será realizada entre 19 e 26 de julho. Pelo quinto ano consecutivo a Classe HPE terá como primeira e mais longa prova, a disputa do Troféu Renato Frankenthal. Empresário de sucesso projetou a empresa fundada por seu pai em 1973, Luciano Frankenthal, no mercado veterinário e de suplementos minerais. Falecido em 15/01/2009 em Santos, aos 47 anos, de infarto, no mesmo ano foi instituída a homenagem a ele. Naquele ano, o Repeteco 2, de Roberto Martins, assegurou o título da etapa e o Troféu Renato Frankenthal. O A.R. está disponível no novo site em http://www.ilhabelasw.com. br, devido à saída da Rolex como patrocinadora do evento. Entram Mitsubishi e Banco do Brasil.

São Paulo - interior Eclusa: vai não vai Pode ir tirando o cavalinho da chuva quem achou que a eclusagem em Três Irmãos (a usina fica no trecho do Rio Tietê que passa pela cidade de Pereira Barreto - SP), iria melhorar com a privatização. Embora o consórcio Novo Oriente, formado por Furnas (49,9%) e pelo fundo de investimento Constantinopla (50,1%), tenha sido o vencedor do leilão, o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou em seguida uma medida cautelar que impediu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinasse o contrato de concessão. A medida cautelar questiona a não inclusão, no leilão, do serviço de operação das eclusas do canal de Pereira Barreto, que liga o reservatório de Três Irmãos ao da hidrelétrica de Ilha Solteira e permite a passagem de embarcações na hidrovia Tietê-Paraná... Venceria quem aceitasse a menor remuneração para administrar a usina. O consórcio propôs receber R$ 31.623.036,00 por ano, R$ 0,87 (oitenta e sete centavos!!) a menos que o teto da remuneração estabelecido pela Aneel. O leilão recebeu apenas uma proposta. A do consórcio... Ui!

Na Praia do Pontal, esquina com o rio Perequê-açu, existe uma pequena escola de vela chamada Instituto Náutico Paraty. Ela existe há 13 anos e já ensinou a arte da vela para mais de 600 crianças do ensino publico e privado de Paraty. Hoje a escola conta com 22 barcos monotipos, entre eles Optimist, Laser, Dingue, Snipe, HC14 e HC16. Com o apoio da Prefeitura de Paraty, oferecem aulas matutinas e vespertinas para 40 crianças por semestre, além de aulas para adultos aos sábados. Também alugam barcos e ministram aulas particulares. Os monitores do INP são ex-alunos que se profissionalizaram e acabaram montando uma equipe de regata. O INP também tem parceria com equipes de oceano, oferecendo juria para diversas regatas de percurso na região. Nessas ocasiões o INP coloca um velejador mirim em cada veleiro para que possam conhecer um outro mundo da vela. Quem quiser conhecer a escola, é só aparecer!

Regata do Pigão

Com apoio do Jornal Almanáutica, da Turuna Marítima e do Instituto Náutico Paraty foi realizada a 5ª edição da Regata do Pigão, em Paraty. “Tenho o prazer em dizer que esta foi a melhor de todas as regatas que já realizamos juntos, pois o vento veio com vontade e o número de participantes aumentou novamente” comentou Murilo Junqueira, o organizador da regata. Foram 30 embarcações na raia e ventos de até 18 nós na raia. Foram premiamos primeiro e segundo lugares de cada categoria com troféus, suas tripulações com medalhas. Também houve sorteios de premios, dentre eles a mão de obra de pintura de fundo Turuna Marítima levada pelo veleiro Tamuatoa 2. O barco Fita Azul foi veleiro Diboa (Levon e Marcos), que recebeu o troféu, medalhas, uma sacola da ABVC e um premio especial do Jornal Almanáutica: Um vale-compras no valor de R$ 100,00 para ser gasto na loja Atacadouro. A Juíza foi Roberta Cosulich e Mariza D. Camargo a auditora. Resultados: Classe até 29 pés: Aaventura; Juno e Vula. De 30 a 35 pés: Móbile, Prana e Horizontes. Acima de 35 pés: Di boa; Maremio e Nirvana. Geral: Di boa; Maremio; Nirvana.

Atleta de Bimba vai à China

O atleta é de primeira. Já o material... Daniel Pereira de 14 anos, aluno do Projeto Social Bimba Windsurf está classificado para os Jogos Olímpicos da Juventude na China. O evento contará com mais de 3.500 atletas. “Indescritível a emoção que sinto ao saber que com um pouco de esforço posso mudar a vida de um menino humilde de Búzios que há 2 anos atrás nem sabia o que era sair da cidade”, comentou Ricardo Santos, o Bimba. Daniel foi para Argentina, competir em sua primeira regata internacional e ficou entre os 5 primeiros de 35 atletas até 17 anos, disputando com um material de segunda linha doado à escola quatro anos atrás. “Me sinto um sortudo por ter te selecionado o Daniel para participar desde Projeto”, completou Bimba, que reclama das condições...


Travessia e recorde aos 67 anos

Aleksander Doba é um engenheiro polonês aposentado, de 67 anos. Praticante de caiaque e esportes da natureza, sua última proeza foi partir de Lisboa, Portugal, em 5 de outubro de 2013 com destino à Flórida em seu caiaque de 21 pés construído especialmente para essa viagem. Ele chegou aos Estados Unidos dia 18, no Cabo Canaveral, Flórida após 6 meses de travessia, mais de 5.400 milhas, algumas quebras, uma parada forçada nas Bermu-

das e um silêncio assustador (para quem o acompanhava) no seu comunicador via satélite. “Meninas haitianas queriam me cumprimentar com flores, mas eu passei muito rápido”, comentou humorado Doba. Com essa proeza ele se torna o ser o primeiro homem na história a fazer de caiaque uma travessia entre os pontos mais distantes localizados nas costas da Europa e da América do Norte. Esta é a sua segunda viagem transatlântica no caiaque que ele chama de “Olo”. A primeira foi do Senegal para o Brasil, a mais longa viagem de caiaque em mar aberto da história. Será que ele para por aqui? Se depender da saúde e da vontade ele vai muito adiante...

Mundial de Vela: Ouro na Espanha Marcado por algumas trapalhadas como a divulgação atrasada de resultados oficiais ou a invasão de um porta-aviões americano, o Trofeo Princesa Sofía realizado em Palma de Mallorca, na Espanha reuniu mais de mil velejadores das principais Classes Olímpicas. Robert Scheidt terminou apenas em nono, após alguns tropeços. As medalhas foram decididas no último dia de regatas quando a dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze que dominaram a competição desde o primeiro dia de disputas e levaram seu merecido – e nosso único – ouro na Classe 49er. Nossa dupla mantive o controle na 49erFX para levar o ouro no último dia de competição. Elas correram constantes nas três regatas e gravaram um 5-3-7 para concluir com sete pontos de vantagem sobre Ida Marie Baad Nielsen e Marie Thusgaard Olsen (DEN), que levaram a medalha de prata. “Estamos muito felizes com a nossa semana e alcançamos o nosso objetivo e espero ir para Hyeres e fazer a mesma coisa lá”, comentou Kunze. Na 470 Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan levaram um honroso quarto lugar enquanto Renata Decnop e Isabel Swan terminaram em décimo. Na RS: X Masculino Ricardo Santos, o Bimba, terminou a competição em sétimo. “Foi um campeonato de altos e baixos para mim. Tive um desempenho muito bom até o penúltimo dia, conseguindo até uma certa folga na liderança. Mas as duas saídas escapadas e um mau resultado na sexta-feira

Sul-Americano de Snipe

O 36º Campeonato Sul-Americano da classe Snipe aconteceu em Porto Alegre na raia do Jangadeiros. As condições só permitiram a realização de uma regata vencida na Master pelos gaúchos George “Dodão” Nehm e Roberto Paradeda, do Clube dos Jangadeiros, com Marco Aurélio Paradeda e Fábio Pillar (Jangadeiros) em segundo e Ivan Pimentel e João Kraemer (ICRJ)em terceiro. No Misto, mais uma vitória do

5 Recife Refeno: Capitão e balsa em 2014 Capitão a bordo e balsa salva-vidas serão exigidos após 26 anos com flexibilização. Cabanga faz curso.

Refeno: 26 anos indo para Noronha

Gabriel Kieling e Géorgia Rodrigues Jangadeiros, desta vez com Gabriel “Bolinha” Kieling e Géorgia Rodrigues. Em segundo Alexandre Paradeda e Larissa Juk (Janga e ICSC) e a dupla da Bahia Juliana Duque / Marcus Cunha (YCB) em terceiro. A competição é parte da seletiva para os Jogos Pan-Americanos de 2015. Foto: Marcos Méndez-Sail Station

Copa CIR 2014

Divulgado o primeiro Aviso de Regata para a Refeno 2014. Disponível no site www.refeno.com.br a novidade – nem tão novidade assim - foi a exigência da habilitação de Capitão no Comando da embarcação. Além disso será exigida a balsa-salva vidas. No mês de agosto o Cabanga fará um curso e posterior exame para Capitão Amador para os interessados. A Refeno acontece de 27/9 a 1/10. O valor inicial da inscrição é de R$ 520,00 por pessoa, até 30/06, aumentando com o tempo. Após 14/9 o valor vai para R$1.100,00 / pessoa.

Santos - SP

Realizada em abril a 3ª etapa do Campeonato Santista de Vela de Oceano. Organizada pelo Clube Internacional de Regatas com a participação das duas categorias: RGS-BRA e IRC. Foram 20 veleiros com vento leve (8 nós) em uma regata muito disputada. Na RGS as colocações, pela ordem foram Aloha, Ciao e Icti. Na IRC deu Rudá, Mandinga, e Pi em terceiro. Após a regata foi oferecido um almoço e a tradicional canoa de cerveja na Sede Náutica, com a presença das tripulações e familiares. A flotilha de Santos está em expansão graças ao empenho do Internacional de Regatas, na pessoa do seu diretor Kahena e Martine: Ouro na 49er de vela Sr. José Carlos Chrispim, que tem se empenhado para elevar o nível da vela (dia 4) tiraram minhas chances no evento”, Santista, não só na quantidade, mas na qualidade das tripulações, buscando inclusive o analisou Robert Scheidt. Ele havia sido apoio e colaboração de patrocinadores. A 4ª etapa acontece dia 17 de maio. Prestigie! desclassificado nas duas primeiras provas do dia, mas, devido a um erro da Comissão de Regatas, o resultado da segunda foi re- Os velejadores brasileiros da Classe Op- (ICRJ), Iagor Franco (ICRJ), Joao Emilio visto, levando-o para a disputa final. “Meu timist competiram no Campeonato Sul- Vasconcellos (Jangadeiros), e Erik Hoffconsolo foi ter ido para a Medal Race e sa- -Americano em Punta Del Este, Uruguai, mann (Veleiros do Sul). ber que estou com ótima velocidade para que reuniu mais de 150 competidores, de Já na individual, deu Ivan Shestopalov seguir brigando pelas primeiras posições 15 países. A equipe brasileira foi formada (EUA) em primeiro, seguido de Dante Citnas grandes competições.” pelos 16 atletas de melhor desempenho no tadini e Facundo Monaco, ambos argentiA final da ISAF Sailing World Cup 2013- último campeonato brasileiro da classe, nos em segundo e terceiro respectivamen2014 foi em Hyeres, França disputada en- disputado no mês de janeiro, em Maria Fa- te. Gabriel Lopes (VDS) foi o brasileiro tre os dias 19 e 26 abril durante o fecha- rinha, Pernambuco. Na disputa por equipes melhor colocado ficando em quarto lugar. mento desta edição... o Brasil conquistou o segundo lugar (Chile Tiago Quevedo (VDS) terminou em sexto em primeiro) com Rubem dos Santos Neto e Clara Penteado (ICRJ) em sétimo.

Sul-Americano de Optimist

Foto: Jesus Renedo / Princesa Sofia

Sir Robin Knox-Johnston volta à cena Sir Robin Knox-Johnston anunciou seu retorno às regatas solo. Sir Robin vai voltar às suas raízes em novembro deste ano, quando participa da clássica “Route de Rhum” (a Rota do Rum) em seu Open 60, o Grey Power. O fundador da Clipper Round the World e primeiro homem a velejar sozinho, sem escalas numa volta ao mundo em 1968/69, vai competir na edição de décimo aniversário da regata. Ele percorrerá 3.500 milhas, de St. Malo (França) para Pointe-à-Pitre, na Guadalupe, região francesa produtora de Rum. A regata começa em 2 de novembro deste ano. Knox -Johnston participou desta regata pela última vez em 1982, em seu catamarã de 70 pés o Olympus, conhecido como Sea Falcon. Ele será o participante mais velho – pelo menos até agora – com 75 anos. “Participar da Rolex Sydney Hobart em 2013 me lembrou de quanto eu gosto da emoção de uma regata. Vela solo é onde me sinto mais em casa – ninguém mais pode te ajudar ou atra-

palhar – é tudo em minhas mãos. O Route de Rhum é um dos clássicos”, comentou Robin-Knox. A primeira edição da prova, em 1978, foi vencida pelo canadense Mike Birch e foi marcada pelo desaparecimento do velejador francês, Alain Colas, que se perdeu no mar. Knox -Johnston comemora o 45 º aniversário da primeira circunavegação em 22 de abril de 2014. Na época a viagem de solo levou 312 dias e está contada no seu livro “Um mundo só meu”.

Rota do Rum traz Sir Robin de volta


ALMANÁUTICA

6 Entre Velas e Livros A vida dos campeões Antônio Carlos Lopes Neto - o Kaká, e Kim Vidal de Andrade é corrida para a idade que tem. Mas eles não estão sós e podem contar com um time de primeira linha na retaguarda: suas super-mães! Após conquistarem a Copa da Juventude na Classe Hobie Cat 16, realizada em Florianópolis em março, dois velejadores baianos Kim Vidal de Andrade (17 anos) e Antônio Carlos Lopes Neto (16), atletas do Yacht Clube da Bahia, passaram a integrar a Seleção Brasileira de Vela Jovem que disputará o mundial em Portugal, no mês de julho. Em 2013, a dupla também foi campeã da Copa da Juventude e ficou em 4º lugar no mundial. Embora jovens, os dois revelam um grau de maturidade de quem sabe a responsabilidade que tem. Não é pra menos. Kim e Kaká – como são chamados na intimidade, tem apoio garantido em Tammy Vidal e Cláudia Lopes, as respectivas mães. Elas sabem como levar a educação dos meninos na medida certa, entre a vela e os livros.

“Conciliar escola e a vela é bastante trabalhoso e cansativo. Ainda mais que curso o 3º do Ensino Médio. A carga horária é bem extensa e em certas ocasiões é necessário perder algumas provas. Mas elas podem ser feitas mais adiante”, explica Kim. “Para os que conseguirem dosar na medida certa o esporte e a escola o crescimento no que diz respeito à responsabilidade e compromisso, é o máximo possível. E mais que tudo, muito gratificante”, completa. Kaká, que está no segundo ano do Ensino Médio e treina apenas nos finais de semana: “A escola é muito exigente. Minha mãe não pega muito no meu pé, mas exige resultados. Se eu ficar de prova final não velejo até passar de ano. Então se eu perco aula em viagem tenho que correr atrás para não ficar sem velejar”, explica. E sua mãe con-

Mamãe Tammy e Kim: Medicina ou vela? Eis a questão...

Club Med II: Luxo Mesmo em pouco tempo no Brasil, o luxuoso navio chamou a atenção

corda: “Estimulamos muito a vida escolar de Kaká, mas para velejar ele tem que ter bons resultados na escola. Eu sei que a vela é a sua grande paixão. E a disciplina necessária para a vela é levada para todos os campos da vida”, explica Cláudia Lopes. A dupla Kim e Kaká se conheceu no Yacht Clube da Bahia enquanto treinavam na Classe Optimist. Com a saída de ambos da classe por causa de tamanho e peso, passaram à Laser - cada um com seu barco. Após a dupla de Kim com Martin Lowy (YCSA-SP) ser desfeita, a nova dupla se formou. É Kaká quem conta: “Kim me chamou para disputarmos a seletiva no ano passado. Nós fomos e ganhamos. Aí fomos

Kaká e Kim: Dupla vencedora do YCB para o primeiro mundial e estamos aí de novo. O meu nível na vela cresceu bastante depois que deu comecei a velejar com ele”, elogia. Cláudia conta que ficou muito preocupada quando seu filho foi competir sozinho pela primeira vez. “Eu não conhecia direito o técnico nem os outros meninos que velejavam então nas primeiras viagens eu acompanhei todas. Com o tempo fomos nos familiarizando com os outros pais e técnicos e fomos formando uma grande família”, conta. Já Tammy, mãe de Kim teve outra vivência. “Nosso primeiro Campeonato fora foi o Brasileiro de Optimist em Foz do Iguaçu/PR. Levei comigo quatro meninos e foi uma experiência incrível! Me tornei Capitã da Flotilha de Optimist. Mudei a direção da minha vida para a vela e agora trabalho para a vela”. Tammy Vidal é a Coordenadora da Escola de Vela do YCB há cinco anos. “Sou a mãe de todos os velejadores em meu coração e sou apai-

Cláudia e Kaká: E a nota na escola?

xonada por isso!”. E Cláudia concorda: “Formamos uma grande família!”. As orgulhosas mães ainda não sabem se vão conseguir conciliar o trabalho e principalmente a parte financeira para acompanhar os filhos a Portugal, embora vontade não falte, claro. “Eu gostaria muito de ir”, comenta Tammy. “É o último campeonato dele no Mundial da Juventude. Quando ele foi campeão do mundo e trouxe a única medalha de ouro da Bahia, e o que senti não tem como descrever!! Um orgulho, um contentamento, uma felicidade extrema!! Muito maravilhoso ter um filho que te da tanto no esporte”. Perguntamos para Kim qual foi a primeira coisa que passou pela cabeça dele quando se classificou para ir a Portugal. Sem titubear ele respondeu: “Queria não precisar voltar para escola até o mundial, só para treinar todos os dias e ganhar esse campeonato!”. Mas se depender da super-mãe, não será bem assim: “Acho difícil ele viver só da vela e Kim está se preparando para o vestibular. Ele quer fazer medicina, então terá que estudar muito para mais esta conquista”, conclui. Seja como for o futuro da dupla, nós brasileiros só temos a agradecer o que já fizeram até agora. Num país com a falta de apoio para esportes como a vela, só mesmo com um grande apoio familiar e uma grande vontade própria para superar os obstáculos e chegar ao topo do pódio, como Kaká e Kim estão fazendo. E, qualquer que seja o resultado em Portugal, se você olhar bem nas próximas fotos da dupla, vai conseguir enxergar uma outra, bem estufada de orgulho, formada por “dona” Tammy e “dona” Cláudia...

Motores de popa a gás

Lambança à lá Tio Sam

Empresa lança quatro modelos de motores de popa movidos a gás, menos poluentes e recarregáveis

Na Regata Trofeo Princesa Sofía na Espanha, porta-aviões americano impõe zona de exclusão e interfere nas raias da importante disputa

Ainda sem representantes no Brasil, a empresa Lehr lançou já em 2012 motores de popa movidos a gás (propano). Ao todo são 4 modelos, de 2,5 a 15 hp. São motores de 4 tempos, oferecendo vantagens ecológicas sobre os motores a gasolina. Além de menos emissões de gases poluentes, usa garrafas recarregáveis de propano (custo São 200 tripulantes para 184 cabines menor que a gasolina) inseridas diretamente no motor. Sem fumaça, sem gases Após 16 anos sem navegar pelo Brasil, o de escape, também não usa filtro de comnavio veleiro Club Med 2 esteve por aqui bustível. por 4 meses. Construído em 1992 e com capacidade para 376 passageiros, é considerado hoje o maior veleiro em operação no mundo. A embarcação tem 200 tripulantes. Todas as 184 cabines requintadas tem vista para o mar. São 10 suítes de 36m², distribuídos em 8 pavimentos, com uma superfície de 2.000 m² em 14.983 toneladas. O interior do navio, desenhado por Sophie Jacqumin, leva este navio veleiro de 5 mastros à qualidade de um 5 estrelas. Os hóspedes podem se beneficiar de um serviço personalizado de todos os membros da Nesse modelo o gás se encaixa no motor tripulação, claro, no esquema all inclusive. A hora do chá na popa do navio? 16:30h todos os dias. Em maio, a estadia de um casal para 7 dias fica na faixa de R$ 12 mil reais num cruzeiro Rio Salvador. Mas não se anime com a “oferta”. Ele chago ao Brasil praticamente lotado com estrangeiros e não há mais vagas até seu retorno à Europa. Fica pra próxima, tá?!

O porta-aviões Truman estabeleceu uma zona de exclusão em plena regata O porta-aviões “Harry S. Truman”, em treinamento na região do Atlântico norte invadiu a área onde se realizavam as competições do Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca, na Espanha. A falta de comunicação entre o comando e a organização da regata – ou a inflexibilidade dos primeiros – fez com que o navio militar ancorasse na baía de Palma e estabelecesse uma restrição à navegação, de mil metros ao redor. Ali não se pode navegar. “Estas zonas de exclusão nos obrigaram a mudar a raia da classe Laser, e diminuir a de windsurf”, explicou o coordenador do Princesa Sofia, Xisco Gil, que acrescentou: “Com condições de vento bom poderíamos ter montado raias mais longas para windsurfistas, mas não pudemos fazer”, lamentou. As Medal Races decidiram os pódios finais para dez classes olímpicas não foram afetadas. (Foto: Jesus Renedo/Princesa Sofía)


A dura Cape 2 Rio 2014 O mastro do veleiro Mussulo III e o mastro do veleiro Bille, ambos Bavarias 55 pés da equipe Team Angola quebraram. No Mussulo III o transtorno ficou no prejuízo material. Mas no Bille, um tripulante morreu. O Comandante José Guilherme do Mussulo nos contou tudo. Foi um sétimo lugar honroso. Mas sofrido... José Guilherme Pereira Caldas veio ao Brasil em 1975 com 15 anos, velejando como sócio atleta no Iate Clube do Espírito Santo. Um homem do mundo: Nasceu em Portugal, voltou a morar na Europa e em diversas cidades do Brasil. “Sou um homem sem país. O que importa é o estilo de vida, como se leva ela e o que se faz em prol da sociedade”, comenta. Formado em medicina, ele dedica mais da metade do seu tempo em atendimento à pessoas sem recursos. Comandante do Mussulo III, ele nos conta como foi duro ir e voltar à África do Sul na regata. “Nossa participação na Cape 2 Rio começou a ser gestada numa viagem que fizemos entre Recife e Cabo Verde em 2011. Entusiasmado ofereci o meu novo barco, o Mussulo III, um Bavaria de 55 pés (16,7 metros) e meu amigo Nico ficou responsável por montar o “Team Angola”. Ao fim de 3 anos e após muitas peripécias, o Mussulo III estava no dia 4 de janeiro de 2014, na linha de partida dessa que é maior e mais importante regata do Atlântico Sul. O Bavaria 55 é um barco para cruzeiros, com peso excessivo e velas relativamente pequenas para o tamanho do barco. Nesses três anos adequamos o barco às regatas, encomendamos velas novas e de tecido especial, retiramos peso do barco, treinamos uma equipe, ganhamos a REFENO 2013, regata oceânica mais importante do Brasil e preparamos a viagem de ida para Cape Town. Onze dias depois de partirmos para a África, exatamente no meio do Atlântico e a sul de Tristão da Cunha, uma peça que sustentava o mastro partiu-se e o mastro simplesmente caiu para trás, uma estrutura de metal que nunca deveria partir-se!! Depois de muito trabalho conseguimos colocar o mastro (mais de 2.000 quilos e 23 metros de comprimento – um prédio de 6-7 andares) em cima do barco e partimos a motor. Um motor que é feito para trabalhar como auxiliar e com autonomia para 2.000 quilômetros. Faltavam 3.000 quilômetros para chegar a Cape Town e portanto sem combustível suficiente para chegar. Estabeleceu-se então uma rede de comunicações: rádio, telefone, satélite, envolvendo pessoas do mundo inteiro para sermos abastecidos no caminho. Após dez dias de apreensão em baixo de vento forte e grandes vagas, com o combustível quase no fim, fomos reabastecidos em pleno oceano pelo navio Edimburgh.

a peça que sustentava o mastro partiu-se e ele simplesmente caiu” Ao fim de 14 dias depois do mastro cair, no dia 20 de dezembro de 2013, chegamos a Cape Town com o firme propósito de colocar o barco em condições de navegar à vela e participar da regata. Entre o Natal e o Ano Novo conseguimos com a o auxílio de inúmeras pessoas e no estaleiro do angolano Manuel Mendes consertar o Mussulo III, apesar de no dia da largada ainda ter subido ao mastro para substituir uma lâmpada! A regata começou com vento muito fraco o que não favorecia nosso veleiro. Mesmo assim após uma largada regular fomos recuperando o terreno perdido e ao fim do dia encontrávamo-nos no pelotão da frente. Sabíamos pela previsão meteorológica que não havia vento perto da costa, mas que na manhã seguinte haveria vento e posteriormente vento muito forte durante algumas horas. E não deu outra: O vento começou a aumentar realmente, rondando para sul. Estávamos com vento na ordem dos 20 nós e mar com vagas de 3 metros. Progressivamente o vento aumentou para 35 nós e logo depois para 45. Vimos as ondas aumentarem para 6 metros, chegando a 8 metros: uma tempestade que nos levava a uma média de 16 nós de velocidade quase sem velas. Chegamos a registrar 22,7 nós de velocidade e vento de 58 nós (aproximadamente 120 km/h)! Neste momento tivemos a informação que o nosso companheiro e co-irmão do Team An-

Foto: Trevor Wilkins/Cape2Rio divulgação

Largada: Bille, na frente, e o Mussulo III gola, o veleiro Bille, sofrera uma séria avaria e que um dos tripulantes tinha falecido. Além disso 10 barcos haviam abandonado a regata devido ao mau tempo, alguns com sérias avarias. Prosseguimos a travessia com a vela grande no segundo rizo e éramos os quartos colocados no geral e no tempo corrigido. Progressivamente o tempo foi melhorando a ponto de tirarmos o rizo. Quando nos preparávamos para fazer isso, percebemos que havia uma avaria na vela grande: Estava rasgada em alguns pontos. Nada que

os dois médicos da tripulação não soubessem resolver com alguns pontos cirúrgicos... Assim, apesar de consertarmos a vela, tempo que perdemos empurrou-nos para o sétimo lugar, que conservamos até o final no Rio de Janeiro. A partir do momento que o vento diminuiu, havia menos turbulência a bordo e passamos a fazer um happy hour sempre às 18:30h, durante o pôr do sol. Nosso tripulante - Maia - saía da sua tarefa de ajustar velas e depois ia para a cozinha preparar petiscos: patê de atum com torradas, bruschettas , torradas com queijo derretido e muito mais... Era o momento de reunir toda a tripulação e colocar em dia as conversas e planejar o trajeto para o dia seguinte. A água era retirada de um dessalinizador

7

Guilherme, um cidadão do mundo

lejadores que estavam à nossa espera, foi uma grande emoção. Sobre os custos, para se ter uma ideia do que é um gasto numa regata desse porte com um barco de cruzeiro/regata de 55 pés fica algo em torno de 150.000 dólares, sem quebras excepcionais. Mas no nosso caso pode colocar mais 50.000 de prejuízo, mesmo com o seguro cobrindo a troca de mastro e outros consertos. Ainda pretendo participar da Fastnet (2015) e da Sydney-Hobart que tem todo ano. Estou pensando (não me considerem um maluco...) aderir à classe Double Hand de barcos de 40-45 pés, tipo Farr 40 e participar de regatas pelo mundo afora apenas com 2 pessoas. Já busco patrocínios. Pretendo fazer a Cape 2 Rio novamente, mas Após o mastro cair: só danos materiais espero que seja com um double hand...”. que produzia 90 litros por hora a partir de José Guilherme M. Pereira Caldas um gerador de eletricidade. Na viagem, dois balões se rasgaram e ficamos apenas com o menor, percalços de quem faz travessias tão longas, muitas vezes no limite do que os materiais suportam. O mastro recolocado em Cape Town ficou totalmente deformado sendo necessário trocá-lo... Chegamos ao Rio de Janeiro na tarde do dia 26 de janeiro, após 22 dias de viagem. O vento, no entanto, diminuiu novamente e só conseguimos chegar por volta do meio da noite... Fomos recebidos O Mussulo III cruzando a linha no RJ pelas famílias e por muitos angolanos ve-

As dicas de quem entende “Primeiro é preciso planejar a travessia como se estivesse sozinho mesmo com tripulação. A preparação exige conhecimento do barco, estar integrado a ele, exige antever nos mínimos detalhes o que pode acontecer. Planejar o cardápio, quantidade de água, possibilidade de ficar sem água, sem energia e antever os problemas que podem acontecer. Por exemplo, eu pensei: se for necessário cortar os cabos de aço, em um veleiro de 55 pés não daria com um corta cabos. Então embarquei uma Makita com uma serra circular. Quando o mastro desabou foi necessário serrar todas as ferragens de aço inoxidável do cockpit, inclusive o pedestal do leme e agradeci por ter levado a Makita. Escolher a época certa para sair, apoio em terra, sistema de comunicações sendo indispensável enviar e receber arquivos de dados, mesmo que pequenos...”


ALMANÁUTICA

8 Adiós,Argentina Pepe! Incentivador da vela na Argentina, José Rothman conhecido com o nome de seu site, “Pepe Fuera de Borda”, morre e deixa saudades entre os portenhos amantes da vela Faleceu em março vítima de câncer, José Rothman, conhecido como Pepe Fuera de Borda. Conhecido e querido da náutica na Argentina e no Brasil - definido pelos amigos como brincalhão e amigo - criou e manteve o site muito visitado com informações, artigos, piadas e relatos. Pepe, como era conhecido, atuava pelo desenvolvimento da náutica, sendo um dos criadores do grupo que promovia palestras, o Charlas en el Cockpit (conversas no cockpit) e também da ASD (Accion Solidária Delta), grupo de velejadores para a ajuda humanitária em prol do povo do delta do Paraná, onde velejadores levam víveres em seus barcos para escolas e pessoas do local.

Fuera de Borda, dentro dos corações

Brasil Amazônia Azul

Operação da Marinha do Brasil faz vistorias e apreensões em mar e rios

Jet ski

Amazônia Azul: Foram 8.159 inspeções Realizada pela Marinha do Brasil (MB) a Operação Amazônia Azul teve como objetivos fiscalizar e fazer cumprir leis e regulamentos, além de reprimir ilícitos nas Águas Jurisdicionais Brasileiras. Foi o maior emprego de meios e tropas simultâneo da Marinha já realizado. Participam cerca de 30 mil militares, 60 navios, 15 aeronaves e diversas embarcações das Capitanias dos Portos, por todo litoral. Navios e embarcações da Marinha realizaram ações de patrulha e inspeção na Amazônia Azul, rios e lagos brasileiros. Foram 8.159 inspeções, com 1.062 notificações e 239 apreensões, entre elas 15 toneladas de pesca ilegal e transporte irregular de 10,5 toneladas de carvão no Amapá e 15 mil vidros de palmito. Estima-se que em parceria com os órgãos extra-MB, a Operação Amazônia Azul permitiu a aplicação de multas que totalizam mais de R$ 4 milhões de reais.

O “brinquedinho” anfíbio é fruto de milhões em pesquisas e investimentos... O anfíbio de alta velocidade é resultado de milhões de dólares em pesquisas e anos de trabalho de desenvolvimento nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino

... E pode ser usado como off-road

Unido. Produzido em Michigan, o Gibbs Quadski é capaz de atingir velocidades de Quando pensamos em lanchas, a primeira coisa que vem à cabeça são os 45 mph em terra e água e as transições grandes iates. Mas a realidade é outra e não está tão fora do seu bolso. entre ambos se dá em cinco segundos. Ao contrário do que se imagina quando o pensamento são as lanchas, e segundo recente Com um motor BMW de quatro cilinpesquisa (2012) da ACOBAR – Associação Brasileira dos Construtores de Barco e seus implementos, as pequenas embarcações dominam o mercado. Cerca de 60% das lanchas tem até 26 pés de tamanho, sendo a categoria mais encontrada nas marinas as lanchas situadas entre 20 e 26 pés. São muitas as dúvidas na hora de decidir qual a compra da primeira lancha nessa faixa. Pensando nisso, pesquisamos dois modelos de 21,5 pés dos fabricantes Ventura e Focker. Esse tamanho é considerado como “de entrada” para quem quer uma lancha com cabine para pernoite ou descanso eventual. Comercializadas na faixa de 90 mil reais, dependendo da motorização escolhida, (ou 60 mil sem motor) seu uso foi pensado basicamente para águas abrigadas. Há também um boa quantidade de ofertas no mercado de seminovas. São boas opções de compra para quem quer pernoite a bordo, ou mesmo um pouco mais de conforto no dia de passeio. O ponto negativo em ambas é a risível quantidade de água: 27 litros na Ventura e 28 litros na Focker. Esta última, é mais pesada - 100 quilos a mais com 850kg (ambas sem motor), justificados por ser um pouco mais comprida (20 cm) e ter mais boca (2,45m contra 2,30m da Ventura), o que deveria proporcionar um pouco mais de conforto na cabine. Entretanto esta ganho fica perdido por causa da altura da cabine na Focker: 1,2m contra 1,34m na Ventura. Já o tanque de combustível da Focker tem 140 litros, 40% a mais que na Ventura, o que faz a diferença na hora de passeios mais longos e na segurança da volta. Confira e compare algumas informações dos dois modelos:

Entrando nas cabinadas

Focker 215

Interior da Focker poderia ser maior

dros refrigerado a água (o mais leve em seu segmento), possui injeção eletrônica e lubrificação seca de cárter. O anfíbio mede 3,2m de comprimento, e 1,6m de largura,

Ventura Focker Comprimento Total 6,20 m 6,40 m Boca 2,30 m 2,45 m Calado 0,32 m 0,36 m Peso sem motor 750 kg 850 kg Tanque de Combustível 100 L 140 L Tanque de Água 27 L 28 L Capacidade 8 pessoas 7 pessoas Altura da Cabine 1,34 m 1,2 m Motorização Sugerida 115 a 150 hp 90 a 150 hp

O motor é um potente BMW 4 cilindros com uma distância entre eixos de 1,77m, com capacidade para uma pessoa. O brinquedinho é vendido nos EUA por cerca de 40.000 dólares.

Escolha a sua!

x

Ventura 215

Ventura: barco menor, cabine maior


SUP

Sup wave nas Alagoas

Nicole Pacelli continua na liderança Izzy Gomez (foto) da Flórida, venceu a etapa brasileira do Campeonato Mundial de Stand Up Padlle, categoria feminino, realizada hoje na Praia do Francês, Alagoas. Foi uma disputa dramática com nossa campeã mundial Nicole Pacelli: as ondas não ajudaram muito as atletas, e Nicole competiu com a perna machucada. Mesmo com a vitória, Pacelli lidera o mundial com 10 mil pontos, contra 4.500 de Izzy Gomez, a sétima colocada. Candice Appleby também dos EUA está na segunda posição com 8 mil pontos. Já no masculino, Caio Vaz bateu Keahi de Aboitiz (Australia) e ficou com o primeiro. Caio também lidera o campeonato com os mesmos pontos que Pacelli, seguido por Kai Lenny do Havaí, também com 8 mil. Keahi está em, quarto com 5.750 pontos. Depois da próxima etapa que acontece em Abu Dhabi, será a vez do Tahiti em maio. Setembro será a vez da Califórnia assistir a competição, que termina em outubro, em La Torche, na França. Foto: Waterman League/Divulgação

Homem ao Mar Um membro da tripulação do Derry~Londonderry Doire, Andrew Taylor de 46 anos, caiu no mar revolto, permanecendo desaparecido por mais de uma hora até ser visto novamente. Seu resgate ainda demorou mais 20 minutos. O incidente aconteceu durante uma tempestade com 35 nós de vento, mas com visibilidade clara, durante uma troca de vela à luz do dia. O skipper profissional Sean McCarter (32), relatou que ele estava trabalhando com Andrew perto da proa quando ele caiu. Sean logo voltou para o leme, parou o iate e iniciou o procedimento de homem ao mar. O diretor da regata Justin Taylor explicou: ” Nessas condições um homem no mar é varrido para longe e perde contato visual com o barco muito rápido. Temos um procedimento bem treinado para marcar a posição onde a pessoa caiu, parar o barco, ligar o motor e resgatá-la o mais rápido possível. Uma hora e meia é muito tempo para se ficar na água nestas condições, mas uma combinação de treinamento de sobrevivência em alto mar, sete meses no mar, como estamos e vestindo um colete salva-vidas especial que mantém a roupa seca, certa-

Andrew Taylor fica uma hora perdido mente terá contribuído para a sua sobrevivência”, comentou. Andrew já está bem após ser visto pelo médico a bordo. O OneDLL respondeu ao pedido de socorro e teve seu curso desviado para prestar assistência. Os dois veleiros já retomaram a regata.

kite

9

Eventos Extras Red Bull Rally dos Ventos - Lençóis Maranhenses, 6 e 7 de Setembro. Desafio de Kitesurf - Ceará - 13 a 16 de Novembro

Calendário ABK 2014 Wave Etapa Santa Catarina - Praia da Vila, ImSob nova presidência a Associação bituba - Mystic Pro Brasil, 21 a 27 de Abril Brasileira de Kitesurf (ABK) divulga R$ 20.000,00 premiação (em breve aviso de regata). seu calendário para 2014. Confira. Etapa Pernambuco - Maracaipe, 17 a 20 Julho. A Associação Brasileira de Kitesurf agora Etapa Ceará Surperkite Brasil - Freestyle conta com uma nova presidência, e tem e Wave, 20 a 23 Novembro. como Presidente Augusto Sampaio (PE) e Vice-presidente Tata Homsi (PB). Race A ABK divulgou o calendário de provas Etapa Paraíba 10 a 12 julho. das três categorias para este ano. Etapa Bahia - Ilha de Itaparica - Club Med Abrindo a temporada temos a primeira etaSailing Week, 10 a 12 Outubro. pa do brasileiro de Kitewave, que é o kiteEtapa Maranhão - Sao Luiz Race e Freessurf nas ondas. tyle, 30 Outubro a 2 de Novembro. Este evento será realizado na bela praia de Imbituba/SC no mês de abril. Freestyle E fechando a temporada as já tradicionais Etapa Piauí - Arena Kite Brasil - Luis Corprovas do Nordeste Piauí, São Luiz e Cereia, 18 e 19 de Outubro. ará, que devem contar com a participação Etapa Maranhão - São Luiz, Freestyle e dos atletas das três modalidades. Race, 30 Outubro a 2 de Novembro. Veja o calendário completo divulgado pela Etapa Ceará Superkite Brasil Freestyle e Nayara Licarião é hexacampeã brasileira ABK: Wave, 20 a 23 Novembro. de kitesurf, mora e veleja em João Pessoa

Calendário ABK 2014


ALMANÁUTICA

10

CURTAS

MERGULHO

Padi Dive Festival

f

A Regata Comodoro Cota Mil, em Brasília, marcada inicialmente para abril, vai ficar para o mês de agosto, devido à reEste número quero compartilhar com vo- formas no cais do clube Cota Mil. cês um pouco sobre a feira PADI DIVE O escritor José Paulo de Paula que FESTIVAL 2014. mantém a coluna Crônicas Flutuantes aqui Este é o maior evento do Brasil e Améri- no Almanáutica, foi um dos palestrantes do ca Latina, e se realiza anualmente. É uma Rio Boat Show, com auditório lotado! Paoportunidade para os profissionais da cre- rabéns Zé Paulo! denciadora atualizarem-se e o público em Ricardo Barbosa Diretor de Vela do geral poder ver os novos lançamentos das Iate Clube do Natal organizou uma “Remarcas. gata Passeio” entre os amigos, da sede do Aconteceu em abril pelo segundo ano no Clube a Muriú. Exemplo de que a vontade pavilhão de Eventos do Parque Anhembi e o trabalho fazem toda a diferença num em São Paulo. A organização sempre se clube. Sirva de exemplo... esmerando em procurar mais opções para o evento conseguiu trazer grandes nomes A Aguz Marine conclui parceria para do mergulho no Brasil e do mundo. Estive- fabricação sob licença dos modelos do esram por lá James Morgan, Fernando Mar- taleiro Portofino Yachts. Os modelos pastins, Claudio Brandileone, Daniel Bote- sam a integrar a linha Portofino da Aguz lho, Lawrence Wahba, Cristian Dimitrius, com flybridges, de 38 a 47 pés. Karol Meyer, André Valentim, Yasmin Perez, Stuart Cove, Matias Nochetto, Robert Quintana, Áthila Bertoncini, Guilherme Kodja, Michel Guerrero, Fabio Freitas, Sandro Cesar, Túlio Schargel, Nestor Magalhães, Cezar Torres, Bill e Patricia Acker, Eduardo Lima Filho. As marcas mais importantes e famosas esNão tenha medo do bicho e prepare tavam presentes com seus distribuidores e fornecedores aqui no Brasil: Cressi Sub, esta delícia: compre um polvo novo Mares, Hollis, Aeris, Sherwood, Techini- Nada como frutos do mar fresquinhos sub, Tusa, Scubapro, Sea Sub, Posseidon, quando se está embarcado, certo? Coltri Sub. Representantes de diversos po- Mas há um mito – polvo – que muito poulos de turismo subaquático internacional cas pessoas tem coragem de encarar. Você como, Bonaire, Curaçau, Bahamas, Mar já tentou? Pois a hora é agora... Vermelho, se fizeram presentes... assim Um bom polvo deve ter tamanho médio. como os destinos nacionais... Florianópo- Sua carne – como de qualquer animal – lis, Salvador, Fortaleza, Recife, Laje de tende a ser mais dura quanto mais velho for Santos, Angra dos Reis, Paraty, Vitória, o animal. Por isso, polvos com muito mais Natal, Maceió, Aracajú, Rio de Janeiro, de 1kg tendem a ser mais duros. entre outros. Ingredientes As palestras vieram abrilhantar o evento trazendo novidades e atualização no que 1 polvo de 1 kg inclui a formação dos diversos níveis de 4 tomates sem sementes picados em quamergulhadores, segmento que tem cresci- dradinhos do muito é a Fotografia Subaquática, que Pimenta dedo de moça sem sementes (a trouxe duas das principais marcas do mun- gosto) do, a Aquática e a Nauticam, apresentando 2 cebolas grandes seus mais recentes lançamentos em caixas 6 dentes de alho picados ou espremidos Pimentões verde e vermelho (opcional) estanques, iluminação, e acessórios. Você pode ver as fotos do evento em meu Cheiro verde a gosto Facebook: facebook.com/flavio.j.gomes.9/photos 3 limões Cheiro Verde Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 da Sal Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI Azeite

f

f

f

Papo de Cozinha

Polvo ao vinagrete

Modo de Preparo

Misture tudo ao polvo. Disponha numa travessa. Regue generosamente com azeite extra virgem e esprema um limão - de preferência siciliano - e sirva com fatias de pão italiano ou de pão francês. Também pode ser servido de maneira mais “classuda” como entrada em taças decoradas com salsinha crespa. Para acompanhar, vai muito bem um vinho branco que não seja muito marcante, como um Chardonnay ou mesmo um espumante Demi-sec. Saúde!

Limpe e lave o polvo com 2 limões. Coloque o polvo inteiro na panela de pressão, sem água e sem azeite: apenas com 1 cebola cortada ao meio, 1 folha de louro, algumas folhas de alecrim e 1 pitada de sal. Quando a panela de pressão começar a chiar marque 8 minutos. Desligue a panela e deixe a pressão terminar sem abrir ou forçar o esfriamento. (Abra uma cerveja e deguste... de um mergulho porque a esta altura o barco vai estar quente...). Retire o polvo e deixe secar (escorra a água) pique em pedaços de uns 2 dedos de comprimento. Descarte os temperos e a cebola (ou guarde a água e a cebola e faça um arroz, colocando um pouco do polvo). Numa panela (pode ser a própria panela de pressão lavada e seca) coloque azeite e doure o alho até ele começar a ficar moreninho (não deixe queimar se não amarga). Desligue o fogo e jogue o polvo picado, mexendo em seguida para que o “alho e óleo” se misturem ao polvo. Pode ficar na geladeira vários dias... À parte, faça um vinagrete com a outra cebola, os tomates, o cheiro verde e um pouco da pimenta dedo de moça picada muito pequenininha. Se quiser/gostar coloque meio pimentão pequeno vermelho e outro Morre Darke tanto do verde, picados do tamanho do tomate. Como gostar de pimentão - cujo gos- de Mattos to forte pode não ser exatamente o seu ou o de seus convidados, fica como sugestão. Em 4 de setembro de 1942, o jornal carioca “Diário da Noite” anunciava a morte do empresário Darke de Mattos (foto ao lado) em um acidente com seu avião, que decolara da sede do Fluminense Yacht Club com destino a Manguinhos. Após subir por volta de 40 metros, o avião caiu no mar ainda perto dos hangares na Praia da Saudade, onde hoje encontra-se o Iate Clube do Rio de Janeiro, mais precisamente o local de guarda dos monotipos. Retirado ainda com vida, ele acabou morrendo algum tempo depois. Em sua homenagem realiza-se todos os anos a Regata Darke de Mattos que em 2014 completou 70 anos de existência.

Túnel do Tempo

ANUNCIE:

Você aparece em todo o Brasil. São leitores de qualidade e colunistas formadores de opinião. Associe sua marca!

falecom@almanautica.com.br


Oficina do Capitão

Leds na embarcação Com a evolução da tecnologia led está cada vez mais fácil e barato substituir a iluminação comum pela de leds. Leia esse artigo e aventure-se: vale muito a pena... Diodos emissores de luz, conhecidos como leds (Light Emitting Diode). Foi inventado por Nick Holonyak por volta dos anos de 1961/1962. O diodo é um componente elétrico que permite que a corrente atravesse-o num sentido com muito mais facilidade do que no outro. A principal vantagem do led é a eficiência. Em uma lâmpada comum, incandescente, o processo de produção de luz envolve a geração de muito calor (o filamento fica incandescente). Isso é desperdício de energia, pois grande parte da energia produzida não está indo para a produção de luz, e está sendo jogada fora como calor. Com o barateamento dos materiais envolvidos, bem como o desenvolvimento da tecnologia de produção, o led está cada vez mais barato e eficiente. Os leds são oferecidos em diversas cores, como tons de branco, amarelo, vermelho e verde, o que facilita na utilização inclusive para as luzes de navegação. Isso faz dele o preferido na hora de usar nas embarcações. Hoje, muitos produtos já são fabricados com leds (luzes de top, iluminação interna), mas ainda tem um custo alto se comparados a outros produtos como lanternas,

No caso de uma nova instalação ao invés de uma adaptação, será preciso, claro, a utilização de um interruptor que deverá ser pensado em termos de tipo e localização, já que a fita não possui. Pode haver outras necessidades de utiliza-

Melhor idade

O casal Jane, 48 anos e Rolf Becker, de 64, naturais do interior de São Paulo e Santa Catarina respectivamente, embarcou para uma viagem num pequeno barco com o nome de uma canção, o Bally-Mena, um Fast 35, sem pretensões a grandes viagens. Partiram de Angra dos Reis rumo aos exóticos pontos do litoral nordeste do Brasil, As fitas são práticas e podem molhar desfrutando cada parada como se ali fos- O casal Becker: de Angra a Portugal sem permanecer. ção dos leds, como por exemplo um painel Depois, de forma tranquila, seguiram as com alguma coisa boa para contar. Visiindicativo, ou alguma iluminação especial correntes e os ventos, que os levaram a taram lugares exóticos, praias de águas direcionada. Nesses casos a solução pode singrar as águas do Mar do Caribe até a transparentes, viram animais estranhos e ser a utilização de um único led. No caso tubarões gigantescos. Descobriram o saentão de necessitar utilizar um led sozinho, bor das “conchs”, enormes moluscos da será preciso colocar um resistor nele. Isso região, mas não deixaram de pegar seus ocorre porque os 12v da bateria são excespróprios peixes nas travessias. sivos em relação aos – normalmente – 3v Ao som das Steel-Bands viram o pôr-do do led. Assim, precisaremos recorrer ou ao -sol no horizonte, enquanto aproveitavam balconista especialista, ou relembrar os vea convivência das pessoas, ou relaxavam lhos conceitos da escola... no veleiro, numa baia distante ao sabor da Lembrando da fórmula V = R.I , onde o obbrisa. Acompanharam à distância os aconjetivo é achar a resistência necessária para tecimentos que agitaram a vida em nosso limitar a corrente. Se temos 12V e o led país e, ao regressar, conheceram o Real, utilizará 3V temos que eliminar 9V com uma moeda que lhes era desconhecida. o resistor. Normalmente a corrente para Após seu regresso à Baia da Ilha Grande, Led’s são da ordem de 20mA (ou 0,020A). eles não correram de volta para seu aparAssim teremos: tamento em Angra, mas permaneceram no barco por mais um bom tempo, analisando V = R.I sua decisão e se acostumando à vida em 9 = Rx(0.020) e portanto R = V/ I terra, que iriam retomar. Veleje com o casal R = 9 / 0,02 o que nos dá um resistor de Becker à bordo do seu Bally-Mena e viva 450 ohms. experiências que somente aqueles ousados Casal Becker: aventuras num Fast 35 conseguem aproveitar. Verifique junto ao vendedor um valor próBahamas e a Flórida, terminando a deliximo a este (na dúvida, para mais). ciosa primeira etapa desta viagem. Após Não perca esse lançamento exclusivo pela Esse resistor deverá ser soldado do lado uma pequena parada em Fort Lauderdale, Livraria Moana, a mais confiável da web. positivo do led. Em geral os polos de um led tem 2 tamanhos sendo o maior o positivo. Mas em

Leds utilizados em carros são opção por exemplo. Mas a cada dia, novos e mais baratos produtos são colocados no mercado, de maneira que o que vale hoje, pode não valer amanhã: uma boa pesquisa é sempre importante. Para quem faz o tipo faça-você-mesmo, entretanto, a adaptação das luminárias antigas que trabalham com luz incandescente, está cada vez mais fácil, até pela oferta de novos tipos de led. Lâmpadas tipo baioneta já podem ser adquiridas pela internet (em geral lojas de equipamentos automotivos vendem), e basta desmontar a luminária de bombordo, boreste e alcançado e substituir as convencionais por lâmpadas de led com a cor desejada, verde, vermelha e branca. Já as luzes internas e de top, precisam de alguma adaptação. Para esses casos, o indicado são as fitas siliconadas. São leds encapsulados em silicone vendidos em rolos ou por metro, em fitas que do lado oposto tem uma forte fita colante para serem fixados. São produzidos em algumas cores diferentes e podem ser submersos, sendo utilizados para iluminação sob o casco, inclusive em pranchas de Stand Up Padlle. A utilização do led em fita é bastante simples. Basta medir o tamanho necessário, cortar (há um local correto para fazer esse corte, indicado na própria fita), e retirar o silicone que fica sobre os contatos que receberão a solda dos fios, positivo e negativo do circuito. Outras utilizações para a fita de led são paióis, armários ou mesmo ao longo de tetos.

Biblioteca de Bordo

11

retornaram ao Caribe e, a partir da ilha de St.Maarten, iniciam um giro oceânico completo, realizando a travessia do Atlântico Norte até o Arquipélago dos Açores e litoral de Portugal, descendo depois para a Madeira, Ilhas Canárias, Cabo Verde e finalmente, colocam sua já experiente proa rumo ao Atlântico Sul, de volta ao Brasil. Durante esta viagem, conheceram dezenas de pessoas, alguns navegadores, e todas

Led com resistor soldado e a proteção caso de dúvida, o encapsulamento tem um corte que indica o lado negativo. Depois de terminada a solda, é aconselhável a utilização de uma fita de autofusão ou térmica, chamada em alguns lugares de “macarrão” (foto), para proteger a área evitando que se quebre com o passar do tempo. Em muitos locais será preciso dobrar os terminais do led, o que pode ser feito sem problemas. O ideal é fazer as dobras antes da soldagem e do término do serviço de proteção, deixando apenas a instalação para o final. Existem algumas “bolachas” - placas de circuito impresso redondas com vários leds que podem ser adaptadas dentro das luminárias originais. Nesse caso, uma boa dica é tomar cuidado com a parte do circuito que ficar exposta ao tempo. A oxidação certamente vai causar problemas. Você pode cobrir de araldite a parte de trás da placa, a do circuito, impedindo - ou minimizando - a oxidação. Como o led não esquenta, não haverá problema. Agora que você conhece o mundo dos leds, mão à obra. Faça experiências e deixe seu barco mais econômico e iluminado!


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Caros Associados, Noite destas, pensando na organização de mais um Costa Leste, que neste próximo mês de junho zarpará para Salvador e alguns esticarão até Recife para realizar a tão sonhada Recife-Noronha, recebi um telefonema de um amigo de Salvador. Comenta sobre mais um assalto ocorrido em Itaparica. Nossos amigos Ricardo e Marga, do Veleiro TAO foram surpreendidos por bandidos quando estavam ancorados ao largo, em lugar teoricamente tranqüilo. Justo em Itaparica, onde quase todos os domingos no Estadão, João Ubaldo Ribeiro tece elogios aquela ilha. Mais um em Itaparica. Outro dia foi no Cedro, na baia de Paraty. Outro dia foi no canal de Bertioga. Outro dia foi......! Até quando?

Cruzeiro Costa Verde 2014 A quinta edição do já tradicional Cruzeiro Costa Verde, organizado pelo Vice-Presidente de Paraty, Eduardo Schwery deve acontecer em julho. Inicialmente a data prevista era junho, após o término do Encontro Nacional como das três primeiras edições. Mas após o sucesso da edição de 2013 - que teve até lista de espera - Eduardo e a diretoria da ABVC avaliaram que a época das férias escolares seria mais adequada. “O cruzeiro é constituído basicamente por famílias e quando mudamos a data ano passado, houve a presença de muitas crianças”, explicou Maurício Napoleão, Presidente da ABVC. Schwery manifestou seu apoio: “Temos que organizar para que mais pessoas possam participar. Isso é importante para a ABVC e para a região de Paraty”, concluiu. O cruzeiro deverá reunir mais de 20 veleiros que percorrerão o circuito Ilha Grande– Baía de Sepetiba. No roteiro, passarão pelos pontos tradicionais da região, como praia da Estopa, Quitiguara e Itacuruçá. Tudo - claro - com muito churrasco, brincadeiras e confraternização, como já é tradição nesse cruzeiro. Sempre que o tempo permite, uma fogueira e uma reunião com violão, como “nos velhos tempos”... Se você nunca participou de um cruzeiro em flotilha da ABVC, esta é sua oportunidade de aprender com um grupo bem animado e com toda segurança. Praticar a ancoragem, as velejadas mais longas com novos amigos e muita animação. Participe! Inscreva-se pelo sita da ABVC e torne-se um verdadeiro cruzerirista!

ABVC Ubatuba Encontro na Ilha Anchieta

Arma a bordo, animais a bordo, alarme a bordo? Que paz o mar está nos trazendo? Já não podemos mais ancorar em uma baia e curtir as belezas do lugar? Vamos velejar e depois voltar para dormir na Marina? Quem deve fiscalizar as águas, fiscaliza? Ou quer criar mais um IPVA e não dar qualquer retorno a mais este imposto absurdo? Cruzeiristas, alerta! Não deixem cair o lema de que os dias vividos no mar não contam na terra! Segurança já!

Vida boa: Churrasco e confraternização dos velejadores na Ilha Anchieta

Organizado por Brasilio Mello, Vice-Presidente da ABVC para Ubatuba, e com a participação de diversos veleiros, ocorreu na Ilha Anchieta, no final de março, um churrasco e encontro de velejadores. A Administração da Ilha disponibilizou as instalações (quiosque, banheiros e vestiários) e também nos isentou da taxa de visitação para essa confraternização. Foi um gostoso programa de fim de semana: sábado de manhã uma navegada até a Ilha Anchieta, à tarde confraternização, pernoite na Ilha e no domingo o retorno. Cada comandante levou suas Fique atento para mais um Cruzeiro Costa carnes, bebidas, carvão, talheres e lá fizeram festa. Verde em julho.

Guia Náutico

O novo Guia Náutico de Hélio Magalhães tem o patrocínio da ABVC. Entre outras Maurício Napoleão novidades, haverá uma edição especial para a nossa associação com uma apresentação do Presidente Maurício Napoleão esUma das ferramentas de comunicação da pecialmente dedicada aos associados. ABVC é sua página no Facebook. É a que Chique no úrtimo! mais têm crescido em número de participantes, e um lugar onde se pode obter e principalmente compartilhar diversas informações sobre vela. Ao contrário da lista de discussão, a página da ABVC no Facebook é aberta a não associados. Dessa maneira eles podem ter contato com a associação, tirar dúvidas e se aproximar de nossos eventos para depois tornarem-se associados. E você, já se inscreveu por lá?

Facebook

www.facebook.com/ABVC

Até o fechamento desta edição, mais de 20 Comandantes já estavam inscritos para o Costa Leste 2014. Apesar da realização da Copa do Mundo de Futebol, a turma da vela está animada para subir a costa mais um ano em direção à Bahia. Pelas contas da organização, praticamente todos os jogos da seleção brasileira acontecerão nas paradas. Ou seja, ninguém perde os jogos se estiver interessado. A única exceção deve ser Abrolhos, se a Marinha não colocar uma televisão por lá e se o Brasil chegar até esse jogo. As vagas para os veleiros no Rio de Janeiro ainda são as principais preocupações da ABVC. Com a realização da Copa, até as vagas para barcos estão lotadas e uma das soluções viáveis pode ser desmembrar a flotilha em locais diferentes de modo a acomodar a todos. Uma outra preocupação que pode encher a cabeça dos que pretendem ir à Noronha pela Refeno, são as exigências da Marinha para este ano: Habilitação de Capitão - que já fora anunciada há algum tempo - e a necessidade da balsa salva-vidas a bordo. Este último quesito o mais complicado, já que convidar um capitão para estar a bordo nem é assim tão difícil. Mas os preços das balsas, e mesmo o tamanho dela em relação aos veleiros menores pode ser um impeditivo. A ABVC ainda está trabalhando junto às paradas para que a flotilha possa realizar mais um Costa Leste com conforto e cheio de confraternizações. E se você ainda não fez a sua inscrição, é bom se apressar. Uma das soluções pode ser a diminuição no número de veleiros...

CONVÊNIOS

Quando você estiver recebendo este jornal, a ABVC estará realizando seu Encontro Nacional em Angra dos Reis. Palestras, Workshops, churrascos, enfim, um encontro para discutir segurança no mar.

Bons Ventos. Com segurança.

Costa Leste

Novo site

A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES - Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS

Brancante Seguros 7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual Novo site: Muitas informações à mão E muitos outros. Consulte nosso site para Anunciado durante o Encontro Nacional saber dos detalhes de cada parceiro. da ABVC, o novo site estará entrando no Seja sócio da ABVC: você só terá vantaar a qualquer momento. gens. Se já é associado, traga um amigo! Após oito anos e meio, o site se modernizou. Não só em termos de design mas facilitando o acesso às informações dispo- Nosso fórum ou lista de discussão, funcionibilizadas. na no Yahoo Grupos. Se você é associado e Também há novas seções. Uma das no- ainda não participa, basta enviar um e-mail vidades será a centralização de links para para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar sites de previsão, de maneira a facilitar a a participação. Estamos também no FAnavegação. CEBOOK. Lá não é preciso ser associado Outra área nova será a de notícias, que reu- para participar. Conheça e participe! nirá diversas agências e sites que trazem as notas do mundo náutico. Dessa maneira, ao invés de sair procuran- Os produtos da grife ABVC estão à sua do aqui e ali as informações, o associado disposição para compras via internet. São Guia com edição especial para a ABVC pode achar tudo no mesmo lugar: no site camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produda ABVC. O lançamento está previsto ainda para o Não deixe de colocar em seus favoritos. tos que podem ser adquiridos na loja virtuprimeiro semestre deste ano, claro, com Com certeza você vai achar uma boa fer- al da ABVC. Acesse e conheça: uma palestra e uma grande festa. www.atracadouro.com.br/abvc ramenta!

Midias Sociais

Produtos ABVC

Conheça o grupo ABVC no Facebook

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 12 - maio junho 2014  
Advertisement