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ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano II – nº 11 – março/abril 2014 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Nicole Pacelli a caminho do bi mundial no Stand Up

Competições

Nova Coral

Jet Ski

E leia também

Cape2Rio

Cruzeiro Costa Leste 2014 Conserte seu Piloto Automático “Barqueata” reúne mais de 100 A volta de Souza Ramos à vela...


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Até quando?

O verão terminou e com ele a época de maior número de acidentes náuticos no Brasil. Seja por falta de manutenção, imperícia, imprudência ou por irresponsabilidade (a maioria das causas), acidentes graves poderiam ter sido evitados muito facilmente. Num dos mais graves, uma lancha em alta velocidade atropelou a canoa, decepou o braço e matou um pescador em Angra dos Reis, fugindo sem prestar socorro. Até quando? Até quando precisaremos temer a pirataria e os furtos e roubos em nossas praias, enseadas e ancoradouros? Fruto de uma legislação frouxa, uma fiscalização ineficiente, falta de uma política governamental séria para nosso setor, essa situação continuará a fazer manchetes por muitos anos ainda, não há dúvidas. Qual o efetivo da Marinha para fiscalizar milhares de milhas náutica de nosso litoral? Qual o equipamento que possuem? Quem fiscaliza a venda de embarcações a não habilitados? Quais os critérios de habilitação para amadores no Brasil? Qual o motivo de não existir no Brasil uma polícia marítima? Estas e muitas outras questões precisam ser repensadas com urgência se não quisermos ser conhecidos por ter um dos litorais mais violentos do mundo. E pior, se não quisermos ser vítimas de toda essa violência. E pensar que ainda querem cobrar IPVA de embarcações... Temos muito a evoluir em termos de legislação náutica. Mas o que mais me preocupa é o que ainda precisamos evoluir em termos de educação e bom senso. Vamos navegar com responsabilidade!

Murillo NOVAES Há muito tempo nas águas da Guanabara... Ou uma história de cocô e vela

Nos idos de 1910 quando o “almirante negro” João Cândido (que por conta da censura dos militares se transformou em “navegante negro” na clássica música de João Bosco e Aldir Blanc) revoltou-se contra as chibatadas em nossos vasos de guerra, o Rio de Janeiro, capital da República e berço da marinha nacional, já tinha aproximadamente 700 mil habitantes, mas ainda era um dos paraísos vivos do planeta Terra com suas duas baías (Sepetiba também é parte da cidade), suas praias, rios e lagoas limpos e saudáveis. Bem, quer dizer, quase todos, porque na região do Centro e bairros populosos a presença nociva do bicho-homem já se fazia notar com a sua inevitável produção de dejetos dos mais diversos tipos e a transformação dos primeiros rios e lagoas em valas de esgoto, como o emblemático rio Carioca que desemboca na enseada de Botafogo. No entanto, a Guanabara ainda povoava o sonho de marinheiros do mundo inteiro. Desde então a coisa só piorou. E muito! O crescimento desordenado da urbe em torno destes corpos d’água, o enorme aumento da população (e consequentemente da produção de lixo e esgoto) e, principalmente, o descaso histórico das autoridades e governantes em relação a questão do saneamento nos levaram ao grave quadro que hoje assombra o mundo inteiro. E em particular os praticantes de vela que terão nas águas fétidas e sujas da baía-mãe suas raias de competição nos próximos jogos Ricardo Amatucci - Editor olímpicos. Quando o Brasil comemorou a conquista, para o Rio de Janeiro, do direito de sediar as olimpíadas foi firmado um acordo com o

Dos Leitores Lições do Vento

Nosso leitor Francisco de Assis de Góis enviou-nos um lindo texto - uma reflexão metafórica - que foi publicado no site e fez muito sucesso gerando muitos comentários. Dê um pulinho lá e leia na íntegra:

Crônicas Flutuantes

Armstrong acabara de pisar na lua. Muita gente não acreditava, uns apostando em mero golpe publicitário, outros, simplesmente pela desigualdade em si, indignando-se com o absurdo... pior ainda, com o sacrilégio. Lembro-me, por exemplo, do Fulorino, capataz de fazenda de meu avô; homem rude, bom, correto a toda prova e temente a Deus. Dizia sempre, a mascar aquele fumo de corda mal cheiroso: “Num credito nessas história não... cê qué sabê?, num credito nem nesse negocio aí que o Parabéns pela repercussão, Assis, e nosso mundo gira... coisa do capeta... tô pra lá muito obrigado! dos sessenta e nunca que vi a cidade saí daqui uai!... nunca que eu vi as porta das Foto da capa casa de cabeça pra baxô siô...” Mas nós, moleques da escola pública ainda não sucateada, acreditávamos sim senhor, e como! Tanto que o Ludovico inventou de fazer um foguete, chamando a mim e ao Tinho para sócios proprietários na empreitada. Eu topei na hora, mas guardo vaga lembrança de desconfianças por parte do A foto principal, de Marina Goulart de Tinho, que queria mesmo era construir Faria mostra Nicole Pacelli em ação. um barco para pescar na Praia Grande As demais fotos tem credito nos textos. onde sua família tinha uma pequena casa de veraneio e boa parte dos peixes ainda Almanáutica: nadava em paz. Tinha, contudo, boa lábia Jornalista Responsável: Paulo Gorab o Ludovico e... constituiu-se a sociedaJornal bimestral, com distribuição nacional de. Pesquisamos com afinco, coisa que, à nos principais polos náuticos do Brasil. época, envolvia muito trabalho... livros e Ano 02, número 11 março/abril de 2014 não botões! Haveria que se elaborar uma Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier torre de lançamento que, por ser a parContato: falecom@almanautica.com.br te fácil, ficou pronta rapidamente, tendo Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite sido construída com pedaços de madeira, escolhidos meticulosamente, retirados nosso site e fique por dentro das novidades sorrateiramente das construções ali da Vila diariamente: www.almanautica.com.br Helena, hoje uma espécie de xópincenter ...“O que não conseguiremos fazer é discordar totalmente do vento e velejar exatamente contra o seu destino. O melhor a fazer nestas condições em que outro rumo senão o contrario do vento não nos interesse, e caso seja possível, é procurar um lugar adequado e lançar ancora. Uma boa ancora. Isso todo navegador precisa ter: uma boa ancora e paciência; saber esperar”...

Comitê Olímpico Internacional – COI que previa 80% da Guanabara despoluída até 2016. Doce ilusão! Ou salgada ilusão... Ou melhor ainda, ilusão com gosto salgado de cocô, químicos e até metais pesados. Sem falar nos saborosos pedacinhos de pneus, sofás, plásticos, TVs, embalagens e, com alguma sorte, até cadáveres de animais e pessoas. A apenas dois anos do inicio das regatas, os muitos estrangeiros que aqui vem treinar já se assustam ao ponto de ser necessário trazer médicos próprios para medir, com confiabilidade, os verdadeiros problemas de saúde que nossas águas podem provocar nos atletas, como fará a equipe da Irlanda. Nossa raia olímpica já foi alvo de matérias pouco abonadoras em órgãos de imprensa tão distintos quanto a BBC, o New Zealand Herald e a conceituada revista de vela Seahorse, entre outros. Nosso coordenador técnico da equipe olímpica de vela, o laureado e, com justiça, deificado Torben Grael já afirmou à imprensa que teremos a “honra” de possuir as piores águas em toda a história dos jogos olímpicos. E as perspectivas são sombrias. O plano dos governos e da Cedae, a empresa de saneamento responsável pela maioria dos municípios do estado, é quase um band-aid infantil coloridinho para tapar uma ferida grave, grande e profunda: barcos para recolher lixo flutuante e barreiras nos rios que desembocam na baía para o mesmo fim. Os onipresentes coliformes fecais lá deverão permanecer e toda sorte de dejetos líquidos (incluindo químicos, claro), ou que tenham sido diluídos na água, ou que escapem aos “barcos varredores”, ou que ultrapassem as barreiras dos rios, ou que venham de rios que não possuem barreiras (já que o número será limitado) também farão parte das Olimpíadas. Esperamos que não como protagonistas! Já que um 49er outro dia capotou de frente em um treinamento quando bateu em um toco de madeira ou algo parecido... Se fosse na disputa de uma

medalha, televisionada para todo o globo, é fácil imaginar o que nossos concidadãos terráqueos pensariam de nós. Pano rápido! No Rio de Janeiro, apenas 39,2% da população dos municípios atendidos pela Cedae possuem rede de coleta de esgoto. Quando o assunto é tratamento, o percentual cai para cerca de 13% apenas (!!). Segundo o balanço da empresa, o desperdício é de cerca de 50%. E para piorar, não há uma agência reguladora para fiscalizar os serviços e quem determina o reajuste dos preços das tarifas é a própria empresa, a seu bel prazer, por conta de um decreto-amigo do então governador Garotinho. A receita de um desastre! Segundo a deputada estadual Aspásia Camargo, última candidata à prefeitura do Rio pelo Partido Verde e presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da assembleia legislativa do estado, “o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG, concebido nos anos 90, já consumiu mais de R$ 1,6 bilhão e muito pouco avançou. Foi responsável pela construção de algumas estações de tratamento que não funcionam em sua capacidade máxima e o esgoto continua sendo jogado às toneladas diariamente na baía de Guanabara, causando estragos ambientais de grandes proporções”. E assim , diletos navegadores leitores, chegamos a mais um ano da graça de nosso senhor, dizem que o 2014º depois do nascimento de seu filho, que não verá novamente os botos, as tartarugas, os milhares de peixes e aves, as reentrâncias das pedras, as areias e algas, o fundo do mar e o azul turquesa que compunham o idílico cenário que tornou nossa antiga capital (e nosso país) famoso pelo mundo afora. Desta forma, amigos, com todo pesar, informo que a chance de dar merda, literalmente, nas águas da competição de vela olímpica de 2016 é quase de 100% hoje. Tomara que eu esteja errado!! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula

Homem ao Mar

em cadeia. O corpo do foguete, por assim dizer, seria feito com um cano metálico achado à beira do Traição, córrego já em vias de se tornar emissário da sujidade humana que destruiu todos os rios e arroios de São Paulo e que passava por detrás da casa do Ludovico onde, na ampla garagem, secretamente, desenvolvíamos o projeto. O bico da aeronave seria feito de um cone, também metálico, que acháramos nos fundos de um depósito, aparentemente abandonado, de uma fábrica de equipamentos hospitalares, e as asas seriam de lata conseguida no ferro-velho de seu Armando do outro lado do Traição, já quase em território da favela do Buraco-quente que começava crescimento sem mesura. Houve certos momentos de tensão que chegaram a abalar a sociedade, como, por exemplo, a escolha do distintivo – Palmeiras, Corinthians ou Santos – que seria estampado nos flancos da máquina voadora. Todavia, veio a conciliação com a estampa do decalque do pavilhão nacional, convenha-se bastante cômodo à época. Chegou, então, a parte mais delicada... o combustível. Começamos por dissecar aqueles rojões de vara que a gente usava nas comemorações dos gols nas copas do mundo ouvidas em radinhos de pilha. Pegamos “emprestado” de um depósito de fogos de artifícios uma boa dúzia deles; retiramos toda pólvora ali contida, misturamo-la com pedras, enxofre, terebentina, carbureto moído e outras substancias das quais não posso me lembrar e confeccionamos alguns protótipos em miniatura. Chegamos mesmo a fazer alguns testes e depois de colocarmos fogo

na garagem e por pouco não causarmos um incêndio de proporções razoáveis no quarteirão, fomos gentilmente convencidos pelos pais do Ludovico e pelos bombeiros a desistirmos de Marte, primeira escala programada para o vôo do Espetinho do céu, que era como deveria se chamar nossa obra prima interplanetária. Foi então que, entre uma Tubaína e outra na mercearia do seu Gentil, o Tinho sacou da mochila escolar a planta do barquinho. Tinha tudo desenhado e calculado. Seria construído com sarrafinhos 2x2, parafusos de latão e madeira compensada; teria pouco calado, dois bancos laterais e até um pequeno porão para o pescado. Além de tudo previa um mastro de bambu para uma futura vela. Não sei o que aconteceu com o Ludovico; astronauta com certeza não virou, caso contrário saberíamos. O Tinho, coitado, foi atropelado e morreu logo no início da nossa construção naval e o barco – sé é que poderíamos dar-lhe esse desígnio – acabou por, de batismo, receber seu nome. Levei alguns anos na construção e foi meu primeiro barco, O TINHO. Com ele naveguei por quase todas as praias da região de Ubatuba, mergulhando, pescando, entrando em rios... adquirindo a prática antes da teoria. Tornei-me então um entusiasta da coisa, e, pelo andar da carruagem, quarenta e poucos anos passados, tudo indica que jamais deixarei de sê-lo. José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Rio Grande do Sul Brasileiro da 420

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UM GIRO PELA COSTA As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

IV Semana de Vela

Santa Catarina

Vencedores da 420 recebem os troféus Os velejadores gaúchos Tiago Brito e Andrei Kneipp venceram oito das 10 regatas realizadas em Búzios (RJ) conquistando o Brasileiro da Classe 420. A dupla é do Clube dos Jangadeiros, formados na Escola de Vela Barra Limpa. Tiago e Andrei são amigos de infância e competem em parceria desde 2012. No ano passado, a dupla conquistou o Mundial Juventude, a Copa da Juventude e o Estadual do Rio de Janeiro. Eles ainda foram vice-campeões brasilei- A IV Semana de Vela contou para a Copa Brasil da ABVO e para a RGS-BRA ros, sul-americanos e mundiais da classe. (Foto: divulgação Jangadeiros) A IV Semana de Vela de Santa Catarina aconteceu na sede oceânica do Iate Clube, em Jurerê. Ela pontua as competições da 1ª etapa da Copa Brasil de Vela Oceano da ABVO e também para o Campeonato Brasileiro da classe BRA/RGS. Entre os barcos da ORC, venceram os cariocas do Angela Star (Peter Siemsen). Luiz Carlos Schaefer do veleiro Bruxo (SC) foi o vencedor na RGS. E na classe C30 (Carabelli 30) Katana/Energia de Fábio Filippon. Um dos destaques das competições foi o retorno do experiente e veterano velejador Eduardo Souza Ramos. Há um ano e meio ele havia anunciado sua retirada da vela. Em seu retorno o veleiro que contou com uma tripulação experiente acabou em terceiro na Classe (C30). Souza Ramos começou a velejar com 12 anos e participou

Brasileiro de Snipe

Ilhabela - SP HPE Paulista

Bahia Adote Abrolhos Foi realizada uma parceria entre as ONG’s Conservação Internacional (CI) e Fundação SOS Mata Atlântica, com o objetivo de aumentar a proteção da região de Abrolhos. Como resultado foi lançada a campanha “Adote Abrolhos – É do Brasil. É do mundo. É nosso”. A campanha pretende engajar o público em ações que contribuam para a conservação de Abrolhos, para apoiar à implementação e criação de novas áreas marinhas protegidas e para o desenvolvimento sustentável da pesca e do turismo. Haverá ainda uma petição para pedir apoio dos internautas pelo efetivo funcionamento das Unidades de Conservação (UCs) na região e retomada do processo de ampliação da proteção de Abrolhos com a criação de novas reservas. As atrizes Camila Pitanga e Maitê Proença, e Torben Grael já estão engajados na campanha. Participe! Mais informações em www.adoteabrolhos. org.br - Facebook.com/adoteabrolhos e Twitter.com/AdoteAbrolhos.

... e uma vida dedicada à vela nacional dos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, e 84, Los Angeles na Star. Idealizador da classe S40, criador da Mitsubishi Sailing Cup, ele é ex-presidente da Federação de Vela do Estado de São Paulo e também da Confederação Brasileira de Vela e Motor.

Ilhabela do Iate Clube de Santos. Nelas o homenageado é Eduardo Souza Ramos, com uma regata comemorativa pelos seus 40 nos de associado. A taça (transitória) foi

criada pela artista plástica Francisca Junqueira em 2012. Os participantes puderam assistir uma Palestra sobre Regras do Ricardo Lobato (Blu), na Pousada Armação dos Ventos (Pedro Rodrigues/BL3), em Ilhabela. Até a próxima competição, as colocações estão assim: Em primeiro lugar, GINGA de Breno Chvaicer e Vicente Mon-

Rio de Janeiro

Marina pública em Niterói

Paradeda e Kieling campeões do Snipe O Paulista de HPE/25 teve regatas na sede Os gaúchos Alexandre Paradeda e Gabriel “Bolinha” Kieling venceram de ponta a ponta o 65º Campeonato Brasileiro da classe Snipe. Organizado pelo Iate Clube de Santa Catarina e realizado em sua subsede, na praia de Jurerê, o campeonato contou com 61 tripulações de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e ainda da Argentina, do Peru e da Bélgica. Este foi o nono campeonato brasileiro de Snipe que Paradeda conquista, o segundo em parceira com Bolinha. A Bahia também foi bem representada levando o segundo e o terceiro lugares, respectivamente com Matheus Tavares/Jonathan Lehrke e Mario Urban/Daniel Seixas. A melhor dupla estrangeira foram os Argentinos Augusto Amato e Constanza Alvarez, em décimo. (Foto: Kyra Mirsky)

Souza Ramos volta após ano e meio...

A orla da Baía de Guanabara, em Niterói (RJ), poderá ter um reforço para atender à demanda de embarcações de pequeno e médio porte, aumentando o fluxo turístico na região. O Ministério do Turismo (MTur) investiu R$ 1 milhão para a instalação de uma marina pública na orla da cidade. O valor total da obra é de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 275 mil do governo do estado. “Niterói abriga o maior complexo de fortes do Brasil. A marina vai consolidar o fluxo turístico do segmento náutico da região”, disse o secretário executivo do MTur, Sérgio Braune. De acordo com o diretor da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Rubens Branquinho, até o momento Niterói não tem um ponto público para a atracação de barcos. “A marina beneficiará os passageiros de barcos grandes e pequenos, viabilizando o circuito de turistas via mar e terra”, afirmou. O município é uma das principais rotas para passeios náuticos da Baía de Guanabara, com orla de aproximadamente 33 quilômetros. Niterói concentra sete clubes náuticos que durante o ano realizam regatas, competições e festas náuticas. No ano passado, Niterói foi a cidade mais visitada por turistas hospedados na capital

teiro, depois o FIT TO FLY (GVI) de Eduardo Albernaz e Roberto de Jesus seguidos pelo ICS-CORUM de Rafael Gagliotti. O Campeonato Paulista de HPE25 é uma realização da Associação Brasileira da Classe HPE25, do Iate Clube de Santos e da Federação de Vela do Estado de São Paulo, a FEVESP.

Na arte o movimento das barcas não chacoalha as embarcações. E na real? Rio de Janeiro, durante eventos como a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e o Rock in Rio, segundo o observatório de turismo da Universidade Federal Fluminense. A cidade possui uma orla marítima com 13 praias, banhadas pela Baía de Guanabara e pelo Oceano Atlântico, além de um conjunto de 14 igrejas históricas, cinco parques e oito museus, entre eles, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), projetado

pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A ponte Rio-Niterói é um dos cartões-postais arquitetônicos do país. Niterói é o terceiro município com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro e 41º município mais rico do Brasil. As obras de construção da marina devem começar no segundo semestre deste ano. A previsão é de que a marina comece a ser utilizada no próximo ano, segundo a Neltur. (Ilustração: Marketteria)

MARINA DO ENGENHO S 23º13’44”

44º41’44”

Rod. Rio-Santos km 576 – Paraty – Fone (24) 7834-3104 – www.marinadoengenho.com.br


ALMANÁUTICA

4 Rio de Janeiro

Cape2Rio 2014

No dia 4 de janeiro, quando partiu da Cidade do Cabo, a regata Cape to Rio completou 43 anos. A primeira, largou em Table Bay no ano de 1971. Apesar do nome, em alguns anos ela terminou em outros locais como Punta del Este, no Uruguai, e mais recentemente, Salvador, na Bahia. A primeira regata atraiu a incrível marca de 69 embarcações, com nomes famosos como Sir Robin Knox- Johnston, Eric Tabarly e Kees Bruynzeel. Já 1973, viu 40 iates na linha de largada, incluindo o Ketch Stormy de 13,23m. Seu proprietário, Kees Bruynzeel, sofrera um infarto no ano anterior e lvou uma enfermeira a bordo. Problemas políticos impediram a regata por quase duas décadas, quando houve apenas duas regatas para Punta del Este. Só em 1993 o Rio de Janeiro voltou à cena. Em 1999 não houve ragata, para que acontecesse em 2000, permitindo que ela coincidisse com o 500º aniversário da descoberta do Brasil. A Cape to Rio normalmente é focada nos chamados Maxi Iates, veleiros de no mí-

Maxi Maserati levou a Cape2Rio 2014 nimo 70 pés. Mas com a popularidade dos multicascos, 2003 teve como novidade a classe multi. Por insistência do brasileiro Georg Ehrensperger (leia-se Adrenalina Pura), 2006 teve definido um novo rumo: Salvador. Nesse ano o Adrenalina Pura fez jus ao seu nome com um incrível tempo de travessia de 10 dias, 8 horas e 2 minutos. Em 2014 quem levou o troféu foi o Maxi Maserati, de Giovanni Soldini, com o Scarlet Runner em segundo e o Iskareen em terceiro. Trinta e cinco participaram. Treze desistiram. Não é pra qualquer um.

Novos Rumos para o ICRJ O advogado Paulo Fabiano Ferreira é o candidato da chapa Novos Rumos para a nova comodoria (2014-2015) no Iate Clube do Rio de Janeiro. O pleito que se realiza agora em março deve elegê-lo sem muitos problemas. Com experiência na administração do clube desde 1976, ele já foi Comodoro nas gestões de 1995 a 1998. As principais críticas ao atual Comodoro Luiz Carlos Barroso Simão e ao Vice Eduardo Ballesteros, é principalmente quanto ao que chamam de “desastrosa administração social e, principalmente, financeira dos últimos quatro anos”. Uma das principais propostas da Novos Rumos é a restituição do caráter esportivo do ICRJ, investindo na formação de atletas

CBVela anuncia

Ilhabela - SP Canoagem

Em março acontece a disputa dos Jogos Sul-Americanos em Santiago (Chile) para oito classes da vela. Os Sul-americanos são disputados a cada quatro anos com 43 modalidades reunidas em 12 dias de competição. Nossos representantes da vela serão: Laser Radial, a niteroiense Fernanda Decnop. Na Standard, o catarinense Matheus Dellagnelo. Na pouco conhecida no Brasil Sunfish, o carioca João Pedro Oliveira (o barco não possui flotilha no país e o critério de seleção foi o Campeonato Brasileiro de Laser 4.7, no qual ele foi campeão). Na Lightining, os paulistas João e Maria Hackerott (irmãos), e John Bennet. Entre as pranchas a vela, a modalidade escolhida foi a Formula Experience e os representantes brasileiros serão Paulo dos Reis, de Ilhabela, campeão mundial da modalidade, e Bruna Martinelli, de Vitória, campeã brasileira em 2013. Na J/24, uma equipe gaúcha. Sob o comando de Samuel Albrecht estarão Alexandre Rimoli, Frederico Sidou e Georgia Rodrigues. A vela acontece entre os dias 12 de março, seguindo até o dia 17.

Dennis Simões é Professor do Projeto Navega São Paulo núcleo Secretaria de Esportes Ilhabela (crédito da foto). Ele conquistou a medalha de ouro na classe 1 Máster, durante a realização da 1ª Etapa da Copa do Brasil de Canoagem, evento que foi realizado em Ilhabela (SP). “Agradeço o reconhecimento do meu trabalho, e também convido todos a conhecerem mais a modalidade Canoagem Oceânica. Dedico esta vitória a todos que me queiram o bem! Fico feliz por mais um domingo com a família canoagem! Aloha !”, comemorou Dennis. Aloha, Professor!

Professor Simões é Campeão: Aloha

Mulheres na Marinha

Ferreira recebe apoio de Hélio Lyra de alto rendimento. O Almanáutica solicitou um posicionamento de Simão frente às críticas sem que houvesse resposta. Hélio Lyra de Aquino, ex-Comodoro, apoiou Ferreira. Torben Grael também. Ambos posaram em fotos para a página da chapa no Facebook.

Recife Brasileiro de Optimist

Almirante Dalva Maria (centro) com as mulheres na Escola Naval (RJ

A Marinha do Brasil promoveu o primeiro concurso público para ingresso de mulheres na Escola Naval. Inscreveram-se cerca de 3.000 candidatas. Apenas 12 foram aprovadas. No Cabanga Iate Clube a meninada do Opt faz a festa: deu RS depois RJ e RS Depois do concurso, as selecionadas passaram pela etapa de adaptação, testes de aptidão física – canoagem, natação, corrida, barras, flexão, tiro, entre outros –, e participaram O gaúcho Tiago Quevedo, de 13 anos foi o vencedor do 42º Campeonato Brasileiro de de atividades de rotina militar. Agora passarão quatro anos na Escola e poderão chegar ao generalato um dia. Parabéns, Rebeca Ferreira, Juliana Braga, Thais Affonso, Luana Optimist organizado pelo Cabanga Iate Clube em sua subsede de Maria Farinha. O segundo colocado foi o carioca Gustavo Abdulklech. A terceira colocação ficou com o Rosa, Maria Carolina, Fernanda Fonseca, Natascha, Naraiane, Thaísa Azevedo, Thaís Oliveira, Jéssica Custódio e Laís Menezes. Muita gente não sabe, mas a Marinha do Braatleta do Clube dos Jangadeiros, João Emílio Vasconcelos, também de 13 anos. O representante de Pernambuco, Tiago Monteiro, 12 anos, do Cabanga Iate Clube, ter- sil conta hoje com uma mulher no posto de Contra-Almirante. Trata-se da Médica Dalva Maria Carvalho Mendes (centro da foto), atuando no Rio de Janeiro. Em toda história da minou na sétima posição. Marinha, foi à primeira mulher a chegar a esse posto. A premiação da turminha foi realizada no Hotel Amoaras, em Maria Farinha. Chique!

Para quem quer economizar

O novo lava veleiro da Nautispecial consegue lavar até 20 vezes com 1L Super concentrado, tem um alto rendimento. Com 1 litro você deve conseguir fazer até 20 lavagens de um veleiro em torno de 30 pés. Use de 50 a 100 ml diluídos em um balde de 12 litros de água, de acordo com a sujidade (acumulo de sujeira) do barco. O detergente Lava Veleiro, não ataca a cor nem a impermeabilização de capotas, e tão pouco a pintura e o gel do barco. Bom né?!


Angra dos Reis - RJ Aqui é mais... Bacana

Guarapiranga - SP Copa Unificada Realizada por diversos clubes com apoio da FEVESP, a ASBAC abre o Circuito Guarapiranga 2014

Flutuante do Bacana na Enseada da Tapera: você mergulha com as Cacildas A Enseada do Sítio Forte em Ilha Grande tem duas badaladas praias, a Ubatubinha e da Tapera. Frequentadas por lanchas e veleiros, seus respectivos bares (do Lelé/Creuzinha e Telma/Naudi) fazem sucesso entre os frequentadores. Mas uma jóia nessa enseada passa despercebida pela maioria. Trata-se do flutuante do Bacana. Mais ao lado, próximo da Tapera, a atração principal não é o cardápio e suas delícias com preços justos. São as tartarugas (todas com o mesmo nome: Cacilda!) que vivem em baixo do flutuante e que os visitantes podem alimentar com pedaços de lula, camarão e peixe que o próprio Bacana (apelido do proprietário) fornece. Da próxima vez que passar por lá, visite o Bacana... e as Cacildas...

Cais fechado

Decisão da Prefeitura de Angra retira pilares que impediam acesso público Em fevereiro a Secretaria de Meio Ambiente do município de Angra dos Reis (RJ) retirou os pilares ao redor do cais de Freguesia de Santana, na Ilha Grande, colocados pelo proprietário do terreno e que dificultavam a atracação das embarcações.

A empresa Boa Vista Ltda. responsável pelos pilares já havia recebido notificações do Inea e da prefeitura para a retirada. A Lei Orgânica do Município, que determina que todos os cais são públicos. O cais de Freguesia de Santana é histórico e existe desde o Século XVIII. A ação contou com rebocador, equipe de mergulhadores, equipamento para a remoção de areia e um barco com guincho. Os custos da demolição serão repassados ao proprietário.

A primeira tapa do Circuito Guarapiranga foi realizada em 15 de fevereiro no Clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), com apoio da FEVESP e organização do ASBAC. Além dele participam da Copa Unificada o Itaupu, Castelo e Clube de Campo São Paulo. Participaram dessa etapa todas as classes monocasco, catamarã e monotipo aberto. A FEVESP realizará uma Clinica de Regata para os participantes e seus convidados, como incentivo à iniciativa”, comentou o Presidente da entidade John Bennett. A clínica deverá acontecer no C. C. São Paulo, que é o clube filiado Categoria A na FEVESP. Para fins de organização e deliberações técnicas ao longo da competição foi instituído o “Comitê Técnico”, composto por pelo menos um velejador de cada grupo.

Audi patrocina O Yacht Club Santo Amaro (YCSA) anunciou em fevereiro que a montadora Audi Brasil passa a patrocinar as equipes de vela jovem nas classes Optimist, Laser, 420 e 49er durante todo o ano de 2014. O patrocínio já está dando frutos: Olivia Belda, de 13 anos, velejadora, líder do ranking do Optmist paulista em 2013, já saiu do Clube de Campo São Paulo para o Audi YCSA Sailing Team, defendendo o Yacht Club de Santo Amaro.

Através de um esforço conjunto entre a entidade BRA-RGS e o Clube Internacional de Regatas de Santos (CIR), ontem, sábado, foi realizado um mutirão de medição para a classe. No total 14 veleiros foram medidos ou revalidados durante uma manhã escaldante, nas dependências da sede náutica do CIR, no Guarujá.“Pudemos perceber uma grande sinergia entre todos os comandantes, tripulantes e marinheiros”, comentou Zé Carlos Chrispin, Diretor de Vela do CIR. O trabalho foi coordenado por Alexandre Martinho, coordenador da classe RGS São Paulo e responsável pelas medições. “Faço questão de deixar meu agradecimento ao Alexandre Martinho e a todos que acreditaram na ideia, participando ativamente desta grandiosa operação a favor da vela esportiva”, comentou Chrispin. O resultado deve estar presente na abertura do Circuito Santista no próximo dia 15, quando haverá a Volta da Ilha da Moela e, certamente um maior número e inscritos na classe medida. É esperar pra conferir. Parabéns, Santos!

Circuito Santista Internacional de Santos abre o IV Circuito de Vela Oceânica e leva 17 veleiros para raia, com festa e vento

Equipe do H3+poca farinha e Chrispim

O Simon Bolivar no Velas Latinoamerica

Uma barqueata (passeata com barcos) reuniu mais de 130 embarcações entre veleiros, caiaques e lanchas, na Baia da Guanabara em fevereiro, para protestar contra a falta de saneamento e poluição. Participaram duas ONGs - Trata Brasil e Meu Rio – e diversas entidades como Flotilha da Guanabara, a Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro Rio de Janeiro e Niterói, Iate Clube do Rio de Janeiro.

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Itajaí Latinoamerica

Barqueata contra poluição

O protesto reuniu mais de 130 embarcações na Baia da Guanabara: chega!

Santos - SP Medição no CIR

Seis dos maiores veleiros do mundo foram a Itajaí como parte do evento internacional “Velas Latinoamerica 2014” em fevereiro. Os Veleiros “Libertad”, da Argentina; “Cisne Branco”, do Brasil; “Esmeralda”, do Chile; “Gloria”, da Colômbia; “Guayas”, do Equador; e “Simón Bolivar”, da Venezuela ficaram abertos à visitação públic passando pelas praias de Itapema, Balneário Camboriú, Praia Brava, Cabeçudas e Atalaia. Depois seguiram viagem pelo Atlântico e Pacífico com destino a Veracruz (México). O encontro desses grandes veleiros acontece a cada quatro anos.

A abertura do Circuito Santista de Vela Oceânica aconteceu no sábado, dia 15/02. Organizado pelo Clube Internacional de Regatas de Santos, através de seu Diretor de Vela José Carlos (Chrispim), e com apoio do Iate Clube de Santos e da FEVESP, a regata Volta da Ilha da Moela por BB foi a primeira etapa do circuito. A largada aconteceu entre a Ilha das Palmas e Ilha Porchat na baia de Santos, para veleiros Classes Oceano, IRC, RGS, Bico de Proa (sem medição). Reuniu 17 veleiros num dia de tempo instável e teve o percurso encurtado por causa do mau tempo. O Circuito Santista de Vela tem o apoio e divulgação do Jornal Almanáutica, que forneceu aos participantes uma sacola com brindes, dvd’s e livros. O prêmio de fita azul ficou com a embarcação Navega Brasil. Nas demais classes venceram: IRC veleiro H3+Poca Farinha (CIR - Foto). Na RGS A veleiro Infinity e RGS Cruiser o veleiro CIAO. A segunda etapa acontece no dia 15 de março.


ALMANÁUTICA

6 De Amores y de Mar... Ernesto Saikin, aos 19 anos, começou a navegar em barcos motor no Delta do Rio da Prata (Argentina). Seis anos mais tarde comprou seu primeiro veleiro de 20 pés, fazendo com ele mais de 70 viagens ao longo da costa do Uruguai. Aos 32 anos – por conselho médico - deixou seu emprego como gerente de uma conhecida petrolífera como e diretor de esportes de uma instituição em Buenos Aires. Foi então ganhando experiência com outros velejadores em seus barcos, conseguindo chegar ao Brasil. Em 1995, partiu para o Rio de Janeiro, no seu veleiro New Life de 31 pés. Sem intenção, ele aos poucos acabou a voltar para a Argentina sozinho. Esta viagem foi fundamental na sua decisão de navegar pelo mundo. Ao longo dela, Ernesto escreveu inúmeros artigos para revistas Bienvenido a Bordo, Revista Weekend, e também para revistas brasileiras Náutica, Off Shore, Velejar e para Jornal O Eco. A colaboração com as revistas estrangeiras lhe garantiu (e garantem até hoje) um bom retorno financeiro. Ele deixou Buenos Aires em 6 de junho de 1998, passando por Uruguai, Brasil, Caribe, Atlântico Norte, Mediterrâneo e Atlântico Sul. Magnolia (Loly) Basovnik, esposa de Ernesto, entrou no mundo náutico pelas mãos

Miss Bangu O escritor Renato Cunha conta seu emocionante reencontro com o Iate O ano era 66, ou 67. O mês, Janeiro. Mergulhava com Alex, um amigo que mais tarde viraria cunhado, e fisgávamos cocorocas nas águas da Praia do Forno em Arraial do Cabo. Era um daqueles dias estupendos, com céu e água claríssimos, e muitos peixes. Subitamente, o parafuso da braçadeira da máscara Italianina soltou-se e ela encheu de água. Consegui milagrosamente segurar a porca antes dela sumir, mas fiquei sem nenhuma maneira de a consertar. Voltei para a pedra onde montamos nossa base desolado. Não tinha a mísera chave de fenda que daria jeito em meu problema e meu mergulho terminaria por ali. Subitamente olhei a paisagem e um enorme iate a motor estava parado bem no meio da enseada. Avisei meu companheiro e fomos nadando

de Ernesto. Durante a preparação de sua volta ao mundo, apaixonaram-se e, depois de fazer algumas pernas como convidada, Loly embarcou definitivamente no New Life, e na vida de Ernesto. Ela conta essa história em seu livro “de Amores y de Mar”, do qual emprestamos o título desta matéria. Ernesto partiu em solo dia 6 de junho de 1998. E o casal navegou por sete anos entre Uruguai, Brasil , Caribe, Oceano Atlântico Norte, Mar Mediterrâneo e do Sul do Oceano Atlântico. Com o passar dos meses ele começou a colaborar com as revistas para ajudar no caixa de bordo. Hoje ele ainda trabalha para a Weekend e agora, também colabora para o Almanáutica. O casal conta ainda com o apoio técnico da até lá, uma distância considerável de uns trezentos metros. Quando cheguei a popa, meu coração quase parou. O iate era o Miss Bangu !!! Necessário se faz um parênteses. Naquela época, o lendário Miss Bangú era o mais famoso iate do Brasil. Personalidades internacionais e artistas famosos de Hollywood eram figurinhas fáceis a bordo, e as revistas Manchete e O Cruzeiro estampavam-no quase que semanalmente. Portanto, um encontro fortuito com ele era o mesmo que se encontrar hoje, o Iate Real da Inglaterra. Ficamos com vergonha de chamar alguém. Da água, olhávamos para cima e de repente, um marinheiro apareceu e nos ordenou rudemente que nos retirássemos. Quando pedimos uma chave de fenda emprestada então, quase nos xingou. Mas uma personagem, com uma taça em uma das mãos apareceu na amurada , seguido de uma das mulheres mais lindas que jamais vi. Com um sorriso desfez as observações do seu

Calma, é só alga!

Em janeiro, um satélite da NASA, capturou uma imagem que mostra uma mancha - destaque em vermelho - de 800 quilômetros ao largo da costa do Brasil. Os biólogos que trabalham na área identificaram como sendo a Myrionecta rubra, um protista ciliado de natação rápida. O “ser” é um autotrófico, isto é, produz a sua própria comida. Não por fotossíntese, mas através da ingestão de outras algas portadoras de clorofila. Além de ameaçar algas microscópicas que consome, a Myrionecta rubra não oferece perigo, por não ser tóxico. As Myrionecta rubra tendem a flutuar 1 m

North Sails em seu segundo “New Life”, excelente oportunidade para quem quer agora um Nestor Volker de 36 pés. Ernes- conhecer esse trecho da costa e fazer pela to organiza atividades de formação para os primeira vez uma travessia internacional: velejadores da Argentina, Uruguai, Chile, newlife98@hotmail.com Brasil, Peru e Venezuela que querem um treinamento para navegar pelo mundo. O treinamento de Ernesto é considerado uma das mais importantes escolas de navegação do Mercosul. Uma vez por ano – no verão - ele vem para o Brasil com alunos da argentina e no final da temporada, retorna com alunos do Brasil. É uma

O Miss Bangu sendo restaurado, após ser usado para passeios em Búzios (RJ) empregado e pediu que subíssemos a bordo. Encabulados, subimos, e a bendita chave de fenda apareceu. Consertei minha máscara e a devolvi, agradecendo com voz sumida e tímida. O nosso anfitrião era o próprio Silveirinha dono do Iate. Olhei em volta para guardar a imagem daquele maravilhoso barco e, após tomar toda a água que nos ofereceram, e comer alguns sanduíches, voltamos para a água e continuamos nosso mergulho. E o tempo se passou. Nunca mais ouvi falar do Miss Bangu e de seu dono, muito menos jamais soube quem era a linda mulher que estava na amurada. Ano passado, estava voltando de uma vistoria na Ilha Grande a bordo de uma lancha da Defesa Civil, pois sou engenheiro do SAAE de Angra, e seguimos para o Pirata’s para desembarcar. Ví então um Iate clássico, com suas linhas perfeitas, ancorado dentro da piscina da Marina. Intrigado, pedi ao marinheiro da lancha que se aproximasse da embarcação. E mais uma vez, meu coração quase parou. Era ele, o Miss Bangú, que voltou das brumas do passado e de minha infância. Pedi ao marinheiro que se aproximasse do barco e acariciei-o com a mão, sentindo um turbilhão de emoções confusas. Olhei para sua amurada vazia e de repente surpreendi-me pensando que o Silveirinha e seus convidados apareceriam mais uma vez. Mas é óbvio que não apareceram. Soube mais tarde que o belo iate estivera abandonado durante muitos anos e que uma alma grandiosa o resgatou do oblívio, reequipando-o com seus finíssimos móveis e adereços, alguns deles resgatados até em favelas. Ele hoje está em Cabo Frio, fazendo charters, e um dia irei a bordo de novo. E não pedirei chave de fenda alguma.... Renato Guilherme Cunha é escritor, apaixonado por barcos principalmente lanchas antigas Cabrasmar, como a sua, Mike Nelson...

Miss Elegante Bangu Mancha que cobriu a costa brasileira

abaixo da superfície. Mais perto da costa do Rio de Janeiro e de São Paulo, a água tem uma tonalidade mais verde, sinais de um tipo diferente de fitoplâncton e de sedimentos provocados por chuvas na região. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a espuma vista na região é decorrente da decomposição das algas e Foto da Nasa: mancha em nosso litoral microorganismos, e pelo mar agitado.

tidos de tecidos Bangu. O Miss Elegante Bangu acabou nos anos 1960.

Joaquim Guilherme da Silveira – o Silveirinha - era um dos donos da empresa Tecidos Bangu, fundada em 1891. Em 1951 sua esposa D. Candinha Silveira criou o concurso Miss Elegante Bangu. O primeiro concurso foi realizado em 1952. O evento espalhou-se pelo Brasil, conquistando a alta sociedade da época. Era chique participar dos desfiles. O prêmio para a primeira colocada era uma viagem à Europa. Moças de famílias tradicionais desfilavam em ves- Silveirinha e as elegantes do Miss Bangu


Muito à frente O Japão mostra mais uma vez que é um país onde se aprende com erros e não dorme no ponto: em menos de três anos da tragédia de Fukushima inaugura sua usina solar com capacidade para abastecer 22 mil casas

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É motor, mas pode cruzeirar A Coral 31C Full foi pensada para ser completa. Do design que preve longos passeios, ao seguro e salvatagem, passando pelo acabamento

Sol: A mega usina de Kagoshima Nanatsujima pode abastecer 22 mil casas

As versões aberta e fechada agradam quem conhece. No Guarujá, fez sucesso.

O Japão é um país que aprende rápido. Em menos de 3 anos, após a explosão da usina nuclear de Fukushima, inaugurou a maior usina solar do país, que pode fornecer energia para 22.000 casas. A usina– Mega Usina de Energia Solar Kagoshima Nanatsujima – localiza-se em uma enseada no extremo sul do Japão, o que significa que é bastante segura mesmo em ameaças de tempestades e tsunamis. Após o desastre de Fukushima, o país instituiu um programa de grande escala para encorajar a construção de novas usinas – e, mais importante de tudo, incentivar consumidores a escolherem energia solar no lugar de formas mais tradicionais de energia. A política começou em 2012, com subsídios para o alto custo da energia solar em relação a outras fontes – oferecendo pagamentos a proprietários de usinas solares para cobrir parte dos seus custos. Mas o maior exemplo talvez venha de Naoto Kan, o impopular primeiro ministro japonês da época do desastre de Fukushima. Para conseguir a aprovação do projeto junto à oposição, ele fez um acordo: ele renunciaria após o parlamento cooperar na aprovação de algumas medidas legislativas, incluindo um projeto de lei de energia renovável que estabeleceu a tarifa. Ele sacrificou sua carreira política em troca de um acordo para encorajar o uso de energia solar no país.

A oitava edição da Boat Xperience realizado na Marina Astúrias (Guarujá), no final de janeiro/início de fevereiro teve como destaque a lancha de 31 pés da Coral. Com muita procura, a Coral 31C Full revelou soluções interessantes para o público de motor que quer pernoitar a bordo ou mesmo fazer pequenos (e porque não grandes?) cruzeiros, como uma boa quantidade de água nos tanques (230 litros) e box para banho no banheiro, exigência si-ne-qua-non da ala feminina. Além disso o termo “full” que acompanha o nome de batismo do modelo não se limita aos acessórios, aliás, todos presentes (inclusive almofadas, iluminação em leds, teca...). Salvatagem, seguro, sistema anti-incêndio e rastreador também estão na lista do que vem na lancha. Há versões com proa aberta também.

Fique por dentro:

“Passei!”

CORAL 31C FULL

Izabel PImentel passa o Cabo Horn (ao fundo): agora ela é uma Cape Horner Com essas palavras Izabel Pimentel anunciou via internet no dia 21 de janeiro, o 37º dia após a partida da Ilha de Páscoa (21h02 horário do Brasil), que havia contornado o Cabo Horn a bordo de seu veleiro Don. Ela se torna a primeira velejadora brasileira, navegando em solitário a fazer a passagem. Leva o título de “Cape Horner”, e pode fazer parte da Associação Internacional dos Capitães de Longo Curso Cap-Horniers (AICH), uma associação francesa que reúne quem já passou por lá. A versão inglesa dessa associação é a Cape Horners Association (http://www.capehorners.org), fundada em 1959. Antes do feito Izabel sofreu uma capotagem que obrigou a fazer uma parada na Ilha de Páscoa. Lá ela fez consertos na cruzeta. Depois disso, a caminho do Horn uma tempestade fez com que o veleiro adernasse muito e repentinamente em duas ocasiões. Izabel sofreu uma distensão muscular no tórax e um corte em uma das mãos. “Cheguei (em Ushuaia) super magra. Levei um susto ao me olhar no espelho. A comida a bordo estava muito ruim. Uns velejadores me receberam e fomos jantar. Comi carne, tomei uma cerveja e um refrigerante. E doce de leite, é claro!”, contou Izabel. Em fevereiro ela chegou no Brasil (Rio Grande do Sul) e seguiu para São Francisco do Sul (SC).

Comprimento Boca Pontal Calado Pé direito Capacidade

9,51 m 3,00 m 1,90 m 0,50 m 1,95 m 12/4 Pass


ALMANÁUTICA

8 40º Brasileiro deRecife Laser e 18º da 4.7 Matheus Dellagnelo (ICSC) e Martin Lowy (YCSA) são os campeões O disputadíssimo 40º Brasileiro da Classe Laser (e 18º Campeonato Brasileiro de Laser 4.7) reuniu as competições nas categorias Standard, 4.7 e Radial em janeiro. Aconteceu em Marina Farinha, na subsede do organizador Cabanga Iate Clube de Pernambuco. A competição valeu como a primeira seletiva para os mundiais da ILCA (International Laser Class Association) e também a seletiva para os 10º Jogos Sul Americano para as Classes Standard e Radial Feminino, em Viña Del Mar, no Chile (10 a 17 de março). Robert Scheidt foi uma ausência sentida na competição. Após conquistar o título da Copa Brasil, disputada no início de janeiro no Rio, ele seguiu para uma etapa da Copa do Mundo de Vela, em Miami, na mesma data da competição brasileira. Com o caminho aberto, o catarinense Matheus Dellagnelo (do Iate Clube de Santa Catarina) confirmou o favoritismo da Classe Standard, e com uma campanha quase perfeita - apenas 4 pontos perdidos vencendo sete das 10 regatas em disputa – levou o título. Já Martin Lowy, do Yacht Club Santo Amaro (YCSA/SP) levou o

Mundial da ISAF

Matheus Dellagnelo do ICSC comemora

primeiro lugar do pódio na categoria 4.7, e também com uma campanha invejável, liderando desde o início. Destaque na competição para Edvaldo Barbosa, que aos 70 anos ainda disputa na Laser. O “Seu Vavá” – que começou a velejar com 40 anos - é o único representante na categoria Great Grand Master da Classe 4.7 no meio da molecada. A entrega dos prêmios foi comandada pelo Comodoro do Cabanga, Cláudio Cardoso durante um jantar na sede do Clube. “Além de mostrar que temos estrutura para esse tipo A campeã mundial Pacelli manobra em Oahu (Havaí): novo título no bolso de evento, incentivamos ainda mais nossos Em 2013, Nicole Pacelli deixou de ser peonato mundial oficial do SUP que aconatletas a competir e seguir adiante na vela”, uma remadora de SUP desconhecida e tece em 6 países, inclusive no Brasil (de 29 comentou Cardoso. conquistou o inédito título de Campeã de março a 6 de abril). Mundial. Este ano Nicole já venceu a Nicole Pacelli é paulista de Maresias e tem primeira etapa do campeonato, que reu- 22 anos. Filha do surfista Jorge Pacelli e niu novamente as melhores competido- da ex-bodyboarder profissional Flavia Boras mundiais. Depois de disputar quatro turão, ela começou a surfar ainda criança, baterias e a semifinal desbancando as mas pratica o SUP apenas há cinco anos. maiores feras internacionais como Can- A competição foi realizada na costa nordice Appleby, a (sic) “waterwoman”, as te de Oahu, Havaí, e levou 18 mulheres. simpáticas havaianas Vanina Walsh e “Estou tão feliz!”, comentou Pacelli depois Hannah Fenton, além da espanhola Iballa de sair da água e saber que tinha vencido. Moreno, Pacelli foi para a final. Em sua “As ondas estavam boas... Às vezes vinha última onda Nicole obteve dos juízes uma boa série mas todas estávamos muito uma média de 8,17 pontos (8,0/8,0/8,5), cansadas. Eu peguei a minha melhor onda mais que o dobro (4,07) da americana do evento todo”, concluiu. Em recente enAppleby, que terminou a competição em trevista para o Almanáutica antes da comsegundo. Ela disputou a final com Can- petição Pacelli comentou que “daqui pra dice Appleby, Sophia Bartlow (Havaí, frente os campeonatos só vão ficar mais diterceiro lugar) e com a também brasileira fíceis”, dado o nível das competidoras. PaAline Adisaka que ficou em quarto. Essa celli agora volta sua atenção para o Brasil, etapa faz parte do “The Stand Up World etapa que acontece em Maceió (Alagoas) Tour”, torneio criado em 2009. É o cam- entre os dias 29 de março e 6 de abril.

Robert Scheidt termina mundial em segundo. Noventa disputaram o título...

ABCL incentiva Classe Laser levando Circuito NE para Lagoa do Bonfim A Coordenadoria Regional da Associação Brasileira da Classe Laser realiza de 1 a 4 de maio o Circuito Nordeste na Lagoa do Bonfim, em Natal, com o apoio do Iate Clube. “O Circuito Nordeste foi criado no inicio da década passada, para promover mais regatas para o ranking nacional (peso 3), possibilitando aos velejadores mais competições de alto nível. Foi definido que

É Nicole

Nossa Campeã Mundial de Stand Up Wave, Nicole Pacelli, vence mais uma no Havaí e disputa a próxima etapa no Brasil, com um gostinho especial

A meteorologia em Miami guardou o melhor para o último dia. Das regatas que antecederam à final, algumas até foram adiadas pela falta de vento. Na competição especial pela Medal Race, a última das competições desta etapa de Miami, as medalhas foram decididas em dez competições nas diversas classes olímpicas sob um céu ensolarado e vento suficiente para uma boa competição. Essa série final de regatas da Medal Race incluiu os dez melhores velejadores classificados em cada flotilha, competindo pelo dobro de pontos. Ao final deste último dia de competições, os brasileiros melhores colocados foram Robert Scheidt - segundo na Laser – e Jorginho Zarif, terceiro na Finn. Merece ainda destaque o quinto lugar de Bruno Fontes, também na Laser, que reuniu mais de 90 velejadores na briga. No Windsurf (RS:X) Bimba levou o quinto, a mesma colocação para Patrícia Freitas (RS:X fem.).

Rio Grande do Norte

SUP

o Circuito NE seria realizado anualmente nos em RN, PB, PE e Al, na semana dos feriados de 21 de abril ou de 1 de maio e o Regional Nordeste na semana de 7 de setembro. Estas datas não devem conflitar com os outros 3 Campeonatos Regionais (Sul, Sudeste e Centro-Oeste). A Lagoa do Bonfim já tem uma estrutura náutica considerável o que facilita a realização das regatas”, comentou Edvaldo Sobreira Barbosa, Vice-Presidente ABCL e Coordenador Regional. A ABCL arcará com a estadia e alimentação e honorários de um instrutor de alto nível para ministrar uma clinica de 3 dias.

Entenda como se julga uma competição de Stand Up Wave: Todos os concorrentes saem juntos da praia a partir de uma buzina. Os juízes analisam Compromisso e Grau de Dificuldade; Velocidade, potência e fluxo; Manobras inovadoras e progressivas; Combinação de Grandes Manobras; Numero de manobras e Variedade de Manobras. É importante notar que a ênfase em determinadas pontuações depende da localização e as condições do dia e de cada praia. O termo compromisso (Commitment), significa descer a onda que escolheu, além de escolher a mais correta. Um refugo ou não conseguir descer a onda que escolheu é um não comprometimento. A escala de pontuação é assim: 0,0-1,9 = Fraco; 2,0-3,9 = Razoável; 4,0-5,9 = Média; 6,0-7,9 = Bom; 8,0-10,0 = Excelente. Dependendo da praia e das condições a pontuação pode ser maior ou menor. As manobras incompletas não são pontuadas. Caso os supistas optem por manobras só

inovadoras ou só tradicionais, os juízes utilizam a proporção de 75 a 25 % de pontos. Se quiserem obter os 25% (2.5 pts) a mais e fazer a diferença, precisam combinar os dois aspectos. O tempo de transição entre o fim de uma onda e a remada para a próxima também conta: em pé e remando, com boa técnica e boa estabilidade. Ajoelhar, deitar ou sentar enquanto rema faz perder pontos. O remo é usado nas manobras como um pivô ou ferramenta em manobras para obter movimentos radicais ou mais força. Seções radicias e grau de dificuldade maior são os fatores decisivos para pontuação. Direito de passagem: O supista mais próximo da onda ou no centro do pico (onde ela começa a quebrar) tem direito de reivindicar a descida da onda. Outros supistas não podem interferir com quem tem o direito de passagem. O ofensor será penalizado desde a chamada de atenção dos juízes, até a perda de 50% em pontos em sua segunda maior pontuação.


Jet ski

kite

Brasileiro de Jet Ski

Voando na água

O paranaense Valdir Scremin, de Ivaiporã, radicado no Paraguai e o paulistano Jeferson Gomes foram os destaques da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Jet Ski – Grand Prix 2014. As disputas foram realizadas na “praia” do Pôr-do-Sol, situada na margem direita do Rio Tietê, no reservatório da Usina de Três Irmãos, em Pereira Barreto (SP).

Neste número falaremos um pouco sobre uma nova categoria que surgiu a pouco tempo dentro do kitesurf, e que rapidamente vem atraindo a curiosidade de muitos velejadores, trata-se do Kite Hidrofoil. O Kite Hidrofoil é quase como um mini avião. O formato para regatas é bem parecido com um planador. Trata-se de um novo desenho de quilha que fica ligada a uma prancha. Uma vez que você tem velocidade, o foil vai ter sustentação suficiente para manter seu peso e você será capaz de levantar toda prancha fora da água e ainda manter-se velejando apenas com o foil submerso e sem que a prancha toque a água. Um verdadeiro voo! Os relatos dão conta que esse tipo de prancha foil começou a se desenvolver no Havaí, usando para surfar grandes ondas e não demorou muito para que alguém tivesse a ideia de usar com uma pipa e daí o esporte nasceu.

Só os profissionais nas águas do Tietê A etapa de abertura do Campeonato Brasileiro de Jet Ski- Grand Prix 2014 reuniu competidores dos Estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal e convidados do Paraguai. A competição ao final de todas as etapas programadas também definirá os pilotos que disputarão o Campeonato Mundial, que será realizado de 4 a 12 de outubro, em Lake Havasu, no Arizona (EUA). No Freestyle Profissional (manobras livres) o paulista Laércio Kumada mostrou que é um dos favoritos para buscar o tricampeonato. Apresentou manobras radicais que agradaram ao público e aos juízes.

Passeio de Jet A Sea-Doo e a Casarini Beach realizaram o Jet Tour Sea-Doo Guarujá um passeio que saiu do Canto do Tortugas, na Enseada, e seguiu para a Praia do Góes passando pela Ilha da Moela e praias do Guaiúba e Saco do Major. Rolou lanches e bebidas e até uma parada para mergulho. Além disso houve test drive pra quem esteve por lá.

Rihanna fumando A cantora Rihanna veio ao Brasil para fazer uma sessão de fotos para a revista Vogue em Angra dos Reis (RJ). Entre uma sessão e outra ela postou no seu Instagram algumas fotos numa prancha de Stand Up Paddle (a bem dizer, Sit Down Paddle, porque estava sentada!). Embora passe à primeira impressão a imagem de saudável pela boa forma, ela posou com um cigarro na mão. Será que alguém ainda acha isso sexy? SUP, sentada e com cigarro? Bola fora, garota! Bola fora editor da Vogue!

Rihanna de cigarro: péssimo exemplo

Marina Legal

Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente da Associação Náutica Catarinense, encabeçou o projeto Marina Legal, em busca da legalização de marinas locais. Foram dois anos de trabalho e oito marinas legalizadas em janeiro. Devido à extensa burocracia e falta de orientação, todas estavam irregulares. O projeto contou com o trabalho de 4 empresas (ambiental, engenharia, arquitetura e advocacia), e outras instituições como Capitania dos Portos, SPU, Fatma e Prefeitura de Florianópolis.

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a realmente desenvolver o esporte, avançando para a parte mais difícil: velocidade + estabilidade. Com o aumento da velocidade é preciso estar bem estável. Eles desenvolveram o foil board de velocidade - o que antes só poderia chegar a 18knots transformou-se em algo que chega a ser mais rápido que qualquer prancha de regata, indo algumas vezes mais rápido que a velocidade do vento e até mais rápido que a maioria dos veleiros. Por enquanto, o maior problema para o desenvolvimento do esporte é o alto vaor cobrado pelo equipamento sofisticado: uma prancha com um foil está em torno de R$ 6.000,00 ($1.500,00 Euros). Para este ano já teremos um circuito mundial que contará com 4 etapas entre Europa Kite com Foil: voando sobre as águas e América do Norte. Em breve espero que o Brasil posa ter um A partir de então vários atletas/velejado- circuito organizado e com muitos velejares começaram a sentir o quão bom seria dores na água nessa nova modalidade que velejar em um mar super mexido parecen- surge!!! do que estavam nas mais calmas águas do oceano. Aliado a isso, o fato de que, mesAbraço e bons ventos a todos! mo em ventos fracos, é possível ainda velejar com uma boa velocidade. Como a maioria das tecnologias avançadas Nayara Licarião é hexacampeã brasileira em vela, os franceses foram os primeiros de kitesurf, mora e veleja em João Pessoa


ALMANÁUTICA

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CURTAS

MERGULHO

Seu equipamento

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Faleceu na noite dia 7 de fevereiro, aos 61 anos, o empresário José Luís Motta, A princípio o homem – normalmente - vive dono do estaleiro mineiro Ventura Marine. em uma condição de pressão de 1 atmosfeMotta assumiu a fábrica na década de 90 e ra ao nível do mar. Por isso nos cercamos levou a empresa ao sucesso. de inúmeros equipamentos em suas mais variadas formas e matérias de construção O DAE de Jundiaí anunciou que o Pardiferentes para usarmos durante nossa que da Cidade suspendeu temporariamente imersão, nosso contato com o meio líqui- atividades do seu Centro Náutico em razão do. Quando fazemos um curso, usamos os do baixo nível da represa. Ô São Pedro, coequipamentos chamados de uso pessoal labora, vai?! - máscara, snorkel e a nadadeira - e norO Clube Itaupú e o CIR - Clube Inmalmente o restante é emprestado: roupa ternacional de Regatas de Santos estão de de neoprene, regulador e o colete. Existem volta à FEVESP. Parabéns a todos os enoutros equipamentos que usamos também, volvidos na decisão. Precisamos de vela de escolha pessoal como relógio, compuforte em São Paulo! tador, saco elevatório... Se você decidiu que vai fazer um curso de mergulho, por Mauro Dottori foi eleito presidente da indicação de amigos normalmente, então já Classe Carabelli 30. Fábio Filippon assudeve ter a indicação do local, e da empresa. miu a vice-presidência e André Fonseca foi Em seguida ao contato pessoal e a confir- mantido como Diretor Técnico. mação dos dias a serem realizadas as aulas teóricas e práticas, será indicado o material que terá que comprar. A máscara - nos mais diversos formatos e cores - são produzidas em muitos tipos de materiais e até a combinação de alguns deles, o snorkel, que será usado para respirar quando estiver ao nível da água, boiando. Normalmente é um tubo de aproximadamente 30 cm também proNum passeio ou mesmo numa travessia, duzido em diversos formatos e cores em a alimentação não é a mesma de quando plástico/silicone. E a nadadeira que, para estamos em casa, ou paradinhos numa anser calçada, pode ser de calcanhar fechado coragem. A realidade mostra: quase ninou aberto. Todos estes produtos são pessoguém gosta de cozinhar a bordo, ao invés ais e por questões ergométricas, adaptamde descer para a praia e encostar-se num -se ao corpo de cada um de forma diferenrestaurante ou boteco a beira mar. Mas te, portanto qualquer que seja o modelo, a há quem prefira ficar a bordo e aí a escocor e a marca, , você deverá comprar prolha é unânime: churrasco. Mas é possível dutos que se ajustem perfeitamente em seu deixar algumas coisas prontas e apenas ir corpo. Outros equipamentos são cilindro consumindo, seja ancorado ou em travesde ar (não de Oxigênio), a roupa de nesias. Uma das boas opções é uma bela toroprene (pode ser de peça única ou do tipo ta. Fácil de fazer, cortar e consumir, pode calça e jaqueta, em diversas espessuras), o ser recheada com quase tudo o que se tiver regulador, que é uma válvula, que reduz a à mão. Desde o sofisticado camarão, até pressão do ar do cilindro para uma pressão simples legumes e/ou batatas cozidas. Vale necessária dependendo da profundidade tudo: verduras, carne moída bovina, frango do mergulho. O colete equilibrador possui desfiado ou o que mais sua imaginação (ou um reservatório de ar e permite emergir ou o fundo da geladeira) disponibilizar. submergir, conforme se enche ou esvazia; e o cinto de lastro. Atualmente grande parte dos coletes tem bolsos onde se introduz Origens o chumbo, mais fácil e confortável que o cinto. Mergulhe com segurança! Faça Acredita-se que a elaboração de bolos exisum curso com instrutor credenciado! ta desde o Egito Antigo. Eram feitos com Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 Marinha do frutas secas como tâmaras, e uvas passas.

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Papo de Cozinha

Torta: Faça direito!

Brasil e Instrutor NAUI / PADI

Os antigos gregos e romanos o aperfeiçoa- creme bem grosso. ram. Nero gostava muito. A real diferença Em casa você pode utilizar o liquidificador. entre pães e bolos só veio a ser caracteri- Coloque metade em uma forma untada, rezada durante o Renascimento. A palavra “torta” é a tradução italiana para bolo. Receita básica 1 xícara de óleo 2 xícaras de leite 2 colheres de chá de fermento 3 colheres de sopa de queijo ralado 3 ovos 12 colheres de sopa de farinha de trigo Sal a gosto

Torta pronta: pode ter vários recheios cheie e coloque a outra metade por cima. Forno médio até ficar coradinha (espete o famoso palito e veja se sai sem nada grudado). Deixe esfriar e corte em quadrados para a galera não avançar de uma só vez... Vai bem com uma salada e com um suco bem gelado. Bom apetite!

Liquidificador e depois forno: delícia Modo de Preparo Coloque os ingredientes líquidos numa vasilha e depois acrescente os ovos, o fermento, o sal, e por ultimo a farinha de trigo, batendo até atingir uma consistência de

Túnel do Tempo Aviões no Iate O ICRJ já teve escola de aviação. E Vito Dumas tirou brevê lá!

Hangares na Praia da Saudade: ICRJ O Iate Clube do Rio de Janeiro já abrigou uma escola de aviação ainda na época do Fluminense Yacht Clube por iniciativa de Arnaldo Guinle. Foi lá que o famoso navegador argentino Vito Dumas, além de outros 230 alunos, tiraram seus brevês! Hoje o hangar original (Darke de Mattos) é usado para a guarda de monotipos. Ao fundo vemos o Morro da Urca. O local era conhecido como a Praia da Saudade. Hoje, o nome faz sentido. Foto: João Novello.

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Oficina do Capitão

Piloto automático de cana Nosso anjo da guarda pode nos deixar na mão. Veja quais os problemas mais comuns. apertados podem romper a rosca da base, já que é de plástico. Uma boa verificação é ver se a junta está com a mesma espessura em todo o perímetro. Uma parte com maior separação pode significar um parafuso mal apertado ou uma recolocação da junta mal feita: pode estar torcida ou mal encaixada. A ruptura das correias também ou o desgaste, a quebra ou a soltura das engrenagens (plásticas) é comum. Os pilotos TP da Simrad (10,22 e 32) são muito similares em conceito aos da Raymarine, incluindo as dimensões de instalação. Entretanto ele traz algumas boas vantagens. O isolamento do pistão e o excelente isolamento duplo da parte eletrônica são um diferencial. Com isso a Simrad tenta eliminar o mais comum dos problemas: a água. Nele os problemas mais comuns são o afrouxamento do pinhão de transmissão do motor por excesso de carga, a entrada de água na carcaça pela entrada do cabo de força e a oxidação da tomada elétrica exterior do piloto. Outra vantagem é que ele trabalha com apenas uma correia,, enquanto os ST usam duas. Isso acaba reduzindo a probabilidade de problemas. No geral, suas peças são mais fortes que o Raymarine. A obtenção no Brasil de kits de reparo é um grande problema para ambos. Mas graças à internet e à facilidade de compras no exterior via correio, basta uma busca no Duas correias e muito plástico: problemas à vista ebay da Inglaterra para se envantagem o desenho compacto, embora contrar o que se precisa (http://www.ebay. essa também possa ser sua principal des- co.uk). Para consultar o número e nome vantagem: a entrada de água – um dos pro- técnico das peças a fim de fazer a busca no blemas comuns nesse tipo de piloto – pode ebay, baixe da internet os manuais de serdanificar muitos dos componentes em seu viço de cada um dos pilotos, o que também interior, multiplicando portanto, o problema. Seria lógico imaginar que esse tipo de equipamento fosse preparado para enfrentar o problema da água, mas não é bem assim. O modelo mais antigo, com botões individuais, favorecia a entrada de água, assim como a junta das duas partes do corpo principal, um perfil simples e mais vulnerável. O modelo mais recente Mecanismo da Simrad é mais protegido da infiltração de água (plus) traz um só teclado e a junta melhorou. A carcaça é fi- é fácil de se encontrar. xada com 8 parafusos que, se frouxos, poColaborou: Ernesto Saikin autor do Guía dem permitir a entrada de água. E se muito Práctica para el Navegante Oceânico Pilotos para cana de leme surgiram em 1970 com a invenção de Tillermaster nos EUA. Mas sem dúvida a popularização deu-se em 1974, quando Dereck Fawcet, antigo funcionário da Lewmar, lançou o primeiro Autohelm. Logo foi absorvida pela Raytheon e finalmente se converteria em Raymarine. As duas marcas mais utilizadas são o Autohelm e o Simrad. Como tripulante perfeito e grande amigo do comandante, o instrumento eletrônico manobra a cana em um rumo determinado dado por uma bússola eletrônica interna, e pode ser acoplado a um GPS ou leme de vento. Em termos gerais, além da bússola, em seu interior temos uma unidade eletrônica de controle, uma unidade de potência e o motor, encarregado de movimentar a cana de leme. Normalmente os pilotos de cana são indicados para veleiros de até 4.500kg de deslocamento. Os pilotos da Raymarine ST1000+ e ST2000+ nasceram há mais e 30 anos e foram evoluindo com o tempo, tendo como

Vaavud. Que é isso?

HTC (Android). Você pode achar o Vaavud Vaavud é um medidor de vento para celula- na loja Velamar, representante exclusiva res e iPads. Ele é composto por um peque- Vaavud em São Paulo. no anemômetro e roda com um aplicativo que mostra a velocidade média, a real e a máxima, bem como um gráfico em tempo real. É o primeiro gráfico em tempo real do mundo em um anemômetro de mão. Um mapa ao vivo dá acesso a medições realizadas por outros usuários, formando uma espécie de rede meteorológica mundial. O Vaavud trabalha com todos os iPhones (4 em diante) e todos os iPads (2 em diante), rodando em iOS 6 ou 7. Também roda com o Samsung Galaxy S3 e S4 e Vaavud: A rede social eólica chegou!

Biblioteca de Bordo

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que também fez engenharia. Essa trajetória do velejador, aventureiro e pai de família está nas páginas do livro de Cylon: Uma história de vida e de realizações, tanto acima como abaixo da linha d’água...

Causos de Mar... Não há nada mais gostoso que ler um livro de crônicas. Histórias curtas, sem necessariamente uma linearidade, permitem que se pule este ou aquele capítulo e que se volte depois, conforme nosso tempo e vontade. Lançados recentemente, dois desses livros devem obrigatoriamente estar em suas mãos: Manhã de Domingo de Cylon Rosa Neto, e o Diário do Avoante, de Nelson Mattos Filho. “Abro um olho e com surpresa sinto a cama se mexer pelo primeiro sopro de vento do dia, vejo não o forro distante, escuro e inclinado do meu quarto, mas um forro claro, baixo... Ao invés da luz difusa do corredor e da escada, a luz forte da gaiúta... Ao invés dos barulhos de uma cidade despertando, o pio do inhambu se estiver na Praia do Sítio, o pio das marrecas e o canto do tarrã se estiver no Araçá, o canto da saracura e o grasnar dos patos se estiver na Chico Manoel... Exultante, em triunfo, salto da cama como um maluco, ainda sob o efeito inebriante da surpresa de ser...”. É em seu livro Manhã de Domingo que Cylon Rosa Neto reuniu crônicas sobre suas paixões. Reflexões sobre a vida de um marinheiro, mergulhador e pescador e

Nelson Mattos Filho nasceu em Natal, em 1962. Administrou empresas até descobrir que o vento e o mar traçam as rotas por um mundo onde os sonhos são vividos, e não sonhados. Então foi realizá-los. Mudou-se com a esposa para o Avoante, um veleiro de 33 pés e foi conhecer os rincões e as pessoas pela costa. Recentemente lançou seu livro Diário do Avoante. Trata-se de uma coletânea das 100 primeiras crônicas que Nelson escreve semanalmente para o Jornal Tribuna do Norte, em Natal, e que já se estende por mais de seis anos, dos oito que vive a bordo. Rico portanto em experiências de vida, historias pitorescas de lugares e pessoas. “Quando fiz a opção de morar a bordo de um veleiro e viver essa vida de cruzeirista, navegando pelo litoral brasileiro, foi por acreditar que a vida tinha novos horizontes e não somente aquele que, até então, eu estava acostumado a viver”, escreveu Nelson, logo no início de seu livro. Quem já conhece o nordeste, certamente vai matar as saudades. Quem ainda não navegou por lá, vai poder navegar nas páginas do Avoante. Ambos são livros imperdíveis e que você pode adquirir na livraria mais confiável da internet: a Livraria Moana!


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Caros Associados,

Philippe e Frederique saíram do Bracuhy e foram à África do Sul

Chegou.....Chegou... o veleiro Kilimandjaro chegou. Chegou trazendo a bordo nosso Diretor de Informática Phillipe e sua esposa Frederique. Pra quem não sabe, os dois a bordo de seu veleiro Kilimandjaro saíram do Bracuhy em dezembro rumo a Cidade do Cabo e retornaram ao seu porto de origem neste fevereiro (leia a matéria ao lado). Parabéns pela grande velejada. Quem quiser saber mais da viagem, aguarde a palestra no nosso Encontro Nacional da ABVC. Por falar em Encontro Nacional, este ano está confirmado seu retorno a Marina Bracuhy. Mas será em outro feriado... anote na agenda: Primeiro de Maio. O Encontro será de 01/maio a 03/maio com muitas palestras, praticas de manutenção de motores, churrasco e cerveja. Fique atento a divulgação durante o mes de março. Após o Encontro, dia 04/05 zarpará o Cruzeiro Costa Verde/2014. Não perca a inscrição para conhecer a Baia de Sepetiba. Você que ainda não assinou, corra ao nosso site e assine o abaixo assinado contra o IPVA das embarcações iniciado no SPBS. Ele continua online em nosso site. E com o apoio da ABVO e ACOBAR. Nosso novo site está quase pronto! Muitas novidades como acesso a meteorologia e tabuas de marés, nossa loja, melhoria de pagamentos. Estamos concluindo também a programação do Cruzeiro Costa Leste 2014. Não fique de fora deste que é o maior Cruzeiro organizado pela ABVC. Para os associados do Rio de Janeiro, peço que acompanhem a “Revoada do Saneamento”. Com mais de oitenta embarcações inscritas no ultimo dia 16/02, zarparam pela cobrança do cumprimento do compromisso olímpico assumido pelo governo de sanear a baia da Guanabara em 80% até 2016. A ABVC está presente junto da Flotilha Guanabara e outras revoadas acontecerão. Fique atento às próximas ações. Iniciamos uma campanha de esclarecimento sobre a permanência de estrangeiros que chegam com seus veleiros em nosso pais. Esperamos sensibilizar nossas autoridades para que viabilizem um aumento deste tempo a estes que querem conhecer e gastar por aqui, gerando riqueza e empregos. Insistimos que fique atento também à divulgação de novos convênios com Iates Clubes e fornecedores de equipamentos náuticos. Nossa parceria com ABVO para baratear o seguro de nossa embarcação esta a todo pano. Fale com Fábio Avelar na Brancante Seguros e tire suas duvidas.

Já estão abertas as inscrições do Cruzeiro Costa Leste da ABVC. Esse cruzeiro em flotilha foi criado pelo velejador do Iate Clube do Rio de Janeiro, Newson Campos, que reuniu alguns amigos para subir a costa e ir até Noronha. Realizado de dois em dois anos, essa será a sua sétima edição. Partirão Rio de Janeiro 40 veleiros e mais de 150 tripulantes com destino à Salvador e posteriormente Fernando de Noronha. O evento prevê ainda escalas em Búzios, Vitória, Abrolhos, Camamu, Santo André, Ilhéus, Salvador, Aratu e Recife. Organizado por subflotilhas de acordo com o deslocamento, os grupos partem juntos para os portos de parada aonde acontecem festas, cervejadas e churrascos, além de passeios pelos locais turísticos de cada região e brindes para os participantes. O ponto alto é a possibilidade do avistamento de baleias e mergulho autônomo (mesmo para quem não é certificado!) em Abrolhos, através de um fun dive em águas rasas. As inscrições podem ser feitas no site da ABVC. As novidades na inscrição estão por conta da obrigatoriedade da apresentação da apólice de seguros vigente, bem como uma vistoria prévia nos veleiros, visando garantir a segurança do evento. Pelo décimo segundo ano consecutivo vai Como em anos anteriores, são esperados ser realizado o Encontro Nacional. Este veleiros argentinos oriundos do Crucero ano, além da nova data (no feriado de 1º de de La Amistad, que parte de Buenos Aires maio – normalmente é realizado no feriapara Búzios, onde alguns devem integrardo de Corpus Cristhi), a outra novidade é -se ao Costa Leste. Bienvenidos! a volta das atividades à Marina Porto BraAgende-se. Esta edição do Costa Leste cuhy. Desde 2006, ocasião da realização promete lotar cedo! Quem dormir no ponto do quarto encontro, somente ano passado fica sem vaga... as atividades saíram do Bracuhy e foram realizadas em Santa Catarina. Para este ano, a organização ficou nas competentes mãos de Maurício Rosa, Diretor para Projeto Sociais da ABVC. Na programação deste ano estão previstos wokshops (motores de popa, regulagem de mastreação, regulagens de velas, entre outras), e palestras como a de Philippe Gouffon e sua esposa Frederique, que vão contar sua viagem À África do Sul, e Betão Pandiani, que vai falar sobre suas viagens em catamarãns. Costa Leste: mergulhando em Abrolhos

Encontro Nacional

Vão contar tudo no Encontro Nacional “Tá na hora de chegar… afinal, sobram apenas duas doses de expresso, para amanhã de manhã. Ainda há café em pó mas não é exatamente a mesma coisa (e tem pouco)…”. Assim Philippe Gouffon, a bordo do Velamar 32 ano 1978 (reformado e novinho!) batizado Kilimandjaro, registrou seu sentimento e o de sua esposa, Frederique (na foto de Maurício Rosa), ao aproximarem-se da costa brasileira após a viagem à África do Sul. Eles partiram no dia 6 de dezembro do Bracuhy, rumo à Cidade do Cabo e chegaram lá dia 5 de janeiro. Os Kilimandjaros iniciaram o retorno dia 14 de janeiro e dia 15/2 ancoraram no Abrahão, Ilha Grande (RJ) onde foram recepcionados pelos amigos e pela turma da ABVC, que fizeram a “escolta” até o Bracuhy. Philippe é o Diretor de Informática da nossa associação. Quem quiser saber de mais detalhes da viagem do casal, os perrengues e as alegrias, pode dar uma olhada no blog que eles mantém, e que contou inclusive com atualizações em alto mar: http://veleirokilimandjaro.wordpress.com

Costa Verde A quinta edição do já tradicional Cruzeiro Coista Verde, organizado pelo Vice-Presidente de Paraty, Eduardo Schwery, já tem data marcada: será logo após o Encontro Nacional da ABVC. O cruzeiro deverá reunir mais de 15 veleiros que percorrerão o circuito Ilha Grande – Baía de Sepetiba. No roteiro, passarã pelos pontos tradicionais da região, como praia da Estopa, Quitiguara e Itacuruçá. Tudo - claro - com muito churrasco, brincadeiras e confraternização, como já é tradição nesse cruzeiro. Sempre que o tempo permite, uma fogueira e uma reunião com violão, como “nos velhos tempos”... Se você nunca participou de um cruzeiro em flotilha da ABVC, esta é sua oportunidade de aprender com um grupo bem animado e com toda segurança. Praticar a ancoragem, as velejadas mais longas com novos amigos e muita animação. Participe!

Fim do verão... programe a manutenção preventiva de sue veleiro! Bons Ventos,

Maurício Napoleão

Costa Leste 2014

Bracuhy - Cape Town

Fogueira, cerveja e muita festa no CCV

IPVA

A ABVC iniciou uma campanha contra a cobrança do IPVA para embarcações em 17 de outubro de 2013. A campanha que pode ser assinada no endereço www.avaaz.org/po/petition/Contra_a_cobranca_do_IPVA_para_embarcacoes posiciona-se contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 140/2012) que trata da cobrança de impostos para veículos aéreos e aquáticos apresentada pelo Deputado Assis Carvalho (PT do Piauí). A ABVO e a ACOBAR também apóiam essa petição. Na esteira das decisões políticas visando a aumento da arrecadação de impostos, ela pretende alterar a Constituição Brasileira para permitir aos estados a cobrança do IPVA sobre aviões e embarcações. A matéria já foi objeto de discussão no STF em 2002. Na época, a tentativa de impor o tributo era a mesma, mas sem a alteração constitucional e o Supremo vetou porque o IPVA (imposto sobre veículos automotores) é um sucessor da antiga TRU (Taxa rodoviária Urbana) e voltada apenas para veículos automotores terrestres. Agora, entretanto, com a tentativa de mudar a Constituição a manobra política poderá vingar. O tema, que vem sendo defendido por alguns como sendo de “interesse popular” na verdade revela ignorância. Sendo o IPVA um imposto para “veículos automotores”, jamais poderia incidir sobre um veleiro, movido eminentemente por vento, onde o motor é apenas auxiliar em manobras quando da atracação/desatracação ou em emergências causadas pela falta de vento. Não é cabível mais um imposto sobre qualquer uma das embarcações produzidas no Brasil - incluindo as lanchas. Todas as categorias de barcos já tem uma carga tributária elevada, que tem acarretado prejuízos junto a estaleiros, navegadores, trabalhadores das pequenas empresas e, por consequencia, beneficiando a industria estrangeira e as importações. Assine!

CONVÊNIOS A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES - Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS Brancante Seguros 7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

Produtos ABVC

Os produtos da grife ABVC estão à sua disposição para compras via internet. São camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produtos que podem ser adquiridos na loja virtual da ABVC. Acesse e conheça: www.atracadouro.com.br/abvc

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Jornal Almanautica edição 11  

Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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